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NO.

2-2012
UMA REVISTA DO GRUPO TRELLEBORG. SOLUÇÕES QUE VEDAM, AMORTECEM E PROTEGEM.

Extra grande

No Reino Unido um terminal marítimo se prepara para receber os titãs

Aeronaves do futuro

“O desenvolvimento tecnológico é crucial na busca por petróleo”
Chris Rhodes, especialista em energia

Agricultura: setor em alta Use a garra Buscas pesadas no fundo do mar
NOITE ANIMADA EM BENGALURU AVANÇO COM SILICONE

SUMÁRIO 2-2012

06 10 12 16

Início da colheita
A cobrança por uma agricultura sustentável cresce com o aumento da procura por produtos agrícolas.

Atração: Bengaluru
Conhecida como o Vale do Silício da Índia, Bengaluru oferece opções para o dia e para a noite.

Traga-os para cá
Um terminal de GNL no Reino Unido está preparado para receber navios cada vez maiores.

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Levantamento de peso
A “Garra” recupera plataformas de petróleo de 3.500 toneladas submersas no oceano.

E AINDA
Blue Dimension pág. 14 Pessoas & Tendências pág. 19 Notícias/atualidades pág. 22

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Responsável perante a lei de imprensa sueca: Patrik Romberg patrik.romberg@trelleborg.com Editora-chefe: Karin Larsson karin.larsson@trelleborg.com Co-editores: Rosman Jahja rosman.jahja@trelleborg.com Donna Guinivan donna.guinivan@trelleborg.com Produção Appelberg Publishing Gestão editorial: Hannah Kirsebom, Linas Alsenas, Maggie Hård af Segerstad Design: Johan Nohr Impressão: Trydells Tryckeri Foto da capa: Louis Vest/Getty Images Assinaturas: www.trelleborg.com/subscribe Endereço: Trelleborg (publ) Box , Trelleborg, Suécia Tel: + ( ) Fax: + ( ) www.facebook.com/trelleborggroup www.twitter.com/trelleborggroup www.youtube.com/trelleborg www.trelleborg.com T-Time é publicada três vezes ao ano.As opiniões expressas na revista são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a visão da Trelleborg. Em caso de dúvidas ou comentários sobre a Trelleborg e revista T-Time, favor enviar email para : karin.larsson@trelleborg.com

Fortalecendo nossas posições
NA TRELLEBORG nos concentramos intensamente em desenvolvimento e inovação orientados para o cliente. Isso atende nossos objetivos como líder mundial em soluções de engenharia de polímeros e fornecedor de inovações que vedam, amortecem e protegem aplicações críticas, bem como aceleram o desempenho de forma sustentável. Veja o exemplo da agricultura, descrito nas páginas 6 a 8 desta edição da T-Time, onde a Trelleborg contribui de várias maneiras para aumentar a produtividade da terra e da produção sustentável. Outro exemplo é a nossa oferta de vedação de silicone líquido para a indústria de ciências da vida. Tenho orgulho em dizer que a nossa expertise em ambientes de produção controlados para componentes de silicone é líder mundial nesse nicho. Além disso, nesta edição, não perca o artigo sobre Bengaluru, na Índia, cidade para a qual eu ficaria feliz em voltar.

Boa leitura!

Peter Nilsson Presidente e

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VANGUARDA [BOEHRINGER INGELHEIM]
COM UM INALADOR comum, parte do medicamento é engolida. Isso não acontece com o Inalador Respimat® Soft Mist™, graças a seu design pioneiro.

RESPIRAR FUNDO...”

“É só

Quando se trata de inaladores com dosímetros, precisão é fundamental, tanto em termos de aplicação de medicamentos quanto em relação à tecnologia envolvida na criação do produto. Um dispositivo da Boehringer Ingelheim avança em ambos os quesitos. TEXTO: MICHAEL LAWTON FOTOS: BOEHRINGER INGELHEIM
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Q

uem já usou um inalador convencional com dosímetro sabe o quão difícil é inalar firme e com precisão suficiente para conseguir mandar o spray para os pulmões. Muitos usuários tomam doses extras, pois não têm certeza se a tomaram corretamente da primeira vez. E provavelmente não tomaram. Boa parte do medicamento é simplesmente engolida. As gotas são muito grandes e a velocidade de propulsão é muito elevada para o processo funcionar bem, mesmo que o usuário respire adequadamente. Mas e se você pudesse simplesmente respirar fundo e relaxadamente, e os medicamentos deslizassem para dentro dos pulmões? O Laboratório Boehringer Ingelheim desenvolveu o inalador Respimat®, que produz uma nuvem suave, com tempo suficiente para respirar e levar a medicação onde ela precisa ir. O Respimat® expele dois poderosos jatos de líquido que se fundem em um ângulo controlado, dissipando-se no que a empresa chama de névoa suave que dura mais de um segundo. O inalador é produzido na filial

da Boehringer Ingelheim microParts em Dortmund, na Alemanha, e está se tornando um sucesso. “Vários estudos mostram que os pacientes preferem o Respimat® a outros inaladores”, diz Frank Dieckheuer, Gerente de Produção da empresa.
ATUALMENTE O INALADOR Respimat®

Soft Mist™ é usado com três medicamentos, um para asma e dois para a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). “Ele administra uma dose mais baixa do que o inalador convencional, porque as gotículas na névoa são muito consistentes e de tamanho menor”, explica Dieckheuer. “Mais é inalado e menos é engolido”, resume. O coração do Respimat® é o siste-

ma unibloco do bocal. Ranhuras finas são gravadas em uma pastilha de silicone usando a mesma tecnologia da indústria dos semicondutores, e quando o líquido é forçado através delas, são criados dois jatos finos que se dissolvem em névoa quando se encontram. Ao girar a base do inalador, o líquido é levado do cartucho para uma câmara de dosagem por um tubo capilar. Girando a base também se pressiona uma mola, que é disparada para forçar o líquido pelo bico. Esse é um instrumento de precisão. Se tudo deve funcionar com perfeição, tolerâncias de fabricação devem ser reduzidas. “O sistema de bomba tem que liberar exatamente 15 mm³, com uma tolerância de ape-

PRODUÇÃO EM SALAS LIMPAS
Em 2011, a Trelleborg adquiriu um processo que ampliou o know-how do grupo em termos de salas limpas para a fabricação de componentes de silicone e para a fabricação de produtos de multi-componentes de silicone para as indústrias de tecnologia médica e farmacêutica. A aquisição incluiu uma fábrica em Stein am Rhein (Suíça) e operações em Pernik (Bulgária), Leganes (Espanha) e Huizhou (China). O-Rings grandes

O-Rings pequenos

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VANGUARDA [BOEHRINGER INGELHEIM]

BOEHRINGER INGELHEIM
Nos anos 1990, a Boehringer Ingelheim procurou a microParts, empresa especializada em tecnologia de microssistemas, buscando ajuda para desenvolver um inalador que não precisasse de gás propulsor. A Boehringer Ingelheim comprou a empresa em 2004, ano em que o Respimat foi finalmente lançado. Agora, com 450 funcionários e duas linhas de montagem de salas limpas automatizadas, a Boehringer Ingelheim microParts pode produzir 20 milhões de inaladores anuais e está pronta para lançar o produto nos EUA este ano.

O sistema de bombeamento deve liberar precisamente 15 mm³, com uma tolerância de apenas 15%.
Stefan Böhmer, Boehringer Ingelheim nas 15%”, exemplifica Stefan Böhmer, Gerente Técnico de Suprimentos da Boehringer Ingelheim. O maior desafio para essa precisão é o anel de vedação O-Ring de silicone na parte inferior do conjunto, que impede que a medicação na câmara de dosagem escorra de volta. Isso requer um volume padrão de 7,464 mm³, para minimizar a evaporação e permanecer firme contra a alta pressão da bomba. E para esta vedação, bem como para três outras no Respimat®, a Boehringer Ingelheim microParts dirigiu-se a um setor da Trelleborg especializado em vedações de silicone líquido para a indústria de ciências da vida. “Estamos acostumados a definir dimensões pelo tamanho”, diz Matthias Jakob, Gerente Geral da fábrica de silicone da Trelleborg em Stein am Rhein, na Suíça. “Tivemos que desenvolver um novo método de medição de volume para este produto.” As superfícies têm que ser perfeitas, sem aparas, e onde as duas metades do molde se unem as rebarbas devem ser inferiores a 0,05 mm. “Isso solicitou muito de nosso ferramental e de-

sempenho do processo”, informa. De fato, há limites para a perfeição. O silicone líquido é um material difícil, e a Boehringer Ingelheim microParts permitiu uma tolerância no anel de vedação O-Ring de cerca de 1 mm³. Isso deve ser compensado por variações no volume do tubo de plástico central. Böhmer explica: “Nós temos três versões diferentes do tubo central para que possamos combiná-lo com o anel e alcançar o volume total correto.”
A TRELLEBORG e a Boehringer Inge-

lheim microParts agora trabalham para melhorar a tolerância na fabricação do anel de vedação para apenas 0,3 mm³, o que tornará desnecessário este processo de correspondência. O Respimat® é um dispositivo inovador para o tratamento de asma e DPOC, e seu desenvolvimento fez a tecnologia de fabricação avançar, de maneira que os pacientes só precisam “respirar fundo” para a medicação chegar onde precisa.

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Um dia no campo
Se há um setor com crescimento garantido tanto a curto quanto a longo prazo, é a agricultura.
TEXTO: DAVID WILES FOTO: KRYCZKA/ISTOCKPHOTO
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FOCO [AGRICULTURA]

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om a expectativa de que a população mundial cresça 27% e chegue a 8,9 bilhões de pessoas em 2050 e com os consumidores de mercados em desenvolvimento com cada vez mais poder de compra, a demanda por produtos agrícolas seguirá subindo. “Você não abre uma publicação agrícola sem ver referências ao crescimento populacional e à melhoria nos padrões de vida”, aponta Joe Woods, Gestor do Segmento de Fluidos Hidráulicos nas Américas para produtos de vedação da Trelleborg, ele mesmo um pequeno produtor agrícola. A quantidade de terra arável no planeta é limitada, por isso ela deve ser o mais produtiva possível. Uma série de tendências está resultando em maior produtividade. Nos mercados desenvolvidos, uma tendência é a crescente automação de máquinas agrícolas, como as colheitadeiras. Agora, elas podem ser comandadas por GPS e os subsistemas, como as plataformas que colhem as plantas, estão cada vez mais controlados por computador. “Um operador costumava puxar uma alavanca para levantar e abaixar manualmente uma plataforma”, diz Woods. “Agora há um botão de controle do cilindro hidráulico. Para o seu bom funcionamento você precisa de menos atrito e mais precisão, o que os nossas vedações fornecem.“ A Trelleborg vive um crescimento elevado no setor agrícola. “Os negócios com fabricantes de equipamentos originais está crescendo. Os preços das commodities estão em alta nos EUA, e a demanda é estimulada quando as pessoas estão comprando novos equipamentos.” Outra forma de aumentar a produtividade da terra é evitando danos no solo por tratores e outras máquinas. “A compressão de pneus altera a estrutura do solo, afetando sua capacidade de absorver água e nutrien-

tes e, portanto, afetando a produção”, diz Emiliana Vesco, Gerente de Produto Pneus Agrícolas e Florestais da Trelleborg. Testes mostram que a compactação enfraquece o desenvolvimento das raízes e interrompe a atividade biológica na terra. “Nosso objetivo é produzir pneus que respeitem a estrutura e a vida orgânica do solo”, acrescenta Vesco.
VEÍCULOS AGRÍCOLAS estão mais ecológicos, com as rigorosas normas de emissões que estão entrando em vigor nos EUA e na Europa. Seus motores, para reduzir as emissões, tornam-se mais quentes ao funcionar, o que exige componentes que possam lidar com as temperaturas mais altas. “Nós agora fornecemos compostos de alta temperatura para montagens de motor”, diz Chris Billinge, Diretor de Mercados Glo-

dutores possam passar um dia inteiro no campo confortavelmente”, afirma Billinge. A agricultura sustentável continua a ser um foco da Trelleborg. Em 2011, a empresa lançou o seu pneu conceito TM Blue, que reduz o uso de recursos naturais na produção, gera menos impacto no solo e reduz o consumo de combustível e emissões, bem como aumenta a produtividade. “A agricultura está destinada a desempenhar um papel de liderança em futuros desafios ambientais, uma vez que agricultores, juntamente com os fabricantes líderes, exigem cada vez mais inovações que atendam aos requisitos sustentáveis”, diz Vesco. Segundo as previsões, 80% do crescimento no setor agrícola até 2020 ocorrerá nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). Parte

A demanda é estimulada quando as pessoas estão comprando novos equipamentos. Joe Woods, Trelleborg
bais para montagens de antivibrações da Trelleborg. “Isto permite que nossos clientes façam seus motores funcionar nesses ambientes mais quentes e ainda mantenham excelente isolamento.” Com a crescente demanda em alguns mercados por veículos equipados com esteiras, ao invés de pneus – mais uma vez para proteger o solo – a Trelleborg está desenvolvendo novas soluções para sistemas de suspensão. “As esteiras prejudicam muito a direção e o conforto, por isso o foco está na suspensão, para que os consignificativa da agricultura na China ainda não é mecanizada e onde se usa maquinário ela muitas vezes é menos produtiva do que no mundo desenvolvido. Em 2011, a Trelleborg adquiriu uma fábrica em Xingtai e se tornou o primeiro fabricante de pneus agrícolas do Ocidente a ter a sua própria produção na China. A fábrica fornece proximidade aos clientes chineses, bem como suporte para clientes europeus e dos EUA no mercado chinês. “Este é um novo horizonte que nos traz novas possibilidades e desafios”, completa Vesco.

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FOCO [AGRICULTURA]

Terreno fértil para o crescimento
A agricultura é um negócio orescente na África do Sul e as vendas de tratores acompanham o ritmo.
TEXTO: ALEXANDER FARNSWORTH FOTOS: ISTOCKPHOTO E TRELLEBORG

A ÁFRICA DO SUL cultiva todo tipo

de alimento, atendendo a quase totalidade das necessidades internas do país e ainda exportando o excedente, portanto não surpreende que a demanda por tratores esteja crescendo, assim como os mercados associados. “Em 2011, as vendas de tratores na África do Sul quase dobraram em relação a 2010, alcançando 7.963 unidades “, diz Hennie Hattingh, Gerente de Vendas de pneus agrícolas da Trelleborg na África do Sul e na África Subsaariana. “Nossa maior oportunidade reside na aliança com revendedores de tratores.” Hattingh diz que a África do Sul é hoje o mercado mais importante no continente, mas oportunidades também estão surgindo em outros mercados. Com mais vendas de tratores, aumentam as vendas de pneus. “Nos últimos anos tem havido um maior enfoque na agricultura de pre-

cisão, ou seja, em formas de minimizar a compactação do solo para o rendimento agronômico máximo”, ressalta Hattingh. Um agricultor que compreende isso é Piet van Rensburg, fazendeiro de quarta geração em Bultfontein, na província de Free State. Considerada o celeiro do país, a província produz 70% dos grãos da África do Sul. Em sua fazenda Mooitoekoms, van Rensburg usa pneus de alta potência Trelleborg TM900 em seus tratores Case Magnum 340 e 225. “Eu trabalho em solo muito arenoso”, diz. “E quanto maior for o pneu, menor será a compactação e maior a tração sobre o solo. Também não posso reclamar da vida útil dos pneus. Estou perto de 3.000 horas no Magnum 225. Os pneus Trelleborg me tornam mais produtivo e aumentam a eficiência de combustível de meus veículos.”

FAZENDA MOOITOEKOMS
• A palavra “mooitoekoms” que nomeia a fazenda de Piet van Rensburg significa “belo futuro” em africâner. • A província de Free State é freqüentemente chamada de celeiro da África do Sul. • As principais culturas da Fazenda Mooitoekoms são milho e girassol. • A área total da fazenda é de 1.400 hectares (3.460 acres). • A Fazenda Mooitoekoms tem quatro tratores: Case Steiger 550, Case Magnum 340, Case Magnum 225 e Case Puma 180 para pulverização.

AGRICULTURA SUL-AFRICANA
• As dez principais commodities na África do Sul são cana de açúcar, milho, leite, trigo, batata, uva, laranja, frangos, sementes de girassol e carne bovina. • A agricultura representa 8% das exportações do país. • 12% das terras da África do Sul são destinadas à agricultura, totalizando cerca de 15 milhões de hectares (36 milhões de acres). • 96% de todas as marcas de tratores importados do país têm pneus radiais. • A Trelleborg está presente na África do Sul desde 1995. Seus escritórios funcionam como um centro para negócios da empresa com outros países africanos.

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FoCo [AgriculturA]

ÍNdia
Com população de 1,2 bilhão e ainda em rápido crescimento, a Índia é um mercado crítico para muitas empresas globais. A Trelleborg tem várias instalações no país e outra será inaugurada ainda este ano. Com 30 mil m² no sul da Índia, a unidade vai desenvolver, fabricar e fornecer sistemas industriais antivibração com foco no transporte ferroviário e componentes moldados para vários segmentos da indústria, bem como abrigar um laboratório de testes de materiais e produtos. “Nossas operações na Índia irão fortalecer nossas relações com os principais clientes e nos ajudará a desenvolver negócios com outros”, diz Rajeev Gupta, Gerente Regional de Vendas para sistemas antivibração da Trelleborg. “O plano é apoiar a estratégia de crescimento no mercado indiano.” A agricultura tem grande parcela desse mercado. Cer-

– um mercado próspero

A expectativa é que o mercado agrícola na Índia continue a crescer. Enquanto isso, a Trelleborg está aumentando sua presença no país.

Estamos observando o mercado de perto.
Chris Billinge, Trelleborg

ca de 80% das máquinas utilizadas na agricultura são tratores. “Estamos observando de perto o grande mercado agrícola da Índia e participando dele quando a tecnologia se desenvolve e demonstra a necessidade de nossos produtos”, afirma Chris Billinge, responsável pelo marketing global dos sistemas antivibração da Trelleborg.
Na ÍNdia, a Trelleborg desenvolve, fabrica e fornece sistemas de vedação hidráulica e pneumática para setores da energia hidráulica, automotivo e aeroespacial, bem como sistemas antivibração industriais e componentes moldados para uma variedade de segmentos da indústria. Além disso, a empresa tem um centro de excelência em engenharia e design com foco em operações de defensas marinhas.

o fator trator
O nome “trator”, cunhado por volta de 1903 por Hart e Parr, desenvolvedores de um motor a gasolina de dois cilindros, vem das raízes latinas de “tração” e “poder”. isso resume suas capacidades como um veículo lento e de torque elevado para transportar um reboque ou máquinas. Antes disso, tratores já estavam em uso, mas não com esse nome. Originalmente, havia motores movidos à tração de vapor, freqüentemente operados em conjunto, puxando um arado para frente e para trás em um campo, por um cabo de arame. Nos eUA, motores movidos a vapor tracionavam diretamente, devido às condições do solo mais favoráveis. Tratores movidos a vapor ainda eram usados no século XX, até que um motor de combustão interna confiável foi desenvolvido. Tratores movidos a gasolina ganharam popularidade na década de 1910 quando tornaram-se menores e mais baratos. em 1917, Henry Ford introduziu o Fordson, o primeiro trator produzido em série, e na década de 1920 este tipo de trator havia se popularizado, com a Ford controlando 77% do mercado americano.

Os tratores Fordson eram usados por membros do Exército da Terra da Mulher Britânica. Na foto, colhendo beterrabas em 1940.

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ATRAÇÃO [BENGALURU]

RU LU GA N BE
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tidos os sen para – festa

O “Vale do Silício” da Índia oferece uma rica mistura de história, tecnologia e cafés.
BENGALURU, CHAMADA de Vale do

Silício indiano, é a capital do estado de Karnataka, no centro-sul da Índia. É a cidade mais desenvolvida e terceira mais populosa do país, bem como uma das áreas de mais rápido crescimento urbano do mundo. Embora não seja um destino turístico típico, como Nova Déli ou Goa, Bengaluru tem seu próprio significa-

do em termos de atrações. Os jovens são atraídos por uma cornucópia de oportunidades de trabalho em alta tecnologia e call centers e eles, por sua vez, criam vidas noturna e comercial vibrantes. De bares, pizzarias e os sempre presentes cafés até restaurantes sofisticados, Bengaluru oferece inúmeros locais para esta força de trabalho

jovem se reunir. Muitos destes estabelecimentos possuem wi-fi, como o novo sistema Namma Metro, o que ajuda a impulsionar a imagem de Bengaluru como capital tecnológica da Índia. E, de fato, muitas gigantes multinacionais de alta tecnologia têm grandes participações na cidade, incluindo Microsoft, Goldman Sachs, Thomson Reuters, Accenture, Nokia Siemens, Texas Instruments, Google, IBM, Hewlett-Packard, Yahoo, Oracle, Cisco e Intel. Bengaluru é também famosa por suas universidades e instituições de pesquisa. Muitas cidades indianas mudaram de nome recentemente, e Ben-

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DICAS DA ‘CIDADE JARDIM’
Bindu Viswanath, chefe de Recursos Humanos da unidade de vedação da Trelleborg na Índia, mudou-se para Bengaluru em outubro de 2011. Mas a cidade não é novidade para ela. Bengaluru é o destino preferido para as férias de sua família há muitos anos. “A única coisa que falta é o mar”, diz ela.

PRESENÇA DA TRELLEBORG

A Trelleborg continua a mostrar um forte compromisso com o mercado indiano, aumentando sua Qual a melhor coisa de Bengaluru? presença física e o suporte aos clientes no país. Em “Tem um clima agradável, moderado Bengaluru, a Trelleborg desenvolve, fabrica e fornece e é muito cosmopolita. A cidade tamsistemas de vedação hidráulica e pneumática para tecnobém é multicultural, fazendo com logias hidráulica, automotiva e aeroespacial, entre outras. A que qualquer novo visitante se sinta à empresa também desenvolve, fabrica e fornece sistemas invontade.” dustriais antivibração com foco no transporte ferroviário e componentes moldados para uma variedade de segmenO que um visitante de primeira viagem tos da indústria. Além disso, existem vários escritórios deveria saber? regionais de vendas e de apoio, bem como um centro ”Você pode andar por aí sem quaisquer de excelência em engenharia, design e vendas em barreiras linguísticas. A cidade borbulha Ahmedabad. A Trelleborg tinha, no final de com atividades para jovens e idosos igual2011, cerca de mil funcionários na Índia. mente. Tem shoppings, cinemas, pubs e uma vida noturna ativa.” Sua indicação pessoal para os visitantes “não deixarem de fazer”? ”Não percam o UB City, um shopping imponente localizado no coração de Bengaluru. Ele também tem uma praça de alimentação excelente. Para uma experiência de compras mais “indiana”, visite a Commercial Street, onde os vendedores ambulantes e comerciantes criam uma atmosfera quase carnavalesca. Para aventurar-se, há caminhadas noturnas à antiga fortaleza de Nandi Hills.. Há também parapente e ciclismo. Bengaluru exibe uma grande variedade de cozinhas, além da indiana: chinesa, tailandesa, coreana, japonesa, mexicana, italiana, espanhola e muito mais. Eu sempre gosto de comer em Barbeque Nation, uma cadeia de restaurantes que permite que os hóspedes grelhem seus próprios pedaços de carne.” Qual é o maior equívoco sobre Bengaluru? “Que na cidade só existe TI. Bengaluru é também um centro para indústrias de aviação, aeroespacial, médica e automotiva.”

galuru não é exceção. Hoje, ela é oficialmente conhecida por seu antigo nome. Segundo a lenda, no século XI o rei Vira Ballala perdeu-se na região e uma mulher idosa ofereceu-lhe feijões cozidos. Por gratidão, ele nomeou o local de Benda Kaalu Uru, ou “cidade dos feijões cozidos.” O nome acabou se tornando Bengaluru. Bengaluru tem um clima benevolente com estações chuvosa e seca bem distintas. A cidade fica em uma planície 3.000 metros acima do nível do mar, o que a torna um local um pouco mais fácil de se viver do que algumas outras cidades indianas.

O que impressiona os visitantes são as ruas movimentadas e vibrantes. É uma verdadeira festa para os sentidos - uma profusão de cores, sons e imagens, todas em plena atividade da manhã até tarde da noite. Mas há outros locais que devem ser vistos: o palácio de verão de Tipu Sultan, o Templo do Touro e a rocha de 3 bilhões de anos no Jardim Lalbagh, sobre a qual uma das torres antigas da cidade foi erguida. E ainda há o imenso Parque Cubbon, bem no meio da cidade, que foi criado em 1884 e que ajuda a estabelecer a reputação de Bengaluru como “Cidade Jardim” da Índia.

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foco [grain Lng terminaL]

Para os gigantes
Um terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) de vanguarda no Reino Unido atende navios cada vez maiores de forma segura e eficiente.
texto: DaviD Wiles fotoS: Business Wire & TrelleBorg

com a diminuição de seu próprio fornecimento de gás do Mar do Norte, o Reino Unido foi obrigado a importar volumes crescentes de produtores estrangeiros. A tendência, juntamente com o crescimento do tamanho dos navios transportadores, levou a uma expansão da infraestrutura de gás liquefeito (GNL) na ilha, e à atualização dos terminais que recebem as importações. No Grain LNG Terminal da National Grid no rio Medway, a leste de Londres, um projeto de milhões de libras resultou em um cais adequado aos mais recentes tipos de navios de GNL Q-Flex e Q-Max – o maior de sua categoria. A Trelleborg já havia fornecido um completo sistema de ancoragem para o cais original como parte de uma grande renovação. Para o novo projeto, a Trelleborg foi contratada pela Volker Construction Internacional para fornecer vários produtos de encaixes, amarração e defensas para o terminal, que é um dos cinco locais estrategicamente localizados de GNL no Reino Unido. A Trelleborg também trabalhou com a empreiteira principal, Chicago Bridge and Iron, para fornecer instrumentação de monitoramento.

“Desde a instalação dos sistemas de defensa, ganchos e monitoramento da Trelleborg, ficamos muito impressionados com o seu serviço de pós-venda”, diz Simon Culkin, Gerente do Grain LNG Terminal. “Não só o equipamento fornecido funcionou bem, como o pós-tratamento foi excelente o tempo todo. Se pegarmos o telefone, sabemos que eles estarão aptos a vir nos ajudar imediatamente.“ A Trelleborg tem uma grande fatia do mercado mundial destes tipos de soluções. “Temos considerável expertise em projetos integrados, como o Grain LNG”, diz Simon Wilson, Diretor Gerente do setor da Trelleborg que trabalha com sistemas de ancoragem e amarração em Melbourne, Austrália. “Fornecemos nossos produtos para a maioria dos ancoradouros de GNL no Reino Unido”, acrescenta Mark Fowler, gerente do escritório de vendas para este produto no Reino Unido e que geriu o fornecimento das Defensas Super Cone para o projeto. “Em relação ao cliente, nós éramos um one-stop shop. Recebemos o escopo do produto e fornecemos o pacote completo sob um único guarda-chuva.” Os produtos fornecidos pela Trel-

leborg, incluindo Ganchos de Engate Rápido, Sistemas de Ajuda Smartdock Docking, Defensas Super Cone, Sistemas de Monitoramento Ambiental, Monitoramento de Carga e Liberação Remot, são cruciais para a operação segura e eficiente de uma instalação como o Grain LNG. Cada um dos enormes navios que lá atracam carrega uma carga no valor de US$ 20 milhões e custa cerca de US$ 130 mil por dia de locação. “O navio e sua carga representam uma despesa significativa, e nem o proprietário do navio, nem o operador do terminal querem vê-lo aguardando”, diz Wilson. “Assim, garantir que ancoradouro e equipamentos de monitoramento estejam em ordem é um investimento muito bom.” Além do hardware, a Trelleborg forneceu conhecimentos e sugestões antes que o projeto se iniciasse e acompanhou a instalação com serviços de pós-venda. “Devido à nossa experiência com sistemas integrados e, especialmente, de GNL, somos capazes de apresentar as melhores práticas da indústria para o desenvolvimento de especificações de um projeto”, garante Wilson. “Fornecemos assistência técnica, feedback e propostas, e assim que o equipamento é fornecido temos uma equipe de pós-venda que fornece um conjunto completo de serviços e peças de reposição. Damos assistência na manutenção, fazemos auditorias no local e também oferecemos treinamento especializado.”
fowler eSpera que as presenças,

ali, tanto do setor de GNL quanto da Trelleborg , continuem crescendo nas próximas décadas. “Em 2009, o Reino Unido importou cerca de 30% do seu consumo”, contabiliza. “E de acordo com previsões do governo, subirá para 80% até 2020, e é discutível se isso pode ser alcançado com os cinco terminais existentes. Assim, eu esperaria alguma forma de expansão, seja dos locais existentes, seja com novos locais. A Trelleborg está bem posicionada para apoiar essa expansão com nossos hardware e expertise. “

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Os navios atracam no terminal a um custo de aproximadamente 130 mil dólares por dia de locação. Imobilizações não são opção, operações eficientes são cruciais.

GRAIN LNG TERMINAL DA NATIONAL GRIDL
• Encomendado em 2005 como uma instalação de importação de GNL. • Recebe e descarrega navios de GNL, armazena GNL em tanques criogênicos, regaseifica GNL e envia gás para fornecimento nacional e sistemas de distribuição locais. • Expansão do terminal, triplicando a capacidade para 9,8 milhões de toneladas por ano (12% da demanda de gás do Reino Unido), foi concluída em 2010. O local agora tem três dos maiores tanques de armazenamento de GNL de confinamento total acima do solo do mundo, e é capaz de receber o maior navio transportador de GNL do planeta, o Q-Max. • GNL é a forma ideal de transportar e armazenar gás. Quando arrefecido a -161° Celsius, torna-se líquido e ocupa 600 vezes menos espaço que em forma de gás.

Acima, à direita: O Grain LNG Terminal é parte da empresa internacional de eletricidade e de gás National Grid. Direita: Até o navio Q-max “Mozah”, o maior navio transportador de GNL do mundo, pode atracar no terminal.

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BLUE DIMENSION*

Siga o fluxo
O
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Um novo sistema de mangueiras para o grupo espanhol Puma usa ar pressurizado no transporte de argamassas de cimento em estado uido.
TEXTO: RICHARD SURMAN ILUSTRAÇÃO: ROBERT HAGSTRÖM FOTO: GRUPO PUMA

TRELLEBORG
As mangueiras industriais da Trelleborg são referência de qualidade. As aplicações incluem o transporte de fluidos, pós e gases para as indústrias petroquímica, química, agrícola, alimentícia, de construção e de manutenção industrial. Baseada em pesquisas inovadoras e com tradição de excelência, a mangueira Scirocco II estabelece novos padrões de fluidização, com eficiência energética, controle de poluição, facilidade de instalação e baixa manutenção como suas características-chaves.

uso de ligas e argamassas na construção civil está profundamente enraizado no passado: os assírios e babilônicos usavam argila, os egípcios adotavam gesso e argamassa de cal e gregos e romanos usavam argamassas de cimento resistentes à água. Foi apenas no início do século XIX, ainda durante a Revolução Industrial, que Joseph Aspdin desenvolveu o cimento Portland. Ele foi o precursor do cimento e da argamassa de cimento, que se tornariam materiais indispensáveis às construções modernas – ao ponto de 3,3 bilhões de toneladas terem sido produzidas globalmente em 2010. Um dos maiores fabricantes de argamassas de cimento da Espanha é o Grupo Puma, que tem 20 fábricas em toda a Península Ibérica. O grupo é especializado em argamassas monocamadas que vão de decora-

tivas, de revestimento e para rejunte até argamassas de reparo, restauração e isolamento. Seus produtos são utilizados em projetos que vão da Cidade das Artes e Ciências de Valência e do aeroporto Barajas de Madri até parques de skate e casas. Há produtos relativamente novos desenvolvidos pelo Grupo Puma, como argamassas adesivas e hidráulicas que podem ser usados para restaurar e fixar materiais isolantes. O ambiente de produção e transporte de cimento é, inevitavelmente, empoeirado, causando poluição atmosférica que, por sua vez, afeta componentes industriais, como motores elétricos e ventiladores utilizados em sistemas de propulsão e esteiras de ar os métodos comumente utilizados no transporte de pó. Em 2007, em resposta às mais rígidas normas ambientais, o Grupo Puma solicitou à Trelleborg que instalasse as mangueiras

Scirocco II em sua fábrica de Sevilha. O Scirocco II é radicalmente diferente dos volumosos e rígidos transportadores helicoidais e esteiras de ar. Estes dois últimos precisam de motores elétricos, um para operar a engrenagem e outro para fazer funcionar um ventilador de ar interno. Com o Scirocco II isso não é necessário, uma vez que o sistema utiliza um processo de fluidização com base na gravidade. A solução reduz significativamente a energia consumida, tornando o processo ambientalmente amigável. A inteira seção transversal da mangueira é usada para transportar o material em pó. No processo de fluidização, material em estado sólido granular é convertido em fluido pela passagem de ar pressurizado por meio de uma

*Blue Dimension se refere a produtos e soluções da Trelleborg com forte viés sustentável e de eficiência energética.

O Grupo Puma, um dos maiores produtores de argamassas de cimento da Espanha, utiliza o sistema Scirocco II em suas principais fábricas em Sevilha, Valência e Madri. O sistema inteiro é completamente selado, eliminando a poluição por poeira e praticamente dispensa manutenção.

GRUPO PUMA
O Grupo Puma é um dos principais fabricantes espanhóis de argamassas especiais, adesivos, materiais de processamento e isolamento e sistemas de impermeabilização. Com 25 anos de experiência no setor de materiais de construção, o Grupo Puma se orgulha da qualidade de ponta de suas unidades de produção. O grupo tem 20 fábricas na Espanha e Portugal e exporta para mais de 40 países.

pressão média de 0,15 a 0,30 bars. O conjunto do sistema é completamente selado, eliminando a poluição da poeira e é praticamente livre de manutenção.
“NOSSO SISTEMA necessita apenas de uma pequena quantidade de pressão de ar para fluidificar o produto, porque o design da mangueira Scirocco II garante que o fluxo de ar seja consistente em todo o comprimento da mangueira,” diz Ludovic Dumoulin, Gestor de produto para mangueiras industriais Trelleborg. “A gravidade faz o resto.” A instalação inicial foi tão bem sucedida que o Grupo Puma agora usa o sistema Scirocco II em

suas principais fábricas em Sevilha, Valência e Madri. Uma das propriedades especiais do sistema de mangueiras Scirocco II é que ele é flexível, algo que Oscar Sanchez, diretor de Serviços Técnicos e de Qualidade do Grupo Puma, vê como uma particular vantagem. “Isso nos permite atualizar fábricas antigas de maneira realmente fácil. As mangueiras podem ser simplesmente instaladas à mão no meio da floresta de outros tubos e suportes”, comenta. Há outros benefícios do sistema, diz Sanchez. “O sistema de man-

gueiras Scirocco II praticamente dispensa manutenção. Ele usa o mínimo de energia, é fácil de instalar, permite o transporte eficiente de cimento e argamassa e cria menos poluição atmosférica. É um produto ideal para nós e estamos muito satisfeitos. Não há dúvida de que o sistema será utilizado também em nossas novas instalações.”

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de peso
A Garra Versabar torna as operações de salvamento marítimo mais rápidas, mais seguras e menos dispendiosas. texto: sTeffan heuer Fotos: versabar, Trelleborg

Levantamento

Indo Fundo A Garra recupera plataformas submersas sem a ajuda de mergulhadores.

a
versabar

companhar a VB 10000 em ação é um grande espetáculo. Quatro armações brancas gigantes em forma de C, com pinos na parte inferior, apelidadas de “Garra” estão penduradas sob duas grandes estruturas amarelas em arco, montadas sobre um par de barcaças que medem 22 x 88,5 metros. A Garra é projetada para chegar a centenas de metros no fundo do mar para remover plataformas de petróleo submersas inteiras em um dia. Ela também foi projetada para levantar as mais pesadas das cargas. Embora a maioria das plataformas de petróleo pesem entre mil e 3.500 toneladas, a VB 10000 pode levantar 6.000 toneladas, e quando em configuração de dupla garra, até dez mil toneladas. “Ela vira o jogo”, diz Paul Van

Kirk, Engenheiro de Projetos com especialidade em resgate da Versabar, que construiu a Garra. “A indústria nunca viu nada parecido. Agora podemos recuperar plataformas afundadas por furacões sem enviar mergulhadores para amarrá-las. Isso economiza tempo e dinheiro.” A Garra fez sua estreia no final de 2011 e executou cinco dos 40 resgates do período. “Seu sucesso aumentou o número de resgates para a temporada de 2012, que vai de maio a novembro”, diz Van Kirk.
a versabar levou apenas oito meses para projetar, fabricar, testar e implantar seu novo barco para levantamento de carga pesada submersa. Os dois arcos de aço maciço, pesando 1.000 toneladas cada um, são projetados para trabalhar sozinhos ou em conjunto, dependendo do objeto no fundo do mar. A Garra é otimizada para exigir o mínimo de preparação subaquática por mergulhadores, reduzindo custos e riscos para os seres humanos. É por isso que a Conferência da Tecnologia da Indústria Offshore em Houston (EUA) premiou a Garra com o prêmio Spotlight on New Technology de 2012. Os materiais utilizados para rolamentos em vários locais-chave são parte significativa da inovação do

fundada em 1981 pelo engenheiro civil Jon Khachaturian e com sede em houston, a versabar é líder mundial no desenvolvimento e implantação de soluções de levantamento pesado. a empresa tem 700 funcionários na região do golfo do méxico e possui uma carteira de clientes internacionais, atendendo às suas necessidades de elevação em terra e no mar, incluindo operações tecnicamente desafiadoras de salvamento subaquático para remover antigas plataformas de perfuração de petróleo.

barco, diz Van Kirk. Seu antecessor, o VB 4000, usava buchas de bronze na crítica articulação do arco em sua ligação ao barco. As buchas exigiam manutenção regular para lubrificação, desgastava-se rapidamente e fazia muito barulho. “Quando começamos o processo de design para a VB 10000 sabíamos que queríamos usar o Orkot”, explica o engenheiro da Versabar, referindo-se a um material compósito desenvolvido e fabricado pela Trelleborg. “Não requer manutenção, é fácil de instalar, flexível e silencioso. Ele simplesmente tem um bom histórico.“ A VB 10000 usa material Orkot para seus rolamentos nas cone-

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TECNOLOGIA [OFFSHORE]

ORKOT
O Orkot® é um material compósito leve e durável desenvolvido pela Trelleborg para ser usado em diversos setores da indústria. Sendo especialmente formulado para uso em água do mar, o material é ideal para as indústrias de transporte e naval. Os rolamentos são essenciais para várias aplicações, incluindo mastros de guindastes, lemes, estabilizadores e arcos. Eles têm uma capacidade de carga comparável aos rolamentos de metal, mas são praticamente livres de manutenção e, como não precisam de lubrificante para operar, são amigáveis à vida marinha.

xões do arco e da barcaça e as roldanas nos blocos usados para abrir e fechar a Garra. “O material é perfeito para o trabalho”, diz Jason Laborde, Engenheiro de Vendas da Trelleborg, que trabalhou em estreita colaboração com os engenheiros da Versabar para construir o levantador. “ O Orkot é projetado para cargas pesadas e movimentos lentos em um ambiente de água do mar. É resistente tanto aos raios UV quanto à corrosão.”
AMBOS OS engenheiros concordam que incorporar o material em um novo dispositivo foi um processo rápido e eficiente. Laborde define a Versabar como “a empresa de enge-

nharia mais rápida com que eu já tratei.” A empresa, com sede em Houston, definiu a carga e outras especificações para a VB 10000 e a Garra. Especialistas da Trelleborg forneceram dados para o design de projeto e transportaram os rolamentos acabados para o local de montagem, na Costa do Golfo. “Eles foram muito receptivos em nos ajudar a finalizar nosso projeto rapidamente”, lembra Van Kirk. “ A Trelleborg deu grande apoio após o embarque das peças, auxiliando na sua instalação.”

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FOCO [E-GO]

Voando

A Trelleborg está ajudando a aeronave leve e-Go a decolar.
TEXTO: DAVID WILES ILUSTRAÇÃO: TONY BISHOP/E-GO

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O REVOLUCIONÁRIO e-Go é realmente um avião para o futuro. É pequeno, leve, atraente, com baixo consumo de combustível e será pilotado como um avião de caça. Em desenvolvimento no Reino Unido, espera-se que entre em produção ainda em 2012. “Estamos no ramo por prazer”, afirma Tony Bishop, CEO da empresa com sede em Cambridge. “Quando as aeronaves ultraleves foram desreguladas no Reino Unido, começamos a pensar que modelo poderíamos criar. Para grande surpresa dos reguladores, apresentamos um avião de um único assento, totalmente fechado, altamente aerodinâmico e de alto desempenho.” A aeronave, com seu design, presença e atenção ao detalhe, é destinada a pessoas que, segundo Bishop, buscam “comprar experiências”, o tipo que aprecia “uma lancha, um

Porsche ou um avião de aparência sexy.” O projeto do e-Go é completo. A empresa se concentra agora na construção da aeronave. A Trelleborg fornece seu bloco de modelagem EP 678, usado para fazer os moldes para os componentes compósitos do avião. “Precisamos de moldes usinados com precisão e com estabilidade de temperatura, pois devemos ser capazes de fazer os componentes compósitos de forma rápida, eficiente e com excelente acabamento”, diz Bishop. “O bloco epóxi da Trelleborg é ideal para isso, e estamos realmente contentes com os resultados. Graças ao apoio global de empresas como a Trelleborg, estamos no caminho certo para tornar o nosso sonho realidade.” A Trelleborg também fornece blocos de modelagem para a Fórmula 1 e outros fabricantes do setor de auto-

l e T e ,E o a d O b 8 é f cas pela elo s cios bloc um sina taó , o om o u an e 7 so o 6 a v o p eg s r id ã c fer oduz lizad de n çado das ent ndo e e p r cia nto an ola le é ece ad P er r v E c e id m lvim ais A são org. , ofe abil vo teri que lleb igida , est Ma has a Tre a ex peso fol esiv orm sto, ad na f e cu . do ns d dade ge ibili vi s

mobilismo, bem como para os setores marítimos e aeroespaciais. “Uma de nossas metas é expandir nossa presença no mercado aeroespacial, de modo que o projeto do e-Go é uma excelente opção para nós”, diz Chris Mellings, Gerente de Grupo de vendas de bloco de modelagem da Trelleborg. “É ótimo estar envolvido desde o início nesse projeto emocionante, e estamos realmente ansiosos para ver o e-Go voar”.

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pessoas & tendências [chriS rhOdeS]

Petróleo no século XXI

difícil difícil de de achar fazer
A era do petróleo barato acabou. Chris Rhodes, especialista em questões de energia e meio ambiente, explica o porquê.
texto: Nick Terdre Fotos: ed miles

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Chris rhodes
ex-professor universitário, Chris Rhodes, 53, presta assessoria em questões energéticas e ambientais. A BP e a Shell estão entre seus clientes. ele também escreve para a revista Forbes. Rhodes tem graduação e doutorado em química e doutorado em ciências pela Universidade de Sussex (inglaterra). ele também é membro da Royal Society of Chemistry.

Chris rhodes, especialista em energia do Reino Unido, não vê caminho fácil para atender a demanda por petróleo. “Os campos grandes e fáceis de encontrar estão quase esgotados”, explica. Acredita-se que as reservas remanescentes estejam principalmente no fundo do mar e novos campos serão menores, situados em ambientes mais difíceis e onde a extração será mais desafiadora. A indústria de petróleo offshore aprendeu a funcionar em águas relativamente rasas. Até cerca de 200 metros de profundidade, é possível

fixar uma plataforma. “Mais profundo do que isso já é necessário usar plataformas flutuantes, amarradas a âncoras no fundo do mar”, diz Rhodes. “O campo mais profundo até agora é o Perdido, da Shell, plataforma tipo spar, um flutuador localizado a 2.500 metros no Golfo do México.” Operações em profundidades de 2.000 a 3.000 metros estão sujeitas a problemas que não existem em águas rasas. “Para cada dez metros que você desce, a pressão aumenta em uma atmosfera”, diz Rhodes.

“Em 3.000 metros, a pressão é enorme, 300 vezes a da superfície.” O equipamento tem que ser especialmente projetado para funcionar sob tal pressão. Por causa dos desafios envolvidos, novos métodos de produção estão sendo pesquisados. “Ao invés de bombear a mistura de óleo e água que sai do poço para uma instalação de processamento na superfície, algumas companhias estão procurando realizar o processamento no fundo do mar”, conta Rhodes. A Shell e a Statoil da Noruega são

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pessoAs & tendênciAs [CHRIS RHODES]
operAndo OffshOre
A Trelleborg é uma empresa líder desenvolvedora, fabricante e fornecedora de soluções à base de polímeros para a indústria offshore de petróleo e gás. Os produtos incluem módulos de flutuabilidade, isolamento térmico, tubulação e proteção de cabos, bem como as defensas, mangueiras e proteção contra incêndios. Vedações da Trelleborg são utilizadas em válvulas, bombas e sistemas hidráulicos em plataformas, FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transbordo) e no fundo do mar. Veículos operados remotamente, usados para fazer o trabalho essencial submarino, dependem tanto de flutuabilidade quanto da vedação Trelleborg.

quilômetros de tubos de perfuração pendurados por baixo dela, isto representa um aumento de 150 toneladas de peso. “Para encontrar formas de suportar este peso na superfície é necessário muita engenharia.”
AcertAr o óleo com a broca, na melhor das condições, já não é tarefa fácil, uma vez que envolve a perfuração de três a cinco quilômetros, em média, através de camadas de rocha e areia. “Mas agora estamos frequentemente perfurando o dobro desta distância”, diz Rhodes. Quanto mais fundo, mais duras são as condições, pois tanto a pressão quanto a temperatura aumentam a proporções extremas. Tais condições criam grandes desafios técnicos, incluindo esforços mecânicos extremos do equipamento. Uma solução é a utilização de ligas especiais, mas elas são caras. Grandes descobertas foram feitas pela Petrobras na camada do pré-sal na costa do Brasil. Perfuradores enfrentam uma tarefa difícil: a partir de uma plataforma flutuante a cerca de 2.000 metros, eles têm que perfurar 3.000 metros de rocha e depois mais 2.000 metros de sal antes de atingir a rocha de origem que contém os hidrocarbonetos. E o sal apresenta seus próprios problemas. Em temperaturas elevadas, começa a fluir, fechando o furo do poço. A busca por petróleo também caminha para áreas com clima mais ex-

algumas delas. Este é um objetivo que vale a pena, diz Rhodes, mas trata-se de um desafio assustador, envolvendo o gerenciamento de uma planta industrial sub-aquática a partir de uma sala de controle a muitos quilômetros de distância. Para começar, todo o equipamento deve ser altamente confiável. A perfuração em águas profundas também é problemática. A coluna de perfuração na qual a broca é ligada é constituída por seções de tubo intertravadas que pesam 30 kg por metro. Quando uma plataforma tem cinco

tremo. Isto exige sondas de perfuração capazes de suportar os rigores de operar em um ambiente tão exigente. As companhias de petróleo estão procurando cada vez mais no Ártico, onde geólogos acreditam haver grandes reservas de petróleo e gás. Operações em tal ambiente enfrentam problemas particulares, como o gelo, a escuridão ininterrupta no inverno e o frio extremo. As plataformas têm que ser especialmente preparadas para operar em tais condições. O custo de falhar é elevado. Hoje, um poço custa de US$ 100 a US$ 200 milhões – muito dinheiro desperdiçado se revelar-se um buraco seco, ressalta Rhodes. Para ajudar os perfuradores a encontrar o ponto ideal, é necessário avançar mais nas ciências geofísicas e na tecnologia – por exemplo, na produção de imagens sísmicas multidimensionais para fornecer uma imagem aproximada em 3D da rocha abaixo do fundo do mar. Imensas quantidades de dados sobre o subsolo são coletados em levantamentos sísmicos para lançar luz sobre onde podem estar localizados os hidrocarbonetos. Avanços são necessários em programas analíticos e capacidade computacional a fim de maximizar a informação que pode ser extraída dos dados, segundo Rhodes. “O desenvolvimento tecnológico é imprescindível se quisermos continuar encontrando petróleo.”

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NOTÍCIAS [ATUALIDADE]

UM CRIADOR A SER LEMBRADO
Quando faleceu em 2011,o artista e designer sueco Anders Österlin deixou uma vasta e variada obra. Entre muitas outras atividades, Österlin era uma ativo artista comercial e seu trabalho publicitário incluiu uma série de belas ilustrações para o Grupo Trelleborg. Junto com o designer John Melin, Anders Österlin influenciou e liderou grande parte do desenvolvimento do design gráfico nas décadas de 1950 e 1960. Österlin nasceu em 1926 e morreu em outubro passado.

Anders Österlin produziu uma série de anúncios para a Trelleborg apresentando carros de bombeiros, trens e barcos, entre outros.

Aplicativos para a pressão ideal
O aplicativo inteligente TLC Trelleborg (Trelleborg Calculador de Carga) foi lançado no primeiro semestre como uma ferramenta para agricultores, construtores e revendedores de pneus e máquinas. Ao calcular o peso exato por eixo, o aplicativo indica a pressão correta dos pneus do trator para várias atividades e terrenos. O TLC ajuda a aumentar produtividade e eficiência e se destina a funcionar como uma ferramenta simples e fácil de usar para os agricultores profissionais. São necessários apenas alguns segundos para o usuário estabelecer o equilíbrio ideal entre a carga e a pressão em um trabalho específico. “Este é o primeiro aplicativo lançado pela Trelleborg para o setor agrícola”, diz Lorenzo Ciferri, Diretor de Marketing para pneus agrícolas e florestais. “O TLC representa um marco estratégico em nosso novo esforço para oferecer aos agricultores ferramentas profissionais de TI que aumentam a produtividade e reduzem custos.” O TLC está disponível para tablets, smartphones e PCs.

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VALOR DIGITAL

Digitalize-me
O FUTURO DA IMPRESSÃO
Na DRUPA, a maior exposição mundial de equipamentos de impressão, realizada a cada quatro anos em Düsseldorf (Alemanha), o foco é o futuro da impressão e do setor de mídia. Durante a edição 2012, em maio, a Trelleborg inaugurou o Instituto de Impressão Contemporânea. A empresa convidou os visitantes para um espaço criativo e interativo onde podiam relaxar, apreciar obras de arte e descobrir as possibilidades da impressão moderna. “Participamos da DRUPA há muitos anos, pois ela oferece a oportunidade ideal para que possamos levar nossos produtos e soluções de alto desempenho diretamente para as pessoas que delas se beneficiam mais”, avalia Thomas Linkenheil, Diretor de soluções de impressão na Trelleborg. O Instituto de Impressão Contemporânea permitiu à Trelleborg mostrar toda a sua gama de soluções de impressão de alto desempenho. Além disso, os delegados foram convidados a fazer parte da história da DRUPA ao participaram do primeiro mosaico ao vivo criado no estande a partir de fotos deles. À medida que o evento progredia, a colagem interativa também avançava. Ao final das duas semanas de exposição, uma obra-prima digital foi revelada à apreciação de todos. Para mais informações, visite trelleborgicp.com POR ONDE VOU, vejo aqueles pequenos quadrados rabiscados que parecem não significar nada. Tendo dominado o uso do meu smartphone (bem, ao menos consigo fazer e receber chamadas), alguém que sabe muito mais me disse que eram códigos QR e, aparentemente, muito úteis para o usuário do aparelho. O código QR (abreviação do inglês Quick Response) é a marca registradade um tipo de matriz, ou código de barras bidimensional. Eles se tornaram populares entre os usuários de smartphones graças à sua capacidade de leitura rápida e grande capacidade de armazenamento em comparação com os códigos de barras tradicionais, que você vê nos alimentos e produtos vendidos em lojas. Segundo a Wikipedia, o QR foi inventado no Japão pela Denso Wave, subsidiária da Toyota, em 1994, para rastrear veículos durante o processo de fabricação. Ao contrário de um código de barras convencional, que é concebido para ser mecanicamente reconhecido por um feixe estreito de luz, o QR é detectado como uma imagem digital bidimensional por um sensor de imagem semicondutor, e é então digitalmente analisado por um processador programado. O processador identifica os três quadrados distintos nos cantos da imagem e normaliza o tamanho da imagem, orientação e ângulo de visualização. Agora, esses pequenos códigos estão em tudo. Hoje você não compra um refrigerante ou sanduíche sem que um deles esteja na embalagem. Ttenho um pouco de receio de escanear alguns deles, pois não tenho certeza do que eu estou baixando, embora pareça ser uma forma rápida de acessar informações sobre produtos, aplicações ou ofertas. Recentemente, caminhando em Houston, passei por um homem com um código QR tatuado no braço. Fiquei extremamente preocupado!

A Trelleborg é um grupo industrial global cujas posições de liderança se fundamentam em tecnologia avançada de polímeros e em um know-how profundo de aplicações. A Trelleborg desenvolve soluções de alto desempenho que vedam, amortecem e protegem em ambientes industriais rigorosos. O Grupo +Trelleborg apresentou vendas anuais de cerca de 22 bilhões de coroas suecas e com aproximadamente 15.500 funcionários em mais de 40 países. O Grupo abrange três áreas de negócios:

Trelleborg Sealing Solutions, Trelleborg Wheel Systems e Trelleborg Engineered Systems. Além disso, a Trelleborg é detentora de 50 % da TrelleborgVibracoustic, líder global em soluções de antivibração para veículos leves e pesados, com vendas anuais de 13 bilhões de coroas suecas e com aproximadamente 8.000 funcionários em 17 países. As ações da Trelleborg são negociadas na Bolsa de Valores de Estocolmo desde 1964 e referenciadas na NASDAQ OMX Nordic List, Large Cap. www.trelleborg.com

Some call it unifying.

We call it Trelleborg.

A sealed and safe passage. An 830-meter long immersed road tunnel will soon connect the shores of the Coatzacoalcos River in the Mexican Gulf. High water pressure and the risk of severe seismic earth movements require durable and flexible gaskets. Giant rubber seals and waterstops engineered by Trelleborg will keep the hidden passage safe and dry.
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Trelleborg is a global engineerin group creating high-performance solutions that seal, damp and protect in demanding industrial environments, all over the world. Find out more about our world at www.trelleborg.com.