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ISSN 2177-028X
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O Judiciário Frente às Inscrições Indevidas em Órgãos de Proteção de Crédito
Atualmente o Poder Judiciário é cada vez mais procurado por consumidores acerca de ações contra empresas que efetivaram inscrições indevidas nos Órgãos de Proteção de Crédito, comprovando a problemática do tema. As empresas utilizam deste expediente como forma de coagir os devedores a quitarem seus débitos, esquecendo as vezes que este procedimento pode acarretar grande prejuízo para os consumidores se manejado de forma incorreta. Muitas das vezes estas inscrições são tidas por ilegais, gerando dever de indenização para o Consumidor. As empresas muitas das vezes inscrevem o nome do consumidor em cadastro de inadimplentes por dados constantes em seu poder, fazendo assim a inscrição. Ocorre que atualmente as inscrições indevidas são rotineiras, abalroando o Poder Judiciário, especificamente os Juizados Especiais Cíveis, onde o Consumidor pleiteia indenização por danos morais ante a inscrição indevida. Esta inscrição às vezes não esta relacionada a má-fé das empresas, mas sim a erros de procedimento, ou erros no processamento de dados, pois muitas vezes são inscritas dividas já quitadas, ou até mesmo dívidas oriunda de prestação de serviços que sequer ocorreram. Um dos motivos que acarretaram o aumento de pedidos de indenizações sobre as inscrições indevidas foi a possibilidade de ingresso destas ações perante os Juizados Especiais Cíveis, pois seu procedimento e mais célere, não geram custas processuais e também não necessita de advogado para ações com valor da causa menor que 20 salários mínimos. O Consumidor tem a seu favor também o foro privilegiado, pois este tipo de ação discute questões que mostram conexão com "relação de consumo"; portanto, inicialmente, para justificar a escolha desse foro para apreciá-la e dirimir a questão apresentada, é invocado o dispositivo constante do Código dos Direitos do Consumidor (L. 8.078/90), onde se estampa a possibilidade de propositura de ação judicial no domicílio do autor(art. 101, I).. As Empresas ao manterem os nomes dos Consumidores indevidamente em Órgãos de Proteção de Credito causam enorme prejuízo, devendo desta forma repararem os danos sofridos. Nossa Carta Magna, em seu artigo 5º, garante aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, e em especial nos incisos: ´´V- é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, ALÉM DA INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL, MORAL OU À IMAGEM;(destaque nosso) X- são invioláveis a intimidade, a vida privada, A HONRA E A IMAGEM DAS PESSOAS, ASSEGURADO O DIREITO A INDENIZAÇÃO PELO DANO MATERIAL OU MORAL DECORRENTE DE SUA VIOLAÇÃO.´´ Os Consumidores de forma geral experimentam uma restrição no seu crédito por ato ilícito de Empresas, pois incluem e mantém os seus nomes junto a lista dos maus pagadores, impossibilitando-os de fazerem compras a prazo, ou realizar financiamentos. Deve então os Operadores do direito aplicarem aos casos de inscrição indevida, os artigos 186 e 927do Código Civil Brasileiro, que estabelecem: “ Art. 186 – Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.” “Art. 927 – Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.” Também, o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, no seu art. 6º, protege a integridade moral dos
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novaprolink. não havendo necessidade da prova do prejuízo. O Consumidor que conseguir no ato de interposição da ação.São direitos básicos do consumidor:(. é fato gerador de indenização por dano moral.DANO MORAL . 2.365-MT (2002/0028678-0)RELATOR: MIN. no sentido de que: “é cabível indenização por danos morais se a inscrição no cadastro de inadimplente for feita indevidamente.A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que. Não basta só isso. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. o Juiz com esta prova terá que convencer da verossimilhança da acusação. prova inequívoca de seu direito terá grandes chances de conseguir que seu nome seja retirado do cadastro de inadimplentes.4ª Turma STJ EMENTA : “DANO MORAL. pois neste caso ele é presumido.J. ensejando assim indenização por danos morais. antecipar.” Ante ao farto embasamento legal e jurisprudencial. A simples inclusão indevida causa perturbações a pessoa que teve seu nome indevidamente inscrito no rol dos mal pagadores. considera-se presumido o dano moral. Muitas das vezes é necessário o pedido de antecipação de tutela. Sendo assim faz necessário aplicação do artigo 273 do Código de Processo Civil que estabelece: “Art. SERASA) a fim de evitar maiores prejuízos.Data Julgamento: 14/10/2003 .Data Julgamento: 11/11/2002 .2ª Turma STJ EMENTA : “INSCRIÇÃO INDEVIDA EM CADASTRO DE INADIMPLENTES . para que antes da apreciação do mérito os Juizes concedam para retirar o nome dos Consumidores das Listas de devedores ( SPC.” RECURSO ESPECIAL Nº 556. mas improvido. nos casos de inscrição indevida no cadastro de inadimplentes.” RECURSO ESPECIAL Nº 468. – Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Assim os Consumidores estão isentos de provar algum prejuízo. PROVA. abalando o prestígio creditício que goza os Consumidores nas suas Praças. .SC (2003/0101743-2)RELATOR: MINISTRO CESAR ASFOR ROCHA .. uj. consolidada por reiteradas decisões correlatas da Colenda Corte do STJ – Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência desta Corte pacificada no sentido de que a indevida inscrição no cadastro de inadimplentes. a simples inclusão indevida gera o dever de indenização.O Juiz poderá. ARBITRAMENTO .” A questão suscitada apresenta entendimento pacificado no repertório jurisprudencial de nossos Tribunais. Exemplificando: Se um consumidor perdeu o direito sobre uma casa popular sorteada ante a negativação indevida nos órgão de Proteção de Credito por uma empresa.com. que é presumido. o Código de Proteção e Defesa do Consumidor. a indenização deve ser arbitrada em face do prejuízo sofrido. 6º. não havendo necessidade da comprovação do prejuízo. . sendo desnecessária a prova objetiva do abalo e à reputação sofrida pelo demandante. na concepção moderna do ressarcimento por dano moral. se convença da verossimilhança da alegação e: I – haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação.4ª Turma STJ EMENTA : “INSCRIÇÃO INDEVIDA NO SPC. ao contrário do que se dá quanto ao dano material. 273 . pois os julgados recentes apontam somente a necessidade da prova da inscrição ser indevida. desde que. Ressalta-se ainda que os Consumidores não necessitam provar que tiveram algum tipo de prejuízo com a inscrição indevida. 6º . INDENIZAÇÃO. NANCY ANDRIGHI . ou II – fique caracterizado abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu. coletivos e difusos. no seu art. para evitar dano irreparável ou de difícil reparação.Também. total ou parcialmente.573 . existindo prova inequívoca. constituindo abuso e grave ameaça. sendo que a prova do prejuízo material somente ocorre para que seja majorada o valor da indenização. inseridos nos inúmeros acórdãos das diversas Turmas do Colendo S. 1. por si só.PB (2002/0122013-9)RELATOR: MINISTRA ELIANA CALMON Data Julgamento: 07/08/2003 .T. Atualmente os Juizes estão aplicando a tutela antecipada nestes casos. prevalece a responsabilização do agente por força do simples fato da violação. individuais. REGISTRO INDEVIDO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES . protege a integridade moral dos consumidores: “ Art.) VI – a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. de modo a tornar-se desnecessária a prova do prejuízo em concreto.”. Toda negativação ou protesto indevido gera dano de difícil reparação. será devida indenização por danos morais ante a negativação ilegal dos nomes de Consumidores que assim o provarem. desde que comprovado o evento danoso. Os julgados precedentes. RECURSO ESPECIAL Nº 419. espelham o pacífico entendimento a respeito da matéria.br/…/o_judiciario_frente_as_inscricoes_indevidas_em_orgaos_de_protecao_de… 2/3 . DESNECESSIDADE. oficiando que as empresas mantenedoras destes cadastros não informem mais a situação de restrição.745 . DANOS MORAIS. Recurso especial conhecido. em casos de inscrição indevida em Órgãos de Proteção de Credito. a requerimento da parte.PROVA.

VALOR ARBITRADO DE FORMA IRRISÓRIA LEVANDO-SE EM CONTA SITUAÇÃO FINANCEIROECONÔMICA DA RECORRIDA . esta Turma Recursal resolve. também a situação financeiro-econômica dos litigantes.ENUNCIADO Nº 08 DA TRU . do efeito inibitório que deverá desempenhar a sanção pecuniária perante o agente ofensor. o consumidor.Vale citar um julgado que embasa a legação acima: ´´EMENTA : EMENTA: INDENIZAÇÃO .SANÇÃO PUNITIVA PECUNIÁRIA INEFICAZ . Direitos reservados. que seja uma causa de enriquecimento injusto. nos exatos termos constantes na ementa .Política de Segurança e Privacidade uj. além da gravidade do fato.2.br/doutrina/7161/o_judiciario_frente_as_inscricoes_indevidas_em_orgaos_de_protecao_de_credito_ >. por um lado.RECORRIDA CONTUMAZ SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA . Atento a estes critérios. até mesmo de forma liminar. ano XI. ainda. Para a fixação do dano moral. por fatura de serviços de telefonia que não foram utilizados pela mesma. Em sentença do juiz monocrático (fls. necessário e justo tomar como critério de aferição.1. no mérito. Tw eet 0 Curtir 1 Gostei 0 pessoas gostaram Relatar Conteúdo Impróprio A A A Comentários (0) Não há comentários . tudo para preservar o lado mais fraco da relação de consumo. com a condenação da reclamada em R$ 205. sempre com o cuidado de não proporcionar. conhecer do recurso e. Novo Comentário Home Notícias Doutrinas Boletins Contratos Prática Processual Promoções Fórum Sorteios Eventos PLK News Índices Econômicos Novidades Novaprolink Vídeos Treinamento CP-Pro 9 Representantes Parceiros Fale com o Diretor Links úteis Acesso ao Informa Jurídico Web Acesso aos Cálculos judiciais Dicionário Jurídico Copyright © novaprolink. Texto confeccionado por Atuações e qualificações Bibliografia: PontoFinal O Judiciário Frente às Inscrições Indevidas em Órgãos de Proteção de Crédito .novaprolink. nos casos de protesto de título e inscrição e/ou manutenção em órgão de proteção ao crédito.Recurso conhecido e provido.2º JEC.DANO MORAL PRESUMIDO . 41/46) dos autos.br/…/o_judiciario_frente_as_inscricoes_indevidas_em_orgaos_de_protecao_de… 3/3 . existe ainda grande demanda por parte de consumidores em face de empresas que ainda continuam a inscreverem seus nomes indevidamente em cadastros de devedores.com. sendo que nos Tribunais a situação e corrigida.n) Ante ao farto embasamento exposto. 3. por outro. A recorrente pleiteou indenização por danos morais em razão de ter seu nome inscrito nos OPC’S. de 2010.´´ (Recurso Inominado. um valor que para o autor se torne inexpressivo e.“É presumida a existência de dano moral.DANOS MORAIS -INSCRIÇÃO INDEVIDA NOS CADASTROS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO . mas que foram cobrados indevidamente pela recorrida. quando indevidos” (Enunciado nº08).4. ação originaria 2007.0004162-7.Não perca tempo e seja o primeiro a comentar.com.novaprolink.PROTESTO INDEVIDO . 10 de set. foi reconhecida a inexistência do débito. data 18/04/2008)(g. Disponivel em: < http://uj. dar provimento.20734origem Cascavel . Suporte: Matriz: (32) 4009-2900 / Filial: (11) 2526-6451 . Acesso em: 20 de set. Juiz de Fora.60 a título de danos morais. o valor fixado em primeira instância é inadequado ao caso em exame e não se encontra em sintonia com decisões desta Turma Recursal em situações similares. Universo Jurídico. por unanimidade de votos. 2008. Juiz Relator TELMO ZAIONS ZAINKO. Conforme entendimento da TRU. DECISÃO: Diante do exposto. nunca se olvidando. de 2012. gerando a inscrição de seu nome no SPC e SERASA.