UNIVERSIDADE PAULISTA Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia – ICET

UNIVERSIDADE PAULISTA.........................................................................1 INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA – ICET...............................1 INTRODUÇÃO..........................................................................................2 ESTA POSTURA, DE SUPOR FICTÍCIA ATÉ QUE SE PROVE EM CONTRÁRIO É SAUDÁVEL. AS PRESSÕES CONTRÁRIAS QUASE SEGUIRÃO DEVIDAMENTE DISCUTIDAS E ESPLANADAS, FAZEM COM QUE O RESPONSÁVEL PELO SISTEMA PERCEBA COM SEGURANÇA AS FRONTEIRAS DO POSSÍVEL, ENCONTRANDO OS VERDADEIROS LIMITES DAS RESTRIÇÕES.....................11 CONCLUSÃO..........................................................................................35 BIBLIOGRAFIA.......................................................................................38

Introdução

O principal objetivo da Logística é fazer com que produtos e serviços estejam disponíveis onde são necessários e no momento em que são desejados com o menor custo possível e com o nível de serviço exigido pelo cliente. Historicamente o desafio de disponibilizar produtos e serviços para atender demandas sazonais ou padronizadas sempre exigiu uma grande capacidade de planejamento da utilização dos recursos logísticos para movimentação de bens. Esses recursos se baseavam principalmente em transporte e armazenagem. Atualmente a troca de informações entre os participantes do processo e a utilização de modernas tecnologias é a base do sucesso do sistema logístico tanto para o suprimento de materiais à produção como para o abastecimento do ponto de venda na interface com o mercado. Para ajudar a entender melhor o assunto usaremos como referencia inicial a definição clássica da Logística dada pelo “Council of Logistics management” que diz: Logística é o planejamento, implementação e controle eficiente e eficaz do fluxo e armazenagem de mercadorias, serviços e informações desde o ponto de origem até o ponto de consumo com o objetivo de atender as necessidades do cliente. Observa-se claramente nesta definição que a responsabilidade da logística posiciona-se tanto com relação a materiais em movimento (fluxo) quanto a materiais parados (armazenagem) e também a gestão das informações geradas neste processo. Outro aspecto relevante para o entendimento da logística é o conhecimento do nível de abrangência de sua área de influencia e de seu escopo funcional e operacional que vai do suprimento de materiais à produção até a colocação do produto acabado no ponto de venda na distribuição ,atuando assim como apoio indispensável e estratégico a toda as ações de marketing das empresas.

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O sistema Logístico A preocupação com Armazenamento, Transporte e Distribuição de Mercadorias tem sido constante na história da economia. Suas origens se confundem com as primeiras relações de troca. A sistematização e planejamento dessas operações, porém, é muito recente. Como ciência, começou a ser aplicada na área militar, durante o século passado. Apenas depois da segunda guerra mundial foi estendida, também, à administração de Empresas. O exército francês usou o termo Logística pela primeira vez, ao definir o sistema de administração de provisões as tropas. A palavra deriva do verbo “loger”, que significa alojar, prover, introduzir. Na segunda guerra mundial, ainda restrito ao âmbito militar, o conceito passou a ter conotação extremamente importante para os países aliados. Da eficiência das áreas de apoio dependia, afinal, o desempenho das frentes de combate. O planejamento logístico permita a perfeita administração das remessas de alimentos, equipamentos e tropas às regiões conflagradas, através da utilização correta dos meios de transporte. A guerra acabou, mas o conceito permaneceu. Logística passou a ser definida como um modelo de análise e administração integrada, que permite otimizar o fluxo de materiais, desde sua fonte primária até a colocação nos pontos de venda como produto final. Foi esse enfoque que passou a integrar os currículos das universidades norte-americanas, estendeu-se à indústrias e ao comércio e começou a tomar corpo como ciência econômica. O próprio desenvolvimento industrial proporcionou o impulso necessário a essa expansão. Até os anos 50, administrar empresas significava, basicamente, buscar a eficiência na produção. Gradualmente, essa preocupação foi cedendo espaço ao Marketing. Percebeu-se que era o consumidor – e não apenas o fornecedor – quem determinava as tendências do mercado. O passo seguinte seria a busca da eficiência no Armazenamento e Distribuição de Materias e produtos finais. Isso porque, nos anos 70, a administração empresarial, impulsionada pela pulverização geográfica do mercado, pelo desenvolvimento de novas técnicas de comunicação e pela necessidade de produzir grandes volumes de produtos com características variadas, chegou a duas conclusões: 3

Em seguida. funcionasse como um novo elemento de redução de custos – ou uma área inexplorada. No âmbito interno. por isso. ao menor custo unitário possível. para uma empresa. A área comercial é a interface da empresa com o mercado consumidor. um estudo sobre a cadeia de distribuição interna e externa à empresa. vender e entregar era tão importante quanto produzir. máquinas e energia em produtos finais. A área de Produção se encarrega da transformação de matéria-prima e insumos através da aplicação de mão de obra. chegou ao Brasil. Ao agilizar o fluxo de informações e materiais permite maior eficiência no suprimento da fábrica e na distribuição dos produtos acabados. envia uma programação à produção. Esse sistema é a logística Integrada – cujo conceito. a área de Suprimentos é a interface de empresa com o fornecedor. constatou que já havia obtido a eficiência máxima das linhas de produção ao aplicar. técnicas como KAN-BAN e just-in-time. Não tem qualquer conexão 4 . E. também na década de 70. Recebe os pedidos da Distribuição. Num primeiro momento. projeta o volume de vendas e remete essas projeções a Área de Suprimentos.Primeiro. Também chamada de administração de Materiais. Depois sentiu que precisava de um sistema capaz de escoar os produtos na velocidade exigida pelo mercado e que. porém. Volta a atuar na etapa final do sistema. Pelo menos. ela coloca sob o mesmo guarda-chuva diversas funções de uma organização ou diversas empresas de uma cadeia de distribuição. recebe e confere o material entregue e o encaminha à produção. atua diretamente sobre dois pontos-chave do desempenho empresarial: tempo e custos. ao mesmo tempo. FMS e MRPS. confere a quantidade de material necessário nos estoques e encomenda o saldo no mercado. ela detecta as tendências de demanda: recebe os pedidos de compras. A compreensão dos sistemas logísticos requer. os principais pontos do fluxo de informações e materiais encontram-se nas áreas de distribuição e suprimentos que – durante o processo – se relacionam com as áreas de produção e comercial. em curto prazo. Como estratégia empresarial. estava claro que. Mais do que nunca. não poderia contar com recursos que otimizassem a relação custo/benefícios nesse segmento. quando é encarregada do produto pedido.

que atuam. . confere os estoques e encomenda o saldo à Distribuição da empresa A. ao mesmo tempo. chegamos ao seguinte esquema: Pode-se observar que: Na empresa D .Fornecedora de Matéria-prima B.Os procedimentos se repetem. O sistema logístico é composto por diversas empresas. como compradoras e fornecedoras. Para produzi-los.Suprimento fornece à Produção peças e componentes necessários ao processamento de matéria-prima. termina o fluxo de informações e tem início o fluxo de material. Na empresa A .Distribuidores de Produtos D. a empresa A – é o fluxo da informação. realiza projeções de vendas e encomenda os produtos a empresa C ou B. Interage apenas com suprimentos – ao receber o material necessário – e com a distribuição – ao liberar o produto final. Como a relação entre elas é sempre semelhante. Em seguida.Suprimentos envia a programação à produção. situadas no começo. chega e é processada pela B e enviada a C e D.A Distribuição recebe o pedido e remete a projeção de vendas a Suprimentos. Unindo agora.externa.Cadeia de Lojas Varejistas No início do processo a empresa detecta as tendências do mercado. a cadeia pode ser condensada na atuação de quatro empresas-modelo. nasce o fluxo de mercadoria. . Na empresa B .Suprimentos confere os estoques e encomenda o saldo à Distribuição da Empresa C ou B. 5 .Fabricante de Produtos de Consumo C. o Sistema Logístico Integrado. que se encarregam de vendê-la ao consumidor final.A Distribuição projeta as vendas e faz pedido a Suprimentos . que percorre caminho inverso: deixa a empresa A. meio e fim do processo: A.

O sistema logístico atua diretamente sobre a cadeia de distribuição. O primeiro se ocupa de compras. É preciso notar. atuais e potenciais? Que produtos eles compram? Qual o volume de compras de cada um? Qual o padrão de pedidos característico de cada grupo de clientes? Estou sendo eficiente em atender suas necessidades. armazenagem e transporte do produto final. meios de transportes. suprimentos e produção sejam eles referentes a informações ou materiais. o sistema logístico apoiará as seguintes variáveis: número e localização das unidades produtivas. Essas áreas. qualidade. qualidade e segurança de entrega? Onde se localizam e qual o porte de meus fornecedores? Quais os padrões de suprimentos sazonais e cíclicos que eles observam? Qual o grau de antecipação com que trabalham? Seus serviços. Devido à sua amplitude. como estratégia de planejamento. as seguintes perguntas são fundamentais: Onde se localizam os meus clientes. O segundo tem as funções: embalagem. movimentação. por sua vez. em relação a prazos. Para tanto. determinar o nível desejado de desempenho e os custos que acarretará. a empresa deve realizar uma análise da eficiência de sua cadeia de Distribuição e definir seus objetivos de médio e longo prazo. Por isso. Um projeto de logística deve. Com isso. 6 . É a partir daí que. portanto. antes de defini-lo. Sua finalidade é controlar e harmonizar os fluxos de entrada e saída nas áreas de distribuição. almoxarifado. volumes de produção e de estoque. meio de comunicação processamento de dados. controle de estoques e planejamento e controle da produção. recebimento. disponibilidade do produto. o projeto de Logística pode ser dividido em dois subsistemas: suprimentos ou administração de materiais e distribuição física. localização dos produtos nos estoques. ao menor custo possível. em relação a prazos. em relação a prazos de segurança e qualidade de entrega estão de acordo com minhas expectativas? Respostas a essas perguntas poderão indicar onde se encontram os pontos de estrangulamento da cadeia e quais as medidas necessárias à sua solução. porém que essas funções não são subordinadas a um mesmo departamento: espalham-se em diversas áreas da empresa. número e localização dos armazéns e centrais de distribuição dos armazéns e centrais de distribuição. se propõe a obter o máximo de eficiência do setor. exercem outras funções que não pertencem ao âmbito da Logística.

7 . Além disso.Em nosso modelo. Enfoque Sistêmico na Logística Sistema pode ser definido como um conjunto de partes coordenadas que interagem entre si para realizar um conjunto de finalidades. Se fizermos. Por questões de custos. Na logística. para isso. quando um problema logístico surge. executa outras funções como propaganda e venda que também não pertencem ao âmbito da Logística. Isso. a diretoria industrial – que também se ocupa de questões operacionais como volume e quantidade de material produzido é responsável pelas áreas de manufatura. A solução encontrada tenderá a beneficiar a relação custos/benefícios da empresa. Devido à segmentação dos subsistemas entre as áreas e às divergências que podem surgir. a produção prefere entregar séries longas e homogêneas e o setor de compras adquirir lotes com grandes volumes. por exemplo. porém. Portanto. porém. perceberemos que os diversos departamentos em que os subsistemas estão divididos tem “status” semelhante. finanças etc. mas causa perturbações na produção e em todo o fluxo de escoamento. comercialização. Já a diretoria Comercial. O mesmo acontece com as diretorias. Os setores que se inter-relacionam dentro de uma empresa. pode não se enquadrar na política de segmentação e diversificação de mercados da área de marketing. Um projeto de Logística Integrada com metas de custo médio a longo prazo. o enfoque sistêmico é vital. alguns elos da cadeia sejam sacrificados em termos de custos ou produtividade. uma ligeira mudança na embalagem beneficia a imagem do produto. se ocupa do subsistema distribuição. através dos departamentos de marketing e vendas. Muitas vezes. um corte horizontal no organograma da empresa modelo. está acima de pendências como essas e as resolver enfocando o todo e não um departamento específico. os conceitos de Teoria de Sistemas constituem uma das bases fundamentais da Logística Aplicada. são vários e possuem visões diferentes: marketing. como um guarda-chuva aberto sobre toda a empresa. que se subdivide em produção e suprimentos. os objetivos desses departamentos ou diretorias são divergentes. mesmo que. produção. agora. transporte. Em outro caso. o sistema Logístico funciona como uma espécie de árbitro e. ao mesmo tempo.

A formação de preço tem componentes tanto geográficos como competitivos. Ela se interessa pela sequencia e tamanho dos lotes de produção a serem fabricados. Os sistemas apresentam diversas características dentre as quais podem ser destacadas sete.Fig. enquanto a logística se preocupa com a localização das fontes de suprimentos e os tempos para abastecimento. 8 . Segundo o enfoque sistêmico é muito importante a identificação com clareza das relações de causa e efeito entre os elementos que constituem o sistema. A programação da produção toma decisões similares. Exemplo: a formação de preços ou embalagens são exemplos de atividades administradas conjuntamente por logística e marketing. A produção deve adquirir bens a custo e qualidade aceitáveis. Já compras e programação de produção são exemplos de áreas de interface entre logística e produção.Visão geral das atividades logísticas dentro das atividades tradicionais da empresa. A logística numa visão moderna procura rearranjar as atividades existentes na firma de modo que o gerenciamento seja facilitado. O setor de compras toma estas decisões. Na fig. 6 a logística ocupa posição intermediária entre produção e marketing. 1 .  O sistema é formado por componentes que interagem. ela procura criar atividades de interface que facilitem a otimização entre os elementos que formam o sistema. enquanto a logística novamente se preocupa com a localização e os tempos da produção.

deve ser desenvolvido um planejamento.  Todo sistema tem pelo menos um objetivo. seguindo as seguintes etapas: 9 .Os sistemas. como por exemplo : venda x produção. Os sistemas de alguma forma têm um ou mais objetivos bem definidos. pois o homem. Ao contrário. Não se pode analisar de modo isolado cada componente do sistema e otimizálo separadamente. No que se refere aos problemas logísticos. geralmente implica na compatibilização de metas conflitantes entre diversos setores. Como medidas de rendimento temos: nível de serviço. eficiência. Isso levaria a resultados errôneos e sem consequências práticas. e sim considerando as inter-relações entre eles. numa simples justaposição de elementos um ao lado do outro.  A avaliação do desempenho de um sistema exige medida(s) de rendimento. é necessário que seus subsistemas também estejam otimizados. ou de boa parte deles. precisa definir claramente o que ele pretende com a sua criação. sejam eles mais ou menos complexos. quase sempre. maior a interação entre eles: o funcionamento de um deles resulta. Como a aplicação do enfoque sistêmico não é fácil.  Quando o sistema está otimizado. quanto mais complexo o sistema. Os componentes que formam parte de um sistema – seus subsistemas – não são apenas colocados juntos. antes de mais nada. são formados por componentes que se inter-relacionam entre si e com o meio ambiente. Para se chegar a sistemas bem projetados.  Sistemas criados pelos homens requerem planejamento. ou se já alcançamos nosso objetivo. qualidade. a definição dos objetivos. As medidas de rendimentos são úteis para nos indicar em que estágio estamos no processo evolutivo. produtividade.. etc. como se os outros componentes e o conjunto não existissem. na participação orquestrada dos demais. eficácia. os componentes também o estão. porém não de forma autônoma.

5. Para garantir seu bom funcionamento sem perder o seu objetivo e nível de serviço é necessário estabelecer formas de controle. Avaliar as alternativas por meio da relação custo/benefício. Para se efetuar o controle. 6. Integrar os subsistemas de cada uma das alternativas de forma a gerar soluções consistentes para o sistema. custo/nível de rendimento ou outra metodologia de avaliação econômica. de cada componente ou subsistema. há a necessidade de garantir os objetivos pretendidos. formando uma estrutura adequada à análise. controle dos prazos de entrega. Estabelecer as medidas de rendimento do sistema e definir as variáveis que irão representá-las. o quais permitem que se façam correções de rumo. 9. envolvendo processos e/ou tecnologias diferentes e cobrindo uma gama ampla de rendimento. faz parte do ambiente (mundo externo). nos custos e na interação do sistema com o ambiente externo. Estes controles servirão como feedback (retroalimentação) no sistema. para cada alternativa. Não basta planejar e implantar bem um sistema. Calcular o rendimento e o custo. Considerar cada componente como um sistema. 10. Tudo aquilo em que o responsável pelo sistema (gerente) não pode interferir. controle jurídico. não se pode deixar os objetivos mudarem conforme as circunstâncias vão se apresentando. 8. Em termos práticos são estabelecidos controle de qualidade.  A manutenção do nível de desempenho requer controle permanente. Otimizar os subsistemas de forma integrada. Deve-se atuar sobre as variáveis que influem no rendimento.1. 7. controle de custos. Identificar claramente os componentes (subsistemas). Analisar as implicações de cada alternativa em cada um dos componentes (subsistemas).  Interação do sistema com o ambiente. Estabelecer com clareza o objetivo pretendido. O ambiente limita o desenvolvimento 10 . 2. Criar alternativas viáveis. 3. de forma a garantir os objetivos desejados. 4.

Assim. de supor fictícia até que se prove em contrário é saudável.livre de um determinado sistema por meio de restrições. 2) Redução do capital empatado: O nível do serviço logístico determinado pelo planejamento deve ser conseguido com a minimização do capital investido nos equipamentos de transporte. No entanto. custos de estocagem. Há restrições reais e fictícias. locais de estocagem. o número de viagens. existe uma relação direta entre a qualidade do serviço logístico e seu custo total. Assim. nível dos estoques. formas de manuseio e outras variáveis que interferem na qualidade mas que geram custos operacionais devem ser analisadas na perspectiva benefício versus custo. deve sempre considerar as restrições externas como fictícias. Uma análise criteriosa deve ser feita para determinar o nível de qualidade que é justificado pelo aumento das receitas conseguido. normas. custos de instalações. fazem com que o responsável pelo sistema perceba com segurança as fronteiras do possível. de 11 . o planejamento e projeto de um sistema logístico deve levar em consideração os custos de transporte ao longo de toda a rede. encontrando os verdadeiros limites das restrições Objetivos do Sistema Logístico Os objetivos que devem ser considerados em um sistema logístico são: 1) Melhoria do serviço: As receitas de uma empresa crescem quando a qualidade do serviço logístico aumenta. premissas etc. conservação e outros. Esta postura. trabalhando na área de logística. sendo que as fictícias muito perigosas pois impedem muitas vezes a evolução e o progresso. no projeto do sistema. equipamentos de manuseio. As pressões contrárias quase seguirão devidamente discutidas e esplanadas. enquanto estivem no papel. na cabeça ou na boca dos outros. O homem sistêmico. para a consecução dos objetivos acima. 3) Redução do custo operacional: Os clientes valorizam muito a qualidade do serviço logístico mas desconhecem completamente os custos do processo. tanto estoques localizados quanto estoques em trânsito (carregamento das rotas).

de coordenação das operações e dos sistemas de informações. visando. uma vez que “o poder da cadeia de abastecimento será focalizado no consumidor” (MOURA. A flexibilidade das redes de abastecimento tem como ponto de partida o recebimento de todas as informações possíveis sobre as necessidades da demanda. p. flexibilidade para suportar erros de previsão. 12 . flexibilidade em seis pontos-chave. p. flexibilidade para suportar problemas com fornecedores. 1998. o mais rápido possível. que representam “uma parte importante do valor final de vendas – tipicamente 45%” (IMAM. responder rapidamente às eventuais flutuações no mercado. Além disso. A seguir analisa-se cada um destes pontos-chave. 2000. 47). sobretudo em função dos custos de materiais e produtos comprados. 33). no mínimo. flexibilidade dos sistemas de informação. Subsistemas logísticos O subsistema suprimentos é uma das áreas-chave do sistema logístico. Para conseguir custos baixos e a necessária rapidez que o mercado deseja. para garantir a flexibilidade desse subsistema. 2003. com isso. muitas vezes. Assim. às necessidades do mercado.processamento. quais sejam: flexibilidade das redes de abastecimento. diversos fatores devem ser considerados. Em razão das práticas convencionais de formar estoques para conseguir rapidez de resposta. a rede de abastecimento não consegue. flexibilidade dos transportes e flexibilidade de armazenagem. além do grau de responsabilidade oferecido aos clientes. No planejamento ou análise de um sistema logístico. p. o subsistema suprimentos deve ser suficientemente flexível para colaborar com a flexibilidade sistêmica. 78). com o objetivo de se obter todos os benefícios operacionais e o custo mínimo possível. é necessário que se consiga. o principal objetivo de uma cadeia de abastecimento “deve ser manter os materiais fluindo da fonte para o cliente final” (HARRISON e HOEK. a necessária flexibilidade para responder. ou mesmo antecipar-se.

compartilhando informações e através do planejamento colaborativo. 240). 234). Por exemplo. “se os processos da cadeia de suprimentos puderem ser flexíveis e reagir rapidamente às exigências da demanda.O direcionamento para fonte única de abastecimento. podendo planejar de forma independente. A flexibilidade para suportar problemas com fornecedores é um dos grandes desafios para o sistema logístico. colocar em prática planos que possam satisfazer os interesses de todos os envolvidos. há pouca necessidade de previsão” (BALLOU. possibilitando que os parceiros trabalhem em conjunto para melhor compreender a demanda futura e. sem o fornecimento de feedback. com dados e campos de informações preestabelecidos. Como em princípio “as previsões geralmente estão erradas” (ARNOLD. Como alternativa. por consequência. reduzindo a incerteza por estar consciente das atividades dos demais parceiros. a VWBUC é comunicada e. 2001. com isso. e quando ocorrem problemas em qualquer um deles. ligados por rede de fibra ótica à VWBUC (14 instalados na área fabril e 23 nas proximidades). assim. parceiros/aliados comerciais podem colaborar eletronicamente de três formas: transacional. também aqui o fluxo de informações é a chave para suportar a flexibilidade. No aspecto transacional ocorre a transmissão eletrônica de documentos com formato fixo. No planejamento colaborativo ocorre a colaboração eletrônica nos níveis estratégico. todos os demais e. suportadas fortemente pela tecnologia da informação. pode ser uma boa alternativa para propiciar maior flexibilidade no atendimento dos pedidos. Na verdade. a flexibilidade para suportar erros de previsão é fundamental. com relações colaborativas de parcerias e/ou alianças. a Volkswagen do Brasil em Curitiba (VWBUC – Volkswagen Business Unit Curitiba) conta com 37 fornecedores “sistemistas”. os imprevistos acontecem e trazem problemas para os demais membros da rede de abastecimento. p. Por mais que os fornecedores não queiram. tático e operacional. Quanto ao compartilhamento de informações os parceiros comerciais acessam uma mesma base de dados e utilizam estes na forma em que se encontram. 1999. ocorre uma reprogramação imediata na linha de montagem de todos eles para evitar paradas no processo. é necessário que todos os membros da rede de abastecimento sigam alguns princípios comuns ao 13 . Assim. p. Assim.

controlar cargas (atualmente a contagem pode ser efetuada através de leitura ótica. que possibilita uma maior visibilidade da frota). a tecnologia da informação pode ser utilizada para. A flexibilidade dos transportes pode ser conseguida. pode-se obter uma maior flexibilidade dos sistemas de informação. 2003. p. Assim. dependendo do porte da empresa. 280). Além disso. é indispensável a utilização de um sistema de gerenciamento de armazéns. “para permitir a troca de informações via Internet ou EDI. p. consequentemente. alimentando diretamente um sistema de estoques) e gerenciar frotas (com utilização de softwares como o TMS – Transportation Management Systems. visando sempre maior rapidez nas movimentações de cargas. as relações entre contratante e transportador devem ter vínculos mais sólidos. e isso deve ocorrer ainda na fase do desenho do sistema logístico. “o planejamento do armazém precisa ser uma atividade dinâmica. Para se atingir a flexibilidade de armazenagem. p. Desta forma. Além disso. É necessário que o transportador seja visto como mais um membro da rede de abastecimento e. 14 . utilizar a mesma técnica de previsão e partilhar as informações com os demais membros da rede. Um dos problemas comuns com as redes de abastecimento está relacionado com a diferença de porte entre seus membros e a capacidade de investimento de cada um deles. o que gera algumas dificuldades na implantação de sistemas de informações integrados. não apenas pela possibilidade de se praticar a multimodalidade de transportes. 1998. por exemplo: rastrear veículos (indicando sua posição de deslocamento em tempo real). sob a forma de “uma aliança na qual as partes estabelecem as suas responsabilidades para alcançar um relacionamento duradouro de prestação de serviços” (BERTAGLIA. roteirizar. é necessário que o desenho do sistema de informações preveja essas eventuais dificuldades e crie alternativas para que cada um dos membros da rede tenha condições de estar adaptado ao sistema. pois ele existe dentro de um ambiente muito dinâmico” (MOURA.elaborar suas previsões como: utilizar a mesma unidade de medida física e de tempo. possibilitando o fluxo automático de pedidos e seu rastreamento nos diversos processos da cadeia de abastecimento” (BERTAGLIA. 110). 2003. 181).

Um dos principais desafios da logística de produção é a análise do processo de agregação de valor. equipamentos. “também da extensão desses ganhos aos fornecedores e clientes” (SYMONDS. da tecnologia. que integre software. Em termos logísticos. 2003. 123). ou da produção para estoque (a partir de previsões) para a produção à ordem (mediante pedidos). sejam eles esteiras transportadoras. Trata-se de uma meta difícil de ser atingida e que “não se aplica a todos os tipos de produtos. espaço. mas deve ser seriamente considerada com vistas a ganhar competitividade e reduzir custos na cadeia e na produção especificamente” (BERTAGLIA. a flexibilidade de equipamentos está relacionada ao processo de movimentação e armazenagem interna de materiais. O subsistema logística de produção A produção encontra-se no centro do sistema logístico. empilhadeiras. p.. além disso. com isso. 101). Nesta seção. p. hardware. 1. cita-se a Benetton que adota estratégias de postergação e. as práticas de postergação (postponement). Já a flexibilidade tecnológica possibilita benefícios oriundos da velocidade e da automação dos processos internos e. como por exemplo. 42) é necessário que os equipamentos de movimentação e armazenagem sejam os mais flexíveis possíveis. p. flexibilidade para suportar mau funcionamento do processo produtivo e flexibilidade de mão de obra. A ideia é atingir um nível de evolução em que se mude da produção em série para a “customização”. 2002. uma vez que se interliga à montante com o subsistema suprimentos e à jusante com o subsistema distribuição física. 1999. reduziu custos de fabricação e de mão de obra. 15 . Além disso.57). são amplamente recomendadas para se obter a flexibilidade. “reduziu seu risco (que é transferido para os fornecedores) e trouxe uma flexibilidade imbatível” (CAMUFFO et al. O processo produtivo pode adquirir flexibilidade na busca para se tornar uma manufatura de classe mundial. dos equipamentos. Uma vez que “a movimentação de materiais é importante para a operação eficiente da logística” (MOURA. guindastes ou mesmo contenedores.como o Warehousing Management System (WMS). 1998. controle de inventários e recursos humanos. p. analisam-se os seguintes tipos de flexibilidade: do processo produtivo.

como a utilização de scanners. em Caçapava – SP. já que os problemas podem ocorrer no processo produtivo. o que pode ser feito através de treinamentos constantes. conforme as Ordens de Fornecimento geradas pela VWBUC. A flexibilidade para suportar o mau funcionamento do processo produtivo torna-se necessária. e isso somente se consegue através da comunicação da visão e da missão do sistema. e outra parte é importada da Alemanha pela VW-BUC e consignada à Intertrim. pode-se dizer que quem se encontra mais próximo do cliente deve “puxar” a flexibilidade sistêmica. 2. a Intertrim Ltda. portanto. que fornece tetos prémoldados para os veículos Golf e Audi A 3 e se localiza na Planta Industrial de São José dos Pinhais . O subsistema distribuição física A distribuição física encontra-se à jusante da rede de abastecimento e. moldura de teto solar. muitas vezes sem poderem ser previstos. chicote elétrico. etc. é necessária a adoção de tecnologia da informação que suporte a flexibilidade. Quando ocorrem falhas. de forma a atender o cliente sem prejuízo do prazo de entrega. acabamento e testes. Uma parte dos tetos-base é fabricada pela Intertrim na sua matriz. da VW-BUC: o processo consiste em montar no teto-base as molduras das lâmpadas. Pode-se exemplificar com um fornecedor da Volkswagen BUC. Sistemas logísticos flexíveis somente podem conseguir sucesso na sua implementação e operacionalização se contarem com o envolvimento e. por qualquer razão. De modo geral.Portanto. o total comprometimento dos recursos humanos envolvidos no processo. mais que isso. Para se atingir a flexibilidade dos recursos humanos é necessário que cada um saiba exatamente qual a importância de sua atividade para o sistema como um todo. transformando para o modelo solicitado pela VW-BUC.PIC. 16 . é possível “retrabalhar” os tetos existentes na planta PIC.. mais próxima das exigências dos clientes. para leitura ótica de códigos de barras colocados em produtos ou estruturas de armazenagem. transelevadores.

assistência e. Uma alternativa possível é que os membros da rede de abastecimento sigam alguns princípios comuns ao elaborar suas previsões. 2002. para “cumprir as exigências de satisfação imediata dos clientes com o aprimoramento do tempo de ciclo requer flexibilidade e capacidade de inovar” (OLIVER. posto que os parâmetros de competitividade dos sistemas logísticos devem ser vistos de uma nova forma. variedade. 20). o alcance da flexibilidade dos sistemas de informação é difícil devido a diferença de porte e capacidade de investimento de cada um dos membros do canal de distribuição. Existe a necessidade de uma nova visão da distribuição. 1999. As informações e a comunicação devem fluir rapidamente e em tempo real entre todos os envolvidos. 1999. p. uma vez que o consumidor do século XXI deseja velocidade. tal como apresentados no subsistema suprimentos. qualidade. de forma a garantir a troca de informações rápida e em tempo real.A distribuição física deve ser compreendida como o conjunto de ações envolvidas no “processo de disponibilizar um produto ou serviço para uso ou consumo” (COUGHLAN et al. é necessário considerar alguns aspectos geradores de flexibilidade para o subsistema distribuição física. Da mesma forma que no subsistema de suprimentos. sendo necessário desenhar o sistema de informações prevendo essas eventuais dificuldades e criando soluções alternativas para que cada um dos membros da rede tenha condições de estar adaptado ao sistema. 113). de gerenciamento dos estoques dos 17 . pode ser necessária a adoção de softwares de gerenciamento do relacionamento com o cliente – CRM (Customer Relationship Management). Portanto. Assim como no subsistema suprimentos. o que implica compreender todos os fatores envolvidos nesse processo. p. A ideia por trás da flexibilidade dos sistemas de informação é a redução dos níveis de estoques uma vez que essa ‘substituição de estoques por informações’ “tornou-se o princípio diretivo dos gerentes de logística nas organizações que procuram obter respostas flexíveis e oportunas em mercados voláteis e com ciclo de vida curto” (CHRISTOPHER. conforme segue. 72). Para tanto. p. o subsistema distribuição física também precisa contar com flexibilidade para suportar erros de previsão. bem como o gerenciamento do fluxo físico desses produtos ou serviços de forma rápida e flexível.

entrega direta ao cliente – DSD (Directory Store Delivery) entre outras possibilidades de flexibilidade devem ser sempre consideradas no desenho do sistema de transportes a ser utilizado pela distribuição física. o que implica em utilizar. 281). através da resposta-rápida. existe a tendência da utilização de depósitos que apenas realizam o cross-docking. Já a utilização de informações do ponto de venda eletrônico (EPOS – eletronic point of sale) possibilita monitorar/rastrear a demanda através das caixas registradoras e. aqueles extremamente verticalizados e automatizados (utilizam transelevadores e dispensam empilhadeiras). A unitização de cargas. atendendo 18 . adaptando-se ao conceito logístico do modelo atual de negócio” (BERTAGLIA. a prática de cross docking. mais que isso. também. uma vez que “o transportador deve adequar-se às exigências do cliente. Atualmente. em que as estruturas da porta-paletes seguram as paredes e o teto. os recursos que atualmente a tecnologia da informação disponibiliza. Além disso. A utilização dos recursos tecnológicos disponíveis também é essencial para o correto funcionamento do sistema. tornando desnecessária a estocagem de produtos. “o top da evolução são os sistemas de armazenagem autoportantes. 82). 2003. 2002. de reposição contínua de estoques nos pontos de venda – ECR (Efficient Consumer Response). é possível repor rapidamente os estoques do varejo conforme as tendências de consumo e. vislumbrando as opções disponíveis no mercado.membros do canal de distribuição – VMI (Vendor Managed Inventory). A flexibilidade dos transportes é fator importante. A flexibilidade armazenagem é fundamental ao longo do canal de distribuição e deve ser considerada também a partir de uma visão sistêmica. adaptando o veículo se necessário. mas. p. sobretudo nos canais de distribuição. com encaixes perfeitos” (Revista Distribuição. Em termos de armazenagem é necessário considerar as necessidades da empresa em termos de nível de serviço a ser oferecido aos usuários da estrutura. ajustar a produção à montante de forma a atender às variações de mix. entre outras ferramentas que a atual tecnologia da informação disponibiliza. além disso. p.

de forma a atender a solicitações específicas de cada cliente (ou grupos homogêneos de clientes = segmentos). 82). ela pode gerenciar melhor o nível de serviços que vai oferecer a esses clientes. é importante para diferenciar os serviços a serem oferecidos aos clientes como uma estratégia competitiva. por lucratividade. ao contrário. Assim. A flexibilidade do nível de serviços. tem condições de ajustar-se rapidamente às mudanças de expectativas. Com sistemas de informações partilhados também com os clientes é possível conhecer melhor as suas necessidades e/ou expectativas. p. 31). De forma análoga à flexibilidade dos fornecedores. o que pode ocorrer somente a partir de um correto gerenciamento do fluxo de informações.“à necessidade de agilidade no recebimento e na entrega de mercadorias” (Revista Distribuição. antecipando-se a elas) superando tais necessidades fidelizando esses clientes. possibilita níveis de excelência. antecipar-se a tais mudanças. 1999. e nem precisa. é possível conseguir a 19 e/ou expectativas e. . ou por qualquer outro critério. integrando a flexibilidade interna e externa e buscando a flexibilidade sistêmica. consequentemente. A partir do momento em que uma empresa realiza a classificação de seus clientes. de forma a atendê-las (ou. uma vez que não pode. mas. melhor ainda. Conforme visto nas seções anteriores. Quando a empresa conhece profundamente seus clientes. ou mesmo. a flexibilidade do canal de distribuição também precisa ser suportada pelos recursos da tecnologia da informação. p. o que requer uma definição clara dos processos envolvidos na prestação de serviços logísticos de forma que seja possível praticar aquilo que o estudo do CLM (1995) definiu como “rotinização”. seja por volume de negócios. “o desafio para a organização que pretende ser líder em serviço ao cliente é conhecer as exigências dos diferentes segmentos em que atua e reestruturar seus processos de logística em direção ao cumprimento dessas exigências” (CHRISTOPHER. por sua vez. ficando claro que a rotinização não implica em ‘engessamento’ do sistema logístico. ofertar o mesmo nível de serviço a todos os clientes. Uma das bases para a flexibilidade logística devem ser a competência e confiança de todos os integrantes da cadeia de abastecimento e o compromisso de elevar o nível de serviço ao cliente. 2002.

embalagem etc. derivado da palavra cadeia de suprimentos utilizado para definir diversos materiais. p. que a logística define seus parâmetros de lead time. O termo nasceu junto com a logística. 2006.. programação e controle da produção. Na logística os suprimentos são os atores principais de toda a cadeia. Logística do suprimento Suprimento é o item administrado. movimentado. No tempo em que a logística era somente uma arte da guerra e não fazia parte das empresas. para o momento mais próximo dos pedidos efetivos (logística de postergação).flexibilidade no canal de distribuição. as características dos equipamentos de movimentação. Subsistemas logísticos O sistema logístico é dividido em três grandes subsistemas denominados:  Logística do suprimento: Planejamento e controle de estoques. alimentos e equipamentos necessários para a batalha. áreas de armazenamento e os recursos humanos e financeiros necessários. processado e transportado pela logística. como etiquetagem. A cadeia de suprimentos envolve todos os níveis de fornecimento do produto desde a matéria-prima bruta até a entrega do produto no seu destino final (Dantas. 20). pois a matériaprima é um dos tipos existente de suprimentos.modais de transporte. transporte e armazenagem de materiais e componentes destinados ä fabricação de produtos finais. produtos em processo e embalagem. compras. A logística é o principal responsável por assegurar a disponibilidade do item dentro dos prazos e quantidades estabelecidas pelas áreas de compras e planejamento e programação de produção (Severo. Armazenagem. transporte e movimentação de produtos acabados no canal de distribuição. armazenado.  Logística da distribuição: Planejamento dos recursos da distribuição. basicamente. são com base nas características dos suprimentos. de duas formas: mantendo estoques próximos aos clientes (logística de antecipação) ou adiando atividades de finalização de produtos. tipos de embalagem. 20 .  Logística da produção: Planejamento. Cadeia de suprimentos é o conjunto de materiais necessários para o funcionamento de uma empresa comercial ou fabricante. É importante nunca confundir Suprimentos com matéria-prima. a palavra suprimentos era muito utilizada para definir as munições.

Produção e Distribuição. Material para reciclagem. Alimentos. Mix de produtos de um varejista. Mão de Obra. exemplo: uma empresa prestadora de serviço de call center tem as informações referentes ao produto como suprimento para realização do seu produto "atendimento ao cliente". Os subprocessos mais comuns de um processo de suprimentos são: 21 .2005. Informação. Materiais não produtivos. Classificação Os suprimentos podem ser classificados como:             Matérias-primas necessárias para fabricação de um produto. Equipamentos ou peças de composição de um produto. Materiais de apoio da produção. Uma empresa pode ser dividida em Suprimentos. Suprimentos podem ser consideradas as informações para prestação de serviços. Peças de reposição de equipamentos. além do fluxo reverso de materiais para reciclagem. Podemos definir suprimentos como um processo composto por diversos outros subprocessos. p. 148). descarte e devoluções. Suprimento como um processo Conceito de divisão de processos. Onde termina o processo de distribuição de uma organização começa o processo de Suprimentos da organização seguinte. Os produtos de um comércio/serviço. Entre outros.

material e informação no processo produtivo (FlexLink. porém dentro desse contexto existe uma série de variáveis e decisões de trade-off a serem tomadas pelo profissional de logística. 215). é um segmento da indústria automatizada.. que trata da gestão e controle de mão de obra. quer pela adição de processos mais eficazes. Como regra geral as empresas mais fortes da cadeia de distribuição são quem definem quem será o responsável pela entrega do material/produto. Este é o processo mais comum de distribuição. 2006. Logística de distribuição Distribuição é um dos processos da logística responsável pela administração dos materiais a partir da saída do produto da linha de produção até a entrega do produto no destino final (Kapoor et al.. essencial para o sucesso de empresas na economia de mercado global. p. produção e distribuição (Gomes et al.   Gestão de Transporte . uma vez que se preocupa com o aperfeiçoamento de tarefas fabris. 2001. A partir do momento que o produto é vendido a Distribuição se torna uma atividade de front office e ela é capaz de trazer benefícios e problemas resultantes de sua atuação (Kapoor et al. assim. Logística de manufatura logistics utilizada no Brasil. quer pela eliminação de outros desnecessários. 9). 2008). dada à enorme quantidade de materiais. Gestão Compras/aquisição. p. 2). O distribuidor por sua vez vende o produto para um varejista e em seguida aos consumidores finais. p. pois problemas como o atraso na entrega são refletidos diretamente no cliente. São estes processos logísticos contínuos de controlo da produção e também das encomendas. Onde termina o processo de distribuição de uma empresa. Após o produto pronto ele tipicamente é encaminhado ao distribuidor. Movimentação e alimentação da linha de produção. O marketing vê que a Distribuição é um dos processos mais críticos. p. também conhecida como PPCP (Planejamento. O ponto é uma tradução alternativa de production 22 . «Uma logística de produção eficiente resulta em tempo e dinheiro ganho na produção» (Allen. 2004. que se dá o nome de logística de produção. Esta área é. 2004. 97). p. Uma organização pode ser divida em três processos principais suprimentos. que hoje existe. operários e máquinas.. a gestão destes recursos é feita majoritariamente por computador. 8-9). Devido à grande complexidade que as grandes plataformas industriais apresentam. inicia o processo de suprimentos da empresa seguinte.inbound. Programação e Controle da Produção) (Severo. Logística de produção A logística de produção (tradução de production logistics) de uma indústria. 2004.

pois a entrega unitizada tem um menor custo total e menor lead time. Expedição. seguro. importância na Cadeia de suprimentos. As empresas estão cada vez mais terceirizando suas atividades relacionadas a distribuição e focando suas atividades no core bussiness da empresa. Os custos de distribuição estão diretamente associados ao peso. Lead Time do cliente. Logística reversa (reciclagem e devolução). mas sim aquele que tem a necessidade de compra é menor do que a necessidade de venda do elo anterior da cadeia então pode concluir que este poder de decisão pode ser transferido rapidamente entre os elos. fragilidade. dos equipamentos de movimentação. neste tipo de entrega o produto/material é entregue em mais de um destinatário. Gestão de transportes. seletiva ou generalista). A distribuição tem grande importância dentro da empresa por ser uma atividade de alto custo. entre outros. Gestão de estoques. As entrega neste caso devem ser muito bem planejadas. pois a globalização nos permite comprar um produto na china com frete FOB e ainda pagar mais barato do que uma compra em nossa região. as entregas fracionadas devem ser utilizadas somente quando não for possível a entrega direta com o veículo completamente ocupado. Processos da distribuição A distribuição é divida em outros sub-processos tais como:       Movimentação da linha de produção. Logística de transportes agrários 23 . da qualificação e quantidade pessoal envolvido na operação. A palavra distribuição esta associada também a entrega de cargas fracionadas. preço. O que a logística quer saber Algumas perguntas que devem ser feitas para definição do modelo de distribuição com o objetivo de entregar o produto ou serviço ao consumidor final:       Preciso que o produto seja vendido por um varejista? Preciso que seja distribuído por um atacadista? Preciso de quantos níveis no meu canal de distribuição? Qual o comprimento do meu canal (quantos intermediários)? Onde e quando meu produto precisa estar disponível? Como será minha distribuição? (exclusiva. volume. tipo e estado físico do material e estes aspectos influenciam ainda na escolha do modal de transporte.mais forte da cadeia não necessariamente é aquele que têm mais “dinheiro”. pontos de apoio. aproveitando a viagem e os custos envolvidos.

Estes canais são utilizados preferencialmente para produtos de grande consumo e requerem reabastecimentos frequentes dos intermediários. através de um Canal de Distribuição Longo. requerem uma rede de intermediários que. Os circuitos curtos permitem uma melhor cobertura do mercado. existem três tipos de Canais de Distribuição: Canal direto – circuito em que não existem intermediários. ou número reduzido de retalhistas. face à Distribuição Extensiva permite reduzir os custos e incrementar o controle do produtor sobre o canal. Pressupõe também que o intermediário concessionado não venda produtos similares de outras marcas.Tipos de distribuição Assim sendo. Esta modalidade é normalmente utilizada por PMEs que não detêm grande conhecimento do mercado-alvo. contudo. aos quais normalmente são fixadas cotas de vendas. Tem a vantagem de permitir que os produtos consigam atingir o maior número de consumidores. o produto transita do produtor para um retalhista. Canal Curto – Circuito em que não existem grossistas. tem como desvantagens o elevado custo que impõe à empresa. em determinado território. isto é. mas a gestão das relações internas do Circuito é mais trabalhosa e complexa. faz com que a empresa possa ficar dependente destes e perder o controle do Circuito Canal Longo – Circuito em que intervém o grossista e eventualmente outros intermediários tais como o importador ou o agente. Distribuição Exclusiva – baseia-se na concessão a um intermediário da exclusividade da distribuição do produto. É viável em empresas com um grande número de vendedores e forte organização comercial. além de uma possível perda parcial de controlo sobre o canal. Esta modalidade permite ter um alcance maior do que a Distribuição Exclusiva. em detrimento do alcance. por outro lado. com a possibilidade de se estabelecer princípios de exclusividade de vendas num determinado território. por outro lado. embora pequena. Têm a vantagem de ser completamente controlados pelos produtores e de proporcionarem um melhor conhecimento do mercado. é frequente ser da responsabilidade do intermediário o ônus da força de vendas. Para o efeito identificamos 4 tipos de modalidades: Distribuição Extensiva – modalidade utilizada quando uma empresa pretende alcançar o maior número de pontos de venda do mercado. têm o inconveniente de não permitirem uma grande dispersão geográfica. Um tipo particular e bastante atual desta modalidade de distribuição é o sistema de franchising. isto é. Modalidades de distribuição Ao determinarmos os Canais de Distribuição. o produto transita diretamente do produtor para o consumidor final. A seleção de distribuidores é feita em função de dois critérios essenciais: a localização do distribuidor e o posicionamento. deve-se determinar qual a modalidade da Distribuição. além da análise das suas características. Possibilitam um alcance geográfico amplo. Distribuição Seletiva – nesta modalidade o produtor escolhe um número reduzido de distribuidores. 24 . Adicionalmente. das reparações técnicas e da assistência pós-venda.

Integração Vertical Nesta estrutura. há uma série de fatores. por exemplo. que condicionam a escolha. Esta decisão é tanto mais importante que se sabe que são de difícil modificação. as estruturas dos circuitos podem tomar as seguintes formas: Sistemas Convencionais Tipo de estrutura que compreende o produtor e os intervenientes como entidades independentes. a complexidade do produto. Como tal. a sazonabilidade de consumo. não menos relevantes. pela utilização de um canal longo para venda através de grossistas. De grosso modo. o prestigio / imagem do produto e o fator “novidade”. independentes entre si. Um exemplo simples de compreender são as indústrias que 25 . para conjuntamente colocarem recursos. o produtor e os intervenientes atuam como um todo. a gama disponível. Sistema Multicanal Estrutura cada vez mais frequente onde um produtor opta. tais como o preço. definem a estrutura do mesmo. Assim sendo. concretamente as relações entre os intervenientes. através de um vínculo contratual ou pela criação de uma nova empresa. além dos aspectos já apresentados. Esta é a estrutura mais frequentemente utilizada pelas PMEs. hábitos do consumidor e naturalmente as características do produto em si. características dos intermediários e da concorrência. e cada um procura aumentar os seus lucros. sendo relativamente simples de se alterar os intervenientes. A escolha do Canal de Distribuição e respectiva Modalidade não é tarefa fácil. onde a grande vantagem reside na sua flexibilidade. e paralelamente opera através de um canal curto ou direto. onde os seus interesses são individualizados. e a gestão das funções realizadas pelos membros do canal é dirigida por apenas um componente. Integração Horizontal Resulta da cooperação de duas ou mais empresas. Um exemplo disso é o caso das campanhas promocionais junto de alguns canais. objetivos da estratégia comercial. Esta estrutura permite tirar proveito de economias de escala e incrementa o poder negocial junto de empresas exteriores ao canal. tais como as características do mercado. tradições no sector.Distribuição Intensiva – utiliza-se esta modalidade como complemento às modalidades de distribuição Seletiva ou Extensiva quando é necessário concentrar esforços e capital em dados momentos e em certos canais de distribuição. a gestão de todas as atividades necessárias para a realizar a função de distribuição é centralizada. recursos disponíveis. de forma a aumentar o seu alcance. Estruturas dos circuitos de distribuição A forma como o circuito está organizado.

menosprezada pela indústria tradicional. localização. os canais de distribuição desempenham um papel filtro. câmaras de comércio. Distribuição – seleção do canal Distribuir produtos é entrega-los no local certo. De base. no momento exato e com os serviços necessários à sua venda. segundo uma orientação que não compreendeu que. existência de armazém. com a procura de um novo modelo de desenvolvimento econômico por parte da indústria tradicional. em quantidade suficiente. etc. as vantagens logísticas que oferece (dimensão. o nível de conhecimento sobre as técnicas de promoção do mercado. e muitas vezes de sucesso. começado a ouvir falar por parte dos governantes. caso a empresa opte por uma modalidade que os compreenda. Apenas nos últimos anos. A melhor técnica para fazê-lo consiste em identificar os clientes de um distribuidor e contatá-los diretamente para recolher a sua impressão sobre os mais ativos no mercado. a empresa deve obter informações credíveis sobre a reputação do intermediário junto de bancos e clientes e sobre a sua experiência com produtos idênticos. relativamente à chegada dos produtos aos clientes. capacidade de fornecer serviço pós-venda. etc. os proveitos de um intermediário são obtidos em função das margens dos 26 . o número e tipo de canais de escoamento cobertos. na necessidade de acesso aos canais de distribuição internacionais. A empresa pode ainda recorrer aos serviços de consultores comerciais. com as características pretendidas. melhor será a performance do sistema comercial. nomeadamente a imagem e posicionamento do intermediário no mercado. vulgo “loja de fábrica”. durante décadas. A política de distribuição foi. ao crescimento demográfico e de poder de compra previsto na sua zona de influência. Intermediários Escolha de intermediários A escolha de intermediário é fundamental. Mas um critério fundamental na escolha de um intermediário é a estratégia de relacionamento que a empresa pretende ter. a sua estabilidade financeira. avaliando também a qualidade dos seus vendedores e a sua capacidade financeira e ainda. perante uma economia de excesso de oferta. etc. e com a criação de marcas.). Constatou-se a importância da distribuição tendo-se nos últimos anos. Quanto mais benefícios tiver o intermediário. o seu potencial de vendas atendendo à quota de mercado que detêm. através de um pequeno estabelecimento comercial.comercializam os seus produtos em retalhistas e paralelamente permitem a venda direta ao cliente final nas suas instalações. Neste âmbito. A pedra de toque deste tipo de distribuição está em selecionar adequadamente o canal de vendas para o produto e dessa seleção dependerá o êxito de toda a estratégia de marketing. o fato de já estar ou não a comercializar marcas concorrentes. Há diversos critérios pelos quais as empresas devem se orientar quanto a escolha de um intermediário.

no então há quatro objetivos referentes a vendas e distribuição que suscitam com frequência neste contexto: Desenvolvimento de contas  Maior influência dos produtos face à concorrência  Acesso a novos segmentos de mercado  Aumento da capacidade de compra Apoio ao distribuidor  Maior disponibilidade  Aumento da taxa de consumo  Redução das oportunidades da concorrência  Aumento dos suportes promocionais face à concorrência Manutenção de contas  Assegurar a satisfação do consumidor  Redução das oportunidades da concorrência Penetração de contas  Simplificação  Aumento da taxa de consumo e do volume de compras  Aumento da capacidade de compra  Concorrência apertada  Venda de produtos complementares 27 . No entanto. ou seja.  Programa de distribuição: é realizado um planejamento conjunto entre o produtor e o distribuidor. são tomadas decisões em conjunto no sentido de retificar o plano inicial.  Associação: sistema mais evoluído em que é realizada uma definição prévia das metas que o produtor pretende que o intermediário atinja. posteriormente as ações na distribuição serão acompanhadas por ambos e. há três possibilidades de relacionamento entre um produtor e intermediário que influenciam esta relação básica de margem ↔ proveito:  Cooperação: onde os intermediários meramente ganham em função do que vendem. e é definido um plano escalonado de retribuições ao distribuidor. O planejamento de ação efetuado entre o produtor e distribuidor pode ser mais ou menos complexo.produtos que vendem. quando necessário. relação direta e fixa entre os números de vendas e margem.

não vende ao consumidor ou utilizador final. podem ocorrer conflitos que suscitam ações lesivas aos interesses dos constituintes do canal. As soluções a aplicar deverão ser definidas e aplicadas consensualmente. b) Direitos e deveres mal esclarecidos. d) Intermediários muito dependentes dos produtores. ou mesmo até a outros fabricantes. e possíveis indícios de falta de harmonização entre as políticas de ambas as empresas. as razões pelas quais se falharam os objetivos. As principais causas destes conflitos são: a) Incompatibilidade de objetivos.Após se definirem conjuntamente os objetivos. Dado que estes conflitos têm uma relação direta com a performance do canal de distribuição. e) Definição não consensual sobre o domínio. Assim. Esta avaliação tem como principais objetivos a procura de dificuldades de adaptação mútua aos programas estabelecidos. devem-se avaliar as metas propostas e atingidas. c) Diferentes visões sobre o ambiente. a outros grossistas. e devem ser enquadradas e harmonizadas as respectivas políticas empresariais. Para tal são apresentadas uma série de medidas de resolução de conflitos no canal: a) Reorganização dos objetivos b) Cooptação ou troca de pessoal (funcionários) entre os membros do canal c) Diplomacia recorrendo ao uso de “embaixadores” de ambas as partes d) Arbitragem ou mediação recorrendo a uma terceira parte Tipos de intermediários e funções Grossista Atua como intermediário que vende aos retalhistas. a aproximação e resolução destes os mesmos deverão ser prioritária. o produtor deverá proceder a uma avaliação periódica do intermediário. Quando a harmonia entre o produtor e intermediário é perturbada. As principais atividades que caracterizam os grossistas são:  Compra de mercadoria ao produtor ou a outro grossista  Agrupamento e normalização de produtos  Transporte de mercadorias  Armazenagem e conservação dos produtos  Promoção e venda de produtos 28 . nomeadamente as demarcações de territórios e o grau de autonomia do intermediário para tomar determinadas decisões.

como tal. Transmissão da propriedade: posse ou direito ao uso do produto: entre os membros do canal é possível transmitir ou não a propriedade dos bens a transacionar. armazenamento e entrega do produto até ao último destinatário. Realização da atividade de marketing: os retalhistas podem levar a cabo várias atividades de venda pessoal e promoção. As principais funções dos retalhistas são: Redução de custos: a utilização de sistemas com retalhistas leva à diminuição do número de contactos com o cliente final e. tornando-se numa vantagem competitiva. o que permite aferir melhor as necessidades deste. formação e assessoria. É fácil compreender que. Serviços adicionais: o retalhista pode prestar outros serviços além da transação. Quando os retalhistas do canal não têm a propriedade do produto. como por exemplo. na gestão de pedidos e de stocks e na gestão comercial e administrativa. na definição das características dos produtos. estando “dentro” do mercado. 29 . instalação. então diremos que atuam como Agentes ou Mandatários do produto. Entrega ao retalhista ou a outro grossista  Crédito a clientes  Assunção de risco  Assessoria ao retalho em diversas áreas. serviços pós-venda (reparação). Financiamento: um retalhista pode proporcionar crédito. Criação de sortido: um intermediário pode comprar a diversos produtores / grossistas. Movimento físico do produto até ao último destino: retalhistas podem exercer funções de transporte. Esta proximidade ao mercado dota os retalhistas de supremacia e de poder dentro do canal. à redução dos custos totais do sistema Adaptação da oferta à procura: os retalhistas estabelecem um contacto mais próximo com o cliente final. nomeadamente das necessidades dos seus clientes. quer ao cliente final. São eles que contatam diretamente com os consumidores e. apercebem-se de quais são as suas necessidades e descobrem mais cedo quais são as tendências do momento. têm influência primordial nas ações de marketing do fabricante ou do grossista. no desenvolvimento de novos produtos. tais como a entrega. Adicionalmente. influindo nos resultados das vendas. têm um melhor conhecimento do mercado. muitas vezes atuam como substitutos da força de vendas do fabricante. o que permite ao cliente final adquirir uma maior gama de produtos num único intermediário. Retalhista Os retalhistas são o último elo dos canais de distribuição. portanto. os retalhistas sabem com maior exatidão quem são os seus clientes. quer ao produtor.

 Na política de Preços deverão ser equacionadas as diferentes sensibilidades do país a internacionalizar. ou outros desastres pelos quais o produtor ou grossista não se responsabiliza. incêndios. conhecidos por 11 C’s: Fatores Externos 1. Os grossistas e retalhistas têm em comum o fato de atuarem como agentes de venda para os seus fornecedores e de agentes de compra para os seus clientes. inundações. A configuração poderá mesmo variar dentro da mesma indústria e até na mesma empresa. Cultura 3. Também poderá sofrer imprevistos como roubos. Concorrência 30 . cada intermediário proporciona um serviço específico. de forma a poder ser decifrada pela cultura em questão. até canais mais profundos em que cada do canal. perdendo o produtor o controlo sobre o canal. Canais de distribuição internacionais Quando a estratégia da empresa passa por colocar os seus produtos ao alcance dos consumidores de um determinado pais ou conjunto de países. mantendo algum controlo na comercialização. Esses fatores. Desta maneira. lugar e posse. Mas quando falamos em internacionalização. os canais de distribuição internacionais podem variar desde canais diretos. a escolha dos canais e distribuidores que a empresa deve utilizar recairá essencialmente numa de duas hipóteses: ou o distribuidor nomeado implanta os seus próprios canais e sistemas de distribuição. Também à cuidados gerais a tomar em consideração sobre os outros elementos:  O Produto deverá ser idealizado de forma a ser aceite nos países a internacionalizar. Quanto à estrutura. o retalhista corre o risco de não os vender ou ter de vendê-los por um preço inferior ao preço de compra. isto é. ou seja. visto que cada mercado nacional tem as suas próprias características.Assunção de riscos: uma vez adquiridos os produtos. Características do cliente 2. ou o produtor vende diretamente através de pontos de venda e distribuidores locais por si escolhidos. e deverão ser analisadas as diferentes opções para o posicionamento do produto. do produtor ao consumidor. O projeto de canais em mercados internacionais pode e devem ser determinado por fatores externos condicionantes e também por fatores internos controláveis à empresa.  A Comunicação deverá ser apropriada ao país em questão. a Distribuição não é o único dos elementos tradicionais do Marketing Mix que deverá ser adaptado. estes intermediários têm um papel preponderante na criação das utilidades de tempo.

maiores investimentos? Esta é a opção chave de qualquer empresa produtora que se pretenda internacionalizar. Controlo 7. a empresa deverá possuir uma rede de vendas devidamente apetrechada. ou garantindo canais curtos. pelo contrário. Custos 5. quer na formação técnica dos seus elementos. religiosa e social que muitas vezes se faz sentir. mas quanto mais longo for o canal. verifica-se um acréscimo de funções dos intermediários. Distribuidores Extensivos: quando a única preocupação da empresa é colocar os seus produtos na maior área geográfica possível. Objetivos empresariais 2. o que em comércio internacional pressupõe grandes organizações ao nível de vendas e. pelo que a sua escolha deverá ser cuidadosa. Comunicação Quanto aos intermediários. Então. São vulgares em comércio internacional e muitas vezes são designados de representantes exclusivos de uma empresa ou de uma marca. É certo que em políticas de distribuição internacionais existe a tendência para se optar por canais longos. para um determinado país ou grupo de países. a empresa exportadora elege. Características do produto 3. alguns distribuidores a quem garante a exclusividade e a prestação de assistência em determinada área geográfica. 31 . que fazer? Perder o domínio do canal. Distribuidores Exclusivos: são os intermediários que detêm a exclusividade do negócio para uma determinada área geográfica. aumentando as possibilidades de conflito. através de um processo de seleção. Capital (investimento) 4. a comunicação dos estímulos essenciais à boa compreensão dos mercados torna-se quase impossível sem a sua presença. Este sistema é aplicável em territórios próximos ou vizinhos do país de origem.Fatores Internos 1. maior será o poder do canal sobre o negócio. quando se trata de canais internacionais. o que nos leva a uma nova caracterização de intermediário: o Distribuidor. Têm um papel fundamental na distribuição física dos produtos e concentram um grande poder de negociação. menor será o do produtor e maiores serão os riscos de conflitos. quer em número. Continuidade 8. Distribuidores Seletivos: neste caso. Cobertura 6. porque pressupõe que as vendas serão tanto maiores quanto maior for o número de distribuidores. dada a distância geográfica. consequentemente. cultural.

produtos acabados. Tradicionalmente. causando transtornos significativos em termos de custos e possível perda de clientes. Essas ferramentas refletem uma nova visão de logística e operações globais. e eram controladas por uma área funcional. peças de reposição e materiais reciclados. Em última análise. Hoje. A gestão do fluxo físico era definida por esta área geográfica restrita. No ambiente operacional atual. Esse compromisso extremo com o serviço talvez seja o "state of art". que. a incompatibilidade das infraestruturas logísticas e a limitada capacidade de reação individual às mudanças gerais na cadeia de suprimentos. é possível alcançar qualquer nível de serviço logístico se a empresa estiver disposta a alocar os recursos necessários. como marketing ou produção. adaptar e otimizar o fluxo de matérias-primas. Em princípio.Relação Custo-Benefício Logística e Operações nunca desempenharam um papel tão importante nas organizações como nos dias atuais. e com foco no atendimento das necessidades da função que a controlava. geram restrições que alteram o fluxo de mercadorias dentro das empresas. Para facilitar o recebimento de pedidos. A disponibilidade de estoque pode ser ainda mais rápida se o fornecedor concordar em consignar estoque no endereço do cliente. é possível manter comunicações exclusivas em tempo real entre a empresa cliente e a operação logística do fornecedor. Mudanças tecnológicas e mercados emergentes abrem novas formas de organizar. Por 32 . Um material que não esteja disponível no momento necessário para a produção pode forçar uma paralisação da fábrica. Ferramentas conceituais e gerenciais agora aplicadas à gestão da distribuição física fornecem importantes soluções. o serviço logístico representa um equilíbrio entre prioridade de serviço e custo. mas é oneroso e. logística e operações desenvolveram-se dentro de áreas geográficas. geralmente não é necessário para dar apoio à maioria das operações de produção e marketing. É possível disponibilizar uma frota de caminhões em estado de permanente prontidão para pronta entrega a clientes. Mudanças nas expectativas dos clientes ou na localização geográfica continuamente transformam a natureza dos mercados. Por exemplo. é possível manter um estoque dedicado geograficamente próximo a um cliente importante. novas pressões estão mudando as definições e estruturas utilizadas pelas empresas. Essas pressões incluem a duplicação de estoques. Com essa prontidão logística. O impacto sobre os lucros com esse tipo de falha pode ser substancial. por sua vez. um produto ou componente pode ser entregue até em questão de minutos após a colocação do pedido por parte do cliente. As novas definições são significativamente diferentes daquelas que determinavam as antigas atividades relacionadas ao fluxo físico. o fator restritivo é econômico e não tecnológico. A consignação elimina a necessidade de desempenho logístico em resposta às necessidades do cliente. produtos semi acabados.

os custos logísticos representam em média 12% do produto interno bruto mundial. substanciais na maior parte das empresas. ficam em segundo lugar. 9. No decorrer da ultima década. 33 . Agrega-se valor pela minimização desses custos e mediante o repasse desses benefícios aos clientes e aos acionistas da empresa. os custos da distribuição física oscilaram entre 7% e 9% das vendas. tamanha a disparidade entre cada uma delas. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Na maioria das situações. maior será a prioridade dada ao desempenho logístico. perdendo apenas para o custo das mercadorias vendidas (custos de compras) que representam cerca de 50 a 60% das vendas para o fabricante médio. Provavelmente mais de um terço deva ser acrescentado a esse total a fim de situar o custo logístico médio da empresa em cerca de 11% das vendas. para a economia dos EUA.9% do produto interno bruto (PIB). realizaram-se inúmeros estudos com o objetivo de determinar os custos da logística para o conjunto da economia e para cada empresa. Quanto mais significativo for o impacto da falha do serviço sobre o cliente.outro lado. o impacto sobre os lucros. ou US$921 bilhões. Para as empresas. embora Wilson e Delaney mostrem que no mesmo período os custos logísticos enquanto percentagem do PIB norte-americano tiveram redução de cerca de 10%. Robert Delaney. calcula que os custos logísticos representem. causado por um atraso inesperado de dois dias na entrega de produtos para reabastecer um armazém pode ser mínimo ou mesmo insignificante ao considerarmos o desempenho operacional geral. que vem acompanhando os custos logísticos ao longo de mais de duas décadas. os custos logísticos variam de 4% até mais de 30% das vendas. Os custos são significativos Ao longo dos anos. Pode haver uma tendência de custos crescentes para as empresas isoladamente. o impacto de uma falha logística sobre o custo-benefício está diretamente relacionado com a importância da execução do serviço para o cliente envolvido. essa pesquisa não inclui os custos do suprimento físico. Daí resultaram estimativas de níveis de custos para todos os gostos e preferências. Os custos logísticos. Embora tais resultados situem os custos da distribuição física em cerca de 8% das vendas.

 Melhoria de nível de serviço ao cliente.  Redução de ordens em atraso.  Segurança de que os objetivos da organização serão perseguidos pelos envolvidos  Visualizações de problemas potenciais no processo devido ao envolvimento de mais pessoas na elaboração do plano principal.  Estabilidade do plano de operações. Alguns deles são mencionados a seguir:  Redução do nível de estoque em função do balanceamento entre a demanda e as necessidades de abastecimento. 34 . possibilitando melhor eficiência das operações.  Melhoria no gerenciamento de recursos.  Melhoria na comunicação interdepartamental. alguns benefícios podem ser obtidos.Benefícios Com o gerenciamento efetivo das operações considerando o balanceamento da demanda e abastecimento.  Fortalecimento das pessoas e equipes que passam a ter uma visão global da organização.  Gerenciamento global dos custos.

Conclusão 35 .

Onde atua os Sistema Logístico e quais as suas finalidades? Resposta: O sistema logístico atua diretamente sobre a cadeia de distribuição. programação e controle da produção. equipamentos de manuseio. transporte e movimentação de produtos acabados no canal de distribuição. situadas no começo.Questões 1. 3. meio e fim do processo? Resposta: Empresa Fornecedora de Matéria-prima.Quais são os três grandes subsistemas logísticos? Resposta: Logística do suprimento: Planejamento e controle de estoques. Redução do capital empatado: O nível do serviço logístico determinado pelo planejamento deve ser conseguido com a minimização do capital investido nos equipamentos de transporte. 2 .Quais os Objetivos do Sistema Logístico? Resposta: Melhoria do serviço: As receitas de uma empresa crescem quando a qualidade do serviço logístico aumenta. Redução do custo operacional: Os clientes valorizam muito a qualidade do serviço logístico mas desconhecem completamente os custos do processo. o impacto de uma falha logística sobre o custo-benefício está diretamente relacionado com a importância da execução do serviço para o cliente envolvido. locais de estocagem. produtos em processo e embalagem. Quanto mais significativo for o impacto da 36 . Armazenagem. Logística da distribuição: Planejamento dos recursos da distribuição. empresa Fabricante de Produtos de Consumo.Quais as empresas-modelo. conservação e outros. suprimentos e produção sejam eles referentes a informações ou materiais. compras. 5 – Uma falha logística sobre o custo e beneficio está relacionada a que? Resposta: . transporte e armazenagem de materiais e componentes destinados ä fabricação de produtos finais. 4 . Logística da produção: Planejamento. Sua finalidade é controlar e harmonizar os fluxos de entrada e saída nas áreas de distribuição. Na maioria das situações. empresa Distribuidores de Produtos e empresa Cadeia de Lojas Varejistas.

falha do serviço sobre o cliente. 37 . maior será a prioridade dada ao desempenho logístico.

pg.ed. –Porto Alegre: Bookman. São Paulo: Atlas. Scott A.cefetpr. Paulo Roberto. 1996. Rio de Janeiro: Campus. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/Logística Empresarial.atual.2006. BERTAGLIA.pdf> 38 .br/ppgep/livro/3_Patricia_Guarnieri. – 2. BATEMAN. Terceirização: parceria e qualidade. B.Bibliografia ALVAREZ. Disponível em: <http://www. Logística: E gerenciamento da cadeia de abastecimento.-São Paulo: Saraiva.rev.ed. 1998.2009. – 5. Administração: construindo vantagem competitiva. BALLOU. SNELL. Manuel S. Thomas S.. Ronald H.

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