Este libro es un intento colectivo para y disciplinas sobre fenómenos que surgen social, y que impulsan a la antropología l coi

vedosas de la realidad contempoi am i i mas fue convocada en ocasión de un congrrpor el Departamento de Antropología c< démico Cultura Urbana, para señalar los encueniCBI y ###BOT_TEXT###gt;\ ' rivadas de la observación de estos procoioi en I I I M H U . . geográficos. Los participantes en la mesa dodlc .nl.i a IIM '' fias de la cultura, y los otros autores que fueron Ifi te por quien coordina este volumen a reflexionar subí i ca, proponen en sus textos algunos instrumento* >< < ! teóricos como metodológicos, sobre distintos ámbltOl cial en la que se están gestando nuevos fenómenoi alcance global. El común denominador lo constituv truir conceptos y categorías del análisis cultural, que sean i útiles para entender la reconfiguración de la relación enu res y ciudadanía, en un contexto de intercambios globales y i nes socioterritoriales de la ubicación de los sujetos y sus flpai acción y de pertenencia, con el objetivo de dibujar mnp.r. nuevos, esto es, nuevas topografías de la cultura.
!

Nuevas topogr de la cultur
Angela Giglia Amalia Signorel
(coordinadoras)

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UTA

BIBLIOTECA DE

aLTeRiDaDes

ARCHIPIÉLAGOS

Casa abierta al tiempo

J ß Ä UNIVERSIDAD AUTÓNOMA METROPOLITANA \É

ON1 N964

Nuevas topografías de la cultura / coord. A n g e l a Giglia, c o o r d . A m a l i a Signorelli — México : Universidad Autónoma Metropolitana, Unid a d Iztapalapa, D i v i s i ó n de Ciencias Sociales y H u m a n i d a d e s , D e partamento de Antropología : Juan Pablos Editor, 2 0 1 2 284 p. — (Biblioteca de Alteridades; 2 1 . Archipiélagos. Red Internacional de Antropología) ISBN 9 7 8 - 6 0 7 - 4 7 7 - 6 8 1 - 2 UAM ISBN 9 7 8 - 6 0 7 - 7 1 1 - 0 6 2 - 0 J u a n P a b l o s E d i t o r

ÍNDICE

1. C u l t u r a 2. C i u d a d a n í a I . G i g l i a , A n g e l a , c o o r d . I I . S i g n o r e l l i , A m a l i a , c o o r d . I I I . Ser.

Introducción La cultura y la ciudadanía en el contexto global: nuevos escenarios y problemas Angela Giglia y Amalia Signorelli

PRIMERA PARTE
Primera edición, 2012

PAISAJES C U L T U R A L E S Y PROCESOS G L O B A L E S

D.R. © 2012, A n g e l a G i g l i a y A m a l i a Signorelli (coords.) D.R. © 2012, U n i v e r s i d a d A u t ó n o m a M e t r o p o l i t a n a Prolongación C a n a l de M i r a m o n t e s 3855 Ex H a c i e n d a San Juan de D i o s D e l e g a c i ó n T l a l p a n , 14387, M é x i c o , D.F. U n i d a d Iztapalapa/División de Ciencias Sociales y H u m a n i d a d e s / D e p a r t a m e n t o de Antropología Tel. (55) 5 8 0 4 4763, (55) 5 8 0 4 4 7 6 4 y f a x (55) 5 8 0 4 4 7 6 7 <antro@xanum.uam.mx> D.R. © 2012, Juan Pablos E d i t o r , S.A. 2a. C e r r a d a d e B e l i s a r i o D o m í n g u e z <imprejuan@prodigy.net.mx> I m a g e n de p o r t a d a : Juan E z c u r d i a ISBN 9 7 8 - 6 0 7 - 4 7 7 - 6 8 1 - 2 UAM ISBN 9 7 8 - 6 0 7 - 7 1 1 - 0 6 2 - 0 J u a n P a b l o s I m p r e s o en M é x i c o Reservados los derechos 19, C o l . d e l C a r m e n , D e l . C o y o a c á n , 0 4 1 0 0 M é x i c o , D.F.

"Queremos mentiras nuevas". La cultura después de los grandes desórdenes Néstor García Canclini Cultura, política y globalización. Claves para el debate contemporáneo Eduardo Nivón Etnocentrismo, racismo, relativismo en un país "civilizado": Italia a comienzos del tercer milenio Amalia Signorelli Movimientos religiosos, procesos de patrimonialización y construcción de alteridades en el Mercosur María Julia Carozzi t (Des)certificación de la(s) cultura(s). De Barcelona a Monterrey a través de un Forum Universal Rossana Reguillo
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I

I

SEGUNDA PARTE REPENSANDO LOS LUGARES Y LA CULTURA

Antropología urbana y lugar. Recorridos conceptuales Miguel Ángel Aguilar Díaz Sentido de pertenencia y cultura local en la metrópoli global Angela Giglia Sujetos y lugares. La construcción interdisciplinaria de un objeto de investigación Amalia Signorelli

Introducción

La cultura y la ciudadanía en el contexto global: nuevos escenarios y problemas
Angela Giglia y Amalia Signorelli
El volumen que el lector tiene en sus manos es uno de los resultados del coloquio internacional Archipiélagos de la Antropología, organizado por el Departamento de Antropología de la U A M Iztapalapa en noviembre de 2008, con motivo de la celebración de los 15 años de existencia de su posgrado. Convocamos a ese gran evento para razonar con estudiosos de distintos países, en torno a los cambios en cursos en el habitus de las ciencias sociales por efecto de las transformaciones societales del contexto actual, caracterizado por una situación en la que "los sujetos, objetos y significados que hemos estudiado cruzan fronteras literales y conceptuales". En las nuevas condiciones de circulación de los sujetos, los bienes y los conocimientos, y dadas las nuevas características del ejercicio del poder y de la ciudadanía a nivel global, se hace necesario abrir el estudio y la comprensión de los problemas sociales a un ámbito en el cual diversas instituciones y disciplinas sean convocadas a trabajar juntas, atravesando no sólo las distancias geográficas sino también los esquemas conceptuales surgidos en épocas pasadas. El diagnóstico, que debía entenderse al mismo tiempo como un auspicio, contenido en la propuesta del coloquio, sostenía que "una nueva división internacional del trabajo entre las ciencias sociales se encuentra en marcha, en la que se articulan de nuevas maneras los archipiélagos de los conocimientos disciplinarios". Este libro atestigua por lo tanto un intento colectivo para razonar, desde diversas posiciones y disciplinas, sobre los fenómenos que surgen en el campo cultural, político y social, y que impulsan a la antropología a construir interpretaciones que reorganicen nuestra imagen de la realidad contemporánea y del lugar de nuestra disciplina en
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T E R C E R A PARTE NUEVOS ESCENARIOS Y FORMAS DE CIUDADANÍA

Transmigración y salud. Acceso y uso del sistema sanitario entre el colectivo pakistaní de Barcelona Hugo Valenzuela García Negociando la ciudadanía en el Estado de México Pablo Castro Domingo Redes políticas y comités ciudadanos en la ciudad de México Héctor Tejera Gaona y Emanuel Rodríguez Domínguez

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V

Cultura, política y globalización. Claves para el debate contemporáneo
Eduardo Nivón*

A principio de los años setenta del siglo x x , tras la publicación de El advenimiento de la sociedad posindustrial} el sociólogo Daniel Bell afirmaba que la cultura había adquirido importancia suprema por dos razones que se complementaban mutuamente. En primer término, porque la cultura se había convertido en el componente más dinámico "de nuestra civilización", superando, decía, la dinámica del desarrollo tecnológico. La otra razón que esgrimió fue que desde los años veinte se había producido "la legitimación de este impulso cul* UAM-Iztapalapa.
1

P u b l i c a d o o r i g i n a l m e n t e e n 1973. A l i a n z a l o p r e s e n t ó e n c a s t e l l a n o e n

1976.

Bell c o n s i d e r a q u e la s o c i e d a d e s t a d o u n i d e n s e t r a n s i t a b a d e u n a e c o n o m í a p r o d u c t o r a d e b i e n e s a o t r a d e s e r v i c i o s , l o q u e se e x p r e s a b a e n u n c a m b i o d e la e s t r u c t u r a d e l e m p l e o e n p r o v e c h o d e los p r o f e s i o n a l e s y t é c n i c o s . L a t r a n s i c i ó n d e la s o c i e d a d i n d u s t r i a l a la p o s i n d u s t r i a l se d i o a t r a v é s d e la e x t e n s i ó n d e la r a c i o n a l i d a d t e c n o l ó gica y c i e n t í f i c a a las esferas e c o n ó m i c a , s o c i a l y p o l í t i c a . D o n d e a n t e s d o m i n a b a n los i n d u s t r i a l e s a h o r a d o m i n a b a n los t e c n ó c r a t a s , p l a n i f i c a d o r e s y c i e n t í f i c o s . D e a c u e r d o c o n B e l l , q u e e s c r i b e s u l i b r o a n t e s d e l g o b i e r n o d e R e a g a n , el g o b i e r n o pasa a ser c a d a vez m á s i n s t r u m e n t a l e n el m a n e j o d e la e c o n o m í a y d e j a a c t u a r c a d a vez m e n o s a las f u e r z a s d e l m e r c a d o . E n l u g a r d e d e s c a n s a r e n la m a n o i n v i s i b l e d e l m e r cado, la sociedad p o s i n d u s t r i a l trabajará hacia u n a sociedad d i r i g i d a y t e c n ó c r a t a . El o r i g e n d e la s o c i e d a d p o s i n d u s t r i a l e s t á e n l o s a ñ o s i n m e d i a t o s a la p o s g u e r r a , c u a n d o o c u r r e u n g r a n d e s a r r o l l o t e c n o l ó g i c o e x p r e s a d o e n la t e c n o l o g í a n u c l e a r y el i n i c i o d e la c o m p u t a c i ó n . L a s o c i e d a d p o s i n d u s t r i a l n o c o n s i s t e s ó l o p a r a B e l l e n el d e s p l a z a m i e n t o d e l p r e d o m i n i o d e u n p o d e r b a s a d o e n la p r o p i e d a d o e n la p o l í t i c a p o r o t r o b a s a d o e n el c o n o c i m i e n t o , s i n o e n el c a r á c t e r d e l c o n o c i m i e n t o e n sí m i s m o . El c o n o c i m i e n t o t e ó r i c o h a l l e g a d o a ser c e n t r a l c o m o m a t r i z d e i n n o v a c i ó n . Este c a m b i o a f e c t a la s o c i a b i l i d a d h u m a n a q u e a h o r a e s t á m e n o s m e d i a d a p o r las m á q u i nas y p o r t a n t o el e n t r a m a d o s o c i a l es m á s e s t r e c h o y las i n t e r a c c i o n e s h u m a n a s m á s n u m e r o s a s , l o q u e a f e c t a la f o r m a d e t o m a r d e c i s i o n e s d e l o s i n d i v i d u o s .

[33]

I

1

t

(Bell, 1977:45). Creo que es posible encontrar ecos del pensa-

lies producidas por las relaciones de poder constituyen la dinámica de cambio y resistencia económica, política y cultural. Con todo, la idea de que la cultura había tomado el mando en la Organización de la sociedad contemporánea no fue patrimonio exi tusivo del pensamiento conservador. En general, la segunda mitad del siglo x x fue escenario de un giro de los modelos teóricos empleados en la investigación cultural. En una forma simple, pienso que una de las características principales del cambio consistió en la 11 msideración de la cultura en u n sentido amplio, antropológico, que hizo posible sortear los estudios centrados en el vínculo cultura-na( i o n —donde la cultura era el gran integrador— para abordarla a pari n de grupos sociales como la clase obrera inicialmente, donde la 11iltura parece convertirse en un gran diferenciador social. Este cambio hizo posible interesarse, por ejemplo, en cómo la cultura de un grupo respondía al orden social o cómo se imbricaba con las relaciones de poder. El giro teórico se manifestó en experiencias instituCionales —centros de investigación y revistas especializadas fueron las más relevantes— y en una expansión global de las investigaciones i 1111 urales que tuvo peculiaridades de acuerdo con las diversas tra• lít iones regionales. U n hecho notable es la diversidad disciplinaria de la investigación cultural: críticos literarios, filósofos, especialistas en i omunicación, sociólogos, psicólogos y antropólogos han intentado < lesde entonces poner en común tradiciones teóricas y metodológicas para dar cuenta de la creciente amplitud de problemáticas abarcadas por la investigación cultural, que va desde las prácticas culturales de las clases subordinadas hasta los medios de comunicación, los estudios de recepción, los modos de construcción de la diferencia y la exclusión, la contracultura, el ecologismo y muchísimos temas más. Como consecuencia de este panorama, la moderna investigación cultural requirió la superación de los límites disciplinarios tradicionales y por ello se dispuso a asumir un decidido diálogo entre la lingüística, la comunicación, las ciencias sociales, el arte y la literatura. I a forma que adquirió este intercambio disciplinario en los diversos contextos regionales es variada y se deriva tanto de la conformación de estas tradiciones de conocimiento como de los problemas sociales que enfrentan en su quehacer cotidiano.
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miento de Bell en Francis Fukuyama y Samuel Huntington cuando, por ejemplo, este último señala que ha ocurrido en el mundo un desplazamiento del predominio de las contradicciones políticas instauradas a partir de la Guerra Fría por una reconfiguración apoyada en criterios culturales (Huntington, 1977:147).
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Bell ha sido publicado frecuentemente por las revistas y suplementos culturales, desde México en la cultura de Carlos Monsiváis hasta Letras Libres. Quienes hemos leído Las contradicciones culturales del capitalismo no podemos dejar de reconocer la elegancia de sus ideas, pero lo que más causa intriga es su escasa influencia en la academia mexicana y latinoamericana a pesar de su temprana traducción al castellano. Explico esta situación por nuestro posible provincianismo —¿quién puede creer que México es una sociedad posindustrial?—, el antiamericanismo militante de otros y también por la derivación política de su pensamiento al escindir los órdenes que organizan la sociedad contemporánea en una estructura tecnoeconómica, el orden político y cultural. En lugar de pensar que los tres
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órdenes se integran en u n sistema holístico, Bell piensa estos ámbitos como no congruentes entre sí y movilizados con ritmos diferentes de cambio, cada uno con "normas diferentes, que legitiman tipos de conducta diferentes y hasta opuestos. Son las discordias entre estos ámbitos los responsables de las diversas contradicciones de la sociedad" (Bell, 1977:23). Esta temprana y radical presentación de la escisión de los campos que propondrá Bourdieu poco tiempo después, conducía a una visión de la cultura que en esos años y ahora se muestra incongruente con una idea de sociedad en la que las tensio-

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E l t e m a c e n t r a l d e l l i b r o es d e f i n i d o p o r e l a u t o r d e l s i g u i e n t e m o d o : " E l h e c h o

d e q u e la c u l t u r a y las i d e n t i d a d e s c u l t u r a l e s , q u e e n s u s e n t i d o m á s a m p l i o s o n i d e n t i d a d e s c i v i l i z a c i o n a l e s , e s t á n c o n f i g u r a n d o las p a u t a s d e c o h e s i ó n , d e s i n t e g r a c i ó n y c o n f l i c t o e n el m u n d o d e la p o s g u e r r a f r í a " ( H u n t i n g t o n , 1 9 7 7 : 2 0 ) . P o r o t r a p a r t e , B e l l p u b l i c a e n 1960 The End ofldeology, l i s m o en general.
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q u e a d e l a n t a b a s t a n t e s a ñ o s antes d e la c a í -

da d e l M u r o la i d e a d e la v i c t o r i a d e la d e m o c r a c i a p o l í t i c a d e O c c i d e n t e y d e l c a p i t a -

U n a n o c i ó n d e c u l t u r a m e n o s p r ó x i m a a la i d e a d e m o d o d e v i d a y m á s a la i d e a

a r n o l d i a d e ideas r e f i n a d a s y a l a d e l o g r o i n d i v i d u a l ( B e l l , 1 9 7 7 : 2 5 ) .

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EL

G I R O

C U L T U R A L

Sin duda que en los últimos años del siglo x x la transformación bre vemente reseñada se ha hecho más notable. David Chaney es, tal vez, uno de los especialistas que más contribuyeron a expresar este cambio con su libro de 1994 The Cultural Turn, expresión con la que se refiere al advenimiento de u n movimiento fundamental o una era —un término que reconoce que es impreciso— en el que nosotros, como miembros de la sociedad, rutinariamente expresamos e intercambiamos los sentidos, valores y significados de nuestra experiencia cotidiana (Chaney, 1994:2). En otras palabras, con el vuelco cultural Chaney quiere decir que en la era moderna la cultura ha dejado de ser algo extraordinario, por ejemplo ritos u obras prestigiosas, y se ha incorporado a la carne de lo cotidiano. El vuelco cultural, de acuerdo con Kate Nash (2001), tiene dos vertientes: una epistemológica, en el sentido de que la cultura es u n constituyente del sentido de las relaciones sociales y las identidades —tal como Giddens, por ejemplo, piensa las estructuras como proveedoras de los recursos o de habilidades que hacen posible que los actores sociales tengan capacidad de hacer viable su agencia social—, y otra histórica, en cuanto que reclama el importante papel de la cultura en la sociedad contemporánea en la constitución de las relaciones sociales e identidades. Éste es, por ejemplo, el aporte de Lash y U r r y (1998), quienes señalan que el consumo y la producción del capitalismo contemporáneo se encuentran crecientemente mediados por los signos. Con el advenimiento de lo que llaman capitalismo "posorganizado", es decir, el capitalismo basado en corporaciones que trascienden los límites nacionales sin que otras organizaciones como los sindicatos alcancen esa expansión,
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l i |iiii(lucción de bienes se ha vaciado cada vez más de materialidad ii i il >io, se ha llenado de signos; hoy la producción capitalista, nos .1 I ,ash y Urry, es cada vez más informacional y estetizada. I I ni.neo de la economía global es sin duda el nuevo contexto de | i el le xión cultural. Aquélla no sólo consiste en la ampliación de las « M ln íes e interacciones sociales hasta escala planetaria —con la • nimiamente reestructuración de "lo local"—, sino en una reorgani>ni m u de la economía y de los poderes públicos. La nueva organizac le la economía de casi todos los países basada en la expansión de MI . e e i o i exportador es tan notable que en 2003, por citar un ejemI >li i, el crecimiento de las exportaciones mundiales ocurrió a un ritmo muyor (casi 5 por ciento) que el de la creación del producto Ínterin' liruto mundial (menos de 3 por ciento). La misma fuente señal.ilia la fuerte implicación de América Latina en este proceso con un i ie< imiento del PIB de 1.2 por ciento en el mismo año y un aumento del valor de sus exportaciones de mercancías y servicios de 9 y 7 por i icnto, respectivamente.
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No obstante lo importante de esta transformación económica, lo que más ha interesado a los especialistas en humanidades y ciencias lociales de este proceso son sus repercusiones sociales y culturales. AI respecto se ha sostenido que el cambio representa un protagonism o distinto del Estado y de las grandes corporaciones que ahora no parecen marchar a un mismo paso. Así, por ejemplo, lo que es buen o para la Volkswagen o Telmex, no necesariamente es bueno para Alemania o México. Y viceversa, los Estados buscan preservar autonomía o compromisos sociales que son despreciados por las grandes corporaciones. De este modo, el cambio en la economía capitalista ha
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E l c o n c e p t o q u e u t i l i z a n es el d e acumulación

reflexiva

(Lash y U r r y , 1998:60-

E n t r a b a j o s d e los a ñ o s n o v e n t a G i d d e n s e x p u s o s u n o c i ó n de a u t o r r e f l e x i v i d a d , fini-

I 10), i n s p i r a d o e n G i d d e n s , p o r s u p u e s t o , y c o n él t r a t a n d e c o m p r e n d e r el c o n t e n i d o c u l t u r a l d e los p r o c e s o s e c o n ó m i c o s y la c a p a c i d a d c a d a vez m a y o r d e r e a l i z a r el informacionalismo, cotidiana.
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q u e es e l t r a b a j o d e r e c o n o c i m i e n t o s o c i a l d e l o s a c t o r e s q u e l o s c o n d u c e a p r o d u c i r y t r a n s f o r m a r e s t r u c t u r a s c o m o la f a m i l i a o e l E s t a d o - n a c i ó n . L a m o d e r n i d a d secular, s e g ú n G i d d e n s , se e x p r e s a t a n t o p o r s u extensionalidad a c t u a l e s f o r m a s i n s t i t u c i o n a l e s ) c o m o p o r s u intencionalidad ( s u d e s p l i e g u e y sus ( a l t e r a c i ó n d e la v i d a

es d e c i r , l a a c u m u l a c i ó n d e c o n o c i m i e n t o p a r a a p l i c a r l o e n la v i d a

I n f o r m a c i ó n de otros años muestra igual o m a y o r d i n a m i s m o exportador. Los del internacional, 2004: evolución del comercio mundial en 2003 y perspectivas

c o t i d i a n a y a f e c t a c i ó n d e las d i m e n s i o n e s m á s í n t i m a s d e n u e s t r a e x p e r i e n c i a ) . L a a u t o i d e n t i d a d , el sí m i s m o , se t r a n s f o r m a a c o n s e c u e n c i a d e l o s m i s m o s p r o c e s o s d e la m o d e r n i d a d y e l l o h a c e n e c e s a r i o , s e g ú n él, q u e se p r e s t e a t e n c i ó n a la g r a n c a n t i d a d d e r e c u r s o s a c a d é m i c o s o d e la s o c i e d a d d e m a s a s — c o m o los m a n u a l e s d e a u t o a y u d a — q u e c o n t r i b u y e n a la reflexión sobre la m o d e r n i d a d ( G i d d e n s , 1996).

d a t o s c i t a d o s p r o v i e n e n d e la O r g a n i z a c i ó n M u n d i a l d e C o m e r c i o : Estadísticas comercio para 2004:

<http://64.233.167.104/search?q=cache:4nKG5nFpI_MJ:www.wto.org/

spanish/res_s/statis_s/its2004_s/its04_general_overview_s.pdf+pib+mundial+esta d%C3%ADsticas&hl=es&ct=clnk&cd=l&gl=mx>. 37

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hecho de las corporaciones un agente económico emancipado de lo| poderes políticos nacionales e internacionales. El problema que ln mediatamente resalta a ojos de los investigadores sociales es qué representa para la cultura y la vida social este nuevo panorama. M u chos sectores han sufrido el impacto de políticas acordadas en ártl bitos externos al contexto tradicional que es el Estado-nación. Así, con frecuencia, políticas públicas en terrenos como la economía, la pobreza, la preservación del ambiente, los derechos humanos o las co municaciones aparecen como impuestas por fuerzas externas a las sociedades nacionales. Más relevantes son los nuevos lenguajes con los que son comprendidos estos procesos. Los intereses del consu mo parecen haberse impuesto sobre los de la producción; los de la tribu, el grupo de edad o el género sobre los de la clase; la apertura de nuevos canales aparentemente ilimitados de información ha creado una imagen de un mundo más próximo e inmediato; el tradicional prestigio de algunos bienes culturales ha migrado hacia los productos de la cultura de masas y no es menos importante que en medio de toda esta vorágine hayan surgido respuestas que intentan contraerse sobre las comunidades y los espacios locales ante el vértigo que viene de afuera y del Norte. Para una región que hizo de la reflexión sobre su identidad y el curso de su desarrollo —¿hacerse moderna?— el campo esencial de su propio reconocimiento, estas transformaciones la obligan a nuevas reflexiones. Entre el Ariel de Rodó (1900) y Latinoamericanos buscando un lugar en este siglo de García Canclini (2002), las representaciones de lo latinoamericano han pasado del esencialismo apolíneo de Ariel, al reconocimiento de que sólo con una nueva política de integración con menos espíritu romántico que el de los padres del panamericanismo, pero con el concurso práctico de las élites culturales, las diásporas latinoamericanas, los movimientos sociales y los Estados democráticos, la relación con el otro tendrá posibilidades de éxito. En términos de la preocupación estatal por la cultura, en la última década del siglo pasado, Garretón especificaba el cambio en las preocupaciones públicas sobre la cultura.
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7

I I n las décadas de 1950-1960 el tema principal de la política fue
• t» - . . i i n I I I D ,

por lo que la política fue, sobre todo, política económi-

I ii las décadas 1970-1980 el tema principal fue el cambio político. 11 11 i lécada del noventa y creo que en las que vienen, el tema ceñid d e la política, lo que constituye la problemática histórica de las
ii l e i l . u l e s

latinoamericanas y de la nuestra, sera la cultura. Es decir,

dt política predominante será la política cultural. La preocupación fundamental no será tanto el problema de la economía ni el de los tiI " . . ele regímenes políticos, sino los temas culturales, el tema del l ni Ido, del lenguaje, de las formas de convivencia, comunicación y l o iiividad. No es que los temas económicos o propiamente políIcos desaparezcan, sino que me parece que serán planteados en términos básicamente culturales (Garretón, 1993:55). I le este modo el "giro" cultural en América Latina ha tenido mai n i p i i >pios. En primer lugar por la forma como se ha estructurado Huí ira modernidad, la cual ha estado signada por procesos simuli o s de alto desarrollo tecnológico en materia de comunicaciones < mentes de las culturas populares e indígenas. Se calcula que en él ica Latina la penetración de la telefonía celular, por ejemplo, i • en extremo amplia pues alcanza 317 millones de clientes y en los I n i iximos años se incorporarán a este volumen otros 100 millones de i ui utas. El acceso a otras tecnologías de comunicación como la i n 8

. 11 i r i onviven con formas tradicionales de organización cultural pro-

i i i net es menos amplio, pero su ritmo de crecimiento es igual de espectacular, como lo es también la expansión de las nuevas formas de i onsumo: en México, por ejemplo, el crecimiento de las grandes •aiperficies comerciales fue durante 2005 y 2006 superior a 10 por i lento. U n triunfante reporte reciente señala que a ese "ritmo de ereImportantes
f u n c i o n a r i o s c u l t u r a l e s en el p e r i o d o r e c i e n t e , c o m o A n t o n i o W e f f o r t , d u r a n t e la p r e s i d e n c i a d e C a r d o s o e n B r a s i l , o ( o s é N u n , s e c r e t a -

ministro d e c u l t u r a

r i o d e c u l t u r a d e A r g e n t i n a . G a r r e t ó n , p o r o t r a p a r t e , f u e asesor d e l p r e s i d e n t e L a g o s I D la e l a b o r a c i ó n d e l p r o y e c t o d e l C o n s e j o N a c i o n a l d e C u l t u r a y A r t e d e C h i l e .
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Véase <http://capacitacionencostos.blogia.com/2007/022501-el-mexicano-in-

s a c i a b l e . p h p x P o r o t r a p a r t e , la c o n s u k o r a T h e M o b i l e W o r l d a f i r m a b a e n u n i n f o r A e s t o t a l v e z se d e b a q u e i m p o r t a n t e s t e ó r i c o s q u e e n l o s s e t e n t a t u v i e r o n m e d e m e d i a d o s d e 2 0 0 7 q u e " L a m i t a d del m u n d o t i e n e t e l é f o n o m ó v i l . E n j u l i o h a b r á t r e s m i l m i l l o n e s d e u s u a r i o s d e t e l e f o n í a m ó v i l " El País, 27-06-2007. g r a n p r e s e n c i a e n la d i s c u s i ó n s o b r e l a t e o r í a d e la d e p e n d e n c i a h a y a n p a s a d o a ser

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cimiento, el inventario de centros comerciales en México se había duplicado para 2009". Por otro lado, el peso demográfico de las p< i blaciones indígenas en América Latina era, en los años noventa, <lr más de 28 millones de personas, pero su importancia social y poli tica es mucho mayor, sea por el alarmante azote de pobreza y enfei medad de que son víctimas esas poblaciones o por la relevancia d i sus acciones y reivindicaciones, que van de los movimientos armados, como el neozapatismo mexicano, a la ocupación de las estructural políticas institucionalizadas, como ocurre actualmente en Bolivia.
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los de medios y de comunicación. Por lo que toca a América Lallhu, lo que correspondería al análisis cultural que se realiza por los . indios de comunicación, historia de las ideas, análisis del discurso y is estudios interdisciplinarios, incluidos los estudios artísticos t literarios, están generalmente incorporados a disciplinas científii ,e., mientras que en Estados Unidos caerían más en lo que se entiende por ciencias sociales y que en América Latina se identifican más la sociología o la antropología. Esto ocasiona, según Yúdice, que ( I análisis cultural en Latinoamérica se relaciona más directamente con el estudio de las sociedades civil y política que en los Estados I lindos" (Yúdice, 1993:10).

Otra característica es de índole intelectual: los estudios sobre cul tura en América Latina, a pesar de que cuentan con el aporte de una rica tradición ensayística, han estado más vinculados a las ciencias sociales que a las humanidades. Este factor fue notado claramente por George Yúdice a principios de los noventa en un trabajo que intenta comprender el cauce de los estudios culturales en América Latina y en Estados Unidos. Algunas diferencias que apunta son las siguientes: mayor amplitud del "mercado" para determinadas teorías e investigaciones en Estados Unidos que en América Latina, como Foucault o Bourdieu; la recepción de autores como Saussure, Lacan, Althusser y Barthes, por citar algunos, fue más importante en Estados Unidos en las Humanidades, u n campo que también tiene un significado distinto al usual en los países latinoamericanos, pues bajo ese paraguas se integran los estudios transdisciplinarios, así co" A c t u a l m e n t e hay en M é x i c o u n total de 374 centros comerciales c o n área

P O S C O L O N I A L I S M O

Y

S U B A L T E R N I D A D

I n cuanto a las líneas de análisis sobre la cultura en América Latina, I I necesario reconocer la existencia de diversas tradiciones y co11 untes, marcadas a veces por cuestiones generacionales, a veces p o r experiencias diaspóricas y, en otras ocasiones, por el compromi|i i con los procesos políticos de la región. En ocasiones, las corrientes también surgen a consecuencia de roces y rupturas propiciadas por desencuentros teóricos y/o personales, pero aun en este caso es indispensable reconocer el lugar central de la política en los estud i o s de cultura. A l respecto de encuentros y desencuentros, las conuleraciones que hace uno de los participantes de la propuesta más radical —y la más reciente— es indicativa del curso que a menudo liguen las diferencias teóricas. Es el caso de los llamados estudios poscoloniales y de subalternidad. John Beverly hace el siguiente rel uento del distanciamiento teórico con respecto a lo que llama la Corriente de estudios culturales latinoamericanos: Inicialmente inscribimos la idea del grupo dentro de los estudios culturales; considerábamos que nuestro trabajo era un componente menor, pero interesante, del proyecto más amplio de crear los estudios culturales latinoamericanos. Algunos de nosotros estábamos metidos también en la Red Interamericana de Estudios Culturales orga41

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rentable m a y o r a diez m i l m e t r o s cuadrados. A l g u n o s ejemplos de centros comerciales e n M é x i c o c o n á r e a s r e n t a b l e s c e r c a n a s a l o s d i e z m i l m e t r o s s o n : las m u l t i p l a z a s y a l g u n a s g a l e r í a s fashion sin tiendas ancla. M i e n t r a s t a n t o , l o s c e n t r o s c o m e r c i a l e s e n M é x i c o c o n á r e a s s u p e r i o r e s a los 5 0 m i l m e t r o s c u a d r a d o s r e n t a b l e s , s o n los c e n t r o s r e g i o n a l e s d e l t i p o C e n t r o L a s A m é r i c a s , C e n t r o S a n t a Fe y P e r i s u r , e n t r e o t r o s . E l c r e c i m i e n t o d e l m e r c a d o d e l o s c e n t r o s c o m e r c i a l e s e n l o s ú l t i m o s d o s a ñ o s es g i g a n t e s c o y e q u i v a l e a d o s d í g i t o s . A la f e c h a s u m a n 6.6 m i l l o n e s d e m e t r o s c u a d r a d o s p a r a 2 0 0 6 . D e c o n t i n u a r c o n e s t e r i t m o d e c r e c i m i e n t o , el i n v e n t a r i o d e c e n t r o s c o m e r c i a l e s e n M é x i c o se h a b r á d u p l i c a d o p a r a 2 0 0 9 " ( C l a u d i a O l g u í n , 2 0 0 7 ) .
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E n la r e d e s t á d i s p o n i b l e u n c u a d r o e l a b o r a d o a p a r t i r d e e s t i m a c i o n e s y c e n -

sos. L a m i s m a p á g i n a m u e s t r a q u e la p o b l a c i ó n n e g r a y m e s t i z a l a t i n o a m e r i c a n a era en i ' l m i s m o p e r i o d o d e 148 m i l l o n e s ( < h t t p : / / w w w . i n t e g r a n d o . o r g . a r / d a t o s d e i n t e res/indigenasenamerica.htm>).

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nizada por George Yúdice y Néstor García Canclini. Lo que pasó, sin embargo, es que hubo una polarización entre lo que estábamos entendiendo por —o inventando como— estudios subalternos y estudios culturales. No sé exactamente cómo o por qué ocurrió esta polarización. Parece ser que era necesario para establecer nuestra identidad "subalterna" producir una diferencia u otredad con respecto a estudios culturales —en otras palabras, quizás estábamos reproduciendo en nuestra propia constitución la oposición dominante/subalterno que pretendíamos estudiar. En cualquier caso el resultado fue que hoy, en vez de pensar que los estudios subalternos son un componente dentro de los estudios culturales, sería más correcto decir que representan una manera alternativa de articular las preocupaciones de los estudios culturales (Beverly, 1996). La corriente de los estudios poscoloniales surge entonces alreded o r de lo que el mismo Beverly llama, usando una categoría de la sociología, "grupo de interés", formado principalmente por académicos provenientes del campo de las humanidades. La influencia de la l i teratura anglosajona en este sentido es determinante, especialmente la proveniente de intelectuales de las ex colonias británicas de Asia que asumieron una visión crítica sobre la tarea de los intelectuales nacionales provenientes de élites locales. Paradójicamente, es notable que los autores con más presencia en el proyecto de comprender el espacio latinoamericano como una realidad poscolonial pertenezcan a una generación de académicos que conforman una diáspora estrechamente conectada con la academia estadounidense y que
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li n i centrado su esfuerzo en reconstruir el paradigma moderno-eurocéntrico de conocimiento a fin de restituir a los grupos subalter111 is su memoria negada o subsumida en las narrativas imperiales y nacionalistas que los han privado de su condición de sujetos con historia. El nuevo sujeto político que proclaman, el individuo suballerno,

es a la vez un personaje político y un sujeto epistemológico;

1 orno señala el Manifiesto inaugural del Grupo Latinoamericano de l'.studios Subalternos, la [... ] comprobación de que las élites coloniales y poscoloniales coincidían en su visión de subalterno llevó al grupo Sudasiático a cuestionar los macroparadigmas utilizados para representar las sociedades coloniales y poscoloniales, tanto en las prácticas de hegemonía cultural desarrolladas por las élites, como en los discursos de las humanidades y de las ciencias sociales que buscaban representar la realidad de estas sociedades (Grupo Latinoamericano..., 1998:86).
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En este contexto, el subalterno aparece como un sujeto "migrante", tanto en sus propias representaciones culturales como en la naturaleza cambiante de sus pactos con el Estado-nación. De acuerdo con las categorías del marxismo clásico y del funcionalismo sociológico respecto al "modo de producción" el sujeto migrante aparece cartografiado como formando parte de los estadios de desarrollo de la economía nacional. En tales narrativas, la participación de las clases subalternas y su identificación con categorías económicas sirven

" D e los 15 m i e m b r o s d e l g r u p o (de e s t u d i o s s u b a l t e r n o s l a t i n o a m e r i c a n o s ) p u e n t r e o t r o s . E l l i b r o Teorías globalización en debate sin disciplinas. Latinoamericanismo, poscolonialidad y c o o r d i n a d o p o r C a s t r o - G ó m e z y M e n d i e t a (1995) constituye

d e i d e n t i f i c a r l a d i s c i p l i n a y e n c o n t r a r las o b r a s d e 12. D e e s t o s 12, n u e v e e r a n c r í t i cos literarios" ( M a l l o n , 2001:139).
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" L a h i s t o r i o g r a f í a d e l n a c i o n a l i s m o h i n d ú h a e s t a d o d o m i n a d a p o r el e l i t i s m o " Studies (1994). Elaborado

u n v e r d a d e r o b u q u e i n s i g n i a d e l p e n s a m i e n t o p o s c o l o n i a l d e estos a u t o r e s . U n t e x t o c r í t i c o m u y i n t e r e s a n t e es e l d e F e r n á n d e z ( 2 0 0 3 ) .
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A s í c o m i e n z a Ranajit G u h a su " O n S o m e A s p e c t s o f the H i s t o r i o g r a p h y o f C o l o n i a l I n d i a " a r t í c u l o i n a u g u r a l d e l p r i m e r n ú m e r o d e Subaltern c o m o u n c o n j u n t o d e tesis, G u h a s o s t i e n e q u e la h i s t o r i o g r a f í a d e l c o l o n i a l i s m o y el n e o c o l o n i a l i s m o , c o m o la d e l n a c i o n a l i s m o o n e o n a c i o n a l i s m o , p a r t i c i p a n d e l p r e j u i c i o d e q u e l a c o n s t r u c c i ó n d e la n a c i ó n h i n d ú y e l d e s a r r o l l o d e s u c o n c i e n c i a n a c i o n a l h a s i d o u n l o g r o e x c l u s i v o d e las é l i t e s .
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Se r e f i e r e a l G r u p o d e E s t u d i o s S u b a l t e r n o s d i r i g i d o p o r R a n a j i t G u h a . Este

ú l t i m o usa " P u e b l o " y "clases s u b a l t e r n a s " c o m o s i n ó n i m o s e i n c l u y e n a l o s g r u p o s y e l e m e n t o s q u e se d i f e r e n c i a n d e m o g r á f i c a m e n t e d e a q u e l l o s q u e s o n d e s c r i t o s c o m o élite, a u n q u e h a y a g r u p o s c o m o la n o b l e z a r u r a l , t e r r a t e n i e n t e s e m p o b r e c i d o s , c a m p e s i n o s r i c o s y m e d i o s , u b i c a d o s e n t r e la é l i t e y las clases s u b a l t e r n a s q u e p u e d e n , s e g ú n las c i r c u n s t a n c i a s , a c t u a r a f a v o r d e la é l i t e y p o r t a n t o ser c l a s i f i c a d o s c o m o tales e n a l g u n a s s i t u a c i o n e s l o c a l e s y r e g i o n a l e s ( G r u p o L a t i n o a m e r i c a n o . . . , 1998:8).

Entre los a c a d é m i c o s m á s c o n o c i d o s están W a l t e r M i g n o l o , Ileana Rodríguez,

Santiago C a s t r o - G ó m e z , Eduardo M e n d i e t a , Fernando Coronil, Alberto Moreiras,

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para enfatizar el crecimiento de la productividad, que es el signo del progreso y la estabilidad. La pregunta por la naturaleza del pacto social entre el subalterno y el Estado resulta fundamental para la i m plementación de un gobierno eficaz en el presente, así como para la planeación de su eficiencia en el futuro (Grupo Latinoamericano..., 1998:95). Sujeto pluriclasista, desterritorializado ("migrante"), no aprehensible desde las categorías de nación y clase y que, en cambio, aparece en una gran variedad de formas: "nación, hacienda, lugar de trabajo, hogar, sector informal, mercado negro" (Grupo Latinoamericano..., 1998:97); el individuo subalterno es a la vez una crítica al sentido de la nación, así como un haz de emociones y sentimientos, de recursos para comprender la realidad desde la propia situación de desplazamiento y también una perspectiva narrativa que cuestiona el orden impuesto por la cultura letrada. A l comentar la aplicación de la categoría de sociedad poscolonial a América Latina, Gustavo Lins Ribeiro hace dos observaciones interesantes. La primera es sobre su procedencia: el entorno académico estadounidense. La segunda es la constatación de la ausencia en la actualidad latinoamericana de una teoría identificable con la región, como lo hubo en la "era de la dependencia" (Lins Ribeiro, 2003:41). En cuanto a la primera consideración, sin ánimo chovinista Lins Ribeiro comenta que el concepto poscolonial, pese a su amplio sentido crítico, no deja de provenir de un entorno externo a la región: "En América Latina el poscolonialismo sería igual a lo que él mismo condena, un discurso externo sobre el Otro que llega a través de un poder metropolitano" (Lins Ribeiro, 2003:43). Hugo Achugar hace u n señalamiento aún más refinado: el problema remite a la discusión de lo que llama "posicionalidad" (1998) y al intento por l i berarnos de la oposición radical de las categorías colonizadoras. Concretamente, el discurso sobre lo latinoamericano está muy lejos de ser un discurso homogéneo, más bien consiste en una construcción en la que intervienen muy diversos proyectos que se han reflejado, sobre todo, en los grandes movimientos sociales y culturales del siglo x x . Es por eso que Achugar señala de manera crítica que:

[...] lo que no parece tenerse en cuenta en los llamados estudios poscoloniales del Commonwealth teórico es que la reflexión o la reconstrucción de América Latina, como toda construcción, supone, además del lugar desde donde se habla, el lugar desde donde se lee. Y precisamente, el lugar desde donde se lee América Latina parece ser, en el caso de gran parte de los estudios poscoloniales, el de la experiencia histórica del Commonwealth, por un lado, y, por otro, como veremos, más adelante, el de la agenda de la academia norteamericana que está localizada en la historia de su propia sociedad civil (Achugar, 1998:276). La segunda crítica realizada por Lins Ribeiro es más compleja y supone al menos dos niveles de análisis. Llamemos al primero "ideológico o cultural", y se relaciona con el gran alcance que tiene en la actualidad el concepto cultura. U n alcance contradictorio pues a su gran visibilidad hay que añadir el que se haya convertido en u n "sitio intrincado de intercambios políticos y académicos" (Lins Ribeiro, 2003:46). El extendido sentido de la cultura en América Latina la han convertido en [...] un medio para negociar poder en ausencia de un discurso no radicalizado en el cual clase y acceso diferenciado al poder podrían ser abiertamente debatidos. En este sentido, la noción de cultura está contribuyendo a reificar las diferencias culturales como el problema principal para el acceso al poder y, en esto quiero ser provocativo, el multiculturalismo está convirtiéndose en la base para una teoría funcionalista de armonía política en una sociedad/coyuntura que sobreestima el papel que la cultura, los símbolos y la tradición pueden tener en la construcción de la igualdad y la justicia social (Lins Ribeiro, 2003:46). Clarificado el límite del análisis y las reivindicaciones culturales, Lins Ribeiro propone la consideración del espacio latinoamericano como un espacio explicado a partir de su condición postimperial. Un concepto que también se presta a debate, como todo lo pos(t), pero que supone la

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[...] he gemonía del capitalismo flexible [...] la hegemonía militar económica y política de Estados Unidos [...] un control y concentración de la producción de conocimientos científicos y tecnológicos sobre todos aquellos sectores punta de la acumulación [...] el control del espacio y la producción de "mediapanoramas". Este capitalismo triunfante, en un mundo de un solo sistema, no necesita dividir el planeta en "esferas de influencia" como lo hicieran las potencias imperialistas europeas clásicas en una repartición programa del globo (Lins Ribeiro, 2003:53). ¿Puede efectivamente la categoría "postimperialismo" contribuir a una mejor comprensión de los procesos culturales en América Latina? Mucho me temo que tenga un alcance limitado. Postimperialismo es una categoría instrumental; un recurso para pensar la cosmópolis, esto es, la tensión entre fuerzas expansionistas externas y fuerzas localizadas heterogéneas. Más que una definición de lo que somos, es un espacio para reflexionar sobre el sentido de las relaciones y las producciones culturales: la tecnología, el multiculturalismo, la diversidad o el trasnacionalismo y, por ello, pese a su posible relevancia teórica, pierde eficacia cuando volvemos la mirada hacia nosotros mismos, a diferencia de la reflexión sobre lo latinoamericano, que sí había tenido una gran capacidad heurística. Los estudios poscoloniales han permitido, al impulsarnos a remover las cenizas de los múltiples trastos que su planteamiento obligó a echar a la hoguera de la crítica, rescatar la tradición de la reflexión sobre la identidad latinoamericana para reiniciar la danza de su deconstrucción al observar los estudios latinoamericanos como agenda de la sociedad civil estadounidense, o bien, al mirar el proyecto latinoamericano como un esfuerzo de racionalización y modernidad (frustrada). También porque aparcan la idea de América Latina como una esencia y, en cambio, nos hacen descubrir su sentido fenomenológico que en un extremo se asoma perpetuamente al espejo de Próspero y en el otro se piensa radicalmente opuesta a Occidente: Ariel, macondismo, la raza cósmica, el hombre nuevo ... En esto tal vez estriba la fuerza de los
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UNI i id ios poscoloniales: no en pretender encontrar una esencia o unos . .i (genes culturales, sino en "hacer plausible una interpretación respecto a los lugares en los que se ha venido construyendo históricam e n t e la verdad sobre nosotros mismos" (Castro-Gómez, 1995:203).

C U L T U R A ,

I D E N T I D A D

Y

M O V I M I E N T O S

S O C I A L E S

( )l ra perspectiva para mirar la cultura en América Latina se ha elaborado en clave de identidad. La oposición entre el localismo y el universalismo ha sido desde hace más de dos siglos el eje de la consi rucción de las identidades modernas, pero en la actualidad u n nuevo factor ha hecho presencia: la sociedad de la información. N o es ii re levante acudir a Manuel Castells para tratar de comprender su posición sobre este problema, pues su reflexión constituye un sólido punto de partida para tratar de proyectar el desarrollo de los conllictos de la identidad en este periodo. Castells acude a la dialéctica de la confrontación social a través de los movimientos sociales cuyo sentido es transformar los valores y las instituciones de la sociedad. El punto central de los movimientos sociales, para Castells, no se reduce exclusivamente a las relaciones de fuerza, sino a la construcción de identidades, pues éstas son la "fuente del sentido y experiencia de la gente" (Castells, 2000:28). Define identidad como "el proceso de construcción del sentido atendiendo a un atributo cultural, o un conjunto relacionado de atributos culturales al que se da prioridad sobre el resto de las fuentes de sentido" (Castells, 2000:28). Se trata de un fenómeno siempre construido y, por tanto, imposible de ser definido a partir de rasgos ontológicos: [...] ninguna identidad puede ser una esencia y ninguna identidad tiene, per se, un valor progresista o regresivo fuera de su contexto histórico. Un asunto diferente, y muy importante son los beneficios de cada identidad para la gente que pertenece a ella (Castells, 2000:30).
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l r

' V é a s e el c a p í t u l o " C o s m o p o l í t i c a s " d e L i n s R i b e i r o , 2 0 0 3 .

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Ahora bien, desde la perspectiva de análisis de Castells, la identidad se asoma a nuestra sociedad moderna de diversos modos: como una identidad legitimadora, una identidad de resistencia o una identidad proyecto. Dos rasgos muestran la diferencia entre ellas, su origen y sus efectos en la construcción de la sociedad. El origen se define a partir de la posición de poder que ocupan sus principales agentes. La identidad legitimadora es "introducida por las instituciones dominantes de la sociedad para extender y racionalizar su dominación frente a los actores sociales" (Castells, 2000:30). Se construye entonces desde una situación de autoridad y dominio, como corresponde a las élites políticas, étnicas o culturales. En cambio, la identidad de resistencia es [...] generada por aquellos actores que se encuentran en posiciones/ condiciones devaluadas o estigmatizadas por la lógica de la dominación, por lo que construyen trincheras de resistencia y supervivencia basándose en principios diferentes u opuestos a los que impregnan las instituciones de la sociedad (Castells, 2000:30). U n tercer modelo de identidad al que Castells denomina identidad proyecto tiene lugar cuando [...] los actores sociales, basándose en los materiales culturales de que disponen, construyen una nueva identidad que redefine su posición en la sociedad y, al hacerlo, buscan la transformación de toda la estructura social (Castells, 2000:30). El feminismo sería un ejemplo paradigmático de este tercer tipo. En realidad Castells piensa el fenómeno de lo identitario de manera dinámica, pues las identidades que comienzan como resistencia pueden inducir proyectos y con el tiempo convertirse en dominantes, con lo cual se vuelven identidades legitimadoras. Es la dialéctica del poder la que les da su tono. En cuanto a sus efectos en la construcción de la sociedad, Castells señala que las identidades legitimadoras, al estar generadas desde una posición preponderante de la organización social, producen
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[...] una sociedad civil, es decir, un conjunto de organizaciones e instituciones, así como una serie de actores sociales estructurados y organizados, que reproducen, si bien a veces de modo conflictivo, la identidad que racionaliza las fuentes de la dominación estructural (Castells, 2000:31). La noción de sociedad civil aquí es usada por Castells en un sentido gramsciano, es decir, está [...] formada por una serie de "aparatos" como la(s) Iglesia(s), los sindicatos, los partidos, las cooperativas, las asociaciones cívicas, etc., que, por una parte, prolongan la dinámica del Estado, pero, por otra, están profundamente arraigadas en la gente. Precisamente este doble carácter de la sociedad civil es el que la hace un terreno privilegiado para el cambio político, al posibilitar la toma del Estado sin lanzar un asalto directo y violento (Castells, 2003:31). Las identidades legitimadoras buscan entrelazarse con el conjunto de la sociedad. Se empeñan en echar sus raíces en la escuela, la religión o los medios de comunicación. Las identidades de resistencia, subordinadas en las relaciones de dominación, recurren a otros instrumentos para desarrollarse. Este tipo de identidad, según Castells, conduce a la formación de comunas o comunidades que, en la formulación de Etzioni, son "redes de relaciones sociales que comparten sentidos y sobre todo valores" (Etzioni, 1995:24) y constituyen un punto de equilibrio entre el orden social y la autonomía individual. Puede que este tipo de relación identitaria sea el más importante en la construcción de la identidad en nuestra sociedad. El nacionalismo es la expresión más
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A l r e s p e c t o p u e d e v e r s e t a m b i é n E t z i o n i , 1999. É s t e s e ñ a l a q u e , s e g ú n las c i r -

C u n s t a n c i a s , p u e d e n ser i n c l u i d a s e n esta n o c i ó n f a m i l i a , a l d e a , v e c i n d a r i o o s o c i e d a des n a c i o n a l e s b i e n i n t e g r a d a s , a d e m á s d e las n u e v a s c o m u n i d a d e s . T a m b i é n a d v i e r t e q u e la c o m u n i d a d n o n e c e s a r i a m e n t e es u n l u g a r d e v i r t u d , m u c h a s s o n a u t o r i t a r i a s y r e p r e s i v a s y p o r t a n v a l o r e s q u e i n c l u s o p u e d e n ser c o n s i d e r a d o s h o r r e n d o s . A fin de c u e n t a s , c o m o r e c u e r d a E t z i o n i , t a m b i é n el K u K l u x K l a n p u e d e ser e n t e n d i d o c o m o u n a c o m u n i d a d ( E t z i o n i , 1995:24ss).

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común de este tipo de relación identitaria, pero también lo son las expresiones de etnicidad o de comunalidad. Construye formas de resistencia colectiva contra la opresión, de otro modo insoportable, por lo común atendiendo a identidades que, aparentemente, estuvieron bien definidas por la historia, la geografía o la biología, facilitando así que se expresen como esencia las fronteras de la resistencia (Castells, 2000:31). Castells califica el fundamentalismo religioso, las comunidades territoriales, la autoafirmación nacionalista o incluso el orgullo de la autodenigración como expresiones de lo que denomina la exclusión de los exclusores por los excluidos (Castells, 2000:31), es decir, la construcción de una identidad defensiva en los términos de las instituciones/ideologías dominantes, invirtiendo el juicio de valor mientras que se refuerza la frontera. La dialéctica de estas identidades excluidas/excluyentes es incierta y sólo puede conocerse a partir de la experiencia histórica, que puede arrojar el mantenimiento de las sociedades o su fragmentación en tribus, a las que eufemísticamente, dice Castells, algunas veces se vuelve a llamar comunidades (Castells, 2000:32). Pero si Castells está mirando el desarrollo de los movimientos sociales desde la perspectiva de la globalidad de la sociedad de la información, la dinámica de las movilizaciones políticas en la región ha conducido a diversos investigadores a atender este fenómeno desde ángulos nuevos. U n presupuesto básico contenido en los planteamientos de Castells es el rechazo a la determinación de la acción de los sujetos por las estructuras sociales, y es la superación del estructuralismo lo que permite a los estudiosos desplegar nuevos instrumentos de análisis.
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Manuel Antonio Garretón, uno de los sociólogos latinoamericanos que mejor han discutido las transformaciones de la movilización política en la región, ha planteado que los cambios estructurales y culturales que afectan tanto al tipo societal latinoamericano como al modo clásico de relación entre Estado y sociedad significan, en términos de la acción colectiva, un cambio de paradigma en un doble sentido. En primer lugar, la organización de la acción colectiva y la conformación de actores sociales se hacen menos en términos de la posición estructural de los individuos y grupos y más en términos de ejes de sentido de esa acción. En segundo lugar, los ejes de acción que actualmente definen los movimientos sociales no están imbricados en un proyecto societal único que los ordena entre sí y fija sus relaciones, prioridades y determinaciones en términos estructurales, sino que cada uno de ellos es igualmente prioritario, tiene su propia dinámica y define actores que no necesariamente son los mismos que en los otros ejes, como ocurría con la fusión de las diversas orientaciones en el movimiento nacional popular o en el movimiento democrático que le siguió.
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Los cambios en la sociedad civil han ocasionado nuevos tipos de demandas y principios de acción que no pueden ser capturados por las viejas luchas por igualdad, libertad e independencia nacional. Los
m o d e r n i s m o y la t e o r í a d e la e l e c c i ó n r a c i o n a l , c u y o p r e s u p u e s t o es q u e t o d o i n d i v i d u o e s t á b á s i c a m e n t e aislado y c a l c u l a p é r d i d a s y r é d i t o s antes d e d e c i d i r s e a f o r m a r p a r t e d e u n m o v i m i e n t o s o c i a l . T a n t o r e c h a z o d a r í a a e n t e n d e r q u e el l i b r o se c e n t r a e n las t r a d i c i o n a l e s d e f i n i c i o n e s c a t e g o r i a l e s s o b r e l o s a c t o r e s , p e r o l o s e s t u d i o s p r e s e n t a d o s e n el l i b r o s o n a v e c e s b a s t a n t e p r o c l i v e s a m i r a r f a c t o r e s c o m o l a s o l i d a r i d a d o la f o r t a l e z a m o r a l d e las c u l t u r a s p o p u l a r e s c o m o el p r i n c i p a l r e c u r s o d e los movimientos.
1 8

L o s c u a t r o ejes d e m o v i l i z a c i ó n s o c i a l a b a r c a n d i v e r s o s o b j e t i v o s y n o s i e m p r e

s o n c o i n c i d e n t e s e n c u a n t o a l o s a c t o r e s s o c i a l e s . E l p r i m e r o se r e f i e r e a l o s p r o c e s o s d e d e m o c r a t i z a c i ó n d e s d e d i v e r s a s s i t u a c i o n e s d e a u t o r i t a r i s m o . El s e g u n d o t i e n e c o m o o b j e t i v o la d e m o c r a t i z a c i ó n s o c i a l : " E n t r e l o s v a r i o s s i g n i f i c a d o s q u e t i e n e este c o n c e p t o d o s s o n p e r t i n e n t e s p a r a n u e s t r o s e f e c t o s . El p r i m e r o se r e f i e r e a la r e d e -

1 7

N o p r e t e n d o g e n e r a l i z a r este p l a n t e a m i e n t o . S u s a n E c k s t e i n , e n Poder Movimientos sociales latinoamericanos,

y

pro-

finición

d e la c i u d a d a n í a . E l s e g u n d o a la s u p e r a c i ó n d e la p o b r e z a y la e x c l u s i ó n . E l

testa popular.

sostiene u n c r i t e r i o metodológi-

t e r c e r eje d e a c c i ó n c o l e c t i v a se e n f r e n t a a las c o n s e c u e n c i a s d e la t r a n s f o r m a c i ó n d e l m o d e l o d e d e s a r r o l l o ( n e o l i b e r a l ) . El c u a r t o eje, q u e i n t e g r a a los a n t e r i o r e s , a u n q u e p o s e e u n a d i n á m i c a p r o p i a , "se r e f i e r e a las l u c h a s e n t o r n o al m o d e l o d e m o d e r n i d a d , las i d e n t i d a d e s y la d i v e r s i d a d c u l t u r a l , y, o b v i a m e n t e , c o m o t o d o s l o s o t r o s , se r e c u b r e t a m b i é n d e l u c h a s p o r la c i u d a d a n í a ( G a r r e t ó n , 2 0 0 2 ) .

c o e s t r u c t u r a l - h i s t ó r i c o q u e p r i o r i z a l o s c o n d i c i o n a m i e n t o s s o c i a l e s d e la p r o t e s t a p o r s o b r e las m o t i v a c i o n e s i n d i v i d u a l e s d e l o s a c t o r e s e i n t e n t a e x p l i c a r c a d a m o v i m i e n t o s o c i a l e n s u c o n t e x t o e s p e c í f i c o , s i n r e c u r r i r a falsas g e n e r a l i z a c i o n e s . D e este m o d o , r e c h a z a e x p l í c i t a m e n t e la t e o r í a d e la m o d e r n i z a c i ó n , e l c o n d u c t i s m o , e l p o s -

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nuevos temas referidos a la vida diaria, relaciones interpersonales, logro personal y de grupo, aspiración de dignidad y de reconocimiento social, sentido de pertenencia e identidades sociales, se ubican más bien en la dimensión de lo que se ha denominado "mundos de la vida" o de la intersubjetividad y no pueden ser sustituidos por los viejos principios. Ya no pertenecen exclusivamente al reino de lo privado y ejercen sus demandas en la esfera pública. Por supuesto que esta nueva dimensión no remplaza a las anteriores, sino que agrega más diversidad y complejidad a la acción social (Garretón, 2002). El principal cambio que esta dimensión introduce en la acción colectiva, además de que las viejas formas de organizaciones parecen ser insuficientes para estos propósitos particulares (sindicatos, partidos), es que define un principio muy difuso de oposición y se basa no sólo en la confrontación sino también en la cooperación. Por consiguiente, no se dirige a u n oponente o antagonista claro, como solía suceder con las clásicas luchas sociales. Mientras que en el pasado "fuimos testigos de un sujeto central en busca de movimientos y actores sociales que lo encarnaran, el escenario actual parece acercarse más a actores y movimientos particulares en busca de un sujeto o principio constitutivo central" (Garretón, 2002). M e parece imposible evitar pensar que el giro posestructuralista en el análisis de los movimientos sociales, coincidente en parte con el desarrollo de las reflexiones posmodernas en este campo que dieron a los sujetos u n papel preponderante en los análisis, no sea producto exclusivo de la reflexión, sino de la amplitud de las movilizaciones en la región latinoamericana y su sorprendente ubicuidad y alcance. Los grandes hitos de la movilización política en América Latina en las últimas décadas del siglo x x , como el movimiento de los sem térra, la insurrección zapatista, los levantamientos étnicos andinos, las variadas manifestaciones de rechazo, protesta y rebelión cívica contra las políticas neoliberales en Uruguay o el caso de los piqueteros en Argentina, forman u n conjunto diverso de movilizaciones que en su vastedad producen una gran dosis de malentendidos. Estos grandes movimientos sociales son efectivamente consecuen19
1 9

| la de tensiones económicas y sociales, incluso de condiciones de explotación, pero siempre van más allá y en ocasiones desbordan MIS demandas y sus límites de clase para convertirse en recursos simbólicos que impugnan el orden político, cuestionan el intento de reducir la sociedad a la ley y producen sentidos de identificación y I iei tenencia que abarcan a sectores sociales muy diferentes. ¿Qué han dicho los análisis culturales de estas prácticas? Por un lado, que s o l o se las puede comprender a partir de la producción y significación de significados y prácticas; por otro, señalan que lo simbólico está entretejido con lo material y que por tanto los análisis deben observar simultáneamente significados y prácticas, lo ideal y lo material. Es precisamente en el campo de los movimientos sociales donde más clara se hace esta interrelación, como señalan Escobar, Álvarez y Dagnino: [...] la tensión entre lo textual y aquello que lo fundamenta, entre la representación y lo que subyace a ella, entre los significados y las prácticas, entre las narrativas y los actores sociales, así como entre el discurso y el poder, nunca podrán ser resueltas en el terreno de la teoría. Sin embargo el "no es suficiente" tiene dos caras. Si siempre hay "algo" más de la cultura que no es suficientemente captado por lo textual/discursivo, también hay algo más que desborda lo denominado material que siempre es material y textual (Escobar et ai, 1999:139). Me parece interesante señalar que a pesar del desarrollo que ha tenido la perspectiva comentarista en el análisis de los movimientos étnicos, hasta el momento permanece relativamente marginal. Posiblemente esto se deba al choque que en los mismos movimientos sociales críticos de la globalización ha llegado a suscitar el riesgo de reclusión comunitaria frente al avance de la globalización.

DEL A L O S

C O M P R O M I S O E S T U D I O S D E

D E

L O S

I N T E L E C T U A L E S Y C O M U N I C A C I Ó N

C U L T U R A

V é a s e S h e r r y O r t n e r , 1984.

La ocupación de Francia en la Segunda Guerra Mundial con la subsiguiente bancarrota de la Tercera República y la conversión del parti-

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do comunista en la fuerza popilar dominante de la resistencia desde 1941 creó las condiciones, segin Anderson, "para la difusión del marxismo como producto teórico lorriente en Francia" (Anderson, 1979: 50). A l término de la guerra, lapostura de la nueva generación de intelectuales agrupados en torne al existencialismo estaba claramente definida: reconocer el papel drigente del partido comunista francés como representante de la Case obrera y contribuir a la discusión y debate de la estrategia. Cono dirá años más tarde en sus textos sobre el sesenta y ocho francés; " U n intelectual, para mí, es esto: alguien que es fiel a una realidadpolítica y social, pero que no deja de ponerla en duda" (Anderson, 1986:54). A l menos ése fue el sentido de publicaciones como Les Lettres Françaises creada durante la época de la ocupación y, sobre todo Les Temps Modernes, fundada bajo el auspicio de Gastón Gallimard ei 1945. Los intelectuales suscribían la tesis marxista de que las ideas dominantes de una época de la sociedad son siempre las ideas déla clase dominante pero que, puestos en contacto con el proletariadc —la clase que niega el orden social burgués—, encuentran con ella as condiciones para desquiciar sistemáticamente el equilibrio de djminación absoluta de la clase burguesa. Así, "el rigor intelectual, lj consecuencia científica, ideológica y estética de los hombres de cu tura, pueden volverse sinónimos de crítica, de impugnación, de contestación" (Echeverría y Castro, 1968: 10). Años más tarde, muchos ce los intelectuales del entorno sartreano dudarán de las posibilidades revolucionarias del capitalismo occidental y volverán la mirada al tercer mundo. En el radicalismo del movimiento de 1968 Cohn-Benüt dirá:
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nos importantes, pero que estos arreglos sólo podrán ser impuestos por acciones revolucionarias (Sartre y Cohn-Bendit, 1968:17). La cuestión de saber si todavía puede haber revoluciones en las sociedades capitalistas desarrolladas y lo que se debe hacer para provocarlas verdaderamente no me interesa. Cada uno tiene su teoría. Algunos dicen: las revoluciones del Tercer Mundo son las que provocarán el hundimiento del mundo capitalista. Otros: gracias a la revolución en el mundo capitalista podrá desarrollarse el Tercer Mundo. Todos los análisis están más o menos fundados, pero en mi opinión no tienen mayor importancia (Sartre y Cohn-Bendit, 1968:20). Aunque van a pasar algunos años para que Bourdieu en El sentido práctico siente las bases de una sociología de los intelectuales pensándolos como un sector proveído de un capital cultural que les dota de intereses específicos —una práctica—, rodeando así el tampo minado de la intelectualidad heroica o total representada por Sartre, los intelectuales más comprometidos se verán obligados a encontrar nuevas rutas para darle sentido a la crítica de la sociedad. El paso del reformismo al gradualismo revolucionario apoyado en la acción de las masas supone en el fondo una crítica a la estrategia de integración de los partidos comunistas occidentales a la racionalidad capitalista, pues sus estrategias han mostrado la posibilidad de ser incorporadas a la lógica burguesa, pero también implica un cambio en la apreciación de la constitución de la sociedad. A l asumir el Partido Comunista una actitud servil hacia el Kremlin hizo del trabajo de los intelectuales una fuente de ambigüedad que a la larga iba a terminar en una escisión entre el estalinismo y el trabajo i n telectual. Italia, por su parte, descubría a fines de los años cuarenta los escritos de Gramsci, lo que, según Anderson, "ayudó a inmunizar al comunismo italiano contra los mayores estragos de la Guerra Fría: el P C I resistió el zhdanovismo en mayor medida que el P C F "
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2 1

[...] yo no creo que la revolución sea posible así, de un día para otro. Yo creo que sólo se pueden obtener arreglos sucesivos, más o me2 0

" L a r e d a c c i ó n d e Les Temps Modernes

define su política situándola en referen-

2 2

c i a a la d e l P a r t i d o C o m u n i s t a f r a n c é s : r e c o n o c e q u e é s t e es i n d i s c u t i b l e m e n t e el p a r t i d o d e la clase o b r e r a , y q u e t o d o p r o y e c t o r e v o l u c i o n a r i o q u e p r e t e n d e p r e s c i n d i r de él es n e c e s a r i a m e n t e u t ó p i c o ; m a n t i e n e s i n e m b a r g o s u i n d e p e n d e n c i a d e a p r e c i a c i ó n t e ó r i c a , p o r c u a n t o c o n s i d e r a q u e t i 6 e c o n él d i f e r e n c i a s d e p r i n c i p i o e n l o c o n n

A n d r e i Z h d a n o v f u e u n d u r o defensor del realismo socialista e i m p u l s o r de

una c a m p a ñ a d e c r í t i c a s y d e s c a l i f i c a c i o n e s c o n t r a m u c h o s c o m p o s i t o r e s . E l z h d a n o v i s m o p r e s i d i ó la p o l í t i c a c u l t u r a l d e la U n i ó n S o v i é t i c a e n l o s p r i m e r o s l u s t r o s d e la G u e r r a F r í a .
2 2

c e r n i e n t e a la c o n c e p c i ó n d e la e s t r a t e g i a r e v o l u c i o n a r i a . Esta a c t i t u d c r í t i c a se d i r i g e b á s i c a m e n t e c o n t r a el c a r á c t e r r e f o r m i s t a d e la línea s e g u i d a p o r el PCF y e n c o n t r a d e la i n t e r p r e t a c i ó n s o c i o l ó g i c a q u e la f u n d a m e n t a " ( E c h e v e r r í a y C a s t r o , 1 9 6 8 : 1 1 ) .

N o o b s t a n t e , el P C I t a r d a r á m á s d e 25 a ñ o s d e s p u é s d e l t é r m i n o d e la g u e r r a

p a r a e d i t a r u n a v e r s i ó n c r í t i c a d e las o b r a s d e G r a m s c i ( A n d e r s o n , 1 9 8 6 : 5 4 ) .

54

55

(Anderson, 1986:54). Perry Anderson observa en el curso del m u xismo occidental posterior a la segunda guerra un cambio formil importante. Mientras que en los primeros años el análisis econó mico dio origen a la discusión política y tardíamente a la cultural el marxismo posterior a la Segunda Guerra Mundial, montado en l.i contradicción entre partidos comunistas dependientes del Kremlin y con escasa capacidad revolucionaria, y u n movimiento intelectual cada vez más crítico de la estrategia revolucionaria, experimento una ruptura notable: Todo ocurrió como si la ruptura de la unidad política entre la teorí.i marxista y la práctica de masas diese como resultado un irresistible desplazamiento hacia otro eje de la tensión que debería haberla . vinculado. En ausencia del polo magnético de un movimiento revolucionario de clase, la aguja de toda esta tradición tendió a dirigirse hacia la cultura burguesa contemporánea (Anderson, 1986:71). De esta manera, el análisis de la cultura se convirtió en el princi pal sentido del trabajo intelectual de izquierda. Al mismo tiempo, dentro de la nueva constricción de sus parámetros, la brillantez y fecundidad de esta tradición fueron, se mire como se mire, notables. No sólo alcanzó la filosofía marxista un nivel de sofisticación muy por encima de los niveles medios del pasado, sino que los principales exponentes del marxismo occidental iniciaron también normalmente estudios de los procesos culturales en las esferas más altas de las superestructuras, como si se tratara de una brillante compensación por su descuido de las estructuras e infraestructuras de la política y de la economía. El arte y la ideología, sobre todo, fueron el terreno privilegiado de esta tradición tratados por un pensador tras otro con una imaginación y una precisión que el materialismo histórico nunca había desplegado con anterioridad en este punto. En los últimos días del marxismo occidental, en efecto, puede hablarse de una verdadera hipertrofia de la estética, que llegó a estar sobrecargada de todos los valores reprimidos o negados en otras artes por culpa de la atrofia de la política socialista del momento: 56

imágenes utópicas del futuro, máximas estéticas para el presente, I nerón desplazadas y condensadas en las complejas meditaciones sobre arte con las que Lukács, Adorno o Sartre concluyeron gran parle de la obra de su vida (Anderson, 1986:15). 1'] acceso al pensamiento gramsciano en América Latina tuvo múlliples vías. José Aricó comenzó en Argentina la traducción de sus obras a principios de los años sesenta del siglo x x . En México, diversos especialistas y profesores visitantes hicieron posible incorporar al análisis de la cultura pensada en su sentido amplio la perspectiva de la hegemonía y sobre todo de la resistencia de las culturas subalternas. Mario Alberto Cirese, por ejemplo, propuso un esquema de 1 abajo para los estudios que permitía contemplar con mayor ampli1 tud los desniveles de cultura. Un resultado de sus planteamientos fue la búsqueda afanosa de expresiones de resistencia a la hegemonía burguesa; otro fue la apertura hacia nuevos terrenos de reflexión, p r i n cipalmente las expresiones de la cultura de masas, donde pudiera ser posible observar tanto los mecanismos de dominación como las diversas maneras de incorporar a la vida cotidiana la oferta cultural burguesa. En esos años García Canclini recababa la información con que confeccionó Las culturas populares en el capitalismo, que en 1981 recibió el premio de ensayo Casa de las Américas. El libro resultó un parteaguas en la antropología mexicana. Sin negar el sentido económico de la producción artesanal, García Canclini desarrolla, apoyado en la obra de Pierre Bourdieu, Maurice Godelier, Antonio Gramsci y Raymond Williams, entre o t r o s , el análisis simbólico de las crea23
2 3

U n a d é c a d a m á s t a r d e , G a r c í a C a n c l i n i c o m e n t a r á d e la i n f l u e n c i a d e G r a m s c i :

"Sin duda, m u c h o s textos rigurosamente trabajados d u r a n t e aquella euforia exegética n o se q u e d a b a n e n esta b ú s q u e d a m a n i a c a d e r e s t a u r a c i ó n [ d e l m a r x i s m o , E N ] . Pienso e n la e l a b o r a c i ó n s o b r e l o h e g e m ó n i c o y l o s u b a l t e r n o , s o b r e las r e l a c i o n e s e n t r e c u l t u r a y política, e n los a n t r o p ó l o g o s n e o g r a m s c i a n o s de Italia ( A l b e r t o M . Cirese, A m a l i a Signorelli, entre otros), c u a n d o la antropología era p o c o capaz de i n c l u i r los conflictos e n su teoría de los contactos culturales y la sociología navegaba p o r m i g r a c i o n e s , m a r g i n a l i d a d e s y m o d e r n i z a c i ó n e n las q u e l o s i m b ó l i c o n o p a r e c í a j u g a r n i n gún papel. M e a c u e r d o d e l i m p u l s o r e c i b i d o d e s d e las i n t u i c i o n e s g r a m s c i a n a s p a r a r e p e n sar las a r t i c u l a c i o n e s e n t r e s o c i e d a d , c u l t u r a y p o d e r , m á s allá d e las c o m p a r t i m e n t a ciones entre sociología, antropología y estudios políticos, p o r quienes buscábamos

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C o n ello c o n y e las bases de un programa de ciones pop durante lo! años ochenta en los estudios sobre trabajo que a públicos y consumo cultural y en la constitución políticas ^ " ' cultura urbana. A partir de su trabajo, otras del grupo e sobre la cultura popular se desarrollarán en varias ^ ^ ° v ello le será posible, en 1987, reali México y e n ^ ^ . ^ ^ p i c a l e s de los estudios de la cultura
l s t r u a n z a r a s c s t u d i o s d e i n v c a L a t m a y p 0 m á s

Ali'.o parecido sucedía con los estudios sobre el folclor que se

incuban a asumir que las manifestaciones que hoy apreciamos en
• gl upos tradicionales son lejanas a las originales en su forma d e |0du< ción o de difusión, y tampoco se preocupaban por lo que ocui i.i con las manifestaciones folclóricas cuando se volvían masivas (( Lucía Canclini, 1988:74). Más aún, las culturas populares, afirmó ' i i aquel momento, responden a la necesidad de la modernización v en consecuencia deben verse como fenómenos contemporáneos que no necesariamente están ligados a visiones ancestrales o tradicion.des de la cultura. Viceversa, la modernidad no aplasta a su paso las foi mas culturales "disfuncionales" populares, n i la hegemonía se i m p o n e como un todo. Las culturas populares, por tanto, deben ser "relocalizadas" teórica y políticamente: no ocupan el espacio recluido de lo tradicional ni son formas crípticas o ingenuas de respuesta a l.i dominación capitalista. Más bien son una expresión de la dinám i c a cultural de la modernidad que no puede desarrollarse sino mull iplicando sus formas y campos de dominio. La conjunción de teoría con movilización social también abrió el camino para una nueva reflexión sobre la cultura y la comunicac i ó n . Durante el periodo de la Unidad Popular, al mismo tiempo que el movimiento de No Alineados abría el debate internacional sobre el agobiante sistema mundial de información, se dieron importantes discusiones sobre el papel de los medios y la forma como el sistema de dominación hacía uso de los recursos comunicativos. Para leer al Pato Donald (comunicación de masa y colonialismo), de Ariel Dorfman y Armand Mattelart, fue uno de los productos más notables. Su i n tención fue contribuir a la descolonización, reconstruyendo la ideología imperialista bajo la que se relacionan los personajes de la historieta. El libro, no exento de críticas por lo que podría ser una expresión más del modelo cultural unidimensional propuesto por la escuela de Frankfurt, una perspectiva apocalíptica, como se le calificaría casi enseguida, sin duda contribuyó a revelar las bases de la dominación y su omnipresencia, y contribuyó al estallido de los estudios de comunicación en América Latina. A fines de los años setenta, el informe
24
2 4

zar una en México. En La crisis teórica en la investigación d e la culpopular crisis tura popular" señala: • ¡e teórica de lo? estudios. sobre . cultura popular en Parte de la crisis i c . . . . . ¡ atribuciór indiscriminada de esta noción a suMexico con ^ ^ ^ . ^ . ^ o esos históricos diversos del país, y jetos pocoelaborada de las "teorías" que autotambién a i» ., . . la cultura popular de l*s estrategias clasicas usadas por la nomizan recortar v exornar el objeto de estudio (García antropología para i«=
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Treinta años después, Siglo x x i sigue reeditando este libro.

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tención fue contribuir a la descolonización, reconstruyendo la ideología imperialista bajo la que se relacionan los personajes de la historieta. El libro, no exento de críticas por lo que podría ser una expresión más del modelo cultural unidimensional propuesto por la escuela de Frankfurt, una perspectiva apocalíptica, como se le calificaría casi enseguida, sin duda contribuyó a revelar las bases de la dominación y su omnipresencia, y contribuyó al estallido de los estudios de comunicación en América Latina. A fines de los años setenta, el informe
T r e i n t a a ñ o s d e s p u é s , S i g l o x x i s i g u e r e e d i t a n d o este l i b r o .

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anteas puras o eni todo caso de procesos de resist í a intromisión de l o , moderno.
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abarcaban. Sería injusto desdeñar f los estudios a c a d é m i c o s sobre

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S a c i o n e s n o s t á l

García Canclini, 1991:99b!

gicas y e m b a l s a m a d o r a s

2 4

58

J

59

McBride dio en gran parte la razón a los críticos del statu quo de la información, desatando una airada reacción de Estados Unidos y Gran Bretaña, quienes abandonaron la U N E S C O en 1984 por conside rar que la propuesta de un Nuevo Orden Mundial de la Información coartaba la libertad de expresión. Uno de los trabajos que al tiempo que hacen una síntesis de los debates abre nuevos caminos de reflexión es el de Jesús Martín Bar bero, De los medios a las mediaciones. Filósofo, estudioso de la comunicación a partir de la perspectiva benjaminiana, con ese libro culmina más de una década de trabajo sobre la comunicación y abre nuevas perspectivas de estudios. En ese mismo tiempo, Renato Ortiz trabajaba en la industria cultural de Brasil, principalmente en la telenovela, y más tarde elaboraría las primeras propuestas de análisis de la globalización. En Argentina, Aníbal Ford y Beatriz Sarlo trabajarían diversos temas de análisis del discurso, pero es sin duda Escenas de la vida posmoderna, de Sarlo, la obra que impactará más claramente en la nueva sensibilidad intelectual de fines del siglo x x . ¿Cuándo los estudios de comunicación y cultura popular se h i cieron estudios culturales? M a t o cita dos confesiones importantes de Martín Barbero y García Canclini: Hace sólo unos años, Jesús Martín Barbero, una de las voces más reconocidas como exponente de lo que algunos llaman "Estudios Culturales Latinoamericanos" y otros"Latín American Cultural Studies" se sentía en la necesidad de hacer la siguiente declaración: Yo no empecé a hablar de cultura porque me llegaron cosas de afuera. Fue leyendo a Martí, a Arguedas que yo la descubrí, y con ella los procesos de comunicación que había que comprender [...] Nosotros habíamos hecho estudios culturales mucho antes de que esa etiqueta apareciera (Martín Barbero, 1987:52; citado en Mato, 2001). Por su parte, Néstor García Canclini, otra de las voces más reconocidas en ese campo, en una entrevista que le hiciera el Journal of Latín American Studies comentó: "Comencé a hacer estudios culturales antes de darme cuenta que así se llamaban" [I became involved
ft

111

1 'Judies before I realized this is what is called] (Journal of

i m \tuertean Studies, núm. 85, p . 84, citado en Mato, 2001). 11 lesiones de Barbero y G arcía Canclini le permiten a Mato IIHMI iin.i observación de gran importancia sobre el papel hegemónili ili las i inicias sociales de habla inglesa en lo académico y en lo llnu.ui .i i- o, y el fenómeno de los estudios culturales latinoamericanos l linio una corriente que se acomoda al curso de la academia estadoleiise Se trata de un proceso de lo que Mato llama "articula' i " 11 es t ra nsnacionales" entre académicos e intelectuales de América l 'i ii i.i -grupos de trabajo, centros, redes y otras formas institucioH 111 /.idas en las que desarrollan sus prácticas— y actores globales y I ' " 'les en las cuales participan, cuyo resultado puede ser al menos
Injusto

al sobrevalorar "lo que ocurre en inglés" y excluir "prácticas

muy valiosas y significativas, las cuales guardan relaciones política y • Ipl • ! etnológicamente significativas con los contextos sociales y con lo-, movimientos sociales latinoamericanos" como [...] las contribuciones de Paullo Freiré, Orlando Fals Borda, Aníbal Quijano, y numerosos intelectuales latinoamericanos que han mantenido y mantienen prácticas dentro y fuera de la academia y que por tanto no necesariamente hacen "estudios" pero además también: diversos movimientos teatrales y activistas teatrales (los casos de Augusto Boal y [el grupo] Olodumn, por ejemplo), el movimiento zapatista en México, el de los movimientos e intelectuales indígenas en casi todos los países de la región (pero particularmente en Chile, Bolivia, Ecuador, Colombia y Guatemala), el movimiento feminista, el movimiento de derechas humanos, diversos movimientos de expresiones musicales (la nueva canción, los rock críticos, etc.), el trabajo de numerosos humoristas (Quino, Rius, Zapata, y otros, el de cineastas (novo cinema brasilero y otros), etcétera (Mato, 2001). A l afirmar que los estudios rJe cultura son anteriores a los estudios culturales, Mato no sólo señalla una obviedad temporal sino también reivindica el sentido de compromiso político de los estudios de cultura. A la larga el debate abierto entre los estudios culturales y los estudios subalternos latinoamericanos, correcta o incorrectamente,
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se ha montado sobre la forma como se aprecia el compromiso político de unos y otros.

ES

L A

P O L Í T I C A ,

E S T Ú P I D O

que inicia un diálogo con las teorías posmodernistas y se preocupa más por las mezclas culturalesque los conflictos sociales; a Consumidores y ciudadanos (1995), que abandona el interés por la producción cultural y las luchas sociales colectivas para proponer el mercado como el nuevo espacio de participación política y el consumo como el nuevo modo de ejercer la ciudadanía (Kokotovich: 2000:291). Aunque Kokotovich da por concluida una búsqueda intelectual que n i Martín Barbero, ni García Canclini, n i muchos otros, han concluido, su cuestionamiento puede servirnos para cerrar de momento este proceso de autorreconocimiento. ¿Es posible hacer una reintegración de los estudios de cultura con el compromiso político? Más allá de las definiciones partidarias que en cada coyuntura tomamos como ciudadanos y que siempre serán motivo de discusión y debate, la clarificación del lugar desde el cual realizamos nuestros estudios de cultura debe ser reconsiderada. En u n breve texto de balance del desarrollo de los estudios culturales y de la conexión de las tradiciones estadounidense y latinoamericana, García Canclini termina colocando de nuevo la discusión en el terreno de la política.
25

La excursión que hemos hecho por los estudios de cultura en América Latina (no los estudios culturales, que como hemos visto son u n campo específico acotado temporal e institucionalmente) sirve para ver las contradicciones actuales en este campo. Puede servir un comentario de Misha Kokotovich sobre la obra de García Canclini para ubicarnos mejor: Existe, sin embargo, el peligro de que la teoría cultural latinoamericana en la academia norteamericana de habla inglesa sea representada exclusivamente por figuras, como García Canclini, que comparten las preocupaciones teóricas metropolitanas, y por conceptos, como la hibridez cultural, fácilmente asimilables a éstas. Por esto mismo cabe señalar algunas de las limitaciones de la hibridez, como ya lo han hecho algunos latinoamericanistas norteamericanos (ver los comentarios de Beverley y Yúdice abajo), para mantener un espacio abierto a otros aportes latinoamericanos a la teoría cultural, como por ejemplo los conceptos de la heterogeneidad y la totalidad contradictoria propuestos por Cornejo Polar, o el de la transculturación, formulado originalmente por Fernando Ortiz y reelaborado por Ángel Rama, que captan mejor y más explícitamente las desigualdades y relaciones de poder asimétricas, hasta coloniales, que condicionan los cambios culturales bajo la actual fase neoliberal de expansión capitalista, llamada globalización (Kokotovich, 2000:290). Y sobre el desarrollo de la obra de García Canclini, escribe:

Adoptar el punto de vista de los oprimidos o excluidos puede servir, en la etapa de descubrimiento, para generar hipótesis o contrahipótesis, para hacer visibles campos de lo real descuidados por el conocimiento hegemónico. Pero en el momento de la justificación epistemológica conviene desplazarse entre las intersecciones, en las zonas donde las narrativas se oponen y se cruzan. Sólo en esos escenarios de tensión, encuentro y conflicto es posible pasar de las narraciones sectoriales (o francamente sectarias) a la elaboración de conocimientos capaces de deconstruir y controlar los condicionamientos de cada enunciación (García Canclini, 1997). El objetivo del especialista en estudios culturales, dice García

La obra de García Canclini ha pasado por varias etapas, desde Las culturas populares en el capitalismo (1982), en que la producción cultural, la desigualdad y el conflicto entre grupos hegemónicos y subalternos son preocupaciones centrales; a Culturas híbridas (1990),
62

Canclini,
G a r c í a C a n c l i n i p u b l i c ó e n 2 0 0 5 Diferentes, desiguales y desconectados, un

2 5

texto claramente político. o:?

[...] no es representar la voz de los silenciados sino entender y nombrar los lugares donde sus demandas o su vida cotidiana entran en conflicto con los otros. Las categorías de contradicción y conflicto están, por lo tanto, en el centro de esta manera de concebir los estudios culturales. Pero no para ver el mundo desde un solo lugar de la contradicción sino para comprender su estructura actual y su dinámica posible. Las utopías de cambio y justicia, en este sentido, pueden articularse con el proyecto de los estudios culturales, no como prescripción del modo en que deben seleccionarse y organizarse los datos, sino como estímulo para indagar bajo qué condiciones (reales) lo real pueda dejar de ser la repetición de la desigualdad y la discriminación, para convertirse en escena del reconocimiento de los otros [...] (García Canclini, 1997). Aun para producir bloques históricos que promuevan políticas contrahegemónicas —interés que comparto— [...] es conveniente distinguir entre conocimiento, acción y actuación; o sea, entre ciencia, política y teatro. Un conocimiento descentrado de la propia perspectiva, que no quede subordinado a las posibilidades de actuar transformadoramente o de dramatizar la propia posición en los conflictos, puede ayudar a comprender mejor las múltiples perspectivas en cuya interacción se forma cada estructura intercultural. Los estudios culturales, entendidos como estudios científicos, pueden ser ese modo de renunciar a la parcialidad del propio punto de vista para reivindicarlo como sujeto no delirante de la acción política (Beverly, 1996).

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