You are on page 1of 6

INSTITUTO DE ESTUDOS SUPERIORES DA AMAZÔNIA-IESAM: GEOTECNOLOGIAS: GEOPROCESSAMENTO

DIEGO BENVINDO OLIVEIRA SANTOS

Prova substitutiva de Introdução ao Sensoriamento Remoto

BELÉM, 2012.

Novo (1989) já a partir desta. Iniciou-se com a invenção da câmara fotográfica que foi o primeiro instrumento utilizado e que. sendo esta última a mais importante. ou seja. sem que haja contato físico com o mesmo.. agrícolas. As imagens do sensoriamento remoto vêm servindo de fonte de dados para outros estudos e levantamentos. geológicos. devido as suas características de rapidez. Ainda segundo o mesmo autor estas imagens passaram a representar uma das únicas formas viáveis de monitoramento ambiental em escalas global e local. a transmissão e a reflexão. pois irá apresentar maior relação com os outros componentes do sensoriamento remoto (Watrin et al. Na utilização e evolução tecnológica do . ambientais. 1992). com o objetivo de estudar o ambiente terrestre através do registro e análises das interações entre a radiação eletromagnética e as substâncias componentes da superfície terrestre e suas mais diversas manifestações. Historicamente a evolução do sensoriamento remoto é descrita por Figueiredo (2005). peridiocidade e visão sinóptica. entre outros (Crósta. até os dias atuais. etc.O sensoriamento remoto é definido por Rosa (1992) como sendo a forma de se obter informações de um objeto ou alvo. equipamentos para processamento transmissão de dados. O conhecimento da assinatura e comportamento espectral dos materiais é de essencial aplicação nas diversas áreas do sensoriamento remoto. A matéria. cartográficos. possuem três tipos de interação com a radiação eletromagnética (REM). As características de interação da REM são únicas para cada matéria. outra definição mais específica ao sensoriamento remoto como sendo a utilização conjunta de modernos sensores. são ainda utilizadas para tomada de fotos aéreas. ou os alvos do sensoriamento remoto. 1998). isto significa que cada matéria irá possuir uma representação única de acordo com seu comportamento nas faixas do espectro eletromagnético. a absorção. definem a assinatura da mesma. eficiência. aeronaves. espaçonaves.

e plataformas espaciais estão acoplados a satélites na órbita terrestre. que posteriormente foram substituídos por balões seguidos de aeronaves e espaçonaves.sensoriamento remoto a experiência militar foi muito importante. O aumento do conteúdo de matéria orgânica no solo provoca aumento na absorção espectral. composição mineral. Atualmente. no entanto como trabalham na faixa óptica do espectro eletromagnético sofrem grande interferência das condições atmosféricas. atando-se câmeras em peitos de pombos correios. umidade e capacidade de troca catiônica. Neste sentido serão apresentados os comportamentos de alguns dos principais alvos terrestres. o que determina a assinatura espectral deste sendo essencial nos trabalhos de sensoriamento remoto. solos. Nos minerais.4 μm a 2. Novo e Ponzoni (2001) descrevem dentre as distinções de sensores remotos as divisões por plataforma. Como dito anteriormente a interação entre a energia eletromagnética e os alvos da superfície terrestre é única para cada objeto variando com a sua composição e forma. relata-se que uma das primeiras aplicações foi para uso militar. mas captam a REM do sol refletida pelos objetos. neste sentido os sensores são divididos em: plataformas terrestre. na faixa do espectro reflexivo (0. Ainda Novo e Ponzini (2001) dividem os sensores em ativos e passivos. vegetação. portanto estes sensores sofrem menos influência das condições atmosféricas e também podem calcular a altura dos alvos pela diferença de tempo da radiação emitida e recebida. minerais e água de acordo com Figueiredo (2005). na qual o sensor é carregado na superfície terrestre ou próxima a esta. A assinatura espectral dos solos é função principalmente da porcentagem de matéria orgânica. em geral trabalham em várias bandas de detecção melhorando a detecção dos alvos. os sensores passivos por sua vez não emitem REM. plataformas aéreas na qual este está associado a aeronaves que sobrevoam a superfície. os elementos e substâncias mais importantes que determinam as bandas de absorção são os íons ferroso e férrico. água e hidroxila. granulometria.5 μm). o aumento da . em função da REM que utilizam: os sensores ativos emitem a própria REM e trabalham na faixa de micro-ondas. Quanto à granulometria.

ângulo de iluminação solar e orientação das folhas.3 μm que está associada à estrutura celular interna da folha. elas dizem respeito a uma folha isolada. índice de área foliar (cobertura vegetal por unidade de área). relacionada ao processo da fotossíntese. O comportamento espectral de uma cobertura vegetal tem algumas diferenças quando comparadas a uma folha isolada.5 μm. A vegetação tem. de imageamento. tais como: condições atmosféricas. devido a influência de fatores diversos como parcelas de solo não cobertas pelas plantas. características das parcelas de solo. na região do visível. Dois outros picos de absorção ocorrem nas regiões próximas a 1. para uma cobertura vegetal. . Entre estes dois pontos de absorção existe um pico de reflectância em torno de 0. Existem duas bandas de absorção distintas.9 μm devido a presença de água na folha.48 μm devido a presença de carotenos. Na verdade a medida da reflectância espectral da vegetação é um pouco mais complexa. pois ela é afetada por diversos fatores. Os solos úmidos refletem menos que os solos secos no espectro reflexivo. pigmentação.7 μm a 1.4 μm e 1. Embora as características anteriores sejam fundamentais para o estudo da vegetação. Uma delas situada próximo a 0. O contrário se verifica na medida em que aumenta a concentração de minerais máficos (rochas ou minerais ricos em ferro e magnésio). geometria (de iluminação.68 μm. O aumento da capacidade de troca catiônica também aumentam a absorção da REM. um pico de absorção decorrente de forte absorção dos pigmentos do grupo da clorofila. Outra característica marcante do comportamento espectral da vegetação é a existência de uma região de alta reflectância na região entre 0. folha (forma. posição. estado fenológico (estado de desenvolvimento da planta).). correspondente à região da cor verde do espectro visível. o que explica a coloração verde das plantas. conteúdo de água. sol / superfície / satélite). biomassa (densidade de massa verde). portanto não podem ser consideradas com tal precisão. etc.concentração de minerais félsicos (textura de granulação muito fina) e a conseqüente diminuição do tamanho das partículas incrementa a reflectância atenuando as bandas de absorção. A outra próxima a 0. estrutura interna.

20. S. GALO.br/conabweb/download/SIGABRASIL/manuais/conceitos http://www.B.D.7-20. a água vai diminuindo a reflectância à medida que se desloca para comprimentos de ondas maiores. A utilização da tecnologia de sensoriamento remoto hoje abrange as mais diversas áreas de estudo.gov. observa-se significativa reflectância da água. de forma que os sensores geram uma gama cada vez maior de informações abrangendo áreas distintas da ciência. desde questões ambientais a organização do espaço..scielo. 2005.Água limpa absorve mais a luz que água suja. Planta Daninha. D. Destaca-se alguns trabalhos mais específicos da área como o de Moreira et al (2004) que utilizou os dados de sensoriamento na análise da cultura do café. sendo essencial a compreensão de sua base teórica para implementação adequada dos dados gerados pelo sensoriamento remoto.pdf. Acessado em: maio de 2012.pdf. Por fim ressalta-se que a base do sensoriamento remoto deriva do século passado e perdura ainda hoje com a utilização de tecnologias cada vez mais avançadas. E. 2002. p. Ao longo do espectro. mais especificamente nas faixas do azul e verde. SANTOS. ViçosaMG.. Galo et al (2002) por suas vez analisou o crescimento de macrófitas no lago Tietê.C.B. Conceitos Básicos de Sensoriamento Remoto.L. M. Disponível em: em: http://www. além disso podem ser citados os diversos trabalho e relatórios do Imazon que utiliza o sensoriamento remoto no monitoramento de queimadas na Amazônia.br/pdf/pd/v20nspe/02.. diminuindo-se gradualmente na direção do infravermelho. M.A..T. 32p. Disponível _sm. Edição Especial.L. TRINDADE. Acessado em: maio de 2012. v. . Na região do visível.conab. Uso do sensoriamento remoto orbital no monitoramento da dispersão de macrófitas nos reservatórios do complexo Tietê. FONTES BIBLIOGRÁFICAS FIGUEIREDO. VELINI.

Acessado em: maio de 2012. A. Minas Gerais: UDUFU.scielo. PONZINI.R.L. Análise espectral e temporal da cultura do café em imagens Landsat.pdf.A. ADAMI. Introdução ao Sensoriamento Remoto.M. São Paulo: Edgar Blucher.M. agropec. .T.N. Zoneamento em area submetida a diferentes impactos antropicos na Amazonia Oriental. Introdução ao Sensoriamento Remoto.M. RUDORFF... bras. Sao Jose dos Campos: INPE. São José dos Campos. Disponível em: http://www. O. ROSA. E.. B. v.M.. 1998. 2004. M. VENTURIERI.. 1992. 1989. F. A.. NOVO.T. Santos.L. 2ª Ed. Pesq. 9.G. In:SIMPOSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO. B.39. 109p. p. SILVA.223-231. WATRIN. Sensoriamento Remoto: Princípios e aplicações. n. 1998.M. L.M... E.3. R. 308p.. Anais. ROCHA. 2001. NOVO. 68p. mar.J. Brasília.MOREIRA. A.F.S. SILVA.br/pdf/pab/v39n3/a04v39n3. SP.