Emissões de Poluentes

A poluição atmosférica é a principal decorrência ambiental do uso de combustíveis, embora outras formas de poluição possam também estar presentes. Por exemplo, o emprego de carvão mineral leva à geração de efluente sólido (cinzas). Ou ainda, o uso de um sistema de limpeza dos gases de combustão em via úmida leva à geração de efluente líquido. Nos gases efluentes de processos industriais de combustão, encontram-se vários constituintes poluentes, sendo os óxidos de nitrogênio (NOx – NO, NO2), o material particulado (MP – orgânico, inorgânico) e os compostos de enxofre (SOx – SO2, SO3, H2SO4) os mais preocupantes. Outros, como o monóxido de carbono (CO) e os compostos orgânicos voláteis (VOC), são constituintes que em equipamentos operando em condições normais são emitidos a taxas muito pequenas, não causando qualquer dano ambiental. Há também o dióxido de carbono (CO2), cuja abordagem como “poluente” é recente e ainda controversa, e outros derivados de combustíveis ou de equipamentos de combustão de emprego restrito ou específico (por exemplo, cromo na queima de resíduos de curtume ou óxido nitroso - N2O em equipamentos de leito fluidizado). Poluição atmosférica São considerados poluentes atmosféricos aquelas substâncias adicionadas ao ar em quantidade suficiente para produzir efeito mensurável na fauna, flora ou em materiais em geral. Os poluentes podem estar na forma de partículas sólidas, de gotas ou de gases e podem ser classificados em dois grupos: • • Aqueles emitidos diretamente por uma fonte identificável – “poluentes primários” Aqueles produzidos no ar por interação entre duas ou mais substâncias, sejam elas poluentes ou não – “poluentes secundários”.

O NOx, o MP e o SOx são poluentes primários: A principal ação no homem consiste no ataque às vias respiratórias. O NOx, por exemplo, como o CO, reage com a hemoglobina do sangue, reduzindo sua capacidade de transporte de oxigênio. O gráfico da figura ilustra o efeito do CO sobre o ser humano.

Já o Material Particulado, em particular o denominado “inalável” (diâmetro inferior a 10 micra) se aloja nas partes internas do sistema respiratório provocando lesões bastante graves. O NOx e o SOx são também poluentes secundários, pois ambos na atmosfera dão origem aos ácidos nítrico e sulfúrico, respectivamente, que são os principais componentes da chuva ácida. Além disso, o NOx participa de complexas reações fotoquímicas que levam à formação do chamado “smog” (“smoke” + “fog”) – atmosfera negro-amarronzada constituída de substâncias de forte ação oxidante, como o ozônio (O3), por exemplo. Na literatura especializada se encontra, em geral, a seguinte definição para “smog”: “atmosfera resultante da exposição à luz do sol de alguns compostos orgânicos voláteis na presença de NOx”.

Estratégias de controle da poluição atmosférica
A legislação nacional vigente, em concordância com a tendência internacional, estabelece como prioritário o controle da poluição atmosférica pelos padrões de emissão de poluentes, reservando o uso de padrões de qualidade do ar como ação complementar de controle. Na estimativa da emissão de poluentes, na realização de inventários e, com base neles, a elaboração de políticas públicas de controle da poluição ambiental é usual o emprego dos chamados fatores de emissão de poluentes. Os padrões de qualidade do ar determinam os valores limites legais para as concentrações de poluentes no meio ambiente, sempre medidas num certo período. Em cada país, a legislação sobre a poluição do ar estabelece tais limites. Padrões nacionais de qualidade do ar

durante a combustão de misturas ar-combustível. outros óxidos podem estar presentes como. por exemplo.Os padrões de emissão determinam a quantidade máxima permissível de poluentes que pode ser emitida por uma determinada fonte poluidora. Padrões de emissão de poluentes nacionais para fontes fixas de combustão Formação de óxidos de nitrogênio e técnicas de controle Os óxidos de nitrogênio formados durante processos convencionais de combustão são basicamente o NO e. (3) ativo (“prompt”). formado na combustão em leito fluidizado. O óxido nítrico (NO) pode se formar na combustão via três mecanismos: (1) térmico (“thermal”) (“NOx térmico”) (2) combustível (“fuel”) (“NOx combustível”). o NO2. o N2O. são dadas pelas equações de Zeldovich: . As principais reações que governam a formação de NO térmico. (“NOx ativo”) NOx térmico: O NO se forma no processo de combustão pela reação do nitrogênio do ar com oxigênio. em escala bem menor. Em processos muito particulares. A legislação sobre poluição ambiental de cada país estabelece tais limites.

CN. HCN. Tais compostos participam de reações competitivas de oxidação e de formação de nitrogênio molecular. Teores de O2 mais altos na câmara contribuem pouco para o acréscimo na formação do NO térmico. que se torna importante somente em condições de alta temperatura. Portanto. . Os compostos orgânicos de nitrogênio sofrem decomposição térmica na câmara de combustão. resultando em compostos como NH3. NH. a formação do NO combustível tende a ser maior nas regiões da câmara onde o teor de O2 for mais alto. Os gráficos mostram genericamente a influência dos teores de O2 dos gases e de nitrogênio do combustível na formação do NO combustível. acima). NOx combustível: O NO se forma no processo de combustão pela reação do nitrogênio do combustível com oxigênio. A combustão de óleos com maior teor de nitrogênio tende a formar mais NO.A velocidade do processo de formação é determinada pela reação direta (primeira equação. ocorre principalmente em regiões de temperatura acima de 1800K. Os gráficos mostram genericamente a influência dos parâmetros temperatura e teor de O2 na formação do NO térmico. A formação do NO térmico numa câmara de combustão.

Técnicas de controle das emissões de NOx: As técnicas para controle das emissões de NOx em processos de combustão industrial se dividem em dois grupos: • As aplicadas ao processo de combustão • As aplicadas aos gases de combustão. As primeiras. por: (1) redução dos teores de oxigênio ou nitrogênio nas regiões da câmara de combustão de alta temperatura. Estagiamento do ar de combustão: O estagiamento do ar de combustão é feito em geral através da substituição. secundário e. etc. recirculação externa dos gases de combustão. Em processos convencionais. às vezes. como. que vão desde. A formação de NOx no processo pode ser reduzida.NOx ativo: O NO se forma pela reação do nitrogênio do ar com radicais hidrocarbônicos (CH2. ou modificação. do queimador convencional por outro especialmente projetado para o fornecimento de ar primário. redução da potência de operação. CH) formados no processo de combustão. (2) redução das temperaturas na câmara de combustão. podendo reduzir as emissões de NOx em até 70 % e são largamente empregadas em equipamentos de combustão instalados na Europa e Estados Unidos. terciário ao processo. Estas últimas são muito efetivas. redução do excesso de ar. a formação de NO ativo não é significativa. são mais atraentes do ponto de vista econômico. . ou redução do tempo de residência desses elementos nessas regiões. basicamente. • até modificações substanciais no processo. em geral. como. Isto pode ser feito de várias formas. • alterações nas variáveis operacionais do processo de combustão. de forma a se obter chamas constituídas de regiões com diferentes estequiometrias. que operam com quantidade de ar acima da estequiométrica. estagiamento no fornecimento de ar ou combustível.

formado devido à presença de nitrogênio no combustível (NOx combustível). Essa técnica visa. A aplicação dessa técnica. A imposição a essa região de uma condição redutora favorecerá as reações do NOx presente com radicais hidrocarbônicos do combustível. Tal artifício visa basicamente reduzir a emissão de NOx pela sua conversão a nitrogênio molecular quando da sua passagem pela região onde a parcela minoritária de combustível é injetada. próxima ao bocal do queimador. Nas demais regiões. Na queima de combustíveis líquidos o material sólido "arrastado" pelos gases de combustão para fora do sistema provêm de três possíveis fontes: • material orgânico resultante da coqueificação das gotas ("coque" ou "cenosfera"). exige ainda o fornecimento de ar suplementar ao processo. Estagiamento do combustível: O estagiamento do combustível é feito em geral através do fornecimento de pequena parte do combustível numa região à frente da zona principal de combustão. a diminuição da fração do nitrogênio do ar que se converte a NOx (NOx térmico). gás natural é o combustível comumente injetado à frente da zona principal. menores e mais uniformes.Numa primeira região. Formação de material particulado e técnicas de controle: A formação e emissão de material particulado em processos de combustão só é relevante na queima de combustíveis líquidos e sólidos. Tais queimadores são os chamados “low NOx burner”. pois leva a temperaturas. resultando em sua conversão a nitrogênio molecular. o aporte controlado de ar permitirá a oxidação completa dos demais elementos do combustível. . • material orgânico formado a partir de frações evaporadas das gotas ("fuligem") e • material inorgânico presente no combustível ("cinzas"). e não a NOx. conhecida como requeima (“reburning”). uma condição redutora permitirá que boa parte do nitrogênio presente no combustível seja convertido preferencialmente a nitrogênio molecular. ao final da câmara de combustão. Independente do combustível utilizado na zona principal. além da redução do NOx. objetivando a oxidação completa do combustível. ao longo da chama.

simultaneamente. de tal forma que vai se formando à sua volta uma camada de mistura ar primário/gases de combustão/vapor do líquido. Tais partículas. tendem a acompanhar as linhas de corrente no interior da câmara de combustão. Após a ignição. As gotas. se dá a ignição da mistura gasosa. que se estabelece ao redor da gota) e a própria gota. Num dado ponto. Cada gota. deficiência de O2) sofrem craqueamento e polimerização simultânea. . vai se aquecendo e se evaporando.A combustão de líquidos em caldeiras convencionais é precedida pela sua nebulização imediatamente a jusante do bocal do queimador (gotas de 10 a 100 µm). Ao final da câmara de combustão. de temperatura e concentração da mistura adequadas. serão emitidas na forma de partículas esféricas ocas. A partir daí se estabelece uma chama em torno da partícula. dando origem às partículas de fuligem. à medida que se desloca no interior da câmara de combustão e atravessa regiões de temperaturas crescentes. com composição se aproximando à do coque (elevada relação C/H) e mantendo ainda relativamente altos teores de enxofre e metais. desprezando-se o efeito das demais. na medida em que a gota se evapora. individualmente (esferóides de diâmetro inferior a 1µm). entre a zona de reação (interface O2/combustível de alta temperatura. a qual passará a fornecer calor para que a gota continue evaporando. geralmente denominadas "coque" ou "cenosfera". encontrando condições propícias (alta temperatura. de diâmetro inferior a 20 Å. ou agregadas a inorgânicos ou a partículas de coque. vão tomando forma de cenosferas. coagulação e crescimento superficial até serem emitidas. de diâmetro na faixa de 1 a 100 µm e em cujas cavidades poderão estar alojados fuligem e inorgânicos. via gases de combustão. gotas não totalmente oxidadas. em seu deslocamento pela câmara de combustão. parte das moléculas do combustível no estado vapor. processos de oxidação. sofrendo.

• Bateria de ciclones • Lavador de gases. na forma de partículas sólidas. três alternativas: • Precipitador eletrostático. A parcela do enxofre que irá formar um ou outro produto é função de uma série de fatores porém. são em sua maioria oxidados na chama. é "arrastado" pelos gases de combustão indo se depositar nos feixes de tubos e nas paredes da caldeira por efeito de impacto ou de difusão. 1 a 5 % como H2SO4 e 1 a 3 % forme compostos inorgânicos complexos. A denominação genérica “SOx” é muitas vezes utilizada quando se quer referir às emissões resultantes da presença de enxofre no combustível. Quanto às técnicas aplicadas aos gases de combustão. são mais atraentes do ponto de vista econômico e consistem na adequação do sistema de queima e de suas condições operacionais ao uso de óleos combustíveis “pesados”. Na estimativa das emissões e na realização de balanços de massa e energia em processos de combustão industrial costuma se considerar que todo o enxofre do combustível é convertido a SO2. pode-se considerar que mais do que 95 % do enxofre deixe o processo de combustão na forma de SO2. A parcela menor do enxofre que forma outros compostos só é considerada quando se está preocupado com corrosão das partes internas do equipamento de combustão. consistem na implantação de sistema de separação do Material Particulado dos gases. por sua vez tende a reagir com água formando o ácido sulfúrico e com inorgânicos presentes no combustível dando origem a compostos inorgânicos complexos (sulfatos. o enxofre.Quanto aos inorgânicos do combustível. muitas vezes agregadas ao material orgânico efluente do processo. óxidos). Técnicas de controle das emissões de material particulado: As técnicas para controle das emissões de material particulado em processos de combustão industrial se dividem em dois grupos: as aplicadas ao processo de combustão e as aplicadas aos gases de combustão. . encontrado na maioria dos combustíveis fósseis. reage com oxigênio formando o SO2 e. na fase vapor. em menor proporção. formando muitas vezes compostos complexos resultantes da interação de óxidos e sulfatos. O SO3. Formação de compostos de enxofre e técnicas de controle: No processo de combustão. em sua maioria. Este material. As primeiras. basicamente. na média. líquido ou sólido. ou é emitido. denominadas genericamente de "cinzas". o SO3. relativamente pequenas. em geral. Há.

Ciclones Lavador de Gases Lavador de Bandeja Torre de Nebulização .

Os íons formados depositam-se nas partículas carregandoas eletricamente (os particulados devem apresentar propriedades elétricas adequadas) e. em conseqüência. A eficiência da separação é função do tamanho e trajetória das gotas.Lavador tipo Venturi: Nesse tipo de separadores a água entra na garganta do venturi já nebulizada por um sistema de bocais. proporcionando que as partículas migrem para as placas coletoras. Separadores Eletrostáticos: Nesses separadores o ar é ionizado ao ser submetido a uma alta diferença de potencial entre um fio ionizador e uma placa coletora. da velocidade do gás e da relação líquido gás. Filtros de baixa tensão: 10 a 30 kV Filtros de alta tensão: > 30 kV .

Filtros de Manga: O processo de filtragem é um dos mais antigos métodos de remoção de partículas de um fluxo gasoso. apresentando uma ampla gama de remoção de partículas. .

A corrosão a alta temperatura ocorre em superfícies metálicas a temperaturas acima de 400 ºC e a de baixa temperatura em superfícies metálicas a temperaturas abaixo da temperatura de orvalho de H2SO4. Ela pode ser calculada medindo-se os teores de SO3 e H2O dos gases de combustão e empregando-se expressões empíricas. de orvalho de ácido sulfúrico”. ou ponto. T é a temperatura de orvalho em oC PH2O é a pressão parcial da água nos gases de combustão em Pascal PSO3 é a pressão parcial do SO3 nos gases de combustão em Pascal Técnicas de controle da corrosão e das emissões dos compostos de enxofre: As técnicas para controle das emissões de SOx em processos de combustão industrial se dividem em três grupos: • Atuação no processo de combustão Aqui um material absorvente deve reduzir o SOx formado ainda na câmara de combustão. e atacar o ferro. Para tanto são adicionados ao leito óxidos de metais alcalino-terrosos. e formar H2SO4. como cal e dolomita. que tendem a se depositar por impacto ou por difusão sobre a superfície metálica. A deposição deste material no interior dos equipamentos funciona também como uma superfície catalítica para a oxidação do SO2 a SO3. geralmente presente nos gases de combustão. A presença de sódio e vanádio no combustível potencializa o processo. o processo se auto alimenta: o SO3 dá origem aos depósitos que. Corrosão a baixa temperatura: Parcela do SO3 pode reagir com água. com a função de absorver o enxofre. por sua vez. que podem se depositar nas superfícies internas dos equipamentos de combustão expostas a altas temperaturas e dar origem a um processo de corrosão. Um exemplo é o controle aplicado na combustão em leito fluidizado. Corrosão a alta temperatura: Parcela do SO3 pode reagir com inorgânicos do óleo e formar compostos de baixo ponto de fusão. na forma fundida (“slagging”) ou sinterizada (“fouling”). Ou seja. mas sim soluções aquosas com diferentes concentrações de H2SO4. . normalmente abaixo de 180 ºC.Corrosão provocada por compostos de enxofre: Em equipamentos de combustão podem ocorrer dois tipos básicos de corrosão relacionados com a presença de enxofre nos combustíveis: corrosão a alta temperatura e corrosão a baixa temperatura. A temperatura na qual surge a primeira gota de solução aquosa de H2SO4 é a denominada “temperatura. como por exemplo. É identificada a formação de uma série de compostos formados pela combinação desses elementos com enxofre. levam a formação de mais SO3. Não é identificado nos gases ácido sulfúrico puro.

levar à formação na câmara de combustão de outra família de compostos. como o aço inox 316 ou ligas de alto teor de cromo. estimativas indicam que o CO2 é responsável por cerca da metade da radiação infravermelha retida na atmosfera. O que define a condensação. Desde a década de 1950 as concentrações na atmosfera de gases que absorvem radiação infravermelha aumentaram em muito (este fato é associado à industrialização crescente das nações). igualmente complexos. é a temperatura da superfície em contato com os gases de combustão e não a dos gases. Entretanto o processo de dessulfurização é caro e pode tornar o uso de determinado combustível inviável do ponto de vista econômico. níquel e tungstênio. submetidas a ventos e chuvas. pois a redução dos depósitos reduz a oxidação do SO2 a SO3 devido à ação catalítica deles. Isto é particularmente importante em chaminés metálicas expostas ao meio ambiente que. Quanto ao controle da corrosão. não ocorre condensação de solução ácida. no lado em contato com gases de combustão. mas absorvem a radiação infravermelha vindo da terra. Um erro muito comum no meio industrial é supor que. Este gás (assim como alguns outros) permitem a penetração de radiação solar. Nas décadas de 1980 e 1990 os índices de aquecimento global se tornaram alarmantes. Podem ser usados materiais cerâmicos ou ligas metálicas especiais. abaixo da temperatura de orvalho de H2SO4. A corrosão a alta temperatura pode também ser reduzida pelo emprego de um aditivo ao processo. Embora. Dióxido de Carbono: Resulta da oxidação completa do carbono em combustíveis hidrocarbonetos. em geral óxidos e hidróxidos. Esta ação contribui também para a diminuição da corrosão a baixa temperatura. Se a temperatura desta superfície estiver abaixo da temperatura de orvalho de H2SO4 haverá condensação e ataque ácido. • Limpeza do gás da combustão Esta técnica é conhecida como dessulfurização dos produtos da queima. são freqüentemente utilizados. pedra calcária ou cinza alcalina. bem como a sua taxa. freqüentemente atingem temperaturas. Este processo é conhecido como dessulfurização do combustível. mesmo que a temperatura dos gases esteja bem acima desta. vanádio e enxofre de baixo ponto de fusão. • • • • A presença de CO2 na atmosfera contribui para o aquecimento global (o chamado efeito estufa). A estratégia trivial para minimizar a corrosão a baixa temperatura é a de manter a temperatura das superfícies em contato com os gases de combustão acima da temperatura de orvalho de H2SO4. Este processo de dessulfurização no gases da combustão é menos dispendioso que o seu semelhante nos combustíveis.• Prevenção tratando o combustível antes da queima. estando os gases de combustão a temperaturas acima da de orvalho de H2SO4. molibdênio. incertezas pairem sobre o real papel de cada gás nesse processo. A corrosão a baixa temperatura também é reduzida pelo emprego de materiais resistentes à corrosão por ácido sulfúrico nas regiões de temperatura abaixo do ponto de orvalho de H2SO4. Compostos de magnésio. Sua função é a de. A maior parte destes processos de dessulfurização em produtos da combustão consiste naa lavagem dos produtos da combustão com um agente absorvente que contem cal. porém de alto ponto de fusão. no lugar de compostos complexos de sódio. . Este método é ideal pois previne a formação de SOx pela redução do enxofre presente no combustível antes do processo de combustão.

CO. dispositivos para condicionamento do gás e analisador e são classificados em dois grupos denominados de sistema extrativo e sistema “in situ”. SO2. NO2 CnHn CO2. controle das emissões atmosféricas ou preservação da integridade do equipamento. C2H6 NO2. A análise de gases de combustão pode ser feita de maneira contínua. aumento de eficiência do processo. CH4. Sistema extrativo com diluição: No sistema extrativo de análise com diluição. O2. CO Os sistemas de análise da composição de gases podem ser compostos de dispositivo de amostragem (sondas). O2. NO2 CO. uma amostra de gás é extraída continuamente do fluxo de gás e é diluída com ar antes de ser enviada para os analisadores. a análise da composição das espécies químicas presentes nos produtos de combustão. A vantagem em utilizar-se sistemas extrativos com diluição reside no fato de que a diluição condiciona a amostra às necessidades do analisador quanto a temperatura. sejam eles contínuos ou descontínuos. N2 O2 NO. utilizam como princípio de detecção e medição propriedades físicas e químicas das substâncias. No caso do processo de combustão industrial. adequa a concentração para a faixa do analisador disponível. O2. NO. permite avaliar o processo e equipamentos no que se refere à eficiência na conversão do combustível e às emissões atmosféricas. NO. . SO2. concentração de material particulado e ponto de orvalho. o conhecimento qualitativo e quantitativo das espécies químicas existentes nas correntes de um dado processo torna-se cada vez mais importante. utilizando analisadores em linha ou de forma descontínua utilizando-se analisadores por amostragem. Os analisadores. SO2 CO2. sendo mais ou menos seletivos para cada tipo de gás. aumenta a vida útil das células eletroquímicas utilizadas.Sistemas de Medição de Poluentes Face à importância dada ao controle de processos seja devido à racionalização no uso de energia. sobretudo em equipamentos de grande porte. Princípio de detecção absorção de radiação infravermelha absorção de radiação ultra violeta condutibilidade térmica suscetibilidade magnética quimioluminescência eletroquímico ionização de chama absorção química (análise descontínua) Compostos comumente analisados CO2. etc. SO2. H2.

Absorção de Monóxido de Carbono: 25 gramas de óxido de cobre. de fio de cobre.Análise Orsat Este método consiste em coletar uma amostra de gás dos produtos da combustão (gases de exaustão) e passar esta amostra através de soluções para absorver. Absorve 2 vezes o seu volume. Tem capacidade de absorver 20 vezes o seu volume. Soluções Químicas: Absorção de Dióxido de Carbono: 1 parte de hidróxido de potássio e 2 partes de água destilada. • Dióxido de carbono. . Absorção de Oxigênio: 5 gramas de ácido pirogálico em pó e 100 cm3 de hidróxido de potássio. 500 cm3 de ácido hidroclórico comercial e aproximadamente 200 gr. • Oxigênio • Monóxido de carbono.

corrosão de partes metálicas e obtenção de tempos de respostas adequados. Este tipo de sistema apresenta em relação ao anterior. chillers. etc. filtros.. No entanto. às condições que o analisador exige. exigindo manutenção freqüente.Sistema extrativo sem diluição: O sistema de análise extrativa sem diluição extrai continuamente a amostra de gás do ponto de amostragem passando-a por dispositivos como bombas. concentração de material particulado. cuja finalidade é captar. transportar e condicionar a amostra no que se refere a temperatura. a vantagem de as concentrações dos compostos que se quer determinar serem mais elevadas exigindo menor sensibilidade dos analisadores. sobretudo nos aspectos relativos à estanqueidade. sistemas como estes em geral apresentam-se mais complexos. etc. . umidade. válvulas.

Sistemas de análise “in situ”: Estes sistemas utilizam analisadores nos quais o sensor é colocado diretamente em contato com o fluxo gasoso. que retira o gás do ponto de amostragem e este passa pelo sensor sem ser condicionado. A distância entre o sensor e o ponto de medição não ultrapassa poucos centímetros. moléculas que possuam mais de um elemento químico em sua constituição. O opacímetro é um exemplo típico desta família de analisadores. Os analisadores por absorção de radiação infravermelha são amplamente utilizados dada a sua simplicidade e ao fato de permitirem determinar qualitativa e quantitativamente. . Analisadores por absorção de radiação Infravermelha: Os analisadores de absorção de radiação na faixa do infravermelho foram desenvolvidos para monitorar moléculas heteroatômicas ou seja. • • simples passagem. dupla passagem. Analisadores pontuais: o sensor é instalado na extremidade de uma pequena sonda. onde o feixe de luz atravessa o fluxo de gás e a interação da luz com as partículas existentes no gás é usada para determinar a opacidade do fluxo. o feixe de radiação é refletido por um espelho localizado no lado oposto ao emissor e então detectado. Os analisadores de passagem podem ser divididos em simples passagem ou dupla passagem. Analisadores de passagem: o sensor é colocado diretamente no fluxo de gás e medem ao longo de uma seção transversal de um duto ou de uma chaminé. não necessitando de condicionamento da amostra antes da análise. a presença de um componente em uma mistura gasosa de dois ou mais componentes. sendo portanto seletivos e específicos em relação ao componente a ser determinado. o feixe de radiação atravessa o fluxo de gás encontrando o detetor que está localizado no lado oposto ao emissor do feixe. Estes analisadores podem ser passagem ou pontual.

verifica-se que. O conhecimento qualitativo do gás que será amostrado é fundamental na especificação do analisador. com os espectros de absorção no infravermelho.Bandas de absorção de radiação infravermelha para alguns gases de combustão Observa-se na tabela que alguns gases possuem bandas de absorção sobrepostas. • Porém. • Os analisadores por infravermelho são muito mais seletivos que os por UV. a sensibilidade dos UV é da ordem de 10 vezes maior que a dos detetores por infravermelho. . na amostra a ser analisada há outros gases com bandas de absorção que se sobrepõem a ele. As absorções de radiações UV por uma substância ocorrem em níveis eletrônicos e não moleculares como no caso da absorção de radiação na faixa do infravermelho. Analisadores por absorção de radiação ultravioleta (UV): A absorção da radiação UV por uma substância provoca a excitação dos elétrons de baixa energia e elétrons desemparelhados de radicais livres. Esta sobreposição pode interferir na determinação do componente desejado quando. Comparando-se os espectros de absorção no UV de algumas substâncias. uma vez que é a partir deste conhecimento que o fabricante poderá projetar adequadamente dispositivos que eliminam a interferência devido a outros gases presentes na amostra.

pois além de gerar o feixe de radiação também tem função seletiva. Nos analisadores UV a fonte exerce um papel fundamental. Energia do feixe de radiação antes de atravessar a amostra K1 Coeficiente de absorção. E2. filtros óticos.A taxa de absorção de radiação UV pela amostra segue a Lei de Lambert-Beér. As fontes de UV são lâmpadas divididas em 2 categorias: as de espectro largo (lâmpada de tungstênio) e as de linhas espectrais (lâmpada de vapor de mercúrio). Feixe simples Feixe duplo . função da amostra e da radiação incidente L Distância percorrida pelo feixe de radiação na amostra c Concentração Os elementos básicos de um analisador UV são: fonte. O filtro permite a seleção do comprimento de onda no qual a substância a ser analisada absorva o máximo de radiação e as outras substâncias presentes nada absorvam. na medida em que cada uma proporciona um espectro de emissão particular. detetor e indicador.Energia do feixe de radiação após atravessar a amostra E1. célula de análise. A determinação da concentração é feita medindo-se a energia que incide no detetor após o feixe de radiação atravessar a amostra.

Entende-se por suscetibilidade magnética a capacidade de magnetização que uma substância apresenta sob o efeito de um campo magnético indutor. Uma parcela das moléculas de NO2 produzidas está. Estas moléculas são imediatamente revertidas ao estado fundamental emitindo fótons. a quimioluminescência e a fotometria de chama. inicialmente no estado eletronicamente excitado (NO2). O método de quimioluminescência possui grande sensibilidade para a determinação de NOx porém. Esta alta suscetibilidade magnética do oxigênio faz com que ele seja fortemente atraído por um campo magnético quando exposto ao mesmo. apresenta alguns problemas quanto à interferência de outros componentes na amostra. A quimioluminescência é amplamente utilizada para determinar a concentração dos óxidos de nitrogênio nos gases de combustão. Este princípio aplicado à determinação do óxido de nitrogênio (NO) é baseado na reação do (NO) com o ozônio (O3) produzindo dióxido de nitrogênio (NO2) e oxigênio (O2). Existem três tipos de luminescência que são utilizadas em análise de gases quais sejam: a fotoluminescência normalmente conhecida como fluorescência. Método Paramagnético: Este método é amplamente utilizado para medir a concentração de oxigênio em fluxos gasosos podendo ser utilizado somente em sistemas de amostragem extrativos. Ele usa uma propriedade específica do oxigênio que é sua alta suscetibilidade a um campo magnético.Método Quimioluminescente: Luminescência é o fenômeno caracterizado pela emissão de luz de uma molécula que estava no seu estado excitado. cuja intensidade é diretamente proporcional a concentração de NO na amostra. . Esta emissão é detectada por um fotodetetor.