Adriana Medeiros Rodrigues Ágatha Velasco de Oliveira Alexandre Galvão Garcia Aline Ribeiro Araújo Angelo Gama de Andrade

Bruno Saturnino Caio Correa Pereira

ANÁLISE DE PROPAGANDA

São Paulo 2011

FIAM – Faculdades Integradas Alcântara Machado FAAM – Faculdade de Artes Alcântara Machado Adriana Medeiros Rodrigues Ágatha Velasco de Oliveira Alexandre Galvão Garcia Aline Ribeiro Araújo Angelo Gama de Andrade Bruno Saturnino Caio Correa Pereira ANÁLISE DE PROPAGANDA Trabalho apresentado à disciplina de Ética e Legislação Publicitária. do curso de Publicidade e Propaganda/FIAMFAAM. sob orientação da Professora Daniele Gross Ramos. São Paulo 2011 .

Defendido e aprovado em 01 de Novembro de 2011. do curso de Publicidade e Propaganda da FIAMFAAM. _________________________________________ Professora Me. pela banca examinadora constituída pela professora: Daniele Gross Ramos.Adriana Medeiros Rodrigues Ágatha Velasco de Oliveira Alexandre Galvão Garcia Aline Ribeiro Araújo Angelo Gama de Andrade Bruno Saturnino Caio Correa Pereira ANÁLISE DE PROPAGANDA Trabalho apresentado à disciplina Ética e Legislação Publicitária. sob orientação da professora Daniele Gross Ramos. Daniele Gross Ramos FIAMFAAM .

ANÁLISE DA PROPAGANDA 2.SUMÁRIO INTRODUÇÃO 1. CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS 04 05 05 05 05 07 08 08 .1 O porquê da escolha da propaganda 2.1 Análise Ética e Legal 3. JUSTIFICATIVA 1.

começam a fazer barulho e a gritar em comemoração a saída do “amigo”. Ele pega uma pequena mala com os seus poucos pertences. que parece ser seu amigo. clareando com a abertura do portão principal. em seguida vai para outra parte da prisão. mais a frente outro carcereiro abre um dos portões do presidio. arruma sua roupa no banheiro. ele olha para uma câmera no alto e passa pelo portão. se olha no espelho e logo em seguida caminha pelos corredores da cadeia rumo ao portão de saída acompanhado por dois carcereiros e ao redor. em sequência da uma breve parada no meio do corredor e olha para um dos detentos. ele olha. a tela escurece.INTRODUÇÃO O comercial escolhido foi criado pela agência de propaganda Leo Burnett em 2004 e se divide superficialmente em dois cenários. o carcereiro fecha o portão. onde outro presidiário dá um grito para chamar a sua atenção. e o presidiário acena com a mão dando um sentido de boa sorte. tudo escurece. ao som de passarinhos cantando e um sol radiante e o portão atrás dele se fecha. e troca olhares de cumplicidade e satisfação pela vitória adquirida e passam a sensação de missão cumprida. e se ouve o som de vidro se quebrando e o de alarme disparando seguindo da frase IMPOSSÍVEL FICAR INDIFERENTE. onde um presidiário recebe seu alvará de soltura e começa a se preparar para deixar a prisão. onde o presidiário avista a rua e entra no segundo plano onde ele está saindo pelo portão principal. nos fazendo entender que se trata de um furto. dá uma rápida olhada em uma foto três por quatro. coloca seu relógio de pulso. ele começa caminhar pela rua. com um saco nas costas. e logo adiante ao virar a esquina ele se depara com um palio vermelho estacionado e passa bem pertinho do carro e começa admirá-lo. os companheiros do presidiário. . o primeiro se passa dentro de um presídio. deixando mais uma parte do presidio para trás. aparece a frase NOVO PALIO. dentro das celas.

2. um cidadão que cometeu um erro no passado jamais poderá se reconstituir e abandonar vícios antigos. política. mas que com um comercial nesse perfil. sendo que ainda traz consigo a figura de um presidiário que já cumpriu sua pena e que regride ao seu estado anterior. Percebemos que o ex-presidiário é tratado de forma ofensiva.1 Análise ética e legal Na presente propaganda são infringidas algumas leis publicadas no código de autorregulamentação publicitária. Segundo o CONAR (Cap. discriminação racial. alta velocidade e beleza nos levando a sonhar alto. JUSTIFICATIVA 1. 2. Outra classe são a das crianças que ainda não .1 O porquê da escolha da propaganda A opção pela propaganda do novo Palio se deu principalmente pelo fato de ser um comercial totalmente diferenciado dos demais comerciais no ramo automobilístico. transfere-se para a sociedade o conceito de que. religiosa ou de nacionalidade. Já a propaganda do novo Palio utiliza-se de um cenário oposto e obscuro. com lugares paradisíacos. pois quando ele sai da prisão e rouba o carro. 2.ou que pareça favorecer enaltecer ou estimular tais atividades Ao final do filme podemos subentender claramente que o cidadão rouba o carro por ser irresistível. motivando e incentivando diversas classes da sociedade ao roubo. pessoas elegantes. Outro artigo muito importante que o comercial rompe com os seus limites (Cap. a primeira classe é a dos ex-detentos que gradativamente vão conseguindo se estabilizar emocional e psicologicamente ao sair da prisão. Seção 1. Seção 1. deixando assim mais distante a possibilidade de voltar a ter uma vida normal. 21): Os anúncios não podem conter nada que possa induzir a atividades criminosas ou ilegais . onde a propaganda sempre vem na forma de utopia. Art. o comercial favorece a discriminação. 20): Nenhum anúncio deve favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa. usando de uma forma camuflada o preconceito e o incentivo ao roubo. que é o desconforto de um presídio. ANÁLISE DA PROPAGANDA 2.1. acabam retornando ao passado de forma inconsciente. Art.

respeitando também as leis de trânsito no modo geral. ele com certeza utiliza-se da violência para atingir seus objetivos. bem como do respeito aos recursos naturais e ecológicos quando em viagem. parte C): Este Código condena os anúncios que: c) deixem de mencionar cuidados especiais para a prevenção de acidentes. Também não serão permitidos anúncios que induzam o usuário a desrespeitar. Seção 8. seja na forma escrita. 2. O roubo com certeza não está dentro dos padrões de decência estabelecidos pela sociedade. após tantos artigos sendo infringidos nesse comercial. Não se permitirá que o anúncio contenha sugestões de utilização do veículo que possam pôr em risco a segurança pessoal do usuário e de terceiros. ônibus e tratores: 1. velocidade. caminhões. quando na direção de veículos motorizados. essa ação então extrapola os limites impostos neste artigo. voltado para veículos motorizados. 2. Por fim.sabendo discernir muito bem o certo do errado. menciona que o cinto de segurança é essencial para salvar vidas em caso de acidentes e deve ser usado. . Falando sobre carros é sempre bom inserir dicas de segurança e prevenção. tais como consumo. percebemos a presença de um ato ilícito. Não faz referência a qualquer tipo de desrespeito a natureza durante a utilização do veículo e também não faz menção a características do veículo. Anexo O): Na propaganda de automóveis. visual ou auditiva. Este anexo. é respeitado na propaganda. localizamos um anexo (CONAR. Partindo para outro artigo do mesmo capítulo do CONAR (Cap. logo não mostra qualquer informação equivocada do produto. 2. ouvimos ro som de vidro quebrando e alarme disparando. 21): Os anúncios não devem conter afirmações ou apresentações visuais ou auditivas que ofendam os padrões de decência que prevaleçam entre aqueles que a publicidade poderá atingir. é o que diz este outro artigo do CONAR (Cap. as regras de silêncio e de higiene das vias públicas. então quando ao final do filme as luzes se apagam. conforto e segurança. quando tais cuidados forem essenciais ao uso do produto. A propaganda em nenhum momento. desrespeito à sinalização. Art. Seção 4. Não se permitirá a divulgação de dados de desempenho que correspondam a condições de uso atípicas para a maioria dos Consumidores – a não ser quando tais condições forem claramente especificadas. Os anúncios não deverão induzir a erro quanto às características específicas do veículo. pois não mostra características e nem dados atípicos do veículo. não utilização de acessórios de segurança. Seguindo para outro artigo do CONAR (Cap. 3. 26): Os anúncios não devem conter nada que possa conduzir a violência . desempenho. Mais uma vez encontramos uma irregularidade na propaganda. tais como ultrapassagens não permitidas em estradas. excesso de velocidade. 2. Art. desrespeito aos pedestres e às normas de trânsito de uma forma geral. começam a absorver tais informações e por fim pessoas de classes menos favorecidas economicamente vivenciam a possibilidade de ter algo que suas posses não os permitiam ter. porque o roubo não é passivo. Seção 2. Art. 4. 33.

isso sem falar na promoção a violência e ao roubo. ele fere a moral do ex-detento. item imprescindível para salvar vidas em caso de acidentes. . que o comercial acaba induzindo e apoiando os atos ilícitos. Por fim não aprovamos a utilização do comercial analisado. agindo com um pré-conceito nos trazendo a ideia de que uma vez ladrão. Então o comercial acaba perdendo a essência da propagação publicitária. pois bem sabemos que uma que acaba de deixar a cadeia possui dificuldades para conseguir uma recolocação social. pois além de infringir diversos artigos de grande importância do código de autorregulamentação publicitária. as pessoas precisarão de tempo para voltar a dar credibilidade a esse cidadão. A marca acaba saindo prejudicada também. sempre ladrão. Outro ponto importante é a falta de citação da importância do uso do cinto de segurança.3. que é a de influenciar as pessoas para coisas positivas. pois trabalhamos com uma comunicação de massa. pois o consumidor pode ficar inseguro de comprar algo que é muito visado pelos assaltantes. não tendo apoio algum inicialmente pela sociedade e que mesmo após o cumprimento da pena. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na propaganda existe uma falta de empatia para com o ex-detento.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .