Correção do Fator de Potência

0
1. CONCEITOS BÁSICOS
1.1 ENERGIA REATIVA

A potência elétrica aparente total (kVA), gerada e transmitida às
cargas através dos circuitos elétricos, é composta pela soma vetorial da
potência ativa (kW) e da potência reativa (kvar).

A potência ativa é transformada em trabalho útil (produção de
movimento, calor, luz e etc...).

A potência reativa é uma componente da potência total que não
pode ser transformada em trabalho, mas que está sempre presente nos
circuitos elétricos, associada à criação e manutenção de campos
eletromagnéticos em diversos componentes do sistema, tais como nos
transformadores, motores, condutores, reatores de lâmpadas de
descarga e etc...

A energia reativa (kvarh) que transita pelos sistemas elétricos,
desde as usinas geradoras até as instalações consumidoras, exige o
aumento da potência dos geradores e transformadores e reduz a
capacidade de condução de corrente dos sistemas de transmissão e de
distribuição.

A energia reativa não é tarifada pelas concessionárias, uma vez que
a utilização de energia é avaliada apenas pela energia ativa (kWh) e
demanda de potência ativa (kW), no entanto, se a energia reativa
consumida pela instalação consumidora não se mantiver dentro do limite
de referência do fator de potência estabelecidos nas “Condições Gerais
de Fornecimento de Energia Elétrica”, Portaria Nº 456 de 29/11/2000
editada pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, o consumidor
pagará valores adicionais denominados como “excedentes” de consumo
reativo e de demanda de potência reativa.

Convém registrar que segundo o decreto N° 81.621 de 03/05/78,
que aprova o Quadro Geral de Unidades de Medida, o nome e o símbolo
da grandeza “potência reativa” é o var, ambos grafados em letras
minúsculas, sendo definida como: “potência reativa de um circuito
percorrido por uma corrente alternada senoidal com valor eficaz de 1
Ampère, sob uma tensão elétrica com valor eficaz de 1 Volt, defasada de
t/2 radianos em relação à corrente”.

1.2 FATOR DE POTÊNCIA (cos ¢)

O “fator de potência”, também conhecido pela designação “cos ¢”, é
o número que expressa, a cada instante, a relação entre a potência
efetivamente utilizada (potência ativa em kW) e a potência total
requerida (potência aparente em kVA).

Correção do Fator de Potência
1
A potência total requerida, por sua vez, é igual à soma vetorial da
potência ativa (kW) com a potência reativa (kvar):

FATOR DE POTENCIA=
POTENCIA REALMENTE UTILIZADA
POTENCIA TOTAL REQUERIDA
)
(kVA)


 =
(kW


Estas três potências formam o triângulo de potências apresentado a
seguir:








S = P Q
2 2
+ = Potência Aparente

O fator de potência pode ser expresso como sendo o cosseno do
ângulo ¢ do triângulo de potências.

O fator de potência pode ser também calculado a partir dos
consumos de energia ativa (kWh) e reativa (kvarh), através das
expressões:

FP =
kWh
(kWh) + (kvarh)
2 2


FP = cos arctg
kvarh
kWh


O fator de potência pode ser indutivo (atrasado) ou capacitivo
(adiantado), variando de 0 (potência totalmente reativa, carga
puramente indutiva ou capacitiva) a 1 (potência totalmente ativa, carga
puramente resistiva), conforme abaixo indicado:


fp capacitivo fp indutivo
1
0,92 0,92




0 0


¢
P = Potência Ativa
Q = Potência Reativa
S
=
=
=
=
=
Correção do Fator de Potência
2
Instalações consumidoras, em geral, possuem cargas
predominantemente indutivas (transformadores, motores, reatores de
lâmpadas fluorescentes e etc...), podendo a potência reativa solicitada
pela carga ser fornecida totalmente pela concessionária ou gerada
parcialmente por bancos de capacitores em alta e/ou baixa tensão
instalados no consumidor, conforme exemplificado na figura 1.1.






















Figura 1.1: suprimento de potência reativa a uma carga.

P
Q
CARGA=P+jQ
~
P
Q
CARGA=P+jQ ~
Correção do Fator de Potência
3
1.3 DEMANDA, CONSUMO E MODALIDADES TARIFÁRIAS

A seguir recapitularemos alguns conceitos sobre consumo, demanda
e etc...:
÷ demanda - carga média absorvida durante um intervalo de tempo
especificado;
÷ demanda média - média de todas as demandas em um sistema,
consumidor ou instalação, em um determinado período de tempo, ou
seja, quociente entre o consumo em kWh e o intervalo de tempo
considerado em horas;
÷ demanda máxima - maior de todas as demandas em um consumidor,
observada durante um determinado período de tempo (integralizada
em intervalos de 15 minutos pelas concessionárias para efeito de
faturamento, identificada como demanda registrada ou medida);
÷ fator de carga - relação entre a demanda média de um período e a
demanda máxima observada neste mesmo intervalo de tempo;
÷ fator de demanda - relação entre a demanda máxima e a carga
instalada;
÷ horário de ponta - corresponde ao intervalo de três horas
consecutivas, compreendidas entre 17:00hs e 22:00hs de segunda a
sexta feira, definidas por cada concessionária;
÷ horário de fora de ponta - corresponde às horas complementares às
três horas relativas ao horário de ponta, acrescido do total das horas
dos sábados e domingos e feriados nacionais estabelecidos na Portaria
Nº 456/2000 da ANEEL;
÷ período seco - corresponde ao período abrangido pelas leituras dos
meses de maio a novembro de cada ano;
÷ período úmido - corresponde ao período abrangido pelas leituras dos
meses de dezembro de um ano a abril do ano seguinte;
÷ consumidor do grupo A - são todos aqueles atendidos em tensão igual
ou superior a 2,3kV ou ligados em baixa tensão em sistema de
distribuição subterrâneo mas considerados, para efeito de faturamento
como de alta tensão;
÷ tarifa convencional (consumidores atendidos em tensão inferior a 69kV
e com demanda inferior a 300kW):
- demanda de potência - um preço único; e
- consumo de energia ativa - um preço único.
÷ tarifa horo-sazonal azul (aplicação compulsória a consumidores
atendidos em tensão superior a 69kV e a consumidores atendidos em
tensão inferior a 69kV com demanda igual ou superior a 300kW e
aplicação opcional a consumidores atendidos em tensão inferior a 69kV
com demanda entre 50kW e 300kW):
- demanda de potência - um preço para a ponta e um preço para fora
de ponta; e
Correção do Fator de Potência
4
- consumo de energia ativa - um preço p/ponta em período úmido,
um preço p/fora de ponta em período úmido, um preço para ponta
em período seco e um preço para fora de ponta em período seco.
÷ tarifa horo-sazonal verde (aplicação opcional a consumidores
atendidos em tensão inferior a 69kV com demanda a partir de 50kW):
- demanda de potência - um preço único; e
- consumo de energia ativa - um preço para ponta em período úmido,
um preço para fora de ponta em período úmido, um preço p/ponta
em período seco e um preço para fora de ponta em período seco.
÷ ultrapassagem de demanda contratada, aplicada caso os valores de
demanda medidos superem os valores contratados, sendo aplicada a
tarifa de ultrapassagem (três vezes superior à tarifa normal), sendo
concedidas, no entanto, as seguintes tolerâncias:
- 5% para unidade consumidora atendida em tensão igual ou superior
a 69kV (tarifa horo-sazonal Azul);
- 10% para unidade consumidora atendida em tensão inferior a 69kV
e que tenha tido, no mês de faturamento, demanda contratada para
o segmento fora de ponta (tarifa horo-sazonal Azul) e demanda
contratada (tarifa horo-sazonal Verde) superior a 100kW; e
- 20% para unidade consumidora atendida em tensão inferior a 69kV
e que tenha tido, no mês de faturamento, demanda contratada para
o segmento fora de ponta (tarifa horo-sazonal Azul) e demanda
contratada (tarifa horo-sazonal Verde) de 50kW até 100kW.

A curva de carga, abaixo apresentada, é obtida quando se
representa no eixo vertical os valores de demanda, e no eixo horizontal
intervalos de tempo do período ao qual se refere a curva (diário, mensal,
etc...).

A área sob a curva de carga representa o consumo (demanda x
tempo).













É interessante observar que o fator de carga mede o
aproveitamento do sistema, equipamento, etc.
(kW) D
Pinst.
Dmáx
Dméd
24 18 12 6
(horas)
Correção do Fator de Potência
5
Assim, se um consumidor possui fator de carga de 98%, significa
que suas instalações estão sendo utilizadas praticamente em sua
capacidade total, durante todo o tempo, operando com uma demanda
sempre próxima ao valor máximo.

O fator de demanda indica a influência da simultaneidade das cargas
na determinação da demanda máxima.

Este fator é, portanto, essencialmente importante para se
dimensionar os componentes do sistema elétrico a partir da potência
instalada.

1.4 BENEFÍCIOS DA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA

As principais vantagens da correção do fator de potência são
caracterizadas a seguir:
÷ eliminação do pagamento pelo fornecimento de energia reativa
excedente nas contas de energia elétrica;
÷ redução de perdas, uma vez que as mesmas variam com o quadrado
da corrente elétrica total;
÷ liberação da capacidade dos sistemas de geração própria (se houver),
transformadores e da rede de distribuição interna, permitindo a ligação
de novas cargas sem custo adicional;
÷ menor manutenção em dispositivos de proteção e manobra gerando
economia a longo prazo e aumento da vida útil; e
÷ melhoria do nível de tensão nas cargas, em função da redução da
queda de tensão nos alimentadores obtida graças à redução do fluxo
de corrente reativa.

Correção do Fator de Potência
6
2. FORNECIMENTO DE ENERGIA REATIVA - REGULAMENTAÇÃO

2.1 PRINCÍPIOS DA REGULAMENTAÇÃO

A Portaria Nº 1.569 de 23/12/93 do DNAEE - Departamento
Nacional de Águas e Energia Elétrica (atualmente incorporada na
Resolução Nº 456 da ANEEL) introduziu profundas alterações na
regulamentação sobre fator de potência nos fornecimentos aos
consumidores.

O fator de potência de referência estabelecido como limite para
cobrança de energia reativa excedente, por parte da concessionária
passou de 0,85 para 0,92, independente do sistema tarifário, a partir dos
faturamentos correspondentes às leituras efetuadas no mês de abril de
1994.

A energia reativa capacitiva passou, a critério da concessionária, a
ser medida e faturada. Pela legislação regulamentadora anterior (Portaria
DNAEE nº 222), apenas a energia reativa indutiva era passível de
verificação e faturamento.

A energia reativa indutiva deve ser medida ao longo das 24 horas do
dia. Se a concessionária decidir medir também a energia reativa
capacitiva, deverá fazê-lo de 00:00 a 06:00 horas ficando, nesse caso, a
medição da energia reativa indutiva limitada ao período de 06:00 a
24:00 horas.

Os novos critérios para faturamento regulamentam a cobrança de
excedentes de energia reativa, abandonando, assim, a figura tradicional
do “ajuste por baixo fator de potência” que sempre foi associado à idéia
de multa.

O excedente reativo indutivo ou capacitivo, que ocorre quando o
fator de potência indutivo ou capacitivo é inferior ao valor de referência
de 0,92, é cobrado com tarifa de energia ativa e de demanda ativa
(R$/kWh e R$/kW) e introduz o conceito de energia ativa reprimida ou
seja, a cobrança pelo “espaço” ocupado com a circulação de excedente
reativo no sistema elétrico.

A revisão da regulamentação foi elaborada com base em alguns
princípios que revisaram a sistemática de avaliação da energia reativa
circulante no sistema elétrico, conforme caracterizado a seguir:
÷ a energia reativa indutiva sobrecarrega o sistema elétrico,
principalmente nos períodos do dia em que é mais solicitada (cargas
média e pesada);
÷ a energia reativa capacitiva é prejudicial nos períodos de carga leve,
provocando elevação da tensão, e a conseqüente necessidade de
instalação de equipamentos corretivos e a realização de manobras no
sistema;
Correção do Fator de Potência
7
÷ a necessidade de liberação de capacidade do sistema elétrico;
÷ a promoção do uso racional da energia elétrica;
÷ a criação de condições para que os custos de expansão do sistema
elétrico sejam distribuídos de forma mais justa;
÷ a legislação do fator de potência não visa aumento de receita da
concessionária.

O cálculo do fator de potência poderá ser feito de duas formas
distintas:
÷ por avaliação mensal: através de valores de energia ativa e reativa
medidos durante o ciclo de faturamento - como era feito
anteriormente - somando-se, em módulo, os valores das energias
reativas indutiva e capacitiva medidas nos períodos respectivos; e
÷ por avaliação horária: através de valores de energia ativa e reativa
medidos de hora em hora, seguindo-se os períodos anteriormente
mencionados, para verificação de energia reativa indutiva e capacitiva,
que só pôde ser aplicada a partir do faturamento correspondente às
leituras efetuadas no mês de abril de 1996.

2.2 CÁLCULO DO EXCEDENTE DE REATIVOS

A legislação introduz nova terminologia, tanto no âmbito da medição
quanto no do faturamento:
÷ UFER - (Unidades FER) - montante de energia ativa reprimida,
correspondente ao excedente de consumo de energia reativa:
- FER - faturamento (R$) do excedente de consumo de energia
reativa, ou seja, faturamento (R$) do montante de energia reativa
reprimida:
FER UFER = × R$ / kWh; e
÷ UFDR - (Unidades FDR) - demanda de potência ativa reprimida
correspondente ao excedente de demanda de potência reativa:
- FDR - faturamento (R$) do excedente de demanda de potência
reativa, ou seja, faturamento (R$) da demanda de potência ativa
reprimida:
FDR UFDR = × R$ / kW.

A demanda de potência ativa reprimida UFDR e o montante de
energia ativa reprimida UFER são calculados através de fórmulas
definidas em portaria para a avaliação mensal e para a avaliação horária.

No caso de aplicação de tarifas horo-sazonais, estes deverão ser
diferenciados de acordo com os respectivos postos horários.



Correção do Fator de Potência
8
2.2.1 Avaliação mensal

UFDR DM DF = × ÷
0,92
fm
, onde:
÷ DM - demanda máxima ativa registrada no ciclo de faturamento,
através de integralização de 15 minutos;
÷ DF - demanda faturável no ciclo de faturamento (maior valor da
demanda, dentre a medida ou a contratada); e
÷ fm - fator de potência médio mensal.

UFER CA
fm
= × ÷
|
\

|
.
|
0 92
1
,
, onde
÷ CA - consumo ativo no ciclo de faturamento;

Com base nos dados de kWh e de kvarh obtidos pelos equipamentos de
medição, o sistema de faturamento determina os valores de fm, UFDR e
UFER e efetua ainda os faturamentos FDR e FER.

2.2.2 Avaliação horária

UFDR DMCR DF = ÷ , onde:
÷ DF: demanda faturável no ciclo de faturamento (maior valor da
demanda, dentre a medida ou a contratada); e
÷ DMCR: maior valor de demanda ativa corrigida =
i
DAi
fi
= 1
n
max
×
|
\

|
.
|
0 92 ,
,
sendo:
- DAi - demanda ativa registrada, integralização horária, e
- fi - fator de potência médio horário.

UFER CAi
fi
i
= × ÷
|
\

|
.
|
|
\

|
.
|

¸

(
¸
(
(
¿
0 92
1
,
= 1
n
, onde:
÷ Cai - consumo ativo registrado de hora em hora.

O registrador digital determina a cada hora o valor de fi em função
dos montantes de kWh e de kvarh.

Se esse valor for menor que o valor de referência (0,92) o
registrador acumula o valor correspondente de UFER, calculando ainda
o valor de DMCR.

No final do ciclo de faturamento o registrador fornece um total
acumulado de UFER e o valor máximo de DMCR.

Com base nesses valores, o sistema de faturamento calcula o valor
de UFDR e os faturamentos FDR e FER.
Correção do Fator de Potência
9

2.3 FATURAMENTO DO EXCEDENTE

O faturamento do excedente de reativo terá as seguintes
componentes para os grupos e sistemas tarifários existentes:
¬ GRUPO A:
÷ Tarifa Convencional:
- uma componente FDR correspondente ao excedente de demanda
de potência reativa, e
- uma componente FER correspondente ao excedente de consumo de
energia reativa;
÷ Tarifa Horo-Sazonal Verde:
- uma componente FDR correspondente ao excedente de demanda
de potência reativa, e
- duas componentes FERp e FERfp correspondentes ao excedente de
consumo de energia reativa nos segmentos de ponta e fora de
ponta.
÷ Tarifa Horo-Sazonal Azul:
- duas componentes FDRp e FDRfp correspondentes ao excedente de
demanda de potência reativa nos segmentos de ponta e fora de
ponta, e
- duas componentes FERp e FERfp correspondentes ao excedente de
consumo de energia reativa nos segmentos de ponta e fora de
ponta;

¬ GRUPO B - uma componente FER correspondente ao excedente de
consumo de reativo; e

Cabe registrar que a Portaria Nº 456, prevê que para as unidades
consumidoras do Grupo B (baixa tensão), o faturamento da energia
reativa será feito segundo a expressão:

FER CA
fm
TCA = × ÷
|
\

|
.
| ×
0 92
1
,
, onde

÷ FER - faturamento de energia reativa;
÷ fm - fator de potência medido, durante um período mínimo de 7
(sete) dias consecutivos; e
÷ TCA - Tarifa de consumo ativo.

Nesta expressão o fator de potência da unidade consumidora será
calculado com base em dados verificados através de medição
transitória, abrangendo um período mínimo de 7 (sete) dias
consecutivos.
Correção do Fator de Potência
10

O faturamento de energia reativa excedente correspondente, ficará
condicionado à prévia notificação ao consumidor e será efetuado até
que o mesmo comunique ao concessionário ter corrigido o fator de
potência de suas instalações.

Alternativamente a concessionária poderá implantar medição
permanente em seus consumidores do Grupo B.
Correção do Fator de Potência
11
3. CAUSAS DO BAIXO FATOR DE POTÊNCIA

Antes de realizar investimentos para corrigir o fator de potência de
uma instalação, deve-se procurar identificar as causas da sua origem,
uma vez que a solução das mesmas pode resultar na correção, ao menos
parcial, do fator de potência.

A seguir, são apresentadas as principais causas que dão origem a um
baixo fator de potência.

3.1 NÍVEL DE TENSÃO ACIMA DO NOMINAL

O nível de tensão tem influência negativa sobre o fator de potência
das instalações, pois como se sabe a potência reativa (kvar) é,
aproximadamente, proporcional ao quadrado da tensão.

Assim, no caso dos motores, que são responsáveis por mais de 50%
do consumo de energia elétrica na indústria, a potência ativa só depende
da carga dele solicitada, e quanto maior for a tensão aplicada nos seus
terminais, maior será a quantidade de reativos absorvida e,
consequentemente, menor o fator de potência da instalação.

A tabela 3.1, apresenta a variação percentual do fator de potência
em função da carga e da tensão aplicada em motores.

Neste caso devem ser conduzidos estudos específicos para melhorar
os níveis de tensão, através da utilização de uma relação mais adequada
de taps dos transformadores ou da tensão nominal dos equipamentos.


Tensão Aplicada
(% de Vnom Motor)
Carga nos Motores (Em relação à Nominal)
50% 75% 100%
120% Decresce 15% a
40%
Decresce 10% a 30% Decresce 5% a
15%
115% Decresce 8% a 20% Decresce 6% a 15% Decresce 4% a 9%
110% Decresce 5% a 6% Decresce de 4% Decresce de 3%
100% - - -
90% Cresce de 4% a 5% Cresce de 2% a 3% Cresce de 1%
Tabela 3.1: influência da variação da tensão no fator de potência.

3.2 MOTORES OPERANDO EM VAZIO OU SUPERDIMENSIONADOS

Os motores elétricos de indução consomem praticamente a mesma
quantidade de energia reativa quando operando em vazio ou a plena
carga.

A potência reativa consumida pelos motores classe B, são
aproximadamente iguais às potências dos capacitores indicadas nas
Tabelas 3.2 e 3.3.
Correção do Fator de Potência
12

Na prática observa-se que para motores operando com cargas
abaixo de 50% de sua potência nominal o fator de potência cai
bruscamente.

Nestes casos deve-se verificar a possibilidade, por exemplo, de se
substituir os motores por outros de menor potência, com torque de
partida mais elevado e mais eficiente.

VELOCIDADE SÍNCRONA (rpm) / NÚMERO DE PÓLOS DO MOTOR
POTÊNCIA
DO MOTOR
3600
2
1800
4
1200
6
900
8
720
10
600
12
(HP) kvar
(1
)

%I
(2)

kvar %I kvar %I kvar %I kvar %I kvar %I
3 1,5 14 1,5 15 1,5 20 2 27 2,5 35 3,5 41
5 2 12 2 13 2 17 3 25 4 32 4,5 37
7,5 2,5 11 2,5 12 3 15 4 22 5,5 30 6 34
10 3 10 3 11 3,5 14 5 21 6,5 27 7,5 31
15 4 9 4 10 5 13 6,5 18 8 23 9,5 27
20 5 9 5 10 6,5 12 7,5 16 9 21 12 25
25 6 9 6 10 7,5 11 9 15 11 20 14 23
30 7 8 7 9 9 11 10 14 12 18 16 22
40 9 8 9 9 11 10 12 13 15 16 20 20
50 12 8 11 9 13 10 15 12 19 15 24 19
60 14 8 14 8 15 10 18 11 22 15 27 19
75 17 8 16 8 18 10 21 10 26 14 32,5 18
100 22 8 21 8 25 9 27 10 32,5 13 40 17
125 27 8 26 8 30 9 32,5 10 40 13 47,5 16
150 32,5 8 30 8 35 9 37,5 10 47,5 12 52,5 15
200 40 8 37,5 8 42,5 9 47,5 10 60 12 65 14
250 50 8 45 7 52,5 8 57,5 9 70 11 77,5 13
300 57,5 8 52,5 7 60 8 65 9 80 11 87,5 12
350 65 8 60 7 67,5 8 75 9 87,5 10 95 11
400 70 8 65 6 75 8 85 9 95 10 105 11
450 75 8 67,5 6 80 8 92,5 9 100 9 110 11
500 77,5 8 72,5 6 82,5 8 97,5 9
107,5
9 115 10
Tabela 3.2: capacitores para motores de baixa tensão.


(1)
Máxima potência capacitiva recomendada.
(2)
Redução percentual de corrente da linha, após a instalação dos capacitores recomendados.
Correção do Fator de Potência
13
VELOCIDADE SÍNCRONA (rpm) / NÚMERO DE PÓLOS DO MOTOR
POTÊNCIA
DO
MOTOR
3600
2
1800
4
1200
6
900
8
720
10
600
12
(HP) kvar
(
1)

%I
(2)

kvar %I kvar %I kvar %I kvar %I kvar %I

100 20 7 25 10 25 11 25 11 30 12 45 17
125 30 7 30 9 30 10 30 10 30 11 45 15
150 30 7 30 8 30 8 30 9 30 11 60 15
200 30 7 30 6 45 8 60 9 60 10 75 14
250 45 7 45 5 60 8 60 9 75 10 90 14
300 45 7 45 5 75 8 75 9 75 9 90 12
350 45 6 45 5 75 8 75 9 75 9 90 11
400 60 5 60 5 60 6 90 9 90 9 90 10
450 75 5 60 5 75 6 90 8 90 8 90 8
500 75 5 75 5 90 6 120 8 120 8 120 8
600 75 5 90 5 90 5 120 7 120 8 135 8
700 90 5 90 5 90 5 135 7 150 8 150 8
800 90 5 120 5 120 5 150 7 150 8 150 8
Tabela 3.3: capacitores para motores de média tensão.
(1)
Máxima potência capacitiva recomendada.
(2)
Redução percentual de corrente da linha, após a instalação dos
capacitores recomendados.

3.3 TRANSFORMADORES EM VAZIO OU COM PEQUENAS CARGAS

É comum nos momentos de baixa carga se encontrar
transformadores operando em vazio ou alimentando poucas cargas.
Nestas condições, ou quando superdimensionados, poderão consumir
uma elevada quantidade de reativos.

O consumo de energia reativa por parte dos transformadores pode
ser obtido através de medidores (analisadores de energia) ou
determinados por cálculos necessitando-se neste caso, obter dos
fabricantes os valores da potência reativa média de transformadores a
vazio.

Na falta deste valor, pode-se obter através da Tabela 3.4, a potência
reativa média a vazio de transformadores até 1000kVA.

Desta maneira, a energia reativa absorvida por um transformador
operando em vazio ou com baixa carga pode ser obtida multiplicando-se
o valor indicado na Tabela 3.4, da carga reativa, pelo número de horas
do período em que se configura esta operação em vazio.






Correção do Fator de Potência
14
Para se eliminar ou reduzir este efeito, deve-se verificar na prática,
a possibilidade de se desenergizar os transformadores, ou a utilização de
um transformador específico (de menor potência) para alimentação das
cargas nos períodos de baixo consumo.

Potencia do
Transformador (kVA)
Carga Reativa Média em Vazio
do Transformador (kvar)
10 1,0
15 1,5
30 2,0
45 3,0
75 4,0
112,5 5,0
150 6,0
225 7,5
300 8,0
500 12,0
750 17,0
1.000 19,5
Tabela 3.4: solicitação de reativos de transformadores em vazio.

Correção do Fator de Potência
15
4. LOCALIZAÇÃO DOS CAPACITORES

Em princípio os capacitores podem ser instalados de acordo com as
alternativas de localização caracterizadas na Figura 4.1 e descritas a
seguir:
÷ no lado de alta tensão dos transformadores (tipo centralizado);
÷ nos barramentos secundários dos transformadores (tipo centralizado);
÷ nos barramentos secundários onde exista um agrupamento de cargas
indutivas (tipo distribuído);
÷ junto às grandes cargas indutivas (tipo individual).

Os motores síncronos, por sua vez, só se mostram em condições de
competir economicamente com os capacitores nas tensões elevadas, mas
a exemplo destes devem também ser instalados nas barras de carga cujo
fator de potência deva ser melhorado.

Sempre que possível os capacitores devem ser instalados o mais
próximo possível das cargas, para que os benefícios devido a sua
instalação se reflitam em toda a rede elétrica.






















A) na alta-tensão
B) na baixa-tensão
C) em grupos de motores
D)em motores individuais
E) em ramais de baixa-tensão

M
M M M
A
AT
BT


C
D
Correção do Fator de Potência
16
Quando os valores reais da corrente de magnetização não forem
disponíveis, as Tabelas 3.2 e 3.3, fornecem os valores de potência dos
capacitores a serem instalados nos terminais dos motores de indução,
tipo gaiola da classe B, de torque e corrente de partida normais.

Para que se possa redimensionar o relé térmico do motor, as
Tabelas 3.2 e 3.3 fornecem, ainda, os valores percentuais de redução da
corrente de carga dos referidos motores.

Os valores da potência dos capacitores e da redução de corrente,
indicados nestas tabelas, quando multiplicados respectivamente por 1,1
e 1,05, se aplicam também aos motores de rotor bobinado.

4.1 CAPACITORES NO SECUNDÁRIO DOS TRANSFORMADORES

Neste tipo de ligação, os capacitores são instalados no barramento
secundário, através de dispositivos de manobra e proteção, que
permitam desligá-los quando a instalação estiver operando com baixa
carga.

Este tipo de instalação, pela utilização do fator de demanda, permite
ao consumidor obter uma apreciável redução dos custos em relação a
correção feita individualmente junto as cargas.

Também neste caso, há que se verificar a ocorrência de sobretensão
e torques transitórios, principalmente nos casos de existência de cargas
de grande inércia e religamentos rápidos.

Nestes casos deve-se estudar a necessidade também de se instalar
bancos automáticos para evitar que ao se desligar um bloco grande de
cargas, a carga restante permaneça conectada a um grande banco de
capacitores.

Deve-se considerar, na especificação do montante do banco de
capacitores a ser instalado no barramento secundário de um
transformador, a elevação de tensão no ponto, que pode ser estimada a
partir da potência total do banco e a potência e impedância nominal do
transformador segundo a expressão:

AV
cap
trafo
trafo
k
kVA
Z
% (%)
var
= ×

Por exemplo, um banco de capacitores de 200kvar instalado no
secundário de um transformador de 1000kVA, de impedância 7%,
acarretaria uma elevação da tensão de 1,4% (1,014pu de Vn).

Convém ainda registrar, que a potência gerada pelo capacitor varia
diretamente com o quadrado da tensão no ponto, conforme a expressão:

Correção do Fator de Potência
17

gerado cap kVAr kVAr V
= ×
2
onde;

÷
cap kVAr
= potência nominal do capacitor; e
÷
V
=tensão aplicada ao capacitor em pu.

Considerando o exemplo anterior e supondo que a tensão no ponto,
após a instalação do capacitor, se situe em 1,014 pu, a potência reativa
gerada pelo capacitor será de 205,6kVAr.

4.2 CAPACITORES NOS BARRAMENTOS SECUNDÁRIOS (CCMS)

A instalação de capacitores em CCMs, é uma solução intermediária
em relação as duas primeiras, e dela se tira partido, quando houver
grandes concentrações de cargas pequenas que inviabilizem a correção
do tipo individual.

Neste método se usufrui da diversidade das cargas, para reduzir a
potência do banco de capacitores e aliviar o circuito alimentador do CCM.

Os mesmos cuidados mencionados nos itens anteriores devem ser
observados para se evitar problemas transitórios e sobretensões quando
do desligamento das cargas.

4.3 INSTALAÇÃO DE CAPACITORES NO LADO DE ALTA TENSÃO

Esta solução deverá ser objeto de análise técnica e econômica,
devido ao custo dos equipamentos de manobra e proteção, muito
embora em certos casos este custo possa ser compensado pela economia
obtida nos preços dos capacitores que em alta tensão são mais baratos.

Registre-se, ainda, que os bancos de capacitores instalados em alta
tensão devem, preferencialmente, ser chaveados o mínimo possível, em
virtude das sobretensões e sobrecorrentes transitórias decorrentes
destes chaveamentos.

Correção do Fator de Potência
18
5. A CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA
5.1 GENERALIDADES

Não existe uma regra geral para se corrigir o fator de potência de
uma instalação.

Cada caso exige uma análise criteriosa da utilização da demanda e
energia reativas e das condições operacionais.

Assim a abordagem feita neste capítulo através de recomendações e
considerações diversas tem por objetivo orientar os técnicos e
engenheiros sobre algumas das práticas usuais empregadas, nos cálculos
de correção do fator de potência.

Para ilustrar como se corrige o fator de potência, num caso simples,
vamos considerar uma instalação de 80kW, que tenha um fator de
potência médio igual a 80% e se queira corrigi-lo para 90%.

Pede-se a determinação da potência reativa a ser ligada a esta
instalação para se obter o resultado desejado.

Solução:

Para uma melhor visualização vamos utilizar o método de resolução
que utiliza o triângulo de potências:




Com um cos¢1 = 0,80 tem-se;

kW= 80
kVA =
80
0,8
kvar = (100) - (80)
2 2
=
=
100
60


Com um cos¢2 = 0,90 tem-se;
kW= 80
kVA =
80
0,9
kvar = (88,9) - (80)
2 2
=
=
88 9
38 7
,
,


¢2
¢1
Correção do Fator de Potência
19
Assim:
kvar necessarios = 60- 38,7 = 21,3

Na prática, métodos mais simples, utilizando tabelas que
determinam multiplicadores, permitem a determinação dos kvar
necessários a partir do valor em kW pela aplicação da fórmula:

kvar(necessarios) = kW . (tg 1- tg 2)  ¢ ¢

Onde os valores de tg¢1 - tg¢2 são tabelados conforme tabela 6.2.

Para ilustrar o uso da tabela 5.1, o exercício acima seria resolvido da
seguinte maneira:

Da tabela 5.1, obtém-se o valor 0,266 para o multiplicador, que
devemos aplicar sobre a potência ativa (kW) da instalação, para obter a
correção de 0,80 para 0,90.

kvar necessário = 0,266 x 80 = 21,3

Os valores de tg¢1 e de tg¢2 podem ser obtidos também através da
tabela 6.2 que ilustra as tangentes trigonométricas para vários valores
de fator de potência, contendo até algarismos dos milésimos do fator de
potência, que permitem maior precisão na determinação dos kvar
necessários.

A título de exemplo pode-se determinar os kvar necessários para
corrigir o fator de potência de uma carga de 100kW, de 0,836 para
0,932, a partir da tabela 5.2:

kvar(necessarios) = kW . (tg 1- tg 2)  ¢ ¢
tg¢1 = tangente correspondente ao fator de potência 0,836 =
0,656
tg¢2 = tangente correspondente ao fator de potência 0,932 =
0,389
kvar = 100 x (0,656 - 0,389) = 100 x 0,267 = 26,7kvar

Correção do Fator de Potência
20
fator
potência
FATOR DE POTÊNCIA CORRIGIDO ( COS ¢2 )

original
(cos ¢1)


0,85

0,86

0,87

0,88

0,89

0,90

0,91

0,92

0,93

0,94

0,95

0,96

0,97

0,98

0,99

1,00
0,50 1,11
2
1,13
9
1,16
5
1,19
2
1,22
0
1,24
8
1,27
6
1,30
6
1,33
7
1,36
9
1,40
3
1,44
0
1,48
1
1,52
9
1,58
9
1,73
2
0,51 1,06
7
1,09
4
1,12
0
1,14
7
1,17
5
1,20
3
1,23
1
1,26
1
1,29
2
1,32
4
1,35
8
1,39
5
1,43
6
1,48
4
1,54
4
1,68
7
0,52 1,02
3
1,05
0
1,07
6
1,10
3
1,13
1
1,15
9
1,18
7
1,21
7
1,24
8
1,28
0
1,31
4
1,35
1
1,39
2
1,44
0
1,50
0
1,64
3
0,53 0,98
0
1,00
7
1,03
3
1,06
0
1,08
8
1,11
6
1,14
4
1,17
4
1,20
5
1,23
7
1,27
1
1,30
8
1,34
9
1,39
7
1,45
7
1,60
0
0,54 0,93
9
0,96
6
0,99
2
1,01
9
1,04
7
1,07
5
1,10
3
1,13
3
1,16
4
1,19
6
1,23
0
1,26
7
1,30
8
1,35
9
1,41
6
1,55
9
0,55 0,89
9
0,92
6
0,95
2
0,07
9
1,00
7
1,03
5
1,06
3
1,09
3
1,12
4
1,15
6
1,19
0
1,22
7
1,26
8
1,31
6
1,37
6
1,51
9
0,56 0,86
0
0,88
7
0,91
3
0,94
0
0,96
8
0,99
6
1,02
4
1,05
4
1,08
5
1,11
7
1,15
1
1,18
8
1,22
9
1,27
7
1,33
7
1,48
0
0,57 0,82
2
0,84
9
0,87
5
0,90
2
930 0,95
8
0,98
6
1,01
6
1,04
7
1,07
9
1,11
3
1,15
0
1,19
1
1,23
9
1,29
9
1,44
2
0,58 0,78
5
0,81
2
0,83
8
0,86
5
0,89
3
0,92
1
0,94
9
0,97
9
1,01
0
1,04
2
1,07
6
1,11
3
1,15
4
1,20
2
1,26
2
1,40
5
0,59 0,74
9
0,77
6
0,80
2
0,82
9
0,85
7
0,88
5
0,91
3
0,94
3
0,97
4
1,00
6
1,04
0
1,07
7
1,11
8
1,16
6
1,22
6
1,36
9
0,60 0,71
3
0,74
0
0,76
6
0,79
3
0,82
1
0,84
9
0,87
7
0,90
7
0,93
8
0,97
0
1,00
4
1,04
1
1,08
2
1,13
0
1,19
0
1,33
3
0,61 0,67
9
0,70
6
0,73
2
0,75
9
0,78
7
0,81
5
0,84
3
0,87
3
0,90
4
0,93
6
0,97
0
1,00
7
1,04
8
1,09
6
1,15
6
1,29
9
0,62 0,64
6
0,67
3
0,69
9
0,72
6
0,75
4
0,78
2
0,81
0
0,84
0
0,87
1
0,90
3
0,93
7
0,97
4
1,01
5
1,06
3
1,12
3
1,26
6
0,63 0,61
3
0,64
0
0,66
6
0,69
3
0,72
1
0,74
9
0,77
7
0,80
7
0,83
8
0,87
0
0,90
4
0,94
1
0,98
2
1,03
0
1,09
0
1,23
3
0,64 0,58
1
0,60
8
0,63
4
0,66
1
0,68
9
0,71
7
0,74
5
0,77
5
0,80
6
0,83
8
0,87
2
0,90
9
0,95
0
0,99
8
1,05
8
1,20
1
065 0,49 0,57
6
0,60
2
0,62
9
0,65
7
0,68
5
0,71
3
0,74
3
0,77
4
0,80
6
0,84
0
0,87
7
0,91
8
0,96
6
1,02
6
1,16
9
0,66 0,51
8
0,54
5
0,57
1
0,59
8
0,62
6
0,65
4
0,68
2
0,71
2
0,74
3
0,77
5
0,80
9
0,84
6
0,88
7
0,93
5
0,99
5
1,13
8
0,67 0,48
8
0,51
5
0,54
1
0,56
8
0,59
6
0624
,
0,65
2
0,68
2
0,71
3
0,74
5
0,77
9
0,81
6
0,85
7
0,90
5
0,96
5
1,10
8
0,68 0,45
8
0,48
5
0,51
1
0,53
8
0,56
6
0,59
4
0,62
2
0,65
2
0,68
3
0,71
5
0,74
9
0,78
6
0,82
7
0,87
5
0,93
5
1,07
8
0,69 0,42
9
0,45
6
0,48
2
0,50
9
0,53
7
0,56
5
0,59
3
0,62
3
0,65
4
0,68
6
0,72
0
0,75
7
0,79
8
0,84
6
0,90
6
1,04
9
0,70 0,40
0
0,42
7
0,45
3
0,48
0
0,50
8
0,53
6
0,56
4
0,59
4
0,62
5
0,65
7
0,69
1
0,72
8
0,76
9
0,81
7
0,87
7
1,02
0
0,71 0,37
2
0,39
9
0,42
5
0,45
2
0,48
0
0,50
8
0,53
6
0,56
6
0,59
7
0,62
9
0,66
3
0,70
0
0,74
1
0,78
9
0,84
9
0,99
2
0,72 0,34
4
0,37
1
0,39
7
0,42
4
0,54
2
0,48
0
0,50
8
0,53
8
0,56
9
0,60
1
0,63
5
0,67
2
0,71
3
0,76
1
0,82
1
0,96
4
0,73 0,31
6
0,34
3
0,36
9
0,39
6
0,42
4
0,45
2
0,48
0
0,51
0
0,54
1
0,57
3
0,60
7
0,64
4
0,68
5
0,73
3
0,79
3
0,93
6
0,74 0,28
9
0,31
6
0,34
2
0,36
9
0,39
7
0,42
5
0,45
3
0,48
3
0,51
4
0,54
6
0,58
0
0,61
7
0,65
8
0,70
6
0,76
6
0,90
9
0,75 0,26
2
0,28
9
0,31
5
0,34
2
0,37
0
0,39
8
0,42
6
0,45
6
0,48
7
0,51
9
0,55
3
0,59
0
0,63
1
0,67
9
0,73
9
0,88
2
0,76 0,23
5
0,26
2
0,28
8
0,31
5
0,34
3
0,37
1
0,39
9
0,42
9
0,46
0
0,49
2
0,52
6
0,56
3
0,60
4
0,65
2
0,71
2
0,85
5
0,77 0,20
9
0,23
6
0,26
2
0,28
9
0,31
7
0,34
5
0,37
3
0,40
3
0,43
4
0,46
6
0,50
0
0,53
7
0,57
8
0,62
6
0,68
0
0,82
9
0,78 0,18
2
0,20
9
0,23
5
0,26
2
0,29
0
0,31
8
0,34
6
0,37
6
0,40
7
0,43
9
0,47
3
0,51
0
0,55
1
0,59
9
0,65
9
0,80
2
0,79 0,15
6
0,18
3
0,20
9
0,23
6
0,26
4
0,29
2
0,32
0
0,35
0
0,38
1
0,41
3
0,44
7
0,48
4
0,52
5
0,57
3
0,63
3
0,77
6
0,80 0,13
0
0,15
7
0,18
3
0,21
0
0,23
8
0,26
6
0,29
4
0,32
4
0,35
5
0,38
7
0,42
1
0,45
8
0,49
9
0,54
7
0,60
9
0,75
0
0,81 0,10
4
0,13
1
0,15
7
0,18
4
0,21
2
0,24
0
0,26
8
0,29
8
0,32
9
0,36
1
0,39
5
0,43
2
0,47
3
0,52
1
0,58
1
0,72
4
0,82 0,07
8
0,10
5
0,13
1
0,15
8
0,18
6
0,21
4
0,24
2
0,27
2
0,30
3
0,33
5
0,36
9
0,40
6
0,44
7
0,49
5
0,55
5
0,69
8
0,83 0,05
2
0,07
9
0,10
5
0,13
2
0,16
0
0,18
8
0,21
6
0,24
6
0,27
7
0,30
9
0,34
3
0,38
0
0,42
1
0,46
9
0,52
9
0,67
2
0,84 0,02
6
0,05
3
0,07
9
0,10
6
0,13
4
0,16
2
0,19
0
0,22
0
0,25
1
0,28
3
0,31
7
0,35
4
0,39
5
0,44
3
0,50
3
0,64
6
0,85 0,00 0,02 0,05 0,08 0,10 0,13 0,16 0,19 0,22 0,25 0,29 0,32 0,36 0,41 0,47 0,62
Correção do Fator de Potência
21
0 7 3 0 8 6 4 4 5 7 1 8 9 7 7 0
0,86 0,00
0
0,02
6
0,05
3
0,08
1
0,10
9
0,13
7
0,16
7
0,19
8
0,23
0
0,26
4
0,30
1
0,34
2
0,39
0
0,45
0
0,59
3
0,87 0,00
0
0,02
7
0,05
5
0,08
3
0,11
1
0,14
1
0,17
2
0,20
4
0,23
8
0,27
5
0,31
6
0,36
4
0,42
4
0,56
7
0,88 0,00
0
0,02
8
0,05
6
0,08
4
0,11
4
0,14
5
0,17
7
0,21
1
0,24
8
0,28
9
0,33
7
0,39
7
0,54
0
0,89 0,00
0
0,02
8
0,05
6
0,08
6
0,11
7
0,14
9
0,18
3
0,22
0
0,26
1
0,30
9
0,36
9
0,51
2
0,90 0,00
0
0,02
8
0,05
8
0,08
9
0,12
1
0,15
5
0,19
2
0,23
3
0,28
1
0,34
1
0,48
4
0,91 0,00
0
0,03
0
0,06
1
0,09
3
0,12
7
0,16
4
0,20
5
0,25
3
0,31
3
0,45
6
0,92 0,00
0
0,03
1
0,06
3
0,09
7
0,13
4
0,17
5
0,22
3
0,28
3
0,42
6
0,93 0,00
0
0,03
2
0,06
6
0,10
3
0,14
4
0,19
2
0,25
2
0,39
5
0,94 0,00
0
0,03
4
0,07
1
0,11
2
0,16
0
0,22
0
0,36
3
0,95 0,00
0
0,03
7
0,07
9
0,12
6
0,18
6
0,32
9
0,96 0,00
0
0,04
1
0,08
9
0,14
9
0,29
2
0,97 0,00
0
0,04
8
0,10
8
0,25
1
0,98 0,00
0
0,06
0
0,20
3
0,99 0,00
0
0,14
3
1,00 0,00
0
Tabela 5.1: multiplicadores para determinação dos kvar necessários para a correção do fator de potência

FATOR TANGENTES TRIGONOMÉTRICAS
DE ALGARISMOS DOS MILÉSIMOS NO FATOR DE POTÊNCIA
POTÊNCIA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
1,00 - - - - - - - - - -
0,99 0,143 0,135 0,127 0,119 0,110 0,100 0,090 0,078 0,063 0,045
0,98 0,203 0,198 0,192 0,187 0,181 0,175 0,169 0,163 0,156 0,150
0,97 0,251 0,246 0,242 0,237 0,233 0,228 0,223 0,218 0,213 0,208
0,96 0,292 0,288 0,284 0,280 0,276 0,272 0,268 0,264 0,259 0,255
0,95 0,329 0,325 0,322 0,318 0,314 0,310 0,307 0,303 0,299 0,296
0,94 0,363 0,360 0,356 0,353 0,350 0,346 0,343 0,339 0,339 0,332
0,93 0,395 0,392 0,389 0,386 0,383 0,379 0,376 0,373 0,370 0,366
0,92 0,426 0,423 0,420 0,417 0,414 0,411 0,408 0,405 0,402 0,398
0,91 0,456 0,453 0,450 0,447 0,444 0,441 0,438 0,435 0,432 0,429
0,90 0,484 0,482 0,479 0,476 0,473 0,470 0,467 0,464 0,461 0,459
0,89 0,512 0,510 0,507 0,504 0,501 0,498 0,495 0,493 0,490 0,487
0,88 0,440 0,537 0,534 0,532 0,529 0,526 0,523 0,521 0,518 0,515
0,87 0,567 0,564 0,561 0,559 0,556 0,553 0,551 0,548 0,545 0,543
0,86 0,593 0,591 0,588 0,585 0,583 0,580 0,577 0,575 0,572 0,569
0,85 0,620 0,617 0,615 0,612 0,609 0,607 0,604 0,601 0,599 0,596
0,84 0,646 0,643 0,641 0,638 0,636 0,633 0,630 0,628 0,625 0,622
0,83 0,672 0,669 0,667 0,664 0,662 0,659 0,656 0,654 0,651 0,649
0,82 0,698 0,695 0,693 0,690 0,688 0,685 0,682 0,680 0,677 0,675
0,81 0,724 0,721 0,719 0,716 0,714 0,711 0,708 0,706 0,703 0,701
0,80 0,750 0,747 0,745 0,742 0,740 0,737 0,734 0,732 0,729 0,727
0,79 0,776 0,774 0,771 0,768 0,766 0,763 0,760 0,758 0,755 0,753
0,78 0,802 0,800 0,797 0,794 0,792 0,789 0,787 0,784 0,781 0,779
0,77 0,829 0,826 0,823 0,821 0,818 0,815 0,813 0,810 0,808 0,805
0,76 0,855 0,853 0,850 0,847 0,845 0,842 0,839 0,837 0,834 0,831
0,75 0,882 0,879 0,877 0,874 0,871 0,869 0,866 0,863 0,861 0,858
0,74 0,909 0,906 0,904 0,901 0,898 0,895 0,893 0,890 0,887 0,885
0,73 0,936 0,934 0,931 0,928 0,925 0,923 0,920 0,917 0,914 0,912
0,72 0,964 0,961 0,958 0,956 0,953 0,950 0,947 0,945 0,942 0,939
0,71 0,992 0,989 0,986 0,983 0,981 0,978 0,975 0,972 0,970 0,967
0,70 1,020 1,017 1,015 1,012 1,009 1,006 1,003 1,000 0,997 0,995
0,69 1,049 1,046 1,043 1,040 1,037 1,035 1,032 1,029 1,026 1,023
0,68 1,078 1,075 1,072 1,069 1,067 1,064 1,061 1,058 1,055 1,052
0,67 1,108 1,105 1,102 1,099 1,096 1,093 1,090 1,087 1,084 1,081
0,66 1,138 1,135 1,132 1,129 1,126 1,123 1,120 1,117 1,114 1,111
0,65 1,169 1,166 1,163 1,160 1,157 1,154 1,151 1,148 1,144 1,141
0,64 1,201 1,197 1,194 1,191 1,188 1,185 1,182 1,179 1,175 1,172
0,63 1,233 1,230 1,226 1,223 1,220 1,217 1,213 1,210 1,207 1,204
Correção do Fator de Potência
22
0,62 1,266 1,262 1,259 1,256 1,252 1,249 1,246 1,243 1,239 1,236
0,61 1,299 1,296 1,292 1,289 1,286 1,282 1,279 1,275 1,272 1,269
Tabela 5.2: tangentes trigonométricas correspondentes aos vários valores de fator de potência
FATOR TANGENTES TRIGONOMÉTRICAS
ALGARISMOS DOS MILÉSIMOS NO FATOR DE POTÊNCIA
POTÊNCIA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0,60 1,333 1,330 1,326 1,323 1,320 1,316 1,313 1,309 1,306 1,302
0,59 1,369 1,365 1,361 1,358 1,254 1,351 1,347 1,344 1,340 1,337
0,58 1,405 1,401 1,397 1,394 1,390 1,386 1,383 1,379 1,376 1,372
0,57 1,442 1,438 1,434 1,430 1,427 1,423 1,419 1,416 1,412 1,408
0,56 1,480 1,476 1,472 1,468 1,464 1,460 1,457 1,453 1,449 1,445
0,55 1,519 1,515 1,511 1,507 1,503 1,499 1,495 1,491 1,487 1,483
0,54 1,559 1,555 1,551 1,547 1,542 1,538 1,534 1,530 1,526 1,523
0,53 1,600 1,596 1,592 1,588 1,583 1,579 1,575 1,571 1,567 1,563
0,52 1,643 1,638 1,634 1,630 1,626 1,621 1,617 1,613 1,608 1,604
0,51 1,687 1,682 1,677 1,673 1,669 1,665 1,660 1,656 1,651 1,647
0,50 1,732 1,727 1,723 1,718 1,714 1,709 1,705 1,700 1,696 1,691
0,49 1,779 1,774 1,770 1,765 1,760 1,755 1,751 1,746 1,741 1,737
0,48 1,828 1,823 1,818 1,813 1,808 1,803 1,798 1,794 1,789 1,784
0,47 1,878 1,873 1,868 1,863 1,858 1,853 1,848 1,843 1,838 1,833
0,46 1,930 1,925 1,920 1,914 1,909 1,904 1,899 1,894 1,888 1,883
0,45 1,985 1,979 1,974 1,968 1,963 1,957 1,952 1,946 1,941 1,936
0,44 2,041 2,035 2,030 2,024 2,018 2,012 2,007 2,001 1,996 1,990
0,43 2,100 2,094 2,088 2,082 2,076 2,070 2,064 2,058 2,052 2,047
0,42 2,161 2,155 2,148 2,142 2,136 2,130 2,124 2,118 2,112 2,106
0,41 2,225 2,218 2,212 2,205 2,199 2,192 2,186 2,180 2,173 2,167
0,40 2,291 2,185 2,278 2,271 2,264 2,258 2,251 2,244 2,238 2,231
0,39 2,361 2,354 2,347 2,340 2,333 2,326 2,319 2,312 2,305 2,298
0,38 2,434 2,427 2,419 2,412 2,405 2,397 2,390 2,383 2,375 2,368
0,37 2,511 2,503 2,495 2,488 2,480 2,472 2,464 2,457 2,449 2,442
0,36 2,592 2,583 2,575 2,567 2,559 2,551 2,543 2,535 2,527 2,519
0,35 2,676 2,668 2,659 2,651 2,642 2,633 2,625 2,617 2,608 2,600
0,34 2,766 2,757 2,748 2,739 2,730 2,721 2,712 2,703 2,694 2,685
0,33 2,861 2,851 2,841 2,832 2,822 2,813 2,803 2,794 2,784 2,775
0,32 2,961 2,950 2,940 2,930 2,920 2,910 2,900 2,890 2,880 2,870
0,31 3,067 3,056 3,045 3,034 3,024 3,013 3,002 2,992 2,981 2,971
0,30 3,180 3,168 3,157 3,145 3,134 3,122 3,111 3,100 3,089 3,078
0,29 3,300 3,288 3,275 3,263 3,251 3,239 3,227 3,215 3,203 3,191
0,28 3,429 3,415 3,402 3,398 3,376 3,363 3,351 3,338 3,325 3,313
0,27 3,566 3,552 3,538 3,524 3,510 3,496 3,483 3,469 3,455 3,442
0,26 3,714 3,699 3,683 3,668 3,653 3,639 3,624 3,610 3,595 3,580
0,25 3,873 3,857 3,840 3,824 3,808 3,792 3,776 3,761 3,745 3,729
0,24 4,045 4,027 4,009 3,992 3,975 3,957 3,940 3,923 3,906 3,890
0,23 4,231 4,212 4,193 4,174 4,155 4,136 4,118 4,099 4,081 4,063
0,22 4,434 4,413 4,392 4,372 4,351 4,330 4,310 4,291 4,270 4,251
0,21 4,656 4,632 4,610 4,587 4,565 4,542 4,520 4,499 4,477 4,456
0,20 4,899 4,873 4,848 4,824 4,799 4,775 4,750 4,726 4,703 4,679
Tabela 5.2: tangentes trigonométricas correspondentes aos vários valores de fator de potência (cont.)

5.2 ESTUDO DE CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA:

O estudo de correção do fator de potência, visa o dimensionamento
de capacitores, compreendendo a definição de sua potência e tensão
nominais, a sua localização física e a sua característica de atuação (modo
fixo ou automático) e deve ser elaborado a partir da disponibilidade das
seguintes informações principais:
÷ medições de demanda e fator de potência nos pontos de interesse (por
exemplo: secundário do transformador abaixador da instalação
consumidora) em intervalos de 1 hora, em conformidade com os
critérios estabelecidos pela regulamentação da ANEEL, durante um
período representativo da operação do sistema, contemplando a
variação da carga em seus níveis máximo e mínimo;
Correção do Fator de Potência
23
÷ medições de corrente e tensão nos capacitores existentes, para
verificação se os mesmos operam em suas condições nominais;
÷ análise das contas de energia por um período mínimo de 12 meses
(consumo e demanda ativa e reativa, fator de potência, fator de carga,
tarifas de ultrapassagem da demanda contratada; adequação do tipo
de tarifação adotado: convencional ou horo-sazonal azul ou verde);
÷ diagrama unifilar do sistema elétrico;
÷ levantamento das características operativas do sistema, turnos de
trabalho, previsão de inclusão ou exclusão de cargas significativas,
planos de expansão e etc...;
÷ levantamento no local, da disponibilidade de espaço físico para
instalação dos capacitores;
÷ plantas de arranjo físico da subestação principal e subestações de
distribuição internas, caso existentes;
÷ identificação das cargas de maior porte (regime de operação,
características elétricas e localização);
÷ identificação de medidas corretivas a serem adotadas para a melhoria
do fator de potência, que não dependam da instalação de bancos de
capacitores (por exemplo: substituição de motores super ou
subdimensionados, substituição de reatores de lâmpadas de descarga
por reatores de alto fator de potência, desligamento de
transformadores operando em vazio, remanejamento da operação de
determinadas cargas para outros períodos do dia e etc...).

Levantadas as informações, inicia-se o estudo com a análise das
causas, para em seguida se proceder a um diagnóstico que as identifique
e indique as melhores soluções.

É bom lembrar, que a correção do fator de potência, pode ser feita,
até certo ponto, corrigindo-se as causas, o que levará à utilização de
equipamentos de correção com menor potência.

Posteriormente, deverão ser feitas avaliações, sobre a melhor
localização dos equipamentos de correção, levando-se em conta, os
aspectos econômicos.

Finalmente, os resultados dos cálculos são analisados em conjunto,
para que através de uma avaliação econômica das alternativas
levantadas, se façam as recomendações finais.

Antes de encerrar este capítulo, é oportuno observar que para as
instalações de grande porte, o Estudo de Fluxo de Carga, que faz uso de
programa computacional específico, pode se apresentar como ferramenta
auxiliar poderosa na pesquisa das causas e na análise das medidas a
serem recomendadas para a correção do fator de potência.
Correção do Fator de Potência
24
6. TIPOS DOS CAPACITORES

Os capacitores de baixa tensão, existentes atualmente na mercado,
são classificados em três grupos:
÷ capacitores a seco, com tecnologia PPM (Polipropileno Metalizado), sem
óleo biodegradável;
÷ capacitores imersos, com tecnologia PPM (Polipropileno Metalizado),
imersos em óleo biodegradável; e
÷ capacitores impregnados, com tecnologia NÃO PPM (Polipropileno +
folhas de alumínio), impregnados em óleo biodegradável.

Com relação à durabilidade frente à exposição a sobretensões e a
presença de harmônicos, os capacitores impregnados são
significativamente mais resistentes, que os imersos em óleo, que por sua
vez apresentam desempenho superior aos capacitores a seco.

Convém registrar que as diferenças técnicas entre os diversos tipos
de capacitores não se resumem, apenas à questão de impregnação ou não
do óleo, devendo-se principalmente à composição dos materiais para a
formação da parte ativa do capacitor (placas e dielétrico), que
determinarão a real durabilidade dos capacitores, em condições adversas
de operação.

Cabe mencionar que os compostos de policlorobifenil (PCB’s),
comercialmente conhecidos como óleos ascaréis, tiveram a sua produção
e comercialização proibidos em todo o território nacional pela Portaria
Interministerial n° 19 (Ministérios do Interior, Indústria e Comércio e
Minas e Energia) de 29/01/1981, devido a suas características tóxicas
para pessoas e o meio ambiente.

Desta forma os capacitores (ou transformadores de potência) ainda
em operação, devem ser recolhidos e incinerados segundo procedimentos
específicos.

Estes procedimentos envolvem o recolhimento do óleo ascarel em
tambores e o retalhamento dos capacitores que posteriormente são
incinerados em fornos a uma temperatura de 1.000°C, sendo os gases
tóxicos resultantes da combustão tratados e filtrados antes de serem
liberados para a atmosfera.

A NBR 8371 - Ascarel para Transformadores e Capacitores -
Características e Riscos (junho/97), contém os procedimentos a serem
adotados, contemplando os aspectos de manuseio, acondicionamento,
operação e manutenção de equipamentos, transporte, eliminação e
destinação final do óleo e do equipamento.

Correção do Fator de Potência
25
As unidades capacitivas de alta tensão são monofásicas e constituídas
por armadura de alumínio e filme de polipropileno impregnados com óleo
biodegradável, sendo formadas pela associação série/paralelo de células
capacitores.

Correção do Fator de Potência
26
7. ESPECIFICAÇÃO DOS CAPACITORES DE BAIXA TENSÃO
7.1 NORMA

A norma adotada para capacitores de baixa tensão (até 1000V) é a IEC 831-
1 Shunt power capacitors of the self-healing type for ac systems having a
rated voltage up to and including 1000V (1996).
7.2 TENSÃO

A tabela 7.1, extraída da NBR 5282/88, apresenta os valores de
tensão máxima de longa duração (regime permanente), suportadas pelos
capacitores de tensão nominal acima de 1.000V.

TIPO TENSÃO
(valor eficaz)
DURAÇÃO
MÁXIMA
Freqüência
nominal
1,00 Vn contínua
Freqüência
nominal
1,10 Vn 8 horas por período
de 24hs
Freqüência
nominal
1,15 Vn 30 minutos por
período de 24hs
Freqüência
nominal
1,20 Vn 5 minutos
Freqüência
nominal
1,30 Vn 1 minuto
Freqüência
nominal mais
harmônicos
Valor tal que a corrente não exceda a
1,3 In
Tabela 7.1: tensões de longa duração
Notas

a) As sobretensões indicadas na tabela 18.1 foram assumidas
considerando que valores superiores a 1,15 Vn

não ocorrem mais
que 200 vezes durante a vida do capacitor.

7.3 CORRENTE

Com relação à corrente máxima permissível a norma IEC 831-1,
registra que as unidades capacitivas devem ser capazes de suportar
continuamente uma corrente de valor eficaz igual a 1,3 In, excluindo os
transitórios.

Em função do valor real da capacitância, que pode ser no máximo
igual a 1,15 vezes a capacitância nominal, a máxima corrente
permissível pode alcançar 1,5 In.

Estes fatores de sobrecorrente visam levar em conta os efeitos
combinados de harmônicos, de sobretensões e da tolerância da
capacitância.

7.4 TOLERÂNCIA DA CAPACITÂNCIA
Correção do Fator de Potência
27
Com relação a capacitância são aceitas as seguintes tolerâncias em
relação a capacitância nominal:
÷ -5% a +15% para unidades capacitivas e bancos de capacitores de
até 100kvar;
÷ 0 a +10% para unidades capacitivas e bancos de capacitores
superiores a 100kvar.

7.5 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO
Os dispositivos de proteção e manobra (disjuntores, fusíveis,
contatoras) e os cabos de alimentação dos capacitores devem ser
dimensionados para suportar continuamente, pelo menos, 1,5 vezes In.
7.6 RESISTOR DE DESCARGA
Os capacitores de baixa tensão, possuem resistores de descargas
próprios, que reduzem a tensão residual a 75V, em até 3 minutos, após
o desligamento dos mesmos.
O fato de existir um dispositivo de descarga, não elimina a
necessidade de se curto-circuitar os terminais entre si e a terra, antes de
qualquer manutenção.

Correção do Fator de Potência
28
8. ESPECIFICAÇÃO DOS CAPACITORES DE ALTA TENSÃO

8.1 NORMAS

As normas da ABNT, a serem utilizadas para a especificação,
instalação e operação de capacitores em tensões superiores a 1000V, são
relacionadas a seguir:
÷ NBR 5060 - Guia para Instalação e Operação de Capacitores de
Potência (julho/77).
÷ NBR 5282 - Capacitores de Potência em Derivação para Sistema de
Tensão Nominal acima de 1000V (maio/88).

8.2 TENSÃO

A tabela 7.1, extraída da NBR 5282/88, apresenta os valores de
tensão máxima de longa duração (regime permanente), suportadas pelos
capacitores de tensão nominal acima de 1.000V.


TIPO TENSÃO
(valor eficaz)
DURAÇÃO
MÁXIMA
Freqüência
nominal
1,00 Vn contínua
Freqüência
nominal
1,10 Vn 12 horas por período
de 24hs
Freqüência
nominal
1,15 Vn 30 minutos por
período de 24hs
Freqüência
nominal
1,20 Vn 5 minutos
Freqüência
nominal
1,30 Vn 1 minuto
Freqüência
nominal mais
harmônicos
Valor tal que a corrente não exceda a
1,31 In
Tabela 7.1: tensões de longa duração
Notas:
b) Para valores de tensão compreendidos entre 1,00 e 1,10 Vn, a
duração da sobretensão devida, por exemplo, à queima de
unidades, deve ser limitada ao tempo necessário para a reposição
das condições normais de funcionamento, conforme nota b).
c) A amplitude da sobretensão que pode ser tolerada sem
significativa deterioração do capacitor depende da sua duração,
do número total de sobretensões e da temperatura do capacitor.
d) As sobretensões indicadas na tabela 18.1 foram assumidas
considerando que valores superiores a 1,15 Vn

não ocorrem mais
que 200 vezes durante a vida do capacitor.
Correção do Fator de Potência
29
e) Os capacitores projetados, conforme a NBR 5282, podem operar
até 12hs por período de 24 hs com até 110% da tensão nominal,
desde que a tensão de crista, incluindo todos os harmônicos não
exceda 1,2 2 vezes Vn, e a potência máxima não exceda a 144%
da potência nominal.

8.3 CORRENTE

Com relação à corrente máxima permissível a NBR 5282/88, registra
que as unidades capacitivas devem ser capazes de suportar
continuamente uma corrente de valor eficaz igual a 1,31 In, excluindo os
transitórios.

Em função do valor real da capacitância, que pode ser no máximo
igual a 1,10 vezes a capacitância nominal, a máxima corrente
permissível pode alcançar 1,44 In

8.4 RESISTOR DE DESCARGA

No caso geral, os capacitores de alta tensão, devem ser
especificados com resistores de descargas próprios, que garantam
reduzir a tensão residual a 50V, em até 5 minutos, após o desligamento
dos mesmos.

O fato de existir um dispositivo de descarga, não elimina a
necessidade de se curto-circuitar os terminais entre si e a terra, antes de
qualquer manutenção

8.5 TOLERÂNCIA DA CAPACITÂNCIA

Com relação a capacitância são aceitas as seguintes tolerâncias em
relação a capacitância nominal:
÷ -5% a + 10% para unidades capacitivas e bancos de capacitores de
até 3,0Mvar;
÷ 0 a + 10% para bancos de capacitores de 3,0Mvar a 30,0Mvar; e
÷ 0 a + 5% para bancos de capacitores superiores a 30,0Mvar.

8.6 APLICAÇÃO DE REATORES DE AMORTECIMENTO
Quando um banco de capacitores é energizado, no instante do
chaveamento a baixa impedância do banco faz com que apareça uma
corrente de ligamento, também conhecida como corrente de “inrush”,
que possui magnitude e freqüência elevadas. O valor da corrente e da
freqüência, dependem do valor total da capacitância e da indutância do
circuito, assim como do valor da tensão aplicada.
Esta situação torna-se ainda mais crítica quando um banco de
capacitores é energizado, com outros bancos de capacitores já operando
em paralelo, esta situação é conhecida como energização “back-to-back”.
Correção do Fator de Potência
30
O projeto do capacitor e o arranjo do banco de capacitores devem
leva em consideração os altos valores da corrente de ligamento, bem
como a sua freqüência. Assim, a instalação de reatores de
amortecimento (ou reatores limitadores de corrente de ïnrush”), irá
proteger a chave ou o disjuntor a ser utilizado para o chaveamento.
Existem disjuntores e chaves interruptoras que possuem resistores de
pré-inserção que servem para limitar a corrente de ligamento,
dispensando, desta forma, a utilização de reatores. A indutância dos
reatores necessária será então uma resultante da limitação da chave ou
do disjuntor.
Os valores máximos de corrente de ligamento e sua freqüência,
considerando a energização de um único banco de capacitores (sem
outros bancos de capacitores em paralelo), podem ser determinados a
partir das expressões:

max
C L
C
L
I
E
X X
X
X
=
÷
+

¸

(
¸
(
1


max
C
L
f
X
X
= × 60
onde,
E = tensão fase-terra do sistema em kV;
X
C
= reatância capacitiva do banco por fase em O;
X
L
= reatância indutiva do sistema, vista do ponto de instalação do
banco, por fase em O;
I
max
= valor máximo da corrente de ligamento em kA; e
f
max
= valor máximo da freqüência da corrente de ligamento em Hz.
Os valores de Xc e Xl são calculados a partir das expressões:


( )
C
X
kV
M
=
2
var



( )
L X
kV
MVAcc
=
2


onde,
kV = tensão fase-fase do sistema;
Mvar = potência trifásica do banco de capacitores; e
MVAcc = potência de curto-circuito do sistema.

O valor da corrente de ligamento se situa, usualmente, em cerca de
15 vezes a corrente nominal do banco de capacitores.
Correção do Fator de Potência
31
Quando um banco de capacitores em paralelo com um ou mais
bancos de capacitores é energizado, uma corrente de ligamento adicional
fluirá devido à descarga dos capacitores energizados sobre o banco de
capacitores que está sendo energizado. Neste caso, o valor da corrente e
freqüência dependem basicamente da indutância existente entre os
bancos de capacitores.
Os valores máximos de corrente de ligamento e freqüência
associada podem ser calculados pelas fórmulas:

max I
= 2 E
C
Lo


max
o
f
C
L
=
×
1
2t

onde,
E = tensão fase-terra do sistema em kV;
C = capacitância equivalente do circuito em µF;
L
o
= indutância entre os bancos de capacitores em µH;
I
max
= valor máximo da corrente de ligamento em kA;
f
max
= valor máximo da freqüência da corrente de ligamento em Hz.
A figura 7.1 ilustra a situação descrita:



C
C C
C C
=
+
1 2
1 2





Figura 7.1 - chaveamento de bancos de capacitores em paralelo

A indutância L
o
possui valor baixo, dependendo basicamente da
distância entre dois bancos de capacitores adjacentes. A tabela 7.2
apresenta alguns valores típicos de indutância, que podem ser utilizados
na falta de informações mais precisas.
ITEM INDUTÂNCIA
Cabo monofásico 1,08µH/m
Cabo trifásico 0,24µH/m
Chave a óleo (15kV x 200A) 0,8µH
Chave a óleo (15kV x 400A)
trifásica
1,2µH
Bancos de capacitores 1,0µH/banco
Disjuntor consultar fabricante
Chave a vácuo desprezível
Tabela 7.2 - valores aproximados de indutância
Os valores máximos de corrente de ligamento se situam em uma faixa de 20 até
250 vezes a corrente nominal. Esse valor deve ser sempre verificado para que se
assegure que a chave ou disjuntor sejam capazes de suportá-lo.
L
o

C
2

C
1

Correção do Fator de Potência
32
A forma de se assegurar um valor menor de corrente de ligamento, consistiria na
aplicação de reatores limitadores de corrente em série com os bancos de capacitores.
A determinação da corrente e frequência de ligamento associadas à energização
de bancos de capacitores pode ser feita, com maior precisão através da utilização de
programa computacional específico para análise de transitórios como o ATP -
Alternative Transients Program, que permite uma modelagem detalhada dos elementos
do sistema, inclusive de elementos não lineares como característica V x I de pára-raios
e de transformadores operando em saturação, e a simulação de diversas situações de
chaveamento, facilitando a especificação de reatores limitadores, disjuntores, pára-
raios e etc.

Correção do Fator de Potência
33
9. REFERÊNCIAS

÷ IEEE Std. 141/93 - IEEE Recommended Practice for Electric Power Distribution for Industrial
Plants;
÷ IEC 831-1 Shunt power capacitors of the self-healing type for ac systems having a rated voltage
up to and including 1000V (1996);
÷ NBR 5060 - Guia para Instalação e Operação de Capacitores de Potência;
÷ NBR 5282 - Capacitores de Potência em Derivação para Sistema de Tensão Nominal acima de
1000V;
÷ NBR 8371 - Ascarel para Transformadores e Capacitores - Características e Riscos (junho/97
÷ Manual INDUCON - Capacitores de Potência;
÷ Regulamentação sobre Fator de Potência - Legislação e Tecnologia para Correção, Palestra
Técnica da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do CREA/RJ, Eng° Roberto Cunha de
Carvalho; e
÷ Correção do Fator de Potência e Interferência Harmônica, Palestra Técnica da Câmara
Especializada de Engenharia Elétrica do CREA/RJ, Eng° Roberto Cunha de Carvalho e Fabio
Lamothe Cardoso, Agosto/2000.

Correção do Fator de Potência
34
10. REFERÊNCIAS

÷ IEEE Std. 141/93 - IEEE Recommended Practice for Electric Power
Distribution for Industrial Plants;
÷ IEC 831-1 Shunt power capacitors of the self-healing type for ac
systems having a rated voltage up to and including 1000V (1996);
÷ NBR 5060 - Guia para Instalação e Operação de Capacitores de
Potência;
÷ NBR 5282 - Capacitores de Potência em Derivação para Sistema de
Tensão Nominal acima de 1000V;
÷ NBR 8371 - Ascarel para Transformadores e Capacitores -
Características e Riscos (junho/97
÷ Manual INDUCON - Capacitores de Potência;
÷ Regulamentação sobre Fator de Potência - Legislação e Tecnologia para
Correção, Palestra Técnica da Câmara Especializada de Engenharia
Elétrica do CREA/RJ, Eng° Roberto Cunha de Carvalho; e
÷ Correção do Fator de Potência e Interferência Harmônica, Palestra
Técnica da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do CREA/RJ,
Eng° Roberto Cunha de Carvalho e Fabio Lamothe Cardoso,
Agosto/2000.

A potência total requerida, por sua vez, é igual à soma vetorial da potência ativa (kW) com a potência reativa (kvar):

  POTENCIA REALMENTE UTILIZADA (kW) FATOR DE POTENCIA =   (kVA) POTENCIA TOTAL REQUERIDA
Estas três potências formam o triângulo de potências apresentado a seguir:
P = Potência Ativa  Q = Potência Reativa

S = = 2 2 = S = P  Q = Potência Aparente = = O fator de potência pode ser expresso como sendo o cosseno do ângulo  do triângulo de potências. O fator de potência pode ser também calculado a partir dos consumos de energia ativa (kWh) e reativa (kvarh), através das expressões:

FP =

kWh (kWh) 2 + (kvarh) 2
kvarh kWh

FP  cos arctg

O fator de potência pode ser indutivo (atrasado) ou capacitivo (adiantado), variando de 0 (potência totalmente reativa, carga puramente indutiva ou capacitiva) a 1 (potência totalmente ativa, carga puramente resistiva), conforme abaixo indicado: fp capacitivo 0,92 fp indutivo 0,92

1

0

0

1

Correção do Fator de Potência

Instalações consumidoras, em geral, possuem cargas predominantemente indutivas (transformadores, motores, reatores de lâmpadas fluorescentes e etc...), podendo a potência reativa solicitada pela carga ser fornecida totalmente pela concessionária ou gerada parcialmente por bancos de capacitores em alta e/ou baixa tensão instalados no consumidor, conforme exemplificado na figura 1.1.

P
Q

~

CARGA=P+jQ

P
Q

~

CARGA=P+jQ

Figura 1.1: suprimento de potência reativa a uma carga.

2

Correção do Fator de Potência

ou seja.maior de todas as demandas em um consumidor. observada durante um determinado período de tempo (integralizada em intervalos de 15 minutos pelas concessionárias para efeito de faturamento. definidas por cada concessionária. demanda máxima . período úmido . demanda média . tarifa horo-sazonal azul (aplicação compulsória a consumidores atendidos em tensão superior a 69kV e a consumidores atendidos em tensão inferior a 69kV com demanda igual ou superior a 300kW e aplicação opcional a consumidores atendidos em tensão inferior a 69kV com demanda entre 50kW e 300kW):  demanda de potência .um preço único. demanda e etc. fator de carga .média de todas as demandas em um sistema. horário de ponta . compreendidas entre 17:00hs e 22:00hs de segunda a sexta feira.relação entre a demanda média de um período e a demanda máxima observada neste mesmo intervalo de tempo. para efeito de faturamento como de alta tensão. consumidor do grupo A . identificada como demanda registrada ou medida).corresponde ao período abrangido pelas leituras dos meses de maio a novembro de cada ano.1. acrescido do total das horas dos sábados e domingos e feriados nacionais estabelecidos na Portaria Nº 456/2000 da ANEEL. quociente entre o consumo em kWh e o intervalo de tempo considerado em horas.relação entre a demanda máxima e a carga instalada. em um determinado período de tempo. fator de demanda . e            3 Correção do Fator de Potência . consumidor ou instalação.carga média absorvida durante um intervalo de tempo especificado.. e  consumo de energia ativa .3kV ou ligados em baixa tensão em sistema de distribuição subterrâneo mas considerados.3 DEMANDA. CONSUMO E MODALIDADES TARIFÁRIAS A seguir recapitularemos alguns conceitos sobre consumo.um preço para a ponta e um preço para fora de ponta.um preço único..são todos aqueles atendidos em tensão igual ou superior a 2. período seco . horário de fora de ponta .corresponde ao intervalo de três horas consecutivas. tarifa convencional (consumidores atendidos em tensão inferior a 69kV e com demanda inferior a 300kW):  demanda de potência .:  demanda .corresponde ao período abrangido pelas leituras dos meses de dezembro de um ano a abril do ano seguinte.corresponde às horas complementares às três horas relativas ao horário de ponta.

de carga mede o 4 Correção do Fator de Potência . no entanto. no mês de faturamento. Dmáx Dméd (horas) 6 12 18 24 D É interessante observar que o fator aproveitamento do sistema. etc. demanda contratada para o segmento fora de ponta (tarifa horo-sazonal Azul) e demanda contratada (tarifa horo-sazonal Verde) superior a 100kW. sendo concedidas..um preço p/ponta em período úmido. e  20% para unidade consumidora atendida em tensão inferior a 69kV e que tenha tido.um preço para ponta em período úmido. (kW) Pinst. equipamento. e no eixo horizontal intervalos de tempo do período ao qual se refere a curva (diário. consumo de energia ativa . no mês de faturamento. e  consumo de energia ativa .um preço único.  ultrapassagem de demanda contratada. mensal. é obtida quando se representa no eixo vertical os valores de demanda. demanda contratada para o segmento fora de ponta (tarifa horo-sazonal Azul) e demanda contratada (tarifa horo-sazonal Verde) de 50kW até 100kW. um preço para ponta em período seco e um preço para fora de ponta em período seco.  tarifa horo-sazonal verde (aplicação opcional a consumidores atendidos em tensão inferior a 69kV com demanda a partir de 50kW):  demanda de potência . abaixo apresentada. as seguintes tolerâncias:  5% para unidade consumidora atendida em tensão igual ou superior a 69kV (tarifa horo-sazonal Azul). etc. A área sob a curva de carga representa o consumo (demanda x tempo). um preço p/fora de ponta em período úmido.  10% para unidade consumidora atendida em tensão inferior a 69kV e que tenha tido. um preço p/ponta em período seco e um preço para fora de ponta em período seco.). um preço para fora de ponta em período úmido. aplicada caso os valores de demanda medidos superem os valores contratados.. sendo aplicada a tarifa de ultrapassagem (três vezes superior à tarifa normal). A curva de carga.

4 BENEFÍCIOS DA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA As principais vantagens da correção do fator de potência são caracterizadas a seguir:  eliminação do pagamento pelo fornecimento de energia reativa excedente nas contas de energia elétrica. O fator de demanda indica a influência da simultaneidade das cargas na determinação da demanda máxima. essencialmente importante para se dimensionar os componentes do sistema elétrico a partir da potência instalada. menor manutenção em dispositivos de proteção e manobra gerando economia a longo prazo e aumento da vida útil.     5 Correção do Fator de Potência . operando com uma demanda sempre próxima ao valor máximo. e melhoria do nível de tensão nas cargas. em função da redução da queda de tensão nos alimentadores obtida graças à redução do fluxo de corrente reativa. transformadores e da rede de distribuição interna. permitindo a ligação de novas cargas sem custo adicional. portanto. se um consumidor possui fator de carga de 98%. uma vez que as mesmas variam com o quadrado da corrente elétrica total.Assim. durante todo o tempo. liberação da capacidade dos sistemas de geração própria (se houver). Este fator é. 1. significa que suas instalações estão sendo utilizadas praticamente em sua capacidade total. redução de perdas.

A energia reativa indutiva deve ser medida ao longo das 24 horas do dia.2. Pela legislação regulamentadora anterior (Portaria DNAEE nº 222). Se a concessionária decidir medir também a energia reativa capacitiva. a energia reativa capacitiva é prejudicial nos períodos de carga leve.92.1 PRINCÍPIOS DA REGULAMENTAÇÃO A Portaria Nº 1. provocando elevação da tensão.Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (atualmente incorporada na Resolução Nº 456 da ANEEL) introduziu profundas alterações na regulamentação sobre fator de potência nos fornecimentos aos consumidores. por parte da concessionária passou de 0. e a conseqüente necessidade de instalação de equipamentos corretivos e a realização de manobras no sistema. A energia reativa capacitiva passou. a medição da energia reativa indutiva limitada ao período de 06:00 a 24:00 horas. a cobrança pelo “espaço” ocupado com a circulação de excedente reativo no sistema elétrico. O fator de potência de referência estabelecido como limite para cobrança de energia reativa excedente. A revisão da regulamentação foi elaborada com base em alguns princípios que revisaram a sistemática de avaliação da energia reativa circulante no sistema elétrico. que ocorre quando o fator de potência indutivo ou capacitivo é inferior ao valor de referência de 0. Correção do Fator de Potência  6 . assim. principalmente nos períodos do dia em que é mais solicitada (cargas média e pesada). a critério da concessionária.92. deverá fazê-lo de 00:00 a 06:00 horas ficando. O excedente reativo indutivo ou capacitivo. apenas a energia reativa indutiva era passível de verificação e faturamento.569 de 23/12/93 do DNAEE . a figura tradicional do “ajuste por baixo fator de potência” que sempre foi associado à idéia de multa. nesse caso. a partir dos faturamentos correspondentes às leituras efetuadas no mês de abril de 1994. abandonando.REGULAMENTAÇÃO 2. Os novos critérios para faturamento regulamentam a cobrança de excedentes de energia reativa. a ser medida e faturada. conforme caracterizado a seguir:  a energia reativa indutiva sobrecarrega o sistema elétrico. FORNECIMENTO DE ENERGIA REATIVA . independente do sistema tarifário.85 para 0. é cobrado com tarifa de energia ativa e de demanda ativa (R$/kWh e R$/kW) e introduz o conceito de energia ativa reprimida ou seja.

e  UFDR . a promoção do uso racional da energia elétrica.somando-se. ou seja.2 CÁLCULO DO EXCEDENTE DE REATIVOS A legislação introduz nova terminologia.(Unidades FER) .demanda de potência ativa reprimida correspondente ao excedente de demanda de potência reativa:  FDR . os valores das energias reativas indutiva e capacitiva medidas nos períodos respectivos. correspondente ao excedente de consumo de energia reativa:  FER .como era feito anteriormente .  O cálculo do fator de potência poderá ser feito de duas formas distintas:  por avaliação mensal: através de valores de energia ativa e reativa medidos durante o ciclo de faturamento . seguindo-se os períodos anteriormente mencionados. em módulo. faturamento (R$) do montante de energia reativa reprimida: FER  UFER  R$ / kWh . tanto no âmbito da medição quanto no do faturamento:  UFER . para verificação de energia reativa indutiva e capacitiva. que só pôde ser aplicada a partir do faturamento correspondente às leituras efetuadas no mês de abril de 1996. 7 Correção do Fator de Potência . No caso de aplicação de tarifas horo-sazonais. ou seja. faturamento (R$) da demanda de potência ativa reprimida: FDR  UFDR  R$ / kW .   a necessidade de liberação de capacidade do sistema elétrico.(Unidades FDR) .faturamento (R$) do excedente de demanda de potência reativa.faturamento (R$) do excedente de consumo de energia reativa.montante de energia ativa reprimida. e por avaliação horária: através de valores de energia ativa e reativa medidos de hora em hora. a legislação do fator de potência não visa aumento de receita da concessionária. estes deverão ser diferenciados de acordo com os respectivos postos horários. a criação de condições para que os custos de expansão do sistema elétrico sejam distribuídos de forma mais justa.  2. A demanda de potência ativa reprimida UFDR e o montante de energia ativa reprimida UFER são calculados através de fórmulas definidas em portaria para a avaliação mensal e para a avaliação horária.

2. DF . 8 Correção do Fator de Potência . e fm . Com base nos dados de kWh e de kvarh obtidos pelos equipamentos de medição. integralização horária.1 Avaliação mensal UFDR  DM   0. UFDR e UFER e efetua ainda os faturamentos FDR e FER.fator de potência médio mensal.  0. dentre a medida ou a contratada). No final do ciclo de faturamento o registrador fornece um total acumulado de UFER e o valor máximo de DMCR. fi  i=1   CAi       n   0. através de integralização de 15 minutos. onde:  DF: demanda faturável no ciclo de faturamento (maior valor da demanda. o sistema de faturamento calcula o valor de UFDR e os faturamentos FDR e FER.demanda máxima ativa registrada no ciclo de faturamento.92  .consumo ativo no ciclo de faturamento. Se esse valor for menor que o valor de referência (0. onde: fm DM .consumo ativo registrado de hora em hora.demanda ativa registrada. e  fi . UFER   max  DAi   i=1 n  0.92  DF . onde  fm     CA . Com base nesses valores. calculando ainda o valor de DMCR. o sistema de faturamento determina os valores de fm.92     1   .2.2. e DMCR: maior valor de demanda ativa corrigida = sendo:  DAi . O registrador digital determina a cada hora o valor de fi em função dos montantes de kWh e de kvarh. dentre a medida ou a contratada).92) o registrador acumula o valor correspondente de UFER. onde: fi     Cai .demanda faturável no ciclo de faturamento (maior valor da demanda. 2.92  UFER  CA    1 .fator de potência médio horário.2 Avaliação horária UFDR  DMCR  DF .

e  uma componente FER correspondente ao excedente de consumo de energia reativa. onde  fm    FER . 9 Correção do Fator de Potência . e  duas componentes FERp e FERfp correspondentes ao excedente de consumo de energia reativa nos segmentos de ponta e fora de ponta.Tarifa de consumo ativo. e TCA .2.  GRUPO B . fm .3 FATURAMENTO DO EXCEDENTE O faturamento do excedente de reativo terá as componentes para os grupos e sistemas tarifários existentes:  GRUPO A:  seguintes Tarifa Convencional:  uma componente FDR correspondente ao excedente de demanda de potência reativa.  Tarifa Horo-Sazonal Verde:  uma componente FDR correspondente ao excedente de demanda de potência reativa.  Nesta expressão o fator de potência da unidade consumidora será calculado com base em dados verificados através de medição transitória.  Tarifa Horo-Sazonal Azul:  duas componentes FDRp e FDRfp correspondentes ao excedente de demanda de potência reativa nos segmentos de ponta e fora de ponta.faturamento de energia reativa.fator de potência medido.uma componente FER correspondente ao excedente de consumo de reativo.92  FER  CA    1  TCA . e Cabe registrar que a Portaria Nº 456. durante um período mínimo de 7 (sete) dias consecutivos. abrangendo um período mínimo de 7 (sete) dias consecutivos. prevê que para as unidades consumidoras do Grupo B (baixa tensão). o faturamento da energia reativa será feito segundo a expressão:  0. e  duas componentes FERp e FERfp correspondentes ao excedente de consumo de energia reativa nos segmentos de ponta e fora de ponta.

O faturamento de energia reativa excedente correspondente. Alternativamente a concessionária poderá permanente em seus consumidores do Grupo B. implantar medição 10 Correção do Fator de Potência . ficará condicionado à prévia notificação ao consumidor e será efetuado até que o mesmo comunique ao concessionário ter corrigido o fator de potência de suas instalações.

3. através da utilização de uma relação mais adequada de taps dos transformadores ou da tensão nominal dos equipamentos. A seguir.2 e 3.3. Assim. maior será a quantidade de reativos absorvida e.3. uma vez que a solução das mesmas pode resultar na correção. consequentemente. apresenta a variação percentual do fator de potência em função da carga e da tensão aplicada em motores. menor o fator de potência da instalação. que são responsáveis por mais de 50% do consumo de energia elétrica na indústria. 11 Correção do Fator de Potência .2 MOTORES OPERANDO EM VAZIO OU SUPERDIMENSIONADOS Os motores elétricos de indução consomem praticamente a mesma quantidade de energia reativa quando operando em vazio ou a plena carga. A potência reativa consumida pelos motores classe B. a potência ativa só depende da carga dele solicitada. são aproximadamente iguais às potências dos capacitores indicadas nas Tabelas 3. do fator de potência.1: influência da variação da tensão no fator de potência. pois como se sabe a potência reativa (kvar) é. deve-se procurar identificar as causas da sua origem. e quanto maior for a tensão aplicada nos seus terminais.1. são apresentadas as principais causas que dão origem a um baixo fator de potência. no caso dos motores. ao menos parcial. A tabela 3. aproximadamente. Neste caso devem ser conduzidos estudos específicos para melhorar os níveis de tensão. 3. Tensão Aplicada (% de Vnom Motor) 120% 115% 110% 100% 90% Carga nos Motores (Em relação à Nominal) 50% Decresce 15% a 40% Decresce 8% a 20% Decresce 5% a 6% Cresce de 4% a 5% 75% Decresce 10% a 30% Decresce 6% a 15% Decresce de 4% Cresce de 2% a 3% 100% Decresce 5% a 15% Decresce 4% a 9% Decresce de 3% Cresce de 1% Tabela 3.1 NÍVEL DE TENSÃO ACIMA DO NOMINAL O nível de tensão tem influência negativa sobre o fator de potência das instalações. CAUSAS DO BAIXO FATOR DE POTÊNCIA Antes de realizar investimentos para corrigir o fator de potência de uma instalação. proporcional ao quadrado da tensão.

5 4 5.5 10 15 20 25 30 40 50 60 75 100 125 150 200 250 300 350 400 450 500 1.5 60 70 80 87.5 47.5 9 10 12 15 18 21 27 32.5 52.5 72.5 6 7.5 60 67.Na prática observa-se que para motores operando com cargas abaixo de 50% de sua potência nominal o fator de potência cai bruscamente.5 6.5 12 14 16 20 24 27 32. com torque de partida mais elevado e mais eficiente.5 14 12 11 10 9 9 9 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 1.5 9. por exemplo.5 2 3 3.5 37.5 3 4 5 6 7 9 11 14 16 21 26 30 37.5 97. após a instalação dos capacitores recomendados.5 15 13 12 11 10 10 10 9 9 9 8 8 8 8 8 8 7 7 7 6 6 6 1.5 45 52.5 20 17 15 14 13 12 11 11 10 10 10 10 9 9 9 9 8 8 8 8 8 8 2 3 4 5 6.5 2 2.5 40 47.5 7.5 8 9 11 12 15 19 22 26 32.5 95 105 110 115 41 37 34 31 27 25 23 22 20 19 19 18 17 16 15 14 13 12 11 11 11 10 Tabela 3.2: capacitores para motores de baixa tensão. de se substituir os motores por outros de menor potência.5 65 70 75 77.5 7.5 57.5 27 25 22 21 18 16 15 14 13 12 11 10 10 10 10 10 9 9 9 9 9 9 2.5 60 65 67.5 40 47. Redução percentual de corrente da linha.5 75 80 82.5 40 50 57.5 9 11 13 15 18 25 30 35 42.5 65 77. 12 Correção do Fator de Potência .5 65 75 85 92.5 4.5 87.5 3 4 5 6 7 9 12 14 17 22 27 32.5 5 6. (1) (2) Máxima potência capacitiva recomendada.5 35 32 30 27 23 21 20 18 16 15 15 14 13 13 12 12 11 11 10 10 9 9 3. Nestes casos deve-se verificar a possibilidade. POTÊNCIA DO MOTOR (HP) VELOCIDADE SÍNCRONA (rpm) / NÚMERO DE PÓLOS DO MOTOR 3600 1800 1200 900 720 600 2 4 6 8 10 12 kvar(1 %I kvar %I kvar %I kvar %I kvar %I kvar %I ) (2) 3 5 7.5 2 2.5 95 100 107.5 52.

pelo número de horas do período em que se configura esta operação em vazio.3: capacitores para motores de média tensão. Desta maneira. a energia reativa absorvida por um transformador operando em vazio ou com baixa carga pode ser obtida multiplicando-se o valor indicado na Tabela 3. pode-se obter através da Tabela 3. a potência reativa média a vazio de transformadores até 1000kVA.4. ou quando superdimensionados. da carga reativa. 3. poderão consumir uma elevada quantidade de reativos. 13 Correção do Fator de Potência . (1) (2) Máxima potência capacitiva recomendada. Na falta deste valor. Redução percentual de corrente da linha. obter dos fabricantes os valores da potência reativa média de transformadores a vazio. O consumo de energia reativa por parte dos transformadores pode ser obtido através de medidores (analisadores de energia) ou determinados por cálculos necessitando-se neste caso.3 TRANSFORMADORES EM VAZIO OU COM PEQUENAS CARGAS É comum nos momentos de baixa carga se encontrar transformadores operando em vazio ou alimentando poucas cargas. Nestas condições. após a instalação dos capacitores recomendados.VELOCIDADE SÍNCRONA (rpm) / NÚMERO DE PÓLOS DO MOTOR POTÊNCIA 3600 1800 1200 900 720 600 DO 2 4 6 8 10 12 MOTOR (HP) kvar( %I kvar %I kvar %I kvar %I kvar %I kvar %I 1) (2) 100 125 150 200 250 300 350 400 450 500 600 700 800 20 30 30 30 45 45 45 60 75 75 75 90 90 7 7 7 7 7 7 6 5 5 5 5 5 5 25 30 30 30 45 45 45 60 60 75 90 90 120 10 9 8 6 5 5 5 5 5 5 5 5 5 25 30 30 45 60 75 75 60 75 90 90 90 120 11 10 8 8 8 8 8 6 6 6 5 5 5 25 30 30 60 60 75 75 90 90 120 120 135 150 11 10 9 9 9 9 9 9 8 8 7 7 7 30 30 30 60 75 75 75 90 90 120 120 150 150 12 11 11 10 10 9 9 9 8 8 8 8 8 45 45 60 75 90 90 90 90 90 120 135 150 150 17 15 15 14 14 12 11 10 8 8 8 8 8 Tabela 3.4.

14 Correção do Fator de Potência .0 4. ou a utilização de um transformador específico (de menor potência) para alimentação das cargas nos períodos de baixo consumo.0 3.Para se eliminar ou reduzir este efeito. a possibilidade de se desenergizar os transformadores.0 17.0 19.5 Tabela 3.4: solicitação de reativos de transformadores em vazio.0 5.0 6.0 1. deve-se verificar na prática.0 7.000 1.5 150 225 300 500 750 1.0 12. Potencia do Transformador (kVA) Carga Reativa Média em Vazio do Transformador (kvar) 10 15 30 45 75 112.5 8.5 2.

nos barramentos secundários onde exista um agrupamento de cargas indutivas (tipo distribuído). mas a exemplo destes devem também ser instalados nas barras de carga cujo fator de potência deva ser melhorado. LOCALIZAÇÃO DOS CAPACITORES Em princípio os capacitores podem ser instalados de acordo com as alternativas de localização caracterizadas na Figura 4. AT A BT M M M C M D A) na alta-tensão B) na baixa-tensão C)em grupos de motores D)em motores individuais E) em ramais de baixa-tensão 15 Correção do Fator de Potência . por sua vez.1 e descritas a seguir:    no lado de alta tensão dos transformadores (tipo centralizado). Sempre que possível os capacitores devem ser instalados o mais próximo possível das cargas. junto às grandes cargas indutivas (tipo individual). nos barramentos secundários dos transformadores (tipo centralizado). para que os benefícios devido a sua instalação se reflitam em toda a rede elétrica.  Os motores síncronos.4. só se mostram em condições de competir economicamente com os capacitores nas tensões elevadas.

Quando os valores reais da corrente de magnetização não forem disponíveis. conforme a expressão: 16 Correção do Fator de Potência . permite ao consumidor obter uma apreciável redução dos custos em relação a correção feita individualmente junto as cargas. de impedância 7%.3 fornecem.1 CAPACITORES NO SECUNDÁRIO DOS TRANSFORMADORES Neste tipo de ligação. que pode ser estimada a partir da potência total do banco e a potência e impedância nominal do transformador segundo a expressão: V %  k var kVA cap  Z trafo (%) trafo Por exemplo.2 e 3. quando multiplicados respectivamente por 1. indicados nestas tabelas. tipo gaiola da classe B. as Tabelas 3. acarretaria uma elevação da tensão de 1. de torque e corrente de partida normais.1 e 1. na especificação do montante do banco de capacitores a ser instalado no barramento secundário de um transformador. 4. Os valores da potência dos capacitores e da redução de corrente. fornecem os valores de potência dos capacitores a serem instalados nos terminais dos motores de indução. Também neste caso. principalmente nos casos de existência de cargas de grande inércia e religamentos rápidos. Este tipo de instalação.014pu de Vn). Convém ainda registrar.3. as Tabelas 3. a carga restante permaneça conectada a um grande banco de capacitores. a elevação de tensão no ponto.05. há que se verificar a ocorrência de sobretensão e torques transitórios.4% (1.2 e 3. que a potência gerada pelo capacitor varia diretamente com o quadrado da tensão no ponto. através de dispositivos de manobra e proteção. Para que se possa redimensionar o relé térmico do motor. Nestes casos deve-se estudar a necessidade também de se instalar bancos automáticos para evitar que ao se desligar um bloco grande de cargas. os valores percentuais de redução da corrente de carga dos referidos motores. se aplicam também aos motores de rotor bobinado. os capacitores são instalados no barramento secundário. ainda. um banco de capacitores de 200kvar instalado no secundário de um transformador de 1000kVA. pela utilização do fator de demanda. Deve-se considerar. que permitam desligá-los quando a instalação estiver operando com baixa carga.

quando houver grandes concentrações de cargas pequenas que inviabilizem a correção do tipo individual. preferencialmente. para reduzir a potência do banco de capacitores e aliviar o circuito alimentador do CCM. é uma solução intermediária em relação as duas primeiras. ser chaveados o mínimo possível. e V  tensão aplicada ao capacitor em pu. ainda.014 pu.kVAr   cap gerado  kVArcap  V onde. e dela se tira partido. que os bancos de capacitores instalados em alta tensão devem.3 INSTALAÇÃO DE CAPACITORES NO LADO DE ALTA TENSÃO Esta solução deverá ser objeto de análise técnica e econômica. em virtude das sobretensões e sobrecorrentes transitórias decorrentes destes chaveamentos. 2 kVAr  potência nominal do capacitor. 4. Registre-se. 4. após a instalação do capacitor. Neste método se usufrui da diversidade das cargas. se situe em 1. devido ao custo dos equipamentos de manobra e proteção. Considerando o exemplo anterior e supondo que a tensão no ponto.2 CAPACITORES NOS BARRAMENTOS SECUNDÁRIOS (CCMS) A instalação de capacitores em CCMs.6kVAr. a potência reativa gerada pelo capacitor será de 205. 17 Correção do Fator de Potência . Os mesmos cuidados mencionados nos itens anteriores devem ser observados para se evitar problemas transitórios e sobretensões quando do desligamento das cargas. muito embora em certos casos este custo possa ser compensado pela economia obtida nos preços dos capacitores que em alta tensão são mais baratos.

Assim a abordagem feita neste capítulo através de recomendações e considerações diversas tem por objetivo orientar os técnicos e engenheiros sobre algumas das práticas usuais empregadas.1 GENERALIDADES Não existe uma regra geral para se corrigir o fator de potência de uma instalação. Solução: Para uma melhor visualização vamos utilizar o método de resolução que utiliza o triângulo de potências: 1 2 Com um cos1 = 0. Pede-se a determinação da potência reativa a ser ligada a esta instalação para se obter o resultado desejado.5.90 tem-se. kW = 80 kVA = 80  88. que tenha um fator de potência médio igual a 80% e se queira corrigi-lo para 90%. Para ilustrar como se corrige o fator de potência. A CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA 5.8 kvar = (100) 2 .9 0.80 tem-se.9) 2 . kW = 80 kVA = 80  100 0. nos cálculos de correção do fator de potência.9 kvar = (88. Cada caso exige uma análise criteriosa da utilização da demanda e energia reativas e das condições operacionais. vamos considerar uma instalação de 80kW. num caso simples.(80) 2  60 Com um cos2 = 0.(80) 2  38.7 18 Correção do Fator de Potência .

tg 2) tg1 = tangente correspondente ao fator de potência 0. métodos mais simples.3 Na prática.932.2.266 para o multiplicador.266 x 80 = 21. que permitem maior precisão na determinação dos kvar necessários.389) = 100 x 0.tg2 são tabelados conforme tabela 6. o exercício acima seria resolvido da seguinte maneira: Da tabela 5.Assim: kvar necessarios = 60. (tg1.2 que ilustra as tangentes trigonométricas para vários valores de fator de potência. A título de exemplo pode-se determinar os kvar necessários para corrigir o fator de potência de uma carga de 100kW. que devemos aplicar sobre a potência ativa (kW) da instalação.7 = 21.0. permitem a determinação dos kvar necessários a partir do valor em kW pela aplicação da fórmula:  kvar(necessarios) = kW .1.38.7kvar 19 Correção do Fator de Potência . para obter a correção de 0.932 = 0.836 para 0. obtém-se o valor 0.656 . utilizando tabelas que determinam multiplicadores. kvar necessário = 0. Para ilustrar o uso da tabela 5.90. a partir da tabela 5.267 = 26.1.656 tg2 = tangente correspondente ao fator de potência 0. de 0.3 Os valores de tg1 e de tg2 podem ser obtidos também através da tabela 6.836 = 0.tg 2) Onde os valores de tg1 . contendo até algarismos dos milésimos do fator de potência.389 kvar = 100 x (0. (tg1.80 para 0.2:  kvar(necessarios) = kW .

46 0 0.68 3 0.75 7 0.54 7 0.69 1 0.95 8 0.23 6 0.51 9 0.82 2 0.19 0.64 6 0.43 4 0.81 5 0.34 2 0.19 1 1.16 5 1.50 0 1.05 0 1.48 1 1.00 7 0.07 7 1.71 7 0.95 1.74 9 0.31 7 0.39 2 1.74 9 0.71 3 0.21 4 0.18 3 0.87 1.23 3 1.39 7 1.47 1.99 2 0.65 7 0.98 0 0.40 0 0.11 3 1.59 9 0.78 6 0.33 7 1.36 1 0.93 6 0.74 5 0.88 1.23 1 1.64 4 0.34 3 0.57 3 0.59 7 0.17 4 1.13 2 0.30 3 0.67 9 0.02 0.46 9 0.90 9 0.19 6 1.28 8 0.56 0.44 3 0.65 2 0.36 9 1.75 4 0.04 7 1.23 9 1.64 6 0.77 0.85 7 0.13 0.02 6 0.75 9 0.88 5 0.47 3 0.45 6 0.94 9 0.78 7 0.31 8 0.20 3 1.26 4 0.82 1 0.13 4 0.90 7 0.20 9 0.80 9 0.29 0 0.24 6 0.93 5 0.42 6 0.23 5 0.90 4 0.60 9 0.62 0.09 0 1.86 0 0.91 3 0.83 8 0.80 6 0.22 7 1.52 5 0.57 0.15 0 1.48 0 0.12 3 1.50 0 0.97 4 0.07 8 0.07 6 1.11 2 1.34 2 0.40 7 0.90 3 0.42 4 0.70 0.17 5 1.14 7 1.55 1 0.44 0 1.45 2 0.26 1 1.63 1 0.98 6 0.10 5 0.47 3 0.50 3 0.80 7 0.29 8 0.31 6 0.06 3 1.65 2 0.66 6 0.21 7 1.54 4 1.73 3 0.26 8 0.99 2 0.23 7 1.83 8 0.55 3 0.30 6 1.39 5 0.42 4 0.86 5 0.58 1 0.19 0 0.27 2 0.93 6 0.69 0.13 8 1.01 9 0.62 9 0.54 1 0.51 1 0.11 8 1.83 0.51 0 0.31 4 1.55 0.55 5 0.07 8 1.19 0 1.53 7 0.31 5 0.65 4 0.33 7 1.39 8 0.21 6 0.53 8 0.81 0 0.60 2 0.32 4 0.62 3 0.16 0.93 8 0.53 8 0.09 3 1.90 5 0.04 9 1.22 0 1.35 9 1.87 5 0.52 6 0.50 8 0.36 9 0.12 4 1.33 5 0.42 1 0.34 5 0.42 7 0.60 0 1.73 2 0.63 0.60 7 0.40 3 1.07 5 1.48 0 0.23 6 0.80 0.77 9 0.20 5 1.23 0 1.24 0 0.08 2 1.29 2 0.89 9 0.26 2 0.75 0.13 1 1.28 9 0.32 0 0.48 2 0.95 0 0.74 3 0.67 2 0.56 9 0.29 2 1.18 3 0.84 3 0.99 6 0.62 6 0.03 0 0.41 3 0.36 9 0.13 1 0.90 1.53 6 0.72 8 0.85 1.50 8 0.37 6 1.26 8 1.87 7 0.99 5 0.65 4 0624 .56 3 0.18 6 0.52 9 0.94 1.53 7 0.64 065 0.45 3 0.90 9 0.40 5 1.82 7 0.52 9 1.77 7 0.49 2 0.45 6 0.76 6 0.68 0.83 8 0.27 7 1.23 5 0.06 3 1.43 9 0.53 0.00 7 0.81 0.93 9 0.76 1 0.48 4 1.67 3 0.80 2 0.62 20 Correção do Fator de Potência .18 7 1.36 0.36 9 1.81 7 0.87 3 0.87 1 0.94 1 0.59 4 0.27 1 1.42 9 0.59 8 0.01 6 0.25 0.21 2 0.10 0.15 1 1.50 0.54 2 0.28 3 0.81 2 0.85 7 0.68 5 0.38 7 0.04 1 1.96 8 930 0.51 0 0.37 1 0.42 5 0.45 8 0.02 3 0.03 3 0.62 6 0.14 4 1.87 5 0.62 5 0.68 0 0.35 8 1.79 0.74 5 0.22 0 0.34 4 0.71 0.57 1 0.16 0 0.51 9 1.61 7 0.72 4 0.68 2 0.63 5 0.22 6 1.71 3 0.44 2 1.15 6 0.35 1 1.93 5 0.66 0.70 6 0.15 6 1.95 2 0.93 7 0.43 6 1.15 9 1.72 1 0.82 0.88 7 0.50 9 0.66 1 0.08 5 1.40 6 0.73 2 1.59 0 0.99 1.07 9 0.00 6 0.54 5 0.61 3 0.71 5 0.71 3 0.05 4 1.60 0.60 8 0.59 6 0.28 0 1.74 0 0.06 7 1.59 4 0.94 0 0.fator potência original (cos 1) 0.01 5 0.20 2 1.54 1 0.11 3 1.33 3 1.09 6 1.77 5 0.74 3 0.34 6 0.48 5 0.19 2 1.58 0.70 0 0.64 3 1.51 0.11 7 1.49 5 0.00 0.05 3 0.68 2 0.84 9 0.18 8 0.56 5 0.65 8 0.44 7 0.27 6 1.96 6 0.82 9 0.37 6 0.02 4 0.05 2 0.84 0 0.63 4 0.68 5 0.38 1 0.32 0.78 0.42 9 0.78 9 0.16 6 1.26 2 0.75 0 0.15 7 0.39 9 0.11 6 1.68 6 0.57 6 0.48 8 0.31 7 0.87 7 0.26 2 1.62 9 0.00 4 0.45 8 0.00 1.77 6 0.03 5 0.94 3 0.43 2 0.22 0.79 8 0.69 9 0.39 6 0.20 9 0.16 4 1.19 0 1.04 8 1.51 8 0.29 4 0.96 5 0.53 6 0.26 7 1.25 1 0.35 4 0.26 2 0.16 2 0.44 7 0.84 6 0.45 2 0.54 0.87 2 0.52 0.29 9 1.89 3 0.88 7 0.58 1 0.10 3 1.56 4 0.00 7 0.92 1.68 9 0.28 9 0.98 1.39 5 0.39 7 0.97 4 0.13 0 1.48 3 0.69 8 0.97 1.85 5 0.42 1 0.71 2 0.30 9 0.68 7 1.07 9 0.80 6 0.24 8 1.26 2 0.15 4 1.72 0 0.44 0 1.67 9 0.58 0 0.97 0 0.31 6 1.13 3 1.67 0.77 5 0.37 3 0.35 0 0.05 0.37 0 0.62 2 0.39 7 0.99 8 0.34 3 0.45 3 0.96 4 0.58 9 1.51 5 0.82 1 0.08 0.84 6 0.28 9 0.04 7 1.80 2 0.92 1 0.16 9 1.04 2 1.64 0 0.18 4 0.32 9 0.29 9 1.81 6 0.91 3 0.46 6 0.42 5 0.07 9 0.71 3 0.92 6 0.29 0.56 8 0.26 6 0.91 1.08 8 1.90 6 0.70 6 0.50 8 0.74 9 0.26 6 1.48 0 0.89 1.21 0 0.09 4 1.31 5 0.15 7 0.77 6 0.60 4 0.73 0. 0.35 5 0.38 0 0.24 2 0.85 FATOR DE POTÊNCIA CORRIGIDO ( COS 2 ) 0.78 2 0.10 8 1.72 0.07 6 1.20 9 0.76 0.52 1 0.74 1 0.18 2 0.84 0 0.13 1 0.79 3 0.15 6 1.73 9 0.18 8 1.04 0 1.76 9 0.96 1.34 9 1.13 9 1.51 4 0.20 1 1.72 6 0.23 8 0.39 9 0.24 8 1.41 0.91 8 0.05 8 1.10 4 0.88 2 0.48 4 0.59 3 0.57 8 0.10 6 0.48 0 1.65 7 0.90 2 0.41 6 1.86 1.10 5 0.84 0.10 3 1.15 8 0.37 2 0.93 1.97 0 0.34 3 0.22 9 1.61 0.49 9 0.57 3 0.13 0 0.71 2 0.55 9 1.90 4 0.59 0.87 7 0.02 0 0.78 5 0.63 3 0.96 6 0.97 9 0.39 5 1.82 9 0.02 6 0.30 8 1.79 3 0.49 0.66 3 0.77 4 0.01 0 0.27 7 0.69 3 0.54 6 0.36 9 0.48 7 0.67 2 0.76 6 0.48 0 0.56 6 0.60 1 0.65 9 0.87 0 0.32 4 1.06 0 1.98 2 0.37 1 0.40 3 0.30 8 1.12 0 1.84 9 0.31 6 0.56 6 0.07 9 1.45 7 1.74 0.65 2 0.84 9 0.

810 0.163 0.292 0.157 1.23 0 0.826 0.845 0.370 0.74 0.39 0 0.89 0.392 0.654 0.32 9 0.808 0.981 0.742 0.34 2 0.438 0.797 0.617 0.682 0.510 0.037 1.10 8 0.877 0.476 0.25 1 0.110 0.556 0.70 0.188 1.25 2 0.078 1.42 6 0.03 2 0.15 5 0.48 4 0.223 0.376 0.925 0.591 0.572 0.405 0.138 1.680 0.87 0.07 9 0.90 0.102 1.185 1.779 0.069 1.51 2 0.593 0.545 0.936 0.100 0.659 0.075 1.789 0.203 0.441 0.596 0.175 1.734 0.20 5 0.029 1.207 9 0.17 5 0.59 3 0.13 4 0.163 1.914 0.42 4 0.708 0.14 9 0.920 0.151 1.939 0.383 0.07 1 0.117 1.685 0.169 0.23 3 0.373 0.94 0.45 0 0.119 0.10 9 0.498 0.063 0.20 3 0.529 0.00 7 0.078 0.912 0.0 0.567 0.92 0.064 1.242 0.732 0.36 4 0.217 1.992 1.628 0.893 0.17 2 0.395 0.740 0.956 0.646 0.887 0.332 0.10 3 0.026 1.95 0.049 1.65 0.045 0.429 0.750 0.126 1.986 0.512 0.633 0.08 4 0.120 1.255 0.00 0 3 0.86 0.29 2 0.972 1.303 0.953 0.012 1.043 1.771 0.135 0.31 6 0.12 1 0.758 0.22 3 0.763 0.73 0.615 0.667 0.21 1 0.863 0.058 1.68 0.447 0.25 3 0.523 0.123 1.858 0.339 0.479 0.690 0.040 1.191 1.26 1 0.99 1.108 1.861 0.03 7 0.179 1.934 0.869 0.729 0.14 9 0.33 7 0.97 0.06 0 0.885 0.71 0.00 0 6 0.04 1 0.967 0.081 1.00 0 7 0.14 5 0.020 1.08 9 0.366 0.02 7 0.24 8 0.067 1.132 1.350 0.39 5 0.310 0.745 0.36 9 0.781 0.493 0.526 0.82 0.669 0.30 1 0.787 0.829 0.737 0.096 1.05 5 0.204 21 .90 0.83 0.774 0.77 0.363 0.67 0.009 1.12 6 0.906 0.928 0.19 2 0.14 1 0.501 0.27 5 0.794 0.94 0.672 0.63 TANGENTES TRIGONOMÉTRICAS ALGARISMOS DOS MILÉSIMOS NO FATOR DE POTÊNCIA 2 3 4 5 6 7 0.945 0.964 0.090 0.353 0.208 0.677 0.625 0.688 0.08 6 0.482 0.532 0.00 0 0 0.08 9 0.035 1.31 3 0.23 8 0.95 0.05 6 0.127 0.423 0.144 1.39 7 0.00 0 1 0.56 7 0.14 3 0.72 0.226 1.871 0.346 0.64 0.950 0.129 1.00 0 Tabela 5.453 0.218 0.26 4 0.842 0.747 0.181 0.172 1.656 0.569 0.588 0.213 0.98 0.636 0.643 0.11 4 0.288 0.00 0 5 0.85 0.978 0.464 0.19 2 0.259 0.706 0.473 0.459 0.150 0.537 0.090 1.839 0.821 0.12 7 0.314 0.534 0.000 1.716 0.721 0.609 0.45 6 0.444 0.607 0.251 0.28 9 0.585 0.719 0.169 1.577 0.072 1.923 0.1: multiplicadores para determinação dos kvar necessários para a correção do fator de potência FATOR DE POTÊNCIA 1.20 4 0.504 0.755 0.487 0.197 1.272 0.325 0.467 0.233 0.76 0.724 0.408 0.356 0.228 0.760 0.834 0.322 0.495 0.135 1.318 0.003 1.06 3 0.111 1.93 0.890 0.87 0.698 0.69 0.882 0.983 0.874 0.11 1 0.06 6 0.19 8 0.96 0.329 0.141 1.046 1.995 1.233 1 0.11 2 0.802 0.521 0.420 0.86 0.00 0 9 0.79 0.553 0.440 0.80 0.711 0.776 0.194 1.402 0.84 0.201 1.02 8 0.904 0.411 0.575 0.34 1 0.484 0.93 0.470 0.701 0.14 4 0.105 1.662 0.432 0.931 0.03 1 0.91 0.114 1.75 0.727 0.601 0.989 1.05 8 0.901 0.426 0.99 0.638 0.583 0.00 0 0 0.02 8 0.97 0.08 3 0.837 0.05 3 0.664 0.450 0.947 0.88 0.30 9 0.792 0.89 0.00 0 7 0.00 0.00 0 8 0.895 0.032 1.620 0.05 6 0.148 1.604 0.695 0.975 0.182 1.166 1.564 0.156 0.800 0.96 0.515 0.850 0.461 0.898 0.54 0 0.343 0.580 0.456 0.11 7 0.28 1 0.296 0.02 8 0.693 0.507 0.551 0.22 0 0.78 0.264 0.818 0.198 0.192 0.548 0.561 0.414 0.599 0.187 0.08 1 0.649 0.246 0.847 0.04 8 0.223 1.88 0.154 1.268 0.13 7 0.909 0.518 0.490 0.815 0.055 1.66 0.641 0.630 0.559 0.16 0 0.00 0 7 0.16 7 0.91 0.299 0.237 0.612 0.997 1.061 1.831 0.386 0.855 0.00 0 4 0.099 1.087 1.017 1.03 0 0.160 1.853 0.00 0 8 0.622 0.98 0.220 1.36 3 0.866 0.961 0.18 3 0.00 0 4 0.675 0.917 0.093 1.339 0.03 4 0.17 7 0.22 0 0.006 1.230 8 0.16 4 0.023 1.213 1.210 Correção do Fator de Potência 0 0.307 0.813 0.714 0.417 0.543 0.784 0.28 3 0.052 1.753 0.015 1.92 0.09 7 0.06 1 0.18 6 0.435 0.360 0.379 0.143 0.81 0.766 0.823 0.09 3 0.276 0.084 1.280 0.175 0.942 0.284 0.768 0.970 0.651 0.398 0.805 0.389 0.958 0.703 0.879 0.02 6 0.

639 3.535 2.510 3.729 3.60 0.792 3.419 1.45 0.682 1.608 2.111 3.027 4.941 1.617 2.045 4.828 1.890 3.656 1.203 3.112 2.) 5.779 1.408 1.48 0.258 2.559 1.46 0.653 3.963 1.741 1.813 2.621 1.251 2.746 1.575 1.472 2.413 4.236 1.696 1.155 2.890 4.44 0.721 2.134 3.638 1.434 2.136 2.427 1.34 0.52 0.21 0.50 0.266 1.552 3.306 1.551 1.32 0.212 4.22 0.789 1.699 3.376 1.161 2.910 2.542 4.122 3.676 2.990 2.833 1.861 2.519 1.390 2.659 2.511 2.610 3. visa o dimensionamento de capacitores.157 3.853 1.291 4.968 1.298 2.551 2.848 1.588 1.992 3.218 2.106 2.873 4.124 2.755 1.914 1.058 2.858 1.31 0.442 2.191 3.727 1.100 2.429 3.337 1.526 1.868 1.723 1.57 0.515 1.363 3.330 1.246 1.430 1.600 2.813 1.320 1.538 1.199 2.351 1.600 1.402 3.930 1.985 2.487 1.372 4.477 4.009 3.442 3.495 1.25 0.231 4.254 1.434 4.052 2.397 1.330 4.100 3.843 1.691 1.282 1.313 1.737 1.799 4.565 4.56 0.774 1.567 1.427 2.899 1 1.583 1.309 1.20 0 1.547 1.798 1.007 2.251 4.088 2.668 2.401 1.081 4.656 4.231 2.045 3.252 1.193 4.40 0.397 2.468 1.683 3.596 1.333 1.823 1.58 0.625 2.251 3.566 3.957 1.271 2.369 1.838 1.873 TANGENTES TRIGONOMÉTRICAS ALGARISMOS DOS MILÉSIMOS NO FATOR DE POTÊNCIA 2 3 4 5 6 7 1.361 1.38 0.358 1.59 0.567 2.803 1.476 1.279 1.863 1.136 4.483 3.326 1.244 2.952 1.936 1.23 0.888 1.668 3.630 1.61 1.730 2.018 2.041 2.906 4.249 1.643 1.714 1.299 1.405 1.571 1.766 2.344 1. a sua localização física e a sua característica de atuação (modo fixo ou automático) e deve ser elaborado a partir da disponibilidade das seguintes informações principais:  medições de demanda e fator de potência nos pontos de interesse (por exemplo: secundário do transformador abaixador da instalação consumidora) em intervalos de 1 hora.415 3.726 8 1.974 1.543 2.383 1.24 0.002 2.419 2.841 2.29 0.647 1.024 2.316 1.851 2.750 4.047 2.0.286 1.925 1.445 1.386 1.361 2.883 1.33 0.555 1.405 2.992 3.256 1.464 2.28 0.024 3.340 1.212 2.784 2.070 2.524 3.412 1.794 1.288 3.35 0.685 2.480 2.456 4.870 2.323 1.43 0.55 0.442 1.36 0.483 1.595 3.534 1.270 4.617 1.319 2.368 2.099 4.899 1.718 1.012 2.259 1.130 2.225 2.592 2.803 2.302 1.739 2.794 2.035 2.822 2.423 1.981 3.383 2.920 1.326 2.148 2. 22 Correção do Fator de Potência .511 1.587 4.155 4.167 2.961 3.857 4.996 2.538 3.770 1. contemplando a variação da carga em seus níveis máximo e mínimo.375 2.49 0.520 4.379 1.449 1.089 3.312 2.205 2.39 0.776 3.923 4.610 4.873 1.503 1.192 2.818 1.499 1.732 1.064 2.292 1.583 2.669 1.333 2.145 3.488 2.542 1.694 2.624 3.42 0.651 2.001 2.54 0.2: tangentes trigonométricas correspondentes aos vários valores de fator de potência FATOR POTÊNCIA 0.453 1.37 0.239 3.765 1.894 1.62 0.626 1.848 4.714 3. compreendendo a definição de sua potência e tensão nominais.940 2.239 1.775 4.354 2.340 2.392 4.499 4.651 1.634 1.082 2.469 3.264 2.575 2.186 2.673 1.174 4.464 1.434 1.808 1.745 3.41 0.712 2.215 3.563 1.313 3.761 4.243 1.398 3.180 2.642 2.775 2.275 1.034 3.480 1.094 2.878 1.416 1.296 1.592 1.269 Tabela 5. em conformidade com os critérios estabelecidos pela regulamentação da ANEEL.840 3.338 3.030 2.168 3.325 3.455 3.946 2.677 1.53 0.390 1.457 1.703 2.289 1.26 0.394 1.180 3.703 9 1.076 2.291 2.372 1.347 1.824 4.2 ESTUDO DE CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA: O estudo de correção do fator de potência.604 1.523 1.118 4.705 1.472 1.278 2.832 2.709 1.808 3.957 3.507 1.272 1.579 1.519 2.142 2.930 2.559 2.632 4.971 3.275 3.633 2.310 4.460 1.979 2.347 2.757 2.940 3.495 2.613 1.173 2.351 3.900 2.351 4.449 2.920 2.078 3.491 1.679 Tabela 5.185 2.880 2.751 1.47 0.365 1.27 0.376 3.013 3.305 2.2: tangentes trigonométricas correspondentes aos vários valores de fator de potência (cont.950 3.300 3.904 1.824 3.748 2.227 3.438 1.975 3.496 3.700 1.687 1.412 2.262 1.063 4.530 1.760 1.067 3.263 3.909 1.527 2.30 0.665 1.238 2.457 2. durante um período representativo da operação do sistema.784 1.503 2.580 3.118 2.608 1.660 1.51 0.056 3.

Finalmente. características elétricas e localização). pode ser feita. se façam as recomendações finais.). identificação das cargas de maior porte (regime de operação. plantas de arranjo físico da subestação principal e subestações de distribuição internas. Posteriormente. os aspectos econômicos. tarifas de ultrapassagem da demanda contratada. para verificação se os mesmos operam em suas condições nominais. remanejamento da operação de determinadas cargas para outros períodos do dia e etc.        Levantadas as informações. fator de potência. o que levará à utilização de equipamentos de correção com menor potência. levantamento no local. da disponibilidade de espaço físico para instalação dos capacitores. que faz uso de programa computacional específico. os resultados dos cálculos são analisados em conjunto. levando-se em conta. até certo ponto. caso existentes. que não dependam da instalação de bancos de capacitores (por exemplo: substituição de motores super ou subdimensionados. o Estudo de Fluxo de Carga. adequação do tipo de tarifação adotado: convencional ou horo-sazonal azul ou verde). corrigindo-se as causas. 23 Correção do Fator de Potência . Antes de encerrar este capítulo.. pode se apresentar como ferramenta auxiliar poderosa na pesquisa das causas e na análise das medidas a serem recomendadas para a correção do fator de potência.. identificação de medidas corretivas a serem adotadas para a melhoria do fator de potência. para que através de uma avaliação econômica das alternativas levantadas. planos de expansão e etc. desligamento de transformadores operando em vazio. análise das contas de energia por um período mínimo de 12 meses (consumo e demanda ativa e reativa. para em seguida se proceder a um diagnóstico que as identifique e indique as melhores soluções.. medições de corrente e tensão nos capacitores existentes. É bom lembrar. diagrama unifilar do sistema elétrico. sobre a melhor localização dos equipamentos de correção. fator de carga. deverão ser feitas avaliações. turnos de trabalho. substituição de reatores de lâmpadas de descarga por reatores de alto fator de potência. que a correção do fator de potência... levantamento das características operativas do sistema. inicia-se o estudo com a análise das causas. é oportuno observar que para as instalações de grande porte. previsão de inclusão ou exclusão de cargas significativas.

impregnados em óleo biodegradável. apenas à questão de impregnação ou não do óleo.   Com relação à durabilidade frente à exposição a sobretensões e a presença de harmônicos. devendo-se principalmente à composição dos materiais para a formação da parte ativa do capacitor (placas e dielétrico). os capacitores impregnados são significativamente mais resistentes. e capacitores impregnados. TIPOS DOS CAPACITORES Os capacitores de baixa tensão. são classificados em três grupos:  capacitores a seco.6.Ascarel para Transformadores e Capacitores Características e Riscos (junho/97). comercialmente conhecidos como óleos ascaréis.000C. em condições adversas de operação. com tecnologia PPM (Polipropileno Metalizado). devido a suas características tóxicas para pessoas e o meio ambiente. tiveram a sua produção e comercialização proibidos em todo o território nacional pela Portaria Interministerial n 19 (Ministérios do Interior. transporte. operação e manutenção de equipamentos. imersos em óleo biodegradável. contém os procedimentos a serem adotados. contemplando os aspectos de manuseio. A NBR 8371 . que por sua vez apresentam desempenho superior aos capacitores a seco. capacitores imersos. Indústria e Comércio e Minas e Energia) de 29/01/1981. Cabe mencionar que os compostos de policlorobifenil (PCB’s). com tecnologia PPM (Polipropileno Metalizado). com tecnologia NÃO PPM (Polipropileno + folhas de alumínio). Convém registrar que as diferenças técnicas entre os diversos tipos de capacitores não se resumem. devem ser recolhidos e incinerados segundo procedimentos específicos. acondicionamento. que determinarão a real durabilidade dos capacitores. Desta forma os capacitores (ou transformadores de potência) ainda em operação. que os imersos em óleo. sendo os gases tóxicos resultantes da combustão tratados e filtrados antes de serem liberados para a atmosfera. sem óleo biodegradável. 24 Correção do Fator de Potência . existentes atualmente na mercado. Estes procedimentos envolvem o recolhimento do óleo ascarel em tambores e o retalhamento dos capacitores que posteriormente são incinerados em fornos a uma temperatura de 1. eliminação e destinação final do óleo e do equipamento.

sendo formadas pela associação série/paralelo de células capacitores.As unidades capacitivas de alta tensão são monofásicas e constituídas por armadura de alumínio e filme de polipropileno impregnados com óleo biodegradável. 25 Correção do Fator de Potência .

7.1.3 In Tabela 7. excluindo os transitórios.00 Vn 1.20 Vn 1.10 Vn 1.5 In.7.15 vezes a capacitância nominal.30 Vn DURAÇÃO MÁXIMA contínua 8 horas por período de 24hs 30 minutos por período de 24hs 5 minutos 1 minuto Valor tal que a corrente não exceda a 1. 7. ESPECIFICAÇÃO DOS CAPACITORES DE BAIXA TENSÃO 7. 7.1 foram assumidas considerando que valores superiores a 1.000V.15 Vn não ocorrem mais que 200 vezes durante a vida do capacitor. de sobretensões e da tolerância da capacitância.1 NORMA A norma adotada para capacitores de baixa tensão (até 1000V) é a IEC 8311 Shunt power capacitors of the self-healing type for ac systems having a rated voltage up to and including 1000V (1996).2 TENSÃO A tabela 7. extraída da NBR 5282/88. que pode ser no máximo igual a 1. a máxima corrente permissível pode alcançar 1.1: tensões de longa duração Notas a) As sobretensões indicadas na tabela 18.3 In. registra que as unidades capacitivas devem ser capazes de suportar continuamente uma corrente de valor eficaz igual a 1. apresenta os valores de tensão máxima de longa duração (regime permanente). suportadas pelos capacitores de tensão nominal acima de 1.4 TOLERÂNCIA DA CAPACITÂNCIA 26 Correção do Fator de Potência .3 CORRENTE Com relação à corrente máxima permissível a norma IEC 831-1. Estes fatores de sobrecorrente visam levar em conta os efeitos combinados de harmônicos. Em função do valor real da capacitância. TIPO Freqüência nominal Freqüência nominal Freqüência nominal Freqüência nominal Freqüência nominal Freqüência nominal mais harmônicos TENSÃO (valor eficaz) 1.15 Vn 1.

não elimina a necessidade de se curto-circuitar os terminais entre si e a terra. possuem resistores de descargas próprios. antes de qualquer manutenção.  7. pelo menos. 1. 27 Correção do Fator de Potência . 7. contatoras) e os cabos de alimentação dos capacitores devem ser dimensionados para suportar continuamente. em até 3 minutos.Com relação a capacitância são aceitas as seguintes tolerâncias em relação a capacitância nominal:  -5% a +15% para unidades capacitivas e bancos de capacitores de até 100kvar. fusíveis.5 vezes In. após o desligamento dos mesmos.6 RESISTOR DE DESCARGA Os capacitores de baixa tensão. 0 a +10% para unidades capacitivas e bancos de capacitores superiores a 100kvar.5 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO Os dispositivos de proteção e manobra (disjuntores. O fato de existir um dispositivo de descarga. que reduzem a tensão residual a 75V.

ESPECIFICAÇÃO DOS CAPACITORES DE ALTA TENSÃO 8.Capacitores de Potência em Derivação para Sistema de Tensão Nominal acima de 1000V (maio/88). à queima de unidades.2 TENSÃO A tabela 7. extraída da NBR 5282/88. c) A amplitude da sobretensão que pode ser tolerada sem significativa deterioração do capacitor depende da sua duração.000V. deve ser limitada ao tempo necessário para a reposição das condições normais de funcionamento.1: tensões de longa duração Notas: b) Para valores de tensão compreendidos entre 1.1 NORMAS As normas da ABNT. suportadas pelos capacitores de tensão nominal acima de 1. a duração da sobretensão devida. a serem utilizadas para a especificação.1 foram assumidas considerando que valores superiores a 1.31 In Tabela 7. 28 Correção do Fator de Potência .Guia para Instalação e Operação de Capacitores de Potência (julho/77). TIPO Freqüência nominal Freqüência nominal Freqüência nominal Freqüência nominal Freqüência nominal Freqüência nominal mais harmônicos TENSÃO (valor eficaz) 1. instalação e operação de capacitores em tensões superiores a 1000V.10 Vn. do número total de sobretensões e da temperatura do capacitor.1.15 Vn 1. NBR 5282 . são relacionadas a seguir:  NBR 5060 .  8.00 e 1. d) As sobretensões indicadas na tabela 18.30 Vn DURAÇÃO MÁXIMA contínua 12 horas por período de 24hs 30 minutos por período de 24hs 5 minutos 1 minuto Valor tal que a corrente não exceda a 1.15 Vn não ocorrem mais que 200 vezes durante a vida do capacitor. conforme nota b).10 Vn 1.00 Vn 1.20 Vn 1.8. por exemplo. apresenta os valores de tensão máxima de longa duração (regime permanente).

incluindo todos os harmônicos não exceda 1. após o desligamento dos mesmos.31 In.   8. excluindo os transitórios.e) Os capacitores projetados. os capacitores de alta tensão. Esta situação torna-se ainda mais crítica quando um banco de capacitores é energizado.2 2 vezes Vn. e 0 a + 5% para bancos de capacitores superiores a 30. 8.4 RESISTOR DE DESCARGA No caso geral.0Mvar a 30.0Mvar. devem ser especificados com resistores de descargas próprios.44 In 8. não elimina a necessidade de se curto-circuitar os terminais entre si e a terra. dependem do valor total da capacitância e da indutância do circuito. que possui magnitude e freqüência elevadas. registra que as unidades capacitivas devem ser capazes de suportar continuamente uma corrente de valor eficaz igual a 1. O fato de existir um dispositivo de descarga.0Mvar. 29 Correção do Fator de Potência . assim como do valor da tensão aplicada. a máxima corrente permissível pode alcançar 1.5 TOLERÂNCIA DA CAPACITÂNCIA Com relação a capacitância são aceitas as seguintes tolerâncias em relação a capacitância nominal:  -5% a + 10% para unidades capacitivas e bancos de capacitores de até 3. no instante do chaveamento a baixa impedância do banco faz com que apareça uma corrente de ligamento. 0 a + 10% para bancos de capacitores de 3. também conhecida como corrente de “inrush”.10 vezes a capacitância nominal. desde que a tensão de crista. que garantam reduzir a tensão residual a 50V. O valor da corrente e da freqüência. com outros bancos de capacitores já operando em paralelo. Em função do valor real da capacitância. podem operar até 12hs por período de 24 hs com até 110% da tensão nominal. antes de qualquer manutenção 8. esta situação é conhecida como energização “back-to-back”. conforme a NBR 5282.3 CORRENTE Com relação à corrente máxima permissível a NBR 5282/88. em até 5 minutos.6 APLICAÇÃO DE REATORES DE AMORTECIMENTO Quando um banco de capacitores é energizado. que pode ser no máximo igual a 1.0Mvar. e a potência máxima não exceda a 144% da potência nominal.

a instalação de reatores de amortecimento (ou reatores limitadores de corrente de ïnrush”). dispensando. a utilização de reatores. Mvar = potência trifásica do banco de capacitores. desta forma. Os valores máximos de corrente de ligamento e sua freqüência. irá proteger a chave ou o disjuntor a ser utilizado para o chaveamento. 30 Correção do Fator de Potência . bem como a sua freqüência. kV = tensão fase-fase do sistema. Os valores de Xc e Xl são calculados a partir das expressões: X X C  kV   2 M var 2 L kV   MVAcc onde. em cerca de 15 vezes a corrente nominal do banco de capacitores. e fmax = valor máximo da freqüência da corrente de ligamento em Hz. XC = reatância capacitiva do banco por fase em . O valor da corrente de ligamento se situa. A indutância dos reatores necessária será então uma resultante da limitação da chave ou do disjuntor. Existem disjuntores e chaves interruptoras que possuem resistores de pré-inserção que servem para limitar a corrente de ligamento. E = tensão fase-terra do sistema em kV. considerando a energização de um único banco de capacitores (sem outros bancos de capacitores em paralelo). XL = reatância indutiva do sistema. usualmente. Imax = valor máximo da corrente de ligamento em kA. Assim. por fase em .O projeto do capacitor e o arranjo do banco de capacitores devem leva em consideração os altos valores da corrente de ligamento. podem ser determinados a partir das expressões: I max   E 1  XC  XL  XC XL XC   XL  f max  60  onde. vista do ponto de instalação do banco. e MVAcc = potência de curto-circuito do sistema.

chaveamento de bancos de capacitores em paralelo A indutância Lo possui valor baixo. fmax = valor máximo da freqüência da corrente de ligamento em Hz.2H trifásica Bancos de capacitores 1. Imax = valor máximo da corrente de ligamento em kA.valores aproximados de indutância Os valores máximos de corrente de ligamento se situam em uma faixa de 20 até 250 vezes a corrente nominal. o valor da corrente e freqüência dependem basicamente da indutância existente entre os bancos de capacitores.Quando um banco de capacitores em paralelo com um ou mais bancos de capacitores é energizado. 31 Correção do Fator de Potência . E = tensão fase-terra do sistema em kV. Neste caso. Lo = indutância entre os bancos de capacitores em H.08H/m Cabo trifásico 0.2 .8H Chave a óleo (15kV x 400A) 1. uma corrente de ligamento adicional fluirá devido à descarga dos capacitores energizados sobre o banco de capacitores que está sendo energizado. C = capacitância equivalente do circuito em F.24H/m Chave a óleo (15kV x 200A) 0. Esse valor deve ser sempre verificado para que se assegure que a chave ou disjuntor sejam capazes de suportá-lo. dependendo basicamente da distância entre dois bancos de capacitores adjacentes.0H/banco Disjuntor consultar fabricante Chave a vácuo desprezível Tabela 7. A figura 7.2 apresenta alguns valores típicos de indutância. Os valores máximos de corrente de ligamento e freqüência associada podem ser calculados pelas fórmulas: C I max  2 E Lo 1 f max  2 C  Lo onde. que podem ser utilizados na falta de informações mais precisas.1 ilustra a situação descrita: Lo C CC C C 1 2 1 2 C 1 C2 Figura 7. A tabela 7.1 . ITEM INDUTÂNCIA Cabo monofásico 1.

32 Correção do Fator de Potência . disjuntores. A determinação da corrente e frequência de ligamento associadas à energização de bancos de capacitores pode ser feita. com maior precisão através da utilização de programa computacional específico para análise de transitórios como o ATP Alternative Transients Program. facilitando a especificação de reatores limitadores.A forma de se assegurar um valor menor de corrente de ligamento. e a simulação de diversas situações de chaveamento. páraraios e etc. inclusive de elementos não lineares como característica V x I de pára-raios e de transformadores operando em saturação. que permite uma modelagem detalhada dos elementos do sistema. consistiria na aplicação de reatores limitadores de corrente em série com os bancos de capacitores.

 NBR 5060 . REFERÊNCIAS  IEEE Std.  NBR 5282 .Legislação e Tecnologia para Correção.IEEE Recommended Practice for Electric Power Distribution for Industrial Plants. Palestra Técnica da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do CREA/RJ.Capacitores de Potência.  Regulamentação sobre Fator de Potência . Palestra Técnica da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do CREA/RJ. e  Correção do Fator de Potência e Interferência Harmônica.Ascarel para Transformadores e Capacitores .9.  IEC 831-1 Shunt power capacitors of the self-healing type for ac systems having a rated voltage up to and including 1000V (1996). Eng Roberto Cunha de Carvalho e Fabio Lamothe Cardoso.Características e Riscos (junho/97  Manual INDUCON . Eng Roberto Cunha de Carvalho.Capacitores de Potência em Derivação para Sistema de Tensão Nominal acima de 1000V. 141/93 . 33 Correção do Fator de Potência . Agosto/2000.Guia para Instalação e Operação de Capacitores de Potência.  NBR 8371 .

Agosto/2000. NBR 5060 . e Capacitores -        34 Correção do Fator de Potência . NBR 5282 .Capacitores de Potência em Derivação para Sistema de Tensão Nominal acima de 1000V. REFERÊNCIAS  IEEE Std. IEC 831-1 Shunt power capacitors of the self-healing type for ac systems having a rated voltage up to and including 1000V (1996).Capacitores de Potência. Eng Roberto Cunha de Carvalho e Fabio Lamothe Cardoso. Eng Roberto Cunha de Carvalho. Palestra Técnica da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do CREA/RJ.Legislação e Tecnologia para Correção. Palestra Técnica da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do CREA/RJ.Ascarel para Transformadores Características e Riscos (junho/97 Manual INDUCON . e Correção do Fator de Potência e Interferência Harmônica.Guia para Instalação e Operação de Capacitores de Potência. NBR 8371 . Regulamentação sobre Fator de Potência .10.IEEE Recommended Practice for Electric Power Distribution for Industrial Plants. 141/93 .