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DEVOCIONAL

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TEMA: OS BENEFÍCIOS DA FÉ EM CRISTO JESUS TEXTO-BASE:
Rm 5:1 - Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, 2 por quem obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus. 3 E não somente isso, mas também gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, 4 e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança; 5 e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

DESENVOLVIMENTO:
Nos capítulos anteriores de sua carta aos Romanos o Apóstolo Paulo expõe a necessidade da justificação ao homem, inclusive apontando para Cristo como aquele que é capaz de prover a justificação. A partir do cap. 5, Paulo passa então a falar sobre os resultados do fato de sermos aceitos por Deus pela nossa fé nele, ou seja, das bênçãos espirituais que fluem da justificação. Nesta DEVOCIONAL estaremos estudando os princípios espirituais contidos no texto em questão e procurando aplicá-los em nossas vidas quanto aos benefícios de nossa fé em Cristo, os quais, muitas vezes deixamos de usufruir. 1. PAZ COM DEUS (grego: “eirene” = hebraico: “shalom” = harmonia, unidade): Rm 5:1 - Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, Não meramente um sentimento subjetivo (paz de espírito), mas, sobretudo uma posição objetiva, um novo relacionamento com Deus (antes inimigos agora seus amigos). Muito mais do que um esforço humano (depende das circunstâncias) é algo proveniente de Deus, uma qualidade celestial (Gl 5:22), a qual desenvolve-se proporcionalmente ao desenvolvimento espiritual. A paz não é garantida a todos, mas somente aos que agradam a Deus (Is 9:6). Lc 2:14 - Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade. Jo 14:27 - Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. Repita: PAZ É O RESULTADO DE UM CORRETO RELACIONAMENTO COM DEUS E COM O PRÓXIMO. Ef 2:14 - Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, 15 isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz, 16 e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade; 17 e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto; 18 porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. 2. ACESO A DEUS (grego “Prosagoge” – idéia de aproximação, introdução”): Rm 5:2 - por quem obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus. A palavra acesso no grego é “Prosagoge” que dá ideia de aproximação, acercamento, introdução (somos introduzidos sem nenhum protocolo). a) RASGADA TODA BARREIRA (Is 59:2): Jesus nos introduz na presença de Deus. Com sua morte na cruz simbolicamente foi rasgada a cortina pesada que dividia o santuário do Santo dos Santos, que fazia separação entre o homem e Deus e entre Deus e o homem (Êx 26:31). Mt 27:51 – E eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu, as pedras se fenderam.

Ef 2:18 – pois por meio dele tanto nós como vocês temos acesso ao Pai, por um só Espírito. b) PROPORCIONANDO-NOS SEGURANÇA (FIRMEZA): 1Co 15:1 – Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual vocês receberam e no qual estão firmes. c) CONDIÇÕES DE GLORIARMO-NOS NA ESPERANÇA DA GLÓRIA DE DEUS: “Gloriarmo-nos” aqui tem sentido de exultar de alegria por alguma conquista feita. A confiança do cristão de que o propósito para o qual Deus o criou acabará sendo realizado, e de que um dia participará da “glória de Deus”. Hb 3:6 - mas Cristo é fiel como Filho sobre a casa de Deus; e esta casa somos nós, se é que nos apegamos firmemente à confiança e à esperança da qual nos gloriamos. 2.1. PODEMOS NOS GLORIAR ATÉ MESMO NAS TRIBULAÇÕES: Rm 5:3 - E não somente isso, mas também gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, (4) e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança; Não “por causa delas”, mas “nelas”, isto é, tiremos proveito delas, ao invés de sermos vencidos por elas. Repita: QUANDO O CRISTÃO POSSUI A FIRME CONVICÇÃO DA ESPERANÇA DO PORVIR AS TRIBULAÇÕES SERVEM PARA APERFEIÇOAR A SUA VIDA. O cristão pode regozijar-se no sofrimento por saber que este não está destituído de significação. Parte do propósito de Deus é produzir caráter nos seus filhos. Mt 5:12 - Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês. Paulo não propõe um conceito mórbido da vida, mas uma atitude alegre e triunfante diante das tribulações. O crente pode tirar proveito das tribulações, quando ele adota a postura correta diante dos sofrimentos, ocasionando uma CADEIA DE RESULTADOS POSITIVOS: a) A TRIBULAÇÃO PRODUZ A PERSEVERANÇA (TOLERÂNCIA): Hb 10:36 - Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu; Tg 5:11 - Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia. b) A PERSEVERANÇA PRODUZ A EXPERIÊNCIA (UM CARÁTER APROVADO): 2Co 3:18 - Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. Rm 1:17 - Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé. c) A EXPERIÊNCIA PRODUZ A ESPERANÇA: Fp 1:20 - Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; Hb 3:6 - mas Cristo é fiel como Filho sobre a casa de Deus; e esta casa somos nós, se é que nos apegamos firmemente à confiança e à esperança da qual nos gloriamos. 2.2. POR CAUSA DO AMOR DE DEUS TEMOS A CERTEZA DE QUE NUNCA NOS DESAPONTAREMOS EM TER ESPERANÇA: Rm 5:5 - e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. A esperança do crente não deve ser equiparada ao otimismo infundado. Pelo contrário, trata-se da certeza bendita do nosso destino futuro e baseia-se no amor de Deus, revelado pelo Espírito Santo e

objetivamente demonstrado na morte de Cristo. Paulo avançou da fé (v. 1) para a esperança (v. 2,4,5), e daí para o amor. Muito mais que os sofrimentos, o que garante a esperança daqueles que crêem é a presença do Espírito Santo, através do qual o amor de Deus ocupa o centro de suas vidas. 1Co 13:13 - Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor. 1Ts 1:3 - lembrando-nos sem cessar da vossa obra de fé, do vosso trabalho de amor e da vossa firmeza de esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai, O verbo derramou (no original) denota uma situação presente resultante de uma ação no passado. Quando cremos pela primeira vez em Cristo, o Espírito Santo derramou seu amor em nossos corações, e esse amor continua habitando em nós. 3. REDENÇÃO DE DEUS: 3.1. NO TEMPO DEVIDO: Rm 5:6 - Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. No momento determinado no plano redentor de Deus, Ele enviou seu Filho para morrer pelos ímpios (Jo 1:29). A expectativa judaica pelo Messias, a rápida propagação do mundo romano propiciando condições ideais: paz e segurança, comunicações, língua grega, mas acima de tudo esgotara-se o limite do tempo da provação sob a Lei imposta por Deus. Gl 4:4 - mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, a) CRISTO MORREU PELOS ÍMPIOS: 2Co 5:14 - Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram; (15) e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. 1Pe 3:18 - Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito b) SEM QUE TIVESSEMOS MERECIMENTO ALGUM: Rm 5:7 - Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem bondoso alguém ouse morrer. (8) Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. O amor de Cristo baseia-se na livre graça de Deus, não resultando de algum mérito que porventura seja inerente ao objeto desse amor (os seres humanos). Na realidade, é derramado sobre nós a despeito do nosso caráter indesejável. 1Jo 3:16 - Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. c) PASSAMOS A SER JUSTIFICADOS PELO SANGUE DE JESUS: Rm 5:9 - Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Ao entregar a vida em sacrifício Cristo pagou a dívida do homem. Quando aceitamos a Cristo, pela fé, nós nos apropriamos da salvação. No futuro, receberemos o complemento do dom inefável de Deus, isto é, seremos salvos da ira de Deus, do juízo derradeiro, da condenação eterna (1Ts 1:10; 5:9). Jo 5:24 - Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida.. 3.2. NOSSA SITUAÇÃO MUDOU: Rm 5:10 - Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11 E não somente isso, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação. a) DEIXAMOS DE SER INIMIGOS DE DEUS: O homem é inimigo de Deus, e não o contrário. Por isso, a hostilidade precisa ser eliminada do homem para que se efetue a reconciliação. Deus tomou a iniciativa ao reconciliar-nos com ele mediante a morte de seu Filho.

Cl 1:21 - A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, (22) agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis, b) FOMOS RECONCILIADOS COM ELE: Reconciliar vem da palavra grega “Katallassein” que quer dizer “mudar ou trocar”. Em seu amor, Deus não é nosso inimigo e não precisa mudar a fim de se tornar nosso amigo; somos nós, pecadores, que precisamos ser transformados de inimigos em amigos de Deus (2Co 5:18, 20) 2Co 5:18 - Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, (19) ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Cl 1:21 - Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. (22) Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação. 3.3. SEREMOS SALVOS POR SUA VIDA: Isto é, porque Ele vive (já ressuscitado). Referência à perpétua vida e ministério do Cristo ressurreto a favor de seu povo. Como fomos reconciliados enquanto éramos inimigos de Deus, seremos salvos porque Cristo vive para nos salvaguardar. Hb 7:25 - Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. A reconciliação, assim como a justificação, é uma realidade presente para os cristãos, sendo motivo de regozijo. a) RECONHECEMOS DIANTE DE DEUS QUE FOI A CRUZ DE CRISTO QUE NOS REDIMIU: Rm 5:11 - E não somente isso, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação. Sem Ele não seria possível o novo relacionamento com o Criador.

CONCLUSÃO:
1. PAZ COM DEUS: 2. ACESO A DEUS: a) RASGADA TODA BARREIRA: b) PROPORCIONANDO-NOS SEGURANÇA (FIRMEZA): c) CONDIÇÕES DE GLORIARMO-NOS NA ESPERANÇA DA GLÓRIA DE DEUS: 2.1. PODEMOS NOS GLORIAR ATÉ MESMO NAS TRIBULAÇÕES: a) A TRIBULAÇÃO PRODUZ A PERSEVERANÇA (TOLERÂNCIA): b) A PERSEVERANÇA PRODUZ A EXPERIÊNCIA (UM CARÁTER APROVADO): c) A EXPERIÊNCIA PRODUZ A ESPERANÇA: 2.2. POR CAUSA DO AMOR DE DEUS TEMOS A CERTEZA DE QUE NUNCA NOS DESAPONTAREMOS EM TER ESPERANÇA: 3. REDENÇÃO DE DEUS: 3.1. NO TEMPO DEVIDO: a) CRISTO MORREU PELOS ÍMPIOS: b) SEM QUE TIVESSEMOS MERECIMENTO ALGUM: c) PASSAMOS A SER JUSTIFICADOS PELO SANGUE DE JESUS: 3.2. NOSSA SITUAÇÃO MUDOU: a) DEIXAMOS DE SER INIMIGOS DE DEUS: b) FOMOS RECONCILIADOS COM ELE: 3.3. SEREMOS SALVOS POR SUA VIDA: a) RECONHECEMOS DIANTE DE DEUS QUE FOI A CRUZ DE CRISTO QUE NOS REDIMIU: Pr. EDMAR ROBERTO DOS SANTOS MOTA Ministério Palavra & Poder