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Alisson Carvalho de Souza Cristiano Franco Oliveira José Lucas Neto Mariele Martins Meiriélen Ribeiro Araújo Paulo

Henrique do Vale Rafael Augusto Dias Cunha Renato Silva Santos

Recuperação Judicial Empresa: AVESTRUZ MASTER AGRO COMERCIAL IMP. E EXP.

Uberlândia 2012

Alisson Carvalho de Souza Cristiano Franco Oliveira José Lucas Neto Mariele Martins Meiriélen Ribeiro Araújo Paulo Henrique do Vale Rafael Augusto Dias Cunha Renato Silva Santos Recuperação Judicial Empresa: AVESTRUZ MASTER AGRO COMERCIAL IMP. E EXP.

Trabalho Científico acerca da atividade acadêmica(Seminário) da Faculdade ESAMC Uberlândia, na disciplina de Direito Empresarial III, como forma de avaliação do Curso de Direito Sexto Período Noturno.

Professora e Doutora Andréa Luísa de Oliveira Uberlândia 2012

Índice

Jose Lucas / Renato PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL CONSIDERAÇÕES O presente documento faz nascer o Plano de Recuperação Judicial do grupo empresarial AVESTRUZ MASTER AGRO COMERCIAL IMP. E EXP., pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o n. 05.020.463/0003-09, com sede na Fazenda Chaparral, localizada na Rod.GO-020, Km 48 a direita, Zona Rural, Bela Visa de Goiás-Go, CEP 75.240-000; ABATEDOURO STRUTHIO GOLD IMP. EXP. E COM. LTDA, pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o n. 06.086.496/0001-44., inscrição estadual n.10.370.145-1, com sede no Distrito Industrial de Bela Vista de Goiás., s/n, Qd. 03/04, Lt. 01/25 – 16/39, CEP: 75.240-000, em Bela Vista de Goiás-GO; MASTERBOM AVESTRUZ CRIAÇÃO E COMÉRCIO LTDA., pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o n. 06.338.137/0001-37., com sede na Rod. Estadual GO-020, Km 32,5, s/n, em Bela Vista de Goiás-GO; JRF AVESTRUZ LTDA., pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o n. 06.101.102/0001-80, com sede na av. Rondon Pacheco, n. 3.180, Santa Maria, em Uberlândia-MG, STRUTHIO MASTER AVESTRUZES LTDA, pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o n. 06.101.134/0001-85, com sede na Rodovia BR 497, Km 22, em Uberlândia-MG; AVESTRUZ MASTER AGRO-COMERCIAL LTDA., pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o n. 05.041.147/0001-66, com sede na Av. JK, Qd. 103, Setor Sul, Conj. 1, Lt. 17, Palmas-TO; LATRUCH – OSTRICH RESTAURANTE LTDA., pessoa jurídica de direito privado com sede na Rod. Municipal que liga Bela Vista de Goiás à Piracanjuba, Km 1.1, à esquerda, s/n, Zona Rural, na Fazenda São José, Município de Bela Vista de Goiás-GO; AVESTRUZ MASTER HOTELARIA E SERVIÇOS LTDA-ME, pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o nº 06.912.399/0001-63, com sede na Rod. Municipal que liga Bela Vista de Goiás à Piracanjuba, Km 1.1, à esquerda, s/n Zona Rural, Fazenda São José, Município de Bela Vista de Goiás-GO, AFRICAN BLACK TECNOLOGIA EM CRIAÇÃO DE AVESTRUZES LTDA., pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o nº

05.388.346/0001-22, com sede na Fazenda Chaparral, localizada na Rod. GO020, Km 48 a direita, Zona Rural, em Bela Vista de Goiás-GO; STRUTHIO ARTS ARTIGOS DE COURO DE AVESTRUZ LTDA., pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o nº 07.090.360/0001-70, com sede na Rod. Municipal que liga Bela Vista de Goiás à Piracanjuba, Km 1.1, à esquerda, s/n, Zona Rural, Fazenda São José, Município de Bela Vista de Goiás-GO, consoante atendimento ao artigo 53 da lei federal nº 11.101/05. A administração do grupo empresarial Avestruz Master é exercida de forma compartilhada com os credores, cuja prerrogativa de poder indicar o diretor financeiro da companhia. Para a elaboração do objeto deste documento, o grupo Avestruz Master contratou os serviços da (nome da assessoria) Sinteticamente, o plano de recuperação judicial aqui apresentado propõe prazos e condições específicas para soerguer a empresa, através do adimplemento paulatino das obrigações vencidas, evidenciando a viabilidade econômica da empresa, proporcionando a remuneração positiva no caixa no tempo prospecto e a proposta de pagamento elaborada, tudo nos termos do artigo 50, 53 e 54 da lei 11.101/05. O plano de recuperação judicial é composto pelos motivos de crise, inclusive pela análise de mercado, ações corretivas e uma profunda analise econômicofinanceira, informações estas obtidas pelo Grupo Empresarial Avestruz Master consubstanciado á documentos judiciários nos moldes do artigo 51 da lei 11.101/05. Por todo o exposto, é evidente que o melhor caminho para a compensação dos credores e o resgate desta empresa esta em admitir esse plano de recuperação judicial, que encontra-se harmônico com as normas de direito brasileiro, mais especificamente pela lei 11.101/2005 que a este disciplina.

10. a fim de proteger a função social e a preservação da empresa para que possa continuar exercendo a sua atividade econômica.101/45. estarão sujeitos a recuperação todos os créditos existentes na data do pedido. Os créditos tributários não estarão sujeitos a serem habilitados na recuperação pois possuem via própria para que se seja pleiteado conforme o art. Abordagem Geral A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da crise econômica-financeira do devedor.49 da lei 11.47 da lei 11. Sócios não sujeitos a recuperação Conforme disposto no art.101/05) e os créditos de dividas de obrigações anteriores a data do pedido deverão ser requeridos na justiça. 1. . A empresa Avestruz Master está passando por dificuldades financeiras e vale ressaltar que é temporário. Os créditos retardatários (art.Rafael Consulta Temática Geral 1.1. ainda que não vencidos.§1º da lei 11. e a mesma se enquadra nos requisitos legais para que possa interpor o pedido de recuperação conforme trata o art.187 do CTN. junto com a Lei Complementar 118/05 diz que as dividas tributarias não estarão sujeitas ao concurso de credores com isso ela não poderá ser requerida no juízo da recuperação e sim pela Fazenda Pública.101/05.

2. Gladston Direito empresarial brasileiro. como visto anteriormente. submete-se à recuperação da empresa todos os créditos existente na data do pedido.’’ 1 1. Após deferimento da recuperação judicial ficara suspensa todas as ações de execução em face do devedor.2 Preservação do Plano de Recuperação frente aos sócios não sujeitos à recuperação 1. As ações que firam suspensas serão as que versarem sobre quantias ilíquidas como exemplo a reserva de valor dentre outras.’’ 2 1. credores aquelas particulares do sócio solidário.2. ainda que não vencidos. 2006.101/05 prevê que a decretação da falência ou o deferimento da recuperação judicial suspende o curso de todas as ações e execuções inclusive em face do dos devedor.. 49 da Lei 11. Gladston Direito empresarial brasileiro. . volume 4 : falência e recuperação de empresa/ Gladston Mamede – São Paulo : Atlas.“ Por força do art.101/05. 1 Mamede.2.. ‘‘o artigo 6º da Lei 11. não alcança os créditos tributários. 2 Mamede. È uma definição suficientemente ampla genérica e geral. volume 4 : falência e recuperação de empresa/ Gladston Mamede – São Paulo : Atlas. mas que.1. 2006.

O que ocorrera se o juiz indeferir o plano de recuperação Judicial com base no art.Parecer Jurídico A empresa xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.94 .º 11.73 paragrafo único e com isso caberá ao credor produzir provas conforme o art. o pedido de recuperação judicial poderá acarretar a .101/2005 prevê a possibilidade de o empresário renegociar seus débitos mediante os institutos da recuperação judicial e da recuperação extrajudicial. Questionamento: 1) A Ação de Recuperação Judicial tem por meta sanar a situação gerada pela crise econômico-financeira da empresa devedora. justificável para remover a crise da qual padece sua empresa. §5º da lei 11. o devedor postula um tratamento especial. observou a situação da devedora Avestruz Máster e pode constatar que será possível realizar o Plano de Recuperação e com isso sanar os problemas financeiros existentes. III ? Resposta:Ocorrerá que será decretada a falência com base no art. Apresente uma diferença entre ambos os institutos Resposta:Diferentemente do previsto para a recuperação extrajudicial.94.101/05. Nela. 2) A Lei n.

impostos e contribuições) Parágrafo sétimo do artigo Sexto da LRF e as hipóteses elencadas nos Parágrafos terceiro e quarto do Artigo 49 . parte dele. por edital. documentação acostada. 51 acrescido da lista completa de todos os credores. os credores e. a impugnação pode referir-se a todo o plano. o juiz convoca.suspensão de ações e execuções contra o devedor antes que o plano de recuperação do empresário seja apresentado aos credores 3) Quais os créditos que não estão sujeitos a recuperação judicial?E qual a consequência deste não ingresso? Segundo o doutrinador Sérgio Campinho um dos créditos que não estariam sujeitos seriam os créditos tributários(taxa. Após essa fase. 4) Qual o procedimento para o processamento da recuperação judicial Resposta: Faz-se a petição inicial observados os requisitos do art. . Estando a documentação em ordem o juiz deferirá o processamento da recuperação judicial. etc. não havendo impugnação o juiz julga procedente o pedido. Se houver impugnação o juiz convocará a assembléia geral de credores que terá como principal atribuição se manifestar a respeito do plano de recuperação. 5) Como devem se processar as impugnações? Resposta: As impugnações devem observar o princípio da dialeticidade. Neste momento começa a contagem dos prazos.Por consequência não participarão da Assembléia e não poderão deliberar ou decidir acerca de qualquer incidente no processo.

Jose Lucas RELATÓRIO O grupo empresarial AVESTRUZ MÁSTER AGRO COMERCIAL IMP.6) Qual a decisão cabível contra decisão concessiva da recuperação judicial ou que decreta a falência por rejeição do plano pela AGC? Resposta: Agravo de instrumento. 7) Na fase inicial do processo de recuperação judicial. qual a atribuição a Assembléia Geral de Credores ? Resposta: A assembléia pode alterar. E EXP. fundada em Goiânia em 1998 trata-se de uma empresa limitada que atua . rejeitar ou modificar o plano de recuperação judicial.

018.00. quem investe em uma ave. Goiás. 01 (um) imóvel rural. rio grande do sul. cujo objetivo é pactuar compra e venda de avestruzes com compromisso de recompra dos animais. como por exemplo. com 18 meses de vida.000.400. visando a manutenção e o funcionamento da empresa em recuperação. O imóvel rural. que se manobrados sistematicamente poderão garantir dividas prioritárias.000. ganhara um retorno de 10% sobre a aplicação até o mês em que a avestruz for readquirida pela empresa. dentre os quais aproximadamente 500. um imóvel denominado Fazenda Sobradinho. foi avaliado judicialmente em R$ 1.00.no setor de estrutiocultura (pecuária de aves). que ofereceu R$ 1.000.R$ 5. minas gerais. com pagamento à vista. lucro garantido pela exportação da carne.00.000. inclusive se obriga a alienar bens particulares dos sócios (relacionando estes bens). Com a alienação das fazendas Master 3 e Senador Canedo será arrecadado algo em torno de R$ 3. Dentre os bens da empresa estão uma fazenda pertencente ao grupo Avestruz Master. Faz parte do plano diretor da empresa as seguintes pessoas: Administrador judicial: Sergio Crispim Sócio majoritário: Demais sócios: (filha) Emerson Ramos Correia (Genro) Ramires Tossatti Junior Fabrício Silva Ferreira Tavares François Thibaut Marie Vicent Van Sebroek Elias Cavalcante da Rocha Júnior (responsável em Pernambuco) A empresa supracitada possui diversos patrimônios espalhados pelo país.000. 03 (três) fazendas em Uberlândia e 01 (uma) em Uberaba .000 avestruzes. Tocantins. instalações físicas em vários estados. Assim. mato grosso e no distrito federal.00 e será vendido a Luciano Ivo da Silva. localizada em Palmas (TO). constituído de três glebas com extensão total de 152 alqueires. localizada na cidade de Jerson Maciel da Silva Jerson Maciel da Silva Junior (filho) Elisabete Helena Maciel da Silva Almeida .019.

localizada na cidade de Bela Vista .000.00.000. denominado Fazenda Recanto dos Avestruzes. com 02 motores Mercury (diesel) de 250 HP cada. avaliada em R$ 40.000.00.000. R$ 560. R$ 140. placa JQB8111. R$260. cor prata. .00. cor preta.00. denominado Fazenda Avestruz Máster 02.000.01(uma) Hummer H2. ano 1960. 01 (um) imóvel rural denominado Fazenda Avestruz Máster. cor branca. denominado Fazenda Avestruz Máster 03. R$ 3.000. denominado Fazenda Boa Vista Perobas. avaliada em R$ 300.000. . avaliado em R$ 14.GO 32 Alq. Sede em Pernambuco veículos apreendidos que estão no pátio da Polícia Federal .01 (um) Jet Ski Seadoo. localizada na cidade de Uberlândia – MG 19 Alq.000. placa DDS 1960. cor branca. R$100.000.00. R$ 792. localizada na cidade de Vitoria de Santo Antão . localizada na cidade de Bela Vista . 01(um) imóvel rural.GO 92 Alq.00.01(uma) Mercedes Benz ML320. cor preta.000. 01 (um) imóvel rural.000. ano 2003. denominado Fazenda Marapicu. placa DHP 1111.00.00.000.01 (um) Barco Bayliner. Ciera 3055 (30.100.00. avaliado em R$ 265. com carreta reboque. placa NFT 3680.Laticínio Bela Vista mostrou interesse. .localizada na cidade de Senador Canêdo – GO 4 Alq. localizada na cidade de Bela Vista .00.5 pés). denominado Fazenda Avestruz Máster 06. 01(um) imóvel rural.000. 01(um) imóvel. 6 (seis) fazendas no estado de Goiás . ano 2004. 01(um) imóvel rural.000. ano 1999.01(um) Cadillac Fleetwood Limousine. 01 (um) imóvel rural.GO 04 Alq. Reassalta-se aqui a plena capacidade da empresa ora em comento em recuperar-se. 01(um) imóvel rural. localizada na cidade de Uberaba – MG 10 Alq. . avaliado em R$ 150.00.00. localizada na cidade de Bela Vista . 01(um) imóvel rural.000.00. .00. cor vermelha. R$ 500. R$ 1. voltando a ser novamente uma empresa de nome em todo o Estado brasileiro.00.220.Uberlândia – MG 22 Alq.01 (uma) Ferrari F360 Modena.000. placa CTA 8998. denominado Frigorifico Struthio Gold (Fazenda Master 05). denominado Fazenda Avestruz Máster. ano 2000. ano 2004.PE 24 Alq.000. avaliado em R$ 50.GO 24 Alq. Fazenda de Vitoria de Santo Antão na zona da mata de Pernambuco.00. localizada em Bela Vista . utilizando para isso os requisitos legais do artigo 50 da lei de . 501.GO R$ 6.

Constituem meios de recuperação judicial. incorporação. constituição de subsidiária integral. XVI – constituição de sociedade de propósito específico para adjudicar. os ativos do devedor. em pagamento dos créditos. mediante acordo ou convenção coletiva. XII – equalização de encargos financeiros relativos a débitos de qualquer natureza. sem prejuízo do disposto em legislação específica. dentre outros: I – concessão de prazos e condições especiais para pagamento das obrigações vencidas ou vincendas.falências (incisos ainda serão discutidos em grupo para a escolha de um meio exato de recuperação a ser apresentado). tendo como termo inicial a data da distribuição do pedido de recuperação judicial. VI – aumento de capital social. inclusive à sociedade constituída pelos próprios empregados. II – cisão. . observada a legislação pertinente a cada caso. com ou sem constituição de garantia própria ou de terceiro. nos termos da legislação vigente. VIII – redução salarial. V – concessão aos credores de direito de eleição em separado de administradores e de poder de veto em relação às matérias que o plano especificar. XIII – usufruto da empresa. fusão ou transformação de sociedade. 50. Art. IV – substituição total ou parcial dos administradores do devedor ou modificação de seus órgãos administrativos. XI – venda parcial dos bens. VII – trespasse ou arrendamento de estabelecimento. IX – dação em pagamento ou novação de dívidas do passivo. XIV – administração compartilhada. respeitados os direitos dos sócios. compensação de horários e redução da jornada. aplicando-se inclusive aos contratos de crédito rural. XV – emissão de valores mobiliários. ou cessão de cotas ou ações. X – constituição de sociedade de credores. III – alteração do controle societário.

463/0003-09.§ 1o Na alienação de bem objeto de garantia real.020. localizada na Rod.GO- . a variação cambial será conservada como parâmetro de indexação da correspondente obrigação e só poderá ser afastada se o credor titular do respectivo crédito aprovar expressamente previsão diversa no plano de recuperação judicial. pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o n. com sede na Fazenda Chaparral. a supressão da garantia ou sua substituição somente serão admitidas mediante aprovação expressa do credor titular da respectiva garantia. E EXP. Cristiano Fundamentação Sujeitos e não sujeitos à recuperação A sociedade empresária AVESTRUZ MASTER AGRO COMERCIAL IMP. LTDA . 05. § 2o Nos créditos em moeda estrangeira.

mas que este . ou pelo inventariante .de acordo com os artigos 1 e 2 da Lei de Recuperação e Falência(LRE) 11.ensejando a realização da função social da empresa que é mandamento constitucional. A recuperação judicial de uma sociedade empresária. Para Waldo Fazzio Júnior . administrador judicial . CEP 75.motivado por um interesse na preservação da empresa desenvolvida pelo devedor.020.pois prevê m verdadeiro plano de reestruturação. no caso do espólio do empresário individual. por se tratar de uma sociedade empresária e não ser sociedade de economia mista ou instituição financeira . Segundo Sérgio Campinho. herdeiros do devedor .sendo um importantíssimo avanço trazido pela nova lei de falências que visa viabilizar a reorganizar a empresa em crise. Ministério Público .101/2005.Não poderá ser feito pelos credores .isso não quer dizer que faltou esforço e competência ao empresário. Zona Rural.Para este doutrinador a recuperação seria a regra e a falência seria a exceção. envolve toda uma reestruturação econômica. a recuperação é um instituto mais moderno e eficaz que a concordata. Bela Visa de Goiás-Go. ou de ofício pelo juiz. Km 48 a direita.a referida empresa está entre as instituições que poderão requerer o pedido de recuperação judicial .Quando existe a necessidade do requerimento deste pedido .o pedido de recuperação deverá ser feito pelo devedor empresário e em situações especiais poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente . a recuperação de empresas é uma ação de espécie constitutiva que inaugura uma nova conjectura jurídica e não se restringe à satisfação dos credores nem ao mero saneamento da crise econômico financeira em que se encontra a empresa destinaria.240-000 .financeira e administrativa da atividade empresarial da mesma. Já Victor Eduardo Rios Gonçalves.alimenta a pretensão de conservar a fonte produtora e resguardar o emprego . O que é a recuperação judicial Segundo Sérgio Campinho.a recuperação é o instituto que foi desenhado justamente com o objetivo de promover a viabilização da superação desse estado de crise(crise menos aguda em que existe a falta de liquidez momentânea que pode ser facilmente solucionada e a crise mais aguda em se está mergulhado na insolvência).

De acordo com o doutrinador Waldo Fazzio Júnior . especificar o conteúdo mínimo e a justificativa do plano . dilatar as possibilidades de negociação para a solução do passivo .mantendo as mesmas condições seria inviável a possibilidade de recuperação.preservando empregos dos trabalhadores e garantindo a credibilidade perante os credores . Objetivo da recuperação judicial A situação de crise econômico financeira da sociedade empresária é perceptível .preservar as oportunidades de emprego . È de suma importância que o espírito de equipe esteja presente e os que nela estejam inseridos sejam parceiros.101/2005.implementar a valorização da massa próxima da insolvência . estabelecer os limites da supervisão judicial da execução do plano e regulamentar o elenco de atribuições dos órgãos administrativos do plano.fazendo-se necessário a escolha de alternativas planejadas e tomada de decisões que possibilitem mudanças com o intuito de criar um novo ambiente para que se tenha as condições mínimas e preencha os requisitos para possibilitar a recuperação.Estando assim em conformidade com o artigo 47 da Lei 11. regular a conversão da recuperação em falência .ou seja. a superação da crise . envolver a maior parcela possível de credores e empregados do devedor .em decorrência dos fatos .sendo assim é necessário acreditar que esta fase é passageira e que a mesma será superada.não conseguiu superar determinadas dificuldades como a redução de poder de compra e venda. Na atual conjuntura. . sob uma perspectiva geral a recuperação judicial tem o objetivo de reorganizar a empresa em crise financeira . ausência de planejamento acerca da carga tributária dentre outros problemas. pois em um momento de dificuldade financeira .pois com isso continuariam as suas atividades . o maior objetivo da recuperação é a sua preservação .funcionários ficam desacreditados e o empresário não conseguirá recuperá-la sozinho .conseguindo atingir o princípio da função social e estimulará a atividade econômica.não que seja o único . fixar mecanismos da desaprovação ou descumprimento do plano .

sistemas de gestão. que tem o objetivo de observar a empresa como um todo. com a realização de ajustes e correções. A primeira é a de diagnósticar. sob pena de convolação em falência. possibilitando a eficácia de implementação do mesmo. identificando as suas deficiências e sugerindo mudanças que levem a empresa a ter sucesso na recuperação. dentre outras medidas.encerrará a fase deliberativa e iniciará a fase de execução do plano de recuperação. empregados. A segunda fase consiste na elaboração do laudo de viabilidade econômica. onde se analisarão ajustes tributário e contábil. calculando-se a margem de lucro e seu faturamento projetado. Dentre os deveres do empresário-devedor. Fase deliberativa que ocorre quando a documentação está em ordem e o juiz determinará o processamento da recuperação judicial e tomará as providências elencadas no artigo 52 da LRE. fluxo de caixa. Fase de execução que após concedida a recuperação. atual e projetado. com base em um levantamento contábil.101/2005. o que será demonstrado através do chamado Plano de Recuperação. O Plano de Recuperação é elaborado em duas fases. está o de apresentar os meios pelo qual pretende sair da crise. o devedor não poderá desistir da recuperação judicial após o deferimento de seu processamento. Este plano deverá conter: A .deverá ser apresentado pelo devedor no prazo improrrogável de 60 dias. contados a partir da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação judicial. salvo se obtiver aprovação da desistência na Assembléia Geral de Credores.Procedimento para o pedido de recuperação Existem três fases no processo de recuperação . estruturas de produção.sendo elas: Fase postulatória que é a fase do requerimento do benefício de recuperação judicial em que o pedido deve ser instruído com toda a documentação exigida no artigo 51 da Lei 11. Uma vez feito o pedido em juízo. O Plano de Recuperação segundo o Artigo 53 da LRE . O Plano de Recuperação Judicial é um estudo realizado acerca a devedora.

ter como proposta prazo superior a 30 dias para o pagamento. poderá ser aprovado pela Assembléia de Credores(Parágrafo segundo do Artigo 56 e Artigo 58) e o juiz concederá a Recuperação Judicial.O plano.101/2005(LRE). Requisitos da petição inicial Para que o cliente ingresse com o pedido e que não tenha o desprazer de ter a petição indeferida é imprescindível que se obedeça os requisitos elencados no artigo 51 da Lei 11. o laudo econômico-financeiro e de avaliação dos bens e ativos do devedor. contados da publicação da relação de credores. De acordo com o Parágrafo Único do Artigo 54 da LRE. o juiz ordenará a publicação de edital. o Plano não poderá.discriminação pormenorizada dos meios de recuperação a serem empregados e seu resumo. Diante disso. até o limite de cinco salários mínimos por trabalhador. contendo aviso aos credores sobre o recebimento do Plano de Recuperação e fixando o prazo para a manifestação de eventuais objeções. O plano poderá sofrer alterações na Assembléia e com consentimento do devedor (Parágrafo terceiro do Artigo 56).Conforme o Artigo 55 da LRE. vencidos nos três meses anteriores ao pedido de Recuperação Judicial. subscrito por profissional legalmente habilitado ou empresa especializada.se não sofrer objeção. Se rejeitado ou o plano não for aprovado. dos créditos de natureza estritamente salarial. qualquer credor poderá manifestar ao juiz sua objeção ao Plano de Recuperação Judicial no prazo de 30 dias. Já o artigo 56 da LRF descreve que havendo objeção de qualquer credor ao Plano de Recuperação Judicial. Segundo o Caput do Artigo 54 da LRE .o Plano de Recuperação Judicial não poderá estabelecer prazo superior a um ano para pagamento dos créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho vencidos até a data de seu pedido. o magistrado decretará a falência do devedor(Parágrafo quarto Artigo 56). . o juiz convocará a Assembleia Geral de Credores para deliberar sobre o Plano de Recuperação. a demonstração de sua viabilidade econômica.

com sede na Fazenda Chaparral.visando assim a preservação da sociedade e sua função social. Uberlândia. relação completa de bens particulares dos sócios e administradores .certidões de cartório de protestos situados na comarca do domicílio ou sede do devedor ou onde tiverem filiais . apresentação do último resultado do exercício social e o relatório gerencial de fluxo de caixa e de sua projeção) . 05.ficou constatado que a sociedade supracitada preenche os requisitos exigidos por lei para o requerimento do pedido de recuperação judicial e conjuntamente foi feito um levantamento do ativo e do passivo da mesma e com isso notou-se que é perfeitamente possível a sua reestruturação.240-000 .relação completa de credores com especificações de endereços e origem de valores . jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o n. E EXP. do administrador judicial mediante autorização interessado. CEP 75. ____ de _________________________de __________ . Km 48 a direita. Bela Visa de Goiás-Go.as demonstrações contábeis relativas aos três últimos exercícios sociais( contendo o balanço patrimonial . Zona Rural.certidão que comprove a regularidade do registro público de empresas .GO020. Conclusão Após a observação detalhada realizada pela equipe da INNOVAZIONE CONSULTORIA .extratos atualizados das suas contas bancárias do devedor. LTDA .A empresa do grupo Avestruz Master deverá expor as causas concretas da situação patrimonial do devedor e das razões que implicaram na crise econômico-financeira.020. relações de todas as ações em que o devedor figure como parte e estes documentos deverão permanecer à disposição do juízo e a qualquer competente . demonstração dos resultados acumulados . localizada na Rod. da documentação apresentada pela sócia proprietária da empresa pessoa AVESTRUZ MASTER AGRO COMERCIAL IMP.463/0003-09.relação integral de empregados com especificações de valores de salários e funções.

________________________________ NOME DA EMPRESA Alisson REQUISITOS LEGAIS OU TÉCNICOS PARA O REQUERIMENTO DA RECUPERAÇÃO (ARTIGO 48 LRF) .

inventariante ou sócio remanescente da sociedade empresaria. exerça suas atividades há mais de dois anos. devendo ainda atender aos requisitos do artigo citado cumulativamente”. A recuperação judicial também poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente. Além do mais. bem como do cônjuge sobrevivente deste. estejam declaradas extintas. que os requisitos legais para o requerimento da recuperação estão no artigo 48 da LRF. de tal forma que.não ter. ensina o autor em sua renomada obra em relação à temática em abordagem sobre Falência e Recuperação. a lei exige que o devedor. exerça regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos e que atenda aos seguintes requisitos. por sentença transitada em julgado. nos termos do art. do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores. obtido concessão de recuperação judicial. Sendo o devedor. para fins de sujeição à recuperação judicial. 48. Poderá requerer recuperação judicial o devedor que. bem como sua função social e o estimulo à atividade econômica. de forma regular. A recuperação judicial. o empresário e a sociedade empresaria que exerça profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou para circulação de bens ou serviços. herdeiros do devedor.não ter. IV . pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos nesta Lei. cumulativamente: I . promovendo. seus herdeiros. a fim de permitir a manutenção da fonte produtora. Parágrafo único. as responsabilidades daí decorrentes.Art. segundo a lei. Segundo a doutrina de Moacyr Lobato de Campos Filho. assim a preservação da empresa. se o foi. . no momento do pedido. obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial de que trata a Seção V deste Capítulo. inventariante ou sócio remanescente”. como administrador ou sócio controlador. quando da propositura da ação . há menos de 8 (oito) anos. “a legitimidade para iniciativa será do devedor.não ser falido e. tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor. há menos de 5 (cinco) anos. II .48 da LRF. III .não ter sido condenado ou não ter. 48 da Nova Lei de Falência e Recuperações dispõe acerca das exigências necessárias a serem cumpridas para que seja deferida a recuperação judicial da atividade em crise: “Art.

salvo se suas obrigações já foram declaradas extintas por sentença transitada em julgado. está se referindo ao empresário individual: se ele já teve sua falência decretada. É preciso destacar que essa é mais uma das normas da LRF que foram redigidas tendo como referencia o empresário individual. Sendo assim se não comprovado. Em primeiro lugar.101/05. no caso de sociedade empresaria. Este requisito é feita por meio de juntada de certidão da junta comercial competente que atesta o exercício regular da atividade empresarial por tempo superior ao exigido na lei nº 11. é preciso que o devedor comprove estar exercendo sua atividade empresarial regularmente há mais de dois anos. há menos de oito anos. será óbice ao deferimento de sue pedido a existência de sócios de responsabilidade ilimitada que já tenham tido a sua falência decretada anteriormente ou que tenham participado de outra sociedade que teve sua falência decretada.Assim quando o devedor não satisfizer os requisitos cumulativamente definidos em lei. há menos de cinco anos.” O inciso ll do art. fica claro que o empresário individual irregular e a sociedade empresária irregular não têm direito à recuperação judicial. É no mesmo sentido o inciso lll. “o devedor precisa comprovar também que nunca teve sua falência decretada ou. obtido a concessão da recuperação especial disciplinada nos artigos 70 a 72 da LRF. que isso não tenha ocorrido com nenhum de seus sócios controladores ou . que ele não tenha sido condenado por crime falimentar. 48 da LRF. ou. que as suas obrigações já foram declaradas extintas por sentença transitada julgado. Por fim. se teve. tornando-a inviável e acarretando em falência. não pode requerer recuperação judicial. Ensina André Luiz Santa Cruz Ramos em menção aos requisitos materiais do pedido de recuperação judicial que. Tratando-se de sociedade empresaria. o inciso lV exige no caso de empresário individual. Assim quando o dispositivo em enfoque utiliza a expressão “falido”. não haverá como concedê-lo a recuperação. obtido a concessão de recuperação judicial. que obsta o deferimento de recuperação judicial ao devedor qualificado como microempresas ou empresas de pequeno porte que tenha. consta a exigência de que o devedor não tenha.

trespasse ou arrendamento de estabelecimento. mediante acordo ou convenção coletiva.constituição de sociedade de credores. inclusive à sociedade constituída pelos próprios empregados.substituição total ou parcial dos administradores do devedor ou modificação de seus órgãos administrativos. IV . “se um sócio minoritário. aplicando-se inclusive aos contratos de crédito rural. MEIOS DE RECUPERAÇÃO (ARTIGO 50 LRF) A nova Lei 11. isso por si só não impede o juiz de deferir o processamento do pedido de recuperação da sociedade devedora. IX dação em pagamento ou novação de dívidas do passivo. X . observada a legislação pertinente a cada caso. XI . VIII .administração compartilhada. tendo como termo inicial a data da distribuição do pedido de recuperação judicial. Continua assim a ensinar muito bem André Luiz Santa Cruz Ramos a respeito do tema que. sem prejuízo do disposto em legislação específica. sem poder de controle ou de administração. XV - . já tenha eventualmente sido condenado por crimes tipificados na LRF. incorporação.concessão de prazos e condições especiais para pagamento das obrigações vencidas ou vincendas. II .alteração do controle societário.usufruto da empresa.cisão. compensação de horários e redução da jornada. respeitados os direitos dos sócios. fusão ou transformação de sociedade.concessão aos credores de direito de eleição em separado de administradores e de poder de veto em relação às matérias que o plano especificar. 50. De forma que a regra é clara ao afirmar que o óbice legal só incide se o condenado era administrador ou controlador da sociedade”. XIV . XIII .equalização de encargos financeiros relativos a débitos de qualquer natureza. dentre outros: I .venda parcial dos bens. V .101/2005 estabelece um rol exemplificativo de meios de recuperação judicial que podem ser utilizados na elaboração do plano de recuperação: “Art. VI .aumento de capital social. nos termos da legislação vigente. VII .administradores. III . constituição de subsidiária integral.redução salarial. Constituem meios de recuperação judicial. com ou sem constituição de garantia própria ou de terceiro. XII . ou cessão de cotas ou ações.

decorrente. e mostrou-se instituto totalmente ineficiente na tarefa de ajudar os devedores na superação da crise que atravessavam. de certa forma. dificilmente resolverá a crise do devedor. da dificuldade de adaptação a novas tecnologias de produção. Na concepção do autor André Luiz Santa Cruz Ramos. Assim.constituição de sociedade de propósito específico para adjudicar. André Luiz Santa Cruz Ramos. A medida constante do inciso l faz entender a doutrina do renomado autor. pois. e pode ser exatamente disso que a empresa necessita.emissão de valores mobiliários. XVI . Já na concepção do autor Moacyr Lobato de Campos Filho que. nada impedindo. preveem-se como meios de recuperação medidas que buscam. a superação das dificuldades por ele enfrentadas e o cumprimento das obrigações assumidas. mediante criação de condições e dilação de prazos convencionados. Essa hipótese comum nos da empresa”. que “é extremamente simplória. lll. Trata-se. os ativos do devedor ”. reunindo tanto as vencidas quanto as vincendas. porém o artigo de um rol exemplificativo. casos de ausência de liquidez de natureza temporária. Com efeito. a simples mudança no controle societário (inciso III) pode significar uma verdadeira revolução na condução do empreendimento”. a crise da empresa muitas vezes é resultado de má administração. por sua vez. V. XIII e XIV. no sentido de permitir ao devedor. “os incisos ll. VII. I – concessão de prazos e condições especiais para pagamento das obrigações vencidas ou vincendas. “consiste em uma modalidade clássica que pressupõe a iniciativa ou tolerância dos credores. incompatível com as situações de dificuldades estruturais . tomada de forma isolada. alterar o comando da empresa em crise. e. O mesmo se pode dizer da medida prevista no inciso lX”. em pagamento dos créditos. Não custa lembrar que a antiga concordata baseava-se nessa medida. que o devedor sugira outros. IV. da incompetência na utilização dos recursos humanos e técnicos disponíveis ou da incapacidade de diversificação da atuação da empresa para absorver novas oportunidades de negócios. por exemplo.

Entende Moacyr Lobato de Campos Filho que. cindidas ou pela sociedade nova. cumprir rigorosamente as condições previstas no plano de recuperação por um período de dois anos. “alterar o controle. incorporação. Estas operações. Entende Moacyr Lobato de Campos Filho que. II – cisão.Para Paulo Jeyson Gomes Araújo. das ações com direito a voto. transformadas. É ônus do devedor. salvo quorum ainda maior nas companhias fechadas. através do elastecimento do prazo para adimplemento das obrigações e da concessão de condições especiais. respeitados os direitos dos sócios. superando a crise em que se encontra. Entretanto. por exemplo. E que a aprovação dessas matérias requer quorum qualificado correspondente à metade. desde que haja previsão estatutária expressa”. “o primeiro meio de recuperação judicial apontado pela lei é a concessão de prazos e condições especiais para pagamento das obrigações vencidas ou vincendas. desde que a isso não se oponham os credores”. . constituição de subsidiária integral. Em suma. terá o devedor maior tempo para rearranjar a empresa. nos termos da legislação vigente. Onde nenhuma das alternativas exclui a proteção de terceiros de boa-fé. ou cessão de cotas ou ações. 62 e 63. constituição de subsidiária integral. incorporação. para que sua empresa seja considerada recuperada. III – alteração do controle societário. previstas na Lei das Sociedades Anônimas. nem a assunção das obrigações pelas sociedades incorporadoras. nos termos da legislação vigente. fusão ou transformação de sociedade. sob pena de ser-lhe decretada a falência. a tomada da atividade empresarial do devedor em crise por empresa que ofereça melhores possibilidades de mantê-la no mercado em condições favoráveis de competição. no todo ou em parte. no mínimo. não há objeção legal para que o plano preveja parcelamento de débitos por prazo maior. Constitui a medida mais comum de proporcionar a recuperação do devedor. conforme interpretação dos artigos 61. “o artigo trata da cisão. fusão ou transformação de sociedade. resguardados os direitos dos sócios. ou cessão de cotas ou ações. mediante adoção de novas políticas e estratégias empresariais. permitem.

certamente danosos. alem da concessão aos credores do direito de voto em separado de administradores e do poder de veto nas matérias específicas no plano de recuperação. ou. posto que desvincule a gestão da empresa dos laços fortemente pessoais impostos pelos titulares de cotas ou ações. pelo menos. tendo por fim a profissionalização da administração. IV – substituição total ou parcial dos administradores do devedor ou modificação de seus órgãos administrativos. busca minimizar esses efeitos. sobretudo na parte relativa a concessão aos credores do direito de eleição em separado de administradores . a modificação se deus órgãos administrativos. no todo ou em parte. prevê a cessão de quotas ou ações da sociedade como um dos meios de recuperação da empresa em estado crítico. na medida em que o empresário individual raramente faz uso de estrutura de administração mais complexa e menos dependente de sua orientação pessoal. Entende Moacyr Lobato de Campos Filho que. visando ao saneamento da empresa. “a hipótese é destinada as sociedades. com consequente superação da crise econômico-financeira”. Com a cessão de cotas ou ações. o que oportuniza a injeção de novos capitais. V – concessão aos credores de direito de eleição em separado de administradores e de poder de veto em relação às matérias que o plano especificar. a empresa em recuperação objetiva a alteração da composição e até do controle do capital societário. principalmente. objetivando melhorias nos resultados da empresa.constitui uma das muitas opções fixadas em lei para a efetiva recuperação pela dissociação entre propriedade e poder. pressupõe. principalmente anônimas e limitadas. Não são raras às vezes em que a crise advém da falta de competência e tino para os negócios de seus responsáveis administrativos”. “a questão da substituição dos administradores. As outras são. III. num ambiente de aguda crise econômico-financeira. O inciso prevê a substituição total ou parcial dos administradores do devedor ou alteração de seus órgãos administrativos. O artigo 50. as substituições totais ou parciais dos administradores do devedor. A medida de substituição dos administradores mais se aproxima dos ideais de transparência e boa governança societária. Entende Moacyr Lobato de Campos Filho que.

naturalmente vinculado as condições e prazos de sua efetiva integralização. o aumento do capital coma destinação que lhe empresta o Texto da lei servir de meio hábil à promoção da recuperação judicial pretendida”. com a obrigação direita dos seus signatários votarem. VI – aumento de capital social. “o capital social cumpre função primordial nas sociedades na medida em que constitui a principal garantia dos terceiros. “um compartilhamento de responsabilidades administrativas entre o devedor e seus credores. que a veja como uma boa oportunidade de negócios. deverão ter vinculação societária que lhes assegure o exercício do direito de voto e do poder de veto nas deliberações tomadas no âmbito das sociedades. Nas crises econômico-financeiras é usual a nomeação branca de "interventores". Só os acionistas ou cotistas enfim os titulares de frações representativas do capital sociedade. A menos que o próprio plano de recuperação judicial seja precedido de acordo de acionistas ou cotistas. e se compatível. Portanto é uma prática consolidada na vida empresarial das médias e grandes empresas em dificuldades. Nas sociedades que não haja responsabilidade ilimitada repousa a garantia dos credores no capital social. indispensável aquiescência o próprio devedor quando a substituição não for originalmente sugerida. especifico sobre temas objeto da recuperação judicial. podem exercer o direito de voto nas suas respectivas sociedades. poderá induzir e recuperação judicial. Difícil é encontrar candidatos que queiram se arriscar investindo em uma empresa em estado pré-falimentar. Entende Moacyr Lobato de Campos Filho que. Fábio Ulhoa analisa o dispositivo como. Os credores . assim designados os comissários dos credores. visando criar condições favoráveis ao pagamento dos débitos”. De tal modo.e do poder de veto nas matérias expressamente identificadas no plano de recuperação judicial. observadas as característica as sociedade ou companhia em questão. . o aumento do capital social. que passam a intervir diretamente nas decisões empresariais. que desejam ter seus créditos quitados”. nesta hipótese. cuja integridade é enunciada no principio da intangibilidade do capital social. O aumento de capital social representa a injeção de recursos para tornar possível a viabilidade econômica da empresa em crise.

a ausência de mão de obra qualificada e necessária. Para Paulo Jeyson Gomes Araújo. inclusive cooperativas. mas deve sempre ser precedido de contrato coletivo de trabalho. “trata-se de questão polêmica onde pressupõe a união de interesses entre empregador e empregadores e vinculação expressa destes aos objetivos e as expectativas contempladas no plano de recuperação”. terá pouco existo na recuperação. dificilmente a empresa que não tenha condições.VII – trespasse ou arrendamento de estabelecimento. de outro modo. Vale ainda salientar que a recuperação judicial da empresa esta indissoluvelmente vinculada à má administração. “este é um meio de recuperação que se torna adequado àquelas empresas cujo passivo trabalhista seja de tal monta que a atividade empresarial tenha se tornado inviável nos moldes tradicionais. VIII – redução salarial. Ou seja. Entende Moacyr Lobato de Campos Filho que. Na concepção do autor André Luiz Santa Cruz Ramos. Por isso. vislumbrando-se a falência da empresa e o fechamento dos postos de trabalho. compensação de horários e redução da jornada. inclusive à sociedade constituída pelos próprios empregados. mais das vezes. ou mesmo a rejeição do mercado pelo produto ofertado. desonerando-se o empresário dessas obrigações que. esses créditos podem ser convertidos em cotas de cooperativa. Assim. ultrapassam o valor dos bens sociais e passam a gravar seu patrimônio pessoal”. mediante acordo ou convenção coletiva. veriam seus créditos pulverizados pela alienação a preço vil das indústrias. dividindo-se o resultado da atividade entre os cooperados. no . ou à adoção de políticas estratégicas ou empresárias inadequadas ou mesmos prejudiciais. vem se tornando saída para esses credores que. a opção de trespasse ou arrendamento a sociedades de trabalhadores. que são indispensáveis para um bom desempenho. como uma localização imprópria que eleva os custos. “pode ser muito eficiente.

A novação por vez é uma das modalidades de extinção da obrigação sem que se realize pagamento. Certas empresas. A empresa que pretende alcançar este desiderato deverá suscitar o competente dissídio na Justiça do Trabalho. devem concorrer o consentimento. quer direita. já que não existe acordo coletivo ou convenção sem a participação dos sindicatos. uma vez que a lei falimentar declara que o pagamento de dividas vencidas e exigíveis dentro do termo legal em condições diversas daquelas contratualmente ajustadas. “depende de uma interpretação constitucional. predomina a ideia da extinção da obrigação. “pelos artigos 356 a 359 do CC. desde que previsto e realizado na forma definida no plano de recuperação judicial. Assim a redução salarial seria providencialmente útil na superação da crise”. Em sua configuração jurídica. O devedor que não adimplir a obrigação ajustada por ausência de meios líquidos para tanto pode. o diagnostico da crise demonstra que o seu passivo trabalhista é o grande causador do déficit de suas contas. Tal hipótese não produz efeitos na recuperação judicial. inc. sobre o consentimento. Para Paulo Jeyson Gomes Araújo. cumpri-la mediante entrega de prestação diversa daquela originalmente convencionada.qual os sindicatos e os trabalhadores por eles assistidos terão ampla possibilidade de discutir as medidas em questão. a dação em pagamento é conceituada como acordo liberatório em que. com ou sem constituição de garantia própria ou de terceiro. quer indiretamente. 132. não produzindo efeitos relativos à massa falida. Entende Moacyr Lobato de Campos Filho que. pois sem o contrato coletivo de trabalho não há renegociação das obrigações ou do passivo trabalhista”. IX – dação em pagamento ou novação de dívidas do passivo. No entanto o art. conceituada como constituição de uma obrigação nova em substituição de outra que fica extinta. não será declarado ineficaz ou revogado. a existência . desde que expressamente consinta o devedor. II da lei falimentar declara ineficaz. Não basta a previsão de redução salarial no plano de recuperação apresentado pelo devedor.

quando poderia ter recursos referentes a esses bens em caixa para movimenta-los e aumentar seus ganhos de capital. Pode ser que o devedor esteja sem recursos para modernizar o seu estabelecimento ou para fazer investimentos necessários à absorção de novos mercados emergentes. 59. “meio de recuperação que depende essencialmente da vontade dos credores de continuar explorando a atividade desenvolvida pelo devedor em crise. Os credores podem visualizar na empresa em crise um empreendimento com potencial para desenvolver-se e superar as dificuldades. por fatores de mercado. Nesses casos. que podem se organizar em qualquer uma das formas societárias admissíveis em lei para adjudicar bens do devedor. para recebê-los em pagamento. sendo esta uma forma de adimplemento e extinção das obrigações. portanto. Na concepção do autor André Luiz Santa Cruz Ramos. pode ser bastante útil vender alguns . “o inciso prevê a constituição de sociedade de credores. Pois muitas vezes uma empresa possui uma grande parte de seu ativo imobilizado (sede. podem constituir sociedade para.da obrigação antiga e o nascimento de nova obrigação no mesmo momento em que se extingue a anterior. com consequente desoneração das dívidas”. a alienação de determinados bens seja impossível sem redução muito expressiva de seu valor de avaliação. XI – venda parcial dos bens. Na concepção do autor André Luiz Santa Cruz Ramos. trata-se de efeito previsto pela própria adoção do plano de recuperação de empresa. X – constituição de sociedade de credores. assumirem o comando das atividades do devedor. Sendo assim. na expectativa de que eventuais lucros advindos da exploração da empresa em crise sejam superiores aos créditos que tinham a receber”.). “é uma das soluções mais eficientes. por meio dela. alem do animus novandi”. filiais e etc. para arrendá-los. conforme se lê no art. galpões. Assim a dação em pagamento somente é conveniente quando. Para Paulo Jeyson Gomes Araújo. mediante assunção de nova obligatio que substitui à originária. Quanto à novação de dívidas do passivo.

XII – equalização de encargos financeiros relativos a débitos de qualquer natureza. não transfere a propriedade da empresa ou de seus bens. Entende Moacyr Lobato de Campos Filho que. ou seja. devendo ser o fato averbado na Junta Comercial. sem prejuízo do disposto em legislação específica. tornar uniforme. permitindo a recuperação da empresa. o princípio da igualdade entre os credores. mas o usufrutuário passa a receber total ou parcialmente seus frutos ou resultados. Devem ser alienados aqueles bens que não sejam indispensáveis à continuação da atividade produtiva.imóveis e loca-los posteriormente. tendo como termo inicial a data da distribuição do pedido de recuperação judicial. No inciso XI a nova lei trouxe uma novidade: a venda parcial dos bens. o devedor. inciso XIII. sob pena de agravamento da crise. com o correspondente deságio dos encargos devidos nas dívidas de prazo mais alongado ou pelo alongamento das dívidas de mais curto prazo”. aplicando-se inclusive aos contratos de crédito rural. O sentido corresponde ao de igualar. tomando como termo inicial o da data do pedido de recuperação judicial. O usufruto da empresa. o devedor pode usar os recursos adquiridos com a venda de seu ativo imobilizado para fazer novos instrumentos”. ou seja. “é expressão destituída de sentido jurídico. Na concepção de Paulo Jeyson Gomes Araújo. “É um modo de aplicação do princípio pars conditio creditorum. Assim. XIII – usufruto da empresa. pretende padronizar encargos financeiros por ele suportados. tanto no que diz respeito a taxas. De acordo com a norma. quanto ao período. vazia de conteúdo obrigacional. no uso dessa modalidade de recuperação. com a fixação do termo inicial a partir da data de distribuição do pedido de recuperação judicial”. . os débitos vencidos e vincendos de qualquer natureza podem ser equalizados.

É interesse de ambos o bom andamento do plano de recuperação judicial. ao administrador nomeado. o juiz pode conceder o usufruto de empresa. em alguns casos.1390 do CC. tem interesse em compartilhar com os credores a administração de seu negócio. sendo que os últimos tomam parte da administração da empresa. a entrega da empresa. sendo que o devedor fará. por ocasião da modificações ao plano e que demandará aquiescência do devedor. “trata-se de um direito real conferido a alguém de retirar. podendo recair em um ou mais bens. Segundo Moacyr Lobato de Campos Filho entende que. como possibilidade efetiva de que a recuperação possa ocorrer”. da coisa alheia. “se caracteriza como a modalidade de recuperação judicial em que os interesses do devedor e de seus credores mais estejam harmonizados. No processo de execução. sem alterar-lhe a substância. em um patrimônio inteiro ou em parte. a administração compartilhada pressupõe a integração dos interesses antagônicos titularizados pelo devedor e por seus credores. o devedor perde o gozo do imóvel ou da empresa ate a satisfação do crédito. Será nomeado administrador. na sentença que o decretar o usufruto. temporariamente. conforme o art.Entende Moacyr Lobato de Campos Filho que. quando reputar menos gravoso ao devedor e eficiente para o recebimento da divida. efetivamente. participando. Uma vez decretado o usufruto. os frutos e utilidades que ela produz. Portanto tal inciso resulta da iniciativa do devedor contido no plano de recuperação judicial submetido à apreciação preliminar do juiz e deliberada no âmbito da assembleia geral de credores. investido de todos os poderes que concernem ao usufrutuário. Decorre assim do entendimento entre o devedor e os credores. O devedor. XIV – administração compartilhada. Diferentemente da constituição de sociedade de credores e do usufruto em que se transfere a terceiros a gestão da empresa. móveis ou imóveis. uma vez que tal medida garante o compromisso de todos pelo bom resultado da empresa. Sua efetiva realização dependera do esforço comum de renuncia e de elaboração de um código de convivência em que as partes definem como . da condução da condução dos destinos e da orientação de seus negócios. Esses também podem propor o usufruto.

inclusive às limitadas”. “além de ser possível apenas para as sociedades anônimas. os ativos do devedor. Na concepção do autor André Luiz Santa Cruz Ramos. atender ao objetivo da recuperação judicial pretendida. Somente será eficaz. portanto. com a repartição racional da administração e atribuição especifica de competência e responsabilidade a cada um dos que nela se engajarem”. . objetivando capitalização da empresa. A emissão de valores mobiliários representará iniciativa factível se a pessoa jurídica promover abertura de capital. Finalmente. dificilmente será viável na pratica. em pagamento dos créditos. XV – emissão de valores mobiliários. provavelmente os investidores do mercado de capitais não estarão muito dispostos a adquirir valores imobiliários de uma empresa cuja crise econômica é tão acentuada que lhe exigiu recorrer ao judiciário para a obtenção de recuperação judicial”. se mostrarem ao mercado efetiva possibilidade de saneamento da devedora. Para tal desiderato. sem o que o apelo no sentido da aquisição dos papeis restará frustrado. vedada a hipótese a outras sociedades. de modo a atrair os investidores. para negociação de seus papéis em bolsa.objetivo primordial. Segundo Moacyr Lobato de Campos Filho entende que. Afinal. “a emissão de debêntures poderá. o estabelecimento ou mesmo a restauração das condições concernentes ao pleno desenvolvimento das atividades. XVI – constituição de sociedade de propósito específico para adjudicar. em conjunto com outras. a situação da empresa deve atender a fundadas expectativas de crescimento. é de se salientar que a emissão das debêntures pode ser feita pelas sociedades anônimas e sociedades em comandita por ações.

“a redação final deste dispositivo reduziu as possibilidades da sociedade de propósito específico à adjudicação de bens do devedor. sendo ela uma sociedade escrava. seja para cumprir apenas uma etapa desse projeto. § 2o Nos créditos em moeda estrangeira. confundindo-se com previsão do inciso X formação de sociedade de credores. e ficar existindo depois de cessada a divida ou até mesmo ter incorporação à antiga. Uma vez realizada a finalidade que motivou a criação dessa sociedade. ela esta vinculada à necessidade decorrente da sociedade controladora. “assim cria-se uma empresa com finalidade não lucrativa. a sociedade de propósito específico pode ser constituída para realizar determinadas operações vantajosas à empresa em recuperação. Alem do mais não exclui a possibilidade do desvirtuamento de seu objeto. a supressão da garantia ou sua substituição somente serão admitidas mediante aprovação expressa do credor titular da respectiva garantia. e sim de habitualidade e intermediariedade. § 1o Na alienação de bem objeto de garantia real. a variação cambial será conservada como parâmetro de indexação da correspondente obrigação . no caso. sem a contaminação das operações ou da novel sociedade pelo passivo pré-existente”. será provavelmente liquidada. pois beneficia apenas um dos vários. não exatamente em harmonia com a finalidade que ser revela. Ou seja. ou de terceiros investidores.Na concepção de Paulo Jeyson Gomes Araújo. Segundo Moacyr Lobato de Campos Filho entende que. tornando-a servil aos interesses e à atuação de terceiros. nem limitada sua composição aos credores. como mero instrumento dos interesses de terceiros. notadamente. Não seria apenas esta sua finalidade. Dentre outras possibilidades. acionistas ou cotistas controladores”. marcada para morrer. Podendo até mesmo ter os mesmos sócios. Tem que ser aprovada pelos credores. seja no que diz respeito ao desenvolvimento de um projeto. pela utilização da sociedade de propósito especifico. aonde os seus valores vão para pagar dividas. bem como favorecer participação sua em empreendimentos ou negócios.

até o limite de 5 (cinco) salários-mínimos por trabalhador. 53. e III laudo econômico-financeiro e de avaliação dos bens e ativos do devedor. observado o art. PLANO DE RECUPERAÇÃO EM SI (ARTIGO 53 LRF) O plano de recuperação judicial está contido nos artigos 53 e 54 da LRF que dispõe: Art.demonstração de sua viabilidade econômica. 50 desta Lei. Parágrafo único. dos créditos de natureza estritamente salarial vencidos nos 3 (três) meses anteriores ao pedido de recuperação judicial. subscrito por profissional legalmente habilitado ou empresa especializada.e só poderá ser afastada se o credor titular do respectivo crédito aprovar expressamente previsão diversa no plano de recuperação judicial. O juiz ordenará a publicação de edital contendo aviso aos credores sobre o recebimento do plano de recuperação e fixando o prazo para a manifestação de eventuais objeções. II . prever prazo superior a 30 (trinta) dias para o pagamento.discriminação pormenorizada dos meios de recuperação a ser empregados. Parágrafo único. . Art. 55 desta Lei. O plano de recuperação judicial não poderá prever prazo superior a 1 (um) ano para pagamento dos créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho vencidos até a data do pedido de recuperação judicial. exceto quando o credor aceitar uma pré-fixação. sob pena de convolação em falência. O plano não poderá. O plano de recuperação será apresentado pelo devedor em juízo no prazo improrrogável de 60 (sessenta) dias da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação judicial. e seu resumo. conforme o art. e deverá conter: I . 54. Medida da Taxa Cambial. ainda.

Segundo Moacyr Lobato de Campos Filho.Publicada a decisão que defere o processamento do pedido de recuperação. na qual é facultada aos credores a possibilidade de objeção ao plano em 30 dias. suscetível. Portanto. ser substituída por outra que seu mostre mais vantajosa ao objetivo fixado do que originalmente eleita. as transformações introduzidas na política econômica ou experimentadas pelo próprio mercado. é interessante que o plano seja minuciosamente elaborado. ou o devedor conseguirá sua recuperação judicial ou sua falência será decretada. tudo isso será submetido ao juiz que era avaliar se a hipótese poderá ser objeto de adoção ou se Dara ensejo a convolação da recuperação judicial em falência”. Assim uma vez oferecido o plano. elaborada pelo administrador judicial. da constatação de que nenhuma classe de credores será prejudicada isoladamente. . Mesmo a adoção de uma das possibilidades. contado o prazo da publicação da relação de credores.50 da LRF. em razão de sua própria natureza. “o plano de recuperação não é uma mera formalidade. “o plano é o documento que contém o conjunto das iniciativas a serem adotadas para a recuperação a serem adotadas para a recuperação judicial pretendida e a modelagem jurídica apropriada. conforme o artigo 53 da LRF. no curso da recuperação. o devedor terá prazo 60 dias para apresentar ao juízo o seu plano de recuperação. não havendo uma terceira saída. Onde a mudança dependerá da aquiescência dos credores reunidos em assembleia. Portanto. se possível por profissionais especializados em administração de empresas ou áreas afins. na verdade. se o plano não for apresentando neste prazo. é importante destacar que a partir do deferimento do processamento do pedido de recuperação judicial. mas. Na concepção do autor André Luiz Santa Cruz Ramos. e que proponha medidas viáveis para a superação da crise que atinge a empresa”. seu conteúdo é predominantemente econômico e financeiro. poderá. exemplificativamente contempladas no art. a falência do devedor será decretada. o juiz ordenará a publicação dele com aviso aos credores sobre a sua apresentação. devendo ser encarado pelo devedor como a coisa mais importante para o eventual sucesso de seu pedido.

determina. O plano de recuperação deve indicar minuciosamente e motivadamente os meios pelos quais o devedor deverá superar as dificuldades que enfrenta. A recuperação judicial. Se o plano é consistente. “é um processo identificado como aplicação de um sistema racional de escolha entre um conjunto de alternativas reais de investimentos e de outras possibilidades para o desenvolvimento. há chances de a empresa se reorganizar e superar a crise em que se encontra.101/05. nova Lei de Falência e Recuperação de Empresas. o qual representa uma peça indispensável à superação da crise. seja por proposta originaria do devedor. dependendo exclusivamente dele a realização ou não dos objetivos visados pelo instituto. a planificação é o resultado e o plano o documento que o formaliza. de iniciativa do devedor e consubstanciada num documento submetido à deliberação dos credores reunidos em assembleia geral de credores e dependente da chancela judicial. Deve vir instruído com dois laudos assinados por contador ou empresa especializada: o . É nele que serão estabelecidos e apresentados argumentos que convençam tanto o juiz quanto os credores da viabilidade do procedimento. poderá desaguar na convolação da recuperação judicial em falência”. seja por modificações sugeridas pelos credores e aceitas pelo devedor. financeira ou patrimonial) e à adequação dos remédios apontados para o caso. Na concepção de Paulo Jeyson Gomes Araújo. contendo identificação das fontes de recursos e a escolha das políticas para o uso desses mesmos recursos. As partes reconhecem que a adoção de tudo quanto esteja contido no plano servirá como meio propicio ao soerguimento pretendido. A consistência econômica do plano está umbilicalmente relacionada ao adequado diagnóstico das razões da crise e de sua natureza (econômica. Assim o não cumprimento das obrigações assumidas no plano de recuperação judicial. em seu artigo 53. Constitui a mais importante peça do processo de recuperação judicial. encontra sua natureza mais próxima do acordo de vontades. pois. O plano seria. “a Lei 11. Conclui afirmando que o planejamento é o processo.Segundo Moacyr Lobato de Campos Filho destaca que o planejamento. quais sejam a preservação da atividade econômica e o cumprimento da sua função social. o plano de recuperação judicial ou de reorganização da empresa. o documento que retrata o planejamento estratégico de um governo.

bem como o administrador judicial. este também será legitimado para sugerir plano alternativo de recuperação. dispõe o art. devendo abranger não somente os bens móveis e imóveis como eventuais direitos suscetíveis de apropriação contábil ou alienação (marcas. 56 LRF. se houver mostrar críticas aos laudos apresentados pelo devedor. 53. como também poderá ter alteração ao decorrer do plano. nesse caso. O novo plano não precisa ter novos laudos. “se a Assembleia de Credores houver constituído Comitê de Credores. Apesar de não estar disposto em lei. não poder implicar apenas em redução de direitos dos credores não presentes”. para que possa ser votado em Assembleia. O segundo é relacionado ao potencial de geração de negócios da empresa em crise. Logo depois o juiz. O primeiro diz respeito aos bens do devedor que compõe o ativo indicado especificamente para a ocasião. Continua ainda o autor a mencionar que. onde o juiz convocara a assembleia . já que as informações disponibilizadas talvez não sejam suficientes para a elaboração de um laudo consistente. significando em uma aprovação tácita. e nesse sentido. deve cumprir o que determina o art. que será analisado. Por outro lado. O plano alternativo de recuperação judicial pode ser apresentado por qualquer credor em duas situações distintas: na ocasião de se opor ao plano apresentado pelo devedor ou na Assembleia dos Credores”. isto é. Depois o juiz com a não apresentação de objeção ao plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor. o juiz pode conceder a recuperação judicial ou denegar o pedido. Outro pressuposto que deve ser observado é a necessidade de ser aprovado previamente pelo devedor e. e passa-se já para a fase do art. abordando os mesmos tópicos e.57 da LRF. o acordo de vontades estabelecido entre o devedor e seus credores sempre dependerão da manifestação do juiz competente para conhecer e decidir sobre o pedido. se for apresentada alguma objeção ao plano de recuperação judicial. De forma que dependerá da aprovação pela assembleia de credores para o plano de recuperação judicial.de avaliação patrimonial e o econômico-financeiro. é razoável que o plano alternativo obedeça aos mesmos requisitos exigidos pelo plano do devedor.). Portanto podemos entender que. se aceito o plano pela assembleia publicará em edital no prazo de 30 dias para que os credores possam fazer suas objeções em 30 dias. não se convocará assembleia. patentes etc.

56. sobretudo porque o prazo de suspensão da prescrição e das execuções. 61. Nas objeções que os credores apresentarem ao juiz. §1º da LRF. 26 da lei LRF. em que ocorre uma quase aprovação. O juiz deve convocar a assembleia-geral de credores para que ela decida sobre o plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor.6º.geral de credores para deliberar sobre o plano de recuperação. Caso o plano seja aprovado. § 4ª. conforme previsão do §2º do art. diferentes dos meios indicados pelo devedor no seu plano. cabe o juiz. Já não aprovação do plano consoante o §4º do art. a data designada para a realização da assembleia geral não excedera 150 dias contados do deferimento do processamento da recuperação judicial. porque a decisão é soberana dos credores. Existe apenas um caso em que a não aprovação do plano em assembleia não impede o juiz de conceder a recuperação judicial. na recuperação judicial. É importante destacar que. Então a assembleia-geral será realizada e os credores devidamente habilitados deliberarão sobre a aprovação. ainda restarão 30 dias de suspensão da prescrição e das execuções. Proferida a decisão prevista no art. se já não estiver constituído. na forma do art. havendo objeção de algum credor. o devedor permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram todas as obrigações previstas no plano que se vencerem até 2 (dois) anos depois da concessão da recuperação judicial. É por isso que a lei determina que a data designada para a realização da assembleia-geral não excederá 150 dias contados do deferimento do processamento da recuperação judicial. PERÍODO MÁXIMO DE RECUPERAÇÃO (ARTIGO 61) “Art. 58 desta Lei. a assembleia poderá ainda. é de apenas 180 dias (art. A convocação não pode demorar. e em obediência ao § 1º desse mesmo art.56 da LRF. passa-se também à fase do art.56 da LRF. da LRF). . Ou seja. que analisaremos adiante: trata-se da hipótese no art. 57 da LFR. em principio decretar a falência do devedor. indicar os membros do comitê de credores. 58. e entendendo o juiz pela concessão. não cabe ao juiz analisá-la e julgá-la. a alteração ou rejeição do plano pelo devedor. Sendo esse o caso. eles poderão expor meios alternativos de recuperação.

dissolução do comitê de credores e a exoneração do administrador judicial. Concedida à recuperação judicial. os credores terão reconstituídos seus direitos e garantias nas condições originalmente contratadas. e cumpridas às obrigações o juiz encerrará a recuperação e determinará as seguintes ações: pagamento de honorários ao administrador judicial. deduzidos os valores eventualmente pagos e ressalvados os atos validamente praticados no âmbito da recuperação judicial”. havendo descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano de recuperação. Após o decurso deste tempo. ocorrera a convolação da recuperação em falência. inclusive os que estão sujeitos à recuperação. determinar a apresentação do relatório sobre a execução do plano de recuperação. Meirielen QUAIS CREDITOS ESTÃO SUJEITOS . previsto no artigo 61. § 2o Decretada a falência. nos termos do art. Uma vez decretada à falência. 73 desta Lei. apuração das custas judiciais. 62 da LRF). 61 é prevista hipótese de convolação da recuperação falência. quando do descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano durante o período de 2 anos posteriores a concessão da recuperação. o descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano acarretará a convolação da recuperação em falência. 73. o devedor deverá cumprir todas as obrigações previstas no plano de recuperação que se vencerem ate dois anos depois da concessão da recuperação judicial.§ 1o Durante o período estabelecido no caput deste artigo. qualquer credor.61 da LRF). Se durante esse período ele descumprir qualquer das obrigações previstas no plano. No §1º do art. comunicação ao registro público de empresas para as providencias cabíveis. nos termos do art. Vencido o prazo de até dois anos. poderá requerer a execução específica ou a falência (art. os credores terão seus direitos e demais garantias reconstituídos (art.

fiadores e regresso. ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio. seu crédito não se submeterá aos efeitos da recuperação judicial e prevalecerão os direitos de propriedade sobre a coisa e as condições contratuais. o valor eventualmente recebido em pagamento das garantias permanecerá em conta vinculada durante o período de suspensão de que trata o § 4o do art. de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade. § 3o Tratando-se de credor titular da posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis. a venda ou a retirada do estabelecimento do devedor dos bens de capital essenciais a sua atividade empresarial. 6o desta Lei. de arrendador mercantil. aplicações financeiras ou valores mobiliários. § 1o Os credores do devedor em recuperação judicial conservam seus direitos e privilégios contra os coobrigados. durante o prazo de suspensão a que se refere o § 4o do art. inclusive no que diz respeito aos encargos. salvo se de modo diverso ficar estabelecido no plano de recuperação judicial. § 5o Tratando-se de crédito garantido por penhor sobre títulos de crédito. 49. poderão ser substituídas ou renovadas as garantias liquidadas ou vencidas durante a recuperação judicial e. enquanto não renovadas ou substituídas. ainda que não vencidos. obrigados de . § 4o Não se sujeitará aos efeitos da recuperação judicial a importância a que se refere o inciso II do art. contudo. inclusive em incorporações imobiliárias. direitos creditórios. 86 desta Lei. não se permitindo. § 2o As obrigações anteriores à recuperação judicial observarão as condições originalmente contratadas ou definidas em lei. Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido.Art. 6o desta Lei. observada a legislação respectiva.

de arrendamento mercantil. existia a concessão de juros inferiores a esse valor porque a lei determina juros de ate 12% abrindo brecha para a flexibilidade desse valor. reserva de domínio tudo aquilo que a empresa necessite para exercer sua atividade não será objeto de recuperação. sem eles é impossível dar continuidade em suas atividades e ate mesmo recuperar a empresa.Todos os créditos existentes na data do pedido estão sujeito à recuperação. arrendamento. avalista. credor de reserva de domínio. as dividas das empresas ficavam limitadas a juros de 12% ao ano. como os bens moveis e imóveis. credito tributários. Em uma relação jurídica teremos como partes o devedor o credor a sociedade ou empresa. decorrente de adiantamento a contrato de cambio para exportação. maquinários entre outros. em moeda nacional . principalmente quando ressalta os encargos . mesmo aquela obrigação não é exigível pela sua data de vencimento. exemplo simples são os veículos. logo se houver nessa relação coobrigados. exceto nos casos que fique estabelecido no plano de recuperação judicial . de proprietário ou promitente vendedor de imóvel com cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade e importância entregue ao devedor . No entanto estão sujeitos a recuperação judicial todos os créditos vencidos e não vencidos. Todos os bens da empresa que forem objetos de alienação fiduciária. O artigo 163 da lei anterior estabelecia juros altíssimos na liberação de empréstimos. possuem características que poderão se resolver ao logo da habilitação. Esses são itens importantes que a empresa depende para seu funcionamento. Todas aquelas obrigações existente antes mesmo da recuperação judicial deve observar as condições definidas em lei. O plano de recuperação de forma contraria pode em seu artigo 2 afastar a brecha existente originarias . contudo existe exceções que não estão sujeitos a recuperação judicial . fiadores nessa recuperação judicial os credores deveram conservar seus diretos e privilégios sobre eles. no artigo 163 da lei anterior e alterar as condições . não se faz como obrigatoriedade que a divida esteja vencida.

Existem alguns artigos que estabelecem que no prazo de 180 dias não retirem da empresa os bens essenciais para suas atividades (artigo 49 paragrafo 3 Código Civil e artigo 6 paragrafo 4 ) Esse é um prazo estabelecido para superar a crise da empresa. 1. de acordo com o devedor pignoratício. o valor eventualmente recebido em pagamento das garantias permanecerá em conta vinculada durante o período de suspensão . nesta se sub-rogará o penhor. “Art.455. É contato a partir do despacho que defere o processamento da recuperação judicial. Se este consistir numa prestação pecuniária. não cabe a possibilidade porque não esta a mesma não esta sujeita a crime falimentares. ou onde o juiz determinar. Mesmo nos casos do credor se manifestar para que haja a falência. Conforme artigo 49 da LRF paragrafo 5 os créditos garantido por penhor sobre titulo de credito poderão ser substituídos ou renovadas as garantias liquidas ou vencidas durante a recuperação judicial e. Esse contrato de cambio tem como finalidade de celebrar um negocia jurídico entre exportador brasileiro e importar estrangeiro possuindo como objeto a entrega de certo lote de mercadorias com determinado valor e prazo. Nessa situação quando houver o pedido de recuperação da empresa o depósito será realizado no juízo universal e não conforme o artigo 1455 do Código Civil dizia. depositará a importância recebida.” . Pode ser restituído o valor que foi adiantado pelo banco em relação ao contrato de cambio de exportações conforme artigo 86 inciso I. Deverá o credor pignoratício cobrar o crédito empenhado. Esse adiantamento que é realizado pelo banco pelo contrato de cambio é objeto que poderá ser restituído no caso de falência sendo impossível pedir a restituição no caso de recuperação judicial. se consistir na entrega da coisa. assim que se torne exigível. Em todo caso esses valores podem ser revistos na hipótese do artigo 58 LRF com a concordância dos credores. Ao realizar a compra e a venda não é permitido receber a moeda estrangeira do importador como forma de pagamento com isso o contrato de cambio tem a operação de trocar a moeda nacional por moeda estrangeira e vice-versa. enquanto não renovadas ou substituídas.

LEGITIMIDADE PARA SUA CONVOCAÇÃO • O juiz nas hipóteses legais ou sempre que for conveniente. • Manifestar-se sobre pedido de desistência da Recuperação Judicial • Eleger gestor judicial. • Quando a soma de seus créditos represente pelo menos 25% do total do passivo. rejeição ou modificação do plano de recuperação judicial. FORMA DE CONVOCAÇÃO • A assembleia geral será convocado pelo juiz atrás do edital publicado no Diário Oficial com antecedência de 15 dias no mínimo. a escolha de seus membros e sua substituição.ASSEMBLÉIA DE CREDORES COMPETENCIA Conforme artigo 35 da LRF a assembleia geral tem a competência de: • Aprovação. CONTEUDO DO EDITAL . • A constituição do Comitê de Credores. • Deliberar todas as matérias de interesse dos credores.

Falando em aprovação. ou seja. a aprovação deve ser necessariamente aprovada pelas três classes prevista do artigo 41. e pele maioria simples dos credores presentes. Já na classe dos trabalhistas a proposta deve ser aprovada pela maioria simples dos presentes. aplicando o principio de aprovação por maioria simples. sem qualquer consideração ao valor de créditos. Ficando afastando possibilidade de empate. data e hora da assembléia em 1a (primeira) e em 2a (segunda) convocação. obter cópia do plano de recuperação judicial a ser submetido à deliberação da assembléia. (Considerações do autor Manoel Justino Bezerra Filho) .( Artigo 36 LRF) I – local. O artigo 45 estabelece quórum diferente para deliberações sobre o plano de recuperação. A proposta deverá ser aprovada cumulativamente pela metade mais um dos créditos presentes. se for o caso. maioria simples dos presentes. rejeição ou modificação do plano de recuperação apresentado pelo devedor. Observando a parte do artigo 42. com artigo 45 estabelece que para deliberações relativamente ao plano de recuperação. II – a ordem do dia. III – local onde os credores poderão. não podendo esta ser realizada menos de 5 (cinco) dias depois da 1a (primeira). QUORUM DE INSTALAÇÃO Quanto a sua convocação o Quórum e Voto ao artigo 42 da LRF informa que em regra geral que a deliberações serão aprovadas desde que possua a metade mais um dos votos dos créditos presentes.

a proposta deverá ser aprovada pela maioria simples dos credores presentes.A segundo convocação através de convocação publicada com antecedência de 05 dias. todas as classes de credores referidas no art. cumulativamente. § 2º Na classe prevista no inciso I do art. 45 . § 1º Em cada uma das classes referidas nos incisos II e III do art. • Que designará 1 (um) secretário dentre os credores presentes. independentemente do valor de seu crédito.Nas deliberações sobre o plano de recuperação judicial. 41 desta Lei. § 3º O credor não terá direito a voto e não será considerado para fins de verificação de quorum de deliberação se o plano de recuperação judicial não alterar o valor ou as condições originais de pagamento de seu crédito FUNCIONAMENTO DA ASSEMBLÉIA • A assembleia será presidida pelo administrador judicial. Art. • Nas deliberações sobre o afastamento do administrador judicial ou em outras em que haja incompatibilidade deste. pela maioria simples dos credores presentes. possível haver uma única publicação de edital com as 2 convocações. 41 desta Lei deverão aprovar a proposta. O que a lei exige é o interregno de prazo de 5 dias entre as convocações. . a proposta deverá ser aprovada por credores que representem mais da metade do valor total dos créditos presentes à assembleia e. 41 desta Lei. a assembleia será presidida pelo credor presente que seja titular do maior crédito.

INSTÂNCIAS DELIBERATIVAS DA ASSEMBLÉIA ( Artigo 41 LRF) I – titulares de créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho. • Via de regra a deliberação será da maioria simples respeitando as exceções que alie dispõem. • A lei afirma que no momento que se instala a assembleia geral encerra o livro de presença. II – titulares de créditos com garantia real. no caso da segunda convocação será com qualquer numero de credores • Poderão ser representados pode curadores as pessoas físicas e jurídicas ate 24 de antecedência desde que entregue o documento de representação ao administrador. III – titulares de créditos quirografários. com privilégio geral ou subordinados. desde que o mesmo apresente a relação de todos os representantes ao Administrador judicial no prazo de ate 10 dias com antecedência.• Todos os credores deverão assinar a lista de presença antes da instalação da assembleia geral. pois sem a sua assinatura o mesmo não terá direito nas deliberações. • Em primeira convocação de instalará com a presença de credos que representem a maioria dos créditos de cada classe. com privilégio especial. • Os credores de credito trabalhistas poderão ser representados pelo sindicado. .

com privilégio geral ou subordinados. COMPOSIÇÃO DA ASSEMBLÉIA A assembleia geral é composta por três classes de credores. independentemente do valor. Art. § 2o Os titulares de créditos com garantia real votam com a classe prevista no inciso II do caput deste artigo até o limite do valor do bem gravado e com a classe prevista no inciso III do caput deste artigo pelo restante do valor de seu crédito. com privilégio especial.NÃO PARTICIPAM DA DELIBERAÇÃO • Os credores fiscais e os retardatários não incluídos até o momento da homologação do quadro geral. II – titulares de créditos com garantia real. III – titulares de créditos quirografários. . 41. § 1o Os titulares de créditos derivados da legislação do trabalho votam com a classe prevista no inciso I do caput deste artigo com o total de seu crédito. A assembléia-geral será composta pelas seguintes classes de credores: I – titulares de créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho.

a escolha de seus membros A assembleia geral de credores e constituída de credores que buscam a melhor solução que atenda o conjunto de credores uma vez que na recuperação judicial é o interesse de todos á continuidade da atividade econômica da empresa. f) qualquer outra matéria que possa afetar os interesses dos credores. nos termos do § 4o do art. quando do afastamento do devedor. b) a constituição do Comitê de Credores. Observando algumas limitações do artigo 54 paragrafo único que define em relação aos credores derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidente do trabalho . Os titulares de credito com garantia real votam ate o limite do valor do bem gravado e os credores quirografários. A assembléia-geral de credores terá por atribuições deliberar sobre: I – na recuperação judicial: a) aprovação. . vencidos ate a data do pedido de recuperação.Conforme o paragrafo 1º do respectivo artigo 41 os créditos trabalhistas votam com o total de seus créditos independente de seu valor. e) o nome do gestor judicial. Já o artigo 83 inciso I limita que o credito dessa mesma classe terão preferencia no recebimento da indenização por conta dos danos sofrido por conta de culpa ou dolo do empregador. 35. c) vetado d) o pedido de desistência do devedor. o prazo para a realização do pagamento não pode ser superior a 1 ano. a classe que vem em terceiro lugar vota pelo restante do valor do seu credito. ATRIBUIÇÕES DA ASSEMBLÉIA Art. rejeição ou modificação do plano de recuperação judicial apresentado e sua substituição. 52 desta Lei. pelo devedor.

pois o juiz que vai analisar e decidir a melhor solução tanto pelo devedor como para o credor. Nos casos de pedido de desistência o juiz deverá abrir oportunidade para que a assembleia geral analise a situação para que aprove ou não aprove o pedido. nos casos que possui poderão escolher seus membros ou ate a substituí-los.A assembleia não possui o poder decisório. levando em consideração a analise e decisão do juiz sobre a causa. No momento que o devedor toma conhecimento de objeção de qualquer credor. como a deliberações anteriores. O administrador judicial é nomeado pelo juiz no momento que for deferido o processo do pedido de recuperação. Em relação à gestão da empresa quando o juiz retira à administração das mãos do devedor a mesma é entregue para o gestor judicial. anuência da assembleia o juiz não poderá homologar a . A assembleia geral que vai deliberar sobre a constituição de credores. Sobre a matéria que poderá afetar os interesses dos credores a assembleia geral pode deliberações sobre esses assuntos. A nomeação como a substituição é feita apenas pelo o juiz. o juiz vai convocar a assembleia que vai analisar a capacidade da aprovação. pois sem a desistência. Peça fundamental na recuperação judicial é o administrador judicial que possui a função de fiscalizar e acompanhar o processo de recuperação e comportamento da empresa. caso este ainda não tenha sido nomeado a responsabilidade da gestão ficará a cargo do administrador. existe casos que por falta de necessidade nem vai existe a constituição de credores. modificação ou rejeição da recuperação. Pois o juiz pode deixar de acatar a decisão da assembleia geral caso a mesma estiver contraditória com a lei e com o fundamento constitucional. concede o prazo para que o devedor apresente o plano de recuperação.

38). pois o devedor ainda tem uma obrigação processual a cumprir que é a .Mariele O voto de cada credor é proporcional ao valor do crédito (art. 45 desta Lei. ressalvado. o crédito em moeda estrangeira será convertido para moeda nacional pelo câmbio da véspera da data de realização da assembleia. para fins exclusivos de votação em assembléia-geral. Parágrafo único. APROVAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL A assembleia geral de credores será convocada em um prazo máximo de 150 dias contados a partir distribuição do pedido de recuperação judicial. A aprovação do plano de recuperação não significa concessão da recuperação judicial. o plano será considerado rejeitado e o juiz declarará aberta a falência do devedor. neste caso a ata de assembleia ao ser juntada aos autos fará com que o juiz declare aberta a falência do devedor. O voto do credor será proporcional ao valor de seu crédito. nas deliberações sobre o plano de recuperação judicial. A assembleia em sua reunião poderá ter três posicionamentos em relação ao pedido do devedor: a) Aprovar o plano b) Rejeitar o plano. Na recuperação judicial. como ocorre na formação do Comitê de Credores e na aprovação do plano de recuperação judicial. c) A assembleia geral de credores poderá propor uma modificação no plano apresentado e neste caso as modificações propostas serão levadas a apreciação do devedor e se este concordar com as modificações o plano será aprovado e se não puder ou não quiser cumprir as modificações propostas. Há hipóteses em que a votação é feita dentro de cada classe. o disposto no § 2o do art. Art. 38.

) Caso o devedor tenha débitos tributários. 205 e 206 do Código Tributário Nacional (C. SP: Atlas. Manual de Direito Comercial. Direito Falimentar. 3ª ed. MAMEDE. Maria G.ed. Bibliografia: André Luiz Santa Cruz Ramos – Direito Empresarial Esquematizado. CAMPINHO. 3. V. . . SP. Sérgio. Gladston . Waldo Fazzio. São Paulo: Editora Atlas. Editora: Del Rey. Victor Eduardo Rios e GONÇALVES. 2006. Nova Lei de Falência e Recuperação de Empresas.com.apresentação das certidões negativas de débitos tributários nos termos do Artigo 151. 2012 FILHO. não conseguirá obter a certidão negativa de imediato. Waldo. Artigo Direito Comercial. Rio de Janeiro: Renovar. P. 2005 FAZZIO JUNIOR. Rios. 2004 GONÇALVES. 2008.Lei de Recuperação de Empresas e Falências. SP. volume 4 : falência e recuperação de empresa/ Gladston Mamede – São Paulo : Atlas. JÚNIOR.N. assim deverá procurar as Fazendas Públicas onde tenha débitos tributários e proceder o reconhecimento da dívida e ato contínuo postular o parcelamento da mesma. Editora: Método.T. Falência e Recuperação de Empresa. Edição: 2007. 2007. disponível em http://www. Moacyr Lobato de Campos Filho – Falência e Recuperação.br/artigo/_direito comercial. Manoel Justino Bezerra . Acesso em 09 out. 2º edição.Direito Empresarial Brasileiro.lfg. São Paulo : Saraiva.html. 2012.