ISSN 1516-8840 Fevereiro, 2004

Documentos 117

Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul
Marcos Silveira Wrege Roberto Pedroso de Oliveira Paulo Lipp João Flávio Gilberto Herter Sílvio Steinmetz Carlos Reisser Júnior Ronaldo Matzenauer Jaime R.T. Maluf Jean Samarone Ivan dos Santos Pereira
Pelotas, RS 2004

Exemplares desta publicação podem ser adquiridos na: Embrapa Clima Temperado Endereço: BR 392 Km 78 Caixa Postal 403 - Pelotas, RS Fone: (53) 275 8199 Fax: (53) 275 8219 - 275 8221 Home page: www.cpact.embrapa.br E-mail: sac@cpact.embrapa.br Comitê de Publicações da Unidade Presidente: Mário Franklin da Cunha Gastal Secretária-Executiva: Joseane M. Lopes Garcia Membros: Ariano Martins Magalhães Junior, Flávio Luiz Carpena Carvalho, Darcy Bitencourt, Cláudio José da Silva Freire, Vera Allgayer Osório Suplentes: Carlos Alberto Barbosa Medeiros e Eva Choer Revisor de texto: Sadi Macedo Satter Normalização bibliográfica: Regina das Graças Vasconcelos dos Santos Editoração eletrônica: Rui Maurício Rehling Gonçalves, Anelise van der Laan 1a edição 1a impressão 2004: 1.000 exemplares Todos os direitos reservados A reprodução não-autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei no 9.610).

Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul/ Marcos Silveira Wrege ... [et al]. Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2004 23p. - (Embrapa Clima Temperado. Documento, 117). ISSN 1516-8840 1 - Citrus - Clima - Zoneamento agroclimático. I. Wrege, Marcos Silveira. II. Título III. Série CDD 634.3

Embrapa Clima Temperado Cx postal 403... 1051. Agr. CEP 90150-053.Autores Marcos Silveira Wrege Eng.tche.. Agr. Dr. Dr..embrapa. Pelotas RS E-mail: pedroso@cpact..br Paulo Lipp João Eng. CEP 96001-970. CEP 96001-970. Embrapa Clima Temperado Cx postal 403. Dr. CEP 96001-970. assistente técnico estadual em fruticultura da Emater/RS Rua Botafogo.br Sílvio Steinmetz Eng..embrapa. M.br Roberto Pedroso de Oliveira Eng. Agr. Porto Alegre RS E-mail: lipp@emater. Embrapa Clima Temperado Cx postal 403.. Agr. Pelotas RS E-mail: wrege@cpact. Agr. CEP 96001-970. Embrapa Clima Temperado Cx postal 403...br .embrapa.embrapa. Pelotas RS E-mail: silvio@cpact. Pelotas RS E-mail: herter@cpact.br Flávio Gilberto Herter Eng.S.

CEP 96001-970...rs. 570.ucpel.br Ivan dos Santos Pereira Estudante de Agronomia da UFPel Cx postal 403. M. Pelotas RS E-mail: jean@atlas.embrapa. Pelotas RS E-mail: ivan@cpact.. Embrapa Clima Temperado Cx postal 403. Agr. Pelotas RS E-mail: reisser@cpact..tche. CEP 96001-970.br Jaime R.. Maluf Eng.br Ronaldo Matzenauer Eng. CEP 90130-060.. Porto Alegre RS E-mail: ronaldo-matzenauer@fepagro.S. Fepagro Rua Gonçalves Dias.gov.gov. Embrapa Trigo Cx postal 569. Dr.br Jean Samarone Estudante de Ciência da Computação da UCPel Cx postal 403.embrapa. Passo Fundo RS E-mail: jaime-maluf@fepagro. CEP 96001-970.Carlos Reisser Júnior Eng.T. CEP 99001-970.br . Dr. Agr. Agr.rs.

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Mesmo assim. pois. na medida em que traz recomendações sobre as melhores cultivares para cada região.Apresentação O Rio Grande do Sul é o quinto maior produtor de citros do País. em pequenas propriedades familiares. A realização do zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul é de suma importância para o planejamento agrícola. esta publicação traz informações valiosas para os agricultores interessados em investir e para os técnicos que trabalham com a cultura. com conseqüente geração de empregos e renda. Nesse sentido. o Estado do Rio Grande do Sul é importador de frutas para produção de suco e abastecimento do mercado in natura. com receita direta anual de mais de 150 milhões de reais. ocupando área de 42 mil ha. João Carlos Costa Gomes Chefe-geral da Embrapa Clima Temperado . A potencialidade do cultivo de citros no Estado é evidenciado pelo grande número de pomares caseiros carregados de frutos. predominantemente. O cultivo vem sendo realizado. gera subsídios para o desenvolvimento das potencialidades do Estado. os quais fazem parte da paisagem rural em grande parte do território gaúcho.

......................................22 ...................... 11 Metodologia ..............................................................................................................................14 Referências Bibliográficas ........................Sumário Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul..........................................................................................................................................12 Resultados e Discussão .............................11 Introdução ............................

Atualmente. existem regiões sujeitas a freqüentes geadas e outras com soma térmica insuficiente. O aumento da área cultivada e a crescente exportação de tangerinas para outros estados. confirma a vocação do Rio Grande do Sul para a produção de frutos para mesa. que é o maior produtor mundial de suco concentrado de laranja.000 toneladas/ano. Diferenças entre as temperaturas diurnas e noturnas superiores a 10oC (Tubelis. especialmente de laranjas. pois o Estado é importador. Por outro lado. nos últimos anos. sendo zonas de risco ou até mesmo não recomendadas para o cultivo dos citros.Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul Introdução A citricultura é um dos agronegócios de destacada importância econômica e social para o Brasil. 1995). 2003). num volume superior a 100. ainda existe um imenso potencial para ser explorado. onde ocorre grande variabilidade climática. Segundo dados do IBGE. o que é comum nas regiões de latitude média a alta (Cunha. o que representou uma receita direta para os citricultores de 145 milhões de reais (IBGE. Do ponto de vista climático. proporcionam a produção de fruta com coloração acentuada e balanço açúcares-acidez adequado. a geada é o mais importante fator de risco para a cultura dos citros na região Sul do Brasil. Embora a produção do Rio Grande do Sul seja significativa.556 hectares. . Algumas regiões do Estado agregam características climáticas e edáficas que favorecem a produção de citros com alta qualidade. freqüentes no Estado. em uma área de 42.172 toneladas. para atender tanto o mercado de mesa como as indústrias processadoras de suco. 2003). em 2001. com qualidade para conquistar os mercados mais exigentes. a produção gaúcha alcançou 545. o Estado do Rio Grande do Sul é o quinto maior produtor do País.

desconsiderando o risco de geada (Rio Grande do Sul. De maneira geral. o crescimento das plantas também não ocorre em temperaturas superiores a 37ºC. Em relação à soma térmica acumulada durante o ciclo vegetativo.12 Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul Vários fatores interferem no risco de geada. Nesse aspecto. 1992). a latitude e a altitude. uma orientação aos agricultores quanto às regiões mais apropriadas para o cultivo dessas espécies. o que tem demandado o estabelecimento das regiões aptas para o cultivo. mais de 300 m na Serra do Sudeste.000 m de altitude na Serra do Nordeste. que definem o ciclo segundo os graus-dia. Metodologia Séries de 25-30 anos de registros diários. oferecendo. de 30 estações meteorológicas da FEPAGRO e INMET 8o DISME. menos de 80 m na região da Depressão Central e menos de 200 m no Vale do Rio Uruguai.5ºC (Gonzalez-Sicilia. popularmente conhecida por Serra Gaúcha. no mínimo. na soma térmica. deve-se destacar a existência de regiões com mais de 1. os citros apresentam tolerância a baixas temperaturas. Para o cálculo da soma térmica (GD). localizadas no Rio Grande do Sul. ou seja. apenas. considerando o risco geada e a soma térmica. fazem com que a probabilidade de ocorrência de geada seja variável no Estado.8ºC. O zoneamento agroclimático disponível atualmente para a cultura dos citros no Estado baseia-se. Corrêa et al. foram utilizadas para o cálculo das somas térmicas e dos riscos de geada (Tabela 1). assim. abaixo da qual os citros paralisam o crescimento. 1800 graus-dia para o adequado desenvolvimento da cultura (Corrêa et al. (1992) destaca: trifoliata > kumquat > tangerina > laranja azeda > laranja doce > pomelo > limão > lima > cidra. 1994). Em função das perspectivas econômicas que a cultura apresenta. 1960. é de 12. a temperatura base. João. utilizou-se a seguinte fórmula: GD = (Tmáx + Tmin) _ Tbase 2 . devendo-se excluir aquelas onde o risco de geada é maior ou a soma térmica é insuficiente.. O desenvolvimento das plantas cítricas é muito influenciado por índices climáticos ligados à temperatura. e a temperatura ideal varia de 21ºC a 32ºC. de dados de temperatura mínima e máxima de abrigo. Em ordem decrescente de tolerância ao frio. Segundo Erickson (1968). existem centenas de agricultores interessados em ingressar na atividade citrícola e apoio governamental nesse sentido. As espécies de laranja e de tangerina suportam temperaturas de até -2. o objetivo deste trabalho foi o de realizar o zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul. A posição geográfica. conforme observação feita no mapa de altitude do USGS (1999). Desta forma. são necessários. O conhecimento da distribuição espacial do risco de geada e da soma térmica é importante para a definição das regiões potenciais para o estabelecimento da cultura dos citros. 2002).

de acordo com a soma térmica. foi criada uma quarta grade. esta foi considerada toda vez que a temperatura mínima do abrigo termométrico foi inferior ou igual a 2ºC. seguindo a seguinte classificação: a) Classe 1: com mais de 2900 graus-dia acumulados.5ºC (Gonzalez-Sicilia. longitude e altitude (Pinto et al. denominada DEM (Digital Elevation Model). (1992). foram obtidos a partir da base GTOPO30. considerada apta para todas as cultivares de citros. Tmin: temperatura mínima diária no abrigo. Tmáx: temperatura máxima diária no abrigo. conforme recomenda Corrêa et al. . 1968). também considerada apta para todas as cultivares de citros. com resolução de arcos de 30” e escala de 1:1. sendo recomendada para cultivares de ciclo precoce. 1999). historicamente. com projeção Córrego Alegre . O período do ano utilizado. o maior risco de geada e a menor soma térmica. Como referência.000. relacionando a variável graus-dia em função da latitude. reunindo-se as três grades. Uma programação para mapeamento no Spring foi realizada utilizando a linguagem Legal. considerada região marginal.South American Datum 1969 (SAD69).. em graus-dia. como variável dependente. com os dados numéricos de graus-dia acumulados. Um PI Altitude foi criado. 1960. João. sendo um fator decisivo na determinação do nível de aptidão para a cultura dos citros. apta para cultivares de mesa. Robertson & Russelo. e) Classe 5: com menos de 1800 graus-dia. Esses dados foram georreferenciados com a latitude.8ºC). b) Classe 2: com 2500 a 2900 graus-dia. em que se criaram os planos de informação (PIs) numéricos Latitude e Longitude. pois 2ºC no abrigo corresponde a aproximadamente -2ºC na relva (Grodzki et al. para toda a área de abrangência do Estado do Rio Grande do Sul. obtendo-se os valores de graus-dia médios acumulados em cada local..Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul 13 Onde: GD: soma térmica. sendo realizada uma equação de regressão múltipla. em uma mesma categoria. Quanto à ocorrência de geada. foi utilizado o mês de julho de cada ano. considerada não recomendada (Figura 3). 2002). as temperaturas mais temperaturas médias. dividindo a grade numérica em classes. uma vez que a temperatura mínima limitante para os citros é de -2. Nas regiões do Alto Vale do Uruguai e da Depressão Central. do United States Geological Survey (USGS. como variáveis independentes. formado por uma grade regular com precisão de detalhamento topográfico da ordem de 834 m. d) Classe 4: com 1800 a 2000 graus-dia. a altitude é menor e. Os dados de altitude.000. a fim de que fossem usadas pela equação de regressão. c) Classe 3: com 2000 a 2500 graus-dia. 1972. A partir dessa equação. Foi gerado um PI temático de graus-dia sobre o PI numérico. 1996). na mesma categoria dos PIs Latitude e Longitude. de 01 de agosto a 31 de maio. Tbase: temperatura base para o citros (Tbase = 12. longitude e altitude dos locais. A série histórica diária de cada estação meteorológica foi utilizada para calcular os valores de graus-dia ao longo dos anos. corresponde ao de desenvolvimento vegetativo das plantas. em função de apresentar. Adotou-se esse critério.

Em seguida. b) Classe 3: regiões com risco superior a 50%. graus-dia e risco de ocorrência de geada. consideradas aptas ao cultivo dos citros com qualquer porta-enxerto. nas Figuras 2 e 3. 3-12. movendo-se uma janela de 10 dias ao longo da série de dados com passo 1 (1-10. respectivamente. longitude e altitude de cada estação e dos dados de soma térmica e risco de geada. b) Classe 2: regiões com risco entre 30% e 50%. uma equação de regressão linear múltipla para todo o quadrante de abrangência do Estado foi ajustada em função do risco de geada (Pinto et al. 1972. Com base nas seqüências de “0” e “1” do acervo histórico de dados climáticos de cada estação. 1968). 2-11. longitude. utilizando porta-enxertos tolerantes ao frio. Para excluir os valores constantes no quadrante.) durante todo o ano. soma térmica média acumulada no período de 01 de agosto a 31 de maio e risco médio de geada de cada estação meteorológica. Os mapas de distribuição espacial dos valores de risco de geada médio no mês de julho (%) e de soma térmica média acumulada. Como existe alta correlação entre a variável temperatura com a altitude e a latitude da estação meteorológica. em uma categoria com o nome de divisa. Desta forma. Robertson & Russelo. obtendo-se um mapa final com as zonas aptas e as não recomendadas para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul. Assim. foram estabelecidas três classes em função do risco de geada: a) Classe 1: regiões com risco menor ou igual a 30%. foi usada a divisa estadual proveniente do IBGE (2001) elaborada dentro de um plano de informação denominado estadual. A partir desses dados. classificadas de acordo com o risco de cada uma. não recomendadas para a cultura. situados fora do Rio Grande do Sul. longitude e altitude.. altitude. Por fim. etc. calculou-se a freqüência de geadas no mês de julho. são apresentados. principalmente as localizadas em altitudes maiores. foram calculadas as freqüências de ocorrer pelo menos uma geada por decêndio. no período de 01 de agosto a 31 de maio. A partir da latitude. conforme pode ser observado pelo coeficiente de determinação (R2) da equação de regressão. A qualidade das regressões obtidas é demonstrada na Figura 1. atribuiu-se o valor “1” sempre que a temperatura de um dia foi inferior a 2ºC. computou-se com valor “1” o decêndio em que ocorreu uma ou mais geadas. as regiões de maior latitude. e o valor “0” quando esta foi superior. realizaram-se cruzamentos entre os planos de informação.14 Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul baixas e preceder a floração dos citros. apresentam as menores . foram obtidas as equações de regressão linear múltipla (Tabela 2). Resultados e discussão Na Tabela 1 são apresentados os dados de latitude. consideradas aptas ao cultivo dos citros. em graus-dia. analisando-se a série de dados de cada estação. A partir dos dados de latitude. e com valor “0” aquele em que não ocorreu geada.

e na Serra do Sudeste. orientando investimentos privados e governamentais no sentido de proporcionar a produção de frutas de qualidade com geração de empregos e renda. a qual pode ser realizada na maior parte do território.20 37. com menor risco de geada e com soma térmica acumulada maior. Na Serra do Nordeste.60 19. soma térmica acumulada (graus-dia) e risco de geada no mês de julho (%).26 34.74 38.43 27. a altitude é bem superior. que diminui bastante.Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul 15 portanto. Estações meteorológicas utilizadas com as respectivas coordenadas geográficas e dados de altitude (m).01 32.35 (2) (1)Soma térmica média acumulada de 01 de agosto a 31 de maio. Os resultados possibilitam verificar a imensa potencialidade do Rio Grande do Sul para a atividade citrícola.08 37. conhecida popularmente por Serra Gaúcha. que aumenta significativamente. com repercussões na temperatura mínima. Tabela1. Entre essas zonas. .78 32.87 68. com clima tipicamente quente e úmido.69 41. a temperatura é maior. Estações meteorológicas (RS) Alegrete Cachoeirinha Caxias do Sul Encruzilhada do Sul Erechim Farroupilha Guaíba Ijuí Marcelino Ramos Pelotas Rio Grande Santa Maria Santa Rosa Santana do Livramento Santo Ângelo Santo Augusto São Borja São Gabriel Soledade Taquari Uruguaiana Vacaria Veranópolis Viamão Coordenadas geográficas Latitude 29º 46' 59" 29º 58' 48" 29º 25' 48" 30º 32' 35" 27º 37' 46" 29º 14' 30'' 30º 04' 25" 28º 23' 17" 27º 28' 09" 31º 31' 12" 32º 01' 02" 29º 41' 24" 27º 51' 50" 30º 53' 18" 28º 18' 13" 27º 54' 16" 28º 39' 44" 30º 20' 27" 28º 49' 50" 29º 48' 15" 29º 45' 23" 28º 30' 09" 28º 56' 14" 30º 05' 00" Longitude 55º 46' 59" 51º 7' 48" 51º 1' 48" 52º 31' 20" 52º 16' 33" 51º 26' 20" 51º 43' 42" 53º 54' 50" 51º 54' 55" 52º 12' 36" 52º 09' 32" 53º 48' 42" 54º 29' 03" 55º 31' 56" 54º 15' 45" 53º 45' 14" 56º 00' 44" 54º 19' 01" 52º 30' 40" 51º 49' 30" 57º 05' 37" 50º 56' 12" 51º 33' 11" 51º 02' 00" Altitude (m) 96 7 760 427 760 702 46 448 363 220 14.10 36. e no risco de geada.19 40. existem regiões com altitudes intermediárias.08 33.83 70.19 48.8 153 273 210 275 380 99 109 720 76 74 955 705 52 Soma térmica (Graus-dia) 2561 2402 1684 1849 2091 1870 2446 2679 2543 1826 2173 2492 2817 2162 2734 2331 2795 2492 1937 2550 2474 1642 1645 2016 (1) (%) Risco de geada (Julho) 38.33 23. Esses dados são importantes para o planejamento da produção.78 35. A região litorânea apresenta uma condição distinta.64 50.39 40. que delimitam climaticamente o Estado. O mapa de aptidão para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul é apresentado na Figura 4 e as cultivares de copa e de porta-enxerto recomendadas para cada região nas Tabelas 3 e 4.73 17. devido ao efeito do oceano no clima local. (2)Freqüência percentual média de geadas no mês de julho.00 33.33 32.26 57.

As regiões 1. iniciadas ainda no século XIX e desenvolvidas nos vales dos rios Caí e Taquari. Nesta região encontram-se as áreas comerciais mais antigas da citricultura gaúcha. enquanto que a região 6 não é recomendada para plantios comerciais. preferencialmente. Deve-se. é apta para todas as cultivares copa sobre qualquer porta-enxerto recomendado para o Estado. 2500 a 2900 graus-dia. conferindo qualidade superior àquela obtida em outros Estados brasileiros e requisitada para exportação. 'Carrizo' e 'Troyer'. Esta região apresenta uma soma térmica inferior à região 1 (2000 a 2500 graus-dia) e risco de geada semelhante (< 30%). Equação de regressão linear e coeficiente de determinação (R2) da distribuição dos dados das variáveis soma térmica (graus-dia) e risco de geada (%) para o mês de julho. porta-enxertos tolerantes ao frio. correspondente a parte da Depressão Central e do Litoral. resultando em produções de excelente qualidade. é apta para o cultivo de todas as cultivares copa de laranja e de tangerina. A região 1. também possibilita precocidade da maturação dos frutos. A região 2. . em função de insuficiência térmica e elevado risco de geada (>50%). durante o período de maturação da fruta. 1994). intensifica a coloração tanto da epiderme quanto do suco e melhora o balanço açúcares-acidez das frutas. (a) Com base no potencial para a citricultura. 3. como o 'Trifoliata'. no entanto. O risco de geada menor do que 30% possibilita a utilização de porta-enxertos mais vigorosos. correspondente a parte das regiões Alto Vale do Rio Uruguai e São Borja-Itaqui (Rio Grande do Sul. 2. ressaltar que o zoneamento agroclimático realizado não considerou a existência de microclimas regionais e a aptidão em relação aos solos. fundamentando-se nas variáveis soma térmica e risco de geada no Estado do Rio Grande do Sul. a ocorrência freqüente de amplitude térmica diária superior a 10ºC. porém utilizando. onde a soma térmica é próxima aos 2500 graus-dia. no Estado do Rio Grande do Sul. foram identificadas seis regiões (Figura 4). 4 e 5 são aptas para a produção de citros. A maior soma térmica. citrumelo 'Swingle' e os citranges 'C13'.16 Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul Além disso. Tabela 2. com os quais não há paralisação do crescimento durante o inverno e parte do outono e da primavera.

56ºW 55ºW 54ºW 53ºW 52ºW 51ºW 50ºW Figura 2. no Estado do Rio Grande do Sul. Distribuição dos resíduos padrão das variáveis soma térmica média acumulada (a) e risco médio de geada no mês de julho (b) para o Rio Grande do Sul. 27ºS N 28ºS 29ºS 30ºS 31ºS 32ºS 33ºS Menor que 30% Entre 30 a 50% Maior que 50% 57ºW Temperatura mínima no abrigo de 2ºC.Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul 17 3 2 3 2 Resíduos padrão Resíduos padrão 1 0 0 -1 -2 -3 Observações 5 10 15 20 25 30 1 0 0 -1 -2 -3 Observações 5 10 15 20 25 30 35 Variável soma térmica Variável risco de geada Figura 1. Distribuição espacial dos valores de risco de geada no mês de julho (%). .

Encosta Inferior da Serra do Nordeste e Serra do Nordeste. 'Carrizo' e 'Troyer'. de 35 a 45%. Planalto Médio. A região 4. . recomenda-se o uso de qualquer cultivar copa recomendada para o Estado. apresenta soma térmica idêntica à da região 2. Alto Vale do Uruguai. Figura 3. no Estado do Rio Grande do Sul. Depressão Central. necessariamente. Missionária de Santo Angelo-São Luiz Gonzaga e Alto Vale do Uruguai. porta-enxertos tolerantes ao frio. porém o risco de geada é maior. Para esta região. utilizando-se.8ºC. Por isso. no período de 01 de agosto de um ano a 31 de maio do ano seguinte de cada ciclo. Região das Grandes Lagoas. apresenta soma térmica idêntica à da região 1 e maior do que a da região 2. como o 'Trifoliata' e os citranges 'C13'.18 Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul A região 3. porém o risco de geada no mês de julho é maior (30 a 35%). a obrigatoriedade do uso de porta-enxertos tolerantes ao frio. correspondente à parte oeste da região da Campanha e parte das regiões São Borja-Itaqui. Distribuição espacial dos valores de soma térmica acumulada (graus-dia). correspondente a parte das regiões da Campanha. porém. 27ºS N 28ºS 29ºS 30ºS 31ºS Soma térmica (graus-dia) 32ºS 33ºS Menor que 1600 Entre 1600 e 1800 Entre 1800 e 2000 Entre 2000 e 2500 Entre 2500 e 2900 Maior que 2900 57ºW 56ºW 55ºW 54ºW 53ºW 52ºW 51ºW 50ºW Temperatura base para a cultura do citros (laranja e tangerina): 12.

para cultivares de ciclo precoce. Clara do Sul Mato Leitão Garibaldi Farroupilha Carlos Barbosa Alto Feliz Vale São Real Vedelino Caxias do Sul Nova Petrópolis São Francisco de Paula Mampituba Três Forquilhas Itati Morrinhos Torres do Sul Dom Pedro de Alcântara Cerro Branco Novo Cabrais Vale do Sol Candelária Santa Maria Restinga Seca Formigueiro Sta. utilizando porta-enxertos tolerantes ao frio. Barra do Vicente Dutra Pinheirinho Guarita Alpestre Vista do Vale Iraí Rio dos Caiçara Derrubas Gaúcha Índios Vista Esperança Planalto Palmitinho Alegre Frederico Tiradentes do sul Ametista Nonoai Westphalen Tenente Portela do Sul do Sul Taquaruçu Cristal Gramado dos do Sul do Sul Rodeio Três Passos Loureiros Bonito Miraguaí Seberi Liberato Criciumal Trindade Pinhal Bom Salzano do Sul Novo Erval Seco Humaitá Progresso Braga Tiradentes Nova Candelária Faxinalzinho Erval Grande Itatiba do Sul Clima Temperado Porto Mau Novo Machado Dr. Rosa Sede Boa Vista Nova Campo Tucunduva do Buricá Novo São Três São José do Inhacor Martinho de Maio São Alegria Valério do Sul Independência Inhacor Redentora Jaboticaba Giru Coronel Sto. as regiões 1. Soma térmica Região apta. 4 e 5 são aptas à cultura da laranja e da tangerina. Esperança do Sul Progresso S. preferencialmente. embora sempre haja alguma probabilidade de risco de geada. Relvado Ricardo Pouso Novo Coqueiro Baixo Nova Anta Gorda Fagundes Vila Flores Varela Veranópolis Antonio Prado Dois Nova Cotiporã Lajeados Roma Nova Flores São do Sul Pádua Vespasiano Valentim Correa do Sul Muçum Sta. Rita Hamburgo Sapucaia Esteio do Sul Cará Osório Tramandaí 30ºS Barra do Quaraí Rio Pardo Cachoeira do Sul Pântano Grande Canoas Cachoeirinha Alvorada Gravataí Glorinha Sto. José das Missões Novo Barreiro Cerro Grande Três Palmeiras Barão de Cotegipe Erechim Paulo Bento Erebango Ponte Preta Gaurama Viadutos Áurea Carlos Gomes Centenário Machadinho Pecuária e Abastecimento Barracão Pinhal da Serra Esmeralda Campinas Ronda do Sul Jacutinga Rondinha Alta Quatro Irmãos Paim Filho São João da Urtiga Barra Funda Getúlio Vargas Floriano Peixoto Charrua Tapejara Cacique São Double do Ouro Nova Boa Vista Sarandi Pontão Coqueiros do Sul Ipiranga Estação do Sul Sertão Coxilha Vila Lúngaro Sto. são excelentes para a produção de frutas de alta qualidade. as quais são colhidas antes do mês de julho. Maurício Cardoso Horizontina Barra do Rio Azul Aratiba Mariano Moro Severiano de Almeida Três Arroios Marcelino Ramos Benjamin Constant Entre Rios do Sul do Sul São Valentim Cruzaltense Ministério da Agricultura. ea no Região Classificação por risco de geada e soma térmica Atl â São José do Norte nti co . Soma térmica inferior a Arroio Grande Rio Grande Jaguarão La Mi goa rim Oc FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA Região apta para todas as cultivares para qualquer 5 6 57ºW Sta. João Polesine Faxinal do Soturno Dona Francisca Lagoa Bonita do Sul Agudo Paraíso do Sul Passa Sete Herveiras Sinimbu Bréscia Encantado Sales Travesseiro Capitão Cel. Largo do Butiá das Missões 16 de Mato Novembro Queimado Sto. Tupanci Sananduva Expedito do Sul do Sul Ibiaçá Catuípe Sto. Bicaco Augusto Palmeira das Missões Chiapeta Nova Ramada Dois Irmãos Constantina das Missões B. Maximiliano de Almeida 28ºS N Garruchos Porto Xavier Alecrim Porto Vera Cruz Tuparendi Pirapó São Nicolau Porto Lucena Campina Cândido das Missões Godói São Paulo Senador das Missões Ubiretama Salgado Roque São Salvador Filho das 7 de Gonzales PedroMissões Cerro Guarani Set.5ºC) causam danos aos citros. Soma térmica Região apta para todas as cultivares. Antônio do Planalto Ernestina Não-Me-Toque Lagoa dos Victor Três Cantos Graff Tio Hugo Nicolau Vergueiro Ibirapuitã Ibirubá Quinze de Fortaleza Novembro Alto dos Vales Alegre Campos Borges Muliterno Ibiraiaras David Canabarro Marau Sto. da Serra Lajeado Poço das Salvador Linha Picada Feliz Antas do Sul Tupandi Nova Café Teutônia Sta. Cristo Sta. utilizando. temperaturas menores do que 15ºC durante a fase de maturação dos frutos. Vista Lajeado doSagrada Engenho Bugre Velho Família Novo das Missões Xingu S. Pedro das MissõesS. De uma forma geral. do Planalto Médio e da Serra do Nordeste. preferencialmente. Pilar Marques Canudos de Souza Boa do Vale Arroio Imigrante Vista do do Meio Sul Sírio Forquetinha Westfália Colinas Sta. Antônio da Patrulha Viamão Capivari do Sul Quaraí Rosário do Sul São Gabriel São Sepé Sta. somente é recomendável o plantio em áreas com condições de topografia que permitam o escoamento do ar frio do pomar ou que tenham um microclima que evite a formação de geadas. P. Belo do Bento Sul Gonçalves Roca Tereza Monte Pinto Bandeira M. apresenta soma térmica inferior (1800 a 2000 graus-dia) e maior risco de geada (40 a 50%) do que as regiões 1. Vila Margarida Nova do Sul do Sul Caçapava do Sul Buti Eldorado do Sul Arroio dos Ratos Mariana Pimentel Sertão Santana Guaíba Barra do Ribeiro Tapes Porto Alegre Cidreira Balneário Pinhal São JerônimoBarão do Triunfo Palmares do Sul Encruzilhada do Sul Dom Feliciano Amaral Ferrador Chuvisca Cerro Grande do Sul Sentinela do Sul Santana do Livramento Lavras do Sul Santana da Boa Vista Arambaí Cristal Dom Pedrito Hulha Negra Candiota Aceguá Bagé Canguçu Piratini Pinheiro Machado Morro Redondo Arroio do Padre do s São Lourenço do Sul na Pa tos Tavares 31ºS Camaquã Mostardas Pelotas La gu Turuçu Pelotas Cerrito Pedras Altas Herval Pedro Osório Capão do Leão 1 32ºS 2 3 4 33ºS Região apta para todas cultivares. Cruz Vera do Sul Passo do Cruz Sobrado Venâncio Aires Barão Gramado Canela S. Vitória do Palmar FRUTEMP Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural 55ºW Chuí 53ºW 51ºW Figura 4. 2. 3 e 4. recomenda-se. utilizando porta-enxertos tolerantes ao frio. Alvorada Itapucá 29ºS São Borja Itacurubi Capão do Cipó Tupanciretã Espumoso Soledade Fontoura Xavier Serafina União Correa da Serra Guaporé Nova Prata Ipê Arvorezinha Ilópolis Maçambará Unistalda Santiago Jari Quevedos Júlio de Castilhos Jacuizinho Salto do Jacuí Tunas Pinhal Grande Nova Palma Estrela Velha Arroio do Tigre Segredo Barros Cassal Gramado Xavier Boqueirão do Leão Lagoão Itaqui Manoel Viana São Francisco de Assis N. Maria Bom Cruzeiro Estrela São Princ¡pio Três Coroas Pres.Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul 19 A região 5. porta-enxertos tolerantes ao Região apta para todas as cultivares. 3. utilizando porta-enxertos tolerantes Região não recomendada. Por isso. correspondente a parte da Serra do Sudeste. da Campanha. Mapa de aptidão para a cultura dos citros no Estado do Rio Grande do Sul. J. Do Putinga Herval Dr. Antônio das Missões São Luiz Gonzaga Bossoroca Vitória das Missões Panambi Sta. Bárbara do Sul Saldanha Pejuçara Marinho Carazinho Passo Fundo Mato Castelhano Água Santa Sta. Ângelo Ijuí Entre-Ijuís Eugênio de Castro Cel. Morro do Herval São José do Lucena do Sul Fazenda Paverama Brichier Marat José Harmonia Reuter Hortâncio Bom Retiro do Sul Vilanova do Sul Tabaí Montenegro São Pareci Sebastião Novo do Caí Vale General Verde Câmara Minas do Leão Taquari Igrejinha Lindolfo Ivoti collor Dois Nova Irmãos Sapiranga Hartz Estância Araricá Capela Velha Parobé Campo de Santana Bom São Novo Portão Leopoldo Três Cachoeiras Arroio do Sal Taquara Rolante Riozinho MaquinéTerra de Areiada Canoa Capão Xangril Imbé Triunfo Charqueadas Nova Sta. Barros Rolador Ajuricaba Bozano Condor Chapada Almirante Tamandaré do Sul Caibaté Sto. Se. Antônio Vanini São Jorge Vila Maria da Palma São Gentil Camargo Montauri Muitos Capões Vacaria São José dos Ausentes Jóia Boa Vista Cruz Alta do Cadeado Boa Vista do Incra Casca Domingos do Sul Selbach Tapera Mormaço Paraí Nova Bassano Vista Alegre do Prata Guabiju Nova Araçá André da Rocha Protásio Alves N. a utilização de cultivares de ciclo curto. temperaturas muito baixas (< -2.Cecília do Sul Caseiros Ciriaco Capão Lagoa Bonito Vermelha do Sul São Miguel das Missões Augusto Pestana Colorado Sto. preferencialmente. como a laranja ‘Valência’ ou a tangerina ‘Montenegrina’. Para cultivares tardias. freqüentes nessas regiões. da Região das Grandes Lagoas. por um lado. Alegre Campestre dos Campos da Serra Bom Jesus Jaquirana Cambará do Sul São Marcos da Cunha Jaguari Toropi Mata São Pedro do Sul Alegrete Uruguaiana São Vicente do Sul Dilermano de Aguiar Cacequi São Martinho da Serra Itaara Ibarama Sobradinho Ivorá Silveira Martins doS. 2.

‘Navelate’.. Híbridos: ‘Ellendalle’.000. ‘Dancy’. da Serra do Sudeste e da parte Sul do Litoral. ‘Pareci’. ‘Navelina’. Além disso. Cultivares de citros recomendadas para cada região do Rio Grande do Sul. não sendo recomendada para o plantio comercial de laranjas e tangerinas. e sem acidez (do ‘Céu’. ‘Salustiana’. ‘Comum’. ‘Montenegrina’. ‘Westin’. ‘Rubi’. Como exemplo. ‘New Hall’ e ‘Lane Late’). em 2005. ‘Lee’. da Serra do Nordeste. adotando-se uma escala de 1:1. ‘Lima’ e ‘Piralima’). 2002). ‘Ponkan’ e as dos grupos das Clementinas (clementina ‘Fina’. etc). . o que corresponde a aproximadamente -2ºC na relva (Grodzki et al. ‘Cravo’. ‘Valência’. ‘Monte 3 Parnaso’. ‘Ortanique’. refinar o zoneamento para a escala de 1:250. Laranjas: grupos: umbigo (‘Bahia’. ‘Nova’. dentre outras). Região 1 Cultivares recomendadas Tangerinas: ‘Comum’ (‘Caí’). ‘Baianinha’. embora os danos às espécies de laranjas e tangerinas somente ocorrerem com a manutenção ou diminuição dessa temperatura (João.O presente estudo levou em consideração os dados agroclimáticos do Estado.20 Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul A região 6. ‘Marisol’. ‘Seleta’. ‘Caiana’. ‘Clemenules’. ‘Natal’. oferecendo aos agricultores uma melhor orientação. 1996). 4 ‘Taquari’. ‘Tobias’. considerou-se risco de dano aos citros toda vez que a temperatura mínima do abrigo termométrico foi inferior a 2ºC. ‘Murcote’. apresenta insuficiência térmica (< 1800 graus-dia) e elevado risco de geada (> 50%). ‘Folha Murcha’. ‘Shamouti’. comum (‘Açúcar’. Tabela 3. Critérios rigorosos foram utilizados na realização do zoneamento agroclimático descrito nesse documento. o que aumentará o nível de detalhamento em 10 vezes. ‘Hamlin’. correspondente a parte do Planalto Superior. ‘Franck’.000. dentre outras. pretende-se incluir os dados relativos aos solos.000. 5 6 Sem recomendação. visando oferecer maior segurança aos investidores. Pretende-se. etc) e das satsumas 2 (‘Okitsu’.

. ‘Trifoliata’. dentre outros. limão ‘Cravo’. laranja ‘Caipira’. Região 1 2 3 4 5 6 Porta-enxertos recomendados ‘Trifoliata’. citrumelo ‘Swingle’.Zoneamento agroclimático para a cultura dos citros no Rio Grande do Sul 21 Tabela 4. tangelo ‘Orlando’. tangerina ‘Sunki’ e os citranges ‘C13’. Porta-enxertos de citros recomendados para cada região do Rio Grande do Sul. laranja ‘Azeda’. limão ‘Volkameriano’. citrumelo ‘Swingle’ e os citranges ‘C13’. ‘Carrizo’ e ‘Troyer’. ‘Carrizo’ e ‘Troyer’. Sem recomendação. tangerina ‘Cleópatra’.

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