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UNOCHAPECÓ GIULLIA STEFANINI ZATESKO

CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CHAPECÓ 2012

do Curso de Direito. Erivelton José Konfidera. CHAPECÓ 2012 . da Unochapecó. Prof.UNOCHAPECÓ GIULLIA STEFANINI ZATESKO CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Trabalho acadêmico apresentado à disciplina de Direito Administrativo II.

Já o concomitante é aquele que acompanha a atuação administrativa para verificar a regularidade dos atos no momento em que estão sendo praticados. 730). sob pena de responsabilidade de quem se omitiu.2 QUANTO A LOCALIZAÇÃO DO ÓRGÃO QUE O REALIZA O controle pode ser interno ou externo. O último está disposto no art. anulá-los ou confirmá-los. para assegurar que os atos da Administração estejam de acordo com os princípios constitucionais que lhe são impostos. 2. sendo que aquele por definição é o controle. O controle prévio (“a priori”) é definido como “um controle preventivo. DEFINIÇÃO É o poder de fiscalizar e corrigir dado aos Poderes Executivo. 2010. indicando a autoridade controladora. Legislativo e Judiciário. 599-600. (…) . (…) Controle finalístico – É o que a norma estabelece para as entidades autônomas. previsto no artigo 74 da Constituição Federal. ele torna-se um poderdever. não podendo ser renunciado nem retardado. Podendo ser exercido por um dos Poderes sobre outro. concomitante ou posterior. em virtude de sua finalidade corretiva. serão hierárquicos ou finalísticos. todos respondem solidariamente por uma irregularidade conhecida e não notificada ao Tribunal de Contas. que os Três Poderes realizarão de forma integrada sobre seus próprios atos e agentes. com o auxílio do Tribunal de Contas da União.1 QUANTO AO MOMENTO EM QUE SE EFETUA Pode ser prévio. 1 Meirelles (1999. Aos órgãos a quem a lei atribui essa função de controle. porque visa impedir que seja praticado ato ilegal ou contrário ao interesse público” (DI PIETRO. as faculdades a serem exercitadas e as finalidades objetivadas. e o controle posterior (“a posteriori”) é o controle realizado depois que os atos foram praticados. sendo que os dois últimos quando exercendo função administrativa. 2. 71 da Constituição que estabelece que o controle externo está a cargo do Congresso Nacional. para corrigi-los. é sempre um controle limitado e externo. Por isso mesmo.1. em que os inferiores estão subordinados aos superiores. ESPÉCIES1 2. grifo do autor) classifica ainda que os controles “conforme seu fundamento. p. Desta forma. por meio do controle popular (EC 19/98). p. (…) Controle hierárquico – É o que resulta automaticamente do escalonamento vertical dos órgãos do Executivo. O administrado pode participar do controle da administração pública à medida que pode e deve provocar o procedimento de controle na defesa de seus próprios interesses e da coletividade.

conforme o próprio artigo 3º. permitindo. No âmbito federal. diretamente. por iniciativa própria ou por provocação. O controle de legalidade. 49. a revisão dos seus atos quando 2 Art. (…) . Por este controle o ato ilegal ou ilegítimo só pode ser anulado. 3. 49. é possível que a Administração Pública revogue ato discricionário. via de regra.” Por sua vez. 601. e não revogado (…). de 1969)” [grifo nosso] Quando exercido sobre os órgãos da Administração Direta é um controle interno decorrente do poder de autotutela. os atos do Poder Executivo. mas nunca competirá ao Judiciário. o controle de mérito. CONTROLE ADMINISTRATIVO É o controle que a própria Administração (em sentido amplo) exerce sobre seus atos e agentes. o Poder Executivo regulará a estruturação. p. as atribuições e o funcionamento dos órgãos da Administração Federal. e o Judiciário através de ação adequada. X – fiscalizar e controlar. assim. fine.2. esse controle denomina-se de supervisão ministerial e é regido pelo Decreto-lei nº 200. com a única diferença de que o Executivo exercita-o de ofício ou mediante provocação recursal. porém. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: (EC nº 19/98) (…) IX – julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo. incluídos os da administração indireta. (…) O controle de legalidade ou legitimidade tanto pode ser exercido pelo Administração quanto pelo Legislativo ou pelo Judiciário. sob os aspectos de legalidade e mérito. abrangendo a Administração Direta e a Indireta. de acordo com Hely Lopes Meirelles (1999. da conveniência ou oportunidade do ato controlado. do resultado. IX e X)2. de 25 de fevereiro de 1997.3 QUANTO AO ASPECTO CONTROLADO O controle será de legalidade ou de mérito. ao passo que o Legislativo só o efetiva nos casos expressos na Constituição. grifo do autor) “É o que objetiva verificar unicamente a conformação do ato ou do procedimento administrativo com as normas legais que o regem. 3º (…). Aqui. prevê: “Art. apenas em casos expressos na Constituição (art. (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 900. compete à Administração. Compete ainda ao Legislativo. ou por qualquer de suas Casas. portanto exercido sobre os atos discricionários. já que objetiva a comprovação da eficiência.

” Quando for previsto o efeito suspensivo. 731. ele devolve à autoridade competente a matéria para análise. 606 e 607).ilegais. Pode também ser exercido pelos administrados por meio de recursos administrativos. Podem ter efeito suspensivo. comum a todos os recursos.1 Conceito e efeitos São os meios que os administrados podem utilizar para que a Administração reexamine o ato.1 Recursos administrativos 3. pois. tendo existência condicionada à previsão expressa em lei. portanto faltará interesse de agir para propor a ação.2 Modalidades Como o direito de petição (assegurado entre os direitos e garantias fundamentais . Já no recurso sem efeito suspensivo. p. Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2010.1. o ato produz lesão desde quando se torna exequível. também chamado de tutela. é um controle externo que só pode ser exercido nos limites estabelecidos em lei. A respeito do controle sobre a Administração Indireta. ele suspende os efeitos do ato até a decisão do recurso. grifo do autor) ensina que “O controle sobre as entidades da Administração Indireta. aos atos de controle possíveis e aos aspectos sujeitos de controle. o interessado pode propor ação independentemente da propositura de recurso administrativo. podendo declarar nulo.1. ou seja. Quando o recurso não tiver efeito suspensivo. 3. p. Quando constatada uma ilegalidade de seu ato ou de seus subordinados. anular ou revogar seus próprios atos. porém quando tiver efeito suspensivo. o ato começará a causar lesão. No entanto. a autoridade competente pode exercer esse controle ex officio. “sob pena de ofender a autonomia que lhes é assegurada pela lei que as instituiu.” 3. segundo Hely Lopes Meirelles (2010. assim sendo. inoportunos ou inconvenientes. o ato impugnado continuará produzindo efeitos. quando o ato não gera efeitos. é possível deixar esgotar o prazo pra então propor ação judicial. e enquanto não for decidido o recurso interposto dentro do prazo legal não haverá lesão. “produz de imediato (…) duas consequências fundamentais: o impedimento da fluência do prazo prescricional e a impossibilidade jurídica de utilização das vias judiciárias para ataque ao ato pendente de decisão administrativa. desta forma. Esses limites dizem respeito aos órgãos encarregados do controle. ou efeito devolutivo.

O pedido de reconsideração. não podendo ser renovado. Conforme o órgão julgador classifica-se em próprio ou impróprio. sob qualquer circunstância. os recursos hierárquicos próprios e impróprios e a revisão. 6º do referido Decreto. perante o Supremo Tribunal Federal. “é o ato pelo qual o administrado. O recurso hierárquico próprio é o que se dirige à autoridade superior do mesmo órgão administrativo em que o ato foi praticado.112/90 “Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão. previsto nos artigos 174 a 182 da Lei nº 8112/90. 735) Conforme art. a reclamação administrativa. seja particular ou servidor público. caso a lei não tenha estabelecido o direito à reclamação administrativa prescreve em um ano a contar da data do ato ou fato do qual a mesma se originar. Só é admissível se estiver expressa previsão em lei. Aqui pode ser incluída a reclamação administrativa ao STF. visando obter o reconhecimento de um direito ou a correção de um ato que lhe cause lesão ou ameaça de lesão. Recurso hierárquico: é o pedido de reexame do ato à autoridade superior àquela que o emitiu.” (Di Pietro. p. ou seja. a qualquer momento.898/65 e é definida por Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2010. p. A representação está disciplinada pela Lei nº 4.do homem) abrange diversas modalidades de recursos administrativos e a legislação administrativa é esparsa. 734) como a denúncia de irregularidades feita perante a própria Administração Pública ou a entes de controle. sendo que deverá ser despachado no prazo de cinco dias e decidido no prazo de trinta dias. prevista no Decreto nº 20.”. É a Lei nº 9. como o Ministério Público ou o Tribunal de Contas. as normas para os recursos são encontradas de acordo com o assunto de que trata o recurso. O recurso hierárquico impróprio é o que se dirige à autoridade de órgão diferente daquele que expediu o ato. 2010.784/99 que contém algumas normas referentes ao recurso hierárquico. 106 da Lei nº 8. A Administração tem o poder-dever de averiguar a irregularidade denunciada e punir os responsáveis. conforme prevê o art. A reclamação administrativa. o pedido de reconsideração. Poderá ser proposta. O direito de representar pode ser exercido por qualquer pessoa. de que se vale o servidor público para petição de reexame da decisão de punição que lhe foi . depois de esgotadas as vias administrativas. nos casos em que a decisão proferida pela Administração contrariar o enunciado de súmula vinculante. é aquele pelo qual a parte solicita o reexame do ato à própria autoridade que o emitiu. A Revisão é o meio. caso contrário responderá solidariamente. deduz uma pretensão perante a Administração Pública. São eles: a representação.910/32.

4 Prescrição Administrativa Indica a perda de prazo para interposição de recurso ou para a aplicação das penalidades administrativas.3 Coisa julgada administrativa Quando se fala em função jurisdicional. Vê-se.1. 4. p. grifo do autor) 3. p. p. 3. esta deve correr em cinco anos. pela ocorrência da prescrição. Conforme ensina Meirelles (1999.1. se causar lesão ou ameaça de lesão.. que poderia pleiteá-lo administrativamente pode ser suspensa.imposta. conforme prevê o parágrafo único do art. a Administração não poderá mais rever seus atos por iniciativa própria nem por provocação. portanto. Quando exaurido o prazo na esfera judicial. o Poder Judiciário não atua como parte. 65 da Lei nº 9. é fatal e irrefreável na sua fluência e nos seus efeitos extintivos da punição. CONTROLE LEGISLATIVO É o controle exercido sobre os órgãos do Poder Executivo. no caso de surgirem nos fatos que podem comprovar sua inocência. que essa expressão não tem o mesmo sentido na Administração e no Judiciário. (Di Pietro. no entanto. se for julgada procedente. 2010. (…)”.) quando a lei não fixa o prazo da prescrição administrativa. 613) “(. interrompida e até relevada pela Administração.. e por outro da Administração para rever seus atos. 614) a prescrição que ocasiona o perecimento do direito do administrado ou do servidor público. De acordo com Hely Lopes Meirelles (1999. quando se fala de função administrativa. as entidades da .784/99 “da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção”. tornam-se irretratáveis pela Administração. mas a prescrição que extingue o poder de punir da Administração constitui uma garantia do servidor ou do administrado de que não será mais punido. (…) Não podendo ser revogados. No entanto. E ainda. de um lado perda de prazo para recorrer da decisão administrativa. “Ela significa apenas que a decisão se tornou irretratável pela própria Administração. fazendo coisa julgada administrativa. sendo assim produz coisa julgada. tem-se pela redução ou cancelamento da pena. sendo portanto imparcial e põe fim ao conflito entre o autor e o réu. a Administração Pública atua como parte e a decisão pode ser sempre analisada pelo Judiciário. 740.

ou administre dinheiros. ao Ministério Público. 52 da Constituição. legitimidade. exercido com auxílio do Tribunal de Contas. no que couber. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. porém. Esse controle deve limitar-se ao que prevê a Constituição. e pelo sistema de controle interno de cada Poder (EC nº 19/98) Parágrafo único. 70. conforme art. 71 ampliou a atuação do controle externo. pública ou privada. gerencie. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. a competência do Senado nos casos dos incisos I. verbis. A fiscalização contábil. para evitar a interferência inconstitucional de um Poder sobre o outro. vale destacar que o art. o controle externo . quando executa função administrativa. sendo que estas deverão. O controle político apreciará as decisões administrativas de acordo com a oportunidade e conveniência diante do interesse público. VIII e parágrafo único. O controle financeiro refere-se fundamentalmente à prestação de contas de todos aqueles que administram bens. financeira e orçamentária. financeira. ser aplicadas à organização. normatizando a fiscalização contábil. quanto à legalidade. apuração de irregularidades pelas Comissões Parlamentares de Inquérito. Art. II. ou que. a competência do Congresso Nacional prevista no inciso V do art. arrecade. Ressalta-se que no âmbito municipal. valores ou dinheiro públicos. 31 da CF. que utilize. encaminhamento de pedidos escritos de informação dirigidos aos Ministros de Estado e titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República. aplicação das subvenções e renúncia de receitas. orçamentária. a Câmara dos Deputados ou o Senado Federal podem convocar Ministros de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República. Está previsto nos artigos 70 a 75 da CF. Consoante ensinado por Maria Sylvia Zanella Di Pietro as hipóteses de controle são: a competência exclusiva do Congresso Nacional e privativa do Senado para apreciar os atos do Poder Executivo. economicidade. composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. assuma obrigações de natureza pecuniária. será exercida pelo Congresso Nacional. bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. acompanhadas dos elementos comprobatórios. mediante controle externo. guarde. em nome desta. VII. para prestar informações sobre assunto já determinado. do art. Pode ser político ou financeiro. Quanto à atividade controlada.Administração Indireta e o Poder Judiciário. 49 da Constituição. e controle financeiro. as quais se limitam a investigar a irregularidade e a encaminhar as suas conclusões. 70. conforme previsão constitucional. VI. aos aspectos controlados às pessoas controladas e o sistema de controle estes podem ser encontrados no art.

anualmente. arrecade. não tendo apoio constitucional qualquer controle prévio sobre atos ou contratos da Administração direta ou indireta. Para Hely Lopes Meirelles (1999. dos programas de trabalho e a avaliação dos respectivos resultados. p. mas há outros instrumentos legais que também atribuem atividades específicas ao TCU. gerencie ou administre dinheiros. nos termos da lei. 631) o controle interno objetiva a criação de condições indispensáveis à eficácia do controle externo e visa a assegurar a regularidade da realização da receita e da despesa. é função do Tribunal de Contas exercer a fiscalização contábil. Os Tribunais de Contas são órgãos independentes que auxiliam os Três Poderes e a comunidade. portanto.está a cargo da Câmara Municipal. orçamentária. à legitimidade e à economicidade e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas. 632. quanto à legalidade.666/1993 (Lei de Licitações e Contratos). O controle exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas está previsto no art. durante sessenta dias. 71 da CF. salvo as inspeções e auditorias in loco. seja de direito público ou direito privado. para exame e apreciação. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. guarde. Determina que as contas dos Municípios ficarão. que podem ser realizadas a qualquer tempo. ou seja. ou que. Auxilia o Congresso Nacional no planejamento fiscal e orçamentário anual. à disposição de qualquer contribuinte. 4. portanto constitui mais uma forma de participação popular no controle da Administração Pública. . financeira. O § 3º deste art. as competências do TCU são as mesmas das Cortes Estaduais. assuma obrigações de natureza pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU. que utilize.1 Atribuições dos Tribunais de Contas Como já citado anteriormente. grifos do autor) “Toda atuação dos Tribunais de Contas deve ser a posteriori. o qual poderá questionar-lhes a legitimidade. onde houver. é ela que verifica as contas com auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Constas dos Municípios. De acordo com Hely Lopes Meirelles (1999. Lembrando que os Tribunais de Contas Estaduais e Municipais atendem ao princípio da simetria. Tanto pessoa física quanto pessoa jurídica. em nome desta. como a Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) a Lei nº 4. p. operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e administração indireta. possibilitando o acompanhamento da execução do orçamento.320/1964 (Disposições sobre Direito Financeiro) e a Lei nº 8. nem sobre conduta de particulares que tenham gestão de bens ou valores públicos.

de mérito (conveniência e oportunidade).1 Habeas corpus Conforme prevê o art. São eles: habeas corpus. e uso de violência. do Legislativo e do próprio Judiciário quando realiza atividade administrativa. sujeitam-se a avaliação judiciária desde que não invada os aspectos reservados a subjetividade da Administração. . habeas data.” Não sendo cabível nos casos do § 2º do art. p. 142: “em relação a punições disciplinares militares”. verificadoras. só o Município de São Paulo e o do Rio de Janeiro). CONTROLE JUDICIÁRIO OU JUDICIAL Fundindo os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles (1999. por ilegalidade ou abuso de poder. 5º. portanto. com força de coisa julgada. 5. todos são meios de provocar o controle jurisdicional de ato da Administração. excetuando-se o último. mandado de segurança individual. 633) e Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2010. mandado de injunção. porém quanto aos atos discricionários. do Distrito Federal e dos Municípios que os tiverem (presentemente. mandado de segurança coletivo. unicamente de legalidade. Trata-se de um remédio gratuito e pode ser impetrado por qualquer pessoa. ou seja. temos que o controle judicial é um controle a posteriori.As atividades dos Tribunais de Contas do Brasil expressam-se fundamentalmente em funções técnicas opinativas.” 5. assessoradoras e jurisdicionais administrativas. 5. e é exercido privativamente pelos órgãos do Poder Judiciário sobre os atos administrativos do Executivo. 747/748). p.1. ação popular e o direito de petição. essas ações são denominadas de remédios constitucionais. o Poder Judiciário tem o monopólio do poder de apreciar. sendo os pressupostos para a propositura a ilegalidade ou abuso de poder. podendo examinar qualquer ato da Administração Pública sob o aspecto da legalidade e da moralidade. pois não adiantaria a Administração Pública sujeitar-se à leis e seus atos não pudessem ser controlados por um órgão dotado de garantias de imparcialidade que permitam apreciar e invalidar os atos ilícitos por ela praticados. desempenhadas simetricamente tanto pelo TCU quanto pelos Estados-membros. inciso LXVIII: “conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção.1 Meios de controle A Constituição prevê ações de controle da Administração Pública. coação ou ameaça à liberdade de locomoção. a lesão ou ameaça de lesão a direitos individuais e coletivos.

5.2 Habeas Data REFERÊNCIAS Leonardo Ramos – Apostila de Direito Administrativo http://jus.1.com.br/revista/texto/7487/o-papel-dos-tribunais-de-contas-no-brasil – Geórgia Campos de Almeida – O papel dos Tribunais de Contas no Brasil .