IBP1588_12 ESTUDO DE CASO DA AVALIAÇÃO DE RISCOS DE PROCESSO DE UMA REFINARIA DE PETRÓLEO BRASILEIRA Nildemar Corrêa Ruella1

Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a 20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento, seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.

Resumo
Este trabalho tem como objetivo apresentar o estudo de caso sobre a metodologia adotada por uma refinaria brasileira de grande porte para avaliação e gestão dos riscos de segurança de processo com base: a) na experiência adquirida em mais de 20 anos de realização de Avaliação de Riscos de Processos, Programas de Gerenciamento de Riscos e Planos de Ação de Emergência; b) nos requisitos legais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) do Brasil; c) na norma da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) do estado de São Paulo; d) normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da International Organization for Standardization (ISO); e e) na política e diretrizes corporativas e padrões de Segurança, Meio ambiente e Saúde da Área de Negócios da Companhia. A metodologia de análise de riscos de processos utilizada é uma mistura das técnicas de análise preliminar de riscos, análise de perigos e operabilidade, análise histórica, análise de modo, efeito e criticidade de falha e lista de verificação. A aplicação desta metodologia tem como objetivo a revisão dos estudos de análise de riscos de segurança de processo e sobre a eficácia das medidas de gerenciamento de tais riscos.

Abstract
This paper aims to present the case study on the methodology adopted by a large Brazilian refinery for assessment and risk management process safety based on: a) the experience gained in over 20 years of conducting Risk Assessment Process, Risk Management Program and Emergency Action Plans; b) the legal requirements of the National Agency of Petroleum, Natural Gas and Biofuels (ANP) of Brazil; c) the standard of the Company of Environmental Sanitation Technology (CETESB) the state of Sao Paulo; d) standards of the Brazilian Association of Technical Standards (ABNT) and the International Organization for Standardization (ISO); and e) the political and corporate guidelines and standards of Safety, Environment and Health Business Area of the Company. The methodology of process risk analysis used is a mixture of techniques for preliminary risk analysis, hazard and operability analysis, historical analysis, failure modes and effects and criticality analysis and checklist. This methodology aims to review studies of the risk analysis process safety and the effectiveness of the management of those risks.

1. Introdução
A mais de vinte e cinco anos diversas legislações, publicações e normas internacionais, nacionais e das organizações da indústria de petróleo, gás natural e biocombustíveis vem requerendo que as empresas realizem estudos de análise de riscos através da aplicação de diversas técnicas de análise de riscos e apresentação em diversos tipos de relatórios e informações. A metodologia apresentada neste trabalho é fruto da experiência teórica e prática do autor em diversos estudos de análise de riscos no Brasil envolvendo projetos de novas unidades de processamento, refinarias e dutos e da revisão de riscos de segurança de processo envolvendo instalações existentes de refinarias de petróleo.

______________________________ 1 Mestre, Engenheiro de Equipamentos – PETROBRAS – RPBC

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 O estudo de caso de avaliação e gestão de riscos de processo apresentado neste trabalho tem como abrangência a aplicação em todas as unidades, processos, instalações industriais e dutos da refinaria em operação ou em projeto onde possam ocorrer perdas de contenção e vazamentos de substâncias combustíveis, inflamáveis, corrosivas, tóxicas ou poluentes, incêndios e explosões que possam resultar ao longo do seu ciclo de vida em: a) dano ao meio ambiente ou à saúde humana; b) prejuízos materiais ao patrimônio próprio ou de terceiros; c) ocorrência de fatalidades ou ferimentos graves para o pessoal próprio ou para terceiros; d) interrupção não programada das suas operações por mais de 24 (vinte e quatro) horas; e) perdas a danos de imagem da companhia; f) conseqüências adversas aos clientes; e g) aumento de custos.

2. Metodologia para avaliação e gestão dos riscos de segurança de processo
São apresentadas a seguir as principais informações e características sobre a metodologia para avaliação e gestão dos riscos de segurança de processo. 2.1. Documentos de Referência A metodologia adotada para avaliação e gerenciamento dos riscos de segurança de processo utiliza como principais documentos de referência: a) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): - Resolução ANP nº 43, de 6.12.2007 - Regulamento Técnico do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional das Instalações Marítimas de Perfuração e Produção de Petróleo e Gás Natural (RTSGO); - Resolução ANP nº 2, de 14.1.2010 - Regulamento Técnico do Sistema de Gerenciamento da Integridade Estrutural das instalações terrestres de produção de petróleo e gás natural (RTSGI); - Resolução ANP nº 6, de 3.2.2011 - Regulamento Técnico de Dutos Terrestres para Movimentação de Petróleo, Derivados e Gás Natural (RTDT); b) da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental: Norma CETESB P4.261:2003 Manual de Orientação para a Elaboração de Estudos de Análise de Riscos; c) da Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR ISO 31000:2010 Gestão de riscos - Princípios e diretrizes; d) da International Organization for Standardization: ISO 31010: 2009 Risk management -- Risk assessment techniques; e) da International Electrotechnical Commission: IEC 61882:2001 Hazard and operability studies (HAZOP studies) Application guide; f) da área corporativa e da Área de Negócios da Companhia: - política corporativa de Segurança, Meio Ambiente e Saúde; - diretrizes corporativas de Segurança, Meio Ambiente e Saúde; - padrão de processo e padrão de gestão de riscos corporativo; - norma de técnicas aplicáveis à análise de riscos industriais; - norma de confiabilidade e análise de riscos; - padrão de gestão de riscos em segurança de processos da área de negócios. 2.2. Características Técnicas A metodologia utilizada para a identificação, análise e avaliação de riscos de processo adota de forma simultânea, específica e inédita os princípios das seguintes técnicas de análise de riscos: a) Análise Histórica (AH) que é uma técnica onde se estratificam as ocorrências e causas de eventos indesejados ocorridos; b) Análise de Modo, Efeito e Criticidade de Falha (FMECA) que é uma técnica utilizada para identificar as formas em que componentes, sistemas ou processos podem falhar em atender o projeto pretendido; c) Análise de Perigos e Operabilidade (HAZOP) que é uma técnica qualitativa baseada no uso de palavras-guia as quais questionam como a intenção do projeto ou as condições de operação podem não ser atingidas a cada etapa do projeto, processo, procedimento ou sistema; d) Análise Preliminar de Riscos (APR) que é uma técnica qualitativa que visa identificar os riscos mais significativos ou para excluir riscos menos significativos ou menores de uma análise posterior; e e) Lista de Verificação (LV) que é uma técnica onde se aplicam listas de perigos, riscos ou falhas de controle que foram desenvolvidas normalmente a partir da experiência, como resultado de um processo de uma avaliação de riscos anterior ou como um resultado de falhas passadas. 2

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 2.3. Características Gerenciais As principais características gerenciais associadas à aplicação da metodologia de avaliação e gestão de riscos de segurança de processo são: a) alinhada com o plano estratégico e plano de negócios da companhia e da refinaria; a) liderança e acompanhamento da alta administração através de indicadores e métricas de segurança de processo; b) gestão por um comitê permanente de segurança de processo multidisciplinar liderado pelo gerente de produção da refinaria; c) realizada de forma plurianual com base na classificação de riscos das instalações industriais e dutos; d) baseada nos requisitos legais e normativos vigentes, nos documentos de projeto e nas melhores práticas da indústria; e) recomendações, conclusões, investimentos e recursos aprovados pela alta administração da refinaria. 2.4. Equipe Multidisciplinar A aplicação da metodologia requer sempre que possível uma equipe de profissionais de nível de engenharia e de técnicos composta por especialistas nas seguintes áreas da unidade ou processo em estudo: a) técnicas de identificação, análise e gerenciamento de riscos; b) tecnologia de processamento e otimização; c) controle operacional; d) segurança industrial, meio ambiente, planos de emergência e de contingência; e) manutenção de equipamentos e sistemas elétricos; f) manutenção de equipamentos e sistemas instrumentados; g) manutenção de equipamentos dinâmicos; h) inspeção de equipamentos estáticos; g) confiabilidade. 2.5. Informações Requeridas A aplicação da metodologia de avaliação e gestão de riscos requer que estejam disponíveis sempre que possível as seguintes informações: a) descrição da instalação, processos, sistemas, equipamentos ou componentes analisados; b) análise histórica (AH) e recomendações de ações corretivas, preventivas ou mitigadoras decorrentes de: - estudos e aplicação de técnicas de análise de riscos; - de relatórios de tratamento de anomalias, não-conformidades, incidentes, desvios, acidentes e emergências (vazamentos, incêndios, explosões, etc.) de segurança de processo; - estudos de caso e lições aprendidas; - inspeções planejadas; - mapas de riscos elaborados pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA); - auditorias de: segurança de processo, do sistema de gestão integrada, de disciplina operacional, comportamentais, de certificação do Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos, etc.; c) documentos de engenharia tais como: - Matriz de causa e efeito de sistemas instrumentados de segurança; - Fluxograma de Engenharia; - Fluxograma de Processo; - Balanço de massa; - Planta de Segurança; - Planta de Arranjo; - Planta de Drenagem de águas oleosas, águas contaminadas e águas pluviais; - Planta da Rede de Água de Incêndio; - Planta de Classificação de Áreas e corte; - Planta de áreas sujeitas à proteção passiva contra fogo e cortes; - Planta das instalações subterrâneas; - Planta do arruamento; - Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos – FISPQ; - Estudos de análise de riscos passados; d) classificação dos elementos críticos de segurança operacional que são essenciais para a prevenção ou mitigação ou que, em caso de falha, possam provocar um acidente operacional tais como: - Sistema Crítico de Segurança Operacional: qualquer sistema de controle de engenharia que tenha sido projetado para manter a instalação, equipamento, duto ou processo dentro dos limites operacionais de segurança, parar total ou parcialmente a instalação, equipamento, duto ou um processo, no caso de uma falha na segurança operacional ou reduzir a exposição humana às conseqüências de eventuais falhas; 3

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 - Equipamento Crítico de Segurança de Operacional: qualquer equipamento ou elemento estrutural da instalação ou duto que poderia, em caso de falha, causar ou contribuir significativamente para um Quase Acidente ou para um Acidente operacional; - Procedimento Crítico de Segurança Operacional: um procedimento ou critério utilizado para controle de riscos operacionais significativos; e e) relação das Tarefas Críticas de Segurança Operacional: Tarefa considerada perigosa ou que possa gerar impacto na Segurança Operacional e nos Elementos Críticos de Segurança Operacional; f) planilha em excel contendo nas linhas a seqüência de equipamentos de processo tal qual o fluxo de um estudo de HAZOP visando à identificação, análise e avaliação de riscos de cada um dos nós do processo em estudo; g) planilha em excel contendo nas colunas para cada uma das linhas dos nós do estudo informações sobre os equipamentos de processo tais como: - código de identificação; - descrição; - função; - localização; - características do equipamento: volume líquido, volume do gás, altura, diâmetro, altura e quantidade e tamanho de flanges e bocas de visitas, etc.; - características de processo e características dos fluídos e produtos do equipamento na entrada e saída, lado casco e lado tubos, etc: composição do produto e contaminantes (H2S, NH3, SOX, NOX, MP, etc), temperatura (entrada/saída) ºC; pressão (entrada/saída) Kgf/cm2; vazão (Nm³/d ou m³/h), etc. 2.6. Identificação, Análise e Gestão dos Riscos Na planilha em excel mencionada no item 2.5 acima deve-se identificar, registrar e analisar as seguintes informações para cada um dos nós do estudo: a) definição do Cenário e da Tipologia Acidental (incêndio, incêndio em poça, incêndio em nuvem, jato de fogo, bola de fogo, detonação, deflagração, explosão, explosão por expansão de vapor resultante de líquido em ebulição (BLEVE), explosão confinada, explosão de nuvem de vapor e dispersão de nuvem tóxica); b) identificação das potenciais causas dos cenários acidentais (Falha de projeto; Falha de construção e montagem; Falha de Manutenção; Falha de Inspeção; Falha de controle operacional; Falha de sistema de Proteção; Falha de material; Falha mecânica; Corrosão; Fadiga; Fatores humanos, Falha de método operacional; Causas externas; Fenômenos da natureza; Ação de terceiros; Interferência externa; Sabotagem, etc.); b) estimativa qualitativa da categoria da Probabilidade / Freqüência do cenário acidental: - Categoria A: Extremamente remota: Conceitualmente possível, mas sem referências na indústria; - Categoria B: Remota: Não esperado ocorrer, apesar de haver referências em instalações similares na indústria; - Categoria C: Pouco provável: Pouco provável de ocorrer durante a vida útil de um conjunto de unidades similares; - Categoria D: Possível: Possível de ocorrer uma vez durante a vida útil da instalação; - Categoria E: Freqüente: Possível de ocorrer muitas vezes durante a vida útil da instalação; c) estimativa qualitativa da categoria das conseqüências (Categoria I: Desprezível; Categoria II: Marginal; Categoria III: Média; Categoria IV: Crítica e Categoria V: Catastrófica) do cenário acidental em relação às: - Pessoas; - Meio ambiente; - Imagem; - Produção; - Patrimônio; - Clientes; e - Custos Operacionais; d) estimativa qualitativa da Categoria de Risco considerando a categoria da probabilidade / freqüência de ocorrência do cenário acidental e categoria das suas conseqüências de forma semelhante à Técnica de Análise Preliminar de Riscos: - Categoria Tolerável (T): Não há necessidade de medidas adicionais. A monitoração é necessária para assegurar que os controles sejam mantidos; - Categoria Moderada (M): Controles adicionais devem ser avaliados com o objetivo de obter-se uma redução dos riscos e implementados aqueles considerados praticáveis (região ALARP - “As Low As Reasonably Practicable”); - Categoria Não Tolerável (NT): Os controles existentes são insuficientes. Métodos alternativos devem ser considerados para reduzir a probabilidade de ocorrência ou a severidade das conseqüências, de forma a trazer os riscos para regiões de menor magnitude de riscos (regiões ALARP ou tolerável); e) identificação e avaliação dos equipamentos e modos de detecção, alarme e controle dos cenários acidentais tais como: - detecção de processo (SDCD, sistema supervisório, intertravamento e sistemas de proteção e de segurança); - detecção e alarme de condições ambientais (detecção de gás, vapor, fumaça, vazamento, chama, etc.); 4

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 - detecção pessoal de forma visual, auditiva, olfativa, tato; f) salvaguardas preventivas ou mitigadoras existentes ou recomendações propostas de serem implementadas tais como: - Arranjo físico (leiaute e distâncias de segurança); - Critérios e padrões adequados de projeto; - Critérios e padrões adequados de aquisição de matérias-primas, materiais, produtos, máquinas, equipamentos, etc. - Critérios e padrões adequados de construção e montagem; - Critérios e padrões adequados de inspeção e testes; - Critérios e padrões adequados de manutenção; - Critérios e padrões adequados de operação e controle de processo; - Critérios e padrões adequados de monitoramento e proteção contra ação e interferência de terceiros e sabotagem; - Critérios e padrões adequados de gestão dos fatores humanos; - Critérios e padrões adequados de gestão de riscos de fenômenos da natureza; - Salvaguardas mitigadoras existentes ou propostas de serem implementadas; - Válvulas (Válvula de controle; Válvula on-off; Válvula de segurança ou de alívio; Válvula de bloqueio (normal, de grande inventário, duplo bloqueio, tríplice ação, etc.); Válvula contra vácuo; Válvula de retenção; Válvula corta-chama); - Vents para a atmosfera direcionados para local seguro (caixas de drenagem, tanques e vasos atmosféricos); - Janela de explosão (fornos, caldeiras, incineradores); - Juntas (Ex.: Sistema de carga constante (prato-mola)); - Selos de bombas adequados para evitar ou minimizar vazamentos; - Gaxetas adequadas para evitar ou minimizar vazamentos; - Sistema de tocha para hidrocarbonetos ou química; - Sistema incineração de gases tóxicos; - Sistema de drenagem (oleosa, contaminada, química e pluvial); - Sistema, dique ou bacia de contenção; - Sistema ou recursos para neutralização de produtos químicos; - Tanques de teto fixo, teto flutuante, teto fixo com selo flutuante, etc.; - Linhas de aplicação de espuma (para combate a incêndios em tanques); - Câmaras de aplicação de espuma (para combate a incêndio em tanques); - Proteção passiva contra fogo de estruturas metálicas; - Proteção passiva contra fogo de eletrocalhas e cabos de instrumentação e elétrica; - Portas resistentes a fogo e/ou explosão; - Canhão monitor fixo manual; - Canhão monitor elétrico (motorizado); - Canhão monitor com acionamento por XV; - Sistema fixo de resfriamento por aspersor ou sprinkler; - Manifold de válvulas do sistema de resfriamento; - Hidrante de 4 saídas com canhão monitor fixo; - Armário de equipamentos de combate a incêndio; - Sistema de vapor de prevenção; - Extintor e carreta de combate a incêndio; - Armário de equipamentos de proteção individual; - Equipamento de Respiração Autônoma; - Indicador da direção e intensidade do vento (Biruta) iluminada; - Chuveiro e/ou lava-olhos de emergência; - Rota de fuga adequada; - Acessos (escadas normais e de marinheiro); - Acessos (bocas e portas de visita); - Janelas de inspeção de queima em fornos, caldeiras e incineradores; - Sistema de proteção para falha de chama; - Amostrador de produtos (tipo/especificação); - Amostrador de chaminés; - Acionador Manual de Alarme de Emergência (Botoeira); - Alarme de emergência sonoro/visual; - Circuito Fechado de TV (CFTV); - Classificação de áreas; - Iluminação normal e de emergência; - Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas; - Aterramento; 5

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 g) avaliação dos níveis de riscos após a implementação das recomendações propostas; h) estimativa dos custos e investimentos envolvidos; i) gestão das recomendações envolvendo sua aprovação pela alta administração; definição de responsáveis, recursos e prazos; j) aprovação de um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e Plano de Ação de Emergência (PAE). 2.7. Tratamento das Recomendações A aprovação das recomendações oriundas da aplicação da metodologia de identificação, análise e gestão dos riscos e alocação dos recursos necessários para sua implementação é feita pela alta administração da refinaria.

3. Agradecimentos
Agradecemos ao Gerente Geral da Refinaria, ao Gerente de Produção, ao Gerente de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) e aos demais gerentes que acreditaram desde o início no sucesso dos resultados da aplicação da metodologia de identificação, análise e gerenciamento de riscos de segurança de processo apresentados neste trabalho.

4. Conclusão
Atualmente a metodologia para a identificação, avaliação e gestão dos riscos de processo de instalações existentes ou em projeto adotada pela refinaria é um dos principais elementos do seu Sistema de Gestão Integrado (SGI) que visa a prevenção, mitigação, controle, monitoramento e resposta aos eventos que possam causar incidentes e emergências que coloquem em risco a vida humana, o meio ambiente e o seu patrimônio através da adoção de um Sistema de Gestão de Segurança de Processo que assegura a integridade das instalações industriais e dutos durante todo o seu ciclo de vida. A aplicação da metodologia de identificação, avaliação e gestão de riscos de segurança de processo vem melhorando ao longo dos anos os seguintes indicadores e métricas gerenciais e de negócios da refinaria: a) o fortalecimento e reconhecimento do compromisso da gestão, liderança e cultura para segurança de processo; b) redução das falhas mecânicas e conseqüentes reduções dos riscos de impactos adversos aos seres humanos, ambientais, patrimoniais, de imagem e de negócios decorrentes de vazamentos, incêndios e explosões; c) aumento da integridade e confiabilidade das instalações industriais com conseqüentes aumentos dos fatores de utilização e operacional.

5. Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 31000:2010 Gestão de riscos - Princípios e diretrizes. ABNT, 2010. AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS E BIOCOMBUSTÍVEIS. Resolução ANP nº 43, de 6.12.2007: Regulamento Técnico do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional das Instalações Marítimas de Perfuração e Produção de Petróleo e Gás Natural (RTSGO), ANP, 2007. AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS E BIOCOMBUSTÍVEIS. Resolução ANP nº 2, de 14.1.2010 Regulamento Técnico do Sistema de Gerenciamento da Integridade Estrutural das instalações terrestres de produção de petróleo e gás natural (RTSGI) ANP, 2010. AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS E BIOCOMBUSTÍVEIS. Resolução ANP nº 6, de 3.2.2011 Regulamento Técnico de Dutos Terrestres para Movimentação de Petróleo, Derivados e Gás Natural (RTDT), ANP, 2011. COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL. Norma P4.261 Manual de Orientação para a Elaboração de Estudos de Análise de Riscos, CETESB, 2003 INTERNATIONAL ELECTROTECHNICAL COMMISSION. IEC 61882 Hazard and operability studies (HAZOP studies) - Application guide, IEC, 2001. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 31010 Risk management -- Risk assessment techniques, ISO, 2009.

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