“Ploculando” Desesperado, o chefe olha para o relógio, e, já não acreditando que um funcionário chegaria a tempo de fornecer uma informação

importantíssima para uma reunião, liga para o cara: – Alô! – atende uma voz de criança, quase sussurrando. – Alô. Seu pai está? – Tá... – ainda sussurrando. – Posso falar com ele? – Não – disse a criança, bem baixinho. Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum outro adulto: – E a sua mamãe? Está aí? – Tá. – Ela pode falar comigo? – Não. Ela tá ocupada. – Tem mais alguém aí? – Tem... – sussurra. – Quem? – O “puliça”. Um pouco surpreso, o chefe continua: – O que ele está fazendo aí? – Ele? Ele tá conversando com o papai, com a mamãe e com o “bombelo”... Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta assustado: – Que barulho é esse? – É o “licópito”. – Um helicóptero? – É. Ele “tlosse” uma equipe de busca. – Minha nossa! O que está acontecendo aí? – o chefe pergunta, já desesperado. E a voz sussurra, com um risinho safado:

– Eles tão me “ploculando”.

Tadeu, Paulo. Proibido para maiores: as melhores piadas para crianças. São Paulo: Matrix, 2007. Postado por Luzia Joelma às 13:14 0 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Curso de Leitura e Produção Reportagem - Módulo 06

Escola Pública, ano 5. (...) Professora: Na semana passada, o trabalho foi feito em cima de quê? Alunos: Manchete Professora: Isso, manchete e... a gente ficou atento à manchete e ao olho da reportagem. Então hoje a gente vai ficar atento à inserção de vozes, a fala de alguém dentro da reportagem, sabendo que a reportagem não é a entrevista. Na reportagem, a gente tem resultados de entrevistas, depoimentos. Então, quando vocês estiverem lendo a reportagem hoje, vocês fiquem atentos a esses detalhes, certo? Então, eu vou ler uma reportagem pra vocês, que ela está dentro do suplemento infantil do jornal Folha de São Paulo. Foi editada no dia 22. 10. 05. O título é “Meninas X Meninos”. (A professora realiza a leitura da reportagem Meninas X meninos). Professora: Agora, a pergunta é: quem foi que falou sobre o quê? Quem foi capaz de guardar o que foi dito sobre esse assunto? Antes de mais nada, que assunto é essa reportagem? Alunos: Diferenças entre meninos e meninas. Professora: Diferenças entre meninos e meninas. E existem diferenças? Aluno: Existem, muitas, porque os meninos é muito brigão, meninos tem preconceitos com meninas, meninas tem com meninos. Professora: Menina tem preconceito com menino e menino tem preconceito com menina? Aluno: Mas nessa história tem uma menina que consegue jogar bola com os meninos. Aluno: Mas os dois grupos agem com preconceitos. Professora: Os dois grupos agem com preconceito?

Aluno: As meninas tem preconceito com os meninos. Professora: E os meninos, não? Aluno: Ela não brinca com os meninos porque os meninos criticam elas e porque não agüentam as brincadeiras deles. E diz que menina não pode brincar de brincadeira de menino e aí eles pegam e já que elas não podem brincar com eles, também não podem brincar com elas. Professora: O que é que vocês acham disso? Alunos: Eu acho que é porque quando o menino brinca, aí machuca a menina e é uma confusão. Professora: E menina não machuca menino, não? Aluno: É porque, assim... Os dois... Professora: E aí? Tem diferença: menino e menina? Aluno: Tem. Tem menina que quando vê que tá perdendo, vai pra cima da pessoa. A gente brinca de vez em quando. Aí a gente vai pro campo jogar bola, aí a minha mãe vai pra cima e a mãe dele também, aí minha mãe me segura e diz que é pra jogar também, aí me derruba e me joga no chão, aí as meninas tome a fazer gol, tome a fazer gol. Aí quando eu pego a bola, eu empato tudinho. Aí começa a dá-lhe rasteira, jogar no chão. Professora: E o que vocês acham disso? Alunos: Que futebol doido é esse que segura um e joga no chão? Alunos: Tem que saber se é ele que perdeu... Professora: Agora, deixa eu perguntar uma coisa pra vocês em relação a essa reportagem. Vocês concordam ou discordam do que essas pessoas que deram depoimento aqui falaram? Alunos: Eu discordo. Professora: Discorda de quem e por quê? Alunos: Eu discordo porque eles não devem viver brigando. Professora: Presta atenção à pergunta: você discorda do que as pessoas que deram depoimento aqui falaram? Aí você concorda ou você discorda do que foi dito? Leio novamente? Alunos: Eu discordo, porque diz aí que as meninas, os meninos, ficam fazendo... Aí eu acho que não deve fazer isso. Os meninos também tem que saber perder. Não ficar brigando. Alunos: Não, mas tem algumas meninas que são muito impliconas também. Peraí, nem tem tanta santinha, santinha assim, não.

Alunos: Eles colocam os negócios aí pra quem lê não fique desunido pra menina não reclamar com menino e o menino não reclamar com a menina e não ficar brigando um com outro. Professora: Você pensa que essa reportagem foi escrita com o objetivo de levar as crianças a refletir sobre atitudes delas na hora da brincadeira? (...) Alguém pensa diferente? Vocês concordam com Amanda? Alunos: Concordo, concordo. Professora: Ok. É... Ficou aqui bem enfatizado que as meninas quando perdem vão bater nos meninos. Alunos: É... Dá tapa nas costas, puxa o cabelo, dá chute, dá murro. Alunos: Mas, as meninas... Teve umas meninas que disse que quando perde até canta uma musiquinha. Alunos: Isso aí já é pra provocar. Professora: Ah... Isso já é pra provocar. Alunos: Éeee. Alunos: Teve um dia que a gente tava na quadra, meninos contra meninas. Aí a gente fez gol, aí as meninas começaram a reclamar, aí deu um carrinho na pessoa deu-lhe chute. Alunos: As meninas também não ficavam paradas, aí começava a briga. Professora: Agora, deixa eu perguntar uma coisa: por que quando começou a partida não misturou menino e menina? Alunos: Sei lá, porque deixaram meninos contra meninas. Alunos: Oh tia, agora... Quando os meninos e as meninas jogarem bola, assim também tem que saber perder, porque depois, por exemplo, os meninos tem que saber perder o jogo. Não é sempre que a pessoa ganha, não. Professora: Olhe, eu não queria que a gente fugisse da reportagem. A reportagem diz aqui que tem o grupinho do futebol e o grupinho da panelinha. Por que isso? Alunos: Porque as meninas gostam de brincar com comidinha e os meninos gostam de brincar de futebol. Professora: E é isso mesmo que acontece na realidade? Alunos: É não. É porque as meninas gostam de brincar de boneca e os meninos gostam de correr. Professora: Licença. Todos os meninos gostam de futebol? Alunos: Não, nem todos

Professora: Todas as meninas gostam de panelinha? Alunos: Não. Alunos: Na minha rua, professora, os meninos tavam conversando com as meninas, tudo tranqüilo... De repente, os meninos ficavam arretando as meninas, ficavam dando murro pra cá e ficavam um jogando pedra no outro, vum,vum, vum. Aí, minha mãe me chamou pra tomar banho, aí quando eu fui, aí a menina jogou uma pedra e bateu na cabeça do meu irmão, aí eu disse: vem embora. Dei uma pisa nele e pronto. (...) Professora: Agora eu vou ler... Agora essa reportagem também foi impressa no suplemento infantil do jornal Folha de São Paulo, sábado 18.11.2006, escrita por Patrícia Trucs da Veiga, Gabriela Romeu. A manchete: Preconceito, risque essa palavra do seu dicionário. A professora realizou a leitura da reportagem “Preconceito: risque essa palavra do seu dicionário” Professora: De que tema fala essa reportagem? Alunos: O racismo Professora: O racismo? Alunos: O racismo com os negros. Professora: Quem foram as pessoas entrevistadas? Alunos: Dizem os nomes das crianças. Professora: Quem lembra o que cada um falou? Alunos: Jéssica falou que o menino não queria sentar perto dela porque era negra e iria tingir ele. Professora: O que Jéssica disse? Alunos: Que o menino tinha que sentar perto dela. Aí ela sentava perto dele e ele cuspia e dava beliscão nela. Professora: O menino não queria que ela sentasse perto dele, por quê? Alunos: Não tingir ele. A outra, o menino chamava ela de bruxa por causa do cabelo dela. Professora: Era um menino que dizia isso ou eram os meninos? Alunos: Os meninos apelidavam ela de bruxa. Professora: E o que Marco disse?

Alunos: Tiravam onda, e chamavam de Macaco Aurélio. Samuel disse que o colega dele disse pra ele sair da brincadeira porque ele era negro e ele ficou calado. Se fosse eu, tomava umas providências. Professora: Que providências? Alunos: Dá-lhe um pau. Eu chamava a ROCAM, meu véi. Professora: Ok, vocês lembram de mais alguém? Alunos: Não, lembro não. Professora: Ok, então as perguntas aqui sobre o que o texto trata? Alunos: O preconceito. Professora: E quem são as pessoas? No depoimento, o que foi dito? (Os alunos dizem os nomes e lêem o que aconteceu com cada um). Professora: (...) Foram trazidas falas de depoimentos de pessoas sobre esse assunto. Aí eu pergunto a vocês agora. Isso aqui é a inserção das vozes na reportagem? Alunos: Não. Professora: Isso é o quê? Alunos: Um relato. Professora: Apenas isso? A gente pode considerar uma reportagem? Alunos: Não, isso é metade entrevista, metade relato. Professora: Agora, a inserção dessas vozes, ela é importante dentro da reportagem? Alunos: É. Professora: Por quê? Alunos: Porque fala a pessoa que pode dizer, por exemplo, o que aconteceu com a senhora. Professora: E o que a fala de alguém dentro da reportagem vai contribuir para reportagem? Qual é a contribuição dessa inserção de voz na reportagem? Alunos: Vai dizer o que aconteceu e que a senhora mesma vai contar. Professora: Vocês concordam com ela? Aluno: Eu entendo que nessas falas aí, que no texto tá dizendo como fosse assim, ele tava procurando as pessoas que foram atingidas pelo preconceito e o racismo. Aí, pra dar na reportagem e pra completar a entrevista.

Professora: Olha a fala dele, ele está dizendo que os depoimentos completam a reportagem. Vocês concordam com isso? Aluno: Concordo. Professora: Então, quer dizer que essa inserção de vozes dentro da reportagem, a gente pode dizer que ela tem esses dois papéis: uma de dar legitimidade ao assunto e outra de dar uma contribuição para ilustrar a reportagem, aquele tema que tá sendo abordado? Sim ou não? Aluno: Procurando as pessoas que foram atingidas e pela entrevista que completa o assunto. (...)

Folhinha UOL - São Paulo, sábado, 22 de outubro de 2005

MENINOS X MENINAS Na escola ou nas brincadeiras, garotos e garotas ficam separados e reclamam uns dos outros

Cada um na sua turma

Daniel Kfouri/Folha Imagem

Meninos e meninas brincam de cabo-de-guerra em escola, em São Paulo

GABRIELA ROMEU COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Você já brincou de "menino-pega-menina"? O contrário, "menina-pega-menino", também vale. Esse antigo jogo de perseguição -um pega-pega em que garotos e garotas são rivaisretrata bem a disputa entre a turma do futebol e o time da panelinha. Na escola ou no condomínio, é comum ver meninos de um lado e meninas do outro. E, quando os dois grupos se encontram numa brincadeira, surgem as picuinhas: elas reclamam que eles "choram demais"; eles dizem que elas "só gostam de fofoca". Giovanna de Lolio, 7, prefere ficar com as meninas. "Não gosto de quando eles falam: "Vocês não podem brincar com esse brinquedo, é de menino'". E completa: "Acho que eles têm medo da gente". Mas nem toda garota gosta só de "coisa de menina". É assim com Ana Beatriz de Azevedo, a Nina, 9, que nem liga para

boneca. "Prefiro brincar com os meninos, adoro futebol." Pedro Muarrek, 8, afirma: "Para uma garota, ela é boa jogadora". Lívia Mancini, 8, também joga futebol com os meninos, mas diz que não gosta nadinha de quando eles perdem. "Eles ficam chorando, sabe?" Daniela Huli, 8, emenda: "A gente não liga se perde e até canta a musiquinha: "Perdedor, mas com orgulho!'". Leonardo Assef de Melo, 7, rebate: "Mas as meninas ficam bem nervosas quando perdem na brincadeira". "E gostam de empurrar e bater durante a perseguição (ou 'menino-pegamenina')", lembra Vitor Miller, 8.

Folhinha UOL - São Paulo, sábado, 18 de novembro de 2006

Educação Preconceito: risque essa palavra do seu dicionário Não seja vítima nem vilã em uma história que quase nunca tem final feliz

Eduardo Knapp/Folha Imagem

Giovanna e Andressa se abraçam

PATRICIA TRUDES DA VEIGA EDITORA DA FOLHINHA

GABRIELA ROMEU DA REPORTAGEM LOCAL

Sabe quando uma história é sussurrada no seu ouvido? Foi assim, meio em segredo, que crianças negras contaram para a Folhinha histórias de preconceito racial que viveram.

Elas só toparam falar sobre o assunto porque o combinado era não revelar a sua identidade. Assim, alguns nomes são de mentirinha, mas as histórias -infelizmente- são bem reais.

Mas você já deve estar perguntando: o que é preconceito racial? O menino Anderson, 9, descobriu o que significa essa palavra de uma maneira bem triste. "A primeira vez que ouvi essa palavra, preconceito, foi quando minha mãe ficou indignada porque contei que só usava o elevador de serviço." Por quê? "As pessoas diziam que negro não podia usar o elevador social", conta. "Aí ela me ensinou a dizer que eu tenho os mesmos direitos."

Ana, 13, vive faltando na escola. Sempre dá uma desculpa para não freqüentar as aulas, pois está chateada com as piadinhas de alguns meninos. "Ficam falando que sou uma bruxa por causa do meu cabelo", diz. Às vezes, o preconceito começa no caminho da escola. Marco Aurélio, 11, conta que alguns colegas faziam piadas preconceituosas com o seu nome. "Diziam que meu nome era "Macaco Aurélio'", afirma.

Já Jéssica, 7, era beliscada e cuspida por um colega da perua. O menino dizia que ela não podia sentar ao seu lado porque iria "tingir seu corpo", por ser negra.

Samuel, 10, também sofre com o preconceito racial de outras crianças. "Uma vez, na escola, um menino branco mandou eu sair da brincadeira porque eu sou negro. E falou: "Aqui só tem branco, você não pode brincar aqui'." Samuel não disse nada. "Só saí de perto."

Silêncio O silêncio não é a melhor solução, ensina Eliane Cavalleiro, professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. "Geralmente, a criança negra vive essa dor sozinha, porém deve pedir ajuda aos professores e aos pais. Ela também pode alertar o colega de que ele está sendo racista ou preconceituoso. E que racismo é um crime." Postado por Luzia Joelma às 13:14 0 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Estratégias de leitura Leia atentamente o texto e responda as perguntas abaixo:

Com gemas preciosas para financiá-lo, nosso herói desafiou bravamente os risos escarninhos que tentavam dissuadi-lo de seus planos. “Vosssos olhos vos enganam”, retrucou, “um ovo e

não uma mesa tipifica este planeta inexplorado!” E então três irmãs valentes se lançavam em busca de provas. Desbravando caminhos, algumas vezes através de vastidões tranquilas, mais amiúde em meio a picos e vales turbulentos, os dias tornam-se semanas – tantas quantas os vacilantes que espalhavam rumores a respeito do horizonte. Finalmente, não se sabe de onde, criaturas aladas e bem-vindas apareceram, anunciando um sucesso momentâneo. In: “Texto e Leitor”, de Ângela Kleimann, ed. Pontes/ Unicamp

Responda:

• Quem nosso herói desafiou bravamente? • O que tipifica este planeta inexplorado? • O que fazem as três irmãs valentes? • Quem anunciou um sucesso momentâneo? Postado por Luzia Joelma às 13:13 0 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Textos trabalhados com os amigos da leitura A JARARACA, A PERERECA E A TIRIRICA; de Ana Maria Machado Era uma vez – e era mesmo, porque já não é mais – um terreno cheio de mato, desses que existiam aqui perto até algum tempo atrás. Não era bem na cidade nem era ainda na roça, era quase na metade, entre uma casa e uma palhoça. E nesse terreno, com muito capim e um lamaçal, com umas flores e uma jaqueira carregadinha de jaca, acabaram de encontrando uma tiririca, uma perereca e uma jararaca. A Tiririca era uma graminha rasteira, miúda e fuleira... Dessas que todo mundo xingava e arrancava do jardim, num trabalho sem fim. E que nascia sempre de novo. Feito coisa que nunca morre na boca do povo. A Perereca era parecida com os sapos da lagoa. Mas pequenininha, sapinha à-toa. Uma sapa sapeca. Moleca. Fulustreca. Pra lá e pra cá, de pulo em pulo, de pinote em pinote. Como bola de papel quando leva um piparote. Mas a Jararaca... ah, essa era uma bruaca. Uma dona perigosa. Uma cobra venenosa. Traiçoeira e preguiçosa.

Tão diferentes... Devia estar cada uma na sua. A Tiririca no jardim. A Perereca na lagoa. A Jararaca no mato. Mas vieram se encontrar no fim de uma rua. No mato, no lixo e no vazio de um imenso terreno baldio. Uma rua ou uma estrada? Difícil de dizer na verdade. Um desses lugares que já não são roça e ainda não são cidade. E lá viviam as três, há mais de um ano e um mês. Cada uma sem se meter com a outra. Como quem chega, acha bom e fica. A Jararaca, a Perereca e a Tiririca. Mas aí chegaram os outros. E os outros eram os homens. Queriam a terra e o espaço. - Vamos limpar este terreno! Sem deixar nem um quintal pequeno. A Jararaca mais forte, logo declarou luta de morte. Não esperou nada. Deu logo um bote, num rápido pinote. - Uma cobra! Pega! Acaba! Mata! Bate-que-bate. Vupt-vupt. Pegaram. Acabaram. Mataram. Quando viu isso, a Perereca resolveu sair. E explicou para a Tiririca: - Não pense que eu estou fugindo e deixando você sozinha. Mas é que alguém precisa estudar bem o inimigo. Saber seus pontos fracos. Escolher o momento de atacar. Aprender a brigar. Para ter chance de ganhar. E lá se foi pulando. Do terreno para a estrada. Da estrada para o mato. Andou por aqui e por ali. Pelo Paraná e pelo Piauí. Pelo Oiapoque e pelo Chuí. Até que encontrou um sapo que lhe disse: - Para bem combater, é preciso conhecer o terreno. E escolher onde somos fortes. Para nós, a beira d’água. E ela saiu pelas águas. Andou, pulou e nadou. Por riachos e regatos. Brejos e pântanos. Ribeirões e fontes. Cachoeiras e cascatas. Igapós e igarapés – isso quando foi chegando no paraíso dos rios e das águas, a Amazônia. E foi lá que aconteceu uma coisa que mudou sua vida. A Perereca viu a Pororoca. E nunca mais conseguiu parar de ver. Fascinada, deslumbrada, embasbacada, com aquela água toda tão movimentada e barulhenta, tão cheia de vida e espumenta. Acho que está lá até hoje, de boca aberta, babando. Do terreno e do inimigo nunca mais se lembrando. A Tiririca ficou. Não era de briga e não brigou. Não era de medo e não se mudou. Não era de entrega e não se entregou. Só ficou. Mas ficou pra valer. Viu o trator chegar e partir. A escavadeira trabalhar e sumir. A construção começar a subir. Dali não saiu. E enquanto mais pensavam que arrancavam a Tiririca, mais ela deixava uma muda, uma semente, um pedaço de raiz na terra. Era seu jeito de ganhar aquela guerra. E ganhou.

O terreno virou prédio. Muito cimento e pouco jardim, que remédio? A pequena estrada que era de barro agora é rua asfaltada, toda entupida de carro. Mas em cada canteiro, cada jardim, cada praça, cada vaso, cada xaxim, cada pouquinho de terra, a Tiririca ainda vence a guerra. Sempre brota novamente. Feito coisa que nunca some da lembrança da gente. Fonte: MACHADO, Ana Maria. A Jararaca, a Perereca e a Tiririca. São Paulo: Ed. Quinteto, 1993.

ETAPAS DE PROCESSAMENTO DA LEITURA PROFICIENTE

Nível Literal (devem ser respondidas com as palavras do texto) (L-1) Onde moravam as personagens? Comprove com um trecho do texto.

(L-2) Por que a Jararaca morreu logo no início?

(L-3) Por que a Perereca resolveu “sair”?

(L-4) O que mudou a vida Perereca? Você já tinha ouvido falar nesse fenômeno?

(L-5) Quem ganhou a guerra? Por quê?

Nível Interpretativo (devem ser respondidas a partir das entrelinhas do texto e das reflexões do leitor) (I -1) Por que a Jararaca foi a primeira personagem a reagir contra a invasão? Justifique.

(I – 2) De que modo as três personagens poderiam ganhar a guerra? Explique.

(I – 3) Que tipo(s) de virtude(s) fizeram com que a Tiririca vencesse a guerra e as outras duas personagens não? Justifique.

(I – 4) O que a autora quis dizer com a expressão: “A Tiririca ficou. Mas ficou pra valer”? Explique.

(I – 5) Por que a Tiririca foi comparada a uma “coisa que nunca some da lembrança da gente”? Explique.

Nível Crítico (devem ser respondidas através da extrapolação do texto para a realidade) (C-1) Que relação poderíamos fazer entre a aceleração desordenada da construção civil e o enredo do texto? Por quê?

(C-2) Levando em conta o conselho dado pelo sapo, poderíamos aplicá-lo na área de administração de empresas? Justifique.

(C-3) Poderíamos relacionar esse texto à causa ecológica? Como? Explique.

(C-4) Qualquer pessoa (dependendo do contexto) pode comportar-se como a Jararaca, a Perereca e a Tiririca? Justifique.

(C-5) Sob que aspecto esse texto pode contribuir para o Ensino Universitário? Explique.

ONDE TEM BRUXA TEM FADA... Bartolomeu Campos Queirós Era um momento em que todos dormiam - até as ruas. Ninguém, nem mesmo as folhas ou os ventos, viu a fada chegar. Pela manhã, Maria do Céu acordou com o Sol. Saiu só e cedo para saber em que cidade estava. Percorreu ruas e praças entre o povo. Maria do Céu confundia a todos. Uns diziam:

É bailarina É artista de circo que anda em arame É moça de novela É visita de outras terras. Outros teimavam que era Resto de Carnaval Garota-propaganda Cigana que tira sorte. “O mundo mudou”, pensou Maria, idéia vinda do céu. “Nem mesmo os meninos conhecem as fadas e seus poderes”. Maria do Céu, agora fada sem trabalho na Terra, passeando pelas calçadas, pensava em coisas simples de fazer: Sorvete de sonho Algodão-doce de nuvem Sapo virar príncipe Vestido com finos fios de ouro e prata Carruagem de abóbora Bicicleta para passeios aéreos Jardins com flores e falas. Mas Maria do Céu, que tudo podia, nada fazia. É que as fadas só realizam encantamentos quando pedimos. E ninguém pedia coisa alguma... Maria era uma fada que olhava e gostava de saber das coisas. Assim, escutando, ela descobriu que outros mágicos tinham invadido a Terra e faziam coisas incríveis: Bicicleta com trote de cavalo Chicletes com vitaminas do super-homem Refrigerante com sabor de vitória Televisão com poeira de guerra Petróleo com gosto de sangue Míssil mais feroz que a ambição.

Eles diziam onde as pessoas deveriam guardar seu dinheiro. Então o dinheiro crescia, crescia, crescia e ficava tão forte que os homens podiam comprar tudo: casa, carro, viagem, roupa, voto, poder, glória ”sem entrada e sem mais nada”. A fada do céu sentiu que não tinha tamanhos poderes. Seus encantamentos só eram coisas de alegrar coração... Maria, fada na Terra, adormeceu pensando em retornar ao azul e ser novamente idéia. Ela estava segura de que na Terra não havia mais lugar para fada especializada em produzir alegrias. Os mágicos – prometendo o céu na Terra – davam tantas tarefas aos homens que eles não tinham tempo para saber que faltava tempo para a alegria nascer. Maria do Céu, triste como o poente, amanheceu pronta para partir no último raio de Sol, ao entardecer. Mas justo nesse dia ela encontrou um amigo. Menino que lhe pediu para aprender a ler e escrever sem ir à escola. Coisa muito fácil para uma fada vinda do azul. Com um gesto breve e leve, Maria encostou uma ponta da estrela na cabeça do menino. A alegria do menino foi tão grande que aprendeu ainda geografia, história, astronomia e política. Maria do Céu não partiu no pôr-da-noite. “Ficarei mais um dia”, pensou ela, “para usar mais a minha vara de condão.” Acordou pela manhã, feliz como um aluno em recreio, e saiu só, sem rumo, rua adiante. E ao primeiro menino ofereceu os seus poderes. - Não – disse o menino. – Quero aprender a ler e a escrever na escola. Ontem – continuou ele – um colega aprendeu sozinho e foi levado pelos doutores para tratamento em hospital. Eles disseram que ele sabia mais do que devia. Não sei o que farão com ele! Talvez tome injeção de esquecimento. Com isso, fiquei com medo de saber. O coração da fada disparou e só noite conseguiu organizar esta idéia: - Menino só pode saber das coisas que já foram testadas pelos adultos. Na Terra não se pode aprender nada pelo coração. Ah, os mágicos! – exclamou Maria. Maria não gostou de seu pensamento. Ela tinha certeza de que todos podemos saber muitas coisas só olhando o mundo. E menino aprende muito mais. Menino tem olhos novos e coração descansado. Naquela noite, o silêncio não deixou Maria dormir. Com o pensamento livre, ela pensou o mundo secretamente. Pensou e viu que só se pode ser fada na Terra. Ser idéia no céu não adianta nada. É como ser homem sem corpo na Terra.

O silêncio de Maria pensou ainda sobre os mágicos que moravam na Terra. Eles só fabricavam magias convenientes para eles. E, para facilitar a produção, eles enchiam o coração dos meninos de esperanças. Quando uma esperança começa a morrer eles fabricam uma nova. A esperança passou a ser uma certa doçura que sossegava a todos. Assim, Maria do céu resolveu morar na Terra e se fazer fada definitivamente. Maria, sabendo agora das manhas dos mágicos, tinha no rosto um riso quase de raiva. Desceu para a praça, lugar onde o povo parava para pensar a esperança, vendo nas vitrines desejos de todas as cores, reuniu em roda os meninos e disse: - Sou fada. Vivi antigamente na Terra, fazendo virar verdade todos os sonhos dos homens. Teci cobertores com cantos de passarinho, para menino dormir um sono de floresta. Construí cidade de doce. Eram ruas cobertas de chocolates e casas de amor-em-pedaços. Dos chuveiros caíam fios-de-ovos ou eram cheias de mel as piscinas. Viajei com amigos para o fundo do mar, escutando canto de sereias ou montando em cavalo-marinho. Dei poder aos sapateiros para construírem botas-de-sete-léguas para menino correr o mundo. Casei príncipes com princesas em casas de anões ou em palácios reais. Um dia, saí da Terra para um repouso. Hoje voltei e posso atender a qualquer pedido. Peçam! Mas menino algum abriu a boca. Eles estavam misturados – assustados e encantados com os poderes da fada Maria do Céu. De repente, um gritou: - Quanto custa, quanto? - Nada – respondeu a fada. - De graça? – perguntou outro. - Sim – falou a fada. – Eu trabalho pelo prazer de trabalhar. Enquanto trabalho e vocês ficam contentes vou aumentando a minha alegria. Alegria ninguém seqüestra. Eu durmo tranqüila e sem guarda para vigiar a minha casa. Alegria só aumenta e nem precisa depositar. Ela rende juros no coração. - Os meninos estavam gostando da fada, mas não sabiam o que pedir. Viviam tão acostumados a ter só esperança que a idéia de ter uma coisa de verdade fazia o coração ficar aflito. - Mas a fada não desanimava. Ela sabia que menino tem tanto desejo adormecido! E continuava: - Peçam viagens ao centro das sementes para ver a árvore antes de nascer. Peçam ruas cobertas de músicas para o caminho ser canção. Ou, quem sabe, livros com folhas brancas para os olhos inventarem as histórias! Peçam passarinho ensinado que dorme na palma da mão... Peçam luz de luar com gosto de suspiro para que se tenha sonho doce...

- Enquanto falava, a fada lia paisagens nos olhos dos meninos. De repente, uma voz de menina murmurou com medo: - Eu quero uma cama para dormir. Sem cama não posso pedir sonhos. Os meninos se calaram... A fada, assustada, olhou no coração da menina e viu a esperança balançando. Com gesto preciso, fez surgir, no centro da praça, uma cama de madeira polida e mais um colchão de algodão macio. - É sua – disse a fada. A menina, olhando de longe e com medo daquela verdade, respondeu: - Não quero mais. Não tenho casa para guardar a cama. A fada, sem vacilar, continuou seu trabalho, fazendo nascer, no meio da praça, uma casa, com janelas para os quatro cantos do mundo! E, dentro da casa, a cama. A alegria engoliu os meninos, que dançavam roda em volta da casa, olhavam pelas janelas, subiam no telhado, fingiam sono sobre a cama. “A alegria é também uma maneira de menino organizar o coração.” Pensou a fada. No meio da brincadeira que os meninos viviam, na praça, foram aparecendo magicamente O banqueiro O industrial O economista O arquiteto O deputado O professor O padre O delegado. Sem reparar na alegria dos meninos, o prefeito discursou: - Senhores, a praça foi feita para o povo pensar a esperança. Não posso deixar essa casa plantada no meio dela. Como representante legítimo do povo, mandarei destruí-la. O banqueiro perguntou ao industrial: - Como a casa foi construída, se ninguém me pediu dinheiro emprestado?

O industrial respondeu: - Seu material de construção não foi comprado na minha indústria. É contrabando. O economista disse: - Não fui consultado sobre os preços da construção. O político discursou: - Minha gente, eu não usei minhas Medidas Provisórias. O arquiteto contou que não recebeu nenhuma encomenda do projeto e o professor lamentou a falta de cultura do povo. O padre apenas rezou: - Santo Deus! E o delegado, que tudo ouviu, apenas ordenou aos soldados: - Prendam imediatamente a pessoa que desobedeceu à lei. O grito do delegado fez a tristeza visitar a cara dos meninos. Então Maria, fada presa na Terra, falou com os olhos um segredo no pensamento de cada um deles. Eles entenderam tão bem que o sorriso tomou conta do corpo inteiro deles, menos do ódio dos soldados. Mas a fada olhou para todos, na praça, de maneira tão desarmada que desarmou até os guardas. Ela partiu rua acima, carregando um coração muito livre mais um policial de cada lado. Maria, deixada numa cela com janela quadriculada, passou em revista o mundo. Um pensamento quadrado entrou pelas grades: “O mundo pertence agora aos mágicos e só eles pensam poder modifica-lo.” A fada compreendeu por que era importante, para os mágicos, os meninos terem esperança. A esperança é uma coisa que sempre espera e nada faz. Enquanto Maria pensava, os meninos dormiam e sonhavam verdades que só eles e a fada podem sonhar. Nem o barulho das máquinas derrubando a casa da praça incomodava o sono. No outro dia, os meninos acordaram mais donos do segredo. Saíram cedo para os seus deveres, evitando passar pela praça. Não era mais preciso pensar a esperança nem ver a casa destruída. Maria foi levada para sala de interrogatório. Assentou-se diante do delegado e ouviu a seguinte sentença: - Fada não é nome nem sobrenome. Entrou na cidade sem passaporte, sem carteira de identidade, sem carteira profissional, sem título de eleitor, sem cartão de crédito e CPF. Não

tem endereço de residência nem CEP e diz ter como profissão realizar desejos. Não é filiada a nenhum sindicato e ensinou menino a ler e a escrever sem técnica de professor. Construiu casa sem empréstimo, avalista e projeto, em lugar proibido. Falou mal da esperança. Contou segredo no coração dos meninos. Sorriu no momento da prisão, desrespeitando as autoridades. Com certeza não foi informada de que vivemos numa democracia. Por tudo, Maria do Céu é culpada e permanecerá presa até que se prove o contrário. A fada não entendeu nada. Era a primeira vez que escutava um adulto. Apenas pensou: “São mágicos e ainda falam outra língua”. Maria, idéia condenada, usou, naquela noite, os seus poderes de fada. Virou vaga-lume. Passou pelas grades e sobrevoou a cidade. Visitou cada menino e entrou em seu sonho. Viu que todos sonhavam com cidades onde a fantasia era possível e necessária. Cidades onde as fadas moravam sem causar medo. Lugares onde a esperança não durava mais que meio-dia. Cidades sem mágicos e magias, mas cheias de encantamentos. O sonho dos meninos alegrou a fada-madrinha, que naquela madrugada partiu para outra parte do mundo. Se exilou, talvez, em outras terras. O certo é que Maria do Céu passou pela Terra em forma de fada e vestida de anjo, mas só alguns viram. Passou breve, deixando com os meninos uma idéia que trouxe do azul. Chegou como um arco-íris sem aviso. Desde a manhã do dia seguinte até hoje, todos da cidade procuram a fada. Alguns acreditam que ela trocou de nome, vestiu-se com outros panos e vive na cidade. Outros afirmam que ela virou professora e ensina às crianças como se defender dos mágicos. Mas as crianças, que sabem do segredo, reparam na procura dos adultos e sorriem. Quando alguém, impaciente e ameaçado com o desaparecimento da fada, pergunta a um menino qual é o segredo que ela soprou, ele responde: - Amanhã eu falo. Amanhã eu falo. Eu penso que Maria do Céu poderá voltar a qualquer momento, sem aviso, e que só os mais atentos a verão. Mas os meninos não confirmam a minha idéia.

Este é um texto para ser Assimilado; Compreendido; Refletido e Transformado...

Fonte: QUEIRÓS, Bartolomeu Campos. Ontem tem bruxa tem fada... São Paulo: Moderna, 1983.

QUESTIONÁRIO CRÍTICO-REFLEXIVO SOBRE A LEITURA DO TEXTO: ONDE TEM BRUXA TEM FADA... Professora Sany Rios I-1) Por que Maria do Céu causou tantas opiniões diferentes em relação à sua aparência, logo chegou?

IC-2) Logo na 1a página Maria do Céu percebe que “outros mágicos tinham invadido a Terra e faziam coisas incríveis”. Quem seriam eles? Por que receberam o nome de mágicos?

IC-3) Por que “os doutores” hospitalizaram o menino que tinha aprendido a ler e a escrever sozinho? Que tipo de ameaça ele representava?

C-4) Que tipo de interpretação crítica podemos fazer acerca da seguinte idéia de Maria do Céu: “Menino só pode saber das coisas que já foram testadas pelos adultos”.

I-5) O que o autor quis nos dizer com frase: “Naquela noite, o silêncio não deixou Maria dormir”.

IC-6) O que o autor quis nos dizer com as frases: “Pensou e viu que só se pode ser fada na Terra. Ser idéia no céu não adianta nada. É como ser homem sem corpo na Terra”.

I-7) Por que inicialmente Maria do Céu pensou em ir embora da Terra, mas depois desistiu?

I-8) Sempre compreendemos a Esperança como algo bom que nos alivia e conforta, mas, no texto em análise, a palavra esperança encerra um outro sentido. Que sentido seria esse? Justifique sua resposta.

C-9) Após ter pedido à fada uma cama, a menina desiste do pedido, pois não tem casa para guardar a cama. A que tipo de situação social essa passagem do texto nos remete? Comente.

C-10) Na 4a página o texto sugere que “sem reparar na alegria dos meninos” vários mágicos começam a discursar. A que tipo de reflexão-crítica o conjunto desses discursos nos leva? Por quê?

I-11) De acordo com o texto, quais desses personagens (o banqueiro, o industrial, o economista, o arquiteto, o deputado, o professor, o padre, o delegado) poderiam ser considerados mágicos? Por quê?

C-12) Você acredita na veracidade da frase: “O mundo pertence agora aos mágicos e só eles pensam poder modifica-lo”.? Argumente.

C-13) Que tipo de análise crítico-interpretativa podemos fazer acerca da sentença descrita na sala de interrogatório? Justifique sua resposta.

C-14) Será que também podíamos chamar Maria do Céu, de Esperança? Por quê?

C-15) O texto sugere que Maria do Céu voltará, mas que só os mais atentos a verão. Você concorda? Argumente.

C-16) Maria do Céu contou um certo segredo que mudou a vida das crianças. Que segredo seria esse? Justifique sua resposta.

C-17) Sob que aspecto a leitura desse texto poderia ser importante para alunos e professores? Argumente.

1 O que os olhos não vêem Ruth Rocha Havia uma vez um rei num reino muito distante;

que vivia em seu palácio com toda a corte reinante. Reinar para ele era fácil, ele gostava bastante.

Mas um dia, coisa estranha! Como foi que aconteceu? Com tristeza do seu povo nosso rei adoeceu. De uma doença esquisita, toda gente, muito aflita, de repente percebeu...

Pessoas grandes e fortes o rei enxergava bem. Mas se fossem pequeninas, e se falassem baixinho, o rei não via ninguém.

Por isso, seus funcionários tinham de ser escolhidos entre os grandes e falantes, sempre muito bem nutridos. Que tivessem muita força, e que fossem bem nascidos. E assim, quem fosse pequeno, da voz fraca, mal vestido,

não conseguia ser visto. E nunca, nunca era ouvido.

O rei não fazia nada contra tal situação; pois nem mesmo acreditava nessa modificação. E se não via os pequenos e sua voz não escutava, por mais que eles reclamassem o rei nem mesmo notava.

E o pior é que a doença num instante se espalhou. Quem vivia junto ao rei logo a doença pegou. E os ministros e os soldados, funcionários e agregados, 2 toda essa gente cegou.

De uma cegueira terrível, que até parecia incrível de um vivente acreditar, que os mesmos olhos que viam pessoas grandes e fortes, as pessoas pequeninas

não podiam enxergar.

E se, no meio do povo, nascia algum grandalhão, era logo convidado para ser o assistente de algum grande figurão. Ou senão, pra ter patente de tenente ou capitão. E logo que ele chegava, no palácio se instalava; e a doença, bem depressa, no tal grandalhão pegava.

Todas aquelas pessoas, com quem ele convivia, que ele tão bem enxergava, cuja voz tão bem ouvia, como num encantamento, ele agora não tomava o menor conhecimento...

Seria até engraçado se não fosse muito triste; como tanta coisa estranha que por este mundo existe.

E o povo foi desprezado, pouco a pouco, lentamente. Enquanto que o próprio rei vivia muito contente; pois o que os olhos não vêem, nosso coração não sente.

E o povo foi percebendo que estava sendo esquecido; que trabalhava bastante, mas que nunca era atendido; que por mais que se esforçasse não era reconhecido.

Cada pessoa do povo 3 foi chegando à convicção, que eles mesmos é que tinham que encontrar a solução pra terminar a tragédia. Pois quem monta na garupa não pega nunca na rédea!

Eles então se juntaram, discutiram, planejaram; e chegaram à conclusão que se a voz de um era fraca,

juntando as vozes de todos mais parecia um trovão.

E se todos, tão pequenos, fizessem pernas de pau, então ficariam grandes; e no palácio real seriam todos avistados ouviriam os seus brados seria como um sinal.

E todos juntos, unidos, fazendo muito alarido seguiram pra capital. Agora, todos bem altos nas suas pernas de pau. Enquanto isso, nosso rei continuava contente. Pois o que os olhos não vêem nosso coração não sente...

Mas de repente, que coisa! Que ruído tão possante! Uma voz tão alta assim só pode ser um gigante! - Vamos olhar na muralha. - Ai, São Sinfrônio, me valha

neste momento terrível! Que coisa tão grande é esta que parece uma floresta? Mas que multidão incrível!

E os barões e os cavaleiros, ministros e camareiros, damas, valetes e o rei, tremiam como geléia daquela grande assembléia, como eu nunca imaginei!

4 E os grandes, antes tão fortes, que pareciam suportes da própria casa real; agora tinham xiliques e cheios de tremeliques fugiam da capital.

O povo estava espantado pois nunca tinha pensado em causar tão confusão, só queriam ser ouvidos ser vistos e recebidos sem maior complicação.

E agora os nobres fugiam, apavorados corriam de medo daquela gente. E o rei corria na frente, dizendo que desistia de seus poderes reais. Se governar era aquilo ele não queria mais!

Eu vou parar por aqui a história que estou contando. O que se seguiu depois cada um vá inventando. Se apareceu novo rei ou se o povo está mandando, na verdade não faz mal. Que todos naquela reino guardam muito bem guardadas as suas pernas de pau.

Pois temem que seu governo possa cegar de repente. E eles sabem muito bem que quando os olhos não vêem nosso coração não sente.

Fonte: ROCHA, Ruth. O que os olhos não vêem. Rio de Janeiro: Salamandra, 1994.

QUESTIONÁRIO CRÍTICO-REFLEXIVO SOBRE A LEITURA DO TEXTO: O que os olhos não vêem; de Ruth Rocha

PARTE I - O ATO DE INQUIRIR (ORAL)

1) Este texto foi integralmente transcrito de um livro de Literatura Infantil, sabendo disso, que tipo de previsões poderíamos fazer?

2) Você já ouviu falar na autora? Se a resposta for positiva relate oralmente o que sabe sobre ela.

3) Que tipo de expectativa(s) o fato dessa obra já ter alcançado o Record de mais de um milhão de exemplares vendidos, pode gerar em você?

4) O título do texto remete a algum tipo de lembrança? Parecer ser conhecido?

5) A exemplo de nossa literatura de cordel, esse texto também foi escrito em versos redondilhos. O acréscimo desta informação altera de alguma forma as expectativas geradas até aqui? __________________________________________________________________

PAUSA

PARTE II – LEITURA DO TEXTO __________________________________________________________________

PARTE III – ETAPAS DE PROCESSAMENTO DA LEITURA PROFICIENTE Nível Literal (devem ser respondidas com as palavras do texto) 1) (L) – Que tipo de doença o rei tinha?

2) (L) – Por que o povo foi desprezado?

3) (L) – O que acontecia quando nascia um grandalhão no meio do povo?

4) (L) – Por que o povo percebeu que estava sendo esquecido?

5) (L) – Como foi encontrada a solução para o problema?

6) (L) – Por que os nobres fugiram?

7) (L) – Por que o povo se espantou com a fuga dos nobres?

8) (L) – Por que, “na verdade não faz mal”, qualquer que seja o final dessa história?

Nível Interpretativo (devem ser respondidas a partir das entrelinhas do texto e das reflexões do leitor) 9) (I) – Por que o rei achava fácil governar?

10) (I) – Por que, mesmo os grandalhões nascidos no meio do povo, logo pegavam a “doença real”?

11) (I) – O que o ditado popular: “o que os olhos não vêem, nosso coração não sente”, tem a ver com a história?

12) (I) – Por que o povo percebeu que: “quem monta na garupa não pega na rédea”?

13) (I) – Qual a importância da união do povo?

14) (I) – Qual(is) o(s) motivo(s) dos xiliques e tremeliques dos nobres?

15) (I) – Qual a importância das pernas de pau estarem sempre presentes na vida daquele povo?

Nível Crítico (devem ser respondidas através da extrapolação do texto para a realidade) 16) (C) – Se estivéssemos em ano eleitoral, simbolicamente, como estariam representadas nossas “pernas de pau”?

17) (C) – Que principal tipo de doença vem contaminando nossos políticos atualmente?

18) (C) – Enquanto estudantes (universitários ou não), também estamos contaminados com algum tipo de “doença comodista”, a exemplo de nosso simbólico rei?

19) (C) – Será que essa mesma doença, também, influencia na maneira como votamos?

20) (C) – Poderíamos dizer que, na verdade, a doença do rei não era nem um pouco ruim para ele? Justifique?

Sugestões da professora Sany Postados por Joelma Postado por Luzia Joelma às 13:09 1 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut terça-feira, 4 de janeiro de 2011INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS PARA CONCURSOS Atenção: As questões de números 1 a 4 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

A água mineral é hoje associada ao estilo de vida saudável e ao bem-estar. As garrafinhas de água mineral já se tornaram acessórios de esportistas e, em casa, muita gente nem pensa em tomar o líquido que sai da torneira – compra água em garrafas ou galões. Nos últimos dez anos, em todo o planeta, o consumo de água mineral cresceu 145% – e passou a ocupar um lugar de destaque nas preocupações de muitos ambientalistas. O foco não está exatamente na água, mas na embalagem. A fabricação das garrafas plásticas usadas pela maioria das marcas é um processo industrial que provoca grande quantidade de gases, agravando o efeito estufa. Ao serem descartadas, elas produzem montanhas de lixo que nem sempre é reciclado. Muitas entidades ambientalistas têm promovido campanhas de conscientização para esclarecer que, nas cidades em que a água canalizada é bem tratada, o líquido que sai das torneiras em nada se diferencia da água em garrafas. As campanhas têm dado resultado nos lugares onde há preocupação geral com o ambiente e os moradores confiam na água encanada. Apenas nos Estados Unidos, os processos de fabricação e reciclagem das garrafas plásticas consumiram 17 milhões de barris de petróleo em 2006. Esses processos produziram 2,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa, poluição equivalente à de 455.000 carros rodando normalmente durante um ano. O dano é multiplicado por três quando se consideram as emissões provocadas por transporte

e refrigeração das garrafas. O problema comprovado e imediato causado pelas embalagens de água é o espaço que elas ocupam ao serem descartadas. Como demoram pelo menos cem anos para degradar, elas fazem com que o volume de lixo no planeta cresça exponencialmente. Quando não vão para aterros sanitários, os recipientes abandonados entopem bueiros nas cidades, sujam rios e acumulam água que pode ser foco de doenças, como a dengue. A maioria dos ambientalistas reconhece evidentemente que, nas regiões nas quais não é recomendável consumir água diretamente da torneira, quem tem poder aquisitivo para comprar água mineral precisa fazê-lo por uma questão de segurança. De acordo com relatório da ONU divulgado recentemente, 170 crianças morrem por hora no planeta devido a doenças decorrentes do consumo de água imprópria. (Adaptado de Rafael Corrêa e Vanessa Vieira. Veja. 28 de novembro de 2007, p. 104-105)

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS EXERCICIOS

1. Conclui-se corretamente do 2o parágrafo do texto que parte da solução do problema apresentado está na (A) interferência de ambientalistas no controle da fabricação das garrafas de plástico. (B) definição do espaço onde as garrafas possam ser descartadas, evitando o entupimento de bueiros e o

acúmulo de água. (C) possibilidade, ainda que remota, de distribuição de água mineral em regiões onde não há água canalizada. (D) substituição das embalagens plásticas, para que não restem resíduos na natureza, degradando-a. (E) oferta de água canalizada de boa qualidade, para diminuir o engarrafamento de água mineral em todo o mundo.

2. O argumento que justifica a preocupação com o meio ambiente, de acordo com o texto, está na afirmativa: (A) A água mineral é hoje associada ao estilo de vida saudável e ao bem-estar. (B) Nos últimos dez anos, em todo o planeta, o consumo de água mineral cresceu 145% ... (C) As garrafinhas de água mineral já se tornaram acessórios de esportistas ... (D) Muitas entidades ambientalistas têm promovido campanhas de conscientização ... (E) As campanhas têm dado resultado nos lugares onde há preocupação geral com o ambiente ... _________________________________________________________ 3. Identifica-se relação de causa e conseqüência, respectivamente, no segmento: (A) O foco não está exatamente na água, mas na embalagem. (B) As campanhas têm dado resultado nos lugares onde há preocupação geral com o ambiente e os moradores confiam na água encanada.

(C) Apenas nos Estados Unidos, os processos de fabricação e reciclagem das garrafas plásticas consumiram 17 milhões de barris de petróleo em 2006. (D) Como demoram pelo menos cem anos para degradar, elas fazem com que o volume de lixo no planeta cresça exponencialmente. (E) Quando não vão para aterros sanitários, os recipientes abandonados entopem bueiros nas cidades, sujam rios e acumulam água ... _________________________________________________________ 4. ... quem tem poder aquisitivo para comprar água mineral precisa fazê-lo por uma questão de segurança. (último parágrafo) O segmento grifado evita a repetição, no contexto, de: (A) ter poder aquisitivo. (B) consumir água da torneira. (C) comprar água mineral. (D) evitar doenças decorrentes de água não potável. (E) reconhecer as regiões onde a água é imprópria.

GABARITO:

001 - E

002 - B

003 - D

004 - C Postado por Luzia Joelma às 06:13 0 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut A fonte dos exercícios http://analisedetextos.com.br Postado por Luzia Joelma às 06:12 0 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Exercícios de Língua Portuguesa da Internet Análise de textos Páginas

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Você, meu amigo professor, quer um exercício para aplicar em seus alunos e verificar como anda o aprendizado? Essa é sua chance de verificar isso e reformular seu projeto e planos de aula. Esta é uma prova que apliquei numa turma de EJA, 2º EM.

exercicios_portugues_gabarito (214)

PELES DE SAPOS

Em 1970 e 1971, houve, no Nordeste brasileiro, uma enorme procura por sapos, que eram caçados para que suas peles fossem exportadas para os Estados Unidos. Lá elas eram usadas para fazer bolsas, cintos e sapatos. Isso levou a uma drástica diminuição da 5 população de sapos nessa região. O sapo se alimenta de vários insetos, principalmente mariposas, grilos e besouros. É um animal voraz, isto é, comilão. Quando adulto chega a comer trezentos besouros por dia. Sem os sapos, seus inimigos naturais, as mariposas, os 10 besouros e os grilos, proliferaram de maneira assustadora. Esses insetos invadiram as cidades. Mariposas e besouros concentraram-se em torno dos postes de iluminação pública e também entraram nas casas, causando grandes transtornos. Os grilos, com seu cricri, não deixavam as pessoas dormirem. Em maio de 1972, na cidade de lati, em Pernambuco, a população, em uma espécie de mutirão, varreu ruas e calçadas, amontoando principalmente besouros, e também mariposas e grilos mortos, para serem levados por caminhões de lixo. Em apenas três dias encheram-se mais de oitenta caminhões com esses bichos! O governo proibiu a caça de sapos e passou a fiscalizar a exportação de suas peles.

1) O título do texto, Peles de sapos, representa: a) o motivo da invasão dos insetos nas cidades b) o objetivo econômico dos exportadores c) a razão de ter aumentado o número de grilos e mariposas d) uma riqueza importante do Nordeste brasileiro e) a causa da extinção definitiva dos sapos

2) Uma informação conta com uma série de elementos básicos: o que aconteceu, quem participou dos acontecimentos, onde e quando se passaram, como e por que ocorreram os fatos etc. Considerando que o acontecimento básico do texto 1 é a caça aos sapos, assinale a informação que não está presente no texto: a) onde ocorreu: no Nordeste brasileiro. b) quando ocorreu: em 1970 e 1971. c) para que ocorreu: exportação de peles. d) como ocorreu: armadilhas especiais. e) conseqüência da caçada: redução da população de sapos.

3) Assinale a frase em que o vocábulo destacado tem seu antônimo corretamente indicado: a) “...para que suas peles fossem exportadas...” - compradas b) “...uma enorme procura por sapos...” - imensa c) “...levou a uma drástica diminuição da população...” - progresso d) “Quando adulto chega a comer...” - filhote e) “...seus inimigos naturais,...” - adversários

4) “O sapo se alimenta de vários insetos, principalmente mariposas, grilos e besouros.”; o emprego de principalmente nesse fragmento do texto indica que o sapo: a) também come outros insetos. b) só come mariposas, grilos e besouros. c) prefere mariposas a grilos e besouros. d) não come mariposas, grilos e besouros. e) só come insetos nordestinos.

5)”Em 1970e 1971,houve, no Nordeste brasileiro, uma enorme procura por sapos, que eram caçados para que suas peles fossem exportadas para os Estados Unidos. Lá elas eram usadas para fazer bolsas, cintos e sapatos. Isso levou a uma drástica diminuição da população de sapos nessa região.”. Nesse primeiro parágrafo do texto os elementos sublinhados se referem a outros elementos do mesmo parágrafo; assinale a correspondência errada: a) suas - dos sapos

b) Lá - Estados Unidos c) elas - as peles dos sapos d) isso - bolsas, cintos e sapatos e) nessa região - Nordeste brasileiro

6) “É um animal voraz, isto é, comilão.”; o emprego de isto é nesse segmento do texto mostra que: a) voraz e comilão são palavras de significados diferentes. b) o autor empregou erradamente a palavra voraz. c) o autor quer explicar melhor o significado de voraz. d) comilão é vocábulo mais raro do que voraz. e) o autor não está interessado em que o leitor entenda o que escreve.

7) A mensagem que se pode entender do texto 1 é: a) A matança indiscriminada de animais pode causar desequilíbrios ecológicos. b) A economia do país está acima do bem-estar da população. c) A união da população não resolve muitos de nossos problemas. d) Os insetos são inimigos dos homens. e) O governo não cuida da proteção aos animais.

8) "Desejo uma fotografia como esta — o senhor vê?— como esta: em que para sempre me ria com um vestido de eterna festa." (Cecilia Meireles)

O pronome esta, que ocorre repetido no texto, indica: a. ( ) algo próximo a pessoa que fala. b. ( ) algo próximo a pessoa de quem se fala.

c. ( ) algo próximo a pessoa com quem se fala.

9) Preencha adequadamente os espaços vazios com os seguintes pronomes demonstrativos: este, esse, aquele. Se necessário, efetue a concordância. (2,0 pontos)

a) A mulher e mais tolhida socialmente do que o homem. A _____________________ permitem direitos que se negam ______________________.

b) Em 1944 ainda havia guerra. __________________ época traumatizou a humanidade.

c) A entrevistada exigia que o repórter retificasse __________________ notícias que o jornal veiculara um dia antes.

d) ____________________ dados que tenho aqui, não os revelarei tão cedo. Categorias: Avaliações prontas de Língua Portuguesa 0 comentários

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exercicios_portugues_gabarito (262)

1) Assinale a frase em que o verbo não obedece às normas da boa concordância: a) Fomos nós quem primeiramente lecionamos esta matéria. b) Fomos nós quem primeiramente lecionou esta matéria.

c) Fomos nós os que primeiramente lecionamos esta matéria. d) Fomos nós que primeiramente lecionamos esta matéria. e) Fomos nós que primeiramente lecionaram esta matéria.

2) Leia os períodos a seguir e assinale a opção correta: 1. Os Estados Unidos não só desenvolveu a indústria, mas também incentivou enormemente a agricultura. 2. A antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas fez um acordo comercial com o Brasil. 3. Quaisquer de vós seríeis barrados na fronteira. 4. Qualquer de vós seriam barrados na fronteira. 5. Os soldados bombeiros, estamos sempre de prontidão.

a) Apenas o período 1 está correto. b) Apenas os períodos 1 e 3 estão incorretos. c) Apenas os períodos 1 e 4 estão incorretos. d) Apenas os períodos 1, 3 e 4 estão incorretos. e) Nenhuma das opções anteriores.

3) Assinale a opção em que a frase não pode ser completada com o verbo indicado entre parênteses: a) Três quintos da turma _______ à aula. (compareceram) b) Cinqüenta e cinco por cento dos candidatos ________ classificação. (objetivaram) c) Mais de um problema __________ sem solução. (ficou) d) Já _________ cerca de duzentos executivos. (voltaram) e) __________ duas horas para o início da prova. (faltava)

4) Assinale a alternativa correta: a) Na sala haviam muitas crianças.

b) Podia haver vinte pessoas na sala. c) Todos pareciam terem ficado zangados. d) Eu o maltratei faziam duas semanas. e) Fazem três meses que ela se casou.

5) Assinale a alternativa em que há erro. a) Nunca tolerei as meio verdades. b) Os espíritos conformes aceitam a dor. c) Não há aula nos dias santos de guarda. d) Aquelas foram as sós palavras de carinho que ouvi na vida. e) Ele ficou toda a noite acordado.

6) ............. meio-dia .............; no céu, ................. as trovoadas de verão a) Era - meia - anunciava-se b) Eram - meio - anunciavam-se c) Era - meio - anunciavam-se d) Era - meia - anunciavam-se e) Eram - meia - anunciavam-se

7) Não ................. meios de avisá-los de que já ................ fazer anos que ................ em nosso estoque esses livros. a) houve - devem - falta b) houve - deve - faltam c) houve - devem - faltam d) houveram - devem - faltam e) houveram - deve - falta

8) Assinale a opção que preencha corretamente os espaços:

1. Segue, ________, a documentação 2. Pedro está ___________ com o serviço militar 3. Os vigias estão sempre ___________. 4. Maria estava ____________ encabulada.

a) anexo, quites, alerta, meio b) anexo, quites, alertas, meia c) anexa, quite, alerta, meio d) anexo, quites, alertas, meio e) anexa, quite, alerta, meia

9) Ainda ............ furiosa, mas com ............... violência, proferia injúrias ............. para escandalizar os mais arrojados. a) meia - menas - bastantes b) meia - menos - bastante c) meio - menos - bastante d) meio - menos - bastantes e) meio - menas – bastantes

10) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases abaixo:

Vão ........... aos processos várias fotografias. Paisagens as mais belas ............ Ela estava .............. narcotizada.

a) anexas, possíveis, meio b) anexas, possível, meio c) anexo, possíveis, meia

d) anexo, possível, meio e) anexo, possível, meia Categorias: Avaliações prontas de Língua Portuguesa 0 comentários

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exercicios_portugues_gabarito (268) UM ARRISCADO ESPORTE NACIONAL

Os leigos sempre se medicaram por conta própria, já que de médico e louco todos temos um pouco, mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra para combater doenças de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. Cerca de 40% das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira 80% de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos, isto é, das vendas realizadas sem receita médica. Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que necessariamente faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. Acredito que a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos, leitura, fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. Qualquer que seja a causa, os resultados podem ser danosos. É comum, por exemplo, que um simples resfriado ou uma gripe banal leve um brasileiro a ingerir doses insuficientes ou inadequadas de antibióticos fortíssimos, reservados para infecções graves e com indicação precisa. Quem age assim está ensinando bactérias a se tornarem resistentes a antibióticos. Um dia, quando realmente precisar de remédio, este não funcionará. E quem não conhece aquele tipo de gripado que chega a uma farmácia e pede ao rapaz do balcão que lhe aplique uma “bomba” na veia, para cortar a gripe pela raiz? Com isso, poderá receber na corrente sangüínea soluções de glicose, cálcio, vitamina C, produtos aromáticos tudo sem saber dos riscos que corre pela entrada súbita destes produtos na sua circulação. (Dr. Geraldo Medeiros -Veja - 1995)

1) Sobre o título dado ao texto - um arriscado esporte nacional -, a única afirmação correta é: a) mostra que a automedicação é tratada como um esporte sem riscos. b) indica quais são os riscos enfrentados por aqueles que se automedicam. c) denuncia que a atividade esportiva favorece a automedicação; d) condena a pouca seriedade daqueles que consomem remédio por conta própria. e) assinala que o principal motivo da automedicação é a tentativa de manter-se a juventude.

2) Os leigos sempre se medicaram por conta própria,... Esta frase inicial do texto só NÃO eqüivale semanticamente a: a) Os leigos, por conta própria, sempre se medicaram. b) Por conta própria os leigos sempre se medicaram. c) Os leigos se medicaram sempre por conta própria d) Sempre se medicaram os leigos por conta própria. e) Sempre os leigos, por conta própria, se medicaram.

3) O motivo que levou o Dr. Geraldo Medeiros a abordar o tema da automedicação, segundo o que declara no primeiro parágrafo do texto, foi: a) a tradição que sempre tiveram os brasileiros de automedicar-se. b) os lucros imensos obtidos pela indústria farmacêutica com a venda “livre” de remédios. c) a maior gravidade atingida hoje pelo hábito brasileiro da automedicação. d) a preocupação com o elevado número de óbitos decorrente da automedicação. e) aumentar o lucro dos médicos, incentivando as consultas. Categorias: Avaliações prontas de Língua Portuguesa, Exercícios de Interpretação de Textos 0 comentários

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10 exercícios práticos sobre uso de pronomes

“Fi-lo porque qui-lo”. Sempre que uso essa frase como exemplo em minhas aulas de colocação pronominal, vejo a estranheza no olhar dos alunos. Eu também fico assim, até porque há um erro aí. A proposta desse post é oferecer a chance de você verificar se está em dia com os estudos sobre colocação pronominal.

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1) (Uelondrina 1998) - Assinale, a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada. Sabiam que era para........providenciar o que V.Sa........, mas nem........nada. a) mim - solicitastes - me disseram b) eu - solicitastes - me disseram c) mim - solicitou - disseram-me d) eu - solicitou - me disseram e) mim - solicitastes - disseram-me

2) (Uelondrina 1998) - Informou-.......processo, e.......fez assinar o requerimento. a) o do - o b) o do - lhe c) lhe sobre o - lhe d) lhe sobre o - o e) lhe acerca do – lhe

3) (Pucmg 1997) - Assinale a alternativa em que a sentença destacada (formulada segundo regras do português oral) tenha sido reestruturada de acordo com a norma escrita culta.

'Se eu ver ele, dou o recado pra ele.' a) Vendo-o, darei-lhe o recado. b) Na hipótese de o vir, eu lhe darei o recado. c) Se eu o ver, lhe darei o recado. d) Se o vir, darei o recado a ele. e) Quando vê-lo, dar-lhe-ei o recado.

4) (Uelondrina 1999) - Me esquece. Lhe pedi já uma penca de vezes. Por favor, larga do meu pé. Reescrevendo a frase anterior totalmente de acordo com a norma culta escrita, tem-se: a) Esquece-me. Já pedi um tempão. Por favor, deixa isso pra lá. b) Me esqueça. Já te pedi isso centenas de vezes. Por favor, me larga do pé. c) Esqueças de mim. Já te pedi muito. Por favor, pare de me cercar. d) Esqueça-me. Já lhe fiz esse pedido muitas vezes. Por favor, pare de insistir. e) Esquece. Já lhe solicitei muitas vezes. Por favor, não assedie-me mais.

5) (Faap 1996) - Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada, entra, e sob este teto encontrarás carinho: Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho. Vives sozinha sempre e nunca foste amada.

A neve anda a branquear lividamente a estrada, e a minha alcova tem a tepidez de um ninho. Entra, ao menos até que as curvas do caminho se banhem no esplendor nascente da alvorada.

E amanhã quando a luz do sol dourar radiosa essa estrada sem fim, deserta, horrenda e nua,

podes partir de novo, ó nômade formosa!

Já não serei tão só, nem irás tão sozinha: Há de ficar comigo uma saudade tua... Hás de levar contigo uma saudade minha... (Alceu Wamosy)

"e sob este teto encontrarás CARINHO". Com pronome no lugar da palavra maiúscula: a) e sob este teto encontrarás-a b) e sob este teto te encontrarás c) e sob este teto lhe encontrarás d) e sob este teto encontrará-lo-ás e) e sob este teto encontrar-te-ás

6) (Ufpe 1996) - Assinale a alternativa que não apresenta desvio quanto à sintaxe de colocação do pronome oblíquo átono. a) "Ah, quem és? Lhe pergunto, arrepiado." (Bocage) b) "Te enganas, Cirene, pois até esse monte se sente abrasar ..." (Antônio José) c) "Suma-se, moleque." (José Lins do Rego) d) "Dessa vez, me decidi. Vou viajar nessa máquina." (Jorge Amado) e) "Morto depois Afonso, lhe sucede Sancho II." (Camões)

7) (Fuvest 1999) - Existe, hoje, uma percepção disseminada pela intelectualidade e por boa parte da opinião pública mundial de uma grande e acelerada mudança operando em várias dimensões da sociedade moderno-contemporânea. Não há, certamente, consenso sobre esse fenômeno, variando definições, terminologia e, sobretudo, avaliações positivas, negativas ou matizadas. De qualquer modo, há uma tendência maciça para reconhecer o caráter ampliado das mudanças econômicas e tecnológicas que afetariam, com maior ou menor impacto, todas as sociedades do planeta, justificando o termo globalização mesmo quando se critica a sua possível banalização como instrumento de conhecimento. (Gilberto Velho, Revista de Cultura Brasileira, 03/98, no. 1)

Substituindo por pronome pessoal oblíquo o complemento de AFETARIAM, na mesma frase em que ocorre, obtém-se: a) afetá-las-iam. b) afetariam-nas. c) as afetariam. d) lhes afetariam. e) afetar-lhes-iam.

8) (Uece 1996) - Segue a gramática normativa a colocação do pronome átono da opção: a) O amor não está deteriorando-SE. b) Seu amor não tinha acabado-SE? c) Comunicaremos-LHE tudo sobre o amor. d) LHE provem que o amor é digno. e) n.d.a.

9) (Mackenzie 1996) - I - TELESPECTADOR - Pois não... Senhor Castro Alves, eu conhecia o senhor muito de nome (...) e a... como é... a... a... "Canção da África" ... JORNALISTA - "Vozes d'África". TELESPECTADOR - Pois é, essa daí... (...) Gostei muito... Cheio de dramaticidade, muita verdade também... (Gianfrancesco Guarnieri)

II - Quando foi ali pela hora antes da madrugada a boiúna Capei chegou no céu. (Mário de Andrade)

III - Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias (...)

Me dá um cigarro. (Oswald de Andrade)

IV - Ia saindo pra campear a pedra porém os manos não deixaram. Não durou muito a cabeça chegou. Juque! bateu. - Que há? - Abra a porta pra mim entrar. (Mário de Andrade)

V - Não quero mais o amor, Nem mais quero cantar a minha terra. Me perco neste mundo. (Augusto Frederico Schmidt)

O erro gramatical pode constituir, num texto literário, um recurso expressivo para construir determinados efeitos, que estão na intenção do autor. Os excertos desses autores apresentam esse recurso de persuasão. As "transgressões gramaticais" de mesma natureza estão nos excertos: a) I e III - concordância nominal. b) II e IV - uso do pronome oblíquo. c) III e V - colocação do pronome oblíquo. d) III e IV - concordância verbal. e) I e II - regência verbal.

10) (Pucmg 1997) - Assinale a opção cujo período, ao ser reescrito, está adequado à norma culta da língua. a) Puseram os ovos na geladeira, antes que a empregada pensasse em fazer outra omelete para o menino. PUSERAM-LOS NA GELADEIRA, ANTES QUE A EMPREGADA PENSASSE EM FAZER-LHE OUTRA OMELETE.

b) Para nós, é muito difícil convencer o delegado. É-NOS MUITO DIFÍCIL CONVENCER-LHE. c) Não quero fazer a paciente esperar. NÃO QUERO FAZER ELA ESPERAR. d) Visitaria os presos se tivesse tempo. VISITARIA-OS SE TIVESSE TEMPO. e) Tem visto Helena ultimamente? TEM-NA VISTO ULTIMAMENTE? Categorias: Avaliações prontas de Língua Portuguesa, Exercícios de Gramática 0 comentários

Compartilhe esse Artigo: Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Google Buzz 7 exercícios prátidos de colocação pronominal com gabarito

Dizem que 7 é um número cabalístico e cheio de significações. Outros afirmam que é o número da perfeição. Se isso for verdade, esta é uma excelente chance de você fazer alguns ótimos exercícios práticos de colocação pronominal.

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1) (Unitau 1995) - "A questão central da pedagogia é o problema das formas, dos processos dos métodos; certamente, não considerados em si mesmos, pois as formas só fazem sentido na medida em que viabilizam o domínio de determinados conteúdos. O método é essencial ao processo pedagógico. Pedagogia, como é sabido, significa literalmente a condução da criança, e a sua origem está no escravo que levava a criança até o local dos jogos, ou o local em que ela recebia instrução do preceptor. Depois, esse escravo passou a ser o próprio educador. Os romanos, percebendo o nível de cultura dos escravos gregos, confiavam a eles a educação dos filhos. Essa é a etimologia da palavra. Do ponto de

vista semântico, o sentido se alterou. No entanto, a paidéia não significava apenas infância, paidéia significava cultura, os ideais da cultura grega. Assim, a palavra pedagogia, partindo de sua própria etimologia, significa não apenas a condução da criança, mas a introdução da criança na cultura. A pedagogia é o processo através do qual o homem se torna plenamente humano. No meu discurso distingui entre a pedagogia geral, que envolve essa noção de cultura como tudo o que o homem constrói, e a pedagogia escolar, ligada à questão do saber sistematizado, do saber elaborado, do saber metódico. A escola tem o papel de possibilitar o acesso das novas gerações ao mundo do saber sistematizado, do saber metódico, científico. Ela necessita organizar processos, descobrir formas adequadas a essa finalidade. Esta é a questão central da pedagogia escolar. Os conteúdos não apresentam a questão central da pedagogia, porque se produzem a partir das relações sociais e se sistematizam com autonomia em relação à escola. A sistematização dos conteúdos pressupõe determinadas habilidades que a escola geralmente garante, mas não ocorre no interior das escolas de primeiro e segundo graus. A existência do saber sistematizado coloca à pedagogia o seguinte problema: como torná-lo assimilável pelas novas gerações, ou seja, por aqueles que participam de algum modo de sua produção enquanto agentes sociais, mas participam num estágio determinado, estágio esse que é decorrente de toda uma trajetória histórica?" (SAVIANI, D. "A pedagogia histórico-crítica no quadro das tendências críticas da Educação Brasileira", adap. da fala em Seminário, Niterói, 1985).

Leia as frases a seguir:

‘Essa’ é a etimologia da palavra. A pedagogia é o processo através 'do qual' o homem 'se' torna plenamente humano. Como torná-'lo' assimilável pelas novas gerações..."

As palavras entre aspas são, respectivamente, no plano morfológico: a) pronome relativo, pronome demonstrativo, conjunção integrante, pronome oblíquo átono. b) pronome indefinido, pronome demonstrativo, conjunção condicional, pronome oblíquo tônico. c) pronome demonstrativo, pronome relativo, pronome oblíquo átono, pronome oblíquo átono. d) pronome demonstrativo, pronome indefinido, pronome oblíquo tônico, pronome oblíquo tônico.

e) pronome indefinido, pronome relativo, conjunção integrante, pronome oblíquo átono.

2) (Fatec 1997) - Assinale a alternativa em que a substituição do(s) termo(s) em destaque(s), na frase I, pelo pronome da frase II está correta. a) I - Deixe A MOÇA decidir com calma. II - Deixe ela decidir com calma. b) I - Entende que não há nada entre FULANO e os envolvidos no escândalo dos precatórios. II - Entende que não há nada entre eu e os envolvidos no escândalo dos precatórios. c) I - Espero, até que façam O CANDIDATO entrar na sala. II - Espero, até que façam ele entrar na sala. d) I - O homem, igual A SI mesmo. II - Eu, igual a mim mesmo. e) I - Poderá escolher outros dois técnicos para assessorar A DEPUTADA. II - Poderá escolher outros dois técnicos para lhe assessorar.

3) (Udesc 1996) - Assinale a alternativa gramaticalmente INCORRETA em relação à colocação do pronome oblíquo nas locuções verbais e tempos compostos. a) Quero-lhe explicar porque não cumpri o prazo combinado. b) Eles foram se acalmando na medida em que a tempestade passava. c) Eu não lembrava se você tinha solicitado-me um ou dois convites para o espetáculo. d) O casal estava encontrando-se diariamente `as 19h. e) Será que ela tinha se sentado na primeira fila por não enxergar bem?

24) (Fuvest 1996) - - Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não? - Esquece. - Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine-me. Mo diga. Ensines-lo-me, vamos. - Depende. - Depende. Perfeito. Não o sabes.

Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o. - Está bem. Está bem. Desculpe. Fale como quiser. (L.F. Veríssimo, Jornal do Brasil, 30/12/94)

"ENSINAR-ME-LO-IAS, se o SOUBESSES, mas não SABES-O."

A frase estaria de acordo com a norma gramatical, usando-se, onde estão as formas em maiúsculo: a) Ensinar-mo-ias - o soubesses - o sabes b) Ensinarias-mo - soubesse-lo - sabe-lo c) Ensinarias-mo - soubesses-o - o sabes d) Ensinar-mo-ias - soubesses-o - sabe-lo e) Ensinarias-mo - soubesse-lo - o sabes

5) (Fei 1994) - Assinalar a alternativa correta quanto a colocação do pronome pessoal oblíquo: a) O lugar para onde nos mudamos é aprazível. b) Embora falassem-me, não acreditei. c) Sempre lembrar-se-á de ti. d) Darei-te o remédio conforme o prescrito. e) Isto abalou-me profundamente.

6) (Puccamp 1997) - Selecione a alternativa que preenche corretamente as lacunas. ........ deseducadamente caso não ........ a mim com respeito. Já cheguei a ........ disso. a) Responderei a ele - dirija-se - o avisar b) Eu lhe responderei - se dirija - avisá-lo c) Responder-lhe-ei - dirija-se - avisá-lo d) Lhe responderei - se dirija - avisá-lo e) Responderei-lhe - se dirija - o avisar

7) (Cesgranrio 1998) - Texto: "As Sem -Razões do Amor"

Eu te amo porque te amo. Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga.

Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

Assinale o item em que há o emprego do pronome LHE de forma inaceitável na língua culta. a) A reunião foi à tarde, mas não lhe pude assistir. b) Ao poeta, enviei-lhe meus originais. c) Informei-lhe que sua obra seria publicada. d) Perguntei-lhe onde estava Eleonora. e) Júlia, o poeta escreveu-lhe belo poema. Categorias: Avaliações prontas de Língua Portuguesa, Exercícios de Gramática 0 comentários

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Hoje, vamos treinar um pouco os conteúdos de Literatura. Faremos muitos exercícios sobre Arcadismo. Os exercícios já vêm com gabarito.

exercicios_portugues_gabarito (28)

1) (UF - PR) - "Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que vive de guardar alheio gado; De tosco trato, de expressões grosseiro, Dos frios gelado e dos sóis queimado. Tenho próprio casal e nele assisto Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!"

A presente estrofe reflete a temática predominante no período: a) romântico b) parnasiano c) arcádico d) simbolista e) modernista

2) (UF - PR) - "Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que vive de guardar alheio gado; De tosco trato, de expressões grosseiro, Dos frios gelado e dos sóis queimado. Tenho próprio casal e nele assisto Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!"

O texto tem traços que caracterizam o período literário ao qual pertence. Uma qualidade patente nesta estrofe é: a) o bucolismo;

b) o misticismo; c) o nacionalismo; d) o regionalismo; e) o indianismo.

3) (Fuvest) - I. "Porque não merecia o que lograva, Deixei, como ignorante, o bem que tinha, Vim sem considerar aonde vinha, Deixei sem atender o que deixava."

II."Se a flauta mal cadente Entoa agora o verso harmonioso, Sabei, me comunica este saudoso Influxo a dor veemente; Não o gênio suave, Que ouviste já no acento agudo e grave."

III."Da delirante embriaguez de bardo Sonhos em que afoguei o ardor da vida, Ardente orvalho de febris pranteios, Que lucro à alma descrida?"

Cada estrofe, a seu modo, trabalha o tema de um bem, de um amor almejado e passado ou perdido. Avaliando atentamente os recursos poéticos utilizados em cada uma delas podemos dizer que os movimentos literários a que pertencem I, II e III são respectivamente: a) barroco - arcadismo - romantismo. b) barroco - romantismo - parnasianismo. c) romantismo - parnasianismo - simbolismo.

d) romantismo - simbolismo - modernismo. e) parnasianismo - simbolismo - modernismo.

4) (Cescem) - O Arcadismo, didaticamente, inicia-se, no Brasil, em 1768: a) com a fundação de Arcádia de Lusitana. b) com a publicação de poemas de Cláudio Manuel da Costa (em Lisboa) e pela fundação da Arcádia Ulissiponense. c) com a publicação dos poemas de Cláudio Manuel da Costa (em Lisboa) e pela fundação da Arcádia Ultramarina. d) pela vinda da família real para o Brasil. e) nenhuma das anteriores.

5) (Ufsc) - Considere as afirmativas sobre Barroco e o Arcadismo:

1. Simplificação da língua literária – ordem direta – imitação dos antigos gregos e romanos. 2. Valorização dos sentidos – imaginação exaltada – emprego dos vocábulos raros. 3. Vida campestre idealizada como verdadeiro estado de poesia-clareza-harmonia. 4. Emprego freqüente de trocadilhos e de perífrases – malabarismos verbais – oratória. 5. Sugestões de luz, cor e som – antítese entre a vida e a morte – espírito cristão antiterreno.

Assinale a opção que só contém afirmativas sobre o Arcadismo: a) 1, 4 e 5 b) 2, 3 e 5 c) 2, 4 e 5 d) 1 e 3 e) 1, 2 e 5

6) (Puc rj) - Qual dessas afirmações não caracterizava a poesia arcádica realizada no Brasil no século XVIII?

a) Procurava-se descrever uma atmosfera denominada locus amoenus. b) A poesia seguia o lema de “cortar o inútil” do texto. c) As amadas eram ninfas, lembrando a mitologia grega e romana. d) Os poetas da época não se expressaram no gênero épico. e) Diversos poemas foram dedicados a reis e rainhas, e tinham um objetivo político.

7) (Mackenzie) - Apontar a alternativa correta: a) Tomás Antônio Gonzaga cultivou a poesia satírica em O Desertor. b) Na obra Cartas Chilenas, temos uma sátira contra a administração de Luís da Cunha Menezes. c) Nessa obra o autor se disfarça sob o nome de “Doroteu” d) Para maior disfarce, o autor de Cartas Chilenas faz passar a ação na cidade do Rio de Janeiro. e) Tomás Antônio Gonzaga tinha o pseudônimo de “Doroteu”.

8) (Santa Casa SP) Texto I “É a vaidade, Fábio, nesta vida, Rosa, que da manhã lisonjeada, Púrpuras mil, com ambição dourada, Airosa rompe, arrasta presumida.”

Texto II “Depois que nos ferir a mão da morte, ou seja neste monte, ou noutra serra, nossos corpos terão, terão a sorte de consumir os dous a mesma terra.”

O texto I é barroco; o texto II é arcádico. Comparando-os, é possível afirmar que os árcades optaram por uma expressão: a) impessoal e, portanto, diferenciada do sentimentalismo barroco, em que o mundo exterior era projeção do caos interior do poeta. b) despojada das ousadias sintáticas da estética anterior, com predomínio da ordem direta e de vocábulos de uso corrente. c) que aprofunda o naturalismo da expressão barroca, fazendo que o poeta assuma posição eminentemente impessoal. d) em que predominam, diferentemente do Barroco, a antítese, a hipérbole, a conotação poderosa. e) em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência denotativa do Barroco.

9) (Cescem) - “Alguém há de cuidar que é frase inchada Daquela que lá se usa entre essa gente Que julga, que diz muito, e não diz nada. O nosso humilde gênio não consente, Que outra coisa se diga mais, que aquilo Que só convém ao espírito inocente.”

Os versos de Cláudio Manuel da Costa lembram o fato de que: a) a expressão exata, contida, que busca os limites do essencial, é traço da literatura colonial brasileira e dos primeiros movimentos estéticos pós-Independência. b) o Barroco se esforçou por alcançar uma expressão rigorosa e comedida, a fim de espelhar os grandes conflitos do homem. c) o Arcadismo, buscando simplicidade, se opôs à expressão intrincada a aos excessos do cultismo do Barroco. d) o Romantismo, embora tenha refugado os rigores do formalismo neo-clássico, tomou por base o sentimentalismo originário desse movimento estético. e) o Romantismo negou os rigores da expressão clássica e lusitana, mas incorporou a tradição literária da poesia colonial.

10) (Ffsc) - Os autores árcades brasileiros apresentam uma obra divorciada das necessidades brasileiras, na segunda metade do século XVIII. Como processo de defesa à liderança do público, tais letrados criam: a) poemas de profundo subjetivismo; b) os contos regionais de mineração; c) a dialética; d) as academias; e) a literatura romântica.

11) (Cescea) - “A poesia parece fenômeno mais vivo e autêntico (...) por ter brotado de experiências humanas palpitantes”. (Ele) “é dos raros poetas brasileiros, certamente o único entre os árcades, cuja vida amorosa importa para a compreensão da obra.” “O lírico ouvidor soltava os seus amores em liras apaixonadas, que tinham, naquele ambiente de Vila Rica, um sabor novo e raro.” Assim a crítica literária tem-se manifestado sobre o poeta: a) Cláudio Manuel da Costa b) Tomás Antônio Gonzaga c) Alvarenga Peixoto d) Gonçalves de Magalhães e) Basílio da Gama

12) (Puc) - Relacione as colunas: 1.Glauceste Satúrnio 2.Alcindo Palmirendo 3.Dirceu 4.Termindo Sipílio 5.Lereno

( ) Tomás Antônio Gonzaga

( ) Cláudio Manuel da Costa ( ) Basílio da Gama ( ) Caldas Barbosa ( ) Silva Alvarenga a) 3, 1, 5, 2, 4 b) 3, 1, 4, 5, 2 c) 1, 2, 3, 4, 5 d) 3, 2, 4, 1, 5 e) 3, 1, 4, 2, 5

13) (Fatec) - "Voltaram à baila os deuses esquecidos, as ninfas esquivas, as náiades, as oréades e os pastores enamorados, as pastoras insensíveis e os rebanhos numerosos das bucólicas de Teócrito e Virgílio." (Ronald de Carvalho, PEQUENA HISTÓRIA DE LITERATURA BRASILEIRA) O trecho acima refere-se ao seguinte movimento literário: a) Romantismo. b) Barroco. c) Arcadismo. d) Parnasianismo. e) Naturalismo.

14) (Ufviçosa) - Leia o texto a seguir e faça o que se pede: Ornemos nossas testas com as flores E façamos de feno um brando leito; Prendamo-nos, Marília, em laço estreito, Gozemos do prazer de sãos amores. Sobre as nossas cabeças, Sem que o possam deter, o tempo corre,

E para nós o tempo, que se passa, Também, Marília, morre. (TAG, MD, Lira XIV) Todas as alternativas a seguir apresentam características do Arcadismo, presentes na estrofe anterior, EXCETO: a) Ideal de ÁUREA MEDIOCITAS, que leva o poeta a exaltar o cotidiano prosaico da classe média. b) Tema do CARPE DIEM - uma proposta para se aproveitar a vida, desfrutando o ócio com dignidade. c) Ideal de uma existência tranqüila, sem extremos, espelhada na pureza e amenidade da natureza. d) Fugacidade do tempo, fatalidade do destino, necessidade de envelhecer com sabedoria. e) Concepção da natureza como permanente reflexo dos sentimentos e paixões do "eu" lírico.

15) (Ufviçosa) - Leia o fragmento de texto a seguir e faça o que se pede:

Esprema a vil calúnia muito embora Entre as mãos denegridas, e insolentes, Os venenos das plantas, E das bravas serpentes.

Chovam raios e raios, no seu rosto Não hás de ver, Marília, o medo escrito: O medo perturbador, Que infunde o vil delito.

[...]

Eu tenho um coração maior que o mundo.

Tu, formosa Marília, bem o sabes: Eu tenho um coração maior que o mundo. Tu, formosa Marília, bem o sabes:

Um coração .... e basta, Onde tu mesma cabes.

(TAG, MD, Parte II, Lira II)

Sobre o fragmento de texto de Tomás Antônio Gonzaga, Marília de Dirceu, assinale a alternativa FALSA: a) a interferência do mito na tessitura dos poemas, mantendo o poeta dentro dos padrões poéticos clássicos, impede-o de abordar problemas pessoais. b) a interpelação feita a Marília muitas vezes é pretexto para o poeta celebrar sua inocência e seu destemor diante das acusações feitas contra ele. c) a revelação sincera de si próprio e a confissão do padecimento que o inquieta levam o poeta a romper com o decálogo arcádico, prenunciando a poética romântica. d) a desesperança, o abatimento e a solidão, presentes nas liras escritas depois da prisão do autor, revelam contraste com as primeiras, concentradas na conquista galante da mulher amada. e) embora tenha a estrutura de um diálogo, o texto é um monólogo - só Gonzaga fala e raciocina.

16) (UF de Viçosa) - Marília de Dirceu, famosa obra arcádica brasileira, inspirada em Maria Dorotéia de Seixas Brandão, foi escrita por: a) Manuel Inácio da Silva Alvarenga. b) Inácio José de Alvarenga Peixoto. c) Tomás Antônio Gonzaga. d) José Basílio da Gama. e) Cláudio Manuel da Costa.

17) (Ufpe) - Em Literatura, um grupo de escritores, no século XVIII, defendeu o bucolismo, a necessidade de revalorização da vida simples, em contato com a natureza. Estamos fazendo referência aos escritores do: a) ROMANTISMO, para quem, encontrar-se com a natureza significava alargar a sensibilidade. b) ARCADISMO, propondo um retorno à ordem natural, como na literatura clássica, à medida que a natureza adquire um sentido de simplicidade, harmonia e verdade. c) REALISMO, fugindo às exibições subjetivas e mantendo a neutralidade diante daquilo que era narrado; as referências à natureza eram feitas em terceira pessoa. d) BARROCO, movimento que valorizava a tensão de elementos contrários, celebrando Deus ou as delícias da vida nas formas da natureza. e) SIMBOLISMO quando estes escritores se mostravam mais emotivos, transformando as palavras em símbolos dos segredos da alma. A natureza era puro mistério.

18) (Ufviçosa) - Sobre o Arcadismo no Brasil, podemos afirmar que: a) produziu obras de estilo rebuscado, pleno de antíteses e frases tortuosas, que refletem o conflito entre matéria e espírito. b) não apresentou novidades, sendo mera imitação do que se fazia na Europa. c) além das características européias, desenvolveu temas ligados à realidade brasileira, sendo importante para o desenvolvimento de uma literatura nacional. d) apresenta, já, completa ruptura com a literatura européia, podendo ser considerado a primeira fase verdadeiramente nacionalista da literatura brasileira. e) presente sobretudo em obras de autores mineiros como Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Silva Alvarenga e Basílio da Gama, caracteriza-se como expressão da angústia metafísica e religiosa desses poetas, divididos entre a busca da salvação e o gozo material da vida.

19) (UF Viçosa) - Os autores de Vila Rica, Caramuru e Uruguai foram, respectivamente: a) Cláudio Manuel da Costa, Santa Rita Jabotão e Graciliano Ramos. b) Cláudio Manuel da Costa, J. de Santa Rita Durão e José Basílio da Gama. c) Santa Rita Durão, Manuel Botelho de Oliveira e Adonias Filho. d) José Basílio Gama, Nuno M. Pereira e Tomás Antônio Gonzaga. e) Cônego Luís Vieira da Silva, Alvarenga Peixoto e Plínio Salgado.

20) (Ufviçosa) - Fazendo um paralelo entre Romantismo e Arcadismo, podemos concluir que: a) o Arcadismo prenuncia o Romantismo, porque já apresenta ruptura radical com os cânones literários clássicos. b) o Arcadismo antecede o Romantismo na evasão da realidade pelo sonho, pela fantasia e pelo mergulho nas profundezas do "eu". c) o Romantismo prolonga aspectos do Arcadismo na idealização da natureza, da mulher e do amor. d) o Romantismo dá continuidade ao Arcadismo na atração pelos conflitos entre a alma e a matéria. e) o Arcadismo e o Romantismo perseguem o ideal de expressão livre de esquemas préestabelecidos.

21) (Ufviçosa) - Leia a estrofe de Tomás Antônio Gonzaga e faça o que se pede: Os teus olhos espalham a luz divina, A quem a luz do sol em vão se atreve; Papoila ou rosa delicada e fina Te cobre as faces, que são cor da neve. Os teus cabelos são uns fios de ouro; Teu lindo corpo bálsamo vapora. Ah! não, não fez o Céu, gentil Pastora, Para glória de amor igual Tesouro. (TAG, MD, Parte I, Lira I)

Sobre a personagem central feminina, podemos afirmar que: a) Marília é mostrada, ao mesmo tempo, como pessoa e como encarnação do Amor, como categoria absoluta. b) Apesar da beleza deslumbrante da amada, não se verifica, na construção dessa personagem, qualquer idealização clássica da mulher. c) O poeta dirige-se a Marília unicamente como sua noiva e futura esposa.

d) A beleza luxuriante de Marília contrasta com o ideal de serena fruição dos prazeres sadios da vida. e) Marília, pela sua intensa sensualidade, representa o ideal de amante e não o de noiva ou esposa.

22) (Uelondrina) - Sou Pastor; não te nego; os meus montados São esses, que aí vês; vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia dos meus gados.

Os versos acima são exemplos a) do espírito harmonioso da poesia arcádica. b) do estilo tortuoso do período barroco. c) do refinamento e da ostentação da poesia parnasiana. d) do intento nacionalista na poesia romântica. e) do humor e do lirismo dos primeiros modernistas.

23) (Mackenzie) - Sobre o Arcadismo no Brasil, é incorreto afirmar que: a) Cláudio Manuel da Costa, um de seus autores mais importantes, embora tenha assumido uma atitude pastoril, traz, em parte de sua obra poética, aspectos ligados à lírica camoniana. b) em "Liras de Marília de Dirceu", Tomás Antônio Gonzaga não segue aspectos formais rígidos, como o soneto e a redondilha em todas as partes da obra. c) nas "Cartas Chilenas", o autor satiriza Luís da Cunha Menezes por suas arbitrariedades como governador da capitania de Minas. d) Basílio da Gama, em "O Uraguai", seguiu a rígida estrutura camoniana de "Os Lusíadas", usando versos decassílabos em oitava-rima. e) "Caramuru" tem, como tema principal, o descobrimento da Bahia por Diogo Álvares Correia, apresentando, também, os rituais e as tradições indígenas.

24) (Mackenzie) - Assinale a alternativa que NÃO apresenta um trecho do Arcadismo brasileiro.

a) "Se sou pobre pastor, se não governo Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes; Se em frio, calma, e chuvas inclementes Passo o verão, outono, estio, inverno;" b) "Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara, Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza!" c) "Musas, canoras musas, este canto Vós me inspirastes, vós meu tenro alento Erguestes brandamente àquele assento Que tanto, ó musas, prezo, adoro tanto." d) "Meu ser evaporei na lida insana Do tropel das paixões que me arrastava, Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava Em mim, quase imortal, a essência humana!" e) "Não vês, Nise, este vento desabrido, Que arranca os duros troncos ? Não vês esta, Que vem cobrindo o Céu, sombra funesta, Entre o horror de um relâmpago incendido?"

25) (FUB - SC) - Todos os autores abaixo, relacionados pertencem à escola mineira do Arcadismo, exceto: a) José Basílio da Gama. b) Eusébio de Matos. c) Manuel Inácio da Silva Alvarenga. d) Tomás Antônio Gonzaga. e) Frei José de Santa Rita Durão.

26) (Cescea) - Entre outras características do Arcadismo, encontramos: a) utilização, pelos poetas, de pseudônimos pastoris. b) condenação do Barroco, que prevaleceu no século XVI, nas suas formas de cultismo e conceptismo. c) a arte não deve ser concebida como imitação da natureza. d) o cultismo e o conceptismo. e) o subjetivismo e o egocentrismo.

27) (UF - PR) - "Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que vive de guardar alheio gado; De tosco trato, de expressões grosseiro, Dos frios gelado e dos sóis queimado. Tenho próprio casal e nele assisto Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!"

O autor dos versos é: a) Gonçalves de Magalhães b) Gonçalves Dias c) Tomás Antônio Gonzaga d) Álvares de Azevedo e) Casimiro de Abreu Categorias: Avaliações prontas de Língua Portuguesa, Exercícios de Literatura 0 comentários

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Abaixo você encontrará uma lista de exercícios sobre classes de palavras variáveis, isto é, aquelas que admitem flexão de gênero, número e grau. Todos os exercícios de gramática abaixo vêm com gabarito. Essa é a melhor forma, além da explicação do próprio professor, de estudar para o vestibular.

exercicios_portugues_gabarito (62) LISTA DE EXERCÍCIOS SOBRE CLASSES DE PALAVRAS VARIÁVEIS

1) Assinale a alternativa em que as palavras são, normalmente, adjetivos. a) azul, céu, mesa. b) claro, azul, nobre. c) nobreza, limpo, certo. d) limpeza, nobre, azul. e) oval, mesanino, verde.

2) Assinale a alternativa em que o verbo não esteja expressando fato certo, preciso, decidido. a) Se eu cuidasse... b) Estarei em Londres amanhã. c) Falei com seus pais. d) Estivera pensando muito. e) Tem havido chuvas.

3) Assinale a allternativa em que só haja palavra que seja artigo. a) do, se, pé, lá. b) as, vê, um, xis. c) o, as, uma, os. d) já, o, as, umas e) n.d.a

4) Assinale a alternativa em que a palavra só pode ser substantivo. a) certo. b) anulado c) satisfeito d) amplo e) mesa

5) Assinale a alternativa em que a palavra foi substantivada. a) o filho b) o lago c) a lâmpada d) o viver e) a estância

6) Sabe-se que os verbos expressam fatos ou estados num conceito de tempo (ontem, hoje ou amanhã). Isto aponta para os tempos presente, pretérito e futuro. Do texto seguinte, selecione a alternativa na qual os verbos estejam no presente, no pretérito ( = passado) e no futuro, respectivamente. “Encontrei meus documentos. Estou muito mais tranqüilo. Meu problema é o medo que tenho de que alguém os use indevidamente. Tomarei muito mais cuidado com aquilo que parece importante para minha vida. Serei mais atencioso, não existe qualquer dúvida.

a) Encontrei, Tomarei, existe, parece. b) use, Encontrei, Tomarei. c) Tomarei, use, existe. d) parece, serei, use. e) tenho, serei, encontrei.

7) (FAAP 1996) - Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada, entra, e sob este teto encontrarás carinho: Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho. Vives sozinha sempre e nunca foste amada.

A neve anda a branquear lividamente a estrada, e a minha alcova tem a tepidez de um ninho. Entra, ao menos até que as curvas do caminho se banhem no esplendor nascente da alvorada.

E amanhã quando a luz do sol dourar radiosa essa estrada sem fim, deserta, horrenda e nua, podes partir de novo, ó nômade formosa!

Já não serei tão só, nem irás tão sozinha: Há de ficar comigo uma saudade tua... Hás de levar contigo uma saudade minha... (Alceu Wamosy)

RICA é a rima que se processa entre palavras de classe gramatical diferente, como esta: a) cansada / amada

b) estrada / alvorada c) ninho / caminho d) radiosa / formosa e) sozinha / minha

8) (Ufrs 1996) - Dos anais da república: - O senhor não tem medo de nada, presidente? - Nada. - Nem barata? Pausa de segundos. Digo a verdade, ou minto para parecer mais humano? [...] Não. Melhor ser curto e sincero. - Nem barata. (Veríssimo, L.F. Ortopterofobia. In: COMÉDIA DA VIDA PÚBLICA . Porto Alegre: L&PM, 1995. p.237)

Assinale a alternativa que apresenta duas palavras que NÃO sejam da mesma família. a) anais (L. 1) - bianual b) presidente (L. 2) - presidir c) senhor (L. 2) - senhorio d) minto (L. 5) - desmentido e) curto (L. 7) - curtir

9) (Fei 1997) - "Não é o homem um mundo pequeno que está dentro do mundo grande, mas é um mundo grande que está dentro do pequeno. Baste por prova o coração humano, que sendo uma pequena parte do homem, excede na capacidade a toda a grandeza do mundo. (...) O mar, com ser um monstro indômito, chegando às areias, pára; as árvores, onde as põem, não se mudam; os peixes contentam-se com o mar, as aves com o ar, os outros animais com a terra. Pelo contrário, o homem, monstro ou quimera de todos os elementos, em nenhum lugar pára, com nenhuma fortuna se contenta, nenhuma ambição ou apetite o falta: tudo confunde e como é maior que o mundo, não cabe nele".

Observe as palavras indicadas no texto: "por" (ref. 1); "indômito" (ref. 2); "as" (ref. 3); "pára" (ref. 4). Assinale a alternativa que analise corretamente a classe gramatical destas palavras: a) verbo - substantivo - pronome - preposição b) preposição - substantivo - artigo - verbo c) verbo - adjetivo - artigo - verbo d) preposição - adjetivo - artigo - preposição e) preposição - adjetivo - pronome - verbo Categorias: Avaliações prontas de Língua Portuguesa, Exercícios de Gramática 0 comentários

Compartilhe esse Artigo: Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Google Buzz 6 ótimos exercícios de adjetivo

Adjetivo é a classe de palavras invariável que que acompanha e modifica o substantivo. Neste post você poderá fazer seis ótimos exercícios de Língua Portuguesa com adjetivos e locuções adjetivas.

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EXERCÍCIOS DE LÍNGUA PORTUGUESA SOBRE ADJETIVO

1) (Unitau 1995) - "Certas instituições encontram sua autoridade na palavra divina. Acreditemos ou não nos dogmas, é preciso reconhecer que seus dirigentes são obedecidos porque um Deus fala através de sua boca. Suas qualidades pessoais importam pouco. Quando prevaricam, eles são punidos no inferno, como aconteceu, na opinião de muita gente boa, com o Papa Bonifácio VIII, simoníaco reconhecido. Mas o carisma é da própria Igreja, não de seus ministros. A prova de que ela é divina, dizia um erudito, é que os homens ainda não a destruíram.

Outras associações humanas, como a universidade, retiram do saber o respeito pelos seus atos e palavras. Sem a ciência rigorosa e objetiva, ela pode atingir situações privilegiadas de mando, como ocorreu com a Sorbonne. Nesse caso, ela é mais temida do que estimada pelos cientistas, filósofos, pesquisadores. Jaques Le Goff mostra o quanto a universidade se degradou quando se tornou uma polícia do intelecto a serviço do Estado e da Igreja. As instituições políticas não possuem nem Deus nem a ciência como fonte de autoridade. Sua justificativa é impedir que os homens se destruam mutuamente e vivam em segurança anímica e corporal. Se um Estado não garante esses itens, ele não pode aspirar à legítima obediência civil ou armada. Sem a confiança pública, desmorona a soberania justa. Só resta a força bruta ou a propaganda mentirosa para amparar uma potência política falida. O Estado deve ser visto com respeito pelos cidadãos. Há um espécie de aura a ser mantida, através do essencial decoro. Em todas as suas falas e atos, os poderosos precisam apresentarse ao povo como pessoas confiáveis e sérias. No Executivo, no Parlamento e, sobretudo, no Judiciário, esta é a raiz do poder legítimo. Com a fé pública, os dirigentes podem governar em sentido estrito, administrando as atividades sociais, econômicas, religiosas, etc. Sem ela, os governantes são reféns das oligarquias instaladas no próprio âmbito do Estado. Essas últimas, sugando para si o excedente econômico, enfraquecem o Estado, tornando-o uma instituição inane." (Roberto Romano, excerto do texto "Salários de Senadores e legitimidade do Estado", publicado na Folha de São Paulo, 17/10/1994, 1Ž caderno, página 3) Em:

I - CERTAS instituições encontram sua autoridade na palavra divina. II - Instituições CERTAS encontram caminho no mercado financeiro.

As palavras, em destaque, são, no plano morfológico e semântico (significado) a) adjetivo em I e substantivo em II, com significado de "algumas" em I e "corretas" em II. b) substantivo em I e adjetivo em II, com significado de "muitas" em I e "íntegras" em II. c) advérbio em I e II, com significado de "algumas" em I e "algumas" em II. d) adjetivos em I e II, com significado de "algumas" em I e "íntegras" em II. e) advérbio em I e adjetivo em II, com significado de "poucas" em I e "poucas" em II.

2) (FAAP 1996) - SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente. (Vinícius de Morais)

Na segunda estrofe há dois adjetivos: a) calma e vento b) olhos e chama c) última e imóvel d) paixão e pressentimento e) momento e drama

3) (Uelondrina 1994) - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada. Elas ficaram ...... impressionadas com seus poderes ...... . a) meio - supra-sensoriais b) meias - supras-sensoriais c) meio - supras-sensoriais d) meias - supra-sensorial e) meio - supra-sensorial

4) (Pucmg 1997) - Assinale a alternativa em que a mudança de posição do termo destacado não implique a possibilidade de mudança de sentido do enunciado. a) Belo Horizonte já foi uma LINDA cidade. Belo Horizonte já foi uma cidade LINDA. b) Filho MEU não irá para o exército. MEU filho não irá para o exército. c) Meu carro NOVO é maior. Meu NOVO carro é maior. d) Por ALGUM dinheiro ele seria capaz de vender a casa. Por dinheiro ALGUM ele seria capaz de vender a casa. e) Com uma SIMPLES dose do medicamento ficou curada. Com uma dose SIMPLES do medicamento ficou curada.

5) (Cesgranrio 1992) - O NOVO PLANETA DOS HOMENS

1 Uma recente pesquisa americana, concluída em 1985, busca apreender as reações e os sentimentos dos homens após vinte anos de emancipação feminina, para daí projetar a provável tendência futura da vida entre os sexos. O livro COMO OS HOMENS SE SENTEM, do jornalista Anthony Astrachan, aposta numa "revolução masculina irreversíveis, que teria se iniciado na década de 70, impulsionada por dez anos de avanço feminino. O autor faz uma minuciosa análise das conseqüências, para o homem, da entrada da mulher nos vários setores da sociedade: indústria, serviços, exército, mundo empresarial e profissões liberais. Ele conclui que a revolução feminina efetivamente gerou reformulações profundas nos papéis sociais e na identidade masculina, às custas de um alto preço efetivo e emocional. 2 Às reações negativas dos homens, desencadeadas pelas transformações no equilíbrio de poder entre os sexos, Astrachan oferece uma curiosa explicação: "É possível que os homens tenham reivindicado a liderança há muito tempo, e a tenham mantido através dos tempos

para compensar a sua incapacidade de gerar filhos." Mas, observa o autor, ao mesmo tempo que o homem luta para não abandonar a fantasia do poder, continuando a lidar com a mulher emancipada a partir de antigos e conhecidos padrões, ao colocá-la no lugar de mãe, amante, esposa ou irmã e negar-lhe a competência profissional, tem aumentado o número de homens que incorporaram outras atitudes. O fenômeno apontaria para um homem realmente novo, capaz de usufruir e contribuir para uma síntese positiva entre os sexos. 3 Não tão otimista, a escritora e filósofa Elisabeth Badinter 90 não vê ainda configurado um "novo homem". Para o homem, abordar o terreno feminino é "desvirilizante", ao passo que a mulher se valorizou ao adentrar o mundo masculino. Sem dúvida, segundo ela, a evolução maior depende da recolocação dos homens, mas esse projeto "é ainda um fenômeno muito marginal e se dá apenas numa minoria sofisticada". 4 Para a realidade brasileira, essas questões assumem diferentes contornos, matizadas por uma crise que, no limite, torna perigosas as prospecções. Poucos são os que se arriscam: "O homem está sendo obrigado a se adaptar à crise permanente com uma revolução permanente", diz o escritor Sérgio Sant'Anna. Ele vê, ainda, mudanças na família e nas relações do homem com a paternidade, mas sente que, no momento, "as pessoas estão muito inseguras, desprotegidas e tendem a voltar a padrões conservadores". Mas adverte: "Essa não é uma transformação que se dê ao nível ideológico e intelectual; os que a fizeram se deram mal. Ela supõe crises emocionais profundas." 5 A feminista Rose Marie Muraro, embora admita um retrocesso violento aos comportamentos machistas e convencionais na década de 80, prevê a vitória inconteste dos comportamentos libertários. Quanto à luta feminista, ela reconhece que os homens tiveram pouco tempo para incorporar as transformações da década de 70. Acreditando que a definição virá na próxima década, Rose finaliza: "Hoje a mulher não é mais a imagem do desejo alheio, (...) mas é sujeito de seu próprio desejo." Mas tudo isso não esconde uma mágoa: "(...) Tive um câncer e uma úlcera ao viver o mundo masculino, sendo mulher no setor público. Tive de me masculinizar, pois lá quem não mata, morre." 6 Sem rancores, mas não menos inquieta, a psicanalista Suely Rolnik assume toda sua crença na potência criativa do desejo humano: "O que eu vejo hoje é uma aliança entre homem e mulher. É uma história nascente de cumplicidade entre o homem e a mulher." (Yudith Rosenbaum, Revista LEIA, nŽ 128, 1989, p. 36-38, com adaptações.)

Em qual das opções há uma análise ERRADA quanto à variação nominal de gênero ou de número? a) homem - mulher Substantivos que indicam oposição semântica de sexo através de vocábulos distintos. b) jornalista - amante Substantivos com uma só forma para os dois gêneros.

c) o rapaz ALEMÃO - a moça ALEMÃ Adjetivos cujo plural apresenta grafia e pronúncia iguais. d) muito frio - friíssimo Formas do superlativo absoluto: o analítico e o sintético. e) vice-diretor - beija-flor Compostos cuja flexão de plural só ocorre no segundo elemento.

6) (Ita 1995) - As questões a seguir referem-se ao texto adiante. Analise-as e assinale, para cada uma, a alternativa incorreta.

Precisamos descobrir o Brasil