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HEMORRAGIA

O que é hemorragia? É a perda de sangue por meio dos ferimentos, e de cavidades naturais, tais como nariz, boca, fraturas e etc. Este trauma se traduz pelo rompimento dos vasos (veias ou artérias), e geralmente, os órgãos mais atingidos são o fígado ou o baço. A hemorragia pode ser interna, resultante de uma úlcera, ou um traumatismo com objetos pesados, como projétil (de arma de fogo), entre outros. Devemos sempre estar atentos às hemorragias internas pelo fato de não as vermos. A maior parte dos ferimentos, provenientes de trauma agudo, são causados por forças de esmagamento, compressão ou de tensão que separam verticalmente o tecido. Os ferimentos faciais e do couro cabeludo são, mais freqüentemente, causados por uma combinação de mecanismo lacerantes e impactantes.

Classificação
1. Hemorragia Venosa – Sangramento mais escuro, que sai escorrendo. 2. Hemorragia Arterial – Sangramento de cor viva (rutilante), que sai em jatos. 3. Hemorragia Externa – São aquelas com origem na superfície corporal

4. Hemorragia Interna – São aquelas que não ocorrem na superfície corporal.

Conseqüências As conseqüências e os significados clínicos das hemorragias são variados e dependem de três fatores fundamentais: 1. Da quantidade de sangue perdido; 2. Da rapidez da perda; 3. Do local da hemorragia. O controle da hemorragia deve ser feito imediatamente, pois uma hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte em 3 a 5 minutos

Sinais de complicações de uma hemorragia
A vítima apresenta: a. Apresenta-se fraca com a pele fria, com bastante suor (sudorese) e pele pálida; b. Mucosas dos olhos e da boca em cor branca, ou com cor roxa, azulada ou acinzentada caracterizando a cianose (diminuição de oxigenação nas c caracterizando a cianose (diminuição de oxigenação nas células); c. A vítima estando consciente sentir estando consciente sentirá muita sede e tonturas, e com o tempo poderá apresentar um estado muito crítico; d. MÃOS E DEDOS: ficam arroxeadas (cianose), causada pela diminuição da irrigação sangüínea provocada pela hemorragia. Quando não há ruptura da pele, os sinais de hemorragia no local apresentam (dor no local ou deformidade) inchaço e coloração anormal da pele. e. Tonturas, náuseas e vômitos; f. O batimento cardíaco, fica fraco, mas acelerado.

Tipos mais comuns de hemorragias

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Nasal (Epistaxe):

a. incline a cabeça da pessoa para a frente, sentada, evitando que o sangue vá para a garganta e seja engolido, provocando náuseas. b. Comprima a narina que sangra e aplique compressas frias no local. c. Depois de alguns minutos, afrouxe a pressão vagarosamente e não assoe o nariz. d. Se a hemorragia persistir, volte a comprimir a narina e procure socorro médico. Pulmonar (Hemoptise); Estômago (Hematênse: vômito em forma de borra de café; Via vaginal (metrorragia); Por mecanismo externos (traumas locais).

Conduta em ferimentos com hemorragias
A gravidade de uma hemorragia é dada pela quantidade e velocidade da perda de sangue. O socorrista pode, freqüentemente, identificar a hemorragia com facilidade, a não ser que ela seja interna. Em geral, as hemorragias evidentes são controladas empregando, primeiramente, pressão direta, seguido de curativo, e elevação e pressão dos pontos atingidos. Uma das principais tarefas do socorrista é evitar a contaminação adicional, usando um material, mais limpo possível ou apropriado, para conter a hemorragia. Não aplicar qualquer tipo de substância nos ferimentos como: pó de café, remédios, anestésicos, açúcar, álcool, ou outros, pois isto piora o estado da vítima. Nunca remova qualquer objeto que tenha entrado no corpo da vítima (faca, ferro, madeira e outros). Não dê nada para a vítima beber, visto que isto poderá piorar o seu estado, levando-a a asfixia, ou vômitos PODENDO, ainda, ocorrer uma parada respiratiratória, etc.

Procedimentos na “Hemorragia Externa”
• Para começar você deve conhecer as seguintes definições: Curativo: Qualquer material usado para cobrir uma ferida, que ajudará a controlar o sangramento e prevenir a contaminação; Bandagem: qualquer material usado para fixar o curativo no lugar. Nota: A contaminação da ferida por sujeira, substância químicas, ou corpos estranhos, aumentará o risco de infecção, retardando a cicatrização e poderá resultar em uma cicatriz, esteticamente não atraente.

a. Pressão direta sobre o local do sangramento: com as mãos , ou pano limpo, gaze, ou outro material, executar pressão direta sobre a área lesada e manter pressionando o local por no mínimo 20 minutos, utilize uma bandagem para fazer pressão. Se for uma fratura aberta não pressione. Uma vez feito o curativo, a pressão é mantida. Se o sangramento atravessar o primeiro curativo, outro deverá ser feito sob o primeiro, sem removê-lo. Se a pressão manual não puder ser feita, um curativo de aderência deverá ser aplicado.

b. Elevação do membro afetado (braço ou perna): quando possível, elevar a área lesada acima do nível do coração. È muito eficiente a associação da pressão direta sobre lesão, e a elevação da área lesionada. Em ferimentos com possíveis lesões ósseas ou articulares, não deverá ser realizada esta manobra de movimentação do membro.

c. Compressões dos pontos das artérias: este método deverá ser utilizado quando os métodos anteriores não puderem ser aplicados imediatamente. (usar a pressão direta sob a artéria braquial posicionada no braço e a artéria femoral posicionada na virilha).

d. Imobilização com uso de dispositivos: USO DE TALAS: a imobilização é uma técnica para todos os casos, além de reduzir os riscos de seqüelas e o segundo trauma. Esta técnica ajuda na redução da circulação sangüínea local, e proporciona maior conforto para a vítima.

e. Curativo em capacete: este método é utilizado quando ocorrer uma amputação. Para aplicação deste método deve-se enrolar um pano no ferimento (Coto), e fazer um curativo oclusivo (em forma de capacete), fixe-o com material apropriado, ou seja, tiras de pano, cintos, etc. Faça uma bandagem bem firme; f. Resfriamento: o resfriamento da região com gelo pode ajudar no controle da hemorragia, pois provoca vasoconstrição. Lembre-se, o gelo nunca deverá ser aplicado diretamente sobre a pele, pois causa lesões; g. Imobilização Parcial: nos ferimentos sem trauma local, que não tenha o mínimo de suspeita de fratura, você também deverá produzir uma imobilização, portanto use ataduras, e imobilize a musculatura acessória local, sempre em direção ao coração da parte mais distal para a proximal. Não se deve permitir a movimentação da área lesada.

PERDA VOLÊMICA APROXIMADA ASSOCIADA AS FRATURAS

RÁDIO OU ULNA ÚMERO

250

Á

500

ml

500

Á Á

750

ml

TÍBIA OU FÍBULA 500 FÊMUR PELVE

1000 ml 2000 ml 5000 ml

1000 Á 1000 Á

Torniquete O Torniquete deve ser aplicado apenas em casos extremos e como último recurso quando não há a parada do sangramento. Veja como: Amarre um pano limpo ligeiramente acima do ferimento, enrolando-o firmemente duas vezes. Amarre-o com um nó simples. Em seguida, amarre um bastão sobre o nó do tecido. Torça o bastão até estancar o sangramento. Firme o bastão com as pontas livres da tira de tecido. Marque o horário em que foi aplicado o torniquete. Procure socorro imediato. Desaperte-o gradualmente a cada 10 ou 15 minutos, para manter a circulação do membro afetado. Torniquete: esta técnica está em abandono há muito tempo. E não deverá ser utilizada

OBS: Quando possível, e se a vítima não apresentar suspeita de trauma craniano ou estiver imobilizada, eleve os membros inferiores para que haja um aumento da circulação sangüínea ofertando, assim, mais oxigênio ao cérebro e prevenindo a hipóxia e a inconsciência. Usar sempre o atendimento do A. B. C., e prevenir o frio. Em todos os ferimentos deve-se, obrigatoriamente, associar os procedimentos, pois assim facilitará o controle do sangramento. Não remova os panos empapados de sangue, coloque outro por cima. Lembre-se Ferimentos provocam uma alteração emocional – procure manter-se calmo no momento (fale com tranqüilidade, com voz moderada, e não se agite. Isso irá ajudar a vítima neste momento); Sempre que possível conte o número de ferimentos; Preste atenção ao mecanismo do ferimento; Faça um exame físico simplificado, isso vai ajudar a identificar e controlar os ferimentos que estão despercebidos;

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- Imobilize precocemente os grandes ferimentos para controlar a hemorragia e a dor; O acidentado com traumatismo múltiplos requer uma abordagem em equipe, por isso sempre peça ajuda, caso contrário você não poderá executar uma ação de socorro de forma rápida e segura; Manusear a parte afetada delicadamente e o mínimo possível. Nota: ao inspecionar, ou realizar o exame físico rápido, faça a observação de todo o corpo, adotando um exame sistemático da cabeça aos pés, e inspecione a presença de lacerações, edemas (inchaço), sangramentos ou deformidades

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Procedimentos em Hemorragia Interna

a. Manter a vítima em posição confortável e adequada para os procedimentos; b. Manter as vias aéreas pérvias (uma boa passagem de ar para os pulmões); c. Controlar os sinais vitais (respiração e batimentos cadíacos); d. Elevar os membros inferiores pata aumentar o fluxo de sangue oxigenado na cabeça, mas isso só poderá ser realizado em vítimas que não estejam com suspeita de lesão craniana; e. Afrouxar as roupas, realizar imobilizações em casos de fraturas e estar preparado para vômitos; f. Não dar nada para a vítima beber; g. Proteger a vítima contra perda de calor (hipotermia); h. Revisar os procedimentos, e em vítimas conscientes procure acalmá-las e explicar as razões dos procedimentos.