Técnico em Segurança do Trabalho

Disciplina:

Ergonomia e Saúde ocupacional

Governador: Eduardo Henrique Accioly Campos Vice-Governador: João Soares Lyra Neto Secretário de Educação: Anderson Stevens Leônidas Gomes Secretário Executivo de Educação Profissional: Paulo Dutra Gerente Geral da Educação Profissional: Luciane Pulça Gestor de Educação a Distância: George Bento Catunda Coordenador do Curso: Carlos Cunha Professora Pesquisadora: Maria Luisa Muniz Equipe Central de Educação a Distância: Andréia Guerra; Carlos Cunha; Eber Gomes; Gustavo Tavares; Maria de Lourdes Cordeiro Marques; Maria Helena Cavalcanti; Mauro de Pinho Vieira; Pedro Luna; Reginaldo Filho

Técnico em Segurança do Trabalho

PROGRAMA DA DISCIPLINA
1. Competência 1: Compreender e identificar os serviços de saúde ocupacional necessários à sua organização, no que tange ao cumprimento das políticas de Saúde e Segurança no Trabalho (SST); 2. Competência 2: Estabelecer ações preventivas e corretivas para a promoção da saúde ocupacional no ambiente de trabalho; 3. Estruturar e desenvolver avaliação ergonômica nos ambientes de trabalho .

Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional

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Técnico em Segurança do Trabalho

LISTA DE ABREVIATURAS
AET – Análise Ergonômica de trabalho CA – Certificado de Aprovação CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CLT – Consolidação das Luis do Trabalho CNAE – Classificação Nacional de Atividades EPC – Equipamento de Proteção Coletiva EPI – Equipamento de Proteção Individual LT – Limite de Tolerância MTE – Ministério do Trabalho e Emprego NR – Norma Regulamentadora OIT – Organização Internacional do Trabalho OMS – Organização Mundial da Saúde PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais SESMT – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho SST – Saúde e Segurança no Trabalho

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1.3 Norma regulamentadora 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) 2º COMPETÊNCIA .Compreender e identificar os serviços de saúde ocupacional necessários à organização.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) 1.3 Doenças e acidentes ocupacionais 2.2 Mapa de risco 2.Estruturar e desenvolver avaliação ergonômica nos ambientes de trabalho 3.1 Surgimento da ergonomia 3.4 Medidas de prevenção dos riscos 3º COMPETÊNCIA . no que tange ao cumprimento das políticas de Saúde e Segurança no Trabalho (SST).1 Fatores de Risco 2.Estabelecer ações preventivas e corretivas para a promoção da saúde ocupacional no ambiente de trabalho 2.Técnico em Segurança do Trabalho SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA INTRODUÇÃO 1º COMPETÊNCIA .2 Norma regulamentadora 4 .2 Classificação da ergonomia Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 05 .1 Histórico da Saúde Ocupacional 1.

Técnico em Segurança do Trabalho 3.Ergonomia 3.4 Análise ergonômica de trabalho (AET) CONCLUSÃO REFERÊNCIAS Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 06 .3 Norma regulamentadora 17 .

você. será capaz de identificar os riscos ambientais existentes em locais de trabalhos diversos e saberá elaborar um mapa de risco. Entenderemos qual a importância desta disciplina. do curso de Técnico de Segurança do Trabalho! Caro(a) cursista. além de obter o conhecimento teórico. o aluno. aproveitar este momento de interação para aprender um pouco sobre Saúde Ocupacional e Ergonomia. qual a sua importância e como é feita a sua elaboração? Quais os cuidados que se deve tomar ao elaborar as medidas de prevenção em um local de trabalho? Quando surgiu a ergonomia e como ela se classifica? Como é realizada a análise ergonômica do trabalho? Pretendemos esclarecer e discutir todas estas perguntas e acreditamos que.Técnico em Segurança do Trabalho APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Seja bem vindo(a) a mais uma disciplina do módulo I. vamos seguir juntos nesta jornada e.e ao longo da disciplina. Bons estudos! Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 07 . ao fim da disciplina. estará apto a respondê-las. além de ter as informações necessárias para colocar em prática uma análise ergonômica do trabalho. a serem realizadas pelo profissional especialista nessa área. Mas não apenas isso! Ao final. como por exemplo: Quando e porque surgiu a preocupação com as condições laborais dentro das indústrias? Quais são os serviços que atuam na Saúde Ocupacional do trabalhadores e como eles se estruturam e atuam nas empresas? Quais são os fatores de risco ambientais e porque a necessidade de identificá-los? O que é um mapa de risco. Podemos destacar vários questionamentos qu. na prática diária do técnico de segurança do trabalho e como os conhecimentos dela irão dar consistência e facilitar as ações. prezado(a) cursista. vamos responder.

é a de um completo bem estar físico. qual a sua importância. o trabalho termina por ser um dos determinantes dessa construção. Mas não vamos parar por aqui. dos trabalhadores. Vamos aprender onde ela surgiu. serão abordados através de Normas regulamentadoras (NRs). iremos conhecer os riscos ambientais detalhadamente e.Técnico em Segurança do Trabalho INTRODUÇÃO A definição de saúde. ou seja. a partir do primeiro parágrafo. Por fim. Sendo assim. um dos determinantes da saúde dos cidadãos. segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Encerremos esta disciplina na 3º competência. começaremos a pensar em medidas para preveni-los e deixar o local de trabalho o mais saudável possível. Na 2º competência. posteriormente. classificação e campo de aplicação. a importância de estudar a saúde ocupacional. alguns serviços que atualmente prestam atendimento de prevenção de doenças e acidentes no local de trabalho. após aprendermos a identificar estes riscos. do Estado e da sociedade civil para melhorar a segurança. os fatores de risco para doenças e acidentes existentes no ambiente de laboral e as medidas de prevenção de agravos. social e espiritual. podemos concluir que o ambiente do trabalho. a saúde e o bem-estar no trabalho. já carregam uma relação de causa e efeito bem definida. Para conseguirmos resultados positivos é necessário um esforço conjunto dos empregadores. A saúde e o trabalho. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 08 . nos dias de hoje. comentando como e quando surgiram os primeiros serviços voltados à prevenção de agravos em funcionários. onde será abordada uma ciência denominada de ergonomia. psíquico. Por isto. Além disso. Dessa forma. aprenderemos o que é o mapa de risco. iremos compreender como realizar uma análise ergonômica do trabalho e qual a sua importância e utilidade. Ela também é vista como um processo. Caro(a) cursista. vamos começar a 1º competência fazendo um apanhado histórico geral da saúde ocupacional e. uma construção do ser humano. os equipamentos utilizados e a organização das atividades são fatores decisivos para a saúde dos trabalhadores. a sua importância e o passo a passo na sua elaboração.

fazendo uma abordagem geral do histórico da saúde ocupacional. Caro(a) aluno(a).Técnico em Segurança do Trabalho COMPETÊNCIA 1: COMPREENDER E IDENTIFICAR OS SERVIÇOS DE SAÚDE OCUPACIONAL NECESSÁRIOS À ORGANIZAÇÃO. são caDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 09 . iremos iniciar a 1º competência desta disciplina. Vamos compreender quando surgiu a preocupação com a saúde dos trabalhadores e quais foram as medidas tomadas inicialmente na época da Revolução Industrial visando a redução dos acidentes e a prevenção dos riscos existentes no ambiente laboral. quando manipuladas ou ingeridas. Compreenderemos também como este contexto levou a criação dos primeiros serviços de saúde ocupacional e atualmente quem são eles e como funcionam dentro das empresas. Histórico da Saúde Ocupacional O homem foi percebendo que algumas substâncias de origem animal. NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DAS POLÍTICAS DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO (SST). vegetal ou mineral.

quanto maior for o tempo de exposição ao agente. em conjunto. a intensidade da exposição e a suscetibilidade individual do trabalhador.Técnico em Segurança do Trabalho pazes de produzir doenças e até mesmo de causar a morte. Há cerca de 400 anos Paracelso discorreu: “Todas as substâncias são tóxicas. como por exemplo: o tempo de exposição ao agente. Imagem 01: Mineradores É importante resaltar que diversos fatores. a concentração das substâncias. Entretanto o aparecimento ou agravamento Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 10 . vão interferir no desenvolvimento de alguma doença ocupacional. mais vulnerável ao adoecimento estarão os trabalhadores.” Através desta reflexão e. quando em contado com o organismo humano. Não há uma que não seja veneno. Sendo assim. A dose correta é que diferencia um veneno de um remédio. com os conhecimentos mais atuais. a concentração das substâncias. podemos concluir que qualquer substância presente no ambiente do trabalho pode vir a produzir algum efeito adverso. a quantidade do agente no ambiente laboral e a intensidade da exposição. a quantidade do agente no ambiente laboral.

na Inglaterra. sob a pena de inviabilidade de sobrevivência dos trabalhadores. A Revolução Industrial foi iniciada na Europa (Inglaterra. Consequentemente. O interesse inicial brotou de um proprietário de uma fábrica têxDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 11 . onde a força de trabalho era explorada de forma desumana visando apenas à produtividade das grandes indústrias. Franca e Alemanha) e ocorreu entre 1760 e 1850. o ambiente era fechado e as máquinas. as doenças e os acidentes com mutilações e óbitos. as condições de trabalho eram precárias: não havia limites nas jornadas de trabalho. outras a imunidade mais baixa e determinados grupo tem uma facilidade maior a adquirir determinadas doenças quando comparados a outros. ou seja. tornou-se necessário uma intervenção. a medicina do trabalho. Foi neste contexto que surgiu. Imagem 02: Revolução Industrial Neste momento. características particulares de cada pessoa. outras são magras. sem nenhuma proteção. Algumas pessoas são mais altas. umas tem a pele escura. Nesta época.Técnico em Segurança do Trabalho das doenças ocupacionais serão determinados pela suscetibilidade individual. eram numerosos e as doenças infectocontagiosas se disseminaram.

o médico unicamente é que deve ser responsabilizado”. de maneira que ele possa verificar o efeito do trabalho sobre as pessoas. além dos prestados por instituições filantrópicas. Imagem 03: Crianças trabalhando em fábrica têxtil Dernham procurou o seu médico particular. você poderá dizer: meu médico é a minha defesa. E se ele verificar que qualquer dos trabalhadores está sofrendo a influência de causas que possam ser prevenidas. se algum deles vier a sofrer qualquer alteração da saúde. que servirá de intermediário entre você. Robert Baker. Deixe-o visitar a fábrica. A resposta de Baker foi: “Coloque no interior da sua fábrica o seu próprio médico. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 12 . a ele competirá fazer tal prevenção. pois a ele dei toda a minha autoridade no que diz respeito à proteção da saúde e das condições físicas dos meus operários. os seus trabalhadores e o público. sala por sala. e lhe questionou qual seria a melhor maneira ara ele resolver esta situação.Técnico em Segurança do Trabalho til chamado Robert Dernham que estava preocupado com a saúde de seus trabalhadores que não dispunham de nenhum cuidado médico. sempre que existam pessoas trabalhando. Dessa forma.

As primeiras iniciativas em relação a serviços médicos apenas surgiram a partir do aparecimento da legislação sobre indenizações. Devido à inexistência ou precariedade dos serviços de saúde e por contemplar as expectativas dos empregadores. o primeiro serviço de medicina do trabalho. quando Robert Dernham contratou Baker para trabalhar em sua fábrica. Se prestarmos atenção poderemos observar que em suas palavras despontam os elementos básicos das expectativas do capital quando às finalidades de um serviço de medicina do trabalho: • Serviços dirigidos por pessoas de inteira confiança do empresário e que estivessem dispostas a defendê-lo. Os movimentos mundiais com relação à saúde do trabalhador passaram a interessar à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nestes casos. Algumas indústrias. o interesse principal dos empregadores era reduzir o custo das indenizações. em casos de acidentes de trabalho. • Serviços que fossem centrados na figura do médico. se mantiveram muito resistentes em prestar uma atenção especial aos problemas de saúde de seus trabalhadores. o modelo acima descrito se difundiu rapidamente entre vários países. • Ao médico cabia a responsabilidade pela ocorrência de problemas de saúde. Os serviços de medicina do trabalho passaram a criar e manter a dependência do trabalhador e de seus familiares ao mesmo tempo em que controlava diretamente a força de trabalho. em especial nos Estados Unidos. Vamos agora reler atentamente a resposta dada por Baker. Através da recomendação nº112 de 1959 a OIT define os Serviços de Saúde Ocupacional como sendo serviços médicos instalados em um local de trabalho ou suas proximidades com as seguintes finalidades: • proteger os trabalhadores contra qualquer risco à sua saúDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 13 .Técnico em Segurança do Trabalho Surgiu assim em 1830. • Seria uma tarefa eminentemente médica a prevenção dos danos à saúde resultantes dos riscos do trabalho.

saúde e bem-estar social dos trabalhadores. etc). obtido especialmente pela adaptação do trabalho aos trabalhadores. • Inspeção periódica das instalações sanitárias e de conforto (vestiário. • Realização dos exames médicos ocupacionais (admissional. destacando-se os seguintes aspectos: • As funções dos serviços de medicina do trabalho deveriam ser essencialmente preventivas. • contribuir para o estabelecimento e a manutenção do mais alto grau possível de bem-estar físico e mental dos trabalhadores. alojamento. e pela colocação destes em atividades profissionais para as quais tenham aptidões. • Providenciar os primeiros socorros às vítimas de acidentes ou indisposições. demissional e especiais). Além de definir as funções dos serviços de medicina do trabalho. • Manter estreito relacionamento com os demais serviços e órgãos da empresa. refeitório. e com órgãos externos interessados em questão de segurança. periódico. A recomendação nº 112/59 foi um importante marco no processo de organização dos serviços de saúde do trabalhador. Um dos maiores méritos desta recomendação foi o de definir as funções dos serviços de medicina do trabalho. • Visitação periódica aos locais de trabalho para identificar fatores de risco que possam afetar a saúde dos trabalhadores. consta ainda da Recomendação nº 112/59 as seguintes disposições gerais: Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 14 . que possa decorrer do seu trabalho ou das condições em que este é realizado.Técnico em Segurança do Trabalho de. • contribuir para o ajustamento físico e mental do trabalhador. • Registro sistemático de todas as informações referentes à saúde dos trabalhadores. • Orientação na alimentação dos trabalhadores.

passamos pelas mesmas fases. Apesar da experiência já vivida pelos demais países. os brasileiros Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 15 . bem mais tarde que os países norte-americanos e europeus. sendo que seu funcionamento deveria correr por conta do empregador e/ou do Estado. passou pelo processo da Revolução Industrial por volta de 1930. os serviços médicos dentro das empresas foram criados por iniciativa dos empregadores e são razoavelmente recentes. na consolidação dos fins dos serviços de medicina do trabalho. Como se deu a evolução da Saúde Ocupacional aqui no Brasil? A América Latina. Aqui no Brasil. Em 1970 o Brasil já era considerado o campeão de acidentes de trabalho. • Os médicos do trabalho deveriam gozar de independência profissional e moral completa. provenientes de forma geral do campo. plenamente. Inicialmente. deveria subordinar-se diretamente à direção da empresa. • Os trabalhadores e suas organizações deveriam colaborar. Apesar da OIT recomendar serviços com caráter essencialmente preventivos. incluindo o Brasil. • Os locais e equipamentos dos serviços de medicina do trabalho deveriam estar de acordo com as normas fixadas pelo organismo competente. consistia em assistência médica gratuita para os trabalhadores. • O pessoal de enfermagem agregado ao serviço deverá ter qualificação. • A prestação dos serviços de medicina do trabalho não deveriam ocasionar nenhum gasto aos trabalhadores. • O médico responsável pelo serviço deveria ter formação especializada em medicina do trabalho. tanto em relação ao empregador como em relação aos empregados e seus representantes. que.Técnico em Segurança do Trabalho • O serviço de medicina do trabalho deveria ser dirigido por um médico. de acordo com normas fixadas pelo organismo competente.

veremos que. Apenas em 1972 o governo brasileiro baixou a portaria nº 3237 e tornou obrigatória a existência dos serviços médicos. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT mantenham os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. é preciso duas informações: a gradação do risco da atividade principal da empresa e o número total de empregados do estabeleciDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 16 . nem todas estão obrigadas a constituir o SESMT. de higiene e segurança em todas as empresas com mais de 100 trabalhadores. Imagem 04: Objetivos do SESMT Para realizar o dimensionamento do SESMT. definir quantos funcionários de cada categoria serão necessários na sua composição. É obrigatório que as empresas privadas e públicas. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. Norma regulamentadora 4 . ou seja.Técnico em Segurança do Trabalho eram eminentemente curativos e assistenciais.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) O SESMT tem como finalidade promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no seu local de trabalho. embora todas as empresas estejam obrigadas a cumprir o contido nas Normas Regulamentadoras (NR). Mais na frente.

Quer saber mais? Confira a NR-4 na íntegra com todos os seus quadros no link abaixo.Técnico em Segurança do Trabalho mento. Estas informações podem ser obtidas nos quadros I e II da NR-4.DIENSIONAMENTO DOS SESMT Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 17 .gov. QUADRO II . para cada Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. em escala crescente de risco. e da quantidade de empregados do estabelecimento. em função do grau de risco estabelecido no quadro I. http://portal. O quadro I contém.br/data/files/8A7C812D308E21660130D26E7A5C 0B97/nr_04. o grau de risco correspondente que varia de 1 a 4.mte.pdf Já o quadro II contém a composição mínima obrigatória do SESMT.

o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho. Em situações como a citada acima. que deixa bastante claro que o auxiliar de enfermagem só pode exercer suas funções quando supervisionado por um enfermeiro. Já para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho (funcionários de nível técnico). mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável.500. Este trecho da NR – 4 vai de encontro ao disposto na lei do exercício profissional da equipe de enfermagem. Atenção! O dimensionamento do SESMT é previsto em função da quantidade de empregados do estabelecimento. os engenheiros de segurança do trabalho. para todos os graus de risco. que tenham menos de mil empregados e que estejam situados no mesmo estado. Sendo assim. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho (funcionários de nível superior) poderão ficar centralizados.001 a 3.001 a 3.Técnico em Segurança do Trabalho Saiba mais! Ao observarmos o quadro II. podemos constatar que quando o número de empregados no estabelecimento alcança o patamar entre 2. para que os auxiliares de enfermagem não estejam praticando o exercício ilegal da sua profissão se torna obrigatória a contratação de enfermeiros já no patamar entre 2. o auxiliar de enfermagem do trabalho começa a ser obrigatório e o enfermeiro do trabalho ainda não. No caso das empresas que possuam mais de 50% de seus empregados em estabelecimentos ou setor com atividade cuja gradação de risco seja de grau superior ao da atividade principal. os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos. Ficando a encargo desta. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 18 . o dimensionamento SESMT deverá ser realizado em função do maior grau de risco. Os canteiros de obras e as frentes de trabalho. e não de toda a empresa.500 empregados.

são empresas onde seus estabelecimentos. elas ainda ficam obrigadas a cumprir esta norma. sozinhas. Entretanto. a assistência a este (s) será feita pelo serviço especializado daquele (s). e a empresa contratada não.Técnico em Segurança do Trabalho Caro(a) aluno(a). quando o somatório dos empregados de todos os estabelecimentos do estado ou território. Ou seja. por se enquadrar no quadro II. não se enquadrem no quadro II. se o maior número de funcionários se encontre em atividade na oficina mecânica. a empresa contratante deverá estender os seus Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho aos funcionários da empresa contratada. Podemos exemplificar fazendo referência a uma empresa que seja revendedora de veículos e que tenha setores de venda e uma oficina mecânica. o grau de risco considerado será o da oficina. mas após o soDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 19 . isoladamente. Esta empresa pode até ter como atividade principal a venda de veículos. caso a empresa contratada não seja obrigada a constituir um SESMT. Quando uma empresa poderá centralizar o seu SESMT? Aqui vamos tratar das exceções citadas nas páginas acima. imagine uma empresa que execute várias atividades em um mesmo estabelecimento. mesmo considerando o total de empregados nos seus estabelecimentos. não se enquadrem no quadro II. Uma outra situação. desde que a distância a ser percorrida entre aquele estabelecimento que se encontra o serviço e cada um dos demais não ultrapasse a 5000 mil metros. sejam estes centralizados ou por estabelecimento. Em casos onde alguns estabelecimentos se enquadrem no quadro II e outro (s) não. entretanto. Nas situações onde a empresa contratante e as outras por ela contratadas. a empresa contratante fará esse atendimento utilizando o seu SESMT próprio. A empresa pode atender a um conjunto de estabelecimentos pertencentes a ela. Quando a empresa contratante tiver obrigatoriedade de constituir um SESMT. alcance os limites previstos no quadro II.

Para as empresas que operem em regime sazonal.Técnico em Segurança do Trabalho matório dos seus empregados. enfermeiro do trabalho e médico do trabalho) este período é de no mínimo 3 horas (tempo parcial) ou 6 horas (tempo integral) diárias. Sendo assim. já para os de nível superior ( engenheiro de segurança do trabalho. apenas em algumas épocas do ano. de acordo com o que determina a NR 6. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. atingirem os limites disposto no referido quadro. a utilização. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. visando principalmente à prevenção. inclusive máquinas e equipamentos.EPI. pelo trabalhador. Para os trabalhadores de nível médio (técnicos de enfermagem e de segurança do trabalho) este período é de 8 horas diárias. quando solicitado. mesmo reduzido. • colaborar. treiná-la e atendêDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 20 . Todos os custos decorrentes da instalação e manutenção do SESMT ficará exclusivamente a encardo do empregador. As atividades dos profissionais integrantes dos SESMT devem ser. no estabelecimento. valendo-se ao máximo de suas observações. de Equipamentos de Proteção Individual . desde que a concentração. além de apoiá-la. o SESMT deverá ser dimensionado através da média aritmética do número de trabalhadores do ano anterior. durante o seu período de atuação no SESMT. fica proibida a realização de outras atividades na empresa. o reconhecimento do risco ocupacional e as medidas necessárias à proteção ao trabalhador. • manter permanente relacionamento com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Aos funcionários que trabalham no SESMT. compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: • aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. • determinar. ou seja. a intensidade ou característica do agente assim o exija.

Imagem 05: Educação continuada • esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. • promover a realização de atividades de conscientização. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. • registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 21 . as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). e todos os casos de doença ocupacional. estimulando-os em favor da prevenção.Técnico em Segurança do Trabalho la. com ou sem vítima. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. os fatores ambientais. • analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento.

em mais um caso. O serviço será organizado pelo sindicato patronal correspondente ou pelas próprias empresas. Esses serviços serão mantidos pelas empresas usuárias e. serão estipuladas de acordo com a proporção do número de empregados de cada uma. Nestes casos. se enquadram. ou seja. desde que previsto nas convenções ou acordos coletivos de trabalho das categorias envolvidas. Quem também pode constituir um SESMT comum são as empresas de mesma atividade econômica. cujos estabelecimentos não se enquadrem no quadro II poderão. O dimensionamento considerará o somatório dos trabalhadores assistidos As empresas que desenvolvem suas atividades em um mesmo polo industrial ou comercial. com possibilidade de criação de um SESMT comum. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. utilizando-a como um agente multiplicador. as despesas. através do órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). ou em municípios limítrofes. se juntar e organizar um SESMT comum. Este serviço será organizado pelas próprias empresas interessadas. desde que previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho. IV. As empresas. O SESMT deve manter uma estreita relação com a CIPA. no mínimo. mesmo que seus estabelecimentos se enquadrem no quadro II. propondo soluções corretivas e preventivas. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade. localizadas em um mesmo município. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 22 . V e VI (ver os quadros no link acima que indica a NR-4 e seus anexos na íntegra). o dimensionamento será em função do somatório dos empregados das empresas participantes. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. com a ajuda do sindicato ou associação da categoria econômica correspondente ou por iniciativa própria.Técnico em Segurança do Trabalho trabalho. preenchendo. estudando suas observações e solicitações. O dimensionamento considerará o somatório dos trabalhadores assistidos e a atividade econômica que empregue o maior número entre os trabalhadores assistidos.

Caro(a) cursista quando nos referimos a segurança do trabalho.Imagem 07: CIPA . e o principal objetivo da CIPA é justamente o de apoiar as empre.segurança Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 23 . Norma regulamentadora 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) O objetivo da CIPA é a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 06: Polo comercial de Caruaru Os SESMT deverão ser registrados no órgão regional do MTE. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. a primeira palavra que deve vir a nossa cabeça é prevenção.

podemos citar trabalhadores rurais que lidam na plantação e colheita e empregados do porto que movimentam as mercadoria fazendo cara e descarga. bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados. O trabalhador avulso é aquele. deverão estabelecer. independentemente de filiação sindical. a diversas empresas. A composição da CIPA se dará com representantes. com intermediação do sindicato da categoria ou do órgão gestor de mão de obra. associações recreativas. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 24 . sem vínculo empregatício. e o quadro I estabelece para cada grupo definido no quadro II. que presta serviço de natureza rural ou urbana. deverá garantir a integração das CIPA e dos designados. neutralizem. A CIPA deve ser constituída por estabelecimento e deve ser mantida em regular funcionamento as empresas privadas. escolhidos pelo empregador. Estas obrigações se aplicam aos trabalhadores avulsos e às entidades que lhes tomem serviço. Com o objetivo de harmonizar as políticas de segurança e saúde no trabalho a empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos. titulares e suplentes. e no número de empregados no estabelecimento. o dimensionamento da CIPA. cooperativas. reduzam os riscos ocupacionais nos ambientes de trabalho. instituições beneficentes. órgãos da administração direta e indireta. dos empregadores que serão por eles designados. sindicalizado ou não. Como exemplo. titulares e suplentes. sociedades de economia mista. pelo menos. Ou seja. não participando do processo eleitoral. Existem dois quadros na NR 5. através dos membros da CIPA ou designados. ou.Técnico em Segurança do Trabalho sas na adoção de medidas que eliminem. dos empregados eleitos em escrutínio secreto. do qual participem. exclusivamente os empregados interessados e com representantes. públicas. O dimensionamento será de acordo com o previsto no quadro I da NR 5. O quadro II divide as atividades desenvolvidas pelas empresas em grupos de CNAE. mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo. Já as empresas que estejam situadas em um mesmo centro comercial ou industrial.

através de negociação coletiva.cpac.embrapa. A dispensa arbitrária ou sem justa causa de um trabalhador.pdf Nos casos em que o estabelecimento não se enquadrar no quadro I. Já o vice-presidente será escolhido. Aos mesmos. http://www. Imagem 08: trabalho conjunto O empregador irá escolher entre os seus representantes o presidente da CIPA. Os membros eleitos da CIPA terão um mandato com duração de um ano.br/publico/usuarios/uploads/cipa/nr_05.Técnico em Segurança do Trabalho Quer saber mais? Confira a NR-5 na íntegra com todos os seus quadros no link abaixo. a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos da NR 5. pelos representantes dos empregados. Os membros da CIPA deverão entrar em acordo e eleger um secretário e o seu substituto. Estes poDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 25 . fica vetada a possibilidade de transferência para outro estabelecimento sem a sua concordância. podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados. eleito para cargo de direção da CIPA. entre os titulares. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. sendo permitida uma reeleição. fica proibida.

visto que nem todas poderão ser adotadas ao mesmo tempo. e elaborar o mapa de riscos. Inicialmente. • realizar.Técnico em Segurança do Trabalho dem fazer parte ou não da comissão. com a participação do maior número de trabalhadores. bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho. após ser obrigatoriamente protocolizada no Ministério do Trabalho. O ambiente de trabalho deve ser verificado periodicamente. a cada reunião. avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas. É importante que a empresa eleja prioridades e elabore um cronograma de implementação das medidas a adotar. • participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias. mesmo que haja redução do número de empregados da empresa. É importante checar se as medidas adotadas estão surtindo o efeito desejado ou se precisam ser ajustadas. visto que ele é dinâmico e é alterado constantemente. veremos como elaborar um mapa de risco. é importante temos em mente que o reconhecimento dos riscos ocupacionais é a primeira medida a ser adotada para que seja possível fazer o seu controle. Vamos conhecer um pouco mais do papel da CIPA enumerando e comentando as suas atribuições: • identificar os riscos do processo de trabalho. A CIPA. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 26 . exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento. verificações nos ambientes e condições de trabalho visando à identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores. não poderá ter seu número de representantes diminuído. com assessoria do SESMT. sendo neste último caso necessária a concordância do empregador. onde houver. Mais a frente. • elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho. nem poderá ser desativada antes do término do mandato de seus membros. periodicamente. • realizar.

onde houver. • participar. ou com o empregador. ou ao empregador. com o SESMT. Os trabalhadores devem ser informados sobre segurança e saúde no ambiente de trabalho de forma clara e precisa para se conscientizarem da importância das meninas de prevenção. anualmente. bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho. anualmente. de Campanhas de Prevenção da AIDS. quando houver. em conjunto com o SESMT. em conjunto com a empresa. onde houver. onde houver. • promover. relativas à segurança e saúde no trabalho. da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados. a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). • divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras. a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores. • requerer ao SESMT. • participar. • colaborar no desenvolvimento e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho. para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores.Técnico em Segurança do Trabalho • divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho. • requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores. em conjunto com o SESMT. • participar. • requisitar à empresa as cópias da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) emitidas. das discussões promovidas pelo empregador. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 27 .

quando houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação de medidas corretivas de emergência. devem ter garantidos.Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 09: trabalho em grupo Aos membros da CIPA. Este membro será substituído por um suplente. Poderão ser solicitadas reuniões extraordinárias. de acordo com a sua ordem de colocação na eleição. pelo empregaador. No caso de afastamento do presidente. caso falte a mais de quatro reuniões sem justificativa. o empregador é quem indicará um substituto e. Um membro titular da CIPA poderá perder o mandato. A CIPA contará com reuniões mensais realizadas no horário do expediente normal da empresa. As decisões da CIPA serão tomadas prioritariamente por consenso. no caso de afastamento do vice-presidente os membros titulares da representação dos empregados vão escolher um substituto entre os titulares. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 28 . ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal ou houver solicitação expressa de uma das representações. Está deverá ser registrada na ata de reunião. os meios necessários e tempo suficiente para a realização de suas atribuições constantes do plano de trabalho. No caso de ele não ser possível será realizada uma votação.

possibilitando a participação da maioria dos trabalhadores e voto será secreto através de meios eletrônicos. garantindo o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e saúde a todos os trabalhadores do estabelecimento. Os membros atuais constituirão a comissão eleitoral. o empregador deve convocar as eleições para escolha dos representantes dos empregados. Em situações onde a participação na votação seja os casos de empate. Quando mais de uma empresa atua no mesmo estabelecimento a CIPA ou o designado da contratante e da contratada.Técnico em Segurança do Trabalho O empregador deverá promover treinamento aos membros da CIPA com uma carga horária de 20 horas. o funcionário que tiver mais anos de serviço no estabelecimento assumirá. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 29 . sendo estas ministradas em no máximo 8 horas por dia. A realização da eleição e a apuração de votos serão realizadas em horário normal de trabalho. deverão definir mecanismos de integração e adotar de forma integrada ações de prevenção de acidentes e doenças do trabalho. Onde a CIPA ainda não existir a comissão eleitora será constituída pela empresa. No prazo de 60 dias antes do término do mandato em curso. É de responsabilidade da empresa contratante prestar informações sobre os riscos presentes no ambiente de trabalho e medidas de proteção adequadas à empresa contatada. As empresas que não tenham a obrigatoriedade de manter a CIPA deverão realizar treinamento anual com o designado responsável pelo cumprimento dos objetivos da NR 5. Desta forma. que ficará responsável pela organização e acompanhamento do processo eleitoral.

físicos. os agentes existentes nos ambientes de trabalho. médio e longo prazo. Algumas vezes. biológicos. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 30 . Fatores de Risco Consideram-se riscos ocupacionais. depois que o trabalhador se afasta do agente causador. gerando lesões imediatas. Nesta unidade vamos conversar um pouco sobre os tipos de risco ambientais. as doenças ocupacionais causadas por eles e as medidas de prevenção e correção para evitar tais agravos. ergonômicos e mecânicos (ou de acidentes). doenças ou a morte. além de prejuízos de ordem legal e patrimonial para a empresa. Os ambientes de trabalho pela natureza das atividades desenvolvidas e/ ou pelas características de organização podem comprometer a saúde d trabalhador em curto.Técnico em Segurança do Trabalho COMPETÊNCIA 2: ESTABELECER AÇÕES PREVENTIVAS E CORRETIVAS PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL NO AMBIENTE DE TRABALHO As doenças ocupacionais são adquiridas pelo trabalhador através da exposição a agentes químicos. capazes de causar danos à saúde do empregado. elas só ocorrem após vários anos de exposição ou.

Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 31 . É utilizada apenas a sensibilidade do trabalhador que identifica a presença do risco. comparar e estabelecer. • Avaliação quantitativa > é utilizada para medir. Ex: Medir através de aparelho específico (dosímetro) o nível de ruído do ambiente. se torna necessária a investigação dos riscos no local de trabalho para conhecer a que fatores os funcionários estão expostos e que possíveis medidas de proteção são passíveis de serem aplicadas. É necessário o uso de um método científico e a utilização de instrumentos e equipamentos destinados à quantificação do risco. Ex: percepção do cheiro de vazamento de gás. O que será prejudicial é a presença do fator de risco somada à sua alta concentração. forma de apresentação (líquido. sólido. não apenas a presença de um agente nocivo no ambiente laboral é suficiente para causar transtornos. gasoso).” Saiba mais! Podemos avaliar os riscos ambientais existente em um ambiente de trabalho de duas formas: • Avaliação qualitativa > é a forma mais simples e também conhecida como forma preliminar. ressaltando que. também está diretamente relacionado ao Limite de Tolerância (LT) dos agentes ambientais a que o trabalhador fica exposto.Técnico em Segurança do Trabalho Você sabia? O Ministério da Saúde elaborou um manual de procedimentos para os serviços de saúde onde consta lista das doenças relacionadas ao trabalho. http://www.pdf No intuito de minimizar esses danos. O desencadeamento das doenças ocupacionais.medtrab.ufpr. Confira no link abaixo este material na íntegra.br/arquivos%20para%20dowload%202011/ Disciplina%20Doencas%20do%20Trabalho/Manual%20DO%20Min%20 Saude. A NR-15 define limite de tolerância como “a concentração ou intensidade máxima ou mínima relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente que não causará dano à saúde do trabalhador durante sua vida laboral. ao seu nível de toxidade e ao tempo de exposição do trabalhador.

ferramentas impróprias ou defeituosas. vibrações. vapores. trabalho em turno e noturno. instalações elétricas defeituosas. ao esforço físico intenso. parasitas. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 32 . protozoários. gases. material ou matéria-prima fora de especificação.Técnico em Segurança do Trabalho Os riscos físicos são representados por fatores ou agentes existentes no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde dos trabalhadores. máquina e equipamentos sem proteção. radiações. neblinas. bacilos e outras espécies de microorganismos. pisos pouco resistentes ou irregulares. iluminação excessiva ou insuficiente. probabilidade de incêndio ou explosão. levantamento e transporte manual de peso. fumos. a exemplo de poeiras. Os riscos ergonômicos estão ligados à execução de tarefas. imposição de ritmos excessivos. armazenamento inadequado. animais peçonhentos e outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes. posturas incorretas. jornadas de trabalho prolongadas. bactérias. Os riscos biológicos estão associados ao contato do homem com vírus. substâncias. calor. pressões anormais e umidade. entre eles. compostos ou outros produtos químicos. Os riscos de acidente ou mecânicos são muito diversificados e estão presentes no arranjo físico inadequado. névoas. Os riscos químicos são identificados pelo grande número de substâncias que podem contaminar o ambiente de trabalho e provocar danos à integridade física e mental dos trabalhadores. à organização e às relações de trabalho. como: ruídos. Engloba também os fatores psicossociais e. monotonia e repetitividade. fungos. podemos citar as situações causadoras de estresse e o relacionamento interpessoal entre o trabalhador e seus colegas de trabalho ou a chefia. mobiliário inadequado. frio. controle rígido de tempo para produtividade.

quando formos representar um risco ambiental podemos simplesmente colocar a sua cor correspondente. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 33 .Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 10: Classificação dos fatores de risco Você sabia? Cada fator de risco é identificado por uma cor diferente! Sendo assim.

Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 11: Cores dos fatores de risco Mapa de Risco O mapa de risco é a representação gráfica (em uma planta baixa) dos fatores de risco existentes em um setor de trabalho ou em toda a empresa. médio e grande (elevado). cada risco tem uma cor que o representa. Esta graduação vai ser mensurada em conformidade com as sensibilidades dos trabalhadores. Esta representação é feita através de círculos de diferentes cores e tamanhos. permitindo fácil visualização de todos os riscos de uma empresa. Imagem 12: Simbologia das cores Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 34 . Como visto em alguns parágrafos acima. e o tamanho dos círculos vai ser de acordo com a graduação do risco que pode ser classificado em pequeno (leve).

Elaboração do mapa de risco 1. • conscientização quanto ao uso adequado das medidas e dos equipamentos de proteção coletiva e individual. idade. • facilitação da gestão de saúde e segurança no trabalho com aumento da segurança interna e externa. Dessa forma. • os equipamentos. • melhoria do clima organizacional.Técnico em Segurança do Trabalho O mapa é considerado um instrumento participativo que vai ser elaborado com a colaboração dos trabalhadores. bem como estimula a sua participação nas atividades de prevenção. indenização. instrumentos e materiais de trabalho. Identificar os riscos existentes no local analisado. queixas de saúde. medicação. • redução de gastos com acidentes e doenças. Conhecer o processo de trabalho do local analisado . • As atividades exercidas. competitividade e lucratividade.os trabalhadores: • Os trabalhadores: número. substituição de trabalhadores e danos patrimoniais. Benefícios da adoção do mapa de risco: • identificação prévia dos riscos existentes nos locais de trabalho aos quais os trabalhadores poderão estar expostos. maior produtividade. sexo. conforme a clasDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 35 . Este momento de elaboração possibilita a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores. se torna possível gerar informação para todos os empregados da empresa e visitantes. jornada e treinamentos recebido. • O ambiente. que serão organizados e acompanhados pela CIPA e terão a supervisão e colaboração do SESMT. e criar um planejamento para as ações preventivas que serão adotadas pela empresa. 2. Podemos atribuir ao mapa de risco a capacidade de fazer um levantamento preliminar de riscos no ambiente da empresa e de informar o quantitativo de funcionários expostos a esses riscos.

indicando através de círculos: • O grupo a que pertence o risco. • Doenças profissionais diagnosticadas. de acordo com a percepção dos trabalhadores. que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes de círculos. • Organização do trabalho • Proteção individual. vestiários. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 36 . sobre o layout da empresa.Técnico em Segurança do Trabalho sificação específica dos riscos ambientais. 3. 5. refeitório. • Higiene e conforto: banheiro. 4. bebedouro. o qual deve ser anotado dentro ou abaixo do círculo. • Acidentes de trabalho ocorridos. Elaborar o Mapa de Riscos. lavatórios. Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia referente à: • Proteção coletiva. • Causas mais freqüentes de ausência ao trabalho. armários. Identificar os indicadores de saúde: • Queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos. • A intensidade do risco. • O número de trabalhadores expostos ao risco. área de lazer. de acordo com a cor padronizada.

. Imagem 13: Elaboração do mapa de risco – parte 1 Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 37 ..Técnico em Segurança do Trabalho Observe atentamente o ambiente de trabalho.

Imagem 14: Elaboração do mapa de risco – parte 2 Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 38 .. Imagine que está vendo tudo de cima.Técnico em Segurança do Trabalho ....

deverá ser afixado em cada local analisado. completo ou setorial. Imagem 15: Elaboração do mapa de risco – parte 3 Após discutido e aprovado pela CIPA. o mapa de riscos. Agora represente tudo com círculos e cores referentes aos riscos identificados..Técnico em Segurança do Trabalho . de forma claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores. O ideal é que logo Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 39 ..

Neste caso. Ex: silicose Doença do trabalho > entendida como a doença adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e que com ele se relacione diretamente. A própria atividade laborativa basta para comprovar a relação de causa e efeito entre o trabalho e a doença. quanto para as empresas e a sociedade. sociais e econômicos são muito altos e algumas vezes irreparáveis. Doenças e acidentes ocupacionais As doenças e os acidentes decorrentes do trabalho geram diversos fatores negativos tanto para o trabalhador acidentado. pela necessidade de cirurgias.gov.planalto. de 24 de julho de 1991.htm O índice de trabalhadores mortos prematuramente ou que ficam incapacitados é alarmante.br/ccivil_03/leis/L8213cons. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 40 . necessitase comprovar a relação de causa e efeito entre o trabalho e a doença. desemrprego.Técnico em Segurança do Trabalho na entrada da empresa tenha um mapa de riscos de todos os setores da mesma informando. http://www. a todos os trabalhadores e funcionários dos riscos que podem ser encontrados em casa ambiente. Os funcionários que conseguem fugir de tais infortúnios ainda podem ser atingidos pelo sofrimento físico e mental (depressão e traumas). Saiba mais! Para adquirir mais conhecimento sobre as doenças ocupacionais e os tipos de acidentes do trabalho confira no link abaixo a Seção I (Das Espécies de Prestações) do Capítulo II (Das prestações em geral) da Lei nº 8213. A soma dos custos e prejuízos humanos. assim. Você sabia? Que as doenças decorrentes do trabalho são consideradas acidentes de trabalho e que elas se subdividem em: Doença profissional > entendida como a doença produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade. Ex: lombalgia em profissional de enfermagem.

Técnico em Segurança do Trabalho próteses. leitos nos hospitais. As empresas também são atingidas fortemente pelas consequências de acidentes e doenças ocupacionais. É importante resaltar que dificilmente a empresa consegue manter o mesmo conceito e imagem no mercado. os acidentes. fisioterapia. Caro cursista. de uma forma geral. dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção. Estes jovens trabalhadores. e remédios. muitas vezes. assistência médica e psicológica. queremos deixar bem claro que o risco ao trabaDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 41 . pelo transporte e assistência médica de urgência. O País. pela investigação das causas do acidente e correção da situação. matéria-prima e outros insumos. em outros ocorrem prejuízos como a destruição de máquinas. são os responsáveis pelo sustento de suas famílias e acabam onerando a sociedade por necessitarem de socorro e medicações de urgência. diminuição do poder aquisitivo e estigmatização. Medidas de prevenção dos riscos É fundamental criar dentro das empresas um clima de sensibilização dos funcionários. visto que a população economicamente ativa fica reduzida. acaba prejudicado. visando à proteção contra todos os tipos de riscos presentes no ambiente de trabalho. equipamentos e setores com consequente interrupção da produção. Quando se cria uma conscientização coletiva referente ao respeito à integridade física dos trabalhadores e melhoria contínua dos ambientes de trabalho. Em algumas circunstâncias é necessária a paralisação de máquinas. intervenções cirúrgicas. veículos e equipamentos ou danificação de produtos. doenças e custos são prevenidos e reduzidos. Elas ficam responsáveis pelo pagamento do salário do trabalhador nos primeiros 15 dias após o acidente. a maioria das pessoas que sofrem este tipo de acidente está em uma faixa etária entre 20 e 30 anos. maior apoio da família e da comunidade e de benefícios previdenciários. E em relação à sociedade? Como será que acidentes e doenças gerados no ambiente laboral podem vir a interferir na vida cotidiana dos cidadãos? Como nós estamos sendo afetados? Segundo os dados estatísticos.

dos trabalhadores e dos ambientes de trabalho. Efetivar o controle operacional através de uma avaliação que vise o monitoramento das ações efetuadas e a checagem dos resultados alcançados. • Caracterizar a exposição através da avaliação dos riscos. Mas. identificar qual o ramo de atividade desta empresa. a frequência de exposição ao perigo e a proximidade da fonte de perigo for maior. • Discutir e definir as alternativas de eliminação ou controle das condições de risco e realizar uma programação de ações de prevenção a serem seguidas com o estabelecimento de prioridades e objetivos e metas claros a serem cumprido. sempre que o tempo de exposição ou de contato a fonte de perigo. a intensidade. a concentração e a quantidade nos quais os mesmos são encontrados. • Fazer um mapeamento dos processos de produção e atividades relacionadas atentando para suas principais etapas. Ou seja. será que também não é necessário seguir uma ordem lógica que aperfeiçoe o nosso serviço? A resposta para essa pergunta é sim! Vamos conhecer o Princípio da tecnologia de controle proposto pela higiene ocupacional: Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 42 . e na hora de criar essas ações de prevenção dos riscos. e caso necessário à reformulação das ações e metas. com a finalidade de identificar as fontes de perigo. Agora nós já sabemos os passos que devemos seguir. Dessa forma. estaremos identificando as condições de risco.Técnico em Segurança do Trabalho lhador será maior. Para podermos elaborar estratégias de prevenção de riscos precisamos inicialmente realizar uma análise preliminar das condições de trabalho: • Realizar um diagnóstico inicial das características da empresa. desde a identificação de um risco. quem são os seus trabalhadores (idade. sexo) e a situação estrutural dos setores de trabalho. até as medidas de prevenção que devem ser tomadas para saná-los. • Implementar e avaliar as medidas adotadas.

Os dispositivos de uso individual. capacete. • Se isso não for possível. formado ou liberado. Processo > Proteger o homem. • Se isso não for possível. Um outro método é o Processo para controle do risco. • Medidas organizacionais > Limitação do número de expostos ou do tempo de exposição. destinados à proteção de uma pessoa são os EPI. Envolver o risco. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 43 . Processo > Afastar o homem. • Em último caso. botas. Processo >Eliminar ou reduzir o risco. contê-lo de tal forma que não se propague para o ambiente. Hoje. bloquear as vias de entrada no organismo. a ciência e a tecnologia colocam à nossa disposição no mercado uma vasta quantidade de medidas e equipamentos de proteção. ou suficiente. Incluem os equipamentos de proteção coletiva (EPC). máscara. Exemplos de EPI > luvas. • Medidas de proteção individual ou adicionais > Utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI). que seguindo uma ordem correlaciona o tipo de medida ao processo: • Medidas construtivas ou de engenharia > Devem ser adotadas na fase de concepção e projeto. máquinas e edifícios). Atuam sobre os meios de trabalho (equipamentos.Técnico em Segurança do Trabalho • Inicialmente deve-se evitar que um agente potencialmente tóxico ou perigoso para a saúde seja utilizado. Já os equipamentos que protegem vários trabalhadores ao mesmo tempo e otimizam o ambiente de trabalho são os EPC. isolá-lo ou diluí-lo no ambiente de trabalho. jaleco e protetor auricular.

extintor de incêndio. sinalização e alarmes. sistema de exaustão. Imagem 17: Equipamentos de proteção coletiva Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 44 . pias.Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 16: Equipamentos de proteção individual Exemplos de EPC > isolamento de máquinas. iluminação adequada. chuveiros. corrimão e pastilhas antiderrapantes em escadas. limpeza do local de trabalho.

Ou seja. também se torna necessário complementar as informações com resultado de exames clínicos (físico e mental) e complementares (exame de sangue. ele só deve ser usado em último caso. a parte do corpo a ser atingida. o tipo de risco a ser prevenido. a história familiar e agravos pregressos. Não adianta apenas fornecer o EPI ao funcionário. Se subdivide em anamnese ocupacional. Saiba mais! Quando falamos em Saúde Ocupacional há dois conceitos que não podem deixar de ser abordados: • Anamnese > É o histórico da vida do funcionário. A sua utilização e feita quando não for possível eliminar o risco por outras medidas ou EPC. Muitas vezes. temos que conscientizá-lo da importância do seu uso na prevenção de acidentes e doenças e fornecermos informação através de capacitações continuadas da forma correta de utilizá-los. as características e qualidade técnica do EPI. uma vez que tal processo é específico para cada indivíduo. de imagem e etc). quando for necessário complementar a proteção coletiva. quanto ao ambiente. é quando se consegue fazer a ligação entre a causa e o efeito. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 45 . mas também as condições em que o trabalho é executado. e em anamnese clínica. envolvendo sua história de vida e de trabalho. à organização e à percepção da influência do trabalho no processo de adoecer. Para estabelecer o nexo. que geralmente é colhido através de um questionário com perguntas. quando as perguntas se referem à ocupação atual ou anterior do trabalhador. de fezes. em exposição de curto período e em trabalhos eventuais ou emergenciais. • Nexo Causal > Também conhecido como Nexo Técnico. o grau de proteção que o produto deve proporcionar e se ele possui o certificado de aprovação (CA) do Ministério do Trabalho e Emprego. de urina. torna-se fundamental a descrição detalhada da situação de trabalho. quando as perguntas se referem aos hábitos de vida. é a relação entre o adoecimento e a situação de trabalho. entre os fatores de risco do ambiente laboral que estariam levando o trabalhador ao adoecimento. A pessoa que vai ficar responsável pela seleção do EPI a ser utilizado deve conhecer não apenas o equipamento.Técnico em Segurança do Trabalho O EPI nunca deve ser a primeira opção. Não é simples.

vestimentas de tecido leve. • Equipamentos de proteção individual. cor clara. • Reposição hídrica e salina (instalar bebedores em locais estratégicos no local de trabalho). • Uso de barreiras refletoras (alumínio polido.Técnico em Segurança do Trabalho Agentes Físicos São as diversas formas de energia. ou seja. • Arejar o ambiente através da abertura de portas e janelas. que absorva o calor do organismo do funcionário e com sistema de ventilação acoplado. inicialmente expor o trabalhador de forma gradual ao risco para que o organismo através da sua capacidade fisiológica se adapte ao ambiente. as quais os trabalhadores podem estar expostos. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 46 . colocadas entre o trabalhador e a fonte geradora de calor. • Limitar o tempo de exposição do trabalhador. • Exames periódicos. • Automatização do processo (uso de máquinas no lugar de homens). exigem um meio de transmissão para propagar sua nocividade e agem até mesmo sobre indivíduos que não têm contato direto com a fonte de risco. • Aclimatação. aço inoxidável). Os agentes geradores deste risco possuem a capacidade de alterar as características físicas do meio ambiente. Vamos agora enumerar as medidas de controle do agente físico calor: • Insuflação de ar fresco no ambiente (ventiladores e ar condicionado). • Exaustão de vapores de água (ventiladores ou encanação).

• Aclimatação do trabalhador. • Educação continuada através de treinamentos.Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 18: Trabalhador exposto ao risco físico calor Vamos agora enumerar as medidas de controle do agente físico frio: • Exames médicos periódicos. • Hidratação adequada. • Troca das vestimentas úmidas por secas sempre que necessário. • Períodos de descanso em locais aquecidos. • Alimentação balanceada devido a perda grande de energia. • Evitar trabalhos exaustivos que levem ao suor e consequente umedecimento das roupas. • Evitar trabalhos solitários. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 47 .

aço ou chumbo. protetor de gônadas e tireoide e óculos de vidro plumbífero com proteção lateral.Técnico em Segurança do Trabalho • • • • Reduzir o tempo de exposição. capote e luvas) e as botas de couro com forro. • Utilização de avental plumbífero. As roupas devem estar sempre limpas e secas e ser composta de camadas múltiplas (calça. Sistema que permita a abertura das portas internamente. • Monitoramento biológico através de exames de sangue. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 48 . Não conter assentos metálicos nem sistema de ventilação. • Monitoração individual do agente. Imagem 19: Trabalhador exposto ao risco físico frio Vamos agora enumerar as medidas de controle do agente físico radiação ionizante: • Áreas controladas delimitadas com sinalização e barreiras físicas com blindagem feita de concreto. • Guarda adequada dos EPI para evitar fissuras ou rompimentos no lençol de chumbo.

Imagem 21: Trabalhador exposto ao risco físico radiação não ionizante Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 49 . óculos de sol e protetor solar.Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 20: Trabalhador exposto ao risco físico radiação ionizante Vamos agora enumerar as medidas de controle do agente físico radiação não ionizante: • Diminuir o tempo de exposição. • Realizar exames periódicos. calças compridas. • Utilizar blusas de manga. chapéu árabe. • Proporcionar descanso em ambiente coberto.

• Programação das operações de forma que fique o menor número de máquinas funcionando simultaneamente. Imagem 22: Trabalhador exposto ao risco físico pressões extremas Vamos agora enumerar as medidas de controle do agente físico ruído: • Substituição de equipamento por um mais silencioso. lubrificação dos rolamentos e regulação dos motores). • Substituição de engrenagens metálicas por outras de plástico. • Manutenção das máquinas (balanceamento e equilíbrio das partes móveis. • Os exames de rotina devem estar rigorosamente em dia e a saúde do trabalhador perfeita.Técnico em Segurança do Trabalho Vamos agora enumerar as medidas de controle do agente físico pressões anormais: • Capacitar o trabalhador quanto aos riscos e os cuidados que ele deve ter para evitar traumas e doenças descompressivas. • Isolar a fonte através de barreira isolante e adsorvente de Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 50 .

Técnico em Segurança do Trabalho som. Limitar o tempo de exposição do funcionário. • Monitoramento periódico no agente no ambiente de trabalho. Calibrar o pneu de veículos. Imagem 23: Trabalhador exposto ao risco físico ruído Vamos ção: • • • • • • • • agora enumerar as medidas de controle do agente físico vibraSubstituição de equipamentos que produzam vibração. • EPIs – protetor auricular. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 51 . Instalar amortecedores de vibração em assentos. • Realização dos exames de rotina. Colocar pedais de borracha nas máquinas. Realizar manutenção periódica dos equipamentos. Implantar rodízios e pausas na jornada de trabalho. Utilizar ferramentas com características antivibratórias.

Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 52 . • Realizar controle médico dos trabalhadores. • EPIs – luvas antivibração e botas de borracha. • Horários destinados ao descanso em ambientes secos.Técnico em Segurança do Trabalho • Capacitação sobre a forma de utilização correta das ferramentas e equipamentos para minimizar a vibração. • Utilização de EPIs impermeáveis (luvas. • Rodízio de funcionários. macacões e botas). Imagem 24: Trabalhador exposto ao risco físico vibração Vamos agora enumerar as medidas de controle do agente físico umidade: • Construção de caneletas para permitir o escoamento da água utilizada. • Exames periódicos.

domésticos e selvagens. os vírus. as toxinas e os príons. as culturas de células. Ainda podemos incluir as bactérias. os fungos e mordidas e ataques por animais peçonhentos. capazes de provocar infecções. os parasitas. incluindo os geneticamente modificados ou não. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 53 .Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 25: Trabalhador exposto ao risco físico umidade Agentes Biológicos São micoorganismos. alergias ou toxidades em seres humanos.

• Todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente. toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual. • Substituição de micoorganismos. de como o trabalho é realizado. ventilação e controle de vetores.Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 26: Trabalhador exposto ao risco biológico Vamos agora enumerar as medidas de controle dos agentes biológicos: • Seleção de equipamentos de trabalho. • Minimizar a proliferação de contaminantes no ambiente através de limpeza. • Utilizar sinalização para indicar a presença do risco. • Capacitar o trabalhador quanto às normas e procedimentos Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 54 . Ou seja do passo a passo. desinfecção. • Informar sobre os riscos de exposição ao agente biológico. sabonete líquido. • Modificação do processo de trabalho.

serviços de tratamento intensivo. A higienização das vestimentas utilizadas nos centros cirúrgicos e obstétricos. Diminuir o número de trabalhadores expostos. protetor facial. deve ser de responsabilidade do empregador. utilizar coletor resistente para descarte destes materiais e evitar o reencape de agulha ou a desconexão da agulha da seringa. o uso de calçados abertos e deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais. máscara. utilizar adequadamente os EPIs. botas. unidades de pacientes com doenças infectocontagiosa e quando houver contato direto da vestimenta com material orgânico. Fazer uso das precauções padrão ou precauções universais. gorro. Programa de imunização. o consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho. • • • • • • • • • • Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 55 . avental cirúrgico. protetor ocular. pró-pé. evitar manipulação desnecessária de material biológico.. o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho. Não deve ser permitido a utilização de pias de trabalho para fins diversos dos previstos. Acompanhamento médico dos funcionários.. Fazer uso de dispositivos de segurança como conectores e sistemas de infusão sem agulhas. agulhas e seringas com travas de segurança e seringas com sistema retrátil da agulha. luva. Inclui realizar os procedimentos com segurança. a guarda de alimentos em locais não destinados para este fim. o ato de fumar.Técnico em Segurança do Trabalho padronizados. Lavagem das mãos antes e depois de cada procedimento. Protocolos de atendimentos pós-exposição a material orgânico. sapatos fechados. manipular cuidadosamente instrumentos perfuro cortantes potencialmente contaminados. Uso de equipamentos de proteção individual adequados a cada tipo de exposição (avental jaleco.).

Imagem 27: Trabalhador exposto ao risco químico Vamos agora enumerar as medidas de controle dos agentes químicos: • Substituição do agente. substância. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 56 . ferramenta ou tecnologia de trabalho por outro mais seguro. e ação sistêmica. Podem ter ação localizada.Técnico em Segurança do Trabalho Agentes Químicos São substâncias compostas ou produtos que podem penetrar no organismo pela via respiratória. menos tóxico ou lesivo. • Enclausuramento da operação. quando são absorvidos e distribuídos dentro do organismo. pela via cutânea (através do contato com a pele) ou através do trato gastrointestinal (digestão). afetando diferentes órgãos e tecidos. quando atua somente na região de contato. Impede a dispersão do contaminante para o ambiente de trabalho. • Mudanças ou alteração do processo produtivo por automatização. a máquina fazendo o papel do homem e consequentemente o afastando do risco. Ou seja.

Cuidados como lavar as mãos. botas. saúde.. reduzindo assim o quantitativo de trabalhadores expostos. que consiste em realizar o processo a distância da maioria dos funcionários. isso adequado dos EPI e desenvolvimento de suas atividades. fumos) na fonte antes de sua dispersão para o ambiente de trabalho. e o isolamento do espaço. • Treinamento. Através de exames médicos. O ambiente deve ser sempre limpo com água ou aspirador. aspectos relacionados ao levantamento. Agentes Ergonômicos São condições de trabalho que interferem nas características psicofisiológicas dos trabalhadores.). cremes protetores. • Medidas de higiene pessoal. o rosto e os cabelos no fim da jornada de trabalho e nas pausas para refeições.Técnico em Segurança do Trabalho • Isolamento ou segregação da operação. • Medidas de higiene. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. • Monitoramento sistemático dos agentes agressores. • Monitoramento individual. ao mobiliário. • Classificação e rotulagem das substâncias químicas. • Manutenção preventiva e corretiva de maquinas e equipamentos. Consiste em esgotar os poluentes (poeiras. Educação continuada dos funcionários sobre segurança. que consiste em realizar as operações fora do horário normal. ou umedecer a poeira a ser removida. luvas. Evitando a poluição dos gases e vapores pela eliminação de folgas e frestas e pela lubrificação eficiente. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 57 . transporte e descarga de materiais. Ou seja.. vapores. Pode ser feito o isolamento no tempo. • Umidificação do processo para controlar as poeiras. gases. • Implantação e manutenção de sistema de ventilação local exaustora adequada e eficiente. • Equipamentos de proteção ambiental (respiradores.

• Realizar rodízio entre os funcionários. manter as costas eretas o máximo possível. • Aumentar o número de turnos ou de equipes. • Estabelecer pausas para descanso durante a jornada de trabalho. • Analisar as médias de horas trabalhadas por semana. • Proporcionar assistência médica e exames periodicamente. • Ao carregar peso fazer uso da mecânica corporal (deixar os pés totalmente apoiados no chão e mantê-los afastados.Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 28: Trabalhador exposto ao risco ergonômico Vamos agora enumerar as medidas de controle dos agentes ergonômicos: • Diminuição da jornada de trabalho. flexionar os joelhos e não curvar a coluna) e utilizar vestimentas que permitam liberdade de movimentos e sapatos fechados e antiDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 58 .

como alimentação balanceada. Diminuição da competitividade no ambiente de trabalho. Diminuição da intensidade do trabalho. música. como pintura. Imagem 29: Ginástica laboral • • • • • Psicoterapia. manter o sono diário de no mínimo seis horas. • Dedicar um tempo para habilidades que sempre quis aprender ou desenvolver. hidroterapia. Orientar hábitos saudáveis de vida. alongamento e reeducação postural. Busca de metas coletivas. dança de salão ou outra que venha a trazer satisfação pessoal.Técnico em Segurança do Trabalho derrapantes. acupuntura e massoterapia. • Não preencher o tempo livre com mais trabalho e sim utilizá-lo para atividades agradáveis. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 59 . • Terapias corporais de relaxamento (ex: ginástica laboral). exercícios físicos regulares.

familiares e amigos.Técnico em Segurança do Trabalho • Saber administrar tempo levando em consideração além das questões do trabalho. Imagem 30: Trabalhador exposto ao risco de acidente Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 60 . • Informar quanto aos riscos existentes na empresa e as formas de preveni-los • Orientar a importância de seguir todas as normas de segurança. Riscos de acidente Os acidentes em um ambiente de trabalho são muito variados e vão depender da atividade que está sendo realizada. buscando um bom relacionamento com colegas e trabalho. Sendo assim vamos enumerar algumas medidas gerais de controle dos riscos de acidente: • Promover um ambiente de trabalho confortável. o cuidado pessoal e o lazer. • Manter o local de trabalho organizado com todos os objetos nos seus lugares e bem arrumados. • Cultivar o relacionamento interpessoal. • Utilizar de forma correta os dispositivos de prevenção de acidentes.

estavam apenas preocupados com o aumento da produção e dos lucros. Surgimento da ergonomia Vamos relembrar um pouco. Entretanto. qual o seu campo de atuação e a sua importância para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e minimização de acidentes e doenças relacionados ao trabalho. Somou-se a esta Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 61 .Técnico em Segurança do Trabalho COMPETÊNCIA 3: ESTRUTURAR E DESENVOLVER AVALIAÇÃO ERGONÔMICA NOS AMBIENTES DE TRABALHO Nesta competência vamos detalhar melhor o risco ergonômico. conhecer e nos aprofundar um pouco nesta ciência que é denominada Ergonomia. adoecimentos e morte dos trabalhadores eram alarmantes. Vimos que o processo da revolução industrial foi muito acelerado e que os trabalhadores se encontravam em péssimas condições para exercer seus ofícios. além de saber como ela surgiu. estudamos sobre o histórico da saúde ocupacional e o surgimento de serviços dedicados à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.. chegou uma fase onde os índices de acidentes. Muitos funcionários tinham ficado inválidos ou tinham ido a óbito e a escassez de mão de obra começou a ser sentida e a se tornar preocupante. Os empresários eram alheios aos problemas dos homens.. Na primeira competência.

Os soldados precisavam de muita habilidade para operá-los e as condições ambientais eram bastante desfavoráveis o que gerou na época diverso erros e acidentes fatais. essas pessoas se reuniram e foi ali. onde. nos Estados Unidos. montavam um laboratório de pesquisa de ergonomia com o objetivo de aperfeiçoar aeronaves e submarinos. nasceu a ergonomia. radares e armas. Por fim. submarinos. Imagem 31: Segunda Guerra Mundial Logo após a II Guerra. tanques. Em 12 de julho de 1949. oficialmente. juntas. a ergonomia ganhou impressionante avanço e enorme desenDisciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 62 .Técnico em Segurança do Trabalho realidade os conhecimentos científicos e tecnológicos que foram aplicados na Segunda Guerra Mundial como o desenvolvimento de aviões. Na mesma época. na Inglaterra. a marinha e a força aérea. já tinha vários profissionais envolvidos em projetos que visavam adaptar os instrumentos às características e capacidade dos soldados que operavam as máquinas.

segurança e bom desempenho de suas atividades no trabalho. Importante! Alguns estudiosos creditam o surgimento da ergonomia ao homem primitivo que. devendo considerar os movimentos e dimensões do corpo humano. se disseminando rapidamente pela América e Europa. psicologia do trabalho. São feitos estudos das medidas das várias características do corpo como dimensões lineares. que significa trabalho e normos significa normas. máquinas). incluindo considerações de alcance. começou aplicar os princípios da ergonomia. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 63 . A ergonomia surge como uma nova ciência. diâmetros e pesos e também pesquisas para o homem parado e em movimento (antropometria estática e dinâmica). fisiologia do trabalho. a ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho às características dos indivíduos. Saiba mais! Antropometria > é o espaço onde o trabalho é desenvolvido (equipamentos. força e velocidade dos movimentos do corpo. mediante a contribuição de diversas disciplinas científicas como antropométrica. Caro(a) cursista você saberia dizer o significado da palavra ergonomia? Ela vem do grego. desenho industrial.Técnico em Segurança do Trabalho volvimento tecnológico. toxicologia e informática. que visa humanizar o trabalho e tornar mais produtivo os seus resultados. biomecânica ocupacional. Sendo assim. buscando meios de tornar seus trabalhos mais fáceis e menos penosos. com a necessidade de se proteger e sobreviver. Biomecânica > Se refere a aspectos mecânicos do movimento humano. regras. sem querer. de modo a lhes proporcionar um máximo de conforto. onde ergon. leis. após a Corrida Espacial e a Guerra Fria. anatomia.

agora o trabalho. os equipamentos e o meio é que têm que se moldar ao homem.Técnico em Segurança do Trabalho O homem se torna o centro das atenções e cuidados. A constituição. Os conceitos foram invertidos. ele agora é a peça fundamental do sistema de produção. informações captadas pela visão e audição. o potencial e as limitações humanas são analisados e não será exigido além da capacidade individuais de cada pessoa. Imagem 32: Trabalhadores movimentando cargas Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 64 . Existe uma preocupação com as consequências sanitária e psicológicas do ambiente procurando torná-lo agradável e são. controle (relação de mostradores e controles) e cargos e tarefas. O trabalho deve ser motivador e permitir a satisfação física e mental do funcionário e não ser encarado apenas como um meio de sobrevivência. Vários aspectos são estudados na ergonomia como por exemplo postura e movimentos corporais (trabalho sentado. se antes o homem tinha que se adaptar ao meio laboral. movimentação de cargas e levantamento de peso). trabalho em pé.

muito comum à informática e ao controle automático de processos industriais. a iluminação e os aerodispersoides podem causam no homem. estudando e elaborando sistemas de transmissão de informação mais adequados a capacidade mental do homem. Nets fase. Surge a preocupação com os efeitos que a temperatura. • Segunda fase ou ergonomia do meio ambiente > Passa a se entender a relação do homem com o meio ambiente. os cientistas tinham como objetivo redimensionar os postos de trabalho e dessa forma possibilitar um melhor alcance motor e visual dos funcionários.Técnico em Segurança do Trabalho Saiba mais! • A Ergonomia se divide em três fases distintas: Primeira fase ou ergonomia tradicional > Nesta fase. Os estudos ficaram centrados nas características físicas e perceptivas do ser humano e na aplicação de dados no design de controles. Imagem 33: Trabalhador de informática Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 65 . se dá ênfase ao processo cognitivo do ser humano. o ruído. displays e arranjos de interesse militar. a vibração. as dimensões do trabalho e o ambiente passam a ser adequados ao homem. Nesta fase. os postos de trabalho são projetados de tal forma que isolam o trabalhador do ambiente industrial agressivo. • Terceira fase ou ergonomia de software ou cognitiva > A ergonomia começa a operar em um outro ramo científico.

onde as atividades laborais já são efetuadas. os trabalhadores são capacitados. exigindo custo elevado de implantação. É o tipo mais indicado. Ou seja. Em algumas situações. os problemas têm que ser resolvidos. a saúde e a segurança dos trabalhadores estão sendo colocadas em risco e. Um dificultador é que as soluções adotadas muitas vezes não são completamente satisfatórias. é exigida uma maior carga de conhecimento e experiência de quem for colocá-la em prática. Ergonomia de conscientização Neste tipo de ergonomia a abordagem é um pouco diferente. para que eles mesmo sejam capazes de identificar e corrigir problemas que possam surgir no dia a dia do trabalho. não sendo necessário estabelecer alterações em situações previamente estabelecidas.Técnico em Segurança do Trabalho Classificação da ergonomia Ergonomia de concepção ou ergonomia proativa Já na fase de planejamento e concepção dos locais. Ergonomia de correção ou ergonomia reativa Aqui. já se realiza um estudo de base para que se façam essas ações da maneira mais ergonomicamente correta para os trabalhadores. postos e instrumentos de trabalho se realizam intervenções ergonômicas. É quando se identificam problemas ergonômicos em algumas funções e são necessárias medidas para saná-las. em outras. as ações serão realizadas em ambientes reais. Sendo assim. Entretanto não é a maneira mais fácil de trabalhar. os problemas estão interferindo diretamente na produção. antes mesmo de os trabalhadores começarem suas atividades. pois já se pensa em ambientes de trabalho adequados. antes de se abrir uma empresa e até mesmo de começar a construção de suas instalações e compra de suas máquinas e equipamentos. visto que as decisões serão tomadas baseadas em situações não reais simuladas em computadores e modelos virtuais. Nos dois casos. através de treinamentos de reciclagem individuais ou coletivos. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 66 .

monotonia. esforço físico intenso.. e o consumidor. mobiliário inadequado.. quando se trata de alterações no posto de trabalho. Imagem 34: Profissional com postura incorreta Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 67 . trabalho em turno e noturno.Técnico em Segurança do Trabalho Ergonomia de participação O usuário do sistema passa a ser envolvido na solução de problemas ergonômicos. São eles: relações desgastadas de trabalho. controle rígido de tempo para produtividade. listamos e comentamos um pouco sobre alguns riscos ergonômicos. levantamento e transporte manual de peso. Por usuário. imposição de ritmos excessivos. Na segunda competência. Vamos relembrar um pouco. Parte-se do princípio básico de que o usuário detém o conhecimento prático que. acaba passando despercebido pelo projetista na ergonomia de concepção. repetitividade e outras situações causadoras de estresse físico e /ou psíquico. encontrados com frequência nos ambientes de trabalho. muitas vezes. quando se trata do produto de consumo. devemos entender o próprio trabalhador. jornadas de trabalho prolongadas. posturas incorretas.

proporcionando um máximo de conforto. segurança e desempenho eficiente. transporte e descarga de materiais. Já Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 68 . Estas condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento. ao mobiliário. compreendendo o levantamento e a deposição da carga. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. Dessa forma. Imagem 35: Profissional levantando peso de forma incorreta A norma define transporte manual de carga como sendo todo transporte no qual o peso da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador.Técnico em Segurança do Trabalho Norma regulamentadora 17 – Ergonomia Esta NR tem como objetivo definir parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.

não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas. de carros de mão ou qualquer aparelhos mecânicos. Quando o transporte manual de cargas ficar a encargo de mulheres ou de trabalhadores jovens (idade inferior a dezoito anos e maior de quatorze anos). a remoção de material feita por impulsão ou tração de vagonetes sobre trilhos. O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de vagonetes sobre trilhos. feito com equipamento mecânico de ação manual. quanto aos métodos de trabalho que devem ser utilizados. na determinação deste artigo. Para trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança. é necessário treinamento e instruções. Com o intuito de manter a saúde e prevenir os acidentes entre os trabalhadores designados para o transporte manual regular de cargas. deverão ser executados de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança. visando o não comprometimento de sua saúde ou segurança. o trabalho de levantamento de material. Artigo 390: Ao empregador é vedado empregar a mulher em serviços que demandem o emprego de força muscular superior a 20kg para o trabalho contínuo. ou 25kg para o trabalho ocasional. mesmo de forma descontínua. Meios técnicos apropriados devem ser utilizados para limitar ou facilitar o transporte manual de cargas. Parágrafo único: Não está compreendido.Técnico em Segurança do Trabalho o transporte manual regular de cargas seria toda atividade realizada de maneira contínua ou que inclua. ressalvada as disposições especiais relativas ao trabalho do menos e da mulher é de 60kg. que não as leves. o peso máximo das cargas deve ser nitidamente menor que àquele admitido para os homens. carros de mão ou qualquer outro aparelho mecânico e. Na CLT podemos extrair sobre o transporte manual de cargas: Artigo 198: O peso máximo que um empregado pode remover individualmente. o transporte manual de cargas. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 69 .

Já nas atividades nas quais os trabalhos devam ser realizados de pé. poderá ser exigido suporte para os pés. o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição.Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 36: Profissional descarregando material de forma incorreta Sempre que o ofício puder ser executado na posição sentada. a partir da análise ergonômica do trabalho. No caso de atividades. trabalho ergonomicamente corretos Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 70 . devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os traImagem 37: Equipamentos de balhadores durante as pausas. nas quais os trabalhos devam ser realizados sentados. que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador.

borda frontal arredondada e encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance. Imagem 38: Assento ergonômico Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 71 . em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado. as bancadas.Técnico em Segurança do Trabalho No trabalho manual. com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento. Alguns requisitos mínimos devem ser atendidos como: ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade. bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender alguns requisitos mínimos de conforto como altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida. escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura. visualização e operação. Em trabalho que necessite a utilização também dos pés. mesas. tanto sentado quanto em pé. características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento. os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés. ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador e ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais.

datilografia ou mecanografia. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 72 . evitando movimentação frequente do pescoço e fadiga visual e a utilização de documento de fácil legibilidade sempre que possível. sendo vedada a utilização do papel brilhante. protegendo-a contra reflexos. Observem que os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo devem seguir as seguintes regras: • Condições de mobilidade suficientes para permitir o ajuste da tela do equipamento à iluminação do ambiente. visualização e operação. as condições ambientais e a organização do trabalho devem estar adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. o teclado e o suporte para documentos devem ser colocados de maneira que as distâncias olho-tela. Algumas medidas são necessárias na realização de atividades que envolvam leitura de documentos para digitação. e proporcionar corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador.teclado e olho-documento sejam aproximadamente iguais. ou de qualquer outro tipo que provoque ofuscamento. entre elas o fornecimento de suporte adequado para documentos que possa ser ajustado proporcionando boa postura. olho. • A tela. • O teclado deve ser independente e ter mobilidade. permitindo ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas.Técnico em Segurança do Trabalho Atenção! Todos os equipamentos. • Ser posicionados em superfícies de trabalho com altura ajustável.

laboratórios.Técnico em Segurança do Trabalho Imagem 39: Teclado ergonômico Em ambientes de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes (salas de controle. escritórios. etc) condições de conforto são recomendadas. salas de desenvolvimento ou análise de projetos. índice de temperatura efetiva entre 20 e 23ºC. velocidade do ar não superior a Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional Imagem 40: Mouse ergonômico 73 . tais como níveis de ruído de acordo com o estabelecido em normas.

deve ser apropriada à natureza da atividade em todos os locais de trabalho. a determinação do conteúdo de tempo ao ritmo de trabalho e ao conteúdo das tarefas. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa.Técnico em Segurança do Trabalho 0. A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento.75m/s e umidade relativa do ar não inferior a 40%. A iluminação. reflexos incômodos. geral ou suplementar. a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento. Quando nos referimos à organização do trabalho devemos estar atentos as normas de produção. sombras e contrastes excessivos. quando do retorno do trabalho. após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 dias. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço. devem ser incluídas pausas para descanso e. ombros. dorso e membros superiores e inferiores. ao modo operatório. seja ela natural ou artificial. a exigência de tempo. Imagem 41: Descanso no ambiente de trabalho Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 74 .

que se norteie no número individual de toques sobre o teclado. no período de tempo restante da jornada. desde que não exijam movimentos repetitivos. Aplica-se a todas as empresas que mantêm serviço de teleatendimento / telemarketing nas modalidades ativo ou receptivo em centrai de atendimento telefônico e/ou centrais de relacionamento com clientes. para prestação de serviços. a organização do trabalho. e a informação e formação dos trabalhadores. sendo que. a exigência de produção em relação ao número de toques deverá ser iniciado em níveis inferiores aos 8. informação e comercialização de Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 75 .Técnico em Segurança do Trabalho Em atividades de processamento eletrônico de dados. após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 dias. para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie.000 por hora trabalhada. • Quando do retorno ao trabalho. não deduzidos da jornada normal de trabalho. • O número máximo de toques reais (cada movimento de pressão sobre o teclado) exigidos pelo empregador não deve ser superior a 8. Aplica-se aos empregadores que desenvolvem atividades comerciais utilizando sistema de autosserviço e checkout. deve-se ficar atento a algumas questões: • Fica vetada ao empregador promover qualquer sistema de avaliação dos trabalhadores envolvidos nas atividades de digitação. como supermercados. • Nas atividades de entrada de dados deve haver. Já o Anexo II é referente ao trabalho em teleatendimento / telemarketing. hipermercados e comércio atacadista. Contêm exigências a serem cumpridas em relação aos postos de trabalho. uma pausa de 10 minutos para cada 50 minutos trabalhados. nem esforço visual. O Anexo I é referente ao trabalho dos operadores de checkout. o trabalhador poderá exercer outras atividades. • O tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite máximo de 5 horas. a manipulação de mercadorias.000 por hora trabalhada. aos aspectos psicossociais do trabalho. no mínimo.

Com o intuito de avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho.htm Análise Ergonômica de Trabalho (AET) É considerada uma ergonomia de correção e foi desenvolvida por pesquisadores franceses.Técnico em Segurança do Trabalho produtos. programa de saúde ocupacional e de prevenção de riscos ambientais. Contêm exigências a serem cumpridas em relação ao mobiliário. condições sanitárias de conforto.br/legislacao/nr/nr17. Através da aplicação dos conhecimentos da ergonomia se faz a análise. o diagnostico e a correção de uma situação real do ambiente de trabalho. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 76 .com.guiatrabalhista. e equipamentos dos postos de trabalho. capacitação dos trabalhadores. Imagem 42: Trabalhadores de teleatendimento / telemarketing Saiba mais! Para ter acesso a todos os anexos da norma regulamentadora 17 e seu texto na íntegra clique no link abaixo: http://www.

se realiza um diagnóstico que relaciona os diversos determinantes das atividades e suas consequências. se identifica um problema ou uma situação problemática e. Para obter os dados necessários é preciso buscar fontes e meios seguros de informações sobre a demanda. referentes a doenças ocupacionais. dificuldades operacionais ambientais e organizacionais. fluxo de produção. inicialmente. a análise da tarefa. temperatura. sistemas de controle etc.Técnico em Segurança do Trabalho Sendo assim. se busca entender a empresa e levantar os problemas existentes que precisam ser sanados. Podemos concluir que a AET não pode ser realizada para toda a empresa. Análise de demanda É o momento inicial da análise ergonômica. fazendo consultas a alguns serviços da empresa como os serviços de medicina e segurança do trabalho. ruído. índices de rotatividade e organogramas. ginástica pré-laboral. qualidade e inspeção. departamento de recursos humanos e departamento de engenharia industrial. turnos. A procura é por dados estatísticos. se compreende as atividades dos trabalhadores. o diagnóstico e as recomendações. posteriormente. • Condições ambientais > estuda-se o layout. São feitas análises de uma situação de trabalho com o intuito de adaptar o homem a: • Condições técnicas > estruturas gerais do sistema de produção. a análise da atividade. por fim. iluminação. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 77 . flexibilidade. tanto para os trabalhadores quanto para o sistema. ela deve ter uma elaboração localizada para cada setor da empresa. índice de retrabalho. A AET se divide em cinco etapas. taxas de absenteísmo e de rotatividade. • Condições organizacionais > horas de trabalho. • Condições cognitivas > são as exigências na realização do trabalho. são elas a análise de demanda. controle. • Condições de regulação no trabalho > pausas. paradas. Aqui. mobiliário. acidentes.

as condições técnicas do trabalho (materiais. idade. Dessa forma. antes deve-se fazer uma preparação que consiste em informar os trabalhadores da visita e do estudo ergonômico que será realizado. sono / vigília e fadiga. ferramentas. gases e poeiras). o intuído principal é levantar as diferenças entre os dois tipos de tarefas. Nesta fase. e a tarefa real. Análise da atividade Aqui será feita uma avaliação de como o homem se comporta no ambiente de trabalho. softwares) e as condições organizacionais de trabalho (trabalho noturno. Já os fatores externos fazem referência às condições em que as atividades são executadas como as condições ambientais de trabalho (ruído. Ou seja. As atividades que os trabalhadores exercem são influenciadas por fatores interno e externos. Uma maior ênfase é dada na análise do trabalho real. máquinas. cujos objetivos e métodos são definidos por instruções. É o passo a passo que o indivíduo executa para alcançar os objetivos de produção. todos os processos do trabalho prescrito são avaliados e o trabalho executado também. documentos. verificar a importância do problema formulado e prever visitas complementares em empresas do mesmo grupo ou ramo de atividade. pausas. conhecer previamente o funcionamento da instituição. medidas antropométricas. iluminação. experiência.Técnico em Segurança do Trabalho É realizada uma visita para reconhecimento da situação de trabalho. calor. horários e ritmo de trabalho). Análise da tarefa Refere-se a um planejamento do ofício e pode estar contida em documentos formais como procedimentos operacionais e descrição de cargos. disposições momentâneas como motivação. vibração. Entanto. Entre os fatores internos podemos citar as características do trabalhador quanto à formação. são identificados os diferentes aspectos da realidade do trabalho e as dificuldades são salientadas. sexo. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 78 . são analisadas a tarefa prescrita.

Por exemplo acidentes podem ser causados por iluminação inadequada. Através de vários fatores relacionados ao trabalho e à empresa. que podem influenciar o trabalho. é feito um levantamento dos problemas existentes no ambiente laboral e. A partir destes dados levantados se estabelece diagnósticos situacionais. com suas características peculiares. avaliada a população dos trabalhadores. posteriormente. Quando as recomendações já estão definidas não se deve esquecer de determinar metas a serem alcançadas e prazos para serem cumpridos. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 79 . já a taxa de absenteísmo em operadores de telemarketing pode ser devido a pressão da chefia e ambiente de trabalho competitivo. Recomendações Inicialmente. equipamentos sem manutenção e sinalização incompleta.Técnico em Segurança do Trabalho Diagnóstico Nesta fase. os quais se tornam norteadores no processo de elaboração de um plano de ação de intervenção. e as tarefas prescritas. vamos evidenciar as causas que provocam o problema que foi descrito na análise de demanda. se realiza a síntese da análise ergonômica do trabalho. as reais e o comportamento do homem no trabalho.

A busca pelas melhor condições do ambiente laboral devem ser incessantes. Para ser possível a criação de ambientes de trabalho saudáveis é necessário a adoção de políticas e programas de prevenção de riscos e agravos. melhorar a comunicação interna e nas relações de trabalho. • Incentivar o desenvolvimento pessoal e profissional dos trabalhadores. alicerçar o comprometimento de todos e a cooperação no ofício e. Em contra partida. Essas mudanças. tecnologias inovadoras foram inseridas e surgiram outras estratégias gerenciais. aumentar a confiança e a autoestima dos funcionários. • Promover a participação efetiva e concreta dos atores envolvidos. se via com grande descaso com a condição dos empregados dentro das industrias. visto que. o incentivo ao bom funcionamento de serviços como a CIPA e o SESMT e uma cultura de conscientização dos servidores através treinamentos com informações sobre os riscos. Só com o passar do tempo e o surgimento da necessidade de uma mão de obra numerosa e saudável é que estes padrões começaram a se alterar. Inicialmente. muitas mudanças se processaram no mundo do trabalho. Segundo a Declaração de Luxemburgo 2005. as medidas de prevenção e exposição da realidade. principalmente e mais importante. Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 80 .Técnico em Segurança do Trabalho CONCLUSÃO No decorrer dos anos. acabam exigindo dos serviços de saúde ações que contemplassem políticas de saúde e de segurança no trabalho ainda mais eficazes. otimizar o nível de saúde dos trabalhadores. a promoção da saúde no ambiente e trabalho pode ser obtida pela execução de algumas estratégias: • Melhorar a organização e o ambiente de trabalho. um bom local de trabalho contribui para facilitar o planejamento da produção e consequente aumentar a produtividade. na época da revolução industrial. apareceram novas formas de adoecimento dos trabalhadores. as doenças.

blogspot.html Imagem 02: Revolução industrial Disponível em: http://www.com.com/aula-historia-eepistemologia-da-ciencia-11-crise-da-fisica-1.blogspot.Técnico em Segurança do Trabalho CRÉDITO DAS IMAGENS Imagem 01: Mineradores Disponível em: http://guayaberamineira.fiocruz.br/blog/?p=671 Imagem 08: Trabalho conjunto Disponível em: http://vivaexatas.blogspot.pbworks. html Imagem 05: Educação continuada Disponível em: http://www.html Imagem 04: Objetivos do SESMT Disponível em: http://messnotrabalho.br/2008_11_01_ archive.html Imagem 03: Crianças trabalhando em fábrica têxtil Disponível em: http://profvalquiriahistoria.com.php?Area=Destaque Imagem 06: Polo comercial de Caruaru Disponível em: http://faltouogol.br/2011/04/sesmt.com/w/page/7003347/FrontPage Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional 81 .segurança Disponível em: http://www.com.br/2009/05/asmuitas-faces-da-revolucao-industrial.br/2010/05/jogos-universitarios-de-caruaru-atraem.retsus.com.html Imagem 07: CIPA .blogspot.higra.com.br/index.fisica-interessante.

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Imagem 09: Trabalho em grupo Disponível em: http://wallpapers.midiagospel.net/Bonecos_massinha_ metas_objetivos_mãos_dadas-1889.html Imagem 10: Classificação dos fatores de risco Disponível em: http://blogsegurancatotal.blogspot.com.br/2012/03/omapa-de-risco-foi-criado-atraves-da.html Imagem 11: Cores dos fatores de risco Disponível em: http://valoreseatitudes.blogspot.com.br/2011/07/mapade-riscos_11.html Imagem 12: Simbologia das cores Disponível em: http://www.areaseg.com/sinais/mapaderisco.html Imagem 13: Elaboração do mapa de risco – parte 1 Disponível em: SESI, SEBRAI. Dicas de prevenção de acidentes e doenças no trabalho. Brasília, 2005. Imagem 14: Elaboração do mapa de risco – parte 2 Disponível em: SESI, SEBRAI. Dicas de prevenção de acidentes e doenças no trabalho. Brasília, 2005. Imagem 15: Elaboração do mapa de risco – parte 3 Disponível em: SESI, SEBRAI. Dicas de prevenção de acidentes e doenças no trabalho. Brasília, 2005. Imagem 16: Equipamentos de proteção individual Disponível em: http://www.sempretops.com/cursos/cursos-e-treinamentos-de equipamentos-de-protecao-individual/ Imagem 17: Equipamentos de proteção coletiva Disponível em: http://www.anuncios.gigao.com.br/equipamentos-deproteco-coletiva--epc-gigao-web-8797

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Imagem 18: Trabalhador exposto ao risco físico calor Disponível em: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/09/sul-coreanos-fazem-sessoes-terapeuticas-em-fornos-de-carvao.html Imagem 19: Trabalhador exposto ao risco físico frio Disponível em: http://roqueisquem.blogspot.com.br/2009/08/10072007camara-frigorifica-municipal.html Imagem 20: Trabalhador exposto ao risco físico radiação ionizante Disponível em: http://www.odiario.com/empregos/noticia/305952/raiox-auxilia-no-diagnostico-de-doencas/ Imagem 21: Trabalhador exposto ao risco físico radiação não ionizante Disponível em: http://laerciojsilva.blogspot.com.br/2010/08/sol-escaldante-prejudica-cortador-de.html Imagem 22: Trabalhador exposto ao risco físico pressões extremas Disponível em: http://farolparaabrolhos.blogspot.com.br/2012_01_01_ archive.html Imagem 23: Trabalhador exposto ao risco físico ruído Disponível em: http://www.ensaiosacusticos.com/ Imagem 24: Trabalhador exposto ao risco físico vibração Disponível em: http://paulochianezzi.blogspot.com.br/2011/12/vibracao.html#!/2011/12/vibracao.html Imagem 25: Trabalhador exposto ao risco físico umidade Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/36750-os-prejuizos-dos-lava-jatos-para-o-meio-ambiente-entrevista-especial-comroberto-naime Imagem 26: Trabalhador exposto ao risco biológico Disponível em: http://profjabiorritmo.blogspot.com.br/2010/08/niveisde-biosseguranca.html
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Imagem 27: Trabalhador exposto ao risco químico Disponível em: http://www.nrfacil.com.br/blog/?p=3543 Imagem 28: Trabalhador exposto ao risco ergonômico Disponível em: http://segurancasaude.blogspot.com.br/2011/10/nr-11concomitante-com-nr-22.html Imagem 29: Ginástica laboral Disponível em: http://www.saude.al.gov.br/categorias/atencaoasaude/ assistenciahospitalarede0?page=5 Imagem 30: Trabalhador exposto ao risco de acidente Disponível em: http://www.cabuloso.xpg.com.br/portal/galleries/view/ acidente-no-trabalho-2 Imagem 31: Segunda Guerra Mundial Disponível em: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-233623968foto-segunda-guerra-tanque-com-soldados-da-feb-italia-1945-_JM Imagem 32: Trabalhadores movimentando cargas Disponível em: http://www.hotfrog.com.br/Empresas/COOPLABORrCooperativa-de-Trabalho Imagem 33: Trabalhador de informática Disponível em: http://www.grupoisastur.com/manual_isastur/data/ pt/1/1_9.htm Imagem 34: Profissional com postura incorreta Disponível em: http://www.ufsm.br/labiomec/gebes/noticias/Janeiro. Carla.html Imagem 35: Profissional levantando peso de forma incorreta Disponível em: http://www.escoladepostura.com.br/main. asp?link=noticia

Disciplina: Ergonomia e Saúde ocupacional

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Técnico em Segurança do Trabalho
Imagem 36: Profissional descarregando material de forma incorreta Disponível em: http://zonaderisco.blogspot.com.br/2008/09/trabalhadores-do-porto-de-manaus.html Imagem 37: Equipamentos de trabalho ergonomicamente corretos Disponível em: http://moveisparaescritorio.com.br/tags/ergonomia-notrabalho/ Imagem 38: Assento ergonômico Disponível em: GONÇALVES, F.M. Ergonomia. Instituto politécnico de Coimbra. Instituto superior de engenharia de Coimbra. Departamento de engenharia química e biológica. Gestão de recursos humanos. Dezembro, 2008. Imagem 39: Teclado ergonômico Disponível em: GONÇALVES, F.M. Ergonomia. Instituto politécnico de Coimbra. Instituto superior de engenharia de Coimbra. Departamento de engenharia química e biológica. Gestão de recursos humanos. Dezembro, 2008. Imagem 40: Mouse ergonômico Disponível em: GONÇALVES, F.M. Ergonomia. Instituto politécnico de Coimbra. Instituto superior de engenharia de Coimbra. Departamento de engenharia química e biológica. Gestão de recursos humanos. Dezembro, 2008. Imagem 41: Descanso no ambiente de trabalho Disponível em: http://www.pequenoguru.com.br/tag/produtividade/ page/2/ Imagem 42: Trabalhadores em teleatendimento / telemarketing Disponível em: http://revistabahia.com.br/2010/02/07/setor-de-telemarketing-e-lider-nas-ofertas-de-emprego-no-pais/

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