RUBENS GABRIEL JUNIOR. UNIFAL - Ciências Sociais – 2º período – Antropologia II. – 28/09/2010.

- Cap. X – SOBRE A ESTRUTURA SOCIAL- Radcliffe Brown.

O autor inicia este capítulo criticando Malinowski, afirma ser ele o inventor de uma Escola Funcional que não existe, e com isso, traz toda uma discussão para a antropologia acerca da disussão sobre funcionalismo. Posteriormente ele define antropologia social como sendo a ciência teórico-natural da sociedade humana, e critica os antropólogos que dizem ser impossível aplicar aos fenômenos sociais os métodos teóricos das ciências naturais. “Para essas pessoas a antropologia social, tal como a defini, é algo que não existe e nunca existirá.” (p.233). Brown afirma que para a antropologia interessa os seres humanos, já para a antropologia social, o que interessa são as formas de associação que se encontram entre os seres humanos. O estudo da estrutura social, diz ele, é parte fundamental da antropologia social. Os fenômenos sociais de qualquer sociedade humana não são resultado imediato da natureza dos seres humanos tomados individualmente, mas conseqüência da estrutura social pela qual estão unidos. Todas as relações de pessoa a pessoa são parte da estrutura social, juntamente com a diferenciação de indivíduos e classes por seu desempenho social. A ciência não se interessa pelo particular, e sim pelo geral. Sociedades são formadas por indivíduos que mudam constantemente, uns saem da comunidade, outros entram, mas a essência, a forma estrutural da sociedade pouco muda, é quase constante. O autor faz aqui uma diferenciação entre indivíduo – objeto de estudo de fisiólogos – e pessoa – objeto de estudo da antropologia social. Após esse esclarecimento ele anuncia o método adotado: a combinação de um profundo estudo das sociedades simples com a comparação sistemática de muitas sociedades. Nesse momento Brown ilustra que toda espécie de fenômeno social deve ser estudada em relações diretas e indiretas com a estrutura social, ele cita a linguagem, a vida social, o direito, a magia e a bruxaria. Para Radcliffe Brown, o estudo da estrutura social leva ao estudo de interesses ou valores como determinantes das relações sociais, prova disso é a cooperação de duas pessoas quando seus interesses são comuns. Há a discussão acerca da palavra “função”, que para ele deve ser complementada: função social. É acionada também a questão de “sociedades compósitas”, que o próprio autor revela ser difícil e complicado.Outra questão é a do “progresso” – processo pelo qual os seres humanos adquirem maior controle sobre o meio físico mediante o aumento de conhecimento e aperfeiçoamento da técnica pelas invenções e descobrimentos-. A “evolução”, para o autor, representa o processo de surgimento de novas formas de estrutura, a evolução social é uma realidade que o antropólogo social deve reconhecer e estudar. “... o processo de história humana que se poderia chamar de evolução social, a meu ver apropriadamente, poderia ser definido como o processo pelo qual sistemas de grande amplitude de estrutura social engendraram ou substituíram sistemas menores.” (p.251).