Autor: Pb.

Nélio

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Adoração e Louvor
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o TodoPoderoso, aquele que era, que é e que há de vir. (Ap. 4: 8B)

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Adoração e Louvor - Lição 1: Louvor e Adoração
Texto áureo: Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia! (Sl. 150: 6)
1. Introdução
O louvor está sendo objeto de críticas na igreja. Os motivos são vários; alguns bem fundamentados outros, não. Houve época em que o período de louvor parecia ser usado apenas para preencher o tempo entre o início do culto e aquilo que era considerado realmente importante – a pregação da Palavra. Proporcionava uma atividade para os presentes enquanto os retardatários iam chegando. Depois, veio a fase em que o pastor, atendendo aos interesses dos jovens, que desejavam um culto mais animado, entregava a eles a direção do louvor. Nessa fase aprendemos a bater palmas, gesticular e cantar sobre as alegrias de conhecer Jesus, mas sem muita profundidade. Agora chegou a vez do louvor espetáculo e da música de guerra. Cantamos em pé até cansar, marchamos e até gritamos, mas, apesar de tanta inspiração, poucos entram na batalha. Precisamos aprender a preparar o coração para o verdadeiro louvor a Deus. O louvor santo parte do coração de um povo santo que deseja glorificar um Deus santo. muitos eventos de louvor e adoração na vida do povo de Deus. Ex. 15: 1-21 – O primeiro grande destaque de louvor na nação de Israel. É o cântico da libertação da salvação do povo, de vitória (O cântico de Moisés). O acontecimento que deu lugar a esse cântico é um marco que será para sempre comemorado e relembrado na história do povo de Deus até os nossos dias. Juízes 5 – Temos outro cântico, semelhante ao primeiro em alguns aspectos, porque fala da salvação, sendo, contudo, diferente, pois conta a vitória de Deus, que, juntamente com seu povo, luta pelo reino. Nesses dois cânticos aprendemos a lição de que o louvor não deve limitar-se somente à nossa experiência inicial de salvação, mas celebrar também a conquista do reino, da terra, da nova Canaã e da derrota do maior inimigo que é satanás. 2Sm. 6: 1-9: Outro ato de louvor. Davi dança diante de Deus e da arca da aliança. Neste texto, vemos a celebração da conquista do reino. Ao levar a arca para Jerusalém e ao dançar com todas as suas forças diante do Senhor, Davi comemora a conquista definitiva da terra. É a presença constante de Deus em seu lugar de habitação. O templo ainda não estava construído, mas o louvor estava preparado para Deus. Como consequência de sua visão de louvor e adoração, Davi institui uma ordem levítica para o cântico diante de Deus, a qual se repetirá na história na reconstrução do templo após o cativeiro na Babilônia. 2Cr. 5 – O evento da dedicação do templo. Deus desce no meio dos louvo2

2. Eventos de Louvor e Adoração

Texto áureo: O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação (Ex. 15: 2A)
Nas escrituras sagradas encontramos

Adoração e Louvor - Lição 1: Louvor e Adoração
res, confirmando o que Davi disse: Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel. (Sl. 22: 3). Vitória sem armas. Josafá derrotou com louvores os seus inimigos. Ao invés de guerreiros irem à frente do exército, são os levitas que compõem o primeiro pelotão de guerra. Em suas mãos levam harpas, címbalos, adufes e instrumentos de louvor. Em seus lábios têm a expressão: Rendei graças ao SENHOR, porque a sua misericórdia dura para sempre. (2 Cr. 20: 21). Esse registro, juntamente com o salmo 149, mostra como Deus obtém a vitória através do louvor de seu povo. Um louvor ordenado por Deus e dirigido com sinceridade à sua adoração tem poder. Deus peleja por nós. O último ato de louvor registrado no Antigo testamento foi a festa da dedicação dos muros de Jerusalém no tempo de Neemias. Depois de anos de cativeiro, e sem uma adoração congregacional em nível de nação, o louvor ao Senhor é restaurado como nos dias de Davi. Todas essas narrativas são importantes para a igreja e correspondem também a alguns fatos de nossa vida e da vida da igreja. Cantamos nos cultos congregacionais e na vida diária, a nossa libertação do Egito (mundo), agradecendo, também, pelas vitórias alcançadas. Esse evento do tempo de Esdras e Neemias (no cativeiro na Babilônia) é muito importante para nós, pois, à semelhança de Israel, estamos reconstruindo nossa Jerusalém, a igreja. Assim como o Egito simboliza servidão no pecado, a Babilônia simboliza o cativeiro espiritual da igreja. Os louvores são importantes para a edificação e libertação do povo de Deus.

Anotações

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Adoração e Louvor - Lição 2: O lugar da Adoração
Texto áureo: Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, (Lc. 1: 46, 47) Então, se levantaram os cabeças de famílias de Judá e de Benjamim, e os sacerdotes, e os levitas, com todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edificar a Casa do SENHOR, a qual está em Jerusalém. (Ed. 1: 5)
1. O templo do Espírito Santo
Israel acabara de passar 70 anos no cativeiro babilônico. Ciro é um rei levantado por Deus. É o ungido do Senhor em terras da babilônia. Sob seu governo, o povo tem autorização para voltar à terra. Deus escolhe alguns líderes, dentre eles, Zorobabel. Deus desperta o espírito desse homem e o envia a Jerusalém (Ed. 2: 64) com cerca de quarenta mil pessoas. Vão reconstruir Jerusalém. Querem o governo de Deus. Querem adorá-lo no lugar da sua habitação. Assim como Deus despertou o espírito daqueles homens, hoje Deus está despertando o espírito de muitos homens para voltarem a ser Igreja, a Jerusalém, a habitação do Senhor. O louvor faz parte da restauração. O louvor é praticado não porque é bonito e nos faz bem; nem porque ocupa um lugar no culto a Deus, ou porque serve para atrair pessoas. O louvor é fruto de vidas consagradas. É a expressão viva do próprio Espírito de Deus pelos lábios de seu povo. Deus despertou o seu espírito? Retorne à Jerusalém e reconstrua o lugar da habitação de Deus! A Jerusalém espiritual, a igreja, é o lugar que Deus quer para morar com o seu povo. Você é igreja do Senhor, o lugar de adoração.

2. Vidas consagradas no altar de Deus
Levantou-se Jesua, filho de Jozadaque, e seus irmãos, sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos e edificaram o altar do Deus de Israel, para sobre ele oferecerem holocaustos, como está escrito na Lei de Moisés, homem de Deus. (Ed. 3: 2) Esdras relata que os grupos que saíram da Babilônia com Zorobabel, “edificaram o altar do Deus de Israel”. Nas escrituras, o altar é o símbolo da nossa comunhão com Deus e, também, com os irmãos. Nenhum adorador pode louvar ao Senhor se sua vida não passar primeiro pelo altar. Especialmente os que são destacados para o louvor na igreja, precisam ter primeiramente um altar edificado em suas vidas. O mundo tem muitos altares que são edificados para ídolos, cantores, líderes religiosos e até mesmo evangélicos. Mas o altar de Deus precisa ser restabelecido como lugar de consagração de cada adorador. É necessário, pois, que haja um compromisso entre o homem e Jesus Cristo. Nenhum louvor é eficaz se o altar da comunhão e do compromisso com Deus não estiver erguido na vida da igreja. Quando se fala de reconstrução do altar na vida do adorador, não se tem em mente o “altar dos templos” dos evangélicos, nem tampouco o altar de pedras da cultura judaica, mas sim uma posição de consagração, em que nos entregamos como oferta a Deus. 4

Adoração e Louvor - Lição 3: A motivação para louvar e adorar
Texto áureo: Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. (Sl. 136: 1)
O rei Davi, em 1Cr. 15: 16-24, estabelece toda uma ordem de serviço para o templo de Jerusalém, visando a adoração ao Senhor, e que, também deve nos motivar em nossa vida de adoração baseada em três razões: 1ª – Visão da misericórdia de Deus; 2ª – a revelação da imutabilidade de Deus e, 3ª – a visão da soberania de Deus. nada sobre sua missão de cultuar e adorar a Deus. A motivação para louvar e adorar deve ser “com alegria, louvores, canto, címbalos, alaúdes e harpas” com ações de graça ao Senhor e se devem fazer ouvir “com alegria” (Ne. 12: 27; 1Cr. 15: 16). O salmo 136 é um relato dos feitos de Deus. Inicia dizendo: “rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre”. Depois faz uma descrição das maravilhas de Deus, da criação, das vitórias concedidas a Israel, das promessas futuras, e termina conclamando: “Oh! Tributai louvores ao Deus dos céus, porque a sua misericórdia dura para sempre”.

1. Quanto à primeira motivação
porque a sua misericórdia dura para sempre. (1Cr. 16: 41B) Decorre do fato de a arca do concerto ocupar o lugar santíssimo do templo, confirmando a presença de Deus quando uma nuvem enche a casa do Senhor. (...)porque a glória do SENHOR encheu a Casa de Deus. (2Cr. 5: 13-14) Para esta ocasião, Davi escolhera líderes de louvor e adoração para uma adoração contínua ao Senhor. Em acontecimentos posteriores, o templo fora destruído e o povo passara um grande período cativo, mas na volta do cativeiro, tempo de Esdras e Neemias, tendo o Senhor se lembrado e dado o livramento profeticamente prometido, os alicerces de um novo templo são lançados e a motivação é lembrada, e o povo canta e rende graças ao Senhor, com estas palavras: Ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre sobre Israel (2Cr. 5: 13). Aqui temos um princípio a ser observado. O louvor a Deus, em primeiro lugar, é por aquilo que ele é e, depois, por aquilo que ele faz! É um princípio claro e deve ser lembrado à igreja quando ensi-

2. Quanto à segunda motivação
Ter uma revelação da imutabilidade de Deus, a tônica da escritura é que Deus é o mesmo, ele jamais muda. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus (Sl. 90: 2), palavras de Moisés. Davi declarou a respeito de Deus, dizendo: tu, cujos anos se estendem por todas as gerações. Em tempos remotos lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obras das suas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces, todos eles envelhecerão como um vestido, como roupa os mudarás e serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo e os teus anos jamais terão fim. (Sl. 102: 24-27) É necessário estabelecermos esse fundamento da IMUTABILIDADE de Deus em nossas vidas! Nosso louvor é vazio e nossa adoração sem sentido, porque não vemos a Deus como ele real5

Adoração e louvor - Lição 3: A motivação para louvar e adorar
mente é. Aqui na terra tudo se transforma: a montanha, a pedra, o mar, o homem. Nós envelhecemos, Deus não! A Moisés, Deus se revela como o “Eu sou o que sou” (Ex. 3: 14). Essa declaração faz parte do próprio nome de Deus. Javé quer dizer: Eu sou o que era, o que é e o que será. A imutabilidade de Deus é cantada continuamente diante do Senhor pelos querubins que proclamam, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir. (Ap. 4: 8B). Uma visão clara da autoridade e soberania de Deus deve também fundamentar nossa vida de louvor e de adoração. Assim, de gênesis a apocalipse, encontramos essas três bases para a adoração de forma clara e objetiva. Não são três pontos separados, ou três fundamentos isolados um do outro. É um só fundamento visto em três aspectos. A misericórdia de Deus, sua imutabilidade e sua soberania estão interligadas entre si e só podem ser entendidas como uma coisa só! Todo o crente, para ter uma vida plena de louvor e adoração, precisa entender esses três aspectos.

3. Quanto à terceira motivação
A visão da SOBERANIA de Deus. Devemos encará-lo como legítimo governador da terra, como Senhor e soberano do universo. Ao estabelecer os termos de louvor e adoração para os levitas, Davi tinha uma visão de Deus em autoridade. Ele disse: Reina o SENHOR. Revestiu-se de majestade; de poder se revestiu o SENHOR e se cingiu. Firmou o mundo, que não vacila. Desde a antiguidade, está firme o teu trono; tu és desde a eternidade. (Sl. 93: 1-2) Há uma tendência na igreja de ensinar que o diabo reina e governa sobre toda a terra. É certo que ele é o príncipe deste mundo, como disse Jesus, mas o diabo não governa toda a terra. Satanás é limitado em sua autoridade, pois Deus é quem reina absoluto. Deus detém todo o poder em suas mãos! João viu armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; (Ap. 4: 2). O trono está ocupado! Deus está sentado soberanamente! Ele próprio declarou Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; (Is. 66: 1).

4. Conclusão
Todos somos levitas, adoradores! Todo o crente é chamado para o louvor e a adoração, e não somente alguns irmãos. Porém, jamais poderá haver louvor e adoração completos, se não houver dedicação de vidas e unidade na igreja. É necessário, também, a purificação de nossas vidas para que o louvor seja plenamente oferecido. Certamente as pessoas que tocam instrumentos ou cantam em corais, consideram-se levitas, separados por Deus. Os demais fazem parte do povo. Todavia, a igreja toda é uma nação de levitas, de sacerdotes chamados para a adoração. Por outro lado, é verdade que há homens e mulheres especialmente convocados para ministrar os louvores à igreja. Não é uma elite que forma o coral ou um grupo musical, cantando e louvando enquanto a congregação ouve. São, isto sim, irmãos e irmãs que conduzem a igreja à presença de Deus em louvor e adoração. São os primeiros a adorar e 6

Adoração e louvor - Lição 3: A motivação para louvar e adorar
devem levar os demais à adoração. São canais de bênção para a igreja e, apesar da responsabilidade, é tarefa, entre outras, no serviço do Senhor, das mais gratificantes.

Anotações

Anotações

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Adoração e Louvor - Lição 4
Texto: Neemias 12: 24-43 Texto áureo: Bendirei o SENHOR em
todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios. (Sl. 34: 1) bre o muro, e formei dois grandes coros em procissão (...) sobre a muralha para a banda da Porta do Monturo (...) (Ne. 12: 27, 28, 30, 31) Dedicação – Jamais poderá haver louvor e adoração completos, se não houver dedicação de vidas, de músicas que falam da nossa unidade na igreja. Purificação – É necessário, também, a purificação de vidas para que o louvor seja plenamente oferecido. Ajuntamento – Todo o crente é chamado para o louvor e adoração e não somente alguns irmãos. Unidade – A unidade da igreja, a Jerusalém espiritual, está representada pelos “muros” que a cercam. Há pontos nestes muros que, assim como os muros de Jerusalém, têm portas e torres altamente significativos para a vida da igreja.

1. Introdução
Nestas lições, baseadas no trabalho do pr. João A. de Souza, “Com alegria e louvor”, Editora Betânia, o referido autor registra com muita propriedade, enriquecido de comentários edificantes, de tal forma que nos conduz a uma reflexão profunda sobre o louvor que oferecemos a Deus, o último episódio de louvor no Antigo Testamento, aqui apresentado em forma de lição, que é a festa de dedicação aos muros de Jerusalém feita por Neemias. Depois de anos de cativeiro e sem uma adoração congregacional a nível de nação, o louvor ao Senhor é restaurado como nos dias de Davi; logo após a conclusão dos muros que representavam unidade para a nação. Verdades espirituais podem ser extraídas deste texto de poucos, mas expressivos, versículos do capítulo 12 de Neemias, que contém temas que, devidamente observados e estudados, acarretariam enriquecimento à vida da igreja no seu serviço a Deus, tais como: dedicação, ajuntamento, purificação, unidade. Na dedicação dos muros de Jerusalém, procuraram aos levitas de todos os seus lugares, para fazê-los vir a fim de que fizessem a dedicação com alegria, louvores, canto, címbalos, alaúdes e harpas. Na dedicação dos muros de Jerusalém (...) ajuntaram-se os filhos dos cantores (...) purificaram-se os sacerdotes e (...) então fiz subir os príncipes de Judá so-

2. Os muros de Jerusalém
Há realidades espirituais que são extraídas deste evento de dedicação (consagração) dos muros restaurados por Neemias e pelo povo sob a orientação de Zorobabel, homem escolhido diretamente por Deus (Ed. 2: 64). Nos muros há pontos característicos que são portas e torres cujos nomes têm um significado espiritual para a vida da igreja. Alguns destas portas são: 1. A porta do monturo; 2. A porta da Fonte; 3. A porta das águas; 4. A torre dos fornos; 5. A porta de Efraim; 6. A porta velha; 7. A porta do peixe; 8. A torre de Hananel.

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Adoração e louvor - Lição 4
2.1. A Porta do Monturo
Ajuntaram-se os filhos dos cantores (...), sobre a muralha para a banda da Porta do Monturo (Ne. 12: 28, 31) Monturo – um lugar onde se amontoava o lixo da cidade. Uma casa, quando feita no monturo, servia de latrina. Lugar onde havia lixo e excremento humano. Espiritualmente, este texto trata da miséria do homem: pecador, sem valor algum (não há bem nenhum em nós). Tanto o rico quanto o pobre terá que se humilhar no monturo, se quiser crescer em santidade. Para louvar a Deus e viver em unidade, temos que passar pelo monturo. Reconhecer que somos falhos e não passamos de pó. Contemplarmos a brevidade da vida e nossa triste condição. Mas é do monturo que o Senhor nos levanta, e nos eleva à posição espiritual de membros do corpo de Cristo. Nenhum adorador será eficaz no louvor a Deus se não beber de Cristo, o manancial. É necessário, depois da humilhação do monturo, ir à fonte e beber de Cristo, o manancial. Faz parte da restauração do louvor a Deus na vida da igreja, que cada membro do corpo beba de Jesus constantemente. A água que vem da fonte – Jesus – refere -se também ao Espírito Santo. Cada adorador precisa estar cheio do Espírito Santo, pois é através do Espírito que podemos, de fato e de verdade, glorificar o Senhor Jesus Cristo (Jo. 4: 23, 24). Deixe o manancial fluir em você e a adoração sobre os muros da unidade da igreja fluirá de seus lábios num constante jorrar para Deus e para o seu próximo!

2.3. A Porta das Águas
À entrada da Porta da Fonte subiram diretamente as escadas da Cidade de Davi (...) até à Porta da Águas, da banda do oriente (Ne. 12: 37) Porta das águas – não é uma fonte (onde brotam águas), mas um lugar de águas correntes. Ao olhar a caminhada na vida cristã e a vida da igreja como povo adorador, não podemos ver outra coisa que não as águas do batismo. Se, por um lado, na experiência regeneradora, o batismo é importante porque simboliza a salvação e purificação de pecados, por outro lado, essa corrente de águas na Porta das Águas tem que ser com o escoamento constante do Espírito na vida do cristão. É necessário passar pelas águas do batismo para que o adorador dê testemunho de sua purificação, mas é também 9

2.2. A Porta da Fonte
À entrada da Porta da Fonte subiram diretamente as escadas da Cidade de Davi, onde se eleva o muro (...) (Ne. 12: 37) Fonte é manancial que jorra. Em Deus está o manancial da vida (Sl. 36: 9). Fonte é um lugar onde a água brota. Esse marco, a Porta da Fonte, pode muito bem falar do nosso nascimento, e, por outro, do beber constante de Jesus, a água viva. Todos que fazem parte da igreja devem beber de Cristo e ter a fonte jorrando em si mesmo. A água que eu lhe dei será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna (Jo. 4: 11)

Adoração e louvor - Lição 4
de vital importância que todos os dias nos banhemos nas águas que correm do trono de Deus, antes de nos colocarmos diante dele em adoração e serviço. Nestes dias em que tanta ênfase é dada sobre o louvor na igreja, este fato precisa pender nossa atenção. As pessoas que têm responsabilidade na igreja, dirigindo o louvor e a adoração, precisam de santificação. Tudo o que é humano, natural, carnal e toda a motivação egoística têm que passar pela Porta das Águas. que não flui só de lábios, é refinado e procede do mais íntimo do seu ser.

2.5. A Porta de Efraim
O segundo coro ia em frente, e eu após ele; metade do povo ia por cima do muro (...) e desde a Porta de Efraim (Ne. 12: 38, 39) De acordo com Gênesis 41: 52, Efraim quer dizer “duplamente frutífero”. Temos, então, por sobre os muros de Jerusalém, na passagem dos homens que consagram os muros, um marco que mostra nossa dupla frutificação em Cristo. O louvor produz frutos na vida da igreja. O povo de Deus precisa descobrir que o louvor, a adoração e a ministração ao Senhor são tão importantes no culto quanto a Palavra. Muitas congregações gastam com o louvor um tempo muito longo, como se o tempo de duração tivesse influência na vida da igreja. Pouco louvor, pouca vida. Mas não é bem assim, o louvor deve ser resultado da vida frutífera da igreja. As pessoas louvam e adoram porque têm vida e não porque há um bloco de louvor e outro de pregação. Pode ser que, às vezes, o tempo muito longo de louvor traga mais cansaço do que vida, enquanto um tempo menor tenha mais impacto que uma hora inteira com o povo em pé! Não podemos colocar o louvor e a adoração no culto a Deus como forma de negócio, isto é, louvamos e adoramos e Ele nos dá a bênção. Deus não se deixa enganar. Ele saberá dar a resposta de acordo com o coração do povo. A congregação, e igreja do Senhor, pratica a adoração e louvor independente de Deus

2.4. A Torre dos Fornos
O segundo coro ia em frente, e eu, após ele; metade do povo ia por cima do muro, desde a Torre dos Fornos (...) (Ne. 12: 38) Na Torre dos Fornos, a primeira impressão que temos é a de sentir o cheiro de coisas que queimam. Forno traz a ideia de uma panela no fogo. Nessa torre tudo é queimado. Para a restauração de uma vida de louvor e adoração na igreja é necessária a passagem pelo fogo. No texto bíblico em muitos casos o fogo representa a ação do Espírito Santo (At. 3: 2; Mt. 3: 11). O fogo representa juízo, mas também significa purificação. Ele é o agente purificador. Queima toda a impureza e permite aproveitar-se o metal puro. Deus quer conduzir cada músico, cantor e adorador até a Torre dos Fornos para queimá -lo e purifica-lo. Deus quer deixar sua marca de fogo na vida de cada adorador, assim como o pastor marca cada ovelha que lhe pertence. O crente que foi provado no fogo, disciplinado pelo Senhor, tem um louvor

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Adoração e louvor - Lição 4
abençoar ou não. O povo adora e proclama o senhorio, o governo de Cristo, seu domínio sobre a igreja. Devemos servi-lo com ações de graça sem a preocupação de recebermos algo em troca. Esse é o verdadeiro serviço a Deus. Você o serve sem esperar ser recompensado. há uma tendência de nos atermos aos novos cânticos, esquecendo-nos de alguns antigos que o Espírito Santo inspirou. Deus inspirou muitos dos seus servos com hinos que falam de sua santidade, senhorio, majestade e glória, e o uso do retroprojetor pode facilitar o tomar esses cânticos antigos e torna-los novos para a congregação, restaurando-os, assim, ao louvor da igreja. Nesta marcha dos louvores sobre os muros de Jerusalém, a Porta Velha restaura o que de bom e melhor Deus preservou no decorrer dos séculos. Por exemplo, quando cantamos o hino “Castelo forte”, escrito por Lutero, ou o hino “Santo” (Salmos e Hinos/Cantor cristão), eles adquirem outro vigor. São cânticos antigos, experimentados pelo amor, aprovados como parte integrante de nossa hinologia, e cheios de vigor espiritual. Assim sucede com a Palavra de Deus. Jamais envelhece. Cantamos textos bíblicos que são sempre novos para nós. Na Porta Velha, curvamo-nos ante a experiência do “Ancião de dias” (Dn 7: 9); dobramo-nos ao Senhor da Igreja e restauramos as verdades antigas. Estejamos sempre abertos ao que é novo, sem, contudo, abandonar a herança de Deus para a Igreja.

2.6. A Porta Velha
E desde a Porta de Efraim, passaram por cima da Porta Velha (...) (Ne. 12: 39) O adjetivo usado na identificação da porta – velha – não tem como significado de algo velho, usado, gasto, mas sim, no sentido de experiência e antiguidade. A Porta Velha fala-nos, portanto, de experiência; de antiguidade; uma porta que teria presenciado lutas, vitórias, bem como derrotas. Teria resistido ao poder e à queda de reis. Gerações passaram, e a Porta Velha adquiriu experiência e sabedoria. Foi destruída na queda de Jerusalém e reconstruída nos dias de Neemias e Esdras (Ne. 6: 3). Essa porta pode significar muito a respeito da experiência da restauração dos hinos antigos na vida da igreja. Quando somos renovados, temos a tendência de nos apegar somente ao novo. No decorrer dos dias, contudo, o Espírito de Deus nos mostra que há elementos do passado que não precisam ser lançados fora e esquecidos, e que ele, restaura à vida da igreja os que são necessários para uma renovação contínua. O Espírito de Deus está fluindo, inspirando cânticos novos. Pessoas sem muito conhecimento musical são inspiradas a escrever lindas canções. Com isso,

2.7. A Porta do Peixe
O segundo coro ia em frente, e eu após ele (...) e desde a Porta de Efraim, passaram por cima da Porta Velha e da Porta do Peixe (...) (Ne. 12: 38, 39)

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Adoração e louvor - Lição 4
A Porta do Peixe era o local por onde entrava a mercadoria e onde o comércio era feito. O peixe nas Escrituras fala de alimento, e, no ministério de Jesus, ele aparece muitas vezes. Não é o alimento que nos chama a atenção nessa porta, mas a nossa vocação. Duas vezes no novo testamento, o peixe aparece ligado ao chamado dos discípulos. (Lc. 5: 1-11). Os peixes estão ligados à vocação dos discípulos: deixam de serem pescadores de peixes para serem pescadores de homens. A última pesca foi o teste que confirmou a vocação. O peixe tem a capacidade de alta reprodutividade. Ao chegarmos à Porta do Peixe sabemos que temos alimento. Somos convencidos pelo milagre e chamados à reprodução de vidas. O louvor, além de trazer a “bênção dobrada” à igreja, como na Porta do Efraim, leva a igreja ao crescimento numérico. A igreja que louva e adora cresce rapidamente. O louvor cativa os homens, traz os jovens para Deus. Atrai as pessoas para o Reino e as levas a uma confrontação com as exigências de Deus. Muitos hoje estão comprometidos com o Reino e foram trazidos para Deus como resultado de louvor e adoração. igreja, temos que confessar que somente pela graça, e abundante graça que vem de Deus é que somos capacitados a estar juntos. Muitas vezes somos tentados a desanimar. Lutamos em favor da igreja e vemo-la fragmentada. Sabemos que o louvor é de importância vital para a restauração da igreja e leva-la à unidade. Contudo, ficamos desanimados ante os constantes ataques de satanás contra ela. Sabemos que o louvor e a adoração são importantes no culto a Deus, mas ficamos envolvidos em pequenos detalhes sobre o que serve ou não. Por isso, para vencer todo e qualquer ataque, seja de ordem satânica ou das investidas de nossa carne, dependemos, dia a dia, da graça que vem de Deus! Aqui na Torre de Hananel, há um lugar de parada. É um lugar de reflexão. A graça torna-se o pensamento dominante. A misericórdia de Deus ocupa a motivação dos louvores. Nessa parada, rendemo-nos ante a soberania de Deus e Sua graça salvadora. Há um cântico que expressa essa verdade: “Foi graça, graça, superabundante graça, foi só pela graça de Jesus, que venci e cheguei aqui”. O dia a dia dos louvores e adoração está permeado da misericórdia e da graça de Deus.

2.8. A Torre de Hananel
E desde a Porta de Efraim, passaram por cima da Porta Velha e da Porta do Peixe, e pela Torre de Hananel (...) (Ne. 12: 39) A Torre de Hananel é a torre da graça de Deus! Na caminhada espiritual, na restauração de louvores e adoração na

3. Conclusão
Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor. (Sl. 122: 1) O culto é para Deus! Quando os irmãos se reúnem em um só lugar, seja em uma casa, salão, templo ou ginásio de esportes, o fazem com um só propósito: servir a Deus. 12

Adoração e louvor - Lição 4
Na atualidade, os programas dos cultos são feitos para pessoas. Preparamos a música, os hinos, as cadeiras e a ornamentação para as pessoas. Não se diz que não vamos cantar para as pessoas, mas a prioridade deve ser Deus. Resumimo-nos para Ele. O louvor, os cânticos, a música, tudo é para Deus. Quando isto for restaurado na igreja, tanto individual como coletivamente, ocuparemos, em escala maior, a posição de adoradores que os filhos de Hemã, Asafe e Jedutum tomaram diante de Deus nos tempos de Neemias e Esdras. Ao prestar culto, cada pessoa deve ter como motivação a adoração e o serviço a Deus. Vou ao culto porque amo a Deus. Toda reunião, cuja motivação é pessoal ou comunitária, não é culto: é um encontro. Pode ser convenção, congresso, conferência, mas não é culto. Ir às reuniões da igreja com o fim de “buscar” alguma coisa, seja uma bênção, na forma de cura, ou satisfação espiritual, ou na forma de “encontro com Deus” não é a motivação correta para o culto. A motivação deve ser cultuar a Deus. Essa busca de satisfação nos cânticos, na mensagem e na alegria do encontro com os irmãos não caracteriza o verdadeiro culto. Essas coisas podem acontecer em decorrência do culto a Deus, mas não devem ser a preocupação principal de um membro do corpo de Cristo. Davi podia dizer “Alegrei-me quando me disseram, vamos à casa do Senhor”, porque sua motivação era o Senhor e não o que poderia lucrar com isso. Ao Senhor toda a honra, toda a glória, todo o louvor e toda a adoração! Amém! deria lucrar com isso. Ao Senhor toda a honra, toda a glória, todo o louvor e toda a adoração! Amém!

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