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RESENHA

SILVINO, Alexandre; ABRAHÃO, Júlia. Navegabilidade e Inclusão Digital: usabilidade e competência. RAE-eletrônica, São Paulo, v. 2, n. 2, jul-dez/2003. Disponível em: <http://www.rae.com.br/eletronica/index.cfm?.FuseAction=Artigo&ID=1808&Secao=CIENCI A&Volume=2&Numero=2&Ano=2003> Acesso em: 02/09/2008.

Alexandre Magno Dias Silvino possui graduação em Psicologia (1997), mestrado em Psicologia (1999) e doutorado em Psicologia pela Universidade de Brasília com ênfase em Ergonomia Cognitiva aplicada a Interfaces (2004). Atualmente é pesquisador e consultor do Instituto de Ciências do Trabalho, professor voluntário da Universidade de Brasília, pesquisador do Grupo de Ergonomia Cognitiva aplicada Ambientes Interfaces, professor de pós-graduação do Instituto de Assistência e Cooperação Técnica, professor titular da pós-graduação e Coordenador do Núcleo de Produção Científica da FACITEC. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Ergonomia Cognitiva. Júlia Issy Abrahão possui graduação em Instituto de Psicologia pela Universidade de Brasília (1977), especialização em Mestrado em Ergonomia pela Universite de Paris V (Rene Descartes) (1981), mestrado em Ergonomia pela Universite de Paris XIII (Paris-Nord) (1986) , doutorado em Ergonomia pela Conservatoire National des Arts et Metiers (1986) e pos-doutorado pela Ecole Pratique Des Hautes Etudes (1995). Atualmente é professora adjunta IV da Universidade de Brasília e Revisor de periódico do Produção (São Paulo). Tem experiência na área de Engenharia de Produção, com ênfase em Engenharia do Produto. SILVINO e ABRAHÃO elaboram, neste artigo, um discurso sobre os elementos e mecanismos que podem favorecer a inclusão digital da população, em toda a sua diversidade, que tem como desafios principais: favorecer o acesso, reduzir o analfabetismo digital e adaptar a interface gráfica ao usuário. Essa explanação tem como objetivo suscitar no leitor uma discussão e, posteriormente, uma busca por soluções que viabilizem o acesso às informações e aos serviços oferecidos por internet. Para tanto, através de uma conceituação e detalhada análise dos temas: Ergonomia Cognitiva, usabilidade e sistemas em rede, competência para ação, representações para ação e as estratégias operatórias, articulando conhecimento oriundo de diversas áreas, aponta alguns limites e a necessidade de um trabalho de natureza interdisciplinar para alcançar os objetivos buscados. Eles indicam quais elementos e como tais recursos devem ser aplicado na construção de websites.

ponderam que a busca por soluções que permitam o acesso às informações e aos serviços oferecidos pela internet. Este incorporar o público alvo é um desafio quando se pensa na diversidade da população. através não só da utilização dos conceitos expostos nesse artigo. necessariamente. cujos conceitos não são tão auto explicativos quanto se tentou demostrar. embora a compreensão do texto se apresente um tanto complexa. ele associa conceitos como competência. 2003.”(SILVINO. quando se acrescenta à problemática os estereótipos culturais. (. para qualquer profissional ou estudante da área de tecnologia da informação e da computação. como também fornecendo subsídios para uma busca e intensa pesquisa por novas soluções para esse problema. deixando bem claro que “a construção de um site.Têm como ponto de partida no referencial da Ergonomia Cognitiva e nos critérios de usabilidade. Além disso. As explanações estão dispostas de forma coerente. como o da Ergonomia Cognitiva. abordando a relação entre navegabilidade e características do usuário. principalmente. usabilidade e estratégias operatórias como dimensões a serem incorporadas na promoção dessa inclusão. a possibilidade de ser lido por qualquer pessoa que esteja interessado em saber quais os recursos que podem ser utilizados para promover a tão sonhada inclusão digital. eles esclarecem tais referenciais e.14). e como tais dispositivos implicam no desenvolvimento da navegabilidade e. p. indicam sua pertinência na avaliação de sistemas informatizados em rede. por conseguinte. por exemplo. sua leitura se torna importante. representações para ação. Auxílio para a parte crítica do resenhista . Além disso. pois insurge reflexões que podem servir como matéria prima para elaboração de websites e tecnologias que possibilitem a promoção da inclusão digital.. o que exige uma pesquisa paralela do assunto para possibilitar um melhor entendimento das idéias e conceitos propostos para uma efetivação da inclusão digital. uma validação confiável é possível. ABRAHÃO. tendo em vista a grande quantidade de termos técnicos empregados. não excluindo porém. após isso. traz respostas. essa obra levantou mais questões do que. deve integrar as características do seu público alvo e a variabilidade inerente a ele.. da inclusão digital. O artigo traz importante contribuição para a discussão da inclusão digital. configura-se como um importante passo para uma melhor qualidade e rapidez dos serviços e avançando mais um passo na direção de um Estado igualitário e justo.) deve-se também. principalmente quando se pretende promover a inclusão digital. identificar suas representações sobre os objetos em questão incorporá-las ao projeto testando e avaliando as alternativas geradas. Na verdade. Nessa relação. só assim. o que se justifica frente ao objetivo pretendido.

Contribuição para o desenvolvimento da ciência. Originalidade. b) Mérito da obra • • diferente. Crítica do resenhista a) Julgamento da obra do ponto de vista metodológico: • • Coerência entre a posição central e a explicação. quer por utilizar abordagem .1. Adequado emprego de métodos e técnicas específicas. leitores em geral). quer por apresentar novas idéias e/ou resultados. estudantes. • 2. b) Fornece subsídios para ao estudo de que disciplina (s)? c) Pode ser adotado em que tipo de curso? Estilo empregado. discussão e demonstração. Indicações do resenhista a) A quem é dirigida (especialistas.