CURSO DE DIREITO

Mário César Ribeiro Reis

Direito Processual Penal
Provas em espécie

Salvador 2012

sobre orientação do professor João Paulo Piropo. Salvador 2012 2 . do 8º semestre noturno.CURSO DE DIREITO Mário César Ribeiro Reis Direito Processual Penal Provas em espécie Trabalho apresentado à disciplina Direito Processual Penal. como requisito de avaliação.

9 Do interrogatório do acusado Da confissão Declaração do ofendido Da prova testemunhal Reconhecimento de pessoas e coisas Acareação Da prova documental Dos indícios Das provas provenientes de busca e apreensão 2.8 2.1 Do exame do corpo de delito.6 2. CONCLUSÃO 4. DAS PROVAS EM ESPECIE 2.5 2. e das perícias em geral 2. BIBLIOGRAFIA 11 12 3 .SUMÁRIO 1.7 2.4 2. Dos meios de prova 2.1. INTRODUÇÃO 04 04 04 05 1.3 2.2 2. Das prova 1.10 3.2.

e strictu: provando quem cometeu o ato. o fato originador da lide. Nisto. meio. impondo desta forma o ônus a quem a apresenta. Ou seja. temos a testemunha. visto que este depende de existência de provas. Ainda. Os vestígios são objetos de prova. o corpo delito é meio. Assim. Dos meios de provas. quanto ao efeito em plena e não plena ou indiciária. que é a comprovação do fato. faz-se interessante lastrear o tema nas sucintas definições que se seguem: 1. reconhecer. dentre outros. a sentença dá-se em razão do livre convencimento do juiz. Necessário se faz distinguir provas e meio de prova. quanto à origem em originária e derivada. A palavra probation vem do latim e originase do verbo probare que significa examinar. a via necessária para alcançar um fim. visto que a verdade tem caráter relativo. chegando-se a verossimilhança do fato. persuadir. em se sendo um sujeito de prova e o testemunho como meio de prova. assim como as próprias provas. o caminho. condenar alguém à algo. mais uma vez. em sentido latu: provando-se que existiu um crime. Especificamente no direito processual penal brasileiro a prova é um instrumento necessário à formulação do convencimento do juiz à condenação do réu. pois nela lastreia-se a veracidade do fato afirmado pela parte. documental e material. se não o principal. a maior proximidade possível da realidade fática presumida. a qual incide na reserva legal no que tange à existência do crime. 1. Da prova. O desdobramento processual esperado. neste caso. por si só tornase irrelevante frente ao testemunho. adverbio de modo. Classificam-se as provas quanto ao objeto em direta e indireta. é relativa. demonstrar. pois esta. INTRODUÇÂO O presente trabalho visa explanar sobre provas em espécie. ao máximo da certeza necessariamente legal ao convencimento do juiz e não à busca da verdade. podendo ser um testemunho ou um documento 4 . Como exemplo. ou seja. Classificam-se os meios de prova como reais ou pessoais quando neste há ligação subjetiva e aquele a existência material de uma coisa ou fato externo ao homem. dá-se em razão de condena-lo por algo [fato] comprovadamente. utilizando-se das provas. Necessário pela presunção de inocência. é.1. quanto a forma em testemunhal. Assim.2. tende a ser confirmado através das provas. visto que a testemunha. como meios históricos quando representam um fato. posto na demanda pretendida. porém. a forma.1. a prova apresenta-se como um dos mais importantes instrumentos motivadores desta decisão judicial.

fotografias. desde que sigam os requisitos de validade por meios moralmente legítimos. onde através da perícia fará exame técnico em pessoa ou coisa e elaborará laudo pericial. como filmes. Salutar dizer que no Direito brasileiro os meios de provas não são taxativos e que além dos especificados pelo legislador. O exame é obrigatório. elucidação ou descoberta de elementos de provas. sendo necessários dois. O conjunto de vestígios materiais ou sensíveis deixados pela infração penal é chamado corpo de delito. aceitam-se as provas atípicas ou inominadas. conforme o artigo 158 do CPP (“Quando a infração deixar vestígios. será indispensável o exame de corpo de delito. que atuam no caso de não haver oficial. LVI da CF/88. Podemos definir como aquelas que atuam diretamente de forma persuasiva a fim de auxiliar o livre convencimento do juiz. não devendo ser proibidas nem ilícitas já que estas últimas são vedadas pelo artigo 5º. Algumas Prova Ilícita  Aquelas resultantes de proibição de direito material  Ofensiva a Lei – (Vedação de Segredo profissional)  Ofensiva aos Costumes – (Revelação de Segredo)  Ofensiva à Boa-Fé – (Uso de gravador disfarçado)  Ofensiva à Moral – (Recompensa de Parceiro no Adultério)  Ofensiva ao Direito – ( Escuta Telefônica) 2. Pode ainda ser não oficial. O perito é um sujeito de prova sendo o laudo pericial um meio de prova usado para o convencimento do juiz. etc. ou seja.1. E DAS PERÍCIAS EM GERAL (artigos 158 a 184 CPP). podendo ser feito o 5 . hábil e capacitada. Destas podemos majorar o valor de duas: perícia e testemunha. nas infrações que deixam vestígios. DO EXAME DO CORPO DE DELITO. que é convocado pela autoridade policial ou pelo juiz da causa. que é uma pessoa com formação cultural especializada. que servirá como meio de prova para auxiliar o juiz ou as partes na valoração.e meios críticos os que apenas conduzem aos indícios.. DAS PROVAS EM ESPÉCIE As provas em espécie estão tipificadas no código de processo penal. não podendo supri-lo a confissão do acusado) em crimes não transeuntes ou delicta facti permanentis. O perito pode ser oficial. funcionários públicos de carreira (apenas um é necessário). ou seja. o qual será periciado a fim de obtenção de provas relativas à materialidade de uma infração penal. As provas periciais devem ser feitas tecnicamente por um perito. 2. a fim de comprovar fatos. direto ou indireto.

Mas. podendo ser feito o exame de forma indireta. individualmente. §1º. privativo do juiz. logo. como condição de procedibilidade. Por isto é possível. O interrogatório é o último ato da instrução processual conforme disposição da Lei 11. não há o porquê de coagir um réu que não quer vir depor. segundo entendimento da corrente dominante. pode ser juntado ao longo do processo.exame de forma diretamente sobre o vestígio deixado. onde o exame pericial funciona como condição de procedibilidade. antes. 2. Importante salutar que conforme o artigo 564. especializadas sobre a matéria em questão ou sobre o objeto de perícia. como exemplo o laudo de constatação no caso de drogas (artigo 50. III. entende os doutrinadores ser este ato desprezível. a fim de auxiliar a parte no ônus da prova ou contraditório. Assim. era o primeiro ato da instrução processual. Contudo há exceções onde a pericia é necessária para oferecer a denúncia. pode se transformar em meio de prova caso haja confissão do acusado. Este. a condução coercitiva. se não houver exame de corpo de delito direto ou indireto. substituindo o vestígio por prova documental ou testemunhal. DA CONFISSÃO (artigos 197 a 200 CPP). Ou contrário. Salutar trazer a obrigatoriedade da presença de advogado. Correlatamente ao perito. DO INTERROGATÓRIO DO ACUSADO (artigos 185 a 196 CPP). isso acarretará a nulidade absoluta do processo ou se no final do processo não houver a comprovação do corpo de delito. nele. Assim sendo. 6 . não deixa vestígios. o assistente técnico é um auxiliar das partes enquanto um perito é auxiliar do juiz. à medida que o réu coagido pode exercer o direito ao silêncio. “b” do CPP. da Lei 11. É o ato pelo qual o juiz da causa (ou juiz deprecado por este) ouve o acusado.contraditório à medida que as partes têm direito a perguntas. conforme Art.2. 400 CPP. deve o juiz prolatar sentença absolutória pela ausência de comprovação da materialidade. e a violação de direitos autorais. Já a ausência do MP é causa de nulidade relativa. que alterou o Art. e da entrevista prévia e reservada do acusado com seu defensor. O exame de corpo de delito não funciona. o assistente técnico é o profissional que traz informações técnicas. mas. a menos que ocorro em segredo de justiça. ao contrário.719/2008. já que é uma oportunidade do acusado convencer o juiz acerca de sua inocência. Ato este personalíssimo. Prevalece na doutrina o entendimento de que se trata de um meio de defesa. científicas ou artísticas. artigo 525 CPP. 180 CPP. em regra. sendo ainda possível sua elaboração. Caracteriza-se ainda por ser um ato oral e público. Pois. exercendo desta forma uma forma de autodefesa. 2. sobre a imputação que lhe é feita. o delicta facti transeuntis. mas. conforme artigo 158 CPP. Caso contrário há a nulidade absoluta.343/2006).3.

consideram-se testemunhas as pessoas físicas que em juízo declaram. visto que a vítima é o titular eventual do bem jurídico atingido. 2. pois é o interessado . explícita ou implícitae retratável. o acusado possa se retratar do que disse. sempre que possível. em consonância com demais provas torna-se um meio de prova. sendo assim. O ofendido será qualificado e perguntado. sob o crivo do contraditório.Consiste no reconhecimento do acusado. Nisto. Deve haver compatibilidade e concordância com as demais provas do processo.5. ao ponto de alguns doutrinadores chamarem a confissão de testemunho duplamente qualificado. seguindo os demais meios de prova. Como características se destacam a: a) Judicialidade ou imediação judicial. Tem uma grande valoração. podem ser testemunhas as pessoas cujas declarações são entendidas pelas autoridades judiciárias (Tribunal e Ministério Público) e outras autoridades competentes (por exemplo a Polícia) como uteis e que podem facilitar a elucidação da verdade de um crime. Judicial é a perante o Juiz. judicial ou extrajudicial. quanto a verdade dos fatos pertinentes à acusação que lhe é feita. quando traz algo novo para complemento do fato. sob palavra de honra. destas. total ou parcial (divisibilidade). a prova testemunhal é aquela colhida em juízo. conforme o artigo 190 CPP. Desta forma não é considerada testemunha. DA PROVA TESTEMUNHAL (artigos 202 a 225 CPP) A testemunha é aquela pessoa que relata o que viu ou ouviu. explicando sempre as razões de sua ciência ou as circunstâncias pelas quais possa se avaliar a sua credibilidade.4. DECLARAÇÃO DO OFENDIDO (artigo 201 CPP). mas. Em consequência. antes da sentença. Ou seja. A retratabilidade permite que a qualquer momento. 2. indaga-se os motivos e estimula-se a delação de possíveis participes. e. quem seja ou presuma ser o seu autor e as provas que possa indicar. É explícita quando o próprio réu está no interrogatório. se bem que suas declarações são tidas com reserva. Mas. A confissão pode ser simples ou qualificada. O Ofendido pode ser ouvido como informante. visto que os fatos recai sobre quem confessa: o acusado. A extrajudicial quando perante o delegado. 7 . pois. o que sabe sobre os fatos em litígio no processo penal. sobre: as circunstâncias da infração. o acusado admite como verdadeiros todos ou quase todos os fatos lhes imputados na acusação. O artigo 202 do CPP diz que toda pessoa poderá ser testemunha. Reduzindo a termo as suas declarações. É simples quando assume os fatos. a valoração do seu testemunho a fim de meio de prova. implícita quando este pratica ato que caracteriza ser o autor do dano. É Qualificada. As suas declarações. que percebeu com seus sentidos. ainda assim. ou ainda. tem valor relativo.

em função do rito.exame direito. São as legalmente permitidas. inicialmente . ou seja.b) Oralidade. dentro do número que se pode arrolar. No procedimento comum. Desta forma. também chamado de método de exame direito e cruzado. cada testemunha é ouvida separadamente da outra. Cross-examination as to facts (em relação aos fatos): a testemunha é reinquirida a respeito dos fatos já abordados no primeiro exame. O depoimento de deficientes auditivos ou mudos. exceto quando inseparáveis do fato narrado. não podendo emitir suas opiniões. ao invés do modelo presidencialista. a testemunha é submetida ao exame cruzado pela parte contrária. Vice. a novidade é a adoção do sistema do cross-examination. a testemunha é inquirida por quem a arrolou. II. §1º CPP. para evitar contato entre elas e possivel influência de uma com a outra ou combinação. f) Contraditoriedade já que o depoimento da testemunha está passivo a reperguntas. Presidente do Senado. estes segundo o Art. Tendo como exceção: I. já que a testemunha deve depor apenas sobre os fatos presenciados ou rumores destes. e) Retrospectividade à medida que a testemunha depõe somente sobre fatos passados. Art. onde se segue a seguinte forma: DEFICIÊNCIA PERGUNTA RESPOSTA Mudo Surdo Surdo e mudo Surdomudo e analfabeto oralmente por escrito por escrito Utiliza-se pessoa que se comunica por sinais por escrito oralmente por escrito Utiliza-se pessoa que se comunica por sinais c) Individualidade. podendo fazer breve consulta a rascunho. Cross-examination as to credit: perguntas são formuladas a fim de verificar a credibilidade do depoente. 204 CPP. podem ser classificadas da seguinte forma: a) Testemunhas numerárias: oito no comum ordinário. Esse exame cruzado pode ser dividido de duas formas: I. cinco no sumário e cinco/três no juizado. são pessoas que têm a faculdade de depor por escrito. As testemunhas. II. que deve emitir sua opinião. como no caso do perito. que figuram inicialmente como sujeito de prova. Presidente da Câmara e Presidente do STF. peça chave deste meio de prova. 8 . O Presidente. visto que a testemunha não pode trazer seu depoimento por escrito. 221. d) Objetividade. Depois.

A testemunha não será excluída (como na contradita). III . a parte só pode substituir a testemunha: I .” Durante a produção da prova testemunhal. Art.que.b) Testemunhas extranumerárias: não são computadas para efeito de aferição do número de testemunhas legalmente permitido. Vale dizer que a defesa pode arrolar as mesmas testemunhas do MP e em regra. não for encontrada pelo oficial de justiça. sendo ouvida a pedido do juiz ou das partes. g) Testemunha da coroa: é o agente infiltrado que obtém informações sobre determinado crime.que falecer. Testemunhas que nada sabem que interesse à decisão da causa. E a substituição se danos casos previstos no CPC: “Art. tendo mudado de residência. estes serão ouvidos por videoconferência. a desistência da oitiva de testemunhas é possível a qualquer momento. o acusado será retirado da sala de audiência. Não entra no número permitido. se o acusado se recusar a assinar suas declarações. 9 . II. 209. III. d) Testemunha referida: a que foi mencionada por outra. b) Arguição de parcialidade: alegação de circunstância que torna a testemunha suspeita de ser parcial. Depois de apresentado o rol. e) Testemunha própria: é aquela que depõe sobre a infração penal. a testemunha será ouvida. f) Testemunha imprópria ou instrumentária ou fedatária: é aquela testemunha que presta declaração sobre a regularidade de um ato do inquérito ou do processo criminal. não estiver em condições de depor. Testemunhas ouvidas por iniciativa do juiz. Se houver risco de constrangimento ao ofendido ou à testemunha. c) Informante: é a testemunha que não presta compromisso legal de dizer a verdade. c) Retirada do réu da sala de audiência: art. mas. O objetivo da contradita é excluir a testemunha.6RECONHECIMENTO DE PESSOAS E COISAS (artigos 226 a 228 CPP). Se não for possível a videoconferência. §1º CPP. podem haver os seguintes incidentes relacionados abaixo: a) Contradita: significa impugnar. tal fato deve constar em ata. por enfermidade. de que trata o artigo antecedente. se a testemunha já começou a depor. 408. II . com o objetivo de que a testemunha impedida de depor seja excluída. No interrogatório em juízo. Testemunhas que não prestam o compromisso legal. não são necessárias as duas testemunhas impróprias. mesmo antes ou durante a própria audiência. não é possível desistir. constará na ata a arguição de parcialidade. porém sua imparcialidade estará prejudicada. II.que. São elas: I. Neste caso. 217 CPP.

deverá ser juntado aos autos com antecedência mínima de 3 dias para ciência da parte contrária. 400 do CPP. a sua função vem descrita no proprio texto do CPC: Art. mas também pode ser feita em juízo. O Código de Processo Penal no art. para: a) prender criminosos. quando fundadas razões a autorizarem. presencialmente.7ACAREAÇÃO (artigos 229 e 230 CPP). II. Pode ser determinada de ofício pela autoridade policial ou judicial e pode ser requerida por ambas as partes. seguindo o art. Considera-se indício a circunstância conhecida e provada. II. II. entre as testemunhas. Na prática o Juiz aceita na hora desde que a outra parte concorde. II. tendo relação com o fato. entre o acusado e vítima e pode também ser feita na fase do inquérito ou na ação penal. Acarear é confrontar os depoimentos das pessoas. Ao juntar um documento a outra parte pode impugná-lo e até arguir o incidente de falsidade documental. No Processo Comum as partes podem juntar documentos em qualquer fase do processo.9DOS INDÍCIOS (artigo 239 CPP). Já no Processo do Júri.8DA PROVA DOCUMENTAL (artigos 231 A 238 CPP). Pode ser feita entre os acusados. por exemplo: a pessoa que vai reconhecer não pode ser vista pela pessoa a ser reconhecida e esta deve ser colocada junto com outras pessoas que tenha características mais ou menos parecidas. onde somente com autorização judicial ocorrerá. para esclarecer pontos divergentes nos depoimentos destes. autorize. 226 estabelece algumas regras para reconhecimento.10 DAS PROVAS PROVENIENTES DE BUSCA E APREENSÃO (artigos 240 a 250) É uma medida cautelar que necessita a presença do fumus boni iuris e do periculum in mora. § 1o Proceder-se-á à busca domiciliar. Esta prova é constituída de fragmentos e de circunstâncias que vão se juntando umas as outras. O juiz determina o local. entre as testemunhas e o acusado.Também um tipo de prova que na maioria dos casos é feito pela autoridade policial. A busca será domiciliar ou pessoal. 10 . b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos. É possível também o reconhecimento por fotografia. que. 240. por indução. concluir-se a existência de outra circunstância. mas só é aceito por uma parte da jurisprudência. Basicamente.

0 CONCLUSÃO. obtido de forma legal e moralmente correta e que venha auxiliar o juízo do magistrado a acerca de sua decisão. d) apreender armas e munições. 3. Todos os objetos encontrados. que podem ser inclusive descartadas por baixo valor. h) colher qualquer elemento de convicção. f) apreender cartas. pessoa ou ato. a capacidade probatória de determinada parte. As provas representam a tênue linha entre a condenação e absolvição de determinado acusado. Principalmente pelo hall de provas não ser taxativo. abertas ou não. 11 . § 2o Proceder-se-á à busca pessoal quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a f e letra h do parágrafo anterior. assim como depoimento dos agentes envolvidos podem ser usados como meios de prova. e) descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu. instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados a fim delituoso. quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato. contrariamente à quantidade. não se restringe às figuras aqui apresentadas. valendo sempre o peso da provação proporcionada pela coisa ou ato. Ou seja.c) apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos. g) apreender pessoas vítimas de crimes. destinadas ao acusado ou em seu poder. O poder de influência da convicção e motivação do juiz é lastreado na qualidade das provas. É possível se apresentar toda e qualquer coisa.

Acesso em 14/06/2012. São Paulo: Saraiva.BIBLIOGRAFIA TOURINHO FILHO. ed.org/wiki/%C3%94nus_da_prova. Ônus da Prova. 2006. 8. WIKIPEDIA.wikipedia. Fernando da Costa. Disponível em http://pt. 12 . Manual de Processo Penal.