CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE JOINVILLE – ANHANGUERA ENGENHARIA CIVIL / MECÂNICA / PRODUÇÃO

RELATÓRIO TESTE DA CHAMA

AUTORES: SANDO MARCIO N. LUIZ – RA: 5643126623 - ENG. CIVIL JURANDIR - RA: 515450 - ENG. CIVIL DEIVID J. DA SILVA – RA: 5631102801 - ENG. MECÂNICA VALDECIR BONES – RA: 5213970876 – ENG. MECÂNICA

DOCENTE: PROFº. SALVINO ANTÔNIO DA SILVA JUNIOR

JOINVILLE, SC 2012

RESUMO: Utilizaram-se bastões de vidro com algodão na extremidade para levar as soluções aquosas definidas de sais de metais variados à chama do bico de Busen para observar a cor da chama. Também foram colocadas duas soluções não conhecidas na chama para identificar o sal desconhecido. Observaram-se diferentes cores para as diferentes soluções e foi possível identificar os sais que continham nas soluções-problema.

OBJETIVO Tal prática teve como objetivo detectar alguns cátions por meio da cor produzida na chama. Observar o fenômeno de emissão luminosa por excitação e correlacionar com o modelo atômico de Bohr. Verificar a distribuição eletrônica dos elementos e tomar contato com as regiões do espectro eletromagnético. INTRODUÇÃO Uma das mais importantes propriedades dos elétrons é que suas energias são "quantizadas", isto é, um elétron ocupa sempre um nível energético bem definido e não um valor qualquer de energia. Se, no entanto um elétron for submetido a uma fonte de energia adequada (calor, luz, etc.), pode sofrer uma mudança de energia, passando-se assim de um nível mais baixo para outro mais alto (excitação). O estado excitado é um estado metal-estável (de curtíssima duração) e, portanto, o elétron retorna imediatamente ao seu estado fundamental. A energia ganha durante a excitação é então emitida na forma de radiação visível do espectro eletromagnético que o olho humano é capaz de detectar. Como o elemento emite uma radiação característica, ela pode ser usada como método analítico. Em geral, os metais, sobretudo os alcalinos e alcalinos terrosos são os elementos cujos elétrons exigem menor energia para serem excitados.

MATERIAIS E MÉTODOS MATERIAIS UTILIZADOS: 1) Bico de Bunsen; 2) Conta-Gotas; 3) Filtro Azul de Cobalto; 4) Fio de Platina / Níquel-Cromo; 5) Fósforo; 6) Papel Toalha; 7) Pipeta Graduada; 8) Pipetador Pump; 9) Pisseta; 10)Vidro de Relógio. REAGENTES UTILIZADOS: 1) Água Destilada; 2) Ácido Clorídrico; 3) Cloreto de Bário; 4) Cloreto de Cálcio; 5) Cloreto de Chumbo; 6) Cloreto de Cobre; 7) Cloreto de Lítio; 8) Cloreto de Magnésio; 9) Cloreto de Potássio; 10)Cloreto de Sódio. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL: Acendeu-se a chama do bico de Bunsen e calibrou-se a entrada de ar para obter uma chama azulada quase transparente. Limpou-se o fio metálico que foi utilizado no experimento, mergulhando-os em solução de ácido clorídrico concentrado, previamente colocado no vidro de relógio, e em seguida, aquecendo-

os em rubro na chama do bico de Bunsen. Esse processo foi repetido várias vezes, até que a chama do bico de Bunsen não alterasse sua coloração. Em seguida mergulhou-se o fio limpo na solução da amostra em estudo e observou-se a coloração da chama utilizando um filtro azul de cobalto, isso foi feito com todos os cloretos. Anotou-se então o resultado em uma tabela. E por fim comparou-se com os resultados dos outros grupos.

RESULTADOS

Os procedimentos realizados durante o experimento foram observados e anotados, sendo assim foi constituída a tabela abaixo: Reagentes Cloreto de Bário Cloreto de Cálcio Cloreto de Chumbo Cloreto de Cobre Cloreto de Lítio Cloreto de Magnésio Cloreto de Potássio Cloreto de Sódio Verde Laranja Azul Azul Esverdeado Vermelho Rosado Violeta Alaranjado Violeta Amarela Coloração

CONCLUSÕES Conclui-se então que o experimento foi bem sucedido, pois quase não houve erros, já que só houve divergência apenas na coloração do cloreto de magnésio. Esse desacordo pode ser dado pelo fato dos reagentes conterem impurezas, pela contaminação do fio de níquel-cromo etc.

QUESTÕES 1) Quais os postulados de Bohr? R: 1) Um elétron em um átomo se move em uma órbita circular em torno do núcleo sob influência da atração coulombiana entre o elétron e o núcleo, obedecendo às leis da mecânica clássica. 2) Um elétron só pode se mover em uma órbita na qual seu momento angular orbital L é um múltiplo inteiro da constante de Planck dividida por 2p. 3) Apesar de estar constantemente acelerado, um elétron que se move em uma dessas órbitas possíveis não emite radiação eletromagnética. 4) É emitida radiação eletromagnética se um elétron, que se move inicialmente sobre uma órbita de energia Ei, muda seu movimento descontinuamente de forma a se mover em uma órbita de energia total Ef. A freqüência da radiação emitida n é igual à quantidade (Ei-Ef) dividida pela constante de Planck. 2) Usando o sódio como exemplo, qual o ΔE dos elétrons que estão sofrendo essa transição eletrônica? R: ΔE = h.f > E = 6,63x10-34. 5,3x1014 > E = 35,13x10-20 J 3) Estes testes são conclusivos para identificar um elemento? R: Não. Porque existe mais de um elemento que emite a mesma coloração na chama. Portanto, o teste de chama pode restringir o número de elementos possíveis de ser aquele que você está identificando, mas não te dá uma resposta definitiva. 4) Quando uma espécie não apresenta coloração ao ser colocada na chama, podemos afirmar que não está ocorrendo transição eletrônica? Justifique. R: Não. Pois pode estar ocorrendo duas situações: A substância pode está emitindo uma freqüência de luz azul quando exposta a chama, como o cobalto, por exemplo. Como a chama é azul, não é facilmente visível a emissão de luz. No entanto, pode acontecer da substância emitir uma freqüência de luz não visível a olho nu, como infravermelho e ultravioleta, tornando assim impossível a sua visualização. BIBLIOGRAFIA 1) RUSSEL, J. B.; Química Geral. 2 ed. São Paulo: Editora Makron Books, 1994. 2) CHESMAN,C.; ANDRÉ, C.; MACÊDO, A.; A Física Moderna: experimental e aplicada. 2 ed. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2004.

3) OLIVEIRA, I.S. Física Moderna: para iniciados, interessados e aficionados. Vol.1 São Paulo: Livraria da Física, 2005. 4) ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente. Tradução de Ricardo Bicca de Alencastro. 3 ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.