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ISSN 1517-5146

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Aplicação foliar de fertilizante organo mineral e soluções de ácido húmico em soja sob plantio direto
Ácidos húmicos são compostos orgânicos naturalmente encontrados em solos, sedimentos e na água e são resultantes da transformação de resíduos vegetais. Esses compostos ocorrem em todos os ecossistemas do planeta e são responsáveis por uma série de processos químicos e bioquímicos como a capacidade de retenção de nutrientes, a complexação e transporte de cátions e reações fisiológicas em microorganismos e plantas. O emprego agrícola de produtos à base de ácidos húmicos como fertilizantes orgânicos, condicionadores de solo e estimuladores fisiológicos tem crescido bastante nas últimas décadas em todo o mundo e mais recentemente no Brasil. Existem hoje no mercado nacional uma série de produtos que contêm ácidos húmicos, extraídos de depósitos minerais (leonardita, lignita, etc), solos orgânicos (turfeiras) ou obtidos por humificação de resíduos vegetais. A aplicação foliar destes produtos, embora seja prática bastante difundida entre produtores de hortaliças e fruteiras, em especial de uva e tomate, ainda é muito pouco estudada. Recentemente, a aplicação foliar de produtos à base de ácidos húmicos começou a ser utilizada na cultura da soja, verificando-se em alguns casos ganhos significativos de produtividade sem que, contudo, esses experimentos tenham sido conduzidos de forma científica e que permitisse uma análise estatística mais conclusiva dos resultados. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação foliar de produto à base de ácido húmico e da fração isolada sobre a produtividade de soja (Glycine max) em sistema de plantio direto no Cerrado.

Rio de Janeiro, RJ Dezembro, 2006

Autores
Vinícius de Melo Benites Pesquisador da Embrapa Solos. Rua Jardim Botânico, 1024 Rio de JaneiroRJ CEP 22460-000 vinicius@cnps.embrapa.br José Carlos Polidoro Pesquisador da Embrapa Solos. polidoro@cnps.embrapa.br Carlos César Menezes Doutor em Fitotecnia, responsável pelo Centro Tecnológico da COMIGO, Anel Viário Paulo Campos, km 7, Rio Verde-GO. CEP 75900-000 Marconi Betta Estagiário. Estudante de Agronomia da Universidade de Rio Verde-GO

Revisão Bibliográfica
Diversos experimentos têm comprovado o efeito positivo de ácidos húmicos sobre a fisiologia e sobre o crescimento de plantas (VAUGHAN; ORD, 1981; CHEN; AVIAD, 1990). Bottomley (1920) já demonstrou o efeito positivo de ácidos húmicos sobre o crescimento de raízes em plantio hidropônico. A maioria dos experimentos para avaliação do efeito de ácidos húmicos sobre plantas foi conduzida em ambiente protegido ou em solução nutritiva. As doses utilizadas de substâncias húmicas que resultam em efeitos significativos variam de acordo com o tipo de substância húmica e o tipo de efeito sobre a planta (Quadro 1). Alguns autores demonstraram que as substâncias húmicas apresentam efeito sobre a absorção de nutrientes pelas plantas, principalmente devido a interações destes compostos com os sítios de absorção da membrana celular (LEE; BARTLETT, 1976; MARSCHNER et al, 1986). Chen e Schnitzer (1978) identificaram uma interação entre ácido húmicos e estruturas fosfo-lipídicas da membrana celular, agindo como carreadores de nutrientes. Neste caso o efeito dos ácidos húmicos se dá de forma passiva, sem a necessidade de entrada destes compostos na célula vegetal. Contudo, experimentos conduzidos por Vaughan e Ord (1981), utilizando compostos húmicos marcados com C14, demonstraram a absorção destes compostos pela célula vegetal.

foi extraída a fração ácido húmico (AHVIT). mostrando que é possível uma ação direta destes compostos sobre mecanismos fisiológicos da planta.Dados obtidos a partir da análise de 20 lotes de produção amostrados entre 2004 e 2005.4 2.L-1.9 8% CO4 58. uma série de trabalhos passou a avaliar o efeito de substâncias húmicas sobre a atividade de enzimas vegetais.Sólidos totais. e descansou por 12 horas para a precipitação dos AH. após diluição de 1:50.9 densidade kg . sendo que os melhores resultados foram associados às áreas sob stress hídrico e nutricional.000 g (FCRmédia) por 15 min. Mato et al.g L-1 ------------------------------------------- A partir da década de 70. 5 .02 2% 1 . Esse aumento na atividade enzimática causou o aumento da atividade da bomba de prótons e. Concentração de substâncias húmicas que promoveram efeito positivo sobre plantas em experimentos conduzidos em ambiente controlado.3 11.0 10% MO3 378.3 13% EHT7 20. o precipitado foi transferido para sacolas de celofane de aproximadamente 100 mL e submetidas à diálise com água deionizada. O sobrenadante foi filtrado a vácuo. (1987). O filtrado foi acidificado até pH 2.4 10% AH6 17. Quadro 2. favorecendo o aumento da plasticidade e alongamento da parede celular e crescimento de raízes. 1987). e repetiu-se o processo de precipitação e centrifugação.8 4.Carbono e Nitrogênio totais por análise elementar. foi utilizado um ácido húmico sintético produzido a partir de carvão vegetal (AHCV). o material foi centrifugado a 5. Faixa de concentração mg L-1 Material e Métodos Fontes de ácido húmico Foram utilizadas duas fontes de ácidos húmicos. 1. BREMNER. para a melhor purificação da amostra. O produto comercial.0 pela adição de solução aquosa de HCl 10% (v/v). prof. impedindo a degradação do AIA. Características químicas e físicas do fertilizante organo-mineral fluido Vitaplus1. o ácido húmico causou um efeito hormonal indireto sem apresentar hormônios em sua composição. No Brasil.2 4. O carvão vegetal obtido de eucalipto foi finamente moído e submetido a ataque ácido com ácido nítrico em ebulição sob refluxo. média desvio CV % Fração Húmica Ácido húmico Ácidos húmicos e fúlvicos Ácidos húmicos e fúlvicos Critério de avaliação Germinação de sementes Crescimento de raízes Desenvolvimento vegetativo 0 -100 50 .1 6% NT5 116.9 4.300 0 . 6 e 7 . Esses pesquisadores observaram que a aplicação de produto comercial em diferentes culturas demonstrou aumento significativo de produtividade. dm-3 ST2 462. Em várias culturas foi observada indução à floração após aplicação foliar. Adicionalmente. O material após a reação foi extraído com NaOH 0. extraída de turfa.6 13% Adaptado de Chen e Aviad (1990). foi centrifugado a 10.5 2. conseqüentemente. pode ser citado o trabalho de Brownell et al.1 mol L-1 e a fração ácido húmico foi separado do extrato por . são escassos os estudos acerca do efeito de substâncias húmicas sobre o crescimento de plantas. utilizando membrana de 0. O produto comercial utilizado.6 31. Após a última centrifugação. observaram o estímulo à atividade da H+-ATPase por ácidos húmicos adicionados à solução nutritiva aonde cresciam plântulas.000 g por 5 minutos e o sobrenadante foi descartado. Após a precipitação. sugerindo a atividade de compostos orgânicos de menor peso molecular associados aos ácidos húmico. (1972) encontraram ainda que os extratos não fracionados foram mais efetivos que as frações isoladas de ácidos húmicos. sendo uma comercial. 1982). até a estabilização da solução de diálise a uma condutividade elétrica inferior a 1 mS.3 7% CT5 116.4 7. As amostras foram então congeladas e liofilizadas. obtida a partir da oxidação química de carvão vegetal. O precipitado foi ressolubilizado em NaOH 0.Matéria Orgânica por calcinação (LANARV. acidificação do apoplasto.12 0. (1972) observaram a redução da atividade da enzima ácido indolacético oxidase (AIA-oxidase) devido à competição por substrato ou por alteração na conformação da proteína pelos ácidos húmicos adicionados ao meio. 1996). Dessa forma. conforme metodologia adaptada a partir do método utilizado pela Sociedade Internacional de Substâncias Húmicas (SWIFT. para eliminação de argilas. Entre os raros trabalhos encontrados na literatura mundial sobre experimentos com substâncias húmicas no campo. 2 .500 pH 5.45 mm.Carbono Orgânico por oxidação com dicromato (YEOMANS. -----------------------------------------------. Mato et al. Façanha et al. 4 . sendo a água trocada duas vezes ao dia.1 mol. é registrado no Ministério da Agricultura como fertilizante organo-mineral fluido e suas características químicas e físicas encontram-se no Quadro 2. (2002) em seu trabalho pioneiro. 3 .4 44. 2003).2 Aplicação foliar de fertilizante organo mineral e soluções de ácido húmico em soja sob plantio direto Essa evidência abre uma nova perspectiva em relação ao efeito de substâncias húmicas sobre plantas.Teor de carbono na forma de Ácidos Húmicos e de Extrato Húmico Total (BENITES et al. Quadro 1. A partir do produto comercial. e outra sintética. com a marca Vitaplus.

0-20 20-40 40-60 Em 14/12/2006. foi utilizada uma única dose de 200 mg de carbono na forma de AH por litro de calda. L-1 calda) aplicado em pré floração T5 = Vitaplus (10 mL . visando a veiculação das doses de 100. correspondente a 667 mg de AHVIT por litro de calda (teor de C no AHVIT H ≈ 30%).31 5.83 ------. em um delineamento experimental fatorial adicionado (4 x 3) +1+1+1. Foram montados três blocos casualizados. Utilizou-se. L-1 calda) aplicado em pré floração pH 5.28 0. cada uma constituindo um quadrado de 5 x 5 metros. L-1 calda) aplicado em V4 T3 = Vitaplus (5 mL .31 0. Para os ácidos húmicos isolados. L-1 calda) aplicado em V7 T7 = Vitaplus (10 mL . Foi plantada a variedade de soja Monsoy 7878 sobre palhada de milheto.55 K+ 0. no plantio. respectivamente. 400 e 800 mg carbono na forma de ácido húmico por litro de calda.000 mL de Vitaplus por hectare. 200. 400. no dia 17/11/2005. L-1 calda) aplicado em V7 T4 = Vitaplus (5 mL .25 Observação: dados obtidos a partir da média de 64 pontos de amostragem. Rio Verde GO.500. 2005). Quadro 3. L-1 calda) aplicado em V4 T9 = Vitaplus (20 mL . resultando em doses de 5.2 4. no sistema de plantio direto por dois anos consecutivos. utilizando-se uma adubação. além dos tratamentos testemunha e dois tratamentos adicionais com soluções de ácidos húmicos extraído do produto Vitaplus e sintetizado a partir de carvão. durante a safra 2005/2006. resultando em uma densidade 300. L-1). foram definidas as parcelas experimentais no campo. Utilizou-se o espaçamento de 0.1 11.Aplicação foliar de fertilizante organo mineral e soluções de ácido húmico em soja sob plantio direto 3 decantação em meio ácido. 150 L de calda por hectare (Figura 2).g kg -1 ------540 530 520 50 30 40 410 440 440 24. sendo 4 doses (100. Após a separação do ácido húmico.1 0.76 0. três épocas de aplicação (V4.04 Al 3+ -1 CTC 6. de forma homogênea dentro da área experimental. 800 mg C na forma de AH . Características do Latossolo Vermelho distrófico do Centro Tecnológico da COMIGO. Para definição da quantidade de Vitaplus a ser aplicada. o mesmo foi purificado por diálise e posteriormente liofilizado (TROMPOWSKY et al. Figura 1. pré-floração). para todas aplicações. 200. 1. A área experimental apresenta um Latossolo Vermelho distrófico (Quadro 3) e foi anteriormente cultivada com milho e soja. Experimento de campo O experimento foi conduzido no Centro Tecnológico da COMIGO. Vista parcial do experimento de aplicação foliar de ácidos húmicos em soja em sistema de plantio direto.06 0. no município de Rio Verde-GO. considerou-se um conteúdo médio aproximado de 20 g de C na forma de substâncias húmicas por litro de produto comercial (Quadro 2). cada um contendo 15 tratamentos. Dessa forma foram definidos os seguintes tratamentos: T1 = Testemunha sem aplicação T2 = Vitaplus (5 mL .9 0. e a 333 mg de AHCV por litro de calda (teor de C no AHCV H ≈ 60%).08 0.000 plantas por hectare (Figura 1). prof.9 4.50 m entre linha e 15 plantas por metro. com 10 linhas de plantio e 5 metros cada linha. 3. L-1 calda) aplicado em V4 T6 = Vitaplus (10 mL . 10 20 e 40 mL de Vitaplus por litro de calda e 750.05 0.cmolc kg ------- areia silte argila ------.9 MO g kg -1 P mg kg -1 Ca+Mg 1.000 e 6. L-1 calda) aplicado em V7 T10 = Vitaplus (20 mL . seguindo as recomendações do agrônomo responsável.1 15. com 400 kg/ha da fórmula 220-18 + micro. V7. Os tratos fitossanitários foram conduzidos pelos técnicos da COMIGO.46 4.0 21. L-1 calda) aplicado em pré floração .3 0. T8 = Vitaplus (20 mL .

86 75. e não houve precipitação até 24 horas após as aplicações (Quadro 4). L-1 calda) aplicado em V7 T13 = Vitaplus (40 mL .85 1174.46 237.97 F 12. independente da época. Época e condições ambientais no momento das pulverizações dos tratamento com ácidos húmicos.não significativo.** . totalizando uma área útil de 4 m2 . Para as análises estatísticas foi utilizado o programa computacional SAEG.73 79.8 Umidade relativa % 87.10 19.05* 1. sem aplicação foliar. Enquanto a testemunha.0 78.92 83. Velocidade do vento Km/h 5. produtividade cerca de 30% superior à testemunha (Quadro 6).0 25.01 0.78 0. Todas as aplicações foram realizadas durante o dia.0 21.22 QM 504. *.01 0. respectivamente.170 kg ha -1.5 8. a velocidade de 5. Quadro 5. Figura 3.93 0. coletando-se 4 linhas de 2 m no centro de cada parcela.68 1147. Aplicação foliar de Vitaplus em soja com pulverizador costal com pressurizador de CO2. superior à média regional para a região de Rio Verde-GO.02ns 8. Detalhe do produto Vitaplus sobre a folha de soja logo após a pulverização. Este efeito pode ser verificado pela significância do teste F no contraste entre o Fatorial versus a testemunha (Quadro 5).4 Aplicação foliar de fertilizante organo mineral e soluções de ácido húmico em soja sob plantio direto T11 = Vitaplus (40 mL .0 96.00ns 0. Idade fenológica V4 V7 Pré floração data 15/12/2005 04/01/2006 12/01/2006 horário 8:30 9:00 13:30 Temperatura o C 23.0 12.6 ns.559 kg ha-1. Quadro 4. apresentou produtividade média de 3. L-1 calda) aplicado em V4 T12 = Vitaplus (40 mL .29** Figura 2. L-1 calda) aplicado em pré floração T14 = AH extraído do produto Vitaplus (667 mg L -1 calda) aplicado em V4 T15 = AH sintetizado de carvão vegetal (333 mg L -1 calda) aplicado em V4 Nas pulverizações foi utilizado um pulverizador costal com pressurizador de CO2 .6 km/h e bico de pulverização cônico azul (magnum 110-3) (Figuras 2 e 3).68 40.83** ns 1. Análise de variância do experimento de aplicação foliar de ácidos húmicos.5 . A soja foi debulhada e limpa em trilhadeira acoplada ao trator. causou efeito positivo e significativo ao nível de 1% de probabilidade sobre a produtividade da soja.32** 2.04 833. e os grãos foram pesados e a umidade corrigida para 14%.94 339. alguns tratamentos com a aplicação de Vitaplus chegaram a produzir 4.41 477. A aplicação de Vitaplus. FV Bloco Tratamentos Fatorial Epoca Dose dose*epoca Fatorial vs AH carvão Fatorial vs AH vitaplus Fatorial vs testemunha Erro Total GL 2 14 11 2 3 6 1 1 1 28 44 SQ 1009.85ns 5.76 238. A soja foi colhida em 27/03/2006.94 339. considerando-se todos os tratamentos foi de 4.608 kg ha-1.48ns 0.29 118.66 0. significativo ao nível de 5% de probabilidade e de 1 % de probabilidade. Resultados e discussão A produtividade média da soja.

0 0 7 0 .00 60.0 0 3 5 .00 55.2 74.254 4.9 66. e o efeito do produto está relacionado a sua presença.5 Figura 5.75 1.5 sc ha-1 e AHcarvão – 69.50.650 4. o que sugere que a época de aplicação não influencia o efeito sobre a produtividade da soja dentro do intervalo avaliado. o que sugere que essa molécula de fato é um princípio ativo importante na composição do produto. não foi observada variação significativa estatisticamente entre as épocas de aplicação.0 0 te s te m u n h a V4 V7 p ré flo r a ç ã o É p o c a s d e a p li c a ç ã o d e V ita p l u s sc/ha 3 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1 Vitaplus Vitaplus Vitaplus Vitaplus Vitaplus Vitaplus Vitaplus Vitaplus Vitaplus Vitaplus Vitaplus Vitaplus AH Vitaplus AH Carvão V4 V4 V4 V4 V7 V7 V7 V7 Pré floração Pré floração Pré floração Pré floração V7 V7 0. um princípio ativo causador do efeito na produtividade da soja.497 3. Contudo. Apenas o efeito de época de aplicação do Vitaplus foi significativo. 0 0.00 6. ha-1 Produtividade Ton/ha 3.9 74.5 69.068 4. ha -1 ) Figura 4.559 4.0 0 4 5 .608 4.00 0. 3. significativo estatisticamente.5 0 3.00 6. em média.Aplicação foliar de fertilizante organo mineral e soluções de ácido húmico em soja sob plantio direto 5 p r o d u ti v id a d e d a s o ja ( s Quadro 6.3 76.00 70.9 60.00 Do se de V itap lus (L . embora o coeficiente de variação encontrado tenha sido superior ao coeficiente médio típico para experimentos na mesma condição.00 45.0 0 7 5 .00 50.0 0 6 .50.468 3.00 65.00 0. Pode-se concluir que não há diferença entre o ácido húmico e o produto comercial. na mesma época e dose (Quadro 5).468 4.138 4.50 3. Dessa forma. os resultados demonstraram que a aplicação em V4 proporcionou maior ganho de produtividade na soja. com valores. .00 40. Não há diferença significativa entre o efeito do produto comercial e o ácido húmico isolado deste produto.00 35.75 1.0 0 6 0 . em todas as épocas de aplicação (n = 9).0 sc ha-1).7 5 1.0 69.00 Não foi observada diferença significativa entre as aplicações de ácidos húmicos isolados e o restante do fatorial (Quadro 4).5 L de Vitaplus.0 0 5 0 .75 1.478 4. Trat.8 67. (fatorial – 69. correspondente à dose de AH contida em 1.952 3.8 70.0 0 5 5 .0 0 3 0 . com um aumento de 25% na produtividade da soja em relação à testemunha (Figura 4). Também não foi observada diferença significativa na produtividade de soja entre o tratamento com aplicação do AH isolado do produto Vitaplus e o tratamento com aplicação do produto comercial.00 30.0 0 6 5 . -1 p ro dutividad e da soja (sacas) 80.00 1001 502 59. considerando todas as doses utilizadas (Figura 5). Efeito da época de aplicação de Vitaplus sobre a produtividade de soja (n=12).00 75.343 3.00 6.69.75 L/ha é recomendada para a maximização da resposta da soja ao ácido húmico. a menor dose (0.75 L ha-1) proporcionou estatisticamente o mesmo efeito das maiores doses. 2 correspondente à mesma quantidade de carbono do tratamento 14. Quanto à época de aplicação. A dose de 0.975 4.5 sc ha-1 AHVitaplus . 3. Valores médios de produtividade da soja nos diferentes tratamentos de aplicação foliar de ácidos húmicos.4 65.0 0 4 0 . nas condições do estudo.8 74. de fato. o que sugere que o ácido húmico é.169 8 0 . Conclusões A aplicação de Vitaplus proporcionou aumento médio de 17% na produtividade de soja. sendo que não se observou efeito significativo entre as doses testadas. 26% maiores em relação à testemunha. 1 Produto Testemunha Época de aplicação Fase fenológica Dose L .926 4. Produtividade média de soja nos tratamentos com aplicação de Vitaplus em diferentes doses.4 74.5 65.6 72.

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