IBP1648_12 MELHORIA DA RESPOSTA A EMERGÊNCIAS A PARTIR DA APROVAÇÃO PRÉVIA PARA USO DO DISPERSANTE QUÍMICO NO COMBATE A VAZAMENTOS DE ÓLEO Isaac

Rafael Wegner1 e João Luciano Fetter Furtado2

Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a 20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento, seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.

Resumo Nas monoboias da área marítima do Terminal Almirante Soares Dutra (Tedut), possíveis vazamentos são de difícil contenção e recolhimento devido às condições de mar, comumente adversas. O uso do dispersante químico é apresentado na literatura internacional como a estratégia mais rápida, barata e eficiente na minimização dos impactos causados pelo óleo no ambiente marinho. O retorno esperado é uma maior agilidade e segurança operacional nas ações de resposta, bem como a redução de custos com lançamento de barreiras e limpeza de praias. A aplicação de dispersante químico com aeronaves da região ou com embarcações se torna uma alternativa viável e eficiente para resposta a emergência, eliminando o óleo da superfície e evitando que se desloque até as praias. No caso da aplicação aérea percebe-se uma redução no custo operacional, pois o atendimento é por chamada (spot), e não há necessidade de aquisição de equipamentos, programas de manutenção preventiva e corretiva, reposição, testes e inspeções. O Órgão Ambiental competente (IBAMA) avaliou o Plano de Emergência Individual (PEI) e aprovou a utilização desta estratégia de combate à emergência. Com o atendimento aos requisitos da Resolução CONAMA 269, a aplicação do dispersante químico foi testada em emergência ocorrida em 26 de janeiro de 2012, nas proximidades das monoboias da Transpetro. Os resultados da aplicação de dispersante químico foram bastante satisfatórios, comprovando a eficiência esperada. Abstract In the maritime area of the Terminal Almirante Soares Dutra (Tedut), possible leaks originated from the buoys are difficult to contain and collect due to the frequent adverse sea conditions. The use of chemical dispersant is presented in international literature as the quickest strategy, less expensive, and more efficient on minimizing the impacts caused by oil in the marine environment. The expected return is greater agility and operational safety in the response actions, as well as cost reduction with release of barriers and cleaning of beaches. The application of chemical dispersant with aircraft in the region or with vessels becomes a viable alternative and efficient emergency response, eliminating the surface oil and avoiding moving up to the beaches. Aerial application realizes a reduction in operating cost, because the service is per call (spot), and there is no need to purchase equipment, preventive and corrective maintenance programs, testing and replacement, inspection and tests. The competent environmental agency (IBAMA) has aproved the emergency plan, which provides for the use of this strategy to combat the emergence. According with the requirements of Brazilian laws, CONAMA’s Resolution 269, the application of chemical dispersant was tested in an emergency in 26 January of this year, in the vicinity of buoys of ______________________________ 1 Especialista, Engenheiro de Meio Ambiente - EMPRESA Petrobrás Transporte S. A. 2 Mestre, Químico de Petróleo – EMPRESA Petrobrás Transporte S. A.

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Transpetro. The results of the application of chemical dispersant have been quite satisfactory, confirming the expected efficiency.

1. Introdução
No caso das monoboias da área marítima do Terminal Almirante Soares Dutra (Tedut), possíveis vazamentos são de difícil contenção e recolhimento devido às condições de mar, comumente adversas. A região é bastante sensível devido ao turismo nas praias da região, principalmente no verão. A aplicação de dispersante químico com aeronaves da região ou com embarcações se torna uma alternativa viável e eficiente para resposta a emergência, eliminando o óleo da superfície e evitando que se desloque até as praias, visto que o dispersante promove a rápida dispersão do óleo na coluna d'água, evitando que atinja as praias. A estratégia não é utilizada amplamente no Brasil, pois exige cuidados e planejamento para que seja aceita pelo IBAMA, que aprovou o uso do dispersante químico na região das monoboias conforme previsto no PEI - Plano de Emergência Individual do Terminal (Petrobras Transporte S. A., 2011).

2. Uso do Dispersante na Atualidade
O dispersante químico é apresentado na literatura internacional como a estratégia mais rápida, barata e eficiente na minimização dos impactos causados pelo óleo no ambiente marinho. O retorno esperado é uma maior agilidade e segurança operacional nas ações de resposta, bem como a redução de custos com lançamento de barreiras e limpeza de praias. A estratégia utilizada minimiza os riscos de acidentes com os tripulantes nas operações de resposta com lançamento das barreiras de contenção e equipamentos para recolhimento. Minimiza os custos com embarcações, absorventes, pessoal durante a emergência no mar e também na limpeza de praias e destinação de resíduos, que são extremamente onerosas.

Figura 1. Atuação do dispersante sobre a mancha de óleo no mar (CONAMA, 2001)

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3. O Planejamento da Resposta a Vazamentos OffShore através da Dispersão Química
A proposta é inserir uma nova estratégia de resposta - uso do dispersante químico - nos Planos de Emergência Individual e obter a sua aprovação pelo Órgão Ambiental (IBAMA). O plano deve contemplar as situações em que a estratégia será adotada, conforme previsto na Resolução 269 (CONAMA, 2000), evitando o seu uso nas condições em que o produto pode ser contido e recolhido. Com foco no atendimento às condicionantes da Licença Ambiental, entre elas a revisão do Plano de Emergência Individual (PEI) do Terminal, a estratégia de dispersão química deve ser incluída dentre as estratégias de resposta previstas no plano, viabilizando assim uma aprovação prévia – que é possível quando forem atendidas determinadas condições previstas na Resolução 269. Com isso é possível reduzir os impactos causados pelos eventuais vazamentos, viabilizando aprovação prévia para a aplicação imediata do dispersante químico sobre a mancha de óleo, pois na medida em que permanece no ambiente, o óleo vai sofrendo intemperização, tornando-se mais viscoso e emulsionado, dificultando o processo de dispersão química. Conforme descrito no PEI do Tedut (Petrobras Transporte S. A., 2011), os dispersantes ULTRASPERSE II e COREXIT 9500 estão disponíveis para utilização no âmbito das atividades da Petrobras e da Transpetro. Estes produtos são comercializados no país e registrados no IBAMA. Para viabilizar a efetiva ação do dispersante sobre o produto vazado, algumas características do óleo precisam ser avaliadas: grau API, viscosidade a 20°C (cSt) , viscosidade a 50°C (cSt), ponto de fluidez (°C) e classe do óleo, segundo ITOPF. Com base nestas informações é possível avaliar se o produto em questão é dispersível. Assim, a aplicação do dispersante em locais de maior concentração de óleo na superfície será mais eficiente, principalmente nas áreas próximas à fonte do vazamento. Nos locais onde ocorrer apenas iridiscência não é recomendável o uso do dispersante, pois o produto migrará diretamente para a água. Neste caso, recomenda-se monitorar a dispersão natural ou realizar a dispersão mecânica. Dadas as condições oceanográficas do ambiente na região das monoboias de Tramandaí (região oceânica, em profundidades de 20 m e alta energia hidrodinâmica), a utilização de dispersante propiciará uma rápida ruptura de manchas de óleo e sua conseqüente dispersão na coluna d’água, acelerando a sua degradação e impedindo a contaminação das praias da região. O uso de dispersantes está regulamentado no item 3.1 da Resolução 269, bastando que esteja presente uma das situações descritas neste item para que esteja autorizada a utilização do dispersante, e para isso devem ser avaliadas pelo Coordenador da Emergência, com suporte técnico adequado e evidenciado em Relatório específico. Após a aplicação do dispersante deve-se fazer o envio de COMUNICAÇÃO formal ao IBAMA, contendo as coordenadas geográficas dos locais de lançamento, tipo e características do óleo, data e hora do derrame e da aplicação do produto, além do nome e volume de dispersante aplicado. O PEI – elaborado segundo requisitos da Resolução 398 (CONAMA, 2008) – deve conter o detalhamento dos planejamentos e cuidados que deverão ser adotados para que a prática seja autorizada pelo IBAMA. Considere-se que será sempre priorizada a estratégia de resposta baseada na contenção e recolhimento do produto vazado, sempre que as condições ambientais permitirem e não colocarem em risco a integridade física das equipes e dos equipamentos envolvidos. Assim, quando as condições meteoceanográficas na região das monoboias estiverem conduzindo a mancha de petróleo ou de óleo diesel para as praias da região, e a condição mar estiver acima de 4 na escala beaufort, será adotada a estratégia de dispersão química e mecânica, sendo que a aplicação de dispersante químico se dará somente nos locais com distância superior a 2000 metros da costa e profundidade superior a 15 metros.

4. Exercício Simulado de Aplicação de Dispersante Químico no Mar
No primeiro exercício simulado de vazamento de óleo com uso da estratégia de dispersão química, além da aplicação de água simulando dispersante por embarcações de apoio marítimo, foi utilizado também um avião agrícola. O simulado teve por objetivo apresentar ao IBAMA as estratégias de aplicação de dispersante químico, o processo decisório utilizado e testar como seria a aceitação do órgão para o caso de um vazamento real. Os resultados do simulado foram corroborados por ofício do IBAMA, que julgou a estratégia como viável para uso em emergências reais.

5. Uso do Dispersante Químico no Acidente do Elka Aristotele
Por ocasião de vazamento ocorrido na Monobóia 602, dia 26 de janeiro de 2012, foi tomada a decisão de utilizar a estratégia de dispersão química. 3

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Nome da localidade e as coordenadas geográficas de onde ocorreu o acidente. • Município de Tramandaí RS, monobóia de petróleo MN 602 • Latitude: 30° 01' 36" S • Longitude: 50° 05' 12" W Data e hora da ocorrência • 26/01/2012 às 11h55min. Profundidade e distância da costa de onde ocorreu o evento. • MN602 – Coordenadas UTM: E 589.096,000 N 6.677.368,000 • MN602 – profundidade 22 metros. • MN602 – distância da costa 6,8Km. A Operação em andamento era descarregamento de petróleo do navio pela monobóia MN 602, Terminal Almirante Soares Dutra. Tipo e características do óleo derramado. • Petróleo Marlin Sul , Grau API 19,5. Aspecto da mancha. • Brilho prata (80%) e marron (20%) Estimativa da mancha: área e espessura • Fração prata (100% cobertura) - 1000m x 600m = 600.000m² = 0,6km² • Fração prata – volume: 0,06m³ ou 60L • Fração marron (100% cobertura) - 800m x 150m = 120.000m² = 0,12km² x 1 = 0,12km² • Fração marron – volume: 12m³ ou 12.000L • TOTAL = 60L (prata) + 12.000L (marron) = 12.060L Quanto a direção e intensidade do vento • Antes das 15h: ESE 10,6 NÓS (na estação meteorológica do farol de Tramandaí) • Após as 15h: ENE 21 NÓS (no navio) 8,49 NÓS (na estação meteorológica do farol de Tramandaí). Direção e intensidade da corrente marinha • S/N 0,5 NÓ aproximadamente Estado do mar • Força 4~5 Beaufort Sentido da corrente de maré (vazante ou enchente) • Não aplicável Temperatura do ar e da água • AR: 26ºC • ÁGUA: 18ºC Ocorrência ou não de chuva • Sem chuva Sobre a aplicação do dispersante Nome do dispersante aplicado • ULTRASPERSE II Justificativa para a utilização do dispersante (com base na árvore de decisão) 1. O uso do dispersante foi definido em função da presença das seguintes condições: 2. A contenção e recolhimento de óleo não seriam eficientes devido às condições de mar – swell alto; 3. A mancha se deslocava para área ambientalmente sensível (entrada da barra do Rio Tramandaí) no horário da tomada de decisão. 4. Além das condições descritas e previstas na árvore de decisão levou-se em conta a minimização global do derrame (diminuição do volume) para o caso de atingimento da praia (impacto na população) e atingimento da área sensível. 5. • O uso do dispersante e seus critérios de utilização estão previstos no PEI do TEDUT aprovado pelo IBAMA-RS. Coordenadas geográficas, profundidade e distância da costa de onde ocorreu a aplicação do dispersante; • Aplicação iniciada na altura da MN601 (E 587.309,000 N 6.679.611,000 profunidade 19m e distância 4,8 Km ) , acompanhando o deslocamento da mancha até a faixa de exclusão, a 2.000m da costa. Volume do dispersante empregado • EMBARCAÇÃO = 300 L • AERONAVE = 110 L em dois vôos Taxa de aplicação 4

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 • 1L de dispersante para cada 40L de petróleo Volume de petróleo ou derivado tratado Estima-se em torno de 10m³ considerando a perda de dispersante por evaporação e deriva durante a aplicação Método de aplicação e de mistura (equipamento, mão-de-obra, tempo) • Pulverização com diluição. • Na embarcação foi utilizado o equipamento Ro Clean sob coordenação de do líder de manutenção e dois operadores do CDA, um Técnico de Segurança e um Engenheiro da Transpetro. • Na aplicação aérea foi utilizado aeronave IPANEMA. Data e hora do início e do fim da operação • Início dia 26 às 14h40min • Fim dia 26 às 17h30min Observações gerais sobre a operação Monitoramento visual, fotográfico, telemétrico • Monitoramento por helicóptero. Monitoramento ambiental • Foram coletadas amostras no mar de água, zooplacton e sedimentos. • Foram coletados amostras na praia de sedimentos. Foi observado pelos tripulantes da embarcação, por helicóptero e pela aeronave, no dia 26 às 14h40min até às 17h30min, que a aplicação foi efetiva, ou seja, que o óleo se dispersava imediatamente, fazendo sumir a mancha no rastro da aplicação.

Figura 02 – Aplicação de dispersante via aérea

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Figura 03 – Aplicação de dispersante por embarcação

Figura 04 – Detalhe da aplicação do dispersante pela embarcação

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Dia 26/01 às 13h

Figura 05 – Mapa com deslocamento da mancha às 13 horas

Figura 06 – Mapa com deslocamento da mancha às 15 horas

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Figura 07 – Mapa com deslocamento da mancha as 17 horas

Tabela 1. Comparação entre formas de aplicação

Forma de Aplicação Marítima Aérea 6. Resultados Obtidos

Tempo de aplicação 120 min 6 min

Volume aplicado 300L 110L

A estratégia de dispersão química minimiza os riscos de acidentes com os tripulantes nas operações de lançamento de barreiras e contenção e dos equipamentos para recolhimento. Minimiza os custos com embarcações, absorventes, pessoal durante a emergência no mar e também na limpeza de praias e destinação de resíduos, que são extremamente onerosas. Ao realizar o exercício simulado de vazamento de óleo com uso da estratégia de dispersão química, com a participação do IBAMA, além da demonstração da aplicação por embarcações foi realizado um teste com aplicação aérea. A exposição negativa da Imagem da Cia. também é consideravelmente minimizada, pois o óleo dispersado não aparece, não causa danos à fauna e não atinge embarcações. O uso de avião também se mostrou alternativa muito eficiente e barata. É dependente da existência de e da extensão da emergência. Está ligado a mitigar danos à imagem e evitar gastos com passivos ambientais. Ao aprovar previamente o uso do dispersante, sua aplicação pode ser realizada imediatamente após o vazamento, promovendo uma ação mais rápida e eficiente na dispersão do petróleo. Ao identificar que o litoral norte do Rio Grande do Sul se caracteriza por região orizícola que demanda aplicações aéreas freqüentes de fertilizantes e defensivos agrícolas, pode-se lançar mão de fornecedores de serviços disponíveis próximo ao local da aplicação, preparando um cadastro e treinando os pilotos por ocasião dos simulados. Não há dúvidas que a estratégia reduz o custo das ações de resposta, principalmente na comparação de uma aplicação aérea ou até por embarcação com os longos e extenuantes mutirões de limpeza de praias, com movimentação de máquinas, equipamentos e ferramentas, pessoal em grande número, gerando toneladas de resíduos. O mesmo ocorre com 8

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 o grande número de embarcações necessárias nas operações com barreiras de contenção, recolhimento, armazenamento temporário e transporte para destinação final. No caso da aplicação aérea percebe-se uma redução no custo operacional, pois o atendimento é por chamada (‘spot’), e não há necessidade de aquisição de equipamentos, programas de manutenção preventiva e corretiva, reposição, testes e inspeções. O presente trabalho foi implementado com foco na otimização de recursos e simplificação de processos. Trata-se de uma inovação, pois a estratégia de uso do dispersante não é difundida no Brasil e no Sistema Petrobras, sendo encontrados registros de uso apenas antes do ano 2000, apesar de já estar bastante evoluída no mundo. No que diz respeito ao PEI, é importante ressaltar a iniciativa em incluir essa estratégia, pois embora houvesse dispersantes e equipamentos para aplicação no inventário do CDA-Sul (Centro de Defesa Ambiental), o uso do dispersante ainda é considerado ‘proibido’. Quanto aos benefícios em Segurança, Meio Ambiente, Eficiência Energética e Saúde, pode-se destacar a minimização de riscos de acidentes e quedas durante as operações de contenção e recolhimento, problemas ergonômicos devido ao balanço do mar, atividades de limpeza de praia com exposição a agentes químicos e físicos, danos ambientais à fauna bentônica das praias, economia de energia fóssil nas operações de contenção e recolhimento e na limpeza de praias. Percebe-se ainda a multiaplicabilidade da solução adotada, visto que o crescimento da Companhia aponta para a área offshore, locais onde os dispersantes podem ser utilizados amplamente. Não há complexidade na solução, trata-se de uma prática adotada mundialmente que carece apenas de uma formalização adequada junto ao órgão ambiental. Garantindo uma aprovação prévia estamos contribuindo enormemente para a eficácia da estratégia, visto que a demora na decisão pela aplicação permite uma rápida deriva da mancha e um intemperismo que afeta negativamente a dispersibilidade do petróleo ao longo do tempo. Em se tratando de alteração do nível de risco das atividades, podemos concluir que há uma redução do risco de acidentes e do risco de dano ambiental com o uso da estratégia de dispersão química do petróleo na área offshore, sendo para isso necessário que os interessados em implementar a proposta contemplem no PEI a utilização do dispersante e aprove-o junto ao Órgão Ambiental.

7. Referências
PETROBRAS TRANSPORTE S. A. Plano de Emergência Individual do Terminal Almirante Soares Dutra - TEDUT, rev. 1, 2011. Resolução CONAMA 269, de 14 de setembro de 2000. Resolução CONAMA 269, Anexo publicado no DOU em 12 de janeiro de 2001, em virtude de supressão quando da publicação da Resolução nº 269, de 14 de setembro de 2000, no Diário Oficial do dia 12 de janeiro de 2001, seção 1, páginas 58 a 61. Resolução CONAMA 398, de 11 de junho de 2008. Publicada no DOU nº 111, de 12 de junho de 2008, Seção 1, páginas 101-104

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