Hipertensão arterial A hipertensão arterial ou pressão alta, é uma doença crónica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea

nas artérias, o que faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos; além do coração ela ainda ataca o cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins. Ocorre quando a medida da pressão se mantém freqüentemente acima de 140 por 90 mmHg ( Milímetro de mercúrio). A hipertensão pode ser classificada em: Hipertensão arterial primária: a forma que não tenha uma causa atribuível e identificável. É o tipo mais comum e afeta cerca de 95% dos hipertensos. Hipertensão arterial secundária: é a situação de Hipertensão arterial na qual há o predomínio de um fator causal. Mecanismo de controle da pressão arterial Envolvidos no comportamento da pressão arterial existem múltiplos fatores:
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Mecanismos neurais: Mecanismos que envolvem fatores ligados ao sistema nervoso. Mecanismos renais: Mecanismos ligados ao funcionamento dos rins. Mecanismos vasculares: Mecanismos ligados a estrutura e função dos vasos sanguíneos. Mecanismos hormonais: Mecanismos ligados a hormônios.

Quando não há um predomínio de um dos mecanismos acima, a situação é chamada de Hipertensão arterial primária. É a situação mais comum. Causas : 90% dos casos de hipertensão não têm suas causas claramente definidas, estamos falando da hipertensão arterial essencial ou primária.Entretanto, alguns fatores podem influenciar esta hipertensão essencial (alimentação muito gordurosa, genética, estresse, idade, obesidade, dentre outros) Vírus e hipertensão? De acordo com um estudo realizado por médicos chineses e publicado em agosto de 2011, a hipertensão arterial pode ser provocada por um vírus. Este último é o citomegalovírus (CMV), o vírus provoca infecção na maioria dos seres humanos em algum momento de suas vidas, não apresentando sintomas e, portanto, muitas vezes passa despercebida. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de uma vacina que impeça a ocorrência da hipertensão. No entanto, a investigação está em fase preliminar e é atualmente prematuro prever uma data para o lançamento da vacina.

Pressão arterial sistólica e diastólica: Pressão arterial sistólica (PAS) é o maior valor verificado durante a aferição de pressão arterial então Pressão arterial diastólica (PAD) vai ser o menor valor verificado durante a aferição de pressão arterial. Exemplo: 120 por 80; onde 120 refere-se à pressão arterial sistólica e 80 refere-se à pressão arterial diastólica, ambas medidas em milímetros de mercúrio (mmHg). Trata-se da medida de pressão arterial verificada quando da contração dimensional cardíaca para a impulsão sanguínea às partes corporais extracardíacas, indicativa da força do fluxo nas artérias.
Sociedade Brasileira de Cardiologia Sociedade Brasileira de Hipertensão Sociedade Brasileira de Nefrologia[10]

Sociedade Europeia de Hipertensão Sociedade Europeia de Cardiologia[9]

Pressão sistólica
(mmHg)

Pressão diastólica
(mmHg)

Óptima Normal Normal alta

Ótima Normal Limítrofe

<120 120–129 130–139 140-159 160-179 ≥ 180 ≥ 140

<80 80-84 85-89 90-99 100-109 ≥ 110 < 90

Hipertensão de grau I Hipertensão estágio I Hipertensão de grau II Hipertensão estágio II Hipertensão de grau III Hipertensão estágio III Hipertensão sistólica isolada Hipertensão sistólica isolada Sinais e sintomas:

A hipertensão raramente é acompanhada de outros sintomas, e o seu diagnóstico normalmente acontece depois de um rastreio ou durante uma consulta médica para outros problemas. Uma parte significativa de hipertensos revela sofrer de dores de cabeça (sobretudo na parte posterior da cabeça e durante a manhã), assim como sensação de desmaio, vertigens, zumbidos, distúrbios na visão.Durante um exame físico, pode-se suspeitar de hipertensão caso se verifique retinopatia hipertensiva durante a observação do fundo do globo ocular. Normalmente, o grau de severidade da retinopatia hipertensiva é classificado numa escala de I a IV, embora possa ser difícil distinguir os graus intermédios entre si. Durante a gravidez: A hipertensão manifesta-se em cerca de 8 a 10% dos casos de gravidez. A maior parte das mulheres com hipertensão durante a gravidez registavam anteriormente hipertensão primária, embora a pressão arterial elevada durante a gravidez possa ser o primeiro sintoma de pré-eclampsia, uma condição grave que pode ocorrer durante a segunda metade da gravidez e durante o período pós-natal. A pré-eclampsia caracteriza-se pela subida da pressão arterial e pela presença de proteínas na urina. Ocorre em cerca de 5% das gravidezes e é responsável por cerca de 16% da mortalidade materna a nível mundial

Durante a infância: Sintomas como a dificuldade de crescimento, convulsões, irritabilidade, fadiga e síndrome da angústia respiratória do recém-nascido em recém-nascidos e bebés podem estar associados à hipertensão. Em crianças mais velhas, a hipertensão pode levar a dores de cabeça frequentes, irritabilidade sem causa aparente, fadiga, dificuldade de crescimento, visão turva, hemorragia nasal ou paralisia facial. Complicações: A hipertensão é o mais importante fator de risco evitável nos casos de morte prematura à escala mundial. Aumenta significativamente o risco de cardiopatia isquémica, acidentes vasculares crerebrais, doença arterial periférica, e outras doenças cardiovasculares, incluindo insuficiência cardíaca, aneurisma da aorta, aterosclerose e embolia pulmonar. A hipertensão arterial constitui ainda um fator de risco para o transtornos cognitivos e demência, e para a insuficiência renal crónica. Outras complicações podem ainda incluir a retinopatia hipertensiva e a nefropatia hipertensiva. Algumas medidas preventivas:
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manter o peso normal em adulto (i.e. índice de massa corporal de 20–25 kg/m2); reduzir o consumo de sódio para <100 mmol/ dia (<6 g de cloreto de sódio ou <2,4 g de sódio por dia); praticar actividade física aeróbica de forma regular, como caminhar a pé (≥30 min por dia, a maior parte dos dias da semana); limitar o consumo de álcool a 3 unidades por dia em homens e 2 unidades por dia em mulheres; manter uma dieta rica em fruta e vegetais (pelo menos cinco porções por dia).

Hipertensão e atividade física: A atividade física altera a pressão sangüínea, mas, esta alteração depende da pressão arterial do indivíduo, ou seja, em indivíduos com PA normal, pouca alteração ocorre com o treinamento, mas, provocam reduções significativas em indivíduos hipertensos leves e moderados. Os exercícios aeróbios moderados e de longa duração são os mais eficientes na diminuição ou na regularização da PA, principalmente quando associados à redução do peso corporal e da ingestão de sal.Os programas de exercícios devem ser de predominância aeróbia, como caminhadas, corridas leves, ciclo ergômetros, ciclismo, natação, etc. A freqüência das atividades não deve ser inferior a 4 vezes por semana, com a duração inicial de 30 minutos aumentando gradativamente a 1 hora e a intensidade entre 40 a 65 % da máx.Fc. (freqüência cardíaca máxima). Pressão arterial nos exercícios de braço: o fluxo sangüíneo para os braços durante o exercício exige uma cabeça de pressão sistólica muito maior. É evidente que essa forma de exercício representa um esforço cardiovascular maior, pois o trabalho do coração aumenta consideravelmente. Conclusão: A atividade física pode aumentar a capacidade cardiovascular e reduzir a demanda de oxigênio pelo miocárdio para um dado nível de exercício, tanto em indivíduos normais, quanto na maioria dos pacientes cardíacos. As atividades físicas exercidas regularmente são necessárias para manter os efeitos obtidos ao treinamento. Os riscos potenciais associados aos exercícios intensos podem ser reduzidos através da orientação correta. As atividades físicas podem auxiliar no controle do tabagismo, da hipertensão, das dislipidemias, do diabetes, da obesidade e do estresse emocional. As evidências sugerem que o treinamento físico pode proteger contra o desenvolvimento da doença coronariana, além de poder melhorar a probabilidade de sobrevida após um ataque cardíaco.