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Saúde Mental - Inclusão Social

CARTILHA DE ORIENTAÇÃO EM SAÚDE MENTAL

Um Caminho para a Inclusão Social
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Saúde Mental - Inclusão Social

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL Subsecretaria de Atenção à Saúde Gerência de Enfermagem Núcleo de Saúde Mental – Gerência de Enfermagem/SAS/SES/DF DISAT - SEPS 712/912, conj D, bloco 02, Brasília-DF. CEP: 70.390 – 125 Telefone e e-mail: (61) 3214.3845 / 3346.6222 / gedpas@hotmail.com

ELABORAÇÃO DA CARTILHA: Enfº Wellington Antônio da Silva Gerente de Enfermagem/SAS/SES/DF Marineusa Aparecida Bueno Nucleo de Saude Mental Gerencia de Enfermagem/SAS/SES/DF COLABORAÇÃO: Drº Leonardo Gomes Moreira Gerente de Saude Mental/SAS/SES/DF Enfª Daniela Martins Machado Enfª Ana Maria Vieira – CAPS_Paranoá Enfª Ana Maria Ferreira Azevedo Enfª Débora Moraes Campos Enfª Célia de Goés Silva Lima Enfª Laura Tavares Barbosa Enfª Olane de herédia Gonçalves – HSVP Enfª Sônia Mochiutti – CAPS-Guará Aux. Enf. Silene da Silva Marinho P. EDITORAÇÃO: Meyriane Silva Simões - ASCOM/GAB/SES-DF Ludmila Maria Gonçalves - ASCOM/GAB/SES-DF Bruno Simões - ASCOM/GAB/SES-DF

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Inclusão Social Governador do Distrito Federal JOSÉ ROBERTO ARRUDA Vice-Governador do Distrito Federal PAULO OCTÁVIO ALVES PEREIRA Secretário de Estado de Saúde do DF AUGUSTO CARVALHO Secretário-Adjunto de Saúde FLORÊNCIO FIGUEIREDO CAVALCANTE NETO Subsecretária de Atenção à Saúde TÂNIA TORRES ROSA Gerente de Enfermagem WELLINGTON ANTÔNIO DA SILVA Núcleo de Saúde Mental MARINEUSA APARECIDA BUENO 3 .Saúde Mental .

Saúde Mental .Inclusão Social 4 .

Saúde Mental .Um Caminho para a Inclusão Social - Janeiro/2009 5 .Inclusão Social CARTILHA DE ORIENTAÇÃO EM SAÚDE MENTAL .

Saúde Mental .Inclusão Social 6 .

..... Na rede pública ................................................................................................................Inclusão Social Índice Apresentação .......... A dependência química ..........CAPS ........ 18 3......................... O que é sofrimento mental .......... 13 2........................................3................................................. 14 3..........27 7 ................................ O que é Centro de Atenção psicossocial ............................................................................................... Considerações finais ..................................Saúde Mental .....................................................1......1............ 24 6.................................................................................................. 19 4............................ O que é Saúde Mental .................................................................... 21 4.......................................................... Bibliografia......................................... Tipos de CAPS ................... Políticas públicas de atenção à saúde mental ...... A mania ...... 14 2..........SRT ...................................................................................................... 12 2..... O que é Serviço Residencial Terapêutico ........................................ 22 5...................... Onde procurar ajuda ...... 16 3... 17 3...............1........ 26 7.......................................... 11 2..................3....................2..2..... Na comunidade ............... O papel da comunidade na atenção à saúde mental ...2.............................................................................09 1............... 20 4............................................... A depressão .......................................................

Inclusão Social 8 .Saúde Mental .

Aqui você vai encontrar explicações sobre o que é saúde mental.Inclusão Social Apresentação A Gerência de Enfermagem da Subsecretaria de Atenção à Saúde/SES e as Chefias de Enfermagem dos Serviços de Saúde Mental da SES/DF têm a satisfação de oferecer à comunidade esta cartilha que tem como principal objetivo levar informações relevantes sobre a saúde mental e a rede de atenção. Esta será uma ótima maneira de contribuir para uma sociedade mais justa e solidária.Saúde Mental . o que é o sofrimento mental. 9 . Sempre que você tiver oportunidade. que recursos assistenciais estão disponíveis para o atendimento das pessoas que apresentam este sofrimento e orientações para ações que a própria comunidade pode adotar no sentido de melhorar a qualidade de vida destas pessoas. poderá informar outras pessoas sobre o que aprendeu e valer-se das informações aqui fornecidas para buscar ajuda para si ou ajudar alguém que precisa de atendimento em saúde mental.

Saúde Mental .Inclusão Social 10 .

Ser saudável não significa apenas não ter doenças. Assim. certo que os conceitos de saúde e doença mudam conforme mudam também as é condição de saúde ter trabalho e renda.Saúde Mental . Os avanços tecnológicos. O que é saúde mental É tadas. sociedades. acesso aos serviços de saúde. contar com água e esgoto na comunidade. depende de muitos fatores como boa alimentação. educação. só se tem saúde integral quando se tem saúde mental. É preciso olhar para o sujeito como um todo: seu corpo. Hoje. . Também 11 Vê-se que para ter saúde não basta o sujeito sozinho. sabe-se que saúde não é coisa simples. sua mente e o contexto onde vive e considerar suas necessidades integrais. lazer e acesso a bens e serviços disponíveis na comunidade. uma moradia adequada. segurança. científicos e até a economia influenciam nesta definição e na forma como as pessoas são traHouve um tempo em que as pessoas eram consideradas saudáveis ou doentes somente por se medir sua capacidade de trabalho. já aquele que não conseguia era considerado doente.Inclusão Social 1. Dizia-se que era saudável aquele que conseguia trabalhar mais. mas é preciso uma série de fatores externos que vão contribuir para o seu bem estar geral. equilíbrio social e boas condições de vida.

observar quem está numa con- .Saúde Mental .Inclusão Social 2. entendese a importância de se respeitar os modos diferentes de ser e de viver que cada pessoa tem. suas potencialidades e capacidades. Neste contexto. Agir com preconceito e indiferença só contribui para um mundo desigual. Hoje se tem uma visão diferente da loucura. Ninguém está em sofrimento mental o tempo todo e ninguém é completamente doente. também não existe quem seja pior. Há muitos aspectos saudáveis preservados e é através deles que 12 N o decorrer da história das sociedades humanas. coisa de gente ruim. alguns são mais calmos. doença contagiosa e sem cura e até já se acreditou que a pessoa ficava louca por vontade própria. desculpa de malandro. outros desgostam. seu jeito de ver o mundo e de se relacionar com ele e com as pessoas. outros razão. alguns gostam de certas coisas. procuramos destacar também seu lado saudável. É por isso que podemos e devemos ajudar a quem precisa. outros mais agitados. O que vale mesmo é o respeito. O que é sofrimento mental lar de sofrimento mental de várias formas diferentes. a cordialidade e a conduta de cada um voltada para o bem comum. Se ninguém é melhor que ninguém. já se ouviu fa- as pessoas podem ser resgatadas para uma vida o mais normal possível. Alguns são mais coração. não destacamos nele somente suas fragilidades e limitações. e assim vai. preguiça de trabalhar. O louco já foi considerado possuído pelo diabo e a loucura já foi considerada castigo de Deus. Ao olharmos um sujeito em sofrimento mental.

pode ter vontade de morrer e fazer planos para acabar com a própria vida. pode também ficar nervosa e apresentar dificuldades para se relacionar. ela fica com uma tristeza que não passa.Inclusão Social dição de maior vulnerabilidade e acolhê-lo nas suas necessidades. 2. aflição. cuidar dos filhos ou estudar. pode perder o apetite. como vemos nas situações a seguir: deprimida ela pode perder a vontade de tudo e ter dificuldade de fazer as coisas que era acostumada a fazer.1. Quando a pessoa está 13 . sentir angústia. desanimada.Saúde Mental . não consegue trabalhar. às vezes. A depressão é um tipo de sofrimento mental bastante comum. até um quadro de agitação intensa. Isso inclui as pessoas em sofrimento mental. isolada em um ambiente. pode querer ficar todo o tempo sozinha. É comum observarmos nestas pessoas algumas fragilidades e limitações que podem variar de uma pequena confusão mental.

pode ouvir vozes e ver coisas perturbadoras. é importante conversar com ela. Quando você vir alguém que apresente as características descritas acima. que acontece na abstinência (quando a pessoa fica impossibilitada de consumir a substância). 2. ver se está precisando de ajuda e orientá-la. É difícil 14 . A mania é outro conseguir se curar sozinha. merla e tantos outros).Inclusão Social 2. ela fica agitada e pode.Saúde Mental . principalmente várias delas juntas. apresentar desorientação. Nesses casos a pessoa pode ficar muito eufórica. tipo de sofrimento mental muito comum.2. Existem muitos outros tipos de sofrimento mental e outras manifestações comuns. problemas de tireóide. A dependência química é um problema sério que ocorre quando a pessoa faz uso de substâncias psicoativas como álcool e tóxicos (maconha. ter idéias de grandeza. colocar em risco a sua integridade física e de outras pessoas.3. uma conversa acelerada e difícil de entender. algumas doenças infecciosas etc. cocaína. Caracteriza-se principalmente pela vontade incontrolável de consumir a droga e pelo sofrimento intenso . por conta desse estado de sofrimento intenso. não conseguindo se aquietar ou dormir.físico e mental. algumas ocasionadas por alterações clínicas associadas a doenças como diabetes.Para se livrar do vício a pessoa precisa de ajuda especializada. confusão mental.

15 .Saúde Mental . como um Centro de Atenção Psicossocial – CAPS.Inclusão Social Pode ser preciso levá-la a uma unidade de saúde. para receber atendimento personalizado ou procurar outros recursos da comunidade – alguns deles estão listados nesta cartilha.

acreditou-se que a pessoa louca podia melhorar se ficasse isolada da sociedade. Grupos de Terapia Comunitária e outros. As políticas públicas de atenção à saúde mental hoje preconizam: 16  Redução de leitos hospitalares e a progressiva extinção dos manicômios. elas desaprendem como viver fora do hospital. eletrochoques ou ficando amarrada ao leito por horas a fio. Programa de Saúde da Família.  Participação da comunidade na elaboração das políticas e no controle social.Saúde Mental . só tomando remédios. por exemplo.  Formação de recursos humanos para trabalhar em saúde mental. O Governo Federal e os estaduais não investem mais nesse tipo de atendimento. .  Atenção especializada a dependentes químicos e loucos infratores.  Criação de serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico. Até hoje existem instituições. encerrada em hospitais psiquiátricos. onde as pessoas são deixadas para tratamento e lá são esquecidas. como os Centros de Atenção Psicossocial e os Serviços Residenciais Terapêuticos.Inclusão Social 3. perdem a referência de mundo e se tornam dependentes dos cuidados de outras pessoas para sobreviver. chamadas hospícios ou manicômios.  Investimento em atenção básica com foco também na saúde mental. Políticas Públicas de Atenção em Saúde Mental Nos primórdios da atenção à saúde mental.

com oportunidades de moradia. isso ajuda a reduzir as internações hospitalares. mosaico. música. O que é o Centro de Atenção Psicossocial É um serviço de atenção diária fora de unidade hospitalar destinado ao atendimento de pessoas em sofrimento mental. profissionais da enfermagem e outros. ou seja. oficinas terapêuticas diversas como de artesanato. convívio. Entre as suas estratégias de atendimento.1. o CAPS deve incluir o acolhimento de familiares. No CAPS. A manutenção dos laços sociais para estas 17 pessoas. reciclagem de materiais e outras. assistentes sociais. feito por profissionais de diversas áreas como psiquiatras. o atendimento é feito durante o dia e o usuário do serviço volta para casa todos os dias. Ele deve estar situado próximo às áreas residenciais para facilitar o atendimento.Inclusão Social 3.Saúde Mental . trabalho e lazer. nutricionistas. os sujeitos devem ser capazes de se manter no contexto da família e da comunidade. O projeto terapêutico desta unidade prevê o atendimento individualizado e personalizado para cada usuário. atendimento individual e grupal. psicólogos. . informática. o é um grande passo para a não institucionalização da pessoa em sofrimento mental. Seu principal objetivo é investir na reabilitação das pessoas.

para atendimento de crianças e adolescentes com transtornos mentais e o CAPS – ad II. funcion seman teis da ias ú cinco d é refer ência ção en mil e 20 tre 70 0 mil ha bitante funcion s e pod ar em u e m terce até as iro turn 21h. durante as 24h do dia. incluin do feriados e fina is de sem ana.2. Tipos de CAPS Os CAPS podem constituir-se em diversas modalidades por ordem crescente de tamanho. ra uma popula O CAP S II pa talar em mu nicípios c om população sup erior a 20 0 mil habitantes e seu funcio namento deverá se r contínuo . descentralização e hierarquização. O CAPS I II deve se in s E xiste ainda o CAPS – i II. de habitan s 0 mil 8h. r instala I deve se unicíS m O CAP nte em ariame rit tre 20 do prio ção en popula m ve pios co tes.Saúde Mental . para atendimento de pacientes com transtornos decor- rentes do uso e dependência de álcool e outras drogas 18 .Inclusão Social 3. no mil e 7 h às 1 ar de 8 a. Ele deve respeitar os princípios do SUS quanto à regionalização. complexidade do atendimento e o tamanho da comunidade que deve atender. ao o longo d úteis d os dias a sema na.

Seu funcionamento deve estar centrado nas necessidades dos moradores. As equipes de saúde mental devem respeitar o espaço da casa. O que é um Serviço Residencial Terapêutico No processo de desinstitucionalização das pessoas em sofrimento mental. visando à construção 19 progressiva da sua autonomia e independência para a realização das atividades da vida cotidiana.Inclusão Social 3. por exemplo. Em muitos casos. preconiza-se primeiramente o seu retorno ao contexto familiar. no entanto.Saúde Mental . para a vida no lar. devem respeitar o seu “jeito de fazer as coisas” como. o técnico é colaborador. As residências ou casas devem facilitar a reintegração de seus moradores na comunidade. Para estas pessoas. Nem por isso elas devem ser deixadas nos hospitais. um lar mais digno que o manicômio. dispor os móveis e fazer o seu próprio jantar. como espaço privado de seus moradores.3. amparando-o nas suas . como forma de proporcionar aos ex-internos de hospitais um novo espaço de moradia. ele deve focar a liberdade do morador para decidir e resolver seus problemas com responsabilidade. o retorno para casa já não é possível. Na casa. os vínculos familiares ou sociais destas pessoas já se perderam em razão dos anos que passaram confinadas nos hospícios. Pensando nelas é que se criou as Residências Terapêuticas.

Onde procurar ajuda É possível cuidar da saúde mental de muitas formas diferentes. é nestes serviços que eles deverão receber o atendimento em saúde mental de que necessitam. Podemos começar pensando em tudo o que nos dá prazer e nos ajuda a aliviar o estresse do dia a dia.Saúde Mental . passar horas agradáveis ao lado de pessoas queridas. facilitando sua adaptação à comunidade. 20 . Podemos tomar medidas simples como dormir o suficiente para restabelecer as energias do corpo e da mente. 4. praticar esportes.Inclusão Social dificuldades. ter horários definidos para alimentar-se e consumir alimentos saudáveis. A vizinhança tem papel fundamental no acolhimento e na amizade que pode dispensar a essas pessoas. Os moradores das Residências Terapêuticas devem estar vinculados a um CAPS ou um serviço ambulatorial especializado em saúde mental o mais próximos de suas casas. da vida corrida entre o trabalho e a casa. valorizar a vida e as pequenas e belas coisas que estão a nossa volta. cuidar da nossa espiritualidade.

Saúde Mental . Módulo A av.SGAS Q.DF Telefones: (61) 3399-3600 ou 3399-3910 Para atendimento dia de adultos com transtornos mentais NÃO associados ao uso de substâncias psicoativas CAPS II – Paranoá Quadra 02 conjunto K A/E nº 01 Setor Hospitalar do Paranoá Brasília – DF Telefone: (61) 3369-9934 ou 3369-9933 CAPS II . quando estas atitudes não conseguem garantir nossa saúde e nos percebemos em sofrimento mental ou alguém do nosso convívio. 608. 21 .Inclusão Social No entanto.Taguatinga QSA 09 casa 09 Taguatinga Sul – DF Telefone: (61) 3351-7332 Hospital São Vicente de Paulo – HSVP CSC 01 A/E Taguatinga – DF Telefone: (61) 3563-6111 ou 3451-9746 Unidade de Psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal SMH Sul Q 301 – Brasília DF Telefone: (61) 3325-4512 Para atendimento de pessoas com dependência química Para atendimento infantil Para atendimento de adolescentes Para atendimento emergencial em saúde mental. de transtornos mentais NÃO associados ao uso de substâncias psicoativas * As pessoas com agravamentos clínicos decorrentes do uso de álcool e outras drogas devem procurar ou ser levadas à emergência do hospital geral mais próximo de sua residência.QE 23 A/E s/nº Subsolo do C. L2 Sul Telefone: 3445-7506 CAPSi-ad – Adolescentro SGAS 605 lotes 32/33 Brasília – DF Telefone: (61) 3443-1855 Instituto de Saúde Mental Granja do Riacho Fundo I EPNB Km 04 A/E s/nº – Núcleo Bandeirante . Na Rede Pública de Saúde do DF TIPO DE ATENDIMENTO UNIDADE DE SAÚDE CAPS-ad Guará . de Saúde nº 02 Guará II – DF Telefone: (01) 3381-6957 CAPS-ad Sobradinho . 1. 14 Sobradinho II – DF (61) 3485-2286 Nucleo de Ação Intergrada/ NAI/NAUAD Orientação a usuarios de alcool e outras drogas/SES Local: Touring/ frente ao Conic Fone: (61) 3322-5491 CAPS-i / Centro de Orientação Médico Psicopedagógico – COMPP .Área Residencial 17 Chác. é preciso procurar ajuda. Podemos fazer isso buscando os recursos disponíveis na comunidade de acordo com nossas necessidades. 4.SMHN conj A BL 02 Fone: 3326-3201 Hospital Regional da Asa Sul .

Conj.ALCOÓLICOS ANÔNIMOS: estão disponíveis muitos outros recursos não-hospitalares. Sala 211 Telefone: 33519644 Site: www.saudemental. Paranoá Center. citaremos aqui somente alguns deles.br 22 .alcoolicosanonimos. no 60. Lotes 14/15.br  CVV . como Organizações Endereço/Brasília-DF: SDS. Brasília Rádio Center.br  AMA . D. 711/911 norte.cvv. Ed. Conj.org.Distrito Federal Telefone: (61) 33993900 Site: www.org. E. Brasília-DF Telefone: (61) 21010460 Site: www.br  ASSIM .com  APAE – ASSOCIAÇÃO DOS PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS DO DF: Endereço: Q.CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA: Endereço: SRTV-N Q.org. Ed. Sala 313 – Telefone: (61) 32260091 Endereço/Taguatinga-DF: Ed. Eldorado.Saúde Mental .ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS AUTISTAS: Endereço: Granja do Riacho Fundo I EPNB Km 04 A/E s/nº – Núcleo Bandeirante – DF (dentro da área do Instituto de Saúde Mental) Telefone: (61) 33994555 E-mail: amadf@globo. 702.ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA SAÚDE MENTAL: Endereço: AC 03. 2.apaedf. Na Comunidade Não Governamentais:  AA .org. C12. Sala 05 Telefone: (61) 33264111 Site: www. que podem auxiliar as pessoas em suas necessidades.Inclusão Social 4. Riacho Fundo I .

org.aids. Bl. subsolo .br  DISQUE SAÚDE: 0800 61 1997  ATENDIMENTO AO CIDADÃO: Telefone 156  DISQUE SAÚDE: 0800 61 1997   PROVIDA .Inclusão Social  INVERSO – INSTITUTO DE CONVIVÊNCIA E RECRIAÇÃO DO ESPAÇO SOCIAL: Endereço: SCLN 408 sul.Brasília-DF Telefone: (61) 34478563 Site: www.Saúde Mental .antimanicomial. Bl.org.org.cidania.inverso. loja 60-subsolo – Brasília. B.org.3224 9692 NAI .br www.blogspot.com/desassossego .neuróticosanonimos.br www.br  MISMEC – MOVIMENTO INTEGRADO DE SAÚDE COMUNITÁRIA DO DISTRITO FEDERAL/ GRUPOS DE TERAPIA COMUNITÁRIA: Endereço: SCLN 107.Desassossego (Auto-ajuda Bipolar) www.Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde:3343 9440 23 .Nucleo de Ação Integrada: 3322 5491  PROSUS .na.antidrogas.com www.br www.org.br www.org  OUTROS SITES E TELEFONES IMPORTANTES: www.assistenciasocial.org. Telefone: (61) 32734175 Site: www.yahoo. A.br – Narcóticos Anônimos – Telefone: 92389606 http://grops.gov.mismecdf. DF.

É ai que entra a comunidade. 24 Os amigos nem sempre conseguem levantar você. . principalmente.Inclusão Social 5. como lidar com ele e. sobretudo daquelas que foram privadas do convívio social por ter permanecido muitos anos internadas em manicômios. As famílias precisam ser É certo que estas pessoas não são incapazes ou perigosas como se mostram nos filmes de ficção ou como se diz na cultura popular. O papel da comunidade na atenção à saúde mental A comunidade tem um papel muito importante na atenção à saúde mental..Saúde Mental . Para que alcancemos a inclusão social das pessoas em sofrimento mental. mas fazem de tudo para não deixar você cair. elas precisam ser estimuladas e apoiadas para desenvolver suas potencialidades e capacidades. por outro.. é preciso vencer idéias e preconceitos quase sempre associados às pessoas que receberam um diagnóstico psiquiátrico. Se por um lado elas precisam ser acolhidas e cuidadas em suas fragilidades e limitações. é preciso que a comunidade esteja melhor informada sobre o que é o sofrimento mental.

do mesmo modo. dar-lhes a oportunidade do convívio saudável.Inclusão Social acolhidas e fortalecidas para que possam ter um convívio próximo e constante com seus familiares adoecidos e a comunidade precisa. os espaços de lazer precisam estar preparados e abertos a receberem as pessoas em sofrimento mental. o convívio com familiares. como educação. Uma coisa é certa. tornando-se pessoas produtivas e felizes. 25 . Há muitas histórias de pessoas que passaram por momentos difíceis de sofrimento mental e que quando tiveram oportunidade retomaram suas vidas. as instituições sociais. da ampliação de sua rede social e do usufruto dos recursos comunitários. ser mais tolerante com as diferenças. as empresas. trabalho e lazer.Saúde Mental . As escolas de ensino formal e profissionalizante. nenhuma delas venceu sem o apoio dos familiares e amigos e sem o respeito às suas diferenças. trabalhar. e voltaram ou começaram a estudar.

Contamos com você! . têm a oportunidade de sair dos hospitais psiquiátricos. mas também aos nossos deveres civis e sociais. mas em cada pessoa como sujeito potencialmente saudável ou potencialmente doente. Se focarmos nossa atenção menos nos problemas e mais nas possibilidades de solução e. mas aqui e agora mesmo.Saúde Mental . podendo circular nas diversas esferas sociais sem serem vítimas de tantos preconceitos. devemos estar atentos não só aos nossos 26 direitos. sobretudo. elas têm muitas chances de conseguir sua inclusão na sociedade. Nesse sentido.no que está a nosso alcance fazer. talvez tenhamos um mundo melhor. Podemos ampliar nossa perspectiva e pensar não só nos que sofreram internações. Considerações finais Quando as pessoas que foram internadas. naquilo que cabe a cada um de nós .Inclusão Social 6. ir para as residências terapêuticas e freqüentar os CAPS. Dessa forma seremos capazes de reconhecer que nossas ações individuais ou coletivas refletem não só em nossas próprias vidas como também no todo. Elas então ganham a oportunidade de voltar a ser cidadãs. não só no futuro.

Brasília: CORDE. 1992. Disponível em http://mismecdf.tripod.INVERSO.COSTA-ROSA. Revisada do original americano .php/content/view/13. FCS-Universidade de Brasília.MINISTÉRIO DA SAÚDE. A descontrução do manicômio interno como determinante para a inclusão social da pessoa em sofrimento mental. 5ª ed. 27 .br. . D. 2006. P Ensaios: subjetividade.DSM-III-R Manual de Diagnóstico e Estatística dos Distúrbios Mentais. Apresentação. . 2001.br/index. 5. O modo psicossocial: um paradigma das práticas substitutivas ao modo asilar in AMARANTE. Dissertação (mestrado). A. .Saúde Mental .M. História da loucura na idade clássica. 2004. ed.MACHADO.OLIVEIRA. Tradução da 3a ed. Acesso em 06/11/2007 às 20h30. 1997. Rio de janeiro: Fiocruz. da S. Definição. Brasília. Brasília. Os direitos das pessoas portadoras de deficiências. 173p . C. saúde mental. ampliada. . 2002.htm. Acesso em 03/07/2007.Inclusão Social 7. 1989.Movimento Integrado de Saúde Comunitária do DF Terapia comunitária. A. ______________________III Conferência Nacional de Saúde mental /relatório final.com/terapiacomunitaria. São Paulo: Perspectiva. http://www. II Conferência Nacional de Saúde mental/ relatório Final. 2000. São Paulo: Manole.org.MISMEC .inverso. Bibliografia . Brasília.html. ______________________ Legislação em saúde mental 1990-2004. sociedade. . M.FOUCAULT.

Inclusão Social GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DO SAÚDE DO DF 28 .Saúde Mental .