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1 CURSO INTENSIVO PARA CARREIRA JURÍDICA MÓDULO BÁSICO – PROCESSO PENAL

7ª Coletânea de questões de Processo Penal – Ponto XIV e XV MP/SE - 2002 1. O ordenamento jurídico brasileiro, em matéria de prova, no processo penal, a) não opõe restrição à produção de qualquer tipo de prova, em virtude de acolher o princípio da verdade real. b) atribui ao acusado o ônus de provar a sua inocência, sob pena de, em não o fazendo, ser condenado. c) considera nulo o processo se faltar o exame de corpo de delito, não admitindo o suprimento por prova testemunhal. d) permite, como regra, à acusação e à defesa fazerem reperguntas ao réu no interrogatório. e) adota, para a avaliação da prova, como regra, o sistema do livre convencimento motivado, mas, em relação ao júri, admite julgamento por convicção íntima. MP/MG - 2002 2. Assinale a alternativa C O R R E T A : a) o acusado é obrigado a responder às perguntas que lhe forem formuladas em juízo, pois o seu silêncio poderá ser interpretado em prejuízo de sua própria defesa; b) no processo penal a confissão é indivisível e irretratável; c) na instrução criminal serão ouvidas somente as testemunhas que forem previamente arroladas pelas partes, na denúncia e na defesa prévia; d) no processo penal, a citação será feita por hora certa, quando o lugar em que estiver o réu for inacessível, em virtude de epidemia, guerra ou por outro motivo de força maior; e) a intimação do advogado do querelante é feita por publicação no órgão incumbido da publicidade dos atos judiciais da comarca. 3. É I N C O R R E T O afirmar que: a) as testemunhas e a vítima, antes de serem ouvidas, na fase policial e em juízo, devem ser advertidas das penas do falso testemunho e compromissadas a dizerem somente a verdade daquilo que souberem sobre os fatos; b) exceto na Acareação, as testemunhas são ouvidas separadamente, de modo que umas não tomem conhecimento do depoimento das outras; c) estão isentos de compromisso ao depor os pais, filhos, irmãos, cônjuge, todos do (a) indiciado (a) ou do (a) acusado (a), bem como os menores de 14 anos de idade; d) o não comparecimento injustificado da testemunha para depor perante à autoridade policial ou em juízo, mesmo quando pessoalmente intimada, acarreta a sua condução coercitiva e a responsabilização por crime de desobediência (art. 330 CP); e) é facultado a retirada do réu da sala de audiência, por ocasião da inquirição de testemunha, quando a presença dele puder, eventualmente, influenciar no ânimo da testemunha, ressalvada, sempre, a permanência do Defensor. MP/RN – 200O 4. A prova é todo meio destinado a convencer o juiz a respeito de uma situação de fato pertinente e relevante ao processo. Sobre o tema, julgue as afirmações seguintes atribuindolhes V (verdadeiro) ou F (falso), assinalando a alternativa que contenha a sequência correta: I - a notoriedade, a falta de controvérsia e a presunção legal de existência do fato dispensam a prova; II - a busca nem sempre precede a apreensão, sendo admissível na fase pré-processual e na instrução criminal com o fim de evitar o desaparecimento das provas; III - a acareação, como ato processual consistente na confrontação de declarações, pressupõe que as pessoas a serem acareadas já tenham prestado suas declarações divergentes, ainda que somente na fase policial, sobre fato ou circunstâncias relevantes ao processo;' IV - contradita é a forma processual adequada para arguir, após a qualificação e antes de iniciado o depoimento da testemunha, circunstâncias ou defeitos que tornem a testemunha suspeita ou indigna de fé; V - o exame pericial, realizado durante o inquérito policial, sempre deve ser repetido na instrução criminal, uma vez que nesta fase. em razão do princípio do contraditório, as partes poderão formular quesitos que versem sobre pontos controvertidos a serem esclarecidos. a)FFVVV b)FVFVF c)FVFFF d)VFVFV e)VFVVF MP/MA - 2002 5. Quanto à forma, a prova penal classifica-se em: a) direta ou indireta; b) pessoal ou real; c) testemunhal, documental e material; d) lícita, ilícita, legítima e ilegítima; e) nenhuma das alternativas

MP/BA -1999 6. Assinale a afirmação correta sobre a produção de prova no processo penal. a) Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo. b) Poderá ser efetuada a acareação entre acusados, mas não é permitida a acareação entre ofendidos. c) O ofendido não tem obrigação legal de comparecer a juízo para esclarecer circunstâncias da infração penal. d) É válido, no processo penal, o exame realizado por um só perito. e) Ao Juiz é vedado determinar a oitiva de testemunha não arrolada pelas partes.

2000 10. c) outra testemunha. sem autorização judicial. As testemunhas. em qualquer hipótese. d) cabe ao acusado demonstrar suas alegações. de gravação de diálogo transcorrido em local público. será dispensada. Excetuam-se. no processo penal brasileiro. que confirma a circunstância da amizade íntima. e) o rol da defesa prévia.1999 .1999 7. ouvir testemunhas além daquelas arroladas pelas partes. Em tal situação. determinar diligência visando ao esclarecimento do fato. então. sem a ciência do outro. evidentes por si mesmos. quando realizada com mandado judicial. e) Prevalece a orientação jurisprudencial no sentido de. recusar-se a depor. recusando. determinar a substituição da testemunha. b) a sentença. a) os menores de 21 anos e maiores de 16 anos. realizar perguntas ao acusado. a sua realização por um perito qualificado. a) A prova emprestada é suficiente. de autorização judicial. interpela a testemunha. mesmo havendo investida criminosa. 13. d) A confissão não se presume. excluindo a testemunha.1999 14. JUIZ SUBSTITUTO TJ/PE . entre outros. e) não pode o juiz. a não ser quando assistidos por curador. em qualquer hipótese. No sistema processual penal brasileiro. por si só. JUIZ SUBSTITUTO TJ/RN . c) Os fatos. que só poderá ser direto. com penas mínimas superiores a 4 (quatro) anos de reclusão c) juiz não pode. o Juiz deve a) tomar o compromisso da testemunha e inquiri-la normalmente. in loco. d) ouvir o defensor e. para validade da prova pericial. b) incumbe à defesa demonstrar a inexistência do fato ou que o réu não foi seu autor. a) Pode o juiz. a) a invasão domiciliar para prender alguém depende. e) os deficientes auditivos. em regra. b) Os crimes que deixam vestígios serão objeto de exame de corpo de delito. c) indeferir o compromisso e inquirir a testemunha. seja nas perguntas. não dependem de prova os fatos afirmados pelo autor e confessados pelo réu e aqueles admitidos no processo como incontroversos. seja nas respostas. JUIZ SUBSTITUTO TJ/PI . Ainda acerca da prova no processo penal. assinale a opção correta. na forma do art. O Juiz. c) a busca e apreensão. c) Consoante orientação majoritária do STF. e) consultar a testemunha para saber se deseja depor. ou seja. em qualquer hipótese. 203 do Código de Processo Penal. c) Cabe ao juiz interrogar o acusado. aplicase à prova ilícita a doutrina dos frutos da árvore envenenada. Assinale a opção correta a respeito de prova. b) O ascendente e o descendente do acusado podem. d) só podem ser admitidas os meios de prova expressamente previstos no Código de Processo Penal e) é suficiente. JUIZ SUBSTITUTO TJ/MG . ainda que o órgão da acusação nada prove. dizendo-a suspeita e indigna de fé.2001 9. permite o ingresso no domicilio JUIZ SUBSTITUTO TJ/RS . de oficio. isto é.2 CURSO INTENSIVO PARA CARREIRA JURÍDICA MÓDULO BÁSICO – PROCESSO PENAL 7ª Coletânea de questões de Processo Penal – Ponto XIV e XV MP/DF . d) os menores de 14 anos. 8. como prova. de ofício. b) só se admite interceptação telefônica em crimes de maior gravidade. é correto afirmar que a) incumbe ao órgão da acusação demonstrar a existência do fato e sua autoria.2000 11. Após a qualificação da testemunha. o Promotor de Justiça argúi a amizade íntima desta com o réu. No tocante á prova. determinar a produção de provas. d) O MP. de ofício. a) nos processos do júri. para alicerçar o decreto condenatório. b) É inadmissível a utilização. se este concordar. há avaliação da prova pelos jurados segundo o sistema da convicção intima. mas pode determinar prova pericial. precisam ser provados. Ante norma expressa do Código de Processo Penal de que a prova da alegação incumbirá a quem a fizer. d) Pelo sistema da íntima convicção ou certeza moral do juiz. ainda que axiomáticos. c) o réu está obrigado a fornecer provas em seu desfavor. sendo vedado ao defensor qualquer intervenção ou influência no ato. determinar a quebra do sigilo bancário do indiciado. a) No processo penal. d) o rol da denúncia. 15. prestam o compromisso legal de dizer a verdade. Denomina-se testemunha referida a pessoa a que alude a) a prova dos autos. 12. c) os menores de 18 anos. através do juiz. assinale a opção incorreta. b) durante a realização do interrogatório o defensor não poderá. ser ilícita a gravação telefônica feita por um dos interlocutores. b) os menores de 21 anos e maiores de 16 anos. b) dispensar a inquirição. Acerca da prova no processo penal. é livre a apreciação da prova e prescindível a fundamentação da decisão que a acata ou refuta. pode. as provas ilícitas contaminam as dela decorrentes ou derivadas.

em certos casos.3 CURSO INTENSIVO PARA CARREIRA JURÍDICA MÓDULO BÁSICO – PROCESSO PENAL 7ª Coletânea de questões de Processo Penal – Ponto XIV e XV em qualquer horário. c) O juiz não pode ouvir outras testemunhas. ele foi preso em flagrante. 2. a) Já decidiu o STF que não deve haver anulação do processo em que se produziu prova ilícita. Em se tratando de crimes hediondos. a autoridade policial não poderá compelir Marta a comparecer a à delegacia e a lançar as assinaturas. os vestígios das lesões tinham desaparecido. pelo STF. Ao sair da agência. Considere a seguinte situação hipotética. Nessa situação. bem assim para postular-se seu desentranhamento de autos de investigação. No âmbito da jurisdição constitucional das liberdades. ainda quando observadas as formalidades procedimentais do interrogatório. à garantia constitucional segundo a qual são inadmissíveis no processo as provas obtidas por meios ilícitos. entretanto. não deve ouvir a testemunha contraditada JUIZ SUBSTITUTO TJ/SP .2002 17. subtraiu do caixa a importância de R$ 10. b) No interrogatório. O habeas corpus é meio processual idôneo à impugnação de provas ilícitas já realizadas.2002 19. Um indivíduo adentrou em uma agência da CAIXA e. Disso resultam constantes mitigações. mesmo quando desta não possa resultar condenação à pena privativa de liberdade. No conflito entre o direito à prova e a busca da verdade real. seja porque o aparelho policial brasileiro ainda se entremostra arbitrário. ainda que haja recusa do morador. A esse respeito. Ana foi agredida fisicamente por Marcos com pontapés. só havendo exceção para apresentação de documentos na fase recursal. relativos a esse assunto. contra si mesmo. nas perguntas e nas respostas. sob pena de nulidade. tem plena aplicação o princípio da proporcionalidade na valoração da admissibilidade da prova. pois a busca da verdade real tem prevalência constitucional. A autoridade policial. . seja porque há dificuldades. O privilégio contra a auto-incriminação (nemo tenetur se detegere) impõe ao inquiridor o dever de advertir o interrogado do seu direito ao silêncio. mediante ameaça exercida com o emprego de uma metralhadora.2000 16. 1. julgue os itens a seguir. suspende a instrução criminal até a sua devolução devidamente cumprida. A respeito da prova no processo penal. MP/DF . Ana compareceu perante a autoridade policial e apresentou representação contra o agressor. será possível o exame de corpo de delito de forma indireta por meio de prova testemunhal. Na esteira da doutrina dominante e das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) julgue os itens abaixo. havendo contradita e. O laudo pericial assinado por dois peritos oficiais no qual somente uma das assinaturas está legível é nulo de pleno direito.000. 3. d) O exame de corpo de delito não pode ser realizado aos domingos e feriados. DELEGADO POLÍCIA FEDERAL . se outros elementos de convicção. Nessa situação. não será cabível o reconhecimento da causa de aumento do crime de roubo (roubo qualificado com o emprego de arma). é indispensável o exame de corpo de delito direto elaborado por peritos para se comprovar a materialidade do crime. d) e) 18. 1. 3. pode ser gravada por estes. de avaliar-se a extensão dos efeitos que a inadmissão da prova tida por ilícita acarreta para a investigação e persecução criminal. existem normas-dispositivo e normas-princípio que regulam a atividade das partes. além das indicadas pelas partes. forneça o acusado. a) A expedição de carta precatória. A doutrina dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree) está relacionada à questão da contaminação gerada pela prova ilícita em face das provas dela derivadas. A falta desse exame. destinada à produção de prova testemunhal. na delegacia. sofrendo lesões corporais de natureza leve. Considere a seguinte situação hipotética. e a eventual confissão de prática delituosa constante na gravação é tida por prova válida para sustentar pedido de prisão temporária do confesso. entretanto. a conversa informal mantida pelo indiciado com policiais. Na ocasião. notificou Marta para comparecer à delegacia a fim de fornecer padrões gráficos do próprio punho. não impede a propositura da ação penal. Considere a seguinte situação hipotética. Assinale a alternativa correta. 4. visando submeter a cártula a exame grafotécnico. 5. os documentas podem ser apresentados em qualquer fase do processo.00 em espécie. como o objetivo do exame pericial é proporcionar a comparação entre o escrito comprovadamente feito pelo punho da indiciada e aquele cuja autoria está sendo pesquisada e que constitui o corpo de delito. o defensor do acusado não poderá intervir ou influir. 4. na modalidade de fraude no pagamento por meio de cheque. Passados dois meses do evento. Nessa situação. de qualquer modo. 2. convencendo-se o juiz de que é fundada a suspeita de parcialidade. a falta dessa advertência faz ilícita a prova que. 5. a proscrição da prova ilícita no processo é tema recorrente. Marta foi indiciada em inquérito policial instaurado para apurar o crime de estelionato. Deixando o crime vestígios materiais. em face da não-apreensão da arma e da não-realização de perícia nela. por si mesmos. tendo a arma de fogo sido extraviada no caminho para a delegacia. assinale a opção correta. Por não se tratar de hipótese de interceptação telefônica sem autorização judicial.

É ilícito o uso processual do conteúdo das gravações feitas por familiares da vítima do crime de extorsão mediante seqüestro. após abordado por agentes policiais nas proximidades de sua residência. regularmente expedido pela autoridade judicial competente. lhes franqueia o ingresso no imóvel em que reside. mesmo se. 5. que não admite restrição aos meios probatórios. corroborando as informações prestadas pela instituição bancária. A gravação de conversa telefônica feita por um dos interlocutores. por ordem judicial. sem autorização judicial. Se o morador. a polícia tiver empregado tortura contra o suspeito. onde é encontrado e apreendido material entorpecente. b) devem ser desentranhadas do processo. Considera-se prova ilícita a quebra do sigilo das comunicações telefônicas para fins de investigação criminal. sem autorização judicial.2001 21. É lícita a prova obtida mediante escuta telefônica que incrimina _ outra pessoa e não o investigando em cujo nome constava telefone objeto da autorização judicial prevista na Lei n. sem autorização judicial e conhecimento do outro.julgue os itens seguintes. c) podem dar azo à provas derivadas.4 CURSO INTENSIVO PARA CARREIRA JURÍDICA MÓDULO BÁSICO – PROCESSO PENAL 7ª Coletânea de questões de Processo Penal – Ponto XIV e XV forem suficientes para respaldar a condenação do réu. para a localização dessa res furtiva.° 9. Em virtude do princípio da proporcionalidade. 3.296/1996 (interceptação telefônica). é prova ilícita para a comprovação de um crime de extorsão. é válida a apreensão.296/1996: 4. GABARITO 1 E 2 E 3 A 4 D 5 C 6 A 7 D 8 B 9 A 10 B 11 A 12 D 13 C 14 A 15 B 16 B 17 EECEC 18 CEECC 19 A 20 B 21 CECEC b) c) d) . do produto do crime de roubo. 19º CONCURSO PROCURADOR DA REPÚBLICA 20. mesmo quando o réu. 2. Constitui prova ilícita a quebra do sigilo bancário. sem mandado judicial. realizada em automóvel conduzido por pessoa sobre quem pesem fundadas suspeitas de estar na posse de objetos que constituam corpo de delito. antes do advento da Lei n. as utiliza para sustentar sua defesa. sem contaminá-las. É ilegal a busca e apreensão. As provas ilícitas: a) podem ser consideradas desde que consentâneas com o conjunto probatório.5 DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO . d) não existem no direito processual penal brasileiro. A respeito das limitações constitucionais da prova e de acordo com o entendimento do STF. por mandado judicial. 1. não há falar-se em prova ilícita a pretexto de invasão de domicílio sem o devido mandado judicial.° 9.