PRÁTICA TEATRAL E TRABALHO DE GRUPO: a distribuição de funções artísticas e administrativas no contexto brasileiro de teatro de grupo, a partir de 1990.

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Samantha Agustin Cohen2.André Carreira3.

Palavras-chave: Teatro de Grupo, divisão de funções, construção de identidade. Resumo : O objetivo deste artigo é apresentar o projeto de pesquisa que constituirá minha futura dissertação de mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Teatro – UDESC. O projeto pretende investigar estruturas e distintos modos de sobrevivência de grupos teatrais brasileiros contemporâneos das regiões sudeste e sul, criados no início da década de 1990 e com uma produção teatral de relativa importância no atual contexto teatral regional e/ou nacional.

O presente artigo tem por finalidade apresentar o projeto de pesquisa que constituirá minha futura dissertação de mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Teatro – UDESC. A pesquisa pretende investigar estruturas de grupos teatrais contemporâneos, criados no início dos anos 1990 e com uma produção teatral de relativa importância dentro do atual contexto teatral regional e/ou nacional. Estes grupos serão estudados como representantes de duas regiões artísticas com distintas características sociais, políticas e econômicas, delimitadas como: “centro” e “periferia”. Como representantes do “centro” serão escolhidos coletivos teatrais situados no eixo Rio de Janeiro / São Paulo, região considerada o grande pólo artístico e econômico atualmente do país. E como representantes de uma das regiões brasileiras “periféricas” ao “centro” serão selecionados coletivos teatrais dos estados do sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Por hora, foram definidos alguns dos grupos a serem analisados: “Teatro da Vertigem” da cidade de São Paulo (SP), “Falos & Stercos” de Porto Alegre (RS) e a “Cia Carona” de Blumenau (SC). Esta pesquisa deseja aliar estudo bibliográfico em livros, revistas, críticas, vídeos; ao estudo de campo, através de entrevistas e visitas a ensaios e apresentações dos grupos investigados.
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Projeto de Mestrado em Teatro - PPGT/UDESC. Aluna do Programa de Pós-Graduação, Mestrado em Teatro – PPGT/UDESC. Bolsista DS CAPES. Atriz, pesquisadora e fundadora do Grupo Teatro em Trâmite. 3 Orientador do Projeto de Pesquisa. Professor Doutor do Programa de Pós-Graduação em Teatro – CEART/ UDESC.

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a fim de perceber se estas questões influenciam na formação da identidade artística dos coletivos. perfis de coletivos teatrais brasileiros e contemporâneos a fim de possibilitar uma reflexão sobre a realidade artística do trabalho de teatro de grupo que venha servir a diretores. e as relações estabelecidas entre os integrantes. trabalhos comunitários. quais os teóricos e técnicas foram e continuam sendo referências para estes grupos. a organização dos grupos influencia na criação da identidade artística e estética dos grupos? Metodologia 2 . Ao final deste trabalho espera-se delinear um. Com o intuito de encontrar uma resposta para a problemática apresentada acima algumas questões devem orientar o desenvolvimento deste trabalho. intercâmbios. e a divisão das mesmas dentro da estrutura de teatro de grupo. quais os campos de atuação de cada grupo – montagem de espetáculos. ou mais. Outro objetivo importante deste trabalho é tentar perceber as diferenças e semelhanças dos modos de sobrevivência dos grupos teatrais atuantes no “centro” e na “periferia” do país. quais as relações e níveis estabelecidos entre diretor teatral. político e econômico da região habitada pelos grupos. no processo criativo. atores e pesquisadores acadêmicos que se interessam pela recente história e prática teatral brasileira. São elas: Qual o contexto social. ator-criador e demais artistas. Norteada por dois eixos – a prática de teatro de grupo no Brasil e a organização e estrutura de trabalho em grupo – buscarei refletir e investigar as funções artísticas e administrativas divididas e desempenhadas por integrantes de coletivos teatrais brasileiros e contemporâneos e a influência que esta exerce na criação da identidade artística dos grupos. quais as estruturas artísticas e administrativas dos grupos e como são divididas as tarefas entre os membros destes coletivos. e por último. curso de formação artística. qual o percurso histórico dos coletivos analisados. a divisão de funções artísticas e administrativas. Tema de estudo e problemáticas O foco da futura pesquisa é tentar identificar as possíveis funções artísticas e de produção. que resultados estéticos podem surgir a partir das tintas organizações.No decorrer do trabalho pretende-se mapear e analisar a organização dos grupos.

visita a ensaios e apresentações. jornais. vídeos. etc. de grupos teatrais com os quais serão realizadas as primeiras entrevistas. visitas a ensaios e apresentações de cada grupo. esta é a fase mais importante para a concretização deste trabalho. nas cidades de Rio de Janeiro. Com a pesquisa de campo almeja-se coletar informações sobre as relações e práticas de trabalho em grupo. já em andamento. São Paulo representantes da produção do grande “centro” artístico brasileiro. As técnicas aplicadas na segunda etapa passam pelas já citadas entrevistas. a definição final dos coletivos que serão analisados. se concretizarão com o desenvolvimento de um trabalho que pretende aliar pesquisa de campo e pesquisa bibliográfica. teses. é reservada para o estudo teórico sobre a conformação de teatro de grupo no Brasil. o contexto histórico. político e histórico que envolvem as práticas teatrais. Este estudo teórico inicial vem sendo realizado através da leitura e consulta a diferentes fontes bibliográficas como livros. A realização deste projeto foi dividido em três blocos: a primeira etapa. Sem dúvida.O presente projeto. e a futura dissertação de mestrado. Com este procedimento deseja-se coletar o maior número de informações sobre os processos criativos e 4 Durante a reformulação do projeto de pesquisa. Momento em que serão realizadas as entrevistas com os integrantes dos grupos teatrais selecionados numa primeira etapa4. os procedimentos técnicos. imagens. além da coleta de materiais fotográficos e vídeos pertencentes ao arquivo dos grupos. sites. as influências teóricas e as práticas pedagógicas utilizadas pelas distintas coletividades em seus processos criativos e os resultados estéticos alcançados nos espetáculos. mais abrangente. Blumenau e Porto Alegre representantes de uma fatia considerável da produção teatral emergente das “periferias” artísticas do país. Já com a pesquisa bibliográfica pretende-se traçar um pequeno histórico da trajetória dos grupos estudados e do contexto social. além de análise de vídeos e materiais históricos dos grupos. Para tal finalidade serão realizadas entrevistas com integrantes dos coletivos selecionados. A segunda etapa será destinada à organização e execução da pesquisa de campo. 3 . Como objetos de análise serão estudados a estrutura organizacional e de produção de grupos brasileiros criados no início da década de 1990. pesquisadora e orientador sentiram a necessidade de fazer um primeiro levantamento. e uma breve pesquisa histórica da formação e trajetória dos coletivos. revistas. e das cidades de Curitiba. social e político das regiões sul e sudeste e referências históricas da relação de trabalho teatral de grupo e uma primeira escolha dos grupos a serem analisados. Só após esta primeira coleta de material é que serão definidos os coletivos que mais se aproximam a proposta deste estudo. O tempo destinado a esta etapa do projeto dependerá muito da disponibilidade e do agendamento de datas com os grupos investigados.

O casamento – as relações de trabalho. verificar a influência que a localização geográfica exerce 4 . de cada grupo.Do grupo de teatro ao teatro de grupo. um em que a pesquisa trata dos grupos situados no “grande centro” e outra.a divisão das funções administrativas e artísticas dos coletivos. Abaixo segue a pré-estrutura textual pensada para o projeto. divida também em três partes. a fim de perceber se estas questões influenciam na formação da identidade artística dos coletivos. O contexto cultural e político . Na terceira e última parte da dissertação pretende-se confrontar e refletir sobre as aproximações e divergências das atuais práticas teatrais advindas tanto do “centro” como da “periferia” do país e como estas se relacionam. A terceira etapa será destinada a organizar todo o material recolhido nos dois primeiros momentos da pesquisa (estudo teórico e de campo) e na criação do texto final da dissertação.espetáculos das companhias estudadas.a formação dos grupos.as influências teóricas.As denominações de “centro” e “periferia”. A obra de arte. em que se estudarão os grupos situados mais “à margem”. a identidade . e a divisão proposta pela pesquisa da produção artística “periférica” e “central”. A primeira parte da dissertação pretende tratar da possível origem da prática de teatro de grupo no Brasil . Táticas de sobrevivência .o processo criativo e seus resultados estéticos. Para que seja viável a análise da produção artística dos grupos a pesquisa manterá o foco de análise no primeiro e no último processo criativo e espetáculo. A segunda parte do texto tratará mais especificamente dos coletivos analisados e das principais questões da pesquisa: Nascimento . Objetivos O objetivo geral desta pesquisa é mapear e analisar distintas estruturas e divisão de funções artísticas e administrativas de grupos teatrais contemporâneos.a localização geográfica. como demarcá-las?.O Teatro de Grupo e a pós-modernidade. se é que se relacionam. As práticas pedagógicas . os processos pedagógicos adotados por estes. Demarcação de território – o espaço de trabalho ou a sede. os antepassados. criados no início dos anos 1990 na região sul e sudeste do Brasil. as técnicas e teóricos que continuam influenciando e fundamentando os processos de criação e por último. Outros objetivos importantes traçados pelo presente estudo são: tentar perceber as diferenças e aproximações dos modos de sobrevivência dos grupos. Esta estrutura se repetirá em dois momentos. o momento histórico em que esta prática começou a se estruturar .

ao desenvolver um estudo na área das artes cênicas é possível conhecer um pouco mais sobre a sociedade a que esta prática pertence. Peter Brook. para compreender as experiências contemporâneas desenvolvidas por grupos teatrais faz-se necessário um estudo sobre o contexto e as recentes transformações históricas. na Europa. 1999. como um retrato vivo da sociedade a qual pertencia. Vselvold Meyerhold. Justificativa O presente projeto de pesquisa e a futura dissertação de mestrado pretende desenvolver uma reflexão de cunho teórico e histórico. “¿Fin del arte o Fin de la historia?”. Fredric. Buenos Aires: Manatial. In: “El Giro Cultural”. Com o século XX inicia-se um período que costumou-se chamar de pós-moderna. Segundo Jameson (1999). Ao final espera-se poder delinear um.sobre as práticas dos grupos. Ariane Mnouchkine entre outros. Porém. Conjuntamente a todo esse movimento artístico. O pensador contemporâneo Fredric Jameson em seu artigo intitulado “¿Fin del arte o Fin de la historia?”5 discute a questão da dissolução das fronteiras e a sobreposição dos pilares economia e cultura. Eugenio Barba. Assim. A estrutura do fazer teatral dentro da história mundial esteve sempre ligada às modificações culturais e sociais características de cada época e região. principalmente no ocidente. 5 . mercado e arte na pós-modernidade. criação de identidade e organização administrativa dos grupos. ou mais. atores e pesquisadores acadêmicos que se interessam pela recente história e prática teatral brasileira. sobre as experiências e práticas contemporâneas de grupos teatrais brasileiros principalmente no que diz respeito à produção artística. inicia-se uma diluição das fronteiras entre as diversas formas de expressões artísticas e o mercado econômico regido pelo capitalismo. Jerzy Grotowski. Na Europa começam a surgir grupos teatrais liderados por grandes diretores como: Constantin Stanislavsky. sociais e econômicas das regiões pesquisadas. Tempo de novas e importantes mudanças na estrutura da sociedade e na trajetória do fazer artístico e teatral. perfis de coletivos e possibilitar uma reflexão sobre a realidade artística de grupos teatrais contemporâneos que sirva a diretores. essa diluição fronteiriça no campo teatral começou a ser sentida por volta de 1963. Grupos teatrais baseados em processos de pesquisa e laboratórios teatrais que pretendiam desenvolver exercícios e técnicas específicos para o treinamento e trabalho do ator. Atualmente diversas são as práticas teatrais disseminadas. 5 JAMESON.

sem vontade de imitar uma ação exterior. 8 CARREIRA. movimento. 6 . ou seja.]. Poderíamos dizer alternativo no sentido de uma possível saída àqueles que procuravam fugir da arte enquanto simples mercadoria(?).. Um teatro engajado política e ideologicamente. “Dicionário de teatro”. (1999: 191). Era preciso encontrar outro foco para o desenvolvimento do fazer artístico. Segundo Carreira8 a reviravolta da prática teatral no Brasil aconteceu em meados dos anos de 1980. Esse movimento de diluição de fronteiras e sobreposição da arte e do mercado parece ter sua reverberação e começar a ser sentida no Brasil a partir das últimas duas décadas dos anos XX. pela dramaturgia a partir do trabalho do ator e da experiência de grupo. um possível nicho de mercado(?). registro e publicação dos processos criativos. o imprevisto e o aleatório. “Teatro de grupo anos 90: um novo espaço de experimentação”. [. que protestava contra o regime ditador. Guinsburg e Maria Lúcia Pereira. uma alternativa ao chamado “teatro comercial”. André. Patrice. vigente na época. Com essa nova prática surgem os novos ‘produtos’ artísticos: espetáculos. oficinas. demonstração de processos. usando tanto todas as artes e técnicas imagináveis quanto a realidade circundante. procedimento. A causa política ligada diretamente à vida comunitária. Diferente dos artistas europeus e norte-americanos que preocupados com o caráter simbólico da arte. workshops.Tendo como movimento marcante os happenings6 em detrimento dos textos densos do chamado anti-teatro. Entrevista sedida ao ItaúCultural. começam um movimento de aprimoramento das bases teatrais principalmente das técnicas de atuação. Conforme Patrice Pavis (1999)7 define: teatro alternativo seria um teatro experimental. work in 6 Happening: “Forma de atividade que não usa texto ou programa prefixado (no máximo um roteiro ou um ‘modo de usar’) e que propõe aquilo que ora se chama acontecimento [.]”. O teatro volta-se para seu interior e procura aperfeiçoar-se a partir do trabalho do ator. trad. Teatro praticado muitas vezes com poucos recursos.. 7 PAVIS. São Paulo: Perspectiva. mas com fortes discursos e engajamento. utilizando o acaso. com o início do processo de democratização do país a militância perdeu força. É nesse momento que os grupos brasileiros influenciados pelo teatro europeu da época. ora ação [. um teatro independente econômica e esteticamente falando. J.. agora também os grupos teatrais brasileiros primam pela construção coletiva. ao treinamento físico do ator e a criação de novos projetos artísticos e pedagógicos.. de contar uma história. O termo teatro de grupo está vinculado à idéia de teatro alternativo. Época em que é possível notar também o surgimento de uma nova conformação dos grupos teatrais o chamado teatro de grupo. 1999. performance.. Patrice. Da mesma forma que os happenings afastaram-se do texto dramático tradicional na Europa. dá lugar à busca dos novos elementos técnicos e artísticos. os artistas ligados ao movimento teatral brasileiro dos anos 1960 e 1970 praticavam o chamado teatro de militância. uma atividade proposta e realizada pelos artistas e participantes. PAVIS.. de produzir um significado.].

aprofundar a pesquisa na organização e divisão de papéis artísticos e. por um lado. pela busca da estabilidade do elenco. dificulta a análise dos procedimentos de manutenção do coletivo. a priori. camisetas. Alguns critérios foram definidos. por um projeto de longo prazo e pela organização de práticas pedagógicas”. Normalmente. parece de fundamental importância ao andamento desta pesquisa. homepages e uma infinidade de mercadorias vinculadas ao trabalho do grupo e aos seus espetáculos. cds. no Brasil e as diferenças e similaridades encontradas entre as experiências artísticas produzidas em diferentes regiões brasileiras. atualmente o conceito de teatro de grupo está diretamente ligado a “manifestações teatrais que se definem pelo uso do treinamento do ator. Apesar de ser uma alternativa. os coletivos discorrem com maior freqüência sobre seus processos de criação – ensaios. porém desde o início desta pesquisa foi possível perceber que existe um escasso número de registros escritos elaborados pelos grupos sobre as funções relacionadas com a produção. Este trabalho pretende investigar com mais detalhe a relação entre os artistas dentro de estruturas de teatro de grupo. Mesmo o teatro “alternativo” e “de grupo” faz parte do que já nos adaptamos a chamar de mercado artístico cultural. Estudar grupos com uma trajetória de mais de dez anos possibilita a esta pesquisa perceber quais as táticas de sobrevivência e dificuldades enfrentadas pelos mesmos durante a construção de seu percurso e identidade artística. vídeos. o teatro denominado “alternativo” esteve e continua imerso no sistema moderno e pós-moderno do capitalismo. É possível encontrar com certa facilidade registros bibliográficos sobre as práticas artísticas de grupos teatrais contemporâneos. criação de cenografia. preparação de ator. sua estrutura de trabalho e os resultados estéticos alcançados pelas distintas formações coletivas. Arte e mercado parecem mesmo ter diluído suas fronteiras. por outro lado. Tal abordagem possibilita. a realização de entrevistas com atores. 7 . Assim. para ajudar na escolha dos coletivos que serão analisados futuramente neste estudo – possuir mais de dez anos de existência e continuar em atividade até o presente momento e possuírem trabalhos artísticos distintos. Seguindo por esta linha de pensamento pretendo estudar a prática de grupos da região sul e sudeste. diretores e demais integrantes dos grupos em discussão.progress. bases teóricas e tudo o mais relacionado ao projeto artístico. seu contexto social. elaboração e manutenção de projetos e do próprio grupo enquanto organização coletiva. mas com considerável relevância dentro do contexto teatral da região onde estão localizados ou mesmo a nível nacional. Segundo Carreira e Oliveira (2003: 95).

de Florianópolis. FISCHER. Silvia. do qual sou membro e fundadora. Modernidade Líquida.]. In: O Teatro Transcende.ano 2003. Assim. sobre qual seria a melhor estrutura e divisão de funções administrativas e artísticas dentro do coletivo. Trad. 2005. A. FERNANDES. Campinas. e Valéria Maria de. Instituto de Artes. O Teatro em Trâmite. 1994. Dissertação de mestrado. Identidade. Por último. é objetivo deste trabalho analisar os níveis de relação estabelecidos entre os artistas e a divisão das funções artísticas e executivas dentro de cada grupo. Plínio Dentzien. Civilização Brasileira. Desejo enquanto pesquisadora e atriz estar sempre em busca de possíveis respostas para perguntas que surgem com o decorrer da minha própria prática teatral. A futura dissertação produzida através desta pesquisa poderá ser usada como apoio de estudos teóricos e como reflexão sobre a prática artística para grupos teatrais. TEATRO DE GRUPO: modelo de organização e geração de poéticas. CARREIRA e OLIVEIRA. Peter. diretores. de Antônio Mercado e Elena Gaidano. André L. há um interesse pessoal nesta pesquisa. BROOK. o Teatro em Trâmite. Hoje o grupo está com seis anos de trajetória artística e com quatro anos de regulamentação como grupo teatral. Trad.. Hucite: 2000.– Universidade Estadual de Campinas. Sendo que minha formação artística está diretamente ligada à construção de um grupo teatral. Stela Regina. constantemente nos questionamos enquanto grupo teatral. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. A arte secreta do ator: Dicionário de Antropologia Teatral. São Paulo: Editora Perspectiva. Processo colaborativo: experiências de companhias teatrais brasileiras nos anos 90.n. Eugenio. surgiu do encontro de alunos de Artes Cênicas e de suas práticas teatrais realizadas para disciplinas de graduação da Universidade do Estado de Santa Catarina. 2001. Blumenau/SC._________________ .. 2001. Orientador: Renato Cohen.Mais do que realizar um levantamento histórico dos grupos. O Ponto de Mudança: quarenta anos de experiências teatrais: 1946-1987. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. Zygmunt. Teatro de grupo. 8 . BAUMAN. atores e pesquisadores acadêmicos que se interessem pela recente história e prática teatral brasileira. Carlos Alberto Medeiros. N. estudar as experiências e estruturas de grupos estáveis brasileiros é também uma forma de estudar meu próprio caminho teatral. 2003. nº 12. Além da pesquisa artística. Rio de Janeiro. São Paulo. SP: [s. Referências BARBA. Trad.

Rosyane. Perspectiva: 1999. Edusp: 1999. Dissertação de mestrado. Patrice. Décio de Almeida. PRADO. São Paulo. TROTTA. 9 . 1998. ECA USP.PAVIS. São Paulo. Dicionário de Teatro. Paradoxo do Teatro de grupo no Brasil. História Concisa do Teatro Brasileiro.