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O ESPETÁCULO DA POBREZA A rua e seus personagens A multidão interessa intensamente aos literatos e os leitores querem se ver em seus livros

. Victor hugo Baudelaire, Zola Eugene Sue na frança e cgarle Dickens e Edgar alan Poe na Inglaterra preenchem essas expectativas oferecendo a sociedade o espet´[aculo de sua própria vida. Esses autores passam a observar as cenas de e o movimento entre o emaranhado de edifícios e amassa amorfa encontrando e captando generalizações e detalhes nas multidões compondo ao final uma representação estética da sociedade. É nesse vai e vem, nessa exteriorização personagem-vida vivida que a população parisiense e londrina se encontram com a modernidade: admiração e temor diante de algo extremamente novo. São os sinais aparentes de grupos e indivíduos identificados a partir de uma previa da experiência do olhar que ciará identidades das pessoas e seus grupos. A autora Maria estela bresciani junta acontecimentos do século XIX por meio de incursão historiográfica toma essa multidão como tema para tema de estudo. Tomando como exemplo os trabalhos de Walter Benjamin A Paris do século XIX e a revolução de Hannah Arendt, a autora percorre um caminhos de imagens da sociedade elaboradas pelos homens do século XIX,. São textos de literatos, investigadores sociais, médicos e administradores que montam um cenário de grande espanto e uma preocupação geral diante da pobreza que essa multidão revela de maneira insofismável.

A RUA E SEUS ´PERSONAGENS

São milhares de pessoas deslocando-se para o desempenho de uma ato cotidiano composto de inquietação e fascínio pela própria população e pelos literatos e analistas sociiasi do século em curso. Walter benjamin faz do surgimento dessa multidão não somente um tema de estudo mas a montagem de um cenário a partir da importância de um olhar interessado e reconhecedor para o movimento das grandes cidades assim a vida assume adimenssão de uma permanente espetáculo. Baudelaire vai particularizar esse olahar em um momento de congelamento do do tempo em uma única pessoa, uma mulher recortada e particularizada por um instante em uma silencio dentro desse turbilhão de pessoas ensurdecedor. Viver numa cidade implica o reconhecimento de múltiplos sinais. Esse olhar casual ou o olhar interessado passeia por entre a multidão elaborando recortes e identificando momentos,. Reconhecendo todo o campo e suas particularidades. O olhar que olha também é olhado construindo uma socialização do olhar. É um olhar que dá conta por inteiro da composição tanto de uma cena como de todo tecido social.

É esse olhar que também não só observa o tempo ´passar mas identifica o distanciamento entre o olhar passageiro, contemplativo, o olhar do tempo da natureza cede ao olhar de um tempo abstrato do próprio corre da multidão, o tempo implacável dividido em 24 horas indispensável para a construção da sociedade industrial. O olhar é agora não mais o do tempo espaçado e determinado pelas tarefas a cumprir, o olhar agora e o tempo útil o olhar do patrão o tempo abstrato e produtivo. DESCIDA AOS INFERNOS Ao mesmo tempo que esse movimento da multidão fascina projetasse com tamanha nitidez uma diversidade fazendo surgir tensões agressões promiscuidade. Para além do fascínio faz sentir o medo. Os observadores contemporâneos são unânimes ao afirmar que o assustador contraste entre a opulência material e degradação humana fazia de Londres uma singularidade absoluta. Se para Poe o olhar de

encantamento para Engels as ruas londrinas apresenta algo de repugnante que revolta a natureza humana. Engels percorre e descreve detalhadamente os bairros ruins os bairros em que se concentram a classe operária, observa as péssimas condições de moradia e a superpopulação são duas anotações constantes sobre determinados bairros londrinos. Nas casas até oporão vira lugar para morar e em toda parte acumulam-se lixos e detritos. A condição de vinda do londrino é comparada a populalações selvagens das colonisa exploradas pela Inglaterra. Nas décads finais do século a opinião corrente acentiua a deteriorização substancial das condições da vida nos bairros Londres e a “ teoria da degeneraçãos urbana ganha adeptos entre empresários cientistas e administradores. A degeneração humana conduza a uma lato custo econômico a a ameaça social.a consciência de sua situação força-o ao protesto e isso redunda no mínimo perigoso e dispendioso para a nação. Op preconceito em relação ao trabalhador nascido e criado em Londres já corrente no final do séc. XVIII está amplamente difundido entre os empregadores na segunda metade do século seguinte.