Publicação online semanal com sede no Concelho de Vila Velha de Ródão

Direcção de J. Mendes Serrasqueiro – Paginação e Arte Final de Gina Nunes
Nº. 62 de 13 de Setembro de 2012 – Neste número: 12 Páginas

Editorial
Mendes Serrasqueiro

Estão a ser pedidos

“sacrifícios grandes aos portugueses”
- Disse à LUSA, a ex-ministra da Saúde LEONOR BELEZA

Foi a enterrar esta semana em Castelo Branco, um Senhor que deu tudo o que podia dar ao Futebol
da nossa região – LUCIANO D’ALMEIDA, que

A ex-ministra da Saúde Leonor Beleza disse numa entrevista concedida à Agência LUSA que estão a ser pedidos “sacrifícios grandes aos portugueses e

foi um dos comerciantes a quem o progresso da cidade viria a“atrapalhar” nunca reivindicou nada, entregando-se, antes, de alma e coração a ser imensamente prestável na terra que considerou como sua. De actividades várias no associativismo, fez parte da ACICB (de que Vila Velha de Ródão é parte integrante), foi au tarca e chegou a ser um expert nas organizações do futebol pela Associacão de Castelo Branco de que foi director executivo Na inauguração do Estádio de V.V. de Ródão, trouxe aqui as equipas do Sporting da Covilhã e do Benfica e Castelo Branco. Daí e aqui a nossa homenagem ao Amigo. Até um dia destes, Luciano.

que é preciso verificar em todo o momento se são ultrapassados os limites”. Ressalva, a seguir, que o Governo tem essa “sensibilidade social”, dizendo
depois que estão a ser exigidos sacrifícios grandes aos meus concidadãos e, portanto, obviamente,

“…vivo preocupada com isso e com o que são os limites que podem ocorrer numa situação tão difícil como esta”. - Continua na página 2

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Festival dos Bombeiros Venham a V.V.de Ródão a um festival de música para nos ajudar … Os Bombeiros - Pag. 5 e 9

Manuela Ferreira Leite numa entrevista concedida à TVI 24 - Leia na Pág. 4

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Leonor Beleza falava aos jornalistas, quinta-feira, dia 6, à noite, à margem da Universidade de Verão do PSD, que decorria em Castelo de Vide. A presidente da Fundação Champalimaud, que é também conselheira de Estado, acrescentou que tem a certeza de que os governantes do país “…têm a

sublinhando que a razoabilidade do esforço que está a ser feito pelos portugueses está a ser reconhecida internacionalmente e que o país precisa como de pão para a boca, literalmente, que isso aconteça. Noutra passagem da entrevista Helena Roseta acentuou: “Temos de ter muito

consciência aguda de verificar em todo o momento se os limites estão ou não estão a ser atingidos e se a repartição de sacrifícios por todos é razoável”.
Noutra passagem da entrevista, a conselheira de Estado salientou:

“Apercebo-me de que há uma forte sensibilidade social daqueles que tomam decisões e uma forte vigilância colectiva sobre como é que as coisas ocorrem. E essa vigilância tem de ser de nós todos”,acres
centou. Mas, destacou a ex-dirigente do PSD, é também vital que Portugal demonstre a sua capacidade de voltar a uma situação normal do ponto vista da angariação dos recursos de que precisa para subsistir, afirmando saber que o nível para além daquilo que é costume, do ponto de vista da angariação de recursos, tem de existir neste momento e, portanto, disse perceber que são sacrifícios e que são sacrifícios duros e que em todo o momento “… é preciso

cuidado no equilíbrio entre a percepção externa daquilo que estamos a fazer e a medida exacta do que fazemos. Este equilíbrio é muito complicado e no momento como este é particularmente importante. Não podemos olhar para a ‘Troika’ como umas criaturas que não têm nada a fazer e vêm de fora para nos impor coisas. Eles representam os nossos credores e, portanto, precisamos que eles reconheçam que estamos a fazer o nosso papel e que merecemos que nos olhem nessa exacta situação, que os portugueses estão a fazer um esforço enorme”,acrescentou.
E a finalizar:

“Temos alguma razão para ter expectativas em relação a que eles nos olhem como um país responsável, que sabe bem aquilo que tem de fazer, como um povo admirável que tem aguentado coisas extremamente difíceis, com inacreditáveis sacrifícios pessoais, muitas vezes.”

Informa:
Alguns dos nossos prezados Leitores ou visitantes do respectivo facebook que serve o nosso jornal, fazem-nos chegar ao conhecimento que, mesmo que em poucas ocasiões, o “Ecos de Ródão” não lhes chega à respectiva caixa de correio. Ainda que não seja de nossa responsabilidade, procedemos sempre, de imediato, ao en vio de segundas vias, pelo que solicitamos e agradecemos que essas eventuais anomalias nos sejam sempre comunicadas.

olhar para verificar se estamos ou não estamos nos limites e se eles são ou não repartidos com equidade”, insistiu.
Questionada sobre a quinta avaliação da ‘Troika’ da ajuda externa, que está em curso, Leonor Beleza disse não conhecer segredos,

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Falar claro

- Escreveu CÉSAR AMARO

Ainda

recentemente o Senhor Presidente da República Aníbal Cavaco Silva

informava que o País já não suporta mais austeridade. Sobre esta matéria mandou um recado ao Governo, lembrando que a obrigação de suprimir a crise em Portugal tem de ser de todos os Portugueses e não apenas e só da sua maioria, que já não aguenta mais sacrifícios. Do mesmo modo, ex-governantes (Prof. Freitas do Amaral, Prof. Adriano Moreira, Dr. Silva Lopes, Dr. Miguel Cadilhe, e alguns economistas) vieram a público dizer que a classe que detém a riqueza deverá obrigatoriamente contribuir, significativamente na ajuda, para que o País possa sair da grave situação financeira em se encontra, aliás, com tendência de piorar a cada dia que passa. Tem sido afirmado por altas personalidades, entre outras o ex-Presidente da República Dr. Mário Soares, que a Troika é a grande culpada e responsável pela situação angustiante que Portugal está a viver e, como seria de esperar, reagiu de imediato às acusações, declinando quaisquer responsabilidades. Mas será que alguma vez a Troika se preocupou com os problemas ou com as dificuldades em que a maioria dos Portugueses vive? A sua grande preocupação é tão somente pressionar o Governo para que Portugal cumpra os compromissos que assumiu. Nem que seja com língua de palmo. Ultimamente o País tem sido palco de diversas controvérsias. Por um lado a Coligação Governamental, que pelo seu parceiro CDS-PP, tem vindo a discordar de algumas atitudes, entre outras, a eventual privatização da RTP, do aumento dos impostos e, também, da revisão da Lei sobre as Autarquias. Por outro lado, a Oposição, mais acutilante pelo Partido Socialista, através do seu Secretário-Geral António José Seguro, tem aproveitado para lançar farpas contra o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, não com a preocupação dos problemas que o País atravessa, mas sim em termos demagógicos referindo que, quando for governo, tudo vai ser diferente. Quiçá para pior. Vai afirmando também que o Partido Socialista votará contra o Orçamento de Estado para 2013. Com a rentrée política, após um período de lazer bem vivido, o PrimeiroMinistro, no seguimento da festa no Pontal, vem anunciar e a impor mais uma dose de austeridade, penalizando a classe trabalhadora, incluindo os funcionários públicos e, também, para não fugir à regra, os pensionistas e reformados. Alega que o País tem de cumprir os seus compromissos, e que todos os Portugueses têm de dar o seu contributo, custe o que custar e doa a quem doer. O Senhor Primeiro-Ministro continua a ofender a maioria do Povo Português, esquecendo-se propositadamente, que tem sido essa maioria obrigada a pagar os erros que directamente não cometeu, atingindo já o limiar dos sacrifícios que lhe foram de modo “prepotente” exigidos, beneficiando os mais ricos e os mais poderosos, muitos deles responsáveis pela situação de bancarrota a que Portugal ficou sujeito. Sem comentários!!! O Senhor PrimeiroMinistro dramatiza a situação caótica referente ao número de desempregados em Portugal, entendendo que só com austeridade sobre os trabalhadores, reduzindo-lhe drasticamente os seus salários, pela via do aumento das contribuições para a Segurança Social, será a forma de criar mais emprego. Usa a fórmula de tirar a uns para dar a outros; ou seja, aumenta em 7% as - Continua na página 4

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contribuições dos trabalhadores, passando de 11% para 18%, e diminuindo de 23,75% para 18% as contribuições a suportar pelas Entidades Patronais, culminando e mantendo a retirada dos subsídios de Férias e de Natal aos pensionistas e reformados em 2013. O Senhor Primeiro-Ministro impõe austeridade somente à classe trabalhadora, penalizando-a nos rendimentos do seu trabalho. Então e os detentores de outros rendimentos continuam isentos de sacrifícios? sic..sic… Senhor Primeiro-Ministro, certamente que ninguém discorda que todos os Portugueses terão de pagar a crise, ainda que para a qual a maioria não contribuiu, mas tenha a coragem e o bom senso de aplicar e fazer cumprir a JUSTIÇA SOCIAL, valor que se encontra inserido na Constituição da República Portuguesa e que infelizmente tem sido esquecido propositadamente. Sabe-se bem a razão porquê. O Cidadão comum não é ingénuo. Senhor Primeiro-Ministro não tenha receio em praticar os princípios da equidade, prestando por essa razão um bom serviço a Portugal e aos Portugueses. Por último, uma referência para mais uma festa Política do Avante-PCP. O que é preciso é festas… Também não será descabido e não deixa de ser humorístico a notícia da pretensão de José Castelo-Branco vir a ser Presidente da Câmara Municipal de Sintra! Bom, não há dúvida que o Mundo está fossado pelas toupeiras e ruído pelos ratos. E assim vai este País, com mais de oito séculos de história.

César Amaro.
Manuela Ferreira Leite:
“Só por teimosia se pode insistir numa receita que não está a dar resultados”. Manuela Ferreira Leite deu, quarta-feira à noite, uma rara entrevista à TVI24 em que exortou o Governo a arrepiar caminho e os portugueses a fazerem “cada um o que tem de fazer para, em consciência, tentar inverter” o rumo.

Foi um recado directo aos deputados, que podem alterar ou chumbar o Orçamento do Estado. “Alguma coisa tem de ser ajustada”, afirmou a antiga ministra das Finanças de Durão Barroso, porque entende que se o país seguir a linha traçada, “não só não se atingem os objectivos como o país chega ao fim destroçado”.

A antiga líder do PSD, que já foi conselheira do Presidente da República – e foi adversária de Passos Coelho nas eleições internas do partido – pôs em xeque, com palavras duríssimas, toda a actuação do Governo. Acusou-o de governar com base em “modelos que estão a ser perniciosos e não têm nenhuma adesão à realidade”, sem conseguir explicar onde o país vai estar em 2014 e “como se salta daqui para o crescimento”. Questionou o executivo sobre as negociações com a Troika dizendo que, se fosse ela, havia de “berrar”, aqui como em Bruxelas. Acusou-o de “total insensibilidade social”, sobretudo para os reformados. E acabou a entrevista a admitir participar na manifestação de protesto marcada para sábado. - Continua na página 9

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O Festival de Música a favor dos Bombeiros Voluntários de Vila Velha de Ródão
A Bombeira ANA DIAS disse ao nosso jornal: - Gostarei que a nossa festa seja um êxito e que o recinto esteja cheia de pessoas para ajudarem os Bombeiros!

Com

um volume de despesas na ordem de alguns milhares de euros, para não

fugir à regra por que insolitamente passam as associações de bombeiros voluntários e, implicitamente, as suas respectivas corporações, esse fenómeno também contempla os “soldados da paz” voluntários corajosos e dignos que honram o concelho de Vila Velha de Ródão e, quantas vezes, o próprio país. Pois são eles que, conscientes das dificuldades económicas em que presentemente se bate o seu Quartel, que sabem “dizer” que longe dos fogos também sabem “encher” os peitos de ar e meter mãos às obras das quais possa resultar “algum” para´ajudar, precisamente porque a “crise” não permite que o portifólio de equipamentos, uma boa disponibilidade de stocks e uma logística eficiente estejam no seu quartel bem ao nível da sua dedicação e bravura. Já depois da Comissão Desportiva da corporação ter posto em prática e levado a efeito algumas ideias e realizações, essa comissão aí está de novo, este sábado, dia 15 de Setembro, promovendo um “Festival de Música” (ver cartaz noutra página) justamente para angariação de fundos. Ana Dias, esposa do adjunto de comando Carlos Ribeiro, falou com entusiasmo dessa festa. Julga que vai reunir muitas pessoas e por dois motivos que destacou: o programa musical vai ser excelente e bem ao jeito da juventude mas também para todas as idades. Será complementado pelas actividades (recreativas e desportivas) que nos vai trazer a Escola Profissional “Etaproni”, de Nisa, havendo ainda tempo e espaço para algumas novidades culturais e para se efectuarem tatuagens, enquanto que para as crianças lá estarão à sua disposição os insufláveis. Ana Dias disse ainda a “Ecos de Ródão” que estão a colaborar com os bombeiros várias entidades oficiais e particulares, nomeadamente as empresas do concelho. A simpática Bombeira, que trabalha nos serviços administrativos da associação, sem desviar os olhos do serviço que executava, foi acentuando o seu entusiasmo e a sua esperança por esta realização. “Olhe escreva lá que os “Clã-6030” vão apresentar as suas novidades musicais. E noticie, também, que as entradas são livres. Os fundos que esperamos, vão sair da receita do Bar. Portanto – disse Ana Dias, queremos “Casa Cheia”.

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Ródão é território poético de 14 a 19 de Setembro Entre 14 a 19 de setembro, a Biblioteca
Municipal José Baptista Martins, de Vila Velha de Ródão, por ocasião do seu quarto aniversário está a tornar Ródão um território poema com a sua iniciativa “Poesia, um dia”. Embora a maior parte do programa se realize no dia 19, data em que se comemora a abertura ao público da Biblioteca Municipal, o evento inicia-se no dia 14 com a chegada dos escritores Jaime Rocha, Margarida Vale de Gato e José Mário Silva à aldeia da Foz do Cobrão, onde desenvolverão uma residência literária que, este domingo, dia 16, a partir das 15H00, será aberta ao público. Nesse momento, de entrada livre, os autores convidados, disponibilizam-se a reflectir, em conjunto com o público, acerca de poesia. No dia 18, a associação artística Andante dinamizará, na Biblioteca Municipal, o ateliê “A Leitura em Voz Alta” destinado ao público jovem e adulto, com inscrições gratuitas. O dia 19 será preenchido com um grande número de iniciativas de promoção do texto poético. A partir das 9H00, na Biblioteca Municipal haverá uma feira do livro de poesia com preços a partir dos 2€, uma exposição de postais ilustrados inspirados em textos dos autores convidados e um mural zoológico criado no âmbito do projeto Bicharada. É na Biblioteca que terá também início a itinerância “Aqui há poesia”, coordenada por Elsa Ligeiro. Ao longo do dia, serão realizadas, em vários locais da vila, as seguintes actividades: um ateliê de poesia e recortes de papel; o espetáculo Private Z(OO)M – Tempo de Bichos, e um piquenique no cais fluvial, com partilha de merendas, seguido do projeto VOZ, desenvolvido por actores das Produções Fictícias em parceria com a Fundação EDP. Às 17H30, na Biblioteca Municipal será apresentado, pela Andante, o espetáculo “adVERSUS” que se intitula “um espetáculo poético de largo espectro[…] que contém substâncias activas com efeitos imediatos na forma

de olharmos o mundo à nossa volta”. Às 19H00, no CDRC, encerra a itinerância “Aqui há poesia” com a participação especial do músico de guitarra clássica Francisco Berkemeier. Todas as actividades são de entrada livre e gratuita, e destinam-se não só a quem já gosta de poesia, mas também aos que ainda não estão familiarizados com este género literário. Obtenha informações sobre o programa na Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão.

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O Pintor PAULO ALVES na Casa de Artes

Paulo Alves é um jovem que nasceu em Abrantes, onde contactou precocemente com a Natureza Cedo revelou uma aptidão para o desenho e pintura, tendo como motivo principal as aves.Ingressou no Atelier de Massimo Esposito e actualmente é aluno e colaborador no projecto “AmArte”. Participou em várias exposições individuais e colectivas e integrou equipa de vários ilus tradores de livros juvenis. Esta sua exposição merece uma visita.

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Uma Secção de Paulo Miguel
O “Intercidades” da saudade!
E porque hoje é Sábado lá fui apanhar o Inter cidades e dar mais um passeio e ver o que gosto e quem gosto de ver. Julgava eu que após a intervenção das autarquias do distrito junto da REFFER/CP, traria melhoras sobre o dito transporte. Afinal, gastaram-se milhões de euros a electrificar a linha da Beira Baixa e, supostamente, deveríamos ter viagens rápidas e mais confortáveis. Na verdade assim aconteceu no inicio mas só até que alguém pensou que os beirões não mereciam ter tal luxo!... E como era preciso dar uso a automotoras que noutras áreas da CP já estariam obsoletas, nada melhor que as por a circular na linha da Beira Baixa! Lentas, desconfortáveis, sem cortinas para protecção do sol e com as máquinas de bebidas, a substituírem a carruagem-restaurante e, para cúmulo, equipamento qb, oferecido aos passageiros beirões, (segundo nos revelaram) quase sempre com avarias … Até quando nos continuará “oferecido” este insignificante serviço a bordo? Até quando os Beirões continuarão a permitir tratamento de terceira? Já que o poder político não conseguiu trazer de volta os antigos e bons modelos dos “!Intercidades” será que a CP poderá apreciar que seja o povo a tomar medidas? E algumas bem se justificariam … num protesto sem violência, obviamente. Alinharei na primeira fila desse tipo de protesto. Sem me considerar um expert na respectiva matéria mas tendo em conta que a CP já considerou ser dispendioso manter o comboio Intercidades como inicialmente foi criado para aqui, porque não suprime a Empresa, por exemplo, um viagem do “Intercidades” e outra do “Regional” uma vez que os utentes da Linha da Beira Baixa num pressuposto, não precisarão de tantas circulações ferroviárias nos percursos ascendentes e descendentes.

Era uma vez um bom Restaurante…
Passei um dia destes i pelo ex-libiris que foi dos restaurantes de Vila Velha de Ródão - - o Restaurante “Rei Wamba", vulgo o “Pombalinho” devido ao local em que durante anos ali esteve em funcionamento, para honra e prestígio deste concelho. Pois, foi ali que deparei com portas e janelas partidas e com tudo ao abandono. (Ou quase tudo, se me permitem…) Lembrei-me dos tempos do belo peixinho frito e das migas que lá se cozinhavam e se comiam, prato típico e tradicional desta terra que por si só atraiam largas centenas de turistas! Agora, do “Pombalinho”, praticamente em ruínas, parece-me que há quem lhe dê uso para outras coisas, sobretudo á noite! E então os herdeiros daquele secular (?) imóvel não poderão dar uma mãozinha para o seu ressurgimento? - Continua na página 8

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- Continuação da página 7

Gostava de ser Juiz …
Mesmo daqui, deste cantinho à beira do nosso rio Tejo, gostava de ser juiz e ter poder para julgar o que, infelizmente, não é julgável… Talvez pudesse encontrar argumentos para condenar quem tem estado a condenar cerca de 10 milhões que lutam pela vida, cada um dentro das suas possibilidades, sabendo que unicamente o statu quo em que viviam lhe tem sido subtraído unicamente a favor de “meia” dúzia, bem longa meia dúzia dos privilegiados do nosso País. Por cá (e não me refiro a Vila Velha de Ródão) neste reparo crítico, julgo que quantos me lêem sabem bem onde quero chegar! Paulo Miguel

Este casal de idosos estava em casa a ver televisão. O marido tinha o controlo remoto e estava a mudar de canal para trás e para a frente entre um canal de pesca e um canal porno. A mulher estava a ficar cada vez mais irritada e por fim disse ao marido: “Pelo amor de Deus! Deixa ficar no canal porno, porque pescar já tu sabes!

CDRC de Vila Velha de Ródão, apresenta-se!

VinVin Vinte jogadores (amadores) um excelente técnico e uma Secção de Futebol que vai continuar a dar boas provas, poderá ser nesta nova época um novo balão de ensaio para razoáveis cometimentos. A Primeira Divisão do “Distri tal” de Castelo Branco começa a 23 de Setembro e o CDRC é anfitrião do Pedrógão de São Pedro, talvez o adversário ideal para se colocar o “termometro” nesta boa rapaziada que vai representar Vila Velha de Ródão. Sobretudo e, necessariamente, com a mesma dignidade com que o fez na época passada.

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- Continuação da página 4 Sobre as medidas anunciadas sexta-feira pelo primeiro-ministro e as explicações posteriores do ministro das Finanças, Ferreira Leite foi lapidar: “Senti-me como na
União Soviética de outros tempos. O ministro das Finanças a gerir a tesouraria das empresas privadas? Isso existe onde?”

Na sua opinião, a transferência de parte da taxa social única dos trabalhadores para as empresas é suficiente para quebrar o consenso social e político. A começar pela coligação: “O CDS não deve saber de muitas coisas, porque não estão de acordo com
o que prometeu ao eleitorado”.

A continuar pela concertação social: “Como pode o secretário-geral de uma central sindical aceitar uma medida que vai aumentar o desemprego?” E a terminar no país: “Ninguém foi ouvido sobre a TSU e ninguém a defende.”

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R.do Arrabalde,28 6030-235 Vila Velha de Ródão.
Nº, 62 de 13 de Setembro de 2012

Neste número: 12 Páginas Semanário Regionalista Editado em Vila Velha de Ródão Director
J. Mendes Serrasqueiro

Paginação e Arte Final Gina Nunes E-mail mendes.serrasqueiro @gmail.com

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Imagens espectaculares que pode ver, a partir de dia 21 de Setembro no novo Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo, no Edifício do Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento – Praça do Pelourinho

A Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão abre as portas do Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento, no Largo do Pelourinho, à população do concelho, para o acto inaugural do CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DE ARTE RUPESTRE do Vale do Tejo, que se realiza no próximo dia 21 de Setembro, pelas 16.00 hora, com o seguinte programa:

Dia 21 – 16.00 horas -Inauguração oficial com visita a uma exposição
inédita que ficará depois para posteriores visitas no CMCD Dia 22 – Visita às Gravuras de Gardete (e/ou Fratel), que contará com a presença do Dr. António Martinho Baptista, grande dinamizador da Arte Rupestre do Vale do Tejo.
Nota – Para estas visitas a Câmara recebe inscrições de pessoas que manifestem interesse, utilizando o barco (para Fratel) ou o autocarro (para Gardete). Contacto: Telefone – 272 540300 ou mail – ruidesign87@gmail.com

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Se é apaixonado (a) por um excelente programa de Fados e Guitarradas, então coloque na sua Agenda

Oferta da Junta de Freguesia de Castelo Branco

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Escreveu: Cruz dos Santos

Andamos “Tesos”, porque tivemos sempre a “mania das grandezas e das
fachadas”! É natural que, em obras como as realizadas no Alqueva, Centro Cultural de Belém, sede da Caixa Geral de Depósitos, como a “Expo”, auto-estradas (por todo o país), pontes, Organismos Públicos, campos de futebol, aquisição de material de guerra, incluindo carros de combate, submarinos e outros “colossais” empreendimentos, adquiriram uma dimensão apocalíptica, aos olhos de toda a Europa. Nunca se viu tanto desperdício! Precipitação, falta de planeamento, caprichos políticos, mania das grandezas e “mitologia nacional” são traços comuns a estes “grandes projectos”, que fizeram as “delícias” dos interesses económicos e tiverem o condão de “entontecer” o poder político. Como é óbvio, os custos, para o contribuinte, foram e continuam a sê-lo enormíssimos (porque há obras dessas que continuam), mesmo se os Governos e os promotores dessas obras persistirem em afirmar, que tudo será pago com “receitas próprias”. Parte dos custos de alguns desses empreendimentos, foi e ainda deve ser, habilmente transferida para o contribuinte, nomeadamente para as tais chamadas “obras colaterais”, tais como as efectuadas com a ponte sobre o Tejo, os acessos rodoviários, o alongamento, ou seja, o estender do metropolitano, o caminho de ferro, a “Gare do Oriente”, o saneamento básico, a deslocação dos petróleos e do gás nas refinarias de Sines, os transportes urbanos, os telefones e a electrificação, quase tudo a cargo de empresas públicas. Outros custos de “viabilização económica”, que foram sempre suportados pelo contribuinte, seja por intermédio de “impostos excepcionais de maisvalias” ou pela especulação fundiária, etc., tudo isso se tornou num “oceano” de despesas (custos e atrasos), que vieram sempre estimular a curiosidade da imprensa e do público. Qual a razão, de termos cada vez mais a impressão de vivermos apanhados no seio de um poder fatal, “mundializado”, “globalizado”, tão poderoso que seria inútil pô-lo em causa, fútil analisá-lo, absurdo opor-se-lhe e delirante simplesmente sonhar em libertar-se de uma tal omnipotência que se diz confundir-se com a História? Viviane Forrester, romancista e ensaísta francesa, crítica do jornal “Le Monde” e membro do júri do prémio literário Fémina, diz isto: “Não vivemos sob o domínio da globalização, mas sim sob o jugo de um regime político único e planetário, inconfessado – o ultraliberalismo, que gere a globalização e se aproveita dela, em detrimento da grande maioria dos cidadãos. Esta ditadura sem ditador não aspira a conquistar o poder, mas sim a dispor de todo o poder sobre aqueles que efectivamente o detêm. Mais palavras para quê?

Cruz dos Santos - Coimbra
Alguns Estádios/ Algumas Estradas …