MICROECONOMIA: CURVA DE DEMANDA: Quanto maior o preço, menor a quantidade demandada.

Expressa o comportamento dos consumidores, ou seja, das pessoas, empresas, organizações que desejam comprar bens e serviços. A relação entre preço e quantidade demandada é inversamente proporcional. A curva possui inclinação negativa. Exemplo: Preço 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 4,50 5,00 5,50 6,00 Quantidade 18 16 14 12 10 8 6 4 2

DEMANDA
7,00 6,00 5,00

Preços

4,00 3,00 2,00 1,00 0,00 0,00

5,00

10,00

15,00

20,00

Quantidades

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CURVA DE OFERTA: Quanto maior o preço, maior a quantidade ofertada. Expressa o comportamento dos ofertantes, ou seja, das empresas. A relação entre preço e quantidade ofertada é diretamente proporcional. A curva possui inclinação positiva. Exemplo: Preço 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 4,50 5,00 5,50 6,00 Quantidade 6 7 8 9 10 11 12 13 14

OFERTA
7,00 6,00 5,00

Preços

4,00 3,00 2,00 1,00 0,00 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 16,00

Quantidades

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OFERTA, DEMANDA, EQUILÍBRIO: O preço de equilíbrio ou a situação de equilíbrio entre oferta e demanda, corresponderá à situação onde as quantidades ofertadas e demandadas se igualam a um mesmo nível de preços. Esta posição é dada pela interseção das curvas de oferta e demanda. Conceitualmente o preço de equilíbrio é o preço que ajusta os interesses dos que realizam a oferta e dos que exercem a procura.

EQUILÍBRIO DE MERCADO
7,00 6,00 5,00

Preços

4,00 3,00 2,00 1,00 0,00 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00

Dem anda Oferta

Quantidades

ELASTICIDADE: A elasticidade, grandeza que mede a intensidade da resposta da demanda frente às variações de preço ou de renda, está relacionada aos bens econômicos quanto à sua caracterização enquanto bens inferiores, normais, substitutos e complementares. Bens inferiores: aqueles cujas quantidades demandadas diminuem quando aumenta a renda. Bens normais: aqueles cujas quantidades demandadas aumentam quando aumenta a renda. Bens substitutos: quando a majoração do preço de um deles eleva a quantidade demandada do outro, qualquer que seja o preço. Ex.: carne de boi x carne de frango. Bens complementares: quando a majoração do preço de um deles reduz a quantidade demandada do outro. Ex.: lapiseira x grafite. A elasticidade-preço da demanda (Ep) mede o grau em que a quantidade demandada responde às variações de preço. Pode ser calculada pela seguinte fórmula: ∆Q/Qo x 100 Ep = -------------------∆P/Po x 100 Dado que a curva de demanda possui inclinação negativa, as variações de P e Q são no sentido contrário, apresentando Ep resultado sempre negativo. Deve-se analisar portanto, no caso da elasticidade da demanda, o valor absoluto.

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A partir dos resultados, a elasticidade da demanda pode ser de três tipos; ou seja, os produtos podem ser: elásticos: quando a demanda é elástica ou seja, o resultado de Ep é maior do que a unidade. unitários: quando a demanda é unitária ou seja, o resultado de Ep é igual à unidade. inelásticos: quando a demanda é inelástica ou seja, o resultado de Ep é menor do que a unidade. ESTRUTURAS DE MERCADO: Entendendo o mercado com o sendo o encontro entre a oferta e a demanda e, entendendo ainda que tanto as empresas quanto os consumidores podem se organizar de diferentes formas para atuarem neste mercado, podemos trabalhar com três estruturas clássicas de organização dos mercados, a saber: concorrência perfeita, oligopólio e monopólio. A concorrência é uma forma dos mercados se organizarem, permitindo que se alcancem preços e quantidades de equilíbrio. Os mercados de concorrência imperfeita são aqueles nos quais o produtor ou produtores são suficientemente grandes para ter efeito notável sobre o preço. CONCORRÊNCIA PERFEITA: É aquele onde existem muitos compradores e muitos vendedores, de forma que nenhum deles, individualmente, exerce influência sobre os preços. A concorrência perfeita possui quatro grandes características definidoras de sua estrutura: existência de elevado número de ofertantes e demandantes, onde a decisão individual de cada um exercerá pouca ou nenhuma influência sobre o mercado global (preço de mercado); homogeneidade do produto, supondo a não existência de diferenças entre os produtos dos diferentes ofertantes; transparência de mercado, onde todos os participantes possuem pleno conhecimento das condições gerais em que este mercado opera; liberdade de entrada e saída de empresas, de forma imediata. Além destas condições, num mercado de concorrência perfeita o preço de equilíbrio se dá pelo encontro da oferta e demanda, naturalmente. Como não conseguimos ter nos dias atuais o cumprimento simultâneo de todas as quatro condições, a concorrência perfeita passa a ser um modelo teórico, base para o estudo das demais estruturas e não mais uma realidade aplicável.

OLIGOPÓLIO: No mercado oligopolista, existe um número reduzido de ofertantes, diante de uma grande quantidade de compradores, de forma que os vendedores exercem controle sobre o preço dos produtos vendidos. Uma das características básicas do oligopólio é a interdependência entre os ofertantes. Dado que eles determinam seus preços com base nas estimativas de suas funções de demanda, levando em conta a reação de seus rivais, o normal será uma elevada dose de incerteza. Para isso, existem diversas possibilidades: (i) adivinhar as ações dos rivais; (ii) pôr-se de acordo sobre os preços e competir só na base da publicidade; e (iii) formar um cartel, cooperando e repartindo o mercado.
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O cartel é um agrupamento de empresas que procura limitar a ação das forcas de livre concorrência para estabelecer um preço comum e/ou alcançar uma maximização conjunta dos lucros. Esses acordos tentem entretanto, a ser instáveis, uma vez que cada membro do cartel é incentivado a reduzir preços e vender mais do que sua quota. O atrito entre os interesses coletivos do cartel e os individuais das empresas dele participantes gera a chamada “guerra de preços”. A situação contrária, quando temos um número reduzido de demandantes, ao contrário dos ofertantes, dá-se o nome de oligopsômio.

MONOPÓLIO: É quando só existe um ofertante no mercado, que por conseqüência, possui plena capacidade de determinar o preço de seus produtos. Portanto, a curva de oferta agregada neste caso é a curva de oferta da própria firma. Causas do monopólio: Controle exclusivo de um fator produtivo por uma empresa ou o domínio das fontes mais importantes de matéria-prima indispensáveis para a produção de um determinado bem. Por exemplo, uma empresa eu controla a única mina de diamantes de um país atua numa estrutura monopolística. A concessão de uma patente, gera uma situação monopolística, de caráter temporal. A patente confere ao inventor o direito de fabricação exclusiva de um produto durante um período de tempo determinado. Cabe ressaltar que a tecnologia vem desarticulando nos últimos anos, este tipo de monopólio já que possibilita o surgimento de produtos substitutos diretos, anulando o efeito das patentes. O controle estatal da oferta de determinados serviços origina os monopólios estatais. Esses serviços são geralmente oferecidos por empresas concessionárias privadas ou mistas. O porte do mercado e a estrutura de custos de determinadas indústrias podem originar o monopólio natural. A situação contrária, quando temos um único demandante, dá-se o nome de monopsômio.

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AS CINCO FORÇAS M. PORTER
PODER DOS FORNECEDORES

NOVOS ENTRANTES
Potenciais Barreiras de entrada

PODER DOS CONCORRENTES

PODER DOS CLIENTES
Idem Fornecedores

Preço em relação aos custos Pouca diferenciação Forte concorrência entre compradores Poder negociação Tamanho e concentração Verticalização Informação dos compradores

Número vendedores Diversidade Diferenciação do produto Excesso de capacidade Condições de custo

PRODUTOS SUBSTITUTOS
Grau de disponibilidade Características relativas preço/desempenho Custos de troca

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ESTRATÉGIAS DE MARKETING DURANTE O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
INTRODUÇÃO OBJETIVO ESTRATÉGICO Conseguir larga divulgação da existência do produto e de suas qualidade Conseguir que os “inovadores” experimentem o produto POLÍTICA DE PRODUTO Número limitado de modelos Qualidade é altamente importante CRESCIMENTO Estabelecer um diferencial no mercado Fortalecer e manter a preferência do cliente Estabelecer uma sólida rede de distribuição Produção modular para permitir flexibilidade que possibilite variação na linha de produção para satisfazer novos segmentos Atenção às possibilidades de aperfeiçoar o produto POLÍTICA DE PREÇOS Decisão entre preço de “penetração” ou “desnatamento” do mercado Divulgar largamente a existência do produto Induzir o consumidor a experimentar o produto POLÍTICA DE DISTRIBUIÇÃO Exclusiva ou seletiva Preços de vendas altos para realizar lucros máximos (exceto se política de penetração for necessária) Criar preferência pela marca Incentivar os distribuidores Intensiva Manter elevados níveis de estoque MATURIDADE Estabelecer um diferencial no mercado Fortalecer e manter a preferência do cliente Estabelecer uma sólida rede de distribuição Constante atenção nas oportunidades de corte nos custos e eliminação de produtos mais fracos da linha Busca de oportunidades de aumentar a freqüência de uso e criar Preços mais próximos dos custos, margens de lucro a níveis normais Estratégia de preços defensiva Manter lealdade de clientes e distribuidores Incentivar uso freqüente Sugerir novos usos Intensiva Cuidadosa logística para manter custos baixos Manutenção dos níveis de lucros sem muita preocupação com participação de mercado Manter despesas mínimas necessárias para distribuição lucrativa Abandonar distribuição que deixe de ser lucrativa Contínua atenção nas possibilidades de eliminação de itens da linha de produto DECLÍNIO Conseguir todo o lucro possível nessa fase de vendas decrescentes

POLÍTICA PROMOCIONAL

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ESTRATÉGIAS DE MARKETING DURANTE O CICLO DE VIDA DO PRODUTO
INTRODUÇÃO OBJETIVOS CRESCIMENTO MATURIDADE Defender a participação no mercado e maximizar os lucros Diversificar marca, modelos Preço competitivo frente aos concorrentes Intensiva DECLÍNIO Reduzir os custos e tirar o máximo dos produtos Promover o Maximizar a participação conhecimento do produto no mercado e incentivar a experimentação Oferecer linha básica Preço de lançamento Seletiva Promover o conhecimento de inovadores e distribuidores Incentivar a experimentação Expandir linha e agregar serviços Penetração de mercado Intensiva Promover o conhecimento e interesse Reduzir

ESTRATÉGIAS PRODUTO PREÇO DISTRIBUIÇÃO COMUNICAÇÃO

Retirar de linha itens fracos Descontos Seletiva (eliminação PVs improdutivos)

Salientar diferenças Reduzir mantendo custos competitivas e benefícios no mínimo

PROMOÇÃO DE VENDAS

Aumentar – sugerir mudança de marca

Reduzir ao mínimo

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