Esta é uma obra simples, dirigida principalmente a estudantes de Economia

,
Administração de Empresas e Ciências Contábeis, que objetiva dar um roteiro para o estudo
da administração financeira.
Sua elaboração foi calcada nas obras de diversos autores, cujo conteúdo serve de base
e estímulo para estudantes do mundo inteiro.
Na medida em que se teve que adaptá-las à realidade brasileira, assim o fez-se,
incluindo alguns assuntos e excluindo outros, sempre acreditando estar selecionando o
necessário para a carga horária de graduação na matéria dentro dos padrões de ensino da
educação universitária brasileira.
Desculpamo-nos antecipadamente por qualquer erro que esta obra possa conter,
solicitando dos leitores que ao perceberem algum, nos informem através do e-mail
marcos_serpa@yahoo.com.br, pelo que desde já agradecemos.
O autor
2
1. INTRODUÇÃO
1.1. CONCEITOS E PAPEL DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 06
1.2. O ADMINISTRADOR FINANCEIRO 07
1.3. MERCADOS 09
1.4. SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 10
1.5. ORDENAMENTO JURÍDICO DAS EMPRESAS 16
1.6. TIPOS DE SOCIEDADES MAIS CONSTITUÍDAS NO BRASIL 17
1.6.1. Sociedades Anônimas 17
1.6.2. Sociedades por Cotas de Responsabilidade Limitada 22
1.6.3. Firmas Individuais 22
1.7 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 23
1.7.1. Balanço Patrimonial 23
1.7.2. Demonstração de Resultados do Exercício 24
1.7.3. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados 25
1.7.4. Demonstração de Fluxo de Caixa 25
1.8. ANÁLISE DE BALANÇOS 27
1.8.1. Análise horizontal 27
1.8.2. Análise vertical 27
1.8.3. Análise por Índices 27
1.8.4. EBITDA ou LAJIDA 30
1.9. PONTO DE EQUILÍBRIO – CONCEITUAÇÃO E CÁLCULO 31
1.9.1. Alavancagem 34
1.9.1.1. Alavancagem operacional 35
1.9.1.2. Grau de alavancagem operacional 37
1.9.1.3. Alavancagem financeira 37
1.9.1.4. Grau de alavancagem financeira 38
1.9.1.5. Alavancagem total 38
1.9.1.6. Grau de alavancagem total 39
1.10. CONSIDERAÇÕES SOBRE RENTABILIDADE X LIQUIDEZ 41
1.11. AMBIENTE FISCAL DAS EMPRESAS 42
2. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO
2.1. ADMINISTRAÇÃO DO CIRCULANTE 44
2.2. CAPITAL DE GIRO 47
2.3. ABORDAGENS SOBRE ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS 50
2.4. O PROCESSO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO 53
3. ORÇAMENTOS
3
3.1. INTRODUÇÃO 56
3.2. ORÇAMENTO EMPRESARIAL 58
3.3. ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO EMPRESARIAL 61
3.4. ORÇAMENTO DE VENDAS 62
3.5. ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO 63
3.6. ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS PRIMAS 63
3.7. ORÇAMENTO DE COMPRAS 64
3.8. ORÇAMENTO DE MÃO-DE-OBRA DIRETA 65
3.9. ORÇAMENTO DE CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO 66
3.10. ORÇAMENTO DOS ESTOQUES FINAIS 67
3.11. ORÇAMENTO DAS DESPESAS OPERACIONAIS 68
3.12. ORÇAMENTO DAS DESPESAS DE CAPITAL 68
3.13. ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS 69
3.14. ORÇAMENTO DE CAIXA 69
3.15. CONTROLE ORÇAMENTÁRIO 70
4. PROJEÇÕES FINANCEIRAS
4.1.PROJEÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 71
4.2.PROJEÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL 71
5. ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA
5.1.INTRODUÇÃO 72
5.2.ESTRATÉGIAS DE CAIXA 73
5.3.SALDO MÍNIMO DE CAIXA 75
5.4.MONTAGEM DO FLUXO DE CAIXA... 76
5.5.COMPARATIVO ENTRE O RESULTADO... 78
5.6.MODELO FINANCEIRO DE PROJEÇÃO DAS NECESSIDADES... 79
5.7.MOVIMENTAÇÃO DE CAIXA 81
5.7.1. Operações com Desconto de Duplicatas 82
5.7.2. Taxas do Mercado Aberto 84
5.7.3. Operações “Hot Money” 85
5.7.4. “Floating” Bancário 86
5.7.5. Crédito Rotativo 87
5.7.6. CDB e RDB 88
5.7.7. Títulos Públicos 88
5.7.8. Fundos de Investimento 89
5.7.9. Leasing 89
6. ADMINISTRAÇÃO DO CONTAS A RECEBER
4
6.1.CONCESSÃO DE CRÉDITO 91
6.2.SELEÇÃO DE CRÉDITO 93
6.3.EFEITO DAS POLÍTICAS DE CRÉDITO 94
6.4.ESTUDOS SOBRE A FLEXIBILIZAÇÃO DO CRÉDITO 95
7. ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES
7.1.INTRODUÇÃO 98
7.2.DIFERENTES ENFOQUES SOBRE ESTOQUES 99
7.3.ESTOQUE COMO INVESTIMENTO 99
7.4.CUSTO DE ESTOQUES 100
7.5.RELAÇÃO ESTOQUES X DUPLICATAS A RECEBER 101
7.6.SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES 101
7.7.SELEÇÃO DE COMPRAS 107
7.8.CÁLCULO DA TAXA DE EQUIL. P/ COMERCIALIZAÇÃO 108
9. BIBLIOGRAFIA 111
10. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO E PROVAS SIMULADAS 113
11. GABARITO 148
5
1.1 CONCEITOS E PAPEL DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
Quando se pretende administrar financeiramente uma empresa, tem-se que ter em
mente todo um conjunto de decisões que norteará seu rumo. Estas decisões são calcadas no
estudo da movimentação de fundos, e pressupõem duas rotas básicas: as decisões de
financiamento e as de investimento. A primeira está correlacionada com as atividades de
captação de recursos e a segunda com as atividades de aplicação de recursos. Ambas podem
ser estudadas no curto ou no longo prazo, dependendo de suas características. Os recursos
captados, por sua vez, podem ser próprios ou de terceiros, o que implica num estudo mais
aprofundado para determinar qual o mais viável.
Assim sendo, podemos definir FINANÇAS, como a arte e a ciência de administrar o
dinheiro, ou a ciência que estuda a movimentação financeira entre os agentes econômicos.
Estes agentes podem ser instituições, mercados ou instrumentos envolvidos na transferência
de dinheiro entre pessoas, empresas e órgãos governamentais.
A ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA, por sua vez, é a ciência cuja finalidade é
maximizar a riqueza dos proprietários, gerindo com competência seus recursos. A empresa
deverá proporcionar aos seus donos o maior retorno possível sobre seus investimentos.
1

A administração financeira, juntamente com a administração de pessoal, de compras
ou materiais, de vendas ou marketing e da produção, forma as cinco grandes áreas funcionais
da administração. A cada uma dessas áreas cabem as funções básicas de planejar, organizar,
coordenar, dirigir e controlar. À administração financeira compete a gestão operacional dos
recursos financeiros da empresa. Uma vez que os recursos são escassos, cabe ao
departamento financeiro tomar as decisões a fim de obter deles os melhores benefícios no
futuro. Decisões sempre implicam numa escolha entre duas ou mais alternativas ou cursos de
ação, e mesmo se há uma única alternativa, deve-se decidir entre colocá-la em prática ou não.
A administração financeira, assim como a maioria das ciências, é fruto do
aprofundamento natural dos estudos no processo de desenvolvimento da humanidade. Nasceu
com as teorias econômicas para após, com os estudos de Taylor, Fayol e Ford, caminhar para
sua independência, com forte ascensão após a grande depressão americana dos anos 1929/30,
destacando-se na época estudos sobre solvência, liquidez e recuperação financeira das
empresas. Estudos de fluxos de caixa, investimentos e retornos, foram transformando a teoria
da administração financeira em uma ciência independente. Somente após a década de 50 é
que se procurou compreender as várias conseqüências das políticas de investimento,
financiamento e dividendos sobre o comportamento do fluxo de caixa da empresa. A
caracterização definitiva está ligada aos estudos de Modigliani e Miller (1958) aos quais se
convencionou chamar de Moderna Teoria de Finanças ou Finanças Corporativas, e aos
estudos de risco que se desenvolveram a partir da Teoria do Portfólio, patrocinada
principalmente por Markowitz e Sharpe (1952), que permitiram fechar o esboço no qual
trafega a moderna administração financeira.
1
Ver mais em Assaf Neto, 2002 pp 46 -47.
6
Como toda ciência moderna, a administração financeira contou e conta com a estreita
colaboração de outras ciências, tais como
2
:
• Contabilidade – Ciência que subsidia as decisões financeiras com os dados de seus
demonstrativos e relatórios.
• Matemática Financeira – Ciência que situa os números das finanças no tempo e
facilita seu entendimento.
• Estatística – Ciência que colabora com seus dados e previsões às decisões de cunho
administrativo/financeiro.
• Economia – Ciência que ensina como a empresa deve se colocar dentro das variáveis
econômicas e das leis que as regem.
• Direito – Ciência que orienta o disciplinamento legal dos procedimentos
administrativo/financeiros.
• Informática – Ciência recente, mas de grande utilidade para o administrador
financeiro pela rapidez e confiança no ordenamento de dados e elaboração de
relatórios.
1.2 O ADMINISTRADOR FINANCEIRO
A administração financeira é um campo de estudo teórico e prático que objetiva,
essencialmente, assegurar um melhor e mais eficiente processo empresarial de captação e
alocação de recursos de capital. Portanto ela envolve-se tanto com a problemática da escassez
de recursos, quanto a realidade operacional e prática da gestão financeira das empresas,
assumindo uma definição de maior amplitude. Para tanto, necessita de pessoas qualificadas
que administrem as decisões necessárias ao seu funcionamento. Estas decisões, via de regra,
estão ligadas a atividades que envolvem recursos financeiros direta ou indiretamente.
Podemos catalogá-las em três atividades principais:
• Planejamento, análise e controle.
• Decisões de investimento.
• Decisões de financiamento.
A atividade de PLANEJAMENTO, ANÁLISE E CONTROLE consiste em visualizar no
futuro as conseqüências financeiras dos atos presentes, analisar os resultados apresentados e
fazer com que o planejamento seja aplicado de maneira adequada, monitorando sua
aplicação. A consulta aos demonstrativos contábeis permite estudar os dados registrados e
suas projeções através do orçamento empresarial, uma ferramenta de grande importância, que
ajuda também ao administrador financeiro a orientar financeiramente a empresa. A análise
dos relatórios contábeis e gerenciais denuncia possíveis desvios de roteiro do planejamento,
que devem ser corrigidos nas proporções e tempo requeridos.
A atividade de selecionar INVESTIMENTO existe em decorrência das decisões político-
administrativas da empresa, e delimitam o montante de recursos a serem aplicados em
decorrência daquelas decisões. Esta atribuição atinge os ativos tangíveis e intangíveis que são
uma constante preocupação na administração financeira. A aquisição, a depreciação, o risco,
2
Ver mais em Silva, 2001 pp 30-31.
7
o retorno, todos estes itens devem ser questionados, como forma de manter a melhor
produtividade e os menores custos. Todo investimento torna-se atraente quando seu retorno
esperado excede a taxa exigida pelos acionistas.
A atividade de buscar FINANCIAMENTO executa a seleção do menor custo para
viabilização da função anterior. Os financiamentos de longo e curto prazo devem ser
pesquisados para se evitar custos desnecessários em épocas desnecessárias. O equilíbrio do
Balanço Patrimonial deve ser sempre perseguido como forma de se ter uma interação entre
fontes e aplicação de recursos. O objetivo central da seleção de financiamentos é determinar a
melhor estrutura de financiamento da empresa, de maneira a preservar sua capacidade de
pagamento e dispor de fundos com custos reduzidos em relação ao retorno que se espera
apurar de suas aplicações.
O administrador financeiro é responsável pela execução das atribuições financeiras
da empresa. Ele utiliza basicamente duas atribuições financeiras: As de tesouraria e as de
controladoria. Dentre as principais tarefas de TESOURARIA destacam-se:
• Orçamento de Administração caixa
• Cadastro
• Câmbio
• Decisão de Ffinanciamento
• Decisão de Iinvestimento
• Crédito e Cobrança Planejamento e controle financeiro
• Relacionamento com instituições financeiras
Dentre as principais tarefas de CONTROLADORIA (O termo vem do inglês
controller), destacam-se:
• Administração de custos e preços
• Auditoria interna
• Contabilidade
• Orçamento Geral
• Controle Patrimonialônio

• Planejamento tributário
• Relatórios gerenciais
Estas tarefas variam em função do porte da empresa. Em empresas pequenas, os sócios se
incumbem de muitas destas atividades, e a contabilidade geralmente é terceirizada. Nas
grandes empresas, as atividades se subdividem, na maioria das vezes, conforme organograma
a seguir:
8
Conselho de Administração
Em consonância com a administração estão os stakeholders, que são partes
interessadas na administração da empresa. Compõem-se de funcionários, clientes,
fornecedores, credores e outros que tenham ligação direta com o negócio.
Os administradores podem ser considerados representantes dos proprietários e em
seus nomes gerir os negócios empresariais. O conflito entre os interesses dos acionistas e os
interesses dos gestores pode gerar problemas que se denominam problemas de agency.
Enquanto os proprietários focam o lucro, os administradores também focam os interesses em
suas carreiras profissionais. Portanto um bom plano de carreira, bonificações em dinheiro
pelo bom desempenho e opções pela compra de ações podem minimizar estes problemas.
1.3 MERCADOS
3
As empresas estão inclusas em complexos mecanismos de funcionamento que se
denominam mercados e, dentre eles, os mercados financeiros. Estes mercados podem ser
distribuídos em quatro grandes grupos:
• MERCADO MONETÁRIO – É o mercado de curto e curtíssimo prazo. Caracteriza-
se pelas políticas de controle da oferta da moeda e das taxas de juros que garantem
sua liquidez. Nesse mercado, os papéis mais negociados são aqueles emitidos pelo
Banco Central do Brasil, que servem para a execução da política monetária do
Governo Federal, e pelo Tesouro Nacional, cujo propósito é o financiamento do
déficit público. Além desses papéis, também são negociados os CDI’s (Certificados
de Depósitos Interfinanceiros), exclusivamente entre instituições financeiras, os
títulos de emissão privada, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e as
debêntures. Quem executa e controla este mercado é o Banco Central através dos
seguintes instrumentos:
o Depósito compulsório
o Redesconto ou empréstimo de liquidez
o Mercado Aberto (Open Market)
o Controle e seleção de crédito
O depósito compulsório regula o multiplicador bancário através de reserva
obrigatória de recolhimento de depósitos e recursos de terceiros determinado pelo
CMN através de percentuais.
O redesconto ou empréstimo de liquidez é o socorro que o Banco Central fornece à
rede bancária para atender às necessidades de caixa.
3
Ver mais em Gitman, 1997 pp 4 – 24; Cherubim et al, 2002 pp 4 – 26; Fortuna, 2002 pp 45-60.
9
Diretor de Vendas
Diretor
Administrativo-
Financeiro
Diretor de
Produção
Tesoureiro Controller
As operações de mercado aberto é um ágil instrumento de política monetária pelo
qual o BC pode regular o fluxo de recursos de mercado através de operações de
mercado aberto (open market).
O controle e a seleção de crédito se dão através do controle de volume e destino do
crédito, controle das taxas de juros, fixação de limites e condições de crédito.
• MERCADO DE CRÉDITO – É o mercado que tem como objetivo suprir as
necessidades de recursos da economia através dos agentes econômicos que interligam
poupadores e tomadores. Neste mercado se destacam os bancos comerciais e
múltiplos.
• MERCADO DE CAPITAIS – É um mercado predominantemente de longo prazo.
Seu principal ambiente é a Bolsa de Valores. Divide-se em primário, quando as
operações são realizadas ali pela primeira vez e secundário, quando são realizadas
nas demais oportunidades. As operações também podem ser realizadas por
instituições financeiras e seus recursos podem ser destinados para giro ou para o
permanente das empresas.
• MERCADO CAMBIAL – É o mercado que envolve a contrapartida do mercado
internacional. Inclui agentes econômicos variados como importadores e exportadores,
investidores e instituições financeiras.
1.4 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
4
Até 1964 o Sistema Financeiro Nacional carecia de uma estruturação racional para
administrar suas necessidades. A partir de então foi montado um organograma funcional para
disciplinar e entender as entidades participantes. Segundo o organograma (elaborado na
página seguinte), conceitua-se:
O Conselho Monetário Nacional– CMN é o órgão máximo do Sistema Financeiro
Nacional. Sua missão é definir as diretrizes de funcionamento do Sistema Financeiro
Nacional e formular toda a política da moeda e crédito da economia, visando atender a seus
interesses econômicos e sociais.
O Conselho de Gestão e Previdência Complementar - CGPC é um órgão colegiado
que integra a estrutura do Ministério da Previdência Social e cuja competência é regular,
normatizar e coordenar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar.
Também cabe ao CGPC julgar, em última instância, os recursos interpostos contra as
decisões da Secretaria de Previdência Complementar.
O Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP é o órgão responsável por fixar as
diretrizes e normas da política de seguros privados no Brasil. É composto pelo Ministro da
Fazenda (presidente), representante do Ministério da Justiça, representante do Ministério da
4
Ler mais em Hoji, 2001, pp 34-41 e Fortuna, 2002, pp 11-43.
10
Previdência Social, do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários, além
do superintendente da Superintendência de Seguros Privados.
11
SISTEMA FINANCEIRO
NACIONAL - SFN
SUBSISTEMA
NORMATIVO
Conselho Monetário
Nacional - CMN
Conselho de Gestão e
Previdência
Complementar
CGPC
Conselho Nacional
de Seguros Privados
CNSP
Banco Central do Brasil
Comissão de Valores
Mobiliários
Secretaria de Previdência
Complementar
Superintendência de
Seguros Privados
IRB – Brasil Resseguros
SUBSISTEMA DE
INTERMEDIAÇÃO
Instituições Financeiras Bancárias
Instituições Financeiras não Bancárias
Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
Instituições Auxiliares
Instituições não financeiras
12
ÓRGÃOS LIGADOS AO SUBSISTEMA NORMATIVO
O Banco Central é o principal órgão executivo do CMN funcionando como sua
secretaria executiva. É órgão fiscalizador do mercado financeiro e executor da política
monetária do governo.
A Comissão de Valores Mobiliários – CVM controla e fomenta o mercado de
valores mobiliários, atingindo as instituições financeiras, as companhias de capital aberto e os
investidores.
A Secretaria de Previdência Complementar funciona como secretaria executiva do
Conselho de Gestão e Previdência Complementar.
A Superintendência de Seguros Privados – SUSEP é o órgão responsável, pelo
controle e fiscalização do mercado de seguros, previdência privada aberta e capitalização.
O IRB – Brasil Resseguros regulamenta as atividades de seguros no Brasil.
ÓRGÃOS LIGADOS AO SUBSISTEMA DE INTERMEDIAÇÃO
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCÁRIAS
O Banco do Brasil até janeiro de 1986 assemelhava-se a uma autoridade monetária
mediante ajustamentos da conta movimento do BACEN e do Tesouro Nacional. Hoje, é um
banco comercial comum, embora responsável pela Câmara de Compensação.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES é
responsável pela política de investimentos de longo prazo do Governo e também pela gestão
do processo de privatização. É a principal instituição financeira de fomento do Brasil por
impulsionar o desenvolvimento econômico, atenuar desequilíbrios regionais, promover o
crescimento das exportações, dentre outras funções.
A Caixa Econômica Federal - CEF caracteriza-se por estar voltada ao financiamento
habitacional e ao saneamento básico, além de controlar as loterias. É um instrumento
governamental de financiamento social.
Os bancos comerciais e múltiplos são intermediários financeiros que transferem
recursos dos agentes superavitários para os deficitários, mecanismo esse que acaba por criar
moeda através do efeito multiplicador. Eles podem descontar títulos, realizar operações de
abertura de crédito simples ou em conta corrente, realizar operações especiais de crédito
rural, de câmbio e comércio internacional, captar depósitos à vista e a prazo fixo, obter
recursos junto às instituições oficiais para repasse aos clientes, etc.
As Caixas Econômicas Estaduais têm, em círculo mais restrito, as atribuições da
Caixa Econômica Federal. São agentes econômicos que estão desaparecendo do mercado.
13
Os Bancos de Desenvolvimento, cujo principal agente é o já citado BNDES, são os
principais agentes de financiamento do governo federal. Destacam-se os bancos regionais de
desenvolvimento como, por exemplo, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Banco da
Amazônia (BASA), e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDES).
Os Bancos de Investimento captam recursos através de emissão de CDB e RDB.
Esses recursos são direcionados a empréstimos e financiamentos específicos à aquisição de
bens de capital pelas empresas ou subscrição de ações e debêntures. Os Bancos de
Investimento não podem destinar recursos a empreendimentos mobiliários e têm limites para
investimentos no setor estatal.
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NÃO BANCÁRIAS
As Sociedades de Crédito Financeiro e Investimentos, as “financeiras” captam
recursos através de letras de câmbio e sua função é financiar bens de consumo duráveis aos
consumidores finais (crediário). Tratando-se de uma atividade de alto risco, seu passivo é
limitado a 12 vezes seu capital mais reservas.
As Sociedades de Arrendamento Mercantil trabalham com operações de “leasing”,
que se trata de locação de bens de forma que, no final do contrato, o locatário pode renová-lo,
adquirir o bem por um valor residencial ou devolver o bem locado à sociedade. Atualmente,
tem sido comum operação de leasing em que o valor residual é pago de forma diluída ao
longo do período contratual ou de forma antecipada, no início do período. As Sociedades de
Arrendamento Mercantil captam recursos através da emissão de debêntures, com
características de longo prazo.
As Cooperativas de Crédito equiparam-se às instituições financeiras. As
cooperativas normalmente atuam em setores primários da economia ou são formadas entre os
funcionários das empresas. No setor primário, permitem uma melhor comercialização dos
produtos rurais e criam facilidades para o escoamento das safras agrícolas para os
consumidores. No interior das empresas em geral, as cooperativas oferecem possibilidades de
crédito aos funcionários, os quais contribuem mensalmente para a sobrevivência e
crescimento da mesma. Todas as operações facultadas às cooperativas são exclusivas aos
cooperados.
SISTEMA BRASILEIRO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO
As Sociedades de Crédito Imobiliário, ao contrário das Caixas Econômicas, essas
sociedades são voltadas ao público de maior renda. A captação ocorre através de Letras
Imobiliárias, depósitos de poupança e repasses de CEF. Esses recursos são destinados,
principalmente, ao financiamento imobiliário direto ou indireto.
As Associações de Poupança e Empréstimo são sociedades civis onde os associados
têm direito à participação nos resultados. A captação de recursos ocorre através de caderneta
de poupança e seu objetivo é principalmente financiamento imobiliário.
14
INSTITUIÇÕES AUXILIARES
As Bolsas de Valores são entidades físicas, constituídas sob a forma de associações
civis sem fins lucrativos, com responsabilidades e funções de interesse público. As bolsas
operam em três tipos preferenciais de mercado:
• Mercado à vista – Onde a entrega dos títulos do vendedor ao comprador é
efetuada no segundo dia útil após o fechamento do negócio na Bolsa. O
pagamento da ação pelo comprador deve ocorrer no 3º dia útil após a
negociação.
• Mercado a termo – Onde a liquidação das operações ocorre em prazos
diferidos, em geral 30, 60 ou 90 dias. Para operar neste mercado é exigido,
tanto do comprador quanto do vendedor, um depósito de valores como
margem de garantia da operação.
• Mercado de opções – Onde se negocia os direitos de compra ou venda futura
de ações a um preço pré-estabelecido. O comprador de uma opção de compra
de ações, por exemplo, adquire até a data limite de vencimento da operação o
direito de comprar o lote objeto de ações. O comprador de uma opção de
venda, por outro lado, poderá exercer o seu direito de vender os papéis objetos
na data de vencimento da opção. A principal contribuição deste mercado é a
proteção contra o risco (hedge).
A Bolsa de Mercadorias e de Futuros é a bolsa cujo objetivo é organizar
operacionalizar e desenvolver um mercado de futuros (commodities, taxas de juros, taxas de
câmbio, metais, índice de ações e de conjuntura) livre e transparente. Mantém as seguintes
modalidades de operação: Futuro, opções sobre o disponível, opções sobre futuro, termo e
disponível ou à vista (spot).
As Sociedades Corretoras são instituições membros das Bolsas de Valores
habilitadas para operar em seus pregões por conta própria e determinadas por seus clientes,
por meio de negociações com títulos e valores mobiliários.
As Sociedades Distribuidoras têm uma faixa operacional mais restrita do que as
corretoras e não têm acesso às Bolsas de Valores e de Mercadorias.
Os Agentes Autônomos de Investimento são pessoas físicas, credenciadas por
Bancos de Investimentos, Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento, Sociedades
de Crédito Imobiliário, Sociedades Corretoras e Distribuidoras que exercem atividades por
conta e ordem de quem os credenciou.
INSTITUIÇÕES NÃO FINANCEIRAS
As Sociedades de Fomento Comercial são conhecidas como “factoring”, e operam
na venda de um direito de crédito, feita diretamente pelo detentor deste crédito (o sacador) a
uma instituição compradora (o factor). Esta fornece os recursos ao sacador, mediante um
15
deságio sobre o valor de face deste direito de crédito, que pode ser, por exemplo, uma
duplicata ou cheque.
As Seguradoras operam o sistema de seguros do país e são regidas pelo Decreto-Lei
nº. 73 de 21/11/66 e suas alterações posteriores. Não estão sujeitas à falência nem podem
impetrar concordata além de não poderem explorar qualquer outro ramo de comércio ou
indústria.
As Sociedades de Capitalização são sociedades mercantis cujo objetivo é fornecer
ao público, de acordo com planos aprovados pelo Governo Federal, a constituição de um
capital mínimo perfeitamente determinado em cada plano. Este capital é pago em moeda
corrente num prazo máximo indicado no mesmo plano, à pessoa que possuir um título,
segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas nos próprios títulos. DL 261, de
28.2.1967.
As Agências de Fomento ou Desenvolvimento são constituídas e funcionam sob as
regras da Resolução nº. 2.828 de 30/03/2001. Realizam operações de financiamento de
capital fixo e de giro associados a projetos na unidade da federação onde tenha sede. Prestam
garantias e serviço de consultoria e ainda administram fundos de desenvolvimento,
observando o disposto no Art. 35 da LC 101 de 04/05/2000.
As Administradoras de Cartão não são empresas financeiras, e sim empresas
prestadoras de serviços, que fazem a intermediação entre os portadores de cartões, os
estabelecimentos afiliados, as bandeiras (Visa, Mastercard, etc.) e as instituições financeiras.
Os Consórcios. A atividade de consórcio é uma invenção brasileira, hoje difundida
no mundo inteiro. Diversos são os instrumentos legais de regulamentação da atividade. A
Circular nº. 3.070 e seus regulamentos estabelecem as regras e condições para a concessão de
autorização para administrar grupos de consórcios e outros aspectos societários relacionados
ao assunto.
Os Fundos Mútuos de Investimentos são constituídos sob a forma de condomínio
aberto ou fechado e representam a reunião de recursos de poupança, destinados à aplicação
em carteira diversificada de títulos e/ou valores mobiliários, com o objetivo de propiciar aos
seus condôminos a valorização de cotas, a um custo global mais baixo, ao mesmo tempo em
que tais recursos se constituem em fonte de recursos para investimento em capital
permanente das empresas.
As Empresas Abertas ou Fechadas de Previdência Complementar são instituições
restritas a determinado grupo contribuintes ou não, com o objetivo de valorização de seu
patrimônio, para garantir a complementação da aposentadoria e, por esta razão, orientadas a
aplicar parte de suas reservas técnicas no mercado financeiro e de capitais.
16
ORDENAMENTO JURÍDICO DAS EMPRESAS
De acordo com o Código Civil, as empresas, denominadas pessoas jurídicas, estão
divididas em Pessoas Jurídicas de Direito Privado e de Direito Público Interno ou Externo.
Pertence ao Direito Público Interno: a União, Estados, Distrito Federal, Territórios,
Municípios, Autarquias e demais entidades públicas criadas por lei. São pessoas de direito
público externo os estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito
internacional público. As Pessoas Jurídicas de Direito Privado dividem-se em associações,
sociedades e fundações. As sociedades, por sua vez, subdividem-se em personificadas e não
personificadas. Ao segundo grupo pertence a Sociedade em Conta de Participação. Ao
primeiro grupo pertencem as Sociedades Simples, Em Nome Coletivo, Comandita Simples,
Limitada, Anônima, Comandita por Ações e Cooperativas.
Segundo o Novo Código Civil (Lei nº. 10.406/02) Sociedade Simples é a sociedade
constituída por pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens e serviços, para
o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados, não tendo por objeto
o exercício de atividade própria de empresário (Art. 981 e 982).
Sociedade Empresária (Art.983) tem por objeto o exercício de atividade própria de
empresário sujeita a registro, inclusive a sociedade por ações, independentemente de seu
objeto, devendo inscrever-se na Junta Comercial do respectivo Estado. Isto é, Sociedade
Empresária é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a
produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento de empresa. Divide-se
em: Comandita Simples, Em Comandita por Ações, De Capital e Indústria, em Nome
Coletivo, Limitada, Anônima e Cooperativa. O presente estudo será desenvolvido no
ambiente das Sociedades Anônimas.
5

União
De Direito Interno Estados
Público Municípios
(regido pelos Autarquias e demais entidades criadas por lei
princípios da Externo – Estados estrangeiros e pessoas regidas pelo dir. pub. internacional
Pessoas supremacia do Associações
Jurídicas interesse públi- Fundações
co e da estrita Organizações religiosas Simples
legalidade)Partidos políticos Em Nome Coletivo
Em Comandita Simples
De Direito Personificadas Limitada
Privado Anônima
(regido pelos Sociedades Em Comandita por Ações
Princípios da Cooperativas
Autonomia da de Capital e Indústria
Vontade e da
Licitude ampla) Não
Personificadas Sociedades em Conta de Participação
5
Ver mais no Novo Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art 996 a 1.195.
17
1.5 TIPOS DE SOCIEDADES MAIS CONSTITUÍDAS NO BRASIL
1.5.1 Sociedades Anônimas (Atualizado pela Lei nº 11.638 de 28/12/07)
Constituição
A constituição da companhia depende do cumprimento dos seguintes requisitos
preliminares:
• Subscrição, pelo menos por duas pessoas, de todas as ações em que se divide o capital
social fixado no estatuto;
• Realização, como entrada, de 10%, no mínimo, do preço de emissão das ações
subscritas em dinheiro, excetuado nas companhias nas quais a lei exige realização
inicial de parte maior do capital social;
• Depósito no Banco do Brasil S.A., ou em qualquer estabelecimento bancário
autorizado pela CVM, da parte do capital realizado em dinheiro.
A companhia ou Sociedade Anônima têm seu capital dividido em ações, e a
responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações
subscritas ou adquiridas.
A responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações
subscritas ou adquiridas.
O objeto social da companhia pode ser qualquer empresa de fim lucrativo, não
contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes.
A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões
“companhia” ou “sociedade anônima” expressas por extenso ou abreviadamente mas vedada
a utilização da primeira ao final.
A Sociedade Anônima poderá ser aberta ou fechada, conforme os valores mobiliários
de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários,
que para isso exige o registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O estatuto da companhia fixará o valor do capital social, expresso em moeda
nacional, que poderá ser formado com contribuições em dinheiro ou em qualquer espécie de
bens suscetíveis de avaliação em dinheiro.
A sociedade anônima, qualquer que seja seu objeto, será sempre empresária e se
regerá pelas leis e usos do comércio. Isto significa dizer que seus atos constitutivos e
estatutos serão arquivados no Registro do Comércio, o que não ocorrerá com uma sociedade
simples, cujos atos constitutivos e contrato social devem ser arquivados em Cartório.
Ações
Ações são títulos negociáveis e corresponde à menor fração em que se divide o capital
da companhia. Tem natureza jurídica de título de crédito, ou seja, é o título que dá direito de
propriedade sobre parte de uma companhia.
As ações rendem dividendos, que é a parcela de lucro líquido distribuída aos acionistas,
na proporção da quantidade de ações detidas, ao fim de cada exercício social. A companhia
deve distribuir, no mínimo, 25% do seu lucro líquido ajustado.
18
O estatuto fixará o número das ações em que se divide o capital social e estabelecerá
se as ações terão, ou não, valor nominal, que será o mesmo para todas as ações da companhia.
O valor nominal das ações de uma companhia aberta não poderá ser inferior ao mínimo
fixado pela Comissão de Valores Mobiliários.
Quanto à espécie, as ações poderão ser preferenciais, ordinárias ou de fruição. Ações
preferenciais têm preferência na distribuição de resultados. Ações ordinárias são as que dão
direito a voto nas Assembléias Gerais. Ações de fruição são as que podem ser distribuídas
aos acionistas em substituição à ação que foi amortizada pela companhia. Este tipo de ação,
mesmo não sendo negociável assegurará aos seus detentores o direito de receber a parte do
patrimônio da sociedade que ainda lhe couber em caso de liquidação.
O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas à restrição no
exercício deste direito, não poderá ultrapassar 50% do total de ações emitidas. As ações
preferenciais poderão ter direito a voto se a companhia, pelo prazo previsto no estatuto, não
superior a três exercícios consecutivos, deixar de pagar dividendos fixos ou mínimos a que
fizerem jus, direito que conservarão até o pagamento, se tais dividendos não foram
cumulativos, ou até que sejam pagos os cumulativos em atraso.
Quanto à forma, todas as ações devem ser nominativas. A emissão de certificado de
ação somente será permitida depois de cumpridas as formalidades necessárias ao
funcionamento legal da companhia. Estes certificados serão escritos em vernáculo e conterão
as declarações previstas em Lei.
A propriedade das ações nominativas presume-se pela inscrição do nome do acionista
no livro de Registro das Ações Nominativas ou pelo extrato que seja fornecido pela
instituição custodiante, na qualidade de proprietária fiduciária das ações.
O estatuto da companhia pode autorizar ou estabelecer que todas as ações da
companhia, ou uma ou mais classes delas, sejam mantidas em contas de depósito, em nome
de seus titulares, na instituição que designar, sem emissão de certificado. São as ações
escriturais.
O resgate de ações consiste no pagamento do valor das ações para retirá-las
definitivamente de circulação, com redução ou não do capital social, mantido o mesmo
capital, será atribuído, quando for o caso, novo valor nominal às ações remanescentes.
A amortização de ações consiste na distribuição aos acionistas, a título de antecipação
e sem redução do capital social, de quantias que lhes poderiam tocar em caso de liquidação
da companhia.
O reembolso é a operação pela qual, nos casos previstos em lei, a companhia paga aos
acionistas dissidentes de deliberação da assembléia-geral o valor de suas ações.
Partes Beneficiárias
A companhia pode criar a qualquer tempo títulos negociáveis sem valor nominal e
estranhos ao capital social, denominados Partes Beneficiárias. Elas conferirão aos seus
titulares direito de crédito eventual contra a companhia, consistente na participação nos
lucros anuais. Essa participação não poderá ultrapassar 10% dos lucros.
O estatuto fixará o prazo de duração das partes beneficiárias e, sempre que estipular
resgate, que poderá ser conversível em ações, deverá criar reserva especial para esse fim. O
19
prazo de duração delas, atribuídas gratuitamente, salvo as destinadas a sociedades ou
fundações beneficentes dos empregados da companhia, não poderá ultrapassar 10 anos.
Debêntures
A companhia poderá emitir debêntures que conferirão aos seus titulares direito de
crédito contra ela, nas condições constantes da escritura de emissão e, se houver, do
certificado. A debênture terá valor nominal expresso em moeda nacional, salvo nos casos de
obrigação que, nos termos da legislação em vigor, possa ter o pagamento estipulado em
moeda estrangeira. A debênture poderá assegurar ao seu titular juros, fixos ou variáveis,
participação no lucro da companhia e prêmio de reembolso, além de poder ser conversível em
ações.
Bônus de subscrição
A companhia poderá emitir, por decisão da Assembléia-geral (se o estatuto não
atribuir ao Conselho de Administração), dentro do limite de aumento de capital autorizado no
estatuto, títulos negociáveis denominados Bônus de Subscrição. Estes bônus conferirão aos
seus titulares, nas condições constantes do certificado, direito de subscrever ações do capital
social, que será exercido mediante apresentação do título à companhia e pagamento do preço
de emissão das ações.
Livros sociais
A companhia deve ter, além dos livros obrigatórios para qualquer comerciante, os
seguintes, revestidos das mesmas formalidades legais:
• Livro Registro de Ações Nominativas
• Livro de Transferência de Ações Nominativas
• Livro Registro de Partes Beneficiárias Nominativas
• Livro de Atas das Assembléias Gerais
• Livro de Presença dos Acionistas
• Livro de Atas das Reuniões do Conselho de Administração
• Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal
Assembléias-Gerais
A Assembléia-Geral, convocada e instalada de acordo com a lei e o estatuto, tem
poderes para decidir todos os negócios relativos ao objeto da companhia e tomar as
resoluções que julgar convenientes à sua defesa e desenvolvimento. Compete ao Conselho de
Administração, se houver, ou aos diretores, observado o disposto no estatuto, convocar a
assembléia-geral.
A assembléia-geral pode também ser convocada:
• Pelo Conselho Fiscal, nos casos previstos em lei;
• Por qualquer acionista, quando os administradores retardarem, por mais de
sessenta dias, a convocação nos casos previstos em lei ou no estatuto;
20
• Por acionistas que representem 5%, no mínimo, do capital social, quando os
administradores não atenderem, no prazo de oito dias, o pedido de convocação
que apresentarem, devidamente fundamentado, com indicação das matérias a
serem tratadas;
• Por acionistas que representem 5%, no mínimo do capital votante, ou cinco
por cento, no mínimo, dos acionistas sem direito a voto, quando os
administradores não atenderem, no prazo de oito dias, o pedido de convocação
de assembléia para instalação do conselho fiscal.
A assembléia-geral é dita ordinária, quando tem por objeto tomar as contas dos
administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras; deliberar sobre a
destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição dos dividendos; eleger os
administradores e os membros do conselho fiscal, quando for o caso; aprovar a correção
da expressão monetária do capital social. Nos demais casos é dita extraordinária.
Conselho de Administração
A administração da companhia competirá, conforme dispuser o estatuto, ao conselho
de administração e à diretoria, ou somente à diretoria. As companhias de capital aberto e
as de capital autorizado terão, obrigatoriamente, o conselho de administração, que será
formado por, no mínimo três membros, eleitos em assembléia-geral e por ela destituíveis a
qualquer tempo, devendo o estatuto estabelecer:
• O número máximo e mínimo de conselheiros;
• O modo de substituição dos conselheiros;
• O prazo de gestão, não superior a três anos, permitida a reeleição;
Diretoria
A diretoria será composta por dois ou mais diretores, eleitos e destituíveis a qualquer
tempo pelo conselho de administração ou, se inexistente, pela assembléia-geral devendo o
estatuto estabelecer o número de diretores, o modo de sua substituição, o prazo de sua gestão,
que não será superior a três anos, permitida a reeleição e as atribuições e poderes de cada
diretor. Um terço dos membros do conselho de administração pode assumir os cargos de
diretoria.
Conselho Fiscal
A companhia terá um conselho fiscal e o estatuto disporá sobre seu funcionamento, de
modo permanente ou nos exercícios sociais em que for instalado, a pedido de acionistas. Ele
será composto de, no mínimo três membros e no máximo cinco membros, e suplentes em
igual número, acionistas ou não, eleitos pela assembléia-geral.
Quando o funcionamento do conselho fiscal não for permanente, será instalado pela
assembléia-geral a pedido de acionistas que representem no mínimo 10% das ações com
direito a voto ou 5% das ações sem direto a voto, e seu período de funcionamento irá até a
próxima assembléia-geral ordinária.
21
Demonstrações financeiras
Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com
clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
• Balanço patrimonial;
• Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados;
• Demonstração de resultados do exercício;
• Demonstração dos fluxos de caixa;
• Nas companhias abertas, demonstração do valor adicionado.
Subsidiária integral
É a chamada de subsidiária integral, a companhia constituída mediante escritura
pública, tendo como único acionista uma sociedade brasileira.
Extinção
A companhia se extingue pelo encerramento da liquidação ou pela incorporação ou
fusão, e pela cisão com versão de todo o patrimônio em outras sociedades.
Vantagens das Sociedades Anônimas
• Responsabilidade limitada: cada acionista é um sócio com responsabilidade limitada,
não podendo perder além do que investiu no negócio.
• Dimensão do negócio: o capital pode ser obtido a partir de muitos investidores, pela
facilidade com que as ações podem ser negociadas. A sociedade pode ser pulverizada
entre uma infinidade de acionistas, pequenos, médios ou grandes.
• Transferência de propriedade: a propriedade é comprovada pelos certificados de
ações, que podem ser facilmente transferidos a outras pessoas. As bolsas de valores
facilitam enormemente a venda e compra de ações.
• Vida ilimitada: a S/A não se dissolve com a morte ou retirada de um proprietário e
pode perdurar indefinidamente no tempo.
• Crescimento: A S/A pode expandir-se através de aumento de capital devido ao rápido
acesso aos mercados de capitais.
• Administração profissional: a direção da empresa passa para administradores
profissionais contratados e que podem ser promovidos ou substituídos.
Desvantagens:
• Regulamentação governamental: como a S/A é uma entidade legalmente estabelecida,
ela está submetida a regulamentações federais, estaduais e municipais, tornando
necessários alguns órgãos para prestar serviços burocráticos e atender a todas essas
regulamentações.
• Falta de sigilo: como os acionistas devem conhecer o desempenho e a situação
financeira da S/A através das demonstrações financeiras, a empresa torna-se muito
22
transparente. O Novo Código Civil (2002) estabelece algumas normas visando uma
maior transparência das sociedades anônimas.
1.6.2 Sociedade por Cota de Responsabilidade Limitada (ltda.)
São sociedades de pessoas, constituídas de dois ou mais proprietários que se associam
no mesmo negócio, com o objetivo de obter lucro. Embora quase sempre maiores do que as
firmas individuais, geralmente não chegam a assumir grandes proporções. A sociedade
limitada é constituída através de um contrato social firmado entre os sócios e registrado na
Junta Comercial. A responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas
todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. Nas sociedades
limitadas, os bens pessoais dos sócios respondem pelas dívidas assumidas no negócio.
Principais vantagens:
• Economias fiscais: é semelhante à firma individual quanto aos custos organizacionais
e certos tributos.
• Capital social: Geralmente maior que as firmas individuais, pois são sociedades com
participação de mais de uma pessoa.
• Facilidade de crédito: Os bens pessoais dos sócios garantem os valores emprestados.
• Administração: cooperação e habilidades administrativas de vários sócios envolvidos
no negócio são somadas.
Principais desvantagens:
• Responsabilidade solidária dos sócios: os sócios respondem conjunta e solidariamente
pelo negócio. No caso de liquidação do negócio os bens pessoais de um dos sócios
podem ser levados a garantir o prejuízo, caso os demais sócios não o possa fazê-lo.
• Vida limitada: do ponto de vista técnico, quando um dos sócios se afasta ou morre, a
sociedade é dissolvida.
1.6.3 Firma Individual
A firma individual é constituída por um único empresário ou proprietário que
responde pelos seus negócios. É a empresa cujo proprietário é uma pessoa que opera em seu
próprio benefício. A firma individual é geralmente uma pequena empresa, registrada em
Junta Comercial, onde o proprietário toma todas as decisões e opera a propriedade
juntamente com alguns poucos empregados. O capital da firma individual advém de recursos
próprios ou de empréstimos de curto prazo. É grande a quantidade de firmas individuais,
porém sua participação é pequena no volume de faturamento de todas as empresas.
Principais vantagens:
• O proprietário é o seu próprio patrão.
• O proprietário assume todo o lucro e todo o resto do negócio.
23
• Baixos custos operacionais.
• Economias fiscais.
Principais desvantagens:
• Responsabilidade ilimitada em relação aos credores. A riqueza total do proprietário –
e não o capital investido – responde pelas dívidas do negócio.
• Limitação de capital: a capacidade financeira do proprietário é limitada e pode
restringir operações maiores.
• O proprietário deve jogar em todas as posições do negócio, isto é, deve conhecer e
dominar todos os aspectos técnicos, comerciais e financeiros da sua empresa.
1.7 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Conforme dispõe a Lei 6.404/76 e suas alterações até a Lei 11.638/07, as
demonstrações contábeis são: Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultados do
Exercício, Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, Demonstração de Fluxo de
Caixa e Demonstração do Valor Adicionado (esta última, se a companhia for aberta. Estas
demonstrações são complementadas pelas Notas Explicativas, Relatório da Diretoria e
Parecer de Auditoria Independente.
1.7.1 Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial é a demonstração da situação patrimonial e financeira da
empresa em determinada data. Seu modelo pode ser representado conforme a seguir:
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
Ativo Circulante Passivo Circulante
Caixa Duplicatas a pagar
Bancos Impostos, taxas e contribuições a pagar
Aplicações financeiras Empréstimos
Duplicatas a receber Salários a pagar
(-) Duplicatas descontadas Encargos sociais
Estoques Dividendos a pagar
Despesas antecipadas Outras obrigações de curto prazo
Adiantamento a fornecedores Financiamentos
Debêntures a pagar
Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante
Realizável a Longo Prazo Empréstimos
Investimentos Financiamentos
Participação acionária Debêntures a Pagar
24
Imobilizado Fornecedores
Terrenos Patrimônio Líquido
Prédios Capital Social
Máquinas e equipamentos Reservas de capital
(-) Depreciação acumulada Ajustes de avaliação patrimonial
Intangível Reservas de lucros
Fundo de comércio adquirido Prejuízos acumulados
Carteira de clientes adquirida (-) ações em tesouraria
Patentes adquiridas
Diferido (conta provisória)
Gastos com instalações
Gastos com implantação
Gastos pré-operacionais
(-) Amortização acumulada
1.7.2. Demonstração de Resultados do Exercício
A Demonstração de Resultados do Exercício é um relatório contábil que evidencia a
formação do resultado líquido do exercício pelo confronto das receitas com os custos e as
despesas apuradas em obediência ao regime de competência. Tem o seguinte formato:
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO
Receita Operacional Bruta
(-) Deduções e Abatimentos (Impostos sobre vendas e devoluções e abatimentos)
(=) Receita Operacional Líquida
(-) Custo Operacional (Custo das mercadorias vendidas, produtos vendidos ou serviços
prestados)
(=) Lucro Bruto
(-) Despesas Operacionais (De vendas, administrativas, financeiras líquidas e outras)
(=) Resultado Operacional
(-) Resultados Não Operacionais (Receitas e despesas não operacionais)
(=) Resultado Antes da Contribuição Social e do Imposto de Renda
(-) Provisão para Contribuição Social e Imposto de Renda
(=) Resultado Após Contribuição Social e Imposto de Renda
(-) Participações e Contribuições (Empregados, administradores e outras)
(=) Resultado Líquido do Exercício
1.7.3. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados
25
A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados possibilita a evidenciação clara
do lucro do período, sua distribuição e a movimentação ocorrida no saldo da conta de Lucros
ou Prejuízos Acumulados. Pode ser demonstrada conforme modelo a seguir:
DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
Saldo em 31/12/X0
(+ ou -) Ajustes de exercícios anteriores
(-) Parcela de lucros incorporada ao capital
(+) Reversões de reservas
(=) Resultado do exercício
Destinação do lucro
• Transferência para reservas legal, estatutária, de lucros a realizar ou lucros para expansão
• Juros sobre o capital próprio
• Dividendos a distribuir
Saldo em 31/12/X1
1.7.4. Demonstração do Fluxo de Caixa
Para confecção do fluxo de caixa deve-se seguir os preceitos da Lei 11.638/07, que
determina:
1. A demonstração de fluxo de caixa (DFC) deve contemplar as alterações do caixa e dos
recursos equivalentes à caixa durante o período.
2. Os recursos equivalentes à caixa incluem aplicações de curtíssimo prazo (três meses ou
menos), facilmente conversíveis em dinheiro, e que estão sujeitas a risco pouco significativo
de mudança do seu valor. Geralmente não incluem participações societárias.
3. Os fluxos de caixa oriundos das atividades operacionais, de investimento e de
financiamentos devem ser apresentados separadamente.
4. O fluxo de caixa das atividades operacionais devem ser apresentados utilizando a
metodologia direta (recomendada) ou a metodologia indireta.
5. Os fluxos de caixa relacionados com os impostos que incidem sobre o lucro devem ser
apresentados nas atividades operacionais, exceto se puderem ser identificados
especificamente com atividades de investimentos e de financiamentos.
6. As operações de investimento e de financiamento que não envolvem caixa (integralização
de capital com bens do ativo imobilizado, por exemplo) não deverão ser incluídas na
demonstração do fluxo de caixa. No entanto, deverão ser divulgadas em separado.
7. Exemplos de atividades operacionais:
• Recebimentos de clientes oriundos das vendas de bens e de serviços;
• Pagamentos a fornecedores de bens e de serviços;
• Pagamentos de impostos que incidem sobre a receita bruta;
26
• Pagamento de despesas administrativas;
• Pagamento de despesas com vendas;
• Pagamento de impostos que incidem sobre o lucro.
8. Exemplos de atividades de investimentos
• Pagamentos de ativos imobilizados;
• Pagamentos de ativos intangíveis;
• Pagamentos de investimentos;
• Recebimentos por vendas de ativos imobilizados;
• Recebimentos por vendas de ativos intangíveis;
• Recebimentos por vendas de investimentos.
9. Exemplos de atividades de financiamento
• Recebimentos por integralização de capital social;
• Pagamentos por devolução de capital aos acionistas;
• Pagamentos de dividendos;
• Recebimentos de empréstimos;
• Pagamentos de empréstimos.
10. Atividades operacionais – metodologia direta. Divulgam os recebimentos e os
pagamentos operacionais de acordo com a sua natureza (recebimentos de clientes,
pagamentos a fornecedores, etc.)
11. Atividades operacionais – metodologia indireta. Baseiam-se no lucro ou no prejuízo
líquido do exercício, que é ajustado pelos itens econômicos (depreciação, amortização,
atualizações monetárias, etc.) e pelas variações ns contas patrimoniais operacionais (clientes
a receber, fornecedores a pagar, etc.)
12. As principais alternativas previstas nessa norma são as seguintes:
• Apresentação das atividades operacionais. A sociedade tem a opção de apresentar a
demonstração de fluxo de caixa pelo método direto nas atividades operacionais ou nas
atividades de financiamentos.
• Despesas financeiras. A sociedade tem a opção de apresentar nas atividades
operacionais ou nas atividades de financiamentos.
• Receitas financeiras. A sociedade tem a opção de apresentar nas atividades
operacionais ou nas atividades de investimentos.
• Dividendos pagos. A sociedade tem a opção de apresentar nas atividades de
financiamentos ou nas atividades operacionais
1.8. ANÁLISE DE BALANÇOS
27
A análise de balanços, também chamada análise das demonstrações contábeis
proporciona um exame a respeito da situação atual e da evolução da situação econômica e
financeira da empresa, bem como a comparação do desempenho dela com o de outras.
Para realização da análise se dispõe de algumas ferramentas tais como:
• Análise horizontal
• Análise vertical
• Análise por índices
• EBITDA (Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization) ou LAJIDA
(lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).
1.8.1. Análise horizontal
A análise horizontal evidencia a evolução das contas das demonstrações contábeis ao
longo dos anos. Para isso se estabelece um número índice base igual a cem para os valores de
cada conta das demonstrações mais antigas e os números índices das mais recentes são
calculados de acordo com a equação:
100 1
1
x
N
N
índice Número

,
_

¸
¸
− · −
1.8.2 Análise vertical
A análise vertical consiste em uma comparação da representatividade, em percentual
de cada conta com o grupo de contas a que pertence. Em seguida se analisa a variação destes
percentuais no correr dos exercícios.
1.8.3 Análise por índices
A análise por índices tem muitas variações. Exemplificamos a seguir uma das mais
usadas:
ÍNDICES
1.De Liquidez
Corrente = AC / PC
Geral = (AC + RLP) / (PC + PNC)
Seca = (AC – E )/ PC
Imediata = Disponibilidades / PC
2. De Atividade
28
Prazo Médio de
Estoque
Pelo que pudemos observar, os recursos financeiros movimentam-se sempre dentro de
uma determinada seqüência e repetidas vezes, constituindo-se em ciclos. Para cálculo dos
índices de atividade, tem-se que levar em consideração estes ciclos.
Graficamente, os ciclos financeiros de uma empresa podem ser assim representados:
Suponhamos que uma empresa disponha dos seguintes dados de Balanço, em Reais:
Ano x Ano x+1
Estoques = 100 600
Duplicatas a receber = 200 300
Compras a prazo = 1.500
Duplicatas a pagar = 100 150
Vendas a prazo = 2.000
Calcular:
• Ciclo Operacional
• Ciclo de caixa
• Prazo Médio de Recebimento
• Prazo Médio de Pagamento
• Prazo Médio de Estoques
PMR PME CO + ·
Ciclo de caixa
PMP PMR
PME
Ciclo Operacional
compra venda Recbto da venda Pgto da compra
29
Prazo Médio de
Estoque
360
2
360
2
×
+
+ ×
+
·
vendas
DRf DRi
CPV
Ef Ei
CO
dias
Ef C Ei
CO 171 360
000 . 2
250
360
600 500 . 1 100
350
360
000 . 2
2
300 200
360
2
600 100
· × + ×
− +
· ×
+
+ ×
− +
+
·
PMP CO CC − ·
dias
compras
DPf DPi
CC 141 360
500 . 1
2
150 100
171 360
2
171 · ×
+
− · ×
+
− ·
LEGENDA
CO = Ciclo Operacional
CC = Ciclo de Caixa
PMP = Período Médio de Pagamento
PME = Período Médio de Estoque
PMR = Período Médio de Recebimento
Ei = Estoques Iniciais Ef = Estoques Finais
DRi = Duplicatas a Receber Inicial
DRf = Duplicatas a Receber Final
DPi = Duplicatas a Pagar Inicial
DPf = Duplicatas a Pagar Final
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
C = Compras
3. De endividamento
Geral = (PC + PNC)/AT
30
Prazo Médio de
Estoque
Prazo Médio de
Recebimento
Prazo Médio de
Pagamento
Garantia de Capital de Terceiros = (PC+PNC)/PL
Imobilização do Patrimônio Líquido = (ANC – RLP) / PL
4. De lucratividade
Retorno sobre Investimento ROI = LO (1- alíquota de IR)/Média de passivos
onerosos
Margem operacional = LO(1-alíquota de IR)/ ROL
Giro de Investimento = ROL / Média de passivos onerosos
Retorno sobre PL (ROE) = LL(1-alíquota de IR)/Média do PL
Margem líquida = LL(1-alíquota do IR)/ROL
Giro do PL = ROL/Média do PL
Lucro por ação = Lucro líquido / Quantidade de ações
1.8.4. EBITDA ou LAJIDA
O EBITDA é uma medida de avaliação que demonstra o potencial de geração de
caixa dos ativos operacionais (aqueles vinculados à exploração da atividade fim da empresa.
Exemplificaremos seu cálculo com a DRE abaixo
6
:
DRE X1 X2
Receita operacional líquida 330.000 365.000
(-) Custo dos Produtos Vendidos 210.000 250.000
(=) Lucro Bruto 120.000 115.000
(-) Despesas operacionais 63.555 76.000
Com vendas 24.000 35.000
Administrativas 33.000 32.000
Financeiras líquidas 6.555 9.000
(=) Lucro Operacional 56.445 39.000
Receitas - despesas não operacionais 0 0
Lucro antes da contribuição social e imposto de renda 56.445 39.000
(-) Provisão para contribuição social e imposto de renda 19.756 13.650
(=) Lucro após contribuição social e imposto de renda 36.689 25.350
(-) Participações e contribuições 0 0
(=) Resultado do exercício 36.689 25.350
Cálculo do EBITDA ou LAJIDA
Lucro Operacional 56.445 39.000
(+) Despesas financeiras líquidas 6.555 9.000
(+) Depreciação, amortização e exaustão* 9.000 10.500
(=) EBITDA ou LAJIDA 72.000 58.000
*Valores fornecidos para o exemplo.
1.9. RELAÇÃO CUSTO X VOLUME X LUCRO
1.9.1 PONTO DE EQUILÍBRIO - CONCEITUAÇÃO E CÁLCULOS
6
Exemplo retirado de Administração Financeira – uma abordagem brasileira, de Megliorini e Silva.
31
PONTO DE EQUILÍBRIO
7
Também chamado de break-even point, é usado para determinar o nível de operações
necessárias para cobrir todos os custos operacionais e para avaliar a lucratividade associada a
vários níveis de renda.
PONTO DE EQUILÍBRIO OPERACIONAL
Representa o nível de vendas necessário para cobrir todos os custos operacionais, ou, mais
especificamente, quando LAJIR = 0.
CUSTOS FIXOS
São os custos e despesas que independem do volume produzido. O custo fixo pode ter
valores diferentes a cada período e continuar classificado como fixo. Por exemplo, se um
aluguel sofrer reajuste continua sendo fixo pois independe do volume produzido.
CUSTOS VARIÁVEIS
São os custos e despesas que variam de acordo com o volume produzido. Quanto
maior a quantidade produzida, maior este custo. No caso de empresas que calculam o ICMS
por estimativa (valor fixo todo mês), este tributo assume a característica de custo fixo. Ainda
existem os custos semi-fixos ou semi-variáveis, como vendedores que tem seu salário fixo
acrescido de comissões sobre vendas. Nestes casos, separa-se a parte fixa da variável.
Para que uma empresa esteja em equilíbrio, é necessário que suas receitas totais sejam
iguais a seus custos totais. Ou seja,
RT = Receitas totais
CT = Custos totais
As receitas totais, por sua vez, são iguais ao seu preço unitário de venda vezes a
quantidade produzida.
v= preço unitário de vendas
Q = quantidade produzida/vendida
Os custos variáveis serão iguais ao custo variável unitário vezes a quantidade produzida.
7
Ver mais em Hoji, 2001, pp 312-316; Droms, 2002, pp 135-138.
32
RT = CT
RT = vQ
CV = cQ
CV = Custo variável
c= Custo variável unitário
Os custos fixos são iguais a eles mesmos. Desta forma a fórmula original é igual a:

Ora, para a análise serão necessárias algumas condições, à saber:
• Não haverá formação de estoques.
• As quantidades produzidas serão iguais às quantidades vendidas.
• O comportamento da evolução das receitas e custos será retilíneo.
• Haverá só um produto.
Dentro destes parâmetros, é possível determinar a quantidade de equilíbrio, determinando
Q na equação acima.
Qv = Qc + CF
Qv – Qc = CF
Q(v-c) = CF
Exemplo:
Calcular a quantidade de equilíbrio de uma empresa que tenha CF = R$ 2.500,00, v = R$
10,00 e c = R$ 5,00.
Q = 2.500,00 = 500
10 – 5
Visualizando graficamente ter-se-ia:
33
vQ = cQ + CF
c v
CF
Q

·
Receitas Totais
Custos totais
Custos Variáveis
R$ 5.000,00 Ponto de equilíbrio
Custos Fixos

0 500
Quantidades
O que aconteceria com o ponto de equilíbrio, se:
1. O custo fixo aumentasse para R$ 3.000,00?
Q = 3.000/ 10-5 = 600 Resposta: A quantidade de equilíbrio aumentaria e o ponto de
equilíbrio se deslocaria para a direita e para cima.
2. O preço unitário de venda aumentasse para R$ 12,50?
Q = 2.500/12,5-5 = 333 Resposta: A quantidade de equilíbrio diminuiria e o ponto de
equilíbrio se deslocaria para a esquerda e para baixo.
3. O custo unitário variável aumentasse para R$ 7,50?
Q = 2.500/10-7,5 = 1.000 Resposta: A quantidade de equilíbrio aumentaria e o
ponto de equilíbrio se deslocaria para a direita e para cima.
4. As três variáveis aumentassem nas proporções dadas, ao mesmo tempo?
Q = 3.000/12,5-7,5 = 600 Resposta: A quantidade de equilíbrio aumentaria e o
ponto de equilíbrio se deslocaria para cima e para a direita.
1.9.2 ALAVANCAGEM
8
8
Ver mais em Sanvicente, 1981, pp 244-246; Cherubim e outros, 2002, pp 80-83; Machado, 2002 pp 173-
181.
34
Área de
Prejuízo
Área de
Lucro
É o uso de ativos ou recursos, com custo fixo, a fim de aumentar os retornos dos
proprietários da empresa. Quanto maior a alavancagem, segundo a reação do investidor de
aversão ao risco, maior o risco, maior o retorno. A aplicação da alavancagem operacional e
financeira na avaliação de uma empresa permite que se conheça sua viabilidade econômica,
identificando-se claramente as causas que determinaram eventuais variações nos resultados.
ALAVANCAGEM OPERACIONAL
É determinada pela relação entre as receitas de vendas da empresa e seu LAJIR
(Lucro antes dos juros e do Imposto de Renda). Em outras palavras, é o uso potencial de
custos operacionais fixos para aumentar os efeitos das mudanças nas vendas sobre os lucros
das empresas, antes dos juros e dos impostos. Quanto maior for o uso dos custos fixos em
relação aos custos variáveis unitários, maior será o grau de alavancagem operacional.
ALAVANCAGEM FINANCEIRA
Refere-se à relação entre o LAJIR e o LPA (Lucro por Ação). É a capacidade da empresa
para usar encargos financeiros fixos, a fim de maximizar os efeitos da variação do LAJIR
sobre o LPA da empresa. Quanto maior for o uso destes encargos financeiros fixos, maior
será o grau de alavancagem financeira.
ALAVANCAGEM TOTAL
É o uso potencial de custos fixos, tanto operacionais como financeiros, para aumentar o
efeito de variações nas vendas/LPA.
Dentro da Demonstração de Resultado do Exercício, ter-se-ía:
Receitas de Vendas - V
(-) Custo dos Produtos Vendidos – VPV
(=) Lucro Bruto – LB Alavancagem
(-) Despesas Operacionais – DO Operacional
35
(=) Lucro antes dos juros e do IR – LAJIR
Alavancagem
(+/-) Resultado financeiro (juros) – J Total
(=) Lucro Antes do Imposto de Renda – LAIR
(-) Provisão para o IR – PIR
(=) Lucro Antes das Participações e Contribuições Alavancagem
(-) Participações e Contribuições Financeira
(=) Lucro Líquido do Exercício - LL
1.9.2.1 Alavancagem Operacional
Pode-se demonstrar o mesmo esquema acima, como repartição de custos fixos e
variáveis. Então se teria como alavancagem operacional:
Receitas Totais
(-) Custos Variáveis
(-) Custos Fixos
(=) Lucros Antes dos Juros e do Imposto de Renda (LAJIR).
Exemplo:
Uma empresa tem v = R$ 10,00, c = R$ 5,00 e CF = R$ 2.500,00. Calcule o seu LAJIR
para as quantidades de 500, 1.000 e 1.500 unidades produzidas.
- 50% + 50%
Quantidades – Q 500 1.000 1.500
Receitas Totais – RT 5.000 10.000 15.000
(-) Custos Variáveis – CV 2.500 5.000 7.500
(=) 2.500 5.000 7.500
(-) Custos Fixos – CF 2.500 2.500 2.500
(=) LAJIR 0 2.500 5.000
- 100% + 100%
Como se pode notar, a uma variação de 50% nas vendas, houve uma variação de
100% no Lucro Antes dos Juros e do Imposto de Renda.
A seguir demonstraremos o que acontece com duas empresas. Uma apenas com
capital próprio e outra com capital de terceiros e despesas financeiras anuais de R$
400.000,00.
Empresa sem capital de terceiros Empresa com capital de terceiros
Ativo Patrimônio Líquido Ativo Passivo Patrimônio Líquido
8.000.000 8.000.000 8.000.000 4.000.000 4.000.000
Nº de ações: 400.000 Nº de ações: 200.000
Valor da ação: R$ 20,00 Valor da ação: R$ 20,00
36
Lucro Operacional 400.000 Lucro Operacional 400.000
Desp. Financeiras 0 Desp. Financeiras 400.000
LAIR 400.000 LAIR 0
LPA = R$ 1,00 LPA = R$ 0,00
Ret. s/ Pat. Líq. 5% Ret. s/ Pat. Líq. 0%
Lucro Operacional 800.000 Lucro Operacional 800.000
Desp. Financeiras 0 Desp. Financeiras 400.000
LAIR 800.000 LAIR 400.000
LPA = R$ 2,00 LPA = R$ 2,00
Ret. s/ Pat. Líq. 10% Ret. s/ Pat. Líq. 10%
Lucro Operacional 1.200.000 Lucro Operacional 1.200.000
Desp. Financeiras 0 Desp. Financeiras 400.000
LAIR 1.200.000 LAIR 800.000
LPA = R$ 3,00 LPA = R$ 4,00
Ret. s/ Pat. Líq. 15% Ret. s/ Pat. Líq. 20%
LPA com capital de terceiros LPA sem capital de terceiros
Desvantagem no uso de capital Vantagem no uso de capital de terceiros
de terceiros
1.9.2.2 Grau de alavancagem operacional
É a medida numérica da alavancagem operacional da empresa. É representada pela
fórmula:
800.000
2
LPA
LAJIR
400.000
37
Exemplo:
Qual o grau de alavancagem financeira do exemplo inicial, ao nível de produção de 1.000
unidades?
( )
( )
2
000 . 2 5 10 000 . 1
5 10 000 . 1
·
− −

· GAO
O GAO é igual a 2, ou seja, cada vez que eu vario as receitas, o lucro operacional
varia em dobro.
1.9.2.3 Alavancagem financeira
Quanto à alavancagem financeira, pode-se dispor do seguinte esquema:
Lucro Antes dos Juros e do Imposto de Renda – LAJIR
(-) Juros – J
(=) Lucro Antes do Imposto de Renda – LAIR
(-) Imposto de Renda (40%) – IR
(=) Lucro Líquido do exercício- LLE
(-) Distribuição de dividendos – DD
(=) Lucro Depois da distribuição de dividendos - LDDD
Exemplo:
Uma empresa tinha juros de empréstimos anuais de R$ 20.000,00 a juros de 10% ao
ano, a alíquota de Imposto de Renda era de 40% e distribuiu dividendos no valor de R$
2.400,00. Sabendo que possui 1.000 ações ordinárias, qual a variação do LPA para níveis de
LAJIR de R$ 6.000,00, R$ 10.000,00 e R$ 14.000,00?
40% + 40%
LAJIR 6.000 10.000 14.000
(-) Juros 2.000 2.000 2.000
(=) LAIR 4.000 8.000 12.000
38
GAO = ___Q(v-c)__
Q(v-c) - CF
(-) IR (40%) 1.600 3.200 4.800
(=) LLE 2.400 4.800 7.200
(-) DD 2.400 2.400 2.400
(=) LDDD 0 2.400 4.800
LL/1.000 0 2,40 4,80
100% + 100%
Assim podemos visualizar a alavancagem financeira. Quando o LAJIR varia 40%, o
LPA varia 100%, ou seja, quando há uma variação no LAJIR, o LPA varia 2,5 vezes mais.
1.9.2.4 Grau de alavancagem financeira
É a medida numérica do grau de alavancagem financeira da empresa. Pode-se
representá-la pela fórmula:
Segundo o exemplo anterior, calcular o GAF para um nível de LAJIR = R$ 10.000,00.
5 , 2
4 , 0 1
400 . 2
000 . 2 000 . 10
000 . 10
·

− −
· GAF
1.9.2.5 Alavancagem total
Agora se poderá ver o efeito combinado das duas alavancagens, pelo exemplo a
seguir:
Dados
v = R$ 5,00 J = R$ 20.000,00 Nº de ações = 5.000
c = R$ 2,00 PC = R$ 12.000,00 Q1 = 20.000
CF = R$ 10.000,00 IR = 40% Q2 = 30.000
50%
R = 100.000 150.000
(-)CV = 40.000 60.000 GAO = ___20.000(5-2)___ = 1,2
39
IR
DD
J LAJIR
LAJIR
GAF

− −
·
1
(-)CF = 10.000 10.000 20.000(5-2) – 10.000
(=)LAJIR = 50.000 80.000
LAJIR = 50.000 80.000 GAT = 1,2 X 5,0 = 6
(-) J = 20.000 20.000
(=) LAIR = 30.000 60.000
(-) IR = 12.000 24.000 GAF =_____50.000_______ = 5
(=) LLE = 18.000 36.000 50.000-20.000-12.000
(-) DD = 12.000 12.000 1 – 0,4
(=) LL = 6.000 24.000
300%
GAT = 300% ÷ 50% = 6
LPA = 6.000 ÷ 5.000 = 1,2
e 24.000 ÷ 5.000 = 4,8
Outra fórmula pela qual pode-se achar o GAT é a seguinte:
1.9.2.6Grau de alavancagem total
Substituindo pelos valores acima, teremos:
( )
( )
6
4 , 0 1
000 . 12
000 . 20 000 . 10 2 5 000 . 20
2 5 000 . 20
·

− − − −

· GAT
Para finalizar o estudo de alavancagem, façamos a comparação entre duas empresas,
com composições diferentes de demonstrativo de resultado:
Empresas A % B %
Vendas 100 100
Custos e despesas variáveis 30 30 70 70
Margem de contribuição 70 30
Custos fixos 60 60 20 20
Lucro operacional 10 10 10 10
Como se disse no início deste tópico, embora pareça, à primeira vista, ilógico, quanto
maior os custos fixos, maior a alavancagem operacional. Para comprovar isto, vamos supor
um aumento de 20% nas vendas de ambas as empresas, e vamos ver como se comporta o
lucro operacional.
40
IR
DD
J CF c v Q
c v Q
GAT

− − − −

·
1
) (
) (
Empresas A % B %
Vendas 120 120
Custos e despesas variáveis 36 30 84 70
Margem de contribuição 84 36
Custos fixos 60 50 20 16,7
Lucro operacional 24 20 16 13,3
Como podemos observar, embora os custos fixos da empresa A sejam maiores do que
o da empresa B, eles proporcionam maior lucratividade, pois com o aumento das vendas o
lucro de A passou de 10% para 20% das vendas, enquanto que o lucro de B passou de 10%
para 13,3%.
Calculando a alavancagem operacional de A se terá:
% 140
10
24
· · ∆LO
% 20
100
120
· · ∆V
7
20
140
· ·


·
V
LO
AO
Calculando a alavancagem operacional de B se terá:
% 60
10
16
· · ∆LO
% 20
100
120
· · ∆V
3
20
60
· ·


·
V
LO
AO
1.10 CONSIDERAÇÕES SOBRE RENTABILIDADE E LIQUIDEZ
Como já se observou o principal objetivo do administrador financeiro é o aumento da
riqueza dos proprietários. Para isso ele pondera as alternativas de investimento e
financiamento, planeja e administra, além de analisar demonstrativos e propor soluções. Para
41
alcançar seu objetivo, é necessário atentar para dois fatores importantes que afetam as
finanças: a rentabilidade e a liquidez.
Ao contrário do que se pensa, nem sempre uma empresa rentável está livre de um
processo falimentar. Para ilustrar o que estamos afirmando, transcrevemos o exemplo a
seguir:
Exemplo:
A empresa ALFA S.A. vendia por R$ 10,00 com prazo de 30dd o artigo que produzia a R$
7,50 e pagava seus insumos à vista. Como era nova, não tinha crédito na praça para levantar
empréstimos, ou fundos de qualquer espécie.
Em dezembro de determinado ano, tinha os seguintes saldos no circulante:
Caixa 7.500,00
Estoques 11.250,00
Contas a receber 15.000,00
Animada pela margem de contribuição (10,00 – 7,50), em janeiro vendeu 2.000
unidades e produziu 2.500. Em fevereiro vendeu 2.500 unidades e produziu 3.000. Em março
vendeu 3.000 unidades e produziu 3.500. De repente se viu em dificuldades financeiras.
Caixa Estoques Contas a Receber
7.500 18.750 11.250 15.000 15.000 15.000
15.000 18.750 20.000
3.750 22.500 15.000 18.750 20.000 20.000
20.000 22.500 25.000
1.250 26.250 18.750 22.500 25.000 25.000
25.000 26.250 30.000
0 22.500 30.000
Vendas Custo das vendas Resultado
20.000 15.000 5.000
25.000 18.750 6.250
30.000 22.500 7.500
Muito embora a empresa fosse lucrativa, teve que encerrar suas atividades por
insolvência, pois não tinha mais dinheiro em caixa para comprar insumos de produção.
9

1.11. AMBIENTE FISCAL DAS EMPRESAS
Com a alta carga tributária atual do Brasil é imprescindível que tenhamos um canal de
discussão permanente nas empresas sobre economia de tributos.
9
Exemplo extraído de Gitman, Administração Financeira, 1978 p 6.
42
insolvência
A globalização, o mercado competitivo e o pesado ônus tributário que sufoca as
empresas brasileiras requerem do administrador e do contador práticas de gerenciamento
eficazes para preservar a continuidade do empreendimento. Frente à realidade tributária
brasileira, a principal preocupação dos contribuintes é a redução da carga tributária. Portanto,
o contribuinte pode e deve estudar opções de economia de tributos, ou seja, praticar
quaisquer condutas objetivando eliminar, reduzir ou retardar o pagamento de tributos, desde
que se mantendo no campo jurídico da licitude.
Procurar alternativas de formas lícitas para reduzir a carga tributária das empresas e
estar atento às mudanças da legislação, bem como controle e emissão de relatórios contábeis
confiáveis, torna-se imprescindível para maximização dos lucros das empresas para
manutenção dos negócios e contribuição para combater o nível de desemprego.
No Brasil, compete à União tributar sobre:
• Importação de produtos estrangeiros
• Exportação de produtos nacionais ou nacionalizados
• Rendas e proventos de qualquer natureza
• Produtos industrializados
• Operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários
• Propriedade territorial rural
• Grandes fortunas, nos termos de lei complementar
A União poderá instituir mediante lei complementar, impostos não previstos nesta
relação, desde que não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios
dos já discriminados. Na iminência ou no caso de guerra externa, poderá instituir impostos
extraordinários, compreendidos ou não na sua competência tributária, os quais serão
suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.
Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituírem impostos sobre:
• Transmissão causa mortis ou doação, de quaisquer bens ou direitos
• Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e
as prestações se iniciem no exterior
• Propriedade de veículos automotores
Compete aos Municípios instituírem impostos sobre:
• Propriedade predial e territorial urbana
• Transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por
natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, excetos os de garantia,
bem como cessão de direitos a sua aquisição
43
• Serviços de qualquer natureza, definidos em lei complementar
10
10
Ver mais em Gitman, 1997, pp 588-590; Braga, 1989, pp 227-246; Melo, pp 140-142
44
FLUXO
OPERACIONAL
FLUXO DE
INVESTIMENTOS
FLUXO DE
FINANCIAMENTOS
DISPONIBILIDADES
2.1 ADMINISTRAÇÃO DO CIRCULANTE
O objetivo da administração financeira de curto prazo é gerir cada um dos ativos
circulantes tais como caixa, duplicatas a receber, estoques, etc., e dos passivos circulantes tais
como duplicatas a pagar, contas a pagar, impostos a recolher, etc. a fim de encontrar um
equilíbrio entre lucratividade e risco que contribua positivamente para o valor da empresa.
Um investimento alto demais em ativos circulantes reduz a lucratividade, enquanto um
investimento baixo demais aumenta o risco de a empresa não poder honrar suas obrigações
nos prazos estipulados. Ambas as situações levam à redução do valor da empresa.
Os ativos circulantes, normalmente chamados de capital de giro ou capital circulante
representam a parcela do investimento que circula transitando de conta, durante a condução
normal dos negócios. Essa idéia compreende a transição periódica de caixa para estoques e
destes para duplicatas a receber e de volta para caixa que compõe o ciclo operacional da
empresa. Na condição de substitutos de caixa, as aplicações financeiras são consideradas
como parte do capital de giro. Da mesma forma, as despesas pagas antecipadamente estão
incluídas no capital de giro porque representam serviços devidos à empresa e que são usados
na realização de suas atividades, eliminando a necessidade de desembolsos posteriores.
Os passivos circulantes representam os financiamentos de curto prazo das empresas,
pois incluem todas as dívidas que terão vencimento em um ano ou menos. Tais dívidas
incluem normalmente os valores a pagar a fornecedores, bancos, empregados e governo,
dentre outros.
O Capital Circulante Líquido é usualmente definido como a diferença entre os ativos
circulantes e os passivos circulantes da empresa. Quando os ativos circulantes superam os
passivos circulantes a empresa tem capital circulante líquido positivo. Nessa situação mais
comum, o capital circulante líquido é a parcela dos ativos circulantes da empresa financiada
45
com recursos de longo prazo, os quais excedem as necessidades de financiamentos dos ativos
permanentes. Visto que os passivos circulantes representam fontes de recursos de curto
prazo, quando os ativos circulantes superam os passivos circulantes, a diferença precisa ser
financiada com fundos a longo prazo.
Quando os ativos circulantes são menores que os passivos circulantes, a empresa tem
capital circulante líquido negativo. Nesta situação menos usual, o capital circulante líquido é
a parcela dos ativos permanentes da empresa que está sendo financiada com passivos
circulantes. De uma forma geral, quanto maior a margem pela qual os ativos circulantes de
uma empresa cobrem suas obrigações de curto prazo, tanto mais apta ela estará para pagar
suas contas nos vencimentos.
O investimento total de uma empresa engloba os ativos circulantes e os ativos
permanentes, sendo que sua lucratividade e risco são afetados pela relação entre essas duas
categorias. O nível de ativos permanentes de uma empresa é determinado pela escala de
produção e pela intensidade de uso do fator capital. Por sua vez, o nível de ativos circulantes
guarda estreita relação com o nível de produção, acompanhando de forma direta os aumentos
e reduções desta.
A lucratividade, neste contexto, é a relação entre receitas e custos gerados pelo uso
dos ativos da empresa nas suas atividades produtivas. O lucro de uma empresa pode ser
aumentado de três maneiras:
1. Aumentando as receitas
2. Reduzindo-se custos
3. Pela combinação dos itens 1 e 2.
DIAGRAMA DOS FLUXOS FINANCEIROS
Compra venda
pgto
pgto. Compra venda
pgto.
46
Mão-de-Obra
Matéria-Prima
Despesa Indireta
Imobilizado
Investimentos
depreciação
pagamento
restituição
Recebimento
venda de ações
Recebimento quitação
Pagamento de dividendos
Recompra de ações
2.2. CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO: São os recursos necessários para subsidiar o fluxo operacional. Através
dele são elaboradas as políticas de estoques, compras de materiais, produção, vendas e
política de crédito, etc.
CAPITAL DE GIRO = CAPITAL CIRCULANTE
CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO – É a diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo
Circulante. Pode também ser entendido como a diferença da soma entre Exigível a Longo
Prazo e Patrimônio Líquido e Realizável a Longo Prazo e Permanente.
47
Produtos em
processo
Produtos Acabados
Despesas
Operacionais
Imposto de Renda
Vendas
Empréstimos
Financiamentos
Patrimônio Líquido
Disponibilidades
Fluxo Operacional
Fluxo de Investimentos
Fluxo de Financiamentos
CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO = CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO
CAPITAL DE GIRO PRÓPRIO – É a diferença entre o Patrimônio Líquido e o Permanente.
Toda empresa, durante sua gestão corre riscos. O risco operacional é o risco de não se
poder cobrir os custos operacionais. Já o risco financeiro refere-se à impossibilidade de
efetuar os pagamentos fixos programados decorrentes de empréstimos, leasing e dividendos
preferenciais. Uma empresa que não consegue saldar suas dívidas nos vencimentos é
considerada tecnicamente insolvente. Um aumento nos ativos circulantes eleva o CCL e,
portanto, reduz o risco de insolvência técnica. Ademais, as contas dos ativos são apresentadas
no balanço em ordem crescente de risco. Assim, os investimentos em caixa e aplicações
financeiras são menos arriscados que as duplicatas a receber, os estoques e os ativos
permanentes. O investimento em duplicatas a receber apresenta o menor risco do que em
estoques e ativos permanentes. Finalmente o investimento em estoque representa risco menor
que o investimento em ativos permanentes. Em outros termos, quanto mais um ativo se
aproxima da conta caixa no balanço, tanto menos arriscado ele será. Geralmente é mais fácil
transformar duplicatas a receber em caixa do que fazê-lo com estoques. Como exemplo
adicional, os investimentos em ativos permanentes têm maturação de longo prazo e o
surgimento de maquinários e instalações novos e mais eficientes pode tornar os ativos
permanentes existentes de uma empresa ineficientes ou obsoletos.
Uma das decisões mais importantes que precisa ser tomada com respeito aos itens
circulantes da empresa é como usar os passivos circulantes para financiar os ativos
circulantes. Os credores concedem empréstimos de curto prazo para permitir que a empresa
financie aumentos sazonais de estoque ou duplicatas a receber. Esses recursos não devem
servir para aplicações de longo prazo.
As necessidades de financiamento da empresa podem ser subdivididas em
permanentes e sazonais. A necessidade permanente, que consiste do Ativo Permanente mais a
parcela permanente do Ativos Circulante da empresa, permanece inalterada ao longo do ano.
Já a necessidade sazonal, que se pode atribuir à existência de certos ativos circulantes
temporários, varia ao longo do ano conforme podemos ver no diagrama abaixo:
48
Estratégia agressiva: Mais risco, probabilidade de mais lucro
Estratégia conservadora: Menos risco, probabilidade de menos lucro
A administração de capital de giro envolve um processo contínuo de tomada de
decisões voltadas principalmente para a preservação da liquidez da empresa, mas que
também afetam a sua rentabilidade. As concordatas e falências geralmente constituem o
desfecho natural para as soluções inadequadas dos problemas de gestão do capital de giro.
Muitas vezes ouvimos dizer que determinada empresa tornou-se insolvente devido ao excesso
de imobilizações. Em geral isto significa que foram desviados para outra finalidade recursos
que deveriam estar financiando o capital de giro ou, então que os planos de expansão não
levaram na devida conta as necessidades adicionais de recursos para financiar o giro das
operações.
Enquanto os ativos fixos geram produtos, cujas vendas propiciam a recuperação dos
custos e despesas e o suprimento dos lucros, os ativos circulantes constituem aplicações de
recursos de baixa rentabilidade, mas necessárias à sustentação das atividades operacionais da
empresa. Alguns dizem que os ativos fixos criam riqueza e que os ativos circulantes são um
mal necessário.
Dependendo do tipo de negócio e da qualidade da sua gestão, cada ciclo do capital de
giro será repetido mais ou menos vezes em determinado período. Assim, é de se supor que
quanto mais os ciclos se completarem em cada período, mais eficientemente estarão sendo
geridos os recursos aplicados no ativo circulante, ocasionando maior rentabilidade.
A necessidade permanente de fundos é a parcela de recursos necessária para
financiar necessidades constantes da empresa. Esse valor é calculado, tomando-se por base o
Necessidade
Sazonal
Necessidade
Permanente
Estratégia
Agressiva
Estratégia
Normal
Estratégia
Conservadora
$
tempo
49
valor anual necessário para manter o imobilizado da empresa no nível de produção pretendida
adicionado a alguns itens do ativo circulante, que, sob a ótica financeira, têm características
de permanente, como os estoques mínimos e o fluxo de caixa mínimo, por exemplo.
A necessidade complementar de fundos é a parcela que é acrescida à necessidade
mínima citada acima. Esta necessidade é calculada, tomando-se por base as operações da
empresa que são representadas no ativo circulante em função da flutuação do mercado ou
sazonalidade dos insumos, conhecidas como as necessidades eventuais ou sazonais.
A necessidade mínima permanente de fundos é o valor encontrado na menor soma
mensal das necessidades permanente com a complementar.
Para um melhor entendimento, vejamos o seguinte exemplo
11
:
Necessidade
Ativo Ativo Ativo Mínima Necessidade
Mês Circulante Permanente Total Permanente Complementar
Janeiro 4.000 13.000 17.000 13.800 3.200
Fevereiro 3.000 13.000 16.000 13.800 2.200
Março 2.000 13.000 15.000 13.800 1.200
Abril 1.000 13.000 14.000 13.800 200
Maio 800 13.000 13.800 13.800 0
Junho 1.500 13.000 14.500 13.800 700
Julho 3.000 13.000 16.000 13.800 2.200
Agosto 3.700 13.000 16.700 13.800 2.900
Setembro 4.000 13.000 17.000 13.800 3.200
Outubro 5.000 13.000 18.000 13.800 4.200
Novembro 3.000 13.000 16.000 13.800 2.200
Dezembro 2.000 13.000 15.000 13.800 1.200
Média Mensal 13.800 1.950
Esta tabela subsidia o gráfico a seguir:
11
Tabela extraída de Gitman, opus cit p 623
50
Necessidade
17.000 sazonal
Necessidade
13.800 Mínima do Circulante
13.000 Necessidade
Permanente
Necessidade total
0 j f m a m j j a s o n d
As empresas podem enfrentar estas necessidades de três modos:
• Caso sejam conservadoras, podem manter em caixa um volume de dinheiro suficiente
para cobrir todas as necessidades por todo o ano. Em outras palavras, manter em
caixa, no mínimo, R$ 18.000,00 (valor de outubro). Isto dá tranqüilidade ao
administrador, porém onera a empresa, posto que os juros de longo prazo são maiores
que os de curto prazo.
• Caso sejam agressivas, manterão o nível mínimo de R$ 13.800,00. Isto minimizará os
custos, porém qualquer imprevisto poderá causar sérios transtornos financeiros.
• Se ficarem na média, R$ 15.750,00, onerarão menos que a conservadora e ficarão
com menos riscos de sobressaltos que a agressiva.
2.3 ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS
Vamos supor que uma empresa tenha as opções de financiamento de seu Ativo
Circulante conforme quadro abaixo:
Esta suposição fará que a Demonstração de Resultado das três opções, partindo de um
mesmo Lucro Operacional, sejam as representadas a seguir:
51
BALANÇO PATRIMONIAL

ESTRATÉGIA AGRESSIVA MÉDIA CONSERVADORA

Ativo Circulante 800 1.100 1.400
Ativo Permanente 1.200 1.200 1.200

Total 2.000 2.300 2.600 Custos

Passivo Circulante (20%) 400 460 520 15% aa
Exigível a Longo Prazo (30%) 600 690 780 20% aa
Patrimônio Líquido (50%) 1.000 1.150 1.300


DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
ABORDAGEM AGRESSIVA NORMAL CONSERVADORA
Lucro Operacional 1.000 1.000 1.000
Despesas financeiras 180 207 234
Circulante (0,15x400) 60 69 78
Exigível LP(0,20x600) 120 138 156
Lucro antes do IR 820 793 766
Imposto de Renda (40%) 328 317,20 306,40
Lucro Líquido 492 475,80 459,60
Retorno sobre o PL 49,2% 41,4% 35,4%

Vê-se então que a abordagem agressiva é a que traz maior retorno sobre o Patrimônio
Líquido, embora também seja a que tem maior risco.
A seguir, vê-se como se pode analisar a necessidade de investimento em capital de
giro, partindo-se das demonstrações financeiras publicadas.
Como se estuda a seguir, é necessário um maior aprofundamento para diagnosticar as
necessidades de financiamento, pois a simples análise dos índices de liquidez não demonstra
necessariamente a situação financeira da empresa.
Suponha-se uma empresa que apresente a seguinte demonstração financeira:
ATIVO CIRCULANTE 20 PASSIVO CIRCULANTE 10
Caixa 2 EXIGÍVEL A LP 20
Valores a Receber 10 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 20
Estoques 8
ATIVO PERMANENTE 30
TOTAL 50 50
CCL = AC – PC
CCL = 20 – 10 = 10
Isto significa que R$ 10,00 do PL + ELP estão financiando as atividades do AC. Num
primeiro instante, isto pareceria uma posição confortável, pois se alie a isto um índice de
liquidez corrente igual a 2.
Entretanto, se esta demonstração pertencesse à empresa que tem as seguintes
informações:
52
• Volume de vendas = R$ 40,00 por mês
• Vendas a vista = 75%
• Vendas a prazo = 25%
• Prazo médio de recebimento = 18 dias
• Prazo médio de estoque = 15 dias
• Custo / Receitas = 40%
• Caixa mínimo = 10 dias de desembolso, correspondente a R$ 1,50.
Poder-se-ia então redimensionar as necessidades.
1. Se o caixa apresentado no Balanço é R$ 2,00 e a necessidade mínima é R$
1,50, então R$ 0,50 é a necessidade sazonal.
2. Os valores a receber são iguais às vendas a prazo multiplicado pelo período de
crédito, ou seja:
6
30
18
10 · × ou DRm/V x 30 = 18 DRm/10x30=18 DRm = R$ 6,00
Dessa forma, R$ 6,00 é a necessidade constante. Como o Balanço apresenta saldo de
R$ 10,00 então R$ 4,00 é a necessidade sazonal.
3. Os estoques representam 40% das receitas por 15 dias, ou seja:
8
30
15
40 4 , 0 · × × ou Em/CMV x 30 = 15 (Em/0,4 x 40)30=15 Em=R$ 8,00
Como o valor é igual ao do Balanço, não há necessidade sazonal.
Assim, poder-se-ia compor o seguinte quadro:
ATIVO CIRCULANTE
Necessidade Constante Sazonal Total
Caixa 1,50 0,50 2,00
Valores a Receber 6,00 4,00 10,00
Estoques 8,00 0,00 8,00
TOTAL 15,50 4,50 20,00
Agora se tem um quadro mais real. Os R$ 10,00 do ELP + PL estão financiando
necessidades constantes do Circulante (que têm as mesmas características do Permanente), no
valor de R$ 15,50. Se o ELP + PL financiasse os R$ 15,50 ou fosse superior a este valor, o
risco de inadimplência seria diminuído. Na verdade, R$ 5,50 do PC estão financiando
atividades similares ao do Permanente.
53
Por outro lado, o PC também tem fontes constantes e fontes sazonais. A conta
Salários a Pagar, por exemplo, pode ser considerada uma fonte constante. A conta
Fornecedores seria sazonal.
Desta forma, a Necessidade de Investimento em Giro (NIG) pode ser apresentada da
seguinte forma:
NIG = Necessidades constantes do AC – Fontes Constantes do PC.
Se as fontes constantes do PC forem R$ 5,00, por exemplo, então:
NIG = R$ 15,50 – R$ 5,00 = R$ 10,50
Se o CCL cobrir esta necessidade não haverá necessidade de mais recursos de longo prazo.
2.4. O PROCESSO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO
Segundo Hogaarty
12
, entre os dez erros mais comuns na fase inicial das pequenas empresas
estão os seguintes de características financeiras:
1. Desprover-se de dinheiro, por não ter estimado adequadamente as saídas de caixa
da organização. Não determinar previamente e com relativa precisão onde o
dinheiro deve ser gasto e onde não deve.
2. Não dispor de um plano para a empresa.
3. Não obter auxílio, não reconhecer suas próprias fraquezas e desprezar a assistência
de administradores competentes, rigorosamente selecionados.
4. Não conhecer os verdadeiros níveis das despesas. Não dedicar tempo para sentar-
se e responder “Quanto obteremos de receitas nos próximos seis meses, um ano e
dois anos? Quais são os níveis reais de despesas?”.
5. Não manter os investidores (sócios, bancos) informados sobre o progresso ou falta
de sucesso; isto requer que o próprio empresário saiba a quantas anda a empresa.
Portanto, 50% são itens de planejamento e gerência financeira. Como se disse no
início, o administrador financeiro deve estar preocupado com as formas de investimento e
captação de recursos mensurando a rentabilidade e a liquidez da empresa no curto e longo
prazo.
Para gerir os valores o administrador financeiro deve ter em mente que seu papel na
empresa deve estar voltado para:
• Manter a empresa em permanente situação de liquidez
12
HOGAARTY, donna Brow. Briting the adds: avoid these mistakes at all. Managements Review, feb 1993,
p. 16-21 apud Sobansky.
54
• Maximizar o retorno sobre o investimento realizado
• Administrar o capital de giro da empresa
• Avaliar os investimentos realizados em itens do ativo permanente
• Estimar o provável custo dos recursos de terceiros a serem captados
• Informar sobre as condições atuais e projetar as futuras.
• Interpretar as demonstrações financeiras
• Manter-se atualizado no mercado financeiro
Para tanto sua atividade deve ser planejada. Este processo se inicia com os planos
financeiros de longo prazo (estratégicos) e continua com a formulação de planos e
orçamentos de médio prazo (táticos) e termina com os planos de curto prazo (operacionais).
Planos Financeiros de Longo Prazo - São as ações planejadas para períodos superiores a
um ano, chegando muitas vezes a alcançar mais de 10 anos, acompanhadas da
previsão de seus reflexos financeiros.
Planos Financeiros de Médio e Curto Prazo - São ações planejadas, normalmente até um
ano, acompanhadas da previsão de seus reflexos financeiros.
Agregando os planos financeiros de longo e curto prazo em demonstrativos contábeis,
como Balanços Patrimoniais, Demonstrativos de Resultado do Exercício, Orçamento de
Caixa, etc., e partindo-se da previsão de vendas, pode-se montar um fluxograma de
planejamento, conforme demonstramos a seguir:
55
DIAGRAMA DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO
Como se pode notar, por um lado começa-se com o Balanço Patrimonial atual, que
servirá de base para o balanço patrimonial projetado. Com base nas vendas, que propiciará
um plano de produção, e, por via de conseqüência, a Demonstração de Resultados. Seu fruto,
o Lucro ou Prejuízo previsto será acrescido ao Balanço Patrimonial atual, e seus pagamentos
à curto prazo, lançados no orçamento de caixa. Por outro lado, os planejamentos de longo
prazo, financiamentos de longo prazo e planejamento de investimentos, ensejarão as
mudanças no Patrimônio Líquido, Exigível à Longo Prazo, Permanente e Realizável à Longo
Prazo, sendo suas parcelas de curto prazo lançadas no planejamento de caixa. Por fim, este
planejamento alimentará o ativo e o passivo circulante.
Todo este processo constitui no que se denominou de Planejamento
orçamentário, ou simplesmente, orçamento.
56
Previsão de
vendas
Planos de
produção
Balanço Patrimonial
Atual
Plano de Financiamento
a Longo Prazo
Demonstração de
Resultados projetada
Balanço Patrimonial
projetado
Orçamento de
Caixa
Orçamento de
Capital
13
3.1 INTRODUÇÃO
Segundo Sanvicente (1983), “Planejar é estabelecer com antecedência as ações a
serem executadas, estimar os recursos a serem empregados e definir as correspondentes
atribuições de responsabilidades em relação a um período futuro determinado, para que sejam
alcançados satisfatoriamente os objetivos porventura fixados para uma empresa e suas
diversas unidades”.
Os níveis de planejamento podem ser:
• Estratégico – Onde as decisões são de natureza político-administrativas e estão
geralmente voltadas para o ambiente externo da empresa.
• Administrativo (tático) - Onde o foco é na administração interna da empresa, seus
procedimentos e distribuição de recursos humanos.
• Operacional – São os procedimentos de curto prazo, buscando a máxima eficiência
no que foi programado.
O planejamento busca a finalidade de antecipar os fatos através de planos e
orçamentos.
Segundo Welsch
14
, “orçamento é um meio de coordenar os esforços individuais num
plano de ação que se baseia em dados de desempenhos anteriores e guiado por julgamentos
racionais dos fatores que influenciarão o rumo dos negócios no futuro”. Assim, orçar é
processar o sistema de informações contábeis atual, introduzir as alterações pretendidas e
organizar os dados de acordo com as demonstrações regulamentares.
A origem da palavra orçamento deve-se aos antigos romanos que usavam uma bolsa
de tecido chamada fiscus para coletar impostos. No início da idade média esta bolsa já era
conhecida da Inglaterra sob o nome de fisc. Posteriormente, na França, esta bolsa tomou o
nome de bouge ou bougette, cujo termo procede do latim bouga. A Inglaterra adaptou o
termo para budget (orçamento).
Em 1860 a França adotou um sistema de contabilidade uniforme que foi aplicado a
todos os departamentos. Era o rudimento dos sistemas orçamentários atuais. Nos Estados
Unidos, já no século XX, foram desenvolvidos conceitos e uma série de práticas para
planejamento e administração financeira que se tornariam, em 1907, o primeiro orçamento
público da cidade de Nova York. Em 1921 estes procedimentos foram universalizados pelo
Congresso norte-americano.
A iniciativa privada começou a adaptá-lo em 1929 através da empresa Du Pont de
Memours.
13
Ler mais em PADOVESE, 2004 pp 498-560, LEONE, 1991 pp 318-403, LUNKES, 2003, SANVICENTE,
1983, MOREIRA, 2002, SOBANSKY, 1994
14
WELSH, 1978, pp 171-265.
57
O orçamento tem como principais objetivos:
• Estabelecer e coordenar metas
• Planejar o futuro
• Facilitar o entendimento dos propósitos da política da empresa
• Gerar dados para tomada de decisões
• Servir de guia para avaliação dos programas
Para consecução destes objetivos se torna necessário uma orientação para objetivos
reais, envolvimento dos participantes com bons índices motivacionais e flexibilidade no
processo de implantação e acompanhamento.
Diversos foram os tipos de orçamento estudados e implantados. Entre eles podemos
citar:
• Orçamento empresarial – Onde é feita a projeção dos recursos baseada nos
objetivos e no controle por meio de acompanhamento de dados contábeis.
• Orçamento contínuo – Onde é feita a renovação do orçamento com acréscimo para o
futuro.
• Orçamento flexível – Onde a projeção de recursos é realizada com a opção de
análise de várias perspectivas.
• Orçamento por atividade – Onde a ênfase da projeção de recursos é dada por tipo
de atividade desempenhada.
• Orçamento padrão – Tipo de orçamento projetado como ideal para as atividades da
empresa.
Na preparação dos orçamentos deve-se se seguir a seguinte ordem de procedimentos:
• Estabelecer os objetivos
o Participação No mercado
o Lucro líquido sobre vendas
o Retribuição do investimento
o Possibilidade de ampliação das instalações
o Novos produtos
• Determinar o volume e condições de vendas
• Elaborar os demais orçamentos em função do orçamento de vendas
• Revisar os procedimentos
• Acompanhar os resultados, analisando-os.
Os orçamentos devem seguir um roteiro, onde primeiro se elaboram as premissas,
para em seguida serem feitas as projeções.
58
O primeiro orçamento a se elaborar é o operacional. Nele estão contidos as vendas,
custos e despesas operacionais. Suas principais peças são os orçamentos de:
• Vendas
• Produção
• Compras de materiais e estoques
• Despesas indiretas, incluindo mão-de-obra e materiais indiretos.
Em seguida devem ser elaborados os orçamentos de investimentos, financiamentos e
despesas financeiras.
Depois de elaborados todos os orçamentos, são feitas as projeções financeiras, que
podem ser subdivididas conforme abaixo:
• Receitas e despesas não-operacionais
• Receitas e despesas financeiras
• Demonstração de Resultados projetada
• Balanço Patrimonial projetado
• Fluxo de caixa ou Demonstração de Origens e Recursos Projetada.
Depois dessas providências é hora do acompanhamento e análise dos dados.
3.2 ORÇAMENTO EMPRESARIAL
15
No orçamento empresarial, o importante é se ter uma imagem futura da empresa com
o planejamento inserido no contexto. Desta forma se uma empresa quiser saber quanto
gastará com compras para compor o seu produto no próximo período, poderá orçar conforme
a seguir:
Dados:
Produto: A
Venda anual: 10.000 unidades
Preço unitário de vendas: R$ 20,00
Estoque Inicial: 1.600 unidades
Estoque Final: 600 unidades
Matérias-primas: X e Y
15
O exemplo foi retirado do capítulo 6 de FIGUEIREDO e CAGGIANO.
59
Consumo de unidades de matéria-prima por produto:
• X = 3 unidades por produto A
• Y = 2 unidades por produto A
Estoque inicial de X = 1.500 unidades
Estoque inicial de Y = 1.500 unidades
Estoque final de X = 2.000 unidades
Estoque final de Y = 1.000 unidades
Preço unitário de X = 5,00
Preço unitário de Y = 6,00
ORÇAMENTO DE VENDAS
10.000 unidades x R$ 20,00 = R$ 200.000,00
ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO (ud)
Estoque final 600 ud
(+) Vendas 10.000 ud
(-) Estoque Inicial 1.600 ud
(=) Quantidade Produzida 9.000 ud
ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS
Matéria-prima Consumo unitário Produção Total de Matéria-Prima
X 3 9.000 27.000 unidades
Y 2 9.000 18.000 unidades
ORÇAMENTO DE COMPRA
Matéria-Prima X Y Total (R$)
Estoque Final 2.000 1.000
(+) Consumo 27.000 18.000
(-) Estoque Inicial 1.500 1.500
(=) Compras (ud) 27.500 17.500
(x) Preço unitário 5,00 6,00
(=) Compras (R$) 137.500,00 + 105.000,00 = 242.500,00
Se, no entanto produzir dois produtos e consumir quatro matérias-primas, seu
orçamento de compras será:
Dados:
Produtos Quantidade anual vendida Preço Unitário
A 10.000 20,00
60
B 15.000 15,00
Estoques A B
Final 1.000 1.500
Inicial 2.000 2.500
Matérias-Primas Estoque inicialEstoque Final Preço Unitário
X 500 1.000 3,00
Y 1.000 1.500 4,00
Z 1.000 500 1,00
W 2.500 2.000 2,00
Consumo Unitário
Matéria-Prima X Y Z W
Produto A 3 2 1 2
Produto B 1 0 3 2
ORÇAMENTO DE VENDAS
A - 10.000 X 20 = 200.000,00
B - 15.000 X 15 = 225.000,00
Total R$ 425.000,00
ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO (ud)
Produto A B
Estoque Final 1.000 1.500
(=) Vendas 10.000 15.000
(-) Estoque Inicial 2.000 2.500
(=) Produção 9.000 14.000
ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS
Matéria-Prima Produto A Produto B Total
X 3 x 9.000 = 27.000 1 x 14.000 = 14.000 41.000
Y 2 x 9.000 = 18.000 0 x 14.000 = 0 18.000
Z 1 x 9.000 = 9.000 3 x 14.000 = 42.000 51.000
W 2 x 9.000 = 18.000 2 x 14.000 = 28.000 46.000
ORÇAMENTO DE COMPRAS
Matéria-Prima X Y Z W Total
Estoque Final 1.000 1.500 500 2.000
(+) Consumo 41.000 18.000 51.000 46.000
(-) Estoque Inicial 500 1.000 1.000 2.500
(=) Compra (ud) 41.500 18.500 50.500 45.500
61
(x) Preço Unitário 3,00 4,00 1,00 2,00
(=) Compra (R$) 124.500,00 + 74.000,00 + 50.500,00 + 91.000,00 = 340.000,00
No entanto, um orçamento empresarial é muito mais complexo. Ele segue uma
seqüência de orçamentos, que culminam com a projeção do Demonstrativo de Resultados e
do Balanço Patrimonial.
São eles:
• Orçamento de Vendas
• Orçamento de Produção
• Orçamento de Consumo de Matérias-primas
• Orçamento de Compras
• Orçamento de Mão-de-obra Direta
• Orçamento de Custos Indiretos de Fabricação
• Orçamento de Estoques Finais
• Orçamento de Despesas Operacionais
• Orçamento de Despesas de Capital
• Orçamento de Custo das Mercadorias Vendidas
• Orçamento de Caixa
3.3 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO EMPRESARIAL
Vamos supor que uma empresa queira elaborar seu orçamento empresarial anual. Seus
demonstrativos financeiros publicados são o Demonstrativo de Resultados do Exercício e o
Balanço Patrimonial, que transcrevemos a seguir:
Demonstração de Resultados do Exercício Inicial
Vendas 135.000
(-) Custo dos Prod. Vendidos 80.000
(=) Resultado Bruto 55.000
(-) Desp. Operacionais 25.000
(=) Lucro Operacional (LAIR) 30.000
(-) Imposto de Renda (40%) 12.000
(=) Lucro Líquido 18.000
Balanço Patrimonial Inicial
Ativo 253.000 Passivo 253.000
Circulante 33.000 Circulante 17.000
Disponibilidades 5.325 Fornecedores 5.000
Contas a Receber 20.000 Impostos a pagar 12.000
Estoques 7.675 Patrimônio Líquido 236.000
Matérias-Primas 1.650 Capital 150.000
Produtos Acabados 6.025 Reservas 60.000
62
Permanente 220.000 Lucros Acumulados 26.000
Imobilizado 250.000
(-)Depreciação Acumulada 30.000
3.4. ORÇAMENTO DE VENDAS
Este orçamento é elaborado com base no estudo das duas forças que o compõe: O
mercado do produto oferecido e a capacidade instalada da empresa. Em outras palavras não
se pode projetar o que não se consegue produzir nem o que o mercado não tem condições de
absorver. Constam desse orçamento as seguintes previsões e providências:
• Quantidades do produto.
• Preços esperados
• Política de concessão de créditos
• Política de descontos
• Impacto tributário sobre vendas
• Inadimplência
• Variação dos clientes
• Pesquisa de mercado
Essa empresa vende os produtos A e B e tem levantamentos trimestrais. As vendas seriam
realizadas dentro da área geográfica do município, não havendo diferenciação de preços. Os
valores são calculados com base no histórico de vendas da empresa e nas projeções de seu
departamento de vendas. Devem-se levar em consideração também as projeções da
economia, evolução dos concorrentes e o comportamento dos atuais clientes. As projeções de
crédito também devem ser analisadas, assim como a capacidade de produção,
armazenamento, tempo de atendimento, disponibilidade de matérias-primas etc. O
levantamento de vendas foi orçado em unidades, conforme quadro 1 abaixo. Os preços
unitários de venda de A e B são respectivamente R$ 11,00 e R$ 14,00.
Quadro 1
ORÇAMENTO DE VENDAS
(unidades)
Vendas em unidades
Produto 1º trimestre 2º Trimestre

Trimestre

Trimestre Total $ Unitário
A 1.500 1.000 1.000 1.500 5.000 11,00
B 2.000 2.000 2.000 2.000 8.000 14,00
Após elaborar o orçamento de vendas em unidades devemos elaborar o orçamento de
vendas em valores, onde é necessário apenas multiplicar as unidades vendidas pelo seu preço
unitário de vendas. Desta forma teremos:
Quadro 2
Vendas em R$
Produto 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
A 16.500,00 11.000,00 11.000,00 16.500,00 55.000,00
B 28.000,00 28.000,00 28.000,00 28.000,00 112.000,00
63
Total 44.500,00 39.000,00 39.000,00 44.500,00 167.000,00
De posse do que se vai vender, é necessário agora apurar o que se vai produzir. Para
tanto é necessário ter também as informações sobre os estoques. Assim a empresa determinou
que os estoques finais de cada trimestre devessem ser iguais à metade das vendas do trimestre
seguinte. Para o último trimestre, determinou que fosse igual ao trimestre anterior.
O estoque inicial do produto A é de 750 unidades e do produto B é de 1.000 unidades.
Desta forma podemos orçar a produção em unidades.
3.5 - ORÇAMENTOS DE PRODUÇÃO (em unidades)
Quadro 3
Unidades
Produto A 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Estoque Final 500 500 750 750 750
(+)vendas 1.500 1.000 1.000 1.500 5.000
(-)Estoque Inicial 750 500 500 750 750
(=)Produção 1.250 1.000 1.250 1.500 5.000
Unidades
Produto B 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Estoque Final 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000
(+)vendas 2.000 2.000 2.000 2.000 8.000
(-)Estoque Inicial 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000
(=)Produção 2.000 2.000 2.000 2.000 8.000
Com o orçamento acima, já se sabe o quanto produzir por trimestre e por ano de cada
produto. O problema agora é saber o quanto se gasta de matérias-primas na produção. As
matérias-primas são os produtos que são agregados ao produto final. Assim, tem-se que saber
o quanto cada produto usa de matéria-prima na sua confecção. Descobrimos que para fabricar
A se gasta duas unidades da matéria-prima X e para fabricar B se gasta 3 unidades da
matéria-prima Y. Agora se pode orçar o consumo de matéria-prima multiplicando a produção
pelas quantidades componentes. Sabe-se também que o custo unitário de X é R$ 0,50 e de Y
é R$ 0,30. Assim ter-se-ia:
3.6 ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS
Quadro 4
ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS
Consumo por
unidade Custo
Matéria-prima A B Unitário
X 2 0 0,50
Y 0 3 0,30
64
Unidades consumidas
Matéria-prima 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
X 2.500 2.000 2.500 3.000 10.000
Y 6.000 6.000 6.000 6.000 24.000
De posse da informação do consumo de matérias-primas, é necessário saber seu preço (já
informado) e a situação de seus estoques. Sabendo-se que os estoques finais correspondem à
metade do consumo do trimestre seguinte e que o último trimestre é igual ao anterior, e ainda
que o estoque inicial de X é de 1.500 unidades e de Y é de 3.000 unidades, pode-se começar
a orçar as compras. Desta forma ter-se-ia:
3.7 – ORÇAMENTO DE COMPRAS
Quadro 5
Unidades
Matéria-prima X 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Estoque Final 1.000 1.250 1.500 1.500 1.500
(+) consumo 2.500 2.000 2.500 3.000 10.000
(-) Estoque Inicial 1.500 1.000 1.250 1.500 1.500
(=) compras em Ud 2.000 2.250 2.750 3.000 10.000
Custo unitário 0,50 0,50 0,50 0,50 0,50
Compras em R$ 1.000 1.125 1.375 1.500 5.000
Unidades
Matéria-prima Y 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Estoque Final 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000
(+) consumo 6.000 6.000 6.000 6.000 24.000
(-) Estoque Inicial 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000
(=) compras em Ud 6.000 6.000 6.000 6.000 24.000
Custo unitário 0,30 0,30 0,30 0,30 0,30
Compras em R$ 1.800 1.800 1.800 1.800 7.200
total de compras 2.800 2.925 3.175 3.300 12.200
Uma vez terminado o orçamento de matérias-primas, passa-se a elaboração do
segundo componente dos custos dos produtos vendidos que é a mão-de-obra direta.
Para orçá-la é necessário calcular a quantidade de hora/homens alocada diretamente
na produção para confeccionar a quantidade de produtos projetados, ou seja, é necessário
diagnosticar o tempo necessário para produzir cada peça.
65
Na linha de produção da empresa existem dois departamentos: Corte e Montagem.
Tem-se que determinar quanto se gasta de horas-homens (H/H) em cada departamento, para
depois levantar o custo. Inicialmente levantou-se que para produzir A no Departamento de
Corte levar-se-ia 12 minutos (0,20 da hora) e para produzir B levar-se-ia 30 minutos (0,5 da
hora). No departamento de montagem se gastaria 30 minutos para produzir cada produto.
Apurado o custo do salário/hora chegou-se a R$ 2,00 para cada produto em cada
departamento. Agora se pode montar o seguinte quadro:
3.8 ORÇAMENTO DE MÃO-DE-OBRA DIRETA
Quadro 6
MOD - Tempo Salário/H MOD R$
Departamento A B R$ A B
Corte 0,20 0,50 2,00 0,40 1,00
Montagem 0,50 0,50 2,00 1,00 1,00
Total 1,40 2,00
Em seqüência pode-se montar o orçamento de mão-de-obra direta, primeiro
elaborando o quadro de consumo de horas trabalhadas e após o custo destas horas.
O primeiro quadro se obtém multiplicando o consumo de tempo pelas unidades
produzidas e então se tem:
Consumo de Horas/Homem
Quadro 7
Depto de Corte Tempo H/H
Produto 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
A 250 200 250 300 1.000
B 1.000 1.000 1.000 1.000 4.000
Total 1.250 1.200 1.250 1.300 5.000
Depto de
Montagem
Produto 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
A 625 500 625 750 2.500
B 1.000 1.000 1.000 1.000 4.000
Total 1.625 1.500 1.625 1.750 6.500
Custo da Mão-de-obra Direta
66
Quadro 8
CUSTO DA MÃO-DE-OBRA DIRETA
Custo - R$
Depto de Corte 1º trimestre

Trimestre

Trimestre

Trimestre Total
Horas trabalhadas 1.250 1.200 1.250 1.300 5.000
Custo unitário 2,00 2,00 2,00 2,00 2,00
total 2.500 2.400 2.500 2.600 10.000
Depto de Montagem
Horas trabalhadas 1.625 1.500 1.625 1.750 6.500
Custo unitário 2,00 2,00 2,00 2,00 2,00
total 3.250 3.000 3.250 3.500 13.000
Total da Mão-de-Obra 5.750 5.400 5.750 6.100 23.000
Parte-se então para o terceiro componente dos custos de produção, os custos indiretos
de fabricação. Estes custos são divididos em duas partes: Os custos fixos e os custos
variáveis. Portanto, para confeccionar este orçamento tem-se que saber o custo variável
unitário, para multiplicá-lo pelas unidades produzidas e obter-se a parte variável. Sabe-se que
este custo foi rateado pelos dois produtos, resultando R$ 0,50 para A e R$ 1,00 para B. A
parte fixa é considerada constante, de sorte que a previsão anual será dividida pelo número de
trimestres. Desta forma teremos:
3.9 – ORÇAMENTO DO CUSTO INDIRETO DE FABRICAÇÃO.
Quadro 9
Custo Variável 1º trimestre

Trimestre

Trimestre

Trimestre Total
A 625 500 625 750 2.500
B 2.000 2.000 2.000 2.000 8.000
Total 2.625 2.500 2.625 2.750 10.500
Custo Fixo 1º trimestre

Trimestre

Trimestre

Trimestre Total
Depreciação 2.500 2.500 2.500 2.500 10.000
Taxas e seguros 1.000 1.000 1.000 1.000 4.000
Salário de supervisores 1.500 1.500 1.500 1.500 6.000
total 5.000 5.000 5.000 5.000 20.000
Custo Ind de
Fabricação 7.625 7.500 7.625 7.750 30.500
Está claro que o total dos custos fixos foi informado. O trabalho foi dividir por quatro
trimestres. Em seguida monta-se o orçamento de estoques finais, com as informações já
existentes.
3.10 ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL
67
Quadro 10
ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL
MATÉRIA-PRIMA
Matéria-Prima X Y Total Obs.
Estoque Final -ud 1.500 3.000 (Quadro 5)
Custo unitário - R$ 0,50 0,30 (Quadro 4)
Estoque final - R$ 750 900 1.650
PRODUTOS ACABADOS
Produto A B Total Obs.
Estoque Final - ud 750 1.000 (Quadro 3)
Custo Unitário - R$ 2,90 3,90 (Quadro 11)
Estoque Final - R$ 2.175 3.900 6.075
Estoque total 7.725
Quadro 11
Produtos Obs:
A B
Matéria-Prima 1,00 0,90 A = 0,50 x 2 e B = 0,30 x 3
Mão-de-obra Direta 1,40 2,00 Quadro 6
Custos Variáveis Indiretos 0,50 1,00 Informação após quadro 8
Custo Variável Unitário 2,90 3,90 Soma
O orçamento de despesas operacionais é montado de acordo com as informações
coletadas. As despesas administrativas podem representar salários do pessoal de
administração, encargos sociais, viagens, publicações, comunicação via telefone, fax,
Internet, etc., material de escritório, computação, assessorias e depreciação, entre outras. As
despesas comerciais ou de vendas, podem representar gastos com salários, encargos sociais,
comissões, viagens, publicidade, material de escritório, comunicação, fretes, combustível e
lubrificantes, seguros e depreciação, só para enumerar algumas. No nosso caso enumeraram-
se muito poucas despesas. Inexistem despesas financeiras líquidas, por exemplo, fruto de
relacionamento bancário e suas implicações financeiras tais como: juros de empréstimos,
financiamentos, descontos, taxas de serviços, reciprocidade, seguros, cadastros, cauções, etc.
Ainda há despesas junto aos fornecedores, como juros por atraso, multas, etc.
De posse das informações monta-se o quadro orçamentário, conforme se segue:
3.11 ORÇAMENTO DE DESPESAS OPERACIONAIS
Quadro 12
68
ORÇAMENTO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS E DE VENDAS
Desp. Administrativas 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Salários da Administração 4.500 4.500 4.500 4.500 18.000
Despesas fixas 250 250 250 250 1.000
Outras despesas 250 250 250 250 1.000
Total 5.000 5.000 5.000 5.000 20.000
Desp. com vendas 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total
Salários 3.750 3.750 3.750 3.750 15.000
Propaganda 1.250 1.250 1.250 1.250 5.000
Total 5.000 5.000 5.000 5.000 20.000
Total das despesas 10.000 10.000 10.000 10.000 40.000
Após este orçamento, orça-se os valores destinados ao Ativo Permanente, que são os
investimentos de capital. Os valores fornecidos referem-se aos valores a pagar pelos
investimentos a realizar. Foram levantados pela empresa e fornecidos.
3.12 ORÇAMENTO DE DESPESAS DE CAPITAL
Quadro 13
ORÇAMENTO DAS DESPESAS DE CAPITAL
1º trimestre 2º Trimestre

Trimestre

Trimestre Total
Despesas de capital 10.000 15.000 8.000 20.000 53.000
O orçamento de investimentos é estratégico para a empresa. Investimentos de curto
prazo são atividades operacionais para a empresa, como investimentos em manutenção,
reformas internas, pequenas obras, trocas de equipamentos de máquinas, etc. Quando há
previsão de vendas de parte do parque industrial, pode-se prever um orçamento de
desinvestimento.
O orçamento de financiamento é estreitamente correlacionado com o orçamento de
investimento. É nele onde são alocados os recursos que subsidiarão os investimentos. Entre
suas informações deverão constar:
Dentre as fontes selecionadas, é necessário ter em mãos as seguintes informações:
• Tipo de financiamento e respectivas garantias
• Indexadores
• Taxas de juros e demais despesas financeiras
• Impostos (IOF, IOC, IRRF, etc.)
Prazos de carência e plano de amortizações.
No caso não houve financiamentos.
Agora já se dispõe de dados para elaborar o orçamento dos custos dos produtos
vendidos. É o que se fará a seguir com os dados que dispomos em quadro auto explicativo.
69
3.13 ORÇAMENTO DE CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS
Quadro 14
ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS
Obs.
Estoque Inicial de MP 1.650 (Balanço Patrimonial)
(+) Compras 12.200 (Quadro 5)
(=) MP disponível 13.850
(-) Ef de MP 1.650 (Quadro 10)
(=) MP consumida na Prod. 12.200
(+) Custo da MOD 23.000 (Quadro 8)
(+) CIF 30.500 (Quadro 9)
(=) Custo de Produção Orçado 65.700
(+) Ei de produtos acabados 6.025 (Balanço Patrimonial)
(-) Ef de produtos acabados 6.075 (Quadro 10)
(=) Custo dos produtos vendidos 65.650
3.14 ORÇAMENTO DE CAIXA
Para elaborar o orçamento de caixa é necessário se ter em mãos algumas informações
fundamentais. No nosso caso, têm-se as seguintes informações:
• As vendas são recebidas 50% no trimestre e 50% no trimestre seguinte.
• Os custos de matéria-prima, mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação são
pagos no trimestre da ocorrência.
• Os impostos não pagos, no montante de R$ 12.000,00 serão pagos ¼ em cada
trimestre.
• O saldo de fornecedores constante do Balanço não será quitado.
• As despesas de capital serão quitadas no trimestre da ocorrência.
De posse das informações acima se monta o quadro a seguir:
Quadro 15
ORÇAMENTO DE CAIXA
Entradas 1º trimestre

Trimestre

Trimestre

Trimestre Ano Obs.
70
Saldo Inicial 5.325 10.900 11.325 15.275 5.325 Balanço
Clientes 20.000 0 0 0 20.000 Balanço
Vendas a vista (50%) 22.250 19.500 19.500 22.250 83.500
Vendas com 30dd (50%) 0 22.250 19.500 19.500 61.250
total de entradas 42.250 41.750 39.000 41.750 164.750
Caixa disponível 47.575 52.650 50.325 57.025 170.075
Saídas
Compras 2.800 2.925 3.175 3.300 12.200 Q. 5
Mão-de-Obra direta 5.750 5.400 5.750 6.100 23.000 Q. 8
Custos Indiretos de Fabricação 7.625 7.500 7.625 7.750 30.500 Q. 9
(-) Depreciação 2.500 2.500 2.500 2.500 10.000 Q. 9
Desp. Adm e de Vendas 10.000 10.000 10.000 10.000 40.000 Q. 12
Saídas de capital 10.000 15.000 8.000 20.000 53.000 Q. 13
Impostos 3.000 3.000 3.000 3.000 12.000 Balanço
Total de saídas 36.675 41.325 35.050 47.650 160.700
Saldo final de caixa 10.900 11.325 15.275 9.375 9.375
3.15 CONTROLE ORÇAMENTÁRIO
De nada adiantaria todo este trabalho, se ele não fosse acompanhado. Cada empresa
verifica qual a melhor maneira de fazê-lo. Algumas optam por periodicidade mensal, outras
por bimestral, etc. Algumas dão ênfase aos custos de produção, outras aos fatores de
comercialização, e assim por diante. Demonstramos a seguir, como se poderia fazer um dos
acompanhamentos:
Quadro 16
ACOMPANHAMENTO
ORÇAMENTÁRIO
Mensal Acumulado
Realizado Orçado Dif. % Realizado Orçado Dif. %
Receitas
Despesas
16
16
Ver mais em Gitman, 1997 pp 605-606.
71
Como conclusão do processo orçamentário, são feitas projeções, dentro dos modelos
regulamentares, para apreciação e análise dos números elaborados. Entre estas projeções
destacam-se:
• Balanço Patrimonial
• Demonstrativo de Resultados
Para início deste trabalho é necessário ter-se em mãos o balanço patrimonial
existente, já informado no início do item anterior, que servirá de base para a projeção dos
números apurados.
4.1 PROJEÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
Quadro 17
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO PROJETADA
Obs.
Vendas 167.000 (Quadro 2)
(-) Custo dos Prod. Vendidos 65.650 (Quadro 14)
(=) Resultado Bruto 101.350
(-) Desp. Operacionais 40.000 (Quadro 12)
(=) Lucro Operacional (LAIR) 61.350
(-) Imposto de Renda (40%) 24.540
(=) Lucro Líquido 36.810
4.2 PROJEÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL
Quadro 18
BALANÇO PATRIMONIAL PROJETADO
Ativo 302.350 Passivo 302.350
Circulante 39.350 Circulante 29.540
Disponibilidades (Q. 15) 9.375 Fornecedores (Bal) 5.000
Contas a Receber (Q. 15) 22.250 Impostos a pagar (Q. 17) 24.540
Estoques 7.725 Patrimônio Líquido 272.810
Matérias-Primas (Q. 10) 1.650 Capital (Bal) 150.000
Produtos Acabados (Q. 10) 6.075 Reservas (Bal) 60.000
Permanente 263.000 Lucros Acumulados (Bal + Q.17) 62.810
Imobilizado (Bal. + Q.13) 303.000
(-) Depreciação Acumulada 40.000
(Bal. + Q. 9)
17
5.1 INTRODUÇÃO
17
Ver mais em Gitman, 1997 pp 673-683; Cherubim e outros, 2002, pp 411-434; Sanvicente, 1981, pp 123-
131; Hoji, 2001, pp 113-121; Ross e outros, 1998, pp 358-365; Machado, 2002, 81-94.
72
O caixa representa os ativos que têm a característica principal de possuir liquidez
imediata, ou seja, a sua utilização independe de ações de terceiros ou de outras ações que não
a de seu uso.
São valores em moeda, mantidos na tesouraria da empresa, ou depositados em contas-
correntes bancárias de liquidez imediata e, em sua maior parte, livres para serem usados a
qualquer momento. Todos os bens do Ativo serão convertidos em caixa em algum momento
da vida da empresa.
Junto aos valores que formam o caixa são somados os recursos, eventuais e
momentaneamente ociosos, que estão aplicados no mercado financeiro sob a denominação de
Títulos Negociáveis, que são considerados quase caixa, pelas suas características de grande
liquidez e risco minimizado.
A gestão de caixa é a atividade da administração financeira que objetiva a otimização
dos recursos financeiros, integrados às demais atividades da empresa. É a atividade de
tesouraria da empresa, que acompanha os reflexos das políticas de investimentos, vendas,
crédito, compras e de estoques. O gestor do caixa participa das definições dessas políticas
orientando-as para que não ofereçam problemas de liquidez para a empresa.
Segundo Keynes
18
, as empresas mantêm dinheiro na empresa por três motivos:
• Negócios ou transação – Recursos reservados para efetuar pagamentos decorrentes da
atividade operacional da empresa.
• Precaução – Recursos reservados para atender pagamentos de obrigações
inesperadas. É comum ocorrerem certas despesas imprevistas nos negócios
empresariais (variações inesperadas nas rendas e nos preços de alguns fatores de
produção, insolvência de clientes e outras contingências). Quanto maior for o saldo de
caixa para enfrentar estas exigências inesperadas, tanto maior será a margem de
segurança de atuação da empresa.
• Especulação – Recursos reservados para utilização oportuna em operações vantajosas
para a empresa. Oportunidades atraentes de investimento podem surgir
inesperadamente. Estas oportunidades somente podem ser aproveitadas com recursos
disponíveis em caixa.
De uma maneira geral, as empresas evitam manter grandes somas no caixa (aqui se
entende como caixa, caixa e bancos-conta movimento), porque o objetivo da empresa não é
lucrar com a disponibilidade financeira e sim com o resultado de suas operações. Não se deve
admitir como princípio que as taxas de atratividade de mercado (aplicações financeiras)
obtenham remuneração maior que o lucro normal da empresa, muito embora, em contextos
de alta inflação, muitas empresas naveguem nesta direção.
5.2 ESTRATÉGIAS DE CAIXA
As empresas, no intuito de administrar eficientemente o caixa, seguem algumas
regras, entre as quais podemos destacar:
Aproveitar os descontos favoráveis - Descontos favoráveis oferecidos pelos credores, além
de constituírem redução na pressão por recursos no caixa, contribuem para a redução do
18
KEYNES, John Maynard. A teoria geral do emprego, dos juros e da moeda. São Paulo: Atlas, 1982. Cap.
15.
73
ciclo de caixa, de vez que seu aproveitamento diminui o tempo dos valores pagos aos
credores.
Incentivar a aceleração do giro dos estoques de matérias-primas e produtos acabados -
Programas de produção bem elaborados e coordenados com as previsões confiáveis de
vendas contribuem para a utilização racional de matérias-primas. Fornecedores idôneos e
pontuais ajudam nesta direção. Quanto mais confiável o programa, mais aceitável o fluxo de
pedidos e redução da permanência em estoque. Se este tempo for reduzido, o fluxo de caixa
também se reduzirá.
Incentivar a diminuição do ciclo de produção - A introdução de novas máquinas, novos
layouts de produção, racionamento de procedimentos, produtos mais simples, etc. favorecem
a redução do tempo em que o produto leva na linha de produção, encurtando a distância entre
pagamento de insumos e recebimento do produto vendido. Isto é bom para o fluxo de caixa
de uma empresa.
Acelerar o recebimento de valores. - A concessão de crédito é ferramenta propulsora das
vendas. A venda a crédito, entretanto, exige recursos financeiros para financiá-la. Portanto, a
redução do prazo médio de recebimento necessita de uma ação combinada com o
departamento de vendas da empresa.
Retardar os pagamentos - A melhor forma de retardar pagamentos está na negociação dos
prazos no momento da compra. Fora disso, simplesmente pagando fora dos prazos pactuados,
a empresa corre o risco de ficar mal conceituada na praça, e os custos poderão ser elevados.
Antecipar os recebimentos - O quanto antes os recursos entrarem na empresa, mais ela terá
folga financeira para funcionar. Uma observação rigorosa nos prazos de recebimento, com
providências saneadoras imediatas favorecem esta antecipação. Uma política de descontos
bem administrada (que será estudada mais adiante) também favorece esta meta.
Aproveitar o “float” – Float são recursos pagos pelo devedor mas que ainda não foram
recebidos pelo credor do pagtamento. Quanto maior for o float, mais elevado se apresenta o
prazo de recebimento da empresa. A técnica se baseia no aproveitamento da compensação
dos cheques emitidos. Com a chegada do Sistema Brasileiro de Pagamentos, tende a ter
menos importância.
Reduzir os prazos de processos administrativos - Sistemas on-line devem ser implantados
para redução dos tempos de transmissão de informação tanto nos procedimentos internos
quanto nos procedimentos externos. Tudo que atrasar o recebimento de valores deve ser
analisado e, se possível, cancelado.
Utilizar as melhores formas de cobrança - Existem diversas formas de cobrança, como:
duplicatas, cheque pré-datado, fichas de compensação (boleto bancário), carnês de cobrança,
cobrança em carteira, cobrança bancária, cobrança por cobrador ou por tesouraria, débito
automático, ordem de pagamento, transferências eletrônicas, cartões de crédito, etc. Analisar
qual a melhor se encaixa à empresa.
74
Ter um forte relacionamento bancário - Estabelecer e manter estreitas relações com os
bancos é um dos elementos mais importantes para uma efetiva administração de caixa. Os
bancos têm-se interessado muito pela rentabilidade das contas das empresas e
desenvolveram, em anos recentes, vários tipos de ser viços e pacotes inovadores para atrair
novos negócios. Os bancos já não são mais apenas um lugar para se abrir contas correntes e
obter empréstimos; de fato, eles se tornaram a fonte de uma ampla gama de serviços de
administração de caixa. Por exemplo, estão vendendo programas sofisticados de informática
aos clientes comerciais, desde os mais simples, relacionados à contabilidade básica e
orçamentos, até complexos sistemas de desembolsos internacionais e controle centralizado de
caixa. Todos estes sistemas destinam-se a auxiliar os administradores financeiros a
maximizar a disponibilidade diária de caixa e facilitar aplicações a curto prazo.
Atualmente, a maioria dos serviços bancários é cobrada numa base direta, mas
algumas funções ainda são compensadas com saldos médios. Os bancos preferem essa última
alternativa – dar crédito de acordo com saldos médios, em vez de cobrar por serviços – pois
isso possibilita a expansão dos depósitos e fornece uma base para a geração de lucros futuros.
Obviamente, os serviços bancários devem ser utilizados apenas quando os benefícios obtidos
superam seus custos.
Fazer aplicações financeiras - Os títulos negociáveis são instrumentos financeiros de curto
prazo, classificados como parte dos ativos líquidos da empresa; rendem juros e podem ser
facilmente convertidos em dinheiro. Os títulos mais comuns nas carteiras de títulos
negociáveis das empresas são divididos em dois grupos: emissões governamentais e emissões
privadas.
As obrigações a curto prazo emitidas pelo governo federal e disponíveis para
investimentos na forma de títulos negociáveis são: Letras do Tesouro, Obrigações do Tesouro
e emissões de entidades federais. Esses títulos rendem juros relativamente baixos, por
apresentar baixo risco e por serem isentos de impostos estaduais e municipais, embora
tributável ao nível federal.
Vários outros títulos negociáveis são emitidos por empresas ou bancos. Essas
emissões privadas oferecem geralmente taxas de retorno um pouco maiores do que as
emissões governamentais, devido aos riscos que apresentam e pelo fato de seus rendimentos
serem tributados em todas as esferas de governo. Os principais títulos negociáveis dessa
categoria são: Certificados de depósito Bancário – CDB, Commercial Papers, Aceites
Bancários e quotas de fundos mútuos.
5.3. SALDO MÍNIMO DE CAIXA
As empresas mantêm um determinado volume de dinheiro em caixa para atender às
necessidades diárias de pagamento. Algumas utilizam o suprimento fixo, outras o suprimento
rotativo. No primeiro caso, uma quantia que é remetida ao caixa para efetuar os pagamentos.
Ele a utilizará até extingui-la, mesmo que isto leve dias, quando então prestará contas e
solicitará reposição. Já o suprimento rotativo, consiste também em determinada quantia
remetida ao caixa, mas ele a utilizará para os pagamentos diários, ao fim dos quais, prestará
contas no fim do dia e requisitará sua reposição para o dia seguinte.
75
Manter recursos monetários em caixa não proporciona nenhum tipo de remuneração,
o que representa apenas uma reserva conveniente de liquidez. Melhor seria que, em vez de
manter recursos monetários nessas condições, a empresa os converta em títulos de alta
liquidez – neste caso, seu melhor emprego alternativo.
Desta forma, os recursos teriam alguma remuneração, porém ao efetuar a venda de
títulos, a empresa incorre em custos de conversão, que correspondem, por exemplo, a custos
de corretagem na venda de títulos e impostos sobre operações financeiras. Caso a empresa
recorra muitas vezes a essa venda, poderá consumir os rendimentos auferidos pelos títulos.
Cabe então ao administrador financeiro definir qual a quantidade de recursos que manterá no
caixa da empresa.
Baumol desenvolveu a seguinte fórmula para calcular o saldo mínimo:
Saldo mínimo
CO
xCCxNR 2
·
Onde: CC = Custos de conversão
NR = Necessidade de recursos
CO = Custo de oportunidade
Para exemplificar, se a necessidade de recursos para transação é de R$ 1.156.000,00;
se o rendimento dos títulos de alta liquidez é de 10%aa e, se para cada resgate de um título se
gasta R$ 50,00, a necessidade mínima de caixa seria:
Saldo mínimo 00 , 000 . 34 $
10 , 0
00 , 000 . 156 . 1 50 2
R
x x
· ·
Além destes modelos, existe o de Mill-Orr, que é parametrizado e será objeto de
estudo em ocasião futura.
Na prática costuma-se usar modelos mais simples, como o percentual sobre vendas
previstas. Considere que uma empresa determine o saldo mínimo de caixa igual a 5% de suas
vendas anuais previstas. Se, por exemplo, suas vendas anuais previstas forem de R$
2.000.000,00, o saldo mínimo de caixa será R$ 100.000,00.
Outro modelo também usado para determinar o saldo mínimo de caixa é o caixa
mínimo operacional. Por este modelo, divide-se o montante de desembolso anual previsto,
pelo giro de caixa. Consideremos que uma empresa projetou desembolsos anuais de R$
1.440.000,00. O ciclo financeiro da empresa é de 20 dias. Desta forma teremos:
Giro de caixa = 360/20 = 18 vezes
Saldo mínimo = 1.440.000/18 = R$ 80.000,00
76
5.4. MONTAGEM DE FLUXO DE CAIXA A PARTIR DE DEMONSTRAÇÕES
CONTÁBEIS
Um fluxo de caixa pode ser montado a partir dos procedimentos financeiros do
orçamento, conforme já se viu em projeções financeiras, quanto pode ser montado a partir de
demonstrativos financeiros. Neste bloco utilizam-se informações contábeis como base de
dados para a montagem de um fluxo de caixa. Para isso usaremos informações prestadas a
seguir:
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO X0 X1 PASSIVO X0 X1
Disponível 100 150 Fornecedores 200 60
Dupl. a Receber 140 205 Salários a pagar 50 90
Estoques 150 100 Impostos a recolher 245 245
Tít. a Rec. a LP 110 110 INSS a recolher 80 150
Terrenos 280 180 Financ. a LP 60 60
Máq. e equip. 270 430 Capital Social 300 300
Deprec. Acum. (50) (110) Lucros Retidos 65 160
DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS
Receita 2000
(-) CMV 1550
(=) Lucro Bruto 450
(-) Despesas Operacionais 300
Salários 150
INSS 90
Depreciação 60
(=) Lucro Antes do IR 150
(-) Provisão p/ IR (55)
(=) Lucro Líquido 95
Procedimentos
A) Saldo Inicial de Caixa 100
B) Recebimento de Vendas
Vendas 2000
(-) Aumento no saldo de duplicatas a receber 65
1935
C) Determinação de compras
Estoque inicial (150)
77
Estoque Final 100
Custo das Mercadorias vendidas 1550
1500
D) Pagamento de Fornecedores
Saldo Inicial de fornecedores 200
Pagamento de Compras 1500
Saldo final de fornecedores (60)
1640
E) Recebimento pela venda de terreno
Saldo inicial de terrenos 280
Saldo final de terrenos (180)
100
F) Pagamento de Salários
Saldo inicial de salários a pagar 50
Despesas de salários 150
Saldo final de salários a pagar 90
110
G) Recolhimento de INSS
Saldo inicial de INSS a recolher 80
Despesas com INSS 90
Saldo final de INSS a recolher 150
20
H) IR a recolher (supor pagamento no exercício) 55
I) Pagamento de aquisição de Máquinas e Equipamentos
Saldo final de máquinas e equipamentos 430
Saldo inicial de máquinas e equipamentos (270)
160
OBS. Não se leva em conta a depreciação, pois ela não transita pelo caixa.
RESUMO DA MOVIMENTAÇÃO DO CAIXA
Saldo inicial de caixa 100
(+) Entradas 2035
Recebimento de vendas 1935
Recebimento não operacional (terreno) 100
(-) Saídas 1985
Fornecedores 1640
Salários 110
INSS 20
Imposto de Renda 55
78
Máquinas e Equipamentos 160
(=) Saldo final de caixa 150
5.5 COMPARATIVO ENTRE O RESULTADO CONTÁBIL E O RESULTADO
FINANCEIRO
CONTAS ECONÔMICO FINANCEIRO
Vendas ou receitas operacionais 2000 1935
(-) Custo das mercadorias vendidas 1550 1640
(=) Lucro Operacional Bruto 450 295
(-) Despesas operacionais 300 130
Salários 150 110
INSS 90 20
Depreciação 60 0
(=) Lucro antes do Imposto de Renda 150 165
(-) Imposto de Renda 55 55
(=) Resultado Líquido (contábil) 95 110
(+) Venda de terrenos 100
(-) Compra de máquinas e equipamentos 160
(=) Resultado financeiro 50
5.6 MODELO FINANCEIRO DE PROJEÇÃO DE NECESSIDADES DE CAIXA
Suponha-se agora que uma empresa tenha as seguintes previsões e condições:
Mês Vendas Compras Outras Entradas Outras
Saídas
Outubro 150.000 200.000 100.000
Novembro 200.000 150.000
Dezembro 250.000 50.000
Janeiro 100.000 50.000
Fevereiro 100.000 50.000 50.000 150.000
79
Março 150.000 100.000
Abril 150.000 100.000 50.000
Maio 200.000 150.000 100.000
Junho 200.000 100.000 50.000
Condições de Recebimento Condições de Pagamento
De vendas Outras Entradas De Compras Outras Saídas
À vista 40% 100% 25% 100%
30dd 30% 50%
60dd 30% 25%
Despesas fixas mensais: 50.000
Saldo Inicial 50.000
Saldo mínimo exigido 50.000
Custo médio de empréstimo 5% am
Rendimento médio de aplicações 1% am
Com os dados acima fazer previsão semestral de caixa.
Solução:
1º) Elabora-se o mapa de recebimentos e pagamentos, através do quadro abaixo:
outubro novembro dezembro janeiro fevereiro março abril maio junho
60.000 80.000 100.000 40.000 40.000 60.000 60.000 80.000 80.000
45.000 60.000 75.000 30.000 30.000 45.000 45.000 60.000
45.000 60.000 75.000 30.000 30.000 45.000 45.000
Rec.
Venda 175.000 145.000 120.000 135.000 170.000 185.000
Out rec 50000 100000
Entradas 175.000 195.000 120.000 135.000 270.000 185.000
50.000 37.500 12.500 12.500 12.500 25.000 25.000 37.500 25.000
100.000 75.000 25.000 25.000 25.000 50.000 50.000 75.000
50.000 37.500 12.500 12.500 12.500 25.000 25.000
pgto comp 75.000 50.000 62.500 87.500 112.500 125.000
Desp fixas 50.000 50.000 50.000 50.000 50.000 50.000
Out. pgtos 150.000 50.000 50.000
Saídas 125.000 250.000 112.500 187.500 162.500 225.000
2º) Em seguida elabora-se a projeção do caixa
Jan Fev Mar Abr Mai Jun
S Inicial 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00
Entradas 175.000,00 195.000,00 120.000,00 135.000,00 270.000,00 185.000,00
Saídas 125.000,00 250.000,00 112.500,00 187.500,00 162.500,00 225.000,00
Saldo m. 100.000,00 -5.000,00 57.500,00 -2.500,00 157.500,00 10.000,00
S
mínimo 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00 50.000,00
Déficit 0,00 55.000,00 0,00 52.500,00 0,00 40.000,00
Custo 0,00 0,00 225,00 0,00 2.484,86 0,00
80
Superavit 50.000,00 0,00 7.500,00 0,00 107.500,00 0,00
Rendim. 0,00 500,00 0,00 27,75 0,00 553,18
S.I. Emp 0,00 0,00 4.500,00 0,00 49.697,25 0,00
Entradas 0,00 55.000,00 225,00 52.500,00 2.484,86 40.000,00
Saídas 0,00 50.500,00 4.725,00 2.802,75 52.182,11 40.000,00
S.F.
Emp. 0,00 4.500,00 0,00 49.697,25 0,00 0,00
S. I. Apl. 0,00 50.000,00 0,00 2.775,00 0,00 55.317,89
Entradas 50.000,00 500,00 7.500,00 27,75 107.500,00 553,18
Saídas 0,00 50.500,00 4.725,00 2.802,75 52.182,11 40.000,00
S.F. Apl. 50.000,00 0,00 2.775,00 0,00 55.317,89 15.871,07
O quadro acima foi elaborado da seguinte forma:
Saldo Inicial = Saldo inicial de caixa
Entradas = Transferidas do quadro de recebimentos
Saídas = transferidas do quadro de pagamentos
Saldo mensal = Saldo mensal (diferença entre saldo inicial + entradas – saídas)
Saldo mínimo = Saldo mínimo, parcela determinada pela empresa para permanecer
disponível.
Déficit. = Quando o saldo mensal é negativo ou insuficiente para cobrir o saldo mínimo.
Custo = Custo do déficit, que foi financiado. Calculado pela taxa de captação vezes o saldo
final de empréstimos.
Superávit = Quando existir sobra financeira após constituição do saldo mínimo.
Rendimentos = Rendimento de aplicação do superávit. Calculado pela taxa de aplicação
vezes o saldo final de aplicações.
Saldo Inicial de Empréstimos = Saldo inicial de empréstimos. Saldo existente no início da
projeção do caixa.
Entradas = Empréstimos contraídos + custo mensal dos empréstimos anteriores.
Saídas = Amortizações de empréstimos.
Saldo Final de Empréstimos = Saldo final de empréstimos. Resultado da movimentação
mensal de empréstimos.
Saldo Inicial de aplicações = Saldo inicial de aplicações. Saldo existente no início da
projeção do caixa.
Entradas = Aplicações realizadas + rendimento mensal de aplicações anteriores.
Saídas = Utilização das aplicações para pagamentos.
Saldo Final de aplicações = Saldo final de aplicações. Resultado da movimentação mensal
de aplicações.
A projeção do fluxo de caixa nos permite:
• Facilitar a análise e o cálculo para seleção das linhas de crédito a serem obtidas junto
às instituições financeiras nos momentos determinados pela projeção.
• Programar os ingressos e os desembolsos de caixa de forma criteriosa, permitindo
determinar o período em que deverá ocorrer carência de recursos e o montante,
havendo tempo suficiente para as medidas necessárias.
• Permitir o planejamento dos desembolsos de acordo com as disponibilidades de caixa,
evitando-se o acúmulo de compromissos vultosos em época de pouco encaixe.
81
• Determinar o quanto de recursos próprios a empresa dispõe em dado período, e
aplicá-los de forma mais rentável possível, bem como analisar os recursos de
terceiros que satisfaçam as necessidades da empresa.
• Proporcionar o intercâmbio dos diversos departamentos da empresa com a área
financeira.
• Desenvolver o uso racional e eficiente do disponível
• Financiar as necessidades sazonais ou permanentes da empresa
• Providenciar os recursos para atender aos projetos de implantação, expansão,
modernização ou re-localização industrial e comercial.
• Fixar o nível de caixa, em termos de capital de giro.
• Auxiliar na análise dos valores a receber e estoques, para que se possa julgar a
conveniência em aplicar nesses itens ou não.
• Verificar a possibilidade de aplicar possíveis excedentes de caixa
• Estudar um programa saudável de empréstimos e financiamentos
• Projetar um plano efetivo de pagamento de débitos
• Analisar a viabilidade de serem comprometidos os recursos pela empresa
• Participar e integrar todas as atividades da empresa, facilitando assim os controles
financeiros.
5.7 MOVIMENTAÇÕES DE CAIXA
Pelo caixa e bancos transitam todos os pagamentos e recebimentos em espécie. Os
recebimentos podem oriundos de:
• Capitais próprios
o Lucros da atividade
o Integralização de capital
o Venda de imobilizado
• Capitais de terceiros
o Crédito comercial
 De fornecedores
 De impostos e obrigações sociais
 Outros (salários, antecipações, etc.)
o Crédito bancário
 Descontos de títulos
 Empréstimos e financiamentos
 Créditos rotativos
 Operações vendor
As operações vendor ou compror são aquisições ou vendas com interveniência
bancária. As operações de vendor se realizam da seguinte maneira:
82
Nesta operação o vendedor não financia a mercadoria, portanto não embute no preço
os custos financeiros da operação, barateando a venda. Em conseqüência, como o preço da
operação é menor, os impostos incidentes também acompanham.
A seguir, far-se-á o estudos dos custos das fontes de financiamento a curto prazo mais
utilizadas.
5.7.1 Operações de desconto de duplicatas
Os descontos podem ser simples comerciais D = C – C/(1+in) e bancário D = Cin ou
compostos por fora D = C [ 1-(1-i)
n
] e por dentro D = C[1-1/(1+i)
n
]
A) Operações de desconto simples
Desconto simples, comercial
in
C
C DS
+
− ·
1
DS = Desconto Simples
C = capital
i = taxa
n = número de períodos
Exemplo:
Qual o desconto de uma duplicata de R$ 40.000,00 vencível em 132 dias para ser paga hoje a
uma taxa de 4% am?
30
132 04 , 0
1
000 . 40
000 . 40
×
+
− · DS
DS = 40.000,00 – 34.013,60 = 5.986,40
Taxa efetiva da operação em 132 dias
Fornecedor Comprador
Banco
venda
paga
financia
paga
Transfere o
crédito
Assume o risco
da inadimplência
83
176 , 0
60 , 013 . 34
40 , 986 . 5
·
Ou seja, 17,6% no período
Taxa efetiva mensal
[
( ) 132
30
176 , 0 1+
-1]100
= 3,75% am
Desconto simples, bancário
D = Cin
Considerando o mesmo exemplo acima:
132
30
04 , 0
000 . 40 × × · D
D = 7.040,00
Taxa efetiva em 132 dias
960 . 32
040 . 7
= 0,2136 ou 21,36%
Taxa efetiva mensal
[(1+0,2136)
30/132
-1]100 = 4,50% am
Inclusão do IOF
Dando seqüência ao exemplo acima (Desconto simples bancário):
IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) = 0,0041% ad
IOF = 0,000041 x 132 x 40.000 = 216,48
Juros do desconto = 7.040,00
Total das despesas 7.256,48
Taxa efetiva do período
48 , 256 . 7 000 . 40
48 , 256 . 7

= 0,2216 ou 22,16%
Taxa efetiva mensal
[(1+0,2216)
30/132
-1]100 = 4,65% am
Inclusão da reciprocidade bancária
Continuando o exemplo:
Reciprocidade: 10% do valor do valor da duplicata.
Reciprocidade = 0,1 x 40.000 = 4.000
Custo da operação no período
Despesas financeiras = 7.256,48 + 4.000,00 = 11.256,48
Valor líquido disponível = 40.000 – 4.000 – 7.256,48 = 28.743,52
84
52 , 743 . 28
48 , 256 . 11
= 0,3916 ou 39,16%
Custo mensal
[(1+0,3916)
30/132
-1]100 = 7,8% am
(Obs. O cálculo da reciprocidade pode ser acrescido ao não aos encargos financeiros)
Borderô de duplicatas
Duplicatas valor vencimento
A 30.000 2 meses
B 25.000 2 meses
C 45.000 3 meses
D 10.000 4 meses
E 20.000 4 meses
F 20.000 5 meses
Recebimento líquido do desconto: 115.000
Custo da operação pela HP 12C
115.000 chs g cfo 0 g cfj 55.000 g cfj 45.000 g cfj 30.000 g cfj 20.000 g cfj f IRR
Custo = 9,09% am
Sem a HP-12C
i VPL Interpolando TIR = 9+0,09
9%am 292 1→3.119 TIR = 9,09% am
10% am 2.827 x→ 292
5.7.2 Taxas do Mercado Aberto
A taxa nominal é uma taxa de juros, formada por juros simples, com capitalização diária,
válida para os dias correntes. Esta taxa costuma ser expressa ao mês, obtida pela simples
multiplicação da taxa diária por 30. A taxa de over deve informar o número de dias úteis
mensais nos quais os juros serão capitalizados de maneira composta que se possa calcular a
taxa efetiva.
Exemplo:
115.000
55.000 45.000 30.000 20.000
85
1º) Transformar taxa nominal de 2,7% am em taxa de over night em 20 dias úteis
0,027/30 = 0,0009 (1+0,0009)
20
= 1,0182 ou 1,82% am
2º) Transformar taxa de over night de 1,82% am em taxa de juros nominais em 20 dias úteis.
[(1+ 0,0182)
1/20
-1]= 0,0009 0,0009 x 30 = 0,027 ou 2,7% am
5.7.3 Operações “hot money”
O Hot Money é uma operação de curtíssimo prazo, cuja finalidade é atender às necessidades
imediatas de caixa de uma empresa. Se houver necessidade de um prazo maior, a operação
terá que ser renovada. Esta operação tem como referencial a taxa de CDI, acrescida de um
spread cobrado à título de comissão da instituição financeira que efetua a intermediação dos
recursos à empresa.
Exemplo:
Empréstimo: R$ 150.000,00
Prazo: 3 dias úteis
Juros simples: 3,6% am
Spread (juros compostos): 1,6% am
IOF: 0,0041% ad
Dias úteis do mês: 21
Transformar as taxas mensais em diárias e calcular o encargo diário
Juros = 0,036/30 = 0,0012 x 150.000,00 = 180,00
IOF = 0,000041 x 150.000,00 = 6,15
Spread =[ (1+0,016)
1/21
-1] 0,00076 x 150.000,00 = 113,40
Total 0,002001 299,55
Calcular a taxa diária
____299,55____ = 0,002001
150.000-299,55
Calcular os encargos da operação nos três dias
[(1+0,002001)
3
-1] = 0,0060
150.000 x 0,0060 = 900,00
Calcular a taxa efetiva mensal
[(1+0,002001)
21
-1] 100 = 4,29% am
Se as taxas mensais do over night utilizadas nos três dias forem: 3,6%, 3,9% e 3,7% e
o spread e os dias úteis os mesmos, pode-se calcular a taxa efetiva mensal da seguinte forma:
dias juros spread IOF total taxa real
1º dia 180 113,42 6,15 299,57 0,002001
2º dia 195 113,42 6,15 314,57 0,002102
86
3º dia 185 113,42 6,15 304,57 0,002035
[(1+0,002001)(1+0,002102)(1+0,002035)] -1 = 0,006151 x 100 = 0,6151% de juros nos três
dias úteis.
Os encargos seriam de:
0,006151 x 150.000 = 922,58
A taxa efetiva mensal seria:
[(1+0,006151)
7
-1] = 0,04386 x 100 = 4,39% am
5.7.4 Float bancário
Float é o período que vai da apresentação do título de crédito até a respectiva
compensação. Se se tem uma carteira de duplicatas de R$ 200.000,00 e o crédito em conta se
faz dois dias após os recebimentos, considerando uma taxa de 0,1% ad, qual o custo do
floating?
Taxa do float
(1+0,001)
2
= 1,002001 -1 = 0,002001
Encargos do floating
200.000 x 0,002001 = 400,20
Outro exemplo de cálculo de floating bancário:
Valor do título: 14.000
Vencimento: 40 dias
Juros simples: 5,8% am
IOF: 0,0041% ad
Floating: 3 dias
Custos no período:
Juros = 000 . 14 40
30
058 , 0
× × = 1.082,67
IOF = 0,000041 x40x14.000 = 22,96
Encargos 1.105,63
63 , 105 . 1 000 . 14
63 , 105 . 1

= 0,08574 ou 8,57%
Taxa do float
(1+0,08574)
3/40
= 1,006189 ou 0,6189%
Custo do float
87
0,006189 x 14.000 = 86,64
Custo da operação com float
64 , 86 63 , 105 . 1 000 . 14
64 , 86 63 , 105 . 1
− −
+
= 0,09309
Custo mensal da operação com float
[(1+0,09309)
30/40
-1]100

= 6,90% am
5.7.5 Crédito Rotativo (Método hamburguês)
Juros simples: 3,9% am
Limite contratado: R$ 500.000,00
Comissão de abertura: 2%
Data da abertura: 15 de março
Movimentações
Dia 15/03: Saque de 250.000
Dia 20/03: Saque de 100.000
Dia 01/04: Saque de 50.000
Dia 10/04: Depósito de 40.000
Dia 18/04: Saque de 35.000
Dia 22/04: Saque de 50.000
a b c d e f e x f
data histórico valor d/c saldo nº dias
15/mar Comissão (1) 10.000,00 d 10.000,00 0 0,00
15/mar Saque 250.000,00 d 260.000,00 5 1.300.000,00
20/mar Saque 100.000,00 d 360.000,00 11 3.960.000,00
31/mar Juros (2) 6.838,00 d 366.838,00 0 5.260.000,00
1/abr 366.838,00 1 366.838,00
1/abr Saque 50.000,00 d 416.838,00 9 3.751.542,00
10/abr Depósito 40.000,00 c 376.838,00 8 3.014.704,00
18/abr Saque 35.000,00 d 411.838,00 4 1.647.352,00
22/abr Saque 50.000,00 d 461.838,00 8 3.694.704,00
30/abr juros(3) 16.217,68 d 478.055,68 0 12.475.140,00
(1) 0,02 x 500.000,00 = 10.000
(2) 5.260.000 x 0,039/30 = 6.838,00
(3) 12.475.140 x 0,039/30 = 16.217,68
5.7.6. Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Recibo de Depósito Bancário (RDB)
Os CDB’s são títulos nominativos e transferíveis por endosso, e emitidos pelos
bancos comerciais e de investimentos.
88
Além do IR sobre o ganho nominal, nessa modalidade de investimento há também a
incidência de IOF, nos casos de resgates efetuados até o 29º dia corrido a partir da aplicação.
Dividem-se em pré e pós-fixados. No CDB pré-fixado, a taxa de juros que remunera o
investimento é pactuada entre o investidor e o banco na data da aplicação.
Exemplo:
Valor da aquisição: R$ 2.000.000,00
Prazo: 1 ano (252 dias úteis)
Taxa de juros pactuada: 20%aa
IR = 20% sobre o ganho nominal
Inflação do período: 4%
Valor do resgate = aplicação x ( )
n
i + 1 = 2.000.000 x (1+0,2)
2
= 2.400.000
Imposto de renda = (2.400.000 - 2.000.000)x0,2 = 80.000
Líquido resgatado = 2.400.000 - 80.000 = 2.320.000
Taxa efetiva = (320.000 / 2.000.000) x 100 = 16%aa
Taxa real =
aa x % 54 , 11 100 1
04 , 0 1
16 , 0 1
·
1
]
1

¸


,
_

¸
¸
+
+
Já no CDB pós-fixado o valor do resgate só é conhecido no vencimento da aplicação,
uma vez que a remuneração é atrelada à algum indexador. Exemplo:
Utilizando-se dos dados do problema anterior e substituindo a taxa de juros por
12%aa mais TR (Taxa Referencial) do período. IR de 20% sobre o ganho nominal. Variação
da TR durante o período de aplicação igual a 10%.
Taxa efetiva bruta = { ( ) ( ) [ ] 1 1 . 1 − + + TR x real t }x 100 =
{( ) ( ) 1 10 , 0 1 12 , 0 1 − + + x } x 100 = 23,10%aa
Valor bruto do resgate = Valor aplicado x ( ) i + 1
n
=
= 2.000.000 x ( ) 232 , 0 1+
1
= 2.464.000
Imposto de Renda = ( 000 . 000 . 2 000 . 464 . 2 − ) x 0,20 = 92.800
Valor líquido resgatado = (2.464.000-92.800) = 2.371.200
5.7.7. Títulos Públicos
Títulos públicos são aqueles emitidos pelo governo para financiar sua dívida ou para
controlar o sistema financeiro nacional. São títulos públicos as LFT (Letras Financeiras do
Tesouro), LTN (Letras do Tesouro Nacional), LBC (Letras do Banco Central) e BBC (Bônus
do Banco Central). Estes títulos podem ser pré e pós-fixados. Exemplificaremos a seguir uma
remuneração pré-fixada.
Valor das LTN = R$ 10.000.000,00
Resgate em 252 dias úteis
89
Juros: 10%aa
IR: 20% sobre o ganho nominal
Preço unitário =
( )
1
]
1

¸

+
n
1 1
1
=
( )
1
]
1

¸

+
1
10 , 0 1
1
= 0,909090
Valor presente = 10.000.000 x 0,909090 = 9.090.909,09
Imposto de renda = (10.000.000 – 9.090.909,09) x 0,2 = 181.818,18
Valor líquido resgatado = 10.000.000 – 181.818,18 = 9.818.181,82
Taxa efetiva líquida =
aa x % 8 100 1
09 , 909 . 090 . 9
82 , 181 . 818 . 9
·
1
]
1

¸


,
_

¸
¸
5.7.8. Fundos de Investimento
Os fundos de investimento são constituídos sob a forma de condomínio, reunindo
recursos de pessoas físicas ou jurídicas com objetivos comuns. Esses recursos são aplicados
em carteiras de títulos diversificados, valores mobiliários, quotas de fundos e outros títulos
específicos. Podem ser de renda variável, quando a carteira é composta por ações ou outros
títulos; ou de renda fixa, quando a carteira é composta por CDB”s, títulos públicos e
debêntures. Exemplificando:
Aplicação em títulos de renda fixa: R$ R$ 100.000,00
Data da aplicação: 12/01. Valor da cota nesta data: R$ 1,514782
Quantidade de cotas=
10 , 016 . 66
514782 , 1
000 . 100
·
cotas
Valor da cota em 12/06 = 1,5905211
Rentabilidade =
% 5 100 1
514782 , 1
5905211 , 1
·
1
]
1

¸


,
_

¸
¸
x
no semestre
Valor atualizado da aplicação = 66.016,10 x 1,5905211 = 105.000,00
5.7.9. Leasing
Leasing é uma operação realizada mediante contrato, no qual o dono do bem
(arrendador) concede a outrem (arrendatário) a utilização do mesmo, por prazo determinado.
O contrato pode incluir a renovação ou compra do bem pelo arrendatário (opção de compra)
pelo valor residual ao final do prazo de vigência.
As principais vantagens do leasing são:
• Liberação de recursos que seriam para aquisição, para capital de giro;
90
• Possibilidade de atualização dos equipamentos arrendados durante a vigência dos
contratos;
• Prazo de amortização compatível com a amortização econômica do bem;
• Flexibilidade nos prazos de vencimento;
• Economia de Imposto de Renda pela dedução dos aluguéis;
• Simplificação contábil;
• Garantia por alienação fiduciária.
As principais desvantagens são:
• Não pode usar as despesas de depreciação, que reduzem o pagamento de Imposto de
Renda;
• Se não houver opção de compra, ao fim do contrato, o arrendatário tem que devolver
o equipamento;
• Melhorias no equipamento têm que ter aprovação do arrendador;
Os leasings podem ser:
Operacional – Quando praticado diretamente entre arrendador e arrendatário.
Financeiro – É uma operação de financiamento sob a forma de locação particular, de médio
a longo prazo, com base em um contrato de bens móveis ou imóveis, onde intervêm uma
empresa de leasing (arrendador), a empresa produtora do bem objeto do contrato (fornecedor)
e a empresa que necessita utilizá-lo (arrendatário).
Sale and lease back – É a operação pela qual uma pessoa jurídica vende bens do seu
imobilizado a uma empresa de leasing e a arrenda de volta com opção de compra.
Sobre as operações de leasing são cobradas geralmente três taxas: A de abertura
(entrada), a de compromisso (mensal) e a de arrendamento (mensal).
19
19
Ver mais em Gitman, 1997, pp 696-712; Machado, 2002, pp 97-106; Ross, 1998, pp 367-373; Droms,
2002, pp 166-168; Sanvicente, 1981, pp 134-148; Braga, 1989, pp 113-120
91
6.1 CONCESSÃO DE CRÉDITO
Como era de se esperar, o valor recebido não corre mais risco, entretanto o valor a
receber sim. Este é o principal componente da análise de crédito. Para isso, as empresas
tomam todas as precauções possíveis na concessão de crédito aos seus clientes. Isto se dá
tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.
O objetivo da concessão do crédito é o aumento de vendas. Espera-se que com
maiores prazos ou menores valores de prestações o cliente se anime em comprar, e com isso
as vendas aumentem.
O crédito pode ser definido como “todo ato de vontade ou disposição de alguém de
destacar ou ceder, temporariamente, parte de seu patrimônio a um terceiro, com a expectativa
que esta parcela volte à sua posse integralmente, depois de decorrido o tempo estipulado”
MATIAS (apud LONGELUPE, 1977 p. 6).
Esse é o primeiro passo no sentido de se administrar contas a receber. Poderíamos
dividir a concessão de crédito para grandes compras e para pequenas compras.
Pequenas compras Grandes compras
Histórico do cliente sim sim
Informações bancárias do cliente sim sim
Informações de outros fornecedores sobre o cliente sim sim
Informações de empresas especializadas sobre o cliente não sim
Análise das demonstrações financeiras do cliente não sim
Histórico do cliente – Neste item verifica-se os dados cadastrais, sócios, gestores, produção
e vendas, etc; se o cliente já comprou os artigos da empresa, e se pagou em dia. Verifica-se
também desde quando é cliente, qual o volume histórico de seus negócios com a empresa.
Informações bancárias – Neste item verificam-se informações junto aos órgãos de
informações bancárias (SERASA – Centralização dos Serviços dos Bancos S/A), sobre a
idoneidade do cliente. Se já tem títulos protestados ou não.
Informações junto a outros fornecedores – Através de cartas vai-e-vem as empresas de
mesmo segmento se defendem dos maus pagadores, dando e recebendo informações sobre
seu relacionamento com o investigado.
Informações junto a empresas especializadas – Existem no mercado empresas
especializadas em dar informações cadastrais. A Dun & Bradstreet, por exemplo, é uma
delas. Esta empresa publica um anuário que é distribuído para seus clientes, onde constam as
principais informações de um grande número de empresas de todos os ramos.
92
Informações do governo – Estas informações podem ser adquiridas junto ao CADIN –
Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público, a SRF – Secretaria da
Receita Federal e à Central de Riscos do BACEN.
Análise das demonstrações financeiras – Já estudadas no item 1.8.
Garantias – As garantias podem ser pessoais e reais.
As garantias pessoais são:
• Aval – Estabelece a obrigação do avalista pelo valor do documento avalizado. O
avalista responde com todos os seus bens, exceto os denominados bens de família. É
concedido sobre títulos de crédito. É possível a figura do avalista do avalista.
• Fiança – Estabelece as obrigações do fiador sobre o objeto afiançado. Goza do
benefício de ordem. É concedida sobre contratos.
As garantias reais são:
• Alienação fiduciária – Arquivada no Registro de Títulos e Documentos. O devedor
tem a posse, mas não a propriedade do bem.
• Hipoteca – Bens imóveis oferecidos em garantia, exceto os bens de família.
• Penhor – Bens móveis suficientes para garantir uma dívida. Os bens penhorados
devem ficar sob a guarda do devedor, que será seu fiel depositário.
Etapas de cobrança – Uma vez concedido o crédito, é necessário acompanhar o pagamento
pelo cliente. Se atrasar, telefonar, e se continuar o atraso, mandar rapidamente uma cartinha
lembrando-o. Em continuando o atraso, fazer correspondência de advertência e dar prazo
para que cumpra com sua obrigação. Se puder, mandar cobrador. Permanecendo em aberto,
remeter o instrumento de cobrança para Cartório de Protesto de Títulos. Ainda em aberto,
remeter o título para cobrança judicial. Tomadas estas providências, é necessário à empresa
reavaliar sua política de crédito, para verificar se ela é eficaz e coerente com as aspirações do
departamento de vendas.
Informações restritivas de crédito – Algumas informações colhidas das diversas maneiras
já citadas neste capítulo podem conter dados que dificultam a concessão de crédito, à saber:
• Títulos protestados em cartório
• Cheques emitidos sem suprimento necessário em conta corrente
• Certidões positivas de órgãos públicos
• Ações executivas impetradas por credores
• Participação de sócios ou gestores em ações fraudulentas.
6.2 SELEÇÃO DE CRÉDITO
Vários são os critérios utilizados para selecionar os clientes. Além dos já citados no
item anterior, pode-se citar:
93
a) Escore – Neste tipo de seleção a empresa distribui pesos e notas e, através de critérios
estudados e pré-determinados avalia os clientes, conforme exemplo abaixo:
Cliente:
peso nota total
Informações cadastrais 0,15 8 1,20
Últimas Compras 0,2 7 1,40
Informações Comerciais 0,25 10 2,50
Informações Bancárias 0,1 8 0,80
Garantias apresentadas 0,3 6 1,80
7,70
Critérios adotados:
• De 0 a 4 – Evitar vendas
• De 4 a 8 – vender com mais garantias
• Acima de 8 – Facilitar vendas
b) Método dos 5 C’s - Brigham e Weston
20
, por exemplo, citam a análise de risco através do
método dos cinco C’s, a saber:
• Caráter – O histórico do solicitante quanto ao cumprimento de suas obrigações
financeiras, contratuais e morais. Os dados históricos de pagamentos e quaisquer
causas judiciais pendentes ou concluídas contra o cliente seriam utilizadas na
avaliação do seu caráter.
• Capacidade – O potencial do cliente para quitar o crédito solicitado. Análises dos
demonstrativos financeiros, com ênfase especial nos índices de liquidez e
endividamento são geralmente utilizados para avaliar a capacidade do solicitante de
crédito.
• Capital – A solidez financeira do solicitante, conforme indicada pelo patrimônio
líquido da empresa. O total de exigíveis (a curto e congo prazo) em relação ao
patrimônio líquido, bem como os índices de lucratividade são freqüentemente usados
para avaliar o capital demandante de crédito.
• Garantia (Collateral) – O montante de ativos colocados à disposição pelo solicitante
para garantir o crédito. Naturalmente, quanto maior esse montante, maior será a
probabilidade de se recuperar o valor creditado, no caso de inadimplência. O exame
do balanço patrimonial e a avaliação de ativos em conjunto com o levantamento de
pendências judiciais podem ser usados para estimular os colaterais.
• Condição – As condições econômicas e empresariais vigentes, bem como
circunstâncias particulares que possa afetar qualquer das partes envolvidas na
negociação. Por exemplo, caso a empresa tenha estoques excessivos de um item que o
solicitante deseje comprar a crédito, a empresa poderá propor vendas em condições
mais favoráveis ou vender para clientes com menos condições de obter crédito.
20
BRIGHAM, Eugene F. e WESTON, J. Fred. Fundamentos da administração financeira. 10ª ed São Paulo:
Makron Books, 2000, p 441.
94
Além destes 5 C’s, alguns autores acrescentaram um sexto: Conglomerado. Este seria
a participação da empresa dentro de um grupo. Ela por si mesma poderia não reunir
condições de crédito, mas com o aval do grupo este problema seria sanado.
c) Termômetro de insolvência – Esta é uma contribuição de Stephen Kanitz para determinar
o grau de liquidez das empresas, e por conseqüente, sua capacidade de saldar débitos. Kanitz
determinou pesos sobre valores contábeis conforme abaixo:
Peso Item
0,05 LL/PL
1,65 [(AC + RLP)/(PC+PNC)]
3,55 (AC – E)/PC
1,06 AC/PC
0,33 PT/PL
Com o resultado destas operações obtiveram-se os resultados abaixo:
Parâmetro Denominação Riscos
>0 até 7 Área de solvência Aceitáveis
0 até -3 Área de penumbra Cuidados especiais
<-3 até -7 Área de insolvência Grandes. Perigo de quebra
6.3 EFEITO DAS POLÍTICAS DE CRÉDITO
Algumas conseqüências podem advir da determinação dos créditos. Pode=se
sintetizá-las da forma do quadro abaixo:
Regra Efeito Positivo Efeito Negativo
Concessão de Diminuição do risco Clientes insatisfeitos
Prazos menores Melhoria na liquidez
Aumento nos Melhoria na liquidez Diminuição das margens de lucro
Descontos financeiros Antecipação de rece- Aumento de custos financeiros
bimentos
Cobrança mais rígida Melhoria da liquidez Clientes insatisfeitos
Padrões de crédito Uniformização de proce- Possível insatisfação de parte
Adequados dimentos dos clientes
Facilidade de análise
Diminuição das Melhoria da liquidez Menor volume de vendas
Vendas a crédito
Em consonância com a política de crédito, estão as determinações para ação junto aos
clientes. A falta destas providências poderá agravar o quadro de liquidez da empresa. Desta
forma informa-se abaixo causas e efeitos do crédito a clientela.
Tipo de pagamento Cobrança
95
Pagamento antecipado -
Pagamento no vencimento -
Pagamento com atraso suportável (em média, 30 dias) Amigável.
Pagamento acima do prazo anterior Protesto e notificação judicial
Não pagamento Execução judicial
6.4 ESTUDOS SOBRE FLEXIBILIZAÇÃO DO CRÉDITO
21
As empresas podem ter uma noção sobre que política de crédito adotar, desde que
reúna dados para uma análise preliminar. Assim dispomos a seguir alguns exemplos que
podem esclarecer quais os procedimentos de cálculo que as empresas podem adotar para
determinar se a política de crédito em análise é viável.
Exemplo 1 - Analisar o comportamento da empresa ao conceder crédito frente a alterações
no lucro, investimento marginal, prazo médio de recebimento e devedores duvidosos.
Uma empresa tem os seguintes dados:
• Preço unitário de vendas = R$ 10,00
• Vendas a crédito = 60.000 unidades
• Custo Unitário Variável = R$ 6,00
• Custos Fixos = R$ 120.000,00
Após reunião com o departamento de vendas e de produção, chegou-se a conclusão
que, caso flexibilizassem o crédito, isto aumentaria as vendas em 5%. Porém o PMC passaria
de 30 para 45 dias e os devedores duvidosos cresceriam de 1% para 2%. O custo de capital é
de 15% aa, no mínimo (taxa de retorno).
1
o
. Calcula-se o quanto esta atitude contribui para aumento do lucro operacional.
• Aumento das vendas = 0,05 x 60.000 = 3.000 unidades
• Margem de contribuição unitária = 10 – 6 = R$ 4,00
• Contribuição adicional = 3.000 x 4 = R$ 12.000,00
2
o
. Calcula-se o custo do investimento marginal em duplicatas a receber.
Plano atual Plano proposto
000 . 50 30
360
000 . 600
· × 750 . 78 45
360
000 . 630
· ×
Acréscimo = 78.750 – 50.000 = 28.750
3
o
. Calcula-se o retorno exigido (custo de capital)
28.750 x 0,15 = 4.312,5 (custo do recebimento do dinheiro, que está sendo postecipado).

4
o
. Calcula-se o custo marginal dos devedores duvidosos
21
Exemplos retirados de GITMAN, opus cit.
96
Plano atual Plano proposto
• Custo atual 0,01 x 600.000 = 6.000 0,02 x 630.000 = 12.600
• Aumento dos custos = 12.600 – 6.000 = R$ 6.600,00
5
o
. Tomada de decisão
• Valores favoráveis à empresa
o Contribuição adicional ao lucro R$ 12.000,00
• Valores desfavoráveis à empresa
o Custo do Investimento marginal R$ 4.312,50
o Custo marginal de devedores duvidosos R$ 6.600,00
• Resultado = 12.000 – 10.912,50 = R$ 1.087,50
Como o resultado deu positivo, a empresa pode flexibilizar o crédito nestas
circunstâncias.
Exemplo 2 – Inclui o custo dos descontos financeiros.
Uma empresa tem PMC de 30 dias. Seu giro anual de duplicatas a receber é de 12
(360/30). Suas vendas à crédito somam 60.000 unidades, que são vendidas, cada uma, por
R$ 10,00 e o custo unitário variável é de R$ 6,00. Após análise de sua diretoria, a empresa
deseja tomar as seguintes decisões com as seguintes justificativas:
• Introduzir desconto financeiro de 2% para pagamento até o 10º dia.
• Com isso, espera que 60% das vendas sejam utilizadas com o desconto.
• Também espera que as vendas aumentem 5%
• O prazo médio de cobrança deve cair para 15 dias.
• O giro de duplicatas à receber, conseqüentemente, subirá para 24 (360/15)
• A participação dos devedores duvidosos cairá de 1% para 0,5%
• O custo de capital é de 15% aa.
1
o
. Contribuição adicional ao lucro
• Aumento de vendas = 0,05 x 60.000 = 3.000 unidades
• Margem unitária de contribuição = 10 – 6 = 4
• Contribuição adicional ao lucro = 3.000 x 4 = R$ 12.000,00
2
o
. Custo do investimento marginal
Plano Atual Plano Proposto
000 . 50 30
360
000 . 600
· × 250 . 26 15
360
000 . 630
· ×
Redução = 50.000 – 26.250 = 23.750
3
o
. Custo do retorno exigido
0,15 x 23.750 = R$ 3.562,50
97
4
o
. Custo marginal dos devedores duvidosos
Plano atual Plano proposto
0,01 x 600.000 = 6.000 0,005 x 630.000 = 3.150
Redução do custo de devedores duvidosos = 6.000-3.150 = R$ 2.850,00
5
o
. Custo do desconto financeiro
0,02 x 0,60 x 630.000 = R$ 7.560,00
6
o
. Tomada de decisão
• Valores favoráveis à empresa
o Aumento da margem de contribuição 12.000,00
o Redução do custo de devedores duvidosos 2.850,00
o Redução no custo do investimento marginal 3.562,50
o Total 18.412,50
• Valores desfavoráveis à empresa
o Custo do desconto financeiro 7.560,00
o Total 7.560,00
• Resultado = 18.412,50 – 7.560 = R$ 10.852,50
Como o resultado foi positivo, a empresa pode conceder o desconto financeiro, nestas
condições.
22
7.1 INTRODUÇÃO
22
Ver mais em Braga, 1989, pp 101-111; Cherubim et al, 2002, pp 465-476; Hoji, 2001 pp 123-128; Gitman,
1997 pp 713-721; Corrêa e Gianesi, 1996, 56-183.
98
Estoques são itens adquiridos que ficam parados na empresa até serem utilizados.
Quando são vendidos, ou quando o produto a que serão incorporados for vendido, geram
recursos financeiros para serem readquiridos. Portanto, seu controle é muito importante em
todas as empresas que os têm. Enquanto as contas a receber ocorrem após a venda, os
estoques existem antes das vendas. Diversos são os motivos para se manter estoques. Dentre
eles pode-se salientar:
• Características particulares do setor onde a empresa atua.
• Sazonalidade de seus produtos
• Expectativa de aumento nos preços das matérias-primas e produtos finais
• Proteção conta perdas inflacionárias
• Política de vendas do fornecedor (descontos para compras maiores)
• Especulação
Vários são os erros cometidos no dimensionamento dos estoques. Desde o mau
dimensionamento dos estoques de segurança, passando pela inconsistência do programa de
vendas, até os erros de projeção com base em estudos passados.
Para auxílio dos administradores, a tecnologia de informação tem contribuído de
maneira decisiva, facilitando a obtenção de dados em tempo real; a automação dos pontos de
venda, permitindo coleta de informação de produtos vendidos mediante utilização de códigos
de barra; a utilização da tecnologia EDI – Eletronic Data Interchange, que permite a
informação em tempo real das vendas de cada produto do varejista para o fabricante. Tudo
isto se constituindo num dos fundamentos do movimento de resposta eficiente do consumidor
(ECR – Efficient Consumer Response).
Os principais tipos de estoque são:
• Matérias-primas – O estoque de matérias-primas, ou matérias-primas e embalagens
consiste no principal componente do produto final a ser vendido e nos produtos de
acondicionamento.
• Produtos em elaboração – Referem-se aos custos inseridos no produto (materiais
diretos, mão-de-obra e gastos indiretos) após o início de sua produção até a chegada
no estoque de produtos acabados ou elaborados.
• Produtos acabados - São os produtos prontos para serem comercializados.
Existem outros tipos de estoque como material de consumo, almoxarifado, ferramentaria,
etc.
7.2 DIFERENTES ENFOQUES SOBRE ESTOQUES
Enfoque Financeiro – O Departamento Financeiro acha que os estoques devem ser
mantidos em níveis mínimos, pois só assim minimizará as perdas financeiras, com
imobilização de recursos em estocagem.
99
Marketing – O Departamento de Marketing acha que os estoques devem ser mantidos em
níveis altos, para que as vendas não sofram solução de continuidade. Com a entrega imediata
dos pedidos, os clientes estarão sempre satisfeitos.
Produção – O Departamento de Produção acha que os estoques devem ser mantidos em
níveis altos, pois qualquer parada do processo produtivo, quer seja por defeitos mecânicos,
ou por greves, ainda poderão atender à demanda por algum tempo. Na retomada dos
trabalhos, sempre terão produtos em estoque para atender a produção.
Compras – O Departamento de Compras acha que os estoques devem variar de acordo com
as condições de compra, sendo altos no momento em que se aproveitam as condições
favoráveis, e baixo quando acontecer o contrário.
7.3 ESTOQUES COMO INVESTIMENTO
O administrador financeiro deve estar preparado para analisar os investimentos
ligados ao estoque. Para melhor se entender este tópico, exemplifica-se a seguir uma
operação que uma empresa siderúrgica tinha a realizar com as seguintes metas:
• Aumentar os lotes de produção, para evitar os altos custos de preparação.
• Redução estimada destes custos: R$ 20.000,00
• Aumento médio dos estoques: R$ 100.000,00
• Custo de capital: 25% aa
O investimento marginal em estoques é de R$ 100.000,00, portanto seu custo
marginal é de 0,25 x 100.000 = R$ 25.000,00. (A empresa deixará de ganhar R$ 25.000,00
para aumentar os estoques)
Item favorável à empresa
• Redução estimada de custos R$ 20.000,00
Item desfavorável à empresa
• Custo de capital (dinheiro empatado no
investimento em estoques, que poderia
estar aplicado no mercado financeiro R$ 25.000,00
Resultado desfavorável para a empresa R$ 5.000,00
7.4 CUSTOS DOS ESTOQUES
As políticas de administração de estoques devem estar focadas na determinação do
nível ideal de estoques de cada produto, ou grupo de produtos. O nível ideal é estabelecido
em relação à flexibilidade operacional proporcionada pela manutenção de estoques.
Quanto maior for o volume de estoque, maior será a flexibilidade da empresa. As vantagens
dessa flexibilidade devem ser comparadas com os custos de manutenção de estoques.
100
Os custos vinculados aos estoques estão classificados em duas categorias: Custos de
manutenção e de administração.
Custos de Manutenção – Esses custos são geralmente variáveis, associados às decisões de
se manterem determinados itens estocados. Estão incluídos todos os gastos incorridos pela
empresa no armazenamento de seus produtos e mercadorias durante determinado período de
tempo, e também o custo de oportunidade do investimento em estoques.
• Armazenagem
• Transferência
• Impostos
• Seguros
• Perdas por obsolescência, deteriorização, furtos, quebras, limite de validade, etc.
• Controle
Custos de Compra – Para comprar ou repor estoques, devem ser considerados custos
vinculados à compra ou reposição dos produtos em estoque. Esses custos são importantes,
pois muitos deles ocorrem sempre que houver nova compra ou reposição, e este fato deve
influenciar a definição dos níveis de estoques. Este custo é representado por um valor fixo
por pedido, não se alterando diante de variações na quantidade de estoque solicitada. Quanto
maior forem as quantidades solicitadas, via de regra, menor o número de pedidos. São estes
os principais custos de administração:
• Preparação e emissão de pedidos
• Acompanhamento de pedidos
• Negociação com fornecedores de bens e serviços
• Recepção e conferência dos produtos comprados
• Devoluções e retornos ocasionais
Custos de Ausência – Além dos dois principais grupos já citados existe um terceiro que é
ocasional. A falta de estoques pode trazer conseqüências negativas sérias para a empresa,
muitas delas imponderáveis, como a perda de venda atual e da futura, pois o cliente
fidelizado pode ir para o concorrente e não voltar mais. Também pode haver conseqüências
negativas para a imagem da empresa e maiores custos de compra, através da utilização de
processos não rotineiros de compras, ficando a empresa com pouco poder de barganha junto
aos fornecedores, dada a urgência da entrega.
7.5 RELAÇÃO ESTOQUES X DUPLICATAS A RECEBER
Os custos dos estoques e o custo das duplicatas a receber interagem e, muitas vezes,
necessita-se saber qual o melhor resultado desta interação. Para melhor entendimento deste
tópico, exemplifica-se a seguir como se comporta esta relação através do seguinte exemplo:
Para manter R$ 1,00 em estoque, uma empresa gasta por ano R$ 0,25.
Para manter R$ 1,00 em duplicatas a receber, gasta por ano R$ 0,15.
101
Esta empresa tem estoque médio de R$ 300.000,00 e, investimento médio em duplicatas a
receber de R$ 200.000,00.
As metas desta empresa são:
• Alterar as condições de crédito, e com isso, espera que os clientes comprem mais.
• Com o aumento de vendas, o estoque médio seria reduzido para R$ 150.000,00.
• Em contrapartida, o investimento em duplicatas a receber aumentaria para R$
350.000,00.
Com estes dados, deveria a empresa alterar as condições de crédito?
Atual Proposto
Custo/retorno Investimento Custo Investimento Custo
Médio Médio
Investimento em Estoque Médio 25% 300.000,00 75.000,00 150.000,00 37.500,00
Investimento em Duplicatas a receber 15% 200.000,00 30.000,00 350.000,00 52.500,00
Total 105.000,00 90.000,00
Como se pode verificar, os custos totais cairiam de R$ 105.000,00 para R$ 90.000,00,
logo, a empresa deve alterar as condições de crédito.
7.6 SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES
Muitos são os sistemas utilizados para administração de estoques. Relacionam-se abaixo os
mais conhecidos:
• Método da faixa vermelha
• Método das duas caixas ou gavetas
• Sistema ABC
• Método do Lote Econômico
• Método do Ponto de Re-encomenda
• Sistema MRP – Material Requirement Planning
• Sistema MRP II – Manufacturing Resources Planning II
• Sistema JIT – Just in Time
• Sistema OPT – Optimized Production Technology
a) Faixa vermelha - Os dois primeiros sistemas, da faixa vermelha ou das duas
caixas ou gavetas são voltados para pequenas empresas. O primeiro tem lugar em feiras
livres, onde os grãos são colocados no chão entre duas táboas, e é traçada uma linha
vermelha por baixo deles. Quando esta linha aparecer está na hora de pedir mais
mercadorias.
b) Duas caixas ou gavetas - O segundo segue a mesma lógica e aplica-se a
armarinhos e lojas de miudezas. Enchem-se duas gavetas ou caixas e começa-se a vender o
conteúdo delas. Quando uma esvaziar está na hora de fazer novo pedido.
102
c) Sistema ABC – Este sistema divide os itens de estoque em três categorias de
materiais, de acordo com o valor dos itens e da quantidade, segundo modelo a seguir:
Categoria Quantidade de itens Valor dos itens
A 20% 80%
B 30% 15%
C 50% 5%
Graficamente se teria:
100
95
80
% acumulado
do faturamento
0 20 50 100
% acumulado por tipo de item
Neste sistema, são traçadas normas de procedimento para administrar cada categoria
de produtos. O exemplo acima pode ser discriminado da seguinte forma:
Suponha que uma distribuidora de parafusos tenha a seguinte movimentação por tipo
de produto:
Produto Faturamento % % acumulado Classificação %do grupo
A 20% 25.000 50 50 A 80%
B 15.000 30 80 _________
C 30% 3.500 7 87 B 15%
D 2.000 4 91
E 2.000 4 95 _________
F 50% 1.000 2 97 C 5%
G 500 1 98
H 500 1 99
I 250 0,5 99,5
103
J 250 0,5 100 _________
Os itens devem ser administrados de acordo com suas características específicas,
atentando para os seguintes aspectos:
• Consumo médio por período
• Prazo de entrega dos fornecedores ou prazo de produção
• Valor dos estoques mantidos
Os itens C são formados por bens de pequeno valor unitário e geralmente de fácil
obtenção. Podem ser tratados com menor rigor e controlados de forma mecânica. Os itens B
são bens de valor unitário médio e devem ter maior rigor no controle. Os itens A devem ser
controlados com a máxima segurança e previsibilidade.
d) Lote Econômico – Este método determina a quantidade ótima de compra que
minimiza os custos totais de estocagem.
O LEC é um sistema que busca auxiliar o administrador na gestão de estoques. Foi
constituído com a premissa básica de que os custos de manutenção elevam-se com o
aumento dos estoques, enquanto que os de administração declinam. No entanto ele tem
algumas suposições restritivas que são:
• As vendas são distribuídas igualmente durante todo o ano,
• As vendas são previsíveis e imutáveis
• Não há atraso nas encomendas
As hipóteses básicas consideradas no modelo de lote econômico são:
a) O volume do pedido não exerce influência sobre o custo unitário, mantendo-se
constante, qualquer que seja a quantidade solicitada.
b) A demanda do estoque se processa de maneira uniforme.
c) O modelo é desenvolvido em condições de certeza. Não há risco de falta de estoque.
d) Não há necessidade de estoque de segurança. Os recebimentos se processam de
acordo com o prazo do pedido.
e) Não ocorrem limitações financeiras para aplicações em estoques.

Custo Total
Custo de Manutenção
Custos R$
Custo de emissão
104
Lote econômico
Quantidade por Pedido
Para determinar a fórmula algébrica para cálculo do lote econômico teríamos:
S = Procura de unidades por período (1.600 unidades)
O = Custo de emissão (R$ 50,00/pedido)
C = Custo de manutenção (R$ 1,00/item/período)
Q = Quantidade por lote
S/Q = Número de pedidos
Q/2 = Estoque médio
S/Q x O = Q/2 x C
S/Q / Q/2 = C/O
2S/Q
2
= C/O
Q
2
= 2S/ C/O
Q
2
= 2SO/C
Q 100 200 400 800 1.600
S/Q 16 8 4 2 1
Q/2 50 100 200 400 800
O x S/Q 800 400 200 100 50
C x Q/2 50 100 200 400 800
Total 850 500 400 500 850
1.000 Custo total
Custo de manutenção
Valor $

400
Custo de emissão
0 100 200 400 800 1.600
Lote econômico
Exemplo
Qual seria o lote ideal de compra de uma empresa que utiliza 1.600 unidades de
determinado item de estoque por ano se, para emitir um novo pedido, ela calcula que gastará
R$ 50,00 e para manter este item, em estoque, gastará por ano R$ 1,00?
400
1
50 600 . 1 2
·
× ×
· LEC
105
C
OS
LEC
2
·
Ponto de re-encomenda – É o ponto em que se deve emitir o pedido de reposição de
estoque.
PR = Ponto de Re-encomenda
T = Tempo de reposição (em dias)
D = Procura diária do item de estoque
Exemplo:
Uma empresa sabe que são necessários 10 dias para que chegue a mercadoria que ela
pediu hoje. Sabe também que usa 5 unidades deste item por dia. Quando deverá emitir novo
pedido?
PR = 5 x 10 = 50
Ou seja, quando o estoque estiver próximo de 50 unidades, deve ser emitido novo
pedido.
Estoque mínimo – Também denominado estoque de proteção, representa a quantifade
mínima necessária para garantir as atividades da empresa num fluxo contínuo, sem qualquer
interrupção por falta de material. Sua fórmula poderia ser:
EM = C x F
EM = Estoque mínimo
C = Consumo médio mensal
F = Número de dias exigido pela empresa como fator de segurança.
e) Sistema Just in Time – Este é um sistema que procura minimizar o tempo do item
em estoque, tornando-o nulo, se possível. Nas montadoras de automóveis, por exemplo, a
maioria das peças não vai para estoques, e sim para a linha de produção.
Este sistema nasceu no Japão na década de 70, tendo sua primeira aplicação na
Toyota Motor Company, e tomou inicialmente o nome de sistema Kanban. Hoje existem na
Fiat 11 fornecedores em JIT entregando cerca de 5.900 itens à produção, sendo 98% deles em
JIT seqüenciado. Os benefícios com esta entrega foram:
• Redução dos níveis de estoques de 5 dias para 0,7 dias.
• Eliminação de 18.000 m
2
de área utilizada para estoques
• Redução do montante de capital circulante
• Flexibilidade no processo produtivo
f) Sistema MRP e MRP II – MRP (Material requirements planning), ou Cálculo das
Necessidades de Materiais e MRP II (Manufactoring Resourses Planning), ou Planejamento
dos Recursos de Manufatura, são os Sistemas de Administração da Produção (SAP) de
grande porte que têm sido implantados pelas empresas, ao redor do mundo, desde os anos 70.
106
PR = T x D
O Sistema MRP II é um sistema integrado de planejamento e programação de
produção baseada no uso de pacotes de computador. Estes pacotes são estruturados de forma
modular. Os fornecedores de software oferecem, em seus produtos, diversos módulos que
podem variar em especialização e número. Entretanto, há alguns módulos que se encontram
presentes na maioria dos pacotes. Os principais são:
Módulo de Planejamento-Mestre de Produção (MPS)
Módulo de Cálculo das Necessidades de Materiais (MRP)
Módulo de Cálculo de Necessidades de Capacidade (CRP)
Módulo de Controle de Produção (SFC)
g) Sistema OPT – É uma técnica computadorizada que auxilia a programação de
sistemas produtivos de acordo com o ritmo dos recursos mais fortemente carregados, que são
os chamados gargalos. Se a atividade em qualquer parte do sistema produtivo exceder o ritmo
do gargalo, alguns itens estarão sendo produzidos sem que possam sr utilizados e, então, os
estoques desnecessários serão formados. Se a taxa de atividade estiver abaixo do ritmo do
gargalo todo o sistema estará sendo subutilizado.
Esta técnica aproveita a Teoria da Restrição de Goldratt, onde são necessários cinco
passos:
• Identificar a restrição do sistema, que é justamente o elo mais fraco.
• Explorar a restrição, ou seja, eliminar as perdas e aumentar o ganho.
• Subordinar tudo à decisão anterior
• Ultrapassar a restrição
• Voltar ao primeiro passo e identificar a nova restrição
7.7 SELEÇÃO DE COMPRAS
Quando um fornecedor está disposto a trocar bens ou serviços por determinada soma
de dinheiro, tem-se o processo de compra. Neste relacionamento, a ênfase está em construir
um resultado satisfatório conjunto. Os dois lados, comprador e vendedor devem ter o
propósito de identificar interesses comuns e de adicionar valor.
Na empresa área de compra tem os seguintes objetivos:
• Adquirir materiais e serviços de maneira eficaz, obtendo, de maneira ética, a melhor
relação custo/benefício.
PME
PC
107
• Suprir a organização com um fluxo seguro de materiais e serviços
• Assegurar a continuidade de suprimento para manter relacionamentos efetivos com
fornecedores existentes e buscar outras fontes de suprimento para estender as
necessidades planejadas ou emergenciais
• Manter relacionamentos cooperativos com outros departamentos da empresa,
fornecendo e recebendo informações e aconselhamento necessário para a operação
eficaz de toda organização.
Apresenta-se abaixo um modelo de seleção de fornecedores, com dados fornecidos.
23
Dados fornecedores
A B C
Preços unitários sem IPI 120 110 120
Prazo de pagamento 28 dias 21 dias 35 dias
Alíquota de ICMS 18% 12% 18%
Encargo financeiro 5%am 5%am 5%am
Frete por unidade 0 3 1
Preços unitários sem IPI 120 110 120
(+) frete 0 3 1
(=) 120 113 121
(-) ICMS(1) 21,6 13,56 21,78
(=) 98,4 99,4 99,22
(-) Encargos financeiros (2) 4,58 3,45 5,81
(=) 93,82 95,95 93,41
(1) 120 x 0,18 = 21,6
(2) [(1+0,05)
28/30
-1]x 98,40 = 4,58
Como se pode notar, a melhor opção é a do fornecedor C, que tem o menor preço.
Uma das maiores dificuldades no controle de estoques é saber comprar. Não só saber
comprar o item certo na época certa, mas comprá-lo também com vantagem financeira,
quando isto for possível. Analisar políticas de compra em relação a política de vendas é
sempre um caminho a trilhar quando se quer verificar rentabilidade nas compras.
7.8. CÁLCULO DA TAXA DE EQUILÍBRIO PARA COMERCIALIZAÇÃO
Esta demonstração será feita em quatro exemplos, observando as seguintes condições:
A- As mercadorias foram adquiridas para uma empresa comercial; B- A economia não tem
inflação; C- Não há implicações tributárias e D- O lucro apurado é o bruto.
Uma empresa comercial quer uma diferença de preços de 50% entre a compra e a
venda de determinada mercadoria. Ela pode comercializá-la de quatro modos, a saber:
A) COMPRA À VISTA E VENDA À VISTA
23
Exemplo retirado de MATIAS,Alberto Borges, página 113.
PME
PC
PC
PMP
PME
C=PC

V
PME PMR
108
C = Compras
PC = Pagamento das compras
V = Vendas
RV = Recebimento das vendas
PME = Prazo médio de estocagem
Condição de equilíbrio
RV = PC (1+i)
PME
Considerar-se-á para este exemplo e para os outros três a seguir, que o preço de
aquisição da mercadoria foi $ 4.000, o preço de venda $ 6.000 e o prazo médio de estocagem
foi de 3 meses.
Condição de equilíbrio financeiro
RV = PC (1+i)
PME
6.000 = 4.000 (1+i)
3
i = 14,43% am
Demonstrativo de resultados
Venda 6.000
Custo da venda 4.000
Resultado Bruto 2.000
Custo econômico-financeiro
(1+0,1447)
3
2.000
Resultado final 0
Observe que o período em que a operação está a descoberto é o período em que a
mercadoria fica em estoque. Neste período a empresa gastou recursos com a compra, mas
não os recuperou ainda com a venda. Na realidade o que a empresa lucrou não foi R$
2.000,00 ( 6.000,00 – 4.000,00) e sim, considerando a taxa de desconto de mercado de 2%
am, 6.000 – 4.000 (1 + 0,02)
3
= 1.755,17. Este lucro continuará diminuindo até a taxa de
descontos alcançar 14,47% am, quando chegará a zero.
B) COMPRA A PRAZO E VENDA À VISTA
PME
PC V = RV C =
PC
PMP
PME
C=PC

V
PME PMR
C PC V
PME
109
Onde:
PMP = Período médio de pagamento = 2 meses
Condição de equilíbrio financeiro
V = C (1+i)
PME-PMP
6.000 = 4.000 (1 + i)
3-2
i = 50% am
Isto significa que qualquer taxa de juros inferior a 50% am será vantajosa para a
empresa, e quanto mais afastada for deste valor, mais vantajosa será.
C) COMPRA À VISTA E VENDA A PRAZO
Onde:
PMR = Prazo médio de recebimento = 1 mês.
Condição de equilíbrio financeiro
RV = PC (1 + i)
PME + PMR
6.000 = 4.000 (1 + i)
3+1
i = 10,67% am
Isto significa que qualquer taxa de juros inferior a 10,67% am será vantajosa para a
empresa, e quanto mais afastada for deste valor, mais vantajosa será.
D) COMPRA A PRAZO E VENDA A PRAZO
C PC V = RV
PMP
PME
C=PC

V RV
PME PMR
C PC V
PME
110
Onde:
PMR = Período médio de recebimento (ou de cobrança) = 1 mês.
Condição de equilíbrio financeiro
RV = PC (1+i)
PMR+PME-PMP
6.000 = 4.000 (1+i)
1+3-2
i = 22,47%
Isto significa que qualquer taxa de juros inferior a 22,47% am será vantajosa para a
empresa, e quanto mais afastada for deste valor, mais vantajosa será.
Caso a empresa devesse escolher nas condições apresentadas qual das quatro
modalidades deveria escolher, teria:
1º - Compra a prazo e venda a vista ( i = 50% am )
2º - Compra a prazo e venda a prazo ( i = 22,47% am )
3º - Compra a vista e venda a vista ( i = 14,43% am )
4º - Compra a vista e venda a prazo ( i = 10,67% am )
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PME
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CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO
113
1. Administração financeira é:
a. Ciência
b. Arte
c. A e b
d. Estudo
2. A administração financeira se relaciona mais estreitamente com:
a. Matemática financeira, direito e contabilidade.
b. Economia, direito e sociologia.
c. Informática, contabilidade e marketing.
d. Estatística, matemática financeira e recursos humanos
3. As atribuições do administrador financeiro são:
a. Controladoria e tesouraria.
b. Planejamento e controle.
c. Análise, investimento e financiamento
d. B e c
4. São funções de tesouraria:
a. Cadastro, câmbio e planejamento tributário.
b. Financiamento, orçamento de caixa e orçamento geral.
c. Crédito, cobrança e investimento.
d. Relacionamento com instituições bancárias e controle patrimonial
5. Informe a afirmação falsa:
a. O mercado de capitais se subdivide em primário e secundário
b. As bolsas de valores estão subordinadas à CVM
c. O mercado monetário utiliza o depósito compulsório
d. O mercado de crédito é realizado entre países.
6. Informe a afirmação falsa:
a. O mercado monetário utiliza o mercado aberto
b. O mercado de crédito administra as bolsas de valores
c. O mercado de capitais subdivide-se em primário e secundário
d. O mercado de câmbio utiliza a paridade das moedas
7. São órgãos do sistema normativo do SFN:
a. Conselho Monetário Nacional, Comissão de Valores Mobiliários e Caixa
Econômica Federal.
b. Bolsa de Valores, Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários.
c. Superintendência de Seguros Privados, Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social e Bancos Múltiplos.
d. Caixa Econômica Federal, Seguradoras e Banco do Brasil.
8. São instituições não financeiras:
114
a. Sociedades distribuidoras
b. Seguradoras
c. Cooperativas de crédito
d. Sociedades de arrendamento mercantil
9. Os bancos múltiplos não:
a. São intermediários financeiros
b. Realizam operações de crédito
c. Financiam o saneamento básico
d. Descontam títulos
10. Qual a afirmativa correta?
a. Autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno
b. Autarquias são pessoas jurídicas de direito público externo
c. Autarquias são pessoas jurídicas de direito privado
d. Autarquias são sociedades não personificadas
11. Qual das empresas abaixo não é uma S. A:
a. Indústria de Tecidos Guararapes S.A.
b. Cia Guararapes de Tecidos
c. Guararapes Tecidos e Cia
d. S.A. Guararapes Tecidos
12. As sociedades de fomento comercial
a. São conhecidas como empresas de leasing
b. Operam na Bolsa de Valores
c. São conhecidas como empresas de factoring
d. São conhecidas como financeiras
13. A companhia constituída mediante escritura pública, tendo como principal acionista
uma sociedade brasileira é:
a. Sociedade anônima aberta
b. Sociedade limitada
c. Subsidiária integral
d. Sociedade anônima fechada
14. Títulos negociáveis, sem valor nominal e estranhos ao capital social, mas que
conferem participação nos lucros são:
a. Partes beneficiárias
b. Bônus de subscrição
c. Debêntures
d. Ações
15. Informe a afirmação verdadeira:
a. As assembléias podem ser ordinárias, extraordinárias e estatutárias.
115
b. As sociedades anônimas são obrigadas a registrarem-se nas Juntas Comerciais
c. As ações ordinárias não poderão ultrapassar 50% do total das ações.
d. As sociedades limitadas são constituídas por estatuto social.
16. Qual das afirmativas abaixo é falsa:
a. O conselho de administração é órgão é obrigatório nas S/A de capital aberto e
nas de Capital autorizado
b. O conselho fiscal, permanente ou não, é órgão facultativo
c. As assembléias gerais são convocadas em consonância com o contrato social
d. A diretoria executiva é eleita pelo Conselho de Administração
17. Os órgãos sociais de uma S.A. são:
a. Assembléia geral ordinária, conselho de administração, conselho fiscal e
diretoria.
b. Diretoria, assembléia geral extraordinária, conselho fiscal e conselho de
administração.
c. Conselho de administração, assembléia geral, conselho fiscal e diretoria
d. Conselho consultivo, conselho fiscal, diretoria e assembléia geral
18. Não é vantagem de uma S. A:
a. Vida ilimitada
b. Crescimento via mercado de capitais
c. Administração profissional
d. Capital dividido em cotas
19. São impostos federais:
a. IPI, IR e ICMS
b. ISS, IPI e IR
c. IR, ITR e IPI
d. IPI, IR e IPVA
20. Você recolheria o imposto de transmissão inter vivos aos cofres federais, estaduais
ou municipais?
21. São desvantagens em se constituir uma firma individual:
a. Responsabilidade integral, falta de administração profissional e continuação
da firma após a morte do dono.
b. Falta de garantia para empréstimos vultosos, responsabilidade integral e
impossibilidade de vender fora do estado.
c. Falta de administração profissional, não poder contratar mais de 25
funcionários e responsabilidade integral.
d. Extinção da firma após a morte do dono, falta de garantia para empréstimos
vultosos e impossibilidade de transmissão do controle para um sócio.
116
22. Qual a afirmação falsa?
a. As ações são representadas fisicamente pelo Certificado de Ações.
b. Conforme a forma, as ações podem ser nominativas e ao portador.
c. A distribuição de novas ações para os atuais acionistas chama-se bonificação.
d. O prazo de duração das Partes Beneficiárias atribuídas gratuitamente, com
poucas exceções, não poderá ultrapassar 10 anos.
23. Analise verticalmente, horizontalmente e por índices (inclusive EBITDA) as
demonstrações financeiras a seguir:
Número de ações: 10.000
Depreciações: R$ 5.000,00 em 2001 e R$ 7.000,00 em 2002
2001 V 2002 V H
ATIVO 209.000,00 261.000,00
CIRCULANTE 83.300,00 117.600,00
Caixa e Bancos 14.000,00 14.400,00
Aplicações 800,00 1.200,00
Duplicatas a Receber 37.000,00 42.000,00
Estoques 31.500,00 60.000,00
PERMANENTE 125.700,00 143.400,00
Investimentos 15.700,00 15.700,00
Imobilizado 94.350,00 112.700,00
Diferido 15.650,00 15.000,00
V V H
PASSIVO 209.000,00 261.000,00
CIRCULANTE 61.000,00 78.000,00
Empréstimos 8.000,00 15.000,00
Duplicatas descont. 5.000,00 3.000,00
Duplicatas a Pagar 21.200,00 25.000,00
Outras obrigações 26.800,00 35.000,00
EXIGÍVEL A L.P. 35.700,00 45.000,00
PATRIM. LÍQUIDO 112.300,00 138.000,00
Capital 69.000,00 69.350,00
Reservas de lucros 43.300,00 68.650,00


Receita Oper. Líquida 330.000,00 365.000,00
(-) CPV 210.000,00 250.000,00
(=) Lucro Bruto 120.000,00 115.000,00
(-) Despesas Operac. 57.000,00 67.000,00
Administrativas 33.000,00 35.000,00
Comerciais 24.000,00 32.000,00
(=) Lucro Operacional 63.000,00 48.000,00
(+/-) Result. Financ. 6.555,00 9.000,00
(+/-) Result. N. Oper. 0,00 0,00
(=)ResAnCSeIR 56.445,00 39.000,00
(-) Prov p/ CS e IR 19.756,00 13.650,00
117
(=) ResApCSeIR 36.689,00 25.350,00
(-) Part. e Contrib. 0,00 0,00
(=) Res Liq do Exerc. 36.689,00 25.350,00
24. Com as demonstrações abaixo, analise pelos índices de liquidez, atividade,
endividamento e lucratividade.
Ano 1 Ano 2 Ano 1 Ano 2
ATIVO 2.000 PASSIVO 2.000
Circulante 1.000 Circulante 1.000
Caixa 10 Fornecedores 400 500
Banco c/ mov 90 Salários a pagar 300
Aplic. de curtíssimo prazo 100 Impostos a recolher 200
Duplicatas a receber 300 400 Passivo não circulante 500
(-) Duplicatas descontadas 50 100 Empréstimos de L Prazo 500
Estoque 300 500 Patrimônio Líquido 500
Não Circulante 1.000 Capital Social 400
Imobilizado 1.500 Reservas 100
(-) Depreciação acumulada 500 Prejuízos acumulados 0
Receitas 2.000
Custo dos produtos vendidos 1.000
Lucro Bruto 1.000
Despesas operacionais 500
Lucro operacional 500
Imposto de renda 150
Lucro líquido 350
25. Com as informações abaixo, determine PMR, PME, PMP, CO e CC. Demonstre
graficamente.
Ano 1 Ano 2
Duplicatas a Receber 600 500
Estoques 2.000 2.500
Compras a Prazo 2.000
Duplicatas a Pagar 800 1.000
Vendas a Prazo 3.000
Custo das Mercadorias Vendidas 1.500
26. Qual o PMP, PME, PMR, CC e CO da empresa abaixo?
Ano 1 Ano 2
Duplicatas a Pagar 250 300
118
Duplicatas a Receber 200 250
Estoques 1.200 1.600
Custo dos Produtos Vendidos 2.500
Compras a Prazo ?
Vendas a Prazo 5.000
27. Qual o ciclo de caixa de uma empresa que tem prazo médio de pagamento de 45 dias,
prazo médio de recebimento de 30 dias e prazo médio de estoques de 90 dias?
Desenhe o esquema de ciclos.
CAPÍTULO II – ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO
28. Qual a afirmativa falsa:
a. O capital circulante líquido é igual ao capital de giro líquido
b. O capital circulante líquido é igual ao ativo circulante menos o passivo
circulante
c. No capital circulante líquido negativo os recursos de longo prazo financiam o
ativo circulante
d. O risco operacional é o risco de não poder cobrir os custos operacionais
29. Defina o que é verdadeiro (V) e falso (F):
a. Na abordagem agressiva existe maior lucro e menor risco
b. Quanto mais afastadas do caixa as contas têm menor risco
c. A necessidade mínima de fundos é igual a necessidade mínima permanente
mais a necessidade complementar
d. Na abordagem conservadora os juros pagos são menores
30. Capital circulante líquido é:
a. A soma do ativo e passivo circulante
b. O ativo circulante
c. A diferença entre a soma do patrimônio líquido e o Exigível a longo prazo e a
soma do realizável a longo prazo e o ativo permanente.
d. A diferença entre o Patrimônio Líquido e o Ativo Permanente.
31. Com os dados a seguir calcule a diferença percentual entre os retornos sobre o
Patrimônio Liquido conservador e agressivo.
Agressivo Conservador
Ativo Circulante 1.000 1.500
Ativo Permanente 1.000 1.000
Total 2.000 2.500
Passivo Circulante 400 500
Exigível a Longo Prazo 600 750
Patrimônio Líquido 1.000 1.250
Lucro Operacional 1.000 1.000
Despesas Financeiras a Curto Prazo (20%aa)
Despesas Financeira a Longo Prazo (30%aa)
119
Lucro Antes do Imposto de Renda
Imposto de Renda (30%)
Lucro Líquido
Retorno sobre o Patrimônio Líquido
32. Duas empresas apresentam os seguintes Balanços Patrimoniais:
A B
Circulante 200 500
Permanente 800 1.000
Passivo Circulante 100 400
Patrimônio Líquido 900 1.100
Analisando pela liquidez corrente e pelo capital circulante líquido, qual das duas oferece
maior risco?
33. Quais os três níveis de planejamento financeiro?
34. Sabendo que o balanço patrimonial de uma empresa se apresenta na forma abaixo,
Ativo Circulante 1.000 Passivo Circulante 500
Caixa 25 Fornecedores 500
Duplicatas a rec. 300 Exigível a longo prazo 500
Estoques 675 Patrimônio Líquido 3.000
Ativo Permanente 3.000
Receitas anuais: R$ 9.000,00. Receitas a vista: 50%
PMR: 15 dias, PMP: 30 dias e PME: 45 dias
Compras a prazo: 50% das vendas a prazo
Custo/receita = 60%
Caixa mínimo: R$ 25,00
Determinar a NIG (necessidade de capital de giro)
35. Qual a Necessidade de Investimento em Giro da empresa abaixo?
Ativo Circulante 50 Passivo Circulante 30
Caixa 5
Duplicatas a Receber 15 Duplicatas a Pagar 30
Estoques 30 Exigível a Longo Prazo 30
Permanente 100 Patrimônio Líquido 90
Ativo 150 Passivo 150
Vendas Mensais: R$ 100,00
Vendas a vista: 50%
Prazo Médio de Recebimento: 6 dias
Prazo Médio de Pagamento: 15 dias
Compras Mensais a prazo: R$ 30,00
120
Prazo Médio de Estoque: 10 dias
Custo/Receita: 60%
Caixa Mínimo: 4,00
36. Desenhe o diagrama do planejamento financeiro.
CAPÍTULO III - ORÇAMENTO
37. Demonstre o saldo final de caixa e elabore o quadro comparativo contábil/financeiro.
Ano 1 Ano 2
Ativo 1.000 1.500
Circulante 400 600
Caixa 100 150
Contas a receber 100 200
Estoques 200 250
Permanente 600 900
Imobilizado 800 1.200
Depreciação acumulada (200) (300)
Passivo 1.000 1.500
Circulante 300 500
Fornecedores 100 200
Salários 100 150
Impostos 100 150
Patrimônio Líquido 700 1.000
Capital 500 650
Reservas 100 100
Lucros acumulados 100 250
Vendas 1.000
Custo dos Produtos Vendidos 600
Lucro Bruto 400
Despesas Operacionais 200
Salários 50
Depreciação 100
Impostos 50
Lucro operacional 200
Imposto de Renda 50
Lucro Líquido 150
38. Quais orçamentos abaixo fazem parte do orçamento empresarial?
a. Vendas, consumo de matéria-prima caixa e permanente.
b. Estoque final, produção, empréstimos e custo dos produtos vendidos.
121
c. Custos indiretos de fabricação, custo da mão-de-obra direta, despesas
operacionais e caixa.
d. Consumo de matérias-primas, fornecedores, caixa e estoque final.
39. Os níveis de orçamento são:
a. Empresarial, contínuo e flexível.
b. Por atividade e padrão
c. Estratégico, administrativo e operacional.
d. Alternativas a e b
40. Orçamento padrão é um orçamento
a. Que representa o ideal da empresa
b. Elaborado com números índices
c. Que pode ser alterado, gerando diversos panoramas
d. Que é executado pela diretoria
41. Como se calcula o consumo de matérias-primas?
42. Calcule os valores em aberto
Estoque inicial de produtos acabados 1.000
Estoque final de matérias-primas 500
Custo de mão-de-obra direta 40.000
Estoque final de produtos acabados 2.000
Custos indiretos de fabricação 30.000
Estoque inicial de matérias-primas 1.000
Compras de matérias-primas 50.000
Consumo de matérias-primas ?
Custos de produção ?
Custo dos produtos vendidos ?
43. Qual o orçamento anual de vendas brutas da empresa a seguir?
Produto Vendas (ud) Preço Unitário de Vendas
A 2.000 35,00
B 1.500 50,00
Sabendo que devoluções, abatimentos e impostos incidentes sobre vendas constituem 20%
das vendas brutas, qual o total de vendas líquidas?
44. De posse das informações abaixo, calcule o orçamento de consumo de matérias-
primas e o orçamento de compras.
Matérias-Primas Vendas (unidades)
Produtos X Y Z
A 2 1 0 10.000
122
B 3 0 3 15.000
Estoque X Y Z A B
Inicial 1.000 2.000 1.500 1.000 1.500
Final 1.500 1.500 1.500 1.000 1.500
Preço UnitárioR$ 5,00 2,00 1,00 30,00 20,00
45. Elaborar os orçamentos de vendas, produção, consumo de matérias-primas e compras
com os dados abaixo:
Produto: Vara de pescar
Vendas anuais: 250 unidades
Preço unitário de vendas: R$ 150,00
Matéria Prima
Consumo
unitário Preço Unitário
Haste 1 ud R$ 50/ud
Linha 200 m R$ 0,10/m
Anzol 5 ud R$ 250/cento
Itens Estoque Inicial Estoque Final
Vara de
pescar 30 ud 20 ud
Haste 15 ud 15 ud
Linha 6.000 m 10.000 m
Anzol 600 ud 200 ud
46. Elaborar os orçamentos de vendas, produção, consumo de matérias-primas e compras
com os dados abaixo:
Produto: Lâmpada incandescente
Vendas anuais: 10.000 unidades
Preço unitário de venda: R$ 50,00
Matéria Prima
Consumo
unitário Preço Unitário
Vidro 100 gr R$ 100/kg
Filamento 5 gr R$ 200/kg
Bocal 1 ud R$ 0,10/ud
Itens Estoque Inicial Estoque Final
Lâmpada 10.000 ud 15.000 ud
Vidro 10 kg 20 kg
Filamento 20 kg 10 kg
Bocal 2.000 ud 3.000 ud
47. Qual a fórmula do orçamento de produção?
123
48. Elaborar o orçamento de vendas, produção, consumo de matérias-primas e compras
de matérias-primas
Produtos Estoque Estoque $ unitário Vendas
Inicial Final anuais (ud)
A 1.000 1.200 10,00 100.000
B 1.200 1.000 20,00 75.000
C 1.400 1.400 30,00 50.000
Matérias Consumo unitário Estoque Estoque $ unitário
Primas A B C Inicial Final
X 0 1 2 600 500 2,00
Y 2 0 1 800 1.000 1,50
Z 1 2 0 1.000 1.500 1,00
49. Uma empresa queria vender cadeira e mesas. Para construir uma cadeira era
necessário 8 kg de madeira, ½ litro de cola e 12 pregos. Para construir uma mesa era
necessário: 20kg de madeira, 1 litro de cola e 36 pregos.O kg da madeira custava R$
2,00, o litro de cola R$ 10.00 e a dúzia de pregos R$ 1,20. A empresa não tinha nem
mesas nem cadeiras em estoque quando iniciou a produção e gostaria de ficar
mensalmente com 15.000 cadeiras e 3.000 mesas em estoque. Os estoques iniciais de
matérias-primas eram: 20.000kg de madeira, 5.000 litros de cola e 10.000 dúzias de
pregos. Ao fim de cada mês gostaria ter um estoque de 50.000kg de madeira, 15.000
litros de cola e 360.000 pregos. A venda mensal de cadeiras é de 800 unidades e o de
mesas 200 unidades. Calcular o preço unitário de venda de cadeiras e mesas e
elaborar o orçamento do 1º trimestre, mês a mês, de vendas, produção, consumo e
compras de matérias-primas de mesas e cadeiras, sabendo que as compras de
matérias-primas representam 50% das vendas de produtos acabados e que o rateio de
vendas entre cadeiras e mesas será feito com base no consumo das matérias-primas.
50. Elaborar o orçamento anual de mão-de-obra direta por departamento e por produto:
Departamento Produção (minutos) salário/hora
A B C
Corte 15 9 6 2,00
Montagem 15 30 18 4,00
Acabamento 30 45 30 3,00
Produção anual 1.000 2.000 1.500
51. Uma empresa produzia anualmente cadeiras e mesas cujo volume era de 150 mesas e
900 cadeiras. Para fabricar uma cadeira gastava-se 6 minutos no departamento de
corte, 15 minutos no departamento de montagem e 18 minutos no departamento de
acabamento. Para fabricar uma mesa, gastava-se nos mesmos departamentos, 12, 21 e
30 minutos respectivamente. O custo do h/h no departamento de corte é de R$ 1,00,
no de montagem R$ 1,50 e no de acabamento R$ 2,00. Efetuar o orçamento anual de
mão-de-obra direta.
124
52. Sabendo que o produto A consome 3 matérias-primas X e o produto B 2 matérias-
primas Y; que os custos variáveis unitários de A e B são R$ 1,00 e R$ 2,00,
respectivamente; que os preços unitários das matérias-primas X e Y são R$ 2,00 e R$
5,00; que os estoques finais de X e Y são 1.500 e 3.000 unidades e o custo unitário de
mão-de-obra direta de A e B é R$ 3,00 e R$ 2,00, respectivamente, e que o estoque
final (ud) de A= 1.000 e B= 2.000, projetar os estoques finais de matérias-primas,
produtos acabados e total.
53. Qual o orçamento de compras de matérias-primas da empresa cujos dados extraímos
abaixo:
Produtos Estoque Estoque Preço Vendas
Inicial Final Unitário Anuais (ud)
A 1.000 2.000 500,00 1.000
B 1.500 2.500 400,00 1.200
Matérias-primas Consumo unitário Estoque Estoque Preço
A B Inicial Final Unitário
X 1 2 1.000 1.500 5,00
Y 3 4 1.000 1.000 10,00
Z 2 5 1.500 1.000 8,00
W 6 0 1.500 1.500 2,00
54. Elaborar o orçamento empresarial e projetar a Demonstração de Resultados do
Exercício e o Balanço Patrimonial da empresa cujas informações detalhamos abaixo:
Vendas (DRE atual) 405.000
Custo dos Produtos Vendidos 240.000
Lucro Bruto 165.000
Despesas Operacionais 75.000
Lucro Operacional 90.000
Imposto de Renda 27.000
Lucro Líquido 63.000
• Balanço Patrimonial Atual
ATIVO 750.000 PASSIVO 750.000
Circulante 98.000 Circulante 42.000
Disponível 15.000 Fornecedores 15.000
C. a Receber 60.000 Imp. A Pagar 27.000
Estoques 23.000 Patrimônio Líquido 708.000
Mat Prima 4.950 Capital 450.000
Prod. Acab. 18.050 Reservas 180.000
Permanente 652.000 Lucros Acum. 78.000
Imobilizado 750.000
Deprec. Acum. (98.000)
• Projeção de vendas
Produtos S N
125
Preço Unitário (R$) 35,00 50,00
Vendas (ud)
1º Trimestre 3.750 4.500
2º Trimestre 3.000 7.500
3º Trimestre 4.500 5.250
4º Trimestre 3.750 6.750
Total 15.000 24.000
• Custos Diretos
Item Horas/produto $/Hora Custo MOD/ud
Produto S N S N
Departamento de Corte 1,5 1,0 2,00 3,00 2,00
Departamento de Montagem 2,0 1,5 2,00 4,00 3,00
Departamento de Acabamento 0,5 0,5 3,00 1,50 1,50
Total 8,50 6,50
• Consumo unitário de matéria-prima
Consumo de Matéria-Prima por unidade produzida
Produto A B
S 1 0
N 0 2
• Custo unitário de matéria-prima
Matéria-Prima Custo (R$/ud)
A 2,50
B 3,00
• Custos Indiretos
Custos Fixos Anuais
Depreciação R$ 30.000,00
Taxas e seguros R$ 10.000,00
Salários de supervisores R$ 15.000,00
Custos Variáveis Unitários Produtos
S N
Mão-de-Obra Indireta 0,50 0,75
Material Indireto 0,75 0,75
Reparos e Manutenção 0,25 0,50
Energia Elétrica 0,25 0,25
Total 1,75 2,25
• Projeção de estoques
Produtos Acabados Estoque Inicial (ud) Estoque Final (ud)
S 423 1/5 das vendas do próximo trimestre
N 675 1/5 das vendas do próximo trimestre
OBS: O estoque final do último trimestre é igual ao dobro do estoque final do terceiro
trimestre
Matérias-primas Estoque Inicial (ud) Estoque Final (ud)
A 1.000 ½ do consumo do trimestre seguinte
126
B 1.500 ½ do consumo do trimestre seguinte
OBS: O estoque final do último trimestre é igual à metade do estoque final do terceiro
trimestre
• Custo variável unitário
Produto S N
Matérias-Primas 2,50 6,00
Mão-de-Obra Direta 8,50 6,50
Custos Variáveis Indiretos 1,75 2,25
Custo Variável Unitário 12,75 14,75
• Despesas Operacionais
Despesas Administrativas
Salários e administração R$ 54.000,00
Despesas fixas R$ 3.000,00
Outras despesas R$ 3.000,00
Total R$ 60.000,00
Despesas com Vendas
Salários R$ 45.000,00
Propaganda R$ 15.000,00
Total R$ 60.000,00
Despesas Operacionais R$ 120.000,00
• Informações para o fluxo de caixa
Entradas
• 60% das vendas são recebidas no trimestre.
• 40% das vendas são recebidas no trimestre seguinte.
Saídas
• Mão-de-Obra Direta, Matérias-Primas e Custos Indiretos de Fabricação são
desembolsados no trimestre da ocorrência.
• Custos fixos indiretos são pagos trimestralmente em parcelas iguais.
• Outros custos: Taxas no montante de R$ 27.000,00 serão pagas trimestralmente em
parcelas iguais.
• Fornecedores: Saldo de R$ 15.000,00 não será pago.
• Despesas de capital
1º Trimestre R$ 15.000,00
2º Trimestre R$ 22.500,00
3º Trimestre R$ 12.000,00
4º Trimestre R$ 30.000,00
127
• Quadros para elaboração do orçamento empresarial e projeções.
1. ORÇAMENTO DE VENDAS
Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
Unidades
S
N
Valor R$
S
N
Total
128
2. ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO (UD)
Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
S
Estoque Final
(+) Vendas
Total
(_) Estoque Inicial
Produção
N
Estoque Final
(+) Vendas
Total
(_) Estoque Inicial
Produção
3. ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS
Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
A 1 ud/S
B 2 ud/N
129
4. ORÇAMENTO DE COMPRAS
Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
A
Estoque final
(+) consumo
total
(-) Estoque Inicial
Compras (ud)
(x) $ unitário
(=) Compras (R$)
B
Estoque final
(+) consumo
total
(-) Estoque Inicial
Compras (ud)
(x) $ unitário
(=) Compras (R$)
Total (A+B) R$
5. ORÇAMENTO DE MÃO-DE-OBRA DIRETA
Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
Produção (transferir)
S
N
Horas de MOD
Depto de Corte
S (1,5)
N (1,0)
total
Depto de Montagem
S (2,0)
N (1,5)
total
Depto de Acabamento
S (0,5)
N (0,5)
total
%. (continuação) CUSTO DA MÃO-DE-OBRA
Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
Depto de Corte
Horas trabalhadas
$ hora
Total R$
Depto de Montagem
Horas trabalhadas
$ hora
Total R$
Depto de Acabamento
Horas trabalhadas
$ hora
Total R$
Total R$
6. ORÇAMENTO DE CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO
Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
Produção (transf.)
S
N
Custo Variável
S (R$ 1,75/ud)
N (R$ 2,25/ud)
Total R$
Custo Fixo
Depreciação
Taxas e seguros
Salário de supervisor
Total R$
Total do custo Indireto
7. ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL
Matéria-prima A B Total
Estoque final (ud)
Custo Unitário (R$) A + B
Estoque final (R$)
Produto S N
Estoque final (ud)
Custo Unitário (R$) S + N
Estoque final (R$)
Estoque total final
8. ORÇAMENTO DE DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas Administrativas
131
Salários da administração
Despesas fixas
Outras despesas
Total
Despesas com Vendas
Salários
Propaganda
Total
Despesas Operacionais
9. ORÇAMENTO DE DESPESAS DE CAPITAL
1º Trimestre
2º Trimestre
3º Trimestre
4º Trimestre
total
10. ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS
Estoque inicial de matéria-prima
(+) compras
(=) Matéria-prima disponível
(-) Estoque final de matéria-prima
(=) Matéria-prima consumida
(+) Custo da mão-de-obra direta
(+) Custo indireto de fabricação
(=) Custo da produção
(+) Estoque inicial de produtos acabados
(-) Estoque final de produtos acabados
(=) Custo dos produtos vendidos
11. ORÇAMENTO DE CAIXA
Trimestres 1º 2º 3º 4º ano
Saldo Inicial
132
Entradas
Cliente (saldo do Balanço)
60% das vendas
40% das vendas
Total das entradas
Caixa disponível
Saídas
Compras
Mão-de-Obra Direta
Custos Indiretos
Despesas Operacionais
Despesas de capital
Taxas e impostos (saldo do Balanço)
Total das saídas
Saldo final
12. DRE Projeção
Vendas
Custo dos Produtos Vendidos
Lucro Bruto
Despesas Operacionais
Lucro Operacional (LAIR)
Imposto de Renda (40%)
Lucro Líquido
13. PROJEÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO
Circulante
Disponibilidades
133
Contas a Receber
Estoques
Matérias-Primas
Produtos Acabados
Permanente
Imobilizado
Depreciação Acumulada
PASSIVO
Circulante
Fornecedores
Impostos a Pagar
Patrimônio Líquido
Capital
Reservas
Lucros Acumulados
55. Sabendo que um automóvel gasta em média numa oficina:
Departamento Tempo Salário/hora atendimento
Funilaria 30 min 5,00 Janeiro 1.000
Pintura 15 min 6,00 Fevereiro 800
Acabamento 15 min 8,00 Março 1.200
Qual o orçamento trimestral por departamento?
Qual o orçamento mensal de mão-de-obra?
Qual o orçamento de Mão-de-Obra para o 1º trimestre?
CAPÍTULO IV - PROJEÇÃO FINANCEIRA
56. Sabendo que 1.500 unidades anuais do produto A é vendido por R$ 12,00 e 2.000
unidades de B é vendida por R$ 15,00; que o custo dos produtos vendidos é de 60%
das vendas; que as despesas operacionais somam R$ 10.000,00 e ainda, que a alíquota
do IR é de 25%, projetar o lucro líquido da empresa.
CAPÍTULO V – ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA

57. Calcular o saldo mínimo de caixa, com desembolsos anuais de R$ 1.500.000,00
134
a. Sabendo que a empresa quer seu caixa equivalente a 3% das vendas, que são
iguais aos desembolsos.
b. Sabendo que o ciclo financeiro é de 30 dias
c. Sabendo que o Custo de conversão é R$ 20,00, a necessidade de recursos
igual aos desembolsos anuais e o custo de oportunidade igual a 15%aa.
58. Montar o fluxo de caixa a partir das demonstrações financeiras abaixo e comparar
com o resultado contábil.
ano 1 ano 2
ATIVO 1.000 1.200
Circulante 400 500
Caixa e Bancos 20 40
Contas a Receber 180 200
Estoques 200 260
Realizável a Longo Prazo 100 100
Permanente 500 600
Imobilizado 600 750
Depreciações Acumul. (100) (150)
Ano 1 Ano 2
PASSIVO 1.000 1.200
Circulante 400 460
Fornecedores 150 260
Salários 150 200
Empréstimos 100 0
Exigível a Longo Prazo 0 0
Patrimônio Líquido 600 740
Capital 400 400
Reservas 200 200
Lucros Acumulados 0 140
DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS
Vendas 2.000
Custo das mercadorias vendidas 1.500
Lucro Bruto
Despesas operacionais
Salários 250
Depreciações 50
Lucro Operacional
Imposto de Renda (30%)
Lucro Líquido
A. Saldo Inicial
B. Receitas
(+) Contas a Receber Inicial
(-) Contas a Receber Final
135
C. Pagamento a Fornecedores
CMV = EI + C – EF
Compras
(+) fornecedores inicial
(-) fornecedores final
D. Pagamento de salários
Despesas de salários
(+) salários inicial
(-) Salários final
E. Pagamento de empréstimos de curto prazo
Empréstimos inicial
(-) Empréstimos final
F. Aquisição de imobilizado
Saldo final de imobilizado
(-) Saldo Inicial de imobilizado
G. Pagamento do Imposto de Renda
Apuração de IR na DRE
(-) Saldo de IR a pagar no PC
H. Saldo Final
59. Com os dados abaixo, demonstrar a evolução do caixa. (usar 4 casas decimais no
cálculo das taxas).
Ano 1 Ano 2 Ano 1 Ano 2
ATIVO 10.000 12.000 PASSIVO 10.000 12.000
Circulante 3.500 6.000 Circulante 4.000 5.000
Caixa 500 1.000 Fornecedores 2.000 2.500
Contas a Rec. 2.000 3.000 Empréstimos 1.000 0
Estoques 1.000 2.000 Sal. a pagar 1.000 1.500
Permanente 6.500 6.000 Impostos 0 1.000
Patr. Líquido 6.000 7.000
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
Receitas líquidas 15.000
Custo das mercadorias vendidas 10.000
Lucro bruto 5.000
Despesas operacionais 3.000
Salários 3.000
Lucro antes do IR e CS 2.000
Provisão para IR 1.000
Lucro líquido do exercício 1.000
60. Fazer o planejamento diário de caixa pelos dias úteis de uma semana, com os dados a
seguir e informar se na sexta feira terá condições de pagar R$ 2.000,00.
Dias Recebimentos Pagamentos Saldo Inicial: R$ 1.000,00
Segunda-feira R$ 2.000,00 R$ 6.000,00 Saldo mínimo: R$ 1.000,00
136
Terça-feira R$ 5.000,00 R$ 4.000,00 Custo de Empréstimo: 5%am
Quarta-feira R$ 8.000,00 R$ 3.000,00 Rend. Aplicações: 15%at
Quinta-feira: R$ 6.000,00 R$ 5.000,00
Sexta-feira R$ 4.000,00 R$ 5.000,00 (usar 4 casas para taxas)
61. Projetar o caixa para o 1º trimestre e informar qual o saldo em caixa e qual o saldo em
aplicações ou empréstimos no fim do trimestre.
Mês VendasCompras Outras Outras Despesas
Entradas Saídas Fixas
Outubro 100.000 200.000 0 0 50.000
Novembro 200.000 200.000 0 0 50.000
Dezembro 300.000 100.000 0 200.000 50.000
Janeiro 100.000 50.000 100.000 0 50.000
Fevereiro 150.000 50.000 0 200.000 50.000
Março 200.000 100.000 0 0 50.000
Condições de vendas Condições de compras Outras Entradas Outras Saídas
A vista 50% 50% 100% 50%
30dd 20% 50% 50%
60dd 20%
90dd 10%
Saldo Inicial 10.000 Inadimplência s/ recebimento de vendas: 10%
Saldo Mínimo 20.000 Recuperação no mês seguinte: 50%
Custo de Empréstimos 5% am Recuperação no 2º mês: 30%
Rendimento de Aplicações 3% am Recuperação no 3º mês: 10%
Total de recebimentos: Outubro: 180.000, Nov: 200.000, Dez: 250.000.
62. Elaborar o planejamento financeiro de caixa do 1º quadrimestre com os dados abaixo:
Meses vendas condições de venda
Setembro 100.000 40% a vista
Outubro 120.000 30% em 30 dd
Novembro 150.000 20% em 60 dd
Dezembro 200.000 10% em 90 dd
Janeiro 90.000
Fevereiro 90.000
Março 100.000
Abril 110.000
Inadimplência nos recebimentos das vendas: 10%
Recuperação da inadimplência:
50% no mês seguinte
40% dois meses depois
Recebimento de vendas de novembro: R$ 150.000,00
Recebimento de vendas de dezembro: R$ 159.000,00
Meses Compras Condições de compras
Setembro 120.000 30% a vista
Outubro 150.000 25% em 30 dd
Novembro 100.000 25% em 60 dd
Dezembro 50.000 20% em 90 dd
137
Janeiro 70.000
Fevereiro 80.000
Março 90.000
Abril 100.000
• Pagamento de empréstimo contraído no ano passado: Parcelas de R$ 5.000,00 pagas
mensalmente com correção via capitalização composta à partir de janeiro (inclusive) à
taxa de 20%aa.
• Salários correspondentes a 15% das vendas pagos no mês da ocorrência.
• Alíquotas de ICMS: Vendas: 17%; Compras: 12%. Resultado lançado no mês
seguinte.
• Venda de imobilizado recebida em fevereiro: R$ 30.000,00
• Despesas de manutenção pagas mensalmente: 20% das compras no mês da ocorrência
• Recolhimento de demais impostos: 10% das vendas, no mês seguinte.
• Pagamento de dividendos: Parcela fixa mensal em doze vezes de um lucro de R$
30.000,00, à taxa de 2% am sob capitalização composta.
• Saldo inicial: R$ 100.000,00
• Saldo mínimo: R$ 5.000,00
• Custo de empréstimos: 18% ab
• Rendimento das aplicações: 0,25% ad
63. Elaborar o planejamento de caixa para o último trimestre do ano.
Mês VendasCompras Condições de venda
Agosto 10.000 20.000 50% a vista
Setembro 20.000 20.000 30% em 30 dd
Outubro 30.000 10.000 20% em 60 dd
Novembro 40.000 10.000 Condições de compra
Dezembro 50.000 5.000 100% em 30 dd
• O recebimento das vendas de setembro foi de R$ 20.000,00
• Os impostos representam 15% das vendas e são pagos no mês seguinte
• Os salários representam 10% das vendas e são pagos no mês da ocorrência
• As demais despesas representam 10% das compras e são pagas no mês da
ocorrência
• Serão pagos R$ 29.000,00 em dezembro por investimentos realizados
• A inadimplência sobre recebimento de vendas é de 5%
• A recuperação da inadimplência é de 90% no mês seguinte
• O saldo inicial é de R$ 2.000,00
• O custo de empréstimo corresponde a uma taxa de 36%aa
• O rendimento de aplicações corresponde a uma taxa de 1,5% à quinzena
• O saldo mínimo é de R$ 500,00
MOVIMENTAÇÕES DE CAIXA
64. Qual o desconto simples, comercial e bancário, e o custo efetivo mensal de uma
duplicata de R$ 120.000,00 vencível em 60 dias, a uma taxa de 5% am?
138
65. Com referência ao problema anterior, qual seria o custo efetivo mensal do desconto
bancário após o IOF e após reciprocidade de 5%?
66. Qual o custo efetivo mensal de um desconto simples bancário concedido sobre uma
duplicata de R$ 72.000,00, vencível em 54 dias a uma taxa de 3,25%am com IOF de
0,0041%ad e reciprocidade de 7%?
67. Qual o custo efetivo mensal de um desconto simples bancário concedido sobre uma
duplicata de R$ 135.000,00 vencível em 68 dias, a uma taxa de 6%ab e IOF de
0,0041%ad, com reciprocidade de 8%?
68. Qual o custo efetivo mensal de um desconto bancário simples de uma duplicata de R$
96.000,00 vencível em 118 dias a uma taxa de 5% am, IOF de 0,123% am e
reciprocidade bancária de 5% do valor da operação?
69. Qual o custo efetivo mensal de um desconto bancário simples de uma duplicata de R$
75.000,00 vencível em 75 dias a uma taxa de 7,5%am com IOF de 0,123%am e
reciprocidade de 7,5%?
70. Qual o custo efetivo mensal do borderô de descontos a seguir, sabendo que o Banco
creditou em conta R$ 120.000,00 referente à operação? (calcular com e sem
calculadora financeira)
Título R$ Vencimento (dias)
A 10.000 30
B 20.000 30
C 30.000 60
D 40.000 60
E 50.000 90
71. Qual o custo efetivo mensal do borderô de descontos a seguir, sabendo que o Banco
creditou em conta R$ 17.000,00 referente à operação? (calcular com e sem
calculadora financeira)
Título R$ Vencimento (dias)
A 6.040 28
B 5.120 32
C 2.958 39
D 4.032 45
72. Transformar em nominal a taxa de over night de 3%am num mês de 21 dias.
73. Transformar uma de over night de 5%am num mês de 22 dias úteis em taxa nominal
mensal.
74. Qual o encargo e a taxa efetiva mensal de uma operação “hot money” de empréstimo
de R$ 100.000,00, pelo prazo de 5 dias (3 úteis) a juros de 6% am, spread de 2% am
e IOF de 0,123% am, sabendo que o mês tem 21 dias úteis?
139
75. Qual o custo efetivo mensal de uma operação “hot money” de R$ 200.000,00, pelo
prazo de 4 dias úteis, a juros de 3%am, spread de 2%am e IOF de 0,0041%ad num
mês de 21 dias úteis?
76. Qual o encargo e a taxa efetiva mensal de uma operação “hot money” de empréstimo
de R$ 50.000,00, pelo prazo de 3 dias (3 dias úteis) a juros de 5%, 6% e 7%am no
período, sucessivamente, spread de 2% am, IOF de 0,0041% ad, sabendo-se que o
mês tem 22 dias úteis?
77. Qual o custo efetivo mensal de uma operação de empréstimo de R$ 370.000,00 com
vencimento em 36 dias, juros de 5%am, IOF de 0,0041%ad e floating de 2 dias?
78. Sabendo que uma empresa aplicará R$ 1.000.000,00 em CDB pré-fixado por 21 dias
úteis a uma taxa bruta de 15%aa, IR = 22,5% sobre o ganho nominal, ano de 252 dias
úteis, determine o valor líquido resgatado.
79. Estão sendo negociados R$ 80.000.000,00 de LTN com resgate em 252 dias úteis,
remunerados a juros de 12%aa. IR = 20%. Calcule o preço unitário (PU) deste título,
o valor presente, o IR, o valor líquido resgatado e a taxa efetiva.
80. Sabendo que foram aplicados R$ 100.000,00 em fundo de renda fixa em 12/12/07, e
que o valor da cota nesta data era R$ 1,75782, qual seria a quantidade de cotas
resgatadas e o valor total em reais disponíveis no fundo, considerando que foram
resgatados R$ 50.000,00 em 05/05/08 e a cota na data era de R$ 1,86329?
81. José investiu R$ 100.000,00 em ações da empresa Santos S.A.. Na ocasião cada ação
foi adquirida por R$ 5,00, e, após um ano José as revendeu por R$ 4,00. Calcule o
total de ações adquiridas, o ganho ou perda em reais e a valorização ou
desvalorização em percentual.
82. Sabendo que uma empresa aplicou certa importância em um CDB pós-fixado por 63
dias úteis a uma taxa real bruta de 10%aa mais a variação da TR (3% no período), que
o IR = 22,5% sobre o ganho nominal e que o ano tem 252 dias úteis, calcule a taxa
bruta e líquida obtida no período da aplicação.
83. Uma empresa aplicou R$ 100.000,00 em um CDB por 252 dias úteis, que a taxa do
CDI foi de 11% e que o banco remunerou a 95% desta taxa, calcule a taxa bruta de
remuneração e o resgate bruto dessa operação.
CAPÍTULO VI – ADMINISTRAÇÃO DO CONTAS A RECEBER
84. São informações restritivas ao crédito:
a. Títulos protestados
140
b. Certidões negativas
c. Ações nominativas
d. Todas as acima
85. Qual o efeito positivo de reduzir vendas a crédito?
a. Menor insolvência
b. Maior lucro
c. Mais vendas
d. Nenhuma das acima
86. A fiança pertence a que tipo de garantia?
87. O que é margem de contribuição unitária?
88. Classifique entre verdadeiro (V) e falso (F)
a. A concessão de prazos menores diminui o risco financeiro
b. A diminuição do prazo de crédito aumenta as vendas
c. O aumento dos descontos financeiros aumenta o lucro
89. As garantias dividem-se em:
a. Aval e fiança
b. Alienação fiduciária e hipoteca
c. Pessoais e reais
d. Penhor e anticrese
90. Os cinco “C”s são:
a. Capital, caráter, capacidade, coligada e colateral.
b. Capital, caráter, capacidade, condição e colateral.
c. Capital, caráter, colateral,, condição e conglomerado.
d. Capital, colateral, capacidade, civilidade e condição.
91. Uma empresa que utilize o escore como seleção de crédito da maneira abaixo, como
deveria proceder com um cliente que tirasse as notas 4, 5, 4, 3 e 8, respectivamente?
Peso
Cadastro 0,1
Últimas compras 0,2
Inf. Comerciais 0,2
Inf. Bancárias 0,3
Garantias 0,2
Critérios
0 < 4 – não vende
4 < 7 – vende com garantias
>7 - facilita a venda
92. Para aumentar suas vendas em 10% uma empresa afrouxou seus padrões de crédito.
Seu preço unitário de venda era R$ 50,00, seu custo unitário variável de R$ 30,00 e
suas vendas anuais 10.000 unidades. Em decorrência disto, seu prazo médio de
recebimento subiu de 30 para 45 dias e seus devedores duvidosos cresceram de 2%
141
para 4%. Sabendo-se que o custo do dinheiro é de 30%aa, a empresa deve tomar esta
atitude?
93. Com a finalidade de aumentar suas vendas em 30% uma empresa alterou o seu PMR
de 30 para 60 dias. Sua produção anual é de 45.000 unidades a preço unitário de R$
10,00 e custo variável unitário de R$ 7,00. O custo do dinheiro é de 20%aa. Os
devedores duvidosos cresceram de 1% para 5%. Com estes números, deve a empresa
alterar seu prazo de crédito?
94. Uma empresa pretende flexibilizar seu crédito, concedendo descontos de 10%,
esperando que 50% de seus clientes aproveitem este desconto. Sua produção atual é
de 10.000 unidades e deve crescer 10%. Seu preço de venda atual é de R$ 20,00 e
deve subir para R$ 25,00. Seu custo unitário variável atual é de R$ 15,00 e deve subir
para R$ 18,50. Espera-se que haja redução nos devedores duvidosos de 2% para 1% e
que o PMR caia de 30 para 15 dias. Sabendo que o custo do dinheiro para a empresa é
de 12% aa, a empresa deve conceder o desconto?
95. A Cia. ABC S.A. tem preço unitário de vendas de R$ 15,00 e custo unitário variável
de R$ 10,00. Vende 10.000 unidades anuais de seu produto e quer aumentar para
15.000 unidades anuais. Para tanto concedeu desconto de 15% para quem pagasse
suas contas antecipadas, e 80% dos clientes responderam positivamente para uma
proposta. O período médio de recebimento cairá de 45 para 15 dias, é o que espera a
diretoria. Os devedores duvidosos cairão certamente de 4% para 3%. O dinheiro
conseguido no mercado custa 30% aa. A empresa deve conceder o desconto?
CAPÍTULO VII – ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES
96. São motivos para se manter estoque:
a. Sazonalidade do produto
b. Expectativa de aumento de preços
c. Aproveitamento de descontos
d. Todas as acima
97. Os principais tipos de estoques são:
a. Matérias-primas, produtos em elaboração e almoxarifado.
b. Matérias-primas, produtos acabados e ferramentaria.
c. Matérias-primas, produtos em elaboração e produtos acabados.
d. Matérias-primas, ferramentaria e almoxarifado.
98. Qual o profissional que deseja estoques baixos?
a. Gerente de produção
b. Gerente financeiro
c. Gerente de compras
142
d. Gerente de vendas
99. São custos de manutenção:
a. Armazenagem, impostos e seguros.
b. Armazenagem, impostos e comunicação.
c. Armazenagem, seguros e comunicação.
d. Impostos, seguros e comunicação.
100. No sistema ABC:
a. Controlam-se todos os itens por letras
b. Controlam-se os itens pela sua importância
c. Não importa a quantidade de itens
d. Não importa o valor dos itens
101. Sabendo que o consumo anual de um item de estoque e de 50.000 peças, que seu
custo administrativo (de pedir) é de R$ 30/pedido, e ainda, que seu custo de manutenção é de
R$ 3,00/ud/ano, pede-se calcular:
a) O Lote Econômico
b) Quantidade de lotes anuais, considerando nulo o estoque mínimo
c) Intervalo de dias entre os lotes
d) Sabendo que o tempo de espera é de 30 dias, qual o ponto de re-
encomenda?
102. O consumo anual de um item de estoque é de 725.000 unidades. Seus pedidos custam
R$ 15,00 cada e para manter o item em estoque a empresa gasta R$ 2,00 por ano. Sabe-se
ainda que a empresa pretende manter estoque mínimo de 3.000 unidades e os pedidos
demoram 25 dia para serem atendidos.
a. Qual o lote econômico?
b. Qual o ponto de re-encomenda?
103. Sabendo que uma empresa consome anualmente 2.000 unidades de determinado item
de estoque, pede-se:
a. Calcular o lote mais econômico, sabendo que o custo de manutenção é de R$
1,00 e o de pedir R$ 20,00.
b. Calcular o ponto de re-encomenda sabendo que a demora em entregar os
pedidos é de 30 dias, após a emissão dos mesmos e que o estoque mínimo é
zero.
104. Foram apresentadas três propostas de compra de determinado produto:
Produto A B C
Preço unitário sem IPI 1.000,00 1.100,00 950,00
143
Alíquota de ICMS 17% 18% 12%
Frete por unidade 5,00 4,00 10,00
Encargos financeiros 5%am 5%am 5%am
Prazo de pagamento 20 dias 60 dias 5 dias
Considerando que os produtos têm a mesma qualidade, qual das três propostas você
escolheria?
105. Com as propostas de compra abaixo nas mãos, qual você escolheria?
Proposta A B C
Preço unitário sem IPI 1.000,00 1.100,00 950,00
Alíquota de ICMS 17% 18% 12%
Frete unitário R$ 6,00 R$ 5,00 R$ 10,00
Encargos financeiros 5% am 5% am 5% am
Prazo para pagamento 20 dias 60 dias 30 dias
106. No caso de compra a vista e venda a prazo, qual a taxa mensal de equilíbrio de uma
mercadoria comprada por R$ 200,00 e vendida 60 dias após por R$ 250,00 recebidos 30 dias
depois da venda?
CAPÍTULO VIII – PONTO DE EQUILÍBRIO E ALAVANCAGEM
107. Qual o Ponto de Equilíbrio de uma mercadoria que tem preço de venda de R$ 80,00,
custo unitário variável de R$ 50,00 e custos fixos de R$ 9.000,00? Trace o gráfico.
108. Uma empresa que vende 10.000 unidades anuais de determinado produto e tem a
DRE especificada a seguir, tem que graus de alavancagem operacional, financeira e total?
Receitas 100.000
Custo dos Produtos vendidos 60.000
Lucro Bruto 40.000
Despesas operacionais 20.000
Lucro operacional (LAJIR) 20.000
Despesas financeiras 10.000
Lucro antes do IR (LAIR) 10.000
Imposto de Renda e CS (30%) 3.000
Lucro antes da distr. de dividendos 7.000
Distribuição de dividendos 3.500
Lucro Líq. após distr. Div. 3.500
1ª PROVA SIMULADA
1. Quais os dois sistemas que compõem o Sistema Financeiro Nacional?
144
2. Com os dados abaixo calcule o ciclo operacional, o ciclo de caixa, o período
médio de estoque, o período médio de pagamento e o período médio de recebimento.
Após, elabore o diagrama demonstrativo.
Conta ano 1 ano 2
Duplicatas a pagar 100 300
Duplicatas a receber 100 200
Estoques 500 700
Vendas a prazo 3.000
Compras a prazo ?
Custo das mercadorias vendidas 1.500
3. Uma cadeira é fabricada com 2 kg de madeira, 12 pregos e ½ litro de cola.
Sabe-se que uma empresa vende 400 dessas cadeiras por mês. Calcular o orçamento
de compra para o primeiro trimestre, sabendo que:
 Os estoques finais dos produtos acabados e das matérias-primas são
iguais à metade das vendas e do consumo mensal.
 As matérias-primas têm os seguintes preços:
• Madeira: R$ 30,00/kg
• Cola: R$ 15,00/l
• Pregos: R$ 2,00/dúzia
 O estoque inicial de produtos acabados é de 100 unidades
 As matérias primas têm o seguinte estoque inicial:
• Madeira: 20 kg
• Cola: 20 litros
• Pregos: 100 dúzias
4. A administração financeira se relaciona com:
a. Matemática financeira, direito e contabilidade
b. Economia, direito e sociologia
c. Informática, contabilidade e marketing
d. Estatística, matemática financeira e recursos humanos
5. O administrador financeiro tem as seguintes atribuições:
e. Planejamento, análise e controle
f. Planejamento, análise e controle e decisões de financiamento
g. Planejamento, análise e controle, decisões de financiamento e de investimento
h. Planejamento, análise e controle, decisões de financiamento, de investimento
e ações de agency
6. São atribuições da tesouraria:
i. Cadastro
j. Câmbio
k. Investimento
l. Todas as acima
7. Informe a afirmação falsa:
a. O mercado de capitais se subdivide em primário e secundário
b. As Bolsas de Valores estão subordinadas a CVM
c. O mercado monetário utiliza o depósito compulsório
d. O mercado de crédito é supervisionado pelo Banco do Brasil
145
8. O que significam as siglas:
a. SUSEP
b. CVM
c. BACEN
d. BNDES
9. Como são conhecidas as sociedades de fomento comercial?
10. O que é sociedade empresária?
11. Títulos negociáveis, estranhos ao capital social, mas que conferem participação nos
lucros são:
a. Partes Beneficiárias
b. Bônus de Subscrição
c. Debêntures
d. Ações
12. Informe a informação verdadeira
a. As assembléias podem ser ordinárias, extraordinárias e neutras
b. As ações ordinárias não poderão ultrapassar 50% do total das ações
c. As sociedades por cota de participação limitada são constituídas por estatuto
d. As sociedades anônimas são obrigadas a se registrar nas Juntas Comerciais
13. São impostos estaduais
a. IPI, ICMS e IPVA
b. ICMS, Imposto de transmissão inter-vivos e IPVA
c. ICMS, Imposto de transmissão causa-mortis e IPVA
d. ICMS, ITR e Imposto de transmissão inter-vivos
14. Quanto ao investimento em capital de giro, o que caracteriza a abordagem agressiva?
15. Trace o diagrama do planejamento financeiro.
16. Sendo dados:
Abordagem Agressiva Conservadora
Ativo circulante 1.000 1.500
Ativo Permanente 2.000 2.000
Total 3.000 3.500
Passivo Circulante 500 750
Exigível a Longo Prazo 1.500 1.500
Patrimônio Líquido 1.000 1.250
Lucro Operacional 1.000 1.000
Custo do financiamento de curto prazo: 20%aa
Custo do financiamento de longo prazo: 30%aa
Alíquota do Imposto de Renda: 25%
Calcule a diferença entre os retornos sobre o patrimônio líquido.
17. Elaborar o orçamento de compras com os dados abaixo:
Produtos Estoque Estoque $ Vendas
Inicial(ud) Final(ud) Unitário Anuais (ud)
A 1.000 1.200 10,00 100.000
B 1.200 1.000 20,00 75.000
C 1.400 1.400 30,00 50.000
146
Matérias Consumo unitário Estoque Estoque $
Primas A B C Inicial (ud) Final (ud) Unitário
X 0 1 2 600 500 2,00
Y 2 0 1 800 1.000 1,50
Z 1 2 0 1.000 1.500 1,00
18. Sabendo que o produto A consome 3 matérias-primas de X e o produto B 2 matérias-
primas de Y; que os custos unitários variáveis de A e B são R$ 1,00 e R$ 2,00; que os
preços unitários das matérias-primas X e Y são R$ 2,00 e R$ 5,00; que os estoques
finais de X e Y são 1.500 e 3.000 unidades, e os de A e B são 750 e 1.000 unidades;
que o custo unitário da mão-de-obra direta de A e B é R$ 3,00 e R$ 2,00; projetar os
estoques finais de matérias-primas, produtos acabados e total.
19. Como são conhecidas no SFN as empresas de leasing e de factoring?
20. Calcule a NIG com as informações abaixo:
Ativo 100 Passivo 100
Circulante 40 Circulante 40
Caixa 5 Duplicatas a pagar 40
Duplicatas a receber 15 Exigível a Longo Prazo 20
Estoques 20 Patrimônio Líquido 40
Permanente 60
Outras informações:
Vendas mensais: R$100,00 (70% avista e o restante a prazo)
PMR: 15 dias
PMP: 30 dias
PME: 90 dias
CPV: 60% das vendas totais mensais
Caixa mínimo: R$ 3,00
Compras a prazo: 50% do CPV
21. Efetuar o orçamento de mão-de-obra direta por departamento e por produto:
tempos (minutos) Salário/hora
Produtos A B C
Depto.
Corte 15 9 6 2,00
Montagem 15 30 18 3,00
Acabamento 30 45 60 1,00
Produção anual 1.000 2.000 1.500
Boa Sorte!
2ª PROVA SIMULADA
1. De posse das informações abaixo, projetar o caixa para o primeiro trimestre do ano
seguinte. (desprezar os centavos, arredondando os resultado e usar 4 casas decimais
para o cálculo das taxas)
Mês VendasCompras
147
Nov 200 120
Dez 300 150
Jan 100 50
Fev 100 50
Mar 200 100
Condições
A vista 25% 30%
30dd 25% 30%
60dd 50% 40%
Saldo inicial R$ 0,00
Saldo Mínimo R$ 10,00
Custo de empréstimo 70% as
Rendimento de aplicações0,05% à quinzena
Total de recebimentos de vendas de dezembro do ano anterior: R$ 200,00
Recebimento pela venda do imobilizado: R$ 50,00 em janeiro
Pagamento de empréstimos: R$ 200,00 em fevereiro
Pagamento de impostos: 10% das vendas pagos no mês seguinte
Pagamento de salários: 10% das compras no mês da ocorrência
Inadimplência sobre recebimento de vendas: 10%
Recuperação da inadimplência: 90% no mês seguinte
2. Qual o custo efetivo mensal de um desconto simples bancário de uma duplicata no
valor de R$ 36.000,00, vencível em 69 dias a uma taxa de 0,5% ad, Iof de 0,0041%ad
e reciprocidade de 6%?
3. Qual o custo efetivo mensal do desconto de uma duplicata no valor de R$ 65.000,00,
vencível em 45 dias, a uma taxa de 1,5%am, IOF de 0,0041%ad e reciprocidade de
2,5%?
4. O borderô com as duplicatas abaixo foi entregue a um banco que creditou em troca
R$ 1.900,00 em conta corrente. Qual o custo efetivo mensal calculado com e sem o
auxílio da calculadora financeira? (calcular com e sem ajuda das calculadoras
financeiras)
Duplicata Valor Vencimento em dias
A 300,00 30
B 400,00 30
C 500,00 90
D 600,00 90
E 700,00 90
5. A empresa CALIL S/A resolveu conceder desconto de 10% para recebimentos
antecipados como forma de aumentar suas vendas atuais de 30.000 unidades anuais
de determinado produto em 50%. O preço unitário de venda é R$ 2,00 e seu custo
unitário variável R$ 1,50. Seu atual prazo médio de recebimento é de 60 dias e cairá
pela metade, com cerca de 80% da clientela se beneficiando da antecipação de
pagamento. Espera-se que o percentual de devedores duvidosos passe de 1,5% para
148
1,0%. Sabendo que o custo de captação do dinheiro é de 20%aa, deve a empresa
flexibilizar seu crédito?
6. A empresa JOVENCITA LTDA concedeu desconto financeiro de 10% para
pagamento antecipado, que foi aproveitado por 90% dos clientes. Com isto suas
vendas cresceram 10%. Seu produto era vendido por R$ 100,00 e tinha custo unitário
variável de R$ 60,00. Suas vendas anuais atuais eram de 40.000 unidades. Com a
concessão do desconto, seus devedores duvidosos caíram de 5% para 2% e seu PMR
de 45 para 15 dias. Sabendo-se que o custo do dinheiro é de 20% aa, a empresa tomou
a iniciativa correta?
7. Sabendo-se que o custo de pedir é de R$ 60,00/pedido, que o custo de manutenção é
de R$ 2,00/item ano e que o consumo anual do item de de 20.000 unidades, pergunta-
se:
a. Qual o lote econômico?
b. Existirão quantos lotes anuais?
c. Qual o espaçamento entre eles?
8. A empresa BINOCULAR LTDA adquiriu mercadorias para pagamento em 30 dias
por R$ 100,00 e as revendeu 90 dias após, à vista por R$ 120,00. Sabendo que ela não
queria vender por preço abaixo da correção monetária, e de posse da informação que
a inflação mensal média foi de 4% am, considerando apenas estes itens, ela obteve
vantagem financeira na venda?
Boa sorte!
1. A
2. A
3. D
149
4. C
5. D
6. B
7. A
8. B
9. C
10. A
11. C
12. C
13. C
14. A
15. B
16. C
17. C
18. D
19. C
20. Municipais
21. D
22. B
23. Resolver
24.
25. PMR = 66 dias, PME = 540 dias, PMP = 162 dias, CO = 606 dias e CC = 444 dias
26. PMP = 34,14 dias, PME = 201,6 dias, PMR = 16,2 dias, CO = 217,8 dias e CC =
183,7 dias
27. CC = 75 dias
28. C
29. F, F, V e F
30. C
31. 14%
32. B oferece maior risco, pois tem menos garantias a curto prazo.
33. Estratégico, tático e operacional.
34. NIG = R$ 200,00
35. NIG = R$ 19,00
36. Reproduzir esquema de planejamento financeiro
37. Saldo final de caixa: R$ 150,00 e aumento de caixa: R$ 50,00
38. C
39. C
40. A
41. Consumo de matérias-primas = Estoque inicial de matérias-primas, mais compras,
menos estoque final de matérias-primas.
42. R$ 119.500,00
43. R$ 116.000,00
44. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 391.500,00
45. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 19.200,00
46. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 165.600,00
47. Estoque final de produtos acabados mais vendas anuais menos estoque inicial de
produtos acabados igual a Produção.
150
48. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 975.600,00
49. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 1.526.480,00. Preço unitário
das cadeiras R$ 424,17 e das mesas R$ 847,45.
50.
a. Por departamento:
i. Corte: R$ 1.400,00
ii. Montagem: R$ 6.800,00
iii. Acabamento R$ 8.250,00
b. Por produto
i. A: R$ 3.000,00
ii. B: R$ 9.100,00
iii. C: R$ 4.350,00
51. Cadeira: R$ 967,50; Mesa: R$ 258,75; total R$ 1.226,25
52.
a. Estoque final de matérias-primas R$ 18.000,00
b. Estoque final de produtos acabados R$ 38.000,00
c. Estoque final total R$ 56.000,00
53. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 322.500,00
54. Preencher quadros
55.
a. Por departamento
i. Funilaria R$ 7.500,00
ii. Pintura R$ 4.500,00
iii. Acabamento R$ 6.000,00
b. Por mês
i. Janeiro R$ 6.000,00
ii. Fevereiro R$ 4.800,00
iii. Março R$ 7.200,00
56. R$ 6.900,00
57. a) R$ 45.000,00 b) R$ 125.000,00 c) R$ 20.000,00
58. Saldo final de caixa: R$ 40,00. Aumento do caixa: R$ 20,00
59. Saldo final de caixa R$ 1.000,00
60. Saldo final de aplicações: R$ 1.996,76. A empresa só terá condições de pagar os
R$ 2.000,00 se lançar mão do saldo mínimo de caixa.
61. Saldo final de empréstimos: R$ 41.615,63
62. Saldo final de aplicações: R$ 29.582,61
63. Saldo final de aplicações: R$ 2.202,42
64. 4,88% am e 5,41% am
65. 8,62% am e 7,81% am
66. 8,09% am
67. 7,48% am
68. 7,64% am
69. 13,14% am
70. 11,18% am
71. 5,83% am
72. 2,12% am
73. 6,6% am
151
74. 6,48% am. Encargos: R$ 900,59
75. 4,26% am.
76. 6,73% am. Encargos R$ 443,85
77. 5,76% am
78. 1.009,079,05
79. Preço unitário = 02,8928571; valor presente = R$ 71.428.568,00; IR = R$
1.714.286,40; Valor líquido resgatado = R$ 78.285.713,60; Taxa efetiva = 9,6%.
80. Qde de cotas resgatadas= 10.733,70; Valor total disponível= R$ 86+000,06
81. Total das ações adquiridas= 20.000; Perda= R$ 20.000,00. Desvalorização = 20%
82. Taxa bruta= 5,48% Taxa líquida = 4,25%
83. Taxa bruta= 10,45%, Resgate bruto= R$ 108.360,00,00
84. A
85. A
86. Pessoal
87. É a diferença entre o custo unitário de vendas e o custo variável unitário.
88. V, F e F.
89. C
90. B
91. 4,7 (vende com garantias)
92. Déficit de R$ 125,00 (não deve flexibilizar o crédito)
93. Superávit de R$ 3.750,00 (deve flexibilizar o crédito)
94. Superávit de R$ 9.625,00 ( deve flexibilizar o crédito)
95. Superávit de R$ 62,50 (deve conceder o desconto)
96. D
97. C
98. B
99. A
100. B
101.
a. LEC = 1.000 ud
b. 50 lotes
c. 7,3 dias
d. Ponto de reencomenda: 4.110 ud (4.109,59)
102.
a. LEC = 3.298 ud
b. Ponto de reencomenda: 52.650 ud (52.657,53)
103.
a. LEC: 283 ud (282,84)
b. Ponto de reencomenda: 165 ud (164,38)
104. A é a melhor proposta (R$ 806,57)
105. C é a melhor proposta (R$ 802,56)
106. i – 7,72% am
107. Q = 300 ud
108. GAO = 2, GAF = 4, GAT = 8
Obs: As respostas das provas simuladas serão dadas em sala de aula.
152

Esta é uma obra simples, dirigida principalmente a estudantes de Economia, Administração de Empresas e Ciências Contábeis, que objetiva dar um roteiro para o estudo da administração financeira. Sua elaboração foi calcada nas obras de diversos autores, cujo conteúdo serve de base e estímulo para estudantes do mundo inteiro. Na medida em que se teve que adaptá-las à realidade brasileira, assim o fez-se, incluindo alguns assuntos e excluindo outros, sempre acreditando estar selecionando o necessário para a carga horária de graduação na matéria dentro dos padrões de ensino da educação universitária brasileira. Desculpamo-nos antecipadamente por qualquer erro que esta obra possa conter, solicitando dos leitores que ao perceberem algum, nos informem através do e-mail marcos_serpa@yahoo.com.br, pelo que desde já agradecemos.

O autor

2

1. INTRODUÇÃO 1.1. CONCEITOS E PAPEL DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.2. O ADMINISTRADOR FINANCEIRO 1.3. MERCADOS 1.4. SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 1.5. ORDENAMENTO JURÍDICO DAS EMPRESAS 1.6. TIPOS DE SOCIEDADES MAIS CONSTITUÍDAS NO BRASIL 1.6.1. Sociedades Anônimas 1.6.2. Sociedades por Cotas de Responsabilidade Limitada 1.6.3. Firmas Individuais 1.7 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1.7.1. Balanço Patrimonial 1.7.2. Demonstração de Resultados do Exercício 1.7.3. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados 1.7.4. Demonstração de Fluxo de Caixa 1.8. ANÁLISE DE BALANÇOS 1.8.1. Análise horizontal 1.8.2. Análise vertical 1.8.3. Análise por Índices 1.8.4. EBITDA ou LAJIDA 1.9. PONTO DE EQUILÍBRIO – CONCEITUAÇÃO E CÁLCULO 1.9.1. Alavancagem 1.9.1.1. Alavancagem operacional 1.9.1.2. Grau de alavancagem operacional 1.9.1.3. Alavancagem financeira 1.9.1.4. Grau de alavancagem financeira 1.9.1.5. Alavancagem total 1.9.1.6. Grau de alavancagem total 1.10. CONSIDERAÇÕES SOBRE RENTABILIDADE X LIQUIDEZ 1.11. AMBIENTE FISCAL DAS EMPRESAS 2. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO 2.1. ADMINISTRAÇÃO DO CIRCULANTE 2.2. CAPITAL DE GIRO 2.3. ABORDAGENS SOBRE ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS 2.4. O PROCESSO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO 3. ORÇAMENTOS 44 47 50 53 06 07 09 10 16 17 17 22 22 23 23 24 25 25 27 27 27 27 30 31 34 35 37 37 38 38 39 41 42

3

CDB e RDB 5.6..2.7.12..3.5. ORÇAMENTO DE MÃO-DE-OBRA DIRETA 3. ORÇAMENTO DE CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO 3.7.10.MOVIMENTAÇÃO DE CAIXA 5.5. Operações “Hot Money” 5.9.7. “Floating” Bancário 5. ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS PRIMAS 3. ORÇAMENTO DE VENDAS 3.7.2..1. Taxas do Mercado Aberto 5. Operações com Desconto de Duplicatas 5. 5.8. ORÇAMENTO DOS ESTOQUES FINAIS 3.1.1..MODELO FINANCEIRO DE PROJEÇÃO DAS NECESSIDADES.15.7.6.PROJEÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL 5.7.7.. Leasing 89 73 76 79 81 82 84 85 86 87 88 88 89 6. ADMINISTRAÇÃO DO CONTAS A RECEBER 4 .MONTAGEM DO FLUXO DE CAIXA.7..ESTRATÉGIAS DE CAIXA 5.5. CONTROLE ORÇAMENTÁRIO 4. Fundos de Investimento 5.9. ORÇAMENTO EMPRESARIAL 3.13.PROJEÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 4. PROJEÇÕES FINANCEIRAS 4. INTRODUÇÃO 3. ORÇAMENTO DE COMPRAS 3. ORÇAMENTO DAS DESPESAS DE CAPITAL 3. ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO EMPRESARIAL 3.4.7. 5. ORÇAMENTO DE CAIXA 3.3. Títulos Públicos 5.2.7. Crédito Rotativo 5.7.COMPARATIVO ENTRE O RESULTADO.14.3.3.1.11.7.8. 78 5.SALDO MÍNIMO DE CAIXA 75 5. ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA 56 58 61 62 63 63 64 65 66 67 68 68 69 69 70 71 71 5.4. ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS 3.4.INTRODUÇÃO 72 5. ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO 3. ORÇAMENTO DAS DESPESAS OPERACIONAIS 3.2.6.

1.INTRODUÇÃO 7.SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES 7.2.2.4.4.ESTUDOS SOBRE A FLEXIBILIZAÇÃO DO CRÉDITO 7.7.CONCESSÃO DE CRÉDITO 6.5.CUSTO DE ESTOQUES 7.ESTOQUE COMO INVESTIMENTO 7.DIFERENTES ENFOQUES SOBRE ESTOQUES 7.8.6. P/ COMERCIALIZAÇÃO 9. BIBLIOGRAFIA 10.SELEÇÃO DE COMPRAS 7.1. GABARITO 98 91 93 94 95 99 99 100 101 101 107 108 111 113 148 5 .6. ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES 7.3. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO E PROVAS SIMULADAS 11.RELAÇÃO ESTOQUES X DUPLICATAS A RECEBER 7.EFEITO DAS POLÍTICAS DE CRÉDITO 6.CÁLCULO DA TAXA DE EQUIL.3.SELEÇÃO DE CRÉDITO 6.

juntamente com a administração de pessoal. e mesmo se há uma única alternativa. 1 Ver mais em Assaf Neto. empresas e órgãos governamentais. dirigir e controlar. deve-se decidir entre colocá-la em prática ou não. financiamento e dividendos sobre o comportamento do fluxo de caixa da empresa.1 CONCEITOS E PAPEL DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Quando se pretende administrar financeiramente uma empresa. cabe ao departamento financeiro tomar as decisões a fim de obter deles os melhores benefícios no futuro. o que implica num estudo mais aprofundado para determinar qual o mais viável. Somente após a década de 50 é que se procurou compreender as várias conseqüências das políticas de investimento. Decisões sempre implicam numa escolha entre duas ou mais alternativas ou cursos de ação. À administração financeira compete a gestão operacional dos recursos financeiros da empresa. que permitiram fechar o esboço no qual trafega a moderna administração financeira. liquidez e recuperação financeira das empresas. e pressupõem duas rotas básicas: as decisões de financiamento e as de investimento. podem ser próprios ou de terceiros. com forte ascensão após a grande depressão americana dos anos 1929/30. dependendo de suas características. Estes agentes podem ser instituições. como a arte e a ciência de administrar o dinheiro. podemos definir FINANÇAS. de compras ou materiais. A administração financeira. Uma vez que os recursos são escassos. por sua vez. A cada uma dessas áreas cabem as funções básicas de planejar. tem-se que ter em mente todo um conjunto de decisões que norteará seu rumo. Estas decisões são calcadas no estudo da movimentação de fundos. Os recursos captados. é fruto do aprofundamento natural dos estudos no processo de desenvolvimento da humanidade. 1 A administração financeira. forma as cinco grandes áreas funcionais da administração. gerindo com competência seus recursos. A ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA. Assim sendo. foram transformando a teoria da administração financeira em uma ciência independente. Estudos de fluxos de caixa. destacando-se na época estudos sobre solvência. investimentos e retornos. com os estudos de Taylor. A empresa deverá proporcionar aos seus donos o maior retorno possível sobre seus investimentos. organizar. Ambas podem ser estudadas no curto ou no longo prazo.1. patrocinada principalmente por Markowitz e Sharpe (1952). ou a ciência que estuda a movimentação financeira entre os agentes econômicos. por sua vez. caminhar para sua independência. assim como a maioria das ciências. coordenar. mercados ou instrumentos envolvidos na transferência de dinheiro entre pessoas. A primeira está correlacionada com as atividades de captação de recursos e a segunda com as atividades de aplicação de recursos. Fayol e Ford. 6 . A caracterização definitiva está ligada aos estudos de Modigliani e Miller (1958) aos quais se convencionou chamar de Moderna Teoria de Finanças ou Finanças Corporativas. é a ciência cuja finalidade é maximizar a riqueza dos proprietários. 2002 pp 46 -47. Nasceu com as teorias econômicas para após. e aos estudos de risco que se desenvolveram a partir da Teoria do Portfólio. de vendas ou marketing e da produção.

Esta atribuição atinge os ativos tangíveis e intangíveis que são uma constante preocupação na administração financeira. A atividade de selecionar INVESTIMENTO existe em decorrência das decisões políticoadministrativas da empresa. análise e controle. analisar os resultados apresentados e fazer com que o planejamento seja aplicado de maneira adequada. uma ferramenta de grande importância. A atividade de PLANEJAMENTO. quanto a realidade operacional e prática da gestão financeira das empresas. 1. Podemos catalogá-las em três atividades principais: • • • Planejamento. A análise dos relatórios contábeis e gerenciais denuncia possíveis desvios de roteiro do planejamento.Como toda ciência moderna. Portanto ela envolve-se tanto com a problemática da escassez de recursos. e delimitam o montante de recursos a serem aplicados em decorrência daquelas decisões. que devem ser corrigidos nas proporções e tempo requeridos. 2001 pp 30-31. ANÁLISE E CONTROLE consiste em visualizar no futuro as conseqüências financeiras dos atos presentes. a administração financeira contou e conta com a estreita colaboração de outras ciências. mas de grande utilidade para o administrador financeiro pela rapidez e confiança no ordenamento de dados e elaboração de relatórios. Economia – Ciência que ensina como a empresa deve se colocar dentro das variáveis econômicas e das leis que as regem. assumindo uma definição de maior amplitude. 2 Ver mais em Silva. Direito – Ciência que orienta o disciplinamento legal dos procedimentos administrativo/financeiros. o risco. assegurar um melhor e mais eficiente processo empresarial de captação e alocação de recursos de capital. Decisões de financiamento. Decisões de investimento. Estas decisões. monitorando sua aplicação.2 O ADMINISTRADOR FINANCEIRO A administração financeira é um campo de estudo teórico e prático que objetiva. Informática – Ciência recente. estão ligadas a atividades que envolvem recursos financeiros direta ou indiretamente. A consulta aos demonstrativos contábeis permite estudar os dados registrados e suas projeções através do orçamento empresarial. tais como2: • • • • • • Contabilidade – Ciência que subsidia as decisões financeiras com os dados de seus demonstrativos e relatórios. que ajuda também ao administrador financeiro a orientar financeiramente a empresa. essencialmente. Estatística – Ciência que colabora com seus dados e previsões às decisões de cunho administrativo/financeiro. a depreciação. A aquisição. necessita de pessoas qualificadas que administrem as decisões necessárias ao seu funcionamento. 7 . Matemática Financeira – Ciência que situa os números das finanças no tempo e facilita seu entendimento. Para tanto. via de regra.

destacam-se: • • • • • • • • Administração de custos e preços Auditoria interna Contabilidade Orçamento Geral Controle Patrimonialônio Planejamento tributário Relatórios gerenciais Estas tarefas variam em função do porte da empresa.o retorno. todos estes itens devem ser questionados. na maioria das vezes. os sócios se incumbem de muitas destas atividades. de maneira a preservar sua capacidade de pagamento e dispor de fundos com custos reduzidos em relação ao retorno que se espera apurar de suas aplicações. Todo investimento torna-se atraente quando seu retorno esperado excede a taxa exigida pelos acionistas. O administrador financeiro é responsável pela execução das atribuições financeiras da empresa. Em empresas pequenas. O objetivo central da seleção de financiamentos é determinar a melhor estrutura de financiamento da empresa. Dentre as principais tarefas de TESOURARIA destacam-se: • • • • • • • Orçamento deAdministração caixa Cadastro Câmbio Decisão de Ffinanciamento Decisão de Iinvestimento Crédito e CobrançaPlanejamento e controle financeiro Relacionamento com instituições financeiras Dentre as principais tarefas de CONTROLADORIA (O termo vem do inglês controller). como forma de manter a melhor produtividade e os menores custos. conforme organograma a seguir: Conselho de Administração 8 . O equilíbrio do Balanço Patrimonial deve ser sempre perseguido como forma de se ter uma interação entre fontes e aplicação de recursos. Nas grandes empresas. Ele utiliza basicamente duas atribuições financeiras: As de tesouraria e as de controladoria. as atividades se subdividem. A atividade de buscar FINANCIAMENTO executa a seleção do menor custo para viabilização da função anterior. e a contabilidade geralmente é terceirizada. Os financiamentos de longo e curto prazo devem ser pesquisados para se evitar custos desnecessários em épocas desnecessárias.

cujo propósito é o financiamento do déficit público. como o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e as debêntures. 1997 pp 4 – 24. Os administradores podem ser considerados representantes dos proprietários e em seus nomes gerir os negócios empresariais. 9 . os papéis mais negociados são aqueles emitidos pelo Banco Central do Brasil. 2002 pp 45-60.3 MERCADOS3 As empresas estão inclusas em complexos mecanismos de funcionamento que se denominam mercados e. também são negociados os CDI’s (Certificados de Depósitos Interfinanceiros). os administradores também focam os interesses em suas carreiras profissionais. 1. Compõem-se de funcionários. Cherubim et al. clientes. O conflito entre os interesses dos acionistas e os interesses dos gestores pode gerar problemas que se denominam problemas de agency. os títulos de emissão privada. os mercados financeiros. bonificações em dinheiro pelo bom desempenho e opções pela compra de ações podem minimizar estes problemas. Portanto um bom plano de carreira. dentre eles. Estes mercados podem ser distribuídos em quatro grandes grupos: • MERCADO MONETÁRIO – É o mercado de curto e curtíssimo prazo. 2002 pp 4 – 26. O redesconto ou empréstimo de liquidez é o socorro que o Banco Central fornece à rede bancária para atender às necessidades de caixa.Diretor de Vendas Diretor AdministrativoFinanceiro Diretor de Produção Tesoureiro Controller Em consonância com a administração estão os stakeholders. fornecedores. Fortuna. Nesse mercado. que servem para a execução da política monetária do Governo Federal. Caracterizase pelas políticas de controle da oferta da moeda e das taxas de juros que garantem sua liquidez. Enquanto os proprietários focam o lucro. Além desses papéis. Quem executa e controla este mercado é o Banco Central através dos seguintes instrumentos: o Depósito compulsório o Redesconto ou empréstimo de liquidez o Mercado Aberto (Open Market) o Controle e seleção de crédito O depósito compulsório regula o multiplicador bancário através de reserva obrigatória de recolhimento de depósitos e recursos de terceiros determinado pelo CMN através de percentuais. 3 Ver mais em Gitman. credores e outros que tenham ligação direta com o negócio. e pelo Tesouro Nacional. exclusivamente entre instituições financeiras. que são partes interessadas na administração da empresa.

MERCADO DE CAPITAIS – É um mercado predominantemente de longo prazo. investidores e instituições financeiras. quando são realizadas nas demais oportunidades.As operações de mercado aberto é um ágil instrumento de política monetária pelo qual o BC pode regular o fluxo de recursos de mercado através de operações de mercado aberto (open market). 2002. É composto pelo Ministro da Fazenda (presidente). MERCADO CAMBIAL – É o mercado que envolve a contrapartida do mercado internacional. A partir de então foi montado um organograma funcional para disciplinar e entender as entidades participantes. Neste mercado se destacam os bancos comerciais e múltiplos. • MERCADO DE CRÉDITO – É o mercado que tem como objetivo suprir as necessidades de recursos da economia através dos agentes econômicos que interligam poupadores e tomadores. os recursos interpostos contra as decisões da Secretaria de Previdência Complementar. O Conselho de Gestão e Previdência Complementar . conceitua-se: O Conselho Monetário Nacional– CMN é o órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional.CNSP é o órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados no Brasil. Seu principal ambiente é a Bolsa de Valores. quando as operações são realizadas ali pela primeira vez e secundário. visando atender a seus interesses econômicos e sociais.CGPC é um órgão colegiado que integra a estrutura do Ministério da Previdência Social e cuja competência é regular. normatizar e coordenar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar. em última instância. pp 11-43. controle das taxas de juros. As operações também podem ser realizadas por instituições financeiras e seus recursos podem ser destinados para giro ou para o permanente das empresas. • • 1. pp 34-41 e Fortuna. 10 . fixação de limites e condições de crédito. representante do Ministério da 4 Ler mais em Hoji. 2001. O controle e a seleção de crédito se dão através do controle de volume e destino do crédito.4 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL4 Até 1964 o Sistema Financeiro Nacional carecia de uma estruturação racional para administrar suas necessidades. Inclui agentes econômicos variados como importadores e exportadores. Divide-se em primário. representante do Ministério da Justiça. Segundo o organograma (elaborado na página seguinte). Sua missão é definir as diretrizes de funcionamento do Sistema Financeiro Nacional e formular toda a política da moeda e crédito da economia. O Conselho Nacional de Seguros Privados . Também cabe ao CGPC julgar.

além do superintendente da Superintendência de Seguros Privados.Previdência Social. 11 . do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários.

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL .CMN Conselho de Gestão e Previdência Complementar CGPC Conselho Nacional de Seguros Privados CNSP Comissão de Valores Mobiliários Secretaria de Previdência Complementar Superintendência de Seguros Privados IRB – Brasil Resseguros SUBSISTEMA DE INTERMEDIAÇÃO Instituições Financeiras Bancárias Instituições Financeiras não Bancárias Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo Instituições Auxiliares Instituições não financeiras 12 .SFN SUBSISTEMA NORMATIVO Banco Central do Brasil Conselho Monetário Nacional .

além de controlar as loterias. captar depósitos à vista e a prazo fixo. ÓRGÃOS LIGADOS AO SUBSISTEMA DE INTERMEDIAÇÃO INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCÁRIAS O Banco do Brasil até janeiro de 1986 assemelhava-se a uma autoridade monetária mediante ajustamentos da conta movimento do BACEN e do Tesouro Nacional. A Caixa Econômica Federal .ÓRGÃOS LIGADOS AO SUBSISTEMA NORMATIVO O Banco Central é o principal órgão executivo do CMN funcionando como sua secretaria executiva. previdência privada aberta e capitalização. em círculo mais restrito. Eles podem descontar títulos. de câmbio e comércio internacional. as companhias de capital aberto e os investidores. A Superintendência de Seguros Privados – SUSEP é o órgão responsável. obter recursos junto às instituições oficiais para repasse aos clientes. É a principal instituição financeira de fomento do Brasil por impulsionar o desenvolvimento econômico. embora responsável pela Câmara de Compensação. É um instrumento governamental de financiamento social. Os bancos comerciais e múltiplos são intermediários financeiros que transferem recursos dos agentes superavitários para os deficitários. promover o crescimento das exportações. Hoje. realizar operações especiais de crédito rural. dentre outras funções. A Comissão de Valores Mobiliários – CVM controla e fomenta o mercado de valores mobiliários.CEF caracteriza-se por estar voltada ao financiamento habitacional e ao saneamento básico. atingindo as instituições financeiras. pelo controle e fiscalização do mercado de seguros. O IRB – Brasil Resseguros regulamenta as atividades de seguros no Brasil. 13 . O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES é responsável pela política de investimentos de longo prazo do Governo e também pela gestão do processo de privatização. A Secretaria de Previdência Complementar funciona como secretaria executiva do Conselho de Gestão e Previdência Complementar. São agentes econômicos que estão desaparecendo do mercado. realizar operações de abertura de crédito simples ou em conta corrente. atenuar desequilíbrios regionais. As Caixas Econômicas Estaduais têm. É órgão fiscalizador do mercado financeiro e executor da política monetária do governo. mecanismo esse que acaba por criar moeda através do efeito multiplicador. as atribuições da Caixa Econômica Federal. etc. é um banco comercial comum.

o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). as “financeiras” captam recursos através de letras de câmbio e sua função é financiar bens de consumo duráveis aos consumidores finais (crediário). Todas as operações facultadas às cooperativas são exclusivas aos cooperados. são os principais agentes de financiamento do governo federal. seu passivo é limitado a 12 vezes seu capital mais reservas. Esses recursos são direcionados a empréstimos e financiamentos específicos à aquisição de bens de capital pelas empresas ou subscrição de ações e debêntures.Os Bancos de Desenvolvimento. As Cooperativas de Crédito equiparam-se às instituições financeiras. por exemplo. ao contrário das Caixas Econômicas. Os Bancos de Investimento captam recursos através de emissão de CDB e RDB. no início do período. principalmente. tem sido comum operação de leasing em que o valor residual é pago de forma diluída ao longo do período contratual ou de forma antecipada. depósitos de poupança e repasses de CEF. Esses recursos são destinados. ao financiamento imobiliário direto ou indireto. As Associações de Poupança e Empréstimo são sociedades civis onde os associados têm direito à participação nos resultados. e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDES). No interior das empresas em geral. as cooperativas oferecem possibilidades de crédito aos funcionários. no final do contrato. Tratando-se de uma atividade de alto risco. As Sociedades de Arrendamento Mercantil captam recursos através da emissão de debêntures. 14 . com características de longo prazo. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NÃO BANCÁRIAS As Sociedades de Crédito Financeiro e Investimentos. SISTEMA BRASILEIRO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO As Sociedades de Crédito Imobiliário. A captação de recursos ocorre através de caderneta de poupança e seu objetivo é principalmente financiamento imobiliário. cujo principal agente é o já citado BNDES. Atualmente. Destacam-se os bancos regionais de desenvolvimento como. Os Bancos de Investimento não podem destinar recursos a empreendimentos mobiliários e têm limites para investimentos no setor estatal. permitem uma melhor comercialização dos produtos rurais e criam facilidades para o escoamento das safras agrícolas para os consumidores. o Banco da Amazônia (BASA). essas sociedades são voltadas ao público de maior renda. adquirir o bem por um valor residencial ou devolver o bem locado à sociedade. As Sociedades de Arrendamento Mercantil trabalham com operações de “leasing”. os quais contribuem mensalmente para a sobrevivência e crescimento da mesma. As cooperativas normalmente atuam em setores primários da economia ou são formadas entre os funcionários das empresas. No setor primário. A captação ocorre através de Letras Imobiliárias. o locatário pode renová-lo. que se trata de locação de bens de forma que.

Mercado a termo – Onde a liquidação das operações ocorre em prazos diferidos. constituídas sob a forma de associações civis sem fins lucrativos. adquire até a data limite de vencimento da operação o direito de comprar o lote objeto de ações. Financiamento e Investimento. As Sociedades Corretoras são instituições membros das Bolsas de Valores habilitadas para operar em seus pregões por conta própria e determinadas por seus clientes. As Sociedades Distribuidoras têm uma faixa operacional mais restrita do que as corretoras e não têm acesso às Bolsas de Valores e de Mercadorias. índice de ações e de conjuntura) livre e transparente. metais. Sociedades de Crédito Imobiliário. INSTITUIÇÕES NÃO FINANCEIRAS As Sociedades de Fomento Comercial são conhecidas como “factoring”. As bolsas operam em três tipos preferenciais de mercado: • Mercado à vista – Onde a entrega dos títulos do vendedor ao comprador é efetuada no segundo dia útil após o fechamento do negócio na Bolsa. O comprador de uma opção de compra de ações. Os Agentes Autônomos de Investimento são pessoas físicas. • • A Bolsa de Mercadorias e de Futuros é a bolsa cujo objetivo é organizar operacionalizar e desenvolver um mercado de futuros (commodities. A principal contribuição deste mercado é a proteção contra o risco (hedge). opções sobre o disponível. Mercado de opções – Onde se negocia os direitos de compra ou venda futura de ações a um preço pré-estabelecido. Para operar neste mercado é exigido. credenciadas por Bancos de Investimentos. Mantém as seguintes modalidades de operação: Futuro. taxas de juros. poderá exercer o seu direito de vender os papéis objetos na data de vencimento da opção. por exemplo. Esta fornece os recursos ao sacador.INSTITUIÇÕES AUXILIARES As Bolsas de Valores são entidades físicas. Sociedades Corretoras e Distribuidoras que exercem atividades por conta e ordem de quem os credenciou. tanto do comprador quanto do vendedor. 60 ou 90 dias. mediante um 15 . com responsabilidades e funções de interesse público. em geral 30. um depósito de valores como margem de garantia da operação. por outro lado. termo e disponível ou à vista (spot). feita diretamente pelo detentor deste crédito (o sacador) a uma instituição compradora (o factor). O pagamento da ação pelo comprador deve ocorrer no 3º dia útil após a negociação. por meio de negociações com títulos e valores mobiliários. e operam na venda de um direito de crédito. taxas de câmbio. opções sobre futuro. O comprador de uma opção de venda. Sociedades de Crédito.

com o objetivo de valorização de seu patrimônio. ao mesmo tempo em que tais recursos se constituem em fonte de recursos para investimento em capital permanente das empresas.1967. Não estão sujeitas à falência nem podem impetrar concordata além de não poderem explorar qualquer outro ramo de comércio ou indústria. Este capital é pago em moeda corrente num prazo máximo indicado no mesmo plano. uma duplicata ou cheque. 16 . que fazem a intermediação entre os portadores de cartões. as bandeiras (Visa. As Agências de Fomento ou Desenvolvimento são constituídas e funcionam sob as regras da Resolução nº. DL 261. As Administradoras de Cartão não são empresas financeiras. Realizam operações de financiamento de capital fixo e de giro associados a projetos na unidade da federação onde tenha sede. segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas nos próprios títulos. com o objetivo de propiciar aos seus condôminos a valorização de cotas. a constituição de um capital mínimo perfeitamente determinado em cada plano. As Sociedades de Capitalização são sociedades mercantis cujo objetivo é fornecer ao público. 3.deságio sobre o valor de face deste direito de crédito. por exemplo. a um custo global mais baixo.828 de 30/03/2001. Diversos são os instrumentos legais de regulamentação da atividade. 2. de 28. por esta razão. que pode ser. 73 de 21/11/66 e suas alterações posteriores. orientadas a aplicar parte de suas reservas técnicas no mercado financeiro e de capitais. destinados à aplicação em carteira diversificada de títulos e/ou valores mobiliários. As Seguradoras operam o sistema de seguros do país e são regidas pelo Decreto-Lei nº. à pessoa que possuir um título. Mastercard. para garantir a complementação da aposentadoria e. e sim empresas prestadoras de serviços. de acordo com planos aprovados pelo Governo Federal. 35 da LC 101 de 04/05/2000. hoje difundida no mundo inteiro. As Empresas Abertas ou Fechadas de Previdência Complementar são instituições restritas a determinado grupo contribuintes ou não. Prestam garantias e serviço de consultoria e ainda administram fundos de desenvolvimento. Os Consórcios.) e as instituições financeiras. A Circular nº. observando o disposto no Art.2.070 e seus regulamentos estabelecem as regras e condições para a concessão de autorização para administrar grupos de consórcios e outros aspectos societários relacionados ao assunto. etc. A atividade de consórcio é uma invenção brasileira. os estabelecimentos afiliados. Os Fundos Mútuos de Investimentos são constituídos sob a forma de condomínio aberto ou fechado e representam a reunião de recursos de poupança.

Art 996 a 1. subdividem-se em personificadas e não personificadas. independentemente de seu objeto. 17 . Isto é.406/02. Autarquias e demais entidades públicas criadas por lei.195. as empresas. Distrito Federal. As Pessoas Jurídicas de Direito Privado dividem-se em associações. Sociedade Empresária é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços. De Capital e Indústria. Comandita por Ações e Cooperativas. São pessoas de direito público externo os estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. Em Nome Coletivo. por sua vez. 10. não tendo por objeto o exercício de atividade própria de empresário (Art.ORDENAMENTO JURÍDICO DAS EMPRESAS De acordo com o Código Civil. 981 e 982). As sociedades. internacional supremacia do Associações interesse públiFundações co e da estrita Organizações religiosas Simples legalidade) Partidos políticos Em Nome Coletivo Em Comandita Simples De Direito Personificadas Limitada Privado Anônima (regido pelos Sociedades Em Comandita por Ações Princípios da Cooperativas Autonomia da de Capital e Indústria De Direito Público Pessoas Jurídicas Interno Vontade e da Licitude ampla) Não Personificadas Sociedades em Conta de Participação 5 Ver mais no Novo Código Civil. Lei nº 10. Divide-se em: Comandita Simples. Pertence ao Direito Público Interno: a União. Segundo o Novo Código Civil (Lei nº. Territórios. Ao segundo grupo pertence a Sociedade em Conta de Participação. Anônima e Cooperativa. Ao primeiro grupo pertencem as Sociedades Simples. O presente estudo será desenvolvido no ambiente das Sociedades Anônimas. Anônima. Sociedade Empresária (Art. Limitada. 5 União Estados Municípios (regido pelos Autarquias e demais entidades criadas por lei princípios da Externo – Estados estrangeiros e pessoas regidas pelo dir. estão divididas em Pessoas Jurídicas de Direito Privado e de Direito Público Interno ou Externo. Estados.983) tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeita a registro. Limitada. Comandita Simples. denominadas pessoas jurídicas. devendo inscrever-se na Junta Comercial do respectivo Estado.406/02) Sociedade Simples é a sociedade constituída por pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens e serviços. entre si. sociedades e fundações. para o exercício de atividade econômica e a partilha. em Nome Coletivo. inclusive a sociedade por ações. Em Comandita por Ações. constituindo elemento de empresa. dos resultados. Municípios. pub.

conforme os valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. Ações Ações são títulos negociáveis e corresponde à menor fração em que se divide o capital da companhia. ou seja. 18 . Tem natureza jurídica de título de crédito.5 TIPOS DE SOCIEDADES MAIS CONSTITUÍDAS NO BRASIL 1. A companhia deve distribuir. excetuado nas companhias nas quais a lei exige realização inicial de parte maior do capital social. da parte do capital realizado em dinheiro. no mínimo. As ações rendem dividendos. no mínimo.A.638 de 28/12/07) Constituição A constituição da companhia depende do cumprimento dos seguintes requisitos preliminares: • Subscrição. que poderá ser formado com contribuições em dinheiro ou em qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação em dinheiro. A sociedade anônima. ao fim de cada exercício social.. qualquer que seja seu objeto. e a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. O estatuto da companhia fixará o valor do capital social. 25% do seu lucro líquido ajustado. do preço de emissão das ações subscritas em dinheiro. o que não ocorrerá com uma sociedade simples. de 10%. O objeto social da companhia pode ser qualquer empresa de fim lucrativo. à ordem pública e aos bons costumes. A companhia ou Sociedade Anônima têm seu capital dividido em ações.1. • Depósito no Banco do Brasil S. é o título que dá direito de propriedade sobre parte de uma companhia.1 Sociedades Anônimas (Atualizado pela Lei nº 11. na proporção da quantidade de ações detidas. ou em qualquer estabelecimento bancário autorizado pela CVM. será sempre empresária e se regerá pelas leis e usos do comércio.5. A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões “companhia” ou “sociedade anônima” expressas por extenso ou abreviadamente mas vedada a utilização da primeira ao final. que para isso exige o registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). não contrário à lei. A responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. Isto significa dizer que seus atos constitutivos e estatutos serão arquivados no Registro do Comércio. que é a parcela de lucro líquido distribuída aos acionistas. A Sociedade Anônima poderá ser aberta ou fechada. • Realização. de todas as ações em que se divide o capital social fixado no estatuto. pelo menos por duas pessoas. expresso em moeda nacional. cujos atos constitutivos e contrato social devem ser arquivados em Cartório. como entrada.

O estatuto fixará o prazo de duração das partes beneficiárias e. As ações preferenciais poderão ter direito a voto se a companhia. Ações ordinárias são as que dão direito a voto nas Assembléias Gerais. Ações preferenciais têm preferência na distribuição de resultados. deixar de pagar dividendos fixos ou mínimos a que fizerem jus. ordinárias ou de fruição. O número de ações preferenciais sem direito a voto. quando for o caso. Partes Beneficiárias A companhia pode criar a qualquer tempo títulos negociáveis sem valor nominal e estranhos ao capital social. com redução ou não do capital social. na instituição que designar. direito que conservarão até o pagamento. em nome de seus titulares. na qualidade de proprietária fiduciária das ações. Quanto à forma. Elas conferirão aos seus titulares direito de crédito eventual contra a companhia. ou não. A propriedade das ações nominativas presume-se pela inscrição do nome do acionista no livro de Registro das Ações Nominativas ou pelo extrato que seja fornecido pela instituição custodiante. a título de antecipação e sem redução do capital social. mantido o mesmo capital. A amortização de ações consiste na distribuição aos acionistas. ou uma ou mais classes delas. se tais dividendos não foram cumulativos. mesmo não sendo negociável assegurará aos seus detentores o direito de receber a parte do patrimônio da sociedade que ainda lhe couber em caso de liquidação. Estes certificados serão escritos em vernáculo e conterão as declarações previstas em Lei. São as ações escriturais. pelo prazo previsto no estatuto.O estatuto fixará o número das ações em que se divide o capital social e estabelecerá se as ações terão. O reembolso é a operação pela qual. A emissão de certificado de ação somente será permitida depois de cumpridas as formalidades necessárias ao funcionamento legal da companhia. as ações poderão ser preferenciais. O 19 . Quanto à espécie. sem emissão de certificado. novo valor nominal às ações remanescentes. ou sujeitas à restrição no exercício deste direito. denominados Partes Beneficiárias. todas as ações devem ser nominativas. sejam mantidas em contas de depósito. que será o mesmo para todas as ações da companhia. não superior a três exercícios consecutivos. O estatuto da companhia pode autorizar ou estabelecer que todas as ações da companhia. Essa participação não poderá ultrapassar 10% dos lucros. de quantias que lhes poderiam tocar em caso de liquidação da companhia. não poderá ultrapassar 50% do total de ações emitidas. Este tipo de ação. consistente na participação nos lucros anuais. O resgate de ações consiste no pagamento do valor das ações para retirá-las definitivamente de circulação. sempre que estipular resgate. será atribuído. O valor nominal das ações de uma companhia aberta não poderá ser inferior ao mínimo fixado pela Comissão de Valores Mobiliários. nos casos previstos em lei. valor nominal. ou até que sejam pagos os cumulativos em atraso. deverá criar reserva especial para esse fim. a companhia paga aos acionistas dissidentes de deliberação da assembléia-geral o valor de suas ações. Ações de fruição são as que podem ser distribuídas aos acionistas em substituição à ação que foi amortizada pela companhia. que poderá ser conversível em ações.

além dos livros obrigatórios para qualquer comerciante. direito de subscrever ações do capital social. nas condições constantes do certificado. títulos negociáveis denominados Bônus de Subscrição. Bônus de subscrição A companhia poderá emitir. Por qualquer acionista. se houver. Livros sociais A companhia deve ter. dentro do limite de aumento de capital autorizado no estatuto. se houver. A debênture poderá assegurar ao seu titular juros. observado o disposto no estatuto. atribuídas gratuitamente. que será exercido mediante apresentação do título à companhia e pagamento do preço de emissão das ações. do certificado. além de poder ser conversível em ações. participação no lucro da companhia e prêmio de reembolso. Estes bônus conferirão aos seus titulares. por decisão da Assembléia-geral (se o estatuto não atribuir ao Conselho de Administração). fixos ou variáveis. nas condições constantes da escritura de emissão e. revestidos das mesmas formalidades legais: • • • • • • • Livro Registro de Ações Nominativas Livro de Transferência de Ações Nominativas Livro Registro de Partes Beneficiárias Nominativas Livro de Atas das Assembléias Gerais Livro de Presença dos Acionistas Livro de Atas das Reuniões do Conselho de Administração Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal Assembléias-Gerais A Assembléia-Geral. Debêntures A companhia poderá emitir debêntures que conferirão aos seus titulares direito de crédito contra ela. os seguintes. nos casos previstos em lei. possa ter o pagamento estipulado em moeda estrangeira. convocada e instalada de acordo com a lei e o estatuto. por mais de sessenta dias. A debênture terá valor nominal expresso em moeda nacional.prazo de duração delas. salvo nos casos de obrigação que. a convocação nos casos previstos em lei ou no estatuto. convocar a assembléia-geral. Compete ao Conselho de Administração. salvo as destinadas a sociedades ou fundações beneficentes dos empregados da companhia. A assembléia-geral pode também ser convocada: • • Pelo Conselho Fiscal. 20 . nos termos da legislação em vigor. quando os administradores retardarem. não poderá ultrapassar 10 anos. tem poderes para decidir todos os negócios relativos ao objeto da companhia e tomar as resoluções que julgar convenientes à sua defesa e desenvolvimento. ou aos diretores.

o conselho de administração. no mínimo três membros. Quando o funcionamento do conselho fiscal não for permanente. O prazo de gestão. obrigatoriamente. que será formado por. ou somente à diretoria. Nos demais casos é dita extraordinária. no mínimo do capital votante. o prazo de sua gestão. será instalado pela assembléia-geral a pedido de acionistas que representem no mínimo 10% das ações com direito a voto ou 5% das ações sem direto a voto. Diretoria A diretoria será composta por dois ou mais diretores. o modo de sua substituição. se inexistente. que não será superior a três anos. permitida a reeleição e as atribuições e poderes de cada diretor. Conselho Fiscal A companhia terá um conselho fiscal e o estatuto disporá sobre seu funcionamento. ou cinco por cento. e seu período de funcionamento irá até a próxima assembléia-geral ordinária. 21 . As companhias de capital aberto e as de capital autorizado terão. o pedido de convocação de assembléia para instalação do conselho fiscal. Um terço dos membros do conselho de administração pode assumir os cargos de diretoria. a pedido de acionistas. o pedido de convocação que apresentarem. com indicação das matérias a serem tratadas. quando for o caso. de modo permanente ou nos exercícios sociais em que for instalado. devidamente fundamentado. eleger os administradores e os membros do conselho fiscal. Ele será composto de. Conselho de Administração A administração da companhia competirá. eleitos e destituíveis a qualquer tempo pelo conselho de administração ou. ao conselho de administração e à diretoria. no mínimo. aprovar a correção da expressão monetária do capital social. acionistas ou não. no prazo de oito dias.• Por acionistas que representem 5%. do capital social. discutir e votar as demonstrações financeiras. no mínimo três membros e no máximo cinco membros. pela assembléia-geral devendo o estatuto estabelecer o número de diretores. dos acionistas sem direito a voto. eleitos em assembléia-geral e por ela destituíveis a qualquer tempo. O modo de substituição dos conselheiros. não superior a três anos. conforme dispuser o estatuto. no mínimo. permitida a reeleição. • A assembléia-geral é dita ordinária. no prazo de oito dias. devendo o estatuto estabelecer: • • • O número máximo e mínimo de conselheiros. quando os administradores não atenderem. quando os administradores não atenderem. examinar. quando tem por objeto tomar as contas dos administradores. Por acionistas que representem 5%. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição dos dividendos. eleitos pela assembléia-geral. e suplentes em igual número.

médios ou grandes. Nas companhias abertas. Administração profissional: a direção da empresa passa para administradores profissionais contratados e que podem ser promovidos ou substituídos. Demonstração de resultados do exercício. Vida ilimitada: a S/A não se dissolve com a morte ou retirada de um proprietário e pode perdurar indefinidamente no tempo. tornando necessários alguns órgãos para prestar serviços burocráticos e atender a todas essas regulamentações. a empresa torna-se muito 22 • . não podendo perder além do que investiu no negócio. Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. As bolsas de valores facilitam enormemente a venda e compra de ações. Crescimento: A S/A pode expandir-se através de aumento de capital devido ao rápido acesso aos mercados de capitais. A sociedade pode ser pulverizada entre uma infinidade de acionistas. demonstração do valor adicionado.Demonstrações financeiras Ao fim de cada exercício social. tendo como único acionista uma sociedade brasileira. com base na escrituração mercantil da companhia. a companhia constituída mediante escritura pública. e pela cisão com versão de todo o patrimônio em outras sociedades. pela facilidade com que as ações podem ser negociadas. estaduais e municipais. ela está submetida a regulamentações federais. Vantagens das Sociedades Anônimas • • • • • • Responsabilidade limitada: cada acionista é um sócio com responsabilidade limitada. que podem ser facilmente transferidos a outras pessoas. Desvantagens: • Regulamentação governamental: como a S/A é uma entidade legalmente estabelecida. a diretoria fará elaborar. Extinção A companhia se extingue pelo encerramento da liquidação ou pela incorporação ou fusão. pequenos. Falta de sigilo: como os acionistas devem conhecer o desempenho e a situação financeira da S/A através das demonstrações financeiras. as seguintes demonstrações financeiras. Demonstração dos fluxos de caixa. Dimensão do negócio: o capital pode ser obtido a partir de muitos investidores. Subsidiária integral É a chamada de subsidiária integral. Transferência de propriedade: a propriedade é comprovada pelos certificados de ações. que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: • • • • • Balanço patrimonial.

a sociedade é dissolvida. Capital social: Geralmente maior que as firmas individuais. os bens pessoais dos sócios respondem pelas dívidas assumidas no negócio. No caso de liquidação do negócio os bens pessoais de um dos sócios podem ser levados a garantir o prejuízo. geralmente não chegam a assumir grandes proporções.3 Responsabilidade solidária dos sócios: os sócios respondem conjunta e solidariamente pelo negócio. Embora quase sempre maiores do que as firmas individuais. A responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas. onde o proprietário toma todas as decisões e opera a propriedade juntamente com alguns poucos empregados. Nas sociedades limitadas. Facilidade de crédito: Os bens pessoais dos sócios garantem os valores emprestados. constituídas de dois ou mais proprietários que se associam no mesmo negócio. 1.) São sociedades de pessoas. Principais vantagens: • • • • Economias fiscais: é semelhante à firma individual quanto aos custos organizacionais e certos tributos. registrada em Junta Comercial.2 Sociedade por Cota de Responsabilidade Limitada (ltda. pois são sociedades com participação de mais de uma pessoa. Vida limitada: do ponto de vista técnico.6. 23 . O Novo Código Civil (2002) estabelece algumas normas visando uma maior transparência das sociedades anônimas. quando um dos sócios se afasta ou morre. caso os demais sócios não o possa fazê-lo. A sociedade limitada é constituída através de um contrato social firmado entre os sócios e registrado na Junta Comercial. porém sua participação é pequena no volume de faturamento de todas as empresas.transparente. A firma individual é geralmente uma pequena empresa. Principais desvantagens: • • 1. É a empresa cujo proprietário é uma pessoa que opera em seu próprio benefício. Principais vantagens: • • O proprietário é o seu próprio patrão. O proprietário assume todo o lucro e todo o resto do negócio. Firma Individual A firma individual é constituída por um único empresário ou proprietário que responde pelos seus negócios.6. mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. O capital da firma individual advém de recursos próprios ou de empréstimos de curto prazo. Administração: cooperação e habilidades administrativas de vários sócios envolvidos no negócio são somadas. com o objetivo de obter lucro. É grande a quantidade de firmas individuais.

404/76 e suas alterações até a Lei 11.7. se a companhia for aberta.7 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Conforme dispõe a Lei 6. Demonstração de Fluxo de Caixa e Demonstração do Valor Adicionado (esta última. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.638/07. isto é. taxas e contribuições a pagar Empréstimos Salários a pagar Encargos sociais Dividendos a pagar Outras obrigações de curto prazo Financiamentos Debêntures a pagar Passivo Não Circulante Empréstimos Financiamentos Debêntures a Pagar Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo Investimentos Participação acionária 24 . Principais desvantagens: • • • Responsabilidade ilimitada em relação aos credores. as demonstrações contábeis são: Balanço Patrimonial. deve conhecer e dominar todos os aspectos técnicos. 1. Estas demonstrações são complementadas pelas Notas Explicativas. A riqueza total do proprietário – e não o capital investido – responde pelas dívidas do negócio.1 Balanço Patrimonial Balanço Patrimonial é a demonstração da situação patrimonial e financeira da empresa em determinada data. Economias fiscais. O proprietário deve jogar em todas as posições do negócio. 1. Limitação de capital: a capacidade financeira do proprietário é limitada e pode restringir operações maiores. Demonstração de Resultados do Exercício.• • Baixos custos operacionais. Relatório da Diretoria e Parecer de Auditoria Independente. comerciais e financeiros da sua empresa. Seu modelo pode ser representado conforme a seguir: BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos Aplicações financeiras Duplicatas a receber (-) Duplicatas descontadas Estoques Despesas antecipadas Adiantamento a fornecedores PASSIVO Passivo Circulante Duplicatas a pagar Impostos.

financeiras líquidas e outras) (=) Resultado Operacional (-) Resultados Não Operacionais (Receitas e despesas não operacionais) (=) Resultado Antes da Contribuição Social e do Imposto de Renda (-) Provisão para Contribuição Social e Imposto de Renda (=) Resultado Após Contribuição Social e Imposto de Renda (-) Participações e Contribuições (Empregados.3.7. administrativas.2. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados 25 .7. administradores e outras) (=) Resultado Líquido do Exercício 1.Imobilizado Fornecedores Terrenos Patrimônio Líquido Prédios Capital Social Máquinas e equipamentos Reservas de capital (-) Depreciação acumulada Ajustes de avaliação patrimonial Intangível Reservas de lucros Fundo de comércio adquirido Prejuízos acumulados Carteira de clientes adquirida (-) ações em tesouraria Patentes adquiridas Diferido (conta provisória) Gastos com instalações Gastos com implantação Gastos pré-operacionais (-) Amortização acumulada 1. Tem o seguinte formato: DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO Receita Operacional Bruta (-) Deduções e Abatimentos (Impostos sobre vendas e devoluções e abatimentos) (=) Receita Operacional Líquida (-) Custo Operacional (Custo das mercadorias vendidas. Demonstração de Resultados do Exercício A Demonstração de Resultados do Exercício é um relatório contábil que evidencia a formação do resultado líquido do exercício pelo confronto das receitas com os custos e as despesas apuradas em obediência ao regime de competência. produtos vendidos ou serviços prestados) (=) Lucro Bruto (-) Despesas Operacionais (De vendas.

Pode ser demonstrada conforme modelo a seguir: DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS Saldo em 31/12/X0 (+ ou -) Ajustes de exercícios anteriores (-) Parcela de lucros incorporada ao capital (+) Reversões de reservas (=) Resultado do exercício Destinação do lucro • Transferência para reservas legal. 4. estatutária.A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados possibilita a evidenciação clara do lucro do período. Exemplos de atividades operacionais: • Recebimentos de clientes oriundos das vendas de bens e de serviços. • Pagamentos de impostos que incidem sobre a receita bruta. O fluxo de caixa das atividades operacionais devem ser apresentados utilizando a metodologia direta (recomendada) ou a metodologia indireta. Demonstração do Fluxo de Caixa Para confecção do fluxo de caixa deve-se seguir os preceitos da Lei 11. por exemplo) não deverão ser incluídas na demonstração do fluxo de caixa.638/07. deverão ser divulgadas em separado. Geralmente não incluem participações societárias. Os fluxos de caixa relacionados com os impostos que incidem sobre o lucro devem ser apresentados nas atividades operacionais. A demonstração de fluxo de caixa (DFC) deve contemplar as alterações do caixa e dos recursos equivalentes à caixa durante o período. As operações de investimento e de financiamento que não envolvem caixa (integralização de capital com bens do ativo imobilizado. • Pagamentos a fornecedores de bens e de serviços. 5. de lucros a realizar ou lucros para expansão • Juros sobre o capital próprio • Dividendos a distribuir Saldo em 31/12/X1 1. 2. de investimento e de financiamentos devem ser apresentados separadamente. 7.4. sua distribuição e a movimentação ocorrida no saldo da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. No entanto. 26 . que determina: 1. 3. Os fluxos de caixa oriundos das atividades operacionais. 6. Os recursos equivalentes à caixa incluem aplicações de curtíssimo prazo (três meses ou menos). exceto se puderem ser identificados especificamente com atividades de investimentos e de financiamentos. e que estão sujeitas a risco pouco significativo de mudança do seu valor. facilmente conversíveis em dinheiro.7.

Pagamento de impostos que incidem sobre o lucro. Exemplos de atividades de financiamento • Recebimentos por integralização de capital social. A sociedade tem a opção de apresentar nas atividades operacionais ou nas atividades de financiamentos.8.) 11.) e pelas variações ns contas patrimoniais operacionais (clientes a receber. pagamentos a fornecedores. • Pagamentos de investimentos. A sociedade tem a opção de apresentar nas atividades operacionais ou nas atividades de investimentos. As principais alternativas previstas nessa norma são as seguintes: • Apresentação das atividades operacionais. Atividades operacionais – metodologia indireta. • Recebimentos por vendas de investimentos. etc. • Recebimentos por vendas de ativos intangíveis. • Dividendos pagos. 9. • Recebimentos por vendas de ativos imobilizados.• • • Pagamento de despesas administrativas. A sociedade tem a opção de apresentar nas atividades de financiamentos ou nas atividades operacionais 1. 10. amortização. 8. • Pagamentos de dividendos. • Pagamentos por devolução de capital aos acionistas. Pagamento de despesas com vendas. • Pagamentos de empréstimos. fornecedores a pagar. etc. • Receitas financeiras. que é ajustado pelos itens econômicos (depreciação. Divulgam os recebimentos e os pagamentos operacionais de acordo com a sua natureza (recebimentos de clientes.) 12. Atividades operacionais – metodologia direta. atualizações monetárias. Baseiam-se no lucro ou no prejuízo líquido do exercício. • Recebimentos de empréstimos. ANÁLISE DE BALANÇOS 27 . A sociedade tem a opção de apresentar a demonstração de fluxo de caixa pelo método direto nas atividades operacionais ou nas atividades de financiamentos. • Pagamentos de ativos intangíveis. Exemplos de atividades de investimentos • Pagamentos de ativos imobilizados. • Despesas financeiras. etc.

2 Análise vertical A análise vertical consiste em uma comparação da representatividade.8. De Atividade 28 . depreciation and amortization) ou LAJIDA (lucro antes dos juros.A análise de balanços. depreciação e amortização). taxes.8. 1. Para isso se estabelece um número índice base igual a cem para os valores de cada conta das demonstrações mais antigas e os números índices das mais recentes são calculados de acordo com a equação:  N1  Número − índice =  − 1 x100  N  1. 1. Exemplificamos a seguir uma das mais usadas: ÍNDICES 1. Análise horizontal A análise horizontal evidencia a evolução das contas das demonstrações contábeis ao longo dos anos.3 Análise por índices A análise por índices tem muitas variações. Para realização da análise se dispõe de algumas ferramentas tais como: • • • • Análise horizontal Análise vertical Análise por índices EBITDA (Earnings before interest. Em seguida se analisa a variação destes percentuais no correr dos exercícios. em percentual de cada conta com o grupo de contas a que pertence.1. também chamada análise das demonstrações contábeis proporciona um exame a respeito da situação atual e da evolução da situação econômica e financeira da empresa.8. impostos.De Liquidez Corrente = AC / PC Geral = (AC + RLP) / (PC + PNC) Seca = (AC – E )/ PC Imediata = Disponibilidades / PC 2. bem como a comparação do desempenho dela com o de outras.

Graficamente. em Reais: Ano x Estoques = Duplicatas a receber = Compras a prazo = Duplicatas a pagar = Vendas a prazo = 100 200 100 300 1. tem-se que levar em consideração estes ciclos. constituindo-se em ciclos.000 Ano x+1 600 Calcular: • Ciclo Operacional • Ciclo de caixa • Prazo Médio de Recebimento • Prazo Médio de Pagamento • Prazo Médio de Estoques CO = PME + PMR 29 . Para cálculo dos índices de atividade. os recursos financeiros movimentam-se sempre dentro de uma determinada seqüência e repetidas vezes.500 150 2.Pelo que pudemos observar. os ciclos financeiros de uma empresa podem ser assim representados: Ciclo Operacional Ciclo de caixa compra Pgto da compra PMP PME venda Recbto da venda PMR Suponhamos que uma empresa disponha dos seguintes dados de Balanço.

000 CC = CO − PMP DPi + DPf 100 + 150 2 2 CC = 171 − × 360 = 171 − × 360 = 141dias compras 1.Ei + Ef DRi + DRf 2 2 CO = × 360 + × 360 CPV vendas Prazo Médio de Estoque Prazo Médio de Recebimento 100 + 600 200 + 300 350 250 2 2 CO = × 360 + × 360 = × 360 + × 360 = 171dias Ei + C − Ef 2.500 − 600 2.000 100 + 1.500 Prazo Médio de Pagamento LEGENDA CO = Ciclo Operacional CC = Ciclo de Caixa PMP = Período Médio de Pagamento PME = Período Médio de Estoque PMR = Período Médio de Recebimento Ei = Estoques Iniciais Ef = Estoques Finais DRi = Duplicatas a Receber Inicial DRf = Duplicatas a Receber Final DPi = Duplicatas a Pagar Inicial DPf = Duplicatas a Pagar Final CMV = Custo das Mercadorias Vendidas C = Compras 3. De endividamento Geral = (PC + PNC)/AT 30 .

Exemplificaremos seu cálculo com a DRE abaixo6: DRE X1 X2 Receita operacional líquida 330.000 Administrativas 33.000 250.689 25.555 9.9. De lucratividade Retorno sobre Investimento ROI = LO (1. amortização e exaustão* (=) EBITDA ou LAJIDA *Valores fornecidos para o exemplo.350 Cálculo do EBITDA ou LAJIDA Lucro Operacional (+) Despesas financeiras líquidas (+) Depreciação.500 58.9.000 (=) Lucro Operacional 56.555 76.000 Receitas .000 72. de Megliorini e Silva.4.000 365.000 (-) Provisão para contribuição social e imposto de renda 19. EBITDA ou LAJIDA O EBITDA é uma medida de avaliação que demonstra o potencial de geração de caixa dos ativos operacionais (aqueles vinculados à exploração da atividade fim da empresa.000 9.despesas não operacionais 0 0 Lucro antes da contribuição social e imposto de renda 56.000 115.000 (-) Custo dos Produtos Vendidos 210.445 39. RELAÇÃO CUSTO X VOLUME X LUCRO 56.555 9.445 6.756 13.Garantia de Capital de Terceiros = (PC+PNC)/PL Imobilização do Patrimônio Líquido = (ANC – RLP) / PL 4.1 PONTO DE EQUILÍBRIO .000 39.000 (=) Lucro Bruto 120.445 39. 1.000 Financeiras líquidas 6.350 (-) Participações e contribuições 0 0 (=) Resultado do exercício 36.650 (=) Lucro após contribuição social e imposto de renda 36.689 25. 31 .000 32.CONCEITUAÇÃO E CÁLCULOS 6 Exemplo retirado de Administração Financeira – uma abordagem brasileira.000 10.000 (-) Despesas operacionais 63.alíquota de IR)/Média de passivos onerosos Margem operacional = LO(1-alíquota de IR)/ ROL Giro de Investimento = ROL / Média de passivos onerosos Retorno sobre PL (ROE) = LL(1-alíquota de IR)/Média do PL Margem líquida = LL(1-alíquota do IR)/ROL Giro do PL = ROL/Média do PL Lucro por ação = Lucro líquido / Quantidade de ações 1.000 1.8.000 35.000 Com vendas 24.

ou. se um aluguel sofrer reajuste continua sendo fixo pois independe do volume produzido. 2002. Para que uma empresa esteja em equilíbrio. como vendedores que tem seu salário fixo acrescido de comissões sobre vendas. pp 312-316. Por exemplo. é necessário que suas receitas totais sejam iguais a seus custos totais. são iguais ao seu preço unitário de venda vezes a quantidade produzida. No caso de empresas que calculam o ICMS por estimativa (valor fixo todo mês). RT = Receitas totais CT = Custos totais RT = CT As receitas totais. CUSTOS VARIÁVEIS São os custos e despesas que variam de acordo com o volume produzido. este tributo assume a característica de custo fixo. CV = cQ 7 Ver mais em Hoji. pp 135-138. mais especificamente. maior este custo. Quanto maior a quantidade produzida.PONTO DE EQUILÍBRIO7 Também chamado de break-even point. por sua vez. CUSTOS FIXOS São os custos e despesas que independem do volume produzido. 2001. separa-se a parte fixa da variável. 32 . quando LAJIR = 0. PONTO DE EQUILÍBRIO OPERACIONAL Representa o nível de vendas necessário para cobrir todos os custos operacionais. Ainda existem os custos semi-fixos ou semi-variáveis. O custo fixo pode ter valores diferentes a cada período e continuar classificado como fixo. Ou seja. Droms. é usado para determinar o nível de operações necessárias para cobrir todos os custos operacionais e para avaliar a lucratividade associada a vários níveis de renda. Nestes casos. RT = vQ v= preço unitário de vendas Q = quantidade produzida/vendida Os custos variáveis serão iguais ao custo variável unitário vezes a quantidade produzida.

Qv = Qc + CF Qv – Qc = CF Q(v-c) = CF Q= CF v−c Exemplo: Calcular a quantidade de equilíbrio de uma empresa que tenha CF = R$ 2.00.00. para a análise serão necessárias algumas condições. à saber: • • • • Não haverá formação de estoques. Dentro destes parâmetros. Haverá só um produto.500.00 e c = R$ 5. O comportamento da evolução das receitas e custos será retilíneo.500.00 = 500 10 – 5 Visualizando graficamente ter-se-ia: 33 .CV = Custo variável c= Custo variável unitário Os custos fixos são iguais a eles mesmos. é possível determinar a quantidade de equilíbrio. determinando Q na equação acima. Q = 2. v = R$ 10. As quantidades produzidas serão iguais às quantidades vendidas. Desta forma a fórmula original é igual a: vQ = cQ + CF Ora.

00? Q = 3.2 ALAVANCAGEM 8 8 Ver mais em Sanvicente. 2002 pp 173181.000/ 10-5 = 600 Resposta: A quantidade de equilíbrio aumentaria e o ponto de equilíbrio se deslocaria para a direita e para cima. 1.500/10-7.5 = 1. se: 1.000. O preço unitário de venda aumentasse para R$ 12. 34 .000/12. 2002. Machado. O custo unitário variável aumentasse para R$ 7.5 = 600 Resposta: A quantidade de equilíbrio aumentaria e o ponto de equilíbrio se deslocaria para cima e para a direita. 3. 1981.9.5-5 = 333 Resposta: A quantidade de equilíbrio diminuiria e o ponto de equilíbrio se deslocaria para a esquerda e para baixo.500/12. pp 80-83.000.50? Q = 2. 4.Área de Lucro Receitas Totais Custos totais Custos Variáveis Área de Prejuízo R$ 5. Cherubim e outros.00 Ponto de equilíbrio Custos Fixos 0 500 Quantidades O que aconteceria com o ponto de equilíbrio.50? Q = 2. As três variáveis aumentassem nas proporções dadas. 2.000 Resposta: A quantidade de equilíbrio aumentaria e o ponto de equilíbrio se deslocaria para a direita e para cima.5-7. ao mesmo tempo? Q = 3. O custo fixo aumentasse para R$ 3. pp 244-246.

a fim de maximizar os efeitos da variação do LAJIR sobre o LPA da empresa. Quanto maior for o uso dos custos fixos em relação aos custos variáveis unitários. identificando-se claramente as causas que determinaram eventuais variações nos resultados. segundo a reação do investidor de aversão ao risco. maior o risco. Em outras palavras. ter-se-ía: Receitas de Vendas . para aumentar o efeito de variações nas vendas/LPA. maior será o grau de alavancagem financeira. com custo fixo.V (-) Custo dos Produtos Vendidos – VPV (=) Lucro Bruto – LB (-) Despesas Operacionais – DO Alavancagem Operacional 35 . A aplicação da alavancagem operacional e financeira na avaliação de uma empresa permite que se conheça sua viabilidade econômica. Dentro da Demonstração de Resultado do Exercício. maior será o grau de alavancagem operacional. Quanto maior for o uso destes encargos financeiros fixos.É o uso de ativos ou recursos. ALAVANCAGEM OPERACIONAL É determinada pela relação entre as receitas de vendas da empresa e seu LAJIR (Lucro antes dos juros e do Imposto de Renda). É a capacidade da empresa para usar encargos financeiros fixos. ALAVANCAGEM FINANCEIRA Refere-se à relação entre o LAJIR e o LPA (Lucro por Ação). ALAVANCAGEM TOTAL É o uso potencial de custos fixos. tanto operacionais como financeiros. a fim de aumentar os retornos dos proprietários da empresa. Quanto maior a alavancagem. maior o retorno. é o uso potencial de custos operacionais fixos para aumentar os efeitos das mudanças nas vendas sobre os lucros das empresas. antes dos juros e dos impostos.

000 10.500 2.500 7.000 e 1.500 2.50% Quantidades – Q Receitas Totais – RT (-) Custos Variáveis – CV (=) (-) Custos Fixos – CF (=) LAJIR 500 5.000 Nº de ações: 200.00 Empresa com capital de terceiros Ativo Passivo Patrimônio Líquido 8.00. Exemplo: Uma empresa tem v = R$ 10. 1.000 8.00.000 7.100% 2.2.000 2. A seguir demonstraremos o que acontece com duas empresas. Empresa sem capital de terceiros Ativo Patrimônio Líquido 8.500 1.500 0 .000.000.000.1 Alavancagem Operacional Total Alavancagem Financeira Pode-se demonstrar o mesmo esquema acima.000 4.000 Valor da ação: R$ 20.000 Nº de ações: 400.000 + 100% + 50% 1.500 5.000 2. Calcule o seu LAJIR para as quantidades de 500.(=) Lucro antes dos juros e do IR – LAJIR Alavancagem (+/-) Resultado financeiro (juros) – J (=) Lucro Antes do Imposto de Renda – LAIR (-) Provisão para o IR – PIR (=) Lucro Antes das Participações e Contribuições (-) Participações e Contribuições (=) Lucro Líquido do Exercício .500 15.00 e CF = R$ 2. houve uma variação de 100% no Lucro Antes dos Juros e do Imposto de Renda. a uma variação de 50% nas vendas.500. Então se teria como alavancagem operacional: Receitas Totais (-) Custos Variáveis (-) Custos Fixos (=) Lucros Antes dos Juros e do Imposto de Renda (LAJIR). c = R$ 5.000 4.000 5.LL 1.500 Como se pode notar.000.000 5.000 Valor da ação: R$ 20.00 36 . como repartição de custos fixos e variáveis.000.00.500 2.500 unidades produzidas. Uma apenas com capital próprio e outra com capital de terceiros e despesas financeiras anuais de R$ 400.9.000. .

000 LAIR 0 LPA = R$ 0.000 400.00 Ret. s/ Pat. Líq. 800. s/ Pat.000 LPA = R$ 4.000 LAIR 800.200.000 0 800. Lucro Operacional Desp.2 Grau de alavancagem operacional É a medida numérica da alavancagem operacional da empresa.000 5% 800. Lucro Operacional Desp. É representada pela fórmula: 37 .00 Ret. Líq.000 800.000 10% Lucro Operacional 1.00 Ret.000 Desp. 0% Lucro Operacional Desp.00 Ret. Financeiras LAIR LPA = R$ 1.000 400. Financeiras LAIR LPA = R$ 2.000 0 1.200. Líq. Líq.000 LAJIR Desvantagem no uso de capital Vantagem no uso de capital de terceiros de terceiros 1.000 15% Lucro Operacional 400. 400.9. Financeiras LAIR LPA = R$ 2. Financeiras LAIR LPA = R$ 3. s/ Pat. Financeiras 400.00 Ret.000 0 400. Financeiras 400. s/ Pat.2.200.Lucro Operacional Desp. s/ Pat.000 10% 1. s/ Pat. Líq.000 Desp. Líq. 20% LPA com capital de terceiros LPA sem capital de terceiros LPA 2 400.00 Ret.

cada vez que eu vario as receitas. a alíquota de Imposto de Renda era de 40% e distribuiu dividendos no valor de R$ 2.400.000 ações ordinárias.000 unidades? GAO = 1.00? 40% LAJIR (-) Juros (=) LAIR 6.000 O GAO é igual a 2.9.00 a juros de 10% ao ano.000 38 .000 4. ao nível de produção de 1.00 e R$ 14.3 Alavancagem financeira Quanto à alavancagem financeira.00.LLE (-) Distribuição de dividendos – DD (=) Lucro Depois da distribuição de dividendos . o lucro operacional varia em dobro. Sabendo que possui 1.000. 1.000 8.000 10.000 12.000 2.000(10 − 5) − 2.2.000(10 − 5) =2 1.000.000 2.000 + 40% 14. pode-se dispor do seguinte esquema: Lucro Antes dos Juros e do Imposto de Renda – LAJIR (-) Juros – J (=) Lucro Antes do Imposto de Renda – LAIR (-) Imposto de Renda (40%) – IR (=) Lucro Líquido do exercício.LDDD Exemplo: Uma empresa tinha juros de empréstimos anuais de R$ 20.CF Exemplo: Qual o grau de alavancagem financeira do exemplo inicial.000 2. qual a variação do LPA para níveis de LAJIR de R$ 6. ou seja. R$ 10.000.000.GAO = ___Q(v-c)__ Q(v-c) .00.

000 1. o LPA varia 2.000 − 2. calcular o GAF para um nível de LAJIR = R$ 10.(-) IR (40%) (=) LLE (-) DD (=) LDDD LL/1.000 Q1 = 20.00 PC = R$ 12.000 60. Quando o LAJIR varia 40%.000 J = R$ 20.400 0 0 3.000 Q2 = 30.2 39 .00.400 2.4 = 2.800 2.400 2.200 2. Pode-se representá-la pela fórmula: GAF = LAJIR LAJIR − J − DD 1 − IR Segundo o exemplo anterior.5 Alavancagem total Agora se poderá ver o efeito combinado das duas alavancagens.400 2.00 CF = R$ 10.000 150. 1.000(5-2)___ = 1.000 2.000.600 2. quando há uma variação no LAJIR.200 4.800 7.2.5 vezes mais.4 Grau de alavancagem financeira É a medida numérica do grau de alavancagem financeira da empresa. GAF = 10.2.000.800 4.9.400 10.40 4.000 − 1 − 0. ou seja.00 50% R= (-)CV = 100.400 4.000 GAO = ___20.9. o LPA varia 100%.80 100% + 100% Assim podemos visualizar a alavancagem financeira.000 40.000.00 IR = 40% Nº de ações = 5. pelo exemplo a seguir: Dados v = R$ 5.5 1.000.00 c = R$ 2.

000 = 4. teremos: =6 12.000 80.000 12.2 e 24.000 12.000(5-2) – 10. maior a alavancagem operacional.000-20.2 X 5.8 Outra fórmula pela qual pode-se achar o GAT é a seguinte: 1.6Grau de alavancagem total Q (v − c ) Q(v − c) − CF − J − DD 1 − IR GAT = Substituindo pelos valores acima.000( 5 − 2 ) Como se disse no início deste tópico.000 20.000 80. vamos supor um aumento de 20% nas vendas de ambas as empresas.000 24. façamos a comparação entre duas empresas.9.000 30. embora pareça.000 − 1 − 0.000 10.000 50.4 Para finalizar o estudo de alavancagem. Para comprovar isto.000 1.000 60.000 = 1.(-)CF = (=)LAJIR = LAJIR = (-) J = (=) LAIR = (-) IR = (=) LLE = (-) DD = (=) LL = 10.0 = 6 GAF =_____50.000 6.000_______ = 5 50.000 20.000 50.000 24.000 1 – 0.000 − 20.000 300% GAT = 20. quanto maior os custos fixos.4 GAT = 300% ÷ 50% = 6 LPA = 6.000 36.000 ÷ 5.000-12.000 20. e vamos ver como se comporta o lucro operacional.000 ÷ 5. 40 . com composições diferentes de demonstrativo de resultado: Empresas Vendas 100 Custos e despesas variáveis Margem de contribuição Custos fixos Lucro operacional A 30 70 60 10 % 100 30 60 10 70 30 20 10 70 20 10 B % GAT = 20.000 12.000 18.2. à primeira vista.000( 5 − 2 ) − 10. ilógico.

Para 41 .3 Como podemos observar. além de analisar demonstrativos e propor soluções. Calculando a alavancagem operacional de A se terá: 24 ∆LO = = 140% 10 120 ∆V = = 20% 100 ∆LO 140 AO = = =7 ∆V 20 Calculando a alavancagem operacional de B se terá: 16 = 60% 10 120 ∆V = = 20% 100 ∆LO 60 AO = = =3 ∆V 20 ∆LO = 1.10 CONSIDERAÇÕES SOBRE RENTABILIDADE E LIQUIDEZ Como já se observou o principal objetivo do administrador financeiro é o aumento da riqueza dos proprietários.7 13. enquanto que o lucro de B passou de 10% para 13.Empresas Vendas Custos e despesas variáveis Margem de contribuição Custos fixos Lucro operacional A 120 36 84 60 24 % 30 50 20 B 120 84 36 20 16 % 70 16. pois com o aumento das vendas o lucro de A passou de 10% para 20% das vendas. planeja e administra. Para isso ele pondera as alternativas de investimento e financiamento. embora os custos fixos da empresa A sejam maiores do que o da empresa B.3%. eles proporcionam maior lucratividade.

Para ilustrar o que estamos afirmando.500 15. ou fundos de qualquer espécie. Ao contrário do que se pensa.250 11.000 Vendas 20.50 e pagava seus insumos à vista.00 Contas a receber 15.A.000 20. Caixa 7.00 Estoques 11.00 Animada pela margem de contribuição (10. Como era nova. 9 1.750 15.000.500 15.000 3. 1978 p 6.50).000 25.000 18.000 20.750 22.00 – 7.000 25.500 Estoques 15.000 Contas a Receber 15.500.000 Custo das vendas 15.250 18.750 22. transcrevemos o exemplo a seguir: Exemplo: A empresa ALFA S.000 0 insolvência 18. teve que encerrar suas atividades por insolvência. vendia por R$ 10. é necessário atentar para dois fatores importantes que afetam as finanças: a rentabilidade e a liquidez.000 unidades e produziu 2.000 30.000 22. 42 .250. Em março vendeu 3.750 26.750 22.500 Resultado 5.250 22.250 25.000 30.000 30.000 25.000 unidades e produziu 3. tinha os seguintes saldos no circulante: Caixa 7.500 unidades e produziu 3. Administração Financeira.11.000 18. em janeiro vendeu 2.000 6. AMBIENTE FISCAL DAS EMPRESAS Com a alta carga tributária atual do Brasil é imprescindível que tenhamos um canal de discussão permanente nas empresas sobre economia de tributos.500 26.alcançar seu objetivo.250 7. De repente se viu em dificuldades financeiras.00 com prazo de 30dd o artigo que produzia a R$ 7. nem sempre uma empresa rentável está livre de um processo falimentar.500. 9 Exemplo extraído de Gitman.500 Muito embora a empresa fosse lucrativa. Em fevereiro vendeu 2.000 1.000 25. pois não tinha mais dinheiro em caixa para comprar insumos de produção.000 20.000. Em dezembro de determinado ano. não tinha crédito na praça para levantar empréstimos.500 18.500.750 20.

reduzir ou retardar o pagamento de tributos. poderá instituir impostos extraordinários. os quais serão suprimidos.A globalização. o mercado competitivo e o pesado ônus tributário que sufoca as empresas brasileiras requerem do administrador e do contador práticas de gerenciamento eficazes para preservar a continuidade do empreendimento. de bens imóveis. bem como cessão de direitos a sua aquisição 43 . cessadas as causas de sua criação. Procurar alternativas de formas lícitas para reduzir a carga tributária das empresas e estar atento às mudanças da legislação. a qualquer título. torna-se imprescindível para maximização dos lucros das empresas para manutenção dos negócios e contribuição para combater o nível de desemprego. por ato oneroso. impostos não previstos nesta relação. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituírem impostos sobre: • • • Transmissão causa mortis ou doação. compreendidos ou não na sua competência tributária. e de direitos reais sobre imóveis. bem como controle e emissão de relatórios contábeis confiáveis. compete à União tributar sobre: • • • • • • • Importação de produtos estrangeiros Exportação de produtos nacionais ou nacionalizados Rendas e proventos de qualquer natureza Produtos industrializados Operações de crédito. Portanto. praticar quaisquer condutas objetivando eliminar. No Brasil. a principal preocupação dos contribuintes é a redução da carga tributária. Frente à realidade tributária brasileira. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior Propriedade de veículos automotores Compete aos Municípios instituírem impostos sobre: • Propriedade predial e territorial urbana • Transmissão inter vivos. câmbio e seguro. excetos os de garantia. ou relativas a títulos ou valores mobiliários Propriedade territorial rural Grandes fortunas. Na iminência ou no caso de guerra externa. desde que não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos já discriminados. nos termos de lei complementar A União poderá instituir mediante lei complementar. o contribuinte pode e deve estudar opções de economia de tributos. de quaisquer bens ou direitos Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. por natureza ou acessão física. ou seja. gradativamente. desde que se mantendo no campo jurídico da licitude.

Braga.• Serviços de qualquer natureza. Melo. pp 227-246. pp 588-590. pp 140-142 FLUXO DE INVESTIMENTOS FLUXO DE FINANCIAMENTOS 44 . 1997. definidos em lei complementar FLUXO OPERACIONAL 10 DISPONIBILIDADES 10 Ver mais em Gitman. 1989.

Nessa situação mais comum. a fim de encontrar um equilíbrio entre lucratividade e risco que contribua positivamente para o valor da empresa. impostos a recolher. as despesas pagas antecipadamente estão incluídas no capital de giro porque representam serviços devidos à empresa e que são usados na realização de suas atividades. Essa idéia compreende a transição periódica de caixa para estoques e destes para duplicatas a receber e de volta para caixa que compõe o ciclo operacional da empresa. as aplicações financeiras são consideradas como parte do capital de giro. Da mesma forma. estoques. contas a pagar. normalmente chamados de capital de giro ou capital circulante representam a parcela do investimento que circula transitando de conta. durante a condução normal dos negócios. e dos passivos circulantes tais como duplicatas a pagar. Os passivos circulantes representam os financiamentos de curto prazo das empresas. Os ativos circulantes.1 ADMINISTRAÇÃO DO CIRCULANTE O objetivo da administração financeira de curto prazo é gerir cada um dos ativos circulantes tais como caixa. enquanto um investimento baixo demais aumenta o risco de a empresa não poder honrar suas obrigações nos prazos estipulados. Na condição de substitutos de caixa. Um investimento alto demais em ativos circulantes reduz a lucratividade.2. bancos. o capital circulante líquido é a parcela dos ativos circulantes da empresa financiada 45 . Tais dívidas incluem normalmente os valores a pagar a fornecedores. etc.. dentre outros. etc. pois incluem todas as dívidas que terão vencimento em um ano ou menos. eliminando a necessidade de desembolsos posteriores. Ambas as situações levam à redução do valor da empresa. duplicatas a receber. empregados e governo. O Capital Circulante Líquido é usualmente definido como a diferença entre os ativos circulantes e os passivos circulantes da empresa. Quando os ativos circulantes superam os passivos circulantes a empresa tem capital circulante líquido positivo.

tanto mais apta ela estará para pagar suas contas nos vencimentos. Quando os ativos circulantes são menores que os passivos circulantes. Pela combinação dos itens 1 e 2. é a relação entre receitas e custos gerados pelo uso dos ativos da empresa nas suas atividades produtivas. os quais excedem as necessidades de financiamentos dos ativos permanentes. a diferença precisa ser financiada com fundos a longo prazo. acompanhando de forma direta os aumentos e reduções desta. DIAGRAMA DOS FLUXOS FINANCEIROS Compra Mão-de-Obra pgto pgto. Reduzindo-se custos 3. Por sua vez. neste contexto. sendo que sua lucratividade e risco são afetados pela relação entre essas duas categorias. Despesa Indireta 46 Compra Investimentos Imobilizado venda venda . quando os ativos circulantes superam os passivos circulantes. Matéria-Prima pgto. O lucro de uma empresa pode ser aumentado de três maneiras: 1. O nível de ativos permanentes de uma empresa é determinado pela escala de produção e pela intensidade de uso do fator capital. Visto que os passivos circulantes representam fontes de recursos de curto prazo. O investimento total de uma empresa engloba os ativos circulantes e os ativos permanentes. De uma forma geral. o capital circulante líquido é a parcela dos ativos permanentes da empresa que está sendo financiada com passivos circulantes. o nível de ativos circulantes guarda estreita relação com o nível de produção. a empresa tem capital circulante líquido negativo. Nesta situação menos usual. quanto maior a margem pela qual os ativos circulantes de uma empresa cobrem suas obrigações de curto prazo.com recursos de longo prazo. Aumentando as receitas 2. A lucratividade.

Através dele são elaboradas as políticas de estoques.depreciação Produtos em processo pagamento Produtos Acabados Disponibilidades restituição Recebimento venda de ações Recebimento Empréstimos Financiamentos Despesas Operacionais quitação Imposto de Renda Pagamento de dividendos Vendas Patrimônio Líquido Recompra de ações Fluxo Operacional Fluxo de Investimentos Fluxo de Financiamentos 2. CAPITAL DE GIRO = CAPITAL CIRCULANTE CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO – É a diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante.2. vendas e política de crédito. etc. 47 . CAPITAL DE GIRO CAPITAL DE GIRO: São os recursos necessários para subsidiar o fluxo operacional. produção. compras de materiais. Pode também ser entendido como a diferença da soma entre Exigível a Longo Prazo e Patrimônio Líquido e Realizável a Longo Prazo e Permanente.

Os credores concedem empréstimos de curto prazo para permitir que a empresa financie aumentos sazonais de estoque ou duplicatas a receber. Finalmente o investimento em estoque representa risco menor que o investimento em ativos permanentes.CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO = CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO CAPITAL DE GIRO PRÓPRIO – É a diferença entre o Patrimônio Líquido e o Permanente. permanece inalterada ao longo do ano. quanto mais um ativo se aproxima da conta caixa no balanço. tanto menos arriscado ele será. Ademais. que se pode atribuir à existência de certos ativos circulantes temporários. as contas dos ativos são apresentadas no balanço em ordem crescente de risco. A necessidade permanente. os estoques e os ativos permanentes. reduz o risco de insolvência técnica. Esses recursos não devem servir para aplicações de longo prazo. leasing e dividendos preferenciais. Geralmente é mais fácil transformar duplicatas a receber em caixa do que fazê-lo com estoques. Um aumento nos ativos circulantes eleva o CCL e. durante sua gestão corre riscos. Já a necessidade sazonal. Como exemplo adicional. As necessidades de financiamento da empresa podem ser subdivididas em permanentes e sazonais. O investimento em duplicatas a receber apresenta o menor risco do que em estoques e ativos permanentes. portanto. os investimentos em ativos permanentes têm maturação de longo prazo e o surgimento de maquinários e instalações novos e mais eficientes pode tornar os ativos permanentes existentes de uma empresa ineficientes ou obsoletos. varia ao longo do ano conforme podemos ver no diagrama abaixo: 48 . Já o risco financeiro refere-se à impossibilidade de efetuar os pagamentos fixos programados decorrentes de empréstimos. que consiste do Ativo Permanente mais a parcela permanente do Ativos Circulante da empresa. Assim. Toda empresa. os investimentos em caixa e aplicações financeiras são menos arriscados que as duplicatas a receber. Em outros termos. O risco operacional é o risco de não se poder cobrir os custos operacionais. Uma das decisões mais importantes que precisa ser tomada com respeito aos itens circulantes da empresa é como usar os passivos circulantes para financiar os ativos circulantes. Uma empresa que não consegue saldar suas dívidas nos vencimentos é considerada tecnicamente insolvente.

Assim. probabilidade de mais lucro Estratégia conservadora: Menos risco. mas que também afetam a sua rentabilidade.Necessidade Sazonal Necessidade Permanente Estratégia Agressiva Estratégia Normal Estratégia Conservadora $ tempo Estratégia agressiva: Mais risco. Dependendo do tipo de negócio e da qualidade da sua gestão. então que os planos de expansão não levaram na devida conta as necessidades adicionais de recursos para financiar o giro das operações. mas necessárias à sustentação das atividades operacionais da empresa. os ativos circulantes constituem aplicações de recursos de baixa rentabilidade. cujas vendas propiciam a recuperação dos custos e despesas e o suprimento dos lucros. é de se supor que quanto mais os ciclos se completarem em cada período. Enquanto os ativos fixos geram produtos. probabilidade de menos lucro A administração de capital de giro envolve um processo contínuo de tomada de decisões voltadas principalmente para a preservação da liquidez da empresa. A necessidade permanente de fundos é a parcela de recursos necessária para financiar necessidades constantes da empresa. tomando-se por base o 49 . Muitas vezes ouvimos dizer que determinada empresa tornou-se insolvente devido ao excesso de imobilizações. Em geral isto significa que foram desviados para outra finalidade recursos que deveriam estar financiando o capital de giro ou. ocasionando maior rentabilidade. mais eficientemente estarão sendo geridos os recursos aplicados no ativo circulante. Alguns dizem que os ativos fixos criam riqueza e que os ativos circulantes são um mal necessário. As concordatas e falências geralmente constituem o desfecho natural para as soluções inadequadas dos problemas de gestão do capital de giro. cada ciclo do capital de giro será repetido mais ou menos vezes em determinado período. Esse valor é calculado.

conhecidas como as necessidades eventuais ou sazonais.800 14.200 2.000 3.000 Ativo Total 17. vejamos o seguinte exemplo11: Necessidade Ativo Mês Circulante 4.950 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Média Mensal Esta tabela subsidia o gráfico a seguir: 11 Tabela extraída de Gitman.800 13.500 3.000 2.800 Necessidade Complementar 3.800 13.200 2.000 13.800 13.000 15.000 13.800 13.200 2.200 1.000 13.000 16.000 800 1.000 13.800 13. tomando-se por base as operações da empresa que são representadas no ativo circulante em função da flutuação do mercado ou sazonalidade dos insumos.800 13.000 13.000 13.800 13.500 16.000 3.200 1.000 13.800 13. Esta necessidade é calculada.000 3.800 13.000 13. têm características de permanente.000 5.700 4. sob a ótica financeira.000 15.200 4.000 16. por exemplo.800 13.200 200 0 700 2.900 3.000 13.valor anual necessário para manter o imobilizado da empresa no nível de produção pretendida adicionado a alguns itens do ativo circulante.000 13.000 2.000 13.200 1. opus cit p 623 50 .800 13.700 17.800 13.000 Ativo Permanente 13.000 1.000 18.000 Mínima Permanente 13.000 16. Para um melhor entendimento. que.000 13. A necessidade mínima permanente de fundos é o valor encontrado na menor soma mensal das necessidades permanente com a complementar.000 14. como os estoques mínimos e o fluxo de caixa mínimo. A necessidade complementar de fundos é a parcela que é acrescida à necessidade mínima citada acima.

000 As empresas podem enfrentar estas necessidades de três modos: • Caso sejam conservadoras.40 Lucro Líquido Passivo Circulante (20%) 492 400 475.300 17.00.800 Mínima ABORDAGEM ESTRATÉGIA AGRESSIVA NORMAL MÉDIA CONSERVADORA 13.200 78 Exigível LP(0.2% 41.600 Custos Imposto de Renda (40%) 328 317.3 ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS Vamos supor que uma empresa tenha as opções de financiamento de seu Ativo Circulante conforme quadro abaixo: Esta suposição fará que a Demonstração de Resultado das três opções.4% 780 35. Isto dá tranqüilidade ao administrador.800.150 1.000 1.4% 20% aa j f j n Patrimônio Líquido (50%) 1.60 520 15% aa Retorno a0Longo Prazo a Exigível sobre o PL m(30%) m j 600 a s o690 d 49. podem manter em caixa um volume de dinheiro suficiente para cobrir todas as necessidades por todo o ano. Se ficarem na média.Necessidade sazonal BALANÇO PATRIMONIAL Necessidade DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS do Circulante 13.20 306.80 460 459. posto que os juros de longo prazo são maiores que os de curto prazo. Caso sejam agressivas.000 Permanente Despesas financeiras Necessidade total Ativo Circulante 800 180 1. R$ 15. onerarão menos que a conservadora e ficarão com menos riscos de sobressaltos que a agressiva. partindo de um mesmo Lucro Operacional. porém onera a empresa. R$ 18.00 (valor de outubro).20x600) 120 138 156 Lucro 820 793 766 Total antes do IR 2.000 1. • • 2. no mínimo.000 Necessidade Lucro Operacional 1.000.750.000 1. manterão o nível mínimo de R$ 13.000 2. porém qualquer imprevisto poderá causar sérios transtornos financeiros.300 2. manter em caixa. Em outras palavras.00.200 60 1.200 69 1.400 234 Ativo Permanente (0. Isto minimizará os custos.100 207 1. sejam as representadas a seguir: 51 .15x400) Circulante 1.

00 do PL + ELP estão financiando as atividades do AC.Vê-se então que a abordagem agressiva é a que traz maior retorno sobre o Patrimônio Líquido. se esta demonstração pertencesse à empresa que tem as seguintes informações: 52 . partindo-se das demonstrações financeiras publicadas. pois se alie a isto um índice de liquidez corrente igual a 2. é necessário um maior aprofundamento para diagnosticar as necessidades de financiamento. isto pareceria uma posição confortável. 20 PASSIVO CIRCULANTE EXIGÍVEL A LP PATRIMÔNIO LÍQUIDO 10 20 20 50 30 50 Entretanto. embora também seja a que tem maior risco. vê-se como se pode analisar a necessidade de investimento em capital de giro. pois a simples análise dos índices de liquidez não demonstra necessariamente a situação financeira da empresa. Num primeiro instante. Suponha-se uma empresa que apresente a seguinte demonstração financeira: ATIVO CIRCULANTE Caixa 2 Valores a Receber 10 Estoques 8 ATIVO PERMANENTE TOTAL CCL = AC – PC CCL = 20 – 10 = 10 Isto significa que R$ 10. Como se estuda a seguir. A seguir.

00 por mês Vendas a vista = 75% Vendas a prazo = 25% Prazo médio de recebimento = 18 dias Prazo médio de estoque = 15 dias Custo / Receitas = 40% Caixa mínimo = 10 dias de desembolso. 53 . correspondente a R$ 1. então R$ 0. Na verdade.4 × 40 × 15 = 8 ou Em/CMV x 30 = 15 (Em/0.00 Dessa forma. ou seja: 10 × 18 = 6 ou 30 DRm/V x 30 = 18 DRm/10x30=18 DRm = R$ 6. não há necessidade sazonal.00 Agora se tem um quadro mais real. Os estoques representam 40% das receitas por 15 dias.50 6.00 10. ou seja: 0.50 do PC estão financiando atividades similares ao do Permanente. Assim.• • • • • • • Volume de vendas = R$ 40.50 Sazonal 0. 3. no valor de R$ 15. Se o ELP + PL financiasse os R$ 15.00 8. 2. o risco de inadimplência seria diminuído.50 Total 2. R$ 5.00 é a necessidade constante.00 é a necessidade sazonal.50.00 15.00 0.50.50 4.00 do ELP + PL estão financiando necessidades constantes do Circulante (que têm as mesmas características do Permanente). Os valores a receber são iguais às vendas a prazo multiplicado pelo período de crédito. Os R$ 10. 1. poder-se-ia compor o seguinte quadro: ATIVO CIRCULANTE Necessidade Caixa Valores a Receber Estoques TOTAL Constante 1. Poder-se-ia então redimensionar as necessidades.50.00 e a necessidade mínima é R$ 1.00 20.00 4.4 x 40)30=15 Em=R$ 8.00 8. Se o caixa apresentado no Balanço é R$ 2. Como o Balanço apresenta saldo de R$ 10.50 é a necessidade sazonal.00 30 Como o valor é igual ao do Balanço. R$ 6.50 ou fosse superior a este valor.00 então R$ 4.

16-21 apud Sobansky. Desta forma. donna Brow.00 = R$ 10. pode ser considerada uma fonte constante. o administrador financeiro deve estar preocupado com as formas de investimento e captação de recursos mensurando a rentabilidade e a liquidez da empresa no curto e longo prazo. um ano e dois anos? Quais são os níveis reais de despesas?”. Não determinar previamente e com relativa precisão onde o dinheiro deve ser gasto e onde não deve. por exemplo. A conta Salários a Pagar. O PROCESSO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO Segundo Hogaarty12. A conta Fornecedores seria sazonal. Não obter auxílio. 54 . isto requer que o próprio empresário saiba a quantas anda a empresa. p. Como se disse no início. 5. não reconhecer suas próprias fraquezas e desprezar a assistência de administradores competentes. Briting the adds: avoid these mistakes at all. entre os dez erros mais comuns na fase inicial das pequenas empresas estão os seguintes de características financeiras: 1.50 – R$ 5. 4. Portanto. Managements Review. feb 1993. Não conhecer os verdadeiros níveis das despesas.00. por não ter estimado adequadamente as saídas de caixa da organização. bancos) informados sobre o progresso ou falta de sucesso.Por outro lado. 50% são itens de planejamento e gerência financeira. Não dedicar tempo para sentarse e responder “Quanto obteremos de receitas nos próximos seis meses. Se as fontes constantes do PC forem R$ 5.50 Se o CCL cobrir esta necessidade não haverá necessidade de mais recursos de longo prazo. Não manter os investidores (sócios. Não dispor de um plano para a empresa.4. rigorosamente selecionados. 2. então: NIG = R$ 15. por exemplo. Desprover-se de dinheiro. o PC também tem fontes constantes e fontes sazonais. a Necessidade de Investimento em Giro (NIG) pode ser apresentada da seguinte forma: NIG = Necessidades constantes do AC – Fontes Constantes do PC. 2. Para gerir os valores o administrador financeiro deve ter em mente que seu papel na empresa deve estar voltado para: • 12 Manter a empresa em permanente situação de liquidez HOGAARTY. 3.

e partindo-se da previsão de vendas. pode-se montar um fluxograma de planejamento. acompanhadas da previsão de seus reflexos financeiros. Planos Financeiros de Longo Prazo . Demonstrativos de Resultado do Exercício. normalmente até um ano. etc. Este processo se inicia com os planos financeiros de longo prazo (estratégicos) e continua com a formulação de planos e orçamentos de médio prazo (táticos) e termina com os planos de curto prazo (operacionais).. Planos Financeiros de Médio e Curto Prazo .São as ações planejadas para períodos superiores a um ano. Orçamento de Caixa.• • • • • • • Maximizar o retorno sobre o investimento realizado Administrar o capital de giro da empresa Avaliar os investimentos realizados em itens do ativo permanente Estimar o provável custo dos recursos de terceiros a serem captados Informar sobre as condições atuais e projetar as futuras. acompanhadas da previsão de seus reflexos financeiros. conforme demonstramos a seguir: 55 .São ações planejadas. Agregando os planos financeiros de longo e curto prazo em demonstrativos contábeis. como Balanços Patrimoniais. Interpretar as demonstrações financeiras Manter-se atualizado no mercado financeiro Para tanto sua atividade deve ser planejada. chegando muitas vezes a alcançar mais de 10 anos.

orçamento. Com base nas vendas. e. Seu fruto. ou simplesmente. que servirá de base para o balanço patrimonial projetado. lançados no orçamento de caixa. Exigível à Longo Prazo. este planejamento alimentará o ativo e o passivo circulante. Por outro lado. que propiciará um plano de produção. ensejarão as mudanças no Patrimônio Líquido. a Demonstração de Resultados. por um lado começa-se com o Balanço Patrimonial atual. os planejamentos de longo prazo. Permanente e Realizável à Longo Prazo. sendo suas parcelas de curto prazo lançadas no planejamento de caixa. por via de conseqüência. e seus pagamentos à curto prazo. o Lucro ou Prejuízo previsto será acrescido ao Balanço Patrimonial atual. financiamentos de longo prazo e planejamento de investimentos. 56 .DIAGRAMA DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO Previsão de vendas Balanço Patrimonial Atual Planos de produção Demonstração de Resultados projetada Plano de Financiamento a Longo Prazo Orçamento de Caixa Balanço Patrimonial projetado Orçamento de Capital Como se pode notar. Por fim. Todo este processo constitui no que se denominou de Planejamento orçamentário.

Em 1921 estes procedimentos foram universalizados pelo Congresso norte-americano. LUNKES. esta bolsa tomou o nome de bouge ou bougette.Onde o foco é na administração interna da empresa. A iniciativa privada começou a adaptá-lo em 1929 através da empresa Du Pont de Memours. Segundo Welsch14. Operacional – São os procedimentos de curto prazo. 57 .13 3. 1983. MOREIRA. buscando a máxima eficiência no que foi programado. 13 Ler mais em PADOVESE. SOBANSKY. Os níveis de planejamento podem ser: • • • Estratégico – Onde as decisões são de natureza político-administrativas e estão geralmente voltadas para o ambiente externo da empresa. 1978. cujo termo procede do latim bouga. orçar é processar o sistema de informações contábeis atual. No início da idade média esta bolsa já era conhecida da Inglaterra sob o nome de fisc. 2003. A Inglaterra adaptou o termo para budget (orçamento). na França. 2004 pp 498-560. Era o rudimento dos sistemas orçamentários atuais. A origem da palavra orçamento deve-se aos antigos romanos que usavam uma bolsa de tecido chamada fiscus para coletar impostos. O planejamento busca a finalidade de antecipar os fatos através de planos e orçamentos. Nos Estados Unidos. foram desenvolvidos conceitos e uma série de práticas para planejamento e administração financeira que se tornariam. em 1907. para que sejam alcançados satisfatoriamente os objetivos porventura fixados para uma empresa e suas diversas unidades”. Assim. Administrativo (tático) . SANVICENTE. o primeiro orçamento público da cidade de Nova York. 1991 pp 318-403.1 INTRODUÇÃO Segundo Sanvicente (1983). 2002. 1994 14 WELSH. “orçamento é um meio de coordenar os esforços individuais num plano de ação que se baseia em dados de desempenhos anteriores e guiado por julgamentos racionais dos fatores que influenciarão o rumo dos negócios no futuro”. estimar os recursos a serem empregados e definir as correspondentes atribuições de responsabilidades em relação a um período futuro determinado. já no século XX. “Planejar é estabelecer com antecedência as ações a serem executadas. introduzir as alterações pretendidas e organizar os dados de acordo com as demonstrações regulamentares. Em 1860 a França adotou um sistema de contabilidade uniforme que foi aplicado a todos os departamentos. Posteriormente. seus procedimentos e distribuição de recursos humanos. pp 171-265. LEONE.

Orçamento padrão – Tipo de orçamento projetado como ideal para as atividades da empresa. • • • • Os orçamentos devem seguir um roteiro. Orçamento contínuo – Onde é feita a renovação do orçamento com acréscimo para o futuro. Orçamento flexível – Onde a projeção de recursos é realizada com a opção de análise de várias perspectivas. onde primeiro se elaboram as premissas. Orçamento por atividade – Onde a ênfase da projeção de recursos é dada por tipo de atividade desempenhada. Entre eles podemos citar: • • • • • Orçamento empresarial – Onde é feita a projeção dos recursos baseada nos objetivos e no controle por meio de acompanhamento de dados contábeis. Diversos foram os tipos de orçamento estudados e implantados. envolvimento dos participantes com bons índices motivacionais e flexibilidade no processo de implantação e acompanhamento.O orçamento tem como principais objetivos: • • • • • Estabelecer e coordenar metas Planejar o futuro Facilitar o entendimento dos propósitos da política da empresa Gerar dados para tomada de decisões Servir de guia para avaliação dos programas Para consecução destes objetivos se torna necessário uma orientação para objetivos reais. para em seguida serem feitas as projeções. 58 . Na preparação dos orçamentos deve-se se seguir a seguinte ordem de procedimentos: • Estabelecer os objetivos o Participação No mercado o Lucro líquido sobre vendas o Retribuição do investimento o Possibilidade de ampliação das instalações o Novos produtos Determinar o volume e condições de vendas Elaborar os demais orçamentos em função do orçamento de vendas Revisar os procedimentos Acompanhar os resultados. analisando-os.

Em seguida devem ser elaborados os orçamentos de investimentos. poderá orçar conforme a seguir: Dados: Produto: A Venda anual: 10. custos e despesas operacionais.O primeiro orçamento a se elaborar é o operacional. Desta forma se uma empresa quiser saber quanto gastará com compras para compor o seu produto no próximo período. incluindo mão-de-obra e materiais indiretos. financiamentos e despesas financeiras. Depois dessas providências é hora do acompanhamento e análise dos dados. Depois de elaborados todos os orçamentos. Suas principais peças são os orçamentos de: • • • • Vendas Produção Compras de materiais e estoques Despesas indiretas. que podem ser subdivididas conforme abaixo: • • • • • Receitas e despesas não-operacionais Receitas e despesas financeiras Demonstração de Resultados projetada Balanço Patrimonial projetado Fluxo de caixa ou Demonstração de Origens e Recursos Projetada.600 unidades Estoque Final: 600 unidades Matérias-primas: X e Y 15 O exemplo foi retirado do capítulo 6 de FIGUEIREDO e CAGGIANO. 59 .2 ORÇAMENTO EMPRESARIAL15 No orçamento empresarial. o importante é se ter uma imagem futura da empresa com o planejamento inserido no contexto. 3.000 unidades Preço unitário de vendas: R$ 20. Nele estão contidos as vendas. são feitas as projeções financeiras.00 Estoque Inicial: 1.

000 Total de Matéria-Prima 27.00 ORÇAMENTO DE VENDAS 10.500 5.500.000 18.00 137.500.00 Preço unitário de Y = 6.600 ud (=) Quantidade Produzida 9.Consumo de unidades de matéria-prima por produto: • • X = 3 unidades por produto A Y = 2 unidades por produto A Estoque inicial de X = 1.500 27.00 + 105. no entanto produzir dois produtos e consumir quatro matérias-primas.00 60 .000 27.000 Preço Unitário 20.000 1.000 ud ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS Matéria-prima X Y Consumo unitário 3 2 Produção 9.00 ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO (ud) Estoque final 600 ud (+) Vendas 10.000 unidades 18.500 1.000 unidades x R$ 20.000.00 = R$ 200.000 unidades ORÇAMENTO DE COMPRA Matéria-Prima Estoque Final (+) Consumo (-) Estoque Inicial (=) Compras (ud) (x) Preço unitário (=) Compras (R$) X Y Total (R$) 2.00 Se.000 9.500 unidades Estoque inicial de Y = 1.00 = 242.000 ud (-) Estoque Inicial 1.000 unidades Preço unitário de X = 5.500 17.00 6.500 unidades Estoque final de X = 2. seu orçamento de compras será: Dados: Produtos A Quantidade anual vendida 10.000 unidades Estoque final de Y = 1.000.000 1.

000 1.000 = 28.000 = 18.500 2.500 2.000 = 14.000 10.000 = 42.000.000 B 1.000 = 18.000 1 x 9.000 Produto B 1 x 14.000.000 ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS Matéria-Prima X Y Z W Produto A 3 x 9.B Estoques Final Inicial Matérias-Primas X Y Z W Consumo Unitário Matéria-Prima Produto A Produto B 15.000 46.000 2.000 41.500 1.00 2.000 1.000 500 2.500 45.000 0 x 14.15.000 9.000 51.00 X 3 1 Y 2 0 Z 1 3 W 2 2 ORÇAMENTO DE VENDAS A .000 Preço Unitário 3.00 ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO (ud) Produto Estoque Final (=) Vendas (-) Estoque Inicial (=) Produção A 1.500 W 2.000 2 x 14.000.000 2.500 15.500 14.000 50.10.00 1.000 ORÇAMENTO DE COMPRAS Matéria-Prima Estoque Final (+) Consumo (-) Estoque Inicial (=) Compra (ud) X 1.000 B 1.000 = 9.000 = 27.000 2.000 A 1.500 15.00 Estoque inicialEstoque Final 500 1.000 Total 41.000 X 15 = 225.000 46.500 Z 500 51.000 18.500 Y 1.000 X 20 = 200.000 = 0 3 x 14.000 1.00 B .000 1.00 4.000 2.00 Total R$ 425.000 2 x 9.500 18.000 500 41.500 Total 61 .000 2 x 9.000 18.

000 33.000 18. que transcrevemos a seguir: Demonstração de Resultados do Exercício Inicial Vendas (-) Custo dos Prod.00 + 74.500.000 30. Operacionais (=) Lucro Operacional (LAIR) (-) Imposto de Renda (40%) (=) Lucro Líquido Balanço Patrimonial Inicial Ativo Circulante Disponibilidades Contas a Receber Estoques Matérias-Primas Produtos Acabados 253.000.000.000.000 7.000 12. um orçamento empresarial é muito mais complexo.00 No entanto. Seus demonstrativos financeiros publicados são o Demonstrativo de Resultados do Exercício e o Balanço Patrimonial.000 17.00 + 91.000 12.00 = 340.00 1.00 + 50.3 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO EMPRESARIAL Vamos supor que uma empresa queira elaborar seu orçamento empresarial anual.000 5.675 1. São eles: • • • • • • • • • • • Orçamento de Vendas Orçamento de Produção Orçamento de Consumo de Matérias-primas Orçamento de Compras Orçamento de Mão-de-obra Direta Orçamento de Custos Indiretos de Fabricação Orçamento de Estoques Finais Orçamento de Despesas Operacionais Orçamento de Despesas de Capital Orçamento de Custo das Mercadorias Vendidas Orçamento de Caixa 3.325 20. Vendidos (=) Resultado Bruto (-) Desp.00 2.500.000 25.00 4.025 Passivo Circulante Fornecedores Impostos a pagar Patrimônio Líquido Capital Reservas 253.000 80. que culminam com a projeção do Demonstrativo de Resultados e do Balanço Patrimonial.000 150.000 62 .000 135.000 5.(x) Preço Unitário 3.00 (=) Compra (R$) 124.000 236. Ele segue uma seqüência de orçamentos.650 6.000 55.000 60.

Permanente Imobilizado (-)Depreciação Acumulada

220.000 Lucros Acumulados 250.000 30.000

26.000

3.4. ORÇAMENTO DE VENDAS Este orçamento é elaborado com base no estudo das duas forças que o compõe: O mercado do produto oferecido e a capacidade instalada da empresa. Em outras palavras não se pode projetar o que não se consegue produzir nem o que o mercado não tem condições de absorver. Constam desse orçamento as seguintes previsões e providências: • Quantidades do produto. • Preços esperados • Política de concessão de créditos • Política de descontos • Impacto tributário sobre vendas • Inadimplência • Variação dos clientes • Pesquisa de mercado Essa empresa vende os produtos A e B e tem levantamentos trimestrais. As vendas seriam realizadas dentro da área geográfica do município, não havendo diferenciação de preços. Os valores são calculados com base no histórico de vendas da empresa e nas projeções de seu departamento de vendas. Devem-se levar em consideração também as projeções da economia, evolução dos concorrentes e o comportamento dos atuais clientes. As projeções de crédito também devem ser analisadas, assim como a capacidade de produção, armazenamento, tempo de atendimento, disponibilidade de matérias-primas etc. O levantamento de vendas foi orçado em unidades, conforme quadro 1 abaixo. Os preços unitários de venda de A e B são respectivamente R$ 11,00 e R$ 14,00. Quadro 1
ORÇAMENTO DE VENDAS (unidades) Vendas em unidades Produto A B
1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total $ Unitário

1.500 2.000

1.000 2.000

1.000 2.000

1.500 2.000

5.000 8.000

11,00 14,00

Após elaborar o orçamento de vendas em unidades devemos elaborar o orçamento de vendas em valores, onde é necessário apenas multiplicar as unidades vendidas pelo seu preço unitário de vendas. Desta forma teremos: Quadro 2
Vendas em R$ Produto A B
1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total

16.500,00 11.000,00 11.000,00 16.500,00 55.000,00 28.000,00 28.000,00 28.000,00 28.000,00 112.000,00

63

Total

44.500,00 39.000,00 39.000,00 44.500,00 167.000,00

De posse do que se vai vender, é necessário agora apurar o que se vai produzir. Para tanto é necessário ter também as informações sobre os estoques. Assim a empresa determinou que os estoques finais de cada trimestre devessem ser iguais à metade das vendas do trimestre seguinte. Para o último trimestre, determinou que fosse igual ao trimestre anterior. O estoque inicial do produto A é de 750 unidades e do produto B é de 1.000 unidades. Desta forma podemos orçar a produção em unidades. 3.5 - ORÇAMENTOS DE PRODUÇÃO (em unidades) Quadro 3
Unidades Produto A Estoque Final (+)vendas (-)Estoque Inicial (=)Produção
1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total

500 1.500 750 1.250

500 1.000 500 1.000

750 1.000 500 1.250 Unidades

750 1.500 750 1.500

750 5.000 750 5.000

Produto B Estoque Final (+)vendas (-)Estoque Inicial (=)Produção

1º trimestre

2º Trimestre

3º Trimestre

4º Trimestre

Total

1.000 2.000 1.000 2.000

1.000 2.000 1.000 2.000

1.000 2.000 1.000 2.000

1.000 2.000 1.000 2.000

1.000 8.000 1.000 8.000

Com o orçamento acima, já se sabe o quanto produzir por trimestre e por ano de cada produto. O problema agora é saber o quanto se gasta de matérias-primas na produção. As matérias-primas são os produtos que são agregados ao produto final. Assim, tem-se que saber o quanto cada produto usa de matéria-prima na sua confecção. Descobrimos que para fabricar A se gasta duas unidades da matéria-prima X e para fabricar B se gasta 3 unidades da matéria-prima Y. Agora se pode orçar o consumo de matéria-prima multiplicando a produção pelas quantidades componentes. Sabe-se também que o custo unitário de X é R$ 0,50 e de Y é R$ 0,30. Assim ter-se-ia: 3.6 ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS Quadro 4
ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS Consumo por unidade A B 2 0 0 3

Matéria-prima X Y

Custo Unitário 0,50 0,30

64

Unidades consumidas Matéria-prima X Y
1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total

2.500 6.000

2.000 6.000

2.500 6.000

3.000 6.000

10.000 24.000

De posse da informação do consumo de matérias-primas, é necessário saber seu preço (já informado) e a situação de seus estoques. Sabendo-se que os estoques finais correspondem à metade do consumo do trimestre seguinte e que o último trimestre é igual ao anterior, e ainda que o estoque inicial de X é de 1.500 unidades e de Y é de 3.000 unidades, pode-se começar a orçar as compras. Desta forma ter-se-ia: 3.7 – ORÇAMENTO DE COMPRAS Quadro 5
Unidades Matéria-prima X Estoque Final (+) consumo (-) Estoque Inicial (=) compras em Ud Custo unitário Compras em R$
1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total

1.000 2.500 1.500 2.000 0,50 1.000

1.250 2.000 1.000 2.250 0,50 1.125

1.500 2.500 1.250 2.750 0,50 1.375

1.500 1.500 3.000 10.000 1.500 1.500 3.000 10.000 0,50 0,50 1.500 5.000

Unidades Matéria-prima Y Estoque Final (+) consumo (-) Estoque Inicial (=) compras em Ud Custo unitário Compras em R$ total de compras
1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total

3.000 6.000 3.000 6.000 0,30 1.800 2.800

3.000 6.000 3.000 6.000 0,30 1.800 2.925

3.000 6.000 3.000 6.000 0,30 1.800 3.175

3.000 3.000 6.000 24.000 3.000 3.000 6.000 24.000 0,30 0,30 1.800 7.200 3.300 12.200

Uma vez terminado o orçamento de matérias-primas, passa-se a elaboração do segundo componente dos custos dos produtos vendidos que é a mão-de-obra direta. Para orçá-la é necessário calcular a quantidade de hora/homens alocada diretamente na produção para confeccionar a quantidade de produtos projetados, ou seja, é necessário diagnosticar o tempo necessário para produzir cada peça.

65

Na linha de produção da empresa existem dois departamentos: Corte e Montagem. Tem-se que determinar quanto se gasta de horas-homens (H/H) em cada departamento, para depois levantar o custo. Inicialmente levantou-se que para produzir A no Departamento de Corte levar-se-ia 12 minutos (0,20 da hora) e para produzir B levar-se-ia 30 minutos (0,5 da hora). No departamento de montagem se gastaria 30 minutos para produzir cada produto. Apurado o custo do salário/hora chegou-se a R$ 2,00 para cada produto em cada departamento. Agora se pode montar o seguinte quadro:

3.8 ORÇAMENTO DE MÃO-DE-OBRA DIRETA Quadro 6
Departamento Corte Montagem Total MOD - Tempo A B 0,20 0,50 0,50 0,50 Salário/H R$ 2,00 2,00 MOD R$ A 0,40 1,00 1,40 B 1,00 1,00 2,00

Em seqüência pode-se montar o orçamento de mão-de-obra direta, primeiro elaborando o quadro de consumo de horas trabalhadas e após o custo destas horas. O primeiro quadro se obtém multiplicando o consumo de tempo pelas unidades produzidas e então se tem:

Consumo de Horas/Homem Quadro 7
Depto de Corte Produto A B Total Depto de Montagem Produto A B Total Tempo H/H
1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total

250 1.000 1.250

200 1.000 1.200

250 1.000 1.250

300 1.000 1.000 4.000 1.300 5.000

1º trimestre

2º Trimestre

3º Trimestre

4º Trimestre

Total

625 1.000 1.625

500 1.000 1.500

625 1.000 1.625

750 2.500 1.000 4.000 1.750 6.500

Custo da Mão-de-obra Direta 66

50 para A e R$ 1.000 23.00 10.750 1.500 5. O trabalho foi dividir por quatro trimestres.10 ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL 67 .00 2.400 1.625 7.000 20.00 3. os custos indiretos de fabricação.000 2.00 2.400 1.625 2.00 3.250 5.R$ Depto de Corte Horas trabalhadas Custo unitário total Depto de Montagem Horas trabalhadas Custo unitário total Total da Mão-de-Obra 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total 1.500 1.000 2.625 2.600 1. Quadro 9 Custo Variável A B Total Custo Fixo Depreciação Taxas e seguros Salário de supervisores total Custo Ind de Fabricação 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total 625 2. 3.Quadro 8 CUSTO DA MÃO-DE-OBRA DIRETA Custo .000 2.500 2.00 2. Estes custos são divididos em duas partes: Os custos fixos e os custos variáveis.000 1. Portanto.000 2.250 5.000 2.750 4º Trimestre 2.500 5.000 Parte-se então para o terceiro componente dos custos de produção.100 5.000 6.500 5.500 Está claro que o total dos custos fixos foi informado.500 6.625 1º trimestre 500 2.250 2.000 1.500 1.500 1.500 1.500 Total 2.750 30.00 2. com as informações já existentes.00 3.500 5.00 13. resultando R$ 0.000 2. Em seguida monta-se o orçamento de estoques finais.500 1.750 2. de sorte que a previsão anual será dividida pelo número de trimestres.625 7.000 6. para confeccionar este orçamento tem-se que saber o custo variável unitário.625 3º Trimestre 750 2. Sabe-se que este custo foi rateado pelos dois produtos.000 4.250 2.000 2.000 10.500 7.000 1.00 3.500 1.300 2.000 10.000 5.000 2. para multiplicá-lo pelas unidades produzidas e obter-se a parte variável.200 2.500 2.9 – ORÇAMENTO DO CUSTO INDIRETO DE FABRICAÇÃO. A parte fixa é considerada constante.500 2º Trimestre 625 2.00 para B.000 7.500 8.750 1. Desta forma teremos: 3.000 1.

material de escritório.725 Obs: A = 0.000 0.Quadro 10 ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL MATÉRIA-PRIMA Matéria-Prima X Estoque Final -ud 1. As despesas administrativas podem representar salários do pessoal de administração. comissões.ud Custo Unitário .90 3. seguros e depreciação. combustível e lubrificantes. No nosso caso enumeraramse muito poucas despesas. viagens. encargos sociais.30 900 Total Obs.50 Estoque final .90 1.30 x 3 Quadro 6 Informação após quadro 8 Soma O orçamento de despesas operacionais é montado de acordo com as informações coletadas. conforme se segue: 3. De posse das informações monta-se o quadro orçamentário.50 1. etc. taxas de serviços.00 2. entre outras.075 7. cadastros. fruto de relacionamento bancário e suas implicações financeiras tais como: juros de empréstimos.. computação. comunicação. comunicação via telefone. Internet. seguros.R$ 0. Ainda há despesas junto aos fornecedores. como juros por atraso. (Quadro 5) (Quadro 4) 1. viagens. por exemplo.000 3. (Quadro 3) (Quadro 11) Y 3.00 0.90 6.90 2.R$ 750 PRODUTOS ACABADOS Produto Estoque Final .500 Custo unitário .900 Total Obs. cauções.40 2. multas. só para enumerar algumas. encargos sociais. reciprocidade. publicidade.650 Estoque total Quadro 11 Matéria-Prima Mão-de-obra Direta Custos Variáveis Indiretos Custo Variável Unitário Produtos A B 1. etc. podem representar gastos com salários. fretes.R$ Estoque Final . material de escritório.90 3. publicações. financiamentos.00 0.11 ORÇAMENTO DE DESPESAS OPERACIONAIS Quadro 12 68 . etc. assessorias e depreciação. fax. descontos. As despesas comerciais ou de vendas.R$ A 750 2.50 x 2 e B = 0. Inexistem despesas financeiras líquidas.175 B 1.

com vendas Salários Propaganda Total Total das despesas 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total 4.12 ORÇAMENTO DE DESPESAS DE CAPITAL Quadro 13 ORÇAMENTO DAS DESPESAS DE CAPITAL 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Total Despesas de capital 10.750 1.ORÇAMENTO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS E DE VENDAS Desp.750 1.500 250 250 5.500 250 250 5.000 15.000 20.250 5.000 53.750 1. No caso não houve financiamentos. pequenas obras. 69 .250 5. IOC.250 5. Agora já se dispõe de dados para elaborar o orçamento dos custos dos produtos vendidos. Os valores fornecidos referem-se aos valores a pagar pelos investimentos a realizar.000 10. que são os investimentos de capital.000 3.750 1.000 1.000 4º Trimestre 18. etc. Foram levantados pela empresa e fornecidos. Administrativas Salários da Administração Despesas fixas Outras despesas Total Desp.000 1º trimestre 4.000 3. Quando há previsão de vendas de parte do parque industrial. IRRF.000 5. orça-se os valores destinados ao Ativo Permanente.000 10.250 5. Entre suas informações deverão constar: Dentre as fontes selecionadas.000 3.000 2º Trimestre 4.000 3º Trimestre 4.000 Total 3. é necessário ter em mãos as seguintes informações: • Tipo de financiamento e respectivas garantias • Indexadores • Taxas de juros e demais despesas financeiras • Impostos (IOF.000 10. 3.000 8.500 250 250 5.000 15.000 O orçamento de investimentos é estratégico para a empresa. O orçamento de financiamento é estreitamente correlacionado com o orçamento de investimento.000 1. É nele onde são alocados os recursos que subsidiarão os investimentos.000 Após este orçamento. etc. reformas internas.) Prazos de carência e plano de amortizações. como investimentos em manutenção. Investimentos de curto prazo são atividades operacionais para a empresa. pode-se prever um orçamento de desinvestimento.000 10.500 250 250 5.000 40. trocas de equipamentos de máquinas.000 20.000 20. É o que se fará a seguir com os dados que dispomos em quadro auto explicativo.

850 1.00 serão pagos ¼ em cada trimestre. (+) Custo da MOD (+) CIF (=) Custo de Produção Orçado (+) Ei de produtos acabados (-) Ef de produtos acabados (=) Custo dos produtos vendidos 1.200 13.13 ORÇAMENTO DE CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS Quadro 14 ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS Estoque Inicial de MP (+) Compras (=) MP disponível (-) Ef de MP (=) MP consumida na Prod.200 23. Os custos de matéria-prima. têm-se as seguintes informações: • • • • • As vendas são recebidas 50% no trimestre e 50% no trimestre seguinte.025 6.650 12.075 65. 70 .14 ORÇAMENTO DE CAIXA Para elaborar o orçamento de caixa é necessário se ter em mãos algumas informações fundamentais. (Balanço Patrimonial) (Quadro 5) (Quadro 10) (Quadro 8) (Quadro 9) (Balanço Patrimonial) (Quadro 10) 3. Os impostos não pagos. No nosso caso.3. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação são pagos no trimestre da ocorrência.000 30.500 65.650 12. De posse das informações acima se monta o quadro a seguir: Quadro 15 ORÇAMENTO DE CAIXA Entradas 1º trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Ano Obs. As despesas de capital serão quitadas no trimestre da ocorrência.650 Obs.700 6. O saldo de fornecedores constante do Balanço não será quitado.000. no montante de R$ 12.

000 35.000 Balanço 83.400 7.000 50.750 2.500 10.250 41.325 Balanço 20. Demonstramos a seguir.500 10.000 3.750 52. % 16 16 Ver mais em Gitman.800 5.325 11.000 30.000 36.625 2.375 Q.250 19.500 39. 12 Q.625 2.900 0 19. 71 .500 10.500 22.000 3. 1997 pp 605-606. como se poderia fazer um dos acompanhamentos: Quadro 16 ACOMPANHAMENTO ORÇAMENTÁRIO Mensal Realizado Orçado Receitas Despesas Dif.925 5.000 40.750 7.250 0 42.500 2. Cada empresa verifica qual a melhor maneira de fazê-lo.275 15. 13 Balanço 3.025 3.000 47.000 3.000 22.325 0 19.650 9. 9 Q.500 10.000 41.250 164.000 10. Algumas optam por periodicidade mensal.050 15.325 11.250 47.750 57. etc.Saldo Inicial Clientes Vendas a vista (50%) Vendas com 30dd (50%) total de entradas Caixa disponível Saídas Compras Mão-de-Obra direta Custos Indiretos de Fabricação (-) Depreciação Desp.300 6.500 19.200 23.000 3. 5 Q.000 53.750 7.675 10. 9 Q.275 0 22. 8 Q.575 2.650 2.500 10.700 9.100 7.175 5.075 12.000 12.15 CONTROLE ORÇAMENTÁRIO De nada adiantaria todo este trabalho.500 41.500 61.375 5.000 15.000 8.000 20.900 10. outras por bimestral. Adm e de Vendas Saídas de capital Impostos Total de saídas Saldo final de caixa 5. % Acumulado Realizado Orçado Dif. e assim por diante.325 3. Algumas dão ênfase aos custos de produção. se ele não fosse acompanhado.000 160. outras aos fatores de comercialização.750 170.325 20.

Vendidos 65.250 7. 15) Estoques Matérias-Primas (Q.540 272. 81-94. 1997 pp 673-683. pp 411-434. Vendas 167. Hoji. 72 .000 303.000 62.650 6. 2002.000 (Quadro 12) (=) Lucro Operacional (LAIR) 61. pp 113-121.000 40. + Q. para apreciação e análise dos números elaborados. 1981. que servirá de base para a projeção dos números apurados.1 PROJEÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO Quadro 17 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO PROJETADA Obs. Ross e outros. 2001.Como conclusão do processo orçamentário. 9) 302.350 (-) Imposto de Renda (40%) 24. 2002.000 24.650 (Quadro 14) (=) Resultado Bruto 101.350 29. 4.000 60. + Q.350 (-) Desp.350 9. Cherubim e outros. 1998.725 1.810 4.000 (Quadro 2) (-) Custo dos Prod. Entre estas projeções destacam-se: • • Balanço Patrimonial Demonstrativo de Resultados Para início deste trabalho é necessário ter-se em mãos o balanço patrimonial existente. Machado. pp 123131.000 Passivo Circulante Fornecedores (Bal) Impostos a pagar (Q.1 INTRODUÇÃO 17 Ver mais em Gitman. já informado no início do item anterior. pp 358-365. 17) Patrimônio Líquido Capital (Bal) Reservas (Bal) Lucros Acumulados (Bal + Q.13) (-) Depreciação Acumulada (Bal. 15) Contas a Receber (Q.17) 302.075 263.2 PROJEÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL Quadro 18 BALANÇO PATRIMONIAL PROJETADO Ativo Circulante Disponibilidades (Q.810 150.540 5. 10) Produtos Acabados (Q.375 22. são feitas projeções.810 17 5. 10) Permanente Imobilizado (Bal.540 (=) Lucro Líquido 36. Sanvicente. Operacionais 40.350 39. dentro dos modelos regulamentares.

• Especulação – Recursos reservados para utilização oportuna em operações vantajosas para a empresa. A gestão de caixa é a atividade da administração financeira que objetiva a otimização dos recursos financeiros. em contextos de alta inflação. contribuem para a redução do 18 KEYNES. que são considerados quase caixa. Segundo Keynes18. 1982. porque o objetivo da empresa não é lucrar com a disponibilidade financeira e sim com o resultado de suas operações. • Precaução – Recursos reservados para atender pagamentos de obrigações inesperadas. 73 . Quanto maior for o saldo de caixa para enfrentar estas exigências inesperadas. O gestor do caixa participa das definições dessas políticas orientando-as para que não ofereçam problemas de liquidez para a empresa. que estão aplicados no mercado financeiro sob a denominação de Títulos Negociáveis. É comum ocorrerem certas despesas imprevistas nos negócios empresariais (variações inesperadas nas rendas e nos preços de alguns fatores de produção. que acompanha os reflexos das políticas de investimentos. vendas. A teoria geral do emprego. as empresas mantêm dinheiro na empresa por três motivos: • Negócios ou transação – Recursos reservados para efetuar pagamentos decorrentes da atividade operacional da empresa. a sua utilização independe de ações de terceiros ou de outras ações que não a de seu uso. 15. livres para serem usados a qualquer momento. São Paulo: Atlas.Descontos favoráveis oferecidos pelos credores. eventuais e momentaneamente ociosos. tanto maior será a margem de segurança de atuação da empresa. em sua maior parte. ou seja. De uma maneira geral.2 ESTRATÉGIAS DE CAIXA As empresas. ou depositados em contascorrentes bancárias de liquidez imediata e. Estas oportunidades somente podem ser aproveitadas com recursos disponíveis em caixa. dos juros e da moeda. no intuito de administrar eficientemente o caixa. Oportunidades atraentes de investimento podem surgir inesperadamente. muito embora. São valores em moeda. crédito. seguem algumas regras. compras e de estoques. mantidos na tesouraria da empresa.O caixa representa os ativos que têm a característica principal de possuir liquidez imediata. John Maynard. Junto aos valores que formam o caixa são somados os recursos. as empresas evitam manter grandes somas no caixa (aqui se entende como caixa. muitas empresas naveguem nesta direção. Todos os bens do Ativo serão convertidos em caixa em algum momento da vida da empresa. Não se deve admitir como princípio que as taxas de atratividade de mercado (aplicações financeiras) obtenham remuneração maior que o lucro normal da empresa. além de constituírem redução na pressão por recursos no caixa. caixa e bancos-conta movimento). insolvência de clientes e outras contingências). Cap. pelas suas características de grande liquidez e risco minimizado. 5. É a atividade de tesouraria da empresa. entre as quais podemos destacar: Aproveitar os descontos favoráveis . integrados às demais atividades da empresa.

ciclo de caixa, de vez que seu aproveitamento diminui o tempo dos valores pagos aos credores. Incentivar a aceleração do giro dos estoques de matérias-primas e produtos acabados Programas de produção bem elaborados e coordenados com as previsões confiáveis de vendas contribuem para a utilização racional de matérias-primas. Fornecedores idôneos e pontuais ajudam nesta direção. Quanto mais confiável o programa, mais aceitável o fluxo de pedidos e redução da permanência em estoque. Se este tempo for reduzido, o fluxo de caixa também se reduzirá. Incentivar a diminuição do ciclo de produção - A introdução de novas máquinas, novos layouts de produção, racionamento de procedimentos, produtos mais simples, etc. favorecem a redução do tempo em que o produto leva na linha de produção, encurtando a distância entre pagamento de insumos e recebimento do produto vendido. Isto é bom para o fluxo de caixa de uma empresa. Acelerar o recebimento de valores. - A concessão de crédito é ferramenta propulsora das vendas. A venda a crédito, entretanto, exige recursos financeiros para financiá-la. Portanto, a redução do prazo médio de recebimento necessita de uma ação combinada com o departamento de vendas da empresa. Retardar os pagamentos - A melhor forma de retardar pagamentos está na negociação dos prazos no momento da compra. Fora disso, simplesmente pagando fora dos prazos pactuados, a empresa corre o risco de ficar mal conceituada na praça, e os custos poderão ser elevados. Antecipar os recebimentos - O quanto antes os recursos entrarem na empresa, mais ela terá folga financeira para funcionar. Uma observação rigorosa nos prazos de recebimento, com providências saneadoras imediatas favorecem esta antecipação. Uma política de descontos bem administrada (que será estudada mais adiante) também favorece esta meta. Aproveitar o “float” – Float são recursos pagos pelo devedor mas que ainda não foram recebidos pelo credor do pagtamento. Quanto maior for o float, mais elevado se apresenta o prazo de recebimento da empresa. A técnica se baseia no aproveitamento da compensação dos cheques emitidos. Com a chegada do Sistema Brasileiro de Pagamentos, tende a ter menos importância. Reduzir os prazos de processos administrativos - Sistemas on-line devem ser implantados para redução dos tempos de transmissão de informação tanto nos procedimentos internos quanto nos procedimentos externos. Tudo que atrasar o recebimento de valores deve ser analisado e, se possível, cancelado. Utilizar as melhores formas de cobrança - Existem diversas formas de cobrança, como: duplicatas, cheque pré-datado, fichas de compensação (boleto bancário), carnês de cobrança, cobrança em carteira, cobrança bancária, cobrança por cobrador ou por tesouraria, débito automático, ordem de pagamento, transferências eletrônicas, cartões de crédito, etc. Analisar qual a melhor se encaixa à empresa.

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Ter um forte relacionamento bancário - Estabelecer e manter estreitas relações com os bancos é um dos elementos mais importantes para uma efetiva administração de caixa. Os bancos têm-se interessado muito pela rentabilidade das contas das empresas e desenvolveram, em anos recentes, vários tipos de ser viços e pacotes inovadores para atrair novos negócios. Os bancos já não são mais apenas um lugar para se abrir contas correntes e obter empréstimos; de fato, eles se tornaram a fonte de uma ampla gama de serviços de administração de caixa. Por exemplo, estão vendendo programas sofisticados de informática aos clientes comerciais, desde os mais simples, relacionados à contabilidade básica e orçamentos, até complexos sistemas de desembolsos internacionais e controle centralizado de caixa. Todos estes sistemas destinam-se a auxiliar os administradores financeiros a maximizar a disponibilidade diária de caixa e facilitar aplicações a curto prazo. Atualmente, a maioria dos serviços bancários é cobrada numa base direta, mas algumas funções ainda são compensadas com saldos médios. Os bancos preferem essa última alternativa – dar crédito de acordo com saldos médios, em vez de cobrar por serviços – pois isso possibilita a expansão dos depósitos e fornece uma base para a geração de lucros futuros. Obviamente, os serviços bancários devem ser utilizados apenas quando os benefícios obtidos superam seus custos. Fazer aplicações financeiras - Os títulos negociáveis são instrumentos financeiros de curto prazo, classificados como parte dos ativos líquidos da empresa; rendem juros e podem ser facilmente convertidos em dinheiro. Os títulos mais comuns nas carteiras de títulos negociáveis das empresas são divididos em dois grupos: emissões governamentais e emissões privadas. As obrigações a curto prazo emitidas pelo governo federal e disponíveis para investimentos na forma de títulos negociáveis são: Letras do Tesouro, Obrigações do Tesouro e emissões de entidades federais. Esses títulos rendem juros relativamente baixos, por apresentar baixo risco e por serem isentos de impostos estaduais e municipais, embora tributável ao nível federal. Vários outros títulos negociáveis são emitidos por empresas ou bancos. Essas emissões privadas oferecem geralmente taxas de retorno um pouco maiores do que as emissões governamentais, devido aos riscos que apresentam e pelo fato de seus rendimentos serem tributados em todas as esferas de governo. Os principais títulos negociáveis dessa categoria são: Certificados de depósito Bancário – CDB, Commercial Papers, Aceites Bancários e quotas de fundos mútuos.

5.3. SALDO MÍNIMO DE CAIXA As empresas mantêm um determinado volume de dinheiro em caixa para atender às necessidades diárias de pagamento. Algumas utilizam o suprimento fixo, outras o suprimento rotativo. No primeiro caso, uma quantia que é remetida ao caixa para efetuar os pagamentos. Ele a utilizará até extingui-la, mesmo que isto leve dias, quando então prestará contas e solicitará reposição. Já o suprimento rotativo, consiste também em determinada quantia remetida ao caixa, mas ele a utilizará para os pagamentos diários, ao fim dos quais, prestará contas no fim do dia e requisitará sua reposição para o dia seguinte.

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Manter recursos monetários em caixa não proporciona nenhum tipo de remuneração, o que representa apenas uma reserva conveniente de liquidez. Melhor seria que, em vez de manter recursos monetários nessas condições, a empresa os converta em títulos de alta liquidez – neste caso, seu melhor emprego alternativo. Desta forma, os recursos teriam alguma remuneração, porém ao efetuar a venda de títulos, a empresa incorre em custos de conversão, que correspondem, por exemplo, a custos de corretagem na venda de títulos e impostos sobre operações financeiras. Caso a empresa recorra muitas vezes a essa venda, poderá consumir os rendimentos auferidos pelos títulos. Cabe então ao administrador financeiro definir qual a quantidade de recursos que manterá no caixa da empresa. Baumol desenvolveu a seguinte fórmula para calcular o saldo mínimo: Saldo mínimo = 2 xCCxNR CO

Onde: CC = Custos de conversão NR = Necessidade de recursos CO = Custo de oportunidade Para exemplificar, se a necessidade de recursos para transação é de R$ 1.156.000,00; se o rendimento dos títulos de alta liquidez é de 10%aa e, se para cada resgate de um título se gasta R$ 50,00, a necessidade mínima de caixa seria: Saldo mínimo = 2 x50 x1.156.000,00 = R$34.000,00 0,10

Além destes modelos, existe o de Mill-Orr, que é parametrizado e será objeto de estudo em ocasião futura. Na prática costuma-se usar modelos mais simples, como o percentual sobre vendas previstas. Considere que uma empresa determine o saldo mínimo de caixa igual a 5% de suas vendas anuais previstas. Se, por exemplo, suas vendas anuais previstas forem de R$ 2.000.000,00, o saldo mínimo de caixa será R$ 100.000,00. Outro modelo também usado para determinar o saldo mínimo de caixa é o caixa mínimo operacional. Por este modelo, divide-se o montante de desembolso anual previsto, pelo giro de caixa. Consideremos que uma empresa projetou desembolsos anuais de R$ 1.440.000,00. O ciclo financeiro da empresa é de 20 dias. Desta forma teremos: Giro de caixa = 360/20 = 18 vezes Saldo mínimo = 1.440.000/18 = R$ 80.000,00

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X0 X1 100 150 140 205 150 100 110 110 280 180 270 430 (50) (110) PASSIVO Fornecedores Salários a pagar Impostos a recolher INSS a recolher Financ.5. a LP Capital Social Lucros Retidos X0 200 50 245 80 60 300 65 X1 60 90 245 150 60 300 160 DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS Receita 2000 (-) CMV 1550 (=) Lucro Bruto 450 (-) Despesas Operacionais 300 Salários 150 INSS 90 Depreciação 60 (=) Lucro Antes do IR 150 (-) Provisão p/ IR (55) (=) Lucro Líquido 95 Procedimentos A) Saldo Inicial de Caixa B) Recebimento de Vendas Vendas 2000 (-) Aumento no saldo de duplicatas a receber 65 100 1935 C) Determinação de compras Estoque inicial (150) 77 . MONTAGEM DE FLUXO DE CAIXA A PARTIR DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Um fluxo de caixa pode ser montado a partir dos procedimentos financeiros do orçamento. Para isso usaremos informações prestadas a seguir: BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO Disponível Dupl. Neste bloco utilizam-se informações contábeis como base de dados para a montagem de um fluxo de caixa.4. Deprec. a Receber Estoques Tít. Acum. a Rec. a LP Terrenos Máq. conforme já se viu em projeções financeiras. e equip. quanto pode ser montado a partir de demonstrativos financeiros.

RESUMO DA MOVIMENTAÇÃO DO CAIXA Saldo inicial de caixa 100 (+) Entradas 2035 Recebimento de vendas 1935 Recebimento não operacional (terreno) 100 (-) Saídas 1985 Fornecedores 1640 Salários 110 INSS 20 Imposto de Renda 55 78 . Não se leva em conta a depreciação. pois ela não transita pelo caixa.Estoque Final Custo das Mercadorias vendidas D) Pagamento de Fornecedores Saldo Inicial de fornecedores Pagamento de Compras Saldo final de fornecedores E) Recebimento pela venda de terreno Saldo inicial de terrenos Saldo final de terrenos F) Pagamento de Salários Saldo inicial de salários a pagar Despesas de salários Saldo final de salários a pagar G) Recolhimento de INSS Saldo inicial de INSS a recolher Despesas com INSS Saldo final de INSS a recolher H) IR a recolher (supor pagamento no exercício) 100 1550 1500 200 1500 (60) 1640 280 (180) 100 50 150 90 110 80 90 150 20 55 I) Pagamento de aquisição de Máquinas e Equipamentos Saldo final de máquinas e equipamentos 430 Saldo inicial de máquinas e equipamentos (270) 160 OBS.

000 50.5 COMPARATIVO ENTRE O RESULTADO CONTÁBIL E O RESULTADO FINANCEIRO CONTAS ECONÔMICO FINANCEIRO Vendas ou receitas operacionais (-) Custo das mercadorias vendidas (=) Lucro Operacional Bruto (-) Despesas operacionais Salários INSS Depreciação (=) Lucro antes do Imposto de Renda (-) Imposto de Renda (=) Resultado Líquido (contábil) (+) Venda de terrenos (-) Compra de máquinas e equipamentos (=) Resultado financeiro 150 2000 1550 450 300 150 90 60 165 55 95 1935 1640 295 130 110 20 0 55 110 100 160 50 5.000 150.000 79 .000 100.000 Outras Entradas 100.6 MODELO FINANCEIRO DE PROJEÇÃO DE NECESSIDADES DE CAIXA Suponha-se agora que uma empresa tenha as seguintes previsões e condições: Mês Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Vendas Saídas 150.Máquinas e Equipamentos (=) Saldo final de caixa 160 150 5.000 200.000 100.000 150.000 250.000 Compras 200.000 50.000 50.000 Outras 50.

00 0.000.000 30.000 pgto comp Desp fixas Out.000 50. 100.500.500 abril 60.000 100.00 50.000 45.000 50.000.00 50.000 150.000 145.500 maio 80.000 25.500 25.000 150.000 Saldo mínimo exigido 50.500.00 Custo 0.500 75.000 40.000 112.000 187.000 2º) Em seguida elabora-se a projeção do caixa Jan Fev Mar Abr Mai Jun S Inicial 50.500 junho 80.000 100.000 60.000 25.000 12.000.000.000.000 225.000 200.000 37.000.00 50.00 50.000 50.000 100.000.000 50.000 37.000 45.000 100.000 12.00 135.00 57.500 50.00 Entradas 175.00 225.000 30.000 60.000 Saldo Inicial 50.500 50.000 185.00 50.00 40.00 50.00 270.000 Rec.000 150.000 75.000 200.000 30.000 50.Março Abril Maio Junho 150.000 80.00 50.000 50.00 0.500 87.00 2.00 Saldo m.000.00 250.000 12.500 25.000 Condições de Recebimento De vendas Outras Entradas À vista 40% 100% 30dd 30% 60dd 30% Despesas fixas mensais: 50.000 45.000.000.000 30.000 37.500 62.000 100000 270.000 12.000 50000 195. através do quadro abaixo: outubro novembro dezembro 60.00 55.000.000.00 195.500 100.000.00 -5.000 175.000.00 50.000 45.00 0.000 120.000.000 170.000 março 60.000.000 25.000 50.000 75.000.000.500 50.000 25.000 135.000.000.000.000 135.00 Déficit 0.00 10.000 125.000 75.00 0.000 120.00 157.500.500.000 250.00 Saídas 125.00 50.000 175.500 50.000 112.000.000 185.000 25.000 125.500. pgtos Saídas janeiro fevereiro 40.00 187.484.00 112. Venda Out rec Entradas 50.000.00 -2.86 0.00 80 .00 225.000 100.00 52.00 S mínimo 50.000 75.000 162.00 50. Solução: 1º) Elabora-se o mapa de recebimentos e pagamentos.500.000.000 Custo médio de empréstimo 5% am Rendimento médio de aplicações 1% am Condições de Pagamento De Compras Outras Saídas 25% 100% 50% 25% Com os dados acima fazer previsão semestral de caixa.000 50.00 120.00 185.000 60.000.500.500 50.000 45.000 25.500 12.000 50.00 162.000 45.000.000 12.

00 225.00 2. Saldo Inicial de Empréstimos = Saldo inicial de empréstimos.000.75 52. Saídas = Amortizações de empréstimos.18 40. = Quando o saldo mensal é negativo ou insuficiente para cobrir o saldo mínimo. Saldo existente no início da projeção do caixa. Entradas = Empréstimos contraídos + custo mensal dos empréstimos anteriores.11 0.00 2.00 0.182.000.25 0.00 4.500.802.00 0.00 4.00 0.75 107.00 107. Apl.75 52. Saldo Final de Empréstimos = Saldo final de empréstimos.500.00 2.I.00 55.00 0. que foi financiado.317.484. Déficit. • Programar os ingressos e os desembolsos de caixa de forma criteriosa. permitindo determinar o período em que deverá ocorrer carência de recursos e o montante. Saldo Inicial de aplicações = Saldo inicial de aplicações.00 55.86 2. 50.11 49. S.775.500. 81 .F.871. Resultado da movimentação mensal de aplicações.00 7.725.317.00 0.500.Superavit Rendim.775.00 50.00 50.000.F. Saídas = Utilização das aplicações para pagamentos.25 52. havendo tempo suficiente para as medidas necessárias.500.00 0.00 50.00 27. Emp Entradas Saídas S.725.500. Calculado pela taxa de captação vezes o saldo final de empréstimos.000.07 O quadro acima foi elaborado da seguinte forma: Saldo Inicial = Saldo inicial de caixa Entradas = Transferidas do quadro de recebimentos Saídas = transferidas do quadro de pagamentos Saldo mensal = Saldo mensal (diferença entre saldo inicial + entradas – saídas) Saldo mínimo = Saldo mínimo.000.000.89 0. A projeção do fluxo de caixa nos permite: • Facilitar a análise e o cálculo para seleção das linhas de crédito a serem obtidas junto às instituições financeiras nos momentos determinados pela projeção.00 0.00 0.75 0.00 0.00 50.00 0.00 553.00 0. Emp. Superávit = Quando existir sobra financeira após constituição do saldo mínimo. parcela determinada pela empresa para permanecer disponível.00 0.00 0.00 55.89 553. Saldo existente no início da projeção do caixa. I.00 500.00 7. Rendimentos = Rendimento de aplicação do superávit.00 4. Entradas = Aplicações realizadas + rendimento mensal de aplicações anteriores.000.00 0. Entradas Saídas S. S.500. Custo = Custo do déficit.18 0. Resultado da movimentação mensal de empréstimos. Apl.00 0.00 50.00 500.00 0.802.00 2.500. Calculado pela taxa de aplicação vezes o saldo final de aplicações. Saldo Final de aplicações = Saldo final de aplicações.00 40.00 0.500.00 49.697. evitando-se o acúmulo de compromissos vultosos em época de pouco encaixe.00 15.00 40.00 4.00 27. • Permitir o planejamento dos desembolsos de acordo com as disponibilidades de caixa.697.182.000.

modernização ou re-localização industrial e comercial. Verificar a possibilidade de aplicar possíveis excedentes de caixa Estudar um programa saudável de empréstimos e financiamentos Projetar um plano efetivo de pagamento de débitos Analisar a viabilidade de serem comprometidos os recursos pela empresa Participar e integrar todas as atividades da empresa. para que se possa julgar a conveniência em aplicar nesses itens ou não.7 MOVIMENTAÇÕES DE CAIXA Pelo caixa e bancos transitam todos os pagamentos e recebimentos em espécie. Auxiliar na análise dos valores a receber e estoques.• • • • • • • • • • • • Determinar o quanto de recursos próprios a empresa dispõe em dado período.) o Crédito bancário  Descontos de títulos  Empréstimos e financiamentos  Créditos rotativos  Operações vendor As operações vendor ou compror são aquisições ou vendas com interveniência bancária. 5. Desenvolver o uso racional e eficiente do disponível Financiar as necessidades sazonais ou permanentes da empresa Providenciar os recursos para atender aos projetos de implantação. e aplicá-los de forma mais rentável possível. Proporcionar o intercâmbio dos diversos departamentos da empresa com a área financeira. etc. facilitando assim os controles financeiros. Fixar o nível de caixa. As operações de vendor se realizam da seguinte maneira: 82 . antecipações. Os recebimentos podem oriundos de: • Capitais próprios o Lucros da atividade o Integralização de capital o Venda de imobilizado • Capitais de terceiros o Crédito comercial  De fornecedores  De impostos e obrigações sociais  Outros (salários. em termos de capital de giro. expansão. bem como analisar os recursos de terceiros que satisfaçam as necessidades da empresa.

013. barateando a venda.00 – 34. comercial C DS = C − 1 + in DS = Desconto Simples C = capital i = taxa n = número de períodos Exemplo: Qual o desconto de uma duplicata de R$ 40.986.7. portanto não embute no preço os custos financeiros da operação.000 DS = 40.00 vencível em 132 dias para ser paga hoje a uma taxa de 4% am? 40.04 × 132 1+ 30 DS = 40.venda Fornecedor Transfere o crédito financia Comprador paga Assume o risco da inadimplência paga Banco Nesta operação o vendedor não financia a mercadoria.000 − 0. como o preço da operação é menor.000.40 Taxa efetiva da operação em 132 dias 83 . A seguir. far-se-á o estudos dos custos das fontes de financiamento a curto prazo mais utilizadas. Em conseqüência. os impostos incidentes também acompanham. 5.1 Operações de desconto de duplicatas Os descontos podem ser simples comerciais D = C – C/(1+in) e bancário D = Cin ou compostos por fora D = C [ 1-(1-i)n] e por dentro D = C[1-1/(1+i)n] A) Operações de desconto simples Desconto simples.000.60 = 5.

000 × × 132 30 D = 7.00 Taxa efetiva em 132 dias 7.743.48 Taxa efetiva do período 7.48 Valor líquido disponível = 40.256.256.2136)30/132 -1]100 = 4.256.000 − 7.013.00 Total das despesas 7. 17.2216)30/132 -1]100 = 4.256.000 – 4.48 + 4.40 = 0.16% 40. Reciprocidade = 0.000 – 7.0041% ad IOF = 0.256.000041 x 132 x 40.176 34.6% no período Taxa efetiva mensal [ (1 + 0.48 Juros do desconto = 7.36% 32.000 Custo da operação no período Despesas financeiras = 7.040.000 = 4.00 = 11.040 = 0.256.000 = 216.04 D = 40.1 x 40.000.60 Ou seja.65% am Inclusão da reciprocidade bancária Continuando o exemplo: Reciprocidade: 10% do valor do valor da duplicata.2216 ou 22.040.48 = 28.5.52 84 30 .176 ) 132 -1]100 = 3.48 = 0.986.2136 ou 21.50% am Inclusão do IOF Dando seqüência ao exemplo acima (Desconto simples bancário): IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) = 0.960 Taxa efetiva mensal [(1+0. bancário D = Cin Considerando o mesmo exemplo acima: 0.48 Taxa efetiva mensal [(1+0.75% am Desconto simples.

obtida pela simples multiplicação da taxa diária por 30.000 10.000 45.7.3916 ou 39. A taxa de over deve informar o número de dias úteis mensais nos quais os juros serão capitalizados de maneira composta que se possa calcular a taxa efetiva. Esta taxa costuma ser expressa ao mês.2 Taxas do Mercado Aberto A taxa nominal é uma taxa de juros.09% am Sem a HP-12C i 9%am 10% am VPL 292 2.000 115.3916)30/132 -1]100 = 7. O cálculo da reciprocidade pode ser acrescido ao não aos encargos financeiros) Borderô de duplicatas Duplicatas A B C D E F valor 30.000 chs g cfo 0 g cfj 55.11.48 = 0.000 Custo da operação pela HP 12C 115.000 45.000 vencimento 2 meses 2 meses 3 meses 4 meses 4 meses 5 meses Recebimento líquido do desconto: 115.000 20. válida para os dias correntes.52 Custo mensal [(1+0.09% am 5.000 30. formada por juros simples. Exemplo: 85 .000 20.827 Interpolando 1→3.09 TIR = 9.16% 28.000 25.743.256.000 g cfj 45.8% am (Obs.119 x→ 292 TIR = 9+0.000 g cfj 30.000 20.000 55. com capitalização diária.000 g cfj f IRR Custo = 9.000 g cfj 20.

57 0. Esta operação tem como referencial a taxa de CDI.000 x 0.6%.016) -1] 0.002001 150. [(1+ 0.15 total taxa real 299.00 Calcular a taxa efetiva mensal [(1+0.00 = 180.82% am em taxa de juros nominais em 20 dias úteis.0009 0.82% am 2º) Transformar taxa de over night de 1.1º) Transformar taxa nominal de 2.15 1/21 Spread =[ (1+0.40 Total 0. a operação terá que ser renovada.002001)3-1] = 0.55 Calcular os encargos da operação nos três dias [(1+0.7% am em taxa de over night em 20 dias úteis 0.00 Prazo: 3 dias úteis Juros simples: 3.29% am Se as taxas mensais do over night utilizadas nos três dias forem: 3.000.0009 x 30 = 0.7% am 5. acrescida de um spread cobrado à título de comissão da instituição financeira que efetua a intermediação dos recursos à empresa.0060 150.00 IOF = 0.0182 ou 1.036/30 = 0.7.000041 x 150.0182)1/20-1]= 0.9% e 3.002001 314.0060 = 900.0041% ad Dias úteis do mês: 21 Transformar as taxas mensais em diárias e calcular o encargo diário Juros = 0.00 = 6.15 6.0012 x 150.55____ = 0.00076 x 150.000. pode-se calcular a taxa efetiva mensal da seguinte forma: dias 1º dia 2º dia juros 180 195 spread 113.0009)20 = 1.6% am Spread (juros compostos): 1.002102 86 .6% am IOF: 0.7% e o spread e os dias úteis os mesmos.000.002001)21-1] 100 = 4.00 = 113.000.57 0. Exemplo: Empréstimo: R$ 150.42 113. 3.0009 (1+0.3 Operações “hot money” O Hot Money é uma operação de curtíssimo prazo. Se houver necessidade de um prazo maior.55 Calcular a taxa diária ____299.027 ou 2.000-299. cuja finalidade é atender às necessidades imediatas de caixa de uma empresa.42 IOF 6.002001 299.027/30 = 0.

000 Vencimento: 40 dias Juros simples: 5.63 1.001)2 = 1. qual o custo do floating? Taxa do float (1+0.002001 = 400.6151% de juros nos três dias úteis.08574)3/40 = 1. Se se tem uma carteira de duplicatas de R$ 200.006151 x 100 = 0.002001 -1 = 0.058 × 40 × 14.002001 Encargos do floating 200.20 Outro exemplo de cálculo de floating bancário: Valor do título: 14.000 = Juros = 30 IOF = 0.000 = Encargos 1.63 Taxa do float (1+0.105.006151)7-1] = 0.006189 ou 0.000041 x40x14.57 0.000 x 0.00 e o crédito em conta se faz dois dias após os recebimentos.082.58 A taxa efetiva mensal seria: [(1+0.8% am IOF: 0.6189% Custo do float 87 .67 22.0041% ad Floating: 3 dias Custos no período: 0.08574 ou 8.4 Float bancário Float é o período que vai da apresentação do título de crédito até a respectiva compensação.000. Os encargos seriam de: 0.1% ad.57% 14.105.96 1.002102)(1+0.000 − 1.002035)] -1 = 0. considerando uma taxa de 0.000 = 922.002001)(1+0.15 304.3º dia 185 113.002035 [(1+0.7.39% am 5.105.63 = 0.42 6.04386 x 100 = 4.006151 x 150.

751.00 50.0.300.00 16.260.00 = 10.055.006189 x 14.00 360.000.000.00 3.90% am 5.00 1. e emitidos pelos bancos comerciais e de investimentos.704.000.475.352.00 366.000 (2) 5.6.00 3.000.838.838.260.5 Crédito Rotativo (Método hamburguês) Juros simples: 3.02 x 500.000 a data 15/mar 15/mar 20/mar 31/mar 1/abr 1/abr 10/abr 18/abr 22/abr 30/abr b histórico Comissão (1) Saque Saque Juros (2) Saque Depósito Saque Saque juros(3) c valor 10.7.000.039/30 = 6.00 411.475.000. 88 .000.9% am Limite contratado: R$ 500.000 = 86.00 461.00 40.00 3.63 + 86.000.00 1.00 (1) 0.000.000 Dia 10/04: Depósito de 40.647.838.09309)30/40 -1]100 = 6.542.000 Dia 20/03: Saque de 100.68 f nº dias 0 5 11 0 1 9 8 4 8 0 exf 0.00 478.00 12.000 Dia 22/04: Saque de 50.838.00 366.00 35.000.00 416.000.00 3.838.09309 14.64 Custo mensal da operação com float [(1+0.00 50.00 6.960.140.217.64 Custo da operação com float 1.014.140 x 0.217.68 d d/c d d d d d c d d d e saldo 10.000 Dia 18/04: Saque de 35.704.000 x 0.000.105.838.00 366.000 − 1.000.039/30 = 16.00 5.68 5.00 (3) 12.838.64 = 0.838.000.000.00 100.7.838.00 376.00 260.63 − 86.000 Dia 01/04: Saque de 50.105.00 250.00 Comissão de abertura: 2% Data da abertura: 15 de março Movimentações Dia 15/03: Saque de 250. Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Recibo de Depósito Bancário (RDB) Os CDB’s são títulos nominativos e transferíveis por endosso.694.

7.000-92.16    − 1 x100 = 11.000 x (1+ 0.000 Taxa efetiva = (320.232 ) 1 = 2.2. Dividem-se em pré e pós-fixados. IR de 20% sobre o ganho nominal.7.400.54%aa Taxa real =   1 + 0.000 = 2.000 .464.371.20 = 92. Taxa efetiva bruta = { [ (1 + t.000.80.464.000.000.464.800) = 2.000.320. Variação da TR durante o período de aplicação igual a 10%. nos casos de resgates efetuados até o 29º dia corrido a partir da aplicação.000 Imposto de renda = (2. Exemplificaremos a seguir uma remuneração pré-fixada.000.000 Imposto de Renda = ( 2.000 x (1+0.000.12 ) x(1 + 0. a taxa de juros que remunera o investimento é pactuada entre o investidor e o banco na data da aplicação. Estes títulos podem ser pré e pós-fixados.2)2 = 2.400.000.Além do IR sobre o ganho nominal. nessa modalidade de investimento há também a incidência de IOF.real ) x(1 + TR ) ] − 1 }x 100 = { (1 + 0. Exemplo: Utilizando-se dos dados do problema anterior e substituindo a taxa de juros por 12%aa mais TR (Taxa Referencial) do período. Exemplo: Valor da aquisição: R$ 2.00 Resgate em 252 dias úteis 89 .000.000 / 2. LBC (Letras do Banco Central) e BBC (Bônus do Banco Central).800 Valor líquido resgatado = (2.000)x0.000.000 .10%aa Valor bruto do resgate = Valor aplicado x (1 + i ) n = = 2. Títulos Públicos Títulos públicos são aqueles emitidos pelo governo para financiar sua dívida ou para controlar o sistema financeiro nacional.10 ) − 1 } x 100 = 23. LTN (Letras do Tesouro Nacional). Valor das LTN = R$ 10.000) x 100 = 16%aa  1 + 0.000 Líquido resgatado = 2. No CDB pré-fixado.04   Já no CDB pós-fixado o valor do resgate só é conhecido no vencimento da aplicação.00 Prazo: 1 ano (252 dias úteis) Taxa de juros pactuada: 20%aa IR = 20% sobre o ganho nominal Inflação do período: 4% Valor do resgate = aplicação x (1 + i ) n = 2.000 ) x 0.200 5. São títulos públicos as LFT (Letras Financeiras do Tesouro). uma vez que a remuneração é atrelada à algum indexador.000 − 2.400.2 = 80.

818.9. Esses recursos são aplicados em carteiras de títulos diversificados.909090 = 9.000.2 = 181. quando a carteira é composta por CDB”s.000.5905211  1.000.82    − 1 x100 = 8%aa Taxa efetiva líquida =   9.10 x 1.5905211 = 105.82  9.18 = 9.5905211    − 1 x100 = 5% no semestre Rentabilidade =   1. Leasing Leasing é uma operação realizada mediante contrato.514782 100.Juros: 10%aa IR: 20% sobre o ganho nominal  1    1 Preço unitário =  n  =  1  = 0.10 )  Valor presente = 10.000 – 9.016.000.090.18 Valor líquido resgatado = 10. reunindo recursos de pessoas físicas ou jurídicas com objetivos comuns.181. Valor da cota nesta data: R$ 1. quotas de fundos e outros títulos específicos.818.514782    Valor atualizado da aplicação = 66. valores mobiliários. títulos públicos e debêntures.909.00 Data da aplicação: 12/01. O contrato pode incluir a renovação ou compra do bem pelo arrendatário (opção de compra) pelo valor residual ao final do prazo de vigência.09 Imposto de renda = (10. para capital de giro.7.00 5.000. 90 .909. As principais vantagens do leasing são: • Liberação de recursos que seriam para aquisição. ou de renda fixa.7.016.000 = 66.090. Podem ser de renda variável.09) x 0.909090  (1 + 1)   (1 + 0. Fundos de Investimento Os fundos de investimento são constituídos sob a forma de condomínio. por prazo determinado.09    5.909.090.8.000 x 0.818. no qual o dono do bem (arrendador) concede a outrem (arrendatário) a utilização do mesmo.000 – 181.10 cotas Quantidade de cotas= 1. Exemplificando: Aplicação em títulos de renda fixa: R$ R$ 100.181.818.514782 Valor da cota em 12/06 = 1. quando a carteira é composta por ações ou outros títulos.

Flexibilidade nos prazos de vencimento. onde intervêm uma empresa de leasing (arrendador). a de compromisso (mensal) e a de arrendamento (mensal). Simplificação contábil. de médio a longo prazo. pp 134-148. 1998. 2002. 1981. As principais desvantagens são: • • • Não pode usar as despesas de depreciação. Financeiro – É uma operação de financiamento sob a forma de locação particular. Ross. Melhorias no equipamento têm que ter aprovação do arrendador. pp 166-168. Prazo de amortização compatível com a amortização econômica do bem. Se não houver opção de compra. 1989. o arrendatário tem que devolver o equipamento. 1997. Garantia por alienação fiduciária.• • • • • • Possibilidade de atualização dos equipamentos arrendados durante a vigência dos contratos. pp 696-712. Machado. ao fim do contrato. 2002. 19 19 Ver mais em Gitman. pp 97-106. Braga. Economia de Imposto de Renda pela dedução dos aluguéis. Droms. Sobre as operações de leasing são cobradas geralmente três taxas: A de abertura (entrada). pp 113-120 91 . pp 367-373. Sale and lease back – É a operação pela qual uma pessoa jurídica vende bens do seu imobilizado a uma empresa de leasing e a arrenda de volta com opção de compra. com base em um contrato de bens móveis ou imóveis. que reduzem o pagamento de Imposto de Renda. Sanvicente. Os leasings podem ser: Operacional – Quando praticado diretamente entre arrendador e arrendatário. a empresa produtora do bem objeto do contrato (fornecedor) e a empresa que necessita utilizá-lo (arrendatário).

temporariamente. Esta empresa publica um anuário que é distribuído para seus clientes. sócios.6. Espera-se que com maiores prazos ou menores valores de prestações o cliente se anime em comprar. sobre a idoneidade do cliente. por exemplo. Este é o principal componente da análise de crédito. Informações bancárias – Neste item verificam-se informações junto aos órgãos de informações bancárias (SERASA – Centralização dos Serviços dos Bancos S/A). 92 . e se pagou em dia. Poderíamos dividir a concessão de crédito para grandes compras e para pequenas compras. onde constam as principais informações de um grande número de empresas de todos os ramos. Para isso. se o cliente já comprou os artigos da empresa. dando e recebendo informações sobre seu relacionamento com o investigado. Informações junto a empresas especializadas – Existem no mercado empresas especializadas em dar informações cadastrais. Esse é o primeiro passo no sentido de se administrar contas a receber. A Dun & Bradstreet. as empresas tomam todas as precauções possíveis na concessão de crédito aos seus clientes. depois de decorrido o tempo estipulado” MATIAS (apud LONGELUPE. e com isso as vendas aumentem. o valor recebido não corre mais risco. O objetivo da concessão do crédito é o aumento de vendas. entretanto o valor a receber sim. parte de seu patrimônio a um terceiro. Informações junto a outros fornecedores – Através de cartas vai-e-vem as empresas de mesmo segmento se defendem dos maus pagadores. é uma delas. Verifica-se também desde quando é cliente. etc. 6). 1977 p. qual o volume histórico de seus negócios com a empresa. produção e vendas. O crédito pode ser definido como “todo ato de vontade ou disposição de alguém de destacar ou ceder.1 CONCESSÃO DE CRÉDITO Como era de se esperar. Se já tem títulos protestados ou não. gestores. com a expectativa que esta parcela volte à sua posse integralmente. Isto se dá tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas. Pequenas compras Histórico do cliente Informações bancárias do cliente Informações de outros fornecedores sobre o cliente Informações de empresas especializadas sobre o cliente Análise das demonstrações financeiras do cliente sim sim sim não não Grandes compras sim sim sim sim sim Histórico do cliente – Neste item verifica-se os dados cadastrais.

As garantias reais são: • • • Alienação fiduciária – Arquivada no Registro de Títulos e Documentos.Informações do governo – Estas informações podem ser adquiridas junto ao CADIN – Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público. O devedor tem a posse. Informações restritivas de crédito – Algumas informações colhidas das diversas maneiras já citadas neste capítulo podem conter dados que dificultam a concessão de crédito. Análise das demonstrações financeiras – Já estudadas no item 1. Se puder. É concedido sobre títulos de crédito. Em continuando o atraso. Goza do benefício de ordem. para verificar se ela é eficaz e coerente com as aspirações do departamento de vendas. mas não a propriedade do bem. Ainda em aberto.8. Permanecendo em aberto.2 SELEÇÃO DE CRÉDITO Vários são os critérios utilizados para selecionar os clientes. exceto os bens de família. que será seu fiel depositário. mandar cobrador. e se continuar o atraso. É possível a figura do avalista do avalista. O avalista responde com todos os seus bens. pode-se citar: 93 . fazer correspondência de advertência e dar prazo para que cumpra com sua obrigação. Penhor – Bens móveis suficientes para garantir uma dívida. É concedida sobre contratos. 6. Tomadas estas providências. é necessário acompanhar o pagamento pelo cliente. é necessário à empresa reavaliar sua política de crédito. Se atrasar. telefonar. exceto os denominados bens de família. a SRF – Secretaria da Receita Federal e à Central de Riscos do BACEN. Etapas de cobrança – Uma vez concedido o crédito. Garantias – As garantias podem ser pessoais e reais. Fiança – Estabelece as obrigações do fiador sobre o objeto afiançado. remeter o título para cobrança judicial. mandar rapidamente uma cartinha lembrando-o. As garantias pessoais são: • • Aval – Estabelece a obrigação do avalista pelo valor do documento avalizado. remeter o instrumento de cobrança para Cartório de Protesto de Títulos. Além dos já citados no item anterior. Os bens penhorados devem ficar sob a guarda do devedor. Hipoteca – Bens imóveis oferecidos em garantia. à saber: • • • • • Títulos protestados em cartório Cheques emitidos sem suprimento necessário em conta corrente Certidões positivas de órgãos públicos Ações executivas impetradas por credores Participação de sócios ou gestores em ações fraudulentas.

Fundamentos da administração financeira.25 0. • Capacidade – O potencial do cliente para quitar o crédito solicitado. quanto maior esse montante. O exame do balanço patrimonial e a avaliação de ativos em conjunto com o levantamento de pendências judiciais podem ser usados para estimular os colaterais.a) Escore – Neste tipo de seleção a empresa distribui pesos e notas e. bem como circunstâncias particulares que possa afetar qualquer das partes envolvidas na negociação.1 0. Os dados históricos de pagamentos e quaisquer causas judiciais pendentes ou concluídas contra o cliente seriam utilizadas na avaliação do seu caráter. 2000. maior será a probabilidade de se recuperar o valor creditado. • Garantia (Collateral) – O montante de ativos colocados à disposição pelo solicitante para garantir o crédito. a empresa poderá propor vendas em condições mais favoráveis ou vender para clientes com menos condições de obter crédito.80 1. através de critérios estudados e pré-determinados avalia os clientes. com ênfase especial nos índices de liquidez e endividamento são geralmente utilizados para avaliar a capacidade do solicitante de crédito. bem como os índices de lucratividade são freqüentemente usados para avaliar o capital demandante de crédito.50 0. • Condição – As condições econômicas e empresariais vigentes. Fred. citam a análise de risco através do método dos cinco C’s. e WESTON. • Capital – A solidez financeira do solicitante. por exemplo. O total de exigíveis (a curto e congo prazo) em relação ao patrimônio líquido. conforme exemplo abaixo: Cliente: Informações cadastrais Últimas Compras Informações Comerciais Informações Bancárias Garantias apresentadas peso 0. Por exemplo. caso a empresa tenha estoques excessivos de um item que o solicitante deseje comprar a crédito. 10ª ed São Paulo: Makron Books. Naturalmente. J. contratuais e morais. Eugene F.20 1.Brigham e Weston20.40 2.2 0. a saber: • Caráter – O histórico do solicitante quanto ao cumprimento de suas obrigações financeiras.80 7. conforme indicada pelo patrimônio líquido da empresa. p 441.3 nota 8 7 10 8 6 total 1.70 Critérios adotados: • • • De 0 a 4 – Evitar vendas De 4 a 8 – vender com mais garantias Acima de 8 – Facilitar vendas b) Método dos 5 C’s . 20 BRIGHAM.15 0. Análises dos demonstrativos financeiros. 94 . no caso de inadimplência.

estão as determinações para ação junto aos clientes. Perigo de quebra 6. Este seria a participação da empresa dentro de um grupo.06 AC/PC 0. Ela por si mesma poderia não reunir condições de crédito. e por conseqüente.55 (AC – E)/PC 1.33 PT/PL Com o resultado destas operações obtiveram-se os resultados abaixo: Parâmetro >0 até 7 0 até -3 <-3 até -7 Denominação Área de solvência Área de penumbra Área de insolvência Riscos Aceitáveis Cuidados especiais Grandes. alguns autores acrescentaram um sexto: Conglomerado. Tipo de pagamento Cobrança 95 . mas com o aval do grupo este problema seria sanado.Além destes 5 C’s.65 [(AC + RLP)/(PC+PNC)] 3. Pode=se sintetizá-las da forma do quadro abaixo: Regra Concessão de Prazos menores Efeito Positivo Efeito Negativo Diminuição do risco Clientes insatisfeitos Melhoria na liquidez Aumento nos Melhoria na liquidez Diminuição das margens de lucro Descontos financeiros Antecipação de receAumento de custos financeiros bimentos Cobrança mais rígida Padrões de crédito Adequados Melhoria da liquidez Uniformização de procedimentos Facilidade de análise Clientes insatisfeitos Possível insatisfação de parte dos clientes Diminuição das Melhoria da liquidez Menor volume de vendas Vendas a crédito Em consonância com a política de crédito. A falta destas providências poderá agravar o quadro de liquidez da empresa.3 EFEITO DAS POLÍTICAS DE CRÉDITO Algumas conseqüências podem advir da determinação dos créditos. Kanitz determinou pesos sobre valores contábeis conforme abaixo: Peso Item 0. Desta forma informa-se abaixo causas e efeitos do crédito a clientela.05 LL/PL 1. sua capacidade de saldar débitos. c) Termômetro de insolvência – Esta é uma contribuição de Stephen Kanitz para determinar o grau de liquidez das empresas.

1o.Analisar o comportamento da empresa ao conceder crédito frente a alterações no lucro. isto aumentaria as vendas em 5%. opus cit. • Aumento das vendas = 0.00 Custos Fixos = R$ 120. prazo médio de recebimento e devedores duvidosos. desde que reúna dados para uma análise preliminar.000 × 30 = 50.00 • Contribuição adicional = 3. 30 dias) Pagamento acima do prazo anterior Não pagamento Amigável. Calcula-se o quanto esta atitude contribui para aumento do lucro operacional. 4o.000 × 45 = 78.000 = 28. Calcula-se o retorno exigido (custo de capital) 28.5 (custo do recebimento do dinheiro.000 unidades • Margem de contribuição unitária = 10 – 6 = R$ 4.00 2o.750 3o.4 ESTUDOS SOBRE FLEXIBILIZAÇÃO DO CRÉDITO21 As empresas podem ter uma noção sobre que política de crédito adotar.750 – 50. O custo de capital é de 15% aa.000 = 3.00 Vendas a crédito = 60. Porém o PMC passaria de 30 para 45 dias e os devedores duvidosos cresceriam de 1% para 2%.750 x 0. caso flexibilizassem o crédito.Pagamento antecipado Pagamento no vencimento Pagamento com atraso suportável (em média. investimento marginal. Exemplo 1 .750 360 360 Acréscimo = 78.05 x 60. 96 . que está sendo postecipado). Uma empresa tem os seguintes dados: • • • • Preço unitário de vendas = R$ 10. Protesto e notificação judicial Execução judicial 6. Plano atual Plano proposto 600. chegou-se a conclusão que.15 = 4.000.312.00 Após reunião com o departamento de vendas e de produção. Calcula-se o custo do investimento marginal em duplicatas a receber.000 x 4 = R$ 12. Calcula-se o custo marginal dos devedores duvidosos 21 Exemplos retirados de GITMAN.000. Assim dispomos a seguir alguns exemplos que podem esclarecer quais os procedimentos de cálculo que as empresas podem adotar para determinar se a política de crédito em análise é viável.000 630. no mínimo (taxa de retorno).000 unidades Custo Unitário Variável = R$ 6.

que são vendidas.000 = 3.00 5o. a empresa pode flexibilizar o crédito nestas circunstâncias. Também espera que as vendas aumentem 5% O prazo médio de cobrança deve cair para 15 dias. a empresa deseja tomar as seguintes decisões com as seguintes justificativas: • • • • • • • Introduzir desconto financeiro de 2% para pagamento até o 10º dia.600. Tomada de decisão • Valores favoráveis à empresa o Contribuição adicional ao lucro • Valores desfavoráveis à empresa o Custo do Investimento marginal o Custo marginal de devedores duvidosos • Resultado = 12. por R$ 10.50 Plano Proposto 630.087. Contribuição adicional ao lucro • Aumento de vendas = 0.Plano atual Plano proposto • Custo atual 0. Após análise de sua diretoria. espera que 60% das vendas sejam utilizadas com o desconto. Suas vendas à crédito somam 60.750 = R$ 3.000 – 10.00 2o. conseqüentemente.912. Exemplo 2 – Inclui o custo dos descontos financeiros.000 = R$ 6.312.000 unidades • Margem unitária de contribuição = 10 – 6 = 4 • Contribuição adicional ao lucro = 3.00 Como o resultado deu positivo. Com isso.00. Uma empresa tem PMC de 30 dias.0 0 0 0 ×3 =5 .50 = R$ 1.000 – 26.000.600 – 6.000 x 4 = R$ 12.750 3o.000.562. Custo do investimento marginal Plano Atual 6 0 . Custo do retorno exigido 0.600 • Aumento dos custos = 12.000 × 15 = 26. 1o.5% O custo de capital é de 15% aa.000 = 12.00 e o custo unitário variável é de R$ 6.000 unidades. cada uma.250 = 23.00 R$ 4.000 0.000 = 6. Seu giro anual de duplicatas a receber é de 12 (360/30).0 0 0 0 0 30 6 Redução = 50.02 x 630.600.50 R$ 6. subirá para 24 (360/15) A participação dos devedores duvidosos cairá de 1% para 0.50 R$ 12.15 x 23.05 x 60. O giro de duplicatas à receber.250 360 97 .01 x 600.

22 7. Gitman.00 Como o resultado foi positivo.00 5o. 1989. 2002.000.00 3. 2001 pp 123-128. pp 465-476.412. Corrêa e Gianesi. pp 101-111.005 x 630. a empresa pode conceder o desconto financeiro.50 12. 1996.01 x 600.150 Redução do custo de devedores duvidosos = 6. 1997 pp 713-721. 56-183. 98 .850.02 x 0.00 6o.60 x 630.562.000 = 6. Hoji.560.00 2.000 0.852.560 = R$ 10.412.50 18.150 = R$ 2.560.000 = 3.850.000 = R$ 7. Custo do desconto financeiro 0.1 INTRODUÇÃO 22 Ver mais em Braga. Tomada de decisão • Valores favoráveis à empresa o Aumento da margem de contribuição o Redução do custo de devedores duvidosos o Redução no custo do investimento marginal o Total • Valores desfavoráveis à empresa o Custo do desconto financeiro o Total • Resultado = 18.000-3. Custo marginal dos devedores duvidosos Plano atual Plano proposto 0.50 7. nestas condições.00 7.4o.560. Cherubim et al.50 – 7.

Enquanto as contas a receber ocorrem após a venda. facilitando a obtenção de dados em tempo real. ou quando o produto a que serão incorporados for vendido. Tudo isto se constituindo num dos fundamentos do movimento de resposta eficiente do consumidor (ECR – Efficient Consumer Response).Estoques são itens adquiridos que ficam parados na empresa até serem utilizados. até os erros de projeção com base em estudos passados. Produtos acabados . Os principais tipos de estoque são: • • • Matérias-primas – O estoque de matérias-primas. almoxarifado. ou matérias-primas e embalagens consiste no principal componente do produto final a ser vendido e nos produtos de acondicionamento. etc. passando pela inconsistência do programa de vendas.São os produtos prontos para serem comercializados. 99 . Existem outros tipos de estoque como material de consumo. ferramentaria. que permite a informação em tempo real das vendas de cada produto do varejista para o fabricante. Para auxílio dos administradores. Portanto. os estoques existem antes das vendas. a automação dos pontos de venda. Sazonalidade de seus produtos Expectativa de aumento nos preços das matérias-primas e produtos finais Proteção conta perdas inflacionárias Política de vendas do fornecedor (descontos para compras maiores) Especulação Vários são os erros cometidos no dimensionamento dos estoques. Desde o mau dimensionamento dos estoques de segurança. permitindo coleta de informação de produtos vendidos mediante utilização de códigos de barra. 7. seu controle é muito importante em todas as empresas que os têm. Produtos em elaboração – Referem-se aos custos inseridos no produto (materiais diretos. a tecnologia de informação tem contribuído de maneira decisiva. pois só assim minimizará as perdas financeiras. Quando são vendidos. geram recursos financeiros para serem readquiridos. Dentre eles pode-se salientar: • • • • • • Características particulares do setor onde a empresa atua. Diversos são os motivos para se manter estoques.2 DIFERENTES ENFOQUES SOBRE ESTOQUES Enfoque Financeiro – O Departamento Financeiro acha que os estoques devem ser mantidos em níveis mínimos. a utilização da tecnologia EDI – Eletronic Data Interchange. com imobilização de recursos em estocagem. mão-de-obra e gastos indiretos) após o início de sua produção até a chegada no estoque de produtos acabados ou elaborados.

Compras – O Departamento de Compras acha que os estoques devem variar de acordo com as condições de compra.000. para evitar os altos custos de preparação.3 ESTOQUES COMO INVESTIMENTO O administrador financeiro deve estar preparado para analisar os investimentos ligados ao estoque. sendo altos no momento em que se aproveitam as condições favoráveis. e baixo quando acontecer o contrário. Na retomada dos trabalhos.00 para aumentar os estoques) Item favorável à empresa • Redução estimada de custos Item desfavorável à empresa • Custo de capital (dinheiro empatado no investimento em estoques.4 CUSTOS DOS ESTOQUES As políticas de administração de estoques devem estar focadas na determinação do nível ideal de estoques de cada produto.00 Custo de capital: 25% aa O investimento marginal em estoques é de R$ 100.000.Marketing – O Departamento de Marketing acha que os estoques devem ser mantidos em níveis altos. As vantagens dessa flexibilidade devem ser comparadas com os custos de manutenção de estoques. Produção – O Departamento de Produção acha que os estoques devem ser mantidos em níveis altos.000.000.000. 7.00. Com a entrega imediata dos pedidos. Quanto maior for o volume de estoque.00 100 . O nível ideal é estabelecido em relação à flexibilidade operacional proporcionada pela manutenção de estoques.000 = R$ 25. ou por greves. exemplifica-se a seguir uma operação que uma empresa siderúrgica tinha a realizar com as seguintes metas: • • • • Aumentar os lotes de produção. portanto seu custo marginal é de 0.000. pois qualquer parada do processo produtivo. ainda poderão atender à demanda por algum tempo.000. ou grupo de produtos.000. Para melhor se entender este tópico. Redução estimada destes custos: R$ 20. para que as vendas não sofram solução de continuidade.00 Aumento médio dos estoques: R$ 100. R$ 20. quer seja por defeitos mecânicos.00 R$ 5. (A empresa deixará de ganhar R$ 25.00 R$ 25. maior será a flexibilidade da empresa. sempre terão produtos em estoque para atender a produção. os clientes estarão sempre satisfeitos.00.25 x 100. que poderia estar aplicado no mercado financeiro Resultado desfavorável para a empresa 7.

5 RELAÇÃO ESTOQUES X DUPLICATAS A RECEBER Os custos dos estoques e o custo das duplicatas a receber interagem e. através da utilização de processos não rotineiros de compras. Esses custos são importantes. muitas delas imponderáveis. muitas vezes. A falta de estoques pode trazer conseqüências negativas sérias para a empresa. Este custo é representado por um valor fixo por pedido. etc. menor o número de pedidos. devem ser considerados custos vinculados à compra ou reposição dos produtos em estoque. pois o cliente fidelizado pode ir para o concorrente e não voltar mais. como a perda de venda atual e da futura. Estão incluídos todos os gastos incorridos pela empresa no armazenamento de seus produtos e mercadorias durante determinado período de tempo.00 em estoque. pois muitos deles ocorrem sempre que houver nova compra ou reposição. São estes os principais custos de administração: • • • • • Preparação e emissão de pedidos Acompanhamento de pedidos Negociação com fornecedores de bens e serviços Recepção e conferência dos produtos comprados Devoluções e retornos ocasionais Custos de Ausência – Além dos dois principais grupos já citados existe um terceiro que é ocasional. ficando a empresa com pouco poder de barganha junto aos fornecedores. necessita-se saber qual o melhor resultado desta interação. 101 . • • • • • • Armazenagem Transferência Impostos Seguros Perdas por obsolescência. Controle Custos de Compra – Para comprar ou repor estoques. quebras. associados às decisões de se manterem determinados itens estocados. 7. deteriorização. via de regra. Para manter R$ 1.Os custos vinculados aos estoques estão classificados em duas categorias: Custos de manutenção e de administração. Custos de Manutenção – Esses custos são geralmente variáveis. Também pode haver conseqüências negativas para a imagem da empresa e maiores custos de compra. uma empresa gasta por ano R$ 0. gasta por ano R$ 0. Para melhor entendimento deste tópico.25.15. exemplifica-se a seguir como se comporta esta relação através do seguinte exemplo: Para manter R$ 1. e também o custo de oportunidade do investimento em estoques. e este fato deve influenciar a definição dos níveis de estoques. limite de validade. não se alterando diante de variações na quantidade de estoque solicitada. Quanto maior forem as quantidades solicitadas.00 em duplicatas a receber. dada a urgência da entrega. furtos.

00 350. investimento médio em duplicatas a receber de R$ 200. Enchem-se duas gavetas ou caixas e começa-se a vender o conteúdo delas.00. As metas desta empresa são: • • • Alterar as condições de crédito.00. Com estes dados.000.000.000. onde os grãos são colocados no chão entre duas táboas.000.000.000. o estoque médio seria reduzido para R$ 150.00. espera que os clientes comprem mais. Com o aumento de vendas. Em contrapartida.000. 7.000.000.00 Custo Total Como se pode verificar.000.00 52. logo. a empresa deve alterar as condições de crédito. Relacionam-se abaixo os mais conhecidos: • • • • • • • • • Método da faixa vermelha Método das duas caixas ou gavetas Sistema ABC Método do Lote Econômico Método do Ponto de Re-encomenda Sistema MRP – Material Requirement Planning Sistema MRP II – Manufacturing Resources Planning II Sistema JIT – Just in Time Sistema OPT – Optimized Production Technology a) Faixa vermelha .6 SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES Muitos são os sistemas utilizados para administração de estoques.500.00 37.00. Quando esta linha aparecer está na hora de pedir mais mercadorias.Os dois primeiros sistemas.O segundo segue a mesma lógica e aplica-se a armarinhos e lojas de miudezas.000. O primeiro tem lugar em feiras livres. Quando uma esvaziar está na hora de fazer novo pedido.00 Custo Proposto Investimento Médio 150. b) Duas caixas ou gavetas .00 para R$ 90.000. 102 .00 200.Esta empresa tem estoque médio de R$ 300.00 e. e é traçada uma linha vermelha por baixo deles. os custos totais cairiam de R$ 105.000. da faixa vermelha ou das duas caixas ou gavetas são voltados para pequenas empresas.00 90. o investimento em duplicatas a receber aumentaria para R$ 350.00 75.000.500. deveria a empresa alterar as condições de crédito? Atual Custo/retorno Investimento em Estoque Médio Investimento em Duplicatas a receber 25% 15% Investimento Médio 300.00 30.00 105. e com isso.

000 1. O exemplo acima pode ser discriminado da seguinte forma: Suponha que uma distribuidora de parafusos tenha a seguinte movimentação por tipo de produto: Produto A 20% B C 30% D E F 50% G H I Faturamento 25.500 2.000 2.c) Sistema ABC – Este sistema divide os itens de estoque em três categorias de materiais.5 103 . de acordo com o valor dos itens e da quantidade.000 500 500 250 % % acumulado Classificação %do grupo 50 50 A 80% 30 80 _________ 7 87 B 15% 4 91 4 95 _________ 2 97 C 5% 1 98 1 99 0. segundo modelo a seguir: Categoria A B C Quantidade de itens 20% 30% 50% Valor dos itens 80% 15% 5% Graficamente se teria: 100 95 80 % acumulado do faturamento 0 20 50 100 % acumulado por tipo de item Neste sistema.000 3.5 99.000 15. são traçadas normas de procedimento para administrar cada categoria de produtos.

d) Lote Econômico – Este método determina a quantidade ótima de compra que minimiza os custos totais de estocagem. Foi constituído com a premissa básica de que os custos de manutenção elevam-se com o aumento dos estoques. mantendo-se constante.J 250 0. atentando para os seguintes aspectos: • • • Consumo médio por período Prazo de entrega dos fornecedores ou prazo de produção Valor dos estoques mantidos Os itens C são formados por bens de pequeno valor unitário e geralmente de fácil obtenção. O LEC é um sistema que busca auxiliar o administrador na gestão de estoques. enquanto que os de administração declinam. Podem ser tratados com menor rigor e controlados de forma mecânica. No entanto ele tem algumas suposições restritivas que são: • • • As vendas são distribuídas igualmente durante todo o ano. c) O modelo é desenvolvido em condições de certeza. Os recebimentos se processam de acordo com o prazo do pedido.5 100 _________ Os itens devem ser administrados de acordo com suas características específicas. Os itens A devem ser controlados com a máxima segurança e previsibilidade. Lote econômico Custo Total Custo de Manutenção Custos R$ Custo de emissão 104 . Os itens B são bens de valor unitário médio e devem ter maior rigor no controle. e) Não ocorrem limitações financeiras para aplicações em estoques. b) A demanda do estoque se processa de maneira uniforme. qualquer que seja a quantidade solicitada. As vendas são previsíveis e imutáveis Não há atraso nas encomendas As hipóteses básicas consideradas no modelo de lote econômico são: a) O volume do pedido não exerce influência sobre o custo unitário. Não há risco de falta de estoque. d) Não há necessidade de estoque de segurança.

00/pedido) C = Custo de manutenção (R$ 1.600 unidades) O = Custo de emissão (R$ 50.00? LEC = 2 ×1.600 100 16 50 800 50 850 200 8 100 400 100 500 400 4 200 200 200 400 800 2 400 100 400 500 1.600 1 800 50 800 850 Custo total Custo de manutenção Lote econômico Exemplo Qual seria o lote ideal de compra de uma empresa que utiliza 1.600 unidades de determinado item de estoque por ano se. para emitir um novo pedido.00 e para manter este item.Quantidade por Pedido Para determinar a fórmula algébrica para cálculo do lote econômico teríamos: S = Procura de unidades por período (1.600 × 50 = 400 1 105 . ela calcula que gastará R$ 50.000 Valor $ 400 Custo de emissão 0 100 200 400 800 1. gastará por ano R$ 1.00/item/período) Q = Quantidade por lote S/Q = Número de pedidos Q/2 = Estoque médio S/Q x O = Q/2 x C S/Q / Q/2 = C/O 2S/Q2 = C/O 2OS LEC = Q2 = 2S/ C/O C Q2 = 2SO/C Q S/Q Q/2 O x S/Q C x Q/2 Total 1. em estoque.

Hoje existem na Fiat 11 fornecedores em JIT entregando cerca de 5. Estoque mínimo – Também denominado estoque de proteção. 106 . Sabe também que usa 5 unidades deste item por dia. PR = Ponto de Re-encomenda PR = T x D T = Tempo de reposição (em dias) D = Procura diária do item de estoque Exemplo: Uma empresa sabe que são necessários 10 dias para que chegue a mercadoria que ela pediu hoje. e sim para a linha de produção.000 m2 de área utilizada para estoques Redução do montante de capital circulante Flexibilidade no processo produtivo f) Sistema MRP e MRP II – MRP (Material requirements planning). ou Cálculo das Necessidades de Materiais e MRP II (Manufactoring Resourses Planning). representa a quantifade mínima necessária para garantir as atividades da empresa num fluxo contínuo. Eliminação de 18.7 dias. são os Sistemas de Administração da Produção (SAP) de grande porte que têm sido implantados pelas empresas. e) Sistema Just in Time – Este é um sistema que procura minimizar o tempo do item em estoque. quando o estoque estiver próximo de 50 unidades. sem qualquer interrupção por falta de material. Os benefícios com esta entrega foram: • • • • Redução dos níveis de estoques de 5 dias para 0. desde os anos 70. tornando-o nulo.900 itens à produção. a maioria das peças não vai para estoques. Sua fórmula poderia ser: EM = C x F EM = Estoque mínimo C = Consumo médio mensal F = Número de dias exigido pela empresa como fator de segurança. sendo 98% deles em JIT seqüenciado. Este sistema nasceu no Japão na década de 70. Quando deverá emitir novo pedido? PR = 5 x 10 = 50 Ou seja. Nas montadoras de automóveis.Ponto de re-encomenda – É o ponto em que se deve emitir o pedido de reposição de estoque. ao redor do mundo. deve ser emitido novo pedido. ou Planejamento dos Recursos de Manufatura. tendo sua primeira aplicação na Toyota Motor Company. se possível. e tomou inicialmente o nome de sistema Kanban. por exemplo.

tem-se o processo de compra. obtendo. Entretanto. Na empresa área de compra tem os seguintes objetivos: • Adquirir materiais e serviços de maneira eficaz. então. Esta técnica aproveita a Teoria da Restrição de Goldratt. onde são necessários cinco passos: • • • • • Identificar a restrição do sistema. de maneira ética. os estoques desnecessários serão formados. Explorar a restrição. Os dois lados. há alguns módulos que se encontram presentes na maioria dos pacotes.7 SELEÇÃO DE COMPRAS Quando um fornecedor está disposto a trocar bens ou serviços por determinada soma de dinheiro. Os fornecedores de software oferecem. em seus produtos. Se a taxa de atividade estiver abaixo do ritmo do gargalo todo o sistema estará sendo subutilizado. eliminar as perdas e aumentar o ganho. Os principais são: Módulo de Planejamento-Mestre de Produção (MPS) Módulo de Cálculo das Necessidades de Materiais (MRP) Módulo de Cálculo de Necessidades de Capacidade (CRP) Módulo de Controle de Produção (SFC) g) Sistema OPT – É uma técnica computadorizada que auxilia a programação de sistemas produtivos de acordo com o ritmo dos recursos mais fortemente carregados. Se a atividade em qualquer parte do sistema produtivo exceder o ritmo do gargalo. comprador e vendedor devem ter o propósito de identificar interesses comuns e de adicionar valor. diversos módulos que podem variar em especialização e número. que são os chamados gargalos. Subordinar tudo à decisão anterior Ultrapassar a restrição Voltar ao primeiro passo e identificar a nova restrição 7. Neste relacionamento. ou seja. alguns itens estarão sendo produzidos sem que possam sr utilizados e. que é justamente o elo mais fraco. 107 .O Sistema MRP II é um sistema integrado de planejamento e programação de produção baseada no uso de pacotes de computador. Estes pacotes são estruturados de forma modular. a melhor relação custo/benefício. a ênfase está em construir um resultado satisfatório conjunto.

05)28/30-1]x 98.56 21.95 93. que tem o menor preço.6 13.41 Como se pode notar. Uma das maiores dificuldades no controle de estoques é saber comprar.18 = 21.A economia não tem inflação.4 99.45 5. a saber: A) COMPRA À VISTA E VENDA À VISTA 23 Exemplo retirado de MATIAS. página 113. mas comprá-lo também com vantagem financeira.Alberto Borges.O lucro apurado é o bruto.As mercadorias foram adquiridas para uma empresa comercial. Apresenta-se abaixo um modelo de seleção de fornecedores. Não só saber comprar o item certo na época certa.• • • Suprir a organização com um fluxo seguro de materiais e serviços Assegurar a continuidade de suprimento para manter relacionamentos efetivos com fornecedores existentes e buscar outras fontes de suprimento para estender as necessidades planejadas ou emergenciais Manter relacionamentos cooperativos com outros departamentos da empresa.58 fornecedores A B C 120 110 120 28 dias 21 dias 35 dias 18% 12% 18% 5%am 5%am 5%am 0 3 1 120 110 120 0 3 1 120 113 121 21. com dados fornecidos.4 99. 108 .58 3.81 93. 7.23 Dados Preços unitários sem IPI Prazo de pagamento Alíquota de ICMS Encargo financeiro Frete por unidade Preços unitários sem IPI (+) frete (=) (-) ICMS(1) (=) (-) Encargos financeiros (2) (=) (1) 120 x 0.40 = 4.82 95.22 4. B. Ela pode comercializá-la de quatro modos.8. C.78 98. quando isto for possível. Analisar políticas de compra em relação a política de vendas é sempre um caminho a trilhar quando se quer verificar rentabilidade nas compras.6 (2) [(1+0. fornecendo e recebendo informações e aconselhamento necessário para a operação eficaz de toda organização. Uma empresa comercial quer uma diferença de preços de 50% entre a compra e a venda de determinada mercadoria. observando as seguintes condições: A. CÁLCULO DA TAXA DE EQUILÍBRIO PARA COMERCIALIZAÇÃO Esta demonstração será feita em quatro exemplos.Não há implicações tributárias e D. a melhor opção é a do fornecedor C.

Condição de equilíbrio financeiro RV = PC (1+i)PME 6. B) COMPRA A PRAZO E VENDA À VISTA 109 .000.47% am. que o preço de aquisição da mercadoria foi $ 4. Este lucro continuará diminuindo até a taxa de descontos alcançar 14.02)3 = 1.00 – 4.PME C= PC V = RV C = Compras PC = Pagamento das compras V = Vendas RV = Recebimento das vendas PME = Prazo médio de estocagem Condição de equilíbrio RV = PC (1+i)PME Considerar-se-á para este exemplo e para os outros três a seguir. Na realidade o que a empresa lucrou não foi R$ 2.000 (1 + 0.43% am Demonstrativo de resultados Venda 6.000.00 ( 6.00) e sim.000 (1+i)3 i = 14. quando chegará a zero.000 – 4.1447)3 2.000 Resultado Bruto 2. 6.755.000 Custo econômico-financeiro (1+0.000 e o prazo médio de estocagem foi de 3 meses. o preço de venda $ 6.000 = 4. mas não os recuperou ainda com a venda.000 Custo da venda 4.000.000.000 Resultado final 0 Observe que o período em que a operação está a descoberto é o período em que a mercadoria fica em estoque. Neste período a empresa gastou recursos com a compra.17. considerando a taxa de desconto de mercado de 2% am.

000 = 4. mais vantajosa será. C) COMPRA À VISTA E VENDA A PRAZO C=PC V RV PME Onde: PMR PMR = Prazo médio de recebimento = 1 mês. e quanto mais afastada for deste valor.67% am será vantajosa para a empresa.000 = 4.000 (1 + i)3+1 i = 10. e quanto mais afastada for deste valor.67% am Isto significa que qualquer taxa de juros inferior a 10. mais vantajosa será. D) COMPRA A PRAZO E VENDA A PRAZO 110 .000 (1 + i)3-2 i = 50% am Isto significa que qualquer taxa de juros inferior a 50% am será vantajosa para a empresa. Condição de equilíbrio financeiro RV = PC (1 + i)PME + PMR 6.C PC V = RV PMP PME Onde: PMP = Período médio de pagamento = 2 meses Condição de equilíbrio financeiro V = C (1+i)PME-PMP 6.

Alexandre. ASSAF NETO.47% am ) Compra a vista e venda a vista ( i = 14. Fabiano Guasti. mais vantajosa será. Caso a empresa devesse escolher nas condições apresentadas qual das quatro modalidades deveria escolher.43% am ) Compra a vista e venda a prazo ( i = 10.47% am será vantajosa para a empresa.000 = 4. Alexandre e LIMA.67% am ) ASSAF NETO.000 (1+i)1+3-2 i = 22. Finanças corporativas e valor – São Paulo: Atlas. 2003.C PC V RV PMP PME Onde: PMR PMR = Período médio de recebimento (ou de cobrança) = 1 mês. Curso de Administração FinanceiraSão Paulo: Atlas. Condição de equilíbrio financeiro RV = PC (1+i)PMR+PME-PMP 6.47% Isto significa que qualquer taxa de juros inferior a 22. e quanto mais afastada for deste valor. 2009 111 . teria: 1º 2º 3º 4º Compra a prazo e venda a vista ( i = 50% am ) Compra a prazo e venda a prazo ( i = 22.

638 de 28/12/2007. 2008 BRAGA. José Roberto. 2001. LUNKES. FIGUEIREDO. Controladoria: teoria e prática – São Paulo: Atlas. GROPELLI. Manual de Orçamento – São Paulo : Atlas. uma abordagem prática. MARTINS. Irineu G. Mercado financeiro. Matemática financeira.BRAGA. Evandir e SILVA.São Paulo: Atlas. Princípios de administração financeira. Sandra e CAGGIANO. 2002. Antonio Barbosa et al.Fundamentos e técnicas de administração financeira . 1981.São Paulo: Atlas. fundamentos e práticas brasileiras – Rio de Janeiro: Campus. EHRHARDT Michael C. A A – Administração financeira – São Paulo: Saraiva. 2001. Paulo Cezar. 2003. Eugene F. FRANCISCO. IUDÍCIBUS. Administração financeira. 1995.São Paulo: Pearson Prentice Hall. Walter de. MRP II e OPT – São Paulo: Atlas. 1993. 2006. Administração financeira: teoria e prática – São Paulo: Pioneira Thomson Learning. Hugo Rocha e ALMEIDA. Sérgio et al. George Guerra. LEMES JUNIOR.São Paulo: Atlas. CORRÊA. Marcelo Cavalcanti. e PROCIANOY Jairo L. 2009 112 . Williams G.São Paulo: Atlas.2002.Rio de Janeiro: Qualitymark Editora Ltda. Custos. Administração financeira: uma abordagem brasileira – São Paulo: Pearson Prentice Hall. Henrique L. Rogério João. 1981. Rio de Janeiro: FGV. 2002 HOJI. Administração de finanças empresariais. MEGLIORINI. 2004 FORTUNA. DROMS. Just in time. Finanças para executivos não financeiros. 2002 LEONE. Marco Aurélio Vallim Reis da. Eliseu. MACHADO. Eduardo. GITMAN. 1996. BRIGHAM. Manual de contabilidade das sociedades por ações. um enfoque administrativo. Mudanças contábeis na Lei Societária: Lei 11. Roberto. Administração financeira: princípios. Lawrence J.São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora Ltda. Avaliação de empresas: da mensuração contábil à econômica / FIPECAFI – São Paulo: Atlas. 2010. 2002. Masakazu.N. Porto Alegre: Bookman. e GIANESI.

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São órgãos do sistema normativo do SFN: a. A e b d. d. investimento e financiamento d. c. O mercado monetário utiliza o depósito compulsório d. Crédito. b. Cadastro. Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários. d. Matemática financeira. contabilidade e marketing. b. O mercado de crédito administra as bolsas de valores c. d. b. O mercado de câmbio utiliza a paridade das moedas 7.1. Controladoria e tesouraria. c. Planejamento e controle. Financiamento. cobrança e investimento. matemática financeira e recursos humanos 3. Conselho Monetário Nacional. O mercado de crédito é realizado entre países. Caixa Econômica Federal. câmbio e planejamento tributário. São funções de tesouraria: a. Superintendência de Seguros Privados. Estatística. c. O mercado monetário utiliza o mercado aberto b. Bolsa de Valores. b. São instituições não financeiras: 114 . orçamento de caixa e orçamento geral. B e c 4. Análise. O mercado de capitais se subdivide em primário e secundário b. Comissão de Valores Mobiliários e Caixa Econômica Federal. A administração financeira se relaciona mais estreitamente com: a. Informe a afirmação falsa: a. Seguradoras e Banco do Brasil. As bolsas de valores estão subordinadas à CVM c. O mercado de capitais subdivide-se em primário e secundário d. Informe a afirmação falsa: a. c. 8. Estudo 2. Relacionamento com instituições bancárias e controle patrimonial 5. 6. Informática. direito e sociologia. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e Bancos Múltiplos. direito e contabilidade. Administração financeira é: a. As atribuições do administrador financeiro são: a. Arte c. Economia. Ciência b.

Operam na Bolsa de Valores c. b. A companhia constituída mediante escritura pública. extraordinárias e estatutárias. São intermediários financeiros b. S. Subsidiária integral d. Cia Guararapes de Tecidos c. Guararapes Tecidos 12. tendo como principal acionista uma sociedade brasileira é: a. Qual das empresas abaixo não é uma S. Realizam operações de crédito c. Sociedade limitada c. A: a. As assembléias podem ser ordinárias. 115 . Partes beneficiárias b. São conhecidas como empresas de factoring d. Os bancos múltiplos não: a. Sociedades distribuidoras Seguradoras Cooperativas de crédito Sociedades de arrendamento mercantil 9. d. São conhecidas como empresas de leasing b. Sociedade anônima aberta b. As sociedades de fomento comercial a.A. Bônus de subscrição c. Indústria de Tecidos Guararapes S. Guararapes Tecidos e Cia d. São conhecidas como financeiras 13.A. sem valor nominal e estranhos ao capital social. Autarquias são sociedades não personificadas 11. Títulos negociáveis. b. Descontam títulos 10.a. mas que conferem participação nos lucros são: a. Debêntures d. Autarquias são pessoas jurídicas de direito público externo c. Informe a afirmação verdadeira: a. Autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno b. Sociedade anônima fechada 14. Autarquias são pessoas jurídicas de direito privado d. Qual a afirmativa correta? a. Financiam o saneamento básico d. c. Ações 15.

responsabilidade integral e impossibilidade de vender fora do estado. d. Falta de garantia para empréstimos vultosos. assembléia geral extraordinária. Responsabilidade integral. IPI e IR c. conselho fiscal e diretoria. Administração profissional d. As ações ordinárias não poderão ultrapassar 50% do total das ações. ITR e IPI d. diretoria e assembléia geral 18. O conselho de administração é órgão é obrigatório nas S/A de capital aberto e nas de Capital autorizado b. ISS. São impostos federais: a. 116 . 16. A: a. Conselho de administração. Conselho consultivo. são: a. Qual das afirmativas abaixo é falsa: a. b. Não é vantagem de uma S. Diretoria. estaduais ou municipais? 21. falta de administração profissional e continuação da firma após a morte do dono. conselho fiscal e conselho de administração. c. d. IR e ICMS b. Extinção da firma após a morte do dono. As sociedades anônimas são obrigadas a registrarem-se nas Juntas Comerciais c. IR. Os órgãos sociais de uma S. IR e IPVA 20.A. O conselho fiscal.b. A diretoria executiva é eleita pelo Conselho de Administração 17. conselho de administração. c. conselho fiscal e diretoria d. Vida ilimitada b. é órgão facultativo c. não poder contratar mais de 25 funcionários e responsabilidade integral. Você recolheria o imposto de transmissão inter vivos aos cofres federais. Falta de administração profissional. Assembléia geral ordinária. IPI. São desvantagens em se constituir uma firma individual: a. b. As sociedades limitadas são constituídas por estatuto social. Crescimento via mercado de capitais c. assembléia geral. Capital dividido em cotas 19. conselho fiscal. IPI. As assembléias gerais são convocadas em consonância com o contrato social d. permanente ou não. falta de garantia para empréstimos vultosos e impossibilidade de transmissão do controle para um sócio.

445. A distribuição de novas ações para os atuais acionistas chama-se bonificação.000.600.00 35.650.00 19.00 94.00 33.000.00 125.000.000.00 112.00 26.00 37.000.00 48. N. PATRIM.00 21.00 57.500.00 15.00 143.00 15.00 25.300.00 120.00 115.650.756.00 8.00 56. não poderá ultrapassar 10 anos. (+/-) Result.700.000.000.300.000.00 210.000. 23. Líquida (-) CPV (=) Lucro Bruto (-) Despesas Operac.00 35.000.000.200.22.00 32.000. b. Financ.000.00 14.000. Conforme a forma.00 67.00 117.000.00 H ATIVO CIRCULANTE Caixa e Bancos Aplicações Duplicatas a Receber Estoques PERMANENTE Investimentos Imobilizado Diferido PASSIVO CIRCULANTE Empréstimos Duplicatas descont.00 43.00 69. Administrativas Comerciais (=) Lucro Operacional (+/-) Result.00 31. Duplicatas a Pagar Outras obrigações EXIGÍVEL A L.700.00 61.00 39.00 24. Analise verticalmente.00 78.00 1.000.00 138.000. Qual a afirmação falsa? a.800.00 V 261.000.350.200.400. (=)ResAnCSeIR (-) Prov p/ CS e IR 330.00 13.00 69. c.00 250.000.00 60.000.00 45.000.00 63.00 83. As ações são representadas fisicamente pelo Certificado de Ações.00 112.000 Depreciações: R$ 5.00 15.00 68.555.00 0. horizontalmente e por índices (inclusive EBITDA) as demonstrações financeiras a seguir: Número de ações: 10.000.000.700.00 0.000.00 9. Oper.000.000.000.000.000.000.650.350.00 14.00 365.700.00 6. as ações podem ser nominativas e ao portador. d.00 em 2001 e R$ 7.000.00 2002 V 261.400.00 5.00 3.00 em 2002 2001 V 209. com poucas exceções. LÍQUIDO Capital Reservas de lucros H Receita Oper.300.000.00 V 209.000.00 42.700.000.00 15.000.000.P.00 15.000.00 117 .000. O prazo de duração das Partes Beneficiárias atribuídas gratuitamente.00 35.00 800.

Ano 1 Ano 2 ATIVO Circulante Caixa Banco c/ mov Aplic.000 400 500 300 200 500 500 500 400 100 0 Receitas 2.000 2.00 36. Demonstre graficamente.350. determine PMR.000 1.00 24.000 1. analise pelos índices de liquidez.000 10 90 100 300 400 50 100 300 500 1. PME.00 25.350. de curtíssimo prazo Duplicatas a receber (-) Duplicatas descontadas Estoque Não Circulante Imobilizado (-) Depreciação acumulada 2. PMR.689.000 Vendas a Prazo 3. Ano 1 Ano 2 Duplicatas a Receber 600 500 Estoques 2. CC e CO da empresa abaixo? Ano 1 Ano 2 Duplicatas a Pagar 250 300 118 .000 Duplicatas a Pagar 800 1. Com as informações abaixo.500 500 PASSIVO Circulante Fornecedores Salários a pagar Impostos a recolher Passivo não circulante Empréstimos de L Prazo Patrimônio Líquido Capital Social Reservas Prejuízos acumulados Ano 1 Ano 2 2. (=) Res Liq do Exerc. e Contrib.00 0.(=) ResApCSeIR (-) Part.000 1. Qual o PMP. atividade.500 Compras a Prazo 2.000 Lucro Bruto 1.000 Custo dos produtos vendidos 1.00 25.000 Despesas operacionais 500 Lucro operacional 500 Imposto de renda 150 Lucro líquido 350 25.000 Custo das Mercadorias Vendidas 1. endividamento e lucratividade.500 26. PME. PMP.00 0. Com as demonstrações abaixo.689. 36. CO e CC.

Qual a afirmativa falsa: a.000 Conservador 1. Capital circulante líquido é: a.200 2.600 ? 5. Com os dados a seguir calcule a diferença percentual entre os retornos sobre o Patrimônio Liquido conservador e agressivo. Na abordagem conservadora os juros pagos são menores 30. Na abordagem agressiva existe maior lucro e menor risco b. Quanto mais afastadas do caixa as contas têm menor risco c. O ativo circulante c. Defina o que é verdadeiro (V) e falso (F): a.000 1. A diferença entre a soma do patrimônio líquido e o Exigível a longo prazo e a soma do realizável a longo prazo e o ativo permanente. A diferença entre o Patrimônio Líquido e o Ativo Permanente. A necessidade mínima de fundos é igual a necessidade mínima permanente mais a necessidade complementar d. 31.000 1. d. O capital circulante líquido é igual ao ativo circulante menos o passivo circulante c. O capital circulante líquido é igual ao capital de giro líquido b.000 2.250 1. Qual o ciclo de caixa de uma empresa que tem prazo médio de pagamento de 45 dias.500 250 1. A soma do ativo e passivo circulante b.000 400 600 1. O risco operacional é o risco de não poder cobrir os custos operacionais 29.500 500 750 1.000 119 .Duplicatas a Receber Estoques Custo dos Produtos Vendidos Compras a Prazo Vendas a Prazo 200 1. Ativo Circulante Ativo Permanente Total Passivo Circulante Exigível a Longo Prazo Patrimônio Líquido Lucro Operacional Despesas Financeiras a Curto Prazo (20%aa) Despesas Financeira a Longo Prazo (30%aa) Agressivo 1. No capital circulante líquido negativo os recursos de longo prazo financiam o ativo circulante d. prazo médio de recebimento de 30 dias e prazo médio de estoques de 90 dias? Desenhe o esquema de ciclos.500 1. CAPÍTULO II – ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO 28.000 2.000 27.

00 Determinar a NIG (necessidade de capital de giro) 35. 300 Exigível a longo prazo 500 Estoques 675 Patrimônio Líquido 3. Sabendo que o balanço patrimonial de uma empresa se apresenta na forma abaixo.000 Ativo Permanente 3. PMP: 30 dias e PME: 45 dias Compras a prazo: 50% das vendas a prazo Custo/receita = 60% Caixa mínimo: R$ 25. Receitas a vista: 50% PMR: 15 dias.000 Receitas anuais: R$ 9.00.00 120 .000. Duas empresas apresentam os seguintes Balanços Patrimoniais: A B Circulante 200 500 Permanente 800 1.00 Vendas a vista: 50% Prazo Médio de Recebimento: 6 dias Prazo Médio de Pagamento: 15 dias Compras Mensais a prazo: R$ 30.000 Passivo Circulante 500 Caixa 25 Fornecedores 500 Duplicatas a rec. Qual a Necessidade de Investimento em Giro da empresa abaixo? Ativo Circulante 50 Passivo Circulante 30 Caixa 5 Duplicatas a Receber 15 Duplicatas a Pagar 30 Estoques 30 Exigível a Longo Prazo 30 Permanente 100 Patrimônio Líquido 90 Ativo 150 Passivo 150 Vendas Mensais: R$ 100.100 Analisando pela liquidez corrente e pelo capital circulante líquido.000 Passivo Circulante 100 400 Patrimônio Líquido 900 1. qual das duas oferece maior risco? 33. Quais os três níveis de planejamento financeiro? 34. Ativo Circulante 1.Lucro Antes do Imposto de Renda Imposto de Renda (30%) Lucro Líquido Retorno sobre o Patrimônio Líquido 32.

consumo de matéria-prima caixa e permanente. b. CAPÍTULO III .000 600 400 200 200 50 150 38. 121 .500 Circulante 400 600 Caixa 100 150 Contas a receber 100 200 Estoques 200 250 Permanente 600 900 Imobilizado 800 1.Prazo Médio de Estoque: 10 dias Custo/Receita: 60% Caixa Mínimo: 4. Desenhe o diagrama do planejamento financeiro.00 36.500 500 200 150 150 1.200 Depreciação acumulada (200) (300) Passivo Circulante Fornecedores Salários Impostos Patrimônio Líquido Capital Reservas Lucros acumulados 1. Quais orçamentos abaixo fazem parte do orçamento empresarial? a.000 300 100 100 100 700 500 100 100 1. Estoque final. empréstimos e custo dos produtos vendidos.000 650 100 250 Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas Operacionais Salários 50 Depreciação 100 Impostos 50 Lucro operacional Imposto de Renda Lucro Líquido 1. Ano 1 Ano 2 Ativo 1.000 1. Vendas. Demonstre o saldo final de caixa e elabore o quadro comparativo contábil/financeiro.ORÇAMENTO 37. produção.

gerando diversos panoramas d.00 B 1. Alternativas a e b 40. Empresarial. Consumo de matérias-primas. Por atividade e padrão c. fornecedores.000 30.000 122 . De posse das informações abaixo.00 Sabendo que devoluções.500 50. custo da mão-de-obra direta. 39. Orçamento padrão é um orçamento a. despesas operacionais e caixa. Os níveis de orçamento são: a. contínuo e flexível. Qual o orçamento anual de vendas brutas da empresa a seguir? Produto Vendas (ud) Preço Unitário de Vendas A 2. b.000 35.000 1. d. Calcule os valores em aberto Estoque inicial de produtos acabados Estoque final de matérias-primas Custo de mão-de-obra direta Estoque final de produtos acabados Custos indiretos de fabricação Estoque inicial de matérias-primas Compras de matérias-primas Consumo de matérias-primas Custos de produção Custo dos produtos vendidos 1. Que é executado pela diretoria 41. Estratégico. d.c. abatimentos e impostos incidentes sobre vendas constituem 20% das vendas brutas. Matérias-Primas Vendas (unidades) Produtos X Y Z A 2 1 0 10. Que pode ser alterado. Custos indiretos de fabricação.000 500 40. caixa e estoque final.000 2.000 ? ? ? 43. Que representa o ideal da empresa b. qual o total de vendas líquidas? 44. calcule o orçamento de consumo de matériasprimas e o orçamento de compras. Como se calcula o consumo de matérias-primas? 42. Elaborado com números índices c.000 50. administrativo e operacional.

000 m 200 ud 46.00 Matéria Prima Haste Linha Anzol Consumo unitário 1 ud 200 m 5 ud Preço Unitário R$ 50/ud R$ 0.00 B 1.00 3 15.500 1.00 Consumo unitário 100 gr 5 gr 1 ud Estoque Inicial 10.500 1. Elaborar os orçamentos de vendas. Elaborar os orçamentos de vendas.10/ud Estoque Final 15. produção.000 1.000 ud 47.00 30.000 unidades Preço unitário de venda: R$ 50.500 1.000 m 600 ud Estoque Final 20 ud 15 ud 10.500 5. produção.000 ud 10 kg 20 kg 2.10/m R$ 250/cento Itens Vara de pescar Haste Linha Anzol Estoque Inicial 30 ud 15 ud 6.500 2.000 1.B Estoque Inicial Final Preço Unitário R$ 3 X 1.000 1.00 45.000 ud Matéria Prima Vidro Filamento Bocal Itens Lâmpada Vidro Filamento Bocal Preço Unitário R$ 100/kg R$ 200/kg R$ 0.000 1. consumo de matérias-primas e compras com os dados abaixo: Produto: Lâmpada incandescente Vendas anuais: 10. Qual a fórmula do orçamento de produção? 123 .00 0 Y 2.500 20.000 Z A 1. consumo de matérias-primas e compras com os dados abaixo: Produto: Vara de pescar Vendas anuais: 250 unidades Preço unitário de vendas: R$ 150.000 ud 20 kg 10 kg 3.

400 30.50 Z 1 2 0 1. de vendas. Ao fim de cada mês gostaria ter um estoque de 50. 1 litro de cola e 36 pregos.00 e a dúzia de pregos R$ 1. 15. A venda mensal de cadeiras é de 800 unidades e o de mesas 200 unidades.00 100. A empresa não tinha nem mesas nem cadeiras em estoque quando iniciou a produção e gostaria de ficar mensalmente com 15. no de montagem R$ 1.000 pregos. Para fabricar uma cadeira gastava-se 6 minutos no departamento de corte.000 1.00 Produção anual 1. Para fabricar uma mesa.000 Matérias Consumo unitário Estoque Estoque $ unitário Primas A B C Inicial Final X 0 1 2 600 500 2. Uma empresa queria vender cadeira e mesas.200 1.000 litros de cola e 360.00 49. consumo e compras de matérias-primas de mesas e cadeiras. produção.000 2.00 Acabamento 30 45 30 3.200 10.00. Efetuar o orçamento anual de mão-de-obra direta.000 1.000 1. o litro de cola R$ 10.00 50.48.000 litros de cola e 10.000 mesas em estoque. 5.00 75. sabendo que as compras de matérias-primas representam 50% das vendas de produtos acabados e que o rateio de vendas entre cadeiras e mesas será feito com base no consumo das matérias-primas. produção.000 cadeiras e 3. 124 .000 20. consumo de matérias-primas e compras de matérias-primas Produtos Estoque Estoque $ unitário Vendas Inicial Final anuais (ud) A 1.000kg de madeira.500 1. O custo do h/h no departamento de corte é de R$ 1. 12. Calcular o preço unitário de venda de cadeiras e mesas e elaborar o orçamento do 1º trimestre. gastava-se nos mesmos departamentos.500 51. Para construir uma cadeira era necessário 8 kg de madeira. Os estoques iniciais de matérias-primas eram: 20.000 B 1. 15 minutos no departamento de montagem e 18 minutos no departamento de acabamento.000 C 1.00. ½ litro de cola e 12 pregos.000 1. Elaborar o orçamento anual de mão-de-obra direta por departamento e por produto: Departamento Produção (minutos) salário/hora A B C Corte 15 9 6 2. Uma empresa produzia anualmente cadeiras e mesas cujo volume era de 150 mesas e 900 cadeiras.00 Montagem 15 30 18 4. Elaborar o orçamento de vendas.000 dúzias de pregos.000kg de madeira.50 e no de acabamento R$ 2.00 Y 2 0 1 800 1. mês a mês. 50.400 1. 21 e 30 minutos respectivamente. Para construir uma mesa era necessário: 20kg de madeira.O kg da madeira custava R$ 2.20.00.

500 Preço Unitário 5.000 500.000 Lucros Acum.00.000 Lucro Líquido 63.00. Acum.00 54. Elaborar o orçamento empresarial e projetar a Demonstração de Resultados do Exercício e o Balanço Patrimonial da empresa cujas informações detalhamos abaixo: Vendas (DRE atual) 405. a Receber 60.000 Y 3 4 1. 78.000 1.000 Custo dos Produtos Vendidos 240.000 C.050 Permanente 652.000 Mat Prima 4.000 Despesas Operacionais 75. 18. Qual o orçamento de compras de matérias-primas abaixo: Produtos Estoque Estoque Preço Inicial Final Unitário A 1.000 Circulante 42.00 B 1.950 Prod. e que o estoque final (ud) de A= 1. que os custos variáveis unitários de A e B são R$ 1.000 1.000 unidades e o custo unitário de mão-de-obra direta de A e B é R$ 3.500 1.000 Imposto de Renda 27.00 2.00 e R$ 5. que os estoques finais de X e Y são 1.000 Lucro Operacional 90.00 e R$ 2. projetar os estoques finais de matérias-primas.500 2.52.000 125 .500 400.000.500 e 3. respectivamente.00 8.000 Patrimônio Líquido 708.500 W 6 0 1. Acab.000 Deprec.500 da empresa cujos dados extraímos Vendas Anuais (ud) 1.000 e B= 2.000 Z 2 5 1.000 Imobilizado 750. 53.000 Fornecedores 15.00 e R$ 2.000) • Projeção de vendas Produtos S N PASSIVO 750. A Pagar 27.000 Capital 450.200 Estoque Final 1. respectivamente.000 Lucro Bruto 165.000 1.00.000 2.00 10.00 Matérias-primas Consumo unitário Estoque A B Inicial X 1 2 1.000 • Balanço Patrimonial Atual ATIVO 750. que os preços unitários das matérias-primas X e Y são R$ 2.000 Circulante 98. Sabendo que o produto A consome 3 matérias-primas X e o produto B 2 matériasprimas Y.000 Estoques 23.000 Imp.000 Reservas 180.000 Disponível 15. produtos acabados e total. (98.

5 1.50 Consumo unitário de matéria-prima Consumo de Matéria-Prima por unidade produzida Produto A B S 1 0 N 0 2 • Custo unitário de matéria-prima Matéria-Prima Custo (R$/ud) A 2.000 3º Trimestre 4.000 ½ do consumo do trimestre seguinte 126 .750 Total 15.75 2.50 6.250 6.25 • Projeção de estoques Produtos Acabados Estoque Inicial (ud) Estoque Final (ud) S 423 1/5 das vendas do próximo trimestre N 675 1/5 das vendas do próximo trimestre OBS: O estoque final do último trimestre é igual ao dobro do estoque final do terceiro trimestre Matérias-primas Estoque Inicial (ud) Estoque Final (ud) A 1.000.50 8.00 3.000 Horas/produto S N 1.00 1.00 4.75 Reparos e Manutenção 0.00 2.25 0.000 • Custos Diretos Item Produto Departamento de Corte Departamento de Montagem Departamento de Acabamento Total • 50.50 Energia Elétrica 0.50 B 3.50 0.750 2º Trimestre 3.75 Material Indireto 0.000.500 4º Trimestre 3.00 • Custos Indiretos Custos Fixos Anuais Depreciação R$ 30.5 $/Hora 2.5 0.500 7.0 1.75 0.00 4.00 Vendas (ud) 1º Trimestre 3.00 Salários de supervisores R$ 15.Preço Unitário (R$) 35.25 0.5 0.750 24.00 2.000.00 Custos Variáveis Unitários Produtos S N Mão-de-Obra Indireta 0.00 Custo MOD/ud S N 3.00 Taxas e seguros R$ 10.50 1.25 Total 1.00 3.500 5.0 2.

Saídas • Mão-de-Obra Direta.00 127 .000. Matérias-Primas e Custos Indiretos de Fabricação são desembolsados no trimestre da ocorrência.000.50 6.000. • 40% das vendas são recebidas no trimestre seguinte.000.000.75 2.00 Total R$ 60.00 R$ 12.25 Custo Variável Unitário 12.00 Despesas fixas R$ 3.00 Outras despesas R$ 3.000.000. • Custos fixos indiretos são pagos trimestralmente em parcelas iguais.000.00 • Informações para o fluxo de caixa Entradas • 60% das vendas são recebidas no trimestre.00 R$ 30.000.000.00 Propaganda R$ 15.00 serão pagas trimestralmente em parcelas iguais.50 6.500 ½ do consumo do trimestre seguinte OBS: O estoque final do último trimestre é igual à metade do estoque final do terceiro trimestre • Custo variável unitário Produto S N Matérias-Primas 2.00 Despesas Operacionais R$ 120. • Fornecedores: Saldo de R$ 15.00 Mão-de-Obra Direta 8.00 Total R$ 60.00 Despesas com Vendas Salários R$ 45.000.00 não será pago.000.00 R$ 22. • Despesas de capital 1º Trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre R$ 15.75 • Despesas Operacionais Despesas Administrativas Salários e administração R$ 54. • Outros custos: Taxas no montante de R$ 27.75 14.500.B 1.000.50 Custos Variáveis Indiretos 1.

1.• Quadros para elaboração do orçamento empresarial e projeções. ORÇAMENTO DE VENDAS Trimestres 1º Unidades S N Valor R$ S N Total 2º 3º 4º ano 128 .

ORÇAMENTO DE CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS Trimestres 1º 2º A 1 ud/S B 2 ud/N 3º 4º ano 129 .2. ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO (UD) Trimestres 1º 2º S Estoque Final (+) Vendas Total (_) Estoque Inicial Produção N Estoque Final (+) Vendas Total (_) Estoque Inicial Produção 3º 4º ano 3.

0) total Depto de Montagem S (2. ORÇAMENTO DE MÃO-DE-OBRA DIRETA Trimestres 1º Produção (transferir) S N Horas de MOD Depto de Corte S (1.5) total 2º 3º 4º ano .5) total Depto de Acabamento S (0.5) N (1.5) N (0.4. ORÇAMENTO DE COMPRAS Trimestres A Estoque final (+) consumo total (-) Estoque Inicial Compras (ud) (x) $ unitário (=) Compras (R$) B Estoque final (+) consumo total (-) Estoque Inicial Compras (ud) (x) $ unitário (=) Compras (R$) Total (A+B) R$ 1º 2º 3º 4º ano 5.0) N (1.

(continuação) CUSTO DA MÃO-DE-OBRA Trimestres 1º 2º Depto de Corte Horas trabalhadas $ hora Total R$ Depto de Montagem Horas trabalhadas $ hora Total R$ Depto de Acabamento Horas trabalhadas $ hora Total R$ Total R$ 3º 4º ano 6.25/ud) Total R$ Custo Fixo Depreciação Taxas e seguros Salário de supervisor Total R$ Total do custo Indireto 7.) S N Custo Variável S (R$ 1. ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL Matéria-prima A Estoque final (ud) Custo Unitário (R$) Estoque final (R$) Produto S Estoque final (ud) Custo Unitário (R$) Estoque final (R$) Estoque total final 4º ano B Total A+B N S+N 8.%. ORÇAMENTO DE CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO Trimestres 1º 2º 3º Produção (transf.75/ud) N (R$ 2. ORÇAMENTO DE DESPESAS OPERACIONAIS Despesas Administrativas 131 .

ORÇAMENTO DE DESPESAS DE CAPITAL 1º Trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre total 10. ORÇAMENTO DE CAIXA Trimestres Saldo Inicial 1º 2º 3º 4º ano 132 .Salários da administração Despesas fixas Outras despesas Total Despesas com Vendas Salários Propaganda Total Despesas Operacionais 9. ORÇAMENTO DOS CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS Estoque inicial de matéria-prima (+) compras (=) Matéria-prima disponível (-) Estoque final de matéria-prima (=) Matéria-prima consumida (+) Custo da mão-de-obra direta (+) Custo indireto de fabricação (=) Custo da produção (+) Estoque inicial de produtos acabados (-) Estoque final de produtos acabados (=) Custo dos produtos vendidos 11.

PROJEÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO Circulante Disponibilidades 133 .Entradas Cliente (saldo do Balanço) 60% das vendas 40% das vendas Total das entradas Caixa disponível Saídas Compras Mão-de-Obra Direta Custos Indiretos Despesas Operacionais Despesas de capital Taxas e impostos (saldo do Balanço) Total das saídas Saldo final 12. DRE Projeção Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas Operacionais Lucro Operacional (LAIR) Imposto de Renda (40%) Lucro Líquido 13.

000. que o custo dos produtos vendidos é de 60% das vendas.500 unidades anuais do produto A é vendido por R$ 12.00 e ainda. Sabendo que 1. que as despesas operacionais somam R$ 10. com desembolsos anuais de R$ 1.00 Fevereiro 800 Acabamento 15 min 8.500.200 Qual o orçamento trimestral por departamento? Qual o orçamento mensal de mão-de-obra? Qual o orçamento de Mão-de-Obra para o 1º trimestre? CAPÍTULO IV .00 Janeiro 1. Sabendo que um automóvel gasta em média numa oficina: Departamento Tempo Salário/hora atendimento Funilaria 30 min 5.000 Pintura 15 min 6. projetar o lucro líquido da empresa. CAPÍTULO V – ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA 57.00 e 2.00 134 .00. que a alíquota do IR é de 25%.000. Calcular o saldo mínimo de caixa.000 unidades de B é vendida por R$ 15.PROJEÇÃO FINANCEIRA 56.Contas a Receber Estoques Matérias-Primas Produtos Acabados Permanente Imobilizado Depreciação Acumulada PASSIVO Circulante Fornecedores Impostos a Pagar Patrimônio Líquido Capital Reservas Lucros Acumulados 55.00 Março 1.

(100) PASSIVO Circulante Fornecedores 150 Salários 150 Empréstimos 100 Exigível a Longo Prazo Patrimônio Líquido Capital 400 Reservas 200 Lucros Acumulados 0 ano 1 1.000 Custo das mercadorias vendidas 1. Montar o fluxo de caixa a partir das demonstrações financeiras abaixo e comparar com o resultado contábil.a.200 460 100 600 ano 2 1. 58. Saldo Inicial B. ATIVO Circulante Caixa e Bancos 20 Contas a Receber 180 Estoques 200 Realizável a Longo Prazo Permanente Imobilizado 600 Depreciações Acumul. que são iguais aos desembolsos.000 400 260 200 0 0 600 400 200 140 0 740 Ano 2 1. a necessidade de recursos igual aos desembolsos anuais e o custo de oportunidade igual a 15%aa.000 400 40 200 260 100 500 750 (150) Ano 1 1. b. Sabendo que o ciclo financeiro é de 30 dias c. Receitas (+) Contas a Receber Inicial (-) Contas a Receber Final 135 . Sabendo que o Custo de conversão é R$ 20.200 500 DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS Vendas 2.00.500 Lucro Bruto Despesas operacionais Salários 250 Depreciações 50 Lucro Operacional Imposto de Renda (30%) Lucro Líquido A. Sabendo que a empresa quer seu caixa equivalente a 3% das vendas.

Pagamento do Imposto de Renda Apuração de IR na DRE (-) Saldo de IR a pagar no PC H.00 R$ 6. a pagar 1. (usar 4 casas decimais no cálculo das taxas).00.000 6.500 Ano 2 Ano 1 12.000 Custo das mercadorias vendidas 10.000 1.00 Saldo mínimo: R$ 1.000 2. ATIVO Circulante Caixa Contas a Rec.000 Impostos 0 Patr. Dias Recebimentos Pagamentos Saldo Inicial: R$ 1.00 Segunda-feira R$ 2. Pagamento de empréstimos de curto prazo Empréstimos inicial (-) Empréstimos final F.000 60.000 Provisão para IR 1.000 3.000 2. demonstrar a evolução do caixa.000 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS Receitas líquidas 15.000 1.000 5.C.000 Sal.000 6.000 Lucro líquido do exercício 1.000 3.000.000 Circulante 4.000.500 1. Saldo Final 59. Líquido 6. Com os dados abaixo.500 0 1.500 500 2. Pagamento de salários Despesas de salários (+) salários inicial (-) Salários final E.000 Fornecedores 2.000 Lucro bruto 5.000 Lucro antes do IR e CS 2.000 6.000 Ano 2 12. Fazer o planejamento diário de caixa pelos dias úteis de uma semana.000 Empréstimos 1.000. Estoques Permanente Ano 1 10.000 Salários 3.00 136 . Aquisição de imobilizado Saldo final de imobilizado (-) Saldo Inicial de imobilizado G.000.000 Despesas operacionais 3.000.000 PASSIVO 10. Pagamento a Fornecedores CMV = EI + C – EF Compras (+) fornecedores inicial (-) fornecedores final D. com os dados a seguir e informar se na sexta feira terá condições de pagar R$ 2.000 7.

000 Condições de vendas Condições de compras Outras Entradas Outras Saídas A vista 50% 50% 100% 50% 30dd 20% 50% 50% 60dd 20% 90dd 10% Saldo Inicial 10.000 Março 100.Terça-feira R$ 5.000 50.00 Custo de Empréstimo: 5%am Quarta-feira R$ 8.000 50.00 Rend. Aplicações: 15%at Quinta-feira: R$ 6. 62.00 R$ 5.000 Janeiro 100.000 0 0 50.000 150.000 40% a vista Outubro 120.000.000.00 (usar 4 casas para taxas) 61.000 100.000 Dezembro 300.000 30% em 30 dd Novembro 150.000.000.00 R$ 5. Projetar o caixa para o 1º trimestre e informar qual o saldo em caixa e qual o saldo em aplicações ou empréstimos no fim do trimestre.000 Inadimplência nos recebimentos das vendas: 10% Recuperação da inadimplência: 50% no mês seguinte 40% dois meses depois Recebimento de vendas de novembro: R$ 150.000 50.000 Fevereiro 90.000 0 200.000 50.000 100.000 100.000.000.00 R$ 4.000.00 R$ 3.000.000 Inadimplência s/ recebimento de vendas: 10% Saldo Mínimo 20.00 Meses Setembro Outubro Novembro Dezembro Compras 120.000 Novembro 200. Dez: 250. Elaborar o planejamento financeiro de caixa do 1º quadrimestre com os dados abaixo: Meses vendas condições de venda Setembro 100.00 Sexta-feira R$ 4.00 Recebimento de vendas de dezembro: R$ 159.000 Fevereiro 150.000 Recuperação no mês seguinte: 50% Custo de Empréstimos 5% am Recuperação no 2º mês: 30% Rendimento de Aplicações 3% am Recuperação no 3º mês: 10% Total de recebimentos: Outubro: 180. Mês VendasCompras Outras Outras Despesas Entradas Saídas Fixas Outubro 100.000 10% em 90 dd Janeiro 90.000 Condições de compras 30% a vista 25% em 30 dd 25% em 60 dd 20% em 90 dd 137 .000 100.000 200. Nov: 200.000 0 0 50.000.000.000 50.000 Abril 110.000.000 200.000 0 200.000.000.000 0 0 50.000 Março 200.000 20% em 60 dd Dezembro 200.000 0 50.

00 • Despesas de manutenção pagas mensalmente: 20% das compras no mês da ocorrência • Recolhimento de demais impostos: 10% das vendas.000.000 Março 90.000.00 • Os impostos representam 15% das vendas e são pagos no mês seguinte • Os salários representam 10% das vendas e são pagos no mês da ocorrência • As demais despesas representam 10% das compras e são pagas no mês da ocorrência • Serão pagos R$ 29.00. Elaborar o planejamento de caixa para o último trimestre do ano.000.000 20% em 60 dd Novembro 40. • Pagamento de dividendos: Parcela fixa mensal em doze vezes de um lucro de R$ 30.000 Abril 100.000 100% em 30 dd • O recebimento das vendas de setembro foi de R$ 20. Mês VendasCompras Condições de venda Agosto 10.000. Resultado lançado no mês seguinte.000 20.000 Fevereiro 80. Qual o desconto simples.000 10. a uma taxa de 5% am? 138 .000 50% a vista Setembro 20.00 • Saldo mínimo: R$ 5.5% à quinzena • O saldo mínimo é de R$ 500. Compras: 12%.00 MOVIMENTAÇÕES DE CAIXA 64.000.000. e o custo efetivo mensal de uma duplicata de R$ 120. • Saldo inicial: R$ 100.00 • Custo de empréstimos: 18% ab • Rendimento das aplicações: 0.000 5.000. comercial e bancário. no mês seguinte.000 30% em 30 dd Outubro 30. • Alíquotas de ICMS: Vendas: 17%.000.000 10.000.00 • O custo de empréstimo corresponde a uma taxa de 36%aa • O rendimento de aplicações corresponde a uma taxa de 1.00 em dezembro por investimentos realizados • A inadimplência sobre recebimento de vendas é de 5% • A recuperação da inadimplência é de 90% no mês seguinte • O saldo inicial é de R$ 2. à taxa de 2% am sob capitalização composta. • Salários correspondentes a 15% das vendas pagos no mês da ocorrência.25% ad 63.000 20.000 Condições de compra Dezembro 50. • Venda de imobilizado recebida em fevereiro: R$ 30.00 pagas mensalmente com correção via capitalização composta à partir de janeiro (inclusive) à taxa de 20%aa.00 vencível em 60 dias.000 • Pagamento de empréstimo contraído no ano passado: Parcelas de R$ 5.Janeiro 70.

000 60 E 50.120 32 C 2. Com referência ao problema anterior.000.000.5%am com IOF de 0. vencível em 54 dias a uma taxa de 3. pelo prazo de 5 dias (3 úteis) a juros de 6% am. spread de 2% am e IOF de 0. sabendo que o Banco creditou em conta R$ 120.25%am com IOF de 0.0041%ad.00 vencível em 118 dias a uma taxa de 5% am.000.000. qual seria o custo efetivo mensal do desconto bancário após o IOF e após reciprocidade de 5%? 66.958 39 D 4.123% am e reciprocidade bancária de 5% do valor da operação? 69. Qual o custo efetivo mensal de um desconto simples bancário concedido sobre uma duplicata de R$ 72.123% am. 74. Qual o custo efetivo mensal de um desconto bancário simples de uma duplicata de R$ 75. sabendo que o mês tem 21 dias úteis? 139 .000 30 C 30.000 90 71.00.00.00 vencível em 68 dias. Qual o custo efetivo mensal do borderô de descontos a seguir. a uma taxa de 6%ab e IOF de 0.000. IOF de 0. Qual o custo efetivo mensal de um desconto simples bancário concedido sobre uma duplicata de R$ 135. Transformar uma de over night de 5%am num mês de 22 dias úteis em taxa nominal mensal.000 30 B 20. com reciprocidade de 8%? 68.032 45 72.00 vencível em 75 dias a uma taxa de 7.040 28 B 5.00 referente à operação? (calcular com e sem calculadora financeira) Título R$ Vencimento (dias) A 6. Qual o custo efetivo mensal de um desconto bancário simples de uma duplicata de R$ 96. 73. Qual o custo efetivo mensal do borderô de descontos a seguir.123%am e reciprocidade de 7.5%? 70.0041%ad e reciprocidade de 7%? 67.000.65. sabendo que o Banco creditou em conta R$ 17.00 referente à operação? (calcular com e sem calculadora financeira) Título R$ Vencimento (dias) A 10. Transformar em nominal a taxa de over night de 3%am num mês de 21 dias.000.000 60 D 40. Qual o encargo e a taxa efetiva mensal de uma operação “hot money” de empréstimo de R$ 100.

Calcule o total de ações adquiridas. Qual o custo efetivo mensal de uma operação “hot money” de R$ 200. CAPÍTULO VI – ADMINISTRAÇÃO DO CONTAS A RECEBER 84. sabendo-se que o mês tem 22 dias úteis? 77.0041%ad e floating de 2 dias? 78. spread de 2%am e IOF de 0. qual seria a quantidade de cotas resgatadas e o valor total em reais disponíveis no fundo. calcule a taxa bruta e líquida obtida no período da aplicação.00. sucessivamente. determine o valor líquido resgatado.00.. o ganho ou perda em reais e a valorização ou desvalorização em percentual. Estão sendo negociados R$ 80.00. 83.75782. Qual o encargo e a taxa efetiva mensal de uma operação “hot money” de empréstimo de R$ 50.000. ano de 252 dias úteis.A. o IR. Uma empresa aplicou R$ 100.5% sobre o ganho nominal e que o ano tem 252 dias úteis.0041% ad.00 em 05/05/08 e a cota na data era de R$ 1. o valor presente. 6% e 7%am no período.00 em ações da empresa Santos S. Títulos protestados 140 .000. spread de 2% am. após um ano José as revendeu por R$ 4.000. 80. e.000. 79.00.86329? 81.00 de LTN com resgate em 252 dias úteis. e que o valor da cota nesta data era R$ 1.000. Sabendo que uma empresa aplicará R$ 1.00 em um CDB por 252 dias úteis. que o IR = 22. Sabendo que uma empresa aplicou certa importância em um CDB pós-fixado por 63 dias úteis a uma taxa real bruta de 10%aa mais a variação da TR (3% no período). IOF de 0. IOF de 0.75. a juros de 3%am. José investiu R$ 100.00 em fundo de renda fixa em 12/12/07.5% sobre o ganho nominal. que a taxa do CDI foi de 11% e que o banco remunerou a 95% desta taxa. juros de 5%am. o valor líquido resgatado e a taxa efetiva.000.000. considerando que foram resgatados R$ 50. remunerados a juros de 12%aa. pelo prazo de 3 dias (3 dias úteis) a juros de 5%. Sabendo que foram aplicados R$ 100. IR = 20%. calcule a taxa bruta de remuneração e o resgate bruto dessa operação.00 com vencimento em 36 dias.000.000. Na ocasião cada ação foi adquirida por R$ 5. Qual o custo efetivo mensal de uma operação de empréstimo de R$ 370. Calcule o preço unitário (PU) deste título.0041%ad num mês de 21 dias úteis? 76. São informações restritivas ao crédito: a.000. pelo prazo de 4 dias úteis. IR = 22.00 em CDB pré-fixado por 21 dias úteis a uma taxa bruta de 15%aa.000. 82.

caráter. colateral.facilita a venda 92. A concessão de prazos menores diminui o risco financeiro b. Comerciais 0. Classifique entre verdadeiro (V) e falso (F) a. capacidade.000 unidades. Penhor e anticrese 90. O aumento dos descontos financeiros aumenta o lucro 89. caráter. 5. colateral. como deveria proceder com um cliente que tirasse as notas 4. Alienação fiduciária e hipoteca c. Aval e fiança b. Em decorrência disto.3 Garantias 0. Pessoais e reais d. d. Mais vendas d. Os cinco “C”s são: a. 3 e 8. Capital. condição e colateral. O que é margem de contribuição unitária? 88. 4. Seu preço unitário de venda era R$ 50. capacidade. b. Qual o efeito positivo de reduzir vendas a crédito? a.. capacidade. caráter.1 Últimas compras 0. Uma empresa que utilize o escore como seleção de crédito da maneira abaixo. Certidões negativas c. 91. Menor insolvência b. A fiança pertence a que tipo de garantia? 87. Ações nominativas d. Todas as acima 85. As garantias dividem-se em: a. Nenhuma das acima 86. Capital. coligada e colateral. A diminuição do prazo de crédito aumenta as vendas c.00. Capital. civilidade e condição. Maior lucro c.00 e suas vendas anuais 10.2 Critérios 0 < 4 – não vende 4 < 7 – vende com garantias >7 .2 Inf. condição e conglomerado. Capital. c. respectivamente? Peso Cadastro 0. seu prazo médio de recebimento subiu de 30 para 45 dias e seus devedores duvidosos cresceram de 2% 141 .2 Inf.b. Bancárias 0. seu custo unitário variável de R$ 30. Para aumentar suas vendas em 10% uma empresa afrouxou seus padrões de crédito.

O período médio de recebimento cairá de 45 para 15 dias. d. tem preço unitário de vendas de R$ 15. Aproveitamento de descontos d. Os principais tipos de estoques são: a. Uma empresa pretende flexibilizar seu crédito.00 e custo unitário variável de R$ 10. ferramentaria e almoxarifado. deve a empresa alterar seu prazo de crédito? 94. produtos em elaboração e almoxarifado. Sua produção anual é de 45.00. ABC S. esperando que 50% de seus clientes aproveitem este desconto. Sua produção atual é de 10. 98. Qual o profissional que deseja estoques baixos? a. concedendo descontos de 10%. O custo do dinheiro é de 20%aa. c. Gerente de compras 142 . Para tanto concedeu desconto de 15% para quem pagasse suas contas antecipadas. a empresa deve conceder o desconto? 95. a empresa deve tomar esta atitude? 93.00 e custo variável unitário de R$ 7. Com estes números. Matérias-primas.para 4%. e 80% dos clientes responderam positivamente para uma proposta. produtos acabados e ferramentaria. A empresa deve conceder o desconto? CAPÍTULO VII – ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES 96. Seu preço de venda atual é de R$ 20. Expectativa de aumento de preços c. O dinheiro conseguido no mercado custa 30% aa.00 e deve subir para R$ 18. Os devedores duvidosos cairão certamente de 4% para 3%. Matérias-primas.000 unidades a preço unitário de R$ 10. produtos em elaboração e produtos acabados.000 unidades anuais de seu produto e quer aumentar para 15. é o que espera a diretoria. Gerente financeiro c.50. Gerente de produção b. Sazonalidade do produto b. São motivos para se manter estoque: a.000 unidades e deve crescer 10%.00 e deve subir para R$ 25.00. Seu custo unitário variável atual é de R$ 15.000 unidades anuais. Matérias-primas. Todas as acima 97. Os devedores duvidosos cresceram de 1% para 5%. A Cia. Espera-se que haja redução nos devedores duvidosos de 2% para 1% e que o PMR caia de 30 para 15 dias. Matérias-primas. Sabendo que o custo do dinheiro para a empresa é de 12% aa. Sabendo-se que o custo do dinheiro é de 30%aa. b.A.00. Com a finalidade de aumentar suas vendas em 30% uma empresa alterou o seu PMR de 30 para 60 dias. Vende 10.

d. Gerente de vendas 99. São custos de manutenção: a. Armazenagem, impostos e seguros. b. Armazenagem, impostos e comunicação. c. Armazenagem, seguros e comunicação. d. Impostos, seguros e comunicação. 100. a. b. c. d. 101. a) b) c) d) 102. No sistema ABC: Controlam-se todos os itens por letras Controlam-se os itens pela sua importância Não importa a quantidade de itens Não importa o valor dos itens

Sabendo que o consumo anual de um item de estoque e de 50.000 peças, que seu custo administrativo (de pedir) é de R$ 30/pedido, e ainda, que seu custo de manutenção é de R$ 3,00/ud/ano, pede-se calcular: O Lote Econômico Quantidade de lotes anuais, considerando nulo o estoque mínimo Intervalo de dias entre os lotes Sabendo que o tempo de espera é de 30 dias, qual o ponto de reencomenda? O consumo anual de um item de estoque é de 725.000 unidades. Seus pedidos custam R$ 15,00 cada e para manter o item em estoque a empresa gasta R$ 2,00 por ano. Sabe-se ainda que a empresa pretende manter estoque mínimo de 3.000 unidades e os pedidos demoram 25 dia para serem atendidos. a. Qual o lote econômico? b. Qual o ponto de re-encomenda? Sabendo que uma empresa consome anualmente 2.000 unidades de determinado item de estoque, pede-se: a. Calcular o lote mais econômico, sabendo que o custo de manutenção é de R$ 1,00 e o de pedir R$ 20,00. b. Calcular o ponto de re-encomenda sabendo que a demora em entregar os pedidos é de 30 dias, após a emissão dos mesmos e que o estoque mínimo é zero.

103.

104.

Foram apresentadas três propostas de compra de determinado produto: Produto A B C Preço unitário sem IPI 1.000,00 1.100,00 950,00 143

Alíquota de ICMS 17% Frete por unidade Encargos financeiros Prazo de pagamento Considerando que os produtos escolheria? 105.

18% 5,00 5%am 20 dias têm a mesma

12% 4,00 10,00 5%am 5%am 60 dias 5 dias qualidade, qual das três propostas você

Com as propostas de compra abaixo nas mãos, qual você escolheria? Proposta A B C Preço unitário sem IPI 1.000,00 1.100,00 950,00 Alíquota de ICMS 17% 18% 12% Frete unitário R$ 6,00 R$ 5,00 R$ 10,00 Encargos financeiros 5% am 5% am 5% am Prazo para pagamento 20 dias 60 dias 30 dias No caso de compra a vista e venda a prazo, qual a taxa mensal de equilíbrio de uma mercadoria comprada por R$ 200,00 e vendida 60 dias após por R$ 250,00 recebidos 30 dias depois da venda? CAPÍTULO VIII – PONTO DE EQUILÍBRIO E ALAVANCAGEM

106.

107. 108.

Qual o Ponto de Equilíbrio de uma mercadoria que tem preço de venda de R$ 80,00, custo unitário variável de R$ 50,00 e custos fixos de R$ 9.000,00? Trace o gráfico. Uma empresa que vende 10.000 unidades anuais de determinado produto e tem a DRE especificada a seguir, tem que graus de alavancagem operacional, financeira e total? Receitas 100.000 Custo dos Produtos vendidos 60.000 Lucro Bruto 40.000 Despesas operacionais 20.000 Lucro operacional (LAJIR) 20.000 Despesas financeiras 10.000 Lucro antes do IR (LAIR) 10.000 Imposto de Renda e CS (30%) 3.000 Lucro antes da distr. de dividendos 7.000 Distribuição de dividendos 3.500 Lucro Líq. após distr. Div. 3.500

1ª PROVA SIMULADA 1. Quais os dois sistemas que compõem o Sistema Financeiro Nacional?

144

2. Com os dados abaixo calcule o ciclo operacional, o ciclo de caixa, o período médio de estoque, o período médio de pagamento e o período médio de recebimento. Após, elabore o diagrama demonstrativo. Conta ano 1 ano 2 Duplicatas a pagar 100 300 Duplicatas a receber 100 200 Estoques 500 700 Vendas a prazo 3.000 Compras a prazo ? Custo das mercadorias vendidas 1.500 3. Uma cadeira é fabricada com 2 kg de madeira, 12 pregos e ½ litro de cola. Sabe-se que uma empresa vende 400 dessas cadeiras por mês. Calcular o orçamento de compra para o primeiro trimestre, sabendo que:  Os estoques finais dos produtos acabados e das matérias-primas são iguais à metade das vendas e do consumo mensal.  As matérias-primas têm os seguintes preços: • Madeira: R$ 30,00/kg • Cola: R$ 15,00/l • Pregos: R$ 2,00/dúzia O estoque inicial de produtos acabados é de 100 unidades As matérias primas têm o seguinte estoque inicial: • Madeira: 20 kg • Cola: 20 litros • Pregos: 100 dúzias 4. A administração financeira se relaciona com: a. Matemática financeira, direito e contabilidade b. Economia, direito e sociologia c. Informática, contabilidade e marketing d. Estatística, matemática financeira e recursos humanos 5. O administrador financeiro tem as seguintes atribuições: e. Planejamento, análise e controle f. Planejamento, análise e controle e decisões de financiamento g. Planejamento, análise e controle, decisões de financiamento e de investimento h. Planejamento, análise e controle, decisões de financiamento, de investimento e ações de agency 6. São atribuições da tesouraria: i. Cadastro j. Câmbio k. Investimento l. Todas as acima 7. Informe a afirmação falsa: a. O mercado de capitais se subdivide em primário e secundário b. As Bolsas de Valores estão subordinadas a CVM c. O mercado monetário utiliza o depósito compulsório d. O mercado de crédito é supervisionado pelo Banco do Brasil 145

 

Títulos negociáveis.000 2. ITR e Imposto de transmissão inter-vivos 14.000 Total 3.000 75.00 B 1.250 Lucro Operacional 1. ICMS. IPI. As ações ordinárias não poderão ultrapassar 50% do total das ações c. O que é sociedade empresária? 11. 16. extraordinárias e neutras b. Partes Beneficiárias b. BNDES 9.400 30.000 1.000 3. mas que conferem participação nos lucros são: a.200 10.000 1. SUSEP b.400 1.000 50.500 1. estranhos ao capital social.00 Vendas Anuais (ud) 100. 17.000 20. Quanto ao investimento em capital de giro. Bônus de Subscrição c. Trace o diagrama do planejamento financeiro. As sociedades por cota de participação limitada são constituídas por estatuto d.000 1.000 1. Imposto de transmissão inter-vivos e IPVA c. CVM c. As assembléias podem ser ordinárias. O que significam as siglas: a. ICMS.500 Ativo Permanente 2. BACEN d. ICMS e IPVA b. Elaborar o orçamento de compras com os dados abaixo: Produtos Estoque Estoque $ Inicial(ud) Final(ud) Unitário A 1. Imposto de transmissão causa-mortis e IPVA d.8.00 C 1. As sociedades anônimas são obrigadas a se registrar nas Juntas Comerciais 13. ICMS.200 1. Informe a informação verdadeira a. Como são conhecidas as sociedades de fomento comercial? 10. Ações 12. Debêntures d.000 Custo do financiamento de curto prazo: 20%aa Custo do financiamento de longo prazo: 30%aa Alíquota do Imposto de Renda: 25% Calcule a diferença entre os retornos sobre o patrimônio líquido.000 146 . São impostos estaduais a. Sendo dados: Abordagem Agressiva Conservadora Ativo circulante 1.500 Patrimônio Líquido 1. o que caracteriza a abordagem agressiva? 15.500 Passivo Circulante 500 750 Exigível a Longo Prazo 1.

arredondando os resultado e usar 4 casas decimais para o cálculo das taxas) Mês VendasCompras 147 . que os estoques finais de X e Y são 1.000 1.000 1.00 18.500 1. projetar o caixa para o primeiro trimestre do ano seguinte.00.000 unidades.00 e R$ 2. 19.00 e R$ 2. Sabendo que o produto A consome 3 matérias-primas de X e o produto B 2 matériasprimas de Y.00.000 unidades.000 1. Calcule a NIG com as informações abaixo: Ativo 100 Passivo 100 Circulante 40 Circulante 40 Caixa 5 Duplicatas a pagar 40 Duplicatas a receber 15 Exigível a Longo Prazo 20 Estoques 20 Patrimônio Líquido 40 Permanente 60 Outras informações: Vendas mensais: R$100.00 Produção anual 1. projetar os estoques finais de matérias-primas. Corte 15 9 6 2.500 e 3. produtos acabados e total.00 e R$ 5.00 Montagem 15 30 18 3.00 (70% avista e o restante a prazo) PMR: 15 dias PMP: 30 dias PME: 90 dias CPV: 60% das vendas totais mensais Caixa mínimo: R$ 3. que os custos unitários variáveis de A e B são R$ 1.00 Y 2 0 1 800 1. De posse das informações abaixo. (desprezar os centavos. e os de A e B são 750 e 1.Matérias Consumo unitário Estoque Estoque $ Primas A B C Inicial (ud) Final (ud) Unitário X 0 1 2 600 500 2. Efetuar o orçamento de mão-de-obra direta por departamento e por produto: tempos (minutos) Salário/hora Produtos A B C Depto.00 Compras a prazo: 50% do CPV 21. que os preços unitários das matérias-primas X e Y são R$ 2.00.000 2.50 Z 1 2 0 1. Como são conhecidas no SFN as empresas de leasing e de factoring? 20.00 Acabamento 30 45 60 1. que o custo unitário da mão-de-obra direta de A e B é R$ 3.500 Boa Sorte! 2ª PROVA SIMULADA 1.

Espera-se que o percentual de devedores duvidosos passe de 1.00 90 D 600. vencível em 45 dias.5% para 148 .00 90 E 700. vencível em 69 dias a uma taxa de 0.00. Qual o custo efetivo mensal de um desconto simples bancário de uma duplicata no valor de R$ 36.5% ad. a uma taxa de 1.00 Custo de empréstimo 70% as Rendimento de aplicações0.00 e seu custo unitário variável R$ 1. Seu atual prazo médio de recebimento é de 60 dias e cairá pela metade. Qual o custo efetivo mensal do desconto de uma duplicata no valor de R$ 65. Qual o custo efetivo mensal calculado com e sem o auxílio da calculadora financeira? (calcular com e sem ajuda das calculadoras financeiras) Duplicata Valor Vencimento em dias A 300.900. O borderô com as duplicatas abaixo foi entregue a um banco que creditou em troca R$ 1.00 em fevereiro Pagamento de impostos: 10% das vendas pagos no mês seguinte Pagamento de salários: 10% das compras no mês da ocorrência Inadimplência sobre recebimento de vendas: 10% Recuperação da inadimplência: 90% no mês seguinte 2.Nov 200 120 Dez 300 150 Jan 100 50 Fev 100 50 Mar 200 100 Condições A vista 25% 30% 30dd 25% 30% 60dd 50% 40% Saldo inicial R$ 0. com cerca de 80% da clientela se beneficiando da antecipação de pagamento. O preço unitário de venda é R$ 2.000 unidades anuais de determinado produto em 50%.50.00 Saldo Mínimo R$ 10.000.0041%ad e reciprocidade de 6%? 3.0041%ad e reciprocidade de 2.00 90 5.00 30 B 400.00 em conta corrente.00 30 C 500.5%? 4.000.00. A empresa CALIL S/A resolveu conceder desconto de 10% para recebimentos antecipados como forma de aumentar suas vendas atuais de 30.00 em janeiro Pagamento de empréstimos: R$ 200.05% à quinzena Total de recebimentos de vendas de dezembro do ano anterior: R$ 200. Iof de 0.5%am. IOF de 0.00 Recebimento pela venda do imobilizado: R$ 50.

que foi aproveitado por 90% dos clientes. Qual o espaçamento entre eles? 8.00 e tinha custo unitário variável de R$ 60. que o custo de manutenção é de R$ 2. Qual o lote econômico? b. ela obteve vantagem financeira na venda? Boa sorte! 1.00. D 149 .000 unidades.00/pedido. perguntase: a. Com isto suas vendas cresceram 10%. A 2. Sabendo-se que o custo de pedir é de R$ 60.00.00/item ano e que o consumo anual do item de de 20. Sabendo-se que o custo do dinheiro é de 20% aa.000 unidades.00 e as revendeu 90 dias após.1. A empresa JOVENCITA LTDA concedeu desconto financeiro de 10% para pagamento antecipado. Sabendo que ela não queria vender por preço abaixo da correção monetária. Existirão quantos lotes anuais? c.0%. seus devedores duvidosos caíram de 5% para 2% e seu PMR de 45 para 15 dias. Com a concessão do desconto. a empresa tomou a iniciativa correta? 7. e de posse da informação que a inflação mensal média foi de 4% am. à vista por R$ 120. A 3. Sabendo que o custo de captação do dinheiro é de 20%aa. considerando apenas estes itens. deve a empresa flexibilizar seu crédito? 6. Seu produto era vendido por R$ 100. Suas vendas anuais atuais eram de 40. A empresa BINOCULAR LTDA adquiriu mercadorias para pagamento em 30 dias por R$ 100.

R$ 119. mais compras. PMP = 34. CC = 75 dias 28. C 10. menos estoque final de matérias-primas. C 5. B 9. PMP = 162 dias.00 35. 150 .4.00 38. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 19. C 29.00 45. 25. CO = 606 dias e CC = 444 dias 26. B oferece maior risco. C 18.000. C 17.00 46. F. Municipais 21.600. A 15. C 40. PMR = 16. Estoque final de produtos acabados mais vendas anuais menos estoque inicial de produtos acabados igual a Produção.6 dias. D 6. PME = 201. F. 14% 32. NIG = R$ 19. B 7. tático e operacional.14 dias. 34.00 44.500. 42.00 36. V e F 30. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 165. C 20.500. pois tem menos garantias a curto prazo. NIG = R$ 200. Saldo final de caixa: R$ 150.8 dias e CC = 183.2 dias. C 13.00 47. Reproduzir esquema de planejamento financeiro 37.7 dias 27. PME = 540 dias. C 39. 33. Consumo de matérias-primas = Estoque inicial de matérias-primas. C 31. CO = 217. B 16. A 11. A 8. Estratégico. PMR = 66 dias.00 43. C 14. B 23. R$ 116.00 e aumento de caixa: R$ 50. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 391. D 22. Resolver 24.200. C 12. D 19. A 41.

000.00 iii.526.00 60.000.000. Aumento do caixa: R$ 20.000.00 iii.00 iii.81% am 66.00 b.202.17 e das mesas R$ 847.50. 13. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 1.00 c.00 51. A: R$ 3.00 59.100.500.00 ii.480.615. Saldo final de aplicações: R$ 1.00 ii. Saldo final de caixa R$ 1.00 53.61 63. Acabamento R$ 6. a. 50. Por departamento: i. a. 7.6% am 151 .00 49. 11. Acabamento R$ 8. 7. Preencher quadros 55.00 ii. total R$ 1.800.900.996.00 se lançar mão do saldo mínimo de caixa.00. a) R$ 45.45. Por produto i.18% am 71.800. Por departamento i. A empresa só terá condições de pagar os R$ 2. B: R$ 9. Mesa: R$ 258. a.00 ii.00.12% am 73.48.000.42 64.62% am e 7.200.000. 4. Corte: R$ 1. C: R$ 4. Fevereiro R$ 4.00 56.00 57.83% am 72.14% am 70.00 58.500.64% am 69.000.76.25 52. Março R$ 7. Cadeira: R$ 967. Saldo final de empréstimos: R$ 41. R$ 6. Montagem: R$ 6. 61.48% am 68.00 b. 6.582. 8.000.400. Saldo final de aplicações: R$ 29.226. Por mês i.000.00 b) R$ 125. Estoque final de matérias-primas R$ 18. 5.500. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 975. Funilaria R$ 7.600.88% am e 5.09% am 67.000. Estoque final total R$ 56.63 62.41% am 65.00 b. Pintura R$ 4. Saldo final de aplicações: R$ 2.000. Orçamento total de compras de matérias-primas: R$ 322. Preço unitário das cadeiras R$ 424.00 54. Saldo final de caixa: R$ 40.00 iii. Janeiro R$ 6.00 c) R$ 20. 8.350.75. Estoque final de produtos acabados R$ 38.250. 2.

Encargos R$ 443.733.6%. Ponto de reencomenda: 165 ud (164.56) 106. Perda= R$ 20. 7.57) 105.70.00. a.428.00 84. C 98.53) 103.009. Taxa bruta= 10. F e F.00.60. Superávit de R$ 3. 4. B 99. Superávit de R$ 62.26% am. IR = R$ 1. 88.85 77.74. 1.7 (vende com garantias) 92.713.714. GAF = 4. Qde de cotas resgatadas= 10. Valor total disponível= R$ 86+000.06 81. valor presente = R$ 71.05 79.59) 102. Preço unitário = 02.625. 50 lotes c.00. Ponto de reencomenda: 52.000.76% am 78. a. GAO = 2. LEC = 1. Encargos: R$ 900. C é a melhor proposta (R$ 802. Resgate bruto= R$ 108.286. Taxa bruta= 5.000. Desvalorização = 20% 82. GAT = 8 Obs: As respostas das provas simuladas serão dadas em sala de aula. Superávit de R$ 9.000 ud b.750.8928571.110 ud (4. 76. A 85. Q = 300 ud 108.650 ud (52.00 (não deve flexibilizar o crédito) 93.59 75.40.00 (deve flexibilizar o crédito) 94. i – 7. 5. Valor líquido resgatado = R$ 78.657.48% Taxa líquida = 4.45%.73% am.298 ud b. 89. Déficit de R$ 125. a. LEC = 3.00 ( deve flexibilizar o crédito) 95.84) b. LEC: 283 ud (282.72% am 107.079. Ponto de reencomenda: 4.48% am. 80.3 dias d.25% 83. C 90. V. A 86. A 100. D 97. 4. 6. Taxa efetiva = 9.360.285. B 91.109. 6.50 (deve conceder o desconto) 96. Pessoal 87. É a diferença entre o custo unitário de vendas e o custo variável unitário. Total das ações adquiridas= 20. 152 .38) 104.568. B 101. A é a melhor proposta (R$ 806.

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