Bacia Hidrográfica 3-1

3 BACIA HIDROGRÁFICA (B.H.)
Bacia hidrográfica é a área geográfica na qual toda água de chuva precipitada sobre
ela escoa pela superfície do solo e atinge a seção considerada.
Sinônimo: bacia de contribuição, bacia de drenagem.

Figura 3.1 – Esquema de uma bacia hidrográfica.

Figura 3.2 – Bacia hidrográfica do Rio do Jacaré.
- Uma B.H. é necessariamente definida por um divisor de águas que a separa das bacias
adjacentes.

Figura 3.3 – Corte transversal de uma bacia hidrográfica.
Bacia Hidrográfica 3-2
Todos os problemas práticos de hidrologia se referem a uma determinada bacia
hidrográfica.
É comum também se estudar apenas uma parte de um curso d´água. Nestes casos, a
B.H. a ser considerada é a que se situa à montante (parte de cima) do ponto considerado.

Figura 3.4 – B.H. do Rio Parateí a montante da seção L.
3.1 Delimitação de uma B.H.
É necessário dispor de uma planta plani -altimétrica para se delimitar corretamente
uma bacia hidrográfica. Procura-se traçar uma linha divisora de águas que separa a bacia
hidrográfica considerada das vizinhas.
Ao se traçar o divisor de água (D.A) deve-se considerar:
- O D.A. não corta nenhum curso d´água;
- Os pontos mais altos (pontos cotados) geralmente fazem parte do D.A;
- O D.A deve passar igualmente afastados quando estiver entre duas curvas de mesmo
nível;
- O D.A deve cortar as curvas de nível o mais perpendicular possível.
Figura 3.5
As figuras 3.6 e 3.7 da página seguinte mostram um trecho de planta plani-
altimétrica com o traçado do divisor de água de uma bacia hidrográfica.

Bacia Hidrográfica 3-3

Figura 3.6 – Delimitação de uma bacia e a vista transversal do talvegue principal.

Figura 3.7 - Delimitação de uma bacia e a vista longitudinal do talvegue principal.
Bacia Hidrográfica 3-4
3.2 Características de uma Bacia Hidrográfica
Área de drenagem
É a área plana (projeção horizontal) inclusa entre seus divisores topográficos. A
área é o elemento básico para o cálculo das outras características físicas. A área de uma
B.H. é geralmente expressa em km
2
. Na prática, determina-se a área de drenagem com o
uso de um aparelho denominado planímetro, porém pode-se obter a área com uma boa
precisão, utilizando-se o “método dos quadradinhos”.
Cabe relembrar aqui a utilização de escalas. Por exemplo, se estivesse trabalhando
com um mapa na escala 1: 100.000:
1 cm no mapa equivale a 100.000 cm ou 1.000 m ou 1,0 km, na medida real.
1 cm
2
equivale a 1,0 x 1,0 =1,0 km
2
.
Supondo que a escala do mapa fosse 1:50.000:
1 cm no mapa equivale a 50.000 cm = 500 m = 0,5 km real.
1 cm
2
= 0,5 x 0,5 = 0,25 km
2
.
Forma da Bacia
A forma da bacia influencia o escoamento superficial e, conseqüentemente, o hidrograma
resultante de uma determinada chuva.
Dois índices são mais usados para caracterizar a bacia: índices de compacidade e
conformação.
1. Índice de Compacidade (k
c
) – é a relação entre o perímetro da bacia e a
circunferência de um círculo de área igual à da bacia.
A
P
K
C
28 , 0 · (3.1)
onde: P – perímetro da bacia;
A – área da bacia.
Caso não existam fatores que interfiram, os menores valores de k
c
indicam maior
potencialidade de produção de picos de enchentes elevados.
2. Índice de Conformação (Fator de forma) – é a relação entre a área da bacia e o
quadrado de seu comprimento axial medido ao longo do curso d´água desde a
desembocadura até a cabeceira mais distante do divisor de água.
2
L
A
I
c
· (3.2)
onde: A – área da bacia;
L – comprimento axial.

Bacia Hidrográfica 3-5
Rede de drenagem (R
d
)
É o conjunto de todos os cursos d´água de uma bacia hidrográfica, sendo expressa
em km.

·
·
n
i
i d
l R
1
(3.3)
onde: l
i
– comprimento dos cursos d´água.
Densidade de drenagem (D
d
)
A densidade de drenagem indica eficiência da drenagem na bacia. Ela é definida
como a relação entre o comprimento total dos cursos d´água e a área de drenagem e é
expressa em km/ km
2
. A bacia tem a maior eficiência de drenagem quanto maior for essa
relação
A
L
Dd · (3.4)
Número de ordem
A classificação dos rios quanto à ordem reflete o grau de ramificação ou bifurcação
dentro de uma bacia.
Os cursos d´água maiores possuem seus tributários que por sua vez possuem outros
até que chegue aos minúsculos cursos d´água da extremidade.
Geralmente, quanto maior o número de bifurcação maior serão os cursos d´água;
dessa forma, pode-se classificar os cursos d´água de acordo com o número de
bifurcações.
Numa bacia hidrográfica, calcula-se o número de ordem da seguinte forma:
começa-se a numerar todos os cursos d´água, a partir da nascente, de montante para
jusante, colocando ordem 1 nos trechos antes de qualquer confluência. Adota-se a
seguinte sistemática: quando ocorrer uma união de dois afluentes de ordens iguais, soma-
se 1 ao rio resultante e caso os cursos forem de números diferentes, dá-se o número maior
ao trecho seguinte.
Figura 3.8


Bacia Hidrográfica 3-6
Declividade do álveo
A velocidade de um rio depende da declividade dos canais fluviais. Quanto maior a
declividade, maior será a velocidade de escoamento; neste caso, os hidrogramas de
enchente terão ascensão mais rápida e picos mais elevados.
Determinação da declividade equivalente (ou média):
1. Pelo quociente entre a diferença de suas cotas e sua extensão horizontal:

L
H
I
eq

· (3.5)
onde: ∆H – diferença entre as cotas do ponto mais distante e da seção considerada;
L – comprimento do talvegue principal.
2. Pelo método de “compensação de área”: traça-se no gráfico do perfil longitudinal,
uma linha reta, tal que, a área compreendida entre ela e o eixo das abcissas (extensão
horizontal) seja igual à compreendida entre a curva do perfil e a abcissa.


A
1
= A
2




L
A 2

L H
A
TR
TR

· ∆ ⇒
⋅ ∆
·
2
´

L
H
I
eq
´ ∆
· ⇒
L L
A
I
TR
eq


·
2

2
2
L
A
I
TR
eq

·
Como a área do triângulo retângulo é igual à área abaixo do perfil longitudinal do
talvegue, pode-se escrever a equação de I
eq
da seguinte forma:
2
2
L
perfil do abaixo área
I
eq
×
· (3.6)
3. Pela média harmônica (mais utilizada)
A declividade equivalente é determinada pela seguinte fórmula:
Bacia Hidrográfica 3-7
2
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

·

·
n
i
i
i
eq
I
L
L
I (3.7)
onde L é a extensão horizontal do perfil, que é dividido em n trechos, sendo L
i
e I
i
,
respectivamente, a extensão horizontal e a declividade média em cada trecho.

Tempo de concentração (t
c
)
É o tempo necessário para que toda a água precipitada na bacia hidrográfica passe a
contribuir na seção considerada.
Fórmula para o cálculo de t
c
:
1. Fórmula de Kirpich

385 , 0
2
57

,
_

¸
¸
·
eq
c
I
L
t (3.8)
onde: t
c
– tempo de concentração em min.
I
eq
– declividade equivalente em m/km;
L – comprimento do curso d´água em km.
2. Fórmula de Picking
3
1
2
3 , 5

,
_

¸
¸
·
eq
c
I
L
t (3.9)
onde: t
c
– tempo de concentração em min.
L – comprimento do talvegue em km;
I
eq
– declividade equivalente em m/m.
3. Método cinemático
É mais utilizada em bacias urbanas. O tempo de concentração é dado por:
Bacia Hidrográfica 3-8

v
L
t
c
· (3.10)
onde: t
c
é o tempo de concentração em segundos;
L é comprimento do curso principal em metros;
v é a velocidade média de escoamento em segundos.
EXERCÍCIO-EXEMPLO 3.1
Desenhar o perfil longitudinal do talvegue principal da bacia abaixo e determinar a
declividade equivalente, utilizando o método de “compensação de área” e da média
harmônica. Determinar também o tempo de concentração para duas declividades.

Com auxílio de um curvímetro (aparelho que mede o comprimento de linhas), mediu-se,
a partir do exutório (ponto L), para montante, as distâncias dele até os pontos onde o
curso d´água “corta” as curvas de nível. Com os dados obtidos, construiu-se a seguinte
tabela:
Ponto Dist. de L (m) Cota (m)
L
A
B
C
D
E
F
0,0
12.400
30.200
41.000
63.700
74.000
83.200
372 (*)
400
450
500
550
600
621 (*)
(*) – estimado
a) Perfil longitudinal
Bacia Hidrográfica 3-9
350
400
450
500
550
600
650
0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 80000 90000
Comprimento (m)
C
o
t
a

(
m
)

b) Cálculo da declividade equivalente pelo método de “compensação de área”

2
m A 600 . 173
2
400 . 12 28
1
·
×
·
2
m A 400 . 943 800 . 17
2
28 78
2
· ×
+
·
2
m A 400 . 112 . 1 800 . 10
2
78 128
3
· ×
+
·
2
m A 100 . 473 . 3 700 . 22
2
128 178
4
· ×
+
·
2
m A 900 . 090 . 2 300 . 10
2
178 228
5
· ×
+
·
2
m A 200 . 194 . 2 200 . 9
2
228 249
6
· ×
+
·
A
tot
= 173.600 + 943.400 + 1.112.400 + 3.473.100 + 2.090.900 + 2.194.200 = 9.987.600
m
2

m/m 0029 , 0
200 . 83
600 . 987 . 9 2 2
2 2
·
×
·
×
·
L
A
I
tot
eq
ou 2,9 m/km
Bacia Hidrográfica 3-10
c) Cálculo da declividade equivalente pelo método da média harmônica.

m/m 0023 , 0
400 . 12
28
0 400 . 12
372 400
1
· ·


· I
m/m 0028 , 0
800 . 17
50
400 . 12 200 . 30
400 450
2
· ·


· I
m/m 0046 , 0
800 . 10
50
200 . 30 000 . 41
450 500
3
· ·


· I
m/m 0022 , 0
700 . 22
50
000 . 41 700 . 63
500 550
4
· ·


· I
m/m 0049 , 0
300 . 10
50
700 . 63 000 . 74
550 600
5
· ·


· I
m/m 0023 , 0
200 . 9
21
000 . 74 200 . 83
600 621
6
· ·


· I
m/m 0028 , 0
0023 , 0
200 . 9
0049 , 0
300 . 10
0022 , 0
700 . 22
0046 , 0
800 . 10
0028 , 0
800 . 17
0023 , 0
400 . 12
200 . 83
2
2
1
·
1
1
1
1
]
1

¸

+ + + + +
·
1
1
1
1
]
1

¸

·

·
n
i
i
i
eq
I
L
L
I

350
400
450
500
550
600
650
0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 80000 90000
Comprimento (m)
C
o
t
a

(
m
)
Perfil longitudinal
Compens. área
Média harm6onica

Bacia Hidrográfica 3-11
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
A partir de um mapa plani-altimétrico, foram levantadas as cotas em alguns pontos
do curso principal de um córrego e as respectivas distâncias. Os valores obtidos estão
apresentados na tabela abaixo. Com base nestes dados, determinar:
a) declividade equivalente, utilizando os métodos da “compensação de área” e da média
harmônica;
b) tempo de concentração (t
c
) da bacia.
Seção Cota (m) Distância
acumulada (m)
1
2
3
4
5
700
705
715
735
780
0
300
700
1100
1400

Bacia Hidrográfica 3-2 Todos os problemas práticos de hidrologia se referem a uma determinada bacia hidrográfica.A.H.A deve passar igualmente afastados quando estiver entre duas curvas de mesmo nível. Figura 3.H. a B. 3. Ao se traçar o divisor de água (D. .Os pontos mais altos (pontos cotados) geralmente fazem parte do D. .A. a ser considerada é a que se situa à montante (parte de cima) do ponto considerado. Procura-se traçar uma linha divisora de águas que separa a bacia hidrográfica considerada das vizinhas.A deve cortar as curvas de nível o mais perpendicular possível. não corta nenhum curso d´água. .A) deve-se considerar: . do Rio Parateí a montante da seção L. Figura 3.O D. .4 – B.6 e 3.H.7 da página seguinte mostram um trecho de planta planialtimétrica com o traçado do divisor de água de uma bacia hidrográfica.O D. É necessário dispor de uma planta plani -altimétrica para se delimitar corretamente uma bacia hidrográfica.1 Delimitação de uma B. É comum também se estudar apenas uma parte de um curso d´água.5 As figuras 3.O D. Nestes casos.

Delimitação de uma bacia e a vista longitudinal do talvegue principal. Figura 3.7 .Bacia Hidrográfica 3-3 Figura 3. .6 – Delimitação de uma bacia e a vista transversal do talvegue principal.

000 cm ou 1. A área de uma B. 2.0 =1.000 cm = 500 m = 0. determina-se a área de drenagem com o uso de um aparelho denominado planímetro. Forma da Bacia A forma da bacia influencia o escoamento superficial e. 1 cm 2 equivale a 1.2 Características de uma Bacia Hidrográfica Área de drenagem É a área plana (projeção horizontal) inclusa entre seus divisores topográficos.1) onde: P – perímetro da bacia. Por exemplo.5 x 0.5 = 0. Cabe relembrar aqui a utilização de escalas. K C = 0. Na prática.000: 1 cm no mapa equivale a 50. Dois índices são mais usados para caracterizar a bacia: índices de compacidade e conformação. se estivesse trabalhando com um mapa na escala 1: 100.2) onde: A – área da bacia. A área é o elemento básico para o cálculo das outras características físicas. utilizando -se o “método dos quadradinhos”. Caso não existam fatores que interfiram.0 km. . L – comprimento axial. Supondo que a escala do mapa fosse 1:50. 1 cm 2 = 0. 1.H. Índice de Conformação (Fator de forma) – é a relação entre a área da bacia e o quadrado de seu comprimento axial medido ao longo do curso d´água desde a desembocadura até a cabeceira mais distante do divisor de água. é geralmente expressa em km2. os menores valores de k c indicam maior potencialidade de produção de picos de enchentes elevados.Bacia Hidrográfica 3-4 3. o hidrograma resultante de uma determinada chuva.0 km 2.0 x 1. A – área da bacia. Índice de Compacidade (k c ) – é a relação entre o perímetro da bacia e a circunferência de um círculo de área igual à da bacia.28 P A (3.25 km2.000 m ou 1. Ic = A L2 (3. na medida real.5 km real. conseqüentemente.000: 1 cm no mapa equivale a 100. porém pode-se obter a área com uma boa precisão.

Densidade de drenagem (Dd) A densidade de drenagem indica eficiência da drenagem na bacia.8 . dá-se o número maior ao trecho seguinte. dessa forma. de montante para jusante. R d = ∑ li i =1 n (3.3) onde: l i – comprimento dos cursos d´água. Ela é definida como a relação entre o comprimento total dos cursos d´água e a área de drenagem e é expressa em km/ km 2.Bacia Hidrográfica 3-5 Rede de drenagem (Rd) É o conjunto de todos os cursos d´água de uma bacia hidrográfica. Geralmente. calcula-se o número de ordem da seguinte forma: começa-se a numerar todos os cursos d´água. A bacia tem a maior eficiência de drenagem quanto maior for essa relação Dd = L A (3. colocando ordem 1 nos trechos antes de qualquer confluência. Os cursos d´água maiores possuem seus tributários que por sua vez possuem outros até que chegue aos minúsculos cursos d´água da extremidade. quanto maior o número de bifurcação maior serão os cursos d´água.4) Número de ordem A classificação dos rios quanto à ordem reflete o grau de ramificação ou bifurcação dentro de uma bacia. Adota-se a seguinte sistemática: quando ocorrer uma união de dois afluentes de ordens iguais. pode-se classificar os cursos d´água de acordo com o número de bifurcações. a partir da nascente. Figura 3. Numa bacia hidrográfica. somase 1 ao rio resultante e caso os cursos forem de números diferentes. sendo expressa em km.

L – comprimento do talvegue principal. maior será a velocidade de escoamento. pode-se escrever a equação de Ie q da seguinte forma: I eq = 2 × área abaixo do perfil L2 (3. 2. Pela média harmônica (mais utilizada) A declividade equivalente é determinada pela seguinte fórmula: . uma linha reta. tal que. Determinação da declividade equivalente (ou média): 1.6) 3. Quanto maior a declividade. Pelo quociente entre a diferença de suas cotas e sua extensão horizontal: I eq = ∆H L (3. os hidrogramas de enchente terão ascensão mais rápida e picos mais elevados. neste caso. a área compreendida entre ela e o eixo das abcissas (extensão horizontal) seja igual à compreendida entre a curva do perfil e a abcissa. A1 = A2 ATR = I eq = ∆H ´ L ∆H´⋅L 2 ⇒ ∆H´ = 2 ⋅ ATR L⋅L 2 ⋅ ATR L 2 ⋅ ATR L2 ⇒ I eq = ⇒ I eq = Como a área do triângulo retângulo é igual à área abaixo do perfil longitudinal do talvegue. Pelo método de “compensação de área”: traça-se no gráfico do perfil longitudinal.5) onde: ∆H – diferença entre as cotas do ponto mais distante e da seção considerada.Bacia Hidrográfica 3-6 Declividade do álveo A velocidade de um rio depende da declividade dos canais fluviais.

O tempo de concentração é dado por: . I e q – declividade equivalente em m/km.9) onde: tc – tempo de concentração em min. que é dividido em n trechos. Fórmula de Picking  L2  3  t c = 5.Bacia Hidrográfica   L = n  Li ∑  i =1 I i         2 3-7 I eq (3. I e q – declividade equivalente em m/m.8) onde: tc – tempo de concentração em min. a extensão horizontal e a declividade média em cada trecho. respectivamente.7) onde L é a extensão horizontal do perfil. L – comprimento do talvegue em km. sendo L i e I i. Fórmula para o cálculo de tc: 1. 2. Fórmula de Kirpich  L2  t c = 57  I   eq  0. Método cinemático É mais utilizada em bacias urbanas.3 I   eq  1 (3. L – comprimento do curso d´água em km. 385 (3. 3. Tempo de concentração (tc) É o tempo necessário para que toda a água precipitada na bacia hidrográfica passe a contribuir na seção considerada.

as distâncias dele até os pontos onde o curso d´água “corta” as curvas de nível. construiu-se a seguinte tabela: Ponto L A B C D E F a) Perfil longitudinal Dist.0 12.Bacia Hidrográfica tc = L v 3-8 (3. de L (m) 0.1 Desenhar o perfil longitudinal do talvegue principal da bacia abaixo e determinar a declividade equivalente.200 41. a partir do exutório (ponto L).400 30. mediu-se.10) onde: t c é o tempo de concentração em segundos. Determinar também o tempo de concentração para duas declividades.200 Cota (m) 372 (*) 400 450 500 550 600 621 (*) (*) – estimado .000 63. utilizando o método de “compensação de área” e da média harmônica. Com os dados obtidos. EXERCÍCIO-EXEMPLO 3. para montante. L é comprimento do curso principal em metros.000 83.700 74. Com auxílio de um curvímetro (aparelho que mede o comprimento de linhas). v é a velocidade média de escoamento em segundos.

987.600 = = 0.473.112.200 = 9.600 + 943.700 = 3.400 + 3.090.900 m 2 2 249 + 228 × 9.9 m/km L2 83.200 m 2 2 Atot = 173.200 2 .400 m 2 2 178 + 128 × 22.900 + 2.800 = 1.600 m2 I eq = 2 × Atot 2 × 9.100 m 2 2 228 + 178 ×10.Bacia Hidrográfica 650 3-9 600 550 Cota (m) 500 450 400 350 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 80000 90000 Comprimento (m) b) Cálculo da declividade equivalente pelo método de “compensação de área” A1 = A2 = A3 = A4 = A5 = A6 = 28 ×12.300 = 2.987.200 = 2.400 + 1.090 .600 m 2 2 78 + 28 ×17.100 + 2.400 m 2 2 128 + 78 × 10.112.194.400 = 173.800 = 943.0029 m/m ou 2.473.194.

200 − 74.0022 0. área Média harm6onica 400 350 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 80000 90000 Comprimento (m) .Bacia Hidrográfica 3-10 c) Cálculo da declividade equivalente pelo método da média harmônica.400 − 0 12.200    0.300 621 − 600 21 = = 0.000 − 63.400 + 17.0028 m/m 30.200  =  = 0.200 10.700 + 10.0046 m/m 41.700 600 − 550 50 = = 0.0028 m/m   12.700 10.200       83.700 − 41.200 − 12.000 − 30.800 550 − 500 50 = = 0.0049 m/m 74. I1 = I2 = I3 = I4 = I5 = I6 = 400 − 372 28 = = 0.0049 0.0028 0.0023 m/m 12.0046 0.800 500 − 450 50 = = 0.0023     2 2   L I eq =  n  Li ∑ I i  i =1 650 600 550 Cota (m) 500 450 Perfil longitudinal Compens.0023 m/m 83.800 + 22.0023 0.0022 m/m 63.000 9.000 22.300 + 9.400 17.800 + 10.400 450 − 400 50 = = 0.

Seção 1 2 3 4 5 Cota (m) 700 705 715 735 780 Distância acumulada (m) 0 300 700 1100 1400 . utilizando os métodos da “compensação de área” e da média harmônica. determinar: a) declividade equivalente. Os valores obtidos estão apresentados na tabela abaixo. Com base nestes dados. foram levantadas as cotas em alguns pontos do curso principal de um córrego e as respectivas distâncias. b) tempo de concentração (tc ) da bacia.Bacia Hidrográfica 3-11 EXERCÍCIOS PROPOSTOS A partir de um mapa plani-altimétrico.