Deus comunicando Sua vontade por meio de sonhos, visões e Seus emissários

No capítulo anterior, vimos que Deus tem diversas maneiras de falar com o homem e enfatizamos que Ele habitualmente fala por meio da Sua Palavra, comunicando ao ser humano seu chamado relativo à salvação e a uma vida com Cristo aqui e na eternidade. Agora, vamos analisar melhor outros meios de o Senhor se comunicar conosco, fazendo-nos entender Sua vontade e Seu chamado específico para nós. Vamos falar dos sonhos, visões e emissários suscitados por Deus para chamar-nos ou confirmar Seu chamado a nós.

Visões e sonhos suscitados pelo Senhor
Normalmente, quando a pessoa está dormindo, a visão é comunicada a ela por meio de um sonho revelador e profético. Assim ocorreu com Abraão, após ter orado ao Senhor pedindo um sinal de que Ele confirmava Sua promessa. Deus fez cair um profundo sono sobre Seu servo e, então, revelou que lhe daria aquela terra e que a quarta geração de Abraão iria para o Egito, onde permaneceria por 400 anos, mas que decorrido esse período, seria libertada da escravidão, retornaria para sua terra e suplantaria todos os povos que ali viviam (Gênesis 15.13-21). Deus também se comunicou com vários servos por meio de sonhos. A José, filho de Jacó, por exemplo, o Senhor revelou que ele seria elevado a uma posição superior à dos seus irmãos (Gênesis 37). O tempo passou. José foi vendido como escravo e levado ao Egito, onde foi caluniado, preso e esquecido pelos homens, mas não por Deus. Treze anos depois, o faraó teve um sonho, e José soube interpretar, sendo elevado à posição que hoje equivaleria à de um Primeiro-Ministro, numa monarquia constitucional. E José foi o instrumento usado pelo Senhor para salvar sua família e muitas outras pessoas da fome que assolou a terra durante sete anos.

Você acha que essa forma de comunicação só aconteceria no Antigo Testamento? Não. Se você conhece a história de Jesus, sabe que quando Maria ficou grávida pelo Espírito Santo, José, seu noivo, desconhecendo o fato e temendo que ela fosse apedrejada por julgarem que ela havia engravidado de outro homem, intentou abandoná-la, dando a entender que ele era o culpado. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixála secretamente. E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mateus 1:19-21). Algum tempo depois, quando Herodes decretou a morte de todos os meninos judeus com até dois anos de idade, José sonhou com um anjo que lhe dizia para fugir para o Egito, a fim de livrar a criança da morte (Mateus 2.13). Após alguns anos, José foi avisado em sonho de que poderia retornar a Israel, pois Herodes havia morrido (Mateus 2.19,20). E quanto às visões propriamente ditas? O que elas são? Como e quando ocorrem? Segundo os relatos bíblicos, algumas visões ocorrem por um momentâneo arrebatamento de sentidos – como as do profeta Ezequiel (1.1 – 3.15; 8;37), as de Daniel (10.1 – 12.13), as de Paulo (Atos 22; 2 Coríntios 12) e as de João relatadas a partir de Apocalipse 1.10. Essas visões repentinas podem ser suscitadas por Deus em nossa mente como revelação profética ou para alertarnos de algum perigo que estejamos correndo ou de alguma urgência como certas visões que Ananias (Atos 9.10-16) e Paulo tiveram (Atos 16.7-10; 18.9,10). E a maioria delas ocorre durante após um longo período de oração e consagração a Deus, como as do sacerdote Zacarias (Lucas1.8-20), a de Cornélio (Atos 10.1-6) e a de Pedro (Atos 10.9-16).

Os emissários de Deus
Além dos sonhos e visões, Deus também pode revelar-se a nós e comunicar Seu chamado por intermédio de Seus emissários, Seus anjos, profetas e ministros. Vemos isso nos episódios narrados em Gênesis 18.17-19.26. Antes de destruir Sodoma e Gomorra, o Senhor enviou anjos a Abraão, para revelar-lhe o que aconteceria, e à cidade de Sodoma, onde vivia Ló, sobrinho de Abraão, para adverti-lo a sair antes que o juízo divino fosse desferido. Antes de Josué invadir e conquistar Jericó, um anjo foi enviado a ele para transmitir-lhe as instruções divinas (Josué 5.13-6.5). Antes de a esposa de Manoá conceber Sansão, um anjo lhe apareceu para notificar que ela teria um filho, este seria narizeu e começaria a libertar Israel do jugo dos filisteus (Juízes 13.1-21). Quando Jesus nasceu, anjos apareceram aos pastores em vígilia no campo para anunciar que Ele era o esperado Messias (Lucas 2.8-14). Quando as mulheres foram ao túmulo ungir o corpo de Jesus, anjos apareceram a elas informando que Ele não estava mais ali, pois havia ressucitado (Mateus 28.1-7; Lucas 24.1-9). Quando Pedro foi preso por anunciar o evangelho, um anjo foi enviado a ele no cárcere, para o libertar (Atos 5.17-20). A Palavra do Senhor nos ensina que os anjos são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação? Hebreus 1:14. Mas Deus tem Seus servos usados por Ele para comunicar Sua vontade e Seu chamado. Entre esses emissários estão os profetas do Antigo Testamento, que eram enviados a reis e ao povo para denunciar o pecado, anunciar os iminentes juízos e convocar todos ao arrependimento. No Novo Testamento, os apóstolos foram os principais instrumentos de Deus usados por Ele para chamar os pecadores ao arrependimento, comunicar as boas-novas de salvação em Cristo e plantar igrejas.

Hoje, o Altíssimo continua usando Seus servos fiéis – os pastores, evangelistas, ministros do evangelho e cada cristão – para anunciar o plano de salvação aos povos e nações e ensinar Sua Palavra a todo aquele que recebe Jesus como Salvador e Senhor. Glória a Deus! Eu e você não estamos sozinhos. Deus tem um relacionamento muito mais estreito conosco por intermédio do Espírito Santo e Ele continua falando comigo e com você por meio de Sua Palavra, sonhos, visões e Seus emissários, a fim de que conheçamos ao Seu chamado. Sendo assim, a questão não é apenas Deus falar, mas estarmos atentos à Sua voz que Ele nos comunica. Você conhece a vontade do Senhor para sua vida? Tem atendido ao chamado dele servindo ao Senhor no seio de sua família, em seu bairro, no seu local de trabalho ou estudo? Você tem cooperado com a obra de Deus em uma igreja local? Você sabia que Ele deseja que você congregue e seja alimentado em Sua casa? De qual ministério o Senhor o tem direcionado a participar? Eliseu, por exemplo, foi comissionado pelo próprio profeta Elias. Devia servi-lo e aprender o ofício profético. Ele não estudou nas escolas de profetas. Foi ensinado pelo maior porta-voz de Deus na época , e ocupou seu lugar quando ele partiu, recebendo a porção dobrada da unção que estava sobre Elias e realizando o dobro dos milagres operados pelo seu predecessor.

Partilhando a visão do líder e submetendo-se a ele.
É importante ressaltar que tudo isso aconteceu porque Eliseu seguiu a visão e a orientação de Elias. O que aprendemos com isso? Que Deus pode usar alguém ou um ministério para ensinar-nos Sua Palavra e termos experiências com ele antes de enviar-nos a algum ugar, usando-nos para abençoar outros. Assim como ocorreu com Josué, que serviu Moisés por longos anos antes de tornar-se o líder israelita, após a

morte daquele; com Eliseu , que serviu Elias até que esse fosse arrebatado ao céu; e com os discípulos de Jesus, que só partiram para o ministério após a ordem do Seu Mestre, que retornou ao céu, onde está à destra do Pai, a interceder por nós. Em outras palavras, até para termos uma visão melhor e maior da obra de Deus, devemos seguir a visão de outra pessoa mais experiente num primeiro momento, reconhecendo a autoridade divina nela, partilhando de sua visão e colaborando com sua missão. Como podemos colaborar com quem nos lidera? Orando por ele, submetendo-se à sua autoridade, não falando mal dele pelas costas, não participando de conspirações e levantes contra ele, mantendo o foco e fazendo o que nos foi designado com boa vontade e dedicação, dando-lhe suporte emocional e material.

Valorizando o relacionamento com Deus e com o próximo
Em se tratando da obra de Deus, cabe destacar o que está por trás da cooperação dos que foram chamados pelo Senhor: o respeito mútuo, o amor incondicional, a vontade de anunciar a salvação a todos. Tudo isso aponta para outra coisa fundamental ao cristão: relacionamento com Deus e com seu próximo. Não existe obra de Deus sem pessoas e relacionamentos interpessoais, até porque quem ama Deus também demonstra amar seu semelhante. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão. 1 João 4:20-21

Tem gente que frequenta a igreja há anos e já ouviu milhares de pregações, mas insiste em dizer coisas do tipo: “Meu negócio é com Deus. Não quero saber da minha mulher, dos meus filhos, dos meus vizinhos. Eles não servem em nada para o meu ministério”. Como assim? Se a família não fosse importante, por que Deus a estabeleceria como a principal agência socializadora, que transmite ao ser humano conceitos, valores e crenças? Por que Ele irá requerer o amor do esposo pela esposa e a submissão desta ao marido? Por que Ele iria exigir empenho dos pais em ensinar aos filhos Sua Lei e dos filhos em obedecer aos pais? Nós somos seres sociais e sociáveis. Dependemos dos relacionamentos para ter uma vida saudável, plena e feliz. Sendo assim, um chamado divino não significa que precisamos romper com todos os nossos vínculos; só com aqueles que são doentios e atrapalham nossa caminhada cristã. Você se lembra do que Eliseu pediu a Elias quando foi convocado ao ministério? Ele pediu licença para ir até os pais se despedir deles e dar-lhes uma satisfação. Não era somente uma questão de respeito. Era um dever dele para com seu pai e sua mãe, que o criaram até que ele se transformasse na pessoa que ele veio a tornar-se. Além disso, como alguém pode dizer que pessoas não são importantes se é a elas que anunciamos o evangelho? Jesus não morreu naquela cruz para salvar sacerdotes ou instituições religiosas. Ele morreu para salvar e justificar pecadores. Lembre-se do que Ele disse aos líderes religiosos: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos (Lucas 5.31). Como alguns querem atender ao chamado divino para cuidar de outras pessoas se não cuidam nem da própria família? Atente para o que Paulo observou sobre isso: Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel (1 Timóteo 5.8). Se você quer dizer sim ao chamado de Deus, precisa aprender a valorizar a família que Ele lhe deu e a cuidar dela. Só, então estará

apto a relacionar-se com outros, respeitando-os e amando-os a despeito das diferenças entre vocês. Se você já tem feito isso e foi comissionado pelo Senhor, recebendo dele a confirmação por meio de Sua Palavra, de sonhos, visões e Seus servos, está apto ao ministério e deve prosseguir em sua leitura, pois, no capítulo a seguir, vamos destacar algumas consequências do chamado divino.

Os resultados na vida dos chamados por Deus
O que podemos esperar como resultado de sermos chamados por Deus? Neste capítulo eu gostaria de destacar tanto os resultados positivos e a herança espiritual como os embates que enfrentam aqueles que foram chamados pelo Senhor.

Incompreensão e perseguição
Você pode indagar: “Como assim, pastor? Deus não é todopoderoso? Se foi Ele quem nos chamou, por que sofreremos embates?” É simples: porque estamos na terra, e não no céu. Somos seres limitados e frágeis e vivemos no meio de pessoas com limitações semelhantes às nossas. Além disso, como Jesus observou, estamos no mundo, mas não somos do mundo (João 17.14). Então, não espere a compreensão e a aceitação de todos. Aliás, muitos vão questionar nossa comunhão com Deus e o chamado que Ele nos fez. Se fizeram isso com Jesus, imagine conosco. Ele nos alertou quanto a isso: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. João 15:20 Você sabe o que o Mestre disse a Pedro quando este questionou sobre o que os discípulos receberiam por terem atendido ao Seu chamado? Jesus respondeu:

Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna. Marcos 10:29-30 A incompreensão, a ingratidão e a perseguição fazem parte da vida do servo de Deus nesta terra, mas a dor causada momentaneamente por essas coisas não se compara ao prazer que sentimos por ver uma pessoa render-se a Cristo e ter sua vida transformada, nem à glória e ao galardão que nos espera no céu. Foram esse amor por Deus e por seus semelhantes e a visão da eternidade com o Senhor que motivaram Seus servos em todas as épocas a atender ao chamado e a prosseguir em sua missão até o fim. Como sabemos disso? Pelos testemunhos bíblicos. Atente para o que Paulo declarou em 2 Coríntios 4.16 – 5.2: Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu.

Experiências com Deus, bênçãos e milagres
Mas cuidado para não pensar que a vida cristã é só luta e tribulação, pois não é assim. As adversidades são oportunidades para conhecermos melhor ao Deus que nos chamou e nos capacita a realizar aquilo que Ele mesmo designou, tendo em mente propósitos maiores e melhores que os nossos. Sendo assim, na vida cristã, você também pode esperar a intervenção de Deus a seu favor, Sua provisão e Seus milagres. É assim que funciona: você tem fé e obedece ao Senhor. Ele reage favoravelmente em resposta à sua confiança nEle. Aqui também vemos a lei da semeadura qual assegura que tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6.7). Agora atente para o que Paulo diz a seguir: Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Gálatas 6:8-9 Tudo aquilo de bom que plantamos resultará em bênçãos para nós e para os outros. Lembra de Eliseu? O fato de ele seguir Elias permitiu-lhe aprender sobre o ofício profético, ter experiências com Deus, contemplar muitos milagres e, por fim, tornar-se o sucessor de um profeta respeitado em Israel.

Apoio, reconhecimento e prosperidade
Você conhece a história do machado que Eliseu fez flutuar no rio? Acompanhe o relato: E disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face, nos é estreito.

Vamos, pois, até ao Jordão e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar para habitar. E disse ele: Ide. E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei. E foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortaram madeira. E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado. E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro. E disse: Levanta-o. Então ele estendeu a sua mão e o tomou. 2 Reis 6:1-7 Aqui, vemos que os profetas pediram ajuda a Eliseu para ampliar o lugar onde habitavam e para resolver um problema difícil. Assim, constatamos que, sempre que servimos a Deus com zelo e amor, Ele designa alguém para nos ajudar na caminhada e apoiar-nos. E também nos usa para ajudar e apoiar outros. Isso acontece porque somos um corpo espiritual, em que cada membro exerce uma função vital para o funcionamento desse corpo. É uma relação de interdependência, na qual um membro não é superior ao outro; todos são igualmente importantes, e a cabeça desse corpo é Cristo. Leia 1 Coríntios 12. Note que a lei da semeadura também se fez valer na história de Elise. Ele serviu a um profeta, mas depois teve uma multidão de homens de Deus para aprender com ele e auxiliá-lo. Era tanta gente, que o lugar onde estavam não tinha espaço suficiente para acomodar todos. Deus sempre faz muito mais abundantemente além do que pedimos ou pensamos! Eliseu não usurpou o ministério de Elias. Ele o serviu e esperou o tempo necessário para sua aprendizagem e para que a promessa do Senhor se cumprisse na vida dele. Como resultado, então, um dia passou a ter seu próprio ministério e tornou-se um profeta respeitado entre todos.

Precisamos entender o tempo de Deus e como Ele nos prepara para desafios maiores. Haverá um momento em que precisaremos submeter-nos à liderança de outros (nossos pais, pastores, chefes), estar sob a autoridade de alguém e servir-lhe com zelo, amor e diligência. Mas poderá chegar o tempo de Deus nos usar como líderes, para guiar outros no caminho da salvação e ensinar-lhes aquilo que aprendemos, preparando as gerações futuras para o que o Senhor irá requerer delas.

Um ministério e um legado espiritual
A partir do momento em que Eliseu substituiu Elias, ele teve a oportunidade de desenvolver seu próprio ministério, tornar-se respeitado e, posteriormente, deixar um legado espiritual à gerações futuras. Quando chegou a sua vez de atuar como porta-voz de Deus, Eliseu seguiu o exemplo de Elias, ao trilhar o caminho da retidão e da verdade, anunciando aquilo que o Senhor lhe havia ensinado e realizando o que Ele lhe designara. Assim, Eliseu cumpriu o chamado de Deus e deixou um belo exemplo do que é ser um servo do Altíssimo, bem como um legado espiritual para a sua e todas as gerações que o sucederam. Sempre devemos esforçar-nos para que a geração que nos sucede seja cheia do Espírito Santo. Precisamos semear o nosso melhor, para garantir que essa geração possa caminhar com a unção especial de Deus no ministério que lhe for deixado por nós. Deveremos andar em amor e ter a motivação certa para cumprir a vontade de Senhor e dar a nossa contribuição para que outros também sejam salvos e desfrutem das bênçãos divinas e da vida eterna. Sendo assim, não inveje aqueles que estão ministrando sobre sua vida. Ajude-os, ore por eles e abençoe-os. Não se desvie nem para a direita nem para esquerda. Continue a frequentar sua igreja, a investir seus dízimos e suas ofertas na obra do Senhor, a falar do amor de Jesus a todos, a ter uma vida reta que serve de exemplo àquele que está em trevas.

Há uma maravilhosa e poderosa unção de Deus sobre você. Ele o chamou e revestiu com o poder do Espírito Santo, para vencer o pecado, o mundo e o diabo. Jesus lhe deu autoridade para falar do Seu amor e do plano de salvação. Dê ouvidos ao chamado divino e atente para todos os sinais que o Altíssimo deu para confirmar que você é amado e um escolhido dEle. Você tem as marcas dos chamados por Deus. Não deixe que nada nem ninguém ofusquem a glória do Senhor em sua vida. Quando estiver desanimado e abatido pelas lutas desta vida, olhe para o alto, de onde vem o seu socorro, e lembre-se: Deus tem coisas grandes para você e Ele realizará obras tremendas por seu intermédio. E quando estiver confuso, não se precipite. Peça que o Espírito Santo lhe revele que direção e decisão tomar. Quando Ele o fizer, siga Suas instruções à risca, e será vitorioso. Não desista da sua vocação espiritual. O Senhor o ama e conta com você! Siga pelo caminho que Ele lhe indicou. Jesus é o caminho, e a verdade, e a vida. Obedeça à Sua voz, e Sua unção o acompanhará, ensinará o que precisa e lhe dará vitória sobre os inimigos. Nenhuma arma forjada pelo diabo prevalecerá contra você. Ninguém o impedirá de exercer seu ministério. Essa é a herança dos filhos de Deus, dos escolhidos por Ele, segundo o Seu decreto. Ore comigo: “Senhor, meu Deus e Pai, eu te glorifico por quem Tu és e te agradeço por teres te revelado a mim e me escolhido como um cooperador Teu. Que as marcas do verdadeiro adorador e servo Teu possam ser achadas em mim, de modo que pessoas sejam atraídas a ti, para ter um relacionamento contigo e ser transformadas conforme a imagem de Cristo, para herdar a salvação, a vida eterna e todas as bênçãos que tens reservado para os santos. Em nome de Jesus, Teu Filho amado e meu Senhor, amém.”