Laboratório 2 - Retificador Monofásico Controlado

Grupo 1 Samuel Henrique Silva 074370

Samuel Bernard Bragagnolo 072356
Os SCRs (Silicon Controlled Rectifier) são dispositivos semicondutores cuja condição de sentido direto é comandável através da aplicação de um pulso de corrente ao terminal de Porta (ou gate em inglês). A condução, uma vez iniciada se mantém, mesmo na ausência do sinal no terminal de porta, até que a corrente que o atravessa caia abaixo de um determinado valor, o qual denominamos de Corrente de Manutenção de Condução, em inglês Holding Current (IH). Em sentido inverso, o SCR comporta-se como um diodo normal. Os SCR's são empregados em corrente alternada como retificadores controlados, e quando utilizados em corrente contínua comportam-se como chaves. O SCR é apenas um tipo de tiristor, mas devido ao seu disseminado uso na indústria, muitas vezes os termos tiristor e SCR são confundidos. Os TRIAC's são dispositivos semicondutores comumente utilizados em comutação de corrente alternada. Já os Diacs são dispositivos semicondutores de avalanche bidirecional, também da classe dos tiristores e de junção PNN. Possuem a propriedade de apresentarem muito alta impedância, se a tensão entre seus dois terminais for mantida abaixo de uma tensão, chamada comumente de Tensão de Ruptura. Se esta tensão, geralmente em torno dos 30V, for ultrapassada, o Diac passa a conduzir corrente elétrica, com uma brusca queda da impedância do mesmo. Os Diacs são geralmente utilizados como auxiliares de disparo em Triacs, em osciladores de relaxação.

I. INTRODUÇÃO O nome Tiristor engloba uma família de dispositivos semicondutores multicamadas, que operam em regime de chaveamento, tendo em comum uma estrutura de no mínimo quatro camadas semicondutoras numa seqüência P-N-P-N (três junções semicondutoras), apresentando um comportamento funcional. Os tiristores permitem por meio da adequada ativação do terminal de controle, o chaveamento do estado de bloqueio para estado de condução, sendo que alguns tiristores (mas não todos) permitem também o chaveamento do estado de condução para estado de bloqueio, também pelo terminal de controle. Como exemplo de tiristores, podemos citar o SCR e o TRIAC. No caso do tiristor SCR este se assemelha a uma fechadura pelo fato da corrente poder fluir pelo dispositivo em um único sentido, entrando pelo terminal de anodo e saindo pelo terminal de catodo. No entanto difere de um diodo porque mesmo quando o dispositivo está diretamente polarizado ele não consegue entrar em condução enquanto não ocorrer a ativação do seu terminal de controle (terminal denominado porta, ou gate em inglês). Ao invés de usar um sinal de permanência continua na porta (como nos TBJs e MOSFETs) como sinal de controle, os tiristores são comutados ao ligamento pela aplicação de um pulso ao terminal de porta, que normalmente pode ser de curta duração. Uma vez comutado para o estado de ligado, o tiristor SCR permanecerá por tempo indefinido neste estado enquanto o dispositivo estiver diretamente polarizado e a corrente de anodo se mantiver acima de um patamar mínimo. Para os SCRs, o sinal de controle é um pulso de corrente, tiristores DB-GTO usam um pulso de tensão e os LASCRs um pulso de luz aplicado diretamente a junção do dispositivo por meio de fibra ótica. A invenção do tiristor no fim dos anos 50 do século passado foi responsável por um grande surto de evolução tecnológica da eletrônica de potência, que se estendeu pelos anos 60 e propiciou no anos 70 o início da implantação da eletrônica de potência em escala industrial. A principal vantagem dos tiristores é o controle de grande quantidade de energia. Essa característica faz com que esses dispositivos sejam utilizados tanto no controle eletrônico de potência quanto na conversão de energia.

Fig. 1 – Representação de uma tiristor Neste relatório será testado o funcionamento de um circuito retificador tiristorizado em meia onda e de um conversor totalmente controlado, com o intuito de comparar a eficiência de cada um deles.

Feito isso. com aquisição de dados conforme exemplificado pela figura 2. Sua saída foi ligada no circuito composto por uma lâmpada e um resistor de 1R. MATERIAIS E MÉTODOS Para a realização do experimento foram utuilizados itens disponíveis no laboratório de forma a facilitar a execucução do experimento e reealizar as medições. Fig 4 – Montagem Retificador de onda completa com carga R Fig 2 – Montagem Retificador de meia onda com carga R Para a parte B do experimento. o passo seguinte. foi montado um circuito retificador de onda completa. Além disso foram realizadas medições para avaliar-se o angulo de corte no qual o tiristor parava de conduzir. esta representada por uma das entradas de um transformador presente no próprio . concluiu-se o que o Kit estava funcionando de forma apropriada para a condução dos experimentos. o sistema foi simulado aplicando-se a tensão no circuito e realizando-se medições a cada 30° variados no angulo de disparo do tiristor. O circuito analisado. porém com uma carga RL. o mesmo sistema foi montado. Fig.cartão de tiristores 9941 e fonte de alimentação +15V. Além disso foram armazenodos dados para angulo de disparo igual a 100°. esta representada por uma das entradas de um transformador presente no próprio laboratório. foi o teste de de cada um dos tiristores. foram feitas as conexões de alimentação do gate de um dos tiristores. Para a realização da Parte C do experimento. foi possível verificar o funcioonamento correto dos três circuitos de transformação das fases presentes no kit. Realizado o teste de fases. Ligando-se cada vez uma fase na entrada do tiristor. foi montado um circuito retificador de meia onda. Ele possui um sistema de conversão e controle interno que gera uma tensão de alimentação de 15V em corrente contínua utilizada para alimentar os sistemas de controle de pulsos que gera os sinais de disparo dos tiristores. porém com uma carga RL. o mesmo sistema foi montado. · 1 lâmpada incandescente 127V Para uma melhor análise do comportamento dos circuitos baseados nesse tipo de componente foram realizadas 4 atividades distintas com montagens de certe forma semelhantes.II.cartão de fusíveis9943.7mH) · Kit Didático Datapool: cartão de disparo dos tiristores 9940. 3 – Montagem Retificador de meia onda com carga RL Em ambas as montagens anteriormente citadas. Foram conectadas as 3 fases da rede elétrica no kit de forma a alimentá-lo com a tensão de trabalho do circuito. com aquisição de dados conforme exemplificado pela figura 4. Para a realização da Parte A do experimento. ficou conforme figura 3. Para a parte B do experimento. Foram utilizados os seguintes itens: · Cabos de conexão · Multímetro · Osciloscópio digital · Indutância (Transformador –36. Uma vez realizadas as conexões de alimentação. com a mesma sistemática empregada nas fases.

para 100°.laboratório. 3 – Corrente RMS em função do ângulo de disparo A corrente média encontrada no sistema está apresentada no seguinte gráfico: Vmed 60 50 40 30 20 10 V 0 175 145 115 85 55 25 0 Fig. colocando a ponteira do oscilosópio em a e G1. 4 – Corrente média em função da ângulo de disparo Com um ângulo de disparo fixado em 100°. foram armazenodos dados para angulo de disparo igual a 100°. Além disso.Vrms em função do ângulo de disparo A corrente rms. foi medida conforme gráfico 3: Fig. o sistema foi simulado aplicando-se a tensão no circuito e realizando-se medições a cada 30° variados no angulo de disparo do tiristor. obteve-se a seguinte imagem do osciloscópio: Vrms 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 175 145 115 85 55 25 0 Fig. Em ambas as montagens anteriormente citadas. DADOS OBTIDOS Item A: Para a medição do da questão cinco foram obtidos os seguintes valores para Vmed: Fig. 2 . ficou conforme figura 4.2 1 0. obteve-se a seguinte leitura: . com a adição de um indutor em série com o resistor.1 .2 0 0 50 100 150 200 III.Vmed em função do ângulo de disparo A tensão RMS em função do ângulo de disparo foi representado no seguinte gráfico: Fig.4 0. foram realizadas medições para avaliar-se o angulo de corte no qual o tiristor parava de conduzir.8 0. Irms 1. 5 – Angulo de disparo fixado em 100° Feita a leitura conforme solicitado. Além disso.6 0. representado pela lampada no sistema. O circuito analisado.

Pelo circuito conter majoritariamente somente resistência. lentamente dissipa os transientes. para um Vm de 180V: (1) (2) Fig. Ele previne disparamento precoce quando submetido a altos transientes de tensão. Em seguida é calculado para valores teóricos a tensão média e RMS do circuito através das eq(1) e eq(2). Também ajuda no desligamento do tiristor quando corrente e tensao estao fora de fase em circuitos “back-to-back”. obteve-se o seguinte. 10 . O circuito RC além de limitar o “slew rate”. 6 – Angulo de disparo fixado em 100° Para 140°. No circuito é empregado um arranjo Snubber conforme [3] e [4]. demonstradas em [5]. obteve-se o seguinte: 80 60 40 20 0 175 145 115 85 55 25 0 Fig. 60 40 20 0 175 145 115 85 55 25 0 Fig. Fig.Vrms teórico em função do ângulo de disparo Com as figuras de tensão plotadas percebe-se que os valores e a curva teórica seguem os parâmetros medidos. 8 – Angulo de disparo fixado em 0° . Este foi considerado o ângulo de extinção. a corrente segue curva semelhante e a potência segue o formato ao quadrado da curva de tensão RMS. 7 – Angulo de disparo fixado em 140° Para 0°.Foi observado que para o ângulo de 170 graus a lâmpada não mais emitia brilho. A variação de tensão pode induzir uma corrente na juncao do tiristor através de sua capacitância interna.Vmed teórico em função do ângulo de disparo Vmed Vrms 100 80 Fig. 9 .

2 0 50 70 90 110 130 Fig.Item B: Para realização do item mediu-se a indutância do transformador. 15 – Medição com angulod e disparo em 100° (RL) Foi observado que para o ângulo de 160 graus a lâmpada não mais emitia brilho. foi observado a seguinte medição no osciloscópio: Fig. Obtendo os seguintes gráficos de valores. obteve-se o valor de 36.7mH. totalmente controlado.2 1 0. Item C: Para a realização do item foi implementado um conversor de onda completo. Vmed. Este foi considerado o ângulo de extinção. obtendo-se os seguintes gráficos para os valores de Vrms.8 0. 13 – Irms em função do angulo de disparo (RL) .6 Irms 0.6 0.3 Vrms 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 50 60 70 80 90 100 110 120 130 0. Irms. obteve-se o seguinte gráfico: Irms 1.2 0.1 0 50 60 70 80 90 100 110 120 130 Fig.4 0. Inicialmente com uma carga puramente resistiva. 11 – Vrms em função do angulo de disparo (RL) Vmed 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 50 60 70 80 90 100 110 120 130 Fig. 14 – Imed em função do angulo de disparo (RL) Com o ângulo de disparo. Foi variado o angulo de disparo de 30 em 30 graus. Para Vrms. 12 – Vmed em função do angulo de disparo (RL) Fig.5 0. Imed: Imed 0. Foi variado o angulo de disparo de 30 em 30°. fixo em 100°.4 0.

obteve-se o seguinte gráfico: Fig. demonstradas em [5].2 0 0 50 100 150 200 (5) Fig.Vrms 140 120 100 80 1.2 1 0. obteve-se as seguintes medições: . 16 – Vrms em função do angulo de disparo (R) Para Vmed.8 1.4 0.8 Imed 60 40 20 0 0 50 100 150 200 0. 19 – Irms em função do angulo de disparo (R) Foi fixado o angulo em 100°. Vmed 120 100 80 60 40 20 0 0 50 100 150 200 Fig. para um Vm de 180V: (4) 0. 18 – Irms em função do angulo de disparo (R) Para o Imed.8 0.4 Foi observado que para o ângulo de 175 graus a lâmpada não mais emitia brilho.4 1. obtve-se a seguinte medição. Este foi considerado o ângulo de extinção. 20 – Medição com angulo de disparo em 100° (R) Irms 1. obteve-se o seguinte gráfico: Fig.2 1 0.6 0. Em seguida é calculado para valores teóricos a tensão média e RMS do circuito através das eq(4) e eq(5).6 0. 17 – Vmed em função do angulo de disparo (R) Para Irms.6 1.2 0 0 50 100 150 200 Fig.

Imed.Vrms teórico em função do ângulo de disparo (R) Assim como no retificador de meia-onda de carga resistiva.Vmed 100 80 60 40 20 0 175 145 115 85 55 25 0 Fig.Vmed teórico em função do ângulo de disparo (R) 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral Vrms 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral Fig. Irms: 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral Fig. os valores teóricos seguem os medidos. 22 . 21 . obteve-se o seguinte resultado: Fig. Vrms. 25 – Irms em função do angulo de disparo (RL) Imed 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral Vmed 120 100 80 60 40 20 0 0 50 100 150 200 Fig. obteve-seos seguintes dados para Vmed. 23 – Vmed em função do angulo de disparo (RL) . 26 – Imed em função do angulo de disparo (RL) Foi fixado o angulo em 100°. 24 – Vrms em função do angulo de disparo (RL) Irms Vrms 150 100 50 0 175 145 115 85 55 25 0 Fig. Adicionando-se uma carga RL no circuito.

Observou-se o comportamento de cada circuito e como o ângulo de disparo afeta a fase da tensão e corrente.com/an/AN/AN-3008. foi proposto a utilização e comparação entre puramente resistivo e a mistura de indutivo e resistivo. Para o controle da ponte foi empregado tiristores e um controlador TCA785. M. Por último. IV. um sinal de disparo é emitido para o elemento de potência.wikipedia.htm . 1993. a tensão média é menor pois a impedância total do circuito aumenta e pois com a defasagem da corrente.org/wiki/Tiristor .pdf?folderId=db3a 304412b407950112b437a09d6866&fileId=db3a304412b407950112b43 7a1216867 http://www.fairchildsemi.com/dgdl/tca785_green_050217. 27 – Medição com angulo de disparo em 100° (RL) Foi observado que para o ângulo de 165 graus a lâmpada não mais emitia brilho. http://www. O circuito simplificado é demonstrado na fig. 28 – Diagrama interno TCA785 REFERÊNCIAS http://pt.joinville. Foi observado o comportamento de circuitos retificadores de potência monofásicos de meia-onda e onda completa. Como carga. [1] [2] [3] [4] [5] [6] Fig.pdf [7] [8] . acompanha a defasagem da corrente. Em circuitos resistivos o fator de potência permaneceu alto.unesp. http://huilyrobot.dee.onsemi. Vmed próximo de Vrms. exatamente a diferença de potencial medida entre os dois pontos analisdados(extremidades das lâmpadas).pdf http://www.com/compo/tiristores.Acessado em 20/08/2012 http://www. tendendo a diminuir a tensão média com o aumento do ângulo e a promover mais de um modo de operação sob cargas indutivas.com/pub_link/Collateral/AN1048-D.PDF Rashid.tripod.feis.Fig. Pearson. e a tensão negativa reduziram o desempenho do circuito. Caso isso ocorra o ângulo de extinção. o TCS785 é um controlador de fase de 0 a 180 graus para elementos de potência chaveados. A sincronização de fase é feita por um detector de ZVC (zero voltage cross) que dispara um sinal em rampa.br/gradua/elepot/cap3/fg2. O diodo em retificadores completos permite o desligamentodo tiristor além de regenar energia a fonte. o tiristor pode desligar sobre tensão negativa da fonte até que a corrente cesse.Acessado em 20/08/2012. Ou seja.udesc. enquanto que com cargas indutivas ele reduziu.html http://www. O defasamento entre tensão e corrente.br/portal/professores/michels/materiais/EPO1 __Aula_14_18.infineon. Um comparador recebe essa rampa e um offset que equivale ao ângulo de disparo desejado. Em cargas RL. Este foi considerado o ângulo de extinção. 28. CONCLUSÃO As atividades desenvolvidas neste relatório promovem o ensaio prático de elementos de controle de potência. Quando a rampa ultrapassa esse valor. Eletrônica de Potência Valley. Houve a necessidade de se utilizar duas pontas para se realizar uma medição diferencial.