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SiStematização de

uma metodologia
Iniciativa: Coordenação Técnica:
SiStematização de uma metodologia
Iniciativa: Coordenação Técnica:
InIcIatIva
Fundação Itaú Social
vice-presidente
Antonio Jacinto Matias
Superintendente
Ana Beatriz Patrício
coordenação do Programa
Isabel Cristina Santana
Camila Feldberg Macedo Pinto
coordenação técnica
Centro de Estudos e Pesquisas em Educação,
Cultura e Ação Comunitária – Cenpec
Presidência
Maria Alice Setubal
coordenação
Maria do Carmo Brant de Carvalho
coordenadora da Área Educação e
comunidade
Maria Júlia Azevedo Gouveia
crédItoS da PublIcação
coordenação
Wagner Antonio Santos
autoria
Aline Andrade
Cley Scholz
Maria do Carmo Brant de Carvalho
Maria Julia Azevedo Gouveia
Edição
Cley Scholz
Maria Julia Azevedo Gouveia
leitura crítica
Camila Feldberg Macedo Pinto
Helena Faro Corrêa
Isabel Cristina Santana
Jordi Novas Fernández
Maria Brant
Wagner Antonio Santos
Preparação e revisão de textos
Aline Andrade
Carlos Eduardo Silveira Matos
Projeto gráfco e diagramação
Fonte Design
Ilustrações
Fonte Design
Estúdio Cachola
Carolina Caramuru
Fotos
Acervo Programa Jovens Urbanos - Cenpec
Gilberto Tomé
apreSentação
A juventude é sempre um momento de invenção de jeitos de
viver. A Fundação Itaú Social tem o compromisso de reconhe-
cer as culturas juvenis produzidas essencialmente no presente.
Com a fnalidade de afrmar esse compromisso defne a juven-
tude como uma de suas prioridades de ação.
Para enfrentar o desafo de desenhar um programa para jovens
a Fundação Itaú Social estabeleceu uma parceria técnica com
o Cenpec, que resultou na implementação do Programa Jovens
Urbanos.
Com esta publicação buscamos compartilhar uma metodologia
de trabalho social com jovens construída a partir da ação reali-
zada nas periferias de São Paulo e Rio de Janeiro.
As referências teóricas e justifcativas da experiência são aqui re-
latadas como proposta aberta a todas as instituições envolvidas
ou interessadas em participar de programas para jovens urba-
nos brasileiros em situação socialmente vulnerável.
Com isso pretendemos contribuir para a afrmação e avanço de
políticas públicas para a juventude, com a certeza de que inves-
tir em educação é a melhor forma de melhorar a perspectiva de
vida e assegurar o futuro do jovem e da humanidade.
Antonio Matias
Maria Alice Setubal
Formação de jovens de 16 a 21 anos das periferias
das metrópoles brasileiras.
o programa Jovens urbanos se apresenta
como proposta ao amplo desafo
contemporâneo de trabalho social com
juventude nas regiões metropolitanas.
trata-se de um programa-rede que enlaça a vida
na cidade, a escolaridade, a cultura e a tecnologia
por meio de pesquisa, exploração, experimentação,
circulação e produção.
as ações de formação dos jovens abrem
possibilidades de trânsito nos territórios
urbanos, expandem as relações e lançam
novas perspectivas para as condições de
vida da juventude. os jovens recebem
assessoria para colocar em prática seus
projetos de intervenção na cidade.
programa
JovenS
urbanoS
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Jovens urbanos – sistematização de uma metodologia /
coordenação Wagner Antonio Santos. – São Paulo:
CENPEC, 2008.
Vários autores.
Aline Andrade, Cley Scholz, Maria do Carmo Brant
de Carvalho, Maria Julia Azevedo Gouveia
1 CD ROM
Iniciativa: Fundação Itaú
ISBN 978-85-85786-78-5
1. Metodologia de programas de ação social
2. Educação de Jovens
3. Santos, Wagner Antonio
08-10439 CDD – 361.32
Índices para catálogo sistemático:
1. Metodologia de programas de ação social : Educação de Jovens : Problemas sociais 361.32
2. Metodologia de programas de ação social : Projeto Social : Problemas sociais 361.32
SumÁrio
• As circunstâncias de vida das juventudes urbanas
10
•Crenças e valores do Programa Jovens Urbanos
14
•A proposta do Programa Jovens Urbanos
20
•Passo a passo implementação Programa Jovens Urbanos
29
•Ações preparatórias
32
•Execução do Programa
42
•Acompanhamento dos projetos de intervenção
70
•Monitoramento
74
•Referências bibliográfcas
79
aS
CirCunStÂnCiaS
de vida daS
JuventudeS
urbanaS
No intenso movimento de urbanização mundial,
grande parte da população atual tem como habitat
as cidades – entre essa população encontram-se os
grupos juvenis.
Programa jovens urbanos 10
De um modo geral, o movimento de
urbanização reorganiza a espaciali-
dade das grandes metrópoles, fazen-
do com que a noção de centro-pe-
riferia ceda lugar à multiplicação de
zonas de comércio, residenciais, in-
formacionais, tecnológicas, culturais,
industriais, de serviços etc., exigindo
a criação de novas estratégias de cir-
culação e de acesso das populações
ao complexo citadino.
No Brasil observamos não só a
concentração de juventudes viven-
do e organizando suas vidas nas ci-
dades, como também um período
histórico inédito de ascensão demo-
gráfca da população juvenil em rela-
ção a outros grupos etários.
A juventude, no conceito moder-
no, não é apenas uma faixa etária e
nem expressão subjetiva de um es-
tilo de vida. Ela está compreendida
numa larga fase de vida em que as
pessoas estão em processo de for-
mação e busca de perspectivas de
estabilidade e autonomia para o fu-
turo. É a fase de mais energia e po-
tencial. Em uma situação de transi-
ção para a vida adulta, o jovem do
século XXI se depara com uma rea-
lidade onde há poucas oportunida-
des de escolha.
Por representarem um grupo ma-
joritário na pirâmide etária brasilei-
ra a juventude é alvo na atualida-
de de políticas de identidade acio-
nadas por várias forças sociais (mí-
dias, mercados de produtos, merca-
dos culturais etc.).
• Os jovens entre 15 e 24 anos so-
mam 34 milhões, o que represen-
ta um quinto da população bra-
sileira (IBGE, 2006).
aS
CirCunStÂnCiaS
de vida daS
JuventudeS
urbanaS
O acesso aos fuxos informacionais
entre os jovens brasileiros dá-se, so-
bremaneira, pela via da televisão,
sendo que a maioria vê-se isolada
de outras redes de comunicação.
Pela via da televisão as informações
acessadas pelos jovens adquirem o
caráter de indiferenciadas. A indife-
renciação das informações sobre-
vém da fragmentação, condensação
e velocidade com que, no geral, as in-
formações são veiculadas no forma-
to televisivo.
Em relação à capacidade de in-
gresso dos jovens em outras formas
de sociabilidade e relações em ação
no ambiente urbano, as possibilida-
des para as juventudes pobres vêem-
se bastante diminuídas, por não te-
rem acesso a serviços públicos e a
recursos materiais e simbólicos que
sustentem o deslocamento a diferen-
tes lugares da cidade.
Sem dúvida, as desigualdades so-
cioeconômicas persistentes na socie-
dade brasileira justifcam em grande
parte as restrições de mobilização de
jovens. Mas não só! Se levarmos em
consideração o recorte de gênero,
verifcamos um outro campo de res-
trições, agora ligado especifcamen-
te à condição feminina. Por esse cri-
vo, jovens mulheres teriam mobili-
dades muito mais constrangidas do
que jovens do sexo masculino.
A inexistência de serviços públi-
cos de qualidade, particularmente
de transportes coletivos efcientes
e de locais públicos livres para circu-
lação (em lugares não muito distan-
tes de seus bairros) é um exemplo de
força atuante na restrição dos deslo-
camentos juvenis. No entanto, prá-
ticas segregacionistas que agem na
maioria das metrópoles mostram-se
como a força mais brutal no confna-
mento das juventudes pobres, mora-
doras de bairros ligados socialmente
a contextos de violência. Os efeitos
imediatos da segregação podem ser
espaços interditados
são espaços planejados
para interceptar,
repelir ou fltrar os
usuários potenciais.
explicitamente o
propósito dos espaços
interditados é dividir,
segregar e excluir – e
não construir pontes,
passagens acessíveis
e locais de encontro,
facilitar a comunicação
ou, de alguma outra
forma, aproximar os
habitantes da cidade.
(Bauman, 2004, p. 130)
Programa jovens urbanos 11
percebidos no fato de jovens assimilados ao perfl “mo-
rador de bairro violento”, serem reiteradamente preteri-
dos quando pleiteiam ingresso em instituições de traba-
lho, além de serem alvo, em outras instituições, de dis-
criminação, desconfança e temor ao revelarem seus lo-
cais de residência.
Recaem sobre os jovens, especialmente os pobres e
negros, os preconceitos mais perversos: violentos, de-
sordeiros, indolentes, desqualifcados, drogados, en-
tre outros. Afrmam-se e reproduzem-se com tudo isso
identidades negativas, corroboradas por estatísticas so-
bre desemprego, gravidez precoce, evasão ou baixo de-
sempenho escolar, criminalidade, uso e trafco de dro-
gas, causa de óbitos, entre outras que afetam em maior
proporção os jovens.
Neste contexto, fato importante que ocorreu recen-
temente (2005) é o reconhecimento pelo Estado bra-
sileiro da Juventude como grupo social merecedor de
investimento e como problemática, alcançando dessa
forma a condição de objeto de políticas públicas espe-
cífcas. A criação da Secretaria Nacional da Juventude
1
,
pelo governo federal, é um demonstrativo desse reco-
nhecimento.
Verifca-se, com tudo isso, pouco acúmulo de co-
nhecimentos e experiências de intervenção social no
campo das juventudes que reconheçam, por um lado,
a complexidade das demandas atuais dos jovens e, por
outro lado, o seu potencial protagonista, na construção
de suas histórias de vida e na vida social dos territórios
aos quais estão vinculados a partir da expressão e afr-
mação de modos de vida mais criativos e do que consi-
deram bom para si, para seus grupos de pertença e para
os territórios que habitam.
Cabe, portanto, compreender a juventude como ponto
de intersecção de dois eixos:
a. como momento bastante signifcativo na história de
vida pessoal;
b. como agente cultural e social que pode interferir na
história dos territórios em que vive ou viverá.
APolíticaNacionaldeJuventudefoiinstituídaporMedida
Provisórian.º238assinadapeloPresidentedaRepública
emºdefevereirode2005,jáaprovadapeloCongresso
Nacionaletransformadaemlei.Nomesmoato,oPresiden-
tecriouoConselhoNacionaldeJuventudeeaSecretaria
NacionaldeJuventude,vinculadosàestruturadaSecre-
taria-GeraldaPresidênciadaRepública.
o deSaFio de melHorar a
eduCação
A preocupação com o jovem brasileiro de hoje vem da
encruzilhada em que ele se encontra: de um lado a es-
cola não o atrai, e de outro o mercado de trabalho o re-
jeita. A conjugação de escolaridade baixa e desemprego
elevado é uma equação difícil de ser resolvida, já que o
complexo mercado de trabalho do mundo globalizado
busca profssionais cada vez mais qualifcados.
Dados referentes à escolaridade dos jovens sinalizam
para um grave défcit:
• Dos 34 milhões de jovens brasileiros, apenas 16,2 mi-
lhões encontram-se nos bancos escolares, o que cor-
responde a menos da metade do total desse grupo
etário.
• A maior parte dos jovens que não concluíram o ensino
fundamental está nas cidades, onde o acesso à escola
deveria ser mais fácil. São 6,4 milhões de jovens urba-
nos nessa situação. Os outros 2,6 milhões estão em zona
rural. Na outra ponta, apenas 12,4% dos jovens de 18 a
24 anos – cerca de 4,5 milhões – cursam ensino supe-
rior, nível de escolaridade em que deveriam estar.
Programa jovens urbanos 12
• Aproximadamente 7 milhões de brasileiros entre 18
e 24 anos não estudam nem trabalham, segundo a
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD.
São jovens que têm difculdade de encontrar empre-
go porque não têm escolaridade mínima, mas tam-
bém não estudam mais porque a idade os empurra
para o mercado de trabalho. O total de jovens com
baixa escolaridade é de 12,2 milhões - 47,9% da po-
pulação nessa faixa etária.
• A taxa de matrícula no ensino médio dos jovens en-
tre 15 e 17 anos é de apenas 48,2%. Isso signifca que
51,8% estão fora da escola ou atrasados, ainda cur-
sando o ensino fundamental, ou seja, uma parcela
signifcativa, embora estudando, enfrenta o drama
da defasagem escolar (IBGE/PNAD, 2006).
Entre as populações que sobrevivem em condições so-
cialmente vulneráveis , os jovens são mais suscetíveis a
situações de risco do que a média da população. A ele-
vada taxa de desemprego entre os jovens no Brasil, bem
como o grau acentuado de violência, agressões e óbi-
tos, são características da gravidade da situação desses
brasileiros.
Atualmente o País tem 24,2 milhões de jovens com
idade entre 18 e 24 anos (IBGE – 2006). Os números re-
ferentes ao desemprego nessa faixa etária são estarre-
cedores: 46,6% dos desempregados brasileiros são jo-
vens, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômi-
ca Aplicada – Ipea. A proporção é 3,5 vezes maior que a
observada entre os adultos, e os dados mostram que a
tendência se agrava com o tempo: em 1995, a propor-
ção não chegava a três vezes, segundo o Ipea.
O problema do desemprego entre os jovens é uma
preocupação atual em vários países do mundo, mes-
mo entre os mais desenvolvidos, mas a taxa brasileira de
46,6% está muito acima da média. Ela supera a do Méxi-
co (40,4%), Argentina (39,6%), Reino Unido (38,6), Suécia
(33,3%), Estados Unidos (33,2%), Itália (25,9%), Espanha
(25,6%), França (22,1%) e Alemanha (16,3%). No mundo
inteiro a preocupação desperta a atenção, motivando ini-
ciativas como os “Objetivos de Desenvolvimento do Milê-
nio”, que levaram a Organização Internacional do Trabalho
– OIT a lançar a Rede de Empregos para Jovens.
O cenário torna-se perverso: cada vez mais, aqueles
que não avançam na formação escolar fcam para trás
na corrida pelo emprego. A inefcácia dos programas
ofciais de formação ou de incentivo ao ingresso do jo-
vem no mercado de trabalho agrava o problema. Não
há mostras de resultados animadores nas alternativas
buscadas nesses últimos anos pelo governo nas políti-
cas de formação profssional, incentivo a contratações
e soluções normativas.
Este quadro demanda que a relação entre juventu-
de, trabalho e educação seja acompanhada e investiga-
da com atenção. É necessário reconhecer a complexida-
de de tal relação frente os desafos e problemáticas das
juventudes contemporâneas. Em um dos estudos reali-
zados sobre o tema, a pesquisadora Mary Garcia Castro
(2003) observa:
“A busca por trabalho é prioritária para os jovens po-
bres, e, em algumas entrevistas com jovens que es-
tudam e não trabalham percebe-se que, se aparecer
uma oportunidade de trabalho, o estudo é abandona-
do mesmo que seja um trabalho de ganhos imediatos,
sem perspectiva de longo prazo”.
Em tais condições, os programas tradicionais de quali-
fcação profssional encontram sérias limitações. Nesse
contexto o modelo de intervenção convencional tem
um efeito de retardar o problema, ao retirar tempora-
riamente o jovem da condição de quem procura e não
encontra trabalho.
Deparamos assim com um quadro em que a educa-
ção formal, formação profssional e programas de capa-
citação e inserção no trabalho confguram circuitos de-
sarticulados que não complementam suas funções e re-
cursos, não confgurando um sistema.
Coloca-se o desafio de desenhar uma estratégia
que permita confgurar circuitos formativos inclusivos
e com maior fexibilidade, projetando sistemas educa-
tivos de qualidade.
Programa jovens urbanos 13
CrençaS e
valoreS
do programa
JovenS
urbanoS
Os modos de experimentar condições e estados de juven-
tude não são vividos da mesma forma pelos grupos juvenis.
Nessa perspectiva, os modos de experimentar a condição
de juventude e seus estados não se reduzem a um referente
estrutural geral, mas estão implicados com planos culturais
dinâmicos e capilares.
oS JovenS Compõem diverSoS grupoS – JuventudeS
Grupos caracterizados por suas
condições de vida, seus interesses
e escolhas.
Programa jovens urbanos 14
Assume-se com essa crença a diferença como valor po-
sitivo para o programa. Isso posto, mesmo que as popu-
lações jovens sejam incluídas nas categorias de pobres,
excluídos, vulneráveis etc, essa categorização não pres-
supõe uma homogeneização. Sabemos que os jovens
que vivem em determinadas condições, que pertencem
a determinados grupos (religiosos, políticos, artísticos)
desenvolvem aspirações, valores, condutas e compor-
tamentos singulares. Assim é em toda cidade, em toda
comunidade e em todo grupo social.
Mas, também é sabido que a juventude das metró-
poles que vive em situação de risco e vulnerabilidade so-
cial demandam políticas públicas focalizadas, específcas.
Contudo, não se pode deixar de considerar que a proble-
mática da juventude é resultado de uma problemática
de cidade contemporânea. Portanto, qualquer progra-
ma social dirigido à juventude das metrópoles não pode
prescindir de olhar para os problemas sociais, políticos,
econômicos, enfm para a desigualdade social que atin-
ge as populações das cidades de modo geral.
rede de açõeS artiCuladaS
entre vÁrioS atoreS SoCiaiS
Atores sociais: órgãos públicos, instituições
e organizações da sociedade civil, empresas
públicas, empresas privadas, de economia
mista, comunidades locais entre outros envol-
vidos com as problemáticas da juventude.
Quais crenças e valores justifcam o investimento em
que esses atores – institucionalizados ou não – que fa-
zem parte de contextos sociais tão distintos, com papéis
na dinâmica produtiva da cidade tão variados trabalhem
juntos, realizem ações conjugadas, atuem em rede?
Quais crenças e valores sustentam a criação de pro-
cessos de gestão compartilhada, de instrumentos e pro-
cedimentos efcazes para democratizar informações,
para dar transparência às ações políticas, técnicas, fnan-
ceiras do programa?
A crença que sustenta essa aposta é a de que a com-
plexidade do contexto e das demandas juvenis exige a
conjugação de saberes e pontos de vista diversos para
ampliar o campo de possíveis aos jovens urbanos.
Os valores que se alinham a tal crença, permitindo
composições, são a certeza da incompletude de qual-
quer ação e, portanto a frmeza em compartilhar inte-
resses compondo ações mais legitimas e efetivas. Des-
sa forma, um programa voltado à juventude exige uma
lógica de ação em rede. A realização de ações conjuga-
das e em rede confere legitimidade, dá suporte técnico
e político e agrega capital social
1
às instituições e ato-
res envolvidos.
A lógica de ação em rede, entendida aqui em todas
as suas variações, valoriza o programa ao conferir sus-
tentabilidade técnica e legitimidade política.
O complexo urbano, no qual habitam e interagem
diferentes segmentos e atores que dinamizam a cidade
Umdosconceitosdecapitalsocial,queencontramosnos
sociólogosR.Burt,N.LineA.Portes,refere-seaosrecursos
–como,porexemplo,informações,idéias,apoios–queos
indivíduossãocapazesdeprocuraremvirtudedesuasrela-
çõescomoutraspessoas.Essesrecursos(‘capital’)são‘soci-
ais’namedidaemquesãoacessíveissomentedentroepor
meiodessasrelações,contrariamenteaocapitalfísico(fer-
ramentas,tecnologia)ehumano(educação,habilidades),
porexemplo,quesão,essencialmente,propriedadesdos
indivíduos.Aestruturadeumadeterminadarede–quem
serelacionacomquem,comquefreqüência,eemque
termos–tem,assim,umpapelfundamentalnofuxode
recursosatravésdaquelarede.Grootaert & Woolcock (1997,
p.25) in COSTA, Rogério, 2005, p.235-48, mar/ago.
Programa jovens urbanos 15
com seus conhecimentos e práticas é uma riqueza a ser
considerada, explorada, agenciada por programas so-
ciais que tomam a juventude urbana e o complexo cita-
dino como referências principais.
Ao fomentar esse modelo de relação, de parceriza-
ção, que pressupõe divisão de responsabilidades, aber-
tura às negociações e ao trabalho conjunto, plasticida-
de para mudanças, inovações e adequações – ao mes-
mo tempo em que preserva seus fundamentos, o pro-
grama afrma seu compromisso ético-político com as ci-
dades e com os jovens.
Assim, ao privilegiar processos realizados em parceria,
em co-gestão, o Programa Jovens Urbanos difunde e
democratiza conhecimentos e práticas imprescindíveis
para que os indivíduos e os grupos possam aprender a
criar suas próprias redes, suas próprias parcerias. Não
podemos dar as costas à atual interconexão generaliza-
da entre pessoas, grupos e instituições, fator determi-
nante na dinâmica da sociedade atual. A criação de ar-
ranjos institucionais, de parcerias, de redes sociais cada
vez mais densas e estruturadas pode potencializar/ for-
talecer iniciativas públicas que buscam responder aos
complexos desafos das metrópoles e ajudar a resolver
os graves problemas sociais que atingem a todos que
vivem nas grandes cidades.
pertenCimento ao mundo
públiCo e CompromiSSo Com o
bem Coletivo
Compreender a formação de jovens como meio para for-
talecer o sentido de pertencimento ao mundo público
e o compromisso com o bem coletivo é abrir a forma-
ção das juventudes para questões e problemáticas do
contexto histórico presente e para o envolvimento dire-
to de jovens com problemáticas das regiões onde mo-
ram, de modo que questões individuais sejam implica-
das com a vida urbana.
Essa crença tem a ver com cida-
dania, uma certa condição política,
de sujeito político, que pressupõe
direitos e também deveres e respon-
sabilidades.
Nessa perspectiva a ação com jo-
vens abandonaria fnalidades e obje-
tivos concentrados em um “ideal re-
moto de futuro e sujeito” para aspi-
rar produções sociais e transforma-
ções subjetivas de jovens no tem-
po presente de suas vidas. Sintoni-
zar o contexto histórico presente e
instalar-se em questões prementes
da atualidade são apostas na revita-
lização da sociedade civil, propician-
do que os jovens possam, como in-
tegrantes do campo social, ver am-
pliadas suas possibilidades de for-
mular questões signifcativas, propor
ações relevantes e contribuir para o
bem comum.
direito À
eduCação públiCa
de Qualidade
Compõe esta perspectiva afrmar o
direito de todos e particularmente
dos jovens a uma educação pública
de qualidade , contemplando em sua
lógica de intervenção a busca por so-
luções viáveis e consistentes que ga-
rantam o acesso ou a reinserção, a
permanência e o sucesso de apren-
dizagem dos jovens como uma con-
quista individual e coletiva, quando
consideramos as situações de vulne-
rabilidade social.
Programa jovens urbanos 16
o direito doS JovenS À
Cidade
Um programa social voltado às juventudes urbanas
deve investir na inserção dos jovens nos múltiplos es-
paços e equipamentos que compõem a vida das me-
trópoles. Práticas de circulação na cidade promovem a
expansão de relações juvenis e concretizam o usufruto
de direitos de bens simbólicos e materiais que as cida-
des oferecem.
Mais do que uma ação de viabilidade de circulação,
vê-se neste trânsito o reconhecimento e exercício de
um direito: o direito à cidade. As juventudes dos gran-
des centros urbanos do país têm sido cada vez mais se-
gregadas espacialmente, provocando uma crescente
produção de guetos nas periferias das grandes cidades,
quebrando a lógica republicana do espaço urbano, re-
conhecidamente fator de violência, perda da noção de
pertencimento e de possibilidades de composições ri-
cas em diversidade.
A questão da mobilidade física é aspecto de grande
relevância no direito à cidade. A idéia de circulação-des-
locamento está irredutivelmente ligada à função das ci-
dades e à expressão de suas potências. Ao sairmos das
redondezas familiares damos início a uma jornada de
encontros com estranhos, às misturas que se fazem no
trânsito caracteristicamente urbano. Desse modo, a cida-
de interpela continuamente seus transeuntes, suas po-
pulações, particularmente, suas juventudes.
a aprendizagem: CirCulação e
exploração, experimentação
e produção São proCeSSoS
indiSSoCiÁveiS
Processos formativos de juventudes devem considerar
três fortes características associadas à juventude e aos
modos pelo quais os jovens constroem conhecimento: o
espírito exploratório (“ver como é”) a motivação para em-
preender descobertas (“ver como se faz”) e a disposição
para produzir e inventar (“fazer e aprender a fazer”).
Ao vivenciarem situações de exploração, experi-
mentação e produção em diferentes territórios das ci-
dades (artes, ciências e tecnologias, trabalho, esportes,
lazer etc.) os jovens poderão ver modifcados seus mo-
dos de pensar, dizer, agir e se relacionar, podendo pro-
vocar referências culturais e habituais distintas, estimu-
lar novos pontos de vistas, produzir transformações nas
suas subjetividades e, principalmente, ampliar e enri-
quecer perspectivas de futuro e desencadear projetos
pessoais e sociais.
Multiplicidade cultural é conteúdo
para a formação dos jovens.
Programas de formação voltados à juventude urbana de-
vem aproveitar o potencial das cidades, convidando os
jovens a experimentar eventos formativos em diferen-
tes espaços da cidade onde vivem, promovendo o en-
volvimento direto das juventudes com seus espaços e
formas de composição: arquiteturas, sistemas produti-
vos (mundo do trabalho e tecnologias) produções artís-
ticas, modos de vida de grupos sociais, etc.
Programa jovens urbanos 17
Alternativa sustentável para
expandir horizontes de trabalho
dos jovens
A educação de qualidade articulada ao acesso
a conhecimentos tecnocientífcos e ao conta-
to com diferentes possibilidades de trajetó-
rias laborais e profssionais.
Uma formação das juventudes desse tempo deverá ins-
talar-se nos próprios jogos de fuxos contemporâneos
ali onde eles acontecem, no solo das cidades, nos es-
paços construídos, nas indústrias, nas ruas, nos comér-
cios, nos espaços de artes. Focar formação profssional
das juventudes na cidade signifca uma abertura dire-
ta para o desenvolvimento das práticas sociais de tra-
balho e a promoção de encontros ativos com as popu-
lações e produções desse campo social (empresários,
trabalhadores de todos os tipos, maquinários, técnicas,
tecnologias etc.).
Sobre os jogos e fuxos contemporâneos:
[...] as signifcativas mudanças ocorridas no ambiente
produtivo urbano, em especial, das forças produtivas
em função das invenções técnicas e da globalização
dos mercados põem em funcionamento alterações ra-
dicais nos sistemas de empregos contemporâneos, além
de projetarem socialmente toda uma série de exigên-
cias formativas de difícil tangenciamento e regulação
institucional, pois o capitalismo recente tem no princí-
pio de fuxos, a condição de seu próprio exercício. Assim,
sistemas de trabalho, de emprego e de formação profs-
sional passam “a carecer de rumo predeterminável, ad-
quirindo um sentido algo caótico, com intensas transi-
ções entre situações ocupacionais, já que as trajetórias
profssionais não são mais previsíveis a partir de meca-
nismos de regulação socialmente institucionalizados”
(Caderno Cenpec, Juventudes Urbanas).
Assumimos, com essa crença, que mesmo não profssio-
nalizantes, ações formativas que pretendem expandir
e enriquecer repertórios sócioculturais podem impac-
tar positivamente a vida dos jovens, inclusive nas tra-
jetórias de trabalho que poderão desempenhar ao lon-
go de suas vidas.
Programa jovens urbanos 18
valorização daS diFerençaS
e daS potenCialidadeS
imanenteS À vida Juvenil
Ativam processos de formação política e de
construção coletiva de conhecimentos sobre
as realidades locais.
Pela sua condição precária e com alto grau de vulnera-
bilidades sociais, muitas regiões da cidade de São Pau-
lo e Rio de Janeiro, e de outras metrópoles do Brasil são
vistas como territórios de alto risco e intensa violência
urbana.
No senso comum, essas áreas são vistas apenas como
lugares da pobreza, da moradia popular, da falta de em-
pregos, das demandas por creches, escolas, hospitais,
áreas de lazer, equipamentos culturais, dentre outros
serviços urbanos.
Essas avaliações sobre esses lugares da periferia pau-
listana são verdadeiras. Entretanto, em meio a essa pre-
cariedade territorial, vulnerabilidade social e riscos am-
bientais, milhões de pessoas vivem nesses lugares. Tra-
ta-se de uma multidão metropolitana. Essas pessoas
constroem relações sociais, defnem sociabilidades, en-
trelaçam solidariedades, organizam coletividades en-
volvidas em lutas políticas, reivindicam melhores con-
dições de vida, articulam e transformam lugares, cons-
troem histórias e fazem geografas. Essa realidade dinâ-
mica, constantemente atravessada por forças coletivas
intensas, indica as potencialidades dessas pessoas nes-
ses lugares.
Portanto, os territórios de risco, de alta vulnerabili-
dade e de profundas exclusões sociais da imensa peri-
feria da metrópole paulistana, não são somente fragi-
lidades, carências, pontos fracos. São também pontos
fortes existentes e resistentes capazes de desenvolver
processos altamente inteligentes e com grande resso-
nância criativa.
Assim, ao optar em trabalhar com ONGs locais o Pro-
grama Jovens Urbanos afrma a necessidade de inves-
timentos nos distritos, nas comunidades, e reconhece
como estratégica a ação desses atores em suas localida-
des como executores de políticas públicas, agenciado-
res de recursos privados para implementação de ações
no campo da saúde, da educação, da proteção social,
na luta pela garantia e respeito aos direitos das crianças,
dos adolescentes, na vocalização de demandas e neces-
sidades específcas dessas localidades. Afnal, sem o tra-
balho das organizações locais, na fgura das lideranças
e atores que as representam nos fóruns da cidade, mui-
tas dessas comunidades estariam ainda mais condena-
das ao gueto e ao esquecimento.
A idéia é afrmar que as pessoas e seus territórios são
dotados de singularidades, funcionam seguindo “leis”
próprias, produzindo dinâmicas culturais e econômicas
peculiares. Mapear e respeitar essas diferenças presen-
tes em cada contexto social é papel de todos aqueles
que propõem interferir na vida e nos lugares nos quais
milhares de pessoas vivem. Qualquer política pública
ou programa social de intervenção não pode se colocar
numa posição de legislador absoluto ou de vanguarda
esclarecida.
O ponto de partida do trabalho com as pessoas e
os territórios deve ser aquilo que eles podem - suas po-
tências – e não daquilo que não têm ou não podem –
suas carências, defciências. À medida que trabalhamos
com aquilo que temos e que podemos nos fortalecemos
para enfrentar os problemas e criamos novos canais de
produção e de luta por uma vida mais digna, com mais
qualidade, mais igualdade. Todos são personagens fun-
damentais na construção de conhecimentos sobre suas
realidades. È preciso multiplicar as vozes.
Dessa forma, a aposta está nas capacidades de to-
dos e cada um em decidir, escolher e produzir os rumos
de suas vidas.
Programa jovens urbanos 19
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S
Programa jovens urbanos 20
O programa propõe uma in-
tervenção cujas estratégias
não reafirmem identidades
socialmente negativas asso-
ciadas aos jovens - o desem-
pregado, o usuário de droga,
o violento, os jovens “de rua”
etc. –, mas sim a construção
e afrmação de novas iden-
tidades socioculturais juve-
nis desmobilizando aquelas
que lhes são conferidas pe-
las condições de vida, pois
as subjetividades podem ser
alteradas nas interações so-
ciais por se produzirem nas
relações. Assim, os índices
de vulnerabilidade social
das cidades são informações
de partida para selecionar as
regiões a serem trabalhadas,
no entanto, não estarão fgu-
radas no processo formativo
como marcas negativas dos
jovens.
A vulnerabilidade social é
tratada aqui como o resultado
negativo da relação entre a
disponibilidade dos recursos
materiais ou simbólicos dos
atores, sejam eles indivíduos ou
grupos, e o acesso à estrutura
de oportunidades sociais,
econômicas, culturais que
provêm do Estado, do mercado
e da sociedade. Esse resultado
se traduz em debilidades ou
desvantagens para o desempenho
e mobilidade social dos atores.
Alguns exemplos desses recursos
são: o capital fnanceiro, o
capital humano, a experiência de
trabalho, o nível educacional,
a composição e os recursos
familiares, o capital social, a
participação em redes e o capital
físico. (vIgnoLI, j.r. FILgueIra,
C. H. CePaL, 2001).
[...] A vulnerabilidade social
traduz a situação em que o
conjunto de características,
recursos e habilidades inerentes
a um grupo social se revelam
insufcientes, inadequados
ou difíceis para lidar com o
sistema de oportunidades,
oferecidos pela sociedade,
de forma a ascender a maiores
níveis de bem-estar ou diminuir
probabilidades de deterioração
das condições de vida de
determinados atores sociais.
Esta situação pode manifestar
em um plano estrutural, por uma
elevada propensão à mobilização
descendente desses atores e,
no plano mais subjetivo, pelo
desenvolvimento dos sentimentos
de incerteza e insegurança entre
eles. (abramovaY, 2002).
O Programa Jovens Urbanos bus-
ca criar as condições institucionais,
articulando recursos educacionais,
tecnológicos e fnanceiros que via-
bilizam a emergência da expressão
juvenil em duas dimensões: pessoal
e coletiva. As diversas formas de ex-
pressão são valorizadas e apoiadas
na perspectiva de desenvolver capa-
cidade de refexão e intervenção dos
jovens no meio em que vivem.
Sendo assim, a proposta forma-
tiva reconhece os jovens como res-
ponsáveis por suas escolhas e com
direito de apreender a dinâmica e
expectativas do Programa Jovens Ur-
banos, integrando-se ativamente no
percurso do mesmo. Assim, o progra-
ma dispara nessa escolha a função
política da juventude requisitando
dos jovens suas capacidades de con-
tribuição e avaliação frente ao que
vivem e no que se engajam.
O objetivo central do Programa
Jovens Urbanos é expandir o reper-
tório sociocultural de jovens expos-
tos a múltiplos vetores de risco e vul-
nerabilidade, de modo a expandir e
qualifcar as perspectivas de acesso
ao mundo do trabalho.
Para isso investe primordialmen-
te na ampliação da circulação e da
apropriação na cidade, estimula e
promove ações de produção juve-
nil e contribui para a permanência, a
reinserção ao sistema escolar e para
vinculação em novos processos for-
mativos.
O programa dispõe de duas
ações estratégicas para garantir a
consecução de seu objetivo:
Programa jovens urbanos 21
Formação doS JovenS e daS
ongS
O direito à cidade é a principal referência de formação
do Programa Jovens Urbanos. O programa aposta que a
ampliação de experiências de circulação e apropriação
da cidade por jovens que concentram suas vidas nos lo-
cais onde residem, atua na diversifcação de seus campos
relacionais e repertórios culturais e afasta jovens em si-
tuação de vulnerabilidade do confnamento social e in-
telectual a que muitas vezes estão subordinados.
Além disso, ao entrarem em contato com a multipli-
cidade cultural em ação nas cidades e com diferentes
modos de vida (além dos seus próprios), os jovens am-
pliam suas capacidades de pensar e agir sobre si mes-
mos e na cidade. Por outro lado, imersões em aspectos
e questões urbanas contemporâneas sustentam novos
desempenhos juvenis, em especial no mundo do traba-
lho e nos territórios onde mantêm vínculos.
No Programa, o direito à cidade se compõe com três
temas principais: juventudes e culturas urbanas, juven-
tudes e tecnologias contemporâneas e juventudes e o
mundo do trabalho. Desse conjunto derivam escolhas
metodológicas e todo o conteúdo de formação do Pro-
grama Jovens Urbanos
As ações de formação dos jovens são realizadas por
assessores contratados, por parceiros e pelos educadores
e coordenadores que compõem a ONG local. Cabe aos
assessores, parceiros e ONGs produzirem condições de
aprendizagem qualifcadas e pertinentes às propostas e
resultados almejados pelo Programa Jovens Urbanos.
Assim, para sustentar as atividades e produtos indi-
cados, a equipe de coordenação técnica implementa um
conjunto de ações de formação para as ONGs nas quais
são socializados conteúdos relativos à gestão de projetos
com juventude, bem como repertórios técnicos (as me-
todologias desenvolvidas pelo programa) para a realiza-
ção de ações formativas com os jovens.
juventudes e
CuLturas urbanas
mergulhar na multiplicidade cultural
presente na cidade implica em abrir-se
à diferença, mergulhar no estranho e
refetir sobre os sentidos e percepções.
as experiências novas e múltiplas podem
provocar os modos de pensar, dizer,
agir e se relacionar. Podem provocar
diferentes referências culturais e
habituais, estimular novos pontos
de vista, produzir transformações
em aspectos subjetivos do jovem e,
principalmente, desencadear projetos
criativos.
juventudes e
mundo do trabaLHo
oferecer diferentes possibilidades
para a trajetória no mundo do
trabalho amplia as possibilidades de
caminhos e escolhas. reside nesse
princípio o investimento do programa
nas estratégias de exploração,
experimentação e produção. trata-se de
ampliar o entendimento dos jovens sobre
característica do mercado de trabalho
atual, seus modos de funcionamento,
atividades e contexto histórico e
econômico. e também de mobilizar
conhecimentos sobre as diferentes
atividades que poderão desempenhar e
se aprofundar no futuro.
juventudes e teCnoLogIas
ContemPorâneas
aproximar o jovem de aspectos do
conhecimento humano e de produtos
tecnológicos dá a ele a condições e
poder para colocar as tecnologias
presentes na cidade a serviço da
elaboração e concretização de projetos
capazes de mudar a realidade ao seu
redor. esse tema é concebido como
ferramenta para qualifcar o cotidiano
dos participantes.
Programa jovens urbanos 22
relaçõeS e redeS
inStituCionaiS
As redes institucionais são arranjos
socioinstitucionais que se formam
nos âmbitos municipais e locais de
execução da formação e de produ-
ção juvenis, nos diferentes tempos
do programa: antes, durante e após
o término do seu ciclo, visando criar
condições para sua realização e as-
segurar sua sustentabilidade institu-
cional e fnanceira.
Para o Programa Jovens Urbanos
é vital a percepção das ações sociais
em uma dimensão de rede, na qual
poder público, entidades locais, co-
munidades, população e entidades
de reconhecida expertise social e
técnica agem articulados.
Quanto mais ampla e múltipla
esta rede, maiores são as possibilida-
des de sucesso, ou seja, de novas ex-
periências transformadoras da reali-
dade do jovem. As empresas e insti-
tuições parceiras compartilham es-
paços e recursos. A soma de esfor-
ços ganha dimensão pelo seu efei-
to multiplicador.
Os parceiros na rede são chama-
dos a participar de encontros sobre
a juventude, questão prioritária hoje
na pauta de todos os que se preocu-
pam com o desenvolvimento socioe-
conômico do País. Os formadores da
rede participam igualmente da ges-
tão e da discussão sobre metodolo-
gias e práticas. Estas são aplicadas
pelas ONGs de cada território.
Por seu caráter de composição, é
vital que cada integrante da rede te-
nha a visão do outro, e que a articu-
lação esteja aberta para ouvir e re-
conhecer os parceiros, reconhecen-
do suas potencialidades e possibi-
lidades de compor com as propos-
tas do programa. Trata-se de com-
por para multiplicar idéias, projetos
e esforços.
Igualmente fundamental é a
perspectiva da sustentação da par-
ceria. Criar situações nas quais o par-
ceiro possa perceber seu trabalho
acompanhado e reconhecido permi-
te fortalecer a rede e abrir novas pos-
sibilidades, constituindo ações para
muito além do programa inicial.
Esse movimento de aproximação
e composição com novos parceiros
se desenvolve dentro dos princípios
do programa, com a preocupação
em reconhecer o jovem, a cidade e
as tecnologias como foco da ação. As
relações de parceria entre as organi-
zações, embora reconhecidamente
vitais, são subsidiárias à ação maior
de um programa integrado de for-
mação dos jovens urbanos.
A constituição das redes institucio-
nais no Programa Jovens Urbanos
ocorre em três planos seqüenciais
ou concomitantes:
o primeiro plano diz respeito ao âm-
bito municipal sendo este o ponto de
partida da execução. Busca-se conta-
tar, informar, articular e integrar insti-
tuições de governo e instituições pri-
vadas que podem responder institu-
cionalmente pela promoção do pro-
grama na cidade por meio de deci-
sões políticas, celebração de convê-
nios e contratos de cooperação, apor-
te de investimentos, execução, acom-
panhamento e avaliação das ações
formativas com os jovens. Neste pla-
no estão instituições como secretarias
municipais do trabalho, ONGs, em-
presas de investimentos, conselhos,
associações ou outras organizações e
movimentos sociais envolvidos com
a questão da juventude.
o segundo plano ocorre durante o
desenvolvimento das ações de for-
mação e de produção juvenis. Diz
respeito à rede de parceiros tecnoló-
gicos de diferentes áreas sociais que
disponibilizam locais, recursos hu-
manos e tecnologias próprios para
realização de explorações e experi-
mentações dos grupos jovens.
o terceiro plano diz respeito à cons-
trução de rede local fortalecida, for-
mada pelos setores públicos, priva-
dos, terceiro setor, grupos organiza-
dos da sociedade civil, com vistas a
criar oportunidades de formação, in-
serção no mercado de trabalho e ou-
tras ações que respondam às neces-
sidades e demandas dos jovens. Nes-
te plano, a participação das ONGs
executoras é fundamental, pois se
confguram como referências nas lo-
calidades e como as principais me-
diadoras entre o programa e a co-
munidade, apoiando no mapeamen-
to, contatos, execução dos procedi-
mentos técnicos de parcerização e
monitoramento e no fortalecimen-
to das parcerias.
Programa jovens urbanos 23
COOPERAÇÃO TÉCNICO-FINANCEIRA
• ICE – Instituto de Cidadania Empresarial
PARCERIAS INSTITUCIONAIS
• Instituto Brasileiro de Estudos e Apoios
Comunitários - IBEAC
• Instituto Sou da Paz
• Secretaria Estadual da Assistência e
Desenvolvimento Social - SEADS
• Secretaria Municipal da Assistência Social
– SMADS
• Secretaria Municipal de Educação/ CEUs da
Cidade de São Paulo – SME
• Secretaria Municipal do Trabalho da Cidade
de São Paulo – SMT
• Subprefeitura Campo Limpo
• Subprefeitura Capela do Socorro
• Subprefeitura Freguesia do Ó/ Brasilândia
• Subprefeitura Guaianases
PARCERIAS EXECUTIVAS
• Canal Futura
• Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ
• Secretaria Municipal de Assistência Social do
Rio de Janeiro – PCRJ-RJ
REDE DE APOIO
• Cursinho da Poli
• ESPRO
• Universidade Federal do Rio de Janeiro
– PACC
PARCERIAS TECNOLÓGICAS
• Canal Futura
• Centro de Criação de Imagem Popular -CECIP
• Centro Universitário Maria Antônia/ USP
• Cidade Escola Aprendiz
• Conselho das Instituições de Ensino Superior
da Zona Oeste – CIEZO
• Centro de Preservação Cultural/ USP - CPC
• Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária
• Escola da Cidade
• Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ
• Fundação Padre Anchieta - Rede Cultura de
Televisão
• Instituto Criar
• Instituto Tomie Ohtake
• Instituto Socioambiental - ISA
• Nós do Morro
• Observatório de Favelas
• SABESP
• Sec. Municipal do Verde e do Meio Ambiente
• Secretaria Municipal de Esporte e Lazer
• Spectaculu
• TVE / Rádio MEC
ASSESSORES TECNOLÓGICOS
• Alexandre Perocca
• Andrea Soares
• Associação Novolhar
• Biba Rigo
• BR3
• Caminhos e Paisagens
• Carla Tennenbaum
• Carlos Souza
• Carolina Nakagawa
• César Negro
• Clarice Cara
• Conrado Augusto
• Diego Itu
• Diogo Noventa
• Espaço Coringa
• Faoza
• Ivy Silva
• José Machado
• Lali Krotoszynski
• Marcio Greyk
• Marisa Martins
• Meta Ambiental
• Midiativa
• Nizinga
• Paula Autran
• Paulo Urso
• Sociedade do Sol
• Tião Soares
• Tomás Bastian de Souza
• Waldir Hernandes
ONGS EXECUTORAS – RJ
• União Ativista Defensora do Meio Ambiente
– UADEMA
• Ação Comunitária de Apoio Psicossocial
– ACAPS
• Assistência a Família Saúde e Cidadania
• Associação Ação Alternativa
• Centro de Apoio ao Movimento Popular da
Zona Oeste – Campo
• Conselho das Instituições de Ensino Superior
da Zona Oeste – CIEZO
• Instituição de Caridade e Integração Social
São Cipriano
• Rede de Empreendimentos Sociais para
o Desenvolvimento Socialmente Justo,
Democrático, Integrado e Sustentável – Rede
CCAP - Casa Viva de Manguinhos
ONGS EXECUTORAS – SP
• Ação Comunitária Todos os Irmãos
• Ação Social Comunitária do Lajeado Joilson
de Jesus - Casa dos Meninos
• Associação Benefcente Provisão - ACB
• Associação Cantareira
• Associação Comunitária Monte Azul
• Associação Cultural e Desportiva
Bandeirantes
• Associação de Moradores Jd. Rosana
• Associação de Moradores Vale Verde
• Associação de Voluntários Integrados no
Brasil – AVIB
• Comunidade Kolping São Francisco de
Guaianases
• Comunidade Nova Civilização
• Creche Nova Esperança Amigos de Pianoro
• Instituto Paulista de Juventude
• Plugados na Educação
• Projeto Anchieta
• Projeto Arrastão – Movimento de Promoção
Humana
• Projeto Casulo
• Projeto de Vento em Popa
• Serviço Social Bom Jesus
• Sociedade Comunitária do Jardim Monte
Verde
• Turma de Touca
• União dos Moradores da Comunidade Sete
de Setembro
Programa jovens urbanos 24
O Programa Jovens Urbanos enten-
de que trabalho realizado em parce-
ria com ONGs contribui para o forta-
lecimento institucional das organiza-
ções locais em seu trabalho com a ju-
ventude. Sustentando esta escolha
está a hipótese de que se as ONGs
das localidades selecionadas articu-
larem e integrarem recursos com as
esferas públicas e privadas do mu-
nicípio, poderão construir o supor-
te institucional e político necessário
para que os jovens tenham acesso
a direitos sociais básicos, como por
exemplo, escolarização, cultura, saú-
de e lazer e realizem experiências de
produção e participação juvenil.
Por isso, o programa investe – va-
lendo-se da idéia de ação em rede, re-
conhecendo a importância e o valor
do trabalho desenvolvido pelas ins-
tituições locais bem como suas pos-
sibilidades e limites – na dissemina-
ção contínua das metodologias de
trabalho com a juventude e no forta-
lecimento institucional das ONGs ca-
pacitando as organizações locais nas
dimensões de gestão (gerenciamen-
to, monitoramento, políticas de par-
ceria) e na dimensão técnica (funda-
mentos e metodologias para forma-
ção de jovens).
Procedimentos de
sustentabilidade
A prática comprova a impossibilida-
de de formatos rígidos de coopera-
ção na relação de parcerias. A par-
tir das experiências de constituição
e disseminação de parcerias, o Pro-
grama Jovens Urbanos defniu al-
guns procedimentos fundamentais
da sua política de relações e redes
institucionais:
• Mapeamento prévio do con-
texto institucional da área a ser
atendida: identifcação por meio
de documentos, análises de con-
texto, informantes e outras fon-
tes da situação institucional de
potenciais parceiros para que
os mesmos sejam identifcados
e procurados;
• Prospecção de parcerias: visitas a
potenciais parceiros para a veri-
fcação da efetiva viabilidade da
cooperação. Neste procedimento
busca-se também o atendimen-
to às demandas tecnológicas a
serem supridas para a formação
dos jovens;
• Negociação das condições da
parceria: interlocução intensa e
por meio de diversas ações com
cada parceiro para o desenho
do modelo ideal de coopera-
ção para ambos os lados. Nesse
desenho, o programa estabele-
ce condições mínimas, mas não
defne de forma rígida e exclusi-
va as formas como esta parceria
se estabelece;
• Formalização da parceria: assi-
natura de Termos de Coopera-
ção Técnica que contenham em
anexo o plano de trabalho e se-
jam formalizados na presença
dos parceiros;
• Defnição de planos e procedimen-
tos técnicos de acompanhamen-
to do trabalho realizado com os
jovens, incluindo a criação de um
conselho de acompanhamento.
Programa jovens urbanos 25
Governança e
gerenciamento
No mundo das empresas privadas,
organizações que avançam com me-
canismos de transparência nas suas
contas agregam valor à sua marca e
ao seu produto. No terceiro setor, a
transparência também é valorizada,
garantindo a preservação dos valo-
res e a clareza dos propósitos.
Como garantia de sustentabili-
dade, a gestão do programa adota
os preceitos da governança corpo-
rativa, método de gestão voltado
para a administração que permite o
equilíbrio de forças entre os admi-
nistradores e os membros do con-
selho de uma empresa, fundação ou
instituto. A governança assim dese-
nhada garante não apenas transpa-
rência, mas um fuxo de informação,
negociação e consensos que se ex-
pressam em diretrizes de gestão das
ações, produtos e resultados perse-
guidos. Neste modelo a governança
garante legitimidade e forte coesão
na condução do programa.
No Programa Jovens Urbanos a
governança inclui um comitê gestor,
formado por representantes da Fun-
dação Itaú Social, Cenpec e coorde-
nação do programa. O comitê reú-
ne-se periodicamente para discutir,
avaliar e validar o programa do pon-
to de vista da sua gestão e gerencia-
mento. Promove o fuxo de informa-
ções e conjuga esforços para alcan-
çar os resultados propostos.
O Conselho de acompanhamen-
to, por sua vez, confgura-se como
uma instância de monitoramento,
consulta e avaliação para todos os
segmentos do programa, garantin-
do voz aos diferentes participantes
do programa e servindo como ins-
trumento de gestão para orienta-
ções técnicas e políticas. Dele par-
ticipam representantes da Funda-
ção Itaú Social, do Cenpec, repre-
sentantes das ONGs e dos jovens e
alguns parceiros.
O comitê executivo delibera so-
bre a execução do programa, ob-
tém informações estratégicas so-
bre o seu desenvolvimento, garante
a comunicação direta com as ONGs
e, principalmente, dá transparência
aos procedimentos técnicos e fnan-
ceiros, em reuniões periódicas com
os coordenadores e dirigentes das
ONGs parceiras.
A constituição de um conselho
local cria oportunidade para que
instituições e atores locais se mobili-
zem para a discussão de temas refe-
rentes à situação da juventude.
Programa jovens urbanos 26
ComItê gestor
discutir, avaliar e validar
o Programa do ponto de
vista da sua gestão e
gerenciamento, promover
o fuxo de informações e
conjugar esforços para
alcançar resultados.
realização de reuniões
periódicas com
representantes da
Fundação Itaú social, do
Cenpec, e do Programa
jovens urbanos.
ComItê exeCutIvo
deliberar sobre a
execução do Programa
jovens urbanos; obter
informações estratégicas
sobre o desenvolvimento
do programa; garantir uma
comunicação direta com as
ongs e, principalmente,
dar transparência aos
procedimentos técnicos e
fnanceiros do Programa
reuniões periódicas com os
coordenadores e dirigentes
das ongs.
ConseLHo LoCaL
Fortalecer ações
desenvolvidas com
juventude nos distritos
atendidos.
Propiciar que as diversas
instituições e atores
locais se mobilizem para
a discussão de temas
referentes à juventude
urbana.
Criar oportunidades de
formação, inserção no
mercado de trabalho,
dentre outras ações que
respondam às necessidades
e demandas dos jovens.
Inclusão de estratégias de
interlocução na agenda do
Programa jovens urbanos
nas regiões; garantia de
adesão de jovens e de
outros atores locais (e/
ou instituições públicas,
privadas, terceiro setor,
grupos organizados da
sociedade civil) com
capacidade e interesse de
mobilização e participação.
ConseLHo de
aComPanHamento
ser uma instância de
monitoramento, consulta
e avaliação para todos os
segmentos do Programa,
garantindo voz aos
diferentes participantes do
Programa jovens urbanos e
servindo como instrumento
de gestão, tanto para
orientações técnicas e
políticas.
realização de encontros
com a participação de
representantes da
instituição fnanciadora,
da coordenação técnica,
das ongs, dos parceiros e
dos jovens.
Programa jovens urbanos 27
paSSo a
paSSo da
implementação
programa
JovenS
urbanoS
A implementação do Programa organiza-se em
quatro etapas fundamentais:
1. Ações Preparatórias
2. Execução do Programa
3. Acompanhamento dos Projetos de Intervenção dos jovens
4. Monitoramento
Cronograma de ImPLementação - Programa jovens urbanos
AÇõES PREPARATÓRIAS EXECUÇÃO DO PROGRAMA ACOMPANhAMENTO DO PROJETO DOS JOVENS
MêS 1 MêS 2 MêS 3 MêS 4 MêS 5 MêS 6 MêS 7 MêS 8 MêS 9 MêS 10 MêS 11 MêS 12 MêS 13 MêS 14 MêS 15 MêS 16
Acompanhamento técnico-administrativo
Escolha das
regiões
Conselho de
acompanhamento
Conselho de
acompanhamento
Estabelecimento de parcerias
Defnição de assessores
tecnológicos
Exploração, experimentações e produção
Seleção das ONGs
executoras
Alinhamento
estratégico
Seleção de
educadores e
coordenadores
Comitê executivo Acompanhamento dos jovens

Orientação
técnica inicial
Encontros
regionais
Visitas técnicas
Encontros gerais
Visitas técnicas
Encontros
regionais
Visitas técnicas Visitas técnicas
Encontros
regionais
Visitas técnicas
Encontros gerais Encontros gerais
Seleção
de jovens
Formação dos jovens nas ONGs
Adesão dos jovens Vidas na cidade A cidade em nós Nós na cidade Intervenção nos territórios
Encontros público Encontros público
Matriz de indicadores – linha de base
Monitoramento do programa e análise das informações
Avaliação dos
rersultados
Parceiros e assessores gestão técnica do Programa monitoramento e avaliação
Orientação técnica continuada:
Cronograma de ImPLementação - Programa jovens urbanos
AÇõES PREPARATÓRIAS EXECUÇÃO DO PROGRAMA ACOMPANhAMENTO DO PROJETO DOS JOVENS
MêS 1 MêS 2 MêS 3 MêS 4 MêS 5 MêS 6 MêS 7 MêS 8 MêS 9 MêS 10 MêS 11 MêS 12 MêS 13 MêS 14 MêS 15 MêS 16
Acompanhamento técnico-administrativo
Escolha das
regiões
Conselho de
acompanhamento
Conselho de
acompanhamento
Estabelecimento de parcerias
Defnição de assessores
tecnológicos
Exploração, experimentações e produção
Seleção das ONGs
executoras
Alinhamento
estratégico
Seleção de
educadores e
coordenadores
Comitê executivo Acompanhamento dos jovens

Orientação
técnica inicial
Encontros
regionais
Visitas técnicas
Encontros gerais
Visitas técnicas
Encontros
regionais
Visitas técnicas Visitas técnicas
Encontros
regionais
Visitas técnicas
Encontros gerais Encontros gerais
Seleção
de jovens
Formação dos jovens nas ONGs
Adesão dos jovens Vidas na cidade A cidade em nós Nós na cidade Intervenção nos territórios
Encontros público Encontros público
Matriz de indicadores – linha de base
Monitoramento do programa e análise das informações
Avaliação dos
rersultados
ações com os jovens ações com as ongs executoras
preparatórias
ações
Programa jovens urbanos 32
preparatórias
As ações preparatórias sustentam-se
no princípio de respeito e valorização
das singularidades presentes no con-
texto social dos territórios. Tal com-
ponente é de vital importância, pois
é durante esse período que se produ-
zem as condições técnicas, institucio-
nais e políticas fundamentais para a
implantação do Programa Jovens Ur-
banos nas regiões selecionadas.
São implementadas nos meses
anteriores à execução do Programa,
na qual se realizam todas as ações de
AÇÕES OBJETIVOS CONDIÇÕES
Prospecção na cidade
Acessar e conhecer atores e instituições
importantes nas cidades em que o programa será
implantado, principalmente aquelas vinculadas
às temáticas chaves do PJU: educação, mundo
do trabalho, artes, comunicação, ciências e
tecnologias entre outras.
Apresentar e validar o programa publicamente,
com realização de ajustes e redesenhos
pertinentes a realidades de cada contexto social.
Incursões da equipe técnica a diferentes espaços e
instituições da cidade, com apoio de instituições e atores
previamente contatados. Realização de encontros (reuniões,
colóquio, seminários) para apresentação e validação pública
do programa.
Defnição das áreas
de intervenção
Avaliar, entre as diferentes áreas marcadas
por vulnerabilidades, quais são aquelas que
apresentam os índices e características que
respondem aos critérios defnidos pelo programa.
Pesquisa de índices e indicadores intra-urbanos; pesquisa
de informações produzidas por instituições ou organismos
governamentais sobre as regiões e sistematização e análise
dos dados.
(ANEXO 01 - Relatório de justifcativa para defnição das áreas
de intervenção)
Prospecção das áreas
de intervenção
Conhecer organizações comunitárias que atuam
nos territórios, instituições de referência que
desenvolvem trabalhos com a juventude entre
outros equipamentos disponíveis ao acesso e
usufruto dos jovens da região.
Incursões da equipe técnica às regiões selecionados com o
apoio de instituições / organizações locais públicas, privadas
e comunitárias.
Defnição das ONGs
executoras
Contatar ONGs locais que tenham interesse em
atuar em parceria com o PJU
Estabelecer as ONGs executoras que respondem
aos critérios e expectativas do programa.
Divulgação; levantamento de informações das ONGs; análise
dos planos de trabalho elaborados pelas ONGs e realização
de visitas técnicas.
Assinatura dos termos de cooperação técnica.
ANEXO 02 – Ficha de inscrição
ANEXO 03 – Plano de trabalho
ANEXO 04 – Roteiro de visita técnica de seleção
prospecção e defnição das regiões
de intervenção, todo o processo de
relações institucionais (as parcerias
com o poder público e com diferen-
tes instituições da cidade) e todos
os processos de seleção (ONGs, pro-
fssionais, jovens e assessores). Além
disso, durante esta etapa o progra-
ma implementa ações de formação
inicial e de alinhamento estratégico
com as ONGs (dirigentes, educado-
res e coordenadores).
Programa jovens urbanos 33
AÇÕES OBJETIVOS CONDIÇÕES
Seleção de
educadores e
coordenadores
Selecionar a equipe técnica que atuará
diretamente nas ONGs executoras, considerando
os critérios defnidos.
Análise de currículos; capacitação seletiva; entrevista;
seleção compartilhada entre equipe técnica PJU e ONGs e
divulgação.
(A indicação do profssional que trabalhará como
coordenador é de responsabilidade das ONGs e deverá
seguir os critérios defnidos pelo PJU.)
ANEXO 06- Pauta de capacitação seletiva
Seleção de jovens
Proporcionar as mesmas condições de
participação para todos os que estejam
interessados em fazer parte do PJU e se encontrem
dentro dos critérios defnidos.
Divulgação do PJU e inscrição; apresentação do PJU, carta;
sorteio; lista de jovens selecionados e lista de espera.
ANEXO 07 – Tutorial de seleção
ANEXO 08 – Ficha de inscrição
ANEXO 09 – Teste de conhecimentos básicos: leitura e produção
escrita
Seleção de assessores
tecnológicos
Garantir qualidade técnica às experimentações
oferecidas aos jovens, considerando as referências
e objetivos do programa.
Assegurar que a diversidade temática prevista na
programação do programa seja contemplada nas
experimentações.
Garantir um número de experimentações
adequado às metas do programa.
Reunião para apresentação do PJU e dos termos de
contratação; análise e seleção dos planos de trabalho;
reunião de alinhamento com assessores selecionados e
contratação.
ANEXO 10 – Termo de Referência

Estabelecimento
de parcerias: poder
público e parcerias
tecnológicas
Garantir a vinculação dos jovens aos programas
públicos de transferência de renda.
Oferecer aos jovens o acesso a serviços e bens
públicos disponíveis na cidade.
Assegurar aos jovens o acesso à expertise e infra-
estruturas de produção nos territórios defnidos
pelo programa.
Criar e fortalecer a política institucional e
programática do Jovens Urbanos, propiciando
a circulação de práticas e conhecimentos entre
instituições de diferentes perfs e trajetórias.
Prospecção de potenciais parceiros; contato sistemático com
os parceiros; defnição conjunta de tipo de articulação, de
setores e agentes envolvidos, do campo de atuação no PJU;
elaboração de planos de trabalho (no caso dos parceiros
tecnológicos) celebração de termo de parceria / cooperação.
Formação inicial das
ONGs: educadores
e coordenadores
(encontros gerais)
Garantir que educadores e coordenadores
conheçam e se apropriem das principais
referências teóricas e metodológicas do PJU, bem
como da estrutura programática de formação dos
jovens.
Contratação de assessores especializados em temas
específcos
Encontros presenciais.
Anexo 12 – Pauta de encontro de formação presencial
ANEXO 13 – Orientações para elaboração de Plano de Ação e
Registro
(continuação)
Programa jovens urbanos 34
básicos como saúde, educação, trabalho, segurança
e habitação. Além disso, foram incorporadas ao IVVS
variáveis complementares (com os pesos de 1/3 para
cada uma) focadas ao público-alvo do programa, jo-
vens de 16 a 21 anos, a saber:
a) Quantidade de mães jovens;
b) Taxa de jovens com ensino fundamental incompleto;
c) Taxa de jovens procurando emprego ou recebendo
até ½ salário mínimo.
A inclusão dos indicadores acima mencionados permitiu
viabilizar o levantamento de informações e temas signi-
fcativos e estratégicos em relação à juventude.
Em outras metrópoles, o programa pode adotar se-
melhantes ferramentas estatísticas modernas e tecno-
logias que permitem identifcar com precisão os indi-
cadores socioeconômicos em cada ponto considerado
dos territórios urbanos. Os números revelam detalhes da
complexa heterogeneidade da população das cidades –
em relação às quais dados consolidados por município
são pouco reveladores, já que sobram regiões dentro do
território das cidades nas quais a extremada riqueza con-
vive ao lado da miséria absoluta. As áreas de atuação do
Programa Jovens Urbanos são sempre microrregiões de
alta vulnerabilidade socioeconômica.
Definição e prospecção Das
áreas De intervenção
O Programa Jovens Urbanos foi criado para ser implanta-
do em regiões de elevado índice de vulnerabilidade so-
cial. Para defnir geografcamente as áreas de interven-
ção, consideram-se indicadores que agregam aos índi-
ces de renda outros parâmetros referentes à escolari-
dade e ao ciclo de vida familiar, levando em conta a se-
gregação espacial, fenômeno crescente nos centros ur-
banos brasileiros.
No caso da cidade de São Paulo, foram conisderados
o Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) e o Índice Pau-
lista de Vulnerabilidade Social (IPVS). Os dois indicado-
res permitem identifcar as diversas formas de fragmen-
tação urbana resultantes de um modelo concentrador e
excludente no qual os níveis de segregação residencial
são determinantes no processo de manutenção e repro-
dução da pobreza e da desigualdade.
No caso da 1ª edição do Programa Jovens Urba-
nos na cidade do Rio de Janeiro, a equipe técnica da
Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS/RJ)
apoiou o trabalho de definição dos territórios de in-
tervenção, disponibilizando o Índice de Vigilância da
Vulnerabilidade Social (IVVS)
1
. Este índice possibilitou
mapear as regiões com maiores carências em setores
ÍndicecontempladonoSistema Municipal de Vigilância da
Exclusão (SMVE).Projetoiniciadoemmaiode2004pela
SecretariaMunicipaldeAssistênciaSocialcomoobjetivo
demonitorarosprincipaisproblemasenfrentadospelos
moradoresdecomunidadesdebaixarendadomunicípio
doRiodeJaneiroparaquepolíticassociaissejamimple-
mentadasdeformaplanejadaeorientada.
Programa jovens urbanos 35
seleção Das onGs executoras
A prática do Programa Jovens Urbanos inclui a seleção
de ONGs que já atuam nas regiões defnidas. Outro crité-
rio de seleção é a atuação articulada em rede local com
reconhecimento, acesso e participação da comunidade.
A entidade também deve ter constituição jurídica que
permita receber investimentos, o que inclui gestão ad-
ministrativa e fnanceira estruturada. Além de oferecer
apoio institucional – espaço físico, infra-estrutura e um
profssional de referência. O programa dá preferência a
entidades que tenham experiência no desenvolvimen-
to de projetos voltados para jovens.
A seleção das ONGs compreende etapas de divulga-
ção do programa e convite, formulários com informações
jurídicas e características da entidade, reuniões de apre-
sentação do programa, apresentação de plano de traba-
lho, visitas técnicas e assinatura de termos de coopera-
ção técnica.
As ONGs são as executoras do programa. Seu corpo
técnico se encarrega de mobilizar os jovens e de oferecer
as condições para que participem ativamente. Mas elas
também têm que conquistar um campo de articulação,
e essa é uma estratégia que o Programa Jovens Urbanos
ajuda a incentivar. Na capacitação, as ONGs são estimu-
ladas a trabalhar de forma articulada com uma rede lo-
cal que dê sustentação aos projetos sociais.
seleção De eDucaDores
Na escolha dos profssionais, a preferência é para aque-
les com formação universitária. Eles devem ter vínculo
ou conhecer o território de atuação do programa, ter ca-
pacidade para mediar grupos diferentes e para investigar
e criar. Também devem ter talento para estimular ações
de pesquisa, articular e trabalhar em diferentes espaços
que constituem a rotina do programa de formação, dis-
posição para experimentar novas situações, além de co-
nhecimentos em informática
É fundamental que demonstrem interesse em parti-
cipar do programa - e desejável que tenham experiên-
cia em ações com jovens. Neste caso, devem apresentar
registro escrito ou visual de trabalhos dos quais já par-
ticiparam. A seleção obedece às etapas de recebimen-
to de currículos, capacitação seletiva e seleção compar-
tilhada - com a participação da equipe de coordenação
técnica e das ONGs parceiras.
seleção Dos jovens
O objetivo da seleção é dar iguais condições de parti-
cipação a todos os interessados. O candidato deve es-
tar na faixa etária entre 16 a 21 anos e enquadrar-se nos
pré-requisitos socioeconômicos dos programas públi-
cos de assistência à família – ele não pode, no entanto,
estar inscrito em nenhum programa público de transfe-
rência de renda. Precisa ter tempo disponível para parti-
cipar das atividades e comprovar endereço de moradia
na região atendida pelo Programa Jovens Urbanos. Os
candidatos passam também por um teste de conheci-
mentos básicos (leitura e produção de textos) que serve
para assegurar a possibilidade de melhor aproveitamen-
to das atividades do programa de formação.
Programa jovens urbanos 36
parcerias com poDer público
A metrópole contemporânea enfrenta uma grande de-
manda por educação, fator estratégico para a vida em
sociedade. Como projeto de responsabilidade compar-
tilhada, o Programa Jovens Urbanos parte do conceito
de que toda cidade pode ser educadora, desde que as-
suma o compromisso de planejar e organizar os estímu-
los educativos nela existentes e colocá-los à disposição
dos seus moradores.
Refexo da discussão da sociedade sobre a questão,
um grande movimento político com ampla representa-
ção democrática garantiu a implementação de uma Po-
lítica Nacional de Juventude. Levando em conta esse es-
forço, o Programa Jovens Urbanos para além de sintoni-
zar-se com a política nacional, articula e integra oportu-
nidades e programas disponíveis na agenda pública go-
vernamental em suas diferentes instâncias.
Os recursos aplicados pelo Estado em parcerias pú-
blico-privadas, como no formato proposto pelo Progra-
ma Jovens Urbanos agregam esforços e multiplicam re-
sultados. A busca de parcerias na esfera pública reco-
nhece a importância das políticas públicas e as instân-
cias técnicas de governo nas ações locais por meio de
compromissos e de apoio técnico aos programas sociais
com juventude.
A questão do acesso a renda é importante para a ju-
ventude. É a necessidade econômica que afasta a maior
parte dos jovens da escola. O auxílio monetário por meio
de bolsas repassadas pelos programas estatais nos mu-
nicípios ajuda a retardar o ingresso precoce do jovem no
mercado de trabalho durante o período de formação.
Tendo em vista esse desafo, o Programa Jovens Ur-
banos frmou parceria com a Secretaria de Assistência e
Desenvolvimento Social de São Paulo – SEADS/SP. Por
meio do Programa Ação Jovem dessa secretaria foi pos-
sível disponibilizar aos jovens uma bolsa auxílio.
A Secretaria Municipal de Trabalho da Prefeitura do
Município de São Paulo, por meio do Programa Bolsa
Trabalho, oferece uma outra bolsa, o que garantiu maior
adesão dos jovens ao programa. Esta parceria se susten-
ta na formulação técnica de um Plano de Trabalho, que
articula os compromissos e proposições do Programa
Jovens Urbanos e do Programa Bolsa Trabalho
1
, possi-
bilitando recursos aos jovens participantes durante os
14 meses de duração do programa (10 meses de forma-
ção e quatro meses de implementação de projetos na
comunidade).
Na execução da 1ª edição do programa na capital fu-
minense, a Secretaria Municipal de Assistência e Desen-
volvimento Social (SMAS/ RJ), disponibilizou bolsa du-
rante o período de formação dos jovens no programa.
A SMAS/ RJ colocou também a disposição do Jovens Ur-
banos uma listagem de ONGs conveniadas com o muni-
cípio que executam trabalho com juventude. Ofereceu
igualmente um escritório para a equipe técnica e espa-
ços adequados para a formação dos profssionais, enten-
dendo essa parceria como contrapartida à realização do
programa na cidade do Rio de Janeiro.
OprogramadaSMTrabquena3ªediçãochama-seCa-
pacitaSampaintegraagoraoProgramaBolsaTrabalho.
Programa jovens urbanos 37
A aproximação dos técnicos dessas secretarias com a equipe técnica do
Programa Jovens Urbanos possibilitou um planejamento conjunto dos pro-
cessos estratégicos, como a combinação de critérios de elegibilidade, incluin-
do os pré-requisitos técnicos e legais para a adesão do jovem à política de
bolsas. Processos de comunicação social nos territórios de intervenção do
programa garantiram visibilidade e transparência no processo de seleção
dos jovens. Procedimentos administrativos de gestão e controle garantiram
o acompanhamento da freqüência às atividades do programa.
Os exemplos acima mostram que a consolidação de um campo de relações
institucionais é importante para dar sustentabilidade e legitimidade à ação, e
para tanto são necessários o reconhecimento e o acesso às diferentes políticas
públicas de juventude existentes no âmbito municipal, estadual e federal. Quan-
to maior a esfera de relações e contatos com diferentes atores sociais e espaços
de articulação e debate (fóruns, conselhos, redes), maiores as possibilidades de
parcerias para responder aos enormes desafos e demandas dos jovens.
parceiros e assessores tecnolóGicos
Estabelecida a rede com o poder público, iniciam-se as articulações para a
sustentação tecnológica do programa.
Para sua proposta formativa o Jovens Urbanos depende de parceiros tecno-
lógicos. O acesso dos jovens à tecnologia em cursos, visitas e ofcinas é viabiliza-
do com a integração em rede desses parceiros. Em diferentes áreas de atuação,
cada parceiro oferece um conjunto de conhecimentos tecnológicos por meio
de estratégias metodológicas de experimentação, exploração e produção.
Para identifcar, engajar e garantir a fruição de parceiros tecnológicos
entre os grupos jovens foi necessário estabelecer procedimentos-padrão
como defnir interlocução técnica no programa atuando como referência
nos contatos com as diferentes organizações. Uma rotina de registros das
reuniões ajuda na produção de planos de trabalho conjunto, discutidos e
defnidos tecnicamente. Com o plano de trabalho defnido, formaliza-se a
parceria, com a assinatura de Termos de Cooperação Técnica.
Programa jovens urbanos 38
formação Dos profissionais:
eDucaDores e coorDenaDores
A formação dos profssionais das ONGs (educadores e coordenadores) ação
estratégica do programa, é realizada pela equipe técnica PJU e também por
especialistas contratados em temas relevantes da juventude.
Os educadores e coordenadores são responsáveis pela execução, gestão
e gerenciamento do processo educativo junto aos jovens. A excelência do
trabalho destes profssionais garante a efetividade do programa e a quali-
dade das práticas de formação nele indicadas.
Alguns princípios têm orientado as ações de formação desenvolvidas
pelo Programa Jovens Urbanos. São eles:
• A aprendizagem se dá nas relações entre os sujeitos, conhecimentos,
objetos, espaços e tempos.
• As diferenças (os saberes, práticas, modos de ser de cada um dos envol-
vidos) são repertórios que devem ser considerados e respeitados.
• Os repertórios dos profssionais, combinados com outros repertórios (di-
dáticos, artísticos, tecnológicos, de circulação e usufruto do potencial da
cidade) potencializam a criação de arranjos educativos diferenciados e
qualifcados.
A formação deve garantir, como condição para o alcance dos objetivos pro-
gramáticos, que profssionais das ONGs possam incrementar e qualifcar
seus repertórios teóricos e metodológicos de ação com juventude. Nesse
sentido, cabe ao Programa Jovens Urbanos implementar experiências de
aprendizagem diversifcadas que permitam a coordenadores e educado-
res a apropriação:
• da metodologia do programa: cartografa, exploração, experimentação
e produção;
• de múltiplas possibilidades de práticas formativas de exploração, expe-
rimentação e produção, considerando os territórios da cidade destaca-
dos pelo programa: artes, letras, saúde, esporte/lazer; ciências, mundo
do trabalho e políticas públicas;
• de subsídios necessários para fomentar, apoiar e sustentar a formula-
ção e a implementação de ações de intervenção na cidade pelos jovens
participantes.
Para responder a esses objetivos, o programa criou um conjunto de estratégias:
• Encontros presenciais – seminários, módulos, ofcinas, encontro de mo-
bilização, encontro de avaliação, colóquio;
• Acompanhamento a distância – Uso de ferramentas da internet (blogs, si-
tes e listas de discussão);
• Visitas técnicas.
A coordenação dos encontros, independentemente de seu formato, é fei-
ta em dupla de técnicos – enquanto um fca responsável pelo apoio e re-
gistros escritos e fotográfcos e o outro fca responsável pela condução da
atividade.
Programa jovens urbanos 39
formação inicial
Dos eDucaDores e
coorDenaDores
No Programa Jovens Urbanos o pro-
cesso de formação dos profssionais
divide-se em duas etapas: formação
inicial (antece o inicio do trabalho dos
educadores com os jovens) e forma-
ção continuada (concomitante ao tra-
balho realizado com os jovens)
A formação inicial apresenta
o programa, seus componentes e
agentes envolvidos, garantindo o
planejamento das ações formativas.
Este processo acontece antes das
ações de formação dos jovens.
Considerando a amplitude e a
complexidade da estrutura e funcio-
namento do programa, esses encon-
tros têm em geral carga horária sig-
nifcativa (em média, 80 horas com
o conjunto dos profssionais)
Nestes encontros são implemen-
tadas ações para que os coordena-
dores e educadores vivenciem a
metodologia proposta pelo progra-
ma, assim como realizem o plano de
trabalho de formação que realizarão
com os grupos de jovens.
Importante destacar que o Pro-
grama Jovens Urbanos opta pelo tra-
balho conjunto entre educador (dire-
tamente responsável pela execução
do processo formativo) e coordena-
dor (responsável por garantir as con-
dições pedagógicas, administrativas
e logísticas para a execução do pro-
cesso formativo).
O coordenador tem papel fun-
damental no programa, já que é ele
quem acompanha, dá suporte e res-
ponde às demandas e necessidades
do educador e do grupo de jovens
no cotidiano das organizações. Uma
das estratégias é a de recomendar
que o coordenador seja do quadro
de profssionais efetivo da organiza-
ção e participe dos processos de for-
mação com os de educadores, como
meio de garantir que os aportes for-
mativos possam perdurar e ser mul-
tiplicados nas ONGs, após o término
do programa.
Alguns conteúdos e temas centrais
da formação inicial:
• Alinhamento conceitual
• Juventudes contemporâneas
• Juventudes e culturas
• Juventudes e direito à cidade
• Juventudes e tecnologias con-
temporâneas:
• Referenciais teórico-metodoló-
gicos de formação de juventu-
des urbanas
• Cartografa, exploração, experi-
mentação e produção
• Leitura, produção de textos e re-
gistro
• Tecnologia, alfabetização cientí-
fca e mundo do trabalho;
• Questões étnico-raciais, de gêne-
ro e diversidade sexual;
• Estrutura programática da for-
mação dos jovens – apresenta-
ção e validação dos cinco pro-
cessos de formação dos jovens:
Adesão, Vidas na cidade, Cidade
em nós, Nós na cidade e Acom-
panhamento;
• Planejamento dos processos de
formação dos jovens
Também durante a formação inicial,
os coordenadores e os responsáveis
pela gestão administrativo-fnancei-
ra das ONGs recebem capacitação
sobre prestação de contas, registro
e repasse de informações (como,
por exemplo, número de explora-
ções realizadas, gastos com trans-
portes etc).
Programa jovens urbanos 40
Programa jovens urbanos 41
Esta etapa compreende as ações de formação
junto aos jovens, educadores e coordenadores
das ONGs bem como as atividades de monitora-
mento e avaliação destas ações. Realiza-se poste-
riormente às ações preparatórias e tem duração
de 10 meses.
Programa
ExEcução do
Programa jovens urbanos 42
a
formação continuada dos
Profissionais
A formação continuada dos profssionais é um proces-
so paralelo à formação dos jovens. Consiste na produ-
ção de estratégias de enfrentamento dos desafos que
surgem na ação do programa. Trata-se de um dispositi-
vo que tem a função de facilitar a implementação, diri-
mir dúvidas, articular, acompanhar e retroalimentar con-
tinuamente as ações realizadas pelas ONGs.
A formação continuada obedece a três procedi-
mentos: visitas técnicas, encontros regionais e encon-
tros gerais.
As visitas técnicas, ao possibilitar que a equipe téc-
nica tenha contato direto com os grupos jovens em mo-
mentos de formação nas ONGs, têm como perspectiva
apreender o programa “em movimento”, trazendo à tona
a percepção e avaliação dos jovens a respeito das ações
vivenciadas por eles no Jovens Urbanos.
As visitas permitem, também, perceber e analisar
em que medida as ações formativas desenvolvidas pe-
los educadores dialogam com as propostas e metas do
programa. De posse de tais subsídios, defnem-se enca-
minhamentos e ações imediatas que respondam às di-
ferentes realidades, necessidades e interesses das ONGs
e jovens.
As visitas técnicas ocorrem uma vez por mês, sem-
pre nas ONGs, durante os dias de atividades com os gru-
pos, e prevêem encontros para orientação técnica com
os educadores e coordenadores. São realizadas por in-
tegrantes da equipe técnica e têm duração de seis ho-
ras por visita.
Os encontros regionais têm como objetivo socia-
lizar as experiências formativas vivenciadas no distrito,
acompanhar as práticas planejadas e executadas e, em
especial, identifcar particularidades e demandas espe-
cífcas do distrito que se relacionam com as ações de-
senvolvidas pelas ONGs.
Ocorrem sempre nas ONGs de uma mesma região,
visando estimular a circulação e o intercâmbio de ex-
periências e práticas formativas. Têm duração de qua-
tro horas por encontro.
Por fm, os encontros gerais têm como objetivo pro-
duzir refexões coletivas sobre as ações previstas no pla-
nejamento e as práticas realizadas. Os educadores se de-
bruçam sobre o processo formativo forjado por eles.
aÇÕes
Formação continuada (encontros gerais,
encontros regionais e visitas técnicas).
ConDIÇÕes
Contratação de assessorias especializadas
de acordo com demandas identifcadas.
realização de encontros presenciais perió-
dicos entre profssionais das ongs e equi-
pe técnica do Cenpec.
Incursões da equipe técnica às ongs exe-
cutoras.
aneXo 14 – roteiro de visita técnica
objeTIvos
Fortalecer a ação dos coordenadores e edu-
cadores por meio de acompanhamento da
prática cotidiana.
Promover o intercâmbio de práticas educa-
tivas e de gestão entre as ongs integran-
tes do programa.
analisar coletivamente o desempenho e
adensar a compreensão sobre o limiar do
programa.
Programa jovens urbanos 43
A percepção e a refexão coletiva deste processo pos-
sibilitam ao grupo de educadores e coordenadores no-
mear potências e fragilidades, sistematizar e dar visibili-
dade ao caminho de suas experiências e aprendizagens.
O objetivo é que os profssionais identifquem desafos
e possibilidades do trabalho que desenvolvem e se re-
conheçam fortalecidos para criar percursos formativos
qualifcados e sustentáveis.
Acontecem trimestralmente com presença conjun-
ta dos profssionais das ONGs executoras e têm duração
de oito horas por encontro.
formação dos jovEns
O Programa Jovens Urbanos desenvolve uma metodolo-
gia de formação orientada pela perspectiva cartográfca
e pelo desenvolvimento das estratégias de exploração,
experimentação e produção. Agregam-se a essa meto-
dologia os conteúdos de formação organizados em seis
territórios formativos:
• Territórios escolares e das letras;
• Territórios das artes;
• Territórios da saúde, do lazer e dos esportes;
• Territórios das ciências;
• Territórios do mundo do trabalho;
• Territórios das políticas públicas.
açÕEs oBjEtivos condiçÕEs
Formação dos jovens nas ONGs Implementar processo de formação dos jovens
nas localidades, de acordo com a metodologia
(cartografa) e estratégias de exploração, e
produção.
Realização de encontros presenciais dos grupos jovens
com carga horária de 12 horas semanais, distribuídas ao
longo de três encontros semanais.
ANEXO 16: Orientações gerais para a realização das
explorações cartográfcas
Formação dos jovens:
explorações e
experimentações
Propor diferentes explorações e
experimentações que tenham como
operadores sociais: a cidade, as culturas
urbanas e as tecnologias contemporâneas
1
.
Realização de explorações
2
nos territórios formativos do
Programa Jovens Urbanos.
Realização de experimentações
3
também organizadas
pelos territórios destacados pelo programa.
Encontros públicos ou
Culminâncias
4
Apresentar, para diferentes públicos, as
produções dos jovens.
Promover encontros de socialização,
confraternização, temáticos etc, entre os jovens
e entre os jovens e outros públicos.
Estabelecimento de parcerias para uso de equipamentos
públicos com condições adequadas para sediar o evento.
Acompanhamento e suporte técnico, de logístico e
fnanceiro às ONGs e aos jovens.
1 As experimentações são propostas pelo PJU via assessores ou parceiros tecnológicos.
2 Realização de circuitos e trajetos em escala local e global da cidade; realização de visitas a diferentes espaços da cidade (museus, ruas, parques, praças,
cinemas, centros culturais, empresas, equipamentos públicos, órgãos de governo etc.). Os territórios de formação do programa são: territórios das artes e das
letras, das artes, das ciências e das tecnologias, da saúde/lazer e esportes, do mundo do trabalho e das políticas públicas.
3 As experimentações são desenvolvidas por meio de ofcinas que acontecem nas ONGs ou em equipamentos disponibilizados pelos parceiros e assessores,
com carga horária mínima de 32 horas.
4 Esses eventos são organizados e implementados pelos jovens com o suporte e apoio das ONGs e do PJU.
Programa jovens urbanos 44
CarTograFIa
orienta a leitura e a produção de
sentidos sobre realidades dos ter-
ritórios. Convoca uma percepção
mais atenta aos percursos e cami-
nhos rotineiros e suas culturas ha-
bituais, promovendo o desenvolvi-
mento de sensibilidades e o envol-
vimento refexivo dos jovens com os
territórios da cidade.
eXPerImenTaÇão
engaja os grupos jovens em situa-
ções diferentes de suas referên-
cias habituais, permitindo conhe-
cer e vivenciar diferentes tecno-
logias, conhecimentos e repertó-
rios culturais que compõem a vida
na cidade.
ProDuÇão
estimula a capacidade inventiva
e de atuação do jovem na cidade,
materializando os efeitos produ-
zidos pelas vivências de explora-
ção e experimentação.
eXPloraÇão
Identifca o funcionamento, ca-
racterísticas e códigos das rela-
ções sociais, dos equipamentos e
serviços, das tecnologias presen-
tes na cidade. aguça o olhar sobre
o múltiplo cultural presente nos
cenários urbanos.
Cartografa
Orienta a leitura e a produção de sentidos sobre realida-
des dos territórios. Produz uma percepção mais atenta
aos percursos e caminhos rotineiros e suas culturas ha-
bituais, promovendo o desenvolvimento de sensibilida-
des e o envolvimento refexivo dos jovens com os terri-
tórios das cidades. O conceito é utilizado como nortea-
dor das estratégias de exploração, experimentação e
produção que, por sua vez, se entrecruzam com traje-
tórias denominadas “culturais”, “tecnológicas”, e “no mer-
cado de trabalho”.
Objetivos da investigação cartográfca na formação
dos jovens:
• Produzir um olhar mais atento dos jovens sobre percur-
sos e caminhos rotineiros e sobre culturas habituais;
• Promover o desenvolvimento de sensibilidades e o
envolvimento refexivo dos jovens com os territórios
da cidade;
• Conhecer e explorar espaços na cidade onde estão
concentradas práticas juvenis, artísticas, tecnológi-
cas, relativas ao mundo do trabalho, das políticas, das
ciências, de promoção da saúde, de lazer e de espor-
tes para reconhecer e diferenciar seus modos de fun-
cionamento e organização de acordo com cada con-
texto humano e territorial;
• Promover encontros dos jovens com os territórios da
cidade, provocando situações de debate quanto às
posições que eles assumem nas práticas e espaços
culturais;
• Desenvolver uma leitura pluricultural dos potenciais
da cidade;
• Apropriar as singularidades presentes na vida urba-
na a partir de experimentações de situações urbanas
variadas;
• Produzir redes de sentido e de vida renovadas na
cidade;
• Provocar o surgimento de novas modalidades de se
agregar, de trabalhar, de criar sentido, de inventar dis-
positivos de valorização da vida comum e de autova-
lorização.
Exploração
Para o programa, explorar signifca identifcar o funcio-
namento, características e códigos das relações sociais,
dos equipamentos e serviços, das tecnologias presentes
na cidade. As práticas de exploração na cidade aguçam
o olhar sobre o múltiplo cultural presente nos cenários
urbanos. Acontecem por meio de incursões a ambientes
urbanos e campos tecnológicos nos distritos e bairros
onde os jovens residem e outros espaços da cidade.
Programa jovens urbanos 45
Experimentação
As experimentações têm como pers-
pectiva engajar os grupos jovens
em situações diferentes de suas re-
ferências habituais. Elas permitem
conhecer e vivenciar diferentes tec-
nologias, conhecimentos e repertó-
rios culturais que compõem a vida
na cidade. A experimentação é pos-
ta em prática em ofcinas tecnológi-
cas, chão de fábrica, chão de terri-
tórios com auxílio de parceiros e as-
sessores contratados e também pe-
las ONGs participantes.
Produção
As produções visam estimular a ca-
pacidade inventiva e de atuação do
jovem na cidade, abrindo caminho
para novas produções, individuais e
coletivas. Os produtos tornam con-
cretos os efeitos gerados pelas expe-
riências de exploração e experimen-
tação, combinando diferentes sen-
tidos em torno de refexões e ações
compartilhadas. É um momento de
síntese da vivência e do conheci-
mento apropriado.
tErritÓrios
formativos
A cartografa e as estratégias de ex-
ploração, experimentação e produ-
ção atravessam todos os territórios
formativos e constituem um arran-
jo curricular marcado mais pelas re-
lações da juventude com a cidade e
menos pelos conhecimentos estabe-
lecidos em disciplinas.
Ao realizarem as explorações car-
tográfcas na cidade, ao ampliarem
as práticas de circulação e apropria-
ção dos espaços urbanos (acesso a
bens materiais e simbólicos, recur-
sos e serviços) e ao elaborarem car-
tografas disparadas pelas explora-
ções cartográfcas em diferentes ter-
ritórios, os jovens poderão qualifcar
e produzir novos sentidos e vínculos
com a cidade.
Assim, os percursos cartográfcos,
as explorações, experimentações e
produções serão organizados e rea-
lizados de acordo com os territórios
formativos já destacados.
Importante considerar que trata-
se aqui de certo conceito de territó-
rio. Território como rede de relações
e não como espaço. O território não é
um receptáculo, não é um continen-
te, não é um vaso dentro do qual in-
serimos as relações sociais, políticas,
econômicas, ou seja, o território não
é algo neutro. O território constitui,
condiciona, instaura relações e pode
potencializá-las ou destruí-las a de-
pender dos arranjos que se teçam. É
preciso fazer essa distinção para que
possamos ter uma ferramenta con-
ceitual para abordar a crise urbana,
pois a abordagem espacial não dá
conta mais disso.
Desse ponto de vista propomos
alguns recortes territoriais que têm
sinergia com as juventudes.
critÉrios
Para a EscoLHa
dos tErritÓrios
formativos
Um critério considerado fundamen-
tal na escolha dos territórios é o fato
de marcarem a atualidade da vida
urbana, atravessando hábitos e ro-
tinas, relações e formas de comuni-
cabilidade das pessoas que vivem na
cidade. Nessa direção, os processos
escolares, as artes, as ciências, o la-
zer, os esportes, o trabalho e os cui-
dados com a saúde atendem de for-
ma especial a esse critério, tendo em
vista a forte presença de suas práti-
cas e saberes no universo da vida ur-
bana contemporânea.
Um segundo critério foi mobili-
zado pelo fato de esses territórios
comportarem modos de funcio-
namento que aglutinam públicos
com perfs diferenciados e de mui-
tas de suas práticas ocorrerem por
meio de algum tipo de agrupamen-
to de pessoas em espaços específ-
cos. São, portanto, territórios cultu-
rais que atravessam um público am-
plo e variável.
Um outro critério orientador da
escolha deve ser o interesse em apro-
ximar os jovens de campos de signif-
cados que se interseccionam na vida
da cidade, de maneira a possibilitar
que esses jovens visualizem pontos
de tensão, alianças e rupturas varia-
dos entre as formações culturais.
Programa jovens urbanos 46
Um critério também importante que conduz as esco-
lhas dos territórios diz respeito à “zona de expressividade”
incitada por cada um deles nas pessoas que vivem na ci-
dade. Caleidoscópio de imagens, sons, máquinas, movi-
mentos, idéias e tipos de relações. Um povoado de sen-
sações, por fm. Assim, tomamos como referência que os
territórios escolares, das artes, das ciências, da saúde, do
lazer e dos esportes, do mundo do trabalho e das políticas
desencadeiam formas de expressão múltiplas na produ-
ção da vida urbana, de expansão de experiências dessas
vidas, de renovação, enfm, dos fuxos que a afetam.
Territórios escolares e das
letras
A escola é o espaço do currículo formal para o aprendiza-
do das diferentes áreas do conhecimento, essenciais para
a vida em sociedade; cabe à escola a responsabilidade de
formar jovens assegurando ganhos de aprendizagem que
favoreçam a atuação pessoal e cívica competentes.
Mas, considerando o preocupante quadro atual de
escolarização dos jovens brasileiros, esta responsabili-
dade não pode ser apenas da escola. Cabe também ao
Programa Jovens Urbanos a responsabilidade de conju-
gar esforços com o poder público, com as comunidades
e com os próprios jovens para que o direito à educação
pública seja efetivamente garantido a todos. Nesse sen-
tido, o programa estimula não apenas a freqüência esco-
lar, mas também o retorno aos estudos e a continuidade
dos processos formativos de todos os jovens que já ter-
minaram o ensino regular. Essa responsabilidade deve
se concretizar por meio da atenção às condições de vida
dos jovens, de processos de articulação e parceria com
as secretarias de educação, subprefeituras, com as esco-
las públicas, com instituições públicas que ofertam cur-
sos técnicos, pré-vestibulares, instituições privadas que
concedem descontos e bolsas, empresas que apóiam
processos de formação e estágio etc.
A aprendizagem da leitura e da escrita é um dos pa-
péis fundamentais da escola. No Programa Jovens Urba-
nos sabemos o quanto é necessário apoiar a escola nes-
ta tarefa. A leitura e escrita são conhecimentos básicos
para o processo de aprendizagem, pois são estas as fer-
ramentas que permitem acessar e produzir conhecimen-
to. Considerar a confguração de nossa sociedade como
sociedade do conhecimento, exige a formação de cida-
dãos com competência para analisar criticamente, inte-
ragir nos diferentes espaços públicos, atuar como inter-
locutores e produzir conhecimentos.
O território das letras pretende que o Programa Jo-
vens Urbanos possa ser um vetor de estímulos para o jo-
vem leitor e autor, aquele que poderá encontrar nos li-
vros, e em seus próprios textos, novas formas de alegria
e prazer em aprender.
Além disso, a aprendizagem de diversas linguagens,
por meio de diferentes gêneros discursivos, não somen-
te pode ampliar a competência lingüística e discursiva
dos jovens, mas também aponta inúmeras formas de
participação social. Assim, quanto mais os jovens do-
minarem e experimentarem situações diferenciadas de
produção de linguagem, maiores serão suas capacida-
des de comunicação, aprendizagem, participação e in-
tervenção na vida pública.
Objetivos de aprendizagem:
• Abordar as práticas de comunicação: tipos de situa-
ções de leitura, tipos de situações de exposições orais,
tipos de situações de escritas;
• Comparar os diferentes tipos de situações (leitura/
exposições orais/escritas) que circulam nos territó-
rios escolares, refetindo sobre as funções que elas
exercem na vida dos jovens;
• Estabelecer contatos ativos com os modos de comu-
nicações que circulam no ambiente urbano (exem-
plo: relatórios científcos, manuais técnicos, literatu-
ra impressa, revistas, rádios, cinema etc).
Programa jovens urbanos 47
Territórios das artes
Levando-se em conta que o movimento de busca com-
põe as características da juventude e é uma das condi-
ções para motivar processos criativos, a prática artís-
tica reverte-se em uma experiência privilegiada para
esse público.
O território das artes pretende uma aproximação en-
tre os jovens e as artes, privilegiando a liberdade de ex-
pressão que as formas de representação artística ofere-
cem. Elas permitem o exercício da escuta, do olhar, da
sensorialidade sobre as coisas da vida e a possibilidade
de os jovens encontrarem-se com suas histórias e com
suas subjetividades.
“Ao apontar para um universo de signifcações, a arte
passa do plano da estética para o plano da subjetivi­
dade, capaz de atuar positivamente no processo de for­
mação do indivíduo
1
”.
Além disso, o trabalho com artes permite que as poten-
cialidades e o senso estético dos jovens sejam vivencia-
dos, ampliados e aprofundados. Quando os jovens pro-
duzem trabalhos artísticos estão afrmando sua poten-
cialidade criadora de modo a fortalecer sua auto-estima
e se sentir bem consigo mesmos e com o mundo.
Quando falamos em arte, não estamos apenas nos re-
ferindo a explorações em museus, concertos de música
clássica, peças de teatro. Obviamente, acreditamos que
a arte, como patrimônio da humanidade, deve ser de to-
dos e se democratizar. Mas queremos também chamar
atenção para o fato de que ela pode fazer parte da vida
de cada um e com isso provocar pequenas e até gran-
des transformações.
“A educação promovida pelas ONGs democráticas, de
gestão comunitária, nos alertam acerca da importân­
cia da arte para a tolerância à ambigüidade e a explo­
ração de múltiplos sentidos e signifcações. Esta dubie­
dade da arte a torna valiosa na educação. Arte não tem
certo e errado. Tem o mais ou o menos adequado, o mais
ou o menos signifcativo, o mais ou o menos inventivo.
Nós todos que trabalhamos com arte seriamos menos
inteligentes se estivéssemos longe dela
2
”.
1 EntrevistaAnaMaeBarbosa.http://www.democra-
tizacaocultural.com.br/Conhecimento/Entrevistas/Pagi-
nas/260407_ana_mae_barbosa.aspx
2 Idem
Objetivos de aprendizagem:
• Estabelecer contatos ativos com produções artísti-
cas, historicamente constituídas;
• Reconhecer processos múltiplos de produção estética;
• Experienciar práticas artísticas;
• Dispersar a mesmice: estimular outros modos de ver
e ser visto, dizer e ser dito, representar e ser repre-
sentado, imaginar e atuar na vida da cidade;
• Usufruir o prazer de criar;
• Abrir espaços simbólicos para expressão de desejos,
necessidades e inquietações dos jovens.
Territórios das ciências
Os saberes científcos e a tecnologia hoje atuam na vida
das pessoas de maneira crucial, contudo se trata de um
saber misterioso para a maioria das pessoas: seus mo-
dos de produção e motivações permanecem obscuros
nas rotinas em que elas atuam. No geral, a relação das
pessoas com a tecnologia dá-se por meio do consumo
de seus produtos e não de seus saberes.
No Programa Jovens Urbanos o objetivo é que a ciên-
cias e as tecnologias sirvam como ferramentas ativas nos
projetos de vida juvenis e nos projetos pessoais e cole-
tivos que eles poderão produzir em suas comunidades.
Investir no revigoramento das forças comunitárias alian-
do-as aos saberes científcos e às tecnologias como fer-
ramentas – e não apenas como produtos de consumo -
perfaz a ação política do Programa Jovens Urbanos.
Ao destacar o território das ciências pretendemos
que agentes educativos responsáveis pela formação dos
jovens sejam capazes de inserir a ciência no contexto da
história das idéias, mostrando que ela é parte da cultura
Programa jovens urbanos 48
da humanidade, do processo cultural
em que é criada e não só um conjun-
to de fórmulas. A ciência é incomple-
ta, é criação dos homens. Não existe
um fm, existe uma busca e o funda-
mental é que os jovens participem
dela e não fquem somente na res-
posta, no objetivo fnal.
Além disso esperamos que as ex-
perimentações possam contemplar
demonstrações, vivências signifcati-
vas dos jovens com os saberes das ci-
ências e das tecnologias nos campos
da arte, da saúde, do esporte e lazer,
da comunicação e do meio-ambiente
etc. Infelizmente, na escola, a ciência
é ensinada no quadro-negro. E ciên-
cia é “ver para crer”... Ao fazerem ex-
perimentos, os jovens aprendem e
se maravilham, posto que participar
do processo de descoberta é muito
mais interessante e efcaz que copiar
fórmulas no quadro-negro.
Vale destacar que um dos gran-
des problemas da ciência em países
como o Brasil é que, em vez de criar
tecnologia, nós a importamos. O Bra-
sil exporta produtos agropecuários
e importa tecnologia É fundamen-
tal que comecemos a reverter essa
situação e criemos mais autonomia
tecnológica. É preciso investir na for-
mação científca e tecnológica dos
jovens, em recursos e instrumentos,
em fnanciamentos de mais pesquisa
básica, de forma que um jovem que
se especializa em física ou química
não tenha de fcar na universidade,
ou apenas se dedicar ao ensino das
ciências, mas possa produzir ciência
e tecnologia, trabalhar em indústrias
fazendo pesquisa.
Objetivos de aprendizagem:
• Conhecer os modos de produção
das ciências e das tecnologias e
suas frentes sociais;
• Realizar explorações em espaços
de pesquisas e produções cienti-
fcas e tecnológicas;
• Reconhecer os processos envolvi-
dos na comercialização e implan-
tação das tecnologias em deter-
minado contexto social;
• Reconhecer os processos de apro-
priação das tecnologias pelas co-
munidades, além do impacto pro-
duzidos em seus cotidianos e na
vida comunitária urbana (por
exemplo: qualifcação ambien-
tal, investimento na economia
das comunidades, qualidade de
produtos consumíveis etc.);
• Vincular as problemáticas e os
desafos da vida da cidade às pes-
quisas e produtos desenvolvidos
pelas ciências e pela tecnologia;
• Experimentar e participar de de-
monstrações, investigações e
manipulações científcas e tecno-
lógicas;
• Desenvolver idéias interventoras,
que possam assimilar os estudos
relativos às tecnologias já dispo-
níveis, quanto a gerar demandas
para novos estudos e orientações
de pesquisas.
Territórios da
saúde, do lazer e
dos esportes
Este território contempla várias di-
mensões da vida juvenil que se
complementam: educação, quali-
dade de vida, bem-estar, cuidados
e prevenção.
O trabalho com esses temas põe
a disposição dos jovens um leque de
oportunidades de formação e atua-
ção (como, por exemplo, em proje-
tos de formação de agentes locais
das políticas públicas de diversos se-
tores: saúde, educação, cultura, es-
portes, lazer, segurança, meioam-
biente etc.) tendo por base o terri-
tório, a construção de vínculos e da
participação da população jovem na
busca de qualidade de vida.
Programa jovens urbanos 49
No caso dos agentes jovens de
saúde comunitária, partimos do
pressuposto de que, para o acolhi-
mento dos jovens nos serviços de
saúde, se impõe a necessidade de
seu reconhecimento como sujeitos
autônomos com os quais se pode
dialogar diretamente, sem a media-
ção dos pais ou responsáveis legais.
Com isso, não se pretende excluir as
famílias da interlocução com os ser-
viços ou como mais um suporte ao
desenvolvimento da população ju-
venil. Porém, é preciso considerar
fortemente a estratégia de educação
por pares, ou seja, o desenvolvimen-
to de ações de educação em saúde
que privilegiem a abordagem de jo-
vens por outros jovens.
Vale destacar neste território o
grande potencial de fruição, de edu-
cação para a vida em comum, de
convivência e sociabilidade que os
esportes e as práticas de lazer con-
templam. No programa partimos da
idéia de que a juventude é tempo
banas – regras, tipos de organi-
zação, espaços onde se dão, rela-
ções que desenvolvem, funções
sociais a que atendem;
• Explorar e problematizar as cultu-
ras do corpo assimiladas na con-
temporaneidade: modelos de
aprimoramento físico, estético,
de saúde etc.
Territórios das
políticas públicas
No território das políticas públicas o
tema participação merece destaque.
Ao contrário do que pode pa-
recer, não nascemos sabendo par-
ticipar, participar se aprende, e se
aprende participando de diferentes
espaços e estabelecendo relações.
Refetir, formular questões, compa-
rar, propor, pesquisar, construir seu
próprio caminho são aprendizagens
fundamentais para a compreensão
crítica da sociedade e o exercício da
cidadania.
Discutir a participação política
dos jovens na sociedade não é uma
tarefa simples. Esse tema na maioria
das vezes se restringe à participação
eleitoral, do voto e das eleições. Mas
votar não garante uma participação
completa nos rumos da nação. Es-
sas questões e outras são fundamen-
tais para a compreensão da partici-
pação política.
O acesso, análise crítica e usufru-
to de políticas públicas voltadas às
juventude também integra o con-
junto de conteúdos abordados nes-
te território. Além isso, busca-se es-
timular que os jovens não se posi-
cionem como meros usuários ou
benefciários das políticas públicas
que estão sendo criadas para seu
segmento, mas que participem ati-
vamente da construção de tais po-
líticas para que estas possam efeti-
vamente garantir a todos os jovens
seus direitos de cidadania.
de formação educacional, cultural e
que, portanto, o tempo de lazer e di-
vertimento também deve ser garan-
tido como direito.
Ainda sobre questões de saúde é
preciso fazer algumas ponderações
prevenção de acidentes de trânsito
e violência. Estas questões são cer-
tamente importantes e demandam
informação da sociabilidade juvenil
e pacto entre jovens e adultos.
No entanto, no Programa Jovens
Urbanos apostamos que para am-
pliar as possibilidades de escolhas
responsáveis dos jovens é necessá-
rio compreender as manifestações
de seus problemas de saúde como
expressão da vulnerabilidade dessa
população diante das difculdades e
obstáculos experimentados em ou-
tras dimensões de suas vidas. Mui-
tas vezes hábitos e comportamen-
tos estão relacionados com outras
dimensões que não podem ser re-
duzidas apenas à dimensão do cui-
dado e prevenção de riscos.
Objetivos de aprendizagem:
• Reconhecer as práticas esportivas
e de lazer como oportunidades
privilegiadas para a criação de vín-
culos comunitários na cidade;
• Reconhecer as atitudes que vi-
goram nas práticas de promoção
da saúde, de lazer e esportivas de
determinada comunidade, inda-
gando sobre seu campo valora-
tivo e modos de funcionamento
na vida das pessoas;
• Reconhecer e valorizar espaços e
práticas de prevenção, de cuida-
dos com o corpo e de promoção
da saúde;
• Conhecer e experienciar as for-
mas de comunicação corporal
(danças, rituais, coreografas etc.),
presentes na cidade, bem como
suas funções sociais;
• Reconhecer jogos e brincadeiras
realizados nas comunidades ur-
Programa jovens urbanos 50
Objetivos de aprendizagem:
• Identifcar e problematizar os diferentes sentidos atri-
buídos à política, as implicações dessas idéias para a
vida coletiva e qual o papel dos cidadãos, especial-
mente dos jovens, nos caminhos políticos de sua ci-
dade, de seu estado e país;
• Reconhecer e examinar criticamente as políticas pú-
blicas, especialmente aquelas dirigidas às juventudes
e às suas comunidades;
• Reconhecer e valorizar diferentes formas e espaços de
participação política presentes na vida da cidade;
• Identifcar o modo de funcionamento dos poderes
do Estado: história, natureza, função etc.
Territórios do mundo do
trabalho
Uma das mais importantes e urgentes pautas da juven-
tude brasileira são as questões do mundo do trabalho e
as possibilidades de consumo.
De acordo com a idéia de desenvolvimento integral dos
jovens, é necessário que discutamos conjuntamente a di-
mensão da educação e do trabalho na vivência juvenil. Pa-
rece ser aqui que ganha maior visibilidade e importância a
proposta de pensar o jovem de uma perspectiva que articu-
le a formação e a experimentação. Por isso no Programa Jo-
vens Urbanos apostamos que quanto mais os jovens aces-
sarem, explorarem e experimentarem diferentes possibili-
dades de trajetórias laborais mais capacitados estarão para
fazer escolhas, para criar projetos de vida que contemplem
seus potencialidades e seus desejos de futuro.
Neste território espera-se que o mundo do trabalho
seja discutido e analisado pelos jovens a partir das com-
plexidades, demandas emergentes e das suas inúmeras
possibilidades produtivas, tudo isso combinado à reali-
dade dos contextos de vida da juventude.
Objetivos de aprendizagem:
• Reconhecer o impacto das tecnologias sobre o tra-
balho no setor eletrônico, de serviços, do meio am-
biente, de comunicação e outros;
• Compor currículo e ampliar campos de empregabi-
lidade;
• Despertar interesses de ação produtiva – setores em que
desejem atuar ou se aprofundar profssionalmente;
• Propiciar experiências produtivas em emergência no
quadro das economias de trabalho, valendo-se de ex-
plorações e experimentações em chãos de fabrica e
escritórios ou centros tecnológicos;
• Produzir bens e saberes e fazê-los atuar no cotidia-
no de territórios;
• Aliar uso de tecnologias – produtos e bens tecnoló-
gicos – a perspectivas sociais e políticas que advo-
guem novas formas de vida na cidade;
• Reconhecer diferentes atividades laborais vinculadas
às tecnologias;
• Reconhecer diferentes espaços de desempenho pro-
fssionais;
• Elaborar produtos com uso de saberes tecnológicos
do mundo do trabalho;
• Utilizar e combinar múltiplas práticas laborais, para
a concretização de projetos pessoais e de ações co-
letivas na cidade.
Abaixo, quadros com sugestões de práticas de explora-
ção, experimentação e produção relativas a cada um dos
territórios formativos:
PaRa ExPlORaR
Territórios escolares e das letras Bibliotecas, salas e centros de leitura, salas de aula, escolas, livrarias, grupos de estudos, grupos de trabalho,
encontros de pesquisas etc.
Territórios das artes Shows, peças teatrais, cinema, mostras, exposições, apresentações etc.
Territórios da saúde, dos
esportes e do lazer
Postos de saúde, hospitais, ruas, centros esportivos, academias, escolas de expressão corporal, praças etc.
Territórios das ciências Laboratórios, centros de pesquisa, instituições científcas, espaços públicos, residências etc.
Territórios das políticas
públicas
Grêmios escolares, grupos comunitários, organizações, associações de bairro, movimentos urbano-sociais,
sindicatos, instituições de governo (assembléia legislativa, câmara dos vereadores, palácio dos Bandeirantes)
etc.
Territórios do mundo do
trabalho
Comércios, centros comerciais, empresas, indústrias, universidades, organizações do terceiro setor etc.
Programa jovens urbanos 51
PaRa ExPERimENtaR
Territórios escolares e
das letras
Saberes, competências e tecnologias de escrita: elaboração de textos nos mais variados gêneros: poesia, opinião,
cartas, memórias etc.
Leitura dramatizada, contação de histórias, declamação etc.
Elaboração, revisão, divulgação e distribuição de textos escritos em diversos suportes (jornais, fanzines, revistas,
blogs, sites etc.)
Território das artes Saberes, competências e tecnologias de criação de vídeos, programas de televisão, espetáculos de dança, de teatro,
de música e performance (roteiro, captação de sons e imagens, digitalização, montagem, produção, fgurino, cenário,
roteiro, arte, fotografa etc.)
Saberes, competências e tecnologias de intervenções artísticas na cidade (lambe-lambe- decalque, grafte etc.)
Montagem e produção de exposições/ mostras/catálogos/ de fotografas, de esculturas, de pinturas.
Técnicas e saberes de design, arte gráfca etc.
Territórios da saúde, dos
esportes e do lazer
Ciência e tecnologias do esporte: programas computadorizados que permitem estudar músculos, articulações
e forças presentes no gesto esportivo, medicina esportiva (prevenção e formas de tratamento), técnicas de
treinamento e equipamentos tecnológicos (bicicletas aerodinâmicas, tecidos que aceleram a evaporação do suor,
radares que detectam a velocidade da bola nas cortadas e saques do tênis de campo e do vôlei, chips que registram
constantemente a posição dos competidores em provas de percurso, como maratonas, feixes de luz que medem
cada etapa do salto triplo e dão o alcance real do salto em altura etc.).
Psicologia do esporte.
Competição x cooperação, esporte como profssão etc.
Técnicas de expressão corporal e atividades psicofísicas (ioga, massagem, meditação etc.).
Saberes sobre saúde pública (formas de combate às doenças e ao sedentarismo urbano, modelos de prevenção,
saneamento básico, técnicas hospitalares e medicinais, agentes de saúde pública).
Saberes, competências e tecnologias de saúde laboral e de promoção de qualidade de vida no trabalho.
Territórios das ciências Ciência e tecnologias do meio ambiente (paisagismo, reforestamento e arborização, utilização de reciclagem de
entulhos na construção civil, vias públicas e circulação humana, reuso da água, eletricidade residencial e energia
solar, manejo do solo urbano - uso, ocupação e conservação -, reciclagem e compostagem de resíduos sólidos,
tratamento de água nas cidades, trânsito e poluição atmosférica e ecossistema urbano)
Saberes, competências e tecnologias da produção de alimentos (hortas urbanas, reaproveitamento de alimentos,
cozinha industrial etc.).
Saberes, competências e tecnologias da produção de cosméticos e outras conforme vocação econômica dos
distritos.
Territórios das políticas
públicas
Concepção e função das políticas públicas, conhecimento e problematização das prioridades das políticas públicas
no distrito e do Estatuto da Juventude.
Concepção, formatos e funcionamento dos poderes do Estado e das instâncias e estratégias de participação política:
sufrágio, movimentos estudantis, sindicais, grupos organizados da sociedade civil.
Conselhos (municipais, estaduais, federais etc.).
Territórios do mundo do
trabalho
Administração de negócios (tipos de empresa, cooperativas, plano de negócio, plano fnanceiro, pesquisas de
mercado, compras, estabelecimento de preços, marketing, propaganda e vendas).
Administração de pessoas (cooperativismo, divisão do trabalho, relação interpessoal no trabalho, remuneração,
comunicação assertiva, prevenção à saúde e promoção de qualidade de vida no trabalho).
Terceirização de serviços e funcionamento empresarial.
Serviços informatizados.
Processo de produção industrial (tipos de produto, maquinarias, controle de qualidade e impactos sociais etc.).
Programa jovens urbanos 52
PaRa PROduziR
Territórios escolares e das
letras
Saraus, encontros de estudos.
Rodas de leitura.
Contação de histórias.
Fanzines, revistas, jornais, cadernos de memórias, de poesias etc.
Peças teatrais.
Mostra de vídeos etc.
Debate público /comunitário.
Territórios das artes Espetáculos teatrais, de dança, perfomance.
Intervenções artístico-urbanas.
Exposições de arte: escultura, fotografa, pintura.
Catálogos de arte: fotografa, escultura, pintura.
Mostras de vídeos.
Territórios da saúde, dos
esportes e do lazer
Campanhas de saúde preventiva ou de redução de danos a saúde.
Campanhas de divulgação e realização de atividades esportivas e psicofísicas no bairro.
Realização de eventos esportivos.
Pesquisa sobre condições de saúde no bairro.
Projeto de saúde pública para o bairro: formação de agentes de saúde comunitários.
Territórios das ciências Projetos de intervenção urbana: paisagismo, de arborização e reforestamento do bairro.
Projeto de conscientização ambiental e tratamento de resíduos sólidos
Hortas urbanas coletivas.
Campanhas sobre reaproveitamento de alimentos, reciclagem, compostagem.
Linha de cosméticos artesanais.
Livro de culinária sobre organização e organização e feitura de jantares ou degustações.
Reaproveitamento de alimentos.
Territórios das políticas
públicas
Grêmios nas escolas.
Conselho jovem na ONG.
Caderno de Propostas dos jovens para a cidade via conselhos de juventude, partidos e candidatos políticos,
associação de moradores de bairro, movimentos organizados da sociedade civil, ex: Todos pela Educação.
Territórios do mundo do
trabalho
Projeto profssionalização com escolha de carreira.
Projetos de Cooperativas, associações ou pequenos negócios.
Estratégias de propaganda e marketing para os projetos de intervenção etc.
Programa jovens urbanos 53
matriz Programática dE
formação dos jovEns
Considerando a metodologia (cartografa, exploração,
experimentação e produção) e os conteúdos do progra-
ma (territórios formativos), foi criada uma matriz progra-
mática que orienta a formação dos jovens.
Esta matriz organiza-se em quatro processos: Ade-
são, Vidas na cidade, A cidade em nós e Nós na cidade.
Cada um desses processos tem objetivos e tempo de du-
ração específcos, assim como agentes educativos res-
ponsáveis. Ao fnal do segundo e do quarto processos,
dá-se a realização de encontros para apresentar as pro-
duções dos jovens.
PROcEssOs ObjEtivO
aGENtEs EducativOs
REsPONsávEis
Adesão
Seleção
Cadastro
(2 meses)
Integrar os jovens ativamente no programa reconhecendo-os responsáveis
por suas escolhas e com direito de apreender a dinâmica e expectativas do
programa.
Mobilizar maior adesão possível dos jovens ao programa.
Equipe de coordenação técnica
Educadores e coordenadores
das ONGs
Vidas na cidade
Cartografando a memória
e cartografando o
presente: experiências e
conhecimentos na/sobre a
idade (2 meses)
Dar visibilidade aos sentidos e vínculos que os jovens têm com a cidade.
Ampliar a circulação em diferentes territórios da cidade.
Qualifcar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos jovens com a cidade
(acesso a bens materiais e simbólicos, recursos e serviços).
Educadores e coordenadores
das ONGs
divulGaÇÃO das PROduÇÕEs
A cidade em nós
Experimentando recursos
tecnológicos e se
implicando com a cidade
(3 meses)
Expandir / qualifcar conhecimentos em alguns territórios formativos.
Ampliar a circulação na cidade.
Qualifcar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos jovens com a cidade
(acesso a bens materiais e simbólicos, recursos e serviços)
Educadores e coordenadores
Assessores tecnológicos
Parceiros tecnológicos
Nós na cidade
Implementando um projeto
de intervenção coletivo na
cidade.
(3 meses)
Exercitar a capacidade de intervenção e contribuição dos jovens a vida
pública.
Ampliar a circulação.
Qualifcar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos jovens com a cidade.
Educadores e coordenadores
Assessores tecnológicos
Parceiros tecnológicos
divulGaÇÃO das PROduÇÕEs
Programa jovens urbanos 54
1º processo formativo - Adesão
aDesão
Integrar os jovens ativamente no programa reconhecendo-os
responsáveis por suas escolhas e com direito de apreender
a dinâmica e expectativas do jovens urbanos.
2 meses
2º processo de formação - Vidas na cidade
vIDas na CIDaDe
Cartografando a
memória e carto-
grafando o presen-
te: experiências e
conhecimentos na/
sobre a cidade.
Dar visibilidade aos sentidos e vínculos que os jovens têm
com a cidade.
2 meses
ampliar a circulação.
Qualifcar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos jo-
vens com a cidade (acesso a bens materiais e simbólicos,
recursos e serviços).
Durante este processo, educado-
res e coordenadores realizam, com
o suporte e acompanhamento da
equipe de coordenação técnica, di-
ferentes ações com intuito de pro-
duzir a maior adesão possível dos
jovens ao programa.
Por meio da proposição de algu-
mas experiências de aprendizagem
espera-se que os jovens vivenciem ati-
vamente as mais importantes idéias e
práticas do Jovens Urbanos.
Sugerimos que as atividades ini-
ciem-se com propostas de apresen-
tação pessoal por meio da elabora-
ção de auto-retratos, depois que se
trabalhe a cartografa no bairro e na
cidade, as explorações e experimen-
tações e por fm o tema tecnologias
na cidade.
Acreditamos que ao compreen-
derem e apreenderem a dinâmica,
o funcionamento e as propostas do
programa, a adesão dos jovens será
feita de forma mais qualifcada, cons-
ciente e autônoma.
Programa jovens urbanos 55
Neste processo pretende-se que
os jovens, ao realizarem as explora-
ções cartográficas na cidade, am-
pliem as práticas de circulação e
apropriação dos espaços urbanos
(acesso a bens materiais e simbóli-
cos, recursos e serviços).
Ao elaborarem cartografas dis-
paradas pelas explorações carto-
gráfcas em diferentes territórios da
cidade, os jovens poderão ampliar
seus repertórios no campo das artes,
do letramento etc. e também qualif-
car e produzir novos sentidos e vín-
culos com a cidade.
Todas as propostas aqui registra-
das estão organizadas por território
formativo. Diferentemente da eta-
pa anterior, cada proposta tem au-
tonomia em relação às demais, ou
seja, não seguem uma ordem para
serem realizadas.
tERRitóRiOs EscOlaREs E das lEtRas
Objetivos Ampliar e enriquecer repertórios no campo da literatura.
Estimular a produção de textos e o trabalho coletivo.
Valorizar e dar a ver as histórias de vida dos jovens, reconhecendo-as como patrimônios existenciais das
juventudes.
Atividades Memórias.
Suportes e materiais básicos Cópias dos textos e excertos autobiográfcos.
Práticas de circulação Pesquisa/ entrevista com atores da comunidade.
Evento de socialização: evento de autógrafos nas escolas do bairro.
Produção Produção de textos de memórias da escola, da casa e da cidade.
Evento de socialização: autógrafos nas escolas do bairro.
tERRitóRiOs das aRtEs
Objetivos Potencializar o sentido de pertencimento à casa, à rua, ao bairro e à cidade.
Refetir sobre a relação estabelecida entre lugares e realidades – e como essas diferentes relações nos
infuenciam, nos formam e nos constituem.
Incrementar as relações dos jovens com a cidade do ponto de vista artístico e estético.
Exercitar capacidade de intervenção e produção nos espaços públicos.
Atividades A casa.
Criando um espetáculo de rua.
Suportes e materiais básicos Músicas e poesias que abordam a importância dos territórios de moradia na formação, no desenvolvimento e
na história de vidas das pessoas.
Materiais e suportes específcos para ação de intervenção no bairro.
Possível assessoria para intervenção no bairro.
Material para a produção de fgurino: tecidos, roupas, acessórios, maquiagens, calçados etc.
Práticas de circulação Pesquisa para intervenção nos lugares marcantes da comunidade.
Explorações cartográfcas nos espaços do bairro nos quais se realizam e que podem receber espetáculos
teatrais.
Explorações/conversas com grupos teatrais.
Fruição de espetáculos teatrais no bairro e a na cidade.
Produção Intervenções artísticas no bairro.
Roteiro e apresentação de espetáculo teatral de rua.
Programa jovens urbanos 56
tERRitóRiOs dO muNdO dO tRabalhO
Objetivos Explorar e problematizar diferentes relações existentes nos territórios do mundo do trabalho.
Atividades Mundo do trabalho: complexidades e desafos.
Vida e trabalho: algumas histórias.
Suportes e materiais básicos Filmes e músicas com a temática trabalho.
Artigos/ textos de jornais, revistas, quadrinhos, poesias, músicas, livros etc. sobre mundo do trabalho.
Práticas de circulação Explorações cartográfcas no bairro sobre o mundo do trabalho: realização de entrevistas com trabalhadores e
com as famílias dos jovens sobre suas histórias de trabalho.
Produção Mapa cartográfco das relações entre trabalho e educação trabalho e prazer, trabalho e dinheiro, trabalho e
desemprego.
Histórias de trabalho.
tERRitóRiOs das ciêNcias
Objetivos Perceber a vida contemporânea sendo entremeada pela ciência: visualizar práticas científcas
(discursivas e não-discursivas) que se misturam no cotidiano da vida juvenil e da cidade.
Problematizar as relações implicações da ciência (e tecnologia) para a vida hoje.
Atividades Fazendo perguntas para o mundo.
Suportes e materiais básicos Filmes.
Cópias de textos que abordam a ciência e a tecnologia de modo acessível aos jovens: entrevistas,
artigos de jornal, textos de revistas e livros etc.
Materiais plásticos para a produção do almanaque.
Práticas de circulação Explorações cartográfcas na cidade no território da ciência.
Conversa com especialista nas escolas da região.
Conversas com cientistas e tecnólogos.
Produção Almanaque: fazendo perguntas para o mundo.
tERRitóRiOs da saúdE, dO lazER E dOs EsPORtEs
Objetivos Estimular a refexão e problematizações sobre as diversas dimensões da saúde (incluindo suas
instituições representantes) e suas implicações para a vida dos jovens.
Atividades Corpos em cena.
Famílias juvenis.
Suportes e materiais básicos Máquinas fotográfcas.
Textos e flmes que abordam a temática da gravidez na juventude.
Práticas de circulação Explorações cartográfcas nos territórios de saúde: hospitais, academias, postos de saúde etc.
Divulgação de pesquisa e resenhas nas escolas da região.
Produção Cartografa dos corpos.
Cartografa dos territórios de saúde e lazer.
Cartazes e resenhas dos flmes propostos.
Pesquisa sobre a importância que a juventude concede à sexualidade.
Realização de debate/ colóquio sobre o tema sexualidade e juventude nas escolas da região.
Programa jovens urbanos 57
3º processo de formação - A cidade em nós
a CIDaDe em nós
experi mentando
recursos tecnoló-
gicos e se implican-
do com a cidade.
expandir / qualifcar conhecimentos em alguns territó-
rios formativos.
3 meses
ampliar a circulação na cidade.
Qualifcar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos
jovens com a cidade (acesso a bens materiais e simbó-
licos, recursos e serviços).
Nesta etapa os jovens irão experimentar e explorar
a cidade com o apoio dos parceiros e assessores tecno-
lógicos.
Cada parceiro ou assessor será responsável por coor-
denar as experimentações oferecidas aos jovens, relativas
a cada um dos territórios destacados pelo programa: ter-
ritórios das artes, das letras, da saúde, esporte e lazer, das
ciências, do mundo do trabalho e das políticas públicas.
Todas as experimentações serão desenvolvidas em for-
matos de ofcinas. Cada uma das ofcinas prevê um con-
junto de explorações que poderão ser realizadas no bair-
ro e/ou na cidade.
Chamamos essas explorações e experimentações de
tecnológicas, posto que o objetivo do Programa Jovens
Urbanos é que os jovens acessem e se apropriem de in-
formações e conhecimentos tecnológicos dos territórios
das artes, do trabalho, dos esportes etc.
Nas ONGs, os jovens continuarão realizando explora-
ções e produzindo suas cartografas do bairro e da cida-
de, paralelamente ao desenvolvimento das explorações e
experimentações de responsabilidade dos parceiros e as-
sessores. Os jovens participam, em cada semana, de dois
encontros na ONG e de um encontro com parceiros ou as-
sessores, totalizando 12 horas de formação semanal.
Todas as experimentações prevêem a elaboração de
produtos fnais. Nas ONGs, o produto será uma cartogra-
fa dos desejos – que se desdobrará em planos de ação
para o projeto de intervenção na cidade de acordo com
a escolha de um território.
Pretendemos assim que os jovens continuem expandin-
do e qualifcando seus conhecimentos sobre a vida urba-
na e suas práticas de circulação e apropriação da cidade. O
objetivo é que ao ter acesso e usufruir de bens materiais e
simbólicos, recursos e serviços, o jovem produza sentidos e
vínculos produtivos e transformadores com a cidade.
Trabalhando com os conhecimentos
das experimentações e explorações
tecnológicas
Durante este processo os jovens escolhem de qual ex-
perimentação querem participar. Assim, em cada gru-
po os jovens participarão de diferentes experimenta-
ções e explorações.
Socializar e combinar os diferentes saberes e práticas
das ofcinas é um desafo para o educador, já que o pla-
nejamento das atividades nas ONGs deve considerar e
agregar as experiências que os jovens estão vivendo nas
experimentações e explorações tecnológicas.
Como sugestão para responder a este desafo, se-
guem algumas possibilidades:
1º encontro
• Após o 1º encontro com assessores e parceiros tec-
nológicos, organize uma rodada de conversa na qual
os jovens participantes contam como foi o primeiro
dia de experimentação. Para orientar essa conversa,
forme subgrupos por ofcina e peça que conversem
a partir das seguintes proposições:
vamos aprender.........................................
vamos produzir..........................................
as alegrias do 1º encontro foram....................
as surpresas do 1º encontro foram..................
gostamos................................................
não gostamos...........................................
não entendemos........................................
• Durante as apresentações, registre as principais in-
formações de cada ofcina. Esse material será impor-
tante para a elaboração do Painel de destaques.
Programa jovens urbanos 58
Painel de destaques
• Elabore com a ajuda dos jovens um Painel de des-
taques. Agregue ao painel informações sobre cada
uma das ofcinas que você já registrou na atividade
anterior;
• Em cada semana, os jovens devem alimentar o qua-
dro com informações (destaques) das experimenta-
ções e explorações que serão compartilhadas com o
grupo. Esses destaques poderão ser registros escritos
ou desenhos. O painel poderá ser organizado por se-
manas, como linha do tempo etc. O importante é que
ele possa demonstrar o percurso do grupo nas ofci-
nas;
• Planeje um dia da semana (pode ser o dia posterior
ao da realização da ofcina) para que os jovens regis-
trem os destaques no painel;
• Após o registro no painel, faça uma rodada de con-
versa sobre os destaques, socializando as informa-
ções, impressões, sentimentos vividos pelos jovens
durante as experimentações e explorações.
Compartilhando as aprendizagens
• Proponha que jovens participantes de determinada
ofcina organizem uma apresentação de suas princi-
pais aprendizagens para o grupo. Ou seja, os jovens
deverão ensinar aos demais algo que tenham apren-
dido durante a experimentação, uma aprendizagem
que seja passível de ser compartilhada com o grupo;
• Para organizar essa tarefa, você deverá elaborar um
cronograma de apresentações, considerando que
para produzir esse trabalho os jovens já deverão ter
participado de pelo menos metade dos encontros
previstos;
• É importante que você auxilie os jovens a planeja-
rem e organizarem essa apresentação: elaboração
da pauta (o que irão fazer, como e em quanto tem-
po), organização do grupo (quem faz o quê) e quais
materiais irão utilizar;
• Os assessores também serão orientados a apoiar os
jovens nesta tarefa.
tERRitóRiOs das aRtEs
Objetivos Refetir e discutir sobre diferentes práticas artísticas de intervenção urbana.
Elaborar propostas de intervenção artístico-urbana para a cidade.
Atividades Arte e intervenção urbana.
Suportes e materiais básicos Filmes sobre práticas artísticas de intervenção na cidade (arte na rua, graftagem etc).
Práticas de circulação Exploração cartográfca: mapeamento das intervenções de grafte no bairro e na cidade.
Produção Catálogo ou roteiro de graftes.
Graftagem em espaços do bairro ou da cidade.
tERRitóRiOs dO muNdO dO tRabalhO E das POlítica Públicas
Objetivos Aprofundar a discussão sobre o mundo do trabalho.
Estimular o desenvolvimento ou aprimoramento de competências de planejamento, mobilização e
articulação dos jovens.
Atividades Ampliando a discussão: desafos e perspectivas do mundo do trabalho.
Suportes e materiais básicos Cópias dos excertos de textos sobre trabalho.
Práticas de circulação Pesquisa temática no bairro e na cidade:
• Desenvolvimento integral dos jovens;
• Educação e trabalho;
• Formas alternativas de geração de trabalho e renda;
• Trabalho e divertimento: o lazer como direito.
Produção Encontro juventude e mundo do trabalho: desafos e perspectivas.
Programa jovens urbanos 59
Mapas do P: problemáticas,
potências, personagens e possíveis
• Esta proposta inaugura o processo de elaboração do
Mapa do P, que irá subsidiar as escolhas e a constru-
ção do projeto de intervenção na cidade, no último
processo formativo – Nós na cidade;
• Para introduzir a discussão sobre projetos, sugerimos
que você assista com o grupo ao flme Escola de rock
(EUA, comédia, direção de Richard Linklater, 2004).
Neste flme, o roqueiro Dewey Finn é demitido de sua
banda. Deprimido e cheio de dívidas, aceita um empre-
go de professor substituto da 4ª série em uma rigorosa
escola particular. Depois de espiar a aula de música que
estava sendo ministrada a seus alunos, o professor de-
cide trabalhar na sala de aula com aquilo que fornecia
todo o sentido para a sua vida. Anuncia aos alunos a in-
tenção de formar uma banda com eles para tentar ven-
cer um concurso de rock. Ele denomina a atividade de
Projeto Banda de Rock...
• Depois da exibição, proponha uma conversa com os
jovens sobre o flme, e quais relações eles estabele-
cem entre este e o projeto coletivo de intervenção
que irão começar a produzir, que idéias e valores o
flme coloca em xeque, como estas idéias se relacio-
nam com o Jovens Urbanos etc;
• Nesse momento todos os territórios entram em cena.
O desafo dos educadores será articular todas as
aprendizagens e conhecimentos derivados das ex-
plorações e experimentações e das atividades cole-
tivas desenvolvidas nas ONGs.
A seguir apresentamos algumas idéias que poderão aju-
dá-lo nesta tarefa:
• Forme subgrupos bem misturados, heterogêneos
(procure não estimular as famosas “panelinhas”. In-
vista na construção de bons vínculos de grupo, para
que os jovens valorizem a troca de experiências, as
diferenças e o trabalho em equipe);
• No caso de um grupo de 30, propomos a formação
de seis grupos de cinco jovens;
• Cada grupo sorteia um dos territórios formativos e
explora as seguintes temáticas relativas ao território
sorteado:
até dez problemáticas
até dez potências
até dez personagens
Territórios
escolares e
das letras
Territórios
das artes
Territórios da
saúde, dos
esportes e do
lazer
Territórios
das ciências
Territórios
das políticas
públicas
Territórios
do mundo do
trabalho
• Desse modo, o grupo que sorteou territórios da saú-
de, do lazer e dos esportes, deverá explorar e investi-
gar dez problemáticas, potências e personagens que
se relacionam aos territórios em questão;
• Mas antes converse com o grupo sobre problemáti-
ca, potência, personagem – com o objetivo de pro-
mover a compreensão de cada um destes termos.
• Inicie propondo uma “chuva de idéias” (pensamen-
tos e idéias livres) sobre os termos;
• Solicite que os jovens registrem as idéias em tarjetas;
• Você também pode apresentar diferentes signifca-
dos dos termos. Por exemplo: o conceito de potên-
cia na física, na flosofa e na psicologia; o conceito
de personagem na dramaturgia, na sociologia, na an-
tropologia. Coloque-os também em tarjetas;
• Pergunte aos jovens em que medida as idéias e con-
ceitos se relacionam, se parecem e se diferenciam;
• A partir da discussão crie agrupamentos com as tar-
jetas até que o grupo possa chegar a uma idéia co-
mum sobre problemática, potência e personagem.
A seguir inicie o planejamento da
exploração na comunidade:
• Convide os jovens a conversar livremente sobre a co-
munidade em que vivem, considerando o território
de cada grupo.
• Ajude-os a pensar em um roteiro de exploração car-
tográfco que levante as principais potências, proble-
máticas e personagens do território. Por exemplo, nos
Programa jovens urbanos 60
territórios escolares e das letras o grupo pode fazer
levantamentos/pesquisas de opinião, entrevistas, nas
escolas da região, conversar com professores, funcio-
nários, alunos, pais. Pode investigar o que estes “per-
sonagens” acham da educação do bairro, a quantas
andam as competências de leitura e escrita dos alu-
nos, dos professores, quais são os espaços de leitu-
ra existentes no bairro, que tipos de incentivos à lei-
tura existem ou não etc. A partir de todo esse levan-
tamento - da voz dos personagens da comunidade
e da opinião e senso crítico dos próprios jovens – o
grupo poderá chegar a dez potências, problemáti-
cas e personagens do território escolar e das letras.
• É importante lembrar que para a elaboração deste
“mapa de problemáticas, potências e personagens do
bairro” os jovens podem e devem retomar todos os
conhecimentos e experiências que eles construíram
durante o processo formativo – as explorações car-
tográfcas feitas no bairro, na cidade, as experimen-
tações com assessores e parceiros tecnológicos.
• Ao fnal do processo de exploração cartográfca cada
grupo terá três produtos que serão apresentados a
todos:
• mapa das potências do território
• mapa das problemáticas do território
• mapa dos personagens do território
Mapa dos possíveis
• Peça que os jovens escolham três problemáticas den-
tre as dez investigadas por eles. O desafo dos jovens
será elaborar encaminhamentos para as três proble-
máticas que escolheram. Mas eles não estarão sozi-
nhos nesta tarefa: além do apoio do educador, pode-
rão contar também com as potências e com os per-
sonagens presentes na comunidade que eles tam-
bém já levantaram;
• O conjunto destes encaminhamentos será chamado
de “Mapa dos possíveis”;
• Os jovens podem pensar em uma produção interes-
sante para esse Mapa dos possíveis (resumo do mapa:
determinada problemática tem determinado enca-
minhamento, encaminhamento este que agrega as
potências e os personagens da comunidade e, cla-
ro, os desejos e as idéias dos jovens);
• Apresente aos jovens possibilidades de produção
do Mapa dos possíveis: talvez uma obra plástica,
uma combinação entre o mapa das regiões e foto-
grafas da exploração cartográfca, uma instalação,
uma apresentação de vídeo etc;
• O resultado desse processo de atividades poderá ocu-
par, por um tempo combinado, um local de desta-
que da ONG;
• Você poderá combinar e organizar com alguns jo-
vens um plantão no qual eles poderão explicar aos
visitantes o mapeamento exposto e suas implica-
ções mais relevantes. Organize um ensaio para que
os “apresentadores” exercitem as falas mais impor-
tantes, experimentem a modulação e entonação da
voz de maneira que todos possam entender e ante-
vejam as respostas a algumas dúvidas e curiosidades
que poderão surgir;
• Este mapa será o disparador, o principal conteúdo
para elaboração dos projetos de intervenção na ci-
dade, que serão planejados e implementados no pro-
cesso formativo: Nós na cidade.
Programa jovens urbanos 61
nós na CIDaDe
Implementando
um projeto de
intervenção
coletivo na
cidade.
exercitar a capacidade de intervenção e contribuição
dos jovens a vida pública.
3 meses
ampliar a circulação.
Qualifcar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos
jovens com a cidade.
4º processo de formação – Nós na cidade
O objetivo deste último processo é exercitar a capacida-
de de intervenção e contribuição dos jovens frente aos
desafos das grandes cidades.
As práticas de circulação continuam por meio das
explorações na cidade. Tais explorações, vinculadas aos
planos de ação dos projetos, poderão ser ofertadas pelo
Cenpec, pelos assessores ou pelas ONGs.
Neste momento a relação dos jovens com o programa
e com a ONG se modifca, pois os jovens são convocados
a aderir a um processo de co-autoria e responsabilização
nos caminhos e rumos do Programa Jovens Urbanos. A
programação agora depende das propostas de ação que
os jovens serão capazes de elaborar. Caberá às ONGs e à
equipe de coordenação disponibilizar recursos técnicos,
fnanceiros e humanos para apoiá-los nesse desafo.
A implementação dos projetos pode se desdobrar
para além dos 10 meses de formação, a depender do
tipo de projeto e do seu tempo de execução. Por isso, o
programa prevê um período de até seis meses de acom-
panhamento dos projetos coletivos de intervenção, para
dar apoio e suporte aos grupos.
Projetos coletivos de intervenção:
uma cartografa dos possíveis
“Você me abre seus braços e a gente faz um país”
(Fullgás, Marina Lima, Composição: Marina Lima -
Antonio Cicero)
“Todos e qualquer um inventam, na densidade social
da cidade, na conversa, nos costumes, no lazer – novos
desejos e novas crenças, novas associações e novas for­
mas de cooperação. A invenção não é prerrogativa dos
grandes gênios, nem monopólio da indústria ou da ciên­
cia, ela é a potência do homem comum”.
(Peter Pál Pelbart)
• Proponha aos jovens a formação de um círculo
perfeito.
• Inicie um processo de ativamento da memória dos
jovens de todo o processo vivido no programa:
• Coloque para tocar uma música calma e bonita. Tal-
vez uma música instrumental seja a melhor pedida.
Converse com os jovens:
“Lembrem­se do 1º dia de encontro aqui na ONG, do 1º
dia no Programa Jovens Urbanos...” (dê um tempo).
“Como vocês se sentiram? Houve medo, surpresa, ex­
pectativa...” (dê um tempo).
“Lembrem­se dos momentos especiais, dos momen­
tos difíceis, dos momentos de alegria que vocês vive­
ram neste grupo, das amizades, dos confitos...”(dê um
tempo).
“Retomem na memória a exploração que mais mar­
cou vocês. Que lugar era esse? Como foi chegar, estar
nesse lugar? Que sensações essa lembrança traz?” (dê
um tempo).
“Lembrem­se das pessoas com as quais vocês conver­
saram nas explorações e experimentações, das paisa­
gens que viram, de como estava o tempo, da escolhas
que tiveram que fazer, dos momentos prazerosas, ale­
gres, intensos...
“Enfm, tentem rememorar detalhes que tocaram vo­
cês, que afetaram vocês...” (dê um tempo).
• Avivados e ativados pela memória, diga aos jovens
que um novo desafo os espera: a elaboração de um
projeto coletivo de intervenção na comunidade com-
binando os mapas do P já construídos por eles: pro-
blemáticas, potências, personagens e possíveis.
• Mas, antes, discuta com eles o que é um projeto co-
letivo e o que signifca intervenção.
Programa jovens urbanos 62
• Converse sobre o que eles sabem e entendem sobre
projetos coletivos e intervenção.
• Você, educador, fca fora da roda, mediando e ano-
tando o que os jovens disseram. Este conteúdo de-
verá ser discutido com o grupo, até que todos che-
guem, com a sua ajuda, a uma explicação razoável
sobre projeto coletivo de intervenção.
• Proponha a formação dos grupos dos projetos. A
constituição do grupo deverá ser feita de forma cuida-
dosa, pois nele devem caber o interesse e os desejos
dos jovens. Também é importante considerar que o
projeto é coletivo, e que os jovens vão trabalhar jun-
tos durante um tempo. Que tal propor que eles pen-
sem em estratégias e critérios para formar o grupo?
• Converse com os jovens e peça que escolham um ter-
ritório formativo para a implementação do projeto.
• Não faz mal que mais de um grupo escolha o mesmo
território, pois os mapas com certeza poderão subsidiar
mais de uma idéia ou proposta. Os jovens irão elabo-
rar os projetos a partir dos mapas das problemáticas,
das potências, dos personagens e dos possíveis.
• É muito importante que os grupos dos projetos dis-
cutam suas idéias entre si. Proponha pequenas apre-
sentações, com as idéias iniciais mesmo, sem muita
formalização, sem muita defnição.
• Fomente debates, problematize as escolha dos jo-
vens até que os grupos consolidem quais serão suas
propostas de projeto de intervenção.
Elaborando os projetos
Um projeto costuma ter as seguintes seções:
• frase inicial explicando o nome do projeto;
• justifcativa (disparada pelo mapa das problemáticas
e das potências);
• objetivo e público-alvo (onde queremos chegar e
quem pretendemos atingir com as nossas ações -
disparado pelo mapa dos possíveis e também pelo
mapa dos personagens);
• plano de trabalho (descreve o como fazer, as ativi-
dades, o passo a passo necessário para se alcançar o
objetivo – também disparado pelo mapa dos possí-
veis);
• cronograma, atribuições e orçamento – organiza as
atividades no tempo, indicando quem serão os res-
ponsáveis por realizá-las e os recursos e materiais que
serão necessários (quanto vai custar cada atividade?
que materiais serão necessários?)
• parcerias – com quem se pode contar? – disparado
pelo mapa dos personagens.
Programa jovens urbanos 63
• Incentive o grupo a criar um logotipo, cartaz, desenho
para camiseta do projeto, planejar campanhas de ade-
são e esclarecimento;
• Quando pronto organize a apresentação de cada
grupo com seu projeto . Vale a pena apresentar os
projetos à ONG e à comunidade – convidem os per-
sonagens pesquisados, o pessoal dos equipamentos
públicos e privados da região, familiares etc.
Tutorial de apoio ao projeto
A fm de subsidiar os jovens na formalização de seus pro-
jetos criamos as seguintes orientações:
Cronograma
(com metas de curto, médio e longo prazo)
O cronograma de atividades de um projeto é comumen-
te defnido como plano de trabalho. Para a organização
das atividades de um grupo são necessários: a identif-
cação das atividades, o período de realização e a defni-
ção de responsáveis.
Uma recomendação inicial para a elaboração do cro-
nograma é o retorno aos objetivos do projeto para iden-
tifcar as ações necessárias para sua realização. Em segui-
da, cada membro do grupo escolhe o que deseja reali-
zar dentro do projeto, cuidando para que todas as ativi-
dades sejam contempladas pelo grupo.
A partir do quadro de atividades identifca-se a ordem
de realização das atividades. Esse é um momento impor-
tante em que todo o grupo debate sobre como cada ati-
vidade irá ocorrer e o que será necessário. O resultado
desse processo é um quadro com atividades, tempo e
responsáveis para cada ação pretendida no projeto.
O último procedimento recomendado é um novo
olhar do grupo sobre o plano de trabalho elaborado. A
partir da defnição de alguns prazos1
1
, observa-se tudo o
que será realizado pelo grupo dentro do período com-
preendido e defnem-se as metas que serão alcançadas
pelo projeto a curto, médio e longo prazo.
Ocorre que muitos projetos trazem objetivos amplos
ou muito gerais; o que muita vezes cria um plano de tra-
balho tão extenso que se torna inviável planejá-lo. Reco-
menda-se nessas situações iniciar a elaboração do crono-
grama pela defnição das metas de curto, médio e longo
prazo do projeto. Desse modo os jovens percebem como
algumas ações dependem de outras e ganham maior di-
mensão da quantidade de atividades necessárias para o
1 Recomenda-seummêsparacurtoprazo,trêsmesespara
omédioprazoeseismesesparaolongoprazoemfunção
doslimitesdeacompanhamentodoprograma.
alcance de metas que estão muito próximas no tempo.
É muito comum nesse momento os jovens redefnirem
seus objetivos e optarem por aquilo em que estão real-
mente interessados e conseguem realizar.
Orçamento detalhado
O orçamento dos projetos no Programa Jovens Urba-
nos é composto de:
• Materiais necessários
Compreendem geralmente materiais necessários
para a realização de ofcinas, eventos, intervenções,
apresentações ou organização de espaços. Exigem
uma estimativa de público e defnição do modo de
uso e acesso aos materiais por parte da equipe res-
ponsável pela atividade.
Nunca é demais lembrar que a quantidade de ma-
teriais tem uma relação direta com o público-alvo
ou comunidade envolvida. A divulgação do projeto,
que também exige materiais a serem identifcados e
orçados, deve dedicar especial atenção aos recursos
e materiais disponíveis para as atividades de modo
que se divulgue o projeto para um público que po-
derá participar satisfatoriamente das atividades.
• Transporte
Todo deslocamento dos jovens em função do pro-
jeto que necessite de transporte público ou privado
deve estar previsto no orçamento. Isso inclui deslo-
camentos pela cidade à procura de algum grupo ou
informação e compra de algum material para a rea-
lização das atividades.
• Equipamentos permanentes
Os orçamentos dos projetos dos jovens devem evitar
a aquisição de equipamentos permanentes como TV,
DVD, câmera de flmar ou de fotografa, telão, data-
show, equipamento de som de qualquer espécie ou
maquinário industrial de qualquer tipo.
Em função da informalidade dos grupos dos projetos jo-
vens, evita-se a aquisição de equipamentos permanentes.
Ainda que esses equipamentos sejam importantes para
a realização de ações geralmente previstas nos projetos,
esses equipamentos fcariam para as ONGs que acompa-
nham os projetos e não para os grupos de jovens.
Recomenda-se que os projetos planejem as ativida-
des sem a aquisição desses materiais. Quando for impres-
cindível o uso de determinado equipamento permanen-
te, sugere-se a articulação de parcerias pelo grupo com
instituições que possam disponibilizar provisoriamente
esses equipamentos para a realização das atividades.
Não existe previsão de recursos para aluguel de
espaço.
Programa jovens urbanos 64
Material de consulta
CORROCHANO, Maria Carla e WRASSE, Dílson. Elaboração
participativa de projetos: um guia para jovens. São Paulo: Ação
Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação, 2002.
Segue um exemplo de cronograma:
ObjEtivO GERal: ENsiNaR as cRiaNÇas a lER E EscREvER.
assim, suas mEtas POdERiam sER:
Meta 1: Realizar leituras interessantes e
interativas com bons livros.
Atividades:
- Escrever cartas solicitando doação de
livros;
- Conseguir 100 livros de doação;
- Realizar leituras divertidas, com eventos
e teatros.
Meta 2: Ter um bom espaço para realizar as aulas.
Atividades:
- Procurar e perguntar nas escolas, igrejas, clubes
esportivos;
- Conseguir doações ou tentar arrumar um
espaço de graça;
- Solicitar pequenas doações e organizar eventos
para conseguir dinheiro e manter o local bonito
e limpo, com luzes e cores.
Meta 3: Ter um grupo, inicialmente, de 20
crianças e 2 professores.
Atividades:
- Divulgar e convidar crianças para as aulas
com leitura divertida;
- Organizar um grupo de adultos que queiram
ser professores;
- Organizar as atividades com uma linha do
tempo, questões de transporte e outras.
mEtas atividadEs
REsPONsávEis
(quEm faz?)
1 2 3 4 5 6
Meta 1
Escrever cartas solicitando doação de livros
Conseguir 100 livros de doação
Realizar leituras divertidas, com eventos e teatros
Meta 2 Atividades
Meta 3 Atividades
Segue um exemplo de orçamento:
NatuREza da dEsPEsa dEscRiÇÃO/ quaNtidadE
mEsEs
tOtal
1 2 3 4 5 6
1. MATERIAL
1.1 Papelaria X sulftes, X canetas, etc. 300 300 300 300 300 300 1.800
1.2 Impressões X 100 100 100 100 100 100 600
1.3 Spray e tintas X spray e X tintas 200 200 200 200 200 200 1.200
subtOtal 1 3.600
2. TRANSPORTE
2.1 Ônibus/ metro X jovens 300 300 300 300 300 300 1.800
2.2 Ônibus/ metro X artistas 200 200 400
2.3 Carreto Transporte do equipamento 200 200 400
subtOtal 2 2.600
3. EVENTOS
3.1 Equipamentos Som e luz 0
5
900 900 1.800
3.2 Mala direta E-mails 0 0 0
3.3 Divulgação X impressos e X banners 100 100 100 100 100 500
subtOtal 3 2.300
tOtal GERal R$ 8.500
Programa jovens urbanos 65
Criando uma rotina de
trabalho no grupo de
jovens
É na ação cotidiana que as intenções
estabelecidas no projeto coletivo de
intervenção se concretizam ou não.
Daí a importância do planejamento
e da escolha das atividades. A ado-
ção de rotinas diárias de trabalho fa-
vorece a organização das atividades,
a segurança dos jovens e o estímulo
ao desenvolvimento cada vez maior
de sua autonomia.
É fundamental os jovens orga-
nizarem a rotina diária, de acordo
com o planejamento da semana: o
que vai ser feito, quem vai participar,
qual será a seqüência de atividades,
quais as prioridades, quem vai coor-
denar, qual o tempo a ser emprega-
do em cada tarefa etc.
Para que esse processo seja ef-
caz, ele deve ser sistematizado e re-
gistrado pelos jovens para que as in-
formações e decisões não se percam
e que eles possam ter tanto um his-
tórico do desenvolvimento do pro-
jeto como de seu percurso de suas
conquistas.
Avaliação
Ao término das ações organizadas
por certo período de tempo, é im-
portante realizar uma avaliação mais
ampla e abrangente do projeto com
os jovens, para verifcar o alcance
dos objetivos propostos e identif-
car os pontos fracos e fortes, ten-
do em vista seu aperfeiçoamento e
continuidade.
Nesse momento, as várias “faces”
do projeto devem ser analisadas, os
dados colhidos no acompanhamen-
to das ações, sistematizados e as di-
ferentes pessoas ou grupos envolvi-
dos devem ser informados.
Pode-se “olhar” para o projeto co-
letivo de intervenção e perguntar:
o que pretendíamos alcançar com
o projeto? o que conseguimos?
Que pistas ou indicadores te-
mos para saber se as mudanças,
os objetivos pretendidos estão
realmente ocorrendo? em que
medida ou extensão?
Nessa mesma perspectiva, e depen-
dendo da realidade de cada projeto,
outros aspectos que também contri-
buem para seu sucesso devem ser
igualmente analisados: a administra-
ção e o gerenciamento do projeto; o
número, a diversidade e o funciona-
mento das parcerias; a organização
e o entrosamento do grupo; o envol-
vimento da comunidade etc.
O projeto jovem não tem caráter
obrigatório no desenvolvimento do
Programa Jovens Urbanos. Sendo as-
sim, nem todos os jovens que fnali-
zaram os 10 meses de formação en-
volvem-se em algum projeto.
Programa jovens urbanos 66
Recebimento e análise
dos projetos coletivos
de intervenção
Conforme os projetos adensados co-
meçam a ser recebidos, a equipe de
coordenação técnica passa a avaliá-
los segundo um instrumental (se-
gue abaixo) que leva em conside-
ração os seguintes itens: coerência
com o Programa Jovens Urbanos,
envolvimento com o projeto, qua-
lifcação da proposta, formalização
da proposta e resultados. Cada um
destes itens é avaliado em detalhes.
Aqueles avaliados como de alta via-
bilidade são aprovados pela equipe
de coordenação técnica, recebendo
um aporte fnanceiro que é dispo-
nibilizado para a ONG (responsável
por repassá-lo aos jovens) conforme
o orçamento apresentado.
Para cada projeto aprovado há
um assessor capacitado para acom-
panhamento. A contratação dos as-
sessores ocorre por meio da consul-
ta ao banco de profssionais do Pro-
grama Jovens Urbanos e também
pelo contato com assessores que
atuam na região. A eles são envia-
dos os projetos dos jovens para ela-
boração de proposta de assessoria.
Segundo a avaliação da equipe de
coordenação técnica, os assessores
são contratados.
Os projetos que não forem ava-
liados com alta viabilidade devem
ser reenviados para os jovens para
que detalhes sejam ajustados e, pos-
teriormente, devolvidos para nova
avaliação.
Programa jovens urbanos 67
instrumEntaL dE anáLisE do ProjEto
PROGRama jOvENs uRbaNOs - 3ª EdiÇÃO sÃO PaulO
iNstRumENtal PaRa aNálisE dE PROjEtOs jOvENs
ONG:
PROJETO:
INDICADORES DE VIABILIDADE
INDICADOR DESCRITOR ÍNDICE TOTAL
Alto Médio Baixo
“1. COERÊNCIA COM O PJU
(peso 3)”
Com os objetivos
Com as experiências formativas
Com possibilidades orçamentárias
“2. ENVOLVIMENTO COM O
PROJETO (peso 3)”
Número de jovens
Apropriação da proposta*
Organização/ responsabilidades
Ações realizadas
Rede de apoio/ parcerias
“3. QUALIFICAÇÃO DA
PROPOSTA (peso 3)”
Objetivos
Público-alvo
Possibilidade de locais
Ações previstas
Cronograma/ metas a curto, médio e longo prazo
Orçamento**
“4. FORMALIZAÇÃO DA
PROPOSTA*** ( peso 0,5)”
Entrega do roteiro
O projeto contempla os itens solicitados no roteiro
“5. RESULTADOS (peso 0,5)” Produtos
Divulgação/ Comunicação
TOTAL
PARECER TÉCNICO
* Observar circulação das práticas e falas.
** Cuidado com aquisição de materiais permanentes.
*** O projeto poderá ser entregue em outro formato, mas deverá contemplar os itens solicitado no roteiro do PJU.
Programa jovens urbanos 68
A responsabilidade pelo processo de divulgação e
convite é compartilhada entre jovens, ONGs e equipe
técnica. Cada um destes grupos defne, em conjunto, que
públicos irão acionar e quais são as melhores estratégias
de divulgação e convite para cada um deles.
A realização destes encontros cumpre função de
mostrar publicamente que os jovens são capazes de pro-
duzir e atuar de forma autônoma, consciente e criativa;
que são capazes de se preocupar e de propor ações re-
levantes que visam o seu próprio bem e o bem-estar de
suas comunidades; que são capazes de trabalhar e de
produzir coletivamente em prol de um objetivo comum;
enfm, que o investimento em educação (quando feito de
forma democrática, qualifcada, conseqüente e respon-
sável) traz ótimos e, muitas vezes, surpreendentes resul-
tados para a formação e para a vida dos jovens.
Este tipo de encontro que deliberadamente agencia
(“coloca junto”) atores e representantes de segmentos
tão heterogêneos da cidade tem a função de promover
o contato e ampliação do campo de relações desses di-
ferentes públicos, fortalecendo suas possibilidades de
composições e parcerias, afnal todos eles têm em co-
mum a luta por uma cidade socialmente mais justa e dig-
na. Todas essas pessoas e instituições caracterizam-se por
sua preocupação e por seu compromisso com as juven-
tudes das cidades, especialmente aquelas diretamente
atingidas pelos perversos efeitos da desigualdade.
Como previsto na programação dos encontros de for-
mação, os jovens elaboram diversas produções que são
selecionadas e organizadas para a apresentação públi-
ca. No último encontro público (que se realiza ao fnal
dos 10 meses de formação) a atenção e o investimento
dos jovens estão dirigidos à apresentação de seus pro-
jetos coletivos de intervenção na cidade.
Os educadores e coordenadores são orientados para
o planejamento e preparação dos encontros públicos no
decorrer da formação. Além disso, os jovens também
contam com o apoio da equipe técnica do Cenpec e de
assessorias contratadas.
Encontros PúBLicos:
divuLgando as ProduçÕEs
Ao fnal do 2º e 4º processos de formação, os jovens se-
rão os protagonistas de eventos públicos no qual serão
apresentadas todas as produções resultantes do proces-
so formativo vivido por eles no PJU.
Os encontros públicos têm a função de disseminar
e tornar públicas as diferentes produções dos jovens ao
longo do processo formativo.
O Programa Jovens Urbanos acredita que os jovens
são capazes de criar e intervir em suas realidades pes-
soais e coletivas de forma responsável e criativa. Além
disso, o reconhecimento público do potencial da juven-
tude e a valorização de suas produções são vitais para
o processo formativo dos jovens.
Os encontros públicos são organizados em co-res-
ponsabilidade entre equipe técnica, ONGs e jovens.
São realizados, em geral, em locais públicos de partici-
pação juvenil, como escolas e centros educacionais ou
culturais.
São convidados a participar dos eventos: Fundação
Itaú Social, Cenpec, ONGs executoras, as comunidades
incluindo as famílias dos jovens, lideranças e grupos or-
ganizados da comunidade como associação de mora-
dores, grupos de jovens que protagonizam projetos cul-
turais comunitários, parceiros locais do programa e da
ONG (subprefeituras, escolas, outras ONGs ); parceiros e
assessores tecnológicos, convidados dos jovens (em es-
pecial, pessoas entrevistadas e abordadas durante as ex-
plorações cartográfcas).
Programa jovens urbanos 69
AcompAnhAmento
dos projetos
de intervenção
O acompanhamento dos projetos de intervenção
constitui importante estratégia de suporte e aprimora-
mento das ações desenvolvidas pelos jovens. O acompa-
nhamento é de responsabilidade tanto das ONGs quanto
da equipe de coordenação técnica do programa.
Programa jovens urbanos 70
Neste acompanhamento, algumas questões importan-
tes devem ser consideradas:
• Como está a freqüência dos jovens? Que providên-
cias estão sendo tomadas em relação aos jovens que
participam do projeto irregularmente?
• Como estão o envolvimento e interesse dos jovens
nas ações do projeto?
• Como estão o envolvimento e a satisfação dos jovens
em relação à assessoria técnica e ao apoio das ONGs?
Elas/eles se expressam em relação a esses apoios?
Manifestam satisfação ou críticas? Estão tendo opor-
tunidade para isso?
• Quais as difculdades e quais os acertos dos assesso-
res e da equipe da ONG no apoio e suporte aos pro-
jetos? E das outras pessoas que têm contato com os
jovens?
Essas perguntas são apenas sugestões. As questões do
acompanhamento irão variar de acordo com os proje-
tos, bem como os objetivos a que cada um se propõe.
Para ser capaz de respondê-las, as equipes técnicas do
programa e da ONG devem observar atentamente os jo-
vens, proporcionando a oportunidade de auto-avaliação
dos próprios participantes.
Para a efetivação do acompanhamento sugerimos a re-
alização de algumas estratégias de acompanhamento:
1) Relatórios dos assessores;
2) Visitas técnicas de acompanhamento;
3) Entrevistas com os jovens;
4) Questionário aplicado aos jovens;
5) Blogs dos projetos;
6) Acompanhamento orçamentário dos projetos jovens.
relAtórios dos Assessores
O Programa Jovens Urbanos disponibiliza assessores tec-
nológicos nas áreas correspondentes a cada um dos pro-
jetos, aproveitando qualifcação dos profssionais para
adensar, adequar e aprimorar os planos dos projetos às
demandas de implementação.
Para o acompanhamento de suas ações, os assesso-
res elaboram relatórios técnicos mensais que apresen-
tam os seguintes aspectos: ações desenvolvidas com os
jovens; produtos e resultados alcançados; datas e car-
ga horária dos encontros com os jovens. Essa estratégia
estabelece a interface entre as ações dos assessores e a
equipe técnica do PJU.
A partir do conjunto de relatórios mensais correspon-
dentes a cada projeto são elaborados pareceres técnicos
compostos por quatro dimensões de análise – diversida-
de e pertinência de estratégias; autonomia e participação
dos jovens; sustentabilidade técnica do projeto; produtos/
resultados alcançados –, assim como destaques.
Programa jovens urbanos 71
visitAs técnicAs
de AcompAnhAmento
As visitas técnicas de acompanha-
mento visam monitorar o desenvol-
vimento de cada um dos projetos
de intervenção. Além disso, buscam
levantar informações iniciais sobre
a implementação dos projetos tais
como: pontos fortes e críticos; fre-
qüência dos jovens e assessores; re-
lação entre os jovens; relação do gru-
po com a ONG e indicações para a vi-
sibilidade dos projetos. Essas infor-
mações são levantadas por meio de
conversas de caráter informal com
jovens, coordenadores e educado-
res. Após este levantamento inicial,
as visitas técnicas passam a recolher
informações que subsidiam uma
análise mais detalhada sobre a si-
tuação dos projetos. Nesse período,
são utilizadas duas estratégias com-
plementares de acompanhamento
dirigidas a cada grupo jovem repre-
sentante de um projeto: a entrevista
e a aplicação de questionário.
Questionário
AplicAdo Aos
jovens
O questionário constituiu a segun-
da estratégia complementar de co-
leta de dados na visita técnica de
acompanhamento. Seguem algu-
mas sugestões de questões para o
levantamento de informações:
1. nome do Projeto:
2. nome completo dos inte-
grantes do projeto:
3. assessor:
4. ong:
5. Coordenador da ong respon-
sável:
6. Dias de encontro:
7. Quem marca os encontros
que vocês fazem?
8. Quais ações vocês realizam
sem a presença do assessor
ou coordenador?
9. Como vocês avaliam a partici-
pação do grupo no projeto?
10. em que situação o projeto
se encontra no momento?
11. Quais saberes vocês já de-
senvolveram para a conti-
nuidade do projeto?
12. Quais saberes vocês precisam
desenvolver para que o pro-
jeto continue a existir so-
mente por conta do grupo?
13. em relação ao projeto,
quais resultados e produtos
o grupo teria para mostrar
neste momento?
14. Qual foi a maior conquista
do grupo até o momento?
entrevistAs com os
jovens
Apresentamos algumas questões
que podem orientar a entrevista com
os jovens:
1. Qual o número de
participantes hoje do
projeto, considerando os
que participam de verdade?
Houve desistências?
Quantos desistiram? Que
motivos vocês acham
que fzeram as pessoas
desistirem do projeto?
2. Falem um pouco sobre a
relação do grupo com a ong.
3. Falem um pouco sobre a
relação do grupo com o
assessor.
Programa jovens urbanos 72
Blogs dos projetos
Durante o período de formação, muitas ONGs criam blogs como forma de
registro e divulgação das ações do programa.
Assim, considerando os interesses e disponibilidade dos jovens , as pos-
sibilidades de acesso e de manejo desta ferramenta, vale a pena incentivar
que todos os grupos de projetos construam seus blogs. Montados e ali-
mentados pelos jovens, os blogs exercitam as competências de escrita e
registro, de comunicação e troca entre os jovens e outros públicos. Além
disso, permitem acompanhar a execução dos projetos; fomentar a utiliza-
ção de espaços virtuais de comunicação para discussão, divulgação e dis-
seminação de idéias e práticas, além de criar um campo maior de articula-
ção entre os projetos.
AcompAnhAmento
orçAmentário dos
projetos
Para a implementação dos projetos
jovens, o PJU disponibiliza um apor-
te fnanceiro por projeto. A valida-
ção do orçamento é feita pela equi-
pe técnica, que utiliza como critério
a coerência entre a escrita do proje-
to – objetivos, público-alvo, plano de
trabalho, cronograma – e peça orça-
mentária. No caso da aquisição de
bens duráveis, é entregue uma de-
claração autorizando a doação do
material para a ONG executora ao f-
nal da execução do projeto.
Após a validação, os recursos são
liberados para os projetos na conta
das respectivas ONGs executoras.
Fica a cargo de cada ONG defnir os
procedimentos para a liberação dos
recursos para os projetos. De todo
modo, é necessário que estes pro-
cedimentos sejam partilhados e va-
lidados com os jovens.
Ao fnal do período de acompa-
nhamento a equipe técnica solici-
ta uma prestação de contas que in-
forme sobre cada um dos projetos:
recursos gastos, previsão de gastos
para os próximos três meses e rela-
tório com informações sobre as pers-
pectivas de continuidade e sustenta-
bilidade dos projetos. A prestação de
contas visa subsidiar a equipe téc-
nica do Programa Jovens Urbanos
numa possível realocação de recur-
sos de projetos fnalizados que não
utilizaram a totalidade de seus recur-
sos, para outras projetos coletivos de
intervenção com maiores perspecti-
vas de continuidade.
Programa jovens urbanos 73
monitorAmento
O Programa Jovens Urbanos compreende o monitoramento
como um processo permanente e contínuo que se inicia
na identifcação da ação e acompanha o programa ao longo de
toda a sua execução. Monitorar nessa perspectiva é checar o pro-
gresso das atividades, desenvolvendo instrumentais de observa-
ção sistemática, focando em propósitos e metas, possibilitando
um retorno sobre o programa aos seus parceiros, colaboradores
e executores. A confecção de relatórios periódicos permite que
todas as informações reunidas sejam usadas na tomada de de-
cisões em prol do aperfeiçoamento do programa.
Programa jovens urbanos 74
O monitoramento fornece informa-
ções que possibilitam analisar a si-
tuação dos jovens, da comunida-
de e do programa nesses cenários,
possibilitando redesenhar as ações
planejadas e encontrar soluções aos
problemas. Garantir que todas as ati-
vidades sejam executadas correta-
mente pelos profssionais no tem-
po certo e de acordo com os com-
promissos do Programa Jovens Ur-
banos. E, por último, determinar se
os investimentos feitos no programa
estão sendo bem utilizados.
Em linhas gerais, podemos afr-
mar que o monitoramento do progra-
ma tem os seguintes objetivos:
• Gerar informação sobre a ação;
• Permitir a retro-alimentação do
processo;
• Possibilitar a introdução de me-
didas corretoras;
• Compreender as causas que de-
terminam o grau de alcance dos
objetivos propostos;
• Subsidiar decisões no contexto
do programa;
• Possibilitar o aprimoramento da
ação.
O processo de monitoramento tam-
bém contempla a ação de consulto-
rias especializadas para a execução
de determinados serviços.
Vinculada ao ciclo de gestão do
Programa Jovens Urbanos, é adota-
da uma metodologia que apresenta
as seguintes dimensões:
• Ações preparatórias;
• Execução.
Desenho da Linha
de Base da Ação
A linha de base é constituída pelos
dados dos participantes, que refetem
a situação inicial do público-alvo.
Por meio de um sistema infor-
matizado de monitoramento e ava-
liação – SIMA – desenvolvido pelo
Cenpec, construímos uma linha de
base com as seguintes entradas: jo-
vens, educadores/ coordenadores e
ONGs, nas quais são lançados infor-
mações e dados de perfl defnidos
previamente e que permitem, du-
rante e ao fnal do processo, realizar
uma análise comparativa.
Para a construção dessa linha
de base realizamos as seguintes
atividades:
• Capacitação dos profssionais das
ONGs, em um encontro no perío-
do de formação inicial, para o ca-
dastro de jovens;
• Inserção dos dados de entrada
no SIMA;
• Análise e revisão dos dados inse-
ridos, evitando inconsistências.
monitorAmento
o monitorAmento nAs Ações
prepArAtóriAs do progrAmA
Programa jovens urbanos 75
Construção
da Matriz de
Monitoramento
Com o objetivo de melhorar a coleta
de dados gerados ao longo do Pro-
grama Jovens Urbanos e visando de-
senhar uma ferramenta complemen-
tar ao SIMA, capaz de acompanhar, a
distância, os principais procedimen-
tos de execução, o programa adota
a matriz de monitoramento, que de-
fne os principais dados e indicado-
res de controle.
A matriz de monitoramento res-
ponde às seguintes funções:
• Subsidiar a elaboração de relató-
rios e outras produções do Pro-
grama Jovens Urbanos;
• Aferir, no fnal do programa, o
grau de consecução dos objeti-
vos e resultados propostos ini-
cialmente, através da grade de
indicadores e metas;
• Fornecer as informações essen-
ciais do programa para os ato-
res externos, assim como para a
equipe técnica.
A construção da matriz requer várias
elaborações antes de chegar a uma
formulação defnitiva. A idéia é con-
solidá-la de forma progressiva me-
diante a colaboração de toda a equi-
pe técnica, permitindo assim alcan-
çar certo grau de coerência, lógica e
funcionalidade no seu desenho.
Divulgação dos
procedimentos de
monitoramento
É apresentado aos profssionais das
ONGs executoras todo o processo de
monitoramento, incluindo:
• Apresentação da linha de base;
• Apresentação da matriz de mo-
nitoramento;
• Procedimento de rotatividade e
saídas dos jovens participantes.
Desta forma os profssionais das ONGs
se apropriam dos instrumentais e das
práticas que são realizadas.
o monitorAmento
nA execução do
progrAmA
O monitoramento no período de
execução é um importante instru-
mento de gestão, permitindo com-
provar se o programa está se desen-
volvendo da forma planejada, identi-
fcando fragilidades e possibilitando
correções no decorrer da ação.
O Programa Jovens Urbanos ado-
ta esta dimensão através da coleta
e tratamento dos dados e indicado-
res presentes na matriz de monito-
ramento, que permite acompanhar
os principais processos desenvolvi-
dos no programa.
Matriz de
Monitoramento
(anexo 18)
Possibilita o acompanhamento do
processo formativo abrangendo as
atividades realizadas junto aos pro-
fssionais das ONGs, assim como as
atividades realizadas por estes pro-
fssionais junto aos jovens.
Mediante indicadores específcos
é possível aferir, em diferentes mo-
mentos, as dimensões mais signif-
cativas do processo.
São aplicadas outras estratégias
para complementar a coleta de da-
dos: questionários
1
e grupos focais
de intervenção
2
.
Contrataçãodeempresaespeciali-
zadaparaoserviçodeaplicaçãoe
tabulaçãodosquestionários,sendo
elaboradopreviamenteocorrespon-
dentetermodereferênciaparaa
contratação.
Odinamizadordogrupofocal
deintervençãoéumprofssional
especializadocontratado,sendo
elaboradopreviamenteocorrespon-
dentetermodereferênciaparaa
contratação.
Programa jovens urbanos 76
Os indicadores referentes à for-
mação de educadores e coordena-
dores contemplam os principais pro-
cedimentos operados (encontros
gerais, encontros regionais e visitas
técnicas). Além disso, os indicado-
res referentes à formação dos jovens
contemplam as diferentes estraté-
gias formativas adotadas (explora-
ção, experimentação e produção).
A matriz inclui o monitoramento
dos projetos coletivos de interven-
ção. Neste sentido, a estratégia é de-
senhada no decorrer da ação (defni-
ção do foco, da amplitude e dos indi-
cadores de acompanhamento).
Paralelamente, são monitorados
dados quantitativos e qualitativos re-
ferentes às parcerias e assessorias es-
tabelecidas ao longo do programa,
assim como os principais procedi-
mentos de gestão e gerenciamento
realizados no âmbito do programa.
Sabe-se que nos programas vol-
tados à juventude a saída dos jovens
é signifcativa. Para compreender me-
lhor os diferentes fatores que justif-
cam este movimento, todas as saí-
das e seus motivos são devidamen-
te registrados.
Produção de
relatórios
Os dados e informações resultantes
do monitoramento subsidiam a ela-
boração de relatórios e outras pro-
duções que são apresentados pe-
riodicamente. Esses documentos
registram os resultados alcançados
comparando-os com as metas pro-
postas.
Os dados utilizados devem per-
mitir o cruzamento com indicado-
res de pesquisas e estudos externos,
possibilitando enriquecer o conteú-
do dos mesmos.
controle gerenciAl
(eficiênciA)
No caso dos recursos repassados
às ONGs o monitoramento é feito
considerando as seguintes rubricas:
transporte dos jovens para acesso à
ONG e para as atividades que pre-
vêem circulação na cidade, remune-
ração de profssionais – educadores
e coordenadores – e recursos para
implementação dos projetos de in-
tervenção dos jovens.
O programa também acompa-
nha a contratação de assessores tec-
nológicos para experimentações e
projetos dos jovens, bem como de
assessorias especializadas para re-
forço institucional. Na formação dos
educadores o controle de recursos
alocados refere-se ao material pe-
dagógico, alimentação e transporte
para visitas técnicas.
O Programa Jovens Urbanos adota
um sistema de gerenciamento que
abrange todas as etapas de execu-
ção. O controle gerencial é um dos
temas que compõem o processo de
formação das ONGs participantes. A
preocupação está em assegurar que
a formação seja acompanhada e ma-
peada para corrigir rotas e para sub-
sidiar novas ações. A capacitação de
gestores de projetos sociais, tema
trabalhado nos programas de forma-
ção, fortalece as ONGs e multiplica as
suas ações. A preocupação em gerir
de forma efciente a aplicação dos re-
cursos é compromisso e diretriz ética
do Programa Jovens Urbanos.
O cuidado está em monitorar os
resultados obtidos, as transformações
geradas e o envolvimento da comuni-
dade no desenvolvimento da ação.
O planejamento do programa é
sustentado por uma peça orçamen-
tária que orienta a programação e o
controle dos recursos alocados. Este
controle é realizado mensalmente
por meio das estratégias de monito-
ramento via preenchimento de ins-
trumentais específcos previstos na
matriz de monitoramento.
Programa jovens urbanos 77
O programa foi alvo de um estudo
para medir o impacto na vida dos
participantes. Assim, para efeito da
pesquisa, garantiu-se um grupo de
comparação sufcientemente pare-
cido, um grupo de controle.
A metodologia aplicada levou
em consideração os resultados após
o programa e o cálculo do retorno
econômico. Os indicadores escolhi-
dos foram os resultados escolares,
probabilidade de trabalho e renda
salarial. Também foram considera-
dos aspectos como a freqüência de
leitura, abrangência da circulação
pela cidade e o envolvimento com
a polícia, entre outros. As informa-
ções foram coletadas um ano após
a fnalização da primeira etapa do
programa.
O resultado da avaliação foi posi-
tivo e estatisticamente signifcativo
em relação ao trabalho e renda dos
jovens. A média de renda mensal
dos participantes do Programa Jo-
vens Urbanos foi superior em 63 re-
ais à renda média no grupo de com-
paração. A quantidade de jovens em-
pregados também foi maior entre
os que participaram do programa:
ela cresceu de 15% em 2004 para
47% em 2005. Em relação ao envol-
vimento com a polícia, a avaliação
demonstrou uma redução signifca-
tiva de 8,1 pontos percentuais entre
os participantes do programa – 10%
deles relataram algum envolvimen-
to em 2005.
A pesquisa constatou que os jo-
vens egressos do Programa Jovens
Urbanos apresentam maior seguran-
ça em habilidades como falar e se ex-
pressar bem, pensar soluções inova-
doras e escrever e entender textos.
Os resultados da pesquisa permi-
tem afrmar que o Programa Jovens
Urbanos atingiu o seu principal ob-
jetivo, que é expandir e qualifcar as
perspectivas de acesso ao mundo
do trabalho. Para avaliar como este
resultado se mantém ao longo do
tempo, a pesquisa voltará a ser fei-
ta em 2010.
Programa jovens urbanos 78
pesQuisA AvAliAtivA
referênciAs BiBliográficAs
ABRAMOVAY, Miriam et al. Juventude, violência e vulnerabilidade na Améri-
ca Latina: Desafos para políticas públicas. Brasília: Unesco, BID, 2002.
BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade das relações huma-
nas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
CASTRO, Mary; ABRAMOVAY, Miriam, 2003. In: NOVAES, Regina; VANNUCHI,
Paulo (Orgs.). Juventude e sociedade: trabalho, educação, cultura e partici-
pação. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, Instituto Cidadania, 2004.
CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Co-
munitária. Cadernos CENPEC: Juventudes Urbanas, São Paulo, ano 3. n. 05,
1º semestre de 2008.
GROOTAERT, Christiaan & WOOLCOCK, Michael (1997), citado por COSTA,
Rogério da. Por um novo conceito de comunidade: redes sociais, comuni-
dades pessoais, inteligência coletiva. Interface – Comunicação, Saúde, Edu-
cação, Botucatu, v.9, n.17, p. 235-248, mar/ago 2005.
NOVAES, Regina; CARA, Daniel Tojeira (Orgs.). Política Nacional de Juventu-
de: diretrizes e perspectivas. São Paulo: Conselho Nacional da Juventude,
Fundação Friedrich Ebert, 2006.
POCHMANN. Márcio. Juventude em busca de novos caminhos no Brasil. In:
NOVAES, Regina; VANNUCHI, Paulo (Orgs.). Juventude e sociedade: traba-
lho, educação, cultura e participação. São Paulo: Fundação Perseu Abramo,
Instituto Cidadania, 2004.
VIGNOLI, J.R. Vulnerabilidad y grupos vulnerables: un marco de referencia
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oportunidades y vulnerabilidad social: aproximaciones conceptuales
recientes. In: COMISIÓN ECONÓMICA PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE
– CEPAL. Seminario Vulnerabilidad. Santiago de Chile: Cepal, 2001.
sites
http://www.democratizacaocultu-
ral.com.br/Conhecimento/Entrevis-
tas/Paginas/260407_ana_mae_bar-
bosa.aspx
Programa jovens urbanos 79
Rk£X0 0±
RR£RS b£ Ik1£RV£k(R0
SBBÞR£F£I1BRR bR £RÞ£LR b0
S0£0RR0
bIS1RI10 6RR1RB
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
O processo de seleção das regiões para a execução do Programa Jovens Urbanos (PJU) na sua 3ª Edição na cidade
de São Paulo adotou como método a pesquisa e análise de índices e indicadores intraurbanos que, de forma con-
junta, permitem justifcar a escolha das áreas.
Este trabalho utiliza-se de dados e análises presentes, sobretudo, nos seguintes documentos:
• Projeto São Paulo em Paz. Diagnóstico da Situação de Violência – Distrito do Grajaú. Instituto Sou da Paz,
2006;
• Município em Mapas. Série Temática Índices Sociais. Prefeitura de São Paulo, 2006

.
O objetivo primordial foi coletar e sistematizar informações capazes de alimentar a construção da presente justif-
cativa, na qual a região administrativa da Subprefeitura da Capela do Socorro é apresentada como uma das áreas
de intervenção do PJU.
Alémdisso,outrosdadosforamcoletadosapartirdefontessecundáriasquesãocitadasnocorpodotexto,asaber:Dadospopu-
lacionais,demográfcoseterritoriais;Dadoseíndicessociaisintraurbanos;Dadossobreinfra-estruturaeequipamentospúblicos.
Contextualização
Este relatório apresenta dados e informações - e suas res-
pectivas fontes - utilizados para a defnição das áreas de
intervenção considerando o critério do Programa: áreas de
maior “vulnerabilidade e risco social”.
Refere-se à 3ª edição do PJU em São Paulo e foi apresen-
tado para Cenpec, Fundação Itaú-Social, parceiros e ONGs
executoras.
A título de ilustração, apresentaremos apenas informações
referentes ao Distrito do Grajaú, apesar de o Programa ter
sido implementado também no Distrito do Lajeado.
± PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1
A Subprefeitura da Capela do Socorro está composta pelos seguintes distritos: Capela do Socorro, Cidade Du-
tra e Grajaú. Os estudos realizados pela equipe técnica do PJU apontam o Distrito do Grajaú como área preferen-
cial de intervenção, conforme análises abaixo desenvolvidas.
APRESENTAÇÃO - SUBPREFEITURA DE SOCORRO
Observa-se que a Subprefeitura de Socorro apresenta uma situação de “precária garantia” dos direitos humanos
em função de alguns critérios de classifcação estabelecidos
2
.
• Percentual de domicílios com rede de esgoto, excluindo fossa: 60,78%. É o 2º pior índice entre as 3 subprefei-
turas do município.
ComissãoMunicipaldosDireitosHumanos–CMDH.SistemaIntraurbanodeMonitoramentodosDireitosHumanos–SIM,005.
2 PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1
• Taxa média de desemprego da população economicamente ativa: 22,30%. Representa a 8ª pior taxa da cidade.
• Percentual da população com renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo: 7,78%. É o 7º pior do
município.
• Percentual de alunos com defasagem idade/série no ensino fundamental: 2,49%. Representa a ª pior taxa
da cidade.
• Percentual de não aprovação (evasão e reprovação) no ensino fundamental: 5,89%. É a 6ª pior entre as 3 sub-
prefeituras do município.
• Percentual de alunos com defasagem idade/série no ensino médio: 35,9%. Representa a ª pior taxa da cidade.
• Percentual de não aprovação (evasão e reprovação) no ensino médio: 9,02%. É a 7ª pior entre as 3 subpre-
feituras.
• Taxa de homicídio e tentativa por cem mil habitantes: 9,34. É a 3ª pior taxa.
• Taxa de homicídio de homens de 5 a 29 anos por local de residência, por cem mil habitantes: 275,24. Repre-
senta o índice mais elevado entre as 3 subprefeituras de São Paulo
3
.
A região possui a maior taxa de homicídio juvenil (de 5 a 9 anos), sendo maior ainda em relação aos jovens do
sexo masculino (tanto como autor quanto como vítima), indicando um grave problema na região.
Ressalta-se também o fato de que a Subprefeitura de Socorro apresenta um IDH de 0,67 encontrando-se em
29° lugar no conjunto das 3 subprefeituras que conformam o município de São Paulo.
MAPA DA VUlNERABIlIDADE SOCIAl
4
A legenda do mapa mostra os quatro grupos de setores censitários com maior presença na Subprefeitura de Socorro.
3 InstitutoSoudaPaz.ProjetoSãoPauloemPaz.DiagnósticodaSituaçãodeViolência–DistritodoLajeado,006.
4 OMapadaVulnerabilidadeSocial(CEM/Cebrap,004)buscarefetirsituaçõeslocaisdevulnerabilidadesocialapartirde
variáveiscensitáriasconsideradasrelevantesparaacaracterizaçãodasmúltiplasdimensõesdaprivaçãoedapobreza,tais
como:CondiçõesdeHabitação,Renda,Escolaridade,Gênero,IdadeeEstruturaFamiliar.
5 OIPVS(000),elaboradopelaFundaçãoSeade,consistenumatipologiaqueclassifcaossetorescensitáriosdetodosos
municípiosdoEstadoemseisgruposdevulnerabilidadesocial.Essaclassifcaçãoderivadacombinaçãoentreduasdimensões:
SocioeconômicaeDemográfca,defnidasapartirdeumconjuntodeoitovariáveis.
3 PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1
DISTRIBUIÇÃO DA POPUlAÇÃO, SEgUNDO gRUPOS DO IPVS
6

MUNICíPIO DE SÃO PAUlO E SUBPREFEITURA DE SOCORRO
íNDICE PAUlISTA DE VUlNERABIlIDADE SOCIAl - IPVS
5

A representação cartográfca dessa classifcação para a Subprefeitura de Socorro aparece no mapa, cuja legenda
informa os critérios gerais utilizados na identifcação de cada grupo, desde aquele em que não há situações de vul-
nerabilidade social, até aquele caracterizado por vulnerabilidade muito alta.
5 OIPVS(000),elaboradopelaFundaçãoSeade,consistenumatipologiaqueclassifcaossetorescensitáriosdetodosos
municípiosdoEstadoemseisgruposdevulnerabilidadesocial.Essaclassifcaçãoderivadacombinaçãoentreduasdimensões:
SocioeconômicaeDemográfca,defnidasapartirdeumconjuntodeoitovariáveis.
6 FundaçãoSeade–ÍndicePaulistadeVulnerabilidadeSocial–IPVS,000.
4 PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1
NA SUBPREFEITURA DE SOCORRO DESTACAM-SE:
Grupo 5 (vulnerabilidade alta): 28.072 pessoas (5,0% do total).
No espaço ocupado por esses setores censitários, o rendimento nominal médio dos responsáveis pelo domicílio
era de R$45 e 65,6% deles auferiam renda de até três salários mínimos. Em termos de escolaridade, os chefes de
domicílios apresentavam, em média, 4,8 anos de estudo, 85,2% deles eram alfabetizados e 24,7% completaram o
ensino fundamental. Com relação aos indicadores demográfcos, a idade média dos responsáveis pelos domicílios
era de 43 anos e aqueles com menos de 30 anos representavam 6,5%. As mulheres chefes de domicílios corres-
pondiam a 29,3% e a parcela de crianças de 0 a 4 anos equivalia a 9,5% do total da população desse grupo.
Grupo 6 (vulnerabilidade muito alta): 08.49 pessoas (9,2% do total).
No espaço ocupado por esses setores censitários, o rendimento nominal médio dos responsáveis pelo domicílio
era de R$355 e 72,4% deles auferiam renda de até três salários mínimos. Em termos de escolaridade, os chefes de
domicílios apresentavam, em média, 4,4 anos de estudo, 83,5% deles eram alfabetizados e 20,3% completaram o
ensino fundamental. Com relação aos indicadores demográfcos, a idade média dos responsáveis pelos domicílios
era de 39 anos e aqueles com menos de 30 anos representavam 24,8%. As mulheres chefes de domicílios corres-
pondiam a 27,5% e a parcela de crianças de 0 a 4 anos equivalia a 2,7% do total da população desse grupo.
ANÁLISE DO IPVS:
Ao analisarmos o mapa do IPVS podemos perceber que na Subprefeitura de Socorro os grupos 5 e 6 ocupam a maior
parte do território. Vale lembrar que o IPVS é da região administrativa da Subprefeitura da Capela do Socorro que
engloba ainda outros dois distritos (Cidade Dutra e Socorro). Se tomarmos o Distrito do Grajaú por separado, qua-
se 70% do seu território é considerado setor censitário de alta privação, com vários pontos de altíssima privação e
famílias jovens espalhados ao sul do distrito. Nestas áreas estão 69,% da população total do distrito.
RECORTE DO IPVS NA SUBPREFEITURA DA CAPElA DO SOCORRO:
5 PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1
COMPOSIÇÃO DE INDICADORES IPVS – SUBPREFEITURA DE SOCORRO
APRESENTAÇÃO - DISTRITO gRAJAÚ
1. TERRITÓRIO
7
O Distrito do Grajaú faz parte da região administrativa da Subprefeitura da Capela do Socorro, junto com os distri-
tos de Cidade Dutra e Capela do Socorro. O Grajaú faz divisa com os distritos de Cidade Dutra e Parelheiros, além
dos municípios de São Bernardo do Campo e Diadema. A divisa com os dois municípios se dá na própria divisão
de águas da represa Billings.
• Área territorial: 92,0 km2
• Densidade demográfca (habitantes/Km2): 4.9,07
2. DEMOgRAFIA:
• População: 385.578 habitantes
• Taxa geométrica de crescimento anual da população: 3,82%
• Taxa de fecundidade geral (por mil mulheres entre 5 e 49 anos): 64,4
• População em idade escolar de 5 a 7 anos: 2.587 habitantes
• População em idade escolar de 8 a 9 anos: 4.827 habitantes
Faixa etária
(SegmentoS de intereSSe para o pJU)
5 a 9 36.44 habitantes
20 a 24 38.45 habitantes
O Grajaú é o distrito mais populoso de São Paulo e também o que possui o maior número de pessoas vivendo em fa-
velas: 59.306 pessoas (IBGE 2000), isto é, 5% da população. Segundo a Coordenadoria de Planejamento da Capela
do Socorro, estima-se que o Distrito do Grajaú está formado por 84 bairros e 30 favelas, grande parte em áreas irre-
gulares e outras em áreas de risco (aproximadamente 80% do território composto por construções irregulares).
7 FundaçãoSeade–SistemadeInformaçõesdosDistritosdaCapital,006.
6 PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1
O distrito apresenta o 5º maior percentual de crescimento populacional anual do município. A maioria da po-
pulação é composta por crianças, adolescentes e jovens de até 29 anos, com um percentual de 59,63%; índice que
supera a média do município, sendo 28,7% jovens entre 5 e 29 anos. Assim sendo, mais de /4 da população do
distrito é composta por jovens.
3. íNDICE DE VUlNERABIlIDADE JUVENIl – IVJ
ÍndiCe de VULneraBiLidade JUVeniL
8
- diStrito graJaÚ
IVJ 76
Grupo de vulnerabilidade 5
População total 333.436
Participação da população jovem de 5 a 9 anos, no total de jovens do Município de São Paulo (%) 3,63
População de jovens de 5 a 9 anos 36.044
Taxa anual de crescimento populacional (%) 6,3
Participação da população jovem de 5 a 9 anos no total da população do distrito (%) 0,8
Taxa de mortalidade por homicídio da população masculina de 5 a 9 anos (por cem mil hab.) 356,80
Proporção de mães adolescentes de 4 a 7 anos, no total de nascidos vivos (%) 7,94
Rendimento nominal médio mensal das pessoas responsáveis pelos domicílios particulares permanentes (R$) 597,70
Proporção de jovens de 5 a 7 anos que não freqüentam a escola (%) 3,32
Taxa de fecundidade das adolescentes de 4 a 7 anos (por mil mulheres) 46,82
Proporção de jovens, de 8 a 9 anos, que não concluíram o ensino fundamental (%) 53,47
8 OIVJ(000)foielaboradopelaFundaçãoSeadeparafundamentarescolhasdeáreasprioritáriasparaintervençõesvoltadasà
populaçãojovemnomunicípio.Oindicadorsíntesepermiteaaferição,numaescalade0a00pontos,dograudevulnera-
bilidadedojovemasituaçõesderiscosocial,transgressãoeviolência.Atravésdestaescalasãoidentifcadoscincogruposde
vulnerabilidadejuvenil.Osdistritosqueapresentammenorvulnerabilidade(índicespróximosa0)atéosquesubmetemseus
jovensaníveiselevadosdevulnerabilidade(valoresquetendemaotopodaescala).
7 PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1
4- CONSIDERAÇÕES FINAIS - DISTRITO gRAJAÚ:
Como observa-se no decorrer do presente trabalho, o Distrito do Grajaú se encontra em uma grave situação em
função dos índices e indicadores intraurbanos apresentados:
• Percentual de pessoas responsáveis pelos domicílios particulares permanentes sem rendimento: 9,5%
• Taxa de mortalidade geral, por local de residência, por mil habitantes: 4,02
• Taxa de mortalidade por causas externas, por cem mil habitantes: 98,8
• Taxa de mortalidade por agressões, por cem mil habitantes: 70,54
• Taxa de mortalidade por AIDS, por cem mil habitantes: 3,37
• A localização em áreas de mananciais de signifcativa parcela do distrito exige articulação entre diferentes or-
ganismos para estudar possíveis soluções para a ocupação do distrito;
• Mais ao o sul do distrito o cenário é praticamente rural, evidenciando as graves condições em que as regiões
mais afastadas se encontram, estando praticamente descobertas de serviços de assistência e de equipamen-
tos públicos;
• Em função disso, existe uma privação de direitos fundamentais como moradia, educação, saúde, emprego,
cultura e lazer. Utiliza-se o conceito de “cidade ilegal” para designar a parcela da região localizada em região
de mananciais.
Com relação aos jovens os indicadores apontam uma enorme população juvenil (/4 da população) com condi-
ções precárias de desenvolvimento e pouco investimento voltado a esta camada:
• A região possui a maior taxa de homicídio juvenil (de 5 a 9 anos), sendo maior ainda em relação aos jovens
do sexo masculino, e um alto índice de desemprego;
• O Distrito do Grajaú sofre de falta de equipamentos públicos, em especial de espaços de lazer e cultura. A úni-
ca Casa de Cultura que atendia a região – localizada no distrito vizinho - foi fechada recentemente;
• As organizações sociais locais dividem-se em uma ampla gama de reivindicações de modo que são escassas as
situações articuladas e conjuntas de trabalho, fato que se repete no caso de ações dirigidas à juventude;
• Impõe-se a necessidade de prover alternativas à enorme população jovem do distrito em situação de vul-
nerabilidade.
8 PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1
FICHA DE INSCRIÇÃO
1. Nome:
2. CNPJ:
3. Endereço: Complemento:
4. Nº:
5. Bairro:
6. Comunidade:
7. Município:
8. UF: CEP:
9. Telefone:
10. E-Mail:
11. Nome do dirigente responsável:
12. CPF:
13. RG:
14. Telefone:
15. Celular:
16. E-mail:
17. Registros e inscrições em conselhos, convênios, certifcados etc.:
18. Ano de fundação:
ANEXO 02
FICHA DE INSCRIÇÃO:
SELEÇÃO DAS ONGS
Contextualização
A partir da definição das áreas de
intervenção,e contando com apoio da am-
pla rede de contatos do Cenpec, a equipe
técnica inicia as ações de prospecção com
objetivo de acessar diferentes organiza-
ções que atuam nas áreas defnidas.
Vale destacar que a Secretaria Municipal de
Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS
– disponibiliza a relação das ONGs convenia-
das que desenvolvem ações socioeducaticas
com crianças, adolescentes e jovens em to-
dos os distritos da cidade de São Paulo.
A partir daí começa o processo de seleção
das ONGs. O primeiro passo é realizar conta-
to com as organizações presentes nas áreas
de intervenção. Esse contato inicial se re-
aliza por emails e telefonemas, nos quais o
Programa é apresentado e o convite é fei-
to. Se a organização demonstrar interesse
em participar do processo de seleção, solici-
tamos preenchimento da fcha de inscrição,
cujo modelo encontra-se neste anexo.
Estas organizações também são convida-
das a participar de um encontro no qual
se apresenta o PJU de forma mais ampla e
aprofundada.
PrOGrAMA JOVENS UrbANOS ANExO 2
19. Âmbito de atuação da organização:
1. ( ) Local 6. ( ) Estadual
2. ( ) Distrital 7. ( ) Nacional
3. ( ) Regional 8. ( ) Internacional
4. ( ) Municipal 9. ( ) Não sabe
5. ( ) Metropolitano
20. Indique o número de benefciários atendidos pela ONG segundo a população-alvo:
Segmento Qtde.
01. Crianças
02. Adolescentes
03. Jovens
04. Adultos
05. Idosos
06. Famílias
TOTAL
21. A organização desenvolve projetos de:
1. ( ) Liberdade assistida 9. ( ) Abrigos para crianças e jovens
2. ( ) Núcleo socioeducativo 10. ( ) Abrigos para adultos
3. ( ) Qualifcação profssional 11. ( ) Educação infantil (creche)
4. ( ) Cultura 12. ( ) Assessoria jurídica
5. ( ) Comunicação 13. ( ) Inclusão digital
6. ( ) Turmas de aceleração 14. ( ) Outros:
7. ( ) Grupos de terceira idade 15. ( ) Não sabe
8. ( ) Alfabetização de adultos / Telecurso
22. A organização desenvolve projetos com jovens?
1. ( ) Sim
2. ( ) Não
23. Quais projetos? Quantos jovens participam destes projetos?
Projetos Jovens participantes
01.
02.
03.
04.
05.
06.
07.
08
09.
10.
TOTAL:
2 PrOGrAMA JOVENS UrbANOS ANExO 2
24. Indique a distribuição das fontes de recursos da organização em R$ (Ano base 2006):
Fontes de recursos Fonte de receita em R$ (Ano base 2006)
01. Agências multilaterais e organizações internacionais
02. Órgãos públicos federais
03. Órgãos públicos estaduais
04. Órgãos públicos municipais
05. Empresas e fundações empresariais
06. Doações em dinheiro feitas por pessoas físicas
07. Recursos próprios: aplicações, aluguel, etc.
08. Vendas de produtos ou serviços
09. Campanhas
10. Associados
11. Outros:
25. Recursos humanos da organização:
Vínculo profssional Número de funcionários
01. Funcionários com registro em carteira
02. Profssionais autônomos – pessoa física (RPA, recibos etc.)
03. Prestadores de serviço – pessoa jurídica
04. Voluntários
05. Estagiários
06. Outros:
TOTAL:
26. Descreva a gestão administrativa da organização:
Profssional Qtde. Função
TOTAL:
27. Indique a disponibilidade de espaços (internos e externos) na organização disponíveis para trabalhar com os jovens:
Espaço Qtde.
01. Sala da administração
02. Copa/cozinha
03. Lavanderia
04. Refeitório
05. Banheiros
06. Auditório/teatro/salão de eventos
07. Biblioteca
08. Salas de atividades/atendimentos
09. Salas para ofcinas de profssionalização
10. Consultório médico/odontológico/enfermaria
11. Salas de aula
12. Sala de informática
13. Quadra poliesportiva
14. Outros:
TOTAL:
PrOGrAMA JOVENS UrbANOS ANExO 2
28. Quais são os recursos em uso na organização?
Tipos de equipamentos Qtde.
01. Aparelho de som
02. Fax
03. Vídeo/DVD
04. TV
05. Retroprojetor
06. Microcomputador
07. Impressora
08. Filmadora
09. Scanner
10. Instrumentos musicais
11. Outros:
TOTAL:
29. A organização tem acesso à internet?
1. ( ) Sim, acesso discado
2. ( ) Sim, acesso por banda larga
3. ( ) Não
30.
Na organização, como é o acesso dos jovens ao
computador?
1. ( ) Livre acesso
2. ( ) Acesso condicionado ao uso de senhas ou escalonamento
3. ( ) Acesso somente aos matriculados em cursos ou programas específcos
4. ( ) Não há acesso
31.
A organização participa de alguma rede de organizações
sociais?
1. ( ) Sim
2. ( ) Não
32. Quais as organizações? Qual o seu âmbito de atuação?
33. Qual o âmbito de atuação desta(s) rede(s)?
1. ( ) Local 6. ( ) Estadual
2. ( ) Distrital 7. ( ) Nacional
3. ( ) Regional 8. ( ) Internacional
4. ( ) Municipal; 9. ( ) Outro:
5. ( ) Metropolitano
34. A organização abre seu espaço para a comunidade?
1. ( ) Sim
2. ( ) Não
35. De que forma e quando?
PrOGrAMA JOVENS UrbANOS ANExO 2
36. A organização mantém convênio com algum programa público de inclusão digital ou cede o laboratório de informática para ações
específcas? Quais?
37. A comunidade participa na gestão da organização?
1. ( ) Sim
2. ( ) Não
38. Como?
39. Qual a importância do trabalho com jovens desenvolvido
pela organização?
PrOGrAMA JOVENS UrbANOS ANExO 2
ANEXO 03
PLANO DE TRABALHO DAS ONGS
Nome da Organização: __________________________________________________________________________
Contatos: _____________________________________________________________________________________
Responsável(s) pela elaboração do Plano: ___________________________ Data de elaboração: ______________
Importante: Este plano de trabalho é peça técnico-institucional fundamental no processo de seleção das organi-
zações que atuarão em parceria com o Cenpec na execução do Programa Jovens Urbanos.
Por este motivo, as informações indicadas aqui possuem caráter de compromisso institucional e deverão, obriga-
toriamente e sem exceção, serem contempladas.
A partir da proposta apresentada pelo Cenpec à ONG __________________ fca estabelecido o seguinte plano:
1. Referenteàcontrataçãodoprofssionais:
• Qual será o regime de contratação utilizado? Carteira, RPA ou contratação ou via PJ?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
2. Referenteaocadastramentodosjovens,educadoreseONGSnossistemasdemonitoramentoutilizados
noPrograma:
• Descrever logística para o cadastramento: nº de computadores disponíveis-tipo de conexão, nº de pessoas dis-
poníveis e tempo destinado a esta tarefa.
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
Contextualização
Após a entrega da fcha de inscrição e de
reunião na qual se apresenta ao conjunto
das organizações interessadas a proposta
detalhada do Programa, solicita-se que as
ONGs elaborem um Plano de Trabalho cujo
roteiro encontra-se neste anexo.
PrOGrAmA jOveNs urbANOs ANexO 3
3. Referente à formação e acompanhamento do trabalho dos profssionais envolvidos no Programa (é
importantelembrarquecadaeducadorserácontratadopor30horaseterá12horasdetrabalhodireto
comosjovens):
• Como serão organizados os espaços, orientações e supervisões das atividades e qual a sua freqüência? Quais
serão os momentos destinados ao planejamento e avaliação? Quais serão os instrumentais destinados aos re-
gistros de planejamento e avaliação?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
4. Referenteàalimentaçãodosjovens:
• Como a organização irá garantir a alimentação dos jovens, uma vez que a mesma não é fnanciada pelo PJU? _
_________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
5. Referenteaosespaçosdeformação:
• Quais serão os espaços destinados à formação dos jovens? Qual é a freqüência e possibilidade da utilização de
espaços alternativos (biblioteca, sala de informática, quadra)?
_________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
6. Referenteaoacompanhamentodosprojetosdosjovens.(ÉimportantelembrarqueoPJUnãofornece-
rárecursosdiretosàorganizaçãonafasedeimplementaçãodosprojetos.)
• Quais serão os recursos e espaços destinados aos jovens nesta etapa do Programa? Como a organização irá
apoiar os jovens nesta implementação?
_________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
PrOGrAmA jOveNs urbANOs ANexO 3
7. Referenteàrededearticulaçãoinstitucional:
• Como a rede de instituições parceiras da organização poderá complementar as ações desenvolvidas com os
jovens?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
8. Observaçõesgeraisnãocontempladasnositensanteriores:
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
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3 PrOGrAmA jOveNs urbANOs ANexO 3
ANEXO 04
ROTEIRO DE VISITA TÉCNICA DE
SELEÇÃO DAS ONGS
VISITA TÉCNICA
ONG:
Distrito:
Contato:
Responsáveis pela visita:
Data:
1. Localização:
Citar Bairro do Distrito Citar Bairro do Distrito
Citar Bairro do Distrito Citar Bairro do Distrito
Citar Bairro do Distrito Citar Bairro do Distrito
Citar Bairro do Distrito Citar Bairro do Distrito
Outra: Outra:
Contextualização
De posse da fcha de inscrição e do plano
de trabalho a equipe técnica do Programa
realiza visita técnica em todas as ONGs in-
teressadas. O roteiro desta visita encon-
tra-se neste anexo.
PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 4
2. Infra-estrutura do espaço de trabalho com os jovens:
AdequAdo (A) InAdequAdo (A) Com RessAlvAs obseRvAções
Acústica
Área Útil
Mobiliário
Ventilação
Limpeza
Armazenamento das
Produções
Iluminação
3. Outros itens relacionados aos espaços:
AdequAdo (A) InAdequAdo (A) Com RessAlvAs obseRvAções
Computadores
Acesso à internet
Ocupação
Alimentação

4. Recursos Humanos Disponíveis (nº):
- Funções Administrativas:
- Educadores:
- Serviços:
- Coordenação:
- Saúde:
- Outros: (descrever)
5. Aspectos gerais que chamam a atenção (ambientação, percepções, sentimentos, possibilidades, “con-
versas ao pé do ouvido”, circulação das falas na visita, informações de educadores etc.)


6. Quais são os mecanismos de divulgação de projetos e produtos dos jovens na comunidade?
7. Quais são as práticas de gestão, produção e planejamento coletivo? (periodicidade de reuniões, núcleos
existentes, momentos de planejamento etc.).
PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 4
8. Formas de acompanhamento pós-atendimento:
• Encaminhamentos pós-saída / evasão dos jovens:
• Encaminhamentos pós-formação:
9. Qual é a média de saída / evasão dos jovens nos projetos? Quais são os motivos?
10. Como é feita a avaliação dos projetos? Quem participa desta avaliação? O que é avaliado?
11. Qual é a relação da entidade com ações locais (redes, fóruns locais, articulação com outras entidades da
região etc.).
PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 4
ANEXO 05
PAUTA DE CAPACITAÇÃO
SELETIVA DOS EDUCADORES
Data:
Local:
Participantes: educadores e coordenadores (40 pessoas)
Objetivos:
• Selecionar 16 educadores que atuarão diretamente com os jovens;
• Reconhecer os educadores que atuarão diretamente com os jovens como um coletivo de trabalho;
• Proporcionar um espaço de debate sobre Juventude com pessoas que atuam na área;
• Constituir um banco de profssionais que possa compor a equipe, independentemente do momento do projeto.
Indicadores:
• Capacidade para mediar grupos de diferentes jovens;
• Capacidade de investigação e criação;
• Capacidade de estimular as ações de pesquisa nos jovens;
• Capacidade de articular e trabalhar em diferentes espaços que constituirão a rotina formativa;
• Disposição para experimentar novas situações e conhecimentos;
• Conhecimento da legislação: ECA e Estatuto da Juventude;
• Preferencialmente ser morador da região da ONG;
• Preferencialmente ter formação universitária (concluída ou cursando);
• Indicação da ONG.
Contextualização
Para a seleção dos profssionais, o Pro-
grama solicita às ONGs currículos de edu-
cadores sociais considerando os critérios
defnidos.
Concomitantemente, divulga processo de
seleção para contatos do banco de rela-
cionamentos, parceiros e colaboradores do
Cenpec e do Programa.
Os profssionais interessados são convi-
dados a participar de um encontro de ca-
pacitação seletiva, cuja pauta encontra-
se descrita neste anexo.
PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 5
Pauta
ExPErimEntação dE imagEns sobrE JuvEntudE
1º momento – Ambientação
• Equipe técnica distribuindo folhetos com informações sobre os momentos da pauta, horários e agradecimen-
tos; crachá (para pôr nome e região); apresentação não institucional.
• Convite para entrar e ver a experimentação.
• Sala com cadeiras em “u” voltadas para o telão.
• Projeção de imagens de grafte.
• Disposição de publicações e materiais sobre juventude: revistas, artigos, livros, imagens.
Os participantes são convidados a conhecer os materiais. Enquanto interagem, som ambiente toca:
• Geração Coca-Cola – Legião Urbana
• Divino Maravilhoso – Gal Costa
• Ideologia – Cazuza
• Negro Drama – Racionais
Materiais necessários:
• revistas, artigos, livros, imagens sobre juventude
• data-show
• som
• músicas listadas gravadas em mídia
• imagens de grafte digitalizadas
• 40 panfetos com os momentos e horários da pauta e agradecimento
2º Momento – Apresentação da Capacitação e Produção de Texto
Objetivos:
• Apresentação de equipe e coordenadores.
• Perceber, por meio de vivência e experiência com/de juventude dos participantes, qual educador corresponde
melhor ao perfl e critérios mencionados acima.
Exibição de trechos dos flmes (20’):
• Documentário Milágrimas – Direção: Eliane Café (Brasil, 2006)
• Os sonhadores – Direção: Bernardo Bertolucci (EUA, 2003)
• De Passagem – Direção: Ricardo Elias (Brasil, 2003)
• Cidade de Deus – Direção: Fernando Meirelles (Brasil, 2002)
• Novela Malhação – Rede Globo de Televisão.
Após a exibição, os participantes receberão um papel onde irão escrever um texto que fale sobre sua expe-
riência de juventude e com jovens (40’). A folha terá a seguinte consigna:
Pensando na sua experiência de juventude e com jovens, narre o que traz você aqui:
PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 5
Materiais necessários:
• Filmes em mídia;
• 45 folhas com logos, 30 linhas, consigna e nome;
• 40 canetas.
3º Momento – Atividade de Planejamento
Os participantes serão divididos em oito subgrupos, com um coordenador por subgrupo. Explicar a presença dos
coordenadores nos grupos. Os educadores e coordenadores formarão grupos entre si. Esses trios deverão esco-
lher uma das situações (abaixo) e elaborar um planejamento.
Escreverão em tarjetas (50’).
• branca – nomes e número da situação escolhida;
• laranja – como farão para trabalhar a situação;
• verdes claras – tempo / quantidade de encontros;
• azuis claras – locais explorados.
Em seguida, montarão o painel em silêncio. As tarjetas não serão apresentadas. Importante que falem por si (20’).
• Como foi fazer? Registro das falas por observadores (20’).
Materiais necessários:
• 8 cópias das situações
• 8 tarjetas de cada cor
• Painel papel kraft
• Fita crepe
• 1 Pincel pilot por grupo
situação 1
Um grupo de jovens diz que se sente constrangido em visitar o teatro municipal. Como enfrentar este aconteci-
mento?
situação 2
Os jovens foram a uma exploração no MASP e disseram: não entendemos nada!! Como produzir alguma coisa com
isso?
situação 3
Os jovens dizem: a região onde moramos não faz parte da cidade! Como potencializar esta experiência?
situação 4
Os jovens recebem uma bolsa pelo programa e afrmam que só estão no programa por causa da bolsa. Como pro-
duzir com os jovens outros interesses?
situação 5
A família de uma jovem não permite que ela, participante do Programa, freqüente ofcinas de dança afro. Como li-
dar com isso?
PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 5
situação 6
Uma determinada produção combinada com os jovens não acontece. Como viver essa situação?
Lanche (20’)
4º Momento – Apresentação do Programa
Apresentação do Programa em Power Point
• Apresentação institucional (Cenpec, Fundação Itaú Social)
• Objetivos do PJU
• Princípios
• Parcerias
• Assessorias
• ONGs executoras
• Formação de educadores
• Formação dos jovens
Abrir para comentários e dúvidas. (40’)
Materiais necessários:
• 40 cópias impressas da Apresentação do PJU
4º Momento – Despedida e avaliação do encontro
O que vocês levam desse encontro? Escrito sem identifcação.
Materiais necessários:
• 40 flipetas com logo e a frase.
5º Momento – Reunião com coordenadores
Após o término do encontro, haverá uma breve reunião com os coordenadores das ONGS, que farão indicações de
profssionais adequados às suas Organizações.
• Que impressões tiveram dos participantes?
• Leitura das avaliações e dos textos – por participantes
• Cronograma da Formação Inicial
6º Momento – Reunião da equipe PJU para seleção
Considerando as indicações realizadas pelos coordenadores à equipe técnica do PJU e a leitura dos currículos, se
realizará a seleção fnal dos educadores. Deverá ser elaborado um ranking dos profssionais participantes, de acor-
do com os critérios/ indicadores levantados acima.
PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 5
ANEXO 06
TUTORIAL PARA APLICAÇÃO E ANÁLISE DO TESTE DE CONHECIMENTOS
BÁSICOS: LEITURA E PRODUÇÃO ESCRITA
1. Chegadaefchadeinscrição
• Recebaosjovensinteressadoscomatençãoedisponibilidade;
• ExpliquecomclarezaecomlinguagemacessívelaosjovensquaissãooscritériosparaparticipardoPrograma:
• NãoparticipoudeoutrasediçõesdoProgramaJovensUrbanos;
• Residenosdistritosdeatuação(Lajeado/Grajaú);
• Idade(16a20anos).SomentepoderãoparticipardoProgramaosjovensnascidosde01.01.1988ao31.08.1992.
Destaforma,osjovensterão16anosnoiniciodatramitaçãodobenefício(dia01.09.2008)enãocompleta-
rão21anosantesde2009,garantindoatramitaçãodobenefício;
• Nãorecebeunosúltimosseismesesounãoestárecebendoemseunomealgumbenefício/bolsapública;
• Sabelereescrever(nestemomentoexpliqueaojovemqueeleiráescreverumtexto,masquenãopreocupe
porquenãosetratadeumaprova,comnotaetc.Eleescreveráoquepuderdamaneiraqueconseguir).
• AotercertezadequeojovemseencaixanoperfldoPJU,solicitequeelerespondaàsquestõesdafchadeins-
crição.Nocasodopreenchimentoserrealizadopeloprópriojovemvocêdeveráfcarpróximoaelenomomento
dopreenchimentoesemostrarsolícitocasoeletenhaalgumadúvida;
• Depoisdepreenchidarevisecomatençãoafchaaindanapresençadojovem–muitasvezesosjovenspulam
ouesquecemderesponderaalgumaquestão;
• Lembre-sedequeocorretopreenchimentodafchaéresponsabilidadedaONG.Casotenhamosfaltadein-
formações/ouinformaçõesincorretas,elasterãoqueserlevantadasoucorrigidasposteriormente.

2. Aplicaçãodoteste
Lereproduzirtextoséumacondiçãoimportanteparaqueosjovenspossamusufruirdetodasasoportunidades
queoProgramaoferece.Oobjetivodaproduçãotextualescritaéjustamenteaveriguarseosjovensselecionados
possuemcapacidadessubstantivasqueospossibilitemacessareusufruirdasexperiênciasdoPrograma.
• Escolhaumlugarapropriado(commesaecadeira),calmoesilenciosoparaqueosjovensescrevam;
• Expliqueaosjovensqueelesirãoescreverumacartadeapresentação;
Contextualização
OsjovensinteressadosemparticipardoProgramadiri-
gem-seàsONGsexecutorasdeseusbairros,ondepre-
enchemfchadeinscriçãoeelaboramumtesteparale-
vantamentos de conhecimentos básicos de leitura e
produção escrita. As orientações para preenchimen-
to da fcha, aplicação e análise dos textos encontram-
senesteanexo.
Programa jovens urbanos anexo 6
• Avisequeaequipeseinteressaemconhecerquemsãoosjovens,qualarelaçãocomolugaremqueviveme
principalmenteemquemomentoseencontramcomrelaçãoàleituraeàescrita;
• Peçaparaqueojovemleiaasorientaçõesparaaelaboraçãodotextoeoquadrocomasdicas;
• Perguntesehádúvidaseemcasoafrmativoajudearesolvê-las.Lembre-se:ajudarnãoéfazerpelooutro.
• Atençãocomasdicas:expliquequedeverãoescreverumacartacomcomeço,meioefm,enãorespondera
umconjuntodetópicos.Asdicasservemparaajudar,inspirar,masnãoparatravaraproduçãodosjovens.
3. Orientaçõesparaaleituraeanálisedostextos
Umbomtextoapresentaalgumascaracterísticas.Algumasdelasestãoregistradasabaixo.Considere-asquando
foranalisarostextoselaboradospelosjovens,atentandopara:
• odomíniodosistemaalfabético(seojoveméounãoalfabetizado);
• aargumentação(sehápertinênciadosargumentosesetêmsustentaçãonotexto);
• aclareza;
• acoesão(seotextoapresentaumalógica:começo,meioefm);
• aquantidadeenaturezadoserros(ortográfcos,gramaticaisetc.);
• odomíniodascaracterísticasdegêneroepistolar(carta).
Essescritériossãoparâmetrosparaaanálisedostextos,edevemserconsideradosemseuconjunto.
Umtextopodeapresentarmuitoserrosortográfcos,masmesmoassimterbonsargumentosecoesão.Emnos-
socaso,consideramosmaisimportanteoconteúdodoqueasregrasdeescrita.
Estaráhabilitadoojovemalfabetizado,capazdeproduzirumtextointeligívelequecomprovesuahabilidade
parasecomunicareseexpressarpormeiodaescrita.
ALGUMAS DICAS SOBRE O GÊNERO CARTA
Sãoregularidadesdogênero:
Presença de remetente (quem escreve a
carta); destinatário (aquele para quem a
carta foi escrita); local e data (o lugar e o
dia em que foi escrita); evocação (o modo
de chamar a pessoa ou instituição a quem
se destina a carta – querido amigo, cara
equipe etc.) e desfecho (o encerramento
da carta) e posicionamento pessoal.
Programa jovens urbanos anexo 6
ANEXO 07
FICHA DE INSCRIÇÃO DOS JOVENS
Contextualização
Os jovens interessados em participar do
Programa dirigem-se às ONGs executoras de
seus bairros e nelas preenchem a fcha de
inscrição cujo modelo segue neste anexo.
FICHA DE INSCRIÇÃO DO JOVEM
1. ONG:
2. Nome:
3. Sexo: 01. ( ) Masculino 02. ( ) Feminino
4. Cor: 01. ( ) Amarela 02. ( ) Branca 03. ( ) Vermelha 04. ( ) Negra 05. ( ) Parda
5. Data de nascimento: ______/______/______
6. Endereço:
7. Nº: 8. Complemento:
9. Bairro: 10. Distrito:
11. Município: 12. UF: 13. CEP:
14. Tel.: 15. Cel.: 16. Tel. recado:
17. RG: 18. Órgão emissor: 19. CPF:
20. Estado civil: 01. ( ) Casado 02. ( ) Separado 03. ( ) Divorciado 04. ( ) Solteiro 05. ( ) Viúvo
21. Nome da mãe:
22. Nome do responsável:
PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 7
23. Você tem flhos? 01. ( ) Sim > Quantos? 02. ( ) Não
24. Contando com você, quantas pessoas moram no seu domicílio?
25. Aproximadamente, de quanto é a renda da sua família (R$)?
26. Você está estudando atualmente?
01. ( ) Sim
• Qual período?
01. ( ) Manhã 02. ( ) Tarde 03. ( ) Noite 04. ( ) Integral
• Qual série?
01. ( ) 1ª série do Ensino Fundamental 02. ( ) 2ª série do Ensino Fundamental
03. ( ) 3ª série do Ensino Fundamental 04. ( ) 4ª série do Ensino Fundamental
05. ( ) 5ª série do Ensino Fundamental 06. ( ) 6ª série do Ensino Fundamental
07. ( ) 7ª série do Ensino Fundamental 08. ( ) 8ª série do Ensino Fundamental
09. ( ) 1º ano do Ensino Médio 10. ( ) 2º ano do Ensino Médio
11. ( ) 3º ano do Ensino Médio 12. ( ) Pré-vestibular
13. ( ) Ensino Superior
02. ( ) Não > Por quê?
• Em qual série você parou de estudar? (série concluída)
01. ( ) 1ª série do Ensino Fundamental 02. ( ) 2ª série do Ensino Fundamental
03. ( ) 3ª série do Ensino Fundamental 04. ( ) 4ª série do Ensino Fundamental
05. ( ) 5ª série do Ensino Fundamental 06. ( ) 6ª série do Ensino Fundamental
07. ( ) 7ª série do Ensino Fundamental 08. ( ) 8ª série do Ensino Fundamental
09. ( ) 1º ano do Ensino Médio 10. ( ) 2º ano do Ensino Médio
11. ( ) 3º ano do Ensino Médio 12. ( ) Ensino Superior
PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 7
27. Situação no mercado de trabalho:
01. ( ) Não está trabalhando
02. ( ) Assalariado com carteira assinada > Ocupação
03. ( ) Assalariado sem carteira assinada > Ocupação
04. ( ) Assalariado com carteira assinada na condição de aprendiz > Ocupação
05. ( ) Trabalhador informal > Ocupação
06. ( ) Estagiário > Ocupação
28. Você está procurando trabalho?
01. ( ) Sim
02. ( ) Não
29. Você já foi um Jovem Urbano?
01. ( ) Sim, na primeira edição
02. ( ) Sim, na segunda edição
03. ( ) Sim, na terceira edição
04. ( ) Não
30. Você está participando de algum projeto / programa para jovens?
01. ( ) Sim > Qual?
02. ( ) Não
31. Você recebeu nos últimos 6 meses ou está recebendo em seu nome algum benefcio / bolsa pública?
01. ( ) Sim > Qual?
02. ( ) Não
32. Você está cumprindo alguma medida socioeducativa?
01. ( ) Sim > Qual?
02. ( ) Não
PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 7
ANEXO 08
TESTE DE CONHECIMENTOS BÁSICOS:
LEITURA E PRODUÇÃO ESCRITA
Contextualização
Este anexo apresenta as orientações para
que os jovens elaborem texto que servirá de
base para levantamento de conhecimentos
básicos de leitura e produção escrita.
PRODUÇÃO DE TEXTO: CARTA DE APRESENTAÇÃO
Agora você será convidado a escrever um texto – uma carta de apresentação.
O objetivo da elaboração deste texto na etapa de inscrição é analisarmos sua capacidade de produção escri-
ta – se você é ou não alfabetizado, se conhece e tem domínio das regras de ortografa e de gramática e, principal-
mente, se o seu texto apresenta boas idéias, se elas são claras, bem encadeadas etc.
Caso seu texto apresente tais características você será selecionado para participar de um sorteio no qual serão
defnidos os grupos de jovens que participarão do Programa.
Abaixo apresentamos as orientações para a elaboração do texto:
ESCREVA UMA CARTA DE APRESENTAÇÃO
DIRIGIDA À EQUIPE DO PROGRAMA JOVENS
URBANOS. NESTA CARTA VOCÊ DEVERÁ
CONTAR UM POUCO SOBRE VOCÊ E SOBRE SUA
RELAÇÃO COM O LUGAR ONDE MORA.
PROGRAMA JOVENS URBANOS ANExO 8
ANEXO 9
TERMO DE REFERÊNCIA
CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE
ASSESSORIA TECNOLÓGICA
Contextualização
Concomitante ao processo de seleção dos jo-
vens dispara-se o processo de seleção dos
assessores tecnológicos. A divulgação do
processo é feita para os contatos do banco
de currículos, para parceiros e colaboradores
tanto do Programa quanto do Cenpec.
O termo que referenda a seleção dos asses-
sores encontra-se descrito neste anexo.
1. APRESENTAÇÃO
PROGRAMA JOVENS URBANOS
O Programa Jovens Urbanos caracteriza-se por um conjunto de ações de formação para jovens dos centros urba-
nos metropolitanos desencadeadas por organizações locais parceiras do Programa. Esses jovens têm idade entre
16 e 21 anos e residem em regiões de grande vulnerabilidade social da cidade de São Paulo.
O Programa tem como objetivos:
OBJETIVO GERAL:
Expandir o repertório sociocultural de jovens expostos a condições de vulnerabilidade social, moradores dos dis-
tritos periféricos das regiões metropolitanas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Ampliar a circulação na cidade;
• Aumentar e qualifcar as perspectivas de acesso ao mundo do trabalho;
• Promover a produção juvenil;
• Contribuir para a permanência e reinserção ao sistema escolar bem como para a vinculação em novos processos
formativos.
A formulação e implementação da proposta envolvem o poder público, ONGs e fundações empresariais, cabendo
a cada um – na qualidade de parceiros ou colaboradores – um conjunto de atribuições específcas.
PrOgrAmA jOvens urbAnOs AnexO 9
2. OBJETIVOS DO TERMO DE REFERÊNCIA
O presente Termo de Referência tem por objetivo:
• Defnir os serviços a serem realizados para execução de experimentações (ofcinas) com jovens do Programa
Jovens Urbanos;
• Defnir responsabilidades / atribuições das partes envolvidas;
• Apresentar os objetivos e resultados esperados do serviço contratado;
• Estipular produtos, tempo de execução, orçamento e recursos.
3. METODOLOGIA DE TRABALHO A SER DESENVOLVIDO E PROCESSO
DE SELEÇÃO
Pretende-se oferecer aos jovens experimentações (ofcinas) que estejam incorporadas a um dos seguintes territó-
rios tecnológicos:
Territórios escolares e das letras
Exemplos de ofcinas:
• Saberes, competências e tecnologias de escrita: elaboração de textos em diversos gêneros (poesia, opinião, car-
ta, memória etc.);
• Saberes, competências e tecnologias de leitura: leitura dramatizada, contação de histórias, declamação etc;
• Elaboração, revisão, divulgação e distribuição de textos escritos em diversos suportes (jornal, fanzine, revista,
blog, site etc.).
Territórios das artes
Exemplos de ofcinas
• Saberes, competências e tecnologias de criação de vídeos, programas de televisão, espetáculos de dança, tea-
tro, música e performance (roteiro, captação de sons e imagens, digitalização, montagem, produção, fgurino,
cenário, roteiro, arte, fotografa etc.);
• Saberes, competências e tecnologias de intervenções artísticas na cidade (lambe-lambe- decalque, grafte etc.);
• Montagem e produção de exposições/ mostras/catálogos/ de fotografas, de esculturas, de pinturas etc.;
• Técnicas e saberes de design, arte gráfca etc.
Territórios da saúde, do lazer e dos esportes
Exemplos de ofcinas
• Ciência e tecnologias do esporte: programas computadorizados que permitem estudar músculos, articula-
ções e forças presentes no gesto esportivo;
• Medicina esportiva (prevenção e formas de tratamento);
• Técnicas de treinamento e equipamentos tecnológicos (como, por exemplo, bicicletas aerodinâmicas, tecidos
que aceleram a evaporação do suor, radares que detectam a velocidade da bola nas cortadas e saques do tê-
nis de campo e do vôlei, chips que registram constantemente a posição dos competidores em provas de per-
curso, feixes de luz que medem cada etapa do salto triplo e dão o alcance real do salto em altura etc.);
• Psicologia do esporte;
• Competição x cooperação;
• Técnicas de expressão corporal e atividades psicofísicas (ioga, massagem, meditação etc.);
PrOgrAmA jOvens urbAnOs AnexO 9
• Saberes sobre saúde pública (formas de combate às doenças e ao sedentarismo urbano, modelos de preven-
ção, saneamento básico, técnicas hospitalares e medicinais, agentes de saúde pública etc.);
• Saberes, competências e tecnologias de saúde laboral e de promoção de qualidade de vida no trabalho.
Território das ciências
Exemplos de ofcinas
• Ciência e tecnologias do meio ambiente (paisagismo, reforestamento e arborização, utilização de reciclagem de
entulhos na construção civil, vias públicas e circulação humana, reuso da água, eletricidade residencial e energia
solar, manejo do solo urbano - uso, ocupação e conservação -, reciclagem e compostagem de resíduos sólidos,
tratamento de água nas cidades, trânsito e poluição atmosférica e ecossistema urbano etc.);
• Saberes, competências e tecnologias da produção de alimentos (hortas urbanas, reaproveitamento de alimen-
tos, cozinha industrial etc.);
• Saberes, competências e tecnologias da produção de cosméticos.
Territórios das políticas públicas
Exemplos de ofcinas
• Concepção e função das políticas públicas e do Estatuto da Juventude;
• Concepção, formatos e funcionamentos dos poderes do Estado, das instâncias e das estratégias de participa-
ção política: sufrágio, movimentos estudantis, sindicais, grupos organizados da sociedade civil, conselhos (mu-
nicipais, estaduais, federais etc.).
Territórios do mundo do trabalho
Exemplos de ofcinas
• Administração de negócios (tipos de empresa, cooperativas, plano de negócio, plano fnanceiro, pesquisas de
mercado, compras, estabelecimento de preços, marketing, propaganda e vendas etc.);
• Administração de pessoas (cooperativismo, divisão do trabalho, relação interpessoal no trabalho, remuneração,
comunicação assertiva, prevenção à doença e promoção de qualidade de vida no trabalho etc.);
• Terceirização de serviços e funcionamento empresarial;
• Serviços informatizados;
• Processo de produção industrial (tipos de produto, maquinarias, controle de qualidade e impactos sociais
etc.).
As propostas deverão ser enviadas ao Cenpec exclusivamente por e-mail (jovensurbanossp@cenpec.org.br) até o
dia estipulado e devem conter o nome da ofcina, objetivos, metodologia, desenvolvimento, avaliação, produtos,
cronograma, condições necessárias para a realização, número de participantes e orçamento (pessoal, material e
de transporte), acompanhado de curriculum vitae.
Os planos de trabalho serão analisados e pré-selecionados, e os resultados serão divulgados no dia estipula-
do por e-mail.
A partir da divulgação dos selecionados teremos as reuniões para detalhamento técnico das ofcinas pré-sele-
cionadas, assinatura de Termo de Contratação e agendamento das ofcinas.
4. REQUISITOS GERAIS DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
4.1. Perfl das propostas contratadas
Formação e atuação comprovada nos territórios tecnológicos selecionados pelo programa mediante apresentação
de curriculum vitae, proposta técnica e pertinência com processo de formação desenvolvido com os jovens.
PrOgrAmA jOvens urbAnOs AnexO 9
4.2. Responsabilidades
• Caberá ao contratado:
- Cumprir os agendamentos combinados pela equipe de coordenação técnica do programa;
- Cumprir as especifcações técnicas defnidas pela equipe de coordenação técnica do programa;
- Submeter à aprovação da equipe de coordenação técnica do programa o planejamento defnitivo;
- Elaborar e entregar à equipe de coordenação técnica do programa relatórios das ofcinas bem como avaliação
do processo;
- Elaborar e entregar registros (escritos e de imagem) de todo o processo das experimentações realizadas com
jovens
• Caberá à equipe de coordenação técnica do programa:
- Fornecer diretrizes e subsídios de apoio para o desenvolvimento das experimentações (ofcinas);
- Agendar as experimentações (ofcinas) e
- Realizar reuniões periódicas de acompanhamento das experimentações realizadas.
5. ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE PLANOS DE TRABALHO:
• Os planos devem prever produção de “produtos” pelos jovens vinculados aos territórios.
• Os produtos devem ser produzidos no desenvolvimento das ofcinas.
• As ofcinas devem ter no mínimo 32 horas.
• Os planos devem conter atividades vinculadas a processos de leitura e escrita.
• As ofcinas devem ser desenvolvidas por meio de experimentações.
• As temáticas (territórios) das ofcinas devem ser vinculadas à agenda da cidade e à agenda juvenil atual.
• Ao fnal das ofcinas o assessor deverá apresentar um produto que expresse/registre o processo de trabalho rea-
lizado com os jovens (portfólio, vídeo...)
PrOgrAmA jOvens urbAnOs AnexO 9
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PLANO DE TRABALHO
Nome-Razão Social:
CNPJ:
Endereço:
Conta bancária da empresa: Agência: Banco:
Responsável pela proposta/ cargo:
1. Apresentação
2. Ofcina/Título/ Conteúdo
3. Número de participantes
4. Objetivos
5. Metodologia
6. Atividades
7. Produtos
8. Avaliação
9. Formas de registro
10. Cronograma/ Carga horária
11. Condições necessárias para a realização
12. Orçamento detalhado (recursos humanos/ materiais/ transporte)
13. Cronograma físico-fnanceiro
PrOgrAmA jOvens urbAnOs AnexO 9
ANEXO 10
PAUTA DE ENCONTRO DE
FORMAÇÃO INICIAL

Objetivo
• Apresentarediscutiroconceitodecartografaedeexploraçãocartográfcaapartirdavivênciadeumaativi-
dadecartográfca.
Duração:8horas
Tema:Olharcartográfco
Para olhar cartógrafo não conta apenas aquilo que é aparente, que está explícito, o que está na superfície, ou, o que
todos aceitam como verdade (toda idéia absolutizada encobre os acontecimentos). Para o olhar cartógrafo conta,
também, o que escapa, o que está fora, ou o que não está visível, explícito. Em geral não é o bem ou mal que está
em causa, ou certa leitura positiva ou negativa do lugar onde vivemos, mas múltiplas possibilidades de ler um este
mesmo lugar. O olhar cartográfco é um olhar perspectivista...
(Cultura e subjetividade na juventude. Núcleo de Pesquisa do Programa Jovens Urbanos

)
• LeremvozaltaotextodeÍtaloCalvinodolivroAsCidadesInvisíveis

:Acidadeeosolhos.Comentarbrevemen-
teecontextualizarautoreobra.Falardosmotivosdaescolha,parainstrumentalizaroseducadoresnomomen-
todeescolheremosparâmetros,repertóriosparatrabalharcomosjovens.
.CENPEC–CentrodeEstudosePesquisasemEducação,CulturaeAçãoComunitária.CadernosCENPEC:JuventudesUrbanas,
ano3.n.05,SãoPaulo,ºsemestrede2008,p.46-59.
2 CALVINO.Ítalo.Ascidadesinvisíveis.SãoPaulo:CompanhiadasLetras,990.
Contextualização
A formação inicial dos profssionais compõe-se de 11 en-
contros presenciais de 8 horas cada um. Em cada encontro
se discutem as principais idéias e metodologias do Progra-
ma. Segue neste anexo pauta detalhada de um dos encon-
tros presenciais de formação inicial no qual o trabalho foi
o tema “Cartografa”.
1 ProgrAmA jovEnS urbAnoS AnExo 10
• Paraambientarasalacolenaparedepoesias,frasesetrechosdemúsicassobreoolhar:
Seuolharmelhora
Melhoraomeu.
PauloTatiteArnaldoAntunes
Sepodesolhar,vê.Sepodesver,repara.
JoséSaramago
Osolhosdagentenãotêmfm.
GuimarãesRosa
Onovonãoestánascoisas.Estánamaneiracomovocêolhaparaelas.
LuluSantos
Távendoaqueleedifíciomoço.Ajudeialevantar.
ZéGeraldo
• Leremvozaltaapoesia:MapadeAnatomia:OOlhodeCecíliaMeirelles
3
.
Mapa de anatoMia
OOlhoéumaespéciedeglobo,
éumpequenoplaneta
compinturasdoladodefora.
Destacar,nestemomento,comoapoesiapoderiasertrabalhadacomosjovens.Porexemplo,inspiradospelopoe-
madeCecília,épossívelproporqueosjovenselaboremsuasprópriaspoesias.Oexercíciodedecalquepodeserum
bomcomeço(*Decalque:osjovensseguemamesmaestruturadapoesiaapresentada,sóquecriamoutrossentidos,
outros“conteúdos”.SeomodeloforopoemaMapadeAnatomia,sugiraqueescolhamoutrapartedocorpoparacriar
suaspoesias.Porexemplo:amãoéumaespéciedemapa...
• Seconsiderarpertinente,proponhaqueeducadoreselaboremsuaspoesiasparaseremlidasnogrupo,emnos-
sopróximoencontro.
• ApresentaroflmeJanelasdaAlma(Documentário73min,Brasil,Direção:JoãoJardimeWalterCarvalho,00).
Nesteflmedezenovepessoascomdiferentesgrausdedefciênciavisual,damiopiadiscretaàcegueiratotal,fa-
lamcomosevêem,comovêemosoutrosecomopercebemomundo.OescritoreprêmioNobelJoséSaramago,
omúsicoHermetoPaschoal,ocineastaWimWenders,ofotógrafocegofranco-eslovenoEvgenBavcar,oneurolo-
gistaOliverSacks,aatrizMarietaSevero,overeadorcegoArnaldoGodoy,entreoutros,fazemrevelaçõespessoais
einesperadassobreváriosaspectosrelativosàvisão:ofuncionamentofsiológicodoolho,ousodeóculosesuas
implicaçõessobreapersonalidade,osignifcadodeverounãoveremummundosaturadodeimagensetambém
aimportânciadasemoçõescomoelementotransformadordarealidade,seéqueelaéamesmaparatodos.
3 CecíliaMeireles,OuistoOuAquilo,–EditoraNovaFronteira,990.
ProgrAmA jovEnS urbAnoS AnExo 10
• Apósaexibiçãodoflme,promovaumdebatesobreasrelaçõesqueogrupoestabeleceentrecartografaea
idéiadoolhar,enfatizandoqueelatambéméumcertomododeveredeapreenderarealidade.
• ApósaconversasobreoflmelerotrechodeOttoLaraRezendesobreoOlharparatodoogrupo.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta.Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo
é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia,
sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual
da nossa rotina é como um vazio. (...) Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos. (...)
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
Otto Lara Rezende

• Apósaleitura,expliquequenocasodotrabalhocomosjovensseriainteressanteaprofundaressadiscussão.
UmapropostaéescrevernalousaouemfipchartaseguinteafrmaçãodeOtto:“Nossosolhossegastamno
dia-a-dia,opacos.Époraíqueseinstalanocoraçãoomonstrodaindiferença”.
• Oimportanteéqueeducadoresdiscutamestaafrmaçãocomosjovenstentandopromoverumarefexãoares-
peitodoporquêdeoolharsertãoimportanteparaanossacartografaeparaoPJU.Cabeaoseducadoresexpli-
carquedessacartografaosjovensproduzirãodiferentesmapassobreacidadequehabitamesobrecomoeles
avêemeserelacionamcomela.Essesmapasnãofalarãodacidadegenérica,abstrata,masdesuascidades,de
seusbairros,jáqueacartografacompreende,sempre,umcertomododever,deapreenderarealidade.Portan-
to,essesmapasfalarão,sobretudo,delesmesmos,deseuspatrimôniosexistenciais.
• Apresente,então,apropostaderealizarmosumacartografaapartirdospercursosdoseducadoresecoorde-
nadores.
• Lancequestõesaogrupo:“Quaissãoospercursosdevocêsnacidade?Quelugaresdacidadevocêsconhecem,
oucostumamsedeslocarparatrabalhar,estudar/aprender/,sedivertir,paracuidardasaúde,parareivindicar
ediscutirseusdireitos?”.Peçaqueoseducadoresescrevamasrespostas.
• Formesubgrupos.Procureformarsubgruposentreparticipantesquenãoseconhecem,parairproduzindono-
vasrelaçõescoletivasentreeles.
• Escrevaemumlugarvisívelaseguinteinformação:
- Percursosdetrabalho:vermelho
- Percursosdeestudo/aprendizagens:azul
- Percursosdediversão/lazer/fruição:verde
- Percursosdecuidadoscomasaúde:laranja
- Percursosdeparticipaçãopolítica/reivindicaçãodedireitos:amarelo
• Entreguemapasdaregiãocoladosemumaplacadeisoporgrande.
• Expliquequeelesirãoproduzirummapadospercursosdeles.Paraissoirãolocalizarnomapaefncarumal-
fneteemseuslocaisdemoradia.Depoisirãoamarrarlinhasdelãnestepontoeirpuxandoalinha,marcando
comoutrosalfnetesospercursosrelativosacadaumadascategoriaslistadasdeacordocomcordalinha:tra-
balho:vermelho;estudo/aprendizagem:laranjaetc.Nofnalteremosummapacomumemaranhadodelinhas
coloridasqueindicamospercursosdosjovensurbanosnacidade.
• Apósaelaboraçãodisponhatodososmapasumaoladodooutroepromovaumaleituracoletivadostrabalhos.
• Estimulequeoseducadoresecoordenadoresfaçamcomparaçõesentreosmapas.Presteatenção,comogru-
po,nasdiferençasesimilaridadesentreeles:presençamaismarcantedeumaououtracor,deslocamentos,con-
centraçãodepráticasnummesmopercurso.Apresençadegrandesdisparidades,porexemplo,podeindicar
quemesmomorandonomesmobairroecidade,aapropriaçãoeousodacidadepelaspessoasédiferencia-
do,emuitasvezesdesigual.
3 REZENDE,OttoLara.VistaCansada.Textopublicadonojornal“FolhadeS.Paulo”,ediçãode23defevereirode992.Parasaber
maisver:www.releituras.com
ProgrAmA jovEnS urbAnoS AnExo 10
• Apósaelaboraçãoeapresentaçãodospainéisperguntecomofoifazeraatividade,sesurgiualgumacoisainu-
sitada,algumlugarqueelesnãoconheciam,quaisrelaçõeselesestabeleceramentreosmapasetc.
• Comosjovensvaleapenadestacarqueobviamenteelesjávirameconhecemospercursosdolugarondevi-
vem,masenfatizequeaidéiaéolhardeumjeitodiferenteparaterritóriosconhecidos.Vamosexperimentar
verpelaprimeiravezoquevemostododia,semver.Esteéodesafodoolharcartográfco:verdenovoten-
tandocriarnovossentidos,novasrelaçõescomaspessoas,comoslugares(acartografaexercitaoolhar).Por
meiodoolharcartográfcoiremostentaridentifcareapreenderasligaçõesqueexistementreascoisas,entre
aspessoas,entreoslugares,entrepensamentos,idéiasediscursos,comoobjetivodeproduziroutrossentidos
evínculoscomosterritóriosnosquaishabitamos.
• Criecomogrupo,apartirdospainéisapresentados,umaseparaçãodoslugaresporcategorias.Digaqueisso
serveparaorganizarasegundapartedotrabalho,quetemavercomirvisitar,exploraresseslugares,paravê-
losdenovo,masdeumjeitodiferente,tentandoverereparar,paraveroquenãovemos,detantover...Por
exemplo,pergunteaogrupo:Quaisforamospercursoselugaresrelativosdoestudoqueapareceramnospai-
néis?Edetrabalho?Edeartes?Registretudoeguardepradiscussãoposterior.
• Proponhaaleituraindividualdotexto:CartografaeTerritóriossociais,doarquitetoKazuoNakano

.
• Orientequeleiamindividualmente,marcandoaspartesqueachamqueserelacionaanossadiscussãosobreo
olharecartografa.Peçaquedestaquemtambémasdúvidas
• Comentar:comoacartografaéumcertomododeolhareinvestigarterritórios,precisamosproduzirumacom-
preensãocomumarespeitodaidéiadeterritório.Oqueotextonosdizsobreisso?Discutir.
• Duranteaconversa,apresentar,emslide,ummapadeSãoPaulo.Problematizar,nãonegandoessarepresen-
tação,masconsideradoqueelaéumafotografa,algoestático,equeacartografapretendedarmovimentoa
esseslugares,darvida.Aidéiaédarvisibilidadeaossentidoseproduzirsentidosoutros.
• NestemomentoapresenteaoseducadoresosterritóriosformativosdoPrograma.ExpliquequeoPJUelegeu
algunsterritóriosdacidadequeserãoexploradoseexperimentadospelosjovensdurantetodooprocessofor-
mativo.Sãoeles:
TerriTórios
formaTivos
Territórios
escolarese
dasletras
Territórios
dasartes
Territórios
dasaúde,
dosesportes
edolazer
Territórios
dasciências
Territórios
daspolíticas
Territórios
domundo
dotrabalho
• Tenteincluirnestesterritóriososlugares/instituiçõespresentesnacategorizaçãofeitaanteriormente,apartir
dasproduçõesdogrupo.
• Formequatrosubgruposaleatórios(fladotamanho)epeçaqueescolhamumterritóriopararealizaremaex-
ploraçãocartográfca.Sugestão:quatrogrupos.
• Aofnal,entregueumacópiadotexto:CritériosdeEscolhadosterritóriosformativos.Peçaqueleiamemcasa.
4 KazuoNakanofoiassessordoProgramaJovensUrbanosnaediçãoexperimentalemSãoPaulo(2004)edurantea2ªedição
tambémemSãoPaulo(2008).Éarquitetourbanista,graduadopelaFaculdadedeArquiteturaeUrbanismodaUniversidadede
SãoPaulo(FAU/USP),pós-graduaçãoemgestãourbanaeambientalpeloInstituteforHousingandUrbanDevelopment-IHS
deRotterdam,Holanda,emestreemEstruturasAmbientaiseUrbanaspelaFAU/USP.TrabalhounoCentroBrasileirodeAnálise
ePlanejamento(CEBRAP)efoigerentedeprojetodaSecretariaNacionaldeProgramasUrbanosdoMinistériodasCidades.No
Pólis,desenvolvepesquisasurbanasecoordenaassessoriastécnicasemdiversascidadesbrasileirasnaelaboraçãodeplanos
diretoresparticipativos.
ProgrAmA jovEnS urbAnoS AnExo 10
planejando a exploração CartográfiCa na Cidade:
• Apresentarapropostadeplanejamento,enfatizandoaimportânciaderealizarmosbonsplanejamentosdasex-
ploraçõescomosjovens.
• Osgrupos,jáseparadosporterritório,irãotrabalharapartirdasorientaçõesparaplanejamentodasexplora-
çõescartográfcas.
• Realizadasasexplorações,oseducadoresterãoqueescolherumaformadeapresentaçãodotrabalho.Paratan-
toterãoquedefnirosuportequeirãoutilizar.
• Éfundamentalsugeriralgumasidéiasparaogrupo.Salientarquenocasodosjovensissoéaindamaisimportante.
• Proponhaaelaboraçãodeumpainelcartográfconoqualelescriamumacomposiçãoentreospercursosque
elesfzeramnacidade(odesenhodaslinhas...),asnarrativasdosentrevistados,percepçõeseimpressõesde-
les,asfotos,osdesenhos...Issopodeserfeitoempapelounocomputador.Oseducadorestambémpodemfl-
maraexploraçãocartográfcanacidade(comcâmerasdecelular,porexemplo)efazerumaediçãocaseiraem
programasdisponíveisnawebcomowindowsmoviemaker.
CoMbinados para o dia seguinte:
• Tarefadecasa:
LeituradocadernoCENPEC:“Referênciasteórico-metodológicasparaaformaçãodejuventudes”.
ProgrAmA jovEnS urbAnoS AnExo 10
Anexo 11
orientAções pArA A elAborAção
de registros e plAnos de Ação
ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DOS PLANOS DE AÇÃO
O programa não prevê uma programação igual para todas as ONGs. Os profssionais têm autonomia para criar e
propor ações de formação a serem desenvolvidas com os jovens, desde que sejam coerentes com os princípios e
objetivos do programa.
Durante a formação inicial também trabalhamos a concepção de plano de ação: importância e função, princi-
pais características, formatos e modelos. Os educadores são orientados a elaborar os planos de ação detalhados
de acordo com cada processo de formação. Na formação inicial eles constroem o planejamento do processo de
Adesão, que tem a duração de dois meses. Algumas semanas antes do término do processo de adesão, o 2º pro-
cesso (Vidas na cidade) deve ser planejado detalhadamente e enviado à equipe de coordenação técnica e assim
sucessivamente.
Os retornos e encaminhamentos, elaborados a partir da leitura e análise dos planos, são enviados para as ONGs.
Os planos de ação, assim, como os registros, também subsidiam visitas técnicas e se convertem em conteúdos de
debates, refexões e análises nos encontros gerais e regionais.
O Programa Jovens Urbanos valoriza e respeita as escolhas, especializações, repertórios e singularidades de cada
região, ONG, grupo de profssionais e de jovens. Portanto, os planejamentos não seguem uma linha planifcadora
e homogênea – cada ONG cria seu plano de ação e sua validação e o reconhecimento é feito coletivamente:
entre equipe de coordenadores e educadores e coordenação técnica. Todavia, alguns elementos-chaves são
importantes e devem ser considerados na elaboração dos planos:
Contextualização
Para subsidiar os coordenadores e educa-
dores na elaboração de seus registros e
planos de ação, o programa oferece, du-
rante a formação inicial, uma série de ati-
vidades, referências e parâmetros (chama-
dos de repertórios) relativos a cada pro-
cesso formativo para o trabalho com os jo-
vens. Todos esses materiais são apresen-
tados e discutidos com educadores.
1 Programa jovens urbanos anexo 11
OBjETIvOS
Atividades:
• Parâmetros e referências utilizadas (ex.: flmes, livros,
textos, imagens etc)
• materiais e suportes necessários (ex: tintas, telas, aparelho
de televisão, cópias etc)
• explorações (atividades de circulação)
• experimentações (ofcinas com assessores e parceiros tecnológicos)
• Produções
ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE REgISTROS
O Programa Jovens Urbanos é radical na sua opção em construir a formação de forma compartilhada. Um dos de-
safos é o de sistematizar as boas práticas realizadas. Os registros, se bem feitos, podem se desdobrar em um ma-
terial de referência ou publicação para interessados em trabalhar com a juventude.
O registro como recurso de refexão (e não como instrumento burocrático):
• Apresenta grande potencialidade formativa para educadores e coordenadores;
• Democratiza as informações, possibilitando que todos se posicionem e se envolvam com o trabalho realizado;
• Permite o acesso a informações estratégicas para quem realiza a gestão - só é possível fazer boa gestão com
comunicação qualifcada.
Consideramos razoável a entrega de um relatório mensal por ONG, elaborado em grupo: coordenador (responsá-
vel pela entrega) e educadores.
A leitura minuciosa e a devolutiva qualifcada destes registros, assim como dos planejamentos, são exigên-
cias fundamentais para que esses instrumentos atinjam seus potenciais formativos, de gestão e de democratiza-
ção das informações.
Muitos educadores têm utilizado o blog como ferramenta de registro. Os blogs permitem a visualização dos
registros diários feitos pelos educadores e pelos próprios jovens, assim como o acesso às imagens dos jovens, das
produções e comentários dos diferentes públicos que acessam as informações pela internet.
Apenas como referência, o Programa Jovens Urbanos sugere que os registros contemplem:
• Descrição das atividades, incluindo todas as explorações feitas com os jovens (assim como as principais refe-
rências e parâmetros utilizados nas atividades) com a especifcação dos territórios envolvidos;
• Produções dos jovens (fotos, imagens, textos etc.), especifcando territórios onde foram realizadas. Registros de
diálogos e comentários dos jovens;
• Informações relevantes sobre o relacionamento dos jovens e da equipe do programa (educadores e coordena-
dores) com a ONG;
• Informações relevantes sobre os efeitos da formação na relação dos jovens com a escola.
A narrativa dos acontecimentos permite a composição entre um estilo mais técnico, formal e outro, mais subjeti-
vo, pessoal.
PORTFOLIOS: umA INTERESSANTE ESTRATégIA DE REgISTRO
O portfolio é uma forma de registro, de documentação, e comunicação. Cada jovem pode ter o seu – portfolio
pessoal – no qual incluirá seus registros individuais e todas as produções feitas durante o programa que consi-
derar importante guardar.
Programa jovens urbanos anexo 11
O gRuPO TAmBém PODERÁ TER O SEu PORTFOLIO – PORTFOLIO COLETIvO.
Por exemplo, o educador poderá tirar fotografas e elaborar um texto narrando com foi o 1º encontro com os jo-
vens. Essa produção poderá inaugurar o portfoio do grupo. O objetivo é que a coleção de trabalhos e registros se
constitua numa produção coletiva na qual a escolha do nome, a capa, a ordem de apresentação sejam feitas pelo
grupo. Se o grupo e o educador preferirem, o portfolio coletivo poderá ser virtual – um blog ou mesmo um site.
A responsabilidade pelo portfolio coletivo é do educador. Ou seja, é ele que tem como compromisso alimentá-
lo, incluindo todas as produções que o grupo considera importantes de serem guardadas: registros das discussões
feitas durante os encontros, fotos de todas as produções etc. Uma possibilidade interessante é propor em cada en-
contro que um participante leve o portfolio do grupo para casa, ou, no caso do portfolio virtual, que ele o acesse e
o atualize. Nele os jovens poderão incluir seus textos ou desenhos, colagens, entre outras produções referentes ao
encontro vivido (impressões, sentimentos, idéias que apareceram, coisas de que sentiram falta etc.).
A construção dos portfolios – individual e coletivo – pretende cumprir duas funções básicas junto aos jovens,
envolvendo simultaneamente dimensões do plano individual e do plano coletivo.
No que diz respeito ao plano individual, os jovens por meio da feitura do portfolio terão a oportunidade de re-
compor a trajetória vivida durante o processo, a partir de uma narrativa pessoal de suas aprendizagens. No plano
coletivo, a materialização do portfolio mediará a interação dos jovens com outros destinatários sociais, em par-
ticular com empregadores do mundo do trabalho e com organizações comunitárias nas quais estejam ou dese-
jam ver-se envolvidos. Nesse sentido, o portfolio poderá assumir diferentes funções comunicativas, dependendo
do destinatário com quem o jovem estará interagindo. No caso dos empregadores, o portfolio poderá ser utiliza-
do na função de currículo profssional. No caso das organizações comunitárias, o uso do portfolio do grupo pode-
rá ser ainda mais amplo, podendo funcionar tanto como “material de divulgação”, como “material historiográfco”,
como “currículo comunitário” e outros.
Programa jovens urbanos anexo 11
ANEXO 12
ROTEIRO DE VISITA TÉCNICA
Contextualização
As orientações para a realização e elabora-
ção de registro das visitas técnicas seguem
descritas neste anexo.
Antes das visitas, a equipe técnica prepara um calendário e orienta as ONGs sobre o funcionamento da visita. Em
geral sugerimos que os educadores não planejem apresentações especiais para os visitadores, mas que mante-
nham seus planejamentos, apenas incluindo na rotina do dia um tempo de conversa da equipe técnica com os jo-
vens (de 30 a 40 minutos).
Durante as visitas técnicas muitas ansiedades afetam a todos: aos jovens, à equipe técnica, à ONG... É impor-
tante deixar bem claro às ONGs que a visita técnica é uma estratégia de formação e acompanhamento e não de
fscalização e avaliação.
Se necessário, proponha a realização de alguma atividade de apresentação, algo lúdico e descontraído,
para criar uma atmosfera de aproximação entre jovens e equipe técnica. A atividade abaixo é uma propos-
ta de aquecimento:
• Solicite aos jovens que escolham uma produção que “fale” sobre sua experiência no PJU;
• Divida-os aleatoriamente em aproximadamente seis subgrupos: nos subgrupos cada jovem deverá expor os
motivos de sua escolha. Cada subgrupo deverá organizar uma forma de apresentação que contemple todas
as escolhas;
• Após a exposição de todos os subgrupos, abra para considerações e questões, aproveitando para conversar a
respeito do Programa como um todo: explorações, experimentações, recomendações e sugestões etc.
• Após, proponha que o educador retome o trabalho que já havia planejado e peça permissão para que partici-
pem como observadores da atividade.
Terminado o encontro com os jovens, realiza-se uma reunião com o coordenador e os educadores, no qual se dis-
cute pauta relativa às demandas e necessidades específcas do momento no qual se encontra o Programa.
Um exemplo de pauta:
• Adesão dos jovens (sentido para os jovens e implicação dos mesmos nas ações propostas);
• Esclarecimentos referentes ao registro e envio de informações gerenciais: saída de jovens, explorações,
freqüência etc;
• Assuntos específcos

e outros assuntos pautados pela organização.
OsassuntosespecífcosestarãocontidosnodossiêdecadaONG.Estedossiêépreparadoapartirdaleituraeanálisedos
planejamentoseregistrosdecadaONG.
1 ProgrAmA jovens urbAnos Anexo 12
Registro: Segue abaixo o Instrumental de Registro para a Visita Técnica. O preenchimento de tal instrumental deve
ser realizado tendo em vista:
• Impressões dos jovens sobre o PJU
• Demandas que possam se converter em recomendações ao Programa
Instrumental de regIstro de VIsIta téCnICa
ONG:
Visitadores:
Número de Jovens presentes:
Grupo (manhã ou tarde)
. Considerações:
a) Práticas (atividades) desenvolvidas;
b) Relação Educador/jovens
c) Relação Jovens/jovens
d) Relação PJU e ONG
2. Produção:
a) Qual o tipo (vídeo, cartaz, fotos, mapas etc)
b) Formas de registros (caderno, diário, pastas)
• Jovens
• Educador
3. Exploração e Experimentação
a) Participação dos jovens
b) Considerações dos jovens
4. Outras considerações relevantes:
2 ProgrAmA jovens urbAnos Anexo 12
ANEXO 13
ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A
REALIZAÇÃO DAS EXPLORAÇÕES
CARTOGRÁFICAS
Contextualização
A exploração cartográfca é uma das mais
importantes estratégias de formação de-
senvolvidas no Programa Jovens Urbanos.
A realização das explorações exige plane-
jamento e atenção. Neste anexo, seguem
algumas orientações importantes para edu-
cadores planejarem e executarem as explo-
rações cartográfcas.
É muito importante que os jovens assumam a postura de cartógrafos nas explorações carto-
gráfcas. Nesse sentido, devem afastar-se da posição de turistas, de meros visitantes ou
de consumidores da cidade. Além disso, a cartografa:
... se afasta daquelas políticas de investigação que visam apreender informações dispostas
no mundo (coleta ou associação cumulativa de dados). Também se afasta das políticas de
investigação que se propõem a interpretar ou explicar parcelas do mundo cumprindo etapas
e regras rigorosas, abrindo possibilidades de exercício de investigação urbana para além e
aquém do escopo e status acadêmico strictu sensu. De uma forma especial, essa perspec-
tiva conceitual, descentraliza a ação investigativa como monopólio de instituições acadê-
micas ou especializadas em pesquisas, para expandir a possibilidade do ato investigativo a
grupos com perspectivas outras: abertas a experimentar um território e disponíveis a cons-
truir conhecimentos de um território no próprio percurso experimentativo.
Recusando essas políticas, o que se almeja nessa cartografa é fundamentalmente a expe-
rimentação do território, a abertura para o encontro. Longe da divisão entre o útil e o inú-
til, entre o bom e o ruim, o cartógrafo tem no território inicialmente apenas um espaço, uma
nova possibilidade.
(Cultura e subjetividade na juventude. Núcleo de Pesquisa do Programa Jovens Urbanos)
CENPEC–CentrodeEstudosePesquisasemEducação,CulturaeAçãoComunitária.CadernosCENPEC:JuventudesUrbanas,
ano3.n.05,SãoPaulo,ºsemestrede2008,p.46-59.
1 PRogRAmA JoveNs URbANos ANexo 13
PLANEJANDO A EXPLORAÇÃO CARTOGRÁFICA
1ª PAssO: PREPARANDO O OLhAR CARTóGRAFO
O que queremos olhar no território?
O grupo deverá elaborar perguntas orientadoras que serão “os óculos” da exploração.
Por exemplo, se o território for o mundo do trabalho, o grupo poderá eleger um tema como Trabalhadores da cul-
tura. A partir deste tema poderão elaborar perguntas como:
Que tipo de profssionais existem num Centro de Cultura? E num museu? E numa livraria? Quais as formações des-
tes profssionais? Que funções eles exercem?
A partir da defnição das questões orientadoras o grupo fará a seleção dos lugares, equipamentos e instituições
que serão exploradas, assim como o desenho do percurso.
Como iremos olhar?
O grupo também defnirá se serão realizadas entrevistas. Neste caso será preciso defnir quais e quantas pessoas
serão entrevistadas. Também será preciso elaborar um roteiro de entrevistas.
2º PAssO: PREPARANDO A EXPLORAÇÃO CARTOGRÁFICA
Abaixo, uma possibilidade de formação do grupo na qual os integrantes se organizam como se estivessem num
navio, numa expedição para conhecer e conquistar novos territórios:
1- Cartógrafos “escribas”:
Antes – Estudam o roteiro de entrevista, testam os equipamentos.
Durante – Realizam as entrevistas. São responsáveis, também, pelas fotos e flmagens.
Depois – Selecionam e organizam as melhores fotos e trechos da entrevista. Fazem, também, a transcrição das en-
trevistas e edição das imagens.
2- Cartógrafos “timoneiros”:
Antes – Tomam as providências necessárias para viabilizar a exploração: marcam hora com instituições, marcam
as entrevistas, etc. Providenciam recursos para deslocamento (transporte) e os equipamentos necessários: máqui-
na fotográfca, gravador, câmera flmadora, pranchetas, canetas, papéis etc.
Durante – Ficam atentos aos horários; ao cumprimento de todo o trajeto previsto; à realização das entrevistas/
questionário e outras ações planejadas.
Depois – Cuidam dos agradecimentos aos entrevistados, aos lugares/ instituições exploradas, da devolutiva dos
equipamentos (caso tenham sido emprestados).
PRogRAmA JoveNs URbANos ANexo 13
3. Cartógrafos “batedores”:
Antes – Recolhem informações a respeito da história dos lugares e instituições que serão explorados.
Durante – Checam informações e recolhem outros dados que complementem a pesquisa feita anteriormente.
Depois – Registram, organizam, selecionam as informações coletadas.
4. “Cartógrafos piratas”:
Antes: Dão apoio e suporte aos cartógrafos “batedores” e aos “timoneiros”.
Durante – Prestam atenção, tanto nos percursos, como nas instituições, em detalhes que escapam, em aconteci-
mentos inusitados. Seu papel é captar discursos, fatos, comportamentos inesperados, insólitos, enfm, tudo aquilo
que desperta a curiosidade, a surpresa e pode ser conteúdo de discussão, de refexão sobre o território em ques-
tão. Inclusive, podem ater-se, também, ao próprio funcionamento do grupo durante a exploração – reações, com-
portamentos, decisões etc.
Depois – Registram os acontecimentos, por meio de desenho ou texto escrito, os detalhes, enfm, o que chamou
a atenção e passou despercebido aos outros companheiros cartógrafos.
3º PAssO: REGIsTRANDO A EXPLORAÇÃO CARTOGRÁFICA
Tão vital quanto a preparação da exploração, são as formas de registro da cartografa já que o cartógrafo:
“serve-se de fontes as mais variadas, incluindo fontes não só escritas e nem só teóricas. Seus operadores conceituais
podem surgir tanto de um flme, quanto de uma conversa ou de um tratado de flosofa.”
(Suely Rolnik, Cartografa sentimental: transformações contemporâneas do desejo)
Registros escritos, fotos, desenhos, imagens, gravações são as matérias-primas da cartografa – insumos para a ela-
boração dos mapas cartográfcos. Para essa empreitada os jovens vão precisar de alguns recursos materiais como
pranchetas, gravadores, mapas, canetas, papel, máquinas fotográfcas e flmagem etc.
TEXTO DE APOIO
COmO REALIzAR bOAs ENTREvIsTAs?
Uma atividade de entrevista começa com uma conversa sobre quem queremos entrevistar e por quê. Por exemplo,
há muitas pessoas na comunidade que são reconhecidas pelos mais diferentes motivos: porque cozinham bem,
porque gostam de contar histórias, porque trabalham em algo interessante etc. Nesse momento é importante que
os jovens escolham livremente seus entrevistados, expliquem os motivos da sua escolha e contem de que manei-
ra pretendem falar com eles para marcar a entrevista.
• Se no grupo houver pessoas com difculdades de escrita, podem organizar a entrevista em dupla, contando
com a ajuda daqueles que têm mais facilidade. Mas isso não impede que se façam registros por meio de dese-
nhos que ajudem a colocar as informações no papel mais tarde, com o auxílio do educador. Uma outra possi-
bilidade é gravar a entrevista para tomar notas depois.
• Depois de escolhido o entrevistado, o grupo pode criar um convite por escrito, com informações como: data,
hora, local, fnalidade da entrevista, nome dos entrevistadores etc.
3 PRogRAmA JoveNs URbANos ANexo 13
• Antes do dia combinado, é preciso escrever um roteiro, um conjunto de perguntas que consideram importan-
tes que sejam feitas ao entrevistado. Esse é um momento essencial para exercitar a escrita daquilo que se ima-
gina, de colocar uma idéia, uma fala, no papel.
• Se a atividade for feita em duplas, é bom combinar quem fca responsável pelas perguntas e pelas anotações.
Durante a entrevista, pode acontecer de o entrevistado abordar uma questão que não tinha sido colocada no
roteiro. É importante levá-la em conta.
• A entrevista é também um exercício de ouvir o outro. Por isso, o entrevistador deve mostrar interesse pelo que
está sendo falado, puxar novas perguntas de maneira que o entrevistado fque à vontade para falar e se sinta
valorizado. É importante que o entrevistador não fque excessivamente “preso” ao roteiro, que tenha fexibili-
dade para acompanhar novos temas, se eles forem pertinentes.
• Ao fnal, todas as informações colhidas na entrevista precisam ser organizadas. Nesse momento, a redação pode
ser feita de maneira coletiva, levando em conta as impressões e anotações de todos que participaram da entre-
vista, mesmo aqueles com difculdade de escrita. Esse é o momento de se preocupar com a grafa correta das
palavras e produzir uma versão que fque como referência para o grupo.
• Lembre-se de que o grupo deve fazer um agradecimento para o entrevistado, por meio da fala de jovem, por
carta ou oferecendo uma obra artística realizada pelo grupo.
• Se a razão desta atividade tem a ver com um tema a ser trabalhado por você, discuta o conteúdo das entrevis-
tas para que possam contribuir para um maior conhecimento do assunto.
DEsDObRAmENTOs
Pode-se exercitar a linguagem oral retomando várias vezes uma mesma conversa, prestando atenção nos elemen-
tos que ela traz, como se desenvolve, etc. Isso pode ser feito gravando-se uma conversa entre os próprios jovens
que se entrevistam uns aos outros, ou observando jornalistas e atores em eventos comunicativos.
Em ambos os casos, deve-se chamar a atenção para a maneira como o entrevistador recebe o entrevistado; como
faz as perguntas; como comenta; quais os pontos em que os debatedores concordam e discordam; qual o papel do
entrevistador nessa situação; como ele garante que todos falem sobre suas idéias e como lida com os confitos.
A análise das entrevistas não deve se prender ao conteúdo do programa, mas abranger, principalmente, a for-
ma de comunicação, pois o objetivo desta atividade é analisar e compreender de que maneira as pessoas estão fa-
zendo uso da linguagem oral. Esse tipo de atividade prepara os jovens para exercer crítica sobre os meios de co-
municação, como televisão, rádio e jornal; para desenvolver sua capacidade de argumentação e desenvoltura em
situações comunicativas.
(Fonte: CENPEC. Diálogo e Ação. Vol. 02 p. 18 e 19, São Paulo, 2002)
PRogRAmA JoveNs URbANos ANexo 13
ANEXO 14
MAtriz dE MONitOrAMENtO
Contextualização
A matriz de monitoramento foi criada para aprimorar a
coleta e análise de dados de maneira a complementar
o trabalho já realizado por meio do SIMA.
Neste anexo, apresentamos instrumentais e procedimen-
tos de coleta e análise de dados
COLETA E ANÁLISE DE DADOS
• Os técnicos devem coletar dados sempre que houver uma atividade contemplada na Matriz de Monitoramento;
• Recomenda-se que na 1ª semana de cada mês os técnicos consolidem os dados coletados sob sua responsabi-
lidade no mês anterior (dados referentes às atividades pontuais e/ou contínuas);
• Mensalmente, os técnicos devem analisar os dados obtidos e traçar suas estratégias para os casos nos quais os
índices defnidos não sejam atingidos;
• Mensalmente, os resultados dos indicadores são discutidos conjuntamente em reunião da equipe técnica;
• A equipe técnica fca responsável pela análise qualifcada dos dados e informações coletadas;
• A Matriz de Monitoramento contendo todos os indicadores previstos é mostrada no corpo do documento.
INSTRUMENTAIS DE GERENCIAMENTO
INSTRUMENTAL 1 - PROCEDIMENTOS DE ACOMPANHAMENTO DA GESTÃO
Planilha onde é alocada a quantidade de eventos de acompanhamento da gestão realizados (reuniões de dirigen-
tes, reuniões do comitê executivo, conselhos de acompanhamento e auditagens técnicas) e o monitoramento dos
respectivos participantes em cada evento, por ONG ao longo do tempo.
INSTRUMENTAL 2 - ROTATIVIDADE
Instrumental de registro da rotatividade dos jovens no período considerado de adesão dos jovens.
Durante este período, o jovem que declarar seu desligamento ou não comparecer à convocatória inicial da ONG,
sem justifcativa, deverá ser substituído por outro jovem habilitado e registrado na lista de espera da ONG. A equi-
pe técnica enviará o nome do novo participante.
1 Programa jovens urbanos anexo 14
Para receber o nome do substituto os profssionais da ONG devem entrar em contato com o jovem que decla-
rou seu desligamento e/ou não compareceu no prazo estipulado pela ONG para atender a convocatória, encami-
nhando para a equipe técnica documento informando os motivos da não adesão e solicitando a reposição de nome
para composição do grupo de jovens.
O instrumental de rotatividade deve sistematizar a informação sendo possível identifcar o jovem desligado e o
motivo pela não adesão, assim como o novo jovem substituto. A categorização dos principais motivos de não ade-
são nos seguintes tópicos é um facilitador da sistematização:
1. Problemas no cadastrado para o recebimento do benefício público;
2. Não comparecimento a convocatória inicial da ONG;
3. Desinteresse pelo programa (pela proposta e/ou atividades do PJU);
4. Inserção no mercado de trabalho;
5. Mudança de bairro ou cidade;
6. Outro motivo » Qual.
Buscando a qualifcação destes dados, o motivo 4 (Inserção no mercado de trabalho) está tipifcado nas seguin-
tes subcategorias:
1. Assalariado com carteira assinada » Ocupação
2- Assalariado sem carteira assinada » Ocupação
3- Assalariado com carteira assinalada na condição de aprendiz » Ocupação
4- Trabalhador informal » Ocupação
5- Estagiário » Ocupação
Essas subcategorias devem ser abertas no descritivo da atividade realizada pelo jovem (ocupação). Já a categoria 6
(Outro motivo » Qual) deve ser aberta no descritivo do principal motivo pela não adesão do jovem ao programa.
INSTRUMENTAL 3 - SAÍDAS JOVENS
Instrumental de registro das saídas dos jovens. Os dados quantitativos são acompanhados da qualifcação das sa-
ídas, permitindo assim o levantamento total de evasões, a evolução das saídas ao longo do programa e os respec-
tivos motivos.
Assim como no instrumental de rotatividade, a organização das informações das saídas deve permitir a sistemati-
zação das mesmas. Neste sentido, deve ser devidamente registrado o motivo de desligamento do jovem do pro-
grama conforme as seguintes categorias:
1. Inserção no mercado de trabalho;
2. Desinteresse pelo programa (pela proposta e/ou atividades do PJU);
3. Mudança de bairro ou cidade;
4. Falecimento;
5. Outro motivo » Qual.
O motivo 1 (Trabalho) deve ser tipifcado nas seguintes subcategorias:
1. Assalariado com carteira assinada » Ocupação
2- Assalariado sem carteira assinada » Ocupação
3- Assalariado com carteira assinalada na condição de aprendiz » Ocupação
4- Trabalhador informal » Ocupação
5- Estagiário » Ocupação
Essas subcategorias devem ser abertas no descritivo da atividade realizada pelo jovem (ocupação). Já a categoria
5 (Outro motivo » Qual) deve ser aberta no descritivo do principal motivo pelo desligamento do jovem.
Programa jovens urbanos anexo 14
INSTRUMENTAL 4 - ROTATIVIDADE PROFISSIONAIS
Instrumental de registro da rotatividade dos profssionais ao longo do programa. Os dados quantitativos referen-
tes à rotatividade dos profssionais são acompanhados dos motivos, que devem seguir as seguintes categorias:
1. Conseguiu outro trabalho
2. Baixa remuneração
3. Mudança de bairro ou cidade
4. Falecimento
5. Outro motivo » Qual.
INSTRUMENTAL 5 - PARCEIROS INSTITUCIONAIS E TECNOLÓGICOS
Planilha contendo a caracterização dos parceiros institucionais e tecnológicos mobilizados no programa.
INSTRUMENTAL 6 - ASSESSORES TECNOLÓGICOS
Planilha com informações referentes às ofcinas disponibilizadas pelos assessores tecnológicos do programa. As
informações são organizadas em função da tipologia, nome da ofcina, número de jovens participantes, horário e
local de realização (previsão), número de encontros e contato.
INSTRUMENTAIS DE FORMAÇÃO
INSTRUMENTAL 7 - PLANEJAMENTOS E REGISTROS
Instrumental de controle quantitativo dos planejamentos e registros elaborados pelos profssionais das ONGs exe-
cutoras durante os meses de formação. O controle é feito através de uma previsão inicial do número de planeja-
mentos e registros que cada ONG deve realizar.
INSTRUMENTAL 8 - ESTRATÉGIAS DE FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS
Planilha onde é alocada a quantidade de procedimentos de formação dos profssionais das ONGs executoras (vi-
sitas técnicas, encontros de formação inicial, encontros regionais e encontros gerais) e o monitoramento dos res-
pectivos participantes nos encontros regionais e gerais, por ONG ao longo do tempo.
INSTRUMENTAL 9 - AMOSTRAGEM VISITAS TÉCNICAS
Instrumental construído para fornecer uma amostragem mensal do número de jovens que estão efetivamente fre-
qüentando as atividades oferecidas pelas ONGs.
Este instrumental apresenta a quantifcação dos jovens a partir da atualização das saídas nas ONGs, ou seja, o uni-
verso de análise de cada ONG é composto por 60 jovens iniciais menos os jovens que escolheram sair do progra-
ma por diferentes razões.
INSTRUMENTAL 10 - EXPLORAÇÕES E EXPERIMENTAÇÕES (CENPEC)
Planilha onde devem ser alocada a quantidade de explorações e experimentações realizadas por assessor/ parcei-
ro e por região.
Programa jovens urbanos anexo 14
gerenCIamenTo
IndIcador (efIcácIa) ÍndIce Meta Meses InstruMental nº
Acompanhamento da gestão Reunião de dirigentes Nº reuniões > = 5 5º ao 14º Procedimentos de
Acompanhamento da
Gestão
1
Reunião do comitê
executivo
Nº reuniões > = 10
Conselho de
acompanhamento
Nº conselhos > = 2
Auditagem técnica às
ONGs
Nº auditagens > = 1
Adesão dos jovens ao Programa (rotatividade) % adesão 5º ao 7º Rotatividade 2
Permanência dos jovens ao longo da formação % permanência > = 75% 5º ao 14º Saídas Jovens 3
Participação dos jovens no período de acompanhamento % participação > = 50% 15º ao
20º
Saídas Jovens (Evolução) 4
Rotatividade dos profssionais ao longo da formação % rotatividade < = 25% 4° ao 14° Rotatividade Profssionais
Rotatividade Profssionais
(Evolução)
5
Parcerias institucionais e tecnológicas Nº parceiros 1º ao 20º Parceiros Institucionais e
Tecnológicos
7
Assessorias tecnológicas Nº assessores 5º ao 14º Assessores Tecnológicos 8
INSTRUMENTAL 11 - LISTA DE PARTICIPAÇÃOO
Ferramenta que visa controlar o índice de participação dos jovens nas diferentes experimentações e explorações
mobilizadas pelo programa. Para além do controle da presença dos jovens, o instrumental prevê o gerenciamen-
to de diferentes dimensões que compõem os processos de experimentações e explorações no que diz respeito ao
número de encontros oferecidos, número de jovens inscritos e índice de participação, através da comparação en-
tre planejado e realizado. Cabe ressaltar que o instrumental incorpora o custo das atividades permitindo aferir seu
grau de efciência (recurso fnanceiro).
INSTRUMENTAL 12 - EXPLORAÇÕES (ONGS)
Instrumental onde devem ser alocadas as explorações (vistas) mobilizadas pelas ONGs durante o processo forma-
tivo.
INSTRUMENTAL 13 - ENCONTROS PÚBLICOS E PRODUÇÕES
Planilha onde deve ser alocada a quantidade de encontros públicos realizados, assim como uma relação dos pro-
dutos publicizados apresentando a ONG , a turma, o tipo de produção, o título e uma síntese da produção.
INSTRUMENTAL 14 - PROJETOS JOVENS
Instrumental de controle dos projetos elaborados pelos jovens onde deve ser possível contemplar a tipologia dos
projetos, a participação dos jovens, os projetos contemplados em concursos, assim como acompanhar as assesso-
rias disponibilizadas para os projetos.
MATRIZ DE MONITORAMENTO
4 Programa jovens urbanos anexo 14
FormaÇÃo
IndIcador (efIcácIa) ÍndIce Meta Meses InstruMental nº
Profssionais Cumprimento dos
planejamentos e registros
% desvio 0% 5º ao
14º
Planejamentos e
Registros
9
Estratégias de formação Visitas
técnicas às
ONGs
Nº visistas / ONG > = 9 4º ao
14º
Estratégias de
Formação dos
Profssionais
10
Encontros
de formação
inicial
Nº encontros > = 11
Encontros
regionais
Nº encontros > = 8
Encontros
gerais
Nº encontros > = 3
Jovens Formação dos jovens nas ONGs Horas de formação 5º ao
14º
Amostragem
Visitas Técnicas
11
Acompanhamento das explorações e
experimentações
Nº explorações /
jovem
5º ao
14º
Explorações e
Experimentações
12
Nº experimentações /
jovem
Lista de
Participação
13
Explorações mobilizadas pelas ONGs Nº explorações 5º ao
14º
Explorações
(ONGs)
14
Acompanhamento das produções Nº e tipologia das
produções
5º ao
14º
Encontros
Públicos e
Produções
15
Organização de encontros públicos nas
localidades
Nº encontros /
terrirório
> = 3
Projetos Jovens Projetos Jovens elaborados Nº Projetos /
tipologia
> = 16 5º ao
20º
Projetos Jovens 16
Participação dos jovens na execução dos
Projetos
% participação > =
50%
Assessorias tecnológicas Nº assessores
Projetos Jovens contemplados em concursos Nº de Projetos
Programa jovens urbanos anexo 14

SiStematização de uma metodologia

Coordenação Técnica:

Iniciativa:

InIcIatIva Fundação Itaú Social vice-presidente Antonio Jacinto Matias Superintendente Ana Beatriz Patrício coordenação do Programa Isabel Cristina Santana Camila Feldberg Macedo Pinto coordenação técnica Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária – Cenpec Presidência Maria Alice Setubal coordenação Maria do Carmo Brant de Carvalho coordenadora da Área Educação e comunidade Maria Júlia Azevedo Gouveia crédItoS da PublIcação coordenação Wagner Antonio Santos autoria Aline Andrade Cley Scholz Maria do Carmo Brant de Carvalho Maria Julia Azevedo Gouveia Edição Cley Scholz Maria Julia Azevedo Gouveia leitura crítica Camila Feldberg Macedo Pinto Helena Faro Corrêa Isabel Cristina Santana Jordi Novas Fernández Maria Brant Wagner Antonio Santos Preparação e revisão de textos Aline Andrade Carlos Eduardo Silveira Matos Projeto gráfico e diagramação Fonte Design Ilustrações Fonte Design Estúdio Cachola Carolina Caramuru Fotos Acervo Programa Jovens Urbanos - Cenpec Gilberto Tomé

.

.

A Fundação Itaú Social tem o compromisso de reconhecer as culturas juvenis produzidas essencialmente no presente.apreSentação A juventude é sempre um momento de invenção de jeitos de viver. que resultou na implementação do Programa Jovens Urbanos. com a certeza de que investir em educação é a melhor forma de melhorar a perspectiva de vida e assegurar o futuro do jovem e da humanidade. Com a finalidade de afirmar esse compromisso define a juventude como uma de suas prioridades de ação. Com esta publicação buscamos compartilhar uma metodologia de trabalho social com jovens construída a partir da ação realizada nas periferias de São Paulo e Rio de Janeiro. Antonio Matias Maria Alice Setubal . Com isso pretendemos contribuir para a afirmação e avanço de políticas públicas para a juventude. As referências teóricas e justificativas da experiência são aqui relatadas como proposta aberta a todas as instituições envolvidas ou interessadas em participar de programas para jovens urbanos brasileiros em situação socialmente vulnerável. Para enfrentar o desafio de desenhar um programa para jovens a Fundação Itaú Social estabeleceu uma parceria técnica com o Cenpec.

.

expandem as relações e lançam novas perspectivas para as condições de vida da juventude. as ações de formação dos jovens abrem possibilidades de trânsito nos territórios urbanos. o programa Jovens urbanos se apresenta como proposta ao amplo desafio contemporâneo de trabalho social com juventude nas regiões metropolitanas. exploração. a cultura e a tecnologia por meio de pesquisa. trata-se de um programa-rede que enlaça a vida na cidade. os jovens recebem assessoria para colocar em prática seus projetos de intervenção na cidade. a escolaridade.programa JovenS urbanoS Formação de jovens de 16 a 21 anos das periferias das metrópoles brasileiras. . circulação e produção. experimentação.

Maria Julia Azevedo Gouveia 1 CD ROM Iniciativa: Fundação Itaú ISBN 978-85-85786-78-5 1. 2008. Educação de Jovens 3. Wagner Antonio 08-10439 CDD – 361.32 .32 2.Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro. Metodologia de programas de ação social : Projeto Social : Problemas sociais 361. Maria do Carmo Brant de Carvalho. – São Paulo: CENPEC. Aline Andrade. Santos. Vários autores.32 Índices para catálogo sistemático: 1. Brasil) Jovens urbanos – sistematização de uma metodologia / coordenação Wagner Antonio Santos. SP. Metodologia de programas de ação social 2. Metodologia de programas de ação social : Educação de Jovens : Problemas sociais 361. Cley Scholz.

SumÁrio •As circunstâncias de vida das juventudes urbanas10 •Crenças e valores do Programa Jovens Urbanos14 •A proposta do Programa Jovens Urbanos20 •Passo a passo implementação Programa Jovens Urbanos29 •Ações preparatórias32 •Execução do Programa42 •Acompanhamento dos projetos de intervenção70 •Monitoramento74 •Referências bibliográficas79 .

10 Programa jovens urbanos .aS CirCunStÂnCiaS de vida daS JuventudeS urbanaS No intenso movimento de urbanização mundial. grande parte da população atual tem como habitat as cidades – entre essa população encontram-se os grupos juvenis.

O acesso aos fluxos informacionais entre os jovens brasileiros dá-se. sendo que a maioria vê-se isolada de outras redes de comunicação. A inexistência de serviços públicos de qualidade. no conceito moderno. tecnológicas. p. Em relação à capacidade de ingresso dos jovens em outras formas de sociabilidade e relações em ação no ambiente urbano. culturais.De um modo geral. Ela está compreendida numa larga fase de vida em que as pessoas estão em processo de formação e busca de perspectivas de estabilidade e autonomia para o futuro. 2006). o que representa um quinto da população brasileira (IBGE. Os efeitos imediatos da segregação podem ser espaços interditados são espaços planejados para interceptar. o jovem do século XXI se depara com uma realidade onde há poucas oportunidades de escolha. informacionais. particularmente de transportes coletivos eficientes e de locais públicos livres para circulação (em lugares não muito distantes de seus bairros) é um exemplo de força atuante na restrição dos deslocamentos juvenis. No entanto. não é apenas uma faixa etária e nem expressão subjetiva de um estilo de vida. A juventude. as possibilidades para as juventudes pobres vêemse bastante diminuídas. condensação e velocidade com que. jovens mulheres teriam mobilidades muito mais constrangidas do que jovens do sexo masculino. agora ligado especificamente à condição feminina. aproximar os habitantes da cidade. 2004. como também um período histórico inédito de ascensão demográfica da população juvenil em relação a outros grupos etários. residenciais.). de serviços etc. No Brasil observamos não só a concentração de juventudes vivendo e organizando suas vidas nas cidades. Mas não só! Se levarmos em consideração o recorte de gênero. no geral. explicitamente o propósito dos espaços interditados é dividir. sobremaneira. pela via da televisão. Por representarem um grupo majoritário na pirâmide etária brasileira a juventude é alvo na atualidade de políticas de identidade acionadas por várias forças sociais (mídias. por não terem acesso a serviços públicos e a recursos materiais e simbólicos que sustentem o deslocamento a diferentes lugares da cidade. mercados culturais etc. industriais. o movimento de urbanização reorganiza a espacialidade das grandes metrópoles. (Bauman. 130) Programa jovens urbanos 11 . moradoras de bairros ligados socialmente a contextos de violência. passagens acessíveis e locais de encontro. verificamos um outro campo de restrições. práticas segregacionistas que agem na maioria das metrópoles mostram-se como a força mais brutal no confinamento das juventudes pobres. repelir ou filtrar os usuários potenciais. mercados de produtos. Por esse crivo. as desigualdades socioeconômicas persistentes na sociedade brasileira justificam em grande parte as restrições de mobilização de jovens. Sem dúvida. Em uma situação de transição para a vida adulta. • Os jovens entre 15 e 24 anos somam 34 milhões.. de alguma outra forma. Pela via da televisão as informações acessadas pelos jovens adquirem o caráter de indiferenciadas. segregar e excluir – e não construir pontes. fazendo com que a noção de centro-periferia ceda lugar à multiplicação de zonas de comércio. A indiferenciação das informações sobrevém da fragmentação. É a fase de mais energia e potencial. as informações são veiculadas no formato televisivo. facilitar a comunicação ou. exigindo a criação de novas estratégias de circulação e de acesso das populações ao complexo citadino.

de discriminação. onde o acesso à escola deveria ser mais fácil. desqualificados.4 milhões de jovens urbanos nessa situação. na construção de suas histórias de vida e na vida social dos territórios aos quais estão vinculados a partir da expressão e afirmação de modos de vida mais criativos e do que consideram bom para si. nível de escolaridade em que deveriam estar. a complexidade das demandas atuais dos jovens e.percebidos no fato de jovens assimilados ao perfil “morador de bairro violento”. especialmente os pobres e negros. pouco acúmulo de conhecimentos e experiências de intervenção social no campo das juventudes que reconheçam. além de serem alvo. criminalidade. fato importante que ocorreu recentemente (2005) é o reconhecimento pelo Estado brasileiro da Juventude como grupo social merecedor de investimento e como problemática. em outras instituições. causa de óbitos. entre outras que afetam em maior proporção os jovens. já aprovada pelo Congresso Nacional e transformada em lei. desconfiança e temor ao revelarem seus locais de residência.5 milhões – cursam ensino superior. No mesmo ato. portanto. corroboradas por estatísticas sobre desemprego. apenas 16. Neste contexto. por um lado. Dados referentes à escolaridade dos jovens sinalizam para um grave déficit: • Dos 34 milhões de jovens brasileiros. alcançando dessa forma a condição de objeto de políticas públicas específicas. como momento bastante significativo na história de vida pessoal. gravidez precoce. o seu potencial protagonista. Na outra ponta. desordeiros.6 milhões estão em zona rural. São 6. com tudo isso. já que o complexo mercado de trabalho do mundo globalizado busca profissionais cada vez mais qualificados.  A Política Nacional de Juventude foi instituída por Medida Provisória n. drogados. Verifica-se. indolentes. serem reiteradamente preteridos quando pleiteiam ingresso em instituições de trabalho. A conjugação de escolaridade baixa e desemprego elevado é uma equação difícil de ser resolvida. o deSaFio de melHorar a eduCação A preocupação com o jovem brasileiro de hoje vem da encruzilhada em que ele se encontra: de um lado a escola não o atrai. 12 Programa jovens urbanos . • A maior parte dos jovens que não concluíram o ensino fundamental está nas cidades. Os outros 2. por outro lado.2 milhões encontram-se nos bancos escolares. b. para seus grupos de pertença e para os territórios que habitam. uso e trafico de drogas. pelo governo federal. apenas 12. o Presidente criou o Conselho Nacional de Juventude e a Secretaria Nacional de Juventude. Recaem sobre os jovens. entre outros. Afirmam-se e reproduzem-se com tudo isso identidades negativas. e de outro o mercado de trabalho o rejeita. o que corresponde a menos da metade do total desse grupo etário. evasão ou baixo desempenho escolar. compreender a juventude como ponto de intersecção de dois eixos: a.4% dos jovens de 18 a 24 anos – cerca de 4. A criação da Secretaria Nacional da Juventude1. vinculados à estrutura da Secretaria-Geral da Presidência da República. Cabe. como agente cultural e social que pode interferir na história dos territórios em que vive ou viverá. é um demonstrativo desse reconhecimento.º 238 assinada pelo Presidente da República em º de fevereiro de 2005. os preconceitos mais perversos: violentos.

que levaram a Organização Internacional do Trabalho – OIT a lançar a Rede de Empregos para Jovens. mesmo entre os mais desenvolvidos. Coloca-se o desafio de desenhar uma estratégia que permita configurar circuitos formativos inclusivos e com maior flexibilidade.47. O cenário torna-se perverso: cada vez mais.6% está muito acima da média.6%).2%). Reino Unido (38. em algumas entrevistas com jovens que estudam e não trabalham percebe-se que.6% dos desempregados brasileiros são jovens. Ela supera a do México (40.3%). No mundo inteiro a preocupação desperta a atenção. mas a taxa brasileira de 46. agressões e óbitos.9%). sem perspectiva de longo prazo”.• • Aproximadamente 7 milhões de brasileiros entre 18 e 24 anos não estudam nem trabalham. aqueles que não avançam na formação escolar ficam para trás na corrida pelo emprego. A ineficácia dos programas oficiais de formação ou de incentivo ao ingresso do jovem no mercado de trabalho agrava o problema. É necessário reconhecer a complexidade de tal relação frente os desafios e problemáticas das juventudes contemporâneas.4%). Este quadro demanda que a relação entre juventude.5 vezes maior que a observada entre os adultos. ou seja. ao retirar temporariamente o jovem da condição de quem procura e não encontra trabalho. bem como o grau acentuado de violência. segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea.6%). Nesse contexto o modelo de intervenção convencional tem um efeito de retardar o problema. 2006). uma parcela significativa. Estados Unidos (33. Atualmente o País tem 24.1%) e Alemanha (16. A taxa de matrícula no ensino médio dos jovens entre 15 e 17 anos é de apenas 48.3%). segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD. motivando iniciativas como os “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”. A elevada taxa de desemprego entre os jovens no Brasil. O total de jovens com baixa escolaridade é de 12. Em um dos estudos realizados sobre o tema. Itália (25. enfrenta o drama da defasagem escolar (IBGE/PNAD. a pesquisadora Mary Garcia Castro (2003) observa: “A busca por trabalho é prioritária para os jovens pobres. Os números referentes ao desemprego nessa faixa etária são estarrecedores: 46. Deparamos assim com um quadro em que a educação formal. segundo o Ipea. Isso significa que 51. Espanha (25. não configurando um sistema. Programa jovens urbanos 13 . incentivo a contratações e soluções normativas.8% estão fora da escola ou atrasados. os programas tradicionais de qualificação profissional encontram sérias limitações.2 milhões . Entre as populações que sobrevivem em condições socialmente vulneráveis . trabalho e educação seja acompanhada e investigada com atenção. França (22. Argentina (39. São jovens que têm dificuldade de encontrar emprego porque não têm escolaridade mínima. a proporção não chegava a três vezes. A proporção é 3. e os dados mostram que a tendência se agrava com o tempo: em 1995. e. embora estudando.6).2%. ainda cursando o ensino fundamental. o estudo é abandonado mesmo que seja um trabalho de ganhos imediatos. formação profissional e programas de capacitação e inserção no trabalho configuram circuitos desarticulados que não complementam suas funções e recursos. se aparecer uma oportunidade de trabalho. Suécia (33. projetando sistemas educativos de qualidade. O problema do desemprego entre os jovens é uma preocupação atual em vários países do mundo.9% da população nessa faixa etária. mas também não estudam mais porque a idade os empurra para o mercado de trabalho. são características da gravidade da situação desses brasileiros. Em tais condições. Não há mostras de resultados animadores nas alternativas buscadas nesses últimos anos pelo governo nas políticas de formação profissional.2 milhões de jovens com idade entre 18 e 24 anos (IBGE – 2006). os jovens são mais suscetíveis a situações de risco do que a média da população.

Nessa perspectiva. mas estão implicados com planos culturais dinâmicos e capilares. 14 Programa jovens urbanos . Os modos de experimentar condições e estados de juventude não são vividos da mesma forma pelos grupos juvenis. os modos de experimentar a condição de juventude e seus estados não se reduzem a um referente estrutural geral. seus interesses e escolhas.CrençaS e valoreS do programa JovenS urbanoS oS JovenS Compõem diverSoS grupoS – JuventudeS Grupos caracterizados por suas condições de vida.

no qual habitam e interagem diferentes segmentos e atores que dinamizam a cidade  Um dos conceitos de capital social. propriedades dos indivíduos. atuem em rede? Quais crenças e valores sustentam a criação de processos de gestão compartilhada. Contudo. O complexo urbano. 2005. específicas. permitindo composições. enfim para a desigualdade social que atinge as populações das cidades de modo geral. não se pode deixar de considerar que a problemática da juventude é resultado de uma problemática de cidade contemporânea. Os valores que se alinham a tal crença. p. Assim é em toda cidade. instituições e organizações da sociedade civil. assim. vulneráveis etc. dá suporte técnico e político e agrega capital social1 às instituições e atores envolvidos. apoios – que os indivíduos são capazes de procurar em virtude de suas relações com outras pessoas. técnicas. contrariamente ao capital físico (ferramentas. essa categorização não pressupõe uma homogeneização. tecnologia) e humano (educação.Assume-se com essa crença a diferença como valor positivo para o programa. são a certeza da incompletude de qualquer ação e. com que freqüência. para dar transparência às ações políticas. um papel fundamental no fluxo de recursos através daquela rede. Esses recursos (‘capital’) são ‘sociais’ na medida em que são acessíveis somente dentro e por meio dessas relações. políticos. A estrutura de uma determinada rede – quem se relaciona com quem. valoriza o programa ao conferir sustentabilidade técnica e legitimidade política. mar/ago. Lin e A. de instrumentos e procedimentos eficazes para democratizar informações. p. valores. também é sabido que a juventude das metrópoles que vive em situação de risco e vulnerabilidade social demandam políticas públicas focalizadas. Dessa forma. empresas públicas.25) in COSTA. entendida aqui em todas as suas variações. por exemplo. rede de açõeS artiCuladaS entre vÁrioS atoreS SoCiaiS Atores sociais: órgãos públicos. com papéis na dinâmica produtiva da cidade tão variados trabalhem juntos. Burt. Portanto. mesmo que as populações jovens sejam incluídas nas categorias de pobres. essencialmente.235-48. refere-se aos recursos – como. qualquer programa social dirigido à juventude das metrópoles não pode prescindir de olhar para os problemas sociais. habilidades). Portes. Programa jovens urbanos 15 . A realização de ações conjugadas e em rede confere legitimidade. e em que termos – tem. informações. um programa voltado à juventude exige uma lógica de ação em rede. econômicos. Rogério. por exemplo. Quais crenças e valores justificam o investimento em que esses atores – institucionalizados ou não – que fazem parte de contextos sociais tão distintos. Sabemos que os jovens que vivem em determinadas condições. realizem ações conjugadas. comunidades locais entre outros envolvidos com as problemáticas da juventude. que são. excluídos. idéias. A lógica de ação em rede. condutas e comportamentos singulares. N. Grootaert & Woolcock (1997. que encontramos nos sociólogos R. portanto a firmeza em compartilhar interesses compondo ações mais legitimas e efetivas. financeiras do programa? A crença que sustenta essa aposta é a de que a complexidade do contexto e das demandas juvenis exige a conjugação de saberes e pontos de vista diversos para ampliar o campo de possíveis aos jovens urbanos. políticos. de economia mista. que pertencem a determinados grupos (religiosos. Isso posto. Mas. em toda comunidade e em todo grupo social. artísticos) desenvolvem aspirações. empresas privadas.

fator determinante na dinâmica da sociedade atual. Nessa perspectiva a ação com jovens abandonaria finalidades e objetivos concentrados em um “ideal remoto de futuro e sujeito” para aspirar produções sociais e transformações subjetivas de jovens no tempo presente de suas vidas. explorada. que pressupõe divisão de responsabilidades. Assim. pertenCimento ao mundo públiCo e CompromiSSo Com o bem Coletivo Compreender a formação de jovens como meio para fortalecer o sentido de pertencimento ao mundo público e o compromisso com o bem coletivo é abrir a formação das juventudes para questões e problemáticas do contexto histórico presente e para o envolvimento direto de jovens com problemáticas das regiões onde moram. de redes sociais cada vez mais densas e estruturadas pode potencializar/ fortalecer iniciativas públicas que buscam responder aos complexos desafios das metrópoles e ajudar a resolver os graves problemas sociais que atingem a todos que vivem nas grandes cidades. Sintonizar o contexto histórico presente e instalar-se em questões prementes da atualidade são apostas na revitalização da sociedade civil. quando consideramos as situações de vulnerabilidade social. grupos e instituições. A criação de arranjos institucionais. de sujeito político. uma certa condição política. a permanência e o sucesso de aprendizagem dos jovens como uma conquista individual e coletiva. o Programa Jovens Urbanos difunde e democratiza conhecimentos e práticas imprescindíveis para que os indivíduos e os grupos possam aprender a criar suas próprias redes. Essa crença tem a ver com cidadania. contemplando em sua lógica de intervenção a busca por soluções viáveis e consistentes que garantam o acesso ou a reinserção. Não podemos dar as costas à atual interconexão generalizada entre pessoas. de parcerização. direito À eduCação públiCa de Qualidade Compõe esta perspectiva afirmar o direito de todos e particularmente dos jovens a uma educação pública de qualidade . agenciada por programas sociais que tomam a juventude urbana e o complexo citadino como referências principais. o programa afirma seu compromisso ético-político com as cidades e com os jovens. propor ações relevantes e contribuir para o bem comum. ver ampliadas suas possibilidades de formular questões significativas.com seus conhecimentos e práticas é uma riqueza a ser considerada. 16 Programa jovens urbanos . propiciando que os jovens possam. em co-gestão. inovações e adequações – ao mesmo tempo em que preserva seus fundamentos. abertura às negociações e ao trabalho conjunto. ao privilegiar processos realizados em parceria. que pressupõe direitos e também deveres e responsabilidades. Ao fomentar esse modelo de relação. suas próprias parcerias. de modo que questões individuais sejam implicadas com a vida urbana. como integrantes do campo social. de parcerias. plasticidade para mudanças.

a aprendizagem: CirCulação e exploração. quebrando a lógica republicana do espaço urbano. principalmente. Desse modo. As juventudes dos grandes centros urbanos do país têm sido cada vez mais segregadas espacialmente. reconhecidamente fator de violência. A idéia de circulação-deslocamento está irredutivelmente ligada à função das cidades e à expressão de suas potências. modos de vida de grupos sociais. experimentação e produção em diferentes territórios das cidades (artes. sistemas produtivos (mundo do trabalho e tecnologias) produções artísticas. dizer. esportes. provocando uma crescente produção de guetos nas periferias das grandes cidades. trabalho. Práticas de circulação na cidade promovem a expansão de relações juvenis e concretizam o usufruto de direitos de bens simbólicos e materiais que as cidades oferecem. perda da noção de pertencimento e de possibilidades de composições ricas em diversidade. suas populações. ampliar e enriquecer perspectivas de futuro e desencadear projetos pessoais e sociais.) os jovens poderão ver modificados seus modos de pensar. convidando os jovens a experimentar eventos formativos em diferentes espaços da cidade onde vivem. vê-se neste trânsito o reconhecimento e exercício de um direito: o direito à cidade. agir e se relacionar. lazer etc. estimular novos pontos de vistas. suas juventudes. ciências e tecnologias. experimentação e produção São proCeSSoS indiSSoCiÁveiS Processos formativos de juventudes devem considerar três fortes características associadas à juventude e aos modos pelo quais os jovens constroem conhecimento: o espírito exploratório (“ver como é”) a motivação para empreender descobertas (“ver como se faz”) e a disposição para produzir e inventar (“fazer e aprender a fazer”). Ao vivenciarem situações de exploração. Ao sairmos das redondezas familiares damos início a uma jornada de encontros com estranhos. Multiplicidade cultural é conteúdo para a formação dos jovens. a cidade interpela continuamente seus transeuntes. promovendo o envolvimento direto das juventudes com seus espaços e formas de composição: arquiteturas. podendo provocar referências culturais e habituais distintas. A questão da mobilidade física é aspecto de grande relevância no direito à cidade. particularmente. Mais do que uma ação de viabilidade de circulação. etc.o direito doS JovenS À Cidade Um programa social voltado às juventudes urbanas deve investir na inserção dos jovens nos múltiplos espaços e equipamentos que compõem a vida das metrópoles. às misturas que se fazem no trânsito caracteristicamente urbano. Programa jovens urbanos 17 . Programas de formação voltados à juventude urbana devem aproveitar o potencial das cidades. produzir transformações nas suas subjetividades e.

nas ruas. 18 Programa jovens urbanos . adquirindo um sentido algo caótico. Sobre os jogos e fluxos contemporâneos: [. maquinários. sistemas de trabalho.). no solo das cidades. em especial.. pois o capitalismo recente tem no princípio de fluxos. além de projetarem socialmente toda uma série de exigências formativas de difícil tangenciamento e regulação institucional. nos espaços construídos. nos comércios. com essa crença. já que as trajetórias profissionais não são mais previsíveis a partir de mecanismos de regulação socialmente institucionalizados” (Caderno Cenpec.] as significativas mudanças ocorridas no ambiente produtivo urbano. Focar formação profissional das juventudes na cidade significa uma abertura direta para o desenvolvimento das práticas sociais de trabalho e a promoção de encontros ativos com as populações e produções desse campo social (empresários. que mesmo não profissionalizantes. tecnologias etc.. com intensas transições entre situações ocupacionais. Assumimos. a condição de seu próprio exercício. trabalhadores de todos os tipos. nos espaços de artes. ações formativas que pretendem expandir e enriquecer repertórios sócioculturais podem impactar positivamente a vida dos jovens. das forças produtivas em função das invenções técnicas e da globalização dos mercados põem em funcionamento alterações radicais nos sistemas de empregos contemporâneos. Uma formação das juventudes desse tempo deverá instalar-se nos próprios jogos de fluxos contemporâneos ali onde eles acontecem. técnicas. nas indústrias.Alternativa sustentável para expandir horizontes de trabalho dos jovens A educação de qualidade articulada ao acesso a conhecimentos tecnocientíficos e ao contato com diferentes possibilidades de trajetórias laborais e profissionais. de emprego e de formação profissional passam “a carecer de rumo predeterminável. Assim. Juventudes Urbanas). inclusive nas trajetórias de trabalho que poderão desempenhar ao longo de suas vidas.

muitas regiões da cidade de São Paulo e Rio de Janeiro. agenciadores de recursos privados para implementação de ações no campo da saúde. reivindicam melhores condições de vida. da educação. À medida que trabalhamos com aquilo que temos e que podemos nos fortalecemos para enfrentar os problemas e criamos novos canais de produção e de luta por uma vida mais digna. vulnerabilidade social e riscos ambientais. áreas de lazer. muitas dessas comunidades estariam ainda mais condenadas ao gueto e ao esquecimento. das demandas por creches.suas potências – e não daquilo que não têm ou não podem – suas carências. hospitais. da proteção social. constantemente atravessada por forças coletivas intensas. organizam coletividades envolvidas em lutas políticas. sem o trabalho das organizações locais. Pela sua condição precária e com alto grau de vulnerabilidades sociais. na luta pela garantia e respeito aos direitos das crianças. articulam e transformam lugares. Dessa forma. constroem histórias e fazem geografias. deficiências. funcionam seguindo “leis” próprias. Essas pessoas constroem relações sociais. dos adolescentes. e reconhece como estratégica a ação desses atores em suas localidades como executores de políticas públicas. Assim. Mapear e respeitar essas diferenças presentes em cada contexto social é papel de todos aqueles que propõem interferir na vida e nos lugares nos quais milhares de pessoas vivem. a aposta está nas capacidades de todos e cada um em decidir. indica as potencialidades dessas pessoas nesses lugares. São também pontos fortes existentes e resistentes capazes de desenvolver processos altamente inteligentes e com grande ressonância criativa. nas comunidades. essas áreas são vistas apenas como lugares da pobreza. entrelaçam solidariedades. pontos fracos. Essas avaliações sobre esses lugares da periferia paulistana são verdadeiras. milhões de pessoas vivem nesses lugares. dentre outros serviços urbanos. A idéia é afirmar que as pessoas e seus territórios são dotados de singularidades. na figura das lideranças e atores que as representam nos fóruns da cidade. e de outras metrópoles do Brasil são vistas como territórios de alto risco e intensa violência urbana. Qualquer política pública ou programa social de intervenção não pode se colocar numa posição de legislador absoluto ou de vanguarda esclarecida. da moradia popular. escolas. os territórios de risco. equipamentos culturais. Trata-se de uma multidão metropolitana. No senso comum. em meio a essa precariedade territorial. Todos são personagens fundamentais na construção de conhecimentos sobre suas realidades. O ponto de partida do trabalho com as pessoas e os territórios deve ser aquilo que eles podem . Afinal. com mais qualidade. Programa jovens urbanos 19 . carências. Essa realidade dinâmica. È preciso multiplicar as vozes. Entretanto. não são somente fragilidades. da falta de empregos. Portanto. de alta vulnerabilidade e de profundas exclusões sociais da imensa periferia da metrópole paulistana. ao optar em trabalhar com ONGs locais o Programa Jovens Urbanos afirma a necessidade de investimentos nos distritos. definem sociabilidades. produzindo dinâmicas culturais e econômicas peculiares.valorização daS diFerençaS e daS potenCialidadeS imanenteS À vida Juvenil Ativam processos de formação política e de construção coletiva de conhecimentos sobre as realidades locais. mais igualdade. na vocalização de demandas e necessidades específicas dessas localidades. escolher e produzir os rumos de suas vidas.

a a propoSta do program anoS JovenS urb 20 Programa jovens urbanos .

inadequados ou difíceis para lidar com o sistema de oportunidades. (vIgnoLI. no entanto. FILgueIra. culturais que provêm do Estado. a participação em redes e o capital físico. j. O Programa Jovens Urbanos busca criar as condições institucionais. articulando recursos educacionais. Assim. As diversas formas de expressão são valorizadas e apoiadas na perspectiva de desenvolver capacidade de reflexão e intervenção dos jovens no meio em que vivem. CePaL. integrando-se ativamente no percurso do mesmo. de forma a ascender a maiores níveis de bem-estar ou diminuir probabilidades de deterioração das condições de vida de determinados atores sociais. O objetivo central do Programa Jovens Urbanos é expandir o repertório sociocultural de jovens expostos a múltiplos vetores de risco e vulnerabilidade. tecnológicos e financeiros que viabilizam a emergência da expressão juvenil em duas dimensões: pessoal e coletiva. a composição e os recursos familiares.o desempregado. no plano mais subjetivo. Alguns exemplos desses recursos são: o capital financeiro. estimula e promove ações de produção juvenil e contribui para a permanência. Esta situação pode manifestar em um plano estrutural. H.O programa propõe uma intervenção cujas estratégias não reafirmem identidades socialmente negativas associadas aos jovens . o capital humano. econômicas. a proposta formativa reconhece os jovens como responsáveis por suas escolhas e com direito de apreender a dinâmica e expectativas do Programa Jovens Urbanos. 2001).. C.. a experiência de trabalho. não estarão figuradas no processo formativo como marcas negativas dos jovens. o usuário de droga. Para isso investe primordialmente na ampliação da circulação e da apropriação na cidade. o nível educacional. mas sim a construção e afirmação de novas identidades socioculturais juvenis desmobilizando aquelas que lhes são conferidas pelas condições de vida. de modo a expandir e qualificar as perspectivas de acesso ao mundo do trabalho. sejam eles indivíduos ou grupos. o capital social. –. Programa jovens urbanos 21 . [. por uma elevada propensão à mobilização descendente desses atores e. 2002). (abramovaY. oferecidos pela sociedade. o programa dispara nessa escolha a função política da juventude requisitando dos jovens suas capacidades de contribuição e avaliação frente ao que vivem e no que se engajam.] A vulnerabilidade social traduz a situação em que o conjunto de características. Esse resultado se traduz em debilidades ou desvantagens para o desempenho e mobilidade social dos atores. Sendo assim.r. Assim. pelo desenvolvimento dos sentimentos de incerteza e insegurança entre eles. e o acesso à estrutura de oportunidades sociais. a reinserção ao sistema escolar e para vinculação em novos processos formativos. pois as subjetividades podem ser alteradas nas interações sociais por se produzirem nas relações. recursos e habilidades inerentes a um grupo social se revelam insuficientes. O programa dispõe de duas ações estratégicas para garantir a consecução de seu objetivo: A vulnerabilidade social é tratada aqui como o resultado negativo da relação entre a disponibilidade dos recursos materiais ou simbólicos dos atores. do mercado e da sociedade. o violento. os jovens “de rua” etc. os índices de vulnerabilidade social das cidades são informações de partida para selecionar as regiões a serem trabalhadas.

as experiências novas e múltiplas podem provocar os modos de pensar. Podem provocar diferentes referências culturais e habituais. para sustentar as atividades e produtos indicados. a equipe de coordenação técnica implementa um conjunto de ações de formação para as ONGs nas quais são socializados conteúdos relativos à gestão de projetos com juventude. No Programa. Cabe aos assessores. Formação doS JovenS e daS ongS O direito à cidade é a principal referência de formação do Programa Jovens Urbanos. juventudes e mundo do trabaLHo oferecer diferentes possibilidades para a trajetória no mundo do trabalho amplia as possibilidades de caminhos e escolhas. estimular novos pontos de vista. O programa aposta que a ampliação de experiências de circulação e apropriação da cidade por jovens que concentram suas vidas nos locais onde residem. experimentação e produção. Além disso. esse tema é concebido como ferramenta para qualificar o cotidiano dos participantes. agir e se relacionar. imersões em aspectos e questões urbanas contemporâneas sustentam novos desempenhos juvenis. bem como repertórios técnicos (as metodologias desenvolvidas pelo programa) para a realização de ações formativas com os jovens. Assim. dizer. desencadear projetos criativos. atividades e contexto histórico e econômico. seus modos de funcionamento. produzir transformações em aspectos subjetivos do jovem e. por parceiros e pelos educadores e coordenadores que compõem a ONG local. os jovens ampliam suas capacidades de pensar e agir sobre si mesmos e na cidade. atua na diversificação de seus campos relacionais e repertórios culturais e afasta jovens em situação de vulnerabilidade do confinamento social e intelectual a que muitas vezes estão subordinados. trata-se de ampliar o entendimento dos jovens sobre característica do mercado de trabalho atual. parceiros e ONGs produzirem condições de aprendizagem qualificadas e pertinentes às propostas e resultados almejados pelo Programa Jovens Urbanos.juventudes e CuLturas urbanas mergulhar na multiplicidade cultural presente na cidade implica em abrir-se à diferença. e também de mobilizar conhecimentos sobre as diferentes atividades que poderão desempenhar e se aprofundar no futuro. em especial no mundo do trabalho e nos territórios onde mantêm vínculos. mergulhar no estranho e refletir sobre os sentidos e percepções. juventudes e tecnologias contemporâneas e juventudes e o mundo do trabalho. 22 Programa jovens urbanos . Desse conjunto derivam escolhas metodológicas e todo o conteúdo de formação do Programa Jovens Urbanos As ações de formação dos jovens são realizadas por assessores contratados. Por outro lado. juventudes e teCnoLogIas ContemPorâneas aproximar o jovem de aspectos do conhecimento humano e de produtos tecnológicos dá a ele a condições e poder para colocar as tecnologias presentes na cidade a serviço da elaboração e concretização de projetos capazes de mudar a realidade ao seu redor. reside nesse princípio o investimento do programa nas estratégias de exploração. principalmente. o direito à cidade se compõe com três temas principais: juventudes e culturas urbanas. ao entrarem em contato com a multiplicidade cultural em ação nas cidades e com diferentes modos de vida (além dos seus próprios).

terceiro setor. informar. a participação das ONGs executoras é fundamental. constituindo ações para muito além do programa inicial. comunidades. execução dos procedimentos técnicos de parcerização e monitoramento e no fortalecimento das parcerias. Esse movimento de aproximação e composição com novos parceiros se desenvolve dentro dos princípios do programa. é vital que cada integrante da rede tenha a visão do outro. Neste plano. execução. Quanto mais ampla e múltipla esta rede. pois se configuram como referências nas localidades e como as principais mediadoras entre o programa e a comunidade. nos diferentes tempos do programa: antes. Os formadores da rede participam igualmente da gestão e da discussão sobre metodologias e práticas. celebração de convênios e contratos de cooperação. Para o Programa Jovens Urbanos é vital a percepção das ações sociais em uma dimensão de rede. privados. associações ou outras organizações e movimentos sociais envolvidos com a questão da juventude. na qual poder público. com vistas a criar oportunidades de formação. Estas são aplicadas pelas ONGs de cada território. Igualmente fundamental é a perspectiva da sustentação da parceria. Neste plano estão instituições como secretarias municipais do trabalho. Programa jovens urbanos 23 . Criar situações nas quais o parceiro possa perceber seu trabalho acompanhado e reconhecido permite fortalecer a rede e abrir novas possibilidades. durante e após o término do seu ciclo. A soma de esforços ganha dimensão pelo seu efeito multiplicador. contatos. As relações de parceria entre as organizações. Por seu caráter de composição. empresas de investimentos. inserção no mercado de trabalho e outras ações que respondam às necessidades e demandas dos jovens. população e entidades de reconhecida expertise social e técnica agem articulados. são subsidiárias à ação maior de um programa integrado de formação dos jovens urbanos. visando criar condições para sua realização e assegurar sua sustentabilidade institucional e financeira. com a preocupação em reconhecer o jovem. entidades locais. grupos organizados da sociedade civil. Busca-se contatar. embora reconhecidamente vitais. recursos humanos e tecnologias próprios para realização de explorações e experimentações dos grupos jovens. de novas experiências transformadoras da realidade do jovem. ou seja. reconhecendo suas potencialidades e possibilidades de compor com as propostas do programa. Diz respeito à rede de parceiros tecnológicos de diferentes áreas sociais que disponibilizam locais. conselhos. Trata-se de compor para multiplicar idéias. e que a articulação esteja aberta para ouvir e reconhecer os parceiros. maiores são as possibilidades de sucesso. articular e integrar instituições de governo e instituições privadas que podem responder institucionalmente pela promoção do programa na cidade por meio de decisões políticas. formada pelos setores públicos. Os parceiros na rede são chamados a participar de encontros sobre a juventude. o terceiro plano diz respeito à construção de rede local fortalecida.relaçõeS e redeS inStituCionaiS As redes institucionais são arranjos socioinstitucionais que se formam nos âmbitos municipais e locais de execução da formação e de produção juvenis. A constituição das redes institucionais no Programa Jovens Urbanos ocorre em três planos seqüenciais ou concomitantes: o primeiro plano diz respeito ao âmbito municipal sendo este o ponto de partida da execução. ONGs. a cidade e as tecnologias como foco da ação. As empresas e instituições parceiras compartilham espaços e recursos. acompanhamento e avaliação das ações formativas com os jovens. aporte de investimentos. questão prioritária hoje na pauta de todos os que se preocupam com o desenvolvimento socioeconômico do País. o segundo plano ocorre durante o desenvolvimento das ações de formação e de produção juvenis. apoiando no mapeamento. projetos e esforços.

IBEAC • Instituto Sou da Paz • Secretaria Estadual da Assistência e Desenvolvimento Social .Rede Cultura de Televisão • Instituto Criar • Instituto Tomie Ohtake • Instituto Socioambiental . Municipal do Verde e do Meio Ambiente • Secretaria Municipal de Esporte e Lazer • Spectaculu • TVE / Rádio MEC ASSESSORES TECNOLÓGICOS • Alexandre Perocca • Andrea Soares • Associação Novolhar • Biba Rigo • BR3 • Caminhos e Paisagens • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Carla Tennenbaum Carlos Souza Carolina Nakagawa César Negro Clarice Cara Conrado Augusto Diego Itu Diogo Noventa Espaço Coringa Faoza Ivy Silva José Machado Lali Krotoszynski Marcio Greyk Marisa Martins Meta Ambiental Midiativa Nizinga Paula Autran Paulo Urso Sociedade do Sol Tião Soares Tomás Bastian de Souza Waldir Hernandes ONGS EXECUTORAS – RJ • União Ativista Defensora do Meio Ambiente – UADEMA • Ação Comunitária de Apoio Psicossocial – ACAPS • Assistência a Família Saúde e Cidadania • Associação Ação Alternativa • Centro de Apoio ao Movimento Popular da Zona Oeste – Campo • Conselho das Instituições de Ensino Superior da Zona Oeste – CIEZO • Instituição de Caridade e Integração Social São Cipriano • Rede de Empreendimentos Sociais para o Desenvolvimento Socialmente Justo. Democrático.Casa dos Meninos • Associação Beneficente Provisão .SEADS • Secretaria Municipal da Assistência Social – SMADS • Secretaria Municipal de Educação/ CEUs da Cidade de São Paulo – SME • Secretaria Municipal do Trabalho da Cidade de São Paulo – SMT • Subprefeitura Campo Limpo • Subprefeitura Capela do Socorro • Subprefeitura Freguesia do Ó/ Brasilândia • Subprefeitura Guaianases PARCERIAS EXECUTIVAS • Canal Futura • Fundação Oswaldo Cruz .ACB • Associação Cantareira • Associação Comunitária Monte Azul • Associação Cultural e Desportiva Bandeirantes • Associação de Moradores Jd.Casa Viva de Manguinhos ONGS EXECUTORAS – SP • Ação Comunitária Todos os Irmãos • Ação Social Comunitária do Lajeado Joilson de Jesus . Integrado e Sustentável – Rede CCAP .FIOCRUZ • Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro – PCRJ-RJ REDE DE APOIO • Cursinho da Poli • ESPRO • Universidade Federal do Rio de Janeiro – PACC PARCERIAS TECNOLÓGICAS • Canal Futura • Centro de Criação de Imagem Popular -CECIP • Centro Universitário Maria Antônia/ USP • Cidade Escola Aprendiz • Conselho das Instituições de Ensino Superior da Zona Oeste – CIEZO • Centro de Preservação Cultural/ USP .ISA • Nós do Morro • Observatório de Favelas • SABESP • Sec. Rosana • Associação de Moradores Vale Verde • Associação de Voluntários Integrados no Brasil – AVIB • Comunidade Kolping São Francisco de Guaianases • Comunidade Nova Civilização • Creche Nova Esperança Amigos de Pianoro • Instituto Paulista de Juventude • Plugados na Educação • Projeto Anchieta • Projeto Arrastão – Movimento de Promoção Humana • Projeto Casulo • Projeto de Vento em Popa • Serviço Social Bom Jesus • Sociedade Comunitária do Jardim Monte Verde • Turma de Touca • União dos Moradores da Comunidade Sete de Setembro 24 Programa jovens urbanos .COOPERAÇÃO TÉCNICO-FINANCEIRA • ICE – Instituto de Cidadania Empresarial PARCERIAS INSTITUCIONAIS • Instituto Brasileiro de Estudos e Apoios Comunitários .CPC • Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária • Escola da Cidade • Fundação Oswaldo Cruz .FIOCRUZ • Fundação Padre Anchieta .

• Negociação das condições da parceria: interlocução intensa e por meio de diversas ações com cada parceiro para o desenho do modelo ideal de cooperação para ambos os lados. mas não define de forma rígida e exclusiva as formas como esta parceria se estabelece. o programa investe – valendo-se da idéia de ação em rede. saúde e lazer e realizem experiências de produção e participação juvenil. monitoramento. Nesse desenho. A partir das experiências de constituição e disseminação de parcerias. reconhecendo a importância e o valor do trabalho desenvolvido pelas instituições locais bem como suas possibilidades e limites – na disseminação contínua das metodologias de trabalho com a juventude e no fortalecimento institucional das ONGs capacitando as organizações locais nas dimensões de gestão (gerenciamento.Procedimentos de sustentabilidade A prática comprova a impossibilidade de formatos rígidos de cooperação na relação de parcerias. cultura. informantes e outras fontes da situação institucional de potenciais parceiros para que os mesmos sejam identificados e procurados. • Prospecção de parcerias: visitas a potenciais parceiros para a verificação da efetiva viabilidade da cooperação. Formalização da parceria: assinatura de Termos de Cooperação Técnica que contenham em anexo o plano de trabalho e sejam formalizados na presença dos parceiros. escolarização. • O Programa Jovens Urbanos entende que trabalho realizado em parceria com ONGs contribui para o fortalecimento institucional das organizações locais em seu trabalho com a juventude. incluindo a criação de um conselho de acompanhamento. poderão construir o suporte institucional e político necessário para que os jovens tenham acesso a direitos sociais básicos. análises de contexto. o Programa Jovens Urbanos definiu alguns procedimentos fundamentais da sua política de relações e redes institucionais: • Mapeamento prévio do contexto institucional da área a ser atendida: identificação por meio de documentos. • Programa jovens urbanos 25 . Sustentando esta escolha está a hipótese de que se as ONGs das localidades selecionadas articularem e integrarem recursos com as esferas públicas e privadas do município. Por isso. como por exemplo. o programa estabelece condições mínimas. políticas de parceria) e na dimensão técnica (fundamentos e metodologias para formação de jovens). Definição de planos e procedimentos técnicos de acompanhamento do trabalho realizado com os jovens. Neste procedimento busca-se também o atendimento às demandas tecnológicas a serem supridas para a formação dos jovens.

negociação e consensos que se expressam em diretrizes de gestão das ações. produtos e resultados perseguidos. A constituição de um conselho local cria oportunidade para que instituições e atores locais se mobilizem para a discussão de temas referentes à situação da juventude. principalmente. 26 Programa jovens urbanos . fundação ou instituto. representantes das ONGs e dos jovens e alguns parceiros. A governança assim desenhada garante não apenas transparência. garantindo a preservação dos valores e a clareza dos propósitos. mas um fluxo de informação. organizações que avançam com mecanismos de transparência nas suas contas agregam valor à sua marca e ao seu produto. Como garantia de sustentabilidade.Governança e gerenciamento No mundo das empresas privadas. método de gestão voltado para a administração que permite o equilíbrio de forças entre os administradores e os membros do conselho de uma empresa. garantindo voz aos diferentes participantes do programa e servindo como instrumento de gestão para orientações técnicas e políticas. dá transparência aos procedimentos técnicos e financeiros. a gestão do programa adota os preceitos da governança corporativa. Promove o fluxo de informações e conjuga esforços para alcançar os resultados propostos. garante a comunicação direta com as ONGs e. por sua vez. em reuniões periódicas com os coordenadores e dirigentes das ONGs parceiras. Cenpec e coordenação do programa. avaliar e validar o programa do ponto de vista da sua gestão e gerenciamento. O comitê executivo delibera sobre a execução do programa. formado por representantes da Fundação Itaú Social. No Programa Jovens Urbanos a governança inclui um comitê gestor. do Cenpec. configura-se como uma instância de monitoramento. No terceiro setor. Dele participam representantes da Fundação Itaú Social. consulta e avaliação para todos os segmentos do programa. O Conselho de acompanhamento. Neste modelo a governança garante legitimidade e forte coesão na condução do programa. O comitê reúne-se periodicamente para discutir. obtém informações estratégicas sobre o seu desenvolvimento. a transparência também é valorizada.

realização de reuniões periódicas com representantes da Fundação Itaú social. garantia de adesão de jovens e de outros atores locais (e/ ou instituições públicas. terceiro setor. promover o fluxo de informações e conjugar esforços para alcançar resultados. das ongs. principalmente. da coordenação técnica. ConseLHo de aComPanHamento ser uma instância de monitoramento. do Cenpec. obter informações estratégicas sobre o desenvolvimento do programa. Criar oportunidades de formação. garantir uma comunicação direta com as ongs e. privadas. inserção no mercado de trabalho. Programa jovens urbanos 27 . realização de encontros com a participação de representantes da instituição financiadora. garantindo voz aos diferentes participantes do Programa jovens urbanos e servindo como instrumento de gestão. tanto para orientações técnicas e políticas. Inclusão de estratégias de interlocução na agenda do Programa jovens urbanos nas regiões. ComItê exeCutIvo deliberar sobre a execução do Programa jovens urbanos. Propiciar que as diversas instituições e atores locais se mobilizem para a discussão de temas referentes à juventude urbana. consulta e avaliação para todos os segmentos do Programa.ComItê gestor discutir. dar transparência aos procedimentos técnicos e financeiros do Programa reuniões periódicas com os coordenadores e dirigentes das ongs. dentre outras ações que respondam às necessidades e demandas dos jovens. e do Programa jovens urbanos. dos parceiros e dos jovens. grupos organizados da sociedade civil) com capacidade e interesse de mobilização e participação. avaliar e validar o Programa do ponto de vista da sua gestão e gerenciamento. ConseLHo LoCaL Fortalecer ações desenvolvidas com juventude nos distritos atendidos.

.

2. 3.paSSo a paSSo da implementação programa JovenS urbanoS A implementação do Programa organiza-se em quatro etapas fundamentais: 1. Ações Preparatórias Execução do Programa Acompanhamento dos Projetos de Intervenção dos jovens Monitoramento . 4.

Programa jovens urbanos AÇõES PREPARATÓRIAS MêS 1 MêS 2 EXECUÇÃO DO PROGRAMA MêS 3 MêS 4 MêS 5 MêS 6 MêS 7 MêS 8 Acompanhamento técnico-administrativo Escolha das regiões Conselho de acompanhamento Estabelecimento de parcerias Exploração.Cronograma de ImPLementação . experimentações e produção Definição de assessores tecnológicos Seleção das ONGs executoras Seleção de educadores e coordenadores Alinhamento estratégico Comitê executivo Orientação técnica continuada: Orientação técnica inicial Visitas técnicas Encontros regionais Encontros gerais Visitas técnicas Encontros regionais Encontros gerais Visitas técnicas Seleção de jovens Formação dos jovens nas ONGs Adesão dos jovens Vidas na cidade A cidade em nós Encontros público Matriz de indicadores – linha de base Monitoramento do programa e análise das informações Parceiros e assessores gestão técnica do Programa monitoramento e avaliação .

ACOMPANhAMENTO DO PROJETO DOS JOVENS MêS 9 MêS 10 MêS 11 MêS 12 MêS 13 MêS 14 MêS 15 MêS 16 Conselho de acompanhamento Acompanhamento dos jovens Visitas técnicas Encontros regionais Visitas técnicas Encontros gerais Nós na cidade Intervenção nos territórios Encontros público Avaliação dos rersultados ações com os jovens ações com as ongs executoras .

ações preparatórias 32 Programa jovens urbanos .

Divulgação. institucionais e políticas fundamentais para a implantação do Programa Jovens Urbanos nas regiões selecionadas. pesquisa de informações produzidas por instituições ou organismos governamentais sobre as regiões e sistematização e análise dos dados. pois é durante esse período que se produzem as condições técnicas. (ANEXO 01 . mundo do trabalho. comunicação. todo o processo de relações institucionais (as parcerias com o poder público e com diferentes instituições da cidade) e todos os processos de seleção (ONGs. educadores e coordenadores). privadas e comunitárias. CONDIÇÕES Prospecção na cidade Incursões da equipe técnica a diferentes espaços e instituições da cidade. com realização de ajustes e redesenhos pertinentes a realidades de cada contexto social. durante esta etapa o programa implementa ações de formação inicial e de alinhamento estratégico com as ONGs (dirigentes. principalmente aquelas vinculadas às temáticas chaves do PJU: educação. colóquio. AÇÕES OBJETIVOS Acessar e conhecer atores e instituições importantes nas cidades em que o programa será implantado. Definição das ONGs executoras Contatar ONGs locais que tenham interesse em atuar em parceria com o PJU Estabelecer as ONGs executoras que respondem aos critérios e expectativas do programa. ANEXO 02 – Ficha de inscrição ANEXO 03 – Plano de trabalho ANEXO 04 – Roteiro de visita técnica de seleção Programa jovens urbanos 33 . com apoio de instituições e atores previamente contatados.As ações preparatórias sustentam-se no princípio de respeito e valorização das singularidades presentes no contexto social dos territórios. seminários) para apresentação e validação pública do programa. São implementadas nos meses anteriores à execução do Programa. Assinatura dos termos de cooperação técnica. ciências e tecnologias entre outras. Incursões da equipe técnica às regiões selecionados com o apoio de instituições / organizações locais públicas. quais são aquelas que apresentam os índices e características que respondem aos critérios definidos pelo programa. Tal componente é de vital importância. Apresentar e validar o programa publicamente. jovens e assessores). entre as diferentes áreas marcadas por vulnerabilidades.Relatório de justificativa para definição das áreas de intervenção) Prospecção das áreas de intervenção Conhecer organizações comunitárias que atuam nos territórios. análise dos planos de trabalho elaborados pelas ONGs e realização de visitas técnicas. artes. Definição das áreas de intervenção Avaliar. levantamento de informações das ONGs. na qual se realizam todas as ações de prospecção e definição das regiões de intervenção. Realização de encontros (reuniões. Pesquisa de índices e indicadores intra-urbanos. Além disso. instituições de referência que desenvolvem trabalhos com a juventude entre outros equipamentos disponíveis ao acesso e usufruto dos jovens da região. pro- fissionais.

Garantir um número de experimentações adequado às metas do programa. reunião de alinhamento com assessores selecionados e contratação. Garantir a vinculação dos jovens aos programas públicos de transferência de renda. contato sistemático com os parceiros. considerando as referências e objetivos do programa. entrevista. elaboração de planos de trabalho (no caso dos parceiros tecnológicos) celebração de termo de parceria / cooperação. propiciando a circulação de práticas e conhecimentos entre instituições de diferentes perfis e trajetórias. definição conjunta de tipo de articulação. de setores e agentes envolvidos. Seleção de assessores tecnológicos Assegurar que a diversidade temática prevista na programação do programa seja contemplada nas experimentações. carta. Garantir qualidade técnica às experimentações oferecidas aos jovens. Garantir que educadores e coordenadores conheçam e se apropriem das principais referências teóricas e metodológicas do PJU. Assegurar aos jovens o acesso à expertise e infraestruturas de produção nos territórios definidos pelo programa. Seleção de jovens Proporcionar as mesmas condições de participação para todos os que estejam interessados em fazer parte do PJU e se encontrem dentro dos critérios definidos. capacitação seletiva. bem como da estrutura programática de formação dos jovens.(continuação) AÇÕES OBJETIVOS CONDIÇÕES Análise de currículos. sorteio. lista de jovens selecionados e lista de espera. (A indicação do profissional que trabalhará como coordenador é de responsabilidade das ONGs e deverá seguir os critérios definidos pelo PJU.Pauta de capacitação seletiva Divulgação do PJU e inscrição. considerando os critérios definidos. do campo de atuação no PJU. Reunião para apresentação do PJU e dos termos de contratação.) ANEXO 06. Criar e fortalecer a política institucional e programática do Jovens Urbanos. ANEXO 10 – Termo de Referência Estabelecimento de parcerias: poder público e parcerias tecnológicas Prospecção de potenciais parceiros. Oferecer aos jovens o acesso a serviços e bens públicos disponíveis na cidade. apresentação do PJU. Formação inicial das ONGs: educadores e coordenadores (encontros gerais) Contratação de assessores especializados em temas específicos Encontros presenciais. seleção compartilhada entre equipe técnica PJU e ONGs e divulgação. análise e seleção dos planos de trabalho. ANEXO 07 – Tutorial de seleção ANEXO 08 – Ficha de inscrição ANEXO 09 – Teste de conhecimentos básicos: leitura e produção escrita Seleção de educadores e coordenadores Selecionar a equipe técnica que atuará diretamente nas ONGs executoras. Anexo 12 – Pauta de encontro de formação presencial ANEXO 13 – Orientações para elaboração de Plano de Ação e Registro 34 Programa jovens urbanos .

Os dois indicadores permitem identificar as diversas formas de fragmentação urbana resultantes de um modelo concentrador e excludente no qual os níveis de segregação residencial são determinantes no processo de manutenção e reprodução da pobreza e da desigualdade. básicos como saúde. c) Taxa de jovens procurando emprego ou recebendo até ½ salário mínimo. educação. fenômeno crescente nos centros urbanos brasileiros. No caso da 1ª edição do Programa Jovens Urbanos na cidade do Rio de Janeiro. Em outras metrópoles. foram incorporadas ao IVVS variáveis complementares (com os pesos de 1/3 para cada uma) focadas ao público-alvo do programa. Programa jovens urbanos 35 . a saber: a) Quantidade de mães jovens. No caso da cidade de São Paulo. b) Taxa de jovens com ensino fundamental incompleto. jovens de 16 a 21 anos. a equipe técnica da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS/RJ) apoiou o trabalho de definição dos territórios de intervenção. trabalho. segurança e habitação. A inclusão dos indicadores acima mencionados permitiu viabilizar o levantamento de informações e temas significativos e estratégicos em relação à juventude. consideram-se indicadores que agregam aos índices de renda outros parâmetros referentes à escolaridade e ao ciclo de vida familiar. Além disso. já que sobram regiões dentro do território das cidades nas quais a extremada riqueza convive ao lado da miséria absoluta.Definição e prospecção Das áreas De intervenção O Programa Jovens Urbanos foi criado para ser implantado em regiões de elevado índice de vulnerabilidade social. As áreas de atuação do Programa Jovens Urbanos são sempre microrregiões de alta vulnerabilidade socioeconômica. foram conisderados o Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) e o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS). Projeto iniciado em maio de 2004 pela Secretaria Municipal de Assistência Social com o objetivo de monitorar os principais problemas enfrentados pelos moradores de comunidades de baixa renda do município do Rio de Janeiro para que políticas sociais sejam implementadas de forma planejada e orientada. Para definir geograficamente as áreas de intervenção. levando em conta a segregação espacial. Este índice possibilitou mapear as regiões com maiores carências em setores  Índice contemplado no Sistema Municipal de Vigilância da Exclusão (SMVE). Os números revelam detalhes da complexa heterogeneidade da população das cidades – em relação às quais dados consolidados por município são pouco reveladores. o programa pode adotar semelhantes ferramentas estatísticas modernas e tecnologias que permitem identificar com precisão os indicadores socioeconômicos em cada ponto considerado dos territórios urbanos. disponibilizando o Índice de Vigilância da Vulnerabilidade Social (IVVS)1.

A seleção das ONGs compreende etapas de divulgação do programa e convite. o que inclui gestão administrativa e financeira estruturada. Os candidatos passam também por um teste de conhecimentos básicos (leitura e produção de textos) que serve para assegurar a possibilidade de melhor aproveitamento das atividades do programa de formação. Eles devem ter vínculo ou conhecer o território de atuação do programa. O programa dá preferência a entidades que tenham experiência no desenvolvimento de projetos voltados para jovens. e essa é uma estratégia que o Programa Jovens Urbanos ajuda a incentivar. Além de oferecer apoio institucional – espaço físico. Outro critério de seleção é a atuação articulada em rede local com reconhecimento. as ONGs são estimuladas a trabalhar de forma articulada com uma rede local que dê sustentação aos projetos sociais. As ONGs são as executoras do programa. seleção De eDucaDores Na escolha dos profissionais. seleção Dos jovens O objetivo da seleção é dar iguais condições de participação a todos os interessados. no entanto. infra-estrutura e um profissional de referência. 36 Programa jovens urbanos . O candidato deve estar na faixa etária entre 16 a 21 anos e enquadrar-se nos pré-requisitos socioeconômicos dos programas públicos de assistência à família – ele não pode. Também devem ter talento para estimular ações de pesquisa. ter capacidade para mediar grupos diferentes e para investigar e criar. acesso e participação da comunidade. reuniões de apresentação do programa. formulários com informações jurídicas e características da entidade. Precisa ter tempo disponível para participar das atividades e comprovar endereço de moradia na região atendida pelo Programa Jovens Urbanos. a preferência é para aqueles com formação universitária. disposição para experimentar novas situações. A seleção obedece às etapas de recebimento de currículos. A entidade também deve ter constituição jurídica que permita receber investimentos. apresentação de plano de trabalho. Na capacitação.com a participação da equipe de coordenação técnica e das ONGs parceiras. capacitação seletiva e seleção compartilhada . articular e trabalhar em diferentes espaços que constituem a rotina do programa de formação. visitas técnicas e assinatura de termos de cooperação técnica. além de conhecimentos em informática É fundamental que demonstrem interesse em participar do programa . Neste caso.e desejável que tenham experiência em ações com jovens. Seu corpo técnico se encarrega de mobilizar os jovens e de oferecer as condições para que participem ativamente.seleção Das onGs executoras A prática do Programa Jovens Urbanos inclui a seleção de ONGs que já atuam nas regiões definidas. devem apresentar registro escrito ou visual de trabalhos dos quais já participaram. estar inscrito em nenhum programa público de transferência de renda. Mas elas também têm que conquistar um campo de articulação.

articula e integra oportunidades e programas disponíveis na agenda pública governamental em suas diferentes instâncias. Como projeto de responsabilidade compartilhada. Levando em conta esse esforço. Os recursos aplicados pelo Estado em parcerias público-privadas. Na execução da 1ª edição do programa na capital fluminense. a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMAS/ RJ). possibilitando recursos aos jovens participantes durante os 14 meses de duração do programa (10 meses de formação e quatro meses de implementação de projetos na comunidade). O auxílio monetário por meio de bolsas repassadas pelos programas estatais nos municípios ajuda a retardar o ingresso precoce do jovem no mercado de trabalho durante o período de formação. oferece uma outra bolsa. Tendo em vista esse desafio. entendendo essa parceria como contrapartida à realização do programa na cidade do Rio de Janeiro. É a necessidade econômica que afasta a maior parte dos jovens da escola. um grande movimento político com ampla representação democrática garantiu a implementação de uma Política Nacional de Juventude. Ofereceu igualmente um escritório para a equipe técnica e espaços adequados para a formação dos profissionais. Por meio do Programa Ação Jovem dessa secretaria foi possível disponibilizar aos jovens uma bolsa auxílio. o que garantiu maior adesão dos jovens ao programa. fator estratégico para a vida em sociedade. como no formato proposto pelo Programa Jovens Urbanos agregam esforços e multiplicam resultados. A SMAS/ RJ colocou também a disposição do Jovens Urbanos uma listagem de ONGs conveniadas com o município que executam trabalho com juventude. por meio do Programa Bolsa Trabalho. o Programa Jovens Urbanos firmou parceria com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo – SEADS/SP. Reflexo da discussão da sociedade sobre a questão. disponibilizou bolsa durante o período de formação dos jovens no programa. que articula os compromissos e proposições do Programa Jovens Urbanos e do Programa Bolsa Trabalho1. o Programa Jovens Urbanos para além de sintonizar-se com a política nacional.  O programa da SMTrab que na 3ª edição chama-se Capacita Sampa integra agora o Programa Bolsa Trabalho.parcerias com poDer público A metrópole contemporânea enfrenta uma grande demanda por educação. o Programa Jovens Urbanos parte do conceito de que toda cidade pode ser educadora. Programa jovens urbanos 37 . A questão do acesso a renda é importante para a juventude. desde que assuma o compromisso de planejar e organizar os estímulos educativos nela existentes e colocá-los à disposição dos seus moradores. A busca de parcerias na esfera pública reconhece a importância das políticas públicas e as instâncias técnicas de governo nas ações locais por meio de compromissos e de apoio técnico aos programas sociais com juventude. A Secretaria Municipal de Trabalho da Prefeitura do Município de São Paulo. Esta parceria se sustenta na formulação técnica de um Plano de Trabalho.

como a combinação de critérios de elegibilidade. formaliza-se a parceria. Para identificar. redes). e para tanto são necessários o reconhecimento e o acesso às diferentes políticas públicas de juventude existentes no âmbito municipal. incluindo os pré-requisitos técnicos e legais para a adesão do jovem à política de bolsas. Procedimentos administrativos de gestão e controle garantiram o acompanhamento da freqüência às atividades do programa. discutidos e definidos tecnicamente. Com o plano de trabalho definido. 38 Programa jovens urbanos . com a assinatura de Termos de Cooperação Técnica. conselhos. Para sua proposta formativa o Jovens Urbanos depende de parceiros tecnológicos. Os exemplos acima mostram que a consolidação de um campo de relações institucionais é importante para dar sustentabilidade e legitimidade à ação. Processos de comunicação social nos territórios de intervenção do programa garantiram visibilidade e transparência no processo de seleção dos jovens. iniciam-se as articulações para a sustentação tecnológica do programa. Em diferentes áreas de atuação. O acesso dos jovens à tecnologia em cursos. maiores as possibilidades de parcerias para responder aos enormes desafios e demandas dos jovens. estadual e federal. Quanto maior a esfera de relações e contatos com diferentes atores sociais e espaços de articulação e debate (fóruns. engajar e garantir a fruição de parceiros tecnológicos entre os grupos jovens foi necessário estabelecer procedimentos-padrão como definir interlocução técnica no programa atuando como referência nos contatos com as diferentes organizações. cada parceiro oferece um conjunto de conhecimentos tecnológicos por meio de estratégias metodológicas de experimentação. visitas e oficinas é viabilizado com a integração em rede desses parceiros. parceiros e assessores tecnolóGicos Estabelecida a rede com o poder público. Uma rotina de registros das reuniões ajuda na produção de planos de trabalho conjunto.A aproximação dos técnicos dessas secretarias com a equipe técnica do Programa Jovens Urbanos possibilitou um planejamento conjunto dos processos estratégicos. exploração e produção.

conhecimentos. modos de ser de cada um dos envolvidos) são repertórios que devem ser considerados e respeitados. colóquio. é feita em dupla de técnicos – enquanto um fica responsável pelo apoio e registros escritos e fotográficos e o outro fica responsável pela condução da atividade. mundo do trabalho e políticas públicas. São eles: • A aprendizagem se dá nas relações entre os sujeitos. que profissionais das ONGs possam incrementar e qualificar seus repertórios teóricos e metodológicos de ação com juventude. experimentação e produção. • Os repertórios dos profissionais. como condição para o alcance dos objetivos programáticos. considerando os territórios da cidade destacados pelo programa: artes. encontro de avaliação. independentemente de seu formato. • Visitas técnicas. oficinas. sites e listas de discussão). Nesse sentido. esporte/lazer. módulos. apoiar e sustentar a formulação e a implementação de ações de intervenção na cidade pelos jovens participantes. A formação deve garantir. encontro de mobilização. A excelência do trabalho destes profissionais garante a efetividade do programa e a qualidade das práticas de formação nele indicadas. Os educadores e coordenadores são responsáveis pela execução. o programa criou um conjunto de estratégias: • Encontros presenciais – seminários. letras. A coordenação dos encontros. tecnológicos. exploração. saúde. Programa jovens urbanos 39 . Alguns princípios têm orientado as ações de formação desenvolvidas pelo Programa Jovens Urbanos. • Acompanhamento a distância – Uso de ferramentas da internet (blogs. de circulação e usufruto do potencial da cidade) potencializam a criação de arranjos educativos diferenciados e qualificados. ciências. • de múltiplas possibilidades de práticas formativas de exploração. experimentação e produção. • As diferenças (os saberes. Para responder a esses objetivos. é realizada pela equipe técnica PJU e também por especialistas contratados em temas relevantes da juventude.formação Dos profissionais: eDucaDores e coorDenaDores A formação dos profissionais das ONGs (educadores e coordenadores) ação estratégica do programa. combinados com outros repertórios (didáticos. objetos. cabe ao Programa Jovens Urbanos implementar experiências de aprendizagem diversificadas que permitam a coordenadores e educadores a apropriação: • da metodologia do programa: cartografia. práticas. gestão e gerenciamento do processo educativo junto aos jovens. artísticos. espaços e tempos. • de subsídios necessários para fomentar.

após o término do programa. produção de textos e registro • Tecnologia. assim como realizem o plano de trabalho de formação que realizarão com os grupos de jovens. já que é ele quem acompanha. gastos com transportes etc). Cidade em nós. garantindo o planejamento das ações formativas. como meio de garantir que os aportes formativos possam perdurar e ser multiplicados nas ONGs. • Planejamento dos processos de formação dos jovens Também durante a formação inicial. O coordenador tem papel fundamental no programa. registro e repasse de informações (como. Vidas na cidade. por exemplo. • Questões étnico-raciais. experimentação e produção • Leitura. Este processo acontece antes das ações de formação dos jovens. 40 Programa jovens urbanos . 80 horas com o conjunto dos profissionais) Nestes encontros são implementadas ações para que os coordenadores e educadores vivenciem a metodologia proposta pelo programa. exploração. formação inicial Dos eDucaDores e coorDenaDores No Programa Jovens Urbanos o processo de formação dos profissionais divide-se em duas etapas: formação inicial (antece o inicio do trabalho dos educadores com os jovens) e formação continuada (concomitante ao trabalho realizado com os jovens) A formação inicial apresenta o programa. esses encontros têm em geral carga horária significativa (em média. Uma das estratégias é a de recomendar que o coordenador seja do quadro de profissionais efetivo da organização e participe dos processos de formação com os de educadores. alfabetização científica e mundo do trabalho. • Estrutura programática da formação dos jovens – apresentação e validação dos cinco processos de formação dos jovens: Adesão. os coordenadores e os responsáveis pela gestão administrativo-financeira das ONGs recebem capacitação sobre prestação de contas. Nós na cidade e Acompanhamento. Considerando a amplitude e a complexidade da estrutura e funcionamento do programa. de gênero e diversidade sexual.Importante destacar que o Programa Jovens Urbanos opta pelo trabalho conjunto entre educador (diretamente responsável pela execução do processo formativo) e coordenador (responsável por garantir as condições pedagógicas. dá suporte e responde às demandas e necessidades do educador e do grupo de jovens no cotidiano das organizações. administrativas e logísticas para a execução do processo formativo). seus componentes e agentes envolvidos. Alguns conteúdos e temas centrais da formação inicial: • Alinhamento conceitual • Juventudes contemporâneas • Juventudes e culturas • Juventudes e direito à cidade • Juventudes e tecnologias contemporâneas: • Referenciais teórico-metodológicos de formação de juventudes urbanas • Cartografia. número de explorações realizadas.

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ExEcução do Programa
Esta etapa compreende as ações de formação junto aos jovens, educadores e coordenadores das ONGs bem como as atividades de monitoramento e avaliação destas ações. Realiza-se posteriormente às ações preparatórias e tem duração de 10 meses.
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a

formação continuada dos Profissionais
A formação continuada dos profissionais é um processo paralelo à formação dos jovens. Consiste na produção de estratégias de enfrentamento dos desafios que surgem na ação do programa. Trata-se de um dispositivo que tem a função de facilitar a implementação, dirimir dúvidas, articular, acompanhar e retroalimentar continuamente as ações realizadas pelas ONGs. A formação continuada obedece a três procedimentos: visitas técnicas, encontros regionais e encontros gerais. As visitas técnicas, ao possibilitar que a equipe técnica tenha contato direto com os grupos jovens em momentos de formação nas ONGs, têm como perspectiva apreender o programa “em movimento”, trazendo à tona a percepção e avaliação dos jovens a respeito das ações vivenciadas por eles no Jovens Urbanos. As visitas permitem, também, perceber e analisar em que medida as ações formativas desenvolvidas pelos educadores dialogam com as propostas e metas do programa. De posse de tais subsídios, definem-se encaminhamentos e ações imediatas que respondam às diferentes realidades, necessidades e interesses das ONGs e jovens. As visitas técnicas ocorrem uma vez por mês, sempre nas ONGs, durante os dias de atividades com os grupos, e prevêem encontros para orientação técnica com os educadores e coordenadores. São realizadas por integrantes da equipe técnica e têm duração de seis horas por visita. Os encontros regionais têm como objetivo socializar as experiências formativas vivenciadas no distrito, acompanhar as práticas planejadas e executadas e, em especial, identificar particularidades e demandas específicas do distrito que se relacionam com as ações desenvolvidas pelas ONGs. Ocorrem sempre nas ONGs de uma mesma região, visando estimular a circulação e o intercâmbio de experiências e práticas formativas. Têm duração de quatro horas por encontro. Por fim, os encontros gerais têm como objetivo produzir reflexões coletivas sobre as ações previstas no planejamento e as práticas realizadas. Os educadores se debruçam sobre o processo formativo forjado por eles.

aÇÕes Formação continuada (encontros gerais, encontros regionais e visitas técnicas).

objeTIvos Fortalecer a ação dos coordenadores e educadores por meio de acompanhamento da prática cotidiana. Promover o intercâmbio de práticas educativas e de gestão entre as ongs integrantes do programa. analisar coletivamente o desempenho e adensar a compreensão sobre o limiar do programa.

ConDIÇÕes Contratação de assessorias especializadas de acordo com demandas identificadas. realização de encontros presenciais periódicos entre profissionais das ongs e equipe técnica do Cenpec. Incursões da equipe técnica às ongs executoras. aneXo 14 – roteiro de visita técnica

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3 As experimentações são desenvolvidas por meio de oficinas que acontecem nas ONGs ou em equipamentos disponibilizados pelos parceiros e assessores. sistematizar e dar visibilidade ao caminho de suas experiências e aprendizagens. Apresentar. Acompanhamento e suporte técnico. realização de visitas a diferentes espaços da cidade (museus. Formação dos jovens: explorações e experimentações Propor diferentes explorações e experimentações que tenham como operadores sociais: a cidade. experimentação e produção. e produção. das artes. de acordo com a metodologia (cartografia) e estratégias de exploração. Agregam-se a essa metodologia os conteúdos de formação organizados em seis territórios formativos: • Territórios escolares e das letras. Encontros públicos ou Culminâncias 4 1 As experimentações são propostas pelo PJU via assessores ou parceiros tecnológicos. • Territórios das artes. Promover encontros de socialização. órgãos de governo etc. para diferentes públicos. entre os jovens e entre os jovens e outros públicos. açÕEs Formação dos jovens nas ONGs oBjEtivos Implementar processo de formação dos jovens nas localidades. • Territórios das ciências. das ciências e das tecnologias. Acontecem trimestralmente com presença conjunta dos profissionais das ONGs executoras e têm duração de oito horas por encontro. Realização de experimentações3 também organizadas pelos territórios destacados pelo programa. • Territórios das políticas públicas. ruas. empresas. condiçÕEs Realização de encontros presenciais dos grupos jovens com carga horária de 12 horas semanais.). parques. cinemas. as produções dos jovens. centros culturais. 44 Programa jovens urbanos . ANEXO 16: Orientações gerais para a realização das explorações cartográficas Realização de explorações2 nos territórios formativos do Programa Jovens Urbanos.A percepção e a reflexão coletiva deste processo possibilitam ao grupo de educadores e coordenadores nomear potências e fragilidades. distribuídas ao longo de três encontros semanais. Estabelecimento de parcerias para uso de equipamentos públicos com condições adequadas para sediar o evento. confraternização. da saúde/lazer e esportes. 2 Realização de circuitos e trajetos em escala local e global da cidade. praças. com carga horária mínima de 32 horas. formação dos jovEns O Programa Jovens Urbanos desenvolve uma metodologia de formação orientada pela perspectiva cartográfica e pelo desenvolvimento das estratégias de exploração. do mundo do trabalho e das políticas públicas. Os territórios de formação do programa são: territórios das artes e das letras. equipamentos públicos. • Territórios da saúde. O objetivo é que os profissionais identifiquem desafios e possibilidades do trabalho que desenvolvem e se reconheçam fortalecidos para criar percursos formativos qualificados e sustentáveis. de logístico e financeiro às ONGs e aos jovens. 4 Esses eventos são organizados e implementados pelos jovens com o suporte e apoio das ONGs e do PJU. • Territórios do mundo do trabalho. temáticos etc. as culturas urbanas e as tecnologias contemporâneas1. do lazer e dos esportes.

45 Programa jovens urbanos . das tecnologias presentes na cidade. Convoca uma percepção mais atenta aos percursos e caminhos rotineiros e suas culturas habituais. e “no mercado de trabalho”. de lazer e de esportes para reconhecer e diferenciar seus modos de funcionamento e organização de acordo com cada contexto humano e territorial. Desenvolver uma leitura pluricultural dos potenciais da cidade. provocando situações de debate quanto às posições que eles assumem nas práticas e espaços culturais. Provocar o surgimento de novas modalidades de se agregar. permitindo conhecer e vivenciar diferentes tecnologias. materializando os efeitos produzidos pelas vivências de exploração e experimentação. Cartografia Orienta a leitura e a produção de sentidos sobre realidades dos territórios. de promoção da saúde. conhecimentos e repertórios culturais que compõem a vida na cidade. experimentação e produção que. características e códigos das relações sociais. “tecnológicas”. dos equipamentos e serviços. das tecnologias presentes na cidade. • • • • • Promover encontros dos jovens com os territórios da cidade. tecnológicas. dos equipamentos e serviços. Produzir redes de sentido e de vida renovadas na cidade. das políticas. aguça o olhar sobre o múltiplo cultural presente nos cenários urbanos. Exploração Para o programa. As práticas de exploração na cidade aguçam o olhar sobre o múltiplo cultural presente nos cenários urbanos. de inventar dispositivos de valorização da vida comum e de autovalorização. artísticas. se entrecruzam com trajetórias denominadas “culturais”. relativas ao mundo do trabalho. promovendo o desenvolvimento de sensibilidades e o envolvimento reflexivo dos jovens com os territórios da cidade. Acontecem por meio de incursões a ambientes urbanos e campos tecnológicos nos distritos e bairros onde os jovens residem e outros espaços da cidade. Objetivos da investigação cartográfica na formação dos jovens: • Produzir um olhar mais atento dos jovens sobre percursos e caminhos rotineiros e sobre culturas habituais.eXPloraÇão Identifica o funcionamento. O conceito é utilizado como norteador das estratégias de exploração. características e códigos das relações sociais. Produz uma percepção mais atenta aos percursos e caminhos rotineiros e suas culturas habituais. explorar significa identificar o funcionamento. de trabalhar. promovendo o desenvolvimento de sensibilidades e o envolvimento reflexivo dos jovens com os territórios das cidades. CarTograFIa orienta a leitura e a produção de sentidos sobre realidades dos territórios. Apropriar as singularidades presentes na vida urbana a partir de experimentações de situações urbanas variadas. por sua vez. • Promover o desenvolvimento de sensibilidades e o envolvimento reflexivo dos jovens com os territórios da cidade. de criar sentido. ProDuÇão estimula a capacidade inventiva e de atuação do jovem na cidade. das ciências. • Conhecer e explorar espaços na cidade onde estão concentradas práticas juvenis. eXPerImenTaÇão engaja os grupos jovens em situações diferentes de suas referências habituais.

É um momento de síntese da vivência e do conhecimento apropriado. o lazer. Ao realizarem as explorações cartográficas na cidade. O território constitui. Nessa direção. políticas. recursos e serviços) e ao elaborarem cartografias disparadas pelas explorações cartográficas em diferentes territórios. É preciso fazer essa distinção para que possamos ter uma ferramenta conceitual para abordar a crise urbana. experimentações e produções serão organizados e realizados de acordo com os territórios formativos já destacados. abrindo caminho para novas produções. conhecimentos e repertórios culturais que compõem a vida na cidade. individuais e coletivas. Os produtos tornam concretos os efeitos gerados pelas experiências de exploração e experimentação. portanto. não é um continente. atravessando hábitos e rotinas. territórios culturais que atravessam um público amplo e variável. São. Produção As produções visam estimular a capacidade inventiva e de atuação do jovem na cidade. alianças e rupturas variados entre as formações culturais. chão de fábrica. Território como rede de relações e não como espaço. as explorações. o trabalho e os cuidados com a saúde atendem de forma especial a esse critério. A experimentação é posta em prática em oficinas tecnológicas. os percursos cartográficos. combinando diferentes sentidos em torno de reflexões e ações compartilhadas. pois a abordagem espacial não dá conta mais disso. Um segundo critério foi mobilizado pelo fato de esses territórios comportarem modos de funcionamento que aglutinam públicos com perfis diferenciados e de muitas de suas práticas ocorrerem por meio de algum tipo de agrupamento de pessoas em espaços específicos. os processos escolares. os esportes.tErritÓrios formativos A cartografia e as estratégias de exploração. experimentação e produção atravessam todos os territórios formativos e constituem um arranjo curricular marcado mais pelas relações da juventude com a cidade e menos pelos conhecimentos estabelecidos em disciplinas. Importante considerar que tratase aqui de certo conceito de território. de maneira a possibilitar que esses jovens visualizem pontos de tensão. condiciona. 46 Programa jovens urbanos . Elas permitem conhecer e vivenciar diferentes tecnologias. chão de territórios com auxílio de parceiros e assessores contratados e também pelas ONGs participantes. Assim. Um outro critério orientador da escolha deve ser o interesse em aproximar os jovens de campos de significados que se interseccionam na vida da cidade. o território não é algo neutro. Experimentação As experimentações têm como perspectiva engajar os grupos jovens em situações diferentes de suas referências habituais. econômicas. os jovens poderão qualificar e produzir novos sentidos e vínculos com a cidade. as artes. tendo em vista a forte presença de suas práticas e saberes no universo da vida urbana contemporânea. as ciências. O território não é um receptáculo. ao ampliarem as práticas de circulação e apropriação dos espaços urbanos (acesso a bens materiais e simbólicos. relações e formas de comunicabilidade das pessoas que vivem na cidade. instaura relações e pode potencializá-las ou destruí-las a depender dos arranjos que se teçam. ou seja. não é um vaso dentro do qual inserimos as relações sociais. critÉrios Para a EscoLHa dos tErritÓrios formativos Um critério considerado fundamental na escolha dos territórios é o fato de marcarem a atualidade da vida urbana. Desse ponto de vista propomos alguns recortes territoriais que têm sinergia com as juventudes.

mas também o retorno aos estudos e a continuidade dos processos formativos de todos os jovens que já terminaram o ensino regular. sons.Um critério também importante que conduz as escolhas dos territórios diz respeito à “zona de expressividade” incitada por cada um deles nas pessoas que vivem na cidade. de processos de articulação e parceria com as secretarias de educação. quanto mais os jovens dominarem e experimentarem situações diferenciadas de produção de linguagem. essenciais para a vida em sociedade. das artes. A aprendizagem da leitura e da escrita é um dos papéis fundamentais da escola. participação e intervenção na vida pública. Mas. da saúde. de renovação. esta responsabilidade não pode ser apenas da escola. do lazer e dos esportes. com as escolas públicas. tomamos como referência que os territórios escolares. Um povoado de sensações. O território das letras pretende que o Programa Jovens Urbanos possa ser um vetor de estímulos para o jovem leitor e autor. exige a formação de cidadãos com competência para analisar criticamente. No Programa Jovens Urbanos sabemos o quanto é necessário apoiar a escola nesta tarefa. subprefeituras. com instituições públicas que ofertam cursos técnicos. enfim. cinema etc). idéias e tipos de relações. mas também aponta inúmeras formas de participação social. cabe à escola a responsabilidade de formar jovens assegurando ganhos de aprendizagem que favoreçam a atuação pessoal e cívica competentes. movimentos. Essa responsabilidade deve se concretizar por meio da atenção às condições de vida dos jovens. Territórios escolares e das letras A escola é o espaço do currículo formal para o aprendizado das diferentes áreas do conhecimento. Assim. revistas. Objetivos de aprendizagem: • Abordar as práticas de comunicação: tipos de situações de leitura. Além disso. instituições privadas que concedem descontos e bolsas. o programa estimula não apenas a freqüência escolar. Programa jovens urbanos 47 . com as comunidades e com os próprios jovens para que o direito à educação pública seja efetivamente garantido a todos. rádios. de expansão de experiências dessas vidas. e em seus próprios textos. não somente pode ampliar a competência lingüística e discursiva dos jovens. por fim. aprendizagem. Caleidoscópio de imagens. empresas que apóiam processos de formação e estágio etc. manuais técnicos. dos fluxos que a afetam. A leitura e escrita são conhecimentos básicos para o processo de aprendizagem. novas formas de alegria e prazer em aprender. máquinas. por meio de diferentes gêneros discursivos. pré-vestibulares. maiores serão suas capacidades de comunicação. literatura impressa. Considerar a configuração de nossa sociedade como sociedade do conhecimento. • Comparar os diferentes tipos de situações (leitura/ exposições orais/escritas) que circulam nos territórios escolares. • Estabelecer contatos ativos com os modos de comunicações que circulam no ambiente urbano (exemplo: relatórios científicos. Assim. a aprendizagem de diversas linguagens. do mundo do trabalho e das políticas desencadeiam formas de expressão múltiplas na produção da vida urbana. refletindo sobre as funções que elas exercem na vida dos jovens. das ciências. considerando o preocupante quadro atual de escolarização dos jovens brasileiros. pois são estas as ferramentas que permitem acessar e produzir conhecimento. Cabe também ao Programa Jovens Urbanos a responsabilidade de conjugar esforços com o poder público. tipos de situações de escritas. atuar como interlocutores e produzir conhecimentos. tipos de situações de exposições orais. interagir nos diferentes espaços públicos. aquele que poderá encontrar nos livros. Nesse sentido.

Esta dubie­ dade da arte a torna valiosa na educação. Tem o mais ou o menos adequado. acreditamos que a arte. o trabalho com artes permite que as potencialidades e o senso estético dos jovens sejam vivenciados. representar e ser representado. • Dispersar a mesmice: estimular outros modos de ver e ser visto. • Abrir espaços simbólicos para expressão de desejos. 1 Entrevista Ana Mae Barbosa. Investir no revigoramento das forças comunitárias aliando-as aos saberes científicos e às tecnologias como ferramentas – e não apenas como produtos de consumo perfaz a ação política do Programa Jovens Urbanos. http://www. Nós todos que trabalhamos com arte seriamos menos inteligentes se estivéssemos longe dela 2”. Quando os jovens produzem trabalhos artísticos estão afirmando sua potencialidade criadora de modo a fortalecer sua auto-estima e se sentir bem consigo mesmos e com o mundo. não estamos apenas nos referindo a explorações em museus. a relação das pessoas com a tecnologia dá-se por meio do consumo de seus produtos e não de seus saberes. • Usufruir o prazer de criar.com. o mais ou o menos inventivo. imaginar e atuar na vida da cidade. “Ao apontar para um universo de significações. O território das artes pretende uma aproximação entre os jovens e as artes. nos alertam acerca da importân­ cia da arte para a tolerância à ambigüidade e a explo­ ração de múltiplos sentidos e significações.aspx 2 Idem Objetivos de aprendizagem: • Estabelecer contatos ativos com produções artísticas. a arte passa do plano da estética para o plano da subjetivi­ dade. Além disso. Ao destacar o território das ciências pretendemos que agentes educativos responsáveis pela formação dos jovens sejam capazes de inserir a ciência no contexto da história das idéias. historicamente constituídas. • Experienciar práticas artísticas. a prática artística reverte-se em uma experiência privilegiada para esse público. • Reconhecer processos múltiplos de produção estética. dizer e ser dito. privilegiando a liberdade de expressão que as formas de representação artística oferecem.Territórios das artes Levando-se em conta que o movimento de busca compõe as características da juventude e é uma das condições para motivar processos criativos. Quando falamos em arte. necessidades e inquietações dos jovens. No geral. deve ser de todos e se democratizar. do olhar. “A educação promovida pelas ONGs democráticas. peças de teatro. Mas queremos também chamar atenção para o fato de que ela pode fazer parte da vida de cada um e com isso provocar pequenas e até grandes transformações. Obviamente. mostrando que ela é parte da cultura 48 Programa jovens urbanos . ampliados e aprofundados. Territórios das ciências Os saberes científicos e a tecnologia hoje atuam na vida das pessoas de maneira crucial. da sensorialidade sobre as coisas da vida e a possibilidade de os jovens encontrarem-se com suas histórias e com suas subjetividades. concertos de música clássica. o mais ou o menos significativo. Arte não tem certo e errado. de gestão comunitária. como patrimônio da humanidade. Elas permitem o exercício da escuta.br/Conhecimento/Entrevistas/Paginas/260407_ana_mae_barbosa. contudo se trata de um saber misterioso para a maioria das pessoas: seus modos de produção e motivações permanecem obscuros nas rotinas em que elas atuam.democratizacaocultural. capaz de atuar positivamente no processo de for­ mação do indivíduo1”. No Programa Jovens Urbanos o objetivo é que a ciências e as tecnologias sirvam como ferramentas ativas nos projetos de vida juvenis e nos projetos pessoais e coletivos que eles poderão produzir em suas comunidades.

investimento na economia das comunidades. lazer. segurança. educação. a ciência é ensinada no quadro-negro. qualidade de vida. posto que participar do processo de descoberta é muito mais interessante e eficaz que copiar fórmulas no quadro-negro. investigações e manipulações científicas e tecnológicas.) tendo por base o território. qualidade de produtos consumíveis etc. meioambiente etc. os jovens aprendem e se maravilham. Experimentar e participar de demonstrações. Não existe um fim.. em vez de criar tecnologia. Além disso esperamos que as experimentações possam contemplar demonstrações. bem-estar. na escola. Vincular as problemáticas e os desafios da vida da cidade às pesquisas e produtos desenvolvidos pelas ciências e pela tecnologia. E ciência é “ver para crer”. em projetos de formação de agentes locais das políticas públicas de diversos setores: saúde. Reconhecer os processos de apropriação das tecnologias pelas comunidades. a construção de vínculos e da participação da população jovem na busca de qualidade de vida. A ciência é incompleta. de forma que um jovem que se especializa em física ou química não tenha de ficar na universidade. em financiamentos de mais pesquisa básica. esportes. cuidados e prevenção. O Brasil exporta produtos agropecuários e importa tecnologia É fundamental que comecemos a reverter essa situação e criemos mais autonomia tecnológica. do processo cultural em que é criada e não só um conjunto de fórmulas. do lazer e dos esportes Este território contempla várias dimensões da vida juvenil que se complementam: educação. da saúde. É preciso investir na formação científica e tecnológica dos jovens. • • • • • Reconhecer os processos envolvidos na comercialização e implantação das tecnologias em determinado contexto social. é criação dos homens. no objetivo final. que possam assimilar os estudos relativos às tecnologias já disponíveis. quanto a gerar demandas para novos estudos e orientações de pesquisas. existe uma busca e o fundamental é que os jovens participem dela e não fiquem somente na resposta. da comunicação e do meio-ambiente etc. ou apenas se dedicar ao ensino das ciências. O trabalho com esses temas põe a disposição dos jovens um leque de oportunidades de formação e atuação (como. Objetivos de aprendizagem: • Conhecer os modos de produção das ciências e das tecnologias e suas frentes sociais. mas possa produzir ciência e tecnologia. Territórios da saúde. em recursos e instrumentos.da humanidade. vivências significativas dos jovens com os saberes das ciências e das tecnologias nos campos da arte. nós a importamos. • Realizar explorações em espaços de pesquisas e produções cientificas e tecnológicas. do esporte e lazer. Desenvolver idéias interventoras. trabalhar em indústrias fazendo pesquisa.). Infelizmente. por exemplo. Ao fazerem experimentos. além do impacto produzidos em seus cotidianos e na vida comunitária urbana (por exemplo: qualificação ambiental. Vale destacar que um dos grandes problemas da ciência em países como o Brasil é que. cultura. Programa jovens urbanos 49 ..

• Conhecer e experienciar as formas de comunicação corporal (danças.). No programa partimos da idéia de que a juventude é tempo 50 Programa jovens urbanos de formação educacional. o desenvolvimento de ações de educação em saúde que privilegiem a abordagem de jovens por outros jovens. ou seja. do voto e das eleições. rituais. Vale destacar neste território o grande potencial de fruição. presentes na cidade. Além isso. Essas questões e outras são fundamentais para a compreensão da participação política. espaços onde se dão. mas que participem ativamente da construção de tais políticas para que estas possam efetivamente garantir a todos os jovens seus direitos de cidadania.No caso dos agentes jovens de saúde comunitária. indagando sobre seu campo valorativo e modos de funcionamento na vida das pessoas. funções sociais a que atendem. portanto. Muitas vezes hábitos e comportamentos estão relacionados com outras dimensões que não podem ser reduzidas apenas à dimensão do cuidado e prevenção de riscos. é preciso considerar fortemente a estratégia de educação por pares. no Programa Jovens Urbanos apostamos que para ampliar as possibilidades de escolhas responsáveis dos jovens é necessário compreender as manifestações de seus problemas de saúde como expressão da vulnerabilidade dessa população diante das dificuldades e obstáculos experimentados em outras dimensões de suas vidas. busca-se estimular que os jovens não se posicionem como meros usuários ou beneficiários das políticas públicas que estão sendo criadas para seu segmento. comparar. Refletir. Discutir a participação política dos jovens na sociedade não é uma tarefa simples. não se pretende excluir as famílias da interlocução com os serviços ou como mais um suporte ao desenvolvimento da população juvenil. para o acolhimento dos jovens nos serviços de saúde. formular questões. Esse tema na maioria das vezes se restringe à participação eleitoral. tipos de organização. pesquisar. Estas questões são certamente importantes e demandam informação da sociabilidade juvenil e pacto entre jovens e adultos. Explorar e problematizar as culturas do corpo assimiladas na contemporaneidade: modelos de aprimoramento físico. • Reconhecer as atitudes que vigoram nas práticas de promoção da saúde. bem como suas funções sociais. relações que desenvolvem. de convivência e sociabilidade que os esportes e as práticas de lazer contemplam. Porém. não nascemos sabendo participar. de cuidados com o corpo e de promoção da saúde. Mas votar não garante uma participação completa nos rumos da nação. partimos do pressuposto de que. construir seu próprio caminho são aprendizagens fundamentais para a compreensão crítica da sociedade e o exercício da cidadania. estético. se impõe a necessidade de seu reconhecimento como sujeitos autônomos com os quais se pode dialogar diretamente. Ainda sobre questões de saúde é preciso fazer algumas ponderações prevenção de acidentes de trânsito e violência. sem a mediação dos pais ou responsáveis legais. de lazer e esportivas de determinada comunidade. e se aprende participando de diferentes espaços e estabelecendo relações. No entanto. O acesso. de saúde etc. participar se aprende. Com isso. • Reconhecer e valorizar espaços e práticas de prevenção. • Reconhecer jogos e brincadeiras realizados nas comunidades ur- • banas – regras. de educação para a vida em comum. o tempo de lazer e divertimento também deve ser garantido como direito. cultural e que. Territórios das políticas públicas No território das políticas públicas o tema participação merece destaque. propor. coreografias etc. análise crítica e usufruto de políticas públicas voltadas às juventude também integra o conjunto de conteúdos abordados neste território. Objetivos de aprendizagem: • Reconhecer as práticas esportivas e de lazer como oportunidades privilegiadas para a criação de vínculos comunitários na cidade. . Ao contrário do que pode parecer.

natureza. para criar projetos de vida que contemplem seus potencialidades e seus desejos de futuro. indústrias. sindicatos. Por isso no Programa Jovens Urbanos apostamos que quanto mais os jovens acessarem. cinema. tudo isso combinado à realidade dos contextos de vida da juventude. de serviços. movimentos urbano-sociais. • Reconhecer diferentes espaços de desempenho profissionais. Programa jovens urbanos 51 . Abaixo. universidades. escolas. • Propiciar experiências produtivas em emergência no quadro das economias de trabalho. grupos de trabalho. encontros de pesquisas etc. valendo-se de explorações e experimentações em chãos de fabrica e escritórios ou centros tecnológicos. escolas de expressão corporal.Objetivos de aprendizagem: • Identificar e problematizar os diferentes sentidos atribuídos à política. apresentações etc. exposições. • Reconhecer diferentes atividades laborais vinculadas às tecnologias. salas e centros de leitura. • Elaborar produtos com uso de saberes tecnológicos do mundo do trabalho. quadros com sugestões de práticas de exploração. espaços públicos. • Compor currículo e ampliar campos de empregabilidade. praças etc. Comércios. função etc. Objetivos de aprendizagem: • Reconhecer o impacto das tecnologias sobre o trabalho no setor eletrônico. hospitais. Shows. academias. • Aliar uso de tecnologias – produtos e bens tecnológicos – a perspectivas sociais e políticas que advoguem novas formas de vida na cidade. organizações. é necessário que discutamos conjuntamente a dimensão da educação e do trabalho na vivência juvenil. • Reconhecer e examinar criticamente as políticas públicas. centros comerciais. do meio ambiente. mostras. de seu estado e país. ruas. De acordo com a idéia de desenvolvimento integral dos jovens. dos esportes e do lazer Territórios das ciências Territórios das políticas públicas Territórios do mundo do trabalho Bibliotecas. • Reconhecer e valorizar diferentes formas e espaços de participação política presentes na vida da cidade. Laboratórios. empresas. peças teatrais. Neste território espera-se que o mundo do trabalho seja discutido e analisado pelos jovens a partir das complexidades. instituições científicas. palácio dos Bandeirantes) etc. câmara dos vereadores. experimentação e produção relativas a cada um dos territórios formativos: PaRa ExPlORaR Territórios escolares e das letras Territórios das artes Territórios da saúde. nos caminhos políticos de sua cidade. especialmente aquelas dirigidas às juventudes e às suas comunidades. explorarem e experimentarem diferentes possibilidades de trajetórias laborais mais capacitados estarão para fazer escolhas. grupos de estudos. grupos comunitários. salas de aula. • Identificar o modo de funcionamento dos poderes do Estado: história. Parece ser aqui que ganha maior visibilidade e importância a proposta de pensar o jovem de uma perspectiva que articule a formação e a experimentação. as implicações dessas idéias para a vida coletiva e qual o papel dos cidadãos. • Utilizar e combinar múltiplas práticas laborais. demandas emergentes e das suas inúmeras possibilidades produtivas. • Produzir bens e saberes e fazê-los atuar no cotidiano de territórios. Grêmios escolares. Postos de saúde. para a concretização de projetos pessoais e de ações coletivas na cidade. especialmente dos jovens. associações de bairro. instituições de governo (assembléia legislativa. de comunicação e outros. • Despertar interesses de ação produtiva – setores em que desejem atuar ou se aprofundar profissionalmente. centros esportivos. organizações do terceiro setor etc. Territórios do mundo do trabalho Uma das mais importantes e urgentes pautas da juventude brasileira são as questões do mundo do trabalho e as possibilidades de consumo. centros de pesquisa. livrarias. residências etc.

tecidos que aceleram a evaporação do suor. Saberes. cooperativas. técnicas de treinamento e equipamentos tecnológicos (bicicletas aerodinâmicas. como maratonas. chips que registram constantemente a posição dos competidores em provas de percurso. contação de histórias. declamação etc. grafite etc. técnicas hospitalares e medicinais. Territórios das políticas públicas Concepção e função das políticas públicas.decalque.) Território das artes Saberes. Psicologia do esporte. espetáculos de dança. radares que detectam a velocidade da bola nas cortadas e saques do tênis de campo e do vôlei. eletricidade residencial e energia solar. manejo do solo urbano . ocupação e conservação -. competências e tecnologias da produção de cosméticos e outras conforme vocação econômica dos distritos. Territórios das ciências Ciência e tecnologias do meio ambiente (paisagismo. Processo de produção industrial (tipos de produto. Competição x cooperação. cenário. estabelecimento de preços. grupos organizados da sociedade civil. controle de qualidade e impactos sociais etc. reflorestamento e arborização. Serviços informatizados. de esculturas. sindicais. competências e tecnologias de intervenções artísticas na cidade (lambe-lambe. comunicação assertiva. formatos e funcionamento dos poderes do Estado e das instâncias e estratégias de participação política: sufrágio. estaduais. federais etc. figurino. programas de televisão. fotografia etc. plano financeiro. Administração de pessoas (cooperativismo. Leitura dramatizada. massagem. saneamento básico. Terceirização de serviços e funcionamento empresarial. produção.) Saberes. 52 Programa jovens urbanos . roteiro. Saberes sobre saúde pública (formas de combate às doenças e ao sedentarismo urbano. opinião. cozinha industrial etc. dos esportes e do lazer Ciência e tecnologias do esporte: programas computadorizados que permitem estudar músculos. Técnicas de expressão corporal e atividades psicofísicas (ioga.). Concepção. de teatro. competências e tecnologias da produção de alimentos (hortas urbanas. divisão do trabalho. Saberes. Territórios da saúde. esporte como profissão etc.uso. conhecimento e problematização das prioridades das políticas públicas no distrito e do Estatuto da Juventude. arte.). de música e performance (roteiro. fanzines. pesquisas de mercado. cartas. competências e tecnologias de saúde laboral e de promoção de qualidade de vida no trabalho. arte gráfica etc. feixes de luz que medem cada etapa do salto triplo e dão o alcance real do salto em altura etc. reuso da água. Elaboração. montagem. captação de sons e imagens.) Montagem e produção de exposições/ mostras/catálogos/ de fotografias. Conselhos (municipais. utilização de reciclagem de entulhos na construção civil. tratamento de água nas cidades. de pinturas. vias públicas e circulação humana. remuneração. competências e tecnologias de criação de vídeos. relação interpessoal no trabalho. competências e tecnologias de escrita: elaboração de textos nos mais variados gêneros: poesia. compras. Territórios do mundo do trabalho Administração de negócios (tipos de empresa. propaganda e vendas). modelos de prevenção. divulgação e distribuição de textos escritos em diversos suportes (jornais. memórias etc. Técnicas e saberes de design.PaRa ExPERimENtaR Territórios escolares e das letras Saberes. meditação etc.). agentes de saúde pública). blogs. movimentos estudantis. prevenção à saúde e promoção de qualidade de vida no trabalho). sites etc. digitalização. reaproveitamento de alimentos. reciclagem e compostagem de resíduos sólidos. medicina esportiva (prevenção e formas de tratamento). marketing. plano de negócio. articulações e forças presentes no gesto esportivo. revisão.). maquinarias. revistas. trânsito e poluição atmosférica e ecossistema urbano) Saberes.).

Territórios das políticas públicas Grêmios nas escolas. Debate público /comunitário. Territórios das ciências Projetos de intervenção urbana: paisagismo. Linha de cosméticos artesanais. revistas. Fanzines. Caderno de Propostas dos jovens para a cidade via conselhos de juventude. fotografia. Projeto de saúde pública para o bairro: formação de agentes de saúde comunitários. de poesias etc. Realização de eventos esportivos. Programa jovens urbanos 53 . Conselho jovem na ONG. encontros de estudos. Catálogos de arte: fotografia. cadernos de memórias. Pesquisa sobre condições de saúde no bairro. perfomance. Reaproveitamento de alimentos. ex: Todos pela Educação.PaRa PROduziR Territórios escolares e das letras Saraus. de arborização e reflorestamento do bairro. reciclagem. associações ou pequenos negócios. Campanhas sobre reaproveitamento de alimentos. movimentos organizados da sociedade civil. Projetos de Cooperativas. Exposições de arte: escultura. Mostra de vídeos etc. Intervenções artístico-urbanas. Peças teatrais. Livro de culinária sobre organização e organização e feitura de jantares ou degustações. Campanhas de divulgação e realização de atividades esportivas e psicofísicas no bairro. Territórios da saúde. compostagem. Mostras de vídeos. Estratégias de propaganda e marketing para os projetos de intervenção etc. Projeto de conscientização ambiental e tratamento de resíduos sólidos Hortas urbanas coletivas. Contação de histórias. Territórios das artes Espetáculos teatrais. escultura. dos esportes e do lazer Campanhas de saúde preventiva ou de redução de danos a saúde. Rodas de leitura. Territórios do mundo do trabalho Projeto profissionalização com escolha de carreira. jornais. pintura. associação de moradores de bairro. partidos e candidatos políticos. de dança. pintura.

Ampliar a circulação em diferentes territórios da cidade. assim como agentes educativos responsáveis. aGENtEs EducativOs REsPONsávEis Equipe de coordenação técnica Educadores e coordenadores das ONGs Educadores e coordenadores das ONGs divulGaÇÃO das PROduÇÕEs A cidade em nós Experimentando recursos tecnológicos e se implicando com a cidade (3 meses) Nós na cidade Implementando um projeto de intervenção coletivo na cidade. experimentação e produção) e os conteúdos do programa (territórios formativos). Dar visibilidade aos sentidos e vínculos que os jovens têm com a cidade. dá-se a realização de encontros para apresentar as produções dos jovens. exploração. PROcEssOs Adesão Seleção Cadastro (2 meses) Vidas na cidade Cartografando a memória e cartografando o presente: experiências e conhecimentos na/sobre a idade (2 meses) ObjEtivO Integrar os jovens ativamente no programa reconhecendo-os responsáveis por suas escolhas e com direito de apreender a dinâmica e expectativas do programa. foi criada uma matriz programática que orienta a formação dos jovens. Cada um desses processos tem objetivos e tempo de duração específicos. Qualificar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos jovens com a cidade (acesso a bens materiais e simbólicos. recursos e serviços). Mobilizar maior adesão possível dos jovens ao programa.matriz Programática dE formação dos jovEns Considerando a metodologia (cartografia. recursos e serviços) Exercitar a capacidade de intervenção e contribuição dos jovens a vida pública. Qualificar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos jovens com a cidade (acesso a bens materiais e simbólicos. Esta matriz organiza-se em quatro processos: Adesão. Ao final do segundo e do quarto processos. Educadores e coordenadores Assessores tecnológicos Parceiros tecnológicos Educadores e coordenadores Assessores tecnológicos Parceiros tecnológicos 54 Programa jovens urbanos . Qualificar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos jovens com a cidade. Ampliar a circulação. (3 meses) divulGaÇÃO das PROduÇÕEs Expandir / qualificar conhecimentos em alguns territórios formativos. Ampliar a circulação na cidade. Vidas na cidade. A cidade em nós e Nós na cidade.

consciente e autônoma. a adesão dos jovens será feita de forma mais qualificada.Adesão aDesão Integrar os jovens ativamente no programa reconhecendo-os responsáveis por suas escolhas e com direito de apreender a dinâmica e expectativas do jovens urbanos. Por meio da proposição de algumas experiências de aprendizagem espera-se que os jovens vivenciem ativamente as mais importantes idéias e práticas do Jovens Urbanos. educadores e coordenadores realizam. diferentes ações com intuito de produzir a maior adesão possível dos jovens ao programa. Qualificar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos jovens com a cidade (acesso a bens materiais e simbólicos. Dar visibilidade aos sentidos e vínculos que os jovens têm com a cidade. recursos e serviços). Acreditamos que ao compreenderem e apreenderem a dinâmica. Sugerimos que as atividades iniciem-se com propostas de apresentação pessoal por meio da elaboração de auto-retratos.Vidas na cidade vIDas na CIDaDe Cartografando a memória e cartografando o presente: experiências e conhecimentos na/ sobre a cidade. o funcionamento e as propostas do programa. 2 meses Durante este processo. depois que se trabalhe a cartografia no bairro e na cidade. com o suporte e acompanhamento da equipe de coordenação técnica. 2º processo de formação .1º processo formativo . 2 meses ampliar a circulação. as explorações e experimentações e por fim o tema tecnologias na cidade. Programa jovens urbanos 55 .

Exercitar capacidade de intervenção e produção nos espaços públicos. ampliem as práticas de circulação e apropriação dos espaços urbanos (acesso a bens materiais e simbólicos. os jovens poderão ampliar seus repertórios no campo das artes. da casa e da cidade. acessórios. ao realizarem as explorações cartográficas na cidade. cada proposta tem autonomia em relação às demais. Roteiro e apresentação de espetáculo teatral de rua. Evento de socialização: autógrafos nas escolas do bairro. Práticas de circulação Pesquisa para intervenção nos lugares marcantes da comunidade. do letramento etc. roupas. Pesquisa/ entrevista com atores da comunidade. Todas as propostas aqui registradas estão organizadas por território formativo. Atividades Suportes e materiais básicos Práticas de circulação Produção Memórias. ao bairro e à cidade. não seguem uma ordem para serem realizadas. e também qualificar e produzir novos sentidos e vínculos com a cidade. Estimular a produção de textos e o trabalho coletivo. Valorizar e dar a ver as histórias de vida dos jovens. tERRitóRiOs EscOlaREs E das lEtRas Objetivos Ampliar e enriquecer repertórios no campo da literatura. à rua. reconhecendo-as como patrimônios existenciais das juventudes. Refletir sobre a relação estabelecida entre lugares e realidades – e como essas diferentes relações nos influenciam. Criando um espetáculo de rua. calçados etc. Materiais e suportes específicos para ação de intervenção no bairro. Ao elaborarem cartografias disparadas pelas explorações cartográficas em diferentes territórios da cidade. maquiagens.Neste processo pretende-se que os jovens. Atividades A casa. nos formam e nos constituem. Evento de socialização: evento de autógrafos nas escolas do bairro. Material para a produção de figurino: tecidos. recursos e serviços). ou seja. Produção Intervenções artísticas no bairro. Incrementar as relações dos jovens com a cidade do ponto de vista artístico e estético. Suportes e materiais básicos Músicas e poesias que abordam a importância dos territórios de moradia na formação. Produção de textos de memórias da escola. tERRitóRiOs das aRtEs Objetivos Potencializar o sentido de pertencimento à casa. Explorações cartográficas nos espaços do bairro nos quais se realizam e que podem receber espetáculos teatrais. Diferentemente da etapa anterior. Cópias dos textos e excertos autobiográficos. Fruição de espetáculos teatrais no bairro e a na cidade. Explorações/conversas com grupos teatrais. no desenvolvimento e na história de vidas das pessoas. 56 Programa jovens urbanos . Possível assessoria para intervenção no bairro.

Vida e trabalho: algumas histórias. Produção Almanaque: fazendo perguntas para o mundo. trabalho e desemprego. academias. Materiais plásticos para a produção do almanaque. Mundo do trabalho: complexidades e desafios.tERRitóRiOs dO muNdO dO tRabalhO Objetivos Atividades Explorar e problematizar diferentes relações existentes nos territórios do mundo do trabalho. trabalho e dinheiro. Práticas de circulação Explorações cartográficas na cidade no território da ciência. quadrinhos. artigos de jornal. Suportes e materiais básicos Práticas de circulação Produção Filmes e músicas com a temática trabalho. Cartografia dos corpos. Textos e filmes que abordam a temática da gravidez na juventude. revistas. Realização de debate/ colóquio sobre o tema sexualidade e juventude nas escolas da região. Histórias de trabalho. Conversas com cientistas e tecnólogos. Explorações cartográficas no bairro sobre o mundo do trabalho: realização de entrevistas com trabalhadores e com as famílias dos jovens sobre suas histórias de trabalho. Explorações cartográficas nos territórios de saúde: hospitais. músicas. dO lazER E dOs EsPORtEs Objetivos Atividades Suportes e materiais básicos Práticas de circulação Produção Estimular a reflexão e problematizações sobre as diversas dimensões da saúde (incluindo suas instituições representantes) e suas implicações para a vida dos jovens. Atividades Suportes e materiais básicos Fazendo perguntas para o mundo. Cartografia dos territórios de saúde e lazer. Problematizar as relações implicações da ciência (e tecnologia) para a vida hoje. Cartazes e resenhas dos filmes propostos. Cópias de textos que abordam a ciência e a tecnologia de modo acessível aos jovens: entrevistas. tERRitóRiOs da saúdE. Mapa cartográfico das relações entre trabalho e educação trabalho e prazer. Programa jovens urbanos 57 . Divulgação de pesquisa e resenhas nas escolas da região. postos de saúde etc. Corpos em cena. sobre mundo do trabalho. Artigos/ textos de jornais. Famílias juvenis. Filmes. Pesquisa sobre a importância que a juventude concede à sexualidade. poesias. textos de revistas e livros etc. livros etc. Máquinas fotográficas. Conversa com especialista nas escolas da região. tERRitóRiOs das ciêNcias Objetivos Perceber a vida contemporânea sendo entremeada pela ciência: visualizar práticas científicas (discursivas e não-discursivas) que se misturam no cotidiano da vida juvenil e da cidade.

da saúde.... Socializar e combinar os diferentes saberes e práticas das oficinas é um desafio para o educador.......... Nas ONGs.. 3 meses ampliar a circulação na cidade. não gostamos................. • Durante as apresentações.. Todas as experimentações serão desenvolvidas em formatos de oficinas......... recursos e serviços)....... Assim. Qualificar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos jovens com a cidade (acesso a bens materiais e simbólicos... vamos produzir.. Nas ONGs... esporte e lazer....... O objetivo é que ao ter acesso e usufruir de bens materiais e simbólicos...... o jovem produza sentidos e vínculos produtivos e transformadores com a cidade.... Esse material será importante para a elaboração do Painel de destaques.................. posto que o objetivo do Programa Jovens Urbanos é que os jovens acessem e se apropriem de informações e conhecimentos tecnológicos dos territórios das artes..3º processo de formação ....... paralelamente ao desenvolvimento das explorações e experimentações de responsabilidade dos parceiros e assessores. organize uma rodada de conversa na qual os jovens participantes contam como foi o primeiro dia de experimentação..... Trabalhando com os conhecimentos das experimentações e explorações tecnológicas Durante este processo os jovens escolhem de qual experimentação querem participar................... Chamamos essas explorações e experimentações de tecnológicas.... forme subgrupos por oficina e peça que conversem a partir das seguintes proposições: vamos aprender............... Nesta etapa os jovens irão experimentar e explorar a cidade com o apoio dos parceiros e assessores tecnológicos. Para orientar essa conversa.. do mundo do trabalho e das políticas públicas... gostamos.. em cada semana..... os jovens continuarão realizando explorações e produzindo suas cartografias do bairro e da cidade... Cada uma das oficinas prevê um conjunto de explorações que poderão ser realizadas no bairro e/ou na cidade... expandir / qualificar conhecimentos em alguns territórios formativos.................... Os jovens participam..... 58 Programa jovens urbanos .... de dois encontros na ONG e de um encontro com parceiros ou assessores. do trabalho... em cada grupo os jovens participarão de diferentes experimentações e explorações.............. dos esportes etc...... as alegrias do 1º encontro foram..... Como sugestão para responder a este desafio.. Todas as experimentações prevêem a elaboração de produtos finais.......... não entendemos.. o produto será uma cartografia dos desejos – que se desdobrará em planos de ação para o projeto de intervenção na cidade de acordo com a escolha de um território.. totalizando 12 horas de formação semanal........ já que o planejamento das atividades nas ONGs deve considerar e agregar as experiências que os jovens estão vivendo nas experimentações e explorações tecnológicas.. seguem algumas possibilidades: 1º encontro • Após o 1º encontro com assessores e parceiros tecnológicos....... relativas a cada um dos territórios destacados pelo programa: territórios das artes.... recursos e serviços..... das letras... registre as principais informações de cada oficina. Cada parceiro ou assessor será responsável por coordenar as experimentações oferecidas aos jovens. das ciências.......... Pretendemos assim que os jovens continuem expandindo e qualificando seus conhecimentos sobre a vida urbana e suas práticas de circulação e apropriação da cidade........A cidade em nós a CIDaDe em nós experimentando recursos tecnológicos e se implicando com a cidade... as surpresas do 1º encontro foram.....

Programa jovens urbanos 59 . O painel poderá ser organizado por semanas. • Formas alternativas de geração de trabalho e renda. O importante é que ele possa demonstrar o percurso do grupo nas oficinas. • Para organizar essa tarefa. Estimular o desenvolvimento ou aprimoramento de competências de planejamento. sentimentos vividos pelos jovens durante as experimentações e explorações. Catálogo ou roteiro de grafites. grafitagem etc). uma aprendizagem que seja passível de ser compartilhada com o grupo. Elaborar propostas de intervenção artístico-urbana para a cidade. • Em cada semana. Filmes sobre práticas artísticas de intervenção na cidade (arte na rua. • Educação e trabalho. • Planeje um dia da semana (pode ser o dia posterior ao da realização da oficina) para que os jovens registrem os destaques no painel. Atividades Suportes e materiais básicos Práticas de circulação Ampliando a discussão: desafios e perspectivas do mundo do trabalho. os jovens devem alimentar o quadro com informações (destaques) das experimentações e explorações que serão compartilhadas com o grupo. Grafitagem em espaços do bairro ou da cidade. • É importante que você auxilie os jovens a planejarem e organizarem essa apresentação: elaboração da pauta (o que irão fazer. considerando que para produzir esse trabalho os jovens já deverão ter participado de pelo menos metade dos encontros previstos. Ou seja. Cópias dos excertos de textos sobre trabalho. tERRitóRiOs das aRtEs Objetivos Atividades Suportes e materiais básicos Práticas de circulação Produção Refletir e discutir sobre diferentes práticas artísticas de intervenção urbana. Arte e intervenção urbana. impressões. você deverá elaborar um cronograma de apresentações. Pesquisa temática no bairro e na cidade: • Desenvolvimento integral dos jovens. como linha do tempo etc. os jovens deverão ensinar aos demais algo que tenham aprendido durante a experimentação. Produção Encontro juventude e mundo do trabalho: desafios e perspectivas. organização do grupo (quem faz o quê) e quais materiais irão utilizar. mobilização e articulação dos jovens. faça uma rodada de conversa sobre os destaques. Esses destaques poderão ser registros escritos ou desenhos. Compartilhando as aprendizagens • Proponha que jovens participantes de determinada oficina organizem uma apresentação de suas principais aprendizagens para o grupo.Painel de destaques • Elabore com a ajuda dos jovens um Painel de destaques. • Trabalho e divertimento: o lazer como direito. • Os assessores também serão orientados a apoiar os jovens nesta tarefa. socializando as informações. Agregue ao painel informações sobre cada uma das oficinas que você já registrou na atividade anterior. Exploração cartográfica: mapeamento das intervenções de grafite no bairro e na cidade. tERRitóRiOs dO muNdO dO tRabalhO E das POlítica Públicas Objetivos Aprofundar a discussão sobre o mundo do trabalho. • Após o registro no painel. como e em quanto tempo).

problemáticas e personagens do território. na sociologia. aceita um emprego de professor substituto da 4ª série em uma rigorosa escola particular. A partir da discussão crie agrupamentos com as tarjetas até que o grupo possa chegar a uma idéia comum sobre problemática. que idéias e valores o filme coloca em xeque.. do lazer e dos esportes. • • Pergunte aos jovens em que medida as idéias e conceitos se relacionam. Depois de espiar a aula de música que estava sendo ministrada a seus alunos. o roqueiro Dewey Finn é demitido de sua banda. Solicite que os jovens registrem as idéias em tarjetas. potências. Por exemplo: o conceito de potência na física.Mapas do P: problemáticas. proponha uma conversa com os jovens sobre o filme. propomos a formação de seis grupos de cinco jovens. Ajude-os a pensar em um roteiro de exploração cartográfico que levante as principais potências. Neste filme. as diferenças e o trabalho em equipe). Inicie propondo uma “chuva de idéias” (pensamentos e idéias livres) sobre os termos. se parecem e se diferenciam. deverá explorar e investigar dez problemáticas. que irá subsidiar as escolhas e a construção do projeto de intervenção na cidade. Para introduzir a discussão sobre projetos. personagens e possíveis • Esta proposta inaugura o processo de elaboração do Mapa do P. potência.. Invista na construção de bons vínculos de grupo. • • que irão começar a produzir. como estas idéias se relacionam com o Jovens Urbanos etc. personagem – com o objetivo de promover a compreensão de cada um destes termos. para que os jovens valorizem a troca de experiências. Você também pode apresentar diferentes significados dos termos. dos esportes e do lazer Territórios das ciências Territórios das políticas públicas Territórios do mundo do trabalho • • • • • Desse modo. o grupo que sorteou territórios da saúde. Mas antes converse com o grupo sobre problemática. O desafio dos educadores será articular todas as aprendizagens e conhecimentos derivados das explorações e experimentações e das atividades coletivas desenvolvidas nas ONGs. considerando o território de cada grupo. direção de Richard Linklater. Anuncia aos alunos a intenção de formar uma banda com eles para tentar vencer um concurso de rock. Coloque-os também em tarjetas. o professor decide trabalhar na sala de aula com aquilo que fornecia todo o sentido para a sua vida. 2004). Deprimido e cheio de dívidas. • Depois da exibição. Nesse momento todos os territórios entram em cena. na antropologia. o conceito de personagem na dramaturgia. sugerimos que você assista com o grupo ao filme Escola de rock (EUA. na filosofia e na psicologia. • No caso de um grupo de 30. Ele denomina a atividade de Projeto Banda de Rock. • Cada grupo sorteia um dos territórios formativos e explora as seguintes temáticas relativas ao território sorteado: até dez problemáticas até dez potências até dez personagens Territórios escolares e das letras Territórios das artes Territórios da saúde. comédia. no último processo formativo – Nós na cidade. potência e personagem. potências e personagens que se relacionam aos territórios em questão. heterogêneos (procure não estimular as famosas “panelinhas”. nos • 60 Programa jovens urbanos . A seguir inicie o planejamento da exploração na comunidade: • Convide os jovens a conversar livremente sobre a comunidade em que vivem. Por exemplo. e quais relações eles estabelecem entre este e o projeto coletivo de intervenção A seguir apresentamos algumas idéias que poderão ajudá-lo nesta tarefa: • Forme subgrupos bem misturados.

• • territórios escolares e das letras o grupo pode fazer levantamentos/pesquisas de opinião. alunos. Organize um ensaio para que os “apresentadores” exercitem as falas mais importantes. uma apresentação de vídeo etc. experimentem a modulação e entonação da voz de maneira que todos possam entender e antevejam as respostas a algumas dúvidas e curiosidades que poderão surgir. O desafio dos jovens será elaborar encaminhamentos para as três problemáticas que escolheram. Programa jovens urbanos 61 . Ao final do processo de exploração cartográfica cada grupo terá três produtos que serão apresentados a todos: • mapa das potências do território • mapa das problemáticas do território • mapa dos personagens do território Mapa dos possíveis • Peça que os jovens escolham três problemáticas dentre as dez investigadas por eles. Mas eles não estarão sozinhos nesta tarefa: além do apoio do educador.da voz dos personagens da comunidade e da opinião e senso crítico dos próprios jovens – o grupo poderá chegar a dez potências. os desejos e as idéias dos jovens). claro. uma instalação. as experimentações com assessores e parceiros tecnológicos. Você poderá combinar e organizar com alguns jovens um plantão no qual eles poderão explicar aos visitantes o mapeamento exposto e suas implicações mais relevantes. funcionários. • • • • • • O resultado desse processo de atividades poderá ocupar. conversar com professores. entrevistas. por um tempo combinado. O conjunto destes encaminhamentos será chamado de “Mapa dos possíveis”. dos professores. Este mapa será o disparador. nas escolas da região. que tipos de incentivos à leitura existem ou não etc. uma combinação entre o mapa das regiões e fotografias da exploração cartográfica. quais são os espaços de leitura existentes no bairro. um local de destaque da ONG. Pode investigar o que estes “personagens” acham da educação do bairro. encaminhamento este que agrega as potências e os personagens da comunidade e. Apresente aos jovens possibilidades de produção do Mapa dos possíveis: talvez uma obra plástica. problemáticas e personagens do território escolar e das letras. que serão planejados e implementados no processo formativo: Nós na cidade. A partir de todo esse levantamento . Os jovens podem pensar em uma produção interessante para esse Mapa dos possíveis (resumo do mapa: determinada problemática tem determinado encaminhamento. É importante lembrar que para a elaboração deste “mapa de problemáticas. o principal conteúdo para elaboração dos projetos de intervenção na cidade. potências e personagens do bairro” os jovens podem e devem retomar todos os conhecimentos e experiências que eles construíram durante o processo formativo – as explorações cartográficas feitas no bairro. poderão contar também com as potências e com os personagens presentes na comunidade que eles também já levantaram. na cidade. a quantas andam as competências de leitura e escrita dos alunos. pais.

pois os jovens são convocados a aderir a um processo de co-autoria e responsabilização nos caminhos e rumos do Programa Jovens Urbanos. Mas. “Como vocês se sentiram? Houve medo. Converse com os jovens: “Lembrem­se do 1º dia de encontro aqui na ONG... estar nesse lugar? Que sensações essa lembrança traz?” (dê um tempo). a depender do tipo de projeto e do seu tempo de execução. A programação agora depende das propostas de ação que os jovens serão capazes de elaborar. vinculadas aos planos de ação dos projetos. “Lembrem­se das pessoas com as quais vocês conver­ saram nas explorações e experimentações.. na conversa. Por isso. pelos assessores ou pelas ONGs. potências. exercitar a capacidade de intervenção e contribuição dos jovens a vida pública. dos conflitos. para dar apoio e suporte aos grupos. das paisa­ gens que viram... Marina Lima. no lazer – novos desejos e novas crenças. nem monopólio da indústria ou da ciên­ cia. da escolhas que tiveram que fazer. Neste momento a relação dos jovens com o programa e com a ONG se modifica. Projetos coletivos de intervenção: uma cartografia dos possíveis “Você me abre seus braços e a gente faz um país” (Fullgás. As práticas de circulação continuam por meio das explorações na cidade. surpresa. A implementação dos projetos pode se desdobrar para além dos 10 meses de formação. das amizades. 62 Programa jovens urbanos . 3 meses ampliar a circulação. financeiros e humanos para apoiá-los nesse desafio. “Retomem na memória a exploração que mais mar­ cou vocês.” (dê um tempo). Inicie um processo de ativamento da memória dos jovens de todo o processo vivido no programa: Coloque para tocar uma música calma e bonita. Caberá às ONGs e à equipe de coordenação disponibilizar recursos técnicos. dos momen­ tos difíceis. personagens e possíveis.”(dê um tempo). ex­ pectativa. Tais explorações. dos momentos de alegria que vocês vive­ ram neste grupo. intensos. de como estava o tempo.. novas associações e novas for­ mas de cooperação. o programa prevê um período de até seis meses de acompanhamento dos projetos coletivos de intervenção.. tentem rememorar detalhes que tocaram vo­ cês. A invenção não é prerrogativa dos grandes gênios. ela é a potência do homem comum”. O objetivo deste último processo é exercitar a capacidade de intervenção e contribuição dos jovens frente aos desafios das grandes cidades.. diga aos jovens que um novo desafio os espera: a elaboração de um projeto coletivo de intervenção na comunidade combinando os mapas do P já construídos por eles: problemáticas. do 1º dia no Programa Jovens Urbanos. antes. dos momentos prazerosas. Que lugar era esse? Como foi chegar.” (dê um tempo). “Enfim. Composição: Marina Lima Antonio Cicero) “Todos e qualquer um inventam. “Lembrem­se dos momentos especiais.4º processo de formação – Nós na cidade nós na CIDaDe Implementando um projeto de intervenção coletivo na cidade. Talvez uma música instrumental seja a melhor pedida. discuta com eles o que é um projeto coletivo e o que significa intervenção. ale­ gres. Qualificar e/ou produzir novos sentidos e vínculos dos jovens com a cidade. poderão ser ofertadas pelo Cenpec. (Peter Pál Pelbart) • • Avivados e ativados pela memória.. na densidade social da cidade. nos costumes. • • • Proponha aos jovens a formação de um círculo perfeito. que afetaram vocês..” (dê um tempo).

Os jovens irão elaborar os projetos a partir dos mapas das problemáticas.• • • • • • • Converse sobre o que eles sabem e entendem sobre projetos coletivos e intervenção. e que os jovens vão trabalhar juntos durante um tempo. com a sua ajuda. as atividades. pois nele devem caber o interesse e os desejos dos jovens. Não faz mal que mais de um grupo escolha o mesmo território. • plano de trabalho (descreve o como fazer. dos personagens e dos possíveis. problematize as escolha dos jovens até que os grupos consolidem quais serão suas propostas de projeto de intervenção. Também é importante considerar que o projeto é coletivo. Fomente debates. com as idéias iniciais mesmo. Programa jovens urbanos 63 . • objetivo e público-alvo (onde queremos chegar e quem pretendemos atingir com as nossas ações disparado pelo mapa dos possíveis e também pelo mapa dos personagens). mediando e anotando o que os jovens disseram. educador. sem muita formalização. Proponha pequenas apresentações. o passo a passo necessário para se alcançar o objetivo – também disparado pelo mapa dos possíveis). A constituição do grupo deverá ser feita de forma cuidadosa. das potências. sem muita definição. • cronograma. a uma explicação razoável sobre projeto coletivo de intervenção. Elaborando os projetos Um projeto costuma ter as seguintes seções: • frase inicial explicando o nome do projeto. pois os mapas com certeza poderão subsidiar mais de uma idéia ou proposta. Proponha a formação dos grupos dos projetos. É muito importante que os grupos dos projetos discutam suas idéias entre si. • justificativa (disparada pelo mapa das problemáticas e das potências). Este conteúdo deverá ser discutido com o grupo. Você. fica fora da roda. Que tal propor que eles pensem em estratégias e critérios para formar o grupo?­ Converse com os jovens e peça que escolham um território formativo para a implementação do projeto. até que todos cheguem. indicando quem serão os responsáveis por realizá-las e os recursos e materiais que serão necessários (quanto vai custar cada atividade?­ que materiais serão necessários?­) • parcerias – com quem se pode contar?­ – disparado pelo mapa dos personagens. atribuições e orçamento – organiza as atividades no tempo.

64 Programa jovens urbanos . Em seguida. Recomenda-se nessas situações iniciar a elaboração do cronograma pela definição das metas de curto. alcance de metas que estão muito próximas no tempo. o pessoal dos equipamentos públicos e privados da região. o que muita vezes cria um plano de trabalho tão extenso que se torna inviável planejá-lo. que também exige materiais a serem identificados e orçados. planejar campanhas de adesão e esclarecimento. Para a organização das atividades de um grupo são necessários: a identificação das atividades. Em função da informalidade dos grupos dos projetos jovens. Ocorre que muitos projetos trazem objetivos amplos ou muito gerais. três meses para o médio prazo e seis meses para o longo prazo em função dos limites de acompanhamento do programa. cada membro do grupo escolhe o que deseja realizar dentro do projeto. observa-se tudo o que será realizado pelo grupo dentro do período compreendido e definem-se as metas que serão alcançadas pelo projeto a curto. médio e longo prazo)­ O cronograma de atividades de um projeto é comumente definido como plano de trabalho. sugere-se a articulação de parcerias pelo grupo com instituições que possam disponibilizar provisoriamente esses equipamentos para a realização das atividades. Esse é um momento importante em que todo o grupo debate sobre como cada atividade irá ocorrer e o que será necessário. • Transporte Todo deslocamento dos jovens em função do projeto que necessite de transporte público ou privado deve estar previsto no orçamento. Uma recomendação inicial para a elaboração do cronograma é o retorno aos objetivos do projeto para identificar as ações necessárias para sua realização. A partir do quadro de atividades identifica-se a ordem de realização das atividades. O último procedimento recomendado é um novo olhar do grupo sobre o plano de trabalho elaborado. Tutorial de apoio ao projeto A fim de subsidiar os jovens na formalização de seus projetos criamos as seguintes orientações: Cronograma (com metas de curto. Desse modo os jovens percebem como algumas ações dependem de outras e ganham maior dimensão da quantidade de atividades necessárias para o 1 1 Recomenda-se um mês para curto prazo. É muito comum nesse momento os jovens redefinirem seus objetivos e optarem por aquilo em que estão realmente interessados e conseguem realizar. Orçamento detalhado O orçamento dos projetos no Programa Jovens Urbanos é composto de: • Materiais necessários Compreendem geralmente materiais necessários para a realização de oficinas. Isso inclui deslocamentos pela cidade à procura de algum grupo ou informação e compra de algum material para a realização das atividades. apresentações ou organização de espaços. DVD. Nunca é demais lembrar que a quantidade de materiais tem uma relação direta com o público-alvo ou comunidade envolvida. deve dedicar especial atenção aos recursos e materiais disponíveis para as atividades de modo que se divulgue o projeto para um público que poderá participar satisfatoriamente das atividades. câmera de filmar ou de fotografia. médio e longo prazo. datashow. cuidando para que todas as atividades sejam contempladas pelo grupo. evita-se a aquisição de equipamentos permanentes. familiares etc. o período de realização e a definição de responsáveis. A partir da definição de alguns prazos 1. tempo e responsáveis para cada ação pretendida no projeto. • Equipamentos permanentes Os orçamentos dos projetos dos jovens devem evitar a aquisição de equipamentos permanentes como TV. Quando pronto organize a apresentação de cada grupo com seu projeto . Não existe previsão de recursos para aluguel de espaço. Recomenda-se que os projetos planejem as atividades sem a aquisição desses materiais. Quando for imprescindível o uso de determinado equipamento permanente. Ainda que esses equipamentos sejam importantes para a realização de ações geralmente previstas nos projetos. eventos. O resultado desse processo é um quadro com atividades. desenho para camiseta do projeto. equipamento de som de qualquer espécie ou maquinário industrial de qualquer tipo. intervenções. esses equipamentos ficariam para as ONGs que acompanham os projetos e não para os grupos de jovens. Exigem uma estimativa de público e definição do modo de uso e acesso aos materiais por parte da equipe responsável pela atividade.• • Incentive o grupo a criar um logotipo. cartaz. médio e longo prazo do projeto. A divulgação do projeto. Vale a pena apresentar os projetos à ONG e à comunidade – convidem os personagens pesquisados. telão.

1 Papelaria 1.1 Equipamentos 3. Atividades: . . .200 3.3 Spray e tintas subtOtal 1 2.Solicitar pequenas doações e organizar eventos para conseguir dinheiro e manter o local bonito e limpo. Pesquisa e Informação. Dílson.2 Impressões 1.Material de consulta CORROCHANO.Conseguir 100 livros de doação. Meta 3: Ter um grupo. assim. Meta 2: Ter um bom espaço para realizar as aulas. 2002. suas mEtas POdERiam sER: Meta 1: Realizar leituras interessantes e interativas com bons livros.800 600 1. TRANSPORTE 2.300 X jovens X artistas Transporte do equipamento 300 300 300 300 200 200 300 200 200 300 1.500 Programa jovens urbanos 65 .Divulgar e convidar crianças para as aulas com leitura divertida. com luzes e cores. .2 Mala direta 3. com eventos e teatros Atividades Atividades Segue um exemplo de orçamento: NatuREza da dEsPEsa 1. Atividades: .800 0 500 2. de 20 crianças e 2 professores.Procurar e perguntar nas escolas. .Organizar um grupo de adultos que queiram ser professores. X X spray e X tintas 300 100 200 300 100 200 300 100 200 300 100 200 300 100 200 300 100 200 1. . Maria Carla e WRASSE.3 Divulgação subtOtal 3 Som e luz E-mails X impressos e X banners 100 100 05 0 100 900 0 100 100 900 1.3 Carreto subtOtal 2 3. X canetas.600 dEscRiÇÃO/ quaNtidadE mEsEs 1 2 3 4 5 6 tOtal tOtal GERal R$ 8. mEtas atividadEs Escrever cartas solicitando doação de livros REsPONsávEis (quEm faz?) 1 2 3 4 5 6 Meta 1 Meta 2 Meta 3 Conseguir 100 livros de doação Realizar leituras divertidas.2 Ônibus/ metro 2.1 Ônibus/ metro 2. EVENTOS 3. questões de transporte e outras. clubes esportivos.Organizar as atividades com uma linha do tempo. igrejas. Atividades: . MATERIAL 1.600 X sulfites. .Escrever cartas solicitando doação de livros.Conseguir doações ou tentar arrumar um espaço de graça. inicialmente. Segue um exemplo de cronograma: ObjEtivO GERal: ENsiNaR as cRiaNÇas a lER E EscREvER. etc. Elaboração participativa de projetos: um guia para jovens.Realizar leituras divertidas.800 400 400 2. São Paulo: Ação Educativa Assessoria. com eventos e teatros.

para verificar o alcance dos objetivos propostos e identificar os pontos fracos e fortes. quem vai coordenar. quem vai participar. o número. quais as prioridades. os objetivos pretendidos estão realmente ocorrendo? em que medida ou extensão? Nessa mesma perspectiva. ele deve ser sistematizado e registrado pelos jovens para que as informações e decisões não se percam e que eles possam ter tanto um histórico do desenvolvimento do projeto como de seu percurso de suas conquistas. tendo em vista seu aperfeiçoamento e continuidade. Avaliação Ao término das ações organizadas por certo período de tempo. 66 Programa jovens urbanos . O projeto jovem não tem caráter obrigatório no desenvolvimento do Programa Jovens Urbanos. Sendo assim. qual o tempo a ser empregado em cada tarefa etc.Criando uma rotina de trabalho no grupo de jovens É na ação cotidiana que as intenções estabelecidas no projeto coletivo de intervenção se concretizam ou não. os dados colhidos no acompanhamento das ações. Pode-se “olhar” para o projeto coletivo de intervenção e perguntar: o que pretendíamos alcançar com o projeto? o que conseguimos? Que pistas ou indicadores temos para saber se as mudanças. o envolvimento da comunidade etc. É fundamental os jovens organizarem a rotina diária. a diversidade e o funcionamento das parcerias. as várias “faces” do projeto devem ser analisadas. outros aspectos que também contribuem para seu sucesso devem ser igualmente analisados: a administração e o gerenciamento do projeto. a segurança dos jovens e o estímulo ao desenvolvimento cada vez maior de sua autonomia. A adoção de rotinas diárias de trabalho favorece a organização das atividades. de acordo com o planejamento da semana: o que vai ser feito. Nesse momento. Daí a importância do planejamento e da escolha das atividades. Para que esse processo seja eficaz. é importante realizar uma avaliação mais ampla e abrangente do projeto com os jovens. qual será a seqüência de atividades. nem todos os jovens que finalizaram os 10 meses de formação envolvem-se em algum projeto. sistematizados e as diferentes pessoas ou grupos envolvidos devem ser informados. a organização e o entrosamento do grupo. e dependendo da realidade de cada projeto.

envolvimento com o projeto. a equipe de coordenação técnica passa a avaliálos segundo um instrumental (segue abaixo) que leva em consideração os seguintes itens: coerência com o Programa Jovens Urbanos. posteriormente. recebendo um aporte financeiro que é disponibilizado para a ONG (responsável por repassá-lo aos jovens) conforme o orçamento apresentado. Os projetos que não forem avaliados com alta viabilidade devem ser reenviados para os jovens para que detalhes sejam ajustados e.Recebimento e análise dos projetos coletivos de intervenção Conforme os projetos adensados começam a ser recebidos. qualificação da proposta. Cada um destes itens é avaliado em detalhes. Programa jovens urbanos 67 . formalização da proposta e resultados. devolvidos para nova avaliação. Segundo a avaliação da equipe de coordenação técnica. Aqueles avaliados como de alta viabilidade são aprovados pela equipe de coordenação técnica. A eles são enviados os projetos dos jovens para elaboração de proposta de assessoria. Para cada projeto aprovado há um assessor capacitado para acompanhamento. A contratação dos assessores ocorre por meio da consulta ao banco de profissionais do Programa Jovens Urbanos e também pelo contato com assessores que atuam na região. os assessores são contratados.

COERÊNCIA COM O PJU (peso 3)” DESCRITOR Alto Com os objetivos Com as experiências formativas Com possibilidades orçamentárias “2. ENVOLVIMENTO COM O PROJETO (peso 3)” Número de jovens Apropriação da proposta* Organização/ responsabilidades Ações realizadas Rede de apoio/ parcerias “3.5)” “5. mas deverá contemplar os itens solicitado no roteiro do PJU.3ª EdiÇÃO sÃO PaulO iNstRumENtal PaRa aNálisE dE PROjEtOs jOvENs ONG: PROJETO: INDICADORES DE VIABILIDADE INDICADOR “1. médio e longo prazo Orçamento** “4. QUALIFICAÇÃO DA PROPOSTA (peso 3)” Objetivos Público-alvo Possibilidade de locais Ações previstas Cronograma/ metas a curto. 68 Programa jovens urbanos . *** O projeto poderá ser entregue em outro formato. RESULTADOS (peso 0.5)” Entrega do roteiro O projeto contempla os itens solicitados no roteiro Produtos Divulgação/ Comunicação TOTAL PARECER TÉCNICO ÍNDICE Médio Baixo TOTAL * Observar circulação das práticas e falas.instrumEntaL dE anáLisE do ProjEto PROGRama jOvENs uRbaNOs . FORMALIZAÇÃO DA PROPOSTA*** ( peso 0. ** Cuidado com aquisição de materiais permanentes.

ONGs executoras. ONGs e equipe técnica. lideranças e grupos organizados da comunidade como associação de moradores. em geral. enfim. São realizados. os jovens também contam com o apoio da equipe técnica do Cenpec e de assessorias contratadas. Este tipo de encontro que deliberadamente agencia (“coloca junto”) atores e representantes de segmentos tão heterogêneos da cidade tem a função de promover o contato e ampliação do campo de relações desses diferentes públicos. conseqüente e responsável) traz ótimos e. qualificada. escolas. No último encontro público (que se realiza ao final dos 10 meses de formação) a atenção e o investimento dos jovens estão dirigidos à apresentação de seus projetos coletivos de intervenção na cidade. fortalecendo suas possibilidades de composições e parcerias. parceiros e assessores tecnológicos. Programa jovens urbanos 69 . as comunidades incluindo as famílias dos jovens. São convidados a participar dos eventos: Fundação Itaú Social. os jovens elaboram diversas produções que são selecionadas e organizadas para a apresentação pública. que são capazes de trabalhar e de produzir coletivamente em prol de um objetivo comum. Cenpec. os jovens serão os protagonistas de eventos públicos no qual serão apresentadas todas as produções resultantes do processo formativo vivido por eles no PJU. parceiros locais do programa e da ONG (subprefeituras. grupos de jovens que protagonizam projetos culturais comunitários. A realização destes encontros cumpre função de mostrar publicamente que os jovens são capazes de produzir e atuar de forma autônoma. Os educadores e coordenadores são orientados para o planejamento e preparação dos encontros públicos no decorrer da formação. o reconhecimento público do potencial da juventude e a valorização de suas produções são vitais para o processo formativo dos jovens. A responsabilidade pelo processo de divulgação e convite é compartilhada entre jovens. Todas essas pessoas e instituições caracterizam-se por sua preocupação e por seu compromisso com as juventudes das cidades. O Programa Jovens Urbanos acredita que os jovens são capazes de criar e intervir em suas realidades pessoais e coletivas de forma responsável e criativa. Como previsto na programação dos encontros de formação. Além disso. Cada um destes grupos define. outras ONGs ). ONGs e jovens. como escolas e centros educacionais ou culturais. em locais públicos de participação juvenil. que públicos irão acionar e quais são as melhores estratégias de divulgação e convite para cada um deles. consciente e criativa. Os encontros públicos têm a função de disseminar e tornar públicas as diferentes produções dos jovens ao longo do processo formativo. que são capazes de se preocupar e de propor ações relevantes que visam o seu próprio bem e o bem-estar de suas comunidades. que o investimento em educação (quando feito de forma democrática.Encontros PúBLicos: divuLgando as ProduçÕEs Ao final do 2º e 4º processos de formação. muitas vezes. especialmente aquelas diretamente atingidas pelos perversos efeitos da desigualdade. pessoas entrevistadas e abordadas durante as explorações cartográficas). convidados dos jovens (em especial. Além disso. surpreendentes resultados para a formação e para a vida dos jovens. em conjunto. afinal todos eles têm em comum a luta por uma cidade socialmente mais justa e digna. Os encontros públicos são organizados em co-responsabilidade entre equipe técnica.

70 Programa jovens urbanos . O acompanhamento é de responsabilidade tanto das ONGs quanto da equipe de coordenação técnica do programa.AcompAnhAmento dos projetos de intervenção O acompanhamento dos projetos de intervenção constitui importante estratégia de suporte e aprimoramento das ações desenvolvidas pelos jovens.

os assessores elaboram relatórios técnicos mensais que apresentam os seguintes aspectos: ações desenvolvidas com os jovens. as equipes técnicas do programa e da ONG devem observar atentamente os jovens. 3) Entrevistas com os jovens. relAtórios dos Assessores O Programa Jovens Urbanos disponibiliza assessores tecnológicos nas áreas correspondentes a cada um dos projetos. adequar e aprimorar os planos dos projetos às demandas de implementação.Neste acompanhamento. Para o acompanhamento de suas ações. datas e carga horária dos encontros com os jovens. 2) Visitas técnicas de acompanhamento. produtos e resultados alcançados. As questões do acompanhamento irão variar de acordo com os projetos. Essa estratégia estabelece a interface entre as ações dos assessores e a equipe técnica do PJU. Para a efetivação do acompanhamento sugerimos a realização de algumas estratégias de acompanhamento: 1) Relatórios dos assessores. bem como os objetivos a que cada um se propõe. 4) Questionário aplicado aos jovens. algumas questões importantes devem ser consideradas: • Como está a freqüência dos jovens? Que providências estão sendo tomadas em relação aos jovens que participam do projeto irregularmente? • Como estão o envolvimento e interesse dos jovens nas ações do projeto? • Como estão o envolvimento e a satisfação dos jovens em relação à assessoria técnica e ao apoio das ONGs? Elas/eles se expressam em relação a esses apoios? Manifestam satisfação ou críticas? Estão tendo oportunidade para isso? • Quais as dificuldades e quais os acertos dos assessores e da equipe da ONG no apoio e suporte aos projetos? E das outras pessoas que têm contato com os jovens? Essas perguntas são apenas sugestões. 6) Acompanhamento orçamentário dos projetos jovens. proporcionando a oportunidade de auto-avaliação dos próprios participantes. assim como destaques. aproveitando qualificação dos profissionais para adensar. produtos/ resultados alcançados –. autonomia e participação dos jovens. 5) Blogs dos projetos. Programa jovens urbanos 71 . A partir do conjunto de relatórios mensais correspondentes a cada projeto são elaborados pareceres técnicos compostos por quatro dimensões de análise – diversidade e pertinência de estratégias. Para ser capaz de respondê-las. sustentabilidade técnica do projeto.

assessor: 4. Seguem algumas sugestões de questões para o levantamento de informações: 1. considerando os que participam de verdade? Houve desistências? Quantos desistiram? Que motivos vocês acham que fizeram as pessoas desistirem do projeto? 2. as visitas técnicas passam a recolher informações que subsidiam uma análise mais detalhada sobre a situação dos projetos. Dias de encontro: 7. Quais ações vocês realizam sem a presença do assessor ou coordenador? 9. Qual o número de participantes hoje do projeto. Qual foi a maior conquista do grupo até o momento? entrevistAs com os jovens visitAs técnicAs de AcompAnhAmento As visitas técnicas de acompanhamento visam monitorar o desenvolvimento de cada um dos projetos de intervenção. Coordenador da ong responsável: 6. Após este levantamento inicial. em relação ao projeto. nome do Projeto: 2. nome completo dos integrantes do projeto: 3. 3. freqüência dos jovens e assessores. Apresentamos algumas questões que podem orientar a entrevista com os jovens: 1. Essas informações são levantadas por meio de conversas de caráter informal com jovens. quais resultados e produtos o grupo teria para mostrar neste momento? 14. em que situação o projeto se encontra no momento? 11. ong: 5. buscam levantar informações iniciais sobre a implementação dos projetos tais como: pontos fortes e críticos. são utilizadas duas estratégias complementares de acompanhamento dirigidas a cada grupo jovem representante de um projeto: a entrevista e a aplicação de questionário. Quais saberes vocês já desenvolveram para a continuidade do projeto? 12. relação do grupo com a ONG e indicações para a visibilidade dos projetos. Como vocês avaliam a participação do grupo no projeto? 10. Falem um pouco sobre a relação do grupo com a ong. Nesse período. 72 Programa jovens urbanos . Além disso. relação entre os jovens.Questionário AplicAdo Aos jovens O questionário constituiu a segunda estratégia complementar de coleta de dados na visita técnica de acompanhamento. Quem marca os encontros que vocês fazem? 8. Quais saberes vocês precisam desenvolver para que o projeto continue a existir somente por conta do grupo? 13. coordenadores e educadores. Falem um pouco sobre a relação do grupo com o assessor.

divulgação e disseminação de idéias e práticas. considerando os interesses e disponibilidade dos jovens . AcompAnhAmento orçAmentário dos projetos Para a implementação dos projetos jovens. para outras projetos coletivos de intervenção com maiores perspectivas de continuidade. Após a validação. De todo modo. Além disso. A validação do orçamento é feita pela equipe técnica. de comunicação e troca entre os jovens e outros públicos. muitas ONGs criam blogs como forma de registro e divulgação das ações do programa. o PJU disponibiliza um aporte financeiro por projeto. além de criar um campo maior de articulação entre os projetos. é necessário que estes procedimentos sejam partilhados e validados com os jovens. plano de trabalho. No caso da aquisição de bens duráveis. Montados e alimentados pelos jovens. é entregue uma declaração autorizando a doação do material para a ONG executora ao final da execução do projeto. que utiliza como critério a coerência entre a escrita do projeto – objetivos. Assim. público-alvo. Fica a cargo de cada ONG definir os procedimentos para a liberação dos recursos para os projetos. Programa jovens urbanos 73 . as possibilidades de acesso e de manejo desta ferramenta. A prestação de contas visa subsidiar a equipe técnica do Programa Jovens Urbanos numa possível realocação de recursos de projetos finalizados que não utilizaram a totalidade de seus recursos. permitem acompanhar a execução dos projetos. Ao final do período de acompanhamento a equipe técnica solicita uma prestação de contas que informe sobre cada um dos projetos: recursos gastos.Blogs dos projetos Durante o período de formação. previsão de gastos para os próximos três meses e relatório com informações sobre as perspectivas de continuidade e sustentabilidade dos projetos. os blogs exercitam as competências de escrita e registro. fomentar a utilização de espaços virtuais de comunicação para discussão. vale a pena incentivar que todos os grupos de projetos construam seus blogs. cronograma – e peça orçamentária. os recursos são liberados para os projetos na conta das respectivas ONGs executoras.

Monitorar nessa perspectiva é checar o progresso das atividades. colaboradores e executores. focando em propósitos e metas. desenvolvendo instrumentais de observação sistemática. 74 Programa jovens urbanos . A confecção de relatórios periódicos permite que todas as informações reunidas sejam usadas na tomada de decisões em prol do aperfeiçoamento do programa.monitorAmento O Programa Jovens Urbanos compreende o monitoramento como um processo permanente e contínuo que se inicia na identificação da ação e acompanha o programa ao longo de toda a sua execução. possibilitando um retorno sobre o programa aos seus parceiros.

determinar se os investimentos feitos no programa estão sendo bem utilizados. durante e ao final do processo. Vinculada ao ciclo de gestão do Programa Jovens Urbanos. O processo de monitoramento também contempla a ação de consultorias especializadas para a execução de determinados serviços. educadores/ coordenadores e ONGs. por último. • Permitir a retro-alimentação do processo. Por meio de um sistema informatizado de monitoramento e avaliação – SIMA – desenvolvido pelo Cenpec. que refletem a situação inicial do público-alvo. Programa jovens urbanos 75 . • Possibilitar a introdução de medidas corretoras. possibilitando redesenhar as ações planejadas e encontrar soluções aos problemas. realizar uma análise comparativa. é adotada uma metodologia que apresenta as seguintes dimensões: • Ações preparatórias. em um encontro no período de formação inicial. Garantir que todas as atividades sejam executadas corretamente pelos profissionais no tempo certo e de acordo com os compromissos do Programa Jovens Urbanos. E. Para a construção dessa linha de base realizamos as seguintes atividades: • Capacitação dos profissionais das ONGs. Em linhas gerais. o monitorAmento nAs Ações prepArAtóriAs do progrAmA Desenho da Linha de Base da Ação A linha de base é constituída pelos dados dos participantes. podemos afirmar que o monitoramento do programa tem os seguintes objetivos: • Gerar informação sobre a ação. • Possibilitar o aprimoramento da ação. • Análise e revisão dos dados inseridos. • Inserção dos dados de entrada no SIMA. • Subsidiar decisões no contexto do programa. nas quais são lançados informações e dados de perfil definidos previamente e que permitem. para o cadastro de jovens. • Execução. da comunidade e do programa nesses cenários. evitando inconsistências. construímos uma linha de base com as seguintes entradas: jovens. • Compreender as causas que determinam o grau de alcance dos objetivos propostos.O monitoramento fornece informações que possibilitam analisar a situação dos jovens.

as dimensões mais significativas do processo. sendo elaborado previamente o correspondente termo de referência para a contratação. que define os principais dados e indicadores de controle. A idéia é consolidá-la de forma progressiva mediante a colaboração de toda a equipe técnica. que permite acompanhar os principais processos desenvolvidos no programa. permitindo assim alcançar certo grau de coerência. Mediante indicadores específicos é possível aferir. o grau de consecução dos objetivos e resultados propostos inicialmente. a distância. A matriz de monitoramento responde às seguintes funções: • Subsidiar a elaboração de relatórios e outras produções do Programa Jovens Urbanos.  O dinamizador do grupo focal de intervenção é um profissional especializado contratado. permitindo comprovar se o programa está se desenvolvendo da forma planejada. O Programa Jovens Urbanos adota esta dimensão através da coleta e tratamento dos dados e indicadores presentes na matriz de monitoramento. 76 Programa jovens urbanos . lógica e funcionalidade no seu desenho. capaz de acompanhar. assim como as atividades realizadas por estes profissionais junto aos jovens. sendo elaborado previamente o correspondente termo de referência para a contratação. • Procedimento de rotatividade e saídas dos jovens participantes. Desta forma os profissionais das ONGs se apropriam dos instrumentais e das práticas que são realizadas. São aplicadas outras estratégias para complementar a coleta de dados: questionários1 e grupos focais de intervenção2.  Contratação de empresa especializada para o serviço de aplicação e tabulação dos questionários. através da grade de indicadores e metas. • Aferir. • Fornecer as informações essenciais do programa para os atores externos.Construção da Matriz de Monitoramento Com o objetivo de melhorar a coleta de dados gerados ao longo do Programa Jovens Urbanos e visando desenhar uma ferramenta complementar ao SIMA. os principais procedimentos de execução. em diferentes momentos. o programa adota a matriz de monitoramento. Divulgação dos procedimentos de monitoramento É apresentado aos profissionais das ONGs executoras todo o processo de monitoramento. assim como para a equipe técnica. A construção da matriz requer várias elaborações antes de chegar a uma formulação definitiva. • Apresentação da matriz de monitoramento. o monitorAmento nA execução do progrAmA O monitoramento no período de execução é um importante instrumento de gestão. incluindo: • Apresentação da linha de base. no final do programa. identificando fragilidades e possibilitando correções no decorrer da ação. Matriz de Monitoramento (anexo 18) Possibilita o acompanhamento do processo formativo abrangendo as atividades realizadas junto aos profissionais das ONGs.

bem como de assessorias especializadas para reforço institucional. A preocupação em gerir de forma eficiente a aplicação dos recursos é compromisso e diretriz ética do Programa Jovens Urbanos. Para compreender melhor os diferentes fatores que justificam este movimento. O programa também acompanha a contratação de assessores tecnológicos para experimentações e projetos dos jovens. Esses documentos registram os resultados alcançados comparando-os com as metas propostas. No caso dos recursos repassados às ONGs o monitoramento é feito considerando as seguintes rubricas: transporte dos jovens para acesso à ONG e para as atividades que prevêem circulação na cidade. O planejamento do programa é sustentado por uma peça orçamentária que orienta a programação e o controle dos recursos alocados. são monitorados dados quantitativos e qualitativos referentes às parcerias e assessorias estabelecidas ao longo do programa. Na formação dos educadores o controle de recursos alocados refere-se ao material pedagógico.Os indicadores referentes à formação de educadores e coordenadores contemplam os principais procedimentos operados (encontros gerais. O controle gerencial é um dos temas que compõem o processo de formação das ONGs participantes. alimentação e transporte para visitas técnicas. assim como os principais procedimentos de gestão e gerenciamento realizados no âmbito do programa. A preocupação está em assegurar que a formação seja acompanhada e mapeada para corrigir rotas e para subsidiar novas ações. Os dados utilizados devem permitir o cruzamento com indicadores de pesquisas e estudos externos. O cuidado está em monitorar os resultados obtidos. remuneração de profissionais – educadores e coordenadores – e recursos para implementação dos projetos de intervenção dos jovens. Paralelamente. controle gerenciAl (eficiênciA) O Programa Jovens Urbanos adota um sistema de gerenciamento que abrange todas as etapas de execução. os indicadores referentes à formação dos jovens contemplam as diferentes estratégias formativas adotadas (exploração. Produção de relatórios Os dados e informações resultantes do monitoramento subsidiam a elaboração de relatórios e outras produções que são apresentados periodicamente. as transformações geradas e o envolvimento da comunidade no desenvolvimento da ação. Sabe-se que nos programas voltados à juventude a saída dos jovens é significativa. possibilitando enriquecer o conteúdo dos mesmos. da amplitude e dos indicadores de acompanhamento). tema trabalhado nos programas de formação. Programa jovens urbanos 77 . experimentação e produção). todas as saídas e seus motivos são devidamente registrados. A matriz inclui o monitoramento dos projetos coletivos de intervenção. Este controle é realizado mensalmente por meio das estratégias de monitoramento via preenchimento de instrumentais específicos previstos na matriz de monitoramento. fortalece as ONGs e multiplica as suas ações. Além disso. encontros regionais e visitas técnicas). a estratégia é desenhada no decorrer da ação (definição do foco. A capacitação de gestores de projetos sociais. Neste sentido.

As informações foram coletadas um ano após a finalização da primeira etapa do programa. Os resultados da pesquisa permitem afirmar que o Programa Jovens Urbanos atingiu o seu principal objetivo. para efeito da pesquisa. a avaliação demonstrou uma redução significativa de 8. 78 Programa jovens urbanos . A média de renda mensal dos participantes do Programa Jovens Urbanos foi superior em 63 reais à renda média no grupo de comparação. Em relação ao envolvimento com a polícia. pensar soluções inovadoras e escrever e entender textos. a pesquisa voltará a ser feita em 2010. abrangência da circulação pela cidade e o envolvimento com a polícia. Também foram considerados aspectos como a freqüência de leitura. probabilidade de trabalho e renda salarial. O resultado da avaliação foi positivo e estatisticamente significativo em relação ao trabalho e renda dos jovens.pesQuisA AvAliAtivA O programa foi alvo de um estudo para medir o impacto na vida dos participantes. Assim. entre outros. Para avaliar como este resultado se mantém ao longo do tempo. garantiu-se um grupo de comparação suficientemente parecido. A metodologia aplicada levou em consideração os resultados após o programa e o cálculo do retorno econômico. um grupo de controle. que é expandir e qualificar as perspectivas de acesso ao mundo do trabalho. A pesquisa constatou que os jovens egressos do Programa Jovens Urbanos apresentam maior segurança em habilidades como falar e se expressar bem.1 pontos percentuais entre os participantes do programa – 10% deles relataram algum envolvimento em 2005. A quantidade de jovens empregados também foi maior entre os que participaram do programa: ela cresceu de 15% em 2004 para 47% em 2005. Os indicadores escolhidos foram os resultados escolares.

R. citado por COSTA.17. J. 2001. VANNUCHI. 2004. Cadernos CENPEC: Juventudes Urbanas. Regina. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. n. NOVAES. CASTRO. Christiaan & WOOLCOCK. sites http://www. Michael (1997). Educação. 2004. ABRAMOVAY. BID. Santiago de Chile: Cepal.br/Conhecimento/Entrevistas/Paginas/260407_ana_mae_barbosa. CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação.9. Paulo (Orgs. 2003. n.referênciAs BiBliográficAs ABRAMOVAY. Regina. cultura e participação.com. Vulnerabilidad y grupos vulnerables: un marco de referencia conceptual mirando a los jóvenes. p.). inteligência coletiva. 2006. Seminario Vulnerabilidad. Política Nacional de Juventude: diretrizes e perspectivas. cultura e participação. GROOTAERT. CARA. Juventude e sociedade: trabalho. FILGUEIRA. 1º semestre de 2008. Instituto Cidadania. São Paulo: Fundação Perseu Abramo. Por um novo conceito de comunidade: redes sociais. Zygmunt. In: COMISIÓN ECONÓMICA PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE – CEPAL. 05. Juventude. Botucatu. In: NOVAES. Estructura de oportunidades y vulnerabilidad social: aproximaciones conceptuales recientes. ano 3. São Paulo: Conselho Nacional da Juventude. VIGNOLI. Cultura e Ação Comunitária. Juventude e sociedade: trabalho. In: NOVAES. Juventude em busca de novos caminhos no Brasil. violência e vulnerabilidade na América Latina: Desafios para políticas públicas. 2004. Regina. 2002. Márcio. H.). Paulo (Orgs. Mary. comunidades pessoais. Miriam et al. Daniel Tojeira (Orgs. mar/ago 2005. educação. São Paulo. São Paulo: Fundação Perseu Abramo. BAUMAN. Rogério da.democratizacaocultural. Interface – Comunicação. C. v. educação. Fundação Friedrich Ebert. Brasília: Unesco. Instituto Cidadania. POCHMANN. 235-248. VANNUCHI. Saúde.aspx Programa jovens urbanos 79 . Miriam. Amor líquido: sobre a fragilidade das relações humanas.).

.

2006. apresentaremos apenas informações referentes ao Distrito do Grajaú. Diagnóstico da Situação de Violência – Distrito do Grajaú. • Município em Mapas. parceiros e ONGs executoras. Refere-se à 3ª edição do PJU em São Paulo e foi apresentado para Cenpec.e suas respectivas fontes . Dados sobre infra-estrutura e equipamentos públicos. CONSIDERAÇÕES INICIAIS O processo de seleção das regiões para a execução do Programa Jovens Urbanos (PJU) na sua 3ª Edição na cidade de São Paulo adotou como método a pesquisa e análise de índices e indicadores intraurbanos que. sobretudo. permitem justificar a escolha das áreas. demográficos e territoriais. na qual a região administrativa da Subprefeitura da Capela do Socorro é apresentada como uma das áreas de intervenção do PJU. apesar de o Programa ter sido implementado também no Distrito do Lajeado. A título de ilustração. a saber: Dados populacionais. Prefeitura de São Paulo. Dados e índices sociais intraurbanos.utilizados para a definição das áreas de intervenção considerando o critério do Programa: áreas de maior “vulnerabilidade e risco social”.  Além disso. O objetivo primordial foi coletar e sistematizar informações capazes de alimentar a construção da presente justificativa. 1 PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1 . Este trabalho utiliza-se de dados e análises presentes.ANEXO 01 ÁREAS DE INTERVENÇÃO SUBPREFEITURA DA CAPELA DO SOCORRO DISTRITO GRAJAÚ Contextualização Este relatório apresenta dados e informações . outros dados foram coletados a partir de fontes secundárias que são citadas no corpo do texto. de forma conjunta. 2006. Série Temática Índices Sociais. Fundação Itaú-Social. Instituto Sou da Paz. nos seguintes documentos: • Projeto São Paulo em Paz.

APRESENTAÇÃO .78%. Sistema Intraurbano de Monitoramento dos Direitos Humanos – SIM. conforme análises abaixo desenvolvidas. Os estudos realizados pela equipe técnica do PJU apontam o Distrito do Grajaú como área preferencial de intervenção.SUBPREFEITURA DE SOCORRO Observa-se que a Subprefeitura de Socorro apresenta uma situação de “precária garantia” dos direitos humanos em função de alguns critérios de classificação estabelecidos2. É o 2º pior índice entre as 3 subprefeituras do município.A Subprefeitura da Capela do Socorro está composta pelos seguintes distritos: Capela do Socorro. excluindo fossa: 60. Cidade Dutra e Grajaú.  Comissão Municipal dos Direitos Humanos – CMDH. 005. • Percentual de domicílios com rede de esgoto.  PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1 .

Representa a ª pior taxa da cidade. Ressalta-se também o fato de que a Subprefeitura de Socorro apresenta um IDH de 0. Percentual de não aprovação (evasão e reprovação) no ensino fundamental: 5. Representa o índice mais elevado entre as 3 subprefeituras de São Paulo3. MAPA DA VUlNERABIlIDADE SOCIAl4 A legenda do mapa mostra os quatro grupos de setores censitários com maior presença na Subprefeitura de Socorro. Representa a 8ª pior taxa da cidade. por cem mil habitantes: 275. 006. tais como: Condições de Habitação. Taxa de homicídio e tentativa por cem mil habitantes: 9. elaborado pela Fundação Seade. Taxa de homicídio de homens de 5 a 29 anos por local de residência.30%.• • • • • • • • Taxa média de desemprego da população economicamente ativa: 22. Projeto São Paulo em Paz.24. Percentual da população com renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo: 7. Escolaridade. Idade e Estrutura Familiar. indicando um grave problema na região. É a 3ª pior taxa. 5 O IPVS (000). sendo maior ainda em relação aos jovens do sexo masculino (tanto como autor quanto como vítima). A região possui a maior taxa de homicídio juvenil (de 5 a 9 anos). Representa a ª pior taxa da cidade. Essa classificação deriva da combinação entre duas dimensões: Socioeconômica e Demográfica. Diagnóstico da Situação de Violência – Distrito do Lajeado.9%. É o 7º pior do município. 004) busca refletir situações locais de vulnerabilidade social a partir de variáveis censitárias consideradas relevantes para a caracterização das múltiplas dimensões da privação e da pobreza. É a 7ª pior entre as 3 subprefeituras.  PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1 . Percentual de alunos com defasagem idade/série no ensino médio: 35. Percentual de não aprovação (evasão e reprovação) no ensino médio: 9. É a 6ª pior entre as 3 subprefeituras do município.67 encontrando-se em 29° lugar no conjunto das 3 subprefeituras que conformam o município de São Paulo. 4 O Mapa da Vulnerabilidade Social (CEM/Cebrap. Percentual de alunos com defasagem idade/série no ensino fundamental: 2.89%.78%. definidas a partir de um conjunto de oito variáveis. Gênero. Renda.02%.49%.34. consiste numa tipologia que classifica os setores censitários de todos os municípios do Estado em seis grupos de vulnerabilidade social. 3 Instituto Sou da Paz.

consiste numa tipologia que classifica os setores censitários de todos os municípios do Estado em seis grupos de vulnerabilidade social. Essa classificação deriva da combinação entre duas dimensões: Socioeconômica e Demográfica. elaborado pela Fundação Seade.IPVS5 A representação cartográfica dessa classificação para a Subprefeitura de Socorro aparece no mapa. até aquele caracterizado por vulnerabilidade muito alta. cuja legenda informa os critérios gerais utilizados na identificação de cada grupo. desde aquele em que não há situações de vulnerabilidade social.  PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1 . 6 Fundação Seade – Índice Paulista de Vulnerabilidade Social – IPVS. SEgUNDO gRUPOS DO IPVS6 MUNICíPIO DE SÃO PAUlO E SUBPREFEITURA DE SOCORRO 5 O IPVS (000).íNDICE PAUlISTA DE VUlNERABIlIDADE SOCIAl . DISTRIBUIÇÃO DA POPUlAÇÃO. 000. definidas a partir de um conjunto de oito variáveis.

Com relação aos indicadores demográficos. os chefes de domicílios apresentavam.7% completaram o ensino fundamental. Nestas áreas estão 69. No espaço ocupado por esses setores censitários.5%.3% completaram o ensino fundamental. o rendimento nominal médio dos responsáveis pelo domicílio era de R$45 e 65. 85. Em termos de escolaridade. a idade média dos responsáveis pelos domicílios era de 39 anos e aqueles com menos de 30 anos representavam 24. 83.49 pessoas (9. Se tomarmos o Distrito do Grajaú por separado. 4. 4. quase 70% do seu território é considerado setor censitário de alta privação. em média.% da população total do distrito. Vale lembrar que o IPVS é da região administrativa da Subprefeitura da Capela do Socorro que engloba ainda outros dois distritos (Cidade Dutra e Socorro).5% do total da população desse grupo. As mulheres chefes de domicílios correspondiam a 27. o rendimento nominal médio dos responsáveis pelo domicílio era de R$355 e 72. Em termos de escolaridade.3% e a parcela de crianças de 0 a 4 anos equivalia a 9. a idade média dos responsáveis pelos domicílios era de 43 anos e aqueles com menos de 30 anos representavam 6. Grupo 6 (vulnerabilidade muito alta): 08. As mulheres chefes de domicílios correspondiam a 29. em média.6% deles auferiam renda de até três salários mínimos.072 pessoas (5. os chefes de domicílios apresentavam. ANÁLISE DO IPVS: Ao analisarmos o mapa do IPVS podemos perceber que na Subprefeitura de Socorro os grupos 5 e 6 ocupam a maior parte do território.0% do total). No espaço ocupado por esses setores censitários.5% e a parcela de crianças de 0 a 4 anos equivalia a 2. RECORTE DO IPVS NA SUBPREFEITURA DA CAPElA DO SOCORRO:  PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1 .4 anos de estudo.4% deles auferiam renda de até três salários mínimos.8%.7% do total da população desse grupo. Com relação aos indicadores demográficos.8 anos de estudo.5% deles eram alfabetizados e 20.2% do total). com vários pontos de altíssima privação e famílias jovens espalhados ao sul do distrito.NA SUBPREFEITURA DE SOCORRO DESTACAM-SE: Grupo 5 (vulnerabilidade alta): 28.2% deles eram alfabetizados e 24.

827 habitantes 5 a 9 20 a 24 36. • Área territorial: 92.0 km2 • Densidade demográfica (habitantes/Km2): 4.DISTRITO gRAJAÚ 1.07 2.82% Taxa de fecundidade geral (por mil mulheres entre 5 e 49 anos): 64.587 habitantes População em idade escolar de 8 a 9 anos: 4. junto com os distritos de Cidade Dutra e Capela do Socorro.578 habitantes Taxa geométrica de crescimento anual da população: 3. 5% da população. A divisa com os dois municípios se dá na própria divisão de águas da represa Billings. DEMOgRAFIA: • • • • • População: 385.  PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1 . 7 Fundação Seade – Sistema de Informações dos Distritos da Capital.4 População em idade escolar de 5 a 7 anos: 2. estima-se que o Distrito do Grajaú está formado por 84 bairros e 30 favelas. 006.COMPOSIÇÃO DE INDICADORES IPVS – SUBPREFEITURA DE SOCORRO APRESENTAÇÃO .45 habitantes Faixa etária (SegmentoS de intereSSe para o pJU) O Grajaú é o distrito mais populoso de São Paulo e também o que possui o maior número de pessoas vivendo em favelas: 59. O Grajaú faz divisa com os distritos de Cidade Dutra e Parelheiros. TERRITÓRIO7 O Distrito do Grajaú faz parte da região administrativa da Subprefeitura da Capela do Socorro. isto é.44 habitantes 38.9.306 pessoas (IBGE 2000). grande parte em áreas irregulares e outras em áreas de risco (aproximadamente 80% do território composto por construções irregulares). além dos municípios de São Bernardo do Campo e Diadema. Segundo a Coordenadoria de Planejamento da Capela do Socorro.

8 356.94 597.32 46. íNDICE DE VUlNERABIlIDADE JUVENIl – IVJ ÍndiCe de VULneraBiLidade JUVeniL8 . no total de nascidos vivos (%) Rendimento nominal médio mensal das pessoas responsáveis pelos domicílios particulares permanentes (R$) Proporção de jovens de 5 a 7 anos que não freqüentam a escola (%) Taxa de fecundidade das adolescentes de 4 a 7 anos (por mil mulheres) Proporção de jovens. no total de jovens do Município de São Paulo (%) População de jovens de 5 a 9 anos Taxa anual de crescimento populacional (%) Participação da população jovem de 5 a 9 anos no total da população do distrito (%) Taxa de mortalidade por homicídio da população masculina de 5 a 9 anos (por cem mil hab.044 6. com um percentual de 59.63 36. adolescentes e jovens de até 29 anos. A maioria da população é composta por crianças. O indicador síntese permite a aferição.436 3.) Proporção de mães adolescentes de 4 a 7 anos. que não concluíram o ensino fundamental (%) 76 5 333.70 3.47 8 O IVJ (000) foi elaborado pela Fundação Seade para fundamentar escolhas de áreas prioritárias para intervenções voltadas à população jovem no município.diStrito graJaÚ IVJ Grupo de vulnerabilidade População total Participação da população jovem de 5 a 9 anos. Através desta escala são identificados cinco grupos de vulnerabilidade juvenil.82 53. sendo 28. 3. de 8 a 9 anos.7% jovens entre 5 e 29 anos.80 7. índice que supera a média do município. do grau de vulnerabilidade do jovem a situações de risco social. Assim sendo. transgressão e violência. mais de /4 da população do distrito é composta por jovens. Os distritos que apresentam menor vulnerabilidade (índices próximos a 0) até os que submetem seus jovens a níveis elevados de vulnerabilidade (valores que tendem ao topo da escala).O distrito apresenta o 5º maior percentual de crescimento populacional anual do município.  PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1 .3 0. numa escala de 0 a 00 pontos.63%.

educação. Impõe-se a necessidade de prover alternativas à enorme população jovem do distrito em situação de vulnerabilidade. por cem mil habitantes: 98.02 Taxa de mortalidade por causas externas. em especial de espaços de lazer e cultura.5% Taxa de mortalidade geral. por mil habitantes: 4.4.  PROGRAmA JOvENS URbANOS ANExO 1 . Em função disso. por cem mil habitantes: 3. por local de residência. emprego. estando praticamente descobertas de serviços de assistência e de equipamentos públicos. sendo maior ainda em relação aos jovens do sexo masculino. fato que se repete no caso de ações dirigidas à juventude. evidenciando as graves condições em que as regiões mais afastadas se encontram.37 A localização em áreas de mananciais de significativa parcela do distrito exige articulação entre diferentes organismos para estudar possíveis soluções para a ocupação do distrito. saúde. Utiliza-se o conceito de “cidade ilegal” para designar a parcela da região localizada em região de mananciais. cultura e lazer. e um alto índice de desemprego. o Distrito do Grajaú se encontra em uma grave situação em função dos índices e indicadores intraurbanos apresentados: • • • • • • • Percentual de pessoas responsáveis pelos domicílios particulares permanentes sem rendimento: 9.8 Taxa de mortalidade por agressões. O Distrito do Grajaú sofre de falta de equipamentos públicos. • Com relação aos jovens os indicadores apontam uma enorme população juvenil (/4 da população) com condições precárias de desenvolvimento e pouco investimento voltado a esta camada: • • • • A região possui a maior taxa de homicídio juvenil (de 5 a 9 anos).54 Taxa de mortalidade por AIDS.foi fechada recentemente. existe uma privação de direitos fundamentais como moradia. As organizações sociais locais dividem-se em uma ampla gama de reivindicações de modo que são escassas as situações articuladas e conjuntas de trabalho.DISTRITO gRAJAÚ: Como observa-se no decorrer do presente trabalho.CONSIDERAÇÕES FINAIS . por cem mil habitantes: 70. Mais ao o sul do distrito o cenário é praticamente rural. A única Casa de Cultura que atendia a região – localizada no distrito vizinho .

Estas organizações também são convidadas a participar de um encontro no qual se apresenta o PJU de forma mais ampla e aprofundada. 6.: Ano de fundação: CEP: Complemento:  PrOGrAMA JOVENS UrbANOS ANExO 2 . adolescentes e jovens em todos os distritos da cidade de São Paulo. 3. 14. 4. 2. 7. FICHA DE INSCRIÇÃO 1. 17. nos quais o Programa é apresentado e o convite é feito. 10. 11. 16. 8. 9. 18. convênios. Vale destacar que a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS – disponibiliza a relação das ONGs conveniadas que desenvolvem ações socioeducaticas com crianças. Esse contato inicial se realiza por emails e telefonemas. a equipe técnica inicia as ações de prospecção com objetivo de acessar diferentes organizações que atuam nas áreas definidas. 13. 12. 15. 5. O primeiro passo é realizar contato com as organizações presentes nas áreas de intervenção. certificados etc.ANEXO 02 FICHA DE INSCRIÇÃO: SELEÇÃO DAS ONGS Contextualização A partir da definição das áreas de intervenção. A partir daí começa o processo de seleção das ONGs.e contando com apoio da ampla rede de contatos do Cenpec. solicitamos preenchimento da ficha de inscrição. cujo modelo encontra-se neste anexo. Nome: CNPJ: Endereço: Nº: Bairro: Comunidade: Município: UF: Telefone: E-Mail: Nome do dirigente responsável: CPF: RG: Telefone: Celular: E-mail: Registros e inscrições em conselhos. Se a organização demonstrar interesse em participar do processo de seleção.

Âmbito de atuação da organização: 1. TOTAL: Jovens participantes 2 PrOGrAMA JOVENS UrbANOS ANExO 2 .19. 02. ( ) Não sabe 20. Quais projetos? Quantos jovens participam destes projetos? Projetos 01. ( ) Abrigos para adultos 11. ( ) Estadual 7. 21. ( ) Internacional 9. ( ) Sim 2. ( ) Abrigos para crianças e jovens 10. 05. Indique o número de beneficiários atendidos pela ONG segundo a população-alvo: Segmento 01. ( ) Metropolitano 6. ( ) Turmas de aceleração 7. A organização desenvolve projetos de: 1. ( ) Regional 4. 04. 10. 06. ( ) Local 2. Crianças 02. ( ) Assessoria jurídica 13. ( ) Outros: 15. ( ) Municipal 5. ( ) Não 23. ( ) Liberdade assistida 2. Adultos 05. Adolescentes 03. 07. ( ) Núcleo socioeducativo 3. 03. ( ) Educação infantil (creche) 12. ( ) Não sabe 22. A organização desenvolve projetos com jovens? 1. ( ) Grupos de terceira idade 8. ( ) Qualificação profissional 4. ( ) Inclusão digital 14. ( ) Nacional 8. ( ) Comunicação 6. Idosos 06. ( ) Cultura 5. ( ) Distrital 3. ( ) Alfabetização de adultos / Telecurso 9. Jovens 04. Famílias TOTAL Qtde. 08 09.

Profissionais autônomos – pessoa física (RPA. 08. Indique a distribuição das fontes de recursos da organização em R$ (Ano base 2006): Fontes de recursos 01. Salas de aula 12. Outros: TOTAL: Número de funcionários 26. Sala de informática 13. Órgãos públicos municipais 05. Descreva a gestão administrativa da organização: Profissional Qtde. Doações em dinheiro feitas por pessoas físicas 07. Voluntários 05. Função TOTAL: 27. Sala da administração 02. Campanhas 10. Funcionários com registro em carteira 02.  PrOGrAMA JOVENS UrbANOS ANExO 2 . Consultório médico/odontológico/enfermaria 11. recibos etc.24. Banheiros 06. Salas para oficinas de profissionalização 10. Auditório/teatro/salão de eventos 07. aluguel. Empresas e fundações empresariais 06. Vendas de produtos ou serviços 09. etc. Associados 11. Agências multilaterais e organizações internacionais 02. Recursos humanos da organização: Vínculo profissional 01. Refeitório 05.) 03. Lavanderia 04. Quadra poliesportiva 14. Salas de atividades/atendimentos 09. Órgãos públicos estaduais 04. Copa/cozinha 03. Outros: Fonte de receita em R$ (Ano base 2006) 25. Outros: TOTAL: Qtde. Órgãos públicos federais 03. Indique a disponibilidade de espaços (internos e externos) na organização disponíveis para trabalhar com os jovens: Espaço 01. Estagiários 06. Prestadores de serviço – pessoa jurídica 04. Recursos próprios: aplicações. Biblioteca 08.

28. ( ) Estadual 7. ( ) Nacional 8. Microcomputador 07. Quais as organizações? Qual o seu âmbito de atuação? 33. Scanner 10. ( ) Internacional 9. Impressora 08. ( ) Não Na organização. ( ) Sim 2. Vídeo/DVD 04. Retroprojetor 06. ( ) Local 2. ( ) Livre acesso 2. ( ) Sim. ( ) Municipal. 32. ( ) Não há acesso A organização participa de alguma rede de organizações sociais? 1. ( ) Metropolitano 6. ( ) Acesso condicionado ao uso de senhas ou escalonamento 3. ( ) Não 35. ( ) Outro: 34. como é o acesso dos jovens ao computador? 1. A organização abre seu espaço para a comunidade? 1. acesso discado 2. De que forma e quando?  PrOGrAMA JOVENS UrbANOS ANExO 2 . A organização tem acesso à internet? 1. ( ) Acesso somente aos matriculados em cursos ou programas específicos 4. ( ) Regional 4. 31. 29. ( ) Distrital 3. Filmadora 09. Aparelho de som 02. TV 05. Quais são os recursos em uso na organização? Tipos de equipamentos 01. Outros: TOTAL: Qtde. ( ) Não 30. ( ) Sim 2. acesso por banda larga 3. Fax 03. Instrumentos musicais 11. 5. ( ) Sim. Qual o âmbito de atuação desta(s) rede(s)? 1.

A organização mantém convênio com algum programa público de inclusão digital ou cede o laboratório de informática para ações específicas? Quais? A comunidade participa na gestão da organização? 1.36. Como? 39. Qual a importância do trabalho com jovens desenvolvido pela organização?  PrOGrAMA JOVENS UrbANOS ANExO 2 . 38. ( ) Não 37. ( ) Sim 2.

educadores e ONGS nos sistemas de monitoramento utilizados no Programa: • Descrever logística para o cadastramento: nº de computadores disponíveis-tipo de conexão. Nome da Organização: __________________________________________________________________________ Contatos: _____________________________________________________________________________________ Responsável(s) pela elaboração do Plano: ___________________________ Data de elaboração: ______________ Importante: Este plano de trabalho é peça técnico-institucional fundamental no processo de seleção das organizações que atuarão em parceria com o Cenpec na execução do Programa Jovens Urbanos. Referente à contratação do profissionais: • Qual será o regime de contratação utilizado? Carteira. solicita-se que as ONGs elaborem um Plano de Trabalho cujo roteiro encontra-se neste anexo. serem contempladas. nº de pessoas disponíveis e tempo destinado a esta tarefa. RPA ou contratação ou via PJ? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 2. Por este motivo. obrigatoriamente e sem exceção. A partir da proposta apresentada pelo Cenpec à ONG __________________ fica estabelecido o seguinte plano: 1. __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________  PrOGrAmA jOveNs urbANOs ANexO 3 . Referente ao cadastramento dos jovens.ANEXO 03 PLANO DE TRABALHO DAS ONGS Contextualização Após a entrega da ficha de inscrição e de reunião na qual se apresenta ao conjunto das organizações interessadas a proposta detalhada do Programa. as informações indicadas aqui possuem caráter de compromisso institucional e deverão.

3. Referente aos espaços de formação: • Quais serão os espaços destinados à formação dos jovens? Qual é a freqüência e possibilidade da utilização de espaços alternativos (biblioteca. quadra)? _________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 6. (É importante lembrar que o PJU não fornecerá recursos diretos à organização na fase de implementação dos projetos.) • Quais serão os recursos e espaços destinados aos jovens nesta etapa do Programa? Como a organização irá apoiar os jovens nesta implementação? _________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________  PrOGrAmA jOveNs urbANOs ANexO 3 . uma vez que a mesma não é financiada pelo PJU? _ _________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 5. Referente à formação e acompanhamento do trabalho dos profissionais envolvidos no Programa (é importante lembrar que cada educador será contratado por 30 horas e terá 12horas de trabalho direto com os jovens): • Como serão organizados os espaços. orientações e supervisões das atividades e qual a sua freqüência? Quais serão os momentos destinados ao planejamento e avaliação? Quais serão os instrumentais destinados aos registros de planejamento e avaliação? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 4. Referente à alimentação dos jovens: • Como a organização irá garantir a alimentação dos jovens. sala de informática. Referente ao acompanhamento dos projetos dos jovens.

Referente à rede de articulação institucional: • Como a rede de instituições parceiras da organização poderá complementar as ações desenvolvidas com os jovens? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 8. Observações gerais não contempladas nos itens anteriores: __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 3 PrOGrAmA jOveNs urbANOs ANexO 3 .7.

Localização: Citar Bairro do Distrito Citar Bairro do Distrito Citar Bairro do Distrito Citar Bairro do Distrito Outra: Citar Bairro do Distrito Citar Bairro do Distrito Citar Bairro do Distrito Citar Bairro do Distrito Outra:  PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 4 .ANEXO 04 ROTEIRO DE VISITA TÉCNICA DE SELEÇÃO DAS ONGS Contextualização De posse da ficha de inscrição e do plano de trabalho a equipe técnica do Programa realiza visita técnica em todas as ONGs interessadas. VISITA TÉCNICA ONG: Distrito: Contato: Responsáveis pela visita: Data: 1. O roteiro desta visita encontra-se neste anexo.

Outros itens relacionados aos espaços: AdequAdo (A) InAdequAdo (A) Com RessAlvAs obseRvAções Computadores Acesso à internet Ocupação Alimentação 4. percepções. Quais são as práticas de gestão.) 6. “conversas ao pé do ouvido”. sentimentos. momentos de planejamento etc.). Recursos Humanos Disponíveis (nº): Funções Administrativas: Educadores: Serviços: Coordenação: Saúde: Outros: (descrever) 5. possibilidades. produção e planejamento coletivo? (periodicidade de reuniões. circulação das falas na visita.2. Quais são os mecanismos de divulgação de projetos e produtos dos jovens na comunidade? 7. informações de educadores etc.  PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 4 . núcleos existentes. Aspectos gerais que chamam a atenção (ambientação. Infra-estrutura do espaço de trabalho com os jovens: AdequAdo (A) InAdequAdo (A) Com RessAlvAs obseRvAções Acústica Área Útil Mobiliário Ventilação Limpeza Armazenamento das Produções Iluminação 3.

Qual é a média de saída / evasão dos jovens nos projetos? Quais são os motivos? 10.). Como é feita a avaliação dos projetos? Quem participa desta avaliação? O que é avaliado? 11. Qual é a relação da entidade com ações locais (redes.  PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 4 .8. Formas de acompanhamento pós-atendimento: • • Encaminhamentos pós-saída / evasão dos jovens: Encaminhamentos pós-formação: 9. articulação com outras entidades da região etc. fóruns locais.

• Constituir um banco de profissionais que possa compor a equipe. • Reconhecer os educadores que atuarão diretamente com os jovens como um coletivo de trabalho. Os profissionais interessados são convidados a participar de um encontro de capacitação seletiva. • Preferencialmente ter formação universitária (concluída ou cursando). cuja pauta encontrase descrita neste anexo. • Conhecimento da legislação: ECA e Estatuto da Juventude. parceiros e colaboradores do Cenpec e do Programa. • Capacidade de articular e trabalhar em diferentes espaços que constituirão a rotina formativa. • Disposição para experimentar novas situações e conhecimentos. • Capacidade de estimular as ações de pesquisa nos jovens. Concomitantemente. • Proporcionar um espaço de debate sobre Juventude com pessoas que atuam na área. independentemente do momento do projeto. divulga processo de seleção para contatos do banco de relacionamentos. • Indicação da ONG. Indicadores: • Capacidade para mediar grupos de diferentes jovens. • Capacidade de investigação e criação. Data: Local: Participantes: educadores e coordenadores (40 pessoas) Objetivos: • Selecionar 16 educadores que atuarão diretamente com os jovens. o Programa solicita às ONGs currículos de educadores sociais considerando os critérios definidos.ANEXO 05 PAUTA DE CAPACITAÇÃO SELETIVA DOS EDUCADORES Contextualização Para a seleção dos profissionais. • Preferencialmente ser morador da região da ONG.  PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 5 .

A folha terá a seguinte consigna: Pensando na sua experiência de juventude e com jovens. artigos. narre o que traz você aqui:  PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 5 . Convite para entrar e ver a experimentação. por meio de vivência e experiência com/de juventude dos participantes. som ambiente toca: • Geração Coca-Cola – Legião Urbana • Divino Maravilhoso – Gal Costa • Ideologia – Cazuza • Negro Drama – Racionais Materiais necessários: • revistas. apresentação não institucional. Sala com cadeiras em “u” voltadas para o telão. Disposição de publicações e materiais sobre juventude: revistas. 2003) • Cidade de Deus – Direção: Fernando Meirelles (Brasil. • Perceber. 2006) • Os sonhadores – Direção: Bernardo Bertolucci (EUA. Após a exibição. crachá (para pôr nome e região). qual educador corresponde melhor ao perfil e critérios mencionados acima. livros. 2002) • Novela Malhação – Rede Globo de Televisão. Enquanto interagem. Exibição de trechos dos filmes (20’): • Documentário Milágrimas – Direção: Eliane Caffé (Brasil. os participantes receberão um papel onde irão escrever um texto que fale sobre sua experiência de juventude e com jovens (40’). horários e agradecimentos. Os participantes são convidados a conhecer os materiais. 2003) • De Passagem – Direção: Ricardo Elias (Brasil. imagens.Pauta ExPErimEntação dE imagEns sobrE JuvEntudE 1º momento – Ambientação • • • • • Equipe técnica distribuindo folhetos com informações sobre os momentos da pauta. imagens sobre juventude • data-show • som • músicas listadas gravadas em mídia • imagens de grafite digitalizadas • 40 panfletos com os momentos e horários da pauta e agradecimento 2º Momento – Apresentação da Capacitação e Produção de Texto Objetivos: • Apresentação de equipe e coordenadores. livros. artigos. Projeção de imagens de grafite.

Materiais necessários: • Filmes em mídia; • 45 folhas com logos, 30 linhas, consigna e nome; • 40 canetas. 3º Momento – Atividade de Planejamento Os participantes serão divididos em oito subgrupos, com um coordenador por subgrupo. Explicar a presença dos coordenadores nos grupos. Os educadores e coordenadores formarão grupos entre si. Esses trios deverão escolher uma das situações (abaixo) e elaborar um planejamento. Escreverão em tarjetas (50’). • branca – nomes e número da situação escolhida; • laranja – como farão para trabalhar a situação; • verdes claras – tempo / quantidade de encontros; • azuis claras – locais explorados. Em seguida, montarão o painel em silêncio. As tarjetas não serão apresentadas. Importante que falem por si (20’). • Como foi fazer? Registro das falas por observadores (20’). Materiais necessários: • 8 cópias das situações • 8 tarjetas de cada cor • Painel papel kraft • Fita crepe • 1 Pincel pilot por grupo

situação 1
Um grupo de jovens diz que se sente constrangido em visitar o teatro municipal. Como enfrentar este acontecimento?

situação 2
Os jovens foram a uma exploração no MASP e disseram: não entendemos nada!! Como produzir alguma coisa com isso?

situação 3
Os jovens dizem: a região onde moramos não faz parte da cidade! Como potencializar esta experiência?

situação 4
Os jovens recebem uma bolsa pelo programa e afirmam que só estão no programa por causa da bolsa. Como produzir com os jovens outros interesses?

situação 5
A família de uma jovem não permite que ela, participante do Programa, freqüente oficinas de dança afro. Como lidar com isso? 

PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 5

situação 6
Uma determinada produção combinada com os jovens não acontece. Como viver essa situação? Lanche (20’) 4º Momento – Apresentação do Programa Apresentação do Programa em Power Point • Apresentação institucional (Cenpec, Fundação Itaú Social) • Objetivos do PJU • Princípios • Parcerias • Assessorias • ONGs executoras • Formação de educadores • Formação dos jovens Abrir para comentários e dúvidas. (40’) Materiais necessários: • 40 cópias impressas da Apresentação do PJU 4º Momento – Despedida e avaliação do encontro O que vocês levam desse encontro? Escrito sem identificação.

Materiais necessários: • 40 filipetas com logo e a frase. 5º Momento – Reunião com coordenadores Após o término do encontro, haverá uma breve reunião com os coordenadores das ONGS, que farão indicações de profissionais adequados às suas Organizações. • Que impressões tiveram dos participantes? • Leitura das avaliações e dos textos – por participantes • Cronograma da Formação Inicial 6º Momento – Reunião da equipe PJU para seleção Considerando as indicações realizadas pelos coordenadores à equipe técnica do PJU e a leitura dos currículos, se realizará a seleção final dos educadores. Deverá ser elaborado um ranking dos profissionais participantes, de acordo com os critérios/ indicadores levantados acima. 

PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 5

ANEXO 06
TUTORIAL PARA APLICAÇÃO E ANÁLISE DO TESTE DE CONHECIMENTOS BÁSICOS: LEITURA E PRODUÇÃO ESCRITA

Contextualização
Os jovens interessados em participar do Programa dirigem-se às ONGs executoras de seus bairros, onde preenchem ficha de inscrição e elaboram um teste para levantamentos de conhecimentos básicos de leitura e produção escrita. As orientações para preenchimento da ficha, aplicação e análise dos textos encontramse neste anexo.

1. Chegada e ficha de inscrição • Receba os jovens interessados com atenção e disponibilidade; • Explique com clareza e com linguagem acessível aos jovens quais são os critérios para participar do Programa: • Não participou de outras edições do Programa Jovens Urbanos; • Reside nos distritos de atuação (Lajeado / Grajaú); • Idade (16 a 20 anos). Somente poderão participar do Programa os jovens nascidos de 01.01.1988 ao 31.08.1992. Desta forma, os jovens terão 16 anos no inicio da tramitação do benefício (dia 01.09.2008) e não completarão 21 anos antes de 2009, garantindo a tramitação do benefício; • Não recebeu nos últimos seis meses ou não está recebendo em seu nome algum benefício / bolsa pública; • Sabe ler e escrever (neste momento explique ao jovem que ele irá escrever um texto, mas que não preocupe porque não se trata de uma prova, com nota etc. Ele escreverá o que puder da maneira que conseguir). • Ao ter certeza de que o jovem se encaixa no perfil do PJU, solicite que ele responda às questões da ficha de inscrição. No caso do preenchimento ser realizado pelo próprio jovem você deverá ficar próximo a ele no momento do preenchimento e se mostrar solícito caso ele tenha alguma dúvida; • Depois de preenchida revise com atenção a ficha ainda na presença do jovem – muitas vezes os jovens pulam ou esquecem de responder a alguma questão; • Lembre-se de que o correto preenchimento da ficha é responsabilidade da ONG. Caso tenhamos falta de informações/ ou informações incorretas, elas terão que ser levantadas ou corrigidas posteriormente. 2. Aplicação do teste Ler e produzir textos é uma condição importante para que os jovens possam usufruir de todas as oportunidades que o Programa oferece. O objetivo da produção textual escrita é justamente averiguar se os jovens selecionados possuem capacidades substantivas que os possibilitem acessar e usufruir das experiências do Programa. • Escolha um lugar apropriado (com mesa e cadeira), calmo e silencioso para que os jovens escrevam; • Explique aos jovens que eles irão escrever uma carta de apresentação; 

Programa jovens urbanos anexo 6

Em nosso caso. inspirar. cara equipe etc. capaz de produzir um texto inteligível e que comprove sua habilidade para se comunicar e se expressar por meio da escrita. Esses critérios são parâmetros para a análise dos textos. mas mesmo assim ter bons argumentos e coesão. • a argumentação (se há pertinência dos argumentos e se têm sustentação no texto). e não responder a um conjunto de tópicos. • Atenção com as dicas: explique que deverão escrever uma carta com começo. ALGUMAS DICAS SOBRE O GÊNERO CARTA São regularidades do gênero: Presença de remetente (quem escreve a carta). local e data (o lugar e o dia em que foi escrita). • a clareza. meio e fim. Algumas delas estão registradas abaixo. Um texto pode apresentar muitos erros ortográficos. • Pergunte se há dúvidas e em caso afirmativo ajude a resolvê-las. evocação (o modo de chamar a pessoa ou instituição a quem se destina a carta – querido amigo.• Avise que a equipe se interessa em conhecer quem são os jovens. gramaticais etc. Considere-as quando for analisar os textos elaborados pelos jovens. • o domínio das características de gênero epistolar (carta).). atentando para: • o domínio do sistema alfabético (se o jovem é ou não alfabetizado). meio e fim). Orientações para a leitura e análise dos textos Um bom texto apresenta algumas características. Lembre-se: ajudar não é fazer pelo outro. destinatário (aquele para quem a carta foi escrita). • Peça para que o jovem leia as orientações para a elaboração do texto e o quadro com as dicas. e devem ser considerados em seu conjunto. • a coesão (se o texto apresenta uma lógica: começo. Estará habilitado o jovem alfabetizado. qual a relação com o lugar em que vivem e principalmente em que momento se encontram com relação à leitura e à escrita. consideramos mais importante o conteúdo do que as regras de escrita.) e desfecho (o encerramento da carta) e posicionamento pessoal. As dicas servem para ajudar.  Programa jovens urbanos anexo 6 . • a quantidade e natureza dos erros (ortográficos. mas não para travar a produção dos jovens. 3.

ONG: 2. Bairro: 11.ANEXO 07 FICHA DE INSCRIÇÃO DOS JOVENS Contextualização Os jovens interessados em participar do Programa dirigem-se às ONGs executoras de seus bairros e nelas preenchem a ficha de inscrição cujo modelo segue neste anexo. ( ) Feminino 4. Estado civil: 01. Nº: 9. CPF: 20. Nome: 3. Cel. ( ) Divorciado 04. Tel. ( ) Negra 05. Sexo: 01.: 18. CEP: 16. Complemento: 10. recado: 19. ( ) Branca 03. Órgão emissor: 8. Distrito: 13. Nome do responsável:  PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 7 . Cor: 01. ( ) Amarela 02. RG: 12. ( ) Vermelha 04. Tel. ( ) Casado 02. UF: 15. Nome da mãe: 22. ( ) Masculino 02. FICHA DE INSCRIÇÃO DO JOVEM 1. Endereço: 7. Município: 14. Data de nascimento: ______/______/______ 6.: 17. ( ) Parda 5. ( ) Viúvo 21. ( ) Solteiro 05. ( ) Separado 03.

( ) Integral  PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 7 . ( ) 3º ano do Ensino Médio 13. Aproximadamente. ( ) 4ª série do Ensino Fundamental 06. ( ) Sim • Qual período? 01. quantas pessoas moram no seu domicílio? 25. ( ) Noite 04. ( ) 5ª série do Ensino Fundamental 07. ( ) 5ª série do Ensino Fundamental 07. ( ) 3º ano do Ensino Médio 02. ( ) 2ª série do Ensino Fundamental 04. ( ) 3ª série do Ensino Fundamental 05. ( ) 7ª série do Ensino Fundamental 09. ( ) 7ª série do Ensino Fundamental 09. ( ) 1ª série do Ensino Fundamental 03. ( ) 2ª série do Ensino Fundamental 04. ( ) Pré-vestibular 02.23. ( ) Sim > Quantos? 02. ( ) 6ª série do Ensino Fundamental 08. ( ) 2º ano do Ensino Médio 12. ( ) 1º ano do Ensino Médio 11. ( ) Ensino Superior 02. ( ) Manhã • Qual série? 01. ( ) 8ª série do Ensino Fundamental 10. ( ) 8ª série do Ensino Fundamental 10. ( ) Ensino Superior 02. ( ) 1ª série do Ensino Fundamental 03. de quanto é a renda da sua família (R$)? 26. ( ) 2º ano do Ensino Médio 12. ( ) 4ª série do Ensino Fundamental 06. Você está estudando atualmente? 01. ( ) 3ª série do Ensino Fundamental 05. ( ) 1º ano do Ensino Médio 11. ( ) Não > Por quê? • Em qual série você parou de estudar? (série concluída) 01. Contando com você. ( ) 6ª série do Ensino Fundamental 08. Você tem filhos? 01. ( ) Tarde 03. ( ) Não 24.

( ) Sim > Qual? 02. na terceira edição 04. Você está cumprindo alguma medida socioeducativa? 01. ( ) Não  PrOGrama jOveNs urbaNOs aNexO 7 . ( ) Estagiário > Ocupação 28. ( ) Não 31. Você está participando de algum projeto / programa para jovens? 01. Você está procurando trabalho? 01. ( ) Não 29. ( ) Não está trabalhando 02. ( ) Assalariado sem carteira assinada > Ocupação 04. Você recebeu nos últimos 6 meses ou está recebendo em seu nome algum beneficio / bolsa pública? 01. ( ) Sim. na primeira edição 02. ( ) Sim. ( ) Não 30. ( ) Sim. ( ) Assalariado com carteira assinada > Ocupação 03. ( ) Trabalhador informal > Ocupação 06. Situação no mercado de trabalho: 01. ( ) Assalariado com carteira assinada na condição de aprendiz > Ocupação 05.27. na segunda edição 03. ( ) Não 32. Você já foi um Jovem Urbano? 01. ( ) Sim 02. ( ) Sim > Qual? 02. ( ) Sim > Qual? 02.

ANEXO 08 TESTE DE CONHECIMENTOS BÁSICOS: LEITURA E PRODUÇÃO ESCRITA Contextualização Este anexo apresenta as orientações para que os jovens elaborem texto que servirá de base para levantamento de conhecimentos básicos de leitura e produção escrita. O objetivo da elaboração deste texto na etapa de inscrição é analisarmos sua capacidade de produção escrita – se você é ou não alfabetizado. bem encadeadas etc. Abaixo apresentamos as orientações para a elaboração do texto: ESCREVA UMA CARTA DE APRESENTAÇÃO DIRIGIDA À EQUIPE DO PROGRAMA JOVENS URBANOS. PRODUÇÃO DE TEXTO: CARTA DE APRESENTAÇÃO Agora você será convidado a escrever um texto – uma carta de apresentação. se o seu texto apresenta boas idéias.  PROGRAMA JOVENS URBANOS ANExO 8 . se conhece e tem domínio das regras de ortografia e de gramática e. NESTA CARTA VOCÊ DEVERÁ CONTAR UM POUCO SOBRE VOCÊ E SOBRE SUA RELAÇÃO COM O LUGAR ONDE MORA. Caso seu texto apresente tais características você será selecionado para participar de um sorteio no qual serão definidos os grupos de jovens que participarão do Programa. se elas são claras. principalmente.

A divulgação do processo é feita para os contatos do banco de currículos. O termo que referenda a seleção dos assessores encontra-se descrito neste anexo. cabendo a cada um – na qualidade de parceiros ou colaboradores – um conjunto de atribuições específicas.  PrOgrAmA jOvens urbAnOs AnexO 9 . • Promover a produção juvenil. APRESENTAÇÃO PROGRAMA JOVENS URBANOS O Programa Jovens Urbanos caracteriza-se por um conjunto de ações de formação para jovens dos centros urbanos metropolitanos desencadeadas por organizações locais parceiras do Programa. 1. para parceiros e colaboradores tanto do Programa quanto do Cenpec.ANEXO 9 TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE ASSESSORIA TECNOLÓGICA Contextualização Concomitante ao processo de seleção dos jovens dispara-se o processo de seleção dos assessores tecnológicos. • Contribuir para a permanência e reinserção ao sistema escolar bem como para a vinculação em novos processos formativos. ONGs e fundações empresariais. • Aumentar e qualificar as perspectivas de acesso ao mundo do trabalho. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Ampliar a circulação na cidade. Esses jovens têm idade entre 16 e 21 anos e residem em regiões de grande vulnerabilidade social da cidade de São Paulo. A formulação e implementação da proposta envolvem o poder público. O Programa tem como objetivos: OBJETIVO GERAL: Expandir o repertório sociocultural de jovens expostos a condições de vulnerabilidade social. moradores dos distritos periféricos das regiões metropolitanas.

cenário. digitalização. revisão. figurino.decalque. carta. bicicletas aerodinâmicas. massagem. fotografia etc. declamação etc. competências e tecnologias de escrita: elaboração de textos em diversos gêneros (poesia. opinião. teatro. espetáculos de dança. • Estipular produtos. • Técnicas e saberes de design. feixes de luz que medem cada etapa do salto triplo e dão o alcance real do salto em altura etc. competências e tecnologias de criação de vídeos. por exemplo. Territórios das artes Exemplos de oficinas • Saberes. música e performance (roteiro. montagem. de pinturas etc. • Definir responsabilidades / atribuições das partes envolvidas. Territórios da saúde.). radares que detectam a velocidade da bola nas cortadas e saques do tênis de campo e do vôlei. • Psicologia do esporte. • Saberes. meditação etc.). fanzine. • Apresentar os objetivos e resultados esperados do serviço contratado. • Técnicas de treinamento e equipamentos tecnológicos (como. • Elaboração. • Medicina esportiva (prevenção e formas de tratamento). articulações e forças presentes no gesto esportivo. • Saberes.). de esculturas. tecidos que aceleram a evaporação do suor. tempo de execução. chips que registram constantemente a posição dos competidores em provas de percurso. arte gráfica etc.  PrOgrAmA jOvens urbAnOs AnexO 9 . • Montagem e produção de exposições/ mostras/catálogos/ de fotografias. • Técnicas de expressão corporal e atividades psicofísicas (ioga. grafite etc. programas de televisão. competências e tecnologias de leitura: leitura dramatizada. site etc.). revista. orçamento e recursos. blog. competências e tecnologias de intervenções artísticas na cidade (lambe-lambe. roteiro. do lazer e dos esportes Exemplos de oficinas • Ciência e tecnologias do esporte: programas computadorizados que permitem estudar músculos. produção. contação de histórias.). divulgação e distribuição de textos escritos em diversos suportes (jornal.. • Competição x cooperação. arte. METODOLOGIA DE TRABALHO A SER DESENVOLVIDO E PROCESSO DE SELEÇÃO Pretende-se oferecer aos jovens experimentações (oficinas) que estejam incorporadas a um dos seguintes territórios tecnológicos: Territórios escolares e das letras Exemplos de oficinas: • Saberes.2. memória etc.). 3. captação de sons e imagens. OBJETIVOS DO TERMO DE REFERÊNCIA O presente Termo de Referência tem por objetivo: • Definir os serviços a serem realizados para execução de experimentações (oficinas) com jovens do Programa Jovens Urbanos.

uso. das instâncias e das estratégias de participação política: sufrágio. • Terceirização de serviços e funcionamento empresarial. material e de transporte). produtos. REQUISITOS GERAIS DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 4. compras. condições necessárias para a realização.). Território das ciências Exemplos de oficinas • Ciência e tecnologias do meio ambiente (paisagismo. marketing.  PrOgrAmA jOvens urbAnOs AnexO 9 . reciclagem e compostagem de resíduos sólidos. cronograma. Territórios das políticas públicas Exemplos de oficinas • Concepção e função das políticas públicas e do Estatuto da Juventude. competências e tecnologias da produção de alimentos (hortas urbanas. avaliação.). relação interpessoal no trabalho.1. A partir da divulgação dos selecionados teremos as reuniões para detalhamento técnico das oficinas pré-selecionadas. divisão do trabalho. conselhos (municipais. • Administração de pessoas (cooperativismo. trânsito e poluição atmosférica e ecossistema urbano etc. proposta técnica e pertinência com processo de formação desenvolvido com os jovens.). manejo do solo urbano . ocupação e conservação -. comunicação assertiva. Perfil das propostas contratadas Formação e atuação comprovada nos territórios tecnológicos selecionados pelo programa mediante apresentação de curriculum vitae. saneamento básico. • Concepção. reaproveitamento de alimentos. plano de negócio. grupos organizados da sociedade civil. propaganda e vendas etc. formatos e funcionamentos dos poderes do Estado.). vias públicas e circulação humana. modelos de prevenção. cooperativas.). • Saberes. agentes de saúde pública etc. tratamento de água nas cidades. As propostas deverão ser enviadas ao Cenpec exclusivamente por e-mail (jovensurbanossp@cenpec. estabelecimento de preços. • Serviços informatizados.org. plano financeiro. técnicas hospitalares e medicinais. eletricidade residencial e energia solar. 4. pesquisas de mercado. • Processo de produção industrial (tipos de produto. remuneração. cozinha industrial etc.• • Saberes sobre saúde pública (formas de combate às doenças e ao sedentarismo urbano. estaduais. competências e tecnologias de saúde laboral e de promoção de qualidade de vida no trabalho. movimentos estudantis. maquinarias. objetivos.br) até o dia estipulado e devem conter o nome da oficina. controle de qualidade e impactos sociais etc. Os planos de trabalho serão analisados e pré-selecionados. Territórios do mundo do trabalho Exemplos de oficinas • Administração de negócios (tipos de empresa.). metodologia. desenvolvimento. reflorestamento e arborização. sindicais. utilização de reciclagem de entulhos na construção civil. número de participantes e orçamento (pessoal. federais etc.). acompanhado de curriculum vitae. e os resultados serão divulgados no dia estipulado por e-mail. • Saberes. reuso da água. assinatura de Termo de Contratação e agendamento das oficinas. prevenção à doença e promoção de qualidade de vida no trabalho etc. Saberes. competências e tecnologias da produção de cosméticos.

Elaborar e entregar à equipe de coordenação técnica do programa relatórios das oficinas bem como avaliação do processo. • - 5. Os produtos devem ser produzidos no desenvolvimento das oficinas. vídeo. As oficinas devem ser desenvolvidas por meio de experimentações. ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE PLANOS DE TRABALHO: • • • • • • • Os planos devem prever produção de “produtos” pelos jovens vinculados aos territórios. Agendar as experimentações (oficinas) e Realizar reuniões periódicas de acompanhamento das experimentações realizadas. Elaborar e entregar registros (escritos e de imagem) de todo o processo das experimentações realizadas com jovens Caberá à equipe de coordenação técnica do programa: Fornecer diretrizes e subsídios de apoio para o desenvolvimento das experimentações (oficinas). Submeter à aprovação da equipe de coordenação técnica do programa o planejamento definitivo.)  PrOgrAmA jOvens urbAnOs AnexO 9 . As temáticas (territórios) das oficinas devem ser vinculadas à agenda da cidade e à agenda juvenil atual.4. Responsabilidades • Caberá ao contratado: Cumprir os agendamentos combinados pela equipe de coordenação técnica do programa. Cumprir as especificações técnicas definidas pela equipe de coordenação técnica do programa. Os planos devem conter atividades vinculadas a processos de leitura e escrita. Ao final das oficinas o assessor deverá apresentar um produto que expresse/registre o processo de trabalho realizado com os jovens (portfólio. As oficinas devem ter no mínimo 32 horas.2...

Cronograma/ Carga horária 11. Apresentação 2. Número de participantes 4. Oficina/Título/ Conteúdo 3.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PLANO DE TRABALHO Nome-Razão Social: CNPJ: Endereço: Conta bancária da empresa: Responsável pela proposta/ cargo: 1. Formas de registro 10. Atividades 7. Produtos 8. Condições necessárias para a realização 12. Avaliação 9. Objetivos 5. Orçamento detalhado (recursos humanos/ materiais/ transporte) 13. Cronograma físico-financeiro Agência: Banco:  PrOgrAmA jOvens urbAnOs AnexO 9 . Metodologia 6.

p. (Cultura e subjetividade na juventude. Duração: 8 horas Tema: Olhar cartográfico Para olhar cartógrafo não conta apenas aquilo que é aparente.. Segue neste anexo pauta detalhada de um dos encontros presenciais de formação inicial no qual o trabalho foi o tema “Cartografia”. As cidades invisíveis. Para o olhar cartógrafo conta. o que está na superfície. ano 3. Comentar brevemente e contextualizar autor e obra. ou. 46-59. º semestre de 2008. 1 ProgrAmA jovEnS urbAnoS AnExo 10 . para instrumentalizar os educadores no momento de escolherem os parâmetros. O olhar cartográfico é um olhar perspectivista. ou o que não está visível. Cadernos CENPEC: Juventudes Urbanas. ou certa leitura positiva ou negativa do lugar onde vivemos. o que todos aceitam como verdade (toda idéia absolutizada encobre os acontecimentos). Em geral não é o bem ou mal que está em causa. que está explícito. o que está fora. n. 05. explícito. mas múltiplas possibilidades de ler um este mesmo lugar. São Paulo. 2 CALVINO. repertórios para trabalhar com os jovens. CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação. Ítalo. Objetivo • Apresentar e discutir o conceito de cartografia e de exploração cartográfica a partir da vivência de uma atividade cartográfica. Falar dos motivos da escolha. o que escapa. São Paulo: Companhia das Letras. Núcleo de Pesquisa do Programa Jovens Urbanos) • Ler em voz alta o texto de Ítalo Calvino do livro As Cidades Invisíveis: A cidade e os olhos. 990.ANEXO 10 PAUTA DE ENCONTRO DE FORMAÇÃO INICIAL Contextualização A formação inicial dos profissionais compõe-se de 11 encontros presenciais de 8 horas cada um. Cultura e Ação Comunitária. também. Em cada encontro se discutem as principais idéias e metodologias do Programa..  .

da miopia discreta à cegueira total. Se o modelo for o poema Mapa de Anatomia. Por exemplo. inspirados pelo poema de Cecília. entre outros. Guimarães Rosa O novo não está nas coisas. O escritor e prêmio Nobel José Saramago. falam como se vêem. José Saramago Os olhos da gente não têm fim. fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão: o funcionamento fisiológico do olho. 990. Destacar. só que criam outros sentidos. o neurologista Oliver Sacks.  ProgrAmA jovEnS urbAnoS AnExo 10 . o músico Hermeto Paschoal. frases e trechos de músicas sobre o olhar: Seu olhar melhora Melhora o meu. proponha que educadores elaborem suas poesias para serem lidas no grupo. Se podes ver. em nosso próximo encontro. outros “conteúdos”. Brasil. neste momento. Ajudei a levantar. sugira que escolham outra parte do corpo para criar suas poesias. Direção: João Jardim e Walter Carvalho. 00). é possível propor que os jovens elaborem suas próprias poesias. – Editora Nova Fronteira. Neste filme dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual. o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade. o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade. como a poesia poderia ser trabalhada com os jovens. Zé Geraldo • Ler em voz alta a poesia: Mapa de Anatomia: O Olho de Cecília Meirelles3. é um pequeno planeta com pinturas do lado de fora. o fotógrafo cego franco-esloveno Evgen Bavcar. O exercício de decalque pode ser um bom começo (*Decalque: os jovens seguem a mesma estrutura da poesia apresentada. Ou isto Ou Aquilo. Está na maneira como você olha para elas. Lulu Santos Tá vendo aquele edifício moço. o cineasta Wim Wenders. repara. Por exemplo: a mão é uma espécie de mapa. • Se considerar pertinente. o vereador cego Arnaldo Godoy.• Para ambientar a sala cole na parede poesias. 3 Cecília Meireles. Paulo Tatit e Arnaldo Antunes Se podes olhar. se é que ela é a mesma para todos. • Apresentar o filme Janelas da Alma (Documentário 73 min. Mapa de anatoMia O Olho é uma espécie de globo.. vê. a atriz Marieta Severo.. como vêem os outros e como percebem o mundo.

disse o poeta. abstrata. • Forme subgrupos. Esses mapas não falarão da cidade genérica. de seus patrimônios existenciais. Texto publicado no jornal “Folha de S. para cuidar da saúde. sobretudo. A presença de grandes disparidades. não vemos. Portanto. Vista Cansada. ou costumam se deslocar para trabalhar. • Escreva em um lugar visível a seguinte informação: - Percursos de trabalho: vermelho - Percursos de estudo/ aprendizagens: azul - Percursos de diversão/ lazer/fruição: verde - Percursos de cuidados com a saúde: laranja - Percursos de participação política/ reivindicação de direitos: amarelo • Entregue mapas da região colados em uma placa de isopor grande. marcando com outros alfinetes os percursos relativos a cada uma das categorias listadas de acordo com cor da linha: trabalho: vermelho. concentração de práticas num mesmo percurso. Vê não vendo.. mas não é. Otto Lara. então. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença. 3 REZENDE. morre comigo um certo modo de ver. Preste atenção. de tanto ver. um certo modo de ver. o que nos é familiar.• Após a exibição do filme. de apreender a realidade.com  ProgrAmA jovEnS urbAnoS AnExo 10 . • Estimule que os educadores e coordenadores façam comparações entre os mapas. • Após a elaboração disponha todos os mapas um ao lado do outro e promova uma leitura coletiva dos trabalhos. Para saber mais ver: www.Um poeta é só isto: um certo modo de ver. promova um debate sobre as relações que o grupo estabelece entre cartografia e a idéia do olhar. esses mapas falarão. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença”. sem ver. O que nos cerca. • Lance questões ao grupo: “Quais são os percursos de vocês na cidade? Que lugares da cidade vocês conhecem. opacos.. mas de suas cidades. a apropriação e o uso da cidade pelas pessoas é diferenciado. • Após a conversa sobre o filme ler o trecho de Otto Lara Rezende sobre o Olhar para todo o grupo.. No final teremos um mapa com um emaranhado de linhas coloridas que indicam os percursos dos jovens urbanos na cidade. • Explique que eles irão produzir um mapa dos percursos deles. Procure formar subgrupos entre participantes que não se conhecem. por exemplo. de seus bairros. com o grupo.) Nossos olhos se gastam no dia-a-dia. opacos. enfatizando que ela também é um certo modo de ver e de apreender a realidade.releituras. nas diferenças e similaridades entre eles: presença mais marcante de uma ou outra cor. • Apresente. Depois irão amarrar linhas de lã neste ponto e ir puxando a linha. Peça que os educadores escrevam as respostas. deles mesmos. E vemos? Não. estudar/aprender/. e muitas vezes desigual. (. Se eu morrer.) Mas há sempre o que ver. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia. O diabo é que. Parece fácil. já não desperta curiosidade. estudo/ aprendizagem: laranja etc. a proposta de realizarmos uma cartografia a partir dos percursos dos educadores e coordenadores. Paulo”. edição de 23 de fevereiro de 992. Otto Lara Rezende • Após a leitura. a gente banaliza o olhar. • O importante é que educadores discutam esta afirmação com os jovens tentando promover uma reflexão a respeito do porquê de o olhar ser tão importante para a nossa cartografia e para o PJU. Cabe aos educadores explicar que dessa cartografia os jovens produzirão diferentes mapas sobre a cidade que habitam e sobre como eles a vêem e se relacionam com ela. sempre. se divertir. explique que no caso do trabalho com os jovens seria interessante aprofundar essa discussão. deslocamentos. coisas. Para isso irão localizar no mapa e fincar um alfinete em seus locais de moradia. pode indicar que mesmo morando no mesmo bairro e cidade. já que a cartografia compreende. (. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. para ir produzindo novas relações coletivas entre eles. bichos. Gente. Uma proposta é escrever na lousa ou em flip chart a seguinte afirmação de Otto: “Nossos olhos se gastam no dia-a-dia.. para reivindicar e discutir seus direitos?”.

apresentar. para ver o que não vemos. pergunte ao grupo: Quais foram os percursos e lugares relativos do estudo que apareceram nos painéis? E de trabalho? E de artes? Registre tudo e guarde pra discussão posterior. É arquiteto urbanista. São eles: TerriTórios formaTivos Territórios escolares e das letras Territórios das artes Territórios da saúde. • Com os jovens vale a pena destacar que obviamente eles já viram e conhecem os percursos do lugar onde vivem.. Peça que leiam em casa. do arquiteto Kazuo Nakano. se surgiu alguma coisa inusitada. O que o texto nos diz sobre isso? Discutir. precisamos produzir uma compreensão comum a respeito da idéia de território. em slide.  ProgrAmA jovEnS urbAnoS AnExo 10 . Problematizar. A idéia é dar visibilidade aos sentidos e produzir sentidos outros. tentando ver e reparar. • Durante a conversa. • Forme quatro subgrupos aleatórios (fila do tamanho) e peça que escolham um território para realizarem a exploração cartográfica. e que a cartografia pretende dar movimento a esses lugares. dos esportes e do lazer Territórios das ciências Territórios das políticas Territórios do mundo do trabalho • Tente incluir nestes territórios os lugares/ instituições presentes na categorização feita anteriormente. explorar esses lugares. quais relações eles estabeleceram entre os mapas etc. algum lugar que eles não conheciam. • Crie com o grupo. uma separação dos lugares por categorias. para vêlos de novo. Vamos experimentar ver pela primeira vez o que vemos todo dia. com os lugares (a cartografia exercita o olhar). Este é o desafio do olhar cartográfico: ver de novo tentando criar novos sentidos. Diga que isso serve para organizar a segunda parte do trabalho. a partir das produções do grupo.. entre as pessoas. e mestre em Estruturas Ambientais e Urbanas pela FAU/USP. Holanda. • Oriente que leiam individualmente. dar vida. novas relações com as pessoas. Explique que o PJU elegeu alguns territórios da cidade que serão explorados e experimentados pelos jovens durante todo o processo formativo. graduado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). sem ver.• Após a elaboração e apresentação dos painéis pergunte como foi fazer a atividade. No Pólis. mas de um jeito diferente. com o objetivo de produzir outros sentidos e vínculos com os territórios nos quais habitamos. 4 Kazuo Nakano foi assessor do Programa Jovens Urbanos na edição experimental em São Paulo (2004) e durante a 2ª edição também em São Paulo (2008). marcando as partes que acham que se relaciona a nossa discussão sobre o olhar e cartografia. idéias e discursos. de tanto ver. desenvolve pesquisas urbanas e coordena assessorias técnicas em diversas cidades brasileiras na elaboração de planos diretores participativos. Por meio do olhar cartográfico iremos tentar identificar e apreender as ligações que existem entre as coisas. mas enfatize que a idéia é olhar de um jeito diferente para territórios conhecidos. Peça que destaquem também as dúvidas • Comentar: como a cartografia é um certo modo de olhar e investigar territórios. pós-graduação em gestão urbana e ambiental pelo Institute for Housing and Urban Development - IHS de Rotterdam. • Neste momento apresente aos educadores os territórios formativos do Programa. entregue uma cópia do texto: Critérios de Escolha dos territórios formativos. um mapa de São Paulo. que tem a ver com ir visitar. mas considerado que ela é uma fotografia. • Ao final. algo estático. Trabalhou no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) e foi gerente de projeto da Secretaria Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades. entre os lugares. Por exemplo. não negando essa representação. • Proponha a leitura individual do texto: Cartografia e Territórios sociais. a partir dos painéis apresentados. Sugestão: quatro grupos. entre pensamentos.

enfatizando a importância de realizarmos bons planejamentos das explorações com os jovens.planejando a exploração CartográfiCa na Cidade: • Apresentar a proposta de planejamento. os desenhos.  ProgrAmA jovEnS urbAnoS AnExo 10 .. • Os grupos... as fotos. por exemplo) e fazer uma edição caseira em programas disponíveis na web como windows movie maker. irão trabalhar a partir das orientações para planejamento das explorações cartográficas. percepções e impressões deles. Isso pode ser feito em papel ou no computador. • Proponha a elaboração de um painel cartográfico no qual eles criam uma composição entre os percursos que eles fizeram na cidade (o desenho das linhas. • É fundamental sugerir algumas idéias para o grupo.. Os educadores também podem filmar a exploração cartográfica na cidade (com câmeras de celular. • Realizadas as explorações. CoMbinados para o dia seguinte: • Tarefa de casa: Leitura do caderno CENPEC: “Referências teórico-metodológicas para a formação de juventudes”. os educadores terão que escolher uma forma de apresentação do trabalho. já separados por território. Para tanto terão que definir o suporte que irão utilizar. as narrativas dos entrevistados.). Salientar que no caso dos jovens isso é ainda mais importante.

especializações. os planejamentos não seguem uma linha planificadora e homogênea – cada ONG cria seu plano de ação e sua validação e o reconhecimento é feito coletivamente: entre equipe de coordenadores e educadores e coordenação técnica. como os registros. Os educadores são orientados a elaborar os planos de ação detalhados de acordo com cada processo de formação. Algumas semanas antes do término do processo de adesão. desde que sejam coerentes com os princípios e objetivos do programa. durante a formação inicial. ONG. ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DOS PLANOS DE AÇÃO O programa não prevê uma programação igual para todas as ONGs. também subsidiam visitas técnicas e se convertem em conteúdos de debates. Portanto. formatos e modelos. alguns elementos-chaves são importantes e devem ser considerados na elaboração dos planos: 1 Programa jovens urbanos anexo 11 . reflexões e análises nos encontros gerais e regionais. repertórios e singularidades de cada região. referências e parâmetros (chamados de repertórios) relativos a cada processo formativo para o trabalho com os jovens. o 2º processo (Vidas na cidade) deve ser planejado detalhadamente e enviado à equipe de coordenação técnica e assim sucessivamente. grupo de profissionais e de jovens. assim. elaborados a partir da leitura e análise dos planos. são enviados para as ONGs. Todavia. o programa oferece. Os profissionais têm autonomia para criar e propor ações de formação a serem desenvolvidas com os jovens.Anexo 11 orientAções pArA A elAborAção de registros e plAnos de Ação Contextualização Para subsidiar os coordenadores e educadores na elaboração de seus registros e planos de ação. Durante a formação inicial também trabalhamos a concepção de plano de ação: importância e função. principais características. que tem a duração de dois meses. uma série de atividades. Na formação inicial eles constroem o planejamento do processo de Adesão. O Programa Jovens Urbanos valoriza e respeita as escolhas. Os retornos e encaminhamentos. Todos esses materiais são apresentados e discutidos com educadores. Os planos de ação.

mais subjetivo. incluindo todas as explorações feitas com os jovens (assim como as principais referências e parâmetros utilizados nas atividades) com a especificação dos territórios envolvidos. Registros de diálogos e comentários dos jovens. assim como o acesso às imagens dos jovens. das produções e comentários dos diferentes públicos que acessam as informações pela internet.OBjETIvOS • • • • • Parâmetros e referências utilizadas (ex. telas. PORTFOLIOS: umA INTERESSANTE ESTRATégIA DE REgISTRO O portfolio é uma forma de registro.: filmes. • Informações relevantes sobre o relacionamento dos jovens e da equipe do programa (educadores e coordenadores) com a ONG. Consideramos razoável a entrega de um relatório mensal por ONG. Muitos educadores têm utilizado o blog como ferramenta de registro. se bem feitos. pessoal. e comunicação. textos. cópias etc) explorações (atividades de circulação) experimentações (oficinas com assessores e parceiros tecnológicos) Produções Atividades: ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE REgISTROS O Programa Jovens Urbanos é radical na sua opção em construir a formação de forma compartilhada. O registro como recurso de reflexão (e não como instrumento burocrático): • Apresenta grande potencialidade formativa para educadores e coordenadores. • Informações relevantes sobre os efeitos da formação na relação dos jovens com a escola. de documentação. Cada jovem pode ter o seu – portfolio pessoal – no qual incluirá seus registros individuais e todas as produções feitas durante o programa que considerar importante guardar. especificando territórios onde foram realizadas. Apenas como referência. livros. formal e outro.).  Programa jovens urbanos anexo 11 . textos etc.só é possível fazer boa gestão com comunicação qualificada. assim como dos planejamentos. • Democratiza as informações. A narrativa dos acontecimentos permite a composição entre um estilo mais técnico. Um dos desafios é o de sistematizar as boas práticas realizadas. são exigências fundamentais para que esses instrumentos atinjam seus potenciais formativos. Os registros. A leitura minuciosa e a devolutiva qualificada destes registros. possibilitando que todos se posicionem e se envolvam com o trabalho realizado. imagens etc) materiais e suportes necessários (ex: tintas. elaborado em grupo: coordenador (responsável pela entrega) e educadores. Os blogs permitem a visualização dos registros diários feitos pelos educadores e pelos próprios jovens. • Produções dos jovens (fotos. o Programa Jovens Urbanos sugere que os registros contemplem: • Descrição das atividades. • Permite o acesso a informações estratégicas para quem realiza a gestão . imagens. de gestão e de democratização das informações. podem se desdobrar em um material de referência ou publicação para interessados em trabalhar com a juventude. aparelho de televisão.

 Programa jovens urbanos anexo 11 . Ou seja. Essa produção poderá inaugurar o portfoio do grupo. O objetivo é que a coleção de trabalhos e registros se constitua numa produção coletiva na qual a escolha do nome. o portfolio poderá assumir diferentes funções comunicativas. entre outras produções referentes ao encontro vivido (impressões. a partir de uma narrativa pessoal de suas aprendizagens. envolvendo simultaneamente dimensões do plano individual e do plano coletivo.). o uso do portfolio do grupo poderá ser ainda mais amplo. a ordem de apresentação sejam feitas pelo grupo.O gRuPO TAmBém PODERÁ TER O SEu PORTFOLIO – PORTFOLIO COLETIvO. o educador poderá tirar fotografias e elaborar um texto narrando com foi o 1º encontro com os jovens. colagens. como “currículo comunitário” e outros. o portfolio poderá ser utilizado na função de currículo profissional. Se o grupo e o educador preferirem. incluindo todas as produções que o grupo considera importantes de serem guardadas: registros das discussões feitas durante os encontros. os jovens por meio da feitura do portfolio terão a oportunidade de recompor a trajetória vivida durante o processo. sentimentos. podendo funcionar tanto como “material de divulgação”. idéias que apareceram. A construção dos portfolios – individual e coletivo – pretende cumprir duas funções básicas junto aos jovens. No caso dos empregadores. Por exemplo. fotos de todas as produções etc. que ele o acesse e o atualize. no caso do portfolio virtual. ou. No que diz respeito ao plano individual. como “material historiográfico”. o portfolio coletivo poderá ser virtual – um blog ou mesmo um site. Uma possibilidade interessante é propor em cada encontro que um participante leve o portfolio do grupo para casa. a materialização do portfolio mediará a interação dos jovens com outros destinatários sociais. é ele que tem como compromisso alimentálo. Nesse sentido. em particular com empregadores do mundo do trabalho e com organizações comunitárias nas quais estejam ou desejam ver-se envolvidos. A responsabilidade pelo portfolio coletivo é do educador. No caso das organizações comunitárias. a capa. Nele os jovens poderão incluir seus textos ou desenhos. coisas de que sentiram falta etc. No plano coletivo. dependendo do destinatário com quem o jovem estará interagindo.

ANEXO 12
ROTEIRO DE VISITA TÉCNICA Contextualização
As orientações para a realização e elaboração de registro das visitas técnicas seguem descritas neste anexo.

Antes das visitas, a equipe técnica prepara um calendário e orienta as ONGs sobre o funcionamento da visita. Em geral sugerimos que os educadores não planejem apresentações especiais para os visitadores, mas que mantenham seus planejamentos, apenas incluindo na rotina do dia um tempo de conversa da equipe técnica com os jovens (de 30 a 40 minutos). Durante as visitas técnicas muitas ansiedades afetam a todos: aos jovens, à equipe técnica, à ONG... É importante deixar bem claro às ONGs que a visita técnica é uma estratégia de formação e acompanhamento e não de fiscalização e avaliação. Se necessário, proponha a realização de alguma atividade de apresentação, algo lúdico e descontraído, para criar uma atmosfera de aproximação entre jovens e equipe técnica. A atividade abaixo é uma proposta de aquecimento: • Solicite aos jovens que escolham uma produção que “fale” sobre sua experiência no PJU; • Divida-os aleatoriamente em aproximadamente seis subgrupos: nos subgrupos cada jovem deverá expor os motivos de sua escolha. Cada subgrupo deverá organizar uma forma de apresentação que contemple todas as escolhas; • Após a exposição de todos os subgrupos, abra para considerações e questões, aproveitando para conversar a respeito do Programa como um todo: explorações, experimentações, recomendações e sugestões etc. • Após, proponha que o educador retome o trabalho que já havia planejado e peça permissão para que participem como observadores da atividade. Terminado o encontro com os jovens, realiza-se uma reunião com o coordenador e os educadores, no qual se discute pauta relativa às demandas e necessidades específicas do momento no qual se encontra o Programa. Um exemplo de pauta: • Adesão dos jovens (sentido para os jovens e implicação dos mesmos nas ações propostas); • Esclarecimentos referentes ao registro e envio de informações gerenciais: saída de jovens, explorações, freqüência etc; • Assuntos específicos e outros assuntos pautados pela organização. 

Os assuntos específicos estarão contidos no dossiê de cada ONG. Este dossiê é preparado a partir da leitura e análise dos planejamentos e registros de cada ONG.

1

ProgrAmA jovens urbAnos Anexo 12

Registro: Segue abaixo o Instrumental de Registro para a Visita Técnica. O preenchimento de tal instrumental deve ser realizado tendo em vista: • Impressões dos jovens sobre o PJU • Demandas que possam se converter em recomendações ao Programa

Instrumental de regIstro de VIsIta téCnICa
ONG: Visitadores: Número de Jovens presentes: Grupo (manhã ou tarde) 

. a) b) c) d) 2. a) b) • •

Considerações: Práticas (atividades) desenvolvidas; Relação Educador/jovens Relação Jovens/jovens Relação PJU e ONG Produção: Qual o tipo (vídeo, cartaz, fotos, mapas etc) Formas de registros (caderno, diário, pastas) Jovens Educador

3. Exploração e Experimentação a) Participação dos jovens b) Considerações dos jovens 4. Outras considerações relevantes:

2

ProgrAmA jovens urbAnos Anexo 12

ANEXO 13
ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DAS EXPLORAÇÕES CARTOGRÁFICAS

Contextualização
A exploração cartográfica é uma das mais importantes estratégias de formação desenvolvidas no Programa Jovens Urbanos. A realização das explorações exige planejamento e atenção. Neste anexo, seguem algumas orientações importantes para educadores planejarem e executarem as explorações cartográficas.

É muito importante que os jovens assumam a postura de cartógrafos nas explorações cartográficas. Nesse sentido, devem afastar-se da posição de turistas, de meros visitantes ou de consumidores da cidade. Além disso, a cartografia: ... se afasta daquelas políticas de investigação que visam apreender informações dispostas no mundo (coleta ou associação cumulativa de dados). Também se afasta das políticas de investigação que se propõem a interpretar ou explicar parcelas do mundo cumprindo etapas e regras rigorosas, abrindo possibilidades de exercício de investigação urbana para além e aquém do escopo e status acadêmico strictu sensu. De uma forma especial, essa perspectiva conceitual, descentraliza a ação investigativa como monopólio de instituições acadêmicas ou especializadas em pesquisas, para expandir a possibilidade do ato investigativo a grupos com perspectivas outras: abertas a experimentar um território e disponíveis a construir conhecimentos de um território no próprio percurso experimentativo. Recusando essas políticas, o que se almeja nessa cartografia é fundamentalmente a experimentação do território, a abertura para o encontro. Longe da divisão entre o útil e o inútil, entre o bom e o ruim, o cartógrafo tem no território inicialmente apenas um espaço, uma nova possibilidade. (Cultura e subjetividade na juventude. Núcleo de Pesquisa do Programa Jovens Urbanos) 

CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária. Cadernos CENPEC: Juventudes Urbanas, ano 3. n. 05, São Paulo, º semestre de 2008, p. 46-59.

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PRogRAmA JoveNs URbANos ANexo 13

Depois – Cuidam dos agradecimentos aos entrevistados. 2. também.Cartógrafos “escribas”: Antes – Estudam o roteiro de entrevista.Cartógrafos “timoneiros”: Antes – Tomam as providências necessárias para viabilizar a exploração: marcam hora com instituições. papéis etc. numa expedição para conhecer e conquistar novos territórios: 1. ao cumprimento de todo o trajeto previsto. equipamentos e instituições que serão exploradas. pelas fotos e filmagens.PLANEJANDO A EXPLORAÇÃO CARTOGRÁFICA 1ª PAssO: PREPARANDO O OLhAR CARTóGRAFO O que queremos olhar no território? O grupo deverá elaborar perguntas orientadoras que serão “os óculos” da exploração. câmera filmadora. marcam as entrevistas. Providenciam recursos para deslocamento (transporte) e os equipamentos necessários: máquina fotográfica. pranchetas. o grupo poderá eleger um tema como Trabalhadores da cultura. Durante – Ficam atentos aos horários. se o território for o mundo do trabalho. testam os equipamentos. canetas. São responsáveis. Como iremos olhar? O grupo também definirá se serão realizadas entrevistas. A partir deste tema poderão elaborar perguntas como: Que tipo de profissionais existem num Centro de Cultura? E num museu? E numa livraria? Quais as formações destes profissionais? Que funções eles exercem? A partir da definição das questões orientadoras o grupo fará a seleção dos lugares. à realização das entrevistas/ questionário e outras ações planejadas. Neste caso será preciso definir quais e quantas pessoas serão entrevistadas. assim como o desenho do percurso. etc. Por exemplo. 2º PAssO: PREPARANDO A EXPLORAÇÃO CARTOGRÁFICA Abaixo. também. uma possibilidade de formação do grupo na qual os integrantes se organizam como se estivessem num navio. gravador. Durante – Realizam as entrevistas. Depois – Selecionam e organizam as melhores fotos e trechos da entrevista.  PRogRAmA JoveNs URbANos ANexo 13 . aos lugares/ instituições exploradas. Fazem. da devolutiva dos equipamentos (caso tenham sido emprestados). a transcrição das entrevistas e edição das imagens. Também será preciso elaborar um roteiro de entrevistas.

porque gostam de contar histórias. Para essa empreitada os jovens vão precisar de alguns recursos materiais como pranchetas. local. Inclusive. TEXTO DE APOIO COmO REALIzAR bOAs ENTREvIsTAs? Uma atividade de entrevista começa com uma conversa sobre quem queremos entrevistar e por quê. desenhos. ao próprio funcionamento do grupo durante a exploração – reações.” (Suely Rolnik. o grupo pode criar um convite por escrito. enfim. podem organizar a entrevista em dupla. Nesse momento é importante que os jovens escolham livremente seus entrevistados. Uma outra possibilidade é gravar a entrevista para tomar notas depois. comportamentos inesperados. os detalhes. Seus operadores conceituais podem surgir tanto de um filme. gravadores. em detalhes que escapam. Por exemplo. organizam. por meio de desenho ou texto escrito. hora. insólitos. são as formas de registro da cartografia já que o cartógrafo: “serve-se de fontes as mais variadas. • 3 PRogRAmA JoveNs URbANos ANexo 13 . • Se no grupo houver pessoas com dificuldades de escrita. expliquem os motivos da sua escolha e contem de que maneira pretendem falar com eles para marcar a entrevista.3. comportamentos. contando com a ajuda daqueles que têm mais facilidade. com o auxílio do educador. decisões etc. com informações como: data. o que chamou a atenção e passou despercebido aos outros companheiros cartógrafos. Depois – Registram. tudo aquilo que desperta a curiosidade. Cartografia sentimental: transformações contemporâneas do desejo) Registros escritos. 3º PAssO: REGIsTRANDO A EXPLORAÇÃO CARTOGRÁFICA Tão vital quanto a preparação da exploração. imagens. enfim. 4. Depois – Registram os acontecimentos. fatos. papel. em acontecimentos inusitados. fotos. também. quanto de uma conversa ou de um tratado de filosofia. incluindo fontes não só escritas e nem só teóricas. Durante – Checam informações e recolhem outros dados que complementem a pesquisa feita anteriormente. gravações são as matérias-primas da cartografia – insumos para a elaboração dos mapas cartográficos. máquinas fotográficas e filmagem etc. Mas isso não impede que se façam registros por meio de desenhos que ajudem a colocar as informações no papel mais tarde. canetas. Cartógrafos “batedores”: Antes – Recolhem informações a respeito da história dos lugares e instituições que serão explorados. tanto nos percursos. selecionam as informações coletadas. de reflexão sobre o território em questão. como nas instituições. a surpresa e pode ser conteúdo de discussão. Durante – Prestam atenção. podem ater-se. há muitas pessoas na comunidade que são reconhecidas pelos mais diferentes motivos: porque cozinham bem. Depois de escolhido o entrevistado. finalidade da entrevista. Seu papel é captar discursos. mapas. “Cartógrafos piratas”: Antes: Dão apoio e suporte aos cartógrafos “batedores” e aos “timoneiros”. porque trabalham em algo interessante etc. nome dos entrevistadores etc.

prestando atenção nos elementos que ela traz. 2002)  PRogRAmA JoveNs URbANos ANexo 13 . pois o objetivo desta atividade é analisar e compreender de que maneira as pessoas estão fazendo uso da linguagem oral. Vol.• • • • • • Antes do dia combinado. qual o papel do entrevistador nessa situação. puxar novas perguntas de maneira que o entrevistado fique à vontade para falar e se sinta valorizado. é preciso escrever um roteiro. principalmente. etc. para desenvolver sua capacidade de argumentação e desenvoltura em situações comunicativas. discuta o conteúdo das entrevistas para que possam contribuir para um maior conhecimento do assunto. o entrevistador deve mostrar interesse pelo que está sendo falado. (Fonte: CENPEC. como ele garante que todos falem sobre suas idéias e como lida com os conflitos. Se a atividade for feita em duplas. mas abranger. Se a razão desta atividade tem a ver com um tema a ser trabalhado por você. como comenta. Isso pode ser feito gravando-se uma conversa entre os próprios jovens que se entrevistam uns aos outros. Lembre-se de que o grupo deve fazer um agradecimento para o entrevistado. Durante a entrevista. pode acontecer de o entrevistado abordar uma questão que não tinha sido colocada no roteiro. 18 e 19. a forma de comunicação. Esse é um momento essencial para exercitar a escrita daquilo que se imagina. um conjunto de perguntas que consideram importantes que sejam feitas ao entrevistado. Diálogo e Ação. no papel. a redação pode ser feita de maneira coletiva. por carta ou oferecendo uma obra artística realizada pelo grupo. todas as informações colhidas na entrevista precisam ser organizadas. Esse tipo de atividade prepara os jovens para exercer crítica sobre os meios de comunicação. rádio e jornal. A análise das entrevistas não deve se prender ao conteúdo do programa. uma fala. A entrevista é também um exercício de ouvir o outro. Por isso. quais os pontos em que os debatedores concordam e discordam. é bom combinar quem fica responsável pelas perguntas e pelas anotações. É importante levá-la em conta. que tenha flexibilidade para acompanhar novos temas. Nesse momento. levando em conta as impressões e anotações de todos que participaram da entrevista. Em ambos os casos. se eles forem pertinentes. como televisão. por meio da fala de jovem. DEsDObRAmENTOs Pode-se exercitar a linguagem oral retomando várias vezes uma mesma conversa. São Paulo. Esse é o momento de se preocupar com a grafia correta das palavras e produzir uma versão que fique como referência para o grupo. como faz as perguntas. É importante que o entrevistador não fique excessivamente “preso” ao roteiro. 02 p. como se desenvolve. de colocar uma idéia. deve-se chamar a atenção para a maneira como o entrevistador recebe o entrevistado. ou observando jornalistas e atores em eventos comunicativos. mesmo aqueles com dificuldade de escrita. Ao final.

PROCEDIMENTOS DE ACOMPANHAMENTO DA GESTÃO Planilha onde é alocada a quantidade de eventos de acompanhamento da gestão realizados (reuniões de dirigentes. conselhos de acompanhamento e auditagens técnicas) e o monitoramento dos respectivos participantes em cada evento. Recomenda-se que na 1ª semana de cada mês os técnicos consolidem os dados coletados sob sua responsabilidade no mês anterior (dados referentes às atividades pontuais e/ou contínuas).ANEXO 14 MAtriz dE MONitOrAMENtO Contextualização A matriz de monitoramento foi criada para aprimorar a coleta e análise de dados de maneira a complementar o trabalho já realizado por meio do SIMA. A equipe técnica fica responsável pela análise qualificada dos dados e informações coletadas. 1 Programa jovens urbanos anexo 14 . os resultados dos indicadores são discutidos conjuntamente em reunião da equipe técnica. Mensalmente. Neste anexo. apresentamos instrumentais e procedimentos de coleta e análise de dados COLETA E ANÁLISE DE DADOS • • • • • • Os técnicos devem coletar dados sempre que houver uma atividade contemplada na Matriz de Monitoramento. os técnicos devem analisar os dados obtidos e traçar suas estratégias para os casos nos quais os índices definidos não sejam atingidos. deverá ser substituído por outro jovem habilitado e registrado na lista de espera da ONG.ROTATIVIDADE Instrumental de registro da rotatividade dos jovens no período considerado de adesão dos jovens. reuniões do comitê executivo. sem justificativa. A Matriz de Monitoramento contendo todos os indicadores previstos é mostrada no corpo do documento. A equipe técnica enviará o nome do novo participante. INSTRUMENTAIS DE GERENCIAMENTO INSTRUMENTAL 1 . por ONG ao longo do tempo. o jovem que declarar seu desligamento ou não comparecer à convocatória inicial da ONG. Mensalmente. Durante este período. INSTRUMENTAL 2 .

Estagiário » Ocupação Essas subcategorias devem ser abertas no descritivo da atividade realizada pelo jovem (ocupação). a evolução das saídas ao longo do programa e os respectivos motivos. 2.SAÍDAS JOVENS Instrumental de registro das saídas dos jovens. Mudança de bairro ou cidade. permitindo assim o levantamento total de evasões. Desinteresse pelo programa (pela proposta e/ou atividades do PJU). Assim como no instrumental de rotatividade. A categorização dos principais motivos de não adesão nos seguintes tópicos é um facilitador da sistematização: 1. 2. assim como o novo jovem substituto. Inserção no mercado de trabalho. 4. Assalariado com carteira assinada » Ocupação 2. 4.Assalariado com carteira assinalada na condição de aprendiz » Ocupação 4. Não comparecimento a convocatória inicial da ONG.Trabalhador informal » Ocupação 5. 5. a organização das informações das saídas deve permitir a sistematização das mesmas.Assalariado sem carteira assinada » Ocupação 3. 5. Os dados quantitativos são acompanhados da qualificação das saídas. Assalariado com carteira assinada » Ocupação 2. deve ser devidamente registrado o motivo de desligamento do jovem do programa conforme as seguintes categorias: 1. 3. o motivo 4 (Inserção no mercado de trabalho) está tipificado nas seguintes subcategorias: 1. O instrumental de rotatividade deve sistematizar a informação sendo possível identificar o jovem desligado e o motivo pela não adesão. Inserção no mercado de trabalho. Desinteresse pelo programa (pela proposta e/ou atividades do PJU).Assalariado com carteira assinalada na condição de aprendiz » Ocupação 4. Outro motivo » Qual.Trabalhador informal » Ocupação 5. Neste sentido. Problemas no cadastrado para o recebimento do benefício público. 6.Assalariado sem carteira assinada » Ocupação 3. O motivo 1 (Trabalho) deve ser tipificado nas seguintes subcategorias: 1. Falecimento.Estagiário » Ocupação Essas subcategorias devem ser abertas no descritivo da atividade realizada pelo jovem (ocupação).Para receber o nome do substituto os profissionais da ONG devem entrar em contato com o jovem que declarou seu desligamento e/ou não compareceu no prazo estipulado pela ONG para atender a convocatória. Outro motivo » Qual. Mudança de bairro ou cidade. INSTRUMENTAL 3 . Já a categoria 6 (Outro motivo » Qual) deve ser aberta no descritivo do principal motivo pela não adesão do jovem ao programa. 3. Buscando a qualificação destes dados. encaminhando para a equipe técnica documento informando os motivos da não adesão e solicitando a reposição de nome para composição do grupo de jovens. Já a categoria 5 (Outro motivo » Qual) deve ser aberta no descritivo do principal motivo pelo desligamento do jovem.  Programa jovens urbanos anexo 14 .

INSTRUMENTAIS DE FORMAÇÃO INSTRUMENTAL 7 . INSTRUMENTAL 9 . Conseguiu outro trabalho 2.PLANEJAMENTOS E REGISTROS Instrumental de controle quantitativo dos planejamentos e registros elaborados pelos profissionais das ONGs executoras durante os meses de formação. Outro motivo » Qual.ASSESSORES TECNOLÓGICOS Planilha com informações referentes às oficinas disponibilizadas pelos assessores tecnológicos do programa.EXPLORAÇÕES E EXPERIMENTAÇÕES (CENPEC) Planilha onde devem ser alocada a quantidade de explorações e experimentações realizadas por assessor/ parceiro e por região. horário e local de realização (previsão).  Programa jovens urbanos anexo 14 .AMOSTRAGEM VISITAS TÉCNICAS Instrumental construído para fornecer uma amostragem mensal do número de jovens que estão efetivamente freqüentando as atividades oferecidas pelas ONGs. encontros de formação inicial. Falecimento 5. INSTRUMENTAL 5 . número de jovens participantes. Os dados quantitativos referentes à rotatividade dos profissionais são acompanhados dos motivos. número de encontros e contato. Este instrumental apresenta a quantificação dos jovens a partir da atualização das saídas nas ONGs.ROTATIVIDADE PROFISSIONAIS Instrumental de registro da rotatividade dos profissionais ao longo do programa.INSTRUMENTAL 4 . por ONG ao longo do tempo. encontros regionais e encontros gerais) e o monitoramento dos respectivos participantes nos encontros regionais e gerais.PARCEIROS INSTITUCIONAIS E TECNOLÓGICOS Planilha contendo a caracterização dos parceiros institucionais e tecnológicos mobilizados no programa. nome da oficina.ESTRATÉGIAS DE FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS Planilha onde é alocada a quantidade de procedimentos de formação dos profissionais das ONGs executoras (visitas técnicas. Mudança de bairro ou cidade 4. INSTRUMENTAL 6 . INSTRUMENTAL 8 . que devem seguir as seguintes categorias: 1. O controle é feito através de uma previsão inicial do número de planejamentos e registros que cada ONG deve realizar. Baixa remuneração 3. As informações são organizadas em função da tipologia. INSTRUMENTAL 10 . o universo de análise de cada ONG é composto por 60 jovens iniciais menos os jovens que escolheram sair do programa por diferentes razões. ou seja.

o tipo de produção.INSTRUMENTAL 11 . a turma. assim como uma relação dos produtos publicizados apresentando a ONG . a participação dos jovens. através da comparação entre planejado e realizado. Para além do controle da presença dos jovens.PROJETOS JOVENS Instrumental de controle dos projetos elaborados pelos jovens onde deve ser possível contemplar a tipologia dos projetos. os projetos contemplados em concursos. INSTRUMENTAL 14 . o título e uma síntese da produção.EXPLORAÇÕES (ONGS) Instrumental onde devem ser alocadas as explorações (vistas) mobilizadas pelas ONGs durante o processo formativo.ENCONTROS PÚBLICOS E PRODUÇÕES Planilha onde deve ser alocada a quantidade de encontros públicos realizados. INSTRUMENTAL 12 . Cabe ressaltar que o instrumental incorpora o custo das atividades permitindo aferir seu grau de eficiência (recurso financeiro). MATRIZ DE MONITORAMENTO gerenCIamenTo IndIcador (efIcácIa) Acompanhamento da gestão Reunião de dirigentes Reunião do comitê executivo Conselho de acompanhamento Auditagem técnica às ONGs Adesão dos jovens ao Programa (rotatividade) Permanência dos jovens ao longo da formação Participação dos jovens no período de acompanhamento Rotatividade dos profissionais ao longo da formação ÍndIce Nº reuniões Nº reuniões Nº conselhos Nº auditagens % adesão % permanência % participação % rotatividade > = 75% > = 50% < = 25% Meta >=5 > = 10 >=2 >=1 5º ao 7º 5º ao 14º 15º ao 20º 4° ao 14° Rotatividade Saídas Jovens Saídas Jovens (Evolução) Rotatividade Profissionais Rotatividade Profissionais (Evolução) Parcerias institucionais e tecnológicas Assessorias tecnológicas Nº parceiros Nº assessores 1º ao 20º 5º ao 14º Parceiros Institucionais e Tecnológicos Assessores Tecnológicos 7 8 2 3 4 5 Meses 5º ao 14º InstruMental Procedimentos de Acompanhamento da Gestão nº 1 4 Programa jovens urbanos anexo 14 . assim como acompanhar as assessorias disponibilizadas para os projetos. número de jovens inscritos e índice de participação. o instrumental prevê o gerenciamento de diferentes dimensões que compõem os processos de experimentações e explorações no que diz respeito ao número de encontros oferecidos. INSTRUMENTAL 13 .LISTA DE PARTICIPAÇÃOO Ferramenta que visa controlar o índice de participação dos jovens nas diferentes experimentações e explorações mobilizadas pelo programa.

FormaÇÃo IndIcador (efIcácIa) Profissionais Cumprimento dos planejamentos e registros Estratégias de formação Visitas técnicas às ONGs Encontros de formação inicial Encontros regionais Encontros gerais Jovens Formação dos jovens nas ONGs Acompanhamento das explorações e experimentações ÍndIce % desvio Nº visistas / ONG Meta 0% >=9 Meses 5º ao 14º 4º ao 14º InstruMental Planejamentos e Registros Estratégias de Formação dos Profissionais nº 9 10 Nº encontros > = 11 Nº encontros Nº encontros Horas de formação Nº explorações / jovem Nº experimentações / jovem >=8 >=3 5º ao 14º 5º ao 14º Amostragem Visitas Técnicas Explorações e Experimentações Lista de Participação 5º ao 14º 5º ao 14º >=3 > = 16 >= 50% 5º ao 20º Projetos Jovens 16 Explorações (ONGs) Encontros Públicos e Produções 11 12 13 14 15 Explorações mobilizadas pelas ONGs Acompanhamento das produções Nº explorações Nº e tipologia das produções Nº encontros / terrirório Nº Projetos / tipologia % participação Nº assessores Nº de Projetos Organização de encontros públicos nas localidades Projetos Jovens Projetos Jovens elaborados Participação dos jovens na execução dos Projetos Assessorias tecnológicas Projetos Jovens contemplados em concursos  Programa jovens urbanos anexo 14 .