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Apresentação

AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação

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Este concurso só saiu porque a categoria se mobilizou.
Nos últimos dez anos a AFUSE manteve em sua pauta de reivindicações a abertura de Concurso Público para a categoria, como forma de valorização dos funcionários da educação, uma discussão que comporta, além das condições de trabalho, a necessidade de preenchimento do módulo escolar. Dando continuidade a nossa política que estabelece o associado em primeiro lugar, apresentamos este trabalho que tem como meta prestar mais um serviço aos funcionários, privilegiando o crescimento funcional da categoria. Nesta Apostila de Legislação cumprimos o prometido. Aqui você terá acesso a todas as Leis e Normas que regerão o futuro Concurso para Secretário de Escola, que segundo a Secretaria da Educação será realizado ainda no ano de 2002. Estamos cumprindo o nosso papel. A AFUSE é de fato um sindicato que vem dando exemplos de luta e organização, encaminhando as pendências e buscando resultados positivos e conclusivos para as nossas reivindicações. Lembre-se, só conseguimos conquistar as nossas reivindicações quando estamos unidos e mobilizados.
Preste atenção no que se refere à ORDEM CRONOLÓGICA da legislação, uma Lei altera outra. Leia alguns exemplos abaixo: 1 - Na página 13 ( Art. 41 da Constituição Federal e EC nº 19 de 15/12/98) diz: “Os servidores são estáveis após 3 anos de efetivo exercício”. Na página 165 ( Art. 217 da Lei nº 10.261/68) diz: “os servidores são estáveis após 2 anos de efetivo exercício”. A Lei nº 10.261/68 – foi promulgada em 28/10/68, a Constituição Federal foi alterada pela Emenda Constitucional nº 19 de 15/12/98. 2 - A Lei Complementar nº 444/85 de 27/12/85 ( página 106) os Artigos 83, 85, 86 e 88 foram alterados pela Lei Complementar nº 774/94 de 20/12/94. 3 - A Lei Complementar nº 463/86 de 10/06/86, foi alterada pela Lei Complementar nº 7698/92 de 10/01/92 e pela Lei Complementar nº 888/2000 de 28/12/2000. 4 - Artigo 130 da Lei nº 10.261/68 de 28/10/68, diz que a sexta-parte é adquirida aos 25 anos de efetivo Exercício, a Constituição Federal de 1988 diz que a sexta parte é adquirida aos 20 anos de efetivo Exercício.

A Diretoria SP – Setembro/2002

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Lembre-se, só CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
(Publicada no DOU em 05/10/1988) (atualizada até a EC nº 33 de 11.12.2001) TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art.5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente

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convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; XII - é garantido o direito de propriedade; XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição; XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; XXX - é garantido o direito de herança; XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus; XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direito ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
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LIII . o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. nos termos da lei.a lei não prejudicará o direito adquirido. L . praticado antes da naturalização. com a organização que lhe der a lei. nos termos do art.a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. XLIV .não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião.nenhum brasileiro será extraditado. XLVI . LII . o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. civis ou militares. na forma da lei. de acordo com a natureza do delito. XLVIII . os executores e os que. XXXVIII .ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 5 . sujeito à pena de reclusão. por eles respondendo os mandantes. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. 84.constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados. XXXVII .a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura. b) de caráter perpétuo.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. e) cruéis. LI . podendo evitá-los. XLVII .a lei regulará a individualização da pena e adotará. c) a soberania dos veredictos.nenhuma pena passará da pessoa do condenado. c) de trabalhos forçados. d) prestação social alternativa.não haverá juízo ou tribunal de exceção.XXXVI . LIV . b) perda de bens. c) multa.a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. XL .ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. XLII . estendidas aos sucessores e contra eles executadas. XIX.a lei penal não retroagirá. em caso de crime comum. XLIX . d) de banimento. até o limite do valor do patrimônio transferido. salvo para beneficiar o réu. nos termos da lei. e) suspensão ou interdição de direitos. salvo em caso de guerra declarada. b) o sigilo das votações. se omitirem. XLI . a idade e o sexo do apenado.não há crime sem lei anterior que o defina. as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade.é reconhecida a instituição do júri.às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação. salvo o naturalizado. entre outras. assegurados: a) a plenitude de defesa. nem pena sem prévia cominação legal.não haverá penas: a) de morte.a pena será cumprida em estabelecimentos distintos. d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser. XXXIX . XLV . o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. XLIII .

por ilegalidade ou abuso de poder. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. LIX . sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado. em processo judicial ou administrativo.aos litigantes.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem.LV . entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. LXI . não amparado por habeas corpus ou habeas data.a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. LXX . LVIII . LXVIII . LXXII . LXII .são inadmissíveis.o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. b) organização sindical. à soberania e à cidadania.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. LVI . com ou sem fiança. LXVII .conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. LX .não haverá prisão civil por dívida.conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção.LXXI . definidos em lei.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. LXIV .o preso será informado de seus direitos. à soberania e à cidadania. LVII .o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional. LXIX . LXV . quando a lei admitir a liberdade provisória. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 6 . em defesa dos interesses de seus membros ou associados.ninguém será levado à prisão ou nela mantido. no processo.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e inerentes à nacionalidade. LXVI .conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. LXXI . com os meios e recursos a ela inerentes. as provas obtidas por meios ilícitos.a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária. LXIII . salvo nas hipóteses previstas em lei. se esta não for intentada no prazo legal. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa.será admitida ação privada nos crimes de ação pública. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. entre os quais o de permanecer calado.

e. nacionalmente unificado.Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados.irredutibilidade do salário. em caso de desemprego involuntário.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. na forma da lei. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. LXXVII . IX .décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. judicial ou administrativo. b) a certidão de óbito. excepcionalmente. educação. X . com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. XI . LXXIV .As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. LXXVI . CAPÍTULO II DOS DIREITOS SOCIAIS Art. desvinculada da remuneração. V .proteção do salário na forma da lei.02. salvo comprovada má-fé. a segurança. LXXIII . na forma da lei: a) o registro civil de nascimento. a assistência aos desamparados. higiene. fixado em lei. III . II . conforme definido em lei.São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.: Artigo 6º com redação dada pela EC 26 de 14. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 7 . VII . lazer.piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. VI . na forma desta Constituição. para os que percebem remuneração variável. alimentação. transporte e previdência social. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença.seguro-desemprego. à moralidade administrativa. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I .remuneração do trabalho noturno superior à do diurno.garantia de salário. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. e. ficando o autor. constituindo crime sua retenção dolosa.salário mínimo.fundo de garantia do tempo de serviço. saúde. a saúde. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. ou resultados. a previdência social.7º .o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. a moradia.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. o trabalho. nunca inferior ao mínimo. IV . LXXV . Obs. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.b) para a retificação de dados. participação na gestão da empresa. VIII . § 2º .participação nos lucros. dentre outros direitos. § 1º . que preverá indenização compensatória. vestuário. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. 6º São direitos sociais a educação. a proteção à maternidade e à infância. nos termos de lei complementar.são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data.2000 Art. o lazer.são gratuitos para os reconhecidamente pobres. os atos necessários ao exercício da cidadania.

sendo no mínimo de trinta dias.05. XVI . de 15. de 15.proibição de distinção entre trabalho manual. técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. na forma da lei.gozo de férias anuais remuneradas com.05.seguro contra acidentes de trabalho. na forma da lei. XXIV . preferencialmente aos domingos. salvo negociação coletiva. XVII . nos termos da lei. XXVI .reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. XVIII . XXVII proteção em face da automação.licença à gestante. a partir de quatorze anos. b) (Revogada pela Emenda Constitucional nº 28. no mínimo.assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas. com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. de 25. a cargo do empregador.proibição de diferença de salários.redução dos riscos inerentes ao trabalho.proibição de trabalho noturno. quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho.98. de 25. idade. XXV .proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. a) (Revogada pela Emenda Constitucional nº 28. XIV . nos termos da lei. perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. pelo menos. insalubres ou perigosas.repouso semanal remunerado. nos termos fixados em lei. com a duração de cento e vinte dias. XXX . higiene e segurança. cor ou estado civil. XXIII . XIX . salvo na condição de aprendiz. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. XXXIII . XV . XIII . XXI .XII . XXII . um terço a mais do que o salário normal.12. XXXI . sem prejuízo do emprego e do salário. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 8 . por meio de normas de saúde.ação.proteção do mercado de trabalho da mulher. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. XXXII .adicional de remuneração para as atividades penosas. em cinqüenta por cento à do normal. sem excluir a indenização a que este está obrigado. quando incorrer em dolo ou culpa.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço.aposentadoria.12.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. XXIX . XXVIII . XX . mediante incentivos específicos.licença-paternidade.00).remuneração do serviço extraordinário superior. Inciso XII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. inciso XXXIII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.98.00).

ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. impessoalidade. prorrogável uma vez. na forma prevista em lei. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. VI . XVIII. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. também. por igual período.Parágrafo único . VII . III . observada a iniciativa privativa em cada caso. IV . Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 9 . na carreira. VIII. e os cargos em comissão. condições e percentuais mínimos previstos em lei.o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XV. XIX.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. destinam-se apenas às atribuições de direção. ao seguinte: Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. VIII . assim como aos estrangeiros. sempre na mesma data e sem distinção de índices. bem como a sua integração à previdência social. XXI e XXIV. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. TÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO CAPÍTULO VII DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. VI. de 04/06/98.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. I . de 04/06/98. de 04/06/98. de 04/06/98. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. moralidade. na forma da lei.é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. publicidade e eficiência e. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. IX .37 . II . de 04/06/98. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 04/06/98.as funções de confiança. assegurada revisão geral anual. X . XVII.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação.os cargos. dos Estados. chefia e assessoramento. V . a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos.São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV.a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei.

12. 153. exceto.a administração fazendária e seus servidores fiscais terão. de 04/06/98.331. autárquica e fundacional. d) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XX . dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. de 04/06/98.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. mantidas as condições efetivas da proposta. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada.: Regulamentado pela Lei 10.Obs. não poderão exceder o subsídio mensal. XIV . do Distrito Federal e dos Municípios. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: a) a de dois cargos de professor. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. fundações. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. § 2º. e sociedades controladas. sociedades de economia mista. XVIII . técnico ou científico. direta ou indiretamente. 150. em cada caso.ressalvados os casos especificados na legislação. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. empresas públicas. percebidos cumulativamente ou não. de 04/06/98. III.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. de 04/06/98. XI .é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. serviços. de 04/06/98. neste último caso. b) a de um cargo de professor com outro. I.depende de autorização legislativa. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. de 18. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. funções e empregos públicos da administração direta. II. e 153. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 10 . de 04/06/98. XV . XVI . dos membros de qualquer dos Poderes da União. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.2001. pelo poder público. § 4º. na forma da lei.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. quando houver compatibilidade de horários. nos termos da lei. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. definir as áreas de sua atuação. de sociedade de economia mista e de fundação.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. precedência sobre os demais setores administrativos. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. XIX .somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. de 04/06/98. em espécie.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XVII . c) a de dois cargos privativos de médico. 39. cabendo à lei complementar. dos Estados. pensões ou outra espécie remuneratória. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XXI .os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. XIII . suas subsidiárias. XII . as obras.

§ 2º . emprego ou função pública. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. obras. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. nessa qualidade. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. externa e interna.É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. regulando especialmente: I . § 7º . ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição.A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta.os controles e critérios de avaliação de desempenho. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. da qualidade dos serviços. § 3º .A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. III . do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. observado o disposto no art. e obrigações e responsabilidade dos dirigentes. de 04/06/98. 5º. cabendo à lei dispor sobre: I .O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. 42 e 142 com a remuneração de cargo. 40 ou dos arts. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.A não-observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. de 15/12/98. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. dos Estados. X e XXXIII. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. programas. que causem prejuízos ao erário.o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo.o prazo de duração do contrato. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. § 10º . informativo ou de orientação social. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. sem prejuízo da ação penal cabível.A publicidade dos atos. servidor ou não. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. dela não podendo constar nomes. que receberem recursos da União.A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. emprego ou função na administração pública. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. na forma e gradação previstas em lei.a remuneração do pessoal. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. § 4º . causarem a terceiros. § 6º . de 04/06/98.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. a perda da função pública. III . e suas subsidiárias.as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. nos termos da lei.§ 1º . § 9º .a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. de 04/06/98. de 04/06/98. § 8º . direitos. II . ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. § 5º .A autonomia gerencial. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 11 .As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. II .

98. para isso.A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. IV . o disposto no art. § 3º . a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. facultada. § 2º .investido no mandato de Vereador.38 . § 4º . obedecido. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. III . I . Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19.as peculiaridades dos cargos. havendo compatibilidade de horários. verba de representação ou outra espécie remuneratória.os requisitos para a investidura. § 1º . ficará afastado de seu cargo. V . os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. de 04/06/98. aplicam-se as seguintes disposições: Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. perceberá as vantagens de seu cargo.39 .98.A União. emprego ou função. de 04/06/98.investido no mandato de Prefeito. adicional. II . integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. 37. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 12 . abono.Ao servidor público da administração direta. XVI. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. será aplicada a norma do inciso anterior. XXII e XXX.tratando-se de mandato eletivo federal.A União.06.06. de 04. não havendo compatibilidade. IX. XVII. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. em qualquer caso. de 04. será afastado do cargo. no caso de afastamento.O membro de Poder. de 04. III . podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.06. 7º.06.Art. emprego ou função. e. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. no exercício de mandato eletivo.para efeito de benefício previdenciário. IV. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. XIII.98.a natureza. estadual ou distrital. os Estados. I . sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. XV. autárquica e fundacional. exceto para promoção por merecimento. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. VIII. de 04. XII. VII. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais.98. prêmio. XIX. XX. emprego ou função. XVIII. o detentor de mandato eletivo. SEÇÃO II DOS SERVIDORES PÚBLICOS Art. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. II . os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. X e XI. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira.

desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. o disposto no art. de 15/12/98.compulsoriamente. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. aos setenta anos de idade. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. § 6º . e sessenta anos de idade. III . Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. 37. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor. de 15/12/98. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 13 . § 1º . calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma do § 3°: Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. de 04/06/98. de 15/12/98. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20.§ 5º .por invalidez permanente. a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. Art. Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. I . Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. 40 . sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. § 7º . Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. autarquia e fundação.A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. por ocasião de sua concessão.voluntariamente. b) sessenta e cinco anos de idade. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. dos Estados. dos Estados. de 15/12/98. § 8º . Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. incluídas suas autarquias e fundações. se homem. se mulher.Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. se mulher. especificadas em lei.Lei da União. Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. XI. de 04/06/98. dos Estados. se homem. em qualquer caso. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo. de 15/12/98. contagiosa ou incurável. exceto se decorrente de acidente em serviço.Os Poderes Executivo. de 04/06/98. obedecido. Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. moléstia profissional ou doença grave. reaparelhamento e racionalização do serviço público. de 15/12/98. modernização. treinamento e desenvolvimento. de 15/12/98. § 2° Os proventos de aposentadoria e as pensões. observadas as seguintes condições: Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. II . do Distrito Federal e dos Municípios. de 04/06/98. de 15/12/98.Lei da União.

inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. a. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. de 15/12/98. Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. de 15/12/98. em relação ao disposto no § 1°. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. no que couber.§ 3° Os proventos de aposentadoria. de 15/12/98. Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. § 9º O tempo de contribuição federal. XI. III. que será igual ao valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito o servidor em atividade na data de seu falecimento. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social. de 15/12/98. § 11º Aplica-se o limite fixado no art. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. § 4° É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. na . XI. ressalvados os casos de atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. § 7° Lei disporá sobre a concessão do benefício da pensão por morte. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. corresponderão à totalidade da remuneração. inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. de 15/12/98. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. de 15/12/98. por ocasião da sua concessão. § 5° Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. observado o disposto no § 3º. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. de 15/12/98. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 14 . e de cargo eletivo. § 6° Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição.forma da lei. de 15/12/98. 37. 37. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. definidos em lei complementar. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade. § 12º Além do disposto neste artigo. § 10º A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. os proventos de aposentadoria e as pensões serão revistos na mesma proporção e na mesma data. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. à soma total dos proventos de inatividade. de 15/12/98. na forma da lei. § 8° Observado o disposto no art. serão calculados com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e. de 15/12/98.

desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 15/12/98. de 04/06/98. na forma de lei complementar. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.Como condição para a aquisição da estabilidade. se estável. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. lei complementar disporá sobre as normas gerais para a instituição de regime de previdência complementar pela União. para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. Estados. 201. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. o servidor estável ficará em disponibilidade.Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. exclusivamente. de 04/06/98. § 16º Somente mediante sua prévia e expressa opção. de 04/06/98. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. de 15/12/98. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. aplica-se o regime geral de previdência social. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. II . de 15/12/98. 202. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. poderão fixar. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. reconduzido ao cargo de origem. de 04/06/98. § 2º .em virtude de sentença judicial transitada em julgado. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. para atender aos seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo.§ 13º Ao servidor ocupante. sem direito a indenização. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 41 . DA CULTURA E DO DESPORTO SEÇÃO I DA EDUCAÇÃO AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 15 . Art. assegurada ampla defesa. os Estados. § 4º .O servidor público estável só perderá o cargo: I . é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. o Distrito Federal e os Municípios. § 3º . será ele reintegrado. e o eventual ocupante da vaga. CAPÍTULO III DA EDUCAÇÃO. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. III .mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. de 15/12/98. § 14º A União. § 15º Observado o disposto no art. Distrito Federal e Municípios.Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável." Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. § 1º . de 04/06/98.São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.

pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas. direito de todos e dever do Estado e da família. pesquisa e extensão.Art.progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio. com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos.garantia de padrão de qualidade.208 . Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 11. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14.atendimento ao educando. IV . planos de carreira para o magistério público.progressiva universalização do ensino médio gratuito. garantido. na forma da lei.206 . sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. VII . III . Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 11.205 .oferta de ensino noturno regular. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. preferencialmente na rede regular de ensino. planos de carreira para o magistério público. de 13/09/96 Redação anterior: I . assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União. Art.A educação. transporte. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 16 . Art.O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica. de 13/09/96 Redação anterior: II . VII .As universidades gozam de autonomia didático-científica. da pesquisa e da criação artística.acesso aos níveis mais elevados do ensino.207 . no ensino fundamental. pesquisar e divulgar o pensamento. com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. alimentação e assistência à saúde.ensino fundamental obrigatório e gratuito. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. na forma da lei. Art.gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. IV .O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I .É facultado às universidades admitir professores. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. segundo a capacidade de cada um. de 04/06/98 Redação Anterior: "V . ensinar." . a arte e o saber.O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I . e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino. obrigatório e gratuito.gestão democrática do ensino público. garantidos.igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. inclusive.valorização dos profissionais do ensino. II . II . visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. na forma da lei.liberdade de aprender. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14. V . § 2º . assegurada.atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade. adequado às condições do educando. III . V . técnicos e cientistas estrangeiros.ensino fundamental.atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. VI . seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.valorização dos profissionais do ensino. na forma da lei. § 1º . e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. de 30/04/96 . VI . de 30/04/96 . administrativa e de gestão financeira e patrimonial. através de programas suplementares de material didático-escolar.

Art. de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório.O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. de 13/09/96. na manutenção e desenvolvimento do ensino.§ 1º . compreendida aproveniente de transferências. § 4º .cumprimento das normas gerais da educação nacional. anualmente. § 1º . junto aos pais ou responsáveis.210 .O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa. Redação dada pela Emenda constitucional nº 14. no mínimo. função redistributiva e supletiva. Parágrafo incluído pela Emenda constitucional nº 14.212 .Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. de 13/09/96.O ensino religioso. de 13/09/96.A União organizará e financiará o sistema federal de ensino e o dos Territórios. financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá. Parágrafo incluído pela Emenda constitucional nº 14. de matrícula facultativa. § 2º .A União. atendidas as seguintes condições: I . constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. Redação dada pela Emenda constitucional nº 14.211 . II . para efeito do cálculo previsto neste artigo. Redação anterior: Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e pré-escolar. receita do governo que a transferir. fazer-lhes a chamada e zelar. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 17 . § 3º . ou pelos Estados aos respectivos Municípios.209 . nacionais e regionais. § 1º . o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento. os Estados e os Municípios definirão formas de colaboração.Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental.A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios.Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio. nunca menos de dezoito. de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos. assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental.autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. Art. § 2º . de 13/09/96. e prestará assistência técnica e financeira aos Estados. da receita resultante de impostos.O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público.A União aplicará. ao Distrito Federal e aos Municípios. não é considerada. e os Estados. Art. importa responsabilidade da autoridade competente. ao Distrito Federal e aos Municípios. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados. pela freqüência à escola. o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. os Estados. Redação anterior: § 1º . em matéria educacional. ao Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória. § 1º .Na organização de seus sistemas de ensino. § 3º .A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados. § 2º .O ensino é livre à iniciativa privada. ou sua oferta irregular. Art.

IV . II . confessionais ou filantrópicas. ou ao Poder Público. estadual e municipal e os recursos aplicados na forma do art. 60 da Constituição Federal. definidas em lei.O ensino fundamental público terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação. pelas empresas.O ensino fundamental público terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação.Para efeito do cumprimento do disposto no caput deste artigo.A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório. 208.As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. que: I . V .Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio. promulgam esta Emenda ao texto constitucional: Art. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14.As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do Poder Público. recolhida.formação para o trabalho.assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária.214 . servidores e agentes políticos.A lei estabelecerá o plano nacional de educação. § 4º .melhoria da qualidade do ensino. na forma da lei. § 2º . recolhida pelas empresas. II . e dá outras providências. 213. VII. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 19. § 5º . na forma da lei. nos termos do plano nacional de educação.Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas.universalização do atendimento escolar. 21 e XXVII do art. controle de despesas e finanças públicas e custeio de atividades a cargo do Distrito Federal. 1º Os incisos XIV e XXII do art. de 13/09/96 Redação anterior: § 5º .213 .erradicação do analfabetismo. Art. na forma da lei. filantrópica ou confessional.Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art. no caso de encerramento de suas atividades. de duração plurianual. § 3º . III . que dela poderão deduzir a aplicação realizada no ensino fundamental de seus empregados e dependentes. Art. quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando.promoção humanística. DE 04 DE JUNHO DE 1998 Modifica o regime e dispõe sobre princípios e normas da Administração Pública. podendo ser dirigidos a escolas comunitárias. ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade. serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários. para os que demonstrarem insuficiência de recursos. serão considerados os sistemas de ensino federal. visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público que conduzam à: I .comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação. nos termos do § 3º do art. § 1º . 22 da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 18 . científica e tecnológica do País.§ 2º .

27 e os incisos V e VI do art. 39. III. 37.) § 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. 153.. XIV. do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão fixados por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. na razão de. na forma da lei. e 153.. (. para os Deputados Federais. 2º O § 2º do art. § 2º. observado o que dispõem os arts. (.subsídios do Prefeito. autárquicas e fundacionais da União. § 4º. na forma prevista em lei. 38. 153.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. II . III. dos Estados. § 4º. XI. § 2º. II. XI. § 1°.―Art. II. XVII e XIX e o § 3º do art. 37 da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação. 150. e 153. § 4º. para os Deputados Estaduais. 37. XXII . 153. e 153.‖ "Art. e para as empresas públicas e sociedades de economia mista. 153. I. § 7º. Distrito Federal e Municípios. 57. a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. nos termos do art. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 19 . A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União.. 22. inserindo-se § 2º no art. 37. § 2º. V. I. 39.normas gerais de licitação e contratação. 57.subsídio dos Vereadores fixado por lei de iniciativa da Câmara Municipal. IV e V. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. XIII. em todas as modalidades. 150.) § 1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta. 21. I.27. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. III.as funções de confiança. VII. no máximo. II.executar os serviços de polícia marítima. 29 (. 150. em espécie. XVI. 29 da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação. § 2º Os subsídios do Governador.organizar e manter a polícia civil. observado o que dispõem os arts. para as administrações públicas diretas. V .os cargos. ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. no máximo. Estados.. na razão de. 150.. III." "Art. 39." Art. setenta e cinco por cento daquele estabelecido. XXI. observado o que dispõem os arts. observado o que dispõem os arts. obedecido o disposto no art. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. em espécie. § 4º. XI. 39. 28. 28 e renumerando-se para § 1º o atual parágrafo único: "Art. 37. I. XV. publicidade e eficiência e. VI . III. II. 173.. acrescendo-se ao artigo os §§ 7º a 9º: "Art. por meio de fundo próprio. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. e 153. moralidade. e os cargos em comissão. aeroportuária e de fronteiras. também. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. ao seguinte: I . os incisos I. Compete à União‖: XIV . assim como aos estrangeiros.) V . X. impessoalidade. setenta e cinco por cento daquele estabelecido. II. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos." Art. § 2º." "Art. I. 3º O caput. § 7º. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. Compete privativamente à União legislar sobre: XXVII . do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal.

III .as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: a) a de dois cargos de professor. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. da qualidade dos serviços. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. assegurada revisão geral anual. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. técnico ou científico.é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. XIX . orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. XIII . pensões ou outra espécie remuneratória. em espécie. quando houver compatibilidade de horários. 5º. § 2º. III.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. sempre na mesma data e sem distinção de índices.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. XIV . autárquica e fundacional. suas subsidiárias. cabendo à lei complementar. XI . c) a de dois cargos privativos de médico. fundações. XV . 39.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. observada a iniciativa privativa em cada caso. cabendo à lei dispor sobre: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 20 . pelo poder público. de sociedade de economia mista e de fundação. X . e sociedades controladas.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica.condições e percentuais mínimos previstos em lei. definir as áreas de sua atuação. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. dos Estados.o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo. não poderão exceder o subsídio mensal. XVII . ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. destinam-se apenas às atribuições de direção. observado o disposto no art. § 4º. direta ou indiretamente. sociedades de economia mista. do Distrito Federal e dos Municípios. externa e interna. dos membros de qualquer dos Poderes da União. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. § 8º A autonomia gerencial. 150.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. neste último caso. I. exceto.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. regulando especialmente: I . emprego ou função na administração pública. e 153. 153. percebidos cumulativamente ou não. b) a de um cargo de professor com outro. II . XVI . empresas públicas. funções e empregos públicos da administração direta. II. chefia e assessoramento. X e XXXIII.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo.somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. VII .

os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. modernização. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. aplicam-se as seguintes disposições:" Art. dos Estados. em qualquer caso. XIII.a natureza. § 7º Lei da União. prêmio. § 5º Lei da União.os requisitos para a investidura. II . 7º. XI. 39. no exercício de mandato eletivo. VII. 41 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 21 . adicional. XVIII. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. 6º O art. § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. dos Estados. obedecido.os controles e critérios de avaliação de desempenho. abono. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. verba de representação ou outra espécie remuneratória. Ao servidor público da administração direta. 5º O art. § 6º Os Poderes Executivo." Art. § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: I . XVII. 37. direitos. § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. XIX. XX. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. XXII e XXX. III . o disposto no art.I ." Art. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. XV.a remuneração do pessoal. 38. VIII. autárquica e fundacional. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. dos Estados. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. 38 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art.as peculiaridades dos cargos.o prazo de duração do contrato. e suas subsidiárias. obedecido. autarquia e fundação. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. 4º O caput do art. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. para isso. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. A União. os Estados. reaparelhamento e racionalização do serviço público. XVI. 39 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 37. III . § 4º O membro de Poder. facultada. treinamento e desenvolvimento. integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. o disposto no art. IX. em qualquer caso. IV. XII. X e XI. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. II . que receberem recursos da União. o detentor de mandato eletivo. § 2º A União.

aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. da Câmara dos Deputados."Art. § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade." Art. 57 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 22 . será ele reintegrado. e 153. e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração. III. com a sanção do Presidente da República. 49. polícia. 52. § 2º. criação. 51 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 37. II. 39. I. e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração. Cabe ao Congresso Nacional.fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado. 9º O inciso IV do art. 150. O § 7º do art. transformação ou extinção dos cargos. III. observado o que dispõem os arts.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. 41. reconduzido ao cargo de origem. 150. 39. 8º Os incisos VII e VIII do art. não exigida esta para o especificado nos arts. funcionamento. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade.dispor sobre sua organização. dispor sobre todas as matérias de competência da União. 51 e 52. do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. 39.fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores. transformação ou extinção dos cargos. § 4º. 52 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. por lei de iniciativa conjunta dos Presidentes da República. empregos e funções de seus serviços. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . assegurada ampla defesa. 150. observado o que dispõem os arts. 49 da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: VII . e 153. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. 153. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. funcionamento. III. 48. o servidor estável ficará em disponibilidade. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. especialmente sobre: XV . se estável. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: IV . II. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. XI. § 4º. XI. 153. na forma de lei complementar." Art. 49. I. observado o que dispõem os arts." Art.dispor sobre sua organização. 37. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. § 4º. § 2º. e 153. 10. 11. 51. 48 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do seguinte inciso XV: "Art.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. empregos e funções de seus serviços. sem direito a indenização. O inciso XIII do art. e o eventual ocupante da vaga." Art. 7º O art. Compete privativamente ao Senado Federal: XIII . polícia. II . § 2º. criação. I. II. 153." Art. III . VIII .

(. 150. estabelecerão a organização. 37. (. 127.(. propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares. o inciso III do art. 70. as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público. relativamente a seus membros: I . 153. conforme as respectivas categorias da estrutura judiciária nacional. 128 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. 37. 153. vedado o pagamento de parcela indenizatória em valor superior ao do subsídio mensal. Os juízes gozam das seguintes garantias: III . 95 e a alínea b do inciso II do art." Art. em nível federal e estadual.. ou que. o Congresso Nacional somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocado. obedecido. 95.. 128. § 4º. que utilize. O § 2º do art. 39.. guarde." Art. XV. § 2º..) § 5º Leis complementares da União e dos Estados. ressalvado o disposto no art. O parágrafo único do art. 150. 14. II. 93. 96. III. XI. § 2º.as seguintes garantias: c) irredutibilidade de subsídio.) V . X e XI. A alínea c do inciso I do § 5º do art. aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo. 13. onde houver. § 4º.o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa e cinco por cento do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os subsídios dos demais magistrados serão fixados em lei e escalonados. 39.. 48. 153. X e XI. o disposto nos arts. podendo." "Art.) § 7º Na sessão legislativa extraordinária. ressalvado o disposto nos arts. a política remuneratória e os planos de carreira. observadas. (. inclusive dos tribunais inferiores. 15.. III.irredutibilidade de subsídio. 96 da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. observado o disposto no art. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda..) Parágrafo único. assuma obrigações de natureza pecuniária.. em qualquer caso. 169: b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados.) § 2º Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa. cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais. bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juizes. e ressalvado o disposto nos arts. 12." AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 23 ." Art. 93. 57. nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores. não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez por cento ou inferior a cinco por cento. (. 169. 127 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art.. e 153.ao Supremo Tribunal Federal." Art. arrecade. a lei disporá sobre sua organização e funcionamento. em nome desta. I. gerencie ou administre dinheiros. pública ou privada."Art.. Compete privativamente: II . 37. O inciso V do art. provendo-os por concurso público de provas ou de provas e títulos. II. e 39. I. fixado na forma do art." "Art. § 4º. 70 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. observado o disposto no art.

na forma da lei.Art. 167.) § 1º A polícia federal." Art. O caput do art.. inclusive por antecipação de receita. exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas. inativo e pensionista. O art. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público. na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos. ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. dos Estados. 39. do Distrito Federal e dos Municípios. O art. para pagamento de despesas com pessoal ativo. 19. a qualquer título. § 2º A polícia rodoviária federal. instituída por lei como órgão permanente. empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal. Os servidores integrantes das carreiras disciplinadas nas Seções II e III deste Capítulo serão remunerados na forma do art. A despesa com pessoal ativo e inativo da União. só poderão ser feitas: I . bem como a admissão ou contratação de pessoal. 144 da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação.se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. 132. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases. mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios. 16. 17. órgão permanente. § 4º. 18. organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. 144. 135." Art. 39. § 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração. pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta. II . inserindo-se no artigo § 9º: "Art. (.se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes. organizados em carreira. aeroportuária e de fronteiras. 167 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido de inciso X. 132 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. § 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4º do art. do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. Aos procuradores referidos neste artigo é assegurada estabilidade após três anos de efetivo exercício.. na forma da lei." Art. pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras. 169. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. organizado e mantido pela União e estruturado em carreira.a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos. com a seguinte redação: "Art. § 3º A polícia ferroviária federal." Art. 135 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. destina-se. destina-se. 169 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art.exercer as funções de polícia marítima. organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. O art. 20. A Seção II do Capítulo IV do Título IV da Constituição Federal passa a denominarse "DA ADVOCACIA PÚBLICA". 21. São vedados: X . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 24 . órgão permanente. a criação de cargos. Parágrafo único. Art. destina-se a: III . O § 1º e seu inciso III e os §§ 2º e 3º do art. ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. dos Estados. após relatório circunstanciado das corregedorias.

da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços. compras e alienações.a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal. serviços." Art.valorização dos profissionais do ensino. bem como a transferência total ou parcial de encargos. durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput. comerciais.a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas. vedada a criação de cargo. desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional. o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: I . os Estados. 23. a União. planos de carreira para o magistério público. § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo. 24.173 (..os mandatos.exoneração dos servidores não estáveis. II . autorizando a gestão associada de serviços públicos. § 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto. dispondo sobre: I . ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites." Art. § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo. O § 1º do art. § 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º." AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 25 .§ 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos.redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança. emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. V . § 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. 206.sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade. O inciso V do art. com a participação de acionistas minoritários. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. II . 241 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. III . o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados. trabalhistas e tributários. serviços. a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. IV . na forma da lei. garantidos.licitação e contratação de obras. 22..) § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública. O art.observados os princípios da administração pública. 241. 206 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados. os Estados. o servidor estável poderá perder o cargo. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: V . pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. A União. o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. 173 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "Art." Art.

Art. 169 estabelecerão critérios e garantias especiais para a perda do cargo pelo servidor público estável que. 29. a perda do cargo somente ocorrerá mediante processo administrativo em que lhe sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa. desenvolva atividades exclusivas de Estado. No prazo de dois anos da promulgação desta Emenda. 33. e. 21 da Constituição Federal. vedado o pagamento. 34. tendo em conta a finalidade e as competências efetivamente executadas. As leis previstas no inciso III do § 1º do art. Os subsídios. Até a instituição do fundo a que se refere o inciso XIV do art. dentro de cento e vinte dias da promulgação desta Emenda. constituirão quadro em extinção da administração federal. a qualquer título. Brasília. Art. Art. as entidades da administração indireta terão seus estatutos revistos quanto à respectiva natureza jurídica. vencimentos. não se admitindo a percepção de excesso a qualquer título. em decorrência das atribuições de seu cargo efetivo. os servidores municipais e os integrantes da carreira policial militar dos ex-Territórios Federais do Amapá e de Roraima. Os servidores públicos federais da administração direta e indireta. ainda. Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua promulgação. 4 de junho de 1998 AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 26 . Art. 31. sem prejuízo da avaliação a que se refere o § 4º do art. Parágrafo único. Na hipótese de insuficiência de desempenho. na condição de cedidos. assegurados os direitos e vantagens inerentes aos seus servidores. até seu aproveitamento em órgão da administração federal. Art." Art. É assegurado o prazo de dois anos de efetivo exercício para aquisição da estabilidade aos atuais servidores em estágio probatório. da Constituição Federal aqueles admitidos na administração direta. 26. de diferenças remuneratórias. compete à União manter os atuais compromissos financeiros com a prestação de serviços públicos do Distrito Federal. para os fins do art. proventos da aposentadoria e pensões e quaisquer outras espécies remuneratórias adequar-se-ão. custeados pela União. O projeto de lei complementar a que se refere o art. remuneração. a partir da promulgação desta Emenda. O Congresso Nacional. II. os servidores civis nesses Estados com vínculo funcional já reconhecido pela União. que comprovadamente encontravam-se no exercício regular de suas funções prestando serviços àqueles ex-Territórios na data em que foram transformados em Estados. A Constituição Federal passa a vigorar acrescida do seguinte artigo: "Art. Art. elaborará lei de defesa do usuário de serviços públicos. 163 da Constituição Federal será apresentado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional no prazo máximo de cento e oitenta dias da promulgação desta Emenda. 32. os policiais militares que tenham sido admitidos por força de lei federal. aos limites decorrentes da Constituição Federal. 28. 41 e no § 7º do art. 25. 247. observadas as atribuições de função compatíveis com seu grau hierárquico. na condição de cedidos. 27. Art. § 2º Os servidores civis continuarão prestando serviços aos respectivos Estados. autárquica e fundacional sem concurso público de provas ou de provas e títulos após o dia 5 de outubro de 1983. submetidos às disposições legais e regulamentares a que estão sujeitas as corporações das respectivas Polícias Militares. 41 da Constituição Federal. Art. Consideram-se servidores não estáveis. Art. 30. § 3º. 169. § 1º Os servidores da carreira policial militar continuarão prestando serviços aos respectivos Estados.

perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos.compulsoriamente. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. b) sessenta e cinco anos de idade. exceto se decorrente de acidente em serviço. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo." "Art.º 20.. § 3º . ressalvados os casos de atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma do § 3º: I . III .(.) XII . moléstia profissional ou doença grave. nos termos do § 3º do art. se mulher. na forma da lei. dos Estados. corresponderão à totalidade da remuneração. especificadas em lei.Os proventos de aposentadoria.. 7º . § 1º . 1º .por invalidez permanente. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor. estabelece normas de transição e dá outras providências. promulgam a seguinte emenda ao texto constitucional: Art. 40 ou dos arts. 60 da Constituição Federal. XXXIII .Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. § 2º . se homem.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei.voluntariamente. contagiosa ou incurável. serão calculados com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e.EMENDA CONSTITUCIONAL N. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 27 . e sessenta anos de idade.) § 10 . § 4º .proibição de trabalho noturno. 42 e 142 com a remuneração de cargo.. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo.É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. aos setenta anos de idade. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. por ocasião de sua concessão. salvo na condição de aprendiz. 37 – (.Os proventos de aposentadoria e as pensões." "Art. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. emprego ou função pública. DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998 Modifica o sistema de previdência social. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. 40 . e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. II . por ocasião da sua concessão.. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. incluídas suas autarquias e fundações. se mulher.É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. se homem. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.A Constituição Federal passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art.Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. definidos em lei complementar. do Distrito Federal e dos Municípios. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. a partir de quatorze anos.

A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. o Distrito Federal e os Municípios. lei complementar disporá sobre as normas gerais para a instituição de regime de previdência complementar pela União.Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos.. aplica-se o regime geral de previdência social. poderão fixar.Aplica-se o limite fixado no art. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. "a". em relação ao disposto no § 1º. 37. e de cargo eletivo. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. § 16 .) AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 28 . para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo." "Art. § 11 .A União. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.Observado o disposto no art. § 15 . § 10 . estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. § 13 . § 9º .Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. exclusivamente.Além do disposto neste artigo. XI. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social.Ao servidor ocupante. Distrito Federal e Municípios. § 7º .. § 12 .Somente mediante sua prévia e expressa opção. sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade.O tempo de contribuição federal. observado o disposto no § 3º. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. 202. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar.Observado o disposto no art. os proventos de aposentadoria e as pensões serão revistos na mesma proporção e na mesma data. § 14 . que será igual ao valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito o servidor em atividade na data de seu falecimento. Estados. 37. à soma total dos proventos de inatividade. 42 – (. § 8º . inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. III.Lei disporá sobre a concessão do benefício da pensão por morte. XI. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.§ 5º . e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. os Estados. na forma da lei. para atender aos seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. no que couber. 201. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. § 6º .

. da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei. § 9º. 201. 195 – (.Compete ainda à Justiça do Trabalho executar. que exerçam suas atividades em regime de economia AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 29 . aplicando-se-lhes..Aos militares dos Estados.." "Art. a qualquer título. 142. 14. 142. 93 – (. do art. 40. relativamente à expedição de precatórios.a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art.. aplica-se o disposto no art. § 8º.a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o disposto no art.. c) o lucro. sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores. impedimentos. do Distrito Federal e dos Territórios. o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal. "a"." "Art." "Art. dos empregadores.) § 3º . mediante gestão quadripartite.) § 3º . 40. não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art.. 40.) § 3º . 142 – (.Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias..." "Art. 201. § 2º . II .. quanto à aposentadoria e pensão.) XI .. com participação dos trabalhadores. as normas constantes do art. §§ 7º e 8º. I.) § 3º .O produtor. prerrogativas. "a". e seus acréscimos legais. e do art. 167 – (. I. o parceiro.aplica-se aos militares e a seus pensionistas o disposto no art. 40..) VII .) Parágrafo único – (. 73 – (. do Distrito Federal e dos Territórios e a seus pensionistas. 194 – (..) I .Aplicam-se aos militares dos Estados.caráter democrático e descentralizado da administração. §§ 7º e 8º. além do que vier a ser fixado em lei. decorrentes das sentenças que proferir.. para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. e II. de ofício.. as contribuições sociais previstas no art. incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados. 195. bem como os respectivos cônjuges. vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça.‖ "Art. 40.) IX . dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados.§ 1º ..do trabalhador e dos demais segurados da previdência social..) VI . 195.. b) a receita ou o faturamento.(.." "Art. § 3º.. Estadual ou Municipal deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal.. § 8º . as disposições do art. inciso X. cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. à pessoa física que lhe preste serviço. §§ 2º e 3º." "Art. e II.O disposto no "caput" deste artigo." "Art.do empregador. 114 – (. 100 – (. mesmo sem vínculo empregatício.

Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de benefício serão devidamente atualizados. ressalvados os casos de atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei.É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos beneficiários do regime geral de previdência social. ao cônjuge ou companheiro e dependentes.familiar.proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário. § 9º . § 5º . III . § 7º .É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais de que tratam os incisos I.A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano. II . II . morte e idade avançada. reduzido em cinco anos o limite para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. § 9º . de caráter contributivo e de filiação obrigatória. e atenderá. a: I .É vedada a filiação ao regime geral de previdência social. obedecidas as seguintes condições: I .A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único de saúde e ações de assistência social da União para os Estados. § 8º . "a". e trinta anos de contribuição. o valor real. § 2º .É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes. rural e urbana. se mulher. e II deste artigo. para débitos em montante superior ao fixado em lei complementar. é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada. na forma da lei. se homem.salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda. em caráter permanente. nos termos da lei.trinta e cinco anos de contribuição. o Distrito Federal e os Municípios.É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social. se mulher.As contribuições sociais previstas no inciso I deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas. IV . em razão da atividade econômica ou da utilização intensiva de mão-de-obra.Os requisitos a que se refere o inciso I do parágrafo anterior serão reduzidos em cinco anos. § 3º . § 10 . sem empregados permanentes.sessenta e cinco anos de idade. § 6º . especialmente à gestante. observada a respectiva contrapartida de recursos. o garimpeiro e o pescador artesanal. invalidez. hipótese em AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 30 .pensão por morte do segurado.A previdência social será organizada sob a forma de regime geral. definidos em lei complementar. e sessenta anos de idade. observado o disposto no § 2º.Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo. nos termos da lei. e dos Estados para os Municípios. 201 . para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.cobertura dos eventos de doença. de pessoa participante de regime próprio de previdência. § 4º . na qualidade de segurado facultativo. nestes incluídos o produtor rural. V .Para efeito de aposentadoria. conforme critérios definidos em lei. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.proteção à maternidade. homem ou mulher. § 1º . se homem. § 11 ." "Art.

" "Art. baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado.Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento de proventos de aposentadoria e pensões concedidas aos respectivos servidores e seus dependentes. é acrescida dos seguintes artigos: "Art. § 4º . direitos e ativos de qualquer natureza. sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente. 2º .que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeiramente. pelo órgão responsável pelo regime geral de previdência social.A Constituição Federal. situação na qual. às empresas privadas permissionárias ou concessionárias de prestação de serviços públicos. fundações. 202 . inclusive suas autarquias." Art. à exceção dos benefícios concedidos. Estados. e regulado por lei complementar. e suas respectivas entidades fechadas de previdência privada. serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüente repercussão em benefícios. não integram a remuneração dos participantes.Os ganhos habituais do empregado. § 5º . sua contribuição normal poderá exceder a do segurado. empresas públicas. XI. sociedades de economia mista e outras entidades públicas.Lei complementar disciplinará a relação entre a União. em adição aos recursos dos respectivos tesouros. § 10 . no que couber.O regime de previdência privada. nos termos da lei.A lei complementar de que trata este artigo assegurará ao participante de planos de benefícios de entidades de previdência privada o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos planos. Art. salvo na qualidade de patrocinador. segundo critérios estabelecidos em lei. a qualquer título. a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado. fundações. 249 . suas autarquias. 250 . Distrito Federal e Municípios. será facultativo. de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social. § 6º . § 2º . Art. mediante lei que disporá sobre a natureza e administração desses fundos. Estados. ainda que à conta do Tesouro Nacional. os Estados. nas Disposições Constitucionais Gerais.É vedado o aporte de recursos a entidade de previdência privada pela União. nos casos e na forma da lei. 248 . os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos.A lei complementar de que trata o parágrafo anterior aplicar-se-á.A lei complementar a que se refere o § 4º deste artigo estabelecerá os requisitos para a designação dos membros das diretorias das entidades fechadas de previdência privada e disciplinará a inserção dos participantes nos colegiados e instâncias de decisão em que seus interesses sejam objeto de discussão e deliberação.As contribuições do empregador. e os não sujeitos ao limite máximo de valor fixado para os benefícios concedidos por esse regime observarão os limites fixados no art.Lei disciplinará a cobertura do risco de acidente do trabalho. em hipótese alguma. quando patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada.Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento dos benefícios concedidos pelo regime geral de previdência social. assim como. § 1º . a União. em adição aos recursos de sua AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 31 . o Distrito Federal e os Municípios poderão constituir fundos integrados pelos recursos provenientes de contribuições e por bens. a qualquer título. regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes. enquanto patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada.Os benefícios pagos. § 3º . Distrito Federal ou Municípios. § 11 . 37.

autárquica e fundacional. 4º desta Emenda e ressalvado o direito de opção a aposentadoria pelas normas por ela estabelecidas. da Constituição Federal. II . em termos integrais ou proporcionais ao tempo de serviço já exercido até a data de publicação desta Emenda. cumprido até que a lei discipline a matéria. inativos e pensionistas. da Constituição Federal. 40. até aquela data. sob pena de intervenção. aos anistiados e aos ex-combatentes. e quarenta e oito anos de idade. cumulativamente: I . assim como àqueles que já cumpriram. caso ocorra antes. será contado como tempo de contribuição. "a". até a data da publicação desta Emenda.contar tempo de contribuição igual. no mínimo. § 2º . § 3º. sendo seus dirigentes e os de suas respectivas patrocinadoras responsáveis civil e criminalmente pelo descumprimento do disposto neste artigo. com base nos critérios da legislação então vigente. da Constituição Federal." Art. III. mediante lei que disporá sobre a natureza e administração desse fundo. que. a qualquer tempo. bem como aos seus dependentes. § 1º . a contar da publicação desta Emenda. quando o servidor. inclusive empresas públicas e sociedades de economia mista. Art. no prazo de dois anos. à soma de: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 32 . àquele que tenha ingressado regularmente em cargo efetivo na Administração Pública. 4º . de modo a ajustá-los atuarialmente a seus ativos. observado o disposto no art. § 3º . 8º . seus planos de benefícios e serviços. § 3º. Art.O servidor de que trata este artigo.São mantidos todos os direitos e garantias assegurados nas disposições constitucionais vigentes à data de publicação desta Emenda aos servidores e militares.É assegurada a concessão de aposentadoria e pensão.Observado o disposto no art. o tempo de serviço considerado pela legislação vigente para efeito de aposentadoria.Os proventos da aposentadoria a ser concedida aos servidores públicos referidos no "caput". os requisitos para usufruírem tais direitos. deverão rever.As entidades fechadas de previdência privada patrocinadas por entidades públicas. 40. ou. Art. da Constituição Federal. Art. XI. 5º . 202 da Constituição Federal deverão ser apresentados ao Congresso Nacional no prazo máximo de noventa dias após a publicação desta Emenda. tenham cumprido os requisitos para a obtenção destes benefícios. quanto à exigência de paridade entre a contribuição da patrocinadora e a contribuição do segurado.arrecadação.O disposto no art. 7º . terá vigência no prazo de dois anos a partir da publicação desta Emenda. até a data de publicação desta Emenda. direitos e ativos de qualquer natureza.Os projetos das leis complementares previstas no art. é assegurado o direito à aposentadoria voluntária com proventos calculados de acordo com o art. 37. que tenha completado as exigências para aposentadoria integral e que opte por permanecer em atividade fará jus à isenção da contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria contidas no art. a União poderá constituir fundo integrado por bens. serão calculados de acordo com a legislação em vigor à época em que foram atendidas as prescrições nela estabelecidas para a concessão destes benefícios ou nas condições da legislação vigente. III . da Constituição Federal. se mulher.tiver cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria. aos servidores públicos e aos segurados do regime geral de previdência social. § 1º. direta. 202. 6º . bem como as pensões de seus dependentes. na data de publicação da lei complementar a que se refere o § 4º do mesmo artigo. Art.Observado o disposto no art. 40. se homem. § 10. 3º .tiver cinqüenta e três anos de idade.

faltaria para atingir o limite de tempo constante da alínea anterior. se homem. se mulher.O servidor de que trata este artigo. do Distrito Federal e dos Municípios. exclusivamente.a) trinta e cinco anos. desde que atendido o disposto no inciso I do "caput". Art. acrescido de cinco por cento por ano de contribuição que supere a soma a que se refere o inciso anterior. § 1º. regularmente. faltaria para atingir o limite de tempo constante da alínea anterior. se mulher. é assegurado o direito à aposentadoria ao segurado que se tenha filiado ao regime geral de previdência social.O segurado de que trata este artigo. § 1º .O professor. se homem. na data da publicação desta Emenda. se mulher. cumulativamente. com tempo de efetivo exercício das funções de magistério. até o limite de cem por cento. servidor da União. no mínimo. 40.Observado o disposto no art.O servidor de que trata este artigo.os proventos da aposentadoria proporcional serão equivalentes a setenta por cento do valor máximo que o servidor poderia obter de acordo com o "caput". fará jus à isenção da contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria contidas no art. se mulher. § 5º . § 3º .contar tempo de contribuição igual. terá o tempo de serviço exercido até a publicação desta Emenda contado com o acréscimo de dezessete por cento. § 4º . atender aos seguintes requisitos: I . faltaria para atingir o limite de tempo constante da alínea anterior. III. se homem. permanecer em atividade. o magistrado ou o membro do Ministério Público ou de Tribunal de Contas. e observado o disposto no art. da Constituição Federal. § 1º . dos Estados. quando.contar tempo de contribuição igual. e vinte e cinco anos.Na aplicação do disposto no parágrafo anterior. pode aposentar-se com valores proporcionais ao tempo de contribuição. terá o tempo de serviço exercido até a publicação desta Emenda contado com o acréscimo de dezessete por cento. 4º desta Emenda. e II . 9º . se homem. se homem. e trinta anos. 4º desta Emenda. que. se mulher. pode aposentar-se com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. até a data da publicação desta Emenda. e observado o disposto no art. incluídas suas autarquias e fundações. à soma de: a) trinta e cinco anos. até a data de publicação desta Emenda. que. desde que se aposente. se homem. após completar as exigências para aposentadoria estabelecidas no "caput". 4º desta Emenda e ressalvado o direito de opção a aposentadoria pelas normas por ela estabelecidas para o regime geral de previdência social. e quarenta e oito anos de idade. quando atendidas as seguintes condições: I . na data da publicação desta Emenda. "a". e b) um período adicional de contribuição equivalente a quarenta por cento do tempo que. II . e de vinte por cento. § 2º . no mínimo. desde que atendido o disposto em seus incisos I e II. tenha ingressado. à soma de: a) trinta anos. e trinta anos. e b) um período adicional de contribuição equivalente a vinte por cento do tempo que. e b) um período adicional de contribuição equivalente a vinte por cento do tempo que. em cargo efetivo de magistério e que opte por aposentar-se na forma do disposto no "caput".Aplica-se ao magistrado e ao membro do Ministério Público e de Tribunal de Contas o disposto neste artigo.contar com cinqüenta e três anos de idade. na data da publicação desta Emenda. quando atendidas as seguintes condições: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 33 .

57 e 58 da Lei nº 8213. são exigíveis as estabelecidas em lei. 14 . 15 . aplicando-se-lhes. se homem. até a data da publicação desta Emenda. Art. devendo.I . esses benefícios serão concedidos apenas àqueles que tenham renda bruta mensal igual ou inferior a R$ 360. 40 da Constituição Federal. Art. 37. 17 . da Constituição Federal. Art. que. terá o tempo de serviço exercido até a publicação desta Emenda contado com o acréscimo de dezessete por cento. Art. no mínimo. à soma de: a) trinta anos. § 2º . até a publicação desta Emenda. e vinte e cinco anos. tenham ingressado novamente no serviço público por concurso público de provas ou de provas e títulos. tenha exercido atividade de magistério e que opte por aposentar-se na forma do disposto no "caput". na redação vigente à data da publicação desta Emenda. exclusivamente. com tempo de efetivo exercício de atividade de magistério. atualizado pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do regime geral de previdência social. § 1º. servidores e militares. 201. 10 . faltaria para atingir o limite de tempo constante da alínea anterior. e b) um período adicional de contribuição equivalente a quarenta por cento do tempo que. segurados e seus dependentes. 11 . 12 . em qualquer hipótese. desde que se aposente. e de vinte por cento. 40. na data da publicação desta Emenda.O limite máximo para o valor dos benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art.O regime de previdência complementar de que trata o art.Revoga-se o inciso II do § 2º do art.00 (um mil e duzentos reais). Art. seu valor real.Até que a lei discipline o acesso ao salário-família e auxílio-reclusão para os servidores. da Constituição Federal.00 (trezentos e sessenta reais). e pelas demais formas previstas na Constituição Federal. de 24 de julho de 1991. 15 e 16.Até que a lei complementar a que se refere o art. sendo-lhes proibida a percepção de mais de uma aposentadoria pelo regime de previdência a que se refere o art. em caráter permanente.A vedação prevista no art. não se aplica aos membros de poder e aos inativos. serão corrigidos pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do regime geral de previdência social.o valor da aposentadoria proporcional será equivalente a setenta por cento do valor da aposentadoria a que se refere o "caput". o limite de que trata o § 11 deste mesmo artigo.Até que produzam efeitos as leis que irão dispor sobre as contribuições de que trata o art. se homem. se mulher. somente poderá ser instituído após a publicação da lei complementar prevista no § 15 do mesmo artigo. 153 da Constituição Federal. seja publicada.contar tempo de contribuição igual. ser reajustado de forma a preservar. até a publicação da lei. Art. da Constituição Federal. a partir da data da publicação desta Emenda. Brasília. II . 15 de dezembro de 1998 AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 34 . 16 . 195 da Constituição Federal. permanece em vigor o disposto nos arts. Art.Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. até o limite de cem por cento. acrescido de cinco por cento por ano de contribuição que supere a soma a que se refere o inciso anterior. destinadas ao custeio da seguridade social e dos diversos regimes previdenciários. §§ 14. que. § 10. 13 .O professor que.200. Art. se mulher. 201 da Constituição Federal é fixado em R$ 1.

a pessoa até doze anos de idade incompletos. Art. e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento. LIVRO I Parte Geral TÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. assegurando-se-lhes. com absoluta prioridade. A garantia de prioridade compreende: primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias. TÍTULO II Dos Direitos Fundamentais CAPÍTULO I Do Direito à Vida e à Saúde Art. por lei ou por outros meios. e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 2º Considera-se criança. Nos casos expressos em lei. discriminação. precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta lei. Art. destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude. ao esporte. em condições de liberdade e de dignidade. a efetivação dos direitos referentes à vida. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 35 . todas as oportunidades e facilidades. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência. exploração. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. à cultura. Parágrafo único. mental. para os efeitos desta lei. aplica-se excepcionalmente este estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. violência. crueldade e opressão. da sociedade em geral e do Poder Público assegurar. por ação ou omissão. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde. Art. aos seus direitos fundamentais. DE 13 DE JULHO DE 1990 Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. punido na forma da lei qualquer atentado. 1º Esta lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente. ao respeito. em condições dignas de existência. à saúde.069. espiritual e social. Art. e dá outras providências. Art. à alimentação. moral. Parágrafo único. mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso. à educação. da comunidade. 4º É dever da família. a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico. à dignidade. os direitos e deveres individuais e coletivos. à profissionalização.LEI 8. 6º Na interpretação desta lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige. ao lazer. as exigências do bem comum. preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas.

sem prejuízo de outras providências legais. 10. garantido o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção. habilitação ou reabilitação. através do Sistema Único de Saúde. III . nos casos de internação de criança ou adolescente. as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno. próteses e outros recursos relativos ao tratamento. IV . públicos e particulares. II . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 36 .fornecer declaração de nascimento onde constem necessariamente as intercorrências do parto e do desenvolvimento de neonato. Os estabelecimentos de atendimento à saúde deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável. 14.Art. e campanhas de educação sanitária para pais. são obrigados a: I . Art. Art. É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. 9º O Poder Público. o atendimento pré e perinatal.manter alojamento conjunto.proceder a exames visando ao diagnóstico e terapêutica de normalidades no metabolismo do recém-nascido. Art. 8º É assegurado à gestante. pelo prazo de dezoito anos. V . § 2º Incumbe ao Poder Público fornecer gratuitamente àqueles que necessitarem os medicamentos. O Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil. através de prontuários individuais. 12. obedecendo-se aos princípios de regionalização e hierarquização do Sistema. inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade. sem prejuízo de outras formas normatizadas pela autoridade administrativa competente. § 2º A parturiente será atendida preferencialmente pelo mesmo médico que a acompanhou na fase pré-natal. possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe. § 1º A gestante será encaminhada aos diferentes níveis de atendimento.identificar o recém-nascido mediante o registro de sua impressão plantar e digital e da impressão digital da mãe. § 3º Incumbe ao Poder Público propiciar apoio alimentar à gestante e à nutriz que dele necessitem. Art.manter registro das atividades desenvolvidas. bem como prestar orientação aos pais. através do Sistema Único de Saúde. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade. Parágrafo único. É assegurado atendimento médico à criança e ao adolescente. segundo critérios médicos específicos. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes. § 1º A criança e o adolescente portadores de deficiência receberão atendimento especializado. proteção e recuperação da saúde. Art. 13. Art. 11. educadores e alunos.

VII .participar da vida familiar e comunitária.participar da vida política. 24. em igualdade de condições.buscar refúgio. Os filhos. proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. da autonomia. ou por adoção. violento. na forma da lei. pelo pai e pela mãe. em família substituta.brincar.crença e culto religioso. abrangendo a preservação da imagem. 18. 21.ir. O pátrio poder será exercido. vexatório ou constrangedor. ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis. V . assegurada a convivência familiar e comunitária. praticar esportes e divertir-se. Art. Aos pais incumbe o dever de sustento. vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários. Art. psíquica e moral da criança e do adolescente. III . Art.opinião e expressão. 23. ao Respeito e à Dignidade Art. auxílio e orientação. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I . ressalvadas as restrições legais. 17. pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano. Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e. humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. em caso de discordância. dos valores. A criança e o adolescente têm direito à liberdade. VI . É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente. Art. 19. guarda e educação dos filhos menores. da identidade. A perda e a suspensão do pátrio poder serão decretadas judicialmente. dos espaços e objetos pessoais. bem como na hipótese de descumprimento injustificado dos deveres e obrigações a que alude o art. Art. 20. em procedimento contraditório. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do pátrio poder. havidos ou não da relação do casamento. na forma do que dispuser a legislação civil. em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes. recorrer à autoridade judiciária competente para a solução da divergência. 22. terão os mesmos direitos e qualificações. Não existindo outro motivo que por si só autorize a decretação da medida. aterrorizante. Art. a criança ou o adolescente será mantido em sua família de origem. cabendo-lhes ainda. Art. 16. II . Parágrafo único. nos casos previstos na legislação civil. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 37 . CAPÍTULO III Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária SEÇÃO I Disposições Gerais Art. idéias e crenças. Art. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física.CAPÍTULO II Do Direito à Liberdade. excepcionalmente. 22. IV . no interesse destes a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais. a qual deverá obrigatoriamente ser incluída em programas oficiais de auxílio. 15. sem discriminação. assegurado a qualquer deles o direito de.

O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou suceder. A colocação em família substituta não admitirá transferência da criança ou adolescente a terceiros ou a entidades governamentais ou não-governamentais. mediante escritura ou outro documento público. observado o segredo de Justiça. Art. nos termos desta lei. 28. conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros. o responsável prestará compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo. mediante termo nos autos. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 38 . Art. A guarda obriga à prestação de assistência material. tutela ou adoção. SUBSEÇÃO II Da Guarda Art. por qualquer modo. 30. Art. indisponível e imprescritível. Não se deferirá colocação em família substituta a pessoa que revele. podendo ser deferida. Os filhos havidos fora do casamento poderão ser reconhecidos pelos pais. O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo. 32. por testamento. 31. § 1º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato. se deixar descendentes. Art. 25.lhe ao falecimento. 33. Ao assumir a guarda ou a tutela. exceto no de adoção por estrangeiros. 29. sem qualquer restrição. no próprio termo de nascimento. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda. § 1º Sempre que possível. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional. § 2º Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade. qualquer que seja a origem da filiação.SEÇÃO II Da Família Natural Art. inclusive aos pais. SEÇÃO III Da Família Substituta SUBSEÇÃO I Disposições Gerais Art. Art. independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente. a fim de evitar ou minorar as conseqüências decorrentes da medida. nos procedimentos de tutela e adoção. incompatibilidade com a natureza da medida ou não ofereça ambiente familiar adequado. liminar ou incidentalmente. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. podendo ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros. Art. conjunta ou separadamente. 27. a criança ou adolescente deverá ser previamente ouvido e a sua opinião devidamente considerada. moral e educacional à criança ou adolescente. Parágrafo único. sem autorização judicial. 26. somente admissível na modalidade de adoção.

ou se os rendimentos forem suficientes apenas para a mantença do tutelado. o acolhimento. fora dos casos de tutela e adoção. 38. sempre que o tutelado não possuir bens ou rendimentos ou por qualquer outro motivo relevante. com os mesmos direitos e deveres. 41. desde que um deles tenha completado vinte e um anos de idade. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 39 . ouvido o Ministério Público. mediante ato judicial fundamentado. A especialização de hipoteca legal será também dispensada se os bens. Parágrafo único. desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes. dezesseis anos mais velho do que o adotando. não havendo sobra significativa ou provável. o adotante. Art. § 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente. A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo. 36. SUBSEÇÃO IV Da Adoção Art. deferir-se-á a guarda. Art.§ 2º Excepcionalmente. no máximo. A adoção atribui a condição de filho ao adotado. seus ascendentes. através de assistência jurídica. constarem de instrumento público. salvo os impedimentos matrimoniais. 37. para atender a situações peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsável podendo ser deferido o direito de representação para a prática de atos determinados. O adotando deve contar com. Art. Aplica-se à destituição da tutela o disposto no art. inclusive previdenciários. salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes. § 1º Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. Parágrafo único. 35. a pessoa de até vinte e um anos incompletos. A adoção de criança e de adolescente reger-se-á segundo o disposto nesta lei. porventura existentes em nome do tutelado. nos termos da lei civil. § 1º Se um dos cônjuges ou concubinos adota o filho do outro. O Poder Público estimulará. 39. 24. Parágrafo único. descendentes e colaterais até o 4º grau. seus descendentes. independentemente de estado civil. sob a forma de guarda. Art. comprovada a estabilidade da família. observada a ordem de vocação hereditária. § 3º O adotante há de ser. inclusive sucessórios. dezoito anos à data do pedido. Art. Art. SUBSEÇÃO III Da Tutela Art. para todos os fins e efeitos de direito. É vedada a adoção por procuração. Podem adotar os maiores de vinte e um anos. 42. Art. § 2º A adoção por ambos os cônjuges ou concubinos poderá ser formalizada. § 2º É recíproco o direito sucessório entre o adotado. 34. devidamente registrado no registro de imóveis. de criança ou adolescente órfão ou abandonado. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do pátrio poder e implica necessariamente o dever de guarda. mantêm-se os vínculos de filiação entre o adotado e o cônjuge ou concubino do adotante e os respectivos parentes. A especialização de hipoteca legal será dispensada. incentivos fiscais e subsídios. pelo menos. 40. A tutela será deferida.

poderá determinar a modificação do prenome. 45. 29. 48. § 4º A critério da autoridade judiciária. um registro de crianças e adolescentes em condições de serem adotados e outro de pessoas interessadas na adoção. A adoção é irrevogável. ou verificada qualquer das hipóteses previstas no art. § 1º O estágio de convivência poderá ser dispensado se o adotando não tiver mais de um ano de idade ou se. observar-se-á o disposto no art. o estágio de convivência. observadas as peculiaridades do caso. § 1º O deferimento da inscrição dar-se-á após prévia consulta aos órgãos técnicos do Juizado. 46. 43. será de no mínimo quinze dias para crianças de até dois anos de idade. cumprido no território nacional. e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância da sociedade conjugal. bem como o nome de seus ascendentes. exceto na hipótese prevista no art. § 2º O mandado judicial. Art. Art. será também necessário o seu consentimento. qualquer que seja a sua idade. 50. Art. ouvido o Ministério Público. que será inscrita no registro civil mediante mandado do qual não se fornecerá certidão. antes de prolatada a sentença. Art. 51. não pode o tutor ou o curador adotar o pupilo ou o curatelado. vier a falecer no curso do procedimento. 49. § 3º Nenhuma observação sobre a origem do ato poderá constar nas certidões do registro. 42. § 2º Em caso de adoção por estrangeiro residente ou domiciliado fora do País. § 1º A inscrição consignará o nome dos adotantes como pais. já estiver na companhia do adotante durante tempo suficiente para se poder avaliar a conveniência da constituição do vínculo. A autoridade judiciária manterá. A adoção será procedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente. § 2º Em se tratando de adotando maior de doze anos de idade. pelo prazo que a autoridade judiciária fixar. cancelará o registro original do adotado. Cuidando-se de pedido de adoção formulado por estrangeiro residente ou domiciliado fora do País. § 5º A adoção poderá ser deferida ao adotante que. poderá ser fornecida certidão para a salvaguarda de direitos. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando e fundar-se em motivos legítimos. Enquanto não der conta de sua administração e saldar o seu alcance. § 5º A sentença conferirá ao adotado o nome do adotante e. e de no mínimo trinta dias quando se tratar de adotando acima de dois anos de idade. Art. 47. A morte dos adotantes não restabelece o pátrio poder dos pais naturais. O vínculo da adoção constitui-se por sentença judicial. em cada comarca ou foro regional. que será arquivado. 31. Art. 44. § 1º O consentimento será dispensado em relação à criança ou adolescente cujos pais sejam desconhecidos ou tenham sido destituídos do pátrio poder. § 6º A adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença. Art. caso em que terá força retroativa à data do óbito. contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas. § 5º. A adoção depende do consentimento dos pais ou do representante legal do adotando. § 2º Não será deferida a inscrição se o interessado não satisfizer os requisitos legais. a pedido deste. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 40 . Art. após inequívoca manifestação de vontade.§ 4º Os divorciados e os judicialmente separados poderão adotar conjuntamente. Art.

acesso aos níveis mais elevados do ensino. estar devidamente habilitado à adoção.atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade.oferta de ensino noturno regular. obrigatório e gratuito. A adoção internacional poderá ser condicionada a estudo prévio e análise de uma comissão estadual judiciária de adoção. observados os tratados e convenções internacionais. V . preferencialmente na rede regular de ensino. IV . CAPÍTULO IV Do Direito à Educação.progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio. 54. § 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente. da pesquisa e da criação artística.igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. assegurando-se-lhes: I . por tradutor público juramentado. VII . transporte.direito de contestar critérios avaliativos. § 3º Os documentos em língua estrangeira serão juntados aos autos. à Cultura. 53. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico. 52.atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. devidamente autenticados pela autoridade consular. Art. e acompanhados da respectiva tradução. de ofício ou a requerimento do Ministério Público.ensino fundamental. § 4º Antes de consumada a adoção não será permitida a saída do adotando do território nacional. bem como participar da definição das propostas educacionais. visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa. preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. podendo recorrer às instâncias escolares superiores. V . que fornecerá o respectivo laudo de habilitação para instruir o processo competente. adequado às condições do adolescente trabalhador. IV .acesso a escola pública e gratuita próxima de sua residência. Competirá à comissão manter registro centralizado de interessados estrangeiros em adoção. segundo a capacidade de cada um. III . mediante documento expedido pela autoridade competente do respectivo domicílio. Parágrafo único. III . § 2º A autoridade judiciária.atendimento no ensino fundamental. alimentação e assistência à saúde. ao Esporte e ao Lazer Art. A criança e o adolescente têm direito à educação. através de programas suplementares de material didático-escolar. VI. poderá determinar a apresentação do texto pertinente à legislação estrangeira. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 41 .direito de organização e participação em entidades estudantis. II . acompanhado de prova da respectiva vigência. Art. bem como apresentar estudo psicossocial elaborado por agência especializada e credenciada no país de origem.direito de ser respeitado por seus educadores. Parágrafo único. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: I . consoante as leis do seu país.§ 1º O candidato deverá comprovar. II .

com apoio dos Estados e da União. III .atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. pela freqüência à escola.noturno. realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte. CAPÍTULO V Do Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho Art. Art. artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente. Art. II . Ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido. 66. fazer. II . Art.lhes a chamada e zelar. Art. currículo. seriação. Os pais ou responsáveis têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais.§ 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental. 59. experiências e novas propostas relativas a calendário.horário especial para o exercício das atividades.realizado em horários e locais que não permitam a freqüência à escola. Art. Os Municípios. salvo na condição de aprendiz. insalubre ou penoso. são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários. em regime familiar de trabalho. II . metodologia. Art.reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar. IV . Art. 65. Art. Art. Art. A formação técnico-profissional obedecerá aos seguintes princípios: I . Ao adolescente empregado. psíquico. junto aos pais ou responsáveis. III . O Poder Público estimulará pesquisas. assistido em entidade governamental ou não-governamental. Art. 56. 55. Ao adolescente aprendiz. Considera-se aprendizagem a formação técnico-profissional ministrada segundo as diretrizes e bases da legislação de educação em vigor.maus-tratos envolvendo seus alunos.realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico. Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular. III . é vedado trabalho: I .elevados níveis de repetência. 62. A proteção ao trabalho dos adolescentes é regulada por legislação especial.perigoso. deverá assegurar ao AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 42 . sem prejuízo do disposto nesta lei. didática e avaliação. esgotados os recursos escolares. O programa social que tenha por base o trabalho educativo. 68. aluno de escola técnica. esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I . moral e social. Art. com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório. maior de quatorze anos. 57. aprendiz. sob responsabilidade de entidade governamental ou não-governamental sem fins lucrativos. Art. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade. 67. 63. garantindo-se a estes a liberdade de criação e o acesso às fontes de cultura. 64. 60. 61.

espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. regulará as diversões e espetáculos públicos. esportes. Art. 76. à entrada do local de exibição. as faixas etárias a que não se recomendem. O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no trabalho. Esportes. A criança e o adolescente têm direito a informação. informação destacada sobre a natureza do espetáculo e a faixa etária especificada no certificado de classificação. cultura. observados os seguintes aspectos. 75. Toda criança ou adolescente terá acesso às diversões e espetáculos públicos classificados como adequados à sua faixa etária. É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente. lazer. Parágrafo único. através do órgão competente. Os responsáveis pelas diversões e espetáculos públicos deverão afixar. artísticas.adolescente que dele participe condições de capacitação para o exercício de atividade regular remunerada.respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. Parágrafo único. 72. 74. Art. entre outros: I . As emissoras de rádio e televisão somente exibirão. Art. locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada. no horário recomendado para o público infanto-juvenil. 69. em lugar visível e de fácil acesso. 71. CAPÍTULO II Da Prevenção Especial SEÇÃO I Da Informação Cultura. As obrigações previstas nesta lei não excluem da prevenção especial outras decorrentes dos princípios por ela adotados. Art. O Poder Público. Diversões e Espetáculos Art. diversões. informando sobre a natureza deles. nos termos desta lei. As crianças menores de dez anos somente poderão ingressar e permanecer nos locais de apresentação ou exibição quando acompanhadas dos pais ou responsável. 70. 73. culturais e informativas. II . Lazer. Art. TÍTULO III Da Prevenção CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. Art. § 2º A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a participação na venda dos produtos de seu trabalho não desfigura o caráter educativo.capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho. programas com finalidades educativas. § 1º Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que as exigências pedagógicas relativas ao desenvolvimento pessoal e social do educando prevalecem sobre o aspecto produtivo. A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade da pessoa física ou jurídica. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 43 .

79. munições e explosivos. As editoras cuidarão para que as capas que contenham mensagens pornográficas ou obscenas sejam protegidas com embalagem opaca. legendas. ainda que eventualmente. Parágrafo único. Parágrafo único. diretores. no invólucro. crônicas ou anúncios de bebidas alcoólicas. ou incluída na mesma região metropolitana. sinuca ou congênere ou por casas de jogos. V . 82. salvo se autorizado ou acompanhado pelos pais ou responsável. afixando aviso para orientação do público.bilhetes lotéricos e equivalentes. informação sobre a natureza da obra e a faixa etária a que se destinam. com a advertência de seu conteúdo. As revistas e publicações contendo material impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes deverão ser comercializadas em embalagem lacrada. expressamente autorizada pelo pai. Art. a criança estiver acompanhada: de ascendente ou colateral maior.fogos de estampido e de artifício. É proibida a venda à criança ou adolescente de: I . Nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca onde reside. mãe ou responsável. § 1º A autorização não será exigida quando: tratar-se de comarca contígua à da residência da criança. Art. As fitas a que alude este artigo deverão exibir. Art.armas.Parágrafo único. de pessoa maior. SEÇÃO II Dos Produtos e Serviços Art. 78. se na mesma unidade da Federação. motel.bebidas alcoólicas. pensão ou estabelecimento congênere. até o terceiro grau. exceto aqueles que pelo seu reduzido potencial sejam incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de utilização indevida. IV . Art. cuidarão para que não seja permitida a entrada e a permanência de crianças e adolescentes no local.produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica ainda que por utilização indevida. e deverão respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família. 80.revistas e publicações a que alude o art. 81. assim entendidas as que realizem apostas. Nenhum espetáculo será apresentado ou anunciado sem aviso de sua classificação. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 44 . As revistas e publicações destinadas ao público infanto-juvenil não poderão conter ilustrações. tabaco. apresentação ou exibição. antes de sua transmissão. armas e munições. fotografias. III . 77. II . 78. É proibida a hospedagem de criança ou adolescente em hotel. Art. comprovado documentalmente o parentesco. SEÇÃO III Da Autorização para Viajar Art. 83. Os proprietários. VI . sem expressa autorização judicial. Os responsáveis por estabelecimentos que explorem comercialmente bilhar. gerentes e funcionários de empresas que explorem a venda ou aluguel de fitas de programação em vídeo cuidarão para que não haja venda ou locação em desacordo com a classificação atribuída pelo órgão competente. desacompanhada dos pais ou responsável.

Art. A política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente far-se-á através de um conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais. Ministério Público. conceder autorização válida por dois anos. Segurança Pública e Assistência Social. São linhas de ação da política de atendimento: I .municipalização do atendimento. IV .§ 2º A autoridade judiciária poderá.serviços especiais de prevenção e atendimento médico e psicossocial às vítimas de negligência. 88. LIVRO II Parte Especial TíTULO II Da Política de Atendimento CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. observada a descentralização políticoadministrativa.criação e manutenção de programas específicos. autorizado expressamente pelo outro através de documento com firma reconhecida. segundo leis federal. II .integração operacional de órgão do Judiciário.manutenção de fundos nacional. IV .criação de conselhos municipais. crueldade e opressão. Quando se tratar de viagem ao exterior. estaduais e municipais. Art. V . estaduais e municipais vinculados aos respectivos conselhos dos direitos da criança e do adolescente.políticas sociais básicas. para efeito de agilização do atendimento inicial a adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional. se a criança ou adolescente: I . a pedido dos pais ou responsável. 84. dos Estados.serviço de identificação e localização de pais. Defensoria. exploração.estiver acompanhado de ambos os pais ou responsável. III . da União. para aqueles que deles necessitem.proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente. maus-tratos. Art. abuso. órgãos deliberativos e controladores das ações em todos os níveis.viajar na companhia de um dos pais. III . Sem prévia e expressa autorização judicial. II . São diretrizes da política de atendimento: I . do Distrito Federal e dos Municípios. a autorização é dispensável. estaduais e nacional dos direitos da criança e do adolescente. 86. crianças e adolescentes desaparecidos. Art. 87. V . em caráter supletivo. II .políticas e programas de assistência social. responsável. preferencialmente em um mesmo local. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 45 . assegurada a participação popular paritária por meio de organizações representativas. nenhuma criança ou adolescente nascido em território nacional poderá sair do País em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior. 85.

VI . III . VI . VII . CAPÍTULO II Das Entidades de Atendimento SEÇÃO I Disposições Gerais Art.integração em família substituta. na forma definida neste artigo. III . As entidades que desenvolvam programas de abrigo deverão adotar os seguintes princípios: I . V .VI . Parágrafo único. assim como pelo planejamento e execução de programas de proteção e sócioeducativos destinados a crianças e adolescentes. As entidades não-governamentais somente poderão funcionar depois de registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 46 . quando esgotados os recursos de manutenção na família de origem. V . 91. 89. Art. II . IV .atendimento personalizado e em pequenos grupos.apoio sócio-educativo em meio aberto.desenvolvimento de atividades em regime de co-educação. do que fará comunicação ao Conselho Tutelar e à autoridade judiciária. VII .semiliberdade. Parágrafo único. Art. II . A função de membro do Conselho Nacional e dos conselhos estaduais e municipais dos direitos da criança e do adolescente é considerada de interesse público relevante e não será remunerada. especificando os regimes de atendimento. 92. Será negado o registro à entidade que: não ofereça instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. As entidades governamentais e não-governamentais deverão proceder a inscrição de seus programas.abrigo. em regime de: I .evitar. o qual comunicará o registro ao Conselho Tutelar e à autoridade judiciária da respectiva localidade. 90. tenha em seus quadros pessoas inidôneas.internação. higiene.orientação e apoio sócio-familiar. junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. salubridade e segurança. sempre que possível. o qual manterá registro das inscrições e de suas alterações.mobilização da opinião pública no sentido da indispensável participação dos diversos segmentos da sociedade. Art. As entidades de atendimentos são responsáveis pela manutenção das próprias unidades. esteja irregularmente constituída.participação na vida da comunidade local. não apresente plano de trabalho compatível com os princípios desta lei.colocação familiar.liberdade assistida. a transferência para outras entidades de crianças e adolescentes abrigados.preservação dos vínculos familiares.não-desmembramento de grupos de irmãos. IV .

propiciar escolarização e profissionalização.diligenciar no sentido do restabelecimento e da preservação dos vínculos familiares. Art. de acordo com suas crenças. entre outras: I . XVIII . o adolescente internado sobre sua situação processual.oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. 94. salubridade e segurança e os objetos necessários à higiene pessoal. XVII .comunicar às autoridades competentes todos os casos de adolescente portadores de moléstias infecto-contagiosas. XV . V . seus pais ou responsável. XIX . VIII . XII . Parágrafo único. no que couber.oferecer atendimento personalizado.informar.preservar a identidade e oferecer ambiente de respeito e dignidade ao adolescente.preparação gradativa para o desligamento. VII . abrigar crianças e adolescentes sem prévia determinação da autoridade competente.oferecer vestuário e alimentação suficientes e adequados à faixa etária dos adolescentes atendidos. XIV . parentes. acompanhamento da sua formação. VI . periodicamente. 93.providenciar os documentos necessários ao exercício da cidadania àqueles que não os tiverem.manter arquivo de anotações onde constem data e circunstâncias do atendimento. IX .propiciar assistência religiosa àqueles que desejarem. § 2º No cumprimento das obrigações a que alude este artigo as entidades utilizarão preferencialmente os recursos da comunidade.fornecer comprovante de depósito dos pertences dos adolescentes.observar os direitos e garantias de que são titulares os adolescentes. XIII .propiciar atividades culturais.participação de pessoas da comunidade no processo educativo. relação de seus pertences e demais dados que possibilitem sua identificação e a individualização do atendimento.não restringir nenhum direito que não tenha sido objeto de restrição na decisão de internação. IV .manter programas destinados ao apoio e acompanhamento de egressos. higiene.comunicar à autoridade judiciária.oferecer cuidados médicos. as obrigações constantes deste artigo às entidades que mantêm programa de abrigo. odontológicos e farmacêuticos. nome do adolescente.reavaliar periodicamente cada caso. III . O dirigente de entidade de abrigo é equiparado ao guardião. esportivas e de lazer. dando ciência dos resultados à autoridade competente. XI .proceder a estudo social e pessoal de cada caso. As entidades que desenvolvem programas de internação têm as seguintes obrigações. XX . em pequenas unidades e grupos reduzidos. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 47 . X . Art. em caráter excepcional e de urgência. fazendo comunicação do fato até o 2º dia útil imediato. sexo.VIII . § 1º Aplicam-se. periodicamente. para todos os efeitos de direito. endereços. com intervalo máximo de seis meses. IX . XVI . idade. II . os casos em que se mostre inviável ou impossível o reatamento dos vínculos familiares. As entidades que mantenham programas de abrigo poderão. psicológicos.

inclusive suspensão das atividades ou dissolução da entidade. suspensão total ou parcial do repasse de verbas públicas. as seguintes medidas: I . a autoridade competente poderá determinar. Parágrafo único. termo de responsabilidade. cassação do registro. II . Art. fechamento de unidade ou interdição de programa. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente. II .por ação ou omissão da sociedade ou do Estado. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta lei forem ameaçados ou violados: I . Art. conforme a origem das dotações orçamentárias. Art. afastamento definitivo de seus dirigentes. 99. referidas no art. 98.encaminhamento aos pais ou responsável.às entidades governamentais: advertência. bem como substituídas a qualquer tempo.em razão de sua conduta. serão fiscalizadas pelo Judiciário. 95. deverá ser o fato comunicado ao Ministério Público ou representado perante autoridade judiciária competente para as providências cabíveis. 100. dentre outras. Art.às entidades não-governamentais: advertência. Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as necessidades pedagógicas.por falta. afastamento provisório de seus dirigentes. preferindo-se aqueles que visem ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. 94. mediante. 98. que coloquem em risco os direitos assegurados nesta Lei. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. Em caso de reiteradas infrações cometidas por entidades de atendimento. CAPÍTULO II Das Medidas Específicas de Proteção Art. omissão ou abuso dos pais ou responsável. 96.SEÇÃO II Da Fiscalização das Entidades Art. interdição de unidades ou suspensão de programas. As entidades governamentais e não-governamentais. III . 101. 90. sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal de seus dirigentes ou prepostos: I . pelo Ministério Público e pelos Conselhos Tutelares. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 48 . São medidas aplicáveis às entidades de atendimento que descumprirem obrigação constante do art. Os planos de aplicação e as prestações de contas serão apresentados ao Estado ou ao Município. TÍTULO II Das Medidas de Proteção CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 97.

à criança e ao adolescente.inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família. IV . psicológico ou psiquiátrico. 103.abrigo em entidade. 104. III . § 1º Verificada a inexistência de registro anterior. Examinar-se-á. 102.requisição de tratamento médico. em regime hospitalar ou ambulatorial. deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato. Art. 107.matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental. utilizável como forma de transição para a colocação em família substituta.II . A apreensão de qualquer adolescente e o local onde se encontra recolhido serão incontinenti comunicados à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada. Ao ato infracional praticado por criança corresponderão as medidas previstas no art. CAPÍTULO II Dos Direitos Individuais Art. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos. Art. § 2º Os registros e certidões necessárias à regularização de que trata este artigo são isentos de multas. Art. VI . Parágrafo único. VIII .inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. Parágrafo único. O abrigo é medida provisória e excepcional. o assento de nascimento da criança ou adolescente será feito à vista dos elementos disponíveis.orientação. Parágrafo único. devendo ser informado acerca de seus direitos. a possibilidade de liberação imediata. Art. Parágrafo único.colocação em família substituta. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal. sujeitos às medidas previstas nesta lei. V . Para os efeitos desta lei. 106. desde logo e sob pena de responsabilidade. O adolescente tem direito à identificação dos responsáveis pela sua apreensão. mediante requisição da autoridade judiciária. apoio e acompanhamento temporários. orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. As medidas de proteção de que trata este Capítulo serão acompanhadas da regularização do registro civil. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 49 . Nenhum adolescente será privado de sua liberdade senão em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente. TÍTULO III Da Prática de Ato Infracional CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. gozando de absoluta prioridade. VII . 101. 105. não implicando privação de liberdade. custas e emolumentos.

antes da sentença. as circunstâncias e a gravidade da infração.igualdade na relação processual. São asseguradas ao adolescente. Nenhum adolescente será privado de sua liberdade sem o devido processo legal. 111.direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente.obrigação de reparar o dano. Art.defesa técnica por advogado. demonstrada a necessidade imperiosa da medida. as seguintes garantias: I . VI . havendo dúvida fundada. § 2º Em hipótese alguma e sob pretexto algum.internação em estabelecimento educacional. Art. A decisão deverá ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes de autoria e materialidade. O adolescente civilmente identificado não será submetido à identificação compulsória pelos órgãos policiais. 113. CAPÍTULO IV Das Medidas Sócio-Educativas SEÇÃO I Disposições Gerais Art. Parágrafo único. 108. podendo confrontar-se com vítimas e testemunhas e produzir todas as provas necessárias à sua defesa.inserção em regime de semiliberdade. § 1º A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua capacidade de cumpri. a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas: I . III .pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional.prestação de serviços à comunidade.Art. II . 112.direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. 110. será admitida a prestação de trabalho forçado. § 3º Os adolescentes portadores de doença ou deficiência mental receberão tratamento individual e especializado. 99 e 100.assistência judiciária gratuita e integral aos necessitados. entre outras. I a VI. CAPÍTULO III Das Garantias Processuais Art.qualquer uma das previstas no art. V . Aplica-se a este capítulo o disposto nos arts. mediante citação ou meio equivalente. 101. de proteção e judiciais. VII . salvo para efeito de confrontação. A internação.la. Art. IV .advertência. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 50 . Verificada a prática de ato infracional. VI . III .liberdade assistida. V . IV . II . em local adequado às suas condições. 109. pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco dias. na forma da lei.

§ 2º A liberdade assistida será fixada pelo prazo mínimo de seis meses. junto a entidades assistenciais. podendo a qualquer tempo ser prorrogada. compense o prejuízo da vítima. A liberdade assistida será adotada sempre que se afigurar a medida mais adequada para o fim de acompanhar. § 1º A autoridade designará pessoa capacitada para acompanhar o caso. Art. A prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de interesse geral. Parágrafo único. A advertência consistirá em admoestação verbal. SEÇÃO II Da Advertência Art. a medida poderá ser substituída por outra adequada. revogada ou substituída por outra medida. As tarefas serão atribuídas conforme as aptidões do adolescente. 112 pressupõe a existência de provas suficientes da autoria e da materialidade da infração. nos termos do art. ressalvada a hipótese de remissão. com o apoio e a supervisão da autoridade competente. 127. se for o caso. Parágrafo único. por outra forma. Parágrafo único. 119. devendo ser cumpridas durante jornada máxima de oito horas semanais. que o adolescente restitua a coisa. Incumbe ao orientador. promova o ressarcimento do dano. por período não excedente a seis meses. ou. entre outros: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 51 . A advertência poderá ser aplicada sempre que houver prova da materialidade e indícios suficientes da autoria. que será reduzida a termo e assinada. domingos e feriados ou em dias úteis. de modo a não prejudicar a freqüência à escola ou à jornada normal de trabalho. ouvido o orientador. 114. SEÇÃO III Da Obrigação de Reparar o Dano Art. 116. SEÇÃO V Da Liberdade Assistida Art. escolas e outros estabelecimentos congêneres. 115. Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais. bem como em programas comunitários ou governamentais. A imposição das medidas previstas nos incisos II a VI do art. o Ministério Público e o defensor. SEÇÃO IV Da Prestação de Serviços à Comunidade Art.Art. Havendo manifesta impossibilidade. hospitais. 117. aos sábados. a autoridade poderá determinar. a realização dos seguintes encargos. a qual poderá ser recomendada por entidade ou programa de atendimento. 118. auxiliar e orientar o adolescente.

compleição física e gravidade da infração.tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa. § 3º Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a três anos. independentemente de autorização judicial. Durante o período de internação. devendo. sempre que possível. § 1º É obrigatória a escolarização e a profissionalização. § 2º Em nenhuma hipótese será aplicada a internação. SEÇÃO VII Da Internação Art. ouvido o Ministério Público. em local distinto daquele destinado ao abrigo. § 1º O prazo de internação na hipótese do inciso III deste artigo não poderá ser superior a três meses. inclusive provisória.apresentar relatório do caso. A internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes. sua matrícula. se necessário. obedecida rigorosa separação por critérios de idade. devendo sua manutenção ser reavaliada. § 2º A medida não comporta prazo determinado. inclusive. § 1º Será permitida a realização de atividades externas. § 2º A medida não comporta prazo determinado. possibilitada a realização de atividades externas. II . 121. A medida de internação só poderá ser aplicada quando: I . 122. fornecendo-lhes orientação e inserindo-os. SEÇÃO VI Do Regime de Semiliberdade Art.diligenciar no sentido da profissionalização do adolescente e de sua inserção no mercado de trabalho. salvo expressa determinação judicial em contrário. mediante decisão fundamentada. ou como forma de transição para o meio aberto. 123. o adolescente deverá ser liberado. § 5º A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade.I . sujeita aos princípios de brevidade. havendo outra medida adequada. promovendo. § 4º Atingido o limite estabelecido no parágrafo anterior. II .por reiteração no cometimento de outras infrações graves. em programa oficial ou comunitário de auxílio e assistência social. aplicando-se no que couber. excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. serão obrigatórias atividades pedagógicas. § 6º Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autorização judicial. a critério da equipe técnica da entidade.promover socialmente o adolescente e sua família. Art.por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta. III . no máximo a cada seis meses. 120. ser utilizados os recursos existentes na comunidade.supervisionar a freqüência e o aproveitamento escolar do adolescente. III . Art. as disposições relativas à internação. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 52 . Parágrafo único. O regime de semiliberdade pode ser determinado desde o início. IV . A internação constitui medida privativa da liberdade. colocado em regime de semiliberdade ou de liberdade assistida.

XII .receber. X . XIII .ter acesso aos objetos necessários à higiene e asseio pessoal. nem prevalece para efeito de antecedentes.realizar atividades culturais. § 1° Em nenhum caso haverá incomunicabilidade. quando de sua desinternação. ao contexto social. os documentos pessoais indispensáveis à vida em sociedade.receber visitas. sempre que solicitada. recebendo comprovante daqueles porventura depositados em poder da entidade. os seguintes: I . se existirem motivos sérios e fundados de sua prejudicialidade aos interesses do adolescente. podendo incluir e eventualmente a aplicação de qualquer das medidas previstas em lei. 128. como forma de exclusão do processo. 125. ao menos semanalmente. e desde que assim o deseje. A remissão não implica necessariamente o reconhecimento ou comprovação da responsabilidade. É dever do Estado zelar pela integridade física e mental dos internos. 126. Art. XV . Art.Art.permanecer internado na mesma localidade ou naquela mais próxima ao domicílio de seus pais ou responsável. CAPÍTULO V Da Remissão Art. Art. IV . a qualquer tempo. A medida aplicada por força da remissão poderá ser revista judicialmente.peticionar diretamente a qualquer autoridade.habitar alojamento em condições adequadas de higiene e salubridade. VI .los. VIII . TÍTULO IV Das Medidas Pertinentes aos Pais ou Responsável AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 53 .avistar-se reservadamente com seu defensor. exceto a colocação em regime de semiliberdade e a internação. o representante do Ministério Público poderá conceder a remissão. VII . 124. Antes de iniciado o procedimento judicial para apuração de ato infracional. entre outros.manter a posse de seus objetos pessoais e dispor de local seguro para guardá. 127.receber assistência religiosa. II . ou do Ministério Público. bem como à personalidade do adolescente e sua maior ou menor participação no ato infracional. a concessão da remissão pela autoridade judiciária importará na suspensão ou extinção do processo.ter acesso aos meios de comunicação social.receber escolarização e profissionalização.entrevistar-se pessoalmente com o representante do Ministério Público. Iniciado o procedimento. cabendo-lhe adotar as medidas adequadas de contenção e segurança.corresponder-se com seus familiares e amigos. segundo a sua crença. V .ser tratado com respeito e dignidade. atendendo às circunstâncias e conseqüências do fato. § 2° A autoridade judiciária poderá suspender temporariamente a visita. III .ser informado de sua situação processual. IX . XIV . XVI . Parágrafo único. inclusive de pais ou responsável. mediante pedido expresso do adolescente ou de seu representante legal. XI . esportivas e de lazer. São direitos do adolescente privado de liberdade.

como medida cautelar. o afastamento do agressor da moradia comum. TÍTULO V Do Conselho Tutelar CAPÍTULO I Disposições Gerais Art.encaminhamento a programa oficial ou comunitário de promoção à família. IV . encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. VI . II .obrigação de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar.residir no município. estabelecerá presunção de idoneidade moral e assegurará prisão especial. Parágrafo único.destituição da tutela. Art.idade superior a vinte e um anos.advertência.perda da guarda. não jurisdicional. definidos nesta lei. um Conselho Tutelar composto de cinco membros. III . VIII .suspensão ou destituição do pátrio poder. até o julgamento definitivo. Lei Municipal disporá sobre local. Art. orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. Em cada Município haverá.242. permitida uma reeleição. 129. Alterado pela LEI 8. X .reconhecida idoneidade moral. DE 12 DE OUTUBRO DE 1991.encaminhamento e tratamento psicológico ou psiquiátrico. 135. eleitos pelos cidadãos locais para mandato de três anos.encaminhamento a cursos ou programas de orientação. Verificada a hipótese de maus-tratos. Art. O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo. II . 134. dia e horário de funcionamento do Conselho Tutelar. VII . Parágrafo único. IX . em caso de crime comum. 23 e 24. Art. no mínimo. Constará da Lei Orçamentária Municipal previsão dos recursos necessários ao funcionamento do Conselho Tutelar. São medidas aplicáveis aos pais ou responsável: I .obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado. inclusive quanto à eventual remuneração de seus membros. O exercício efetivo da função de conselheiro constituirá serviço público relevante. 130. serão exigidos os seguintes requisitos: I . Art. observar-se-á o disposto nos arts. opressão ou abuso sexual impostos pelos pais ou responsável.inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio.Art. V . CAPÍTULO II Das Atribuições do Conselho AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 54 . Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar. 131. a autoridade judiciária poderá determinar. 132. III . 133. Na aplicação das medidas previstas nos incisos IX e X deste artigo.

101. tio e sobrinho. X .atender as crianças e adolescentes nas hipóteses previstas nos arts. aplicando as medidas previstas no art. VII . I a VII. contra a violação dos direitos previstos no art. Parágrafo único. II . CAPÍTULO IV Da Escolha dos Conselheiros Art. sogro e genro ou nora. Alterado pela LEI 8. de I a VI. aplicando as medidas previstas no art. Estende-se o impedimento do conselheiro. 147. CAPÍTULO III Da Competência Art.encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência. § 3°. III . em exercício na Comarca. ascendentes e descendentes. para o adolescente autor de ato infracional. 98 e 105. padrasto ou madrasta e enteado. 139. 129.Art.expedir notificações. 136. 140.promover a execução de suas decisões. Art. em nome da pessoa e da família. I a VII.requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou adolescente quando necessário.representar ao Ministério Público.providenciar a medida estabelecida pela autoridade judiciária. CAPÍTULO V Dos Impedimentos Art.encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente. representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações. 138. podendo para tanto: requisitar serviços públicos nas áreas de saúde. DE 12 DE OUTUBRO DE 1991.242. IV . na forma deste artigo.atender e aconselhar os pais ou responsável. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 55 . para efeito das ações de perda ou suspensão do pátrio poder.assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente. previdência. XI . trabalho e segurança. Foro Regional ou Distrital. IX . São atribuições do Conselho Tutelar: I . durante o cunhadio. 137. 101.representar. VI . As decisões do Conselho Tutelar somente poderão ser revistas pela autoridade judiciária a pedido de quem tenha legítimo interesse. Aplica-se ao Conselho Tutelar a regra de competência constante do art. cunhados. São impedidos de servir no mesmo Conselho marido e mulher. O processo eleitoral para a escolha dos membros do Conselho Tutelar será estabelecido em Lei Municipal e realizado sob a presidência de Juiz eleitoral e a fiscalização do Ministério Público. 220. VIII . V . inciso II da Constituição Federal. educação. serviço social. em relação à autoridade judiciária e ao representante do Ministério Público com atuação na Justiça da Infância e da Juventude. dentre as previstas no art. irmãos.

SEÇÃO II Do Juiz Art. ou o Juiz que exerce essa função. A autoridade judiciária dará curador especial à criança ou adolescente. A expedição de cópia ou certidão de atos.pelo lugar onde se encontre a criança ou adolescente. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 56 . 146. II . policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional. A competência será determinada: I . por qualquer de seus órgãos. Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente. Art. É vedada a divulgação de atos judiciais. § 2° As ações judiciárias da competência da Justiça da Infância e da Juventude são isentas de custas e emolumentos. ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. somente será deferida pela autoridade judiciária competente. cabendo ao Poder Judiciário estabelecer sua proporcionalidade por número de habitantes. inclusive em plantões. Parágrafo único. na forma da Lei de Organização Judiciária local. tutores ou curadores. dotá-las de infra-estrutura e dispor sobre o atendimento. referência a nome. 141. Art. 145. ou quando carecer de representação ou assistência legal ainda que eventual. A autoridade a que se refere esta lei é o juiz da Infância e da Juventude. a que se refere o artigo anterior. § 1° A assistência judiciária gratuita será prestada aos que dela necessitarem.TÍTULO VI Do Acesso à Justiça CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. apelido. filiação. se demonstrado o interesse e justificada a finalidade. ressalvada a hipótese de litigância de má-fé. É garantido o acesso de toda criança ou adolescente à Defensoria Pública. Art. Art. Parágrafo único. Os Estados e o Distrito Federal poderão criar varas especializadas e exclusivas da infância e da juventude.pelo domicílio dos pais ou responsável. 142. sempre que os interesses destes colidirem com os de seus pais ou responsável. à falta dos pais ou responsável. CAPÍTULO II Da Justiça da Infância e da Juventude SEÇÃO I Disposições Gerais Art. parentesco e residência. 143. através de defensor público ou advogado nomeado. vedando-se fotografia. na forma da legislação civil ou processual. Os menores de dezesseis anos serão representados e os maiores de dezesseis e menores de vinte e um anos assistidos por seus pais. 147. 144.

conhecer de representações promovidas pelo Ministério Público. II . § 3° Em caso de infração cometida através de transmissão simultânea de rádio ou televisão. é também competente a Justiça da Infância e da Juventude para o fim de: conhecer de pedidos de guarda e tutela. mediante alvará: I . a retificação e o suprimento dos registros de nascimento e óbito.conhecer de ações civis fundadas em interesses individuais.conhecer de pedidos de adoção e seus incidentes. rádio e televisão. aplicando as medidas cabíveis. através de portaria. aplicando as medidas cabíveis. tendo a sentença eficácia para todas as transmissoras ou retransmissoras do respectivo Estado. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 57 . bailes ou promoções dançantes. 209. casa que explore comercialmente diversões eletrônicas. II . aplicando as medidas cabíveis. ou do local onde sediar-se a entidade que abrigar a criança ou adolescente. quando faltarem os pais. IV . Quando se tratar de criança ou adolescente nas hipóteses do art. ou de outros procedimentos judiciais ou extrajudiciais em que haja interesses de criança ou adolescente. será competente. nos termos da lei civil. desacompanhado dos pais ou responsável. 149.§ 1° Nos casos de ato infracional. suprir a capacidade ou o consentimento para o casamento. que atinja mais de uma comarca. Art.conhecer de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar. estúdios cinematográficos. § 2° A execução das medidas poderá ser delegada à autoridade competente da residência dos pais ou responsável. conhecer de ações de alimentos. ginásio e campo desportivo. determinar o cancelamento. Parágrafo único. designar curador especial em casos de apresentação de queixa ou representação. V .a entrada e permanência de criança ou adolescente. observadas as regras de conexão. Art. conhecer de pedidos baseados em discordância paterna ou materna. de teatro. para aplicação da penalidade. VII . conhecer de ações de destituição do pátrio poder.conceder a remissão.aplicar penalidades administrativas nos casos de infrações contra norma de proteção a crianças ou adolescentes. ou autorizar. A Justiça da Infância e da Juventude é competente para: I .a participação de criança e adolescente em: espetáculos públicos e seus ensaios. VI . observado o disposto no art. em: estádio. III . conhecer a emancipação. 98. como forma de suspensão ou extinção do processo. difusos ou coletivos afetos à criança e ao adolescente. em relação ao exercício do pátrio poder. perda ou modificação da tutela ou guarda. boate ou congêneres. para apuração de ato infracional atribuído a adolescente. Compete à autoridade judiciária disciplinar.conhecer de ações decorrentes de irregularidades em entidades de atendimento. continência e prevenção. a autoridade judiciária do local da sede estadual da emissora ou rede. será competente a autoridade do lugar da ação ou omissão. 148.

destinada a assessorar a Justiça da Infância e da Juventude. orientação. Art. Cabe ao Poder Judiciário. bem assim desenvolver trabalhos de aconselhamento. tudo sob a imediata subordinação à autoridade judiciária. 214. 151. a natureza do espetáculo. ou verbalmente. prever recursos para manutenção de equipe interprofissional. Se a medida judicial a ser adotada não corresponder a procedimento previsto nesta ou em outra lei. SEÇÃO II Dos Servidores Auxiliares Art. Art. na elaboração de sua proposta orçamentária. Art. 156. 152. 155. mediante laudos. dentre outros fatores: os princípios desta lei. Compete à equipe interprofissional. a adequação do ambiente à eventual participação ou freqüência de crianças e adolescentes. Aos procedimentos regulados nesta lei aplicam-se subsidiariamente as normas gerais previstas na legislação processual pertinente. encaminhamento. § 1° Para os fins do disposto neste artigo. vedadas as determinações de caráter geral. a autoridade judiciária poderá investigar os fatos e ordenar de ofício as providências necessárias. 153. Aplica-se às multas o disposto no art. prevenção e outros. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 58 . assegurada a livre manifestação do ponto de vista técnico. a existência de instalações adequadas. a autoridade judiciária levará em conta.a autoridade judiciária a que for dirigida.certames de beleza. dentre outras atribuições que lhe forem reservadas pela legislação local. o tipo de freqüência habitual ao local.o nome. a profissão e a residência do requerente e do requerido. II . as peculiaridades locais. na audiência. dispensada a qualificação em se tratando de pedido formulado por representante do Ministério Público. fornecer subsídios por escrito. 150. ouvido o Ministério Público. A petição indicará: I . 154. caso a caso. § 2° As medidas adotadas na conformidade deste artigo deverão ser fundamentadas. SEÇÃO II Da Perda e da Suspensão do Pátrio Poder Art. o estado civil. Art. O procedimento para a perda ou a suspensão do pátrio poder terá início por provocação do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse. CAPÍTULO III Dos Procedimentos SEÇÃO I Disposições Gerais Art.

podendo a autoridade judiciária. desde logo. Art. a autoridade judiciária poderá determinar a realização de estudo social ou. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 59 . IV . em cartório que lhe seja nomeado dativo. ouvido o Ministério Público. poderá a autoridade judiciária. salvo quando este for o requerente. desde logo. designar data para sua leitura no prazo máximo de cinco dias. § 1° Havendo necessidade. Havendo motivo grave. sem prejuízo do próprio sustento e de sua família. o parecer técnico. no prazo de dez dias. liminar ou incidentalmente. manifestando-se sucessivamente o requerente. Art. oferecer resposta escrita. o requerido e o Ministério Público. colhendo-se oralmente. a autoridade judiciária dará vista dos autos ao Ministério Público. Art.as provas que serão produzidas. designando. a autoridade judiciária dará vista dos autos ao Ministério Público. até o julgamento definitivo da causa.a exposição sumária do fato e o pedido. SEÇÃO III Da Destituição da Tutela Art.III . ao qual incumbirá a apresentação de resposta. oferecendo. será obrigatória. 164. ou de ofício. 161. Na destituição da tutela. salvo quando apresentado por escrito. 163. do Ministério Público. presentes as partes e o Ministério Público. se possível. Se o requerido não tiver possibilidade de constituir advogado. Apresentada a resposta. 157. ficando a criança ou adolescente confiado a pessoa idônea. decidindo em igual prazo. bem como a oitiva de testemunhas. § 2° Na audiência. desde logo. Art. 159. por cinco dias. excepcionalmente. prorrogável por mais dez. Art. a oitiva da criança ou adolescente. pelo tempo de vinte minutos cada um. audiência de instrução e julgamento. salvo quando este for o requerente. Sendo necessário. indicando as provas a serem produzidas e oferecendo. desde que possível e razoável. por cinco dias. mediante termo de responsabilidade. a autoridade judiciária poderá determinar a realização de estudo social ou perícia por equipe interprofissional. Art. o disposto na seção anterior. de ofício ou a requerimento das partes do Ministério Público. poderá requerer. observar-se-á o procedimento para a remoção de tutor previsto na lei processual civil e. no que couber. 158. Não sendo contestado o pedido. 162. a autoridade judiciária requisitará de qualquer repartição ou órgão público a apresentação de documento que interesse à causa. de perícia por equipe interprofissional. § 1° A requerimento de qualquer das partes. O requerido será citado para. decretar a suspensão do pátrio poder. Art. serão ouvidas as testemunhas. § 2° Se o pedido importar em modificação de guarda. A sentença que decretar a perda ou a suspensão do pátrio poder será averbada à margem do registro de nascimento da criança ou adolescente. A decisão será proferida na audiência. Deverão ser esgotados todos os meios para a citação pessoal. contando-se o prazo a partir da intimação do despacho de nomeação. 160. o rol de testemunhas e documentos. o rol de testemunhas e documentos. Parágrafo único.

sobre o estágio de convivência. conforme o caso. Art. tomando-se por termo as declarações. se possível. a perda ou a suspensão do pátrio poder constituir pressuposto lógico da medida principal de colocação em família substituta. IV . de ofício ou a requerimento das partes ou do Ministério Público. Art. dar-se-á vista dos autos ao Ministério Público. Nas hipóteses em que a destituição da tutela.indicação do cartório onde foi inscrito nascimento. com a criança ou adolescente. decidindo sobre a concessão de guarda provisória. especificando se tem ou não parente vivo. ou companheiro. uma cópia da respectiva certidão. determinará a realização de estudo social ou. Parágrafo único. Art. se conhecidos. Apresentado o relatório social ou o laudo pericial. Parágrafo único. e ouvida. 170. Se os pais forem falecidos. observar-se-ão também os requisitos específicos. 171.indicação de eventual parentesco do requerente e de seu cônjuge. III . decidindo a autoridade judiciária em igual prazo. este poderá ser formulado diretamente em cartório. 165. desde logo. 47. direitos ou rendimentos relativos à criança ou ao adolescente. no caso de adoção. 172. o contido no art. Na hipótese de concordância dos pais. 35. São requisitos para a concessão de pedidos de colocação em família substituta: I . e. Havendo repartição policial especializada para atendimento de adolescente e em se tratando de ato infracional praticado em co-autoria com maior.qualificação completa da criança ou adolescente e de seus pais. ou companheiro. anexando. será observado o procedimento contraditório previsto nas Seções II e III deste Capítulo. em petição assinada pelos próprios requerentes. 32. que. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 60 . 166. a criança ou o adolescente. encaminhado à autoridade policial competente. A perda ou a modificação da guarda poderá ser decretada nos mesmos autos do procedimento. 168. bem como. encaminhado à autoridade judiciária. se possível. desde logo.qualificação completa do requerente e de seu eventual cônjuge. V . 169.declaração sobre a existência de bens. Parágrafo único. O adolescente apreendido por força de ordem judicial será. Art. II . observar-se-á o disposto no art. 167. Concedida a guarda ou a tutela. Em se tratando de adoção. observado o disposto no art. O adolescente apreendido em flagrante de ato infracional será. A autoridade judiciária. quanto à adoção. pelo prazo de cinco dias. com expressa anuência deste. encaminhará o adulto à repartição policial própria. tiverem sido destituídos ou suspensos do pátrio poder. Art. Art.SEÇÃO IV Da Colocação em Família Substituta Art. SEÇÃO V Da apuração de Ato Infracional Atribuído a Adolescente Art. Parágrafo único. perícia por equipe interprofissional. eles serão ouvidos pela autoridade judiciária e pelo representante do Ministério Público. sempre que possível. prevalecerá a atribuição da repartição especializada. após as providências necessárias e. ou houverem aderido expressamente ao pedido de colocação em família substituta.

o representante do Ministério Público. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 61 . Adotadas as providências a que alude o artigo anterior. Nas demais hipóteses de flagrante. podendo requisitar o concurso das Polícias Civil e Militar. boletim de ocorrência ou relatório policial.lavrar auto de apreensão. o representante do Ministério Público notificará os pais ou responsável para apresentação do adolescente. devidamente autuados pelo cartório judicial e com informação sobre os antecedentes do adolescente. a autoridade policial encaminhará o adolescente a entidade de atendimento. o adolescente ao representante do Ministério Público. § 1° Sendo impossível a apresentação imediata. o adolescente aguardará a apresentação em dependência separada da destinada a maiores. II . Art. parágrafo único e 107. pela gravidade do ato infracional e sua repercussão social. 176. desde logo. 106. Art. exceder o prazo referido no parágrafo anterior.se-á pela autoridade policial. a autoridade policial. houver indícios de participação de adolescente na prática de ato infracional. Em caso de flagrante de ato infracional cometido mediante violência ou grave ameaça a pessoa.conceder a remissão. a autoridade policial encaminhará. ouvidas as testemunhas e o adolescente. Se. exceto quando. a autoridade policial encaminhará ao representante do Ministério Público relatório das investigações e demais documentos.requisitar os exames ou perícias necessários à comprovação da materialidade e autoria da infração. juntamente com cópia do auto de apreensão ou boletim de ocorrência. a lavratura do auto poderá ser substituída por boletim de ocorrência circunstanciada. em condições atentatórias à sua dignidade. Art. § 2° Nas localidades onde não houver entidade de atendimento. 175. no primeiro dia útil imediato. 178. no mesmo dia e à vista do auto de apreensão.promover o arquivamento dos autos. no mesmo dia ou. Art. afastada a hipótese de flagrante. Sendo o adolescente liberado. Comparecendo qualquer dos pais ou responsável. Art. a apresentação far. Apresentado o adolescente. sob termo de compromisso e responsabilidade de sua apresentação ao representante do Ministério Público. 177. deva o adolescente permanecer sob internação para garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da ordem pública.Art. Art. Art. sem prejuízo do disposto nos arts. sendo impossível. Parágrafo único.apreender o produto e os instrumentos da infração. II . 174. procederá imediata e informalmente à sua oitiva e. ou que impliquem risco à sua integridade física ou mental. a autoridade policial encaminhará imediatamente ao representante do Ministério Público cópia do auto de apreensão ou boletim de ocorrência. o adolescente será prontamente liberado pela autoridade policial. de seus pais ou responsável. vítima e testemunhas. o representante do Ministério Público poderá: I . O adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional não poderá ser conduzido ou transportado em compartimento fechado de veículo policial. 179. deverá: I . em sendo possível. 180. III . Em caso de não-liberação. Em caso de não-apresentação. A falta de repartição policial especializada. 173. que fará a apresentação ao representante do Ministério Público no prazo de vinte e quatro horas. sob pena de responsabilidade. Parágrafo único. não podendo em qualquer hipótese.

o adolescente deverá ser imediatamente transferido para a localidade mais próxima. o representante do Ministério Público não promover o arquivamento ou conceder a remissão. Art. Art. mediante termo fundamentado. e este oferecerá representação. 183. 108 e parágrafo. Art. desde logo. desde que em seção isolada dos adultos e com instalações apropriadas. decretada ou mantida pela autoridade judiciária. designando. Art. § 1° Se a autoridade judiciária entender adequada a remissão.educativa que se afigurar a mais adequada. observado o disposto no art. determinando o sobrestamento do feito. ouvirá o representante do Ministério Público. § 1° O adolescente e seus pais ou responsável serão cientificados do teor da representação. o cumprimento da medida. acompanhados de advogado. § 2° Sendo impossível a pronta transferência. A internação. a autoridade judiciária fará remessa dos autos ao Procurador-Geral de Justiça. Art. audiência em continuação. seus pais ou responsável. não poderá ser cumprida em estabelecimento prisional. será de quarenta e cinco dias. será requisitada a sua apresentação. passível de aplicação de medida de internação ou colocação em regime de semiliberdade. 181. § 1° Homologado o arquivamento ou a remissão. propondo a instauração de procedimento para aplicação da medida sócio.representar à autoridade judiciária para aplicação de medida sócio-educativa. podendo ser deduzida oralmente. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 62 . a autoridade judiciária expedirá mandado de busca e apreensão. Promovido o arquivamento dos autos ou concedida a remissão pelo representante do Ministério Público. § 4° Estando o adolescente internado. proferindo decisão. § 3° Não sendo localizado o adolescente. sob pena de responsabilidade. nomeará defensor. estando o adolescente internado provisoriamente. 185. em sessão diária instalada pela autoridade judiciária. mediante despacho fundamentado. podendo solicitar opinião de profissional qualificado. O prazo máximo e improrrogável para a conclusão do procedimento. § 2° A representação independe de prova pré-constituída da autoria e materialidade. quando necessário. verificando que o adolescente não possui advogado constituído. a autoridade judiciária. não podendo ultrapassar o prazo máximo de cinco dias. o rol de testemunhas. 184. Art. designará outro membro do Ministério Público para apresentá-la. a autoridade judiciária designará audiência de apresentação do adolescente. o adolescente aguardará sua remoção em repartição policial. § 2° Se os pais ou responsável não forem localizados. podendo determinar a realização de diligências e estudo do caso. § 2° Discordando. sobre a decretação ou manutenção da internação. 182.III . desde logo. Comparecendo o adolescente. a autoridade judiciária determinará. § 1° Inexistindo na comarca entidade com as características definidas no art. 123. que só então estará a autoridade judiciária obrigada a homologar. por qualquer razão. a autoridade judiciária dará curador especial ao adolescente. § 1° A representação será oferecida por petição. os autos serão conclusos à autoridade judiciária para homologação. ou ratificará o arquivamento ou a remissão. até a efetiva apresentação. que conterá o resumo dos fatos. conforme o caso. 186. Oferecida a representação. a autoridade judiciária procederá à oitiva dos mesmos. sem prejuízo da notificação dos pais ou responsável. § 2° Sendo o fato grave. que conterá o breve resumo dos fatos e a classificação do ato infracional e. decidindo. oferecerá representação à autoridade judiciária. e notificados a comparecer à audiência. Se.

187. § 2° Recaindo a intimação na pessoa do adolescente. 190. poderá a autoridade judiciária. Se o adolescente. A remissão.não constituir o fato ato infracional. § 1° Sendo outra a medida aplicada. onde conste. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 63 . mediante decisão fundamentada. 193. Art. III . prorrogável por mais dez. a autoridade judiciária designará audiência de instrução e julgamento. II . será dada a palavra ao representante do Ministério Público e ao defensor.§ 3° O advogado constituído ou o defensor nomeado. Apresentada ou não a resposta. necessariamente.não haver prova da existência do fato. a seus pais ou responsável. sem prejuízo do defensor. e sendo necessário. será imediatamente colocado em liberdade. ouvidas as testemunhas arroladas na representação e na defesa prévia. 188. desde que reconheça na sentença: I . Parágrafo único. injustificadamente. oferecerá defesa prévia e rol de testemunhas.estar provada a inexistência do fato. deverá este manifestar se deseja ou não recorrer da sentença. intimando as partes. cumpridas as diligências e juntado o relatório da equipe interprofissional. podendo juntar documentos e indicar as provas a produzir. IV . a intimação far-se-á unicamente na pessoa do defensor. a critério da autoridade judiciária. decidindo a autoridade judiciária em igual prazo. Art. que em seguida proferirá decisão. sucessivamente. 191. Parágrafo único. Art. II .quando não for encontrado o adolescente. determinando sua condução coercitiva. decretar liminarmente o afastamento provisório do dirigente da entidade. como forma de extinção ou suspensão do processo. poderá ser aplicada em qualquer fase do procedimento. ouvido o Ministério Público. Na hipótese deste artigo. antes da sentença. oferecer resposta escrita. A autoridade judiciária não aplicará qualquer medida. estando o adolescente internado. pelo tempo de vinte minutos para cada um. devidamente notificado. 189.ao adolescente e ao seu defensor.não existir prova de ter o adolescente concorrido para o ato infracional. no prazo de dez dias. no prazo de três dias contado da audiência de apresentação. resumo dos fatos. Art. § 1° Salvo manifestação em audiência. Art. SEÇÃO VI Da Apuração de Irregularidades em Entidade de Atendimento Art. 192. Art. a autoridade judiciária designará nova data. Havendo motivo grave. O procedimento de apuração de irregularidades em entidade governamental e nãogovernamental terá início mediante portaria da autoridade judiciária ou representação do Ministério Público ou do Conselho Tutelar. O dirigente da entidade será citado para. não comparecer. § 4° Na audiência em continuação. as partes e o Ministério Público terão cinco dias para oferecer alegações finais. à audiência de apresentação. A intimação da sentença que aplicar medida de internação ou regime de semiliberdade será feita: I .

que em seguida proferirá sentença.por oficial de justiça ou funcionário legalmente habilitado. a autoridade judiciária dará vista dos autos ao Ministério Público. manifestar-se-ão sucessivamente o Ministério Público e o procurador do requerido. por cinco dias. 196. Apresentada a defesa. Nos procedimentos afetos à Justiça da Infância e da Juventude fica adotado o sistema recursal do Código de Processo Civil. prorrogável por mais dez. e assinado por duas testemunhas. Colhida a prova oral. à verificação da infração seguir-se-á a lavratura do auto. com aviso de recebimento. contado da data da intimação. III . Art. 197. a autoridade judiciária poderá fixar prazo para a remoção das irregularidades verificadas. se incerto ou não sabido o paradeiro do requerido ou de seu representante legal. § 2° Sempre que possível. CAPÍTULO IV Dos Recursos Art. e suas alterações posteriores. 198. de 11 de janeiro de 1973. Satisfeitas as exigências. no próprio auto.por via postal. pelo tempo de vinte minutos para cada um. § 4° A multa e a advertência serão impostas ao dirigente da entidade ou programa de atendimento. especificando-se a natureza e as circunstâncias da infração. Parágrafo único. SEÇÃO VII Da Apuração de Infração Administrativa às Normas de Proteção à Criança e ao Adolescente Art. lavrando certidão. ou. Não sendo apresentada a defesa no prazo legal. ou auto de infração elaborado por servidor efetivo ou voluntário credenciado. quando este for lavrado na presença do requerido. § 1° No procedimento iniciado com o auto de infração. com prazo de trinta dias. que entregará cópia do auto ou da representação ao requerido. que será feita: I . II . decidindo em igual prazo. Art. certificando-se. o processo será extinto. a autoridade judiciária oficiará à autoridade administrativa imediatamente superior ao afastado. aprovado pela Lei n° 5.§ 2° Em se tratando de afastamento provisório ou definitivo de dirigente de entidade governamental. 195.pelo autuante.os recursos serão interpostos independentemente de preparo. sendo necessário. 194. Art. a autoridade judiciária procederá na conformidade do artigo anterior. designará audiência de instrução e julgamento. se não for encontrado o requerido ou seu representante legal. com as seguintes adaptações: I . O requerimento terá prazo de dez dias para apresentação de defesa. se possível. marcando prazo para a substituição. IV . § 3° Antes de aplicar qualquer das medidas. sem julgamento de mérito. ou a seu representante legal.869. ou do Conselho Tutelar.por edital. O procedimento para imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção à criança e ao adolescente terá início por representação do Ministério Público. a critério da autoridade judiciária. poderão ser usadas fórmulas impressas. dos motivos do retardamento. em caso contrário. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 64 .

inciso II. a juízo da autoridade judiciária. III . Será também conferido efeito suspensivo quando interposta contra sentença que deferir a adoção por estrangeiro e. salvo o de agravo de instrumento e de embargos de declaração. no prazo de cinco dias. 200. requisitar informações e documentos a particulares e instituições privadas.promover. a especialização e a inscrição de hipoteca legal e a prestação de contas dos tutores. de ofício ou por solicitação dos interessados.II . no prazo de cinco dias. IV . o escrivão remeterá os autos ou o instrumento à superior instância dentro de vinte e quatro horas. da Constituição Federal. da administração direta ou indireta.antes de determinar a remessa dos autos à superior instância. previstas nesta Lei. bem como promover inspeções e diligências investigatórias. em caso de nãocomparecimento injustificado. II . CAPÍTULO V Do Ministério Público Art. se a reformar.mantida a decisão apelada ou agravada. o prazo para interpor e para responder será sempre de dez dias. As funções do Ministério Público.a apelação será recebida em seu efeito devolutivo. inclusive os definidos no art. difusos ou coletivos relativos à infância e à adolescência. VII . Contra as decisões proferidas com base no art.o agravado será intimado para. sempre que houver perigo de dano irreparável ou de difícil reparação. perícias e documentos de autoridades municipais. no caso de apelação. 98. a conferência e o conserto do traslado. no prazo de cinco dias. IV . independentemente de novo pedido do recorrente. nomeação e remoção de tutores. bem como oficiar em todos os demais procedimentos da competência da Justiça da Infância e da Juventude. Art. VIII . contados da intimação. curadores e quaisquer administradores de bens de crianças e adolescentes nas hipotecas do art. V .os recursos terão preferência de julgamento e dispensarão revisor. V . VI . 199. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 65 .promover o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos interesses individuais. III . para instruí-los: expedir notificações para colher depoimentos ou esclarecimentos e.será de quarenta e oito horas o prazo para a extração. a remessa dos autos dependerá de pedido expresso da parte interessada ou do Ministério Público. a autoridade judiciária proferirá despacho fundamentado. Compete ao Ministério Público: I . mantendo ou reformando a decisão. 220.instaurar procedimentos administrativos e. curadores e guardiães. inclusive pela polícia civil ou militar. requisitar informações. VI .em todos os recursos. ou do instrumento.promover e acompanhar as ações de alimentos e os procedimentos de suspensão e destituição do pátrio poder. 149 caberá recurso de apelação. 201.conceder a remissão como forma de exclusão do processo. exames. no caso de agravo. serão exercidas nos termos da respectiva Lei Orgânica. Art. § 3°. oferecer resposta e indicar as peças a serem trasladadas. requisitar condução coercitiva. estaduais e federais.promover e acompanhar os procedimentos relativos às infrações atribuídas a adolescentes.

VII - instaurar sindicâncias, requisitar diligências investigatórias e determinar a instauração de inquérito policial, para apuração de ilícitos ou infrações às normas de proteção à infância e à juventude; VIII - zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados às crianças e adolescentes, promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis; IX - impetrar mandado de segurança, de injunção e habeas corpus, em qualquer juízo, instância ou tribunal, na defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis afetos à criança e ao adolescente; X - representar ao juízo visando à aplicação de penalidade por infrações cometidas contra as normas de proteção à infância e à juventude, sem prejuízo da promoção da responsabilidade civil e penal do infrator, quando cabível; XI - inspecionar as entidades públicas e particulares de atendimento e os programas de que trata esta lei, adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necessárias à remoção de irregularidades porventura verificadas; XII - requisitar força policial, bem como a colaboração dos serviços médicos, hospitalares, educacionais e de assistência social, públicos ou privados, para o desempenho de suas atribuições. § 1° A legitimação do Ministério Público para as ações cíveis previstas neste artigo não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses, segundo dispuserem a Constituição e esta lei. § 2° As atribuições constantes deste artigo não excluem outras, desde que compatíveis com a finalidade do Ministério Público. § 3° O representante do Ministério Público, no exercício de suas funções, terá livre acesso a todo local onde se encontre criança ou adolescente. § 4° O representante do Ministério Público será responsável pelo uso indevido das informações e documentos que requisitar, nas hipóteses legais de sigilo. § 5° Para o exercício de atribuições de que trata o inciso VIII deste artigo, poderá o representante do Ministério Público: reduzir a termo as declarações do reclamante, instaurando o competente procedimento, sob sua presidência; entender-se diretamente com a pessoa ou autoridade reclamada, em dia, local e horário previamente notificados ou acertados; efetuar recomendações visando à melhoria dos serviços públicos e de relevância pública afetos à criança e ao adolescente, fixando prazo razoável para sua perfeita adequação. Art. 202. Nos processos e procedimentos em que não for parte, atuará obrigatoriamente o Ministério Público na defesa dos direitos e interesses de que cuida esta lei, hipótese em que terá vista dos autos depois das partes, podendo juntar documentos e requerer diligências, usando os recursos cabíveis. Art. 203. A intimação do Ministério Público, em qualquer caso, será feita pessoalmente. Art. 204. A falta de intervenção do Ministério Público acarreta a nulidade do feito, que será declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. Art. 205. As manifestações processuais do representante do Ministério Público deverão ser fundamentadas. CAPÍTULO VI Do Advogado Art. 206. A criança ou o adolescente, seus pais ou responsável, e qualquer pessoa que tenha legítimo interesse na solução da lide poderão intervir nos procedimentos de que trata esta
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Lei, através de advogado, o qual será intimado para todos os atos, pessoalmente ou por publicação oficial, respeitado o segredo de justiça. Parágrafo único. Será prestada assistência judiciária integral e gratuita àqueles que dela necessitarem. Art. 207. Nenhum adolescente a quem se atribua a prática de ato infracional, ainda que ausente ou foragido, será processado sem defensor. § 1º Se o adolescente não tiver defensor, ser-lhe-á nomeado pelo juiz, ressalvado o direito de, a todo tempo, constituir outro de sua preferência. § 2º A ausência do defensor não determinará o adiamento de nenhum ato do processo, devendo o juiz nomear substituto, ainda que provisoriamente, ou para o só efeito do ato. § 3º Será dispensada a outorga de mandato, quando se tratar defensor nomeado ou, sido constituído, tiver sido indicado por ocasião de ato formal com a presença da autoridade judiciária. CAPÍTULO VII Da Proteção Judicial dos Interesses Individuais, Difusos e Coletivos. Art. 208. Regem-se pelas disposições desta lei das ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados à criança e ao adolescente, referentes, ao não- oferecimento ou oferta irregular: I - do ensino obrigatório; II - de atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência; III - de atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade; IV - de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; V - de programas suplementares de oferta de material didático-escolar, transporte e assistência à saúde do educando do ensino fundamental; VI - de serviço de assistência social visando à proteção à família, à maternidade, à infância e à adolescência, bem como ao amparo às crianças e adolescentes que dele necessitem; VII - de acesso às ações e serviços de saúde; VIII - de escolarização e profissionalização dos adolescentes privados de liberdade. Parágrafo único. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses individuais, difusos ou coletivos, próprios da infância e da adolescência, protegidos pela Constituição e pela Lei. Art. 209. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do local onde ocorreu ou deva ocorrer a ação ou omissão, cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa, ressalvadas a competência da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. Art. 210. Para as ações cíveis fundadas em interesses coletivos ou difusos, consideram-se legitimados concorrentemente: I - o Ministério Público; II - a União, os Estados, os Municípios, o Distrito Federal e os Territórios; III - as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por esta lei, dispensada a autorização da assembléia, se houver prévia autorização estatutária. § 1º Admitir-se-á litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei.
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§ 2º Em caso de desistência ou abandono da ação por associação legitimada, o Ministério Público ou outro legitimado poderá assumir a titularidade ativa. Art. 211. Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais, o qual terá eficácia de título executivo extrajudicial. Art. 212. Para defesa dos direitos e interesses protegidos por esta lei, são admissíveis todas as espécies de ações pertinentes. § 1º Aplicam-se às ações previstas neste Capítulo as normas do Código de Processo Civil. § 2º Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público, que lesem direito líquido e certo previsto nesta lei, caberá ação mandamental, que se regerá pelas normas da lei do mandado de segurança. Art. 213. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. § 1º Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia, citando o réu. § 2º O juiz poderá, na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compatível com a obrigação, fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. § 3º A multa só será exigível do réu após o trânsito em julgado da sentença favorável ao autor, mas será devida desde o dia em que se houver configurado o descumprimento. Art. 214. Os valores das multas reverterão ao fundo gerido pelo Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do respectivo município. § 1º As multas não recolhidas até trinta dias após o trânsito em julgado da decisão serão exigidas através de execução promovida pelo Ministério Público, nos mesmos autos, facultada igual iniciativa aos demais legitimados. § 2º Enquanto o fundo não for regulamentado, o dinheiro ficará depositado em estabelecimento oficial de crédito, em conta com correção monetária. Art. 215. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos, para evitar dano irreparável à parte. Art. 216. Transitada em julgado a sentença que impuser condenação ao Poder Público, o juiz determinará a remessa de peças à autoridade competente, para apuração da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a ação ou omissão. Art. 217. Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória sem que a associação autora lhe promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, facultada igual iniciativa aos demais legitimados. Art. 218. O juiz condenará a associação autora a pagar ao réu os honorários advocatícios arbitrados na conformidade do § 4º do art. 20 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil, quando reconhecer que a pretensão é manifestamente infundada. Parágrafo único. Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados ao décuplo das custas, sem prejuízo de responsabilidade por perdas e danos. Art. 219. Nas ações de que trata este Capítulo, não haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários periciais e quaisquer outras despesas.

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Art. 220. Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar a iniciativa do Ministério Público, prestando-lhe informações sobre fatos que constituam objeto de ação civil, e indicando-lhe os elementos de convicção. Art. 221. Se, no exercício de suas funções, os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam ensejar a propositura de ação civil, remeterão peças ao Ministério Público para as providências cabíveis. Art. 222. Para instruir a petição inicial, o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias, que serão fornecidas no prazo de quinze dias. Art. 223. O Ministério Público poderá instaurar, sob sua presidência, inquérito civil, ou requisitar, de qualquer pessoa, organismo público ou particular, certidões, informações, exames ou perícias, no prazo que assinalar, o qual não poderá ser inferior a dez dias úteis. § 1º Se o órgão do Ministério Público, esgotadas todas as diligências, se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação cível, promoverá o arquivamento dos autos do inquérito civil ou das peças informativas, fazendo-o fundamentadamente. § 2º Os autos do inquérito civil ou as peças de informação arquivados serão remetidos, sob pena de se incorrer em falta grave, no prazo de três dias, ao Conselho Superior do Ministério Público. § 3º Até que seja homologada ou rejeitada a promoção de arquivamento, em sessão do Conselho Superior do Ministério Público, poderão as associações legitimadas apresentar razões escritas ou documentos, que serão juntados aos autos do inquérito ou anexados às peças de informação. § 4º A promoção de arquivamento será submetida a exame e deliberação do Conselho Superior do Ministério Público, conforme dispuser o seu Regimento. § 5º Deixando o Conselho Superior de homologar a promoção de arquivamento, designará, desde logo, outro órgão do Ministério Público para o ajuizamento da ação. Art. 224. Aplicam-se subsidiariamente, no que couber, as disposições da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. TÍTULO VII Dos Crimes e das Infrações Administrativas CAPÍTULO I Dos Crimes SEÇÃO I Disposições Gerais Art. 225. Este Capítulo dispõe sobre crimes praticados contra a criança e o adolescente, por ação ou omissão, sem prejuízo do disposto na legislação penal. Art. 226. Aplicam-se aos crimes definidos nesta lei as normas da Parte Geral do Código Penal e, quanto ao processo, as pertinentes ao Código de Processo Penal. Art. 227. Os crimes definidos nesta lei são de ação pública incondicionada.

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bem como de fornecer à parturiente ou a seu responsável. Art.detenção de dois a seis meses. 232. Deixar o encarregado de serviço ou o dirigente de estabelecimento de atenção à saúde de gestante de manter registro das atividades desenvolvidas. declaração de nascimento. por ocasião da alta médica.detenção de seis meses a dois anos. tão logo tenha conhecimento da ilegalidade da apreensão: Pena .reclusão de quatro a doze anos. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade. Art. Parágrafo único. onde constem as intercorrências do parto e do desenvolvimento do neonato: Pena . 233. Privar a criança ou o adolescente de sua liberdade. Revogado pela Lei 9. Art. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade. Art.reclusão de quinze a trinta anos. prazo fixado nesta lei em benefício de adolescente privado de liberdade: Pena . § 2º Se resultar lesão corporal gravíssima: Pena . Deixar a autoridade competente.detenção de seis meses a dois anos. § 3º Se resultar morte: Pena .DE 07 DE ABRIL DE 1997. por ocasião do parto. Incide na mesma pena aquele que procede à apreensão sem observância das formalidades legais. Parágrafo único.detenção de seis meses a dois anos. guarda ou vigilância a tortura: Pena .SEÇÃO II Dos Crimes em Espécie Art. 230. Deixar o médico. Art. 231. § 1º Se resultar lesão corporal grave: Pena . Art. Deixar a autoridade policial responsável pela apreensão de criança ou adolescente de fazer imediata comunicação à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada: Pena . Se o crime é culposo: Pena . 235. sem justa causa. 228. Art. bem como deixar de proceder aos exames referidos no art.detenção de seis meses a dois anos. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 70 . procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente: Pena . 234. ou multa. injustificadamente.detenção de seis meses a dois anos. 10 desta lei: Pena .detenção de seis meses a dois anos. ou multa.detenção de seis meses a dois anos. na forma e prazo referidos no art. de ordenar a imediata liberação de criança ou adolescente. Parágrafo único. Se o crime é culposo: Pena .reclusão de um a cinco anos. Descumprir. 229.reclusão de dois a oito anos.detenção de dois a seis meses. enfermeiro ou dirigente de estabelecimento de atenção à saúde de gestante de identificar corretamente o neonato e a parturiente. 10 desta lei.455. guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento: Pena .

mediante paga ou recompensa: Pena .975. ainda que por utilização indevida: Pena .reclusão de um a quatro anos.reclusão de quatro a seis anos. e multa. como tais definidos no caput do art. Fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: Pena . com o fim de colocação em lar substituto: Pena .(AC) Obs. e multa. a criança ou adolescente. 237. Vender. Art. Incide nas mesmas penas quem oferecer ou efetiva a paga ou recompensa.07. Prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro. fornecer ainda que gratuitamente ou entregar.Art." (AC) "§ 1o Incorrem nas mesmas penas o proprietário. de qualquer forma. Impedir ou embaraçar a ação de autoridade judiciária. Art. 242. 240. de qualquer forma. 239. o gerente ou o responsável pelo local em que se verifique a submissão de criança ou adolescente às práticas referidas no caput deste artigo. televisiva ou película cinematográfica. fornecer ainda que gratuitamente. de qualquer forma. Produzir ou dirigir representação teatral. Art. 2o desta Lei. Inocorre na mesma pena quem. de 23. Vender. sem justa causa. e multa. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 71 . sejam incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de utilização indevida: Pena . 236. Art. nas condições referidas neste artigo.reclusão de dois a seis anos. Parágrafo único.2000. Vender. pelo seu reduzido potencial. Art.reclusão de quatro a dez anos. a criança ou adolescente arma. contracena com criança ou adolescente.reclusão de um a quatro anos. Art. e multa.: Art. e multa. Subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. Art. e multa. se o fato não constitui crime mais grave. Parágrafo único. exceto aqueles que.detenção de seis meses a dois anos. 243. e multa. à prostituição ou à exploração sexual:" (AC)* "Pena . 241. munição ou explosivo: Pena . Art. Promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro: Pena . 244. 244-A. Art. Submeter criança ou adolescente. fornecer ainda que gratuitamente ou entregar.detenção de seis meses a dois anos. 238. ministrar ou entregar." (AC) "§ 2o Constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento. e multa.reclusão de um a quatro anos.detenção de seis meses a dois anos. utilizando-se de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica: Pena . produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica.detenção de seis meses a dois anos. 244-A acrescentado pela Lei 9. a criança ou adolescente fogos de estampido ou de artifício. membro do Conselho Tutelar ou representante do Ministério Público no exercício de função prevista nesta lei: Pena .

dolosa ou culposamente. com o fim de regularizar. 245. § 2º Se o fato for praticado por órgão de imprensa ou emissora de rádio ou televisão.multa de três a vinte salários de referência. de comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento. os deveres inerentes ao pátrio poder ou decorrente de tutela ou guarda. 84 e 85 desta lei: Pena . pensão. Impedir o responsável ou funcionário de entidade de atendimento o exercício dos direitos constantes nos incisos II. aplicando-se o dobro em caso de reincidência. 249. total ou parcialmente. 124 desta lei: Pena . sem autorização devida.multa de três a vinte salários de referência. adolescente trazido de outra comarca para a prestação de serviço doméstico. VIII e XI do art. nome. em caso de reincidência. Art. 83. a autoridade judiciária poderá determinar o fechamento do estabelecimento por até quinze dias.multa de três a vinte salários de referência. bem assim determinação da autoridade judiciária ou Conselho Tutelar: Pena .multa de três a vinte salários de referência. aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Art. III. § 1º Incorre na mesma pena quem exibe. pré-escola ou creche. em hotel.multa de três a vinte salários de referência. bem como da publicação do periódico até por dois números. administrativo ou judicial relativo a criança ou adolescente a que se atribua ato infracional: Pena . Transportar criança ou adolescente. Divulgar. envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente: Pena . fotografia de criança ou adolescente envolvido em ato infracional. a autoridade judiciária poderá determinar a apreensão da publicação ou a suspensão da programação da emissora até por dois dias. aplicando-se o dobro em caso de reincidência. independentemente das despesas de retorno do adolescente. professor ou responsável por estabelecimento de atenção à saúde e de ensino fundamental. com inobservância do disposto nos arts. 246. mesmo que autorizado pelos pais ou responsável: Pena . aplicando-se o dobro em caso de reincidência. por qualquer meio de comunicação. VII. aplicando-se o dobro em caso de reincidência. de forma a permitir sua identificação. Hospedar criança ou adolescente. 248. motel ou congênere: Pena . 251. Art. Deixar de apresentar à autoridade judiciária de seu domicílio. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 72 . 247.multa de dez a cinqüenta salários de referência. 250. no prazo de cinco dias. Descumprir. Art. desacompanhado dos pais ou responsável ou sem autorização escrita destes. se for o caso. direta ou indiretamente. Art. por qualquer meio. Deixar o médico. além da pena prevista neste artigo. ou da autoridade judiciária. aplicando-se o dobro em caso de reincidência.CAPÍTULO II Das Infrações Administrativas Art.multa de três a vinte salários de referência. ato ou documento de procedimento policial. total ou parcialmente. ou qualquer ilustração que lhe diga respeito ou se refira a atos que lhe sejam atribuídos. Art.

Deixar o responsável por diversão ou espetáculo público de afixar. Transmitir. a autoridade judiciária poderá determinar o fechamento do estabelecimento por até quinze dias.multa de três a vinte salários de referência.limite de 5% (cinco por cento) da renda bruta para pessoa jurídica. Anunciar peças teatrais. II . sem prejuízo de apreensão da revista ou publicação. DE 10 DE DEZEMBRO DE 1997. amostra ou congênere classificado pelo órgão competente como inadequado às crianças ou adolescentes admitidos ao espetáculo: Pena . § 1º . à casa de espetáculo e aos órgãos de divulgação ou publicidade. A União. 252. filmes ou quaisquer representações ou espetáculos. Art. Deixar o responsável pelo estabelecimento ou o empresário de observar o que dispõe esta lei sobre o acesso de criança ou adolescente aos locais de diversão. na reincidência. Art. Compete aos Estados Municípios promoverem a adaptação de seus órgãos e programas às diretrizes e princípios estabelecidos nesta lei. no prazo de noventa dias contados da publicação deste Estatuto. DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 259.Revogado pela LEI 9.limite de 10% (dez por cento) da renda bruta para pessoa física. 255. 256. Vender ou locar a criança ou adolescente fita de programação em vídeo.Art.532. em desacordo com a classificação atribuído pelo órgão competente: Pena . trailer. em caso de reincidência. 258.multa de vinte a cem salários de referência. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 73 . ou sobre sua participação no espetáculo. elaborará projeto de lei dispondo sobre a criação ou adaptação de seus órgãos às diretrizes da política de atendimento fixados no art. Art.multa de três a vinte salários de referência. Art. informação destacada sobre a natureza da diversão ou espetáculo e a faixa etária especificada no certificado de classificação: Pena . em caso de reincidência.multa de três a vinte salários de referência. Pena . sem indicar os limites de idade a que não se recomendem: Pena . a autoridade judiciária poderá determinar o fechamento do estabelecimento por até quinze dias. 88 e ao que estabelece o Título V do Livro II: Parágrafo único. aplicando-se o dobro em caso de reincidência. 254. Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.multa de vinte a cem salários de referência. 253.multa de três a vinte salários de referência. à entrada do local de exibição. espetáculo em horário diverso do autorizado ou sem aviso de sua classificação. duplicada em caso de reincidência. observado o seguinte: I . Art. peça. em lugar visível e de fácil acesso. através de rádio ou televisão. Os contribuintes do imposto de renda poderão abater da renda bruta 100% (cem por cento) do valor das doações feitas aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais. Pena . a autoridade judiciária poderá determinar a suspensão da programação da emissora por até dois dias. duplicada em caso de reincidência aplicável.multa de três a vinte salários de referência. 78 e 79 desta lei: Pena . Art. Descumprir obrigação constante dos arts. Exibir filme. Art. duplicando-se a pena em caso de reincidência. 260. separadamente. 257. a autoridade poderá determinar a suspensão do espetáculo ou o fechamento do estabelecimento por até quinze dias.

. 214. 103. 5) Art. Enquanto não instalados os Conselhos Tutelares. (. ou foge para evitar prisão em flagrante. 2) Art. de 7 de dezembro de 1940.. Art. 262. os registros. Art.... § 8º Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal. passa a vigorar com as seguintes alterações: "1) Art. (. 213. que será posto à disposição das escolas e das entidades de atendimento e de defesa dos direitos da criança e do adolescente.reclusão de quatro a dez anos. de criança ou adolescente. 3) Art. O Decreto-Lei nº 2.) § 4º No homicídio culposo. Artigo alterado pela LEI 8. 264. 102 da Lei nº 6. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 74 .. À falta dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente. sob a forma de guarda.. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão.) § 3º Aumenta-se a pena de um terço.242. promoverão edição popular do texto integral deste estatuto. Parágrafo único. DE 12 DE OUTUBRO DE 1991. as atribuições a eles conferidas serão exercidas pela autoridade judiciária. § 3º. Art. órfãos ou abandonado. 121. aplicando necessariamente percentual para incentivo ao acolhimento. Art. não procura diminuir as conseqüências do seu ato.) § 7º Aumenta-se a pena de um terço. e os Estados aos Municípios. se o crime é praticado contra pessoa menor de catorze anos. 129. Sendo doloso o homicídio. Durante o período de vacância deverão ser promovidas atividades e campanhas de divulgação e esclarecimentos acerca do disposto nesta lei. fica acrescido do seguinte item: "Art. Se a ofendida é menor de catorze anos: Pena . 261. 90. 265. a pena é aumentada de um terço. da Constituição Federal. Se o ofendido é menor de catorze anos: Pena . parágrafo único.§ 2º Os Conselhos Municipais.) 6º) a perda e suspensão do pátrio poder". 266.) Parágrafo único. A Imprensa Nacional e demais gráficas da União. se ocorrer qualquer das hipóteses do art. Esta lei entra em vigor noventa dias após sua publicação. O art. 121.015.reclusão de três a nove anos". tão logo estejam criados os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente nos seus respectivos níveis. (.. de 31 de dezembro de 1973. a pena é aumentada de um terço. (. inscrições e alterações a que se referem os arts. VI. os recursos referentes aos programas e atividades previstos nesta lei. e 91 desta lei serão efetuados perante a autoridade judiciária da comarca a que pertencer a entidade.848... (. § 4º. Art. Parágrafo único. 227. se o crime é praticado contra pessoa menor de catorze anos. da administração direta ou indireta. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. através de planos de aplicação das doações subsidiadas e demais receitas. 4) Art. Art.) Parágrafo único.. na forma do disposto no art. A União fica autorizada a repassar aos Estados e Municípios. Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente fixarão critérios de utilização.. 136. 121. (. Código Penal. arte ou ofício. 263.

ensino fundamental. nas instituições de ensino e pesquisa. de 1964 e 6. III . dever da família e do Estado. na convivência humana. obrigatório e gratuito. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I Da Educação Art.vinculação entre a educação escolar. TÍTULO II Dos Princípios e Fins da Educação Nacional Art.Art. 4º. IV . X . 2º. pesquisar e divulgar a cultura. 3º. de 20 de dezembro de 1996. VI . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 75 . o trabalho e as práticas sociais. tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. no trabalho. o pensamento.513. que se desenvolve. predominantemente. II .liberdade de aprender.394. A educação. na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino.valorização do profissional da educação escolar.gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.gestão democrática do ensino público. V .valorização da experiência extra-escolar. Art.garantia de padrão de qualidade. IX .pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas. 267. Esta Lei disciplina a educação escolar. 1º. § 2º. inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana.igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. e as demais disposições em contrário. em instituições próprias. XI . TÍTULO III Do Direito à Educação e do Dever de Educar Art. VIII . por meio do ensino. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. a arte e o saber. A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. Revogam-se as Leis nºs 4. O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I . ensinar.697.respeito à liberdade e apreço à tolerância. Lei nº 9. VII . de 10 de outubro de 1979 (Código de Menores). O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I . § 1º. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar.

Art. 6º.acesso aos níveis mais elevados do ensino.autorização de funcionamento e avaliação de qualidade pelo Poder Público. Art.oferta de educação escolar regular para jovens e adultos. IX . no ensino fundamental. ainda.fazer-lhes a chamada pública. VI . acionar o Poder Público para exigi-lo. entidade de classe ou outra legalmente constituída.recensear a população em idade escolar para o ensino fundamental. e os jovens e adultos que a ele não tiveram acesso. II . § 2º.progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio. poderá ela ser imputada por crime de responsabilidade. atendidas as seguintes condições: I . organização sindical. V . em regime de colaboração. sendo gratuita e de rito sumário a ação judicial correspondente. ressalvado o previsto no art. § 3º.atendimento ao educando. associação comunitária. Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino. nos termos deste artigo. VIII . transporte.capacidade de autofinanciamento. e. contemplando em seguida os demais níveis e modalidades de ensino. 7º. a partir dos sete anos de idade. § 4º. com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades. podendo qualquer cidadão. Em todas as esferas administrativas. III . junto aos pais ou responsáveis.atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade. 5º. no ensino fundamental público. pela freqüência à escola. § 1º. grupo de cidadãos. Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade para peticionar no Poder Judiciário. independentemente da escolarização anterior. o Ministério Público. VII .atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais. segundo a capacidade de cada um. 208 da Constituição Federal. § 5º. III . III . preferencialmente na rede regular de ensino. Compete aos Estados e aos Municípios. alimentação e assistência à saúde. definidos como a variedade e quantidade mínimas.zelar.oferta de ensino noturno regular. II . Art. É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores. TÍTULO IV Da Organização da Educação Nacional AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 76 . O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo.II .padrões mínimos de qualidade de ensino. e com a assistência da União: I . Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o oferecimento do ensino obrigatório. conforme as prioridades constitucionais e legais. O ensino é livre à iniciativa privada. de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensinoaprendizagem. na hipótese do § 2º do art. adequado às condições do educando. da pesquisa e da criação artística. o Poder Público assegurará em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório.cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo sistema de ensino. garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola. por meio de programas suplementares de material didático-escolar. 213 da Constituição Federal. por aluno. IV . o Poder Público criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino.

reconhecer.assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental. V . o Distrito Federal e os Municípios.Art. Caberá à União a coordenação da política nacional de educação. § 3º. III . § 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX.definir. exercendo sua função redistributiva e supletiva. os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. médio e superior. respectivamente.assegurar o ensino fundamental e oferecer.organizar. Os Estados incumbir-se-ão de: I .estabelecer. redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais. credenciar. III . credenciar. § 2º. 8º. Na estrutura educacional. em colaboração com os Estados. Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos termos desta Lei. manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino.elaborar e executar políticas e planos educacionais. IV . os respectivos sistemas de ensino. § 1º. 10. objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino.assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior. manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos Territórios. o ensino fundamental e o ensino médio. VIII . A União incumbir-se-á de: I .baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação. de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público. Art. respectivamente. formas de colaboração na oferta do ensino fundamental. com prioridade. supervisionar e avaliar. VII . competências e diretrizes para a educação infantil. com a cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de ensino.autorizar. II .autorizar. as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades.prestar assistência técnica e financeira aos Estados. articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa.elaborar o Plano Nacional de Educação. analisar e disseminar informações sobre a educação.coletar. em colaboração com os Estados. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 77 . supervisionar e avaliar. em colaboração com os sistemas de ensino. os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. os Estados. VI . II . criado por lei. em regime de colaboração. As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas aos Estados e ao Distrito Federal. com os Municípios. a União terá acesso a todos os dados e informações necessários de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais. com funções normativas e de supervisão e atividade permanente. desde que mantenham instituições de educação superior. 9º. IX . haverá um Conselho Nacional de Educação. que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos. integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios. Art. ao Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória. A União.organizar.baixar normas complementares para o seu sistema de ensino. § 1º. o Distrito Federal e os Municípios organizarão. em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação. reconhecer. V . VI . de modo a assegurar formação básica comum. o ensino médio. o Distrito Federal e os Municípios. IV .

ainda. II . 16. bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica. V . Art. com prioridade. manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino. respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino. o ensino fundamental. por se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica.informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e o rendimento dos alunos. II .participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. Os Municípios poderão optar.autorizar. e. II . permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. III . Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes aos Estados e aos Municípios.as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada. terão a incumbência de: I .assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 78 .estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento. integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados. além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento. Os Municípios incumbir-se-ão de: I . III . 12.elaborar e cumprir plano de trabalho. Os estabelecimentos de ensino. V .elaborar e executar sua proposta pedagógica.articular-se com as famílias e a comunidade. III . 13.Parágrafo único. segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. II . Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira. V . Art. à avaliação e ao desenvolvimento profissional.colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas.prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento. Os docentes incumbir-se-ão de: I . Art. Art. VII .ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos. Art. IV .baixar normas complementares para o seu sistema de ensino. 14.administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros. VI .exercer ação redistributiva em relação às suas escolas. criando processos de integração da sociedade com a escola. de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I . 15. Parágrafo único. Art. credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino.as instituições de ensino mantidas pela União. observadas as normas gerais de direito financeiro público. II . IV .participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. IV . VI .organizar.participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola.velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente. 11. O sistema federal de ensino compreende: I .zelar pela aprendizagem dos alunos.

III .as instituições do ensino fundamental. Art. inclusive cooperativas de professores e alunos que incluam na sua entidade mantenedora representantes da comunidade. Art. na forma da lei. pelo Poder Público estadual e pelo Distrito Federal. 19. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal compreendem: I . II .filantrópicas.os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal. criadas e mantidas pela iniciativa privada. III . formada pela educação infantil.educação superior.públicas. 18.privadas. II . II . 20. integram seu sistema de ensino. A educação escolar compõe-se de: I .as instituições de ensino fundamental e médio criadas e mantidas pela iniciativa privada. médio e de educação infantil mantidas pelo Poder Público municipal. II . 21.comunitárias. IV . III . assim entendidas as que são instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que atendem a orientação confessional e ideologia específicas e ao disposto no inciso anterior. 17.educação básica. No Distrito Federal. assim entendidas as que são instituídas e mantidas por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas de direito privado que não apresentem as características dos incisos abaixo.as instituições de ensino mantidas.as instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada. CAPÍTULO II Da Educação Básica Seção I AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 79 . TÍTULO V Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino CAPÍTULO I Da Composição dos Níveis Escolares Art. As instituições privadas de ensino se enquadrarão nas seguintes categorias: I .III . Parágrafo único. assim entendidas as criadas ou incorporadas. assim entendidas as mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. Os sistemas municipais de ensino compreendem: I .confessionais.os órgãos federais de educação. II . Art. mantidas e administradas pelo Poder Público. assim entendidas as que são instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas. respectivamente. ensino fundamental e ensino médio. as instituições de educação infantil. As instituições de ensino dos diferentes níveis classificam-se nas seguintes categorias administrativas: I .particulares em sentido estrito. IV . Art.os órgãos municipais de educação. respectivamente.as instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público municipal.

quando houver. desde que preservada a seqüência do currículo. e) obrigatoriedade de estudos de recuperação. 23. sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. VI . distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar. para os casos de baixo rendimento escolar. § 1º. a critério do respectivo sistema de ensino. c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado. c) independentemente de escolarização anterior. com níveis equivalentes de adiantamento na matéria. II . 22. ou turmas. com alunos de séries distintas. exceto a primeira do ensino fundamental. Art.a carga horária mínima anual será de oitocentas horas. com base na idade.o controle de freqüência fica a cargo da escola. para alunos que cursaram. a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos. alternância regular de períodos de estudos. artes. na própria escola. inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior. Art.nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série. b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais. ciclos. será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I . exigida a freqüência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação. IV . de preferência paralelos ao período letivo. o regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial.a classificação em qualquer série ou etapa. assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. a série ou fase anterior. excluído o tempo reservado aos exames finais. para candidatos procedentes de outras escolas. ou outros componentes curriculares. III . períodos semestrais. sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei. V . mediante avaliação feita pela escola. tendo como base as normas curriculares gerais. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 80 . A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando.Das Disposições Gerais Art. b) por transferência.poderão organizar-se classes. d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito. grupos não-seriados. A educação básica. ou por forma diversa de organização. § 2º. conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino. 24. nos níveis fundamental e médio. pode ser feita: a) por promoção.a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno. observadas as normas do respectivo sistema de ensino. com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais. para o ensino de línguas estrangeiras. conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino. que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada. com aproveitamento. na competência e em outros critérios. A escola poderá reclassificar os alunos. inclusive climáticas e econômicas. O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais.

é componente curricular da Educação Básica. o estudo da língua portuguesa e da matemática. a carga horária e as condições materiais do estabelecimento.conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural. nos diversos níveis da educação básica. incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas. Os currículos a que se refere o caput devem abranger. § 3º. integrada à proposta pedagógica da escola. Seção II Da Educação Infantil AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 81 .adequação à natureza do trabalho na zona rural. cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar. Art. a partir da quinta série. aos direitos e deveres dos cidadãos. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão. 26. dentro das possibilidades da instituição. o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política. Na parte diversificada do currículo será incluído.cabe a cada instituição de ensino expedir históricos escolares. africana e européia.consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento. II . de respeito ao bem comum e à ordem democrática. O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório. o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna. declarações de conclusão de série e diplomas ou certificados de conclusão de cursos. III . Art.orientação para o trabalho. IV . § 4º. Parágrafo único. especialmente: I . sendo facultativa nos cursos noturnos. de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. especialmente das matrizes indígena. ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar. Art. § 5º. III . Cabe ao respectivo sistema de ensino. Será objetivo permanente das autoridades responsáveis alcançar relação adequada entre o número de alunos e o professor. a ser complementada. Art.organização escolar própria. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum. os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região. O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro. em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar. com as especificações cabíveis. § 2º. 27. da economia e da clientela. 28. exigida pelas características regionais e locais da sociedade. obrigatoriamente. § 1º.promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais.a difusão de valores fundamentais ao interesse social. especialmente do Brasil. A educação física. estabelecer parâmetro para atendimento do disposto neste artigo.VII . ainda. à vista das condições disponíveis e das características regionais e locais. por uma parte diversificada. 25. II . as seguintes diretrizes: I . Na oferta de educação básica para a população rural. obrigatoriamente. da cultura.

de acordo com a opção religiosa do aluno ou do seu responsável. para as crianças de quatro a seis anos de idade. Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento. intelectual e social.o fortalecimento dos vínculos de família. das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade. Art. O ensino religioso. 29. IV . O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa. complementando a ação da família e da comunidade. III . Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada. 32. 34. de matrícula facultativa. ou entidades equivalentes.Art. É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. 30. obrigatório e gratuito na escola pública. mesmo para o acesso ao ensino fundamental. tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade. O ensino fundamental será presencial. § 1º. O ensino fundamental. sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola. Art.o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem. para crianças de até três anos de idade. assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. psicológico. São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas alternativas de organização autorizadas nesta Lei. sem ônus para os cofres públicos. dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.creches. § 1º. Seção III Do Ensino Fundamental Art. sendo oferecido. ou II . que se responsabilizarão pela elaboração do respectivo programa. da escrita e do cálculo. § 4º. tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores. tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura.interconfessional. de acordo com as preferências manifestadas pelos alunos ou por seus responsáveis. § 2º. 31. em caráter: I . A educação infantil será oferecida em: I . sendo o ensino a distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais. mediante: I . II . Art. terá por objetivo a formação básica do cidadão. com duração mínima de oito anos. § 3º.a compreensão do ambiente natural e social. primeira etapa da educação básica.o desenvolvimento da capacidade de aprender. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula. A educação infantil. em seus aspectos físico.pré-escolas. do sistema político. II . da tecnologia. sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem. sem o objetivo de promoção. Art. 33. resultante de acordo entre as diversas entidades religiosas.confessional. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 82 . observadas as normas do respectivo sistema de ensino. ministrado por professores ou orientadores religiosos preparados e credenciados pelas respectivas igrejas ou entidades religiosas.

terá como finalidades: I . II . A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. § 1º. com duração mínima de três anos.a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando. III . relacionando a teoria com a prática. e uma segunda.conhecimento das formas contemporâneas de linguagem. escolhida pela comunidade escolar. Art. no ensino de cada disciplina.domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna. as metodologias e as formas de avaliação serão organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: I . para continuar aprendendo. § 3º. o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura.§ 2º.destacará a educação tecnológica básica. a compreensão do significado da ciência. 37. poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas.adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos estudantes. dentro das disponibilidades da instituição. 35.domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania. IV .será incluída uma língua estrangeira moderna. facultativamente. acesso ao conhecimento e exercício da cidadania. Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e habilitarão ao prosseguimento de estudos. a critério dos sistemas de ensino. das letras e das artes. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 83 . como disciplina obrigatória. A preparação geral para o trabalho e. II . O ensino médio.a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental. Seção V Da Educação de Jovens e Adultos Art. 36. a língua portuguesa como instrumento de comunicação. atendida a formação geral do educando.a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos. possibilitando o prosseguimento de estudos. em caráter optativo. etapa final da educação básica. Seção IV Do Ensino Médio Art. § 2º.o aprimoramento do educando como pessoa humana. O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral. § 4º. III . O ensino médio. de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores. a habilitação profissional. O currículo do ensino médio observará o disposto na Seção I deste Capítulo e as seguintes diretrizes: I . poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. III . Os conteúdos. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. II .

habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. mediante cursos e exames. O atendimento educacional será feito em classes.no nível de conclusão do ensino médio. O aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. contará com a possibilidade de acesso à educação profissional. § 2º. CAPÍTULO V Da Educação Especial Art. 39. Art. sempre que. poderá ser objeto de avaliação. não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. que compreenderão a base nacional comum do currículo. na escola regular. Os diplomas de cursos de educação profissional de nível médio. que não puderam efetuar os estudos na idade regular. Entende-se por educação especial. 40. O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola. para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. § 2º. em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho. escolas ou serviços especializados.no nível de conclusão do ensino fundamental. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos. Parágrafo único. O conhecimento adquirido na educação profissional. além dos seus cursos regulares. § 1º. conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva.§ 1º. condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade. quando necessário. Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames. seus interesses. abertos à comunidade. à ciência e à tecnologia. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 84 . As escolas técnicas e profissionais. para educandos portadores de necessidades especiais. § 2º. para os maiores de dezoito anos. a modalidade de educação escolar. reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos. Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I . 58. médio e superior. Art. Art. CAPÍTULO III Da Educação Profissional Art. quando registrados. oferecerão cursos especiais. 42. condições de vida e de trabalho. A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada. Haverá. terão validade nacional. § 1º. Art. inclusive no trabalho. mediante ações integradas e complementares entre si. em função das condições específicas dos alunos. 38. consideradas as características do alunado. integrada às diferentes formas de educação. ao trabalho. Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos. II . oportunidades educacionais apropriadas. para os maiores de quinze anos. jovem ou adulto. 41. Parágrafo único. A educação profissional. oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. serviços de apoio especializado. bem como o trabalhador em geral. para os efeitos desta Lei.

V . II . O Poder Público adotará. inclusive mediante a capacitação em serviço. 62. em virtude de suas deficiências.acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.professores com especialização adequada em nível médio ou superior. 63. Art. Art. em universidades e institutos superiores de educação. visando a sua efetiva integração na vida em sociedade.cursos formadores de profissionais para a educação básica. II .programas de educação continuada para os profissionais de educação dos diversos níveis. técnicas. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior.educação especial para o trabalho. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 85 .terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental. terá como fundamentos: I . em curso de licenciatura.§ 3º. A oferta de educação especial. 59. de modo a atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e às características de cada fase do desenvolvimento do educando. mediante articulação com os órgãos oficiais afins. destinado à formação de docentes para a educação infantil e para as primeiras séries do ensino fundamental. TÍTULO VI Dos Profissionais da Educação Art. de graduação plena. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I . 60. 61. bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns. como alternativa preferencial. III . inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo. recursos educativos e organização específicos.aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições de ensino e outras atividades. inclusive o curso normal superior. A formação de profissionais da educação. como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental. durante a educação infantil. intelectual ou psicomotora. especializadas e com atuação exclusiva em educação especial. a oferecida em nível médio. a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino. Parágrafo único. Os institutos superiores de educação manterão: I .programas de formação pedagógica para portadores de diplomas de educação superior que queiram se dedicar à educação básica. dever constitucional do Estado. III . independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo.a associação entre teorias e práticas. na modalidade Normal. IV .currículos. II . tem início na faixa etária de zero a seis anos. bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística. Art. para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público. para atendimento especializado. e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados. Art. para atender às suas necessidades. admitida. métodos. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos.

As leis e atos administrativos externos deverão ser publicados no órgão oficial do Estado. 64. A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pósgraduação. invocando a proteção de Deus.estar. incluirá prática de ensino de. para que produzam os seus efeitos regulares. 66. trezentas horas.período reservado a estudos. A publicação dos atos não normativos poderá ser resumida. inclusive com licenciamento periódico remunerado para esse fim. por seus representantes. reconhecido por universidade com curso de doutorado em área afim. será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação. 65. TÍTULO III -Da Organização do Estado CAPÍTULO I -Da Administração Pública SEÇÃO I -Disposições Gerais/ ARTIGO 111 . prioritariamente em programas de mestrado e doutorado. e na avaliação do desempenho. obedecerá aos princípios de legalidade. Brasília. supervisão e orientação educacional para a educação básica. decreta e promulga. impessoalidade. V . 67. de qualquer dos Poderes do Estado. II .A administração pública direta. Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação. nesta formação.aperfeiçoamento profissional continuado. planejamento. inspeção. e inspirado nos princípios constitucionais da República e no ideal de a todos assegurar justiça e bem. Art. indireta ou fundacional. no mínimo. finalidade. a critério da instituição de ensino. nos termos das normas de cada sistema de ensino.Art. publicidade. VI . Art.progressão funcional baseada na titulação ou habilitação. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 86 .piso salarial profissional. planejamento e avaliação. O notório saber. incluído na carga de trabalho. garantida. exceto para a educação superior. moralidade. 185º da Independência e 108º da República. poderá suprir a exigência de título acadêmico. a base comum nacional. motivação e interesse público. A formação docente. Parágrafo único. A experiência docente é pré-requisito para o exercício profissional de quaisquer outras funções de magistério. ARTIGO 112 . Parágrafo único.20 de dezembro de 1996. III . inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público: I . assegurando-lhes. Art. A formação de profissionais de educação para administração. IV . razoabilidade.ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO PREÂMBULO O Povo Paulista.condições adequadas de trabalho.

bem como no âmbito do Ministério Público. em concurso público de provas ou de provas e títulos.a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado. pelos Deputados à Assembléia Legislativa. II . VIII . III . em espécie.A lei deverá fixar prazos para a prática dos atos administrativos e estabelecer recursos adequados a sua revisão. de livre nomeação e exoneração.Para a organização da administração pública direta e indireta.os cargos em comissão e as funções de confiança serão exercidos. declarado em lei. A nomeação do candidato aprovado obedecerá à ordem de classificação.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia. para a defesa de seus direitos e esclarecimentos de situações de seu interesse pessoal. Desembargadores do Tribunal de Justiça e pelo Procurador-Geral de Justiça. preferencialmente.a revisão geral da remuneração dos servidores públicos. VI .a lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos.ARTIGO 113 . por igual período. obedecido o disposto no art.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para os portadores de deficiências. No mesmo prazo deverá atender às requisições judiciais. IV . Secretários de Estado. observados. na carreira. no prazo máximo de dez dias úteis. certidão de atos. salvo se cometer falta grave definida em lei. VII . ressalvadas as nomeações para cargo em comissões.A administração é obrigada a fornecer a qualquer cidadão. prorrogável uma vez. XII . se outro não for fixado pela autoridade judiciária. decisões ou pareceres. é obrigatório o cumprimento das seguintes normas: I . sem distinção de índices entre servidores públicos civis e militares. até um ano após o término do mandato. por servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou profissional. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. indicando seus efeitos e forma de processamento. far-se-á sempre na mesma data. IX . ARTIGO 115 . como limites máximos. inclusive as fundações instituídas ou mantidas por qualquer dos Poderes do Estado.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar federal. no âmbito dos Poderes Legislativo. ARTIGO 114 . a qualquer título. XI . garantindo as adaptações necessárias para a sua participação nos concursos públicos e definirá os critérios de sua admissão. X . para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. Executivo e Judiciário.o servidor e empregado público gozarão de estabilidade no cargo ou emprego desde o registro de sua candidatura para o exercício de cargo de representação sindical ou no caso previsto no inciso XXIII deste artigo. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 87 . os valores percebidos como remuneração.é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. 8º da Constituição Federal. nos casos e condições previstos em lei.os cargos.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. contratos. sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar a sua expedição. se eleito. o aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. V . respectivamente.

XVIII . previstas no art. ressalvado o disposto no inciso anterior e no art. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. exceto quando houver compatibilidade de horários: a ) de dois cargos de professor. XXV . XVII . empresa pública. são irredutíveis e a retribuição mensal observará o que dispõem os incisos XI e XIII deste artigo.Os órgãos da Administração direta e indireta ficam obrigados a constituir Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .os vencimentos. quando assim o exigirem suas atividades. na forma da lei. XIV . privatização ou extinção das sociedades de economia mista. XVI . 153.ao servidor público que tiver sua capacidade de trabalho reduzida em decorrência de acidente de trabalho ou doença do trabalho será garantida a transferência para locais ou atividades compatíveis com sua situação. a fiscalização de tributos estaduais. XXVII . em cada caso. § 2º. Comissão de Controle Ambiental. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. na forma da lei.fica instituída a obrigatoriedade de um Diretor Representante e de um Conselho de Representantes. bem como os arts.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. a redução se aplicará independentemente da natureza das vantagens auferidas pelo servidor. autarquia e fundação instituída ou mantida pelo Poder Público. da Constituição Federal. aos quais compete exercer. III e 153.XIII . visando à proteção da vida.CIPA . do meio ambiente e das condições de trabalho dos seus servidores. 129 desta Constituição.a criação. para efeito de remuneração de pessoal do serviço público. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. precedência sobre os demais setores administrativos. privativamente. autarquia e fundações AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 88 . XXVI .a administração fazendária e seus agentes fiscais de rendas. XXII . a que se refere o inciso anterior.até que se atinja o limite a que se refere o inciso anterior. eleitos pelos servidores e empregados públicos. estende-se a empregos e funções e abrange autarquias.é obrigatória a declaração pública de bens. empresas públicas. XIX . é vedada a redução de salários que implique a supressão das vantagens de caráter individual. I. § 1º da Constituição Federal. ou salário dos servidores públicos. adquiridas em razão de tempo de serviço. sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. antes da posse e depois do desligamento. civis e militares. XV .a proibição de acumular.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. XX . XXIV . b ) de um cargo de professor com outro técnico ou científico. transformação.depende de autorização legislativa. 150.e. sociedade de economia mista. sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. c ) de dois cargos privativos de médico. remuneração. de todo o dirigente de empresa pública. Atingido o referido limite. fundações e empresas públicas depende de prévia aprovação da Assembléia Legislativa. sociedade de economia mista. XXI .os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores sob o mesmo título ou idêntico fundamento. nas autarquias. cisão. II. XXIII . incorporação. cabendo à lei definir os limites de sua competência e atuação.é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos. fusão.é vedada a estipulação de limite de idade para ingresso por concurso público na administração direta. 39. terão. autarquias.

III e IV deste artigo implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 89 .As licitações de obras e serviços públicos deverão ser precedidas da indicação do local onde serão executados e do respectivo projeto técnico completo. § 1º .É vedada ao Poder Público.os recursos provenientes dos descontos compulsórios dos servidores públicos. destinados à formação de fundo próprio de previdência. ARTIGO 118 .A inobservância do disposto nos incisos II. § 5º . pagos com atraso. nessa qualidade. bem como os Poderes Legislativo e Judiciário. preenchidos e vagos. responderão pelos danos que seus agentes. mantidas as condições efetivas da proposta.Ressalvados os casos especificados na legislação. § 4º . nos termos da lei.É vedada à administração pública direta e indireta.a administração pública direta e indireta. indireta. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. programas. exceto às empresas que enfrentam concorrência de mercado. publicarão.Os vencimentos. direta ou indiretamente. referentes ao exercício anterior. causarem a terceiros. SEÇÃO II -Das Obras. respeitando-se apenas o limite constitucional para aposentadoria compulsória. § 3º . prestadoras de serviços públicos. nos termos da lei. a publicidade de qualquer natureza fora do território do Estado para fim de propaganda governamental.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado. vantagens ou qualquer parcela remuneratória. § 2º . Parágrafo único . assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Compras e Alienações ARTIGO 117 . sob pena de invalidade da licitação. da Curadoria de Defesa do Meio Ambiente e de outros interesses coletivos e difusos. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. o Ministério Público. XXIX . até o dia trinta de abril de cada ano. seu quadro de cargos e funções. à disposição da entidade estadual responsável pela prestação do benefício. ARTIGO 116 . compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes.instituídas ou mantidas pelo Poder Público. fundações e órgãos controlados pelo Poder Público deverá ter caráter educacional. que permita a definição precisa de seu objeto e previsão de recursos orçamentários. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento.A publicidade dos atos. obras. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. mensalmente. deverão ser postos. Serviços Públicos. serviços e campanhas da administração pública direta. XXVIII . informativo e de orientação social. bem como a contrapartida do Estado. na forma que a lei dispuser. deverão ser corrigidos monetariamente. a contratação de serviços e obras de empresas que não atendam às normas relativas à saúde e segurança no trabalho. as obras. dela não podendo constar nomes.As entidades da administração direta e indireta. símbolos e imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. as universidades públicas e as entidades de pesquisa técnica e científica oficiais ou subvencionadas pelo Estado prestarão ao Ministério Público o apoio especializado ao desempenho das funções da Curadoria de Proteção de Acidentes do Trabalho. de acordo com os índices oficiais aplicáveis à espécie. serviços.

O exercício do mandato eletivo por servidor público far-se-á com observância do art. ARTIGO 122 .Os serviços públicos. XII.Parágrafo único .Órgãos competentes publicarão. ou mediante concessão.Os serviços concedidos ou permitidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e fiscalização do Poder Público e poderão ser retomados quando não atendam satisfatoriamente aos seus fins ou às condições do contrato. tratamento preferencial à empresa brasileira de capital nacional. XIII. 38 da Constituição Federal. em igualdade de condições. em qualquer medida. Parágrafo único . IV. não haverá alteração nos vencimentos dos demais cargos da carreira a que pertence aquele cujos vencimentos foram alterados por força da isonomia. de maneira a atender às necessidades dos setores industrial. ARTIGO 125 . Executivo e Judiciário.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 6. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. os quais servirão de base para as licitações realizadas pela administração direta e indireta. VIII.A lei garantirá. ARTIGO 121 . VII. XV.A lei assegurará aos servidores da administração direta isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder. das autarquias e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público terão regime jurídico único e planos de carreira. XVII. os serviços de gás canalizado em seu território. 192 desta Constituição.Cabe ao Estado explorar diretamente. § 2º . na forma que a lei estabelecer.Aplica-se aos servidores a que se refere ao "caput" deste artigo e disposto no art. IX. Parágrafo único . observandose o disposto no § 2º do art. ou entre servidores dos Poderes Legislativo. XIX. automotivo e outros.Os servidores da administração pública direta. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. comercial.Os serviços públicos serão remunerados por tarifa previamente fixada pelo órgão executivo competente. ARTIGO 119 . os preços médios de mercado de bens e serviços. XVIII. § 3º . quando prestados por particulares. XXIII e XXX da Constituição Federal. na forma da lei. com a periodicidade necessária. domiciliar. XVI. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. serão prestados aos usuários por métodos que visem à melhor qualidade e maior eficiência e à modicidade das tarifas. VI. XXII. 7º. § 1º . ARTIGO 120 . de natureza industrial ou domiciliar.No caso do parágrafo anterior. deverão ser atendidas as exigências de proteção do patrimônio histórico-cultural e do meio ambiente. XX.Os serviços de que trata este artigo não serão subsidiados pelo Poder Público. incluído o fornecimento direto a partir de gasodutos de transporte. na aquisição de bens e serviços pela administração direta e indireta. CAPÍTULO II -Dos Servidores Públicos do Estado SEÇÃO I -Dos Servidores Públicos Civis ARTIGO 124 .Na elaboração do projeto mencionado neste artigo. de 1998) ARTIGO 123 . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 90 .

de 20/12/1990) AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 91 . deve obedecer ao princípio do art. ou pelo critério da proporcionalidade. e proporcionais nos demais casos.: julgada procedente. III . o direito de afastar-se de suas funções. durante o tempo em que durar o mandato. § 2º .Fica assegurado ao servidor público. se homem. moléstia profissional doença grave. 40. com proventos integrais c ) aos trinta anos de serviço. funções ou empregos temporários. se homem. instruído com prova de ter completado o tempo de serviço necessário à obtenção do direito.Ao ocupante de cargo em comissão fica assegurado o direito à aposentadoria em igualdade de condições com os demais servidores. por morte. e aos trinta se mulher. quando o servidor ocupar outro cargo de regime idêntico. e aos sessenta. § 5º . especificadas em lei. recebendo seus vencimentos e vantagens. ainda quando decorrente de reenquadramento. se homem. ADIN nº 755-6 . no caso de exercício de atividades consideradas penosas. se homem.voluntariamente: a ) aos trinta e cinco anos de serviço. quando decorrentes de acidente em serviço. § 5º.compulsoriamente.por invalidez permanente. após noventa dias decorridos da apresentação do pedido de aposentadoria voluntária. § 2º .liminar deferida Requerente: Governador do Estado de São Paulo Requerida: ALESP Objeto: § 6º do art 126 Obs.(§ introduzido pela Emenda Constitucional nº 1.O servidor. eleito para ocupar cargo em sindicato de categoria. § 3º . insalubres ou perigosas. independentemente de qualquer formalidade.O tempo de serviço público federal.O tempo de serviço prestado sob o regime de aposentadoria especial será computado da mesma forma. § 4º . quando se trate de regimes.A lei disporá sobre a aposentadoria em cargos. da Constituição Federal.O benefício da pensão. nos termos da lei. contagiosa ou incurável. e aos vinte e cinco. aos setenta anos de idade. § 7º . Declarada a inconstitucionalidade. se mulher.O servidor será aposentado: I . na forma da lei. ARTIGO 126 .Lei complementar estabelecerá exceções ao disposto no inciso III. estadual ou municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade. poderá cessar o exercício da função pública. § 8º . e aos vinte e cinco anos. na forma do que dispuser a respeito a legislação federal. § 6º . com proventos proporcionais ao tempo de serviço. docentes e especialistas de educação. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade.§ 1º . sendo os proventos integrais. com proventos integrais. "a" e "c". diversos. § 1º .O tempo de mandato eletivo será computado para fins de aposentadoria especial.Os proventos da aposentadoria serão revistos na mesma proporção e na mesma data. se mulher. b ) aos trinta anos de serviço em funções de magistério. com proventos proporcionais ao tempo de serviço d ) aos sessenta e cinco anos de idade. II . com proventos proporcionais ao tempo de serviço. de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. se mulher.

o tempo de serviço prestado em atividade de natureza privada. e vedada a sua limitação. será inamovível. ou função para a qual foi admitido. nos termos da lei.O servidor. ARTIGO 127 . mediante certidão expedida pela Corregedoria Geral da Justiça.Ao servidor público estadual é assegurado o percebimento do adicional por tempo de serviço. rural e urbana. como de efetivo exercício. o tempo de serviço prestado em cartório não oficializado. no lugar de residência do cônjuge. introduzido pela Emenda nº 1. ARTIGO 135 . que tenha exercido ou venha a exercer. será reintegrado ao serviço público. até o limite de dez décimos. se este também for servidor e houver vaga.O disposto neste artigo aplica-se também ao servidor cônjuge de titular de mandato eletivo estadual ou municipal. desde que tenham completado cinco anos de efetivo exercício.Aplica-se aos servidores públicos estaduais. concedido no mínimo por qüinqüênio. terão computado. nos termos da lei. o disposto no art.ADIN nº 582-1 -Requerente: Governador do Estado de São Paulo Requerida: ALESP Objeto: § 8º do art. observado o disposto no art. de 1990 Obs. a qualquer título.A lei assegurará à servidora gestante mudança de função. concedida aos vinte anos de efetivo exercício.Ao servidor será assegurado o direito de remoção para igual cargo ou função.As vantagens de qualquer natureza só poderão ser instituídas por lei e quando atendam efetivamente ao interesse público e às exigências do serviço. que se incorporarão aos vencimentos para todos os efeitos. segundo critérios estabelecidos em lei.: julgada procedente e declarada a inconstitucionalidade.Ao servidor público estadual será contado. ou por pagamentos efetuados em desacordo com as normas legais. ARTIGO 137 . ARTIGO 128 . para efeito de aposentadoria. com mais de cinco anos de efetivo exercício. sem prejuízo de seus vencimentos ou salários e demais vantagens do cargo ou função-atividade. durante o exercício do mandato de vereador. incorporará um décimo dessa diferença. para efeito de estabilidade. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 92 . Parágrafo único . cargo ou função que lhe proporcione remuneração superior à do cargo de que seja titular. nos casos em que for recomendado. sujeitando-os ao seqüestro e perdimento dos bens. nos termos da lei. bem como a sexta-parte dos vencimentos integrais. com todos os direitos adquiridos. 115. 126. ARTIGO 133 . ARTIGO 129 . ARTIGO 132 .Os servidores públicos estáveis do Estado e de suas autarquias. ARTIGO 136 . 41 da Constituição Federal. por ano. se absolvido pela Justiça. ARTIGO 130 .O Estado responsabilizará os seus servidores por alcance e outros danos causados à Administração.O servidor público civil demitido por ato administrativo. ARTIGO 131 . hipótese em que os diversos sistemas de previdência social se compensarão financeiramente. ARTIGO 134 . na ação referente ao ato que deu causa à demissão. desta Constituição. XVI. para efeito de aposentadoria e disponibilidade.O servidor.

difusão e expansão do patrimônio cultural. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 93 .o desenvolvimento da capacidade de elaboração e reflexão crítica da realidade. § 1º .CAPÍTULO III -Da Educação. serão estabelecidos e regulamentados por lei. bem como as normas para seu funcionamento.a compreensão dos direitos e deveres da pessoa humana. consultivo e deliberativo do sistema de ensino do Estado de São Paulo. II . sua composição e atribuições. do Estado. ARTIGO 238 . VI . seus sistemas de ensino. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. é de responsabilidade do Poder Público Estadual. estabelecendo normas gerais de funcionamento para as escolas públicas estaduais e municipais. controle e avaliação. ARTIGO 240 . da Cultura e dos Esportes e Lazer SEÇÃO I -Da Educação ARTIGO 237 . na forma da lei. política ou religiosa. IV . estabelecido em lei.Os Municípios responsabilizar-se-ão prioritariamente pelo ensino fundamental. só podendo atuar nos níveis mais elevados quando a demanda naqueles níveis estiver plena e satisfatoriamente atendida. com suas atribuições. organização e composição definidas em lei. ARTIGO 243 . preferencialmente na rede regular de ensino. V .o preparo do indivíduo e da sociedade para o domínio dos conhecimentos científicos e tecnológicos que lhes permitam utilizar as possibilidades e vencer as dificuldades do meio. ARTIGO 242 . a comunidade educacional. do ponto de vista qualitativo e quantitativo. igualmente. ARTIGO 239 . e considerados os diagnósticos e necessidades apontados nos Planos Municipais de Educação.o respeito à dignidade e às liberdades fundamentais da pessoa humana.A educação.Os Municípios organizarão. tem por fim: I . tendo sua elaboração coordenada pelo Executivo. III . da família e dos demais grupos que compõem a comunidade. VIII .a preservação.a condenação a qualquer tratamento desigual por motivo de convicção filosófica.O Poder Público oferecerá atendimento especializado aos portadores de deficiências.O Conselho Estadual de Educação é órgão normativo.Os critérios para criação de Conselhos Regionais e Municipais de Educação. ministrada com base nos princípios estabelecidos no artigo 205 e seguintes da Constituição Federal e inspirada nos princípios de liberdade e solidariedade humana.o fortalecimento da unidade nacional e da solidariedade internacional. consultados os órgãos descentralizados do Sistema Estadual de Ensino. do cidadão. levando em conta o princípio da descentralização. § 2º .A lei organizará o Sistema de Ensino do Estado de São Paulo.O Plano Estadual de Educação. incluindo a especial. bem como para as particulares. ARTIGO 241 .O Poder Público organizará o Sistema Estadual de Ensino. raça ou sexo. abrangendo todos os níveis e modalidades. preservando-o. e pré-escolar. bem como a quaisquer preconceitos de classe. § 3º .o desenvolvimento integral da personalidade humana e a sua participação na obra do bem comum.As escolas particulares estarão sujeitas à fiscalização. VII .

ARTIGO 249 . de matrícula facultativa. a ele não tiveram acesso. § 1º . de vagas em número suficiente para atender à demanda do ensino fundamental obrigatório e gratuito. ARTIGO 251 .O ensino religioso. com oito anos de duração. na idade própria.Além de outras modalidades que a lei vier a estabelecer no ensino médio. tomando providências para universalizá-lo.A prática referida no "caput". regular e supletivo. adequado às condições de vida do educando que já tenha ingressado no mercado de trabalho.É dever do Poder Público o provimento. inclusive para os jovens e adultos que.É vedada a cessão de uso de próprios públicos estaduais. regular e supletivo.A atuação da administração pública estadual no ensino público fundamental dar-se-á por meio de rede própria ou em cooperação técnica e financeira com os Municípios. na idade própria. a partir dos sete anos de idade. mediante a fixação de planos de carreira para o Magistério Público. da Constituição Federal. público e gratuito.O ensino fundamental. § 3º . é obrigatório para todas as crianças.Caberá ao Poder Público prover o ensino fundamental diurno e noturno. nos termos do inciso VI artigo 30. assegurando a existência de escolas com corpo técnico qualificado e elevado padrão de qualidade. visando a propiciar formação básica e comum indispensável a todos. § 2º .O ensino fundamental público e gratuito será também garantido aos jovens e adultos que. sempre que possível. ARTIGO 245 . carga horária compatível com o exercício das funções e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. ARTIGO 247 . aos jovens e adultos especialmente trabalhadores. constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.É permitida a matrícula no ensino fundamental. a ele não tiveram acesso. § 1º . Parágrafo único . ARTIGO 250 . em todo o território paulista. será delegada competência para autorizar o funcionamento e supervisionar as instituições de educação das crianças de zero a seis anos de idade. ARTIGO 248 . com piso salarial profissional. integrada ao sistema de ensino. inclusive com formação de docentes para atuarem na educação de portadores de deficiências.Aos Municípios.ARTIGO 244 . ARTIGO 246 .O Poder Público responsabilizar-se-á pela manutenção e expansão do ensino médio. § 2º . a partir dos seis anos de idade. e terá organização adequada às características dos alunos. como complemento à formação integral do indivíduo. fica assegurada a especificidade do curso de formação do magistério para a pré-escola e das quatro primeiras séries do ensino fundamental. § 4º . supervisão e fiscalização das creches e pré-escolas públicas e privadas no Estado. § 5º . será levada em conta em face das necessidades dos portadores de deficiências.O órgão próprio de educação do Estado será responsável pela definição de normas. desde que plenamente atendida a demanda das crianças de sete anos de idade.Nos três níveis de ensino será estimulada a prática de esportes individuais e coletivos.A lei assegurará a valorização dos profissionais de ensino.A educação da criança de zero a seis anos.O Estado proverá o atendimento do ensino médio em curso diurno e noturno. de forma compatível com suas condições de vida. respeitará as características próprias dessa faixa etária. Parágrafo Único . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 94 . cujos sistemas de ensino estejam organizados. para o funcionamento de estabelecimentos de ensino privado de qualquer natureza. autorização de funcionamento.

anualmente. na avaliação do desempenho da gestão dos recursos.A lei criará formas de participação da sociedade.O Estado aplicará. ARTIGO 254 . ARTIGO 257 . no mínimo. conforme definidas em lei. a necessária democratização do ensino e a responsabilidade pública da instituição. tanto mediante cursos regulares quanto atividades de extensão.A eventual assistência financeira do Estado às instituições de ensino filantrópicas. Parágrafo único . por meio de instâncias públicas externas à universidade. no conjunto de suas unidades.As universidades públicas estaduais deverão manter cursos noturnos que.O Estado manterá seu próprio sistema de ensino superior. comunitárias ou confessionais. observados os seguintes princípios: I . ARTIGO 255 . respeitadas as condições para a manutenção da qualidade de ensino e do desenvolvimento da pesquisa. articulado com os demais níveis.utilização dos recursos de forma a ampliar o atendimento à demanda social. na forma de seus estatutos. na manutenção e no desenvolvimento do ensino público. Lei Complementar Nº 180. trinta por cento da receita resultante de impostos. incluindo recursos provenientes de transferências.A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino fundamental. não poderá incidir sobre a aplicação mínima prevista no artigo 255.A autonomia da universidade será exercida respeitando. Parágrafo único . ARTIGO 256 .representação e participação de todos os segmentos da comunidade interna nos órgãos decisórios e na escolha de dirigentes.A organização do sistema de ensino superior do Estado será orientada para a ampliação do número de vagas oferecidas no ensino público diurno e noturno. ARTIGO 258 . II . Parágrafo único . Parágrafo único . ARTIGO 253 . Parágrafo único . informações completas sobre receitas arrecadadas e transferências de recursos destinados à educação nesse período e discriminadas por nível de ensino. até trinta dias após o encerramento de cada trimestre.Parcela dos recursos públicos destinados à educação deverá ser utilizada em programas integrados de aperfeiçoamento e atualização para os educadores em exercício no ensino público.O sistema de ensino superior do Estado de São Paulo incluirá universidades e outros estabelecimentos.O Estado e os Municípios publicarão.ARTIGO 252 . de 12 de maio de 1978 O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: TÍTULO I Do Sistema de Administração de Pessoal AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 95 .A lei definirá as despesas que se caracterizem como manutenção e desenvolvimento do ensino. correspondam a um terço pelo menos do total das vagas por elas oferecidas. nos termos do seu estatuto.

II – aos órgãos setoriais: o planejamento. da mesma denominação e amplitude de vencimentos. respondendo às necessidades de planejamento. a coordenação. a execução. CAPÍTULO III Dos Conceitos Básicos Artigo 5. das atividades da administração de pessoal civil da Administração Centralizada e das Autarquias. VII – grau: valores fixados para uma referência numérica.Esta lei complementar institui o Sistema de Administração de Pessoal relativo aos funcionários públicos civis e servidores da Administração Centralizada e da Autarquia do Estado.CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Artigo 1.Para os fins desta lei complementar considera-se I – função de serviço público: conjunto de atribuições cometidas a funcionário público ou a servidor. II – órgão setoriais e subsetoriais.º . II – cargo público: conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a funcionário público. sempre em integração com o órgão central. a coordenação. execução e controle das atividades de administração de pessoal. III – aos órgãos subsetoriais: a execução das atividades de administração do pessoal civil das unidades administrativas a que pertencerem. Artigo 4. das atividades de administração do pessoal civil das Secretarias de Estado a que pertencerem.º .O Sistema de Administração de Pessoal compreende os seguintes tipos de órgãos: I – órgão central de recursos humanos. integrados nas Secretarias de Estado.º . em função do planejamento e da ação governamentais.Aos órgãos do Sistema de Administração de Pessoal incumbem as seguintes atribuições: I – ao órgão central de recursos humanos: o planejamento. coordenação. em nível central. a orientação técnica. IX – classe: conjunto de cargos e/ou funções-atividades. CAPÍTULO II Dos órgãos Integrantes do Sistema Artigo 3.º . VI – referência numérica. Artigo 2. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 96 .º . V – servidor: pessoa admitida para exercer função-atividade. VIII – padrão: conjunto da referência numérica e grau. IV – funcionário público: pessoa legalmente investida em cargo público. III – função-atividade: conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a servidor. quando for o caso. o controle e. símbolo indicativo do nível de vencimentos fixado para o cargo ou função-atividade.O Sistema de Administração de Pessoal tem por objetivo considerar adequadamente a eficiência dos recursos humanos. a orientação Técnica e o controle.

II – as condições para provimento do cargo referente a: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 97 . de assistência judiciária aos necessitados.º . bem como de direção. § 3.º . XII – posto de trabalho. do artigo 5. Artigo 9. somente poderão ser desempenhadas por funcionários públicos titulares de cargos.As funções de serviço. referentes às atividades de representação judicial e extrajudicial. lugar em determinada unidade administrativa.Para os cargos integrados na Tabela I. Artigo 7.O prazo máximo de validade do concurso público será de 2 (dois) anos. a saber: I – Subquadro de Cargos Públicos (SQC). de manutenção da ordem e segurança pública internas.O subquadro de Cargos Públicos (SQC) compreende as seguintes tabelas: Tabela I (SQC-I): constituída de cargos de provimento em comissão. desta lei complementar. poderá haver substituição exclusivamente para aqueles cujas atribuições sejam de natureza diretiva. licença-prêmio. XI – quadro: conjunto de cargos e de funções-atividades pertencentes a Secretaria de Estado ou a autarquia. II – Subquadro de Funções-Atividades (SQF). XIII – lotação: soma dos pontos de trabalho fixados para cada unidade administrativa Artigo 6. compõe-se de 2 (dois) subquadros. assistência jurídica e de assessoramento técnico-legislativo. nos demais casos.O Subquadro de Funções-Atividades (SQF) compreende as seguintes tabelas: Tabela I (SQF-I): constituída de funções-atividades que comportam substituição. em função da natureza do cargo: I – se o concurso será: de provas ou de provas e títulos. Tabela III (SQC-III): constituída de cargos de provimento efetivo.O provimento mediante nomeação para cargos efetivos será precedido de concurso público de provas ou de provas e títulos. Artigo 10 – Os concursos públicos reger-se-ão por instituições especiais que estabelecerão. Tabela II (SQC-II): constituída de cargos de provimento efetivo. quando do afastamento do titular por motivo de férias. que comportam substituição. que não comportam substituição. e por especializações ou por modalidades profissionais. de consultoria jurídica.º . de chefia e encarregatura. quando couber.X – série de classes: conjunto de classes da mesma natureza de trabalho.º .O Quadro a que se refere o inciso XI. licença para tratamento de saúde ou licença à gestante. § 1. § 2.º. Tabela II (SQF-II): constituída de funções-atividades que não comportam substituição. e. na área da Administração Centralizada. de arrecadação e fiscalização de tributos. necessário ao desempenho de uma função de serviço público. TÍTULO II Da Seleção de Pessoal CAPÍTULO I Dos Concursos Públicos Artigo 8.º .º . hierarquicamente escalonadas de acordo com o grau de complexidade das atribuições e o nível de responsabilidade.º .

IV – a remoção. Parágrafo único – As instruções especiais poderão determinar que a execução do concurso público. II – o adequado dimensionamento e distribuição dos recursos humanos consoante as reais necessidades das unidade administrativas. Parágrafo único – Os institutos referidos nos incisos I e II regem-se pelas disposições nos artigos 22 a 30 desta lei complementar e pelas normas legais e regulamentares pertinentes. TÍTULO V Da Mobilidade Funcional CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Artigo 52 – Mobilidade Funcional a utilização plena e eficaz dos recursos humanos do serviço público por intermédio de institutos que permitam: I – o constante aproveitamento do funcionário e do servidor em cargos ou funçõesatividade mais compatíveis com suas aptidões. bem como a classificação dos candidatos. V – os critérios de habilitação e classificação. capacidade física.diplomas ou experiência de trabalho. CAPÍTULO II Dos Processo Seletivos SEÇÃO I Dos Processos para Admissão Artigo 12 – Os processos seletivos para admissão de servidor para funções-atividades de natureza permanente serão realizados com observância das disposições referentes a concursos públicos. Parágrafo único – Vetado. III – o tipo e conteúdo das provas e as categorias de títulos. Artigo 53 – Os institutos básicos da mobilidade funcional são: I – a transposição. Artigo 11 – A nomeação obedecerá à ordem de classificação no concurso. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 98 . IV – a forma de julgamento das provas e dos títulos. III – a transferência. II – o acesso. potencialidade e habilitação profissionais. VI – o prazo de validade do concurso. e conduta. SEÇÃO II Dos Demais Processos Seletivos Artigo 13 – Os processos seletivos para provimento de cargos e preenchimento de funçõesatividades por transposição e acesso serão realizados pelos órgãos encarregados dos concursos públicos. sejam feitas a nível local o regional.

º .A demissão será aplicada como penalidade. só poderá ser feita de uma para outra unidade administrativa da mesma Secretaria. III – transposição. a critério da Administração.º . Artigo 55 – A transferência poderá ser feita a pedido ou «ex officio».º . respeitada a lotação. TÍTULO VI Da Vacância de Cargos e de Funções-Atividades Artigo 58 – A vacância do cargo decorrerá de: I – exoneração. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 99 . nos casos previstos em lei.Dar-se-á a exoneração: a pedido do funcionário. Artigo 57 – A remoção por permuta será processada a requerimento dos interessados. Parágrafo único – Vetado. quando o funcionário não entrar em exercício dentro do prazo legal. a critério da Administração. II – transposição. quando se tratar de ocupantes de cargo em comissão ou de titular de cargo provido nos termos do inciso III do artigo 92 da Constituição do Estado (Emenda nº 2). § 2. Parágrafo único – A remoção «ex officio» somente será procedida em caso de comprovada necessidade de serviço. V – aposentadoria. II – demissão. IV – aposentadoria. respeitada a lotação a que se refere o artigo 44 desta lei complementar. IV – acesso. que se processará a pedido do funcionário ou«ex officio». VI – falecimento. V – falecimento. Artigo 59 – A vacância da função-atividade decorrerá de: I – dispensa.Dar-se-á a dispensa: a pedido do servidor. CAPÍTULO III Da Remoção Artigo 56 – A remoção. § 1. com anuência dos respeitados chefes. atendida sempre a conveniência do serviço. § 1.CAPÍTULO II Da Transferência Artigo 54 – Transferência a passagem de cargo ou função-atividade de uma para outra unidade do mesmo Quadro ou de Quadros diversos. III – acesso.

TÍTULO VIII Das Jornadas de Trabalho Artigo 70 – Ficam instituídas as seguintes jornadas de trabalho para os funcionários e servidores: I – Jornada Completa de Trabalho. Artigo 71 – A Jornada Completa de Trabalho instituída pelo inciso I. Remuneração e Salário Artigo 60 – Vencimento a retribuição para mensalmente ao funcionário pelo efetivo exercício do cargo.quando o servidor incorrer em responsabilidade disciplinar.º . do artigo anterior caracteriza-se pela exigência da prestação. sem que em decorrência desta proibição venham os funcionários ou servidores a auferir qualquer acréscimo de vencimentos ou salários. II – Jornada Comum de Trabalho. de 28 de outubro de 1968. seja aplicada a demissão agravada. Artigo 62 – Salário a retribuição para mensalmente ao servidor pelo efetivo exercício da função-atividade. Artigo 72 – De acordo com a natureza de determinados cargos ou funções-atividades. independentemente de restrições referentes ao exercício profissional em qualquer modalidade própria da profissão. Parágrafo único – Não se incluem na proibição de que trata este artigo as atividades de ensino e de difusão cultural. poderá ser exigido que o funcionário ou servidor desempenhe suas atribuições com proibição do exercício profissional respectivo e/ou do desempenho de atividades particulares remuneradas. § 3.261. correspondente ao valor do padrão fixado em lei. interferir no desempenho das atribuições do funcionário ou servidor. correspondente ao valor do padrão fixado em lei. em qualquer hipótese. nem acarretar prejuízo ao cumprimento de horário e período de trabalho na forma que vier a ser fixada pela Administração.Aplicar-se-á ao servidor a dispensa a bem do serviço público nos mesmos casos em que. ao funcionário. Parágrafo único – O disposto neste artigo não se aplica aos funcionários e servidores cujos cargos ou funções-atividades sejam exercidos em Regime Especial de Trabalho Policial. de 40 (quarenta) horas semanais de trabalho. lhe tenham sido atribuídas a título de prêmio de produtividade. Parágrafo único – O desempenho do exercício profissional ou de atividades particulares remuneradas não exclui a observância dos artigos 242 e 243 da Lei nº 10. pelos funcionários e servidores. e não deverá.º .A dispensa de caráter disciplinar será sempre motivada. TÍTULO VII Da Escala de Vencimentos CAPÍTULO I Dos Conceitos de Vencimentos. por lei. Artigo 73 – Os cargos ou funções-atividades cujos ocupantes devam ficar sujeitos às restrições previstas no artigo anterior serão fixados em decreto. ou de atividade particulares remuneradas. § 2. Artigo 61 – Remuneração a retribuição para mensalmente ao funcionário pelo efetivo exercício do cargo. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 100 . correspondente ao valor do padrão e ao valor das quotas que.

extensões e aplicações determinadas por leis posteriores. estiverem sujeitos à Jornada Comum de Trabalho. em virtude de dispositivo legal.O disposto neste artigo não se aplica aos funcionários e servidores para os quais disposição legal tenha fixado jornada inferior a 30 (trinta) horas semanais de trabalho. ao passarem à inatividade. bem como aos cargos e funções-atividades de chefia e de encarregatura a eles correspondentes.º . § 1. de 10 de julho de 1968. Artigo 79 – Aos ocupantes de cargos e funções abrangidos por esta lei complementar não será devido qualquer acréscimo percentual. tenham sido abrangidos pelo Regime de Dedicação Exclusiva em virtude de inclusões. cujo exercício poderá ser feito em Jornada Comum de Trabalho. esteja incluído em Jornada Completa de Trabalho.Os funcionários e servidores que vierem a se aposentar voluntariamente ou por implemento de idade. no período mencionado neste parágrafo.º . sem que hajam completado 5 (cinco) anos em Jornada Completa de Trabalho. em Jornada Completa de Trabalho. na seguinte conformidade: 1/5 (um quinto) do valor do padrão fixado na Tabela I para cada ano em que. fica obrigado a essa jornada a partir da data do exercício. terão seus proventos calculados em razão da jornada de trabalho a que estiverem sujeitos no período correspondente aos últimos 5 (cinco) anos imediatamente anteriores à aposentadoria.º . vantagem pecuniária ou gratificação de qualquer natureza.168. § 2. para cada ano em que. 1/5 (um quinto) do valor do padrão fixado nas Tabelas II ou III. § 1. Artigo 78 – Os funcionários ou servidores.Na hipótese de aposentadoria por invalidez não se aplica a condição prevista neste artigo.Artigo 74 – Os funcionários e servidores sujeitos à Jornada Comum de Trabalho deverão cumprir 30 (trinta) horas semanais de trabalho. independentemente de convocação. estiverem sujeitos à Jornada Completa de Trabalho. Artigo 77 – O funcionário ou servidor que vier a prover cargo ou preencher funçãoatividade que. Parágrafo único – Aplicar-se o disposto neste artigo aos funcionários e servidores cujos cargos ou funções-atividade: tenham suas denominações alteradas por esta lei complementar a que anteriormente hajam sido abrangidos pelo Regime de Dedicação Exclusiva.º . pela prestação de serviço em Jornada Completa de Trabalho. conforme o caso. cujo exercício poderá ser feito na Jornada Comum de Trabalho fixada no«caput» deste artigo. § 3. cujos cargos e funções-atividades tenham sido abrangidos pelo Regime de Dedicação Exclusiva de que trata o artigo 33 da Lei nº 10. § 2.º . Parágrafo único – O disposto neste artigo não se aplica aos cargos e funções-atividades de Médico e Cirurgião-Dentista.Será considerado como de Jornada Completa de Trabalho o tempo em que o funcionário ou servidor tenha prestado serviço no Regime de Dedicação Exclusiva. somente terão seus proventos calculados com base nos valores dos padrões de vencimentos constantes da Tabela I se na data de aposentadoria. Artigo 75 – Ficam sujeitas à Jornada Completa de Trabalho os funcionários e servidores. houverem prestado serviço contínuo nessa jornada pelo menos nos 5 (cinco) anos imediatamente anteriores. no período mencionado neste parágrafo. Artigo 76 – O funcionário ou servidor em Jornada Completa de Trabalho não poderá retornar à Jornada Comum de Trabalho. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 101 .O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos cargos ou funções-atividades de Médico e Cirurgião-Dentista.

Artigo 81 – Ocorrendo vacância de cargo ou função-atividade. serão substituídos por funcionários ou servidores de sua confiança. II – os funcionários e servidores da Assembléia Legislativa do estado. quando não for automática. TÍTULO XIII Do Sistema Previdenciário e Assistência Médica CAPÍTULO I Da Pensão Mensal SEÇÃO I Das Disposições Preliminares Artigo 132 – O regime de pensão mensal. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 102 . do Ministério Público e os funcionários e servidores do Poder Judiciário. SEÇÃO II Dos Contribuintes Artigo 133 – São contribuintes obrigatórios todos os funcionários públicos e servidores civis do Estado. chefia e encarregatura.832. respondendo a sua fiança pela gestão do substituto. que indicarem. IV – os conselheiros. Parágrafo único – O substituto exercerá o cargo ou função-atividade enquanto perdurar o impedimento do respectivo titular. nos termos do artigo 6. III – os Membros da Magistratura. funcionários e servidores do Tribunal de Contas do Estado. somente poderá ser substituído por outro titular de cargo. dependerá de ato de autoridade competente. em caso de impedimentos. com alterações posteriores. ou funcionários ou servidores que tenham valores sob sua guarda. assim caracterizadas aquelas referentes a direção. compreendendo: I – os funcionários públicos e servidores civis da Administração Centralizada e das Autarquias do Estado. de 4 de setembro de 1958. passará a obedecer às disposições deste Capítulo. Parágrafo único – O titular de cargo de direção. Artigo 83 – Exclusivamente para atender às necessidades de serviço. chefia e encarregatura correspondentes a funções de serviço público privativas de funcionário público. que recebam dos cofres públicos estipêndios de qualquer natureza. inclusive os inativos.º desta lei complementar. sob qualquer regime jurídico de trabalho.TÍTULO IX Das Substituições Artigo 80 – Haverá substituição no impedimento legal e temporário de ocupante de cargo ou de função-atividade a que correspondem atribuições de comando de unidade administrativa. Artigo 82 – A substituição. Instituído pela Lei nº 4. o substituto passará a responder pelo expediente da unidade ou órgão correspondente at o provimento do cargo ou o preenchimento da função-atividade.

º . decorridos 6 (seis) meses da última contribuição vencida. observar-se-á o seguinte: a retribuição será apurada trimestralmente. cessada para o Instituto de Previdência do Estado de São Paulo toda e qualquer responsabilidade.A retribuição-base será constituída de vencimentos. auxílio-funeral. desde que o requeira no prazo de 6 (seis) meses a contar da data em que perdeu essa qualidade. a inscrição facultativa será automaticamente cancelada. devendo vigorar. Legislativo. inclusive das demais vantagens computadas na retribuição-base vigente na data em que o interessado tenha perdido a qualidade de contribuinte obrigatório. § 3. ajuda de custo. o valor médio da percebida no trimestre anterior. § 1. sem devolução das contribuições efetuadas. serão consignadas nas respectivas folhas de pagamento.As contribuições facultativas de que trata este artigo serão reajustadas sempre que houver revalorização do vencimento. gratificação relativa a regime especial de trabalho e outras vantagens pecuniárias. salário-esposa. do valor das quotas percebidas e título de prêmio de produtividade e do valor de outras vantagens incorporadas à remuneração. Artigo 135 – Ao contribuinte obrigatório que tenha perdido essa qualidade. § 2. representação de qualquer natureza e equivalentes. importará no cancelamento da inscrição. salários. § 4. SEÇÃO III Das Contribuições Artigo 137 – As contribuições dos funcionários. excetuadas as parcelas relativas a salário-família. facultado revalidar sua inscrição. por qualquer motivo. Artigo 136 – Na hipótese de o contribuinte facultativo voltar à condição de contribuinte obrigatório nos termos do artigo 133. 140 e 141. diárias de viagens.º . servidores e demais contribuintes previstos no artigo 133.A retribuição-base do inativo será constituída dos proventos totais percebidos. o funcionário poderá. Artigo 134 – As inscrições de contribuintes far-se-ão de acordo com as normas estabelecidas em regulamento. § 5.º . em cada trimestre.V – os inativos dos Poderes Executivo. remuneração ou salário do funcionário ou servidor de igual categoria e padrão. não se considerando as deduções efetuadas. requerer que sua contribuição seja calculada sempre sobre a maior das retribuições-base que resultarem das sucessivas apurações feitas na forma do item anterior. Judiciário e do Tribunal de Contas do Estado.º .O não recolhimento das contribuições. a título de aulas excedentes.º .A retribuição-base do funcionário sujeito ao regime de remuneração será constituída do valor do padrão do cargo. prazo e forma de recolhimento das contribuições serão estabelecidas em regulamento.As condições para regularizar inscrição.º . será computado para efeito de retribuição-base. § 2.Na hipótese do parágrafo anterior.O valor percebido pelo funcionário ou servidor. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 103 . § 1. excluídas as parcelas relativas a salário-família e salário-esposa. inclusive não assistindo ao contribuinte o direito à devolução das contribuições efetuadas. devidas à razão de 6% (seis por cento) e calculadas cobre a retribuição-base percebida mensalmente.º . § 3. gratificações «pro labore». sujeitando-se ao pagamento das contribuições previstas nos artigos 137. conforme o caso. a qualquer tempo. remuneração.º .

§ 7. Artigo 139 – As contribuições devidas na forma do artigo 137 e não recolhidas pelo contribuinte no prazo regulamentar ficarão sujeitas ao juro de 1% (um por cento) ao mês. § 6. § 8. ou na Caixa Econômica do Estado de São Paulo S. enquanto no exercício do mesmo cargo.Na hipótese de acumulação permitida em lei.º . recolhida na forma e no prazo previstos no artigo 142. SEÇÃO IV Dos Benefícios e dos Beneficiários AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 104 .O contribuinte que.º .Se o contribuinte obrigatório vier a exercer cargo em comissão. conforme o caso. a contribuição passará a ser calculada sobre as retribuições-base correspondentes aos cargos ou funções acumulados.No caso de contribuinte inativo que venha a exercer cargo ou função em comissão com percepção cumulativa de proventos e vencimentos ou salários. bem como as devidas na forma dos artigos 140 e 141.º . Artigo 138 – Durante doze meses. Artigo 141 – As entidades vinculadas ao regime previdenciário do Estado. a contribuição passará a ser calculada sobre a retribuição-base percebida no exercício desse cargo.. ficando os responsáveis obrigados a prestar os esclarecimentos e as informações que lhes forem solicitados. mediante convênio com o IPESP ou outra forma de filiação. devendo consignar-se o seu valor em folha de pagamento. Artigo 142 – As contribuições consignadas em folha de pagamento e descontadas dos contribuintes na forma do artigo 137. Artigo 140 – Os Poderes do Estado e as entidades referidas no artigo 133 contribuirão com parcela de valor igual a 6% (seis por cento) sobre a retribuição-base de seus membros funcionários ou servidores. contribuirão com parcela de valor igual a 6% (seis por cento) sobre a retribuição-base de seus funcionários ou servidores. deverão ser depositadas em conta própria do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo. A. a contribuição passará a ser calculada sobre a retribuição-base correspondente a esse cargo. no Banco do Estado de São Paulo S. além da contribuição de que trata o artigo anterior. deverá recolher diretamente ao IPESP as contribuições previstas neste e nos artigos 140 e 141. por qualquer motivo. Artigo 143 – Compete ao Instituto de Previdência do Estado de São Paulo fiscalizar a arrecadação e o recolhimento de qualquer importância que lhe seja devida e verificar as folhas de pagamento dos funcionários ou servidores do Estado e das entidades vinculadas ao regime previdenciário. A.a eventual desistência do pedido formulado nos termos do item anterior não acarretará devolução das contribuições efetuadas.A contribuição será devida sobre a gratificação de Natal.Se o contribuinte obrigatório vier a exercer cargo em substituição ou responder pelas atribuições de cargo vago.º . a partir daquele em que se verificar a inscrição do contribuinte. § 9. § 10 . jóia calculada à razão de 1% (um por cento) sobre a retribuição-base. será devida. § 11 . deixar de perceber retribuição-base temporariamente. na mesma data em que forem pagas aos contribuintes quaisquer importâncias consultivas de suas retribuições-base. a contribuição passará a ser calculada sobre as respectivas retribuições-base. Parágrafo único – As contribuições não depositadas no prazo previsto neste artigo ficarão sujeitas ao juro de 1% (um por cento) ao mês. recolhida na forma e no prazo previstos no artigo 142.

Cessando o direito à pensão dos filhos do contribuinte. ao cônjuge supérstite. a viuvez subseqüente não restabelece o direito à pensão do cônjuge do contribuinte. salvo se existirem filhos beneficiários. desde que vivam sob sua dependência econômica.A pensão atribuída ao incapaz ou inválido será devida enquanto durar a incapacidade ou invalidez e à filha solteira at o casamento.º . pela outra metade.º .Na hipótese do parágrafo anterior. § 3. § 2.Atingindo o filho beneficiário a idade de 21 (vinte e um) aos.º e 3. exceto se o pagamento desta se processar com fundamento no artigo 127. Artigo 149 – Não terá direito à pensão o cônjuge que. o cônjuge sobrevivente. devendo. mesmo quando não exclusiva. por inteiro. aos filhos do falecido. viúvo.Se não houver filhos. de qualquer condição ou sexo e as filhas solteiras. na forma do parágrafo anterior. cessando na mesma data a obrigação de contribuir. na data do falecimento do contribuinte. observado o disposto no artigo anterior.º . a média das aulas ministradas nos 12 (doze) meses anteriores ao do óbito. nos termos do artigo 149. sobre a qual estiver sendo calculada a contribuição nos termos do artigo 137. § 4. III – os pais do contribuinte solteiro.O cônjuge sobrevivente que contrair novas núpcias perderá o direito à pensão em benefício dos filhos do contribuinte falecido.Se viúvo o contribuinte. Parágrafo único – O pagamento da pensão mensal terá início dentro de. adquirem direito à pensão mensal. cessa o seu direito à pensão. Artigo 146 – A pensão prevista no artigo 144.º .º do artigo 137.º .º . adotado o valor unitário vigente na data desse evento. no que respeita às aulas excedentes. na razão da metade. a pensão será deferida. Artigo 145 – Os beneficiários farão jus à pensão mensal a partir da data do falecimento do contribuinte. 60 (sessenta) dias da data em que o beneficiário completar a documentação exigida para a sua habilitação. § 2. no máximo. estiver dele separado judicialmente. o respectivo benefício reverterá ao cônjuge sobrevivente. § 1. será sempre acrescida de gratificação de Natal de igual valor. e. II – os filhos incapazes e os inválidos.Os filhos legitimados. § 5. para cálculo da pensão mensal tomar-se-á por base. nos termos dos §§ 2. Artigo 147 – São beneficiários obrigatórios do contribuinte: I – o cônjuge sobrevivente. devida no mês de dezembro de cada ano. os dependentes enumerados no inciso III deste artigo poderão concorrer com o cônjuge e com as pessoas designadas na forma do artigo 152. § 4. divorciado ou houver abandonado o lar há mais de seis meses. em partes iguais. Parágrafo único – Na hipótese prevista no § 3. não tiver direito à pensão.º do artigo anterior. separado judicialmente ou divorciado.º .Artigo 144 – A pensão mensal dos beneficiários será de 75% (setenta e cinco por cento) da retribuição-base vigente na data de falecimento do contribuinte. ressalvada a hipótese do artigo 149. os naturais e os reconhecidos equiparam-se aos legítimos. ou a de 25 (vinte e cinco) anos se estiver freqüentando curso de nível superior.º .º . será o benefício pago integralmente.Mediante declaração escrita do contribuinte. a exclusão do benefício ser promovida pelos AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 105 . nesta hipótese. e não existam outros beneficiários obrigatórios ou instituídos nos termos do artigo 152. § 3. os filhos. Artigo 148 – Por morte do contribuinte. observado o disposto no artigo anterior. em partes iguais. § 1. ou se o cônjuge sobrevivente.

Artigo 150 – Fica facultado ao contribuinte instituir como beneficiários os enteados e os adotivos. II – nos demais casos. se foi justo o abandono do lar.º . ou. devidamente testemunhada e registrada.São provas de vida em comum.A instituição de beneficiários prevista no «caput».º . Artigo 152 – O contribuinte solteiro. viúvo. última parte. § 3.interessados. § 5. ato de vontade do contribuinte.Não perderá. § 6. quaisquer outras que possam formar elemento de convicção. ressalvado o direito que competir a seus filhos e preenchidas as seguintes condições: I – na hipótese de companheira.Os enteados e os adotivos concorrerão em igualdade de condições com os filhos do contribuinte. § 2. observado o disposto no «caput» deste artigo.º . a todo o tempo. ressalvado o disposto no parágrafo anterior.º do artigo 149. encargos domésticos evidentes. separado judicialmente ou divorciado.º do artigo anterior.Para os efeitos desde artigo. § 2.º . em virtude de separações consensual. porém. encargos. o direito à pensão: se. desde que. o direito de os interessados pleitearem a exclusão do cônjuge supérstite. e. se o contribuinte vier a contrair núpcias ou. tiver sido declarado inocente. o mesmo domicílio.A existência de filho em comum com a companheira supre as condições estabelecidas no inciso I deste artigo. com a metade da pensão que competir ao cônjuge separado judicialmente. nos termos do § 1. prestava-lhe o contribuinte pensão alimentícia. observada a forma prevista no § 3.º . o cônjuge sobrevivente. poderá o contribuinte instituir beneficiário na forma deste artigo. § 1. o contribuinte poderá destinar ao seu cônjuge a totalidade da pensão. mediante ação judicial. desde que na data do falecimento do contribuinte com ele mantivesse vida em comum durante.Ao contribuinte separado judicialmente admitir-se-á instituir beneficiário.A designação de beneficiários. ou pelo Instituto de Previdência do Estado de São Paulo. na separação judicial. somente se não configuradas as hipóteses previstas nos itens 1 e 2 do § 1.. ou inválido. conta bancária em conjunto. restabelecer a sociedade conjugal.No caso do item 2 do § 1. salvo se este dispuser que se lhes atribua menor parte. a critério do IPESP. § 7. desde que se trate de menor de 21 (vinte e um) anos ou maior de 60 (sessenta) anos de idade. não pode ser suprida. 5 (cinco) anos.º . Artigo 151 – Inexistindo filhos de leitos anteriores. § 2. ainda. contados da morte do contribuinte. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 106 . poderá designar beneficiário companheira ou pessoa que vivam sob sua dependência econômica.º . por abandono do lar. na data do falecimento do contribuinte. § 4.º do artigo 149.º. nos termos deste artigo. caduca em 6 (seis) meses. bem como a atribuição de benefício em menor parte. § 3. no mínimo.Aplica-se aos enteados e aos adotivos o disposto para os filho do contribuinte. § 1. será feita mediante testamento ou simples declaração de vontade de próprio punho do contribuinte.º . nos termos deste artigo. revogar a designação de beneficiários. se separado judicialmente.º .º . comprovadamente. § 1.Será automaticamente cancelada a inscrição dos beneficiários.Fica facultado ao contribuinte. mantivessem vida em comum. se.º . a indicação como dependente em registro de associação de qualquer natureza e na declaração de rendimentos para efeitos do imposto de renda.º .

II – revalorização retribuitória de categoria igual à do contribuinte falecido. não são passíveis de penhora ou arresto.Artigo 153 – Poderá o contribuinte. § 2. contados da data em que forem devidas. as prestações mensais referentes ao benefício. enteado ou adotivo do contribuinte.º do artigo 150 e § 7.º do artigo 147. III – alteração do valor das vantagens percebidas pelo contribuintes na data do óbito. Artigo 158 – A incapacidade e a invalidez.º (segundo) grau. Artigo 159 – As pensões concedidas. Artigo 155 – Nenhum beneficiário poderá receber mais de uma pensão mensal prevista neste Capítulo. defesa a outorga de poderes irrevogáveis ou em causa própria para seu recebimento. será verificada mediante inspeção. Parágrafo único – O reajuste operar-se-á a partir da vigência dos novos valores. ou se não houver contraído novas núpcias.º do artigo 148. legitimados. Artigo 154 – Sobreviendo o falecimento de qualquer dos beneficiários.º do artigo 147. 152 e 153 desta lei complementar. Artigo 157 – A pensão mensal e extingue-se com a morte. nos termos do artigo 149. se forem incapazes ou inválidos. casamento. ressalvado o disposto no parágrafo 2. nos parágrafos 2. cessão ou constituição de ônus de que sejam objeto. salvo quanto às importâncias devidas ao próprio IPESP.º e 4.Na hipótese do inciso II. quando ocorrer: I – aumento geral da retribuição dos funcionários públicos e servidores civis estaduais. aplicar-se-á o disposto nos §§ 2. II – se o falecido for filho legítimo. naturais e reconhecidos. Artigo 156 – As pensões devidas aos beneficiários do contribuinte serão reajustadas. SEÇÃO VI Das Demais Disposições AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 107 . dar-se-á a reversão somente se o cônjuge sobrevivente não estiver impedido de receber o benefício.º e 3. ressalvado. Parágrafo único – Na hipótese deste artigo. por junta de médicos do IPESP ou por ele credenciados.º . e no parágrafo 2. enteados ou adotivos do contribuinte. § 3. sua pensão acrescerá em partes iguais.º e 3. na razão da metade. a dos filhos legítimos. observar-se-á o seguinte: I – se o falecido for o cônjuge ou a companheira. natural e reconhecido. salvo os descendentes de casal contribuinte. Artigo 161 – Prescreverão no prazo de 5 (cinco) anos.º do artigo 147. § 1. a respectiva pensão reverterá ao cônjuge supérstite.º .Na hipótese do inciso I. para os fins dos artigos 147. legitimado.º do artigo anterior. observar-se-á o disposto nos §§ 2.º. § 3.º do artigo 150. sem filhos com direito à pensão. cessação da incapacidade ou invalidez do beneficiário. SEÇÃO V Da Decadência e da Prescrição Artigo 160 – O direito à pensão mensal não está sujeita à decadência ou prescrição. o direito que competir ao seu cônjuge. automaticamente. sendo nula de pleno direito toda alienação. nem estão sujeitas a inventário ou partilhas judiciais ou extrajudiciais. instituir beneficiários parentes até 2.

gratificações «pro-labore». calculada sobre a retribuição total do funcionário ou servidor. haverá substituição durante o impedimento legal e temporário dos docentes e especialistas de educação do Quadro do Magistério. Artigo 163 – O Poder Executivo expedirá decreto regulamentando este Capítulo.. representação de qualquer natureza e equivalente. de 11 de junho de 1973. Artigo 165 – Os incisos I e II. de 11 de dezembro de 1972. CAPÍTULO II Da Assistência Médica e Hospitalar Artigo 164 – A assistência médica e hospitalar. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 108 .º . I – contribuição obrigatória de 2% (dois por cento).A contribuição a que se refere o inciso I deste artigo incidirá sobre o valor total da remuneração dos funcionários sujeitos a esse regime retribuitório. alterados pelo artigo 2. de 27 de dezembro de 1985 Dispõe sobre o Estatuto do Magistério Paulista e dá providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares CAPÍTULO V Das Substituições Artigo 22 – Observados os requisitos legais. calculada sobre os proventos totais do inativo. para esse efeito. § 1.º da Lei nº 71. ajuda de custo. classificado em área de jurisdição de qualquer Delegacia de Ensino.º da Lei nº 106. excetuadas as parcelas relativas a salário-família e salário-esposa.º do artigo 2. prestada pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual – IAMSPE a seus contribuintes e beneficiários. § 1º – A substituição poderá ser exercida. e da legislação posterior. inclusive por ocupante de cargo da mesma classe. excetuadas as parcelas relativas a saláriofamília.salários... de 29 de maio de 1970. de que trata o artigo 146. de vencimento. apurada mensalmente e constituída. II – contribuição de 2% (dois por centos). passam a vigorar com a seguinte redação: Artigo 2. Lei Complementar Nº 444. no qual serão consolidadas as normas em vigor relativas ao regime de pensão mensal. e o § 1. auxílio-funeral.º . . apurada mensalmente. continuará a reger-se pelas disposições do Decreto-lei nº 257. salário-esposa. diárias de viagens.Artigo 162 – A pensão devida no mês de dezembro de 1978 será acrescida da gratificação de Natal. em importância correspondentes a 5/12 (cinco doze avos) do valor da pensão. gratificação relativa a regimes especiais de trabalho e outras vantagens pecuniárias.

correspondentes aos componentes curriculares das aulas ou classes serem atribuídas. far-se-á a dispensa do servidor: I – quando for provido o cargo correspondente e não houver possibilidade de designação do servidor para outro posto de trabalho de natureza docente. respectivamente. § 3º –Vetado. Faixa 2 ( Vetado) vetado. Artigo 26 — Sem prejuízo do disposto no § 1º do artigo 5º da Lei Complementar nº 180 . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 109 . na forma da legislação específica. de 12 de maio de 1. nas mesmas condições do parágrafo anterior. CAPÍTULO VII Da Vacância de Cargos e de Funções-atividades Artigo 25 – A vacância de cargos e de funções-atividades do Quadro do Magistério ocorrerá nas hipóteses previstas. os titulares de cargos destinados. § 2º –O concurso de remoção sempre deverá preceder o de ingresso e de acesso para o provimento dos cargos de carreira do Magistério e somente poderão ser oferecidas em concurso de ingresso e acesso as vagas remanescentes do concurso de remoção. desde que os cargos das disciplinas suprimidas tenham sido providos mediante concurso de provas e títulos. de 12 de maio de 1. também. os demais titulares de cargos correspondentes aos componentes curriculares das aulas ou classes a serem atribuídas. por concurso de títulos ou por união de Cônjuges. na forma que dispuser o regulamento. II – quando da reassunção do titular do cargo. § 1º – Vetado. os docentes do mesmo campo de atuação das classes ou das aulas a serem atribuídas serão classificados. CAPÍTULO VI Da Remoção Artigo 24 – A remoção dos integrantes da carreira do Magistério processar-se-á por permuta.978.978. CAPÍTULO IX Da Classificação para Atribuição de Classes e/ou Aulas Artigo 45 – Para fins de atribuição de classes ou aulas. nos artigos 58 e 59 da Lei Complementar nº 180. correspondentes aos componentes curriculares das aulas a serem atribuídas. providos mediante concurso de provas e títulos.§ 2º – O ocupante de cargo de Quadro do Magistério poderá. § 3º – O exercício de cargos nas condições previstas nos parágrafos anteriores será disciplinado em regulamento. observada a seguinte ordem de preferência: I – quanto à situação funcional: Faixa I: os titulares de cargos. exercer cargo vago da mesma classe.

de 12 de maio de 1. § 3º – Somente após esgotada a possibilidade de atribuição das aulas para as quais estiver prioritariamente classificado. específico dos componentes curriculares correspondentes às aulas e/ou classes a serem atribuídas. são direitos do integrante do Quadro do Magistério: I – ter a seu alcance informações educacionais.978. material didático e outros instrumentos bem como contar com assistência técnica que auxilie e estimule a melhoria de seu desempenho profissional e a ampliação de seus conhecimentos. inclusive. concorrerão os docentes que já participaram da primeira fase. Faixa 3: Os Servidores a que se refere o artigo 205 da Lei Complementar nº 180. poderá o docente pleitear aulas de outros componentes curriculares. estabelecendo. as ponderações quanto ao tempo de serviço e valores dos títulos. a não específica.vetado. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 110 . em conformidade com critérios a serem fixados em regulamento. III – quanto ao tempo de serviço: os que contarem maior tempo de serviço na unidade escolar como docentes no campo de atuação referente a aulas e/ou classes a serem atribuídas. II. correspondente a cada faixa. III e IV deste artigo. § 1º – A primeira fase de atribuição. no campo de atuação referente às aulas e/ou classes a serem atribuídas. em função docente. dar-se-á na unidade escolar em que estão classificados os cargos ou as funções-atividades. diplomas de Mestre e Doutor. observada sempre a habilitação exigida. os que contarem maior tempo de serviço no Magistério Público Oficial de 1º e/ou 2º Graus da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. para os inscritos em cada faixa. ocupantes de função-atividade. correspondente ao componente curricular das aulas ou classes a serem atribuídas. correspondentes ao campo de atuação relativo às aulas e/ou classes a serem atribuídas. bibliografia. § 4º – A Secretaria de Estado da Educação expedirá normas complementares necessárias ao cumprimento deste artigo. § 2º – Na Segunda fase de atribuição. IV – quanto aos títulos: certificado de aprovação em concurso público de provas e títulos. II – quanto à habilitação: a específica do cargo ou função-atividade. os que contarem maior tempo de serviço no cargo ou função-atividade com docentes no campo de atuação referente a aulas e/ou classes a serem atribuídas. observado o disposto nos incisos I. a ser realizada a nível de município ou de Delegacia de Ensino. CAPÍTULO XI Dos Direitos e dos Deveres SEÇÃO I Dos Direitos Artigo 61 – Além dos previstos em outras normas.

atualização e especialização profissional. assistência ao exercício profissional.II – ter assegurada a oportunidade de freqüentar cursos de formação. VI – receber remuneração por serviço extraordinário. III – dispor. nível de habilitação. além das obrigações previstas em outras normas. XI – participar do processo de planejamento. objetivando alicerçar o respeito à pessoa humana e. IX – receber. quando solicitado e aprovado pela Administração. a construção do bem comum. dos estudos e deliberações que afetam o processo educacional. deverá: I – conhecer e respeitar as leis. SEÇÃO II Dos Deveres Artigo 63 – O integrante do Quadro do Magistério tem o dever constante de considerar a relevância social de suas atribuições mantendo conduta moral e funcional adequada à dignidade profissional. execução e avaliação das atividades escolares. independentemente do regime jurídico a que estiver sujeito. no ambiente de trabalho. XII – reunir-se na unidade escolar. executando suas tarefas com eficiência. de procedimentos didáticos e de instrumento de avaliação do processo ensino-aprendizagem. para tratar de assuntos de interesse da categoria e da educação em geral. VI – manter espírito de cooperação e solidariedade com a equipe escolar e a comunidade em geral. como integrante do Conselho de Escola. zelo e presteza. VIII – ter assegurada a igualdade de tratamento no plano técnico-pedagógico. IV – ter liberdade de escolha e de utilização de materiais. através dos serviços especializados de educação. independentemente da classe a que pertencer. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 111 . II – preservar os princípios. sem prejuízo das atividades escolares. de instalações e material técnico-pedagógico suficientes e adequados para que possa exercer com eficiência e eficácia suas funções. desde que devidamente convocado para tal fim. V – comparecer ao local de trabalho com assiduidade e pontualidade. XIII – vetado. V – receber remuneração de acordo com a classe. em razão da qual. através de seu desempenho profissional. VII – receber auxílio para a publicação de trabalhos e livros didáticos ou técnicocientíficos. Parágrafo único — Aplicar-se-ão as disposições do ―caput‖ ao docente readaptado com exercício nas unidades escolares. III – empenhar-se em prol do desenvolvimento do aluno. dentro dos princípios psicopedagógicos. X – participar. tempo de serviço e regime de trabalho. conforme o estabelecido por esta lei. Artigo 62 – Os docentes em exercício nas unidades escolares gozarão férias de acordo com o Calendário Escolar. utilizando processos que acompanhem o progresso científico da educação IV – participar das atividades educacionais que lhe forem atribuídas por força de suas funções. os ideais e fins da Educação Brasileira.

a realidade sócio-econômica da clientela escolar e as diretrizes da Política Educacional da escolha e utilização de materiais. XIV – participar do Conselho de Escola. com ou sem prejuízo de vencimentos mas sem o das demais vantagens do cargo. XIII – considerar os princípios psico-pedagógicos. ou. IV – exercer. IX – respeitar o aluno como sujeito do processo educativo e comprometer-se com eficácia de seu aprendizado. procedimentos didáticos e instrumentos de avaliação do processo ensino-aprendizagem. mediante sua anuência. atividades inerentes às do Magistério. III – exercer a docência em outras modalidades de ensino de 1º e 2º graus. junto a entidades conveniadas com a Secretaria de Estado da Educação. em Autarquias. de outros Estados. em cargos ou funções previstos nas unidades e/ou órgãos da Secretaria de Estado da Educação e no Conselho Estadual de Educação. para os seguintes fins: I – prover cargo em comissão. de Municípios. na sua área de atuação. o diálogo e a cooperação entre educandos. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 112 . X – comunicar à autoridade imediata as irregularidades de que tiver conhecimento. com ou sem prejuízo de vencimentos e das demais vantagens do cargo. respeitado o interesse da Administração Estadual. com ou sem prejuízo de vencimentos e das demais vantagens do cargo. XI – zelar pela defesa dos direitos profissionais e pela reputação da categoria profissional. por tempo determinado. XII – fornecer elementos para a permanente atualização de seus assentamentos. II – exercer atividades inerentes ou correlatas às de Magistério. junto aos órgãos da Administração. até o limite máximo de 10 (dez) dirigentes por Entidade. Parágrafo único – Constitui falta grave do integrante do Quadro do Magistério impedir que o aluno participe das atividades escolares em razão de qualquer carência material. não podendo ultrapassar o limite de um funcionário para cada Estado da União e para cada Município do Estado de São Paulo. visando à construção de uma sociedade democrática. às autoridades superiores. VII – desenvolver atividades junto às Entidades de Classe do Magistério Oficial de 1º e 2º graus do Estado de São Paulo. VIII – assegurar o desenvolvimento do senso crítico e da consciência política do educando. e em outros Poderes Públicos. especialização ou de atualização. por tempo determinado. CAPÍTULO XII Dos Afastamentos Artigo 64 – O docente e/ou especialista de educação poderão ser afastados do exercício de seu cargo. demais educadores e a comunidade em geral.VII – incentivar a participação. XV – participar do processo de planejamento. em outras Secretarias de Estado de São Paulo. VI – freqüentar curso de pós-graduação. de aperfeiçoamento. V – exercer. no caso de omissão por parte da primeira. a ser fixado em regulamento. sem prejuízo de vencimentos e das demais vantagens do cargo. atividade em órgãos ou entidades da União. no País ou no exterior. execução e avaliação das atividades escolares. na forma a ser regulamentada.

Artigo 85 – A Gratificação por Trabalho Noturno corresponderá a 10% (dez por cento) do valor percebido em decorrência das horas-aula ministradas no período de trabalho noturno. bem como as de natureza técnica. classificado em área de jurisdição de qualquer Delegacia de Ensino. direção. Artigo 66 – Aplicar-se-ão ao pessoal do Quadro do Magistério. orientação educacional. na base de 1/12 (um doze avos) do valor percebido por mês de serviço prestado. § 1º – Tratando-se de especialista de educação. no Sistema Carcerário do Estado. especialistas de educação. § 1º Os afastamentos referidos no inciso II serão concedidos sem prejuízo de vencimentos e das demais vantagens do cargo. por tempo determinado. IX – exercer cargo ou substituir ocupante de cargo. a gratificação será calculada sobre o valor que corresponder às horas de serviço prestadas no período noturno. integrantes da série de classes de docentes e das classes de especialistas de educação. Artigo 84 – Para os efeitos desta lei complementar. sem prejuízo de vencimentos e das demais vantagens do cargo. administração escolar. sem prejuízo de vencimentos e das demais vantagens do cargo. enquanto durar o mandato. planejamento. Parágrafo único – A Secretaria da Educação baixará normas regulamentares para a operacionalização deste artigo. capacitação de docentes. quando o cônjuge estiver no exercício de cargo de Prefeito de Município do Estado de São Paulo. SEÇÃO III Do Pagamento Proporcional de Férias Artigo 82 – Na hipótese da dispensa prevista nos incisos I e II do artigo 26 desta lei complementar. § 2º – Consideram-se atribuições inerentes às do Magistério aquelas que são próprias do cargo e da função-atividade do Quadro do Magistério. § 3º – Consideram-se atividades correlatas às de Magistério aquelas relacionadas com a docência em outras modalidades de ensino. relativas ao desenvolvimento de estudos. as disposições relativas a outros afastamentos previstos na legislação respectiva. considerar-se-á trabalho noturno aquele que for realizado no período das 19 (dezenove) horas às 23 (vinte e três) horas. ocupante de função-atividade. no que couber. fará jus ao pagamento relativo ao período de férias. enquanto atuarem no ensino de 1º e 2º graus das unidades escolares da Secretaria da Educação.VIII – exercer. desde que de mesma classe. a atividade docente ou correlata às de Magistério. quando este estiver afastado. fará jus à Gratificação por Trabalho Noturno nesse período. exercidas em unidades e/ou órgãos da Secretaria de Estado da Educação e do Conselho Estadual de Educação. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 113 . subordinado a Secretaria de Estado da Justiça. supervisão e orientação em currículos. CAPÍTULO XIV Da Gratificação pelo Trabalho Noturno Artigo 83 – Os funcionários e servidores. o docente. assessoramento e assistência técnica. Artigo 65 – Ao titular de cargo do Quadro do Magistério. junto à Prefeitura respectiva. no período noturno. poderá ser concedido afastamento. pesquisas. do Quadro do Magistério. devendo o especialista ou docente cumprir regime de trabalho semanal de 40 (quarenta) horas.

alternativas de solução para os problemas de natureza administrativa e pedagógica. para esse fim. programas especiais visando à integração escola-família-comunidade. faltas abonadas. de 12 de maio de 1. o funcionário ou o servidor farão jus à importância apurada na forma do item anterior por dia em que. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 114 . licençaprêmio. Parágrafo único – Para aplicação do disposto neste artigo. nojo. por 240 (duzentos e quarenta) horas do valor do padrão. § 1º – A composição a que se refere o ‖caput‖ obedecerá a seguinte proporcionalidade: I – 40% (quarenta por cento) de docentes. serviços obrigatórios por lei e de outros afastamentos que a legislação considere como de efetivo exercício para todos os efeitos legais. V – 25% (vinte e cinco por cento) de alunos. quando se afastarem em virtude de férias. ministrariam aulas se não estivessem afastados. § 2º – Os componentes do Conselho de Escola serão escolhidos entre os seus pares. naquele período. o valor da hora será resultante da divisão. sejam restritos ao que estiverem no gozo da capacidade civil. IV – 25 % (vinte e cinco por cento) de pais de alunos. júri. que substituirão os membros efetivos em suas ausências e impedimentos. licença para tratamento de saúde. será dividido pela quantidade de dias em que o funcionário ou o servidor tiverem ministrado aulas no período noturno.978. de natureza deliberativa. gala. devendo. § 4º – Os representantes dos alunos terão sempre direito a voz e voto. Artigo 86 – O funcionário ou o servidor do Quadro do Magistério não perderão o direito à Gratificação pelo Trabalho Noturno. aplicar-se. nos 6 (seis) meses anteriores ao do afastamento. presidido pelo Diretor da Escola. durante o período de afastamento. mediante processo eletivo. o disposto no parágrafo único do artigo 123 da mesma Lei Complementar. Artigo 95 – O Conselho de Escola. eleito anualmente durante o primeiro mês letivo. projetos de atendimento psico-pedagógicos e material ao aluno. § 3º – Cada segmento representado no Conselho de Escola elegerá também 2 (dois) suplentes. Artigo 87 – O valor da Gratificação por Trabalho Noturno de que trata o artigo 83 desta lei complementar será computado no cálculo da gratificação de Natal de que cuida o título XII da Lei Complementar nº 180. Artigo 88 – A Gratificação pelo Trabalho Noturno não se incorporará aos vencimentos ou salários para nenhum efeito. por força legal. observar-se-ão as seguintes regras: o valor percebido a título de Gratificação por Trabalho Noturno. III – 5% (cinco por cento) dos demais funcionários. fixado sempre proporcionalmente ao número de classes do estabelecimento de ensino.§ 2º – Para o fim previsto no parágrafo anterior. II – 5% (cinco por cento) de especialistas de educação excetuando-se o Diretor de Escola. § 5º – São atribuições do Conselho de Escola: I – Deliberar sobre: diretrizes e metas da unidade escolar. salvo nos assuntos que. criação e regulamentação das instituições auxiliares da escola. terá um total mínimo de 20 (vinte) e máximo de 40 (quarenta) componentes. em que estiver enquadrado o cargo do funcionário. prioridades para aplicação de recursos da Escola e das instituições auxiliares.

serão sempre tornadas públicas e adotadas por maioria simples. a ser feita pelo respectivo Diretor de Escola. quando este for oriundo de outra unidade escolar. 1/3 (um terço) de seus membros. extraordinariamente.a indicação. bem como a amplitude e a velocidade evolutiva das classes da série de classes prevista no artigo 1. por convocação do Diretor da Escola ou por proposta de. § 7º – O Conselho de Escola deverá reunir-se.º . 2 (duas) vezes por semestre e. servidores e alunos da unidade escolar. Artigo 4.Os vencimentos do Secretário de Escola serão calculados de acordo com a Escala de Vencimentos 5. III – Apreciar os relatórios anuais da escola.2 AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 115 . observadas as normas do Conselho Estadual de Educação e a legislação pertinente. prevista no inciso I do artigo 70 da Lei Complementar nº 180. as referências iniciais e finais. de 12 de maio de 1978. em nível de execução e prestação de serviços técnico-administrativos nas unidades escolares da rede estadual de ensino. do Assistente de Diretor de Escola. composta de 3 (três) classes. não sendo também permitidos os votos por procuração. identificadas por algarismos romanos de I a III e escalonadas de acordo com a maior capacitação para o desempenho de atividades específicas de suas funções.A tabela do Subquadro de Cargos.º .2 VE – 2 VE .Fica instituída no Quadro da Secretaria de Estado da Educação a série de classes de Secretário de Escola. § 8º – As deliberações do Conselho constarão de ata.º . as penalidades disciplinares a que estiverem sujeitos os funcionários.º . no mínimo. ficam fixadas na seguinte conformidade: Denominação do cargo Secretário de Escola I Secretário de Escola II Secretário de Escola III Tabela SQC .II Referência Inicial 7 9 11 Referência Final 22 24 26 Amplitude II II II Velocidade VE . Artigo 2. Artigo 3.º. II – Elaborar o calendário e o regimento escolar.II SQC . presentes a maioria absoluta de seus membros.II SQC . ordinariamente. analisando seus desempenho em face das diretrizes e metas estabelecidas.Os cargos de Secretário de Escola serão exercidos em Jornada Completa de Trabalho. Lei Complementar Nº 463. de 10 de junho de 1986 Institui na Secretaria de Estado da Educação a série de classes de Secretário de Escola e dá providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1. § 6º – Nenhum dos membros do Conselho de Escola poderá acumular votos.

º . Artigo 7. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 116 .º desta lei complementar. II. Parágrafo único – Para o fim previsto no ―caput‖. § 2. gala.O ingresso na série de classes de Secretário de Escola far-se-á sempre na referência inicial. Artigo 11 – A Gratificação por Trabalho Noturno corresponderá a 10% (dez por cento) do valor percebido em decorrência das horas prestadas no período noturno.Para os integrantes da série de classes de Secretário de Escola.º . na forma que for estabelecida em regulamento (vetado).º grau completo ou equivalente. júri.º . considerar-se-á trabalho noturno aquele que for realizado no período das 19 (dezenove) às 23 (vinte e três) horas. poderão ser beneficiados com o acesso at 20% (vinte por cento) da quantidade global dos ocupantes de cargos e funçõesatividades das classes de Secretário de Escola I. os afastamentos previstos nos artigos 78. enquanto atuar em estabelecimento de ensino de 1.º.º .Artigo 5. II e III não perderá o direito à Gratificação pelo Trabalho Noturno quando se afastar em virtude de férias. § 2.º e 2.Os processos seletivos para efeito de acesso serão realizados bienalmente.Será computado.Serão computados.º .º . em unidades que não as mencionadas no artigo 1. do valor do padrão em que estiver enquadrado o cargo do funcionário.º . os cargos das classes de Secretário de Escola II e III retornarão à classe inicial da série de classes de que trata o artigo 1.º graus no período noturno.Os processos seletivos especiais serão executados.A elevação do cargo por acesso far-se-á por decreto e produzirá efeitos a partir do primeiro dia do mês subseqüente à data da homologação do processo seletivo especial.º . Artigo 10 . nojo. para efeito de interstício.Na vacância. no exercício efetivo na classe imediatamente anterior. § 3. pelo órgão setorial do Sistema de Administração de Pessoal da Secretaria de Estado da Educação.Os cargos das classes de Secretário de Escola II e III serão providos mediante acesso.O interstício será interrompido enquanto o funcionário estiver afastado para prestar serviços. § 4.º . o valor da hora será o resultante da Divisão por 240 (duzentas e quarenta) horas.Obedecidos os interstícios e as demais exigências.º .O interstício mínimo para concorrer ao acesso de 3 (três) anos de efetivo exercício na primeira classe e de 4 (quatro) anos na segunda classe. § 5. licença para tratamento de saúde. tenha excedido o interstício mínimo exigido. acesso a elevação do cargo ao nível imediatamente superior.261. faltas abonadas. o tempo que. § 1. fará jus à Gratificação por Trabalho Noturno. salvo para dirigir entidades de classe ou por convocação pelos órgãos superiores da própria Secretaria da Educação.O funcionário integrante da série de classes de Secretário de Escola. de 28 de outubro de 1968.º . 79 e 80 da lei nº 10. serviços obrigatórios por lei e outros afastamentos que a legislação considere como de efetivo exercício para todos os efeitos legais. em todas as fases. Artigo 12 . em que serão verificadas as qualificações essenciais para o desempenho das atividades mencionadas no artigo 1.º. § 6.º . § 1. Artigo 9.º .O Secretário de Escola I. e III existentes na Secretaria de Estado da Educação na data da abertura do processo seletivo especial. exigir-se á do candidato curso de 2.Além do atendimento aos requisitos a serem estabelecidos nas instruções especiais que regerão o processo seletivo especial para a transposição. Artigo 8. para efeito de interstício na classe em que se encontrar o Secretário de Escola.Para os efeitos desta lei complementar. mediante transposição. § 7.º . Artigo 6. licença-prêmio.

de 17 de janeiro de 1979. serão dispensados do ponto por 10 (dez) dias.º de janeiro de 1986. Disposições Transitórias Artigo 1. Artigo 20 – Fica consagrado como Dia do Secretário de Escola a data de publicação desta lei complementar. devendo aplicar-se. Artigo 19 – As despesas resultantes da aplicação desta lei complementar serão atendidas pelas dotações próprias consignadas no Orçamento-Programa para 1986. para esse fim. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 117 . na data da publicação desta lei complementar.º das Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 209. alterados pelos incisos IV e V do artigo 1. de 12 de maio de 1978. Artigo 21 – Esta lei complementar e suas Disposições Transitórias entrarão em vigor na data de sua publicação. a título de: a) adicional por tempo de serviço. § 2.Terá seu cargo integrado na série de classes de secretário de escola o funcionário que.A determinação da classe a que se refere o artigo anterior far-se-á com a observância das seguintes normas: I – apurar-se-á a soma do número de pontos consignados no prontuário do funcionário at 31 de dezembro de 1985. 12 de maio de 1978. c) evolução funcional – avaliação de desempenho. Artigo 2. Artigo 18 – Os títulos dos funcionários e servidores abrangidos por esta lei complementar serão apostilados pela autoridade competente (vetado). for titular efetivo de cargo de Secretário de Escola. o substituto terá seus vencimentos calculados com base no cargo de Secretário de Escola I. durante o período de recesso escolar de julho. remanejamento de dotações específicas ao atendimento com despesas com pessoal e reflexos. Parágrafo único – Fica o Poder Executivo autorizado a promover. retroagindo efeitos a 1.º . se necessário. b) artigos 24 e 25 das Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 180. de 12 de maio de 1978. Artigo 16 – Além das férias regulamentares.º .º . § 1.A base prevista neste artigo servirá também para cálculo da Gratificação por Trabalho Noturno a que se refere o artigo 9.Qualquer que seja a classe em que se encontre enquadrado o cargo de substituto. observado o disposto no artigo 2.º. os integrantes da série de classes de Secretário de Escola. nenhum acréscimo retribuitório resultará da substituição. Artigo 14 – A Gratificação por Trabalho Noturno não se incorporará aos vencimentos para nenhum efeito.Artigo 13 – O valor da Gratificação por Trabalho Noturno de que trata o artigo 9.º destas Disposições Transitórias. Artigo 15 – Durante o tempo em que exercer a substituição de que tratam os artigos 80 a 83 da Lei Complementar nº 180.º . Artigo 17 – Esta lei complementar e suas Disposições Transitórias aplicam-se aos ocupantes de funções-atividades da série de classes de Secretário de Escola.º será computado no cálculo da gratificação de Natal de que cuida o Título XII da Lei Complementar nº 180. o disposto no parágrafo único do artigo 123 da mesma lei complementar. com exercício nas unidades escolares. quando exercida por integrante da própria série de classes de Secretário de Escola. conforme calendário homologado pelo Delegado de Ensino. Parágrafo único – O funcionário abrangido por este artigo terá seu cargo enquadrado em qualquer classe da série de classes.

far-se-á mediante concurso de provas ou de provas e títulos (vetado).º .Para os efeitos de Sistema de Pontos. § 3. Artigo 5. será adequado à velocidade evolutiva fixada para a série de classes de Secretário de Escola.A experiência será computada à razão de 0. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 118 .O ocupante de função-atividade da série de classes de secretário de Escola. Parágrafo único – O cargo do funcionário será enquadrado em referência numérica situada tantas referências acima da inicial da nova classe quanto for a parte inteira da divisão. após a vigência desta lei complementar.As provas do concurso de ingresso a que se refere o ―caput‖. Artigo 4. terá o respectivo cargo transformado em cargo de nível idêntico ao da classe em que se encontrava na condição de servidor.º .º . Artigo 3. de 12 de maio de 1978.d) evolução funcional.5 (meio) ponto por mês de serviço efetivamente prestado na função de Secretário de Escola at o máximo de 40 (quarenta) pontos.º . § 1.A transformação referida no parágrafo anterior dar-se-á a partir da data do exercício no cargo. do total de pontos consignados na forma do ―caput‖.Consideram-se títulos nos termos deste artigo para fins de classificação.º .º de janeiro de 1986.O disposto nos artigos anteriores destas Disposições Transitórias aplica-se aos servidores ocupantes de funções-atividades de natureza permanente de igual denominação. c) se o número de pontos for superior a 45 (quarenta e cinco) o cargo será enquadrado na classe de Secretário de Escola III.Os cargos de Secretário de Escola ficam transformados em cargos de Secretário de Escola I. os pontos consignados no respectivo prontuário at 31 de dezembro de 1985. Parágrafo único – O disposto neste artigo aplica-se também às funções-atividades vagas. § 5. a experiência adquirida em decorrência de tempo de serviço prestado na função de Secretário de Escola. § 2. versarão sobre matéria específica das funções de Secretário de Escola e a execução e classificação dos candidatos serão feitas a nível local.º . Parágrafo único – As funções-atividades de que trata este artigo ficam integradas no Subquadro de Funções-Atividades (SQF-I) do Quadro da Secretaria de Estado da Educação. em decorrência do conceito que lhe tiver sido atribuído no processo avaliatório correspondente ao exercício de 1985. b) se o número de pontos for igual ou inferior a 45 (quarenta e cinco) o cargo será enquadrado na classe de Secretário de Escola II.o número de pontos consignados no prontuário do Secretário de Escola em 1. Artigo 7. § 4. II – o cargo do funcionário será enquadrado na série de classes de acordo com o resultado obtido no inciso anterior. por 5 (cinco). o primeiro ingresso na série de classes de Secretário de Escola. sob os títulos que lhe são próprios.º .º .Em caráter excepcional. de que cuida o Título XI da Lei Complementar nº 180.º . ao funcionário cujo cargo tenha sido enquadrado numa das classes nos termos do artigo anterior ficam mantidos. na seguinte conformidade: a) se o número de pontos for igual ou inferior a 25 (vinte e cinco) o cargo será enquadrado na classe de Secretário de Escola I. Artigo 6. que se submeter ao concurso de ingresso aludido no ―caput‖ e vier a ser nomeado para o cargo de Secretário de Escola I.º .

de 17 de janeiro de 1979. entende-se cumprido o interstício correspondente à classe em que. Palácio dos Bandeirantes. eram ocupantes de funções-atividades de igual denominação. tenha cumprido no cargo ou função-atividade anteriormente ocupado. no grau. necessário para que o funcionário ou servidor concorra à promoção de que trata o artigo 84 da Lei Complementar nº 180. de 12 de maio de 1978. Artigo 3º . na seguinte conformidade: I – 10% (dez por cento) do valor da hora normal. observado o limite previsto em seu § 7.º .Para os efeitos desta lei complementar. os pontos que tiverem sido atribuídos com fundamento no artigo 26 das Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 180.º do artigo 5.º.º e 4. LEI COMPLEMENTAR N. § 2.º destas Disposições Transitórias. de 30 de junho de 1981.º desta lei complementar. na forma dos artigos 1. o titular de cargo ou ocupante de função-atividade de Secretário de Escola I e II poderá concorrer à classe superior àquela em que se encontra enquadrado.º . for integrado o cargo ou função-atividade. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 119 . o tempo de efetivo exercício que.º 506.º destas Disposições Transitórias. ao passarem à inatividade.º desta lei complementar. Artigo 9. no período compreendido entre as 19 (dezenove) horas e as 24 (vinte e quatro) horas. eram titulares efetivos de cargos de Secretário de Escola. alterado pelo inciso IV do artigo 1. desde que o respectivo tempo de efetivo exercício no serviço público seja igual ou superior à soma dos interstícios previstos para as classes que antecedam aquela à qual pretenda concorrer. aplicando-se as disposições dos artigos 2. 10 de junho de 1986.º computar-se-á.Na determinação da classe computar-se-ão também. pela prestação de serviços no período noturno.O disposto neste artigo aplica-se também aos inativos que.º e 3.º destas Disposições Transitórias.º da Lei Complementar nº 260.º e 4. considera-se noturno o período compreendido entre as 19 (dezenove) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte. § 1. Artigo 11 – Os proventos dos inativos que.Aos funcionários e servidores civis da Administração Centralizada e das Autarquias do Estado será concedida.A Gratificação por Trabalho Noturno corresponderá a um acréscimo sobre o valor da hora normal de trabalho e será calculada. serão revistos e calculados com base nos cargos de Secretário de Escola I a III. a Gratificação por Trabalho Noturno.º . de 12 de maio de 1978. alterado pelo artigo 1. de acordo com o período em que for prestado o serviço. ao passarem à inatividade. Artigo 2º . DE 27 DE JANEIRO DE 1987 O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1º .Relativamente aos titulares de cargos e ocupantes de funções-atividades decorrentes das integrações de que tratam os artigos 1.Artigo 8.Para os efeitos do disposto no § 1. para o fim previsto na alínea ―b‖ do inciso I do artigo 2.º .º das Disposições Transitórias da lei Complementar nº 209. Artigo 10 – No primeiro processo seletivo a ser realizado para fins de acesso nos termos do artigo 6. para efeito de observância do interstício no grau.

Adicional de Local de Exercício. devendo aplicar-se. no período compreendido entre 0 (zero) hora e 5 (cinco) horas. Artigo 9º .º 180. a 1/180 (um cento e oitenta avos) do valor percebido. de que trata o artigo 9º da Lei Complementar n. serviços obrigatórios por lei e outros afastamentos que a legislação considere como de efetivo exercício para todos os efeitos legais. de 28 de dezembro de 1984.º 342. aos funcionários e servidores. júri.O valor da Gratificação por Trabalho Noturno será computado no cálculo da Gratificação de Natal de que cuida o Título XII da Lei Complementar n. § 2º . 1/90 (um noventa avos).O funcionário ou servidor não perderá o direito à Gratificação por Trabalho Noturno quando se afastar em virtude de férias. nos 6 (seis) meses anteriores ao do afastamento. a apuração a que se refere o parágrafo anterior será efetuada mediante aplicação das frações 1/30 ( um trinta avos). de 5 de janeiro de 1979. Artigo 7º . se for o caso.Ao valor do padrão mencionado no parágrafo anterior somar-se-á. Artigo 4º . a que se refere o artigo 8º da Lei Complementar nº457. 1/120 (um cento e vinte avos) e 1/150 (um cento e cinqüenta avos). ―pro labore‖ determinado na forma do artigo 196 da lei Complementar n. § 1º . 5. no que couber. 3º. Artigo 5º . gratificação prevista no artigo 1º da lei Complementar n. o disposto no parágrafo único do artigo 123 da mesma lei complementar. para esse fim. de 6 de janeiro de 1984. Gratificação de Incentivo. previsto nas Tabelas I.Para determinação do valor da hora normal de trabalho. Artigo 8º .A Gratificação por Trabalho Noturno não se incorporará aos vencimentos ou salários para nenhum efeito. 3. 2.º 207. faltas abonadas. 4.º 467. Artigo 6º . de que tratam os artigos 44 e 45 da Lei Complementar n. gala. de 19 de maio de 1986.O disposto nesta lei complementar não se aplica: I – aos servidores admitidos nos termos da legislação trabalhista. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 120 . 180 (cento e oitenta) ou 120 (cento e vinte) horas. 4º e 5º meses decorridos a partir da vigência desta lei complementar. Gratificação de Incentivo.As disposições desta lei complementar aplicam-se. dos Quadros das Secretarias do primeiro e Segundo Tribunais de alçada Civil. 1/60 (um sessenta avos).º 383. nojo.II – 20% (vinte por cento) do valor da hora normal.A prestação de serviço extraordinário dentro do período a que se refere o artigo 2º exclui o direito ao percebimento da Gratificação por trabalho Noturno. de 12 de maio de 1978. a título de Gratificação por Trabalho Noturno. respectivamente.Relativamente aos 1º. 2º.º 180. § 1º . de 12 de maio de 1978. o valor do padrão do cargo ou função-atividade. II ou III conforme a jornada de trabalho a que esteja sujeito o funcionário ou servidor. II – aos funcionários e servidores que percebem a gratificação pela sujeição ao Regime Especial de Trabalho Policial. bem como o Adicional de Local de Exercício concedido aos ocupantes de cargos e funções-atividades de Cirurgião-Dentista (Cirurgião Buco MaxiloFacial) I a IV. por 240 (duzentos e quarenta). 2º . respectivamente. de que cuidam o artigo 8º da lei complementar n.o funcionário ou servidor fará jus. licença prêmio. nas mesas bases e condições. por dia de afastamento. será dividido. de 2 de julho de 1986. o valor percebido a título de: 1.

Artigo 11 – Esta lei complementar entrará em vigor 30 (trinta) dias após a data de sua publicação. conforme calendário homologado pelo Delegado de Ensino. VI – aos ocupantes de cargos de cargos em comissão nos Gabinete do Governador. enquanto atuarem no ensino de 1º e 2º graus das unidades escolares da Secretaria da Educação.Passam a vigorar com a seguinte redação os dispositivos. mesmo que incorporada ao seu patrimônio. de 27 de dezembro de 1985.º 444. no período noturno.º 463. de 27 de dezembro de 1985: I . Artigo 10 – As despesas resultantes da aplicação desta lei complementar serão atendidas pelas dotações próprias consignadas no Orçamento-Programa (vetado). V – aos funcionários que percebam gratificação a título de representação. Palácio dos Bandeirantes. de 10 de junho de 1986. de 27 de dezembro de 1985 e do artigo 16 da Lei Complementar nº 463. Artigo 3.o artigo 85: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 121 .A Gratificação pelo Trabalho Noturno. de Secretários de Estado e dirigentes de Autarquias. de 27 de dezembro de 1985 O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1º . de que trata o Capítulo XIV da Lei Complementar nº 444.Os funcionários e servidores integrantes da série de classes de docentes e das classes de especialistas de educação. Artigo 2. Lei Complementar Nº 577. Artigo 2º . Lei Complementar Nº 774.º .o artigo 83: "Artigo 83 .Esta lei complementar entrará em vigor na data de sua publicação. Parágrafo único .IV – aos funcionários e servidores que percebam a Gratificação por Trabalho Noturno prevista no artigo 83 da Lei Complementar n. de 10 de junho de 1986. de 13 de dezembro de 1988 Estabelece a dispensa do ponto no recesso escolar O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1.Caberá ao Diretor de Escola da unidade escolar elaborar escala que garanta a continuidade dos trabalhos técnico-administrativos durante o recesso escolar. farão jus à Gratificação por Trabalho no Curso Noturno .º . de 20 de dezembro de 1994 Altera a Lei Complementar nº 444. passa a denominar-se Gratificação por trabalho no Curso Noturno. 13 de dezembro de 1988. adiante enumerados. de 27 de dezembro de 1985. II .GTCN.Os funcionários e os servidores classificados e com exercício em unidades escolares da Secretaria da Educação serão dispensados do ponto por 10 (dez) dias. e no artigo 9º da lei Complementar n. do Quadro do Magistério. da Lei Complementar nº 444.O disposto no artigo anterior não se aplica aos funcionários e servidores já beneficiados nos termos do artigo 94 da Lei Complementar nº 444.º . durante o período de recesso escolar de julho.".

considera-se retribuição global mensal a somatória de todos os valores percebidos pelo servidor.20% (vinte por cento). salvo nas hipóteses de falta abonada. a remuneração. IV . da Lei Complementar nº 740. de 20 de dezembro de 1991. o salário. tais como o vencimento.000.". asseguradas pela legislação.00 (trinta e três bilhões. a gratificação será calculada sobre o valor que corresponder às horas de serviço prestadas no período de trabalho no curso noturno. de 4 de janeiro de 1993 e o artigo 13. revogadas as disposições em contrário.A Gratificação por Trabalho no Curso Noturno será calculada mediante aplicação dos percentuais adiante especificados sobre o valor percebido em decorrência da carga horária relativa ao trabalho no curso noturno: I . a Lei Complementar nº 672. a sexta-parte.30% (trinta por cento).Para o fim previsto no parágrafo anterior. § 4º .548. de 21 de dezembro de 1993. férias. para o corrente exercício. V . para fins do disposto neste artigo. neste último caso at o limite de 45 (quarenta e cinco) dias.o artigo 88: "Artigo 88 .". Artigo 3º . licença à gestante. licença adoção. considerar-se-á a retribuição global mensal percebida pelo servidor. nojo."Artigo 85 . quando o docente atuar em unidades escolares da rede estadual de ensino. excetuados apenas o salário-família. ficando o Poder Executivo autorizado a abrir. o salário-esposa.As despesas decorrentes da aplicação desta lei complementar serão cobertas com as dotações próprias do orçamento. júri. § 2º . em especial.Esta lei complementar entrará em vigor na data de sua publicação.Na determinação do valor das horas-aula. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 122 . em caráter permanente. da Lei Federal nº 4. promovidos pela Secretaria da Educação e de licença para tratamento de saúde. o adicional de insalubridade. não eventuais. mediante a utilização de recursos nos termos do § 1º do artigo 43. Artigo 4º . § 3º . créditos suplementares at o limite de CR$ 33. quinhentos e quarenta e oito milhões de cruzeiros reais).o artigo 87: "Artigo 87 . identificadas como Escolas-Padrão.320. o auxílio transporte.A Gratificação por Trabalho no Curso Noturno não se incorporará aos vencimentos ou salários para nenhum efeito.o artigo 86: "Artigo 86 . ou II .000.Para fins do disposto neste artigo. 20 de dezembro de 1994. o adicional de transporte e o serviço extraordinário. licença ou ausência de qualquer natureza. as gratificações incorporadas ou não e as demais vantagens pecuniárias.Os funcionários e servidores integrantes do Quadro do Magistério perderão o direito à Gratificação por Trabalho no Curso Noturno quando ocorrer afastamento. licençaprêmio. § 1º . o valor da hora será o resultado da divisão por 240 horas (duzentas e quarenta) horas do valor da retribuição global mensal. Palácio dos Bandeirantes. o artigo 4º da Lei Complementar nº 665.". inciso I. de 21 de novembro de 1991. retroagindo seus efeitos a 1º de abril de 1994. III . o adicional por tempo de serviço. orientação técnica ou curso.O valor da Gratificação por Trabalho no Curso Noturno será computado no cálculo do décimo-terceiro salário e férias.Tratando-se de especialista de Educação. de 17 de março de 1964. quando o docente atuar em unidades escolares da rede estadual de ensino.". e. afastamento para participar de treinamento. gala. o artigo 4º da Lei Complementar nº 702.

Para os efeitos desta lei complementar.SQC-I.º . Artigo 6.Professor Educação Básica I. Artigo 2.Pelo exercício da função de Vice-Diretor de Escola.Esta lei complementar aplica-se aos profissionais que exercem atividades de docência e aos que oferecem suporte pedagógico direto a tais atividades.classes de docentes: a) Professor Educação Básica I .Os integrantes das classes de docentes exercerão suas atividades na seguinte conformidade: I .Carreira do Magistério: o conjunto de cargos de provimento efetivo do Quadro do Magistério. Artigo 5. na forma a ser estabelecida em regulamento. nas 1ª.Professor Educação Básica II. além do vencimento ou salário do seu cargo ou da sua função-atividade. Vencimentos e Salários para os integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação. séries do ensino fundamental.Classe: o conjunto de cargos e de funções-atividades de mesma natureza e igual denominação.SQC-II e SQF-I. além do vencimento ou salário do seu cargo ou da sua função-atividade. privativos da Secretaria da Educação.º . orientar e administrar a educação básica.º .Além das classes previstas no artigo anterior.º . caracterizados pelo desempenho das atividades a que se refere o artigo anterior. conforme Anexos I e II desta lei complementar. planejar. Artigo 3. c) Dirigente Regional de Ensino . II . considera-se: I . II . à 4ª. no ensino fundamental e médio.Lei Complementar Nº 836. aos quais cabem as atribuições de ministrar.Fica instituído Plano de Carreira. na forma a ser estabelecida em regulamento.Pelo exercício da função de Professor Coordenador. § 1º. o docente receberá.classes de suporte pedagógico: a) Diretor de Escola .SQC-II. . § 2º.Cargo do Magistério: o conjunto de atribuições e responsabilidades conferidas ao profissional do magistério.SQC-II.SQC-II e SQF-I.º . inspecionar. Vencimentos e Salários para os integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação e dá outras providências correlatas. a retribuição correspondente à diferença entre a carga horária semanal desse mesmo cargo ou funçãoatividade e 40 (quarenta) horas semanais. Artigo 4. de 30 de dezembro de 1997 Institui Plano de Carreira. b) Supervisor de Ensino .Quadro do Magistério: o conjunto de cargos e de funções-atividades de docentes e de profissionais que oferecem suporte pedagógico direto a tais atividades. IV . na forma a ser estabelecida em regulamento.O Quadro do Magistério constituído das seguintes classes: I . o docente receberá. O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1. . b) Professor Educação Básica II . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 123 . a retribuição correspondente à diferença entre a carga horária semanal desse mesmo cargo ou funçãoatividade e at 40 (quarenta) horas. III . supervisionar. II .º . haverá na unidade escolar postos de trabalho destinados às funções de Professor Coordenador e às funções de Vice-Diretor de Escola.

O Professor Educação Básica I poderá.Parágrafo único . § 1º. das quais 2 (duas) na escola. Artigo 8. que deverão ser retribuídos conforme a carga horária que efetivamente vierem a cumprir. 15 (quinze) minutos consecutivos de descanso. II .º .º .Os docentes titulares de cargo sujeitos à Jornada Inicial de Trabalho Docente poderão exercer suas funções em Jornada Básica de Trabalho Docente.Quando o conjunto de horas em atividades com alunos for diferente do previsto no artigo 10 desta lei complementar. dentre os quais 50 (cinqüenta) minutos serão dedicados à tarefa de ministrar aula. composta por: a) 20 (vinte) horas em atividades com alunos.Na hipótese de acumulação de dois cargos docentes ou de um cargo de suporte pedagógico com um cargo docente.Os integrantes das classes de suporte pedagógico exercerão suas atividades nos diferentes níveis e modalidades de ensino da educação básica. . Artigo 12 . § 3º. bem como para atendimento a pais de alunos. Artigo 13 . em atividades coletivas e 2 (duas) em local de livre escolha pelo docente. § 2º. Artigo 10 .A jornada semanal de trabalho do docente constituída de horas em atividades com alunos.Jornada Inicial de Trabalho Docente. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 124 . . Artigo 14 .Entende-se por carga horária o conjunto de horas em atividades com alunos. Artigo 9. § 1º. § 2º. b) 5 (cinco) horas de trabalho pedagógico.As jornadas de trabalho previstas nesta lei complementar não se aplicam aos ocupantes de função-atividade. a esse conjunto corresponderão horas de trabalho pedagógico na escola e horas de trabalho pedagógico em local de livre escolha pelo docente. .Fica assegurado ao docente. por período letivo. ministrar aulas nas 5ª.As horas de trabalho pedagógico na escola deverão ser utilizadas para reuniões e outras atividades pedagógicas e de estudo. . horas de trabalho pedagógico na escola e horas de trabalho pedagógico em local de livre escolha pelo docente.O provimento dos cargos e o preenchimento das funções-atividades do Quadro do Magistério serão feitos mediante. de caráter coletivo. nomeação e admissão. de horas de trabalho pedagógico na escola e de horas de trabalho pedagógico em local de livre escolha pelo docente. no mínimo.A hora de trabalho terá a duração de 60 (sessenta) minutos. Artigo 7.O disposto no parágrafo anterior aplica-se aos ocupantes de função-atividade. b) 4 (quatro) horas de trabalho pedagógico. Parágrafo único . . na forma indicada no Anexo IV desta lei complementar. desde que habilitado.Os requisitos para o provimento dos cargos das classes de docentes e das classes de suporte pedagógico ficam estabelecidos em conformidade com o Anexo III desta lei complementar. das quais 2 (duas) na escola. séries do ensino fundamental. observado o disposto no artigo 37 desta lei complementar. composta por: a) 25 (vinte e cinco) horas em atividades com alunos. e 3 (três) em local de livre escolha pelo docente. Artigo 11 .º . à 8ª.Jornada Básica de Trabalho Docente.As horas de trabalho pedagógico em local de livre escolha pelo docente destinam-se à preparação de aulas e à avaliação de trabalhos dos alunos. na forma a ser estabelecida em regulamento. em atividades coletivas. a saber: I . organizadas pelo estabelecimento de ensino. respectivamente. a carga total não poderá ultrapassar o limite de 64 (sessenta e quatro) horas semanais.

Artigo 28 . ser considerado o somatório de at dois cargos docentes do Magistério Público Oficial do Estado de São Paulo. se exercidos em regime de acumulação legal. 2 . não atingiu a carga horária de 40 (quarenta) horas semanais de trabalho. na conformidade do disposto no artigo 35 desta lei complementar.Classes Docentes. . § 1º.O número de horas semanais da carga suplementar de trabalho corresponderá à diferença entre o limite de 40 (quarenta) horas e o número de horas previsto nas jornadas de trabalho a que se refere o artigo 10 desta lei complementar. da Escala de Vencimentos .O integrante das classes de docentes.Os portadores de curso de nível superior com licenciatura curta serão admitidos como Professor Educação Básica I e remunerados pela carga horária cumprida. Artigo 16 . como docente. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 125 .As horas prestadas a título de carga suplementar de trabalho são constituídas de horas em atividades com alunos. que for nomeado para cargo de mesma denominação. na conformidade do disposto no artigo 35 desta lei complementar. como docente. de 12 de maio de 1978. o tempo em que. sujeito à carga horária de 40 (quarenta) horas semanais de trabalho. quando nomeado ou designado para cargo de outra classe da mesma carreira. será enquadrado no mesmo nível e faixa da função-atividade de origem. o tempo em que.Classes Docentes.como se em Jornada Completa de Trabalho fosse. podendo. ocupante de função-atividade.Por ocasião da passagem para a inatividade e para os fins do artigo 78 da Lei Complementar Nº 180. horas de trabalho pedagógico na escola e horas de trabalho pedagógico em local de livre escolha pelo docente. poderão ser admitidos como Professor Educação Básica I e remunerados pela carga horária cumprida. e os portadores de diploma de Bacharel. da Escala de Vencimentos . Artigo 17 .Os não portadores de curso de nível superior. de 6 de abril de 1981. serão admitidos como Professor Educação Básica I e remunerados pela carga horária cumprida. da Escala de Vencimentos . Parágrafo único . Artigo 27 . da Faixa 1. se o profissional do magistério tiver exercido. da Faixa 1. no período correspondente aos 60 (sessenta) meses imediatamente anteriores ao pedido da aposentadoria.Os docentes sujeitos às jornadas previstas no artigo 10 desta lei complementar poderão exercer carga suplementar de trabalho. Artigo 29 .Entende-se por carga suplementar de trabalho o número de horas prestadas pelo docente. perceberá o vencimento correspondente ao nível retribuitório inicial da nova classe.como se em Jornada Comum de Trabalho fosse. na conformidade do disposto no artigo 35 desta lei complementar. com base no valor referente ao Nível IV. além daquelas fixadas para a jornada de trabalho a que estiver sujeito.Artigo 15 . Artigo 30 . da Faixa 1. com base no valor referente ao Nível IV.Os portadores de curso de nível superior com licenciatura plena. cargo ou função do Quadro do Magistério. no período correspondente.Os cargos de suporte pedagógico serão exercidos na Jornada Completa de Trabalho prevista na legislação aplicável à espécie. § 2º.O integrante da carreira do magistério. . alterado pelo artigo 4º. com base no valor referente ao Nível I.Classes Docentes. computar-se-á: 1 . no período correspondente. que atuarem no ensino fundamental de 5ª a 8ª séries ou no ensino médio. Parágrafo único . que atuarem em componente curricular diverso do de sua habilitação. da Lei Complementar Nº 247. esteve.

EV-CSP. poderá optar pelos vencimentos do cargo efetivo ou pelos salários da função-atividade.Para efeito do cálculo da retribuição mensal.Artigo 31 .Classes Docentes.EV-CD.O adicional por tempo de serviço e a sexta-parte incidirão sobre o valor correspondente à carga suplementar de trabalho docente.As vantagens pecuniárias a que se refere o artigo 31 são as seguintes: I . § 1º .A retribuição pecuniária do titular de cargo. VII . de que trata o artigo 32 [N1] desta lei complementar e do adicional por tempo de serviço previsto no inciso anterior. aplicável às classes de Diretor de Escola e Supervisor de Ensino. II . para substituição ou para responder pelas atribuições de cargo vago.Além das vantagens pecuniárias previstas no artigo anterior. no mesmo Quadro.EV-CD e na Escala de Vencimentos .Escala de Vencimentos .sexta-parte dos vencimentos integrais a que se refere o artigo 129 da Constituição Estadual. Artigo 34 . se for o caso. incluída.Classes Suporte Pedagógico . II .Cada classe de docente composta de 5 (cinco) níveis de vencimento e cada classe de suporte pedagógico. de acordo com o Nível em que estiver enquadrado o servidor. os funcionários e servidores abrangidos por esta lei complementar fazem jus a: I . quando for designado. constantes dos Anexos V e VI.ajuda de custo. sobre o valor do vencimento ou salário do cargo ou funçãoatividade. IV . calculada sobre a importância resultante da soma do vencimento ou salário.Classes Docentes .Anexo VI .décimo-terceiro salário. de 4 (quatro) níveis de vencimento. Parágrafo único . por hora da carga horária.O integrante do Quadro do Magistério.A retribuição pecuniária dos servidores abrangidos por esta lei complementar compreende vencimentos ou salários e vantagens pecuniárias. II . aplicável às classes de Professor Educação Básica I e Professor Educação Básica II.EV-CSP.Os valores dos vencimentos e salários dos servidores abrangidos por esta lei complementar são os fixados na Escala de Vencimentos . § 2º . Artigo 32 .Escala de Vencimentos .Classes Docentes . sob o mesmo título ou idêntico fundamento.Anexo V . correspondendo o primeiro nível ao vencimento inicial das classes e os demais à progressão horizontal decorrente da Evolução Funcional prevista nesta lei complementar. Parágrafo único . por hora prestada a título de carga suplementar de trabalho docente.gratificação de trabalho noturno. a retribuição referente à carga suplementar de trabalho.adicional por tempo de serviço de que trata o artigo 129 da Constituição Estadual. desta lei complementar. III . VI . na forma da legislação vigente. ou do ocupante de função-atividade.diárias. V . não podendo ser computado nem acumulado para fins de concessão de acréscimos ulteriores.salário-família e salário-esposa. Artigo 36 .gratificação pela prestação de serviços extraordinários. Artigo 35 .gratificações e outras vantagens pecuniárias previstas em lei.O adicional por tempo de serviço será calculado na base de 5% (cinco por cento) por qüinqüênio de serviço. o mês será considerado como de 5 (cinco) semanas. na seguinte conformidade: I . Artigo 33 . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 126 .Classes Suporte Pedagógico . corresponderá a 1/120 (um cento e vinte avos) do valor fixado para a Jornada Inicial de Trabalho Docente da Escala de Vencimentos .

sendo esses proventos apurados sobre o número de horas que resultar da média da carga horária cumprida nos últimos 60 (sessenta) meses imediatamente anteriores ao pedido de aposentadoria. por ocasião da aposentadoria. exclusivamente. II . . da Escala de Vencimentos . § 1º . Artigo 6º. em que prestou serviços. § 2º . pelo prazo de 5 (cinco) anos. anteriormente à vigência desta lei complementar. serão transformadas em hora.As horas-aula cumpridas pelo docente. sujeito à mesma jornada de trabalho docente. terá a retribuição referente a essas aulas calculada com base no Nível I. ao passarem à inatividade. admitido em caráter temporário tenha sido dispensado de sua função por desnecessidade de serviço. correspondente a: I . pelo cálculo das horas de carga suplementar de trabalho no período anterior à vigência desta lei complementar.Os docentes. o direito de optar. na forma prevista no parágrafo único do artigo 6º desta lei complementar. e III .Classes Docentes. efetuada a devida equivalência entre horas e horas-aula. Disposições transitórias Artigo 5º. efetuada a devida equivalência entre horas e horas-aula. a contar da data da vigência desta lei complementar. ao atual docente titular de cargo. no momento de sua nova admissão. Faixa 2. . Parágrafo único .Fica assegurado. terão seus proventos calculados com base nos valores previstos nas Escalas de Vencimentos de que tratam o artigo 32 e o inciso I do artigo 2º das Disposições Transitórias desta lei complementar. sujeito à mesma jornada de trabalho docente.O Professor Educação Básica I que ministrar aulas nas 5ª a 8ª séries do ensino fundamental. § 3º .A carga horária apurada compreenderá as horas estabelecidas para as jornadas a que se refere o artigo 10 desta lei complementar. o automático enquadramento de sua função no nível que ocupava quando de seu desligamento do serviço público.Na hipótese de aposentadoria por invalidez.durante qualquer período de 120 (cento e vinte) meses intercalados e de sua opção. observado o respectivo Nível. Artigo 39 . de 20 de maio de 1999 Dispõe sobre o gozo de licença-prêmio no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta e de outros Poderes do Estado e dá outras providências O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 127 . a incorporação independerá do tempo de serviço.Artigo 37 . Lei Complementar Nº 857. sendo o restante das horas considerado como carga suplementar de trabalho.durante qualquer período de 84 (oitenta e quatro) meses ininterruptos em que prestou serviços contínuos.durante os últimos 60 (sessenta) meses imediatamente anteriores ao pedido da aposentadoria. ao cálculo das horas de carga suplementar de trabalho que compõem a carga horária prevista no artigo 39 desta lei complementar.A opção de que trata este artigo se refere.Fica assegurado ao docente que. nos termos da legislação pertinente. efetuada a devida equivalência entre horas e horas-aula. para a aplicação do disposto no "caput" deste artigo.

quando: I .As autoridades competentes adotarão as medidas administrativas cabíveis para que. quando submetidos ao regime estatutário.261. bem como aos servidores do Quadro da Secretaria da Assembléia Legislativa. a seguinte lei complementar: Artigo 1º . Artigo 2º . Palácio dos Bandeirantes. § 1º .aos servidores públicos da Administração direta. o servidor usufrua a licença-prêmio a que tenha direito.SUS. retirar-se antes de seu término ou dele ausentar-se temporariamente.Na hipótese de retirada antes do término do expediente.entrar após o início do expediente. § 1º . Artigo 3º . a contar do término do período aquisitivo. órgãos públicos e serviços de saúde contratados ou conveniados integrantes da rede do Sistema Único de Saúde . no prazo fixado em lei. aos servidores das autarquias e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. Parágrafo único . da Constituição do Estado.Caberá à autoridade competente para conceder a licença. § 4º. DISPOSIÇÃO TRANSITÓRIA Artigo único .O servidor não perderá o vencimento. DE 17 DE OUTUBRO DE 2000 Dispõe sobre o vencimento. a licença poderá ser gozada em parcelas não inferiores a 30 (trinta) dias. 20 de maio de 1999. necessária e obrigatoriamente. LEI COMPLEMENTAR Nº 883.aos membros e aos servidores do Poder Judiciário. bem como qualquer médico ou odontologista.deixar de comparecer ao serviço. II . a remuneração ou o salário do servidor que deixar de comparecer ao expediente em virtude de consulta ou tratamento de saúde e dá providências correlatas. Artigo 5º .Fica vedada a conversão em pecúnia de períodos de licença-prêmio. em virtude de consulta ou tratamento de saúde referentes à sua própria pessoa. aos militares e.IAMSPE. devidamente registrado no respectivo Conselho Profissional de Classe.A requerimento do funcionário.A licença-prêmio deverá ser usufruída no prazo de 4 (quatro) anos e 9 (nove) meses.O artigo 213 da Lei nº 10. respeitada a regra contida no "caput" deste artigo. § 2º . O PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo. autorizar o seu gozo. desde que apresente atestado obtido junto ao Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual .Vetado.Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1º . de 28 de outubro de 1968.Vetado. II . nos termos do artigo 28. passa a vigorar com a seguinte redação: "Artigo 213 . a remuneração ou o salário do dia.Esta lei complementar entrará em vigor na data de sua publicação. o servidor deverá efetuar comunicação ao superior imediato." Artigo 4º .O disposto nos artigos 1º e 2º desta lei complementar aplica-se: I . do Tribunal de Contas e do Ministério Público. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 128 . nem sofrerá desconto.

Artigo 2º .432. da remuneração ou do salário do dia. a que se refere a Lei nº 7.II .Para os efeitos desta lei complementar.Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação. Artigo 5º .III .dos pais. a remuneração ou o salário correspondente ao período. se o não comparecimento.Esta lei complementar não se aplica ao servidor regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. Artigo 3º . de 10 de janeiro de 1992.Cargo de Apoio Escolar: o conjunto de atribuições e responsabilidades conferidas ao profissional de apoio escolar. considera-se:I . aos 17 de outubro de 2000. o vencimento. o servidor ficará desobrigado de compensar o período em que esteve ausente.Serão considerados de efetivo exercício somente para fins de aposentadoria e disponibilidade os dias em que o servidor deixar de comparecer ao serviço. caso em que a licença será requerida a partir do segundo dia útil subseqüente. aos quais cabem as atribuições de aprimorar. para efeito do disposto neste artigo. § 3º . do vencimento. conforme Anexos I e II desta lei complementar.Presidente Publicada na Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. organizar e executar ações a serem desenvolvidas nas unidades escolares. entidades ou profissionais ali especificados : I de filho menor ou portador de deficiência. a) VANDERLEI MACRIS . Artigo 7º . Artigo 6º . de 29 de dezembro de 1971. a) Auro Augusto Caliman Secretário Geral Parlamentar LEI COMPLEMENTAR Nº 888.A comprovação de que trata o parágrafo anterior será feita no mesmo dia ou no dia útil imediato ao da ausência.Do atestado médico deverá constar a necessidade do acompanhamento de que trata este artigo. exceder de 1 (um) dia e as faltas se sucederem sem interrupção. o servidor deverá comprovar o período de permanência em consulta ou tratamento de saúde. § 4º .Esta lei complementar aplica-se aos profissionais que exercem apoio operacional às atividades-fins da escola. madrasta ou padrasto.do cônjuge ou companheiro.Na hipótese do inciso II deste artigo. na hipótese do inciso I do artigo 1º e do parágrafo único do artigo 3º desta lei complementar. sob pena de perda.Fica revogada a Lei nº 10. Parágrafo único .698. Vencimentos e Salários para os integrantes do Quadro de Apoio Escolar da Secretaria da Educação e dá outras providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1º .Classe: o conjunto de cargos e de funções-atividades de natureza correlata.Aplicar-se-á o disposto no artigo anterior ao servidor que acompanhar consulta ou tratamento de saúde. Artigo 2º . II .Nas hipóteses dos incisos I e II deste artigo. bem assim a falta imediatamente posterior a esses dias. total ou parcial. DE 28 DE DEZEMBRO DE 2000 Institui Plano de Carreira.§ 2º . Parágrafo único . junto aos órgãos.Deverá ser requerida licença para tratamento de saúde ou licença por motivo de doença em pessoa da família. na hipótese do inciso I do artigo 1º desta lei complementar. Artigo 3º . o servidor. Artigo 4º .Não se consideram. III . Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. nos termos da legislação em vigor.Fica instituído Plano de Carreira.Carreira de AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 129 . Vencimentos e Salários para os integrantes do Quadro de Apoio Escolar da Secretaria da Educação. o dia ou os dias sucessivos nos quais não haja expediente. não perdendo. aos 17 de outubro de 2000.

Município. Artigo 5º . respectivamente. orientá-lo. assim como ao controle e preparo da merenda escolar.Agente de Organização Escolar .Secretário de Escola .Os integrantes do Quadro de Apoio Escolar exercerão suas atividades exclusivamente nas unidades escolares da Secretaria da Educação.Durante o prazo fixado no artigo 9º.Apoio Escolar: o conjunto de cargos de provimento efetivo do Quadro de Apoio Escolar. em virtude de sentença judicial transitada em julgado.O Quadro de Apoio Escolar constituído de uma única classe composta pelos seguintes cargos e funções-atividades:I . respeitado o interesse da administração estadual.O período de estágio probatório será acompanhado pelo órgão setorial de recursos humanos da Secretaria da Educação. no que couber. sem prejuízo de vencimentos e das demais vantagens do cargo. na forma a ser regulamentada pelo Poder Executivo. II .compatibilidade da conduta profissional com o exercício do cargo. propiciar condições para sua adaptação ao ambiente de trabalho. manutenção e conservação da escola.O servidor estável poderá ser demitido mediante processo administrativo ou procedimento de avaliação periódica de desempenho.SQC-III e SQF-II. Artigo 9º . sempre.adequação e capacidade para o exercício do cargo. nomeado por concurso público. para exercer junto às Prefeituras Municipais conveniadas com a Secretaria da Educação no Programa de Ação de Parceria Educacional Estado .cabe a responsabilidade de executar tarefas relacionadas à limpeza. nos seguintes casos:l. bem como o atendimento efetivo à comunidade escolar. adquire estabilidade. a ampla defesa.Os requisitos para o provimento dos cargos do Quadro de Apoio Escolar ficam estabelecidos em conformidade com o Anexo III desta lei complementar. atividades a ele inerentes. sem prejuízo de vencimentos e das demais vantagens do cargo.2. assegurada. at o limite máximo de 8 (oito) dirigentes. caracterizados pelo desempenho das atividades a que se refere o artigo anterior.Parágrafo único Possibilitar-se-á o afastamento do titular de cargo do Quadro de Apoio Escolar.III . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 130 . planejar e executar as ações da secretaria da escola. Artigo 7º . em conjunto com as chefias imediata e mediata do servidor que deverão:1.SQC-II e SQF-I. após 36 (trinta e seis) meses de efetivo exercício.II . IV Quadro de Apoio Escolar: o conjunto de cargos e de funções-atividades de profissionais que oferecem apoio operacional às atividades-fins da escola.cabe a responsabilidade de desenvolver atividades no âmbito da organização escolar. Artigo 10 .O integrante do Quadro de Apoio Escolar. no desempenho de suas atribuições.Agente de Serviços Escolares . ainda.cabe a responsabilidade de administrar.As atividades dos integrantes do Quadro de Apoio Escolar serão exercidas na seguinte conformidade:I . privativos das unidades escolares da Secretaria da Educação. verificando o seu grau de justamento ao cargo e a necessidade de ser submetido a programa de capacitação. período em que terá avaliado seu desempenho. III . Artigo 4º .II . o servidor permanecerá em estágio probatório. Artigo 6º . de acordo com as necessidades de sua unidade. Artigo 8º . ou. assim entendidas como suporte às ações da secretaria da escola. Artigo 11 .SQC-II e SQF-I.O provimento dos cargos e o preenchimento das funções-atividades do Quadro de Apoio Escolar serão feitos mediante nomeação e admissão. § 1º .Secretário de Escola .Agente de Organização Escolar .Agente de Serviços Escolares .2. bem como será verificado o preenchimento dos seguintes requisitos:I . para desenvolver atividades junto às entidades representativas dos integrantes do Quadro de Apoio Escolar.

indicadores do crescimento da capacidade. § 2º . quando da inobservância dos seguintes requisitos:I .dedicação ao serviço. de 12 de maio de 1978. observado.Confirmada a imputação. VI .Aos integrantes da Carreira de Apoio Escolar assegurada Evolução Funcional. no interesse do serviço público. a fim de que o mesmo possa apresentar sua defesa.boa conduta. de AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 131 .Nos níveis iniciais dos cargos da Carreira de Apoio Escolar.177.III . Artigo 13 . o servidor será imediatamente cientificado e terá assegurada ampla defesa. § 3º . o processo para exoneração deverá ser ultimado no prazo de 30 (trinta) dias. para efeitos desta lei complementar.Evolução Funcional a passagem para nível retribuitório superior do respectivo cargo. mediante avaliação de indicadores de crescimento da capacidade potencial de trabalho do profissional da área.No caso de proposta de exoneração. § 3º . o chefe imediato do servidor representará à autoridade competente.Decorridos 30 (trinta) meses do estágio probatório. no prazo de 10 (dez) dias.Aos fatores de que trata o "caput" deste artigo serão atribuídos pesos. bem como cursos de formação complementar. § 2º . com base em critérios estabelecidos pelo órgão competente da Secretaria da Educação .Enquanto não adquirir estabilidade e antes de decorridos os 30 (trinta) meses a que se refere o artigo 12. que será submetido ao Secretário da Educação para decisão final. que dará vista do processo ao interessado. o servidor poderá ser exonerado.II eficiência. relatório conclusivo sobre a aprovação ou não do servidor.Ocorrendo a hipótese prevista no "caput" deste artigo. o Fator Atualização terá maior ponderação do que o Fator Produção Profissional. § 1º . aos quais serão conferidos pontos. a que se refere o inciso I do artigo 70 da Lei Complementar nº 180.IV . segundo critérios a serem estabelecidos em regulamento. Artigo 15 . a Diretoria de Ensino terá 20 (vinte) dias para apreciá-la e apresentar novo relatório para manifestação. o disposto na Lei nº 10.No decorrer do estágio probatório. a qualquer momento.disciplina.Consideram-se componentes do Fator Atualização cursos em nível superior ao do exigido para o provimento do cargo. § 2º .assiduidade. no que couber.Artigo 12 . que poderá ser exercida pessoalmente ou por intermédio de procurador habilitado. Artigo 14 .V .A Evolução Funcional ocorrerá por meio do Fator Atualização e do Fator Produção Profissional. destinadas a aferir seu desempenho. Parágrafo único .Apresentada a defesa. calculados a partir de itens componentes de cada fator. no prazo de 5 (cinco) dias. § 1º . e realizadas pelos responsáveis pela área de recursos humanos das Diretorias de Ensino. que são considerados. § 3º . invertendo-se a relação nos níveis finais.Os cargos de apoio escolar ficam incluídos na Jornada Completa de Trabalho. apresentar ao órgão setorial de recursos humanos da Secretaria da Educação. Artigo 16 .aptidão. propondo sua exoneração ou confirmação no cargo. § 1º .§ 2º . da qualidade e da produtividade do trabalho do profissional da área. no prazo de 40 (quarenta) dias. as Diretorias de Ensino deverão.O não atendimento dos requisitos previstos nos incisos I a VI será apurado na forma a ser definida em ato normativo editado pelo órgão competente. de 30 de dezembro de 1998. o integrante do Quadro de Apoio Escolar será submetido a avaliações periódicas.Os atos de confirmação ou exoneração do integrante do Quadro de Apoio Escolar deverão ser publicados pela autoridade competente at o penúltimo dia do estágio probatório.

Artigo 19 .A Evolução Funcional prevista nesta lei complementar aplica-se ao Assistente de Administração Escolar. computado sempre o tempo de efetivo exercício do profissional no nível em que estiver enquadrado. constantes dos Subanexos 1 e 2 do Anexo IV.Os cursos previstos neste artigo.sexta-parte dos vencimentos integrais a que se refere o artigo 129 da Constituição Estadual. § 4º .Consideram-se componentes do Fator Produção Profissional a assiduidade. II . III .Os pontos acumulados e não utilizados para fins de Evolução Funcional serão considerados. § 5º .A Escala de Vencimentos . conforme suas características e especificidade.Interromper-se-á o interstício a que se refere o artigo anterior quando o servidor estiver: I . de que trata o artigo 23 desta lei complementar e do adicional por tempo de serviço previsto no inciso anterior.afastado para prestar serviços junto a órgão de outro Poder do Estado.As vantagens pecuniárias a que se refere o artigo 22 são as seguintes: I . II . serão considerados uma única vez.adicional por tempo de serviço de que trata o artigo 129 da Constituição Estadual. Artigo 17 .Subanexo 1 .Classe de Apoio Escolar . calculada sobre a importância resultante da soma do vencimento ou salário. Parágrafo único .A retribuição pecuniária dos servidores abrangidos por esta lei complementar compreende vencimentos ou salários e vantagens pecuniárias. Artigo 23 .a vigorar a partir de 1º de setembro de 2000.II . bem como os itens da produção profissional. por intermédio de seus órgãos competentes. Artigo 24 . vedada sua acumulação. aos quais serão atribuídos pontos.Anexo IV Subanexo 2 .a vigorar de 1º de abril de 2000 a 31 de agosto de 2000. conforme sua especificidade. de 28 de outubro de 1968. na forma a ser estabelecida em regulamento.duração igual ou superior a 16 (dezesseis) horas. no exercício de seu cargo. deverá ser cumprido o interstício mínimo de 5 (cinco) anos.provendo cargo em comissão. na seguinte conformidade:I . Comissão de Gestão da Carreira com a participação paritária das entidades de classe. Parágrafo único .Para fins da Evolução Funcional prevista no artigo anterior.Anexo IV .EVCAE. Artigo 21 .261. por prazo superior a 6 (seis) meses.licenciado para tratamento de saúde. ou por outras instituições reconhecidas. Artigo 20 . em relação ao integrante do Quadro de Apoio Escolar que vier a ser investido em cargo desse mesmo quadro. produções individuais e projetos coletivos realizados pelo profissional de Apoio Escolar. tendo a atribuição de propor critérios para a Evolução Funcional e demais providências relativas ao assunto. nas hipóteses previstas nos artigos 191 e 199 da Lei nº 10.O adicional por tempo de serviço será calculado na base de 5% (cinco por cento) por qüinqüênio de serviço. correspondendo o primeiro nível ao vencimento inicial do cargo e os demais à progressão horizontal decorrente da Evolução Funcional prevista nesta lei complementar. para os mesmos fins. Artigo 22 . sobre o valor do vencimento ou salário do cargo ou AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 132 .Fica instituída na Secretaria da Educação. Artigo 18 . na forma da legislação vigente. aos quais serão atribuídos pontos.Os valores dos vencimentos e salários dos servidores abrangidos por esta lei complementar são os fixados na Escala de Vencimentos . realizados pela Secretaria da Educação.EV-CAE composta de 5 (cinco) níveis de vencimento.

III . Artigo 26 .Haverá substituição nos impedimentos legais e temporários e para cargos vagos de Secretário de Escola e Agente de Organização Escolar do Quadro de Apoio Escolar. II .ajuda de custo. Artigo 28 . não podendo ser computado nem acumulado para fins de concessão de acréscimos ulteriores. VI .O atual ocupante de função-atividade que for nomeado.salário-família e salário-esposa.servidor da mesma unidade escolar. Artigo 25 . licença-prêmio e adoção. licença à funcionária gestante.função-atividade. licença à funcionária casada com funcionário ou militar. aprovado em concurso público para o cargo objeto da referida substituição. o substituto fará jus à diferença entre o valor do nível retribuitório em que estiver enquadrado e o do cargo do substituído ou vago. IV . desde que candidato remanescente. Artigo 29 . Artigo 27 . de 13 de novembro de 1974. junto aos Tribunais Regionais Eleitorais. § 1º .servidor de outra unidade escolar.servidor de outra unidade escolar. nos termos da Lei nº 500.décimo-terceiro salário. III .Fica autorizada a Secretaria da Educação. observados os requisitos legais.servidor da mesma unidade escolar. II . quando seus titulares se afastarem em decorrência de licença para tratamento de saúde. servidores para o exercício temporário das atribuições correspondentes às de cargos do Quadro de Apoio Escolar. a admitir. com rol de atribuições assemelhado ao previsto nos incisos II e III do artigo 4º desta lei complementar.diárias. licença para tratar de interesses particulares. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 133 . respeitado o grau do cargo ou função-atividade de origem.O disposto no "caput" deste artigo aplica-se aos atuais funcionários e servidores pertencentes ao Quadro de Servidores da Educação (QSE). para os cargos de Secretário de Escola e de Agente de Organização Escolar.gratificação de trabalho noturno. a que se refere o artigo 1º das Disposições Transitórias. desde que candidato remanescente. IV .gratificações e outras vantagens previstas em lei.gratificação pela prestação de serviços extraordinários. os servidores abrangidos por esta lei complementar fazem jus a: I . será efetuada esgotadas as possibilidades previstas no artigo 26. Parágrafo único . após concurso de ingresso. Parágrafo único .A substituição de que trata o "caput" deste artigo será exercida sempre por servidor ocupante de outro cargo de nível retribuitório inferior. e reenquadrados. mantido o nível do substituto. para cargo de mesma denominação. será enquadrado no mesmo nível e faixa da função-atividade de origem.Além das vantagens pecuniárias previstas no artigo anterior. ou na vacância dos cargos.Durante o tempo em que exercer a substituição. na seguinte ordem de prioridade: I . em caráter excepcional. VII . aprovado em concurso público para o cargo objeto da referida substituição. bem como nas hipóteses previstas nos incisos I e II do parágrafo único do artigo 6º desta lei complementar. os quais serão inicialmente enquadrados de acordo com o Anexo VI. V .A aplicação do disposto no "caput" deste artigo. licença por motivo de doença em pessoa da família.

II .Na falta de candidatos remanescentes. em decorrência da edição desta lei complementar.Não se aplicam aos servidores abrangidos por esta lei complementar a Gratificação de Apoio Escolar. bem como o Abono Complementar de que trata a Lei Complementar nº 875.Para a admissão de que trata o artigo anterior. ficarão automaticamente criadas as funções-atividades necessárias ao exercício. § 6º . Parágrafo único .Na hipótese de licença para tratamento de saúde do servidor ou pessoa da família at 1º grau.Aplica-se ao titular de cargo do Quadro de Apoio Escolar. o Abono Complementar e a Gratificação de Função de Secretário de Escola. a Diretoria de Ensino providenciará concurso público regional. das atribuições correspondentes às dos cargos do Quadro de Apoio Escolar. observados os requisitos legais. a Gratificação Área Educação. instituída pela Lei Complementar nº 872. a Lei nº 10. de 12 de maio de 1978. § 5º .§ 2º . § 4º . deverão ser obrigatoriamente aproveitados candidatos remanescentes aprovadosem concurso público para o cargo objeto da admissão. Parágrafo único .GC. e. § 3º . prorrogável por mais 12 (doze) meses. por estarem absorvidos nos valores decorrentes do disposto nos artigos 23.Subanexo 3 . aos servidores ativos. a partir de 1º de junho de 2000. exceto quanto aos readaptados. naquilo que não colidirem com os dispositivos desta lei complementar. ficará automaticamente extinta a respectiva funçãoatividade. na forma a ser regulamentada. Artigo 31 .698. integrante do Quadro de Apoio Escolar.Subanexo 1 . Artigo 32 . subsidiariamente.261.As admissões de que trata este artigo far-se-ão sempre na inicial da classe e cessarão automaticamente quando do retorno do ocupante do cargo.Sempre que ocorrerem as hipóteses de afastamento ou de vacância previstas neste artigo.a vigorar de 1º de abril de 2000 a 31 de maio de 2000. em caráter temporário. nos termos do artigo 7º desta lei complementar.O readaptado. permanecerá prestando serviços junto à respectiva unidade de classificação do cargo. a Gratificação de Suporte às Atividade Escolares (GSAE). 34 e no artigo 2º das Disposições Transitórias desta lei complementar. observada a ordem de classificação.Tratando-se de cargo vago a admissão far-se-á pelo período de 12 (doze) meses.III . a Gratificação Fixa.Subanexo 2 .Findo o período da admissão. constante nos Subanexos 1.Anexo V . a Gratificação Executiva. de 4 de julho de 2000. a Gratificação Extra. Artigo 33 . a admissão far-se-á somente se o período for superior a 60 (sessenta) dias. na forma do disposto no mesmo artigo.Não se aplicará. no âmbito da respectiva Diretoria de Ensino.A movimentação dos servidores não abrangidos pela mobilidade funcional de que trata o "caput" deste artigo poderá ocorrer através de transferência. na seguinte conformidade:I . de acordo com o rol de atribuições fixado pelo órgão competente.a vigorar a partir de 1º de setembro de 2000.Aplicam-se aos integrantes do Quadro de Apoio Escolar as disposições da Lei nº 7.Anexo V . no que couber. e a Lei Complementar nº 180. Artigo 34 . Artigo 35 . aplicável aos integrantes do Quadro de Apoio Escolar. por meio de concurso de títulos.Fica instituída a Gratificação Complementar . de 28 de outubro de 1968. por AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 134 . na forma a ser disciplinada pela Secretaria da Educação. 2 e 3 do Anexo V. de 10 de janeiro de 1992. a remoção para unidade escolar onde houver vaga. Artigo 36 . o Prêmio de Valorização. de 27 de junho de 2000.Anexo V . Artigo 30 .a vigorar de 1º de junho de 2000 a 31 de agosto de 2000. a partir de 1º de abril de 2000.

Anexo VIII .Ficam alteradas as denominações dos cargos vagos existentes no Quadro da Secretaria da Educação. 35 e nos artigos 1º e 2º das Disposições Transitórias desta lei complementar. do SQC-III do QAE.515. na vacância.Gratificação Complementar . Parágrafo único . Artigo 2º . 5º e 9º da Lei nº 7. 34. de 22 de junho de 1993. no período de 1º de abril de 2000 a 31 de maio de 2000.Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação.000. de 19 de abril de 1994. no período de 1º de junho de 2000 a 31 de agosto de 2000. Parágrafo único . mediante a utilização de recursos. quinhentos e quinze mil reais).Anexo VII . os demais cargos de Assistente de Administração Escolar. 34 e no artigo 2º das Disposições Transitórias desta lei complementar. ressalvado o estabelecido na Lei Complementar nº 872. bem como a Gratificação Complementar de que trata o artigo 34 desta lei complementar. III . ficando o Poder Executivo autorizado a abrir.Subanexo 1 .Anexo VII .Ficam extintos na data da publicação desta lei complementar os cargos vagos de Assistente de Administração Escolar.Os atuais integrantes do Quadro de Apoio Escolar terão o cargo ou a funçãoatividade enquadrados de acordo com o Anexo VI desta lei complementar.Estende-se aos servidores inativos o disposto no "caput" deste artigo.estarem absorvidos nos valores previstos nos artigos 23.aplicável ao cargo de Assistente de Administração Escolar em extinção.Subanexo 2 . na seguinte conformidade: I .Anexo VIII . 25. de 28 de março de 1996.Ficam extintos.Escala de Vencimentos .320. de 11 de junho de 1993.QAE. no período de 1º de abril de 2000 a 31 de agosto de 2000.EV-CAE aplicável ao cargo de Assistente de Administração Escolar em extinção. Artigo 42 . a Lei Complementar nº 721. em conformidade com o disposto no "caput" deste artigo. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 135 . de 1º de outubro de 1992.As despesas resultantes da aplicação desta lei complementar serão cobertas com as dotações próprias do orçamento vigente.EV-CAE aplicável ao cargo de Assistente de Administração Escolar em extinção.Ficam revogados os artigos 4º. a Lei nº 8.aplicável ao cargo de Assistente de Administração Escolar em extinção. Parágrafo único .00 (vinte e dois milhões. de acordo com os Subanexos 1. Disposições Transitórias Artigo 1º .Gratificação Complementar . do SQF-II . Artigo 40 . IV .Subanexo 1 .Aplicar-se-ão aos atuais ocupantes dos cargos de Assistente de Administração Escolar em extinção a Escala de Vencimentos constante dos Subanexos 1 e2 do Anexo VII.Aplica-se aos inativos e aos pensionistas o disposto nos artigos 23. Artigo 41 . os artigos 2º e 3º da Lei Complementar nº 749. para o corrente exercício. e o inciso IV do artigo 2º da Lei Complementar nº 808.Subanexo 2 . e as funções-atividades vagas de Inspetor de Alunos. II . Artigo 38 . os artigos 1º e 2º da Lei Complementar nº 720. do SQC-III .034. os artigos 1º ao 7º da Lei Complementar nº 717. de 22 de junho de 1993. de 10 de janeiro de 1992. 2 e 3 do Anexo VIII desta mesma lei complementar. nos termos do § 1º do artigo 43 da Lei federal nº 4.QAE. a partir de 1º de setembro de 2000.Os títulos dos ocupantes de cargo ou de função-atividade abrangidos por esta lei complementar serão apostilados pelas autoridades competentes. de 27 de junho de 2000. Artigo 37 . Artigo 39 .698. 24.Escala de Vencimentos . créditos suplementares at o limite de R$ 22. de 17 de março de 1964.

de 27 de junho de 2000. ANEXO I a que se refere o artigo 1º da Lei Complementar n° 888. de 28 de dezembro de 2000 DENOMINAÇÃO FORMAS DE PROVIMENTO REQUISITOS PARA PROVIMENTO DE CARGO AGENTE DE SERVIÇOS ESCOLARES Concurso Público de Provas e Títulos Nomeação Escolaridade correspondente à 4ª série do Ensino Fundamental AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 136 . 28 de dezembro de 2000 ANEXO DE ENQUADRAMENTO DA CLASSE DE APOIO ESCOLAR SITUAÇÃO ATUAL SITUAÇÃO NOVA Denominação Tabela Nível Referência Denominação Tabela Faixa Servente de Escola SQC-III NE 2 Agente de Serviços Escolares SQC-III SQF-II 1 Inspetor de Aluno SQC-III NE 3 Agente de Organização Escolar SQC-II SQF-I 2 Oficial de Escola SQC-III NI 3 Agente de Organização Escolar SQC-II SQF-I 2 Secretário de Escola SQC-II NI 10 Secretário de Escola SQC-II SQF-I 3 ANEXO II a que se refere o artigo 1 º da Lei Complementar n° 888.Ficam assegurados aos servidores abrangidos por esta lei complementar. de 4 de julho de 2000. 28 de dezembro de 2000.Subanexo 3 . de 12 de abril de 1993 e nos termos do disposto no artigo 8º. VI. Artigo 4º . Artigo 3º . Artigo 5º . de 27 de outubro de 1993. de 28 de dezembro de 2000 ANEXO DE ENQUADRAMENTO DE CARGO EM EXTINÇÃO DA CLASSE DE APOIO ESCOLAR SITUAÇÃO ATUAL SITUAÇÃO NOVA Denominação Tabela Nível Referência Denominação Tabela Faixa Assistente de Administração Escolar SQC-III NU 2 Assistente de Administração Escolar SQC-III 1 ANEXO III a que se refere o artigo 7º da Lei Complementar n° 888. serão deduzidos dos valores fixados nos artigos 23. a partir de 1º de setembro de 2000.aplicável ao cargo de Assistente de Administração Escolar em extinção. exclusivamente nos períodos abrangidos nos Anexos IV.Os proventos dos inativos serão revistos na conformidade dos Anexos IV. Palácio dos Bandeirantes.V . os benefícios da progressão funcional com vigência a partir de 1º de julho de 2000. em decorrência da aplicação do disposto na Lei Complementar nº 872. VII e VIII desta lei complementar. quando do enquadramento previsto no artigo 1º de suas Disposições Transitórias.Gratificação Complementar . 34 e no artigo 2º das Disposições Transitórias desta lei complementar. V.743. no que couber.Os valores percebidos pelos servidores do Quadro de Apoio Escolar.Anexo VIII . do Decreto nº 37. VII e VIII desta mesma lei complementar. e na Lei Complementar nº 875. concedida com fundamento no artigo 12 da Lei Complementar nº 712. V.

44 273.40 334.Conhecimentos básicos de informática SECRETÁRIO DE ESCOLA Concurso Público de Provas e Títulos .97 333.43 250.98 236.24 318.34 V 186.04 2 224.28 386.33 TABELA II .30 HORAS SEMANAIS FAIXA/NÍVEL I II 1 196.29 2 216.03 285.03 205.46 206.95 275. de 28 de dezembro de 2000 SUBANEXO 2 ESCALA DE VENCIMENTOS .CLASSE APOIO ESCOLAR TABELA I .78 362.74 177.32 3 423.AGENTE DE ORGANIZAÇÃO ESCOLAR Concurso Público de Provas e Títulos Nomeação Conclusão do Ensino Fundamental .17 195.51 III 168.33 299.73 186.04 515.79 V 318.80 303.59 271.80 303.74 368.05 288.05 160.24 2 288.31 ANEXO IV a que se refere o artigo 23 da Lei Complementar n° 888.09 V 238.02 380.49 AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 137 .80 263.23 248.16 467.43 3 317.17 3 258.42 490.87 III 216.30 HORAS SEMANAIS FAIXA/ NÍVEL I II 1 153.13 419. ANEXO IV a que se refere o artigo 23 da Lei Complementar n° 888. de 28 de dezembro de 2000 SUBANEXO 1 ESCALA DE VENCIMENTOS .04 260.09 IV 177.10 314.12 399.08 TABELA II .40 HORAS SEMANAIS FAIXA/NÍVEL I II III IV V 1 204.CLASSE APOIO ESCOLAR TABELA I .06 214.40 351.Nomeação Conclusão do Ensino Médio Habilidade avançada de informática.96 445.80 350.46 3 344.40 HORAS SEMANAIS FAIXA/NÍVEL I II III IV 1 261.98 236.70 2 168.56 IV 227.22 248.60 227.26 224.60 238.

16 V 61.54 3 225.67 83.56 110.41 IV 70.98 189.96 169.98 III 105.80 2 153.78 99.92 TABELA II . de 28 de dezembro de 2000 SUBANEXO 2 VALORES DA GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR .77 136.83 3 123.77 181.33 74. de 28 de dezembro de 2000 SUBANEXO 1 VALORES DA GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR .19 ANEXO V a que se refere o artigo 34 da Lei Complementar n º 888.30 HORAS SEMANAIS FAIXA/ NÍVEL I II 1 94.88 IV 93.22 II 115.77 147.16 V 121. de 28 de dezembro de 2000 SUBANEXO 3 VALORES DA GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR .46 86.ANEXO V a que se refere o artigo 34 da Lei Complementar nº 888.CLASSE APOIO ESCOLAR TABELA I .56 156.54 90.46 146.96 129.94 135.41 IV 130.47 117.78 161.22 207.99 III 138.02 111.87 150.CLASSE APOIO ESCOLAR TABELA I .40 HORAS SEMANAIS FAIXA/NÍVEL I II III IV V 1 205.19 ANEXO V a que se refere o artigo 34 da Lei Complementar nº 888.27 92.33 127.87 V 81.77 145.02 165.02 193.96 2 205.CLASSE APOIO ESCOLAR AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 138 .40 113.80 2 101.96 86.17 128.40 HORAS SEMANAIS FAIXA/NÍVEL 1 2 3 I 125.92 TABELA II .33 3 168.99 III 78.90 68.47 64.92 155.47 142.77 83.94 195.92 110.74 185.02 173.30 HORAS SEMANAIS FAIXA/ NÍVEL I II 1 154.74 123.97 97.88 170.

70 76.60 102.41 V 68.21 V 91.90 95.90 83.05 134.07 71.84 TABELA II .95 2 141.V.76 3 146.58 IV 106.67 III 90.TABELA I .20 126.63 III 121.01 ANEXO VI a que se refere o artigo 1º das Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 888.68 79.21 2 105. Faixa Nível Servente de Escola NE 2-A Agente de Serviços Escolares CAE 1 I Servente de Escola NE 2-B Agente de Serviços Escolares CAE 1 II Servente de Escola NE 2-C Agente de Serviços Escolares CAE 1 III Servente de Escola NE 2-D Agente de Serviços Escolares CAE 1 IV Servente de Escola NE 2-E Agente de Serviços Escolares CAE 1 V Serventede Escola NE 2-F Agente de Serviços Escolares CAE 1 V Inspetor de Alunos NE 3-A Agente de Organização Escolar CAE 2 I Inspetor de Alunos NE 3-B Agente de Organização Escolar CAE 2 II Inspetor de Alunos NE 3-C Agente de Organização Escolar CAE 2 III Inspetor de Alunos NE 3-D Agente de Organização Escolar CAE 2 IV Inspetor de Alunos NE 3-E Agente de Organização Escolar CAE 2 V Inspetor de Alunos NE 3-F Agente de Organização Escolar CAE 2 V Oficial de Escola NI 3-A Agente de Organização Escolar CAE 2 I Oficial de Escola NI 3-B Agente de Organização Escolar CAE 2 II Oficial de Escola NI 3-C Agente de Organização Escolar CAE 2 III Oficial de Escola NI 3-D Agente de Organização Escolar CAE 2 IV Oficial de Escola NI 3-E Agente de Organização Escolar CAE 2 V Oficial de Escola NI 3-F Agente de Organização Escolar CAE 2 V Secretário de Escola NI 10-A Secretário de Escola CAE 3 I Secretário de Escola NI 10-B Secretário de Escola CAE 3 II Secretário de Escola NI 10-C Secretário de Escola CAE 3 III Secretário de Escola NI 10-D Secretário de Escola CAE 3 IV Secretário de Escola NI 10-E Secretário de Escola CAE 3 V Secretário de Escola NI 10-F Secretário de Escola CAE 3 V Assistente de Administração Escolar NU 2-A Assistente de Administração Escolar CAE 1 I AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 139 .60 78.40 HORAS SEMANAIS FAIXA/NÍVEL I II 1 148.07 3 109. de 28 de dezembro de 2000 ANEXO DE ENQUADRAMENTO DO QUADRO DE APOIO ESCOLAR Situação Atual Situação Nova Cargo/Função-Atividade Nível Padrão Cargo/Função-Atividade E.04 101.04 124.76 50.20 111.22 41.94 IV 80.96 54.76 95.53 93.30 HORAS SEMANAIS FAIXA/ NÍVEL I II 1 111.70 59.

CARGO EM EXTINÇÃO TABELA I .36 494.CARGO EM EXTINÇÃO TABELA I .47 ANEXO VIII a que se refere o artigo 2º das Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 888.Assistente de Administração Escolar NU 2-B Assistente de Administração Escolar CAE 1 II Assistente de Administração Escolar NU 2-C Assistente de Administração Escolar CAE 1 III Assistente de Administração Escolar NU 2-D Assistente de Administração Escolar CAE 1 IV Assistente de Administração Escolar NU 2-E Assistente de Administração Escolar CAE 1 V Assistente de Administração Escolar NU 2-F Assistente de Administração Escolar CAE 1 V Assistente de Administração Escolar NU 2-G Assistente de Administração Escolar CAE 1 V Assistente de Administração Escolar NU 2-H Assistente de Administração Escolar CAE 1 V Assistente de Administração Escolar NU 2-I Assistente de Administração Escolar CAE 1 V Assistente de Administração Escolar NU 2-J Assistente de Administração Escolar CAE 1 V ANEXO VII a que se refere o artigo 2º das Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 888.40 HORAS SEMANAIS FAIXA/NÍVEL I II III 1 534.68 ANEXO VII a que se refere o artigo 2º das Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 888.09 IV 618.04 589. de 28 de dezembro de 2000 SUBANEXO 1 VALORES DA GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR . de 28 de dezembro de 2000 SUBANEXO 2 ESCALA DE VENCIMENTOS .92 471.93 519.32 561. de 28 de dezembro de 2000 SUBANEXO 1 ESCALA DE VENCIMENTOS .CARGO EM EXTINÇÃO TABELA I .54 V 649.40 HORAS SEMANAIS FAIXA/NÍVEL I II III IV V 1 427.54 448.40 HORAS SEMANAIS AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 140 .

FAIXA/NÍVEL 1 I 182,46 II 161,08 III 138,64 IV 115,07 V 90,32

ANEXO VIII a que se refere o artigo 2º das Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 888, de 28 de dezembro de 2000 SUBANEXO 2 VALORES DA GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR - CARGO EM EXTINÇÃO TABELA I - 40 HORAS SEMANAIS

FAIXA/NÍVEL 1 I 222,46 II 201,08 III 178,64 IV 155,07 V 130,32

ANEXO VIII a que se refere o artigo 2 º das Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 888, de 28 de dezembro de 2000 SUBANEXO 3 VALORES DA GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR - CARGO EM EXTINÇÃO TABELA I - 40 HORAS SEMANAIS FAIXA/NÍVEL I 115,68 II 88,96 III 60,91 IV 31,36 V 0,53

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Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado.Lei nº 10.261, de 28 de outubro de 1968 TÍTULO I Disposições Preliminares Artigo 1º - Esta lei institui o regime jurídico dos funcionários públicos civis do Estado. Parágrafo único - As suas disposições, exceto no que colidirem com a legislação especial, aplicam-se aos funcionários dos 3 Poderes do Estado e aos do Tribunal de Contas do Estado. Artigo 2º - As disposições desta lei não se aplicam aos empregados das autarquias, entidades paraestatais e serviços públicos de natureza industrial, ressalvada a situação daqueles que, por lei anterior, já tenham a qualidade de funcionário público. Parágrafo único - Os direitos, vantagens e regalias dos funcionários públicos só poderão ser estendidos aos empregados das entidades a que se refere este artigo na forma e condições que a lei estabelecer. Artigo 3º - Funcionário público, para os fins deste Estatuto, é a pessoa legalmente investida em cargo público.
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Artigo 4º - Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um funcionário. Artigo 5º - Os cargos públicos são isolados ou de carreira. Artigo 6º - Aos cargos públicos serão atribuídos valores determinados por referências numéricas, seguidas de letras em ordem alfabética, indicadoras de graus. Parágrafo único - O conjunto de referência e grau constitui o padrão do cargo. Artigo 7º - Classe é o conjunto de cargos da mesma denominação. Artigo 8º - Carreira é o conjunto de classes da mesma natureza de trabalho, escalonadas segundo o nível de complexidade e o grau de responsabilidade. Artigo 9º - Quadro é o conjunto de carreiras e de cargos isolados. Artigo 10 - É vedado atribuir ao funcionário serviços diversos dos inerentes ao seu cargo, exceto as funções de chefia e direção e as comissões legais. TÍTULO II Do Provimento, do Exercício e da Vacância dos Cargos Públicos CAPÍTULO I Do Provimento Artigo 11 - Os cargos públicos serão providos por: I - nomeação; II - transferência; III - reintegração; IV - acesso; V - reversão; VI - aproveitamento; e VII - readmissão. Artigo 12 - Não havendo candidato habilitado em concurso, os cargos vagos, isolados ou de carreira, só poderão ser ocupados no regime da legislação trabalhista, até o prazo máximo de 2 (dois) anos, considerando-se findo o contrato após esse período, vedada a recondução. CAPÍTULO II Das Formas de Nomeação SEÇÃO I Das Formas de Nomeação Artigo 13 - As nomeações serão feitas: I - em caráter vitalício, nos casos expressamente previstos na Constituição do Brasil; II - em comissão, quando se tratar de cargo que em virtude de lei assim deva ser provido; e III - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo de provimento dessa natureza. SEÇÃO II Da Seleção de Pessoal SUBSEÇÃO I Do Concurso Artigo 14 - A nomeação para cargo público de provimento efetivo será precedida de concurso público de provas ou de provas e títulos. Parágrafo único - As provas serão avaliadas na escala de 0 (zero) a 100 (cem) pontos e aos títulos serão atribuídos, no máximo, 50 (cinqüenta) pontos. Artigo 15 - A realização dos concursos será centralizada num só órgão.
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Artigo 16 - As normas gerais para a realização dos concursos e para a convocação e indicação dos candidatos para o provimento dos cargos serão estabelecidas em regulamento. Artigo 17 - Os concursos serão regidos por instruções especiais, expedidas pelo órgão competente. Artigo 18 - As instruções especiais determinarão, em função da natureza do cargo:I - se o concurso será: 1 - de provas ou de provas e títulos; e 2 - por especializações ou por modalidades profissionais, quando couber; II - as condições para provimento do cargo referentes a: 1 - diplomas ou experiência de trabalho; 2 - capacidade física; e 3 - conduta; III - o tipo e conteúdo das provas e as categorias de títulos; IV - a forma de julgamento das provas e dos títulos; V - os critérios de habilitação e de classificação; e VI - o prazo de validade do concurso. Artigo 19 - As instruções especiais poderão determinar que a execução do concurso, bem como a classificação dos habilitados, seja feita por regiões. Artigo 20 - A nomeação obedecerá à ordem de classificação no concurso. SUBSEÇÃO II Das Provas de Habilitação Artigo 21 - As provas de habilitação serão realizadas pelo órgão encarregado dos concursos, para fins de transferência e de outras formas de provimento que não impliquem em critério competitivo. Artigo 22 - As normas gerais para realização das provas de habilitação serão estabelecidas em regulamento, obedecendo, no que couber, ao estabelecido para os concursos. CAPÍTULO III Das Substituições Artigo 23 - Haverá substituição no impedimento legal e temporário do ocupante de cargo de chefia ou de direção. Parágrafo único - Ocorrendo a vacância, o substituto passará a responder pelo expediente da unidade ou órgão correspondente até o provimento do cargo. Artigo 24 - A substituição que recairá sempre em funcionário público, quando não for automática, dependerá da expedição de ato de autoridade competente. Parágrafo 1º - O substituto exercerá o cargo enquanto durar o impedimento do respectivo ocupante. Parágrafo 2º - O substituto, durante todo o tempo em que exercer a substituição, terá direito a perceber o valor do padrão e as vantagens pecuniárias inerentes ao cargo do substituído e mais as vantagens pessoais a que fizer jus. Parágrafo 3º - O substituto perderá, durante o tempo da substituição o vencimento ou a remuneração e demais vantagens pecuniárias inerentes ao seu cargo, se pelo mesmo não optar.

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Artigo 25 - Exclusivamente para atender à necessidade de serviço, os tesoureiros, caixas e outros funcionários que tenham valores sob sua guarda, em caso de impedimento, serão substituídos por funcionários de sua confiança, que indicarem, respondendo a sua fiança pela gestão do substituto. Parágrafo único - Feita a indicação, por escrito, ao chefe da repartição ou do serviço, este proporá a expedição do ato de designação, aplicando-se ao substituto a partir da data em que assumir as funções do cargo, o disposto nos Parágrafo 1º e 2º do art. 24. CAPÍTULO IV Da Transferência Artigo 26 - O funcionário poderá ser transferido de um para outro cargo de provimento efetivo. VIDE DECRETO Nº 52.937, de 15 de maio de 1972. Artigo 27 - As transferências serão feitas a pedido do funcionário ou "ex-officio", atendidos sempre a conveniência do serviço e os requisitos necessários ao provimento do cargo. VIDE DECRETO Nº 52.937, de 15 de maio de 1972. Artigo 28 - A transferência será feita para cargo do mesmo padrão de vencimento ou de igual remuneração, ressalvados os casos de transferência a pedido, em que o vencimento ou a remuneração poderá ser inferior . VIDE DECRETO Nº 52.937, de 15 de maio de 1972. Artigo 29 - A transferência por permuta se processará a requerimento de ambos os interessados e de acordo com o prescrito neste capítulo. VIDE DECRETO Nº 52.937, de 15 de maio de 1972. CAPÍTULO V Da Reintegração Artigo 30 - A reintegração é o reingresso no serviço público, decorrente da decisão judicial passada em julgado, com ressarcimento de prejuízos resultantes do afastamento. Artigo 31 - A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado e, se este houver sido transformado, no cargo resultante. Parágrafo 1º - Se o cargo estiver preenchido, o seu ocupante será exonerado, ou, se ocupava outro cargo, a este será reconduzido, sem direito a indenização. Parágrafo 2º - Se o cargo houver sido extinto, a reintegração se fará em cargo equivalente, respeitada a habilitação profissional, ou, não sendo possível, ficará o reintegrado em disponibilidade no cargo que exercia. Artigo 32 - Transitada em julgado a sentença, será expedido o decreto de reintegração no prazo máximo de 30 (trinta) dias. CAPÍTULO VI Do Acesso Artigo 33 - Acesso é a elevação do funcionário, dentro do respectivo quadro a cargo da mesma natureza de trabalho, do maior grau de responsabilidade e maior complexidade de atribuições, obedecido o interstício na classe e as exigências a serem instituídas em regulamento. Parágrafo 1º - Serão reservados para acesso os cargos cujas atribuições exijam experiência prévia do exercício de outro cargo.
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Parágrafo 2º - O acesso será feito mediante aferição do mérito dentre titulares de cargos cujo exercício proporcione a experiência necessária ao desempenho das atribuições dos cargos referidos no parágrafo anterior. Artigo 34 - Será de 3 (três) anos de efetivo exercício o interstício para concorrer ao acesso. CAPÍTULO VII Da Reversão Artigo 35 - Reversão é o ato pelo qual o aposentado reingressa no serviço público a pedido ou "ex-officio". Parágrafo 1º - A reversão "ex-officio" será feita quando insubsistentes as razões que determinaram a aposentadoria por invalidez. Parágrafo 2º - Não poderá reverter à atividade o aposentado que contar mais de 58 (cinqüenta e oito) anos de idade. Parágrafo 3º - No caso de reversão "ex-officio", será permitido o reingresso além do limite previsto no parágrafo anterior. Parágrafo 4º - A reversão só poderá efetivar-se quando, em inspeção médica, ficar comprovada a capacidade para o exercício do cargo. Parágrafo 5º - Se o laudo médico não for favorável, poderá ser procedida nova inspeção de saúde, para o mesmo fim, decorridos pelo menos 90 (noventa) dias. Parágrafo 6º - Será tornada sem efeito a reversão "ex-officio" e cassada a aposentadoria do funcionário que reverter e não tomar posse ou não entrar em exercício dentro do prazo legal. Artigo 36 - A reversão far-se-á no mesmo cargo. Parágrafo 1º - Em casos especiais, a juízo do Governo, poderá o aposentado reverter em outro cargo, de igual padrão de vencimentos, respeitada a habilitação profissional. Parágrafo 2º - A reversão a pedido, que será feita a critério da Administração, dependerá também da existência de cargo vago, que deva ser provido mediante promoção por merecimento. CAPÍTULO VIII Do Aproveitamento Artigo 37 - Aproveitamento é o reingresso no serviço público do funcionário em disponibilidade. Artigo 38 - O obrigatório aproveitamento do funcionário em disponibilidade ocorrerá em vagas existentes ou que se verificarem nos quadros do funcionalismo. Parágrafo 1º - O aproveitamento dar-se-á, tanto quanto possível, em cargo de natureza e padrão de vencimentos correspondentes ao que ocupava, não podendo ser feito em cargo de padrão superior. Parágrafo 2º - Se o aproveitamento se der em cargo de padrão inferior ao provento da disponibilidade, terá o funcionário direito à diferença. Parágrafo 3º - Em nenhum caso poderá efetuar-se o aproveitamento sem que, mediante inspeção médica, fique provada a capacidade para o exercício do cargo. Parágrafo 4º - Se o laudo médico não for favorável, poderá ser procedida nova inspeção de saúde, para o mesmo fim, decorridos no mínimo 90 (noventa) dias. Parágrafo 5º - Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade do funcionário que, aproveitado, não tomar posse e não entrar em exercício dentro do prazo legal.
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Parágrafo 6º - Será aposentado no cargo anteriormente ocupado, o funcionário em disponibilidade que for julgado incapaz para o serviço público, em inspeção médica. Parágrafo 7º - Se o aproveitamento se der em cargo de provimento em comissão, terá o aproveitado assegurado, no novo cargo, a condição de efetividade que tinha no cargo interinamente ocupado. VIDE DECRETO-LEI Nº 76, de 27 de maio de 1969. CAPÍTULO IX Da Readmissão Artigo 39 - Readmissão é o ato pelo qual o ex-funcionário, demitido ou exonerado, reingressa no serviço público, sem direito a ressarcimento de prejuízos, assegurada, apenas, a contagem de tempo de serviço em cargos anteriores, para efeito de aposentadoria e disponibilidade. Parágrafo 1º - A readmissão do ex-funcionário demitido será obrigatoriamente precedida de reexame do respectivo processo administrativo, em que fique demonstrado não haver inconveniente, para o serviço público, na decretação da medida. Parágrafo 2º - Observado o disposto no parágrafo anterior, se a demissão tiver sido a bem do serviço público, a readmissão não poderá ser decretada antes de decorridos 5 (cinco) anos do ato demissório. Artigo 40 - A readmissão será feita no cargo anteriormente exercido pelo ex-funcionário ou, se transformado, no cargo resultante da transformação. CAPÍTULO X Da Readaptação Artigo 41 - Readaptação é a investidura em cargo mais compatível com a capacidade do funcionário e dependerá sempre de inspeção médica. VIDE DECRETO Nº 52.968, de 7 de julho de 1972. Artigo 42 - A readaptação não acarretará diminuição, nem aumento de vencimento ou remuneração e será feita mediante transferência. VIDE DECRETO Nº 52.968, de 7 de julho de 1972. CAPÍTULO XI Da Remoção Artigo 43 - A remoção, que se processará a pedido do funcionário ou "ex-officio", só poderá ser feita: I - de uma para outra repartição, da mesma Secretaria; e II - de um para outro órgão da mesma repartição. Parágrafo único - A remoção só poderá ser feita respeitada a lotação de cada repartição. Artigo 44 - A remoção por permuta será processada a requerimento de ambos os interessados, com anuência dos respectivos chefes e de acordo com o prescrito neste Capítulo. Artigo 45 - O funcionário não poderá ser removido ou transferido "ex-officio" para cargo que deva exercer fora da localidade de sua residência, no período de 6 (seis) meses antes e até 3 (três) meses após a data das eleições. Parágrafo único - Essa proibição vigorará no caso de eleições federais, estaduais ou municipais, isolada ou simultaneamente realizadas.
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CAPÍTULO XII Da Posse Artigo 46 - Posse é o ato que investe o cidadão em cargo público. Artigo 47 - São requisitos para a posse em cargo público: I - ser brasileiro; II - ter completado 18 (dezoito) anos de idade; III - estar em dia com as obrigações militares; IV - estar no gozo dos direitos políticos; V - ter boa conduta; VI - gozar de boa saúde, comprovada em inspeção realizada em órgão médico oficial; VII - possuir aptidão para o exercício do cargo; e VIII - ter atendido às condições especiais prescritas para o cargo. Parágrafo único - A deficiência da capacidade física, comprovadamente estacionária, não será considerada impedimento para a caracterização da capacidade psíquica e somática a que se refere o item VI deste artigo, desde que tal deficiência não impeça o desempenho normal das funções inerentes ao cargo de cujo provimento se trata. Artigo 48 - São competentes para dar posse: I - Os Secretários de Estado, aos diretores gerais, aos diretores ou chefes das repartições e aos funcionários que lhes são diretamente subordinados; e II - Os diretores gerais e os diretores ou chefes de repartição ou serviço, nos demais casos, de acordo com o que dispuser o regulamento. Artigo 49 - A posse verificar-se- á mediante a assinatura de termo em que o funcionário prometa cumprir fielmente os deveres do cargo. Parágrafo único - O termo será lavrado em livro próprio e assinado pela autoridade que der posse. Artigo 50 - A posse poderá ser tomada por procuração quando se tratar de funcionário ausente do Estado, em comissão do Governo ou, em casos especiais, a critério da autoridade competente. Artigo 51 - A autoridade que der posse deverá verificar, sob pena de responsabilidade, se foram satisfeitas as condições estabelecidas, em lei ou regulamento, para a investidura no cargo. Artigo 52 - A posse deverá verificar-se no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da publicação do ato de provimento do cargo, no órgão oficial. Parágrafo 1º - O prazo fixado neste artigo poderá ser prorrogado por mais 30 (trinta) dias, a requerimento do interessado. Parágrafo 2º - O prazo inicial para a posse do funcionário em férias ou licença, será contado da data em que voltar ao serviço. Parágrafo 3º - Se a posse não se der dentro do prazo, será tornado sem efeito o ato de provimento. Artigo 53 - A contagem do prazo a que se refere o artigo anterior, poderá ser suspensa até o máximo de 120 (cento e vinte) dias, a partir da data em que o funcionário apresentar guia ao órgão médico encarregado da inspeção até a data da expedição do certificado de sanidade e capacidade física, sempre que a inspeção médica exigir essa providência. Parágrafo único - O prazo a que se refere este artigo recomeçará a correr sempre que o candidato, sem motivo justificado, deixe de submeter-se aos exames médicos julgados necessários.
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Artigo 54 - O prazo a que se refere o art. 52 para aquele que, antes de tomar posse, for incorporado às Forças Armadas, será contado a partir da data da desincorporação. Artigo 55 - A posse do funcionário estável, que for nomeado para outro cargo, independerá de exame médico, desde que se encontre em exercício. CAPÍTULO XIII Da Fiança Artigo 56 - Aquele que for nomeado para cargo de provimento dependente de prestação de fiança, não poderá entrar em exercício sem a prévia satisfação dessa exigência. Parágrafo 1º - A fiança poderá ser prestada: I - em dinheiro; II - em títulos da Dívida Pública da União ou do Estado; e III - em apólices de seguro de fidelidade funcional, emitidas por institutos oficiais ou companhias legalmente autorizadas. Parágrafo 2º - Não Poderá ser autorizado o levantamento da fiança antes de tomadas as contas do funcionário. Parágrafo 3.º - O responsável por alcance ou desvio de material não ficará isento da ação administrativa e criminal que couber. ainda que o valor da fiança seja superior ao prejuízo verificado. CAPÍTULO XIV Do Exercício Artigo 57 - O exercício é o ato pelo qual o funcionário assume as atribuições e responsabilidades do cargo Parágrafo 1º - O início, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do funcionário. Parágrafo 2º - O início do exercício e as alterações que ocorrerem serão comunicados ao órgão competente, pelo chefe da repartição ou serviço em que estiver lotado o funcionário. Artigo 58 - Entende-se por lotação, o número de funcionários de carreira e de cargos isolados que devam ter exercício em cada repartição ou serviço. Artigo 59 - O chefe da repartição ou de serviço em que for lotado o funcionário é a autoridade competente para dar-lhe exercício. Parágrafo único - É competente para dar exercício ao funcionário, com sede no Interior do Estado, a autoridade a que o mesmo estiver diretamente subordinado. Artigo 60 - O exercício do cargo terá início dentro do prazo de 30 (trinta) dias, contados: I - da data da posse; e II - da data da publicação oficial do ato, no caso de remoção. I - em dinheiro; II - em títulos da Dívida Pública da União ou do Estado; e III - em apólices de seguro de fidelidade funcional, emitidas por institutos oficiais ou companhias legalmente autorizadas. Parágrafo 2º - Não Poderá ser autorizado o levantamento da fiança antes de tomadas as contas do funcionário. Parágrafo 3.º - O responsável por alcance ou desvio de material não ficará isento da ação administrativa e criminal que couber. ainda que o valor da fiança seja superior ao prejuízo verificado. Parágrafo 4º - O funcionário que não entrar em exercício dentro do prazo será exonerado.
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com prejuízo do vencimento ou remuneração. com direito a 2/ 3 (dois terços) do vencimento ou remuneração. Artigo 64 . se for a final.Durante o afastamento. tendo direito à diferença.Salvo os casos previstos nesta lei. o funcionário ficará afastado de seu cargo. salvo nos casos previstos nesta lei. logo após ter tomado posse e assumido o exercício.322.Na hipótese de autorização do Governador. Artigo 66 . Artigo 67 . Artigo 63 . será concedido um período de trânsito. VIDE DECRETO Nº 52.O funcionário deverá apresentar ao órgão competente.No caso de mandato de prefeito.O funcionário poderá ausentar-se do Estado ou deslocar-se da respectiva sede de exercício. com ou em prejuízo de vencimentos. Artigo 72 .No caso de mandato legislativo municipal. Parágrafo 2º . de 18 de novembro de 1969 Artigo 70 . pronunciado ou condenado por crime inafiançável.Os afastamentos de funcionários para participação em congressos e outros certames culturais. até 8 (oito) dias. poderão ser autorizados pelo Governador. de 18 de novembro de 1969. será considerado afastado do exercício do cargo até condenação ou absolvição passada em julgado. do funcionário que apresente indícios de lesões orgânicas ou funcionais causadas por raios X ou substâncias radioativas.O afastamento do funcionário para ter exercício em entidades com as quais o Estado mantenha convênios. ou mediante autorização do Governador. podendo optar pelos vencimentos ou remuneração de um ou de outro. o funcionário poderá optar pelo subsídio ou pelo vencimento ou remuneração. Parágrafo 2º . o afastamento só será permitido.As autoridades competentes determinarão o afastamento imediato do trabalho. Artigo 71 . para fim determinado e prazo certo.322.Em caso de mudança de sede. VIDE DECRETO Nº 52. na forma estabelecida em regulamento. Artigo 74 .O funcionário deverá ter exercício na repartição em cuja lotação houver claro. Artigo 69 . o afastamento somente se dará quando o horário das sessões das respectivas Câmaras coincidir com o horário normal de trabalho a que estiver sujeito. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 149 .No caso de condenação.O funcionário. absolvido. os elementos necessários à abertura do assentamento individual. reger-se-á pelas normas nestes estabelecidas. técnicos ou científicos. tarefas sem risco de radiação ou conceder-lhe licença "ex-officio" na forma do Artigo 194 e seguintes. o afastamento a que alude este artigo será sem prejuízo do vencimento ou remuneração.Na hipótese de vereança gratuita. Artigo 62 .O funcionário preso em flagrante ou preventivamente. ficará sujeito à pena de demissão por abandono de cargo. podendo atribuir-lhe conforme o caso. se esta não for de natureza que determine a demissão do funcionário. mediante autorização expressa do Governador. Artigo 68 . a contar do desligamento do funcionário. o funcionário que interromper o exercício por mais de 30 (trinta) dias consecutivos. Parágrafo 1º . continuará ele afastado até o cumprimento total da pena. ficará afastado de seu cargo. o funcionário perceberá apenas 2/3 (dois terços) do vencimento ou remuneração. Artigo 73 .Quando a vereança for remunerada. quando no desempenho do mandato eletivo federal ou estadual. para missão ou estudo de interesse do serviço público.Nenhum funcionário poderá ter exercício em serviço ou repartição diferente daquela em que estiver lotado. Parágrafo 1º .Artigo 61 . Artigo 65 .

na aposentadoria compulsória ou por invalidez.faltas abonadas nos termos do Parágrafo 1º do art. Parágrafo 3º . se o funcionário for declarado inocente ou se a pena imposta for de repreensão ou multa.O funcionário será afastado por prazo certo.trânsito. e. ou o Estado. Parágrafo 2º . será contado singelamente para todos os fins.Serão computados os dias de efetivo exercício.Serão considerados de efetivo exercício. do registro de freqüência ou da folha de pagamento. até 182 (cento e oitenta e dois).licença quando acidentado no exercício de suas atribuições ou atacado de doença profissional. V .Artigo 75 . e II . III . nos termos Artigo 68 XII . ainda. até 8 (oito) dias. não serão computados. desde que não exceda o prazo de 8 (oito) dias. do art. Artigo 78 . em decorrência de mudança de sede de exercício. Parágrafo 1º . até 8 (oito) dias. XIV . quando representar o Brasil.serviços obrigatórios por lei. X . quando excederem esse número. até 2 (dois) dias. nos termos do Artigo 206 IX . assim considerado o exclusivamente prestado à União.licença à funcionária gestante.licenciamento compulsório.inciso I AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 150 . para todos os efeitos legais. arredondando-se para 1 (um) ano.falecimento do cônjuge.Falecimento dos sogros. será precedido de requisição justificada do órgão competente. Artigo 77 .férias. os dias em que o funcionário estiver afastado do serviço em virtude de: I . nas seguintes condições: I . filhos. Parágrafo 2º . em competições desportivas oficiais. VII .sem prejuízo do vencimento ou remuneração. 75.provas de competições desportivas. XI . pais e irmãos. IV . dentro ou fora do Estado. CAPÍTULO XV Da Contagem de Tempo de Serviço Artigo 76 . considerados sempre estes como de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. nos termos do Parágrafo 2º. II .missão ou estudo dentro do Estado. Municípios e Autarquias em geral. observados os limites ali fixados.afastamento por processo administrativo. Parágrafo 1º .O tempo de serviço público. em quaisquer outros casos.O afastamento de que trata este artigo. devidamente autorizado pelo Governador. 110. VIII .Feita a conversão de que trata o parágrafo anterior. poderá afastar-se do cargo para participar de provas de competições desportivas.licença-prêmio.nos casos previstos no Artigo 122 XIII . e XV . os dias restantes.A apuração do tempo de serviço será feita em dias. do padrasto ou madrasta.O número de dias será convertido em anos. VI . em outros pontos do território nacional ou no estrangeiro. os dias que excederem o total da pena de suspensão efetivamente aplicada.com prejuízo do vencimento ou remuneração. Estados.O funcionário.casamento.

para nenhum efeito. e 3. Artigo 84 . serão considerados de efetivo exercício para todos os efeitos legais. Parágrafo único . Artigo 83 . quando o funcionário não entrar em exercício dentro do prazo legal.Em regime de acumulação é vedado contar tempo de um dos cargos para reconhecimento de direito ou vantagens no outro. e VI . Parágrafo único .Artigo 79 . em dois ou mais cargos ou funções.Os dias em que o funcionário deixar de comparecer ao serviço em virtude de mandato legislativo municipal. salvo se por eles tiver optado o funcionário.Será contado para todos os efeitos. Artigo 82 .No caso de vereança remunerada. e II .demissão.Para efeito de aposentadoria será contado o tempo em que o funcionário esteve em disponibilidade.Não será computado. Artigo 80 . Parágrafo 2º .afastamento junto a entidades paraestatais e serviços públicos de natureza industrial. e II . IV . III .O tempo de mandato eletivo federal ou estadual.transferência.É vedada a acumulação de tempo de serviço concorrente ou simultaneamente prestado. II .Dar-se-á a exoneração: 1 a pedido do funcionário.falecimento. V . Parágrafo 1º . quando se tratar de ocupante de cargo em comissão.A vacância do cargo decorrerá de: I . os dias de afastamento não serão computados para fins de vencimento ou remuneração. TÍTULO III Da Promoção CAPÍTULO ÚNICO Da Promoção AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 151 .aposentadoria. 2.acesso. ou de mandato de prefeito. Estados.as licenças previstas nos Artigo 200 e Artigo201 Artigo 81 .A demissão será aplicada como penalidade nos casos previstos nesta lei. CAPÍTULO XVI Da Vacância Artigo 86 . será contado para fins de aposentadoria e de promoção por antigüidade. Municípios ou Autarquias em geral.o afastamento para provas de competições desportivas nos termos do incisoII item II do Parágrafo 2º do art. salvo para a percepção de vencimento ou remuneração: I .licença para tratamento de saúde. 75. a critério do Governo. à União.exoneração. o tempo de serviço gratuito. Artigo 85 .Para efeito de disponibilidade e aposentadoria será contado o tempo de: I . nos termos do Artigo73.

haverá para cada classe.O funcionário em exercício de mandato eletivo federal ou estadual ou de mandato de prefeito. Artigo 88 . salvo na hipótese de declaração falsa ou omissão intencional. d) os encargos de família.A antigüidade será determinada pelo tempo de efetivo exercício no cargo e no serviço público. para os critérios de merecimento e antigüidade.Será declarada sem efeito a promoção indevida.O interstício a que se refere este artigo será estabelecido em regulamento. dentro de limites percentuais a serem estabelecidos em regulamento e corresponderão às condições existentes até o último dia do semestre imediatamente anterior. não ficando o funcionário.Parágrafo 1º . Artigo 93 .Só poderão ser promovidos os servidores que tiverem o interstício de efetivo exercício no grau Parágrafo único .Artigo 87 . c) a antigüidade no cargo.Ocorrendo empate terão preferência. somente poderá ser promovido por antigüidade.Promoção é a passagem do funcionário de um grau a outro da mesma classe e se processará obedecidos. Artigo 92 .Dentro de cada quadro. Artigo 97 . sucessivamente:1 na classificação por merecimento: a) os títulos e os comprovantes de conclusão de cursos. nesse caso.Os direitos e vantagens que decorrerem da promoção serão contados a partir da publicação do ato.As promoções serão feitas em junho e dezembro de cada ano . salvo quando publicado fora do prazo legal. b) o tempo de serviço prestado ao Estado.Parágrafo 2º . Parágrafo único . caso em que vigorará a contar do último dia do semestre a que corresponder. 2. c) o tempo de serviço público. apurado em dias.Da apuração do merecimento será dada ciência ao funcionário. d) os encargos de família. nos respectivos graus. os critérios de merecimento e de antigüidade na forma que dispuser o regulamento. ainda que classificados dentro dos limites estabelecidos no regulamento.Os pontos negativos resultam da falta de assiduidade e da indisciplina. b) a assiduidade. Parágrafo único . Artigo 91 . Artigo 89 .O merecimento do funcionário será apurado em pontos positivos e negativos. obrigado a restituições.Os pontos positivos se referem a condições de eficiência no cargo e ao aperfeiçoamento funcional resultante do aprimoramento dos seus conhecimentos. os funcionários que tiverem. Artigo 90 . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 152 . Artigo 96 . Artigo 94 . alternadamente. relacionados com a função exercida. uma lista de classificação. e e) a idade. Artigo 95 . na classificação por antigüidade: a) o tempo no cargo. e e) a idade.Não serão promovidos por merecimento. sofrido qualquer penalidade nos dois anos anteriores à data de vigência da promoção.Ao funcionário que não estiver em efetivo exercício só se abonarão as vantagens a partir da data da reassunção.

Como tempo de serviço público.O funcionário submetido a processo administrativo poderá ser promovido. para efeito de promoção.da classificação final. Artigo 100 . Parágrafo 2º-Terão efeito suspensivo as reclamações relativas à avaliação do mérito. será considerado o prestado à União. e II .a partir da data em que o funcionário assumir o exercício do cargo. Municípios e Autarquias em geral.propor à autoridade competente penalidade que couber ao responsável pelo atraso na expedição e remessa do Boletim de Promoção.a partir da data em que o funcionário assumir o exercício do cargo reclassificado ou transformado. dos pontos atribuídos pelos títulos e certificados de cursos.da avaliação do mérito. pela falta de qualquer informação ou de elementos solicitados. Artigo 102 .dar conhecimento aos interessados mediante afixação na repartição: 1.como substituto.Da avaliação do mérito podem ser interpostos pedidos de reconsideração e recurso. no caso de transferência "ex-officio". e. Parágrafo 3º-Serão estabelecidos em regulamento as normas e os prazos para o processamento das reclamações de que trata este artigo. desde que por prazo superior a 6 (seis) meses: I .O tempo no cargo será o efetivo exercício.No processamento das promoções cabem as seguintes reclamações: I .Será contado como tempo no cargo o efetivo exercício que o funcionário houver prestado no mesmo cargo. porém.decidir as reclamações contra a avaliação do mérito. apenas recurso. V .a partir da data em que o funcionário assumir o exercício do cargo do qual foi transferido. e IV . reversão e aproveitamento. em período anterior à criação do respectivo cargo. contado na seguinte conformidade: I . da classificação final.avaliar o mérito do funcionário quando houver divergência igual ou superior a 20 (vinte) pontos entre os totais atribuídos pelas autoridades avaliadoras. e II .eleger o respectivo presidente. IV . Artigo 106 . Estados.Artigo 98 . sem solução de continuidade. no caso de reintegração.Haverá em cada Secretaria de Estado uma Comissão de Promoção que terá as seguintes atribuições: I .no desempenho de função gratificada. os pontos atribuídos ao reclamante ou a outros funcionários. sem efeito a promoção por merecimento no caso de o processo resultar em penalidade.Para promoção por merecimento é indispensável que o funcionário obtenha número de pontos não inferior à metade do máximo atribuível. Artigo 101 . Artigo 105 . II . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 153 .O merecimento do funcionário é adquirido na classe.As promoções obedecerão à ordem de classificação. II . pelos fatos de que decorram irregularidade ou parcialidade no processamento das promoções. III .Avaliar os títulos e os certificados de cursos apresentados pelos funcionários. podendo alterar. nos casos de nomeação. Artigo 104 . e VI . Artigo 99 . das alterações de pontos feitos nos Boletins de Promoção. fundamentalmente. transferência a pedido. ficando.como se o funcionário estivesse em exercício. Artigo 103 . Parágrafo 1º . e 2. III .

propondo medidas tendentes ao seu aperfeiçoamento. Artigo 110 . mediante apresentação de atestado médico no primeiro dia em que comparecer ao serviço. feriados e aqueles em que não haja expediente . correspondente ao valor do respectivo padrão fixado em lei.As reposições devidas pelo funcionário e as indenizações por prejuízos que causar à Fazenda Pública Estadual. salvo no caso previsto no Parágrafo 1º deste artigo.serão computados exclusivamente para efeito de desconto do vencimento ou remuneração. os dias intercalados . com a aprovação do Governador. seqüestro ou penhora.Vencimento é a retribuição paga ao funcionário pelo efetivo exercício do cargo. não poderão ser objeto de arresto.O funcionário perderá: I .O vencimento. não excedendo a uma por mês. poderão ser abonadas por motivo de moléstia comprovada .A orientação das promoções do funcionalismo público civil será centralizada. Parágrafo 1º . quando o funcionário se encontrar fora da sede ou comprovadamente impossibilitado de locomover-se. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 154 . justificadas ou injustificadas. na forma da lei civil. Parágrafo 2º . cabendo ao órgão a que for deferida tal competência: I . por lei.opinar em processos sobre assuntos de promoção. quando não comparecer ao serviço. II . e IV . mais as quotas ou porcentagens que. lhe tenham sido atribuídas e as vantagens pecuniárias e ela incorporadas.realizar estudos e pesquisas no sentido de averiguar a eficiência do sistema em vigor.orientar as autoridades competentes quanto à avaliação das condições de promoção. correspondente a 2/3 (dois terços) do respectivo padrão.quando se tratar de prestação de alimentos.Só será admitida procuração para efeito de recebimento de quaisquer importâncias dos cofres estaduais. serão descontadas em parcelas mensais não excedentes da décima parte do vencimento ou remuneração ressalvados os casos especiais previstos neste Estatuto. e II . Artigo 113 . Artigo 112 . sempre que solicitado.No caso de faltas sucessivas.1/3 (um terço) do vencimento ou remuneração diária. Artigo 111 .nos casos previstos no Capítulo II do Título VI deste Estatuto.o vencimento ou remuneração do dia. e II . remuneração ou qualquer vantagem pecuniária atribuídos ao funcionário.domingos. até o máximo de 6 (seis) por ano. quando comparecer ao serviço dentro da hora seguinte à marcada para o início do expediente ou quando dele retirar-se dentro da última hora.expedir normas relativas ao processamento das promoções e elaborar as respectivas escalas de avaliação.Remuneração é a retribuição paga ao funcionário pelo efetivo exercício do cargo. Artigo 109 . salvo: I .As faltas ao serviço. III .Artigo 107. TÍTULO IV Dos Direitos e das Vantagens de Ordem Pecuniária CAPÍTULO I Do Vencimento e da Remuneração SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 108 . decorrentes do exercício do cargo. mais as vantagens a ele incorporadas para todos os efeitos legais.

será remunerado o trabalho extraordinário. a entrada e saída do funcionário em serviço.Para o funcionário estudante.As consignações em folha. VI .É proibido. Parágrafo 2º . VIDE DECRETO Nº 52. poderão ser estabelecidas normas especiais quanto à freqüência ao serviço.pelo ponto. para efeito de desconto de vencimentos ou remuneração.gratificações. III .Além do valor do padrão do cargo.Revogado. ceder ou gravar vencimento.Apurar-se-á a freqüência do seguinte modo: I . DE 6 DE OUTUBRO DE 1971. IV . meios mecânicos. diariamente. II .Para registro do ponto serão usados. e II . Parágrafo único . SEÇÃO II Do Horário e do Ponto Artigo 117 . salvo os casos expressamente previstos em lei. Parágrafo 3º .O período de trabalho.Nos dias úteis. poderá ser antecipado ou prorrogado pelo chefe da repartição ou serviço. exceto os obrigatórios e os autorizados por lei. fora dos casos expressamente consignados neste Estatuto. ou entidade com a qual o Estado mantenha convênio.Ponto é o registro pelo qual se verificará. remuneração ou qualquer vantagem decorrente do exercício de cargo público.O horário de trabalho nas repartições será fixado pelo Governo de acordo com a natureza e as necessidades do serviço.É vedado dispensar o funcionário do registro do ponto. Artigo 120 .salário-família e salário-esposa.ajudas de custo. de preferência.pela forma determinada. Artigo 116 . o funcionário só poderá receber as seguintes vantagens pecuniárias: I . Artigo 122 . Artigo 121 .O vencimento ou remuneração do funcionário não poderá sofrer outros descontos. quanto aos funcionários não sujeitos a ponto. V .O funcionário que comprovar sua contribuição para banco de sangue mantido por órgão estatal ou paraestatal. CAPÍTULO II Das Vantagens de Ordem Pecuniária SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 124 .Artigo 114 . Artigo 118 . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 155 .diárias. só por determinação do Governador poderão deixar de funcionar as repartições públicas ou ser suspenso o expediente. Parágrafo 1º . sem prejuízo da ação disciplinar cabível. nos casos de comprovada necessidade.810.A infração do disposto no parágrafo anterior determinará a responsabilidade da autoridade que tiver expedido a ordem. na forma estabelecida no Artigo 136 Artigo 119 . Artigo 115 . serão disciplinadas em regulamento. fica dispensado de comparecer ao serviço no dia da doação. conforme dispuser o regulamento. Artigo 123 .No caso de antecipação ou prorrogação.adicionais por tempo de serviço.

isoladamente. Parágrafo 3º . for designado para realizar investigações ou pesquisas científicas. por procedimento irregular. ressalvado o disposto no parágrafo único do Artigo 160 SEÇÃO Il Dos Adicionais por Tempo de Serviço Artigo 127 . Parágrafo 1º . considerados estes sempre como de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. seja qual for o motivo ou forma de pagamento. após cada período de 5 (cinco) anos. Parágrafo 2º . à Justiça. ou de professor de cursos de seleção e aperfeiçoamento ou especialização de servidores. Artigo 131 .honorários. observadas as proibições atinentes a regimes especiais de trabalho fixados em lei. Artigo 130 . bem como para exercer as funções de auxiliar ou membro de bancas e comissões de concurso ou prova. das entidades autárquicas ou paraestatais ou outras organizações públicas.VIDE DECRETO-LEI Nº 198. Artigo 129 . Parágrafo único . contínuos ou não. para os cofres públicos. e na imediata reposição.As porcentagens ou quotas-partes. nos casos em que deixar de perceber o vencimento ou remuneração.quota-parte de multas e porcentagens fixadas em lei.O adicional por tempo de serviço será concedido pela autoridade competente na forma que for estabelecida em regulamento. a que se incorpora para todos os efeitos.Excetuados os casos expressamente previstos neste artigo.A apuração do qüinqüênio será feita em dias e o total convertido em anos. VII . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 156 .O não cumprimento do que preceitua este artigo importará na demissão do funcionário. da importância indevidamente paga.O funcionário terá direito. Artigo 125 . à percepção de adicional por tempo de serviço.Vetado. VIII . calculado à razão de 5% (cinco por cento) sobre o vencimento ou remuneração. em razão de seu cargo ou função nos quais tenha sido mandado servir. desde que não a execute dentro do período normal ou extraordinário de trabalho a que estiver sujeito e sejam respeitadas as restrições estabelecidas em lei pela subordinação a regimes especiais de trabalho. o funcionário não poderá receber. seja qual for o seu fundamento. DE 27 DE FEVEREIRO DE 1970.Nenhuma importância relativa às vantagens constantes deste artigo será paga ou devida ao funcionário. atribuídas em virtude de multas ou serviços de fiscalização e inspeção.outras vantagens ou concessões pecuniárias previstas em leis especiais ou neste Estatuto. e X . nenhuma outra vantagem pecuniária dos órgãos do serviço público.O funcionário que exercer cumulativamente cargos ou funções.honorários pela prestação de serviço peculiar à profissão que exercer e.O funcionário não fará jus à percepção de quaisquer vantagens pecuniárias. pela autoridade ordenadora do pagamento. IX . terá direito aos adicionais de que trata esta Seção. a título definitivo. referentes a cada cargo ou a função. quando fora do período normal ou extraordinário de trabalho a que estiver sujeito. a qualquer título. Artigo 126 . se não houver crédito próprio. orçamentário ou adicional. a estes incorporada para todos os efeitos. legalmente instituídos. em função dela. Artigo 128 . só serão creditadas ao funcionário após a entrada da importância respectiva.O funcionário que completar 25 (vinte e cinco) anos de efetivo exercício perceberá mais a sexta-parte do vencimento ou remuneração.

Artigo 136 . Parágrafo 2º . após sua conclusão. quando em função de gabinete.Ao funcionário no exercício de cargo em substituição aplica-se o disposto no artigo anterior. ou de utilidade para o serviço.pela elaboração ou execução de trabalho técnico ou científico ou de utilidade para o serviço público. Parágrafo único . VIDE DECRETO Nº 51. na mesma razão percebida pelo funcionário em cada hora de período normal de trabalho a que estiver sujeito. ficando ainda sujeito à punição disciplinar. sem justo motivo.que se recusar.A prestação de serviço extraordinário não poderá exceder a duas horas diárias de trabalho. missão ou estudo fora do Estado ou designação para função de confiança do Governador. com a de demissão. em conseqüência do acréscimo da gratificação por serviço extraordinário. II .Poderá ser concedida gratificação ao funcionário: I . Parágrafo 1º . Artigo 139 . quantia que iguale ou ultrapasse o valor do padrão do cargo de direção. Parágrafo 1º . Artigo 137 .outras que forem previstas em lei. Artigo 138 . apenas será paga gratificação por serviço extraordinário correspondente à quantia a esse título percebida pelo subordinado de padrão mais elevado.Será punido com pena de suspensão e.Artigo 132 .O funcionário que receber importância relativa a serviço extraordinário que não prestou. Parágrafo 2º . e II . com o objetivo de remunerar outros serviços ou encargos.A gratificação pela prestação de serviço extraordinário será paga por hora de trabalho prorrogado ou antecipado. será computado o tempo de serviço.É vedado conceder gratificação por serviço extraordinário. enquanto nele permanecer. calculados sobre o vencimento que perceber no exercício desse cargo. à prestação de serviço extraordinário.O disposto neste artigo não se aplica durante o período em que subordinado de titular de cargo nele mencionado venha a perceber.165.que atestar falsamente a prestação de serviço extraordinário. será obrigado a restituí-la de uma só vez. Artigo 140 . na forma estabelecida nos Artigo76 e Artigo78. para efeito do parágrafo anterior.O funcionário que exercer cargo de direção não poderá perceber gratificação por serviço extraordinário.A gratificação pela elaboração ou execução de trabalho técnico ou científico.pela prestação de serviço extraordinário.Será responsabilizada a autoridade que infringir o disposto no "caput" deste artigo.Aos titulares de cargos de direção. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 157 . Artigo 133 . o funcionário: I .Para efeito dos adicionais a que se refere esta Seção. e V . Artigo 134 . na reincidência.quando designado para fazer parte de órgão legal de deliberação coletiva. SEÇÃO III Das Gratificações Artigo 135 . III .a título de representação. IV . será arbitrada pelo Governador.O ocupante de cargo em comissão fará jus aos adicionais previstos nesta Seção. de 23 de dezembro de 1968. a bem do serviço público.

poderá ser concedida.A gratificação a título de representação.Não será concedida diária ao funcionário removido ou transferido. Artigo 145 . Parágrafo único .A ajuda de custo. será fixada pelo Governador.O transporte do funcionário e de sua família compreende passagem e bagagem e correrá por conta do Governo. deverão constar de decreto. ou em missão ou estudo. Parágrafo 1º . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 158 . poderá ser concedida ajuda de custo ao funcionário que no interesse do serviço passar a ter exercício em nova sede. obedecidos os limites que forem estabelecidos para os demais cargos. serão fixadas por decreto.O cálculo das diárias será feito na base do valor do padrão do cargo.A juízo da Administração. SEÇÃO IV Das Diárias Artigo 144 . podendo ser percebida cumulativamente com a diária. 135. não poderá ser percebida cumulativamente com a referida no inciso I do art.As diárias relativas aos deslocamentos de funcionários para outros Estados e Distrito Federal.É vedado conceder diárias com o objetivo de remunerar outros encargos ou serviços. fixada em regulamento. desde que em território do País. não podendo exceder importância correspondente a 3 (três) vezes o valor do padrão do cargo. desde que relacionados com o cargo que exerce.O disposto no "caput" deste artigo não se aplica aos casos de missão ou estudo fora do País. no desempenho de suas atribuições. será arbitrada pelo Governador.A tabela de diárias. Artigo 148 . ou por autoridade que a lei determinar.O funcionário que indevidamente receber diária. Artigo 150 .Artigo 141 . Parágrafo 5º .Não caberá a concessão de diária quando o deslocamento de funcionário constituir exigência permanente do cargo ou função. além do transporte.Entende-se por sede o município onde o funcionário tem exercício. Parágrafo 3º .As diárias para os cargos sujeitos ao regime de remuneração serão fixadas em decreto do Poder Executivo.A ajuda de custo destina-se a indenizar o funcionário das despesas de viagens e de nova instalação . uma diária a título de indenização das despesas de alimentação e pousada. Parágrafo 4º . bem como as autoridades que as concederem. Artigo 147 .A gratificação de representação de gabinete.Ao funcionário que se deslocar temporariamente da respectiva sede. durante o período de trânsito. Parágrafo único .Será responsabilizada a autoridade que infringir o disposto neste artigo. ficando ainda sujeito à punição disciplinar. Artigo 143 . Artigo 146 . será obrigado a restituí-la de uma só vez. quando o funcionário for designado para serviço ou estudo fora do Estado. Parágrafo 2º . Artigo 142 . Parágrafo 2º . Parágrafo 1º . será arbitrada pelos Secretários de Estado.A gratificação relativa ao exercício em órgão legal de deliberação coletiva. SEÇÃO V Das Ajudas de Custo Artigo 149 .

e II . as condições de vida na nova sede. de acordo com a distribuição de dependentes. em que a importância por devolver será descontada integralmente do vencimento ou remuneração. o salário-família será concedido a um deles.A restituição poderá ser feita parceladamente. se for obrigado a mudar de sede dentro do período de 2 (dois) anos poderá receber. não podendo exceder a quantia relativa a 1 (uma) vez o valor do padrão do cargo. desde que vivam total ou parcialmente às expensas do funcionário.o funcionário que. antes de concluir o serviço que lhe foi cometido. Parágrafo único . ou a ambos. Parágrafo 3º . será concedido ao que tiver os dependentes sob sua guarda.Não será concedida ajuda de custo: I .O funcionário que recebeu ajuda de custo. a juízo da autoridade que houver concedido a ajuda de custo.O salário-família será concedido ao funcionário ou ao inativo por: I . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 159 .A ajuda de custo de que trata este artigo será arbitrada pelo Governador. não ficará ele obrigado a restituir a ajuda de custo. em virtude de mandato eletivo. Parágrafo único .filho inválido de qualquer idade.A invalidez que caracteriza a dependência incapacidade total e permanente para o trabalho.filho menor de 18 (dezoito) anos. Artigo 153 .ao funcionário que se afastar da sede ou a ela voltar. atinge exclusivamente a pessoa do funcionário.A responsabilidade pela restituição de que trata este artigo. Artigo 151 . o tempo de viagem e os recursos orçamentários disponíveis. os enteados e os adotivos. tendo em vista o número de pessoas que acompanham o funcionário.Quando o funcionário for incumbido de serviço que o obrigue a permanecer fora da sede por mais de 30 (trinta) dias. pedir exoneração ou abandonar o cargo. Parágrafo 2º . a distância a ser percorrida.O regulamento fixará o critério para o arbitramento. Artigo 152 . Parágrafo único .Quando o pai e a mãe tiverem ambos a condição de funcionário público ou de inativo e viverem em comum.Parágrafo único .A importância dessa ajuda de custo será fixada na forma do Artigo 150. apenas.Se o regresso do funcionário for determinado pela autoridade competente ou por motivo de força maior devidamente comprovado. poderá receber ajuda de custo sem prejuízos das diárias que lhe couberem. salvo no caso de recebimento indevido. Artigo 157 .o funcionário que não seguir para a nova sede dentro dos prazos fixados. equiparando-se a estes os tutelados sem meios próprios de subsistência. Parágrafo 1º . Parágrafo único . 2/3 (dois terços) do benefício que lhe caberia. salvo motivo independente de sua vontade. os filhos de qualquer condição. sem prejuízo da pena disciplinar cabível. devidamente comprovado sem prejuízo da pena disciplinar cabível.ao que for afastado junto a outras Administrações. e II .Caberá também ajuda de custo ao funcionário designado para serviço ou estudo no estrangeiro. Parágrafo único . Artigo 154 .Restituirá a ajuda de custo que tiver recebido: I .Se não viverem em comum. regressar da nova sede. II .Consideram-se dependentes. Artigo 156 . SEÇÃO VI Do Salário-Família e do Salário-Esposa Artigo 155 .

Parágrafo 2º . desde que a mulher não exerça atividade remunerada. Parágrafo 1º . Artigo 161 . se decorrente do tratamento.Ao pai e a mãe equiparam-se o padrasto e a madrasta e. SEÇÃO VII Outras Concessões Pecuniárias Artigo 163 . dentro das dotações orçamentárias próprias.A concessão do benefício a que se refere este artigo será objeto de regulamento. estadual ou municipal.REVOGADO. no desempenho de serviço.É vedada a percepção de salário-família por dependente em relação ao qual já esteja sendo pago este benefício por outra entidade pública federal.Poderá ser concedido transporte à família do funcionário.Só serão atendidos os pedidos de transporte formulados dentro do prazo de 1 (um) ano. a importância orrespondente a 1 (um) mês de vencimento ou remuneração. Parágrafo único . inclusive para pessoa de sua família.b AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 160 . no dia em que lhe for apresentado o atestado de óbito pelo cônjuge ou pessoa a cujas expensas houver sido efetuado o funeral. Artigo 162 .Artigo 158 . VIDE DECRETO-LEI Nº 198 de. Artigo 166 .REVOGADO. à pessoa que provar ter feito despesas em virtude do falecimento do funcionário ou inativo. os representantes legais dos incapazes.O disposto neste artigo não se aplica aos casos disciplinares e penais. será concedido. Artigo 159 . ficando o infrator sujeito às penalidades da lei.O salário-esposa será concedido ao funcionário que não perceba vencimento ou emuneração de importância superior a 2 (duas) vezes o valor do menor vencimento pago pelo Estado.Ao funcionário licenciado para tratamento de saúde poderá ser concedido transporte. pagando ou recebendo em moeda corrente. quando este falecer fora a sede de exercício. na falta destes. ou procurador legalmente habilitado.Não será pago o salário-família nos casos em que o funcionário deixar de perceber o respectivo vencimento ou remuneração. Artigo 168 . Artigo 169 . feita a prova de identidade.O pagamento será efetuado pela respectiva repartição pagadora. do exercício em determinadas zonas ou locais e da execução de trabalho especial com risco de vida ou saúde. Artigo 167 . a título de funeral. decorrentes de acidentes no trabalho.Ao cônjuge ou na falta deste. 27 de fevereiro de 1970. Parágrafo único . Parágrafo único .A concessão de que trata o artigo anterior só poderá ser deferida ao funcionário que se encontre no exercício do cargo e mantenha contato com o público.O Governo do Estado poderá conceder prêmios em dinheiro. Artigo 170 . VIDE DECRETO-LEI Nº 24.O Estado assegurará ao funcionário o direito de pleno ressarcimento de danos ou prejuízos. Artigo 160 . de 28 de março de 1968.A concessão e a supressão do salário-família serão processadas na forma estabelecida em lei. classificados em concursos de monografias de interesse para o serviço público. a partir da data em que houver falecido o funcionário. nem aos de licença por motivo de doença em pessoa da família. aos funcionários autores dos melhores trabalhos. Artigo 164 .A mesma concessão poderá ser feita à família do funcionário falecido fora do Estado. Artigo 165 .

bem como os diretores ou responsáveis pelas entidades referidas no Parágrafo 2º do artigo anterior e os fiscais ou representantes dos poderes públicos junto às mesmas.A proibição de acumular proventos não se aplica aos aposentados. Parágrafo único . mediante processo administrativo.As autoridades civis e os chefes de serviço. a percepção das vantagens enumeradas no Artigo 124 Artigo 174 . para o exercício de função ou cargo público. o funcionário será mantido no cargo ou função que exercer há mais tempo. salvo se optar pelo mesmo. quanto ao exercício de mandato eletivo. Parágrafo 2º .Em caso contrário.Provada a boa-fé. Parágrafo 1º . perdendo. poderá ser nomeado para cargo em comissão. fora das condições previstas neste Capítulo. observada a escala que for aprovada.O funcionário terá direito ao gozo de 30 (trinta) dias de férias anuais. desde que tenha correspondência com a função principal.É proibido levar à conta de férias qualquer falta ao trabalho.a de um cargo de professor e outro técnico ou científico. que tiverem conhecimento de que qualquer dos seus subordinados ou qualquer empregado da empresa sujeita à fiscalização está no exercício de acumulação proibida. TÍTULO V Dos Direitos e Vantagens em Geral CAPÍTULO I Das Férias Artigo 176 . que o funcionário está acumulando. Parágrafo 1º . e IV .a de dois cargos privativos de médico. Parágrafo 3º . Artigo 173 . para os fins indicados no artigo anterior. Artigo 175 . o funcionário demitido ficará ainda inabilitado pelo prazo de 5 (cinco) anos. a acumulação somente é permitida quando haja correlação de matérias e compatibilidade de horários. durante o exercício desse cargo. inclusive em entidades que exerçam função delegada do poder público ou são por este mantidas ou administradas. III .Em qualquer dos casos.Verificado. exceto: I .CAPÍTULO III Das Acumulações Remuneradas Artigo 171 . empresas públicas e sociedades de economia mista.a de dois cargos de professor. o vencimento ou remuneração do cargo efetivo ou o provento.A proibição de acumular se estende a cargos. será ele demitido de todos os cargos e funções e obrigado a restituir o que indevidamente houver recebido. ou em disponibilidade.Não se compreende na proibição de acumular. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 161 . cargo em comissão ou ao contrato para prestação de serviços técnicos ou especializados. Parágrafo 2º . Parágrafo 2º .Qualquer cidadão poderá denunciar a existência de acumulação ilegal. Parágrafo 1º . Artigo 172 . funções ou empregos em autarquias. salvo por absoluta necessidade de serviço e pelo máximo de 2 (dois) anos consecutivos.O funcionário ocupante de cargo efetivo. farão a devida comunicação ao órgão competente. II .É vedada a acumulação remunerada.É proibida a acumulação de férias.a de um juiz e um cargo de professor.

II . quando em gozo de férias.no caso previsto no Artigo 198. a escala de férias para o ano seguinte. Artigo 180 . VI . no exercício anterior. CAPÍTULO II Das Licenças SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 181 . Artigo 183 .A infração deste artigo importará na perda total do vencimento ou remuneração correspondente ao período de ausência e.para cumprir obrigações concernentes ao serviço militar. como medida profilática.para tratar de interesses particulares.O funcionário poderá ser licenciado: I .A licença dependente de inspeção médica será concedida pelo prazo indicado no respectivo laudo.O funcionário transferido ou removido. Artigo 184 .O período de férias será reduzido para 20 (vinte) dias.O funcionário licenciado nos termos dos ítens I a IV Artigo 181.Ao funcionário ocupante de cargo em comissão serão concedidas a licenças previstas neste artigo. V .quando acidentado no exercício de suas atribuições ou atacado de doença profissional.Atendido o interesse do serviço. VII .por motivo de doença em pessoa de sua família. o funcionário terá direito a todas as vantagens. adquirirá o funcionário direito a férias. que poderá alterar de acordo com a conveniência do serviço. no mês de dezembro. Artigo 179 . tiver.para tratamento de saúde.Caberá ao chefe da repartição ou do serviço. o funcionário poderá gozar férias de uma só vez ou em dois períodos iguais. desde que entre a cessação do anterior e o início do subseqüente exercício não haja interrupção superior a 10 (dez) dias. salvo a referida no inciso VI do Artigo 181 Artigo 182 . Artigo 178 .como prêmio de assiduidade. Parágrafo único . se for considerado apto em inspeção médica realizada "ex-officio" ou se não subsistir a doença na pessoa de sua família. mais de 10 (dez) não comparecimentos correspondentes a faltas abonadas. Parágrafo 4º . salvo prorrogação. III . e IX . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 162 . Artigo 177 . justificadas e injustificadas ou às licenças previstas nos Inciso IV e inciso VI do art. Parágrafo único .Durante as férias. organizar.Finda a licença. Parágrafo único . não será obrigado a apresentar-se antes de terminá-las. Parágrafo único . IV . o funcionário deverá reassumir.compulsoriamente. ficará o funcionário sujeito à pena de demissão por abandono de cargo. 181. imediatamente. desde que em inspeção médica fique comprovada a cessação dos motivos determinantes da licença. como se estivesse em exercício. se o servidor. se esta exceder a 30 (trinta) dias.Somente depois do primeiro ano de exercício no serviço público.Parágrafo 3º .O funcionário poderá desistir da licença.no caso previsto no Artigo 205 VIII . é obrigado a reassumir o exercício.Será contado para efeito deste artigo o tempo de serviço prestado em outro cargo público. o exercício do cargo. considerados em conjunto.

AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 163 . mediante inspeção em órgão médico oficial.Ao funcionário que. o disposto nas Seções VII e X desse Capítulo. observando-se no que couber. quando julgada necessária. desde que cessados os motivos determinantes da aposentadoria.O funcionário licenciado nos termos dos ítens I e II não poderá dedicar-se a qualquer atividade renumerada.O funcionário ocupante de cargo em comissão poderá ser aposentado. terá direito à licença com vencimento ou remuneração.Será obrigatória a reversão do aposentado."ex-officio".Não se aplica o disposto neste artigo às licenças previstas nos itens inciso VI e inciso IX.A suspensão cessará no dia em que se realizar a inspeção.As licenças previstas nos ítens I e II do art.O funcionário licenciado nos termos dos ítens I e II do art. sob pena de ser cassada a licença e de ser demitido por abandono do cargo. Parágrafo 2º . quando não se justificar a aposentadoria. 181 ficará obrigado a seguir rigorosamente o tratamento médico adequado à doença. Artigo 192 . Parágrafo 2º . serão consideradas em prorrogação. 181. estiver impossibilitado para o exercício do cargo. 181. Parágrafo 1º . realizada em órgão oficial e poderá ser concedida: I . Artigo 186 . com vencimento ou remuneração.A licença poderá ser prorrogada "ex-officio" ou mediante solicitação do funcionário.O funcionário que se recusar a submeter-se à inspeção médica. sob pena de lhe ser suspenso o pagamento do vencimento ou remuneração.Findo o prazo. Artigo 190 . Parágrafo único . será concedida licença. desde que verificada a sua invalidez. concedidas dentro de 60 (sessenta) dias.O funcionário acidentado no exercício de suas atribuições ou que tenha adquirido doença profissional.Artigo 185 . SEÇÃO II Da Licença para Tratamento de Saúde Artigo 191 . do art. e II . Parágrafo 1º . o funcionário será submetido à inspeção médica e aposentado. Artigo 189 . SEÇÃO III Da Licença ao Funcionário Acidentado no Exercício de suas Atribuições ou Atacado de Doença Profissional Artigo 194 .a pedido do funcionário. contar-se-á como de licença o período compreendido entre o seu término e a data do conhecimento oficial do despacho denegatório. Artigo 187 . por motivo de saúde. previsto neste artigo. contados da terminação da anterior. Artigo 188 .O pedido de prorrogação deverá ser apresentado pelo menos 8 (oito) dias mantes de findo o prazo da licença. caso não reassuma o seu exercício dentro do prazo de 30 (trinta) dias.A licença para tratamento de saúde dependerá de inspeção médica. será punido com pena de suspensão. desde que preencha os requisitos do Artigo 227 Artigo 193 . nas condições do artigo anterior. até o máximo de 4 (quatro) anos. permitindo-se o licenciamento além desse prazo. se indeferido.O órgão médico oficial fiscalizará a observância do disposto no artigo anterior.

será desde logo concedida aposentadoria ao funcionário. a critério médico.O funcionário poderá obter licença. Artigo 197 . Parágrafo 2º . SEÇÃO V Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Artigo 199 . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 164 .No caso de natimorto. acompanhada de documentação oficial que prove a incorporação.Quando a desincorporação se verificar em lugar diverso do da sede.Para a conceituação do acidente da doença profissional. 193.Provar-se-á a doença em inspeção médica na forma prevista no art.A licença será concedida mediante comunicação do funcionário ao chefe da repartição ou do serviço.Ocorrido o parto sem que tenha sido requerida a licença. Parágrafo 3º . verificada a incapacidade total para qualquer função pública.No caso de acidente. de 7 de maio de 1973. será esta concedida mediante a apresentação da certidão de nascimento e vigorará a partir da data do evento. Artigo 196 . Parágrafo 2º .A licença de que trata este artigo será concedida com vencimento ou remuneração até 1 (um) mês e com os seguintes descontos: I . licença de 120 (cento e vinte) dias com vencimento ou remuneração.A comprovação do acidente. Parágrafo 3º . VIDE LEI COMPLEMENTAR Nº 76.A licença prevista no artigo anterior não poderá exceder de 4 (quatro) anos.Considera-se também acidente a agressão sofrida e não provocada pelo funcionário. SEÇÃO VI Da Licença para Atender a Obrigações Concernentes ao Serviço Militar Artigo 200 . será feita em processo. podendo retroagir ate 15 (quinze) dias.sem vencimento ou remuneração do sétimo ao vigésimo mês. sob pena de demissão por abandono do cargo.O funcionário desincorporado reassumirá imediatamente o exercício. indispensável para a concessão da licença. SEÇÃO IV Da Licença à Funcionária Gestante Artigo 198 . 60. Parágrafo 1º . quando exceder a 1 (um) mês até 3 (três) II . será concedida licença sem vencimento ou remuneração. por motivo de doença do cônjuge e de parentes até segundo grau.Salvo a prescrição médica em contrário.Ao funcionário que for convocado para o serviço militar e outros encargos da segurança nacional. serão adotados os critérios da legislação federal de acidentes do trabalho. Parágrafo 1º . Parágrafo 1º .de 2/3 (dois terços). se a ausência exceder a 30 (trinta) dias. Artigo 195 . que deverá iniciar-se no prazo de 8 (oito) dias. quando exceder a 3 (três) até 6 (seis) III . Parágrafo único . na forma prevista no art. será concedida a licença para tratamento de saúde. 193. a licença será concedida a partir do oitavo mês de gestação. os prazos para apresentação serão os previstos no art. no exercício de suas funções. contados do evento.de 1/3 (um terço).Parágrafo único . Parágrafo 2º .A funcionária gestante será concedida mediante inspeção médica.

Parágrafo 3º .Ao funcionário que houver feito curso para ser admitido como oficial da reserva das Forças Armadas.Quando não positivada a moléstia. ao qual se possa atribuir a condição de fonte de infecção de doença transmissível. Parágrafo 1º .Poderá ser negada a licença quando o afastamento do funcionário for nconveniente ao interesse do serviço.Depois de 5 (cinco) anos de exercício. Parágrafo 4º . SEÇÃO VII Da Licença para Tratar de Interesses Particulares Artigo 202 . o funcionário será licenciado para tratamento de saúde na forma prevista no Artigo 191. reassumindo o exercício em seguida. será também concedida licença sem vencimento ou remuneração. removido ou transferido. desde que dentro do período de 3 (três) anos. SEÇÃO VIII Da Licença à Funcionária Casada com Funcionário ou Militar Artigo 205 . Parágrafo único . a juízo de autoridade sanitária competente. antes de assumir o exercício do cargo. o funcionário poderá obter licença.O funcionário poderá desistir da licença. a juízo da Administração. e na forma prevista no regulamento. SEÇÃO X Da Licença-Prêmio AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 165 . Artigo 204 .O funcionário deverá aguardar em exercício a concessão da licença.A licença poderá ser gozada parceladamente. Artigo 207 .A funcionária casada com funcionário estadual ou com militar terá direito à licença.Artigo 201 . sem vencimento ou remuneração. em outro ponto do Estado ou do território nacional ou no estrangeiro. deverá o funcionário retornar ao serviço.O funcionário. considerando-se incluídos no período da licença os dias de licenciamento compulsório. Artigo 208 . o período de licença compulsória. quando o marido for mandado servir. SEÇÃO IX Da Licença Compulsória Artigo 206 .Não será concedida licença para tratar de interesses particulares ao funcionário nomeado. Artigo 203 . Parágrafo 2º . considerando-se como de efetivo exercício para todos os efeitos legais.Verificada a procedência da suspeita.A licença será concedida mediante pedido devidamente instruído e vigorará pelo tempo que durar a comissão ou a nova função do marido. a qualquer tempo. pelo prazo máximo de 2 (dois) anos. poderá ser licenciado.Só poderá ser concedida nova licença depois de decorridos 5 (cinco) anos do término da anterior. sem vencimento ou remuneração. enquanto durar essa condição. independentemente de solicitação. durante os estágios prescritos pelos regulamentos militares. para tratar de interesses particulares.

CAPÍTULO IV Da Disponibilidade Artigo 219 . e não acarretará desconto algum no vencimento ou remuneração. poderá o funcionário gozar o período restante de 45 (quarenta e cinco) dias.O funcionário efetivo.as faltas abonadas. CAPÍTULO III Da Estabilidade Artigo 217 . assegurada ampla defesa.os afastamentos enumerados noArtigo78 excetuado o previsto no Item X.O funcionário deverá aguardar em exercício a concessão da licença. Artigo 211 . contar mais de 2 (dois) anos de efetivo exercício. à licença de 90 (noventa) dias em cada período de 5 (cinco) anos de exercício ininterrupto. Artigo 216 . ressalvando-se à Administração o direito de aproveitar o funcionário em outro cargo de igual padrão. que conta. e II . Artigo 213 . será instruído com certidão de tempo de serviço.O requerimento da licença.O funcionário terá direito. decidir por seu gozo por inteiro ou parceladamente. recebendo em dinheiro. Artigo 212 .O cálculo a que se refere o artigo anterior. de acordo com as suas aptidões. a licença poderá ser gozada em parcelas não inferiores a 30 (trinta) dias. de 25 de Junho de 1973 Parágrafo único . independentemente da ordem estabelecida neste parágrafo a juízo da Administração quanto à oportunidade. desde que entre a cessação do anterior e o início do subseqüente não haja interrupção superior a 30 (trinta) dias. as justificadas e os dias de licença a que se referem os Artigo 181 ítens I inciso IV do art.O funcionário poderá ser posto em disponibilidade remunerada: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 166 . pelo menos 15 (quinze) anos de serviço.O período da licença será considerado de efetivo exercício para todos os efeitos legais. Artigo 218 .Caberá às autoridades competentes para conceder a licença.Artigo 209 . Parágrafo único .Dependerá de novo requerimento. 181 desde que o total de todas essas ausências não exceda o limite máximo de 30 (trinta) dias. poderá optar pelo gozo da metade do período de licença-prêmio a que tiver direito.A requerimento do funcionário. nomeado por concurso. Parágrafo único . VIDE Lei Complementar nº 78. quando não iniciada dentro de 30 (trinta) dias. o gozo da licença. no período de 5 (cinco) anos. será efetuado com base no padrão de vencimentos à época da opção. Artigo 215 . tendo em vista o interesse do serviço.Para fins da licença prevista nesta Seção. importância equivalente aos vencimentos correspondentes à outra metade.No caso deste artigo. não se consideram interrupção de exercício: I . contados da publicação do ato que a houver concedido. Estados e Municípios e Autarquias em geral.O funcionário estável só poderá ser demitido em virtude de sentença judicial ou mediante processo administrativo. Artigo 214 . por inteiro ou em duas parcelas de 30 (trinta) e de 15 (quinze) dias. como prêmio de assiduidade.Será contado para efeito da licença de que trata esta Seção. em que não haja sofrido qualquer penalidade administrativa. Artigo 210 . Parágrafo único .A estabilidade diz respeito ao serviço público e não ao cargo. o tempo de serviço prestado à União.É assegurada a estabilidade somente ao funcionário que. Parágrafo único .

No caso do item III.O funcionário em disponibilidade poderá ser aposentado nos termos do Artigo 222 Artigo 226 . CAPÍTULO V Da Aposentadoria Artigo 222 .O provento do aposentado só poderá sofrer descontos autorizados em lei. II . será extensiva ao provento do disponível. Parágrafo 2º .igual ao vencimento ou remuneração e demais vantagens pecuniárias incorporadas para esse efeito: 1. após 35 (trinta e cinco) anos de serviço. Parágrafo único . 222 produzirá efeito a partir da publicação do ato no "Diário Oficial".no caso previsto no Parágrafo 2º do art.A aposentadoria prevista no item III do art.Os limites de idade e de tempo de serviço para a aposentadoria poderão ser reduzidos.O provento da aposentadoria será: I . e 2. II . Parágrafo único .I . o cargo for extinto por lei. e II . quando o funcionário.quando. Artigo 224 . 94 da Constituição do Estado de São Paulo.por invalidez.O provento da disponibilidade não poderá ser superior ao vencimento ou remuneração e vantagens percebidos pelo funcionário. Artigo 228 . após a comprovação da invalidez do funcionário.O funcionário se afastará no dia imediato àquele em que atingir a idade limite. Artigo 227 . o prazo é reduzido a 30 (trinta) anos para as mulheres. 222 aplicam-se ao funcionário ocupante de cargo em comissão.A aposentadoria prevista no item I do artigo anterior. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 167 . independentemente da publicação do ato declaratório da aposentadoria. Artigo 220 . Artigo 230 . que contar mais de 15 (quinze) anos de exercício ininterrupto nesse cargo. só será concedida.voluntariamente. Artigo 229 . e III .Qualquer alteração do vencimento ou remuneração e vantagens percebidas pelo funcionário em virtude de medida geral. na mesma proporção.O funcionário será aposentado: I .compulsoriamente. nos termos do parágrafo único do art. nos demais casos.O funcionário ficará em disponibilidade até o seu obrigatório aproveitamento em cargo equivalente. Parágrafo 1º . mediante inspeção de saúde realizada em órgão médico oficial. aos 70 (setenta) anos.proporcional ao tempo de serviço. contar 35 (trinta e cinco) anos de serviço e do sexo feminino. tendo adquirido estabilidade. seja ou não ocupante de cargo de provimento efetivo. Artigo 231 . 31. Artigo 221 .As disposições dos ítens I e II do art.A aposentadoria compulsória prevista no Artigo 222 inciso II é automática. 30 (trinta) anos. quando ocorrer a invalidez.O pagamento dos proventos a que tiver direito o aposentado deverá iniciar-se no mês seguinte ao em que cessar a percepção do vencimento ou remuneração. do sexo masculino. Artigo 225 . Artigo 223 .O provento da aposentadoria não poderá ser superior ao vencimento ou remuneração e demais vantagens percebidas pelo funcionário.

será extensiva ao provento do aposentado.Havendo vaga na sede do exercício de ambos os cônjuges. de que está freqüentando regularmente o curso em que estiver matriculado. na mesma proporção. e VII . Parágrafo 2º . na escala ascendente. se o funcionário concluir o curso. não existir estabelecimento congênere. na nova sede. se este também for funcionário e houver vaga.Ao funcionário é assegurado o direito de remoção para igual cargo no local de residência do cônjuge.nenhum recurso poderá ser dirigido mais de uma vez à mesma autoridade. sob pena de suspensão.o pedido de reconsideração deverá ser decidido no prazo máximo de 30 (trinta) dias. perante a repartição a que esteja subordinado. Artigo 235 . observadas as seguintes regras: I . CAPÍTULO VII Do Direito de Petição Artigo 239 . II . após transcorridos 5 (cinco) anos. e 2. Parágrafo único .nenhuma solicitação. IV . Artigo 237. CAPÍTULO VI Da Assistência ao Funcionário Artigo 233 . VI . para os fins dos Artigo234 ao Artigo 236.Somente será concedida nova remoção por união de cônjuges ao funcionário que for removido a pedido para outro local. poderá ser: 1.Artigo 232 .o pedido de reconsideração só será cabível quando contiver novos argumentos e será sempre dirigido à autoridade que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 168 . Parágrafo 1º . o Estado é obrigado a fornecer-lhes gratuitamente equipamentos de proteção a saúde. qualquer que seja a sua forma. serão de uso obrigatório dos funcionários. Artigo 236 . dirigida à autoridade incompetente para decidi-la. reconhecido ou equiparado àquele em que o interessado esteja matriculado.Considera-se local. encaminhada senão por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o funcionário. às demais autoridades.Anualmente. desde que não prejudique o serviço. o interessado deverá fazer prova. Artigo 234 .O ato que remover ou transferir o funcionário estudante de uma para outra cidade ficará suspenso se. III .Efetivar-se-á a transferência. pedir reconsideração e recorrer de decisões. a remoção poderá ser feita para o local indicado por qualquer deles.nenhum pedido de reconsideração poderá ser renovado. o município onde o cônjuge tem sua residência. Artigo 238 . desde que o faça dentro das normas de urbanidade e em termos.Nos trabalhos insalubres executados pelos funcionários.Os equipamentos aprovados por órgão competente.o recurso será dirigido à autoridade a que estiver imediatamente subordinado e que tenha expedido o ato ou proferido a decisão e.Qualquer alteração do vencimento ou remuneração e vantagens percebidas pelo funcionário em virtude de medida geral. oficial. V .É permitido ao funcionário requerer ou representar.só caberá recurso quando houver pedido de reconsideração desatendido ou não decidido no prazo legal. deixar de cursá-lo ou for reprovado durante 2 (dois) anos. sucessivamente.

os que forem providos. Se a decisão não for proferida dentro desse prazo.empregar material do serviço público em serviço particular. sob pena de responsabilidade do funcionário infrator. porém. determinando a contagem de novos prazos.É proibido ainda.promover manifestações de apreço ou desapreço dentro da repartição. e uma vez proferida. aposentadoria ou disponibilidade do funcionário.desempenhar com zelo e presteza os trabalhos de que for incumbido. quando este for de natureza reservada da data em que dele tiver conhecimento o funcionário: I .tratar de interesses particulares na repartição.fazer contratos de natureza comercial e industrial com o Governo.A decisão final dos recursos a que se refere este artigo deverá ser dada dentro do prazo de 90 (noventa) dias. IV . decisões ou providências. das Proibições e das Responsabilidades CAPÍTULO I Dos Deveres e das Proibições SEÇÃO I Dos Deveres Artigo 241 . darão lugar às retificações necessárias. VII . será imediatamente publicada. poderá ser recebida petição. prescreve a partir da data da publicação. especialmente. V . representando quando forem manifestamente ilegais. Parágrafo 2º . pedido de reconsideração ou recurso que não atenda às prescrições deste artigo. ou como representante de outrem.guardar sigilo sobre os assuntos da repartição e. Artigo 240 . IV . ou de sociedades comerciais.Os pedidos de reconsideração e os recursos não têm efeito suspensivo. nos demais casos. devendo a autoridade à qual forem encaminhadas tais peças indeferi-las de plano. e II .exercer comércio entre os companheiros de serviço. poderá o funcionário desde logo interpor recurso à autoridade superior. Artigo 243 . interrompem a prescrição. II .ser assíduo e pontual.participar da gerência ou administração de empresas bancárias ou industriais. Parágrafo 3º . e VIII . sobre despachos.Em hipótese alguma. do ato impugnado. que mantenham relações comerciais ou administrativas com o AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 169 .em 120 (cento e vinte) dias.O direito de pleitear na esfera administrativa. desde que outra providência não determine a autoridade quanto aos efeitos relativos ao passado. III . no órgão oficial.em 5 (cinco) anos. contados da data do recebimento na repartição.deixar de comparecer ao serviço sem causa justificada. retroagindo os seus efeitos à data do ato impugnado.cumprir as ordens superiores. ou tornar-se solidário com elas. VI . ao funcionário: I . quanto aos atos de que decorreram a demissão. até 2 (duas) vezes no máximo.Os recursos ou pedidos de reconsideração. por si. Parágrafo único . quando cabíveis. a partir da data da publicação oficial do despacho denegatório ou restritivo do pedido TÍTULO VI Dos Deveres.Parágrafo 1º . ou.São deveres do funcionário: I . e apresentados dentro dos prazos de que trata este artigo. II . promover ou subscrever listas de donativos dentro da repartição.

pelas faltas. IV . VII . VI . em matéria que se relacione com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado. bem assim na direção ou gerência de cooperativas e associações de classe. III . e IV .aceitar representação de Estado estrangeiro.Governo do Estado.valer-se de sua qualidade de funcionário para desempenhar atividade estranha às funções ou para lograr. salvo quando se tratar de função de confiança e livre escolha.incitar greves ou a elas aderir. ou sujeitos a seu exame ou fiscalização. avarias e quaisquer outros prejuízos que sofrerem os bens e os materiais sob sua guarda. danos. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 170 . CAPÍTULO II Das Responsabilidades Artigo 245 . guias e outros documentos da receita. ou praticar atos de sabotagem contra o serviço público. quotista ou comanditário. IX . XI . direta ou indiretamente.constituir-se procurador de partes ou servir de intermediário perante qualquer repartição pública. estabelecimentos ou instituições que tenham relações com o Governo. emprego ou função em empresas.Não está compreendida na proibição dos inciso II e inciso VI . Parágrafo único . Parágrafo único .fundar sindicato de funcionários ou deles fazer parte. e XII . ou que tenham com eles relação.Caracteriza-se especialmente a responsabilidade: I . estaduais ou municipais. podendo. ou no estrangeiro. até segundo grau. federais. sejam por este subvencionadas ou estejam diretamente relacionadas com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado. regulamentos. III . ou por não as tomar. a participação do funcionário em sociedades em que o Estado seja acionista.O funcionário que adquirir materiais em desacordo com disposições legais e regulamentares. causar à Fazenda Estadual. VIII .pela falta ou inexatidão das necessárias averbações nas notas de despacho. não podendo exceder a 2 (dois) o número de auxiliares nessas condições.receber estipêndios de firmas fornecedoras ou de entidades fiscalizadas. ou como seu sócio. exceto quando se tratar de interesse de cônjuge ou parente até segundo grau. será responsabilizado pelo respectivo custo. garantias de juros ou outros favores semelhantes. mesmo fora das horas de trabalho. V .pela sonegação de valores e objetos confiados à sua guarda ou responsabilidade. podendo-se proceder ao desconto no seu vencimento ou remuneração.requerer ou promover a concessão de privilégios.comerciar ou ter parte em sociedades comerciais nas condições mencionadas no Artigo 243 inciso II. ou por não prestar contas. sem prejuízo das penalidades disciplinares cabíveis. Artigo 246 .por qualquer erro de cálculo ou redução contra a Fazenda Estadual. regimentos. sem autorização do Presidente da República. devidamente apurados. nessa qualidade. exceto privilégio de invenção própria. no País. X . instruções e ordens de serviço. na forma e no prazo estabelecidos nas leis. qualquer proveito. por dolo ou culpa. ser acionista.O funcionário é responsável por todos os prejuízos que. em qualquer caso.exercer. II . mesmo quando estiver em missão referente à compra de material ou fiscalização de qualquer natureza.É vedado ao funcionário trabalhar sob as ordens imediatas de parentes.praticar a usura. Artigo 244 .

Parágrafo 2º . que não excederá de 90 (noventa) dias.No caso do Artigo245 paragrafo único incisoIV. TÍTULO VII Das Penalidades CAPÍTULO I Das Penalidades e de sua Aplicação Artigo 251 .Artigo 247 . Artigo 248 . na reincidência.A pena de repreensão será aplicada por escrito. IV .abandono de cargo.Será aplicada a pena de demissão nos casos de: I .Fora dos casos incluídos no artigo anterior.procedimento irregular. sendo o funcionário. será aplicada em caso de falta grave ou de reincidência. e VI . de natureza grave. o funcionário será obrigado a repor. nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres. a importância da indenização poderá ser descontada do vencimento ou remuneração não excedendo o desconto à 10ª (décima) parte do valor destes. nem o pagamento da indenização a que ficar obrigado.A pena de multa será aplicada na forma e nos casos expressamente previstos em lei ou regulamento.multa. IV . que não excederá de 90 (noventa) dias. na base de 50 (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração.A autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa penalidade em multa. regulamentos ou regimentos. a de suspensão. Artigo 250 . a importância do prejuízo causado em virtude de alcance. Artigo 254 . Parágrafo 1º .A pena de suspensão. desfalque. Parágrafo único . o desempenho de encargos que lhe competirem ou aos seus subordinados.Nos casos de indenização à Fazenda Estadual.ineficiência no serviço. o exame da pena disciplinar em que incorrer. cometer a pessoas estranhas às repartições. Artigo 256 .São penas disciplinares: I . nesse caso. será aplicada em caso de falta grave ou de reincidência.suspensão. de uma só vez.demissão. Artigo 253 .demissão a bem do serviço público. será aplicada a pena de repreensão e.O funcionário suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício do cargo.Será igualmente responsabilizado o funcionário que. Artigo 255 . obrigado a permanecer em serviço. não tendo havido má-fé.A pena de suspensão.Na aplicação das penas disciplinares serão consideradas a natureza e a gravidade da infração e os danos que dela provierem para o serviço público. Artigo 254 . III . na forma dos Artigo 247 e Artigo 248. Artigo 249 . remissão ou omissão em efetuar recolhimento ou entrada nos prazos legais. II . e AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 171 . III . V .cassação de aposentadoria ou disponibilidade Artigo 252 .repreensão. fora dos casos expressamente previstos nas leis.A responsabilidade administrativa não exime o funcionário da responsabilidade civil ou criminal que no caso couber. II .aplicação indevida de dinheiros públicos.

e V .da falta sujeita à pena de demissão. diretamente ou por intermédio de outrem. durante 1 (um) ano. de demissão a bem do serviço público e de cassação da aposentadoria e disponibilidade. III . IV . ofensas físicas contra funcionários ou particulares.os chefes de diretorias ou divisões. e IV . limitada a 30 (trinta) dias. Artigo 258 . Artigo 261 . em serviço. II . até a de suspensão limitada a 15 (quinze) dias. III .V . se ficar provado que o inativo: I .da falta sujeita à pena de repreensão. falta grave para a qual é cominada nesta lei a pena de demissão ou de demissão a bem do serviço público. III . VII . Artigo 259 .aceitou representação de Estado estrangeiro sem prévia autorização do Presidente da República.praticar. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 172 . até a de suspensão limitada a 8 (oito) dias. multa ou suspensão. de 21 de agosto de 1972. o não comparecimento do funcionário por mais de (30) dias consecutivos "ex-vi" do Artigo 63 Parágrafo 2º . em 5 (cinco) anos. a fé pública e a Fazenda Estadual.Considerar-se-á abandono de cargo. até a de suspensão. em 2 (dois) anos. II . salvo se em legítima defesa.aceitou ilegalmente cargo ou função pública. Artigo 257 . presentes ou vantagens de qualquer espécie. ou estejam sujeitos à sua fiscalização. I .apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família. sem causa justificável. VI . ainda que fora de suas funções mas em razão delas.pedir. VIII .o Governador.praticar crime contra a boa ordem da administração pública.praticou a usura em qualquer de suas formas.exercer advocacia administrativa. IV . são competentes: I .O ato que demitir o funcionário mencionará sempre a disposição legal em que se fundamenta.receber ou solicitar propinas.lesar o patrimônio ou os cofres públicos.Será aplicada a pena de cassação de aposentadoria ou disponibilidade.os diretores gerais.A pena de demissão por ineficiência no serviço. IX . Artigo 260 .praticar insubordinação grave. que no caso couber. ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional. II .os Secretários de Estado .Para aplicação das penalidades previstas no Artigo 251. e X .for convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos.praticou. sem prejuízo da responsabilidade civil e de procedimento criminal. quando em atividade.ausência ao serviço. V .revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo. desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares.Prescreverá a punibilidade: VIDE LEI COMPLEMENTAR Nº 61. por mais de 45 (quarenta e cinco) dias. Parágrafo 1º . II . dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de interesses ou o tenham na repartição. só será aplicada quando verificada a impossibilidade de readaptação.os chefes de serviço ou de seção. interpoladamente. até a de suspensão .Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao funcionário que: I . por empréstimo. comissões.

III - da falta também prevista em lei, como infração penal, no mesmo prazo correspondente à prescrição da punibilidade desta. Parágrafo único - O prazo da prescrição inicia-se no dia em que a autoridade tomar conhecimento de existência da falta e interrompe-se pela abertura de sindicância ou quando for o caso, pela instauração do processo administrativo. VIDE LEI COMPLEMENTAR Nº 61, de 21 de agosto de 1972. Artigo 262 - O funcionário que, sem justa causa, deixar de atender a qualquer exigência para cujo cumprimento seja marcado prazo certo, terá suspenso o pagamento de seu vencimento ou remuneração até que satisfaça essa exigência. Parágrafo único - Aplica-se aos aposentados ou em disponibilidade o disposto neste artigo. Artigo 263 - Deverão constar do assentamento individual do funcionário todas as penas que lhe forem impostas. CAPÍTULO II Da Prisão Administrativa e da Suspensão Preventiva Artigo 264 - Cabe, dentro das respectivas competências, aos Secretários de Estado, aos Diretores Gerais e aos Chefes de repartição, ordenar a prisão administrativa dos responsáveis pelos dinheiros e valores pertencentes à Fazenda Estadual ou que se acharem sob a guarda desta nos casos de alcance, remissão ou omissão em efetuar as entradas nos devidos prazos. Parágrafo 1º - Ordenada a prisão, será ela requisitada à autoridade policial e comunicada, imediatamente, à autoridade judiciária competente, para os devidos efeitos. Parágrafo 2º - Os Secretários de Estado, os Diretores Gerais e os Chefes de repartição, rovidenciarão no sentido de ser iniciado com urgência e imediatamente concluído, o processo de tomada de contas. Parágrafo 3º - A prisão administrativa não poderá exceder a 90 (noventa) dias. Artigo 265 - Poderá ser ordenada, pelo chefe de repartição, a suspensão preventiva do funcionário, até 30 (trinta) dias, desde que o seu afastamento seja necessário para averiguações de faltas cometidas, cabendo aos Secretários de Estado, prorrogá-la até 90 (noventa) dias, findos os quais cessarão os efeitos da suspensão, ainda que o processo administrativo não esteja concluído. Artigo 266 - Durante o período da prisão ou da suspensão preventiva, o funcionário perderá 1/3 (um terço) do vencimento ou remuneração. Artigo 267 - O funcionário terá direito: I - à diferença de vencimento ou remuneração e à contagem de tempo de serviço relativo ao período da prisão ou da suspensão preventiva, quando do processo não resultar punição, ou esta se limitar penas de repreensão ou multa; e II - à diferença de vencimento ou remuneração e à contagem do tempo de serviço, correspondente ao período de afastamento excedente do prazo da suspensão efetivamente aplicada. TÍTULO VIII Do Processo Administrativo CAPÍTULO I Da Instauração do Processo Artigo 268 - A aplicação do disposto neste Título se fará sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência de lei anterior.
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Artigo 269 - Instaura-se processo administrativo ou sindicância, a fim de apurar ação ou omissão de funcionário público, puníveis disciplinarmente. Artigo 270 - Será obrigatório o processo administrativo quando a falta disciplinar, por sua natureza, possa determinar a pena de demissão. Parágrafo único - O processo será precedido de sindicância, quando não houver elementos suficientes para se concluir pela existência da falta ou de sua autoria. Artigo 271 - No caso dos Artigo253 e Artigo254, poder-se-á aplicar a pena pela verdade sabida, salvo se, pelas circunstâncias da falta, for conveniente instaurar-se sindicância ou processo. Parágrafo único - Entende-se por verdade sabida o conhecimento pessoal e direto de falta por parte da autoridade competente para aplicar a pena. Artigo 272 - São competentes para determinar a instauração de processo administrativo, as autoridades enumeradas no Artigo260 até o número III, inclusive, e, para determinar a instauração de sindicância, as autoridades enumeradas no mesmo artigo até o número IV. CAPÍTULO II Da Sindicância Artigo 273 - A sindicância, como meio sumário de verificação, será cometida a funcionário, comissão de funcionários, de condição hierárquica nunca inferior à do indiciado, ou à Comissão Processante Permanente a que se refere o Artigo 278. Artigo 274 - Promove-se a sindicância: I - como preliminar do processo, nos termos do Artigo270 parágrafo único do art.; e II - quando não for obrigatória a instalação do processo administrativo. Artigo 275 - A comissão, ou o funcionário incumbido da sindicância, dando-lhe início imediato, procederá às seguintes diligências: I - ouvirá testemunhas para esclarecimento dos fatos referidos na portaria de designação e o acusado, se julgar necessário para esclarecimento dos mesmos ou a bem de sua defesa, permitindo-lhe juntada de documentos e indicação de provas; e II - colherá as demais provas que houver, concluindo pela procedência, ou não, da argüição feita contra o funcionário. Artigo 276 - A sindicância deverá ser ultimada dentro de 30 (trinta) dias, prorrogáveis por igual prazo, a critério da autoridade que a houver mandado instaurar. Artigo 277 - A critério da autoridade que designar, o funcionário incumbido para proceder à sindicância poderá dedicar todo o seu tempo àquele encargo, ficando, em conseqüência, automaticamente dispensado do serviço da repartição, durante a realização dos trabalhos a que se refere o Artigo275art. 275Artigo275. CAPÍTULO III Das Comissões Processantes Artigo 278 - Em cada Secretaria de Estado haverá Comissões Processantes Permanentes destinadas a realizar os processos administrativos Parágrafo 1º - Os membros das Comissões Processantes Permanentes serão designados pelos Secretários de Estado, com aprovação do Governador. Parágrafo 2º - O disposto neste artigo não impede a designação de comissões especiais pelo Governador do Estado.

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Artigo 279 - As Comissões Processantes Permanentes serão constituídas de 3 (três) funcionários, nomeados pelo prazo de 2 (dois) anos, facultada a recondução, cabendo a presidência a Procurador do Estado. Parágrafo 1º - Haverá tantas Comissões quantas forem julgadas necessárias. Parágrafo 2º - Os membros da Comissão poderão ser dispensados a qualquer tempo, com aprovação do Governador. Artigo 280 - Não poderá ser encarregado de proceder a sindicância, nem fazer parte da Comissão Processante, mesmo como secretário desta, parente, consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau inclusive do denunciante ou indiciado, bem como o subordinado dele. Parágrafo único - Ao funcionário designado incumbirá comunicar, desde logo, à autoridade competente, o impedimento que houver, de acordo com este artigo. Artigo 281 - Os membros das Comissões Processantes Permanentes, bem como os respectivos secretários, dedicarão todo o seu tempo aos trabalhos pertinentes aos processos administrativos e às sindicâncias de que foram encarregados, ficando dispensados dos serviços da repartição durante todo o prazo da nomeação de que trata o Artigo 279. Parágrafo único - Nas comissões não permanentes, também compostas de 3 (três) membros, somente por expressa determinação da autoridade que as designar, poderão seus integrantes ser afastados do exercício dos cargos, durante a realização do processo. Artigo 282 - Fica sujeita à aprovação dos Diretores Gerais das Secretarias de Estado, a designação de servidor encarregado de secretariar os trabalhos das Comissões Processantes CAPÍTULO IV Dos Atos e Termos Processuais Artigo 283 - O processo administrativo deverá ser iniciado dentro do prazo improrrogável de (8) dias, contados de sua instauração e concluído no de 60 (sessenta) dias, a contar da citação do indiciado. Parágrafo 1º - Poderá a autoridade que determinou a instauração do processo, prorrogar-lhe o prazo até mais 60 (sessenta) dias, por despacho, em representação circunstanciada que lhe fizer o Presidente da Comissão. Parágrafo 2º - Somente o Governador, em casos especiais e mediante representação da autoridade que determinou a instauração do processo, poderá autorizar nova e última prorrogação do prazo, por tempo não excedente ao do parágrafo anterior. Artigo 284 - Autuada a portaria e demais peças preexistentes, designará o Presidente dia e hora para a audiência inicial, citado o indiciado e notificado o denunciante, se houver, e as testemunhas. Parágrafo 1º - A citação do indiciado será feita pessoalmente. com prazo mínimo de 24 (vinte e quatro) horas, e será acompanhada de extrato da portaria que lhe permita conhecer o motivo do processo. Parágrafo 2º - Achando-se o indiciado ausente do lugar, será citado por via postal, em carta registrada, juntando-se ao processo o comprovante do registro; não sendo encontrado o indiciado, ou ignorando-se o seu paradeiro, a citação se fará com o prazo de 15 (quinze) dias, por edital inserto por três vezes seguidas no órgão oficial. Parágrafo 3º - O prazo a que se refere o parágrafo anterior, "in fine", será contado da primeira publicação, certificando o secretário, no processo, as datas em que as publicações foram feitas.
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Parágrafo 4º - Quando for desconhecido o paradeiro de alguma testemunha, o Presidente solicitará à Polícia informações necessárias à notificação. Artigo 285 - Aos chefes diretos dos servidores notificados a comparecer perante a Comissão Processante, será dado imediato conhecimento dos termos da notificação. Parágrafo único -Tratando-se de militar, o seu comparecimento será requisitado ao respectivo Comando, com as indicações necessárias. Artigo 286 - Feita a citação sem que compareça o indiciado, prosseguir-se-á o processo à sua revelia. Artigo 287 - No dia aprazado será ouvido o denunciante, se comparecer, e, na mesma audiência, o indiciado que, dentro do prazo de cinco dias, depositará ou apresentará rol de testemunhas até o máximo de dez, as quais serão notificadas. Respeitado o limite acima, poderá o indiciado, durante a produção da prova, substituir as testemunhas ou indicar outras no lugar das que não compareceram. Parágrafo único - O indiciado não assistirá à inquirição do denunciante. Antes, porém, de prestar as próprias declarações, ser-lhe-ão lidas, pelo secretário, as que houver aquele prestado. Artigo 288 - No mesmo dia. se possível, e nos dias subseqüentes, tomar-se-á o depoimento das testemunhas apresentadas pelo denunciante ou arroladas pela Comissão, e, a seguir, o das testemunhas indicadas pelo indiciado. Parágrafo único - É permitido ao indiciado reperguntar às testemunhas, por intermédio do Presidente, que poderá indeferir as reperguntas que não tiverem conexão com a falta, consignando-se no termo as reperguntas indeferidas. Artigo 289 - A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor, salvo o caso de proibição legal, nos termos do art. 207 do Código de Processo Penal ou em se tratando das pessoas mencionadas no art. 206 do referido Código. Parágrafo 1º - Ao servidor público que se recusar a depor, sem fundamento, será pela autoridade competente aplicada a sanção a que se refere o Artigo 262 mediante comunicação da Comissão Processante. Parágrafo 2º - No caso em que a pessoa estranha ao serviço público se recuse a depor perante a Comissão, o Presidente solicitará à autoridade policial a providência cabível a fim de ser ouvida na Polícia a testemunha. Nesse caso, o Presidente encaminhará à autoridade policial, deduzida por ítens, a matéria de fato sobre a qual deverá ser ouvida a testemunha. Artigo 290 - O servidor público que tiver de depor como testemunha fora da sede de sua função, terá direito a transporte e diárias na forma da legislação em vigor. Artigo 291 - Como ato preliminar, ou no decorrer do processo, poderá o Presidente representar a quem de direito, nos termos do Artigo265, pedindo a suspensão preventiva do indiciado. Artigo 292 - Durante o processo, poderá o Presidente ordenar toda e qualquer diligência que se afigure conveniente. Parágrafo único - Caso seja necessário o concurso de técnicos ou peritos oficiais, o Presidente os requisitará à autoridade competente, observado, também, quanto aos técnicos e peritos, o impedimento a que se refere o Artigo 280. Artigo 293 - É permitido à Comissão tomar conhecimento de argüições novas que surgirem contra o indiciado, caso em que este terá direito de produzir contra elas as provas que tiver. Artigo 294 - Vetado.

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a pena que couber.Neste relatório. Artigo 299 . Parágrafo 2º .Findo o prazo de defesa. no lugar do processo. assinando-lhe novo prazo. no lugar do processo.As diligências que se fizerem necessárias. Parágrafo único . a autoridade que determinou a instauração do processo administrativo deverá propô-las. sugerir quaisquer outras providências que lhe parecerem de interesse do serviço público. a Comissão. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 177 . Parágrafo 1º .Durante este prazo. . o Presidente designará um funcionário para produzi-la. Parágrafo 1º .Parágrafo único . pessoalmente ou por carta entregue no endereço que houver indicado. as razões de defesa. o indiciado. prorrogável por igual período.dentro de 48 (quarenta e oito) horas. Artigo 301 .A autoridade julgadora determinará a expedição dos atos decorrentes do julgamento e as providências necessárias à sua execução. a ser aplicada pela autoridade competente. Parágrafo 2º . Artigo 295 . a absolvição ou a punição e indicando. para apresentar defesa no prazo de dez dias. Parágrafo 1º . acompanhado do processo. será notificado o indiciado. terá o indiciado vista dos autos em presença do secretário ou de um dos membros da Comissão. sob pena de repreensão. salvo naqueles em que a Comissão Processante julgar conveniente a presença do indiciado Parágrafo único .No caso de revelia do indiciado ou esgotado o prazo do artigo anterior. separadamente.Para os efeitos do artigo anterior. Artigo 298 .O Presidente da Comissão poderá denegar o requerimento manifestamente protelatório ou de nenhum interesse para o esclarecimento do fato.O funcionário designado não se poderá escusar da incumbência.Recebendo o relatório da Comissão.Encerrados os atos concernentes à prova.Se o processo não for julgado no prazo indicado neste artigo. sem que haja sido apresentada defesa. a Comissão apreciará. reassumirá automaticamente o seu cargo ou função. podendo representá-lo em qualquer ato processual. e aguardará em exercício o julgamento. as irregularidades de que forem acusados.Vetado. será. em relação a cada indiciado.Deverá. justificadamente. neste caso. dentro do prazo de oito dias. fundamentando a sua decisão. em diplomado em direito. sempre que possível. Artigo 296 . também. a autoridade que ouver determinado a sua instauração deverá proferir o julgamento dentro do prazo de 30 (trinta) dias.A designação referida neste artigo recairá. à autoridade competente. sem motivo justo. Parágrafo 3º . Parágrafo 2º . o prazo para julgamento final será o do Artigo 300 Parágrafo 2º . Parágrafo 1º . Artigo 297 .O advogado terá intervenção limitada à que é permitida nesta lei ao próprio indiciado. em seu relatório. salvo o caso de prisão administrativa que ainda perdure.Quando escaparem à sua alçada as penalidades e providências que lhe parecerem cabíveis. então.As decisões serão sempre publicadas no órgão oficial. Artigo 300 .Na hipótese deste artigo. propondo. deverão ser determinadas e realizadas dentro do prazo máximo mencionado neste artigo. dentro do prazo marcado para julgamento. as provas colhidas. a Comissão apresentará o seu relatório dentro de 10 (dez) dias. caso esteja suspenso. dada vista dos autos ao indiciado.

AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 178 . II . salvo no interesse da Administração.As autoridades referidas no artigo anterior se auxiliarão. simultaneamente. praticado na esfera administrativa. cujo original não conste do processo. e III . para que o processo administrativo e o inquérito policial se concluam dentro dos prazos respectivos.Artigo 302 . diretamente. então.Quando se tratar de crime praticado fora da esfera administrativa.Todos os atos ou decisões. Artigo 308 . conclusão. o disposto. Parágrafo único . Artigo 309 . Artigo 299 e seguintes. Artigo 310 . na decisão do processo ou da sindicância. Parágrafo único .É defeso fornecer à imprensa ou a outros meios de divulgação. observando-se o disposto na parte final deste artigo. Artigo 306 . e no que couber.Constará sempre dos autos da sindicância ou do processo a folha de serviço do indiciado. o inquérito policial. que só podem versar sobre força maior ou coação ilegal. TÍTULO IX Da Revisão do Processo Administrativo Artigo 312 . Artigo 297. Parágrafo 2º . mediante recurso do punido: I . data de recebimento. Parágrafo 1º . todos os termos lavrados pelo secretário.Toda e qualquer juntada aos autos se fará na ordem cronológica da apresentação. rubricando o Presidente as folhas acrescidas. a juízo da autoridade que houver determinado o processo. exames ou documentos comprovadamente falsos ou errados. quanto possível.Observar-se-á. quais sejam: autuação juntada.quando a decisão for contrária a texto expresso de lei ou à evidência dos autos.No caso de revelia. a autoridade policial dará ciência dele à autoridade administrativa. CAPÍTULO V Do Processo por Abandono do Cargo ou Função Artigo 311 . serão remetidas à autoridade competente. Artigo 303 . bem como certidões e compromissos. ou. será designado pelo Presidente um funcionário para servir de defensor.Os pedidos que não se fundarem nos casos enumerados no artigo serão indeferidos "in limine". instaurado o processo e feita a citação.quando a decisão se fundar em depoimento. nele deverão figurar por cópia autenticada.quando. terá ele o prazo de 5 (cinco) dias para oferecer defesa ou requerer a produção da prova que tiver. Artigo 304 .Não será declarada a nulidade de nenhum ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial. requisitada para tal fim à repartição competente. Artigo 305 . após a decisão.Terão forma processual resumida.No caso de abandono do cargo ou função. se descobrirem novas provas da inocência do punido ou de circunstância que autorize pena mais branda.Quando o ato atribuído ao funcionário for considerado criminoso. a autoridade que determinou a instauração do processo administrativo providenciará para que se instaure.Quando ao funcionário se imputar crime. intimação. na forma dos Artigo 272 comparecendo o indiciado e tomadas as suas declarações.Dar-se-á revisão dos processos findos. o disposto nos Artigo 288. no que couber. nos Artigo e seguintes. notas sobre os atos processuais. cópias autenticadas das peças essenciais do processo Artigo 307 .

Disposições Finais Artigo 322 . dentro de 15 (quinze) dias.Será impedido de funcionar na revisão quem houver composto a comissão de processo administrativo. Artigo 317 . que incidir em sábado. em especial. promoção.O dia 28 de outubro será consagrado ao "Funcionário Público Estadual".A revisão será processada por Comissão Processante Permanente. à autoridade competente para o julgamento. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 179 .Aplicam-se aos atuais funcionários interinos as disposições deste Estatuto. as relativas a acesso. Parágrafo 1º . cabendo a presidência a bacharel em direito. domingo. Artigo 316 . Artigo 314 .Serão obrigatoriamente exonerados os ocupantes interinos de cargos para cujo provimento for realizado concurso. a Administração determinará a redução ou o cancelamento da pena.Não se computará no prazo o dia inicial.Não constitui fundamento para revisão a simples alegação de injustiça da penalidade.Os prazos previstos neste Estatuto serão todos contados por dias corridos. exceto no que colidirem com a precariedade de sua situação no Serviço Público. ou. Parágrafo 2º . não autoriza a agravação da pena.Será de 30 (trinta) dias o prazo para esse julgamento. para o primeiro dia útil seguinte. ou que a tiver confirmado em grau de recurso.O Presidente designará um funcionário para secretariar a Comissão.Julgada procedente a revisão. com relatório fundamentado da Comissão e. sem prejuízo das diligências que a autoridade entenda necessárias ao melhor esclarecimento do processo.Artigo 313 . para apresentação de alegações. aposentadoria voluntária e às licenças previstas nos itens Artigo 181 inciso VI . afastamentos. marcando o Presidente o prazo de 5 (cinco) dias para que o requerente junte as provas que tiver. prorrogando-se o vencimento. salvo as que colidirem com a natureza precária de sua investidura e. que poderá verificar-se a qualquer tempo. Artigo 323 . Artigo 320 . ou indique as que pretenda produzir. será o processo encaminhado. Parágrafo 2º .As disposições deste Estatuto se aplicam aos extranumerários. será aberta vista ao requerente perante o secretário.O pedido será sempre dirigido à autoridade que aplicou a pena. ainda que sem alegações. Parágrafo 1º . Artigo 315 .Decorrido esse prazo.A revisão poderá ser pedida pelo próprio punido. ou procurador legalmente habilitado. ascendente.Não será admissível a reiteração do pedido.A revisão. Parágrafo único . feriado ou facultativo.Ao processo de revisão será apensado o processo administrativo ou sua cópia. Artigo 321 . descendente ou irmão. Artigo 324 . Artigo 319 . Disposições Transitórias Artigo 325 . Artigo 318 . por comissão composta de 3 (três) funcionários de condição hierárquica nunca inferior à do punido. inciso VII e inciso IX Artigo 326 . pelo cônjuge. no caso de morte do punido. salvo se fundado em novas provas. ou a juízo do Governador.Concluída a instrução do processo. pelo prazo de 10 (dez) dias.

e III . Artigo 329 . mediante contrato bilateral. Artigo 330 . Palácio dos Bandeirantes. para a criação e provimento dos cargos correspondentes.para a execução de determinada obra. todos de natureza transitória. por prazo certo e determinado. Lei Nº 500.Dentro de 120 (cento e vinte) dias proceder-se-á ao levantamento geral das atuais funções gratificadas.Em casos. excepcionais.para o exercício de funções de natureza permanente.Revogam-se as disposições em contrário. II . em atendimento a necessidade inadiável at a criação e provimentos dos cargos correspondentes.Ficam expressamente revogadas: I . ressalvada. a contagem. após a homologação do concurso. Parágrafo único . 1. 28 de outubro de 1968. promulgo a seguinte lei: CAPÍTULO I Da Admissão Artigo 1º .para o desempenho de função reconhecidamente especializada.a Lei n. II .a Lei n. todavia.Vetado.309.Parágrafo único . Institui o regime jurídico dos servidores admitidos em caráter temporário e dá providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que nos termos dos §§ 1º e 3º do artigo 24 da Constituição do Estado (Emenda nº 2. na forma do AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 180 . do tempo de serviço prestado anteriormente ao presente Estatuto. Artigo 328 .As exonerações serão efetivadas dentro de 30 (trinta) dias. de 14 de janeiro de 1954. § 1º . de 13 de novembro de 1974. Artigo 331 .Bienalmente. epidemias ou grave comoção interna poderão ser admitidos servidores em caráter temporário. nos termos da legislação ora revogada. de 29 de novembro de 1951 e as demais disposições atinentes aos extranumerários. continuarão em vigor as disposições legais referentes à função gratificada. as Secretarias de Estado procederão ao levantamento do pessoal admitido nos termos do inciso I deste artigo. para efeito de implantação de novo sistema retribuitório dos encargos por elas atendidos. Artigo 327 .as disposições de leis gerais ou especiais que estabeleçam contagem de tempo em divergência com o disposto no Capítulo XV do Título II. a partir da vigência desta lei. III .REVOGADO.576. § 2º .Além dos funcionários públicos poderá haver na administração estadual servidores admitidos em caráter temporário: I . 2.Até a implantação do sistema de que trata este artigo. de natureza técnica. decorrentes de calamidade pública. Decreto-lei 60 de15 de maio de1969 VIDE DECRETO-LEI Nº 60 de 15 de maio de 1969. serviços de campo ou trabalhos rurais.

na mesma Secretaria.As admissões serão sempre precedidas de processo. Poderão ser incluídos nesses regimes na forma da legislação em vigor. III – para funções correspondentes às da carreira de Procurador do Estado. Parágrafo único – As autoridades que admitirem servidores nos termos do inciso III do artigo 1º deverão providenciar a sua inscrição no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).minuta de contrato. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 181 . admitidos para funções correspondentes a cargos com regimes especiais de trabalho.prova de boa conduta.vedada a admissão nos termos do artigo 1º sob quaisquer denominações: I – para funções de direção.quando houver. IV . no caso do inciso I daquele artigo após seleção nos termos dessa lei. e. III . Parágrafo único . com autorização do Secretário de Estado. e serão feitas: I . bem como o recolhimento das respectivas contribuições.O disposto neste artigo não se aplica à admissão de estagiário e locação de serviços nos termos do Código Civil. chefia e encarregatura.Constarão obrigatoriamente das propostas de admissão a função a ser desempenhada o salário. Artigo 4. V . Artigo 6º .títulos científicos ou profissionais que comprovem a habilitação para o desempenho da função técnica. cargo vago correspondente a função e candidatos aprovados em concurso com prazo de validade no extinto. Artigo 8º . IV . Artigo 3º . II . devam ser providos em comissão. VI . iniciado por proposta devidamente justificada. II . pelo Secretário de Estado. Parágrafo único . com o fim de dar atendimento à emergência e pelo prazo em que esta perdurara.. a dotação orçamentária própria e a demonstração às existência de recursos. constarão das instruções especiais das provas de seleção. VII . Artigo 7º . Artigo 2º . conduta e outras exigências legais.As condições para admissão dos servidores de que trata o inciso I do artigo 1º.prova de estar em dia com as obrigações relativas ao serviço militar. º . as quais serão objeto de regulamentação própria.inciso III para o exercício das funções de que trata o inciso I deste artigo.prova de estar no gozo dos direitos políticos. sob pena de responsabilidade. reconhecidamente especializada.Os servidores a que se referem o inciso I do artigo 1º. Artigo 5º . II – as relativas às funções de que trata o inciso III do artigo 1º. por sua natureza.prova de sanidade e capacidade física. com autorização do Chefe do Executivo.prova de nacionalidade brasileira. relativas a diplomas ou experiência de trabalho.as relativas às funções de que tratam os incisos I e II do artigo 1º. mediante portaria do diretor ou chefe de repartição.para funções correspondentes à cargo que.Os servidores de que tratam os incisos I e II do artigo 1º reger-se-ão pelas normas desta lei.Ficam vedadas admissões em caráter temporário a qualquer título fora das hipóteses previstas no artigo anterior. aplicando-se aos de que trata o inciso III as normas da legislação trabalhista.A proposta de admissão dos servidores de que trata o inciso II do artigo 1º será instruída com os seguintes documentos: I .

se não residente. § 1º . com prévio assentimento do DAPE. sem motivo justificado. obedecida. constantes das instruções especiais das provas de seleção. at a data da expedição do certificado de sanidade e capacidade física. da proposta de admissão. Artigo 14 .O processamento da seleção deverá observar o disposto na legislação de concursos. Artigo 15 . Parágrafo único . devendo as despesas onerar as dotações próprias da secretaria interessada.O servidor de que trata o inciso I do artigo 1º deverá ainda apresentar a documentação comprobatória do preenchimento das condições para admissão. e os dos incisos I a IV. Parágrafo único .O servidor admitido deverá assumir o exercício dentro do prazo improrrogável de 30 (trinta) dias.Caberá ao Departamento de Administração de Pessoal do Estado (DAPE).Ao assumir o exercício o servidor deverá apresentar certificado de sanidade e capacidade física fornecido por órgão médico oficial. Parágrafo único . que.Parágrafo único .O prazo a que se refere este artigo recomeçará a correr sempre que o candidato.Em casos excepcionais. a ordem de classificação. Artigo 10 . a realização das provas de seleção para a admissão dos servidores ele que trata o inciso I do artigo 1º.Quando se tratar de contrato de estrangeiros serão dispensados os requisites constantes dos incisos I a III.Os servidores regidos por esta lei poderão ser afastados.O DAPE. os candidatos habilitados em concurso realizados pelo DAPE. ressalvadas as competências especificadas em lei. sempre que a inspeção medica exigir essa providência.A contagem de prazo a que se refere o artigo 12 poderá ser suspensa at o máximo de 120 (cento e vinte). poderá a seleção ser procedida por comissão constituída na Secretaria do Estado. § 2º .A colaboração de que trata este artigo ficará condicionada à consulta prévia ao DAPE. sempre para fim determinado e por prazo certo. terão preferência.Se o exercício não se iniciar dentro do prazo. será a admissão declarada sem efeito. em qualquer caso. dias a partir da data em que o servidor apresentar guia ao órgão médico. poderá prestar-lhe assistência. nas seguintes hipóteses: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 182 . Artigo 9º . diretamente subordinada ao seu Titular. ouvido previamente o Titular da Pasta a que estiverem subordinados. encarregado da inspeção. para cargos correspondentes ás funções a que se refere o inciso I do artigo 1º. Artigo 13 .Respeitado o disposto no incho IV do artigo 5º. Artigo 11 . com ou sem prejuízo de seus salários. mediante autorização do Governador. abrangerá todas as fases do trabalho. nesse caso. pela sua Divisão de Seleção e Aperfeiçoamento (DSA). § 2º . quando solicitada pela comissão de seleção. CAPÍTULO II Do Exercício Artigo 12 . no caso de contrato. se o estrangeiro for residente no país. para serem admitidos nos termos desta lei. devendo essa circunstância constar das instruções especiais das provas de seleção ou.Em caso de urgência poderá ser reduzido o prazo previsto neste artigo. § 1º . sem prejuízo do direito à nomeação. deixe de submeter-se aos exames médicos julgados necessários.

em decorrência de mudança de sede de exercício. filhos. II . CAPÍTULO III Dos Direitos e das Vantagens em Geral SEÇÃO I Do Salário e Vantagens de Ordem Pecuniária AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 183 . e. nos termos do artigo 15 desta lei.licença a servidora gestante.Aplicam-se aos servidores regidos por esta lei as disposições vigentes para os funcionários públicos civis do Estado relativas a horário e nome. com prejuízo do salário.O período de licença para frequência aos estágios prescritos pelos regulamentos militares.faltas em virtude de consulta ou tratamento no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE) referentes a sua própria pessoa. Artigo 17 .casamento.Na hipótese do inciso III.falecimento dos sogros. VII . desde que comprovada a contribuição para banco de sangue mantido por órgão estatal ou para-estatal ou entidade com a qual o Estado mantenha convênio.para missão ou estudo de interesse do serviço público. VIII . III .falta por 1 (um) dia. Parágrafo único . do padrasto ou madrasta. I . os dias em que o servidor estiver afastado do serviço em virtude de: I .afastamentos. salvo para a para a percepção de salário. fora do Estado ou da respectiva sede de exercício. at 2 (dois) dias.o período de afastamento para participação em provas de competições desportivas quando concedido com prejuízo de salário.432. at 8 (oito) dias.falecimento do cônjuge. Artigo 16 . desde que concedidos sem prejuízo de salários. técnicos ou científicos. X . quando o servidor representar o Brasil ou o Estado em competições desportivas oficiais.Serão considerados de efetivo exercício. III . V .para participação em provas de competições desportivas. VI . II .férias. para os efeitos desta lei.serviços obrigatórios por lei. no caso dos servidores de que trata o inciso II do artigo 1º. nos termos da Lei nº 10. XII .Será contado para os eleitos desta lei.faltas abonadas nos termos do § 1º do artigo 20. XI .licença quando acidentado no exercício de suas atribuições ou atacado de doença profissional. salvo cláusula contratual. por doação de sangue. Artigo 18 .I .para participação em congressos e outras certames culturais.o período de licença por convocação para o serviço multar e outros encargos da segurança nacional. IX . pais e irmãos at 8 (oito) dias. de 29 de dezembro de 1971. em quaisquer outros casos. o afastamento será concedido sem prejuízo do salário. desde que haja requisição justificada do órgão competente.licenciamento compulsório como medida profilática.trânsito. II . observadas os limites ali fixados. XIII . III . at 8 (oito) dias. IV .

Para efeito de aquisição e goza de férias.O servidor será aposentado: I . quando não comparecer ao serviço.O servidor perderá o salário do dia.Artigo 19 . os dias intercalados domingos.Poderão ser abonadas. II .O salário do servidor não poderá ultrapassar os limites fixados por lei para o vencimento do cargo a que corresponder. com risco de vida ou saúde. VI . Artigo 23 . Artigo 20 . SEÇÃO II Das férias e Licenças Artigo 24 . ramo medida profilática. poderá ser concedida gratificação "pro labore". Artigo 22 . justificadas ou injustificadas.compulsoriamente.Aplicam-se aos servidores regidos par esta lei as disposições vigentes para os funcionários públicos civis do Estado relativas a serviço extraordinário.Ao servidor que pagar ou receber em moeda corrente.Poderá ser concedida licença: I . salário-esposa e auxilio-funeral. diárias. e AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 184 .O Estado assegurará ao servidor o direito ao pleno ressarcimento de danos ou prejuízos.Aplicam-se às licenças a que se refere o artigo anterior as normas a elas pertinentes contidas na legislação em vigor para os funcionários públicos civis do Estado. § 1º .No caso de faltas sucessivas. ajuda de custo. aplicam-se das servidores regidos por esta lei as disposições vigentes para os funcionários públicos civis do Estado. feriados e aqueles em que não haja expediente serão computados exclusivamente para efeito de desconta do salário.par motivo de doença em pessoa da família. nas mesma bases e condições da atribuída aos funcionários públicos civis do Estado. Parágrafo único . Artigo 25 .para o servidor acidentado no exercício de suas atribuições ou acometido de doença profissional. representação. Artigo 26 . do exercício em determinadas danos ou locais e da execução de trabalho especial.para a servidora gestante.O servidor perderá 1/3 (um terço) do salário do dia quando comparecer ao serviço dentro da hora seguinte à marcada para o início do expediente ou quando dele retirar-se dentro da última hora. IV .para cumprimento de obrigações concernentes ao serviço militar. at o máximo de 6 (seis) por ano. § 2º . III . não excedendo a uma por mês. Artigo 21 . salvo no caso de faltas abonadas. salário-família. SEÇÃO III Da Aposentadoria Artigo 27 . participação em órgão legal de deliberação coletiva.por invalidez.para tratamento de saúde. decorrentes de acidentes no trabalho. V . as faltas motivadas por moléstia comprovada mediante apresentação de atestado médico no primeiro dia em que o servidor comparecer ao serviço.

§ 2º . CAPÍTULO IV Da reversão Artigo 32 . § 1º . ficar comprovada a capacidade para o exercício da função. está o servidor sujeito aos mesmos deveres e às mesmas proibições. Artigo 28 . seja aplicada a demissão agravada.Aplicar-se-á ao servidor a dispensa a bem do serviço público nos mesmos casos em que. os proventos serão integrais no caso de aposentadoria por invalidez e proporcionais ao tempo de serviço no caso de aposentadoria compulsória.no caso de criação do cargo correspondente. calculados nas mesmas bases e proporções vigentes para o funcionário público civil do Estado.O servidor se afastará no dia imediato àquele em que atingir a idadelimite.A reversão do servidor aposentado por invalidez ocorrerá quando insubsistentes as razões que determinaram a aposentadoria. das Proibições e das Responsabilidades Artigo 33 . ficando proibido de desempenhar tarefas que se constituam em desvio de função. Artigo 29 .II . assim como ao regime de responsabilidade e às penas disciplinares da repreensão.A reversão só poderá efetivar-se quando em inspeção médica. suspensão e muita vigente para o funcionário público civil do Estado. os proventos serão.Dar-se-á a dispensa do servidor: I . CAPÍTULO VI Da Dispensa Artigo 35 . mediante inspeção de saúde realizada em órgão médico oficial. a partir da data ao exercício de seu titular.compulsoriamente. III . independentemente da publicação do ato declaratório da aposentadoria. responsabilizado o funcionário que der causa a tal irregularidade. IV .Na aposentadoria compulsória.Será tomada sem efeito a reversão e cassada a aposentadoria do servidor que reverter e não entrar em exercício dentro do prazo improrrogável de 30 (trinta) dias. Artigo 34 .A aposentadoria compulsória prevista no inciso II do artigo 27 automática. Parágrafo único . aos 70 (setenta) anos. Artigo 31 . § 1º .O servidor deverá exercer as atribuições pertinentes às funções para as quais foi admitido. II .Para efeito de aposentadoria compulsória será contado o tempo de licença para tratamento de saúde. Parágrafo único .quando o servidor não corresponder ou incorrer em responsabilidade disciplinar.a critério da Administração.a pedido. no caso de cessação da necessidade do serviço.A aposentadoria prevista no incho I do artigo anterior só será concedida após a comprovação da invalidez do servidor.Aposentado o servidor. independentemente da criação do cargo correspondente.Além das obrigações que decorrem normalmente da própria função. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 185 . Artigo 30 . ao funcionário. CAPÍTULO V Dos Deveres.

Os admitidos para junções docentes ficam sujeitos ao regime instituído por esta lei. no caso do inciso I do artigo 35. as normas a serem expedidas par decreto.por abandono da função. a legislação federal pertinente. quanto a admissão.A competência para proceder à notificação da autoridade responsável pelo órgão. retribuição. mediante ato do Secretário de Estado. simultaneamente. o competente inquérito. mediante proposta da Secretaria da Educação. Artigo 37_. a defesa cingir-se-á aos motivos de força maior ou coação ilegal. para que se defenda no prazo de 10 (dez) dias. aplicando-se-lhes. a autoridade competente atenderá a sua realização. Artigo 40 . Artigo 43 . aplicando-se aos atuais docentes temporários o disposto no artigo 5º das Disposições Transitórias.§ 2º . se fizerem necessárias novas diligências para o esclarecimento dos fatos. Artigo 38 – A dispensa. ao atingirem a idade de 18 (dezoito) anos. Parágrafo Único .Será aplicada a pena de dispensa: I . instaure. nos casos previstos no inciso IV do artigo 35. será precedida de notificação ao servidor. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 186 . a autoridade policial dará ciência dele à autoridade administrativa. a autoridade competente mandara dar vista. delegar essa atribuição a outra autoridade. dentro do prazo de 10 (dez) dias se manifeste sobre os novos elementos coligidos. § 2º . § 3º . no que couber. assegurada a juntada de documentos. do processo ao servidor.Na hipótese do parágrafo anterior. CAPÍTULO VII Disposições Finais Artigo 42 .A dispensa de caráter disciplinar será sempre motivada. excepcionalmente. podendo. férias e dispensa.Compete ao Secretário de Estado dispensar o servidor. à vista dos elementos constantes do processo. a fim de que.A autoridade competente. o fato será comunicado á autoridade policial para que se. fixando o respectivo prazo e designando um funcionário para se desincumbir daquela tarefa.No caso de abandono de função.Quando se tratar de crime ou contravenção penal praticado fora da esfera administrativa.Não sendo encontrado o servidor a notificação de que trata este artigo será feita mediante edital publicado por 3 (três) vezes consecutivas no órgão oficial Artigo 39 . jornada de trabalho. submetendo os autos ao Secretário de Estado para julgamento.Os menores reeducandos que prestem serviços à Administração. atendida. poderão ser admitidos nos termos do inciso I. § 1º . Artigo 41 . seleção. § 1º . do artigo 1º dispensada a seleção e em continuação. § 2º . em consequência das alegações do servidor. de ofício ou em face de proposta do chefe imediato do servidor. fará relatório do ocorrido.Quando ao servidor se imputar crime ou contravenção penal praticado na esfera administrativa. II -_ quando o servidor faltar sem causa justificável..Quando. por mais de 30 (trinta) dias interpolados durante o ano. quando o servidor ausentar-se do serviço por mais de 15 (quinze) dias consecutivos. Artigo 36 .A defesa do servidor consistirá em alegações escritas.

Artigo 2º .Os requerimentos.Esta lei e suas disposições transitórias entrarão em vigor na data de sua publicação. como título.Para atender às disposições do parágrafo anterior. bem como aos já admitidos no regime da legislação trabalhista. entre outros. podados de reconsideração e recursos formuladas pelos servidores regidos por esta lei obedecerão aos mesmos requisitos e prazos estipulados na legislação Vigente para os funcionários públicos civis do Estado. observadas as proibições dos incisos I a III.A aplicação do disposta neste artigo fica condicionada à verificação da conduta e eficiência demonstradas em serviço pelo reeducando § 2º .No caso de nomeação para cargo público. do artigo 5 º desta lei. disposto no artigo 42. a experiência de trabalho adquirida em decorrência do tempo de serviço já prestado ao Estado e a aprovação na seleção pública a que se houverem submetido para o exercício das funções. Artigo 45 .Os admitidos a título precário rara funções com denominações não correspondentes às dos cargos públicos terão seu enquadramento revisto e procedido pelo CEPS. Disposições Transitórias Artigo 1º . § 3º . Artigo 46 .Os atuais admitidos a título precário para funções com denominações correspondentes às dos cargos públicos ficam enquadrados no inciso I do artigo 1º desta lei.§ 1º .Será computado.Dentro de 90 (noventa) dias. o tempo de serviço prestado ao Estado pelo reeducando. fica facultada opção pelo enquadramento no inciso I do artigo 1º desta lei.Os servidores regidos por esta lei serão contribuintes obrigatórios do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo «IPESP» e do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Pública Estadual (IAMSPE). AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 187 . nas mesmas bases e condições a que estão sujeitos os funcionários.As despesas resultantes da execução desta lei correrão à conta de créditos suplementares que o Poder Executivo está autorizado a abrir. de 1967. Artigo 44 . do artigo 1º. não abrangido pela § 2º do artigo 177 da Constituição do Brasil. de artigo 5º desta lei.Ao antigo pessoal para obras. o tempo de serviço prestado pelos servidores regidos por esta lei será computado de acorda com a legislação pertinente ao funcionário. § 1º . observado o disposto nos §§ 1º e 2º do artigo anterior. observadas as proibições neles contidas. de 10 de dezembro de 1973. para os efeitos legais. Artigo 47 . Artigo 49 . observada quando for o caso. quando do concurso para provimento dos cargos correspondentes na norma que dispuser o regulamento. fazendo jus a idênticos benefícios a estes concedidos. Artigo 48 . § 1º . § 2º . perante a autoridade competente. nos termos do inciso I. da Lei nº 183. passando a perceber salário equivalente ao vencimento do grau inicial da classe correspondente.A opção deverá ser manifestada por escrito. no prazo de 60 (sessenta) dias.Para os servidores abrangidos pelo inciso I do artigo 1º considerar-se-á. as Secretarias de Estado procederão ao enquadramento dos admitidos para as funções enumeradas nos incisos I a III. deverá o chefe imediato do reeducando prestar as informações cabíveis à autoridade superior.

O valor do auxílio-transporte corresponderá à diferença entre o montante estimado das despesas de condução do funcionário ou servidor e a parcela equivalente a 6% (seis por cento) de sua retribuição global mensal. Artigo 5º . o salárioesposa.As disposições do artigo anterior poderão ser aplicadas mediante decreto específico. excluídos o salário-família. Lei Nº 6. § 2º . Artigo 3º . a partir da vigência desta lei as Secretarias de Estado procederão ao levantamento do pessoal enquadrado no inciso I do artigo 1º desta lei. para fim de classificação a experiência adquirida em decorrência do tempo de serviço prestado em função idêntica àquela do cargo em concurso e outros que vierem a ser estabelecidos em regulamento.O pagamento do benefício corresponderá ao mês do respectivo boletim ou atestado de freqüência e será feito em código distinto. observando-se na sua fixação: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 188 . Artigo 3º . destinado a custear parte das despesas de locomoção do funcionário ou servidor de sua residência para o trabalho e vice-versa. para os efeitos desta lei. § 2º . de 13 de dezembro de 1988 Institui Auxílio-Transporte nas condições que específica e dá providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Artigo 1º .Consideram-se títulos. § 1º .Fica instituído.Será computado.O valor estimado da despesa de condução. Artigo 6º .5 (meio) ponto por mês de serviço efetivamente prestado at o máximo de 40 (quarenta) pontos.A apuração dos dias efetivamente trabalhados será feita à vista do boletim ou atestado de freqüência. a criação das cargos correspondentes. propondo. que poderão ser relatados para outras Secretarias. Parágrafo único . se excederem às necessidades dos serviços das repartições em que foram admitidos. a que se refere o artigo 2º. será estabelecido em decreto e revisto mensalmente. o auxílio-transporte. Artigo 2º . a gratificação por trabalho noturno e a gratificação por serviço extraordinário. no âmbito da Administração Centralizada e das Autarquias do Estado. ao pessoal para obras das autarquias que se encontro na situação nele prevista à data da publicação da presente lei. dentro de igual prazo. Palácio dos Bandeirantes. 13 de novembro de 1974.Dentro de 120 (cento e vinte) dias. § 1º .Ao pessoal a que se refere este artigo não se aplica o disposto no inciso II do artigo 35 desta lei.248.A experiência será computada à razão de 0.o provimento das cargos que venham a ser criadas na forma prevista no artigo anterior far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.§ 2º . Artigo 4º . a contar do término da anterior. Artigo 4º .O disposto neste artigo não se aplica nos casos a que se refere o parágrafo único do artigo 31 do Estatuto do Magistério. o adicional de insalubridade.O auxílio-transporte será devido por dia efetivamente trabalhado. nos termos deste artigo. o tempo de serviço prestado pelo pessoal a que se referem as artigos 1º e 2º destas Disposições Transitórias.

Artigo 9º . e seu valor poderá ser fixado de acordo com a jornada de trabalho a que estiver sujeito o funcionário ou servidor. Artigo 5º . Artigo 2º . Artigo 11 . Artigo 7º . II . de 30 de setembro de 1987. do Primeiro e Segundo Tribunal de Alçada Civil. de 16 de dezembro de 1985.O benefício será dividido em função dos dias efetivamente trabalhados.o tipo de transporte coletivo disponível no local.Não terá direito.O disposto nesta lei aplica-se os funcionários e servidores dos Quadros do Tribunal de Justiça. auxílioalimentação para funcionários e servidores. Parágrafo único . previdenciárias ou fiscais. que acumule regularmente cargos.I .Não fará jus ao auxílio-alimentação o funcionário ou servidor: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 189 . de 28 de outubro de 1991 Institui auxílio-alimentação para funcionários e servidores da Administração Centralizada e dá providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Artigo 1º .418.524.Esta lei entrará em vigor no primeiro dia do mês subseqüente ao de sua publicação.As despesas resultantes da aplicação desta lei correrão à conta das dotações próprias consignadas no Orçamento-Programa vigente.Não fará jus ao auxílio-transporte o funcionário ou servidor afastado para prestar serviços ou para ter exercício em cargo ou função de qualquer natureza junto a outros órgãos da Administração Direta ou Indireta da União. em estabelecimentos comerciais. conforme apurado em boletim ou atestado de freqüência. Artigo 3º . consideradas as necessidades básicas de alimentação e as disponibilidade do erário.a região e/ou local das unidades administrativas do Governo. "in natura" ou preparados para consumo imediato. bem como do Quadro da Secretaria da Assembléia Legislativa.O benefício não se incorporará à remuneração do funcionário ou servidor e sobre ele não incidirão quaisquer contribuições trabalhistas. Palácio dos Bandeirantes. Lei Nº 7. Artigo 6º . alterada pela Lei federal nº 7. âmbito da Administração Centralizada do Estado. de outros Estados e Municípios.O valor do benefício a que se refere este artigo será fixado e revisto por decreto. Parágrafo único . Artigo 10 .Será contemplado uma única vez o funcionário ou servidor. do tribunal de Alçada Criminal. do Tribunal de Justiça Militar. também. Artigo 4º . sob a forma de distribuição de documentos para aquisição de gêneros alimentícios.619. ao benefício o servidor abrangido pela Lei federal nº 7. empregos ou funções públicas da Administração Centralizada do Estado.O auxílio-transporte não será computado para qualquer efeito e não se patrimônio do funcionário ou servidor.O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 30 (trinta) dias. do Tribunal de Contas. Artigo 8º . 13 de dezembro de 1988.Fica instituído.

de outros Estados ou dos Municípios. Palácio dos Bandeirantes. o Quadro de Apoio Escolar e dá providências correlatas.cuja retribuição global no mês anterior ao de recebimento do benefício ultrapasse o valor correspondente a 80 (oitenta) Unidades Fiscais do Estado de São Paulo considerado esse valor do primeiro dia útil do mês de referência do pagamento.698. nas mesmas bases e condições: I . de 29 de junho de 1973. de 28 de outubro de 1968.O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 30 (trinta) dias.na Tabela II (SQC-II): 2.licenciado ou afastado do exercício do cargo ou função.beneficiado com base em Programa de Alimentação do Trabalhador.430. Artigo 2. do Tribunal de Contas. de 10 de abril de 1986. do Tribunal de Alçada Criminal. II .aos funcionários e servidores das autarquias do Estado. II . do Tribunal de Justiça Militar. 28 de outubro de 1991.Fica criado na Secretaria da Educação o Quadro de Apoio Escolar. constituído das classes constantes do Anexo I. do artigo 16 da Lei nº 500. os seguintes cargos:I . de 6 de janeiro de 1984. pelo inciso I do artigo 1º do Decreto nº 24. na forma da Lei Federal nº 6. de 14 de abril de 1976. pelo artigo 7º da Lei nº 10. do Ministério Público e da Secretaria da Assembléia Legislativa.Ficam criados.000 (dois mil) de Secretário de Escola. bem como aos integrantes da Parte Especial do Quadro da exautarquia Instituto de Pesquisas Tecnológicas. e pelo artigo 3º da Lei nº 6.I . do Primeiro e do Segundo Tribunais de Alçada Civil. Artigo 5º . destinadas às unidades escolares. IV . no Subquadro de Cargos Públicos do Quadro de Apoio Escolar da Secretaria da Educação. na Secretaria da Educação. dos incisos VI e VII do artigo 64 e do artigo 64 da Lei Complementar nº 444.960.II . O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte Lei:Artigo 1.aos integrantes dos Quadros Especiais Instituídos pelo artigo 7º da Lei nº 119.321.º .afastado nas hipóteses dos artigos 78 e 79 da Lei nº 10.470.As despesas resultantes da aplicação desta lei correrão ã conta de dotações próprias consignadas no orçamento vigente. com prejuízo total ou parcial da remuneração.000 (vinte e nove mil) de Servente de Escola.na Tabela III (SQC-III): a) 29. de 10 de janeiro de 1992 Cria. suplementadas se necessário. e III .afastado para prestar serviços ou ter exercício em cargo ou função de qualquer natureza junto a órgãos ou entidades da Administração Centralizada ou Descentralizada da União. Artigo 8º .000 (oito mil) de Inspetor de Alunos: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 190 .O disposto nesta lei aplica-se. da Lei Complementar nº 343.Esta lei entrará em vigor no primeiro dia útil seguinte ao decurso de 90 (noventa) dias após sua regulamentação. b) b) 8. Artigo 7º . de 15 de junho de 1989. V .261. de 27 de dezembro de 1985.º . Artigo 6º . de 16 de dezembro de 1971.aos funcionários e servidores dos Quadros do Tribunal de Justiça. de 13 de novembro de 1974. III . Lei Nº 7.

certificado de conclusão de 1. tais como: a) quanto à documentação e escrituração escolar: 1. c) II . exames e demais atividades escolares. tais como: a) executar tarefas de : 1. de termos de visitas de Supervisores de Ensino e outras autoridades do ensino. 3. obedecidos os seguintes requisitos: I . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 191 . processos e papéis em geral que tramitem na escola. técnico e administrativo da escola. manter registros de levantamento de dados estatísticos e informações educacionais. mas que exigem capacitação elementar adquirida em situação de trabalho e supervisão freqüente. ou prova de ter cursado ou estar cursando.para o de Oficial de Escola. Artigo 4. 4. manter registros de resultados anuais dos processos de avaliação e promoção. preparo e distribuição de merenda aos alunos.º . 2. 3. 2.Servente de Escola: atividades de execução simples. expedir certificados de conclusão de séries e de cursos de outros documentos relativos à vida escola dos alunos. diploma de conclusão do Curso de Nível Superior. d) d) 5. bibliotecas. receber. b) quanto à administração geral: 1. a 4. preparar relatórios. de 12 de maio de 1978. organizando e mantendo o protocolo e arquivo escolar.c) c) 24. utensílios e similares.000 (cinco mil) de Assistente de Administração Escolar. bem como móveis e utensílio. preparo e distribuição de café. especialmente no que se refere à matrícula.000 (vinte e quatro mil) de Oficial de Escola. mediante concurso público de provas ou de provas de títulos. 2. incinerar os documentos considerados inservíveis. registrar.Aos integrantes das classes adiante mencionadas compete: I . Artigo 3.ª série do 1. ―c‖ e ―d‖ do inciso II do artigo anterior ficam incluídos na Jornada Completa de Trabalho a que se refere o inciso I do artigo 70 da Lei Complementar nº 180. certificado de conclusão de 1.O provimento dos cargos correspondentes às classes a que se refere o artigo anterior far-se-á sempre do Nível I. 7.para o de Assistente de Administração Escolar.º grau. b) pequenos reparos em instalações.º . laboratórios. registrar e controlar a freqüência do pessoal docente.para o de Servente de Escola. distribuir e expedir correspondência. organizar e manter atualizados prontuários de documentos de alunos. e III .º . procedendo ao registro e escrituração relativos à vida escolar. preparar e afixar. salas de aula. quadros de horários de aulas e controlar o cumprimento de carga horária anual. limpeza interna e externa da escola.º grau ou equivalente. especialmente. 5.Os cargos de que tratam as alíneas ―a‖. mobiliário. no mínimo. de reuniões administrativas. freqüência e histórico escolar. Artigo 5. em locais próprios.º grau ou equivalente. banheiros.Oficial de Escola: atividades de apoio de mediana complexidade e que requerem supervisão periódica. comunicados e editais relativos à matrícula. II . 6.

requisitar. receber e controlar o material de consumo. Artigo 7. vagos e providos. 13. bem como as vantagens pecuniárias a seguir enumeradas: I . que será calculado na base de 5% (cinco por cento) por qüinqüênio de serviço. d) organizar e manter atualizado o cadastro de fornecedores de materiais e serviços. atender aos servidores da escola e aos alunos. que não requerem supervisão. h)controlar e manter registros dos cargos e funções da unidades escolar. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 192 .Quadro de Apoio Escolar.preparar folhas de pagamentos de vencimentos e salários do pessoal da escola. resoluções e comunicados de interesse da escola. regulamentos. 10. preparar escola de férias anuais dos servidores em exercício na Escola. prestando-lhes esclarecimentos relativos à escrituração e legislação. 11. sobre o valor dos vencimentos. correspondente à Escola de Vencimentos .º . nos termos do inciso XVI do artigo 115 da mesma Constituição. dos recursos financeiros e dos estoques da merenda escolar. organizar e manter atualizados textos de leis. 9. c) emitir cheques e ordens de pagamento. g)promover medidas administrativas necessárias à conservação e preservação dos bens patrimoniais. cujos valores são os fixados no Anexo II.O integrante do Quadro de Apoio Escolar não poderá ser afastado do exercício de seu cargo ou função-atividade para exercer suas funções fora do âmbito da sua unidade escolar. não poderão ser computado nem acumulado para fins de concessão de acréscimos ulteriores. III . sob o mesmo título ou idêntico fundamento. 12. bem como elaborar os respectivos contratos. manter registros do material permanente recebido pela escola e do que lhe for dado ou cedido. 4. tais como: a) prestar assistência ao Diretor da Escola nas questões referentes à Associação de Pais e Mestre.adicional por tempo de serviço de que trata o artigo 129 da Constituição Estadual.Assistente de Administração Escolar: atividades de apoio técnicoadministrativo de alta complexidade. Artigo 6. b) manter registros necessários à demonstração das disponibilidades. decretos.A retribuição pecuniária dos funcionários e servidores abrangidos por esta Lei compreende. colaborar para que a entrada e a saída dos alunos se dêem disciplinadamente. f)prestar contas dos gastos efetuados na escola. atender pessoas que tenham assuntos e tratar na escola. 8. 6. vencimentos. bem como elaborar inventário anual dos bens patrimoniais. Caixa de Custeio e Merenda Escolar.3. preparar e expedir atestados ou boletins relativos à freqüência do pessoal docente. e) preparar expedientes relativos à aquisição de materiais e à prestação de serviços. técnico e administrativo.º . 7. organizar e manter atualizados assentamentos dos servidores em exercício na escola. analisar as propostas recebidas. organizar e encaminhar à Delegacia de Ensino os documentos de prestação de contas de despesas miúdas e de pronto pagamento. 5.

estiver afastado nos termos da Lei Complementar nº 343. de que trata o artigo 1. de 21 de dezembro de 1988. 80 e 82 de Lei nº 10.ajuda de custo. promoção a passagem do funcionários ou servidor de um nível ao imediatamente superior. Artigo 11 . na forma do disposto no mesmo artigo. § 3. exceto quando:1 .º .sexta-parte. nos termos da Lei nº 500.Obedecidos os interstícios e as demais exigências estabelecidas em decreto. pela ordem.º .2 . licença a gestante. os seguintes fatores:1 .3 .261. em caráter excepcional. segundo e terceiro níveis e 5 (cinco) no quarto nível.Escalas de Vencimentos Nível Básico e Escala de Vencimentos Nível Médio.tempo de serviço público estadual. a admitir.Fica autorizada a Secretaria da Educação.diárias. 78. servidores para o exercício temporário das atribuições correspondentes às de cargos do Quadro de Apoio Escolar.décimo terceiro salário. V . de 6 de janeiro de 1984. at 15% (quinze por cento) do contingente de cada nível.A antigüidade será apurada pelo tempo de efetivo exercício no nível. Artigo 13 . observar-serão. § 2.tempo de serviço na classe. em caráter temporário. IV .Os processos seletivos especiais para fins de promoção serão realizados anualmente.idade. para as classes constantes desta Lei. Artigo 8. alternando-se promoção por antigüidade e por merecimento. poderão ser beneficiados.4 .º . de 13 de novembro de 1974.Na hipótese de licença para tratamento de saúde.2 . para ter exercício em carga ou função de natureza diversa daquele que exerce. e VII . Artigo 10 .Quadro de Apoio Escolar.outras vantagens pecuniárias previstas em Lei. § 2. as mencionadas classes ficam excluídas dos Anexos de Enquadramento das Classes .encargos de família.As classes de Inspetor de Alunos e de Secretário de Escola ficam integradas na Escala de Vencimentos . anualmente. III .salário-família e salário-esposa. 79.Os interstícios mínimos para fins de promoção serão 4 (quatro) anos de efetivo exercício no primeiro. quando seus titulares se afastarem em decorrência de licença para tratamento de saúde.º .Parágrafo único . licença-prêmio e adoção.º da Lei Complementar nº 585.II . § 1.Para desempate na classificação por antigüidade.estiver afastado nos termos dos artigos 67. respectivamente. Artigo 9.º .Interromper-se-á o interstício quando o funcionário ou servidor público estiver afastado na mesma escola. a admissão far-se-á somente se o período for superior a 30 (trinta) dias.º . ficarão automaticamente criadas as funções-atividades necessárias ao exercício. § 3. VI .A promoção por merecimento far-se-á mediante avaliação de provas e de títulos na forma a ser estabelecida em decreto. com a promoção. ou na vacância dos cargos.º .º . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 193 . exceto para as de Secretária de Escola. inclusive gratificações.Para os integrantes das classes de que trata esta Lei. Artigo 12 .Parágrafo único .º desta lei. de 28 de outubro de 1968. § 1. existente na data de abertura do respectivo processo.As admissões de que trata este artigo far-se-ão sempre na inicial da classe e cessarão automaticamente quando ao retorno do ocupante do cargo. a que se refere o artigo 7.Em decorrência do disposto no ―caput‖. das atribuições correspondentes às dos cargos do Quadro de Apoio Escolar.Sempre que ocorrerem as hipóteses de afastamento ou de vacância previstas neste artigo.

mantido o nível em que se encontravam em 31 de julho de 1991. Disposições Transitórias Artigo 1. Artigo 15 .º . ficam extintos na seguinte conformidade:I .º da Lei federal nº 4. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 194 . para publicação. Artigo 20 . Artigo 17 . classificados nas unidades escolares da Secretaria da Educação. anualmente. ou união de cônjuges. Escriturário e Agente Administrativo.os vagos.º de suas Disposições Transitórias aplica-se aos inativos. através de concurso de títulos.º . deverão ser obrigatoriamente aproveitados candidatos remanescentes aprovados em concurso público. realizado.00 (nove bilhões e quinhentos milhões de cruzeiros).Parágrafo único . Artigo 14 .O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo no prazo de 180 (cento e oitenta) dias.Esta Lei e suas Disposições Transitórias entrarão em vigor na data de sua publicação.O disposto no artigo 8.Tratando-se de cargo vago a admissão far-se-á pelo período máximo de 12 (doze) meses.Fica assegurado ao funcionário do Quadro de Apoio Escola o direito de remoção para unidade escola onde houver vaga. § 6. de que tratam os artigos 14 e 15.O disposto neste artigo poderá ser disciplinado por decreto.os vagos. § 7. do Quadro da Secretaria da Educação.Findo do período da admissão. respectivamente.Os cargos e funções-atividades de Auxiliar de Serviços. § 5.500. na data da publicação desta Lei. mediante a utilização de recursos nos termos do § 1.Os atuais funcionários e servidores ocupantes de cargos e funçõesatividades de Inspetor de Alunos e de Secretário de Escola. da qual constarão denominação.os demais.Ficam extintos os cargos e funções-atividades de Inspetor de Alunos e de Secretário de Escola constantes dos Anexos III e IV.320.§ 4. créditos suplementares at o limite de Cr$ 9. ficará automaticamente extinta a respectiva funções-atividades. de 17 de março de 1964.O ato de admissão será de competência do Delegado de Ensino. observada a ordem de classificação.os demais. ficam com os respectivos cargos e funções-atividades enquadrados na Escala de Vencimentos . na vacância. ficando o Poder Executivo autorizado a abrir.As despesas decorrentes da aplicação desta Lei serão cobertas com as dotações próprias do Orçamento vigente. na vacância. Artigo 18 . § 8. relação dos cargos e funções-atividades. Artigo 21 .Para a admissão de que trata este artigo. na forma a ser regularizada. a que se refere o artigo 7.A Secretaria da Educação encaminhará ao órgão Central de Recursos Humanos. na data da publicação desta Lei. e II . Artigo 16 .º desta Lei e no artigo 1.000.º .º .º desta Lei.º .Quadro de Apoio Escolar.000. e II . nome do último ocupante e motivo da vacância. para o corrente exercício.Os títulos dos funcionários e servidores abrangidos por esta Lei serão apostilados pelas autoridades competentes. na seguinte conformidade:I . Artigo 19 .º .

vier a ser nomeado para cargo do Quadro de Apoio Escolar. acrescido das mesmas vantagens‖. somente poderá ser atribuída a integrante da classe de Oficial de Escola.698. Palácio dos Bandeirantes. de 1º de outubro de 1992 Acrescenta dispositivos à Lei nº 7. de 12 de maio de 1978. a exigência de escolaridade prevista nos incisos I e II do artigo 4. ‖II – o artigo 4º-B: ―Artigo 4º-B – O integrante da classe de Oficial de Escola que.º .034. de 10 de janeiro de 1992. Artigo 3.º .º . o substituto fará jus à diferença entre o valor do nível de seu cargo.Ficam acrescentados às disposições Transitórias da Lei nº 7. Artigo 2º . os seguintes artigos: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 195 . vier a ser nomeado para cargo de Secretário de Escola. no mesmo nível em que se encontrava no cargo anteriormente ocupado‖. a partir da data de início do exercício.O concurso a que alude o ―caput‖ deste artigo.Artigo 2. Parágrafo único – O disposto neste artigo aplica-se aos ocupantes de função-atividade. Artigo 5. Artigo 4. no nível cujo valor seja igual ou imediatamente superior ao valor da faixa e do nível do cargo anteriormente ocupado.O provimento dos cargos abrangidos por esta Lei não poderá exceder o módulo fixado na legislação vigente para cada unidade escolar. que cria o Quadro de Apoio Escolar e dá providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte Lei: Artigo 1º . terá esse cargo enquadrado.Para os atuais funcionários e servidores em exercício nas unidades escolares da Secretaria da Educação. a contar da data de publicação desta Lei. de 10 de janeiro de 1992.698. deverá ser realizado. em todas as suas fases. e o valor do cargo vago ou do cargo do substituto. a partir da data de início do exercício.º . mantido o nível do substituto. em decorrência de aprovação em concurso. Parágrafo único – Durante o tempo em que exercer a substituição.Ficam acrescentadas à Lei nº 7698. nas unidades escolares da Secretaria da Educação. acrescido das vantagens pecuniárias previstas no artigo 7º desta Lei. III – o artigo 7º-A: ―Artigo 7º-A – A substituição. nos termos do disposto nos artigos 80 a 83 da Lei Complementar nº 180. os seguintes dispositivos: I – o artigo 4º-A: ―Artigo 4º-A – O funcionário público estadual que em decorrência de aprovação em concurso. terá esse cargo enquadrado.O disposto no artigo 1. em cargo de Secretário de Escola. de 10 de janeiro de 1992. 10 de janeiro de 1992 Lei Nº 8. Parágrafo único . aplica-se aos integrantes das classes de idêntica denominação pertencentes aos Quadros das demais Secretarias de Estado.º destas disposições transitórias.O primeiro concurso para provimento das classes de Servente de Escola e Oficial de Escola será realizado no prazo máximo de 90 (noventa) dias.º desta Lei poderá ser substituída por prova de experiência de trabalho.

por escrito à autoridade competente. Parágrafo único – Durante o tempo em que exercer a substituição. sua competência para decidir se estenderá até o limite de vinte e quatro. a justificação das que excederem a esse número. Artigo 264 – Não poderão ser justificadas as faltas que excederem a vinte e quatro por ano. por sua natureza e circunstância. acrescido das vantagens pecuniárias previstas em Lei. principalmente pelas conseqüências no círculo da família. Oficial de Escola e Secretário de Escola. possa razoavelmente constituir escusa do não comparecimento. isenta o servidor da sanção disciplinar cabível pela inobservância do dever de comparecimento (art. combinado com o art.atividade. até o limite de vinte e quatro. Parágrafo único – O disposto neste artigo aplica-se aos ocupantes de função atividade. acrescido das vantagens pecuniárias previstas em Lei. o requisito previsto no artigo 7º-A desta Lei somente será exigido a partir de 1º de agosto de 1992. de 12 de maio de 1978. I. vier a ser nomeado para cargo das classes de Servente de Escola. Inspetor de Aluno. mantido o nível do substituto. devidamente informada por essa autoridade.Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. Artigo 262 – Considera-se causa justificável o fato que.―Artigo 6º . no primeiro dia em que comparecer à repartição. no prazo de cinco dias. Sob pena de sujeitar-se a todas as conseqüências resultantes da falta de comparecimento. e o valor do cargo do substituto. terá esse cargo enquadrado. Artigo 265 – O chefe imediato do servidor decidirá sobre a justificação das faltas até o máximo de doze faltas por ano. Palácio dos Bandeirantes. Artigo 7º . será submetida. Artigo 4º .O funcionário público estadual que. ‖Artigo 3º . o funcionário ou servidor fará jus a diferença entre o valor da faixa e nível de seu cargo ou função . além de outros efeitos previstos na CLF.As despesas resultantes da aplicação desta Lei correrão à conta das dotações próprias consignadas no orçamento vigente. Artigo 263 – A justificação. 1º de outubro de 1992 DECRETO N. 638 da CLF). retroagindo seus efeitos a 11 de janeiro de 1992. à decisão de seu superior hierárquico. Artigo 266 – O servidor que faltar ao serviço fica obrigado a requerer a justificação da falta. a partir da data de início do exercício. em decorrência de aprovação no primeiro concurso realizado para esse fim. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 196 . 597.º 42. Parágrafo único – Nos casos em que o chefe imediato seja diretamente subordinado ao governador ou Secretário de Estado. com fundamento no disposto neste artigo e nos termos dos artigos 80 a 83 da Lei Complementar nº 180.Para os atuais funcionários e servidores em exercício nas unidades escolares da Secretaria da Educação.850 DE 30 DE DEZEMBRO DE 1963 SEÇÃO VI Das faltas ao serviço Artigo 261 – A justificação de faltas de comparecimento ao Serviço obedecerá ao disposto nesta Seção. no mesmo nível em que se encontrava no cargo anteriormente ocupado.

se denegar a justificação.329.Decreta: TÍTULO Disposição Preliminar Artigo 1º . Artigo 267 – A autoridade competente decidirá sobre a justificação no prazo de cinco dias. será o recebimento encaminhado ao órgão de pessoal para as devidas anotações. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação I 197 . informações. compete: I – sugerir medidas para o aperfeiçoamento do Sistema. a autoridade recorrerá ―ex officio‖ ao superior hierárquico que decidirá. GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO.717. de 30 de janeiro de 1967. em relação ao Sistema de Administração de Pessoal. ficam estabelecidas nos termos deste decreto. no uso de suas atribuições legais e com fundamento no artigo 89 da Lei nº 9.A estrutura e as atribuições dos órgãos setorial e subsetoriais. de 14 de julho de 1981 Define a estrutura e as atribuições de órgãos e as competências das autoridades da Secretaria de Estado da Educação. III – aprovar diretrizes e normas para o atendimento de situações específicas. TÍTULO V Das Competências CAPÍTULO I Das Competências Relativas ao Sistema de Administração de Pessoal SEÇÃO Do Secretário da Educação Artigo 52 – Ao Secretário da Educação. II – determinar o cumprimento: a) das diretrizes e normas emanadas do órgão central do Sistema. no âmbito da Secretaria além de outras competências que lhe forem conferidas por lei ou decreto. b) dos prazos para encaminhamento de dados. 265. poderá ser exigida prova do motivo alegado pelo servidor. bem como as competências das autoridades da Secretaria de Estado da Educação. relatórios e outros documentos ao órgão central do Sistema. No caso previsto na primeira parte do art. Artigo 268 – Decidida a justificação da falta. em relação ao Sistema de Administração de Pessoal.Parágrafo único – Para justificação da falta. Decreto Nº 17. e dá providências correlatas PAULO SALIM MALUF. em complementação àquelas emanadas órgão central do Sistema. em caráter definitivo. em igual prazo.

a serem aplicados pelo Departamento de Recursos Humanos. VI – encaminhar à autorização do Secretário de Estado dos Negócios da Administração. b) aprovar as Instruções Especiais. respeitados os padrões de lotação. VIII – Nos concursos de remoção de integrantes da carreira do magistério. dentro ela as relativas a: a) fixação de padrões de lotação. com base em proposta do Diretor do Departamento de Recursos Humanos. d) necessidades de recursos humanos. extinção ou modificações de cargos e funções-atividades. da Secretaria da Educação para outros órgãos. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 198 . XV – indicar ao órgão central do Sistema os funcionários e servidores considerados excedentes na Secretaria da Educação. b) criação. c) constituição de series de classe para fins de acesso. a duração e metodologia a ser adotada nos programas de treinamento e desenvolvimento de recursos humanos a serem executados sobre a responsabilidade direta ou indireta do Departamento de Recursos Humanos. de outros órgãos para a Secretaria da Educação. normas que disponham sobre: a) a orientação e os critérios de movimentação do pessoal docente. processos seletivos para admissão de servidores e processo seletivos especiais para transposição ou acesso. técnico e administrativo. bem como dispensá-los.IV – aprovar as propostas apresentadas pelo Departamento de Recursos Humanos. ressalvados os casos de competência legal específica. V – encaminhar à aprovação do Secretário de Estado dos Negócios da Administração modelos de concursos públicos. IX – nos concursos públicos e processos seletivos executados direta ou indiretamente pelo Departamento de Recursos Humanos: a) aprovar as Instruções Especiais. b) os critérios de avaliação de títulos. f) projeção das despesas com recursos humanos e encargos previdenciários para a elaboração do orçamento de pessoal. as propostas do Departamento de Recursos Humanos para a realização de concursos públicos. observadas as restrições legais. X – aprovar o conteúdo. VII – autorizar abertura de concursos públicos para provimento de cargos e processos seletivos para preenchimento de funções-atividades do Quadro do Magistério. XII – relotar postos de trabalho de uma para outra unidade da Secretaria da Educação. e) fixação ou extinção de postos de trabalho. b) designar os membros para comporem as bancas examinadoras. encaminhando ao órgão central do Sistema aquelas que dependam de sua apreciação. a) autorizar a sua abertura. encaminhando a matéria à apreciação do órgão central do Sistema. XIII – solicitar a relotação de postos de trabalho ou a transferência de cargos ou funções-atividades. XI – estabelecer. nos termos da legislação pertinente. XVI – admitir ou autorizar a admissão de servidores. de processos seletivos para admissão de servidores e de processo seletivos especiais para transposição ou acesso. XIV – aprovar os pedidos de relotação de postos de trabalho ou de transferência de cargos e funções-atividades.

de acordo com os postos de trabalho. XXXIII – autorizar o pagamento de transportes e de diárias a funcionários e servidores. b) para participação em congressos e outros certames culturais. at 90 (noventa) dias. XXXV – exonerar:a) a pedido. no interesse do serviço passarem a Ter exercício em nova sede. XVIII – dar posse a funcionários que lhe sejam diretamente subordinados. XXV – aprovar a indicação ou designar substitutos de cargos. observada a legislação pertinente. para dentro do País. XXVII – promover funcionários e servidores. bem como homologar o processo avaliatório para fins de evolução funcional. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 199 . de 10 de julho de 1968. a funcionários e servidores de seu Gabinete. bem como à sua transferência de uma para outra unidade subordinada. chefia e direção a serem retribuídas mediante «pro labore» previsto no artigo 28 da Lei nº 10. em território do Estado. XXVIII – autorizar. XXX – autorizar ou prorrogar a convocação de docentes e especialista em educação para prestação de serviços extraordinários. observada a legislação pertinente.168. de 12 de maio de 1978. XX – proceder à colocação em disponibilidade de funcionário ou servidor estatal nos termos de legislação pertinente. XXIV – atribuir a gratificação mencionada na alínea «b» do inciso anterior. e providenciar a realização do processo de tomada de contas. de acordo com a legislação pertinente. funcionário ocupante de cargo em comissão. XXVI – aprovar a indicação ou designar funcionário ou servidores para responderem pelo expediente das unidades diretamente subordinadas. na seguintes hipóteses: a) para missão ou estudo de interesse do serviço público. ou que forem incumbidos de serviço que os obriguem a permanecer fora da sede por mais de 30 (trinta) dias. XIX – proceder à classificação de cargos ou funções-atividades. funções-atividades ou funções de serviço público de direção das unidades indiretamente subordinadas. b) para as funções de encarregatura.b) titular de cargo provido nos termos do inciso III do artigo 92 da Constituição do Estado. XXII – fixar o horário de trabalho dos funcionários e servidores. XXIX – convocar ou designar funcionário e servidor para prestação de serviços em unidade diversa daquela onde o cargo ou função-atividade se encontra classificado. a pedido ou quando do provimento do cargo mediante concurso. desde que haja requisição da autoridade competente. XXXII – conceder gratificação a título de representação. cessar e prorrogar afastamento de funcionários e servidores. XXXI – requisitar passagens aéreas para funcionários ou servidor a serviço da Secretaria da ducação. c) para participação em provas de competições desportivas. XXI – designar funcionários ou servidores para os postos de trabalhos das unidades subordinadas. técnicos ou científicos.XVII – convalidar atos de investidura no serviço público. XXXIV – conceder e arbitrar ajuda de custo a funcionários e servidores que. XXIII – designar funcionário ou servidor: a) para o exercício de substituição remunerada. e nos termos do artigo 196 da Lei Complementar nº 180. XXXVI – ordenar a prisão administrativa de funcionário ou servidor. nos termo da legislação pertinente.

III – designar funcionários ou servidor para o exercício de substituição remunerada. nos termos da legislação pertinente. XIII – determinar a instauração de processo administrativo ou sindicância. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 200 . cessar ou prorrogar afastamento de funcionários e servidores. chefia ou encarregatura da unidade subordinadas. competem: I – admitir e dispensar servidores. X – autorizar o pagamento de transporte a funcionários e servidores. VII – encaminhar ao Secretário da Educação proposta de designação de funcionários e servidores. funções-atividades ou funções de serviço público de direção. XII – autorizar por ato específico. XVI – determinar providências para a instauração de inquérito policial. em suas respectiva áreas de atuação. at o limite máximo fixado na legislação pertinente. técnicos ou científicos. XXXVIII – determinar a instauração de processo administrativo ou de sindicância. II – dar posse a funcionários que sejam diretamente subordinados e aos nomeados para cargos em comissão.XXXVII – prorrogar. at 60 (sessenta) dias. a suspensão preventiva de funcionário ou servidor. inclusive para apuração de responsabilidade em acidente com veículos oficiais. bem como de direção e chefia das unidades subordinadas. c) para participação em provas de competição desportivas. a requisitarem transporte de pessoal por conta do Estado. VI – autorizar ou prorrogar a convocação de funcionários e servidores para a prestação de serviços extraordinários. dos Coordenadores e do Presidente do Conselho Estadual de Educação Artigo 53 – Ao Chefe de Gabinete. XXXIX – determinar providências para a instauração de inquérito policial. XIV – ordenar a prisão administrativa de funcionário ou servidor. XL – aplicar pena de repreensão e suspensão at 90 (noventa) dias. VIII – autorizar. nas autoridades que lhes são subordinadas. IV – aprovar a indicação ou designar substitutos de cargos. IX – autorizar o pagamento de diárias a funcionários e servidores at 30 (trinta) dias. bem como ajuda de custo. nos termos do artigo 28 da Lei nº 10. inclusive para apuração de responsabilidade em acidentes com veículos oficiais. SEÇÃO II Do Chefe de Gabinete.168 de 10 de julho de 1968. at 60 (sessenta) dias. a funcionário ou servidor bem como converter em multa a suspensão aplicada. nas seguintes hipóteses: a) para missão ou estudo e interesse do serviço do público. na forma da legislação pertinente. para dentro do País e por prazo não superior a 30 (trinta) dias. XI – requisitar passagens aéreas para funcionários ou servidor a serviço dentro do País. desde que haja requisição de autoridade competente. em at 90 (noventa) dias. aos Coordenadores a ao Presidente do Conselho Estadual de Educação. e providenciar a realização do processo de tomada de contas. V – aprovar a indicação ou designar funcionários ou servidores para responderem pelo expediente das unidades subordinadas. observadas as restrições legais vigentes. b)para participação em congresso ou outros certames culturais. XV – ordenar ou prorrogar suspensão preventiva de funcionário ou servidor.

competem: I – dar posse a funcionários que lhes sejam diretamente subordinados e aos nomeados para cargos em comissão. XIII – exonerar titular de cargo provido nos termos do inciso III do artigo 92 da Constituição do Estado.XVII – aplicar penas de repreensão e de suspensão. mediante resolução específica. funcionário ou servidor para prestação de serviços em Jornada completa de Trabalho observada a legislação pertinente. também em relação aos demais órgãos diretamente subordinados ao Secretário da Educação. a pedido. da Fundação Getúlio Vargas ou da Universidade de São Paulo. funções-atividades ou funções de serviço público de direção. XII – exonerar funcionário efetivo ou dispensar servidor. aos Dirigentes da Assessoria Técnica de Planejamento e Controle Educacional. quando cabível. aos Diretores das Divisões Regionais de Ensino e ao Diretor da Divisão Especial de Ensino do Vale do Ribeira. bem como converter em multa a suspensão aplicada. limitada a 60 (sessenta) dias. Parágrafo único – A aplicação deste artigo será disciplinada pelo Secretário da Educação. parcial ou integralmente. X – conceder licença a funcionários para tratar de interesses particulares. Artigo 55 – Aos Coordenadores de Ensino compete. nos casos de absoluta necessidade dos serviços sobre a impossibilidade de gozo de férias regulamentares. conforme for o caso. chefia de encarregatura de unidades subordinadas. observada a legislação pertinente. VIII – decidir. II – autorizar horários especiais de trabalho. inclusive para apuração de sindicância em acidentes com veículos oficiais. para prestação de serviços at no máximo de 120 (cento e vinte) dias em unidade diversa daquela onde o cargo ou função-atividade se encontra classificado. Artigo 54 – O Chefe de Gabinete poder’[a exercer as competências previstas no artigo anterior e nos artigos 56 e 57. IX – autorizar o gozo de férias não usufruídas no exercício correspondentes. em suas respectiva áreas de atuação. V – aprovar a indicação ou designar substitutos de cargos. VII – autorizar ou prorrogar a convocação de funcionários ou servidores do Quadro da Secretaria da Educação (QSE) para prestação de serviços extraordinários. at no máximo de 120 (cento e vinte) dias. SEÇÃO III Dos Diretores de Departamento e Demais Dirigentes de Órgãos Artigo 56 – Aos Diretores de Departamento. III – convocar. XI – autorizar o gozo de licença especial para funcionário freqüentar o curso de graduação em Administração Pública. IV – designar funcionário ou servidor para o exercício de substituição remunerada. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 201 . ainda.Parágrafo único – O Presidente do Conselho Estadual de Educação exercerá a competência prevista no inciso XI também em relação aos Conselheiros. VI – aprovar a indicação ou designar funcionários ou servidores para responderem pelo expediente de unidades subordinadas. a convocação de funcionários e servidor de unidade subordinada. quando vencida o prazo. XIV – determinar a instauração de sindicância. bem como de direção e chefia de unidades subordinadas.

V – autorizar o parcelamento de débito de funcionários ou servidores. em assuntos referentes à sua área de atuação. propor a contratação de serviços de terceiros. e providenciar a realização do processo de tomada de contas. ainda. II – aplicar penas de repreensão e de suspensão. Artigo 57 – Aos Diretores de Departamento. XVII – aplicar penas de repreensão e de suspensão. por prazo não superior a 60 (sessenta) dias. limitada a 15 (quinze) dias. aos Diretores das Divisões Regionais de Ensino e ao Diretor da Divisão Especial de Ensino do Vale do Ribeira. limitada a 30 (trinta) dias. III – autorizar o pagamento de transporte a funcionários ou servidores. aos Dirigentes de Centro. aos Delegados de Ensino. Artigo 59 – Aos Diretores das Divisões Regionais de Ensino e ao Diretor da Divisão Especial de Ensino do Vale do Ribeira. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 202 . bem como converter em multa a suspensão aplicada. para prestação de serviços em unidade diversa daquela onde o cargo ou a função-atividade se encontra classificado.XV – ordenar prisão administrativa de funcionário ou servidor. na forma da legislação pertinente. por prazo não superior a 30 (trinta) dias. observada a legislação pertinente. at 15 (quinze) dias. convocar funcionário e Servidor. ainda: I – convocar funcionário e servidor de unidade subordinada para prestação de serviço. dos Diretores de Serviços e dos Dirigentes de Unidades de Níveis Equivalentes Artigo 61 – Aos Diretores de Divisão. XVI – ordenar suspensão preventiva de funcionário e servidor. nos termos da legislação pertinente. IV – autorizar a concessão a fixar o valor da gratificação «por labore» a funcionário ou servidor que pagar ou receber em moeda corrente. aos Dirigentes da Assessoria Técnica de Planejamento e Controle Educacional. at 30 (trinta) dias. aos diretores de Escola e aos Diretores de Serviço. Artigo 62 – Aos Dirigentes do Centro do Departamento e Recursos Humanos compete. nos termos da legislação pertinente. ainda. enquanto dirigentes de unidade de despesa. convocar pessoal docente para inclusão em jornada de trabalho docente. SEÇÃO IV Dos Diretores de Divisão. II – autorizar o pagamento de diárias a funcionários ou servidores. em suas respectivas áreas de atuação. observada a legislação pertinente. Artigo 58 – Ao Diretor do Departamento de Assistência ao Escolar compete. aos Dirigentes de Grupos Técnico. aos Dirigente da Assistência Técnica do Conselho Estadual. bem como converter em multa a suspensão aplicada. compete. bem como ajuda de custo. da área de assistência ao escolar. II – incluir pessoal docente em jornada de trabalho. ainda. em unidade diversa daquela aonde o cargo ou a função-atividade se encontra classificado. Artigo 60 – Aos Diretores das Divisões de Ensino que contem na respectiva área territorial de atuação com Unidade Escolares de Ação Comunitária (UEACs) compete. compete: I – determinar a instauração de sindicância. compete ainda: I – admitir servidores.

compete.Parágrafo único – As competências de que trata o inciso III serão exercidas também em relação aos Diretores de Escola. comum ou agrupada. ainda: I – admitir pessoal docente. bem como dispensá-los nos termos da legislação pertinente. d) autorizar o gozo de férias não usufruídas no exercício correspondente. aos Chefes de Seção e aos Secretários de Escolas em suas respectivas áreas de atuação. b) para responder pelo expediente de unidade subordinada. VIII – Propor a designação de funcionário ou servidor: a) para o exercício de substituição remunerada. sobre a impossibilidade de gozo de férias regulamentares. II – conceder prorrogação de prazo para posse. Artigo 64 – aos Diretores de Escola. IV – decidir. VI – indicar docente para o cargo de Assistente de Diretor de Escola. de 10 de julho de 1968. nos casos de absoluta necessidades dos serviços. c) para o exercício de função de serviço público. V – autorizar o gozo de férias não usufruídas no exercício correspondente. do Chefes de Seção e dos Secretários de Escola Artigo 65 – Aos Analistas Supervisores. III – convocar pessoal docente para optar por jornada de trabalho nos termos da legislação pertinente. VII – designar docente da Escola para Professor – Coordenador e para Professor Conselheiro de Classe. compete. III – em relação ao pessoal da sede: a) dar posse a funcionário subordinados. b) conceder prorrogação de prazo para posse. bem como converter em multa a suspensão aplicada.168. de 13 de novembro de 1974. em suas respectivas áreas de atuação. quando for o caso. mediante prévia consulta ao respectivo Diretor. nos caso de absoluta necessidade dos serviços. SEÇÃO V Dos Analistas Supervisores. ainda: I – dar posse a funcionários subordinados. IX – indicar ou designar funcionário ou servidor para a zeladoria da escola. nos termos do inciso I do artigo 1º da Lei nº 500. na qualidade de dirigente do órgão setorial do Sistema. compete aplicar pena de repreensão e de suspensão. SEÇÃO VI Dos Dirigentes do Órgãos do Sistema Artigo 66 – Ao Diretor do Departamento de Recursos Humanos. nos termos do artigo 28 da Lei nº 10. c) decidir. compete: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 203 .Artigo 63 – Aos Delegados de Ensino. no âmbito da Secretaria da Educação. sobre a impossibilidade do gozo de férias regulamentares. limitadas a 8 (oito) dias. em suas respectiva área de atuação. II – propor a designação de titular cargo de Assistente de Ensino II e de Assistente de Diretor de Escola para a assistência e direção de escola estadual.

IX – propor a distribuição de cargos existentes no acervo de cargos vagos dos Quadros da Secretaria da Educação. em relação aos programas de treinamento e desenvolvimento. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 204 . b) aprovar a indicação dos monitores e a contratação de especialista para ministrarem cursos. técnico e administrativo. Artigo 68 – Ao Dirigente do Centro de Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos. VI – autorizar a expedição de Pedidos de indicação de Candidatos (PIC). Artigo 67 – Ao Dirigente do Centro de Seleção e Movimentação de Pessoal compete: I – em relação aos concursos públicos e processo seletivos: a) aprovar as inscrições recebidas. III – decidir pedidos de remoção. XIII – estabelecer normas e instruções que visem uniformizar a aplicação da legislação de pessoal. VIII – transferir. II – atestar a freqüência do readaptado. a) aprovar as Instruções Especiais. na forma da legislação pertinente. na vacância. at a definição do rol de atribuições. II – aprovar proposta de treinamento encaminhadas pelos órgão da Secretaria de Educação. para fins de nomeação ou admissão de pessoal aprovado em concurso público ou processo seletivo. c) homologar seus resultados.I – em relação aos concursos públicos e processos seletivos a serem executado pelo Departamento: a) decidir recursos sobre indeferimento de inscrições. II – em relação aos concursos de remoção de integrantes de carreira do magistério: a) decidir recursos sobre indeferimento de inscrições e classificação de candidatos. c) convocar pessoal para participar dos treinamentos. na vacância do cargo de docente. b) decidir pedidos de revisão de notas atribuídas à provas e/ou títulos. XII – propor a orientação e os critérios de movimentação do pessoal docente. por permuta. para fins de nomeação ou admissão de pessoal aprovados em concurso público ou processo seletivo. b) expedir certificados de habilitação. XI – destinar cargo de docente de uma parte para outra disciplina. V – propor os critérios de avaliação títulos. Artigo 69 – Ao Diretor da Divisão de Cadastro e Informações de Pessoal compete: I – encaminhar. X – proceder à exclusão da expressão que identifica a disciplina. b) proceder à remoção. VII – designar local de trabalho para o readaptado. cargos para o acervo de cargos vagos dos Quadros da Secretaria da Educação. conforme o caso. compete: I – aprovar as inscrições recebidas. III – expedir certificados de participação ou de aproveitamento. ao órgão central do Sistema Pedidos de Indicação de Candidatos (PIC). de integrantes da carreira do magistério. IV – em relação aos programas de treinamento e desenvolvimento de recursos humanos promovidos pelo Departamento. quando solicitado pela Equipe Técnica de Readaptação.

compete: I – assinar contratos de trabalho de servidores admitidos sob o regime da legislação trabalhista. Progressão e Evolução Funcional compete expedir títulos de promoção. c) alterando a situação funcional do funcionário ou servidor. no inciso II do artigo 53. V – expedir títulos de provimento de cargo. VI – apostilar títulos: a) de provimento de cargo com base em lei ou delegação de competência. X – conceder ou suprimir salário-família e salário-esposa a funcionários ou servidores. expedir ou apostilar título. VIII – transferir cargo vago de uma tabela para outra dos Quadros da Secretaria de Educação. IV – exonerar funcionário que não entrar em exercício no prazo legal. XI – conceder licença-prêmio em pecúnia AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 205 . III – declarar sem efeito a nomeação. observados os critério firmados pela Administração quanto ao seu cumprimento. nos casos de retificação ou mudança de nome. IX – conceder adicionais por tempo de serviço. V – dar posse a funcionários não abrangidos no inciso XVIII do artigo 52. b) de provimento de cargo e preenchimento de função-atividade para especificar a origem da vaga. Artigo 71 – Ao Diretor de Departamento de Administração. IV – expedir títulos de evolução funcional. na alínea «a» do inciso III do artigo 63 e no inciso I do artigo 64 deste Decreto. com base em ato ou despacho superior. em decorrência de afastamento. ou quando o nomeado não houver tomado posse dentro do prazo legal. para especificar a origem da vaga. quando determinado em lei.II – assinar contratos de trabalho de servidores admitidos sob o regime de legislação trabalhista. em decorrência de decisão administrativa ou judicial. sexta-parte e aposentadoria. referentes à situação funcional de funcionários ou servidores. Artigo 70 – Ao Diretor do Serviço de Promoção. preenchimento de função-atividade e outros relativos à situação funcional. c) de provimento de cargo ou preenchimento de função-atividade. III – apostilar títulos: a) de provimento de cargo. VII – declarar a extinção de cargo vago. aos Diretores de Serviços de Recursos Humanos das Divisões Regionais de Ensino e aos Diretores dos Serviços de Administração do Departamento de Assistência ao Escolar e da Divisão Especial de Ensino do Vale do Ribeira. na qualidade dirigentes de órgãos subsetoriais. no inciso I do artigo 56. b) de provimento de cargo. d) alterando a situação funcional de funcionário ou servidores. a pedido. quando determina em lei. VIII – assinar certidões de tempo de serviço e atestados de freqüência. aos Diretores da Divisões de Administrações das Coordenadorias. II – conceder prorrogação de prazo para posse. bem como alterar sua denominação. VI – declarar sem efeito a admissão quando o servidor não entrar em exercício no prazo legal. do Departamento de recursos Humanos e do Conselho Estadual de Educação. com base na lei ou delegação de competência. VII – despachar. bem como de decisão administrativa ou judicial.

SEÇÃO VII Das Competência Comuns Artigo 72 – São competências comuns ao Chefe de Gabinete. ao Dirigente do Grupo de Controle das Atividades Administrativas e Pedagógicas. VIII – propor. VII – conceder prorrogação de prazo para exercício dos funcionários e servidores. aos Dirigentes de Centro. ao Dirigente da Assessoria Técnica de Planejamento e Controle Educacional aos Diretores de Departamento. relativamente aos programas executados pelos órgãos que dirigem. Parágrafo único – Os Diretores dos Serviços de Recursos Humanos e o Diretor da Divisão Especial de Ensino do Vale do Ribeira poderão exercer. ao Presidente do Conselho Estadual de Educação.XII – conceder licença a funcionária casada com funcionário estadual ou militar que for mandado servir. aos Coordenadores. independentemente de solicitação. a pedido. em suas respectiva áreas de atuação: I – propor a fixação. XVII – declarar a extinção de cargo. nos termos e limites previsto na legislação pertinente. sob orientação do Departamento de Recursos Humanos. modificações nos horários de trabalho dos funcionários e servidores. ao Dirigente da Assistência Técnica do Conselho Estadual de Educação aos Supervisores de Equipe de Assistência Técnica aos Dirigentes do Grupo Técnico. V – proceder à distribuição de cargos ou funções-atividades. aos Diretores de Escola e aos Diretores de Serviços. mediante solicitação dos dirigentes de unidades subordinadas. nas seguintes hipóteses. de acordo com os postos de trabalho e observada a legislação específica. III – solicitar a transferência de cargos ou funções-atividades de outras unidades para aquelas sob sua subordinação. da alínea «a» do inciso I e no inciso II do artigo 67 e no inciso I do artigo 68 deste Decreto. XIII – considerar afastado o funcionário ou servidor para cumprir mandato legislativo federal. extinção ou relotação de postos de trabalho. quando for o caso. bem como de prefeito. XIV – considerar afastado o funcionário ou servidor para atender às reposições das autoridades eleitorais competentes. em virtude de nomeação ou admissão para outro cargo ou função-atividade. em outro ponto do Estado ou de território nacional ou no estrangeiro. estadual ou municipal. aos Diretores de Divisão. XI – conceder licença. IV – indicar o pessoal considerado excedente nas unidades subordinadas. aos Delegados de Ensino. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 206 . VI – designar funcionários ou servidores para os postos de trabalho das unidades subordinadas. bem como à sua transferência de uma para outra subordinada. XVI – declarar a vacância de cargo em virtude de falecimento. II – propor nomeação ou admissão de pessoal. as competências prevista na alínea «c» do inciso IV do artigo 66. observada a legislação pertinente.. IX – aprovar a escala de férias dos funcionários e servidores. quando determinada em lei. XV – exonerar funcionário ou dispensar servidor. também. X – autorizar o gozo de licença-prêmio.

X – avaliar o desempenho de funcionários e servidores que lhes são mediatas ou imediatamente subordinados. compulsoriamente como medida profilática. V – controla a freqüência diária dos funcionários e servidores diretamente subordinados a atestar a freqüência mensal. c) a funcionário e servidor quando acidentado no exercício de suas atribuições ou atacado de doença profissional.931. de 30 de janeiro de 1995 Dispõe sobre a fixação da sede de controle de freqüência e de critérios relativos à apuração de faltas do pessoal docente AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 207 .a) a funcionário e servidor para tratamento de saúde. b) a funcionário e servidor por motivo de doença em pessoa da família. com vistas à avaliação do desempenho dos funcionários e servidores para fins de evolução funcional. IV – conceder período de trânsito. relativas ao exercício em curso aos subordinados. para fins de evolução funcional de acordo com a legislação pertinente. Decreto Nº 39. d) a funcionário e servidor para atender às obrigações relativas ao serviço militar. para fins de aplicação do instituto da evolução funcional. III – dar exercício aos funcionários e servidores designados para a unidade sob sua subordinação. c) dar conhecimento a funcionários e servidores do resultado da avaliação do desempenho. II – cumprir ou fazer cumprir os prazos para encaminhamento de dados. e) a funcionário e servidor. IX – em relação ao instituto da evolução funcional: a) proceder ao dimensionamento total de funcionários e servidores de cada grupo de classes sob sua subordinação imediata. têm as competências previstas nos incisos II e X deste artigo. relatórios e outros documentos aos órgãos do Sistema e garantir a qualidade dos mesmos. aos Analistas Supervisores. bem como ao Presidente da Comissão Estadual de Moral e Civismo. VII – decidir sobre pedidos de abono ou justificação de faltas ao serviço. c) avaliação do desempenho do Sistema. em suas respectivas áreas de atuação: I – participar dos processos de: a) identificação das necessidades de recursos humanos. VI – autorizar a retirada de funcionário e servidor durante o expediente. b) identificação das necessidade de treinamento e desenvolvimento de recursos humanos. b) proceder à distribuição quantitativa dos conceitos avaliatórios para as unidade subordinadas. informações. VIII – conceder o gozo de férias. Artigo 73 – São competências comuns às autoridades relacionadas no antigo artigo anterior. Parágrafo único – Os Encarregados de Setor em suas respectiva áreas de atuação. aos Secretários de Escola e aos Chefes de Seção. XII – solicitar a instauração de inquérito policial. f) à funcionária e servidora gestante.

Excetua-se do previsto neste artigo a situação dos docentes afastados para fins do disposto no artigo 22 da Lei Complementar nº 444. exercer dois cargos ou duas funçõesatividades. o saldo de "faltas-aula".Consideram-se como dias intercalados os sábados. a título de constituição de jornada de trabalho docente e/ou de carga suplementar de trabalho.No caso de faltas sucessivas.O docente servidor que estiver em exercício em duas ou mais unidades escolares terá a sede de controle de freqüência fixada na seguinte conformidade. em regime de acumulação. no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o disposto no artigo 93 da Lei Complementar nº 444. terá duas sedes de controle de freqüência.O descumprimento de parte da carga horária diária de trabalho será caracterizado como "falta-aula". qualquer que seja o seu número. Decreta: Artigo 1º . Parágrafo único . Artigo 4º .O desconto financeiro da "falta-dia" será efetuado à razão de 1/30 do valor da retribuição pecuniária mensal.Ocorrendo saldo de "faltas-aula" no final do mês. computadas as unidades escolares de exercício.Quando a acumulação ocorrer na mesma unidade. §1º . somada às demais para perfazimento da "falta-dia". à situação do docente que rege classe ou ministra aula.2 . poderá ser abonada nos termos da legislação vigente. ao longo do mês. § 1º .O disposto no "caput" deste artigo aplica-se. Artigo 5º . em unidades escolares diversas. terá duas sedes de controle de freqüência. os domingos. observada a tabela em anexo. como sede de controle de freqüência. § 2º . Artigo 9º . os feriados e aqueles em que não houver expediente na unidade escolar. Parágrafo único . Governador do Estado de São Paulo. Parágrafo único . Artigo 6º .se Professor I ou II (Educação Especial). será considerado "falta-dia" a ser consignada no último dia do exercício. de que trata o artigo anterior.O titular de cargo de Professor I.A sede de controle de freqüência do ocupante de função-atividade docente será a unidade escolar onde se encontra em exercício. os dias intercalados serão computados como "falta-dia" somente para efeito de desconto da retribuição pecuniária.A carga horária diária de trabalho docente não poderá exceder a 8 (oito) horas ou 480 (quatrocentos e oitenta) minutos. justificadas ou injustificadas.No mês de dezembro.A "falta-dia". em outras unidades escolares. II ou III terá como sede de controle de freqüência a unidade escolar na qual está classificado seu cargo.1 .O estagiário terá fixada sua sede de controle de freqüência na unidade escolar na qual estiver vinculado. serão elas somadas às que vierem a ocorrer no mês seguinte ou subseqüentes.O docente que não cumprir a totalidade da sua carga horária diária de trabalho terá consignada "falta-dia". observada a tabela em anexo que faz parte integrante deste decreto. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 208 .MÁRIO COVAS. § 3º . §2º .se Professor II ou III. a unidade escolar de exercício.O estagiário que vier a ser admitido como ocupante de função-atividade para reger classe ou ministrar aulas de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental ou nas séries do ensino médio. na escola onde foi atribuída a primeira classe.O docente que. de 27 de dezembro de 1985. os quais terão. Artigo 7º . na escola onde teve atribuído o maior número de aulas Artigo 3º . a qual será. Artigo 8º . Artigo 2º . em regime de acumulação. deverão ser efetuados registros distintos para cada situação. inclusive. Parágrafo único . de 27 de dezembro de 1985.

O Secretário da Administração e Modernização do Serviço Público. resolve: Artigo 1º . Artigo 3º . observado o total das horas de duração dos eventos e a tabela em anexo. Artigo 2º . Parágrafo único – Do registro de ponto deverão constar.110.931.G.A freqüência dos servidores será apurada pelo ponto. o horário de entrada e saída. acarretará em "falta-aula" ou "falta-dia". da Procuradoria-Geral do Estado e das Autarquias. Artigo 13 .O não-comparecimento do docente nos dias de convocação para participar de reuniões pedagógicas.95 Dispõe sobre horário de trabalho e registro de ponto dos servidores públicos estaduais da Administração direta e das Autarquias e dá outra providências.O docente que faltar. compensações e outros afastamentos.Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação. expressamente. DE 10.Ponto é o registro pelo qual se verificará. se estas integrarem a carga suplementar do titular de cargo ou a carga horária do servidor.258. para atender a pais. 30 de janeiro de 1995 ANEXO A QUE SE REFERE O § 1º DO ARTIGO 6º DO DECRETO Nº 39. licenças. de conselho de classe ou de escola. além do previsto no artigo 6º deste decreto perderá as aulas da classe ou classes.A Secretaria da Educação poderá editar normas complementares à execução deste decreto. aos docentes designados para funções de coordenação nas unidades escolares da rede estadual de ensino. DE 30 DE JANEIRO DE 1995 Carga Horária Semanal a ser cumprida na Número de horas não cumpridas que unidade escolar caracterizam a falta dia 2a7 1 8 a 12 2 13 a 17 3 18 a 22 4 23 a 27 5 28 a 32 6 33 a 35 7 RESOLUÇÃO SAM N. de 09/08/95. saídas durante o expediente.º 14.O disposto neste decreto aplicar-se-á. ficando revogado o Decreto nº 25. também. do servidor.O horário de trabalho e o registro de ponto dos servidores públicos estaduais da Administração Direta e das Autarquias obedecerão às normas estabelecidas nesta Resolução. Artigo 12 . Artigo 11 . Parágrafo único – Estão sujeitos ao registro de ponto todos os servidores das Secretarias de Estado. em cumprimento ao disposto no artigo 1º do Decreto 40. a entrada e saída do servidor em serviço.08. o nome e o R. injustificadamente. conforme o caso.Artigo 10 . Artigo 14 . alunos e à comunidade. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 209 . as férias.Palácio dos Bandeirantes. de 5 de maio de 1986. diariamente. determinado dia da semana durante 15 dias sucessivos ou 30 dias intercalados. as faltas ao serviço.

obedecido o horário de 8 às 18 horas. inclusive para os que exerçam cargos ou funções de comando.A ausência temporária ou definitiva não poderá exceder duas horas. a compensação deverá ser divida por período não inferior a 30 minutos. deverá ser adotada em ordem seqüencial de horário de chegada dos servidores. poderá o horário de que trata este artigo ser prorrogado ou antecipado.Além dos horários acima mencionados.Para atender à conveniência do serviço ou à peculiaridade da função. poderá ser estabelecido o horário para duas ou mais turmas.A jornada de trabalho dos servidores sujeitos à prestação de 30 horas semanais. que será pela fração necessária `compensação total. exigir comprovação do motivo alegado pelo servidor. 2 – se a retirada se prolongar por período superior a 30 minutos.Nas unidades em que. sempre que entender conveniente. no mínimo. § 3º . Artigo 4º . exceto no caso de doença. o tempo correspondente à retirada temporária ou definitiva da seguinte forma:: 1 – se a ausência for igual ou inferior a 30 minutos. obrigatoriamente. quando for caso. para retirar-se temporária ou definitivamente. podendo o servidor. com exceção do último. deverá ser cumprida dentro da faixa horária compreendida entre 7 e 19 horas. dentro da faixa horária compreendida entre 7 e 19 horas. na unidade onde estiver em exercício. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 210 . quando. § 4º . Parágrafo único – Aplicam-se aos servidores abrangidos por este artigo as disposições dos §§ 3º e 4º do artigo anterior. mediante utilização do modelo que integra esta Resolução. a compensação se fará de uma só vez. sem desconto em seu vencimento. mantida sempre a jornada em dois períodos com intervalo de. § 2º . por sua natureza. for invocado motivo justo. nas unidades em que houver necessidade de funcionamento ininterrupto. inclusive a apresentação de atestado. correspondentes a 6 horas diárias de serviço. 3 – poderá o chefe imediato.Será concedida autorização ao servidor.Para o registro de ponto serão utilizados meios eletrônicos.A jornada de trabalho dos servidores sujeitos à prestação de 40 horas semanais de serviço será cumprida. compensar mais de um período por dia.Para os fins específicos previstos neste artigo. cabe ao dirigente do órgão determinar o horário que melhor atenda às necessidades do serviço. de Segunda a Sexta feira. § 3º . em duas turmas uma de Segunda a Sexta-feira e outra de Terça-feira e Sábado. § 2º . desde que compense o atraso no mesmo dia. até o máximo de três vezes por mês. o cumprimento do disposto neste artigo. Artigo 5º . seja indispensável o trabalho aos sábados. § 1º . sempre que possível. durante o expediente. a critério do chefe. será facultado. Artigo 7º . salário ou remuneração. entrar com atraso nunca superior a 15 minutos. no mesmo dia ou nos 3 dias úteis subseqüentes. § 2º .A utilização do modelo observarão as disposições contidas na regulamentação específica. em dois períodos. Artigo 6º .Quando o registro de ponto se der em folha de freqüência.§ 1º . com intervalo de 2 horas para almoço e descanso.Poderá o servidor até 5 vezes por mês. a critério do chefe imediato. uma hora para refeição e descanso. mecânicos ou formulários próprios. § 1º .O servidor é obrigado a compensar. sem qualquer desconto em seu vencimento. salário ou remuneração. desde que mantida a divisão em dois períodos e assegurado o intervalo mínimo de 1 hora para refeição e descanso.

Artigo 12 – O servidor-estudante poderá. o período de ausência temporária durante o expediente. § 4º . desde que permaneça em serviço por mais de dois terços do horário a que estiver obrigado. entrada tardia e retirada antecipada. nos respectivos Gabinetes. § 5º . aos termos da legislação pertinente. Comissão de Fiscalização de horário incumbida de realizar diligências em todas as unidades administrativas. § 3º . Artigo 14 – A Coordenadoria de Recursos Humanos do Estado – CRHE fará publicar instruções complementares relativas ao cumprimento da presente Resolução. entrar em serviço até uma hora após o início do expediente ou deixá-lo até uma hora antes do término. cabe ao chefe imediato determinar o horário que melhor atenda às necessidades do serviço. incluída esta retirada entre a três previstas no artigo 7º desta Resolução.O disposto neste artigo não se aplica aos servidores dos órgão nos quais o Banespa mantenha Posto Especial de Prestação de Serviço ou Agência. tempo igual ou inferior a 90 minutos. 7º e 8º desta Resolução. deverá o servidor apresentar comprovante de que está matriculado em estabelecimento de ensino oficial ou autorizado. § 1º . a Comissão de que trata este artigo deverá propor medidas saneadoras ou de imposição de responsabilidade. Artigo 11 – O servidor perderá a totalidade do vencimento. § 1º . Procuradoria-Geral do Estado e autarquias constituirão no prazo de 15 dias contados da data da publicação desta Resolução. retirar-se do expediente uma vez por mês.O servidor abrangido por este artigo gozará dos benefícios por ele previstos durante o ano letivo.O disposto neste artigo não se aplica aos servidores admitidos sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Parágrafo único – Na hipótese de apuração de irregularidade. Artigo 15 – Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. por período não excedente a duas horas.Artigo 8º . registrando-se sua freqüência. para consulta ou tratamento de saúde em órgão pertencente à rede oficial de atendimento à saúde. Artigo 10 – As solicitações de autorização para retirada durante o expediente e a forma de compensação deverão ser feitas por escrito e encaminhadas ao órgão de pessoal competente.O benefício somente será concedido quando mediar. § 2º .Para os fins específicos previstos neste artigo e nas condições ali estabelecidas. quando comparecer ou retirar-se do serviço. salário ou remuneração diária.O servidor.estudante fica obrigado a comprovar o comparecimento às aulas mediante a apresentação de documento hábil expedido pelo estabelecimento de ensino em que estiver matriculado.Não será computado no limite fixado no caput do artigo anterior. Artigo9º . dispensada a compensação de tempo para o fim específico de recebimento de sua retribuição mensal em agência bancária. conforme se trate de curso diurno ou noturno. § 2º . Artigo 13 – As Secretarias de Estado. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 211 . entre o período de aulas e o expediente da repartição. a fim de verificar o exato cumprimento das disposições desta Resolução.Para fazer jus ao benefício referido neste artigo. a critério da Administração.Ao servidor fica facultado. fora das hipóteses previstas nos artigos 6º. respectivamente. exceto no período de férias escolares.

VII . deverá avaliar os atuais ocupantes das zeladorias para mantê-los ou. à Direção da Escola as ocorrências havidas em dias não letivos. contato urgente com a unidade policial mais próxima. juntamente com os demais servidores administrativos. de 12-1-70. de qualquer outra escola ou órgão da administração centralizada ou descentralizada do Poder Público Estadual e Municipal. X . providenciando. percorrendo diariamente todas as dependências. substituí-los. V . ouvido o Conselho de Escola.Os ocupantes das dependências destinadas às zeladorias têm as seguintes atribuições: I . VI . em exercício. a presente resolução. de 3-5-95. se for o caso. obedecendo.Adotar as providências cabíveis e legais em ocorrências verificadas no perímetro escolar. solicitando providências ao Diretor da Escola. inclusive de Praça do Serviço Ativo da Polícia Militar do Estado de São Paulo. XII .355. IV . AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 212 .Conservar em seu poder as chaves que permitam abrir e fechar o prédio escolar. após o encerramento das atividades.Dedicar-se exclusivamente às atividades próprias de ocupante de zeladoria. Parágrafo único . II .Cuidar da vigilância da área interna da unidade escolar.Zelar pelo patrimônio e pelas áreas adjacentes da unidade escolar em dias normais e quando da realização de atividades comunitárias. DE 11 DE AGOSTO DE 1995 Dispõe sobre a ocupação das dependências destinadas às zeladorias das unidades escolares da rede estadual de ensino A Secretária da Educação. 549 e 550 do Decreto nº 42. conforme o caso. a indicação do Diretor da Escola poderá recair em qualquer outro funcionário ou servidor público.Inexistindo ocupante de zeladoria na unidade escolar.Manter em perfeita ordem e asseio as dependências da zeladoria e áreas adjacentes.Comunicar.Cuidar da escola.As dependências destinadas às zeladorias das escolas estaduais serão ocupadas conforme disposições desta resolução. ainda quando as dependências da zeladoria se localizarem distantes do prédio escolar. Artigo 2º. de 30-12-63.Manter-se atento à necessidade de execução de reparos. nos horários estabelecidos pelo Diretor da Escola. na íntegra. Artigo 3º . Artigo 4º .Quando a unidade escolar não dispuser de funcionário ou servidor público interessado em ocupar as dependências da zeladoria.Zelar pela horta. podendo cultivá-las em áreas apropriadas para uso próprio e da escola. árvores frutíferas e plantações. se for o caso.RESOLUÇÃO SE Nº 198. do Decreto nº 52. observadas as disposições do artigo anterior.850.071. III . XI . e do Decreto nº 40. resolve: Artigo 1º . tendo em vista as disposições dos artigos 548. IX . de imediato. juntamente com sua família. VIII . evitando incursões de vândalos ou qualquer pessoa perniciosa no recinto escolar.O Conselho da Escola. nos horários definidos para esse fim.Ocupar a zeladoria da unidade escolar. o Diretor da Escola indicará servidor que preencha os requisitos.Manter-se atento e vigilante durante os períodos em que estiver na escola. manutenção e conservação do prédio escolar ou da zeladoria.

os futuros ocupantes das zeladorias deverão tomar ciência do inteiro teor das disposições contidas nos artigos 548 e 549 do Decreto nº 42.Utilizar-se de material ou equipamento escolar. § 4º . Artigo 8º .A autorização para a ocupação das dependências da zeladoria deverá ser renovada a cada 2 (dois) anos.95. contendo cláusulas referentes às atribuições e às condições a que se sujeitará o funcionário ou servidor público para residir no imóvel.Todos os ocupantes de zeladoria. § 2º . destinando-se a primeira via ao Secretário da Educação. § 3º .O funcionário ou servidor não poderá. de 30/12/63. a segunda ao Delegado de Ensino e a terceira.Manter animais na área da zeladoria e da escola. Artigo 9º . § 2º .Realizar reuniões de qualquer natureza.O ''termo de autorização de uso do imóvel''.850. após o que ocorrerá a assinatura do ''termo de autorização de uso do imóvel'' e do ''termo de compromisso'' parte integrante da presente resolução.Antes da assinatura dos termos referidos no ''caput'' deste artigo.Permitir a permanência na área interna do prédio escolar de pessoas estranhas à escola ou outras que não sejam seus dependentes. respectivamente Anexo I e Anexo II. desde que o funcionário ou servidor venha correspondendo a contento às atribuições e às condições previstas nesta resolução. além da zeladoria.No ato de assinatura dos termos de Autorização e Compromisso.§ 1º .11. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 213 .Compete ao Secretário da Educação autorizar os servidores que ocuparão as dependências das zeladorias das unidades escolares.Ausentar-se por período superior a vinte e quatro horas consecutivas. de 12/1/70. devidamente visada pelo Diretor da Escola. alterado pelo Decreto nº 40. Artigo 5º . e no Decreto nº 52. que faz parte integrante desta resolução. devidamente assinado pelas partes conformes. deverão assinar ''termo de compromisso''. VI .O Diretor da Escola deverá consultar o órgão de origem do funcionário ou servidor público. Parágrafo único . III . especialmente à compatibilidade de horários e funções. no que tange ao atendimento por ele das exigências da presente resolução. o Secretário da Educação poderá ser representado pelo Delegado de Ensino da área em que se localiza a escola. § 1º . em nenhuma hipótese. quando solicitada por quem de direito.o ''termo de compromisso'' deverá ser lavrado em 3 (três) vias.355. VII . possuir casa própria no Município onde se localiza a unidade escolar.489. II . ao compromitente.Impedir a vistoria das dependências da zeladoria. IV . será registrado em cartório de títulos e documentos e terá validade por 2 (dois) anos.A autorização para a ocupação das dependências da zeladoria será publicada no Diário Oficial do Estado.O Conselho de Escola deverá avaliar a atuação do ocupante da zeladoria da unidade escolar. V .Ao ocupante das dependências da zeladoria é vedado: I . incluídos os que já se encontram nesta situação. Artigo 6º . mediante parecer do Conselho de Escola e autorização do Secretário da Educação. Artigo 7º .Ocupar quaisquer dependências do prédio escolar. a cada 2 (dois) anos ou quando solicitado pelo Diretor da Escola. em conformidade com o anexo II. de 28. pelo mesmo prazo estabelecido no § 2º. sem autorização da Direção da Escola.

Artigo 11 . IX .O funcionário público ocupante das dependências de zeladoria fará jus a uma folga semanal a ser estabelecida em comum acordo com com o Diretor da Escola. sem prejuízo das medidas administrativas e judiciais cabíveis. num prazo máximo de 30 (trinta) dias.Dificultar qualquer atividade escolar por comodidade pessoal ou da família.Da ocupação das dependências da zeladoria não advirá qualquer ônus ao Estado e nem aos funcionários/servidores dos Quadros de Apoio Escolar e da Secretaria da Educação. X .A remessa dos autos ao órgão da Procuradoria-Geral do Estado deverá ser promovida no prazo de 10 (dez) dias. para a desocupação das dependências da zeladoria.VIII . devem ser tomadas as providências abaixo. estabelecendo um prazo máximo de 30 (trinta) dias. Artigo 12 .Desídia habitual no cumprimento das obrigações enumeradas no termo de compromisso. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 214 . no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. a Direção da Escola deverá. nem aos funcionários/servidores municipais encarregados da vigilância e residindo obrigatoriamente nas unidades escolares.O funcionário ou servidor público desocupará as dependências da zeladoria. II – Aposentadoria. Artigo 13 .No caso citado no inciso IV do presente artigo. desocupação das dependências pelo servidor. juntando originais dos Termos de Autorização e Compromisso e demais elementos que instruam os autos a serem enviados ao órgão da Procuradoria-Geral do Estado. mediante publicação no Diário Oficial do Estado e 3.Na infringência do inciso X do artigo 9º desta resolução. § 4º .Na situação prevista no inciso III deste artigo. cessação da autorização de uso das dependências da zeladoria. 2. III . e as Procuradorias Regionais nos demais casos. após a notificação do Diretor da Escola. comprovada a infração. nos seguintes casos: I .Adotadas as providências descritas no artigo anterior e. Artigo 10 . não sendo funcionário ou servidor público da própria escola. por expressa notificação do Diretor da Escola. o funcionário ou servidor público será compelido a desocupar a zeladoria. de imediato.A pedido do próprio funcionário ou servidor público. o Diretor da Escola expedirá notificação ao funcionário ou servidor público. § 3º .Assumir atitude incompatível com o bom nome e o decoro da unidade escolar. § 2º . informando os fatos. IV . contados da data do recebimento do relatório pela respectiva Delegacia de Ensino. Parágrafo único .Em caso de aposentadoria. após ouvido o Conselho de Escola e garantida a ampla defesa conforme os preceitos constitucionais: 1. imediatamente. houver candidato pertencente a ela. oficiar à respectiva Delegacia de Ensino.Quando. que adotará as providências pertinentes à retomada do bem. o funcionário ou servidor público desocupará imediatamente a zeladoria. § 1º . devendo tomar as providências necessárias antecipadas até a publicação oficial do ato de aposentadoria. sendo competentes a Procuradoria do Patrimônio Imobiliário para os casos da Capital e Grande São Paulo. revogação da autorização do Secretário da Educação.Proceder a modificações ou construções nas dependências da zeladoria ou imediações.

.. observado o devido processo legal......... do Decreto nº 42................... de 17 de janeiro de 1986.... deverá ser instaurada sindicância.........261/98 (EFP).... No caso de infringência da situação mencionada no inciso III do artigo 12 desta resolução. de igual teor.E.......... em especial a Resolução SE nº 24............... sito na.................. será pelo prazo máximo de 2 (dois) anos................ nos termos do artigo 547......... desde que o funcionário ou servidor venha se conduzindo de acordo com a finalidade do presente instrumento e dando cumprimento ao termo de compromisso assinado pelo usuário..Artigo 14 .Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação.355/70............ (Nome daEscola)............................. em conformidade com a competência concedida nos termos do artigo 1º do Decreto nº 40.....171/95.. de cujo resultado dependerá a aplicação das disposições do artigo 262 da Lei nº 10..devendo obedecer as condições previstas nos termos desta resolução.... de 11 de fevereiro de 1985. de cujo resultado dependerá a aplicação das disposições do artigo 262 da Lei nº 10...... Artigo 15 ........................261/68 (EFP)... nos termos desta resolução.........Quando expirar o prazo estabelecido para a desocupação das dependências da zeladoria e o funcionário ou servidor público não tomar a providência............. neste ato representado pelo Delegado de Ensino da D............................ datilografado em três vias................... com a redação dada pelo Decreto nº 52............ sem prejuízo das medidas judiciais cabíveis.Município.. deverão ser tomadas as providências previstas no § 3º do mesmo artigo........................ em caráter renovável...... observado o devido processo legal....... Município (dia) (mês) (ano)...... Quando expirar o prazo estabelecido para a desocupação das dependências da zeladoria e o funcionário ou servidor público não tomar a providência.............. A presente autorização.. deverá ser instaurada sindicância........... ANEXO I TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DAS DEPENDÊNCIAS DA ZELADORIA DA...........RG nº... AUTORIZA o (a) Sr.............. (a)........ O Secretário de Estado da Educação.. (cargo ou função)....... e a Resolução SE nº 10..........DE...........do (a).........órgão de lotação) a ocupar as dependências da zeladoria da........ brasileiro (a).... ficando revogadas as disposições em contrário........................... pelo mesmo prazo...... e depois de lido e achado conforme............................. .......................(NOME DA ESCOLA)... (Assinatura) ____________________ Delegado de Ensino (Assinatura) ________________ Servidor Testemunhas AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 215 .......................... E por estarem de acordo com os termos e condições ora estabelecidos assinam o presente instrumento...........850/63...... sem prejuízo das medidas judiciais cabíveis.....

........ Cláusula Sexta ................................ percorrendo diariamente todas as dependências.............. se for o caso...................... Município de........COGSP/CEI''.... Cláusula Quinta ... Cláusula Quarta ... conforme artigo 5º da Resolução SE nº ....... no Município de .. sito à ...................estando ciente do inteiro teor da Resolução SE acima.... após o encerramento das atividades....Conservar em seu poder as chaves que permitam abrir e fechar o prédio escolar. ................... evitando incursões de vândalos ou qualquer pessoa perniciosa no recinto escolar......... Cláusula Terceira ..de. de imediato....... compareceu o(a) Sr...(Nome da Escola) ... contato urgente com a unidade policial mais próxima..... conforme o caso................................. Cláusula Segunda .............. Aos............ casado(a)........ (Nome da Escola).(Profissão) ....... à Direção da Escola as ocorrências havidas em dias não letivos.. perante o Secretário de Estado da Educação (ou Delegado de Ensino..... nos horários estabelecidos pelo Diretor da Escola...Manter-se atento e vigilante durante os períodos em que estiver na escola................................ para ocupar as dependências destinadas à zeladoria da escola.. e de pleno acordo com as responsabilidades que lhe são atinentes descritas nas cláusulas abaixo: I ..............Manter em perfeita ordem e asseio as dependências da zeladoria e áreas adjacentes...... juntamente com sua família.. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 216 .o(a) qual perante as testemunhas presentes..Zelar pelo patrimônio e pelas áreas adjacentes da unidade escolar em dias normais e quando da realização de atividades comunitárias.Ocupar a zeladoria da unidade escolar... portador do RG nº ...............................................................na sede da DE.................................... Cláusula Sétima .Comunicar...... afirmou aceitar a indicação que lhe foi feita pelo Diretor de Escola da ............ ______________________ Nome: RG: Cargo: ANEXO II ''TERMO DE COMPROMISSO PARA OCUPAÇÃO DAS DEPENDÊNCIAS DA ................................ DE.. representando neste ato o Secretário da Educação)....Adotar as providências cabíveis e legais em ocorrências verificadas no perímetro escolar....1).......................... providenciando........................dias do mês de....Dos Deveres e Atribuições O ocupante das dependências da zeladoria da escola aqui mencionada se compromete a: Cláusula Primeira .......Assinatura).. __________________ Nome: RG: Cargo: 2)...(Assinatura)....................de.......

Dedicar-se exclusivamente. abaixo qualificadas. III .....(Município)..Impedir a vistoria das dependências da zeladoria..Dos Direitos Consistem direitos do residente das dependências da zeladoria... Cláusula Quinta . Cláusula Nona ...Das Proibições É vedado ao ocupante da zeladoria da escola aqui mencionada: Cláusula Primeira .. Cláusula Quarta . quando solicitada por quem de direito..Residir no imóvel. além da zeladoria... ainda quando as dependências da zeladoria se localizarem distantes do prédio escolar... Cláusula Terceira ....Fazer jus a uma folga semanal a ser estabelecida em comum acordo com o Diretor da Escola.. Secretário da Educação ou Delegado de Ensino Diretor de Escola Testemunhas: Compromitente 1.. num prazo antecedente de 30 (trinta) dias.Cláusula Oitava . ... Cláusula Segunda .. Cláusula Terceira .... cargo) AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 217 .Ocupar quaisquer dependências do prédio escolar.Manter animais na área da zeladoria e da escola... RG.. podendo cultivá-las em áreas apropriadas para uso próprio e da escola... Cláusula Sexta . Cláusula Sétima .... depois de lidas e achadas conforme.. solicitando providências ao Diretor da Escola. II .. Cláusula Décima Segunda . cargo) 2. sem autorização da Direção da Escola..Utilizar-se de material ou equipamento escolar.Proceder a modificações ou construções nas dependências da zeladoria ou imediações.Cuidar da vigilância da área interna da unidade escolar.Requerer a dispensa da ocupação das dependências da zeladoria. em todos os seus termos e condições.. às atividades próprias de ocupante de zeladoria.......... são assinadas pelas partes e testemunhas presenciais.Zelar pela horta. Cláusula Décima .. Cláusula Décima Primeira .............Contar com vaga na escola para matrícula de seus dependentes.. observando as normas desta resolução.Permitir a permanência na área interna do prédio escolar de pessoas estranhas à escola ou outras que não sejam seus dependentes. nos horários definidos para esse fim..Realizar reuniões de qualquer natureza...Assumir atitude incompatível com o bom nome e o decoro da unidade escolar.Dificultar qualquer atividade escolar por comodidade pessoal ou da família. Por concordância à forma acima representada. as quais...... RG.. Cláusula Nona ..de..de.. Cláusula Décima ...... Cláusula Oitava . além das advindas dos seus deveres e atribuições: Cláusula Primeira .. em 3 (três) vias datilografadas de igual teor...Cuidar da Escola. juntamente com os demais servidores administrativos. Cláusula Quarta ... manutenção e conservação do prédio escolar ou da zeladoria.. Cláusula Segunda . (nome...Ausentar-se por período superior a vinte e quatro horas consecutivas.. .... árvores frutíferas e plantações. (nome.. foi lavrado o presente instrumento....Manter-se atento à necessidade de execução de reparos.

cada unidade escolar deverá elaborar seu próprio regimento. APEOESP e AFUSE. que confirmam a importância de uma gestão escolar democrática. bem como dos novos mecanismos instituídos pela LDB. serão publicadas com seus efeitos normativos retroagindo ao início do ano letivo de 1998. foi juntado ao processo o relatório do grupo de trabalho que elaborou o documento em questão. tanto o parecer do Conselho Estadual de Educação como o decreto reafirmavam que as escolas poderiam optar por um regimento próprio.A Senhora Secretária esclareceu que essas "Normas Regimentais. APASE." 4 . resoluções. de forma a atender suas especificidades. envolvendo representantes dos órgãos centrais e regionais da SE. Distante da realidade do dia a dia escolar. pelas várias Delegacias de Ensino. deliberações etc). após apreciação do Conselho Estadual de Educação. pareceres. CPP. ao longo de 1998. RELATÓRIO 1 ." 5 . Mudanças foram ocorrendo ao longo do tempo e se incorporam ao Regimento por meio de normas supervenientes (leis. Por ocasião da aprovação do atual regimento. necessidades e possibilidades concretas.PARECER CEE nº 67/98 . fortalecida em sua autonomia e compromissada com a elevação do padrão de qualidade de ensino oferecido à população escolar. ora submetido à apreciação deste colegiado.S. pelo SENAI/SP e pelas Entidades: UDEMO. Francisco José Carbonari e Francisco Aparecido Cordão CONSELHO PLENO 1. por vários Conselheiros. 2 .Em 25/02/98. desde que respeitadas as normas vigentes e 'as limitações. a Senhora Secretária da Educação encaminha para apreciação deste colegiado a versão final das "Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais". que por fatores de ordem administrativa e financeira. Representa o esforço de consubstanciar em texto normativo os princípios e diretrizes da política educacional da Secretaria da Educação. decretos. o regimento comum passou a ser apenas e tão somente uma peça legal utilizada nos momentos de divergência para solucionar conflitos ou para aplicar sanções.Constam do relatório todas as sugestões encaminhadas ao grupo de trabalho pelas Coordenadorias (COGSP e CEI). A comunidade escolar praticamente desconhece o regimento existente AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 218 .Para a correta apreciação do colegiado. através do ofício G. "contendo a metodologia de trabalho e a compilação das críticas e sugestões recebidas. está sendo apresentado pela Senhora Secretária da Educação nos seguintes termos: "O Regimento Comum das escolas da rede pública estadual regulamenta nossas escolas há 20 anos.O referido relatório ressalta que "a versão final das Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais é o produto de um trabalho coletivo e participativo. são impostas às escolas mantidas pela Secretaria da Educação'. a partir das quais.CEF/CEM Aprovado em 18-03-98 PROCESSO CEE Nº: 152/98 INTERESSADA: Secretaria de Estado da Educação ASSUNTO: Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais RELATORES: Consºs." 3 . bem como Órgãos Centrais da Secretaria de Estado da Educação. n. 6 .O documento "Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais".º 84/98.

mais próximos da realidade de cada escola . Implementar mudanças e transformar a escola pública não é tarefa isolada. Além disso. parece que nem nos damos conta de como isto contraria os princípios de democracia e fere os direitos de cidadania. deixando à comunidade e a cada escola a responsabilidade de decidir as melhores estratégias para atingir os objetivos estabelecidos. funcionários. Muitas são as reações diante da nova lei. visa reverter a baixa produtividade do ensino e deve estar comprometida com a meta da redução da repetência e com a melhoria da qualidade do ensino.e no entanto. procurando criar as condições básicas para o funcionamento das escolas. uma nova lei de diretrizes e bases da educação impõe a busca de novos caminhos para a educação. Estamos frente a uma nova realidade. Toda mudança traz em seu bojo o medo e a insegurança diante do novo. Nessa direção. um momento de mudanças e transformações para as escolas públicas estaduais. Ao colocar esse documento em discussão. E nós. são princípios tratados de forma abrangente e articulados a um projeto de escola comprometida com sua função de ensinar. a Secretaria da Educação vem pautando suas ações pela busca de mecanismos legais e institucionais capazes de assegurar os recursos financeiros necessários para cada escola e sua capacitação para exercer uma gestão autônoma e democrática. apoiar. estimular e orientar o processo de discussão e elaboração da Proposta Pedagógica e do Regimento de cada escola. cada escola será responsável pela elaboração de seu regimento. Acostumados com essa situação. estamos sendo chamados a contribuir para a construção de uma escola pública mais condizente com uma sociedade que se pretende democrática e moderna. Na verdade. Define-se em função de prioridades. No entanto. pretende-se instituir um mecanismo legal e necessário para promover a gestão democrática da escola e elevar o padrão de qualidade do ensino. ao longo de 1998.serão os responsáveis por coordenar. como mostram os frutos que já estão sendo colhidos. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 219 . Depende de muitos fatores e sobretudo da crença de que isso é possível. um direito de cidadania. educadores. claramente se fez uma opção: acreditar na escola . Elaborar seu próprio regimento é um exercício de autonomia e a participação da comunidade escolar. fortalecer a autonomia pedagógica. O Poder Público não se exime de sua responsabilidade e coloca claramente as diretrizes gerais e os limites dessa autonomia. como se a flexibilidade e as aberturas contidas na LDB fossem destruir a instituição Escola. A presente proposta prevê que as Normas Regimentais Básicas. tenham validade normativa para todas as escolas da rede estadual da Secretaria da Educação.em seus diretores. a legislação não é um instrumento que por si só possa mudar os rumos da educação. sobretudo naqueles que. pais e alunos e. é um dos elementos importantes da política educacional que define as grandes linhas do projeto em determinado momento histórico de uma sociedade. Contudo. A autonomia da escola não deve ser um discurso vazio. no ato da matrícula. Outros. os pais ou alunos declaram estar de acordo com as normas regimentais do estabelecimento. um ceticismo indignado. associada ao estabelecimento dos padrões curriculares básicos e a um sistema de aperfeiçoamento e capacitação dos profissionais da educação e de avaliação externa. é preciso lembrar que a participação da comunidade e a autonomia da escola não são aspectos isolados que ocorrem de forma unilateral. além de implementar os dispositivos da nova LDB. Alguns revelam um otimismo exacerbado. Com as Normas Regimentais Básicas. A partir das normas básicas. professores. como se tudo fosse mudar num passe de mágica. após discussão e aprovação.delegados e supervisores de ensino .

administrativa e financeira. respeitadas as normas regimentais básicas aqui estabelecidas. define as incumbências dos Estabelecimentos de Ensino iniciando-as pela elaboração e execução de sua proposta pedagógica. Ambos foram. a Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional." 12 ." 7 . a unidade escolar dará tratamento diferenciado a aspectos administrativos e didáticos que assegurem e preservem o atendimento às suas características e especificações. também. na medida em que.O sumário do documento apresentado pela Secretária de Estado da Educação é o seguinte: NORMAS REGIMENTAIS BÁSICAS PARA AS ESCOLAS ESTADUAIS TÍTULO I Das Disposições Preliminares Capítulo I Da Caracterização Capítulo II Dos Objetivos da Educação Escolar Capítulo III Da Organização e Funcionamento das Escolas TÍTULO II Da Gestão Democrática Capítulo I Dos Princípios Capítulo II Das Instituições Escolares Capítulo III Dos Colegiados Seção I .Os regimentos comuns das Escolas Estaduais de 1º Grau e de 2º Grau.Do Conselho de Escola Seção II . alterou profundamente o quadro referencial relativo aos regimentos escolares.º 390/78.Dos Conselhos de Classe e Série Capítulo VI Das Normas de Gestão e Convivência Capítulo V Do Plano de Gestão da Escola TÍTULO III Do Processo de Avaliação Capítulo I Dos Princípios Capítulo II Da Avaliação Institucional Capítulo III Da Avaliação do Ensino e da Aprendizagem AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 220 . verificamos que grande número das sugestões recebidas foram acolhidas pelo grupo de trabalho e o documento final apresentado está bastante satisfatório. aprovados por decretos estaduais: o Decreto n. alterados pelo Parecer CEE n. 8 . Mais ainda: "em seu regimento. 10 .documento em análise encontra-se articulado em oitenta e sete artigos e oito títulos. "respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino". 9 . valorizar a comunidade escolar através da participação nos colegiados. foram aprovados pelo colegiado. favorecer o desenvolvimento e profissionalização do magistério e demais servidores da educação e transformar os processos de avaliação institucional do desempenho das escolas e dos alunos.A Lei Federal n. reger-se-ão por regimento próprio a ser elaborado pela unidade escolar.ºs 731/77 e 1136/77. respectivamente. com base nos dispositivos constitucionais vigentes.623/77 aprovou o regimento comum das Escolas Estaduais de 1º Grau e o Decreto n.O artigo 1º do documento ora em exame define que: "as escolas mantidas pelo Poder Público Estadual e administradas pela Secretaria de Estado da Educação. "o regimento de cada unidade escolar deverá ser submetido à apreciação do conselho de escola e aprovação da Delegacia de Ensino".º 9394/96. Da análise do mesmo. pelos Pareceres CEE n." 11 . na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Estatuto da Criança e do Adolescente.De acordo com o artigo 2º e seu parágrafo único. encontrando-se em condições de ser apreciado e aprovado pelo colegiado.625/78 aprovou o regimento comum das escolas estaduais de 2º Grau.º 11. no seu artigo 12.º 10.

Leni Mariano Walendy. Francisco Aparecido Cordão. com efeitos a partir do ano letivo de 1998. São Paulo. 2 .º 13/97.TÍTULO VI Da Organização e Desenvolvimento do Ensino Capítulo I Da Caracterização Capítulo II Dos Níveis. até 31-12-98. 10 de março de 1998.CONCLUSÃO À vista do exposto. DECISÃO DAS CÂMARAS As Câmaras de Ensino Fundamental e Médio adotam. nos termos deste parecer. nos prazos estabelecidos pela Indicação CEE n. Francisco Antonio Poli.º 13/97. o qual deve ser apreciado pelo respectivo Conselho de Escola e aprovado pela respectiva Delegacia de Ensino. até 31-12-98. Classificação e Reclassificação Capítulo III Da Freqüência e Compensação de Ausências Capítulo IV Da Promoção e da Recuperação Capítulo V Da Expedição de Documentos de Vida Escolar TÍTULO VII Das Disposições Gerais TÍTULO VIII Das Disposições Transitórias 13 . a) Cons. a ser submetido à apreciação do respectivo Conselho de Escola e à aprovação da respectiva Delegacia de Ensino. como seu Parecer. Mauro de Salles AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 221 . Francisco José CarbonariRelator da Câmara de Ensino Fundamental a) Cons. Presentes os Conselheiros: Arthur Fonseca Filho. Heraldo Marelim Vianna. Francisco Aparecido CordãoRelator da Câmara de Ensino Médio 3. nos prazos estabelecidos pela Indicação CEE n. Esse documento deve servir de referência para que cada Unidade Escolar da Rede Estadual de Ensino. Cursos e Modalidades de Ensino Capítulo III Dos Currículos Capítulo VI Da Progressão Continuada Capítulo V Da Progressão Parcial Capítulo VI Dos Projetos Especiais Capítulo VI Do Estágio Profissional TÍTULO V Da Organização Técnico-Administrativa Capítulo I Da Caracterização Capítulo II Do Núcleo de Direção Capítulo III Do Núcleo Técnico-Pedagógico Capítulo IV Do Núcleo Administrativo Capítulo V Do Núcleo Operacional Capítulo VI Do Corpo Docente Capítulo VII Do Corpo Discente TÍTULO VI Da Organização da Vida Escolar Capítulo I Da Caracterização Capítulo II Das Formas de Ingresso. o Voto dos Relatores. elabore o seu próprio regimento escolar.O documento "Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais" apresentado pela Secretaria de Estado da Educação à apreciação do Colegiado encontra-se em condições de ser aprovado. para que produza os efeitos normativos exigidos já a partir do corrente ano letivo e para que sirva de adequada orientação às escolas estaduais na elaboração de seu próprio regimento escolar. aprovam-se as Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais.

Ou seja. por determinações que não admitem sequer questionamentos. portanto. Neide Cruz declarou-se impedida de votar por motivo de foro íntimo.Página 13. Ainda mais quando se determina que "o regimento de cada escola deverá ser submetido à aprovação da Delegacia de Ensino". 1º das Normas afirma que as escolas mantidas pelo Poder Público Estadual serão regidas por regimento próprio. É inegável. quase nada sobra para decisão da escola. trimestrais ou semestrais (por exemplo). também. não deverá ser outro: as unidades escolares limitar-se-ão a transcrever. O art. BERNARDETE ANGELINA GATTIPresidente Publicado no DOE em 20/3/98 . essa delegação não vale (art.Aguiar. É inegável que as "Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais" representam um pequeno avanço. alteração. 42. O Conselheiro José Mário Pires Azanha declarou-se impedido de votar por motivo de foro íntimo. a) Consª. Sylvia Figueiredo GouvêaPresidente da CEF. A Consª. vigorar no presente ano letivo (art. certamente. atropelam manifestações do Conselho Nacional e decisões do Conselho Estadual de Educação. se comparadas com os atuais Regimentos Comuns. 86). desde que respeitadas as normas regimentais básicas. nos termos de sua Declaração de Voto. Destaque-se a possibilidade de o Conselho de Escola delegar atribuições. A Conselheira Raquel Volpato Serbino votou favoravelmente. em 18 de março de 1998. nos seus regimentos. desde que contemplem síntese bimestrais e finais em cada disciplina (art. É o velho discurso da autonomia.Seção I . O Cons. diminuição na elaboração do regimento terá de ser apreciado pela Delegacia de Ensino. nos termos do Voto dos Relatores. Francisco Antonio Poli votou contráriamente e apresentará Declaração de Voto no Conselho Pleno. que essas normas são altamente centralizadoras. qualquer acréscimo. Sala da Câmara de Ensino Fundamental. na prática. a ser elaborado pela unidade escolar. flexibilidade. O Conselho de Escola poderá delegar atribuição a comissões e subcomissões. 26). DELIBERAÇÃO PLENÁRIA O CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO aprova. Neide Cruz. Os registros de avaliação serão definidos pela escola. desmascarado. Ora. respeitando-se essas normas regimentias básicas. nos termos de sua Declaração de Voto. DECLARAÇÃO DE VOTO Votei contrariamente ao Parecer nº 67/98 pela razões que passo a expor. com a finalidade de dinamizar sua atuação (art. 18).394/96). Sylvia Figueiredo Gouvêa e Zilma de Moraes Ramos de Oliveira. mas para os casos graves de descumprimento de normas. não podendo. O Conselheiro Francisco Antonio Poli votou contrariamente. descentralização. por maioria. Nacim Walter Chieco. contrariam o espírito e a letra da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9. 1. a abertura para que a comunidade decida sobre o uso do uniforme. o curso modular para o ensino profissionalizante. O resultado. não podendo ser síntese mensais. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 222 . Que autonomia é essa? 2. 3. as normas regimentais básicas. além de tudo. a decisão das Câmaras de Ensino Fundamental e Médio. em 11 de março de 1998. § 1º). Sala "Carlos Pasquale".

(g. 53). não prevêm essa possibilidade. Esta Resolução institui a progressão continuada no ensino fundamental (e em dois ciclos) prevendo a progressão parcial apenas para o ensino médio. também. o regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial. a chance da progressão parcial. § 1º). avanço. As normas regimentais. e a Resolução nº 4/98. para o ensino de língua estrangeira. Nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série. em seu artigo 2º: "A reclassificação definirá a série adequada ao prosseguimento de estudos do aluno. não tendo AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 223 . tanto pode ocorrer 'avanço' como 'recuo' ". 7. já está definida e delimitada a progressão parcial: até 3 componentes curriculares. que a reclassificação só poderá ser utilizada para colocar o aluno em série mais avançada (art. Assim. contrariando o artigo 80. no seu artigo 24. para os alunos que demonstrarem impossibilidade de prosseguir estudos no ciclo ou nível subseqüente". mas sim "empurrá-lo" para frente. 24. afirma que: "Excepcionalmente. Parece querer-se transformar aprogressão continuada em promoção automática. A LDB afirma. O art. poderá ser reclassificado. abre-se-lhes. art. 6. 5. devem permitir que o aluno seja fixado na etapa mais adequada ao seu desempenho. art. estende-se. para aprovação (LDB.4. Parece que a intenção não é colocar o aluno na série mais adequada. III). com alunos de séries distintas. O controle de freqüência fica a cargo da escola. Portanto. IV. faixa etária etc. se um aluno transferido manifestar aptidão superior à série em que estaria formalmente matriculado. por sua vez. a qualquer custo. admitir-se-á um ano de programação específica de recuperação do ciclo i ou de componentes curriculares do ciclo II. Dessa forma. § 3º. Curiosamente. dependendo. Já as Normas Regimentias. que: "poderão organizar-se classes. assim se manifestou: "Os Institutos da classificação e reclassificação. como se isso fosse progresso. exigida a freqüência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas.80. agora. Para evitar-se a reprovação. VI). taxativamente. das normas. tendo como base as normas curriculares gerais" (LDB. com níveis equivalentes de adiantamento na matéria. de acordo com as Normas Regimentais. destas mesmams normas. a progressão parcial aos alunos da 8ª série do ensino fundamental (art. "A escola poderá reclassificar os alunos. ou turmas.n. 75).) No mesmo sentido manifestou-se o Conselho Nacional de Educação. 23.) A Resolução SE nº 20/98 afirma. afirmam. salvo. 73). ainda que excepcional. ao término de cada ciclo. observadas as normas do respectivo sistema de ensino (LDB.Ranços e Avanços): "Abre-se a possibilidade de decisão própria local. para cima ou para baixo. § 3º. Mesmo que esse aluno apresente defasagem de conhecimentos ou lacuna curricular de séries anteriores (art. conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de enisno. e "empurrar-se" os alunos para a etapa seguinte. 56). Citando Pedro Demo (A Nova LDB . artes ou outros componentes curriculares". dos alunos da 8ª série que demonstrarem impossibilidade de prosseguir estudos no ciclo ou nível subseqüente. (g. 24. da Secretaria da Educação. cujos critérios serão definidos pelos estabelecimentos nos regimentos escolares. e talvez. tendo como referência a correspondência idade/série e a avaliação de competências nas matérias da base nacional comum do currículo". da situação de aprendizagem. de novo. maturidade. na forma de projetos especiais (art. para além de determinações formais. no Parecer CEE 526/97. desde que preservada a seqüência do currículo. a qualquer custo.n." Este colegiado. inclusive quando se tratar de transferência entre estabelecimentos situados no País e no exterior. Entretanto. art.

alguns itens considerados muito positivos e que. porque entendo que elas. Elenco. com esses poucos dias. Só serão implantadas nas escolas da rede estadual por não restar a estas outra opção. e os que faltarem. são apresentadas de forma flexível e aberta. ampliouse a sua função na medida em que este Conselho deverá envolver-se com a gestão de ensino. dedicar. introdução da avaliação interna da escolas: abrange todos os envolvidos no processo e volta-se para a totalidade dos aspectos escolares. amarrando a escola. trabalhos. Nesse mesmo sentido já se manifestou o Conselho Nacional de Educação. Essas Normas Regimentais. isto é. são essas as principais razões que me obrigam a votar contra o Parecer nº 67/98. Também não posso entender a lógica da compensação de ausências quando se prevê expressamente a aprovação do aluno. 4. da almejada escola cidadã: autônoma. Ressalte-se que não há previsão legal (na LDB) para a compensação de ausências (não sendo. Parágrafo Único). fazer provas.esforçar. possibilidade da escola definir a escala de avaliação que deseja adotar. a)Cons. 2. e politicamente inadequadas. prevendo que o aluno pode ser aprovado. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 224 . sufocando o projeto pedagógico. sem no entanto impedir ou inibir o exercício da autonomia das escolas que deverão organizar-se para elaborar um regimento próprio envolvendo a comunidade escolar. e até mesmo reclassificado independentemente de freqüência (Art. para a sua elaboração. vá seguir essas orientações que ora se impõem à rede estadual. Ouso duvidar que uma boa escola da rede particular (séria. 3.essa freqüência. Francisco Antonio Poli DECLARAÇÃO DE VOTO Voto a favor da aprovação do Parecer que trata das Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais. portanto. 5. no meu entender. contemplando os dispositivos da Lei 9394/96. em especial pais e aluno. Conselho de Classe/Série: sem perder de vista a análise das condições do aluno. a seguir. um ano letivo inteiro. independentemente de freqüência. Em sentido inverso vão as Normas Regimentais. idônea. em suma. já que poderão cursar apenas alguns dias de recuperação (após o final do ano letivo). pura e simplesmente por não quererem assistir às aulas. obrigatoriamente. inclusão do capítulo "Norma de gestão e convivência": preserva-se o espírito democrático da lei enfatizando a representatividade de todos os envolvidos no processo educativo. oficializa-se o mecanismo da compensação de ausências para os alunos que tenhamfreqüência irregular às aulas. Ainda mais. centralizando em excesso. reprovado. trabalho. ao mesmo tempo que garante a necessária orientação para implantar inovações. do meu ponto de vista. As Normas Regimentais aqui propostas constituem uma etapa fundamental para a concretização na rede pública de ensino. permitida). Dentre outras. democrática e comprometida com o sucesso. duração de 4 anos para o Plano de Gestão da escola: maior garantia de continuidade e unidade para o processo educativo. o aluno estará. são pedagogicamente falhas. merecem destaque especial: 1. podendo trazer consequências desastrosas ao processo educacional. para todos os alunos: os que faltarem por problemas de saúde. e "ganhar". locomoção.suar. com um bom projeto pedagógico). 78. A SE exerce seu papel orientador.

9. e denominam-se Escolas Estaduais. 8.Es atenderem aos interesses e necessidades peculiares de sua comunidade.As unidades escolares ministram ensino fundamental. até então existente que.E. no acompanhamento e na avaliação do processo educacional. termos de cooperação ou acordos com entidades públicas ou privadas: ampliação da possibilidade das U. para conhecimento da população.O regimento de cada unidade escolar deverá ser submetido à apreciação do conselho de escola e aprovação da Delegacia de Ensino. a unidade escolar dará tratamento diferenciado a aspectos administrativos e didáticos que assegurem e preservem o atendimento às suas características e especificidades. vão favorecer em muito a implementação da Progressão Continuada.Ficam mantidas as denominações dos Centros Estaduais de Educação Supletiva. E sobretudo. acrescidas do nome de seu patronímico. reger-se-ão por regimento próprio a ser elaborado pela unidade escolar. § 2º. definir seu próprio modelo de organização: resguarda-se a necessidade de adequar à própria realidade. adequar o regime de progressão parcial à sua organização curricular.Os níveis. ensino médio. as normas regimentais propostas substituirão o chamado "Regimento padrão". o envolvimento da comunidade escolar nas decisões. por suas características e por falta de divulgação adequada não estimulou as escolas a exercerem a necessária autonomia para elaborar regimentos próprios. 7. na medida em que garante as atividades de reforço e recuperação de forma contínua e paralela aos alunos com dificuldades de aprendizagem.6. na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Estatuto da Criança e do Adolescente. com conseqüente possibilidade de permanência das crianças em idade própria na escola. conforme dispõe a Deliberação CEE nº 9/97. Concluindo. com base nos dispositivos constitucionais vigentes.Em seu regimento. § 3º. possibilidade de a U. respeitadas as normas regimentais básicas aqui estabelecidas. Artigo 2º . dos Centros Específicos de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério e dos Centros de Estudos de Línguas. introdução de uma ano de programação específica de recuperação para os alunos que não puderem prosseguir nos estudos em nível subsequente. possibilidade de a U. educação de jovens e adultos e educação profissional.As escolas mantidas pelo Poder Público Estadual e administradas pela Secretaria de Estado da Educação. A possibilidade que agora se visualiza faz pressentir tempos novos e profícuos na educação pública em São Paulo. Capítulo IIDos Objetivos da Educação Escolar AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 225 . em local visível. § 1º. cursos e modalidades de ensino ministrados pela escola deverão ser identificados.E. Parágrafo único . a)Consª Raquel Volpato Serbino NORMAS REGIMENTAIS BÁSICAS PARA AS ESCOLAS ESTADUAIS TÍTULO IDAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Capítulo IDa Caracterização Artigo 1º .

Artigo 6º . Artigo 9º .se de efetivo trabalho escolar.º 9394. expressos na Lei n.As escolas funcionarão.O processo de construção da gestão democrática na escola será fortalecido por meio de medidas e ações dos órgãos centrais e locais responsáveis pela administração e supervisão da rede estadual de ensino. equipamentos e material didático-pedagógico adequados às diferentes faixas etárias. atendendo suas características e peculiaridades locais. respeitada a correspondência.Cada escola deverá se organizar de forma a oferecer.Consideram. § 2º. admitindo-se um terceiro turno diurno apenas nos casos em que o atendimento à demanda escolar assim o exigir. proporcionalmente. carga horária mínima de 800 (oitocentas) horas anuais ministradas em. Parágrafo único.A educação escolar. os dias em que forem desenvolvidas atividades regulares de aula ou outras programações didático-pedagógicas. 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar. o tempo de intervalo entre uma aula e outra.participação dos profissionais da escola na elaboração da proposta pedagógica. tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando.Os cursos que funcionam no período noturno terão organização adequada às condições dos alunos.Para cumprimento da carga horária prevista em lei. na duração da aula de cada disciplina. TÍTULO IIDA GESTÃO DEMOCRÁTICA Capítulo IDos Princípios Artigo 7º . § 1º.Para melhor consecução de sua finalidade. quando for adotada a organização semestral.Artigo 3º . Artigo 8º . Capítulo IIIDa Organização e Funcionamento da Escola Artigo 5º -. assim como o destinado ao recreio. no ensino fundamental e médio. § 1º. serão considerados como atividades escolares e computados na carga horária diária da classe ou. inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana.Os objetivos da escola. As escolas deverão estar organizadas para atender às necessidades sócioeducacionais e de aprendizagem dos alunos em prédios e salas com mobiliário. assegurando padrão adequado de qualidade do ensino ministrado. de forma a garantir o pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas.. eqüidade e coresponsabilidade da comunidade escolar na organização e prestação dos serviços educacionais. de 20 de dezembro de 1996. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 226 . planejadas pela escola desde que contem com a presença de professores e a freqüência controlada dos alunos. mantidos os princípios de coerência. § 2º.A gestão democrática tem por finalidade possibilitar à escola maior grau de autonomia. no mínimo.Os objetivos do ensino devem convergir para os fins mais amplos da educação nacional. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. devem constar de seu regimento escolar. níveis de ensino e cursos ministrados. em dois turnos diurnos e um noturno. a gestão democrática na escola farse-á mediante a: I. Artigo 4º .

em seus aspectos administrativos. através da elaboração. serão patrimoniados. entendidos como mecanismos de fortalecimento da gestão a serviço da comunidade. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 227 . Parágrafo único . formular.As escolas contarão com os seguintes colegiados: I. obedecida a legislação específica para gastos e prestação de contas de recursos públicos. III. da associação de pais e mestres e do grêmio estudantil.conselhos de classe e série. professores. aplicação e distribuição adequada dos recursos públicos. constituídos nos termos regimentais. Artigo 14 . constituído nos termos da legislação. sistematicamente atualizados e cópia de seus registros encaminhados anualmente ao órgão de administração local.direção. III.Associação de Pais e Mestres. será assegurada mediante a: I.Grêmio Estudantil.autonomia na gestão pedagógica.A escola contará. Artigo 12 . Capítulo III Dos Colegiados Artigo 15. respeitadas as diretrizes e normas vigentes. respeitada a legislação vigente. financeiros e pedagógicos. implementar e avaliar sua proposta pedagógica e seu plano de gestão.II.constituição e funcionamento do conselho de escola.As instituições escolares terão a função de aprimorar o processo de construção da autonomia da escola e as relações de convivência intra e extra-escolar. administrativa e financeira. V. através do conselho de escola.Outras instituições e associações poderão ser criadas. no mínimo. dos conselhos de classe e série.valorização da escola enquanto espaço privilegiado de execução do processo educacional.Todos os bens da escola e de suas instituições juridicamente constituídas. IV. com as seguintes instituições escolares criadas por lei específica: I . IV.capacidade de cada escola.transparência nos procedimentos pedagógicos.Cabe à direção da escola garantir a articulação da associação de pais e mestres com o conselho de escola e criar condições para organização dos alunos no grêmio estudantil. Artigo 10 . devidamente aprovado pelos órgãos ou instituições escolares competentes. II . através do conselho de escola e associação de pais e mestres. Artigo 13 .conselho de escola. nos processos de escolha ou indicação de profissionais para o exercício de funções.A autonomia da escola. pais. desde que aprovadas pelo conselho de escola e explicitadas no plano de gestão. II.administração dos recursos financeiros.nos processos consultivos e decisórios. garantindo-se a responsabilidade e o zelo comum na manutenção e otimização do uso. coletivamente. administrativos e financeiros.participação dos diferentes segmentos da comunidade escolar . II.participação da comunidade escolar. alunos e funcionários . execução e avaliação do respectivo plano de aplicação. Capítulo II Das Instituições Escolares Artigo 11 .

Os conselhos de classe e série serão constituídos por todos os professores da mesma classe ou série e contarão com a participação de alunos de cada classe. organizar-se-ão de forma a: I. Parágrafo único . articulado ao núcleo de direção. salas de aula e demais ambientes. Artigo 25 . materiais. respeitando os princípios e diretrizes da política educacional. III. Artigo 18. Artigo 22 .Os conselhos de classe e série. uma vez por bimestre. alunos. IV.a responsabilidade individual e coletiva na manutenção de equipamentos.O regimento escolar disporá sobre a composição. Artigo 17.O conselho de escola tomará suas decisões. entre turnos e entre séries e turmas. formado por representantes de todos os segmentos da comunidade escolar.os direitos e deveres dos participantes do processo educativo.possibilitar a inter-relação entre profissionais e alunos. Seção II Dos Conselhos de Classe e Série Artigo 20 . independentemente de sua idade.As normas de gestão e convivência visam orientar as relações profissionais e interpessoais que ocorrem no âmbito da escola e se fundamentarão em princípios de solidariedade. com a finalidade de dinamizar sua atuação e facilitar a sua organização. enquanto colegiados responsáveis pelo processo coletivo de acompanhamento e avaliação do ensino e da aprendizagem.Seção IDo Conselho de Escola Artigo 16 .propiciar o debate permanente sobre o processo de ensino e de aprendizagem.os princípios que regem as relações profissionais e interpessoais. pluralidade cultural. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 228 .pais. professores e funcionários . Artigo 23 . IV. II. Artigo 19.O conselho de escola poderá elaborar seu próprio estatuto e delegar atribuições a comissões e subcomissões.Os conselhos de classe e série deverão se reunir. ética.O conselho de escola.favorecer a integração e seqüência dos conteúdos curriculares de cada série/classe. da proposta pedagógica da escola e a legislação vigente.as formas de acesso e utilização coletiva dos diferentes ambientes escolares. II.A escola não poderá fazer solicitações que impeçam a freqüência de alunos às atividades escolares ou venham a sujeitá-los à discriminação ou constrangimento de qualquer ordem. Artigo 21 .contemplarão.As normas de gestão e convivência. no mínimo: I.orientar o processo de gestão do ensino. ou quando convocados pelo diretor. natureza e atribuições dos conselhos de classe e série. Capítulo IV Das Normas de Gestão e Convivência Artigo 24 . autonomia e gestão democrática. III. ordinariamente. constitui-se em colegiado de natureza consultiva e deliberativa. elaboradas com a participação representativa dos envolvidos no processo educativo .A composição e atribuições do conselho de escola estão definidas em legislação específica.

planos de trabalho dos diferentes núcleos que compõem a organização técnicoadministrativa da escola. quando for o caso.o direito à ampla defesa e recurso a órgãos superiores.objetivos. V. curso. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 229 . de sua clientela. IV. Artigo 27. § 1º. VI. no caso de aluno. controle e avaliação da execução do trabalho realizado pelos diferentes atores do processo educacional. ou para encaminhamento às autoridades competentes.Nos casos graves de descumprimento de normas será ouvido o conselho de escola para aplicação de penalidade.Nenhuma penalidade poderá ferir as normas que regulamentam o servidor público.o direito do aluno à continuidade de estudos.quadro curricular por curso e série. Artigo 28. serão incorporados ao plano de gestão anexos com: I. quando for o caso.planos dos cursos mantidos pela escola.Artigo 26. II. II.objetivos da escola.O plano de cada curso tem por finalidade garantir a organicidade e continuidade do curso. III. salvaguardados: I.identificação e caracterização da unidade escolar. Capítulo V Do Plano de Gestão da Escola Artigo 29 .critérios para acompanhamento. IV. no mínimo: I. VII.síntese dos conteúdos programáticos. de seus recursos físicos. II. e conterá: I.integração e seqüência dos componentes curriculares. Artigo 30. §1º . III.agrupamento de alunos e sua distribuição por turno. VI. no caso de aluno com idade inferior a 18 anos. V. norteia o gerenciamento das ações intra-escolares e operacionaliza a proposta pedagógica.Anualmente. na medida em que contempla as intenções comuns de todos os envolvidos. ou o Estatuto da Criança e do Adolescente.organização das horas de trabalho pedagógico coletivo. como subsídio à elaboração dos planos de ensino.plano de estágio profissional.O regimento da escola explicitará as normas de gestão e convivência entre os diferentes segmentos escolares. explicitando o temário e o cronograma.assistência dos pais ou responsável. bem como dos recursos disponíveis na comunidade local. II. IV.definição das metas a serem atingidas e das ações a serem desencadeadas.Em se tratando de curso de educação profissional será explicitado o perfil do profissional que se pretende formar.projetos especiais. III. § 2º. no mesmo ou em outro estabelecimento público.O plano de gestão é o documento que traça o perfil da escola. bem como as sanções e recursos cabíveis. série e turma.carga horária mínima do curso e dos componentes curriculares. V.horário de trabalho e escala de férias dos funcionários. III. materiais e humanos.calendário escolar e demais eventos da escola.O plano de gestão terá duração quadrienal e contemplará.plano de aplicação dos recursos financeiros. conferindo-lhe identidade própria. no caso de funcionário.

quando for o caso. funcionamento e impacto sobre a situação do ensino e da aprendizagem. objetivando a análise.A avaliação interna. Artigo 35 . dos procedimentos pedagógicos. IV.O plano de gestão será aprovado pelo conselho de escola e homologado pelo órgão próprio de supervisão.do desempenho da direção.§ 2º. processo a ser organizado pela escola e a avaliação externa. no que concerne a sua estrutura.A avaliação institucional será realizada.O plano de ensino. Artigo 36. II. de forma contínua e sistemática e em momentos específicos. Artigo 31. Capítulo III Da Avaliação do Ensino e da Aprendizagem AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 230 . constitui um dos elementos para reflexão e transformação da prática escolar e terá como princípio o aprimoramento da qualidade do ensino.A avaliação da escola. serão subsidiados por procedimentos de observações e registros contínuos e terão por objetivo permitir o acompanhamento: I.sistemático e contínuo do processo de ensino e de aprendizagem. Artigo 37. norteando os momentos de planejamento e replanejamento da escola.Os objetivos e procedimentos da avaliação interna serão definidos pelo conselho de escola. pelos órgãos locais e centrais da administração. organização. orientação e correção. devendo ser mantido à disposição da direção e supervisão de ensino. elaborado em consonância com o plano de curso constitui documento da escola e do professor. Artigo 33. dos alunos e dos demais funcionários nos diferentes momentos do processo educacional . de acordo com os objetivos e metas propostos.da participação efetiva da comunidade escolar nas mais diversas atividades propostas pela escola.da execução do planejamento curricular. III.A síntese dos resultados das diferentes avaliações institucionais será consubstanciada em relatórios. a serem apreciados pelo conselho de escola e anexados ao plano de gestão escolar. Capítulo II Da Avaliação Institucional Artigo 34 . TÍTULO IIIDO PROCESSO DE AVALIAÇÃO Capítulo I Dos Princípios Artigo 32. através de procedimentos internos e externos.A avaliação externa será realizada pelos diferentes níveis da Administração. administrativos e financeiros da escola. dos professores.

Cursos e Modalidades de Ensino Artigo 44 .diagnosticar e registrar os progressos do aluno e suas dificuldades. cursos.Artigo 38.A avaliação interna do processo de ensino e de aprendizagem tem por objetivos: I. e modalidades de ensino.possibilitar que os alunos auto-avaliem sua aprendizagem. II. Artigo 40.fundamentar as decisões do conselho de classe quanto à necessidade de procedimentos paralelos ou intensivos de reforço e recuperação da aprendizagem. dos professores.A avaliação externa do rendimento escolar.progressão parcial.A organização e desenvolvimento do ensino compreende o conjunto de medidas voltadas para consecução dos objetivos estabelecidos na proposta pedagógica da escola.estágio profissional.A avaliação interna do processo de ensino e de aprendizagem. análise e reflexão sobre os procedimentos de ensino adotados e resultados de aprendizagem alcançados. de classificação e reclassificação de alunos. a ser implementada pela Administração. III. V. Artigo 39. em relação à programação curricular prevista e desenvolvida em cada nível e etapa da escolaridade. responsabilidade da escola. Capítulo II Dos Níveis.currículos.No regimento deverá estar definida a sistemática de avaliação do rendimento do aluno. Artigo 42 . abrangendo: I.O processo de avaliação do ensino e da aprendizagem será realizado através de procedimentos externos e internos. V. cursos e modalidades de ensino.A escola. Artigo 41 . incluindo a escala adotada pela unidade escolar para expressar os resultados em todos os níveis. § 2º. TÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO Capítulo I Da Caracterização Artigo 43 .projetos especiais. em conformidade com seu modelo de organização. alunos e pais para conhecimento.orientar as atividades de planejamento e replanejamento dos conteúdos curriculares. III.Os registros serão realizados por meio de sínteses bimestrais e finais em cada disciplina e deverão identificar os alunos com rendimento satisfatório ou insatisfatório. ministrará: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 231 . será realizada de forma contínua. tem por objetivo oferecer indicadores comparativos de desempenho para a tomada de decisões no âmbito da própria escola e nas diferentes esferas do sistema central e local.No calendário escolar deverão estar previstas reuniões bimestrais dos conselhos de classe e série. VI. tendo como um de seus objetivos o diagnóstico da situação de aprendizagem de cada aluno.níveis. II. IV.progressão continuada. § 1º.orientar o aluno quanto aos esforços necessários para superar as dificuldades. IV. qualquer que seja a escala de avaliação adotada pela escola. cumulativa e sistemática.

IV. a modular. dentro de suas possibilidades físicas.A instalação de novos cursos está sujeita à competente autorização dos órgãos centrais ou locais da administração.Os termos de cooperação ou acordos poderão ser firmados pela direção da escola. Capítulo III Dos Currículos Artigo 49 . II. após o ensino médio.cursos de educação continuada para treinamento ou capacitação de professores e funcionários. ou ainda pelos órgãos próprios do sistema escolar. deverão ser submetidos à apreciação do conselho de escola e aprovação do órgão competente do sistema. com ou sem exigência de estudos anteriores ou concomitantes. com duração de oito anos.A escola poderá instalar outros cursos com a finalidade de atender aos interesses da comunidade local. VI. V. em regime de progressão continuada.Para cumprimento do disposto neste artigo. sendo que. nas quatro últimas séries do ensino fundamental e no ensino médio. § 1º. cursos e modalidades de ensino mantidos. organizado em dois ciclos. destinados à qualificação para profissões de menor complexidade. observada a legislação específica. Artigo 48 . com duração mínima de dois anos. humanas e financeiras ou em regime de parceria.educação de jovens e adultos.O regimento da unidade escolar disporá sobre os níveis. a organização semestral e. será organizado em 4 séries anuais ou em duas.A escola poderá adotar. desde que não haja prejuízo do atendimento à demanda escolar do ensino fundamental e médio: I.O currículo dos cursos dos diferentes níveis e modalidades de ensino terá uma base nacional comum e uma parte diversificada. com duração de 3 (três) anos. poderá ser organizado um ciclo básico correspondente às duas primeiras séries. destinado à formação de professores de educação infantil e das quatro primeiras séries do ensino fundamental. na educação profissional.educação profissional com cursos de duração prevista em normas específicas. correspondente ao ensino médio. ou através de suas instituições jurídicas.I.curso normal. sendo que o ciclo I corresponderá ao ensino das quatro primeiras séries e o ciclo II ao ensino das quatro últimas séries. desde que mantidos os seus objetivos educacionais. § 2º. a escola poderá firmar ou propor termos de cooperação ou acordos com entidades públicas ou privadas.educação especial para alunos portadores de necessidades especiais de aprendizagem. e curso supletivo. realizada em curso supletivo correspondente ao ciclo II do ensino fundamental. com duração mínima de um ano letivo e meio ou três semestres letivos. a ser ministrada a partir de princípios da educação inclusiva e em turmas específicas. Artigo 45 .módulos de cursos de educação profissional básica.ensino fundamental. em qualquer dos casos. III. a critério da escola. de organização livre e com duração prevista na proposta da escola.ensino médio. quando for o caso. desde que o regimento escolar contemple as medidas didáticas e administrativas que assegurem a continuidade de estudos dos alunos. de nível médio. em regime de progressão continuada. II. Artigo 46 . destinados à qualificação profissional ou à formação de técnico em nível médio. sem prejuízo para as demais atividades escolares. sendo que. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 232 . Artigo 47 .

devendo cursar. garantindo atividades de reforço e recuperação aos alunos com dificuldades de aprendizagem.atividades de reforço e recuperação da aprendizagem e orientação de estudos. regular ou supletivo. concomitantemente ou não.Os projetos especiais. com rendimento insatisfatório em mais de 3 (três) componentes curriculares.O aluno. integrados aos objetivos da escola.programas especiais de aceleração de estudos para alunos com defasagem idade/série. não apresentarem rendimento escolar satisfatório. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 233 . após estudos de reforço e recuperação. regular ou supletivo. V. IV.A progressão parcial de estudos poderá ser adotada em cursos de educação profissional. Capítulo IV Da Progressão Continuada Artigo 50 . Artigo 55 .As escolas poderão desenvolver projetos especiais abrangendo: I.Será admitida a progressão parcial de estudos para alunos da 8ª série do ensino fundamental. Artigo 51 .A escola adotará o regime de progressão parcial de estudos para alunos do ensino médio. de multimeios. III.organização e utilização de salas ambiente.O aluno. Capítulo V Da Progressão Parcial Artigo 52 . de multimídia. § 2º. Capítulo VI Dos Projetos Especiais Artigo 56 . com rendimento insatisfatório em até 3 (três) componentes curriculares. Parágrafo único .cultura e lazer. através de novas e diversificadas oportunidades para a construção do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades básicas. será classificado na mesma série. será classificado na série subseqüente. desde que sejam asseguradas as condições necessárias à conclusão do ensino fundamental. Artigo 53 . os cursos supletivos e outros autorizados a partir de proposta do estabelecimento. que. permanência e sucesso no ensino fundamental.grupos de estudo e pesquisa.outros de interesse da comunidade.Os procedimentos adotados para o regime de progressão parcial de estudos serão disciplinados no regimento da escola. Artigo 54 . ficando dispensado de cursar os componentes curriculares concluídos com êxito no período letivo anterior. VI.A escola adotará o regime de progressão continuada com a finalidade de garantir a todos o direito público subjetivo de acesso. serão planejados e desenvolvidos por profissionais da escola e aprovados nos termos das normas vigentes. II. estes componentes curriculares.Excetuam-se os cursos de educação profissional. § 1º. respeitadas as normas específicas de cada curso.A organização do ensino fundamental em dois ciclos favorecerá a progressão bem sucedida.Parágrafo único . de leitura e laboratórios.

comprovadamente. será supervisionado por docente e visa assegurar ao aluno as condições necessárias a sua integração no mundo do trabalho.O estágio abrangerá atividades de prática profissional orientada. formas de execução e procedimentos avaliatórios da prática profissional e do estágio supervisionado serão definidas nos planos de curso. com profissionais devidamente credenciados. Parágrafo único . coordenação.Núcleo Técnico-Pedagógico III. Parágrafo único. II.O estágio profissional. Artigo 59 .A carga horária. § 2º. Capítulo II Do Núcleo de Direção Artigo 62 .Os cargos e funções previstos para as escolas. junto a instituições de direito público ou privado.A direção da escola exercerá suas funções objetivando garantir: I.Integram o núcleo de direção o diretor de escola e o vice-diretor. § 1º. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 234 .O modelo de organização adotado deverá preservar a flexibilidade necessária para o seu bom funcionamento e estar adequado às características de cada escola.Capítulo VII Do Estágio Profissional Artigo 57. desde que a escola. sistemática.A organização técnico-administrativa da escola é de responsabilidade de cada estabelecimento e deverá constar de seu regimento. organização. através da execução de projetos de estágio em escolas previamente envolvidas.Núcleo de Direção.práticas programadas para a formação profissional pretendida.Núcleo Operacional. VI.Corpo Docente.A organização técnico-administrativa da escola abrange: I. no acompanhamento e avaliação do processo educacional. Parágrafo único .a elaboração e execução da proposta pedagógica.Corpo Discente. bem como as atribuições e competências. avaliação e integração de todas as atividades desenvolvidas no âmbito da unidade escolar. vivenciadas em situações reais de trabalho e de ensino-aprendizagem com acompanhamento direto de docentes.Em se tratando do curso normal.Núcleo Administrativo. TÍTULO VDA ORGANIZAÇÃO TÉCNICO-ADMINISTRATIVA Capítulo I Da Caracterização Artigo 60 .As atividades de prática profissional ou de ensino e de estágio supervisionado poderão ser desenvolvidas no próprio ambiente escolar. Artigo 58. estão regulamentados em legislação específica. as atividades de prática de ensino abrangerão a aprendizagem de conhecimentos teóricos e experiências docentes. V. Artigo 61 . IV.O núcleo de direção da escola é o centro executivo do planejamento. disponha das condições necessárias ao desenvolvimento das experiências teórico. realizado em ambientes específicos. envolvendo a participação de toda comunidade escolar nas tomadas de decisão. Artigo 63 .

O núcleo operacional terá a função de proporcionar apoio ao conjunto de ações complementares de natureza administrativa e curricular. VIII. Capítulo III Do Núcleo Técnico-Pedagógico Artigo 65 . II. bem como sobre a execução da proposta pedagógica. auxiliando a direção nas atividades relativas a: I.elaboração.registro e controle de recursos financeiros. Artigo 64 . desenvolvimento e avaliação da proposta pedagógica. V. no tocante às normas vigentes e representar aos órgãos superiores da administração.Integram o corpo docente todos os professores da escola. II. equipamentos e materiais didáticopedagógicos.organização e atualização de arquivos. em especial os representantes dos diferentes colegiados.documentação e escrituração escolar e de pessoal. III. registro e controle de expedientes. Capítulo IV Do Núcleo Administrativo Artigo 66 .coordenação pedagógica. II. relativo a: I. III.supervisão do estágio profissional. que exercerão suas funções. bem como de aquisição. V. sempre que houver decisão em desacordo com a legislação. manutenção. relativas às atividades de: I. III. conservação e preparo da merenda escolar.limpeza. antes que estas atinjam o limite de 25% das aulas previstas e dadas.expedição.O núcleo administrativo terá a função de dar apoio ao processo educacional.as informações aos pais ou responsável sobre a freqüência e o rendimento dos alunos.controle. assim como de casos de evasão escolar e de reiteradas faltas. Capítulo VI Do Corpo Docente Artigo 68 . manutenção e conservação de mobiliários.registro e controle de bens patrimoniais. manutenção e conservação da área interna e externa do prédio escolar.Cabe ainda à direção subsidiar os profissionais da escola. III. IV.zeladoria. conservação de materiais e de gêneros alimentícios.II. incumbindo-se de: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 235 .a administração do pessoal e dos recursos materiais e financeiros.o cumprimento dos dias letivos e horas de aula estabelecidos.O núcleo técnico-pedagógico terá a função de proporcionar apoio técnico aos docentes e discentes.os meios para o reforço e a recuperação da aprendizagem de alunos. VI.a legalidade. vigilância e atendimento de alunos.controle. IV.a comunicação ao Conselho Tutelar dos casos de maus-tratos envolvendo alunos. a regularidade e a autenticidade da vida escolar dos alunos. IV.a articulação e integração da escola com as famílias e a comunidade. VII. Capítulo V Do Núcleo Operacional Artigo 67 .

em consonância com a proposta pedagógica da escola. ao final de cada série ou etapa escolar. III. VI. Capítulo II Das Formas de Ingresso. à avaliação e ao desenvolvimento profissional.zelar pela aprendizagem dos alunos.formas de ingresso. Capítulo VII Do Corpo Discente Artigo 69 . ocorrerá a partir de: AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 236 . ao final do Ciclo I e do Ciclo II do ensino fundamental. V. observadas as diretrizes para atendimento da demanda escolar e os seguintes critérios: I. ao seu desenvolvimento como pessoa.colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. quando for o caso.por promoção. II. ao seu preparo para o exercício da cidadania e a sua qualificação para o mundo do trabalho. IV.expedição de documentos de vida escolar. observados o critério de idade e outras exigências específicas do curso. classificação e reclassificação. Artigo 73 .A organização da vida escolar implica um conjunto de normas que visam garantir o acesso. Classificação e Reclassificação Artigo 71 .cumprir os dias letivos e carga horária de efetivo trabalho escolar.A reclassificação do aluno. a partir da 2ª série do ensino fundamental. em série mais avançada.A classificação ocorrerá: I. para candidatos de outras escolas do país ou do exterior. além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento.elaborar e cumprir plano de trabalho. na 1ª série do ensino fundamental.freqüência e compensação de ausências. no ensino fundamental.A matrícula na escola será efetuada pelo pai ou responsável ou pelo próprio aluno. II. III. IV. TÍTULO VIDA ORGANIZAÇÃO DA VIDA ESCOLAR Capítulo I Da Caracterização Artigo 70 . os seguintes aspectos: I.promoção e recuperação. abrangendo. Artigo 72 . bem como a regularidade da vida escolar do aluno.participar da elaboração da proposta pedagógica da escola.estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento. com base apenas na idade. ao final de cada série durante os ciclos.por transferência. a permanência e a progressão nos estudos.mediante avaliação feita pela escola para alunos sem comprovação de estudos anteriores. tendo como referência a correspondência idade/série e a avaliação de competências nas matérias da base nacional comum do currículo. II.por classificação ou reclassificação. III.por ingresso.I.por progressão continuada. no mínimo. II. observadas as normas específicas para cada curso. para alunos do ensino médio e demais cursos.Integram o corpo discente todos os alunos da escola a quem se garantirá o livre acesso às informações necessárias a sua educação. e. IV.

aproveitamento de estudos. inclusive as intensivas programadas para o período de férias ou recesso escolar.Os critérios para promoção e encaminhamento para atividades de reforço e recuperação. e nem a família e o próprio aluno de justificar suas faltas. a reclassificação ocorrerá até o final do primeiro bimestre letivo e.solicitação do próprio aluno ou seu responsável mediante requerimento dirigido ao diretor da escola. suprindo-se a defasagem através de atividades de reforço e recuperação.adaptação de estudos. nos recessos ou férias escolares. independentemente do número de disciplinas. II. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 237 . não atingiu a freqüência mínima exigida. Parágrafo único.avaliação de competências. com defasagem de conhecimentos ou lacuna curricular de séries anteriores.Poderá ser reclassificado o aluno que.Para o aluno da própria escola. e de forma intensiva. serão disciplinados no regimento da escola. Capítulo IV Da Promoção e da Recuperação Artigo 80 .Todos os alunos terão direito a estudos de reforço e recuperação em todas as disciplinas em que o aproveitamento for considerado insatisfatório. Artigo 74 . exigida a freqüência mínima de 75% para promoção.matrícula. § 1º .Em seu regimento. para o aluno recebido por transferência ou oriundo de país estrangeiro. Artigo 76 . II. de forma contínua e paralela. em série mais avançada. classificação e reclassificação de alunos. Artigo 79 . § 2º. § 1º. a escola deverá estabelecer os procedimentos para: I. adotará as medidas necessárias para que os alunos possam compensar ausências que ultrapassem o limite de 20% do total das aulas dadas ao longo de cada mês letivo. IV. no período letivo anterior. orientadas e registradas pelo professor da classe ou das disciplinas.Os critérios e procedimentos para o controle da freqüência e para a compensação de ausências serão disciplinados no regimento da escola. com a finalidade de sanar as dificuldades de aprendizagem provocadas por freqüência irregular às aulas.A compensação de ausências não exime a escola de adotar as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.O controle de freqüência será efetuado sobre o total de horas letivas. quando se tratar de aluno do ensino médio.As atividades de reforço e recuperação serão realizadas. Artigo 78 . § 2º . com base nos resultados de avaliação diagnóstica ou da recuperação intensiva. de adaptação de estudos ou pela adoção do regime de progressão parcial.A escola fará o controle sistemático de freqüência dos alunos às atividades escolares e. Capítulo III Da Freqüência e Compensação de Ausências Artigo 77. em qualquer época do período letivo.I.proposta apresentada pelo professor ou professores do aluno. Artigo 75 .O aluno poderá ser reclassificado. ao longo do período letivo. III.As atividades de compensação de ausências serão programadas. bimestralmente.

a regularidade e a autenticidade da vida escolar dos alunos.Incorporam-se a estas Normas Regimentais Básicas e ao regimento de cada escola estadual as determinações supervenientes oriundas de disposições legais ou de normas baixadas pelos órgãos competentes. em conformidade com a legislação vigente. ao término de cada ciclo.§ 3º . reforço e recuperação. no ensino fundamental.No ato da matrícula. declarações de conclusão de série. retroagindo seus efeitos ao início do ano letivo de 1998. de acordo com sua proposta pedagógica e a organização curricular adotada. admitir-se-á um ano de programação específica de recuperação do ciclo I ou de componentes curriculares do ciclo II. C. de matrícula facultativa. com especificações que assegurem a clareza. B. e D e E.Durante o ano letivo de 1998 os resultados da avaliação do rendimento escolar dos alunos serão traduzidos em sínteses bimestrais e finais. Artigo 87 . para os alunos que demonstrarem impossibilidade de prosseguir estudos no ciclo ou nível subseqüente. TÍTULO VIIDAS DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 82 . Parágrafo único . a escola fornecerá documento síntese de sua proposta pedagógica. Artigo 83 .As presentes normas regimentais básicas entrarão em vigor na data de sua publicação. Parágrafo único. através das menções A.Excepcionalmente. sistemática de avaliação.Após a formulação de sua proposta pedagógica.A escola manterá à disposição dos pais e alunos cópia do regimento escolar aprovado. expedir declaração ou certificado de competências em áreas específicas do conhecimento. diplomas ou certificados de conclusão de curso. para conhecimento das famílias.Cabe à unidade escolar expedir históricos escolares. rendimento insatisfatório. Artigo 84 . cópia de parte de seu regimento referente às normas de gestão e convivência. ciclo ou módulo. de acordo com as normas do sistema.O ensino religioso. assegurando-se o respeito à diversidade cultural religiosa. Capítulo V Da Expedição de Documentos de Vida Escolar Artigo 81 . Artigo 85 . constituirá disciplina dos horários normais das escolas e será ministrado. AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 238 . as escolas deverão elaborar o seu regimento escolar e encaminhá-lo para aprovação da Delegacia de Ensino. vedadas quaisquer formas de proselitismo.A escola poderá. TÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Artigo 86 . expressando rendimento satisfatório.

AFUSE – Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação 239 .