Angola

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Coordenadas: 11º 54' S 17º 12' E

Angola República de Angola (kikongo, kimbundu, umbundu: Repubilika ya Ngola)

Bandeira de Angola

Brasão de armas

Lema: Virtus Unita Fortior (Em Português: A unidade dá força) Hino nacional: Angola Avante!

Gentílico: Angolano Angolense [1]

Capital Cidade mais populosa

Luanda
08° 49' S 13° 14' E

Luanda

Língua oficial Governo - Presidente - Vice-presidente Independência - de Portugal Área - Total - Água (%) População - Estimativa de 2009 - Censo 1970 - Densidade PIB (base PPC) - Total - Per capita Indicadores sociais - IDH (2010) - Esper. de vida - Mort. infantil - Alfabetização Moeda Fuso horário - Verão (DST) Cód. Internet Cód. telef. Website governamental

Português República Presidencialista José Eduardo dos Santos Fernando da Piedade Dias dos Santos 11 de Novembro de 1975 1.246.700 km² (23.º) pouca (em superfície) 18,498,000 hab. (70.º) 5.646.166 hab. 14,8 hab./km² (199.º) Estimativa de 2010 US$ 114,343 mil milhões* US$ 6412 0,403 (146.º) – baixo [2] 42,7 anos (190.º) 131,9/mil nasc. (192.º) 67,4% (142.º) Kwanza (AOA) WAT (UTC+1) n/a .ao
+244

Site Oficial

Angola é um país da costa ocidental de África, cujo território principal é limitado a norte e a nordeste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Inclui também o enclave de Cabinda, através do qual faz fronteira com a República do Congo, a norte. Para além dos vizinhos já mencionados, Angola é o país mais próximo da colónia britânica de Santa Helena (território). Angola foi uma antiga colónia de Portugal, com o início da presença portuguesa no século XV, e permaneceu como colónia portuguesa até à independência em 1975. O primeiro europeu a chegar a Angola foi o explorador português Diogo Cão. A capital e a maior cidade de Angola é Luanda. Angola é o segundo maior produtor de petróleo [3] e exportador de diamantes da África Subsariana. A sua economia tem vindo a crescer fortemente, mas o índice de corrupção é um dos mais altos do mundo [4], e o seu Desenvolvimento Humano é muito baixo. No ano de 2000 foi assinado um acordo de paz com a FLEC, uma frente de guerrilha que luta pela secessão de Cabinda e que ainda se encontra activa [5]. É da região de Cabinda que sai aproximadamente 65% do petróleo de Angola.

Índice
[esconder]
 

   

1 Etimologia 2 História o 2.1 Presença colonial no litoral, séc. XVI a XIX o 2.2 Penetração colonial do interior, séc. XVIII e XIX o 2.3 Ocupação sistemática do território, séc. XIX e XX o 2.4 Dominação colonial e luta anticolonial, 1926 a 1974 o 2.5 O processo de descolonização (1974-1975) o 2.6 Angola independente (desde 1975) 3 Geografia o 3.1 Pontos extremos o 3.2 Clima 4 Demografia [nota 11] o 4.1 Estrutura social o 4.2 Religião o 4.3 Línguas 5 Política 6 Subdivisões 7 Economia o 7.1 Pobreza e desigualdade social 8 Infraestrutura o 8.1 Saúde o 8.2 Educação 9 Cultura o 9.1 Dança o 9.2 Festas

[editar] História Ver artigo principal: História de Angola Os habitantes originais de Angola foram caçadores Khoisan. título dos reis do Reino do Ndongo existente na altura em que os portugueses se estabeleceram em Luanda. no século XVI. o Reino da Lunda [nota 1]. Este foi o primeiro contacto de europeus com habitantes do território hoje abrangido por Angola. vindos do Norte a partir do século X a. Os Bantu eram agricultores e caçadores. sem contacto com os reinos atrás referidos. No Nordeste da Angola actual. Outro reino importante foi o Reino do Ndongo. a sua capital situava-se em M'Banza Kongo e o seu apogeu se deu durante os séculos XIII e XIV. Em 1482 chegou na foz do Rio Congo uma frota portuguesa. XVI a XIX .C. dispersos e pouco numerosos. comandada pelo navegador Diogo Cão que de imediato estabeleceu relações com o Reino do Congo. A expansão dos povos Bantu. constituído naquela altura a Sul/Sudeste do Reino do Congo. determinante para o futuro deste território e das suas populações.3 Miss Universo 10 Notas 11 Referências 12 Bibliografia 13 Ver também 14 Ligações externas o [editar] Etimologia O nome Angola é uma derivação portuguesa do termo bantu N’gola. [editar] Presença colonial no litoral. na Namíbia e no Botsuana.     9. uma série de reinos foi estabelecida. mas com o seu centro no Sul da actual República Democrática do Congo. que se relocalizaram de acordo com as circunstâncias político-económicas. sendo o principal o Reino do Congo que abrangeu o Noroeste da Angola de hoje e uma faixa adjacente da hoje República Democrática do Congo. constituiu-se. da República do Congo e do Gabão. em Angola (ver mapa étnico). forçou os Khoisan a recuar para o Sul onde grupos residuais existem até hoje. séc. Entre os séculos XIV e XVII. Sua expansão se deu em grupos menores.

[editar] Penetração colonial do interior. Em 1648. abrandado em meados daquele século. uma resistência maior ou menor das respectivas populações [8]. séc. de uma dimensão ainda bastante limitada. e uma presença mais recente (administrativa/militar. Benguela assumiu aos poucos o controle sobre um pequeno território e norte e leste. Formas particulares de penetração económica foram desenvolvidas no Sul. esforços sérios de penetração no interior apenas começaram nas primeiras décadas do século XIX. independente da de Luanda. Portugal tinha começado a estender a sua presença no litoral em direcção ao Sul.[9]. Portugal retomou Luanda e iniciou um processo de conquista militar dos estados do Congo e Ndongo que terminou com a vitória dos portugueses em 1671. missionária) numa série de pontos do interior. XVIII e XIX Embora tenha. Portugal seguiu na região uma dupla estratégia. No momento em que se realizou em 1884/85 a Conferência de Berlim. por intermédio de (sempre poucos mas influentes) padres cultos (portugueses e italianos) que promoveram uma lenta cristianização e introduziram elementos da cultura europeia. Finalmente. desde o início da sua presença em Luanda e Benguela.Ilustração da rainha Nzinga em negociações de Paz com o governador português em Luanda em 1657. a partir de Moçâmedes (hoje Namibe). visando o estabelecimento de um domínio duradouro sobre determinadas regiões. pelas armas. mas estava muito longe de uma "ocupação efectiva" do território hoje abrangido por Angola [nota 2]. Por intermédio principalmente do Reino do Ndongo e do Reino da Matamba. comercial. estabeleceu em 1575 uma feitoria em Luanda. transferida em 1617 para a actual Benguela onde se tornou numa segunda feitoria. redundando num controle sobre aqueles reinos [6]. Este território. marcou continuamente presença no Reino do Congo. XIX e XX . no entanto. Gradualmente tomaram o controle. Entretanto. havido ocasionais incursões dos portugueses para lá dos pequenos territórios sob o seu controle. Por um lado. A partir do fim do século XV. Em outros casos tratou-se. através de uma série de tratados e guerras. mas recomeçando com mais vigor nas suas últimas décadas [7]. séc. de uma faixa que se estendeu de Luanda em direcção ao Reino do Ndongo. passou mais tarde a ser designado como Angola. destinada a acertar a distribuição de África entre as potências coloniais. num ponto de fácil acesso do mar e a proximidade dos reinos do Congo e de Ndongo. Os holandeses ocuparam a Angola entre 1641 e 1648 e procuraram estabelecer alianças com os estados africanos da região. [editar] Ocupação sistemática do território. Portugal pode portanto fazer valer uma presença secular em dois pontos do litoral. ao Brasil e à América Central que passou a constituir a sua base económica. apenas de criar postos avançados destinados a facilitar a extensão de redes comerciais. Estes avanços eram em parte militares. Luanda desenvolveu um tráfico de escravos com destino a Portugal. e iniciou por sua vez um tráfego de escravos. houve neste século a implantação das primeiras missões católicas para lá dos perímetros controlados por Luanda e Benguela [10]. e tiveram geralmente que vencer. Por outro. com a ajuda de intermediários africanos radicados no Planalto Central da Angola de hoje. Em 1657 estabeleceu uma povoação perto da actual cidade de Porto Amboim.

impulsionada pela descolonização que se havia iniciado no continente africano. Só depois do advento da República em Portugal. pagando impostos e taxas de vária ordem. muito embora houvesse ainda em 1941 um breve surto de "resistência primária". este esforço de ocupação não deixou. porém. com uma forte componente empresarial. Nos anos 1950 começou a articular-se uma resistência multifacetada contra a dominação colonial. milho. por circunstâncias económicas e/ou pressão administrativa. Portugal . este país iniciou finalmente.000. na sequência da Conferência de Berlim. fez subir a população europeia para mais de 100. Esta resistência. apenas 5% a 6% do território pretendido podiam com alguma razão ser considerados como "efectivamente ocupados" [12]. no entanto lentos: ainda em 1906. mas sem dúvida significativa de controle e de gestão. na sua maioria remetida para uma pequena agricultura orientada para os produtos exigidos pelo colonizador (café. da parte da etnia Vakuval [nota 3]. depois do fim da Segunda Guerra Mundial. [editar] Dominação colonial e luta anticolonial. Embora lento. em 1910. e muitas vezes obrigada.Perante a ameaça das outras potências coloniais. a aceitar trabalhos assalariados geralmente mal pagos [nota 5]. a expansão do Estado colonial avançou de forma mais consequente.concentrou-se em Angola na consolidação do Estado colonial. os progressos neste sentido foram. Esta garantiu o funcionamento de uma economia assente em dois pilares: o de uma imigração portuguesa que. em 1945. desembocou a partir de 1961 num combate armado contra Portugal que teve três principais protagonistas: . Num lapso de tempo relativamente curto foi edificada uma máquina administrativa dotada de uma capacidade não sem falhas. de se apropriarem partes do território reclamada por Portugal. sisal). e o de uma população africana sem direito à cidadania. económicas e políticas [nota 4]. de provocar novas dinâmicas sociais. um esforço que visava a ocupação de todo o território da Angola actual. em poucas décadas. Esta meta foi atingida com alguma eficácia. 1926 a 1974 Ver artigo principal: África Ocidental Portuguesa Escudo de Armas (1951-1975) Alcançada a desejada "ocupação efectiva". que visava a transformação da colónia de Angola em país independente.melhor dito: o regime ditatorial entretanto instaurada naquele país por António de Oliveira Salazar . Em meados dos anos 1926 estava alcançado um domínio integral do território. Dados os seus recursos limitados.

com o apoio logístico da União Soviética. . e que tinha laços com partidos comunistas em Portugal e países pertencentes ao então Pacto de Varsóvia. a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA). a registar-se mais retrocessos do que progressos. no Kwanza-Norte e no Kwanza-Sul [nota 9] afectaram a população em grau maior ou menor. e a cessação imediata dos combates por parte das forças militares portuguesas em Angola. entre outros. cuja principal base social eram os Ambundu e a população mestiça bem como partes da inteligência branca.pela escolarização e a seguir por empregos na função pública e na economia privada [nota 8]. com fortes raízes sociais entre os Bakongo e vínculos com o governo dos Estados Unidos e ao regime de Mobutu Sese Seko no Zaire. uma "ala liberal" no seio da política portuguesa impôs uma reorientação incisiva da política colonial. Na maior parte do território a vida continuou com a normalidade colonial. Ao mesmo tempo expandiu enormemente o sistema de ensino. rejeitada pelos três movimentos de libertação que continuaram a sua luta.   o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Portugal concedeu direitos de cidadão a todos os habitantes de Angola [nota 7] que de "colónia" passou a "província" e mais tarde a "Estado de Angola". Revogando já em 1962 o Estatuto do Indigenato e outras disposições discriminatórias. porém. ou o estabelecimento de "aldeias concentradas" em zonas como o Planalto Central. o ficar estreitamente ligado à "Metrópole".como controles de circulação. levou a uma acirrada luta armada pelo poder entre os três movimentos e os seus aliados: a FNLA entrou em Angola com um exército regular. dando assim à população negra possibilidades inteiramente novas de mobilidade social . a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). das quais algumas . Esta opção foi. no entanto. com o apoio dos EUA. treinado e equipado pelas forças armadas do Zaire. [editar] O processo de descolonização (1974-1975) A perspectiva da independência provocada pela Revolução dos Cravos em Portugal. o MPLA conseguiu mobilizar rapidamente a intervenção de milhares de soldados cubanos. A finalidade desta reorientação foi a de ganhar "mentes e corações" das populações angolanas para o modelo de uma Angola multi-racial que continuasse a fazer parte de Portugal. a UNITA obteve o apoio das forças armadas do regime de apartheid então reinante na África do Sul. e nos primeiros anos 1970 as hipóteses de conseguir a independência pelas armas tornaram-se muito fracas. em Abril de 1974. Os novos detentores do poder proclamaram de imediato a sua intenção de permitir sem demora o acesso das colónias portuguesas à independência. Nesta começaram. A situação alterou-se completamente quando em Abril de 1974 aconteceu em Portugal a Revolução dos Cravos. Logo depois do início do conflito armado. É certo que houve uma série de medidas de segurança. Esforços do novo regime português para que se constituísse um governo de unidade nacional não tiveram êxito. um golpe militar que pôs fim à ditadura em Portugal. socialmente enraizada entre os Ovimbundu e beneficiária de algum apoio por parte da China [nota 6] .

Assumindo raramente o carácter de uma guerra "regular". cidades e infraestruturas (estradas.da maior parte dos cerca de 350 000 portugueses que na altura estavam radicados em Angola. iniciou-se logo depois da declaração da independência a Guerra Civil Angolana entre os três movimentos. o MPLA . No fim dos anos 1990. a agricultura e o comércio caíssem em colapso. a componente económica foi fortemente prejudicada pela luta armada e no fundo só se sustentou graças ao petróleo cuja exploração o regime confiou a companhias petrolíferas americanas. especialmente a do Planalto Central e de algumas regiões do Leste. As forças armadas Portuguesas que ainda permaneciam no território regressaram a Portugal. Por outro lado os Ovibundu que tinham sido recrutados pela administração colonial para trabalhar nas plantações de café e tabaco e nas minas de diamantes do Norte. mas também à África do Sul e ao Brasil .que em 1977 adoptou o marxismo-leninismo como doutrina estabeleceu um regime político e económico inspirado pelo modelo então em vigor nos países do "bloco socialista". embora com um rigor algo menor do que em certos países "socialistas" da Europa. A outrora próspera economia Angolana caiu em decadência. a UNITA abandonou as armas. portanto monopartidário e baseado numa economia estatal. a indústria. sobretudo. estes constituiam a maior parte dos quadros do território. em combate. do líder histórico da UNITA. inclusive países vizinhos.[13]. como partido. o MPLA decidiu abandonar a doutrina marxista-leninista e mudar o regime para um sistema de democracia multipartidária e uma economia de mercado. Esta guerra durou até 2002 e terminou com a morte.com destino a Portugal. fugiu para as cidades ou para outras regiões. pelo MPLA em Luanda. em conjunto no Huambo. Logo a seguir a morte do seu líder histórico. a UNITA não se conformaram nem com a sua derrota militar nem com a sua exclusão do sistema político. também decidiram voltar às suas terras de origem no planalto central. sendo os seus militares desmobilizados ou integrados nas Forças Armadas Angolanas. a UNITA retomou de imediato a guerra. passou a concentrar-se na participação. de planificação central. UNITA e FNLA aceitaram participar no regime novo e concorreram às primeiras eleições realizadas em Angola. uma vez que a FNLA e. Enquanto a componente política deste regime chegou a funcionar dentro dos moldes postulados. Por um lado. o que levou a que a administração pública. Por outro lado. mas participou ao mesmo tempo no sistema político. Tal como a FNLA. caminhos de ferro. Em consequência da política colonial. em 1992.O conflito armado levou à saída . Não aceitando os resultados destas eleições. Ela custou milhares de mortos e feridos e destruições de vulto em aldeias. Jonas Savimbi. ela consistiu no essencial de uma guerra de guerrilha que nos anos 1990 envolveu praticamente o país inteiro [nota 10]. pontes).[14] No dia 11 de novembro de 1975 foi proclamada a independência de Angola [15]. e pela FNLA e UNITA.[16] [editar] Angola independente (desde 1975) Com a independência de Angola começaram dois processos que se condicionaram mutuamente. das quais o MPLA saiu como vencedor. no parlamento e outras . Uma parte considerável da população rural.

o Cuango. Também faz fronteira com a República Democrática do Congo e a Zâmbia. Na situação de paz. começou a reconstrução do país e. [editar] Pontos extremos   Norte: ponto sem nome na fronteira com a República do Congo (a norte da localidade de Caio Bemba. As terras altas do interior têm um clima suave com uma estação das chuvas de Novembro a Abril. encontrando-se as zonas mais interiores entre os 1 000 e os 2 000 metros. [editar] Geografia Ver artigo principal: Geografia de Angola Imagem de satélite de Angola (The Map Library). o Cubango e o Cunene [17]. depois de quatro décadas de conflito armado. graças a um notável crescimento da economia. a oriente. O rio Zambeze e vários afluentes do rio Congo têm as suas nascentes em Angola. seguida por uma estação seca. um planalto interior húmido. que se estende desde a Namíbia chegando praticamente até Luanda. entre a Namíbia e o Congo. As altitudes variam bastante. mais fria. que vai de Fevereiro a Abril. originando um clima semelhante ao da costa do Peru ou da Baixa Califórnia. "nacional". A faixa costeira é temperada pela corrente fria de Benguela.instâncias políticas. e floresta tropical no norte e em Cabinda. Os Verões são quentes e secos. A maioria dos rios de Angola nasce no planalto do Bié. que começou a formar-se a partir dos anos 1950. Existe uma estação das chuvas curta. mas por enquanto com fortes disparidades regionais e desigualdades sociais. Angola situa-se na costa atlântica Sul da África Ocidental. província do Zaire . As regiões do norte e Cabinda têm chuvas ao longo de quase todo o ano. um desenvolvimento globalmente bastante acentuado. os Invernos são temperados. os principais são: o Kwanza. província de Cabinda) Norte (sem contar com Cabinda): ponto na fronteira com a República Democrática do Congo a noroeste da localidade de Luvo. O país está dividido entre uma faixa costeira árida. A paz está também a favorecer a consolidação de uma identidade social abrangente. uma savana seca no interior sul e sudeste. de Maio a Outubro. o Cuando.

mais seca. a zona do interior pode ser dividida em três áreas:    Norte. província do Namibe Oeste (continental): península a oeste de Tômbua (Porto Alexandre). devido à confluência de três factores:    A Corrente de Benguela. Caprivi. ao longo da parte sul da costa O relevo no interior Influência do Deserto do Namibe. apesar de se localizar numa zona tropical. como o nome indica e com temperaturas mais baixas. a sudeste Em consequência. província do Namibe Maior altitude: Morro de Moco (2 620 m) 12° 28′ S 15° 11′ E Menor altitude: Oceano Atlântico (0 m) [editar] Clima Pôr do sol numa praia da província de Namibe Angola. com uma estação seca e temperaturas médias da ordem dos 19 °C Sul com amplitudes térmicas bastante acentuadas devido à proximidade do Deserto do Kalahari e à influência de massas de ar tropical [editar] Demografia [nota 11] Ver artigo principal: Demografia de Angola . que vão decrescendo de Norte para Sul e dos 800 mm para os 50 mm. tem um clima que não é caracterizado para essa região. conhecida por Cacimbo.      Este: secção de rio na fronteira com a Zâmbia (a norte da localidade de Sapeta na Zâmbia). Namíbia). Por outro lado. com grande pluviosidade e temperaturas altas Planalto Central. fria. província do Cuando Cubango Oeste: ilha da Baía dos Tigres. província do Moxico Sul: ponto do rio Cunene na fronteira com a Namíbia (imediatamente a norte da localidade de Andara. de Maio a Agosto. enquanto a orla costeira apresenta elevados índices de pluviosidade. com temperaturas médias anuais acima dos 23 °C. de Outubro a Abril e a seca. o clima de Angola é caracterizado por duas estações: a das chuvas.

dos quais pouco mais da metade viviam nas cidades. além da capital Luanda.81% Taxa de fecundidade (2006): 6.Ovimbundu (37%).3 . Indicadores demográficos        População urbana: 57% Crescimento demográfico: (2005 . Huambo (antiga Nova Lisboa) e Lubango (antiga Sá da Bandeira). Ambundu (25%). grande parte da sua população vive em condições de pobreza relativa [nota 15] . Apesar da riqueza do país em matérias-primas. [editar] Estrutura social Mapa étnico de Angola em 1970 Os habitantes de Angola são de diferentes raças e etnias.9/mil nascidos vivos (192º) Expectativa de vida: 42. com as seguintes percentagens aproximativas [18]:  Bantus: 95% . são o Lobito. Bakongo (13%). Ovambo/Nyaneka-Nkhumbi / Herero / Côkwe / Ganguela / Xindonga (20%) [nota 12]    Mulatos. Benguela.Segundo as estimativas do United Nations Department of Economic and Social Affairs.2010): 2.8 por mil Taxa de mortalidade infantil (est.7 anos (190º) o homem: 41.2 anos o mulher: 44. em Angola chamados mestiços: 2% Caucasianos: 2% [nota 13] Outros: 1% [nota 14] Os principais centros urbanos. a população de Angola era em 2010 de cerca de 19 milhões.54 Taxa de natalidade (2002): 46 por mil Taxa de mortalidade (2002): 25. 2006): 131.

66 020 60 008 54 657 Lobito 4 Bengue Benguel a la Lucap LundaNorte a Kuito Bié 14 Saurim LundaSul o Sumbe Kwanza -Sul 40 198 33 278 30 Benguela 305 29 151 28 229 Po siç ão Ci da de Pro vín cia Po siç ão Ci da de Pro vín cia 1 Luand Luanda a Huam Huambo bo Lobito Benguel a 11 Cabind Cabinda a Uíge Uíge 2 12 Luanda 3 13 Tombo Namibe a 5 Huambo 6 15 16 Caluqu Huíla embe Gabela Kwanza -Sul 7 Luban Huíla go Malanj Malanje e 17 8 18 Caxito Bengo . no entanto. Ainda menos investigado está a relação das estruturas sociais com as identidades sociais étnicas e raciais [nota 16]. estão manifestos processos de estratificação social e mesmo de formação de classes sociais. 2 776 125 226 177 207 957 151 235 125 751 113 624 102 541 87 047 P o p .7% o de 16 a 59 anos: 47. ver • editar Cidades mais populosas em Angola censo 2006 P o p .9% o maiores de 60 anos: 4. mas os trabalhos até hoje apresentados sobre este aspecto são pouco satisfatórios. Desde meados do século passado. está até à data relativamente mal estudada. Estrutura por idade (2002): o menores de 15 anos: 47.4% Os indicadores acima apontam para uma grande complexidade dos tecidos sociais em Angola que.

ambas com comunidades de dimensão bastante limitada. mas a grande maioria dos angolanos adere a uma religião cristã ou inspirada pelo cristianismo [22] . Há apenas 1 a 2% de muçulmanos. e as congregacionais. enraizadas principalmente entre os bakongo. de carácter residual. Cerca da metade da população está ligada à Igreja Católica. a proporção de pessoas sem religião. as metodistas. . A Igreja Católica. os neo-apostólicos e um grande número de igrejas pentecostais. a experiência com a Guerra Civil Angolana e com a pobreza acentuada levaram muitas pessoas a uma maior intensidade da sua fé e prática religiosa. e os tocoistas que se constituíram em Angola [24][25]. mas não passível de quantificação. para além de comunidades mais reduzidas de protestantes reformados e luteranos. De entre as línguas africanas faladas no país. [editar] Línguas Ver artigo principal: Línguas de Angola e Português de Angola O português é a língua oficial de Angola [nota 20].9 Namib Namibe e 80 150 67 553 19 Longon Huambo jo M'Ban Zaire za Kongo 24 350 24 220 10 Soyo Zaire 20 [editar] Religião Em Angola existem actualmente cerca de 1000 religiões organizadas em igrejas ou formas análogas [21]. duas igrejas do tipo sincrético. Dados fiáveis quanto aos números dos fiéis não existem. A estes há de acrescentar os adventistas. É significativa. Em contrapartida. algumas das quais com forte influência brasileira [nota 17]. finalmente. algumas têm o estatuto de línguas nacionais. o que se deve menos à influência do Marxismo-Leninismo oficialmente professado nas primeira fase pós-colonial.ex. e mais à tendência internacional no sentido de uma secularização. apesar de serem todos sunitas [nota 18] Uma parte crescente da população urbana não tem ou não pratica qualquer religião. Estas assim como as outras línguas africanas são faladas pelas respectivas etnias e têm dialectos correspondentes aos subgrupos étnicos [28]. os kimbanguistas com origem no Congo-Kinshasa [23]. quase todos imigrados de outros países (p. Os praticantes de religiões tradicionais africanas constituem uma pequena minoria. cerca da quarta parte a uma das igrejas protestantes introduzidas durante o período colonial: as baptistas. quer do Estado. ou então a uma adesão a igrejas novas onde o fervor religioso é maior. as igrejas protestantes tradicionais e uma ou outra das igrejas pentecostais têm obras sociais de alguma importância. destinadas a colmatar deficiências quer da sociedade. Tanto a Igreja Católica como as igrejas protestantes tradicionais pronunciam-se ocasionalmente sobre problemas de ordem política [nota 19]. cuja diversidade não permite que constituam uma comunidade. implantadas entre os ovimbundu. concentradas na área dos ambundu. mas entre os cristãos encontramse com alguma frequência crenças e costumes herdados daquelas religiões. da África Ocidental). Há.

Foi esta língua que deu muitos vocábulos à língua portuguesa e vice-versa. [editar] Política História de Angola Este artigo faz parte de uma série História pré-colonial (Pré história-1575) Reino do Congo (1395–1914) . O chocué (ou tchokwe) é a língua do leste. (Uíge e Zaire) tem diversos dialectos. por excelência. enquanto 60% dos angolanos afirmam usá-la como primeira ou segunda língua [30][31]. o português é a primeira língua de 30% da população angolana — proporção que se apresenta muito superior na capital do país —. falado pelos Ovimbundu na região centro-sul de Angola e em muitos meios urbanos.por cerca da quarta parte da população [29]. Ainda nesta região. fala-se o fiote ou ibinda. Embora as línguas nacionais sejam as línguas maternas da maioria da população. também chamados bosquímanos. por ser a língua da capital e do antigo Reino do Ndongo. faladas por pequenos grupos de san. os Ambundu que vivem na zona centro-norte. Tem-se sobreposto a outras da zona leste e é. sem dúvida.A língua nacional com mais falantes em Angola é o umbundu. É língua materna de cerca de um terço dos angolanos [29]. a que teve maior expansão pelo território da actual Angola. e com a migração pós-colonial dos Bakongo para o Sul esta tem hoje uma presença significativa também em Luanda [nota 21]. O kikongo (ou quicongo) falado no norte. no eixo Luanda-Malanje e no Kwanza Sul. nhaneca (ou nyaneca) e sobre tudo o umbundo são outras línguas de origem bantu faladas em Angola. É uma língua com grande relevância. Era a língua do antigo Reino do Kongo. No sul de Angola são ainda faladas outras línguas do grupo khoisan. O kimbundu (ou quimbundo) é a segunda língua nacional mais falada . na província de Cabinda. Kwanyama (Cuanhama ou oxikwanyama). desde a Lunda Norte ao Cuando-Cubango.

Colonização (1575-1648) Inicio da colonização (1575-1641) Rainha N'Zinga (1621-63) Ocupação holandesa (1641-48) Reconquista (1644-48) Período colonial (1648-1974) colonial (1648-1951) Província ultramarina Guerra de Independência Independência Acordo do Alvor (1975) Guerra Civil (1975-2002) Intervenção cubana (1975-91) Fraccionismo (1977) Batalha de Cuito Cuanavale (1987-88) Acordos de Bicesse (1990) Guerra dos 55 Dias (1992-93) Angolagate (1994) Protocolo de Lusaka (1994) Primeira Guerra do Congo (1996-97) Segunda Guerra do Congo (1998-2003) Angola do pós-guerra (2003-actualidade) Ver também Império Português Guerra Colonial (1951-74) (1961-74) Portal Angola Ver artigo principal: Política de Angola .

de 17 de Junho. O ramo executivo do governo é composto pelo presidente (actualmente José Eduardo dos Santos). As Nações Unidas estimam em 1.O actual Presidente de Angola. O Tribunal Constitucional é o órgão supremo da jurisdição constitucional. Um Supremo Tribunal serve como tribunal de apelação. enquanto que o número mais aceite entre as pessoas afectadas pela guerra atinge os 4 milhões. as primeiras eleições desde 1992. Há hospitais sem medicamentos ou equipamentos básicos. não sem antes diversas ONG e observadores internacionais terem denunciado algumas irregularidades. A Lei Constitucional de 1992 estabelece as linhas gerais da estrutura do governo e enquadra os direitos e deveres dos cidadãos. quando foi aprovada nova Constituição) e pelo Conselho de Ministros. há escolas que não têm livros e é frequente que os funcionários públicos não tenham à disposição aquilo de que necessitam para o seu trabalho. pelo vice-presidente (Fernando da Piedade Dias dos Santos. Existem tribunais só em 12 dos mais de 140 municípios do país. teve a sua Lei Orgânica aprovada pela Lei n. A grave situação económica do país inviabiliza um apoio governamental efectivo a muitas instituições sociais. que tem ainda poderes legislativos. em que o Presidente da República é igualmente chefe do Governo. mas é fraco e fragmentado. embora algumas estimativas não oficiais apontem para um número muito superior) espelham o colapso das infraestruturas administrativas bem como de muitas instituições sociais. desde Janeiro de 2010. O regime político vigente em Angola é o presidencialismo. As eleições decorreram sem sobressaltos e foram consideradas válidas pela comunidade internacional.° 2/08. José Eduardo dos Santos. O MPLA obteve mais de 80% . O sistema legal baseia-se no português e na lei do costume. As condições de vida quotidiana em todo o país e especialmente em Luanda (que tem uma população de cerca de 4 milhões. Os governadores das 18 províncias são nomeados pelo presidente e executam as suas directivas. e a sua primeira tarefa foi a validação das candidaturas dos partidos políticos às eleições legislativas de 5 de Setembro de 2008. Em 5 e 6 de Setembro de 2008 foram realizadas eleições legislativas. A guerra civil de 27 anos causou grandes danos às instituições políticas e sociais do país.8 milhões o número de pessoas internamente deslocadas.

Aspectos que merecem uma atenção especial são os decorrentes das políticas chamadas de descentralização e desconcentração. sendo o Presidente e o Vice-presidente os cabeças-delista do partido que tiver a maioria nas eleições legislativas [33][34]. o que coloca a questão de saber quem lhe sucederá como Presidente do Estado. A divisão administrativa do território mais pequena é o bairro na cidade. aparentemente inspirada pelas revoltas populares em diferentes países árabes. aprovada em Janeiro de 2010. dos quais apenas um (PRS. regional da Lunda) conseguiu eleger um deputado. Em Angola. não apenas por receio. ND (Nova Democracia) .MPLA.existem mais 67 partidos em princípio habilitados para concorrer. teve lugar em inícios de Setembro de 2011.[40] O regime angolano mantém a intenção de realizar novas eleições parlamentares em 2012. em Luanda. UNITA. PRS (Partido da Renovação Social). FNLA. .[41]. A nova constituição tem sido criticada por não consolidar a democracia e usar os símbolos do MPLA como símbolos nacionais [35][36] [nota 23]. particularmente a nível regional. devido à sua força económica e ao seu poderia militar. visando em particular a pessoa do Presidente. De acordo com a nova Constituição. e que remetem para a necessidade de analisar a realidade política a nível regional (sobe tudo provincial) e local [nota 26]. Por outro lado. O MPLA pode portanto neste momento governar com uma esmagadora maioria [nota 22]. sendo os restantes votos distribuídos por uma série de pequenos partidos.[32] passam a não se realizar eleições presidenciais. Uma nova manifestação. Para além dos 5 partidos com assento na Assembleia Nacional . mas também por falta de mecanismos de articulação credíveis [nota 24]. começa a fazer sentir-se um certo peso internacional de Angola. [editar] Subdivisões Ver artigo principal: Subdivisões de Angola Angola tem a sua divisão administrativa composta por 18 províncias (listadas abaixo). enquanto que nos meios rurais é a povoação. Entretanto. respeitando pela primeira vez o prazo constitucional de 4 anos entre eleições.[39]. e mais especialmente em Luanda. José Eduardo dos Santos anunciou a sua intenção de não ser novamente candidato. a UNITA cerca de 10%. a estrutura e as práticas do regime político criaram um clima de descontentamento que até à data teve pouca expressão pública. adoptadas nos últimos anos. correram em Fevereiro/Março de 2011 iniciativas para organizar pela Internet. demonstrações de protesto contra o regime [38] [nota 25] .dos votos.

Namibe 17.   Municípios de Angola por província Municípios de Angola por ordem alfabética [editar] Economia Ver artigo principal: Economia de Angola O centro da capital de Angola. Uíge 18. até à década de 1970. Lunda-Sul 14. Os maiores rebanhos eram de gado bovino. o tabaco e a borracha. Cabinda 5. Entre as culturas comerciais. sisal. milho. caprino e suíno. destacavam-se o algodão. cacau e banana era relativamente importante.1. arroz. A economia de Angola caracterizava-se. por ser predominantemente agrícola. Luanda 12. Zaire As províncias estão divididas em municípios. Bié 4. Bengo 2. Kwanza-Norte 7. Malanje 15. óleo de coco e amendoim. . Cunene 9. A produção de batata. Kwanza-Sul 8. Seguiam-se-lhe canade-açúcar. Luanda. Kuando-Kubango 6. Lunda-Norte 13. Moxico 16. Huambo 10. Benguela 3. Huíla 11. sendo o café sua principal cultura. que por sua vez se subdividem em comunas.

As principais indústrias do território são as de beneficiamento de oleaginosas. Entre as indústrias destacam-se as de pneus. na fronteira com o Zaire. O aeroporto de Luanda é o centro de linhas aéreas que põem o país em contacto com outras cidades africanas. manganês. Por agora. petróleo e minério de ferro. a produção de açúcar. além dos classificados como pobres. Merece destaque. ouro. tornados possíveis graças a uma acumulação exorbitante na mão de uma pequena franja da sociedade (ver em baixo). ao largo de Cabinda. O sistema ferroviário de Angola compõe-se de cinco linhas que ligam o litoral ao interior. está remetida para estratégias de sobrevivência [44]. no distrito de Luanda. grande parte da população vive em condições de pobreza relativa. celulose. Importantes jazidas de petróleo foram descobertas em 1966. Em 1975 foram localizados depósitos de urânio perto da fronteira com a Namíbia. com grandes diferenças entre as cidades e o campo: um inquérito realizado em 2008 pelo Instituto Nacional de Estatística indica que 37% da população angolana vive abaixo da linha de pobreza. prata e platina. liga as principais cidades. O parque fabril é alimentado por cinco usinas hidroeléctricas. especialmente em Luanda [45]. Um leque de "classes médias" encontra-se em formação nas cidades onde se concentram mais de 50% da população. em imóveis bem como em empreendimentos turísticos. também as desigualdades sociais são mais evidentes. fertilizantes. Uma característica cada vez mais saliente da economia angolana é a de uma parte substancial dos investimentos privados. algodão e tabaco. que faz a conexão com as linhas de Catanga. [43] [editar] Pobreza e desigualdade social Os benefícios do crescimento económico de Angola chegam de maneira bastante desigual à população. cerveja. mas também na vinicultura e fruticultura. sal. Namibe e Cabinda. que dispõem de um potencial energético superior ao consumo. fosfatos. O dado mais eloquente é a concentração de cerca de um terço da actividade económica em Luanda e na província contígua do Bengo. É visível o rápido enriquecimento de um segmento social ligado aos detentores do poder político. europeias e americanas. energia. Nas área urbanas. em parte causadas pela guerra civil prolongada. em sua maioria constituída de estradas de segunda classe. No país. com um desenvolvimento económico possibilitado e dominado por esta actividade. Um problema estrutural sério da economia angolana é a desigualdade muito marcada entre as diferentes regiões. também. e mais tarde ao largo da costa até Luanda. especialmente no meio rural (o índice de pobreza é de 58. vidro e aço. Os portos mais movimentados são os de Luanda. é canalizada para fora do país. que se verifica na banca. chumbo. cimento e madeira. A mais importante delas é a estrada de ferro de Benguela.Angola é rica em minerais. além do refino de petróleo. enquanto em várias áreas do interior se verificam até processos de regressão [42]. Lobito. As minas de diamante estão localizadas perto de Dundo. enquanto o do meio urbano é de apenas 19%) [19][nota 28]. telecomunicações e comunicação social. administrativo e militar [nota 27]. . A rede rodoviária. estanho. tornando Angola num dos importantes países produtores de petróleo. cereais.3%. Benguela. Portugal é o alvo preferencial destes investimentos. mica. Nas cidades grande parte das famílias. possui também jazidas de cobre. carnes. especialmente diamantes.

as mais altas do mundo. Desde 1975 e 1992. difteria e tosse convulsa e 46% para sarampo. seguida desde os anos 1980 e de maneira mais manifesta na década dos anos 2000. A taxa global de morte foi estimada em 24 por 1000 em 2002. houve 300 mil mortes relacionadas com a guerra civil. mas ao mesmo tempo manteve e acentuou distorções graves.43 anos. Apenas uma pequena fração da população recebe atenção médica ainda rudimentar. Angola. Houve uma morte 21000 estimado de AIDS em 2003. Desnutrição afetado cerca de 53% das crianças abaixo de cinco anos de idade a partir de 1999. [editar] Educação Ver artigo principal: Educação em Angola Crianças estudando em uma sala de aula em Bié.90 por 100 adultos em 2003. Os indicadores disponíveis até à data indicam que a lógica da economia política. A incidência de cólera é elevada. havia aproximadamente 240000 pessoas que vivem com HIV/AIDS no país. A prevalência de HIV/AIDS foi 3. A incidência de tuberculose em 1999 foi 271 por 100000 pessoas. em termos sociais e também económicos. Taxas de imunização de crianças de um ano de idade em 1999 foram estimadas em 22% de tétano. . Angola está localizada na zona endêmicas de febre amarela. a expectativa de vida foi estimada em apenas 38. levou a um crescimento económico notável. em 2002. A mortalidade infantil em 2005 foi estimada em 187. permitiu um balanço diferenciado dos problemas económicos e sociais extremamente complexos que se colocavam ao país. nas listas do Índice de Desenvolvimento Humano elaboradas pela ONU. uma das mais baixas do mundo.49 por 1000 nascidos vivos. Angola ocupa sempre um lugar entre os países mais mal colocados [2][20][47]. mas também do leque de possibilidades que se abriam [46]. Convém referir que. A partir de 2004. em termos globais.O advento da paz militar. Em 2005.A Saúde de Angola é classificada entre as piores do mundo. [editar] Infraestrutura [editar] Saúde Ver artigo principal: Saúde em Angola Uma pesquisa em 2007 concluiu que ter uma quantidade pequena ou deficiente de Niacina era comum em Angola. Em 2000. 38% da população teve acesso à água potável e 44% tinham saneamento adequado [48]. a relação dos médicos por população foi estimada em 7.7 por 100 mil pessoas. A partir de 2004.

a Universidade Lusófona de Angola. Neste sentido. em Cabinda a Universidade 11 de Novembro. pública. em Luanda. algumas ligadas a universidades portuguesas como a Universidade Jean Piaget de Angola. A taxa de alfabetização é muito baixa. verificou-se no ensino superior um crescimento notável. Os professores tendem a receber um salário baixo. Apesar destes avanços. Enquanto na lei o ensino em Angola é compulsório e gratuito até aos oito anos de idade. Desde a independência de Portugal. brasileiras.2% das crianças com idade entre 7 e 14 anos estavam matriculadas na escola [50]. enquanto se constituíram. Além disto existe desde a independência a Universidade Católica de Angola [52]. de uma notável eficácia. mas concluiu-se um acordo com Cuba que previu uma intensa colaboração deste país no sector da educação (como. uma das prioridades foi a de expandir o ensino e de incutir-lhe um novo espírito. O Ministro da Educação contratou 20 mil novos professores em 2005 e continua a implementar a formação de professores [50]. A partir dos anos 1990. por sinal. como a presença de minas terrestres. Em 1995. o sistema educacional da Angola continua a receber recursos muito abaixo do necessário [50]. e possibilitou avanços significativos em termos não apenas de uma cobertura do território como também de um aperfeiçoamento da qualidade dos professores e do seu ensino. Por outro lado. falta de recursos e documentos de identidade e a pobre saúde também afastam as crianças de frequentar regularmente a escola [50]. Outros factores. o governo reporta que uma percentagem significativa de crianças não está matriculada em escolas por causa da falta de estabelecimentos escolares e de professores [50]. É reportado que uma percentagem maior de rapazes está matriculada na escola em relação às raparigas [50]. russas e cubanas através de acordos bilaterais. Professores também reportaram suborno directamente dos seus estudantes [50]. continuando a existir como tal apenas em Luanda e na Província do Bengo. em Malanje (com Saurimo e Luena) a Universidade Lueij A'Nkonda.Logo depois da independência do país. aproximadamente metade de todas as escolas foi saqueada e destruída. em 1975. com 67. no Huambo a Universidade José Eduardo dos Santos. incluindo livros e alimentação [50]. 82. também no da saúde). a Universidade Lusíada de Angola [53]. instituições politécnicas e universidades portuguesas.[49]. fundaram-se toda uma série de universidades privadas. levando o país aos actuais problemas com falta de escolas [50]. Apesar dos recursos alocados para a educação terem crescido em 2004. inclusive pelo sistema dos pólos noutras cidades: em Benguela e Universidade Katyavala Bwila. Durante a Guerra Civil Angolana (1975-2002). outras resultantes de iniciativas angolanas: a . Os estudantes são normalmente responsáveis por pagar despesas adicionais relacionadas com a escola. durou 15 anos. a partir das faculdades existentes.2% das mulheres estavam alfabetizados. em 2009 foi desmembrada. herdeira da embrionária "Universidade de Luanda" dos tempos coloniais. seis universidades autónomas. chegou a ter cerca de 40 faculdades espalhadas por todo o país. sendo inadequadamente formados e sobrecarregados de trabalho (às vezes ensinando durante dois ou três turnos por dia) [50]. 71. cada uma vocacionada para cobrir determinadas províncias. A Universidade Agostinho Neto [51]. no Lubango a Universidade Mandume ya Ndemufayo. Em 2001.4% da população acima dos 15 anos que sabem ler e escrever português. uma quantidade consideráveis de estudantes angolanos continuaram a ir todos os anos para escolas. e a Angola Business School [54] (todas em Luanda).9% dos homens e 54. a situação continua até hoje pouco satisfatória. mobilizaram-se não apenas os recursos humanos e materiais existentes em Angola. Esta colaboração. Ainda continua a ser significante as disparidades na matrícula de jovens entre as áreas rural e urbana.

formas e contextos.Universidade Privada de Angola com campus em Luanda e no Lubango. [editar] Festas Algumas das festas tipicas de Angola sao: Festas do Mar Estas festas tradicionais designadas por “ Festas do Mar” . Província do Bengo e durante todo o ano recebe milhares de fiéis. onde a dança se revela determinante enquanto factor de integração e preservação da identidade e do sentimento comunitário. significados. construção civil. tendo como principais: o Semba. petróleos e agro-pecuária. o Kuduro e a Kizomba. Todos estes estabelecimentos lutam. em grau maior e menor. curativa. recreativo e desportivo. a dança distingue diversos géneros. equilibrando a vertente recreativa com a sua condição de veículo de comunicação religiosa. Depois de vários séculos de colonização portuguesa. [editar] Miss Universo . [editar] Cultura Ver artigo principal: Cultura de Angola [editar] Dança Em Angola. Angola hoje destaca-se pelos mais diversos estilos musicais. Vários corsos carnavalescos. a Universidade Independente de Angola [56]. têm lugar na cidade do Namibe. A presença constante da dança no quotidiano. esta ligação é fortalecida através da participação dos jovens nas diferentes celebrações sociais (os jovens são os que mais se envolvem). Não se restringindo ao âmbito tradicional e popular. Carnaval O desfile principal realiza-se na avenida da marginal de Luanda. é produto de um contexto cultural apelativo para a interiorização de estruturas rítmicas desde cedo. a Universidade Gregório Semedo [59] a Universidade de Belas [60] bem como o Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais. com problemas de qualidade. manifesta-se igualmente através de linguagens académicas e contemporâneas. Estas festas provêm de antiga tradição com carácter cultural. a Universidade Oscar Ribas [58]. Festas da Nossa Senhora de Muxima O santuário da Muxima está localizado no Município da Kissama. Moçambique e Cabo Verde. e em Luanda alguns começam a ter problemas de procura [61]. ritual e mesmo de intervenção social. a Universidade Metropolitana de Angola [57]. É uma festa muito popular que se raliza todos os anos e que inevitavelmente atrai inúmeros turistas. pescas. Angola acabou por também sofrer misturas com outras culturas actualmente presentes no Brasil. pelas suas características religiosas. Habitualmente realizam-se na época de verão e é habitual terem exposições de produtos relacionados com a agricultura. Com isto. e em Luanda ainda a Universidade Metodista de Angola e a Universidade Técnica de Angola [55]. corsos alegóricos desfilam numa das principais avenidas de Luanda e de Benguela. Iniciando-se pelo estreito contacto da criança com os movimentos da mãe (às costas da qual é transportada).

↑ Existem ainda pequenos grupos residuais de khoisan. com uma margem de erro bastante significativa. Angola. 10. Para 2013 está anunciado um recenseamento geral da população que. Ver as publicações de John Marcum. em 2011. ↑ Um inquérito realizado em 2008 pelo Instituto Nacional de Estatística indica que 37% da população angolana vive abaixo da linha de pobreza. pp.). não existem dados demográficos fiáveis e actualizados em relação a Angola. 1971. Angola. Percursos da modernidade em Angola: Dinâmicas comerciais e transformações sociais no século XIX. 19921994. 1997. 5182). pela primeira vez desde a independência. 205-225. ↑ Isto não impediu que na prática social continuasse a haver. Notas 1. a FNLA teve núcleos entre Ambundu e Ovimbundu. ↑ Veja Douglas Wheeler & René Pélissier. 259-46. 13. O problema grave que daí resultou foi o de colocar os agricultores africanos a distâncias por vezes incomportáveis das suas terras. ↑ Principalmente portugueses e latino-americanos 14. de Dalila Mateus e de Carlos Pacheco. ↑ Neste momento. África Negra: História e civilizações. 2. 9. 7. uma discriminação racial por parte dos brancos. 4. in: A. enquanto o do meio urbano é de apenas 19%) [19]. bem como as da Associação Tchiweka de Documentação. 6. 1975. pp. ↑ Possivelmente mais pois estima-se que a comunidade chinesa seja de 300.3%. nº especial 2003. 103-130 (reimpresso na revista Kulonga (Luanda). poderá fornecer elementos sólidos. Maria da Conceição Neto. Até ao Século XVIII. 2001. e o MPLA elementos tanto dos Bakongo como dos Ovimbundu. 5. 12. 2010. 8. Espera-se a publicação. Nas suas formas iniciais. dos dados de um inquérito realizado em 2009 pelo Instituto Nacional de Estatística. uma das raças originais de África/Angola. sendo que é no meio rural que existem mais pobres (o índice de pobreza é de 58. tomo I. ↑ A literatura sobre esta matéria é abundante. não portugueses e em áreas não controladas por Luanda ou Benguela. coloca este período no contexto regional e continental. de modo que bastará remeter para a bibliografia adiante indicada. 59. ↑ Elikia M'Bokolo. Luanda: Instituto de Investigação Científica de Angola. O papel societal do sistema de ensino na Angola colonial. ↑ Ver Elisete Marques da Silva. trouxe o título de Miss Universo. 16/17. 2003. pp. 1926-1974.. ↑ O aparecimento de primeiros missionários protestantes. Oliveira Marques (org. em fins de 2010. enfraquecia ainda mais a posição portuguesa [11] . Lisboa: Estampa. estabelecer o "indigenato". O Império Africano 1890 1930. pela primeira vez para Angola [62]. ↑ Veja Isabel Castro Henriques. ↑ O enraizamento social destes três movimentos não esteve desde o começo definido nos termos aqui referidos. 3. a 12 de Setembro de 2011. 11. Londres: Pall Mall. ↑ A excepção foi apenas a Província do Namibe onde o domínio do governo do MPLA não chegou a ser contestado pelas armas. frequentemente. A melhor descrição geral continua a ser José Redinha. A República no seu estado colonial (em Angola): Combater a escravatura. a UNITA incluiu elementos de etnias outras que não os Ovimbundu bem como mestiços e brancos. No Índice do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas Angola . (especialmente sobre os Imbangala e os Côkwe). Lisboa: Instituto de Investigação Científica Tropical. Revista Internacional de Estudos Africanos (Lisboa). revista Ler História (Lisboa.Leila Lopes. Por enquanto os dados que se podem oferecer só indicam ordens de grandeza.H.. pp.000 habitantes 15. ↑ Esta estratégia consistiu em juntar duas ou mais aldeias em sítios onde o seu controle era mais fácil. Aida Freudenthal. Lisboa: Vulgata. Etnias e culturas de Angola.

↑ Portal da Língua Portuguesa . de Março de 2011 [27] ↑ "A língua oficial da República de Angola é o português" in Constituição da República de Angola. Página visitada em 19 de Outubro de 2010. 2010. 24. 2 de Março de 2011 ↑ Entre os primeiros estudos a realidade local.Zaire. 28. Lisboa: Gerpress. Exemplos históricos referidos como pertencentes a esta categoria são "a monarquia cesarista francesa de Bonaparte. BTI. como vários regimes autoritários africanos. Carlos Pacheco. aos EUA ou à França. entre outros estudos. a população total é de 16 a 18 milhões Referências 1. Das politicas de classificação às classificações políticas (1950-1996): A configuração do campo político angolano. ↑ Um exemplo é a pastoral da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe (CEAST). Vozes do Universo Rural: Reescrevendo o Estado em África. ↑ As reacções da parte do MPLA e da população são referidas no jornal Público (Lisboa). 20. 79 -175. 18. ao regressar. 25. Fidel Reis. ↑ A análise do conhecido constitucionalista português Jorge Miranda chega à conclusão de que a constituição é nem sequer presidencialista. ocupa sempre um dos últimos lugares. constantes da bibliografia deste artigo. Fantoches e Cavalos de Troia? Instrumentalização das autoridades tradicionais em Angola e Moçambique.º 1 do artigo 19. 27. no seu livro Carlos Pacheco. uma língua de comunicação muito usada em boa parte daquele país. o reflexo da pouca credibilidade atribuída pela população aos outros partidos políticos. refere que a votação maciça no MPLA. 2010. A título de ilustração. 16/17. ↑ Segundo a estimativa do INE.16. No IDH de 2010 Angola aparece em 146º lugar de entre os 169 países registados. ↑ Uma descrição da situação daí resultante encontra-se em BTI 2010 . pp. Angola: Um gigante com pés de barro. 2. 2010. a república corporativa de Salazar segundo a Constituição de 1933. inclusive na capital Kinshasa. 22. ficando logo abaixo do Haiti que ocupa o 145º lugar [20] . parágrafo n.º ↑ Os Bakongo que viveram durante muito tempo no Congo . ↑ O exemplo mais destacado é a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). 17. o governo militar brasileiro segundo a Constituição de 1967/1969" [37]. Página visitada em 25 de Agosto de 2011. 2008/2009. dispõe-se entretanto do contributo de um jovem historiador angolana. 23. e a sua interacção com a política. 139-177 ↑ Para melhor clarificação veja-se. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (4 de Novembro de 2010). dissertação de doutoramento em história. mas insere-se tecnicamente na categoria dos sistemas ditos "de governo representativo simples". Lisboa: Vega. Veja também Aslak Orre. ↑ A Arábia Saudita anunciou recentemente que irá construir em Luanda uma universidade. pp. No Reino da Toupeira: Autoridades Tradicionais do M'Balundo e o Estado Angolano. . 19. vejase a revista angolana Infra-Estruturas África 7. 21.Dicionário de Gentílicos e Topónimos.Angola Country Report. ↑ a b Ranking do IDH 2010 (em pt-br). ↑ O historiador angolano. os trabalhos da investigadora Christine Messiant. ↑ Com respeito a esta última problemática. trouxeram para Angola. in: idem et alii. Cadernos de Estudos Africanos (Lisboa). Página visitada em 5 de Dezembro de 2010. 26. com destaque para a relação entre autoridades tradicionais e Estado. nas últimas eleições parlamentares é.ex. por causa da guerra civil. Lisboa: ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa. o lingala. de acordo com as definições aplicáveis p. 2010. em boa parte. encontra-se Fernando Florêncio. o que está a ser visto como um esforço para promover o islão em Angola [26] . Contributo para o estudo das relações raciais em Angola.

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serviços. províncias. Angola no Wikitravel Localizador de Angola (em português) . organismos do estado. produtos. sítios turísticos.Portal oficial de localização de empresas. ruas.[editar] Ver também       África Lista de países Independência de Angola Guerra Civil em Angola Assembleia Nacional de Angola Missões diplomáticas de Angola [editar] Ligações externas Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema: Definições no Wikcionário Citações no Wikiquote Imagens e media no Commons Notícias no Wikinotícias            Página da Assembleia Nacional (em português) Portal de República de Angola (em português) Portal da Capital de Angola . Bertelsmann Transformation Index 2012 .Angola Country Report .Luanda (em português) Portal da Música Angolana (em português) Angola Press (em português) Embaixada de Angola no Brasil (em português) Embaixada de Angola em Portugal (em português) A Country Study: Angola (em inglês) Library of Congress. bairros. municípios.

The Peace Dividend: Analysis of a Decade of Angolan Indicators Eleições em Angola de 2012 .Especial da DW .  Markus Weimer.