IBP1679_12 OTIMIZAÇÃO DA OPERAÇÃO DE GRAVEL PACK POR ADIÇÃO DE MACROMOLÉCULAS 1 Roberta K. Rodrigues , Edvaldo Sabadini2, Maurício G.

Folsta3, André L. Martins4

Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a 20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento, seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.

Resumo
O presente trabalho propõe uma investigação sobre a utilização de agentes redutores de atrito hidrodinâmico como coadjuvantes para facilitar a operação de Gravel Pack. Foram feitos experimentos nos quais suspensões de areia com e sem a adição de um redutor de atrito hidrodinâmico foram submetidas a fluxo turbulento numa câmera de fluxo, com paredes de vidro, de alta rotação. Foram obtidas imagens através de uma câmera filmadora de alta velocidade que captou seis mil imagens por segundo, em que pode ser observado que, em uma mesma velocidade de fluxo do fluido, os grãos de areia são arrastados com menor velocidade na presença do redutor de atrito hidrodinâmico. Os experimentos descritos mostram que a presença de redutores de atrito hidrodinâmico pode facilitar a operação de Gravel Pack. Além de reduzirem o atrito hidrodinâmico em fluxo turbulento, a presença desses aditivos causa a redução da velocidade de arraste dos grãos de areia, o que pode provocar um aumento da altura da porção preenchida por grãos durante a onda alfa (fase em que ocorre a deposição de grãos de areia no sentido do fluxo) e reduzir o volume a ser ocupado pelas partículas durante a propagação da onda beta (fase em que ocorre a deposição de grãos de areia no sentido contrário ao do fluxo), etapa em que as perdas de carga são maiores, ou seja, uma maior pressão de bombeio é requerida.

Abstract
This paper proposes an investigation into the use of drag reduction agents as additives to facilitate the Gravel Pack operation. In the experiments done, sand suspensions with and without the addition of a drag reduction agent were subjected to turbulent flow in a glass walls camera flow in high turnover. Images were obtained using a high-speed video camera, which captured six thousand frames per second. It can be observed that, in the same flow rate of the fluid, the sand grains are moved with a lower speed in the presence of drag reduction agents. The experiments described show that the drag reduction agents may facilitate the Gravel Pack operation. In addition to the effect of the drag reduction in turbulent flow, the presence of these additives causes a reduction of the velocity of the sand grains, which can increase the height of the portion filled with grains during alpha wave (stage where the deposition of sand occurs on direction of the flow) and reduce the volume to be occupied by the particles during the propagation of the beta wave (stage where the deposition of sand occurs on direction opposite of the flow), phase in which the losses are higher, ie a higher pump pressure is required.

1. Introdução
A operação de completação Gravel Pack consiste no preenchimento do espaço anular entre a formação e um conjunto de telas descido no poço de petróleo com areia ou cerâmica (gravel), funcionando como um filtro para conter a areia da formação.

______________________________ 1 Doutoranda do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp 2 Professor Associado/Livre Docente do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp 3 Mestre em Química, Químico de Petróleo - Petrobras 4 Doutor em Engenharia Química, Consultor Sênior - Petrobras

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 A operação de Gravel Pack em um poço horizontal pode ser dividida em três diferentes estágios. O primeiro, a injeção, consiste no bombeamento da mistura fluido/gravel pelo interior da coluna de completação desde a plataforma até a ferramenta de gravel, onde o fluxo é desviado do interior da coluna para o espaço anular formado entre a parede do poço aberto e as telas. Nesse local, a velocidade do escoamento diminui consideravelmente, resultando na sedimentação das partículas na porção inferior do anular, formando um leito com uma determinada altura de equilíbrio. Os grãos, ainda em suspensão, em fluxo no topo da duna, dão inicio a segunda fase da operação, a propagação da onda alfa. Na onda alfa, os grãos se depositam no poço aberto e se propagam por toda a extensão do poço, deixando um canal livre entre a parte superior do poço e o topo do leito formado. Quando a onda alfa atinge a extremidade do poço aberto, inicia-se s terceira fase, na qual as partículas começam a se depositar sobre o leito formado, preenchendo o canal livre formado na etapa anterior, como mostra a Figura 1 (Martins et al., 2005).

Figure 1- Seção transversal do poço durante a propagação da onda alfa. Durante a propagação da onda beta, o fluido tende a atravessar as telas e escoar pelo anular restrito formado entre as telas e o tubo interior (wash pipe), Esse canal é mais estreito que o anular por onde escoa a onda alfa, ou seja, as perdas de carga geradas nessa etapa são superiores às geradas na onda alfa. A adição de redutores de atrito hidrodinâmico no fluido de Gravel Pack, pode facilitar a operação devido a dois efeitos; o de minimizar as perdas de carga geradas na onda beta (de Magalhães et al., 2006), pois a redução da propagação de vórtices (redução de atrito hidrodinâmico) causada pelos processos de alinhamento e relaxação das macromoléculas reduz a pressão de bombeio do fluido, e o de diminuir o volume a ser preenchida pelos grãos (e o tempo de preenchimento) durante a onda beta, ou seja, aumentar a altura (hα) do volume preenchido durante a onda alfa. 1.1. Agentes Redutores de Atrito Hidrodinâmico A redução de atrito hidrodinâmico ocorre em número de Reynolds característico de regime turbulento. Devido à sua complexidade, principalmente associado com a turbulência, muito pouco se sabe deste fenômeno. Em resumo, a turbulência causa a formação de vórtices, com diferentes tamanhos, que se propagam em forma de cascata. Vórtices grandes transportam o fluido sem perda de energia cinética, mas criam vórtices cada vez menores e, eventualmente, criam estruturas que são pequenas o suficiente para que a difusão molecular passe a ser importante. Nesta situação, a dissipação da energia devido à viscosidade torna-se importante (Welter, 2006). É entropicamente favorável que uma macromolécula permaneça enovelada quando em repouso. Porém, sob fluxo, ela pode ser induzida ao alinhamento (na direção do fluxo) (Ryskin, 1987). O tempo em que uma macromolécula permanece esticada pode ser estimado do mais longo tempo de relaxação molecular (Rouse, 1953; Zimm, 1956). Uma macromolécula possui vários tempos de relaxação, porém, existe um intervalo temporal, entre a frequência de formação de vórtices e o inverso do mais longo tempo de relaxação macromolecular, no qual uma macromolécula pode se alinhar no fluxo turbulento, se interagir com os vórtices e, consequentemente, reduzir o atrito hidrodinâmico (De Gennes, 1990). Diversos sistemas redutores de atrito hidrodinâmico/solvente tem sido relacionados à redução de atrito. Os tipos de redutores de atrito hidrodinâmico frequentemente empregados incluem polímeros, surfatantes e sistemas micelares, suspensão de partículas insolúveis tais como grãos finos ou fibras, e polímeros misturados com sabões ou fibras (Morgan & McCormick, 1990). Alguns redutores de atrito hidrodinâmico naturais como polissacarídeos produzidos por algas (Shenoy, 1984), DNA e colágeno (Berman et al., 1978), além de algumas gomas (como goma guar e xantana) também produzem o efeito, porém normalmente requerem maior concentração para se ter o mesmo efeito dos polímeros sintéticos 2

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 (Sellin et al., 1982). Na Figura 2 podem ser observados os resultados de redução de atrito hidrodinâmico (RA) em função da concentração para alguns polímeros sintéticos e naturais. A maioria dos estudos de redução de atrito hidrodinâmico têm sido desenvolvidos com soluções contendo pequenas quantidades, da ordem de partes por milhão, de polímeros de cadeia linear e de elevada massa molecular média (da ordem de 106 g mol-1) dissolvidos em solventes aquosos ou orgânicos (Shenoy, 1984). Polímeros sintéticos com estas características, e que produzem bons índices de redução de atrito hidrodinâmico em sistemas aquosos, são o poli(óxido de etileno) (PEO) e a poliacrilamida (PAM), sendo por isso os mais estudados na literatura (Hoyt, 1966; Little & Wiegard, 1970; Kenis, 1971; Peyser & Little, 1971; Cowan et al., 2001). Dependendo das condições de fluxo, podem ser obtidos até 80% de redução de atrito hidrodinâmico para esses sistemas (Kenis, 1971; Bailey & Kolesve, 1976). Já em meios orgânicos, os polímeros poliisobutileno (PIB) e poliestireno (PS) são normalmente estudados devido a sua importância nos sistemas de bombeamento de petróleo e seus derivados (Ram et al., 1967; Choi et al., 1999; Kim et al., 2005).

Figura 2 - Redução de atrito hidrodinâmico em função da concentração para alguns polímeros sintéticos e naturais: (●) PEO e (○) PAM; Polissacarídeos: (□) Xanthomanas Campestris, (▲) Pseudomonas sp., (∆) Neisseria sp., (■) Arthrobacter viscosus e ( ) goma guar (adaptado de Kenis, 1971). 1.2. Movimento dos Grãos na Superfície de Um Leito Saltação, deformação da superfície, e suspensão são os três modos de transporte de material granular por um fluido. Quando a velocidade de cisalhamento do fluido que escoa ao longo de um leito de grãos excede a velocidade limiar de fricção para transporte de areia, os grãos são conduzidos através do fluido. No início, eles começam a se mover permanecendo em contato uns com os outros. Porém, em seguida pode acontecer, devido a colisões, de algumas partículas de saltarem por uma distância da ordem de seu diâmetro. Este regime é chamado de fluência de superfície ou reptação. Como a velocidade de cisalhamento do fluido aumenta, as partículas podem se mover a uma altura muito maior do que 3

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 seu diâmetro; este regime é chamado saltação (Ancey et al., 2002; Osnloo et al., 2008). Transporte de sedimentos como carga de leito normalmente se move em uma destas duas maneiras. A suspensão ocorre em velocidades de cisalhamento muito elevadas, quando uma considerável fracção das partículas são transportadas para cima por turbilhões formados no regime turbulento. Neste regime, os grãos movem-se no fluido por longos períodos de tempo e dificilmente se colidem com o leito ou um com o outro.

2. Procedimento Experimental
O aparato experimental que permitiu gerar o fluxo no fluido contendo grãos de areia e capturar imagens destes em movimento está representado na Figura 3.

Superfície livre Tubo cilíndrico Disco rotatório Tanque cúbico Plataforma de aço Tacômetro Sistema motor / tacogerador

Figura 3 – Esquema do aparato experimental que permitiu gerar o fluxo no fluido contendo grãos de areia e capturar imagens destes em movimento. Foi utilizada uma câmera de fluxo construída especificamente para realização dos experimentos reológicos de projeto anterior do grupo de pesquisa (Neto, 1999). A câmara de fluxo é constituída por um tubo de vidro com raio interno nominal (R) de 55 mm. Um disco de aço inox colocado ao fundo do tubo de vidro pode girar em velocidades controladas. O tubo de vidro é fixo a uma plataforma de aço usinada para as dimensões de 350 x 350 x 17 mm e com massa de 16,3 Kg. Esta plataforma de montagem foi escolhida para que o sistema fosse montado sobre uma plataforma bastante estável, livre de vibrações. O disco de aço é preso no eixo de um motor modelo de DC-Micromotor 3557 024 CS, com faixa de rotação de operação de até 5500 rpm.Um circuito eletrônico faz o controle de velocidade, com controle retroalimentado motortacômetro. Para a leitura da velocidade de rotação do eixo foi usado um tacômetro digital modelo MDT-2244 fabricado por Minipa Ind. Com. Ltda. Este aparelho permite a leitura da velocidade de rotação do eixo através da reflexão do feixe de luz emitido por ele em uma fita refletora aplicada sobre o eixo. Suas especificações foram detalhadamente descritas por Neto E. T (1999). Foi estudada a velocidade de transporte dos grãos de areia (“areia de construção”) em solução de um polímero redutor de atrito hidrodinâmico – poli(óxido de etileno) de massa molar 5 x 106 g/mol –, na concentração de 20 ppm, e em solvente puro (água). Foram fixadas três rotações no motor do equipamento e foram capturadas imagens dos fluidos em movimento. Essas sequências de imagens do foram capturadas com a câmera rápida Photron (1024 PCI) com uma lente Navitar 50 mm acoplada. O módulo “shutter speed” desta câmera foi ajustado em 1/10000 segundo e velocidade de gravação de 6000 quadros por segundo. Este ajuste permite obter muitos quadros de imagens, podendo-se analisar praticamente todo o percurso de um grão de areia por meio perímetro do tubo de vidro.. As imagens apresentadas neste trabalho (Figura 4) são as mais representativas de uma sequência de percursos de grãos, assim como na questão da reprodutibilidade. 4

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Figura 4 - Escoamento de água e areia a 1400 rpm de rotação (da direita para a esquerda). O tempo percorrido entre a captação das imagens 1 e 2; 2 e 3 foi de 0,8 milissegundos. A marca vermelha indica os grãos de areia cujo deslocamento foi acompanhado. Os estudos foram concentrados no percurso dos grãos de areia, considerando-se a evolução temporal envolvida.

3. Resultados
Foram capturadas imagens do movimento dos grãos de areia em solução já conhecida como redutora de atrito hidrodinâmica em três diferentes valores de rotação, 1200, 1300 e 1400 rpm. Em sequências de imagens foram medidas as velocidades em que os grãos de areia percorreram meio perímetro do tubo de vidro da câmera de fluxo (considerando-se essa medida como uma imagem bidimensional). Em cada rotação e solução foram medidas as velocidades de, aproximadamente, 100 grãos de areia. Os resultados obtidos estão representados na Tabela 1. Tabela 1 – Velocidade de deslocamento dos grãos de areia em água e em solução de redutor de atrito hidrodinâmico submetidos a diferentes rotações de fluxo. Para o cálculo de cada parâmetro foram consideradas, aproximadamente, 100 medidas de velocidade.
Água Velocidade média, x (m/s) Desvio padrão, s (m/s) 0,64 0,17 0,69 0,19 0,79 0,22 Solução de PEO Velocidade média, x (m/s) Desvio padrão, s (m/s) 0,52 0,16 0,55 0,17 0,62 0,20

Rotação (rpm) 1200 1300 1400

Observando-se os valores representados na Tabela 1, observa-se que a velocidade do movimento dos grãos de areia em fluxo aumenta com o aumento da rotação, porém os valores de velocidade obtidos para a solução de redutor de atrito hidrodinâmico são menores que os valores de velocidade obtidos para água nas mesmas rotações. Esses resultados são coerentes com os resultados obtidos por de Magalhães et al (2006) através de simulação computacional. Muitos autores já descreveram a relação entre a intensidade da turbulência de um fluido com a distância em que partículas se movem na superfície de um leito formado por sedimentos. Quanto maior o número de Reynolds do 5

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 escoamento, maior é a distância em que as partículas da superfície do leito são carregadas durante o processo denominado saltação (Osnloo et. al., 2008; Bialik, 1999; Schmeeckle et al., 2007). Uma vez que macromoléculas em solução têm a propriedade de reduzir a frequência de formação dos vórtices em regime turbulento, a presença do PEO no fluido contendo areia pode reduzir a energia necessária para mover os grãos, que, aparentemente, está diretamente relacionada à frequência de formação de vórtices. A distância percorrida por grãos de areia na superfície de um leito formado por grãos no processo de saltação pode ser, portanto, menor na presença de um redutor de atrito hidrodinâmico na solução, como sugere a representação da Figura 5.

y x

(a)

y x

(b)

Figura 5 – Esquema representativo da provável movimentação dos grãos de areia na superfície de um leito numa mesma velocidade de escoamento de fluido (a) na ausência e (b) na presença de polímero redutor de atrito hidrodinâmico. A redução da velocidade de arraste dos grãos de areia pode provocar um aumento da altura da porção preenchida por grãos durante a onda alfa e, consequentemente, reduzir o volume a ser ocupados pelas partículas durante a propagação da onda beta, ou seja, uma a soma dos dois efeitos provocados pela presença do polímero no fluido contribuem para a redução da pressão de bombeio requerida.

4. Conclusão
Embora os experimentos de escoamento de fluido com grãos de areia em câmera de fluxo terem sido feitos à altas velocidades, em que não são observados os processos de saltação e deformação da superfície, mas apenas o de suspensão devido à alta turbulência, os resultados obtidos nesse trabalho mostram que a adição de redutores de atrito hidrodinâmico no fluido de Gravel Pack pode ser uma alternativa de facilitar o processo de preenchimento do trecho horizontal. Além de promover o efeito já conhecido de reduzir as perdas de carga durante a propagação da onda beta, a adição do polímero no fluido de Gravel Pack pode aumentar a altura preenchida por grãos durante a onda alfa, reduzindo o volume a ser preenchido e o tempo de preenchimento da onda beta. São necessários, portanto, testes em maior escala e em condições mais próximas ao processo real.

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