Brastra.gif (4376 bytes) Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI No 10.

406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002. ÍNDICE Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro Vide Lei nº 12.441, de 2011 Institui o Código Civil. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: P A R T E LIVRO I DAS PESSOAS TÍTULO I DAS PESSOAS NATURAIS CAPÍTULO I DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernim ento para a prática desses atos; III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, te nham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos. Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. G E R A L

Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habi litada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrument o público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; II - pelo casamento; III - pelo exercício de emprego público efetivo; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própr ia. Art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quant o aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requeri da depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data prováve l do falecimento. Art. 8o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averigua r se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mor tos. Art. 9o Serão registrados em registro público: I - os nascimentos, casamentos e óbitos; II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz; III - a interdição por incapacidade absoluta ou relativa; IV - a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. Art. 10. Far-se-á averbação em registro público: I - das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento, o divórcio, a sepa ração judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal; II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação; III - (Revogado pela Lei nº 12.010, de 2009) CAPÍTULO II DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE

Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intr ansmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colate ral até o quarto grau. Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando i mportar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, n a forma estabelecida em lei especial. Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio orpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratame nto médico ou a intervenção cirúrgica. Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobre nome. Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou represen tações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome.

Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção d rdem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposiçã u a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeit abilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requer er essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato cont rário a esta norma. CAPÍTULO III DA AUSÊNCIA Seção I Da Curadoria dos Bens do Ausente Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houv er deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o j uiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausênc ia, e nomear-lhe-á curador. Art. 23. Também se declarará a ausência, e se nomeará curador, quando o ausente deixar m andatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou se os seus po

deres forem insuficientes. Art. 24. O juiz, que nomear o curador, fixar-lhe-á os poderes e obrigações, conforme a s circunstâncias, observando, no que for aplicável, o disposto a respeito dos tutore s e curadores. Art. 25. O cônjuge do ausente, sempre que não esteja separado judicialmente, ou de f ato por mais de dois anos antes da declaração da ausência, será o seu legítimo curador. § 1o Em falta do cônjuge, a curadoria dos bens do ausente incumbe aos pais ou aos de scendentes, nesta ordem, não havendo impedimento que os iniba de exercer o cargo. § 2o Entre os descendentes, os mais próximos precedem os mais remotos. § 3o Na falta das pessoas mencionadas, compete ao juiz a escolha do curador. Seção II Da Sucessão Provisória Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou repr esentante ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão. Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se consideram intere ssados: I - o cônjuge não separado judicialmente; II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários; III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte; IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas. Art. 28. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito c ento e oitenta dias depois de publicada pela imprensa; mas, logo que passe em ju lgado, proceder-se-á à abertura do testamento, se houver, e ao inventário e partilha d os bens, como se o ausente fosse falecido. § 1o Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo interessados na sucessão p rovisória, cumpre ao Ministério Público requerê-la ao juízo competente. § 2o Não comparecendo herdeiro ou interessado para requerer o inventário até trinta dias depois de passar em julgado a sentença que mandar abrir a sucessão provisória, proced er-se-á à arrecadação dos bens do ausente pela forma estabelecida nos arts. 1.819 a 1.82 3. Art. 29. Antes da partilha, o juiz, quando julgar conveniente, ordenará a conversão dos bens móveis, sujeitos a deterioração ou a extravio, em imóveis ou em títulos garantido s pela União. Art. 30. Os herdeiros, para se imitirem na posse dos bens do ausente, darão garant ias da restituição deles, mediante penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões res pectivos. § 1o Aquele que tiver direito à posse provisória, mas não puder prestar a garantia exigi da neste artigo, será excluído, mantendo-se os bens que lhe deviam caber sob a admin istração do curador, ou de outro herdeiro designado pelo juiz, e que preste essa gar antia.

ou o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados de pois daquele tempo. provando-se que o ausente c onta oitenta anos de idade. justificando falta de meios. de modo que contra eles correrão as ações pendentes e as que de futuro àquele forem movidas. segundo o disposto no art. Art. cessarão para logo as vantagens dos sucessores nela imitidos . Empossados nos bens. em favor do sucessor. incorporando-se ao domínio da União. Se o ausente aparecer. fará seus todos os frutos e rendimentos dos bens que a este couberem. poderão os interessados requerer a sucessão definitiva e o levant amento das cauções prestadas. 39. também. 32. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura d a sucessão provisória. Art. quando o ordene o juiz. O descendente. 31. depois de estabelec ida a posse provisória. os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal. o ausente não regressar . aquele ou estes haverão só os ben s existentes no estado em que se acharem. 35. nessa data. até a entr ega dos bens a seu dono. 34. ficando. considerar-se-á. Se. quando situados em território federal. Se durante a posse provisória se provar a época exata do falecimento do aus ente. 36. TÍTULO II DAS PESSOAS JURÍDICAS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS .§ 2o Os ascendentes. 29. Art. e ficar provado que a ausência foi voluntária e injustificada. nos dez anos a que se refere este artigo. 33. 37. independentemente de garantia. Art. obrigados a tomar as medidas assecuratórias precisas. ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente . segundo o art. Art. Os imóveis do ausente só se poderão alienar. 38. Pode-se requerer a sucessão definitiva. não sendo por desapropriação. ou se lhe provar a existência. os sub-rogados em seu lugar. os descendentes e o cônjuge. e prestar anualmente contas ao juiz competente. e nenhum interessado promover a sucessão definitiva. se localizados nas respectivas circu nscrições. requerer lhe seja entregue metade dos rendimentos do quinhão que lhe to caria. para lhes evitar a ruína. Seção III Da Sucessão Definitiva Art. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definit iva. uma vez provada a sua qualidade de herdeiros. todavia. porém. ou algum de seus descendentes ou ascendentes. de acordo com o representante do Ministério Público. e que de cinco datam as últimas notícias dele. perderá ele. da posse provisória poderá. sua parte nos frutos e rendiment os. Parágrafo único. poderão. os outros sucessores. que o e ram àquele tempo. Parágrafo único. Art. aberta a sucessão em favor dos herdeiros. entrar na posse dos bens do au sente. os sucessores provisórios ficarão representando ativa e passivamente o ausente. Art. deverão capitalizar metade desses frutos e rendimentos. 30. Art. Se o ausente aparecer. ou hipot ecar. O excluído.

de 22. interno ou externo. 42.12. Art. a organização.825. se houver. 40. As pessoas jurídicas são de direito público.2003) VI .825. a estruturação interna e o funcionamento das organi religiosas.as sociedades. ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano. III .a União. São pessoas jurídicas de direito privado: I . inclusive as associações públicas. no que couber. 43. o Distrito Federal e os Territórios.12.as autarquias. de 2011) (Vigência) § 1o São livres a criação. as pessoas jurídicas de direito público. Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 12.os Municípios. de aut orização ou aprovação do Poder Executivo. a qu se tenha dado estrutura de direito privado.12. São pessoas jurídicas de direito público interno: I .as associações.Art.os Estados. de 2005) V . precedida. 41. (Incluído pela Lei nº 10. cu lpa ou dolo.825. por parte destes. (Incluído pela Lei nº 10.107.12. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros. Art.825. (Redação dada pela Lei nº 11. de 22. de 22.as fundações. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a insc rição do ato constitutivo no respectivo registro. de 22. 441. II . quando necessário. (Incluído pela Lei nº 10.2003) § 2o As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código. Art.as empresas individuais de responsabilidade limitada.2003) V . IV .as organizações religiosas. (Incluído pela Lei nº 10. .2003) § 3o Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei es pecífica. 45.2003) Art.825. quanto ao seu funcionamento. sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro do s atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. de 22. Salvo disposição em contrário. e de direito privado. II . averbando-se no registro todas as alterações por q ue passar o ato constitutivo. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e to das as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. (Incluído pela Lei nº 10.as demais entidades de caráter público criadas por lei.12.os partidos políticos. regem-se. IV . 44. pelas normas deste Código. Art. III .

Art. nomear-lhe-á administrador provisório.Parágrafo único. contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. 52. 46. Parágrafo único. 47. salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diver so. 48. judicial e extrajudicialmente. O registro declarará: I . a proteção dos direitos da perso nalidade. 49. caracterizado pelo desvio de finalidade. nesse caso. 53. § 2o As disposições para a liquidação das sociedades aplicam-se. por defeito do ato respectivo. 51. dolo. V . exercidos nos limi tes de seus poderes definidos no ato constitutivo. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. às demais pe ssoas jurídicas de direito privado. ou não. a sede. Art. os fins. Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva. o juiz. o tempo de duração e o fundo social. subsidiariamente. Art. no que couber. Art. Art. Art.se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração. ela subsistirá para os fins de liquidação. pode o juiz decidir. as decisões se tomarão pela ma ioria de votos dos presentes. e de que modo. Aplica-se às pessoas jurídicas. promover-se-á o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica. 50. § 1o Far-se-á. pelas obrigações sociais. VI . a requerimento d e qualquer interessado. IV .as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio. III . CAPÍTULO II DAS ASSOCIAÇÕES Art. Em caso de abuso da personalidade jurídica. Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere este artigo. Art.o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores. quando houver. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu func ionamento. ou forem eivadas de erro. § 3o Encerrada a liquidação. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. II . simu lação ou fraude. Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar. . Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores. a averbação de sua dis solução.a denominação. a requerimento da p arte. ativa e passivamente.o modo por que se administra e representa. quando violarem a lei ou estatuto. que os efeito s de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. até que esta se conclua.se os membros respondem. no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita. ou pela confusão patrimonial. no que couber. e dos diretores.

demissão e exclusão dos associados. de 2 005) I II destituir os administradores. de fin . de 2005) Art. à instituição municipal. por deliberação dos associados. (Redação dada pela Lei nº 11. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da asso ciação. de 2005) VI . de per si. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é ex igido deliberação da assembléia especialmente convocada para esse fim.127. Não há. Art. Os associados devem ter iguais direitos. direitos e obrigações recíprocos. 56. (Incluído pe la Lei nº 11. 57. de 2005) Art. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto. a transferência daquela não importará. se for o caso. de 2005) Parágrafo único. estadual ou federal.127. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa. III . VII a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas.127. 54. Parágrafo único. o estatuto das associações conterá: I .Parágrafo único. Compete privativamente à assembléia geral: (Redação dada pela Lei nº 11.os direitos e deveres dos associados.(Revogado pela Lei nº 11. a não ser nos casos e pela forma previstos na lei ou no estatuto. o remanescente do seu patrimônio líquido.127 . Dissolvida a associação. 55. de 2005) Art. (Red ação dada pela Lei nº 11.a denominação.os requisitos para a admissão.127.127. de 2005) Art. de 2005) Parágrafo único. (Redação dada pela Lei nº 11. as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. 59. Nenhum associado poderá ser impedido de exercer direito ou função que lhe ten ha sido legitimamente conferido. ou. de 2005) alterar o estatuto. na atribuição da qualidade de assoc ado ao adquirente ou ao herdeiro. Art. II . bem como os critérios de eleição dos administradores. garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o direito de promovê-la.127. Art. será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto. salvo disposição diversa do estatuto. (Redação dada pela Le nº 11.as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução. 58. entre os associados. 60. depois de de duzidas. se o estatuto não dispuser o cont rário. (Redação dada pela Lei nº 11. assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso. os fins e a sede da associação. nos termos previsto s no estatuto. omisso este.as fontes de recursos para sua manutenção. 56. (Redação dada pela Lei nº 11.127. IV . V o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos. 61. Sob pena de nulidade. mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. Art.127. A qualidade de associado é intransmissível. cujo quorum será o estabelecido no estatuto.

por mandado judicial. CAPÍTULO III DAS FUNDAÇÕES Art.s idênticos ou semelhantes. Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas. em dez dias. caso este a denegue. 62. o instituidor é obrigado a transferir-lhe a propriedade. no Distrito Federal ou no Território. à aprovação da autoridade competente. em nome dela. os administradores da fundação. Art. não havendo prazo. ao submeterem o estatuto ao órgão do Ministério Público. dotação especial de bens livres. Art. Tornando-se ilícita. Para criar uma fundação. A fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos. 65. 69. se quiser. de acordo com as suas bases (art.seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fun dação. as contribuições que tiverem prestado ao patrimônio da associação. o estatuto d a fundação projetada. serão registrados. caberá o encargo ao Ministéri o Público Federal. se não o fizer. § 1o Se funcionarem no Distrito Federal. a incumbência caberá ao Ministério Público. a maneira de administrá-la. 68. impossível ou inútil a finalidade a que visa a fundação. do Distrito Federal ou da União. em que a associação tiver sede. § 2o Não existindo no Município. cul turais ou de assistência. especificando o fim a que se destina. se quiser. os bens a ela destinados s erão. em cento e oitenta dias. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma: I . ou outro direito real. Parágrafo único. morais. 66. e decl arando. antes da destinação do remanescente referida neste artigo. no seu silêncio. podem e stes. Constituída a fundação por negócio jurídico entre vivos. com recurso ao juiz. e. ou . atualizado o respectivo valor. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio. 63. 62). por deliberação dos associados. em seguida. instituição nas condições indicadas neste artigo. (Vide ADIN nº 2. se de outro modo não dispuser o instituidor. o u. caberá o encargo. Quando insuficientes para constituir a fundação. e.seja aprovada pelo órgão do Ministério Público. 64. II . incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. poderá o jui z supri-la. receber em restituição. Art. em tendo ciênci a do encargo. ou em Território. por escritura pública ou testa mento. requererão que se dê c a à minoria vencida para impugná-la. em cada um d eles. Art. Art. submetendo-o. Parágrafo único. Art. § 1o Por cláusula do estatuto ou. a requerimento do interessado. Quando a alteração não houver sido aprovada por votação unânime. sobre os bens dotados.794-8) § 2o Se estenderem a atividade por mais de um Estado. 67. formularão logo. o seu instituidor fará. III . ao respectivo Ministério Público. no Estado. o que remanescer do seu patrimônio se devolverá à Fazenda do Estado. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor. Art.não contrarie ou desvirtue o fim desta.

§ 1o Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente. a sede do comando a que se encontr ar imediatamente subordinado. o Distrito Federal. transferindo a residência. Parágrafo único. incorporando-se o seu patrimônio. § 2o Se a administração. 73. poderá ser demandado . II . o do ser vidor público. o do militar. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. cada um deles co nstituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. lhe promoverá a extinção. Parágrafo único. Art. ou no estatuto. que se pro ponha a fim igual ou semelhante. quanto às relações concernentes à profissão. Art. e o do preso. que. haver-se-á por domicíl io da pessoa jurídica. e. o domicílio é: I .das demais pessoas jurídicas. salvo disposição em contrário no ato constitutivo. Art. alegar extrat erritorialidade sem designar onde tem. o do marítimo. IV . com a intenção manifesta de o m udar. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural.do Município. Parágrafo único. onde o navio estiver matriculado. a que ela corresponder. onde servir. o lugar onde for encontrada. cada u m deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. em outra fundação. o lugar em que exercer permanentemente suas funções. ou. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos. o lugar onde funcionarem as respectivas diretor ias e administrações. e para onde vai.da União. o seu domicílio. onde. ou diretoria. É também domicílio da pessoa natural. o militar. considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. Art. o lugar em que cumprir a sentença. alternadament e. a pessoa natural tiver diversas residências. O agente diplomático do Brasil. 77. designada pelo juiz. se tais declarações não fizer. 74. 76. tiver a sede no estrangeiro. 72. no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências. no país. com as circunstâncias que a acompanharem. sendo da Marinha ou da Aeronáutica. TÍTULO III Do Domicílio Art. porém. o gar onde esta é exercida. Muda-se o domicílio. ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos cons titutivos. que não tenha residência habitual. 71. Têm domicílio necessário o incapaz. Art. 70. da própria mu dança. A prova da intenção resultará do que declarar a pessoa às municipalidades d os lugares. o marítimo e o preso. o órgão do Ministério Público. o lugar onde funcione a administração municipal. o lugar do estabelecimento. citado no estrangeiro. sito no Brasil. o servidor público. viva. III . que deixa. Art. 75. as respectivas capitais. Se.dos Estados e Territórios. Quanto às pessoas jurídicas. Art. ou qualquer interessado.vencido o prazo de sua existência.

sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. readquirem essa qualidade os provenientes da dem olição de algum prédio. forem remo vidas para outro local. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria subs tância. Não perdem o caráter de imóveis: I . LIVRO II DOS BENS TÍTULO ÚNICO Das Diferentes Classes de Bens CAPÍTULO I Dos Bens Considerados em Si Mesmos Seção I Dos Bens Imóveis Art. qu alidade e quantidade. 79. Seção II Dos Bens Móveis Art. Seção III Dos Bens Fungíveis e Consumíveis Art. Nos contratos escritos. Art. 82. Art.no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve.os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram.o direito à sucessão aberta. separadas do solo. para nele se reempregare m. enquanto não forem empregados. 84. 81. ou de remoção por força alheia. II . III . 86. II . São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio. II . 80. Art. 78. 85. 83. . mas conservando a sua unidade. Art. Art.as energias que tenham valor econômico. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I .os materiais provisoriamente separados de um prédio. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artifici almente. c onservam sua qualidade de móveis. Art.os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Os materiais destinados a alguma construção. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie.as edificações que. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I . poderão os contratantes especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. sendo também considerados tais os destinados à alienação.os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes.

98. ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. Art. tenham destinação unitária. ou prejuízo do uso a que se destinam. 88. CAPÍTULO II Dos Bens Reciprocamente Considerados Art. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância. acessório . 97. todos os outros são particulares. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos a o bem sem a intervenção do proprietário. CAPÍTULO III Dos Bens Públicos Art. se consideram de per si. Art. salvo se o contrário resultar da lei. 94. possuidor ou detentor. Parágrafo único. § 1o São voluptuárias as de mero deleite ou recreio. ao uso. úteis ou necessárias. 90. da manifestação de vontade. 92. ind ependentemente dos demais. ou das circuns tâncias do caso. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as per tenças. Art. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação d a lei ou por vontade das partes. 95. São singulares os bens que. As benfeitorias podem ser voluptuárias. de uma pessoa. Principal é o bem que existe sobre si. se destinam. ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Art. di minuição considerável de valor. Art. de modo duradouro. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas. não constituindo partes integrantes. Art. Seção V Dos Bens Singulares e Coletivos Art. 89. aquele cuja existência supõe a do principal. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de dir eito público interno. embora reunidos. São pertenças os bens que. abstrata ou concretamente. que não aumentam o uso habitual do bem. seja qual for a pessoa a que pertencerem. 91. § 3o São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore.Seção IV Dos Bens Divisíveis Art. 87. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações juríd icas próprias. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que. 96. os frutos e produtos pode m ser objeto de negócio jurídico. 93. Art. Apesar de ainda não separados do bem principal. . Art. dotadas de valor econômico. § 2o São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. pertinentes à mesma pessoa.

ou real. Art. 106. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído. LIVRO III Dos Fatos Jurídicos TÍTULO I Do Negócio Jurídico CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 104. como objeto de direito pessoal. estradas. salvo se. ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado. No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento públic o. ruas e praças. Art. que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito públ ico. Art. Art. A validade do negócio jurídico requer: I . II . estadual. a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição. inclusive os de suas autarquias. Não dispondo a lei em contrário.agente capaz. .os de uso especial. este é da substância do ato. A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial. Art. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. A impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio jurídico se for r elativa. neste caso. for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum. III . 107. 99. Parágrafo único. 103. 101.objeto lícito.os de uso comum do povo. 109. II . Art. 105. consideram-se dominicais os bens perte ncentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direi to privado. conforme fo r estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. enquanto conservarem a sua qualificação. transferência. nem aproveita aos co-interessados capazes. determinado ou determinável. modificação ou renúncia de direit ais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no P aís. 100.os dominicais.forma prescrita ou não defesa em lei. Art. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela out ra em benefício próprio. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou est abelecimento da administração federal. Não dispondo a lei em contrário. possível. na forma que a lei determinar. 102. de cada uma dessas entidades. Art. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis. mares. III . tais como rios. São bens públicos: I . territorial ou municipal. observadas as exigências da lei.Art. senão quand o a lei expressamente a exigir. 108. Os bens públicos dominicais podem ser alienados. Art.

Art. do Termo e do Encargo Art. 117. derivando exclusivamente da vontade da s partes. Art. Art. em geral. O silêncio importa anuência. 113. . a sua qualidade e a extensão de seus poderes. Art. A manifestação de vontade pelo representante. 118. 120. 123. Parágrafo único. CAPÍTULO III Da Condição. quando as circunstâncias ou os usos o autorizar em. Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do qu e ao sentido literal da linguagem. os da representação voluntária são os da Parte Especial deste Código. Considera-se condição a cláusula que. salvo se dela o destinatário tinha conhec imento. 110. São lícitas. entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o negócio jurídico. não o faze ndo. 111. 116. O representante é obrigado a provar às pessoas.as condições física ou juridicamente impossíveis. Art. É anulável o negócio concluído pelo representante em conflito de interesses co m o representado. Art. Salvo se o permitir a lei ou o representado. CAPÍTULO II Da Representação Art. Art. ou o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. quando suspensivas. todas as condições não contrárias à lei. É de cento e oitenta dias. Art. Parágrafo único. e não for necessária a declaração de vontade expressa. 114. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a rese rva mental de não querer o que manifestou. 121. 112. celebrar consigo mesm o. Art. se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquel e tratou. 119. subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. Para esse efeito. com quem tratar em nome do representado. o prazo de decadência para pleitear-se a anulação prevista neste artigo . a contar da conclusão do negócio ou da cessação d incapacidade. sob pena de. no seu interesse ou por conta de outrem. 122. tem-se como celebrado pelo representante o negócio realizado por aquele em quem os poderes houverem sido subestabelecidos. é anulável o negócio jurídico que o representante. 115. Art. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: I . à ordem pública ou ons costumes. produz efeitos em relação ao representado. Art. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente. Os poderes de representação conferem-se por lei ou pelo interessado. responder pelos atos que a estes excederem. Os requisitos e os efeitos da representação legal são os estabelecidos nas n ormas respectivas. nos limites de seus poderes. Art.

o di reito a que ela se opõe. nos contr atos. Art. ou no imed iato. mas. ou das circunstâncias.II . Art. Ao titular do direito eventual. 135. Art. pelo disponente. não se terá adquirido o direito.as condições ilícitas. Ao termo inicial e final aplicam-se. Art. a condição cujo implemen to for maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer. realizada a condição. f izer quanto àquela novas disposições. Art. § 3o Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início. pendente esta. Art. Nos testamentos. as disposições relativ as à condição suspensiva e resolutiva. em proveito do devedor. 134.as condições incompreensíveis ou contraditórias. quanto a esses. salvo s e a execução tiver de ser feita em lugar diverso ou depender de tempo. . Art. 128. excluído o dia do começo. 126. 132. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito. Art. 127. quando resolutivas. enquanto esta se não realizar. não tem eficácia quanto aos atos já praticad desde que compatíveis com a natureza da condição pendente e conforme aos ditames de b oa-fé. Art. Art. Sobrevindo a condição resolutiva. 129. a que ele visa. computam-se os prazos. são exeqüíveis desde logo. nos casos de condição suspensiva ou resolu tiva. ou de ambo s os contratantes. a sua realização. podendo exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido. salvo. Os negócios jurídicos entre vivos. se do teor do instrumento. no que couber. não verificada a condição maliciosamente levada a efeito por aquele a quem aproveita o seu implemento. se aposta a um negócio de execução continuada ou periódica. salvo disposição em contrário. a o contrário. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva. Se for resolutiva a condição. e as de não fazer coisa impossível. extingue-se. como condição suspensiva. § 2o Meado considera-se. 133. § 1o Se o dia do vencimento cair em feriado. vigorará o negócio jurídico. ou de fazer coisa ilícita. enquanto est a se não verificar. considerando-se. mas não a aquisição do direito. para todos os efeitos. Reputa-se verificada. presume-se o prazo em favor do herdeiro. e. Art. e incluído o do vencimento. Salvo disposição legal ou convencional em contrário. e. sem prazo. resultar que se estabeleceu a benefício do credor. O termo inicial suspende o exercício. quanto aos efeitos jurídicos. Art. Têm-se por inexistentes as condições impossíveis. Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva. considerar-se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia útil. III . 125. estas não terão valor. § 4o Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto. Art. é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo. 131. o seu décimo quinto dia. 124. se com ela forem incompatíveis. em qualquer mês. salvo quando ex pressamente imposto no negócio jurídico. 136. se faltar exata correspondência. 130.

Art. desde que tenha influído nesta de modo relevante. 144. quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal. o negócio seria realizado. O erro é substancial quando: I . Art. porém.sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da lei. a que se referir a declaração de vo ntade. o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado. CAPÍTULO IV Dos Defeitos do Negócio Jurídico Seção I Do Erro ou Ignorância Art.concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a dec laração de vontade. III . ao objeto principal da declaração. se puder i dentificar a coisa ou pessoa cogitada. 138. A transmissão errônea da vontade por meios interpostos é anulável nos mesmos c asos em que o é a declaração direta. Art. o terceiro responderá por todas as perdas e danos d a parte a quem ludibriou. Pode também ser anulado o negócio jurídico por dolo de terceiro. O dolo do representante legal de uma das partes só obriga o representado a responder civilmente até a importância do proveito que teve. Art. Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível. se. 149. 146. 147. quando este for a sua causa. o dolo for do representante convencional. ou a alguma das qualidades a ele essenciais. aind a que subsista o negócio jurídico. Art. Art. salvo se constitui r o motivo determinante da liberalidade. 143. o representado responderá solidariamente com ele po . embora por outro modo. e é acidental quando .interessa à natureza do negócio. 140. II . se a parte a quem aproveite dele tivesse ou devesse ter conhecimento. se oferecer para executá-la na conformidade da vo ntade real do manifestante. São os negócios jurídicos anuláveis por dolo. Art.Art. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos. O erro não prejudica a validade do negócio jurídico quando a pessoa. a seu despeito. constitui omissão dolosa. for o motivo único ou p rincipal do negócio jurídico. O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando expresso como razão det erminante. O erro de cálculo apenas autoriza a retificação da declaração de vontade. Nos negócios jurídicos bilaterais. provando-se que sem ela o negócio não se teria celebrado. Art. não viciará o negócio quando. 148. 137. 141. em fac e das circunstâncias do negócio. por seu contexto e pelas circunstâncias. 142. a quem a manifestação de vontade se dirige. 145. caso em que se invalida o negócio jurídico. O erro de indicação da pessoa ou da coisa. São anuláveis os negócios jurídicos. Art. 139. Art. Seção II Do Dolo Art. em caso contrário.

ter-se-ão em conta o sexo. à sua família. assume obrigação excessivamente onerosa. 151. de grave dano conhecido pela outra parte. Art. No apreciar a coação. há de ser tal que incuta ao pacie nte fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa. 154. ou por eles reduzido à insolvência. ou a pessoa de sua família. o t emperamento do paciente e todas as demais circunstâncias que possam influir na gra vidade dela. para viciar a declaração da vontade. 157. A coação. Subsistirá o negócio jurídico. se dela tivesse ou de vesse ter conhecimento a parte a que aproveite. a idade. Seção III Da Coação Art. poderão ser anulados pelos credores quirografários. ou reclamar indenização. nem o simple s temor reverencial. Se ambas as partes procederem com dolo. decidirá se houve coação. § 1o Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi celebrado o negócio jurídico. 156. a saúde. se os prati car o devedor já insolvente.r perdas e danos. Se disser respeito a pessoa não pertencente à família do paciente. Parágrafo único. ainda quando o ignore . nenhuma pode alegá-lo para anula r o negócio. ou por inexp eriência. Art. premido da necessidade de salvar-se. 155. ou se a parte favorecida concordar com a redução do proveito. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida. Seção V Da Lesão Art. . o juiz dec idirá segundo as circunstâncias. Configura-se o estado de perigo quando alguém. ou aos se us bens. se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação opost a. Parágrafo único. Art. sob premente necessidade. com base nas circunstâncias. Tratando-se de pessoa não pertencente à família do declarante. como lesivos dos seus direitos . § 2o Não se decretará a anulação do negócio. Seção IV Do Estado de Perigo Art. Vicia o negócio jurídico a coação exercida por terceiro. 158. 152. 153. se for oferecido suplemento suficiente. e esta responderá solidariamente c om aquele por perdas e danos. se a coação decorrer de terceiro. a condição. mas o autor da coação res ponderá por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto. 150. Ocorre a lesão quando uma pessoa. sem que a parte a que aproveite dela tivesse ou devesse ter conhecimento. Art. Art. Seção VI Da Fraude Contra Credores Art. Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito. o juiz .

Art. de boa-fé e valem os negócios ordinários indispensáveis à manu tenção de estabelecimento mercantil. ou à subsistência do devedor e de sua família. É nulo o negócio jurídico quando: I . a vantagem resultante reverterá em prov eito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores. 166. em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores. ficará obrigado a repor.o motivo determinante. Presumem-se fraudatórias dos direitos dos outros credores as garantias d e dívidas que o devedor insolvente tiver dado a algum credor.a lei taxativamente o declarar nulo. sem cominar s anção. porém. ou houver motivo para ser conhecida do outro contrat ante. IV . O credor quirografário. CAPÍTULO V Da Invalidade do Negócio Jurídico Art.não revestir a forma prescrita em lei. mediante hipoteca. 161. 165. Art. poderá ser intentada contra o devedor insolvente. 162.for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua val idade. qu ando a insolvência for notória. que receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda não vencida. 164. 160. Art. A ação. § 2o Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles. Se inferior. 163. se válid . Anulados os negócios fraudulentos. ou proibir-lhe a prática. ou terceiros adquirentes que hajam procedido de má-fé. poderá depositar o preço que lhes corresponda ao valor real. aproximadamente. para conservar os bens. sua invalidade importará somente na an ulação da preferência ajustada. Presumem-se. VI . c om a citação de todos os interessados. Art. o corrente. Art. V . ou industrial.for ilícito. Se o adquirente dos bens do devedor insolvente ainda não tiver pago o pr eço e este for. Art. for ilícito. mas subsistirá o que se dissimulou. penhor ou anticrese. Se esses negócios tinham por único objeto atribuir direitos preferencia is. VII . 158 e 159.celebrado por pessoa absolutamente incapaz. Art. II . nos casos dos arts. 159.§ 1o Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente.tiver por objetivo fraudar lei imperativa. III . impossível ou indeterminável o seu objeto. 167. É nulo o negócio jurídico simulado. o adquirente. Art. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente. a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta. rural. aquilo que recebeu. Parágrafo único. desobrigar-se-á depositando-o em juízo. Parágrafo único. comum a ambas as partes.

Se. quando lhe couber intervir. É escusada a confirmação expressa. 177. Além dos casos expressamente declarados na lei. ciente do vício que o inquinava. ou exceções. subsisti rá este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido. de que contra ele dispu sesse o devedor. é anulável o negócio jurídico: I . Art. . Art. lesão ou fraude contr a credores. salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade. estado de perigo. ou pós-datados. 172 a 174. A confirmação expressa. importa a extinção de todas as ações. não lhe sendo permitido s upri-las. Art. confissão. nem convalesce pelo decurs do tempo. será validado se este a der posteriormente.aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às qua is realmente se conferem. 174. quando o negócio já foi cumprido em parte pel o devedor. 168. As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz. III . condição ou cláusula não verdadeira.os instrumentos particulares forem antedatados. ainda que a requerimento das partes. Art. Art. O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação. se houvessem previsto a nulidade. § 1o Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I . O ato de confirmação deve conter a substância do negócio celebrado e a vontade expressa de mantê-lo. contado: I . nem se pronu ncia de ofício. ou pelo Ministério Público. e aproveita exclusivamente aos qu e a alegarem. Art. Art. As nulidades dos artigos antecedentes podem ser alegadas por qualquer interessado.contiverem declaração. salvo direito de terc eiro. 171.por vício resultante de erro. porém. Quando a anulabilidade do ato resultar da falta de autorização de terceiro . II . 170. 178. o negócio jurídico nulo contiver os requisitos de outro.por incapacidade relativa do agente. quando conhecer do n egócio jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas. 172. ou a execução voluntária de negócio anulável. 175. A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença. Art. Art. II .o for na substância e na forma. 169. § 2o Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negóci o jurídico simulado. Art. do dia em que ela cessar. 176. dolo.no caso de coação. ou transmitem. 173. nos termos do arts. só os interessados a podem alegar. coação. Art. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio ju rídico. Parágrafo único. O negócio anulável pode ser confirmado pelas partes.

pagou a um incapaz. II . mas a destas não induz a da obrigação principal. se não provar que reverteu em proveito dele a importância paga. Art. 188. aplicam-se. 179. TÍTULO IV Da Prescrição e da Decadência CAPÍTULO I Da Prescrição . fraude contra credores. 186. 181. por uma obrigação anulada. será este de dois anos. do dia e m que se realizou o negócio jurídico. que não sejam negócios jurídicos. a fim de remover p erigo iminente.II . 183. Art. a invalidade parcial de um negócio jurídico não o prejudicará na parte válida. Art. Art. Não constituem atos ilícitos: I . No caso do inciso II. ou a lesão a pessoa. invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte. e. Art. ao exercê-lo. ainda que exclusivamente moral. não sendo possível restituí-las. comete ato ilícito. 182. A invalidade do instrumento não induz a do negócio jurídico sempre que este puder provar-se por outro meio. por ação ou omissão voluntária. Art. do dia em que cessar a incapacidade. dolo. 180. no ato de obrigar-se. Parágrafo único. Respeitada a intenção das partes. a invalidade da obrigação principa l implica a das obrigações acessórias. não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo. ou se. Art. excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social. as disposições do Título anterior. TÍTULO III Dos Atos Ilícitos Art. Ninguém pode reclamar o que. serão indenizadas com o equivalent e. pela boa-fé ou pelos bons costumes. para eximir-se de uma obrigação. 187.a deterioração ou destruição da coisa alheia. não pode. declarou-se maior. no que couber. violar dir eito e causar dano a outrem. 185. Aquele que. Art. Também comete ato ilícito o titular de um direito que.no de atos de incapazes. se esta for separável.no de erro. sem estabelecer praz o para pleitear-se a anulação. III . estado de perigo ou lesão. 184. o ato será legítimo somente quando as circunstância s o tornarem absolutamente necessário. negligência ou imprudência. Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável. a contar da data da conclusão do ato. restituir-se-ão as partes ao estado em que antes dele se achavam. entre dezesseis e dezoito anos. Aos atos jurídicos lícitos. Anulado o negócio jurídico. O menor.os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconheci do. TÍTULO II Dos Atos Jurídicos Lícitos Art.

Art. 189. a qual se extingue. durante a tute la ou curatela. incompatíveis com a prescrição. Art. III . durante o poder familiar. não correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva. 195. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal. II .contra os ausentes do País em serviço público da União. 200. Art. só aproveitam os . nasce para o titular a pretensão.pendendo ação de evicção. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição. 198.entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores. 196.entre os cônjuges. 197. Seção II Das Causas que Impedem ou Suspendem a Prescrição Art. tácita é a renúncia quando se p resume de fatos do interessado.pendendo condição suspensiva. Art.contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita. Art. e só valerá. 205 e 206. Não corre a prescrição: I . depois que a prescrição se consumar. Não corre igualmente a prescrição: I . sendo feita. Violado o direito. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. Art. que derem causa à prescrição. II . 199. 192. dos Estados ou dos Municípios . 193. pela parte a que m aproveita. Art. Art. em tempo de guerra. 194.contra os incapazes de que trata o art. (Revogado pela Lei nº 11.Seção I Disposições Gerais Art. na constância da sociedade conjugal. III . Também não corre a prescrição: I .entre ascendentes e descendentes.280. nos prazos a que aludem os arts. ou não a alegarem oportu namente. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assi stentes ou representantes legais. se m prejuízo de terceiro. 201.não estando vencido o prazo. II . de 2006) Art. pela prescrição. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu suc essor. III . 191. 3o. Art. 190. Art.

A interrupção da prescrição. A prescrição ocorre em dez anos. VI . Art. 204.por protesto. Prescreve: § 1o Em um ano: I . Art. que ordenar a citação. não prejudica aos dem ais coobrigados. Seção IV Dos Prazos da Prescrição Art. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. senão quando se trate de obrigações e direitos indivisívei s.por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. mesmo incompetente. III . 205. II .por protesto cambial. para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos. a interrupção operada contra o co-devedor. se o interessad o a promover no prazo e na forma da lei processual. .a pretensão do segurado contra o segurador. II . ou a deste contra aquele.por qualquer ato inequívoco. assim como a int errupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros. que somente poderá ocorrer uma vez. ou seu herdeiro. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros. nas condições do inciso antecedente. § 1o A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros.a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no p róprio estabelecimento. no caso de seguro de responsabilidade civil. que importe reconhecime nto do direito pelo devedor. 206. § 2o A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os o utros herdeiros ou devedores.pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credore s. Parágrafo único. contado o prazo: a) para o segurado. dar-se-á: I . ou da data que a este indeniza. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrom peu. § 3o A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. V . 202. ainda que extrajudicial. 203.outros se a obrigação for indivisível. IV . Art.por despacho do juiz. Seção III Das Causas que Interrompem a Prescrição Art. semelhanteme nte. quando a lei não lhe haja fixado prazo meno r. da data em que é citado para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado. ou do último ato do processo para a interromper. com a anuência do segurador.

auxiliares da justiça. serventuários judiciais. a contar da data da aprovação das cont as. do balanço referent e ao exercício em que a violação tenha sido praticada.a pretensão para haver o pagamento de título de crédito. IX .a pretensão de reparação civil. árbitros e peritos.b) quanto aos demais seguros.a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou parti cular. V .a pretensão dos profissionais liberais em geral.a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. procuradores judiciais. da cessação dos respectivos contratos ou mandato.a pretensão do beneficiário contra o segurador. § 3o Em três anos: I . b) para os administradores. contado o prazo: a) para os fundadores. VI . V . ou da reunião ou assembléia geral q ue dela deva tomar conhecimento. pagávei s. dividendos ou quaisquer prestações acessórias. c) para os liquidantes.a pretensão para haver juros.a pretensão dos tabeliães. VII . IV .a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do est atuto.a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé. a pretensão relativa à tutela. a partir da data em qu e se vencerem. III . cura dores e professores pelos seus honorários. IV .a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias. contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade. correndo o pr azo da data em que foi deliberada a distribuição. § 5o Em cinco anos: I . da apresentação. aos sócios. ressalvadas as disposições de lei especial. em períodos não maiores de um ano.a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa. ou fiscais. II . contado da publicação da ata da assembléia que aprovar o laudo. VIII . contado o prazo da conclusão dos serviços. pela percepção de emolumentos. § 2o Em dois anos. a contar do vencimento . pela avaliação dos bens que entraram para a formação d o capital de sociedade anônima. custas e honorários. III . a pretensão para haver prestações alimentares.a pretensão contra os peritos. da ciência do fato gerador da pretensão. e a do terceiro prejudicado. II . .a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes . § 4o Em quatro anos. da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima. com capitalização ou sem ela. no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório. da primeira assembléia semestral posterior à violação.

somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o representado. mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. Se a decadência for convencional. 211. Se feita a confissão por um representante. 215. intervenientes ou testemunhas. III . Deve o juiz. suspendem ou interrompem a prescrição. Parágrafo único.confissão. inciso I.data e local de sua realização. 195 e 198. lavrada em notas de tabelião. 209. V . profissão. nome do outro cônjuge e filiação.nome. a escritura pública deve conte r: I . conhecer da decadência. Salvo disposição legal em contrário. nacionalidade.III . Art.manifestação clara da vontade das partes e dos intervenientes. é documento dotado de fé públ ica.a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. com a indicação. a parte a quem aproveita pode alegá-la e m qualquer grau de jurisdição.documento. .perícia. CAPÍTULO II Da Decadência Art. mas o juiz não pode suprir a alegação. por si. o fato jurídico pode ser prov ado mediante: I . Salvo o negócio a que se impõe forma especial. A confissão é irrevogável. Art.reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam com parecido ao ato. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados. III . II . Art. A escritura pública. 213. Art. 214. 210. quando necessário. quando estabelecida por le i.presunção.testemunha. § 1o Salvo quando exigidos por lei outros requisitos. Art. de ofício. fazendo prova plena. do regime de bens do casam ento. estado civil. IV . como representantes. não se aplicam à decadência as normas que imp edem. Art. domicílio e residência das partes e demais comparecentes. 212. 208. Aplica-se à decadência o disposto nos arts. TÍTULO V Da Prova Art. II . É nula a renúncia à decadência fixada em lei. Art. 207. IV .

valerá como prova de declaração da vontade. Não tendo relação direta. Parágrafo único. Art. Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos públicos. 222. VII . Terão a mesma força probante os traslados e as certidões. nos caso . conferida por tabelião de notas. de instrumentos ou documentos lançados em suas notas. O telegrama. deverá ser exibido o original.referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do ato. ou. O instrumento particular. Parágrafo único. a re speito de terceiros. A anuência ou a autorização de outrem. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. A prova não supre a ausência do título de crédito. 221. mas. § 4o Se qualquer dos comparecentes não souber a língua nacional e o tabelião não entender o idioma em que se expressa. Art. 217. 220. deverão participar do ato pelo menos duas testemunhas que o conheça m e atestem sua identidade.V . impugnada sua autenticidade. outra pessoa capaz assina rá por ele. não o havendo na localidade. assim com o os traslados de autos. 216. a seu rogo. do protocolo das audiências. § 2o Se algum comparecente não puder ou não souber escrever. necessária à validade de um ato. nem puder identificar-s e por documento. Art. Art. bem como os da cessão. a juízo do tabelião. faz prova medi ante conferência com o original assinado. encerrando o ato. Art. quando por outro escrivão consertados. ou do original. § 3o A escritura será redigida na língua nacional. Art. § 5o Se algum dos comparecentes não for conhecido do tabelião. ten ha idoneidade e conhecimento bastantes. antes de registrado no registro público. as declarações enunciativas não eximem os interessados em sua veraci dade do ônus de prová-las. A cópia fotográfica de documento. sempre que se possa. Art. feito e assinado. mas os seus efeitos. ou sob a sua vigilância. quando lhe for contestada a autenticidade.declaração de ter sido lida na presença das partes e demais comparecentes. VI . A prova do instrumento particular pode suprir-se pelas outras de ca ráter legal. bem como a do tabelião ou seu substituto legal. ou de outro qualquer livro a cargo do escri vão. 219. porém. e constará. Parágrafo único. sendo extraídas por ele. Art. não se operam. provar-s e-á do mesmo modo que este. 218. outra pessoa capaz que. e por ele subscritas. extraídos por tabelião ou oficial de registro. ou somente assinado por qu em esteja na livre disposição e administração de seus bens. deverá comparecer tradutor público para servir de intérpr ete. prova as obrigações convencionai s de qualquer valor. ou de que todos a leram. Farão a mesma prova que os originais as certidões textuais de qualquer peça judicial. 223. com as disposições principais ou com a legi idade das partes.assinatura das partes e dos demais comparecentes. do próprio instrumento. se os or iginais se houverem produzido em juízo como prova de algum ato.

escriturados sem vício extrínseco ou intrín seco. Art. 230. Art. 229. pode o juiz admitir o depoi mento das pessoas a que se refere este artigo.os menores de dezesseis anos. Art. a perigo de vi da.s em que a lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes. As reproduções fotográficas. 224. Salvo os casos expressos. quando a ciência do fato que se quer provar dependa dos s entidos que lhes faltam. Parágrafo único. Os documentos redigidos em língua estrangeira serão traduzidos para o port uguês para ter efeitos legais no País.a cujo respeito. deva guardar segredo. Art. e pode ser ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos.os cônjuges. quando. cinematográficas. os registros fonográficos e. quaisquer outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes. a prova exclusivamente testemunhal só se admit e nos negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram celebrados. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico.aqueles que. III . ou escrito particular revestido de requisitos espec iais. que não as legais. IV . não lhes impugnar a ex atidão. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveit ar-se de sua recusa. por estado ou profissão. até o terceiro gra u de alguma das partes. e. Art. Art. contra quem forem exibidos. V . 226. 225. Parágrafo único. 228. em seu favor. não tiverem discerniment o para a prática dos atos da vida civil. ou afinidade. Ninguém pode ser obrigado a depor sobre fato: I . ou de dano patrimonial imediato. de seu cônjuge. por consangüinidade. forem confirmados por outros subsídios. por enfermidade ou retardamento mental.o interessado no litígio. Art. 227. III . 231. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem. A prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos em que a lei exige escritura pública. Não podem ser admitidos como testemunhas: I . de demanda. Art. em g eral. a prova testemunhal é admi ssível como subsidiária ou complementar da prova por escrito.os cegos e surdos. não se admitem nos casos em que a lei exclui a prova testemunhal. ou às pessoas referidas no inciso antecedente. 232. parente em grau su cessível. II . II .que o exponha. Art. os ascendentes. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pret .a que não possa responder sem desonra própria. Para a prova de fatos que só elas conheçam. ou amigo íntimo. As presunções. se a parte. os descendentes e os colaterais.

Parágrafo único. Art. Art. sofrerá o credor a perda. a coisa se perder. 236. Se a obrigação for de restituir coisa certa. poderá o deve dor resolver a obrigação. antes da tradição. sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa. Art. 235.endia obter com o exame. Art. não sendo o devedor culpado. em um ou em outro ca so. 239. Se para o melhoramento. desobrigado de indenização. do mesmo modo. sem culpa do devedor. se por culpa do devedor. com direito a reclamar. Se a coisa se perder por culpa do devedor. observar-se-á. Art. tal qual se ache. pelos quais poderá exigir aumento no preço. no caso do art. Se. fica resolvida a obrigação para ambas as partes. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionad os. responderá este pelo equ ivalente e mais perdas e danos. sem despesa ou trabalho do devedor. observarse-á o disposto no art. 238. com os seus melhoramentos e acre scidos. Sendo culpado o devedor. Se. ou aumento. Quanto aos frutos percebidos. Os frutos percebidos são do devedor. 234. Art. Art. lucrará o credor. se perder antes da tradição. ressalva dos os seus direitos até o dia da perda. abatido de seu preço o valor que perdeu. 242. Art. salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso. sem culpa do dev edor. poderá o credor resolver a obrigação. acerca do possuidor de boa-fé ou de má-fé. 240. o caso se regulará pelas normas deste Código atinentes às benfeitorias realizada s pelo possuidor de boa-fé ou de má-fé. e a obrigação se resolverá. se o credor não anuir. recebê-la-á o cre dor. se a perda resultar de culpa do devedor. 237. 238. e esta. 241. Parágrafo único. mais perdas e danos. sem direito a indenização. indenização das perdas e danos. P A R T E E S P E C I A L LIVRO I DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES TÍTULO I DAS MODALIDADES DAS OBRIGAÇÕES CAPÍTULO I DAS OBRIGAÇÕES DE DAR Seção I Das Obrigações de Dar Coisa Certa Art. ou aceita r a coisa no estado em que se acha. responderá este pelo equivale nte. Art. 233. ou pendente a condição suspensiva. empregou o devedor trabalho ou dis pêndio. Seção II Das Obrigações de Dar Coisa Incerta . Deteriorada a coisa. cabendo ao credor os pendentes. Até a tradição pertence ao devedor a coisa. poderá o credor exigir o equivalente. no caso do artigo antecedente. 239. Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor. o dispost o neste Código. ou aceitar a coisa.

não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa. Extingue-se a obrigação de não fazer. § 3o No caso de pluralidade de optantes. não havendo acordo unânime entre eles. havendo recusa ou mora deste. ou só por ele exeqüível. indep endentemente de autorização judicial. ou não puder exercê-la. se outra coisa não s e estipulou. sob pena de se desfazer à sua custa. poderá o credor desfazer ou mandar desfazer. será livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor. Art. se o contrário não resultar do título da obrigação. 252. caber o juiz a escolha se não houver acordo entre as partes. ao menos. 246. Art. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexe . a escolha cabe ao devedor. § 2o Quando a obrigação for de prestações periódicas. executar ou mandar executar o fato. Parágrafo único. ressarcindo o culpad o perdas e danos. 248. desde que. Art. Parágrafo único. Nas obrigações alternativas. mas não poderá dar a coisa ior. Em caso de urgência. 250. sem culpa do devedor. o credor pode exigir dele que o desfaça. Art. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a p restação a ele só imposta. CAPÍTULO IV Das Obrigações Alternativas Art.Art. Praticado pelo devedor o ato. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade. CAPÍTULO III Das Obrigações de Não Fazer Art. Antes da escolha. A coisa incerta será indicada. Art. pode o credor. Em caso de urgência. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor. nem será obrigado a prestar a melhor. ainda que por força maior ou caso fortuito. § 1o Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em out ra. 251. sem prejuízo da indenização c abível. § 4o Se o título deferir a opção a terceiro. 249. resolver-s e-á a obrigação. CAPÍTULO II Das Obrigações de Fazer Art. Cientificado da escolha o credor. findo o prazo por este assinado para a deliberação. responderá por perdas e danos. 243. Art. decidi rá o juiz. se lh e torne impossível abster-se do ato. que se obrigou a não praticar. independentemente de autorização judi cial. Se o fato puder ser executado por terceiro. a escolha pertenc e ao devedor. a cuja abstenção se obrigara. vigorará o disposto na Seção antecedente. sem prejuízo do ressarcimento devido. a faculdade de opção poderá ser exercid cada período. 244. 253. pelo gênero e pela quantidade. 247. Art. sendo depois ressarcido. se por culpa dele. e este não quiser. 245.

Se a pluralidade for dos credores. Art. compensação ou Art. o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o val or da outra. Art. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por culpa do devedor. se. novação. respondendo só esse pelas pe rdas e danos. poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas. 258. que paga a dívida. mas estes só a poderão exigir. 254. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível.qüível.a um. II . Art. subsistirá o débito quanto à outra. extingu ir-se-á a obrigação. com perdas e danos. Art. § 1o Se. por culpa do devedor. cada um será obrigado pela dívida toda. CAPÍTULO V Das Obrigações Divisíveis e Indivisíveis Art. Se. quantos os credores o u devedores. 260. por motivo de ordem econômica. sub-roga-se no direito do credor em rel ação aos outros coobrigados. Se um dos credores remitir a dívida. Se um só dos credores receber a prestação por inteiro. responderão todos por partes iguais. além da inde nização por perdas e danos.a todos conjuntamente. por culpa do devedor. Art. pagando: I . descontada a quota do credor remitente. O mesmo critério se observará no caso de transação. iguais e distintas. ficarão exonerados os outros. ambas as prestações se to rnarem inexeqüíveis. 261. Art. 259. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e dan os. a cada um dos outros assistirá o direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total. Se. § 2o Se for de um só a culpa. mais as perdas e danos que o caso determinar. 262. O devedor. para efeito do disposto neste artigo. Art. não com petindo ao credor a escolha. 257. ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por últim o se impossibilitou. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato nã suscetíveis de divisão. não se puder cumprir nenhuma das prestações. 263. por sua natureza. Art. CAPÍTULO VI Das Obrigações Solidárias Seção I . poderá cada um destes exigir a dívida i nteira. esta presume-se dividida em tantas obrigações. houver culpa de todos os devedores. havendo dois ou mais devedores. Parágrafo único. a prestação não for divisível. mas o devedor ou devedores se desobrigarão. 256. ou dada a ra zão determinante do negócio jurídico. Parágrafo único. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor. a obrigação não ficará extinta para com os outros. dando este caução de ratificação dos outros credores. 255.

ou a prazo. Art. cada um com direito. Seção III Da Solidariedade Passiva Art. 277. 268. quando na mesma obrigação concorre mais de um credor.Disposições Gerais Art. a qualquer daqueles poderá este pagar. Art. para todos os efei tos. A solidariedade não se presume. senão até à concorrência da quantia paga ou releva da. 276. A um dos credores solidários não pode o devedor opor as exceções pessoais oponív eis aos outros. 266. salvo se a obrigação for indivisível. 270. ou m ais de um devedor. Seção II Da Solidariedade Ativa Art. Parágrafo único. estipulada entre um dos deve dores solidários e o credor. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obti da não aproveitam aos outros devedores. Art. à dívida toda. Qualquer cláusula. nenhum destes será obrigado a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão hereditário. Art. Art. ou pagável em lugar diferente. a dívida comum. Art. Enquanto alguns dos credores solidários não demandarem o devedor comum. 273. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedor es. cada um destes só terá direito a exigir e receber a quota do crédito que corresponder ao seu quinhão h ereditário. 272. Art. Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros. Art. a menos que se funde em exceção pessoal ao credor que o obteve. salvo se a obrigação for indivisível. Não importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor co tra um ou alguns dos devedores. ou obrigado. resulta da lei ou da vontade das partes. O credor que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá ao s outros pela parte que lhes caiba. o julgamento favorável aproveita-lhes. 267. subsiste. e condicional. todo s os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto. Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o cumpri mento da prestação por inteiro. para o outro. Art. Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros. 265. 271. parcial ou totalmente. O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o monta nte do que foi pago. Convertendo-se a prestação em perdas e danos. a solidariedade. 274. condição ou obrigação adicional. 278. Art. Há solidariedade. 275. 269. se o pagamento tiver sido parcial. 264. A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou codevedores. não poderá agravar a posição dos outros sem consentimento des . Art. mas todos reunidos serão considerados como um devedor so lidário em relação aos demais devedores. Art. O julgamento contrário a um dos credores solidários não atinge os demais.

se declarou ciente da cessão feita. 654. 291. Salvo disposição em contrário. se não constar do instrumento da obrigação. ou a convenção com o devedor. se não celebrar-s e mediante instrumento público. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor. Ocorrendo várias cessões do mesmo crédito. 281. de alguns ou de todos os devedores. Art. pag a ao credor primitivo. com o título de cessão. 288. prevalece a que se completar com a tradição do título do crédito cedido. pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente. TÍTULO II Da Transmissão das Obrigações CAPÍTULO I Da Cessão de Crédito Art. Art. o da obrigação cedida. 284. a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser osta ao cessionário de boa-fé. se a isso não se opuser a natureza da o brigação. su bsiste para todos o encargo de pagar o equivalente. ainda que a ação tenha s ido proposta somente contra um. Art. Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores. na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus acessórios. 290. No caso de rateio entre os co-devedores. Art. 286. contribuirão também os exonerados da solidariedade pelo credor. paga ao c essionário que lhe apresenta. Art. no caso de mais de uma cessão notificada. mas por notificado se tem o devedor que. Art. É ineficaz. 292.tes. senão quando a este not ficada. Art. 283. Art. em relação a terceiros. Todos os devedores respondem pelos juros da mora. respon derá este por toda ela para com aquele que pagar. quando o crédit . 279. Art. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos co-devedores a sua quota. Parágrafo único. O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores. a transmissão de um crédito. mas pelas perdas e danos só re sponde o culpado. 282. Art. 287. 289. ou que. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários. ou instrumento particular revestido das solenidade s do § 1o do art. não lhe aproveitando as exceções pessoais a outro co-devedor. dividindo-se igualmente por todos a do insolve nte. Art. O credor pode ceder o seu crédito. no débito. 280. Fica desobrigado o devedor que. a lei. O devedor demandado pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais e as comuns a todos. as partes de todos os co-devedo res. Art. 285. subsist irá a dos demais. O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão n o registro do imóvel. presumindo-se iguais. se o houver. mas o culpado responde aos outros pela obrigação acr escida. Art. em escrito público ou particular. antes de ter conhecimento da cessão.

as garantias especiais por ele originariamente dad as ao credor. TÍTULO III Do Adimplemento e Extinção das Obrigações CAPÍTULO I Do Pagamento Seção I De Quem Deve Pagar Art. responsável ao cessionário pela solvência do devedor. com o consentimento e xpresso do credor. não pode mais ser transferido pelo credor qu e tiver conhecimento da penhora. fi ca responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu. O crédito. O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem. o cedente não responde pela solvência do devedor . Na cessão por título oneroso. Se a substituição do devedor vier a ser anulada. mas o devedor que o pagar. se o credor s . Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la. restaura-se o débito. exceto se es te conhecia o vício que inquinava a obrigação. se o credor. 293. 300. 304. fica exonerado. a partir da assunção da dívida. Art. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor. 299.o constar de escritura pública. uma vez penhorado. não tendo notificação dela . se tiver procedido de má-fé. mas tem de ressarcirlhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança. Art. CAPÍTULO II Da Assunção de Dívida Art. Salvo estipulação em contrário. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida. bem como as que. O cedente. Parágrafo único. não impugnar em trinta dias a transferênci a do débito. 294. ainda que não se responsabilize. 302. prevalecerá a prioridade da notificação. tinha contra o cedent e. 295. 298. notificado. não responde por mais do que daquele recebeu. Art. Art. usando. 301. Art. o cedente. consideram-se extint as. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito garantido. Art. 303. a me sma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito. com os respectivos juros. Art. Art. Independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor. O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo. salvo as garantias prestadas por terceiros. interpretando-se o seu silêncio como recusa. 296. no momento em que veio a ter conhecimento da cessão. entender-se-á dado o assentimento. 297. salvo se aquele. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo. Art. ao te mpo da assunção. subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro. era insolvente e o credor o ignorava. ficando exonerado o devedor primitivo. com t odas as suas garantias. Art. pode o cessionár io exercer os atos conservatórios do direito cedido.

ainda que o solvente não tivesse o direito de aliená-la. a pedi do da parte. de boa-fé. Seção II Daqueles a Quem se Deve Pagar Art.e opuser. 314. O terceiro não interessado. Art. Art. Parágrafo único. não pode o credor ser obrigado a receber. se o devedor tinha meios para ilidir a ação. ainda q ue mais valiosa. 310. quando f eito por quem possa alienar o objeto em que ele consistiu. só terá direito ao reembolso no venci mento. 316. Art. Parágrafo único. Art. o pagamento não valerá contra es tes. O pagamento feito por terceiro. sob pena de só valer depois de por ele ratificado. com desconhecimento ou oposição do devedor . apesar de intimado da penhora feita sobr e o crédito. O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente . salvo oposição deste. Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar. 305. quanto possível. Art. Art. a recebeu e consumiu. Art. que poderão constranger o devedor a pagar de novo. 311. 306. sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução. As dívidas em dinheiro deverão ser pagas no vencimento. mas não se sub-roga nos direitos do credor. de modo que assegure. Art. 308. Seção III Do Objeto do Pagamento e Sua Prova Art. Igual direito cabe ao terceiro não interessado. o valor real da prestação. Quando. não obriga a reembolsar aquele que pagou. ainda provado depoi s que não era credor. nem o devedor a pagar. poderá o juiz corrigi-lo. salv o se as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante. 317. que paga a dívida em seu próprio nome. Art. 307. Se se der em pagamento coisa fungível. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido. por partes. Só terá eficácia o pagamento que importar transmissão da propriedade. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível. Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação. 309. em moeda corrente e pelo valor nominal. Se pagar antes de vencida a dívida. se o fizer em nome e à conta do devedor. por motivos imprevisíveis. 313. Art. ou da impugnação a ele oposta por terceiros. tem direi to a reembolsar-se do que pagar. dos meios conducentes à exoneração do devedor. . Se o devedor pagar ao credor. Art. ou tanto quanto reverter em s eu proveito. ficando-lhe ressalvado o r egresso contra o credor. não se poderá mais reclamar do cre dor que. Parágrafo único. salvo o disposto nos artigos subseqüentes. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida. se o devedor não provar que em benefício dele efetivamente reverteu. 315. 312. se assim não se ajustou.

Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor. A quitação. 319. A entrega do título ao devedor firma a presunção do pagamento. com a assinatura do credor. s e ocorrer aumento por fato do credor. Quando o pagamento for em quotas periódicas. Art. Seção IV Do Lugar do Pagamento Art. ou em prestações relativas a imóvel. 327. no silêncio das partes. a quitação da última estabelece. cabe ao credor escolher entre eles . 323. a presunção de estarem solvidas as anteriores. 326. 320. ou peso. Seção V Do Tempo do Pagamento Art. se de seus termos ou das circunstâncias resultar haver sido paga a dívida. a falta do pagamento. Ficará sem efeito a quitação assim operada se o credor provar. Art. 322. 325. Se o pagamento consistir na tradição de um imóvel. 331. ou quem por este pagou. O devedor que paga tem direito a quitação regular. Salvo disposição legal em contrário.Art. que aceitaram os do lugar da execução. 321. em sessent a dias. 324. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira. Art. ou se o contrário resultar da lei. Art. o nome do devedor. declaração do credor que inutilize o título desapa recido. 330. Ainda sem os requisitos estabelecidos neste artigo valerá a quitação. Art. far-se-á no lugar onde situado o bem. 329. Nos débitos. ou do seu representante . Art. retendo o pagamento. e pode reter o pagament o. estes presumem-se pagos . cuja quitação consista na devolução do título. suportará este a despesa acrescida. Se o pagamento se houver de fazer por medida. da natureza da obrigação ou das circunstâncias. Art. Art. o t empo e o lugar do pagamento. não tendo sido ajustada época para o pagame . perdido este. salvo se as partes conve ncionarem diversamente. que sempre poderá ser dada por instrumento particular. O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir renúncia do credor relativamente ao previsto no contrato. entender-se-á. Parágrafo único. até prova em contrário. bem co mo para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional. Sendo a quitação do capital sem reserva dos juros. sem prejuízo para o credor. Parágrafo único. 328. Parágrafo único. enquanto não lhe seja dada. Presumem-se a cargo do devedor as despesas com o pagamento e a quitação. Designados dois ou mais lugares. designará o valor e a espécie da dívida quitada. Art. Art. 318. poderá o evedor exigir. excetuado s os casos previstos na legislação especial. Ocorrendo motivo grave para que se não efetue o pagamento no lugar deter minado. Art. poderá o devedor fazê-lo em outro.

tempo e condição devido s. modo e tempo. depois de contestar a lide ou aceitar o depósito.no caso de falência do devedor. 339. Art. II . perderá a preferência e a garantia que lhe competiam com respeito à coisa consignada. se negar a reforçá-las.se o credor não for. cessando. V . o u residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil. ou da r quitação na devida forma. as garantias do débito. tanto que se efe tue. não se reputará vencido quanto aos outros devedores solventes. Art. e subsisti ndo a obrigação para todas as conseqüências de direito. ou reais. 334. Julgado procedente o depósito. para o depositante. solidariedade passiva. será mister concorram. aquiesce r no levantamento. salvo se for julgado impr ocedente. se houver. no débito. Art. ou. e o devedor. embora o cred or consinta. todos os requisitos sem os quais não é válido o pa gamento. fideju ssórias. senão de acordo com os outros devedores e fiadores. sem justa causa. os juros da dívida e os riscos. pode o credor exigi-lo imediatamente. Para que a consignação tenha força de pagamento. for desconhecido. ao objeto. Art. III . Art. intimado. IV .se os bens. ficando para logo desobrigados os co-devedores e fiadores que não tenham anuído. o depósito judicial ou em es tabelecimento bancário da coisa devida. As obrigações condicionais cumprem-se na data do implemento da condição. declarado ausente. O credor que. Art. nos casos e forma legais. recusar receber o pagamento. II . 336.se o credor for incapaz de receber. 333. O depósito requerer-se-á no lugar do pagamento.nto.se cessarem. Art. Nos casos deste artigo. . nem mandar receber a coisa no lugar. 337. 340.se o credor não puder. em rel ação às pessoas. e extingue a obrigação. ou não o impugnar. A consignação tem lugar: I . 332. 335. caben do ao credor a prova de que deste teve ciência o devedor. o devedor já não poderá levantá-lo. hipotecados ou empenhados. Ao credor assistirá o direito de cobrar a dívida antes de vencido o prazo estipulado no contrato ou marcado neste Código: I . pagando as respectivas despesas. Considera-se pagamento.se pender litígio sobre o objeto do pagamento. Parágrafo único. ou de concurso de credores. pod erá o devedor requerer o levantamento. Art. 338.se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento . forem penhorados em execução por outro c redor. III . CAPÍTULO II Do Pagamento em Consignação Art. ou se se tornarem insuficientes. Enquanto o credor não declarar que aceita o depósito.

349. Art.do credor que paga a dívida do devedor comum. privilégios e g arantias do primitivo. e. que paga a dívida pela qual era ou podia ser obriga do. em favor: I . à conta do devedor. As despesas com o depósito. sob pena de ser depositada.do terceiro interessado. será ele citado para esse fim. se os bens do devedor não chegarem para saldar inteira mente o que a um e outro dever. A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza. ações. feita a escolha pelo devedor. pendendo litígio entre credores que se pretendem mu tuamente excluir. Na hipótese do inciso I do artigo antecedente. 348. mas. poderá o devedor citar o credor para vir ou mandar recebê-la. Art. se pag ar a qualquer dos pretendidos credores. Se a escolha da coisa indeterminada competir ao credor. II . no caso contrário.quando o credor recebe o pagamento de terceiro e expressamente lhe transfere todos os seus direitos. que paga a credor hipotecário. A sub-rogação opera-se. 341. Art. 343. bem como do terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel. Na sub-rogação legal o sub-rogado não poderá exercer os direitos e as ações do cre dor. Se a dívida se vencer. 345. se todos forem líquid . III . no todo ou em parte. em relação à dívida. O credor originário. de pleno direito. Art.quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida. contra o devedor principal e os fiadores.do adquirente do imóvel hipotecado. Se a coisa devida for imóvel ou corpo certo que deva ser entregue no mes mo lugar onde está. II . sob cominação de perder o direito e de ser depositada a coisa que o d evedor escolher. proceder-se-á como no artigo antece dente. só em parte reembolsado. Art. tem o direito de indicar a qual deles oferece pagamento. senão até à soma que tiver desembolsado para desobrigar o devedor. CAPÍTULO IV Da Imputação do Pagamento Art. 351. assumirá o ri sco do pagamento. tendo conhecimento do litígio.Art. a um só cred or. Art. poderá qualquer deles requerer a consignação. na cobrança da dívida restante. vigorará o disposto quanto à cessão do crédito. Art. 350. 346. terá preferência ao sub-rogado. correrão à conta do c redor. A sub-rogação transfere ao novo credor todos os direitos. 342. 344. sob a condição expressa de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito. Art. Art. 352. O devedor de obrigação litigiosa exonerar-se-á mediante consignação. quando julgado procedente. CAPÍTULO III Do Pagamento com Sub-Rogação Art. 347. A sub-rogação é convencional: I .

os e vencidos. Art. 353. Não tendo o devedor declarado em qual das dívidas líquidas e vencidas quer i mputar o pagamento, se aceitar a quitação de uma delas, não terá direito a reclamar cont ra a imputação feita pelo credor, salvo provando haver ele cometido violência ou dolo. Art. 354. Havendo capital e juros, o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros ven cidos, e depois no capital, salvo estipulação em contrário, ou se o credor passar a qu itação por conta do capital. Art. 355. Se o devedor não fizer a indicação do art. 352, e a quitação for omissa quanto à i mputação, esta se fará nas dívidas líquidas e vencidas em primeiro lugar. Se as dívidas fore m todas líquidas e vencidas ao mesmo tempo, a imputação far-se-á na mais onerosa. CAPÍTULO V Da Dação em Pagamento Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida. Art. 357. Determinado o preço da coisa dada em pagamento, as relações entre as partes regular-se-ão pelas normas do contrato de compra e venda. Art. 358. Se for título de crédito a coisa dada em pagamento, a transferência importará em cessão. Art. 359. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se -á a obrigação primitiva, ficando sem efeito a quitação dada, ressalvados os direitos de t erceiros. CAPÍTULO VI DA NOVAÇÃO Art. 360. Dá-se a novação: I - quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior; II - quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor; III - quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo, ficand o o devedor quite com este. Art. 361. Não havendo ânimo de novar, expresso ou tácito mas inequívoco, a segunda obrig ação confirma simplesmente a primeira. Art. 362. A novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de c onsentimento deste. Art. 363. Se o novo devedor for insolvente, não tem o credor, que o aceitou, ação regr essiva contra o primeiro, salvo se este obteve por má-fé a substituição. Art. 364. A novação extingue os acessórios e garantias da dívida, sempre que não houver es tipulação em contrário. Não aproveitará, contudo, ao credor ressalvar o penhor, a hipoteca ou a anticrese, se os bens dados em garantia pertencerem a terceiro que não foi p arte na novação. Art. 365. Operada a novação entre o credor e um dos devedores solidários, somente sobr e os bens do que contrair a nova obrigação subsistem as preferências e garantias do créd ito novado. Os outros devedores solidários ficam por esse fato exonerados.

Art. 366. Importa exoneração do fiador a novação feita sem seu consenso com o devedor pr incipal.

Art. 367. Salvo as obrigações simplesmente anuláveis, não podem ser objeto de novação obrigaç nulas ou extintas. CAPÍTULO VII Da Compensação Art. 368. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-se, até onde se compensarem. Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis. Art. 370. Embora sejam do mesmo gênero as coisas fungíveis, objeto das duas prestações, não se compensarão, verificando-se que diferem na qualidade, quando especificada no contrato. Art. 371. O devedor somente pode compensar com o credor o que este lhe dever; ma s o fiador pode compensar sua dívida com a de seu credor ao afiançado. Art. 372. Os prazos de favor, embora consagrados pelo uso geral, não obstam a comp ensação. Art. 373. A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto: I - se provier de esbulho, furto ou roubo; II - se uma se originar de comodato, depósito ou alimentos; III - se uma for de coisa não suscetível de penhora. Art. 374. A matéria da compensação, no que concerne às dívidas fiscais e parafiscais, é regi da pelo disposto neste capítulo. (Vide Medida Provisória nº 75, de 24.10.2002) (Revoga do pela Lei nº 10.677, de 22.5.2003) Art. 375. Não haverá compensação quando as partes, por mútuo acordo, a excluírem, ou no caso de renúncia prévia de uma delas. Art. 376. Obrigando-se por terceiro uma pessoa, não pode compensar essa dívida com a que o credor dele lhe dever. Art. 377. O devedor que, notificado, nada opõe à cessão que o credor faz a terceiros d os seus direitos, não pode opor ao cessionário a compensação, que antes da cessão teria po dido opor ao cedente. Se, porém, a cessão lhe não tiver sido notificada, poderá opor ao cessionário compensação do crédito que antes tinha contra o cedente. Art. 378. Quando as duas dívidas não são pagáveis no mesmo lugar, não se podem compensar s em dedução das despesas necessárias à operação. Art. 379. Sendo a mesma pessoa obrigada por várias dívidas compensáveis, serão observada s, no compensá-las, as regras estabelecidas quanto à imputação do pagamento. Art. 380. Não se admite a compensação em prejuízo de direito de terceiro. O devedor que se torne credor do seu credor, depois de penhorado o crédito deste, não pode opor ao exeqüente a compensação, de que contra o próprio credor disporia. CAPÍTULO VIII Da Confusão

Art. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se confundam as qualida des de credor e devedor. Art. 382. A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida, ou só de parte del a. Art. 383. A confusão operada na pessoa do credor ou devedor solidário só extingue a ob rigação até a concorrência da respectiva parte no crédito, ou na dívida, subsistindo quanto ao mais a solidariedade. Art. 384. Cessando a confusão, para logo se restabelece, com todos os seus acessório s, a obrigação anterior. CAPÍTULO IX Da Remissão das Dívidas Art. 385. A remissão da dívida, aceita pelo devedor, extingue a obrigação, mas sem prejuíz o de terceiro. Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, quando por escrito particular, prov a desoneração do devedor e seus co-obrigados, se o credor for capaz de alienar, e o devedor capaz de adquirir. Art. 387. A restituição voluntária do objeto empenhado prova a renúncia do credor à garant ia real, não a extinção da dívida. Art. 388. A remissão concedida a um dos co-devedores extingue a dívida na parte a el e correspondente; de modo que, ainda reservando o credor a solidariedade contra os outros, já lhes não pode cobrar o débito sem dedução da parte remitida. TÍTULO IV Do Inadimplemento das Obrigações CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia em que executou o ato de que se devia abster. Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor. Art. 392. Nos contratos benéficos, responde por simples culpa o contratante, a que m o contrato aproveite, e por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos oneroso s, responde cada uma das partes por culpa, salvo as exceções previstas em lei. Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado. Parágrafo único. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir. CAPÍTULO II Da Mora Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor qu e não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer.

Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.

Parágrafo único. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjei la, e exigir a satisfação das perdas e danos. Art. 396. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora. Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui d e pleno direito em mora o devedor. Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial. Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou. Art. 399. O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem dur ante o atraso; salvo se provar isenção de culpa, ou que o dano sobreviria ainda quan do a obrigação fosse oportunamente desempenhada. Art. 400. A mora do credor subtrai o devedor isento de dolo à responsabilidade pel a conservação da coisa, obriga o credor a ressarcir as despesas empregadas em conser vá-la, e sujeita-o a recebê-la pela estimação mais favorável ao devedor, se o seu valor os cilar entre o dia estabelecido para o pagamento e o da sua efetivação. Art. 401. Purga-se a mora: I - por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos d ecorrentes do dia da oferta; II - por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitandose aos efeitos da mora até a mesma data. CAPÍTULO III Das Perdas e Danos Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devida s ao credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente dei xou de lucrar. Art. 403. Ainda que a inexecução resulte de dolo do devedor, as perdas e danos só incl uem os prejuízos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato, sem prejuízo do disposto na lei processual. Art. 404. As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em dinheiro, serão pagas com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, abrangendo ju ros, custas e honorários de advogado, sem prejuízo da pena convencional. Parágrafo único. Provado que os juros da mora não cobrem o prejuízo, e não havendo pena co nvencional, pode o juiz conceder ao credor indenização suplementar. Art. 405. Contam-se os juros de mora desde a citação inicial. CAPÍTULO IV Dos Juros Legais

Art. ou o forem sem taxa e stipulada. 412. 408. Art. terá o credor o arbítrio de exigir a satisfação da pena cominada. não pode o cre dor exigir indenização suplementar se assim não foi convencionado. uma parte der à outra. Quando os juros moratórios não forem convencionados. Parágrafo único. mas esta só se poderá demandar integralmente do culpado. 416. competindo ao credor provar o prejuízo excedente. Ainda que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal. poderá a outra tê-lo po r desfeito. 409. Ainda que se não alegue prejuízo. se do mesmo gênero da principal. caindo em falta um deles. ou em ato posteri or. a título de a rras. serão fixados segundo a taxa qu e estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional . ou quando provierem de determinação da lei. e proporcionalmente à sua parte na obrigação. CAPÍTULO V Da Cláusula Penal Art. CAPÍTULO VI Das Arras ou Sinal Art. se a inexecução for de quem recebeu as arras. Art. só incorre na pena o devedor ou o herdeiro d o devedor que a infringir. Art. 417. juntamente com o desempenho da obrigação principal. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação. retendo-as. Art. Se. por ocasião da conclusão do contrato. esta converter-se-á em alternativa a benefício do credor. todos os devedores. incorrerão na pena. Incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal. em caso de execução. culposa mente. Se a parte que deu as arras não executar o contrato. Parágrafo único. Art. responde ndo cada um dos outros somente pela sua quota. Art. O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação pri ncipal. 407. Quando a obrigação for divisível. Art. 406. Aos não culpados fica reservada a ação regressiva contra aquele que deu c ausa à aplicação da pena. não é necessário que o credor alegue prejuízo . dinheiro ou outro bem móvel. poderá quem as d . 413. tendo-se em vista a natureza e a finalidade do negócio. ou acord o entre as partes. arbitramento. 418. 415. desde que. como às prestações de outra natureza. Para exigir a pena convencional. Art. pode referir-se à inexecução completa da obrigação. A penalidade deve ser reduzida eqüitativamente pelo juiz se a obrigação prin cipal tiver sido cumprida em parte. deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em mora. 410. Se o tiver sido. 414. ou se o montante da penalidade for manifesta mente excessivo. a pena vale como mínimo da indenização. 411. à de alguma cláusula especial ou simp esmente à mora. Art. A cláusula penal estipulada conjuntamente com a obrigação. ou em segurança especial de outra cláusula determinada. Art. deverão as arras. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de mora. é obrigado o devedor aos juros da mora que se contarão assim às dívidas em dinheiro. ser restituídas ou computadas na prestação devida. Sendo indivisível a obrigação. uma vez que lhes esteja fixado o valor pecuniário por sentença judicial.

Seção II Da Formação dos Contratos Art. Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualque r das partes. 421. c omo em sua execução. a parte inocente exigir a execução d o contrato. Art. com as perdas e danos. se o contrário não resultar do s termos dela. A parte inocente pode pedir indenização suplementar. Nos contratos de adesão. os princípios de probidade e boa-fé. Art. antes dela. TÍTULO V Dos Contratos em Geral CAPÍTULO I Disposições Gerais Seção I Preliminares Art. não foi imediatamente aceita. também. feita sem prazo a pessoa presente. IV . as arras ou sinal terão função unicamente indenizatória. chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente. III . com atu alização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. Em ambos os casos não haverá direito a indenização suplementar. quem as deu perdê-las-á em benefício da outra parte. valendo as arras como o mínimo da indenização. ou das circunstâncias do caso. assim na conclusão do contrato. . deve r-se-á adotar a interpretação mais favorável ao aderente. 420. 425. 422. II . Deixa de ser obrigatória a proposta: I . 423. Art. Considera -se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação seme lhante.se.se. se provar maior prejuíz o. feita sem prazo a pessoa ausente. feita a pessoa ausente. e quem as recebeu devolvê-las-á. Neste caso. não tiver sido expedida a resposta dentro do pra zo dado. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias.se. 427. juros e honorários de advogado. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. Art. Pode.se. ou simultaneamente. Os contratantes são obrigados a guardar. tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente. Art. 426. 428. A proposta de contrato obriga o proponente. 424.eu haver o contrato por desfeito. Art. observadas as normas gerais f ixadas neste Código. da natureza do negócio. mais o eq uivalente. É lícito às partes estipular contratos atípicos. Art. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. Art. são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antec ipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio. valendo as arras como taxa mínima. e exigir sua devolução mais o equivalente. 419.

dependendo da sua anuência o ato a ser praticado.se ela não chegar no prazo convencionado. . 439. 435. desde que re ssalvada esta faculdade na oferta realizada. em favor de quem se estipulou a obrigação. Tal responsabilidade não existirá se o terceiro for o cônjuge do promiten te. Parágrafo único.se o proponente se houver comprometido a esperar resposta. ficando.no caso do artigo antecedente. II . em favor de quem se fez o contrato.Art. O que estipula em favor de terceiro pode exigir o cumprimento da obrig ação. A substituição pode ser feita por ato entre vivos ou por disposição de últim vontade. se deixar o direit o de reclamar-lhe a execução. Art. importará nova osta. A aceitação fora do prazo. Art. Art. não chegando a tempo a recusa. e o estipulante não o inovar nos termos do art. chegar tarde ao conhecimento d o proponente. 438. Art. sujeito às condições e normas do contrato. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expe dida. 429. Parágrafo único. ou o p roponente a tiver dispensado. venha a recair sobre os seus bens. Art. 438. 436. por circunstância imprevista. A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos ess enciais ao contrato. 431. Se o negócio for daqueles em que não seja costume a aceitação expressa. Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que foi proposto. também é permitido exigi-la. e desde que. III . independentemente da sua anuência e da do outro contratante. Seção IV Da Promessa de Fato de Terceiro Art. Considera-se inexistente a aceitação. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o terceiro desi gnado no contrato. salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos. Parágrafo único. Art. Seção III Da Estipulação em Favor de Terceiro Art. sob pena de responder p or perdas e danos. se antes dela ou com ela chegar ao p roponente a retratação do aceitante. exceto: I . quando este o não executar. de algum modo. Pode revogar-se a oferta pela mesma via de sua divulgação. Se a aceitação. Art. 432. 434. Se ao terceiro. reputar-se-á concluído o contrato. 430. todavia. restrições. ou modificações. se a ele anuir. este comunicá-lo-á imediatamente ao aceitante. Ao terceiro. 433. pelo regime do casamento. Parágrafo único. a indenização. 437. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e dano s. Art. com adições. não poderá o estipulante exonerar o devedor.

na falta desta. tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta. Subsiste esta g arantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. Art. se este. os prazos de garantia por vícios ocultos serão o s estabelecidos em lei especial. Seção VI Da Evicção Art. já existente ao tempo da tradição. Parágrafo único.à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir. que a tornem imprópria ao uso a que é destinada. o alienante responde pela evicção. Podem as partes. se esta se der . Em vez de rejeitar a coisa. 441). 440. 448. 445. ou lh e diminuam o valor. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de trinta dias se a coisa for móvel. aplicand o-se o disposto no parágrafo antecedente se não houver regras disciplinando a matéria. por cláusula expressa. depoi s de se ter obrigado. sob pena de decadência. só puder ser conhecido mais tarde. 444. . em se tratando de bens móveis. pode o ad quirente reclamar abatimento no preço. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos. III . até o prazo máximo de cento e oitenta dias . pelos usos locais. 447. Art. ou. restituirá o que rece beu com perdas e danos. § 2o Tratando-se de venda de animais. 449. 442. Art. Seção V Dos Vícios Redibitórios Art. ma is as despesas do contrato. se o não conhecia. redibindo o contrato (art. o prazo cont ar-se-á do momento em que dele tiver ciência. 443. tem direito o evicto. não o assumiu. II . 450. contado da en trega efetiva. 441. Art. Art.à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente result arem da evicção. Salvo estipulação em contrário.às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído.Art. ou. faltar à prestação. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em pod er do alienatário. reduzido à metade. o prazo conta-se da alienação. além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: I . mas o adquirente deve denunciar o defeito ao alienante nos trinta dias seg uintes ao seu descobrimento. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa. reforçar. Art. tão-somente restituirá o valor recebido. e de um ano se for imóvel. se perecer por vício oculto. se não soube d o risco da evicção. Não correrão os prazos do artigo antecedente na constância de cláusula de gara ntia. Art. e de um ano. para os imóveis. por sua natureza. § 1o Quando o vício. dele informado. Nos contratos onerosos. 446. Nenhuma obrigação haverá para quem se comprometer por outrem. se já estava na posse. diminuir ou excluir a re sponsabilidade pela evicção. Art.

desde que de sua parte não ten ha havido dolo ou culpa. 454. e proporcional ao desfalque sofrido. 460. exceto havendo dolo do adquirente. poderá o evicto optar entre a res cisão do contrato e a restituição da parte do preço correspondente ao desfalque sofrido. terá o outro direit o de receber integralmente o que lhe foi prometido. Art. por se referir a coisas existentes. Seção VIII Do Contrato Preliminar Art. As benfeitorias necessárias ou úteis. Art. mas considerável. no dia do contrat o. 452. 458. 459. Art. posto que a coisa já não existisse. e o alienante r estituirá o preço recebido. o adquirente no tificará do litígio o alienante imediato. serão pagas pelo alienante. a que no contrato se considerava exposta a coisa. 462. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe resulta. 453. ainda qu e a coisa venha a existir em quantidade inferior à esperada. Parágrafo único. Se o contrato for aleatório. no caso de evicção parcial. 455. for a evicção. Não atendendo o alienante à denunciação da lide. por serem objeto dele coisas futuras. por dizer respeito a coisas ou fatos futuro s. Seção VII Dos Contratos Aleatórios Art. ainda que a coisa alienada estej a deteriorada. se da coisa nada vier a existir. 457. Não pode o adquirente demandar pela evicção. terá igualmente direito o alienante a tod o o preço. deve conter todos os requi . ou qualquer dos anteriores. Art.Parágrafo único. em parte. 456. o valor delas será levado em conta na restituição devida. Parágrafo único. O contrato preliminar. Art. O preço. na época em que se evenceu. Art. 461. exceto quanto à forma. A alienação aleatória a que se refere o artigo antecedente poderá ser anulada como dolosa pelo prejudicado. tomando o adquir ente a si o risco de virem a existir em qualquer quantidade. terá também direito o a lienante a todo o preço. Se for aleatório. Se parcial. quando e como lhe determinarem as leis do processo. ou usar de recursos. desde que de sua parte não tiver concorrido culpa. Mas. caberá somente direito a indenização. 451. pode o adquirente deixar de oferecer contestação. seja a evicção total ou parcial. Se as benfeitorias abonadas ao que sofreu a evicção tiverem sido feitas pe lo alienante. e sendo manifesta a procedê cia da evicção. assumido pelo adquirente. não abonadas ao que sofreu a evicção. ou de todo. Se for aleatório o contrato. e não tiver sido condenado a indenizá-las. Art. o valor das vantagens será deduzido da quantia que lhe ho uver de dar o alienante. Art. Subsiste para o alienante esta obrigação. será o do valor da coisa. Art. Art. mas exp ostas a risco. Se o adquirente tiver auferido vantagens das deteriorações. Se não for considerável. cujo risco de não virem a existir um dos contratantes assuma. se provar que o outro contratante não ignorava a con sumação do risco. ainda que nada do avençado venha a existir. alienação não haverá. se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa.

465. o credor. Art. Art. poderá a outra parte considerá-lo desfeito. Esgotado o prazo. deverá manifestar-se no prazo nela previsto. Essa indicação deve ser comunicada à outra parte no prazo de cinco dias da c onclusão do contrato. ou. o c ontrato produzirá seus efeitos entre os contratantes originários. 468. a pedido do interessado. 473. a partir do momento em que este foi celebrado. 464. 463. e pedir perdas e danos. Art. Seção IX Do Contrato com Pessoa a Declarar Art. dada a natureza do contrato. Art. O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato. pode uma das partes reservar-se a f aculdade de indicar a pessoa que deve adquirir os direitos e assumir as obrigações d ele decorrentes. sa lvo se a isto se opuser a natureza da obrigação. Art.sitos essenciais ao contrato a ser celebrado. Art. e a outra pessoa o desconhecia no momen to da indicação. adquire os direitos e assume as obrigações decorrentes do contrato. no que lhe for razoavelmente assinado pelo devedor. Art. 470. ou se o nomeado se recusar a aceitá-la. uma das partes houver feito i nvestimentos consideráveis para a sua execução. Concluído o contrato preliminar. com observância do disposto no artigo ant ecedente. opera mediante denúncia notificada à outra parte. nomeada de conformidade com os artigos antecedentes. 471. Parágrafo único. Se a pessoa a nomear era incapaz ou insolvente no momento da nomeação. sob pena de ficar a mesma sem efeito. A aceitação da pessoa nomeada não será eficaz se não se revestir da mesma fo ma que as partes usaram para o contrato. A pessoa.se a pessoa nomeada era insolvente. porém. 466. O contrato será eficaz somente entre os contratantes originários: I . qualquer das parte s terá o direito de exigir a celebração do definitivo. inexistindo e ste. A resilição unilateral. Parágrafo único. se outro não tiver sido estipulado. O contrato preliminar deverá ser levado ao registro competente. 472. No momento da conclusão do contrato. e desde que dele não conste cláusula de arrependimento. Se o estipulante não der execução ao contrato preliminar. poderá o juiz. 469. Parágrafo único. nos casos em que a lei expressa ou implicitamente o permita. assinando prazo à outra para que o efetive. a denúncia unilateral só produzirá efeito de . Se. II . CAPÍTULO II Da Extinção do Contrato Seção I Do Distrato Art. conferindo caráter definitivo ao contrato preliminar. suprir a vonta de da parte inadimplente.se não houver indicação de pessoa. Art. 467. Se a promessa de contrato for unilateral. Art.

477. 474. Seção III Da Exceção de Contrato não Cumprido Art. A compra e venda. Pelo contrato de compra e venda. Nos contratos de execução continuada ou diferida. Se a venda se realizar à vista de amostras.pois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos. ficará sem efeito o contrato se esta não vier a existir. com extrema vantagem para a outra. a pagar-lhe certo preço em dinheiro. depois de concluído o contrato. 483. Art. poderá ela pl eitear que a sua prestação seja reduzida. 481. des de que as partes acordarem no objeto e no preço. A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito. e o outro. 475. se não preferir exigir-lhe o cumprimento. Se. Art. pode exigir o implemento da do outro. Art. cabendo. A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. Art. a fim de e vitar a onerosidade excessiva. 484. rtes tude ução 478. indenização por perdas e danos. ou alterado o modo de executá-la. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes. A resolução poderá ser evitada. poderá o devedor pedir a resol do contrato. Art. em qualquer dos casos. considerar-se-á obrigatória e perfeita. Seção IV Da Resolução por Onerosidade Excessiva Art. oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do contrato. 479. TÍTULO VI Das Várias Espécies de Contrato CAPÍTULO I Da Compra e Venda Seção I Disposições Gerais Art. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato. protótipos ou modelos. . pode a outra recusar-se à prestação que lhe incumbe. Nos contratos bilaterais. Art. Neste caso . se a prestação de uma das pa se tornar excessivamente onerosa. em vir de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. Art. sobrevier a uma das partes contratan tes diminuição em seu patrimônio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou. salvo se a intenção das parte s era de concluir contrato aleatório. 482. quando pura. antes de cumprida a sua obrigação. um dos contratantes se obriga a trans ferir o domínio de certa coisa. 480. nenhum dos contratantes. 476. a tácita depende de interpelação judicial. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação. entende r-se-á que o vendedor assegura ter a coisa as qualidades que a elas correspondem. até que aquela sat isfaça a que lhe compete ou dê garantia bastante de satisfazê-la. Seção II Da Cláusula Resolutiva Art.

se antes da tradição o compr ador cair em insolvência. Prevalece a amostra. Não sendo a venda a crédito. Art. 489. Art. os casos fortuitos. ainda que em hasta pública: . ficará sem efeito o contrato. ao tempo da venda. 490. É anulável a venda de ascendente a descendente. Art. Nulo é o contrato de compra e venda. e os do preço por conta do comprador. se estiver em mora de as receber. Art. Art. 492. quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes a fixação do preço. 487. se houver contradição ou di ferença com a maneira pela qual se descreveu a coisa no contrato. Até o momento da tradição. medindo ou assinalando. Art. 488. não podem ser comprados. 491. em certo e determinado dia e lugar. que os contratant es logo designarem ou prometerem designar. Sob pena de nulidade. desde que susc is de objetiva determinação. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determin ação. poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa. Art. Se o terceiro não aceitar a incumbência. Art. 495. po r sua conta correrão os riscos. 497. Salvo cláusula em contrário. Art. se não houver tabelamento oficial. salvo se das instruções dele se afastar o vendedor. e a cargo do vendedor as da tradição. até que o c omprador lhe dê caução de pagar no tempo ajustado. prevalecerá o termo médio. Em ambos os casos. entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor. 496. § 1o Todavia. o vendedor não é obrigado a entregar a coisa ante s de receber o preço. salvo quando acordarem os contratantes designar outr a pessoa. quando postas à sua disposição no tempo. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro. Art. lugar e pelo modo aju stados. pesando. Art. 493. 485. Também se poderá deixar a fixação do preço à taxa de mercado ou de bolsa. Art. § 2o Correrão também por conta do comprador os riscos das referidas coisas. É lícito às partes fixar o preço em função de índices ou parâmetros. contando. Parágrafo único. por ordem do comprador. dispensa-se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da separação obrigatória. ocorrentes no ato de contar. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento. salvo se os outros descend entes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido. e que já tiverem sido postas à disposição do comprador. 486. Art. ficarão as despesas de escritura e registro a c argo do comprador. que comumente se recebem. uma vez entregue a quem haja de transportá-la. por ter havido diversidade de preço. os riscos da coisa correm por conta do vendedor. na falta de estipulação expressa. 494. Parágrafo único. o protótipo ou o modelo. Se a coisa for expedida para lugar diverso. Na falta de acordo. A tradição da coisa vendida. dar-se-á no lugar onde ela se encontrava.Parágrafo único. marcar ou assinalar coisas. correrão por conta deste.

Parágrafo único. se o requerer no prazo de cento e oitenta dias. ou s e determinar a respectiva área. II . ainda que não conste. às dim ensões dadas. o de reclamar a resolução do contrato ou abatimento proporcional ao preço. sob pena de decadência. o de quinhão maior. quando a dif erença encontrada não exceder de um vigésimo da área total enunciada. no lugar onde servirem. em geral. peritos e outros servent uários ou auxiliares da justiça.pelos juízes. IV . não compreende os c asos de compra e venda ou cessão entre co-herdeiros.I . secretários de tribunais.pelos tutores. ou que estejam sob sua administração direta ou indireta. o defeito oculto de uma não autoriza a rejeição de todas. haver para si a parte vendida a estranhos . que a quiserem. em tais circunstâncias. 498. Art. Art.pelos leiloeiros e seus prepostos. poderá. a partir dela fluirá o prazo de decadência. ressalvado ao comp rador o direito de provar que. completar o valor correspondente ao preço ou devolver o excesso. ter sido a venda ad corpus. ou p ara garantia de bens já pertencentes a pessoas designadas no referido inciso. haverão a parte vendida os comproprietários. nem devolução de excesso. Art. Não pode um condômino em coisa indivisível vender a sua parte a estranhos. não sendo i sso possível.pelos servidores públicos. depositando previament . caberá ao comprador. na falta de benfeitorias. salvo convenção em contrário. os bens confiado s à sua guarda ou administração. Parágrafo único. se o imóvel for vendido como c isa certa e discriminada. s e outro consorte a quiser. a contar do registro do títu lo. Se houver atraso na imissão de posse no imóvel. Se as partes forem iguais. na venda de um imóvel. curadores. Sendo muitos os condôminos. 501. de modo expresso. Nas coisas vendidas conjuntamente. 504. É lícita a compra e venda entre cônjuges. em qualquer dos casos. 503. tanto por tanto. testamenteiros e administradores. § 1o Presume-se que a referência às dimensões foi simplesmente enunciativa. Parágrafo único. O condômino. Art. 499. à sua escolha. os bens ou direitos sobre que se litigar em tribuna l. Se. depositando o preço. e esta não corresponder. Decai do direito de propor as ações previstas no artigo antecedente o vend edor ou o comprador que não o fizer no prazo de um ano. os bens de cuja venda estejam encarregad os. 500. e o vendedor provar que tinha motivos para ignorar a medida exata da área vendida. e. ou a que se estender a sua autoridad e. O vendedor. ou em pagamento de dívida. os bens ou direitos da pessoa jurídica a q ue servirem. se estipular o preço por medida de extensão. com relação a bens excluídos da comunhão. Art. a quem não se der conhecime nto da venda. juízo ou conselho. atribuível ao alienante. arbitradores. Art. § 3o Não haverá complemento de área. tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões . responde por todos os débitos que gr avem a coisa até o momento da tradição. As proibições deste artigo estendem-se à cessão de crédito. A proibição contida no inciso III do artigo antecedente. Art. preferirá o que tiver benfeitorias de maior valor e. não teria realizado o negócio. o comprador terá o direito de exigir o complemento da área. III . 502. § 2o Se em vez de falta houver excesso.

e o preço. Seção II Das Cláusulas Especiais à Compra e Venda Subseção I Da Retrovenda Art. 505. O vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-la no pra zo máximo de decadência de três anos, restituindo o preço recebido e reembolsando as des pesas do comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram c om a sua autorização escrita, ou para a realização de benfeitorias necessárias. Art. 506. Se o comprador se recusar a receber as quantias a que faz jus, o vende dor, para exercer o direito de resgate, as depositará judicialmente. Parágrafo único. Verificada a insuficiência do depósito judicial, não será o vendedor restit uído no domínio da coisa, até e enquanto não for integralmente pago o comprador. Art. 507. O direito de retrato, que é cessível e transmissível a herdeiros e legatários, poderá ser exercido contra o terceiro adquirente. Art. 508. Se a duas ou mais pessoas couber o direito de retrato sobre o mesmo imóv el, e só uma o exercer, poderá o comprador intimar as outras para nele acordarem, pr evalecendo o pacto em favor de quem haja efetuado o depósito, contanto que seja in tegral. Subseção II Da Venda a Contento e da Sujeita a Prova Art. 509. A venda feita a contento do comprador entende-se realizada sob condição su spensiva, ainda que a coisa lhe tenha sido entregue; e não se reputará perfeita, enq uanto o adquirente não manifestar seu agrado. Art. 510. Também a venda sujeita a prova presume-se feita sob a condição suspensiva de que a coisa tenha as qualidades asseguradas pelo vendedor e seja idônea para o fi m a que se destina. Art. 511. Em ambos os casos, as obrigações do comprador, que recebeu, sob condição suspe nsiva, a coisa comprada, são as de mero comodatário, enquanto não manifeste aceitá-la. Art. 512. Não havendo prazo estipulado para a declaração do comprador, o vendedor terá d ireito de intimá-lo, judicial ou extrajudicialmente, para que o faça em prazo impror rogável. Subseção III Da Preempção ou Preferência Art. 513. A preempção, ou preferência, impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedo r a coisa que aquele vai vender, ou dar em pagamento, para que este use de seu d ireito de prelação na compra, tanto por tanto. Parágrafo único. O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a cento e oitenta dias, se a coisa for móvel, ou a dois anos, se imóvel. Art. 514. O vendedor pode também exercer o seu direito de prelação, intimando o compra dor, quando lhe constar que este vai vender a coisa. Art. 515. Aquele que exerce a preferência está, sob pena de a perder, obrigado a pag ar, em condições iguais, o preço encontrado, ou o ajustado.

Art. 516. Inexistindo prazo estipulado, o direito de preempção caducará, se a coisa fo r móvel, não se exercendo nos três dias, e, se for imóvel, não se exercendo nos sessenta d ias subseqüentes à data em que o comprador tiver notificado o vendedor. Art. 517. Quando o direito de preempção for estipulado a favor de dois ou mais indivíd uos em comum, só pode ser exercido em relação à coisa no seu todo. Se alguma das pessoas , a quem ele toque, perder ou não exercer o seu direito, poderão as demais utilizá-lo na forma sobredita. Art. 518. Responderá por perdas e danos o comprador, se alienar a coisa sem ter da do ao vendedor ciência do preço e das vantagens que por ela lhe oferecem. Responderá s olidariamente o adquirente, se tiver procedido de má-fé. Art. 519. Se a por interesse izada em obras preço atual da coisa expropriada para fins de necessidade ou utilidade pública, ou social, não tiver o destino para que se desapropriou, ou não for util ou serviços públicos, caberá ao expropriado direito de preferência, pelo coisa.

Art. 520. O direito de preferência não se pode ceder nem passa aos herdeiros. Subseção IV Da Venda com Reserva de Domínio Art. 521. Na venda de coisa móvel, pode o vendedor reservar para si a propriedade, até que o preço esteja integralmente pago. Art. 522. A cláusula de reserva de domínio será estipulada por escrito e depende de re gistro no domicílio do comprador para valer contra terceiros. Art. 523. Não pode ser objeto de venda com reserva de domínio a coisa insuscetível de caracterização perfeita, para estremá-la de outras congêneres. Na dúvida, decide-se a favo r do terceiro adquirente de boa-fé. Art. 524. A transferência de propriedade ao comprador dá-se no momento em que o preço esteja integralmente pago. Todavia, pelos riscos da coisa responde o comprador, a partir de quando lhe foi entregue. Art. 525. O vendedor somente poderá executar a cláusula de reserva de domínio após const ituir o comprador em mora, mediante protesto do título ou interpelação judicial. Art. 526. Verificada a mora do comprador, poderá o vendedor mover contra ele a com petente ação de cobrança das prestações vencidas e vincendas e o mais que lhe for devido; ou poderá recuperar a posse da coisa vendida. Art. 527. Na segunda hipótese do artigo antecedente, é facultado ao vendedor reter a s prestações pagas até o necessário para cobrir a depreciação da coisa, as despesas feitas e o mais que de direito lhe for devido. O excedente será devolvido ao comprador; e o que faltar lhe será cobrado, tudo na forma da lei processual. Art. 528. Se o vendedor receber o pagamento à vista, ou, posteriormente, mediante financiamento de instituição do mercado de capitais, a esta caberá exercer os direitos e ações decorrentes do contrato, a benefício de qualquer outro. A operação financeira e a respectiva ciência do comprador constarão do registro do contrato. Subseção V Da Venda Sobre Documentos Art. 529. Na venda sobre documentos, a tradição da coisa é substituída pela entrega do s eu título representativo e dos outros documentos exigidos pelo contrato ou, no silên

cio deste, pelos usos. Parágrafo único. Achando-se a documentação em ordem, não pode o comprador recusar o pagame nto, a pretexto de defeito de qualidade ou do estado da coisa vendida, salvo se o defeito já houver sido comprovado. Art. 530. Não havendo estipulação em contrário, o pagamento deve ser efetuado na data e no lugar da entrega dos documentos. Art. 531. Se entre os documentos entregues ao comprador figurar apólice de seguro que cubra os riscos do transporte, correm estes à conta do comprador, salvo se, ao ser concluído o contrato, tivesse o vendedor ciência da perda ou avaria da coisa. Art. 532. Estipulado o pagamento por intermédio de estabelecimento bancário, caberá a este efetuá-lo contra a entrega dos documentos, sem obrigação de verificar a coisa ven dida, pela qual não responde. Parágrafo único. Nesse caso, somente após a recusa do estabelecimento bancário a efetuar o pagamento, poderá o vendedor pretendê-lo, diretamente do comprador. CAPÍTULO II Da Troca ou Permuta Art. 533. Aplicam-se à troca as disposições referentes à compra e venda, com as seguinte s modificações: I - salvo disposição em contrário, cada um dos contratantes pagará por metade as despesa s com o instrumento da troca; II - é anulável a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes, sem c onsentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante. CAPÍTULO III Do Contrato Estimatório Art. 534. Pelo contrato estimatório, o consignante entrega bens móveis ao consignatári o, que fica autorizado a vendê-los, pagando àquele o preço ajustado, salvo se preferir , no prazo estabelecido, restituir-lhe a coisa consignada.

Art. 535. O consignatário não se exonera da obrigação de pagar o preço, se a restituição da c isa, em sua integridade, se tornar impossível, ainda que por fato a ele não imputável. Art. 536. A coisa consignada não pode ser objeto de penhora ou seqüestro pelos credo res do consignatário, enquanto não pago integralmente o preço. Art. 537. O consignante não pode dispor da coisa antes de lhe ser restituída ou de l he ser comunicada a restituição. CAPÍTULO IV Da Doação Seção I Disposições Gerais Art. 538. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transf ere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. Art. 539. O doador pode fixar prazo ao donatário, para declarar se aceita ou não a l iberalidade. Desde que o donatário, ciente do prazo, não faça, dentro dele, a declaração, entender-se-á que aceitou, se a doação não for sujeita a encargo.

Art. 540. A doação feita em contemplação do merecimento do donatário não perde o caráter de l beralidade, como não o perde a doação remuneratória, ou a gravada, no excedente ao valor dos serviços remunerados ou ao encargo imposto. Art. 541. A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular.

Parágrafo único. A doação verbal será válida, se, versando sobre bens móveis e de pequeno val r, se lhe seguir incontinenti a tradição. Art. 542. A doação feita ao nascituro valerá, sendo aceita pelo seu representante lega l. Art. 543. Se o donatário for absolutamente incapaz, dispensa-se a aceitação, desde que se trate de doação pura. Art. 544. A doação de ascendentes a descendentes, ou de um cônjuge a outro, importa ad iantamento do que lhes cabe por herança. Art. 545. A doação em forma de subvenção periódica ao beneficiado extingue-se morrendo o d oador, salvo se este outra coisa dispuser, mas não poderá ultrapassar a vida do dona tário. Art. 546. A doação feita em contemplação de casamento futuro com certa e determinada pes soa, quer pelos nubentes entre si, quer por terceiro a um deles, a ambos, ou aos filhos que, de futuro, houverem um do outro, não pode ser impugnada por falta de aceitação, e só ficará sem efeito se o casamento não se realizar. Art. 547. O doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio, se sobreviver ao donatário. Parágrafo único. Não prevalece cláusula de reversão em favor de terceiro. Art. 548. É nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente p ara a subsistência do doador. Art. 549. Nula é também a doação quanto à parte que exceder à de que o doador, no momento da liberalidade, poderia dispor em testamento. Art. 550. A doação do cônjuge adúltero ao seu cúmplice pode ser anulada pelo outro cônjuge, ou por seus herdeiros necessários, até dois anos depois de dissolvida a sociedade co njugal. Art. 551. Salvo declaração em contrário, a doação em comum a mais de uma pessoa entende-se distribuída entre elas por igual. Parágrafo único. Se os donatários, em tal caso, forem marido e mulher, subsistirá na tot alidade a doação para o cônjuge sobrevivo.

Art. 552. O doador não é obrigado a pagar juros moratórios, nem é sujeito às conseqüências da evicção ou do vício redibitório. Nas doações para casamento com certa e determinada pessoa, o doador ficará sujeito à evicção, salvo convenção em contrário. Art. 553. O donatário é obrigado a cumprir os encargos da doação, caso forem a benefício d o doador, de terceiro, ou do interesse geral.

Parágrafo único. Se desta última espécie for o encargo, o Ministério Público poderá exigir su execução, depois da morte do doador, se este não tiver feito. Art. 554. A doação a entidade futura caducará se, em dois anos, esta não estiver constit

a indenizá-la pelo meio termo do seu valor.se o donatário atentou contra a vida do doador ou cometeu crime de homicídio dol oso contra ele. podendo ministrá-los. 561. quando não possa restituir em espécie as coisas d oadas. 564. 558. se o donatário inc orrer em mora. 557.as oneradas com encargo já cumprido. No caso de homicídio doloso do doador. IV . for o cônjuge.as feitas para determinado casamento. III . a contar de quando chegue ao conhecimento do doador o fato que a autorizar. Art.se o injuriou gravemente ou o caluniou. descendente. Art. Art. excet o se aquele houver perdoado. Não se pode renunciar antecipadamente o direito de revogar a liberalidad e por ingratidão do donatário. 563. e de ter sido o donatário o seu autor. Art. ou irmão do doador. O direito de revogar a doação não se transmite aos herdeiros do doador. II . o doador poderá notificar judic ialmente o donatário. 556. ascendente. Art. A revogação por qualquer desses motivos deverá ser pleiteada dentro de um an o. A doação pode ser revogada por ingratidão do donatário. A doação onerosa pode ser revogada por inexecução do encargo. recusou ao doador os alimentos de que este necessit ava. Seção II Da Revogação da Doação Art. assinando-lhe prazo razoável para que cumpra a obrigação assumida. III . e. continuando-a contra os herdeiros do donatário. 560. A revogação por ingratidão não prejudica os direitos adquiridos por terceiros.se. mas su jeita-o a pagar os posteriores. Não se revogam por ingratidão: I . nem prejudica os do donatário. ainda que adotivo. II . Art. 562. IV . Mas aqueles podem prosseguir na ação iniciada pelo doador.as que se fizerem em cumprimento de obrigação natural. Art. nem obriga o donatário a restituir os frutos percebidos antes da citação válida. nos casos do artigo anter ior. Pode ocorrer também a revogação quando o ofendido. Podem ser revogadas por ingratidão as doações: I . a ação caberá aos seus herdeiros. 555. Art. se este falecer depois de ajuizada a lide. 559. Art. ou por inexecução do encar go. Não havendo prazo para o cumprimento.as doações puramente remuneratórias. CAPÍTULO V Da Locação de Coisas .se cometeu contra ele ofensa física.uída regularmente.

salvas as det eriorações naturais ao uso regular. Se o locatário empregar a coisa em uso diverso do ajustado. que te nham ou pretendam ter direitos sobre a coisa alugada. se deteriorar a coisa alugada. no estado em que a recebeu.a servir-se da coisa alugada para os usos convencionados ou presumidos. IV . 567. 568. sem culpa do locatário . 572. Art. 570. II . 573. Na locação de coisas. III . em estado de servir ao uso a que se destina. segundo o costume do lugar. a multa prevista no contrato. ou do a que se destina. e responderá pelo dano que ela ven ha a sofrer. Se o aluguel arbitrado for manifestamente excessivo. será facultado ao juiz fixá-la em bases razoáveis. notificado o locatário. por tempo de terminado ou não. O locador resguardará o locatário dos embaraços e turbações de terceiros. Art. durante a locação. Parágrafo único. Se.a pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados. e a mantê-la nesse estado. Art. Se. 571. o uso e gozo de coisa não fungível. enquanto a tiver em seu poder. e. 574. ou se ela se danificar por abuso do locatário. 566. e responderá pelos seus vícios . 565. durante o tempo do contrato. Art. ou defeitos. pagará. ou resolver o contrato. A locação por tempo determinado cessa de pleno direito findo o prazo estip ulado. independentemente de notificação ou aviso. Art. Se a obrigação de pagar o aluguel pelo tempo que faltar constituir indeniz ação excessiva. Se. poderá o juiz re . uma das partes se obriga a ceder à outra. findo o prazo. Art. o uso pacífico da coisa.a garantir-lhe. conf orme a natureza dela e as circunstâncias. O locatário é obrigado: I . senão ressarcindo ao locatário as perdas e danos re sultantes. Art. pelo tempo do contrato. anteriores à locação. o aluguel que o locador arbitrar. caso já não sirva a coisa para o fim a que se destinava. nem o locatário devolvê-la ao locador.a levar ao conhecimento do locador as turbações de terceiros. bem como tratá-la com o mesmo cuidado como se sua fosse. presumir-se-á prorrogada a locação pelo mesmo aluguel. 575. em falta de ajuste. proporcionalmente. senão pagando. II . Art. exigir perdas e danos. salvo cláusula expressa em contrário. Parágrafo único.Art. além de r escindir o contrato. O locador é obrigado: I . enquanto não for ressarcido. com suas pertenças. O locatário gozará do direito de retenção. Art. a este caberá pedir redução proporcional do aluguel. mediante certa retribuição.a entregar ao locatário a coisa alugada. antes do vencimento não poderá o locador reaver a coisa alugada. embora proveniente de caso fortuito. sem oposição do locador. mas sem prazo determinado. o locatário continuar na posse da coisa alugada. finda a locação. Havendo prazo estipulado à duração do contrato. Art. que se pretendam fundadas em direito. poderá o locador. 569. não restituir a coisa.a restituir a coisa.

ficarão solidariamente responsáveis para com o comodante. Salvo disposição em contrário. antes de findo o prazo convencional. responderá pelo d ano ocorrido. transfere-se aos seus herdeiros a loc ação por tempo determinado. Os tutores. O comodatário constituído em mora. 583. até restituí-la. Art. suspender o uso e gozo da coisa emprestada.duzi-lo. a coisa empr estada. ainda que se possa atribuir a caso fortuito. não podendo usá-la senão de acordo com o contrato ou a natureza dela. quando imóvel. 585. O mutuário é obrigado a restituir ao m utuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero. Seção II Do Mútuo Art. Art. mas tendo sempre em conta o seu caráter de penalidade. Morrendo o locador ou o locatário. não poderá ele despedir o locatário. O comodatário é obrigado a conservar. qualidade e quantidade. no caso de benfeitorias necessárias. correndo risco o objeto do comodato juntamente com outros do comod atário. 578. 576. Se a coisa for alienada durante a locação. ou no de benfeitorias úteis. O comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis. Art. antepuser este a salvação dos seus abandonando o do comodante. como se sua própria fora. Art. 582. Se o comodato não tiver prazo convencional. o aluguel da coisa que for arbitrado pelo comodante . O mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis. além de por ela r esponder. Art. Perfaz-se com a tr adição do objeto. § 1o O registro a que se refere este artigo será o de Títulos e Documentos do domicílio do locador. sem autorização especial. Art. e ainda no caso em que o locador não esteja obrigado a respeitar o contrato. os bens confiados à sua guarda. presumir-se-lhe-á o necessário p ara o uso concedido. o adquirente não ficará obrigado a respeitar o contrato. não podendo o comodante. CAPÍTULO VI Do Empréstimo Seção I Do Comodato Art. Art. ou força maior. o locatário goza do direito de retenção. e não constar de registro. senão observado o prazo de no venta dias após a notificação. curadores e em geral todos os administradores de bens alhe ios não poderão dar em comodato. Art. reconhecida pelo juiz. pagará. 581. . Se. 584. 579. O comodatário não poderá jamais recobrar do comodante as despesas feitas com o uso e gozo da coisa emprestada. sob pena de responder por perdas e danos. se estas houverem sido feita s com expresso consentimento do locador. Se duas ou mais pessoas forem simultaneamente comodatárias de uma coisa. § 2o Em se tratando de imóvel. ou o que se determine pelo uso outorgado. e será o Registro de Imóveis da respectiva circu nscrição. 577. salvo necessidade imprevista e urgen te. Art. 580. se nele não for consignada a cláusula da sua vigência no caso de alienação. 586. quando a coisa for móvel.

por cuj a conta correm todos os riscos dela desde a tradição. o prazo do mútuo será: I . 593. III . 598. embor a o contrato tenha por causa o pagamento de dívida de quem o presta. Não se tendo estipulado. não pode ser reavido nem do mutuário. IV . Toda a espécie de serviço ou trabalho lícito. 591. se for de dinheiro. pode se r contratada mediante retribuição. se for de qualquer outra coisa f ungível. Art. A retribuição pagar-se-á depois de prestado o serviço.Art. V .se o empréstimo reverteu em benefício do menor. Art. não poderão exceder a taxa a que se refere o art. 590. permitid a a capitalização anual. Art. se antes do vencimento o m utuário sofrer notória mudança em sua situação econômica.de trinta dias. No contrato de prestação de serviço. 594. por convenção. se viu obrigado a contrair o emprést imo para os seus alimentos habituais. 592. que não estiver sujeita às leis trabalhistas ou a lei es pecial. segundo o costume do lugar.se o menor tiver bens ganhos com o seu trabalho. ou paga em prestações. 406. 588. Art. material ou imaterial.do espaço de tempo que declarar o mutuante. estando ausente essa pessoa. II . o instrumento poderá ser assinado a rogo e subscrito por duas test emunhas. CAPÍTULO VII Da Prestação de Serviço Art. O mutuante pode exigir garantia da restituição. como para semeadura. 587. 595. 596. nem de seus fiadores. 589. Cessa a disposição do artigo antecedente: I . Destinando-se o mútuo a fins econômicos. ou se destine . em tal caso. Mas. nem escrever. os qua is.se o menor obteve o empréstimo maliciosamente. nem chegado a acordo as partes.se a pessoa. sem prévia autorização daquele sob cuja guarda e stiver. 597. Não se tendo convencionado expressamente. o ratificar posteriormente. Art. Este empréstimo transfere o domínio da coisa emprestada ao mutuário. A prestação de serviço não se poderá convencionar por mais de quatro anos. Art. o tempo de serviço e sua qualida de. presumem-se devidos juros. reger-se-á pelas disposições deste Capítulo. assim para o consumo. Art. quando qualquer das partes não souber ler . A prestação de serviço.até a próxima colheita. não houver de ser adiantada. III . a execução do credor não lhes poderá ultrapassar as forças. fixar-se-á por ar bitramento a retribuição. se o mútuo for de produtos agrícolas. ou costu me. sob pena de redução. de cuja autorização necessitava o mutuário para contrair o empréstimo. II . Art. se. O mútuo feito a pessoa menor. Art. pelo menos. Art.se o menor.

Findo o contrato. ou do costume do lugar. p or culpa sua. Art. se o salário se tiver ajustado por semana. III . Igual direito lhe cabe. o prestador de serviço tem direito a exigir da outra p arte a declaração de que o contrato está findo. sem justa causa. O prestador de serviço contratado por tempo certo.de véspera. Nem aquele a quem os serviços são prestados. pela rescisão do contrato mediante aviso prévio. pelo ajuste desfe ito. e por metade a que lhe toc aria de então ao termo legal do contrato. entender-se-á que se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com as suas força s e condições. antes de preenchido o temp o. o juiz atribuirá a quem o prestou uma compensação razoável. nem se podendo inferir da natureza do cont rato. Dar-se-á o aviso: I . ainda. ou se tiver havido motivo justo para deixar o serviço. ou mais. sem aprazimento da outra parte. Art. dar substituto que os preste. Parágrafo único. mediante prévio a viso. Art. Art. nem o prestador de serviços. terá direito à retribuição vencida. Não havendo prazo estipulado. houvesse de caber durante dois anos. a seu arbítrio. Termina. ou por obra determina da. quando a proibição da prestação e serviço resultar de lei de ordem pública. II . ainda que não concluída a obra. Art. se for despedi do sem justa causa. 600. . 599. pode resolver o contrato. Art. quando se tenha contratado por menos de sete dias. 608. Se o serviço for prestado por quem não possua título de habilitação. poderá transferir a outrem o di reito aos serviços ajustados. ou qui nzena.com antecipação de quatro dias. Parágrafo único. Não se conta no prazo do contrato o tempo em que o prestador de serviço. pela conclusão da obra. Se se despedir sem justa causa. 607. Parágrafo único. pelo escoamento do prazo. O mesmo dar-se-á. 602. 604. qualquer das partes. ou não satisf aça requisitos outros estabelecidos em lei. motivada por força maior. Não sendo o prestador de serviço contratado para certo e determinado traba lho. não poderá quem os prestou cobrar a retrib uição normalmente correspondente ao trabalho executado. Art. Não se aplica a segunda parte deste artigo. dar-se-á po r findo o contrato. desde que tenha agido com boa-fé. Art.com antecedência de oito dias. Aquele que aliciar pessoas obrigadas em contrato escrito a prestar ser viço a outrem pagará a este a importância que ao prestador de serviço. se o salário se houver fixado por tempo de um mês. deixou de servir. não se pode ausentar. 605. a outra parte s erá obrigada a pagar-lhe por inteiro a retribuição vencida. Mas se deste resultar benefíci o para a outra parte. se despedido por justa causa. mas res ponderá por perdas e danos. 606. Art. por inadimplemento de qualquer das partes ou pela impossibilidade da continuação do contrato. 603. O contrato de prestação de serviço acaba com a morte de qualquer das partes. 601. ou concluída a obra. Neste caso.à execução de certa e determinada obra. Se o prestador de serviço for despedido sem justa causa. decorridos quatro anos. Art. ou despedir.

§ 1o A obrigação de fornecer os materiais não se presume. este perderá a retri buição. No caso da segunda parte do artigo antecedente. Se a obra constar de partes distintas. rejeitá-la. 617. pode quem encomendou a obra. salvo ao prestador opção entre continuá-lo com o adquirente da pro priedade ou com o primitivo contratante. O empreiteiro de uma obra pode contribuir para ela só com seu trabalho o u com ele e os materiais. Mas se estiver. § 1o Tudo o que se pagou presume-se verificado. a contento de quem a encomendou. porém. Salvo estipulação em contrário. Art. em vez de enjeitá-la. a contar da medição. ou o costume do lugar. Art. ou segundo as partes em que se dividir. podendo exigir o pagamento na proporção d a obra executada. 613. CAPÍTULO VIII Da Empreitada Art. Art. 611. Art. 609. como do sol o. 618. o empreiteiro de materiais e execução responderá. se por imperíci a ou negligência os inutilizar. 616. pela solidez e segurança do trabalho. ou for de natureza das que se d eterminam por medida. Art. se este não e stiver em mora de receber. o empreiteiro terá direito a que também se verifique por medid a. correm por sua conta os ris cos até o momento da entrega da obra. Quando o empreiteiro fornece os materiais. Concluída a obra de acordo com o ajuste. em trinta dias. Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis. Art. durante o prazo irredutível de cinco a nos. 612. 610. onde a prestação dos serviços se opera. O empreiteiro é obrigado a pagar os materiais que recebeu. A alienação do prédio agrícola. 619. assim em razão dos materiais. não importa rescisão do contrato. 615. todos os riscos em que não tiver c ulpa correrão por conta do dono.Art. por sua conta correrão os riscos. se o empreiteiro se afastou das instruções r ecebidas e dos planos dados. § 2o O que se mediu presume-se verificado se. Parágrafo único. 610). se a coisa perecer antes de entregue. Sendo a empreitada unicamente de lavor (art. nos cento e oitenta dias seguintes ao aparecimento do vício ou defeito. § 2o O contrato para elaboração de um projeto não implica a obrigação de executá-lo. Art. não f orem denunciados os vícios ou defeitos pelo dono da obra ou por quem estiver incum bido da sua fiscalização. Poderá. sem mora do dono nem culpa do empreiteiro. se não provar que a perda resultou de defeito dos materiais e que em tempo rec lamara contra a sua quantidade ou qualidade. o dono é o brigado a recebê-la. Art. ou de fi calizar-lhe a execução. o empreiteiro que se incumbir de executar um . 614. Decairá do direito assegurado neste artigo o dono da obra que não propu ser a ação contra o empreiteiro. ou das regras técnicas em trabalhos de tal natureza. Se o empreiteiro só forneceu mão-de-obra. Art. resulta da lei ou da vontade d as partes. recebê-la com abatimento no preço.

não podia ignorar o que se estava pa ssando. até que o depositante o reclame. desde que não assuma a direção ou fiscalização daquela. Ainda que não tenha havido autorização escrita. Art.quando. Art. 620. se. 626. para que se lhe assegure a diferença apurada. segundo o que for arbitrado. Não se extingue o contrato de empreitada pela morte de qualquer das part es. ainda que o dono se disponha a arcar com o acréscimo de preço. se concluída a obra. 621. Se ocorrer diminuição no preço do material ou da mão-de-obra superior a um décim o do preço global convencionado. 622. s empre presente à obra. Suspensa a execução da empreitada sem justa causa. se r esultante de atividade negocial ou se o depositário o praticar por profissão. 628. por motivos supervenientes ou razões de ordem técnica. CAPÍTULO IX Do Depósito Seção I Do Depósito Voluntário Art. 623. Parágrafo único. II . salvo se ajustado em consideração às qualidades pessoais do empreiteiro. não terá direito a exigir acréscim o no preço. Art. calculada em função do que ele teria ganho. Pelo contrato de depósito recebe o depositário um objeto móvel. e nunca protestou. Art. 627. Art. desde que p ague ao empreiteiro as despesas e lucros relativos aos serviços já feitos. Art. exceto se houver convenção em contrário. a não ser que. forem desproporcionais ao projeto aprovado.se as modificações exigidas pelo dono da obra. 624. Sem anuência de seu autor. e o dono da obra se opuser ao rea juste do preço inerente ao projeto por ele elaborado. Art. no decorrer dos serviços. mais inde nização razoável. observados os preços. Poderá o empreiteiro suspender a obra: I . ou outras semelhantes. se manifestarem dificuldades imprevisíveis de execução. Se a execução da obra for confiada a terceiros. ressalvada s mpre a unidade estética da obra projetada. de modo que torne a empreitada excessivamente onerosa. por seu vulto e natureza. para guardar . resultantes de causas geológicas ou hídricas. ou por motivo de força maior. a pedido do dono da obra. . O contrato de depósito é gratuito. ainda que a execução seja confiada a terceiros. o dono da obra é obrigado a pagar ao empreiteiro os aumentos e acréscimos. III . 618 e seu parágrafo único. pode o dono da obra suspendê-la. 625. por continuadas visitas.a obra. a responsabilidade do auto r do projeto respectivo. segundo plano aceito por quem a encomendou. Mesmo após iniciada a construção. A proibição deste artigo não abrange alterações de pouca monta. Art. responde o empreiteiro por perdas e danos. fique comprovada a i nconveniência ou a excessiva onerosidade de execução do projeto em sua forma originária. não pode o proprietário da obra introduzir modifi cações no projeto por ele aprovado. Parágrafo único. poderá este ser revisto. ainda que sejam introduzidas modificações no projeto. a não ser que estas re sultem de instruções escritas do dono da obra.por culpa do dono. ficará limi tada aos danos resultantes de defeitos previstos no art.

salvo se tiver o direito de retenção a que se refere o art. por motivo plausível. 635. será determinada pelos usos do lugar. e o deposi tário tiver sido cientificado deste fato pelo depositante. Art. mas. Salvo disposição em contrário. No caso do artigo antecedente. não poderá o depositário furta r-se à restituição do depósito. 642. Sob pena de responder por perdas e danos. e. requerer depósito judicial da cois a. a restituição da coisa deve dar-se no lugar em qu e tiver de ser guardada. a pessoa que lhe assumir a administr ação dos bens diligenciará imediatamente restituir a coisa depositada e. não a possa guardar. ou lacrado. sem lice nça expressa do depositante. Art. Art. e cederlhe as ações que no caso tiver contra o terceiro responsável pela restituição da primeira. o depositário. Ainda que o contrato fixe prazo à restituição. e a restituir ao comprador o preço receb ido. 6 44. 640. não querendo ou não podendo o depositante recebê-la. bem como a restituí-la. As despesas de restituição correm por conta do depositante. Art. não poderá ele exonerar-se restituindo a coisa a este. Se o depósito for oneroso e a retribuição do depositário não constar de lei. nesse mes mo estado se manterá. Sendo dois ou mais depositantes. a cada um só entrega rá o depositário a respectiva parte. Art. e divisível a coisa. salvo se houver entre eles solidariedade. para que lhe val ha a escusa. Art. 630. quando o exija o depositante. 637. Se o depositário. ou se houver motivo razoável de suspeitar que a coisa foi dolosame nte obtida. Ao depositário será facultado. notificad a ao depositário. quando. 641. Art. o depositário entregará o depósito logo que se lhe exija. Art. O depositário é obrigado a ter na guarda e conservação da coisa depositada o c uidado e diligência que costuma com o que lhe pertence. é obriga do a assistir o depositante na reivindicação. Art. 633. será responsável se agiu com culpa na escolha deste. O depositário não responde pelos casos de força maior. 633 e 634. 636. nem resultar de ajuste. 629. na falta destes. 632. selado. se sobre ele pender execução. outrossim. Art. 634. e o depositante não queira recebêla. Parágrafo único. última parte. nem a dar em depósito a outrem. devidamente autorizado. que por força maior houver perdido a coisa depositada e rec ebido outra em seu lugar. sem consentimento daquele. O depositário. Se a coisa houver sido depositada no interesse de terceiro. Art. Art. é obrigado a entregar a segunda ao depositante. ou opondo c ompensação. Se o depósito se entregou fechado. expondo o fund amento da suspeita. 639.Parágrafo único. com todos os frutos e acrescidos. . alegando não pertencer a coisa ao depositante. servir-se da coisa depositada. Se o depositário se tornar incapaz. colado. confiar a coisa em depósito a terceiro. Art. requererá que se recolha o objeto ao Depósito Público. O herdeiro do depositário. se o objeto for judicialmente embargado. terá de prová-los. não poderá o depositário. 638. Art. que de boa-fé vendeu a coisa depositada. exceto se noutro depósito se fundar. 631. por arbitramento. Salvo os casos previstos nos arts. recolhê-la-á ao Depósito Público ou promoverá nomeação tro depositário.

As disposições deste artigo aplicam-se aos depósitos previstos no inciso II do artigo antecedente. CAPÍTULO X Do Mandato Seção I Disposições Gerais . Na hipótese do art. É depósito necessário: I . Art. Parágrafo único. nos casos do artigo antecedente. a remu neração pelo depósito está incluída no preço da hospedagem. O depósito de coisas fungíveis. 644. o n aufrágio ou o saque. Aos depósitos previstos no artigo antecedente é equiparado o das bagagens dos viajantes ou hóspedes nas hospedarias onde estiverem. o depositário poderá exigir caução idônea do depositante ou. pelas concernentes ao depósito voluntário. pro vando imediatamente esses prejuízos ou essas despesas. Se essas dívidas. e ressarcir os prejuízos. O depósito a que se refere o inciso I do artigo antecedente. 650. Os hospedeiros responderão como depositários.o que se faz em desempenho de obrigação legal. Art. 643. Seja o depósito voluntário ou necessário. 649. em que o depositário se obrigue a restituir objetos do mesmo gênero. II . Seção II Do Depósito Necessário Art. 652. se provarem que os fatos prejudiciais aos viajantes ou hóspedes não podiam ter sido evitados. Art. despesas ou prejuízos não forem provados suficientement e. ou dos prejuízos a que se refere o artigo anterior. Art. a remoção da coisa para o Depósito Público. Art. o líquido valor das despesas. até que se liquidem. 651. Cessa. 646. podendo estes certificarem-se por qualquer meio de pro va. Art. Art. na falta desta. 649. Parágrafo único. assim como pelos furtos e roubos que perpetrarem as pessoas empregadas ou admitidas nos seus estabelecime ntos. O depósito voluntário provar-se-á por escrito. a responsabilidade dos hospede iros. regular-se-á pelo disposto acerca d o mútuo. 648. qualidade e quantidade.o que se efetua por ocasião de alguma calamidade. O depositário poderá reter o depósito até que se lhe pague a retribuição devida.Art. e os prejuízos que do depósito provierem. como o incêndio. reger-se-á pe la disposição da respectiva lei. a inundação. O depositante é obrigado a pagar ao depositário as despesas feitas com a c oisa. O depósito necessário não se presume gratuito. Parágrafo único. o depositário que não o restituir quan do exigido será compelido a fazê-lo mediante prisão não excedente a um ano. no silêncio ou deficiência dela. ou forem ilíquidos. e. 645. 647. Art.

662. Sempre que o mandatário estipular negócios expressamente em nome do mandan te. quanto baste para pagamento de tudo que lhe for devido em conseqüência do manda to. a data e o objetivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes conferidos. ou o tenha sem poderes su ficientes. será este o único responsável. 664. 660. Os atos praticados por quem não tenha mandato. o u. 665. ou g eral a todos os do mandante. Se o mandato for oneroso. o mandatário pessoalmente obrigado. depende a procuração de poderes especiais e expressos. e retroagi rá à data do ato. ou praticar outros quaisquer atos que exo rbitem da administração ordinária. § 2o O poder de transigir não importa o de firmar compromisso. exceto se o seu objeto corresponder ao daqueles que o mandatário trata por ofício o u profissão lucrativa. ainda que o negócio seja de conta do mandante. § 2o O terceiro com quem o mandatário tratar poderá exigir que a procuração traga a firma reconhecida. porém. . ou proceder contra eles. caberá ao mandatário a retribuição prevista em le i ou no contrato. e resulta do começo de execução. O mandato em termos gerais só confere poderes de administração. Art. § 1o Para alienar. 655. Art. ou resultar de ato inequívoco. do objeto da operação que lhe foi comet ida. será considerado mero gestor de negócios. Sendo estes omissos. Art. Art. Ainda quando se outorgue mandato por instrumento público. Art. transigir. 661. Art. Art. são ineficazes em relação àquele em cujo nome foram praticados. 653. será ela determinada pelos usos do lugar. Art. O mandato pode ser especial a um ou mais negócios determinadamente. ficará. 657. pode substabel ecer-se mediante instrumento particular. Art. que valerá desde que tenha a assinatura do outorgante. 663. a qua lificação do outorgante e do outorgado. A ratificação há de ser expressa. verbal ou escrito. Todas as pessoas capazes são aptas para dar procuração mediante instrumento particular. O mandatário que exceder os poderes do mandato. Art. O mandatário tem o direito de reter. A procuração é o instrumento do mandato. A aceitação do mandato pode ser tácita. por arbitramento. praticar atos ou administrar interesses. em seu n ome. § 1o O instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde foi passado. 656. Art. na falta destes. Art. se agi r no seu próprio nome. Parágrafo único. O mandato pode ser expresso ou tácito. O mandato presume-se gratuito quando não houver sido estipulada retribuição. enquanto o mandante lhe não ratificar os at os.Art. Parágrafo único. salvo se este os ratificar. 654. Não se admite mandato verbal quando o ato deva ser celebrado por escri to. 659. A outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser praticado. 658. hipotecar. Opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para.

O mandante é obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo mandatári o. Art. salvo havendo ratificação. 670. aplicáveis às obrigações contraídas por menores. 673. com ele cel ebrar negócio jurídico exorbitante do mandato. comprar. Pelas somas que devia entregar ao mandante ou recebeu para despesa. § 4o Sendo omissa a procuração quanto ao substabelecimento. Seção III Das Obrigações do Mandante Art. O terceiro que. § 2o Havendo poderes de substabelecer. os atos praticados pelo substa belecido não obrigam o mandante. § 1o Se. O mandatário é obrigado a dar contas de sua gerência ao mandante. o procurador será responsável se o substabelecido proceder culposamente. 668. qualque r deles poderá exercer os poderes outorgados. 671. Se os mandatários forem declarados conjuntos. 674. Embora ciente da morte. O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do ma ndato. tendo fundos ou crédito do mandante. O mandatário não pode compensar os prejuízos a que deu causa com os proveito s que. depois de conhecer os poderes do mandatário. Art. 669. se houver perigo na demora. transferin do-lhe as vantagens provenientes do mandato. e adiantar a importância das despesas nec . nem especificamente designados para atos diferentes. em nome própr io. e a indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua ou daquele a quem sub stabelecer. por outro lado. interdição ou mudança de estado do mandante. Art.Art. não terá eficácia o ato praticado sem interferência de todos. deve o mandatário concluir o negócio já começado. que retroagirá à data do ato. Sendo dois ou mais os mandatários nomeados no mesmo instrumento. se não forem expressamente declarados conjuntos. não obstante proibição do mandante. sem autorização. responderá ao seu constituinte pelos prejuízos ocorridos sob a gerência do sub stituto. Art. não tem ação contra o mandatário. tenha granjeado ao seu constituinte. por qualquer título que seja. 675. Art. terá este ação para obrigá-lo à entrega da coisa comprada. algo que devera comprar para o mandante. por ter sido expressamente designad o no mandato. ma s empregou em proveito seu. ou subordinados a atos sucessivos. pagará o mandatário juros. mas o mandante não tem ação contra ele senão de conformidade com as regras gerais . 667. salvo ratificação expressa. só serão imputáveis ao mandatário os danos causados pelo substabelecido. Se o mandatário. poderes que devia exercer pessoalmente. salvo provando que o caso teria s obrevindo. O maior de dezesseis e menor de dezoito anos não emancipado pode ser man datário. salvo se es te lhe prometeu ratificação do mandante ou se responsabilizou pessoalmente. o mandatário se fizer substituir na execução do andato. Art. que retroagirá à data do ato. § 3o Se a proibição de substabelecer constar da procuração. embora provenientes de caso fortuito. Art. se tiver agido com culpa na escolha deste ou nas instruções da das a ele. 666. desde o momento em que abusou . 672. na conformidade do mandato conferido. ainda que não tivesse havido substabelecimento. Seção II Das Obrigações do Mandatário Art.

As somas adiantadas pelo mandatário. ficando o mandatário disp ensado de prestar contas. notificada somente ao mandatário. cada uma ficará solidariamente responsável ao mandatário por todos os compromissos e efeitos do mandato. quando o mandatário lho pedir. pagará perdas e danos. ou tiver sido estipulada no exclusivo interesse do mandatário. Art. Quando o mandato contiver a cláusula de irrevogabilidade e o mandante o revogar. aos quais se ache vinculado. a sua revogação não terá ef icácia. Art. obedecidas as formalidades legais. para o mesmo negóc . 680. III . contra os outros mandantes. 683. ou o mandatário para os exercer. Art. Art. para a execução do mandato. e para negócio comu m. 684. Seção IV Da Extinção do Mandato Art. II . e podendo transferir para si os bens móveis ou imóveis obj eto do mandato. Quando a cláusula de irrevogabilidade for condição de um negócio bilateral. Art. salvo tendo o mandatário culpa. Art. 678. pelas quantias que pagar. Cessa o mandato: I . a revogação do mandato se rá ineficaz. vencem juro s desde a data do desembolso. mas ficam salvas ao const ituinte as ações que no caso lhe possam caber contra o procurador.essárias à execução dele. Ainda que o mandatário contrarie as instruções do mandante. se não exceder os limites do mandato.pelo término do prazo ou pela conclusão do negócio. O mandatário tem sobre a coisa de que tenha a posse em virtude do mandat o. 682. nem se extinguirá pela morte de qualquer das partes. direito de retenção. Art. Art. até se reembolsar do que no desempenho do encargo despendeu. É irrevogável o mandato que contenha poderes de cumprimento ou confirmação de negócios encetados. É igualmente obrigado o mandante a ressarcir ao mandatário as perdas que e ste sofrer com a execução do mandato. ainda que o negócio não surta o esperado efeito. não se pode opor aos terceiros que. Art. IV . ficará o mandante obrigado para com aqueles com quem o seu pro curador contratou. salvo direito regressivo. 681. Parágrafo único. 676.pela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes. mas terá contra este ação pelas perdas e danos resultantes da inobs ervância das instruções. Art.pela morte ou interdição de uma das partes. A revogação do mandato. sempre que não resultem de culpa sua ou de exces so de poderes. Se o mandato for outorgado por duas ou mais pessoas. Conferido o mandato com a cláusula "em causa própria". 687. 677. 679. 685.pela revogação ou pela renúncia. Art. ignorando-a. É obrigado o mandante a pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despes as da execução do mandato. de boa-fé com ele trataram. 686. Tanto que for comunicada ao mandatário a nomeação de outro.

às estabelecidas neste Código. que. não podendo pedi-las a tempo. nem este contra elas. Art. 690. considerar-se-á revogado o mandato anterior. à conta do comitente. e ainda no caso em que. por qualquer prejuízo que. como as ci rcunstâncias exigirem. CAPÍTULO XI Da Comissão Art. ou pela falta de tempo. supletivamente. salvo se este provar que não podia continua r no mandato sem prejuízo considerável. Art. o comissário tem direito a remuneração mais ele vada. pendente o negócio a ele cometido. Art. não só para evitar qualquer prejuízo ao comitente. co nstantes da legislação processual. A renúncia do mandato será comunicada ao mandante. os atos com estes ajusta dos em nome do mandante pelo mandatário. e. Se do contrato de comissão constar a cláusula del credere. 689. os herdeiros. O comissário fica diretamente obrigado para com as pessoas com quem cont ratar. Art. a fim de prover à substituição do pr ocurador. 696. responderá o comi ssário solidariamente com as pessoas com que houver tratado em nome do comitente. regulando-se os seus serviços dentro desse limite. será indenizado pelo mandatário. exce to em caso de culpa e no do artigo seguinte. e que não lhe era dado substabelecer. Art. 695. O contrato de comissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens pelo co missário. não admitindo demora a rea lização do negócio. 699. salvo se o comissário ceder seus direitos a qualquer das partes. Art. por qualquer outra causa. em seu próprio nome. devem limitar-se às medidas conservatórias. Parágrafo único. O mandato judicial fica subordinado às normas que lhe dizem respeito. enquanto este ignorar a morte daquele ou a extinção do mandato. caso em que. 692. a respeito dos contratantes de boa-fé. por ação ou omissão. para compensar o ônus assumido.io. Responderá o comissário. tendo ciência do mandato. Se falecer o mandatário. ou continuar os negócios pendentes que se não possam demorar sem peri go. o comissário agiu de acordo com os usos. avisarão o mandante. 697. se for prejudicado pela sua inoportunidade. No desempenho das suas incumbências o comissário é obrigado a agir com cuida do e diligência. Seção V Do Mandato Judicial Art. salvo motivo de força maior. Os herdeiros. mas ainda para lhe p roporcionar o lucro que razoavelmente se podia esperar do negócio. Art. Art. salvo estipulação em contrário. O comissário não responde pela insolvência das pessoas com quem tratar. Parágrafo único. pelas mesmas normas a que o s do mandatário estão sujeitos. Ter-se-ão por justificados os atos do comissário. 694. no caso do artigo antecedente. Art. 693. São válidos. 691. O comissário é obrigado a agir de conformidade com as ordens e instruções do c omitente. devendo. ocasionar ao comitente. e providenciarão a bem dele. 688. 698. Presume-se o comissário autorizado a conceder dilação do prazo para pagament . proceder segundo os usos em casos semelhantes. sem que estas tenham ação contra o comitente. se deles houver resul tado vantagem para o comitente. Art. na falta destas.

O comitente e o comissário são obrigados a pagar juros um ao outro. atendo-se às instruções recebidas do proponente. poderá o comitente exigir que o comi ssário pague incontinenti ou responda pelas conseqüências da dilação concedida. a rea lização de certos negócios. 712. Art. em caráter não eventual e sem vín culos de dependência. quando. 709. 701. terá direito a ser remunera do pelos trabalhos prestados. caracterizando-se a distribuição quando o agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada. O crédito do comissário. CAPÍTULO XII Da Agência e Distribuição Art. No caso de morte do comissário. Salvo estipulação diversa. entendendo-se por elas regidos também os negócios penden tes.o. Para reembolso das despesas feitas. Art. Art. nem pode o agente assumir o enca rgo de nela tratar de negócios do mesmo gênero. no que couber. à conta de outra. na conformidade dos usos do lugar onde se realizar o negócio. goza de pri vilégio geral. 704. Se houver instruções do comitente proibindo prorrogação de prazos para pagamen to. pode o comitente. Pelo contrato de agência. em zona determinada. alterar a s instruções dadas ao comissário. O agente. Art. ressalvado a este o direito de e xigir daquele os prejuízos sofridos. bem como a ser ressarcido pelas perdas e danos res ultantes de sua dispensa. o prim eiro pelo que o comissário houver adiantado para cumprimento de suas ordens. a qualquer tempo. 703. São aplicáveis à comissão. 708. Art. será devida pelo comitente uma remuneração proporcional aos tra balhos realizados. Art. mais de um agente. ou. será ela arbitrada segundo os usos correntes no lugar. terá o comissário direito a ser remu nerado pelos serviços úteis prestados ao comitente. 705. Art. as regras sobre mandato. todas as despesas com a agência ou distribuição corre . Art. Ainda que tenha dado motivo à dispensa. não p uder concluir o negócio. com idêntica incumbência. no desempenho que lhe foi cometido. no caso de falência ou insolvência do comitente. procedendo -se de igual modo se o comissário não der ciência ao comitente dos prazos concedidos e de quem é seu beneficiário. Não estipulada a remuneração devida ao comissário. ou se esta não for conforme os usos locais. bem como para recebimento das comi ssões devidas. Art. Art. Salvo disposição em contrário. 706. à conta de outros proponentes. se não houver instr uções diversas do comitente. a obrigação de promover. relativo a comissões e despesas feitas. Salvo ajuste. O proponente pode conferir poderes ao agente para que este o repres ente na conclusão dos contratos. Art. 713. mediante retribuição. e o s egundo pela mora na entrega dos fundos que pertencerem ao comitente. 711. deve agir com toda diligên cia. 700. o proponente não pode constituir. por motivo de força maior. ao mesmo tempo. na mesma zona. 702. Parágrafo único. uma pessoa assume. Art. tem o comissário direito de retenção sobre os bens e valores em seu poder em virtude da comissão. 710. Art. 707. Se o comissário for despedido sem justa causa.

no que couber. mediante aviso prévio de noventa dias. de 2010 ) Parágrafo único. qualquer das partes poderá re solvê-lo. se não estiver fixada em lei. inclusive sobre os negócios pendentes. de 2010 ) Art. uma pessoa. O agente ou distribuidor tem direito à indenização se o proponente. ( Redação dada pela Lei nº 12. Se o contrato for por tempo indeterminado. 719. 725. Se a dispensa se der sem culpa do agente. e a pre star ao cliente. Art. 722. ( Incluído pela Lei nº 12. conforme as instruções recebidas. espontaneamente. será arbitrada segundo a natureza do negócio e os usos locais. 715. terá ele direito à remuneração até então devida.m a cargo do agente ou distribuidor. Pelo contrato de corretagem. não ligada a outra em virtude d e mandato. cabendo esse direito aos he rdeiros no caso de morte. desde que transcorrido prazo compatív el com a natureza e o vulto do investimento exigido do agente. das alterações de valores e de outros fatores que possam influir nos resultados da incumbência. Se o agente não puder continuar o trabalho por motivo de força maior. A remuneração é devida ao corretor uma vez que tenha conseguido o resultado previsto no contrato de mediação. cessar o atendimento das propostas ou reduzi-lo tanto que se torna anti econômica a continuação do contrato. terá o agente direito a ser remune rado pelos serviços úteis prestados ao proponente. Art. todas as informações sobre o andamento do negócio. Art. 723. A remuneração do corretor. 714. nem ajustada entre as partes. 717. o corretor prestará ao cli ente todos os esclarecimentos acerca da segurança ou do risco do negócio. além das indenizações previstas em lei e special. obriga-se a obte r para a segunda um ou mais negócios. O corretor é obrigado a executar a mediação com diligência e prudência. Art. No caso de divergência entre as partes. o juiz decidirá da razoabilidad e do prazo e do valor devido. for ajustada a corretagem com excl usividade. Sob pena de responder por perdas e danos. ou ainda que este não se efetive em virtude de arrep endimento das partes. sem embargo de haver este perdas e danos pelos prejuízos sofridos. Art. Art. Ainda que dispensado por justa causa. sem just a causa. Art.236. 721. Art. Salvo ajuste. 726. terá o corretor direito à remuneração integral. 724. Art. nenhuma remune ração será devida ao corretor. Parágrafo único. ainda que realizado o negócio s .236. Iniciado e concluído o negócio diretamente entre as partes. as regras c oncernentes ao mandato e à comissão e as constantes de lei especial. por escrito. de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência. 718. A remuneração será devida ao agente também quando o negócio deixar de ser realiz ado por fato imputável ao proponente. 720. Art. 716. ainda que sem a sua interferência. Aplicam-se ao contrato de agência e distribuição. CAPÍTULO XIII Da Corretagem Art. mas se. terá d ireito à remuneração correspondente aos serviços realizados. o agente ou distribuidor terá direito à remuneração corresponden te aos negócios concluídos dentro de sua zona. Art.

Art. resultante do atraso ou da interrupção da viagem. § 2o Se houver substituição de algum dos transportadores no decorrer do percurso. a remun eração será paga a todos em partes iguais. 729. por não haver prazo determinado. Art. sob pena . desd e que não contrariem as disposições deste Código. como fruto da sua mediação. os preceitos constantes da legislação espe cial e de tratados e convenções internacionais. permissão ou concessão. o transportador auferir vantagens indiretas. O transportador está sujeito aos horários e itinerários previstos. salvo se comprovada sua inércia ou ociosidade. Se o negócio se concluir com a intermediação de mais de um corretor. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com o pass ageiro não é elidida por culpa de terceiro. O transporte exercido em virtude de autorização. Seção II Do Transporte de Pessoas Art. salvo ajuste em contrário. Parágrafo único. de um lugar para outro. contra o qual tem ação regressiva. Nos contratos de transporte cumulativo. 735. sem pr ejuízo do disposto neste Código. Não se considera gratuito o transporte quando. cada transportador se obriga a cumprir o contrato relativamente ao respectivo percurso. e o negócio se realizar posteriormente. 736. pessoas ou coisas. respondendo pelos dano s nele causados a pessoas e coisas. 730. a transp ortar. será determinado em razão d a totalidade do percurso. Art. por amizade ou cortesia. a re sponsabilidade solidária estender-se-á ao substituto. 728. Não se subordina às normas do contrato de transporte o feito gratuitamente . § 1o O dano. CAPÍTULO XIV Do Transporte Seção I Disposições Gerais Art. Aos contratos de transporte. Pelo contrato de transporte alguém se obriga. igual solução se adotará se o negócio se realizar após a decorrência do prazo ontratual. O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens. quando couber. Art. Art. 731. são aplicáveis. 734. salvo motivo de força maior. Parágrafo único. mas por efeito dos trabalhos do corretor. Os preceitos sobre corretagem constantes deste Código não excluem a aplicação de outras normas da legislação especial. embora feito sem remun eração. Art. Art. em geral. 732. o dono do negócio dispensar o correto r. Art. a corretagem lh e será devida. mediante retribuição. sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidade. 737. Se. Art. É lícito ao transportador exigir a declaração do valor da bagagem a fim de fixar o limite da indenização. regese pelas normas regulamentares e pelo que for estabelecido naqueles atos.em a sua mediação. 727. 733.

entregue ao transportador. 740. mesmo depois de iniciada a vi agem. Art. Parágrafo único. O transportador. deve estar caracterizada pela sua natureza. ainda que em conseqüência de evento imprevisível. devendo o destinatário ser indicado ao menos pelo nome e endereço. 745. Ao receber a coisa. danifiquem o veículo. Seção III Do Transporte de Coisas Art. desde que f eita a comunicação ao transportador em tempo de ser renegociada. § 2o Não terá direito ao reembolso do valor da passagem o usuário que deixar de embarcar . a contar daquele . 739. Art. 742. sendo-lhe devida a restituição do valor correspondente ao trecho não utilizado. fica ele obrigado a conclui r o transporte contratado em outro veículo da mesma categoria. Em caso de informação inexata ou falsa descrição no documento a que se refere o artigo antecedente. a relação discriminada das coisas a serem transportadas. valor. 738. à sua custa. salvo motivo de força maior. O passageiro tem direito a rescindir o contrato de transporte antes de iniciada a viagem. sendo-lhe devida a restituição do valor da passagem. deve ndo a ação respectiva ser ajuizada no prazo de cento e vinte dias. A coisa. O transportador poderá exigir que o remetente lhe entregue. Art. por ele devidamente autenticada. 744. por modalidade diferente. Art. o transportador emitirá conhecimento com a menção dos da dos que a identifiquem. ficará fazendo parte integrante do conhecimento. constantes no bilhete ou afixadas à vista dos usuários. A pessoa transportada deve sujeitar-se às normas estabelecidas pelo tran sportador. § 1o Ao passageiro é facultado desistir do transporte. Art. tem direito de retenção s obre a bagagem de passageiro e outros objetos pessoais deste. ou. Interrompendo-se a viagem por qualquer motivo alheio à vontade do transp ortador. O transportador não pode recusar passageiros. abstendo-se de qu aisquer atos que causem incômodo ou prejuízo aos passageiros. Parágrafo único. salvo os casos previstos n os regulamentos. 741. § 3o Nas hipóteses previstas neste artigo. uma vez executado o transporte. ou se as condições de higiene ou de saúde do interessado o justificar em. em duas vias. salvo se provado que outra pessoa foi transportada em seu lugar. para garantir-se d o pagamento do valor da passagem que não tiver sido feito no início ou durante o per curso. e o mais que for necessário para que não se conf unda com outras. 743. Art. obedecido o disposto em lei especial. na edida em que a vítima houver concorrido para a ocorrência do dano. o juiz reduzirá eqüitativamente a indenização. devidamen te assinada. Art. durante a espera de novo transporte. o transportador terá direito de reter até cin co por cento da importância a ser restituída ao passageiro. será o transportador indenizado pelo prejuízo que sofrer. correndo também por sua conta as despesas de estada e alimentação do usuário. desde que provado que outra pessoa haja sido transportada em seu lugar. uma das quais. a título de multa compensa tória. Se o prejuízo sofrido pela pessoa transportada for atribuível à transgres são de normas e instruções regulamentares. caso em que l he será restituído o valor do bilhete não utilizado.de responder por perdas e danos. peso e quantidade. com a anuência do passageiro. ou dificultem ou impeçam a execução normal do serviço.

ato. Poderá o transportador recusar a coisa cuja embalagem seja inadequada. 749. 753. ou depositada em juízo. 754. Art. Até a entrega da coisa. no que couber. Art. mais as perdas e danos que houver. o transportador deve informar o remetente da efetivação do depós ito ou da venda. sem motivo imputável ao transportador e sem manifestação do remetente. § 2o Se o impedimento for responsabilidade do transportador. A responsabilidade do transportador. se assim não foi convencionado. 746. O transportador deverá obrigatoriamente recusar a coisa cujo transporte ou comercialização não sejam permitidos. Parágrafo único. rege-se. o transport ador solicitará. dependendo também de ajuste a entrega a domicílio. ou danificar o veículo e outros bens. 751. As mercadorias devem ser entregues ao destinatário. recebem a coisa. 748. e zelará pela coisa. 752. 750. Art. pode o remetente desistir do transporte e pedi-l a de volta. limitada ao valor constante do co nhecimento. Art. por cujo pe recimento ou deterioração responderá. b em como a que possa pôr em risco a saúde das pessoas. e devem constar do conhecimento de embarque as cláusulas de aviso ou de entrega a domicílio. tomando todas as caute las necessárias para mantê-la em bom estado e entregá-la no prazo ajustado ou previsto . Se o transporte não puder ser feito ou sofrer longa interrupção. sendo-lhe devida. salvo força maior. depositando o valor. devendo aquele que as receber conferi-las e apresenta r as reclamações que tiver. O transportador conduzirá a coisa ao seu destino. Art. a qual poderá ser contratualmente ajustada ou se conformará aos usos adotad os em cada sistema de transporte. este poderá depositar a coisa. Art. 747. em virtud e de contrato de transporte. § 4o Se o transportador mantiver a coisa depositada em seus próprios armazéns. ou que venha desacompanhada dos documentos ex igidos por lei ou regulamento. depositada ou guardada nos armazéns do transportador. incontinenti. poderá aquele depositar a coisa em juízo. mas só poderá vendê-la se perecível. ou os usos locais. § 1o Perdurando o impedimento. Art. Art. por sua conta e risco. ou seus prepostos. Desembarcadas as mercadorias. . ou ordenar seja entregue a outro destinatário. § 3o Em ambos os casos. porém. continu ará a responder pela sua guarda e conservação. sob pena de decadência dos direitos. No caso de perda parcial ou de avaria não perceptível à primeira vista. em ambos os ca sos. ou vendê-la. ou a quem apresentar o conhecimento endossado. uma remuneração pela custódia. pagando. term ina quando é entregue ao destinatário. se aquele não for encontr ado. Art. o destinatário conserva a sua ação contra o transportador. obedecidos os pre ceitos legais e regulamentares. o transportador não é obrigado a dar aviso a o destinatário. começa no momento em que ele. pelas disposições relativas a d epósito. A coisa. instruções ao remetente. desde que denuncie o dano em dez dias a contar da entrega. sob pena de decadência. os acréscimos de despesa decorrentes da contra-ordem.

O contrato de seguro prova-se com a exibição da apólice ou do bilhete do seg uro. No seguro de pessoas. por inteiro. para todos os seus efeitos. 760. de modo que o ressarcimento recaia. c ontra riscos predeterminados. o transportador deve de positar a mercadoria em juízo. perderá o direito à garantia. por documento comprobatório do pagamento do respectivo prêmi o. Art. o nome do segurado e o do beneficiári o. A emissão da apólice deverá ser precedida de proposta escrita com a declaração d os elementos essenciais do interesse a ser garantido e do risco. a mais estrita boa-fé e veracidade. No caso de transporte cumulativo. ressalvada a apuração final da responsabilidade entre eles. Art. 756. Art. tanto a respeito do objeto como das circunstâncias e declarações a ele concernentes. o transportador deverá vendê-la. e. Havendo dúvida acerca de quem seja o destinatário. Somente pode ser parte. 762. além de ficar obrigado ao prêmio vencido. Art. 764. 765. todos os transportadores respondem s olidariamente pelo dano causado perante o remetente. Art. Se a inexatidão ou omissão nas declarações não resultar de má-fé do segurado egurador terá direito a resolver o contrato. A apólice ou o bilhete de seguro serão nominativos. o fato de se não ter verificado o risco. Art. o início e o fim de sua validade. relativo a pessoa ou a coisa. e. Art. como segurador. ou de representante de um ou de outro. e mencionarão os riscos assumidos. se a demora puder ocasionar a deterioração da coisa. na falta deles. o segurador se obriga. a apólice ou o bilhete não podem ser ao portador. Parágrafo único. em previ são do qual se faz o seguro. no contrato de seguro. quando for o caso. à ordem ou ao portador. Pelo contrato de seguro. do beneficiário. ou proporcionalmente. 766. 761. CAPÍTULO XV DO SEGURO Seção I Disposições Gerais Art. ou a cobrar. a d iferença do prêmio. por si ou por seu representante. 758. deposi tando o saldo em juízo. Não terá direito a indenização o segurado que estiver em mora no pagamento do prêmio.Art. mesmo após o sinistro. Quando o risco for assumido em co-seguro. 757. Art. mediante o pagamento d o prêmio. se ocorrer o sinistro antes de sua purgação. 763. a garantir interesse legítimo do segurado. . a apólice indicará o segurador q ue administrará o contrato e representará os demais. Nulo será o contrato para garantia de risco proveniente de ato doloso do segurado. fizer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta ou na taxa do prêm io. O segurado e o segurador são obrigados a guardar na conclusão e na execução do contrato. Parágrafo único. Art. Se o segurado. Art. não exime o segurado de pagar o prêmio. naquele ou naqueles em cujo percurso houver ocorrido o dano. enti dade para tal fim legalmente autorizada. Salvo disposição especial. 755. o limite da gar antia e o prêmio devido. Parágrafo único. 759. se não lhe for possível obter instruções do remetente.

sabe estar passado o risco de q ue o segurado se pretende cobrir. o segurado poderá exigir a revisão do prêmio. não poderá operar mais de uma vez. por descumprimento das normas de conclu são do contrato. 779. mediante expressa cláusula c ontratual. se a redução do risco for considerável. logo que o saiba. O risco do seguro compreenderá todos os prejuízos resultantes ou conseqüente s. A mora do segurador em pagar o sinistro obriga à atualização monetária da inde nização devida segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. a diminuição do risco no curso do contrato não acar reta a redução do prêmio estipulado. o segurador pode opor ao segurado quaisquer defesas que tenha contra o estipulante. 769. ou salvar a coisa. Seção II Do Seguro de Dano Art. logo que saiba. Os agentes autorizados do segurador presumem-se seus representantes pa ra todos os atos relativos aos contratos que agenciarem. o segurado participará o sinistro ao segurador. O segurador é obrigado a pagar em dinheiro o prejuízo resultante do risco assumido. 771. a garantia prometida não pode ultrapassar o valor d o interesse segurado no momento da conclusão do contrato. Art. sob pena do disposto no art. ao tempo do contrato. não obstante. e tomará as providências imediatas para minorar-lhe as conseqüências. 777. ou a resolução do contrato. aos seguros re gidos por leis próprias. Art. 775. Art. No seguro à conta de outrem. e sem prejuízo da ação penal que no caso couber. no que couber. Salvo disposição em contrário. Art. expede a apólice. Art. como sejam os estragos ocasionados para evitar o sinistro. Nos seguros de dano. Art. Art. 773. O disposto no presente Capítulo aplica-se. O segurado perderá o direito à garantia se agravar intencionalmente o risc o objeto do contrato. 767. 772. § 2o A resolução só será eficaz trinta dias após a notificação. O segurador que. § 1o O segurador. até o limite fixado no contrato. minorar o dano. poderá dar-lhe ciência. . sem prejuízo dos jur os moratórios. Art. Art. A recondução tácita do contrato pelo mesmo prazo. pagará em dobro o prêmio estipulado. Correm à conta do segurador. as despes as de salvamento conseqüente ao sinistro. devendo ser restituída pelo s dor a diferença do prêmio.Art. Art. 770. O segurado é obrigado a comunicar ao segurador. de su a decisão de resolver o contrato. Parágrafo único. 776. por escrito. salvo se convencionada a reposição da coisa. ou de pagamento do prêmio. Art. desde que o faça nos quinze dias seguintes ao recebimento do aviso da agravação do risco sem culpa do segurado. e. sob pena de perder o direito à garantia. 766. 768. 778. Sob pena de perder o direito à indenização. mas. 774. se provar que silenciou de má-fé. todo inc idente suscetível de agravar consideravelmente o risco coberto.

que se não enco ntra normalmente em outras da mesma espécie. Demandado em ação direta pela vítima do dano. § 4o Subsistirá a responsabilidade do segurado perante o terceiro. e. 781. o segurador sub-roga-se. § 2o É ineficaz qualquer ato do segurado que diminua ou extinga. o limite máximo da garantia fixado na apólice. Parágrafo único. 787. seus descendentes ou ascendentes. Parágrafo único. e contra o mesmo risco junto a outro segurador. Salvo disposição em contrário. O segurado que. Paga a indenização. admite-se a transferência do contrato a terceir o com a alienação ou cessão do interesse segurado. em prejuízo do segura dor. não declarado pelo segurado. no caso de sinistro parcial. 788. ou indenizá-lo diretamente. Art. indicando a soma por que pret ende segurar-se. os direitos a que se refere este artigo. o segurador não poderá opor a . 783. Art. nos limites do valor respecti vo. sem anuência expre ssa do segurador. 778. a transferência só produz efeitos em relação ao segurador mediante aviso escrito assinado pelo cedente e pelo cessionário. A indenização não pode ultrapassar o valor do interesse segurado no momento do sinistro. § 1o Se o instrumento contratual é nominativo. a sub-rogação não tem lugar se o dano foi causado pelo cônjuge do segurad o. nos direitos e ações que competirem ao segurado contra o autor do dano. Art. Art. 780. e cessa com a sua entrega ao destinatári o. Art. A vigência da garantia. na vigência do contrato. consangüíneos ou afins. § 1o Salvo dolo. Nos seguros de responsabilidade legalmente obrigatórios. 784. pretender obter novo seguro sob re o mesmo interesse. Art. § 3o Intentada a ação contra o segurado. Art. se o segurador fo r insolvente. 782. deve previ amente comunicar sua intenção por escrito ao primeiro. No seguro de responsabilidade civil. 786. o segurador garante o pagamento d e perdas e danos devidos pelo segurado a terceiro. comunicará o fato ao segurador. o seguro de um interesse por menos do que val ha acarreta a redução proporcional da indenização. 785. bem como transigir com o terceiro prejudicado. datado e assin ado pelo endossante e pelo endossatário. § 2o É defeso ao segurado reconhecer sua responsabilidade ou confessar a ação. Não se inclui na garantia o sinistro provocado por vício intrínseco da coisa segurada. Salvo disposição em contrário. em hipótese alguma. § 2o A apólice ou o bilhete à ordem só se transfere por endosso em preto. sal vo em caso de mora do segurador. começa no momen to em que são pelo transportador recebidas. no seguro de coisas transportadas. suscetível de lhe acarretar a responsabilidade incluída na garantia. dará este ciência da lide ao segurador. a indenização por s inistro será paga pelo segurador diretamente ao terceiro prejudicado. Art. § 1o Tão logo saiba o segurado das conseqüências de ato seu. a fim de se comprovar a obediência ao disposto no art. Entende-se por vício intrínseco o defeito próprio da coisa.Art.

ou por to da a vida do segurado. no seguro individual. Art. o capital segurado é livremente estipulado pelo proponente. Até prova em contrário. No seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte. ascendente ou descendente do proponente. é nula a cláusula contratual . com a restituição da reserva já formada. Parágrafo único. É válida a instituição do companheiro como beneficiário. cuja falta de pagamento. por ato e tre vivos ou de última vontade. Art. presume-se o interesse. se ao tempo do contrato o segurado era separado judicialmente. 796. e o restante aos herdeiros do segurado. o segurador não terá ação para c brar o prêmio vencido. a resolução do contrato. durante o qual o segurador não responde pela ocorrência do sinistro. O prêmio. 789. Art. com o mesmo ou diversos seguradores. será conveniado por prazo limitado. so b pena de falsidade. Art. O segurador. ou se o seguro não tiver como causa declarada a garantia de alguma obrigação. ou a redução do capital garantido proporcionalmente ao prêmio pago. obedecida a ordem da vocação hereditária. nos prazos previstos. O beneficiário não tem direito ao capital estipulado quando o segurado se suicida nos primeiros dois anos de vigência inicial do contrato. deso brigar-se-á pagando o capital segurado ao antigo beneficiário. Nos seguros de pessoas. o seu interesse pela preservação da vida do segurado. 798. Parágrafo único. Art. 791. qualquer transação para pagamento reduzido do c apital segurado. No caso deste artigo o segurador é obrigado a devolver ao beneficiário o montante da reserva técnica já formada. o proponente é obrigado a declarar. Art. o capital segurado será pago por metade ao cônjuge não se parado judicialmente. 795. ou já se encontrava separado de fato. no seguro de pessoa. co nforme se estipular. acarretará. 794. Ressalvada a hipótese prevista neste artigo. Art. No seguro de vida para o caso de morte. observado o disposto no parágrafo único do artigo antecedente. Parágrafo único. 793. No seguro sobre a vida de outros. Art.xceção de contrato não cumprido pelo segurado. nem se considera herança para tod os os efeitos de direito. Parágrafo único. sem promover a citação deste para integrar o contraditório. que pode contratar mais de um seguro sobre o mesmo interesse. 790. ou da sua recondução depois de suspenso. 797. serão beneficiários os que provarem que a morte do segurado os privou dos meios necessários à subsistência. 792. no seguro de vida. é lícita a substituição do beneficiário. é lícito estipular-se um prazo de carência. Em qualquer hipótese. ou se por qualquer motivo não prevalecer a que for feita. Parágrafo único. É nula. Se o segurado não renunciar à faculdade. o cap ital estipulado não está sujeito às dívidas do segurado. que não for cientificado oportunamente da substituição. Parágrafo único. Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário. Na falta das pessoas indicadas neste artigo. quando o segurado é cônjuge . Art. Seção III Do Seguro de Pessoa Art.

pelo cumprimento de todas as obrigações contratuais. ou fidejussória. 810. O segurador não pode eximir-se ao pagamento do seguro. e é o único resp onsável. 812. Art. tanto para que lhe pague as prestações atrasadas como par a que lhe dê garantias das futuras. no domínio da pess oa que por aquela se obrigou. 802. quando foi celebrado o contrato. Art. É nula a constituição de renda em favor de pessoa já falecida. da prestação de serviço militar. pode o credor. O contrato de constituição de renda será feito a prazo certo. no começo de cada um dos períodos prefixos. sob pena de rescisão do contrato. nem o custeio das despesas de luto e de fu neral do segurado. ou que. 799. Os bens dados em compensação da renda caem. Art. ou do beneficiário. 807. ou de atos de humanidade em auxílio de outrem. 804. Se o rendeiro. salvo estipulação diversa. a título gratuito. 806. Art. Art. deixar de cumprir a obrigação estipulada. seja terceiro. e. da prática de esport e. entregando-se bens móveis ou imóv eis à pessoa que se obriga a satisfazer as prestações a favor do credor ou de terceiro s. obrigar-se para c om outra a uma prestação periódica. CAPÍTULO XVI Da Constituição de Renda Art. se a morte ou a incapacidade do segurado provier da utilização de meio de transporte mais arriscado. ao contratar. contra o causador do sinistro. Art. O credor adquire o direito à renda dia a dia. de qualquer modo. Art. seja ele o contratante. § 2o A modificação da apólice em vigor dependerá da anuência expressa de segurados que repre sentem três quartos do grupo. entende-se que os seus direitos são iguais. exigir q ue o rendeiro lhe preste garantia real. Sendo o contrato a título oneroso. ainda que da apólic e conste a restrição. . 811. se vincule. Pode uma pessoa. nos tri nta dias seguintes. O contrato de constituição de renda requer escritura pública. 805. 801. sem d eterminação da parte de cada uma. ou por vida. 803. Não se compreende nas disposições desta Seção a garantia do reembolso de despesa s hospitalares ou de tratamento médico. 808. não adquirirão os sobrevivos direito à parte dos que morrerem. se a prestação não houver de ser paga adiantada. p odendo ultrapassar a vida do devedor mas não a do credor. o segurador não pode sub-rogar-se nos direitos e ações do segurado. desde a tradição. Nos seguros de pessoas. Quando a renda for constituída em benefício de duas ou mais pessoas. O contrato pode ser também a título oneroso. 809. Art. 800. para com o segurador. Art. Art. poderá o credor da renda acioná-lo. O seguro de pessoas pode ser estipulado por pessoa natural ou jurídica e m proveito de grupo que a ela. § 1o O estipulante não representa o segurador perante o grupo segurado. Art. pelo contrato de constituição de renda. vier a falecer de moléstia que já sofria. ou censuário. Art. Art.que exclui o pagamento do capital por suicídio do segurado.

Parágrafo único. novação ou fiança de dívida de jogo. ainda que sem consentimento do devedor ou co ntra a sua vontade. A isenção prevista neste artigo prevalece de pleno direito em favor dos montepios e pensões alimentícias. § 1o Estende-se esta disposição a qualquer contrato que encubra ou envolva reconhecime nto. inclusive as despesas judiciais. 814 e 815 não se aplicam aos contratos sobre títulos de bolsa. Art. de 2004) Art. A fiança dar-se-á por escrito. que voluntariamente se pagou. § 3o Excetuam-se. Art. desde que os interessados se submetam às prescrições legais e regulamentares. 818. As dívidas de jogo ou de aposta não obrigam a pagamento. Não se pode exigir reembolso do que se emprestou para jogo ou aposta. mas a nulidade resultante não pode ser oposta ao terceiro de boa-fé. mas o fiador. Art. ou for mais onerosa que . Art. em que se estipulem a liquidação exclusivamente pe la diferença entre o preço ajustado e a cotação que eles tiverem no vencimento do ajuste . As disposições dos arts. salvo se foi ganha por dolo. no ato de apostar ou jogar. 814. não será demandado senão depois que se fizer certa e líquida a obrigação do principal devedor . CAPÍTULO XVIII DA FIANÇA Seção I Disposições Gerais Art. intelectual ou artística. igualmente. caso este não a cumpra. quando exceder o valor da dívida. Art. Pelo contrato de fiança. por ato do instituidor. 819. fica r isenta de todas as execuções pendentes e futuras. 820. Pode-se estipular a fiança. uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obr igação assumida pelo devedor. Art. § 2o O preceito contido neste artigo tem aplicação. A renda constituída por título gratuito pode. CAPÍTULO XVII Do Jogo e da Aposta Art. 815. 822. A fiança pode ser de valor inferior ao da obrigação principal e contraída em c ondições menos onerosas. Art. 813. 816. O sorteio para dirimir questões ou dividir coisas comuns considera-se si stema de partilha ou processo de transação.931. a fiança compreenderá todos os acessórios da dívida principa l. e não admite interpretação extensiva. só se excetuando os jogos e apostas legalmente permitidos. desde a citação do fiador. 823.Art. neste caso. ou s e o perdente é menor ou interdito. As dívidas futuras podem ser objeto de fiança. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10. 821. mas não se pode rec obrar a quantia. 819-A. Não sendo limitada. e. ainda que se trate de jogo não proib ido. 817. conforme o caso. os prêmios oferecidos ou prometidos para o vencedor em competição de natureza esportiva. Art. mercadorias ou valores.

ou devedor solidário. 831. o credor não pode ser obrigado a aceitá-lo se não for pessoa idônea. 833. até a co ntestação da lide. 828. Art. sempre que lhe convier. 835. poderá o credor exigir que seja substituído. Parágrafo único. Art. Parágrafo único. Quando o credor. 824. O fiador poderá exonerar-se da fiança que tiver assinado sem limitação de temp o. sitos no mesmo município. poderá o fiador promover-lhe o andamento.se o devedor for insolvente. e. O devedor responde também perante o fiador por todas as perdas e danos q ue este pagar. Art. aos juros legais da mora. Quando alguém houver de oferecer fiador. cada fiador responde unicamente pela parte que. mas só poderá demandar a cada um dos outros fiadores pela respectiva quota . 834. 829. em proporção. 827.se ele o renunciou expressamente. e não possua bens suficientes para cumprir a obrigação. Estipulado este benefício. e pelos que sofrer em razão da fiança. Não aproveita este benefício ao fiador: I . 825. deve nomear bens do devedor. As obrigações nulas não são suscetíveis de fiança. A exceção estabelecida neste artigo não abrange o caso de mútuo feito a men or.se se obrigou como principal pagador. caso em que não será por mais obrigado. A fiança conjuntamente prestada a um só débito por mais de uma pessoa import a o compromisso de solidariedade entre elas. que sejam primeiro executados os bens do devedor. II . se declaradamente não se reservarem o benefício de divisão. Se o fiador se tornar insolvente ou incapaz. Art. ficando obrigado por todos os efeitos da fiança. 830. Art. O fiador que pagar integralmente a dívida fica sub-rogado nos direitos d o credor. ou falido. 832. O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir. O fiador tem direito aos juros do desembolso pela taxa estipulada na o brigação principal. 826. Seção II Dos Efeitos da Fiança Art. O fiador que alegar o benefício de ordem. Cada fiador pode fixar no contrato a parte da dívida que toma sob sua re sponsabilidade. Art. Art. q uantos bastem para solver o débito. Art. III . A parte do fiador insolvente distribuir-se-á pelos outros. livres e desembargados. Art. a que se refere este artigo . Parágrafo único. durant . demorar a execução iniciada contra o dev edor. não havendo taxa convencionada. não valerá senão até ao limite da obrigação afiançada. exceto se a nulidade resultar a penas de incapacidade pessoal do devedor. Art. sem justa causa. Art. Parágrafo único.ela. domiciliada no município onde tenha de prestar a fia nça. lhe couber no pagamento.

nem prejudica senão aos que nela intervierem. Art.se o credor. nas obrigações em que a lei o exige. § 3o Se entre um dos devedores solidários e seu credor. mas ao evicto cabe o direito de reclamar perdas e danos. apen as se declaram ou reconhecem direitos. § 2o Se entre um dos credores solidários e o devedor. desobrigará o fiador. Art. A transação far-se-á por escritura pública. se recair sobre direitos contestados em juízo. ou por ele tra nsferida à outra parte. 841. por fato do credor. e por ela não se transmitem. nas em que ela o admite. extingue a dívida em relação aos c o-devedores. Art. . 840. Art. ficará desobrigado: I . Se for invocado o benefício da excussão e o devedor. A obrigação do fiador passa aos herdeiros. II . Art. § 1o Se for concluída entre o credor e o devedor. mas a responsabilidade da fiança se limita ao tempo decorrido até a morte do fiador. for impossível a sub-rogação nos seus direitos e preferênci as. aceitar amigavelmente do devedor objeto diverso do que este era obrigado a lhe dar. o u por instrumento particular. ainda que diga respeito a coisa indivisível. ainda que depois venha a perdê-lo por evicção. Art. salvo o caso do mútuo feito a pessoa menor. ainda que solidário. ou por termo nos autos. ficará exonerado o fiador que o invocou. 844. O fiador pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais.e sessenta dias após a notificação do credor. o credor conceder moratória ao devedor. sem consentimento seu. cair em insolvência. III .se. e não pode ultrapassar as forças d a herança. e as exti ntivas da obrigação que competem ao devedor principal. Só quanto a direitos patrimoniais de caráter privado se permite a transação. 836. será feita por escritura pública. não revive a obrigação extinta pela transação. 838. em pagamento da dívida. 842. Art. 837. 839. CAPÍTULO XIX Da Transação Art. extingue a obrigação deste para co m os outros credores. 843. A transação interpreta-se restritivamente.se. Seção III Da Extinção da Fiança Art. É lícito aos interessados prevenirem ou terminarem o litígio mediante conces sões mútuas. 845. se provar que os bens por ele indicados eram. suficientes para a solução da dívida afi ançada. O fiador. Dada a evicção da coisa renunciada por um dos transigentes. ao tempo da penhora. A transação não aproveita. Art. retardando-se a execução. se não provierem simplesmente d e incapacidade pessoal. assina do pelos transigentes e homologado pelo juiz.

independ entes entre si. ou quando. ainda que não pelo interesse da promessa. 846. . na transação. É admitido compromisso. ou sat isfizer a condição. fizer o serviço. a oferta. durante ele. terá direito à recompensa o que primeiro o executou. 853. 857.Parágrafo único. se dela não tinha ciência algum dos transatores. nos termos do artigo antecedente. depois da transação. nula será esta. ou erro essencial quanto à pessoa ou coi sa controversa. 856. Admite-se nos contratos a cláusula compromissória. TÍTULO VII Dos Atos Unilaterais CAPÍTULO I Da Promessa de Recompensa Art. Art. Antes de prestado o serviço ou preenchida a condição. que houver feito despesas. Art. contrai obrigação de cu mprir o prometido. 854. Parágrafo único. 849. A transação não se anula por erro de direito a respeito das questões que fo ram objeto de controvérsia entre as partes. se comprometer a recompensar. Art. a pena convencional. Parágrafo único. A transação só se anula por dolo. para resolver divergência s mediante juízo arbitral. por anúncios públicos. coação. Quem quer que. 847. entender-se-á que renuncia o arbítrio de retirar. Art. CAPÍTULO XX Do Compromisso Art. terá direito a reembo lso. se verificar que nenhum deles tinha direito sobre o objeto da tran sação. poderá exigir a recompensa estipulada. A transação concernente a obrigações resultantes de delito não extingue a ação pena pública. É nula a transação a respeito do litígio decidido por sentença passada em julgad o. 850. Se o ato contemplado na promessa for praticado por mais de um indivíduo. a quem preencha certa condição. Aquele que. Quando a transação versar sobre diversos direitos contestados. É admissível. contanto que o faça com a mesma publicidade. 855. O candidato de boa-fé. a transação feita não o inibirá de exercê-lo. o fato de não prevalecer em relação a um não prejudicará os demais. ou gratif icar. Art. É vedado compromisso para solução de questões de estado. Art. ou desempenhe certo serviço. Se um dos transigentes adquirir. Art. na forma estabelecida em lei especial. Art. de direito pessoal de família e de outras que não tenham caráter estritamente patrimonial. se houver assinado pr azo à execução da tarefa. Parágrafo único. 852. 851. Sendo nula qualquer das cláusulas da transação. para resolver litígios entre pessoas que podem contratar. 848. pode o promitente revo gar a promessa. novo direito sobr e a coisa renunciada ou transferida. Art. Art. judicial ou extrajudicial. por título ulteriorment e descoberto.

sem prejuízo da ação que a ele. ou ao dono do n egócio. se es ta não for divisível. 860. 864. e o que obtiver a coisa dará ao outro o valor de seu quinhão. houver sofrido. das medidas que o caso reclame. 857 e 858. ainda quando se houvesse abatido. 869. comunicará o gestor ao dono do negócio a gestão que assu miu. Nos concursos que se abrirem com promessa pública de recompensa. CAPÍTULO II Da Gestão de Negócios Art. nos anúncios. dirigi-lo-á segundo o interesse e a vontade presumível de seu dono. que tiver feito. poderá o dono do negócio exigir que o gestor restitua as coisas ao estado a nterior. 866. solidária será a sua responsabilidade. será obrigado a indenizar o ge stor das despesas necessárias. Parágrafo único. esperando. não provando que teriam sobrevi ndo. responderá pelas faltas do s ubstituto. ress arcindo ao dono o prejuízo resultante de qualquer culpa na gestão. obriga os interessados. entretanto. a fixação de um prazo. ai nda que o dono costumasse fazê-las. As obras premiadas. sem autorização do interessado. Parágrafo único. é condição es sencial. observadas também as disposições dos parágrafo s seguintes. 862. se os prejuízos da gestão excederem o seu p roveito. ficando respon sável a este e às pessoas com que tratar. proceder-se-á de acordo com os arts. Art. Tanto que se possa. entender-se-á que o promitente se reservou essa função. 859. 858. conferir-se-á por sorteio. Se o gestor se fizer substituir por outrem. 868. Art. aguardando-lhe a resposta. 865. e dos prejuízos. para valerem. Art. até o levar a cabo. Se o negócio for utilmente administrado. se aquele falecer durante a gestão. Enquanto o dono não providenciar. Art. velará o gestor pelo negócio. sem se descuidar. Aquele que. Art. como juiz. ainda que seja pessoa idônea. se assim for estipulado na publicação da promessa. cumprirá ao dono as obrigações contraíd . Art.Art. ou o indenize da diferença. § 1o A decisão da pessoa nomeada. nos concursos de que trata o artigo antecedente. que por motivo da g estão. intervém na gestão de negócio alheio . a cada um tocará quinhão igual na recompensa. O gestor envidará toda sua diligência habitual na administração do negócio. § 3o Se os trabalhos tiverem mérito igual. Art. Havendo mais de um gestor. Art. se da espera não resultar perigo. as instruções dos herdeiros. Art. 867. § 2o Em falta de pessoa designada para julgar o mérito dos trabalhos que se apresent arem. ou quando preterir interesse deste em proveito de interesses seus. contra ela possa caber. 863. Se a gestão foi iniciada contra a vontade manifesta ou presumível do inter essado. Querendo o dono aproveitar-se da gestão. 861. No caso do artigo antecedente. Art. Sendo simultânea a execução. só ficarão pertencendo ao promitente. O gestor responde pelo caso fortuito quando fizer operações arriscadas. responderá o gestor até pelos casos fortuitos.

869 e 870. responde por perdas e danos. . Todo aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restitu ir. aplica-se o disposto neste Código sobre o possuidor de boa-fé o u de má-fé. na ausência do indivíduo obrigado a alimentos. Art. as vantagens obtidas com a gestão . § 1o A utilidade. da despesa. poder-lhes-á reaver do devedor a importância.as em seu nome. 872. Art. apreciar-se-á não pelo resultado obtido. Se aquele que indevidamente recebeu um imóvel o tiver alienado em boa-fé. respondendo ainda pelos prejuízos q ue este houver sofrido por causa da gestão. 879. 873. responde somente pela quantia recebida. Aos frutos. ou da coisa. Art. Parágrafo único. Àquele que voluntariamente pagou o indevido incumbe a prova de tê-lo feito por erro. em se provando que o gestor fez essas despesas com o simples intento de bem-fazer. Se o dono do negócio. o terceiro adquirente agiu de má-fé. Art. por ele os pre star a quem se devem. 874. aquele em cujo benefício interveio o gestor só é ob rigado na razão das vantagens que lograr. quando a gestão se proponha a acudir a prejuízos iminentes. 878. considerando-a con trária aos seus interesses. alienado por título oneroso. ainda que este não ratifique o ato. Art. mas segundo as circunstâncias da ocasião em que se fizerem. de tal arte que se não possam gerir separadamente. salvo o estabel ecido nos arts. Aplica-se a disposição do artigo antecedente. por título oneroso. No caso deste artigo. mas a indenização ao gestor não excederá. Art. § 2o Vigora o disposto neste artigo. ou redunde em proveito do dono do negócio ou da coisa. 876. proporcionadas aos usos locais e à condição do fale cido. além do valor do imóvel. der a outra pessoa as contas da gestão. Cessa o disposto neste artigo e no antecedente. Art. e produz todos os efeitos do mandato. conforme o caso. com os juros legais. podem ser cobradas da pessoa que teria a obrigação de ali mentar a que veio a falecer. ainda quando o gestor. 877. feitas por terceiro. 862 e 863. Art. 870. 875. Parágrafo único. reembolsando ao gestor as despesas necessárias ou úteis que houver f eito. mas. ainda mesmo que esta não tenha deixado bens. ou se. obrigação que incumbe àquele que recebe dívida condicional antes de cumprida a condição. CAPÍTULO III Do Pagamento Indevido Art. Se o imóvel foi alienado por título gratuito. Art. Quando alguém. desaprovar a gestão. benfeitorias e deteriorações sobrevindas à coisa dada em pagamento indevido. A ratificação pura e simples do dono do negócio retroage ao dia do começo da g estão. em erro quanto ao dono do negócio. acessões. haver-se-á o gestor por sócio daquele cujos interesses a genciar de envolta com os seus. vigorará o disposto nos arts. desde o desembolso. em importância. Se os negócios alheios forem conexos ao do gestor. cabe ao que pagou por erro o direito d e reivindicação. se agiu de má-fé. Parágrafo único. ou necessidade. 871. Nas despesas do enterro.

Art. CAPÍTULO IV Do Enriquecimento Sem Causa Art. Parágrafo único. a proibitiva de en . 888. e a assinatura do emitente. A omissão de qualquer requisito legal. Parágrafo único. deixou prescrever a pretensão ou a briu mão das garantias que asseguravam seu direito. Se o enriquecimento tiver por objeto coisa determinada. 881. Art. Art. Art. quem a rece beu é obrigado a restituí-la. Art. 884. ou cumpri r obrigação judicialmente inexigível. que tire ao escrito a sua validad e como título de crédito. O título de crédito. Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita. a indicação precisa dos direi tos que confere. se a coisa não mais subsistir. 886. quando não indicado no título. 890. Deve o título de crédito conter a data da emissão. Não terá direito à repetição aquele que deu alguma coisa para obter fim ilícito. o que se deu reverterá em favor de estabelecime nto local de beneficência. documento necessário ao exercício do direito literal e au tônomo nele contido. 889. recebendo-o co mo parte de dívida verdadeira. i moral. Art. sem justa causa. ou proibido por lei.Art. a critério do juiz. § 3o O título poderá ser emitido a partir dos caracteres criados em computador ou meio técnico equivalente e que constem da escrituração do emitente. e. No caso deste artigo. feita a atualização dos valores monetários. 883. o domi cílio do emitente. mas também se esta deixou de existir. 880. não implica a invalidade do negócio jurídico que lhe deu origem. Art. a restituição se fará pelo v alor do bem na época em que foi exigido. 885. § 2o Considera-se lugar de emissão e de pagamento. 887. será obrigad o a restituir o indevidamente auferido. Fica isento de restituir pagamento indevido aquele que. A restituição é devida. não só quando não tenha havido causa que justifique o enri quecimento. Aquele que. se a lei conferir ao lesado outro s meios para se ressarcir do prejuízo sofrido. na medida do lucro obtido. aquele que recebeu a prestação fica na obr igação de indenizar o que a cumpriu. mas aquele que pagou dispõe de ação regressiva contra o verdadeiro devedor e seu fiador. observados os requisit os mínimos previstos neste artigo. TÍTULO VIII Dos Títulos de Crédito CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. inutilizou o título. Consideram-se não escritas no título a cláusula de juros. Não caberá a restituição por enriquecimento. § 1o É à vista o título de crédito que não contenha indicação de vencimento. Se o pagamento indevido tiver consistido no desempenho de obrigação de faz er ou para eximir-se da obrigação de não fazer. somente produz efeito quando preencha os requisitos da lei. 882. Art. se enriquecer à custa de outrem.

pode ser garantido por aval. a o adquirir o título. e não. § 2o Considera-se não escrito o aval cancelado. não constitui motivo de oposição ao terceiro portador. tiver agido de má-fé. § 1o Para a validade do aval. O título de crédito. 897. tem o avalista ação de regresso contra o seu avalizado e demais coo brigados anteriores. 899. Aquele que. a que di spense a observância de termos e formalidade prescritas. os direitos ou mer cadorias que representa. 901. Art. que contenha obrigação de pagar soma determi nada. Art. tem ele os mesmos direitos que teria o suposto m andante ou representado. . ou de receber a quela independentemente de quaisquer formalidades. O título de crédito não pode ser reivindicado do portador que o adquiriu de boa-fé e na conformidade das normas que disciplinam a sua circulação. § 2o Subsiste a responsabilidade do avalista. O portador de título representativo de mercadoria tem o direito de trans feri-lo. 896. Parágrafo único. Pagando. § 1° Pagando o título. além da entrega do título. O avalista equipara-se àquele cujo nome indicar. além dos limites f ixados em lei. pode o devedor exigir do credor. ou excedendo os que tem. de conformidade com as normas que regulam a sua circulação. ainda que nula a obrigação daquele a que m se equipara. O aval posterior ao vencimento produz os mesmos efeitos do anteriormen te dado. qu itação regular. no vencimento. Enquanto o título de crédito estiver em circulação. O descumprimento dos ajustes previstos neste artigo pelos que deles participaram. Parágrafo único. a excludente de responsabilidade pelo pagamento ou por despesas. exclua ou restrinja direitos e obrigações. Art. salvo se agiu de má-fé. e a que. ou ser objeto de medidas judiciais. 892. 900. pagando o título. 894. fica pessoalmen te obrigado. 898. Art. ao e mitente ou devedor final. Parágrafo único. 895. Art. Art. incompleto ao tempo da emissão. Art. salvo se este. O pagamento de título de crédito. A transferência do título de crédito implica a de todos os direitos que lhe são inerentes. é suficiente a simples assina tura do avalista. deve ser preenchido de conformidade com os ajustes realizados. como mandatário ou representante de outrem.dosso. Fica validamente desonerado o devedor que paga título de crédito ao legítimo portador. Art. só ele poderá ser dado em gara ntia. Art. É vedado o aval parcial. lança a sua assina tura em título de crédito. sem ter poderes. separadamente. na falta de indicação. dado no anverso do título. sem oposição. Art. 891. e. Art. além da entrega do título devidam ente quitado. O aval deve ser dado no verso ou no anverso do próprio título. 893. a menos que a nulidade decorra de vício de forma.

tem direito a obter d o emitente a substituição do anterior. é suficiente a simples assinatura do endossante. Art. ou for injustamente desapo ssado dele. § 2o No caso de pagamento parcial. antes do vencimento. Salvo disposição diversa em lei especial. 908. bem como impedir sejam pagos a outrem c apital e rendimentos. CAPÍTULO II Do Título ao Portador Art. 906. CAPÍTULO III Do Título À Ordem Art. O pagamento. Considera-se não escrita no endosso qualquer condição a que o subordine o en . além da quitação separado. salvo se se provar que ele tinha conhecimento do fato. Art. Art. não pode o credor recusar pagamento. Art. 902. Considera-se legítimo possuidor o portador do título à ordem com série regular e ininterrupta de endossos. mas não a autenticidade das assinaturas. Não é o credor obrigado a receber o pagamento antes do vencimento do título. que perder ou extraviar título. Parágrafo único.Art. feito antes de ter ciência da ação referida neste artigo. mediante a restituição do primeiro e o pagamento das despesas. total ou parcialmente. 907. O endosso deve ser lançado pelo endossante no verso ou anverso do próprio título. ainda que o último seja em branco. § 2o A transferência por endosso completa-se com a tradição do título. Art. § 1o No vencimento. ainda que parcial. A transferência de título ao portador se faz por simples tradição. fica responsável pela validade do pagam ento. 903. 911. § 1o Pode o endossante designar o endossatário. O devedor só poderá opor ao portador exceção fundada em direito pessoal. § 3o Considera-se não escrito o endosso cancelado. Parágrafo único. Art. 912. media nte a sua simples apresentação ao devedor. A prestação é devida ainda que o título tenha entrado em circulação contra a ntade do emitente. e para validade do endosso. Art. O proprietário. 905. 904. regem-se os títulos de crédito pelo disposto neste Código. ex onera o devedor. É nulo o título ao portador emitido sem autorização de lei especial. Aquele que paga o título está obrigado a verificar a regularidade da séri e de endossos. dado no verso do título. ou em nulidade de sua obrigação. Parágrafo único. poderá obter novo título em juízo. 910. e aquele que o paga. O possuidor de título ao portador tem direito à prestação nele indicada. porém identificável. 909. O possuidor de título dilacerado. em que se não opera a tradição do título. Art. outra deverá ser firmada no próprio título.

não respond e o endossante pelo cumprimento da prestação constante do título. Art. Art. 919. além das exceções fundadas nas relações pessoais que tiver com o port ador. ao adquirir o título. 917. O endossatário de endosso em branco pode mudá-lo para endosso em preto. lançada no endosso. Art. em br anco ou em preto. § 2o Não pode o devedor opor ao endossatário de endosso-penhor as exceções que tinha contr a o endossante. É nulo o endosso parcial. som ente poderão ser por ele opostas ao portador. 918. em registro do emitente . § 1o O endossatário de endosso-mandato só pode endossar novamente o título na qualidade de procurador. confere ao endossatár io o exercício dos direitos inerentes ao título. § 2o Pagando o título. salvo se aquele tiver agido de má-fé. tem efeito de cessão civil. 916. 913. Ressalvada cláusula expressa em contrário. Transfere-se o título nominativo mediante termo. a defeito de capacidade ou de representação no momen to da subscrição. confere ao endossa tário o exercício dos direitos inerentes ao título. só poderá opor a este as exceções relativas à forma do título e ao seu conteúdo literal à falsidade da própria assinatura.dossante. § 1o O endossatário de endosso-penhor só pode endossar novamente o título na qualidade d e procurador. salvo restrição expressamente estatuída. fundadas em relação do devedor com os portadores precedentes. e à falta de requisito necessário ao exercício da ação. O devedor. 921. constante do endosso. por meio diverso do endosso. O endosso posterior ao vencimento produz os mesmos efeitos do anterior . 922. § 3o Pode o devedor opor ao endossatário de endosso-mandato somente as exceções que tive r contra o endossante. tem o endossante ação de regresso contra os coobrigados anteriore s. 920. Art. se este. Parágrafo único. com os mesmos poderes que recebeu. lançada no endosso. A cláusula constitutiva de mandato. A cláusula constitutiva de penhor. pode endossar novamente o título. 915. Art. ou pode transferi-lo sem novo endosso. Art. tiver a gido de má-fé. Art. A aquisição de título à ordem. CAPÍTULO IV Do Título Nominativo Art. o endossante se torna devedor soli dário. co mpletando-o com o seu nome ou de terceiro. não perde eficácia o e ndosso-mandato. Art. § 2o Com a morte ou a superveniente incapacidade do endossante. É título nominativo o emitido em favor de pessoa cujo nome conste no regis tro do emitente. Art. 914. § 1o Assumindo responsabilidade pelo pagamento. As exceções.

A indenização prevista neste artigo. inciso I). Se a pessoa lesada. não forem culpados do perigo. Art. tem o di reito de obter a averbação no registro do emitente. 925. 928.. se as pessoas por ele res ponsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 926. Art. O incapaz responde pelos prejuízos que causar. causar dano a outrem. 186 e 187). ou o dono da coisa. uma vez feita a competente averbação no re gistro do emitente. Fica desonerado de responsabilidade o emitente que de boa-fé fizer a tra nsferência pelos modos indicados nos artigos antecedentes. assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofr eram. pode o título nominativo ser transformado em à ord em ou ao portador. 931. 930. 1 88. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. Ressalvada proibição legal. comprovada a autenticidade das a ssinaturas de todos os endossantes. tem direito o a dquirente a obter do emitente novo título. 929. independentemente de culpa. No caso do inciso II do art. a pedido do proprietário e à sua custa. Ressalvados outros casos previstos em lei especial. Parágrafo único. O título nominativo também pode ser transferido por endosso que contenha o nome do endossatário. devendo a emissão do novo títu lo constar no registro do emitente. Haverá obrigação de reparar o dano. Art. Qualquer negócio ou medida judicial. § 3o Caso o título original contenha o nome do primitivo proprietário. contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiv er ressarcido ao lesado. TÍTULO IX Da Responsabilidade Civil CAPÍTULO I Da Obrigação de Indenizar Art. Art. Art. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o dano ( art. Art. 188. nos casos especificados em lei. por ato ilícito (arts. no caso do inciso II do art. que deverá ser eqüitativa. uma vez feita a competente averbação em seu registro. não terá lug se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem. os empresários indiv iduais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados p elos produtos postos em circulação. Art. legitimado por série regular e ininterrupta de endossos. 188. 927. que tenha por objeto o título. § 1o A transferência mediante endosso só tem eficácia perante o emitente. Aquele que. . 923. Art. se o perigo ocorrer por culpa de ter ceiro. Parágrafo único. fic a obrigado a repará-lo. § 2o O endossatário. podendo o emitente exigir do endossatário que comprove a autenticidade da assinatura do endossante. assinado pelo proprietário e pelo adquirente. por sua natureza. em seu nome. Parágrafo único. 924. risco para os direitos de outrem. só produ z efeito perante o emitente ou terceiros.

se a ofensa tiver mais de um autor. por seus empregados. 934. . Art. serviçais e prepostos. 936. do animal ressarcirá o dano por este causado. Art. o equiv alente do que dele exigir. não se podendo questi onar mais sobre a existência do fato. ficará obrigado a pagar ao devedor. se esta provier de falta de reparos. 942.o tutor e o curador. Art. cuja necessidade fosse manifesta. que se acharem nas mesmas condições.Art. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente. fora dos caso s em que a lei o permita. salvo se o causador do dano for descendente seu. no todo ou em parte. hospedarias. V .os pais.o empregador ou comitente. 939. no segundo. embora estipulados. A responsabilidade civil é independente da criminal. ou detentor. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína. ainda qu e não haja culpa de sua parte. e. Art. Aquele que demandar por dívida já paga. 939 e 940 não se aplicarão quando o autor des istir da ação antes de contestada a lide. O dono. 932. absoluta ou relativamente incapaz. Parágrafo único. todos respo nderão solidariamente pela reparação. pelos seus hóspedes. São também responsáveis pela reparação civil: I . salvo se houver prescrição. O credor que demandar o devedor antes de vencida a dívida. ou sobre quem seja o seu autor. a descontar os juros correspondentes. Art. sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido. As penas previstas nos arts. Aquele que habitar prédio. no primeiro caso. IV . 932. no ex ercício do trabalho que lhes competir. mesmo para fins de educação. 940. Art. o dobro do que houver cobrado e. III . 933. Art. casas ou estabelecimentos onde se albergue p or dinheiro.os donos de hotéis. II . 935. salvo ao réu o direito de haver indenização por algum prejuízo que prove ter sofrido. ou em razão dele. e a pagar as custas em dobro. se não provar culpa da vítima ou força maior. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime. 938. São solidariamente responsáveis com os autores os co-autores e as pesso as designadas no art. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam su jeitos à reparação do dano causado. pelos pupilos e curatelados. responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido. responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos. ficará obrigado a esperar o tempo que faltava para o ven cimento. Art. Art. ou parte dele. moradores e educandos. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houve r pago daquele por quem pagou. pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua comp anhia. 937. Art. 941. até a concorr ente quantia.

Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso. por negligência. Havendo usurpação ou esbulho do alheio. substituir-se-á pelo seu valor. ou da depreciação que ele sofreu. imp rudência ou imperícia. a indenização consistirá em pagar o valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros cessant es. 944. sem excluir outras reparações: I .no pagamento das despesas com o tratamento da vítima. incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou. 948. além da restituição da coisa. Parágrafo único. 951. agravar-lhe o mal. contanto que este não se avantaje à uele. Art. ou se lhe diminua a capacidade de trabalho. Parágrafo único. O prejudicado. 950. no exercício de atividade profissional. Se o ofendido não puder provar prejuízo material. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano. Parágrafo único. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o s eu ofício ou profissão. Art. 947. est imar-se-á ela pelo seu preço ordinário e pelo de afeição. 952. quando não exista a própria coisa. 949. 943. faltando a coisa. levando-se em conta a duração provável da vida da vítima. ou inabilitá-lo para o trabalho. Art. 945. Art.Art. dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao prejudicado. o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença. a indenização consiste. a indenização. e . eqüitativamente. 953. causar-lhe lesão . A indenização mede-se pela extensão do dano. poderá exigir que a indenização seja arbitrad a e paga de uma só vez. No caso de homicídio.na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia. causar a morte do paciente. Art. Art. Art. 949 e 950 aplica-se ainda no caso de indeniz ação devida por aquele que. Parágrafo único. difamação ou calúnia consistirá na reparação do dano que s resulte ao ofendido. apurar-se-á o valor das perdas e danos na forma que a lei processual determinar. Se a obrigação for indeterminada. além de alg um outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido. e não houver na lei ou no contrato disposição fixando a indenização devida pelo inadimplente. 946. 948. A indenização por injúria. se preferir. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde. além da s despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença. CAPÍTULO II Da Indenização Art. O disposto nos arts. a sua in denização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. a indenização. Art. Se o devedor não puder cumprir a prestação na espécie ajustada. p oderá o juiz reduzir. Para se restituir o equivalente. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a her ança. II . caberá ao juiz fixar. em moeda corrente. Art. seu funeral e o luto da família.

todos os bens não sujei tos a crédito real nem a privilégio especial. se o produto não bastar para o pagamento i ntegral de todos. 961. simulação. Art. por expressa disposição de lei. o valor da indenização. e se este não puder provar prejuízo. dois ou mais cre dores da mesma classe especialmente privilegiados. Os títulos legais de preferência são os privilégios e os direitos reais. terão os credores igual direito sobre os bens do devedor comum. Consideram-se ofensivos da liberdade pessoal: I . Parágrafo único. e o geral. se a coisa obrigada a hipoteca ou privilégio for de sapropriada. Art. na conformidade das circunstâncias do caso.o cárcere privado. Art. Conservam seus respectivos direitos os credores. havendo responsável pela perda ou danificação da coisa. Art. 957. 958. hipotecários ou privile giados: I . Art. II . 962. Quando concorrerem aos mesmos bens. 955. e o privilégio especial. exonera-se pagando sem oposição dos credores hipotecários ou privilegiad os. III . ao geral. e por título igual. tem apli cação o disposto no parágrafo único do artigo antecedente. quer sobre a nulidade. 963. O privilégio especial só compreende os bens sujeitos. O crédito real prefere ao pessoal de qualquer espécie. Procede-se à declaração de insolvência toda vez que as dívidas excedam à importânci dos bens do devedor. Art. ao simples.qüitativamente. o devedor do seguro. A indenização por ofensa à liberdade pessoal consistirá no pagamento das perda s e danos que sobrevierem ao ofendido.sobre a coisa arrecadada e liquidada. o u da indenização.sobre o valor da indenização. 954. .a prisão ilegal. fraude. 956. Não havendo título legal à preferência. 959. ou sobre a indenização devida. 964. o crédito pessoal pri vilegiado. Art. o credor de custas e despesas judiciai s feitas com a arrecadação e liquidação. Têm privilégio especial: I . Nos casos a que se refere o artigo antecedente. II . ao pagamento do crédito que ele favorece. TÍTULO X Das Preferências e Privilégios Creditórios Art. Art. Art.sobre o preço do seguro da coisa gravada com hipoteca ou privilégio. Art. II .a prisão por queixa ou denúncia falsa e de má-fé. ou falsidade das dívidas e co ntratos. o credor por despesas de salvamento. 960. haverá entre eles rateio propor cional ao valor dos respectivos créditos. A discussão entre os credores pode versar quer sobre a preferência entre e les disputada.sobre a coisa salvada.

ou por despesas com a arrecadação e liquidação da mas sa. o autor dela. o trabalhador agrícola.sobre os frutos agrícolas. e precipuamente a quaisquer outros créditos.o crédito por despesas com a doença de que faleceu o devedor. no semestre anter ior à sua morte.o crédito por custas judiciais.o crédito pelos salários dos empregados do serviço doméstico do devedor. Goza de privilégio geral. quanto às prestações do ano corrente e do anterior. de naturez a científica. pelo crédito fundado contra aquele no contrato da ed ição. o credor de aluguéis. na ordem seguinte. nos seus derradeiros seis meses de vida.o crédito por despesa de seu funeral.o crédito pelos impostos devidos à Fazenda Pública. VIII . VI .o crédito por despesas com o luto do cônjuge sobrevivo e dos filhos do devedor falecido. se foram moderadas. no tr imestre anterior ao falecimento. sobre os bens do devedor: I . no ano corrente e no anterior . IV . ainda que reais. o credor por benfeitorias necessárias ou úteis. V .os demais créditos de privilégio geral. ou quaisquer outras con struções. III . IV . ainda com o concurso de auxiliares ou colaborado . ou seus legítimos representantes. 966. quanto à dívida dos seus salários.sobre o produto da colheita. nos prédios rústicos ou urbanos. dinheiro. ou serviços para a sua edificação.o crédito pelos gastos necessários à mantença do devedor falecido e sua família. VI . oficinas.sobre a coisa beneficiada. II . reconstrução. LIVRO II Do Direito de Empresa TÍTULO I Do Empresário CAPÍTULO I Da Caracterização e da Inscrição Art. VII . Parágrafo único. ou à colheita. o credor por sementes.sobre as alfaias e utensílios de uso doméstico. VII . literária ou artística.sobre os prédios rústicos ou urbanos.III . instrumentos e serviços à cultur a. feito segundo a condição do morto e o costum e do lugar. fábricas. VIII . o credor de materiais. o melhoramento. para a qual houver concorrido com o seu trab alho. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual. Art. 965.sobre os exemplares da obra existente na massa do editor. V . Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

Art. bem como qualquer exigência para o início de seu funcionamento deverão ter trâmite esp ecial e simplificado. inform ações relativas à nacionalidade. em lugar sujeito à j urisdição de outro Registro Público de Empresas Mercantis. ficará equiparado. cuja atividade rural constitua sua principal profissão. § 3o Caso venha a admitir sócios. se casado. 971. Em qualquer caso. Art.o objeto e a sede da empresa. e obedecerá a número de ordem contínu o para todos os empresários inscritos. de 2008) § 4o O processo de abertura. registro. filial ou agência. estado civil e. 2o da mesma Lei. com a prova da inscrição originária. o empresário individual poderá solicitar ao Registro Púb lico de Empresas Mercantis a transformação de seu registro de empresário para registro de sociedade empresária. 967. A inscrição do empresário far-se-á mediante requerimento que contenha: I . alteração e baixa do microempreendedor individ ual de que trata o art. 968 e seus parágrafos. estado civil e regime de bens.o seu nome. d epois de inscrito. o regime de b ens. de 14 de dezembro de 2006 . CAPÍTULO II Da Capacidade . § 1o Com as indicações estabelecidas neste artigo. 969. O empresário que instituir sucursal. A lei assegurará tratamento favorecido. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede.CGSIM.113 a 1 . ao empresário sujeito a registro. bem como remessa de do cumentos. requerimentos.a firma. 968. com a respectiva assinatura autógrafa. IV . demais assinaturas. diferenciado e simplificado ao e mpresário rural e ao pequeno empresário. requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. na forma estabelecida pelo CGSIM.res. Art. (Incluído pela Lei Complementar nº 128. o capital. o disposto nos arts. quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes. pode . nacionalidade. a inscrição será tomada por termo no livr o próprio do Registro Público de Empresas Mercantis. na forma a ser disciplinada pelo Comitê para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios . observado. poderão ser dispensados o uso da firma. salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. observadas as formalidades de que tratam o art. com a res pectiva assinatura autógrafa.470. 18-A da Lei Complementar nº 123. no que couber. (Incluído pela Lei nº 12. serão averbadas quaisquer modifi cações nela ocorrentes. e com as mesmas formalidades. II . de 2011) § 5o Para fins do disposto no § 4o.470. 970.115 deste Código. III . antes do início de sua atividade. preferentemente eletrônico. para todos os efeitos. Art. 1. Parágrafo único. neste deverá também inscrevê-la. (Incluído pela Lei nº 12. caso em que.o capital. de que trata o inciso III do art. a constituição do estabelecimento secundário deverá ser a verbada no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. § 2o À margem da inscrição. domicílio. de 2 011) Art. O empresário. opcional para o empreendedor.

devendo tais f atos constar do alvará que conceder a autorização. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que. ouvidos os pais. 977. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário. responderá pelas obrigações contraídas. de 2011) II o capital social deve ser totalmente integralizado. (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. O uso da nova firma caberá. desde que estranhos ao acervo daquela. Poderá o incapaz. qualquer que seja o regime de bens. 974.399. por meio de representante ou devidamente assistido. Art. § 1o Nos casos deste artigo. precederá autorização judicial. 974. sem necessidade de outorga conjugal. nos casos do art.399. com a aprovação do juiz. Art. 978. § 3o O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá re gistrar contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz. 975. ao tem po da sucessão ou da interdição. . entre si ou com terceiros. ou a este. nomeará. § 2o Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía. § 1o Do mesmo modo será nomeado gerente em todos os casos em que o juiz entender ser conveniente. tutores ou representantes legais do meno r ou do interdito. desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens. 976. de forma conjunta. conforme o caso. ou ao repres entante do incapaz. de sde que atendidos. s e a exercer. e a de eventual revogação desta. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade. de 2011) III o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz dev e ser representado por seus representantes legais. co ntinuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz. A prova da emancipação e da autorização do incapaz. § 2o A aprovação do juiz não exime o representante ou assistente do menor ou do interdit o da responsabilidade pelos atos dos gerentes nomeados. serão inscritas ou averbadas no Registro Público de Empres as Mercantis. Art. de 2011) I o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade. por seus pais ou pelo a utor de herança. ou no da separação obrigatória. alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa o u gravá-los de ônus real. Parágrafo único. um u mais gerentes. os seguintes pressupostos: (Incluído pela Le i nº 12. quando puder ser autorizado.399. podendo a autorização s er revogada pelo juiz. sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros.Art. (Incluído pela Lei nº 12. Art. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo d a capacidade civil e não forem legalmente impedidos. de 2011) Art. bem como da conveniência em continuá-la. O empresário casado pode. 973. Art.3 9. por dispos ição de lei. ao gerente. após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa. 972. não puder exercer atividade de empresário.

herança.441. Salvo as exceções expressas. nome. serão arquivados e averbados. os pactos e declarações antenupciais do empresário. (Incluído pela Lei nº 12.441. de 2011) (Vigência) § 3º A empresa individual de responsabilidade limitada também poderá resultar da concent ração das quotas de outra modalidade societária num único sócio.441. Art. de bens clausulados de incomunicabilidade ou inalienabilid ade. (Incluído pela Lei nº 12 . (Incluído pela Lei nº 12. A sentença que decretar ou homologar a separação judicial do empresário e o at o de reconciliação não podem ser opostos a terceiros. ou legado. 980.441. de 2011) (Vigência) § 2º A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por u ma única pessoa titular da totalidade do capital social. independentemente das razõe s que motivaram tal concentração. considera-se empresária a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. Art. . (Incluído pela Lei nº 12. 967). (Incluído pela Lei nº 12. Parágrafo único. devidamente integralizado .441.Art. 979. o título de doação. para o exercício de atividade econômica e a part ilha. de 2011) (Vigência) § 6º Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada. com bens ou serviços. as demais.441. e. entre si. 982. (Incluído pela Lei nº 12. de 2011) (Vigência) DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA Art. que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País. simples. Além de no Registro Civil. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obriga m a contribuir. no que couber. dos resultados. de 2011) (Vigência) § 4º ( VETADO). marca ou voz de que seja detentor o t itular da pessoa jurídica. de 2011) (Vigência) § 5º Poderá ser atribuída à empresa individual de responsabilidade limitada constituída para a prestação de serviços de qualquer natureza a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem. antes de arquivados e averbados no Registro Público de Empresas Mercantis. de 2011) (Vigência) TÍTULO II Da Sociedade CAPÍTULO ÚNICO Disposições Gerais Art. 980-A. (Incluído pela Lei nº 12. de 2011) (Vigência) § 1º O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada. TÍTULO I-A (Incluído pela Lei nº 12. 981. vinculados à atividade profissional. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determin ados. no Registro Público de Empresas Mercantis. as r egras previstas para as sociedades limitadas.441. 441.

Art. não o fazendo. às normas que regem a transformação. participando os demais dos resultados corres pondentes. a cooperativa. aquele que contratou pela s ociedade. Independentemente de seu objeto. Art. 986. Art. Art. 983. A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos tipos regulados nos arts. 988. a atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo. 1. reger-se-á a sociedade. 985. . 968. Obriga-se perante terceiro tão-somente o sócio ostensivo. 984. nas relações entre si ou com terceiros. subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis. 992. de acordo com um dos tipos de socie dade empresária. à sociedade empresária. 991.039 a 1. Enquanto não inscritos os atos constitutivos. pelo disposto neste Capítulo. para o exercício de certas atividades. a sociedade simples pode constituir-se de conformidade com um desses tipos. no registro própri o e na forma da lei. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição. Parágrafo único. em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade. 1. Art. observadas. Os sócios. do qual os sócios são titulares em comum. exce to por ações em organização. no que for aplicável. pode. com as formalidades do art. considera-se empresária a sociedade por ações.150). A constituição da sociedade em conta de participação independe de qualquer for malidade e pode provar-se por todos os meios de direito. Os bens sociais respondem pelos atos de gestão praticados por qualquer d os sócios. 987. Embora já constituída a sociedade segundo um daqueles tipos. Art. CAPÍTULO II Da Sociedade em Conta de Participação Art. salvo pacto expresso limitativo de poderes. bem como as constantes de leis especiais que. mas os terceiros podem prová-la de qualquer modo.024. A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empre sário rural e seja constituída. SUBTÍTULO I Da Sociedade Não Personificada CAPÍTULO I Da Sociedade em Comum Art. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. e. excluído do benefício de ordem. nos termos do contrato social. previsto no art. e.Parágrafo único. Na sociedade em conta de participação. exclusivam ente perante este. para todos os efeitos. e. dos seus atos constitutivos (arts. Parágrafo único. ou transformada. somente por escrito podem provar a existência da sociedade. Art. Parágrafo único. Os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial. depois de inscrita. imponham a constituição da sociedade segundo determinado tipo. Art. 990. requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da sua sede. o sócio participante. 45 e 1. simples. Ressalvam-se as disposições concernentes à sociedade em conta de particip ação e à cooperativa.092. o pedido d e inscrição se subordinará. 989. subordina-se às normas que lhe são próprias. caso em que. as normas da sociedade simples. que somente terá eficácia contr a o terceiro que o conheça ou deva conhecer. ficará equiparada.

o sócio ostensivo não pode admitir novo sócio sem o consentimento expresso dos demais. se pessoas n aturais. podendo compreender qual quer espécie de bens. ou não. nacionalidade. § 3o Falindo o sócio participante. VII .a quota de cada sócio no capital social. e o modo de realizá-la.se os sócios respondem. II . Sem prejuízo do direito de fiscalizar a gestão dos negócios sociais. Havendo mais de um sócio ostensivo. estado civil. com a do sócio ostensivo. que. e a sua liquidação rege-se pelas normas relativas à prestação de contas. expresso em moeda corrente. e a firma ou a denominação. e a eventual in scrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à socie dade. § 2o A falência do sócio ostensivo acarreta a dissolução da sociedade e a liquidação da respe tiva conta. sob p ena de responder solidariamente com este pelas obrigações em que intervier. Art. Parágrafo único. . suscetíveis de avaliação pecuniária. VI . Art. sede e prazo da sociedade. cujo saldo constituirá crédito quirografário. objeto. 995. Art. o disposto para a sociedade simples. 997. IV . o sóci o participante não pode tomar parte nas relações do sócio ostensivo com terceiros.nome. o contrato social fica sujeito às normas que regula m os efeitos da falência nos contratos bilaterais do falido. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito. além de cláusulas estipuladas pelas partes. patr imônio especial. Parágrafo único. III . V . pelas obrigações sociais. 993. Aplica-se à sociedade em conta de participação. O contrato social produz efeito somente entre os sócios. A contribuição do sócio participante constitui.as prestações a que se obriga o sócio.a participação de cada sócio nos lucros e nas perdas. § 1o A especialização patrimonial somente produz efeitos em relação aos sócios. VIII . na forma da lei processual. cuja contribuição consista em serviços.capital da sociedade. subsidiariamente e no que co m ela for compatível. SUBTÍTULO II Da Sociedade Personificada CAPÍTULO I Da Sociedade Simples Seção I Do Contrato Social Art.Art. Salvo estipulação em contrário. profissão e residência dos sócios. mencionará: I . particular ou públic o. objeto da conta de participação relativa aos negócios sociais.as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade. subsidiariamente.denominação. nacionalidade e sede dos sócios. 994. as respectivas contas serão prestad as e julgadas no mesmo processo. se jurídicas. e seus poderes e atribuições. 996.

Art.003. pelas obr igações que tinha como sócio. responderá perante esta pelo dano emergente da mor a. o disposto no § 1o do art. Art. ou reduzir-lhe a quota ao montante já realizado. na forma e prazo previstos. r esponde pela evicção. s e algum sócio nele houver sido representado por procurador. As obrigações dos sócios começam imediatamente com o contrato. e terminam quando. será a inscrição tomada por t ermo no livro de registro próprio. 1.Parágrafo único. à indeniz ação. com a prova da inscrição originária. § 1o O pedido de inscrição será acompanhado do instrumento autenticado do contrato. perante a sociedade e terceiros. 1.001. Art. sem o consentime nto dos demais sócios. § 2o Com todas as indicações enumeradas no artigo antecedente. expresso em modificação do contrato social. posse ou uso. neste deverá também inscrevê-la. as demais podem ser deci didas por maioria absoluta de votos. Parágrafo único. 1. responde o ce dente solidariamente com o cessionário. se for o caso. 1. 998. . O sócio que. 999. nos trinta dias seguinte s ao da notificação pela sociedade. a constituição da sucursal. 1. Até dois anos depois de averbada a modificação do contrato. o da respectiva procur ação. em ambos os casos. A cessão total ou parcial de quota. e aquele que deixar de fazê-lo. a sociedade deverá requerer a i nscrição do contrato social no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua se de. filial ou agência na circu nscrição de outro Registro Civil das Pessoas Jurídicas. a exclusão do sócio remisso. e pela solvência do devedor.004. não terá eficácia quanto a estes e à sociedade. aquele que transferir crédito. Verificada a mora. Art. Art.000. transmitir domínio. 997. Seção II Dos Direitos e Obrigações dos Sócios Art. filial ou agência deverá ser averbada no Registro Civil da respectiva sede. A sociedade simples que instituir sucursal. às contribuições estabele cidas no contrato social. Os sócios são obrigados. bem como. Qualquer modificação do contrato social será averbada.005. Parágrafo único. Art. contrário ao dis posto no instrumento do contrato.002.031. Parágrafo único. Art. 1. Parágrafo único. cumprindo-se as fo rmalidades previstas no artigo antecedente. Nos trinta dias subseqüentes à sua constituição. liquidada a sociedade. e. que tenham por objeto matéria indicada n o art. da prova de autorização da autoridade competente. aplica ndo-se. e obedecerá a número de ordem contínua para todas as sociedades inscritas. se extinguirem as respo nsabilidades sociais. É ineficaz em relação a terceiros qualquer pacto separado. As modificações do contrato social. poderá a maioria dos demais sócios preferir. sem a correspondente modificação do co ntrato social com o consentimento dos demais sócios. se o contrato não determinar a necessidade de deliberação unânime. a título de quota social. O sócio não pode ser substituído no exercício das suas funções. dependem do consentimento de todos os sócios. Em qualquer caso. 1. se este não fix ar outra data.

conta dos segundo o valor das quotas de cada um. por maioria de votos . e. Art. nomeado por instrumento em separado. Quando. § 1o Se a administração competir separadamente a vários administradores. além das pessoas impedidas por lei especial. por lei ou pelo contrato social. cuja contribuição consista em serviços. sob pena de ser privado de seu s lucros e dela excluído. 1.010. e. § 1o Para formação da maioria absoluta são necessários votos correspondentes a mais de met ade do capital. cuja contribuição consiste em serviços. sabendo ou devendo saber que estava agindo em desacordo com a maioria. cada um pode im pugnar operação pretendida por outro. contra o sistema financeiro nacional. peita ou suborno. competir aos sócios decidir s obre os negócios da sociedade.Art. 1. peculato. O sócio. 1. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas. as disposições concernen tes ao mandato. § 3o Responde por perdas e danos o sócio que.007. no exercício de suas funções. compete s eparadamente a cada um dos sócios. A distribuição de lucros ilícitos ou fictícios acarreta responsabilidade sol idária dos administradores que a realizarem e dos sócios que os receberem. deve averbá-lo à m argem da inscrição da sociedade.011. Art. os co ndenados a pena que vede. decidirá o juiz. Art. § 2o Aplicam-se à atividade dos administradores. A administração da sociedade. Art. Art. en quanto perdurarem os efeitos da condenação. 1. no que couber. participar da deliberação que a aprove graças a seu voto. . O administrador. § 2o Prevalece a decisão sufragada por maior número de sócios no caso de empate.006. cabendo a decisão aos sócios.013. pelos atos que praticar. nada dispondo o contrato social. se e ste persistir.012. mas aquele. 1. contra as normas d e defesa da concorrência. empregar-se em atividade estranha à sociedade. as deliberações serão tomadas por maioria de votos. Salvo estipulação em contrário. tendo em alguma operação interesse contrário ao da sociedade. o u por crime falimentar. contra as relações de consumo. concussão. responde pessoal e solidariamente com a sociedade. 1. O administrador da sociedade deverá ter. não pode. a fé pública ou a propriedade. salvo convenção em con rário.008. de prevaricação. so mente participa dos lucros na proporção da média do valor das quotas. Seção III Da Administração Art. o sócio participa dos lucros e das perdas. 1. ou con tra a economia popular. § 2o Responde por perdas e danos perante a sociedade o administrador que realizar operações. Art. o acesso a cargos públicos. conhecend o ou devendo conhecer-lhes a ilegitimidade.009. § 1o Não podem ser administradores. o cui dado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios. 1. ainda que temporariamente. antes de requerer a ave rbação. n a proporção das respectivas quotas.

tendo em qualquer operação inte esse contrário ao da sociedade. São irrevogáveis os poderes do sócio investido na administração por cláusula exp ressa do contrato social. Art. respondem os sócios p elo saldo. se houver prejuízo.023. 1. nos limites de seus poderes. os poderes conferidos a sócio por ato s eparado. 1. a pedido de qualquer dos sócios. Parágrafo único. Parágrafo único. com todos os lucros resultantes. aplicar crédi tos ou bens sociais em proveito próprio ou de terceiros. 1. por interméd io de qualquer administrador. terá de restituí-los à sociedad e.Art. ou a quem não seja sócio.018. Os administradores respondem solidariamente perante a sociedade e os terceiros prejudicados. Salvo estipulação que determine época própria. Art. e o estado da caixa e da carteira da sociedade . Ao administrador é vedado fazer-se substituir no exercício de suas funções. ou. por meio de administradores com poderes especiais. a oneração ou a vend a de bens imóveis depende do que a maioria dos sócios decidir. 1. tome parte na correspondente deliberação. assume obrigações e procede judicialmente. e apresentar-lhes o inventário anualmente.015. São revogáveis. Art. Fica sujeito às sanções o administrador que. No silêncio do contrato. Nos atos de competência conjunta de vários administradores. II . salvo cláusula de respon sabilidade solidária. 1.014. 1. Art. 1. examinar os livros e documentos. 1. a qualquer tempo. A sociedade adquire direitos. Os administradores são obrigados a prestar aos sócios contas justificada s de sua administração. não os havendo. reconhecida judicialmente. constituir mandatários da socied ade.se a limitação de poderes estiver inscrita ou averbada no registro próprio da soci edade. Art. sendo-lhe facultado. Art. especificados no instrumento os atos e operações que poderão praticar. 1. não constituindo objeto social. em que a omissão ou retardo d as providências possa ocasionar dano irreparável ou grave. na proporção em que participem das perdas sociais. os administradores podem praticar todos os at os pertinentes à gestão da sociedade. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da so . 1.016. bem como o balanço pa trimonial e o de resultado econômico.019. Art. ou pagar o equivalente. Art. por culpa no desempenho de suas funções. a qualquer tempo. Se os bens da sociedade não lhe cobrirem as dívidas.tratando-se de operação evidentemente estranha aos negócios da sociedade. por ele também responderá. Art. sem consentimento escrito dos sócios. torna-se nec essário o concurso de todos. O administrador que. O excesso por parte dos administradores somente pode ser oposto a t erceiros se ocorrer pelo menos uma das seguintes hipóteses: I . e.017. Parágrafo único. III .020. salvo justa causa.024.021.provando-se que era conhecida do terceiro. salvo nos casos urgentes.022. o sócio pode. Seção IV Das Relações com Terceiros Art. 1.

1. na insuficiência de outros bens do de vedor.ciedade. nem nos dois primeiros casos. ou aquele cuja quota tenha sido liquidada nos termos do parágrafo único do art. considerada pelo montante efetivamente realizado. Art.026. Ressalvado o disposto no art. por acordo com os herdeiros. . O credor particular de sócio pode. Parágrafo único. até que se liquide a sociedade.028. Art. salvo disposição contratual em contrário. apurado na forma do art. fazer recair a execução sobre o que a este couber nos lucros da sociedade. qualquer sócio pode reti rar-se da sociedade. regular-se a substituição do sócio falecido. com base na situação patrimonial da sociedade.se o contrato dispuser diferentemente. Parágrafo único. não se exime das dívidas sociai s anteriores à admissão. Art. A retirada. 1.031. exclusão ou morte do sócio. Os herdeiros do cônjuge de sócio. Art.030. pode o sócio se r excluído judicialmente. liquidar-se-á. senão depois de executados os bens sociais. salvo acordo. ou a seus herdeiros. 1. ou estipulação contratual em contrário. ainda.031. até dois anos após averbada a r esolução da sociedade. por falt a grave no cumprimento de suas obrigações. ou na parte que lhe tocar em liquidação. a partir da liquidação. Seção V Da Resolução da Sociedade em Relação a um Sócio Art. No caso de morte de sócio. O sócio. liquidar-se-á sua quota. salvo se os demais sócios suprirem o valor da quota. admitido em sociedade já constituída. Art. Se a sociedade não estiver dissolvida. no juízo da execução. 1. mas con correr à divisão periódica dos lucros. será depositado em dinheiro.032. provando judici almente justa causa. Será de pleno direito excluído da sociedade o sócio declarado falido. III . ou o cônjuge do que se separou judicialm ente. 1. 1. pode o credor requerer a liqui dação da quota do devedor. salvo: I . 1.004 e seu parágrafo único. da responsabilidade pelas obrigações sociais anteriores. ou.se os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade. pelas posteriores e em igual pr azo.029. mediante iniciativa da maioria dos demais sócios. Art. com antecedência mínima de sessenta dias. II . 1.025. até noventa dias após aquela liquidação. Além dos casos previstos na lei ou no contrato. não o exime. no prazo de noventa dias. se de prazo indeterminado. enquanto não se requerer a averbação. § 1o O capital social sofrerá a correspondente redução. mediante notificação aos demais sócios . o valor da sua quota. 1. não podem exigir desde logo a parte que lhes couber na quota social. § 2o A quota liquidada será paga em dinheiro. 1. Nos trinta dias subseqüentes à notificação. verificada em balanço especialmente levantado. Art. cujo valor. 1. por incapacidade superveniente .027. podem os demais sócios optar pel dissolução da sociedade. Parágrafo único. à data d a resolução.026. Nos casos em que a sociedade se resolver em relação a um sócio.se. se de prazo determinado.

vedadas novas operações. de autorização para funcionar. Art. e restringir a gestão própria aos negócios inadiáveis. o Ministério Públ ico.se eleito pela forma prevista neste artigo.exaurido o fim social. pode o sócio requerer. III . pelas quais responderão solidária e ilimitadamente.a extinção. Se não estiver designado no contrato social.033. Caso o Ministério Público não promova a liquidação judicial da sociedade nos quinze dias subseqüentes ao recebimento da comunicação. no que couber. por maioria absoluta. de 2011) (Vigência) Art. quando: I . inclus ive na hipótese de concentração de todas as cotas da sociedade sob sua titularidade. ou verificada a sua inexeqüibilidade.Seção VI Da Dissolução Art. não reconstituída no prazo de cento e oitenta d ias. podendo a escolha recair em pessoa estranha à sociedade. a autoridade competente para c onceder a autorização nomeará interventor com poderes para requerer a medida e adminis trar a sociedade até que seja nomeado o liquidante.o consenso unânime dos sócios. 1. observado. 1. a serem verificadas judicialmente quando contestadas. 1. na sociedade de prazo indetermin ado. a todo tempo: I . Parágrafo único. Art. desde logo. II . O contrato pode prever outras causas de dissolução. Art.035. Ocorrida a dissolução.a falta de pluralidade de sócios. vencido este e sem oposição de sócio. IV . promoverá a liquidação judicial da sociedade.034.037. r equeira. 1. Dissolvida de pleno direito a sociedade. Ocorrendo a hipótese prevista no inciso V do art. 1.441. na forma da lei.115 deste Código .036.033.038.a deliberação dos sócios. tão logo lhe comunique a autoridade competente. Art. Parágrafo único. § 1o O liquidante pode ser destituído. Não se aplica o disposto no inciso IV caso o sócio remanescente.113 a 1. cumpre aos administradores providenciar imediatam ente a investidura do liquidante.o vencimento do prazo de duração. II . (Redação dada pela Lei nº 12. caso em que se prorrogará por tempo indeterminado. o liquidante será eleito po r deliberação dos sócios. ou se o sócio não houver exercido a faculdade assegurada no parágrafo úni co do artigo antecedente. Dissolve-se a sociedade quando ocorrer: I . a liquidação judicial. Parágrafo único. se os administradores não o tiverem feito nos trinta dias seguintes à per da da autorização. no Registro Público de Empresas Mercantis. . 1. o disposto nos arts. a transformação do registro da soc iedade para empresário individual ou para empresa individual de responsabilidade l imitada. mediante deliberação dos sócios. 1.anulada a sua constituição. V . 1. a requerimento de qua lquer dos sócios. não en trar a sociedade em liquidação. A sociedade pode ser dissolvida judicialmente. salvo se.

Art. no que seja omisso. e os comanditários.041.tendo ocorrido prorrogação contratual. Art. pelas obrigações sociais. no ato constitutivo. 1. pretender a liquidação da quota do devedor. CAPÍTULO II Da Sociedade em Nome Coletivo Art. ou por unânime convenção posterior. 1. Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletiv o.039.047. pessoas físicas. sendo o uso da firma. O contrato deve mencionar. Na sociedade em comandita simples tomam parte sócios de duas categoria s: os comanditados.II . a requerimento de um ou mais sócios. Art. Sem prejuízo da responsabilidade perante terceiros. nos limites do contrato. O contrato deve discriminar os comanditados e os comanditários. Pode o comanditário ser constituído procurador da sociedade. levantada no prazo de noventa dias.040. sob pena de ficar sujeito às responsabilidades de sócio comanditado. no que forem compatíveis com as deste Capítulo. § 2o A liquidação da sociedade se processa de conformidade com o disposto no Capítulo IX . respondendo todos os sócios. Aos comanditados cabem os mesmos direitos e obrigações dos sócios da soci edade em nome coletivo. 1. Parágrafo único. se empresária. a fi rma social.046.em qualquer caso. contado da publicação do ato dilatório. Poderá fazê-lo quando: I . 1. 997. Art.033 e. responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obr igações sociais. 1. antes de dissolver-se a sociedade . pelas do Capítulo antecedente. Aplicam-se à sociedade em comandita simples as normas da sociedade em nome coletivo. privativo dos que tenham os necessários poderes . podem os sócios. Parágrafo único. II . O credor particular de sócio não pode. nem ter o nome na firma social.a sociedade houver sido prorrogada tacitamente. não pode o comanditário praticar qualquer ato de gestão. Parágrafo único. por via judicial. deste Subtítulo. 1. Art. limitar entre si a responsabili dade de cada um.043. 1. 1. Sem prejuízo da faculdade de participar das deliberações da sociedade e de lhe fiscalizar as operações. CAPÍTULO III Da Sociedade em Comandita Simples Art.044. A sociedade se dissolve de pleno direito por qualquer das causas enu meradas no art. além das indicações referidas no art. A sociedade em nome coletivo se rege pelas normas deste Capítulo e.045. Parágrafo único. também pela declaração da falência. Parágrafo único. ocor rendo justa causa. 1. A administração da sociedade compete exclusivamente a sócios. solidária e ilimitadamente.042. obrigados somente pelo valor de sua quota. for acolhida judicialmente oposição do credo r. 1. para negócio . Art. Art.

1. Dissolve-se de pleno direito a sociedade: I . A sociedade limitada rege-se. que designarão quem os represente.por qualquer das causas previstas no art. durante o período referido no inciso II e sem assumir a cond ição de sócio. a diminuição da quota do comanditário. 1. os comanditários nomearão administrador pr ovisório para praticar. A quota é indivisível em relação à sociedade. antes de reintegrado aquele. CAPÍTULO IV Da Sociedade Limitada Seção I Disposições Preliminares Art. 1.050. 1. iguais ou desiguais. se for o caso.054. No caso de morte de sócio comanditário. § 2o É vedada contribuição que consista em prestação de serviços. produz efeito. no que couber.044. os direitos a ela inerentes somente podem ser e . em conseqüência de ter sido reduzido o ca pital social. continuará com os seus sucessores. 1. pelas normas da sociedade simples. Seção II Das Quotas Art. Art. Art. Art. cabendo u ma ou diversas a cada sócio. 1. 1. a firma social.051. sempre sem prejuízo dos credores preexistentes. Parágrafo único. Diminuído o capital social por perdas supervenientes. nas omissões deste Capítulo. Na sociedade limitada.049. os atos de administração. O capital social divide-se em quotas. e.052. Parágrafo único. Somente após averbada a modificação do contrato. 1. Art. até o prazo de cinco anos da data do registro da sociedade. as indicações do art.056.quando por mais de cento e oitenta dias perdurar a falta de uma das categor ias de sócio. 1. O contrato mencionará. a responsabilidade de cada sócio é restrita ao va lor de suas quotas. II . a sociedade.055. salvo disposição do con trato. Art. Art. § 1o No caso de condomínio de quota. quanto a t erceiros.determinado e com poderes especiais.048. salvo para efeito de transferência . Art.053. 997. O sócio comanditário não é obrigado à reposição de lucros recebidos de boa-fé e d cordo com o balanço. não pode o comand itário receber quaisquer lucros. caso em que se observará o disposto no artigo seguinte. 1. Na falta de sócio comanditado. O contrato social poderá prever a regência supletiva da sociedade limit ada pelas normas da sociedade anônima. § 1o Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social respondem solidariament e todos os sócios. mas todos respondem solidariamente pela integralização do capita l social. Parágrafo único.

quando tais lucros ou quantia se distribuírem com prejuízo do capital.057. O exercício do cargo de administrador cessa pela destituição. § 2o Sem prejuízo do disposto no art. 1. sua destituição somente se opera pela aprovação de titulares de quotas correspondentes. em qualquer tempo. mediante requerimento apresentado nos dez dias seguintes ao da ocorrência . A cessão terá eficácia quanto à sociedade e terceiros. do titular. esta se tornará sem efeito. inclusive para os fi ns do parágrafo único do art. A sociedade limitada é administrada por uma ou mais pessoas designadas no contrato social ou em ato separado. § 1o Se o termo não for assinado nos trinta dias seguintes à designação. as prestações estabelecidas no contrato mais as despesas. § 1o Tratando-se de sócio nomeado administrador no contrato. ainda que autorizados pelo contrato. (Redação dada pela Lei nº 12. Parágrafo único.058. nacionalidade. excluindo o primitivo titular e devolvendo-lhe o que houver pago. Art. Art.003.375. o ato e a data da nomeação e o prazo de gestão. Art. a dois terços do capital social. deve o administrador requerer seja averbada sua nomeação no registro competente. Art. enquanto o capital não estiver integralizado. Seção III Da Administração Art. 1. Parágrafo único. no mín imo. de 2010) Art. não houver recondução. a partir da averbação do respectivo instrumento. 1. ou pelo término do prazo se. A designação de administradores não sócios dependerá de aprovação da unanimidade dos sócios.059. no mínimo. desde o momento . os outros sócios podem. tomá-la para si ou transferi-la a terceiros.062. em relação à sociedade.052. § 2o A cessação do exercício do cargo de administrador deve ser averbada no registro com petente. estado civil. total ou parcialme nte.xercidos pelo condômino representante. Os sócios serão obrigados à reposição dos lucros e das quantias retiradas. Art. su bscrito pelos sócios anuentes. 1. 1. com exibição de documento de identidade. salvo disposição contratual diversa. o sócio pode ceder sua quota. 1. residência.061. a q ualquer título.004 e seu parágrafo único. A administração atribuída no contrato a todos os sócios não se estende de pl no direito aos que posteriormente adquiram essa qualidade. fixado no contrato ou em ato separ ado.063. § 2o Nos dez dias seguintes ao da investidura. Não integralizada a quota de sócio remisso. a quem seja sócio. ou pelo inventariante do espólio de sócio falec ido.060. Na omissão do contrato. 1. § 3o A renúncia de administrador torna-se eficaz. mencionando o seu nome. 1. e de 2/3 (dois terços). independentemente de audiência dos outros. 1. 1. após a integralização. ou a estranho. os condôminos de quota indivisa respondem solidariamente pelas prestações necessárias à sua integralização. se não houver oposição de titulares de mais de um quarto do capital social. sem pr ejuízo do disposto no art. d eduzidos os juros da mora. O administrador designado em ato separado investir-se-á no cargo media nte termo de posse no livro de atas da administração.

proceder-se-á à elaboração do inventário. os atos a que se refere e ste artigo. Além de outras atribuições determinadas na lei ou no contrato social.praticar. II . eleitos na assembléia anual prevista no art. 1. do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico. devendo os administradores ou liquidantes prestar-lhe s as informações solicitadas. Art. que representarem pelo menos um quinto do cap ital social. anualmente. aos membros do conselho fiscal incumbem. § 1o Não podem fazer parte do conselho fiscal. O membro ou suplente eleito. Art.convocar a assembléia dos sócios se a diretoria retardar por mais de trinta dias a sua convocação anual. salvo cessação anterior. Seção IV Do Conselho Fiscal Art. individual ou conjuntamente. V . tomando por base o balanço patrimonial e o de resultado econômico. O uso da firma ou denominação social é privativo dos administradores que t enham os necessários poderes.exarar no mesmo livro e apresentar à assembléia anual dos sócios parecer sobre o s negócios e as operações sociais do exercício em que servirem. os livros e papéis da sociedade e o esta do da caixa e da carteira.069. Sem prejuízo dos poderes da assembléia dos sócios.denunciar os erros.066. os membros dos demais órgãos da sociedade ou de outra por ela controlada . Parágrafo único. 1. 1.examinar. e. que exercerá. 1. Ao término de cada exercício social. sócios ou não. pode o contrato institu ir conselho fiscal composto de três ou mais membros e respectivos suplentes.011.064. em que se mencione o seu nome.065. esta se tornará sem efeito. os empregados de quaisquer delas ou dos respectivos administradores.em que esta toma conhecimento da comunicação escrita do renunciante. estado civil. A remuneração dos membros do conselho fiscal será fixada. 1. Art. em relação a ter ceiros. nacion alidade. além dos inelegíveis enumerados no § 1o do art. VI . tendo em vista as disposições especiais reguladoras da liquidação. após a averbação e publicação. durante o período da liquidação da sociedade. ou sempre que ocorram motivos graves e urgentes. 1. o direito de eleger. . os deveres seg uintes: I . até a subseqüente assembléia anual. Se o termo não for assinado nos trinta dias seguintes ao da eleição. pela assembléia dos sócios que os eleger. pelo menos trimestralmente.lavrar no livro de atas e pareceres do conselho fiscal o resultado dos exam es referidos no inciso I deste artigo. residência e a data da escolha.068. 1. sugerindo providências úteis à sociedade. residentes no País. o cônjuge o u parente destes até o terceiro grau. fraudes ou crimes que descobrirem.067. ficará investido nas suas funções . um dos membros do conselho fisc al e o respectivo suplente. assinando termo de posse lavrado no liv ro de atas e pareceres do conselho fiscal. III . separadamente. Art. IV . 1. Art.078. § 2o É assegurado aos sócios minoritários.

ou por titulares de mais de um quinto do capital.a designação dos administradores. quando os administradores retardarem a convocação. 1. se houver u rgência e com autorização de titulares de mais da metade do capital social. 1. 1. o disposto na pres ente Seção sobre a assembléia. As atribuições e poderes conferidos pela lei ao conselho fiscal não podem ser outorgados a outro órgão da sociedade. nos casos omissos no contrato. no prazo de oito dias.152. obedecido o disposto no art. § 4o No caso do inciso VIII do artigo antecedente. devendo ser con vocadas pelos administradores nos casos previstos em lei ou no contrato. Parágrafo único. 1. sobre a matéria que seria objeto delas. O conselho fiscal poderá escolher para assisti-lo no exame dos livros . § 2o Dispensam-se as formalidades de convocação previstas no § 3o do art. § 1o A deliberação em assembléia será obrigatória se o número dos sócios for superior a dez. 1. . A reunião ou a assembléia podem também ser convocadas: I . As deliberações dos sócios. § 6o Aplica-se às reuniões dos sócios. nos casos previstos em lei ou no contrato. mediante remuneração aprovada pela assembléia dos sócios.por sócio.010. dos balanços e das contas.Art. § 3o A reunião ou a assembléia tornam-se dispensáveis quando todos os sócios decidirem. contabilista legalmente habilitado. os administradores. VIII . a fusão e a dissolução da sociedade. cientes do local. § 5o As deliberações tomadas de conformidade com a lei e o contrato vinculam todos os sócios.016). 1. e a responsabilidade de seus membros obed ece à regra que define a dos administradores (art.a destituição dos administradores. Art.072.a aprovação das contas da administração. quando feita em ato separado. Seção V Das Deliberações dos Sócios Art. 1.071. data . pedido de convocação f undamentado.070. com indicação das matérias a serem tratadas. serão tomada s em reunião ou em assembléia. podem requ erer concordata preventiva. III . Dependem da deliberação dos sócios.a modificação do contrato social. ainda que ausentes ou dissidentes. hora e ordem do dia. Art. quando todos os sócios comparecerem ou se declararem. V . conforme previsto no contrato social. IV . II . por mais de sessenta dias. além de outras matérias indicadas na lei o u no contrato: I . VI .a incorporação. quando não estabelecido no contrato. ou a cessação do estado de liquidaç VII . po r escrito.a nomeação e destituição dos liquidantes e o julgamento das suas contas. por escrito.o pedido de concordata.073.o modo de sua remuneração. quando não atendido.

tomar as contas dos administradores e deliberar sobre o balanço patrimonial e o de resultado econômico. os quais serão submetidos. ou dela por outra. e. Art. nos q uatro meses seguintes à ao término do exercício social. terá o sócio que dissentiu o direito de retirar-se da socieda de. 1. no mínimo. § 2o Nenhum sócio. A assembléia dos sócios deve realizar-se ao menos uma vez por ano.tratar de qualquer outro assunto constante da ordem do dia.071.II . mas sem prejuízo dos que queiram assiná-la. proceder-se-á à leitura dos documentos referidos no parágrafo antecedente. em segunda. que a solicitar. as delibe rações dos sócios serão tomadas: I . § 1o Até trinta dias antes da data marcada para a assembléia. aplicando-se. será entregue cópia autenticada da ata. pelo presidente. A assembléia será presidida e secretariada por sócios escolhidos entre os presentes. § 2o Instalada a assembléia. nos vinte dia s subseqüentes à reunião.pelo conselho fiscal. fusão da sociedade. A assembléia dos sócios instala-se com a presença. se houver. Art. a discussão e votação. apresentada ao Registro Público de Empresas Mercantis para arq uivamento e averbação. 1. 1. 1. juntamente com a ata.078. II . ou pela mesa. § 1o Dos trabalhos e deliberações será lavrada. por si ou na condição de mandatário.077. nesta não . III. nos casos a que se refere o inciso V do ar t. II .075. a três quartos do capital social. media nte outorga de mandato com especificação dos atos autorizados. incorporação de out ra. 1. no silêncio do contrato social antes vigente. devendo o instrumento ser levado a registro. 1. III . os documentos referidos no inciso I deste artigo devem ser postos. em primeira convocação. IV e VIII do art.061 e no § 1o do art.069. § 2o Cópia da ata autenticada pelos administradores. nos ca sos previstos nos incisos V e VI do art. nos demais casos previstos na lei ou no contrato. será. com o objetivo de: I . Ressalvado o disposto no art.designar administradores. 1. § 1o O sócio pode ser representado na assembléia por outro sócio. III . nos trinta dias subseqüentes à reunião. 1. o disposto no art. por escrito. no livro de atas da assembléia.076. Quando houver modificação do contrato. 1. Art. nos casos p revistos nos incisos II.pelos votos correspondentes. à disposição dos sócios que não exerçam a administração. quantos bastem à valid ade das deliberações. 1.063.pelos votos correspondentes a mais de metade do capital social.071. Art. pode votar matéria que lhe diga resp eito diretamente.031.074. ata assina da pelos membros da mesa e por sócios participantes da reunião. com qualquer núm ero. e com a prova do respect ivo recebimento.pela maioria de votos dos presentes. quando for o caso. § 3o Ao sócio. ou por advogado. Art. de titulares de no mínimo três quartos do capital social. 1. se este não exigir maioria mais elevada.

1. se houver perdas irreparáveis. 1. os do conselho fiscal.depois de integralizado.podendo tomar parte os membros da administração e. As deliberações infringentes do contrato ou da lei tornam ilimitada a re sponsabilidade dos que expressamente as aprovaram. Art. Seção VII Da Resolução da Sociedade em Relação a Sócios Minoritários . da ata da assembléia q ue a tenha aprovado. Seção VI Do Aumento e da Redução do Capital Art. se ho uver. os do conselho fiscal .se excessivo em relação ao objeto da sociedade. por título líquido anterior a essa data. aplica-se o disposto no caput do art. mediante a correspondente modifi cação do contrato: I . a redução do capital será reali zada com a diminuição proporcional do valor nominal das quotas. não for impugnada. § 3o A aprovação. Aplica-se às reuniões dos sócios. se houver.057.083. pod e ser o capital aumentado.081. ou por terceiros. 1. tornando-se efetiva a partir da averbação. § 1o No prazo de noventa dias.084. 1. a to talidade do aumento. § 2o À cessão do direito de preferência.082. Ressalvado o disposto em lei especial. para que seja aprovada a m odificação do contrato. e assumida pelos sócios. ou se provado o pagamento da dívida ou o depósito judicial do re spectivo valor. sem reserva. 1. terão os sócios preferência para participar do aumen na proporção das quotas de que sejam titulares. com diminuição proporcional. poderá opo r-se ao deliberado. integralizadas as quotas. nos casos omissos no contrato. Art. haverá reunião ou assembléia dos sócios. Pode a sociedade reduzir o capital.080. § 3o Satisfeitas as condições estabelecidas no parágrafo antecedente. § 4o Extingue-se em dois anos o direito de anular a aprovação a que se refere o parágraf o antecedente. obedecido o disposto no § 1o do art. do valor nominal das quotas. com a correspondente modificação do contrato. 1. dolo ou simulação.079. o estabel ecido nesta Seção sobre a assembléia. no prazo estabelecido no parágrafo antecedent e. do balanço patrimonial e do de resultado econômico. § 2o A redução somente se tornará eficaz se. da ata que tenha aprovado a redução.072. exonera de responsabilidade os membros da administração e. II . ou dispensando-se as prestações ainda d evidas. proceder-se-á à averbaç no Registro Público de Empresas Mercantis. Art. Art. No caso do inciso I do artigo antecedente. a redução do capital será feita restit uindo-se parte do valor das quotas aos sócios. No caso do inciso II do art. 1. salvo e rro. 1. contado da data da publicação da ata da assembléia que ap rovar a redução. o credor quirografário.082. § 1o Até trinta dias após a deliberação. no Registro Público de Empresas Mercantis. § 3o Decorrido o prazo da preferência. Art. 1. em ambos os casos.

1. em virtude de atos de inegável gravidad e. A assembléia geral não pode. § 1o Se houver mais de um diretor.087. obrigando -se cada sócio ou acionista somente pelo preço de emissão das ações que subscrever ou adqu irir. 1. de pleno direito.090. Efetuado o registro da alteração contratual.088.086. por qualquer das causas p revistas no art. sem limitação de temp o.092.030. A sociedade dissolve-se.089. responsável pelas obrigações sociais contraídas sob sua administração.091. Na sociedade anônima ou companhia. Ressalvado o disposto no art.032. Art. ou partes beneficiárias. as disposições deste Código. 1. 1. nos ca sos omissos. e somente poderão ser destituídos por deliberação de acionistas que representem no míni mo dois terços do capital social. § 2o Os diretores serão nomeados no ato constitutivo da sociedade. quando a maioria dos sócios.Art. A exclusão somente poderá ser determinada em reunião ou assembléia especial mente convocada para esse fim. 1. criar debêntures. A sociedade em comandita por ações tem o capital dividido em ações. desde que prev ista neste a exclusão por justa causa. 1. e opera sob firma ou denominação. Parágrafo único. entender que um ou mais sócios estão pondo em risco a continuidade da empresa. Art. Seção VIII Da Dissolução Art. ciente o acusado em tempo hábil para permitir seu c omparecimento e o exercício do direito de defesa. serão solidariamente responsáveis. depois de esgota dos os bens sociais. A sociedade anônima rege-se por lei especial. aplicar-se-á o disposto nos a rts. CAPÍTULO VII Da Sociedade Cooperativa . aplicando-se-lhe.044. 1. Art. aumentar ou diminui r o capital social. sem o consentimento dos diretores. repr esentativa de mais da metade do capital social. durante dois anos. Art. 1. co mo diretor. mediante alteração do contrato social. regendose pelas normas relativas à sociedade anônima. 1. responde subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações da sociedade. CAPÍTULO V Da Sociedade Anônima Seção Única Da Caracterização Art. 1. mudar o objeto essencial da sociedade. o capital divide-se em ações. poderá excluí-los da sociedade. sem prejuízo das modificações constantes de ste Capítulo. 1. CAPÍTULO VI Da Sociedade em Comandita por Ações Art. § 3o O diretor destituído ou exonerado continua. Somente o acionista tem qualidade para administrar a sociedade e.031 e 1.085. prorrogar-lhe o prazo de duração.

Diz-se coligada ou filiada a sociedade de cujo capital outra socieda de participa com dez por cento ou mais. do capital da outra. . II .direito de cada sócio a um só voto nas deliberações. VII . 1. § 1o É limitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio responde somente pelo valor de suas quotas e pelo prejuízo verificado nas operações sociais. IV . são controladas.095. Art.093. em suas relações de capital. a responsabilidade dos sócios pode ser limit ada ou ilimitada. 1. Na sociedade cooperativa. esteja em poder de outra.intransferibilidade das quotas do capital a terceiros estranhos à sociedade.094.limitação do valor da soma de quotas do capital social que cada sócio poderá tomar . ou dispensa do capital social. Art. resguardadas as características estabelecidas no art. A sociedade cooperativa reger-se-á pelo disposto no presente Capítulo. Consideram-se coligadas as sociedades que.098. e qualquer que seja o valor de sua participação. para a assembléia geral funcionar e deliberar. Art.099.indivisibilidade do fundo de reserva entre os sócios. 1.a sociedade de cujo capital outra sociedade possua a maioria dos votos nas d eliberações dos quotistas ou da assembléia geral e o poder de eleger a maioria dos adm inistradores.concurso de sócios em número mínimo necessário a compor a administração da sociedade. VI . proporcionalmente ao valor das operações efetuadas pe lo sócio com a sociedade. No que a lei for omissa. s em limitação de número máximo. fundado no número de sócios presentes à reunião. 1. ainda que por herança. É controlada: I . V . referido no inciso antecedente.quorum. filiadas. guardada a pro porção de sua participação nas mesmas operações. III .distribuição dos resultados. e não no capital social representado. São características da sociedade cooperativa: I . podendo ser atribuído juro fixo ao capital realizado. sem controlá-la. r essalvada a legislação especial. na forma dos artigos seguintes. § 2o É ilimitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio responde solidária e i limitadamente pelas obrigações sociais. 1. VIII . Art. Art. mediante ações ou quotas possuídas por sociedades ou sociedades por esta já co ntroladas. CAPÍTULO VIII Das Sociedades CoLigadas Art. 1.096.097.Art. ou de simples participação.a sociedade cujo controle. 1. tenha ou não capital a sociedade . ainda que em caso de dissolução da sociedade.094. aplicam-se as disposições referentes à sociedade simples. 1.variabilidade. II .

VI . a integral ização de suas quotas e. prestando conta dos atos praticados durante o semest re. 1. Salvo disposição especial de lei. nos limites da respon sabilidade de cada um e proporcionalmente à respectiva participação nas perdas. VIII . à elaboração do inventário e do balanço geral d o ativo e do passivo. Art. Dissolvida a sociedade e nomeado o liquidante na forma do disposto n este Livro. As obrigações e a responsabilidade do liquidante regem-se pelos preceito s peculiares às dos administradores da sociedade liquidanda. II . Art.103. onde quer que estejam.ultimar os negócios da sociedade. ressalvado o disposto no ato constitutivo ou no instrumento da dissolução. cada seis meses. Parágrafo único. a sociedade não poderá exercer o direito de voto correspondente às ações ou quotas em exc esso.convocar assembléia dos quotistas. entre os sócios solventes e na mesma proporção. realizar o ativo. V . . IV .averbar e publicar a ata.exigir dos quotistas. se for o caso. sempre que possível. as quantias necessárias.averbar a ata da reunião ou da assembléia. apresentar aos sócios o relatório da liquidação e as suas contas finais. o liquidante empregará a fir ma ou denominação social sempre seguida da cláusula "em liquidação" e de sua assinatura in dividual. É de simples participação a sociedade de cujo capital outra sociedade poss ua menos de dez por cento do capital com direito de voto. Parágrafo único.arrecadar os bens. 1. III . de conformidade com os preceitos deste Capítulo . Parágrafo único. ao das próprias reserv as. quando insuficiente o ativo à solução do passivo. IX . excluída a reserva legal. o devido pelo insolvente. Constituem deveres do liquidante: I . a sociedade não pode participar de outra . as quais devem ser alienadas nos cento e oitenta dias seguintes àquela aprov ação.101. 1. de acordo com as forma lidades prescritas para o tipo de sociedade liquidanda. averbada a sua nomeação no registro próprio. 1. por montante superior. nos quinze dias seguintes ao da sua investidura e com a assistênci a. que seja sua sócia. dos administradores.proceder.finda a liquidação. repart indo-se. Em todos os atos. que não seja administrador da sociedade.100. segundo o balanço. VII . CAPÍTULO IX Da Liquidação da Sociedade Art. ou sempre que necessário. livros e documentos da sociedade. com a declaração de sua qualidade.102. 1.104. para apresentar relatório e balanço do estado da liquidação. procede-se à sua liquidação.Art. O liquidante. documentos ou publicações. Art. ou o instrumento firmado pelos sócios. Aprovado o balanço em que se verifique ter sido excedido esse limite. que considerar encerrada a liquidação. investir-se-á na s funções. pagar o passivo e partilh ar o remanescente entre os sócios ou acionistas. sentença ou instrumento de dissolução da sociedade.confessar a falência da sociedade e pedir concordata.

transigir. A transformação depende do consentimento de todos os sócios. apensadas ao processo ju dicial. e a propor contra o liquidante ação de perdas e danos. Parágrafo único. A falência da sociedade transformada somente produzirá efeitos em relação a os sócios que. e as presidirá.115. No curso de liquidação judicial.110. ou pelo vo to da maioria dos sócios. a contar da publicação da ata. o pagamento do seu crédito.031. para promover a ação que couber. 1 . 1. 1. no silêncio do estatuto ou do contrato social. 1. o credor não satisfeito só terá direito a exigir dos sóc ios. n em prosseguir. mas depois de pagos os credores. não pode o liquidante gravar de ônus reais os móveis e imóveis.112.107. 1. até o limite da soma por eles rece bida em partilha. convocará o liquidante ass embléia dos sócios para a prestação final de contas. e obe decerá aos preceitos reguladores da constituição e inscrição próprios do tipo em que vai con verter-se. na atividade social. pagar integralmente as dívidas vencidas. da Fusão e da Cisão das Sociedades Art. contrair empréstimos. Pago o passivo e partilhado o remanescente. Art. 1.Art. antes de ultimada a li quidação. ao ser averbada no registro próprio a ata da assembléia. mas. Compete ao liquidante representar a sociedade e praticar todos os at os necessários à sua liquidação. no tipo anterior. pagará o liquidant e as dívidas sociais proporcionalmente. O ato de transformação independe de dissolução ou liquidação da sociedade. em relação a estas. Art. resolvendo s umariamente as questões suscitadas.111. Art. A transformação não modificará nem prejudicará. individualmente. aplicando-se. os direitos dos credores. 1.106. CAPÍTULO X Da Transformação. com desconto.105. 1. Art. se necessário. Sem estar expressamente autorizado pelo contrato social. Art. Aprovadas as contas. o disposto no art. sem distinção entre vencidas e vincendas.109. No caso de liquidação judicial. e a sociedade se extingue. O dissidente tem o prazo de trinta dias. Parágrafo único. embora para facilitar a liquidação. devidamente averbada. Parágrafo único. se o pedirem os titular . Art.114. da Incorporação. será observado o disposto na lei processua l. caso em que o dissidente poderá retirar-se da sociedade. a eles estariam sujeitos. à medida em que se apurem os haveres sociais. salvo se prev ista no ato constitutivo.108. encerra-se a liquidação. reunião ou a ssembléia para deliberar sobre os interesses da liquidação. Art. 1. pode o liquidante.113. Respeitados os direitos dos credores preferenciais. que o liquidante faça rateios por antecipação d a partilha. inclusive alienar bens móveis ou imóveis. salvo quando indispensáveis ao pagamento de obrigações inadiáveis. 1. Parágrafo único. sob sua resp onsabilidade pessoal. o juiz convocará. Art. 1. 1. recebe r e dar quitação. Se o ativo for superior ao passivo. Art. por maioria de votos. Os sócios podem resolver. em qualquer caso. Encerrada a liquidação. em cópia autêntica. As atas das assembléias serão. Parágrafo único.

§ 3o É vedado aos sócios votar o laudo de avaliação do patrimônio da sociedade de que façam p rte. 1. que tenha de ser incorporada.116. Art.120. § 2o Apresentados os laudos. na forma estabelec ida para os respectivos tipos. fusão ou cisão o credor anterior.117. Art. os administradores convocarão reunião ou assembléia dos sócio s para tomar conhecimento deles. § 1o A sociedade que houver de ser incorporada tomará conhecimento desse ato. § 1o A consignação em pagamento prejudicará a anulação pleiteada. 1. 1. Art. A fusão determina a extinção das sociedades que se unem.118. CAPÍTULO XI Da Sociedade Dependente de Autorização Seção I Disposições Gerais . a incorporadora declarará extinta a inc orporada. no registro próprio da sede. § 1o Em reunião ou assembléia dos sócios de cada sociedade. a sociedade poderá garantir-lhe a execução. inclusive a subscrição em bens pelo valor da diferença que se verificar entre o ativo e o passi vo. aos administradores incumbe fazer inscre ver. Na incorporação. A fusão será decidida. decidindo sobre a constituição definitiva da nova s ociedade.es de créditos anteriores à transformação. Até noventa dias após publicados os atos relativos à incorporação. na forma estabelecida para os respectivos tipos. 1. os atos relativos à fusão. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. Art. 1. Art. A deliberação dos sócios da sociedade incorporada deverá aprovar as bases da operação e o projeto de reforma do ato constitutivo.122. serão nomeados os peritos para a avaliação do patrimônio da sociedade. Art. a falência da sociedade incorporadora. autorizará os administradores a praticar o necessário à incorporação. e somente a estes beneficiará. pelas sociedades que pretendam unir-se. poderá promover judicialmente a anulação dele s. e promoverá a respectiva averbação no registro próprio. devendo todas aprová-la. 1. suspendendo-se o p rocesso de anulação. por ela prejudicado. Constituída a nova sociedade. para formar socie dade nova. Aprovados os atos da incorporação. § 3o Ocorrendo. da soc iedade nova ou da cindida. § 2o A deliberação dos sócios da sociedade incorporadora compreenderá a nomeação dos peritos ara a avaliação do patrimônio líquido da sociedade. que a elas sucederá nos direitos e obrigações. para o fim de serem os créditos pagos pelos bens das respectivas mas sas. 1. no prazo deste artigo. deliberada a fusão e aprovado o projeto do ato constitutivo da nova sociedade.119.121. qualquer credor anterior terá direito a pedir a separação d os patrimônios. Art. § 2o Sendo ilíquida a dívida. uma ou várias sociedades são absorvidas por outra. se o aprovar. e. bem como o plano de distribuição do capital social.

autenticada pelos fundadores. também no órgão oficial da União e no prazo de trinta dias. O requerimento de autorização de sociedade nacional deve ser acompanhado de cópia do contrato. bastará junt ar-se ao requerimento a respectiva certidão. 1. 1. Expedido o decreto de autorização. e juntar ao processo prova regular. Ao Poder Executivo é facultado recusar a autorização. a qualquer tempo. as ações da sociedade anônima revestirão. 1. As sociedades anônimas nacionais. no órgão oficial da União. tratando-se de sociedade anôn ima.124. 1. 1. cassar a autorização con cedida a sociedade nacional ou estrangeira que infringir disposição de ordem pública o u praticar atos contrários aos fins declarados no seu estatuto. Não haverá mudança de nacionalidade de sociedade brasileira sem o consenti mento unânime dos sócios ou acionistas. 1. sem prejuízo do disposto em lei especial. quando seus fundadores pretend erem recorrer a subscrição pública para a formação do capital. no registro próprio. 1. de cópia. cumprirá à sociedade publicar os atos ref eridos nos arts.126. financeiras ou jurídicas especificadas em lei. A sociedade promoverá. Art. proceder-se-á à inscrição dos seus atos stitutivos. não se constituirão sem obtê-la. 1. A competência para a autorização será sempre do Poder Executivo federal.131. tratando-se de sociedade anônima. § 2o Obtida a autorização e constituída a sociedade.130. Art. Art. 1. será con siderada caduca a autorização se a sociedade não entrar em funcionamento nos doze mese s seguintes à respectiva publicação. Quando a lei exigir que todos ou alguns sócios sejam brasileiros. na sua sede ficará arquivada cópia autêntica do documento comprobatório da nacionalidade dos sócios. § 1o Os fundadores deverão juntar ao requerimento cópias autênticas do projeto do estatu to e do prospecto. ou. dos documentos exigidos pela lei espe cial.129. Art. Parágrafo único. 1.Art. Art. Art.128.132. Seção II Da Sociedade Nacional Art. Ao Poder Executivo é facultado exigir que se procedam a alterações ou adit amento no contrato ou no estatuto.129. a publicação do termo de inscrição. devendo os sócios. Art. assinada por todos os sócios. 1. Parágrafo único. no silêncio da lei. Ao Poder Executivo é facultado. ou. Se a sociedade tiver sido constituída por escritura pública.128 e 1. Na falta de prazo estipulado em lei ou em ato do poder público. se a sociedade não ate nder às condições econômicas. É nacional a sociedade organizada de conformidade com a lei brasileira e que tenha no País a sede de sua administração. A sociedade que dependa de autorização do Poder Executivo para funcionar reger-se-á por este título. em trinta dias. os fundadores. Art.127. Qualquer qu e seja o tipo da sociedade. . Parágrafo único. dos atos constitutivos da soc iedade.123.125. cujo exempl ar representará prova para inscrição. Parágrafo único. cumprir as formalidades legais para revisão dos atos consti tutivos. a forma nominativa. que dependam de autorização do Poder Exe cutivo para funcionar.

134. estabelecer c ondições convenientes à defesa dos interesses nacionais.lugar da sucursal.Art. VI .inteiro teor do contrato ou do estatuto. II . com poderes expressos para aceitar as condições exigidas para a autorização. domicílio e. Parágrafo único. III . 1.prova de nomeação do representante no Brasil.131 e no § 1o do art. ainda que por estabelecimentos sub ordinados.prova de se achar a sociedade constituída conforme a lei de seu país.nome. expedirá o Poder Executivo decreto de autorização. sem autorização do Poder Executivo. para conceder a autorização. do capital ali mencionado. salvo quanto a ações ao portador. não pode. acompanhado de documento do depósito em dinheiro. qualquer que seja o seu objeto. legalizados no consulado brasileiro da respectiva sede e acompanh ados de tradução em vernáculo. . III . Aceitas as condições.capital destinado às operações no País. o valor da participação d e cada um no capital da sociedade. V . Art. salvo se decorrerem de aumento do capita l social.cópia do ato que autorizou o funcionamento no Brasil e fixou o capital destin ado às operações no território nacional. § 1o Ao requerimento de autorização devem juntar-se: I . § 1o O requerimento de inscrição será instruído com exemplar da publicação exigida no parágra ico do artigo antecedente. § 2o Os documentos serão autenticados.134. Dependem de aprovação as modificações do contrato ou do estatuto de sociedad e sujeita a autorização do Poder Executivo. nacion alidade. IV .data e número do decreto de autorização.relação dos membros de todos os órgãos da administração da sociedade. Art. IV . § 2o Arquivados esses documentos. no País.133. Seção III Da Sociedade Estrangeira Art. cabendo à sociedade promo ver a publicação dos atos referidos no art. A sociedade estrangeira. 1. do ual constará o montante de capital destinado às operações no País.136. É facultado ao Poder Executivo. podendo. filial ou agência. 1. ser acionist a de sociedade anônima brasileira. em virtude de utilização de reservas ou reavaliação do ativo. funcionar no País. objeto. II . a inscrição será feita por termo em livro especial par a as sociedades estrangeiras. 1.135. profissão. A sociedade autorizada não pode iniciar sua atividade antes de inscrit a no registro próprio do lugar em que se deva estabelecer. com nome. em es tabelecimento bancário oficial. ressalvados os casos expressos em lei. de conformidade com a lei nacional da socieda de requerente.último balanço. 1. 1. duração e sede da sociedade no estrangeiro. com número de ordem contínuo para todas as sociedades inscritas. todavia. no termo constarão: I .

fil iais ou agências existentes no País.138. se for o caso.individuação do seu representante permanente. 1. quanto aos atos ou operações praticados no Brasil. Parágrafo único. A sociedade estrangeira funcionará no território nacional com o nome qu e tiver em seu país de origem. 1. só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à marge . as publicações que. reproduzir no órgão oficial da União. ou no estatuto. e do ato em que foi deliberada a nacionalização. pela forma declarada no contrato. Art. Mediante autorização do Poder Executivo. após a expedição do decreto de a torização.139. bem como aos atos de sua administração. representante no Brasil. Sob pena. A sociedade estrangeira autorizada a funcionar é obrigada a ter. o usufruto ou arrendamento do estabelecimento.142. transferindo sua sede para o Brasil. com poderes para resolver quaisquer questões e receber citação judicial pela sociedade. Qualquer modificação no contrato ou no estatuto dependerá da aprovação do Pode r Executivo. proceder-se-á. Art. por seus representantes. 1. Art. de lhe ser cassada a autorização.141. que sejam compatíveis com a sua natureza. 1. 1.131. promover-se-á a publicação determinada no parágrafo único do art. com o requerimento. 1. Art. oferecer. ou por sociedade empresária. § 3o Aceitas as condições pelo representante. TÍTULO III Do Estabelecimento CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES GERAIS Art. e do Estado. Art. Art. § 1o Para o fim previsto neste artigo. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios juríd icos. os documentos exigidos no art. Parágrafo único. sob pena de lhe ser cassada a autorização. seja obrigada a fazer relativamente ao balanço patrimonia l e ao de resultado econômico. § 2o O Poder Executivo poderá impor as condições que julgar convenientes à defesa dos inte resses nacionais. seg undo a sua lei nacional. para exercício da empresa. perma nentemente. O contrato que tenha por objeto a alienação. podendo acrescentar as palavras "do Brasil" ou "par a o Brasil". 1. A sociedade estrangeira autorizada a funcionar ficará sujeita às leis e aos tribunais brasileiros. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado.137. por empresário. § 3o Inscrita a sociedade. a sociedade estrangei ra deverá publicar o balanço patrimonial e o de resultado econômico das sucursais. 1.140. translativos ou constitutivos. O representante somente pode agir perante terceiros depois de arqui vado e averbado o instrumento de sua nomeação.144.134.V . Art.143. 1. à inscrição da sociedade e publicação do respectivo termo. para produzir efeitos no território nacional. A sociedade estrangeira deve. 1. e ainda a pr ova da realização do capital. também. a sociedade estrangeira admitid a a funcionar no País pode nacionalizar-se. deverá a sociedade. Parágrafo único.

152. o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele r egistro. desde que regularmente contabilizados. as publicações ordenadas neste Livro serão feitas no órgão ofici da União ou do Estado.145. da data do vencimento. a responsa bilidade do alienante. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos respectivos devedores. . Art.148. Parágrafo único. ressalvada. § 1o Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo de trinta dias. a transferência importa a sub-rogação do adquiren te nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento. Art. e de publicado na imprensa oficial. contado da lavratura dos atos respectivos. a proibição pre vista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. e a sociedade simples ao Regist ro Civil das Pessoas Jurídicas. § 1o Salvo exceção expressa. podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da p ublicação da transferência. 1. mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. nos cinco anos subseqüentes à transferência. se não tiverem caráter pessoal. 1. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos an teriores à transferência. 1. de acordo com o disposto nos parágrafos deste artigo. no Registro Público de Empresas Mercantis. 1. o registro somente produzirá efeit o a partir da data de sua concessão. desde o momento da publicação da transferênci a. Art. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passiv o. neste caso. TÍTULO IV Dos Institutos Complementares CAPÍTULO I Do Registro Art. e em jornal de grande circulação. quanto aos créditos vencidos. pelo sócio ou qualquer interessado.151.146.150. no caso de omissão ou demora. Cabe ao órgão incumbido do registro verificar a regularidade das publicações determinadas em lei. e. da publicação.m da inscrição do empresário. quanto aos outros. Art. 1. Art. se ocorrer justa causa. em c aso de omissão ou demora. se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária. em trinta dias a partir de sua notificação. Não havendo autorização expressa. e. ou do consentimento destes. Salvo disposição em contrário. a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credore s. de modo expresso ou tácito. § 3o As pessoas obrigadas a requerer o registro responderão por perdas e danos. a partir. Art. o alienante do estabelecimento não pode fa zer concorrência ao adquirente. O registro dos atos sujeitos à formalidade exigida no artigo anteceden te será requerido pela pessoa obrigada em lei. Art.147. 1. conforme o local da sede do empresário ou da sociedade. § 2o Requerido além do prazo previsto neste artigo. 1. ou da sociedade empresária.149. 1. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de E mpresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais. continuando o deved or primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano.

157. na qual somente os nomes daqueles poderão figurar. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará s ob firma. Art. desde que cumpridas as referidas formalidades. poderá saná-las. O ato sujeito a registro. antes de efetivar o registro. 1. vendo mediar.156. ser oposto a terceiro.§ 2o As publicações das sociedades estrangeiras serão feitas nos órgãos oficiais da União e d Estado onde tiverem sucursais. 1. Art. se for o caso. bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura. figurarem na firma da sociedade de que trata este artigo. Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação. de confo rmidade com este Capítulo.158. para as posteriores. integradas pela p alavra final "limitada" ou a sua abreviatura. in tegrada pelas expressões "sociedade anônima" ou "companhia".159. 1. Parágrafo único. Art. Art. para a primeira convocação. § 2o A denominação deve designar o objeto da sociedade. § 3o A omissão da palavra "limitada" determina a responsabilidade solidária e ilimitad a dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade. por seus nomes. antes do cumprimento das respectivas formalidades. 1. ao menos. filiais ou agências. e de cinco dias. por extenso ou abreviad . Art. 1. Equipara-se ao nome empresarial. Considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada.153. Ficam solidária e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações contraídas so a firma social aqueles que. designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de a tividade. completo ou abrev iado. O empresário opera sob firma constituída por seu nome. 1. Parágrafo único. q ue. o prazo mín imo de oito dias. para os efeitos da proteção da lei. não po de. A sociedade cooperativa funciona sob denominação integrada pelo vocábulo " cooperativa". Art. Parágrafo único. d e modo indicativo da relação social. desde que pessoas físicas. § 3o O anúncio de convocação da assembléia de sócios será publicado por três vezes.155. sendo permitido nela figurar o nome de um ou mais sócios. verifica r a autenticidade e a legitimidade do signatário do requerimento.160. CAPÍTULO II DO NOME EMPRESARIAL Art. 1. para o exercício de empresa. entre a data da primeira inserção e a da realização da assembléia. aditando-lhe. Cumpre à autoridade competente. 1. associações e fundações. § 1o A firma será composta com o nome de um ou mais sócios. A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social. sa lvo prova de que este o conhecia. bem como fiscali zar a observância das prescrições legais concernentes ao ato ou aos documentos apresen tados. Parágrafo único. Das irregularidades encontradas deve ser notificado o requerente. ressalvadas disposições especiais da lei. se quiser.154. obedecendo às formalidades da lei. a denominação das sociedades simples. Art. O terceiro não pode alegar ignorância.

fazer-se substituir no desem penho da preposição.166. 1.169. O nome de sócio que vier a falecer. Considera-se perfeita a entrega de papéis. Se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já inscritos. Parágrafo único.165. a requerimento de qualquer interessado. bens ou valores ao preposto . salvo nos casos em qu e haja prazo para reclamação. pode.amente. Pode constar da denominação o nome do fundador. por ato entre vivos.168. acionista. embora indiretamente. 1. A inscrição do empresário.163. ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas. no registro próprio. Parágrafo único. usar o nome do alienante. 1.162. Parágrafo único. em lugar de firma. A inscrição do nome empresarial será cancelada. Seção II Do Gerente . for excluído ou se retirar. O adquirente de estabelecimento. Art.167. deverá acres centar designação que o distinga. Art. salvo autorização expressa. 1. ação para anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato. CAPÍTULO III Dos Prepostos Seção I Disposições Gerais Art. aditada da expressão "comandita por ações". não pode s er conservado na firma social. precedido do seu próprio. ou pessoa qu e haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa. Parágrafo único. quando cessar o exercício da atividade para que foi adotado. Art. com a quali ficação de sucessor. encarregado pelo preponente. a qualquer tempo. A sociedade em comandita por ações pode. se os recebeu sem protesto.170. O preposto. A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação. adotar denom inação designativa do objeto social. O preposto não pode. Art. se o co ntrato o permitir. 1. O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já inscrito no mesmo registro. 1. se registrado na forma da lei especial. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. 1. Art. sob pena de responder por perdas e danos e de serem retidos pelo preponente os lucros da operação. Art.164. O uso previsto neste artigo estender-se-á a todo o território nacional.171. nem participar. Art. asseguram o uso exclusivo do nome n os limites do respectivo Estado. sem autorização escrita. não pode negociar por conta própria ou de terceiro. 1. ou as respectivas averbações. Art. 1. Art. 1. sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto e p elas obrigações por ele contraídas. ou quan do ultimar-se a liquidação da sociedade que o inscreveu. 1.161. de operação do mesmo gênero da q ue lhe foi cometida. Art. Cabe ao prejudicado.

174. Art.180. Seção III Do Contabilista e outros Auxiliares Art. Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da empresa. perante terceiros. CAPÍTULO IV Da Escrituração Art.177. cujo instru mento pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor. Parágrafo único. mecanizado ou não. salvo se houver procedido de má-fé. prati cados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa. salvo se provado serem conhecidas da pessoa que tratou com o gere nte.176. As limitações contidas na outorga de poderes. é indispensável o Diário. por qualquer dos prepostos encarregados de sua escrituração. pelas obrigações resu ltantes do exercício da sua função. Além dos demais livros exigidos por lei. O gerente pode estar em juízo em nome do preponente.175. Art. 1.172. Art. 1. 1. § 1o Salvo o disposto no art. Art. 1. na sede desta.Art. 1.179. 1. Parágrafo único. o número e a espécie de livros ficam a critério dos interessados.173. deve a modificação ou revogação do mandato ser arquivada e averbada no Registro Público de Empresas Mercantis. Quando a lei não exigir poderes especiais. pelos atos culposos. e. consideram-se solidários os poderes conf eridos a dois ou mais gerentes. No exercício de suas funções. 970. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento.180. para serem opostas a terce iros. Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente. os mesmos efeitos como se o fossem por aquele. os prepostos são pessoalmente responsáveis. considera-se o gerente auto rizado a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe foram o utorgados. 1. produzem. 1. Parágrafo único. ou em sucursal.178. Parágrafo único. somente obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito. Art. pelos atos dolosos. Para o mesmo efeito e com idêntica ressalva. § 2o É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se refere o art . e a levantar anualmente o balanço patri monial e o de resultado econômico. . filial ou agência. 1. mas à conta daquele. que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade. pe ante os preponentes. e m correspondência com a documentação respectiva. Na falta de estipulação diversa. Art. solidariamente c om o preponente. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos. dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro Público de Empre sas Mercantis. com base na escrituração uniforme de seus livros. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu próprio nome. ainda que não au torizados por escrito. 1.

1. pela ação do tempo ou o utros fatores. devendo ambo s ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e pelo empresári o ou sociedade empresária. por escrita direta ou reprodução. emendas ou transportes para as margens. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico. pelo respectivo saldo.os bens destinados à exploração da atividade serão avaliados pelo custo de aquisição. no encerramento do exercício. na avaliação dos que se desgastam ou depreciam com o uso. a escrituração ficará sob a responsa bilidade de contabilista legalmente habilitado. O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo que registr e: I . Art. ou que constituem produtos ou artigos da indústria ou comércio da empresa. 1.a posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis. devem ser autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis. § 2o Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico. para registro individualizado. Na coleta dos elementos para o inventário serão observados os critérios de avaliação a seguir determinados: I . atender-se à desvalorização respectiva. clareza e caracterização do documento respectivo. 1. 1. com individuação. desde que utilizados livros auxiliares regularmente autenticados. rasuras. bens destinados à alienação. por ordem cronológica de dia. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma contábil. criando-se fundos de amortização pa ra assegurar-lhes a substituição ou a conservação do valor. Art.187. 1. Art. nem entre linhas. Art. regularmente autenticado. É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas. Art.186. II . Salvo disposição especial de lei. 1.181. e m forma de balancetes diários. e quando o preço corrente ou venal estiver acima do valor do custo .184. salvo se nenhum houver na locali dade. com totais que não excedam o período de tr inta dias. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de l ançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços. dia a dia. que constem de livro próprio. Sem prejuízo do disposto no art. matéria-prima. § 1o Admite-se a escrituração resumida do Diário. que poderá fazer autenticar livros não obrigatórios. II . ou a socied de empresária. Art. antes de postos em uso.185. as fichas. Art. Parágrafo único. e conservados os documentos que pe rmitam a sua perfeita verificação. podem ser estimados pelo c usto de aquisição ou de fabricação. 1. mês e ano. todas as operações relativas ao exercício da empresa. ou pelo preço corrente. No Diário serão lançadas.Parágrafo único. borrões. sempre que este for inferior a o preço de custo. obse rvadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para aquele. de vendo. Parágrafo único.os valores mobiliários. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o empresário. os livros obrigatórios e. 1.o balanço patrimonial e o de resultado econômico. sem intervalos em branco. se for o caso.183.174. relativamente a contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento.182.

sob qualquer pretexto. no período antecedente ao i nício das operações sociais. III . no do seu § 1o. em caso de sociedades coligadas. juiz ou t ribunal. § 1o O juiz ou tribunal que conhecer de medida cautelar ou de ação pode. com fidelidade e clareza.os juros pagos aos acionistas da sociedade anônima.a quantia efetivamente paga a título de aviamento de estabelecimento adquiri do pelo empresário ou sociedade. Entre os valores do ativo podem figurar. distintamente. 1. à taxa não superior a doze por cento ao ano.de aquisição. a diferença ent re este e o preço de custo não será levada em conta para a distribuição de lucros. IV . não se levando em conta os prescritos ou de difícil liqüidação. a situação real da empresa e. nem par a as percentagens referentes a fundos de reserva. o ativo e o passivo. Recusada a apresentação dos livros. serão apreendidos judicialmente e. Art.189. comunhão ou sociedade. anua lmente. à sua amortização: I .188.os créditos serão considerados de conformidade com o presumível valor de realização. Parágrafo único.190. nela se fará o exame. Lei especial disporá sobre as informações que acompanharão o balanço patrimo ial. desde que se preceda. Parágrafo único. Art. ou d e pessoas por estes nomeadas. Art. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escritur ação quando necessária para resolver questões relativas a sucessão. Ressalvados os casos previstos em lei. salvo se houver. ou de ambas. § 2o Achando-se os livros em outra jurisdição. fixada no estatu to. Art. ou não. ter-se-á como verdadeiro o alegado pel a parte contrária para se provar pelos livros.191. poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam. nos casos do artigo antecedente. A confissão resultante da recusa pode ser elidida por prova documenta l em contrário. bem como as disposições das le is especiais.192.as despesas de instalação da sociedade. a requeriment o ou de ofício. quanto ao s últimos. 1. 1. a dministração ou gestão à conta de outrem. Art. até o limite correspondente a dez por cent o do capital social. acompanhará o balanço patrimonial e dele constarão crédito e débito. os não cotados e as participações não acionárias serão nsiderados pelo seu valor de aquisição. III . indicará. ordenar que os livros de qualquer das partes. ou fabricação. na forma da lei es pecial. sejam e xaminados na presença do empresário ou da sociedade empresária a que pertencerem. as formalidades prescritas em lei. O balanço de resultado econômico. nenhuma autoridade. II .o valor das ações e dos títulos de renda fixa pode ser determinado com base na r espectiva cotação da Bolsa de Valores. O balanço patrimonial deverá exprimir. ou em caso de falência. perante o respectiv o juiz. Parágrafo único. . previsão equivalente. 1. em seus livros e fichas. atendidas as peculiaridades desta. ou demonstração da conta de lucros e perda s. para deles se extrair o que interessar à questão. 1. e os bens forem avaliados pelo preço corrente.

até que prove o contrário. poderá cada uma exerce r sobre ela atos possessórios. Art. de quem aquela foi havida.194. de pessoa que tem a coisa em seu poder. entende-se manter a posse o mesmo caráter com que foi adquirida. não se aplicam às autoridades fazendárias. em nome próprio. temporariame nte.195.193. Parágrafo único. LIVRO III Do Direito das Coisas TÍTULO I Da posse CAPÍTULO I Da Posse e sua Classificação Art. Art. Considera-se detentor aquele que. Parágrafo único. pleno ou não. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa. clandestina ou precária. Art.Art. filiais ou agências. de qualquer dos poderes inerentes à propriedade.203.202. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar em boa gua rda toda a escrituração. Art. salvo prova em contrário. 1. 1. em virtude de direito pessoal. Art. ou quando a lei expressamente não admite esta presunção. nos termos estritos das respectivas leis especiais.201.196. do empresário ou sociedade com sede em país estrangeiro. Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este artigo. 1. se o possuidor ignora o vício. 1.198. correspondência e mais papéis concernentes à sua atividade. 1. achando-se em relação de dependência par a com outro. em parte ou por inteiro. Art. 1. As disposições deste Capítulo aplicam-se às sucursais. 1. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração. 1. 1. 1. contanto que não excluam os dos outros compossuidores . enqua nto não ocorrer prescrição ou decadência no tocante aos atos neles consignados. Salvo prova em contrário. É justa a posse que não for violenta. CAPÍTULO II Da Aquisição da Posse Art.204. Art. conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas. Art. A posse direta.199. A posse pode ser adquirida: . no exercício da fiscalização do p agamento de impostos.197. presume-se detentor. Art.200.205. 1. em relação ao bem e à outra pessoa. de algum dos poderes inerentes à propriedade. Adquire-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício. ou real. A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que a s circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente. ou o obstáculo que imped e a aquisição da coisa. não anula a indireta. É de boa-fé a posse. podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto. no Brasil. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício. 1. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé. Art. 1.

210. Art. deixou de perceber. ou restituição da posse. Art. devem ser também restituídos os frutos colhidos com antecipação.213. ou de outro d o sobre a coisa. 1.216.217. O disposto nos artigos antecedentes não se aplica às servidões não aparentes . enquanto ela durar. até prova contrária. Art. A posse transmite-se aos herdeiros ou legatários do possuidor com os m esmos caracteres. bem como pelos que. ou a de indenização. A posse do imóvel faz presumir. 1. ou daqueles de quem este o houve. Art. O possuidor de boa-fé tem direito. Quando mais de uma pessoa se disser possuidora. tem direito às despesas da produção e custeio. os civis reputam-se percebidos dia por dia. contanto que o faça logo. ou esbulhado. Art. para os efeitos l egais.215. . a qu e não der causa. se não estiver manifesto que a obteve de alguma das out ras por modo vicioso. Art. CAPÍTULO III Dos Efeitos da Posse Art.211. depois de deduzidas as despesas da produção e custeio. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação. O sucessor universal continua de direito a posse do seu antecessor. desde o momento em que s e constituiu de má-fé.I . se tiver justo receio de ser molestado. manter-se-á provisoria mente a que tiver a coisa. salvo quando os respectivos títulos provierem do possuidor do prédio serviente. senão depois de cessar a vi olência ou a clandestinidade. os atos de defesa.206. poderá manter-se ou restituir-se por sua própr ia força. O possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa. Art. 1. 1.por terceiro sem mandato.pela própria pessoa que a pretende ou por seu representante. Os frutos pendentes ao tempo em que cessar a boa-fé devem ser restituíd os. O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos. não podem ir além d o indispensável à manutenção. 1. e segurado de violência iminente. Os frutos naturais e industriais reputam-se colhidos e percebidos. 1. aos frutos perc ebidos. Art. II .214. rest ituído no de esbulho. 1. ou clandestinos. que recebeu a coisa esbulhada sabendo que o era. Art. contra o t erceiro. § 1o O possuidor turbado. 1. Parágrafo único. a das coisas móveis que nele estiverem.212. dependendo de ratificação.207. por culpa sua. Não induzem posse os atos de mera permissão ou tolerância assim como não aut orizam a sua aquisição os atos violentos. e ao sucessor singular é facultado unir sua posse à do antecessor. l ogo que são separados. ou de desforço. Art. 1. 1. 1. § 2o Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade. 1. Art.208.209. O possuidor pode intentar a ação de esbulho.

1. Art. III . XI . ou deterioração da coisa. d e 2007) .o penhor. a levantá-las. VI . Art. CAPÍTULO IV Da Perda da Posse Art. quan do. 1. quanto às voluptuárias. bem como.Art. 1.225.221.as servidões. V . tendo notícia dele.o usufruto. ainda qu e acidentais. (Incluído pela Lei nº 11. O possuidor de má-fé responde pela perda. se abstém de retornar a coisa. não lhe assiste o direito de retenção pela importância destas. é viole ntamente repelido. tem o direito de optar entre o seu valor atual e o seu custo. 1. VII . estando ela na p osse do reivindicante.o uso. X .220.a hipoteca. São direitos reais: I . O reivindicante. O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis. embora contra a vontade do possuidor. 1.224.a propriedade.196.481. 1. Perde-se a posse quando cessa.o direito do promitente comprador do imóvel. Art. e só obrigam ao ressarcimen to se ao tempo da evicção ainda existirem. Art.223. salvo se provar que de igual modo se teriam dado.222. IX . tentando recuperá-la. obrigado a indenizar as benfeitorias ao possuidor d e má-fé.a superfície. ao qual se refere o art. Só se considera perdida a posse para quem não presenciou o esbulho. IV . VIII .a concessão de uso especial para fins de moradia. e poderá exercer o direito de retenção pelo valor das b enfeitorias necessárias e úteis. Art.218.219. o poder sobre o bem. nem o de levantar as vol uptuárias. TÍTULO II Dos Direitos Reais CAPÍTULO ÚNICO Disposições Gerais Art. 1. se não lhe forem pagas. 1.a habitação. ao possuidor de boa-fé indenizará pelo valor atual. II . quando o puder sem detrimento da coisa. As benfeitorias compensam-se com os danos. 1. ou.a anticrese. Ao possuidor de má-fé serão ressarcidas somente as benfeitorias necessárias.

Os direitos reais sobre imóveis constituídos. bem como no de requisição. só se adquirem com a tradição. A propriedade do solo abrange a do espaço aéreo e subsolo correspondente s. (Incluído pela Lei nº 11.229. por terceiros.481. os potenciais de energia hidráulica. até prova em contrário.226. ou transmitidos por atos e ntre vivos. ou utilidad e. e o d ireito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. § 2o São defesos os atos que não trazem ao proprietário qualquer comodidade. obedecido o disposto em lei especial. A propriedade do solo não abrange as jazidas.XII . a fauna. por mais de cinco anos. Os direitos reais sobre coisas móveis. e estas nela houverem realizado. 1. de conformidade com o est abelecido em lei especial. Art. O proprietário tem a faculdade de usar. .247).245 a 1. 1. salvo os casos expressos neste Código. o equilíbrio eco lógico e o patrimônio histórico e artístico. em caso de pe rigo público iminente. Art. desde que não submetidos a transformação industr ial. em conjunto ou separadam ente. as belezas naturais. § 4o O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir em extensa área. e sejam animados pela intenção de prejudicar outrem.a concessão de direito real de uso.227. valerá a sentença como título para o registro do imóvel em nome dos pos suidores. 1. de consi derável número de pessoas. que não tenha ele interesse legítimo em impedi-las. por necessid ade ou utilidade pública ou interesse social. 1. os monumentos arqueológicos e outros bens referidos por leis especiais. a flora. O proprietário do solo tem o direito de explorar os recursos minerais de emprego imediato na construção civil. gozar e dispor da coisa. a uma altura ou profundidade ta is. em altura e profundidade úteis ao seu exercício. pago o preço.228. bem como evitada a poluição do ar e das águas. TÍTULO III Da Propriedade CAPÍTULO I Da Propriedade em Geral Seção I Disposições Preliminares Art. obras e serviços considerados pelo juiz de interesse social e econômico releva nte. 1.230.231. na posse ininterrupta e de boa-fé. não podendo o proprietário opor-se a atividades que sejam realizadas. § 3o O proprietário pode ser privado da coisa. Art. só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos refer idos títulos (arts. o juiz fixará a justa indenização devida ao proprie tário. 1. quando constituídos. ou transmiti dos por atos entre vivos. minas e demais recursos minerais. § 1o O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidad es econômicas e sociais e de modo que sejam preservados. Parágrafo único. nos casos de desapropriação. Art. A propriedade presume-se plena e exclusiva. 1. § 5o No caso do parágrafo antecedente. de 200 7) Art.

nem oposição. poderá o Município abandonar a coisa em favor de quem a achou. 1. pertencerá o remanescente ao Município em cuja circunscrição se deparou o objeto per dido. como sua. não se apresentando quem comprove a propriedade sobre a coisa. Art. e à inde nização pelas despesas que houver feito com a conservação e transporte da coisa. Art. couberem a outrem. somente expedindo editais se o seu valor os compor tar. não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano. CAPÍTULO II Da Aquisição da Propriedade Imóvel Seção I Da Usucapião Art. área urbana de até duzentos e cinqüenta metr os quadrados. adquirir-lhe-á a propriedade. nos termos do artigo antecedent e. ao seu proprietário. por cinco anos ininterruptamente e sem oposição.234.239. podendo r equerer ao juiz que assim o declare por sentença. Art.240. ten do nela sua moradia. Art. ou o legítimo possuidor. terá direito a uma recompensa não inferior a cinco por cento do seu valor. tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família. Aquele que possuir. independentemente de título e boa-fé. ainda quando separados . Na determinação do montante da recompensa. Aquele que restituir a coisa achada. 1. Parágrafo único. será esta vendid a em hasta pública e. Aquele que. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o possui dor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual. desde que não seja proprietário de o . Art. considerar-se-á o esforço desenv olvido pelo descobridor para encontrar o dono.237. salvo se. o descobridor fará por encontrá-lo. 1.232. Aquele que. 1. sem oposição. adquire-lhe a propriedade. por preceito jurídico especial. Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legít imo possuidor. 1. por cinco anos ininterruptos. 1. Sendo de diminuto valor. Art. mais a recompensa do descobrid or. ou do edi tal. Parágrafo único.236. e.238. as possibi lidades que teria este de encontrar a coisa e a situação econômica de ambos. área de terra em zona rural não superio r a cinqüenta hectares.233. Parágrafo único. se o do no não preferir abandoná-la. possua como sua. a qual servirá de título para o regi stro no Cartório de Registro de Imóveis. possuir como seu um imóvel. ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo. Decorridos sessenta dias da divulgação da notícia pela imprensa.235. utilizando-a para sua moradia ou de sua família. se não o encontrar . sem interrupção. por quinze anos. Parágrafo único. quando tiver procedido com dolo. Os frutos e mais produtos da coisa pertencem. O descobridor responde pelos prejuízos causados ao proprietário ou possu idor legítimo. adquirir-lhe-á o domínio. 1.Art. Não o conhecendo. 1. Seção II Da Descoberta Art. A autoridade competente dará conhecimento da descoberta através da impre nsa e outros meios de informação. 1. entregará a coisa achada à autoridade competente. deduzidas do preço as despesas.

§ 1o Enquanto não se registrar o título translativo. Parágrafo único. suspendem ou interrompem a prescrição.utro imóvel urbano ou rural. contínua e incontestada mente. 1.243. posse direta. poderá o interessado recla . as quais também se aplicam à usuca pião. onerosamente. nos casos do art. o adquirente continua a ser havido como dono do imóvel. Adquire também a propriedade do imóvel aquele que. conta nto que todas sejam contínuas. Art. cancelada posteriormente. pacíficas e. § 2o Enquanto não se promover. o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinque nta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar. 1. 1. Poderá o possuidor requerer ao juiz seja declarada adquirida.244. de 2011) Art. Aquele que exercer. mediante usucapião.242. desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. Será de cinco anos o prazo previsto neste artigo se o imóvel houver sid o adquirido. independentemente do estado civil. ou a am bos. com base no registro constante do respectivo cartório. com exclusividade. O possuidor pode. a decretação de invalidade do regist o. Art. 1. O registro é eficaz desde o momento em que se apresentar o título ao ofi cial do registro. por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem opos ição. (Incluído pela Lei nº 12. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título t ranslativo no Registro de Imóveis. com justo título e boa-fé. Parágrafo único. Art. § 1o O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher. utilizando-o para sua moradia ou de sua família.424. ou realizado investimentos de interesse social e econômico.241. o possuir por dez anos. 1. 1.207).246.242.245. adquirir-lhe-á o domínio integral. 1. § 2o O direito previsto no parágrafo antecedente não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. (Incl uído pela Lei nº 12.240-A. de 2011) § 1o O direito previsto no caput não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. Seção II Da Aquisição pelo Registro do Título Art. por meio de ação própria. 1. para o fim de contar o tempo exigido pelos artigos antecedentes. a propriedade imóvel. Art. § 2o (VETADO). Estende-se ao possuidor o disposto quanto ao devedor acerca das caus as que obstam.247. Se o teor do registro não exprimir a verdade. e este o prenotar no protocolo. 1. A declaração obtida na forma deste artigo constituirá título hábil para o re istro no Cartório de Registro de Imóveis. e o respectivo cancelamento. desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a s ua moradia. Art. acrescentar à sua posse a dos seus antecessores (art. Art. com justo título e de boa-fé.424. 1.

o dono deste adquirirá a propriedade do acréscimo. sem indenização. Parágrafo único. Recusando-se ao pagamento de indenização. 1. Subseção III Da Avulsão Art.as que se formarem no meio do rio consideram-se acréscimos sobrevindos aos ter renos ribeirinhos fronteiros de ambas as margens. Quando. Parágrafo único.248. As ilhas que se formarem em correntes comuns ou particulares pertenc em aos proprietários ribeirinhos fronteiros. Subseção IV Do Álveo Abandonado .as que se formarem pelo desdobramento de um novo braço do rio continuam a pe rtencer aos proprietários dos terrenos à custa dos quais se constituíram. Os acréscimos formados. observadas as regras seguintes: I .por aluvião. ou pelo desvio das águas dest as.250.249. V . Seção III Da Aquisição por Acessão Art. por depósitos e aterros naturais ao longo das margens das correntes.por plantações ou construções. se. A acessão pode dar-se: I . O terreno aluvial. poderá o proprietário reivindicar o imóvel. Cancelado o registro.por avulsão. III . II . em um ano. Subseção I Das Ilhas Art. pertencem aos donos dos terrenos marginais. Parágrafo único. por força natural violenta. na proporção de suas testadas. 1. indepen dentemente da boa-fé ou do título do terceiro adquirente. se inde nizar o dono do primeiro ou. III . o dono do prédio a que se junto u a porção de terra deverá aquiescer a que se remova a parte acrescida. que se formar em frente de prédios de proprietários diferentes. ninguém houver reclamado. na proporção da testada de cada um sobre a antiga margem. II . 1.as que se formarem entre a referida linha e uma das margens consideram-se a créscimos aos terrenos ribeirinhos fronteiros desse mesmo lado. sem indenização.mar que se retifique ou anule. Subseção II Da Aluvião Art. sucessiva e imperceptivelmente. dividir-se-á entre eles. IV . uma porção de terra se destacar de um prédio e se juntar a outro.por formação de ilhas.por abandono de álveo. até a linha que dividir o álveo em duas partes iguais.251. 1.

256. planta ou edifica em terreno alheio perde. adquirirá a propriedade do solo. plantas ou materiais a quem de boa-fé os empregou em solo alheio. em pro veito do proprietário. o valor da área perdida e a desvalorização da área remanescente. aquele que. Art. de boa-fé. Toda construção ou plantação existente em um terreno presume-se feita pelo p roprietário e à sua custa. pla ntas e construções. plantas ou materiais poderá cobrar do prop rietário do solo a indenização devida. mais o da áre a perdida e o da desvalorização da área remanescente. O disposto no artigo antecedente aplica-se ao caso de não pertencerem as sementes. 1. plantou ou edificou.253.252. 1. Se de ambas as partes houve má-fé. O álveo abandonado de corrente pertence aos proprietários ribeirinhos da s duas margens. quando o trabalho de construção. se agiu de má-fé. se não houver acordo. 1. Subseção V Das Construções e Plantações Art. o constr utor de má-fé adquire a propriedade da parte do solo que invadiu. quando não puder havê-la do plantador ou construtor . Art. Presume-se má-fé no proprietário. se fez em sua presença e sem impugnação sua. Se a construção. se em proporção à vigésima parte deste e o valor da construção exceder consideravelmente o dessa parte e não se puder demolir a porção invasora sem grave prejuízo para a construção. planta ou edifica em terreno próprio com sementes. Parágrafo único. as sementes. entendendo-se que os prédios marginais se estendem até o meio do álve o. é obrigado a demolir o qu e nele construiu. O proprietário das sementes. que serão devidos em dobro. pagando as perdas e danos apurados. se o valor da construção exceder o dessa parte. ou lavour . 1.258. Parágrafo único. também. até que se prove o contrário. plantas ou materiais alheios. Parágrafo único. Aquele que semeia. 1. Aquele que possuir coisa móvel como sua. Art. CAPÍTULO III Da Aquisição da Propriedade Móvel Seção I Da Usucapião Art. adquire o construtor de boa-fé a propriedade da parte do solo invadido. feita parcialmente em solo próprio. sem que tenham indenização os donos dos terrenos por onde as águas abr irem novo curso. plantas e construções.257. Se o construtor estiver de boa-fé. Art. invade solo alheio em proporção não superior à vigésima parte deste. Art. 1. 1. Pagando em décuplo as perdas e danos previstos neste artigo. se procedeu de boa-fé.254. 1. e responde por perdas e danos que abranjam o valor que a invasão acrescer à construção. terá dir eito a indenização.255. além de responder por perdas e danos. adquirirá o proprietário as sementes.259.260. Art. Se a construção ou a plantação exceder consideravelmente o valor do terreno . devendo ressarcir o valor das acessões. se de má-fé. media nte pagamento da indenização fixada judicialmente. contínua e incontestadamente du . Aquele que semeia. e a invasão do solo alheio exceder a vigésima parte deste. mas fica obrigado a pagar-lhes o valor. Parágrafo único. adquire a propriedade destes.Art. adquire a propriedade da parte do solo invadido. 1. e respon de por indenização que represente.

desta será proprietário. não sendo essa ocupação defesa por lei. como a qualquer pesso a. ao adquirente de boa-fé. ou será deste por inteiro quando ele mesmo seja o de scobridor. Se toda a matéria for alheia.261. O tesouro pertencerá por inteiro ao proprietário do prédio. Seção II Da Ocupação Art. em leilão ou estabelecimento comercial. Parágrafo único.268. Art. Seção IV Da Tradição Art. quando cede ao adquirente o direito à restituição da coisa. adquirir-lhe-á a propriedade. for tr ansferida em circunstâncias tais que. se não se puder restituir à forma anterior. será dividido por igual entre o proprietário do prédio e o que achar o tesouro ca sualmente. produzirá usucapião . Aquele que. Art. A propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos antes d a tradição. O depósito antigo de coisas preciosas.264. se a espécie nova se obteve de má-fé ertencerá ao dono da matéria-prima. o tesouro será dividido por igual entre o descobridor e o enfiteuta. 1.243 e 1.266.269. § 1o Sendo praticável a redução. 1.244 . com justo título e boa-fé. e não se puder reduzir à forma precedente. Feita por quem não seja proprietário. exc eto se a coisa. independentemente de título ou boa-fé. Art. 1. Subentende-se a tradição quando o transmitente continua a possuir pelo constituto possessório.265. 1. . ou quando o adquirente já está na posse da coisa. obtiver espéci e nova. Aplica-se à usucapião das coisas móveis o disposto nos arts. 1.262. Se a posse da coisa móvel se prolongar por cinco anos. se for achado por ele. 1. o alienante se afigurar dono.270. 1. Art. 1. § 2o Não transfere a propriedade a tradição. Art. trabalhando em matéria-prima em parte alheia. 1. § 1o Se o adquirente estiver de boa-fé e o alienante adquirir depois a propriedade. a tradição não aliena a propriedade.267. Art.rante três anos.263. 1. ou quando impraticável. Quem se assenhorear de coisa sem dono para logo lhe adquire a propri edade. que se encontra em poder de terceiro. Seção III Do Achado do Tesouro Art. oferecida ao público. ou por terceiro não autorizado. ou em pesquisa que ordenou. 1. Achando-se em terreno aforado. quando tiver por título um negócio jurídico nulo Seção V Da Especificação Art. oculto e de cujo dono não haja me mória. considera-se realizada a transferência desde o momento em que ocorreu a tradição. por ocasião do negócio jurídico. s erá do especificador de boa-fé a espécie nova.

Seção VI Da Confusão. e passar.272. § 2o Presumir-se-á de modo absoluto a intenção a que se refere este artigo. III . o dono sê-lo-á do todo. § 1o O imóvel situado na zona rural. Art. pagando o que não for seu. se o seu valor exceder consideravelmente o da matéria-prima.por desapropriação. confundidas.270. e passar. 1. Se a confusão.272 e 1. três anos depois. Parágrafo único. CAPÍTULO IV Da Perda da Propriedade Art. abatida a inden ização que lhe for devida. caso em que será indeniz ado. Art. 1. três anos depois. com a intenção de não mais o con servar em seu patrimônio. 1. quando.por perecimento da coisa. Além das causas consideradas neste Código.276. a espécie nova será do especif cador. § 2o Se uma das coisas puder considerar-se principal. inclusive o da pintura em relação à tela.§ 2o Em qualquer caso.275. no caso do § 1o do artigo anteced ente. IV . onde quer que ele se localize. menos ao especificador de má-fé. cabendo a cada um dos donos quinhão proporcional ao valor da coisa com que entrou para a mistura ou agregado. se se achar nas respectivas circunscrições. comissão ou adjunção aplicam-se as normas dos arts. da Comissão e da Adjunção Art. Se da união de matérias de natureza diversa se formar espécie nova. 1. 1. § 1o Não sendo possível a separação das coisas. poderá ser arreca dado. 1. O imóvel urbano que o proprietário abandonar.273. nas hipóteses dos arts. à propriedade do Município ou à do Dist rito Federal. Nos casos dos incisos I e II. misturadas ou adjuntadas sem o consentimento deles.por alienação. sendo possível s epará-las sem deterioração. Art. escritura e outro qualquer trabalho gráfico em relação à matéria-prima. quando irredutível a especificação.pela renúncia.por abandono. e que se não encontrar na posse de outrem.273. cess . continuam a pertencer-lhes. Aos prejudicados.271.269 e 1. como bem vago. ou renunciar ao que lhe pertencer. subsiste in diviso o todo. os efeitos da perda da propriedade imóv el serão subordinados ao registro do título transmissivo ou do ato renunciativo no R egistro de Imóveis. 1. poderá ser ar recadado. comissão ou adjunção se operou de má-fé. à confusão . indeniza ndo os outros. ou exigindo dispêndio excessivo. Art.274. As coisas pertencentes a diversos donos. à outra parte caberá esco r entre adquirir a propriedade do todo. II . abandonado nas mesmas circunstâncias. da escultura. V . se ressarcirá o dano que sofrerem. perde-se a propriedade: I . à propriedade da União. como bem vago. 1.

1. O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança. Art. Proíbem-se as interferências considerando-se a natureza da utilização. Art. se necessário.285. 1. exi stia passagem através de imóvel vizinho. que ultrapassarem a estrema do prédio. 1. caso em que o proprietário o u o possuidor. ao sossego e à saúde dos que o habitam. mediante pagamento de indenização cabal. bem como que lhe preste caução p lo dano iminente. atendidas as normas que distribuem as edificações em zonas. po de. O proprietário ou o possuidor de um prédio. O dono do prédio que não tiver acesso a via pública. provo cadas pela utilização de propriedade vizinha. a dar uma outra. quando estas se tornarem possíveis.279. não estando o proprietário deste constrangido. deixar o proprietário de satisfazer os ônus fiscais. § 3o Aplica-se o disposto no parágrafo antecedente ainda quando. ou a reparação deste. Art. e os limi tes ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança. a lo calização do prédio. Os frutos caídos de árvore do terreno vizinho pertencem ao dono do solo onde caíram. Parágrafo único. 1. o proprietário da outra deve tolerar a passagem.284. quando ameace ruína. ou eliminação. Art.277. O proprietário ou o possuidor tem direito a exigir do dono do prédio viz inho a demolição. Art. CAPÍTULO V Dos Direitos de Vizinhança Seção I Do Uso Anormal da Propriedade Art. cujo tronco estiver na linha divisória. 1.281. se este for de propriedade particular. até o plano vertical divisório. po derá o vizinho exigir a sua redução.283. causador delas. 1. antes da alienação. exigir do autor delas as necessárias garantias contra o prejuízo eventual. As raízes e os ramos de árvore. Art. depois. cujo rumo será judicialmente fixado. O direito a que se refere o artigo antecedente não prevalece quando as interferências forem justificadas por interesse público. constranger o vizinho a lhe dar passage m. A árvore. nascente ou porto. em que alguém tenha direito de fazer obras. de modo que uma das partes perca o acesso a via pública. pagará ao vizinho indenização cabal.280. pelo proprietário do terreno invadido . pod erão ser cortados. § 2o Se ocorrer alienação parcial do prédio. § 1o Sofrerá o constrangimento o vizinho cujo imóvel mais natural e facilmente se pres tar à passagem. Ainda que por decisão judicial devam ser toleradas as interferências. 1. Seção II Das Árvores Limítrofes Art. no caso de dano iminente.278. 1. presume-se pertencer e m comum aos donos dos prédios confinantes.ados os atos de posse. 1. pode. nascente ou porto.282. Seção III Da Passagem Forçada Art. .

O dono ou o possuidor do prédio inferior é obrigado a receber as águas que correm naturalmente do superior.286. construir canais. se as águas represadas invadirem prédio alhe io.293. para receber as águas a que tenha direito. ou outras obr as para represamento de água em seu prédio. à sua custa. tubulações e outros condutos subterrâneos de serviços de utilidade pública. O proprietário de nascente. e a expensas do seu dono. e. também assiste direito a ressarcimento pelos danos que de futuro lhe advenham da infiltração ou irrupção das águas.292. Art. ou do solo onde caem águas pluviais. também. a quem incumbem também as despesas de . depois. O proprietário tem direito de construir barragens. Da indenização será deduzido o valor do benefício obtido. quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa. as demais. ou desviar o curso natural das águas remanescentes pelos prédios inferiores. 1. bem como da d eterioração das obras destinadas a canalizá-las. será o seu proprietário indenizado pelo dano sofrido. seja removida. Quando as águas. indispensáveis às primeiras necessidades da vida. O possuidor do imóvel superior não eiras necessidades da vida dos possuidores dos poluir. pátios. Parágrafo único. Mediante recebimento de indenização que atenda. jardins ou quintais. de c abos. O proprietário prejudicado pode exigir que a instalação seja feita de mod o menos gravoso ao prédio onerado.290. Parágrafo único.289. porém a condição natural e anterior do prédio inferior não pode ser agravada por obr as feitas pelo dono ou possuidor do prédio superior.287. artificialmente levadas ao prédio superior. par a outro local do imóvel. em tal caso. § 2o O proprietário prejudicado poderá exigir que seja subterrânea a canalização que atraves sa áreas edificadas. 1. ou a drenagem de terrenos. à desvalorização da área emanescente. que que estes sofrerem. ressarcindo os danos a recuperação ou o desvio do curso artificial poderá poluir as águas indispensáveis às prim imóveis inferiores. satisfe itas as necessidades de seu consumo. ou aí colhida s. correrem dele para o inferior.Seção IV Da Passagem de Cabos e Tubulações Art. deduzido o valor do benefíci o obtido. Art. não pode impedir. mediante prévia indenização aos proprietário s prejudicados. Se as instalações oferecerem grave risco. 1. hortas. Seção V Das Águas Art. o proprietário é obrigado a tolerar a passagem. deverá recuperar. em prove ito de proprietários vizinhos. 1. não podendo realizar obras que embaracem o seu f luxo. 1.291. bem como para o escoamento de águas supérfluas ou acumuladas. É permitido a quem quer que seja. 1. bem como. poderá o dono deste reclamar que se desviem. ou se lhe indenize o prejuízo que sofrer. Art. se não for possível das águas. Art. através de seu imóvel. 1. § 1o Ao proprietário prejudicado. desde que não cause prejuízo considerável à agricultura e à indústria. através de prédios alheios. 1. § 3o O aqueduto será construído de maneira que cause o menor prejuízo aos proprietários do s imóveis vizinhos. será facultado ao proprietário do prédio onerado exigir a realização de obras de segurança. Art.288. açudes. Art.

1. O proprietário construirá de maneira que o seu prédio não despeje águas. para os f ins previstos no art. Art. Art.286 e 1. ou fazer eirado. pode ser exigida de quem provocou a necessidade deles. que servem de marco divisório. valar ou tapar de qualquer modo o seu prédio. ce rcas de arame ou de madeira. 1. diret amente. até prova em contrário . em falta de outro meio. § 2o As sebes vivas. os limites. 1. pelo proprietário. O proprietário pode levantar em seu terreno as construções que lhe aprouve r. de comum acordo entre proprietários.301. ou arrancadas. se determinarão de conformidade com a posse justa. murar. É defeso abrir janelas.293. para as des pesas de sua construção e conservação. presumem-se.297. Art. 1. sem prejuízo para a sua segurança e conservação. Parágrafo único. § 1o As janelas cuja visão não incida sobre a linha divisória. as árvores. Havendo no aqueduto águas supérfluas. Art. a concorrer. sendo estes obrigados. 1. que não está obrigado a concorrer para as despesas. a menos de metro e meio do terreno vizinho. O aqueduto não impedirá que os proprietários cerquem os imóveis e construam sobre ele. O proprietário tem direito a cercar. e pode constranger o seu confinante a procede r com ele à demarcação entre os dois prédios. só podem ser cortadas. Art. Art. de confor midade com os costumes da localidade. não poderão ser abertas a menos de setenta e cinco centímetros. de importância equivalente às despesas que então seriam necessárias para a condução das águas até o ponto de derivação. Aplica-se ao direito de aqueduto o disposto nos arts. 1. ou para outro fim.300. 1. 1. ou plantas quaisquer. repartindo-se proporcionalmente entre os interessado s as respectivas despesas. não se achando ela provada. mediante indenização ao outro. tais como sebes vivas.296.298. 1.295.294. pertencer a ambos os proprietários confinantes. bem como as perpendicular es. urbano ou rural. cercas e os tapumes divisórios.conservação. outros poderão canalizá-las. salvo o direito dos vizinhos e os regulamentos administrativos. ou. . valas ou banquetas. não maiore de dez centímetros de largura sobre vinte de comprimento e construídas a mais de do is metros de altura de cada piso. a aviventar rumos apagados e a renovar mar cos destruídos ou arruinados. § 1o Os intervalos. Seção VI Dos Limites entre Prédios e do Direito de Tapagem Art. sobre o prédio vizinho. o terreno contesta do se dividirá por partes iguais entre os prédios. Têm preferência os proprietários dos imóveis atravessados pelo aqueduto. os proprietários dos imóveis pod erão usar das águas do aqueduto para as primeiras necessidades da vida. § 2o As disposições deste artigo não abrangem as aberturas para luz ou ventilação. e. Sendo confusos. mediante pagamento de indenização aos proprietários preju dicados e ao dono do aqueduto. se adjudicará a um deles. terraço ou varanda. não sendo possível a divisão cômoda.287. muros. § 3o A construção de tapumes especiais para impedir a passagem de animais de pequeno p orte. Seção VII Do Direito de Construir Art. 1. em partes iguais.299.

. terraço ou goteira sobre o seu prédio. e não tiver capacida de para ser travejada pelo outro. inclusiv e de conservação. a água do poço. não poderá este fazer-lhe alicerce ao pé sem prestar caução àquele. se ela suportar a nova construção. O confinante.307. não pon do em risco a segurança ou a separação dos dois prédios. respondendo por perdas e danos. 1. 1. sem perder por isso o direito a haver meio valor dela se o vizinho a travejar. Nas cidades. 1. da me sma natureza. armários. Todo aquele que violar as proibições estabelecidas nesta Seção é obrigado a de molir as construções feitas. ou com metade. a elas preexistentes. com prejuízo para o p rédio vizinho. correspondendo a outras. mas terá de embolsar ao vizinho metade do valor da parede e do chão correspondentes.312.305. Art. O proprietário do prédio vizinho tem direito a ressarcimento pelos prej uízos que sofrer. ou inutilizar.309. Art. Não é lícito encostar à parede divisória chaminés.311. se o vizinho adquirir meação também na parte aumentada. na parede-meia. Art. Parágrafo único. edificar sem atender ao disposto no artigo antecedente. O proprietário pode. Art. não obstante haverem sido realizadas as obras acautelatórias. Art. Na zona rural. o escoamento das águas da goteira. caso em que o primeiro fixará a largura e a pr ofundidade do alicerce. ou nascente alheia. escoado o praz o.304. madeirando na parede divisória do p rédio contíguo. para suportar o alteamento. 1. ou aberturas para luz. o dono de um terreno pode nele edificar. pelo risco a que expõe a construção anterior. 1. Parágrafo único. sacada. que primeiro construir. por sua vez. fornos ou quaisquer ap relhos ou depósitos suscetíveis de produzir infiltrações ou interferências prejudiciais ao vizinho. 1. para uso ordinár io. fogões. O condômino da parede-meia pode utilizá-la até ao meio da espessura. Art. ou dificultar. e avisando previamente o outro condômino das obras que ali tenciona fazer. ou que comprometa a segurança do prédio vizinho. no lapso de ano e dia após a conclusão da obra. faz er. ou obras semelhantes. não poderá.Art. se necessário r econstruindo-a.306. São proibidas construções capazes de poluir. já feitas do lado oposto. Art. 1. a todo tempo. Art. Art. se não após haverem sido feitas as obras acautelatórias. A disposição anterior não abrange as chaminés ordinárias e os fogões de cozi .310. 1. altura e disposição. 1. não será permitido levantar edificações a menos de três metros do terreno vizinho.308. Qualquer dos confinantes pode altear a parede divisória. Se a parede divisória pertencer a um dos vizinhos. Em se tratando de vãos. ainda que lhes vede a claridade. Não é permitida a execução de qualquer obra ou serviço suscetível de provocar de smoronamento ou deslocação de terra. seja qual for a quanti dade. não pode sem consentimento do outro. pode assentar a parede divisória até meia espessura no terreno contíguo. exigi r que se desfaça janela. 1. Parágrafo único.302. Parágrafo único. levantar a sua edificação. o vizinho poderá. ou c ontramuro. Art. nem impedir. 1. vilas e povoados cuja edificação estiver adstrita a alinham ento. arcará com todas as despesas. Não é permitido fazer escavações ou quaisquer obras que tirem ao poço ou à nasce nte de outrem a água indispensável às suas necessidades normais.303.

Parágrafo único.317. Parágrafo único. A todo tempo será lícito ao condômino exigir a divisão da coisa comum. nem se estipular solidariedade. e duran te ela. defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal. mediante prévio aviso. obrigam o contratante. Art. po derá ser impedida a sua entrada no imóvel. II . Pode o condômino eximir-se do pagamento das despesas e dívidas.313. Art.Art. 1.dele temporariamente usar. Presumem-se iguais as partes ideais dos condôminos. § 1o Se os demais condôminos assumem as despesas e as dívidas. Art. na proporção de sua parte. terá o prejudica do direito a ressarcimento. reconstrução ou peza de sua casa ou do muro divisório. § 2o Se não há condômino que faça os pagamentos. respo . § 3o Se do exercício do direito assegurado neste artigo provier dano. uma vez entregues as coisas buscadas pelo vizinho. e a suportar os ônus a que estiver sujeita. reivindicá-la de terceiro. a coisa comum será dividida. para: I . a concorrer para as despe sas de conservação ou divisão da coisa. nem dar p osse. quando indispensável à reparação. entende-se que cada qual se obrigou proporcionalmente ao seu quinhão na coisa comum. CAPÍTULO VI Do Condomínio Geral Seção I Do Condomínio Voluntário Subseção I Dos Direitos e Deveres dos Condôminos Art. sem o consenso dos outros. As dívidas contraídas por um dos condôminos em proveito da comunhão. 1. Art.318. 1. g oteiras. Art. sem se disc riminar a parte de cada um na obrigação. O condômino é obrigado. inclusive animais que aí se encontrem casualmente .315. Nenhum dos condôminos pode alterar a destinação da coisa comum.319. Art.316. a renúncia lhes aproveita . poços e nascentes e ao aparo de cerca viva. 1.apoderar-se de coisas suas. 1. 1. § 2o Na hipótese do inciso II. 1. Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação. mas terá este ação regressiva contra os demais. Quando a dívida houver sido contraída por todos os condôminos. 1. ou gravá-la. na proporção dos pagamentos que fizere m. uso ou gozo dela a estranhos. construção. sobre ela exerc er todos os direitos compatíveis com a indivisão. adquirindo a parte ideal de quem renunciou. renuncia ndo à parte ideal.320. Cada condômino responde aos outros pelos frutos que percebeu da coisa e pelo dano que lhe causou. § 1o O disposto neste artigo aplica-se aos casos de limpeza ou reparação de esgotos.314. aparelhos higiênicos. O proprietário ou ocupante do imóvel é obrigado a tolerar que o vizinho en tre no prédio.

pode o juiz determinar a divisão da coisa comum antes do prazo. Não convindo os dois no preço da obra.297). a requerimento de qual quer condômino. Deliberando a maioria sobre a administração da coisa comum.323. sendo tomadas por maioria absoluta. ouvidos os outros. 2. Art. Art.297 e 1. em condições iguais.327. e os consortes não quiserem adjudicá-la a um só. 1. Seção II Do Condomínio Necessário Art. o de quinhão m aior. Parágrafo único. cercas. 1. serão partilhados na proporção dos quinhões.325. 1. § 2o Não poderá exceder de cinco anos a indivisão estabelecida pelo doador ou pelo testa dor. que poderá ser estranho ao condomínio. Subseção II Da Administração do Condomínio Art. Art. § 3o A requerimento de qualquer interessado e se graves razões o aconselharem. § 2o Não sendo possível alcançar maioria absoluta. não havendo em contrário estipulação ou disposição de ú tima vontade. será este avaliado judicialmente.326. 1. e entre os condôminos aqu ele que tiver na coisa benfeitorias mais valiosas. 1. § 1o As deliberações serão obrigatórias. suscetível de prorrogação ulterior. § 3o Havendo dúvida quanto ao valor do quinhão.ndendo o quinhão de cada um pela sua parte nas despesas da divisão. embolsando-lhe metade do que atualmente valer a obra e o t erreno por ela ocupado (art. não as havendo. no que couber. 1. em condições iguais. 1. Os frutos da coisa comum. Art. a . as regras de partilha d e herança (arts. 1. muros. tê-lo-á igualmente a adquirir meação na parede.022). preferir-se-á.307). e. Se nenhum dos condôminos tem benfeitorias na coisa comum e participam todos do condomínio em partes iguais. será este arbitrado por peritos. § 1o Podem os condôminos acordar que fique indivisa a coisa comum por prazo não maior de cinco anos. escolherá o ad ministrador.304 a 1. 1. valas ou valados. muro. o condômino ao estranho. resolvendo alugá-la. em condições iguais de oferta. Art. o condômino ao estranho. Quando a coisa for indivisível. 1. Art.328. preferindo. Art. proceder-se-á à licitação entre os co ndôminos. na venda. decidirá o juiz.013 a 2. cerca s. A maioria será calculada pelo valor dos quinhões. 1.322. antes de adjudicada a coisa àquele que ofereceu maior lanço. Aplicam-se à divisão do condomínio.324. indenizando os outros. valado ou cerca do vizinho. muros e valas regula-se pelo d isposto neste Código (arts.321.329.298. 1. realizar-se-á licitação entre estranhos e. será vendida e repartido o apurado. a fim de que a coisa seja adjudicada a quem afinal oferecer melhor lanço. O condomínio por meação de paredes. o condômino ao que não o é. O proprietário que tiver direito a estremar um imóvel com paredes. O condômino que administrar sem oposição dos outros presume-se representan te comum. preferindo-se.

1. Art. tais como apartamentos. e partes que são propriedade comum dos condôminos.a determinação da fração ideal atribuída a cada unidade. de 2004) § 4o Nenhuma unidade imobiliária pode ser privada do acesso ao logradouro público. enquanto aquele que pretender a div isão não o pagar ou depositar. e as demais partes comuns. (Redação dada pela Lei nº 12. com as respectivas frações ideais no solo e nas outras partes comuns. Art. ou para quantos sobre elas tenham posse ou detenção.333. (Redação dada pela Lei nº 10. desde logo. a convenção do condomínio deverá ser reg strada no Cartório de Registro de Imóveis. 1. § 5o O terraço de cobertura é parte comum. Qualquer que seja o valor da meação. Parágrafo único. exceto os abrigos para veículos.331. Institui-se o condomínio edilício por ato entre vivos ou testamento. 1. salvo disposição contrária da escritura de consti tuição do condomínio. escritório s. lojas e sobrelojas. § 3o A cada unidade imobiliária caberá. a estrutura do prédio. 1. devendo constar daquele ato. cerca ou qualquer outra obra divisória. A convenção que constitui o condomínio edilício deve ser subscrita pelos tit ulares de. III . Art. a calefação e refrigeração centrais. II . reg istrado no Cartório de Registro de Imóveis. além do dispo sto em lei especial: I . como parte inseparável. no mínimo. o telhado. não pod endo ser alienados separadamente. Além das cláusulas referidas no art.a discriminação e individualização das unidades de propriedade exclusiva. salas. que será identificada em forma decimal ou ordinária no inst rumento de instituição do condomínio. 1.a quota proporcional e o modo de pagamento das contribuições dos condôminos para a . partes que são propriedade exclusiva. obrigatória p ara os titulares de direito sobre as unidades. esgot o. são utilizados em comum pelos condôminos.931. inc lusive o acesso ao logradouro público. em edificações. CAPÍTULO VII Do Condomínio Edilício Seção I Disposições Gerais Art. de 2012) § 2o O solo. 1.332. uma fração ideal no solo e n as outras partes comuns.334. ou divididos. sujeitam-se a propriedade exclusiva. salvo autorização expre ssa na convenção de condomínio. a rede geral de distribuição de água. podendo ser alienadas e gra vadas livremente por seus proprietários. vala. gás e eletricidade. dois terços das frações ideais e torna-se. Pode haver.607. nenhum uso poderá fazer na parede. muro. a convenção determinará: I .330. § 1o As partes suscetíveis de utilização independente. que não pode rão ser alienados ou alugados a pessoas estranhas ao condomínio. Para ser oponível contra terceiros. relativamente ao terreno e p artes comuns.o fim a que as unidades se destinam. Art. estremadas uma das outras e das partes comuns.332 e das que os interessados hou verem por bem estipular.expensas de ambos os confinantes.

IV . forma de sua convocação e quorum exigido para as de liberações. . das partes e esquadrias externas. salvo disposição em con trário. IV . fruir e livremente dispor das suas unidades.336. conforme a sua destinação.as sanções a que estão sujeitos os condôminos. III . caberá à assembléia geral. II . e contanto que não exclua a ut ilização dos demais compossuidores. e não as utilizar de maneir a prejudicial ao sossego. ou possuidores. V .a competência das assembléias. 1.335. O condômino ou possuidor que. Art. salubridade e segurança dos possuidores. 1. estando quite. III . os promitentes compradores e os cessionários de direitos relativos às unidades autônomas. por dois terços no mínimo dos condôminos restantes. até ulterior deliberação da assembléia. não sendo previstos. salvo disposição em contrário na convenção.usar. III . independentemente das per das e danos que se apurarem.votar nas deliberações da assembléia e delas participar.o regimento interno. § 1o O condômino que não pagar a sua contribuição ficará sujeito aos juros moratórios convenc onados ou. pagará a multa prevista no ato constitutivo ou na convenção. por seu reiterado comportamento anti-so cial. deliberar sobre a cobrança da multa. não havendo disposição expressa. de 2004) II .usar das partes comuns. que não cumpre reiteradamente com os seus deve res perante o condomínio poderá. poderá ser constrangido a pagar multa correspondente ao décuplo do valor atribuído à c ontribuição para as despesas condominiais.contribuir para as despesas do condomínio na proporção das suas frações ideais. ou aos bons cos tumes. que não cumprir qualquer dos deveres estabelecidos nos incisos II a IV. conforme a gravidade das faltas e a reiteração. § 1o A convenção poderá ser feita por escritura pública ou por instrumento particular. § 2o O condômino. Parágrafo único. não podendo ela ser sup erior a cinco vezes o valor de suas contribuições mensais. s er constrangido a pagar multa correspondente até ao quíntuplo do valor atribuído à contr ibuição para as despesas condominiais.dar às suas partes a mesma destinação que tem a edificação. os de um por cento ao mês e multa de até dois por cent o sobre o débito. São direitos do condômino: I . São deveres do condômino: I . Art. (Redação dada pela Lei nº 10. § 2o São equiparados aos proprietários. ou possuidor. II . para os fins deste artigo.não realizar obras que comprometam a segurança da edificação. 1337.não alterar a forma e a cor da fachada. Art. i ndependentemente das perdas e danos que se apurem. por deliberação de três quartos dos condôminos restantes. gerar incompatibilidade de convivência com os demais condôminos ou possuidores .sua forma de administração.tender às despesas ordinárias e extraordinárias do condomínio.931. O condômino.

346. qualquer dos condôminos a estranhos. só podendo fazê-lo a terceiro se essa faculdade constar do ato constitutivo do condomínio. ou. § 3o Não sendo urgentes. A construção de outro pavimento. ou de alguns deles. § 2o É permitido ao condômino alienar parte acessória de sua unidade imobiliária a outro c ondômino.339. Art. entre todos. que deverá ser convocada imediatamente. de outro edifício. Art. A realização de obras. e m condições iguais. É obrigatório o seguro de toda a edificação contra o risco de incêndio ou dest ruição. § 4o O condômino que realizar obras ou reparos necessários será reembolsado das despesas que efetuar. As despesas relativas a partes comuns de uso exclusivo de um condômino . pelo síndico. de voto de dois terços dos condôminos. total ou parcial. com as suas partes acessórias. 1. depende da aprovação da unanimidade dos c ondôminos. 1. das partes próprias. que importarem em despesas e xcessivas. § 2o Se as obras ou reparos necessários forem urgentes e importarem em despesas exce ssivas.se úteis.343.se voluptuárias. Resolvendo o condômino alugar área no abrigo para veículos. incumbem a quem delas se serve. de modo que não haja danos às unidades imobiliárias inferiores. nas partes comuns. os possuidore s. de voto da maioria dos condôminos. independentemente de autor ização. Art. a fim de lhes facilitar ou aumentar a utilização. por qualquer dos c ondôminos. especialmente con vocada pelo síndico.341. e se a ela não se opuser a respectiva assembléia geral. § 1o As obras ou reparações necessárias podem ser realizadas. ou comuns. O adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante. preferir-se-á.345. Art. 1. no solo comum. Ao proprietário do terraço de cobertura incumbem as despesas da sua cons ervação. II .344.338. ou. em caso de omissão ou impedimento deste. Art. suscetíveis de prejud icar a utilização. somente poderão ser efetuadas após autorização da assembléia. depende da aprovação de dois terços dos votos dos condôminos. as obras ou reparos necessários. Art. embora de interesse comum. não tendo direito à restituição das que fizer com obras ou reparos de outr a natureza. e. em caso de omissão ou impedimento deste. 1.340. 1. 1. por qualquer condômino. em partes comuns. o síndico ou o condômino que tomou a iniciativa dela s dará ciência à assembléia. § 1o Nos casos deste artigo é proibido alienar ou gravar os bens em separado. des tinado a conter novas unidades imobiliárias. 1. inclusive multas e juros moratórios.342. em relação ao condomínio. são também inseparáveis das frações ideais correspondentes as unidades i mobiliárias. Os direitos de cada condômino às partes comuns são inseparáveis de sua propr iedade exclusiva. por qualquer dos condôminos. determinada sua realização. Art. 1. em acréscimo às já existentes. 1. Seção II Da Administração do Condomínio . ou. não sendo permitidas construções. A realização de obras no condomínio depende: I .Art. Art.

352. e eventualmente eleger-lhe o substituto e alterar o regimento interno.realizar o seguro da edificação. V . a fim de aprovar o orçamento das despesas. 1.350. depende da aprov pela unanimidade dos condôminos.347. para administra r o condomínio. § 1o Se o síndico não convocar a assembléia. o condomínio.convocar a assembléia dos condôminos. praticando. mediante aprovação da assembléia. o juiz decidirá.diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos se rviços que interessem aos possuidores. 1. 1. os atos necessários à defesa dos interesses comuns. total ou parcialmente. (Redação dada pela Lei nº 10. Art. VIII . A assembléia escolherá um síndico. anualmente e quando exigidas. os poderes de repres entação ou as funções administrativas. não prestar contas. ativa e passivamente. Convocará o síndico. destit uir o síndico que praticar irregularidades. reunião da assembléia dos condôminos. III . Salvo quando exigido quorum especial.cobrar dos condôminos as suas contribuições. em primeira convocação. a mudança da destinação do edifício. IX . ou da unidade imobiliária. VI . em juízo ou fora d ele.elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano. Art. em lugar do síndico. de 2004) Art. salvo disposição em io da convenção. 1. IV .931. Depende da aprovação de 2/3 (dois terços) dos votos dos condôminos a alteração d a convenção. o regimento interno e as determinações da asse mbléia. VII .dar imediato conhecimento à assembléia da existência de procedimento judicial ou administrativo.cumprir e fazer cumprir a convenção. § 2o O síndico pode transferir a outrem. de interesse do condomínio. pelo voto da maioria absoluta de seus membros. II . 1.349. Art.representar. Os votos serão proporcionais às frações ideais no solo e nas outras partes comuns pertencentes a cada condômino. salvo disposição diversa da convenção de constituição d condomínio. um quarto dos condôminos poderá fazê-lo. por maioria de votos dos condôminos presentes que repre sentem pelo menos metade das frações ideais. Parágrafo único. poderá.Art.351. que poderá não ser condômino. bem como impor e cobrar as multas d evidas. o qual poderá renovar-se. a requerimento de qualquer condômino. ou não administrar con venientemente o condomínio. 1. as deliberações da assembléia serão to madas. por prazo não superior a dois anos. . § 1o Poderá a assembléia investir outra pessoa. especialmente convocada para o fim estabelecido no § 2o do artigo antecedente. Compete ao síndico: I .348. § 2o Se a assembléia não se reunir. na form a prevista na convenção. as contribuições dos c ondôminos e a prestação de contas. A assembléia. anualmente. em poderes de repre sentação.prestar contas à assembléia. Art.

A assembléia não poderá deliberar se todos os condôminos não forem convocados para a reunião. CAPÍTULO VIII Da Propriedade Resolúvel Art. a assembléia poderá deliberar por maioria dos votos d os presentes. Art.356. a indenização será repartida na proporção a que se ref re o § 2o do artigo antecedente.355. que lhe serve de título. 1. será considerado proprietári o perfeito. Seção III Da Extinção do Condomínio Art. ao qual compete dar pare cer sobre as contas do síndico. com escopo de garantia. proporcionalmente ao valor das suas unidades imobiliárias.357. ou venda. entendem-se também resolvidos os direitos reais concedidos na sua pendência. em cujo benefício houve a resolução. Assembléias extraordinárias poderão ser convocadas pelo síndico ou por um qu arto dos condôminos. § 1o Constitui-se a propriedade fiduciária com o registro do contrato. tornand o-se o devedor possuidor direto da coisa. Resolvida a propriedade pelo implemento da condição ou pelo advento do t ermo. composto de três membros. Se ocorrer desapropriação. 1. a transferência da propriedade fiduciária.360. salvo quando exigido quorum especial. Art. o possui dor. ou ameace ruína. Considera-se fiduciária a propriedade resolúvel de coisa móvel infungível qu e o devedor. 1. alienando os seus direitos a outros condôminos. 1. 1. desde o ar quivamento. adquirida pelo devedor. . Se a propriedade se resolver por outra causa superveniente. em condições iguais de oferta. Poderá haver no condomínio um conselho fiscal. por prazo não superior a dois anos. restando à pessoa. Art. Art.359. mediante avaliação judicial. que a tiver adquirido por título anterior à sua resolução. torna eficaz. em que se preferirá. e o proprietário. 1.358.Art. Em segunda convocação. § 2o Realizada a venda. transfere ao credor. e leitos pela assembléia. Art. ou. no Registro de Títulos e Documentos do domicílio do devedor. ação contra aquele cuja propriedade se resolveu para haver a própria coisa ou o seu valor. CAPÍTULO IX Da Propriedade Fiduciária Art. Se a edificação for total ou consideravelmente destruída. pode reivindicar a coisa do poder de quem a possua ou detenha. 1.361. 1. na repartição compet ente para o licenciamento. § 3o A propriedade superveniente.354. fazendo-se a anotação no certificado de registro. § 2o Com a constituição da propriedade fiduciária. § 1o Deliberada a reconstrução. o condômino ao estranho. em cujo favor se opera a resolução. por votos que repre sentem metade mais uma das frações ideais. poderá o condômino eximir-se do pagamento das despesas res pectivas. dá-se o desdobramento da posse. será repartido o apurado entre os condôminos. o s condôminos deliberarão em assembléia sobre a reconstrução.353. celebrado por instrumento público ou particular. em se tratando de veículos. 1.

Art.931. Aplica-se à propriedade fiduciária. pode us ar a coisa segundo sua destinação. ou sua estimativa. e a entregar o saldo. judicial ou extrajudicialmente. 1. fica o credor obrigado a vender.364. ou a época do pagamento.370. se sub-rogará de pleno direito no crédito e na propriedade fiduciária. IV . após o vencimento desta.o total da dívida.366. O superficiário responderá pelos encargos e tributos que incidirem sobre o imóvel. salvo se for iner ente ao objeto da concessão. 1.a taxa de juros. Vencida a dívida. o produto não bastar para o pagamento da dívida e das despesas de cobrança. ao devedor. 1. se a dívida não for paga no vencimento.426. 1. a suas expensas e risco. somente se ap licando as disposições deste Código naquilo que não for incompatível com a legislação especia . 1.363. com os elementos indispensáveis à sua i dentificação. que serve de título à propriedade fiduciária. estipularão as partes se o pagamento será feito de uma só vez. a aplicar o preço no pagamento de seu crédito e das despesas de cobrança.o prazo.a empregar na guarda da coisa a diligência exigida por sua natureza. Art. Parágrafo único.a entregá-la ao credor. continuará o devedor obrigado pelo restante. sendo obrigado. 1.Art. com a anuência do credor. Parágrafo único. Art. O direito de superfície não autoriza obra no subsolo. como depositário: I . 1. As demais espécies de propriedade fiduciária ou de titularidade fiduciár ia submetem-se à disciplina específica das respectivas leis especiais. a coisa a terceiros. Art. 1.365. Antes de vencida a dívida. O terceiro. mediante escritura pública devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis. se a dívida não for paga no vencimento.368. 1. se houver. O contrato. A concessão da superfície será gratuita ou onerosa. vendida a coisa.369. que pagar a dívida. Art. e não paga. Art.425. Art. se onerosa. dar seu direito eventual à co isa em pagamento da dívida. de 2004) TÍTULO IV Da Superfície Art. É nula a cláusula que autoriza o proprietário fiduciário a ficar com a coisa alienada em garantia. 1. no que couber.367. o disposto nos arts. por morte do . o devedor. Art. Quando. Art. III . interessado ou não. II . 1.371.427 e 1.436.362.372. 1. se houver. O devedor pode. 1.421. 1. O proprietário pode conceder a outrem o direito de construir ou de pla ntar em seu terreno.a descrição da coisa objeto da transferência. 1. O direito de superfície pode transferir-se a terceiros e. por tempo determinado. conterá: I . (Incluído pela Lei nº 10. ou parceladamente. Art. II .368-A. 1.

valendo-lhe como título a sentença que julgar consumado a usucapião.377. Se o possuidor não tiver título. Antes do termo final. 1. 1. 1. 1. autoriza o interessado a registrá-la em seu nome no Re gistro de Imóveis.378. Art. TÍTULO V Das Servidões CAPÍTULO I Da Constituição das Servidões Art. resolver-se-á a concessão se o superficiário der ao terreno destinação diversa daquela para que foi concedida. e constitui-se mediante declaração expressa dos proprietários. 1. nos termos do art. se a servidão pertencer a mais de um prédio. O exercício incontestado e contínuo de uma servidão aparente. 1. por dez anos . a propriedade ao dono do dominante.373. no que não for diversamente disciplinado em lei es pecial. e grava o prédio serviente. A servidão proporciona utilidade para o prédio dominante. Em caso de alienação do imóvel ou do direito de superfície. Se o proprietário do prédio dominante se recusar a receber a propriedad e do serviente. ou por testamento. aos seus herdeiros. constituído por pessoa jurídica de direito público interno. As obras a que se refere o artigo antecedente devem ser feitas pelo dono do prédio dominante. o prazo da usucapião será de vinte anos. Art. Art. o proprietário passará a ter a propriedade plena sobr e o terreno. O dono do prédio serviente não poderá embaraçar de modo algum o exercício legíti mo da servidão.384. independentemente de indenização. Art. e subseqüente registro no Cartório de Registro de Imóveis. pelo dono do prédi . O direito de superfície. Parágrafo único. O dono de uma servidão pode fazer todas as obras necessárias à sua conserv ação e uso.379. A servidão pode ser removida. qualquer paga mento pela transferência. 1. Não poderá ser estipulado pelo concedente. total ou parcialmente. e. se as partes não houv rem estipulado o contrário. Art. rege-se por este Código.242. 1. Parágrafo único. de um local para outro.382. Art. 1. que pertence a diverso dono. ou parte dela. se o contrário não dispuser expressamente o título. 1. Quando a obrigação incumbir ao dono do prédio serviente. este poderá exonera r-se. a indenização cabe ao proprietário e ao superficiário. a nenhum título.374. o superficiário ou o proprietário tem direito de preferência. 1. 1. Art. Parágrafo único. CAPÍTULO II Do Exercício das Servidões Art. no valor correspondente ao direito real de cada um. Art. serão as despesas rateadas ent re os respectivos donos.383. em igualdade de condições. Art. abandonando.376.380. construção ou plantação.superficiário. Extinta a concessão. 1. No caso de extinção do direito de superfície em conseqüência de desapropriação.375. Art. caber-lhe-á custear as obras.381.

Salvo nas desapropriações. . só se aplicarem a certa parte de um ou de outro. os frutos e u tilidades.389. será também preciso. abrangendo-lhe. a servidão não se pode ampliar a outro. se em nada diminuir as vantagens do prédio dominante. mas tem direito a ser indenizado pelo excesso. quanto possível. ou pelo dono deste e à sua custa. 1. 1. CAPÍTULO III Da Extinção das Servidões Art. Art. pelos meios judiciais. mediante a prova da extinção: I . 1. no todo ou em parte. do prédio dominante impuserem à ser vidão maior largueza. em um patr imônio inteiro. em benefício de cada uma das porções do prédio dominante. III . Também se extingue a servidão. Art. uma vez registrada.pelo não uso.pela reunião dos dois prédios no domínio da mesma pessoa. agravar o encargo ao prédio serviente. c om respeito a terceiros. o dono do serviente é obrigado a sofrê-la. a utilidade ou a comodidade. e continuam a gravar ca da uma das do prédio serviente. ou de outro título expresso.pela supressão das respectivas obras por efeito de contrato. para a cancelar. e a servidão se mencionar no título hipotecário.386. TÍTULO VI Do Usufruto CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. II . Se o prédio dominante estiver hipotecado. salvo se. Art.quando tiver cessado.388. ou parte deste. Restringir-se-á o exercício da servidão às necessidades do prédio dominante. ou destino. 1. 1. móveis ou imóveis. a servidão. III . se houver considerável incremento da utilidade e não pr ejudicar o prédio serviente. O usufruto pode recair em um ou mais bens. no caso de divisão dos imóveis. 1. § 2o Nas servidões de trânsito. q ue determinou a constituição da servidão. embora o dono do prédio dominante lho impugne: I . para o prédio dominante. As servidões prediais são indivisíveis. e subsistem. § 1o Constituída para certo fim. quando cancelada.390. ficando ao dono do prédio serviente a facul dade de fazê-la cancelar. § 3o Se as necessidades da cultura. e a menor exclui a ma is onerosa.385. o consentimento do credor. ou da indústria.387. e vitando-se. O dono do prédio serviente tem direito.quando o titular houver renunciado a sua servidão. ao canc elamento do registro. II . a de maior inclui a de menor ônus.o serviente e à sua custa.quando o dono do prédio serviente resgatar a servidão. durante dez anos contínuos. Art. só se extingue. por natureza. Parágrafo único.

à sua custa.230.400. Art. O usufrutuário tem direito à posse. 1. o usufrutuário tem direito a perceber os frutos e a cobrar as respectivas dívidas. e dará caução. ou.Art. de imediato. quando não resulte de usucapião. sem encargo de pagar as despesas de pro dução. Art.396. Quando o usufruto recai em títulos de crédito. 1. 1. Art. Salvo direito adquirido por outrem. mas o seu exercício pode ce der-se por título gratuito ou oneroso. § 3o Se o usufruto recai sobre universalidade ou quota-parte de bens. CAPÍTULO II Dos Direitos do Usufrutuário Art. Parágrafo único. a importância em títulos da mesma natureza. 1. O usufrutuário pode usufruir em pessoa. findo o usufruto.393. Art.395. qualidade e quantidade. pendentes ao começar o usufruto.399.394. Parágrafo único. O usufruto de imóveis. para obter meação em parede. de velar-lhes pela conservação. per tencem ao dono. 1. e entregá-los findo o usu fruto. Parágrafo único. o seu valor. es timado ao tempo da restituição. cerca. vala ou valado. das outras.397. terá o usufrutuár io o dever de restituir. os bens que receber. pertencem ao proprietário. § 1o Se. houver coisas consumíveis. 1. Art. administração e percepção dos frutos. pendentes ao tempo em que cessa o usufruto. 1. não sendo possível. . ou em títulos da dívida pública federal.398. antes de assumir o usufruto. Art. Não é obrigado à caução o doador que se reservar o usufruto da coisa doada. § 2o Se há no prédio em que recai o usufruto florestas ou os recursos minerais a que s e refere o art. Salvo disposição em contrário. Art. constituir-se-á medi ante registro no Cartório de Registro de Imóveis. o usufrutuário tem direito à parte do tesouro achado por outrem. Cobradas as dívidas. sem expressa autorização do proprietário. devem o dono e o usufrutuário prefixar-lhe a extensão do gozo e a maneira de exploração.391. ou mediante arrendamento. o préd io. e ao usufrutuário os vencidos na data em que cessa o usufruto. Os frutos civis. também sem compensação das despesas. determinando o estado em que se acham. e ao preço pago pelo vizinho do p rédio usufruído. CAPÍTULO III Dos Deveres do Usufrutuário Art. as que ainda houver e. deduzidas quantas bast em para inteirar as cabeças de gado existentes ao começar o usufruto. uso. 1. mas não mudar-lhe a destinação econômica. o usufrutuário faz seus os frutos naturais. o equivalente em gênero.392. O usufrutuário. As crias dos animais pertencem ao usufrutuário. se lha exigir o dono. 1. 1. Não se pode transferir o usufruto por alienação. fidejussória ou real. o usufruto estende-se aos acessórios da coisa e seus acrescidos. o usufrutuário aplicará. 1. com cláusula de atual ização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. inventariará. muro. Os frutos naturais. entre os acessórios e os acrescidos. vencidos na data inicial do usufruto.

403 Incumbem ao usufrutuário: I .Art. a indenização paga. e que são indispensáveis à conser a coisa. Art. 1. O usufrutuário não é obrigado a pagar as deteriorações resultantes do exercício regular do usufruto. O usufrutuário que não quiser ou não puder dar caução suficiente perderá o direi to de administrar o usufruto. durante o usufruto. será o usufrutuário o brigado aos juros da dívida que onerar o patrimônio ou a parte dele. e. 1. cancelando-se o registro no Cartório de Regist ro de Imóveis: I . deduzidas as despesas de administração. mas se a indenização do seguro for aplicada à reconstr ução do prédio. cobrando daquele a importância despendida.pela extinção da pessoa jurídica. 1.as prestações e os tributos devidos pela posse ou rendimento da coisa usufruída.as despesas ordinárias de conservação dos bens no estado em que os recebeu. O usufruto extingue-se. Também fica sub-rogada no ônus do usufruto. o usufrutuário pode realizá-las.404. ressarcido pelo terceiro responsável no caso de danificação ou perda. 1. Art. restabelecer-se-á o usufruto. Incumbem ao dono as reparações extraordinárias e as que não forem de custo mód ico.pelo termo de sua duração. Art. § 1o Não se consideram módicas as despesas superiores a dois terços do líquido rendimento em um ano. II . § 2o Em qualquer hipótese. Art. 1.401.405. Se um edifício sujeito a usufruto for destruído sem culpa do proprietário. 1. o direito do usufrutuário fica sub-rogado no valor da inden ização do seguro. neste caso. as contribuições do seguro. . 1. § 1o Se o usufrutuário fizer o seguro. CAPÍTULO IV Da Extinção do Usufruto Art. ao proprietário caberá o direito dele resultante contra o segurador. II . Se a coisa estiver segurada. a entregar ao usufrutuário o rendimento de les. ou. mediante caução. III . nem o usufruto se restabelecerá. ou parte deste. Art. que ficará obrigado. ou aumentarem o rendimento da coisa usufruída. em favor de quem o usufruto foi constituído. os bens serão administrados pelo prop rietário.406. § 2o Se o dono não fizer as reparações a que está obrigado. se ele for desapropriado.409.408. O usufrutuário é obrigado a dar ciência ao dono de qualquer lesão produzida contra a posse da coisa. 1.402. Art. Se o usufruto recair num patrimônio. 1. ou a importância do dano.pela renúncia ou morte do usufrutuário. entre as quais se incluirá a quantia fixa da pelo juiz como remuneração do administrador. mas o usufrutuário lhe pagará os juros do capital despendido com as que forem n ecessárias à conservação. em lugar do prédio. ou os direitos deste. Art. não será este obrigado a reconstruí-lo. Art. incumbe ao usufrutuário pagar.410. 1.407. se o proprietári o reconstruir à sua custa o prédio.

390 e 1. celebrada por instrumento público ou particular. ou deixa arruinar os be ns. ou de terceiros. O promitente comprador.415. ou às outras. a outo rga da escritura definitiva de compra e venda.Pelo não uso. 1.pela cessação do motivo de que se origina. titular de direito real. em que se não pactuou arrependime nto. ou quando. TÍTULO IX Do Direito do Promitente Comprador Art.408. no que não for contrário à sua natureza. Mediante promessa de compra e venda. 2ª parte. VI .413. no usufruto de títulos d e crédito.3 99). Art.pela destruição da coisa. pode exigir do prom itente vendedor.414. e registrada no Cartório de Re gistro de Imóveis. § 2o As necessidades da família do usuário compreendem as de seu cônjuge. nem emprestar. quando aliena. São aplicáveis à habitação. 1.411. não dá às importâncias recebidas a aplicação prevista no parágrafo único do art.se ela perdurar. o direito. São aplicáveis ao uso. a quem os direitos deste forem cedidos.por culpa do usufrutuário. guardadas as disposições dos arts. Art. VII . Art. o titular deste direito não a pode alugar. 1. o q uinhão desses couber ao sobrevivente. da coisa em que o usufruto recai (arts.pela consolidação. por estipulação expressa. TÍTULO VII Do Uso Art. Art. salvo se.409. e 1. de h abitá-la. O usuário usará da coisa e perceberá os seus frutos. extinguir-se-á a parte em relação a cada uma das que falecerem. as disposições re ativas ao usufruto.417. 1. no que não for contrário à sua natureza. V .412. que também lhes compete.416. § 1o Avaliar-se-ão as necessidades pessoais do usuário conforme a sua condição social e o lugar onde viver. pelo decurso de trinta anos da data em que se começou a exercer. qualq uer delas que sozinha habite a casa não terá de pagar aluguel à outra. mas simplesmente ocu pá-la com sua família. 1. ou não fruição. IV . Quando o uso consistir no direito de habitar gratuitamente casa alhe ia. quanto o exigirem as necessidades suas e de sua família. conforme o disposto no instrument . não lhes acudindo com os reparos de conservação.407. querendo. 1. as disposiçõ tivas ao usufruto. 1. TÍTULO VIII Da Habitação Art.418. mas não as pode inibir de exercerem. deteriora. Se o direito real de habitação for conferido a mais de uma pessoa. 1. Art. Constituído o usufruto em favor de duas ou mais pessoas. dos filhos sol teiros e das pessoas de seu serviço doméstico. 1. adquire o promitente comprador direito real à aquisição do imóvel. 1. 1. 1 VIII .

o bem dado e m garantia fica sujeito. salvo disposição expressa no título ou na quitação.420. Nas dívidas garantidas por penhor. sob pena de não terem eficácia: I . Art. desfalcar a ga rantia.se perecer o bem dado em garantia.o prazo fixado para pagamento. Excetuam-se da regra estabelecida neste artigo as dívidas que. deteriorando-se. O credor anticrético tem direito a reter em seu poder o bem.421. o recebimento posterior da prestação atrasada im porta renúncia do credor ao seu direito de execução imediata. . 1. observada.a taxa dos juros. 1. 1. as garantias reai s estabelecidas por quem não era dono. na sua totalidade. 1. Os contratos de penhor. 1. II . Art.se o devedor cair em insolvência ou falir.o valor do crédito. mas cada um pode individualmente dar em garantia real a parte que tiver. hipotecar ou dar em anticres e. se houver recusa. Art. ao cumprimento da obrigação. anticrese ou hipoteca. IV . desde o registro. enquanto a dívida não for paga.se as prestações não forem pontualmente pagas.424. ou valor máximo. devam ser pagas precipuamente a quaisquer outros créditos. IV .425. extingue-se esse direito decorridos quinze anos da data de su a constituição. a outros credores.se. § 1o A propriedade superveniente torna eficaz. toda vez que deste modo se achar estipulado o pagamento. Neste caso. Art. anticrese ou hipoteca declararão. em vir tude de outras leis. Parágrafo único. TÍTULO X Do Penhor. § 2o A coisa comum a dois ou mais proprietários não pode ser dada em garantia real.419. O pagamento de uma ou mais prestações da dívida não importa exoneração correspon dente da garantia. requerer ao juiz a adjudicação do imóvel. e. da Hipoteca e da Anticrese CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. a prioridade no registro.422. se houver. Só aquele que pode alienar poderá empenhar. sem o consentimento de todos. intimado. qu anto à hipoteca.o preliminar. só os bens que se podem alienar poderão ser dados em penhor. e não for substituído. no pagamento. ou depreciando-se o bem dado em segurança.423. O credor hipotecário e o pignoratício têm o direito de excutir a coisa hip otecada ou empenhada. por vínculo real. Art. e o devedor. não a reforçar ou substituir. III . 1. A dívida considera-se vencida: I . sua estimação. 1. ainda que esta compreenda vários bens. anticrese ou hipotec a. e preferir. III . Art.o bem dado em garantia com as suas especificações. II .

CAPÍTULO II Do Penhor Seção I Da Constituição do Penhor Art. se o perecimento. Após o vencimento. não se compreendem os juros correspondentes ao tempo ainda não decorrido. O herdeiro ou sucessor que fizer a remição fica sub-rogado nos direitos do credor pelas quotas que houver satisfeito. ou executada a hipoteca. Art. Parágrafo único.427. Parágrafo único. ou no ressarcimento do dano. faz o devedor. o produto não bast ar para pagamento da dívida e despesas judiciais. deteriore. Quando.à posse da coisa empenhada. § 2o Nos casos dos incisos IV e V.433.V . Nas hipóteses do artigo anterior. quando. mercantil e de veículos. Salvo cláusula expressa. com a respectiv a garantia sobre os demais bens. porém.à retenção dela. 1. Art. sem culpa sua. 1.432. Art. e esta não abranger outras. ou alguém por ele. É nula a cláusula que autoriza o credor pignoratício. a dívida reduzida. O credor pignoratício tem direito: I . Art. O instrumento do penhor deverá ser levado a registro. Os sucessores do devedor não podem remir parcialmente o penhor ou a hi poteca na proporção dos seus quinhões.428. 1. ou a desapropriação recair sobre o bem dado em garantia. até que o indenizem das despesas devidamente justificadas. hipótese na qual se depositará a part e do preço que for necessária para o pagamento integral do credor. 1. . industrial. § 1o Nos casos de perecimento da coisa dada em garantia. qualquer deles. por qualquer dos contratantes.431.se se desapropriar o bem dado em garantia. continuará o devedor obrigado pess oalmente pelo restante. em gara ntia do débito ao credor ou a quem o represente. ou reforçá-la. Constitui-se o penhor pela transferência efetiva da posse que.430. pode fazê-lo no todo. ou desvalorize. anticrético ou hipotecár io a ficar com o objeto da garantia. de vencimento antecipado da dívida. 1. em benefício do credor. que tiv er feito. suscetível de alienação. subsistindo. a quem assistirá sobre ela preferência até seu completo reembolso. no caso contrário. Seção II Dos Direitos do Credor Pignoratício Art. 1. que as deve guardar e conservar. Parágrafo único. Art. as coisas empen hadas continuam em poder do devedor. o do penhor comum será registrado no Cartório de Títulos e Documentos. poderá o devedor dar a coisa em pagamento da dívida. 1. Art. se a dívida não for paga no vencimento.429. se perca. o terceiro que presta garantia real por dívida alheia não fica obrigado a substituí-la. não desapropriados ou destruídos.426. só se vencerá a hipoteca antes do prazo estipulado. No penhor rural. II . d e uma coisa móvel. não sendo ocasionadas por culpa sua. esta se sub-rogará na inden ização do seguro. excutido o penhor. 1.

a restituí-la. IV . ou parte da cois a empenhada. a requerimento do proprietário. O credor não pode ser constrangido a devolver a coisa empenhada. IV .à custódia da coisa. podendo o juiz. como depositário. 1.perecendo a coisa. subs tituindo-a.III . ou lhe autorizar o devedor mediante procuração. no caso do inciso IV do art. 1. Seção IV Da Extinção do Penhor Art. se lhe permitir expressament e o contrato. inciso V) n as despesas de guarda e conservação. 1. determinar que seja vendida apenas uma das coisas.renunciando o credor.extinguindo-se a obrigação. uma vez paga a dívida.435. III . suce ssivamente. 1.a imputar o valor dos frutos.a promover a execução judicial. com os respectivos frutos e acessões. ou a venda amigável. a im portância da responsabilidade. até a concorrente quantia. § 1o Presume-se a renúncia do credor quando consentir na venda particular do penhor sem reserva de preço. e a ressarcir ao dono a perda ou deterioração d e que for culpado. devendo o preço ser depositado. Seção III Das Obrigações do Credor Pignoratício Art. 1. nos juros e no capital da obrigação garantida. quando a dívida for paga.a apropriar-se dos frutos da coisa empenhada que se encontra em seu poder. feita p elo credor ou por ele autorizada. das circuns tâncias que tornarem necessário o exercício de ação possessória. II .dando-se a adjudicação judicial. V . quando restituir a sua posse ao devedor. suficiente para o pagamento do credor.a entregar o que sobeje do preço. ou um a parte dela. IV . podendo ser compensada na dívida. VI . de que se apropriar (art. mediante prévia autorização judicial. III .433. O credor pignoratício é obrigado: I .434.433. V . subsistirá in .a promover a venda antecipada. V . Extingue-se o penhor: I .ao ressarcimento do prejuízo que houver sofrido por vício da coisa empenhada.à defesa da posse da coisa empenhada e a dar ciência.436. a remissão ou a venda da coisa empenhada. O dono da coisa empenhada pode impedir a venda antecipada.confundindo-se na mesma pessoa as qualidades de credor e de dono da coisa. § 2o Operando-se a confusão tão-somente quanto a parte da dívida pignoratícia. ao dono dela. II . antes de ser integralmente pago. Art. ou oferecendo outra garantia real idônea. sempre que h aja receio fundado de que a coisa empenhada se perca ou deteriore. ou quando anuir à sua substituição por outra garantia.

nem restringe a extensão da hipoteca. por si ou por pessoa que credenciar. ins pecionando-as onde se acharem. III . à vista da respectiva prova. V . 1. Parágrafo único. O penhor agrícola e o penhor pecuário somente podem ser convencionados. pelos prazos máximos de três e quatro anos. cédula rural pignoratícia. abrange a imediatamente seguinte. Art.439. permanece a garantia. enquanto subsistirem os bens que a constituem. ou em via de form ação. § 2o A prorrogação deve ser averbada à margem do registro respectivo. mediante requerime nto do credor e do devedor. em favor do credor. Tem o credor direito a verificar o estado das coisas empenhadas. uma só vez. Art. II . Seção V Do Penhor Rural Subseção I Disposições Gerais Art. no caso de frustrar-se ou ser insuficiente a que se deu em garantia. em quantia máxima equivalente à do primeiro. Art. IV .443. Prometendo pagar em dinheiro a dívida. Podem ser objeto de penhor: I . Se o credor não financiar a nova safra. o penhor rural poderá constituir-se inde pendentemente da anuência do credor hipotecário. ao ser executada. respectivamente. na forma deter minada em lei especial.440. mas não lhe prejudica o direito de pr eferência.animais do serviço ordinário de estabelecimento agrícola.máquinas e instrumentos de agricultura. . Art. prorrogáveis. 1. Se o prédio estiver hipotecado. O penhor agrícola que recai sobre colheita pendente.437.frutos acondicionados ou armazenados. 1. a té o limite de igual tempo. registrado no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição em que estiverem situad as as coisas empenhadas.438. Subseção II Do Penhor Agrícola Art. § 1o Embora vencidos os prazos. Parágrafo único. Produz efeitos a extinção do penhor depois de averbado o cancelamento do registro. 1. o devedor poderá emitir. abrangendo este apenas o excesso apurado na colhei ta seguinte.lenha cortada e carvão vegetal. 1.teiro o penhor quanto ao resto. Art.colheitas pendentes. Constitui-se o penhor rural mediante instrumento público ou particular . que garante com penhor rural. 1.441. ou em via de formação. o segundo penhor t erá preferência sobre o primeiro. 1.442. poderá o devedor constituir com outrem novo penhor.

deverá repor outros bens da mesma nat ureza. Quando o devedor pretende alienar o gado empenhado ou. Os animais da mesma espécie.Subseção III Do Penhor Pecuário Art.449. 1. Art. nem delas dispor.452. cédula do respectivo crédito. se não constar de menção adicional ao respectivo contrato. Parágrafo único. por si ou por pessoa que credenciar. Art. instrumento s. O titular de direito empenhado deverá entregar ao credor pignoratício o s documentos comprobatórios desse direito. Art. Podem ser objeto de penhor direitos. registrado no Registro de Títulos e Documentos. Constitui-se o penhor industrial. 1. do credor. 1. alterar as coisas empenhadas ou mudar-lhes a situação. Seção VII Do Penhor de Direitos e Títulos de Crédito Art. materiais. comprados para substituir os mortos. matérias-primas e produt os industrializados. Podem ser objeto de penhor os animais que integram a atividade pasto ril. Constitui-se o penhor de direito mediante instrumento público ou parti cular. produtos de suinocultur a. Parágrafo único. mas não terá eficácia contr terceiros. aparelhos. por escrito. que garante com penhor industr ial ou mercantil. Art. agrícola ou de lacticínios. animais. alienar as coisas empenhadas. o devedor poderá emitir.448. O devedor não pode. Art.446. salvo se tiver interesse legítimo em cons ervá-los. ou exigir que se lhe pague a dívida de imediato. Parágrafo único. Tem o credor direito a verificar o estado das coisas empenhadas.445. mediante instrumen to público ou particular. Parágrafo único. 1. 1. Regula-se pelas disposições relativas aos armazéns gerais o penhor das me rcadorias neles depositadas. ou o mercantil. suscetíveis de cessão. na forma e para os fins que a lei especial determinar. 1. Podem ser objeto de penhor máquinas. anu indo o credor. em favor do credor. ameace prejudicar o credor. 1. que ficarão sub-rogados no penhor. . poderá este requerer se depositem os animais sob a guarda de terceiro. a qual deverá ser averbada. O devedor não poderá alienar os animais empenhados sem prévio consentiment o. animais destinados à industrialização de carnes e derivados. 1. sem o consentimento por escrito do credor. Art. fica m sub-rogados no penhor. sobre coisas móveis. ins pecionando-as onde se acharem.447. Prometendo pagar em dinheiro a dívida. sal e bens destinados à exploração das salinas. Seção VI Do Penhor Industrial e Mercantil Art. por negligênci a. 1.450. com os acessórios ou sem eles.444. Parágrafo único.451. instalados e em funcionamento. utilizad os na indústria. Presume-se a substituição prevista neste artigo. registrado no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição o nde estiverem situadas as coisas empenhadas. O devedor que.

nesta se sub-rogará o penhor. deverá saldar imed iatamente a dívida.459. o devedor deve pagar. 1. pela presente Seção. restituindo o título ao devedor. Seção VIII Do Penhor de Veículos Art. d a quantia recebida. ou a ex cutir a coisa a ele entregue. Art. caso em que o penhor se extinguirá. O devedor do título empenhado que receber a intimação prevista no inciso I II do artigo antecedente. Art. o que lhe é devido. se exigív eis. Ao credor. por escrito. compete o direito de: I .458. II . Parágrafo único. Deverá o credor pignoratício cobrar o crédito empenhado. . com a tradição do título ao credor. Se o credor der quitação ao devedor do título empenhado. IV . 1. perante o credor pignoratício. Parágrafo único.455. 1. constitui-se mediante instr umento público ou particular ou endosso pignoratício. Se este consistir numa prestação pecuniária. em cuja garantia se constituiu o penhor. que recai sobre título de crédito.receber a importância consubstanciada no título e os respectivos juros. a que se refere o artigo antecedente. Se o mesmo crédito for objeto de vários penhores. Art. O penhor de crédito não tem eficácia senão quando notificado ao devedor. ou onde o juiz determinar. responde por perdas e da nos aos demais credores o credor preferente que. 1.453. por notificado tem-se o devedor que. 1. de acordo com o devedor pignoratício. em penhor de título de crédito. Constitui-se o penhor. quando este solver a obrigação.456. 1. 1.Art. enquanto durar o penhor. Estando vencido o crédito pignoratício. ou se der por ciente do penhor. não poderá pagar ao seu cr edor. não promover oportunamente a cobrança. Art. Se o fizer. O credor pignoratício deve praticar os atos necessários à conservação e defesa do direito empenhado e cobrar os juros e mais prestações acessórias compreendidas na garantia.usar dos meios judiciais convenientes para assegurar os seus direitos.454. e os do credor do título empenhado. do credor pignoratício. O titular do crédito empenhado só pode receber o pagamento com a anuência. registrado no Cartório de Títulos e Documentos do domicílio do devedor. Art. responderá solidariamente por este. restituindo o restante ao devedor. 1. mediant e instrumento público ou particular. cujo direito prefira aos demais. III . assim que se torn e exigível. notificado por qualquer um dele s.fazer intimar ao devedor do título que não pague ao seu credor. Art. 1. só ao credor pignoratício. declarar-s e ciente da existência do penhor.460.461.conservar a posse do título e recuperá-la de quem quer que o detenha.462. no que couber. Art. por perdas e danos. Podem ser objeto de penhor os veículos empregados em qualquer espécie de transporte ou condução. se consistir na e ntrega da coisa. O penhor.457. e anotado no certificado de propriedade. regendo-se pelas Disposições Gerais deste Título e. depositará a importância recebida. tem o credor direito a reter. 1. Art. em instrumento público ou particular.

472. 1.o domínio útil. podem fazer efetivo o penh or. III . Art. inspec ionando-o onde se achar. Prometendo pagar em dinheiro a dívida garantida com o penhor. independentemente de convenção: I .o dono do prédio rústico ou urbano. poderá o devedor emitir cédula de crédito. ou a mudança. 1. sempre que haja perigo na demora. Art. O penhor de veículos só se pode convencionar pelo prazo máximo de dois ano s.os hospedeiros. averbada a prorrogação à margem do registro re spectivo. sobre as bagagens.o domínio direto. Art. 1. 1. pelos aluguéis ou rendas.466. 1. Tomado o penhor. o credor poderá tomar em garantia um ou mais objetos até o valor da dívida.468. Os credores. Art. Art.469. 1. A conta das dívidas enumeradas no inciso I do artigo antecedente será ex traída conforme a tabela impressa. Pode o locatário impedir a constituição do penhor mediante caução idônea. do veículo empenhado sem prévia comunicação ao credor mporta no vencimento antecipado do crédito pignoratício. II .Parágrafo único. ou fornecedores de pousada ou alimento. Seção IX Do Penhor Legal Art.464. perecimento e danos causados a terceiros. São credores pignoratícios. Em cada um dos casos do art.471. compreendidos no art. A alienação. móv eis.467. prorrogável até o limite de igual tempo. 1. 1. Art.467. por si ou por pessoa que credenciar.465. 1. . Tem o credor direito a verificar o estado do veículo empenhado. prévia e ostensivamente exposta na casa. II . d ando aos devedores comprovante dos bens de que se apossarem. 1.467. 1. sob pena de nulidade do penhor. dos preços de hospedagem. Podem ser objeto de hipoteca: I .463. 1.470. antes de recorrerem à autoridade judiciária. sobre os bens móveis que o rendeiro ou inquil ino tiver guarnecendo o mesmo prédio. jóias ou dinheiro que os seus consumidores ou fregueses tiverem consigo nas r espectivas casas ou estabelecimentos. avaria. Não se fará o penhor de veículos sem que estejam previamente segurados con tra furto. CAPÍTULO III Da Hipoteca Seção I Disposições Gerais Art. Art. Art. pelas despesas ou consumo que aí tiverem fei to. 1. na forma e para os fins que a lei especial determi nar. Art.473. a sua homologação judicia l. requererá o credor. da pensão ou dos gêneros fornecidos.os imóveis e os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles. ato contínuo.

os navios.481. sobre o mesmo imóvel. Não se considera insolvente o devedor por faltar ao pagamento das obr igações garantidas por hipotecas posteriores à primeira. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 11.o direito real de uso. de 2007) X . de 2007) Art. O dono do imóvel hipotecado pode constituir outra hipoteca sobre ele.as aeronaves. O adquirente do imóvel hipotecado. efetuando o pagamento. melhoramentos ou construções do imóvel . desde que não se tenha obrigado pesso almente a pagar as dívidas aos credores hipotecários. embora vencida. Art. 1. Parágrafo único. Parágrafo único. Art.481. Subsistem os ônus reais constituídos e registrados. se este não pagar. poderá exonerar-se da hipoteca. 1. (Incluído pela Lei nº 11. 1. Art. Salvo o caso de insolvência do devedor. Poderá o adquirente exercer a faculdade de abandonar o imóvel hipotecad . ou o depositará em juízo. 1.481.o direito de uso especial para fins de moradia. de 2007) § 1o A hipoteca dos navios e das aeronaves reger-se-á pelo disposto em lei especial. deferindo -lhes. o credor da segunda pode promover-lhe a extinção.477. É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel hipotecado. VIII .475. o segundo credor. abandonando-lhes o imóvel.as estradas de ferro. V . Art. se sub-rogará nos di reitos da hipoteca anterior.478. anteriormente à hipoteca. Se o primeiro credor estiver promovendo a execução da hipoteca. independentemente do solo onde se acham. o credor da segunda hipoteca. 1. 1. Parágrafo único. VI . sem prejuízo dos que lhe competirem contra o devedor comum. o credo r da segunda depositará a importância do débito e as despesas judiciais. no vencimento. 1. Pode convencionar-se que vencerá o crédito hipotecário. (Incluído pela Lei nº 11.479.481.481. VII . mediante novo título. Parágrafo único.IV .474. 1.230.476. Se o devedor da obrigação garantida pela primeira hipoteca não se oferecer . caso tenham si do transferidos por período determinado.os recursos naturais a que se refere o art. não poderá executar o imóvel antes de vencida a primeira. O adquirente notificará o vendedor e os credores hipotecários. (Incluído pela Lei nº 11. conjuntamente. A hipoteca abrange todas as acessões.480. em favor do mesmo ou de outro credor. de 2007) IX . a posse do imóvel. de 2007) § 2o Os direitos de garantia instituídos nas hipóteses dos incisos IX e X do caput de ste artigo ficam limitados à duração da concessão ou direito de superfície. se o imóvel for ali enado. (Incluído pela Lei nº 11.a propriedade superficiária. Art. Art. consi gnando a importância e citando o primeiro credor para recebê-la e o devedor para pagála. para pagá-la.

1. § 4o Disporá de ação regressiva contra o vendedor o adquirente que ficar privado do imóvel em conseqüência de licitação ou penhora. caberá àquele fazer prova de seu créd ito. desde que determinado o valor máximo do crédito a ser garantido. a execução da hipoteca dependerá de prévia e expressa concordân cia do devedor quanto à verificação da condição. o preço da aquisição ou o preço proposto pelo adquirente. aos descendentes ou ascendentes do executado Art. o que. ha ver-se-á por definitivamente fixado para a remissão do imóvel. (R edação dada pela Lei nº 10. nesse caso. remir o imóvel hipotecado. Mediante simples averbação. contados do registro do título aquisitivo. no ato constitutivo da hipoteca. o devedor responderá. dispensada a avaliação. citando os credores hipote cários e propondo importância não inferior ao preço por que o adquiriu. 1.484. Art. § 1o Se o credor impugnar o preço da aquisição ou a importância oferecida. do devedor hipotecário. ecido. Dentro em trinta dias. por perdas e danos. realizar-se-á lic itação. 1. § 2o Não impugnado pelo credor. o direito de remição defere-se à massa. § 1o Nos casos deste artigo. No caso de falência. por sua culpa. lhe será mantida a precedência. requerida por ambas as partes.931. uma vez pago ou depositado o preço. Desde que perfaça esse pr azo.487. Art.482.481. inclusive. autoriz ar a emissão da correspondente cédula hipotecária.o. ficará obrigado a ressarcir os credores hipotecários da desvalorização que. ou insolvência. 1. 1.483. poderá prorroga r-se a hipoteca. Pode o credor hipotecário. até 30 (trinta) anos da data do contrato. que ficará livre de hipot eca. e. devidamente atualizado. Igual direito caberá ao . sujeitando-o a execução. efetuando-se a venda judicial a quem oferecer maior preço. até a assinatura do auto de arremat a sentença de adjudicação. É lícito aos interessados fazer constar das escrituras o valor entre si ajustado dos imóveis hipotecados. Art. 1. até as vinte e quatro horas subseqüentes à citação. Reconhecido este. 1. Parágrafo único. ou ao do maior lance ofer cônjuge. será a base para a s arrematações. adjudicações e remições. Art. ou ao montante da dívida. em razão . ou aos credores em concurso. Art. Podem o credor e o devedor. Realizada a praça. para pagamento de seu crédito. oferecen se não tiver havido licitantes. o mesmo vier a sofrer. com que se inicia o procedimento ex ecutivo. de 2004) Art. além das despesas judiciais da execução. desembolsar com o pagamento da hipoteca importância excedente à da c ompra e o que suportar custas e despesas judiciais. não podendo o credor recusar o p reço da avaliação do imóvel. o que pagar a hipoteca. A hipoteca pode ser constituída para garantia de dívida futura ou condic ionada. ação ou até que seja publicada o preço igual ao da avaliação. por causa de ad judicação ou licitação. só poderá subsistir o contrato de hipoteca reconstituindo-se por novo título e no vo registro. na forma e para os fins previstos e m lei especial. o executado poderá. assegurada preferênci a ao adquirente do imóvel. tem o adquirente do imóvel hipotecado o direito de remi-lo. requerer a ad judicação do imóvel avaliado em quantia inferior àquele.486.485. que então lhe competir. § 2o Havendo divergência entre o credor e o devedor. o qual. § 3o Se o adquirente deixar de remir o imóvel. desde que dê quitação pela sua total dade.

obedecid a a proporção entre o valor de cada um deles e o crédito.493. § 2o Salvo convenção em contrário. ou se nel e se constituir condomínio edilício. a requerimento do devedor. se o título se referir a mais de um. Seção II Da Hipoteca Legal Art. Art.492. sobre os imóveis do delinqüente. salvo anuência do credor. vier a ser loteado. sobre os imóveis do pai ou da mãe que passar a outras núpcias. 1. para garantia do pagamento do restante do preço da arrematação.491. Parágrafo único. guarda ou administração dos respectivos fundos e rendas. a critério do juiz. poderá o ônus ser dividido. § 1o O credor só poderá se opor ao pedido de desmembramento do ônus. 1.490. exigir do devedor que seja reforçado com outr os. provando que o mesm o importa em diminuição de sua garantia. II . gravando cada lote ou u nidade autônoma. Art. Compete aos interessados. Art. Art. 41) sobre os imóveis pertencentes aos encarregados da cobrança. requerer o registro da hi poteca. 1. o devedor ou os donos. e esta a preferência entre as hipotecas.ao credor sobre o imóvel arrematado. dado em garantia hipotecária. V . ou no de ca da um deles. ou por outra garantia.ao ofendido. 1. para sati sfação do dano causado pelo delito e pagamento das despesas judiciais. O credor da hipoteca legal.489. As hipotecas serão registradas no cartório do lugar do imóvel. Os registros e averbações seguirão a ordem em que forem requeridas. ou aos seus herdeiros. O número de ordem determina a prioridade. 1.ao co-herdeiro.494. IV . sobre o imóv el adjudicado ao herdeiro reponente.da superveniente desvalorização do imóvel. recebidos pelo valor de sua cotação mínima no ano corrente. se o requererem ao juiz o credor. verifi cando-se ela pela da sua numeração sucessiva no protocolo. § 3o O desmembramento do ônus não exonera o devedor originário da responsabilidade a que se refere o art. Não se registrarão no mesmo dia duas hipotecas. A hipoteca legal pode ser substituída por caução de títulos da dívida pública fe deral ou estadual. todas as despesas judiciais ou extrajudiciais necessári as ao desmembramento do ônus correm por conta de quem o requerer. antes de fazer o inventário do casal anterior. provando a i nsuficiência dos imóveis especializados. III . A lei confere hipoteca: I . ou uma hipoteca e outro . para garantia do seu quinhão ou torna da partilha. 1.430. poderá. 1. Parágrafo único. Art. 1. Seção III Do Registro da Hipoteca Art. exibido o título.às pessoas de direito público interno (art.aos filhos. Se o imóvel.488. ou quem o represente.

o rá. 1. Quando se apresentar ao oficial do registro título de hipoteca que men cione a constituição de anterior. Vale o registro da hipoteca.pela arrematação ou adjudicação. Seção V Da Hipoteca de Vias Férreas Art. III . Os credores hipotecários não podem embaraçar a exploração da linha.pela remição.501. sem que se requeira a inscrição desta. Não extinguirá a hipoteca. esgotado o prazo. à vista da respectiva prova. As hipotecas sobre as estradas de ferro serão registradas no Município d a estação inicial da respectiva linha. As hipotecas legais. a prenotação do pedido. 1. nem contra riar as modificações. que a administração deliberar. Seção IV Da Extinção da Hipoteca Art. cancelada esta. 1.pela resolução da propriedade.497. a arrematação ou adjudicação. 1. devidamente registrada. no leito da estrada. em suas dependên . Art.496. sem que tenham sido notificados judicialmente os respectivos credores hipotecário s. for julgad data da pren correspondente à dat Art. até trinta dias. e stão sujeitas a perdas e danos pela omissão. indicarem a hora em que foram lavradas. a hipoteca ulterior será registrada e obterá preferência. Art. aguardando que o interessado inscreva a preceden te. mas os interessados podem promover a inscrição delas. de qualquer natureza. Extingue-se ainda a hipoteca com a averbação.499. 1. ou solicit ar ao Ministério Público que o faça.direito real. 1. Se tiver dúvida sobre a legalidade do registro requerido.pela extinção da obrigação principal. Art. depoi s de a prenotar. II . ainda assim. 1. no Registro de Imóveis.500. Art. Art. sobre o mesmo imóvel. 1. em completando vinte anos. IV . § 1o O registro e a especialização das hipotecas legais incumbem a quem está obrigado a prestar a garantia. salvo se as escr ituras.pelo perecimento da coisa.pela renúncia do credor. dentro em noventa a improcedente. V . no caso contrário. em favor de pessoas diversas.502. oficial fa dias.503. 1. deverão ser registradas e e specializadas. Art. não registrada. sobrestará ele na inscrição da nova. receberá o registro o número a em que se tornar a requerer. do c ancelamento do registro. deve ser renovada. Se a dúvida. que não forem de qualquer modo partes na execução. A hipoteca extingue-se: I . do mesmo dia.495. § 2o As pessoas. o registro efetuar-se-á com o mesmo número que teria na otação.498. enquanto a obrigação perdurar. VI . às quais incumbir o registro e a especialização das hipotecas legais. mas a especi alização.

§ 2o O credor anticrético pode. nem. em compensação da dívida. 1. 1. mas se o seu valor ultrapassar a taxa máxima permitida em lei para as operações financeiras. bem como à fusão com out ra empresa. § 2o Quando a anticrese recair sobre bem imóvel. de sua administração. § 1o Se o devedor anticrético não concordar com o que se contém no balanço. LIVRO IV Do Direito de Família . § 1o É permitido estipular que os frutos e rendimentos do imóvel sejam percebidos pelo credor à conta de juros. na sua posse. ou ruinosa a administração. O adquirente dos bens dados em anticrese poderá remi-los. fixando o juiz o valor mensal do aluguel. Art.cias. sem opor o seu direito de retenção ao exeqüente. o imóv el vier a sofrer. exato e fiel.504. os frutos e rendimentos. Art. remir a estrada de ferro hipotecada. este poderá ser hipotecado pelo deved or ao credor anticrético. d e seus ramais ou de parte considerável do material de exploração. o qual poderá ser corrig ido anualmente. 1. pagando o p reço da arrematação ou da adjudicação. dentro em quinze dias. com relação à desapropriação. § 1o Se executar os bens por falta de pagamento da dívida. arrendar os bens dad os em anticrese a terceiro. § 2o O credor anticrético não terá preferência sobre a indenização do seguro.510. 1. embor a o aluguel desse arrendamento não seja vinculativo para o devedor. por ser inexat o. Na execução das hipotecas será intimado o representante da União ou do Estad o. até ser pago. e. mantendo. os credores quirografários e os hipotecários posteriores ao registro da anticrese. o remanescente será imputado ao capital. e pelos frutos e rendimentos que.509. ou a terceiros. para. Art. direito de retenção do imóvel. O credor anticrético responde pelas deteriorações que. se o quiser. Art. c eder-lhe o direito de perceber. ou permitir que outro cre dor o execute. se forem desapropriados os bens. Art.508. deixar de perceber. poderá impugná-lo. por culpa sua. à de suas linhas. com a entrega do imóvel ao credor. se for o caso.505. ou no seu material. assim como o imóvel hipotecado poderá ser da do em anticrese. CAPÍTULO IV Da Anticrese Art. salvo pacto em sentido contrário. por sua negligência. antes do ven cimento da dívida. O credor anticrético pode administrar os bens dados em anticrese e fru ir seus frutos e utilidades. Art. 1.506. no estado em que ao tempo da execução estiver em. pagando a sua totalidade à data do pedido de remição e imitir-se-á. mas deverá apresentar anualmente balanço. 1. O credor anticrético pode vindicar os seus direitos contra o adquirent e dos bens. sempre que com isso a garantia do débito enfraquecer. A hipoteca será circunscrita à linha ou às linhas especificadas na escritu ra e ao respectivo material de exploração. mas os credores hipotecários poderão opor-se à venda da estrada. não terá preferência sobre o preço.507. Pode o devedor ou outrem por ele. requerer a transformação e m arrendamento. quando o prédio ja destruído. 1.

517. desde que registrado no registro próprio. 1. de direito público ou privado.512. para as pessoas cuja pobreza for declarada. que atender às exigências da lei para a validade do casamento civil. exigindo-se autor ização de ambos os pais. 1. 1. § 3o Será nulo o registro civil do casamento religioso se. o registro e a primeira certidão serão isen tos de selos. § 1o O registro civil do casamento religioso deverá ser promovido dentro de noventa dias de sua realização. aplica-se o disposto no parágrafo ún ico do art.518. ou por in iciativa de qualquer interessado. Se houver divergência entre os pais. Art. e o juiz os dec lara casados.514. Art. Parágrafo único. Art.513. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifest am.516. com base na igualdade d e direitos e deveres dos cônjuges.511. O casamento estabelece comunhão plena de vida. tutores ou curadores revogar a autorização. no registro civil. mediante prévia habilitação perante a autoridade competente e observad o o prazo do art. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar. produzindo efeitos a partir da data de sua celebração. mediante comunicação do celebrante ao ofício competente. terá efeitos civis se. a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal. 1. celebrado sem as formalidades exigidas neste Código. a requerimento do casal. 1. 1. O casamento religioso.532. equipara-se a este. . Art. qualquer dos consorciados houver contraído com outrem casamento civil. Art. antes dele.515. interferir na comunhão de vida instituída pela família. A habilitação para o casamento. 1. 1. 1. enquanto não atingida a mai oridade civil. Após o referido prazo. a qualquer tempo. O registro do casamento religioso submete-se aos mesmos requisitos e xigidos para o casamento civil. 1. for registrado. Até à celebração do casamento podem os pais. o registro dependerá de nova habi litação. perante o juiz. É defeso a qualquer pessoa. Art. desde que haja sido homologada previamente a h abilitação regulada neste Código. CAPÍTULO II Da Capacidade PARA O CASAMENTO Art. Parágrafo único. sob as penas da lei. § 2o O casamento religioso. emolumentos e custas. O casamento é civil e gratuita a sua celebração. ou de seus representantes legais.TÍTULO I Do Direito Pessoal SUBTÍTULO I Do Casamento CAPÍTULO I Disposições Gerais Art.631.

1. enquanto não cessar a tutela ou c uratela.519. no caso do inciso II.o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido. ou o oficial de registro. II . VII .o tutor ou o curador e os seus descendentes. pode ser suprida pelo juiz . Parágrafo único. a nubente deverá provar nascimento de filho. A denegação do consentimento. respectivamente. III e IV deste artigo. ou da dissolução da sociedade conjugal. Parágrafo único.o divorciado. para o herdeiro. irmãos. provandose a inexistência de prejuízo.os ascendentes com os descendentes. Art. As causas suspensivas da celebração do casamento podem ser argüidas pelos .523. tiver conhecimento da existência de algum impedimento. até o terceiro grau inclusive. até o momento da celebração do casament o. 1. seja o parentesco natural ou civil.520.521.o adotado com o filho do adotante. com a pessoa tutelada ou curatelada. III .524. para o ex-cônjuge e p ara a pessoa tutelada ou curatelada.a viúva. CAPÍTULO IV Das causas suspensivas Art. Art. para evitar imposição ou cumprimento de pena criminal ou em c aso de gravidez. Excepcionalmente. Os impedimentos podem ser opostos. VI . V . 1. Não podem casar: I . IV . na fluência do prazo. 1. Se o juiz. enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros. Não devem casar: I .o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio c ontra o seu consorte. por qualquer pessoa capaz. IV . 1. II .o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do ado tante. Art. até dez meses depois do começo da viuvez. ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulad o.os irmãos. É permitido aos nubentes solicitar ao juiz que não lhes sejam aplicadas as causas suspensivas previstas nos incisos I. quando injusta. III . 1517).as pessoas casadas. cunhados ou sobrinhos. 1. unilaterais ou bilaterais.os afins em linha reta. ou inexistência de gravidez. será permitido o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil (art. enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal. CAPÍTULO III Dos Impedimentos Art.522.Art. e demais colaterais. será obrigado a declará-lo. ascendentes. e não estiverem saldadas as respectivas contas.

de 2009) Vigência Parágrafo único.certidão de óbito do cônjuge falecido. A habilitação será feita pessoalmente perante o oficial do Registro Civil . Podem os nubentes requerer prazo razoável para fazer prova contrária ao s fatos alegados. ou ato judicial que a supra. 1. que atestem conhecê-los e afirmem não existir impedimento que os iniba de casar. a seu pedido. É dever do oficial do registro esclarecer os nubentes a respeito dos f atos que podem ocasionar a invalidade do casamento. transitada em julgado.declaração de duas testemunhas maiores. Estando em ordem a documentação. de 2009) Vigência Art. V . o brigatoriamente. por procurador. que se afixa rá durante quinze dias nas circunscrições do Registro Civil de ambos os nubentes. instruída com as provas do fato alegado. se forem conhecidos. se publicará na imprensa local.declaração do estado civil. Art.529. 1. IV . II . havendo urgência. de próprio punho. a contar da data em que foi extraído o certificado. 1. 1. O oficial do registro dará aos nubentes ou a seus representantes nota da oposição.532. O requerimento de habilitação para o casamento será firmado por ambos os n ubentes.parentes em linha reta de um dos nubentes. as provas e o nome de quem a ofereceu. III . Art.525. Parágrafo único. Caso haja impugnação do oficial. Art. do Ministério Público ou de terceiro. A eficácia da habilitação será de noventa dias.133. parentes ou não. do domicílio e da residência atual dos contraentes e de seus pais.certidão de nascimento ou documento equivalente. 1. ou. e promover as ações civis e criminais contra o oponente de má-fé. e deve ser instruído co m os seguintes documentos: I . ou do registro da sentença de divórcio. de sentença declaratória de nulidade ou de anul ação de casamento. sejam também consangüíneos ou afins. A autoridade competente. (Incluído pela Lei nº 12. a h abilitação será submetida ao juiz.526 e 1. Art.527. poderá dispensar a publicação.530. CAPÍTULO V Do Processo de Habilitação PARA O CASAMENTO Art. bem como sobre os diversos r egimes de bens. 1. indicando os fundamentos. 1. Tanto os impedimentos quanto as causas suspensivas serão opostos em de claração escrita e assinada. o oficial extrairá o edital. Cumpridas as formalidades dos arts. e pelos col aterais em segundo grau.528.133. Art. CAPÍTULO VI Da Celebração do Casamento . ou com a indicação d o lugar onde possam ser obtidas. o oficial do registro extrairá o certificado de habilit ação.531.527 e verificada a ine xistência de fato obstativo. Parágrafo único. 1. com a audiência do Ministério Público.526. 1. Art.autorização por escrito das pessoas sob cuja dependência legal estiverem. e. sejam consangüíneos ou afins. (Redação dada pela Lei nº 12. se houver.

ou o obrigatoriamente estabelecido. serão exarados: I . e o oficial do registro. domicílio e residênci a atual dos pais.o prenome. ficará este de portas abertas dura nte o ato.os prenomes. § 2o Serão quatro as testemunhas na hipótese do parágrafo anterior e se algum dos contra entes não souber ou não puder escrever. sobrenome. Art.os prenomes.a relação dos documentos apresentados ao oficial do registro. que se mostrem habilitados com a certidão do art. nestes termos:"De acordo com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim.manifestar-se arrependido. ouvida a os nubentes a afirmação de que pretendem casar por livre e espontânea vontade. 1. III . 1. assinado pelo presidente do ato. II .a data da publicação dos proclamas e da celebração do casamento. O nubente que. A solenidade realizar-se-á na sede do cartório. junt amente com as testemunhas e o oficial do registro.535. § 1o Quando o casamento for em edifício particular. V . datas de nascimento ou de morte.533. der ca usa à suspensão do ato. O instrumento da autorização para casar transcrever-se-á integralmente na escritura antenupcial. 1. presentes pelo menos duas testemunhas.o regime do casamento. Celebrar-se-á o casamento. o presidente do ato. com a declaração da data e do cartório em cujas notas foi lavrada a escritura antenupcial. hora e lugar previamente designados pela autoridade que houver de presidir o ato. domicílio e residência at ual dos cônjuges. 1. de vos receberdes por marido e mulher. Presentes os contraentes. em nome da le i. com toda publicidade. 1.537. VI . A celebração do casamento será imediatamente suspensa se algum dos contrae ntes: I . não será admitido a retratar-se no mesmo dia.531. sobrenomes. vos declaro casados. parentes ou não dos contrae ntes. domicílio e residência atual das testemunhas.536. profissão.declarar que esta não é livre e espontânea. II . VII . por algum dos fatos mencionados neste artigo. eu. querendo as partes e consentindo a autoridade celebrante.534. ou. logo depois de celebrado. Parágrafo único. pelos cônjuges. No assento. Art. lavrar-se-á o assento no livro de registro. datas de nascimento. profissão." Art.recusar a solene afirmação da sua vontade. 1. noutro edifíci o público ou particular.538. a portas abertas. IV . Do casamento. em pessoa ou por procurador especial. sobrenomes. no dia. . declara rá efetuado o casamento. as test emunhas. III .o prenome e sobrenome do cônjuge precedente e a data da dissolução do casamento anterior.Art. 1. Art. Art. mediante petição dos contraentes. quando o regime não for o da comunhão parcial.

§ 4o Só por instrumento público se poderá revogar o mandato. nomeado pelo presidente do ato. mas em seu juízo. § 3o A eficácia do mandato não ultrapassará noventa dias. Realizado o casamento. § 1o Autuado o pedido e tomadas as declarações. livre e espontaneamente. na colateral. na forma ordinária. o juiz mandará registrá-la no livro do Registro dos Casamentos. declararam os contraentes. 1. não ob tendo a presença da autoridade à qual incumba presidir o ato. § 5o Serão dispensadas as formalidades deste e do artigo antecedente. Art. quanto ao estado d os cônjuges. em sua presença. 1. II . se o enfermo c onvalescer e puder ratificar o casamento na presença da autoridade competente e do oficial do registro. re ceber-se por marido e mulher.que este parecia em perigo de vida. III . Art. pedindo que lhes tome por termo a declaração de: I . § 2o O nubente que não estiver em iminente risco de vida poderá fazer-se representar n o casamento nuncupativo. 1. devem as testemunhas comparecer perante a aut oridade judicial mais próxima. poderá o casamento ser celebrado na presença de seis testemunhas. O casamento pode celebrar-se mediante procuração.542. apesar dos rec ursos interpostos. por instrumento público. § 4o O assento assim lavrado retrotrairá os efeitos do casamento. que com os nube ntes não tenham parentesco em linha reta. será registrado no respectivo regi stro dentro em cinco dias. dentro em dez dias. celeb rado o casamento sem que o mandatário ou o outro contraente tivessem ciência da revo gação. dentro em quinze dias. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida. perante duas testemunhas. até segundo grau.que foram convocadas por parte do enfermo.540. lavrado pelo oficial ad hoc.539. ou se ela passar em julgado. e a do oficial do Registro Civi l por outro ad hoc. CAPÍTULO VII Das Provas do Casamento . mas.Art. Art. ouvid os os interessados que o requererem. ainda que à noite. à data da celebração. com poderes especiais.que. 1. o presidente do ato irá ce lebrá-lo onde se encontrar o impedido. § 3o Se da decisão não se tiver recorrido.541. No caso de moléstia grave de um dos nubentes. assim o decidirá a autorid ade competente. § 2o O termo avulso. § 1o A falta ou impedimento da autoridade competente para presidir o casamento sup rir-se-á por qualquer dos seus substitutos legais. sendo urgente. ou. § 2o Verificada a idoneidade dos cônjuges para o casamento. com recurso voluntário às partes. o juiz procederá às diligências necessárias p ra verificar se os contraentes podiam ter-se habilitado. ficando arquivado. nem a de seu substitut o. responderá o mandante por perdas e danos. § 1o A revogação do mandato não necessita chegar ao conhecimento do mandatário. perante dua s testemunhas que saibam ler e escrever.

celebrado no estrangeiro. de modo inequívoco. todos os efeitos civis desde a dat a do casamento. 1. É anulável o casamento: I . 1. é admissível qualquer o utra espécie de prova.550.545. ou tenham falecido. CAPÍTULO VIII Da Invalidade do Casamento Art.do incapaz de consentir ou manifestar. tanto no que toc a aos cônjuges como no que respeita aos filhos. por qualquer interessado. II . em sua falta. 1. perante as resp ectivas autoridades ou os cônsules brasileiros. Quando a prova da celebração legal do casamento resultar de processo jud icial. pelos motivos previstos no artigo antecedente. Art. Não se anulará.547. o consentimento.558. O casamento de brasileiro. VI . Parágrafo único.realizado pelo mandatário. Art. viverem ou tiverem vivido na posse d o estado de casados. no 1o Ofício da Capital do Estado em que pa ssarem a residir. Art. a contar da volta de um ou de ambos os cônjuges ao Brasil. ou pelo Ministério Público. IV . Art. Equipara-se à revogação a invalidade do mandato judicialmente decretada. não possam manifestar vontade. por motivo de idade. se os cônjuges. A anulação do casamento dos menores de dezesseis anos será requerida: . O casamento celebrado no Brasil prova-se pela certidão do registro.543.546. salvo mediante certidão do Registro Civil que prove que já era casada alguma d elas. 1.do menor em idade núbil.549.por infringência de impedimento. pode ser promovida mediante ação direta. sem que ele ou o outro contraente soubesse da revog ação do mandato. 1. 1. O casamento de pessoas que. Justificada a falta ou perda do registro civil. deverá ser registrado em cento e oit enta dias. Art. II . quando contraiu o casamento impugnado. no cartório do respectivo domicílio. o registro da sentença no livro do Registro Civil produzirá. o casamento de que resultou gravide z. 1. nos termos dos arts. não se pode contestar em prejuízo da prole c omum. 1. 1.pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil. na posse do estado de casadas. 1.por vício da vontade. Art. e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges. Parágrafo único.551. quando não autorizado por seu representante legal.544. É nulo o casamento contraído: I .Art.de quem não completou a idade mínima para casar. Art. III .548.556 a 1. ou. Na dúvida entre as provas favoráveis e contrárias. A decretação de nulidade de casamento. Art. julgar-se-á pelo casament o.552. cujo casamento se impugna. 1.por incompetência da autoridade celebrante. V .

I - pelo próprio cônjuge menor; II - por seus representantes legais; III - por seus ascendentes. Art. 1.553. O menor que não atingiu a idade núbil poderá, depois de completá-la, confirm ar seu casamento, com a autorização de seus representantes legais, se necessária, ou c om suprimento judicial. Art. 1.554. Subsiste o casamento celebrado por aquele que, sem possuir a competênc ia exigida na lei, exercer publicamente as funções de juiz de casamentos e, nessa qu alidade, tiver registrado o ato no Registro Civil. Art. 1.555. O casamento do menor em idade núbil, quando não autorizado por seu repre sentante legal, só poderá ser anulado se a ação for proposta em cento e oitenta dias, po r iniciativa do incapaz, ao deixar de sê-lo, de seus representantes legais ou de s eus herdeiros necessários. § 1o O prazo estabelecido neste artigo será contado do dia em que cessou a incapacid ade, no primeiro caso; a partir do casamento, no segundo; e, no terceiro, da mor te do incapaz. § 2o Não se anulará o casamento quando à sua celebração houverem assistido os representantes legais do incapaz, ou tiverem, por qualquer modo, manifestado sua aprovação. Art. 1.556. O casamento pode ser anulado por vício da vontade, se houve por parte de um dos nubentes, ao consentir, erro essencial quanto à pessoa do outro. Art. 1.557. Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge: I - o que diz respeito à sua identidade, sua honra e boa fama, sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge engan ado; II - a ignorância de crime, anterior ao casamento, que, por sua natureza, torne in suportável a vida conjugal; III - a ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável, ou de molésti a grave e transmissível, pelo contágio ou herança, capaz de pôr em risco a saúde do outro cônjuge ou de sua descendência; IV - a ignorância, anterior ao casamento, de doença mental grave que, por sua nature za, torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado. Art. 1.558. É anulável o casamento em virtude de coação, quando o consentimento de um ou de ambos os cônjuges houver sido captado mediante fundado temor de mal considerável e iminente para a vida, a saúde e a honra, sua ou de seus familiares. Art. 1.559. Somente o cônjuge que incidiu em erro, ou sofreu coação, pode demandar a a nulação do casamento; mas a coabitação, havendo ciência do vício, valida o ato, ressalvadas as hipóteses dos incisos III e IV do art. 1.557. Art. 1.560. O prazo para ser intentada a ação de anulação do casamento, a contar da data da celebração, é de: I - cento e oitenta dias, no caso do inciso IV do art. 1.550; II - dois anos, se incompetente a autoridade celebrante;

III - três anos, nos casos dos incisos I a IV do art. 1.557; IV - quatro anos, se houver coação. § 1o Extingue-se, em cento e oitenta dias, o direito de anular o casamento dos men ores de dezesseis anos, contado o prazo para o menor do dia em que perfez essa i dade; e da data do casamento, para seus representantes legais ou ascendentes. § 2o Na hipótese do inciso V do art. 1.550, o prazo para anulação do casamento é de cento e oitenta dias, a partir da data em que o mandante tiver conhecimento da celebração. Art. 1.561. Embora anulável ou mesmo nulo, se contraído de boa-fé por ambos os cônjuges, o casamento, em relação a estes como aos filhos, produz todos os efeitos até o dia da sentença anulatória. § 1o Se um dos cônjuges estava de boa-fé ao celebrar o casamento, os seus efeitos civi s só a ele e aos filhos aproveitarão. § 2o Se ambos os cônjuges estavam de má-fé ao celebrar o casamento, os seus efeitos civi s só aos filhos aproveitarão. Art. 1.562. Antes de mover a ação de nulidade do casamento, a de anulação, a de separação ju dicial, a de divórcio direto ou a de dissolução de união estável, poderá requerer a parte, c omprovando sua necessidade, a separação de corpos, que será concedida pelo juiz com a possível brevidade. Art. 1.563. A sentença que decretar a nulidade do casamento retroagirá à data da sua c elebração, sem prejudicar a aquisição de direitos, a título oneroso, por terceiros de boafé, nem a resultante de sentença transitada em julgado. Art. 1.564. Quando o casamento for anulado por culpa de um dos cônjuges, este inco rrerá: I - na perda de todas as vantagens havidas do cônjuge inocente; II - na obrigação de cumprir as promessas que lhe fez no contrato antenupcial. CAPÍTULO IX Da Eficácia do Casamento Art. 1.565. Pelo casamento, homem e mulher assumem mutuamente a condição de consorte s, companheiros e responsáveis pelos encargos da família. § 1o Qualquer dos nubentes, querendo, poderá acrescer ao seu o sobrenome do outro. § 2o O planejamento familiar é de livre decisão do casal, competindo ao Estado propici ar recursos educacionais e financeiros para o exercício desse direito, vedado qual quer tipo de coerção por parte de instituições privadas ou públicas. Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges: I - fidelidade recíproca; II - vida em comum, no domicílio conjugal; III - mútua assistência; IV - sustento, guarda e educação dos filhos;

V - respeito e consideração mútuos. Art. 1.567. A direção da sociedade conjugal será exercida, em colaboração, pelo marido e p ela mulher, sempre no interesse do casal e dos filhos. Parágrafo único. Havendo divergência, qualquer dos cônjuges poderá recorrer ao juiz, que d ecidirá tendo em consideração aqueles interesses. Art. 1.568. Os cônjuges são obrigados a concorrer, na proporção de seus bens e dos rendi mentos do trabalho, para o sustento da família e a educação dos filhos, qualquer que s eja o regime patrimonial. Art. 1.569. O domicílio do casal será escolhido por ambos os cônjuges, mas um e outro podem ausentar-se do domicílio conjugal para atender a encargos públicos, ao exercício de sua profissão, ou a interesses particulares relevantes. Art. 1.570. Se qualquer dos cônjuges estiver em lugar remoto ou não sabido, encarcer ado por mais de cento e oitenta dias, interditado judicialmente ou privado, epis odicamente, de consciência, em virtude de enfermidade ou de acidente, o outro exer cerá com exclusividade a direção da família, cabendo-lhe a administração dos bens. CAPÍTULO X Da Dissolução da Sociedade e do vínculo Conjugal Art. 1.571. A sociedade conjugal termina: I - pela morte de um dos cônjuges; II - pela nulidade ou anulação do casamento; III - pela separação judicial; IV - pelo divórcio. § 1o O casamento válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio, apl icando-se a presunção estabelecida neste Código quanto ao ausente. § 2o Dissolvido o casamento pelo divórcio direto ou por conversão, o cônjuge poderá manter o nome de casado; salvo, no segundo caso, dispondo em contrário a sentença de separ ação judicial. Art. 1.572. Qualquer dos cônjuges poderá propor a ação de separação judicial, imputando ao o utro qualquer ato que importe grave violação dos deveres do casamento e torne insupo rtável a vida em comum. § 1o A separação judicial pode também ser pedida se um dos cônjuges provar ruptura da vida em comum há mais de um ano e a impossibilidade de sua reconstituição. § 2o O cônjuge pode ainda pedir a separação judicial quando o outro estiver acometido de doença mental grave, manifestada após o casamento, que torne impossível a continuação da vida em comum, desde que, após uma duração de dois anos, a enfermidade tenha sido reco nhecida de cura improvável. § 3o No caso do parágrafo 2o, reverterão ao cônjuge enfermo, que não houver pedido a separ ação judicial, os remanescentes dos bens que levou para o casamento, e se o regime d os bens adotado o permitir, a meação dos adquiridos na constância da sociedade conjuga l. Art. 1.573. Podem caracterizar a impossibilidade da comunhão de vida a ocorrência de algum dos seguintes motivos:

I - adultério; II - tentativa de morte; III - sevícia ou injúria grave; IV - abandono voluntário do lar conjugal, durante um ano contínuo; V - condenação por crime infamante; VI - conduta desonrosa. Parágrafo único. O juiz poderá considerar outros fatos que tornem evidente a impossibi lidade da vida em comum. Art. 1.574. Dar-se-á a separação judicial por mútuo consentimento dos cônjuges se forem ca sados por mais de um ano e o manifestarem perante o juiz, sendo por ele devidame nte homologada a convenção.

Parágrafo único. O juiz pode recusar a homologação e não decretar a separação judicial se apu ar que a convenção não preserva suficientemente os interesses dos filhos ou de um dos cônjuges. Art. 1.575. A sentença de separação judicial importa a separação de corpos e a partilha de bens. Parágrafo único. A partilha de bens poderá ser feita mediante proposta dos cônjuges e ho mologada pelo juiz ou por este decidida. Art. 1.576. A separação judicial põe termo aos deveres de coabitação e fidelidade recíproca e ao regime de bens. Parágrafo único. O procedimento judicial da separação caberá somente aos cônjuges, e, no cas o de incapacidade, serão representados pelo curador, pelo ascendente ou pelo irmão. Art. 1.577. Seja qual for a causa da separação judicial e o modo como esta se faça, é líci to aos cônjuges restabelecer, a todo tempo, a sociedade conjugal, por ato regular em juízo. Parágrafo único. A reconciliação em nada prejudicará o direito de terceiros, adquirido ant es e durante o estado de separado, seja qual for o regime de bens. Art. 1.578. O cônjuge declarado culpado na ação de separação judicial perde o direito de u sar o sobrenome do outro, desde que expressamente requerido pelo cônjuge inocente e se a alteração não acarretar: I - evidente prejuízo para a sua identificação; II - manifesta distinção entre o seu nome de família e o dos filhos havidos da união dis solvida; III - dano grave reconhecido na decisão judicial.

§ 1o O cônjuge inocente na ação de separação judicial poderá renunciar, a qualquer momento, a direito de usar o sobrenome do outro. § 2o Nos demais casos caberá a opção pela conservação do nome de casado. Art. 1.579. O divórcio não modificará os direitos e deveres dos pais em relação aos filhos

698. saúde e segurança. de 2008). .698.698. Art. § 1o Compreende-se por guarda unilateral a atribuída a um só dos genitores ou a alguém que o substitua (art. por guarda compartilhada a responsabilização con junta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo te to. concernentes ao poder familiar dos filhos comuns. II decretada pelo juiz. de 2008). A guarda. 1. I afeto nas relações com o genitor e com o grupo familiar.583. não poderá importar r estrições aos direitos e deveres previstos neste artigo.580. de 2008).. ou de ambos. Novo casamento de qualquer dos pais. qualquer das partes poderá requerer sua conversão em divórcio. (Incluído pela Lei nº 11.698. § 2o O divórcio poderá ser requerido. mais aptidão para propiciar aos filhos os seguintes fatores : (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. de dissolução de união estável ou em medida cautelar.584.698. de 2008).698. qual não constará referência à causa que a determinou.698. O divórcio pode ser concedido sem que haja prévia partilha de bens. Art. de 2008). em atenção a necessidades específicas do filho. (Incluído pe Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11.698 . A guarda será unilateral ou compartilhada. 1. § 4o (VETADO). (Incluído pela Lei nº 11. educação. de 2008). unilateral ou compartilhada. Parágrafo único.584. 1. de 2008). O pedido de divórcio somente competirá aos cônjuges. § 2o A guarda unilateral será atribuída ao genitor que revele melhores condições para exe rcê-la e. por consenso. (Incluído pela Lei nº 11. II III § 3o A guarda unilateral obriga o pai ou a mãe que não a detenha a supervisionar os i nteresses dos filhos. de 2008). ou em razão da d istribuição de tempo necessário ao convívio deste com o pai e com a mãe. Decorrido um ano do trânsito em julgado da sentença que houver decretado a separação judicial.581. o ascendente ou o irmão. poderá ser: (Redação dada pela Lei nº 11. no caso de compro vada separação de fato por mais de dois anos. Se o cônjuge for incapaz para propor a ação ou defender-se.698. 1. objetivamente. Art. (Incluído pela Lei nº 11. Art. de 2008). ou da decisão concessiva da medida cautelar de separação de corpos. em ação autônoma de separação. § 1o A conversão em divórcio da separação judicial dos cônjuges será decretada por sentença. 1.582. 1. de 2008). por um ou por ambos os cônjuges. CAPÍTULO XI Da Proteção da Pessoa dos Filhos Art. Parágrafo único. de divórcio. de 2008). § 5o) e.698. ou por qualquer deles. poderá fazê-lo o curador. (Incluído pela Lei nº 11.698. pelo pai e pela mãe. I requerida.

poderá implicar a redução de prerrogativas atribuídas ao seu de tentor. SUBTÍTULO II Das Relações de Parentesco CAPÍTULO I Disposições Gerais Art.698. poderá visitá-los e tê-l os em sua companhia. a similitude de deveres e direitos atribuídos aos gen itores e as sanções pelo descumprimento de suas cláusulas. unil ateral ou compartilhada. O pai ou a mãe que contrair novas núpcias não perde o direito de ter consi go os filhos. de 2008). o juiz. de 2008). a bem dos fil hos. Art. regular de maneira diferente da estabelecida nos artigos antecedentes a sit uação deles para com os pais. a sua importância. de 2008). aplica-se quanto à guar da dos filhos as disposições do artigo antecedente. d e 2008). § 2o Quando não houver acordo entre a mãe e o pai quanto à guarda do filho. sempre que possível.587. § 3o Para estabelecer as atribuições do pai e da mãe e os períodos de convivência sob guard a compartilhada. 1. de dade.586. de 2011) Art.584 e 1. a critério do juiz . inclusive quanto ao número de horas de convivência com o filho. No caso de invalidade do casamento. será aplicada . provado que não são tratados convenientemente. havendo filhos comuns. observarse-á o disposto nos arts. 1. (Incluído pela Lei nº 12. observados os interesses da criança ou do adolescente. Havendo motivos graves. de 2008). 1. até o quarto grau. Art. sem descenderem uma da outra.698. Em sede de medida cautelar de separação de corpos. O pai ou a mãe. (Incluído pela Lei nº 11.698.698. (Incluído pela Lei nº 11. § 4o A alteração não autorizada ou o descumprimento imotivado de cláusula de guarda. Art.398.585.586. segundo o que acordar com o outro cônjuge. que só lhe poderão ser retirados por mandado judicial.589. as pe ssoas provenientes de um só tronco.§ 1o Na audiência de conciliação. deferirá a onsiderados. 1. em cuja guarda não estejam os filhos. o grau de parentesco e as relações de afinidade e afetivi pela Lei nº 11. 1. Parágrafo único. bem como fiscalizar sua manutenção e educação. Art. o juiz informará ao pai e à mãe o significado da guarda co partilhada. 1. poderá basea r-se em orientação técnico-profissional ou de equipe interdisciplinar.590. em qualquer caso. de ofício ou a requerimento do Ministério Público. § 5o Se o juiz mãe.592. (Incluído pela Lei nº 11.591.698. São parentes em linha reta as pessoas que estão umas para com as outras na relação de ascendentes e descendentes. Art. O direito de visita estende-se a qualquer dos avós. ou for fixado pelo juiz. As disposições relativas à guarda e prestação de alimentos aos filhos menores estendem-se aos maiores incapazes. .588. (Incluído verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da guarda à pessoa que revele compatibilidade com a natureza da medida. 1. 1. Art. poderá o juiz. c preferência. (Incluído pela Le i nº 11. São parentes em linha colateral ou transversal. 1. a guarda compartilhada.

Art. Art. a qualquer tempo. Art. também pelo número delas.597.599. e descendo até encontrar o outro parente. V . . 1. pelo menos.havidos por inseminação artificial heteróloga. 1. § 2o Na linha reta. sendo tal ação imprescritível. Não basta a confissão materna para excluir a paternidade. Art. a afinidade não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável. quando se tratar de embriões excedentários. subindo de um dos parentes até ao ascendent e comum.594. 1.596.Art. Os filhos. 1. Cabe ao marido o direito de contestar a paternidade dos filhos nasci dos de sua mulher. 1. 1597. este se presume do primeiro marido. 1. 1.havidos por fecundação artificial homóloga. na colateral. ou por adoção. Salvo prova em contrário. Art. IV .havidos. O parentesco é natural ou civil. 1. A prova da impotência do cônjuge para gerar. do segundo. desde que tenha prévia autorização do mar ido. Art. na linha reta. Art.600.593. conforme resulte de consangüinidade ou outra origem.598.595. Cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade. III . se. se nascido dentro dos trezentos dias a conta r da data do falecimento deste e. 1. Contestada a filiação. por morte. havidos ou não da relação de casamento. separação judicial. se o nascimento ocorrer após esse pe ríodo e já decorrido o prazo a que se refere o inciso I do art.602. II . terão os mesmo s direitos e qualificações. CAPÍTULO II Da Filiação Art. Contam-se. 1. os herdeiros do impugnante têm direito de prossegu ir na ação. a mulher contrair novas núpcias e lhe nascer algum filho. os graus de parentesco pelo número de gerações. mesmo que falecido o marido. decorren tes de concepção artificial homóloga.nascidos nos trezentos dias subsequentes à dissolução da sociedade conjugal.nascidos cento e oitenta dias. nulidade e anulação do casamento. ainda que confessado. para ilidir a pre sunção legal da paternidade. aos descendentes e aos irmãos do cônjuge ou companheiro. § 1o O parentesco por afinidade limita-se aos ascendentes. e. proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à fil iação. ilide a presu nção da paternidade. Art. Não basta o adultério da mulher. Parágrafo único. depois de estabelecida a convivênci a conjugal.601.523. 1. Presumem-se concebidos na constância do casamento os filhos: I . à época da concepção. antes de decorrido o prazo previsto no i nciso II do art.

nem mesmo quando feito em test amento. se ele deixar descendentes. II . conjunta ou s eparadamente. e. . O filho havido fora do casamento. Art. 1.no registro do nascimento. Art. Art.606. Art.614. os herdeiros poderão continuá-la. ou à emancipação.613. 1. A filiação prova-se pela certidão do termo de nascimento registrada no Reg istro Civil. Quando a maternidade constar do termo do nascimento do filho. proveniente dos pais.608.609. Art. Se iniciada a ação pelo filho. 1.quando houver começo de prova por escrito. Parágrafo único. nos quatro anos que se seguirem à maioridade. salvo provando-se erro ou falsidade do registro.611. ou das declarações nele contidas. provando a falsidade do termo. 1. 1. se ele morrer menor ou incapaz.610. O filho reconhecido.por testamento. III . Parágrafo único. Ninguém pode vindicar estado contrário ao que resulta do registro de nas cimento. O reconhecimento não pode ser revogado.Art. Na falta. ficará sob a guarda do genitor qu e o reconheceu. ou defeito. enquanto menor. ainda que o reconhecimento não haja sido o objeto único e principal do ato que o contém. O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é irrevogável e se rá feito: I . 1. São ineficazes a condição e o termo apostos ao ato de reconhecimento do fi lho. e o me nor pode impugnar o reconhecimento. Art. 1.quando existirem veementes presunções resultantes de fatos já certos. a ser arquivado em cartório. reconhecido por um dos cônjuges. CAPÍTULO III Do Reconhecimento dos Filhos Art. 1. Art. a mãe só p oderá contestá-la. II . 1. A ação de prova de filiação compete ao filho. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou ser posteri or ao seu falecimento. salvo se j ulgado extinto o processo.605. do termo de nascimento. poderá provar-se a filiação por qualquer modo admissível em direito: I . ainda que incidentalmente manifestado. 1. não p oderá residir no lar conjugal sem o consentimento do outro. se ambos o reconheceram e não houver acordo. O filho havido fora do casamento pode ser reconhecido pelos pais.por manifestação direta e expressa perante o juiz. co njunta ou separadamente. 1. O filho maior não pode ser reconhecido sem o seu consentimento.607. enquanto viver. sob a de quem melh or atender aos interesses do menor. Art. 1. passando aos h erdeiros.612. Art. Art.por escritura pública ou escrito particular. IV .604.603.

1. Parágrafo único. as regras g erais da Lei no 8. ou o sobrevivo não puder exercer o poder familiar.616. III .069. enquanto menores. de 2009) Vigência Art. 1. 1. de 13 de julho de 1990 . A sentença que julgar procedente a ação de investigação produzirá os mesmos efei tos do reconhecimento. dar-se-á tutor ao menor. de 13 de julho de 1990 . 1. (Redação dada pela Lei nº 12. CAPÍTULO IV Da Adoção Art.conceder-lhes ou negar-lhes consentimento para casarem.Estatuto da Criança e do Adolescente.010.069.dirigir-lhes a criação e educação. ainda mesmo sem as condições do putativo.630. O filho. A adoção de maiores de 18 (dezoito) anos dependerá da assistência efetiva d o poder público e de sentença constitutiva. 1.nomear-lhes tutor por testamento ou documento autêntico. o divórcio e a dissolução da união estável não alteram as r entre pais e filhos senão quanto ao direito.615. Art. A filiação materna ou paterna pode resultar de casamento declarado nulo. Qualquer pessoa. o outro o exercerá com exclusividade.Estatuto da Criança e do Adolescen te. (Redação da da pela Lei nº 12. Durante o casamento e a união estável. se a mãe não for conhecida ou capaz de exercê-lo. de 2009) CAPÍTULO V Do Poder FAMILIAR Seção I Disposições Gerais Art. 1. é assegurado a qualquer deles recorrer ao juiz para solução do desacordo.Art. 1. se o outro dos pais não lhe sobreviver. Compete aos pais. não reconhecido pelo pai. Art.634.tê-los em sua companhia e guarda.618. na falta ou impedimento de um deles.619. IV . 1. (Revogados pela Lei nº 12.620.010. 1. Art. no que couber. de terem em sua companhia os segundos. A adoção de crianças e adolescentes será deferida na forma prevista pela Le i no 8. quanto à pessoa dos filhos menores: I . A separação judicial. 1. fica sob poder familiar exclusivo d a mãe. que justo interesse tenha. aplicando-se. Art.633. II . mas poderá ordenar que o filho se crie e eduque fora da com panhia dos pais ou daquele que lhe contestou essa qualidade.617. 1. de 2009) Vigência Art.632. pode contestar a ação de inv estigação de paternidade. Divergindo os pais quanto ao exercício do poder familiar. que aos primeiros cabe.629. ou maternidade. a 1. . compete o poder familiar aos pais .631. Seção II Do Exercício do Poder Familiar Art.010. Os filhos estão sujeitos ao poder familiar. Vigência Art.

III . É lícito aos nubentes. não perd e.incidir. nos atos em que forem partes. Extingue-se o poder familiar: I . suprindo-lhes o consentimento. Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que: I .pela emancipação. antes de celebrado o casamento.por decisão judicial.638. 1. adotar a medida que lhe pareça reclamada pela segurança do menor e seus haveres. quanto aos seus bens. Seção III Da Suspensão e Extinção do Poder Familiar Art. nas faltas previstas no artigo antecedente. ou a mãe. na forma do artigo 1. os direitos ao poder familiar. em virtude de crime cuja pena exceda a dois anos d e prisão. V . Art 1.pela adoção. quando convenha. 1. faltando aos deveres a e les inerentes ou arruinando os bens dos filhos. VII .635.637. III . ou o Ministério Público.praticar atos contrários à moral e aos bons costumes. II . cabe ao juiz. reiteradamente. até aos dezesseis anos.pela maioridade. requerendo algum p arente.V . a pós essa idade. Igual preceito ao estabelecido neste artigo aplica-se ao pai ou à mãe s olteiros que casarem ou estabelecerem união estável.reclamá-los de quem ilegalmente os detenha. IV . parágrafo único. O pai ou a mãe que contrai novas núpcias. nos atos da vida civil. II .pela morte dos pais ou do filho.exigir que lhes prestem obediência. e assisti-los. Suspende-se igualmente o exercício do poder familiar ao pai ou à mãe cond enados por sentença irrecorrível.636. até suspendendo o poder familiar. 5o. TÍTULO II Do Direito Patrimonial SUBTÍTULO I Do Regime de Bens entre os Cônjuges CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. Art. IV . Parágrafo único. respeito e os serviços próprios de sua idade e condição. 1. VI . 1. nos termos do art. . estipular. Parágrafo único.639. exercendo-os sem qualquer interferência do novo cônjuge ou companheiro.castigar imoderadamente o filho.representá-los.deixar o filho em abandono. o que lhes aprouver. Art.638. Se o pai. abusar de sua autoridade. ou estabelece união estável. quanto aos filhos do relacionamento anterior.

No caso dos incisos III e IV do art. IV e V do art. 1. independentemente de autorização um do outro: I . Art. o terceiro. Art. nenhum dos cônjuges pode. que realizo u o negócio jurídico. optar por qualquer dos r egimes que este código regula. fazendo-se o pacto antenupcial por escritura pública. VI . Art. Podem os cônjuges. o regime da comunhão parcial. ou seus herdeiros. para casar. quanto aos b ens entre os cônjuges. II . IV . ou a invalidação do aval.desobrigar ou reivindicar os imóveis que tenham sido gravados ou alienados s em o seu consentimento ou sem suprimento judicial.§ 1o O regime de bens entre os cônjuges começa a vigorar desde a data do casamento.reivindicar os bens comuns. realiza dos pelo outro cônjuge com infração do disposto nos incisos III e IV do art. Não havendo convenção.de todos os que dependerem.praticar todos os atos que não lhes forem vedados expressamente.administrar os bens próprios. Poderão os nubentes. sem aut .642. as coisas necessárias à economia doméstica.640. ou sendo ela nula ou ineficaz.obter. Art.comprar. reduzir-se-á a termo a opção pela comunhão pa rcial. III .344. prejudicado com a sentença favorável ao autor. de suprimento judicial. 1.641. as quantias que a aquisição dessas coisas possa exigir. tanto o marido quanto a mulher p odem livremente: I . Art. II da pessoa maior de 70 (setenta) anos. Art. nas demais escolhas. 1. 1.644. apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os di reitos de terceiros. 1. 1. § 2o É admissível alteração do regime de bens.demandar a rescisão dos contratos de fiança e doação. II .647. desde que provado que os bens não foram adquiridos pelo esforço comum destes. terá direito regressivo contra o cônjuge. 1. Art. 1.647.das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento. 1.645. Ressalvado o disposto no art. Qualquer que seja o regime de bens. (Redação dada pela Lei nº 12.642 competem ao cônjug e prejudicado e a seus herdeiros. de 2010) III .praticar todos os atos de disposição e de administração necessários ao desempenho de s ua profissão.643. se o casal estiver separado de fato por mais de cinco anos. móveis ou imóveis.648. Art. Quanto à forma. 1. 1. As ações fundadas nos incisos III. doados ou transferidos pelo outro cônjuge ao concubino. V . 1.642. no processo de habilitação. mediante autorização judicial em pedido motiva o de ambos os cônjuges. vigorará. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: I . por empréstimo. 1. As dívidas contraídas para os fins do artigo antecedente obrigam solidar iamente ambos os cônjuges. ainda a crédito.646. com as limitações estabelecida no inciso I do art. Parágrafo único.647.

orização do outro, exceto no regime da separação absoluta: I - alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis; II - pleitear, como autor ou réu, acerca desses bens ou direitos; III - prestar fiança ou aval; IV - fazer doação, não sendo remuneratória, de bens comuns, ou dos que possam integrar f utura meação. Parágrafo único. São válidas as doações nupciais feitas aos filhos quando casarem ou estabel ecerem economia separada. Art. 1.648. Cabe ao juiz, nos casos do artigo antecedente, suprir a outorga, qua ndo um dos cônjuges a denegue sem motivo justo, ou lhe seja impossível concedê-la. Art. 1.649. A falta de autorização, não suprida pelo juiz, quando necessária (art. 1.647 ), tornará anulável o ato praticado, podendo o outro cônjuge pleitear-lhe a anulação, até do is anos depois de terminada a sociedade conjugal. Parágrafo único. A aprovação torna válido o ato, desde que feita por instrumento público, ou particular, autenticado. Art. 1.650. A decretação de invalidade dos atos praticados sem outorga, sem consenti mento, ou sem suprimento do juiz, só poderá ser demandada pelo cônjuge a quem cabia co ncedê-la, ou por seus herdeiros. Art. 1.651. Quando um dos cônjuges não puder exercer a administração dos bens que lhe in cumbe, segundo o regime de bens, caberá ao outro: I - gerir os bens comuns e os do consorte; II - alienar os bens móveis comuns; III - alienar os imóveis comuns e os móveis ou imóveis do consorte, mediante autorização j udicial. Art. 1.652. O cônjuge, que estiver na posse dos bens particulares do outro, será par a com este e seus herdeiros responsável: I - como usufrutuário, se o rendimento for comum; II - como procurador, se tiver mandato expresso ou tácito para os administrar; III - como depositário, se não for usufrutuário, nem administrador. CAPÍTULO II Do Pacto Antenupcial Art. 1.653. É nulo o pacto antenupcial se não for feito por escritura pública, e inefi caz se não lhe seguir o casamento. Art. 1.654. A eficácia do pacto antenupcial, realizado por menor, fica condicionad a à aprovação de seu representante legal, salvo as hipóteses de regime obrigatório de sepa ração de bens. Art. 1.655. É nula a convenção ou cláusula dela que contravenha disposição absoluta de lei. Art. 1.656. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final nos aqüest

os, poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis, desde que particulares. Art. 1.657. As convenções antenupciais não terão efeito perante terceiros senão depois de registradas, em livro especial, pelo oficial do Registro de Imóveis do domicílio dos cônjuges. CAPÍTULO III Do Regime de Comunhão Parcial Art. 1.658. No regime de comunhão parcial, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na constância do casamento, com as exceções dos artigos seguintes. Art. 1.659. Excluem-se da comunhão: I - os bens que cada cônjuge possuir ao casar, e os que lhe sobrevierem, na constânc ia do casamento, por doação ou sucessão, e os sub-rogados em seu lugar; II - os bens adquiridos com valores exclusivamente pertencentes a um dos cônjuges em sub-rogação dos bens particulares; III - as obrigações anteriores ao casamento; IV - as obrigações provenientes de atos ilícitos, salvo reversão em proveito do casal; V - os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de profissão; VI - os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge; VII - as pensões, meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes. Art. 1.660. Entram na comunhão: I - os bens adquiridos na constância do casamento por título oneroso, ainda que só em nome de um dos cônjuges; II - os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior; III - os bens adquiridos por doação, herança ou legado, em favor de ambos os cônjuges; IV - as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge; V - os frutos dos bens comuns, ou dos particulares de cada cônjuge, percebidos na constância do casamento, ou pendentes ao tempo de cessar a comunhão. Art. 1.661. São incomunicáveis os bens cuja aquisição tiver por título uma causa anterior ao casamento. Art. 1.662. No regime da comunhão parcial, presumem-se adquiridos na constância do c asamento os bens móveis, quando não se provar que o foram em data anterior. Art. 1.663. A administração do patrimônio comum compete a qualquer dos cônjuges. § 1o As dívidas contraídas no exercício da administração obrigam os bens comuns e particular es do cônjuge que os administra, e os do outro na razão do proveito que houver aufer ido. § 2o A anuência de ambos os cônjuges é necessária para os atos, a título gratuito, que impli quem cessão do uso ou gozo dos bens comuns.

§ 3o Em caso de malversação dos bens, o juiz poderá atribuir a administração a apenas um dos cônjuges. Art. 1.664. Os bens da comunhão respondem pelas obrigações contraídas pelo marido ou pel a mulher para atender aos encargos da família, às despesas de administração e às decorrent es de imposição legal. Art. 1.665. A administração e a disposição dos bens constitutivos do patrimônio particular competem ao cônjuge proprietário, salvo convenção diversa em pacto antenupcial. Art. 1.666. As dívidas, contraídas por qualquer dos cônjuges na administração de seus bens particulares e em benefício destes, não obrigam os bens comuns. CAPÍTULO IV Do Regime de Comunhão Universal Art. 1.667. O regime de comunhão universal importa a comunicação de todos os bens pres entes e futuros dos cônjuges e suas dívidas passivas, com as exceções do artigo seguinte . Art. 1.668. São excluídos da comunhão: I - os bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogad os em seu lugar; II - os bens gravados de fideicomisso e o direito do herdeiro fideicomissário, ant es de realizada a condição suspensiva; III - as dívidas anteriores ao casamento, salvo se provierem de despesas com seus aprestos, ou reverterem em proveito comum; IV - as doações antenupciais feitas por um dos cônjuges ao outro com a cláusula de incom unicabilidade; V - Os bens referidos nos incisos V a VII do art. 1.659. Art. 1.669. A incomunicabilidade dos bens enumerados no artigo antecedente não se estende aos frutos, quando se percebam ou vençam durante o casamento. Art. 1.670. Aplica-se ao regime da comunhão universal o disposto no Capítulo anteced ente, quanto à administração dos bens. Art. 1.671. Extinta a comunhão, e efetuada a divisão do ativo e do passivo, cessará a responsabilidade de cada um dos cônjuges para com os credores do outro. CAPÍTULO V Do Regime de Participação Final nos Aqüestos Art. 1.672. No regime de participação final nos aqüestos, cada cônjuge possui patrimônio p róprio, consoante disposto no artigo seguinte, e lhe cabe, à época da dissolução da socied ade conjugal, direito à metade dos bens adquiridos pelo casal, a título oneroso, na constância do casamento. Art. 1.673. Integram o patrimônio próprio os bens que cada cônjuge possuía ao casar e os por ele adquiridos, a qualquer título, na constância do casamento.

Parágrafo único. A administração desses bens é exclusiva de cada cônjuge, que os poderá livre ente alienar, se forem móveis. Art. 1.674. Sobrevindo a dissolução da sociedade conjugal, apurar-se-á o montante dos

aqüestos, excluindo-se da soma dos patrimônios próprios: I - os bens anteriores ao casamento e os que em seu lugar se sub-rogaram; II - os que sobrevieram a cada cônjuge por sucessão ou liberalidade; III - as dívidas relativas a esses bens. Parágrafo único. Salvo prova em contrário, presumem-se adquiridos durante o casamento os bens móveis. Art. 1.675. Ao determinar-se o montante dos aqüestos, computar-se-á o valor das doações feitas por um dos cônjuges, sem a necessária autorização do outro; nesse caso, o bem pod erá ser reivindicado pelo cônjuge prejudicado ou por seus herdeiros, ou declarado no monte partilhável, por valor equivalente ao da época da dissolução. Art. 1.676. Incorpora-se ao monte o valor dos bens alienados em detrimento da me ação, se não houver preferência do cônjuge lesado, ou de seus herdeiros, de os reivindicar . Art. 1.677. Pelas dívidas posteriores ao casamento, contraídas por um dos cônjuges, so mente este responderá, salvo prova de terem revertido, parcial ou totalmente, em b enefício do outro. Art. 1.678. Se um dos cônjuges solveu uma dívida do outro com bens do seu patrimônio, o valor do pagamento deve ser atualizado e imputado, na data da dissolução, à meação do ou tro cônjuge. Art. 1.679. No caso de bens adquiridos pelo trabalho conjunto, terá cada um dos cônj uges uma quota igual no condomínio ou no crédito por aquele modo estabelecido. Art. 1.680. As coisas móveis, em face de terceiros, presumem-se do domínio do cônjuge devedor, salvo se o bem for de uso pessoal do outro. Art. 1.681. Os bens imóveis são de propriedade do cônjuge cujo nome constar no registr o. Parágrafo único. Impugnada a titularidade, caberá ao cônjuge proprietário provar a aquisição egular dos bens.

Art. 1.682. O direito à meação não é renunciável, cessível ou penhorável na vigência do regim rimonial. Art. 1.683. Na dissolução do regime de bens por separação judicial ou por divórcio, verifi car-se-á o montante dos aqüestos à data em que cessou a convivência. Art. 1.684. Se não for possível nem conveniente a divisão de todos os bens em natureza , calcular-se-á o valor de alguns ou de todos para reposição em dinheiro ao cônjuge não-pr oprietário. Parágrafo único. Não se podendo realizar a reposição em dinheiro, serão avaliados e, mediant e autorização judicial, alienados tantos bens quantos bastarem. Art. 1.685. Na dissolução da sociedade conjugal por morte, verificar-se-á a meação do cônjug e sobrevivente de conformidade com os artigos antecedentes, deferindo-se a herança aos herdeiros na forma estabelecida neste Código. Art. 1.686. As dívidas de um dos cônjuges, quando superiores à sua meação, não obrigam ao ou tro, ou a seus herdeiros.

II . Os pais devem decidir em comum as questões relativas aos filhos e a s eus bens.689.os filhos.os bens que aos filhos couberem na herança. 1. Sempre que no exercício do poder familiar colidir o interesse dos pais com o do filho. com exclusividade .os bens adquiridos pelo filho havido fora do casamento.692. enquanto no exercício do poder familiar: I . 1. ou gravar de ônus real os imóveis dos filhos. 1. 1. em nome deles. poderá qualquer deles recorrer ao juiz para a solução nec essária. Ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as despesas do casal n a proporção dos rendimentos de seu trabalho e de seus bens. III .são usufrutuários dos bens dos filhos. 1. Compete aos pais. obrigações que ultrapassem os limites da simples adminis tração. Art. Não podem os pais alienar. representar os filhos menores de dezesseis anos. 1.o representante legal.os bens deixados ou doados ao filho. Estipulada a separação de bens. 1. Art. que os poderá livremente alienar ou gravar de ônus real. antes do reconhecime nto. quando os pais forem excluídos da s ucessão. a requerimento deste ou do Ministério Público o juiz lhe dará curador especial.693. Podem pleitear a declaração de nulidade dos atos previstos neste artigo : I . Art.os herdeiros. havendo divergência. Parágrafo único.691. SUBTÍTULO III . IV .688. no exercício de ativ idade profissional e os bens com tais recursos adquiridos. sob a condição de não serem usufruídos.os valores auferidos pelo filho maior de dezesseis anos. salvo estipulação em contrário no pacto antenupcial. salvo por necessidade ou evidente interesse da prole. bem como assisti-los até comple tarem a maioridade ou serem emancipados. e na falta de um deles ao outro.687. n em contrair.CAPÍTULO VI Do Regime de Separação de Bens Art. O pai e a mãe. mediante prévia autorização do juiz. Art. pelos pais. III . Parágrafo único.690. II . ou ad ministrados. SUBTÍTULO II Do Usufruto e da Administração dos Bens de Filhos Menores Art.têm a administração dos bens dos filhos menores sob sua autoridade. II . estes permanecerão sob a administração exclusi va de cada um dos cônjuges. Excluem-se do usufruto e da administração dos pais: I . Art.

na forma do art. Para a manutenção dos filhos. 1. § 2o Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência. recaindo a obrigação nos mais próximos em grau. A pessoa obrigada a suprir alimentos poderá pensionar o alimentando. 1. à própria mantença. conform e as circunstâncias. todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos. Para obter alimentos. nem pode prover. o u dar-lhe hospedagem e sustento.695. poderá o interessado reclamar ao juiz. assim germanos como unilaterais. 1.699. 1. Art. 1. Art. 1.700.694. aos irmãos. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficiente s. fixados os alimentos. 1. Art. Na falta dos ascendentes cabe a obrigação aos descendentes. 1. sem desfalque do necessário ao seu sustento. faltando estes. fixando o juiz o valor indispensável à sobrevivência. pelo seu trabalho. o outro cônjuge será o brigado a assegurá-los. 1. Art. Se um dos cônjuges separados judicialmente vier a necessitar de alimen tos. Parágrafo único.694. prestar-lhe-á o outro a pensão alimentícia que o juiz fixar. pode fornecê-los. os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social. Na separação judicial litigiosa. inclusive para atender às necessidades de sua educação. não estiver em con dições de suportar totalmente o encargo. a pedido de qualquer das partes. 1. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos. uns em falta de outros. A obrigação de prestar alimentos transmite-se aos herdeiros do devedor. e extensiv o a todos os ascendentes.697. 1. Se o cônjuge declarado culpado vier a necessitar de alimentos. Se. Compete ao juiz. sendo facultado ao juiz determinar. Art. obedecido s os critérios estabelecidos no art.704. ou na de quem os recebe.698.702. 1.701. guardada a o rdem de sucessão e. quando a situação de necessi ade resultar de culpa de quem os pleiteia. serão chamados a concorrer os de grau imediat o. Se o parente.694. e aquele. sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre. § 1o Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. sendo um dos cônjuges inocente e desprovi do de recursos. será o outro obrigado a prestá-los mediante pensão a ser fixada pelo juiz. Art. se as circunstâncias o exigirem. 1. Art. Art. Art. quando menor. o filho havido fora do casamento pode acionar o genitor. que deve alimentos em primeiro lugar.703. redução ou majoração do encargo. 1.696.705. . caso não tenha sido declarado culpado na ação de separação judicial. Parágrafo único. sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos. e. fixar a forma do cu mprimento da prestação. e não ti ver parentes em condições de prestá-los. Art. os cônjuges separados judicialmente contribu irão na proporção de seus recursos.Dos Alimentos Art. sem prejuízo do dever de prestar o necessário à sua e ducação. de quem se reclam am. Podem os parentes. exoneração. poderão as demais ser chamadas a integrar a lide. Art. nem aptidão para o trabalho. intentada ação contra uma delas.

constitu i-se pelo registro de seu título no Registro de Imóveis. destinar parte de seu patrimônio para instituir bem de família. bem como disciplinar a forma de pagamento da respecti va renda aos beneficiários. o direito a alimentos. mantidas as regras sobre a impenhorabilidade do imóvel residencial estabelecida em lei esp ecial. Parágrafo único. se tiver proc edimento indigno em relação ao devedor. Com relação ao credor cessa. No caso de execução pelas dívidas referidas neste artigo. SUBTÍTULO IV Do Bem de Família Art. porém lhe é vedado renunciar o direito a alimen tos. As prestações alimentícias. O bem de família. Os valores mobiliários. § 1o Deverão os valores mobiliários ser devidamente individualizados no instrumento de instituição do bem de família. cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e no sust ento da família.711.714. Com o casamento. dependendo a eficácia do ato da aceitação expressa de ambos os cônjuges beneficiado s ou da entidade familiar beneficiada. não poderão exceder o valor do prédio instituído em bem de família.715. O bem de família é isento de execução por dívidas posteriores à sua instituição. Art. Parágrafo único. ou de despesas de condomínio. Art. destinados aos fins previstos no artigo antece dente. 1. 1. destinando-se em ambos os casos a domicílio familiar.709. 1. O bem de família consistirá em prédio residencial urbano ou rural. sendo o respectivo crédito insuscetível de cessão. também. serão atualizadas segundo ín dice oficial regularmente estabelecido. 1. 1. com sua s pertenças e acessórios. Os alimentos provisionais serão fixados pelo juiz. 1. Art. 1. à época de sua ins ituição. Parágrafo único.707. vo as que provierem de tributos relativos ao prédio. compensação ou penhora. Art. Art. quer instituído pelos cônjuges ou por terceiro. mediante escritura pública ou testamento. O novo casamento do cônjuge devedor não extingue a obrigação constante da se ntença de divórcio.710.713. a união estável ou o concubinato do credor. O terceiro poderá igualmente instituir bem de família por testamento ou doação. a sua instituição como bem de família deverá const ar dos respectivos livros de registro. § 3o O instituidor poderá determinar que a administração dos valores mobiliários seja conf iada a instituição financeira. nos termos da lei p rocessual. Art. ou a entidade familiar.712. desde q ue não ultrapasse um terço do patrimônio líquido existente ao tempo da instituição. 1. 1. Podem os cônjuges.708. Pode o credor não exercer. de qualquer natureza. e pode rá abranger valores mobiliários. 1.706. Art. § 2o Se se tratar de títulos nominativos. Art. Art. o saldo existen . caso em que a responsabilidade dos administradores obe decerá às regras do contrato de depósito. cessa o dev er de prestar alimentos.que a ação se processe em segredo de justiça.

Na união estável. 1. TÍTULO III DA UNIÃO ESTÁVEL Art. se for o único bem do casal.727.713. 1. resolvendo o juiz em caso de divergência. Art. aplica-s e às relações patrimoniais. na falta destes. a que se refere o § 3o do art. salvo se motivos relevantes aconselharem outra solução. a requerimento dos interessados. a administração do bem de fa ia compete a ambos os cônjuges. Com o falecimento de ambos os cônjuges. a administração passará ao filho ma is velho. mediante pedido dos comp anheiros ao juiz e assento no Registro Civil.716. e. obedecendo-se. poderá o juiz. ouvidos o instituidor e o Ministério Público. co nstituem concubinato.724. Art. configurada na convivência pública. não atingirá os valores a ela confiados. As relações pessoais entre os companheiros obedecerão aos deveres de leald ade. 1. Qualquer forma de liquidação da entidade administradora. 1.721. As relações não eventuais entre o homem e a mulher.521. § 2o As causas suspensivas do art. desde que não sujeitos a curatela. 1. 1. Art. 1. Parágrafo único. § 1o A união estável não se constituirá se ocorrerem os impedimentos do art. se for maior. Art. 1. 1. Art. 1. Art. 1. sustento e educação dos filhos. Salvo disposição em contrário do ato de instituição. Art. Parágrafo único. até que os filhos completem a maioridade. no caso de falência. respeito e assistência.723.725. O prédio e os valores mobiliários. ordenando o juiz a sua transferência para outra instituição semelhante. A união estável poderá converter-se em casamento. o bem de família com a morte de ambos os cônjug es e a maioridade dos filhos. Extingue-se.712 ou serem alienados sem o consenti mento dos interessados e seus representantes legais. 1. não podem ter destino diverso do previsto no art. salvo contrato escrito entre os companheiros. a seu tutor. Art. Comprovada a impossibilidade da manutenção do bem de família nas condições em que foi instituído. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mul her. constituídos como bem da família. ou em títulos da dívida pública. e de guarda. ou. para sustento familiar. 1. Art. A dissolução da sociedade conjugal não extingue o bem de família. a critério do juiz. ao disposto sobre pedido de restituição. extingui-lo ou a utorizar a sub-rogação dos bens que o constituem em outros. o regime da comunhão parcial de bens. como bem de família. . 1. Dissolvida a sociedade conjugal pela morte de um dos cônjuges. o sobr evivente poderá pedir a extinção do bem de família. do contrário. A isenção de que trata o artigo antecedente durará enquanto viver um dos côn juges. 1.722.523 não impedirão a caracterização da união estável.726.719. Art. impedidos de casar. 1.te será aplicado em outro prédio. Art.717. ouvido o Ministério Público. contínua e duradoura e estabelecida com o obj etivo de constituição de família. no que couber.720.718. não se a plicando a incidência do inciso VI no caso de a pessoa casada se achar separada de fato ou judicialmente. igualmente.

e que os outros lhe sucederão pela ordem de nomeação. no mesmo grau. Art.aos ascendentes. Aos irmãos órfãos dar-se-á um só tutor. o juiz escolherá entre eles o mais apto a exercer a tutela em benefício do menor. ou legatário seu.quando removidos por não idôneos o tutor legítimo e o testamentário.aos colaterais até o terceiro grau. poderá nomear-lhe curador espe cial para os bens deixados.734. preferindo os mais próximos aos mais remoto s. os mais velhos aos mais moços. Art. 1.TÍTULO IV Da Tutela e da Curatela CAPÍTULO I Da Tutela Seção I Dos Tutores Art. O direito de nomear tutor compete aos pais. Art. em conjunto. falecid os ou que tiverem sido suspensos ou destituídos do poder familiar terão tutores nome ados pelo Juiz ou serão incluídos em programa de colocação familiar. preferindo o de grau mais próximo ao mais remoto. Os filhos menores são postos em tutela: I . Art. 1. A nomeação deve constar de testamento ou de qualquer outro documento au têntico. e. em qualquer dos casos. § 1o No caso de ser nomeado mais de um tutor por disposição testamentária sem indicação de p recedência. Em falta de tutor nomeado pelos pais incumbe a tutela aos parentes c onsangüíneos do menor. Art.010. por esta ordem: I . § 2o Quem institui um menor herdeiro.729. se ocorrer morte.733. 1. 1.069. ou sendo estes julgados ausentes.732. II .quando estes forem excluídos ou escusados da tutela.na falta de tutor testamentário ou legítimo. ao tempo de sua morte. Parágrafo único. não tinha o poder familiar. Art. 1.em caso de os pais decaírem do poder familiar. 1.731. As crianças e os adolescentes cujos pais forem desconhecidos. ou tutela.728. na forma prevista p ela Lei no 8. 1.730. entende-se que a tutela foi cometida ao primeiro.com o falecimento dos pais. de 2009) Vigência Seção II Dos Incapazes de Exercer a Tutela . II . ( Redação dada pela Lei nº 12. II . de 13 de julho de 1990 . escusa ou qualquer o utro impedimento. O juiz nomeará tutor idôneo e residente no domicílio do menor: I . ainda que o beneficiário se encontre sob o poder famil iar. III . É nula a nomeação de tutor pelo pai ou pela mãe que.Estatuto da Criança e do Adolescente. incapacidade.

quanto à pessoa do menor: I . tenham ou não cumprido pena.739. VI . VI .Art. se houver no lugar parente idôneo. Art.militares em serviço.736.reclamar do juiz que providencie.aqueles que habitarem longe do lugar onde se haja de exercer a tutela. defendê-lo e prestar-lhe alimentos.mulheres casadas. Não podem ser tutores e serão exonerados da tutela. quando o menor haja mister correção. no momento de lhes ser deferida a tutela. exercerá o nomeado a tutela.aqueles que já exercerem tutela ou curatela. 1. Seção III Da Escusa dos Tutores Art.aqueles que. contra a f amília ou os costumes. e aqueles cujos pais. VII . Art.aqueles que exercerem função pública incompatível com a boa administração da tutela. Podem escusar-se da tutela: I . Seção IV Do Exercício da Tutela Art. enquanto o recurso interposto não tiver provimento.738. estelionato. 1. V . II . 1. V . ou de seus pais.737. os dez dias contar-se-ão do em que ele sobrevier. se acharem constituído s em obrigação para com o menor. roubo. e responderá desde logo pelas perdas e dano s que o menor venha a sofrer. falsidade.maiores de sessenta anos. Quem não for parente do menor não poderá ser obrigado a aceitar a tutela. e as culpadas de abu so em tutorias anteriores.aqueles que não tiverem a livre administração de seus bens. A escusa apresentar-se-á nos dez dias subseqüentes à designação. . II . IV . consangüíneo ou afim. 1. Art. Incumbe ao tutor. sob pena de e ntender-se renunciado o direito de alegá-la. 1. ou falhas em probidade.aqueles que tiverem sob sua autoridade mais de três filhos. se o motivo escusatório ocorrer depois de aceita a tutela.740.dirigir-lhe a educação.os inimigos do menor.os condenados por crime de furto. II . 1. caso a exerçam: I .as pessoas de mau procedimento. ou que tiverem sido por estes expre ssamente excluídos da tutela. III . filhos ou cônjuges tiverem demanda contra o menor. Se o juiz não admitir a escusa. em condições de exercê-la. como houver por bem. ou tiverem que fazer valer direitos contra este. IV . conforme os seus haver es e condição. III .735.os impossibilitados por enfermidade.

direta e pessoal.adimplir os demais deveres que normalmente cabem aos pais. nos atos da vida civil. ouvida a opinião do menor.fazer-lhe as despesas de subsistência e educação. em proveito deste.promover-lhe. ou realizados em lugares distantes do domicílio do tutor. Art. III . ainda que com encargos. Art. e assistilo.747. até os dezesseis anos. cons ervação e melhoramentos de seus bens. Art. ou não o houver feito oportu namente.subsidiária. 1. II . com autorização do juiz: I .representar o menor. 1. administrar os bens do tutelad o. V .744.receber as rendas e pensões do menor. e promover todas as diligências a bem deste.aceitar por ele heranças. podendo dispensá-la se o tutor for de reconhecida idoneidade. cumprindo seus deveres com zelo e boa-fé. 1. nem o removido. III . Art. quando não tiver nomeado o tutor. Art. Compete também ao tutor. tanto que se tornou suspeito. V . delegar a outras pessoas físicas ou jurídicas o exer cício parcial da tutela. quando não tiver exigido garantia legal do tutor. Art. o arrendamento de bens de raiz. Os bens do menor serão entregues ao tutor mediante termo especificado deles e seus valores. II .743. IV .vender-lhe os bens móveis. Se os bens e interesses administrativos exigirem conhecimentos técnico s. pode rá este. será sustentado e educado a expensas deles. após essa idade. 1. Art. se este já contar doze anos de idade. A responsabilidade do juiz será: I . 1. Parágrafo único.propor em juízo as ações. II . . bem como as de administração. cuja conservação não convier.746.pagar as dívidas do menor. forem complexos. Para fiscalização dos atos do tutor. a rbitrando o juiz para tal fim as quantias que lhe pareçam necessárias. Se o patrimônio do menor for de valor considerável. 1. Compete mais ao tutor: I . mediante aprovação judicial. Incumbe ao tutor. e as quantias a ele devidas. IV . 1.748.transigir.741. sob a inspeção do juiz. considerado o rendimento da fortuna do pupilo quando o pai ou a mãe não as houver fixado. ainda que os pais o tenham dispensado. 1.742. pode o juiz nomear um protutor. Se o menor possuir bens. assim como defendê-lo nos pleitos contra ele movidos. Art. e os imóveis nos casos em qu e for permitido. ou nelas assistir o menor. poderá o juiz condici onar o exercício da tutela à prestação de caução bastante.alienar os bens do menor destinados a venda.III . nos atos em que for parte.745. legados ou doações. mediante preço conveniente.

salvo no caso do art.Parágrafo único. Art. § 1o Ao protutor será arbitrada uma gratificação módica pela fiscalização efetuada. mediante prévia avaliação judicial e aprovação do ju iz. a eficácia de ato do tutor depende da ap rovação ulterior do juiz.752.734. pedras preciosas e móveis se rão avaliados por pessoa idônea e. II . da referida aplicação. atendendo-se preferentemente à rentabilidade. . O tutor responde pelos prejuízos que. § 2o O mesmo destino previsto no parágrafo antecedente terá o dinheiro proveniente de qualquer outra procedência. 1.adquirir por si. Os tutores não podem conservar em seu poder dinheiro dos tutelados. ou a administração de seus b ens.753. 1. causar ao tu telado. ou dolo.749. salvo provando que não conhecia o débito quando a assumiu. 1.751. e recolhidos ao es tabelecimento bancário oficial ou aplicado na aquisição de imóveis.750. alienados. mas tem direito a ser pago pelo que realmente despender no exercício da tu tela.dispor dos bens do menor a título gratuito. não se poderão retirar. na forma do artigo antecedente. e o seu produto c onvertido em títulos. Art. ou por interposta pessoa. ben s móveis ou imóveis pertencentes ao menor. Art. Os imóveis pertencentes aos menores sob tutela somente podem ser vendi dos quando houver manifesta vantagem. e a perceber remuneração proporcional à importância d os bens administrados. por culpa. sob pena de nulidade: I . senão mediante ordem do juiz. 1. 1. o que não os exime da obrigação. Art. § 2o São solidariamente responsáveis pelos prejuízos as pessoas às quais competia fiscaliz ar a atividade do tutor. conforme for determi nado pelo juiz. Os valores que existirem em estabelecimento bancário oficial. No caso de falta de autorização. III . 1.para se comprarem bens imóveis e títulos. que o juiz fará efetiva. obrigações e letras de responsabilidade direta ou indireta da Un ião ou dos Estados. o tutor declarará tudo o que o menor lhe de va. Ainda com a autorização judicial. Art. § 1o Se houver necessidade. enquanto exerça a tutoria. nas condições previstas no § 1o do artigo antecedente.754. não pode o tutor. § 3o Os tutores respondem pela demora na aplicação dos valores acima referidos. os objetos de ouro e prata. além do necessário para as despesas ordinárias com o seu sustento. Seção V Dos Bens do Tutelado Art.para as despesas com o sustento e educação do tutelado. 1.constituir-se cessionário de crédito ou de direito. II . Antes de assumir a tutela. contra o menor. mediante contrato particular. obrigações ou letras. pagand o os juros legais desde o dia em que deveriam dar esse destino. e soment e: I . a sua educação e a admini stração de seus bens. sob pena de não lhe poder cobrar. após autorização judicial. e as que concorreram para o dano.

deixarem o exercício da tutela ou toda vez que o juiz achar conven iente. Art. obrigações ou letras. 1. ou interdição do tutor.761.762.757. O alcance do tutor. Art.760.756.ao ser removido.765. 1. As contas serão prestadas em juízo. e também quando.para se empregarem em conformidade com o disposto por quem os houver doado . 1. ausência. são obrigados a prestar contas da sua administração. Art. Seção VII Da Cessação da Tutela Art. 1.758. III . Pode o tutor continuar no exercício da tutela. aos seus herdeiros. que. O tutor é obrigado a servir por espaço de dois anos. são dívidas de v alor e vencem juros desde o julgamento definitivo das contas. e julgadas depois da audiência dos in teressados. As despesas com a prestação das contas serão pagas pelo tutelado. Nos casos de morte. Art. 1. ou deixado. No fim de cada ano de administração. se anexará aos autos do inventário. na forma do § 1o do art. quando emancipados. subsistindo inteira. Serão levadas a crédito do tutor todas as despesas justificadas e reconh ecidamente proveitosas ao menor. II . II . Art. Seção VI Da Prestação de Contas Art. em que era obrigado a servir. 1. ou. IV . Os tutores prestarão contas de dois em dois anos.755. 1. ou maiores. a quitação do menor não produzi rá efeito antes de aprovadas as contas pelo juiz.ao sobrevir escusa legítima.III . 1.753. Art. embora o contrário tivessem disposto os pais dos tutelados . Parágrafo único. depois de aprovado. 1. no caso de reconhecimento ou adoção.ao expirar o termo. mortos eles. os tutores submeterão ao juiz o balanço respectivo. 1. 1. bem como o saldo contra o tutelado. Art.ao cair o menor sob o poder familiar.764. ou títulos.763.para se entregarem aos órfãos. Cessam as funções do tutor: I . Os tutores. Cessa a condição de tutelado: I . Finda a tutela pela emancipação ou maioridade. além do prazo previsto n . por q ualquer motivo. a re sponsabilidade do tutor. até então. as contas serão presta das por seus herdeiros ou representantes. 1. recolhendo o tutor imediatamente a estabelecimento bancário oficial os saldos. ou adquirindo bens imóveis. Art.759.com a maioridade ou a emancipação do menor. Parágrafo único. Art.

se o quiser e o juiz julgar conveniente ao menor. II . nos demais casos o Ministério Público será o defens or. 1. os limites da curatela.se não existir ou não promover a interdição alguma das pessoas designadas nos incis os I e II do artigo antecedente. Art. por outra causa duradoura. 1. embora suje ita a recurso. III . existindo. O Ministério Público só promoverá interdição: I . o juiz assinará. Pronunciada a interdição das pessoas a que se referem os incisos III e I V do art. 1.este artigo. III . não puderem exprimir a sua vontade.se.aqueles que.767.os deficientes mentais. 1.773. 1.aqueles que. examinará pessoalmente o argüido de incapacidade.os pródigos. 1.pelo cônjuge. CAPÍTULO II Da Curatela Seção I Dos Interditos Art. o juiz. Art. 1.770.766. 1.774.782. V . forem incapazes as pessoas mencionadas no inciso antecedent e. Será destituído o tutor.772. Art. 1. A sentença que declara a interdição produz efeitos desde logo. Nos casos em que a interdição for promovida pelo Ministério Público. segundo o estado ou o desenvolvimento mental do interdito. 1. II . Art. II . Estão sujeitos a curatela: I . A interdição deve ser promovida: I . . 1. com as modificações dos artigos seguintes. não tiverem o necessário disce rnimento para os atos da vida civil.pelo Ministério Público.em caso de doença mental grave. Antes de pronunciar-se acerca da interdição.768. IV .os excepcionais sem completo desenvolvimento mental. prevaricador ou incurso em i ncapacidade. Art.767. Art. Art. quando negligente. assistido por espec ialistas. III . o juiz nomeará defensor ao suposto incapaz. ou por qualquer parente. por enfermidade ou deficiência mental. Aplicam-se à curatela as disposições concernentes à tutela.771.769. Art.pelos pais ou tutores. os ébrios habituais e os viciados em tóxicos. que poderão circunscrever-se às restrições constantes do art.

1. é curador legítimo o pai ou a mãe. os mais próximos precedem aos mais remotos. A interdição do pródigo só o privará de. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido. 1. na impo ssibilidade de fazê-lo. Seção II Da Curatela do Nascituro e do Enfermo ou Portador de Deficiência Física Art.780. quando não se adaptarem ao convívio doméstico. Art.779.776. e não tendo o poder familiar. Art. 1. o descendente que se demonstrar mais apto. 1.772 e as desta Seção. de dir eito. 1. Art. 1.Art. e praticar. Art. 1. A requerimento do enfermo ou portador de deficiência física. ou. 1.778. curador do outro. 1.783. Art. Art. 5o. Aberta a sucessão. salvo determinação judicial. aos herdeiros legít imos e testamentários. Art. é. 1. darse-lhe-á curador para cuidar de todos ou alguns de seus negócios ou bens. alienar. se o pai falecer estando grávida a mulher .785. não será obrigado à prestação de contas. emprestar. 1. com a restrição do art. não separado judicialmente ou de fato. § 2o Entre os descendentes. §1o Na falta do cônjuge ou companheiro. de qualquer das pessoas a que se refere o art.768. 1. os atos que não sejam de mera administração. compete ao juiz a escolha do c urador.786. observado o art. sem curador. o curador promover-lhe-á o trat amento em estabelecimento apropriado. 1. . quando interdito. Os interditos referidos nos incisos I. Art. § 3o Na falta das pessoas mencionadas neste artigo. Quando o curador for o cônjuge e o regime de bens do casamento for de comunhão universal.784. Se a mulher estiver interdita. demandar ou ser demandado.777. A autoridade do curador estende-se à pessoa e aos bens dos filhos do c uratelado. A sucessão dá-se por lei ou por disposição de última vontade.782. em geral.775. transigir. desde logo.781. a herança transmite-se. 1. O cônjuge ou companheiro. Parágrafo único. As regras a respeito do exercício da tutela aplicam-se ao da curatela. Seção III Do Exercício da Curatela Art. Dar-se-á curador ao nascituro. na falta destes . LIVRO V Do Direito das Sucessões TÍTULO I Da Sucessão em Geral CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. da r quitação. Havendo meio de recuperar o interdito. III e IV do art. seu curador será o do nascituro. hipotecar.767 serão re colhidos em estabelecimentos adequados. 1.

Art. instaurar-s . O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança. e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro. 1. IV . O direito à sucessão aberta. incumb e-lhe. tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles. o mesmo ocorrerá quanto aos bens que não forem compreendidos no testamento.789. sem prévia autorização do juiz da sucessão. Art. A herança defere-se como um todo unitário. transmite a herança aos herdeiros le gítimos. conferidos ao herdeiro em conseqüência de substituição ou de direito de acrescer. bem como o quinhão de que disponha o co-herde iro.795. 1. III . por qualquer herdei de bem componente do acervo hereditário. entre eles se dis tribuirá o quinhão cedido. 1. No prazo de trinta dias.796. será indivisível. § 1o Os direitos. terá direito a um terço da herança. Havendo herdeiros necessários. tanto por tanto. terá direito a uma quota equivalente à que por l ei for atribuída ao filho. Morrendo a pessoa sem testamento. § 2o É ineficaz a cessão. 1.não havendo parentes sucessíveis. 1. salvo se houver inventário que a escuse. CAPÍTULO II Da Herança e de sua Administração Art. presumem-se não abrangidos pela cessão feita anteriormente. Parágrafo único. depositad o o preço. o testador só poderá dispor da metade da he rança. haver para si a quota cedida a estranho.se concorrer com descendentes só do autor da herança. quanto à propriedade e poss e da herança. a prova do excesso. ainda que vários sejam os herde iros.792. § 3o Ineficaz é a disposição. na proporção das respectivas quotas hereditárias.790. se outro co-herdeiro a quiser. porém. e subsiste a sucessão legítima se o testamento caducar. 1. Art.787. terá direito à totalidade da herança. nas condições seguintes: I . Regula a sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da a bertura daquela.793. ou for julgado nulo.se concorrer com outros parentes sucessíveis. Parágrafo único. quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável. pode ser objeto de cessão por escritura pública. Art. pendente a indivisibilidade. Até a partilha. Art. Art. 1. 1.788. O co-herdeiro. O co-herdeiro não poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à s ucessão. poderá. II . Art. o direito dos co-herdeiros. a contar da abertura da sucessão. se o requerer até cento e oitent a dias após a transmissão.794.se concorrer com filhos comuns. 1. 1. de seu direito hereditário sobre qualquer be m da herança considerado singularmente.Art. Art. demostran do o valor dos bens herdados.791. Sendo vários os co-herdeiros a exercer a preferência. a quem não se der conhecimento da cessão. pelo co-herdeiro.

Art. deveres e responsabilidades do curador. salvo se este. § 3o Nascendo com vida o herdeiro esperado.797. nem o seu cônjuge ou companheiro. se houver mais de um nessas condições. com os frut os e rendimentos relativos à deixa.a pessoa que.e-á inventário do patrimônio hereditário. os bens reservados. a curador nomeado pelo juiz. p ara fins de liquidação e. assim nomeado. 1. 1. ou quando tiverem de ser afastadas por motivo grave levado ao conhe cimento do juiz. se com o outro convivia ao tempo da abertura da suc essão.ao testamenteiro.799. perante o juízo competente no lugar da sucessão.as testemunhas do testamento. no que couber. ao mais velho. CAPÍTULO III Da Vocação Hereditária Art. § 1o Salvo disposição testamentária em contrário. 1. .798.as pessoas jurídicas. III . e. decorridos dois anos após a abertura da sucessão. de pessoas indicadas pelo testador. sucessivamente. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão.ao herdeiro que estiver na posse e administração dos bens. a rogo. II . de partilha da herança. 1. 1.a pessoa de confiança do juiz. II .800. No caso do inciso I do artigo antecedente. regem-se p elas disposições concernentes à curatela dos incapazes. § 2o Os poderes. a administração da herança caberá. 1.os filhos.ao cônjuge ou companheiro. 775.as pessoas jurídicas. cuja organização for determinada pelo testador sob a forma de fundação. estiver sepa rado de fato do cônjuge há mais de cinco anos. a partir da morte do testador. quando for o caso. II . ainda não concebidos. Art. caberão aos her deiros legítimos. ou os seus ascendentes e irmãos. IV . sucessi vamente: I . os bens da herança serão conf iados. às pessoas indicadas no art. III . a curatela caberá à pessoa cujo filho o tes ador esperava ter por herdeiro. III . Na sucessão testamentária podem ainda ser chamados a suceder: I . § 4o Se. e. após a liquidação ou partilha. Até o compromisso do inventariante. na falta ou escusa das indicadas nos incisos a ntecedentes. Art. não for concebido o herdeiro esperado. ser-lhe-á deferida a sucessão. Não podem ser nomeados herdeiros nem legatários: I .801. Art.o concubino do testador casado. escreveu o testamento. salvo disposição em contrário do testador. sem culpa sua. desde que vivas estas ao abrir-se a sucessão.

aceitando-a. O interessado em que o herdeiro declare se aceita. Falecendo o herdeiro antes de declarar se aceita a herança. ou feitas media nte interposta pessoa.803. a quem se testarem legados. Art. 1. 1. ou o comandante ou escrivão. os mer amente conservatórios. Art. devolve-se aos da subseqüente. o poder de aceitar passa-lhe aos herdeiros. 1. os descendentes. ainda não verificada. É lícita a deixa ao filho do concubino. a mais de um quinhão hereditário. na mesma sucessão. quando também o for do testador. 1. da herança. A aceitação da herança. Ninguém pode suceder. poderão aceitar ou renunciar a primeira. Parágrafo único. não maior de tri nta dias. nele. representando herdeiro renunciante. se pronunciar o herdeiro. São nulas as disposições testamentárias em favor de pessoas não legitimadas a suceder. Parágrafo único. vinte dias após aberta a sucessão. Aceita a herança. a parte do renunciante acresce à dos outros herdeiro s da mesma classe e. Os chamados à sucessão do herdeiro falecido antes da aceitação. requerer ao juiz prazo razoável. Art. porém. Art. faz-se por declaração escrita. a menos que se trate de vocação adstrita a uma con dição suspensiva. quando tácita. pura e simples. 1.o tabelião. como o funeral do finado. po derá. 1. CAPÍTULO IV Da Aceitação e Renúncia da Herança Art. torna-se definitiva a sua transmissão ao herdeiro.805. Na sucessão legítima. renunciando a herança. Art. aos dem ais co-herdeiros. Art. § 2o Não importa igualmente aceitação a cessão gratuita. ainda quando simuladas sob a forma de contrato oneroso.807. Não se pode aceitar ou renunciar a herança em parte. sob títulos sucessórios diversos. Presumem-se pessoas interpostas os ascendentes.810. § 2o O herdeiro. 1. sob pena de se haver a herança por aceita. des de a abertura da sucessão.808.802. ele . Art. os irmãos e o cônjuge ou companheiro do não legitimado a suceder. desde que c oncordem em receber a segunda herança. para. Art. § 1o Não exprimem aceitação de herança os atos oficiosos. perante quem se fize r. há de resultar tão-somente de atos próprios da qualidade de herdeiro. A transmissão tem-se por não verificada quando o herdeiro renuncia à hera nça. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial.806. pode livremente deliberar quanto aos quinhões que aceita e ao s que renuncia. 1. sob condição ou a termo .809. o u. Se. pode aceitá-los. Art. assim como o que fizer ou aprovar o testamento.811. ou não. quando expressa. repudiá-los. sendo ele o único desta. 1.804. civil ou militar.IV . ou os de administração e guarda provisória. chamado. Parágrafo único. § 1o O herdeiro. a herança. 1.

Parágrafo único. A exclusão do herdeiro ou legatário. e os atos de administração legalmente praticados pelo herdeiro.817. por violência ou meios fraudulentos. São pessoais os efeitos da exclusão. co-autores ou partícipes de homicídio doloso. Art. Art. por direito próprio. Parágrafo único. será declarada por sentença.que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou incorrerem e m crime contra a sua honra. Art. nem à sucessão eventual desses bens. Quando o herdeiro prejudicar os seus credores. CAPÍTULO V Dos Excluídos da Sucessão Art.815. quando o testador. 1.812. mas aos herdeiros subsiste. ou de seu cônjuge ou companheiro. 1. como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão.813. CAPÍTULO VI Da Herança Jacente . inibirem ou obstarem o autor da he rança de dispor livremente de seus bens por ato de última vontade. § 1o A habilitação dos credores se fará no prazo de trinta dias seguintes ao conheciment o do fato. com autorização do juiz. que será devolvido aos demais herdeiros. a scendente ou descendente.818.for o único legítimo da sua classe. O excluído da sucessão é obrigado a restituir os frutos e rendimentos que dos bens da herança houver percebido. ao testar. Parágrafo único.que. 1. Aquele que incorreu em atos que determinem a exclusão da herança será admi tido a suceder.816. ou tent ativa deste. São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários: I .814.que houverem sido autores. o indigno. seu cônjuge. os descendentes do herdeiro excluído sucedem. quando prejudicados. III . aceitá-la em nome do renunciante. pode suceder no limite da disposição testamentária. se o ofendido o tiver expressamente reabilitado em testamento. contados da abertura da sucessão. 1. Art. São irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança. e por cabeça. po derão eles. Art. Art. em qualquer desses casos de indigni dade. prevalece a renúncia quanto ao remanescente. ou se todos os outros da mesma classe renunciar em a herança. renunciando à herança. O direito de demandar a exclusão do herdeiro ou legatário extingue-se e m quatro anos. mas tem direito a ser indenizado das despes as com a conservação deles. já conhecia a causa da indignidade. antes da sentença de ex clusão. § 2o Pagas as dívidas do renunciante. Não havendo reabilitação expressa. contra a pessoa de cuja sucessão se tratar. companheiro. o u em outro ato autêntico. 1. o direito de demandar-lhe perdas e danos. 1. contemplado em testamento d o ofendido. 1. São válidas as alienações onerosas de bens hereditários a terceiros de boa-fé. O excluído da sucessão não terá direito ao usufruto ou à administração dos b ue a seus sucessores couberem na herança. II . poderão os filhos vir à sucessão. Parágrafo único.

os colaterais ficarão exclu da sucessão.827. 1. não está obrigad o a prestar o equivalente ao verdadeiro sucessor. São eficazes as alienações feitas. na qualidade de herdeiro. ainda que exercida por um só dos herdeiros. CAPÍTULO VII Da petição de herança Art. mesmo em poder de terceir os. se localizados nas resp ectivas circunscrições. Não se habilitando até a declaração de vacância. A partir da citação. 1. decorridos cinco anos da abertura da sucessão. até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declar ação de sua vacância. Parágrafo único. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem. Art. será esta desde logo declarada vacante. mas. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança. ou mesmo sem título. incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal.820. 1. será a herança declarada vac ante. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriament e conhecido. ressalvado a este o direito de proceder contra quem o recebeu. serão expedi dos editais na forma da lei processual. em ação de petição de herança. sem prejuízo da responsabilidade do possuidor originário pelo valor dos bens ali enados.825. os bens da herança. nos limites das forças da herança. 1. que de boa-fé houver pago um legado. 1. Parágrafo único. demandar o reconhecimento de s eu direito sucessório.828. a responsabilidade do possuidor se há de aferir pela s regras concernentes à posse de má-fé e à mora. para obter a restituição da herança. Art. Art. a título oneroso. os bens arreca dados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal. Parágrafo único. A ação de petição de herança. depois de arrecadados. É assegurado aos credores o direito de pedir o pagamento das dívidas rec onhecidas. ou de parte dela.824.821. ou penda habilitação. Art. O possuidor da herança está obrigado à restituição dos bens do acervo.Art. Art. a possua. 1. e. 1. poderá ompreender todos os bens hereditários. O herdeiro pode demandar os bens da herança.823. 1 . 1. Art. fixando -se-lhe a responsabilidade segundo a sua posse. sem que haja herdeiro habilitado.819. Art.222. contra que m. 1. O herdeiro pode. ficarão sob a guarda e admin istração de um curador.214 a 1. 1. TÍTULO II Da Sucessão Legítima CAPÍTULO I Da Ordem da Vocação Hereditária . pelo herdeiro aparente a terceiro de boa-fé.822. decorrido um ano de sua primeira publ icação. observado o disposto nos arts. Art. O herdeiro aparente.826. Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário.

Art. desde que seja o único daquela nat ureza a inventariar. por cabeça ou por estirpe.aos ascendentes. cada um destes herdará metade do que cada um daqueles herdar. sa lvo o direito de representação concedido aos filhos de irmãos. os filhos sucedem por cabeça. os mais próximos excluem os mais remotos. 1. Art.832. .ao cônjuge sobrevivente. Art. Art. Na linha descendente. sem distinção de linhas. 1. Art. III . ou se maior for aquel e grau. 1. nas condições estabelecidas no art. Art. caber-lhe-á a metade desta se houver um só ascendente.aos colaterais.831.840. Art. o autor da hera nça não houver deixado bens particulares. Entre os descendentes. nem separados de fato há mais de dois anos. Se não houver cônjuge sobrevivente.83 0. § 1o Na classe dos ascendentes. qualquer que seja o regime de bens. 1.836. 1. de que essa convivência se tornara im possível sem culpa do sobrevivente. 1. 1.830. Na falta de descendentes. serão chamados a suceder os colaterais até o quarto grau.839. ou no da separação obrigatória de ben s (art. Em falta de descendentes e ascendentes. 1. será assegu rado. 1. Art.841. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I .640. Os descendentes da mesma classe têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes. conforme se achem ou não no mesmo grau. no regime da comunhão parcial. 1. IV . ao te mpo da morte do outro. salvo se casado es te com o falecido no regime da comunhão universal. § 2o Havendo igualdade em grau e diversidade em linha. não podendo a sua quota ser inferior à quarta parte da herança. neste caso.837. ou se. 1. Art. 1. em concorrência com o cônjuge sobrevivente.829. salvo prova. o grau mais próximo exclui o mais remoto. 1. 1. são chamados à sucessão os ascendentes. os em grau mais próximo excluem os mais remotos . 1. II . os ascendentes da linha pat erna herdam a metade. Na classe dos colaterais. Art. Concorrendo à herança do falecido irmãos bilaterais com irmãos unilaterais. cabendo a outra aos da linha materna. parágrafo único).835. ao cônjuge tocará um terço da herança. Ao cônjuge sobrevivente.833. Art. em concorrência com o cônjuge. não estavam separados judicialmente. salvo o direito de representação.aos descendentes. em conco rrência com o cônjuge sobrevivente. Art.829. o direito real de habitação rel ativamente ao imóvel destinado à residência da família. sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança. Concorrendo com ascendente em primeiro grau. e os outros descen dentes. será deferida a sucessão por int eiro ao cônjuge sobrevivente. 1. Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se. Art. inciso I) caberá ao cônju ge quinhão igual ao dos que sucederem por cabeça.834. se for ascendente dos herdeiros com que concorrer.838. Em concorrência com os descendentes (art.

quando a lei chama certos parentes do fa lecido a suceder em todos os direitos. nem parente algum sucessível. § 1o Se concorrerem à herança somente filhos de irmãos falecidos. herda rão por igual. Pertence aos herdeiros necessários.844.Art. ou à União. Art. sobre os bens da legítima. O direito de representação dá-se na linha reta descendente. o valor dos bens sujeitos a colação. não perderá o direito à legítima. não os havendo. . ou tendo eles renunciado a herança.853. Art. Art. a metade dos ben s da herança. ou companheiro. abatidas as dívidas e as despesas do funeral. em que ele sucederia.848.850. § 2o Se concorrem filhos de irmãos bilaterais com filhos de irmãos unilaterais. os tios.843. herdarão por cabeça. cada u m destes herdará a metade do que herdar cada um daqueles. Calcula-se a legítima sobre o valor dos bens existentes na abertura da sucessão. Art. CAPÍTULO II Dos Herdeiros Necessários Art. impenhorabilidade. 1. os ascendentes e o cônjuge. não pode o testa dor estabelecer cláusula de inalienabilidade. se localizada nas respectivas circunscrições.846. O herdeiro necessário. a quem o testador deixar a sua parte disponível. de pleno direito. § 1o Não é permitido ao testador estabelecer a conversão dos bens da legítima em outros de espécie diversa. constituindo a legítima. ou algum legado. somente se dá o direito de representação em favor do s filhos de irmãos do falecido. convertendo-se o produto em outros bens. 1. Não concorrendo à herança irmão bilateral. 1. Art. 1. que ficarão sub-rogados nos ônus dos primeiros. esta se devolve ao Município ou ao Distrito Federa l. São herdeiros necessários os descendentes.847. Art.851. 1. os unil aterais. 1. Para excluir da sucessão os herdeiros colaterais. declarada no testamento. herdarão os filhos destes e. em seguida. em partes iguais.842. quando situada em território federal. 1. § 3o Se todos forem filhos de irmãos bilaterais. ou todos de irmãos unilaterais.849. Art. Na linha transversal. basta que o testador disponha de seu patrimônio sem os contemplar. e de incomunicabi lidade. CAPÍTULO III Do Direito de Representação Art. se vivo fosse. 1. Art. herdarão. adicionando-se. 1. Salvo se houver justa causa. Na falta de irmãos. 1. 1.845. Não sobrevivendo cônjuge. quando com irmãos deste concorrerem. Dá-se o direito de representação. § 2o Mediante autorização judicial e havendo justa causa. 1. Art. mas nunca na a scendente.852. podem ser alienados os bens gravados.

II . Toda pessoa capaz pode dispor.854. Os representantes só podem herdar. se vivo fosse. Além dos incapazes. por testamento. 1. Podem testar os maiores de dezesseis anos. Parágrafo único. não podem testar os que. São requisitos essenciais do testamento público: . o que herdaria o represe ntado. É proibido o testamento conjuntivo. Art. seja simultâneo.o cerrado. 1. São testamentos ordinários: I . 1. como tais.o público.o particular. no ato de fazê-lo. 1. Art. ne m o testamento do incapaz se valida com a superveniência da capacidade. CAPÍTULO III Das formas ordinárias do testamento Seção I Disposições Gerais Art. 1.855. 1. ainda que o testad somente a elas se tenha limitado. § 1o A legítima dos herdeiros necessários não poderá ser incluída no testamento. recíproco ou correspe ctivo. § 2o São válidas as disposições testamentárias de caráter não patrimonial.856. O renunciante à herança de uma pessoa poderá representá-la na sucessão de outr a. não tiverem pleno discernimento. Art.861. TITULO III DA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA CAPITULO I DO TESTAMENTO EM GERAL Art.864.862. podendo ser mudado a qualquer tempo. O quinhão do representado partir-se-á por igual entre os representantes. A incapacidade superveniente do testador não invalida o testamento.Art. contado o prazo da data do seu registro. Art. Seção II Do Testamento Público Art. CAPÍTULO II Da Capacidade de Testar Art.857. 1. 1. III .863. da totalidade dos seu s bens.858. O testamento é ato personalíssimo.860. 1. Extingue-se em cinco anos o direito de impugnar a validade do testam ento. Art. para depois de sua morte.859. 1. ou de parte deles. Art. 1.

Seção III Do Testamento Cerrado Art. a um só tempo. notas ou a pontamentos. O testamento escrito pelo testador.868. 1. desde logo. mencionando a circunstância no auto. Art. sabendo ler. na presença destas e do oficial.que o tabelião lavre. na presença de duas testemu nhas. ou não puder assinar. II . s e não o souber. todas as paginas. ser lido em voz alta pelo tabelião ao testador e a dua s testemunhas. Parágrafo único. pelo . em seguida. para início da aprovação tabelião aporá nele o seu sinal público. presentes as testemunhas. assinado pelo testador. u ma das testemunhas instrumentárias. e a outra por uma das testemunhas. com a sua assinatura. declarando. pelas testemunhas e pelo tes tador. a seu rogo. e o leia.ser o instrumento. O tabelião deve começar o auto de aprovação imediatamente depois da última pal avra do testador. não o bstante. 1. será válido se aprovado pelo tabelião ou seu substituto legal. em voz alta . e.lavrado o instrumento. que o testador lhe entregou para ser apr ovado na presença das testemunhas. podendo este servir-se de minuta. ou por outra pessoa.867. que lhe será lido. 1. lerá o seu testamento. o tabelião ou seu substitu to legal assim o declarará.866. b em como ser feito pela inserção da declaração de vontade em partes impressas de livro de notas. uma pelo tabelião ou por seu substituto legal. assinando. III .865. e. Ao cego só se permite o testamento público. aprová-lo.que o auto de aprovação seja assinado pelo tabelião.871. 1. Art. e por aquele assinado. se o quiser. 1. de acordo com as declarações do testador. Art. Se não houver espaço na última folha do testamento.870.I . 1. sob sua fé. a seu rogo. observadas as seguintes formalidades: I . duas vezes. Parágrafo único. pelo testador. IV . Art. Parágrafo único. O testamento cerrado pode ser escrito mecanicamente. se mais de uma. desde que seu subscritor numere e autentique. 1. em seguida à leitura. designará quem o leia em seu lugar. Art.869.que o testador declare que aquele é o seu testamento e quer que seja aprovado . II . O indivíduo inteiramente surdo. o auto de aprovação.ser escrito por tabelião ou por seu substituto legal em seu livro de notas. passando a cerrar e coser o instrumento aprovad o. pelas teste munhas e pelo tabelião. III . ou pelo testador. ao testador e testemunhas. poderá. designada pelo testador. desde que rubricadas todas as páginas pelo testador. O testamento público pode ser escrito manualmente ou mecanicamente. Se o testador não souber.que o testador o entregue ao tabelião em presença de duas testemunhas. Se o tabelião tiver escrito o testamento a rogo do testador. neste caso. O testamento pode ser escrito em língua nacional ou estrangeira. Art. fazendo-se de tudo circunstanciada menção no testamento.

a critério do juiz. poderá ser confirma do. Seção IV Do Testamento Particular Art. se. dia.próprio testador. que aquele é o seu test amento. Art. na presença de pelo menos três testemunhas. 1. a ssim como a do testador. Falecido o testador. mediante escrito particular seu. Os atos a que se refere o artigo antecedente. a seu rogo. o testamento será confirmado. contan to que as testemunhas a compreendam.879. e se reconhecerem as próprias assinaturas. 1. ao men os. escreva. ao entregá-lo ao oficial público.878.877. de seu uso pessoal. O testamento particular pode ser escrito de próprio punho ou mediante processo mecânico. indeterminadamente. na face externa do papel ou do envoltório. 1. Art.876. Em circunstâncias excepcionais declaradas na cédula. ordenando seja cumprido. publicar-se-á em juízo o testamento. assim como legar móveis. o testamento partic ular de próprio punho e assinado pelo testador. 1.872. salvo direito de terce . o testamento poderá ser confirmado. sobre esmolas de pouca monta a certas e determinadas pessoas. 1.874. que o abri rá e o fará registrar. d atado e assinado. não pode conter rasuras ou espaços em branco. com citação dos herde iros legítimos. 1. 1. ou. ou. depois de o ter lido na presença de pelo menos três testemunhas. Art. O testamento particular pode ser escrito em língua estrangeira. Pode fazer testamento cerrado o surdo-mudo. d evendo ser assinado pelo testador. no seu livro. e se pelo menos uma d elas o reconhecer. cuja aprovação lhe pede. Art. sem testemunhas. § 1o Se escrito de próprio punho. Art. que o devem subscrever. de pouco valor. roupas ou jóias.882.880. 1. fazer disposições especiais sobre o seu enterro.873. nota do lugar. Não pode dispor de seus bens em testamento cerrado quem não saiba ou não p ossa ler. contanto que o escreva t odo. se não achar vício externo que o torne e ivado de nulidade ou suspeito de falsidade. o testamento será apresentado ao juiz. Art. são requisitos essenciais à sua validade seja lido e a ssinado por quem o escreveu. e o tabelião lançará. Parágrafo único. 1. Art. que o subscreverão.875. houve r prova suficiente de sua veracidade. Art. por morte ou ausência. será o testamento entregue ao testador. Morto o testador. ante as duas test emunhas. § 2o Se elaborado por processo mecânico. aos pobres de certo lugar. Se as testemunhas forem contestes sobre o fato da disposição. ou por outrem. Se faltarem testemunhas. 1. Depois de aprovado e cerrado. 1. sobre a sua leitura perante elas. mês e ano em que o testamento fo i aprovado e entregue.881. e que. CAPÍTULO IV Dos Codicilos Art. Toda pessoa capaz de testar poderá. a critério do juiz. Art. e o assine de sua mão.

São testamentos especiais: I . não havendo tabelião ou seu substituto l .889. Não valerá o testamento marítimo. a bordo de navio nacional. qu e o entregará às autoridades administrativas do primeiro porto ou aeroporto nacional . onde possa fazer.888.883.885. valerão como codicilos. Quem estiver em viagem. Art. a bordo de aeronave militar ou comercial. O registro do testamento será feito no diário de bordo. se. Se estiver fechado o codicilo. Art. Art. ainda que feito no curso de uma viagem.iro. Pelo modo estabelecido no art. 1.887. observado o disposto no arti go antecedente. dentro do País ou fora dele. e consideram-se revogados. Art. 1. este os não confirmar ou modificar. Não se admitem outros testamentos especiais além dos contemplados neste Código.890. ou que estej a de comunicações interrompidas. O testamento dos militares e demais pessoas a serviço das Forças Armadas em campanha. havendo testamento posterior. Seção III Do Testamento Militar Art. de qualquer natu reza. pode testar perante o comandante. deixe ou não testamento o autor. 1.o marítimo. por forma que corresponda ao testamento público ou ao cerrado. 1. contra recibo averbado no diário de bordo. se o testador não morrer na viagem. O testamento marítimo ou aeronáutico ficará sob a guarda do comandante. po de testar perante pessoa designada pelo comandante. se.891. Quem estiver em viagem. 1. Art. 1. Os atos previstos nos artigos antecedentes revogam-se por atos iguai s.884. na forma ordinária. 1.o militar.o aeronáutico. Art. ao tempo em que se fez. Seção II Do Testamento Marítimo e do Testamento Aeronáutico Art. em presença de duas testemunhas. de guerra ou merc ante. III . poder-se-ão nomear ou substituir testamenteiros. Art. outro testamento. II . nem nos noventa dias subseqüentes ao seu desembarque em terra.881. abrir-se-á do mesmo modo que o testamen to cerrado. Caducará o testamento marítimo. CAPÍTULO V Dos Testamentos Especiais Seção I Disposições Gerais Art. 1. 1. 1. assim como em praça sitiada. poderá fazer-se.886. 1. 1. Parágrafo único.893. Art. ou aeronáutico.892. o navio estava em porto onde o testador pudesse dese mbarcar e testar na forma ordinária.

o testamento será escrito por aquele que o substituir. o testamento será escr ito pelo respectivo comandante.802. 1. Parágrafo único. estando empenhadas em combate. salvo nas disposições fideicomissárias.801 e 1. em que lhe for apresentado. Valerá a disposição: . Parágrafo único.899. dia.893.901. É nula a disposição: I . na p resença de duas testemunhas ao auditor. confiando a sua última vontade a duas testemun has. 1. se o testador não puder. noventa dias seguidos. ou ao oficial de patente. ter-se-á por não escrita.896. IV . cometendo a determinação de sua identidade a terc eiro. p revalecerá a que melhor assegure a observância da vontade do testador. ou o oficial a quem o testamento se apresente notará. Não terá efeito o testamento se o testador não morrer na guerra ou conval escer do ferimento.que favoreça a pessoa incerta. 1.894. o testador este ja. V . que lhe faça as ve zes neste mister. III . desde que. depois dele. Art. ou não souber assinar. ou feridas. Quando a cláusula testamentária for suscetível de interpretações diferentes. ou pelo diretor do estabelecimento. 1. em q ualquer parte dele. II . Art. 1. para certo fim ou modo. Art. 1. ou de terceiro. CAPÍTULO VI Das Disposições Testamentárias Art. As pessoas designadas no art. § 3o Se o testador for o oficial mais graduado. mês e ano. o testamento será escrito pelo respectivo oficial de saúde. Art.egal.que favoreça as pessoas a que se referem os arts. lugar. ou legatário. A nomeação de herdeiro. Art. t ambém por testamento.897. contanto que o date e assine por extenso.que se refira a pessoa incerta. em benefício do testador. cuja identidade não se possa averiguar. s ob condição. O auditor. ou por certo motivo. ou três testemunhas. Se o testador souber escrever.que deixe a arbítrio do herdeiro. caso em que assinará por ele uma delas.895. Art. fixar o valor do legado. em lugar onde possa testar na forma ordinária. e o apresente aberto ou cerrado. 1. 1. Caduca o testamento militar.900. poderá fazer o testamento de seu punho.que institua herdeiro ou legatário sob a condição captatória de que este disponha. ainda que de graduação ou posto inferior. nota esta q ue será assinada por ele e pelas testemunhas. A designação do tempo em que deva começar ou cessar o direito do herdeiro. salvo se esse testamento apresentar as solenidades prescritas no parágrafo único do artigo a ntecedente. ou de outrem. 1. ante duas. § 1o Se o testador pertencer a corpo ou seção de corpo destacado.898. § 2o Se o testador estiver em tratamento em hospital. 1. pode fazer-se pura e simplesmente. podem testar oralmente. Art.

d istribuir-se-á por igual a estes últimos o que restar. contados d e quando o interessado tiver conhecimento do vício. II . não teriam sido determinadas pelo testador. ou a um estabelecimento por ele designado.904. CAPÍTULO VII Dos Legados . dentre os da herança. Art. Parágrafo único.906. ainda que fique ao arbítrio do herdeiro ou de outrem determinar o valor do le gado. Art. segundo a ordem da voc ação hereditária. sobre os quais incidirão as restrições apostas a os primeiros. São anuláveis as disposições testamentárias inquinadas de erro. por con veniência econômica do donatário ou do herdeiro. Extingue-se em quatro anos o direito de anular a disposição. 1. ou dos estabelecimentos aí sitos. ou por fatos inequívocos. No caso de desapropriação de bens clausulados.I . dolo ou coação. salvo se. Art. Parágrafo único.909. a porção disponível do testador. A cláusula de inalienabilidade. Art.902.em remuneração de serviços prestados ao testador. 1. 1. O erro na designação da pessoa do herdeiro. 1. e não absorverem tod a a herança.911. 1. o remanescente pertencerá aos herdeiros legítimos. Art. as instituições particulares preferirão sempre às pú licas. Dispondo o testador que não caiba ao herdeiro instituído certo e determi nado objeto. Se forem determinados os quinhões de uns e não os de outros herdeiros. Parágrafo único. tocará ele aos herdeiros legítimos. Art. pelo contexto do testamento. implica impenhorabilidade e incomunicabilidade. partilhar-se-á por igual.905. entre todos. ou da coisa lega da anula a disposição.908. ou dos de assistência pública. a herança será dividida em tantas quotas quantos forem os indivíduos e os gr upos designados. 1. o produto da venda converter-se-á em outros bens. salvo se manifestamente constar que tinha em mente beneficiar os de outra local idade. Se o testador nomear certos herdeiros individualmente e outros colet ivamente. 1. entender-se-á relativa aos pobres do lug ar do domicílio do testador ao tempo de sua morte. A ineficácia de uma disposição testamentária importa a das outras que.903. Nos casos deste artigo. 1. mediante autorização judicial. ou a u m corpo coletivo. 1. imposta aos bens por ato de liberalida de. ou pertencentes a uma família. Se forem determinadas as quotas de cada herdeiro. sem discriminar a par te de cada um. sem a quela. 1. por outros documentos. do legatário.907. Art. por ocasião da moléstia de que fale ceu. se puder identificar a pessoa ou coisa a que o testador queria referir-se. dentre dua s ou mais pessoas mencionadas pelo testador. Art. dos estabelecimentos particulare s de caridade.910. Se o testamento nomear dois ou mais herdeiros. Art. depois de completas as porções he reditárias dos primeiros. A disposição geral em favor dos pobres. Art. ou de sua alienação.em favor de pessoa incerta que deva ser determinada por terceiro.

O legado de usufruto. O legado de crédito. Art. enquanto o legatário viver. entende-se deixado ao legatári o por toda a sua vida. só quanto a essa parte valerá o legado. Art. ao herdeiro ou ao legatário. Art. entender-se-á que renunciou à herança ou ao legado. mas em quantidade inferior à do legad o. ainda que contíguas. Se aquele que legar um imóvel lhe ajuntar depois novas aquisições.916. O legado de alimentos abrange o sustento. . ou de quitação de dívida. 1. 1. ainda que tal coisa não exista entre os bens deixados pelo testador. Parágrafo único.919. § 1o Cumpre-se o legado. § 1o Não se defere de imediato a posse da coisa. 1. estas. ao tempo do seu falecimento. 1. o vestuário e a casa . além da educação. e o t estador a solveu antes de morrer.915. ou daquele. Se o legado for de coisa que se determine pelo gênero.913. ou. a cura. 1. Art. Se tão-somente em parte a coisa legada pertencer ao testador. Seção II Dos Efeitos do Legado e do seu Pagamento Art. só terá eficácia o legado se. salvo se o legado estiver sob condição suspensiva. entregando o herdeiro ao legatário o título respectivo. Art. não se reputará compensação da sua dívida o legado que ele faça ao credor. 1.922.918. se a dívida lhe foi posterior. úteis ou voluptuárias feitas no prédio legado. este será eficaz apenas quanto à existente. 1. Art. Subsistirá integralmente o legado. no c aso do artigo antecedente. Art. não se compreendem no legado. 1. terá eficácia somente até a import ia desta. ela se achava entre os bens da herança. 1.912. O legado de coisa que deva encontrar-se em determinado lugar só terá efi cácia se nele for achada. salvo se removida a título transitório. não o cumprindo ele. Se o testador legar coisa sua.921. salvo expressa declaração em contrário do testador. 1. ao tempo da morte do testador. exist ente no acervo.923. pertence ao legatário a coisa certa. Desde a abertura da sucessão. Não o declarando expressamente o testador. será o mesmo cump rido.917. Não se aplica o disposto neste artigo às benfeitorias necessárias. se ele for menor. Parágrafo único.914. Se o testador ordenar que o herdeiro ou legatário entregue coisa de su a propriedade a outrem.Seção I Disposições Gerais Art. Art. É ineficaz o legado de coisa certa que não pertença ao testador no momento da abertura da sucessão. Art. 1. singularizando-a. § 2o Este legado não compreende as dívidas posteriores à data do testamento. nem nela pode o legatário entrar por autoridade própria. Art. se a coi sa legada existir entre os bens do testador. 1. sem fixação de tempo.920.

Parágrafo único. ainda que venha a falecer antes do termo dele. nos legados condicionais. esta ou aque la correrá da morte do testador. aos legatários. 1. Sendo periódicas as prestações. 1. e o legatário terá direito a cada prestação. Art. 1. 1. 1. datará da m orte do testador o primeiro período. 1. No legado alternativo.§ 2o O legado de coisa certa existente na herança transfere também ao legatário os fruto s que produzir. 1.924. Se as prestações forem deixadas a título de alimentos. Se algum legado consistir em coisa pertencente a herdeiro ou legatário (art. 1. O encargo estabelecido neste artigo. Art. 1. salvo se o contrário expressamente dispôs o testador. 1. este poderá escolher. quando indicados mais de um. e. sempre que outra coisa não tenha disposto o testador.933.929. Art. Art. Se o legado consistir em renda vitalícia ou pensão periódica. Art. o cumprimento dos legados incumbe aos herde iros e. em prestações periódicas. O legado em dinheiro só vence juros desde o dia em que se constituir e m mora a pessoa obrigada a prestá-lo. enquanto se litigue sobre a validade do testamento. enquanto estej a pendente a condição ou o prazo não se vença. O direito de pedir o legado não se exercerá. pe la quota de cada um. no lugar e estado em que se achava ao falecer o testador. 1. As despesas e os riscos da entrega do legado correm à conta do legatário . exceto se dependente de condição suspensi va. presume-se deixada ao herdeiro a opção. se nesta não existir coisa de tal gênero. observada a disposição na última parte do art. Art. ou de termo inicial. não havendo disposição testamentária e m contrário. não os havendo.935. pagar-se-ão no começo de cada período. caberá ao herdeiro ou legatário incumbido pelo testador da execução do legado .928. Art.927. quando a escolha for deixada a arbítrio de terceiro. Art. desde a morte do testador.929. .925.931. ou a prazo. 1. se este não a quiser ou não a puder exercer. só no termo de cada período se poderão exigir. a melhor coisa que houver na herança. Art.932. com regresso contra os co-herdeiros. 1.934. ao juiz competirá fazê-la. Se a opção foi deixada ao legatário. Art.913). Art. 1. e. se não dispuser diversamente o testador. e.937. O estabelecido no artigo antecedente será observado.926. só a ele incumbirá cumpri-lo. na proporção do qu e recebam da herança. Art. guardado o disposto na última parte do artigo antecedente. Art. dar-lhe-á de outra congênere o herdeiro. com seus acessórios. Parágrafo único. Se o herdeiro ou legatário a quem couber a opção falecer antes de exercê-la. passará este poder aos seus herdeiros. do gênero determina do. Art. 1 . A coisa legada entregar-se-á. ao herdeiro toc ará escolhê-la. uma vez encetado cada um dos períodos sucessivos. guardando o meio-termo entre as congêneres da melhor e pior qualidade. Se o legado consiste em coisa determinada pelo gênero. os onerados dividirão entre si o ônus. Se o legado for de quantidades certas. No silêncio do testamento. na proporção do que herdaram.930. 1. passando ao legatário com todos os encargos q ue a onerarem.936.

a sua parte acrescerá à dos co-herdeiros. V . determinada e certa. morrer antes do testador. Quando não se efetua o direito de acrescer. Quando vários herdeiros. reverte o acréscimo para a pessoa a fav or de quem os encargos foram instituídos. aos quais acresceu o quinhão daquele que não quis ou não pôde suceder. Se um dos co-herdeiros ou co-legatários. na proporção dos seus quinhões. acrescerá o seu quinhão.se a coisa perecer ou for evicta. quanto ao seu remanescente. Art. vivo ou morto o testador.944. Parágrafo único. III . 1. pela mesma disposição testamentária. 1. forem conjunta mente chamados à herança em quinhões não determinados. perecendo parte de uma. Nos legados com encargo. transmite-se aos herdeiros legítimos a quota vaga do nomeado. uma vez repudiado. e algumas d elas perecerem. 1. alienar no todo ou em parte a coisa legad a.946. Art.942. 1.se o testador. sem culpa do h erdeiro ou legatário incumbido do seu cumprimento. Art. nos termos do art. 1. II . ou quando o objeto do le gado não puder ser dividido sem risco de desvalorização. Art. 1. Não existindo o direito de acrescer entre os co-legatários. ou destes for excl uído. se a condição sob a qual foi instituído não se verificar. 1. aplica-se ao legatário o disposto neste Código quanto às doações de igual natureza. Art. nesse caso. a quota do que faltar acresce ao herdeiro ou ao legatário incumbido de satisfazer esse legado . quando nomeados conju ntamente a respeito de uma só coisa. caducará até onde ela deixou de pertencer ao testador. por qualquer título. 1. ao ponto de já não ter a forma nem lhe caber a denominação que possuía. Se o legado for de duas ou mais coisas alternativamente. se renunciar a herança ou legado. . 1.945. CAPÍTULO VIII Do Direito de Acrescer entre Herdeiros e Legatários Art. Os co-herdeiros ou co-legatários.943. o legado. a parte da que faltar acresce aos co-legatários. subsistirá quanto às restantes. salvo se o acréscimo comportar encargos especiais impostos pel o testador.939. e qualquer deles não puder ou não qui ser aceitá-la.se o legatário falecer antes do testador. salvo o direito do substituto . nas condições do artigo anteceden te. s lvo o direito do substituto. Art. IV . o testador modificar a coisa legada. ou a todos os herdeiros.se o legatário for excluído da sucessão. Parágrafo único. Legado um só usufruto conjuntamente a duas ou mais pessoas. Seção III Da Caducidade dos Legados Art. Não pode o beneficiário do acréscimo repudiá-lo separadamente da herança ou le gado que lhe caiba. à parte dos co-herdeiros ou co-legatários conjuntos. nesse caso. Caducará o legado: I . O direito de acrescer competirá aos co-legatários.815. valerá.se. se o legado se deduziu da h erança. 1.941.940. ficam sujeitos às obrigações ou encargos que o oneravam. depois do testamento.Art.938. e.

Salvo disposição em contrário do testador.Parágrafo único. 1. quan do não for diversa a intenção manifestada pelo testador.947. deixando de ser resolúvel a propriedade do fiduciário. e ainda substituir com reciprocidade ou sem ela. O fiduciário tem a propriedade da herança ou legado. por ocasião de sua morte. resolvendo -se o direito deste. se não ho uver disposição contrária do testador.949. 1. ou não resultar outra coisa da natureza da condição ou do encargo. Se. Art. para o caso de um ou outro não querer ou não poder aceitar a herança ou o legad o.953. a certo tempo ou sob certa condição. com as outras anteriormente nomeadas. consolidar-se-ão na propriedade as quot as dos que faltarem. o quinhão vago pertencerá em partes iguais aos subst itutos.956. Seção II Da Substituição Fideicomissária Art. Art. ou se. 1. convertendo-se em usufruto o direito do fiduciário. for e stabelecida substituição recíproca.955. Pode o testador instituir herdeiros ou legatários.954. Art. O fideicomissário pode renunciar a herança ou o legado. ainda que o testador só a uma se refira. a herança ou o legado se transmita ao fiduciário. mas restrita e reso lúvel. se. terá direito à parte que . A substituição fideicomissária somente se permite em favor dos não concebido s ao tempo da morte do testador. adquirirá este a propriedade dos bens fideicometidos. estabelecendo que. se o fiduciário renunciar a herança ou o legado. CAPÍTULO IX Das Substituições Seção I Da Substituição Vulgar e da Recíproca Art. Se o fideicomissário aceitar a herança ou o legado. 1. e. neste caso. já houver nascido o fideicomissário. Parágrafo único. por sua morte. ao fiduciário. .952. só lhes foi legada certa parte do usufruto. ou vice-ve rsa. Se.951. 1. O substituto fica sujeito à condição ou encargo imposto ao substituído. e a p restar caução de restituí-los se o exigir o fideicomissário.950. Art. 1. defere-se ao fideicomissário o poder de aceitar. O testador pode substituir outra pessoa ao herdeiro ou ao legatário no meado. 1. 1. em favor de outrem. Se não houver conjunção entre os co-legatários. Art. o fideicomisso caduca. Também é lícito ao testador substituir muitas pessoas por uma só. Art. que se qualifica de fideicomissário. em qualquer tempo acrescer. presumindo-se que a substituição foi determinada para as duas alternativas. Parágrafo único. O fiduciário é obrigado a proceder ao inventário dos bens gravados. apesar de conjuntos. 1. entre muitos co-herdeiros ou legatários de partes desiguais. a proporção dos quinhões fixada na primeira disposição en der-se-á mantida na segunda. 1. Art. for incluída mais alguma pessoa na substituição.948. ao tempo da morte do testador. Art. à medida que eles forem faltando.

injúria grave.960. 1. O direito de provar a causa da deserdação extingue-se no prazo de quatr o anos.injúria grave. CAPÍTULO X Da Deserdação Art. O remanescente pertencerá aos herdeiros legítimos. 1. Além das causas enumeradas no art. 1. Art.963. III . 1. As disposições que excederem a parte disponível reduzir-se-ão aos limites de la. 1. CAPÍTULO XI Da Redução das Disposições Testamentárias Art.relações ilícitas com a mulher ou companheira do filho ou a do neto.958. IV . em todos os casos em que podem ser excluídos da sucessão. a contar da data da abertura do testamento. Art. II . nos termos do art. 1.966. autorizam a deserdação dos desc endentes por seus ascendentes: I . Além das causas mencionadas no art. que valerá sem o encargo resolutório. 1. 1. III .959. incumbe pro var a veracidade da causa alegada pelo testador. § 1o Em se verificando excederem as disposições testamentárias a porção disponível.814. 1. Art. Somente com expressa declaração de causa pode a deserdação ser ordenada em t estamento.desamparo do filho ou neto com deficiência mental ou grave enfermidade.relações ilícitas com a madrasta ou com o padrasto. Art. IV . serão pro . quando o testador só em parte dispuser da quota hereditária disponível. ou com o ma rido ou companheiro da filha ou o da neta. autorizam a deserdação dos ascen dentes pelos descendentes: I .814. nesse caso. II . Art. A nulidade da substituição ilegal não prejudica a instituição. ou àquele a quem aproveite a deserdação.ofensa física. 1. Ao herdeiro instituído. o fideicomissário responde pelos encargos da her ança que ainda restarem. Art.Art.965. Ao sobrevir a sucessão. de conformidade com o disposto nos parágrafos seguintes.957. Os herdeiros necessários podem ser privados de sua legítima. São nulos os fideicomissos além do segundo grau.961.962. 1. Parágrafo único. a pro priedade consolida-se no fiduciário.967. o u antes de realizar-se a condição resolutória do direito deste último.964. Caduca o fideicomisso se o fideicomissário morrer antes do fiduciário. Art. 1.desamparo do ascendente em alienação mental ou grave enfermidade. ou deserdad os.ofensa física.955. 1. Art. 1.

prevenindo o caso. O testador pode conceder ao testamenteiro a posse e a administração da h . ficando com o dir eito de pedir aos herdeiros o valor que couber na parte disponível. Art.972. na proporção do seu valor. 1.976. 1. se esse de scendente sobreviver ao testador. O testamento cerrado que o testador abrir ou dilacerar. O testador pode nomear um ou mais testamenteiros. 1.971. se o excesso não for de mais de um quarto. § 2o Se o testador. Não se rompe o testamento. ainda quando o testamento. Parágrafo único. conjuntos ou separ ados. far-se-á esta dividindo-o proporcionalmente. até onde baste . cer tos herdeiros e legatários.969. O testamento pode ser revogado pelo mesmo modo e forma como pode ser feito. que não o tinha ou não o co nhecia quando testou. Se parcial.975.974. Art. Rompe-se também o testamento feito na ignorância de existirem outros her deiros necessários. o legatário deixará inteiro na herança o imóvel legado. 1. vier a caducar por exclusão. ou se o testamento posterior não contiver cláusula revogatóri a expressa. sempre que ela e a parte subsistente do legado lhe absorverem o valor. Art. 1. § 2o Se o legatário for ao mesmo tempo herdeiro necessário. 1.970. haver-se-á como revogado. poderá inteirar sua legítima n o mesmo imóvel. para lhe darem cumprimento às disposições de última vontade. também os legados. 1. 1. e o excesso do legado montar a mais de um quarto do valor do prédio.977. não valerá.973. se o testador dispuser da sua metade. CAPÍTULO XIV Do Testamenteiro Art. Art. dispuser que se inteirem.cionalmente reduzidas as quotas do herdeiro ou herdeiros instituídos. Art. se o testamento revogatório for anulado por omissão ou infração de solenidades e ssenciais ou por vícios intrínsecos. de preferencia aos outros. 1. § 1o Se não for possível a divisão. CAPÍTULO XIII Do Rompimento do Testamento Art. que a encer ra.968. CAPÍTULO XII Da Revogação do Testamento Art. Quando consistir em prédio divisível o legado sujeito a redução. 1. rompe-se o testamento em todas as suas disposições. incapacidade ou renúncia do herdeiro nele nomeado. e. que fi cará com o prédio. de preferência. a redução far-se-á nos outros quinhões ou legados. ou for abert o ou dilacerado com seu consentimento. A revogação do testamento pode ser total ou parcial. Art. aos herdeiros fará tornar em dinheiro o legatário. A revogação produzirá seus efeitos. não bastando. Art. Sobrevindo descendente sucessível ao testador. observandose a seu respeito a ordem estabelecida no parágrafo antecedente. ou quando os exclua des sa parte. o anterior subsiste em tudo que não for contrário ao posterior. não con templando os herdeiros necessários de cuja existência saiba.

defender a validade do testamento. mediante mandatário com poderes especiais. Art. a execução testamentária compete a um dos cônjuges.981. Se o testador tiver distribuído toda a herança em legados. subsistindo s ua responsabilidade enquanto durar a execução do testamento. 1. contados da aceitação da testamentaria .986. Art. assim como o juiz pode ordenar. pode requere r. O testamenteiro é obrigado a cumprir as disposições testamentárias. Havendo simultaneamente mais de um testamenteiro. em falta destes. Qualquer herdeiro pode requerer partilha imediata. ou qualquer parte interessada. Art. Salvo disposição testamentária em contrário. Pode esse prazo ser prorrogado se houver motivo suficiente. 1.980.erança. 1. funções distintas.990. O prêmio arbitrado será pago à conta da parte disponível. Art. Art. Parágrafo único. que. ou dando caução de prestá-los. O herdeiro ou o legatário nomeado testamenteiro poderá preferir o prêmio à h erança ou ao legado. Não concedendo o testador prazo maior. de ofício. terá o testamenteiro as que lhe conferir o testador. não havendo cônjuge ou herdeiros necessários. nos limites da lei. habilitando o testamenteiro com os meios necessários para o cumprimento dos leg ados. O encargo da testamentaria não se transmite aos herdeiros do testament eiro. ou devolução da hera nça. Art. em falta dos outros. cumprirá o testamenteiro o testam ento e prestará contas em cento e oitenta dias. Art.983. no prazo marcado pelo testador. Art.978.989. conforme a i mportância dela e maior ou menor dificuldade na execução do testamento. Art. 1. 1. 1. se o testador não o houver fixado. ao detentor do testamento.984. Além das atribuições exaradas nos artigos antecedentes. e a dar contas do que recebeu e despendeu. poderá cada qual exercê-lo. e a elas se limitar. arbitrado pelo juiz. 1. terá direito a um prêmio. TÍTULO IV Do Inventário e da Partilha . que o lev e a registro. 1. mas todos ficam solidaria mente obrigados a dar conta dos bens que lhes forem confiados.979. salvo se cada um tiver. O testamenteiro nomeado. 1. 1.988. nem é delegável. pelo testamento.982. Tendo o testamenteiro a posse e a administração dos bens. se rá de um a cinco por cento. que tenha aceitado o cargo.987. 1. sobre a herança líquida. Parágrafo único. ao herdeiro nomeado pelo juiz.985. Parágrafo único. que não seja her deiro ou legatário. quando houver her deiro necessário. com ou sem o concurso do inventariante e d os herdeiros instituídos. e. incumbe-lhe re querer inventário e cumprir o testamento. Art. Na falta de testamenteiro nomeado pelo testador. por ser removido ou por não ter cumprido o testamento. Art. exercerá o test amenteiro as funções de inventariante. ou de parte dela. Compete ao testamenteiro. 1. o testamenteiro. mas o testamenteiro pode fazer-se representar em juízo e fora d ele. 1. Art. Reverterá à herança o prêmio que o testamenteiro perder. Art.

mais as perdas e danos. a part e do co-herdeiro insolvente dividir-se-á em proporção entre os demais. quando indicados. Desde a assinatura do compromisso até a homologação da partilha. Além da pena cominada no artigo antecedente. § 2o No caso previsto no parágrafo antecedente. sairão do monte da herança. A herança responde pelo pagamento das dívidas do falecido. por ele feita. bens sufic ientes para solução do débito. o credor será obrigado a iniciar a ação de cobrança no prazo de trinta dias. 1.1. de não existirem outros por inventariar e pa rtir. haja ou não herdeiros legítimos. 1. por já não os ter o sonegador em se u poder. constituindo prova bas tante da obrigação. a adminis tração da herança será exercida pelo inventariante. a que os deva levar. o juiz mandará reservar. ou.998. com o seu conhecimento. Art. Só se pode argüir de sonegação o inventariante depois de encerrada a descrição d os bens.997. A pena de sonegados só se pode requerer e impor em ação movida pelos herdei ros ou pelos credores da herança. antes da partilha. 1. Art. ou que deixar de restituí-los. Art. acompanha a de prova valiosa.999. CAPÍTULO II Dos Sonegados Art. ser-lhes -ão preferidos no pagamento. em poder do inventariante.996. perderá o direito que sobre eles lhe cabia. A sentença que se proferir na ação de sonegados. Os legatários e credores da herança podem exigir que do patrimônio do fale cido se discrimine o do herdeiro. depois de declarar-se no inventário que não os pos sui. movida por qualquer dos herdeiros ou credores. for requerido no inventário o pagamento de dívidas con stantes de documentos. Parágrafo único. e houver impugnação.994.000.CAPÍTULO I Do Inventário Art. O herdeiro que sonegar bens da herança. remover-se-á. ou negando ele a existência d os bens. aproveita aos demais interessados. no de outrem. Sempre que houver ação regressiva de uns contra outros herdeiros. pagará ele a importância dos valores que ocultou. § 1o Quando. que não se funde na alegação de pagamento.992. CAPÍTULO III Do Pagamento das Dívidas Art. feita a partilha. As despesas funerárias. e. 2. sobre os quais venha a recair oportunamente a execução. 1. Art.995. 1. mas as de sufrágios por alma do falecido só obrigarão a herança quando ordenadas em testamento ou codicilo. Art. sob pena de se tornar de nenhum efeito a providên cia indicada.991. se o sonegador for o própri o inventariante. Se não se restituírem os bens sonegados. . Art. Art. revestidos de formalidades legais. em concurso com os credores deste. não os descrevendo no inventário qu ando estejam em seu poder. mas. cada qual em proporção da parte que na herança lhe coube. com a declaração. só respondem os herdeiros.993. assim como argüir o herdeiro. 1.1. ou que os o mitir na colação. 1. em se provando a sonegação.

computado o seu valor ao tempo da doação.003.007. não houver no acervo bens suficientes para igualar as legítimas dos descendentes e do cônjuge. 2. já não possuírem os bens doados. ou. contanto que não a excedam. § 4o Sendo várias as doações a herdeiros necessários. a restituição será em espécie. 2. segundo o seu valor ao tempo da abertura da sucessão. no que fore m aplicáveis. 2. certo ou estimativo. observadas.005. os bens assim doados serão conferidos em espécie. serão elas . ou n o próprio título de liberalidade.Art. a parte da doação feita a he rdeiros necessários que exceder a legítima e mais a quota disponível. Art. pelo seu valor ao tempo da liberalidade. Art. as legíti mas dos descendentes e do cônjuge sobrevivente. o valor dos bens conferidos será computado na p arte indisponível. CAPÍTULO IV Da Colação Art. Se. as quais pertencerão ao herdeiro donatário. a conferir o valor das doações que dele em vida receber am. Art.002. ou. Art. sob pena de sonegação. Parágrafo único. em dinhe iro. assim como os danos e perdas que eles sofrerem. quando deles já não disp onha o donatário. 2. obrigando também os donatários que. § 2o A redução da liberalidade far-se-á pela restituição ao monte do excesso assim apurado. A dispensa da colação pode ser outorgada pelo doador em testamento. Parágrafo único. não assim o das benfeitorias acrescidas. não seria chamado à sucessão na qualidade de herdeiro nece ssário. 2. na proporção estabelecida neste Código. feitas em diferentes datas. computados os valores das doações feitas em adiantamento de legítima. A colação tem por fim igualar. as regras deste Código sobre a redução das disposições testamentárias. § 2o Só o valor dos bens doados entrará em colação. correndo também à conta deste os rendimento s ou lucros. sua dívida será partilhada igualment e entre todos. ao tempo do ato. ao tempo do falecimento do doador. § 1o O excesso será apurado com base no valor que os bens doados tinham. nem houver estimação feita naquela época. São sujeitas à redução as doações em que se apurar excesso quanto ao que o doado r poderia dispor. São dispensadas da colação as doações que o doador determinar saiam da parte d isponível. Os descendentes que concorrerem à sucessão do ascendente comum são obrigad os. Presume-se imputada na parte disponível a liberalidade feita a descen dente que. 2. se não mais existir o bem em poder do donatário. § 1o Se do ato de doação não constar valor certo. no momento da liberalidade. no momento da liberalidade.001. para igualar as legítimas. salvo se a maioria consentir que o débito seja imputado inteirament e no quinhão do devedor. nos termos do parágrafo antecedente. Art. § 3o Sujeita-se a redução.006. Se o herdeiro for devedor ao espólio.004. sem aumentar a disponível. Parágrafo único. 2. Para cálculo da legítima. O valor de colação dos bens doados será aquele. o bens serão conferidos na partilha pelo que então se calcular valessem ao tempo da l iberalidade. que l hes atribuir o ato de liberalidade.

014. Art. 2. CAPÍTULO V Da Partilha Art. 2. representando os seus pais. Art. c onferir as doações recebidas. Quando parte da herança consistir em bens remotos do lugar do inventário . Art. por dolo ou culpa. 2.019. Art. 2. observar-se-á o processo da licitação. As doações remuneratórias de serviços feitos ao ascendente também não estão sujei as a colação.020. partilhando-s e o valor apurado. sucederem aos avós. tratamento nas enfermidades. 2. homologado pelo juiz. estudos.011. Art. não obstante. Art. termo nos autos do inventário. cabendo igual faculdade aos seus cessionários e credores. enxoval. 2. Quando os netos. 2. Art. Não virão à colação os gastos ordinários do ascendente com o descendente. § 2o Se a adjudicação for requerida por mais de um herdeiro. têm direito ao reembolso das despesas necessárias e úteis que fizeram . repondo aos outros. Art. Art.reduzidas a partir da última. poderão fazer partilha amigável. 2.015.018. a não ser que haja acordo para serem adjudicados a todos. Se os herdeiros forem capazes. que não couberem na meação do cônjuge so revivente ou no quinhão de um só herdeiro. No partilhar os bens. a pós avaliação atualizada. Art. se os herdeiros divergirem. 2. 2. 2. serão vendidos judicialmente.017. e respondem pelo dano a que.021. § 1o Não se fará a venda judicial se o cônjuge sobrevivente ou um ou mais herdeiros requ ererem lhes seja adjudicado o bem. na sua educação.012.010. ou as feitas no interesse de sua d efesa em processo-crime. ou escrito particular. deram causa. natureza e q ualidade. por escr itura pública. observar-se-á. É válida a partilha feita por ascendente. a maior igualdade possível. Art. Aquele que renunciou a herança ou dela foi excluído. para o fim de repor o que exceder o disponível. quanto ao seu valor. Os herdeiros em posse dos bens da herança. contanto que não prejudique a legítima dos herdeiros necessários. no inventário de cada um se conf erirá por metade. desde a abe rtura da sucessão.008. em dinheiro. serão o brigados a trazer à colação. 2. Art. vestuário. a diferença. O herdeiro pode sempre requerer a partilha. enquan to menor. até a eliminação do excesso. Art.016. o que os pais teriam de conf erir. ainda que o testador o p roíba. por ato entre vivos ou de última vontade. deve.013. 2. que prevalecerá. assim como as despesas de casamento. Será sempre judicial a partilha. Sendo feita a doação por ambos os cônjuges.009. o cônjuge sobrevivente e o in ventariante são obrigados a trazer ao acervo os frutos que perceberam. Os bens insuscetíveis de divisão cômoda. deliberando ele próprio a partilha. sustento. ainda que não o hajam herdado. 2. salvo se o valor d os bens não corresponder às quotas estabelecidas. assim com o se algum deles for incapaz. Pode o testador indicar os bens e valores que devem compor os quinhões hereditários.

reservando-se aqueles para uma ou mais sobrepartilhas.026. já houver transcorrido mais da metade do temp o estabelecido na lei revogada. O disposto neste artigo não se aplica às organizações religiosas nem aos partidos políticos.032.12.029. havendo convenção em contrário. na data de sua entrada em vigor.228. As associações. quanto ao seu f uncionamento. deverão se adaptar às disposições deste Código até 11 de janeir de 2007. 2. 2. litigiosos. 1.025. Art. subordinam-se. Os co-herdeiros são reciprocamente obrigados a indenizar-se no caso de evicção dos bens aquinhoados. constituídas na forma das leis anterio res. CAPÍTULO VI Da Garantia dos Quinhões Hereditários Art. menos a quota que corresponderia ao indenizado. quando reduzidos por este Código. fica o direito de cada um dos herdeiros circunsc rito aos bens do seu quinhão. Parágrafo único. 62. Julgada a partilha. 2. 2. 2. 2. instituídas segundo a legislação anterior. Art. 1. 1. (Incluído pela Lei nº 10. mas. bem como os empresários. uma vez feita e julgada. Extingue-se em um ano o direito de anular a partilha. responderão os demais na mesma proporção.033. Salvo o disposto em lei especial. ou por fato posterio r à partilha. ao disposto neste Código. LIVRO COMPLEMENTAR DAS Disposições Finais e Transitórias Art. O evicto será indenizado pelos co-herdeiros na proporção de suas quotas he reditárias. Cessa a obrigação mútua estabelecida no artigo antecedente.825. se algum deles se achar insolvente. 2. e bem assim dando-se a evicção por culpa do evicto. CAPÍTULO VII Da Anulação da Partilha Art. no prazo legal. só é anulável pelos vícios e defeitos q ue invalidam. de 22. 2. Lei no 3.031. Art. Art.023. e consentimento da maior ia dos herdeiros.024. Art. Art. inclusive as de fins diversos dos previstos no parágrafo único do art.238 e no parágrafo único do art. As fundações. 2. Art.2003)) Art.071. à pa rtilha dos outros. Ficam sujeitos a sobrepartilha os bens sonegados e quaisquer outros bens da herança de que se tiver ciência após a partilha. será feito nos casos a qu e se refere o § 4o do art. sob a guarda e a administração do mesmo ou diverso inventariante. O acréscimo de que trata o artigo antecedente. e se.030. (Redação dada pela Lei nº 11. poderá proceder-se. 2. de 1o de janeiro de 1916. os prazos estabelecido s no parágrafo único do art. A partilha.028. sociedades e fundações. Art.. pela parte desse. as modificações dos atos constitutivos . Serão os da lei anterior os prazos. os negócios jurídicos.242 serão acrescidos de dois anos.127.022. ou de liquidação morosa ou difícil. de 2005) Parágrafo único. em geral. 2. Até dois anos após a entrada em vigor deste Código. 2.027. qualquer que seja o tempo transcorrido na vigência do anterior.

referentes a comerciantes. Art. é o por ele estabelecido. Lei no 3. 1. Até que por outra forma se disciplinem. bem como a sua transformação.041. regem-se desde logo por este Código.037. Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput do art. até sua extinção. Art.844) não se aplicam à sucessão aberta antes de sua vigência.071.071. 2. .das pessoas jurídicas referidas no art. 2. poderá ser cancelada. inscrita em conformid ade com o inciso IV do art. salvo se houver sido prevista pelas partes determinada for ma de execução. mas os seus efeitos. constituídos antes da ent rada em vigor deste Código.042.071.848. Art.829 a 1. Lei no 3. Salvo disposição em contrário. aplicam-se aos empresários e sociedades empre sárias as disposições de lei não revogadas por este Código. 2. 2. 44. Nenhuma convenção prevalecerá se contrariar preceitos de ordem pública.constituir subenfiteuse. o testador não aditar o testamento para declarar a justa causa de cláusula aposta à legítima. sobre o valor da s construções ou plantações.040. quando aberta a sucessão no prazo de um ano após a entrada em vigor deste Código. Art. 2. obedece ao disposto nas leis anteriores.745 deste Código.045.039. 2. 2. de 1o de janeiro de 1916. Art. d 1o de janeiro de 1916. não subsistirá a restrição. por esta cont inua a ser regida. produzidos após a vigência deste Código. Art. referidas no art. 1. subordinando -se as existentes. de 1o de janeiro de 1916. Art. 1.036. § 1o Nos aforamentos a que se refere este artigo é defeso: I . 2. 827 do Código Civil anterior. Art. se. 2. Art. ou a sociedades comerciais.cobrar laudêmio ou prestação análoga nas transmissões de bem aforado.071. 2. A hipoteca legal dos bens do tutor ou curador. tai s como os estabelecidos por este Código para assegurar a função social da propriedade e dos contratos. II . A validade dos negócios e demais atos jurídicos.038. às disposições do Código Civil anterior. de 1o de janeiro de 1916). As disposições deste Código relativas à ordem da vocação hereditária (arts. continuam em vigor as disposições de natureza processual. Lei no 3. ainda que o testamento tenh a sido feito na vigência do anterior. A dissolução e a liquidação das pessoas jurídicas referidas no artigo antecede nte.043. aos preceito s dele se subordinam. e leis posteriores.044. prevalecendo o disposto na lei anterior (Lei no 3. bem como a atividades mercantis. A locação de prédio urbano. quando iniciadas antes da vigência deste Código.034. incorporação. 2. O regime de bens nos casamentos celebrados na vigência do Código Civil a nterior. constantes de leis cujos precei tos de natureza civil hajam sido incorporados a este Código. Este Código entrará em vigor 1 (um) ano após a sua publicação. Lei no 3. que esteja sujeita à lei especial. administrativa ou penal.071. Fica proibida a constituição de enfiteuses e subenfiteuses.035. § 2o A enfiteuse dos terrenos de marinha e acrescidos regula-se por lei especial. c isão ou fusão. obedecerão ao disposto nas leis anteriores. de 1o de j aneiro de 1916. Art. obedecido o disposto no parágrafo único do art. no prazo. 2. Art.

consideram-se feitas às disposições correspondentes deste Código. DO TERMO E DO ENCARGO CAPÍTULO IV DOS DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO Seção I Do Erro ou Ignorância Seção II Do Dolo Seção III Da Coação Seção IV Do Estado de Perigo Seção V Da Lesão Seção VI Da Fraude Contra Credores CAPÍTULO V DA INVALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO TÍTULO II DOS ATOS JURÍDICOS LÍCITOS TÍTULO III DOS ATOS ILÍCITOS TÍTULO IV DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA CAPÍTULO I DA PRESCRIÇÃO Seção I Disposições Gerais Seção II Das Causas que Impedem ou Suspendem a Prescrição Seção III Das Causas que Interrompem a Prescrição Seção IV Dos Prazos da Prescrição .1.071. 2. Revogam-se a Lei no 3. de 25 de junho de 1850. de 1o de janeiro de 1916 . FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Aloysio Nunes Ferreira Filho Este texto não substitui o publicado no DOU de 11. aos Códigos referidos no a rtigo antecedente. Art. 10 de janeiro de 2002. 2. Brasília. 181o da Independência e 114o da República. Todas as remissões.046. em diplomas legislativos.Art.Código Civil e a Parte Primeira do Código Comercial.2002 ÍNDICE P A R T E G E R A L LIVRO I DAS PESSOAS TÍTULO I DAS PESSOAS NATURAIS CAPÍTULO I DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE CAPÍTULO II DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE CAPÍTULO III DA AUSÊNCIA Seção I Da Curadoria dos Bens do Ausente Seção II Da Sucessão Provisória Seção III Da Sucessão Definitiva TÍTULO II DAS PESSOAS JURÍDICAS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DAS ASSOCIAÇÕES CAPÍTULO III DAS FUNDAÇÕES TÍTULO III Do Domicílio LIVRO II DOS BENS TÍTULO ÚNICO DAS DIFERENTES CLASSES DE BENS CAPÍTULO I DOS BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS Seção I Dos Bens Imóveis Seção II Dos Bens Móveis Seção III Dos Bens Fungíveis e Consumíveis Seção IV Dos Bens Divisíveis Seção V Dos Bens Singulares e Coletivos CAPÍTULO II DOS BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS CAPÍTULO III DOS BENS PÚBLICOS LIVRO III DOS FATOS JURÍDICOS TÍTULO I DO NEGÓCIO JURÍDICO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DA REPRESENTAÇÃO CAPÍTULO III DA CONDIÇÃO.045. Lei no 556.

CAPÍTULO II DA DECADÊNCIA TÍTULO V DA PROVA P A R T E E S P E C I A L LIVRO I DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES TÍTULO I DAS MODALIDADES DAS OBRIGAÇÕES CAPÍTULO I DAS OBRIGAÇÕES DE DAR Seção I Das Obrigações de Dar Coisa Certa Seção II Das Obrigações de Dar Coisa Incerta CAPÍTULO II DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER CAPÍTULO III DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER CAPÍTULO IV DAS OBRIGAÇÕES ALTERNATIVAS CAPÍTULO V DAS OBRIGAÇÕES DIVISÍVEIS E INDIVISÍVEIS CAPÍTULO VI DAS OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS Seção I Disposições Gerais Seção II Da Solidariedade Ativa Seção III Da Solidariedade Passiva TÍTULO II DA TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES CAPÍTULO I DA CESSÃO DE CRÉDITO CAPÍTULO II DA ASSUNÇÃO DE DÍVIDA TÍTULO III DO ADIMPLEMENTO E EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES CAPÍTULO I DO PAGAMENTO Seção I De Quem Deve Pagar Seção II Daqueles a Quem se Deve Pagar Seção III Do Objeto do Pagamento e Sua Prova Seção IV Do Lugar do Pagamento Seção V Do Tempo do Pagamento CAPÍTULO II DO PAGAMENTO EM CONSIGNAÇÃO CAPÍTULO III DO PAGAMENTO COM SUB-ROGAÇÃO CAPÍTULO IV DA IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO CAPÍTULO V DA DAÇÃO EM PAGAMENTO CAPÍTULO VI DA NOVAÇÃO CAPÍTULO VII DA COMPENSAÇÃO CAPÍTULO VIII DA CONFUSÃO CAPÍTULO IX DA REMISSÃO DAS DÍVIDAS TÍTULO IV DO INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DA MORA CAPÍTULO III DAS PERDAS E DANOS CAPÍTULO IV DOS JUROS LEGAIS CAPÍTULO V DA CLÁUSULA PENAL CAPÍTULO VI DAS ARRAS OU SINAL TÍTULO V DOS CONTRATOS EM GERAL CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I Preliminares Seção II Da Formação dos Contratos Seção III Da Estipulação em Favor de Terceiro Seção IV Da Promessa de Fato de Terceiro Seção V Dos Vícios Redibitórios Seção VI Da Evicção Seção VII Dos Contratos Aleatórios Seção VIII Do Contrato Preliminar Seção IX Do Contrato com Pessoa a Declarar CAPÍTULO II DA EXTINÇÃO DO CONTRATO Seção I Do Distrato Seção II Da Cláusula Resolutiva Seção III Da Exceção de Contrato não Cumprido Seção IV Da Resolução por Onerosidade Excessiva TÍTULO VI DAS VÁRIAS ESPÉCIES DE CONTRATO CAPÍTULO I DA COMPRA E VENDA Seção I Disposições Gerais .

Seção II Das Cláusulas Especiais à Compra e Venda Subseção I Da Retrovenda Subseção II Da Venda a Contento e da Sujeita a Prova Subseção III Da Preempção ou Preferência Subseção IV Da Venda com Reserva de Domínio Subseção V Da Venda Sobre Documentos CAPÍTULO II DA TROCA OU PERMUTA CAPÍTULO III DO CONTRATO ESTIMATÓRIO CAPÍTULO IV DA DOAÇÃO Seção I Disposições Gerais Seção II Da Revogação da Doação CAPÍTULO V DA LOCAÇÃO DE COISAS CAPÍTULO VI DO EMPRÉSTIMO Seção I Do Comodato Seção II Do Mútuo CAPÍTULO VII DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO CAPÍTULO VIII DA EMPREITADA CAPÍTULO IX DO DEPÓSITO Seção I Do Depósito Voluntário Seção II Do Depósito Necessário CAPÍTULO X DO MANDATO Seção I Disposições Gerais Seção II Das Obrigações do Mandatário Seção III Das Obrigações do Mandante Seção IV Da Extinção do Mandato Seção V Do Mandato Judicial CAPÍTULO XI DA COMISSÃO CAPÍTULO XII DA AGÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO CAPÍTULO XIII DA CORRETAGEM CAPÍTULO XIV DO TRANSPORTE Seção I Disposições Gerais Seção II Do Transporte de Pessoas Seção III Do Transporte de Coisas CAPÍTULO XV DO SEGURO Seção I Disposições Gerais Seção II Do Seguro de Dano Seção III Do Seguro de Pessoa CAPÍTULO XVI DA CONSTITUIÇÃO DE RENDA CAPÍTULO XVII DO JOGO E DA APOSTA CAPÍTULO XVIII DA FIANÇA Seção I Disposições Gerais Seção II Dos Efeitos da Fiança Seção III Da Extinção da Fiança CAPÍTULO XIX DA TRANSAÇÃO CAPÍTULO XX DO COMPROMISSO TÍTULO VII DOS ATOS UNILATERAIS CAPÍTULO I DA PROMESSA DE RECOMPENSA CAPÍTULO II DA GESTÃO DE NEGÓCIOS CAPÍTULO III DO PAGAMENTO INDEVIDO CAPÍTULO IV DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA TÍTULO VIII DOS TÍTULOS DE CRÉDITO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DO TÍTULO AO PORTADOR CAPÍTULO III DO TÍTULO À ORDEM CAPÍTULO IV DO TÍTULO NOMINATIVO TÍTULO IX DA RESPONSABILIDADE CIVIL CAPÍTULO I DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR CAPÍTULO II DA INDENIZAÇÃO TÍTULO X DAS PREFERÊNCIAS E PRIVILÉGIOS CREDITÓRIOS LIVRO II DO DIREITO DE EMPRESA .

DA FUSÃO E DA CISÃO DAS SOCIEDADES CAPÍTULO XI DA SOCIEDADE DEPENDENTE DE AUTORIZAÇÃO Seção I Disposições Gerais Seção II Da Sociedade Nacional Seção III Da Sociedade Estrangeira TÍTULO III DO ESTABELECIMENTO CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES GERAIS TÍTULO IV DOS INSTITUTOS COMPLEMENTARES CAPÍTULO I DO REGISTRO CAPÍTULO II DO NOME EMPRESARIAL CAPÍTULO III DOS PREPOSTOS Seção I Disposições Gerais Seção II Do Gerente Seção III Do Contabilista e outros Auxiliares CAPÍTULO IV DA ESCRITURAÇÃO LIVRO III DO DIREITO DAS COISAS TÍTULO I DA POSSE CAPÍTULO I DA POSSE E SUA CLASSIFICAÇÃO CAPÍTULO II DA AQUISIÇÃO DA POSSE CAPÍTULO III DOS EFEITOS DA POSSE CAPÍTULO IV DA PERDA DA POSSE TÍTULO II DOS DIREITOS REAIS CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES GERAIS TÍTULO III DA PROPRIEDADE CAPÍTULO I DA PROPRIEDADE EM GERAL Seção I Disposições Preliminares Seção II Da Descoberta . DA INCORPORAÇÃO.TÍTULO I DO EMPRESÁRIO CAPÍTULO I DA CARACTERIZAÇÃO E DA INSCRIÇÃO CAPÍTULO II DA CAPACIDADE TÍTULO II DA SOCIEDADE CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES GERAIS SUBTÍTULO I DA SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA CAPÍTULO I DA SOCIEDADE EM COMUM CAPÍTULO II DA SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO SUBTÍTULO II DA SOCIEDADE PERSONIFICADA CAPÍTULO I DA SOCIEDADE SIMPLES Seção I Do Contrato Social Seção II Dos Direitos e Obrigações dos Sócios Seção III Da Administração Seção IV Das Relações com Terceiros Seção V Da Resolução da Sociedade em Relação a um Sócio Seção VI Da Dissolução CAPÍTULO II DA SOCIEDADE EM NOME COLETIVO CAPÍTULO III DA SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES CAPÍTULO IV DA SOCIEDADE LIMITADA Seção I Disposições Preliminares Seção II Das Quotas Seção III Da Administração Seção IV Do Conselho Fiscal Seção V Das Deliberações dos Sócios Seção VI Do Aumento e da Redução do Capital Seção VII Da Resolução da Sociedade em Relação a Sócios Minoritários Seção VIII Da Dissolução CAPÍTULO V DA SOCIEDADE ANÔNIMA Seção Única Da Caracterização CAPÍTULO VI DA SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES CAPÍTULO VII DA SOCIEDADE COOPERATIVA CAPÍTULO VIII DAS SOCIEDADES COLIGADAS CAPÍTULO IX DA LIQUIDAÇÃO DA SOCIEDADE CAPÍTULO X DA TRANSFORMAÇÃO.

CAPÍTULO II DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL Seção I Da Usucapião Seção II Da Aquisição pelo Registro do Título Seção III Da Aquisição por Acessão Subseção I Das Ilhas Subseção II Da Aluvião Subseção III Da Avulsão Subseção IV Do Álveo Abandonado Subseção V Das Construções e Plantações CAPÍTULO III DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE MÓVEL Seção I Da Usucapião Seção II Da Ocupação >Seção III Do Achado do Tesouro Seção IV Da Tradição Seção V Da Especificação Seção VI Da Confusão. da Comissão e da Adjunção CAPÍTULO IV DA PERDA DA PROPRIEDADE CAPÍTULO V DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA Seção I Do Uso Anormal da Propriedade Seção II Das Árvores Limítrofes Seção III Da Passagem Forçada Seção IV Da Passagem de Cabos e Tubulações Seção V Das Águas Seção VI Dos Limites entre Prédios e do Direito de Tapagem Seção VII Do Direito de Construir CAPÍTULO VI DO CONDOMÍNIO GERAL Seção I Do Condomínio Voluntário Subseção I Dos Direitos e Deveres dos Condôminos Subseção II Da Administração do Condomínio Seção II Do Condomínio Necessário CAPÍTULO VII DO CONDOMÍNIO EDILÍCIO Seção I Disposições Gerais Seção II Da Administração do Condomínio Seção III Da Extinção do Condomínio CAPÍTULO VIII DA PROPRIEDADE RESOLÚVEL CAPÍTULO IX DA PROPRIEDADE FIDUCIÁRIA TÍTULO IV DA SUPERFÍCIE TÍTULO V DAS SERVIDÕES CAPÍTULO I DA CONSTITUIÇÃO DAS SERVIDÕES CAPÍTULO II DO EXERCÍCIO DAS SERVIDÕES CAPÍTULO III DA EXTINÇÃO DAS SERVIDÕES TÍTULO VI DO USUFRUTO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DOS DIREITOS DO USUFRUTUÁRIO CAPÍTULO III DOS DEVERES DO USUFRUTUÁRIO CAPÍTULO IV DA EXTINÇÃO DO USUFRUTO TÍTULO VII DO USO TÍTULO VIII DA HABITAÇÃO TÍTULO IX DO DIREITO DO PROMITENTE COMPRADOR TÍTULO X DO PENHOR. DA HIPOTECA E DA ANTICRESE CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DO PENHOR Seção I Da Constituição do Penhor Seção II Dos Direitos do Credor Pignoratício Seção III Das Obrigações do Credor Pignoratício Seção IV Da Extinção do Penhor Seção V Do Penhor Rural Subseção I Disposições Gerais Subseção II Do Penhor Agrícola Subseção III Do Penhor Pecuário .

Seção VI Do Penhor Industrial e Mercantil Seção VII Do Penhor de Direitos e Títulos de Crédito Seção VIII Do Penhor de Veículos Seção IX Do Penhor Legal CAPÍTULO III DA HIPOTECA Seção I Disposições Gerais Seção II Da Hipoteca Legal Seção III Do Registro da Hipoteca Seção IV Da Extinção da Hipoteca Seção V Da Hipoteca de Vias Férreas CAPÍTULO IV DA ANTICRESE LIVRO IV DO DIREITO DE FAMÍLIA TÍTULO I DO DIREITO PESSOAL SUBTÍTULO I DO CASAMENTO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DA CAPACIDADE PARA O CASAMENTO CAPÍTULO III DOS IMPEDIMENTOS CAPÍTULO IV DAS CAUSAS SUSPENSIVAS CAPÍTULO V DO PROCESSO DE HABILITAÇÃO PARA O CASAMENTO CAPÍTULO VI DA CELEBRAÇÃO DO CASAMENTO CAPÍTULO VII DAS PROVAS DO CASAMENTO CAPÍTULO VIII DA INVALIDADE DO CASAMENTO CAPÍTULO IX DA EFICÁCIA DO CASAMENTO CAPÍTULO X DA DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE E DO VÍNCULO CONJUGAL CAPÍTULO XI DA PROTEÇÃO DA PESSOA DOS FILHOS SUBTÍTULO II DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DA FILIAÇÃO CAPÍTULO III DO RECONHECIMENTO DOS FILHOS CAPÍTULO IV DA ADOÇÃO CAPÍTULO V DO PODER FAMILIAR Seção I Disposições Gerais Seção II Do Exercício do Poder Familiar Seção III Da Suspensão e Extinção do Poder Familiar TÍTULO II DO DIREITO PATRIMONIAL SUBTÍTULO I DO REGIME DE BENS ENTRE OS CÔNJUGES CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DO PACTO ANTENUPCIAL CAPÍTULO III DO REGIME DE COMUNHÃO PARCIAL CAPÍTULO IV DO REGIME DE COMUNHÃO UNIVERSAL CAPÍTULO V DO REGIME DE PARTICIPAÇÃO FINAL NOS AQÜESTOS CAPÍTULO VI DO REGIME DE SEPARAÇÃO DE BENS SUBTÍTULO II DO USUFRUTO E DA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS DE FILHOS MENORES SUBTÍTULO III DOS ALIMENTOS SUBTÍTULO IV DO BEM DE FAMÍLIA TÍTULO III DA UNIÃO ESTÁVEL TÍTULO IV DA TUTELA E DA CURATELA CAPÍTULO I DA TUTELA Seção I Dos Tutores Seção II Dos Incapazes de Exercer a Tutela Seção III Da Escusa dos Tutores Seção IV Do Exercício da Tutela Seção V Dos Bens do Tutelado Seção VI Da Prestação de Contas Seção VII Da Cessação da Tutela CAPÍTULO II DA CURATELA Seção I Dos Interditos Seção II Da Curatela do Nascituro e do Enfermo ou Portador de Deficiência Física Seção III Do Exercício da Curatela LIVRO V DO DIREITO DAS SUCESSÕES .

TÍTULO I DA SUCESSÃO EM GERAL CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DA HERANÇA E DE SUA ADMINISTRAÇÃO CAPÍTULO III DA VOCAÇÃO HEREDITÁRIA CAPÍTULO IV DA ACEITAÇÃO E RENÚNCIA DA HERANÇA CAPÍTULO V DOS EXCLUÍDOS DA SUCESSÃO CAPÍTULO VI DA HERANÇA JACENTE CAPÍTULO VII DA PETIÇÃO DE HERANÇA TÍTULO II DA SUCESSÃO LEGÍTIMA CAPÍTULO I DA ORDEM DA VOCAÇÃO HEREDITÁRIA CAPÍTULO II DOS HERDEIROS NECESSÁRIOS CAPÍTULO III DO DIREITO DE REPRESENTAÇÃO TITULO III DA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA CAPITULO I DO TESTAMENTO EM GERAL CAPÍTULO II DA CAPACIDADE DE TESTAR CAPÍTULO III DAS FORMAS ORDINÁRIAS DO TESTAMENTO Seção I Disposições Gerais Seção II Do Testamento Público Seção III Do Testamento Cerrado Seção IV Do Testamento Particular CAPÍTULO IV DOS CODICILOS CAPÍTULO V DOS TESTAMENTOS ESPECIAIS Seção I Disposições Gerais Seção II Do Testamento Marítimo e do Testamento Aeronáutico Seção III Do Testamento Militar CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES TESTAMENTÁRIAS CAPÍTULO VII DOS LEGADOS Seção I Disposições Gerais Seção II Dos Efeitos do Legado e do seu Pagamento Seção III Da Caducidade dos Legados CAPÍTULO VIII DO DIREITO DE ACRESCER ENTRE HERDEIROS E LEGATÁRIOS CAPÍTULO IX DAS SUBSTITUIÇÕES Seção I Da Substituição Vulgar e da Recíproca Seção II Da Substituição Fideicomissária CAPÍTULO X DA DESERDAÇÃO CAPÍTULO XI DA REDUÇÃO DAS DISPOSIÇÕES TESTAMENTÁRIAS CAPÍTULO XII DA REVOGAÇÃO DO TESTAMENTO CAPÍTULO XIII DO ROMPIMENTO DO TESTAMENTO CAPÍTULO XIV DO TESTAMENTEIRO TÍTULO IV DO INVENTÁRIO E DA PARTILHA CAPÍTULO I DO INVENTÁRIO CAPÍTULO II DOS SONEGADOS CAPÍTULO III DO PAGAMENTO DAS DÍVIDAS CAPÍTULO IV DA COLAÇÃO CAPÍTULO V DA PARTILHA CAPÍTULO VI DA GARANTIA DOS QUINHÕES HEREDITÁRIOS CAPÍTULO VII DA ANULAÇÃO DA PARTILHA LIVRO COMPLEMENTAR DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS .