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UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABA FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA E DE PRODUÇÃO FEMP

SOLDAGEM COM ELETRODOS REVESTIDOS Grupo B5

Processos de Fabricação - Prática

Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP

Folha 2

22 de março de 2001

A. . 98.A. 98. 98.3026-6 R.2768-4 Professor Orientador Erivelto Marino Relatório da aula prática de soldagem com eletrodos revestidos da disciplina de processo de fabricação – Engenharia Industrial Mecânica – UNIMEP. 98.A.2744-5 R.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 3 SOLDAGEM COM ELETRODOS REVESTIDOS Integrantes do Grupo – 7° sem.2770-0 R.2701-5 R.A. EGI Paulo José Alves dos Santos Rafael Theodoro de Arruda Ribeiro Ednei Grassi Apoeny de Araújo Fabiano Bortolin Rene Coan R.A. 98.A.2747-8 R. 98.

QUESTÕES...............................10 2...............................11 Eletrodos para soldagem a arco............4.......................................................................................14 Equipamentos para soldagem a arco.........................................................................10 2..........................................................1.......................................15 4................. 2...........................................................................................................................................................................................1..... DESCRIÇÃO DA PRÁTICA E ANALISE DOS RESULTADOS....1............................................15 3..........................................Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 4 SUMÁRIO 1.................. 2.................................... Tipos básicos de soldagem a arco.....................4......1................................................... 2............................................18 ...............07 Processos de soldagem.................3..................................................................... 2............................................................ SOLDAGEM......................4.......................................................................... Introdução....................2.............................21 BIBLIOGRAFIA ......................05 2.......................................4.05 Tipos de juntas soldadas....................................................05 2..................................................................1...................1...3........................................... OBJETIVOS DA PRÁTICA....2......................................06 Metalurgia da solda....... 2........ Soldagem a arco........................................................4.......

....... Figura 07.............06 Tipos de juntas soldadas........................................... Figura 06...........................................................................................................08 Representação esquemática dos fenômenos metalúrgicos que ocorrem na soldagem do aço.............................................. Figura 02..................................... Figura 09...................................................................... Figura 03.....09 Soldagem a arco elétrico......... Principio de funcionamento do revestimento de eletrodo da soldagem.................... Figura 04....13 Processo de soldagem a arco com proteção de gás argônio.............................. Figura 05......10 Formação de gota de metal líquido apartir do eletrodo......................11 Representação da soldagem a arco “com eletrodo não consumivel e com eletrodo não consumivel” 12 Figura 08....... Indicação esquemática de vários processos processos convencionais de soldagem....................07 Representação esquemática das zonas afetadas na soldagem de aço..Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 5 LISTA DE FIGURAS E TABELAS FIGURAS Figura 01.........13 ....................................

.Estes processos por pressão exigem metais de boa condutibilidade térmica. A figura 1 indica esquematicamente os diversos processos de soldagem. colocando-as em contato íntimo. dando como resultado a junta (solda). SOLDAGEM 2. em que as peças são aquecidas somente até um estado plástico adiantado. através da soldagem de duas chapas em aço 1020 e aprender sobre a segurança na soldagem. o que poderia ocasionar tensões internas consideráveis. processo depressão.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 6 1.1. além da engenharia civil. Os processos de soldagem podem ser classificados de acordo com a fonte de energia empregada para aquecer os metais e a condição do metal nas superfícies em contato. devendo-se adicionar metal de enchimento na junta. que se caracteriza por sua resistência e que se torna perfeitamente coesa depois que o metal resfria. em que a área da solda é aquecida por uma fonte concentrada de calor que leva à fusão incipiente do metal. e aquecer as superfícies de contato de modo a levá-las a um estado de fusão ou de plasticidade. 2. Introdução Soldagem é o processo de juntar peças metálicas. A expressão solda é usada para designar o resultado da operação. Dois grandes grupos podem ser considerados de início: processos por fusão. leva a um fenômeno de difusão na zona soldada. A soldagem encontra aplicação extensa em quase todos os ramos da indústria e da construção mecânica e naval. plasticidade ou fusão parcial. A ação de aproximação e aquecimento. pois eles dissipam o calor mais rapidamente na zona soldada e impedem que uma temperatura excessivamente elevada se concentre numa área relativamente pequena. OBJETIVOS DA PRÁTICA Visualizar o processo de soldagem elétrica com eletrodos revestidos. aprender o funcionamento do equipamento. ao mesmo tempo que elas são forçadas uma contra a outra pela aplicação de pressão externa..

A figura mostra diversas maneiras de preparar-se as extremidades para a soldagem: em (a) utilizou-se um tipo de flange.2. juntas desse tipo são convenientes para espessuras de 3 a 8 mm. A forma simples em V – junta (c) – se aplica para espessuras de 14 a 16 mm. As juntas de topo são formadas pela soldagem das superfícies externas ou cantos dos membros. para metais até 3 mm de espessura. .Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 7 Figura 1 – Indicação esquemática dos vários processos convencionais de soldagem 2. sendo que a altura da flange deverá ser o dobro da espessura do metal. Para espessuras superiores a 16 mm recomenda-se uma junta em V duplo (d). A junta (b) é chamada reta e não foi submetida submetida a qualquer preparo especial das extremidades. as juntas em U (e) e (f) são recomendadas para espessuras superiores a 20 mm. Tipos de juntas soldadas A figura 2 mostra os tipos principais de juntas soldadas. Finalmente.

em que os membros apresentam uma espessura de 10 a 20 mm. Somente estruturas sujeitas a cargas estáticas baixas podem ser soldadas sem chanfrar as extremidades.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 8 Figura 2 – Tipos de juntas soldadas As juntas sobrepostas correspondem a soldagem em ângulo. com ou sem preparo das extremidades. para melhores resistências mecânicas. de modo que as juntas soldadas nem sempre apresentam a segurança e inseparabilidade ou coesão que seriam necessárias. (k) e (l). As juntas chanfradas simples são empregadas para elementos estruturais críticos. . 2. as chanfradas duplas são utilizadas para espessuras maiores. Finalmente. as juntas em tê são produzidas pela soldagem de um elemento no outro a um ângulo de 9091 e estão representadas na figura 2 por (j). os dois membros sendo soldados (g) se sobrepõem de uma quantidade equivalente de 3 a 5 vezes sua espessura. Em (h) e (i) são indicadas as juntas de canto.3. Metalurgia da solda A soldabilidade mútua dos metais varia de um elemento metálico para outro.

entretanto. A composição Figura 3 . ou se introduz um metal intermediário.Representação esquemática das zonas afetadas na soldagem do aço . formando uma estrutura conhecida pelo nome de Widmanstätten. Na figura 3. a ser estudado mais adiarite. Uma zona afetada pelo calor está indicada pelo número (4). assim como a solubilidade sólida nula praticamente impossibilita a soldagem por fusão. no resfriamento os grãos do metal original adquirem uma forma acicular.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 9 O mais alto grau de soldabilidade por fusão é apresentado pelos metais que são capazes de formar uma série contínua de soluções sólidas um com o outro. As figuras referem-se a uma solda em V. os metais são soldados por pressão. química fica. O metal superaquecido apresenta uma resistência mais baixa e a junta soldada é relativamente frágil. De um modo geral. pode-se dizer que o metal depositado apresenta estrutura metalográfica colunar (dendrítica). As figuras 3 e 4 representam esquematicamente os fenômenos metalúrgicos que ocorrem durante o processo de soldagem de um aço. A solubilidade sólida limitada resulta em menor soldabilidade. a zona indicada por (2) corresponde à camada depositada. resultando num outro tipo de soldagem. denominado brasagem. Aí a estrutura do metal é modificada pelo rápido aquecimento e resfriamento durante O processo de soldagem. obtida pela fusão do metal de enchimento e sua mistura com metal original (1). característica de metal fundido. Neste caso. desde o estado líquido do metal da solda até o seu resfriamento. Se o metal depositado ou a zona adjacente do metal original forem superaquecidas em alto grau. na faixa estreita de fusão indicada por (3). inalterada.

a zona afetada pelo calor é menor .5 mm. em que uma transição de uma estrutura do metal depositado ao metal original é observada. a não ser que o metal tenha sido deformado plasticamente antes da operação de soldagem. da seguinte maneira: próximo do depósito do metal . A estrutura da solda. por exemplo.Representação esquemática dos fenômenos metalúrgicos que ocorrem na soldagem do aço - próximo a essa faixa. logo a seguir. ou seja. verifica-se menor influência na estrutura do material. é alterada. - - . à medida que a distância da zona do metal depositado vai aumentando. a formação de uma estrutura fina. nessas circunstâncias. Podem-se resumir os vários fenômenos da soldagem. observa-se uma normalização do aço. em função do que está representado nas figuras 3 e 4.pequena faixa entre (3) e (4) . Figura 4 .Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 10 A dimensão da zona afetada pelo calor é função do processo de soldagem empregado e da natureza dos metais sendo soldados. as propriedades mecânicas resultantes são boas.situa-se a zona de fusão. Já na soldagem com eletrodos recobertos essa zona se estende por 4 a 10 mm e na soldagem a gás pode atingir 20 a 25 mm. Na soldagem manual a arco. Essa faixa é a mais frágil da junta. durante um certo tempo. verificou-se uma mistura das fases sólida e líquida. Nessa faixa ocorreu fusão parcial e. nesse caso. o metal foi superaquecido de modo que houve um aumento do tamanho de grão e formação de uma estrutura acicular já mencionada (Widmanstätten). pode-se verificar uma certa recristalização. pelas menores temperaturas que ocorreram. na faixa mais afastada da zona de depósito. com eletrodos de revestimento fino.de 2 a 2.

Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 11 Para melhores resultados. o que diminui a resistência e a ductilidade do metal depositado.) juntamente com o metal depositado.Soldagem a "arco elétrico" A figura 5 mostra o processo de soldagem por arco elétrico: o arco de soldagem é formado ao passar uma corrente entre uma barra de metal.1. No pé da coluna. que corresponde ao pólo positivo ou anodo. forma-se a cratera do arco ou a bacia da solda. deve-se procurar evitar a introdução de impurezas e substâncias estranhas (óxidos. Soldagem a arco Este é o processo mais extensamente usado. pois tais substâncias podem-se localizar nos contornos dos grãos. de modo que a Corrente comece a fluir. Nele a fonte de calor é um arco elétrico. ou seja. que constitui o eletrodo e corresponde ao pólo negativo ou catodo e o metal original. O intervalo entre a extremidade fundida da barra ou eletrodo e a superfície da bacia formada são ocupados por um meio incandescente que é uma mistura de ar parcialmente ionizado e as substâncias . 2. Processos de soldagem Serão descritos a seguir os processos de soldagem de maior importância na indústria.4. 2.4. Para dar origem ao arco é necessário que o eletrodo seja abaixado até a peça. no processo o material-base participa por fusão na constituição da solda. É do tipo chamado soldagem autógena. Figura 5 . A chama do arco tem a forma de uma coluna que se alarga em direção à superfície da peça. inclusões de escória etc.

de 40 a 50 volts. As gotas são transportadas do eletrodo à bacia por forças de gravidade. A forma esférica das gotas é conferida pela tensão superficial. Assim sendo. Comumente. Figura 6 . até 90% do metal total de um eletrodo consumível (como o representado na figura 5) flui como gotas do eletrodo à bacia da solda. 2. Corrente contínua promove maior estabilidade do arco do que corrente alternada.4.1. a voltagem cai. . de 50 a 60 volts. Os outros 10% não atingem a bacia devido a esborrifamento. pressão dos gases evoluídos do metal e por forças eletromagnéticas que promovem o efeito de estrangulamento. Depois que o arco estiver estabelecido. Corn esse critério. Para formar o arco basta uma diferença de potencial relativamente baixa entre os eletrodos: para corrente contínua. vaporização e oxidação. os eletrodo são geralmente de carbono ou tungstênio e no segundo caso o material dos eletrodos corresponde ao metal que vai ser depositado. um arco estável pode ser mantido entre um eletrodo metálico e a peça com uma voltagem entre 15 e 30 volts. têm-se processos com eletrodo consumível e processos com eletrodo não consumível No primeiro caso. ao passo que são necessários de 30 a 35 volts para manter o arco entre um eletrodo de carbono ou grafita e o metal. e para corrente alternada. Tipos básicos de soldagem a arco Os processos de soldagern a arco podem ser classificados em função do tipo de eletrodo empregado. tensão superficial.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 12 gasosas que aparecem a temperaturas elevadas.1. devido à interação entre o material de eletrodo e seu revestimento químico e ar.Formação de "gota" de metal líquido a partir do eletrodo A figura 6 mostra esquematicamente a formação de uma gota de metal líquido a partir do eletrodo.

que flutua sobre essa bolha. condutor. Um deles corresponde à soldagem a arco submerso. O fluxo no qual a ponta do eletrodo está submersa atua como fundente e como isolante térmico. Neste processo. não fica em contato com o metal-base. formando-se a chamada bolha de fusão. . Ao solidificar o metal. absorve impurezas e protege o metal do meio circundante. entretanto. O fluxo fundido. Emprega-se corrente contínua e o eletrodo é ligado ao pólo negativo (catodo) e a peça ao pólo positivo (anodo) do gerador de corrente contínua. Figura 7 . O meio circundante tem um efeito nocivo na qualidade da solda.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 13 A soldagem a arco com eletrodo não consumível está representada na figura 7 (a). de alta resistência elétrica.Representação da soldagem a arco com "eletrodo não consumível" (a) e com "eletrodo consumível" (b) A figura 7 (b) mostra a soldagem a arco com eletrodo consumível. adquirindo consistência vítrea e é facilmente destacável. mas está sempre submersa em um fluxo granulado. a qual se forma em torno do arco pelo emprego de eletrodos revestidos (figura 8). A junta resultante ou o cordão de solda originado apresenta-se liso e brilhante e com boas propriedades mecânicas. vários métodos têm sido desenvolvidos para proteção da solda. O calor é fornecido pela passagem de uma corrente contínua ou alternada de alta amperagem do eletrodo para a peça. Outro método para proteger o metal do meio circundante corresponde à formação de uma camada de escória. de modo que o intenso calor gerado fica concentrado fundindo o eletrodo e o metalbase. a parte fundida do fluxo também solidifica. um eletrodo nu é continuamente alimentado até a zona da solda: a ponta do eletrodo em fusão. Por isso.

). e ao metal. corno hidrogênio. formadores de escória e fundentes (asbestos. óxido de ferro.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 14 Figura 8 . envolta por um revestimento composto de matérias orgânicas e minerais. Finalmente. estabilizadores de arco. outros. talco etc. . outro método de proteger a zona do arco elétrico é pelo emprego de uma cobertura gasosa. feldspato. Os eletrodos revestidos são constituídos por uma "alma" metálica. contra o contato com o ar do meio-ambiente.Processo de soldagem a arco com proteção de gás argônio.Princípio de funcionamento do revestimento de eletrodos de soldagem A figura mostra o princípio de formação da escória pelo revestimento (a) e o princípio de o revestimento atuar como guia do arco pela formação de uma cratera na extremidade do eletrodo (b). carbonato de ferro etc.) e materiais que formam uma atmosfera protetora (dolomita. anidrido carbônico também são utilizados. Os materiais na forma de pó são aglomerados com silicato de sódio ou de potássio.). mica. Fe-Mn etc. Geralmente. A composição inclui: elementos de liga e desoxidantes (Fe-Cr. Figura 9 . como argônio e hélio. empregam-se gases inertes. ilmenita. O princípio do método consiste na introdução de um gás em volta do arco para protegê-lo.

o hidrogênio molecular combina-se parcialmente com o oxigênio do ar. os eletrodos usados são de pequeno diâmetro. cumpre mencionar o processo de hidrogênio atômico.2. ligas de cobre. o arco. após golpear as superfícies mais frias do metal. As juntas soldadas resultantes são de alta qualidade. (sigla de tungstênio-inerte gás). Durante a transformação da forma molecular à forma atômica. o que permite automatizar o processo. de níquel etc. libertando o calor que havia previamente absorvido. Como o tungstênio pode suportar grandes intensidades de corrente.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 15 A figura 9 mostra o processo de soldagem a arco com proteção de gás argônio. A corrente de gás inerte envolve o eletrodo. magnésio e suas ligas. um arco de corrente alternada é formado entre dois eletrodos de tungstênio. geralmente. numa atmosfera de hidrogênio. seja alternada. o que permite obter uma fonte de calor grandemente concentrada. devido a seu custo elevado não é muito utilizado. apresentam-se lisas. Outros métodos com proteção de gás incluem os chamados MIG (sigla de metal-inerte gás) e MAG (sigla de metal-gás ativo) Os gases empregados incluem gás carbônico CO2 argônio com 25% de CO2 ou argônio mais 2 a 5% de oxigênio. aços especiais (como os inoxidáveis). Esse processo é chamado também de TIG. o hidrogênio atômico é novamente convertido em hidrogênio molecular. A vareta de enchimento é alimentada na zona do arco. O consumo de eletrodo é pequeno. o qual pode ser suprido seja por corrente contínua. Os metais soldáveis por esses processos incluem aços de baixo e médio carbono e aços-liga de baixo teor em liga. O processo é empregado na soldagem geral de aço e ligas de ferro e para algumas ligas nãoferrosas. pode-se soldar a maior parte dos metais e ligas. o hidrogênio absorve grande quantidade de calor do arco. tais como alumínio. empregados somente em soldagem a arco com corrente contínua. 2. aços comuns. Pelo processo. cada molécula de hidrogênio é dividida em dois átomos separados. o banho fundido e a extremidade da vareta do metal de adição. no arco. Nele. de tungstênio. Ao deixar o arco. porque o banho fundido que se origina é calmo devido a ser o arco em atmosfera de argônio muito suave. porque normalmente emprega um eletrodo de tungstênio não consumível.4.1. empregados tanto para soldagem com corrente . Consegue-se assim temperaturas extremamente elevadas nas vizinhanças do metal a ser soldado. Eletrodos para soldagem a arco Os eletrodos não consumíveis podem ser de carbono e grafita. tais como os de blocos de matrizes. Finalmente. a não ser na soldagem de determinadas ligas que devem ser fundidas intensamente e que são difíceis de soldar pelos outros processos.

Quanto a soldagem das peças. apresentar apenas um tênue revestimento (de décimos de milímetros) ou revestimento mais espesso (1 a 3 mm). por sua vez.3. incluindo grupos rotativos. Os segundos.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 16 contínua como alternada. bronze. teve a oportunidade de ver e sentir a importância dessa qualificação que não é fácil se não através de experiência e dedicação desse soldador. . além de melhorar a estabilidade dos arcos. produzem uma camada protetora de gases e escória em volta do arco e das gotas de metal fundido. Os eletrodos consumíveis apresentam composições as mais diversas aço. nos limites de sua potência. cuja descrição escapa ao objetivo da presente obra.4. cobre. . 2. uma categoria que compreende máquinas mistas. devem caracterizar-se por serem capazes de produzir uma corrente estável e de fundir qualquer tipo de eletrodo. No primeiro caso. deveríamos nos aprofundar mais em informações desses tipos de equipamentos devido a diversidade de aplicações que eles oferecem.máquinas de corrente alternada. DESCRIÇÃO DA PRÁTICA E ANALISE DOS RESULTADOS Na prática conseguimos uma noção razoável sobre os equipamentos. corno regra. Pode-se considerar.dependendo do seu objetivo e da composição química dos metais a soldar. latão. pois nessa prática. ainda. Podem ser nus ou revestidos.máquinas de corrente contínua. Equipamento para soldagem a arco Compreende duas grandes categorias de aparelhos: . Os eletrodos revestidos podem. transformadoresretificadores: Essas máquinas.1. Os nus. . 3. Esta pratica-nos deu a visão de quanto é importante a qualificação de um soldador. alumínio etc. porém no nosso ponto de vista. são usados em processos de soldagem automática. comentou sobre os cuidados que devem ser tomados para a segurança do equipamento e principalmente do operador. Retardam igualmente o resfriamento da bacia de metal líquido. cada aluno que tentou soldar. incluindo transformadores e conversores de freqüência. grupos eletrágenos e retificadores. o objetivo do revestimento é principalmente aumentar a estabilidade do arco. para soldagem a arco com proteção de gás e no processo de hidrogênio atômico. de modo a prevenir oxidação e contaminação por nitrogênio.

-Formação de escória evita o resfriamento rápido. sendo completamente formada após 48 horas. 3) Quais os ensaios mais utilizados nas juntas soldadas? Resposta: O controle de qualidade de uma junta soldada. até as inspeções em serviço. do metal de solda depositado e da zona de transição entre ambos.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 17 4. depende das aplicações e procedimentos de inspeção. QUESTÕES 1) Quais os problemas causados pelo hidrogênio numa junta soldada? Resposta: Devido a presença de hidrogênio na solda gerado pela decomposição de umidade.As impurezas do metal de base flutua para a superfície. 2) Quais as funções da camada de revestimento do eletrodo? Resposta: . Os ensaios de materiais metálicos podem ser classificados em ensaios destrutivos (mecânicos) e não destrutivos. para avaliar e determinar características do metal de base. solidificando juntamente com a escória. com a finalidade de assegurar a qualidade e a confiabilidade. aparecendo após um período de incubação. crescendo lentamente. conforme apresentado na Figura abaixo. determinando adequadamente tanto o processo de soldagem. . após o término da mesma. na área da soldagem. ocorre principalmente na ZTA (zona termicamente afetada). que abrangem desde as atividades da fase do projeto. como desempenho do soldador. Uma série bastante vasta de ensaios são utilizados.

Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 18 4) O que é “sopro magnético” e como pode ser evitado? Resposta: Sopro magnético consiste de um desvio do arco de sua posição normal de operação. como conseqüência de uma assimetria nas distribuições das forças eletromagnéticas em funções de variações bruscas na direção da corrente elétrica e ou arranjo assimétrico de material ferromagnético em torno do arco .

além de causar a instabilidade do arco e dificultar a operação. Usar correntes mais baixas.Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 19 O sopro magnético é quase sempre indesejável em soldagem pois orienta o arco para direções que. e Usar corrente alternada. O sopro magnético pode ser minimizado ou eliminado através de algumas medidas simples. Usar mais de uma conexão de corrente na peça. . entre elas: - Inclinar o eletrodo para o lado para o qual se dirige o arco. em geral. prejudicam a penetração e uniformidade do cordão de solda. Soldar com arco mais curto. visando balanceá-la em relação ao arco. quando possível. pois o efeito de sopro é menor.

1991. Tecnologia da Soldagem – Esab S/A Industria e Comércio. .Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção – FEMP Folha 20 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA. • MARQUES. Belo Horizonte. 352 pag. Paulo Villani.