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Animais Peçonhentos O que são Animais Peçonhentos?

Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Portanto, peçonhentos são os animais que injetam veneno com facilidade e de maneira ativa. Ex.: Serpentes, Aranhas, Escorpiões, Lacraias, Abelhas, Vespas, Marimbondos e Arraias. Já os animais venenosos são aqueles que produzem veneno, mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões), provocando envenenamento passivo por contato (lonomia ou taturana), por compressão (sapo) ou por ingestão (peixe baiacu). No Brasil, existem milhares de espécies desses animais. A maioria não oferece perigo ao homem, mas algumas delas podem causar envenenamento. Animal Peçonhento - É aquele que segrega substâncias tóxicas com o fim especial de serem utilizadas como arma de caça ou de defesa. Apresentam órgãos especiais para a sua inoculação. Portanto, para que haja uma vítima de peçonhamento, é necessário que a peçonha seja introduzida por este órgão especializado, dentro do organismo da vítima. - Animal Venenoso - É aquele que, para produzir efeitos prejudiciais ou letais, exige contato físico externo com o homem ou que seja por este digerido. Serpentes As serpentes são animais vertebrados que possuem as seguintes características: - Corpo alongado coberto por escamas; - Ausência de membros locomotores (patas) o que faz com que se arrastem pelo chão. Daí serem chamadas de répteis; - Ausência de ouvido. As serpentes não escutam. Elas sentem as vibrações do solo através do próprio esqueleto; Língua bífida, ou seja, dividida em duas partes na ponta. Essa língua serve para explorar o ambiente e pegar pequenas substâncias que se encontram suspensas no ar, encaminhando-as a um órgão localizado dentro da boca (órgão de Jacobson) e que desempenha função equivalente ao olfato; - Olhos sem pálpebras, sempre abertos; - Sangue "frio" (pecilotérmico), isto é, sua temperatura varia de acordo com a do ambiente; Órgãos internos como os demais vertebrados, tais como pulmão, fígado, coração, rins, testículos, ovários, etc. Estes órgãos são alongados, acompanhando o formato do corpo. A cobra não possui bexiga. Do mesmo modo que as aves, as cobras eliminam a urina junto com as fezes. As serpentes são animais adaptados à vida em diversos ambientes:

na superfície ou embaixo da terra, na água e nas árvores. - Possuem várias glândulas na cabeça e na boca, que produzem substâncias que podem ser tóxicas, variando em quantidade e qualidade entre as espécies. O veneno é uma secreção que funciona para captura e digestão do alimento e, também, como defesa do animal contra seus agressores. As serpentes, quando assustadas, podem tomar atitudes diversas: as venenosas em geral ficam enrodilhadas, prontas para o bote, e se afastam lentamente; serpentes não venenosas dão em geral vários botes na pessoa, extremamente rápidos, e se afastam velozmente. Algumas serpentes não venenosas, além de morderem, abocanham o local e dificilmente soltam; é necessário abrir a boca do réptil, afastando os maxilares do local mordido para evitar dilaceração. Serpentes Peçonhentas As serpentes peçonhentas possuem dentes inoculadores de veneno localizados na região anterior do maxilar superior. Nas Micrurus (corais), essas presas são fixas e pequenas, podendo passar despercebidas.

Identificação Das Cobras

Presença de fosseta loreal - com exceção das corais, as serpentes peçonhentas têm entre a narina e o olho um orifício termo receptor, denominado fosseta loreal, que serve para a cobra perceber modificações de temperatura a sua frente. Vista em posição frontal este animal apresentará 4 orifícios na região anterior da cabeça, o que justifica a denominação popular de "cobra de quatro ventas". As serpentes peçonhentas possuem cabeça triangular recoberta com escamas pequenas e a parte superior do corpo é recoberta por escamas sem brilho, em forma de quilha, isto é, como bico de barco ou casca de arroz. As corais verdadeiras (Micrurus) são uma exceção as regras já ditadas, pois apresentam características externas iguais às das serpentes não peçonhentas (são desprovidas de fosseta loreal, apresentando cabeça arredondada recoberta com escamas grandes e coloração viva e brilhante). De modo geral, toda serpente com padrão de coloração que inclua anéis coloridos deve ser considerada perigosa. As serpentes não peçonhentas têm geralmente hábitos diurnos, vivem em todos os ambientes, particularmente próximos às coleções líquidas, têm coloração viva, brilhante e escamas lisas. São popularmente conhecidas por "cobras d´água", "cobra cipó", "cobra verde", dentre outras numerosas denominações. No local da picada de uma serpente peçonhenta encontra-se geralmente um ou dois ferimentos puntiformes, de modo diferente do que ocorre com as nãopeçonhentas, que costumam provocar vários ferimentos, também, puntiformes, delicados e enfileirados. Essa característica, entretanto, é muito variável e nem sempre útil para o diagnóstico. O grau de toxicidade da picada depende da potência, quantidade de veneno injetado e do tamanho da pessoa atingida. No Brasil, a maioria dos acidentes ofídicos é devido a serpentes dos gêneros Botrópico, Crotálico e Elapídico.

Sinais e Sintomas Botrópicos: (Urutu, Jararaca, Jararacuçu) Fortes dores no local, inchaço, vermelhidão ou arroxeamento e aparecimento de bolhas. O sangue torna-se de difícil coagulação e pode-se observar hemorragia no local da picada, bem como na gengiva. Crotálico (Cascavel): Quase não se vê o sinal da picada, e também há pouco inchaço no local. Alguma hora após o acidente se observa a dificuldade que o paciente tem de abrir os olhos, acompanhada de visão "dupla" (vê os objetos duplicados). O paciente fica com "cara de bêbado". Outro sinal é o escurecimento da urina, após 6 e 12 horas da picada, caracterizando pela cor de coca-cola. É responsável por 9% dos acidentes. Elapídico (Corais): Pequena reação no local da picada. Poucas horas após, ocorre a "visão dupla", associada à queda das pálpebras; a vítima também fica com "cara de bêbada". Outro sinal é a falta de ar, que pode, em poucas horas, causar a morte do paciente.

Caso você encontre uma vítima de uma serpente, proceda da seguinte forma: • • • • • • • Deixe a vítima em repouso absoluto. Mantenha a parte afetada em posição mais baixa que o corpo, para dificultar a difusão do veneno. Lave o local com água e sabão. Afrouxe as roupas da vítima, procure retirar acessórios que dificultem a circulação sangüínea da vítima. Tranqüilize a vítima. Se for possível, capture a cobra, viva ou morta, para posterior identificação. Dirigir-se urgentemente a um serviço médico. Procure socorro, principalmente após trinta minutos em que ocorreu o acidente. A vida do acidentado depende da rapidez com que se fizer o tratamento pelo soro no hospital mais próximo.

Diagnóstico do Acidente Botrópico 1 – Dor progressiva no local da picada 2 – Manifestações locais: a – Edema b – Bolhas c – Sinais flogísticos

Complicações do Acidente Botrópico 1 – Abscesso no local da picada 2 – Necrose ou Gangrena 3 – Fenômenos Hemorrágicos 4 – Trombose Venosa Profunda

Medidas que só atrapalham e que não devem ser feitas: • Torniquete, garrote, incisões e sucções na picada NÃO devem, sob nenhuma hipótese, serem realizadas porque bloqueiam a circulação e podem causar infecção, necrose e gangrena na vítima. Infusões e fazer a vítima beber álcool ou gasolina , em nada ajudam a melhora da vítima. Fazer com que a vítima se movimente e ou corra, pode fazer com que o veneno se espalhe pelo corpo, agravando o estado da vítima.

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Prevenção - Não trabalhar ou andar descalço em jardins; - Não mexer em buracos no chão ou em paredes; - Olhar bem para o chão ou em paredes; Olhar bem para o chão quando estiver caminhando; - Ter cuidado com montes de folhas, capim seco, e com mato; - Lugares onde aparecem muitos roedores (ratos) são os melhores para as cobras se alimentarem; - Mantenha jardins e quintais limpos; não deixe perto de casa restos de materiais de construção; - Só ande em regiões de matas com botas. -Não ataque esses animais, nem procure importuná-los. Eles o atacarão apenas ao sentirem-se ameaçados.

Distribuição Percentual dos Casos de Acidentes, por Animais, nos Anos de 2006 e 2007.

Acidentes por animais não peçonhentos

Aranhas e Escorpiões ESCORPIÕES - Existe a comprovação da existência dos escorpiões há mais de 400 milhões de anos. Foram os primeiros artrópodes a conquistar o ambiente terrestre não passando por

modificações morfológicas importantes. No corpo dividido em duas partes (cefalotórax e abdômen), estão localizados os 4 pares de pernas. - O órgão inoculador de veneno denominado “telson” localiza-se num segmento após o abdômen. Atualmente são conhecidas cerca de 1.600 espécies em todo o mundo, e aproximadamente 100 espécies ocorrem Brasil. Habitam praticamente todos os continentes, exceto a Antártida, vivendo em quase todos os ecossistemas terrestres (desertos, savanas, cerrados, florestas temperadas e tropicais). - Assim como as aranhas, são animais que inspiram medo pelo fato de algumas espécies, causarem acidentes com envenenamento humano. Das espécies conhecidas, apenas 25 podem causar acidentes com óbitos. Muitas lendas e crendices populares baseadas quase sempre em fatos mal interpretados, colaboram para reforçar a idéia de malignidade desses animais.

ARANHAS No mundo, são conhecidas 35.000 espécies de aranhas, distribuídas em mais de 100 famílias, porem, somente cerca de 20 a 30 espécies, são consideradas perigosas para o homem. No Brasil, as espécies mais representativas pertencem aos gêneros Phoneutria , Loxosceles e Latrodectus .

ESPÉCIES PERIGOSAS

No Brasil, as espécies de aranhas que costumam causar acidentes com envenenamento humano pertencem aos gêneros Phoneutria , Loxosceles e Latrodectus Phoneutria nigriventer (aranha armadeira) :

Coloração marrom, com pares de manchas ao longo da parte dorsal do abdômen; possuem oito olhos em três filas: 2:4:2; de 4 a 5 cm de corpo, podendo atingir até 12 cm, incluindo as pernas. Vivem em bananeiras, sob troncos caídos, bem como, próximo e dentro das moradias; não fazem teia e assumem posição de defesa quando se sentem ameaçadas.

Phoneutria nigriventer (aranha armadeira) : Distribuição: ES, MG, MS, GO, RJ, SP, PR, SC, RS.

Loxosceles spp (aranha marrom) Coloração marrom avermelhado; cefalotórax achatado; seis olhos em três pares; apresentam até 1 cm de corpo e 3 a 4cm incluindo as pernas. Costumam alojar-se em fendas de barrancos, pilhas de telhas, cavernas, sob cascas de árvores, bem como, próximo e dentro das moradias. Machos muito menores com apenas alguns milímetros de corpo; constroem teias tridimensionais em áreas de plantações, vegetação rasteira, sauveiros, cupinzeiros, materiais empilhados, objetos descartados, montes de lenha, beiras de barrancos e no interior das moradias.