THEODORO JÚNIOR. Processo cautelar. São Paulo: Liv, e Ed. Universitária de Direito. WAMBIER. Curso avançado de processo civil.

Vol. 03. São Paulo: Revista dos Tribunais.

ARRESTO ARRESTO, ou EMBARGOS, é a medida cautelar de garantia da futura execução por quantia certa. Consiste na apreensão judicial de bens indeterminados do patrimônio do devedor. Assegura a viabilidade da futura penhora (ou arrecadação), na qual virá a converter-se ao tempo da efetiva execução. Garante, enquanto não chega a oportunidade da penhora, a existência de bens do devedor sobre os quais haverá de incidir a provável execução. Realiza-se através da APREENSÃO e DEPÓSITO de bens do devedor. HIPÓTESES Em que há motivo plausível para se temer uma dilapidação de patrimônio por parte do suposto devedor. CONSEQUÊNCIAS - Possibilidade de DESAPOSSAMENTO do bem - Importa na AFETAÇÃO (vinculação do bem à futura execução) OBSERVAÇÃO Caso o bem, depois de arrestado, for alienado ou onerado, tais atos serão ineficazes em face da futura execução e do credor. Não se confunde com o ARRESTO prevista no PROCESSO EXECUTIVO (art. 653)

INSTRUMENTO DE GARANTIA e NÃO DE EXECUÇÃO EXECUÇÃO – realiza-se o direito subjetivo do credor, apurando-se, à custa do devedor, bens e valores necessários à solução do crédito. Utiliza-se para o mencionado fim a PENHORA. GARANTIA – a pretensão do arresto está estritamente vinculada à segurança, a provisória preservação de bens que possam futuramente servir a um processo executivo. DOUTRINA: o arresto não é mero ato de conservação de direito e nem execução, em virtude da sua provisoriedade. Contudo, embora não satisfaça ao direito material do credor, é certo que, ao garantir a sua exeqüibilidade, incomoda, restringe a liberdade do devedor, feriando-a com uma relativa proibição de dispor. JURISPRUDÊNCIA: considera MEDIDA DE EXECUÇÃO, de natureza extremamente vexatória, e recomenda acautelar-se sua concessão mediante requisitos essenciais, que reduzam ao mínimo a probabilidade de ser concedido abusivamente.

frustrando-lhe a eficácia e utilidade. a) a prova literal da dívida. Outra vertente afirma que se trata de PROVA DOCUMENTAL ESCRITA. condicionada a pressupostos legalmente determinados. Observação: o antigo Código de 1939. deverá ser interpretado mais como portador de caráter exemplificativo do que taxativo. 6. para atender aos fins que são específicos do arresto. tem-se decidido que para a concessão do arresto não basta a prova literal de dívida líquida e certa. antes da decisão. de difícil e incerta reparação. inciso II determinava a admissibilidade do arresto sempre que. Não é uma faculdade arbitrária do credor. a norma do mencionado dispositivo. PREJUDICANDO CRÉDITOS ANTERIORMENTE CONSTITÍDOS . o pedido de arresto é rejeitado como inadmissível (PONTES DE MIRANDA) Nessa ordem de idéia. 45 e 49 da Lei n. impondo-se a prova da: a) INSOLVÊNCIA DO DEVEDOR b) A INTENSÃO DE ALIENAR FRAUDULENTAMENTE OS BENS. Assim. 586 – A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa. ao direito de uma das partes. o art. CAUSAE ARRESTI ART. COMPROVAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS DO ARRESTO O motivo do arresto é pressuposto processual como a NECESSIDADE DA TUTELA JURÍDICA (INTERESSE). e 14 da Lei n. 675. na prática. para assegurar a eficiência que se espera da medida deve-se entender que subsiste. tal como princípio geral. 6.830/80 – Lei de Execução Fiscal Arts.024/74 – arresto de bens de administradores do Conselho Fiscal. b) a prova da condição de titular do direito de promover a execução por dívida certa – mediante a exibição da prova literal de dívida líquida e certa. 813. 653 do CPC – devedor que não é encontrado para a citação na execução por quantia certa. mas excepcionalmente. 7º. for provável a ocorrência de atos capazes de causar lesões. 136 e 137 do CPP – arresto de bens do acusado para assegurar a reparação do dano ex delicto.PRESSUPOSTOS Fummus boni júris – está relacionado: Art. Arts. Sem sua comprovação. líquida e exigível. Art. Periculum in mora – são os fatos que autorizam a admitir o fundado temor de que a garantia da futura execução pode desaparecer. Dessa feita. 813 Nos demais casos expressos em lei Arts. Parte da doutrina afirma que a prova é o TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL. em seu art.

nos próprios autos do pedido de arresto. PROCEDENTE – o arresto transforma-se em penhora (art. quando não haja motivo para pro em dúvida a autenticidade e a veracidade do conteúdo. c) CAUÇÃO – admite o Código que a justificação e a prova documental do perigo de dano sejam dispensadas. reduzindo-se a termo as declarações testemunhais.Além do mais. 811). mas sujeita a posterior revisão. b) JUSTIFICAÇÃO PRÉVIA – com processamento em segredo e de plano. à luz do contraditório. fundamentado. pode ser acolhida essa prova com maior liberalidade. Essa justificação será de exigirse quando não dispuser o credor de prova documental para demonstrar a causae arresti ou quando os documentos produzidos não forem o suficiente para convencer o julgador do perigo de dano invocado pela parte. EXPEDIENTES PARA A COMPROVAÇÃO: a) PROVA DOCUMENTAL – dada a sumariedade e urgência da medida. que defere o pedido de arresto deve ser formulado com a comprovação dos fatos alegados. desde que o pretendente ao arresto preste caução. . o despacho. Trata-se de um meio para assegurar a solução justa do litígio para ambas as partes. que pode ser real ou fidejussória e deve ser estimada de plano. admitindo-se inclusive sob a forma de declarações escritas de terceiros. 818) IMPROCEDENTE – a caução servirá de garantia da satisfação dos prejuízos sofridos pelo réu (art. em qualquer caso.