i

.1.

~5T \

fY'lATt:. (Y)4T ICA

.f

I

14

TEORIA E PROBLEMAS DE MATEMÁTICA DISCRETA

1.5

DIAGRAMAS DE VENN
Um diagrama de Venn é uma representação pictórica na qual os conjuntos são representados por áreas delimitadas por curvas no plano. O conjunto universo U é representado pelo interior de um retângulo, e os outros conjuntos, por discos contidos dentro desse retângulo. Se A B, o disco que representa A deve estar inteiramente contido no disco que representa B como na Fig. 1-1 (a). Se A e B são disjuntos, i. e., se eles não possuem elementos em comum, então o disco representando A estará separado do disco representando B como na Figura 1-1 (b). Entretanto, se A e B são dois conjuntos arbitrários, é possível que alguns objetos estejam em A mas não em B, alguns estejam em B mas não em A, alguns estejam em ambos e alguns não estejam nem em A nem em B; portanto, em geral representamos A e B como na Figura l-I (c).

ç

. 1-1

(a) A ç;; B

©

V

V

I

(c) (b) A e B são disjuntos

OUI

Argumentos e Diagramas de Venn
Muitas afirmativas feitas verbalmente são essencialmente afirmativas sobre conjuntos e podem, portanto, ser descritas através de diagramas de Venn. Logo, os diagramas de Venn podem ser usados para determinar se um argumento é ou não válido. -.Çonsidere o exemplo seguinte.
Exemplo 1.3 Mostre que o seguinte argumento (adaptado de um livro de lógica de Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas) é válido:
SI: Minhas panelas são os únicos objetos feitos de metal que possuo. S!: Eu acho todos os seus presentes muito úteis. S3: Nenhuma das minhas panelas é de pouca utilidade.

S: Seus presentes para mim não são feitos de metal. (As afirmativas SI' S2 e S_, são as hipóteses, e a afirmação S é a conclusão. O argumento é válido se a conclusão S segue logicamente das hipóteses SI' ~2 e S3') Por S, os objetos de metal estão contidos no conjunto de panelas e, por S3' o conjunto de panelas e o conjunto de objetos úteis são distintos; logo, desenhamos o diagrama de Venn (Figura 1-2).

Fig.1-2

I

CAPITULO

1 • TEORIA

DOS CONJUNTOS

15

Por S2' o conjunto "seus presentes" é um subconjunto do conjunto d~s objetos úteis e, portanto, desenhamos como está representado na Figura 1-3.

Fig.1-3 A conclusão é claramente válida de acordo com o diagrama de Venn acima porque o conjunto "seus presentes" é disjunto do conjunto de objetos de metal.

1.6

OPERAÇÕES

ENTRE CONJUNTOS

Esta seção apresenta várias operações importantes entre conjuntos.

União e Interseção
A união de dois conjuntos A e B, denotada por A U B, é o conjunto de todos elementos que pertencem a A ou a B; isto é: A UB

= {x:

x

E A ou

x

E B}

Aqui "ou'; é usado no sentido de e/ou. A Figura l-4(a) é um diagrama de Venn no qual A U B está sombreado. A interseção de dois conjuntos A e B, denotada por A n B, é o conjunto dos elementos que pertencem a A e a B; isto é, A

nB =

{x:

!

E A e x E B}

A Figura 1-4(b) é um diagrama de Venn no qual A n B está sombreado. Se A B = 0, isto é, se A e B não possuem elementos em comum, então A e B são ditos disjuntos.

n

(a) A U B está sombreado

(b) A

n B está sombreado

Fig.1-4 Exemplo 1.4
(a)

SejaA = (1,2,3,

4}, B = (3,4, S, 6, 7), C = [2,3, S, 7). Então, AUB={1,2,3,4,S,6,7}
A U

AnB={3,4}

C

= {1,2,3,4,S,

7}

A

n C = {2,3}

(b)

Suponha que M denota o conjunto de estudantes do sexo masculino de uma universidade C, e F denota o conjunto de estudantes do sexo feminino na universidade C. Então,

MUF=C
já que cada estudante de C pertence a apenas um dos conjuntos, M ou F. Por outro lado,

MnF=0
já que nenhum estudante pertence a ambos os conjuntos M e F.

.4. AC 4. x rt B} por A . (2) quaisquer dois produtos fundamentais são disjuntos.EMAs DE MATEMÁTICA DISCRETA A operação de inclusão de conjuntos está intimamente relacionada às operações de união e interseção. Um produto fundamental de conjuntos é um conjunto da forma onde Ai pode representar Ai ou Aj'.. A\B = {x: x E A.S. 3.3. } e A\B={I.7}. = (2. denotado por A\B. AC={x:xEU. = ( I. como demonstra o teorema a seguir .64).6. ou simplesmente complementar de um conjunto A.S. 8.S. seja o conjunto universo. 6. o conjunto dos inteiros ímpares. os inteiros pares. é o conjunto dos elementos que pertencem aA mas não pertencem a B.9}.4. A".}. 3. 6.7. isto é.27.B. ). . B\A= {S... li. CC = {S. BC={1.2. Muitos textos denotamA\B um diagrama de Venn onde A \B está sombreado. U. A n B = A eA UB = B. C\E = P.IO. e seja E B={3.5 Suponha que U = N = (I. C={6.37. 7.xrtA} Alguns textos utilizam a notação A' ou A para o complementar de A. . Sejam A={1. Outras condições equivalentes a A tadas no Problema 1. }. Então. e (3) o conjunto universo U é a união de todos os produtos fundamentais (Problema 1. (a) A c está sombreado (b) A\B está sombreado Fig.6.7}. isto é.. 10.S}. .3.4... ou simplesmente a diferença entre A e B. Observamos que (1) existem 2" produtos fundamentais. . é o conjunto dos elementos que pertencem a U mas não pertencem a A. o conjunto de inteiros positivos. denotado por A c.1-5 Exemplo 1. O complementar relativo de um conjunto B em relação a A. ).. ~ B\C={3.B ou por A . 2.2. Nota: Esse teorema está demonstrado no Problema 1.S.. 5.2. ç B são apresen- Complementares Lembramos que todos conjuntos considerados em cada situação são subconjuntos de um conjunto universo fixo.. ). S.9}. O complementar absoluto. A Figura 1-5(a) é um diagrama de Venn em que A c está sombreado. Produtos Fundamentais Considere n conjuntos distintos Ai' A2' . .• Teorema 1-2: são equivalentes A ç B. }.2}.. Além disso. = {1.4.. A Figura 1-5(b) é O conjuntoA\B é chamado de "A menos E". . ..9..-----------------------16 TEORIA E PRJ8t. Há uma descrição geométrica desses conjuntos que está ilustrada na próxima página..

2. B\A = {7. consiste em todos os elementos que pertencem a A A ffi B = (A U B)\(A n B) É possível mostrar (Problema 1.1-6 Fig. afirmamos formalmente o seguinte: Teorema 1-3: os conjuntos satisfazem as leis na Tabela 1-1.8. 8. . Por exemplo.4. A Etl B está sombreado Fig. P6=AcnBnCc P7=AcnBcnC conjuntos. A\B = {1. denotada por A ou a B mas não a ambos.r CAPITULO 1• TEORIA DOS CONJU:nOS í7 Exemplo 1. 6.5.6 Considere três conjuntos. 7.3. P3 = A n BC n C. Pg=AcnB"nC" Esses oito produtos correspondem precisamente às oito regiões assinaladas nos diagramas de Venn de A.2. P2=AnBnCc P4=AnBcnCc. considere a primeira lei de DeMorgan. 3. portanto. 1. suponha A = {I. Uma maneira é usar as propriedades requeridas para que um elemento x satisfaça cada lado da igualdade. e a outra é usar diagramas de Venn. P1 = A nBnC. A. (A U B)" = A" n B" .6 como indicado nas regiões identificadas. A Figura 1-7 é um diagrama de Venn no qual A EE> B está sombreado. C da Figura 1.9} eB = {4. Complemen(s. Na verdade.9).2.6) ffi B = (A\B) U (B\A) Então: AffiB={1.1-7 Diferença Simétrica A diferença simétrica dos conjuntos A e B. isto é. interseção e determinação de complementart satisfazem a várias leis ou identidades que estão listadas na Tabela l-I. Existem dois métodos de demonstrar equações que envolvem operações entre conjuntos.3}. Estão listados a seguir tlS oito produtos fundamentais dos três ps=AcnBnc. em inglês.7.18) que A Por exemplo. EE> B. de T. 9} e.8. 5. B C. N. B.7 ÁLGEBRA DE CONJUNTOS E DUALlDADE Conjuntos munidos das operações de união.

mostram que os conjuntos têm os mesmos elementos. Por exemplo.. Para achar Ae em outra como na Fig.. ~ ~ " B '/ (a) (A U B)e está sombreado (b) Ae está sombreado Be com . Se x E (A U B)". e logo x E (A U B)". a área em Ae e Be. COIllf'lclllelll UI\\'S. U. A' ~ '/. como. x E Ae n Be. mostramos que Ae n Be (A U B)". Trataremos agora do princípio envolvido nessa organização. Mostramos que todo elemento de (A U B)" pertence a Ae n B" e que todo elemento de Ae n B" pertence a (A U B)"."~ (c) Ae n Be está sombreado Fig. então x~ A U B. n. respectivamente. eles são iguais. ç ç Método 2: Pelo diagrama de Venn para A U B na Fig. Então. tracejamos Ae em uma direção eAB é representado pela área com tracejado nos dois sentidos. Portanto.y-'/. sombreada na Fig. e. Logo. é a equação obtida pela substituição de cada ocorrência de U. U e 0 em E por.portanto x E Ae e x E Be . 1-8(c)..I-8(a). Essas duas inclusões. (2a) e (2b). x~A e x~B. por exemplo. 0 e U. Então. A equação dual de E. Ae n Be Ae isto é. .4 U B)" e n Be são representados pela mesma área.Seja x E A" n Be. de T. x E Ae e x E Be. n. A seguir. n Be. x~ A U B.18 T=~ E PR:>6LEMAs DE MATEMÁTICA DISCRETA Tabela 1-1 Leis da álgebra de coqjuntos Leis de idem potência (lb) (3b) (6b) (9b) (5b) (8b) (lOb) (2b) (46) " f (3a) (7) Leis de distributividade associatividade Leis de comutatividade Leis de identidade complementares involução DeMorgan Leis dos t AnA=A AU U Ae n Be n AUU=U = AUA=AU n 0 = (A U B) U C) n AnB=BnA C AnU=A A(AnB)"=AeUBe AUB=BUA U"=0 B) An0=0 n = AU0=A 0"=n = nAe (AT UA" B)" C) = A nn(B nU (A U C) (A U U n U A(AU(B U Método 1: Mostramos primeiramente que (A U B)e Ae n Be. Assim. consideradas conjuntamente. logo.1-8 Dualidade Observe que as identidades na Tabela l-I estão organizadas em pares. Como (. vemos que (A U B)" é representado pela área sombreada na Fig. que (A U Br' = A" n S"./ está sombreado com 0. o dual de N. i. E*. Suponha que E seja uma equação da álgebra de conjuntos. x~ A e x~ B. 1-4. 1-8(b). No original.

O termo mais usado em português para número de elementos de um conjunto A é cardinal idade de A. Queremos determinar o número de alunos que estudam pelo menos um dos três idiomas e preencher o diagrama de Venn da Figura 1-9 com o número correto de estudantes em cada região.n(F nA) - n(F n R) .n(A n B).' " U B) = n(A) + n(B) . alemão. Caso contrário. Por exemplo. Teorema 1-5: se A e B são conjuntos finitos.1-9 1-6. Logo.CAPITuLO 1 • TEORIA DOS CONJUNTOS 19 (UnA)U(BnA) =A é (0UA)n(BUA)=A Observe que cada par de leis na Tabela 1-1 é composto de equações duais uma da outra. B e C são conjuntos finitos. de T.n(A n R) + n(F n A n R) .n(B n C) + n(A n B n C). Existem n(A) elementos em A. e o conjunto de letras do alfabeto . Ao contar os elementos de A U B. É um fato na álgebra de conjuntos que.são conjuntos finitos. o conjunto vazio. Esse fato é demonstrado no Problema 1. alemão e russo. existem n(B) elementos que estão em B mas não estão em A.7 Considere os seguintes dados sobre 120 estudantes de matemática no que diz respeito aos idiomas francês. 65 45 42 20 25 15 S estudam estudam estudam estudam estudam estudam estudam francês. Exemplo 1. francês e alemão. Há também uma fórmula para n(A U B) mesmo quando os conjuntos não são disjuntos. . então A U B é finito e n(A U B) = n(A) + n(B). primeiramente conte os que estão em A. Os únicos outros elementos de A U B são aqueles que estão em B. portanto. 0. é infinito. os três idiomas. alemão e russo. nenhum elemento de B está em A e. onde m denota algum inteiro não negativo.n(A n B) . sua dual. respectivamente. o conjunto é dito infinito. A notação n(A) será usada para denotar o número de elementos de um conjunto finito A t.. se uma equação E for uma identidade. PRINCíPIO DA ENUMERAÇÃO Um conjunto é dito finito se contém exatamente m elementos distintos. Mas como A e B são disjuntos.8 CONJUNTOS FINITOS. IAI ou card(A) em vez de n(A).20 . enquanto o conjunto de inteiros positivos pares. alemão e russo. . 1. Pode-se usar indução matemática (Seção 1. russo. Lema 1-4: se A e B são conjuntos finitos disjuntos. n(A U B) = n(A) + n(B). mas não em A. então A U B U C também é. ). francês e russo. Sejam F.n(A n C) . Pelo Corolário (F Fig.10) para generalizar esse resultado para qualquer número finito de conjuntos. e n(A U B U C) = n(A) + n(B) + n( C) . UA U R) = n(F) + n(A) + n(R) = 65 + 45 + 42 . então A U B e A n(A n B são finitos e -.25 .6.28.15 + 8 = 100 t N. (2. também é uma identidade. Podemos aplicar esse resultado para obter uma fórmula similar para três conjuntos: Corolário 1-6: se A.4.. Alguns textos usam #(A). A e R os conjuntos de alunos que estudam francês. E'.

3.4}. falaremos de uma subclasse ou uma subcoleção.8 = 12 estudam francês e alemão. mas não russo.20 TEORIA E PROBLEMAS DE MATEMÁTICA DISCRE7A Isto é.4}.2}.) Partes de um Conjuntot Para um dado conjunto S.3}. Então. 2.8 Suponha que S mentos de S.4}. estaríamos considerando um conjunto de subconjuntos. {2.3}. mas não francês.4}]. {1. S pertence a ParteseS). 0 0 Partições Seja S um conjunto não vazio. Observe que 28 + 18 + 10 = 56 alunos estudam apenas um idioma. Essa classe é chamada de conjunto das partes de S e será denotada por Partes(S). pois é um subconjunto de S. 4}.100 = 20 25 .4}. Os elementos de B são os conjuntos {I. estudam apenas francês. não estudam idioma algum.3.3}. 3}.4}] Os elementos de A são os conjuntos {I. ou o conjunto das partes N. Como era de se esperar da observação acima. {3}. vamos por vezes usar colchetes em vez de parênteses para indicar conjuntos de uma mesma classe. {1. Portanto. podemos querer tratar de alguns dos seus subconjuntos.2. Então. estudam apenas francês. B é uma subclasse de A. uma partição de S é uma coleção { Ai } de subconjuntos não vazios de S tais que: (i) (ii) Cada a em S pertence a algum dos Aj' Os conjunto em { Aj } são disjuntos dois a dois. B= [{I. Neste caso.4}.8 15 . {I. podemos fala~ do conjunto de todos os subconjuntos de S.1 = 8 elementos. PARTES DE UM CONJUNTO. (Para evitar confusões.3}. 1. mas não alemão. 1-10 20 . já que todo elemento de B é também um elemento de A. isto é. Sempre que uma situação dessas ocorrer. . {I.8 -17 = 28 45 -12 .2. Mais precisamente. 4}.9 CLASSES DE CONJUNTOS. Seja A a classe de subconjuntos de S que contêm exatamente três ele- A= [{I. PARTiÇÕES Dado um conjunto S. {I. {1. Seja B a classe dos subconjuntos de S que contêm o número 2 e outros dois elementos de S. pOl\'er seis. o número de elementos de Partes(S) é 2 elevado à cardinalidade de S. = 17 =7 65 -12 . Usamos então esse resultado para preencher o diagrama de Venn. 3. estudam alemão e russo. a fim de evitar mal-entendidos.2.3. Em inglês. 3. Observe que o conjunto pertence a Partes(S). estudam francês e russo.\' e (2. 3. então Partes(S) também é. vamos nos referir a uma classe de conjuntos ou coleção de conjuntos no lugar de um conjunto de conjuntos.2. n(F U A U R) = 100 alunos estudam pelo menos um dos três igiomas. 3}. se traduzido como o conjunto de todos os subconjuntos de um conjunto. Uma partição de S é uma subdivisão de S em conjuntos não vazios disjuntos. Na verdade.) Exemplo 1-9 Suponha que S = (I. o conjunto das partes de S é geralmente denotado por 25. Fig. {I}. 2. {2}. de T. 3). Exemplo 1. Então. {2. n(Partes(S» = 2"(5) (Por esta razão. {I.2. usualmente de um conjunto. 2.3. estudam apenas alemão. 2. 2. Partes(S) = [0. isto é.8 O diagrama completo aparece na Figura 1-10. Se desejarmos considerar alguns dos conjuntos de uma determinada classe. Partes(S) tem 2. S].4} e (2. De maneira similar. Temos: 8 estudam os três idiomas. {1. = {I.8 -7 = 18 42-17-8-7 = 10 120 . {2. Se S é finito.

9}] [{I.4.• 8. 9) não são disjuntos.9}: (i) (ii) [{I. Então: (i) (ii) (U(A: A E A)Y (n(A: A E A)t = n(Ac: = A E A).10 Considere a seguinte coleção de subconjuntos de s= {1. Exemplo 1. pois 7 pertence a S e não está em nenhum dos subconjuntos.3.3. n E N) = An={n.n+I. {2. . 3. AI.11 AI={I. A2={f. 9}] [{1. U(Ac: A E A). (iii) é uma partição de S. Fig...10 INDUÇÁO MATEMÁTICA Uma propriedade essencial do conjunto N={1.3. }. Am' A união e a interseção desses conjuntos é.. A2• A3• A4 e As. 5}. 7.n+2. Seja A uma coleção qualquer de conjuntos.4.CAPITuLO 1• TEORIA DOS CoNJUNTOS 21 Ai =1= Aj' então Ai n Aj =0. 1.. 8.6}.. já que (I.2. P(n + I) é verdade sempre que P(n) é verdade.. a união consiste nos elementos que pertencem a pelo menos um dos conjuntos da coleção A. (ii) não é uma partição de S. {5.6. Considere os conjuntos .1-11 Generalização de Operações entre Conjuntos As operações de união e interseção entre dois conjuntos foram definidas acima.8}. denotada e definida por: AI U A2 U'" AI nA2 U Am = u7~IAi n··· nAm = n?~IAi = {x: = {x: x E Ai para algum Ai} e x E Ai para todo Ai} Isto é. 5}. a união consiste nos elementos qu~ pertencem a pelo menos um dos conjuntos. }. 7.8}. i. e a interseção consiste nos elementos que pertencem a todos os conjuntos da coleção A..3.5.4. {2. {2. que é usada em muitas demonstrações é a seguinte: . As Leis de DeMorgan também são válidas para as operações generalizadas definidas acima. . respectivamente.6. }. Por outro lado. e a interseção consiste nos elementos que pertencem a todos os conjuntos. Exemplo 1. 3. } Princípio de indução matemática I: Seja P uma proposição definida nos inteiros positivos N.e . . A união e a interseção de conjuntos na coleção A são denotadas e definidas. {7.2•. Considere primeiramente um número finito de conjuntos. A Figura 1-11 apresenta um diagrama de Venn de uma partição de um conjunto de pontos retangular S em cinco células AI. A)={3. .2.• P(n) é verdadeiro ou falso para cada nem N.5}. Suponha que P tem as seguintes propriedades: (i) (ii) P(I) é verdade.3. }=N... Isto é.4. Os subconjuntos de uma partição são chamados de células.. Isto é: Teorema 1-7: seja A uma coleção de conjuntos. por U(A: A E A)= {x: x E A para algum A E A} e n(A: A E A) = {x: x E A para todo A E A}. {4. Tais oper~ções podem ser estendidas para um número finito ou infinito de conjuntos como segue. Além do mais.. A união e a interseção dos conjuntos são: U(An: n E N) = N e n (An: 0.. repectivamente. 5) e (5. A2 •••• .9}] (iii) Então (i) não é uma partição de S.

t}? Todos são iguais. 1 = 12 Supondo que P(n) é verdade. Então. C não contém nenhum elemento. x é par.3 Considere os seguintes conjuntos: 0. Isto é. s}. tras palavras. isto é. .1 Quais dentre estes conjuntos são iguais: {T. mente um dos axiomas. Em ou- 1. N (a) (b) = {I. {t..1. na verdade. portanto.4..2 Liste os elementos dos seguintes conjuntos. B= (c) {2.1) + (2n + 1) = n2 + (2n + 1) = (n + 1)2. 12. P é verdade para todo inteiro positivo. A é composto dos inteiros positivos entre 3 e 12. n.. Exemplo 1. x < IS} C = {x: x E N. 1.7. P(n): 1+3+5+ (O n-ésimo número é 2n . s}.7. é verdade se P(k) é verdade para todo 1 :S. Na verdade. T. onde a é algum inteiro. portanto.6.2. t.9}. t. A (c) (a) = {x: x E N. a+ 1. 2. Observe P(1): que P(n) é verdade para n = 1. isto é. +(2n-I) =n2• seguinte é 2n + 1). Princípio de indução matemática 11: (i) (ii) P(1) P(n) Seja P uma proposição definida nos inteiros positivos N tal que: é verdade. Não existem inteiros positivos satisfazendo a condição 4 + x o conjunto vazio.S..3. 3. .2.S.}. ç ou rz. ~ Vamos demonstrar esse princípio. T. portanto. se quer provar que a proposição P é verdade para o conjunto de inteiros {a. t. em cada par de conjuntos: . 10.9. 10. {s..9}. lI}. Observação: Algumas vezes. U=(1.9}.5. D={1. quando N é descrito axiomaticamente. E= {1... possivelmente zero. P(n + 1) é verdade se P(n) é verdade.. adicionamos 2n + 1 a ambos os lados de P(n) para obter 1+ 3 + S+ .S}. Problemas Resolvidos Conjuntos e subconjuntos 1. B={1. s.3}. }.~ DE MATEMÁTICA DISCRETA Então.4.8.S. C={I. Embora pareça diferente.. = 3. Jé'ito substituindo 1 por a em qualquer um dos princípios de indução matemática acima.8. Pelo princípio da indução matemática. T}. aqui.12 esse princípio é usual- Seja P a proposição de que a soma dos n primeiros números ímpares é n2. P é verdade para todo inteiro positivo.3. Insira o símbolo correto. k < n. + que é P(n para todo (2n .E.6.•• 22 -==. e o número ímpar .oo. Reordenação e repetição não alteram o conjunto. S. A={I}. 14}. P é verdade + I). 4 + x = 3} = {4. Existe uma forma do princípio de indução matemática que por vezes é mais conveniente de ser usada. 3 < x < 12} B = {x: x E N. a+2. A (b) B é composto dos inteiros pares menores do que 15. {s. C = 0. Isso pode se. é equivalente ao princípio de indução.

portanto.6. 5. x é par). 0 é um subconjunto B mas 3 I é o único elemento de A c pertence a B.2.7. n F = F.5 Mostre que A = (2..9} AnB= {4.6.9}=D Observe que F (/) n E = {2.7 Determine (o) A('.9} = U EUE={2.7} U = AnC={5} DnE=0 E D (d) (e) DnE= {1. e que a interseção X n Yconsiste nos elementos em ambos.5.8} F={1. ------. 1. devemos ter D U F (b) A\B. U (d) porque (f) e.4.7.2. F\D. D (g) (11) D.. mas 2 fi. C E={2.2.4.5. 8. A é Operações entre Conjuntos Os Problemas 1.. 3.4.8} = E n F = {I. 6.4. 3. I E C mas 1 Todo elemento de A pertence a C e.3. E (e) C. B\A. 3. (a) A UB = {I.2. C D os elementos de C também pertencem a E. E ffi F. 9} e aos conjuntos = {1.3. logo. 1.5. B('. Assim. pelo Teorema 1.8 se referem ao conjunto universo U A = {I. 4.9}. 2. B (c) B. E('. S.S} (h) (c) A UC BUD={1. E D. E. C B. Portanto: ..S. A não é um subconjunto de B.5}.6. 3 E A e. Portanto.E de todo conjunto. (c) A ffi B. 1. 9}. .6 e 1. B= {4. A um subconjunto próprio de C. portanto.4 Mostre que A = {2. 9} = F = De D ç D. E porque 2 E D.9}.7.4. 5) é um subconjunto próprio de C = {1.6.8}=E DUF={1. 2. não é um subconjunto de B (11) D ç U porque 1. É necessário mostrar que pelo menos um elemento em A não pertence a B.6.S.. 3. A diferença simétrica X EEl Yconsiste nos elementos de X ou Ymas não de ambos X e Y. D = {1.9} UB e A n B (c) (d) A UC e A nC (e) (f) EUE e E DUFeDnF nE BU De Bn D DUEeDnE Lembre que a união X U Yconsiste nos elementos em X ou Y(ou ambos). A A.. 7} . 3 fi.~IIIII ---------- _ CAPITuLO 1• TEORIA DOS CONJUNTOS 23 (o) (b) (a) 0. B.3.8. os elementos de D também pertencem a U.".5} = (x: x E N. C ffi D.6 Determine: (o) (b) A = {5. .3. como B consiste nos inteiros pares.S.6. logo A *" C. 0ç A B B A (b) ç B porque ç E porque ç E porque q. Lembre que: (I) (2) (3) O complementar ){ consiste nos elementos no conjunto universo U que não pertencem a X.S.3. 7. . D('.. X e Y. A diferença x\Y consiste dos elementos de X que não estão em Y. ç C. ."".3. 4.4.8. Por outro lado. D\E. 7. BnD={S.. 4. ri A.7}.2.4. 7.S. (c) (d) rt C porque 3 E ri C. 6.6.9} = {1. os elementos de B também pertencem a E. (e) (j) (g) C rt D porque 9 E C mas 9 ri D.

(B n F) U (C n E) = {5. S}. 7}. como na Figura l-14(b). B e C. Conclua (A nD)\B = {I.6.S.4).9} = EmF D. 6.S. representa (B\Af. 4. a área total marcada é (AnB)U( AnC). na Figura l-I3(b).5}. B\A = {6.S.6. (a) B\A está assinalada (b) (B\A)c está assinalada Fig. mostrad~. Preencha então AnB e (AnC) como na Figura 1-14(d). nB = (2) eA n C =(2). = (d) (a) (b) (e) Primeiramente A\E {2. DC = {2. (b) (B\At. 3) e C = (2.3. como mostra a FiguraI-I2(a). (A n D)\B. Então A Sejam A = {I.~ 1rs:Ril\ E PR:::elEMAs DE MATEMÁTICA DISCRETA (a) AC = {6.9}.3. B (d) nF = {5} e C n E = {6.1-12 (b) A n B c está sombreado (b) Primeiramente marque a área que representa B\A (a área de B que não está em A) como na Figura l-I3(a). como na Figura 1-14(e).6. 7. 7.S. Diagramas de Venn 1.10 Considere o diagrama de Venn de dois conjuntos (a) A n BC.2.2.4.5. (b) A\B (e) = {1.3. 3}.4.11 Ilustre a lei de distributividade A n (B U C) = (A n B) U (A n C) com diagramas de Venn. A área fora da região marcada.5.5. 1. 6.3}. . (A\E)C (b) (A\Et. B = (2.9} = D. 7. Agora. = {2. = {I.7. (BnF)U(CnE).9}. De fato.Então. como na Figura 1-14(a). A n B = A n c.3.9} 1. A n D = {J. 7}. S}. 1.S} = E. D\E = {1. BC = {1. 2J. 5}. Desenhe três círculos se intersecionando assinalados com A. A\B é às vezes definido como AnBc• (a) A e B c estão tracejados Fig.8 Determine (a) (c) A n (B U E). F\D = 0.3. Portanto. 5}. EC ='{1. Assinale os conjuntos: Primeiramente marque a área que representa A tracejando em uma direção (I/I) e depois marque a área que representa BC (a área fora de B) tracejando em outra direção (\\\).9}. (a) arbitrários A e B na Figura l-l(e). a área tracejada nas duas direções é A n (BnC) como na Figura l-14(e).1-13 1.9 Mostre que é possível que A n B = A n C sem que B = C. = {2.3.7. A área com tracejado nas duas direções é a interseção desses dois conjuntos e representa A n B c. A mB = {I.4.6. Como esperado pela lei de distributividade. preencha A com traços em uma direção e B U C com traços em outra direção.4. S}. Logo. 5.2. CffiD = {I. A n (B U E) = {2.3. An(BUC) e (AnB)U(AnC) são representados pelos mesmos pontos.9}. = EUF.S. compute B U E Então.

Fortune.6 e 12. o argumento é válido. permitem construir o diagrama de Venn como na Figura 1-15.1-14 1. i. Portanto. E é finito e n(E) (d) D é infinito.:. C é finito e n(C) Os divisores inteiros positivos de 12 são 1. = O. verificou-se que: 25 26 26 9 11 lêem lêem lêem lêem lêem a Newsweek. Time. Logo. Por S2' João pertence ao conjunto de amigos que é áisjunto do conjunto de vizinhos. Newsweek e Fortune. ".:P CAPITuLO 1 • TEORIA DOS CoNJUNTOS 25 (a) (b) A e B U C estão assinalados (c) A n (B U C) estão assinalados (a) A n B e A n C estão assinalados (b) (A n B) U (A n C) estão assinalados Fig. i. S2 : João é meu amigo. (e) = 6.e.. S.12 Determine a validade do seguinte argumento: SI: Todos meus amigos são músicos. As premissas SI e S. 1. Portanto. C é vazio.4.14 Em uma pesquisa com 60 pessoas. Portanto. é finito pois existem quatro estações no ano.. Newsweek e Time. . logo. (j) Embora possa ser difícil determinar o número de gatos que vivem nos Estados Unidos.2.3. = 4. é meu vizinho.. : Nenhum S: João não dos meus vizinhos é músico.1-15 Conjuntos Finitos e Princípio da Enumeração 1. S é uma conclusão válida e. é finito porque existem 50 estados nos Estados Unidos. Fé finito.13 Determine (a) (c) (e) (a) (b) (c) quais dos seguintes conjuntos são finitos: {estações do ano} {inteiros positivos menores do que I} {divisares inteiros positivos de 12} (b) lf> n(A) A C E A B = B F {estados nos Estados Unidos} Estados Unidos} = = (d) D = {inteiros ímpares} = {gatos que vivem nos = 50. existe um número finito deles em qualquer tempo. n(B) Não existem inteiros positivos menores do que I.e. 8 = Fig. portanto.

n(TnF) + n(Nn Tn F) 8 (o) (b) Fig.3 = 8 9.3 =6 8.6. mas não as três revistas.6 . cada uma das oito regiões no diagrama de Venn na Figura 116(a). lêem Newsweek e Fortune.1-16 (b) O diagrama de Venn. lêem as três revistas. lêem apenas Fortune. com o número correto de pessoas. mas não as três revistas. = {x: x E B e x E A} = B n A.n(N = 25 + 26 + 26 .3= 10 26 . onde N.6 .3 = 12 60 -. Time e Fortune. mas não as três revistas.8 .8 . Te F denotam.II . n(NU TUF)= n(N) +n(T) +n(F) . (c) (o) Ache o número de pessoas que lêem pelo menos uma das três revistas. o conjunto de pessoas que lêem Newsweek. Preencha.3 = 5 25 . (a) (b) (UnA)U(BnA)=A (A U B U C)c Trocando U por (c) (d) (A (A = (A U C)c n (A U Bt =A U (A n U) n (0 U AC) n ut n A = 0 =0 n e também U por 0 em cada equação: (c) (o) (b) (0 U A) n (B U A) (A (A U 0) U (U n n B n ct = (A n ct n Bt (d) (A U 0t U A = U AC) =U 1.n(NnF) 8 + 3 = 52.52=8 lêeri::s três revistas. não lêem revista alguma.15 Escreva a equação dual de cada uma das equações a seguir. . A UB A = {x: x E A ou x E B} (b) nB = {x: x E A e x E B} = {x: x E B ou x E A} = B U A. mostra o seguinte: 3 II . respectivamente. (c) 8 + 10 + 12 = 30 lêem apenas uma revista. Ache o número de pessoas que lêem exatamente uma revista. lêem apenas a Newsweek. Pelo Corolário 1. obtido na Figura 1-16(b). .5 . lêem Time e Fortune.26 TEORIA E PROBLEMAS OE MATEMÁTICA DISCRETA 8 3 (a) (b) lêem Time e Fortune. Álgebra de Conjuntos e Dualidade " 1. lêem Newsweek e Time. Queremos n(N UT U F).3=8 26 . lêem apenas Time.16 Prove as leis de comutatividade: (a) A U B (o) = B U A e (b) A n B = B nA.9 - n T) .5 .

5} }. 5} e {6. pois amarelo não pertence a nenhuma célula. 7. BnBc = 3.d}.rde}]. ve. {a. {b.b. {b}. {{4. 5.e}. {azul. Não.19 Ache os elementos A do conjunto A = ({ 1.5}. {verde.22 Seja S (a) (b) (a) (b) (e) (d) {a.. azul}.3} çA (d) çA (f) 0çA Falso. Determine (c)P3 (d)P4 quais das seguintes classes são partições de S: P2 = ({vermelho. {vermelho. i. incluindo as lcis dc DcMorgan. pois cada elemento de 5 aparece exatamente em uma célula. qualquer uma das sentenças pode ser usada para definir A 67 B. cujo único elemento é o próprio 5.e.18 Prove: (A U B)\(A Usando X\Y n B) = (A\B) U (B\A).2. Partes(A) =[A. Verdadeiro.e. Verdadeiro. {a. 2.d}. = [0. Sim. verde. Sim.2. 3}.e}. {4. {I . azul. Não.5}} (e) 0EA {1. obtcmos: (A U B)\(A n B) = (A U B) n (A n B)C = (A U B) n (AC U BC) = (A n AC) U (A n BC) U (B n AC) U (B n BC) = 0 U (A n BC) U (B n AC) U 0 = (A n BC) U (B n AC) = (A\B) U (B\A). {a.8} E A {{4. Classes de Conjuntos 1. o conjunto das partes de A Partes(A) de A = {a. amarelo}. o conjunto composto do elemento {4.19. é uma classe de conjuntos.21 Determine Os elementos de Partes(A) são os subconjuntos de A. Portanto. {c. = 5 {vermelho.8} é um elemento de A. 7.d}.17 Prove a seguinte identidade: Afirmativa (A U B) n (A U B c) = A.b. verde}]. 24 {d}. Falso. Verdadeiro.CAPITuLO 1 • TEORIA DOS CONJUNTOS 27 1. {a.3}. é um elemento de A.{a. = [{azul}.d}. Partes(A) possui 1. amarelo. (A U B) n (A U BC) 2. e. não é um dos três elementos listados como elementos de A. 5}. . {6. Determine se cada uma das afirmativas seguintes 1. é um elemento de A. 7.d}.e. {a}. O conjunto vazio é um subconjunto de todo conjunto. pois Pzé uma partição de 5. inclusive de uma classe de conjuntos.3} não é um subconjunto de A. (j) 1. (Logo. 8}]. AU0=A (A U B) n (A U BC) = A 1. amarelo)].2. {4. Justificativa 1. seus elementos são os conjuntos {I.d}. Falso. {6. PI = ({vermelho). 8}.) = xn Y c as Icis da Tabcla I-I. Como se poderia esperar. I não é um elemento de A.0J = 16 elementos. (A U B) n (A U BC) 0 = = A U (B AU n BC) Lei de Distributividade Lei dos complementares Substituição Lei da Identidade Substituição 0 4.b. amarelo}].d}. azul. {b. {vermelho.e}. do Problema 1. verde. {b.20 Considere a classe A de conjuntos ra ou falsa: (a) (b) (a) (b) (e) (d) (e) é verdadei- 1E A (c) {6. pois o conjunto vazio 0 não pode pertencer a nenhuma partição. O conjunto vazio não é um elemento de A.7.b}. {e}.

26 ] . Portanto. B é equivalente a A U B = B. se x E A. logo A ç (A U B).er caso. pois 1 = 2'- L Supondo que P(n) é verdade.28 Prove o Teorema n n B = A e A U B = B são equivalentes. Agora suponha que A U B = B. Pelo princípio de indução. A B. somamos 2"+' a ambos os lados de P(n). isto é. obtendo zI 1+ + 22 + . Além disso. n B são tinitos e 1. Pelo princípio de indução... + 2n + 2n+1 = 2n+l _ I+ 2n+1 = 2(2n+l) = 2n+2 . I que é P(n+ 1). então x E B porque A ç. 2}] [{I}. x E B = A U B. B.. B. Pelo Problema 1. se P(n) é verdade. As partições que contêm cada uma destas quantidades de células são: (I) : (2) : (3) : [S] [{I}. P é verdade para todo n. suponha que A B= A. Prove o Teorema 1.26.26. + n = Zn(n + I). obtêm-se.. P(n + I) é verdade ". Em qualqu.. tanto. Se A e B são finilos. Então x E (A B). então A U B e A n(A U B) = n(A) + n(B) . Juntando-se tudo. {I. Portanto. A.28 TEORIA E PROBLEMAS DE MATEMÁTICA DISCRETA 1.. Logo. então x E A. A n B = A e A U B = B. {3}] Portanto. {2. então é claro que. Então x E A U B pela definição de união de conjuntos. obtendo: 1+2 + 3 + .24 Prove a proposição P de que a soma dos primeiros P(n): n inteiros positivos é igual a 4n(n + 1). B e seja x E A. (A n B) ç A ç (A U B). A U B. 3 }. Portanto.l. 1. B.27 n B) ç A ç (A U B) e (A n B) ç B Ç(A U B). I 1+ 2 + 3 + . Supondo que P(n) é verdade. + n + (n+ I) = !n(n + I) + (n + I) = ![II(n + I) + 2(n + I)] = H(n + I)(n + 2)].23 Ache todas as partições de S = {I. Portanto. Seja x E (A B). [{3}. e seja x E A. A B = A. PorB é equivalente a A B = A. pois P(I) : 1= 1(1)(1 + I). Já que todo elemento de A n B está em ambos A e B.5: se A e B são conjuntos finitos. {2}. se x E (A n B). P é verdade para todo n ~ O. e seja x E A. pois x E A e x E B. Observe que cada partição de S contém 1. (A B) ç. 3}]. Isto é. que é P(n 1. A ç. B ç. B. Problemas Diversos 1. A proposição vale para n = I. somamos n+ I a ambos os lados de P(n). então x E (A n B) (pela definição de A U B).25 + I). Se x E A. Portanto. Pelo Problema 1. Então. {I. 3}].2 ou 3 células. Por outro lado. A ç. já que x E A B e A ç. . A B. Prove: (A Suponha que A ç. A n B e A U B são finitos. x E B. (A n B) ç A. (A n B) ç B ç (A U B). A 1. x E A ou x E B.2: são equivalentes A ç B. Prove a seguinte proposição pL:a (n ~ O): P(n): I + 2 + 22 + 23 + . 2. [{2}.. vemos que existem cinco partições diferentes de S. Logo.. Então x E B. A U B ç.n(A n B). Ambos os resultados mostram que A ç. De maneira similar. + 2n = 2n+1 - I P(O) é verdade. Ambos os resultados mostram que A ç n n n n ç n n n Suponha novamente que A ç. . é certamente verdade que. B. P(n + I) é verdade f'e P(n) é verdade. A U B = B. Portanto.

3. B é a união Uma alternativa de prova é considerar o Problema 1. n(A U B) n B se- = n(A) + n(B) . B = {x: x2 - C={x:xEN.) . z}.c}. c. 3. pelo Lema 1.4. 2. X ç A mas X. também 3x +2 = = {1. (a) X e B são disjuntos. H={I.2}. A UB (d) (c) A n (BU D) U) (k) (f) Bn C C\D B\(C U D) (AnD)UB (h) (i) A (f) C D)\B (f) (I) (A EB 1. ç AC• (d) A ç B se e somente se A\B = 0. B (A U B)". A\B e A\C.. = 1. (Compare os resultados com o Teorema 1.x<3}.4. 8).f. 5. 6}. .. (g) C = {b. C = {I. A {a. b.34 Encontre: Encontre: Encontre: (a) A n B e A n C.1}.2. F G={3. C = {I. Operações entre Conjuntos Os Problemas 1. .I. (AUD)\C BnCnD (C\A)\D D = {d.32 1. se existirem. n B) . . Então.c. Portanto. 2. 1.9) eA = {I. Identifique B = = {x:xévogal} {x: x é uma letra na palavra" little c = {x: "I (c) x precede "f' no alfabeto I D = (x: x é uma letra na palavra "title" I :'.8.d.g. Portanto./=A.. 9}.32 a 1.f. A B e B\A. 5.n(A n B).b. 51.9}.2. e A U B é a união disjunta de A\B.7. n B e B\A. (c) AC c CC• (a) (a) (A U C)\B. E = {3.. n B. 7}. = U. (b) (b) (b) A AUB EB B c BUC. todo elemento em A ria contado duas vezes: uma vez em A e outra em B.5.37 Prove: (a) (b) (c) A ç B seesomenteseAnBc A ç B se e somente se A ç B se e somente se AC BC UB = 0. (d) XçCmasX. Mostre: (a) (17) A é a união disjunta de A\B e A n B. A 1. 2.3}..n(A n B) Problemas Complementares Conjuntos e Subconjuntos 1.g}.29 Quais dos seguintes conjuntos são iguais? A={x:x2-4x+3=O}. B = {2.. 5. . B = (2.c. 1.6. (b) XÇDmasX.30 Liste os elementos dos conjuntos seguintes considerando o conjunto universo U os conjuntos iguais. . 51./=B.36 Sejam A e B conjuntos quaisquer. (B EB C)\A.35 Sejam: A = {a. A B. e A (c) EB C. I}. .33 1. 3.c. A U B é a união disjunta de A\B. . D = {3. 1.d.CAPITuLO 1• TEORIA DOS CONJUNTOS 29 Suponha que contemos os elementos de A e depois contemos os elementos de B.31 SejaA = {I.h}.c./= C.h}.. x é ímpar. O}. n n n(A U B) = n(A\B) + n(A n B) + ~B\A) = n(A\B) + n(A n B) + n(B\A) + n(A = n(A) + n(B) . 4.g.n(A n B). D = {x: x E N. .36 e escrever: A é a união disjunta de A\B e A disjunta de B\A e A B.. y.34 se referem aos conjuntos U = (I. 7.b. x < 5} E={1.8. Ache: (a) (b) (c) = {a. 9}..

os conjuntos B e C são disjuntos. ar-condicionado (A). (b) AC n (BU C). A pesquisa concluiu: 15 tinham ar-condicionado. mas A e C Esboce um diagrama de Venn para os conjuntos A.30 TEORIA E PROBLEMAS DE MATEMÁTICA DISCRETA 1.6 para escrever cada um dos conjuntos como a união disjunta dos produtos fundamentais: (a) 1.5 para provar o Corolário 1. (j) 1. uma fórmula que defina a união A U B em termos da operação de interseção e de complementar. então A U B U C também é finito e n(A U BU C) = n(A) +n(B) +n(C) .42 A n (BU C). têm elementos em comum. B e C. O conjunto das letras do alfabeto. Ache A fórmula A\B = A n BC define a operação de diferença em termos da operação de interseção e de complementar.38 1. O conjunto dos números múltiplos de 5. B e C. (b) A U (A n B) = A.44 AUB=(BCnAT A U (A (b) (d) A=(BCnA)U(AnB) (A n B) = A n B) U (AC n B) U (A n B") U (AC n BC) = U Use as leis da Tabela l-I para provar cada uma das identidades: (a) (c) (A n B) U (A n BC) = A. B e C são conjuntos finitos.43 Escreva a equação dual de cada uma das equações: (a) (c) 1. Fig. já estavam instalados. (b) A n (A U B) = A.46 Use o Teorema 1. AUB=(AnBC)U(ACnB)U(AnB). Conjuntos Finitos e 1. rádio (R) e vidros elétricos (V).47 Foi realizada uma pesquisa com uma amostragem de 25 carros novos à venda em uma revendedora local para verificar quais dos três opcionais populares. onde A ~ B. x27 + 26xl8 - 17x11 + 7x3 - 10 = O. Diagramas de Venn 1. Assinale os seguintes conjuntos: (c) AC (a) A\ (B U C). AC n (B U C).n(A n C) . . O conjunto das retas paralelas ao eixo x.41 Use o diagrama Venn da Fig.40 o diagrama (b) de Venn na Figura 1-17 apresenta os conjuntos A. O conjunto de números que são soluções da equação O conjunto dos círculos contendo a origem (O.n(A n B) . 1-6 e o Exemplo 1.45 (a) (b) (c) (d) (e) o Princípio de Enumeração Determine quais dos seguintes conjuntos são finitos.39 Prove as leis de absorção: (a) A U (A n B) = A.6: se A. 12 tinham rádio. 1.1-17 1. n (C\B). O conjunto de animais que vivem na Terra. Álgebra de Conjuntos e Dualidade 1. (c) A U (B\ C).n(Bn C) +n(A n Bn C). O).

. Argumentos 1...2}. {3.: i = 1.52 . 6}. {2. S. {3.56 e Diagramas de Venn de Venn para mostrar que o seguinte argumento é válido: 5.6}] (b) 1. {3. 5. Am} e {BI' ••• . . {2.4.5}.5. (c) P3 P4 = [{1. ar-condicionado e vidros elétricos. P = [A. S.4.5}.3. {5. mas não vidros elétricos.3. Mostre que Partes(A) tem 2m elementos. (a) Determine das partes de A.e. Ache a cross partition P das seguintes PI 0. 5. 4. 5}.) . 3. .3.4. 4. 7}] Determine (a) se cada uma das seguintes classes é ou não uma partição do conjunto de inteiros positivos N. (j) apenas uma das opções.S}. {/1: /1 < 5}] B2. n B. (d) rádio e vidros elétricos. Bm} partições de um conjunto X.CAPITuLO 1• TEORIA DOS CONJUNTOS 31 Ii 5 9 4 3 tinham tinham tinham tinham vidros elétricos.53 = [{1.8.111. = {I . {5. 2. foi retirado).9}.. {d. 7}. .b}. {6}] = [{1. (iv) {{a.2. das partes de A.A.6}.5}]. {2. Ache o número de carros que têm: (a) apenas vidros elétricos.5}] (d) Seja S= { 1. 9}. Optamos por deixar a expressão em inglês por não haver tradução consagrada.2.6}] (d) = [{1. S..6. 6. (a) (b) 1. 7}.50 Ache o conjunto (iii) {d. 7. .55 Seja X = { I. o mesmo autor de Alice no País das Maravilhas.51 Seja X= { 1..2. {1. Partições 1.4. rádio e vidros elétricos.9}. 1. (b) 1. de T. Use um diagrama (Esse argumento foi retirado do livro 5Yl1lbolic [ogic.4.S. 9}. de Lewis Carroll.4}. Classes de Conjuntos 1.b}}ÇA.5}. {4. [{/1: /1 > 5}. Partes(A) {e}. . 5. (h) nenhuma das opções. .3.S}. 6}] [{2.5.3. Mostre que a coleção de conjuntos: .eJ1]. [{l. (e) ar-condicionado e rádio.: Pessoas ilógicas são desprezadas. (c) [{/1: /12 > ll}.3.2.5. ar-condicionado e rádio. {3.54 Sejam {AI' A. . {/1: /12 < li}] 1. {2. {3. se cada urna das afirmativas (ii) {c}ÇA. Suponha que A seja um conjunto finito e n(A) = m.8}] e P2 = [{l. seguintes é verdadeira ou falsa: (v) 0ç:.7}. 7}] [{1. /1]\0 também é uma partição (chamada de cross partitio/1t) de X (observe que o conjunto vazio. 8..6. . Determine (a) PI P2 se cada uma das seguintes classes é ou não urna partição de S . {O}. {6. (i) aEA. 5: Bebês não podem lidar com crocodilos..2. : Bebês são ilógicos. tinham as três opções. {1.2.6.. 4. j = 1. . 2. 3. mas não ar-condicionado. {2.5.3. 9}. Determine se cada uma das seguintes (c) classes é ou não uma partição de X. (b) [{/1: /1 > 5}.4}.7. (b) apenas ar-condicionado. N. 52: Ninguém que possa lidar com crocodilos é desprezado..9}.f}EA.48 1..(e) apenas rádio.49 Ache o conjunto Dado A =[{a.3}.9}.9}] [{l. {1.. partições de X: = [{1.

A\B={1. B. d. (k) {a.. f}. (A .3.35 (a) (a) (a) (f) (I) A(JJB={1. A (JJB = B (JJA (lei de comutatividade).5.e}. d. (b) Maria não tem um dicionário. (j) {c. (i) 0.9}. A(JJC={2. - 1.62 Suponha que N C={1.57 Considere as seguintes hipóteses: SI: Todos os dicionários são úteis. c.7. Determine a validade de cada uma das conclusões seguintes: (a) romances não são dicionários. o. D e E.5}.6. e. y.7}.i.2. B=D= {a. {a. + 1 (3n .9}. h}. + . Respostas dos Problemas Complementares 1.29 1. (d) {a. 1.7}. (b) (b) BUC={1.6. Se A (JJB =A (JJC. b.59 Prove: 2+4+6+··. S2: Maria possui apenas romances. + n 2 = Problemas Variados 1. Indução 1. (AUC)\B={I. (c) (BffiC)\A={3. An(B(JJD). (b) B B(JJC. 1.63 Prove as seguintes propriedades da diferença simétrica: (i) (ii) (iii) (iv) A (JJ(B (JJ C) = (A (JJB) (JJC (lei da associatividade). C={2.d. . Mostre: Existem 2n produtos fundamentais dos n conjuntos.7. c}. Quaisquer dois produtos fundamentais são disjuntos. + 1 ----(2n-l)(2n+l) n(n+I)(2n+l) _ . (b) {b.5.2.9}...8.2) = 211(311 I). {I.6. (AUB)'={3. d. {a. (e) {a}.2. (c) {b.6.7.31 1..5. 6}. 1.7. f.3.e. U é a união de todos os produtos fundamentais. = (1. D={2. f.6. AC={3.5}. d. 1. e. 1 2n+ 1 1.64 Considere n conjuntos distintos Ai' (a) (b) (c) A2. g}..3. 1. i.58 1. b.e}.9}.8}. D. d. e}. g}. ) seja o conjunto universo e A = {x: x:s AEf!B. •• " An em um conjunto universo U. b.60 Prove: - + + 1·3 3·5 5·7 2 + . e.9}.. (c) A.7. A = D = G = H.39 A UB = (AC n Be')" .u}.+211=11(11+ Prove: 1 + 4 + 7 1 1 I).4.6}.32 (a) C e E.30 B A = = C = E = F..b.34 1. S): Nenhum romance é útil. {c.t.6}.3.4.Determine:(a) (JJ (d) (A n B) n D). (d) Nenhum.(b) (a) (c) AnB={2.8. = {x: (c) 4 :S x :S 9}. A\C={2. (g) {a.3. (c) todos livros úteis são dicionários.32 TEORIA E PROBLEMAS DE MATEMÁTICA DISCRETA 1. g}.9}.4. (A A n (B (JJC) = n B) (JJ(A n C) (lei de distributividade). AnC={I.3..9}.33 1. f.61 Prove: I + 2-7 + 32 + .5.c. h}. C= {a. então B = C (lei do cancelamento). g}.8}. (h) {g}. (b) AUB={1.

{3}.5}.5}. {5}.4}.5}. {c}].4}. 2 = 211I diferentes conjuntos X.50 = {A. 1-18 1.45 (a) Infinito. então x deve também = A. {d.4. (c) sim. 0} Seja x um elemento arbitrário de Partes(A). {2.51 (a) Não. (e) finito.3}.b}. (b) não. (f!\ 2. {1.3.4}. (j) infinito.3.b}. .3}.2. (e) 6. 1. (d) finito.5}. 1-18. 5. e A B. {2.4. {1. Partes(A) tem 211I elementos. 1.5}. n (AC U Be) = 0. {l.{2.5}. (iii) Verdadeira.2. [{c}.2. {1.3. existem 2·2· . 1. (b) A = (d) (A U B) n (Ae U B) n (A U Be) (BC U li) n (A U B). {2. (b) Note que n(A) =3. {1. [{a. B e C também devem ter um elemento em comum. = 8 elementos.47 (b) finito. {l. {3. R (rádio) e V (vidros elétricos) da Use os dados preenchendo Figura 1-19.2.{1}. {l. {4}.A]..5}.3. Mas existem m elementos em A. (d) não.49 (a) (i) Falsa.43 nB = (BC U Ae)".[{a.4}. Partes(A) 1.eJ}]. Para cada a E A.42 Não existe um tal diagrama de Venn.3. (c) A n (A U B) 1.48 Partes(A) tem i= 32 elementos como descrito a seguir: [0.4}. Se A e C têm um elemento em comum x. (d) sim. 1. Isto é. {1.41 (a) (b) (c) (A (A n B n C) U (A n B n CC) U (A U (A n BC n C) n BC n C) U (Ae n B n CC) U (A (ACnBnCC)U(ACnBnC)U(ACnBCnC) n B n C) U (A n B n CC) n BC n Ce) 1. logo.4. {d. {1.4. (ii) Falsa.. Então: (a) primeiramente o diagrama de Venn de A (ar-condicionado). {2.4.{4. [{c}]. (c) sim. [{d.3. {1.52 1.5}. existem duas possibilidades: ou a E A ou a (/. (b) não. pertencer a 1. {2.eJ}].2.· (c) 2. (c) sim.5}.5}. Partes(A) tem i (iv) Verdadeira. Logo. A. portanto. (a) A ç B.3.4}. Fig.{3..2.5}. (d) 4. {l.3}. (b) não. (a) Não. {1. {3.5}.3.5}. (a) (b) (c) Fig. (b) 4.53 (a) Não.eJ}].5}. {2}.2}. (v) Falsa. 1-19 1.b}].CAPiTULO 1• TEORIA DOS CONJUNTOS 33 1.40 Veja Fig. (c) infinito. [{a. (g) 23. {l. {l. {2.4. (f) li.4}.

segue que (a) e (b) são conclusões válidas. (b) {l.4.56 As três premissas conduzem ao diagrama de Venn da Figura 1-20.6}.57 As três premissas conduzem ao diagrama de Venn da Figura 1-21.62 (a) {l. {8}].4. Em outras palavras.1-20 1. 3}.3. {9}.3.3. a conclusão S é válida.34 TEORIA E PROBLEMAS DE MATEMÁTICA DISCRETA 1. pois podem existir livros úteis que não sejam dicionários.2.6}. Entretanto.3. Deste diagrama. [Note (c) = (d). {2. (c) não é uma conclusão válida.55 P = [{l. Fig.4.7}. Fig.8}.7. (d) {2. O conjunto de bebês e o conjunto de pessoas que podem lidar com crocodilos são disjuntos. (c) {2. {5. 1.6.1-21 1.9}.8.4}.] .

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