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RESUMO PARA PROVA DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL III

AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO 1) Conceito e Oportunidade de Realização Audiência é o ato processual solene realizado na sede do juízo que se presta para o juiz colher a prova oral e ouvir pessoalmente as partes e seus procuradores. A Audiência de Instrução e Julgamento é a principal audiência regulado pelo CPC, em seus artigos 450 a 457, que será sempre realizada desde que haja prova oral ou esclarecimento de peritos a ser colhido antes da decisão do feito. Dessa forma, a audiência de instrução e julgamento não é uma faculdade do juiz, mas sim uma imposição legal, que não poderá ser dispensada caso haja necessidade de produção de prova oral ou esclarecimento de peritos e assistentes técnicos. Fora esses casos, o julgamento da lide é antecipado, dispensando-se assim, a AIJ (Art. 330, I, do CPC). 2) Características a) Publicidade: A audiência deve ser pública, isto é, deve ser realizada a portas abertas, podendo qualquer pessoa assisti-la. Entretanto, existem casos em o decoro e o interesse público cessa essa característica, devendo a audiência realizar-se a portas fechas e em segredo de justiça. São as hipóteses previstas no art. 155 do CPC: Art. 155 – Os atos processuais são públicos. Correm, todavia, em degredo de justiça os processos: I – em que o exigir o interesse público; II – que dizem respeito ao casamento, filiação, separação dos cônjuges, conversão desta em divórcio, alimentos e guarda de menores. Em todos os casos, até mesmo nos que correm em segredo de justiça, será garantida a presença das partes e de seus patronos (art. 5º, LX, da CRFB). b) Solenidade O CPC traça várias normas de solenidade para que a audiência cumpra sua finalidade, a partir do pregão das partes e advogados, e que tem segmento através das regras a serem observadas no curso dos trabalhos, voltadas para o objetivo de assegurar a ampla defesa dos interesses das partes e propiciar ao juiz condições de realizar um bom julgamento. Assim, a característica da solenidade visa, precisamente, garantir a observância dos princípios indispensáveis à própria eficiência e eficácia do ato processual. c) Essencialidade A audiência de instrução e julgamento só deverá ser realizada quando for essencial a produção de prova oral ou esclarecimento por parte de peritos ou assistentes técnicos. d) Presidência do Juiz De acordo com o art. 446 do CPC, compete ao juiz presidir todos os trabalhos que compõem a audiência de instrução e julgamento, na qualidade de agente estatal encarregado do exercício da jurisdição. A ele cabe determinar cada um dos atos a serem realizados, orientar as partes no sentido da conciliação, formular

em um só dia a instrução. com prévia intimação das partes. que concluir a audiência julgará a lide. b) Imediatidade Tudo é rápido. . e) Unidade e Continuidade A audiência deverá realizar-se no dia e horário designados pelo juiz. II . III . a força policial. Desse modo. A AIJ é sempre considerada uma e contínua e. imediato.manter a ordem e o decoro na audiência. Art. II . salvo se estiver convocado. casos em que passará os autos ao seu sucessor. Há. manter a ordem. 455 do CPC). discussão e decisão da causa. fazendo uso do poder de polícia a ele conferido pelo art. Compete ao juiz em especial: I . assim. O juiz.dirigir os trabalhos da audiência. Os recursos. proferir a sentença. 446. O juiz exerce o poder de polícia. c) Identidade física do juiz O juiz que preside a audiência de instrução e julgamento é o juiz que deve proferir a sentença (Art. 132. ouvir as respostas e fazê-las consignar no termo. competindo-lhe: I . 445.exortar os advogados e o órgão do Ministério Público a que discutam a causa com elevação e urbanidade. Art. deverá ser considerada em um todo. finalmente.proceder direta e pessoalmente à colheita das provas. titular ou substituto. ou aposentado. 3) Princípios a) Oralidade Tudo é produzido de forma oral. provas. licenciado. promovido. etc. afastado por qualquer motivo. Outra característica da AIJ é a finalidade complexa e concentrada de instrução. uma continuidade entre os atos fracionados e não uma multiplicidade de audiências. Art. debates. resolver questões incidentes levantadas pelos defensores. As partes e seus procuradores mantém contato direto com o juiz a fim de mostrar o material sem intermédios para que o mesmo possa julgar. o juiz deverá designa-la para o dia seguinte (art. o debate e o julgamento. embora a AIJ possa ser fracionada em mais de uma sessão. III .ordenar que se retirem da sala da audiência os que se comportarem inconvenientemente. 445 do mesmo Diploma legal. 132 do CPC). e. transmitir a estas e aos peritos as perguntas formuladas pelos advogados.perguntas a serem respondidas pelas testemunhas.requisitar. quando necessário. caso não seja possível concluir.

449 c/c art. de acordo com o art. 448. se entender necessário. o juiz. uma vez que é plenamente aceitável que o advogado devidamente intimado para uma data se descuide e fique aguardando a mesma para a realização da audiência. terá força de sentença definitiva de mérito. assinado pelas partes e homologado pelo juiz. Como visto. o juiz mandará tomá-lo a termo. Assim. O termo de conciliação. Decorre da aplicação conjunta de vários atos destinados a orientar à apuração de provas e a decisão judicial em uma única audiência. 448 do CPC. face a supressão de um direito subjetivo das partes. o juiz tentará conciliar as partes. 5) Conciliação A composição do litígio é o objetivo que as partes querem alcançar. 4) Antecipação Duas são as hipóteses de antecipação de audiência: conveniência da Justiça (casos de mutirão. etc. sob pena de nulidade do ato. e art. Senama Nacional de Conciliação. d) Concentração dos atos judiciais Os atos judiciais não concentrados no processo. III. seja ele por ato do juiz (sentença) ou pelas próprias partes (auto composição). nada impede que a tentativa de conciliação seja realizada após a instrução do feito. poderá mandar repetir as provas já produzidas. em tais casos o juiz ordenará que a intimação seja feita pessoalmente aos advogados. o juiz determinará que o mesmo seja levado a termo. tentar a conciliação entre estas. II do CPC). 329. Chegando a acordo. por isso “cumpre o juiz velar pela rápida solução do processo” (art.Parágrafo único. o Juiz que proferir a sentença. caso as partes cheguem a um acordo. Em qualquer hipótese. Art. rápido e conveniente que as partes solucionem seu conflito de interesses. terá valor de sentença. Significa que deve tentar reduzir tudo a uma única audiência. independente de provocação das partes. No entanto. devendo o juiz declarar extinto o processo (art. deverá. após declarar aberta a audiência de instrução e julgamento. não sendo tolerada a intimação por publicação na imprensa por força do § 2º do art. Muitas vezes é mais prático. 449. 242 do CPC. de fato. daí o termo concentração dos atos. 269. todos do CPC). desde que na mesma audiência. da designação da nova data. Art. de ofício. Antes de iniciar a instrução.) ou a requerimento de uma das partes. 125. que assinado pelas partes e homologado pelo juiz. Entretanto. A razão da norma é evitar o desconhecimento. Ninguém mais indicado que a própria parte para definir o seu direito. . seja através de mandado ou pelo escrivão.

6) Instrução Frustrada a tentativa de conciliação ou incabível a mesma. 269. A produção de prova oral obedecerá ao disposto no art. 6. A prova no processo tem dois sentidos. 452 do CPC sendo: Art. o juiz declarará extinto o processo. 329. II a V. III – quando as partes transigirem. II – o juiz tomará os depoimentos pessoais. serão inquiridas as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu. As provas serão produzidas na audiência nesta ordem: I – o perito e os assistentes técnicos responderão aos quesitos de esclarecimentos. fixando os pontos controvertidos sobre os quais recairá a produção das provas (art. 267 e 269.1) Conceito Sobre as provas admitidas no processo civil é necessário tecer vários comentários. “a prova refere-se a demonstração da veracidade das alegações das partes.2) Teorias do Ônus da Prova A teoria adotada pelo CPC é a teoria estática do ônus da prova. Segundo José Carlos Barbosa Nogueira. nosso ordenamento jurídico prevê também a teoria dinâmica do ônus da . passará o juiz a fazer a instrução do feito. Entretanto. 333 do mesmo Diploma legal. Haverá resolução de mérito: . 6.1.1.1) Das Provas 6. b) Subjetivo – é a certeza (estado psíquico) originada quanto ao fato. tecidas na inicial e na contestação. Trata-se da convicção formada no espírito do julgador em torno do fato demonstrado. III – finalmente. prevista no art. 452. e que levam a um juízo de quaser certeza da existência de um direito”. 435 (05 dias antes da audiência).Art. Art.. em virtude da produção do instrumento probatório. primeiro do autor e depois do réu. sendo: a) Objetivo – instrumento ou meio hábil para demonstrar a existência de um fato.. 451 do CPC). requeridos no prazo e na forma do art. Ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts.

como a prova emprestada.1. c) Destinatário – O juiz. como as provas emprestadas). b) Finalidade – Formação da convicção em torno dos mesmos fatos. São direitos básicos do consumidor: . quanto à existência de fato impeditivo. do CDC. inclusive com a inversão do ônus da prova. Art. É nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus da prova quando: I – recair sobre direito indisponível da parte. tais como o depoimento pessoal. a confissão. excetuando-se dois casos: direitos indisponíveis e situação excessivamente onerosa para uma das partes.3) Características a) Objeto – Fatos sustentados pelas partes em juízo. 6º. prevista no art. 333 prevê a hipótese de haver flexibilização desse ônus. a seu favor. 6º. segundo as regras ordinárias d experiências. VIII. for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente.1. mas aceitos. o § único do art. são hábeis para provar a verdade dos fatos. prova testemunhal e prova pericial) e inominados ou atípicos (não previstos. II – ao réu. 6. Art. no processo civil. 6. a critério do juiz. O ônus da prova incumbe: I – ao autor.. quando. pois é ele que deverá se convencer da veracidade dos fatos para dar uma solução ao litígio. II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. A interceptação telefônica só é admitida no . bem como os moralmente legítimos. Parágrafo único. VIII – a facilitação da defesa de seus direitos. modificativo ou extintivo do direito do autor. ainda que não previstos no CPC.prova. quanto o fato constitutivo do seu direito.. Os meios de provas são classificados como nominados ou típicos (aqueles previstos no CPC. 333. Obs. Entretanto.4) Meios Legais de Provas Todos os meios legais.

processo penal. poderá o juiz exigir que este seja provado (art. os fatos admitidos no processo como incontroversos. Nesse sistema o que deve prevalecer é a livre convicção do juiz. mas pode servir como meio probatório no processo civil. Todavia. Às partes é conferido o direito de produzir. “juízes de fato”. Nesse sistema o juiz agia quase que automaticamente apenas aferindo as provas de acordo com uma hierarquia legal. os fatos controvertidos e determinados. proferem suas decisões de acordo com o ficaram convencidos. 337 do CPC). isto é. os feitos heroicos. aqueles que não foram alvo de contestação pela parte contrária. quando a parte alegar direito municipal. onde uma prova sobrepunha a outra de acordo com seu valor. através do instituto da prova emprestada. como as datas históricas.1. 6.6) Valoração das provas Valoração da prova é a avaliação da capacidade de convencer. O direito. a) Critério Legal Está totalmente superado. isto é.5) Objetos da prova São considerados objetos da prova os fatos litigiosos existentes no processo. que é soberano pra investigar e apreciar as provas. e os fatos que em cujo favor milita a presunção legal de existência ou veracidade. onde os jurados. c) Livre Convencimento Motivado ou Persuasão Racional . via de regra. não sendo necessária nenhuma motivação ou justificação. aqueles que são de conhecimento de todos. b) Convencimento Livre É o oposto do sistema do critério legal. estrangeiro o consuetudinário. Não dependem de prova os fatos notórios. 6. de que sejam dotados os elementos de prova contidos no processo. 130 do CPC).1. participar e de manifestar quanto à prova. Três são os sistemas conhecidos de valoração da prova existentes no decurso da historia processual civil. Usado em nosso ordenamento jurídico pelos tribunais de júri. os fatos afirmados por uma parte e confessados por outra. não é objeto de prova. Era parecido com uma tabela de valoração de provas. O juiz pode requerer a produção de provas que entender necessárias e ainda indeferir as que entender inúteis ou meramente protelatórias (art. estadual.

Importante ressaltar que. 6. devidamente intimadas. através do depoimento pessoal) ou espontânea (lavrada por termo no processo). (art. Subdivide-se em provocada (confissão extraída em audiência. 131. bem como sobre aqueles cujo respeito. ou comparecendo se recusem a depor. ou por mandatário com poderes especiais. por estado ou profissão. 6. a confissão provocada constará do depoimento pessoal prestado pela parte. mas seu julgamento não pode se afastar de forma alguma dos que consta dos autos. a parte interrogada não estará obrigada a depor sobre fatos criminosos ou torpes que lhe foram imputadas.7) Depoimento Pessoal O depoimento pessoal é o meio de prova destinado a realizar o interrogatório das partes no curso do processo. nos casos segredos de confissão). com referência a provocação das partes. O juiz apreciará livremente as provas. 349 .9) Prova Testemunhal . Nesse sistema o julgamento deve ser fruto de uma operação lógica armada com base em elementos de convicção existentes no processo. Para proceder o interrogatório das partes. mas deverá indicar. 349 do CPC). Caso as partes. devendo suas decisões ser sempre motivadas (art. os motivos que lhe formaram o convencimento.8) Confissão Confissão é a admissão da verdade de um fato por uma determinada parte. esta somente pode requerer o depoimento pessoal da outra. 343 do CPC). contrário ao seu interesse e favorável ao de seu adversário. tanto que requerida pela parte. por exemplo. Art. 131 do CPC). Da confissão espontânea.A confissão espontânea pode ser feita pela própria parte.A confissão judicial pode ser espontânea ou provocada. o juiz aplicará a pena de confissão. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos.Utilizado pelo nosso ordenamento jurídico. O juiz tem livre arbítrio para valorar as provas como bem entender. ainda que não alegados pelas partes. Aplica-se tanto ao autor quanto ao réu e pode ser requerido de ofício pelo juiz ou por provocação das partes. deva guardar sigilo (padre.1.1. se lavrará o respectivo termo nos autos. que poderá ser feita pela própria parte ou mandatário com poderes especiais. No entanto. determinará a intimação pessoal das mesmas. uma vez que o objetivo de depoimento pessoal é extrair a confissão da parte que presta o depoimento. Poder ser feita em juízo (judicial) ou fora dele (extrajudicial). 6. nunca o seu próprio (art. na sentença. Art. Parágrafo único .1. não compareçam sem justo motivo.

o que. acometido por enfermidade. o advogado e outros. não podia discerni-los.o menor de 16 (dezesseis) anos.o que. ou. ao tempo em que ocorreram os fatos. em juízo. ou colateral. Dessa forma e de acordo com o art. havendo transitado em julgado a sentença. todas as pessoas podem ser testemunhas. não se puder obter de outro modo a prova. impedidas ou suspeitas.o cego e o surdo.o cônjuge.o inimigo capital da parte. por seus costumes. o representante legal da pessoa jurídica. § 2º .Podem depor como testemunhas todas as pessoas. ou debilidade mental.o interdito por demência. exceto as incapazes. tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa. 405 . bem como o ascendente e o descendente em qualquer grau.o que é parte na causa.São incapazes: I . que assistam ou tenham assistido as partes. com exceção dos incapazes. § 3º . até o terceiro grau. como o tutor na causa do menor. ao tempo em que deve depor. .o que intervém em nome de uma parte. o juiz. que o juiz repute necessária ao julgamento do mérito.São impedidos: I .São suspeitos: I . salvo se o exigir o interesse público. § 1º . ou. por consanguinidade ou afinidade. II . II . IV . III .Prova testemunhal é a que se obtém por meio de relato prestado. não for digno de fé. III . Art. III . II . não está habilitado a transmitir as percepções. impedidos ou suspeitos. de alguma das partes. quando a ciência do fato depender dos sentidos que Ihes faltam.o condenado por crime de falso testemunho. 405 do CPC. ou o seu amigo íntimo. As testemunhas não podem ter interesse na causa e devem preencher requisitos de legais de capacidade para o ato que vão praticar. por pessoas que conhecem o fato litigioso.

II .o que tiver interesse no litígio. sendo: Art. Art. mas os seus depoimentos serão prestados independentemente de compromisso (art. bem como ao seu cônjuge e aos seus parentes consanguíneos ou afins. por enfermidade. a parte só pode substituir a testemunha: I . deva guardar sigilo. por exemplo) ou caso fortuito e nos casos previstos no art. o juiz ouvirá testemunhas impedidas ou suspeitas. Art. 415) e o juiz Ihes atribuirá o valor que possam merecer. de que trata o artigo antecedente.Sendo estritamente necessário. 408 do CPC.A audiência poderá ser adiada: .Depois de apresentado o rol. 412 . as partes são poderão substituir suas respectivas testemunhas se a parte contrária aceitar ou nos casos previstos no art. 406 . sendo: Art. devidamente intimada da data. tendo mudado de residência. que consiste em promover o confronto pessoal.A testemunha é intimada a comparecer à audiência. 7) Adiamento a Audiência A audiência de instrução e julgamento pode ser adiada em caso de desaparecimento (advogado desaparecido.IV . § 4º . não o fazendo.que Ihe acarretem grave dano. Se a testemunha deixar de comparecer.que. Depois de apresentado o rol de testemunhas em cartório. bem como os nomes das partes e a natureza da causa. é obrigada a comparecer sob pena de. hora e local da audiência. será conduzida. II . 408 . 412 do CPC). ou na colateral em segundo grau. não for encontrada pelo oficial de justiça. sem motivo justificado. III . hora e local. das pessoas que prestaram depoimentos contraditórios (cabível entre testemunhas e testemunhas e partes. Termo importante que deve ser mencionado é a acareação. ser conduzida coercitivamente e arcar com as despesas do adiamento (art. 418 do CPC. nunca entre as partes).que falecer.a cujo respeito. em linha reta. 453 .que. 453 do CPC. A testemunha. por estado ou profissão. respondendo pelas despesas do adiamento.A testemunha não é obrigada a depor de fatos: I . constando do mandado dia. não estiver em condições de depor. previsto no inciso II do art. em uma só audiência.

devendo. Adia-se a audiência. 412 do CPC. para a testemunha ou para o perito. Quanto a presença do órgão Ministerial em audiência. o perito. caso em que só será admissível uma vez. Juiz pode dispensar a produção de provas por ele requeridas (art. Abaixo segue quadro demonstrativo com as consequências do comparecimento justificado ou não de cada parte. cada ausência gera uma consequência. Adiamento da audiência com determinação de sua condução coercitiva para a nova data. 84. por motivo justificado. AUSÊNCIA JUSTIFICADA SIM X X X Advogado X X Testemunha NÃO PARTICIPANTES Parte (Intimada para prestar depoimento pessoal) CONSEQUÊNCIA Adia-se a audiência. X X Perito X Segundo a doutrina. arcar com todas as despesas inerentes ao adiamento. § 2º. Como visto no artigo acima. Adia-se a audiência. Il . quer seja ela para a parte. § 3º .por convenção das partes. §2º. 246 do CPC). por analogia. as partes. 343. Juiz deve aplicar a pena de confissão prevista no art. adiando a audiência. esta não é obrigatória. . o juiz procederá à instrução. do CPC). aplica-se. ainda.Pode ser dispensada pelo juiz a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não compareceu à audiência. somente sendo a sua intimação em todos os atos processuais imprescindível (art. O advogado fica impedido de produzir provas. não o fazendo. 453. § 1º . a punição aplicada à testemunha faltosa conforme disposto no art. Adia-se a audiência. § 2º .Quem der causa ao adiamento responderá pelas despesas acrescidas.I .Incumbe ao advogado provar o impedimento até a abertura da audiência. as testemunhas ou os advogados. do CPC.se não puderem comparecer.

QUADRO DEMONSTRATIVO DE UMA AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO .

Caso algum desses requisitos deixem de ser observados pelo juiz. de liquidação e de execução. IX. por exemplo.o dispositivo. da CRFB/88) e legal (art. com a nova concepção de processo trifásico. quando a parte entra buscando a satisfação de algum direito. O dispositivo é a parte final da sentença onde consta a decisão do juiz. em que o juiz resolverá as questões. Art. como o de conhecimento. são requisitos da sentença o relatório. 131 do CPC) e funciona como dispositivo de controle interno e externo (feito pelas partes e pela sociedade). basta apenas que ela impetre uma única ação visando o ressarcimento. o juiz só pode deferir o que foi pedido e nada mais. o resumo do processo.o relatório. a suma do pedido e da resposta do réu. Assim. Hoje. O relatório é a peça inaugural da sentença. realizadas as fases de conhecimento. caso a sentença seja infra petita (quando o juiz dá menos do que foi pedido. em que o juiz analisará as questões de fato e de direito. formando o seu convencimento. Anteriormente. onde serão. deixando de . Na fundamentação analisa o conjunto probatório carreado no decurso do processo. no mesmo processo. que as partes Ihe submeterem. podendo o tribunal reconhecer de ofício o mesmo. II . bem mais prático e rápido do que vinha ocorrendo. que conterá os nomes das partes. finalmente com um de execução para ter seu prejuízo ressarcido. a sentença incorrerá em vício de nulidade.232/05. como. ela teria que entrar distintamente com um processo de cognição. Após a promulgação da lei alhures citada e com a criação do chamado processo sincrético. e passou a ser entendida como um “ato pelo qual o juiz põe fim a uma fase do processo”. os fundamentos e o dispositivo. impetrando. liquidação e execução. como uma indenização decorrente de um dano causado em um acidente automotivo. lembrando que. 458 do CPC. 458 . a sentença deixou de ser um ato pelo qual o juiz colocava fim a um processo.SENTENÇA 1) Conceito Com o advento da lei n° 11. Nele consta a síntese. isto porque. Possui amparo constitucional (art. passaram a existir fases em um mesmo processo. um de liquidação e. Isso gerava uma perda muito grande de tempo. 93. bem como o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo. III .São requisitos essenciais da sentença: I . 2) Requisitos De acordo com o art. anteriormente existiam processos diferentes.os fundamentos. após. com base no princípio da congruência ou da adstrição ou correlação entre pedido e sentença.

463. caso em que só não será indeferida. 3) Reforma ou Retratação da Sentença Via de regra. II . Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos. V . sendo: Art. de ofício ou a requerimento da parte. sendo: Art. escolhido pelo autor. 285-A. é facultado ao juiz decidir. cabendo recurso para sanar o vício (embargos de declaração no primeiro caso e apelação nos outros dois). desde logo. Art. não manter a sentença e determinar o prosseguimento da ação. o juiz só poderá alterá-la: I . também. IV . o juiz se retratar nas hipóteses previstas nos arts. poderá ser dispensada a citação e proferida sentença. mas não nula. 219. no prazo de 5 (cinco) dias. 463 do CPC. (ERRO MATERIAL) II . ou ao valor da ação.por meio de embargos de declaração. se puder adaptar-se ao tipo de procedimento legal.quando o autor carecer de interesse processual.quando for inepta. a decadência ou a prescrição (art. o juiz não pode mais reformá-la ou se retratar. § 1º.quando o juiz verificar. § 1º Se o autor apelar.analisar uma pedido). § 2º Caso seja mantida a sentença. inexatidões materiais. salvo em algumas hipóteses. ultra petita (concede coisa além da pedida – indenização maior do que a pedida) ou extra petita (concede coisa diferente da que foi pedida). ou Ihe retificar erros de cálculo. após a publicação da sentença. . III . será ordenada a citação do réu para responder ao recurso. § 5º).A petição inicial será indeferida: I . ambos do CPC. não corresponder à natureza da causa. 285-A.quando a parte for manifestamente ilegítima. estará viciada.quando o tipo de procedimento. Poderá. Poderá o juiz alterar/reformar a sentença nos casos previstos no art. Publicada a sentença. reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada. e 295. 295 .para Ihe corrigir.

Vl . Parágrafo único . facultado ao juiz.Considera-se inepta a petição inicial quando: I .da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. o autor poderá apelar. . 39. Parágrafo único . e 284. Art. III . IV . primeira parte.quando não atendidas as prescrições dos arts.Indeferida a petição inicial. os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente.contiver pedidos incompatíveis entre si. 296 .Ihe faltar pedido ou causa de pedir. reformar sua decisão. II . no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. parágrafo único.Não sendo reformada a decisão.o pedido for juridicamente impossível.