Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP

Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a
20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento,
seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os
textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado
nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.
______________________________
1
PPGEM/UTFPR, Av. Sete de Setembro 3165, CEP. 80230-901, Curitiba-PR-Brasil
2
CPGEI/UTFPR, Av. Sete de Setembro 3165, CEP. 80230-901, Curitiba-PR-Brasil
IBP1992_12
CARACTERIZAÇÃO DO ESCOAMENTO LÍQUIDO-GÁS EM
UM TUBO HORIZONTAL UTILIZANDO O SENSOR DE MALHA
DE ELETRODOS
Fernando C. Vicencio
1
, Eduardo N. dos Santos
2
, Murilo A. Soares
1
,
Tiago P. Vendruscolo
2
, Carlos E. F. Amaral
2
, Marco J. da Silva
2
,
Rigoberto E. M. Morales
1



Resumo

Além das aplicações tecnológicas que lhe deram um grande impulso nas ultimas décadas, o estudo do escoamento
bifásico é importante para descrever muitos fenômenos naturais, sistemas biológicos e aplicações tecnológicas. Um dos
padrões mais frequentes é o escoamento bifásico líquido-gás em golfadas. No presente trabalho é realizado um estudo
experimental para a caracterização do escoamento bifásico líquido-gás em golfadas em tubos horizontais, utilizando o
circuito de água e ar do Laboratório de Ciências Térmicas (LACIT) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná
(UTFPR). Este circuito consta de um tubo horizontal de 26 mm de diâmetro interno e 9,2 m de comprimento. Para tal
caracterização, foi utilizado um par de sensores de malha de eletrodos de 8 x 8 nós, colocados ao final da linha horizontal
do circuito. A despeito de ser intrusivo, este tipo de sensor está baseado na capacitância elétrica do escoamento e permite
uma caracterização detalhada dos parâmetros do escoamento com uma alta resolução temporal e uma aceitável resolução
espacial. Adicionalmente é utilizada uma câmera de alta velocidade para a verificação das medidas obtidas com o sensor
de malha de eletrodos. Assim, foram realizados testes experimentais e a partir deles é obtida series temporais de dados, a
partir dos quais é obtida a distribuição da fração de vazio e da frequência dos sinais. Esses dados foram caracterizados
mediantes as funções estatísticas da densidade da probabilidade (PDF) e densidade espectral de potência (PSD).
Finalmente, os resultados obtidos foram comparados com as equações constitutivas apresentadas em trabalhos similares.


Abstract

Unrestricted to the technological applications that fostered its growth over the last decades, the study of the two-phase
flows is pivotal to understanding a large number of natural phenomena and biological systems alike. One of the most
common flow patterns occurring in two-phase, gas-liquid flows is called slug flow. The gist of the present work is to
discuss the results of an experimental study on the characterization of horizontal slug flows in an air-water flow loop,
carried out at the Thermal Sciences Lab (LACIT) located in the Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
premises. This loop has a horizontal, 26 mm ID pipe with 9.2 m of length. A pair of 8x8-node wire-mesh sensors, placed
at the end of the horizontal line, was used in the experiment. Notwithstanding its intrusive nature, this type of sensor is
based on the electrical capacitance of the flow, thus allowing a detailed characterization of the flow parameters at a high
time resolution and at a fair spatial resolution. A high speed camera was used in order to check the measurements taken
with the wire-mesh sensors. Then, experiments were carried out and, from the data acquired at regular intervals of time,
void fraction distribution and signal frequency were obtained. Statistical functions such as the Probability Density (PDF)
and Power Spectral Density (PSD) were used to characterize the data. Finally, the obtained results were compared to
consolidated correlations from similar works found in the literature.

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012
2
1. Introdução

Os escoamentos multifásicos ocorrem em muitos fenômenos naturais como a circulação do sangue e aplicações
tecnológicas tais como o transporte de poluentes, geração de energia nuclear e no transporte de misturas do petróleo.
Cabe ressaltar que as características do escoamento multifásico dependem em grande medida das distribuições
topológicas dos seus componentes – também conhecidas como padrões de escoamento – sendo essas características
fundamentais para o desenvolvimento de modelos matemáticos assim como para o dimensionamento de equipamentos e
tubulações.
O caso mais simples do escoamento multifásico é o escoamento bifásico de uma mistura de dois fluidos
imiscíveis. Por sua vez, um dos casos mais frequentes de escoamento bifásico nas aplicações práticas é o escoamento
líquido-gás, cujo esquema típico é mostrado na Figura 1. Este esquema está baseado na definição da célula unitária feita
por Wallis (1969), que considera a região do pistão líquido com bolhas dispersas no seu interior e a região da bolha
alongada com um filme líquido na parte inferior da tubulação.



Figura 1. Esquema típico do escoamento líquido-gás em golfadas.

Para medir os parâmetros do escoamento bifásico, um número considerável de técnicas de medição tem sido
desenvolvido nos últimos anos. Basicamente, estas devem reunir os requisitos de alta resolução temporal, alta resolução
espacial, baixo custo e aplicabilidade prática. Uma revisão destas técnicas é apresentada por Da Silva (2008), que mostra
as desvantagens de cada técnica e faz uma comparação de cada uma delas. Uma das técnicas em pleno desenvolvimento e
com características apropriadas para o estudo do escoamento multifásico é o sensor de malha de eletrodos (wire-mesh
sensor), proposto inicialmente por Prasser et al. (1998), aprimorado por Da Silva (2008) e caracterizado por apresentar
altas resoluções temporais e espaciais.
No presente trabalho é utilizada a técnica do sensor de malha de eletrodos de 8 x 8 nós e com medições de
capacitância elétrica para o estudo do escoamento bifásico água-ar, com a finalidade de caracterizar estatisticamente o
escoamento em golfadas a partir dos parâmetros obtidos nas medições. Uma fotografia do sensor utilizado é mostrada na
Figura 2a. Para atingir os objetivos deste trabalho, é utilizada a bancada experimental do Laboratório de Ciências
Térmicas (LACIT) da UTFPR. Basicamente, a bancada, cuja seção de teste é mostrada na Figura 2b, consta de uma
tubulação de acrílico com 26 mm de diâmetro interno, uma linha de teste de 9,2 m de comprimento. Além disso, o
circuito consta de uma bomba centrífuga e um compressor alternativo para as linhas monofásicas, assim como
instrumentação com rotâmetros para medir a vazão de gás e um sensor tipo Coriolis para medir a vazão de líquido, assim
como sensores de pressão e temperatura.


(a)

(b)
Figura 2. a) Fotografia do sensor de malha de eletrodos de 16 x 16 nós. (b) Fotografia da instalação do sensor de malha
de eletrodos no circuito experimental do LACIT.
Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012
3

2. O sensor de malha de eletrodos

O sensor de malha de eletrodos foi proposto inicialmente por Prasser et al. (1998), baseado na medida da
condutividade elétrica dos fluidos. No entanto, um aprimoramento deste sensor foi proposto por Da Silva (2008), baseada
na medida da capacitância elétrica dos fluidos, ampliando os estudos deste sensor para fluidos não condutivos.
O esquema do sensor de malha de eletrodos proposto por Da Silva (2008) e utilizado neste trabalho é mostrado
na Figura 3. Este sensor está constituído por duas grades paralelas de eletrodos, uma delas para transmissão e a outra para
recepção. Cada grade consiste de oito fios de aço inoxidável de 100 μm de diâmetro e com um espaçamento de 3,25 mm.
Ambas as grades formam malha quadrada e estão separadas por uma distância axial de 1,5 mm.



Figura 3. Esquema do sensor de malha de eletrodos (Da Silva, 2008)


3. Aquisição e processamento dos dados

3.1. Pontos de medição
Considerando as restrições dos equipamentos e dos instrumentos de medição da bancada experimental do
LACIT são definidos os pontos a serem medidos dentro da faixa do escoamento em golfadas. As velocidades superficiais
do líquido e do gás variam igualmente entre 0,3 e 2,0 m/s. A Figura 4 mostra a localização dos pontos de medição dentro
de um dos mapas de escoamento mais conhecidos (Taitel e Dukler, 1976).



Figura 4. Localização dos pontos de medição deste trabalho no mapa de escoamento de Taitel e Dukler (1976).

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012
4

3.2. Cálculo da fração de vazio
A capacitância elétrica, medida em cada nó do sensor de malha de eletrodos, depende diretamente da
permissividade elétrica do meio presente entre cada ponto de cruzamento. O sensor armazena valores temporais da
voltagem em uma matriz tridimensional V(i,j,k), com duas dimensões espaciais (i,j) e uma temporal (k). A voltagem
obtida diretamente varia em forma logarítmica com a permissividade elétrica. De acordo com Da Silva (2008), pode ser
assumida uma dependência linear entre a permissividade elétrica e a fração de vazio para cada ponto de cruzamento.
Obviamente este sensor precisa de calibração. Os valores de referência para a calibração são obtidos ao medir a
resposta do sensor para uma região da medição preenchida com água (V
L
) e, por outro lado, para uma região de medição
com só ar (V
H
). Assim, a fração de vazio (α) pode ser calculada em função dos valores de referência e da voltagem
medida localmente (V):

( )
( ) ( )
( ) ( )
, ,
, ,
, ,
H
H L
V i j V i j
i j k
V i j V i j
o
÷
=
÷
(1)

Após armazenar as respostas do sensor na matriz temporal-espacial da fração de vazio, os dados podem ser
utilizados diretamente para gerar imagens sequenciais do escoamento na tubulação. No entanto, importantes parâmetros
são obtidos mediante o cálculo dos valores médios no tempo ou no espaço. Assim, a fração de vazio média espacial para
a seção transversal de medição é obtida da seguinte maneira:


( )
( ) ( ) , , ,
i j
k a i j i j k o o = ·
¿¿
(2)

onde ( ) , a i j é a contribuição de cada ponto de cruzamento (i,j) na área total da seção transversal. Esta média espacial
pode ser analisada mediante os métodos estatísticos da função densidade de probabilidade (PDF – Probability Density
Function) e da densidade espectral de potência (PSD – Power Spectral Density).
Outra média importante é obtida ao calcular a média das três componentes da matriz da fração de vazio, sendo
esta obtida da seguinte maneira:


( )
1
N
k
N
o o =
¿
(3)

Para fins deste trabalho, a fração de vazio média é calculada a partir da Equação (3) e comparada com as
correlações propostas por Gregory e Scott (1969) e Mattar e Gregory (1974), as quais são apresentadas na Tabela 1.

Tabela 1. Correlações para a fração de vazio média

Autor Correlação
Gregory e Scott (1969)
1,19
G
j
j
o =
Mattar e Gregory (1974)
1, 3 0, 7
G
j
j
o =
+


3.3. Análise estatística
Os sinais temporais da fração de vazio obtidos a partir das medições são analisados usando a densidade espectral
de potência e a função densidade de probabilidade, com a finalidade de extrair parâmetros característicos em função dos
parâmetros de entrada.
A função densidade de probabilidade é obtida a partir de histogramas discretos obtidos da série temporal da
fração de vazio, e a sua principal finalidade é a de estudar a distribuição da PDF em função dos parâmetros de entrada.
Parâmetros importantes de uma PDF são o desvio padrão e a média da função.
Por sua vez, a densidade espectral de potência é levantada a partir de histogramas e o seu principal parâmetro é a
frequência característica, dada pelo ponto mais alto da distribuição. Este ponto representa a frequência com que a
estrutura da célula unitária atravessa a seção transversal do sensor.


Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012
5
4. Resultados

Após fazer a reconstrução dos dados obtidos pelo sensor de malha de eletrodos, estes podem ser comparados
com as imagens obtidas com a câmera de alta velocidade. A Figura 5 mostra uma comparação qualitativa entre os dados
obtidos pelo sensor e pela câmera para o nariz e a cauda da bolha alongada. Observa-se que paras baixas vazões de gás e
líquido as interfaces de líquido e gás são mais definidas e que a resposta do sensor de malha de eletrodos de 8x8 nós é
melhor. Ao aumentar as vazões de gás e líquido surgem bolhas dispersas no pistão, o que afeta a resposta do sensor. Para
mitigar esse efeito, em caso de ser necessária uma maior resolução espacial, deverá ser usado um sensor de malha de
eletrodos com maior resolução espacial.



Figura 5. Comparação entre o sensor de malha de eletrodos e as imagens obtidas mediante uma câmera de alta
velocidade.

As séries temporais da fração de vazio são obtidas. Então a fração de vazio média no tempo e no espaço (o ) é
calculada, obtendo-se uma distribuição linear em função da vazão de gás dividida pela vazão total (j
G
/j), conforme
mostrado na Figura 6. Ao comparar as medidas do sensor com a correlação de Gregory e Scott (1969) obteve-se que esta
ultima sobreestima a fração de vazio na ordem de 15%. Por sua vez, ao comparar as medidas do sensor, a correlação
proposta por Mattar e Gregory (1974) subestima a fração de vazio na ordem dos 25%.

y = 73.335x + 0.2622
R
2
= 0.9557
0.00
10.00
20.00
30.00
40.00
50.00
60.00
70.00
80.00
90.00
100.00
0.00 0.20 0.40 0.60 0.80 1.00
Medição WMS
Gregory e Scott (1969)
Mattar e Gregory
(1974)
Linear (Medição WMS)
G
j
j
o


Figura 6. Comparação da distribuição da fração de vazio obtida pelo sensor de malha de eletrodos com outras
correlações.
Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012
6
A Figura 7 mostra uma das distribuições da função para uma vazão constante de gás (0,7 m/s) e várias vazões de
líquido (0,1 – 2,0 m/s). Os picos de frequência para baixas frações de vazio correspondem ao pistão líquido e os picos de
alta fração de vazio correspondem à bolha alongada. Observa-se que para vazões de líquido de até 1 m/s a frequência dos
pistões e bolhas alongadas não tem tendência definida. Ao aumentar a vazão de líquido para valores maiores, as
frequências da bolha alongada e do pistão têm um menor pico de frequência e uma maior amplitude ao redor desse pico.
Portanto, não pode ser definida uma tendência para a frequência, mas é evidente que existe um maior desvio padrão dela
para valores maiores de 1 m/s. Isto pode ser explicado pela presença de uma maior quantidade de bolhas dispersas no
pistão, como observado nas imagens do nariz da bolha, o que ocasiona a instabilidade do escoamento para altas vazões de
líquido.


jL

jG = 0,7m/s

2,0
m/s

1,5
m/s


1,3
m/s


1,0
m/s


0,7
m/s


0,5
m/s


0,3
m/s



Bolhas
dispersas
Golfadas
Estratificado
Liso


Figura 7. Funções de densidade de probabilidade para a vazão de líquido constante e várias vazões de gás no escoamento
em golfadas.

Na Figura 8 são mostradas as distribuições da função densidade de probabilidade para uma vazão constante de
líquido (0,7 m/s) de várias vazões de gás (0,1 – 2,0 m/s). Do mesmo jeito que no caso anterior, o escoamento não
apresenta uma tendência definida para baixas vazões de gás e para vazões maiores, os picos de alta e baixa frequência das
frações de vazio, da bolha alongada e do pistão, apresentam uma maior amplitude. Como observado nas imagens da
cauda da bolha, a maiores vazões de gás tem-se um maior desprendimento de bolhas de ar, ocasionando inclusive
maiores instabilidades que no caso anterior.


jG


jL = 0,7 m/s


2,0
m/s


1,5
m/s


1,3
m/s


1,0
m/s


0,7
m/s


0,5
m/s


0,3
m/s





Figura 8. Funções de densidade de probabilidade para a vazão de gás constante e várias vazões de líquido no escoamento
em golfadas.

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012
7
Na Figura 9 são apresentadas as distribuições da densidade espectral de potência para a vazão de líquido
constante (0,7 m/s) e várias vazões de gás (0,1 – 2,0 m/s). Na medida em que aumenta a vazão do gás, observa-se um
aumento da frequência característica da célula unitária. Isto pode ser explicado pelo fato que a maiores vazões de gás
aumenta a quantidade de gás e, portanto, aumenta o comprimento da bolha alongada, enquanto que o comprimento do
pistão não varia significativamente. Portanto, uma maior frequência característica das bolhas alongadas será obtida.


jL

jG = 0,7m/s



Bolhas
dispersas
Golfadas
Estratificado
Liso


Figura 9. Distribuições da densidade espectral de potência para a vazão de líquido constante e várias vazões de gás no
escoamento em golfadas.

Na Figura 10 apresentam-se as distribuições da densidade espectral de potência para vazão de gás constante (0,7
m/s) e várias vazões de líquido (0,1 – 2,0 m/s). Em comparação com o caso anterior, o efeito contrário é produzido, posto
que ao aumentar a vazão de líquido observa-se uma diminuição da frequência característica. Este fato é explicado devido
a que ao aumentar a vazão de líquido, o comprimento do pistão aumenta e com ele diminui a frequência da bolha
alongada.


jG


jL = 0,7 m/s


2,0
m/s


1,5
m/s


1,3
m/s


1,0
m/s


0,7
m/s


0,5
m/s


0,3
m/s





Figura 10. Distribuições da densidade espectral de potência para a vazão de gás constante e várias vazões de líquido no
escoamento em golfadas.
Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012
8
A partir dos gráficos da densidade espectral de potência e da determinação da frequência característica, pode-se
comparar esta última com outras equações propostas em trabalhos similares, como os de Gregory e Scott (1969) e
Heywood e Richardson (1979), cujas equações são mostradas na Tabela 2.

Tabela 2. Correlações para a frequência da célula unitária.

Autor Correlação
Gregory e Scott (1969)
1,2
2, 02
0, 0266 Fr
L
j
f
j d
( | |
= +
|
(
\ .
¸ ¸

Heywood e Richardson (1979)
1,02
2, 02
0, 0434 Fr
L
j
f
j d
( | |
= +
|
(
\ .
¸ ¸


Na Figura 11 mostra-se o gráfico comparativo entre os dados experimentais obtidos pelos trabalhos apresentados
na Tabela 2 e a frequência característica obtida com o sensor de malha de eletrodos.



Figura 11. Comparação da frequência característica obtida com o sensor de malha de eletrodos e as correlações de
Gregory e Scott (1969) e Heywood e Richardson (1979).

Do mesmo jeito, podem ser analisadas as distribuições da fração de líquido no pistão e comparadas com algumas
correlações, como as apresentadas por Marcano et al. (1998) e por Abdul-Majeed (2000), as quais são mostradas na
Tabela 3.

Tabela 3. Correlações para a frequência da célula unitária.

Autor Correlação
Marcano et al. (1998)
1
1,39
1
8, 66
LS
j
R
÷
(
| |
= + (
|
\ .
(
¸ ¸

Abdul-Majeed (2000) 1, 009 0, 006 1, 3377
G
LS
L
R j
µ
µ
| |
= ÷ +
|
\ .


Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012
9
Na Figura 12 é mostrado um gráfico comparativo entre as correlações da Tabela 3 e a fração média (no espaço e
no tempo) de líquido no pistão, obtida com o sensor de malha de eletrodos. Observa-se que para baixas vazões os dados
obtidos com o sensor ficam muito próximos dos valores calculados com as correlações. No entanto, menores
concordâncias são obtidas para altas vazões, o que pode ser explicado com base em que, para maiores vazões, aumenta a
presença de bolhas dispersas no pistão, as quais podem ser demasiado pequenas para que o sensor possa detectá-las.

70,00
80,00
90,00
100,00
110,00
120,00
0,00 1,00 2,00 3,00 4,00
Medição WMS Marcano et al. (1998) Abdul Majeed (2000)
LS
R
j


Figura 12. Comparação da frequência característica obtida com o sensor de malha de eletrodos e as correlações de
Marcano et al. (1998) e Abdul Majeed (2000).


5. Agradecimentos

Os autores agradecem o suporte financeiro da TE/CENPES/PETROBRAS e do PRH-10 da ANP.


6. Referências

ABDUL-MAJEED G. H., Liquid slug holdup in horizontal and slightly inclined two-phase slug flow. Journal of
Petroleum Science and Engineering, 27 (1-2), pp. 27-32. 2000
DA SILVA, M. J. Impedance Sensors for Fast Multiphase flow. PhD Thesis, Technical University of Dresden,
Alemanha, 2008.
GREGORY, G., SCOTT, D. Correlation of liquid slug velocity and frequency in horizontal co-current gas–liquid slug
flow. AIChEJ. 15(6),933–935, 1969.
HEYWOOD, N., RICHARDSON, J. Slug flow of air–water mixtures in a horizontal pipe: determination of liquid holdup
by gamma-ray absorption. J.Chem.Eng.Sci.34, 17–30, 1979.
MARCANO R., CHEN X. T., SARICA C., BRILL J.P. A Study of Slug Characteristics for Two-Phase Horizontal Flow.
International Petroleum Conference and Exhibition of Mexico, 3-5 March 1998, Villahermosa, Mexico.1998.
MATTAR, L., GREGORY, G.A. Air oil slug flow in an upward-inclined pipe – I: Slug velocity, holdup and pressure
gradient. J. Can. Petroleum Technol 13, 1974.
PRASSER, H. M., BOTTGER, A., ZSCHAU, J., A new electrode-mesh tomograph for gas-liquid flows”, Flow
measurements and Instrumentation, pp. 111-119, 1998.
TAITEL, Y., DUKLER, A. E., A Model for Predicting Flow Regime Transition in horizontal and Near Horizontal Gas-
Liquid Flow, AIChE. Journal, Vol. 22, No. 1, pp. 47-55. 1976.
WALLIS G. B., One dimensional two-phase flow”. New York, McGraw-Hill, 1969.