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Apresenta

:

MOTORES TÉRMICOS

2 - CICLOS OPERATIVOS

2.1 - CICLO A 4 TEMPOS, 2.1.1 - Teórico segundo A. BEAU DE ROCHAS. 2.1.2.- Real segundo N. AUGUST OTTO. 2.2 - CICLO DIESEL,

2 - CICLOS OPERATIVOS

DEFINIÇÃO:
• Chamamos de ciclo operativo as movimentações dos componentes básicos e do próprio fluído operante, necessárias ao funcionamento autônomo do motor.

2.1 - Ciclo a 4 Tempos
2.1.1 - Teórico

• Em 1.862 Alphonse Beau de Rochas apresenta, em teoria, um motor alternativo de ciclo a 4 tempos • Grande diferença - acréscimo de um tempo específico para a compressão da mistura ar / combustível • Em 1.872 tal motor foi construído experimentalmente

2.1 - Ciclo a 4 Tempos
2.1.1 - Teórico

• Ciclo teórico de Alphonse Beau de Rochas,
• 1º Tempo - Admissão
• O pistão move-se do PMS ao PMI, • A abertura da válvula de admissão começa no momento em que o pistão inicia seu movimento de ‘descida’, • Ao atingir o PMI, a válvula de admissão fecha-se, concluindo o 1º tempo, • Neste momento, a árvore de manivelas descreveu um giro de 180º ou 1/2 volta.

2.1 - Ciclo a 4 Tempos
2.1.1 - Teórico

• 2º Tempo - Compressão
• O pistão move-se do PMI ao PMS, • Neste momento, a árvore de manivelas descreveu um giro de 180º ou 1/2 volta, completanto assim 1 volta ou 360º a partir do início.

2.1 - Ciclo a 4 Tempos
2.1.1 - Teórico

• 3º Tempo - Expansão dos Gases
• Ao final da compressão, o sistema elétrico provoca uma centelha, capaz de incendiar a mistura ar / combustível. • O pistão move-se do PMS ao PMI, • Quando o pistão atinge o PMI conclui-se o 3º tempo, • Neste momento, a árvore de manivelas descreveu um giro de 180º ou 1/2 volta, completanto assim 1 1/2 voltas ou 540º a partir do início.

2.1 - Ciclo a 4 Tempos
2.1.1 - Teórico

• 4º Tempo - Escapamento, exaustão ou descarga
• O pistão move-se do PMI ao PMS, • A partir do PMI, a válvula de escapamento inicia sua abertura, • Ao atingir o PMS conclui-se o 4º tempo e o ciclo, fecha-se a válvula de escapamento, abre-se a de admissão, e inicia-se novo ciclo, • Neste momento, a árvore de manivelas descreveu um giro de 180º ou 1/2 volta, completanto assim 2 voltas ou 720º a partir do início.

2.2 - Ciclo Diesel
• Motores de combustão espontânea
• Criado por Rudolf Diesel, baseado no processo de combustão isobárica (pressão constante). • O motor pode ser construído tanto em ciclo de 2 e 4 tempos. • Suas principais características são:
– Admite apenas ar, – O combustível é injetado ao afinal do tempo de compressão, – A combustão ocorre face ao calor reinante no interior da câmara.

2.2 - Ciclo Diesel
ADMISSÃO

• 1º Tempo:
• O pistão movimenta-se do PMS ao PMI. • Com a válvula de admissão aberta, o ar é forçado a entrar no interior do cilindro.

2.2 - Ciclo Diesel
COMPRESSÃO COMBUSTÃO

• 2º Tempo:
• O pistão movimenta-se, do PMI ao PMS, comprimindo o ar admitido, • Ao final do tempo de compressão, um pouco antes do pistão atingir o PMS, o sistema de injeção de combustível injeta o óleo sob pressão no interior da câmara,

2.2 - Ciclo Diesel
EXPANSÃO

• 3º Tempo:
• O pistão movimenta-se do PMS ao PMI, impulsionado pela força expansiva dos gases resultantes da queima.

2.2 - Ciclo Diesel
ESCAPAMENTO

• 4º Tempo:
• O pistão movimenta-se, do PMI ao PMS, a válvula de escapamento encontra-se aberta, • Ao atingir o PMS, a válvula de escapamento será fechada, a de admissão se abrirá para iniciar-se novo ciclo.

2.1 - Ciclo a 4 Tempos
2.1.1 - Real

• Também conhecido por Otto modificado, em homenagem a N. August Otto, que aperfeiçou as teorias dos motores a 4 tempos existentes, conseguindo o melhor rendimento para a época.
• Em 1.873, Christian Teithmann antecipou a abertura da válvula de admissão, baseandose na teoria de Beau de Rochas. Seu motor obteve êxito rendendo 3/4 CV a 200 rpm. • Otto aproveitou as modificações feitas por C. Teithmann acrescentando-lhe o seguinte: - Retardou o fechamento da válvula de admissão em relação ao PMI, - Antecipou a abertura e retardou o fechamento da válvula de escapamento, - Adaptou um limitador de velocidade máxima ao motor. • Com todas as modificações efetuadas por Otto, em 1.876, seu motor atingiu grande êxito comercial, conferindo-lhe a marca de 35.000 unidades comercializadas em todo o mundo.

2.1 - Ciclo a 4 Tempos
2.1.1 - Real

• O ciclo Real, é aquele onde considera-se as variações da pressão e do volume no interior do cilindro, medidas a partir de um motor em funcionamento.

2.1.1 - Ciclo Real a 4 Tempos

• 1º Tempo - ADMISSÃO
• O pistão move-se do PMS ao PMI. • Como a válvula de admissão encontra-se ligeiramente aberta, desde o início do movimento descendente do pistão, ocorre a queda de pressão no interior do cilindro, • conforme pode-se notar no gráfico, a curva da pressão interna (azul) que liga os pontos AB, encontra-se abaixo da linha da pressão atmosférica. • Considerando-se que a mistura ar / combustível está submetida à pressão atmosférica, sua entrada no cilindro ocorre desde o início do movimento do pistão.
Pressão Atmosférica A B Pressão no Cilindro

PMS

PMI

2.1.1 - Ciclo Real a 4 Tempos

• 2º Tempo - COMPRESSÃO
• O pistão move-se do PMI ao PMS. Como a válvula de admissão ainda encontra-se ligeiramente aberta, mesmo com o início do movimento ascendente do pistão, a mistura ar/combustível continua entrando para o interior do cilindro, este fenômeno ocorre devido à Lei de Inércia das Massas em Movimento; no caso, aplica-se à mistura ar/combustível que encontra-se em alta velocidade. • A partir do fechamento completo da válvula de admissão, a pressão começa a subir conforme pode-se notar no gráfico. A curva da pressão interna que liga os pontos BC apresenta uma linha ascendente, proporcional ao movimento do pistão.
C

Pressão no Cilindro

C1

Pressão Atmosférica A B

PMS

PMI

2.1.1 - Ciclo Real a 4 Tempos

• 2º Tempo - COMPRESSÃO / COMBUSTÃO
• Alguns graus antes do pistão atingir o PMS a vela de ignição solta uma centelha elétrica, iniciando a queima da mistura, neste momento, a pressão interna eleva-se de modo extremamente rápido e desproporcional ao movimento do pistão, que continua sua trajetória ascendente. • Observa-se esse comportamento da pressão na linha que liga os pontos C-C1, onde notamos o momento de início da ignição e o período de queima, que ocorre ao final do curso do pistão, e durante sua estada no PMS.
Pressão no Cilindro

C1

C

Pressão Atmosférica A B

PMS

PMI

2.1.1 - Ciclo Real a 4 Tempos

• 3º Tempo - EXPANSÃO DOS GASES

• O pistão move-se do PMS ao PMI.

• Observa-se através da curva C1-C2 que, mesmo com o início do movimento descendente do pistão, a pressão continua subindo face aos efeitos expansivos dos gases, provocado pela alta temperatura reinante no interior da câmara, após os últmos momentos de crescimento da pressão interna, os gases expandem-se movendo o pistão para ‘baixo’ provocando, proporcionalmente ao movimento, a queda da pressão, conforme observa-se na curva C2-D1.

Pressão no Cilindro C2

C1

C D1 Pressão Atmosférica A D2 B

• Há de se considerar que a curva C-C1-C2, demonstra o tempo de queima da mistura, que não ocorre de maneira instantãnea.

• O tempo de expansão também é chamado de Tempo Motor, Tempo de Força ou Tempo Ativo.

PMS

PMI

2.1.1 - Ciclo Real a 4 Tempos
• 3º Tempo - EXPANSÃO DOS GASES
• A partir do ponto D1, inicia-se as modificações teóricas introduzidas por N. A. Otto, ou seja, a antecipação do momento de abertura da válvula de escapamento, antes que o pistão atinja o Ponto Morto Inferior, considerando-se que a força expansiva dos gases já foi absorvida o máximo possível até a metade do curso do pistão, podendo-se então descomprimir o cilindro sem que haja prejuízo no rendimento, o que realmente ocorre ao observarmos na curva D1-D2 a rápida queda de pressão. • Outro aspecto a ser observado é que, mesmo estando a válvula de escapamento aberta, ainda persiste uma pequena pressão no interior do cilindro, à qual damos o nome de pressão residual.

Pressão no Cilindro C2

C1

C D1 Pressão Atmosférica A D2 B

PMS

PMI

2.1.1 - Ciclo Real a 4 Tempos

• 4º Tempo - ESCAPAMENTO
• O pistão delosca-se do PMI ao PMS. • Considerando-se que a válvula de escapamento encontra-se aberta, a ‘subida’ do pistão não encontrará maiores resistências, reduzindo assim perdas da energia produzida no tempo de expansão. • Durante a ‘subida’ do pistão, a pressão no interior do cilindro é praticamente constante, conforme pode-se observar na curva D2-D3. • No ponto D3 inicia-se a abertura da válvula de admissão, proposta por Christian Teithmann, considerando-se que a válvula de escapamento encontra-se em movimento de fechamento, as duas passam a ficar abertas simultâneamente.
A

Pressão no Cilindro C2

C1

C D1 D3 D2 B

PMS

PMI

2.1.1 - Ciclo Real a 4 Tempos

FINAL / INÍCIO DO CICLO
• Conforme vimos, no ponto D3 inicia-se a abertura da válvula de admissão, com o pistão ao término do tempo de escapamento. • Quando o pistão atinge o PMS, a biela muda de quadrande possibilitando seu retorno ao PMI, fazendo assim o tempo de admissão novamente. • Será durante a ‘descida’ do pistão que a válvula de escapamento completará seu fechamento, mais especificamente no ponto A1. • Portanto, a curva entre os pontos D3-A1, acontece com as válvulas abertas simultâneamente. A este fato chamamos de cruzamento ou balanço das válvulas.
Pressão no Cilindro C2

C1

C D1 D3 A A1
PMS PMI

D2 B

2.1.1 - Ciclo Real a 4 Tempos

Pressão no Cilindro (p) C2

C1

CONCLUSÃO • O ciclo Real Otto demonstra, através do gráfico ‘pv’, o aproveitamento útil do volume da mistura, considerando-se suas variações.
D2 B A1 Volume (v)
PMI

C D1 D3 A

E

PMS

• Desta forma, o rendimento do motor pode ser representado graficamente pela área formada pelos pontos ‘ E - C - C1 - C2 - D1 - E ’, respectivamente, lógicamente haverão perdas, principalmente em função da dissipação térmica que estudaremos mais adiante.