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Organização e Gestão da Produção (GP) D.E.M.

Henrique Neto N.º 15549 1

1. Método CPM (Critical Path Method) 2
1.1. Exercício 4
2. Método PERT (Program Evaluation and Review Technique) 6
2.1. Exercício 7
3. Método de Compromisso Tempo / Custo 11
3.1. Exercício 11
4. Restrição de Recursos (Heurística de Lang e Algoritmo de Brooks - BAG) 16
4.1. Exercício 16



























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1. Método CPM (Critical Path Method)

Este método, como o próprio nome indica, é o método do caminho crítico. Quer
seja este o método que se pede para utilizar, quer seja outro, o processo de resolução de um
problema de Gestão de Projectos deve seguir sempre os seguintes passos:

Ø Representação do projecto através de redes de precedência (AON – Activity On Node)
actividade no nó ou (AOA – Activity On Arc) actividade no arco.

à Nestes métodos de representação, devemos começar por representar a etapa inicial
com o nº 1, seguida de todas as actividades que não têm qualquer precedência;

à Depois só temos que representar as etapas que têm precedência até ser atingido o
fim do projecto.

Ø Outro método de representação são os diagramas de Gantt.

Na figura a seguir está representado um exemplo da rede de precedência AOA, que
é a mais utilizada:


3
1
2
5
4 6
B H
A
C
D
E F I
G


máximo entre (8;10;5) = 10
12
10
14
5
12 12
10
minimo entre (17;14;12) = 12
12
8
17
i
10
10

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A representação dos tempos num diagrama de redes de precedência AOA é
sempre feita do seguinte modo:


i
j
A
k
ET
ES
i
ET
j
EF
j
k
d
j
LF LS
j j
i
LT
k
LT


ET à Tempo mais cedo do acontecimento;
LT à Tempo mais tardio do acontecimento;
ES à Inicio mais cedo da actividade;
LS à Inicio mais tardio da actividade;

EF à Conclusão mais cedo;
LF à Conclusão mais tardia;
A à Actividade;
d à Duração temporal da actividade;

ES = ET ; LS = LT - d

EF = ET +d ; LF = LT

Sendo as folgas dadas pelas seguintes fórmulas:

Ø Folga Total:
j i k Total
d ET LT F − − · ó
j j T
ES LS F − ·

Ø Folga de Segurança:
j i k Segurança
d LT LT F − − · ó
i j S
LT LS F − ·

Ø Folga Livre:
j i k Livre
d ET ET F − − ·

Ø Folga Independente : ( ) { } 0 , .
j i k te Independen
d LT ET máx F + − ·









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1.1. Exercício

O conjunto de actividades que constitui um determinado projecto encontra-se representado na
seguinte tabela. Aplicando o método CPM, determine:

Actividade Precedências Duração (UT)
A ---- 5
B ---- 4
C ---- 3
D A 1
E C 2
F C 9
G C 5
H B, D, E 4
I G 2

a) Duração do projecto.

R.:
Para sabermos a duração do projecto temos que, antes de mais começar por representar o mesmo
através de uma rede de precedência AOA:

3
1
2
5
4 6
B H
A
C
D
E F
G
5 1
4
3 2
4
I
2
9
5
0 12 12 0
5 7
6 8
3 3 10 8
0
2
0
0
0
4
5
7
3
3
7
5
6
8
8
5
3
6
4 8 8
6 10
12
3
3
5 10
8
8
10
12
10
12
12
3

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Pela observação da rede de precedência construída na página anterior, podemos concluir que a
duração do projecto será de 12 UT. O caminho critico será aquele cuja duração temporal for a
maior, sendo calculado através do seguinte:


¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
;
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· + + · → →
· + · →
· + + · → →
· + · →
· + + · → →
10 2 5 3
12 9 3
9 4 2 3
8 4 4
10 4 1 5
I G C
F C
H E C
H B
H D A
Assim o caminho crítico será: CàF


b) Todos os tempos e folgas.

R.:

Folga Total Folga Segurança Folga Livre Folga Independente
Actividade
j j T
ES LS F − ·
i j S
LT LS F − ·

j i k
d ET ET FL − − ·

( ) { } 0 , .
j i k I
d LT ET máx F + − ·

A 2 – 0 = 2 2 – 0 = 2 5 – 0 – 5 = 0 ( ) { } 0 , 5 0 5 . + − máx
= 0
B 4 – 0 = 4 4 – 0 = 4 6 – 0 – 4 = 2
( ) { } 0 , 4 0 6 . + − máx
= 2
C 0 – 0 = 0 0 – 0 = 0 3 – 0 – 3 = 0
( ) { } 0 , 3 0 3 . + − máx
= 0
D 7 – 5 = 2 7 – 7 = 0 6 – 5 – 1 = 0
( ) { } 0 , 1 7 6 . + − máx
= 0
E 6 – 3 = 3 6 – 3 = 3 6 – 3 – 2 = 1
( ) { } 0 , 2 3 6 . + − máx
= 1
F 3 – 3 = 0 3 – 3 = 0 12 – 3 – 9 = 0
( ) { } 0 , 9 3 12 . + − máx
= 0
G 5 – 3 = 2 5 – 3 = 2 8 – 3 – 5 = 0
( ) { } 0 , 5 3 8 . + − máx
= 0
H 8 – 6 = 2 8 – 8 = 0 12 – 6 – 4 = 2
( ) { } 0 , 4 8 12 . + − máx
= 0
I 10 – 8 = 2 10 – 10 = 0 12 – 8 – 2 = 2
( ) { } 0 , 2 10 12 . + − máx
= 0









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2. Método PERT (Program Evaluation and Review Technique)

Este método baseia-se no facto de a distribuição da duração do projecto se
aproximar a uma distribuição normal, sendo a sua média e a variância iguais ás somas das médias e
variâncias das actividades.

a m b


As fórmulas utilizadas nos cálculos necessários à aplicação deste método são as que
a seguir se apresentam:

Ø Média da duração de cada actividade:
6
4 b m a + ⋅ +
· µ ;

Ø Variância da duração de cada actividade:
( )
36
2
2
a b −
· σ ;

Ø Média do caminho crítico:


·
π
π
µ
j
j
u ;

Ø Variância do caminho crítico:


·
π
π
σ σ
j
j
2 2
;

Ø Duração probabilística do projecto: ( ) z φ , onde:

,
_

¸
¸ −
·
π
π
σ
µ D
z ;

π
σ Desvio padrão =
2
π
σ ;



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2.1. Exercício

O conjunto de actividades que constitui um determinado projecto encontra-se representado na
seguinte tabela. Aplicando o método PERT, determine:

Actividade Precedências a m b
A ---- 2 4 12
B ---- 3 6 9
C A 1 2 9
D A 3 3 9
E B 1 2 3
F B 2 8 8
G C 1 2 9
H D, E 4 5 12
I F 1 3 5

a) A média e a variância da duração de cada actividade.

R.:
Sabendo da teoria que a média e a variância da duração de cada actividade podem ser calculadas
através das respectivas fórmulas:
6
4 b m a + ⋅ +
· µ e
( )
36
2
2
a b −
· σ , então podemos construir com
base nisto a seguinte tabela:

Actividade Precedências a m b
Média (µ) Variância (σ
2
)
A ---- 2 4 12
5
6
12 4 4 2
·
+ ⋅ +

( )
778 , 2
36
2 12
2
·


B ---- 3 6 9
6 1,0
C A 1 2 9
3 1,78
D A 3 3 9
4 1,0
E B 1 2 3
2 0,11
F B 2 8 8
7 1,0
G C 1 2 9
3 1,78
H D, E 4 5 12
6 1,78
I F 1 3 5
3 0,44


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b) O caminho crítico.

R.:
Para sabermos o caminho crítico, temos que começar por representar o projecto através de uma
rede de precedência AOA, onde se indiquem os tempos médios para cada actividade:

B
6
3
E
2
2
5
1
A
4
D
6
7
F
6
I
3
C
5
4
3
H
3
7
G


Sendo esta a representação esquemática do projecto em causa, podemos agora fazer os cálculos
necessários para a obtenção do caminho crítico:


¹
¹
¹
¹
¹
;
¹
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· + + · → →
· + + · → →
· + + · → →
· + + · → →
16 3 7 6
14 6 2 6
15 6 4 5
11 3 3 5
I F B
H E B
H D A
G C A
Assim o caminho crítico será: BàFàI


c) A média e a variância do caminho crítico.

R.:
Uma vez que o caminho crítico é o BàFàI, então os tempos médios e as variâncias respectivas
serão:
¹
¹
¹
;
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
·
·

3
7
6
I
F
B
π
µ e
¹
¹
¹
;
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
·
·

44 , 0
0 , 1
0 , 1
2
I
F
B
π
σ

Então teremos:




·
π
π
µ
j
j
u ó [ ] UT 16 3 7 6 · + + ·
π
µ e


·
π
π
σ σ
j
j
2 2
ó 44 , 2 44 , 0 0 , 1 0 , 1
2
· + + ·
π
σ
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d) Qual será a probabilidade do projecto terminar ao fim de 15 UT?

R.:
Para este cálculo probabilístico, teremos que recorrer à seguinte fórmula: ( ) z φ ó

,
_

¸
¸ −
π
π
σ
µ
φ
D
, pelo
que teremos o seguinte:

,
_

¸
¸ −
π
π
σ
µ
φ
D
=

,
_

¸
¸

44 , 2
16 15
φ = ( ) 640 , 0 − φ = 1 - ( ) 640 , 0 φ = ¤

Procurando na tabela apresentada a seguir pelo valor 0,640, podemos ver que o mesmo corresponde
a 0,73891, pelo que vamos substituir esse valor na equação anterior.



¤ = 1 – 0,73891 = 0,262 = 26,2%

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e) Qual será a duração temporal para a qual se pode ter 95% de certeza da sua ocorrência?

R.:
Esta é uma situação em que temos o seguinte: ( ) z φ = 95%, onde queremos calcular o valor de D.
Assim sendo teremos que, antes de mais, consultar a tabela da página anterior e procurar o valor
0,95.
Facilmente se chegou à conclusão que este valor não se encontra tabelado, no entanto existe um
bastante aproximado que é o 0,95033. Será com este valor que vamos efectuar os cálculos daqui para
a frente: ( ) 65 , 1 95033 , 0 · ⇒ · z z φ

Posto isto, teremos o seguinte:

,
_

¸
¸ −
·
π
π
σ
µ D
z ó

,
_

¸
¸

·
44 , 2
16
65 , 1
D
ó [ ] UT D 6 , 18 ·



f) Qual será a probabilidade do projecto terminar ao fim de 19 UT?

R.:
1. Usando o caminho crítico (BàFàI
¹
;
¹
¹
'
¹
·
·

44 , 2
16
2
σ
µ
), teremos que:

,
_

¸
¸ −
π
π
σ
µ
φ
D
=

,
_

¸
¸

44 , 2
16 19
φ = ( ) 92 , 1 φ = 0,97257 = 97,26%

2. Usando o segundo caminho mais longo (AàDàH), teremos que:



·
π
π
µ
j
j
u ó [ ] UT 15 6 4 5 · + + ·
π
µ e


·
π
π
σ σ
j
j
2 2
ó 56 , 5 78 , 1 0 , 1 778 , 2
2
· + + ·
π
σ

,
_

¸
¸ −
π
π
σ
µ
φ
D
=

,
_

¸
¸

56 , 5
15 19
φ = ( ) 696 , 1 φ = 0,95448 = 95,45%

Ora, isto leva-nos a concluir que não se pode confiar no resultado obtido do cálculo em que se
utilizam os parâmetros do caminho crítico, isto porque esta última probabilidade calculada tem um
valor inferior à dada pelo caminho crítico quando deveria acontecer o contrário.

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3. Método de Compromisso Tempo / Custo

3.1. Exercício

O conjunto de actividades que constitui um determinado projecto encontra-se representado na
seguinte tabela. Aplicando o método de compromisso tempo/ custo, e sabendo que o custo fixo é
de 45 UM por dia de duração do projecto, determine o custo mínimo de duração do projecto:

Actividade Precedências M m c c
0
A ---- 3 1 40 140
B A 7 3 10 110
C A 4 2 40 180
D C 5 2 20 130

R.:
Antes de mais, vamos começar por determinar a “função” custo para cada uma das actividades:

Actividade Precedências M m c c
0
Função Custo
A ---- 3 1 40 140 - 40 . t + 140
B A 7 3 10 110 - 10 . t + 110
C A 4 2 40 180 - 40 . t + 180
D C 5 2 20 130 - 20 . t + 130

Posto isto, teremos que representar o projecto através de uma rede de precedência AOA, pelo que:

3
1
A
C
4
3
D
5
2
7
B
4

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O caminho crítico será dado pelo seguinte:


¹
;
¹
¹
'
¹
· + + · → →
· + · →
12 5 4 3
10 7 3
D C A
B A
Assim o caminho crítico será: AàCàD

Ø 1ª Iteração:

Actividade
Função Custo
Duração Normal
Custo de cada Actividade
A
- 40 . t + 140
3
- 40 . 3 + 140 = 20 UM
B
- 10 . t + 110
7
- 10 . 7 + 110 = 40 UM
C
- 40 . t + 180
4
- 40 . 4 + 180 = 20 UM
D
- 20 . t + 130
5
- 20 . 5 + 130 = 30 UM

Custo Fixo = [ ] [ ] dias UM 12 45 ⋅ = 540 UM
Custo das Actividades = 20 + 40 + 20 + 30 = 110 UM

Custo do Projecto = 540 + 110 = 650 UM

Este é então o nosso ponto de partida e, o objectivo é reduzir este custo.
















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Ø 2ª Iteração:

Como é óbvio, as primeiras actividades que iremos melhorar inicialmente terão que ser sempre
aquelas que pertencem ao caminho crítico. Assim sendo, teremos o seguinte:

Actividade
Custo de Redução de Duração (Dados na coluna c do enunciado)
A
40 UM / dia
C
40 UM / dia
D
20 UM / dia

A melhor opção entre estas três é a D, pois é a mais barata. Então, vamos ver agora como fica a
nova representação do projecto tendo em conta que queremos reduzir o tempo de duração da
actividade D.

3
1
A
C
4
3
D
2
7
B
4
5 - 1 = 4
5 - 3 = 2
5 - 2 = 3
Caminho Crítico (A->C->D = 11 dias)
Caminho Crítico (A->C->D = 10 dias e A->B = 10 dias)
Caminho Crítico (A->B = 10 dias)


Escolhemos a opção de redução em 2 UT que origina um novo tempo para D de 3 UT, pois é
aquela que, apesar de ter o mesmo tempo de duração do caminho AàB, ainda continua a manter o
mesmo caminho crítico. Logo, teremos para o mesmo caminho crítico (AàCàD) da primeira
iteração, mas agora com menos tempo de duração (10 dias), o seguinte:

Actividade
Função Custo
Duração
Custo de cada Actividade
A
- 40 . t + 140
3
- 40 . 3 + 140 = 20 UM
B
- 10 . t + 110
7
- 10 . 7 + 110 = 40 UM
C
- 40 . t + 180
4
- 40 . 4 + 180 = 20 UM
D
- 20 . t + 130
3
- 20 . 3 + 130 = 70 UM

Custo Fixo = [ ] [ ] dias UM 10 45 ⋅ = 450 UM
Custo das Actividades = 20 + 40 + 20 + 70 = 150 UM

Custo do Projecto = 450 + 150 = 600 UM à Reduzimos o custo mas continuamos as iterações.
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Ø 3ª Iteração:

Agora teremos o seguinte:

Actividade
Custo de Redução de Duração (Dados na coluna c do enunciado)
A
40 UM / dia
B e C
10 + 40 = 50 UM / dia
B e D
10 + 20 = 30 UM / dia

A melhor opção entre estas três é a B e D, pois é a mais barata. Então, vamos ver agora como fica a
nova representação do projecto tendo em conta que queremos reduzir o tempo de duração da s
actividades B e D.
3
1
A
C
4
3
D
2
B
4
7 - 1 = 6
3 - 1 = 2 Caminho Crítico (A->C->D = 9 dias e A->B = 9 dias)


Escolhemos a opção de redução em 1 UT que origina um novo tempo para D de 2 UT e para B de
6 UT, isto para continuar a manter o mesmo caminho crítico.
Logo, teremos para o mesmo caminho crítico (AàCàD)o seguinte tempo de duração: 9 dias

Actividade
Função Custo
Duração
Custo de cada Actividade
A
- 40 . t + 140
3
- 40 . 3 + 140 = 20 UM
B
- 10 . t + 110
6
- 10 . 6 + 110 = 50 UM
C
- 40 . t + 180
4
- 40 . 4 + 180 = 20 UM
D
- 20 . t + 130
2
- 20 . 2 + 130 = 90 UM

Custo Fixo = [ ] [ ] dias UM 9 45 ⋅ = 405 UM
Custo das Actividades = 20 + 50 + 20 + 90 = 180 UM

Custo do Projecto = 405 + 180 = 585 UM à Reduzimos o custo mas continuamos as iterações.


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Ø 4ª Iteração:

Agora, teremos o seguinte:

Actividade
Custo de Redução de Duração (Dados na coluna c do enunciado)
A
40 UM / dia
B e C
10 + 40 = 50 UM / dia

A melhor opção entre estas duas é a A, pois é a mais barata. Então, vamos ver agora como fica a
nova representação do projecto tendo em conta que queremos reduzir o tempo de duração da
actividade A.
1
A
C
4
3
D
6
2
B
4
2
3 - 2 = 1
Caminho Crítico (A->C->D = 7 dias e A->B = 7 dias)


Escolhemos a opção de redução em 2 UT que origina um novo tempo para A de 1 UT, isto para
continuar a manter o mesmo caminho crítico.
Logo, teremos para o mesmo caminho crítico (AàCàD)o seguinte tempo de duração: 7 dias

Actividade
Função Custo
Duração
Custo de cada Actividade
A
- 40 . t + 140
1
- 40 . 1 + 140 = 100 UM
B
- 10 . t + 110
6
- 10 . 6 + 110 = 50 UM
C
- 40 . t + 180
4
- 40 . 4 + 180 = 20 UM
D
- 20 . t + 130
2
- 20 . 2 + 130 = 90 UM

Custo Fixo = [ ] [ ] dias UM 7 45 ⋅ = 315 UM
Custo das Actividades = 100 + 50 + 20 + 90 = 260 UM

Custo do Projecto = 315 + 260 = 575 UM à Reduzimos o custo ao máximo e paramos por aqui as
iterações pois, se modificarmos o tempo de duração da actividade B, já não será possível continuar a
manter o mesmo caminho crítico que temos vindo a manter até aqui e mexer no tempo de duração
da actividade C também é impraticável pois é muito caro. Assim podemos dizer que esta é a melhor
solução que se consegue obter, embora não seja a óptima.
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4. Restrição de Recursos (Heurística de Lang e Algoritmo de
Brooks - BAG)

Ø Heurística de LANG: esta heurística consiste em ordenar por ordem crescente as actividades
segundo o seu tempo de início mais tardio.
Quando há uma situação de igualdade, estabelecem-se as seguintes prioridades:

1. Actividade com menor folga total;
2. Actividade com maior duração;
3. Actividade com maior necessidade de recursos.


Ø Algoritmo de Brooks (BAG): este algoritmo consiste em ordenar por ordem decrescente as
actividades segundo o seu valor de ACTIM.
O ACTIM corresponde ao tempo máximo do projecto considerando essa actividade como
inicial.
Em caso de igualdade pode recorrer-se à heurística de Lang.

4.1. Exercício

Um determinado projecto é constituído por um conjunto de 9 actividades que estão representadas
na tabela que se segue. Sabendo que os recursos disponíveis para executar as 9 actividades estão
restringidos a 24 trabalhadores:

Actividade Precedências Duração (Dias) Trabalhadores Necessários
A ---- 6 6
B ---- 6 18
C ---- 2 7
D A 3 10
E B 7 15
F B 3 3
G C 5 8
H D, E 7 16
I F 4 9

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a) Efectue a representação do projecto através de uma rede de precedência com
actividades nos arcos (AOA), indicando os tempos mais cedo e mais tarde de inicio e
fim de cada actividade.

R.:
Da teoria sabemos que a representação das actividades nos arcos (AOA) obedece aos seguintes
parâmetros:


i
j
A
k
ET
ES
i
ET
j
EF
j
k
d
j
LF LS
j j
i
LT
k
LT


ET à Tempo mais cedo do acontecimento;
LT à Tempo mais tardio do acontecimento;
ES à Inicio mais cedo da actividade;
LS à Inicio mais tardio da actividade;

EF à Conclusão mais cedo;
LF à Conclusão mais tardia;
A à Actividade;
d à Duração temporal da actividade;

ES = ET ; LS = LT - d

EF = ET +d ; LF = LT

6
6
13
C
2
0
1
0
10
4
0
0 0
B
6
0
A
6
6
3
6
6
6
10
6
2
10 6
20
15
2
4
15
2
2
15
G
5
16
13
6 6
13
F
3
E
7
9
6
16
9
13
D
3
9
13
5
13
13
13 12
9
16
I
4
20
20
20
13
7
7
20
H
7
20

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Henrique Neto N.º 15549 18

b) Indique o caminho crítico e a duração do projecto considerando que não existe restrição
de recursos. Construa o correspondente diagrama de Gantt.

R.:
Sabendo que o caminho crítico será sempre aquele cuja duração temporal será a maior, então
teremos:

A à D à H = 6 + 3 + 7 = 16
B à E à H = 6 + 7 + 7 = 20 ⇒ Então será este o caminho crítico
B à F à I = 6 + 3 + 4 = 13
C à G = 2 + 5 = 7

A duração total do projecto será então de 20 dias, correspondente à duração do caminho crítico,
isto sem limitação de recursos. A haver melhorias no projecto, este será o primeiro caminho
a ser objecto dessas melhorias.

O diagrama de Gantt correspondente à tabela fornecida no enunciado será dado pelo seguinte:

F I
5 10
G C
A
c
t
i
v
i
d
a
d
e
s
B
A
E
D
15 20 30 25
Tempo
H


Tempos Recursos Necessários
2 0 < ≤ t A+B+C = 6+ 18+ 7 = 31

Já não vale a pena continuar a verificar os tempos de
percurso que restam porque esta primeira situação já dá
para concluirmos que esta solução é impraticável, isto
porque, os recursos necessários para dar inicio às
actividades A, B e C são superiores aos disponíveis.
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Henrique Neto N.º 15549 19

c) Efectue o sequenciamento das actividades atribuindo recursos de acordo com o
algoritmo de Brooks. Indique a duração do projecto e o atraso imposto pelo facto dos
recursos serem limitados.

R.:

Actividade ACTIM
Ordenação
por Ordem
Decrescente
LS
(Inicio mais
tardio)
Folga Total
(F
T
= LS – ES)
Ordenação
por Ordem
Crescente
A 6+ 3+ 7 = 16 2º
B 20 1º
C 2+ 5 = 7 5º 13 13-0 = 13 7º
D 3+ 7 = 10 4º
E 7+ 7 = 14 3º
F 3+ 4 = 7 5º 13 13-6 = 7 6º
G 5 8º
H 7 5º 13 13-13 = 0 5º
I 4 9º

Os valores da coluna denominada por ACTIM, obtêm-se partindo do seguinte pressuposto: “Para
cada actividade que se vai calcular o valor do ACTIM, devemos sempre tomar essa
actividade como a actividade de partida e verificar qual o caminho percorrido a partir daí
até ao fim do projecto”

Ex.: Actividade A ⇒Caminho percorrido (AàDàH) = 6+ 3+ 7 = 16

Actividade B ⇒Caminho percorrido (
¹
;
¹
¹
'
¹
→ →
→ →
I F B
H E B
) =
¹
;
¹
¹
'
¹
+ +
+ +
4 3 6
7 7 6
=
¹
;
¹
¹
'
¹
13
20


Quando ocorrer um caso específico como este, devemos escolher sempre o valor
máximo entre os dois valores obtidos.

Actividade C ⇒Caminho percorrido (CàG) = 2+ 5 = 7

Etc.
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Henrique Neto N.º 15549 20

Com base na tabela anterior, vamos agora construir uma tabela onde as actividades serão
executadas de acordo com os recursos disponíveis para as executar:

Instante de
Tempo
Actividades Duração T
Inicio
T
Fim
Recursos
Disponiveis
Actividades
Permitidas
Ordem
segundo
Brooks
0 ---- ---- ---- ---- 24 A; B e C BàAàC
0 B 6 0 6 24-18 = 6 ---- ----
0 A 6 0 6 6-6 = 0 ---- ----
A e B Concluídos
6
---- ---- ---- ----
0+6+18 =
= 24
C; D; E e F
EàDàF
àC
6 E 7 6 13 24-15 = 9 ---- ----
6 F 3 6 9 9-3 = 6 ---- ----
F Concluído
9
---- ---- ---- ---- 6+3 = 9 C; D e I DàCàI
9 C 2 9 11 9-7 = 2 ---- ----
C Concluído
9
---- ---- ---- ---- 2+7 = 9 D; G e I DàGàI
9 G 5 11 16 9-8 = 1 ---- ----
E Concluído
13
---- ---- ---- ---- 1+15 = 16 D e I DàI
13 D 3 13 16 16-10 = 6 ---- ----
G e D Concluídos
16
---- ---- ---- ----
6+10+8 =
= 24
H e I HàI
16 H 7 16 23 24-16 = 8 ---- ----
H Concluído
23
---- ---- ---- ---- 8+16 = 24 I I
23 I 4 23 27 24-9 = 15 ---- ----
I Concluído
27
---- ---- ---- ---- 15+9 = 24 ---- ----

Duração do Projecto = 27 dias

Restrição de Recursos = 24 Operários

Atraso devido à restrição = 27 – 20 = 7 dias

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D.E.M.

1. Método CPM (Critical Path Method)
Este método, como o próprio nome indica, é o método do caminho crítico. Quer seja este o método que se pede para utilizar, quer seja outro, o processo de resolução de um problema de Gestão de Projectos deve seguir sempre os seguintes passos: Ø Representação do projecto através de redes de precedência (AON – Activity On Node) actividade no nó ou (AOA – Activity On Arc) actividade no arco. à Nestes métodos de representação, devemos começar por representar a etapa inicial com o nº 1, seguida de todas as actividades que não têm qualquer precedência; à Depois só temos que representar as etapas que têm precedência até ser atingido o fim do projecto. Ø Outro método de representação são os diagramas de Gantt. Na figura a seguir está representado um exemplo da rede de precedência AOA, que é a mais utilizada:

2 A D

1 C

B

4 E G F

H

6 I

3

5

máximo entre (8;10;5) = 10

minimo entre (17;14;12) = 12

8 12 10 12 5 12

10 17 10 14 10 12

i

Henrique Neto N.º 15549

2

Organização e Gestão da Produção (GP) D.º 15549 3 .M. EF = ET +d . LT à Tempo mais tardio do acontecimento.d EF à Conclusão mais cedo.E.{ETk − (LTi + d j ). LF = LT Sendo as folgas dadas pelas seguintes fórmulas: Ø Folga Total: FTotal = LTk − ETi − d j ó FT = LS j − ES j Ø Folga de Segurança: FSegurança = LTk − LTi − d j ó FS = LS j − LTi Ø Folga Livre: FLivre = ETk − ETi − d j Ø Folga Independente : FIndependente = máx.0} Henrique Neto N. ES à Inicio mais cedo da actividade. LF à Conclusão mais tardia. A representação dos tempos num diagrama de redes de precedência AOA é sempre feita do seguinte modo: ET i i LT i ES LS j j A d j j EF LF ET LT k k j j k ET à Tempo mais cedo do acontecimento. d à Duração temporal da actividade. ES = ET . A à Actividade. LS à Inicio mais tardio da actividade. LS = LT .

: Para sabermos a duração do projecto temos que. E G Duração (UT) 5 4 3 1 2 9 5 4 2 5 7 2 5 7 0 0 0 7 5 A 5 2 1 D 6 8 4 8 5 8 6 8 12 12 1 0 0 0 4 B 4 4 6 8 H 4 10 12 12 10 12 12 6 C 3 3 3 3 3 3 E 2 63 3 F 9 8 10 8 I 2 10 3 3 5 G 5 8 10 5 Henrique Neto N.E. D. determine: Actividade A B C D E F G H I a) Duração do projecto. 1. Aplicando o método CPM.Organização e Gestão da Produção (GP) D. Exercício O conjunto de actividades que constitui um determinado projecto encontra-se representado na seguinte tabela. R.º 15549 4 . antes de mais começar por representar o mesmo através de uma rede de precedência AOA: Precedências ---------A C C C B.M.1.

podemos concluir que a duração do projecto será de 12 UT.0} 12 2 – 0 =2 4–0=4 0–0=0 7–5=2 6–3=3 3–3=0 5–3=2 8–6=2 10 – 8 = 2 2 – 0 =2 4–0=4 0–0=0 7–7=0 6–3=3 3–3=0 5–3=2 8–8=0 10 – 10 = 0 5–0–5=0 6–0–4=2 3–0–3=0 6–5–1=0 6–3–2=1 12 – 3 – 9 = 0 8–3–5=0 12 – 6 – 4 = 2 12 – 8 – 2 = 2 =0 =2 =0 =0 =1 =0 =0 =0 =0 Henrique Neto N.{6 − (7 + 1).{8 − (3 + 5). 0} máx. O caminho critico será aquele cuja duração temporal for a maior. 0} máx. sendo calculado através do seguinte:  A → D → H = 5 + 1 + 4 = 10 B → H = 4 + 4 = 8      C → E → H = 3 + 2 + 4 = 9  ⇒ Assim o caminho crítico será: CàF C → F = 3 + 9 = 12    C → G → I = 3 + 5 + 2 = 10    b) Todos os tempos e folgas. 0} 12 máx.{ − (3 + 9).0} máx. 0} máx.{ETk − (LTi + d j ).M.{3 − (0 + 3).{5 − (0 + 5).{ − (10 + 2).E.0} máx. R.º 15549 5 .{6 − (3 + 2).{12 − (8 + 4).{6 − (0 + 4 ). 0} máx.Organização e Gestão da Produção (GP) D. Pela observação da rede de precedência construída na página anterior.: Folga Total FT = LS j − ES j Actividade A B C D E F G H I Folga Segurança FS = LS j − LTi Folga Livre FL = ETk − ETi − d j Folga Independente FI = máx. 0} máx. 0} máx.

M. sendo a sua média e a variância iguais ás somas das médias e variâncias das actividades. j j ∈π  D − µπ Ø Duração probabilística do projecto: φ ( z ) . j∈π 2 Ø Variância do caminho crítico: σ π = ∑ σ 2 . a m b As fórmulas utilizadas nos cálculos necessários à aplicação deste método são as que a seguir se apresentam: a + 4⋅m+ b .E.   σ π → Desvio padrão = σ π2 . Ø Média do caminho crítico: µπ = ∑ u j . onde: z =   σ  π  . 6 Ø Média da duração de cada actividade: µ = Ø Variância da duração de cada actividade: σ 2 = (b − a )2 36 . Henrique Neto N.º 15549 6 . 2.Organização e Gestão da Produção (GP) D. Método PERT (Program Evaluation and Review Technique) Este método baseia-se no facto de a distribuição da duração do projecto se aproximar a uma distribuição normal.

78 1.Organização e Gestão da Produção (GP) D.0 0. então podemos construir com através das respectivas fórmulas: µ = e σ2 = 36 6 2 base nisto a seguinte tabela: Actividade A B C D E F G H I Precedências ------A A B B C D. E F a 2 3 1 3 1 2 1 4 1 m 4 6 2 3 2 8 2 5 3 b 12 9 9 9 3 8 9 12 5 a) A média e a variância da duração de cada actividade.: Sabendo da teoria que a média e a variância da duração de cada actividade podem ser calculadas a + 4⋅m+ b (b − a ) .44 Henrique Neto N.M.78 0. Exercício O conjunto de actividades que constitui um determinado projecto encontra-se representado na seguinte tabela.11 1. 2.º 15549 7 .1. Aplicando o método PERT.0 1. R.E.0 1. E F a 2 3 1 3 1 2 1 4 1 m 4 6 2 3 2 8 2 5 3 b 12 9 9 9 3 8 9 12 5 Média (µ) 2 + 4 ⋅ 4 + 12 =5 6 Variância (σ2) (12 − 2 )2 = 2. determine: Actividade A B C D E F G H I Precedências ------A A B B C D.78 1.778 36 6 3 4 2 7 3 6 3 1.

44 = 2. temos que começar por representar o projecto através de uma rede de precedência AOA.0  I = 3   I = 0.M.44 j j∈π j ∈π Henrique Neto N.44      Então teremos: 2 µπ = ∑ u j ó µπ = 6 + 7 + 3 = 16[UT ] e σ π = ∑ σ 2 ó σ π2 = 1. b) O caminho crítico.: Uma vez que o caminho crítico é o BàFàI.0 + 0.: Para sabermos o caminho crítico.0      2 µπ → F = 7  e σ π →  F = 1. R. R.0 + 1. podemos agora fazer os cálculos necessários para a obtenção do caminho crítico:  A → C → G = 5 + 3 + 3 = 11   A → D → H = 5 + 4 + 6 = 15     ⇒ Assim o caminho crítico será: BàFàI  B → E → H = 6 + 2 + 6 = 14   B → F → I = 6 + 7 + 3 = 16    c) A média e a variância do caminho crítico.E.Organização e Gestão da Produção (GP) D. então os tempos médios e as variâncias respectivas serão: B = 6   B = 1.º 15549 8 . onde se indiquem os tempos médios para cada actividade: 2 A 5 4 C 3 5 G 3 D 1 B 6 4 E 2 H 6 7 I 3 3 F 7 6 Sendo esta a representação esquemática do projecto em causa.

2% Henrique Neto N. ¤ = 1 – 0. podemos ver que o mesmo corresponde a 0.M. teremos que recorrer à seguinte fórmula: φ ( z ) ó φ   σ  π que teremos o seguinte:   . pelo    D − µπ φ  σ  π   15 − 16   =φ   2.73891.:  D − µπ Para este cálculo probabilístico. pelo que vamos substituir esse valor na equação anterior.Organização e Gestão da Produção (GP) D.E. d) Qual será a probabilidade do projecto terminar ao fim de 15 UT? R.φ (0.º 15549 9 .44  =φ (− 0.640.262 = 26.73891 = 0.640) =1 .640) = ¤     Procurando na tabela apresentada a seguir pelo valor 0.

isto leva-nos a concluir que não se pode confiar no resultado obtido do cálculo em que se utilizam os parâmetros do caminho crítico.6[UT ]   2. isto porque esta última probabilidade calculada tem um valor inferior à dada pelo caminho crítico quando deveria acontecer o contrário.95033. e) Qual será a duração temporal para a qual se pode ter 95% de certeza da sua ocorrência? R. 10 Henrique Neto N. Usando o segundo caminho mais longo (AàDàH).E. teremos que: σ = 2.56 j j∈π j ∈π  D − µπ φ  σ  π   19 − 15   =φ   5.778 + 1.95448 = 95.44  =φ (1.º 15549 .65  D − µπ Posto isto.26%     2. 44     f) Qual será a probabilidade do projecto terminar ao fim de 19 UT? R. Facilmente se chegou à conclusão que este valor não se encontra tabelado.M.0 + 1.:  µ = 16  1.97257 = 97.95033 ⇒ z = 1. teremos que: 2 2 µπ = ∑ u j ó µπ = 5 + 4 + 6 = 15[UT ] e σ π = ∑ σ 2 ó σ π = 2.56  =φ (1. no entanto existe um bastante aproximado que é o 0.65 =  D −16  ó D = 18.44  D − µπ φ  σ  π   19 −16   =φ   2. Usando o caminho crítico (BàFàI ⇒  2  ). Será com este valor que vamos efectuar os cálculos daqui para a frente: φ ( z ) = 0. antes de mais. Assim sendo teremos que. consultar a tabela da página anterior e procurar o valor 0.78 = 5. teremos o seguinte: z =   σ  π     ó 1.Organização e Gestão da Produção (GP) D.95.92 ) = 0.696) = 0. onde queremos calcular o valor de D.: Esta é uma situação em que temos o seguinte: φ ( z ) = 95%.45%     Ora.

M. t + 130 Precedências ---A A C M 3 7 4 5 m 1 3 2 2 c 40 10 40 20 c0 140 110 180 130 Posto isto. t + 180 .20 .E. determine o custo mínimo de duração do projecto: Actividade A B C D R.1.: Antes de mais.40 . t + 140 . 3. e sabendo que o custo fixo é de 45 UM por dia de duração do projecto. teremos que representar o projecto através de uma rede de precedência AOA. Método de Compromisso Tempo / Custo 3. t + 110 . Aplicando o método de compromisso tempo/custo. pelo que: B 7 1 A 3 2 C 4 4 D 5 3 Henrique Neto N.º 15549 11 .Organização e Gestão da Produção (GP) D. Exercício O conjunto de actividades que constitui um determinado projecto encontra-se representado na seguinte tabela.40 .10 . vamos começar por determinar a “função” custo para cada uma das actividades: Actividade A B C D Precedências ---A A C M 3 7 4 5 m 1 3 2 2 c 40 10 40 20 c0 140 110 180 130 Função Custo .

40 . t + 140 . Henrique Neto N. 5 + 130 = 30 UM Custo Fixo = 45[UM ] ⋅12[dias ] = 540 UM Custo das Actividades = 20 + 40 + 20 + 30 = 110 UM Custo do Projecto = 540 + 110 = 650 UM Este é então o nosso ponto de partida e. t + 130 Duração Normal 3 7 4 5 Custo de cada Actividade .10 . t + 180 .40 .º 15549 12 .40 .E. o objectivo é reduzir este custo.20 .10 . O caminho crítico será dado pelo seguinte:  A → B = 3 + 7 = 10    ⇒ Assim o caminho crítico será: AàCàD  A → C → D = 3 + 4 + 5 = 12 Ø 1ª Iteração: Actividade A B C D Função Custo .Organização e Gestão da Produção (GP) D.M.40 . 4 + 180 = 20 UM . 3 + 140 = 20 UM . 7 + 110 = 40 UM . t + 110 .20 .

B 7 1 A 3 2 C 4 4 D 5-1=4 5-2=3 Caminho Crítico (A->C->D = 11 dias) Caminho Crítico (A->C->D = 10 dias e A->B = 10 dias) Caminho Crítico (A->B = 10 dias) 3 5-3=2 Escolhemos a opção de redução em 2 UT que origina um novo tempo para D de 3 UT. 3 + 140 = 20 UM .E.º 15549 13 . as primeiras actividades que iremos melhorar inicialmente terão que ser sempre aquelas que pertencem ao caminho crítico.10 . apesar de ter o mesmo tempo de duração do caminho AàB. t + 110 .10 . t + 130 Custo de cada Actividade . ainda continua a manter o mesmo caminho crítico. Assim sendo. vamos ver agora como fica a nova representação do projecto tendo em conta que queremos reduzir o tempo de duração da actividade D. 4 + 180 = 20 UM . o seguinte: Actividade A B C D Duração 3 7 4 3 Função Custo . mas agora com menos tempo de duração (10 dias). teremos para o mesmo caminho crítico (AàCàD) da primeira iteração. t + 140 . Logo.40 .M. 3 + 130 = 70 UM Custo Fixo = 45[UM ] ⋅ 10[dias ] = 450 UM Custo das Actividades = 20 + 40 + 20 + 70 = 150 UM Custo do Projecto = 450 + 150 = 600 UM à Reduzimos o custo mas continuamos as iterações.40 .40 . t + 180 .Organização e Gestão da Produção (GP) D. Então. Ø 2ª Iteração: Como é óbvio. pois é a mais barata. teremos o seguinte: Actividade A C D Custo de Redução de Duração (Dados na coluna c do enunciado) 40 UM / dia 40 UM / dia 20 UM / dia A melhor opção entre estas três é a D. 7 + 110 = 40 UM . pois é aquela que.20 .40 .20 . Henrique Neto N.

B 7-1=6 1 A 3 2 C 4 4 D 3-1=2 Caminho Crítico (A->C->D = 9 dias e A->B = 9 dias) 3 Escolhemos a opção de redução em 1 UT que origina um novo tempo para D de 2 UT e para B de 6 UT.º 15549 14 .10 . Logo.20 .40 . vamos ver agora como fica a nova representação do projecto tendo em conta que queremos reduzir o tempo de duração da s actividades B e D. pois é a mais barata.40 . 6 + 110 = 50 UM . t + 140 .20 . teremos para o mesmo caminho crítico (AàCàD)o seguinte tempo de duração: 9 dias Actividade A B C D Duração 3 6 4 2 Função Custo . isto para continuar a manter o mesmo caminho crítico. 2 + 130 = 90 UM Custo Fixo = 45[UM ] ⋅ 9[dias ] = 405 UM Custo das Actividades = 20 + 50 + 20 + 90 = 180 UM Custo do Projecto = 405 + 180 = 585 UM à Reduzimos o custo mas continuamos as iterações.E.Organização e Gestão da Produção (GP) D.M. 4 + 180 = 20 UM . 3 + 140 = 20 UM . t + 130 Custo de cada Actividade . Henrique Neto N.40 . t + 180 . t + 110 . Então.10 .40 . Ø 3ª Iteração: Agora teremos o seguinte: Actividade A BeC BeD Custo de Redução de Duração (Dados na coluna c do enunciado) 40 UM / dia 10 + 40 = 50 UM / dia 10 + 20 = 30 UM / dia A melhor opção entre estas três é a B e D.

teremos o seguinte: Actividade A BeC Custo de Redução de Duração (Dados na coluna c do enunciado) 40 UM / dia 10 + 40 = 50 UM / dia A melhor opção entre estas duas é a A. t + 130 Custo de cada Actividade . teremos para o mesmo caminho crítico (AàCàD)o seguinte tempo de duração: 7 dias Actividade A B C D Duração 1 6 4 2 Função Custo . 6 + 110 = 50 UM . 2 + 130 = 90 UM Custo Fixo = 45[UM ] ⋅ 7[dias ] = 315 UM Custo das Actividades = 100 + 50 + 20 + 90 = 260 UM Custo do Projecto = 315 + 260 = 575 UM à Reduzimos o custo ao máximo e paramos por aqui as iterações pois.40 .Organização e Gestão da Produção (GP) D.M. Henrique Neto N. t + 180 . Então.10 . vamos ver agora como fica a nova representação do projecto tendo em conta que queremos reduzir o tempo de duração da actividade A. Assim podemos dizer que esta é a melhor solução que se consegue obter.20 . t + 110 . t + 140 .º 15549 15 . Logo.10 .E. se modificarmos o tempo de duração da actividade B. 4 + 180 = 20 UM . B 6 1 A 3-2=1 2 C D 2 4 Caminho Crítico (A->C->D = 7 dias e A->B = 7 dias) 4 3 Escolhemos a opção de redução em 2 UT que origina um novo tempo para A de 1 UT. Ø 4ª Iteração: Agora.20 . embora não seja a óptima. pois é a mais barata.40 . já não será possível continuar a manter o mesmo caminho crítico que temos vindo a manter até aqui e mexer no tempo de duração da actividade C também é impraticável pois é muito caro. 1 + 140 = 100 UM .40 . isto para continuar a manter o mesmo caminho crítico.40 .

Actividade com menor folga total. Actividade com maior necessidade de recursos. 3.E.Organização e Gestão da Produção (GP) D.º 15549 16 . 2. 4.M. Sabendo que os recursos disponíveis para executar as 9 actividades estão restringidos a 24 trabalhadores: Actividade A B C D E F G H I Precedências ---------A B B C D. 4. estabelecem-se as seguintes prioridades: 1. Em caso de igualdade pode recorrer-se à heurística de Lang. Quando há uma situação de igualdade. Exercício Um determinado projecto é constituído por um conjunto de 9 actividades que estão representadas na tabela que se segue. Ø Algoritmo de Brooks (BAG): este algoritmo consiste em ordenar por ordem decrescente as actividades segundo o seu valor de ACTIM. O ACTIM corresponde ao tempo máximo do projecto considerando essa actividade como inicial. Restrição de Recursos (Heurística de Lang e Algoritmo de Brooks . Actividade com maior duração. E F Duração (Dias) 6 6 2 3 7 3 5 7 4 Trabalhadores Necessários 6 18 7 10 15 3 8 16 9 Henrique Neto N.1.BAG) Ø Heurística de LANG: esta heurística consiste em ordenar por ordem crescente as actividades segundo o seu tempo de início mais tardio.

LF à Conclusão mais tardia.E. a) Efectue a representação do projecto através de uma rede de precedência com actividades nos arcos (AOA).: Da teoria sabemos que a representação das actividades nos arcos (AOA) obedece aos seguintes parâmetros: ET i i LT i ES LS j j A d j j EF LF ET LT k k j j k ET à Tempo mais cedo do acontecimento.M.º 15549 17 . LT à Tempo mais tardio do acontecimento. d à Duração temporal da actividade. R. indicando os tempos mais cedo e mais tarde de inicio e fim de cada actividade.d EF à Conclusão mais cedo. EF = ET +d . LS à Inicio mais tardio da actividade. LF = LT 6 10 12 13 6 A 6 B 6 C 2 2 10 6 10 6 6 6 3 D 3 E 9 13 5 13 13 13 13 9 16 7 H 7 20 20 20 20 7 20 0 0 0 4 0 1 0 0 13 6 6 6 6 13 F 3 2 15 9 9 6 16 16 I 4 G 5 13 20 7 2 2 4 15 15 Henrique Neto N. LS = LT .Organização e Gestão da Produção (GP) D. ES = ET . ES à Inicio mais cedo da actividade. A à Actividade.

Construa o correspondente diagrama de Gantt. A haver melhorias no projecto. então teremos: A à D à H = 6 + 3 + 7 = 16 B à E à H = 6 + 7 + 7 = 20 ⇒ B à F à I = 6 + 3 + 4 = 13 Cà G =2 + 5=7 A duração total do projecto será então de 20 dias. isto porque. B e C são superiores aos disponíveis. este será o primeiro caminho a ser objecto dessas melhorias. O diagrama de Gantt correspondente à tabela fornecida no enunciado será dado pelo seguinte: Então será este o caminho crítico Actividades A D B F E I H C G 5 10 15 20 25 30 Tempo Tempos Recursos Necessários Já não vale a pena continuar a verificar os tempos de percurso que restam porque esta primeira situação já dá para concluirmos que esta solução é impraticável. correspondente à duração do caminho crítico. 0≤t <2 A+B+C = 6+18+7 =31 Henrique Neto N.M.: Sabendo que o caminho crítico será sempre aquele cuja duração temporal será a maior. os recursos necessários para dar inicio às actividades A.E.º 15549 18 .Organização e Gestão da Produção (GP) D. isto sem limitação de recursos. b) Indique o caminho crítico e a duração do projecto considerando que não existe restrição de recursos. R.

: Ordenação Actividade A B C D E F G H I ACTIM 6+3+7 = 16 20 2+5 = 7 3+7 = 10 7+7 = 14 3+4 = 7 5 7 4 por Ordem Decrescente 2º 1º 5º 4º 3º 5º 8º 5º 9º 13 13-13 = 0 5º 13 13-6 = 7 6º 13 13-0 = 13 7º LS (Inicio mais tardio) Ordenação por Ordem Crescente Folga Total (FT=LS – ES) Os valores da coluna denominada por ACTIM.Organização e Gestão da Produção (GP) D.M. obtêm-se partindo do seguinte pressuposto: “Para cada actividade que se vai calcular o valor do ACTIM. devemos escolher sempre o valor máximo entre os dois valores obtidos.E. Henrique Neto N. R. Indique a duração do projecto e o atraso imposto pelo facto dos recursos serem limitados. devemos sempre tomar essa actividade como a actividade de partida e verificar qual o caminho percorrido a partir daí até ao fim do projecto” Ex. c) Efectue o sequenciamento das actividades atribuindo recursos de acordo com o algoritmo de Brooks. Actividade C ⇒ Caminho percorrido (CàG) = 2+5 = 7 Etc.: Actividade A ⇒ Caminho percorrido (AàDàH) = 6+3+7 = 16 B → E → H  Actividade B ⇒ Caminho percorrido (  ) = B → F → I  6 + 7 + 7  20  =  6 + 3 + 4  13  Quando ocorrer um caso específico como este.º 15549 19 .

B e C ------C. G e I ---DeI ---HeI ---I ------- 6 6 6 F Concluído 9 9 C Concluído 9 9 E Concluído 13 13 G e D Concluídos 16 16 H Concluído 23 23 I Concluído 27 Duração do Projecto = 27 dias Restrição de Recursos = 24 Operários Atraso devido à restrição = 27 – 20 = 7 dias Henrique Neto N. D.E.º 15549 20 .M. E e F ------C. D e I ---D.Organização e Gestão da Produção (GP) D. vamos agora construir uma tabela onde as actividades serão executadas de acordo com os recursos disponíveis para as executar: Ordem segundo Brooks BàAàC ------EàDàF àC ------DàCàI ---DàGàI ---DàI ---HàI ---I ------- Instante de Tempo 0 0 0 A e B Concluídos Actividades ---B A ---E F ---C ---G ---D ---H ---I ---- Duração ---6 6 ---7 3 ---2 ---5 ---3 ---7 ---4 ---- TInicio ---0 0 ---6 6 ---9 ---11 ---13 ---16 ---23 ---- TFim ---6 6 ---13 9 ---11 ---16 ---16 ---23 ---27 ---- Recursos Disponiveis 24 24-18 = 6 6-6 = 0 0+6+18 = = 24 24-15 = 9 9-3 = 6 6+3 = 9 9-7 = 2 2+7 = 9 9-8 = 1 1+15 = 16 16-10 = 6 6+10+8 = = 24 24-16 = 8 8+16 = 24 24-9 = 15 15+9 = 24 Actividades Permitidas A. Com base na tabela anterior.