FACULDADE DE MEDICINA TRABALHO REFERENTE À DISCIPLINA ANATOMIA HUMANA BÁSICA

PEDRO RUAN CHAVES FERREIRA

VASCULARIZAÇÃO E INERVAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES

BELÉM – PARÁ DEZEMBRO – 2009

1

PEDRO RUAN CHAVES FERREIRA

VASCULARIZAÇÃO E INERVAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES

Trabalho de Pesquisa Bibliográfica apresentado ao Prof. Paulo Martins Cesar da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará – UFPA, em cumprimento às exigências para obtenção da 4ª avaliação semestral da disciplina Anatomia Humana Básica do 1º semestre do curso de Graduação em Medicina.

BELÉM – PARÁ DEZEMBRO – 2009

em cumprimento às exigências para obtenção da 4ª avaliação semestral da disciplina Anatomia Humana Básica do 1º semestre do curso de Graduação em Medicina. Data de aprovação: ______/_______/________ Conceito: Banca Examinadora: ______________________________________ Prof. Paulo Martins Cesar da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará – UFPA. Paulo Martins César Universidade Federal do Pará .2 PEDRO RUAN CHAVES FERREIRA VASCULARIZAÇÃO E INERVAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES Trabalho de Pesquisa Bibliográfica apresentado ao Prof. Dr.

3 À Deus. por tudo ao que Ele tem nos proporcionado viver e aprender. .

Palavras-chave: Vascularização. . normalmente descritos. e o inverso para o retorno do sangue venoso por inúmeras veias de menor calibre que convergem para as maiores e assim retornar ao coração. A inervação também apresenta a característica de se ramificar em estruturas distintas que atuaram em áreas diferentes. Revisão bibliográca.4 RESUMO Os membros inferiores exercem a função de sustentação e locomoção de nosso organismo para que este realize normalmente suas atividades. Vários são os vasos sanguíneos que se ramificam para suprirem de oxigênio e nutrientes esta região do corpo. Inervaçãos. mas praticamente toda a inervação dos membros inferiores foram originados dos plexos lombos-sacros formados por raízes L4 a S3. Estes membros são. Em cada um dos dois membros está presente o maior nervo do corpo que se estende da região glútea ao dedo do pé. A metodologia realizada foi a de levantamento bibliográfico (escrito e/ou digital) acerca da vascularização e inervação do membro inferior. em regiões para assim facilitar uma análise detalhada de cada uma destas com as estruturas atuantes e suas características.

and the reverse for the return of venous blood for a number of smaller caliber veins that converge to the largest and thus return to the heart.5 ABSTRACT The legs perform the function of support and movement of our body to undertake normal activities. In each of the two members this is the largest nerve in the body that extends from the buttock to the foot finger. . These members are usually described in regions to facilitate a detailed analysis of each of these structures with active and their characteristics. Literatura review. There are many blood vessels that branch off to supply the oxygen and nutrients this body region. but virtually the entire innervation of the lower limbs were originated from the lumbar-sacral roots formed by L4 to S3. Innervation. The methodology used was of literature review (written and / or digital) about the vascularization and innervation of the lower limb. Innervation also has the feature to branch into distinct structures that were active in different areas. Key words: Vascularization.

........................ ..................................... .......... 15 Figura 6: Veias do pé............... origem......................................... ...................................................................................................... 17 Figura 7: Visualização da veia poplítea por dissecção profunda. 12 Figura 5: Artérias do pé............... 20 Figura 9: Nervos da perna e denominação.................................................. trajeto e distribuição na perna dos nervos que a inervam... ..... 10 Figura 4: Trígono femoral (I) e canal adutor na parte medial do terço médio da coxa (II)..................................................... 19 Figura 8: Nervos da região glútea e do compartimento posterior da coxa........................... 10 Figura 3: Relação das artérias dos membros inferiores.......................6 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Artérias do membro inferior.................. .... 23 ........ 9 Figura 2: Distribuição das artérias presentes nos membros inferiores.......................................................................... 22 Figura 10: Inervação do pé e descrição dos nervos......................................................................................................................

......2........ 23 4.........3 Veia poplítea...................................2 ARTERIAS DO PÉ .......7 SUMÁRIO 1........................1 Veia safena magna:.................................1........................................................................ 9 3.6 Nervos da perna ......... 13 3...........4....................2............................4 VEIAS DO MEMBRO INFERIOR ............ 24 ...... 16 3............................................................1..............................1..............................................2.................. 14 3...............................................1 Nervos da região glútea .........................................................................................................................................5 Nervos na fossa poplítea........ 21 3............................................ 8 2 MATERIAIS E MÉTODOS...................................................... 12 3.........................................................................................................................1 Artéria dorsal do pé ........................................ 17 3.........................................................5............. CONCLUSÃO...... 21 3....................4 Artéria tibial posterior .2................................... 8 3 RESULTADOS .5 Artéria fibular ..........5... 24 REFERÊNCIAS ....................................................................................... 19 3.............................................5.....3 Artéria arqueada ....................7 Atéria nutrícia da tíbia ............5 NERVOS DO MEMBRO INFERIOR .............3 Artéria tibial anterior ............................. 14 3..................................................................................................................5................................................................................................................... 21 3................5........5.................................... 14 3..................2 Artéria poplítea .. 17 3............................................ 18 3... 21 3.........................2 Nervo ciático (isquiático) ...................................................................................... 15 3..................................................................................................1..................................................................... 14 3..............................................................................................................................................................................................................................1 ARTÉRIAS DO MEMBRO INFERIOR.....................4 Nervo cutâneo lateral da coxa ............................ 19 3...........4...........................5..............1.................................................2Veia safena parva: .....................1........................ 9 3....1.............................................................. 18 3..................................................................................... 13 3.........................................................................................................................7 Nervos do Pé........................................................4 Artérias metatarsais .....................................3 Nervo femoral.................. INTRODUÇÃO................ 16 3...........................................................1 Artéria femoral: ...................................2 Artéria tarsal lateral ........................... 21 3........... 15 3.............6 Artéria circunflexa fibular ........................ 11 3...........4.........

a fim de permitir a locomoção. Este trabalho tem por objetivo realizar levantamento de informações quanto a vascularização e inervação dos membros inferiores através de pesquisa bibliográfica digital e tradicional através de livros e revistas. 2009). 2007). apostilas e sites especializados que abordem o assunto. DALLEY. Para elaboração deste trabalho utilizou-se o programa Microsoft Office Word 2003®. estes membros apresentam diversos tipos de complicações nas suas junturas que são expostas a atritos e esforços constantes e intensos. joelho. E seu desenvolvimento é comparado ao do membro superior. através de livros. . perna. Devido a este grande esforço exercido pelos membros inferiores. local de passagem de vasos sanguíneos calibrosos que quando rompidos podem causar uma perda excessiva de sangue. tornozelo e pé. Cada membro é formado por 31 ossos (Wikipédia. a capacidade de se deslocar de um lugar para outro e manter o equilíbrio (MOORE. como por exemplo: região glútea. O esqueleto pode ser dividido em dois componentes funcionais: cíngulo do membro inferior (pelve óssea) que fixa o membro livre ao esqueleto axial. Os membros inferiores são importantes na realização de várias atividades e o seu desenvolvimento pleno (muscular. Estes membros são muitas vezes descritos em regiões. motor e circulatório) promove maior capacidade de locomoção e autonomia. 2 MATERIAIS E MÉTODOS Este trabalho consiste de um levantamento bibliográfico. como é o caso da fratura da bacia. acerca da vascularização e inervação dos membros inferiores do corpo humano. coxa ou região femoral.8 1. Esta região corporal esta sujeita a várias lesões que podem ocasionar grandes danos. iniciando durante a 5ª semana quando brotos do membro inferior salientam-se da face lateral dos segmentos L2-S2 do tronco (ibid). INTRODUÇÃO Os membros inferiores são extensões do tronco especializadas para sustentar o peso do corpo.

Fonte: http://www. 10/12/2009).msd-brazil.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/mm_sec3_28.1 ARTÉRIAS DO MEMBRO INFERIOR Figura 1: Artérias do membro inferior.9 3 RESULTADOS 3. 2) e as relações entre as artérias (Fig. 3) que realizam a vascularização dos membros inferiores têm-se: . Acesso em Quanto à distribuição (Fig.html.

auladeanatomia. Acesso em 10/12/2009. .htm. Fonte: http://www. Figura 3: Relação das artérias dos membros inferiores.com/cardiovascular/arterias.10 Figura 2: Distribuição das artérias presentes nos membros inferiores.

do jarrete e vasto lateral). e do nervo safeno. às vezes denominada de artéria femoral superficial. em companhia da veia do mesmo nome. Apresenta a veia femoral na sua face medial e se encontra separada do nervo femoral pelo septo ileopectíneo. essas artérias suprem músculos dos três compartimentos fasciais (adutor magno. que. Seu limite lateral é o sartório. No terço proximal da coxa é superficial no trígono femoral que está localizado na face anterior proximal da coxa e que contém os vasos e nervos femorais. Finalmente. No trígono femoral ela pode ser facilmente acessada por palpação digital ou através de punção. que a cruza posteriormente. 2 a 5 cm. através das artérias perfurantes. Tem como ramo principal a artéria femoral profunda (artéria profunda da coxa) que se origina na porção lateral e posterior da artéria femoral. para a face medial do fêmur. a artéria femoral se encontra no assoalho do trígono femoral. No terço médio da coxa a artéria femoral se localiza profundamente no canal adutor para passar a se chamar artéria poplítea. Inicialmente situa-se lateralmente à femoral e em seguida corre posterior a ela e à veia femoral. medialmente o adutor longo e superiormente o ligamento inguinal. pectíneo e adutor longo. A continuação da artéria femoral. Coberta pela fáscia lata. a musculatura anteromedial da coxa. abaixo do ligamento inguinal. onde está separada da artéria e veia femorais pelo adutor longo (Fig. Este canal deve ser aberto amplamente durante a exploração cirúrgica deste vaso (GUSMÃO. No trígono femoral. através das artérias circunflexas femorais. é a continuação da artéria ilíaca externa distal ao ligamento inguinal. supre. Passa distalmente por trás do adutor longo terminando no terço distal da coxa. vãos suprir a musculatura do jarrete. Principais Ramos: Artéria Circunflexa Lateral Do Fêmur Artéria Circunflexa Medial Do Fêmur Artéria Perfurante .1.1 Artéria femoral: Fornece o principal suprimento arterial para o membro inferior e deriva da ilíaca. 2003). No terço médio da coxa.11 3. Seu teto é formado pelo iliopsoas. emite a artéria femoral profunda. desce na face medial da coxa dentro do canal subsartorial (canal de Hunter). IB e IIB) emite artérias perfurantes que passam ao redor da face posterior do fêmur.

adutor longo e lig. 2007). Figura 4: Trígono femoral (I) e canal adutor na parte medial do terço médio da coxa (II).32) que começa quando a última atravessa o hito dos adutores.2 Artéria poplítea É a continuação da artéria femoral (Fig. veia e nervo femoral (Fig. 3. Na altura do canal adutor continua distalmente na fossa poplítea para se dividir na altura da margem inferior do poplíteo em artérias tibial anterior e posterior. A . 2-I). DALLEY.12 O trígono femoral apresenta 3 Limites (sartório. Inguinal) e está a artéria. Fonte: MOORE. 5.1.

inferior lateral e inferior medial do joelho que participam da anastomose do joelho mantendo o suprimento sanguíneo na perna durante a flexão completa do joelho que pode torcer a artéria poplítea. Na parte distal da perna situa-se sobre a tíbia e depois anteriormente à articulação do tornozelo passando a se chamar de artéria dorsal do pé (pediosa) correndo na borda medial do dorso do pé para a parte proximal do 1º espaço intermetatársico onde se divide em 2 (dois) ramos: o primeiro intermediário dorsal. estrutura mais profunda (anterior) na fossa poplítea em todo o seu trajeto. o sóleo e o plantar.4 Artéria tibial posterior É a continuação do vaso reto entre o flexor longo dos dedos e flexor do hálux. e plantar profundo. descendo obliquamente para trás e à medida que se aproxima da borda medial da perna se localiza posteriormente à tíbia descendo posterior ao maléolo medial dividindo-se após em artéria plantar medial e lateral (região plantar do pé). descendo na face anterior da membrana interóssea aproximando-se da tíbia. média. Os ramos musculares suprem os músculos do jarrete. em companhia do nervo fibular profundo.1. sendo responsável pelo . Tem origem na bifurcação da poplítea na borda distal do poplíteo e perfura de posterior para anterior a membrana interóssea e desce. superior medial. Possui origem na bifurcação da poplítea. Na região anterior da perna situa-se próximo da fase medial do colo da fíbula. São cinco os ramos que suprem a cápsula e os ligamentos da articulação do joelho: artéria superior lateral. Visto que a maior parte dos ramos musculares são emitidos nas partes proximais do vaso é possível mobilizar este músculo para cobrir defeitos no terço inferior da perna sem prejuízo para sua nutrição. 3. É o maior e mais direto ramo terminal da artéria poplítea. para a artéria ser palpada é necessário manter o joelho em flexão. segue próximo a cápsula articular do joelho e se estende sobre a fossa intercondilar. 3.3 Artéria tibial anterior Esta situada entre extensor longo do halux e tibial anterior.1.13 artéria poplítea. o gastrocnêmio. profundamente ao músculo tibial anterior. na face anterior da coxa. Como se situa sob a tensa fáscia poplítea.

. 3. Próximo a sua origem dá origem a artéria fibular (seu maior e mais importante ramo). É a maior artéria nutrícia do corpo. 3. e aos ramos terminais maleolares laterais (unem-se a outros ramos maleolares para formar uma anastomose arterial do tornozelo) e calcâneos (suprem o calcanhar).1. Esta artéria desce obliquamente em direção à fíbula e segue ao longo de sua face medial. Envia ramos para o músculo tibial posterior e também o perfura e entra no forame nutrício no terço proximal da face posterior da tíbia.6 Artéria circunflexa fibular Origina-se da artéria tibial anterior ou posterior no joelho e segue lateralmente sobre o colo da fíbula até as anastomoses ao redor do joelho.38 e 5. 5.5 Artéria fibular Tem origem abaixo da margem distal do poplíteo e do arco tendíneo o sóleo (Fig.1.2 ARTERIAS DO PÉ As artérias presentes no pé são ramos terminais das artérias tibiais anterior e posterior (Fig. Emite ramos musculares para o poplíteo e outros músculos nos compartimentos posterior e lateral da perna e origina a artéria nutrícia da fíbula e distalmente dá origem: ao ramo perfurante (atravessa a membrana interóssea e segue até o dorso do pé onde anastomosa-se com a artéria arqueada). geralmente dentro do flexor longo do hálux. 3.7 Atéria nutrícia da tíbia Origina-se da artéria tibial anterior ou posterior. 3.1.41).14 suprimento sanguíneo do compartimento posterior da perna e do pé. 3) que correspondem respectivamente as artérias dorsal e plantares.

2. sendo uma importante fonte de suprimento sanguíneo para a parte anterior do pé (Fig.2 Artéria tarsal lateral É um ramo da artéria dorsal do pé e segue lateralmente um trajeto curvo sob o extensor curto dos dedos com o objetivo de suprir este músculo e os tarsais e as articulações subjacentes (Fig. 3B).15 Figura 5: Artérias do pé. 3A). 3. . Fonte: MOORE.1 Artéria dorsal do pé Corresponde a continuação da artéria tibial anterior. DALLEY (2007) 3. se anastomosa com outros ramos (ex. 3A). artéria arqueada).2. Inicia-se as metade dos maléolos e segue em sentido antero-medial e segue até o primeiro espaço interósseo onde se divide na 1ª artéria metatarsal dorsal e artéria plantar profunda que passa profundamente entre as cabeças do primeiro músculo interósseo dorsal para entrar na planta do pé unindose a artéria plantar lateral para formar o arco plantar profundo (Fig.

3. DALLEY. que é o local onde anastomosa-se com a arterial tarsal lateral para formar uma alça arterial. Essa drenagem se junta as veias de mais calibre. Ao contrário da perna e da coxa a drenagem venosa ocorre para as grandes veias superficiais .2.3 VEIAS DOS PÉ Existem as superficiais e as profundas. Origina a 2ª.2.3 Artéria arqueada Esta disposta lateralmente através das bases dos quatro metatarsais laterais passando profundamente aos tendões dos músculos extensores para assim alcançar a face lateral da parte anterior do pé. 3. 2007).4 Artérias metatarsais Seguem distalmente até as fendas dos dedos. sendo unidos com o arco plantar e as artérias metatarsais plantares por ramos perfurantes (MOORE.16 3. 3ª e 4ª artérias metatarsais dorsais. As veias acompanhantes estão situadas próximas as artérias que vascularizam a região.

Inicia na veia marginal medial do pé e vai até a veia femoral cerca de 3 cm antes do ligamento inguinal.1 Veia safena magna: Retirada para fazer ponte de safena. 3. ao longo da face medial da coxa terminando na veia femoral.4. Dirige-se proximalmente posterior aos côndilos medial da tíbia e do fêmur.4 VEIAS DO MEMBRO INFERIOR 3. no trígono femoral. É formada pela união da veia dorsal do hálux e do arco venoso dorsal do pé. DALLEY (2007).17 Figura 6: Veias do pé. É a veia mais longa do corpo e possui 10-12 válvulas geralmente localizadas . Estende-se até o trígono femoral onde desemboca na veia femoral. Ascende anteriormente ao maléolo medial e ao longo da face medial da perna junto com o nervo safeno. Fonte: MOORE.

dirigindo-se diretametne para cima atravessando a fáscia profunda na parte distal da fossa poplítea terminando na veia poplítea. 3. Na sua ascensão a veia safena magna recebe várias tributárias e comunica-se em vários locais com a veia safena parva. evitando o refluxo de sangue distalmente tornando o fluxo unidirecional e o mecanismo valvular que divide a coluna de sangue na veia safena em segmentos menores que reduz a pressão retrógrada facilitam a superação da gravidade para a bomba musculovenosa conduzir o sangue ao coração. apresenta várias válvulas e torna-se a veia femoral quando atravessa o hiato dos adutores. Começa posteriormente ao maléolo lateral subindo lateralmente ao longo do tendão de Áquiles cruzando-o depois para alcançar a parte média do dorso da perna. Atravessa o hiato safeno na fáscia lata e desemboca na veia femoral.4. entre as duas cabeças do gastrocnêmio. Os processos de oclusão da luz da veia.4. 3. as válvulas venosas são projeções do endotélio que formam seios valvulares caliciformes que se enchem na parte superior. A veia poplítea.18 abaixo das veias perfurantes. . na panturrilha vai até na fossa poplítea onde desemboca na veia poplítea.3 Veia poplítea Inicia na margem distal do poplíteo como continuação da veia tibial posterior situando-se próximo a artéria poplítea em seu trajeto.2Veia safena parva: Mais lateral. superiormente.

Sendo os nervos clúnios que inervam a pele da região glútea e os nervos glúteos profundos que são os nervos glúteos superior e inferior. o nervo para o . fibulares superior e profundo. obturador. 3. cutâneo femoral posterior.19 Figura 7: Visualização da veia poplítea por dissecção profunda. cutâneo lateral da coxa. 3. nervo para o quadrado femoral. isquiático. Fonte: MOORE. e na região anterior os nervos femoral.1 Nervos da região glútea Estes nervos suprem a região glútea ou atravessam a região para suprir o períneo (nervo pudendo) e a coxa (nervo isquiático).5 NERVOS DO MEMBRO INFERIOR Grande parte da inervação deste membro é originado dos plexos lombo-sacro que é formado por raízes de L4 a S3 que tem como principais ramos deste plexo nas regiões: posterior o nervo ciático e o tibial. DALLEY (2007).5.

Fonte: MOORE. uma lesão.5. 8). Para injeções na região glútea devem ser observadas alguns cuidados para a boa aplicação do medicamento. ocorre também o compromentimento acentuado da rotação medial da coxa. O bloqueio anestésico do nervo isquiático pode ser percebido no pé devido a ramificações deste nervo.1. DALLEY (2007). Já uma lesão neste nervo aparece como dor nas nádegas. . um exemplo é o nervo isquiático que esta situado profundamente na região mais proeminente da nádega. Estes inervam distintas áreas dos membros inferiores após sua origem (Fig. Figura 8: Nervos da região glútea e do compartimento posterior da coxa.20 músculo obturador interno e nervo pudendo.1 Lesões No nervo glúteo. 3. resulta em perda motora característica que para compensar o enfraquecimento da abdução da coxa ocorre uma inclinação para o lado em que o glúteo esta enfraquecido.

3.5.6 Nervos da perna No compartimento anterior apenas o nervo fibular profundo (um dos dois ramos do nervo fibular comum) esta presente.5. 3.5. . 7). 2007). Ele origina os nervos tibial (que será único e o maior ramo do ciático) e o fibular próximo a fossa poplítea.21 3. Acompanha a artéria tibial anterior e sai do compartimento anterior e continua através da articulação do tornozelo (MOORE. DALLEY. O nervo cutâneo sural medial também é derivado do nervo tibial na fossa poplítea e forma o nervo sural que supre a face lateral da perna e do tornozelo.3 Nervo femoral É o principal ramo anterior do plexo lombo-sacro. Esta situado na região anterior do quadril e entra na região do trígono femoral e inerva a região anterior da coxa (quadríceps).5 Nervos na fossa poplítea É no ângulo superior da fossa poplítea que o nervo isquiático divide-se em nervos tibial e fibular comum (Fig. O nervo isquiático dá origem ao nervo fibular comum que é o menor ramo terminal lateral daquele. 3. 3.5. É responsãel pela inervação sensitiva da região Antero-lateral da coxa.4 Nervo cutâneo lateral da coxa Passa para a coxa sob a porção mais lateral do ligamento inguinal.2 Nervo ciático (isquiático) Possui o comando motor e sensível dos membros inferiores e é o maior nervo do corpo (dedão do pé à região glútea).5.

22 No compartimento lateral ocorre o nervo fibular superficial (outro ramo do nervo fibular comum). Fonte: MOORE. trajeto e distribuição na perna dos nervos que a inervam. 2007. origem. . No compartimento posterior há o nervo tibial que supre todos os músculos neste comartimento. Figura 9: Nervos da perna e denominação. DALLEY. Continua com o nervo cutâneo atuando na face anterior da perna e em quase todo o dorso do pé (ibid). E um dos ramos deste nervo se une a outro para formar o nervo sural que atua na parte lateral e posterior do terço inferior da perna e a região lateral do pé (ibid).

a margem comum de sua sitribuição estende-se ao longo do 4ºmetacarpal e do dedo. 10): Medialmente pelo nervo safeno. DALLEY. Fonte: MOORE. Superiormente pelo nervos fibulares superficial e profundo. incluindo parte do calcanhar.23 3. que se estende distalmente até a cabeça do 1º metatarsal. Lateralmente pelo nervo sural. DALLEY (2007) a inervação cutânea do pé é suprida (Fig.5. Posteriormente (calcanhar) por ramos calcâneos dos nervos tibial e sural. 2007. . Figura 10: Inervação do pé e descrição dos nervos. Inferiormente pelos nervos plantares medial e lateral.7 Nervos do pé Segundo MOORE.

Guanabara Koogan.br/livro/pdf/luiz_anatomia.PDF>. Anatomia arterial e venosa aplicada.org/wiki/Membro_inferior>.wikipedia. Disponível em <http://pt. F. C.. Acesso em 11/12/2009. 2007. Acesso em 5 de dezembro de 2009. CONCLUSÃO O membro inferior apresenta-se com um prolongamento corporal que tem na sua vascularização e inervação poucos componentes numericamente na região pélvica que ao longo do membro vão se irradiando dando origem a outros ramos que suprem as necessidades fisiológicas e assim permitem a integração e sobrevivência deste membro do corpo. B.med. REFERÊNCIAS GUSMÃO. MOORE. 2003. A. L. Rio de Janeiro. K. Disponível em <www. L. .lava.24 4. 5ª Ed. DALLEY. WIKIPEDIA. Ed. Anatomia orientada para a clínica.