PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág.

1 de 45

Edwiges C. Carvalho Corrêa

edwigescarvalho@yahoo.com.br jdanilo.ceara@hotmail.com, lucasfbueno@hotmail.com, ligiapsi@hotmail.com, jdanilo.ceara@hotmail.com, mateusloures@hotmail.com, genilsonpmarques@hotmail.com, talitha978@hotmail.com, cffmoura@terra.com.br, queiroz.rapha@gmail.com, babtorres@gmail.com, doug4olho@gmail.com, mateusloures@hotmail.com, alianasantiago@gmail.com, aecoury@gmail.com, marinars05@hotmail.com, swat_396@hotmail.com, torresbab@gmail.com, rnrlima@uol.com.br, baiocchibruna@gmail.com, antoniomusquito@yahoo.com.br, cffmoura@terra.com.br, rosane_rco@hotmail.com, gabrielteddi_@hotmail.com, carolinaana.rp@gmail.com, lara.cristiana@yahoo.com.br, julianeerm@hotmail.com, fhgontijo@hotmail.com

Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula Aula

02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 23 24 25 26 27 28

-

19/02/10 23/02/10 26/03/10 02/03/10 05/03/10 09/03/10 12/03/10 16/03/10 19/03/10 23/03/10 26/03/10 30/03/10 06/04/10 06/04/10 09/04/10 13/04/10 16/04/10 20/04/10 27/04/10 30/04/10 04/05/10 07/05/10 11/05/10 14/05/10 18/05/10 21/05/10 28/05/10 01/06/10 08/06/10 11/06/10

(6ª) - Apresentação do programa. Conceitos iniciais do Direito. ................ 2 (3ª) - Direito Processual e conceitos. ................................................ 3 (6ª) - Direito Processual - conceitos. ................................................ 4 (3ª) - Atividade com 3 questões. ..................................................... 5 (6ª) - Debate das teorias do processo ............................................... 5 (3ª) - Princípios Processuais ........................................................... 5 (6ª) - Cont. Princípios processuais ................................................... 7 (3ª) - Direito Processual Constitucional ........................................... 9 (6ª) - Exercícios preparatórios para prova .........................................10 (3ª) - Prova ...........................................................................10 (6ª) - Fontes do Direito Processual ..................................................11 (3ª) - “Direito Objetivo, subjetivo e as fontes do Direito Processual”.........13 (3ª) - Lei Penal no Tempo ............................................................14 (3ª) - Lei Penal no Tempo ............................................................15 (6ª) - Lei Penal no Tempo – cont. ...................................................15 (3ª) - Lei Processual no Tempo e no Espaço ....................................... 16 (3ª) – Avaliação Oral...................................................................17 (3ª) – Jurisdição ........................................................................17 (3ª) – Princípios da Jurisdição........................................................18 (6ª) – Poderes da Jurisdição ..........................................................20 (3ª) – Limites da Jurisdição...........................................................22 (6ª) - Arbitragem ......................................................................24 (3ª) – Ação ..............................................................................27 (6ª) – Resolução de exercícios .......................................................29 (3ª) – Prova .............................................................................29 (6ª) – Entrega e correção da prova ..................................................29 (6ª) – Elementos da Ação .............................................................29 (6ª) – Ação: Carência, Classificação e Defesa ..................................... 34 (6ª) – Defesa do réu ...................................................................38 (6ª) – Função e Estrutura do Poder Judiciário ..................................... 41

PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. 2 de 45

Aula 01 - 12/02/10 (6ª) - Programa; discussão genérica de direito Leitura do Programa de Curso TAREFA – Escanear o programa de curso. Metodologia – provas serão em duplas (procurar uma dupla) Conceitos esparsos - Processo. Pergunta: eu vou à Justiça pegar o processo? ERRADO. Eu vou à Justiça pegar os autos do processo. Bibliografia preferencial – Teoria Geral do Processo – Cintra, Grinover, etc. Malheiros. José de Albuquerque Rocha – linguagem mais acessível. Aula 02 - 19/02/10 (6ª) - Apresentação do programa. Conceitos iniciais do Direito. 1. Teoria: corpo de conceitos sistematizados que permitem conhecer determinado domínio da realidade. A teoria adotada tem repercussão no nosso modo de ver o mundo. Generalidade e caracterização. 2. Conceito: idéia do que é peculiar a um grupo de objetos. Síntese das características gerais. 3. Sistematizar: ordenar um conjunto de conhecimento de forma coerente. 4. Objeto de estudo da TGP: conceitos gerais do Direito Processual. Processo, atos processuais, etc. 5. Correntes do conhecimento (algumas) - Empirismo – conhecimento a partir da própria realidade (experiência e observação) para formular os conceitos. - Racionalismo – fonte do conhecimento é a razão, o pensamento. - Paradigma lingüístico – conhecimento da realidade é medido pela linguagem; o diálogo permite chegar à verdade (via Habermas). A idéia de verdade é ligada à noção de consenso, via diálogo. - Dialética – modo de compreender a realidade com essencialmente contraditória; - Começamos a morrer quando nascemos (expressa a noção dialética de contradição e movimento). Questão pessoal que me ocorreram durante a aula: - Doutrinadores constitucionalistas mais modernos começam a adotar a concepção marxista de constituição (é um instrumento de dominação de classes)? Verificar. ligado à noção de poder – é o poder mediador das classes sociais. - Estado Em Marx, o poder do Estado é mantenedor das relações sociais de produção.

PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. 3 de 45

6. Questões Gerais a) Sistema jurídico – dentro do sistema social; O sistema jurídico não precede o sistema social, mas está estruturado a partir dele. b) Direito – É o resultado, produto da sociedade, conjunto de regras disciplinadoras da vida social. Tem a função de direção de condutas. Condutas prescritas como forma de comportamento. Comandos legais são construídos de forma hipotética (regra de conduta); é a moral quem faz proibições. Tratamento dos conflitos vida em Sociedade Regras; - Anterior aos conflitos direção - Posterior aos conflitos tratamento/intervenção - Integração social fator de coesão sistema (jurídico) A adesão ao ordenamento jurídico vigente (via constituição, p. ex.) é um fator coesão (integração social). Legitimação do poder adquirir exercício

Direito possui regras para dirimir conflitos (direito substancial ou material) e instrumentos (direito processual). CLT, CC, CP são códigos de direito substancial. Dirimir = solucionar. Aula 03 - 23/02/10 (3ª) - Direito Processual e conceitos. SOLICITAR SLIDES DATA-SHOW DA PROFa Direito Processual É a forma que o Estado assume para garantir os direitos materiais. Só é utilizado quando há conflito. Método de conhecimento Verdade relativa(?) Concepção da professora: a verdade não é absoluta, nem relativa, mas histórica. A verdade é uma construção social e muda com o processo histórico. Funções soberanas do estado Não são poderes, mas funções do Estado. Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Destaque O direito processual civil é o principal instrumento... Não-penal – porque é o direito civil é mais amplo e se aplica a todas as áreas da atividade humana, menos às atividades que envolvem direito penal (responsabilidade do CPP).

PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. 4 de 45

Resumo do Slide 2 Sistema jurídico – subconjunto do sistema social (autonomia relativa); Jurisdição – aplicação da lei ao caso concreto (restabelecimento da paz e ordem social). Direito Processual – instrumento de atuação da vontade concreta da leis do direito material. Jurisdição é única (divisão didática) Direito Processual Civil é subsidiário a todos os não-penais. Direito Processual – público (bem jurídico tutelado é a pacificação social, manutenção da ordem jurídica e a realização concreta da vontade da lei). Instrumentalidade e Efetividade – garantia de um processo justo mais do que um processo legal (primazia da ética sobre formalidades e solenidades). Tutelas: - Autonomia: autotutela (crime), autocomposição - Heteronomia: Arbitragem (terceiro determinado pelas partes), jurisdição, Métodos alternativos (mediação, arbitragem, conciliação, etc.). Aula 04 - 26/03/10 (6ª) - Direito Processual - conceitos. Direito Substancial/Material Sistema normativo de valoração de condutas que, segundo as forças sociais dominantes, são considerados importantes para a estabilidade de um dado modo de organização social (José de A. Rocha). Dinâmica social transformações.

Estado cria normas de conduta/leis (garantia do Estado e não da sociedade); Direito Processual – conjunto de normas jurídicas que dispõe sobre a constituição de órgãos jurisdicionais e sua competência, disciplinando a realidade que chamamos processo (I.A.R) Ciência do Direito Processual – busca estudar o sentido e o alcance das normas; - O Direito, enquanto norma, é uno. Separação é para análise, organização em classes, com certa autonomia; Ramos do Direito. Direito Processual está ligado aos demais, serve de instrumento para a realização dos demais, quando esses não são realizados espontaneamente. Direito Processual história, etc. relaciona-se com outras áreas da ciência economia, política, sociologia,

Dogmática Jurídica foco nas normas jurídicas; em geral, não considera a realidade histórica social (estas condicionam direito); Divisão do Direito Processual O direito processual caracteriza-se por ser um conjunto de normas reguladoras do processo; Possui diferentes ramos conforme a matéria.

na sua opinião.Debate das teorias do processo Debate das teorias da atividade passada – Teorias do Processo. Responder – o presidente pode ser processado e julgado por crime comum no exercício da função. Roteiro para análise do texto 1. Aula 07 . enquanto responsável pela prestação jurisdicional. . c) Subsidiária – quando é usado para cumprir lacunas na lei. alcance da norma jurídica.05/03/10 (6ª) . b) Orientadora – é o que dá sentido à norma. em adotar uma das teorias? 3. 2.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. 2.Atividade com 3 questões.09/03/10 (3ª) . 5 de 45 Quanto ao conteúdo 1. Normas de organização estabelece a estrutura organizativa do poder judiciário. Qual a importância do Estado. Conceito 2.02/03/10 (3ª) . 3. Aula 06 . Faça uma análise de cada teoria apresentada. TEXTO PARA PRÓXIMA AULA PARA EXERCÍCIO Aula 05 .Princípios Processuais Prova – 23/03/10 Princípios Constitucionais do Processo 1. Funções dos princípios a) Fundamentadora – idéias básicas que servem de fundamento para o direito positivo. Normas de processo disciplinam as situações jurídicas dos sujeitos do processo. abordando. os pontos negativos e positivos para o processo (prestação jurisdicional). Normas de competência (organização) cuidam da divisão do trabalho entre os órgãos judiciários. Faça uma análise da importância do Estado no ordenamento jurídico e sua relação com a sociedade.

5. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. entidades públicas ou privadas. e. Aos juízes é vedado: I . e 153.receber. a qualquer título ou pretexto. art. 6 de 45 3. 1º. (CF. que. à igualdade.irredutibilidade de subsídio. à liberdade. Os juízes gozam das seguintes garantias: I . 1º A República Federativa do Brasil.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. à segurança e à propriedade. II . nesse período. de 2004) b) Imparcialidade – deriva do princípio da independência. .dedicar-se à atividade político-partidária. salvo uma de magistério. II. art. ressalvado o disposto nos arts.receber. Características a) Princípios qualificam. III . na forma do art.vitaliciedade. c) Princípios gerais do processo – pressupostos fundamentais do direito processual que desempenha funções na realidade concreta. 2º). antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. auxílios ou contribuições de pessoas físicas. II . de sentença judicial transitada em julgado. Art.Executivo – eleito. III. 5º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 37. a qualquer título ou pretexto. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal.: sociedade democrática como valor do povo (CF. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. Princípios constitucionais do processo a) Independência (CF. Art. Ex.Judiciário – assegurada pelos princípios constitucionais do processo. III) Art. III . 1º. 39. art. outro cargo ou função. ainda que em disponibilidade. de 1998) Parágrafo único. salvo por motivo de interesse público. pessoa jurídica (3 poderes). Todo o poder emana do povo. VIII. 2º São Poderes da União. art. 95. d) Podem ser expressos ou implícitos e) Brasil – Estado Democrático de Direito (CF. só será adquirida após dois anos de exercício. § 4º. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: Parágrafo único. 153. nos demais casos.ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado. art. pessoa física (o juiz) (CF. 1º A República Federativa do Brasil. IV . Legitimidade das autoridades . § único) Art. . 93. dão valor à realidade. ressalvadas as exceções previstas em lei.Legislativo – eleito . de 2004) V . nos termos seguintes: III . dependendo a perda do cargo. 95). 5º Todos são iguais perante a lei.inamovibilidade. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. Art. nos termos desta Constituição. § 2º. b) Regra jurídica – orienta a conduta por um mandamento. o Legislativo. I. custas ou participação em processo. X e XI. no primeiro grau. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45.exercer. sem distinção de qualquer natureza. é a equidistância do juiz das partes e de seus interesses. independentes e harmônicos entre si. o Executivo e o Judiciário. caput). . 150. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 4.exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou.Participação direita ou indireta do povo.

processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade. I .307/96 (árbitros).ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. 5º. 5º. 52. . com os meios e recursos a ela inerentes. 52. 5º. de 02/09/99) e) Da inércia – juiz não pode iniciar o processo (tem que ser provocado).ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. 7 de 45 c) Do juiz natural – órgãos jurisdicionais anteriores ao fato no qual atua. Poder Legislativo – atribuição excepcional (art. em processo judicial ou administrativo.não haverá juízo ou tribunal de exceção. CF. Art. LIV. nos termos desta Constituição.com PROVA DIA 23/03/10 Princípios – cont. CF. I. XXXVII e LIII. Art. Art. XXXV .a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Formal porque é uma garantia apenas legal. Princípios processuais Mandar essa e a anterior para torresbab@gmail. LIII . 5º. ao judiciário (art. Do contraditório Apresentação das razões de cada parte.12/03/10 (6ª) . XXXV. CF. Principio da celeridade da prestação jurisdicional – evita os recursos protelatórios. CF. XXXV) XXXV . do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles. 5º. 5º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23.garantir a imparcialidade e independência. XXXVII .Cont. competência dos órgãos determinada por normas gerais. A regra geral é a presunção de inocência. art. é tida como inocente. d) Exclusividade da jurisdição – função atribuída. Igualdade Aplicação da igualdade formal. Devido processo legal O órgão jurisdicional deve observar um processo que assegure o respeito aos direitos fundamentais. Até o transito em julgado. Princípio de acesso à justiça Garantia de prestação jurisdicional do Estado. designação do juiz feita por normas/critérios gerais. LV.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. fundamentalmente. Compete privativamente ao Senado Federal: I . LV . Art. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa.homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. CF. I) e Lei. Art. 9.aos litigantes. bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. LIV . Aula 08 . .

Ligado ao direito de ampla defesa. observados os seguintes princípios: IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. LV. LVI. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. Vale para as partes e para o público.são inadmissíveis. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. LXXVIII a todos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. às próprias partes e a seus advogados. podendo a lei limitar a presença. Pauta-se: .aos litigantes. em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. Direito de ação do autor e de defesa do réu. Art. em processo judicial ou administrativo. Da motivação Juiz e intérprete e aplicador da lei. em determinados atos.Concentração – realizados em poucas audiências. podendo a lei limitar a presença. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. Deve-se motivar sua decisão. CF. IX. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. LV . 93. 93. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. Art. LV. sob pena de nulidade. ou somente a estes. Lei complementar. Art. 5º. CF. Art. LXXVIII. com os meios e recursos a ela inerentes. . há garantia de que o que foi julgado é efetivo (segurança jurídica). CF. 93. para facilitar a memorização do juiz. observados os seguintes princípios: IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. Art. 5º. Art. de 2004) Da oralidade Os atos processuais desenvolvem-se por um sistema predominantemente oral. Da publicidade De grande relevância devido a estarmos em um Estado Democrático de Direito. Juiz não pode propor a ação ex oficio. de 2004) Dos Recursos Direito da parte sucumbente dirigir-se a outros órgão jurisdicional para obter nova decisão. Se não cabe mais nenhum recurso. sob pena de nulidade. em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. e fundamentadas todas as decisões. 5º. LV . ou somente a estes. às próprias partes e a seus advogados. as partes podem reagir contra atos do juiz ou tribunais. em processo judicial ou administrativo. CF. Art. deve ser eficiente e eficaz. Da tempestividade da prestação jurisdicional Decisão dentro de um prazo razoável. em determinados atos. de 2004) O juiz deve ser provocado para que decida. Art. com os meios e recursos a ela inerentes. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. Lei complementar.aos litigantes. 5º. no processo. as provas obtidas por meios ilícitos. 5º. LXXIV . 8 de 45 Ampla Defesa Relação entre as partes e o juiz. LVI . de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. 93. Principio da coisa julgada Garantia da efetivação da decisão.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. exceto as obtidas por meio ilícito. Art. no âmbito judicial e administrativo. e fundamentadas todas as decisões. IX.Economia processual e instrumentalidade – processo é um instrumento para atingir um fim. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. Da liberdade da prova Admite-se todos os meios de prova.

definem os direitos e garantias fundamentais.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. do ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores. Art. atingido o número de trinta e seis. 9 de 45 Aula 09 . de1997) . equiparação entre as normas constitucionais e normas infraconstitucionais. Incluem-se entre os bens dos Estados: Art.Lei constitucional – nasce do poder constituinte. . quanto ao mais.Contém regras que estruturam o Estado. estabelecem princípios. 25. e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro do ano subseqüente. normas de aplicação material. o disposto no art. 26. . há normas constitucionais propriamente ditas. . Hierarquia das normas constitucionais . e no último domingo de outubro. .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. 28. . será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. normas infraconstitucionais são observadas à luz dos valores e princípios constitucionais. O Estado de Direito – A lei tem o comando e não o monarca. Direito constitucional processual Contém normas constitucionais que consagram princípios processuais. observados os princípios desta Constituição. realizar-se-á no primeiro domingo de outubro. O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e. DCP – todas as normas processuais que estão na constituição servem como princípios.enfatiza o caráter processual das normas. Art. define normas não constitucionais ou regulamentam normas constitucionais. ilimitado. para mandato de quatro anos. em primeiro turno.16/03/10 (3ª) . em segundo turno. Direito Processual Constitucional . DPC – as normas de caráter processual que estão na constituição são normas em si (não princípios).Lei comum – nasce do poder constituído. EDD – constitucionalismo moderno. portanto.contém normas processuais na constituição. . observado. Exemplo de normas constitucionais processuais. Pressupõe a participação popular na gestão do Estado. III – Dos Estados Federados – competência dos Estados CAPÍTULO III DOS ESTADOS FEDERADOS Art. inicial. soberano. se houver. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. direitos sociais e políticos. Há. 2.enfatizam o caráter constitucional das normas. secundário.Direito Processual Constitucional Direito Processual na Constituição 1.Cap. 77. Diferença entre Estado de Direito e Estado Democrático de Direito.pressupõe igualdade no entendimento de que os princípios constitucionais do processo são equivalentes aos princípios dos códigos infraconstitucionais. 27. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado.

. 93. judicial e extrajudicialmente. representa a União. 5º. Defensoria Pública). São órgãos do Poder Judiciário: I . Art. XXXVII . Art.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. XXXVI a LXVII – poderes e deveres dos juizes e direitos fundamentais.Art. de 2004) § 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional. de 2004) II . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45.não haverá prisão civil por dívida.os Tribunais e Juízes Eleitorais. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. . XXXVI .Art.23/03/10 (3ª) . 98 – participação popular na função jurisdicional. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. IV . sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.Prova Prova . essencial à função jurisdicional do Estado.o Supremo Tribunal Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45.o Superior Tribunal de Justiça. Advogado Geral da União.Título IV. 10 de 45 . XXXVII e Art. disporá sobre o Estatuto da Magistratura.os Tribunais e Juízes Militares. nos limites da lei. observados os seguintes princípios: . o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal. VII . IV – funções essenciais à Justiça (MP.a lei não prejudicará o direito adquirido. diretamente ou através de órgão vinculado. 5º. .Art. A Advocacia-Geral da União é a instituição que.Exercícios preparatórios para prova Atividade preparatória para prova da próxima aula. de 2004) Art. III . 131. CAPÍTULO IV DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA Seção I DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art. cabendo-lhe. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. 92 e segs. § 1º O Supremo Tribunal Federal. V . cap.19/03/10 (6ª) . VI . 92.os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. Aula 11 . Aula 10 . 5º. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo. Seção III DA ADVOCACIA E DA DEFENSORIA PÚBLICA Art.Título IV – poder judiciário. Seção II DA ADVOCACIA PÚBLICA (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. 133. 127. de 1998) Art.os Tribunais e Juízes do Trabalho. Lei complementar. LXVII . XXXV – acesso à justiça.os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais. XXXV . I-A o Conselho Nacional de Justiça.não haverá juízo ou tribunal de exceção. nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento. O Ministério Público é instituição permanente. O advogado é indispensável à administração da justiça.

Fontes do Direito Processual FONTES DO DIREITO PROCESSUAL Fontes do Direito: 1. 4o Quando a lei for omissa. O juiz não se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou obscuridade da lei.Lei .925.direito civil. CF. políticas e sociais que determinam o conteúdo histórico das normas (contém a norma em si mesma). LICC. Parágrafo único. CF/88) Princípio da Legalidade e da Reserva legal – há um órgão competente para a elaboração de normas no ordenamento jurídico. espacial e do trabalho. recorrerá à analogia. (Redação dada pela Lei nº 5. 126.Reserva Legal – deriva dos comandos previstos na constituição os quais determinam o rol de meterias susceptíveis de normatização mediante lei formal. Art.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. 5º.Princípios Gerais do Direito Formal é tudo que está codificado (não significa que não sejam também materiais).A lei (Art. de 1º. bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. 2. comercial. . os costumes e os princípios gerais de direito. enunciados nos quais estão contidas as regras do direito processual.Lei – em sentido amplo é todo e qualquer norma editada pelo legislativo ou pelo poder público. 11 de 45 Aula 12 .10. . são fontes do direito / formas de expressar o direito: . . o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia. penal. decretos e regulamentos editados pelo executivos. II . Segundo o ordenamento jurídico brasileiro. processual. . art. art. 4º Art. marítimo.CPC.Analogia . No julgamento da lide caber-lhe-á aplicar as normas legais.Competência para legislar em matéria processual. 126. .Legalidade – sujeição/subordinação das pessoas ou órgãos às prescrições do legislativo. eleitoral. não as havendo. art. II.Principal Fonte Constituição 88. 22. . 3o A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica.CPP. aeronáutico. tais como regimentos interno. I Art. agrário. Compete privativamente à União legislar sobre: I . Material – são as condições/situações econômicas.ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 3º Art. Importantes fontes do Direito Processual . aos costumes e aos princípios gerais de direito. art.1973) . Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. Formais – são as normas.26/03/10 (6ª) .Costumes . 22. .

. redação. convenções.leis complementares. III . Fontes Subsidiária . 84. 12 de 45 . Tratados Internacionais CF. convenções e atos internacionais. Parágrafo único. 84.decretos legislativos.Abrange as espécies normativas do CF/88. VII Art. . etc.resoluções.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág.Princípios Gerais do Direito – princípios do direito natural e do direito positivo.Analogia: aplica-se ao caso concreto. Art. O processo legislativo compreende a elaboração de: I .Costume – regra proveniente dos usos populares e aceita como necessária pelo povo.leis delegadas.celebrar tratados. norma idêntica que regula casos análogos. II .emendas à Constituição. sujeitos a referendo do Congresso Nacional. VI .medidas provisórias. VII . alteração e consolidação das leis.leis ordinárias. Art. Compete privativamente ao Presidente da República: VIII . . Lei complementar disporá sobre a elaboração. 59. 59. Art. V . IV . .Outras fontes: tratados.

“Direito Objetivo. subjetivo e as fontes do Direito Processual” Prova – 16/04/2010 . 13 de 45 Aula 13 .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág.30/03/10 (3ª) .

14 de 45 .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág.

art. segundo a lei nova esses atos sejam considerados nulos. . Conflitos da Lei Processual no tempo . Quanto à nulidade dos atos processuais.A validade dos atos processuais praticados sob a vigência da lei anterior é mantida. Aula 15 . d) Temporal – relativo ao espaço de tempo no qual a norma tem vigência.tem aplicação imediata. 2º Finalidades . Lei Processual no Tempo 2.06/04/10 (3ª) . Consequências . 1º CPP. . surge o problema sobre qual delas deve ser aplicada.não deve retroagir.Lei Penal no Tempo Lei Processual no Tempo 1.As nulidades dos atos processuais são reguladas pela lei que estiver em vigência ao tempo em que os atos são praticados. .não deve alcançar os atos praticados na vigência da lei anterior. . sendo resguardada a inteira eficácia dos atos processuais até então praticados (Moacyr Amaral).O princípio da não retroatividade é aplicado em matéria das nulidades.09/04/10 (6ª) . . mesmo que. 5º XXXVI .Esse conflito é regulado por um conjunto de normas denominado “direito transitório”. art. . .Quando mais de uma norma processual sucessivas regulam o mesmo fato.a lei não prejudicará o direito adquirido. CF.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. 5º.fenômeno conhecido como “conflito das leis processuais no tempo”. no momento em que ela se achar em vigor. .Princípio Geral – da não retroatividade e da aplicação imediata da norma. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. art. art. que é o objeto de estudo do “direito intertemporal”. LICC. XXXVI. 6º LICP.Lei Penal no Tempo – cont. b) Material – concernente aos diferentes aspectos das condutas reguladas c) Espacial – território no qual a norma tem vigência.Princípio da não retroatividade: segurança jurídica dos fatos/situações passadas. LEGISLAÇÃO CF.Considera-se 4 aspectos para vigência da lei: a) Pessoal – relativo aos sujeitos que tem a conduta regulada pelas normas. Processos pendentes “A Lei nova atinge o processo em curso no ponto em que esse se achar. . Art. 15 de 45 Aula 14 . Regra Geral da Lei Processual . . 3.Aplicação da lei nova: garantir eficácia imediata da lei posterior.

embora viciado em sua forma. ATOS DE REALIZAÇÃO PROLONGADA – Seu exaurimento só ocorrerá no futuro. porque constituem um conjunto inseparável (Bernardes de Melo). A lei processual. Pode ser decretada a qualquer tempo. ATO JURÍDICO PERFEITO e a COISA JULGADA . A lei que se aplica é do MOMENTO DA REALIZAÇÃO DO ATO FORMAL. É vício insanável.13/04/10 (3ª) . lei vale imediatamente. portanto. e não a do tempo que o ato material se deu. Nulidade Não pode ser considerado apenas pelo seu aspecto formal. Atinge a norma jurídica de interesse das partes. Nulidade relativa Ocorre quanto o ato. mas pode se estender por um período de tempo que poderá durar até mesmo alguns meses. ou seja. Há preclusão. que lhe dá substância. não atinge atos processuais já praticados e atos de realização prolongada já iniciados (TEMPUS REGIT ACTUM). mostra-se capaz de produzir efeitos processuais se a parte prejudicada não requer sua invalidação. Qualquer lei nova também deve respeitar o DIREITO ADQUIRIDO. essencialmente. tanto a sua forma propriamente dita. Classificação Dos Atos Processuais ATOS JÁ PRATICADOS – Quando realizados. mantêm-se. ATO FUTURO – Ainda não iniciado Relativamente ao Direito Processual. a partir do momento da sua entrada em vigor. Há nele. um conteúdo. 16 de 45 . Pode ser de “ofício” ou a pedido da parte. implicam passagem do procedimento para um estágio subsequente. que tem caráter de unicidade. Sob o aspecto da validade do ato processual. a sua exteriorização. segundo a lei nova. Aula 16 .Lei Processual no Tempo e no Espaço Lei Processual no Tempo e no Espaço A lei processual tem aplicação imediata. Nulidade absoluta Ocorre nos atos cuja condição jurídica é gravemente afetada por defeito localizado em seus requisitos essenciais. Um exemplo é a audiência. ainda que. mas sua prática já se iniciou. somente atinge os atos futuros. É irretroativa.A nulidade dos atos praticados sob a vigência da lei anterior. inclusive nos processos em CURSO. quanto o seu conteúdo tem de ser levado em conta. esses sejam considerados válidos.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág.

Quanto à admissibilidade e ao ônus da prova. através da função jurisdicional do Estado. Quando tratar-se de observar procedimento de produção de prova em juízo – aplica-se a lei que estiver em vigência no dia da produção de prova em juízo. Aula 17 . Matéria essencialmente de direito não precisa de provas. prevalece a lei do dia da prática do ato em juízo. cujo objetivo/finalidade é garantir a eficácia dos direitos no caso concreto. 17 de 45 Relativo aos processos: EXAURIDOS: nenhuma influência sofrem.16/04/10 (3ª) – Avaliação Oral Avaliação oral Aula 18 . prevalece a lei do dia em que o ato a provar se realizou e. Prazo Processual em Curso Prazo Processual – espaço de tempo dentro do qual se realizam os atos processuais. FUTUROS: seguem totalmente a lei nova. Matérias que precisam de provas são as fáticas.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. O prazo processual é um fato jurídico – tem conseqüência jurídica. .Direito brasileiro – fundamentalmente é exercida pelos órgãos do poder judiciário. Jurisdição . Quanto ao direito material.20/04/10 (3ª) – Jurisdição Entrega das notas da prova oral. mas ficando respeitados os efeitos dos atos já praticados. . PENDENTES: são atingidos. (José de A. A lei sobre a da admissibilidade da ação deve ser a do dia que ocorreu o direito que a ação visa defender. RECURSOS Recurso é o meio de obter a reforma de uma decisão O poder de recorrer nasce a partir da publicação da decisão A lei a ser aplicada para admissibilidade do recurso e seus efeitos deve ser a que estiver em vigência no dia da publicação da decisão. quanto à produção da prova em juízo. Rocha) AÇÃO Ação é o meio de realização prática do direito.Função do Estado. O prazo iniciado por uma lei – deve ser regulado por essa até o final Provas Significa direito afirmado em juízo Deve-se aplicar a lei do dia em que o ato a ser provado ocorreu.

. nos casos e forma legais. Art. trata-se de pretensão não satisfeita espontaneamente.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. 5º. mas dependerá. Art. e impor decisões. cumprindo a função que a lei lhe confere.princípio da aderência ao território corresponde à limitação da própria soberania nacional ao território do país. esta será promovida por denúncia do Ministério Público. com ou sem expressão na própria lei. CF.27/04/10 (3ª) – Princípios da Jurisdição Prova Dia 18/05/10 – Alunos da letra A a K Dia 21/05/10 – Alunos da letra L a Z Prova escrita e individual PRINCÍPIOS: –A Jurisdição funda-se em alguns princípios fundamentais que. Atividade: jurisdição é um complexo de atos realizados pelo juiz do processo. ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.a lei não prejudicará o direito adquirido. CPC. . XXXV . de requisição do Ministro da Justiça. Aula 19 . 30. ato jurídico perfeito e coisa julgada. Art. imperativamente. CPP.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. art.princípio da investidura: a jurisdição só será exercida por quem tenha sido regularmente investido na autoridade de juiz.Características da jurisdição: Lide – existência do conflito de interesse. 2º. quando a lei o exigir. 18 de 45 . Definitividade – são sucetíveis de se tornarem imutáveis. 2 . mediante a realização do direito por meio do processo. Nos crimes de ação pública. art. 24 e 30 – titulares de ação penal. art. . XXXV – apreciação pelo judiciário de lesão a direito ou ameaça de lesão. 5º. 2o Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer.Meio para prestação jurisdicional Devido processo legal. Art. O suposto prejudicado dirige-se ao juiz solicitando a resolução da pendência.A jurisdição é monopólio do Estado e pode ser entendida como: Poder: manifestação do poder estatal que tem capacidade de decidir. XXXVI – direito adquirido. são universalmente reconhecidos. Função: encargo dos órgãos estatais de prover a pacificação dos conflitos. 1. 24. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo caberá intentar a ação privada. Inércia – os órgãos jurisdicionais só agem se forem provocados. XXXVI . o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.

CF -art. PORTANTO . cabendo-lhe: I – Processar e julgar. escusar-se de proferir decisão (CPC.princípio da inafastabilidade da jurisdição . não o faz em nome próprio e muito menos por um direito próprio. a garantia da constituição.princípio do juiz natural ninguém pode ser privado do julgamento por juiz independente e imparcial. 3 ..não pressupõe delegação de poderes..garante a todos o acesso ao Poder Judiciário. originariamente: (. indicado pelas normas constitucionais e legais. distribuídos em comarcas (Justiças Estaduais) ou seções judiciárias (Justiça Federal). Atos fora do território em que o juiz exerce a jurisdição depende da cooperação do juiz do lugar (carta precatória e rogatória).) m) A execução de sentença nas causas de sua competência originária. 5º.consiste na impossibilidade de evitar que sobre elas e sobre sua esfera de direitos se exerça a autoridade estatal. independe de sua vontade .cartas de ordem. mas impossibilidade de praticar ato processual fora dos limites da comarca (limite territorial do poder).fixa as atribuições do Poder Judiciário – Art. de competência para execução forçada .princípio da inevitabilidade a autoridade dos órgãos jurisdicionais. 5 .princípio da indelegabilidade resulta do princípio constitucional segundo o qual é vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições. 19 de 45 os magistrados só têm autoridade nos limites territoriais do Estado. a pretexto de lacuna ou obscuridade da lei. o qual não pode deixar de atender a quem venha a juízo requerer uma pretensão fundada no direito e pedir solução para ela.m Art. os juízes são muitos no mesmo pais. O magistrado é agente do Estado Exceções da indelegabilidade: delegação pelo STF. art. 92 e segs. nem pode o juiz. a CF.cada juiz só exerce a sua autoridade nos limites do território sujeito por lei à sua jurisdição. A realização de atos judiciais através de: Carta Precatória . XXXV – CF – 88 . independentemente da vontade das partes ou de eventual pacto de aceitarem os resultados do processo. exercendo a função jurisdicional. Seria contra-senso afirmar que o juiz delega um poder que ele próprio não tem. precipuamente. sendo uma emanação da soberania estatal. mas o faz em nome do Estado. 4 . inc. 126). urgindo que o juiz deprecante peça a cooperação do órgão jurisdicional competente. a situação é de sujeição. 6 . as partes.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais arts. I .ou princípio do controle jurisdicional ou princípio da indeclinabilidade Art. por ser incompetente. 201 e 492 do Código de Processo Civil .88 . impõe-se por si mesma. . diante do Estado-juiz. Não pode a lei "excluir da apreciação do Poder judiciário qualquer lesão ou ameaça a direito". cada magistrado. 102.102 – Compete ao Supremo Tribunal Federal.

2 . fala em espécies de jurisdição. esse comportamento gera o efeito de ser considerado entregue.) Espécies de jurisdição Unidade da jurisdição É expressão da soberania estatal. Poder de documentação é aquele que resulta da necessidade de documentar. de audiência. é indivisível quanto o próprio poder soberano. 20 de 45 a CF – 88 . através da provocação do interessado. porém. é atribuição fundamental do Estado.afirma uma vontade da lei referente ao dever do juiz de pronunciar-se quanto ao mérito das questões que lhe são trazidas à apreciação. em derradeira análise. certidões de notificações. 7 . com efeito de “coisa julgada”. sem previsão constitucional.jurisdição penal ou civil. tem o efeito de garanti-lo para o futuro. significando que a sentença se tornou irrevogável (coisa julgada formal). que pode admoestá-los e até mandá-los retirar-se do recinto. dever inerentes à sua função. Os presentes à audiência (partes.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. Ex. de modo a fazer fé. o ato de notificação e citação. Aula 20 . ou qualquer outro profissional ou pessoa) estão sujeitos ao poder de quem a preside. e reconhecendo um bem a uma parte . Poder de coerção (ou poder de polícia) manifesta-se com maior intensidade no processo de execução. embora também presente no processo de cognição. de constatação. através de uma decisão de mérito. afirma a existência ou a inexistência de uma vontade concreta da lei. por dois modos e com diferentes efeitos. de tudo que ocorre perante os órgãos judiciais ou sob sua ordem (termos de assentada. advogados. no mesmo ou em outros processos (coisa julgada material ou substancial). sob pena de condução coercitiva. Se o destinatário se recusa a receber materialmente o mandado. portanto. O órgão jurisdicional pode requisitar a força policial para vencer qualquer resistência ilegal à execução de seus atos. . o juiz pode determinar a remoção de obstáculos opostos ao exercício de suas funções.art. de citações etc. XXXII . 1 . de provas.princípio da inércia está relacionado com a justa composição da lide e a imparcialidade do juiz que estariam comprometidas se o julgador tivesse a incumbência de agir de ofício. instituído para o julgamento de determinadas pessoas ou de crimes de determinada natureza. A testemunha tem o dever de comparecer à audiência.critério do objeto .afirma uma vontade concernente às partes. não comporta divisões. sem a provocação do interessado na solução do litígio.os proíbe os tribunais de exceção. A doutrina. embora com ressalvas. Classificação 1 .30/04/10 (6ª) – Poderes da Jurisdição Poderes da jurisdição: Poder de decisão – o Estado-juiz. 5º.

456) O juiz só decidirá por eqüidade nos casos previstos em lei" CPC. voltar a ser objeto de julgamento. 111-117 e as Justiças Militares Federal arts. 125.inferior e superior.por exclusão. art. 1988: jurisdição comum .empregada em sentido amplo. No segundo caso. "jurisdição civil“ . 400 e 1. atende a generalidade de interesses a serem tutelados.especial ou comum.critério dos organismos judiciários que a exercem . princípio consistente na possibilidade de um mesmo processo. jurisdição penal . duplo grau de jurisdição. 127 Aspectos Gerais: Comarca .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág.termo jurídico que designa uma divisão territorial específica. Jurisdição superior exercida pelos órgãos competentes para conhecerem dos recursos interpostos contra as decisões proferidas na jurisdição inferior pelos juízes da recursais Jurisdição de direito ou de eqüidade – "eqüidade significa decidir sem as limitações impostas pela rígida regulamentação legal.critério da hierárquica dos órgãos que a exercem . englobando vários pequenos municípios. Jurisdição superior o inferior conforme posição dos órgãos judiciários na estrutura organizativa do Poder Judiciário. indica os limites territoriais da competência de um determinado juiz ou Juízo de primeira instância. segundo a qualidade dos titulares. Jurisdição inferior exercida pelos juízes que ordinariamente conhecem do processo desde seu início (competência originária). deixando uma certa liberdade para a individualização da norma através dos órgãos judicantes (CC. Justiça do Trabalho arts.causas penais. 106-110 e as Justiças Estaduais ordinárias arts. pretensões punitivas. 4 .critério da fonte do direito com base na qual é proferido o julgamento . Na Justiça Estadual são os juízes de direito das comarcas distribuídas por todo o Estado.Justiça Federal arts. Segundo a Constituição Federal. pode haver comarcas que coincidam com os limites de um município. . 118-121. 21 de 45 2. a natureza da matéria. Jurisdição penal ou civil – De acordo com a natureza do direito material em que se funda o conflito. 3 . Jurisdição especial ou comum – Comum – tem caráter geral. os outros serão distritos deste para fins de organização judiciária. jurisdição civil . etc.Justiça Eleitoral arts. 125-126. dividir-se o exercício da jurisdição aos juízes. especiais. abrangendo toda a jurisdição nãopenal. 122-124 e Estaduais. § 3º. causas e pretensões não-penais. Jurisdição Especial . após julgamento pelo juiz inferior perante o qual teve início.jurisdição de direito ou de eqüidade. arts. inclusive na comarca da Capital. ou que os ultrapasse. um dos municípios será a sede da comarca. Especial – trata de interesses determinados. agora por órgãos de instância superior do Poder Judiciário. isso é permitido quando o legislador deixa de traçar na lei a exata disciplina de determinados institutos.

ação referente a profissão liberal ou atividade comercial do agente diplomático. 814).Limites internacionais: exercício da soberania. .os conflitos (internacionais) . com o endividamento progressivo do jogador. o respeito às convenções internacionais. com isso. aspectos que são imunes à crítica judiciária. no tocante à discricionariedade do administrador. os chefes de Estados Estrangeiros. conveniência . evitar a prática de jogos ou apostas a crédito. ser objeto da pretensão um imóvel situado no Brasil. situarem-se no Brasil. Esse princípio. 2 .não criar áreas de atritos por questões irrelevantes. arts. os agentes diplomáticos. Brasil .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. versar a pretensão do autor sobre obrigação a ser cumprida no Brasil.evitam-se os casos em que não será possível a imposição autoritativa do cumprimento da sentença. originar-se de fato aqui ocorrido. Hipóteses de cessação da imunidade – (ex. cada Estado (nação) possui suas normas internas. art.Limites internacionais de caráter pessoal respeito à soberania de outros Estados.) quando o beneficiário é autor. Em qualquer um dos casos não há obrigatoriedade de pagamento. 2 . tem sido geralmente estabelecido que são imunes à jurisdição de um país: os Estados estrangeiros. 1.04/05/10 (3ª) – Limites da Jurisdição LIMITES DA JURISDIÇÃO 1 . Todos esses casos são de impossibilidade jurídica da demanda e são exceções porque a garantia constitucional do acesso à justiça tem conduzido a doutrina e a jurisprudência a uma tendência marcadamente restritiva quanto ao exame jurisdicional das pretensões insatisfeitas. viabilidade . 3-Limites internos – em princípio a função jurisdicional cobre toda a área dos direitos substanciais. do ponto-de-vista da oportunidade e conveniência da sua prática.a lei exclui da apreciação judiciária as pretensões fundadas em dívidas de jogo. Para o Código Civil é irrelevante ser a dívida oriunda de jogo lícito ou ilícito.atos da administração pública. deve ser entendido com algumas ressalvas: Em primeiro lugar. razões de interesse do próprio Estado. Visou o legislador. quando se trata de demanda fundada em direito real sobre imóvel situado no país. ou apostas (CC. necessidade de coexistência com outros Estados soberanos faz com que o legislador mitigue esse poder soberano. interesse é a paz social. os bens que constituam objeto de inventário (CPC. motivos que recomendam a observância dessas regras: a soberania de outros Estados.sujeitos à jurisdição nacional quando: o réu tiver domicílio no Brasil. 88-89). Cada Estado tem poder jurisdicional nos limites de seu território. 22 de 45 Aula 21 .

"vistos" em balanços. os contratos e estatutos que tramitam nas juntas comerciais. para a validade desses atos de repercussão na vida social.. numa intervenção necessária para a consecução dos objetivos desejados. desejando também que o ato atinja o resultado visado pelas partes. como não se trata de atividade jurisdicional. mas sem exclusão das atividades das partes.JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA Administração pública de interesses privados Questões de importância social . etc. 23 de 45 4 . Trata-se de manifesta limitação aos princípios de autonomia e liberdade da vida jurídicoprivada dos indivíduos.função passiva do magistrado. ex. a idoneidade e a responsabilidade dos magistrados perante a sociedade levam o legislador a lhes confiar importantes funções em matéria de administração pública de interesses privados. do contrário seriam tipicamente privados. o Estado age emitindo uma declaração de vontade. interdição. a participação do MP.transcendendo os limites da esfera de interesses das pessoas diretamente empenhadas.CC. Atos de Jurisdição Voluntária classificãção . Esses atos praticados pelo juiz recebem da doutrina o nome de jurisdição voluntária ou graciosa. despachos em notificação ou interpelação judiciais. imprescinde-se da participação de um órgão público. OBSERVAÇÕES – Jurisdição Voluntária . pois esta se conceitua como o direito-dever de provocar o exercício da atividade jurisdicional . o casamento. como publicação de testamento . pois. o objetivo dessa atividade não é uma lide. venda de bens de incapaz. não tem o caráter substitutivo. .. não é adequado falar em partes.o Estado se insere nos atos que. atos de natureza certificante .separação judicial amigável.. é impróprio falar em ação. expressão que pressupõe a idéia de pessoas que se situam em posições antagônicas. os atos da chamada jurisdição voluntária nada têm de jurisdicionais. porque: não tem como escopo a atuação do direito. mas a constituição de situações jurídicas novas. atos de pronunciamentos judiciais . São atos de administração pública de interesses privados. alguns atos jurídicos da vida de particulares passam também a interessar à própria coletividade. etc. não havendo interesses em conflitos. o protesto. art. mas apenas um negócio entre os interessados com a participação do magistrado.Jurisdição voluntária A independência.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. etc.na realidade. o que acontece é que o juiz se insere entre os participantes do negócio jurídico. antes disso. na vida das fundações. 1646.categorias: atos meramente receptícios . 4.1 . praticados com a intervenção de órgãos do "foro extrajudicial“: escritura pública (tabelião).

onde o juiz outorga a um ou a outro dos litigantes o bem da vida disputado. pela mesma razão não há coisa julgada. pois aquele é também sempre ligado ao exercício da função jurisdicional e da ação. Esse objetivo é alcançado mediante à aplicação da lei. 1.104.art. (Marcos Afonso Borges). administrativa embora. 1. autonomia da lei arbitral ou cláusula compromissória. motivação da sentença arbitral. e.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. em que as partes celebram em contrato ou através de um simples acordo que vão dispor do juízo arbitral para resolver controvérsia existente ou eventual em vez de buscar o Judiciário. no lugar de processo. rapidez do procedimento arbitral. 1.art. jurado.(Athos Gusmão Carneiro). livre convencimento do árbitro. imparcialidade do árbitro. Aula 22 . 24 de 45 contenciosa.(autoridade da coisa julgada material). essa atividade judicial. fala-se em procedimento. 1. há citação dos interessados . Na linguagem jurídica a arbitragem é um caminho alternativo ao Poder Judiciário de dissolver conflitos. Por outro lado. provas -art.Arbitragem ARBITRAGEM – LEI 9307/96 “Arbitragem” • • Derivado do latim “arbiter”. Contudo.art.107. princípios importantes: autonomia da vontade. devido processo legal. Objetividade. boa-fé entre as partes. sigilo.106.110. • Presença no Ordenamento Jurídico Brasileiro: . contraditório.07/05/10 (6ª) . que significa juiz.art. se exerce segundo formas processuais: petição inicial com documentos necessários .105 . sentença e apelação . competência. • Aspectos importantes: simplicidade. resposta . Ver CPC – Dos Procedimentos da Jurisdição Voluntária. 1. imutabilidade em frente às partes e seus sucessores . pois tal fenômeno é típico das sentenças jurisdicionais. e os efeitos da sentença adquirem definitivamente. Jurisdição Contenciosa tem por objetivo a composição e solução de um litígio.

25 de 45 • Instituto não é novo em nosso direito. (César Fiúza). • • Compromisso Arbitral • • Acordo através do qual as partes submetem à arbitragem de uma ou mais pessoas um litígio que pode ser judicial ou extrajudicial Lei nº 9. .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. dirigida a certo fim. profissão. vício. Pode também ser pactuada em instrumento separado. recorrendo a instância arbitral para dirimir possíveis controvérsias. o orientam-se. 10 e incisos . pois deve permitir especificação futura. a cláusula compromissória vem inserida no contrato do qual faz parte. • Natureza jurídica o É negócio jurídico. Convenção Arbitral – contrato base para a arbitragem – dois aspectos: 1. não podendo ser indeterminável. (Alexandre de Freitas Câmara). ou seja. Compromisso o convenção de arbitragem pela qual as partes comprometem-se. é a cláusula pela qual as partes. assim como o compromisso arbitral. desejado pelos agentes. Na cláusula compromissória. cujos efeitos dependem mais da vontade do que da lei. via arbitral. para o mesmo norte o renunciar à jurisdição ordinária. o Formais Normalmente. 1937 e de 1988. o objeto do litígio é designado genericamente. 2. por ser fruto de emissão lícita de vontade. A não apresentação dos requisitos de validade traz à cláusula compromissória. Cláusula Compromissória e Compromisso Arbitral o é negócio jurídico plurilateral. a respeito de qualquer dúvida emergente na execução do contrato. juridicamente determinável e apresentar valor econômico. que apenas garante sua eficácia.307/96 . Requisitos o Objetivo: objeto possível materialmente. preventivamente. se obrigam a submeter-se à decisão do juízo arbitral. uma controvérsia que existe entre elas. (Washington de Barrros Monteiro) o É um contrato preliminar. uma promessa de celebrar o contrato definitivo. que é o compromisso arbitral. o presença nos Códigos Comercial.constará obrigatoriamente o nome. A cláusula compromissória é contrato formal e a escritura é essencial para sua existência. 1934.Art. podendo ser judicialmente anulada. Civil e de Processo Civil. Cláusula Compromissória • Conceito: o A cláusula compromissória constitui apenas parte acessória do contrato constitutivo da obrigação. estado civil e domicílio das partes. pois desde o período colonial é legalmente reconhecida no Brasil e vem sempre sendo incluída em diversas legislações nacionais: o Constituições Nacionais de 1824.

o dispositivo. os mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos do Poder Judiciário e. profissão e domicílio do árbitro. 26. concedendo-lhe o prazo de dez dias para a prolação e apresentação da sentença arbitral. onde serão analisadas as questões de fato e de direito. 12 . se for o caso. Os requisitos da sentença são os mesmos nos diferentes tipos de processo cível. e IV . funciona como o juiz no processo judicial. sendo condenatória. desde que as partes declarem. constitui título executivo. . sendo condenatória. a identificação da entidade à qual as partes delegaram a indicação de árbitros. não aceitar substituto. • Dos Árbitros • O árbitro é considerado um juiz de fato de direito (art. desde que a parte interessada tenha notificado o árbitro. ou dos árbitros. isto é. com a sentença arbitral publicada. a matéria que será objeto da arbitragem e o lugar em que será proferida a sentença arbitral. expressamente. OBS: 1. a sentença arbitral produz entre as partes e seus sucessores. Extinção do Compromisso Arbitral: A Lei de Arbitragem . penal e trabalhista. mencionando-se. inciso III. só que o faz em uma atividade não estatizada e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. ou.tendo expirado o prazo a que se refere o art. o árbitro encerra a sua função restando extinta a relação processual arbitral a sentença arbitral apresenta peculiaridades próprias • • • Requisitos obrigatórios: Art. a sentença arbitral produz entre as partes e seus sucessores. isto é. não aceitar substituto. penal e trabalhista. ou seja. 26 de 45 • • o nome. que conterá os nomes das partes e um resumo do litígio.18).falecendo ou ficando impossibilitado de dar seu voto algum dos árbitros. expressamente. II . São requisitos obrigatórios da sentença arbitral: I . decidindo-lhe ou não o mérito” Acentua-se apenas que.os fundamentos da decisão. desde que as partes tenham declarado. III . constitui título executivo. antes de aceitar a nomeação. “Sentença arbitral é o ato pelo qual o árbitro põe termo ao processo. em que os árbitros resolverão as questões que lhes forem submetidas e estabelecerão o prazo para o cumprimento da decisão. Da Sentença Arbitral • O conceito que podemos utilizar para definir a sentença arbitral é o que se assemelha ao conceito posto no art.escusando-se qualquer dos árbitros.art. 2. II .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág.a data e o lugar em que foi proferida. III . ou o presidente do tribunal arbitral. os mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos do Poder Judiciário e. se os árbitros julgaram por eqüidade. expressamente. Os requisitos da sentença são os mesmos nos diferentes tipos de processo cível. 162 § 1º do Código de Processo Civil.o relatório.disciplina três situações de extinção do compromisso arbitral: I . se for o caso. 11.

é o processo. quando estas recaírem sobre direitos patrimoniais disponíveis. art. o Lide . Teoria Imanentista ou civilista: o conceituação romana: a ação era o direito de pedir em juízo o que nos é devido. ou seja. que tem por conteúdo substancial o interesse secundário e abstrato na intervenção do Estado para a eliminação dos óbices que a incerteza ou a inobservância da norma aplicável ao caso concreto possam opor à realização dos interesses tutelados“ (ALFREDO ROCCO). celebrado entre pessoas capazes que. (Uadi Lammêgo Bulos). conforme a regulamentação jurídica. preferindo não se submeter à morosidade de um processo judicial. e de desafogar o Judiciário de conflitos entre partes. manifestando. porquanto trata-se de lídimo direito pessoal. 2º).provoca a jurisdição.Ação. exercida pelo Estado. Direito de Ação – necessário preencher uma das condições da ação: o interesse processual. 27 de 45 A arbitragem é um acordo de vontades. uma pretensão. Direito de ação "é um direito público subjetivo do indivíduo contra o Estado. e só contra o Estado.é o conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida. o Ligado à tutela jurisdicional – Art.11/05/10 (3ª) – Ação Matéria da Prova – jurisdição e ação Direito de Petição e direito de Ação • A marca que distingue o direito de petição do direito de ação é que este último é o mecanismo pelo qual se ingressa em juízo para pleitear uma tutela jurisdicional. • • • . o ação . XXXV – CF/88. A Lei de Arbitragem nº 9. 5. Direito de Petição – direito relacionado à participação política – Art.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. o jurisdição função provocada. 5 . • • • Conceito • AÇÃO . aqueles que podem ser objeto de transação entre os interessados. Aula 23 . – instaura-se a lide. “Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. um dos sujeitos manifesta sua vontade de exigir a subordinação do interesse do outro ao próprio (pretensão).307/96 visa uma alternativa de solucionar litígios de direitos patrimoniais disponíveis (ou mercantis internacionais) através de árbitros. o Complexo de atos . XXXIV – CF/88 Ocorrendo conflitos e não havendo acomodação espontânea pelas partes conflitantes. nos casos e forma legais” São partes que compõem o fenômeno da resolução do conflito de interesses . assim. o Jurisdição – é realizada através de um complexo de atos. por solicitação de quem lhe exponha uma pretensão a ser tutelada pelo direito (CPC.Instrumento para provocar a jurisdição. utiliza-se de árbitros para a solução de suas controvérsias ou litígios. jurisdição e processo.

em relação ao adversário.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág.(ALFREDO ROCCO).Savigni. porque não varia. 2 . Ação . é sempre o mesmo. obrigado a exercer a sua atividade.o interesse na tutela daquele pelo Estado. maior precursor .e muito menos de natureza pública.Natureza Jurídica: • • • • • O reconhecimento da autonomia do direito de ação. direito em exercício. tem interesse em que o Estado intervenha para a satisfação desses interesses“. o um dos fundadores . ainda que contrária aos interesses do acionante. proferindo uma sentença.é um direito subjetivo público. o teoria formulada por Chiovenda. o O direito de ação exige apenas que o autor faça referência a um interesse seu. ameaçado ou violado. correspondendo-lhe a sujeição. Teoria da Ação como direito abstrato (Precursores: Degenkolb e Plosz ) o para a teoria abstrata não deixa de haver ação quando uma sentença justa nega o direito invocado pelo autor. não é um direito subjetivo . Isso quer dizer que o direito de ação independe da existência efetiva do direito invocado.porque não lhe corresponde a obrigação do Estado . o que ocorre com as chamadas ações meramente declaratórias. tão-só por isso. o "Toda pessoa que é titular de interesses tutelados pelo direito. Teoria do direito concreto à tutela: o A ação é um direito autônomo. porquanto também há lugar a ação para obter uma simples declaração da existência ou inexistência de uma relação jurídica. mas. • • Ação . genérico. seria um direito público e concreto (ou seja. . como também quando a sentença conceda o direito a quem não o tenha realmente. Era o direito em movimento como conseqüência de sua violação.Adolpho Wach (Alemanha) Teoria da ação como direito potestativo: o Ação é um direito autônomo. no sentido de que não tem. o nesse sentido . sim. constitui conquista definitiva da ciência processual. já que dirigida contra o adversário. 28 de 45 o o • O que caracteriza essa teoria é que a ação se prende indissoluvelmente ao direito que por ela se tutela. Reconhecida como direito fundamental. o O direito de ação. indistintamente. a ação não é outra coisa senão o próprio direito subjetivo material. não se dirigia contra o Estado. o A ação. mas contra o adversário. o caracteriza-se como uma situação jurídica de que desfruta o autor perante o Estado. diversamente de Wach. ou.o interesse tutelado pelo direito . o Segundo essa basta a existência de dois interesses distintos: 1 . tem por sujeito passivo o Estado. Sujeitos do direito de ação – todas as pessoas. mais precisamente. um direito existente nos casos concretos em que existisse o direito subjetivo). necessariamente. ficando o Estado. seja ela um direito (direito público subjetivo) ou um poder. pois. do qual visa a prestação jurisdicional num caso concreto. o a ação é o poder jurídico de realizar a condição necessária para a atuação da vontade da lei. Direito à Ação – tem como fundamento a “dignidade da pessoa humana”.abstrato. por base um direito subjetivo. protegido em abstrato pelo direito.

bem como os limites subjetivos e objetivos da coisa julgada.” Direito de Ação Pressupõe: • • • • • 1 – Acesso aos órgãos jurisdicionais – necessário para efetivar a tutela jurisdicional.Art. LIV.14/05/10 (6ª) – Resolução de exercícios Aula 23 . motivada e fundamentada no direito. os casos em que há litispendência (duas causas idênticas quanto às partes. . o “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. sem que ela perca a sua identidade. 5 – Recurso – um dos elementos da garantia à tutela jurisdicional. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa. pedido e causa de pedir) ou coisa julgada. por ter como objeto uma prestação positiva por parte do Estado (obrigação de dare. caracteriza-se mais especificamente como direito cívico. se necessárias. praestare): a facultas agendi do indivíduo é substituída pela facultas exigendi do Estado. (Sandro Nasser Sicuto). ordenamento jurídico. facere. o CF/88 Art. a obstar uma segunda ação. 5º. 4 – Execução e medidas cautelares – providências. em processo judicial ou administrativo. mas ainda o direito de influir sobre a formação do convencimento do juiz – através do denominado devido processo legal .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. 29 de 45 o Entre os direitos públicos subjetivos. transformando-se em outra. • A garantia constitucional da ação tem como objeto o direito ao processo. 2 – Acesso ao Devido Processo Legal – garantia constitucional para uma justa prestação jurisdicional. para garantir a efetividade da prestação jurisdicional.28/05/10 (6ª) – Elementos da Ação ELEMENTOS DA AÇÃO Conceito São os elementos que identificam a ação. LV . com os meios e recursos a ela inerentes.18/05/10 (3ª) – Prova Aula 24 . os fatos que podem ou não ser conhecidos em uma ação.aos litigantes. 5 . 3– Acessão a Decisão – de mérito. assegurando às partes não somente a resposta do Estado.21/05/10 (6ª) – Entrega e correção da prova Aula 25 . Aula 24 . Elementos da ação 1 – As Partes 2 – O Pedido 3 – A Causa de Pedir Os elementos da ação determinam os casos de cumulação de ações. que atinge inclusive alegações não formuladas.

quando se repete ação. Tutela – “encargo conferido a alguém para que dirija a pessoa. . Pode ser: Imediato ou Direto – é a espécie ou natureza do proviemento jurisdicional solicitado."Há litispendência. cometido. não estão em condições de fazê-lo. quando se repete ação que já foi decidida por uma sentença de que não caiba recurso“. Coisa Julgada . na forma da lei civil. 8o Os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais. do CC. a mesma causa de pedir e o mesmo pedido“. administre os bens do menor. originário dos pais. Art. condenatória ou constitutiva. a prestação jurisdicional do Estado. II. Pode haver pluralidade de autores ou de réus. II .” (Caio Mário da Silva Pereira).DAS PARTES E DOS PROCURADORES CAPÍTULO I .correspondente ao teor ou conteúdo do provimento jurisdicional. ou se os interesses deste colidirem com os daquele. administrar os bens de maiores que. 7o Toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para estar em juízo.ao incapaz."Há coisa julgada. Curatela – “encargo público. Nas comarcas onde houver representante judicial de incapazes ou de ausentes. a este competirá a função de curador especial. Consiste na convivência com seus filhos. 30 de 45 Elementos da ação Identidade de ações . 9o O juiz dará curador especial: I . Art. litisconsortes ativos ou passivos. por si só. em razão de enfermidade ou deficiência mental. Mediato ou Indireto . que está em curso“.é aquele contra quem ou em face de quem o autor formula o seu pedido. Parágrafo único. previsto no art. Réu . Guarda . Não incide no pátrio poder do pai ou da mãe. Litispendência .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. se não tiver representante legal. Pressuposto possibilita exercício de todas as funções paternas."Uma ação é idêntica a outra quando tem as mesmas partes. constitui-se em: Sentença declaratória." (Waldyr Grisard Filho) Elementos da Ação Pedido Elemento objetivo da ação.” (Maria Helena Diniz). CPC TÍTULO II .um direito-dever natural. tutores ou curadores. São partes da Ação: o autor e o réu. Autor – é aquele que pede. 384. bem como ao revel citado por edital ou com hora certa.DA CAPACIDADE PROCESSUAL Art.ao réu preso. por lei. o bem da vida que se busca obter. em nome próprio. a alguém para reger ou defender a pessoa.

a solução de um conflito ou a satisfação de uma pretensão. é o mais difícil de precisar.o valor da causa. Já a descrição do fato. VII . isto é.os nomes. é o conjunto de atos dirigidos a um fim. aquilo que permite. com as suas especificações. III . não é nem o ato.o requerimento para a citação do réu. a que é dirigida. 282. indique o fato e os fundamentos jurídicos do pedido . na petição inicial. mas a afirmação da coincidência do fato com o suporte fático de uma norma. Art. III. A causa de pedir constitui-se também: do fato violador. Entendimentos sobre a causa de pedir: Para Chiovenda. 282. segundo a imposição da regra jurídica.processo é o meio pelo qual o Estado presta a tutela jurisdicional. 31 de 45 CPC Art.as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados.art. Mudá-los implicaria alteração do passado. causa de pedir é o fato ou relação jurídica que o autor põe como fundamento de sua demanda. 283. VI . A Causa de Pedir São os fatos que fundamentam o direito do autor. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação. estado civil. a quem propõe uma ação. A petição inicial indicará: I . todos igualmente relevantes e imutáveis.causa de pedir. Para Liebman. do pedido do autor. afirmar que tem razão.o pedido. Sobre os fatos Os fatos dão origem à causa de pedir. causa de pedir é o fundamento. nem a norma jurídica. I/358). profissão. . Condições da Ação Pressupostos Processuais: Processo . são elementos fundamentais. seguindo um conjunto de normas e princípios.o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. é imutável e compreende a totalidade de seus elementos. ou versão. enquanto evento histórico. domicílio e residência do autor e do réu. Para Carnelutti .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. A causa de pedir não se constitui apenas dos fatos. IV . do ilícito da situação afirmada pelo autor O fato. II .o juiz ou tribunal. V . a razão de uma pretensão ("Instituições". prenomes. ou seja. CPC – refere-se à causa de pedir ao exigir que o autor. contém apenas alguns dos elementos do fato e se apresenta mutável. isto é.

a cláusula compromissória. 1) – os pressupostos de existência e validade do processo.presentes no interior do processo: a petição inicial. 3. . a citação. O magistrado não pode julgar o pedido formulado pelo autor antes de verificar a presença dos pressupostos de existência e validade da relação jurídica processual.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. que está em curso. Curso de direito processual civil. há coisa julgada. Os pressupostos processuais são requisitos para o exame do mérito. a jurisdição .2. § 2º Uma ação é idêntica à outra quando tem as mesmas partes. v. Inexistência de fatores negativos que impeçam a válida formação do processo. 301 §1º Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada. 2.Defende que as condições da ação são condições de existência da própria ação. § 3º Há litispendência.3 . Presença dos requisitos que ensejam a existência e validade da formação do processo. são: Pressupostos Intrínsecos . 3 – Correntes teóricas (doutrinárias) sobre as condições da Ação: 3.1. de que caiba recurso. 32 de 45 Para a efetivação do processo – é necessário: Alcançar os resultados pretendidos no menor espaço de tempo possível. Condições da Ação: As condições para admissibilidade da ação pelo Poder Judicial são: 2. Ver CPC.Possibilidade jurídica do pedido. Para Teresa Arruda Alvim Wambier – (In: Eduardo de ARRUDA ALVIM.exteriores ao processo ou negativos – que pode gerar a não validade do processo: a litispendência. a coisa julgada.competência do juízo e a imparcialidade do juiz. Ps – Há autores que acreditam ser a mistura das duas opiniões a melhor forma para entender as condições da ação.capacidade postulatória.Defende que devem existir condições para seu exercício. quando se repete ação.2 .Interesse processual ou de agir. 2.1 . a representação do autor . Pressupostos Extrínsecos . Art. a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. quando se repete ação que já foi decida por sentença.Legitimidade das partes.

sem a prática de atos processuais inteiramente inúteis ao julgamento da causa. “São razões de economia processual que determinam a criação de técnicas processuais que permitam o julgamento antecipado. Teresa Arruda Alvim). 33 de 45 Condições da Ação . No sistema processual brasileiro (CPC) . (Eduardo ARRRUDA ALVIM Curso de Direito Processual Civil). Segundo Wambier .o "interesse processual nasce. em princípio. (Wambier. Para Arruda Alvim . Autor titular do direito. Relação de sujeição do réu à pretensão do autor. haverá possibilidade jurídica do pedido.3 . (Kazuo WATANABE In: Rodrigo da Cunha Lima FREIRE. 2. CPC determina: Art. invocada pelo meio adequado. de ser proferida decisão sobre o mérito. objeto da ação e réu. Para Machado Guimarães . portanto. Condições da Ação). objetivando impedir que se realize a audiência de instrução e julgamento sem que haja certeza. a saber: o princípio da inadmissibilidade das demandas inviáveis. Opinião 2 .Considerações Gerais Para Kazuo Watanabe.Legitimidade das partes Capacidade processual . As condições da ação nada mais constituem que técnica processual instituída para a consecução deste objetivo”."é instituto processual e significa que ninguém pode intentar uma ação sem que peça uma providência que esteja em tese (abstratamente). prevista no ordenamento jurídico.Interesse Processual ou de Agir: O direito de agir é fruto da presença ou possibilidade de um dano injusto.qualidade genérica para agir em juízo. O interesse processual é o interesse de agir do titular de direitos. ou probabilidade. que determinará o resultado útil pretendido. da necessidade da tutela jurisdicional do Estado.Possibilidade jurídica do pedido Opinião 1 .2 . ( Condições da Ação). 2.a adoção das condições da ação encontra respaldo em dois outros princípios.se houver previsão da providência requerida. do ponto de vista processual". Que exista um vínculo entre autor da ação. seja implicitamente".1 .os pressupostos processuais e as condições da ação são requisitos de admissibilidade para o julgamento do mérito. seja expressa. que caracterizaria o vício conhecido por inépcia do libelo. .se não existir vedação expressa quanto àquilo que se está pedindo em juízo. aos que não forem absolutamente ou relativamente incapazes.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. conferida. e o princípio do saneamento do processo. então sempre haverá possibilidade jurídica do pedido. 2. 3° para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade.

De acordo com a tutela jurisdicional prestada. Há quem sustente que. sob forma de decisão do mérito da causa.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. isto é. com segurança. a lide posta em juízo. Conseqüência: o juiz. .quando não concorrer qualquer das condições da ação. A tutela jurisdicional cautelar visa a acautelar interesses das partes em perigo pela demora da providência jurisdicional de conhecimento ou de execução. art. 4. de execução. porque através dele se conhecerá.ações cautelares Classificação das ações 1.Ação de Conhecimento O processo.º. não só a pretensão do autor como a resistência que lhe opõe o réu. acolhendo ou rejeitando-o. o pedido do autor. sem julgamento do mérito: VI . 267: Extingue-se o processo.01/06/10 (6ª) – Ação: Carência. a legitimidade das partes e o interesse processual. A tutela de execução reclama atos executórios que realizem praticamente a sentença proferida em ação de conhecimento ou títulos extrajudiciais a que a lei atribui eficácia executiva. Curso de Direito Processual Civil ) Aula 26 .CPC.CPC. se classificam as ações em: 1 . As ações de conhecimento podem ser: Meramente declaratória – é aquela em que o pedido do autor se resume à declaração de existência ou de inexistência de uma relação jurídica ou à autenticidade ou falsidade de documento . 34 de 45 Para Humberto Theodoro . dentro do ordenamento jurídico. art. se diz de conhecimento. Considerações Gerais A tutela jurisdicional. não chegará a apreciar o mérito. ou seja. como a possibilidade jurídica. de que se vale o órgão jurisdicional. um tipo de providência como a que se pede através da ação. pressupõe um processo de conhecimento.(Humberto Theodoro JÚNIOR. preventiva ou cautelar. abstratamente. embora exercendo o poder jurisdicional. de conhecimento. nessa situação.exigência de que deve existir. Implica na extinção do processo . Classificação e Defesa Prova 1ª – 15/06 – L-Z 2ª – 18/06 – A-K Carência da Ação A falta de qualquer das condições da ação importará na carência da mesma.ações de conhecimento. 2 . o autor não tem direito de ação (ação inexistente) e quem defenda que lhe falta o direito ao exercício desta.ações de execução 3 .

por ações individuais . 2 . sobre conflitos oriundos de relações do trabalho. embora a titularidade da ação seja sempre do representante Ministerial. como direito público subjetivo ao provimento jurisdicional. 3 . para promovê-la. 102.CP. não sofre qualquer alteração pelas peculiaridades terminológicas empregada pela CLT. Classificação da ação penal: critérios subjetivos Do ponto-de-vista de quem a promove. a lei condiciona o exercício desta à representação do ofendido ou à requisição do Ministro da Justiça . Ação Trabalhista Individual distingue-se do conceito de ação em aspectos meramente terminológicos: reclamação por ação. ao definir o crime. . art. independe da manifestação de vontade de quem quer que seja. Ex. 2 – Ação Constitutiva Constitui uma situação jurídica. em perigo por eventual demora na solução do processo.: Rescisão de contrato: declarado o inadimplemento contratual.têm conceituação própria e singular: destinam-se a direitos de classe. Classificação da ação trabalhista A ação trabalhista se distingue em individual e coletiva. A sentença coletiva vale para toda a categoria e sua imposição pode fazer-se. apresentando-se a condicionada como exceção. grupos ou categorias.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. quando a lei. quando inobservada. Obs: A ação penal pública incondicionada é a regra. A ação penal pública subdivide-se em incondicionada e condicionada 1 .condicionada (exceção): quando. não excepcionar. por força do nosso sistema legal. a ação penal se classifica em Pública e Privada. são mandatárias das categorias profissionais e econômicas. para a defesa de seus interesses. segue-se a decretação da rescisão do contrato. Classificação Ação Coletiva . ela é pública incondicionada. Por isso. § 1º.CLT. a ação trabalhista. Ex. art.Ações Cautelares São ações preventivas que visam a providências urgentes e provisórias. As entidades sindicais. tendentes a assegurar os efeitos de um provimento principal. 35 de 45 Condenatória – declara-se a violação ao preceito legal e impõe-se uma sanção ao infrator. dizendo qual a natureza da ação. reclamante e reclamado Em essência.incondicionada (regra geral): quando o Ministério Público. 872.: Separação Judicial por injúria grave: declara-se a existência de uma injúria grave e decreta a extinção do vínculo conjugal.

exceção substancial. como sendo aquele poder jurídico de que se acha investido e que lhe possibilita opor-se à ação que lhe foi movida. individuais ou coletivos. É um dos postulados em que se alicerça o sistema contraditório do processo. 5. o fundamento de seu pedido. o tema da exceção é virtualmente paralelo ao da ação. faculdades e ônus. não se pode repelir de plano a defesa – também se deve assegurar ao réu os meios de desembaraçar-se da ação. têm direito ao processo. mediante a ação. a partir dessa colocação. como corolário do devido processo legal. a ação de cumprimento prevista no art. garantido pela CF – 88. através do exercício da ação. pede justiça. em nome próprio. a exceção não pode ser o direito ao provimento de rejeição do pedido do autor. ganhando explicação. 2 . é lícito afirmar que a exceção configura um direito análogo e correlato à ação. O autor.Contra a admissibilidade . este. interesses alheios. 872 da CLT. mas apenas o direito a que no julgamento também se levem em conta as razões do réu. que visam à preparação da prestação jurisdicional. a resposta do réu à ação do autor chama-se exceção.exceção processual. A Defesa do Réu Conceito Em sentido amplo.que exerce um direito que independe da existência do direito material alegado. que pode ser: Direta . Tem eficácia “erga omnes”. defendendo. 36 de 45 Processualmente. Tanto o autor. ou pode ser de mérito. Por isso. o sindicato atua nas ações coletivas como substituto processual de toda a categoria. como o réu. A sentença atua também para os futuros contratos. Como o direito de ação.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. pede justiça. mais parecendo um particular aspecto desta. através da exceção. a sentença abrange o substituto – sindicato .e o substituído . através da exceção. dentro de uma concepção sistemática do processo. Tanto o direito de ação como o de defesa compreendem uma série de poderes.exceções 1 -Contra o Processo . Classificação das Defesas .insurgindo-se contra a própria pretensão do autor. Direito ao Processo .razão pela qual: Não se pode repelir de plano o pedido do autor . Vista sob esse ângulo.a categoria profissional. a defesa pode dirigir-se contra o processo e contra a admissibilidade da ação. . Em todos os casos de substituição processual. Natureza jurídica da Defesa . a defesa é um direito público subjetivo ou poder. solicitando a rejeição da pretensão do autor. reclamando algo contra o réu. Art.exceção Na concepção da ação como direito ao provimento jurisdicional.

em linha reta ou. podendo. em linha reta ou na colateral até o terceiro grau. Contestação Chama-se contestação. a incompetência (art. 37 de 45 Indireta . é.alguma das partes for credora ou devedora do juiz. É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário: I . Poderão ser opostas as exceções de: I .em que interveio como mandatário da parte. vedado ao advogado pleitear no processo. art. 95.de que for parte. 134. tendo-lhe proferido sentença ou decisão. III . CPC. 112).suspeição. na colateral. Argúi-se. toda e qualquer outra defesa. 95: CLT. as partes alegá-las novamente no recurso que couber da decisão final. Sistemática atual da legislação processual brasileira: usa-se o nome de exceção para indicar algumas exceções processuais.quando cônjuge. 135. VI . Art. compensação. de rito ou de mérito. Parágrafo único. funcionou como órgão do Ministério Público. § 2º . consangüíneo ou afim. art. contendo também preliminares .coisa julgada. 799.receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo. art. . Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz.interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa. CPP. a incompetência relativa. por meio de exceção. II . o impedimento só se verifica quando o advogado já estava exercendo o patrocínio da causa.litispendência. no processo civil. como advogado da parte.quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica. com suspensão do feito. ou na linha colateral até o segundo grau.ilegitimidade de parte. porém. no entanto. CPP. V . Impedimento (defeso = proibido) Art. parte na causa. V . o impedimento (art.incompetência de juízo. art. novação. Art.As demais exceções serão alegadas como matéria de defesa. 112. em linha reta. quanto a estas. Art. parente. II . § 1º .CPC. 799 . CLT. salvo. É lícito a qualquer das partes argüir. IV . quando: I . de alguma das partes. IV . modificativos ou extintivos do direito alegado pelo autor. IV .que conheceu em primeiro grau de jurisdição. III . Suspeição Art. somente podem ser opostas. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo. consangüíneo ou afim. ou prestou depoimento como testemunha. cuja argüição obedece determinado rito. CPC. 135). Incompetência Art.Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência. por meio de exceção. se terminativas do feito. sem elidir propriamente a pretensão por este deduzida. as exceções de suspeição ou incompetência. V . ou subministrar meios para atender às despesas do litígio. II .amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. 304. 304.Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho. Parágrafo único. oficiou como perito. o seu cônjuge ou qualquer parente seu.herdeiro presuntivo. direta ou indireta. No caso do no IV. 300 e 301.quando nele estiver postulando. de seu cônjuge ou de parentes destes. donatário ou empregador de alguma das partes. não caberá recurso. III . prescrição. até o terceiro grau. a fim de criar o impedimento do juiz.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. Ex.opondo fatos impeditivos. 134) ou a suspeição (art.

toda a matéria de defesa. antes de discutir o mérito. § 3o Há litispendência. V .carência de ação. interligando os sujeitos processuais. § 1o Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada.Teoria dos Pressupostos Processuais e das Exceções Dilatórias (1868). jurisdicional). o juiz conhecerá de ofício da matéria enumerada neste artigo. Viu-se no processo uma força que motiva e justifica a prática dos atos do procedimento. Procedimento . quando se repete ação. autor e réu. Xl . Compete ao réu alegar.litispendência. . Compete-lhe.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. A noção de procedimento é puramente formal. alegar: I . há coisa julgada. o instrumento através do qual a jurisdição opera (instrumento para a positivação do poder jurisdicional). a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. § 4o Com exceção do compromisso arbitral.incompetência absoluta. juiz. 300. expondo as razões de fato e de direito. defesa e estrutura do judiciário PROCESSO E PROCEDIMENTO Com a publicação da obra clássica de Bülow . mediante a atuação da vontade concreta da lei. há uma relação jurídica entre os sujeitos processuais. Art. defeito de representação ou falta de autorização. VII . Vl . Aula 27 . não passando da coordenação de atos que se sucedem. III . O processo tem sentido essencialmente teleológico porque ele se caracteriza por sua finalidade de exercício do poder (no caso. Vlll . Conceitos Processo . X .perempção. IV . IX . § 2o Uma ação é idêntica à outra quando tem as mesmas partes.é o meio extrínseco pelo qual se instaura. a sua realidade fenomenológica perceptível. quando se repete ação que já foi decidida por sentença. por definição.inexistência ou nulidade da citação.falta de caução ou de outra prestação. porém. ou seja. o procedimento (aspecto formal do processo) é o meio pelo qual a lei estampa os atos e fórmulas da ordem legal do processo.coisa julgada.08/06/10 (6ª) – Defesa do réu Matéria da prova Ação (autor). de que não caiba recurso. 38 de 45 CPC. na contestação. é a manifestação exterior deste. que está em curso. quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. 301.é indispensável à função jurisdicional exercida com vistas à eliminação aos conflitos com justiça. o processo passou a ter entendimento mais amplo. desenvolve-se e termina o processo.inépcia da petição inicial. É. II .conexão. que a lei exige como preliminar.convenção de arbitragem.incapacidade da parte. Art. com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir.

mirava-se na idéia romana do processo. XVIII e XIX. Segundo essa doutrina. não obedecem a ninguém mais que à sua própria vontade". sua riqueza de conceitos e observações contribuiu para o desenvolvimento da ciência processual. 5. viria a dar no Estado. no processo. Rejeitada pela maioria dos processualistas. 4. omitindo. em escala microscópica. mas. indicada já no próprio Código Napoleônico. Situação jurídica que apresenta possibilidades. Buzaid). ou que eles poderiam ter aceito por decisão livre e racional. só haveria de ser um quase-contrato. O processo como situação jurídica Desenvolvida por Goldschmidt. O processo é uma série ordenada de atos previstos normativamente e que tendem a produzir um efeito jurídico. O processo como contrato Séc. nas categorias do direito privado. A sujeição da vontade individual a uma vontade superior. 6. principalmente no direito francês. surgiu essa doutrina. mediante a qual uma delas pode pretender alguma coisa a que a outra está obrigada" (cf. unanimemente considerada como a primeira obra científica sobre direito processual. Processo como relação processual Relação processual é estabelecida entre autor. exposta em 1868. segundo a qual. entre pessoas.errou ao enquadrar o processo. Para essa teoria. a principal fonte das obrigações. Crítica . O processo como relação jurídica Desenvolvida por Bülow. juridicamente regulada. O processo como quase-contrato Séc.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. expectativas e ônus. na sua famosa obra Teoria dos pressupostos e das exceções dilatórias. Fundamentalmente composta por “poderes jurídicos” – possibilidade de produzir efeito jurídico (pela vontade de seu titular – Estado-juiz). É de direito público – função de jurisdição – pública. Processo como Procedimento Teoria ligada à concepção normativa do direito. na França. a todo custo. 3. 2. XIX. se o processo não era um contrato e se também delito não podia ser. "Relação jurídica é o vínculo entre várias pessoas. que é a lei. Quer dizer que é um vínculo. vista em escala macroscópica. O processo pressupunha um pacto (litiscontestatio) no mesmo plano e com os mesmos raciocínios básicos da doutrina política do contrato social de Rosseau: "enquanto os cidadãos se sujeitam às condições que eles mesmos pactuaram. de natureza jurídica. por outro lado. . o processo seria um instrumento colocado a disposição do interessado. 39 de 45 Teorias sobre a natureza jurídica do processo 1. réu e Estado-juiz. processo é uma relação jurídica entre os sujeitos processuais.

Igualdade das partes . O Juiz O juiz. como actum trium personarum: judicis.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. . o juiz não pode eximir-se de atuar no processo.deve haver paridade de tratamento processual. Contraditório . Autor e réu São os sujeitos parciais do processo.é inadmissível um processo sem que haja pelo menos dois sujeitos em posições processuais antagônicas. desde que tenha sido regularmente provocado. como sujeitos parciais. o juiz. sem prejuízo de certas vantagens atribuídas especialmente a cada uma delas. com possibilidades de impugná-los e com isso estabelecer autêntico diálogo com o juiz.garantia de ciência às partes dos atos e termos do processo. resguardada constitucionalmente. Daí a clássica definição do processo. porque tal conduta importaria em evidente denegação de justiça e violação da garantia constitucional da inafastabilidade da jurisdição. deve ter sempre. Como sujeito imparcial. Três princípios básicos disciplinam as posições das partes no processo: Dualidades das partes . Como exercente da jurisdição. 40 de 45 Sujeitos da relação jurídica processual São três sujeitos fundamentais: o autor e o réu. como órgão superpartes no processo. pois ninguém pode litigar consigo mesma. Não se admite que o juiz lave as mãos e pronuncie o non liquet diante da causa incômoda ou complexa. função estatal. representante do interesses coletivo voltado para justa resolução do conflito. nos pólos contrastantes da relação processual. sem os quais a relação processual não se completa. a sua imparcialidade. actoris et rei. em vista de sua posição no processo.

Eleitoral. por meio de ação direta de inconstitucionalidade. O Poder Judiciário é regulado pela Constituição Federal de 1988 – Arts. Militar. 41 de 45 Aula 28 .: Tribunal Regional Federal .PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. Quanto à matéria Órgãos da justiça comum ou da justiça especial. Ex. Funções do Poder Judiciário Regra Geral Os órgãos judiciários brasileiros exercem dois papéis: 1. através de um processo judicial.todos os órgãos do Poder Judiciário podem exercê-lo e suas decisões a esse respeito são válidas apenas para o caso concreto que apreciam.controle da constitucionalidade . Justiça Especial do Trabalho. A Constituição Federal Art. federal ou estadual. também chamada jurisdição. . Controle de Constitucionalidade Tendo em vista que as normas jurídicas só são válidas se se conformarem à Constituição Federal. 102.é órgão colegiado. Historicamente . b) concentrado . com a aplicação de normas gerais e abstratas 2. Um juiz federal . a . perante o Supremo Tribunal Federal. Classificação dos órgãos judiciários Quanto ao número de julgadores Órgãos singulares e colegiados.é a função jurisdicional. Trata-se da obrigação e da prerrogativa de compor os conflitos de interesses em cada caso concreto.dois sistemas: a) difuso . os ocupantes de certos cargos públicos detêm a prerrogativa de arguir a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. Justiça Comum Estaduais. Quanto órgão federativo Órgãos estaduais e federais. a ordem jurídica brasileira estabeleceu um método para evitar que atos legislativos e administrativos contrariem regras ou princípios constitucionais. 92 a 126. I.é órgão singular.em alguns casos.11/06/10 (6ª) – Função e Estrutura do Poder Judiciário PODER JUDICIÁRIO DO BRASIL Conjunto dos órgãos públicos aos quais a Constituição Federal Brasileira atribui a função jurisdicional. Federal.

42 de 45 Órgãos judiciários Órgãos do Poder Judiciário brasileiro que exercem a função jurisdicional: Supremo Tribunal Federal – STF Art. do Distrito Federal e dos territórios. Notável saber jurídico.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. . CF/88. o que ele faz ao apreciar uma ação direta de inconstitucionalidade ou um recurso contra decisão que. Reputação ilibada. Nomeação – Presidente da República – após aprovação por maioria absoluta do Senado Federal. 101 e ses – CF/88. última instância. Requisitos: Cidadãos com mais de 35 anos e menos de 65. 2008 Superior Tribunal de Justiça – STJ Art. Instituições de Direito. que contrariem lei federal ou dêem a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro Tribunal. Compete-lhe: dentre outras tarefas. STF STM TST STJ TSE (TJM) TRT TJ TRF TRE JUSTIÇA MILITAR Juiz Auditor Militar JUSTIÇA DO TRABALHO Juiz do Trabalho JUSTIÇA COMUM Juiz de Direito JUSTIÇA FEDERAL Juiz Federal JUSTIÇA ELEITORAL Juizes Designados Fonte . Composição: 11 Ministros. alegadamente. Bruno. decididas pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos estados.ALBERGARIA. São Paulo: Atlas. É o guardião da Constituição Federal. Guardião da uniformidade da interpretação das leis federais. violou dispositivo da Constituição. 104 e ses. julgar as causas em que esteja em jogo uma alegada violação da Constituição Federal. Desempenha esta tarefa ao julgar as causas.

as causas em que forem parte a União. Composição do TST: 27 Ministros. Tribunais Regionais Art. Tribunais Regionais do Trabalho – TRTs. Os Juízes do Trabalho formam a primeira instância da Justiça do Trabalho e suas decisões são apreciadas em grau de recurso pelos TRTs. juízes federais. 1/3 – partes iguais – advogados e membros do MP – federal. 1/3 de juizes dos Tribunais Regionais Federais. Demais – juizes dos Tribunais Regionais do Trabalho – indicados pelo Tribunal Superior. Juízes do Trabalho. 94). 43 de 45 Composição: No mínimo 33 Ministros – EC nº 45/2004.lista tríplice elaborada pelo tribunal. DF e Territórios – indicados de forma alternada – Art. dentre outras atribuições. autarquia ou empresa pública federal. Justiça Federal Art. Composição do TST 1/5 – advogados e membros do MP do Trabalho .com mais de 10 anos. TST. Cidadãos com mais de 35 anos e menos de 65. 115 Justiça Eleitoral – Art. dentre outras atribuições. Competência: julgar as causas oriundas das relações de trabalho. desempenha. 94 CF/88. Reputação ilibada. Cidadãos com mais de 35 anos e menos de 65. dentre outras . papel administrativo.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. 111 e ses CF/88 Órgãos da Justiça do Trabalho: Tribunal Superior do Trabalho – TST. Notável saber jurídico. O TSE. Nomeação – Presidente da República – após aprovação por maioria absoluta do Senado Federal. os TRFs decidem em grau de recurso as causas apreciadas em primeira instância pelos Juízes Federais. Dentre outros assuntos de sua competência. estadual. Tribunais Regionais Eleitorais – TRE. Justiça do Trabalho Art. Notável saber jurídico. de organização e normatização das eleições no Brasil. 1/3 de desembargadores dos Tribunais de Justiça. zela pela uniformidade das decisões da Justiça Eleitoral. Os TREs decidem em grau de recurso as causas apreciadas em primeira instância pelos Juízes Eleitorais. Competência: julgar as causas relativas à legislação eleitoral. zela pela uniformidade das decisões da Justiça do Trabalho. 106 e ses CF/88 São órgãos da Justiça Federal os Tribunais Regional Federais – TRF. (Art. 118 e ses CF/88 Órgãos da Justiça Eleitoral: Tribunal Superior Eleitoral – TSE. Juízes Eleitorais e as Juntas Eleitorais. Competência: julga. . . Reputação ilibada. Nomeação – Presidente da República – após aprovação por maioria absoluta do Senado Federal.

127. e servem por tempo determinado. em segundo grau. Art. portanto responsável por zelar pelo cumprimento dos deveres que são impostos aos juízes e tribunais. Justiça Militar Art. o TJ tem a competência de. 2 advogados – indicados pelo STF – nomeados pelo Presidente. Tribunais e juízes militares. O Ministério Público é instituição permanente. Regra geral. a indivisibilidade e a independência funcional. 125 e ses CF/88 A Constituição Federal determina que os estados organizem a sua Justiça Estadual.integrantes são escolhidos dentre juízes de outros órgãos judiciais brasileiros. inclusive estaduais. 128. que compreende: a) o Ministério Público Federal. 122 e ses CF/88 Órgãos: Superior Tribunal Militar –STM. lista sextúpla. Juízes Estaduais.os Ministérios Públicos dos Estados. revisar as decisões dos juízes e.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. Ministério Público Art. em primeiro grau. a Justiça Estadual compõe-se de duas instâncias: Tribunal de Justiça – TJ. . b) o Ministério Público do Trabalho. § 1º . na Constituição Estadual. 3 juizes dentre os Ministros do STF. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. II . 2 juizes dentre os Ministros do STJ.São princípios institucionais do Ministério Público a unidade. observando os princípios constitucionais federais. Justiça Estadual Art. Basicamente.o Ministério Público da União. É um órgão de controle administrativo. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. julgar determinadas ações em face de determinadas pessoas. a Constituição Federal organizou a Justiça Militar tanto nos Estados como na União. No Brasil. CNJ – conselho Nacional de Justiça O CNJ é o órgão do Judiciário responsável para exercer o controle externo de suas atividades. essencial à função jurisdicional do Estado. TSE –Art. c) o Ministério Público Militar. Competência: julgar os crimes militares definidos em lei. FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA 1. 44 de 45 Composição . O Ministério Público abrange: I . bem como na Lei de Organização Judiciária do Estado. 119 CF/88: Mínimo 7 membros. d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Incluído pela emenda nº 45 de 2004. Competência: Os Tribunais de Justiça dos estados possuem competências definidas na Constituição Federal.

Advocacia Pública Art. nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira.A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União.PUC-GO – Teoria Geral do Processo – JUR1140 A03 – pág. § 1º .O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República. de notável saber jurídico e reputação ilibada. . judicial e extrajudicialmente. A Advocacia-Geral da União é a instituição que. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado. incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa. Art. 134. nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento. O advogado é indispensável à administração da justiça. dos necessitados. após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal. de livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos. diretamente ou através de órgão vinculado. 131. 133. cabendo-lhe. sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão. as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo. maiores de trinta e cinco anos. permitida a recondução. 45 de 45 § 1º . em todos os graus. DA ADVOCACIA E DA DEFENSORIA PÚBLICA Art. 5º. na forma do art. representa a União. para mandato de dois anos. LXXIV. nos limites da lei. 3. 2.