IBP1690_12 ÍNDICE PARA AVALIAÇÃO DE IMPACTOS SOCIOECONÔMICOS À EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS EM CAMPOS MARGINAIS 1 2 Paulo S. R. de Araújo ; Victor M.

Vieira ; Lucas R. de Souza3; Doneivan F. Ferreira4
Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a 20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento, seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.

Resumo
No cenário dos pequenos e independentes produtores em campos maduros e marginais a Regulação do Setor de Petróleo tem tratado os diferentes de forma igualitária, fazendo-se necessário suporte informativo quanto às condicionantes e impactos socioeconômicos da atividade nos municípios produtores, possibilitando relacionar o desenvolvimento socioeconômico sustentado ao impacto da produção de petróleo e gás em campos marginais, considerando os componentes ambiental, social, econômico e institucional, como suporte a instrumento de gestão e tomada de decisão, privilegiando dados disponíveis em fontes oficiais. A qualificação dos indicadores e a caracterização dos impactos socioeconômicos nos municípios com atividade de E & P de petróleo e gás natural dos pequenos e médios produtores em campos marginais, deve considerar as mais diversas interações entre os índices incluídos, devendo ser representativo de séries históricas da socioeconomia local e internalizando dados relativos: i) ao comportamento histórico da atividade econômica local (recessão e expansão); ii) periodicidade de suas oscilações; iii) ao mecanismo de relações com indicadores sociais e de serviços. Tem-se adotado o modelo conceitual econométrico ajustável (Índice de Atividade Econômica – IAE), sendo suporte ao software denominado Marginal Field Economic Tracking Tool (MFETT), em desenvolvimento pela Geo Inova Consultoria e Participações Ltda., considerando a possibilidade dentre três cenários operacionais distintos: a) Concessionária e operação: Petrobras; b) Concessionária: Petrobrás; Operação: produtor independente terceirizado; c) Concessionária e operação: produtor pequeno ou independente, na premissa de que ocorra a oferta de oportunidades de operação em campos marginais (leilões da ANP ou terceirização da PETROBRAS). Os dados estão sendo sistematizados em benchmark realizado em Mata de São João, na Bacia do Recôncavo. A produção em campos marginais não se justifica apenas pela demanda do petróleo, mas marcantemente pelo impacto socioeconômico, sendo este índice um suporte aditivo ao esforço na consolidação deste mercado e a livre atuação dos pequenos e médios produtores independentes.

Abstract
In the scenario of small and independent producers in mature fields and marginal adjustment of the Oil has treated equally different, making it necessary supporting information as to the conditions and socioeconomic impacts of the activity in producing municipalities, allowing to relate the sustainable socioeconomic development the impact of oil and gas production in marginal fields, considering the components environmental, social, economic and institutional support as a tool for management and decision making, focusing on data available from official sources. The classification and characterization of the indicators of socioeconomic impacts in municipalities with activity of E & P oil and natural gas of small and medium producers in marginal fields, should consider the diverse interactions between the indices included and must be representative of historical series of socioeconomics internalizing and local data: i) the historical behavior of local economic activity (recession and expansion), ii) the frequency of its oscillations, and iii) the mechanism of relations with social indicators and service. It has adopted the conceptual model econometric adjustable (Index of Economic Activity - IAE), and support software called Marginal Field Economic Tracking Tool (MFETT), under development by Geo Inova Consultancy e Participacoes Ltda., Considering the possibility of three operational scenarios distinguished: a) Concessionaire and operation: Petrobras b) Concessionaire: Petrobras; Operation: independent producer outsourced c)

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Doutor, Engenheiro Agrônomo - UNIFACS Mestre, Engenheiro Ambiental - IGEO/UFBA 3 Mestrando em Economia, Administrador - UFBA 4 PHD, Geólogo - IGEO/UFBA

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 Concessionaire and operation: small or independent producers, on the premise that there will be offering trading opportunities in marginal fields (auctions ANP or outsourcing of PETROBRAS), consisting of the social indicators, consumer goods and economic activity and oil and gas in marginal fields, and conducted a benchmark in Mata de São João, in the Recôncavo Baiano. Priority is given to the generation of information and basic research, public and private, making the predictability of economic activity and more efficient scenarios.

1. Introdução
A eficiência de processos de exploração e produção (E & P) de petróleo e gás requer planejamento, dados sistematizados, monitoramento de desempenho, marcos de avaliação e retroalimentação. A Regulação do Setor de Petróleo tem tratado os diferentes de forma igualitária, onde a concessão de campos atualmente marginais está ainda fortemente dependente da decisão da Petrobras (ambiente de monopólio). Enquanto isso, existe uma grande quantidade de campos em situação de subutilização com poços parados os quais poderiam ser operados por contratos de terceirização ou serem ofertados para independentes sob novos contratos de concessão, atrelados às novas Rodadas de Negociação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ferreira e cols. (2011) indicaram os pressupostos de continuidade de E & P para consolidação desse mercado potencial em campos maduros terrestres nos municípios produtores de petróleo e gás, os quais perpassam pelo(a)(s): i) prolongamento produtivo dos campos marginais, como incrementadores da socioeconomia local; ii) empresas pequenas e independentes são capazes de operar esses campos com economicidade em boas condições, movimentando de forma endógena a comunidade; iii) a reativação de poços parados promove a recomposição da cadeia produtiva, agora priorizando pequenos fornecedores de serviços e equipamentos locais, os quais teriam dificuldade em servir grandes empresas; iv) a pulverização na comercialização do óleo e gás aos pequenos e médios produtores expandirá significativamente o mercado de trabalho; (v) com os grandes desafios em províncias offshore, a exploração de bacias onshore (atividade importante para estratégia de segurança energética nacional) só poderá ser viabilizada com investimentos de um mercado independente de pequenos e médios produtores. Segundo a ABIO (2008), dentre aproximadamente 140 campos marginais de produção de petróleo em todo o Brasil, 70 estão na Bahia, localizados no Recôncavo, na Bacia de Tucano e Camamu-Almada (em Itaparica). No referido documento constou a declaração do Diretor Geral da ANP, Haroldo Lima, que ressaltou:
A restauração dos campos marginais não visa diretamente o aumento da produção do país, mas criar um sistema estruturante para a gestão de novas empresas nacionais de vários portes e independentes, como ocorre em países como os EUA, o Canadá e também na Argentina e na Colômbia. Essas empresas possibilitam que haja demanda por bens e serviços locais, gerando emprego, renda e desenvolvimento social. As bacias terrestres são atualmente responsáveis por 10% da produção de petróleo e 15% da produção de gás nacional, além de estimularem a entrada de novos agentes nas atividades exploratórias. No Brasil, há 72 empresas trabalhando na exploração e produção de petróleo em terra, sendo 36 brasileiras e 36 estrangeiras. Dessas 24 são pequenas empresas, que trabalham na exploração e produção de petróleo. Isto é muito pouco, poderiam ser mais de mil.

Torna-se crítico conhecer o potencial impacto na economia local em decorrência da reativação da produção desses poços, a exploração de outras zonas produtoras dentro da área, bem como, dimensionar o impacto no cenário de operação desses campos marginais.

2. Sustentabilidade Municipal e Indicadores Socioeconômicos
O desenvolvimento sustentado/sustentável está relacionado ao desenvolvimento e/ou equilíbrio socioeconômico, cultural, tecnológico e ambiental, sendo caracterizado como: O desenvolvimento é “sustentado” se existem condições econômicas, sociais e políticas que o suportem. O desenvolvimento é “sustentável” se pressupõe a melhoria das condições econômicas, sociais e ambientais da região e das populações autóctones garantindo, simultaneamente, às gerações futuras, as condições necessárias ao seu próprio desenvolvimento sustentável (MOREIRA, 2005, p. 3). Guimarães (2008) considerou que as interações do econômico à equidade social e ao equilíbrio ecológico produzem nas comunidades o sentido de corresponsabilidade como processo de mudança política, integrando a exploração de recursos naturais, investimentos financeiros e aplicação tecnológica. Ressaltou que o crescimento da produção de bens materiais, sem a melhoria dos indicadores de bem-estar, indica que o desenvolvimento econômico não é resultante apenas de políticas públicas bem sucedidas, necessitando de lastros sociais para consolidação contrapondo as mazelas socioeconômicas e ambientais, como, alocação concentrada de recursos públicos (fatores de mercado e política local), diminuição da diversidade produtiva, especulação imobiliária, aumento de violência pública, gestão deficitária de resíduos, dentre outros.

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 Guimarães (2008, p. 50), citando Maranhão (2007), conceituou indicador como:
Uma ferramenta de avaliação referida a uma característica específica e observável, mensurável em escala quantitativa ou qualitativa, ou a uma mudança que pode ser avaliada em relação a um critério previamente selecionado, e que mostra a evolução de uma política ou de um ou mais programas implementados a essa característica ou critério, ou o progresso relativamente ao atingimento de um resultado determinado, habilitando aos tomadores de decisão a avaliar a necessidade/oportunidade de uma intervenção corretiva e/ou estimar o progresso rumo ao resultados, metas e produtos perseguidos, ou, ainda, os impactos de uma determinada ação.

Em Conceito (2011) foi reportado que os objetivos genéricos dos indicadores são planejar (políticas, definição de objetivos, desenvolvimento de propostas e estratégias), monitorar (alteração de comportamentos no sistema, relacionando informação atual, situação e evolução do sistema) e comunicar (produção de informações condensadas de conformidade com público-alvo), sendo: apropriado (traduzindo claramente o sistema, no todo ou parte); simples (fácil entendimento) e devem permitir inter-relações (entre si e ao mesmo tempo ser facilmente mensuráveis). Ainda, foi ressaltado que os indicadores devem: i) ser integrados, englobando os diversos domínios da sociedade; ii) constituir critérios de desenvolvimento para a sociedade em geral; iii) estar adaptados às características locais, considerando as especificidades do território em questão; iv) apoiar-se na estrutura administrativa existente, devendo os diferentes organismos colaborar na geração dos dados existentes, bem como, no processo de produção e sistematização da nova informação. Os recursos financeiros gerados pela indústria do petróleo e gás natural e transferidos ao Estado são denominados participações governamentais (Government Take) (sendo o royalty o mais difundido e conhecido), os quais são recebidos pelo ente público como compensação pelos reflexos negativos causados pela exploração e produção de recursos naturais não renováveis, compostas de: (i) bônus pagos nas rodadas de licitações; (ii) pagamento pela ocupação das áreas sob concessão; (iii) royalties; (iv) participações especiais para os campos de alta rentabilidade e produção, que incidem sobre o lucro do petróleo ou gás produzido (ABPIP, 2010), conforme caracterizado na sequência: O bônus de assinatura condiciona a assinatura do contrato de exploração e produção, podendo ser determinado por um processo de licitação (bonus bidding), por negociação ou pela legislação de um país. Enquanto o impacto dos royalties é regressivo, menor quanto mais lucrativo for o campo, a participação especial é crescente com alíquotas progressivas com a produção. O lucro de um campo é mais sensível às variações de preço, câmbio e produção do que os royalties (ABPIP, 2010, p. 47). Segundo Coutinho (2008) a Constituição de 1988 foi marcada pela descentralização fiscal, aumentando a arrecadação municipal, composta pelos impostos, taxas, contribuições, transferências constitucionais (Federal e Estadual), tais como: Fundo de Participação dos Municípios (FPM); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF); Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); Imposto Territorial Rural (ITR); e repasses intergovernamentais, podendo ser tributárias – Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU); Imposto de Transmissão de Bens Intervivos (ITBI); Imposto Sobre Serviços (ISS); convênios como: Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF); Serviço Único de Saúde (SUS); Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS); Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); Taxas e Contribuições de Melhorias - ou Não Tributárias. O pressuposto de desenvolvimento perpassa por conflitos de interesse, disputas e alterações sociais, diversidade de grupos de pressão, bem estar socioeconômico, cultural e preservação dos recursos naturais na matriz de produção. Sen (2000), citado por Coutinho (2008), ressaltou que desenvolvimento econômico consiste em não condicionar as escolhas e oportunidades das pessoas longevas que buscam viver bem, dependem das oportunidades econômicas, incentivos às iniciativas, liberdades políticas, poderes sociais, saúde e educação formal de qualidade. Pacheco (2003, p. 29) ressaltou a necessidade de:
Aplicar com competência, segundo um planejamento estratégico de longo prazo, os generosos recursos oriundos das atividades exploratórias de petróleo, de forma a garantir, cessada a extração petrolífera, o desenvolvimento autossustentável das regiões. Isto seria possível investindo os recursos atuais em vocações produtivas das áreas beneficiadas, na execução de políticas de fortalecimento e na qualificação das estruturas internas, visando sempre a consolidação de um desenvolvimento original local, criando dessa forma condições sociais e econômicas para a geração e atração de novas atividades produtivas, dentro da perspectiva de uma economia aberta.

Coutinho (2008, p. 61), citando Pessanha (2004), ressaltou que:
O fim dos recursos dos royalties tenderá a provocar por si só, um esvaziamento das atividades produtivas de apoio e serviços vinculadas ao setor de petróleo. Este fato gera como consequências redução de tributos locais. O atrativo de outras empresas prestadoras de serviços de engenharia, ensino e outras, hoje atraídas pelo apelo da existência de recursos no executivo municipal, também tenderão a se afastar se outras opções não forem planejadas para substituir, com movimentação de recursos o que hoje se dá com os royalties do petróleo..... Não podem ser consideradas exageradas às projeções que imaginam um cenário de abandono de transformação em “cidades fantasma” naquelas que vicejam

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como cidades ricas, se não houver um planejamento integrado entre esses municípios produtores visando criar alternativas econômicas para essa era pós-petróleo.

3. Campos Marginais
O Segmento Upstream no Brasil é formado por 286 campos em produção, sendo que 201 (70,2%) estão nas bacias terrestres, destes 132 (66,7%) têm reservas inferiores a três milhões de barris de petróleo e 108 (53,7%) campos possuem reservas inferiores a um milhão de barris (ABPIP, 2010). A Lei do Petróleo estabeleceu o objetivo claro de garantir a utilização ótima dos recursos fósseis brasileiros. Dentro deste cenário, surgiram várias mudanças no setor de upstream de petróleo, inclusive um ambiente favorável para formação de um novo nicho de mercado: a produção de petróleo e gás em áreas constando “campos com acumulações marginais”, os quais envolvem principalmente campos inativos explorados, desenvolvidos e explotados pela PETROBRAS ao longo das últimas décadas. Ainda, existem campos descobertos, os quais nunca foram desenvolvidos por questões econômicas ou estratégicas. A dinâmica do Setor tem direcionado a referida Empresa ao Pré-Sal (águas profundas e ultraprofundas) das Bacias de Campos (RJ) e Santos (SP), obtendo grandes e importantes resultados. As bacias terrestres produtoras e como outras fronteiras exploratórias terrestres estão secundarizadas. No campo marginal de petróleo e gás, segundo definição regulatória da ANP, a produção ou previsão de produção aprovada não ultrapassa 500 barris diários e 70 mil metros cúbicos diários não associados, respectivamente. Caso não haja infraestrutura de escoamento do gás, o referido limite passará para 150 mil metros cúbicos não associados. O campo maduro é todo e qualquer campo de petróleo e/ou gás e tenha atingido o estágio de declínio permanente de produção. O campo marginal expressa um conceito econômico, indicando uma decisão empresarial e fatores intrínsecos externos como o preço do óleo e mercado de gás, enquanto o campo maduro refere-se ao conceito técnico (operacional), associado apenas ao declínio temporário do perfil de produção (ABPIP, 2010). Ainda, Bacias maduras são caracterizadas por: (i) histórico de sucesso significativo de atividades de E & P; (ii) considerável potencial exploratório remanescente, porém com maior probabilidade de se descobrir volumes de hidrocarbonetos cada vez menores; (iii) existência de extensa base de dados de E & P; (iv) existência de infraestrutura instalada, facilitando a logística de produção e escoamento de fluidos; (v) oportunidades de revitalização de campos em declínio da produção (ABPIP, 2010, p. 11). A partir de 1997 foi estabelecido o regime de concessão para exploração e produção de petróleo e gás natural, sendo segmentada a produção independente no Brasil. Além da participação em licitações da ANP para concessões, as alternativas para pequenas e médias empresas foram à aquisição direta de campos da Petrobras ou de campos marginais devolvidos por meio de licitações realizadas pela Empresa e pela Agência. Em Ferreira e cols. (2010) foi reportado que os modelos operacionais vigentes nos campos marginais do Brasil são: (i) PETROBRAS como concessionária e operadora; (ii) PETROBRAS como concessionária terceirizando a produção para um operador independente; (iii) Concessionário não - PETROBRAS (pequeno produtor ou operador independente). Segundo a ABPIP (2010), os produtores independentes, atuando nas bacias sedimentares em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Sergipe, somente exploram e produzem petróleo e gás, na forma de pequena ou média empresa, operando volumes inferiores em relação aos grandes operadores, sendo submetidos praticamente às mesmas exigências quanto aos órgãos governamentais. Embora, sejam mais sensíveis ao risco, pois o setor mantêm inadequados os sistemas regulatório e tributário. A ABPIP indica que os produtores independentes investiram diretamente cerca de R$ 2 bilhões no Segmento Upstream (menos de 10% das bacias sedimentares do Brasil são exploradas ou produzem hidrocarbonetos), sendo limitados por gargalos de infraestrutura de escoamento, tratamento e armazenamento da produção. O segmento é caracterizado pela flexibilidade operacional na produção de campos onshore subaproveitados, sob concessão da Petrobras, ou em novos blocos exploratórios onshore ou em pequenos campos offshore (águas rasas) (ABPIP, 2010). Dentre as principais causas do abandono temporário ou permanente desses projetos ao longo dos anos estão: mercado desfavorável (projetos com economicidade marginal sob um cenário de preços baixos); baixo volume recuperável remanescente; e alta razão gás/óleo (não havia ainda um mercado estabelecido para o gás natural). O processo decisório envolvendo o desenvolvimento ou a continuidade de projetos em áreas de acumulações marginais possui fatores críticos de risco, incerteza e custos de investimento. No entanto, como indicado, o risco exploratório já não existe e a maior limitação está relacionada aos baixos retornos (Valor Presente Líquido - VPL) de projetos dessa natureza (FERREIRA, 2009). A oportunidade de prolongamento da vida desses projetos envolve o gerenciamento da produção declinante mediante a viabilidade de investimentos em reabilitação e recuperação de infraestrutura (Figura 2).

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Bids Campos Marginais
od uç ã o

Reinício da Produção Fim da Produção Investimentos

Pr

Exploração

Desenvolvimento

Produção

Reabilitação

Produção

Abandono

Figura 1 - Prolongamento de projetos e oportunidades para aumento da produção (FERREIRA e cols., 2010, p. 14). Segundo Ferreira (2010), em 2006 na Bahia existia cerca de 1.780 poços produtores terrestres de óleo em atividade. Faziam parte do sistema de 44 Blocos Exploratórios, seis campos em desenvolvimento e 82 campos em produção. Esse sistema beneficiava 195 municípios com royalties (entre 5% e 10% da receita bruta). Em 2006, 374 superficiários e proprietários de terras regularizadas receberam cerca de R$ 20,6 milhões. Em 2007, o Estado da Bahia recebeu R$ 152,1 milhões em royalties e R$ 2,3 milhões em Participação Especial (PE). Os municípios baianos receberam R$ 106,8 milhões em royalties e R$ 568 mil em PE. Os proprietários de terra no estado receberam entre 1998 e 2007 cerca de R$108 milhões em remuneração compensatória pela atividade de produção em suas terras (FERREIRA, 2010). Segundo a ABPIP (2010, p. 15), citando Newton Monteiro, à época funcionário da Petrobras, “(...) aqueles ativos careciam de atratividade econômica suficiente para concorrer na obtenção dos investimentos necessários, haja vista que a Petrobras havia crescido muito e suas atividades marítimas exigiam cada vez mais recursos milionários. Era basicamente uma questão de prioridade e escala”. Segundo Ferreira e cols. (2011) as informações geradas no período de exploração e produção (E & P) não são utilizadas como suporte para aperfeiçoar a produção ou prolongar a produção do campo, estabelecendo-se como principais fatores limitantes: a) os relatórios de operação desses campos são restritos à PETROBRAS; b) o sistema que pode ser analisado inclui o período sob a Lei do Petróleo - Marco Regulatório do Petróleo; c) as Prefeituras não têm bancos de dados para suprir as informações necessárias para um estudo de análise sistematizada dos impactos da atividade de produção em seus municípios; d) as empresas operadoras de campos marginais, com grande quantidade de dados de produção, não sistematizam essas informações. Os autores ressaltaram ainda que na grande maioria dos casos, o prolongamento da vida desses campos exige o gerenciamento da produção declinante, mediante investimentos em reparação de infraestrutura envelhecida, estudos geológicos e geofísicos, gerenciamento da água produzida, e, onde economicamente justificável, o emprego dos recursos em técnicas para aumento da recuperação (convencional e avançada). Recomendaram o direcionamento de esforços exploratórios para identificação de outros reservatórios ainda não desenvolvidos, posterior à cuidadosa análise de viabilidade técnico-econômica. A indicação do ponto crítico em que o campo se torna marginal dependerá do cenário mercadológico. O foco do negócio está na maximização da produção por meio da otimização da produção diária, e da redução das perdas de produção, cujos itens mais importantes são: (i) a redução do tempo do poço parado, (ii) redução do ciclo de reparos, (iii) escolha criteriosa do método de elevação. No entanto, já é evidente que pequenas empresas podem operar projetos dessa categoria de forma rentável. Além da ausência do risco exploratório, este nicho ainda é motivado pela acessibilidade a tecnologias tradicionais, pela previsibilidade do fluxo de caixa e por um claro potencial para incremento da produção. Com custos operacionais mais baixos, pequenas empresas podem viabilizar a operação de poços de baixa produção e ainda investir em novos projetos, inclusive exploratórios (FERREIRA e cols., 2011). O óleo produzido a partir desses pequenos projetos de produção representa uma fatia insignificante do volume extraído anualmente no Brasil. No entanto, os ganhos sociais e econômicos diretos e indiretos nesta região são de grande significância. A não consolidação deste nicho de mercado para a livre atuação dos pequenos e médios empresários no esquema de produção de petróleo e gás em campos maduros e acumulações marginais significam perdas econômicas e sociais expressivas em vários níveis. Segundo Rodrigues e Almeida (2007) as companhias independentes de petróleo - não integradas, cujos rendimentos são obtidos basicamente da produção de boca de poço (sem operações no refino e distribuição) abrigam a maioria das empresas presentes no setor, sendo responsável por empregar maior parte da força de trabalho dessa indústria. Há empresas com atuação global, diferem dos pequenos produtores locais e de empresas de médio porte, sendo classificadas na vasta categoria de empresas independentes. Monteiro (2009) ressaltou que contemporaneamente referir-se a produção de petróleo e gás no Brasil significa relacionar as atividades desenvolvidas em águas profundas no litoral de Campos (RJ), principal cenário de atuação da PETROBRAS e de um pequeno número de companhias multinacionais de petróleo, pois desde o início dessa atividade (1960), as reservas apropriadas e a produtividade dos poços marítimos eram maiores que as terrestres. Ainda, reportou que os campos terrestres e marítimos correspondem a, respectivamente, 67% e 9% do total produzido no mundo. No Brasil, esse cenário mudou para aproximadamente 10% e 87% (produção doméstica), respectivamente.
“[...] até o início da década de 80, a atividade petrolífera no Brasil estava concentrada nas operações de exploração e produção terrestres, conduzidas em regiões carentes localizadas na Bahia, Sergipe,

Figura 1. Prolongamento da vida de projetos e oportunidades para aumento da produção.

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Alagoas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Ceará. Todavia as limitações estruturais e financeiras da PETROBRAS não permitiram a aplicação de esforço de mesma intensidade do exercido na operação marítima para a prospecção e desenvolvimento das nossas bacias terrestres, embora estas, em área, correspondam a 75% das bacias potencialmente produtoras do Brasil. Atenta à necessidade de atuação mais focalizada nas bacias terrestres e de águas rasas, a ANP deflagrou um processo de incentivo à implantação, no País, do segmento de produtores de petróleo e gás de médio e pequeno porte, comumente denominado de produtores independentes. Essas novas empresas terão seu principal foco de atuação naquelas bacias sedimentares, que já não constituem o objetivo principal da Petrobrás e também das demais grandes companhias integradas de petróleo, mas que ainda podem significar geração de riqueza e incorporação ao mercado de trabalho de boa parte das populações locais.” (MONTEIRO , 2009, p. 7)

Em Ferreira e cols. (2010) foi reportado que em 2009, a ANP iniciou esforços para aquisição de dados (geológicos; geofísicos) em bacias terrestres inexploradas, bem como, a redução da área dos blocos oferecidos nas licitações para exploração em bacias maduras, o que facilita, sobretudo, a atuação das pequenas e médias empresas. A limitação do número de blocos, e consequente redução de seus tamanhos, possibilitam a participação de companhias de pequeno porte. Esses blocos, ou áreas, incluíam vários pequenos campos que haviam sido devolvidos pela Petrobrás à ANP após a criação da Agência. Essas áreas foram devolvidas por questões diversas, incluindo: tamanho inexpressivo das reservas, economicidade marginal ou subeconomicidade, avançado estágio de maturidade, altos custos operacionais, estrutura envelhecida sem justificativas econômicas para renovação da mesma, etc. Foi registrado que a razão da inclusão de campos com acumulações marginais dentro de áreas exploratórias partiu do conceito de que a sua presença serviria de incentivo a prospecção, reduzindo o risco exploratório naquelas áreas. Nos EUA e Canadá acumulações marginais do porte das incluídas nos blocos exploratórios brasileiros são operados por milhares de pequenos e médios produtores independentes. Essas experiências sinalizam a necessidade de mudanças nos procedimentos de licitação para fornecer a atratividade a pequenos e médios empreendedores. Ainda, foi inferido (p. 19) os possíveis impactos na PETROBRAS, devido à da pulverização desse mercado (Tabelas 1 e 2 = dados para suporte), conforme segue com os campos:
a) em poder da ANP, não provocarão nenhum impacto no desempenho da Empresa. b) parados poderão ser devolvidos mediante a indenização compensatória e, como estão parados, não afetarão o desempenho da Empresa. c) subutilizados poderão ser devolvidos também mediante a indenização compensatória. O valor da indenização seria definido em comum acordo entre a PETROBRAS e a ANP, sem risco para a Empresa de subvalorização de seus ativos. Obs.1: nos casos “a” e “b”, a PETROBRAS poderia também licitar as áreas para operação terceirizada, o que daria, igualmente, um incentivo ao processo de consolidação desse mercado e exerceria um significativo impacto na economia dos municípios produtores, já que terceirizações ampliam as arrecadações de ISS – Imposto Sobre Serviços. Obs.2: áreas maduras sendo operadas em seu potencial pleno, ainda de interesse da Empresa, permaneceriam como estão ou, ainda, poderiam ser terceirizadas para operadores independentes.

Tabela 1 - Produção Terrestre do Brasil (FERREIRA e cols., 2010, p. 17)
Operadora Outras Petrobrás Total Óleo (bbl) 541.218 64.929.581 65.470.799 Produção Terrestre 2009 Gás natural (mm3) Óleo (bbl/dia) 8.502 1.483 6.036.706 177.889 6.045.208 179.372 Gás natural (mm3/dia) 23 16.539 16.562

Tabela 2 - Produção de Petróleo, Gás Natural e água produzida por estado (Adaptado de VIEIRA, 2011).
Estado/2010 AL AM BA CE ES RJ RN SP SE Petróleo (bbl/dia) 5797,783558 35696,08071 43533,14252 8018,043675 218963,4436 1629700,2 56936,34032 14374,20618 41328,78842 % Petróleo 0,3 1,7 2,1 0,4 10,7 79,3 2,8 0,7 2,0 Gás Natural Total (mm3) 1844,7664 10569,24418 9313,052492 116,3748833 7388,895883 27766,49353 1887,739817 932,7883417 3014,817233 % Gás Natural 2,9 16,8 14,8 0,2 11,8 44,2 3,0 1,5 4,8 Água produzida (bbl/dia) 7815,317233 18563,70007 351039,2636 44399,03991 98555,51178 1284025,796 707273,2772 86,790525 278513,6051 % Água produzida 0,3 0,7 12,6 1,6 3,5 46,0 25,3 0,0 10,0

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 Ferreira e cols. (2010) destacaram que o aumento da atividade de pequenos e independentes causa uma natural demanda de pequenos fornecedores de serviços e equipamentos que não poderiam, de outra forma, atuar no Setor (o processo de cadastramento de empresas na PETROBRAS está, muitas vezes, fora do alcance desses pequenos fornecedores). Com isso, cria-se uma nova cadeia produtiva e um novo polo de investimentos, promovendo no entorno o aumento da atividade econômica em estabelecimentos comerciais nos municípios, aumentando, portanto, significativamente o número de pessoas beneficiadas por esta atuação (contratação de mão de obra; capacitação de pessoal local e regional; aumento de arrecadação, investimentos públicos e privados na instalação e manutenção de infraestrutura e utilities, etc). Os produtores independentes desenvolveram capacidade de adaptação às diversas oportunidades do setor de óleo e gás, desde operação de concessões de exploração, produção e prestação de serviços intrínsecos, por exemplo, a Petrorecôncavo (BA) Bahia e Koch (RN), operando suas próprias concessões e campos da Petrobras (risco-recompensa). Não existem linhas de fomento direcionadas para o segmento de produção independente, contudo há crédito e fomento para partes atividades como refino, máquinas, equipamento e transporte (ABPIP, 2010). Esse produtor promove a geração de riquezas e desenvolvimento social local, pela utilização dos recursos humanos e contratação de serviços locais; diversificação das fontes de geração de renda (Tabela 5); royalties e estrutura enxuta. Preliminarmente, em Mata de São João – BA foi verificado que o imposto sobre serviços, pago por esses operadores, foi maior que os royalties pagos por sua produção (FERREIRA e cols., 2010). Tabela 3 – Setores Envolvidos na Operação de um Campo Marginal e empresas identificadas por Setor

4. Sistematização do índice
A qualificação dos indicadores e a caracterização dos impactos socioeconômicos nos municípios com atividade de produção de petróleo e gás natural dos pequenos e médios produtores em campos marginais, deve considerar as mais diversas interações entre os índices incluídos, devendo ser representativo de séries históricas da socioeconomia local e constando dados sobre: i) o comportamento histórico da atividade econômica local (recessão e expansão); ii) a periodicidade de suas oscilações; iii) o mecanismo de relações com indicadores sociais e de serviços. Está sendo adotado o modelo conceitual econométrico ajustável (Índice de Atividade Econômica – IAE), este como base de suporte do software denominado Marginal Field Economic Tracking Tool (MFETT), desenvolvidos pela Geo Inova Consultoria e Participações Ltda., considerando a possibilidade dentre três cenários operacionais distintos e na premissa de que ocorra a oferta de oportunidades de operação em campos marginais (leilões da ANP ou terceirização da PETROBRAS) (Figura 2).

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Figura 2 - Possíveis cenários operacionais e impactos esperados. Em fase de expansão e continuação o benchmark no município de Mata de São João, na Bacia do Recôncavo, pela experiência da atividade de produção desenvolvida por concessionária privada de campos marginais, constando os possíveis componentes: a) demanda de bens de consumo voltado para população; b) indicadores econômicos, sociais e bens de consumo voltados para o Setor de Serviços em Produção de Petróleo, procedendo-se levantamento local das atividades que se agregam ao redor das operações de pequenos empreendedores e contribuem na movimentação da economia local, de conformidade com o modelo conceitual e sequência de fases no MFETT (Figs. 3 e 4).

Figura 3 – Modelo conceitual dos impactos socioeconômicos.

Figura 4 - Marginal Field Economic Tracking Tool (MFETT).

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 São preferidos os indicadores disponíveis em fontes oficiais de divulgação, tais como: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI); Prefeitura Municipal; Concessionárias, dentre outras. As categorias de informação serão sistematizadas em: social; demanda por bens e serviços; econômica e informações relativas à atividade de petróleo e gás em campos marginais, sendo esses indicadores (FERREIRA e cols., 2010, p. 27), sumarizados na sequência:
i) Indicadores sociais e bens de consumo: população; renda per capita e Produto Interno Bruto (PIB) per capita; renda média familiar; Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); leitos hospitalares; eleitores; escolas: matrículas e evasão escolar; população empregada por setor da economia; famílias atendidas por programas públicos; taxa de alfabetização; taxas de natalidade e mortalidade; densidade demográfica; consumo de energia elétrica (residencial, industrial, comercial, órgãos públicos e iluminação pública); consultas de crédito ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Centralização dos Serviços Bancários S/A (SERASA); quantidade de veículos emplacados; quantitativo de obras em construção e “habite-se”; consumo de água, vendas de eletrodomésticos; dentre outros; ii) Indicadores econômicos e da atividade de petróleo e gás em campos marginais maduros: poços ativos e inativos; produção mensal de óleo/gás, total de empregados em E&P e variáveis relacionadas à expansão e manutenção de operações em E&P; empresas por segmento, arrecadação por setor de atividade, Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL); Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS); Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS); Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS); Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF); Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Royalties; Preço do Petróleo (Brent); Inadimplência de Pessoa Física e Jurídica (SERASA e SPC); Taxa de Desemprego; Consumo de Combustíveis; dentre outros;

5. Considerações finais
Decorrentes dos dados preliminares dos impactos socioeconômicos da atividade de produção de petróleo e gás natural em campos marginais na Bahia observa-se uma movimentação financeira nos municípios produtores sob cenários: (1) de terceirização das concessões da PETROBRAS; (2) onde pequenas empresas são as próprias concessionárias dos campos marginais. Ainda, a arrecadação municipal mensurada pelo Imposto Sobre Serviço é duas vezes os royalties repassados pelo Governo Federal ao município produtor. Tem-se mantido o ajuste das variáveis e dados para quantificar o comportamento do mercado de trabalho especializado e indireto, mediante as variações de investimentos. Há indícios da reativação da cadeia produtiva anteriormente desmobilizada na área de produção e a formação de uma nova cadeia alternativa. A produção em campos marginais não se justifica apenas pela demanda do petróleo, mas marcantemente pelo impacto socioeconômico, bem como, pode caracterizar um suporte ao esforço na consolidação deste mercado e a livre atuação dos pequenos e médios produtores independentes.

6. Agradecimentos
Agradecimentos ao IBP pelo suporte aos projetos do Grupo de Pesquisa Produção de Petróleo e Gás em Campos Marginais; ao CNPq pelo suporte no projeto de desenvolvimento tecnológico; à FAPESB pela bolsa durante o desenvolvimento do presente estudo; à ANP por fornecer dados públicos e suporte em atividades acadêmicas correlatas; a PETROBRAS, ABPIP e a APPOM (empresas produtoras pequenas e independentes) no fornecimento de informações e visitas técnicas.

7. Referências
ABIO (Associação Brasileira de Informações Oficiais). Bahia possui metade dos campos de petróleo onshore do Brasil. 2008. Disponível em http://www.abionoticias.com.br/novoSite/noticia.php?id=150http://investne.com.br/es/Noticias-Bahia/Bahia-possuimetade-dos-campos-de-petroleo-onshore-do-Brasil. Acessado em 22 jun 2011 às 23h00. ABPIP. Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e gás. Políticas e estratégia para o desenvolvimento da produção independente de petróleo e gás. 2010. 97 p. Disponível em http://www.abpip.com.br/wiki/arquivos_carregados/ABPIP_Politicas_e_estrategia.pdf. Acessado em 07 jan 2011 às 17h30. CONCEITO de Indicador. Em: www.igeo.pt. Disponível em http://www.igeo.pt/instituto/cegig/got/17_Planning/Files/indicadores/conceito_indicador.pdf. Acessado em 04 de janeiro de 2011 às 15h00.

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